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|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
Ementa e Acórdão
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.104
MARANHÃO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:CAFÉ TOCANTINO LTDA
AGTE.(S)
:ANTÔNIO RAIMUNDO SILVA TORRES
ADV.(A/S)
:JOSÉ ORNELAS DE MELO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:VALE S/A
ADV.(A/S)
:NELSON
WILIANS
FRATONI
RODRIGUES
E
OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DANO MORAL. MODIFICAÇÃO
DE VALOR DE CONDENAÇÃO POR DANO MATERIAL E MORAL.
AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.
1. Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido,
imprescindíveis seriam a análise da legislação infraconstitucional
pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório
constantes dos autos (Súmula 279/STF), procedimentos inviáveis em sede
de recurso extraordinário.
2. O Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de repercussão
geral da questão acerca de modificação de valor fixado a título de
indenização por danos morais (ARE 743.771, Rel. Min. Gilmar Mendes).
3. O art. 543-A, § 5º, do CPC, bem como os arts. 326 e 327 do RI/STF,
dispõe que a decisão desta Corte quanto à inexistência de repercussão
geral valerá para todos os casos que versem sobre questão idêntica.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou deste
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222540.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Ementa e Acórdão
ARE 852104 AGR / MA
julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux.
Brasília, 07 de abril de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222540.
Supremo Tribunal Federal
ARE 852104 AGR / MA
julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux.
Brasília, 07 de abril de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.104
MARANHÃO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:CAFÉ TOCANTINO LTDA
AGTE.(S)
:ANTÔNIO RAIMUNDO SILVA TORRES
ADV.(A/S)
:JOSÉ ORNELAS DE MELO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:VALE S/A
ADV.(A/S)
:NELSON
WILIANS
FRATONI
RODRIGUES
E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que conheceu de agravo para negar seguimento a recurso
extraordinário, pelos seguintes fundamentos:
“Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, assim
ementado:
“CIVIL APELAÇÃO INDENIZATÓRIA DANOS
EMERGENTES DEMONSTRADOS INOCORRÊNCIA
DE DANO MORAL CULPA CONCORRENTE
VERIFICADA HONORÁRIOS DE ADVOGADO E
CUSTAS PRO RATA JUROS E CORREÇÃO
MONETÁRIA A PARTIR DO SINISTRO.
I Danos emergentes fixados nos valores
correspondentes ao caminhão destruído e à carga
extraviada.
II A ocorrência de lucros cessantes não restou
provada nos autos.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222541.
Supremo Tribunal Federal
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.104
MARANHÃO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:CAFÉ TOCANTINO LTDA
AGTE.(S)
:ANTÔNIO RAIMUNDO SILVA TORRES
ADV.(A/S)
:JOSÉ ORNELAS DE MELO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:VALE S/A
ADV.(A/S)
:NELSON
WILIANS
FRATONI
RODRIGUES
E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que conheceu de agravo para negar seguimento a recurso
extraordinário, pelos seguintes fundamentos:
“Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, assim
ementado:
“CIVIL APELAÇÃO INDENIZATÓRIA DANOS
EMERGENTES DEMONSTRADOS INOCORRÊNCIA
DE DANO MORAL CULPA CONCORRENTE
VERIFICADA HONORÁRIOS DE ADVOGADO E
CUSTAS PRO RATA JUROS E CORREÇÃO
MONETÁRIA A PARTIR DO SINISTRO.
I Danos emergentes fixados nos valores
correspondentes ao caminhão destruído e à carga
extraviada.
II A ocorrência de lucros cessantes não restou
provada nos autos.
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
ARE 852104 AGR / MA
III Danos morais não vislumbrados. Mero dissabor.
IV Culpa concorrente das partes na ocorrência do
sinistro, restando demonstrada que a atuação danosa da
Companhia Vale do Rio Doce, deu-se em maior
proporção.
V Sucumbência recíproca reconhecida.
VI - Incide correção monetária sobre dívida por ato
ilícito a partir da data do efetivo prejuízo. - Súmula 43,
do STJ.
VII Recursos parcialmente providos.”
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a , da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art.
93, IX, da Constituição. Requer a decretação de nulidade do
Acórdão objurgado na parte que reduz em 30% (trinta por cento) o
valor da indenização por danos materiais e, ainda, na parte em que
indefere os lucros cessantes e o dano moral .
O recurso extraordinário é inadmissível, tendo em vista
que, para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido,
imprescindíveis
seriam
a
análise
da
legislação
infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos
e do material probatório constantes dos autos (Súmula
279/STF), procedimentos inviáveis em sede de recurso
extraordinário.
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, b , do CPC
e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço do agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário.”
2.
A parte agravante reitera os fundamentos do recurso
extraordinário e insiste na restauração da sentença condenatória por
danos materiais e morais.
3.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 852104 AGR / MA
III Danos morais não vislumbrados. Mero dissabor.
IV Culpa concorrente das partes na ocorrência do
sinistro, restando demonstrada que a atuação danosa da
Companhia Vale do Rio Doce, deu-se em maior
proporção.
V Sucumbência recíproca reconhecida.
VI - Incide correção monetária sobre dívida por ato
ilícito a partir da data do efetivo prejuízo. - Súmula 43,
do STJ.
VII Recursos parcialmente providos.”
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a , da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art.
93, IX, da Constituição. Requer a decretação de nulidade do
Acórdão objurgado na parte que reduz em 30% (trinta por cento) o
valor da indenização por danos materiais e, ainda, na parte em que
indefere os lucros cessantes e o dano moral .
O recurso extraordinário é inadmissível, tendo em vista
que, para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido,
imprescindíveis
seriam
a
análise
da
legislação
infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos
e do material probatório constantes dos autos (Súmula
279/STF), procedimentos inviáveis em sede de recurso
extraordinário.
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, b , do CPC
e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço do agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário.”
2.
A parte agravante reitera os fundamentos do recurso
extraordinário e insiste na restauração da sentença condenatória por
danos materiais e morais.
3.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.104
MARANHÃO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem
trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora
agravada.
2.
Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido,
imprescindíveis seriam a análise da legislação infraconstitucional
pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório
constantes dos autos (Súmula 279/STF), procedimentos inviáveis em sede
de recurso extraordinário.
3.
Ademais, incide a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal firmada no sentido da ausência de repercussão geral da questão
acerca de modificação de valor fixado a título de indenização por danos
morais. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 743.771, julgado sob a
relatoria do Ministro Gilmar Mendes:
“DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. VALOR
FIXADO A TÍTULO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS
MORAIS. REEXAME DO ACERVO FÁTICO-PROBATÓRIO
DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DO
ENUNCIADO 279 DA SÚMULA DO STF. AUSÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL.”
4.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.104
MARANHÃO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem
trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora
agravada.
2.
Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido,
imprescindíveis seriam a análise da legislação infraconstitucional
pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório
constantes dos autos (Súmula 279/STF), procedimentos inviáveis em sede
de recurso extraordinário.
3.
Ademais, incide a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal firmada no sentido da ausência de repercussão geral da questão
acerca de modificação de valor fixado a título de indenização por danos
morais. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 743.771, julgado sob a
relatoria do Ministro Gilmar Mendes:
“DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. VALOR
FIXADO A TÍTULO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS
MORAIS. REEXAME DO ACERVO FÁTICO-PROBATÓRIO
DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DO
ENUNCIADO 279 DA SÚMULA DO STF. AUSÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL.”
4.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222542.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Extrato de Ata - 07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.104
PROCED. : MARANHÃO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : CAFÉ TOCANTINO LTDA
AGTE.(S) : ANTÔNIO RAIMUNDO SILVA TORRES
ADV.(A/S) : JOSÉ ORNELAS DE MELO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : VALE S/A
ADV.(A/S) : NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 7.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8255668
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.104
PROCED. : MARANHÃO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : CAFÉ TOCANTINO LTDA
AGTE.(S) : ANTÔNIO RAIMUNDO SILVA TORRES
ADV.(A/S) : JOSÉ ORNELAS DE MELO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : VALE S/A
ADV.(A/S) : NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 7.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8255668
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8283136
| 2015-04-07T00:00:00
| 2015-04-24T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 7.4.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DANO MORAL. MODIFICAÇÃO DE VALOR DE CONDENAÇÃO POR DANO MATERIAL E MORAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.
1. Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, imprescindíveis seriam a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/STF), procedimentos inviáveis em sede de recurso extraordinário.
2. O Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de repercussão geral da questão acerca de modificação de valor fixado a título de indenização por danos morais (ARE 743.771, Rel. Min. Gilmar Mendes).
3. O art. 543-A, § 5º, do CPC, bem como os arts. 326 e 327 do RI/STF, dispõe que a decisão desta Corte quanto à inexistência de repercussão geral valerá para todos os casos que versem sobre questão idêntica.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur301822
|
- Acórdão(s) citado(s):
(DANO MORAL, VALOR DA INDENIZAÇÃO)
ARE 743771 RG.
Número de páginas: 6.
Análise: 08/05/2015, MJC.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
852104
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543A PAR-00005\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n",
"LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00326 ART-00327\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 852104 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : CAFÉ TOCANTINO LTDA
AGTE.(S) : ANTÔNIO RAIMUNDO SILVA TORRES
ADV.(A/S) : JOSÉ ORNELAS DE MELO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : VALE S/A
ADV.(A/S) : NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.104
MARANHÃO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:CAFÉ TOCANTINO LTDA
AGTE.(S)
:ANTÔNIO RAIMUNDO SILVA TORRES
ADV.(A/S)
:JOSÉ ORNELAS DE MELO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:VALE S/A
ADV.(A/S)
:NELSON
WILIANS
FRATONI
RODRIGUES
E
OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DANO MORAL. MODIFICAÇÃO
DE VALOR DE CONDENAÇÃO POR DANO MATERIAL E MORAL.
AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.
1. Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido,
imprescindíveis seriam a análise da legislação infraconstitucional
pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório
constantes dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimentos inviáveis em sede
de recurso extraordinário.
2. O Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de repercussão
geral da questão acerca de modificação de valor fixado a título de
indenização por danos morais (ARE 743.771, Rel. Min. Gilmar Mendes).
3. O art. 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, bem como os arts. 326 e 327 do RI/Supremo Tribunal Federal,
dispõe que a decisão desta Corte quanto à inexistência de repercussão
geral valerá para todos os casos que versem sobre questão idêntica.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou deste
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Ementa e Acórdão
ARE 852104 AGR / MA
julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux.
Brasília, 07 de abril de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 852104 AGR / MA
julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux.
Brasília, 07 de abril de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222540.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.104
MARANHÃO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:CAFÉ TOCANTINO LTDA
AGTE.(S)
:ANTÔNIO RAIMUNDO SILVA TORRES
ADV.(A/S)
:JOSÉ ORNELAS DE MELO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:VALE S/A
ADV.(A/S)
:NELSON
WILIANS
FRATONI
RODRIGUES
E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que conheceu de agravo para negar seguimento a recurso
extraordinário, pelos seguintes fundamentos:
“Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, assim
ementado:
“CIVIL APELAÇÃO INDENIZATÓRIA DANOS
EMERGENTES DEMONSTRADOS INOCORRÊNCIA
DE DANO MORAL CULPA CONCORRENTE
VERIFICADA HONORÁRIOS DE ADVOGADO E
CUSTAS PRO RATA JUROS E CORREÇÃO
MONETÁRIA A PARTIR DO SINISTRO.
I Danos emergentes fixados nos valores
correspondentes ao caminhão destruído e à carga
extraviada.
II A ocorrência de lucros cessantes não restou
provada nos autos.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222541.
Supremo Tribunal Federal
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.104
MARANHÃO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:CAFÉ TOCANTINO LTDA
AGTE.(S)
:ANTÔNIO RAIMUNDO SILVA TORRES
ADV.(A/S)
:JOSÉ ORNELAS DE MELO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:VALE S/A
ADV.(A/S)
:NELSON
WILIANS
FRATONI
RODRIGUES
E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que conheceu de agravo para negar seguimento a recurso
extraordinário, pelos seguintes fundamentos:
“Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, assim
ementado:
“CIVIL APELAÇÃO INDENIZATÓRIA DANOS
EMERGENTES DEMONSTRADOS INOCORRÊNCIA
DE DANO MORAL CULPA CONCORRENTE
VERIFICADA HONORÁRIOS DE ADVOGADO E
CUSTAS PRO RATA JUROS E CORREÇÃO
MONETÁRIA A PARTIR DO SINISTRO.
I Danos emergentes fixados nos valores
correspondentes ao caminhão destruído e à carga
extraviada.
II A ocorrência de lucros cessantes não restou
provada nos autos.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222541.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Relatório
ARE 852104 AGR / MA
III Danos morais não vislumbrados. Mero dissabor.
IV Culpa concorrente das partes na ocorrência do
sinistro, restando demonstrada que a atuação danosa da
Companhia Vale do Rio Doce, deu-se em maior
proporção.
V Sucumbência recíproca reconhecida.
VI - Incide correção monetária sobre dívida por ato
ilícito a partir da data do efetivo prejuízo. - Súmula 43,
do Superior Tribunal de Justiça.
VII Recursos parcialmente providos.”
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a , da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art.
93, IX, da Constituição. Requer a decretação de nulidade do
Acórdão objurgado na parte que reduz em 30% (trinta por cento) o
valor da indenização por danos materiais e, ainda, na parte em que
indefere os lucros cessantes e o dano moral .
O recurso extraordinário é inadmissível, tendo em vista
que, para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido,
imprescindíveis
seriam
a
análise
da
legislação
infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos
e do material probatório constantes dos autos (Súmula
279/Supremo Tribunal Federal), procedimentos inviáveis em sede de recurso
extraordinário.
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, b , do Código de Processo Civil
e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário.”
2.
A parte agravante reitera os fundamentos do recurso
extraordinário e insiste na restauração da sentença condenatória por
danos materiais e morais.
3.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 852104 AGR / MA
III Danos morais não vislumbrados. Mero dissabor.
IV Culpa concorrente das partes na ocorrência do
sinistro, restando demonstrada que a atuação danosa da
Companhia Vale do Rio Doce, deu-se em maior
proporção.
V Sucumbência recíproca reconhecida.
VI - Incide correção monetária sobre dívida por ato
ilícito a partir da data do efetivo prejuízo. - Súmula 43,
do Superior Tribunal de Justiça.
VII Recursos parcialmente providos.”
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a , da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art.
93, IX, da Constituição. Requer a decretação de nulidade do
Acórdão objurgado na parte que reduz em 30% (trinta por cento) o
valor da indenização por danos materiais e, ainda, na parte em que
indefere os lucros cessantes e o dano moral .
O recurso extraordinário é inadmissível, tendo em vista
que, para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido,
imprescindíveis
seriam
a
análise
da
legislação
infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos
e do material probatório constantes dos autos (Súmula
279/Supremo Tribunal Federal), procedimentos inviáveis em sede de recurso
extraordinário.
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, b , do Código de Processo Civil
e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário.”
2.
A parte agravante reitera os fundamentos do recurso
extraordinário e insiste na restauração da sentença condenatória por
danos materiais e morais.
3.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.104
MARANHÃO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem
trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora
agravada.
2.
Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido,
imprescindíveis seriam a análise da legislação infraconstitucional
pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório
constantes dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimentos inviáveis em sede
de recurso extraordinário.
3.
Ademais, incide a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal firmada no sentido da ausência de repercussão geral da questão
acerca de modificação de valor fixado a título de indenização por danos
morais. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 743.771, julgado sob a
relatoria do Ministro Gilmar Mendes:
“DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. VALOR
FIXADO A TÍTULO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS
MORAIS. REEXAME DO ACERVO FÁTICO-PROBATÓRIO
DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DO
ENUNCIADO 279 DA SÚMULA DO Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL.”
4.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
Supremo Tribunal Federal
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07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.104
MARANHÃO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem
trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora
agravada.
2.
Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido,
imprescindíveis seriam a análise da legislação infraconstitucional
pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório
constantes dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimentos inviáveis em sede
de recurso extraordinário.
3.
Ademais, incide a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal firmada no sentido da ausência de repercussão geral da questão
acerca de modificação de valor fixado a título de indenização por danos
morais. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 743.771, julgado sob a
relatoria do Ministro Gilmar Mendes:
“DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. VALOR
FIXADO A TÍTULO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS
MORAIS. REEXAME DO ACERVO FÁTICO-PROBATÓRIO
DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DO
ENUNCIADO 279 DA SÚMULA DO Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL.”
4.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
Supremo Tribunal Federal
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Extrato de Ata - 07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.104
PROCED. : MARANHÃO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : CAFÉ TOCANTINO LTDA
AGTE.(S) : ANTÔNIO RAIMUNDO SILVA TORRES
ADV.(A/S) : JOSÉ ORNELAS DE MELO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : VALE S/A
ADV.(A/S) : NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 7.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.104
PROCED. : MARANHÃO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : CAFÉ TOCANTINO LTDA
AGTE.(S) : ANTÔNIO RAIMUNDO SILVA TORRES
ADV.(A/S) : JOSÉ ORNELAS DE MELO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : VALE S/A
ADV.(A/S) : NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 7.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 743 . 771",
"ARE 852104 AGR / MA",
"ARE 852104 AGR / MA",
"AGRAVO 852 . 104",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852 . 104",
"ARE 852104 AGR / MA",
"Súmula 43 , do Superior Tribunal de Justiça",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 852104 AGR / MA",
"Súmula 43 , do Superior Tribunal de Justiça",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 743 . 771",
"ENUNCIADO 279 DA SÚMULA DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 743 . 771",
"ENUNCIADO 279 DA SÚMULA DO Supremo Tribunal Federal"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil",
"arts . 326 e 327 do RI / Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do RI",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MARANHÃO",
"Brasília",
"Brasília",
"MARANHÃO",
"MARANHÃO",
"MARANHÃO",
"MARANHÃO",
"MARANHÃO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"CAFÉ TOCANTINO LTDA",
"VALE S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"CAFÉ TOCANTINO LTDA",
"VALE S / A",
"Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"CAFÉ TOCANTINO LTDA",
"VALE S / A",
"Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Companhia Vale do Rio Doce",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Companhia Vale do Rio Doce",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MARANHÃO",
"CAFÉ TOCANTINO LTDA",
"VALE S / A",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"CAFÉ TOCANTINO LTDA",
"VALE S / A",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"ANTÔNIO RAIMUNDO SILVA TORRES",
"JOSÉ ORNELAS DE MELO",
"NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES",
"Gilmar Mendes",
"Rosa Weber",
"Luiz Fux",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Luiz Fux",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"ANTÔNIO RAIMUNDO SILVA TORRES",
"JOSÉ ORNELAS DE MELO",
"NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"ANTÔNIO RAIMUNDO SILVA TORRES",
"JOSÉ ORNELAS DE MELO",
"NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Gilmar Mendes",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Gilmar Mendes",
"ROBERTO BARROSO",
"ANTÔNIO RAIMUNDO SILVA TORRES",
"JOSÉ ORNELAS DE MELO",
"NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"ANTÔNIO RAIMUNDO SILVA TORRES",
"JOSÉ ORNELAS DE MELO",
"NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07 de abril de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07 de abril de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"7",
".",
"4",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"4",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.214
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ELCIVANDER BATISTA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:ADRIANO CARDOSO SILVA E OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRESTAÇÃO DE CONTAS DE
CAMPANHA. ALEGAÇÃO DE MERA IRREGULARIDADE FORMAL.
REVISÃO DO JUÍZO VALORATIVO REALIZADO PELO ÓRGÃO
TÉCNICO. IMPOSSIBILIDADE.
1. O recurso extraordinário não é a via adequada para reverter o
juízo de desaprovação das contas realizado pelos órgãos técnicos da
Justiça Eleitoral quando a pretensão demandar uma nova valoração da
irregularidade à luz da legislação de regência.
2. Agravo regimental a que nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou deste
julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux.
Brasília, 07 de abril de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.214
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ELCIVANDER BATISTA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:ADRIANO CARDOSO SILVA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
negou provimento a recurso extraordinário com agravo. A decisão
singular afastou as teses deduzidas no recurso extraordinário,
enaltecendo que a pretensão não alcançaria ressonância constitucional.
2.
A parte agravante insiste que as ofensas apontadas violam
diretamente a Constituição Federal. Quanto à irregularidade identificada,
alega não ter ocorrido uma omissão dolosa. Sustenta que a diferença
apurada nas contas foi consequência de um mero erro formal que a
tempo e modo teria sido esclarecido e sanado.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.214
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ELCIVANDER BATISTA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:ADRIANO CARDOSO SILVA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
negou provimento a recurso extraordinário com agravo. A decisão
singular afastou as teses deduzidas no recurso extraordinário,
enaltecendo que a pretensão não alcançaria ressonância constitucional.
2.
A parte agravante insiste que as ofensas apontadas violam
diretamente a Constituição Federal. Quanto à irregularidade identificada,
alega não ter ocorrido uma omissão dolosa. Sustenta que a diferença
apurada nas contas foi consequência de um mero erro formal que a
tempo e modo teria sido esclarecido e sanado.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.214
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
A pretensão recursal não merece acolhida, na medida em
que a parte recorrente se restringe a reiterar as alegações do recurso
extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a
decisão agravada.
2. A parte agravante pretende, em última análise, uma nova
valoração sobre a prestação de constas parcial, a qual foi desaprovada.
Afirma que não poderia haver rejeição com base em um erro meramente
formal que, posteriormente, foi corrigido e sanado. Verifico, entretanto,
que o acolhimento da pretensão demandaria o reexame da legislação
infraconstitucional e do acervo probatório dos autos. Confiram-se, a
propósito, os precedentes que confirmam a conclusão da decisão
singular:
“Agravo regimental no agravo de instrumento. Alegada
existência de discussão de matéria constitucional, a permitir o
conhecimento do recurso. Decisão atacada que apreciou
adequadamente as questões em debate nestes autos. Eventuais
ofensas que se referem, de fato, ao plano infraconstitucional.
Precedentes. 1. Discussão acerca da valoração do julgamento
efetuado pelo Tribunal Superior Eleitoral a respeito de
rejeição de contas de candidato, porque dependente da
análise de normas infraconstitucionais, configura ofensa
meramente reflexa à Constituição Federal. 2. Jurisprudência
pacífica do Supremo Tribunal Federal a respeito do tema. 3.
Agravo regimental não provido.” (AI 747402 AgR, Rel, Min.
Dias Toffoli) (Negrito acrescentado)
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222547.
Supremo Tribunal Federal
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.214
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
A pretensão recursal não merece acolhida, na medida em
que a parte recorrente se restringe a reiterar as alegações do recurso
extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a
decisão agravada.
2. A parte agravante pretende, em última análise, uma nova
valoração sobre a prestação de constas parcial, a qual foi desaprovada.
Afirma que não poderia haver rejeição com base em um erro meramente
formal que, posteriormente, foi corrigido e sanado. Verifico, entretanto,
que o acolhimento da pretensão demandaria o reexame da legislação
infraconstitucional e do acervo probatório dos autos. Confiram-se, a
propósito, os precedentes que confirmam a conclusão da decisão
singular:
“Agravo regimental no agravo de instrumento. Alegada
existência de discussão de matéria constitucional, a permitir o
conhecimento do recurso. Decisão atacada que apreciou
adequadamente as questões em debate nestes autos. Eventuais
ofensas que se referem, de fato, ao plano infraconstitucional.
Precedentes. 1. Discussão acerca da valoração do julgamento
efetuado pelo Tribunal Superior Eleitoral a respeito de
rejeição de contas de candidato, porque dependente da
análise de normas infraconstitucionais, configura ofensa
meramente reflexa à Constituição Federal. 2. Jurisprudência
pacífica do Supremo Tribunal Federal a respeito do tema. 3.
Agravo regimental não provido.” (AI 747402 AgR, Rel, Min.
Dias Toffoli) (Negrito acrescentado)
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 852214 AGR / DF
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
ELEITORAL.
INELEGIBILIDADE. PREFEITO. REJEIÇÃO DE CONTAS. ART.
1º, I, G, DA LEI COMPLEMENTAR 64/1990. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. REEXAME
DE
PROVAS.
SÚMULA
279.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
I – É inadmissível o recurso extraordinário quando sua
análise implica rever a interpretação de norma
infraconstitucional que fundamenta a decisão a quo. A afronta à
Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. Precedentes.
II – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo
Tribunal a quo, necessário seria o reexame do conjunto fático-
probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da
súmula 279 do STF.
III – O dispositivo constitucional supostamente violado
não foi objeto de debate e decisão prévios pelo Tribunal de
origem, tampouco foram opostos embargos de declaração para
suscitar o pronunciamento do Juízo a quo sobre o tema.
Aplicáveis, portanto, as Súmulas 282 e 356 desta Corte.
IV – Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE
756074 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski)
3.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 852214 AGR / DF
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
ELEITORAL.
INELEGIBILIDADE. PREFEITO. REJEIÇÃO DE CONTAS. ART.
1º, I, G, DA LEI COMPLEMENTAR 64/1990. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. REEXAME
DE
PROVAS.
SÚMULA
279.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
I – É inadmissível o recurso extraordinário quando sua
análise implica rever a interpretação de norma
infraconstitucional que fundamenta a decisão a quo. A afronta à
Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. Precedentes.
II – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo
Tribunal a quo, necessário seria o reexame do conjunto fático-
probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da
súmula 279 do STF.
III – O dispositivo constitucional supostamente violado
não foi objeto de debate e decisão prévios pelo Tribunal de
origem, tampouco foram opostos embargos de declaração para
suscitar o pronunciamento do Juízo a quo sobre o tema.
Aplicáveis, portanto, as Súmulas 282 e 356 desta Corte.
IV – Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE
756074 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski)
3.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Extrato de Ata - 07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.214
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : ELCIVANDER BATISTA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : ADRIANO CARDOSO SILVA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 7.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.214
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : ELCIVANDER BATISTA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : ADRIANO CARDOSO SILVA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 7.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8267014
| 2015-04-07T00:00:00
| 2015-04-22T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 7.4.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRESTAÇÃO DE CONTAS DE CAMPANHA. ALEGAÇÃO DE MERA IRREGULARIDADE FORMAL. REVISÃO DO JUÍZO VALORATIVO REALIZADO PELO ÓRGÃO TÉCNICO. IMPOSSIBILIDADE.
1. O recurso extraordinário não é a via adequada para reverter o juízo de desaprovação das contas realizado pelos órgãos técnicos da Justiça Eleitoral quando a pretensão demandar uma nova valoração da irregularidade à luz da legislação de regência.
2. Agravo regimental a que nega provimento.
|
sjur301492
|
- Acórdão(s) citado(s):
(ELEIÇÃO, PRESTAÇÃO DE CONTAS)
AI 747402 AgR (1ªT), ARE 756074 AgR (2ªT).
Número de páginas: 5.
Análise: 06/05/2015, MJC.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
852214
| null |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 852214 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ELCIVANDER BATISTA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : ADRIANO CARDOSO SILVA E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.214
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ELCIVANDER BATISTA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:ADRIANO CARDOSO SILVA E OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRESTAÇÃO DE CONTAS DE
CAMPANHA. ALEGAÇÃO DE MERA IRREGULARIDADE FORMAL.
REVISÃO DO JUÍZO VALORATIVO REALIZADO PELO ÓRGÃO
TÉCNICO. IMPOSSIBILIDADE.
1. O recurso extraordinário não é a via adequada para reverter o
juízo de desaprovação das contas realizado pelos órgãos técnicos da
Justiça Eleitoral quando a pretensão demandar uma nova valoração da
irregularidade à luz da legislação de regência.
2. Agravo regimental a que nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou deste
julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux.
Brasília, 07 de abril de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.214
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ELCIVANDER BATISTA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:ADRIANO CARDOSO SILVA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
negou provimento a recurso extraordinário com agravo. A decisão
singular afastou as teses deduzidas no recurso extraordinário,
enaltecendo que a pretensão não alcançaria ressonância constitucional.
2.
A parte agravante insiste que as ofensas apontadas violam
diretamente a Constituição Federal. Quanto à irregularidade identificada,
alega não ter ocorrido uma omissão dolosa. Sustenta que a diferença
apurada nas contas foi consequência de um mero erro formal que a
tempo e modo teria sido esclarecido e sanado.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.214
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ELCIVANDER BATISTA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:ADRIANO CARDOSO SILVA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
negou provimento a recurso extraordinário com agravo. A decisão
singular afastou as teses deduzidas no recurso extraordinário,
enaltecendo que a pretensão não alcançaria ressonância constitucional.
2.
A parte agravante insiste que as ofensas apontadas violam
diretamente a Constituição Federal. Quanto à irregularidade identificada,
alega não ter ocorrido uma omissão dolosa. Sustenta que a diferença
apurada nas contas foi consequência de um mero erro formal que a
tempo e modo teria sido esclarecido e sanado.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.214
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
A pretensão recursal não merece acolhida, na medida em
que a parte recorrente se restringe a reiterar as alegações do recurso
extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a
decisão agravada.
2. A parte agravante pretende, em última análise, uma nova
valoração sobre a prestação de constas parcial, a qual foi desaprovada.
Afirma que não poderia haver rejeição com base em um erro meramente
formal que, posteriormente, foi corrigido e sanado. Verifico, entretanto,
que o acolhimento da pretensão demandaria o reexame da legislação
infraconstitucional e do acervo probatório dos autos. Confiram-se, a
propósito, os precedentes que confirmam a conclusão da decisão
singular:
“Agravo regimental no agravo de instrumento. Alegada
existência de discussão de matéria constitucional, a permitir o
conhecimento do recurso. Decisão atacada que apreciou
adequadamente as questões em debate nestes autos. Eventuais
ofensas que se referem, de fato, ao plano infraconstitucional.
Precedentes. 1. Discussão acerca da valoração do julgamento
efetuado pelo Tribunal Superior Eleitoral a respeito de
rejeição de contas de candidato, porque dependente da
análise de normas infraconstitucionais, configura ofensa
meramente reflexa à Constituição Federal. 2. Jurisprudência
pacífica do Supremo Tribunal Federal a respeito do tema. 3.
Agravo regimental não provido.” (AI 747402 AgR, Rel, Min.
Dias Toffoli) (Negrito acrescentado)
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.214
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
A pretensão recursal não merece acolhida, na medida em
que a parte recorrente se restringe a reiterar as alegações do recurso
extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a
decisão agravada.
2. A parte agravante pretende, em última análise, uma nova
valoração sobre a prestação de constas parcial, a qual foi desaprovada.
Afirma que não poderia haver rejeição com base em um erro meramente
formal que, posteriormente, foi corrigido e sanado. Verifico, entretanto,
que o acolhimento da pretensão demandaria o reexame da legislação
infraconstitucional e do acervo probatório dos autos. Confiram-se, a
propósito, os precedentes que confirmam a conclusão da decisão
singular:
“Agravo regimental no agravo de instrumento. Alegada
existência de discussão de matéria constitucional, a permitir o
conhecimento do recurso. Decisão atacada que apreciou
adequadamente as questões em debate nestes autos. Eventuais
ofensas que se referem, de fato, ao plano infraconstitucional.
Precedentes. 1. Discussão acerca da valoração do julgamento
efetuado pelo Tribunal Superior Eleitoral a respeito de
rejeição de contas de candidato, porque dependente da
análise de normas infraconstitucionais, configura ofensa
meramente reflexa à Constituição Federal. 2. Jurisprudência
pacífica do Supremo Tribunal Federal a respeito do tema. 3.
Agravo regimental não provido.” (AI 747402 AgR, Rel, Min.
Dias Toffoli) (Negrito acrescentado)
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 852214 AGR / DF
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
ELEITORAL.
INELEGIBILIDADE. PREFEITO. REJEIÇÃO DE CONTAS. ART.
1..., I, G, DA LEI COMPLEMENTAR 64/1990. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. REEXAME
DE
PROVAS.
SÚMULA
279.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
I – É inadmissível o recurso extraordinário quando sua
análise implica rever a interpretação de norma
infraconstitucional que fundamenta a decisão a quo. A afronta à
Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. Precedentes.
II – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo
Tribunal a quo, necessário seria o reexame do conjunto fático-
probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da
súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.
III – O dispositivo constitucional supostamente violado
não foi objeto de debate e decisão prévios pelo Tribunal de
origem, tampouco foram opostos embargos de declaração para
suscitar o pronunciamento do Juízo a quo sobre o tema.
Aplicáveis, portanto, as Súmulas 282 e 356 desta Corte.
IV – Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE
756074 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski)
3.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222547.
Supremo Tribunal Federal
ARE 852214 AGR / DF
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
ELEITORAL.
INELEGIBILIDADE. PREFEITO. REJEIÇÃO DE CONTAS. ART.
1..., I, G, DA LEI COMPLEMENTAR 64/1990. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. REEXAME
DE
PROVAS.
SÚMULA
279.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
I – É inadmissível o recurso extraordinário quando sua
análise implica rever a interpretação de norma
infraconstitucional que fundamenta a decisão a quo. A afronta à
Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. Precedentes.
II – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo
Tribunal a quo, necessário seria o reexame do conjunto fático-
probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da
súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.
III – O dispositivo constitucional supostamente violado
não foi objeto de debate e decisão prévios pelo Tribunal de
origem, tampouco foram opostos embargos de declaração para
suscitar o pronunciamento do Juízo a quo sobre o tema.
Aplicáveis, portanto, as Súmulas 282 e 356 desta Corte.
IV – Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE
756074 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski)
3.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222547.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Extrato de Ata - 07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.214
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : ELCIVANDER BATISTA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : ADRIANO CARDOSO SILVA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 7.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8255669
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.214
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : ELCIVANDER BATISTA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : ADRIANO CARDOSO SILVA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 7.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8255669
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM",
"AGRAVO 852 . 214",
"AI 747402 AgR",
"AI 747402 AgR",
"ARE 852214 AGR / DF",
"SÚMULAS 282",
"súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 756074 AgR",
"ARE 852214 AGR / DF",
"SÚMULAS 282",
"súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 756074 AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 1 . . . , I , G , DA LEI COMPLEMENTAR 64 / 1990",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 1 . . . , I , G , DA LEI COMPLEMENTAR 64 / 1990",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal Superior Eleitoral",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal",
"Superior Eleitoral",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"ELCIVANDER BATISTA DE OLIVEIRA",
"ADRIANO CARDOSO SILVA",
"Rosa Weber",
"Luiz Fux",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"ELCIVANDER BATISTA DE OLIVEIRA",
"ADRIANO CARDOSO SILVA",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"ELCIVANDER BATISTA DE OLIVEIRA",
"ADRIANO CARDOSO SILVA",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Dias Toffoli",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Dias Toffoli",
"ROBERTO BARROSO",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"ROBERTO BARROSO",
"ELCIVANDER BATISTA DE OLIVEIRA",
"ADRIANO CARDOSO SILVA",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"ELCIVANDER BATISTA DE OLIVEIRA",
"ADRIANO CARDOSO SILVA",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"07 de abril de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"7",
".",
"4",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
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"2001",
"7",
".",
"4",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.598 SERGIPE
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
AGDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:JOSÉ ALINTES SANTOS NASCIMENTO
INTDO.(A/S)
:AVAILSON SANTOS NASCIMENTO
ADV.(A/S)
:LUCIANO AZEVEDO PIMENTEL JUNIOR
INTDO.(A/S)
:EDJANE BARROS NASCIMENTO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. SÚMULA
VINCULANTE 10. ACÓRDÃO RECLAMADO COM FUNDAMENTO
EM DECISÃO DO PLENÁRIO DO STF. 1. No julgamento do RE 398.808,
o Plenário do Supremo Tribunal Federal julgou inconstitucional o art. 6º
da LC 105/01. Assim, os Tribunais podem deixar de submeter a arguição
de inconstitucionalidade aos seus próprios plenários, aplicando o
disposto no parágrafo único do art. 481 do Código de Processo Civil. 2. É
certo que a questão está em revisão no âmbito do Supremo Tribunal,
tendo sido admitida, no Recurso Extraordinário 601.314, a repercussão
geral do tema. A despeito disso, os tribunais que seguem a orientação
atualmente fixada não necessitam submeter a questão aos respectivos
plenários (Rcl 17.574, Rel. Min. Gilmar Mendes). 3. Agravo regimental a
que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou deste
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8222621.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
RCL 18598 AGR / SE
julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux.
Brasília, 07 de abril de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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RCL 18598 AGR / SE
julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux.
Brasília, 07 de abril de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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Relatório
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.598 SERGIPE
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
AGDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:JOSÉ ALINTES SANTOS NASCIMENTO
INTDO.(A/S)
:AVAILSON SANTOS NASCIMENTO
ADV.(A/S)
:LUCIANO AZEVEDO PIMENTEL JUNIOR
INTDO.(A/S)
:EDJANE BARROS NASCIMENTO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão
que negou seguimento à reclamação, nos seguintes termos:
“Trata-se de reclamação proposta pelo Procurador-Geral
da República em face de acórdão do Superior Tribunal de
Justiça, que teria violado a Súmula Vinculante nº. 10, uma vez
que não teria observado a cláusula de reserva de plenário.
A parte reclamante, em síntese, alega que a Sexta Turma
do Superior Tribunal de Justiça ‘reconheceu ser inconstitucional a
quebra de sigilo bancário com fundamento na LC 105 para fins penais
sem autorização judicial (…), porém sem a observância da reserva de
plenário, fazendo-se alusão ao que decidido no Recurso Extraordinário
nº 398.808-PR, e também da pendência de julgamento de Repercussão
Geral no Recurso Extraordinário nº 601.314’
Solicitei informações ao Superior Tribunal de Justiça, as
quais foram prestadas.
Supremo Tribunal Federal
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07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.598 SERGIPE
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
AGDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:JOSÉ ALINTES SANTOS NASCIMENTO
INTDO.(A/S)
:AVAILSON SANTOS NASCIMENTO
ADV.(A/S)
:LUCIANO AZEVEDO PIMENTEL JUNIOR
INTDO.(A/S)
:EDJANE BARROS NASCIMENTO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão
que negou seguimento à reclamação, nos seguintes termos:
“Trata-se de reclamação proposta pelo Procurador-Geral
da República em face de acórdão do Superior Tribunal de
Justiça, que teria violado a Súmula Vinculante nº. 10, uma vez
que não teria observado a cláusula de reserva de plenário.
A parte reclamante, em síntese, alega que a Sexta Turma
do Superior Tribunal de Justiça ‘reconheceu ser inconstitucional a
quebra de sigilo bancário com fundamento na LC 105 para fins penais
sem autorização judicial (…), porém sem a observância da reserva de
plenário, fazendo-se alusão ao que decidido no Recurso Extraordinário
nº 398.808-PR, e também da pendência de julgamento de Repercussão
Geral no Recurso Extraordinário nº 601.314’
Solicitei informações ao Superior Tribunal de Justiça, as
quais foram prestadas.
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Relatório
RCL 18598 AGR / SE
É o relatório. Decido.
Nos termos do art. 102, I, l , da Constituição, a reclamação
é instrumento cabível para preservar a competência deste
Tribunal e a autoridade de suas decisões. Neste último caso, a
decisão alegadamente descumprida deve ter sido proferida no
caso concreto ou ser dotada de efeitos vinculantes (art. 103-A, §
3º, da Constituição Federal).
No caso, o acórdão reclamado afastou o art. 6º da LC 105
pelos seguintes fundamentos:
‘Enquanto o Supremo Tribunal Federal admitiu
Repercussão Geral no Recurso Extraordinário nº 601.314,
para decidir acerca da constitucionalidade do
fornecimento de informações bancárias pelas instituições
financeiras ao Fisco sem autorização judicial para fins de
constituição de créditos tributários, em acórdão assim
ementado:
(…)
E, no julgamento do Recurso Extraordinário nº
389.808, decidiu pela inconstitucionalidade da
interpretação dada à norma que autorize a Receita Federal
a utilizar informações relativas à CPMF para fins de
fiscalização de imposto de renda, por importar em quebra
de sigilo de dados do contribuinte sem autorização
judicial. Eis a ementa do aresto:
(...)
No âmbito do processo criminal, todavia, a questão
não demanda maiores discussões, sendo inequívoco que o
envio de tais informações obtidas pelo Fisco ao Ministério
Público e o oferecimento de denúncia com base em tais
informações constitui quebra de sigilo bancário sem
prévia autorização judicial, o que é efetivamente vedado
no
ordenamento
jurídico
constitucional
e
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RCL 18598 AGR / SE
É o relatório. Decido.
Nos termos do art. 102, I, l , da Constituição, a reclamação
é instrumento cabível para preservar a competência deste
Tribunal e a autoridade de suas decisões. Neste último caso, a
decisão alegadamente descumprida deve ter sido proferida no
caso concreto ou ser dotada de efeitos vinculantes (art. 103-A, §
3º, da Constituição Federal).
No caso, o acórdão reclamado afastou o art. 6º da LC 105
pelos seguintes fundamentos:
‘Enquanto o Supremo Tribunal Federal admitiu
Repercussão Geral no Recurso Extraordinário nº 601.314,
para decidir acerca da constitucionalidade do
fornecimento de informações bancárias pelas instituições
financeiras ao Fisco sem autorização judicial para fins de
constituição de créditos tributários, em acórdão assim
ementado:
(…)
E, no julgamento do Recurso Extraordinário nº
389.808, decidiu pela inconstitucionalidade da
interpretação dada à norma que autorize a Receita Federal
a utilizar informações relativas à CPMF para fins de
fiscalização de imposto de renda, por importar em quebra
de sigilo de dados do contribuinte sem autorização
judicial. Eis a ementa do aresto:
(...)
No âmbito do processo criminal, todavia, a questão
não demanda maiores discussões, sendo inequívoco que o
envio de tais informações obtidas pelo Fisco ao Ministério
Público e o oferecimento de denúncia com base em tais
informações constitui quebra de sigilo bancário sem
prévia autorização judicial, o que é efetivamente vedado
no
ordenamento
jurídico
constitucional
e
2
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Relatório
RCL 18598 AGR / SE
infraconstitucional.’
No julgamento do RE 398.808, o Plenário do Supremo
Tribunal Federal julgou inconstitucional o art. 6º da LC 105/01.
Assim, os Tribunais podem deixar de submeter a arguição de
inconstitucionalidade aos seus próprios plenários, aplicando o
disposto no parágrafo único do art. 481 do Código de Processo
Civil:
Art. 481. (...)
Parágrafo único: Os órgãos fracionários dos tribunais
não submeterão ao plenário, ou ao órgão especial, a
argüição de inconstitucionalidade, quando já houver
pronunciamento destes ou do plenário do Supremo
Tribunal Federal sobre a questão.
Ademais, ‘é certo que a questão está em revisão no âmbito do
Supremo Tribunal, tendo sido admitida, no Recurso Extraordinário
601.314, a repercussão geral do tema. A despeito disso, os tribunais
que seguem a orientação atualmente fixada não necessitam submeter a
questão aos respectivos plenários.’ (Rcl 17.574, Rel. Min. Gilmar
Mendes)
Conclui-se, portanto, que o acórdão reclamado não violou
a Súmula Vinculante nº 10.
Por todo o exposto, com fundamento no art. 38 da Lei nº
8.038/1990 e no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento à
reclamação.”
2.
A parte agravante, em síntese, alega que “esse Supremo
Tribunal Federal no julgamento do RE nº 389.808/PR (Pleno, Rel. Min. Marco
Aurélio, DJe de 10/05/2011), por maioria (ocasional) de cinco votos a quatro,
conferiu ao art. 6º da LC 105 ‘interpretação conforme a Constituição’ (portanto
não declarando a inconstitucionalidade do dispositivo), firmando o entendimento
de que ‘Conflita com a Carta da República norma legal atribuindo à
3
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Supremo Tribunal Federal
RCL 18598 AGR / SE
infraconstitucional.’
No julgamento do RE 398.808, o Plenário do Supremo
Tribunal Federal julgou inconstitucional o art. 6º da LC 105/01.
Assim, os Tribunais podem deixar de submeter a arguição de
inconstitucionalidade aos seus próprios plenários, aplicando o
disposto no parágrafo único do art. 481 do Código de Processo
Civil:
Art. 481. (...)
Parágrafo único: Os órgãos fracionários dos tribunais
não submeterão ao plenário, ou ao órgão especial, a
argüição de inconstitucionalidade, quando já houver
pronunciamento destes ou do plenário do Supremo
Tribunal Federal sobre a questão.
Ademais, ‘é certo que a questão está em revisão no âmbito do
Supremo Tribunal, tendo sido admitida, no Recurso Extraordinário
601.314, a repercussão geral do tema. A despeito disso, os tribunais
que seguem a orientação atualmente fixada não necessitam submeter a
questão aos respectivos plenários.’ (Rcl 17.574, Rel. Min. Gilmar
Mendes)
Conclui-se, portanto, que o acórdão reclamado não violou
a Súmula Vinculante nº 10.
Por todo o exposto, com fundamento no art. 38 da Lei nº
8.038/1990 e no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento à
reclamação.”
2.
A parte agravante, em síntese, alega que “esse Supremo
Tribunal Federal no julgamento do RE nº 389.808/PR (Pleno, Rel. Min. Marco
Aurélio, DJe de 10/05/2011), por maioria (ocasional) de cinco votos a quatro,
conferiu ao art. 6º da LC 105 ‘interpretação conforme a Constituição’ (portanto
não declarando a inconstitucionalidade do dispositivo), firmando o entendimento
de que ‘Conflita com a Carta da República norma legal atribuindo à
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Relatório
RCL 18598 AGR / SE
Receita Federal – parte na relação jurídico tributária – o afastamento do
sigilo de dados relativos ao contribuinte’. Não obstante, a decisão foi
proferida em sede de controle difuso, não ostentando efeitos erga omnes nem
eficácia vinculante.” Sustenta, ainda, que contra a referida decisão foi
interposto embargos de declaração, em que se pretende atingir efeitos
infringentes.
3.
É o relatório.
4
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RCL 18598 AGR / SE
Receita Federal – parte na relação jurídico tributária – o afastamento do
sigilo de dados relativos ao contribuinte’. Não obstante, a decisão foi
proferida em sede de controle difuso, não ostentando efeitos erga omnes nem
eficácia vinculante.” Sustenta, ainda, que contra a referida decisão foi
interposto embargos de declaração, em que se pretende atingir efeitos
infringentes.
3.
É o relatório.
4
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.598 SERGIPE
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
A decisão agravada está alinhada com a orientação do
Supremo Tribunal Federal, no sentido de que quando declarada a
inconstitucionalidade pelo Plenário desta Corte, os Tribunais podem
deixar de submeter a arguição de inconstitucionalidade aos seus próprios
plenários, aplicando o disposto no parágrafo único do art. 481 do Código
de Processo Civil, a título exemplificativo:
“EMENTA Agravo regimental na reclamação. Súmula
Vinculante nº 10. Existência de pronunciamento plenário do
STF acerca da matéria de fundo. Aplicação mitigada do art. 97
da CF/88. Artigo 481, parágrafo único, do CPC. Violação não
configurada. Agravo regimental não provido. 1. Não viola o art.
97 da CF/88 a decisão proferida por órgão fracionário do Poder
Judiciário – mediante a qual se nega eficácia a ato normativo
por fundamento constitucional - assentada em entendimento do
Plenário do STF acerca da matéria de fundo, ainda que sobre
dispositivo diverso. 2. Exige-se aderência estrita do objeto do
ato reclamado ao conteúdo do paradigma para o cabimento da
reclamação constitucional. 3. Agravo regimental não provido.”
(Rcl 9.299-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli)
“EMENTA:
PROCESSUAL
CIVIL.
AGRAVO
REGIMENTAL.
JURISDIÇÃO.
CONTROLE
DE
CONSTITUCIONALIDADE.
DECLARAÇÃO
DE
INCONSTITUCIONALIDADE. RESERVA DE PLENÁRIO.
ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO. EXISTÊNCIA DE
PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL SOBRE
A MATÉRIA. INAPLICABILIDADE. TRIBUTÁRIO. MULTA.
MASSA FALIDA. ART. 9º DO DECRETO-LEI 1.893/1981.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.598 SERGIPE
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
A decisão agravada está alinhada com a orientação do
Supremo Tribunal Federal, no sentido de que quando declarada a
inconstitucionalidade pelo Plenário desta Corte, os Tribunais podem
deixar de submeter a arguição de inconstitucionalidade aos seus próprios
plenários, aplicando o disposto no parágrafo único do art. 481 do Código
de Processo Civil, a título exemplificativo:
“EMENTA Agravo regimental na reclamação. Súmula
Vinculante nº 10. Existência de pronunciamento plenário do
STF acerca da matéria de fundo. Aplicação mitigada do art. 97
da CF/88. Artigo 481, parágrafo único, do CPC. Violação não
configurada. Agravo regimental não provido. 1. Não viola o art.
97 da CF/88 a decisão proferida por órgão fracionário do Poder
Judiciário – mediante a qual se nega eficácia a ato normativo
por fundamento constitucional - assentada em entendimento do
Plenário do STF acerca da matéria de fundo, ainda que sobre
dispositivo diverso. 2. Exige-se aderência estrita do objeto do
ato reclamado ao conteúdo do paradigma para o cabimento da
reclamação constitucional. 3. Agravo regimental não provido.”
(Rcl 9.299-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli)
“EMENTA:
PROCESSUAL
CIVIL.
AGRAVO
REGIMENTAL.
JURISDIÇÃO.
CONTROLE
DE
CONSTITUCIONALIDADE.
DECLARAÇÃO
DE
INCONSTITUCIONALIDADE. RESERVA DE PLENÁRIO.
ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO. EXISTÊNCIA DE
PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL SOBRE
A MATÉRIA. INAPLICABILIDADE. TRIBUTÁRIO. MULTA.
MASSA FALIDA. ART. 9º DO DECRETO-LEI 1.893/1981.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
RCL 18598 AGR / SE
PRECEDENTES. Os órgãos fracionários dos Tribunais podem
declarar a inconstitucionalidade de normas se a matéria já tiver
sido apreciada pelo Supremo Tribunal Federal, ainda que
incidentalmente. Inaplicável, no caso, o art. 97 da Constituição.
Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (AI 413.118-
AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa)
2.
No caso, conforme assentado na decisão agravada, no
julgamento do RE 398.808, o Plenário do Supremo Tribunal Federal
julgou inconstitucional o art. 6º da LC 105/01. No entanto, “é certo que a
questão está em revisão no âmbito do Supremo Tribunal, tendo sido admitida, no
Recurso Extraordinário 601.314, a repercussão geral do tema. A despeito disso,
os tribunais que seguem a orientação atualmente fixada não necessitam submeter
a questão aos respectivos plenários.” (Rcl 17.574, Rel. Min. Gilmar Mendes)
3.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4.
É como voto.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
RCL 18598 AGR / SE
PRECEDENTES. Os órgãos fracionários dos Tribunais podem
declarar a inconstitucionalidade de normas se a matéria já tiver
sido apreciada pelo Supremo Tribunal Federal, ainda que
incidentalmente. Inaplicável, no caso, o art. 97 da Constituição.
Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (AI 413.118-
AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa)
2.
No caso, conforme assentado na decisão agravada, no
julgamento do RE 398.808, o Plenário do Supremo Tribunal Federal
julgou inconstitucional o art. 6º da LC 105/01. No entanto, “é certo que a
questão está em revisão no âmbito do Supremo Tribunal, tendo sido admitida, no
Recurso Extraordinário 601.314, a repercussão geral do tema. A despeito disso,
os tribunais que seguem a orientação atualmente fixada não necessitam submeter
a questão aos respectivos plenários.” (Rcl 17.574, Rel. Min. Gilmar Mendes)
3.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4.
É como voto.
2
Supremo Tribunal Federal
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Extrato de Ata - 07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.598
PROCED. : SERGIPE
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : JOSÉ ALINTES SANTOS NASCIMENTO
INTDO.(A/S) : AVAILSON SANTOS NASCIMENTO
ADV.(A/S) : LUCIANO AZEVEDO PIMENTEL JUNIOR
INTDO.(A/S) : EDJANE BARROS NASCIMENTO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 7.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.598
PROCED. : SERGIPE
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : JOSÉ ALINTES SANTOS NASCIMENTO
INTDO.(A/S) : AVAILSON SANTOS NASCIMENTO
ADV.(A/S) : LUCIANO AZEVEDO PIMENTEL JUNIOR
INTDO.(A/S) : EDJANE BARROS NASCIMENTO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 7.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8350484
| 2015-04-07T00:00:00
| 2015-05-05T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 7.4.2015.
|
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
|
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. SÚMULA VINCULANTE 10. ACÓRDÃO RECLAMADO COM FUNDAMENTO EM DECISÃO DO PLENÁRIO DO STF. 1. No julgamento do RE 398.808, o Plenário do Supremo Tribunal Federal julgou inconstitucional o art. 6º da LC 105/01. Assim, os Tribunais podem deixar de submeter a arguição de inconstitucionalidade aos seus próprios plenários, aplicando o disposto no parágrafo único do art. 481 do Código de Processo Civil. 2. É certo que a questão está em revisão no âmbito do Supremo Tribunal, tendo sido admitida, no Recurso Extraordinário 601.314, a repercussão geral do tema. A despeito disso, os tribunais que seguem a orientação atualmente fixada não necessitam submeter a questão aos respectivos plenários (Rcl 17.574, Rel. Min. Gilmar Mendes). 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur302740
|
- Acórdão(s) citado(s):
(RESERVA DE PLENÁRIO)
AI 413118 AgR (2ªT), Rcl 9299 AgR (1ªT).
- Decisão monocrática citada:
(RESERVA DE PLENÁRIO)
Rcl 17574.
- Veja RE 389808 e RE 601314 RG do STF.
Número de páginas: 9.
Análise: 26/05/2015, MAD.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
18598
|
[
"LEG-FED LCP-000105 ANO-2001\n ART-00006\n LEI COMPLEMENTAR\n\n",
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00481 PAR-ÚNICO\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n",
"LEG-FED SUV-000010 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
Rcl-AgR
|
acordaos
|
Rcl 18598 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : JOSÉ ALINTES SANTOS NASCIMENTO
INTDO.(A/S) : AVAILSON SANTOS NASCIMENTO
ADV.(A/S) : LUCIANO AZEVEDO PIMENTEL JUNIOR
INTDO.(A/S) : EDJANE BARROS NASCIMENTO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.598 SERGIPE
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
AGDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:JOSÉ ALINTES SANTOS NASCIMENTO
INTDO.(A/S)
:AVAILSON SANTOS NASCIMENTO
ADV.(A/S)
:LUCIANO AZEVEDO PIMENTEL JUNIOR
INTDO.(A/S)
:EDJANE BARROS NASCIMENTO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. SÚMULA
VINCULANTE 10. ACÓRDÃO RECLAMADO COM FUNDAMENTO
EM DECISÃO DO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal. 1. No julgamento do Recurso Extraordinário 398.808,
o Plenário do Supremo Tribunal Federal julgou inconstitucional o art. 6...
da Lei Complementar 105/01. Assim, os Tribunais podem deixar de submeter a arguição
de inconstitucionalidade aos seus próprios plenários, aplicando o
disposto no parágrafo único do art. 481 do Código de Processo Civil. 2. É
certo que a questão está em revisão no âmbito do Supremo Tribunal,
tendo sido admitida, no Recurso Extraordinário 601.314, a repercussão
geral do tema. A despeito disso, os tribunais que seguem a orientação
atualmente fixada não necessitam submeter a questão aos respectivos
plenários (Rcl 17.574, Rel. Min. Gilmar Mendes). 3. Agravo regimental a
que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou deste
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
RCL 18598 AGR / SE
julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux.
Brasília, 07 de abril de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RCL 18598 AGR / SE
julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux.
Brasília, 07 de abril de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.598 SERGIPE
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
AGDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:JOSÉ ALINTES SANTOS NASCIMENTO
INTDO.(A/S)
:AVAILSON SANTOS NASCIMENTO
ADV.(A/S)
:LUCIANO AZEVEDO PIMENTEL JUNIOR
INTDO.(A/S)
:EDJANE BARROS NASCIMENTO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão
que negou seguimento à reclamação, nos seguintes termos:
“Trata-se de reclamação proposta pelo Procurador-Geral
da República em face de acórdão do Superior Tribunal de
Justiça, que teria violado a Súmula Vinculante n. 10, uma vez
que não teria observado a cláusula de reserva de plenário.
A parte reclamante, em síntese, alega que a Sexta Turma
do Superior Tribunal de Justiça ‘reconheceu ser inconstitucional a
quebra de sigilo bancário com fundamento na Lei Complementar 105 para fins penais
sem autorização judicial (…), porém sem a observância da reserva de
plenário, fazendo-se alusão ao que decidido no Recurso Extraordinário
n 398.808-PR, e também da pendência de julgamento de Repercussão
Geral no Recurso Extraordinário n 601.314’
Solicitei informações ao Superior Tribunal de Justiça, as
quais foram prestadas.
Supremo Tribunal Federal
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07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.598 SERGIPE
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
AGDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:JOSÉ ALINTES SANTOS NASCIMENTO
INTDO.(A/S)
:AVAILSON SANTOS NASCIMENTO
ADV.(A/S)
:LUCIANO AZEVEDO PIMENTEL JUNIOR
INTDO.(A/S)
:EDJANE BARROS NASCIMENTO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão
que negou seguimento à reclamação, nos seguintes termos:
“Trata-se de reclamação proposta pelo Procurador-Geral
da República em face de acórdão do Superior Tribunal de
Justiça, que teria violado a Súmula Vinculante n. 10, uma vez
que não teria observado a cláusula de reserva de plenário.
A parte reclamante, em síntese, alega que a Sexta Turma
do Superior Tribunal de Justiça ‘reconheceu ser inconstitucional a
quebra de sigilo bancário com fundamento na Lei Complementar 105 para fins penais
sem autorização judicial (…), porém sem a observância da reserva de
plenário, fazendo-se alusão ao que decidido no Recurso Extraordinário
n 398.808-PR, e também da pendência de julgamento de Repercussão
Geral no Recurso Extraordinário n 601.314’
Solicitei informações ao Superior Tribunal de Justiça, as
quais foram prestadas.
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
RCL 18598 AGR / SE
É o relatório. Decido.
Nos termos do art. 102, I, l , da Constituição, a reclamação
é instrumento cabível para preservar a competência deste
Tribunal e a autoridade de suas decisões. Neste último caso, a
decisão alegadamente descumprida deve ter sido proferida no
caso concreto ou ser dotada de efeitos vinculantes (art. 103-A, §
3..., da Constituição Federal).
No caso, o acórdão reclamado afastou o art. 6... da Lei Complementar 105
pelos seguintes fundamentos:
‘Enquanto o Supremo Tribunal Federal admitiu
Repercussão Geral no Recurso Extraordinário n 601.314,
para decidir acerca da constitucionalidade do
fornecimento de informações bancárias pelas instituições
financeiras ao Fisco sem autorização judicial para fins de
constituição de créditos tributários, em acórdão assim
ementado:
(…)
E, no julgamento do Recurso Extraordinário n
389.808, decidiu pela inconstitucionalidade da
interpretação dada à norma que autorize a Receita Federal
a utilizar informações relativas à CPMF para fins de
fiscalização de imposto de renda, por importar em quebra
de sigilo de dados do contribuinte sem autorização
judicial. Eis a ementa do aresto:
(...)
No âmbito do processo criminal, todavia, a questão
não demanda maiores discussões, sendo inequívoco que o
envio de tais informações obtidas pelo Fisco ao Ministério
Público e o oferecimento de denúncia com base em tais
informações constitui quebra de sigilo bancário sem
prévia autorização judicial, o que é efetivamente vedado
no
ordenamento
jurídico
constitucional
e
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RCL 18598 AGR / SE
É o relatório. Decido.
Nos termos do art. 102, I, l , da Constituição, a reclamação
é instrumento cabível para preservar a competência deste
Tribunal e a autoridade de suas decisões. Neste último caso, a
decisão alegadamente descumprida deve ter sido proferida no
caso concreto ou ser dotada de efeitos vinculantes (art. 103-A, §
3..., da Constituição Federal).
No caso, o acórdão reclamado afastou o art. 6... da Lei Complementar 105
pelos seguintes fundamentos:
‘Enquanto o Supremo Tribunal Federal admitiu
Repercussão Geral no Recurso Extraordinário n 601.314,
para decidir acerca da constitucionalidade do
fornecimento de informações bancárias pelas instituições
financeiras ao Fisco sem autorização judicial para fins de
constituição de créditos tributários, em acórdão assim
ementado:
(…)
E, no julgamento do Recurso Extraordinário n
389.808, decidiu pela inconstitucionalidade da
interpretação dada à norma que autorize a Receita Federal
a utilizar informações relativas à CPMF para fins de
fiscalização de imposto de renda, por importar em quebra
de sigilo de dados do contribuinte sem autorização
judicial. Eis a ementa do aresto:
(...)
No âmbito do processo criminal, todavia, a questão
não demanda maiores discussões, sendo inequívoco que o
envio de tais informações obtidas pelo Fisco ao Ministério
Público e o oferecimento de denúncia com base em tais
informações constitui quebra de sigilo bancário sem
prévia autorização judicial, o que é efetivamente vedado
no
ordenamento
jurídico
constitucional
e
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Relatório
RCL 18598 AGR / SE
infraconstitucional.’
No julgamento do Recurso Extraordinário 398.808, o Plenário do Supremo
Tribunal Federal julgou inconstitucional o art. 6... da Lei Complementar 105/01.
Assim, os Tribunais podem deixar de submeter a arguição de
inconstitucionalidade aos seus próprios plenários, aplicando o
disposto no parágrafo único do art. 481 do Código de Processo
Civil:
Art. 481. (...)
Parágrafo único: Os órgãos fracionários dos tribunais
não submeterão ao plenário, ou ao órgão especial, a
argüição de inconstitucionalidade, quando já houver
pronunciamento destes ou do plenário do Supremo
Tribunal Federal sobre a questão.
Ademais, ‘é certo que a questão está em revisão no âmbito do
Supremo Tribunal, tendo sido admitida, no Recurso Extraordinário
601.314, a repercussão geral do tema. A despeito disso, os tribunais
que seguem a orientação atualmente fixada não necessitam submeter a
questão aos respectivos plenários.’ (Rcl 17.574, Rel. Min. Gilmar
Mendes)
Conclui-se, portanto, que o acórdão reclamado não violou
a Súmula Vinculante n 10.
Por todo o exposto, com fundamento no art. 38 da Lei n
8.038/1990 e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento à
reclamação.”
2.
A parte agravante, em síntese, alega que “esse Supremo
Tribunal Federal no julgamento do Recurso Extraordinário n 389.808/PR (Pleno, Rel. Min. Marco
Aurélio, DJe de 10/05/2011), por maioria (ocasional) de cinco votos a quatro,
conferiu ao art. 6... da Lei Complementar 105 ‘interpretação conforme a Constituição’ (portanto
não declarando a inconstitucionalidade do dispositivo), firmando o entendimento
de que ‘Conflita com a Carta da República norma legal atribuindo à
3
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Supremo Tribunal Federal
RCL 18598 AGR / SE
infraconstitucional.’
No julgamento do Recurso Extraordinário 398.808, o Plenário do Supremo
Tribunal Federal julgou inconstitucional o art. 6... da Lei Complementar 105/01.
Assim, os Tribunais podem deixar de submeter a arguição de
inconstitucionalidade aos seus próprios plenários, aplicando o
disposto no parágrafo único do art. 481 do Código de Processo
Civil:
Art. 481. (...)
Parágrafo único: Os órgãos fracionários dos tribunais
não submeterão ao plenário, ou ao órgão especial, a
argüição de inconstitucionalidade, quando já houver
pronunciamento destes ou do plenário do Supremo
Tribunal Federal sobre a questão.
Ademais, ‘é certo que a questão está em revisão no âmbito do
Supremo Tribunal, tendo sido admitida, no Recurso Extraordinário
601.314, a repercussão geral do tema. A despeito disso, os tribunais
que seguem a orientação atualmente fixada não necessitam submeter a
questão aos respectivos plenários.’ (Rcl 17.574, Rel. Min. Gilmar
Mendes)
Conclui-se, portanto, que o acórdão reclamado não violou
a Súmula Vinculante n 10.
Por todo o exposto, com fundamento no art. 38 da Lei n
8.038/1990 e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento à
reclamação.”
2.
A parte agravante, em síntese, alega que “esse Supremo
Tribunal Federal no julgamento do Recurso Extraordinário n 389.808/PR (Pleno, Rel. Min. Marco
Aurélio, DJe de 10/05/2011), por maioria (ocasional) de cinco votos a quatro,
conferiu ao art. 6... da Lei Complementar 105 ‘interpretação conforme a Constituição’ (portanto
não declarando a inconstitucionalidade do dispositivo), firmando o entendimento
de que ‘Conflita com a Carta da República norma legal atribuindo à
3
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Relatório
RCL 18598 AGR / SE
Receita Federal – parte na relação jurídico tributária – o afastamento do
sigilo de dados relativos ao contribuinte’. Não obstante, a decisão foi
proferida em sede de controle difuso, não ostentando efeitos erga omnes nem
eficácia vinculante.” Sustenta, ainda, que contra a referida decisão foi
interposto embargos de declaração, em que se pretende atingir efeitos
infringentes.
3.
É o relatório.
4
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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RCL 18598 AGR / SE
Receita Federal – parte na relação jurídico tributária – o afastamento do
sigilo de dados relativos ao contribuinte’. Não obstante, a decisão foi
proferida em sede de controle difuso, não ostentando efeitos erga omnes nem
eficácia vinculante.” Sustenta, ainda, que contra a referida decisão foi
interposto embargos de declaração, em que se pretende atingir efeitos
infringentes.
3.
É o relatório.
4
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.598 SERGIPE
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
A decisão agravada está alinhada com a orientação do
Supremo Tribunal Federal, no sentido de que quando declarada a
inconstitucionalidade pelo Plenário desta Corte, os Tribunais podem
deixar de submeter a arguição de inconstitucionalidade aos seus próprios
plenários, aplicando o disposto no parágrafo único do art. 481 do Código
de Processo Civil, a título exemplificativo:
“EMENTA Agravo regimental na reclamação. Súmula
Vinculante n 10. Existência de pronunciamento plenário do
Supremo Tribunal Federal acerca da matéria de fundo. Aplicação mitigada do art. 97
da Constituição Federal de 1988/88. Artigo 481, parágrafo único, do Código de Processo Civil. Violação não
configurada. Agravo regimental não provido. 1. Não viola o art.
97 da Constituição Federal de 1988/88 a decisão proferida por órgão fracionário do Poder
Judiciário – mediante a qual se nega eficácia a ato normativo
por fundamento constitucional - assentada em entendimento do
Plenário do Supremo Tribunal Federal acerca da matéria de fundo, ainda que sobre
dispositivo diverso. 2. Exige-se aderência estrita do objeto do
ato reclamado ao conteúdo do paradigma para o cabimento da
reclamação constitucional. 3. Agravo regimental não provido.”
(Rcl 9.299-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli)
“EMENTA:
PROCESSUAL
CIVIL.
AGRAVO
REGIMENTAL.
JURISDIÇÃO.
CONTROLE
DE
CONSTITUCIONALIDADE.
DECLARAÇÃO
DE
INCONSTITUCIONALIDADE. RESERVA DE PLENÁRIO.
ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO. EXISTÊNCIA DE
PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL SOBRE
A MATÉRIA. INAPLICABILIDADE. TRIBUTÁRIO. MULTA.
MASSA FALIDA. ART. 9... DO DECRETO-LEI 1.893/1981.
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Supremo Tribunal Federal
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.598 SERGIPE
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
A decisão agravada está alinhada com a orientação do
Supremo Tribunal Federal, no sentido de que quando declarada a
inconstitucionalidade pelo Plenário desta Corte, os Tribunais podem
deixar de submeter a arguição de inconstitucionalidade aos seus próprios
plenários, aplicando o disposto no parágrafo único do art. 481 do Código
de Processo Civil, a título exemplificativo:
“EMENTA Agravo regimental na reclamação. Súmula
Vinculante n 10. Existência de pronunciamento plenário do
Supremo Tribunal Federal acerca da matéria de fundo. Aplicação mitigada do art. 97
da Constituição Federal de 1988/88. Artigo 481, parágrafo único, do Código de Processo Civil. Violação não
configurada. Agravo regimental não provido. 1. Não viola o art.
97 da Constituição Federal de 1988/88 a decisão proferida por órgão fracionário do Poder
Judiciário – mediante a qual se nega eficácia a ato normativo
por fundamento constitucional - assentada em entendimento do
Plenário do Supremo Tribunal Federal acerca da matéria de fundo, ainda que sobre
dispositivo diverso. 2. Exige-se aderência estrita do objeto do
ato reclamado ao conteúdo do paradigma para o cabimento da
reclamação constitucional. 3. Agravo regimental não provido.”
(Rcl 9.299-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli)
“EMENTA:
PROCESSUAL
CIVIL.
AGRAVO
REGIMENTAL.
JURISDIÇÃO.
CONTROLE
DE
CONSTITUCIONALIDADE.
DECLARAÇÃO
DE
INCONSTITUCIONALIDADE. RESERVA DE PLENÁRIO.
ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO. EXISTÊNCIA DE
PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL SOBRE
A MATÉRIA. INAPLICABILIDADE. TRIBUTÁRIO. MULTA.
MASSA FALIDA. ART. 9... DO DECRETO-LEI 1.893/1981.
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
RCL 18598 AGR / SE
PRECEDENTES. Os órgãos fracionários dos Tribunais podem
declarar a inconstitucionalidade de normas se a matéria já tiver
sido apreciada pelo Supremo Tribunal Federal, ainda que
incidentalmente. Inaplicável, no caso, o art. 97 da Constituição.
Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (AI 413.118-
AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa)
2.
No caso, conforme assentado na decisão agravada, no
julgamento do Recurso Extraordinário 398.808, o Plenário do Supremo Tribunal Federal
julgou inconstitucional o art. 6... da Lei Complementar 105/01. No entanto, “é certo que a
questão está em revisão no âmbito do Supremo Tribunal, tendo sido admitida, no
Recurso Extraordinário 601.314, a repercussão geral do tema. A despeito disso,
os tribunais que seguem a orientação atualmente fixada não necessitam submeter
a questão aos respectivos plenários.” (Rcl 17.574, Rel. Min. Gilmar Mendes)
3.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4.
É como voto.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RCL 18598 AGR / SE
PRECEDENTES. Os órgãos fracionários dos Tribunais podem
declarar a inconstitucionalidade de normas se a matéria já tiver
sido apreciada pelo Supremo Tribunal Federal, ainda que
incidentalmente. Inaplicável, no caso, o art. 97 da Constituição.
Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (AI 413.118-
AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa)
2.
No caso, conforme assentado na decisão agravada, no
julgamento do Recurso Extraordinário 398.808, o Plenário do Supremo Tribunal Federal
julgou inconstitucional o art. 6... da Lei Complementar 105/01. No entanto, “é certo que a
questão está em revisão no âmbito do Supremo Tribunal, tendo sido admitida, no
Recurso Extraordinário 601.314, a repercussão geral do tema. A despeito disso,
os tribunais que seguem a orientação atualmente fixada não necessitam submeter
a questão aos respectivos plenários.” (Rcl 17.574, Rel. Min. Gilmar Mendes)
3.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4.
É como voto.
2
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Extrato de Ata - 07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.598
PROCED. : SERGIPE
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : JOSÉ ALINTES SANTOS NASCIMENTO
INTDO.(A/S) : AVAILSON SANTOS NASCIMENTO
ADV.(A/S) : LUCIANO AZEVEDO PIMENTEL JUNIOR
INTDO.(A/S) : EDJANE BARROS NASCIMENTO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 7.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 18.598
PROCED. : SERGIPE
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : JOSÉ ALINTES SANTOS NASCIMENTO
INTDO.(A/S) : AVAILSON SANTOS NASCIMENTO
ADV.(A/S) : LUCIANO AZEVEDO PIMENTEL JUNIOR
INTDO.(A/S) : EDJANE BARROS NASCIMENTO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 7.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"Recurso Extraordinário 398 . 808",
"Recurso Extraordinário 601 . 314",
"Rcl 17 . 574",
"RCL 18598",
"RCL",
"RECLAMAÇÃO 18 . 598",
"Recurso Extraordinário n 601 . 314 ’",
"RECLAMAÇÃO",
"Súmula Vinculante n . 10",
"Recurso Extraordinário n 398 . 808 - PR",
"Recurso Extraordinário n 601 . 314 ’",
"Recurso Extraordinário n 601 . 314",
"Recurso Extraordinário n 389 . 808",
"RCL 18598 AGR / SE",
"Recurso Extraordinário n 601 . 314",
"Recurso Extraordinário n 389 . 808",
"RCL 18598",
"Recurso Extraordinário 398 . 808",
"Recurso Extraordinário 601 . 314",
"Rcl 17 . 574",
"Recurso Extraordinário n 389 . 808 / PR",
"RCL 18598",
"Recurso Extraordinário 398 . 808",
"Recurso Extraordinário 601 . 314",
"Rcl 17 . 574",
"Súmula Vinculante n 10",
"Recurso Extraordinário n 389 . 808 / PR",
"RCL 18598",
"RECLAMAÇÃO 18 . 598",
"Rcl 9 . 299 - AgR",
"Rcl 9 . 299 - AgR",
"RCL",
"AI 413 . 118 - AgR",
"Recurso Extraordinário 398 . 808",
"Recurso Extraordinário 601 . 314",
"Rcl 17 . 574",
"AI 413 . 118 - AgR",
"Recurso Extraordinário 398 . 808",
"Recurso Extraordinário 601 . 314",
"Rcl 17 . 574",
"RECLAMAÇÃO 18 . 598",
"RECLAMAÇÃO 18 . 598"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 6 . . . da Lei Complementar 105 / 01",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar 105",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar 105",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , I , l , da Constituição",
"art . 103 - A , § 3 . . . , da Constituição Federal",
"art . 6 . . . da Lei Complementar 105",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , I , l , da Constituição",
"art . 103 - A , § 3 . . . , da Constituição Federal",
"art . 6 . . . da Lei Complementar 105",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 6 . . . da Lei Complementar 105 / 01",
"art . 481 do Código de Processo Civil",
"Súmula",
"art . 38 da Lei n 8 . 038 / 1990",
"art . 6 . . . da Lei Complementar 105",
"Constituição ’",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 6 . . . da Lei Complementar 105 / 01",
"parágrafo único do art . 481 do Código de Processo Civil",
"art . 38 da Lei n 8 . 038 / 1990",
"art",
"art . 6 . . . da Lei Complementar 105 ‘",
"Constituição ’",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"parágrafo único do art . 481 do Código de Processo Civil",
"art . 97 da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Artigo 481 , parágrafo único , do Código de Processo Civil",
"art . 97 da Constituição Federal de 1988 / 88",
"ART . 97 DA CONSTITUIÇÃO",
"DECRETO",
"-",
"LEI 1 . 893 / 1981",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"parágrafo",
"art . 97 da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Artigo 481 , parágrafo único , do Código de Processo Civil",
"art . 97 da Constituição Federal de 1988 / 88",
"ART . 97 DA CONSTITUIÇÃO",
"DECRETO",
"-",
"LEI 1 . 893 / 1981",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 97 da Constituição",
"art . 6 . . . da Lei Complementar",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 97 da Constituição",
"art . 6 . . . da Lei Complementar 105 / 01",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"Brasília",
"Brasília"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Receita Federal",
"CPMF",
"Ministério Público",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Receita Federal",
"CPMF",
"Ministério Público",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"AGR",
"/",
"SE",
"Receita",
"Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"AGR",
"/",
"SE",
"Receita",
"Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"JOSÉ ALINTES SANTOS NASCIMENTO",
"AVAILSON SANTOS NASCIMENTO",
"LUCIANO AZEVEDO PIMENTEL JUNIOR",
"EDJANE BARROS NASCIMENTO",
"Gilmar Mendes",
"Rosa Weber",
"Luiz Fux",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Luiz Fux",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"JOSÉ ALINTES SANTOS NASCIMENTO",
"AVAILSON SANTOS NASCIMENTO",
"LUCIANO AZEVEDO PIMENTEL JUNIOR",
"EDJANE BARROS NASCIMENTO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"JOSÉ ALINTES SANTOS NASCIMENTO",
"AVAILSON SANTOS NASCIMENTO",
"LUCIANO AZEVEDO PIMENTEL JUNIOR",
"EDJANE BARROS NASCIMENTO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Gilmar Mendes",
"Marco Aurélio",
"Gilmar Mendes",
"Marco Aurélio",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Dias Toffoli",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Dias Toffoli",
"ROBERTO BARROSO",
"Joaquim Barbosa",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Gilmar Mendes",
"ROBERTO BARROSO",
"JOSÉ ALINTES SANTOS NASCIMENTO",
"AVAILSON SANTOS NASCIMENTO",
"LUCIANO AZEVEDO PIMENTEL JUNIOR",
"EDJANE BARROS NASCIMENTO",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"JOSÉ ALINTES SANTOS NASCIMENTO",
"AVAILSON SANTOS NASCIMENTO",
"LUCIANO AZEVEDO PIMENTEL JUNIOR",
"EDJANE BARROS NASCIMENTO",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07 de abril de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07 de abril de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
"/",
"05",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
"/",
"05",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"7",
".",
"4",
".",
"2015",
"24",
"/",
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".",
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".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 869.135 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:VIA SUL TRANSPORTES URBANOS LTDA
ADV.(A/S)
:MARCOS
ANDRÉ
PEREIRA
DA
SILVA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:FERNANDA
GOMES
DO
NASCIMENTO
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:WANDERLEY
DOS
SANTOS
ROBERTO
E
OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)
:AVS SEGURADORA S/A
ADV.(A/S)
:SUZANA CORRÊA ARAÚJO
INTDO.(A/S)
:MANOEL SARAIVA BELO DA SILVA
ADV.(A/S)
:NILTON CESAR CENICCOLA
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE CIVIL.
ACIDENTE DE TRÂNSITO. TRANSPORTE DE PASSAGEIROS. DANO
VERIFICADO. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NO CONJUNTO
PROBATÓRIO. REEXAME: IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 279 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL
SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente,
os Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes.
Brasília, 07 de abril de 2015.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
ARE 869135 AGR / SP
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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ARE 869135 AGR / SP
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
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Relatório
07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 869.135 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:VIA SUL TRANSPORTES URBANOS LTDA
ADV.(A/S)
:MARCOS
ANDRÉ
PEREIRA
DA
SILVA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:FERNANDA
GOMES
DO
NASCIMENTO
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:WANDERLEY
DOS
SANTOS
ROBERTO
E
OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)
:AVS SEGURADORA S/A
ADV.(A/S)
:SUZANA CORRÊA ARAÚJO
INTDO.(A/S)
:MANOEL SARAIVA BELO DA SILVA
ADV.(A/S)
:NILTON CESAR CENICCOLA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 5.3.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto por Via Sul Transportes Urbanos Ltda. contra
julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo, que manteve a condenação
imposta à Agravante ao pagamento de indenização por danos morais. A
decisão agravada teve a seguinte fundamentação:
“6. Razão jurídica não assiste à Agravante.
A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao inc. IX
do art. 93 da Constituição da República não subsiste, pois, embora em
sentido contrário à pretensão da Agravante, no acórdão recorrido
apresenta-se fundamentação suficiente. Firmou-se na jurisprudência
deste Supremo Tribunal:
“O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão
judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na
Supremo Tribunal Federal
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07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 869.135 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:VIA SUL TRANSPORTES URBANOS LTDA
ADV.(A/S)
:MARCOS
ANDRÉ
PEREIRA
DA
SILVA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:FERNANDA
GOMES
DO
NASCIMENTO
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:WANDERLEY
DOS
SANTOS
ROBERTO
E
OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)
:AVS SEGURADORA S/A
ADV.(A/S)
:SUZANA CORRÊA ARAÚJO
INTDO.(A/S)
:MANOEL SARAIVA BELO DA SILVA
ADV.(A/S)
:NILTON CESAR CENICCOLA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 5.3.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto por Via Sul Transportes Urbanos Ltda. contra
julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo, que manteve a condenação
imposta à Agravante ao pagamento de indenização por danos morais. A
decisão agravada teve a seguinte fundamentação:
“6. Razão jurídica não assiste à Agravante.
A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao inc. IX
do art. 93 da Constituição da República não subsiste, pois, embora em
sentido contrário à pretensão da Agravante, no acórdão recorrido
apresenta-se fundamentação suficiente. Firmou-se na jurisprudência
deste Supremo Tribunal:
“O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão
judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na
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Relatório
ARE 869135 AGR / SP
solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no
julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes
com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência
constitucional” (RE 140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence,
Primeira Turma, DJ 21.5.1993).
7. O Desembargador Relator do caso assentou:
(...)
A apreciação do pleito recursal dependeria do reexame de provas,
procedimento inviável em recurso extraordinário, nos termos da
Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal.
Novo exame do julgado impugnado exigiria, ainda, a análise
prévia da legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Código
Civil). Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se
tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do
recurso extraordinário:
“ADMINISTRATIVO. SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL
NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RESPONSABILIDADE
CIVIL DO ESTADO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 37, § 6º,
DA CF. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. ANÁLISE
DOS ASPECTOS FÁTICOS DO NEXO DE CAUSALIDADE
ENTRE A CONDUTA DO ESTADO E O DANO. REEXAME DE
PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. ÓBICE DA SÚMULA 279/STF.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (RE
399.284-AgR-segundo, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda
Turma, DJe 22.8.2013, grifos nossos).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
RESPONSABILIDADE
CIVIL.
INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. NECESSIDADE DO
REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO
CONJUNTO PROBATÓRIO. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
PRECEDENTES.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI
850.092-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 19.9.2011,
grifos nossos).
(...)
2
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ARE 869135 AGR / SP
solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no
julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes
com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência
constitucional” (RE 140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence,
Primeira Turma, DJ 21.5.1993).
7. O Desembargador Relator do caso assentou:
(...)
A apreciação do pleito recursal dependeria do reexame de provas,
procedimento inviável em recurso extraordinário, nos termos da
Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal.
Novo exame do julgado impugnado exigiria, ainda, a análise
prévia da legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Código
Civil). Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se
tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do
recurso extraordinário:
“ADMINISTRATIVO. SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL
NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RESPONSABILIDADE
CIVIL DO ESTADO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 37, § 6º,
DA CF. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. ANÁLISE
DOS ASPECTOS FÁTICOS DO NEXO DE CAUSALIDADE
ENTRE A CONDUTA DO ESTADO E O DANO. REEXAME DE
PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. ÓBICE DA SÚMULA 279/STF.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (RE
399.284-AgR-segundo, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda
Turma, DJe 22.8.2013, grifos nossos).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
RESPONSABILIDADE
CIVIL.
INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. NECESSIDADE DO
REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO
CONJUNTO PROBATÓRIO. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
PRECEDENTES.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI
850.092-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 19.9.2011,
grifos nossos).
(...)
2
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Relatório
ARE 869135 AGR / SP
A decisão agravada, embasada nos dados constantes no acórdão
recorrido, harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo
Tribunal, nada havendo a prover quanto às alegações da Agravante.
8. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4º,
inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 16.3.2015, interpõe Via Sul
Transportes Urbanos Ltda., em 20.3.2015, tempestivamente, agravo
regimental.
3. A Agravante afirma não pretender “que esse Supremo Tribunal
reaprecie a prova produzida, mas que, repisa-se, aplique corretamente o Direito
ao caso concreto”.
Assevera que, “de acordo com a narrativa apresentada na Exordial, a
vítima era passageira do micro-ônibus CZX-4482, de propriedade do 2º Corréu,
Sr. Manoel Saraiva Belo da Silva (fato incontroverso), de forma que não era
passageira do coletivo da Agravante (placa BYG 3544). (…) É incontroverso que
o veículo onde a vítima era transportada era de exclusiva responsabilidade do seu
proprietário, corréu Manoel”.
Pondera que “a Decisão ora agravada anão levou em consideração a
impugnação feita pela Agravante que, de forma pormenorizada, além de apontar
o preenchimento dos requisitos que autorizam a interposição do Recurso
Extraordinário, também impugnou todos os fundamentos do Acórdão proferido
pelo Tribunal a quo”.
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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A decisão agravada, embasada nos dados constantes no acórdão
recorrido, harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo
Tribunal, nada havendo a prover quanto às alegações da Agravante.
8. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4º,
inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 16.3.2015, interpõe Via Sul
Transportes Urbanos Ltda., em 20.3.2015, tempestivamente, agravo
regimental.
3. A Agravante afirma não pretender “que esse Supremo Tribunal
reaprecie a prova produzida, mas que, repisa-se, aplique corretamente o Direito
ao caso concreto”.
Assevera que, “de acordo com a narrativa apresentada na Exordial, a
vítima era passageira do micro-ônibus CZX-4482, de propriedade do 2º Corréu,
Sr. Manoel Saraiva Belo da Silva (fato incontroverso), de forma que não era
passageira do coletivo da Agravante (placa BYG 3544). (…) É incontroverso que
o veículo onde a vítima era transportada era de exclusiva responsabilidade do seu
proprietário, corréu Manoel”.
Pondera que “a Decisão ora agravada anão levou em consideração a
impugnação feita pela Agravante que, de forma pormenorizada, além de apontar
o preenchimento dos requisitos que autorizam a interposição do Recurso
Extraordinário, também impugnou todos os fundamentos do Acórdão proferido
pelo Tribunal a quo”.
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 869.135 SÃO
PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. Como afirmado na decisão agravada, a modificação do acórdão
recorrido quanto à responsabilidade da Agravante pelos danos sofridos
pelos Agravados demandaria o reexame de tudo quanto posto e
analisado nas instâncias originárias, procedimento que não pode ser
validamente adotado em recurso extraordinário. Incide na espécie a
Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº
12.322/2010) – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS
CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO
– CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE
FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF –
RECURSO IMPROVIDO. - A situação de ofensa meramente reflexa
ao texto constitucional, quando ocorrente, não basta, só por si, para
viabilizar o acesso à via recursal extraordinária. - Não cabe recurso
extraordinário, quando interposto com o objetivo de discutir questões
de fato ou de examinar matéria de caráter probatório” (ARE 670.400-
AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJe
14.5.2012).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO - MATÉRIA FÁTICA. O
recurso extraordinário é apreciado a partir da moldura fática delineada
soberanamente pela Corte de origem. Defeso é emprestar-lhe o alcance
de estabelecer premissas fáticas diversas, conforme revelado pela
iterativa jurisprudência - Verbete nº 279 da Súmula do Supremo
Supremo Tribunal Federal
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07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 869.135 SÃO
PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. Como afirmado na decisão agravada, a modificação do acórdão
recorrido quanto à responsabilidade da Agravante pelos danos sofridos
pelos Agravados demandaria o reexame de tudo quanto posto e
analisado nas instâncias originárias, procedimento que não pode ser
validamente adotado em recurso extraordinário. Incide na espécie a
Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº
12.322/2010) – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS
CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO
– CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE
FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF –
RECURSO IMPROVIDO. - A situação de ofensa meramente reflexa
ao texto constitucional, quando ocorrente, não basta, só por si, para
viabilizar o acesso à via recursal extraordinária. - Não cabe recurso
extraordinário, quando interposto com o objetivo de discutir questões
de fato ou de examinar matéria de caráter probatório” (ARE 670.400-
AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJe
14.5.2012).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO - MATÉRIA FÁTICA. O
recurso extraordinário é apreciado a partir da moldura fática delineada
soberanamente pela Corte de origem. Defeso é emprestar-lhe o alcance
de estabelecer premissas fáticas diversas, conforme revelado pela
iterativa jurisprudência - Verbete nº 279 da Súmula do Supremo
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 869135 AGR / SP
Tribunal Federal” (AI 559.039-AgR, Relator o Ministro Marco
Aurélio, Primeira Turma, DJe 15.8.2008).
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE
DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO
REGIMENTAL. ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE
CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS.
NEXO DE CAUSALIDADE. AUSÊNCIA. NECESSIDADE DE
REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS
AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. ALEGADA VIOLAÇÃO AO
ART. 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA.
AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Para se chegar à
conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido quanto à
existência de nexo de causalidade a ensejar o dever de indenizar, bem
como quanto ao montante indenizatório, necessário seria o reexame do
conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a
incidência da Súmula 279 do STF. Precedentes. II - A jurisprudência
desta Corte firmou-se no sentido de que, em regra, a alegação de
ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do
contraditório, quando dependente de exame prévio de normas
infraconstitucionais, configura situação de ofensa reflexa ao texto
constitucional, o que impede o cabimento do recurso extraordinário.
Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE
806.728-ED, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda
Turma, DJe 11.6.2014).
3. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 869135 AGR / SP
Tribunal Federal” (AI 559.039-AgR, Relator o Ministro Marco
Aurélio, Primeira Turma, DJe 15.8.2008).
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE
DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO
REGIMENTAL. ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE
CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS.
NEXO DE CAUSALIDADE. AUSÊNCIA. NECESSIDADE DE
REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS
AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. ALEGADA VIOLAÇÃO AO
ART. 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA.
AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Para se chegar à
conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido quanto à
existência de nexo de causalidade a ensejar o dever de indenizar, bem
como quanto ao montante indenizatório, necessário seria o reexame do
conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a
incidência da Súmula 279 do STF. Precedentes. II - A jurisprudência
desta Corte firmou-se no sentido de que, em regra, a alegação de
ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do
contraditório, quando dependente de exame prévio de normas
infraconstitucionais, configura situação de ofensa reflexa ao texto
constitucional, o que impede o cabimento do recurso extraordinário.
Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE
806.728-ED, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda
Turma, DJe 11.6.2014).
3. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Extrato de Ata - 07/04/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 869.135
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : VIA SUL TRANSPORTES URBANOS LTDA
ADV.(A/S) : MARCOS ANDRÉ PEREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : FERNANDA GOMES DO NASCIMENTO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : WANDERLEY DOS SANTOS ROBERTO E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S) : AVS SEGURADORA S/A
ADV.(A/S) : SUZANA CORRÊA ARAÚJO
INTDO.(A/S) : MANOEL SARAIVA BELO DA SILVA
ADV.(A/S) : NILTON CESAR CENICCOLA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar
Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma,
07.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso
de Mello e Gilmar Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8184628
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 869.135
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : VIA SUL TRANSPORTES URBANOS LTDA
ADV.(A/S) : MARCOS ANDRÉ PEREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : FERNANDA GOMES DO NASCIMENTO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : WANDERLEY DOS SANTOS ROBERTO E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S) : AVS SEGURADORA S/A
ADV.(A/S) : SUZANA CORRÊA ARAÚJO
INTDO.(A/S) : MANOEL SARAIVA BELO DA SILVA
ADV.(A/S) : NILTON CESAR CENICCOLA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar
Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma,
07.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso
de Mello e Gilmar Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8184628
Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8312323
| 2015-04-07T00:00:00
| 2015-04-28T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 07.04.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. ACIDENTE DE TRÂNSITO. TRANSPORTE DE PASSAGEIROS. DANO VERIFICADO. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NO CONJUNTO PROBATÓRIO. REEXAME: IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur302068
|
- Acórdão(s) citado(s):
(RESPONSABILIDADE CIVIL)
AI 559039 AgR (1ªT), ARE 670400 AgR (2ªT), ARE 806728 ED (2ªT).
Número de páginas: 8.
Análise: 05/05/2015, MJC.
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CÁRMEN LÚCIA
|
Segunda Turma
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869135
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[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
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ARE 869135 AgR
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[
""
] |
AGTE.(S) : VIA SUL TRANSPORTES URBANOS LTDA
ADV.(A/S) : MARCOS ANDRÉ PEREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : FERNANDA GOMES DO NASCIMENTO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : WANDERLEY DOS SANTOS ROBERTO E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S) : AVS SEGURADORA S/A
ADV.(A/S) : SUZANA CORRÊA ARAÚJO
INTDO.(A/S) : MANOEL SARAIVA BELO DA SILVA
ADV.(A/S) : NILTON CESAR CENICCOLA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 869.135 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:VIA SUL TRANSPORTES URBANOS LTDA
ADV.(A/S)
:MARCOS
ANDRÉ
PEREIRA
DA
SILVA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:FERNANDA
GOMES
DO
NASCIMENTO
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:WANDERLEY
DOS
SANTOS
ROBERTO
E
OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)
:AVS SEGURADORA S/A
ADV.(A/S)
:SUZANA CORRÊA ARAÚJO
INTDO.(A/S)
:MANOEL SARAIVA BELO DA SILVA
ADV.(A/S)
:NILTON CESAR CENICCOLA
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE CIVIL.
ACIDENTE DE TRÂNSITO. TRANSPORTE DE PASSAGEIROS. DANO
VERIFICADO. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NO CONJUNTO
PROBATÓRIO. REEXAME: IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 279 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL
SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente,
os Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes.
Brasília, 07 de abril de 2015.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281347.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Ementa e Acórdão
ARE 869135 AGR / SP
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 869135 AGR / SP
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
2
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Relatório
07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 869.135 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:VIA SUL TRANSPORTES URBANOS LTDA
ADV.(A/S)
:MARCOS
ANDRÉ
PEREIRA
DA
SILVA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:FERNANDA
GOMES
DO
NASCIMENTO
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:WANDERLEY
DOS
SANTOS
ROBERTO
E
OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)
:AVS SEGURADORA S/A
ADV.(A/S)
:SUZANA CORRÊA ARAÚJO
INTDO.(A/S)
:MANOEL SARAIVA BELO DA SILVA
ADV.(A/S)
:NILTON CESAR CENICCOLA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 5.3.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto por Via Sul Transportes Urbanos Ltda. contra
julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo, que manteve a condenação
imposta à Agravante ao pagamento de indenização por danos morais. A
decisão agravada teve a seguinte fundamentação:
“6. Razão jurídica não assiste à Agravante.
A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao inc. IX
do art. 93 da Constituição da República não subsiste, pois, embora em
sentido contrário à pretensão da Agravante, no acórdão recorrido
apresenta-se fundamentação suficiente. Firmou-se na jurisprudência
deste Supremo Tribunal:
“O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão
judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 869.135 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:VIA SUL TRANSPORTES URBANOS LTDA
ADV.(A/S)
:MARCOS
ANDRÉ
PEREIRA
DA
SILVA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:FERNANDA
GOMES
DO
NASCIMENTO
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:WANDERLEY
DOS
SANTOS
ROBERTO
E
OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)
:AVS SEGURADORA S/A
ADV.(A/S)
:SUZANA CORRÊA ARAÚJO
INTDO.(A/S)
:MANOEL SARAIVA BELO DA SILVA
ADV.(A/S)
:NILTON CESAR CENICCOLA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 5.3.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto por Via Sul Transportes Urbanos Ltda. contra
julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo, que manteve a condenação
imposta à Agravante ao pagamento de indenização por danos morais. A
decisão agravada teve a seguinte fundamentação:
“6. Razão jurídica não assiste à Agravante.
A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao inc. IX
do art. 93 da Constituição da República não subsiste, pois, embora em
sentido contrário à pretensão da Agravante, no acórdão recorrido
apresenta-se fundamentação suficiente. Firmou-se na jurisprudência
deste Supremo Tribunal:
“O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão
judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
ARE 869135 AGR / SP
solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no
julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes
com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência
constitucional” (Recurso Extraordinário 140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence,
Primeira Turma, DJ 21.5.1993).
7. O Desembargador Relator do caso assentou:
(...)
A apreciação do pleito recursal dependeria do reexame de provas,
procedimento inviável em recurso extraordinário, nos termos da
Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal.
Novo exame do julgado impugnado exigiria, ainda, a análise
prévia da legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Código
Civil). Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se
tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do
recurso extraordinário:
“ADMINISTRATIVO. SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL
NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RESPONSABILIDADE
CIVIL DO ESTADO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 37, § 6...,
DA Constituição Federal de 1988. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. ANÁLISE
DOS ASPECTOS FÁTICOS DO NEXO DE CAUSALIDADE
ENTRE A CONDUTA DO ESTADO E O DANO. REEXAME DE
PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. ÓBICE DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário
399.284-AgR-segundo, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda
Turma, DJe 22.8.2013, grifos nossos).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
RESPONSABILIDADE
CIVIL.
INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. NECESSIDADE DO
REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO
CONJUNTO PROBATÓRIO. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
PRECEDENTES.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI
850.092-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 19.9.2011,
grifos nossos).
(...)
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 869135 AGR / SP
solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no
julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes
com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência
constitucional” (Recurso Extraordinário 140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence,
Primeira Turma, DJ 21.5.1993).
7. O Desembargador Relator do caso assentou:
(...)
A apreciação do pleito recursal dependeria do reexame de provas,
procedimento inviável em recurso extraordinário, nos termos da
Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal.
Novo exame do julgado impugnado exigiria, ainda, a análise
prévia da legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Código
Civil). Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se
tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do
recurso extraordinário:
“ADMINISTRATIVO. SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL
NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RESPONSABILIDADE
CIVIL DO ESTADO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 37, § 6...,
DA Constituição Federal de 1988. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. ANÁLISE
DOS ASPECTOS FÁTICOS DO NEXO DE CAUSALIDADE
ENTRE A CONDUTA DO ESTADO E O DANO. REEXAME DE
PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. ÓBICE DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário
399.284-AgR-segundo, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda
Turma, DJe 22.8.2013, grifos nossos).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
RESPONSABILIDADE
CIVIL.
INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. NECESSIDADE DO
REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO
CONJUNTO PROBATÓRIO. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
PRECEDENTES.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI
850.092-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 19.9.2011,
grifos nossos).
(...)
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Relatório
ARE 869135 AGR / SP
A decisão agravada, embasada nos dados constantes no acórdão
recorrido, harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo
Tribunal, nada havendo a prover quanto às alegações da Agravante.
8. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4...,
inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 16.3.2015, interpõe Via Sul
Transportes Urbanos Ltda., em 20.3.2015, tempestivamente, agravo
regimental.
3. A Agravante afirma não pretender “que esse Supremo Tribunal
reaprecie a prova produzida, mas que, repisa-se, aplique corretamente o Direito
ao caso concreto”.
Assevera que, “de acordo com a narrativa apresentada na Exordial, a
vítima era passageira do micro-ônibus CZX-4482, de propriedade do 2... Corréu,
Sr. Manoel Saraiva Belo da Silva (fato incontroverso), de forma que não era
passageira do coletivo da Agravante (placa BYG 3544). (…) É incontroverso que
o veículo onde a vítima era transportada era de exclusiva responsabilidade do seu
proprietário, corréu Manoel”.
Pondera que “a Decisão ora agravada anão levou em consideração a
impugnação feita pela Agravante que, de forma pormenorizada, além de apontar
o preenchimento dos requisitos que autorizam a interposição do Recurso
Extraordinário, também impugnou todos os fundamentos do Acórdão proferido
pelo Tribunal a quo”.
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 869135 AGR / SP
A decisão agravada, embasada nos dados constantes no acórdão
recorrido, harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo
Tribunal, nada havendo a prover quanto às alegações da Agravante.
8. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4...,
inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 16.3.2015, interpõe Via Sul
Transportes Urbanos Ltda., em 20.3.2015, tempestivamente, agravo
regimental.
3. A Agravante afirma não pretender “que esse Supremo Tribunal
reaprecie a prova produzida, mas que, repisa-se, aplique corretamente o Direito
ao caso concreto”.
Assevera que, “de acordo com a narrativa apresentada na Exordial, a
vítima era passageira do micro-ônibus CZX-4482, de propriedade do 2... Corréu,
Sr. Manoel Saraiva Belo da Silva (fato incontroverso), de forma que não era
passageira do coletivo da Agravante (placa BYG 3544). (…) É incontroverso que
o veículo onde a vítima era transportada era de exclusiva responsabilidade do seu
proprietário, corréu Manoel”.
Pondera que “a Decisão ora agravada anão levou em consideração a
impugnação feita pela Agravante que, de forma pormenorizada, além de apontar
o preenchimento dos requisitos que autorizam a interposição do Recurso
Extraordinário, também impugnou todos os fundamentos do Acórdão proferido
pelo Tribunal a quo”.
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 869.135 SÃO
PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. Como afirmado na decisão agravada, a modificação do acórdão
recorrido quanto à responsabilidade da Agravante pelos danos sofridos
pelos Agravados demandaria o reexame de tudo quanto posto e
analisado nas instâncias originárias, procedimento que não pode ser
validamente adotado em recurso extraordinário. Incide na espécie a
Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI n
12.322/2010) – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS
CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO
– CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE
FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal –
RECURSO IMPROVIDO. - A situação de ofensa meramente reflexa
ao texto constitucional, quando ocorrente, não basta, só por si, para
viabilizar o acesso à via recursal extraordinária. - Não cabe recurso
extraordinário, quando interposto com o objetivo de discutir questões
de fato ou de examinar matéria de caráter probatório” (ARE 670.400-
AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJe
14.5.2012).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO - MATÉRIA FÁTICA. O
recurso extraordinário é apreciado a partir da moldura fática delineada
soberanamente pela Corte de origem. Defeso é emprestar-lhe o alcance
de estabelecer premissas fáticas diversas, conforme revelado pela
iterativa jurisprudência - Verbete n 279 da Súmula do Supremo
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281349.
Supremo Tribunal Federal
07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 869.135 SÃO
PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. Como afirmado na decisão agravada, a modificação do acórdão
recorrido quanto à responsabilidade da Agravante pelos danos sofridos
pelos Agravados demandaria o reexame de tudo quanto posto e
analisado nas instâncias originárias, procedimento que não pode ser
validamente adotado em recurso extraordinário. Incide na espécie a
Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI n
12.322/2010) – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS
CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO
– CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE
FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal –
RECURSO IMPROVIDO. - A situação de ofensa meramente reflexa
ao texto constitucional, quando ocorrente, não basta, só por si, para
viabilizar o acesso à via recursal extraordinária. - Não cabe recurso
extraordinário, quando interposto com o objetivo de discutir questões
de fato ou de examinar matéria de caráter probatório” (ARE 670.400-
AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJe
14.5.2012).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO - MATÉRIA FÁTICA. O
recurso extraordinário é apreciado a partir da moldura fática delineada
soberanamente pela Corte de origem. Defeso é emprestar-lhe o alcance
de estabelecer premissas fáticas diversas, conforme revelado pela
iterativa jurisprudência - Verbete n 279 da Súmula do Supremo
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 869135 AGR / SP
Tribunal Federal” (AI 559.039-AgR, Relator o Ministro Marco
Aurélio, Primeira Turma, DJe 15.8.2008).
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE
DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO
REGIMENTAL. ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE
CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS.
NEXO DE CAUSALIDADE. AUSÊNCIA. NECESSIDADE DE
REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS
AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA VIOLAÇÃO AO
ART. 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA.
AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Para se chegar à
conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido quanto à
existência de nexo de causalidade a ensejar o dever de indenizar, bem
como quanto ao montante indenizatório, necessário seria o reexame do
conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a
incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - A jurisprudência
desta Corte firmou-se no sentido de que, em regra, a alegação de
ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do
contraditório, quando dependente de exame prévio de normas
infraconstitucionais, configura situação de ofensa reflexa ao texto
constitucional, o que impede o cabimento do recurso extraordinário.
Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE
806.728-ED, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda
Turma, DJe 11.6.2014).
3. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 869135 AGR / SP
Tribunal Federal” (AI 559.039-AgR, Relator o Ministro Marco
Aurélio, Primeira Turma, DJe 15.8.2008).
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE
DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO
REGIMENTAL. ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE
CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS.
NEXO DE CAUSALIDADE. AUSÊNCIA. NECESSIDADE DE
REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS
AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA VIOLAÇÃO AO
ART. 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA.
AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Para se chegar à
conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido quanto à
existência de nexo de causalidade a ensejar o dever de indenizar, bem
como quanto ao montante indenizatório, necessário seria o reexame do
conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a
incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - A jurisprudência
desta Corte firmou-se no sentido de que, em regra, a alegação de
ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do
contraditório, quando dependente de exame prévio de normas
infraconstitucionais, configura situação de ofensa reflexa ao texto
constitucional, o que impede o cabimento do recurso extraordinário.
Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE
806.728-ED, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda
Turma, DJe 11.6.2014).
3. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Extrato de Ata - 07/04/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 869.135
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : VIA SUL TRANSPORTES URBANOS LTDA
ADV.(A/S) : MARCOS ANDRÉ PEREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : FERNANDA GOMES DO NASCIMENTO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : WANDERLEY DOS SANTOS ROBERTO E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S) : AVS SEGURADORA S/A
ADV.(A/S) : SUZANA CORRÊA ARAÚJO
INTDO.(A/S) : MANOEL SARAIVA BELO DA SILVA
ADV.(A/S) : NILTON CESAR CENICCOLA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar
Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma,
07.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso
de Mello e Gilmar Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8184628
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 869.135
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : VIA SUL TRANSPORTES URBANOS LTDA
ADV.(A/S) : MARCOS ANDRÉ PEREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : FERNANDA GOMES DO NASCIMENTO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : WANDERLEY DOS SANTOS ROBERTO E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S) : AVS SEGURADORA S/A
ADV.(A/S) : SUZANA CORRÊA ARAÚJO
INTDO.(A/S) : MANOEL SARAIVA BELO DA SILVA
ADV.(A/S) : NILTON CESAR CENICCOLA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar
Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma,
07.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso
de Mello e Gilmar Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8184628
Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 869 . 135",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"ARE 869135 AGR / SP",
"ARE 869135 AGR / SP",
"ARE 869135 AGR / SP",
"Recurso Extraordinário 140 . 370",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 399 . 284 - AgR - segundo",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"AI 850 . 092 - AgR",
"ARE 869135 AGR /",
"Recurso Extraordinário 140 . 370",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 399 . 284 - AgR - segundo",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO",
"AI 850 . 092 - AgR",
"ARE 869135 AGR / SP",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 670 . 400 - AgR",
"Verbete n 279 da Súmula do Supremo Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 670 . 400 - AgR",
"Verbete n 279 da Súmula do Supremo Supremo Tribunal Federal",
"ARE 869135 AGR / SP",
"AI 559 . 039 - AgR",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 806 . 728 - ED",
"ARE 869135",
"AI 559 . 039 - AgR",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 806 . 728 - ED"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inc . IX do art . 93 da Constituição da República",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inc . IX do art . 93 da Constituição da República",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Civil",
"Constituição da República",
"ART . 37 , § 6 . . . , DA Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Civil",
"Constituição da República",
"ART . 37 , § 6 . . . , DA Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , inc . II , al . a , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI n 12 . 322 / 2010",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI n 12 . 322 / 2010",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 5 . . . , LV , DA CONSTITUIÇÃO",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 5 . . . , LV , DA CONSTITUIÇÃO",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"VIA SUL TRANSPORTES URBANOS LTDA",
"AVS SEGURADORA S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"AVS SEGURADORA S / A",
"Via Sul Transportes Urbanos Ltda .",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"VIA SUL TRANSPORTES URBANOS LTDA",
"AVS SEGURADORA S / A",
"Via Sul Transportes Urbanos Ltda .",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Via Sul Transportes Urbanos Ltda .",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Via Sul Transportes Urbanos Ltda .",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"AGR",
"/",
"SP Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"VIA SUL TRANSPORTES URBANOS LTDA",
"AVS SEGURADORA S / A",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"VIA SUL TRANSPORTES URBANOS LTDA",
"AVS SEGURADORA S / A",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"LÚCIA",
"MARCOS ANDRÉ PEREIRA DA SILVA",
"FERNANDA GOMES DO NASCIMENTO",
"WANDERLEY DOS SANTOS ROBERTO",
"SUZANA CORRÊA ARAÚJO",
"MANOEL SARAIVA BELO DA SILVA",
"NILTON CESAR CENICCOLA",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"VIA",
"MARCOS ANDRÉ PEREIRA DA SILVA",
"FERNANDA GOMES DO NASCIMENTO",
"WANDERLEY DOS SANTOS ROBERTO",
"SUZANA CORRÊA ARAÚJO",
"MANOEL SARAIVA BELO DA SILVA",
"NILTON CESAR CENICCOLA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"LÚCIA",
"MARCOS ANDRÉ PEREIRA DA SILVA",
"FERNANDA GOMES DO NASCIMENTO",
"WANDERLEY DOS SANTOS ROBERTO",
"SUZANA CORRÊA ARAÚJO",
"MANOEL SARAIVA BELO DA SILVA",
"NILTON CESAR CENICCOLA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Sepúlveda Pertence",
"Teori Zavascki",
"Sepúlveda Pertence",
"Teori Zavascki",
"Manoel Saraiva Belo da Silva",
"Manoel ”",
"Manoel Saraiva Belo da Silva",
"Manoel ”",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Celso de Mello",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Celso de Mello",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Marco Aurélio",
"Ricardo Lewandowski",
"Marco Aurélio",
"Ricardo Lewandowski",
"CÁRMEN LÚCIA",
"MARCOS ANDRÉ PEREIRA DA SILVA",
"FERNANDA GOMES DO NASCIMENTO",
"WANDERLEY DOS SANTOS ROBERTO",
"SUZANA CORRÊA ARAÚJO",
"MANOEL SARAIVA BELO DA SILVA",
"NILTON CESAR CENICCOLA",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Ravena Siqueira",
"CÁRMEN",
"MARCOS ANDRÉ PEREIRA DA SILVA",
"FERNANDA GOMES DO NASCIMENTO",
"WANDERLEY DOS SANTOS ROBERTO",
"SUZANA CORRÊA ARAÚJO",
"MANOEL SARAIVA BELO DA SILVA",
"NILTON CESAR CENICCOLA",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"07 de abril de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"5",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"5",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
".",
"5",
".",
"1993",
"22",
".",
"8",
".",
"2013",
"19",
".",
"9",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
".",
"5",
".",
"1993",
"22",
".",
"8",
".",
"2013",
"19",
".",
"9",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
".",
"3",
".",
"2015",
"20",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
".",
"3",
".",
"2015",
"20",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"14",
".",
"5",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"14",
".",
"5",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
".",
"8",
".",
"2008",
"11",
".",
"6",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
".",
"8",
".",
"2008",
"11",
".",
"6",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"07",
".",
"04",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
".",
"04",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.614 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP
PROC.(A/S)(ES)
:ALESSANDRA DE PAULA PINTO HADDAD E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:FRANCIS RIBEIRO DA SILVA
ADV.(A/S)
:ALCEU LUIZ CARREIRA E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)
:TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª
REGIÃO
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. DIREITO
TRABALHISTA.
NULIDADE
DO
ATO
DE
DEMISSÃO:
REINTEGRAÇÃO. ALEGADO DESRESPEITO ÀS DECISÕES
PROFERIDAS NAS AÇÕES DIRETAS DE INCONSTITUCIONALIDADE
NS. 1.721 E 1.770: NÃO OCORRÊNCIA. PRECEDENTES. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 28 de abril de 2015.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relator
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Relatório
28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.614 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP
PROC.(A/S)(ES)
:ALESSANDRA DE PAULA PINTO HADDAD E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:FRANCIS RIBEIRO DA SILVA
ADV.(A/S)
:ALCEU LUIZ CARREIRA E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)
:TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª
REGIÃO
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 25.3.2015, julguei improcedente a reclamação ajuizada pela
Universidade de São Paulo – USP contra decisão proferida no Recurso
Ordinário n. 0000001-65.2013.5.15.0008 pela Quinta Turma do Tribunal
Regional do Trabalho da 15ª Região, pela qual se teriam desrespeitado as
decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal nas Ações Diretas de
Inconstitucionalidade ns. 1.721 e 1.770.
A decisão agravada tem a seguinte fundamentação:
“5. O que se põe em foco na reclamação é se, ao determinar a
reintegração da Interessada aos quadros da Reclamante por ausência
de motivação do ato de sua demissão, a Quinta Turma do Tribunal
Regional do Trabalho da 15ª Região teria desrespeitado as decisões
proferidas pelo Supremo Tribunal Federal nas Ações Diretas de
Inconstitucionalidade ns. 1.721 e 1.770.
6. Na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 1.721, este
Supremo Tribunal declarou inconstitucional o § 2º do art. 453 da
Consolidação das Leis do Trabalho, introduzido pela Lei n.
9.528/1997.
Na Ação Direta de inconstitucionalidade n. 1.770, este Supremo
Tribunal declarou inconstitucional o § 1º do art. 453 da Consolidação
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8408636.
Supremo Tribunal Federal
28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.614 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP
PROC.(A/S)(ES)
:ALESSANDRA DE PAULA PINTO HADDAD E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:FRANCIS RIBEIRO DA SILVA
ADV.(A/S)
:ALCEU LUIZ CARREIRA E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)
:TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª
REGIÃO
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 25.3.2015, julguei improcedente a reclamação ajuizada pela
Universidade de São Paulo – USP contra decisão proferida no Recurso
Ordinário n. 0000001-65.2013.5.15.0008 pela Quinta Turma do Tribunal
Regional do Trabalho da 15ª Região, pela qual se teriam desrespeitado as
decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal nas Ações Diretas de
Inconstitucionalidade ns. 1.721 e 1.770.
A decisão agravada tem a seguinte fundamentação:
“5. O que se põe em foco na reclamação é se, ao determinar a
reintegração da Interessada aos quadros da Reclamante por ausência
de motivação do ato de sua demissão, a Quinta Turma do Tribunal
Regional do Trabalho da 15ª Região teria desrespeitado as decisões
proferidas pelo Supremo Tribunal Federal nas Ações Diretas de
Inconstitucionalidade ns. 1.721 e 1.770.
6. Na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 1.721, este
Supremo Tribunal declarou inconstitucional o § 2º do art. 453 da
Consolidação das Leis do Trabalho, introduzido pela Lei n.
9.528/1997.
Na Ação Direta de inconstitucionalidade n. 1.770, este Supremo
Tribunal declarou inconstitucional o § 1º do art. 453 da Consolidação
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
RCL 19614 AGR / SP
das Leis do Trabalho, com alteração do art. 3º da Lei n. 9.528/1997.
7. Na espécie, a Quinta Turma do Tribunal Regional do
Trabalho da 15ª Região determinou a reintegração da Interessada, ao
fundamento de que “neste caso, o reclamante era sim detentor do
direito à estabilidade prevista no artigo 41, da Constituição Federal e a
injusta dispensa não foi precedida de procedimento administrativo,
sequer de motivação comprovada. Ressalta-se que a validade da
dispensa estava ainda condicionada à motivação eficiente, para
garantir inclusive a impessoalidade” (fl. 7,doc. 13).
Os dados apresentados nos autos não demonstram ter a
autoridade reclamada desrespeitado as decisões proferidas pelo
Supremo Tribunal Federal nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade
ns. 1.721 e 1.770, mas decidido, com base no acervo probatório
constante daquele processo trabalhista e no art. 41 da Constituição da
República, não ter sido motivado o ato de demissão.
Não há demonstração de identidade material entre a decisão
reclamada e os acórdãos paradigmas apontados e proferidos por este
Supremo Tribunal Federal:
(...)
8. Ressalte-se objetivar a reclamação a preservação da
competência e a garantia da autoridade das decisões proferidas pelo
Supremo Tribunal Federal (arts. 102, inc. I, al. l, e 103-A, § 3º, da
Constituição da República).
Não é juridicamente possível em reclamação o revolvimento da
matéria fático-probatória relacionada ao ato de demissão da
Interessada, sob pena de se transformar esta ação constitucional em
sucedâneo de recurso, o que não é admitido por este Supremo Tribunal
Federal:
(...)
9. Pelo exposto, julgo improcedente esta reclamação (arts. 21, §
1º, e 161, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo
Tribunal Federal)“ (doc. 20).
2. Publicada essa decisão no DJe de 6.4.2015, interpõe a Universidade
de São Paulo – USP, tempestivamente, agravo regimental (doc. 2).
3. Alega a Agravante que,
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
RCL 19614 AGR / SP
das Leis do Trabalho, com alteração do art. 3º da Lei n. 9.528/1997.
7. Na espécie, a Quinta Turma do Tribunal Regional do
Trabalho da 15ª Região determinou a reintegração da Interessada, ao
fundamento de que “neste caso, o reclamante era sim detentor do
direito à estabilidade prevista no artigo 41, da Constituição Federal e a
injusta dispensa não foi precedida de procedimento administrativo,
sequer de motivação comprovada. Ressalta-se que a validade da
dispensa estava ainda condicionada à motivação eficiente, para
garantir inclusive a impessoalidade” (fl. 7,doc. 13).
Os dados apresentados nos autos não demonstram ter a
autoridade reclamada desrespeitado as decisões proferidas pelo
Supremo Tribunal Federal nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade
ns. 1.721 e 1.770, mas decidido, com base no acervo probatório
constante daquele processo trabalhista e no art. 41 da Constituição da
República, não ter sido motivado o ato de demissão.
Não há demonstração de identidade material entre a decisão
reclamada e os acórdãos paradigmas apontados e proferidos por este
Supremo Tribunal Federal:
(...)
8. Ressalte-se objetivar a reclamação a preservação da
competência e a garantia da autoridade das decisões proferidas pelo
Supremo Tribunal Federal (arts. 102, inc. I, al. l, e 103-A, § 3º, da
Constituição da República).
Não é juridicamente possível em reclamação o revolvimento da
matéria fático-probatória relacionada ao ato de demissão da
Interessada, sob pena de se transformar esta ação constitucional em
sucedâneo de recurso, o que não é admitido por este Supremo Tribunal
Federal:
(...)
9. Pelo exposto, julgo improcedente esta reclamação (arts. 21, §
1º, e 161, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo
Tribunal Federal)“ (doc. 20).
2. Publicada essa decisão no DJe de 6.4.2015, interpõe a Universidade
de São Paulo – USP, tempestivamente, agravo regimental (doc. 2).
3. Alega a Agravante que,
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
RCL 19614 AGR / SP
“ao contrário do quanto sustentado, parece-nos clara a
identidade material entre a decisão reclamada e os acórdãos
paradigmas apontados: empregado público contratado pelo regime
celetista, não detentor da estabilidade do artigo 41 da CF88, que se
aposenta junto ao INSS: muito embora referida aposentadoria
espontânea não seja causa de extinção do contrato de trabalho, pode
ser causa de dispensa sem justa causa pelo empregador (ente público),
com o pagamento de todas as verbas rescisórias (inclusive multa
fundiária), sobretudo porque a Constituição Federal veda a cumulação
de proventos de aposentadoria com a remuneração da atividade,
disposições estas que claramente podem ser extraídas da decisão
proferida nas ADIs 1721/DF e 1770/DF, bem como da decisão
paradigma constante da Reclamação Constitucional 5.679” (fl. 2, doc.
22).
Sustenta inexistir “no ordenamento jurídico pátrio lei que obrigue o
empregador, seja público ou privado, a manter em seu quadro de servidores ativos
servidor que já obteve a aposentadoria, haja vista que inexiste vitaliciedade de
servidor público celetista” (fl. 5, doc. 22).
Salienta que “a declaração de inconstitucionalidade do artigo 453, § 2º, da
CLT pela ADI n. 1721-3, muito embora não permita mais a extinção do contrato
de trabalho em razão de aposentadoria do empregado, por outro lado, não impede
que o empregado que tenha obtido aposentadoria seja dispensado sem justa causa,
desde que com o pagamento de todas as verbas rescisórias” (fl. 6, doc. 22).
Assevera que, “se a ADI n. 1.770-4 já declarou a inconstitucionalidade do
§ 1º, do art. 453, da CLT, também em face da impossibilidade de acumulação de
proventos e vencimentos, então a decisão que ordena a reintegração de empregada
pública celetista não estável e aposentada perante o INSS ao quadro funcional
desta autarquia macula flagrantemente a soberania e a autoridade da decisão do
STF” (fl. 10, doc. 22).
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
agravo regimental.
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
RCL 19614 AGR / SP
“ao contrário do quanto sustentado, parece-nos clara a
identidade material entre a decisão reclamada e os acórdãos
paradigmas apontados: empregado público contratado pelo regime
celetista, não detentor da estabilidade do artigo 41 da CF88, que se
aposenta junto ao INSS: muito embora referida aposentadoria
espontânea não seja causa de extinção do contrato de trabalho, pode
ser causa de dispensa sem justa causa pelo empregador (ente público),
com o pagamento de todas as verbas rescisórias (inclusive multa
fundiária), sobretudo porque a Constituição Federal veda a cumulação
de proventos de aposentadoria com a remuneração da atividade,
disposições estas que claramente podem ser extraídas da decisão
proferida nas ADIs 1721/DF e 1770/DF, bem como da decisão
paradigma constante da Reclamação Constitucional 5.679” (fl. 2, doc.
22).
Sustenta inexistir “no ordenamento jurídico pátrio lei que obrigue o
empregador, seja público ou privado, a manter em seu quadro de servidores ativos
servidor que já obteve a aposentadoria, haja vista que inexiste vitaliciedade de
servidor público celetista” (fl. 5, doc. 22).
Salienta que “a declaração de inconstitucionalidade do artigo 453, § 2º, da
CLT pela ADI n. 1721-3, muito embora não permita mais a extinção do contrato
de trabalho em razão de aposentadoria do empregado, por outro lado, não impede
que o empregado que tenha obtido aposentadoria seja dispensado sem justa causa,
desde que com o pagamento de todas as verbas rescisórias” (fl. 6, doc. 22).
Assevera que, “se a ADI n. 1.770-4 já declarou a inconstitucionalidade do
§ 1º, do art. 453, da CLT, também em face da impossibilidade de acumulação de
proventos e vencimentos, então a decisão que ordena a reintegração de empregada
pública celetista não estável e aposentada perante o INSS ao quadro funcional
desta autarquia macula flagrantemente a soberania e a autoridade da decisão do
STF” (fl. 10, doc. 22).
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
agravo regimental.
É o relatório.
3
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.614 SÃO PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. Como assentado na decisão agravada, pôs-se em foco na
reclamação se, ao determinar a reintegração da Interessada aos quadros
da Agravante por ausência de motivação do ato de demissão, a Quinta
Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região teria
desrespeitado as decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal nas
Ações Diretas de Inconstitucionalidade ns. 1.721 e 1.770.
3. Na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 1.721, este Supremo
Tribunal declarou inconstitucional o § 2º do art. 453 da Consolidação das
Leis do Trabalho, introduzido pela Lei n. 9.528/1997.
Na Ação Direta de inconstitucionalidade n. 1.770, o Supremo
Tribunal Federal declarou inconstitucional o § 1º do art. 453 da
Consolidação das Leis do Trabalho, com a alteração do art. 3º da Lei n.
9.528/1997.
4. Na espécie, a Quinta Turma do Tribunal Regional do Trabalho da
15ª Região determinou a reintegração da Interessada, ao fundamento de
que, “neste caso, o reclamante era sim detentor do direito à estabilidade prevista
no artigo 41, da Constituição Federal e a injusta dispensa não foi precedida de
procedimento administrativo, sequer de motivação comprovada. Ressalta-se que a
validade da dispensa estava ainda condicionada à motivação eficiente, para
garantir inclusive a impessoalidade” (fl. 7,doc. 13).
Os dados apresentados nos autos não demonstram ter a autoridade
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28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.614 SÃO PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. Como assentado na decisão agravada, pôs-se em foco na
reclamação se, ao determinar a reintegração da Interessada aos quadros
da Agravante por ausência de motivação do ato de demissão, a Quinta
Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região teria
desrespeitado as decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal nas
Ações Diretas de Inconstitucionalidade ns. 1.721 e 1.770.
3. Na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 1.721, este Supremo
Tribunal declarou inconstitucional o § 2º do art. 453 da Consolidação das
Leis do Trabalho, introduzido pela Lei n. 9.528/1997.
Na Ação Direta de inconstitucionalidade n. 1.770, o Supremo
Tribunal Federal declarou inconstitucional o § 1º do art. 453 da
Consolidação das Leis do Trabalho, com a alteração do art. 3º da Lei n.
9.528/1997.
4. Na espécie, a Quinta Turma do Tribunal Regional do Trabalho da
15ª Região determinou a reintegração da Interessada, ao fundamento de
que, “neste caso, o reclamante era sim detentor do direito à estabilidade prevista
no artigo 41, da Constituição Federal e a injusta dispensa não foi precedida de
procedimento administrativo, sequer de motivação comprovada. Ressalta-se que a
validade da dispensa estava ainda condicionada à motivação eficiente, para
garantir inclusive a impessoalidade” (fl. 7,doc. 13).
Os dados apresentados nos autos não demonstram ter a autoridade
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
RCL 19614 AGR / SP
reclamada desrespeitado as decisões proferidas pelo Supremo Tribunal
Federal nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade ns. 1.721 e 1.770, mas
decidido, com base no acervo probatório constante daquele processo
trabalhista e no art. 41 da Constituição da República, não ter sido
motivado o ato de demissão.
Não há demonstração de identidade material entre a decisão
reclamada e os acórdãos paradigmas apontados e proferidos por este
Supremo Tribunal:
“Os atos questionados em qualquer reclamação - nos casos em
que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo
Tribunal Federal - hão de se ajustar, com exatidão e pertinência, aos
julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de
confronto, em ordem a permitir, pela análise comparativa, a
verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada
em relação ao parâmetro de controle emanado deste Tribunal” (Rcl
6.534-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Plenário, DJ
16.10.2008).
“RECLAMAÇÃO – ATO IMPUGNADO – PARADIGMAS –
AUSÊNCIA DE IDENTIDADE MATERIAL. Não havendo
identidade material entre o ato impugnado e os paradigmas evocados,
impõe-se a negativa de seguimento à reclamação” (Rcl 14.888-AgR,
Relator o Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe
15.12.2014).
“A jurisprudência desta Corte é contrária à chamada
“transcendência” ou “efeitos irradiantes” dos motivos determinantes
das decisões proferidas em sede de controle abstrato de normas.
Precedentes. II – O ato reclamado não guarda identidade material com
as decisões apontadas como supostamente afrontadas. III - A
reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo ou substitutivo de
recurso próprio. Precedentes. IV – Agravo regimental a que se nega
provimento” (Rcl 11.484-AgR, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, Segunda Turma, DJe 15.8.2014).
2
Supremo Tribunal Federal
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RCL 19614 AGR / SP
reclamada desrespeitado as decisões proferidas pelo Supremo Tribunal
Federal nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade ns. 1.721 e 1.770, mas
decidido, com base no acervo probatório constante daquele processo
trabalhista e no art. 41 da Constituição da República, não ter sido
motivado o ato de demissão.
Não há demonstração de identidade material entre a decisão
reclamada e os acórdãos paradigmas apontados e proferidos por este
Supremo Tribunal:
“Os atos questionados em qualquer reclamação - nos casos em
que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo
Tribunal Federal - hão de se ajustar, com exatidão e pertinência, aos
julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de
confronto, em ordem a permitir, pela análise comparativa, a
verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada
em relação ao parâmetro de controle emanado deste Tribunal” (Rcl
6.534-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Plenário, DJ
16.10.2008).
“RECLAMAÇÃO – ATO IMPUGNADO – PARADIGMAS –
AUSÊNCIA DE IDENTIDADE MATERIAL. Não havendo
identidade material entre o ato impugnado e os paradigmas evocados,
impõe-se a negativa de seguimento à reclamação” (Rcl 14.888-AgR,
Relator o Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe
15.12.2014).
“A jurisprudência desta Corte é contrária à chamada
“transcendência” ou “efeitos irradiantes” dos motivos determinantes
das decisões proferidas em sede de controle abstrato de normas.
Precedentes. II – O ato reclamado não guarda identidade material com
as decisões apontadas como supostamente afrontadas. III - A
reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo ou substitutivo de
recurso próprio. Precedentes. IV – Agravo regimental a que se nega
provimento” (Rcl 11.484-AgR, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, Segunda Turma, DJe 15.8.2014).
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
RCL 19614 AGR / SP
5. O objetivo da reclamação consiste em preservar a competência e a
garantia da autoridade das decisões proferidas pelo Supremo Tribunal
Federal (arts. 102, inc. I, al. l, e 103-A, § 3º, da Constituição da República).
Não é juridicamente possível em reclamação o revolvimento da
matéria fático-probatória relacionada ao ato de demissão da Interessada,
sob pena de se transformar esta ação constitucional em sucedâneo de
recurso, o que não é admitido pelo Supremo Tribunal Federal:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NA
RECLAMAÇÃO.
RECLAMAÇÃO TRABALHISTA. PROFESSORA MUNICIPAL
CONTRATADA
SOB
O
REGIME
CELETISTA.
APOSENTADORIA
ESPONTÂNEA.
REINTEGRAÇÃO
DETERMINADA COM FUNDAMENTO NO ART. 37, § 10, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO
QUE DECIDIDO NA ADI 1.770/DF. INOCORRÊNCIA.
AUSÊNCIA DE IDENTIDADE MATERIAL. SUCEDÂNEO DE
RECURSO. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A
QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A ausência de identidade de
temas entre o ato reclamado e a decisão desta Corte tida por
descumprida torna inviável o manejo da reclamação. 2. No julgamento
da ADI 1.770/DF esta Corte entendeu pela inconstitucionalidade do §
1º do art. 453 da CLT, com a redação dada pela Lei 9.528/1997, quer
porque permite, como regra, a acumulação de proventos e vencimentos
- vedada pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal -, quer
porque se funda na ideia de que a aposentadoria espontânea rompe o
vínculo empregatício. 3. In casu, a fundamentação utilizada pela
autoridade reclamada para determinar a reintegração da autora da
reclamação trabalhista não está relacionada com o disposto no art.
453, § 1º, da CLT, mas sim com a disposição insculpida no § 10 do art.
37 da Carta Magna. 4. Agravo regimental desprovido” (Rcl 18.337-
AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe
4.3.2015).
“Ausentes os pressupostos legitimadores da reclamação, este
remédio constitucional não pode ser utilizado como um atalho
3
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RCL 19614 AGR / SP
5. O objetivo da reclamação consiste em preservar a competência e a
garantia da autoridade das decisões proferidas pelo Supremo Tribunal
Federal (arts. 102, inc. I, al. l, e 103-A, § 3º, da Constituição da República).
Não é juridicamente possível em reclamação o revolvimento da
matéria fático-probatória relacionada ao ato de demissão da Interessada,
sob pena de se transformar esta ação constitucional em sucedâneo de
recurso, o que não é admitido pelo Supremo Tribunal Federal:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NA
RECLAMAÇÃO.
RECLAMAÇÃO TRABALHISTA. PROFESSORA MUNICIPAL
CONTRATADA
SOB
O
REGIME
CELETISTA.
APOSENTADORIA
ESPONTÂNEA.
REINTEGRAÇÃO
DETERMINADA COM FUNDAMENTO NO ART. 37, § 10, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO
QUE DECIDIDO NA ADI 1.770/DF. INOCORRÊNCIA.
AUSÊNCIA DE IDENTIDADE MATERIAL. SUCEDÂNEO DE
RECURSO. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A
QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A ausência de identidade de
temas entre o ato reclamado e a decisão desta Corte tida por
descumprida torna inviável o manejo da reclamação. 2. No julgamento
da ADI 1.770/DF esta Corte entendeu pela inconstitucionalidade do §
1º do art. 453 da CLT, com a redação dada pela Lei 9.528/1997, quer
porque permite, como regra, a acumulação de proventos e vencimentos
- vedada pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal -, quer
porque se funda na ideia de que a aposentadoria espontânea rompe o
vínculo empregatício. 3. In casu, a fundamentação utilizada pela
autoridade reclamada para determinar a reintegração da autora da
reclamação trabalhista não está relacionada com o disposto no art.
453, § 1º, da CLT, mas sim com a disposição insculpida no § 10 do art.
37 da Carta Magna. 4. Agravo regimental desprovido” (Rcl 18.337-
AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe
4.3.2015).
“Ausentes os pressupostos legitimadores da reclamação, este
remédio constitucional não pode ser utilizado como um atalho
3
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
RCL 19614 AGR / SP
processual destinado à submissão imediata do litígio ao exame direto
desta Suprema Corte, nem tampouco como sucedâneo recursal
viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado” (Rcl 10.036-
AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Plenário, DJe
1º.2.2012).
“O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado
como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por
razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do
litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. - A
reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla
função a que alude o art. 102, I, ‘l’, da Carta Política (RTJ 134/1033),
não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento
viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal
finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à
instituição dessa medida processual. Precedentes” (Rcl 4.381-AgR,
Relator o Ministro Celso de Mello, Plenário, DJe 5.8.2011).
“O instituto da Reclamação não se presta para substituir
recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do
jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo a
quo. 2. Inaplicabilidade da teoria da transcendência dos motivos
determinantes” (Rcl 5.703-AgR, de minha relatoria, Primeira
Turma, DJe 16.10.2009).
6. Os argumentos da Agravante são insuficientes para modificar a
decisão agravada embasada na jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal.
7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
Supremo Tribunal Federal
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RCL 19614 AGR / SP
processual destinado à submissão imediata do litígio ao exame direto
desta Suprema Corte, nem tampouco como sucedâneo recursal
viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado” (Rcl 10.036-
AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Plenário, DJe
1º.2.2012).
“O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado
como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por
razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do
litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. - A
reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla
função a que alude o art. 102, I, ‘l’, da Carta Política (RTJ 134/1033),
não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento
viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal
finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à
instituição dessa medida processual. Precedentes” (Rcl 4.381-AgR,
Relator o Ministro Celso de Mello, Plenário, DJe 5.8.2011).
“O instituto da Reclamação não se presta para substituir
recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do
jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo a
quo. 2. Inaplicabilidade da teoria da transcendência dos motivos
determinantes” (Rcl 5.703-AgR, de minha relatoria, Primeira
Turma, DJe 16.10.2009).
6. Os argumentos da Agravante são insuficientes para modificar a
decisão agravada embasada na jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal.
7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
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Extrato de Ata - 28/04/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.614
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP
PROC.(A/S)(ES) : ALESSANDRA DE PAULA PINTO HADDAD E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : FRANCIS RIBEIRO DA SILVA
ADV.(A/S) : ALCEU LUIZ CARREIRA E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do
Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 28.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.614
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP
PROC.(A/S)(ES) : ALESSANDRA DE PAULA PINTO HADDAD E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : FRANCIS RIBEIRO DA SILVA
ADV.(A/S) : ALCEU LUIZ CARREIRA E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do
Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 28.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
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| 2015-04-28T00:00:00
| 2015-05-14T00:00:00
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A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 28.04.2015.
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AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
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EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. DIREITO TRABALHISTA. NULIDADE DO ATO DE DEMISSÃO: REINTEGRAÇÃO. ALEGADO DESRESPEITO ÀS DECISÕES PROFERIDAS NAS AÇÕES DIRETAS DE INCONSTITUCIONALIDADE NS. 1.721 E 1.770: NÃO OCORRÊNCIA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
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sjur304278
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- Acórdão(s) citado(s):
(RECLAMAÇÃO, SUCEDÂNEO RECURSAL)
Rcl 4381 AgR (TP), Rcl 5703 AgR (TP), Rcl 10036 AgR (TP), Rcl 18337 AgR (1ªT).
Número de páginas: 9.
Análise: 29/05/2015, BMP.
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CÁRMEN LÚCIA
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Segunda Turma
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19614
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[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00041 ART-00102 INC-00001 LET-L \n ART-0103A PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL"
] |
Rcl-AgR
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acordaos
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Rcl 19614 AgR
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""
] |
AGTE.(S) : UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP
PROC.(A/S)(ES) : ALESSANDRA DE PAULA PINTO HADDAD E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : FRANCIS RIBEIRO DA SILVA
ADV.(A/S) : ALCEU LUIZ CARREIRA E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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""
] |
Ementa e Acórdão
28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.614 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP
PROC.(A/S)(ES)
:ALESSANDRA DE PAULA PINTO HADDAD E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:FRANCIS RIBEIRO DA SILVA
ADV.(A/S)
:ALCEU LUIZ CARREIRA E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)
:TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15...
REGIÃO
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. DIREITO
TRABALHISTA.
NULIDADE
DO
ATO
DE
DEMISSÃO:
REINTEGRAÇÃO. ALEGADO DESRESPEITO ÀS DECISÕES
PROFERIDAS NAS AÇÕES DIRETAS DE INCONSTITUCIONALIDADE
NS. 1.721 E 1.770: NÃO OCORRÊNCIA. PRECEDENTES. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 28 de abril de 2015.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relator
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.614 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP
PROC.(A/S)(ES)
:ALESSANDRA DE PAULA PINTO HADDAD E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:FRANCIS RIBEIRO DA SILVA
ADV.(A/S)
:ALCEU LUIZ CARREIRA E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)
:TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15...
REGIÃO
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 25.3.2015, julguei improcedente a reclamação ajuizada pela
Universidade de São Paulo – USP contra decisão proferida no Recurso
Ordinário n. 0000001-65.2013.5.15.0008 pela Quinta Turma do Tribunal
Regional do Trabalho da 15... Região, pela qual se teriam desrespeitado as
decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal nas Ações Diretas de
Inconstitucionalidade ns. 1.721 e 1.770.
A decisão agravada tem a seguinte fundamentação:
“5. O que se põe em foco na reclamação é se, ao determinar a
reintegração da Interessada aos quadros da Reclamante por ausência
de motivação do ato de sua demissão, a Quinta Turma do Tribunal
Regional do Trabalho da 15... Região teria desrespeitado as decisões
proferidas pelo Supremo Tribunal Federal nas Ações Diretas de
Inconstitucionalidade ns. 1.721 e 1.770.
6. Na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 1.721, este
Supremo Tribunal declarou inconstitucional o § 2... do art. 453 da
Consolidação das Leis do Trabalho, introduzido pela Lei n.
9.528/1997.
Na Ação Direta de inconstitucionalidade n. 1.770, este Supremo
Tribunal declarou inconstitucional o § 1... do art. 453 da Consolidação
Supremo Tribunal Federal
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28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.614 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP
PROC.(A/S)(ES)
:ALESSANDRA DE PAULA PINTO HADDAD E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:FRANCIS RIBEIRO DA SILVA
ADV.(A/S)
:ALCEU LUIZ CARREIRA E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)
:TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15...
REGIÃO
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 25.3.2015, julguei improcedente a reclamação ajuizada pela
Universidade de São Paulo – USP contra decisão proferida no Recurso
Ordinário n. 0000001-65.2013.5.15.0008 pela Quinta Turma do Tribunal
Regional do Trabalho da 15... Região, pela qual se teriam desrespeitado as
decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal nas Ações Diretas de
Inconstitucionalidade ns. 1.721 e 1.770.
A decisão agravada tem a seguinte fundamentação:
“5. O que se põe em foco na reclamação é se, ao determinar a
reintegração da Interessada aos quadros da Reclamante por ausência
de motivação do ato de sua demissão, a Quinta Turma do Tribunal
Regional do Trabalho da 15... Região teria desrespeitado as decisões
proferidas pelo Supremo Tribunal Federal nas Ações Diretas de
Inconstitucionalidade ns. 1.721 e 1.770.
6. Na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 1.721, este
Supremo Tribunal declarou inconstitucional o § 2... do art. 453 da
Consolidação das Leis do Trabalho, introduzido pela Lei n.
9.528/1997.
Na Ação Direta de inconstitucionalidade n. 1.770, este Supremo
Tribunal declarou inconstitucional o § 1... do art. 453 da Consolidação
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
RCL 19614 AGR / SP
das Leis do Trabalho, com alteração do art. 3... da Lei n. 9.528/1997.
7. Na espécie, a Quinta Turma do Tribunal Regional do
Trabalho da 15... Região determinou a reintegração da Interessada, ao
fundamento de que “neste caso, o reclamante era sim detentor do
direito à estabilidade prevista no artigo 41, da Constituição Federal e a
injusta dispensa não foi precedida de procedimento administrativo,
sequer de motivação comprovada. Ressalta-se que a validade da
dispensa estava ainda condicionada à motivação eficiente, para
garantir inclusive a impessoalidade” (fl. 7,doc. 13).
Os dados apresentados nos autos não demonstram ter a
autoridade reclamada desrespeitado as decisões proferidas pelo
Supremo Tribunal Federal nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade
ns. 1.721 e 1.770, mas decidido, com base no acervo probatório
constante daquele processo trabalhista e no art. 41 da Constituição da
República, não ter sido motivado o ato de demissão.
Não há demonstração de identidade material entre a decisão
reclamada e os acórdãos paradigmas apontados e proferidos por este
Supremo Tribunal Federal:
(...)
8. Ressalte-se objetivar a reclamação a preservação da
competência e a garantia da autoridade das decisões proferidas pelo
Supremo Tribunal Federal (arts. 102, inc. I, al. l, e 103-A, § 3..., da
Constituição da República).
Não é juridicamente possível em reclamação o revolvimento da
matéria fático-probatória relacionada ao ato de demissão da
Interessada, sob pena de se transformar esta ação constitucional em
sucedâneo de recurso, o que não é admitido por este Supremo Tribunal
Federal:
(...)
9. Pelo exposto, julgo improcedente esta reclamação (arts. 21, §
1..., e 161, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo
Tribunal Federal)“ (doc. 20).
2. Publicada essa decisão no DJe de 6.4.2015, interpõe a Universidade
de São Paulo – USP, tempestivamente, agravo regimental (doc. 2).
3. Alega a Agravante que,
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RCL 19614 AGR / SP
das Leis do Trabalho, com alteração do art. 3... da Lei n. 9.528/1997.
7. Na espécie, a Quinta Turma do Tribunal Regional do
Trabalho da 15... Região determinou a reintegração da Interessada, ao
fundamento de que “neste caso, o reclamante era sim detentor do
direito à estabilidade prevista no artigo 41, da Constituição Federal e a
injusta dispensa não foi precedida de procedimento administrativo,
sequer de motivação comprovada. Ressalta-se que a validade da
dispensa estava ainda condicionada à motivação eficiente, para
garantir inclusive a impessoalidade” (fl. 7,doc. 13).
Os dados apresentados nos autos não demonstram ter a
autoridade reclamada desrespeitado as decisões proferidas pelo
Supremo Tribunal Federal nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade
ns. 1.721 e 1.770, mas decidido, com base no acervo probatório
constante daquele processo trabalhista e no art. 41 da Constituição da
República, não ter sido motivado o ato de demissão.
Não há demonstração de identidade material entre a decisão
reclamada e os acórdãos paradigmas apontados e proferidos por este
Supremo Tribunal Federal:
(...)
8. Ressalte-se objetivar a reclamação a preservação da
competência e a garantia da autoridade das decisões proferidas pelo
Supremo Tribunal Federal (arts. 102, inc. I, al. l, e 103-A, § 3..., da
Constituição da República).
Não é juridicamente possível em reclamação o revolvimento da
matéria fático-probatória relacionada ao ato de demissão da
Interessada, sob pena de se transformar esta ação constitucional em
sucedâneo de recurso, o que não é admitido por este Supremo Tribunal
Federal:
(...)
9. Pelo exposto, julgo improcedente esta reclamação (arts. 21, §
1..., e 161, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo
Tribunal Federal)“ (doc. 20).
2. Publicada essa decisão no DJe de 6.4.2015, interpõe a Universidade
de São Paulo – USP, tempestivamente, agravo regimental (doc. 2).
3. Alega a Agravante que,
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
RCL 19614 AGR / SP
“ao contrário do quanto sustentado, parece-nos clara a
identidade material entre a decisão reclamada e os acórdãos
paradigmas apontados: empregado público contratado pelo regime
celetista, não detentor da estabilidade do artigo 41 da CF88, que se
aposenta junto ao INSS: muito embora referida aposentadoria
espontânea não seja causa de extinção do contrato de trabalho, pode
ser causa de dispensa sem justa causa pelo empregador (ente público),
com o pagamento de todas as verbas rescisórias (inclusive multa
fundiária), sobretudo porque a Constituição Federal veda a cumulação
de proventos de aposentadoria com a remuneração da atividade,
disposições estas que claramente podem ser extraídas da decisão
proferida nas ADIs 1721/DF e 1770/DF, bem como da decisão
paradigma constante da Reclamação Constitucional 5.679” (fl. 2, doc.
22).
Sustenta inexistir “no ordenamento jurídico pátrio lei que obrigue o
empregador, seja público ou privado, a manter em seu quadro de servidores ativos
servidor que já obteve a aposentadoria, haja vista que inexiste vitaliciedade de
servidor público celetista” (fl. 5, doc. 22).
Salienta que “a declaração de inconstitucionalidade do artigo 453, § 2..., da
Consolidação das Leis do Trabalho pela ADI n. 1721-3, muito embora não permita mais a extinção do contrato
de trabalho em razão de aposentadoria do empregado, por outro lado, não impede
que o empregado que tenha obtido aposentadoria seja dispensado sem justa causa,
desde que com o pagamento de todas as verbas rescisórias” (fl. 6, doc. 22).
Assevera que, “se a ADI n. 1.770-4 já declarou a inconstitucionalidade do
§ 1..., do art. 453, da Consolidação das Leis do Trabalho, também em face da impossibilidade de acumulação de
proventos e vencimentos, então a decisão que ordena a reintegração de empregada
pública celetista não estável e aposentada perante o INSS ao quadro funcional
desta autarquia macula flagrantemente a soberania e a autoridade da decisão do
Supremo Tribunal Federal” (fl. 10, doc. 22).
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
agravo regimental.
É o relatório.
3
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RCL 19614 AGR / SP
“ao contrário do quanto sustentado, parece-nos clara a
identidade material entre a decisão reclamada e os acórdãos
paradigmas apontados: empregado público contratado pelo regime
celetista, não detentor da estabilidade do artigo 41 da CF88, que se
aposenta junto ao INSS: muito embora referida aposentadoria
espontânea não seja causa de extinção do contrato de trabalho, pode
ser causa de dispensa sem justa causa pelo empregador (ente público),
com o pagamento de todas as verbas rescisórias (inclusive multa
fundiária), sobretudo porque a Constituição Federal veda a cumulação
de proventos de aposentadoria com a remuneração da atividade,
disposições estas que claramente podem ser extraídas da decisão
proferida nas ADIs 1721/DF e 1770/DF, bem como da decisão
paradigma constante da Reclamação Constitucional 5.679” (fl. 2, doc.
22).
Sustenta inexistir “no ordenamento jurídico pátrio lei que obrigue o
empregador, seja público ou privado, a manter em seu quadro de servidores ativos
servidor que já obteve a aposentadoria, haja vista que inexiste vitaliciedade de
servidor público celetista” (fl. 5, doc. 22).
Salienta que “a declaração de inconstitucionalidade do artigo 453, § 2..., da
Consolidação das Leis do Trabalho pela ADI n. 1721-3, muito embora não permita mais a extinção do contrato
de trabalho em razão de aposentadoria do empregado, por outro lado, não impede
que o empregado que tenha obtido aposentadoria seja dispensado sem justa causa,
desde que com o pagamento de todas as verbas rescisórias” (fl. 6, doc. 22).
Assevera que, “se a ADI n. 1.770-4 já declarou a inconstitucionalidade do
§ 1..., do art. 453, da Consolidação das Leis do Trabalho, também em face da impossibilidade de acumulação de
proventos e vencimentos, então a decisão que ordena a reintegração de empregada
pública celetista não estável e aposentada perante o INSS ao quadro funcional
desta autarquia macula flagrantemente a soberania e a autoridade da decisão do
Supremo Tribunal Federal” (fl. 10, doc. 22).
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
agravo regimental.
É o relatório.
3
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.614 SÃO PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. Como assentado na decisão agravada, pôs-se em foco na
reclamação se, ao determinar a reintegração da Interessada aos quadros
da Agravante por ausência de motivação do ato de demissão, a Quinta
Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 15... Região teria
desrespeitado as decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal nas
Ações Diretas de Inconstitucionalidade ns. 1.721 e 1.770.
3. Na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 1.721, este Supremo
Tribunal declarou inconstitucional o § 2... do art. 453 da Consolidação das
Leis do Trabalho, introduzido pela Lei n. 9.528/1997.
Na Ação Direta de inconstitucionalidade n. 1.770, o Supremo
Tribunal Federal declarou inconstitucional o § 1... do art. 453 da
Consolidação das Leis do Trabalho, com a alteração do art. 3... da Lei n.
9.528/1997.
4. Na espécie, a Quinta Turma do Tribunal Regional do Trabalho da
15... Região determinou a reintegração da Interessada, ao fundamento de
que, “neste caso, o reclamante era sim detentor do direito à estabilidade prevista
no artigo 41, da Constituição Federal e a injusta dispensa não foi precedida de
procedimento administrativo, sequer de motivação comprovada. Ressalta-se que a
validade da dispensa estava ainda condicionada à motivação eficiente, para
garantir inclusive a impessoalidade” (fl. 7,doc. 13).
Os dados apresentados nos autos não demonstram ter a autoridade
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.614 SÃO PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. Como assentado na decisão agravada, pôs-se em foco na
reclamação se, ao determinar a reintegração da Interessada aos quadros
da Agravante por ausência de motivação do ato de demissão, a Quinta
Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 15... Região teria
desrespeitado as decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal nas
Ações Diretas de Inconstitucionalidade ns. 1.721 e 1.770.
3. Na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 1.721, este Supremo
Tribunal declarou inconstitucional o § 2... do art. 453 da Consolidação das
Leis do Trabalho, introduzido pela Lei n. 9.528/1997.
Na Ação Direta de inconstitucionalidade n. 1.770, o Supremo
Tribunal Federal declarou inconstitucional o § 1... do art. 453 da
Consolidação das Leis do Trabalho, com a alteração do art. 3... da Lei n.
9.528/1997.
4. Na espécie, a Quinta Turma do Tribunal Regional do Trabalho da
15... Região determinou a reintegração da Interessada, ao fundamento de
que, “neste caso, o reclamante era sim detentor do direito à estabilidade prevista
no artigo 41, da Constituição Federal e a injusta dispensa não foi precedida de
procedimento administrativo, sequer de motivação comprovada. Ressalta-se que a
validade da dispensa estava ainda condicionada à motivação eficiente, para
garantir inclusive a impessoalidade” (fl. 7,doc. 13).
Os dados apresentados nos autos não demonstram ter a autoridade
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
RCL 19614 AGR / SP
reclamada desrespeitado as decisões proferidas pelo Supremo Tribunal
Federal nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade ns. 1.721 e 1.770, mas
decidido, com base no acervo probatório constante daquele processo
trabalhista e no art. 41 da Constituição da República, não ter sido
motivado o ato de demissão.
Não há demonstração de identidade material entre a decisão
reclamada e os acórdãos paradigmas apontados e proferidos por este
Supremo Tribunal:
“Os atos questionados em qualquer reclamação - nos casos em
que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo
Tribunal Federal - hão de se ajustar, com exatidão e pertinência, aos
julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de
confronto, em ordem a permitir, pela análise comparativa, a
verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada
em relação ao parâmetro de controle emanado deste Tribunal” (Rcl
6.534-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Plenário, DJ
16.10.2008).
“RECLAMAÇÃO – ATO IMPUGNADO – PARADIGMAS –
AUSÊNCIA DE IDENTIDADE MATERIAL. Não havendo
identidade material entre o ato impugnado e os paradigmas evocados,
impõe-se a negativa de seguimento à reclamação” (Rcl 14.888-AgR,
Relator o Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe
15.12.2014).
“A jurisprudência desta Corte é contrária à chamada
“transcendência” ou “efeitos irradiantes” dos motivos determinantes
das decisões proferidas em sede de controle abstrato de normas.
Precedentes. II – O ato reclamado não guarda identidade material com
as decisões apontadas como supostamente afrontadas. III - A
reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo ou substitutivo de
recurso próprio. Precedentes. IV – Agravo regimental a que se nega
provimento” (Rcl 11.484-AgR, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, Segunda Turma, DJe 15.8.2014).
2
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RCL 19614 AGR / SP
reclamada desrespeitado as decisões proferidas pelo Supremo Tribunal
Federal nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade ns. 1.721 e 1.770, mas
decidido, com base no acervo probatório constante daquele processo
trabalhista e no art. 41 da Constituição da República, não ter sido
motivado o ato de demissão.
Não há demonstração de identidade material entre a decisão
reclamada e os acórdãos paradigmas apontados e proferidos por este
Supremo Tribunal:
“Os atos questionados em qualquer reclamação - nos casos em
que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo
Tribunal Federal - hão de se ajustar, com exatidão e pertinência, aos
julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de
confronto, em ordem a permitir, pela análise comparativa, a
verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada
em relação ao parâmetro de controle emanado deste Tribunal” (Rcl
6.534-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Plenário, DJ
16.10.2008).
“RECLAMAÇÃO – ATO IMPUGNADO – PARADIGMAS –
AUSÊNCIA DE IDENTIDADE MATERIAL. Não havendo
identidade material entre o ato impugnado e os paradigmas evocados,
impõe-se a negativa de seguimento à reclamação” (Rcl 14.888-AgR,
Relator o Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe
15.12.2014).
“A jurisprudência desta Corte é contrária à chamada
“transcendência” ou “efeitos irradiantes” dos motivos determinantes
das decisões proferidas em sede de controle abstrato de normas.
Precedentes. II – O ato reclamado não guarda identidade material com
as decisões apontadas como supostamente afrontadas. III - A
reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo ou substitutivo de
recurso próprio. Precedentes. IV – Agravo regimental a que se nega
provimento” (Rcl 11.484-AgR, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, Segunda Turma, DJe 15.8.2014).
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8408637.
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
RCL 19614 AGR / SP
5. O objetivo da reclamação consiste em preservar a competência e a
garantia da autoridade das decisões proferidas pelo Supremo Tribunal
Federal (arts. 102, inc. I, al. l, e 103-A, § 3..., da Constituição da República).
Não é juridicamente possível em reclamação o revolvimento da
matéria fático-probatória relacionada ao ato de demissão da Interessada,
sob pena de se transformar esta ação constitucional em sucedâneo de
recurso, o que não é admitido pelo Supremo Tribunal Federal:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NA
RECLAMAÇÃO.
RECLAMAÇÃO TRABALHISTA. PROFESSORA MUNICIPAL
CONTRATADA
SOB
O
REGIME
CELETISTA.
APOSENTADORIA
ESPONTÂNEA.
REINTEGRAÇÃO
DETERMINADA COM FUNDAMENTO NO ART. 37, § 10, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO
QUE DECIDIDO NA ADI 1.770/DF. INOCORRÊNCIA.
AUSÊNCIA DE IDENTIDADE MATERIAL. SUCEDÂNEO DE
RECURSO. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A
QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A ausência de identidade de
temas entre o ato reclamado e a decisão desta Corte tida por
descumprida torna inviável o manejo da reclamação. 2. No julgamento
da ADI 1.770/DF esta Corte entendeu pela inconstitucionalidade do §
1... do art. 453 da Consolidação das Leis do Trabalho, com a redação dada pela Lei 9.528/1997, quer
porque permite, como regra, a acumulação de proventos e vencimentos
- vedada pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal -, quer
porque se funda na ideia de que a aposentadoria espontânea rompe o
vínculo empregatício. 3. In casu, a fundamentação utilizada pela
autoridade reclamada para determinar a reintegração da autora da
reclamação trabalhista não está relacionada com o disposto no art.
453, § 1..., da Consolidação das Leis do Trabalho, mas sim com a disposição insculpida no § 10 do art.
37 da Carta Magna. 4. Agravo regimental desprovido” (Rcl 18.337-
AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe
4.3.2015).
“Ausentes os pressupostos legitimadores da reclamação, este
remédio constitucional não pode ser utilizado como um atalho
3
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5. O objetivo da reclamação consiste em preservar a competência e a
garantia da autoridade das decisões proferidas pelo Supremo Tribunal
Federal (arts. 102, inc. I, al. l, e 103-A, § 3..., da Constituição da República).
Não é juridicamente possível em reclamação o revolvimento da
matéria fático-probatória relacionada ao ato de demissão da Interessada,
sob pena de se transformar esta ação constitucional em sucedâneo de
recurso, o que não é admitido pelo Supremo Tribunal Federal:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NA
RECLAMAÇÃO.
RECLAMAÇÃO TRABALHISTA. PROFESSORA MUNICIPAL
CONTRATADA
SOB
O
REGIME
CELETISTA.
APOSENTADORIA
ESPONTÂNEA.
REINTEGRAÇÃO
DETERMINADA COM FUNDAMENTO NO ART. 37, § 10, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO
QUE DECIDIDO NA ADI 1.770/DF. INOCORRÊNCIA.
AUSÊNCIA DE IDENTIDADE MATERIAL. SUCEDÂNEO DE
RECURSO. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A
QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A ausência de identidade de
temas entre o ato reclamado e a decisão desta Corte tida por
descumprida torna inviável o manejo da reclamação. 2. No julgamento
da ADI 1.770/DF esta Corte entendeu pela inconstitucionalidade do §
1... do art. 453 da Consolidação das Leis do Trabalho, com a redação dada pela Lei 9.528/1997, quer
porque permite, como regra, a acumulação de proventos e vencimentos
- vedada pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal -, quer
porque se funda na ideia de que a aposentadoria espontânea rompe o
vínculo empregatício. 3. In casu, a fundamentação utilizada pela
autoridade reclamada para determinar a reintegração da autora da
reclamação trabalhista não está relacionada com o disposto no art.
453, § 1..., da Consolidação das Leis do Trabalho, mas sim com a disposição insculpida no § 10 do art.
37 da Carta Magna. 4. Agravo regimental desprovido” (Rcl 18.337-
AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe
4.3.2015).
“Ausentes os pressupostos legitimadores da reclamação, este
remédio constitucional não pode ser utilizado como um atalho
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
RCL 19614 AGR / SP
processual destinado à submissão imediata do litígio ao exame direto
desta Suprema Corte, nem tampouco como sucedâneo recursal
viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado” (Rcl 10.036-
AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Plenário, DJe
1....2.2012).
“O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado
como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por
razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do
litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. - A
reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla
função a que alude o art. 102, I, ‘l’, da Carta Política (RTJ 134/1033),
não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento
viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal
finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à
instituição dessa medida processual. Precedentes” (Rcl 4.381-AgR,
Relator o Ministro Celso de Mello, Plenário, DJe 5.8.2011).
“O instituto da Reclamação não se presta para substituir
recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do
jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo a
quo. 2. Inaplicabilidade da teoria da transcendência dos motivos
determinantes” (Rcl 5.703-AgR, de minha relatoria, Primeira
Turma, DJe 16.10.2009).
6. Os argumentos da Agravante são insuficientes para modificar a
decisão agravada embasada na jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal.
7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
Supremo Tribunal Federal
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processual destinado à submissão imediata do litígio ao exame direto
desta Suprema Corte, nem tampouco como sucedâneo recursal
viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado” (Rcl 10.036-
AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Plenário, DJe
1....2.2012).
“O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado
como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por
razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do
litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. - A
reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla
função a que alude o art. 102, I, ‘l’, da Carta Política (RTJ 134/1033),
não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento
viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal
finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à
instituição dessa medida processual. Precedentes” (Rcl 4.381-AgR,
Relator o Ministro Celso de Mello, Plenário, DJe 5.8.2011).
“O instituto da Reclamação não se presta para substituir
recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do
jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo a
quo. 2. Inaplicabilidade da teoria da transcendência dos motivos
determinantes” (Rcl 5.703-AgR, de minha relatoria, Primeira
Turma, DJe 16.10.2009).
6. Os argumentos da Agravante são insuficientes para modificar a
decisão agravada embasada na jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal.
7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
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Extrato de Ata - 28/04/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.614
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP
PROC.(A/S)(ES) : ALESSANDRA DE PAULA PINTO HADDAD E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : FRANCIS RIBEIRO DA SILVA
ADV.(A/S) : ALCEU LUIZ CARREIRA E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15... REGIÃO
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do
Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 28.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.614
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP
PROC.(A/S)(ES) : ALESSANDRA DE PAULA PINTO HADDAD E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : FRANCIS RIBEIRO DA SILVA
ADV.(A/S) : ALCEU LUIZ CARREIRA E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15... REGIÃO
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do
Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 28.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8352334
Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECLAMAÇÃO 19 . 614",
"RECLAMAÇÃO 19 . 614",
"Recurso Ordinário n . 0000001 - 65 . 2013 . 5 . 15 . 0008",
"Ações Diretas de Inconstitucionalidade ns . 1 . 721",
"770",
"Ações Diretas de Inconstitucionalidade ns . 1 . 721",
"770 .",
"Ação Direta de Inconstitucionalidade n . 1 . 721",
"Ação Direta de inconstitucionalidade n . 1 . 770",
"RECLAMAÇÃO",
"Recurso Ordinário n . 0000001 - 65 . 2013 . 5 . 15 . 0008",
"Ações Diretas de Inconstitucionalidade ns . 1 . 721",
"Ações Diretas de Inconstitucionalidade ns . 1 . 721",
"Ação Direta de Inconstitucionalidade n . 1",
"Ação Direta de inconstitucionalidade n . 1 . 770",
"Ações Diretas de Inconstitucionalidade ns . 1",
"Ações Diretas de Inconstitucionalidade ns . 1 . 721",
"RCL 19614 AGR / SP",
"ADIs 1721 / DF",
"Reclamação Constitucional 5 . 679",
"ADI n . 1721 - 3",
"ADI n . 1 . 770 - 4",
"ADIs 1721 / DF",
"Reclamação Constitucional 5 . 679",
"ADI n . 1721 - 3",
"ADI n . 1 . 770 - 4",
"Ações Diretas de Inconstitucionalidade ns . 1 . 721",
"Ação Direta de Inconstitucionalidade n . 1 . 721",
"Ação Direta de inconstitucionalidade n . 1 . 770",
"Ações Diretas de Inconstitucionalidade ns . 1 . 721",
"Ação Direta de Inconstitucionalidade n . 1 . 721",
"Ação Direta de inconstitucionalidade n . 1 . 770",
"Ações Diretas de Inconstitucionalidade ns . 1 . 721",
"Rcl 6 . 534 - AgR",
"Rcl 14 . 888 - AgR",
"Rcl 11 . 484 - AgR",
"Ações Diretas de Inconstitucionalidade ns . 1 . 721",
"Rcl 6 . 534 - AgR",
"Rcl 14 . 888 - AgR",
"Rcl 11 . 484 - AgR",
"ADI 1 . 770 / DF",
"ADI 1 . 770 / DF",
"Rcl 18 . 337 - AgR",
"ADI 1 . 770 / DF",
"ADI 1 . 770 / DF",
"Rcl 18 . 337 - AgR",
"Rcl 10 . 036 - AgR",
"Rcl 4 . 381 - AgR",
"Rcl 5 . 703 - AgR",
"Rcl 10 . 036 - AgR",
"RTJ",
"Rcl 4 . 381 - AgR",
"Rcl 5 . 703 - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 453 da Consolidação das Leis do Trabalho",
"Lei n . 9 . 528 / 1997",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§",
"Lei n . 9 . 528 / 1997",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art",
"Lei n . 9 . 528 / 1997",
"artigo 41 , da Constituição Federal",
"art . 41 da Constituição da República",
"arts . 102 , inc . I , al . l , e 103 - A , § 3 . . . , da Constituição da República",
"arts . 21 , §",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"SP das Leis do Trabalho",
"art . 3 . . . da Lei n . 9 . 528 / 1997",
"artigo 41 , da Constituição Federal",
"art . 41 da Constituição da República",
"arts . 102 , inc . I , al . l , e 103 - A , § 3 . . . , da Constituição da República",
"arts . 21 , § 1 . . . , e 161 , parágrafo único , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 41 da CF88",
"Constituição Federal",
"artigo 453 , § 2 . . . , da Consolidação das Leis do Trabalho",
"§",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 41 da CF88",
"Constituição Federal",
"artigo 453 , § 2 . . . , da Consolidação das Leis do Trabalho",
"§ 1 . . . , do art . 453 , da Consolidação das Leis do Trabalho",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Consolidação das Leis do Trabalho",
"Lei n . 9 . 528 / 1997",
"§",
"art . 453 da Consolidação das Leis do Trabalho",
"art . 3 . . . da Lei n . 9 . 528 / 1997",
"artigo 41 , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 453 da Consolidação das Leis do Trabalho",
"Lei n . 9 . 528 / 1997",
"§",
"art . 453 da Consolidação das Leis do Trabalho",
"art . 3 . . . da Lei n . 9 . 528 / 1997",
"artigo 41 , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 41 da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 41 da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 102 , inc . I , al . l , e 103 - A , § 3 . . . , da Constituição da República",
"ART . 37 , § 10 , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"§",
"Lei 9 . 528 / 1997",
"Consolidação das Leis do Trabalho",
"§ 10 do art . 37 da Carta Magna",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 102 , inc . I , al . l , e 103 - A , § 3 . . . , da Constituição da República",
"ART . 37 , § 10 , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"§ 1 . . . do",
"art . 453 da Consolidação das Leis do Trabalho",
"Lei 9 . 528 / 1997",
"art . 453 , § 1 . . . , da Consolidação das Leis do Trabalho",
"§ 10 do art . 37 da Carta Magna",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , I , ‘ l ’ , da Carta Política",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , I , ‘ l ’ , da Carta Política",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO",
"USP",
"TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15 .",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO",
"USP",
"TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15 . . . REGIÃO",
"Universidade de São Paulo",
"USP",
"Quinta Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 15 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Quinta Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 15 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP",
"TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15 . . .",
"Universidade de São Paulo",
"USP",
"Quinta Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 15 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Quinta Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 15 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"Supremo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Quinta Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 15 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Universidade de São Paulo",
"USP",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Quinta Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 15 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Universidade de São Paulo",
"USP",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"INSS",
"INSS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"INSS",
"INSS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Quinta Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 15 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Quinta Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 15 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Quinta Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 15 .",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Quinta Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 15 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Primeira Turma",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
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"-",
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"-",
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"SEGUNDA TURMA",
"UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO",
"USP",
"TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15 . .",
"2",
".",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CÁRMEN LÚCIA",
"ALESSANDRA DE PAULA PINTO HADDAD",
"FRANCIS RIBEIRO DA SILVA",
"ALCEU LUIZ CARREIRA",
"Teori Zavascki",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ALESSANDRA DE PAULA PINTO HADDAD",
"FRANCIS RIBEIRO DA SILVA",
"ALCEU LUIZ CARREIRA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ALESSANDRA DE PAULA PINTO HADDAD",
"FRANCIS RIBEIRO DA SILVA",
"ALCEU LUIZ CARREIRA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA RCL 19614",
"Celso de Mello",
"Marco Aurélio",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Marco Aurélio",
"Ricardo Lewandowski",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"CÁRMEN LÚCIA RCL 19614",
"Joaquim Barbosa",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Celso de Mello",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ALESSANDRA DE PAULA PINTO HADDAD",
"FRANCIS RIBEIRO DA SILVA",
"ALCEU LUIZ CARREIRA",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Ravena Siqueira",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ALESSANDRA DE PAULA PINTO HADDAD",
"FRANCIS RIBEIRO DA SILVA",
"ALCEU LUIZ CARREIRA",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"28",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"28 de abril de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"25",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"25",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
".",
"4",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
".",
"4",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
".",
"10",
".",
"2008",
"15",
".",
"12",
".",
"2014",
"15",
".",
"8",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
".",
"10",
".",
"2008",
"15",
".",
"12",
".",
"2014",
"15",
".",
"8",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"4",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"4",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
".",
".",
"2",
".",
"2012",
"5",
".",
"8",
".",
"2011",
"16",
".",
"10",
".",
"2009",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
".",
".",
".",
"2",
".",
"2012",
"5",
".",
"8",
".",
"2011",
"16",
".",
"10",
".",
"2009",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"28",
".",
"04",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"04",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 699.173
DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ASSOCIAÇÃO
DOS
OFICIAIS
DE
JUSTIÇA
AVALIADORES DO DISTRITO FEDERAL - AOJUS
ADV.(A/S)
:RUDI MEIRA CASSEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR
PÚBLICO. VERBA REMUNERATÓRIA DESTACADA – VRD.
INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO.
DECESSO REMUNERATÓRIO: REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N.
279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente,
os Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes.
Brasília, 07 de abril de 2015.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 699.173
DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ASSOCIAÇÃO
DOS
OFICIAIS
DE
JUSTIÇA
AVALIADORES DO DISTRITO FEDERAL - AOJUS
ADV.(A/S)
:RUDI MEIRA CASSEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 9.2.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto por Associação dos Oficiais de Justiça
Avaliadores do Distrito Federal – AOJUS contra julgado do Superior
Tribunal de Justiça, pelo qual se assentou que “o vínculo funcional entre o
servidor e a Administração Pública é de direito público, não havendo direito
adquirido a regime jurídico”. A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“5. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art.
93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora
em sentido contrário à pretensão da Agravante, o acórdão recorrido
apresentou suficiente fundamentação. Firmou-se na jurisprudência
deste Supremo Tribunal.
(…)
6. Este Supremo Tribunal assentou a possibilidade de alteração
no sistema remuneratório de servidor público, desde que respeitado o
princípio da irredutibilidade de vencimentos, por não haver direito
adquirido a regime jurídico. Quanto à divergência sobre a
irredutibilidade de proventos, firmou o entendimento de demandar a
apreciação do pleito recursal o reexame do conjunto fático-probatório,
procedimento inviável em recurso extraordinário. Incide na espécie a
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 699.173
DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ASSOCIAÇÃO
DOS
OFICIAIS
DE
JUSTIÇA
AVALIADORES DO DISTRITO FEDERAL - AOJUS
ADV.(A/S)
:RUDI MEIRA CASSEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 9.2.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto por Associação dos Oficiais de Justiça
Avaliadores do Distrito Federal – AOJUS contra julgado do Superior
Tribunal de Justiça, pelo qual se assentou que “o vínculo funcional entre o
servidor e a Administração Pública é de direito público, não havendo direito
adquirido a regime jurídico”. A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“5. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art.
93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora
em sentido contrário à pretensão da Agravante, o acórdão recorrido
apresentou suficiente fundamentação. Firmou-se na jurisprudência
deste Supremo Tribunal.
(…)
6. Este Supremo Tribunal assentou a possibilidade de alteração
no sistema remuneratório de servidor público, desde que respeitado o
princípio da irredutibilidade de vencimentos, por não haver direito
adquirido a regime jurídico. Quanto à divergência sobre a
irredutibilidade de proventos, firmou o entendimento de demandar a
apreciação do pleito recursal o reexame do conjunto fático-probatório,
procedimento inviável em recurso extraordinário. Incide na espécie a
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
ARE 699173 AGR / DF
Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal.
(…)
Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc.
II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 12.2.2015, interpõe a Associação
dos Oficiais de Justiça Avaliadores do Distrito Federal – AOJUS, em
13.2.2015, tempestivamente, agravo regimental.
3. A Agravante afirma que “a decisão do Pleno desse C. Sodalício se
coaduna com a tese lançada no recurso extraordinário. Isso porque se, no caso dos
autos, há decesso remuneratório quando se permite (no tocante ao cálculo da
VRD) a supressão dos efeitos retroativos do PCS, na fixação do vencimento e da
GAJ, por óbvio que os substituídos da agravante possuem direito aos valores
retroativos da primeira parcela das alterações remuneratórias, com todos os
reflexos pertinentes e direcionados ao período de junho a novembro de 2006, de
modo a ser preservada a irredutibilidade remuneratória” (doc. 38, fl. 5).
Assevera “não ha[ver] que se falar em incidência da Súmula 279/STF na
espécie, haja vista que a temática debatida nos autos é aferível de plano, face a
cristalina ofensa a irredutibilidade de vencimentos, nos termos do art.37, XV da
CF/88 pela criação administrativa da rubrica salarial ‘Verba Remuneratória
Destacada-VRD)’ (doc. 38, fl. 5).
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 699173 AGR / DF
Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal.
(…)
Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc.
II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 12.2.2015, interpõe a Associação
dos Oficiais de Justiça Avaliadores do Distrito Federal – AOJUS, em
13.2.2015, tempestivamente, agravo regimental.
3. A Agravante afirma que “a decisão do Pleno desse C. Sodalício se
coaduna com a tese lançada no recurso extraordinário. Isso porque se, no caso dos
autos, há decesso remuneratório quando se permite (no tocante ao cálculo da
VRD) a supressão dos efeitos retroativos do PCS, na fixação do vencimento e da
GAJ, por óbvio que os substituídos da agravante possuem direito aos valores
retroativos da primeira parcela das alterações remuneratórias, com todos os
reflexos pertinentes e direcionados ao período de junho a novembro de 2006, de
modo a ser preservada a irredutibilidade remuneratória” (doc. 38, fl. 5).
Assevera “não ha[ver] que se falar em incidência da Súmula 279/STF na
espécie, haja vista que a temática debatida nos autos é aferível de plano, face a
cristalina ofensa a irredutibilidade de vencimentos, nos termos do art.37, XV da
CF/88 pela criação administrativa da rubrica salarial ‘Verba Remuneratória
Destacada-VRD)’ (doc. 38, fl. 5).
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 699.173
DISTRITO FEDERAL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. Como afirmado na decisão agravada, o acórdão recorrido está em
harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, que assentou
não ter o servidor público direito adquirido a regime jurídico:
“DIREITOS CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO.
ESTABILIDADE FINANCEIRA. MODIFICAÇÃO DE FORMA
DE CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO. OFENSA À GARANTIA
CONSTITUCIONAL
DA
IRREDUTIBILIDADE
DA
REMUNERAÇÃO: AUSÊNCIA. JURISPRUDÊNCIA. LEI
COMPLEMENTAR N. 203/2001 DO ESTADO DO RIO GRANDE
DO NORTE: CONSTITUCIONALIDADE. 1. O Supremo Tribunal
Federal pacificou a sua jurisprudência sobre a constitucionalidade do
instituto da estabilidade financeira e sobre a ausência de direito
adquirido a regime jurídico. 2. Nesta linha, a Lei Complementar n.
203/2001, do Estado do Rio Grande do Norte, no ponto que alterou a
forma de cálculo de gratificações e, consequentemente, a composição
da remuneração de servidores públicos, não ofende a Constituição da
República de 1988, por dar cumprimento ao princípio da
irredutibilidade da remuneração. 3. Recurso extraordinário ao qual se
nega provimento” (RE 563.965, de minha relatoria, Plenário, DJe
20.3.2009).
3. Concluir de forma diversa do Tribunal de origem quanto à
ausência de decesso remuneratório demandaria o reexame de provas,
procedimento inviável em recurso extraordinário:
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 699.173
DISTRITO FEDERAL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. Como afirmado na decisão agravada, o acórdão recorrido está em
harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, que assentou
não ter o servidor público direito adquirido a regime jurídico:
“DIREITOS CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO.
ESTABILIDADE FINANCEIRA. MODIFICAÇÃO DE FORMA
DE CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO. OFENSA À GARANTIA
CONSTITUCIONAL
DA
IRREDUTIBILIDADE
DA
REMUNERAÇÃO: AUSÊNCIA. JURISPRUDÊNCIA. LEI
COMPLEMENTAR N. 203/2001 DO ESTADO DO RIO GRANDE
DO NORTE: CONSTITUCIONALIDADE. 1. O Supremo Tribunal
Federal pacificou a sua jurisprudência sobre a constitucionalidade do
instituto da estabilidade financeira e sobre a ausência de direito
adquirido a regime jurídico. 2. Nesta linha, a Lei Complementar n.
203/2001, do Estado do Rio Grande do Norte, no ponto que alterou a
forma de cálculo de gratificações e, consequentemente, a composição
da remuneração de servidores públicos, não ofende a Constituição da
República de 1988, por dar cumprimento ao princípio da
irredutibilidade da remuneração. 3. Recurso extraordinário ao qual se
nega provimento” (RE 563.965, de minha relatoria, Plenário, DJe
20.3.2009).
3. Concluir de forma diversa do Tribunal de origem quanto à
ausência de decesso remuneratório demandaria o reexame de provas,
procedimento inviável em recurso extraordinário:
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281226.
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 699173 AGR / DF
“Agravo regimental em embargos de declaração em embargos de
divergência em agravo regimental em agravo de instrumento. 2.
Administrativo. Reestruturação do plano de cargos e salários.
Servidor aposentado. Reenquadramento. Inexistência de direito
adquirido a regime jurídico. Repercussão geral reconhecida. RE-RG
606.199. 3. Irredutibilidade de vencimentos. Ocorrência de decesso
remuneratório. Reexame de provas. Aplicação da Súmula 279. 4.
Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 601.936-AgR-
EDv-ED-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário, DJe
2.8.2014).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO DO ESTADO DO
PARÁ. GRATIFICAÇÃO DE TEMPO INTEGRAL. DIREITO
ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO E À FORMA DE
CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO. INEXISTÊNCIA. REDUÇÃO
DE VENCIMENTOS. IMPOSSIBILIDADE. O Supremo Tribunal
Federal, ao julgar o RE 563.965-RG, da relatoria da Ministra Cármen
Lúcia, reafirmou a jurisprudência no sentido de que não há direito
adquirido a regime jurídico, assegurada a irredutibilidade de
vencimentos. Dissentir da conclusão do Tribunal de origem no sentido
de que houve decesso remuneratório demandaria a análise da
legislação local aplicável ao caso (Lei nº 5.810/1994), bem como dos
fatos e do material probatório constantes dos autos. Incidência das
Súmulas 279 e 280/STF. Precedentes. Agravo regimental a que se
nega provimento” (AI 709.155-AgR, Relator o Ministro Roberto
Barroso, Primeira Turma, DJe 14.10.2014).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATIVIDADE DE
GESTÃO – GDAG. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NA LEI
ESTADUAL N. 1.296/2009. ANÁLISE PRÉVIA DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
ALEGADO
DECESSO
REMUNERATÓRIO. REEXAME DE PROVAS. OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULAS NS. 279 E 280 DO
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 699173 AGR / DF
“Agravo regimental em embargos de declaração em embargos de
divergência em agravo regimental em agravo de instrumento. 2.
Administrativo. Reestruturação do plano de cargos e salários.
Servidor aposentado. Reenquadramento. Inexistência de direito
adquirido a regime jurídico. Repercussão geral reconhecida. RE-RG
606.199. 3. Irredutibilidade de vencimentos. Ocorrência de decesso
remuneratório. Reexame de provas. Aplicação da Súmula 279. 4.
Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 601.936-AgR-
EDv-ED-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário, DJe
2.8.2014).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO DO ESTADO DO
PARÁ. GRATIFICAÇÃO DE TEMPO INTEGRAL. DIREITO
ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO E À FORMA DE
CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO. INEXISTÊNCIA. REDUÇÃO
DE VENCIMENTOS. IMPOSSIBILIDADE. O Supremo Tribunal
Federal, ao julgar o RE 563.965-RG, da relatoria da Ministra Cármen
Lúcia, reafirmou a jurisprudência no sentido de que não há direito
adquirido a regime jurídico, assegurada a irredutibilidade de
vencimentos. Dissentir da conclusão do Tribunal de origem no sentido
de que houve decesso remuneratório demandaria a análise da
legislação local aplicável ao caso (Lei nº 5.810/1994), bem como dos
fatos e do material probatório constantes dos autos. Incidência das
Súmulas 279 e 280/STF. Precedentes. Agravo regimental a que se
nega provimento” (AI 709.155-AgR, Relator o Ministro Roberto
Barroso, Primeira Turma, DJe 14.10.2014).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATIVIDADE DE
GESTÃO – GDAG. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NA LEI
ESTADUAL N. 1.296/2009. ANÁLISE PRÉVIA DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
ALEGADO
DECESSO
REMUNERATÓRIO. REEXAME DE PROVAS. OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULAS NS. 279 E 280 DO
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 699173 AGR / DF
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 834.533-AgR, de minha
relatoria, Segunda Turma, DJe 6.11.2014).
4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 699173 AGR / DF
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 834.533-AgR, de minha
relatoria, Segunda Turma, DJe 6.11.2014).
4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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Extrato de Ata - 07/04/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 699.173
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA AVALIADORES DO
DISTRITO FEDERAL - AOJUS
ADV.(A/S) : RUDI MEIRA CASSEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar
Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma,
07.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso
de Mello e Gilmar Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8184600
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 699.173
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA AVALIADORES DO
DISTRITO FEDERAL - AOJUS
ADV.(A/S) : RUDI MEIRA CASSEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar
Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma,
07.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso
de Mello e Gilmar Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8311854
| 2015-04-07T00:00:00
| 2015-04-28T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 07.04.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. VERBA REMUNERATÓRIA DESTACADA – VRD. INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. DECESSO REMUNERATÓRIO: REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur302064
|
- Acórdão(s) citado(s):
(SERVIDOR PÚBLICO, DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO)
RE 563965 (TP), AI 709155 AgR (1ªT), AI 601936 AgR-EDv-ED-AgR (TP), ARE 834533 AgR (2ªT).
Número de páginas: 7.
Análise: 05/05/2015, MJC.
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CÁRMEN LÚCIA
|
Segunda Turma
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699173
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 699173 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA AVALIADORES DO DISTRITO FEDERAL - AOJUS
ADV.(A/S) : RUDI MEIRA CASSEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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""
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Ementa e Acórdão
07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 699.173
DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ASSOCIAÇÃO
DOS
OFICIAIS
DE
JUSTIÇA
AVALIADORES DO DISTRITO FEDERAL - AOJUS
ADV.(A/S)
:RUDI MEIRA CASSEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR
PÚBLICO. VERBA REMUNERATÓRIA DESTACADA – VRD.
INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO.
DECESSO REMUNERATÓRIO: REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N.
279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente,
os Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes.
Brasília, 07 de abril de 2015.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 699.173
DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ASSOCIAÇÃO
DOS
OFICIAIS
DE
JUSTIÇA
AVALIADORES DO DISTRITO FEDERAL - AOJUS
ADV.(A/S)
:RUDI MEIRA CASSEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 9.2.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto por Associação dos Oficiais de Justiça
Avaliadores do Distrito Federal – AOJUS contra julgado do Superior
Tribunal de Justiça, pelo qual se assentou que “o vínculo funcional entre o
servidor e a Administração Pública é de direito público, não havendo direito
adquirido a regime jurídico”. A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“5. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art.
93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora
em sentido contrário à pretensão da Agravante, o acórdão recorrido
apresentou suficiente fundamentação. Firmou-se na jurisprudência
deste Supremo Tribunal.
(…)
6. Este Supremo Tribunal assentou a possibilidade de alteração
no sistema remuneratório de servidor público, desde que respeitado o
princípio da irredutibilidade de vencimentos, por não haver direito
adquirido a regime jurídico. Quanto à divergência sobre a
irredutibilidade de proventos, firmou o entendimento de demandar a
apreciação do pleito recursal o reexame do conjunto fático-probatório,
procedimento inviável em recurso extraordinário. Incide na espécie a
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 699.173
DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ASSOCIAÇÃO
DOS
OFICIAIS
DE
JUSTIÇA
AVALIADORES DO DISTRITO FEDERAL - AOJUS
ADV.(A/S)
:RUDI MEIRA CASSEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 9.2.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto por Associação dos Oficiais de Justiça
Avaliadores do Distrito Federal – AOJUS contra julgado do Superior
Tribunal de Justiça, pelo qual se assentou que “o vínculo funcional entre o
servidor e a Administração Pública é de direito público, não havendo direito
adquirido a regime jurídico”. A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“5. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art.
93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora
em sentido contrário à pretensão da Agravante, o acórdão recorrido
apresentou suficiente fundamentação. Firmou-se na jurisprudência
deste Supremo Tribunal.
(…)
6. Este Supremo Tribunal assentou a possibilidade de alteração
no sistema remuneratório de servidor público, desde que respeitado o
princípio da irredutibilidade de vencimentos, por não haver direito
adquirido a regime jurídico. Quanto à divergência sobre a
irredutibilidade de proventos, firmou o entendimento de demandar a
apreciação do pleito recursal o reexame do conjunto fático-probatório,
procedimento inviável em recurso extraordinário. Incide na espécie a
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
ARE 699173 AGR / DF
Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal.
(…)
Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc.
II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 12.2.2015, interpõe a Associação
dos Oficiais de Justiça Avaliadores do Distrito Federal – AOJUS, em
13.2.2015, tempestivamente, agravo regimental.
3. A Agravante afirma que “a decisão do Pleno desse C. Sodalício se
coaduna com a tese lançada no recurso extraordinário. Isso porque se, no caso dos
autos, há decesso remuneratório quando se permite (no tocante ao cálculo da
VRD) a supressão dos efeitos retroativos do PCS, na fixação do vencimento e da
GAJ, por óbvio que os substituídos da agravante possuem direito aos valores
retroativos da primeira parcela das alterações remuneratórias, com todos os
reflexos pertinentes e direcionados ao período de junho a novembro de 2006, de
modo a ser preservada a irredutibilidade remuneratória” (doc. 38, fl. 5).
Assevera “não ha[ver] que se falar em incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal na
espécie, haja vista que a temática debatida nos autos é aferível de plano, face a
cristalina ofensa a irredutibilidade de vencimentos, nos termos do art.37, XV da
Constituição Federal de 1988/88 pela criação administrativa da rubrica salarial ‘Verba Remuneratória
Destacada-VRD)’ (doc. 38, fl. 5).
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 699173 AGR / DF
Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal.
(…)
Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc.
II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 12.2.2015, interpõe a Associação
dos Oficiais de Justiça Avaliadores do Distrito Federal – AOJUS, em
13.2.2015, tempestivamente, agravo regimental.
3. A Agravante afirma que “a decisão do Pleno desse C. Sodalício se
coaduna com a tese lançada no recurso extraordinário. Isso porque se, no caso dos
autos, há decesso remuneratório quando se permite (no tocante ao cálculo da
VRD) a supressão dos efeitos retroativos do PCS, na fixação do vencimento e da
GAJ, por óbvio que os substituídos da agravante possuem direito aos valores
retroativos da primeira parcela das alterações remuneratórias, com todos os
reflexos pertinentes e direcionados ao período de junho a novembro de 2006, de
modo a ser preservada a irredutibilidade remuneratória” (doc. 38, fl. 5).
Assevera “não ha[ver] que se falar em incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal na
espécie, haja vista que a temática debatida nos autos é aferível de plano, face a
cristalina ofensa a irredutibilidade de vencimentos, nos termos do art.37, XV da
Constituição Federal de 1988/88 pela criação administrativa da rubrica salarial ‘Verba Remuneratória
Destacada-VRD)’ (doc. 38, fl. 5).
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 699.173
DISTRITO FEDERAL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. Como afirmado na decisão agravada, o acórdão recorrido está em
harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, que assentou
não ter o servidor público direito adquirido a regime jurídico:
“DIREITOS CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO.
ESTABILIDADE FINANCEIRA. MODIFICAÇÃO DE FORMA
DE CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO. OFENSA À GARANTIA
CONSTITUCIONAL
DA
IRREDUTIBILIDADE
DA
REMUNERAÇÃO: AUSÊNCIA. JURISPRUDÊNCIA. LEI
COMPLEMENTAR N. 203/2001 DO ESTADO DO RIO GRANDE
DO NORTE: CONSTITUCIONALIDADE. 1. O Supremo Tribunal
Federal pacificou a sua jurisprudência sobre a constitucionalidade do
instituto da estabilidade financeira e sobre a ausência de direito
adquirido a regime jurídico. 2. Nesta linha, a Lei Complementar n.
203/2001, do Estado do Rio Grande do Norte, no ponto que alterou a
forma de cálculo de gratificações e, consequentemente, a composição
da remuneração de servidores públicos, não ofende a Constituição da
República de 1988, por dar cumprimento ao princípio da
irredutibilidade da remuneração. 3. Recurso extraordinário ao qual se
nega provimento” (Recurso Extraordinário 563.965, de minha relatoria, Plenário, DJe
20.3.2009).
3. Concluir de forma diversa do Tribunal de origem quanto à
ausência de decesso remuneratório demandaria o reexame de provas,
procedimento inviável em recurso extraordinário:
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281226.
Supremo Tribunal Federal
07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 699.173
DISTRITO FEDERAL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. Como afirmado na decisão agravada, o acórdão recorrido está em
harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, que assentou
não ter o servidor público direito adquirido a regime jurídico:
“DIREITOS CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO.
ESTABILIDADE FINANCEIRA. MODIFICAÇÃO DE FORMA
DE CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO. OFENSA À GARANTIA
CONSTITUCIONAL
DA
IRREDUTIBILIDADE
DA
REMUNERAÇÃO: AUSÊNCIA. JURISPRUDÊNCIA. LEI
COMPLEMENTAR N. 203/2001 DO ESTADO DO RIO GRANDE
DO NORTE: CONSTITUCIONALIDADE. 1. O Supremo Tribunal
Federal pacificou a sua jurisprudência sobre a constitucionalidade do
instituto da estabilidade financeira e sobre a ausência de direito
adquirido a regime jurídico. 2. Nesta linha, a Lei Complementar n.
203/2001, do Estado do Rio Grande do Norte, no ponto que alterou a
forma de cálculo de gratificações e, consequentemente, a composição
da remuneração de servidores públicos, não ofende a Constituição da
República de 1988, por dar cumprimento ao princípio da
irredutibilidade da remuneração. 3. Recurso extraordinário ao qual se
nega provimento” (Recurso Extraordinário 563.965, de minha relatoria, Plenário, DJe
20.3.2009).
3. Concluir de forma diversa do Tribunal de origem quanto à
ausência de decesso remuneratório demandaria o reexame de provas,
procedimento inviável em recurso extraordinário:
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281226.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 699173 AGR / DF
“Agravo regimental em embargos de declaração em embargos de
divergência em agravo regimental em agravo de instrumento. 2.
Administrativo. Reestruturação do plano de cargos e salários.
Servidor aposentado. Reenquadramento. Inexistência de direito
adquirido a regime jurídico. Repercussão geral reconhecida. Recurso Extraordinário-RG
606.199. 3. Irredutibilidade de vencimentos. Ocorrência de decesso
remuneratório. Reexame de provas. Aplicação da Súmula 279. 4.
Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 601.936-AgR-
EDv-ED-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário, DJe
2.8.2014).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO DO ESTADO DO
PARÁ. GRATIFICAÇÃO DE TEMPO INTEGRAL. DIREITO
ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO E À FORMA DE
CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO. INEXISTÊNCIA. REDUÇÃO
DE VENCIMENTOS. IMPOSSIBILIDADE. O Supremo Tribunal
Federal, ao julgar o Recurso Extraordinário 563.965-RG, da relatoria da Ministra Cármen
Lúcia, reafirmou a jurisprudência no sentido de que não há direito
adquirido a regime jurídico, assegurada a irredutibilidade de
vencimentos. Dissentir da conclusão do Tribunal de origem no sentido
de que houve decesso remuneratório demandaria a análise da
legislação local aplicável ao caso (Lei n 5.810/1994), bem como dos
fatos e do material probatório constantes dos autos. Incidência das
Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Agravo regimental a que se
nega provimento” (AI 709.155-AgR, Relator o Ministro Roberto
Barroso, Primeira Turma, DJe 14.10.2014).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATIVIDADE DE
GESTÃO – GDAG. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NA LEI
ESTADUAL N. 1.296/2009. ANÁLISE PRÉVIA DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
ALEGADO
DECESSO
REMUNERATÓRIO. REEXAME DE PROVAS. OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULAS NS. 279 E 280 DO
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 699173 AGR / DF
“Agravo regimental em embargos de declaração em embargos de
divergência em agravo regimental em agravo de instrumento. 2.
Administrativo. Reestruturação do plano de cargos e salários.
Servidor aposentado. Reenquadramento. Inexistência de direito
adquirido a regime jurídico. Repercussão geral reconhecida. Recurso Extraordinário-RG
606.199. 3. Irredutibilidade de vencimentos. Ocorrência de decesso
remuneratório. Reexame de provas. Aplicação da Súmula 279. 4.
Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 601.936-AgR-
EDv-ED-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário, DJe
2.8.2014).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO DO ESTADO DO
PARÁ. GRATIFICAÇÃO DE TEMPO INTEGRAL. DIREITO
ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO E À FORMA DE
CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO. INEXISTÊNCIA. REDUÇÃO
DE VENCIMENTOS. IMPOSSIBILIDADE. O Supremo Tribunal
Federal, ao julgar o Recurso Extraordinário 563.965-RG, da relatoria da Ministra Cármen
Lúcia, reafirmou a jurisprudência no sentido de que não há direito
adquirido a regime jurídico, assegurada a irredutibilidade de
vencimentos. Dissentir da conclusão do Tribunal de origem no sentido
de que houve decesso remuneratório demandaria a análise da
legislação local aplicável ao caso (Lei n 5.810/1994), bem como dos
fatos e do material probatório constantes dos autos. Incidência das
Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Agravo regimental a que se
nega provimento” (AI 709.155-AgR, Relator o Ministro Roberto
Barroso, Primeira Turma, DJe 14.10.2014).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATIVIDADE DE
GESTÃO – GDAG. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NA LEI
ESTADUAL N. 1.296/2009. ANÁLISE PRÉVIA DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
ALEGADO
DECESSO
REMUNERATÓRIO. REEXAME DE PROVAS. OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULAS NS. 279 E 280 DO
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 699173 AGR / DF
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 834.533-AgR, de minha
relatoria, Segunda Turma, DJe 6.11.2014).
4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 699173 AGR / DF
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 834.533-AgR, de minha
relatoria, Segunda Turma, DJe 6.11.2014).
4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Extrato de Ata - 07/04/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 699.173
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA AVALIADORES DO
DISTRITO FEDERAL - AOJUS
ADV.(A/S) : RUDI MEIRA CASSEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar
Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma,
07.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso
de Mello e Gilmar Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8184600
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 699.173
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA AVALIADORES DO
DISTRITO FEDERAL - AOJUS
ADV.(A/S) : RUDI MEIRA CASSEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar
Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma,
07.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso
de Mello e Gilmar Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8184600
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO",
"ARE 699173 AGR",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 563 . 965",
"Recurso Extraordinário 563 . 965",
"AI 601 . 936 - AgR - EDv - ED - AgR",
"Recurso Extraordinário 563 . 965 - RG",
"Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 709 . 155 - AgR",
"SÚMULAS NS . 279",
"ARE 699173 AGR / DF",
"AI 601 . 936 - AgR - EDv - ED - AgR",
"Recurso Extraordinário 563 . 965 - RG",
"Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 709 . 155 - AgR",
"SÚMULAS NS .",
"ARE 699173 AGR / DF",
"ARE 834 . 533 - AgR",
"ARE 699173 AGR /",
"ARE 834 . 533 - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , inc . IX , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , inc . IX , da Constituição da",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"art . 37 , XV da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , inc . II , al . a , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"art . 37 , XV da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI COMPLEMENTAR N . 203 / 2001",
"Lei Complementar n . 203 / 2001",
"Constituição da República de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI COMPLEMENTAR N . 203 / 2001",
"Lei Complementar n . 203 / 2001",
"Constituição da República de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 5 . 810 / 1994",
"LEI ESTADUAL N . 1 . 296 / 2009",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 5 . 810 / 1994",
"LEI ESTADUAL N . 1 . 296 / 2009",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE",
"Estado do Rio Grande do Norte",
"DISTRITO FEDERAL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE",
"Estado do Rio Grande do Norte",
"ESTADO DO PARÁ",
"ESTADO DO PARÁ",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"ASSOCIAÇÃO DOS OFICIAIS DE",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Associação dos Oficiais de Justiça Avaliadores do Distrito Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"ASSOCIAÇÃO",
"AOJUS",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Associação dos Oficiais de Justiça Avaliadores do Distrito Federal",
"AOJUS",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"Associação dos Oficiais de Justiça Avaliadores do Distrito Federal",
"AOJUS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Associação dos Oficiais de Justiça Avaliadores do Distrito Federal",
"AOJUS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"ASSOCIAÇÃO",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"2",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"ASSOCIAÇÃO DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA AVALIADORES DO",
"AOJUS",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"RUDI MEIRA CASSEL",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"RUDI MEIRA CASSEL",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"RUDI MEIRA CASSEL",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Roberto Barroso",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Roberto Barroso",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"RUDI MEIRA CASSEL",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Ravena Siqueira",
"CÁRMEN LÚCIA",
"RUDI MEIRA CASSEL",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"07 de abril de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"9",
".",
"2",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"9",
".",
"2",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
".",
"2",
".",
"2015",
"13",
".",
"2",
".",
"2015",
"junho a novembro de 2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
".",
"2",
".",
"2015",
"13",
".",
"2",
".",
"2015",
"junho a novembro de 2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"20",
".",
"3",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"20",
".",
"3",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2",
".",
"8",
".",
"2014",
"14",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2",
".",
"8",
".",
"2014",
"14",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
".",
"11",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
".",
"11",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"07",
".",
"04",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
".",
"04",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 852.521 PARANÁ
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
:ADEMAR LUIZ PEDRON E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:HUMBERTO MEIRA
EMENTA: PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. AGRAVO
REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. JUSTIÇA FEDERAL.
AÇÃO AJUIZADA CONTRA A UNIÃO NO FORO DA CAPITAL.
AUTORES DOMICILIADOS EM SUBSEÇÕES JUDICIÁRIAS DIVERSAS.
POSSIBILIDADE. INTERPRETAÇÃO DO ART. 109, § 2º, DA CF/88.
PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 28 de abril de 2015.
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 852.521 PARANÁ
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
:ADEMAR LUIZ PEDRON E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:HUMBERTO MEIRA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental contra decisão que deu provimento a
recurso extraordinário ao fundamento de que o acórdão recorrido
encontra-se em dissonância com o entendimento jurisprudencial do STF,
segundo o qual, nas causas ajuizadas contra a União, os litisconsortes
ativos, quando domiciliados em unidades diversas da Federação, podem
propor a demanda no foro do domicílio de qualquer deles.
Sustenta a parte agravante, em suma, que o precedente citado no
julgado monocrático não se amolda ao presente caso, uma vez que, aqui,
a ação foi intentada na capital do Estado, foro no qual nenhuma das
partes era domiciliada.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 852.521 PARANÁ
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
:ADEMAR LUIZ PEDRON E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:HUMBERTO MEIRA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental contra decisão que deu provimento a
recurso extraordinário ao fundamento de que o acórdão recorrido
encontra-se em dissonância com o entendimento jurisprudencial do STF,
segundo o qual, nas causas ajuizadas contra a União, os litisconsortes
ativos, quando domiciliados em unidades diversas da Federação, podem
propor a demanda no foro do domicílio de qualquer deles.
Sustenta a parte agravante, em suma, que o precedente citado no
julgado monocrático não se amolda ao presente caso, uma vez que, aqui,
a ação foi intentada na capital do Estado, foro no qual nenhuma das
partes era domiciliada.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8354464.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 852.521 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. O provimento do recurso extraordinário merece ser mantido,
embora por outro fundamento. Apreciando caso análogo, a Segunda
Turma desta Corte, no julgamento do RE 233.990, (Rel. Min. MAURÍCIO
CORRÊA, DJ de 1/3/2002), manifestou-se nos termos da seguinte ementa:
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL.
CAUSAS INTENTADAS CONTRA A UNIÃO FEDERAL.
COMPETÊNCIA: ARTIGO 109, § 2º, DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. PROPOSITURA DE AÇÃO. FORO. Ação judicial
contra a União Federal. Competência. Autor domiciliado em
cidade do interior. Possibilidade de sua proposição também na
capital do Estado. Faculdade que lhe foi conferida pelo artigo
109, § 2º, da Constituição da República. Conseqüência: remessa
dos autos ao Juízo da 12ª Vara Federal de Porto Alegre, foro
eleito pela recorrente. Recurso extraordinário conhecido e
provido.
No voto condutor do acórdão, o Ministro relator consignou o
seguinte:
A Constituição Federal, no § 2º do artigo 109, estabelece as
alternativas quanto ao foro a ser escolhido pelo autor para o
ajuizamento de ação da competência da Justiça Federal, verbis”:
“§ 2º As causas intentadas contra a União poderão
ser aforadas na seção judiciária em que for domiciliado o
autor, naquela onde houver ocorrido o ato ou fato que
deu origem à demanda ou onde esteja situada a coisa, ou,
ainda, no Distrito Federal.”
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8354465.
Supremo Tribunal Federal
28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 852.521 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. O provimento do recurso extraordinário merece ser mantido,
embora por outro fundamento. Apreciando caso análogo, a Segunda
Turma desta Corte, no julgamento do RE 233.990, (Rel. Min. MAURÍCIO
CORRÊA, DJ de 1/3/2002), manifestou-se nos termos da seguinte ementa:
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL.
CAUSAS INTENTADAS CONTRA A UNIÃO FEDERAL.
COMPETÊNCIA: ARTIGO 109, § 2º, DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. PROPOSITURA DE AÇÃO. FORO. Ação judicial
contra a União Federal. Competência. Autor domiciliado em
cidade do interior. Possibilidade de sua proposição também na
capital do Estado. Faculdade que lhe foi conferida pelo artigo
109, § 2º, da Constituição da República. Conseqüência: remessa
dos autos ao Juízo da 12ª Vara Federal de Porto Alegre, foro
eleito pela recorrente. Recurso extraordinário conhecido e
provido.
No voto condutor do acórdão, o Ministro relator consignou o
seguinte:
A Constituição Federal, no § 2º do artigo 109, estabelece as
alternativas quanto ao foro a ser escolhido pelo autor para o
ajuizamento de ação da competência da Justiça Federal, verbis”:
“§ 2º As causas intentadas contra a União poderão
ser aforadas na seção judiciária em que for domiciliado o
autor, naquela onde houver ocorrido o ato ou fato que
deu origem à demanda ou onde esteja situada a coisa, ou,
ainda, no Distrito Federal.”
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8354465.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
RE 852521 AGR / PR
2.
Extrai-se da referida norma que o constituinte
originário, à vista dos privilégios dados à União Federal em
matéria processual também facultou aos demais jurisdicionados
o ajuizamento das ações contra ela propostas na seção judiciária
em que for domiciliado o autor, onde tenha ocorrido o ato ou o
fato contestado, onde esteja situada a coisa litigiosa, ou ainda
no Distrito Federal.
3.
Em comentário ao dispositivo, afirma José Cretella
Júnior:
“A expressão Capital do Estado foi substituída, com
vantagem, pela expressão seção judiciária. Desloca-se, assim, o
foro ‘da Capital’, muitas vezes bem distante da cidade em que
reside a parte, para a seção judiciária em que tem domicílio, para
o lugar em que a coisa está situada (forum rei sitae), ou, por fim,
para o lugar em que ocorreu o ato ou o fato que propiciou a
demanda.” (“Comentários à Constituição de 1988”, 2a. ed.,
1993, Forense Universitária, p. 3185). (Grifei).
4.
Ao julgar o RE 94.027-8/RS, de que foi relator o
Ministro Moreira Alves, DJ 16.09.83, quando vigia a EC 01/69,
esta Turma assim decidiu, consoante se colhe do voto então
proferido:
“... não estabelece a Constituição atual - como
também sucedia com as anteriores com preceito
semelhante ao seu - qualquer restrição à faculdade de
opção, que confere ao autor, entre o foro do seu domicílio,
o do ato ou fato que dá origem à demanda, o do lugar
onde está situada a coisa, ou o do Distrito Federal. O Juiz
exclusivo da conveniência da opção é o autor. O que se
preserva, em favor da União, é a limitação dessas opções
às quatro previstas no texto constitucional, bem como seja
a ação aforada onde haja Seção Judiciária da Justiça
Federal. E só isso.”
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8354465.
Supremo Tribunal Federal
RE 852521 AGR / PR
2.
Extrai-se da referida norma que o constituinte
originário, à vista dos privilégios dados à União Federal em
matéria processual também facultou aos demais jurisdicionados
o ajuizamento das ações contra ela propostas na seção judiciária
em que for domiciliado o autor, onde tenha ocorrido o ato ou o
fato contestado, onde esteja situada a coisa litigiosa, ou ainda
no Distrito Federal.
3.
Em comentário ao dispositivo, afirma José Cretella
Júnior:
“A expressão Capital do Estado foi substituída, com
vantagem, pela expressão seção judiciária. Desloca-se, assim, o
foro ‘da Capital’, muitas vezes bem distante da cidade em que
reside a parte, para a seção judiciária em que tem domicílio, para
o lugar em que a coisa está situada (forum rei sitae), ou, por fim,
para o lugar em que ocorreu o ato ou o fato que propiciou a
demanda.” (“Comentários à Constituição de 1988”, 2a. ed.,
1993, Forense Universitária, p. 3185). (Grifei).
4.
Ao julgar o RE 94.027-8/RS, de que foi relator o
Ministro Moreira Alves, DJ 16.09.83, quando vigia a EC 01/69,
esta Turma assim decidiu, consoante se colhe do voto então
proferido:
“... não estabelece a Constituição atual - como
também sucedia com as anteriores com preceito
semelhante ao seu - qualquer restrição à faculdade de
opção, que confere ao autor, entre o foro do seu domicílio,
o do ato ou fato que dá origem à demanda, o do lugar
onde está situada a coisa, ou o do Distrito Federal. O Juiz
exclusivo da conveniência da opção é o autor. O que se
preserva, em favor da União, é a limitação dessas opções
às quatro previstas no texto constitucional, bem como seja
a ação aforada onde haja Seção Judiciária da Justiça
Federal. E só isso.”
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8354465.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
RE 852521 AGR / PR
5.
Dir-se-á que numa época em que a Justiça Federal
já se encontra melhor aparelhada do que na vigência da ordem
constitucional anterior, não se conceberia pudesse ser proposta
ação contra a União em foro diverso daqueles fixados pela
norma constitucional, visto que a criação de varas federais no
interior dos Estados teve por finalidade facilitar o acesso à
prestação jurisdicional. Por isso, não caberia cogitar-se de
ajuizamento de ações contra a recorrida, que não se fizesse nos
termos do § 2º do artigo 109 da Carta Federal.
6.
Observe-se que quando o § 1º do artigo 109 da
Constituição se refere à União como titular da ação, o faz de
modo peremptório: “as causas em que a União for autora serão
aforadas na seção judiciária onde tiver domicílio a outra parte”.
Todavia, quando a Fazenda Pública é a parte requerida, dispõe
a norma constitucional que “poderão ser aforadas na seção
judiciária em que for domiciliado o autor, naquela onde houver
ocorrido o ato ou fato que deu origem à demanda ou onde esteja
situada a coisa, ou, ainda, no Distrito Federal” (CF88, artigo 109, §
2º). Se assim é, ao autor impõe-se a observância da competência
da justiça federal no Estado em que domiciliado (CF/88, artigo
110), podendo ajuizar a ação na capital - sede da Justiça Federal
- ou, se existente, na vara federal instalada no interior, se onde
ele residir houver subseção da Justiça Federal, em razão do
direito potestativo que lhe foi outorgado, se não optar pela sua
propositura no foro da União Federal, o Distrito Federal.
7.
Não há dúvida que o artigo 110 da Carta Federal
prevê que cada Estado-membro constitui uma seção judiciária
como medida mínima, tendo como sede a capital do Estado,
admitindo-se a fixação, por lei, de varas federais (subseções)
dentro do território estadual. Entretanto, a descentralização
ocorrida não pode se converter em fixação de competência
absoluta, em antagonismo ao que determinado no dispositivo
constitucional que assegura a faculdade de opção (CF, artigo
102, § 2º).
3
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8354465.
Supremo Tribunal Federal
RE 852521 AGR / PR
5.
Dir-se-á que numa época em que a Justiça Federal
já se encontra melhor aparelhada do que na vigência da ordem
constitucional anterior, não se conceberia pudesse ser proposta
ação contra a União em foro diverso daqueles fixados pela
norma constitucional, visto que a criação de varas federais no
interior dos Estados teve por finalidade facilitar o acesso à
prestação jurisdicional. Por isso, não caberia cogitar-se de
ajuizamento de ações contra a recorrida, que não se fizesse nos
termos do § 2º do artigo 109 da Carta Federal.
6.
Observe-se que quando o § 1º do artigo 109 da
Constituição se refere à União como titular da ação, o faz de
modo peremptório: “as causas em que a União for autora serão
aforadas na seção judiciária onde tiver domicílio a outra parte”.
Todavia, quando a Fazenda Pública é a parte requerida, dispõe
a norma constitucional que “poderão ser aforadas na seção
judiciária em que for domiciliado o autor, naquela onde houver
ocorrido o ato ou fato que deu origem à demanda ou onde esteja
situada a coisa, ou, ainda, no Distrito Federal” (CF88, artigo 109, §
2º). Se assim é, ao autor impõe-se a observância da competência
da justiça federal no Estado em que domiciliado (CF/88, artigo
110), podendo ajuizar a ação na capital - sede da Justiça Federal
- ou, se existente, na vara federal instalada no interior, se onde
ele residir houver subseção da Justiça Federal, em razão do
direito potestativo que lhe foi outorgado, se não optar pela sua
propositura no foro da União Federal, o Distrito Federal.
7.
Não há dúvida que o artigo 110 da Carta Federal
prevê que cada Estado-membro constitui uma seção judiciária
como medida mínima, tendo como sede a capital do Estado,
admitindo-se a fixação, por lei, de varas federais (subseções)
dentro do território estadual. Entretanto, a descentralização
ocorrida não pode se converter em fixação de competência
absoluta, em antagonismo ao que determinado no dispositivo
constitucional que assegura a faculdade de opção (CF, artigo
102, § 2º).
3
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
RE 852521 AGR / PR
8.
Ora, como o domicílio da recorrente é no Estado
do Rio Grande do Sul, cuja sede da seção judiciária é Porto
Alegre, sua Capital, resta claro que a opção desse foro poderia
perfeitamente ser feita pela recorrente, sob pena de violação,
como ocorreu na espécie com o acórdão impugnado, ao § 2º do
artigo 109 da Constituição Federal, de modo a ensejar a sua
reforma.
Ante essas circunstâncias, conheço do recurso
extraordinário e dou-lhe provimento para, reformando o
acórdão recorrido, determinar a remessa dos autos ao Juízo da
12ª Vara Federal de Porto Alegre, foro eleito pela recorrente
para ajuizar a ação, em face da faculdade que lhe foi outorgada
pela mencionada disposição constitucional.
No mesmo sentido desse julgado, confira-se:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA DA
JUSTIÇA FEDERAL. CAUSAS INTENTADAS CONTRA A
UNIÃO. FORO PARA AJUIZAMENTO DA AÇÃO. § 2º DO
ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRECEDENTES.
1. A jurisprudência desta nossa Casa de Justiça é firme no
sentido de que o § 2º do art. 102 do Magno Texto admite o
ajuizamento de ação contra a União Federal no foro da seção
judiciária federal da capital do estado membro, mesmo que o
autor seja domiciliado em município do interior.
2. Agravo regimental desprovido. (AI 457.968-AgR, Rel.
Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe de 12/4/2012)
No caso dos autos, o Tribunal de origem decidiu que “a atual
interpretação da regra contida no § 2º do art. 109 da Constituição Federal,
ressalvada as exceções constantes no próprio dispositivo, afasta a
possibilidade de ajuizamento de ação contra a União em local diverso do
domicílio do autor, ainda que na capital do estado” (e-STJ, fl. 116). Por
estar em desconformidade com a jurisprudência desta Corte, merece
4
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Supremo Tribunal Federal
RE 852521 AGR / PR
8.
Ora, como o domicílio da recorrente é no Estado
do Rio Grande do Sul, cuja sede da seção judiciária é Porto
Alegre, sua Capital, resta claro que a opção desse foro poderia
perfeitamente ser feita pela recorrente, sob pena de violação,
como ocorreu na espécie com o acórdão impugnado, ao § 2º do
artigo 109 da Constituição Federal, de modo a ensejar a sua
reforma.
Ante essas circunstâncias, conheço do recurso
extraordinário e dou-lhe provimento para, reformando o
acórdão recorrido, determinar a remessa dos autos ao Juízo da
12ª Vara Federal de Porto Alegre, foro eleito pela recorrente
para ajuizar a ação, em face da faculdade que lhe foi outorgada
pela mencionada disposição constitucional.
No mesmo sentido desse julgado, confira-se:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA DA
JUSTIÇA FEDERAL. CAUSAS INTENTADAS CONTRA A
UNIÃO. FORO PARA AJUIZAMENTO DA AÇÃO. § 2º DO
ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRECEDENTES.
1. A jurisprudência desta nossa Casa de Justiça é firme no
sentido de que o § 2º do art. 102 do Magno Texto admite o
ajuizamento de ação contra a União Federal no foro da seção
judiciária federal da capital do estado membro, mesmo que o
autor seja domiciliado em município do interior.
2. Agravo regimental desprovido. (AI 457.968-AgR, Rel.
Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe de 12/4/2012)
No caso dos autos, o Tribunal de origem decidiu que “a atual
interpretação da regra contida no § 2º do art. 109 da Constituição Federal,
ressalvada as exceções constantes no próprio dispositivo, afasta a
possibilidade de ajuizamento de ação contra a União em local diverso do
domicílio do autor, ainda que na capital do estado” (e-STJ, fl. 116). Por
estar em desconformidade com a jurisprudência desta Corte, merece
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
RE 852521 AGR / PR
reforma o acórdão recorrido, devendo ser mantido o provimento do
recurso extraordinário.
2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o
voto.
5
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RE 852521 AGR / PR
reforma o acórdão recorrido, devendo ser mantido o provimento do
recurso extraordinário.
2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o
voto.
5
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Extrato de Ata - 28/04/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 852.521
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S) : ADEMAR LUIZ PEDRON E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : HUMBERTO MEIRA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 28.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 852.521
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S) : ADEMAR LUIZ PEDRON E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : HUMBERTO MEIRA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 28.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8418319
| 2015-04-28T00:00:00
| 2015-05-12T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 28.04.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
Ementa: PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. JUSTIÇA FEDERAL. AÇÃO AJUIZADA CONTRA A UNIÃO NO FORO DA CAPITAL. AUTORES DOMICILIADOS EM SUBSEÇÕES JUDICIÁRIAS DIVERSAS. POSSIBILIDADE. INTERPRETAÇÃO DO ART. 109, § 2º, DA CF/88. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur303840
|
Número de páginas: 8.
Análise: 25/05/2015, MAD.
|
TEORI ZAVASCKI
|
Segunda Turma
|
852521
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00109 PAR-00002\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 852521 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S) : ADEMAR LUIZ PEDRON E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : HUMBERTO MEIRA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 852.521 PARANÁ
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
:ADEMAR LUIZ PEDRON E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:HUMBERTO MEIRA
EMENTA: PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. AGRAVO
REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. JUSTIÇA FEDERAL.
AÇÃO AJUIZADA CONTRA A UNIÃO NO FORO DA CAPITAL.
AUTORES DOMICILIADOS EM SUBSEÇÕES JUDICIÁRIAS DIVERSAS.
POSSIBILIDADE. INTERPRETAÇÃO DO ART. 109, § 2..., DA Constituição Federal de 1988/88.
PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 28 de abril de 2015.
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 852.521 PARANÁ
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
:ADEMAR LUIZ PEDRON E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:HUMBERTO MEIRA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental contra decisão que deu provimento a
recurso extraordinário ao fundamento de que o acórdão recorrido
encontra-se em dissonância com o entendimento jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal,
segundo o qual, nas causas ajuizadas contra a União, os litisconsortes
ativos, quando domiciliados em unidades diversas da Federação, podem
propor a demanda no foro do domicílio de qualquer deles.
Sustenta a parte agravante, em suma, que o precedente citado no
julgado monocrático não se amolda ao presente caso, uma vez que, aqui,
a ação foi intentada na capital do Estado, foro no qual nenhuma das
partes era domiciliada.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 852.521 PARANÁ
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
:ADEMAR LUIZ PEDRON E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:HUMBERTO MEIRA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental contra decisão que deu provimento a
recurso extraordinário ao fundamento de que o acórdão recorrido
encontra-se em dissonância com o entendimento jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal,
segundo o qual, nas causas ajuizadas contra a União, os litisconsortes
ativos, quando domiciliados em unidades diversas da Federação, podem
propor a demanda no foro do domicílio de qualquer deles.
Sustenta a parte agravante, em suma, que o precedente citado no
julgado monocrático não se amolda ao presente caso, uma vez que, aqui,
a ação foi intentada na capital do Estado, foro no qual nenhuma das
partes era domiciliada.
É o relatório.
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 852.521 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. O provimento do recurso extraordinário merece ser mantido,
embora por outro fundamento. Apreciando caso análogo, a Segunda
Turma desta Corte, no julgamento do Recurso Extraordinário 233.990, (Rel. Min. MAURÍCIO
CORRÊA, DJ de 1/3/2002), manifestou-se nos termos da seguinte ementa:
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL.
CAUSAS INTENTADAS CONTRA A UNIÃO FEDERAL.
COMPETÊNCIA: ARTIGO 109, § 2..., DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. PROPOSITURA DE AÇÃO. FORO. Ação judicial
contra a União Federal. Competência. Autor domiciliado em
cidade do interior. Possibilidade de sua proposição também na
capital do Estado. Faculdade que lhe foi conferida pelo artigo
109, § 2..., da Constituição da República. Conseqüência: remessa
dos autos ao Juízo da 12... Vara Federal de Porto Alegre, foro
eleito pela recorrente. Recurso extraordinário conhecido e
provido.
No voto condutor do acórdão, o Ministro relator consignou o
seguinte:
A Constituição Federal, no § 2... do artigo 109, estabelece as
alternativas quanto ao foro a ser escolhido pelo autor para o
ajuizamento de ação da competência da Justiça Federal, verbis”:
“§ 2... As causas intentadas contra a União poderão
ser aforadas na seção judiciária em que for domiciliado o
autor, naquela onde houver ocorrido o ato ou fato que
deu origem à demanda ou onde esteja situada a coisa, ou,
ainda, no Distrito Federal.”
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 852.521 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. O provimento do recurso extraordinário merece ser mantido,
embora por outro fundamento. Apreciando caso análogo, a Segunda
Turma desta Corte, no julgamento do Recurso Extraordinário 233.990, (Rel. Min. MAURÍCIO
CORRÊA, DJ de 1/3/2002), manifestou-se nos termos da seguinte ementa:
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL.
CAUSAS INTENTADAS CONTRA A UNIÃO FEDERAL.
COMPETÊNCIA: ARTIGO 109, § 2..., DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. PROPOSITURA DE AÇÃO. FORO. Ação judicial
contra a União Federal. Competência. Autor domiciliado em
cidade do interior. Possibilidade de sua proposição também na
capital do Estado. Faculdade que lhe foi conferida pelo artigo
109, § 2..., da Constituição da República. Conseqüência: remessa
dos autos ao Juízo da 12... Vara Federal de Porto Alegre, foro
eleito pela recorrente. Recurso extraordinário conhecido e
provido.
No voto condutor do acórdão, o Ministro relator consignou o
seguinte:
A Constituição Federal, no § 2... do artigo 109, estabelece as
alternativas quanto ao foro a ser escolhido pelo autor para o
ajuizamento de ação da competência da Justiça Federal, verbis”:
“§ 2... As causas intentadas contra a União poderão
ser aforadas na seção judiciária em que for domiciliado o
autor, naquela onde houver ocorrido o ato ou fato que
deu origem à demanda ou onde esteja situada a coisa, ou,
ainda, no Distrito Federal.”
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
Recurso Extraordinário 852521 AGR / PR
2.
Extrai-se da referida norma que o constituinte
originário, à vista dos privilégios dados à União Federal em
matéria processual também facultou aos demais jurisdicionados
o ajuizamento das ações contra ela propostas na seção judiciária
em que for domiciliado o autor, onde tenha ocorrido o ato ou o
fato contestado, onde esteja situada a coisa litigiosa, ou ainda
no Distrito Federal.
3.
Em comentário ao dispositivo, afirma José Cretella
Júnior:
“A expressão Capital do Estado foi substituída, com
vantagem, pela expressão seção judiciária. Desloca-se, assim, o
foro ‘da Capital’, muitas vezes bem distante da cidade em que
reside a parte, para a seção judiciária em que tem domicílio, para
o lugar em que a coisa está situada (forum rei sitae), ou, por fim,
para o lugar em que ocorreu o ato ou o fato que propiciou a
demanda.” (“Comentários à Constituição de 1988”, 2a. ed.,
1993, Forense Universitária, p. 3185). (Grifei).
4.
Ao julgar o Recurso Extraordinário 94.027-8/RS, de que foi relator o
Ministro Moreira Alves, DJ 16.09.83, quando vigia a EC 01/69,
esta Turma assim decidiu, consoante se colhe do voto então
proferido:
“... não estabelece a Constituição atual - como
também sucedia com as anteriores com preceito
semelhante ao seu - qualquer restrição à faculdade de
opção, que confere ao autor, entre o foro do seu domicílio,
o do ato ou fato que dá origem à demanda, o do lugar
onde está situada a coisa, ou o do Distrito Federal. O Juiz
exclusivo da conveniência da opção é o autor. O que se
preserva, em favor da União, é a limitação dessas opções
às quatro previstas no texto constitucional, bem como seja
a ação aforada onde haja Seção Judiciária da Justiça
Federal. E só isso.”
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 852521 AGR / PR
2.
Extrai-se da referida norma que o constituinte
originário, à vista dos privilégios dados à União Federal em
matéria processual também facultou aos demais jurisdicionados
o ajuizamento das ações contra ela propostas na seção judiciária
em que for domiciliado o autor, onde tenha ocorrido o ato ou o
fato contestado, onde esteja situada a coisa litigiosa, ou ainda
no Distrito Federal.
3.
Em comentário ao dispositivo, afirma José Cretella
Júnior:
“A expressão Capital do Estado foi substituída, com
vantagem, pela expressão seção judiciária. Desloca-se, assim, o
foro ‘da Capital’, muitas vezes bem distante da cidade em que
reside a parte, para a seção judiciária em que tem domicílio, para
o lugar em que a coisa está situada (forum rei sitae), ou, por fim,
para o lugar em que ocorreu o ato ou o fato que propiciou a
demanda.” (“Comentários à Constituição de 1988”, 2a. ed.,
1993, Forense Universitária, p. 3185). (Grifei).
4.
Ao julgar o Recurso Extraordinário 94.027-8/RS, de que foi relator o
Ministro Moreira Alves, DJ 16.09.83, quando vigia a EC 01/69,
esta Turma assim decidiu, consoante se colhe do voto então
proferido:
“... não estabelece a Constituição atual - como
também sucedia com as anteriores com preceito
semelhante ao seu - qualquer restrição à faculdade de
opção, que confere ao autor, entre o foro do seu domicílio,
o do ato ou fato que dá origem à demanda, o do lugar
onde está situada a coisa, ou o do Distrito Federal. O Juiz
exclusivo da conveniência da opção é o autor. O que se
preserva, em favor da União, é a limitação dessas opções
às quatro previstas no texto constitucional, bem como seja
a ação aforada onde haja Seção Judiciária da Justiça
Federal. E só isso.”
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
Recurso Extraordinário 852521 AGR / PR
5.
Dir-se-á que numa época em que a Justiça Federal
já se encontra melhor aparelhada do que na vigência da ordem
constitucional anterior, não se conceberia pudesse ser proposta
ação contra a União em foro diverso daqueles fixados pela
norma constitucional, visto que a criação de varas federais no
interior dos Estados teve por finalidade facilitar o acesso à
prestação jurisdicional. Por isso, não caberia cogitar-se de
ajuizamento de ações contra a recorrida, que não se fizesse nos
termos do § 2... do artigo 109 da Carta Federal.
6.
Observe-se que quando o § 1... do artigo 109 da
Constituição se refere à União como titular da ação, o faz de
modo peremptório: “as causas em que a União for autora serão
aforadas na seção judiciária onde tiver domicílio a outra parte”.
Todavia, quando a Fazenda Pública é a parte requerida, dispõe
a norma constitucional que “poderão ser aforadas na seção
judiciária em que for domiciliado o autor, naquela onde houver
ocorrido o ato ou fato que deu origem à demanda ou onde esteja
situada a coisa, ou, ainda, no Distrito Federal” (CF88, artigo 109, §
2...). Se assim é, ao autor impõe-se a observância da competência
da justiça federal no Estado em que domiciliado (Constituição Federal de 1988/88, artigo
110), podendo ajuizar a ação na capital - sede da Justiça Federal
- ou, se existente, na vara federal instalada no interior, se onde
ele residir houver subseção da Justiça Federal, em razão do
direito potestativo que lhe foi outorgado, se não optar pela sua
propositura no foro da União Federal, o Distrito Federal.
7.
Não há dúvida que o artigo 110 da Carta Federal
prevê que cada Estado-membro constitui uma seção judiciária
como medida mínima, tendo como sede a capital do Estado,
admitindo-se a fixação, por lei, de varas federais (subseções)
dentro do território estadual. Entretanto, a descentralização
ocorrida não pode se converter em fixação de competência
absoluta, em antagonismo ao que determinado no dispositivo
constitucional que assegura a faculdade de opção (Constituição Federal de 1988, artigo
102, § 2...).
3
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 852521 AGR / PR
5.
Dir-se-á que numa época em que a Justiça Federal
já se encontra melhor aparelhada do que na vigência da ordem
constitucional anterior, não se conceberia pudesse ser proposta
ação contra a União em foro diverso daqueles fixados pela
norma constitucional, visto que a criação de varas federais no
interior dos Estados teve por finalidade facilitar o acesso à
prestação jurisdicional. Por isso, não caberia cogitar-se de
ajuizamento de ações contra a recorrida, que não se fizesse nos
termos do § 2... do artigo 109 da Carta Federal.
6.
Observe-se que quando o § 1... do artigo 109 da
Constituição se refere à União como titular da ação, o faz de
modo peremptório: “as causas em que a União for autora serão
aforadas na seção judiciária onde tiver domicílio a outra parte”.
Todavia, quando a Fazenda Pública é a parte requerida, dispõe
a norma constitucional que “poderão ser aforadas na seção
judiciária em que for domiciliado o autor, naquela onde houver
ocorrido o ato ou fato que deu origem à demanda ou onde esteja
situada a coisa, ou, ainda, no Distrito Federal” (CF88, artigo 109, §
2...). Se assim é, ao autor impõe-se a observância da competência
da justiça federal no Estado em que domiciliado (Constituição Federal de 1988/88, artigo
110), podendo ajuizar a ação na capital - sede da Justiça Federal
- ou, se existente, na vara federal instalada no interior, se onde
ele residir houver subseção da Justiça Federal, em razão do
direito potestativo que lhe foi outorgado, se não optar pela sua
propositura no foro da União Federal, o Distrito Federal.
7.
Não há dúvida que o artigo 110 da Carta Federal
prevê que cada Estado-membro constitui uma seção judiciária
como medida mínima, tendo como sede a capital do Estado,
admitindo-se a fixação, por lei, de varas federais (subseções)
dentro do território estadual. Entretanto, a descentralização
ocorrida não pode se converter em fixação de competência
absoluta, em antagonismo ao que determinado no dispositivo
constitucional que assegura a faculdade de opção (Constituição Federal de 1988, artigo
102, § 2...).
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
Recurso Extraordinário 852521 AGR / PR
8.
Ora, como o domicílio da recorrente é no Estado
do Rio Grande do Sul, cuja sede da seção judiciária é Porto
Alegre, sua Capital, resta claro que a opção desse foro poderia
perfeitamente ser feita pela recorrente, sob pena de violação,
como ocorreu na espécie com o acórdão impugnado, ao § 2... do
artigo 109 da Constituição Federal, de modo a ensejar a sua
reforma.
Ante essas circunstâncias, conheço do recurso
extraordinário e dou-lhe provimento para, reformando o
acórdão recorrido, determinar a remessa dos autos ao Juízo da
12... Vara Federal de Porto Alegre, foro eleito pela recorrente
para ajuizar a ação, em face da faculdade que lhe foi outorgada
pela mencionada disposição constitucional.
No mesmo sentido desse julgado, confira-se:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA DA
JUSTIÇA FEDERAL. CAUSAS INTENTADAS CONTRA A
UNIÃO. FORO PARA AJUIZAMENTO DA AÇÃO. § 2... DO
ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRECEDENTES.
1. A jurisprudência desta nossa Casa de Justiça é firme no
sentido de que o § 2... do art. 102 do Magno Texto admite o
ajuizamento de ação contra a União Federal no foro da seção
judiciária federal da capital do estado membro, mesmo que o
autor seja domiciliado em município do interior.
2. Agravo regimental desprovido. (AI 457.968-AgR, Rel.
Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe de 12/4/2012)
No caso dos autos, o Tribunal de origem decidiu que “a atual
interpretação da regra contida no § 2... do art. 109 da Constituição Federal,
ressalvada as exceções constantes no próprio dispositivo, afasta a
possibilidade de ajuizamento de ação contra a União em local diverso do
domicílio do autor, ainda que na capital do estado” (e-Superior Tribunal de Justiça, fl. 116). Por
estar em desconformidade com a jurisprudência desta Corte, merece
4
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 852521 AGR / PR
8.
Ora, como o domicílio da recorrente é no Estado
do Rio Grande do Sul, cuja sede da seção judiciária é Porto
Alegre, sua Capital, resta claro que a opção desse foro poderia
perfeitamente ser feita pela recorrente, sob pena de violação,
como ocorreu na espécie com o acórdão impugnado, ao § 2... do
artigo 109 da Constituição Federal, de modo a ensejar a sua
reforma.
Ante essas circunstâncias, conheço do recurso
extraordinário e dou-lhe provimento para, reformando o
acórdão recorrido, determinar a remessa dos autos ao Juízo da
12... Vara Federal de Porto Alegre, foro eleito pela recorrente
para ajuizar a ação, em face da faculdade que lhe foi outorgada
pela mencionada disposição constitucional.
No mesmo sentido desse julgado, confira-se:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA DA
JUSTIÇA FEDERAL. CAUSAS INTENTADAS CONTRA A
UNIÃO. FORO PARA AJUIZAMENTO DA AÇÃO. § 2... DO
ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRECEDENTES.
1. A jurisprudência desta nossa Casa de Justiça é firme no
sentido de que o § 2... do art. 102 do Magno Texto admite o
ajuizamento de ação contra a União Federal no foro da seção
judiciária federal da capital do estado membro, mesmo que o
autor seja domiciliado em município do interior.
2. Agravo regimental desprovido. (AI 457.968-AgR, Rel.
Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe de 12/4/2012)
No caso dos autos, o Tribunal de origem decidiu que “a atual
interpretação da regra contida no § 2... do art. 109 da Constituição Federal,
ressalvada as exceções constantes no próprio dispositivo, afasta a
possibilidade de ajuizamento de ação contra a União em local diverso do
domicílio do autor, ainda que na capital do estado” (e-Superior Tribunal de Justiça, fl. 116). Por
estar em desconformidade com a jurisprudência desta Corte, merece
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
Recurso Extraordinário 852521 AGR / PR
reforma o acórdão recorrido, devendo ser mantido o provimento do
recurso extraordinário.
2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o
voto.
5
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 852521 AGR / PR
reforma o acórdão recorrido, devendo ser mantido o provimento do
recurso extraordinário.
2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o
voto.
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Extrato de Ata - 28/04/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 852.521
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S) : ADEMAR LUIZ PEDRON E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : HUMBERTO MEIRA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 28.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 852.521
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S) : ADEMAR LUIZ PEDRON E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : HUMBERTO MEIRA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 28.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 852 . 521",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 852 . 521",
"Recurso Extraordinário 233 . 990",
"Recurso Extraordinário 233 . 990",
"Recurso Extraordinário 852521 AGR / PR",
"Recurso Extraordinário 94 . 027 - 8 / RS",
"Recurso Extraordinário 852521 AGR / PR",
"Recurso Extraordinário 94 . 027 - 8 / RS",
"Recurso Extraordinário 852521 AGR / PR",
"Recurso Extraordinário 852521 AGR / PR",
"Recurso Extraordinário 852521 AGR / PR",
"AI 457 . 968 - AgR",
"Recurso Extraordinário 852521 AGR / PR",
"AI 457 . 968 - AgR",
"Recurso Extraordinário 852521 AGR / PR",
"Recurso Extraordinário 852521 AGR / PR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 852 . 521",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 852 . 521"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 109 , § 2 . . . , DA Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 109 , § 2 . . . , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"artigo 109 , § 2 . . . , da Constituição da República",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 109 , § 2 . . . , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"artigo 109 , § 2 . . . , da Constituição da República",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição de 1988",
"EC 01 / 69",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição de 1988",
"EC 01 / 69",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§ 2 . . . do artigo 109 da Carta Federal",
"CF88 , artigo 109 , § 2 . . .",
"Constituição Federal de 1988 / 88 , artigo 110",
"artigo 110 da Carta Federal",
"Constituição Federal de 1988 , artigo 102 , § 2 . . .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§ 2 . . . do artigo 109 da Carta Federal",
"CF88 , artigo 109 , § 2 . . .",
"Constituição Federal de 1988 / 88 , artigo 110",
"artigo 110 da Carta Federal",
"Constituição Federal de 1988 , artigo 102 , § 2 . .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 109 da Constituição Federal",
"ART . 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"§ 2 .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"§ 2 . . . do art . 109 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PARANÁ",
"Brasília",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"Distrito Federal",
"PARANÁ",
"Distrito Federal",
"Distrito Federal",
"Distrito Federal",
"Distrito Federal",
"Capital",
"Distrito Federal",
"Distrito Federal",
"Distrito Federal",
"Distrito Federal",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Porto Alegre",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Porto Alegre",
"PARANÁ",
"PARANÁ"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Segunda Turma desta Corte",
"União",
"12",
".",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Segunda Turma",
"UNIÃO",
"União",
"12",
".",
".",
". Vara Federal de Porto Alegre",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"União Federal",
"Forense Universitária",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"União Federal",
"Forense Universitária",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"União",
"União",
"União",
"Fazenda Pública",
"União Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"União",
"União",
"União",
"Fazenda Pública",
"União",
"Distrito Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"12",
"Vara Federal de Porto",
"UNIÃO",
"União",
"Segunda Turma",
"União",
"e",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"12",
"Vara Federal de Porto Alegre",
"UNIÃO",
"União",
"Segunda Turma",
"União",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"2",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"TEORI ZAVASCKI",
"ADEMAR LUIZ PEDRON",
"HUMBERTO MEIRA",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"ADEMAR LUIZ PEDRON",
"HUMBERTO MEIRA",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"ADEMAR LUIZ PEDRON",
"HUMBERTO MEIRA",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"MAURÍCIO CORRÊA",
"TEORI ZAVASCKI",
"MAURÍCIO CORRÊA",
"TEORI ZAVASCKI",
"José Cretella Júnior",
"Moreira Alves",
"José Cretella Júnior",
"Moreira Alves",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"ADEMAR LUIZ PEDRON",
"HUMBERTO MEIRA",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Ravena Siqueira",
"TEORI ZAVASCKI",
"ADEMAR LUIZ PEDRON",
"HUMBERTO MEIRA",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"28",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"28 de abril de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"1",
"/",
"3",
"/",
"2002",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"1",
"/",
"3",
"/",
"2002",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1993",
"16",
".",
"09",
".",
"83",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1993",
"16",
".",
"09",
".",
"83",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
"/",
"4",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
"/",
"4",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"28",
".",
"04",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"04",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 861.051
DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:EMPREENDIMENTO IMOBILIÁRIO ESSA 10 S/A
ADV.(A/S)
:SEBASTIÃO ALVES PEREIRA NETO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ANDRÉ LUIZ TEIXEIRA REIS
ADV.(A/S)
:CLAUDIOMAR
OSTERNES
RODRIGUES
E
OUTRO(A/S)
EMENTA
DIREITO CIVIL. RELAÇÃO DE CONSUMO. COMPRA E VENDA
DE IMÓVEL. COMISSÃO DE CORRETAGEM. DEVER DE
RESTITUIÇÃO DOS VALORES ILEGALMENTE COBRADOS EM
DOBRO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV E
LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LEGALIDADE.
CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL.
INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO. DEBATE DE ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO
JURISDICIONAL. ARTIGO 93, IX, DA CARTA MAGNA. NULIDADE.
INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO
ÓRGÃO JURISDICIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM
15.7.2014.
1. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Lei Maior. O Supremo
Tribunal Federal entende que o referido dispositivo constitucional exige
que o órgão jurisdicional explicite as razões do seu convencimento,
dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas
partes.
2. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV,
da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida
a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Ementa e Acórdão
ARE 861051 AGR / DF
da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à
competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna
Carta.
3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
4. Agravo regimental conhecido e não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 14 de abril de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 861051 AGR / DF
da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à
competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna
Carta.
3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
4. Agravo regimental conhecido e não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 14 de abril de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10
Relatório
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 861.051
DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:EMPREENDIMENTO IMOBILIÁRIO ESSA 10 S/A
ADV.(A/S)
:SEBASTIÃO ALVES PEREIRA NETO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ANDRÉ LUIZ TEIXEIRA REIS
ADV.(A/S)
:CLAUDIOMAR
OSTERNES
RODRIGUES
E
OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental a Empreendimento Imobiliário Essa 10 S/A.
Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a
violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta.
Insiste na tese da afronta aos princípios da legalidade, inafastabilidade da
jurisdição, devido processo legal, contraditório e ampla defesa. Reitera a
afronta aos arts. 5º, LIV e LV, 93, IX e 98, I e § 1º, da Constituição Federal.
A 3ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do Tribunal de Justiça
do Distrito Federal e Territórios julgou a controvérsia em decisão cuja
parte da ementa, do acórdão dos embargos de declaração acolhidos,
reproduzo:
“JUIZADO ESPECIAL CÍVEL. COMPRA E VENDA DE
IMÓVEL. COMISSÃO DE CORRETAGEM. DEVER DE
RESTITUIÇÃO DOS VALORES ILEGALMENTE COBRADOS
EM DOBRO. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO.
SENTENÇA REFORMADA.”
Acórdão recorrido publicado em 15.7.2014.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 861.051
DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:EMPREENDIMENTO IMOBILIÁRIO ESSA 10 S/A
ADV.(A/S)
:SEBASTIÃO ALVES PEREIRA NETO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ANDRÉ LUIZ TEIXEIRA REIS
ADV.(A/S)
:CLAUDIOMAR
OSTERNES
RODRIGUES
E
OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental a Empreendimento Imobiliário Essa 10 S/A.
Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a
violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta.
Insiste na tese da afronta aos princípios da legalidade, inafastabilidade da
jurisdição, devido processo legal, contraditório e ampla defesa. Reitera a
afronta aos arts. 5º, LIV e LV, 93, IX e 98, I e § 1º, da Constituição Federal.
A 3ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do Tribunal de Justiça
do Distrito Federal e Territórios julgou a controvérsia em decisão cuja
parte da ementa, do acórdão dos embargos de declaração acolhidos,
reproduzo:
“JUIZADO ESPECIAL CÍVEL. COMPRA E VENDA DE
IMÓVEL. COMISSÃO DE CORRETAGEM. DEVER DE
RESTITUIÇÃO DOS VALORES ILEGALMENTE COBRADOS
EM DOBRO. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO.
SENTENÇA REFORMADA.”
Acórdão recorrido publicado em 15.7.2014.
É o relatório.
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Voto - MIN. ROSA WEBER
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 861.051
DISTRITO FEDERAL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, LIV e LV, 93, IX e
98, I e § 1º, da Constituição Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na
origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o
vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional
arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de
correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde
com vício ao primado da fundamentação, notadamente
consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e
a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto
republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria:
Supremo Tribunal Federal
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14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 861.051
DISTRITO FEDERAL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, LIV e LV, 93, IX e
98, I e § 1º, da Constituição Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na
origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o
vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional
arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de
correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde
com vício ao primado da fundamentação, notadamente
consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e
a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto
republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria:
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 861051 AGR / DF
“Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há
falar em ofensa ao art. 93, IX, da CF, quando o acórdão
impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à
tese da recorrente.” (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar
Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator
Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09).
“Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a
responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS.
Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida
com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão
a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de
que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder
todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente.
Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade
das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a
majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de
medida provisória. Precedentes.” (RE 511.581-AgR, Relator
Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08).
“O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão
judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja
correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide:
declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou
não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita
a exigência constitucional.” (AI 402.819-AgR, Relator Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03).
Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta
ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da
legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentido: RE
823.319-RG, Rel. Min. Luiz Fux, Pleno, DJe 21.10.2014, com a
seguinte ementa:
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ARE 861051 AGR / DF
“Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há
falar em ofensa ao art. 93, IX, da CF, quando o acórdão
impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à
tese da recorrente.” (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar
Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator
Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09).
“Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a
responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS.
Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida
com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão
a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de
que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder
todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente.
Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade
das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a
majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de
medida provisória. Precedentes.” (RE 511.581-AgR, Relator
Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08).
“O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão
judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja
correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide:
declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou
não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita
a exigência constitucional.” (AI 402.819-AgR, Relator Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03).
Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta
ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da
legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentido: RE
823.319-RG, Rel. Min. Luiz Fux, Pleno, DJe 21.10.2014, com a
seguinte ementa:
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 861051 AGR / DF
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CIVIL E DO
CONSUMIDOR. COMPRA E VENDA DE IMÓVEL.
COMISSÃO DE CORRETAGEM. ABUSIVIDADE. ANÁLISE
DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DO
CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. INTERPRETAÇÃO DE
CLÁUSULAS CONTRATUAIS. ÓBICE DA SÚMULA 454 DO
STF. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.”
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
Tal como consignado na decisão agravada, inexiste violação do
artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta
Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional
explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do
exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. Cito
precedentes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3º e 4º). Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar
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ARE 861051 AGR / DF
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CIVIL E DO
CONSUMIDOR. COMPRA E VENDA DE IMÓVEL.
COMISSÃO DE CORRETAGEM. ABUSIVIDADE. ANÁLISE
DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DO
CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. INTERPRETAÇÃO DE
CLÁUSULAS CONTRATUAIS. ÓBICE DA SÚMULA 454 DO
STF. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.”
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
Tal como consignado na decisão agravada, inexiste violação do
artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta
Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional
explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do
exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. Cito
precedentes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3º e 4º). Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 861051 AGR / DF
Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais. RE LEGAL CURSO
EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO
PROCESSO. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta
em que transgredido o devido processo legal a ponto de se
enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é
próprio, de outro, descabe confundir a ausência de
aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de
forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO
ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a
aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de
Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da
litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco
Aurélio, 1ª Turma, Dje 12.3.2013).
A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo
extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional local, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Ademais, o exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à
coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à
ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a
interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal
modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à
exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa
jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (STF-AI-AgR-
495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005; STF-AI-
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Supremo Tribunal Federal
ARE 861051 AGR / DF
Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais. RE LEGAL CURSO
EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO
PROCESSO. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta
em que transgredido o devido processo legal a ponto de se
enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é
próprio, de outro, descabe confundir a ausência de
aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de
forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO
ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a
aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de
Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da
litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco
Aurélio, 1ª Turma, Dje 12.3.2013).
A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo
extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional local, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Ademais, o exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à
coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à
ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a
interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal
modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à
exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa
jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (STF-AI-AgR-
495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005; STF-AI-
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 861051 AGR / DF
AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ
17.6.2005; STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª
Turma, DJ 20.9.2002 e STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão,
1ª Turma, DJ 02.02.2001).
Acresço que a discussão travada nos autos não alcança status
constitucional. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXVI e LV, da
Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação
infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência
jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal.
Cito precedentes:
“DIREITO PROCESSUAL TRABALHISTA. ALEGAÇÃO
DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO
LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
REEXAME
INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO
CONFIGURADA.
DECISÃO
FUNDAMENTADA.
Impossibilidade de exame em recurso extraordinário de
alegada violação, acaso existente, situada no âmbito
infraconstitucional. A simples contrariedade da parte não
configura ausência de fundamentação. Agravo regimental a que
se nega provimento”(AI 842.445-AgR/RJ, de minha relatoria, 1ª
Turma, DJe 16.4.2012).
“A afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min.
Dias Toffoli, 1ª Turma, unânime, DJe 1º.02.2012).
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
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Supremo Tribunal Federal
ARE 861051 AGR / DF
AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ
17.6.2005; STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª
Turma, DJ 20.9.2002 e STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão,
1ª Turma, DJ 02.02.2001).
Acresço que a discussão travada nos autos não alcança status
constitucional. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXVI e LV, da
Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação
infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência
jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal.
Cito precedentes:
“DIREITO PROCESSUAL TRABALHISTA. ALEGAÇÃO
DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO
LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
REEXAME
INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO
CONFIGURADA.
DECISÃO
FUNDAMENTADA.
Impossibilidade de exame em recurso extraordinário de
alegada violação, acaso existente, situada no âmbito
infraconstitucional. A simples contrariedade da parte não
configura ausência de fundamentação. Agravo regimental a que
se nega provimento”(AI 842.445-AgR/RJ, de minha relatoria, 1ª
Turma, DJe 16.4.2012).
“A afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min.
Dias Toffoli, 1ª Turma, unânime, DJe 1º.02.2012).
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 861051 AGR / DF
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
6
Supremo Tribunal Federal
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refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
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Extrato de Ata - 14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 861.051
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : EMPREENDIMENTO IMOBILIÁRIO ESSA 10 S/A
ADV.(A/S) : SEBASTIÃO ALVES PEREIRA NETO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ANDRÉ LUIZ TEIXEIRA REIS
ADV.(A/S) : CLAUDIOMAR OSTERNES RODRIGUES E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 14.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 861.051
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : EMPREENDIMENTO IMOBILIÁRIO ESSA 10 S/A
ADV.(A/S) : SEBASTIÃO ALVES PEREIRA NETO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ANDRÉ LUIZ TEIXEIRA REIS
ADV.(A/S) : CLAUDIOMAR OSTERNES RODRIGUES E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 14.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8363722
| 2015-04-14T00:00:00
| 2015-05-06T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 14.4.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
DIREITO CIVIL. RELAÇÃO DE CONSUMO. COMPRA E VENDA DE IMÓVEL. COMISSÃO DE CORRETAGEM. DEVER DE RESTITUIÇÃO DOS VALORES ILEGALMENTE COBRADOS EM DOBRO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LEGALIDADE. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ARTIGO 93, IX, DA CARTA MAGNA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 15.7.2014.
1. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Lei Maior. O Supremo Tribunal Federal entende que o referido dispositivo constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes.
2. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta.
3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República.
4. Agravo regimental conhecido e não provido.
|
sjur302899
|
- Acórdão(s) citado(s):
(FUNDAMENTAÇÃO)
AI 791292 QO-RG, ARE 721783 AgR (1ªT).
(PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA)
RE 153781 (2ªT), RE 154158 AgR (2ªT), AI 495880 AgR (1ªT), AI 436911 AgR (1ªT), AI 842445 AgR (1ªT), AI 745285 AgR (1ªT).
Número de páginas: 10.
Análise: 20/05/2015, MAD.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
861051
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00002 INC-00035 INC-00036 \n INC-00054 INC-00055 ART-00093 INC-00009 \n ART-00102 INC-00003 LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
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ARE 861051 AgR
|
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""
] |
AGTE.(S) : EMPREENDIMENTO IMOBILIÁRIO ESSA 10 S/A
ADV.(A/S) : SEBASTIÃO ALVES PEREIRA NETO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ANDRÉ LUIZ TEIXEIRA REIS
ADV.(A/S) : CLAUDIOMAR OSTERNES RODRIGUES E OUTRO(A/S)
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[
""
] |
Ementa e Acórdão
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 861.051
DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:EMPREENDIMENTO IMOBILIÁRIO ESSA 10 S/A
ADV.(A/S)
:SEBASTIÃO ALVES PEREIRA NETO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ANDRÉ LUIZ TEIXEIRA REIS
ADV.(A/S)
:CLAUDIOMAR
OSTERNES
RODRIGUES
E
OUTRO(A/S)
EMENTA
DIREITO CIVIL. RELAÇÃO DE CONSUMO. COMPRA E VENDA
DE IMÓVEL. COMISSÃO DE CORRETAGEM. DEVER DE
RESTITUIÇÃO DOS VALORES ILEGALMENTE COBRADOS EM
DOBRO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV E
LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LEGALIDADE.
CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL.
INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO. DEBATE DE ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO
JURISDICIONAL. ARTIGO 93, IX, DA CARTA MAGNA. NULIDADE.
INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO
ÓRGÃO JURISDICIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM
15.7.2014.
1. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Lei Maior. O Supremo
Tribunal Federal entende que o referido dispositivo constitucional exige
que o órgão jurisdicional explicite as razões do seu convencimento,
dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas
partes.
2. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV,
da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida
a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise
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Ementa e Acórdão
ARE 861051 AGR / DF
da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à
competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna
Carta.
3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
4. Agravo regimental conhecido e não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 14 de abril de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 861051 AGR / DF
da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à
competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna
Carta.
3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
4. Agravo regimental conhecido e não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 14 de abril de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
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Relatório
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 861.051
DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:EMPREENDIMENTO IMOBILIÁRIO ESSA 10 S/A
ADV.(A/S)
:SEBASTIÃO ALVES PEREIRA NETO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ANDRÉ LUIZ TEIXEIRA REIS
ADV.(A/S)
:CLAUDIOMAR
OSTERNES
RODRIGUES
E
OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental a Empreendimento Imobiliário Essa 10 S/A.
Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a
violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta.
Insiste na tese da afronta aos princípios da legalidade, inafastabilidade da
jurisdição, devido processo legal, contraditório e ampla defesa. Reitera a
afronta aos arts. 5..., LIV e LV, 93, IX e 98, I e § 1..., da Constituição Federal.
A 3... Turma Recursal dos Juizados Especiais do Tribunal de Justiça
do Distrito Federal e Territórios julgou a controvérsia em decisão cuja
parte da ementa, do acórdão dos embargos de declaração acolhidos,
reproduzo:
“JUIZADO ESPECIAL CÍVEL. COMPRA E VENDA DE
IMÓVEL. COMISSÃO DE CORRETAGEM. DEVER DE
RESTITUIÇÃO DOS VALORES ILEGALMENTE COBRADOS
EM DOBRO. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO.
SENTENÇA REFORMADA.”
Acórdão recorrido publicado em 15.7.2014.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 861.051
DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:EMPREENDIMENTO IMOBILIÁRIO ESSA 10 S/A
ADV.(A/S)
:SEBASTIÃO ALVES PEREIRA NETO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ANDRÉ LUIZ TEIXEIRA REIS
ADV.(A/S)
:CLAUDIOMAR
OSTERNES
RODRIGUES
E
OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental a Empreendimento Imobiliário Essa 10 S/A.
Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a
violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta.
Insiste na tese da afronta aos princípios da legalidade, inafastabilidade da
jurisdição, devido processo legal, contraditório e ampla defesa. Reitera a
afronta aos arts. 5..., LIV e LV, 93, IX e 98, I e § 1..., da Constituição Federal.
A 3... Turma Recursal dos Juizados Especiais do Tribunal de Justiça
do Distrito Federal e Territórios julgou a controvérsia em decisão cuja
parte da ementa, do acórdão dos embargos de declaração acolhidos,
reproduzo:
“JUIZADO ESPECIAL CÍVEL. COMPRA E VENDA DE
IMÓVEL. COMISSÃO DE CORRETAGEM. DEVER DE
RESTITUIÇÃO DOS VALORES ILEGALMENTE COBRADOS
EM DOBRO. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO.
SENTENÇA REFORMADA.”
Acórdão recorrido publicado em 15.7.2014.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROSA WEBER
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 861.051
DISTRITO FEDERAL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., LIV e LV, 93, IX e
98, I e § 1..., da Constituição Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na
origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o
vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional
arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de
correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde
com vício ao primado da fundamentação, notadamente
consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e
a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto
republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria:
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 861.051
DISTRITO FEDERAL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., LIV e LV, 93, IX e
98, I e § 1..., da Constituição Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na
origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o
vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional
arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de
correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde
com vício ao primado da fundamentação, notadamente
consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e
a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto
republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria:
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 861051 AGR / DF
“Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há
falar em ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, quando o acórdão
impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à
tese da recorrente.” (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar
Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator
Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09).
“Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a
responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS.
Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida
com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão
a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de
que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder
todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente.
Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade
das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a
majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de
medida provisória. Precedentes.” (Recurso Extraordinário 511.581-AgR, Relator
Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08).
“O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão
judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja
correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide:
declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou
não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita
a exigência constitucional.” (AI 402.819-AgR, Relator Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03).
Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta
ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da
legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentido: Recurso Extraordinário
823.319-RG, Rel. Min. Luiz Fux, Pleno, DJe 21.10.2014, com a
seguinte ementa:
2
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Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 861051 AGR / DF
“Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há
falar em ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, quando o acórdão
impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à
tese da recorrente.” (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar
Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator
Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09).
“Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a
responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS.
Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida
com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão
a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de
que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder
todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente.
Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade
das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a
majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de
medida provisória. Precedentes.” (Recurso Extraordinário 511.581-AgR, Relator
Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08).
“O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão
judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja
correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide:
declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou
não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita
a exigência constitucional.” (AI 402.819-AgR, Relator Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03).
Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta
ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da
legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentido: Recurso Extraordinário
823.319-RG, Rel. Min. Luiz Fux, Pleno, DJe 21.10.2014, com a
seguinte ementa:
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 861051 AGR / DF
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CIVIL E DO
CONSUMIDOR. COMPRA E VENDA DE IMÓVEL.
COMISSÃO DE CORRETAGEM. ABUSIVIDADE. ANÁLISE
DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DO
CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. INTERPRETAÇÃO DE
CLÁUSULAS CONTRATUAIS. ÓBICE DA SÚMULA 454 DO
Supremo Tribunal Federal. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.”
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
Tal como consignado na decisão agravada, inexiste violação do
artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta
Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional
explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do
exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. Cito
precedentes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar
3
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ARE 861051 AGR / DF
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CIVIL E DO
CONSUMIDOR. COMPRA E VENDA DE IMÓVEL.
COMISSÃO DE CORRETAGEM. ABUSIVIDADE. ANÁLISE
DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DO
CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. INTERPRETAÇÃO DE
CLÁUSULAS CONTRATUAIS. ÓBICE DA SÚMULA 454 DO
Supremo Tribunal Federal. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.”
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
Tal como consignado na decisão agravada, inexiste violação do
artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta
Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional
explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do
exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. Cito
precedentes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 861051 AGR / DF
Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais. Recurso Extraordinário LEGAL CURSO
EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO
PROCESSO. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta
em que transgredido o devido processo legal a ponto de se
enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é
próprio, de outro, descabe confundir a ausência de
aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de
forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO
ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a
aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de
Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da
litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco
Aurélio, 1... Turma, Dje 12.3.2013).
A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo
extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional local, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Ademais, o exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à
coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à
ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a
interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal
modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à
exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa
jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-
495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005; Supremo Tribunal Federal-AI-
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ARE 861051 AGR / DF
Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais. Recurso Extraordinário LEGAL CURSO
EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO
PROCESSO. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta
em que transgredido o devido processo legal a ponto de se
enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é
próprio, de outro, descabe confundir a ausência de
aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de
forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO
ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a
aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de
Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da
litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco
Aurélio, 1... Turma, Dje 12.3.2013).
A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo
extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional local, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Ademais, o exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à
coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à
ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a
interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal
modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à
exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa
jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-
495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005; Supremo Tribunal Federal-AI-
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 861051 AGR / DF
AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ
17.6.2005; Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2...
Turma, DJ 20.9.2002 e Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão,
1... Turma, DJ 02.02.2001).
Acresço que a discussão travada nos autos não alcança status
constitucional. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXVI e LV, da
Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação
infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência
jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal.
Cito precedentes:
“DIREITO PROCESSUAL TRABALHISTA. ALEGAÇÃO
DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO
LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
REEXAME
INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO
CONFIGURADA.
DECISÃO
FUNDAMENTADA.
Impossibilidade de exame em recurso extraordinário de
alegada violação, acaso existente, situada no âmbito
infraconstitucional. A simples contrariedade da parte não
configura ausência de fundamentação. Agravo regimental a que
se nega provimento”(AI 842.445-AgR/RJ, de minha relatoria, 1...
Turma, DJe 16.4.2012).
“A afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min.
Dias Toffoli, 1... Turma, unânime, DJe 1....02.2012).
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
5
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ARE 861051 AGR / DF
AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ
17.6.2005; Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2...
Turma, DJ 20.9.2002 e Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão,
1... Turma, DJ 02.02.2001).
Acresço que a discussão travada nos autos não alcança status
constitucional. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXVI e LV, da
Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação
infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência
jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal.
Cito precedentes:
“DIREITO PROCESSUAL TRABALHISTA. ALEGAÇÃO
DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO
LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
REEXAME
INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO
CONFIGURADA.
DECISÃO
FUNDAMENTADA.
Impossibilidade de exame em recurso extraordinário de
alegada violação, acaso existente, situada no âmbito
infraconstitucional. A simples contrariedade da parte não
configura ausência de fundamentação. Agravo regimental a que
se nega provimento”(AI 842.445-AgR/RJ, de minha relatoria, 1...
Turma, DJe 16.4.2012).
“A afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min.
Dias Toffoli, 1... Turma, unânime, DJe 1....02.2012).
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
5
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 861051 AGR / DF
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
6
Supremo Tribunal Federal
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ARE 861051 AGR / DF
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10
Extrato de Ata - 14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 861.051
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : EMPREENDIMENTO IMOBILIÁRIO ESSA 10 S/A
ADV.(A/S) : SEBASTIÃO ALVES PEREIRA NETO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ANDRÉ LUIZ TEIXEIRA REIS
ADV.(A/S) : CLAUDIOMAR OSTERNES RODRIGUES E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 14.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 861.051
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : EMPREENDIMENTO IMOBILIÁRIO ESSA 10 S/A
ADV.(A/S) : SEBASTIÃO ALVES PEREIRA NETO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ANDRÉ LUIZ TEIXEIRA REIS
ADV.(A/S) : CLAUDIOMAR OSTERNES RODRIGUES E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 14.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 861 . 051",
"ARE 861051 AGR / DF",
"ARE 861051 AGR / DF",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM",
"ARE 861051 AGR / DF",
"AI 426 . 981 - AgR",
"AI 611 . 406 - AgR",
"Recurso Extraordinário 511 . 581 - AgR",
"AI 402 . 819 - AgR",
"Recurso Extraordinário 823 . 319 - RG",
"ARE 861051 AGR / DF",
"AI 426 . 981 - AgR",
"AI 611 . 406 - AgR",
"Recurso Extraordinário 511 . 581 - AgR",
"AI 402 . 819 - AgR",
"Recurso Extraordinário 823 . 319 - RG",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 454 DO Supremo",
"AI 791 . 292 - QO - RG",
"ARE 861051 AGR / DF",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal",
"AI 791 . 292 - QO - RG",
"ARE 721 . 783 - AgR / RS",
"AI",
"-",
"AgR",
"495",
".",
"880",
"ARE 861051 AGR / DF",
"ARE 721 . 783 - AgR / RS",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"495",
".",
"880 /",
"SP",
"Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP",
"Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF",
"AI 842 . 445 - AgR / RJ",
"AI 745 . 285",
"-",
"AgR",
"/",
"PE",
"ARE 861051 AGR / DF AgR",
"Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP",
"Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF",
"AI 842 . 445 - AgR / RJ",
"AI 745 . 285 - AgR / PE",
"ARE 861051 AGR"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 5 . . . , II , XXXV , XXXVI , LIV E LV , DA",
"CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"ARTIGO 93 , IX , DA CARTA",
"artigo 93 , IX , da Lei Maior",
"art . 5 . . . , II , XXXV , XXXVI , LIV e LV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 da Magna Carta",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 da Magna Carta",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"arts . 5 . . . , LIV e LV , 93 , IX e 98 , I e § 1 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"arts . 5 . . . , LIV e LV , 93 , IX e 98 , I e § 1 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . , LIV e LV , 93 , IX e 98 , I e § 1 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . , LIV e LV , 93 , IX e 98 , I e § 1 . . . , da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988",
"PIS",
".",
"Lei n . 9 . 715 / 98",
"Lei n . 9 . 715 / 98",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988",
"Lei n . 9 . 715 / 98",
"Lei n . 9 . 715 / 98",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"art . 21 , § 1 . . . , do RISTF",
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal de 1988",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 . . . e 4",
"incisos XXXV e LX do art . 5 . . .",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal de 1988",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 . . .",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil",
"art . 5 . . . da Lei Maior",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§ 2",
"art",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , XXXVI e LV , da Constituição Federal",
"art . 102 da Constituição Federal",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , XXXVI e LV , da Constituição Federal",
"art . 102 da Constituição Federal",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"EMPREENDIMENTO IMOBILIÁRIO",
"ESSA 10 S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"EMPREENDIMENTO IMOBILIÁRIO",
"ESSA 10 S / A",
"Empreendimento Imobiliário Essa 10 S / A",
"3",
".",
"Turma Recursal dos Juizados Especiais do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"EMPREENDIMENTO IMOBILIÁRIO ESSA 10 S / A",
"Empreendimento Imobiliário Essa 10 S / A",
"Supremo",
"Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Suprema",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Suprema",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"DF",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Mendes",
"Tribunal Pleno",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"SE",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
"1",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
".",
"1",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"EMPREENDIMENTO IMOBILIÁRIO",
"ESSA 10 S / A",
"Primeira",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"EMPREENDIMENTO IMOBILIÁRIO",
"ESSA 10 S / A",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"SEBASTIÃO ALVES PEREIRA NETO",
"ANDRÉ LUIZ TEIXEIRA REIS",
"CLAUDIOMAR OSTERNES RODRIGUES",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"SEBASTIÃO ALVES PEREIRA NETO",
"ANDRÉ LUIZ TEIXEIRA REIS",
"CLAUDIOMAR OSTERNES RODRIGUES",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"SEBASTIÃO ALVES PEREIRA NETO",
"ANDRÉ LUIZ TEIXEIRA REIS",
"CLAUDIOMAR OSTERNES RODRIGUES",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"Cezar Peluso",
"Carlos Britto",
"Eros Grau",
"Sepúlveda Pertence",
"Luiz Fux",
"Cezar Peluso",
"Carlos Britto",
"Eros Grau",
"Sepúlveda Pertence",
"Luiz Fux",
"ROSA WEBER ARE",
"Gilmar",
"Gilmar",
"3",
"ROSA WEBER",
"Marco Aurélio",
"Cezar Peluso",
"Mendes",
"Marco Aurélio",
"Cezar Peluso",
"ROSA WEBER",
"Sepúlveda Pertence",
"Carlos Velloso",
"Ilmar Galvão",
"Dias Toffoli",
"Sepúlveda Pertence",
"Carlos Velloso",
"Ilmar Galvão",
"Dias Toffoli",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"SEBASTIÃO ALVES PEREIRA NETO",
"ANDRÉ LUIZ TEIXEIRA REIS",
"CLAUDIOMAR OSTERNES RODRIGUES",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"SEBASTIÃO ALVES PEREIRA NETO",
"ANDRÉ LUIZ TEIXEIRA REIS",
"CLAUDIOMAR OSTERNES RODRIGUES",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"15",
".",
"7",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14 de abril de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14 de abril de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"15",
".",
"7",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"15",
".",
"7",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"11",
".",
"04",
"20",
".",
"02",
".",
"09",
"15",
".",
"8",
".",
"08",
"05",
".",
"9",
".",
"03",
"21",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"11",
".",
"04",
"20",
".",
"02",
".",
"09",
"15",
".",
"8",
".",
"08",
"05",
".",
"9",
".",
"03",
"21",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"8",
".",
"2010",
"12",
".",
"3",
".",
"2013",
"05",
".",
"8",
".",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"8",
".",
"2010",
"12",
".",
"3",
".",
"2013",
"05",
".",
"8",
".",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"6",
".",
"2005",
"20",
".",
"9",
".",
"2002",
"02",
".",
"02",
".",
"2001",
"16",
".",
"4",
".",
"2012",
"1",
".",
".",
".",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"6",
".",
"2005",
"20",
".",
"9",
".",
"2002",
"02",
".",
"02",
".",
"2001",
"16",
".",
"4",
".",
"2012",
"1",
".",
".",
".",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
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"04",
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"2015",
"14",
".",
"4",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"4",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 818.060
PARAÍBA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:SÔNIA ELIZABETE DE MELO
ADV.(A/S)
:FERNNANDO FERNANDES MANO E OUTRO(A/S)
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do
relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa
Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 7 de abril de 2015.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8239117.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 818.060
PARAÍBA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:SÔNIA ELIZABETE DE MELO
ADV.(A/S)
:FERNNANDO FERNANDES MANO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - A União insurge–se
contra a decisão de folhas 262 e 263, do seguinte teor:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE –
DESPROVIMENTO DO AGRAVO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete nº 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última
análise, o reexame dos elementos probatórios para, com
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
recurso.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8239118.
Supremo Tribunal Federal
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 818.060
PARAÍBA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:SÔNIA ELIZABETE DE MELO
ADV.(A/S)
:FERNNANDO FERNANDES MANO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - A União insurge–se
contra a decisão de folhas 262 e 263, do seguinte teor:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE –
DESPROVIMENTO DO AGRAVO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete nº 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última
análise, o reexame dos elementos probatórios para, com
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
recurso.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8239118.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Relatório
ARE 818060 AGR / PB
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
Insiste na identidade entre o tema contido neste processo e o do
Recurso Extraordinário nº 638115, no qual reconhecida a repercussão
geral, pleiteando o retorno à origem.
A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou
contraminuta (certidão de folha 275).
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8239118.
Supremo Tribunal Federal
ARE 818060 AGR / PB
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
Insiste na identidade entre o tema contido neste processo e o do
Recurso Extraordinário nº 638115, no qual reconhecida a repercussão
geral, pleiteando o retorno à origem.
A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou
contraminuta (certidão de folha 275).
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8239118.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 818.060
PARAÍBA
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita pelo Advogado-Geral da União, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido pelo Colegiado de origem (folha 117):
(…)
O débito remanescente, quanto às parcelas vindicadas em
razão de revisão de quintos incorporados, foi reconhecido
administrativamente, conforme se observa da certidão TRT/SPg
nº 054/2009, expedida pelo TRT da 13- Região, circunstância que
importou em renúncia tácita ao prazo prescricional que voltou a
correr por inteiro, nos termos do Decreto nº 20.910/32, e não
pela metade. Tendo a ação sido ajuizada em 26/05/2009, não há
que se falar em prescrição, pois a ação foi interposta dentro do
prazo de cinco anos previsto constitucionalmente.
(…)
Apesar da Administração reconhecer o direito da parte
autora às parcelas decorrentes da incorporação dos quintos não
efetuou o pagamento do débito remanescente.
À toda evidência, somente pela análise das provas juntadas aos
autos poder-se-ia chegar a conclusão diversa quanto ao direito às
diferenças salariais pretendidas, o que é vedado em sede extraordinária.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8239119.
Supremo Tribunal Federal
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 818.060
PARAÍBA
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita pelo Advogado-Geral da União, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido pelo Colegiado de origem (folha 117):
(…)
O débito remanescente, quanto às parcelas vindicadas em
razão de revisão de quintos incorporados, foi reconhecido
administrativamente, conforme se observa da certidão TRT/SPg
nº 054/2009, expedida pelo TRT da 13- Região, circunstância que
importou em renúncia tácita ao prazo prescricional que voltou a
correr por inteiro, nos termos do Decreto nº 20.910/32, e não
pela metade. Tendo a ação sido ajuizada em 26/05/2009, não há
que se falar em prescrição, pois a ação foi interposta dentro do
prazo de cinco anos previsto constitucionalmente.
(…)
Apesar da Administração reconhecer o direito da parte
autora às parcelas decorrentes da incorporação dos quintos não
efetuou o pagamento do débito remanescente.
À toda evidência, somente pela análise das provas juntadas aos
autos poder-se-ia chegar a conclusão diversa quanto ao direito às
diferenças salariais pretendidas, o que é vedado em sede extraordinária.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8239119.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Extrato de Ata - 07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 818.060
PROCED. : PARAÍBA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : SÔNIA ELIZABETE DE MELO
ADV.(A/S) : FERNNANDO FERNANDES MANO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 7.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8255628
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 818.060
PROCED. : PARAÍBA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : SÔNIA ELIZABETE DE MELO
ADV.(A/S) : FERNNANDO FERNANDES MANO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 7.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8255628
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8284089
| 2015-04-07T00:00:00
| 2015-04-24T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 7.4.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
|
sjur301838
|
- Acórdão(s) citado(s):
(INCORPORAÇÃO, QUINTOS)
RE 638115 RG.
Número de páginas: 5.
Análise: 21/05/2015, AMS.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
818060
|
[
"LEG-FED DEC-020910 ANO-1932\n DECRETO"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 818060 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : SÔNIA ELIZABETE DE MELO
ADV.(A/S) : FERNNANDO FERNANDES MANO E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 818.060
PARAÍBA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:SÔNIA ELIZABETE DE MELO
ADV.(A/S)
:FERNNANDO FERNANDES MANO E OUTRO(A/S)
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do
relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa
Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 7 de abril de 2015.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8239117.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 818.060
PARAÍBA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:SÔNIA ELIZABETE DE MELO
ADV.(A/S)
:FERNNANDO FERNANDES MANO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - A União insurge–se
contra a decisão de folhas 262 e 263, do seguinte teor:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE –
DESPROVIMENTO DO AGRAVO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete n 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última
análise, o reexame dos elementos probatórios para, com
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
recurso.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8239118.
Supremo Tribunal Federal
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 818.060
PARAÍBA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:SÔNIA ELIZABETE DE MELO
ADV.(A/S)
:FERNNANDO FERNANDES MANO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - A União insurge–se
contra a decisão de folhas 262 e 263, do seguinte teor:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE –
DESPROVIMENTO DO AGRAVO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete n 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última
análise, o reexame dos elementos probatórios para, com
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
recurso.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8239118.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Relatório
ARE 818060 AGR / PB
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
Insiste na identidade entre o tema contido neste processo e o do
Recurso Extraordinário n 638115, no qual reconhecida a repercussão
geral, pleiteando o retorno à origem.
A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou
contraminuta (certidão de folha 275).
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 818060 AGR / PB
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
Insiste na identidade entre o tema contido neste processo e o do
Recurso Extraordinário n 638115, no qual reconhecida a repercussão
geral, pleiteando o retorno à origem.
A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou
contraminuta (certidão de folha 275).
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 818.060
PARAÍBA
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita pelo Advogado-Geral da União, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido pelo Colegiado de origem (folha 117):
(…)
O débito remanescente, quanto às parcelas vindicadas em
razão de revisão de quintos incorporados, foi reconhecido
administrativamente, conforme se observa da certidão TRT/SPg
n 054/2009, expedida pelo TRT da 13- Região, circunstância que
importou em renúncia tácita ao prazo prescricional que voltou a
correr por inteiro, nos termos do Decreto n 20.910/32, e não
pela metade. Tendo a ação sido ajuizada em 26/05/2009, não há
que se falar em prescrição, pois a ação foi interposta dentro do
prazo de cinco anos previsto constitucionalmente.
(…)
Apesar da Administração reconhecer o direito da parte
autora às parcelas decorrentes da incorporação dos quintos não
efetuou o pagamento do débito remanescente.
À toda evidência, somente pela análise das provas juntadas aos
autos poder-se-ia chegar a conclusão diversa quanto ao direito às
diferenças salariais pretendidas, o que é vedado em sede extraordinária.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8239119.
Supremo Tribunal Federal
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 818.060
PARAÍBA
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita pelo Advogado-Geral da União, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido pelo Colegiado de origem (folha 117):
(…)
O débito remanescente, quanto às parcelas vindicadas em
razão de revisão de quintos incorporados, foi reconhecido
administrativamente, conforme se observa da certidão TRT/SPg
n 054/2009, expedida pelo TRT da 13- Região, circunstância que
importou em renúncia tácita ao prazo prescricional que voltou a
correr por inteiro, nos termos do Decreto n 20.910/32, e não
pela metade. Tendo a ação sido ajuizada em 26/05/2009, não há
que se falar em prescrição, pois a ação foi interposta dentro do
prazo de cinco anos previsto constitucionalmente.
(…)
Apesar da Administração reconhecer o direito da parte
autora às parcelas decorrentes da incorporação dos quintos não
efetuou o pagamento do débito remanescente.
À toda evidência, somente pela análise das provas juntadas aos
autos poder-se-ia chegar a conclusão diversa quanto ao direito às
diferenças salariais pretendidas, o que é vedado em sede extraordinária.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8239119.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Extrato de Ata - 07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 818.060
PROCED. : PARAÍBA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : SÔNIA ELIZABETE DE MELO
ADV.(A/S) : FERNNANDO FERNANDES MANO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 7.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8255628
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 818.060
PROCED. : PARAÍBA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : SÔNIA ELIZABETE DE MELO
ADV.(A/S) : FERNNANDO FERNANDES MANO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 7.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8255628
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO",
"Verbete n 279 da Súmula do Supremo",
"Verbete n 279 da Súmula do Supremo",
"ARE 818060 AGR / PB",
"Recurso Extraordinário n 638115",
"Recurso Extraordinário n 638115"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto n 20 . 910 / 32",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto n 20 . 910 / 32",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PARAÍBA",
"Brasília",
"PARAÍBA",
"PARAÍBA",
"PARAÍBA",
"PARAÍBA",
"PARAÍBA",
"PARAÍBA"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"União",
"TRT da 13 - Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"União",
"TRT da 13 - Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Primeira",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"SÔNIA ELIZABETE DE MELO",
"FERNNANDO FERNANDES MANO",
"Rosa Weber",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"SÔNIA ELIZABETE DE MELO",
"FERNNANDO FERNANDES MANO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"SÔNIA ELIZABETE DE MELO",
"FERNNANDO FERNANDES MANO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"SÔNIA ELIZABETE DE MELO",
"FERNNANDO FERNANDES MANO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"SÔNIA ELIZABETE DE MELO",
"FERNNANDO FERNANDES MANO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"7 de abril de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"7",
".",
"4",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"4",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
28/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 876.044
MARANHÃO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:GE TRANSPORTES FERROVIÁRIOS LTDA
ADV.(A/S)
:MILTON CLOUDES RODRIGUES DA SILVA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO MARANHÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
MARANHÃO
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. FIXAÇÃO DE
OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS PRETENSAMENTE CONTRÁRIAS AO
SIGILO COMERCIAL. ANÁLISE DAS EXIGÊNCIAS. SÚMULA 279/STF.
1. O Supremo Tribunal Federal assentou a ausência de repercussão
geral da controvérsia relativa à violação aos princípios do contraditório,
da ampla defesa, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada,
quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada
aplicação de normas infraconstitucionais (ARE 748.371-RG, Rel. Min.
Gilmar Mendes).
2. Analisando detidamente a prova dos autos, o acórdão recorrido
apontou que as exigências supostamente contrárias ao sigilo comercial
foram revogadas posteriormente por meio de convênio firmado no
âmbito do Confaz. Não obstante, apontou-se que as informações seriam
recebidas em arquivo digital criptografado, protegidas pelo sigilo fiscal.
O acolhimento da pretensão encontra óbice na Súmula 279/STF.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514016.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Ementa e Acórdão
ARE 876044 AGR / MA
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou deste
julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux.
Brasília, 28 de abril de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 876044 AGR / MA
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou deste
julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux.
Brasília, 28 de abril de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
28/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 876.044
MARANHÃO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:GE TRANSPORTES FERROVIÁRIOS LTDA
ADV.(A/S)
:MILTON CLOUDES RODRIGUES DA SILVA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO MARANHÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
MARANHÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso
extraordinário, sob o fundamento de que dissentir das conclusões
adotadas pelo Tribunal de origem demandaria o reexame do acervo
probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional
correlata, providência vedada nesta fase processual.
2.
A parte agravante sustenta que não há dúvidas de que as
Cláusulas Quinta e Sétima do Ajuste SINIEF nº 19/12 e as Cláusulas
Quinta e Sétima do Convênio ICMS nº 38/2013 ofendem direitos e
garantias fundamentais, entre eles o direito de privacidade previsto nos
arts. 5º, X e LX; e 145, § 1º, da CF/88, e à livre iniciativa e livre
concorrência, previstos no art. 170, caput e IV, da CF/88, os quais não
dependem de análise prévia da legislação infraconstitucional.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
28/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 876.044
MARANHÃO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:GE TRANSPORTES FERROVIÁRIOS LTDA
ADV.(A/S)
:MILTON CLOUDES RODRIGUES DA SILVA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO MARANHÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
MARANHÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso
extraordinário, sob o fundamento de que dissentir das conclusões
adotadas pelo Tribunal de origem demandaria o reexame do acervo
probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional
correlata, providência vedada nesta fase processual.
2.
A parte agravante sustenta que não há dúvidas de que as
Cláusulas Quinta e Sétima do Ajuste SINIEF nº 19/12 e as Cláusulas
Quinta e Sétima do Convênio ICMS nº 38/2013 ofendem direitos e
garantias fundamentais, entre eles o direito de privacidade previsto nos
arts. 5º, X e LX; e 145, § 1º, da CF/88, e à livre iniciativa e livre
concorrência, previstos no art. 170, caput e IV, da CF/88, os quais não
dependem de análise prévia da legislação infraconstitucional.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514017.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
28/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 876.044
MARANHÃO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
A pretensão não merece acolhida. Tal como constatou a
decisão agravada, o Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de
repercussão geral da controvérsia relativa à violação aos princípios do
contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e dos limites da
coisa julgada, quando o julgamento da causa depender de prévia análise
da adequada aplicação de normas infraconstitucionais (ARE 748.371-RG,
Rel. Min. Gilmar Mendes).
2.
A contribuinte alega que a indicação do número da Ficha
de Conteúdo de Importação importa a divulgação de informações
comerciais sujeitas a sigilo por motivos concorrenciais. Aduz que as
autoridades fiscais já têm acesso a tais informações por intermédio de
seus cadastros. Verifico, entretanto, que o acórdão recorrido fez
apontamentos contrários ao alegado:
“A Ficha de Conteúdo de Importação (FCI) preenchida
pelo importador é destinada somente à autoridade fiscal, que a
recebe por meio de arquivo digital criptografado, estando
protegida pelo sigilo fiscal […] Doravante, na nota fiscal
enviada ao adquirente da mercadoria, deve ser indicado apenas
o número da Ficha de Conteúdo de Importação (fl. 173). O
conteúdo das informações, propriamente, é destinado somente
à autoridade fiscal, que o recebe por meio de arquivo digital
criptografado (fl. 159) e, nessa medida, fica protegido pelo sigilo
fiscal, pois, de acordo com o art. 198 do CTN, "é vedada a
divulgação, por parte da Fazenda Pública ou de seus
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514018.
Supremo Tribunal Federal
28/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 876.044
MARANHÃO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
A pretensão não merece acolhida. Tal como constatou a
decisão agravada, o Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de
repercussão geral da controvérsia relativa à violação aos princípios do
contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e dos limites da
coisa julgada, quando o julgamento da causa depender de prévia análise
da adequada aplicação de normas infraconstitucionais (ARE 748.371-RG,
Rel. Min. Gilmar Mendes).
2.
A contribuinte alega que a indicação do número da Ficha
de Conteúdo de Importação importa a divulgação de informações
comerciais sujeitas a sigilo por motivos concorrenciais. Aduz que as
autoridades fiscais já têm acesso a tais informações por intermédio de
seus cadastros. Verifico, entretanto, que o acórdão recorrido fez
apontamentos contrários ao alegado:
“A Ficha de Conteúdo de Importação (FCI) preenchida
pelo importador é destinada somente à autoridade fiscal, que a
recebe por meio de arquivo digital criptografado, estando
protegida pelo sigilo fiscal […] Doravante, na nota fiscal
enviada ao adquirente da mercadoria, deve ser indicado apenas
o número da Ficha de Conteúdo de Importação (fl. 173). O
conteúdo das informações, propriamente, é destinado somente
à autoridade fiscal, que o recebe por meio de arquivo digital
criptografado (fl. 159) e, nessa medida, fica protegido pelo sigilo
fiscal, pois, de acordo com o art. 198 do CTN, "é vedada a
divulgação, por parte da Fazenda Pública ou de seus
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 876044 AGR / MA
servidores, de informação obtida em razão do ofício sobre a
situação econômica ou financeira do sujeito passivo ou de
terceiros e sobre a natureza e o estado de seus negócios ou atividades".
3.
Para dissentir das conclusões adotadas e acolher as
alegações levantadas pela agravante seria necessário o reexame do acervo
probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional
correlata, providência vedada nesta fase processual.
4.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 876044 AGR / MA
servidores, de informação obtida em razão do ofício sobre a
situação econômica ou financeira do sujeito passivo ou de
terceiros e sobre a natureza e o estado de seus negócios ou atividades".
3.
Para dissentir das conclusões adotadas e acolher as
alegações levantadas pela agravante seria necessário o reexame do acervo
probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional
correlata, providência vedada nesta fase processual.
4.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Extrato de Ata - 28/04/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 876.044
PROCED. : MARANHÃO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : GE TRANSPORTES FERROVIÁRIOS LTDA
ADV.(A/S) : MILTON CLOUDES RODRIGUES DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DO MARANHÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 28.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8410187
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 876.044
PROCED. : MARANHÃO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : GE TRANSPORTES FERROVIÁRIOS LTDA
ADV.(A/S) : MILTON CLOUDES RODRIGUES DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DO MARANHÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 28.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8410187
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8530356
| 2015-04-28T00:00:00
| 2015-05-22T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 28.4.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. FIXAÇÃO DE OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS PRETENSAMENTE CONTRÁRIAS AO SIGILO COMERCIAL. ANÁLISE DAS EXIGÊNCIAS. SÚMULA 279/STF.
1. O Supremo Tribunal Federal assentou a ausência de repercussão geral da controvérsia relativa à violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação de normas infraconstitucionais (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes).
2. Analisando detidamente a prova dos autos, o acórdão recorrido apontou que as exigências supostamente contrárias ao sigilo comercial foram revogadas posteriormente por meio de convênio firmado no âmbito do Confaz. Não obstante, apontou-se que as informações seriam recebidas em arquivo digital criptografado, protegidas pelo sigilo fiscal. O acolhimento da pretensão encontra óbice na Súmula 279/STF.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur305526
|
- Acórdão(s) citado(s):
(PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA, DO DEVIDO PROCESSO LEGAL)
ARE 748371 RG.
Número de páginas: 6.
Análise: 01/07/2015, AMS.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
876044
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 876044 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : GE TRANSPORTES FERROVIÁRIOS LTDA
ADV.(A/S) : MILTON CLOUDES RODRIGUES DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DO MARANHÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
28/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 876.044
MARANHÃO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:GE TRANSPORTES FERROVIÁRIOS LTDA
ADV.(A/S)
:MILTON CLOUDES RODRIGUES DA SILVA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO MARANHÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
MARANHÃO
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. FIXAÇÃO DE
OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS PRETENSAMENTE CONTRÁRIAS AO
SIGILO COMERCIAL. ANÁLISE DAS EXIGÊNCIAS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal.
1. O Supremo Tribunal Federal assentou a ausência de repercussão
geral da controvérsia relativa à violação aos princípios do contraditório,
da ampla defesa, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada,
quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada
aplicação de normas infraconstitucionais (ARE 748.371-RG, Rel. Min.
Gilmar Mendes).
2. Analisando detidamente a prova dos autos, o acórdão recorrido
apontou que as exigências supostamente contrárias ao sigilo comercial
foram revogadas posteriormente por meio de convênio firmado no
âmbito do Confaz. Não obstante, apontou-se que as informações seriam
recebidas em arquivo digital criptografado, protegidas pelo sigilo fiscal.
O acolhimento da pretensão encontra óbice na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Ementa e Acórdão
ARE 876044 AGR / MA
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou deste
julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux.
Brasília, 28 de abril de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 876044 AGR / MA
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou deste
julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux.
Brasília, 28 de abril de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
28/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 876.044
MARANHÃO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:GE TRANSPORTES FERROVIÁRIOS LTDA
ADV.(A/S)
:MILTON CLOUDES RODRIGUES DA SILVA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO MARANHÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
MARANHÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso
extraordinário, sob o fundamento de que dissentir das conclusões
adotadas pelo Tribunal de origem demandaria o reexame do acervo
probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional
correlata, providência vedada nesta fase processual.
2.
A parte agravante sustenta que não há dúvidas de que as
Cláusulas Quinta e Sétima do Ajuste SINIEF n 19/12 e as Cláusulas
Quinta e Sétima do Convênio ICMS n 38/2013 ofendem direitos e
garantias fundamentais, entre eles o direito de privacidade previsto nos
arts. 5..., X e LX; e 145, § 1..., da Constituição Federal de 1988/88, e à livre iniciativa e livre
concorrência, previstos no art. 170, caput e IV, da Constituição Federal de 1988/88, os quais não
dependem de análise prévia da legislação infraconstitucional.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
28/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 876.044
MARANHÃO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:GE TRANSPORTES FERROVIÁRIOS LTDA
ADV.(A/S)
:MILTON CLOUDES RODRIGUES DA SILVA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO MARANHÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
MARANHÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso
extraordinário, sob o fundamento de que dissentir das conclusões
adotadas pelo Tribunal de origem demandaria o reexame do acervo
probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional
correlata, providência vedada nesta fase processual.
2.
A parte agravante sustenta que não há dúvidas de que as
Cláusulas Quinta e Sétima do Ajuste SINIEF n 19/12 e as Cláusulas
Quinta e Sétima do Convênio ICMS n 38/2013 ofendem direitos e
garantias fundamentais, entre eles o direito de privacidade previsto nos
arts. 5..., X e LX; e 145, § 1..., da Constituição Federal de 1988/88, e à livre iniciativa e livre
concorrência, previstos no art. 170, caput e IV, da Constituição Federal de 1988/88, os quais não
dependem de análise prévia da legislação infraconstitucional.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
28/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 876.044
MARANHÃO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
A pretensão não merece acolhida. Tal como constatou a
decisão agravada, o Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de
repercussão geral da controvérsia relativa à violação aos princípios do
contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e dos limites da
coisa julgada, quando o julgamento da causa depender de prévia análise
da adequada aplicação de normas infraconstitucionais (ARE 748.371-RG,
Rel. Min. Gilmar Mendes).
2.
A contribuinte alega que a indicação do número da Ficha
de Conteúdo de Importação importa a divulgação de informações
comerciais sujeitas a sigilo por motivos concorrenciais. Aduz que as
autoridades fiscais já têm acesso a tais informações por intermédio de
seus cadastros. Verifico, entretanto, que o acórdão recorrido fez
apontamentos contrários ao alegado:
“A Ficha de Conteúdo de Importação (FCI) preenchida
pelo importador é destinada somente à autoridade fiscal, que a
recebe por meio de arquivo digital criptografado, estando
protegida pelo sigilo fiscal […] Doravante, na nota fiscal
enviada ao adquirente da mercadoria, deve ser indicado apenas
o número da Ficha de Conteúdo de Importação (fl. 173). O
conteúdo das informações, propriamente, é destinado somente
à autoridade fiscal, que o recebe por meio de arquivo digital
criptografado (fl. 159) e, nessa medida, fica protegido pelo sigilo
fiscal, pois, de acordo com o art. 198 do CTN, "é vedada a
divulgação, por parte da Fazenda Pública ou de seus
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514018.
Supremo Tribunal Federal
28/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 876.044
MARANHÃO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
A pretensão não merece acolhida. Tal como constatou a
decisão agravada, o Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de
repercussão geral da controvérsia relativa à violação aos princípios do
contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e dos limites da
coisa julgada, quando o julgamento da causa depender de prévia análise
da adequada aplicação de normas infraconstitucionais (ARE 748.371-RG,
Rel. Min. Gilmar Mendes).
2.
A contribuinte alega que a indicação do número da Ficha
de Conteúdo de Importação importa a divulgação de informações
comerciais sujeitas a sigilo por motivos concorrenciais. Aduz que as
autoridades fiscais já têm acesso a tais informações por intermédio de
seus cadastros. Verifico, entretanto, que o acórdão recorrido fez
apontamentos contrários ao alegado:
“A Ficha de Conteúdo de Importação (FCI) preenchida
pelo importador é destinada somente à autoridade fiscal, que a
recebe por meio de arquivo digital criptografado, estando
protegida pelo sigilo fiscal […] Doravante, na nota fiscal
enviada ao adquirente da mercadoria, deve ser indicado apenas
o número da Ficha de Conteúdo de Importação (fl. 173). O
conteúdo das informações, propriamente, é destinado somente
à autoridade fiscal, que o recebe por meio de arquivo digital
criptografado (fl. 159) e, nessa medida, fica protegido pelo sigilo
fiscal, pois, de acordo com o art. 198 do CTN, "é vedada a
divulgação, por parte da Fazenda Pública ou de seus
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514018.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 876044 AGR / MA
servidores, de informação obtida em razão do ofício sobre a
situação econômica ou financeira do sujeito passivo ou de
terceiros e sobre a natureza e o estado de seus negócios ou atividades".
3.
Para dissentir das conclusões adotadas e acolher as
alegações levantadas pela agravante seria necessário o reexame do acervo
probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional
correlata, providência vedada nesta fase processual.
4.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514018.
Supremo Tribunal Federal
ARE 876044 AGR / MA
servidores, de informação obtida em razão do ofício sobre a
situação econômica ou financeira do sujeito passivo ou de
terceiros e sobre a natureza e o estado de seus negócios ou atividades".
3.
Para dissentir das conclusões adotadas e acolher as
alegações levantadas pela agravante seria necessário o reexame do acervo
probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional
correlata, providência vedada nesta fase processual.
4.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8514018.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Extrato de Ata - 28/04/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 876.044
PROCED. : MARANHÃO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : GE TRANSPORTES FERROVIÁRIOS LTDA
ADV.(A/S) : MILTON CLOUDES RODRIGUES DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DO MARANHÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 28.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 876.044
PROCED. : MARANHÃO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : GE TRANSPORTES FERROVIÁRIOS LTDA
ADV.(A/S) : MILTON CLOUDES RODRIGUES DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DO MARANHÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 28.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8410187
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 876 . 044",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 748 . 371 - RG",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal .",
"ARE 876044 AGR /",
"ARE 876044 AGR /",
"AGRAVO 876 . 044",
"ARE 748 . 371 - RG",
"ARE 748 . 371 - RG",
"ARE 876044 AGR / MA",
"ARE 876044 AGR / MA"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . , X e LX ; e 145 , § 1 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"art . 170 , caput e IV , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . , X e LX ; e 145 , § 1 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"art . 170 , caput e IV , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 198 do CTN",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 198 do CTN",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MARANHÃO",
"ESTADO DO MARANHÃO",
"ESTADO DO MARANHÃO",
"Brasília",
"Brasília",
"MARANHÃO",
"ESTADO DO MARANHÃO",
"ESTADO DO MARANHÃO",
"MARANHÃO",
"ESTADO DO MARANHÃO",
"ESTADO DO MARANHÃO",
"MARANHÃO",
"MARANHÃO",
"MARANHÃO",
"ESTADO DO MARANHÃO",
"ESTADO DO MARANHÃO",
"MARANHÃO",
"ESTADO DO MARANHÃO",
"ESTADO DO MARANHÃO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"GE TRANSPORTES FERROVIÁRIOS LTDA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"GE TRANSPORTES FERROVIÁRIOS LTDA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"GE TRANSPORTES FERROVIÁRIOS LTDA",
"Supremo Tribunal Federal",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Fazenda Pública",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Fazenda Pública",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"GE TRANSPORTES FERROVIÁRIOS LTDA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"GE TRANSPORTES FERROVIÁRIOS LTDA",
".",
"Primeira",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"MILTON CLOUDES RODRIGUES DA SILVA",
"Gilmar Mendes",
"Rosa Weber",
"Luiz Fux",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Luiz Fux",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"MILTON CLOUDES RODRIGUES DA SILVA",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"MILTON CLOUDES RODRIGUES DA SILVA",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Gilmar Mendes",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Gilmar Mendes",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"MILTON CLOUDES RODRIGUES DA SILVA",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"MILTON CLOUDES RODRIGUES DA SILVA",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"28",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28 de abril de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28 de abril de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"04",
"/",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"28",
".",
"4",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"4",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 824.712 MARANHÃO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:MAPFRE VERA CRUZ SEGURADORA S/A
ADV.(A/S)
:CELMA CRISTINA ALVES BARBOSA BAIANO E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:DEYSIONE PORTILHO PINHEIRO
ADV.(A/S)
:CARLOS
RANGEL
BANDEIRA
BARROS
E
OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. GARANTIA DE ACESSO AO
PODER JUDICIÁRIO. EXIGÊNCIA DE REQUERIMENTO PRÉVIO.
CARACTERIZAÇÃO DO INTERESSE DE AGIR. AUSÊNCIA DE
AFRONTA AO ART. 5º, INC. XXXV, DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA. AÇÃO DE COBRANÇA DO SEGURO DPVAT.
REQUERIMENTO INEXISTENTE MAS DESNECESSÁRIO PORQUE
ATENDIDA REGRA DE TRANSIÇÃO PELA CONTESTAÇÃO DE
MÉRITO DA SEGURADORA (RE 631.240). AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Ministro Dias Toffoli.
Brasília, 19 de maio de 2015.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 824.712 MARANHÃO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:MAPFRE VERA CRUZ SEGURADORA S/A
ADV.(A/S)
:CELMA CRISTINA ALVES BARBOSA BAIANO E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:DEYSIONE PORTILHO PINHEIRO
ADV.(A/S)
:CARLOS
RANGEL
BANDEIRA
BARROS
E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 21.8.2014, dei provimento ao recurso extraordinário interposto
por Deysione Portilho Pinheiro contra julgado da Turma Recursal Única
Cível e Criminal de Imperatriz/MA, que decidira inexistir interesse de
agir na espécie vertente, pela ausência do prévio requerimento
administrativo para recebimento do seguro. A decisão agravada teve a
seguinte fundamentação:
“3. Razão jurídica assiste à Recorrente.
Este Supremo Tribunal assentou ser desnecessário o prévio
requerimento administrativo como condição de acesso ao Poder
Judiciário:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
DESNECESSIDADE
DE
REQUERIMENTO
ADMINISTRATIVO
PRÉVIO
DE
CONCESSÃO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO PARA O
ACESSO AO JUDICIÁRIO. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência
desta nossa Corte firmou-se no sentido de ser desnecessário para o
ajuizamento de ação previdenciária o prévio requerimento
administrativo do benefício à autarquia federal. Precedentes. 2.
Agravo regimental desprovido” (RE 549.055-AgR, Relator o Ministro
Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 10.12.2010, grifos nossos).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 824.712 MARANHÃO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:MAPFRE VERA CRUZ SEGURADORA S/A
ADV.(A/S)
:CELMA CRISTINA ALVES BARBOSA BAIANO E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:DEYSIONE PORTILHO PINHEIRO
ADV.(A/S)
:CARLOS
RANGEL
BANDEIRA
BARROS
E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 21.8.2014, dei provimento ao recurso extraordinário interposto
por Deysione Portilho Pinheiro contra julgado da Turma Recursal Única
Cível e Criminal de Imperatriz/MA, que decidira inexistir interesse de
agir na espécie vertente, pela ausência do prévio requerimento
administrativo para recebimento do seguro. A decisão agravada teve a
seguinte fundamentação:
“3. Razão jurídica assiste à Recorrente.
Este Supremo Tribunal assentou ser desnecessário o prévio
requerimento administrativo como condição de acesso ao Poder
Judiciário:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
DESNECESSIDADE
DE
REQUERIMENTO
ADMINISTRATIVO
PRÉVIO
DE
CONCESSÃO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO PARA O
ACESSO AO JUDICIÁRIO. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência
desta nossa Corte firmou-se no sentido de ser desnecessário para o
ajuizamento de ação previdenciária o prévio requerimento
administrativo do benefício à autarquia federal. Precedentes. 2.
Agravo regimental desprovido” (RE 549.055-AgR, Relator o Ministro
Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 10.12.2010, grifos nossos).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
RE 824712 AGR / MA
EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. PREVIDENCIÁRIO.
BENEFÍCIO. PRÉVIO REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO.
NEGATIVA DA AUTARQUIA PREVIDENCIÁRIA COMO
CONDIÇÃO DA AÇÃO: DESNECESSIDADE. ART. 557 DO
CPC. ATRIBUIÇÕES DO RELATOR. AGRAVO REGIMENTAL
IMPROVIDO. I - Não há previsão constitucional de esgotamento da
via administrativa como condição da ação que objetiva o
reconhecimento de direito previdenciário. Precedentes. II (...). III -
Agravo regimental improvido” (RE 549.238-AgR, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowsk, Primeira Turma, DJe 5.6.2009).
(...)
O julgado recorrido divergiu dessa orientação jurisprudencial.
4. Pelo exposto, dou provimento a este recurso extraordinário
(art. 557, § 1º-A, do Código de Processo Civil e art. 21, § 2º, do
Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), para cassar o
acórdão recorrido e determinar o retorno dos autos ao Tribunal de
origem, para decidir como de direito” (fls. 156-159).
2. Publicada essa decisão no DJe de 27.8.2014 (fl. 160), Mapfre Vera
Cruz Seguradora S/A interpõe, em 1º.9.2014, tempestivamente, agravo
regimental (fls. 162-170).
3. A Agravante argumenta que
“de acordo com o entendimento da eminente Ministra Relatora
as controvérsias entre beneficiários da seguridade social e entidades
previdenciárias são perfeitamente assimiláveis à hipótese dos autos –
cobrança de indenização a título de cobertura do Seguro Obrigatório
DPVAT –, tanto que absolutamente todos os precedentes mencionados
na r. decisão agravada dizem respeito à necessidade do prévio
requerimento administrativo do benefício à autarquia previdenciária.
A respeito desse tema, o E. Plenário dessa Corte firmou entendimento
divergente da r. decisão agravada. (…) Tanto no precedente do INSS
como no caso dos autos se discute a existência de interesse processual
na propositura de ação judicial, sem que se tenha requerido, no caso do
INSS, a concessão do benefício previdenciário, e, no caso do DPVAT, o
pagamento da indenização pela ocorrência de um dos eventos a que a
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RE 824712 AGR / MA
EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. PREVIDENCIÁRIO.
BENEFÍCIO. PRÉVIO REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO.
NEGATIVA DA AUTARQUIA PREVIDENCIÁRIA COMO
CONDIÇÃO DA AÇÃO: DESNECESSIDADE. ART. 557 DO
CPC. ATRIBUIÇÕES DO RELATOR. AGRAVO REGIMENTAL
IMPROVIDO. I - Não há previsão constitucional de esgotamento da
via administrativa como condição da ação que objetiva o
reconhecimento de direito previdenciário. Precedentes. II (...). III -
Agravo regimental improvido” (RE 549.238-AgR, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowsk, Primeira Turma, DJe 5.6.2009).
(...)
O julgado recorrido divergiu dessa orientação jurisprudencial.
4. Pelo exposto, dou provimento a este recurso extraordinário
(art. 557, § 1º-A, do Código de Processo Civil e art. 21, § 2º, do
Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), para cassar o
acórdão recorrido e determinar o retorno dos autos ao Tribunal de
origem, para decidir como de direito” (fls. 156-159).
2. Publicada essa decisão no DJe de 27.8.2014 (fl. 160), Mapfre Vera
Cruz Seguradora S/A interpõe, em 1º.9.2014, tempestivamente, agravo
regimental (fls. 162-170).
3. A Agravante argumenta que
“de acordo com o entendimento da eminente Ministra Relatora
as controvérsias entre beneficiários da seguridade social e entidades
previdenciárias são perfeitamente assimiláveis à hipótese dos autos –
cobrança de indenização a título de cobertura do Seguro Obrigatório
DPVAT –, tanto que absolutamente todos os precedentes mencionados
na r. decisão agravada dizem respeito à necessidade do prévio
requerimento administrativo do benefício à autarquia previdenciária.
A respeito desse tema, o E. Plenário dessa Corte firmou entendimento
divergente da r. decisão agravada. (…) Tanto no precedente do INSS
como no caso dos autos se discute a existência de interesse processual
na propositura de ação judicial, sem que se tenha requerido, no caso do
INSS, a concessão do benefício previdenciário, e, no caso do DPVAT, o
pagamento da indenização pela ocorrência de um dos eventos a que a
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
RE 824712 AGR / MA
Lei 6.194/74 conferiu cobertura. Já tendo sido reconhecida a ausência
de interesse no precedente do RE 631.240, deve a hipótese dos autos
receber idêntico tratamento, já que aqui também não houve prática de
qualquer ato, pela ora agravante, que representasse lesão ou ameaça de
lesão a direito, porquanto jamais se submeteu o pedido de pagamento
da indenização à seguradora, o que determina o desprovimento do
recurso extraordinário” (fls. 165-166).
Pondera que, não se reconhecendo a aplicação da decisão proferida
no Recurso Extraordinário n. 631.240 à espécie vertente, “é necessário
reconhecer que o recurso não preenche condições mínimas para a sua
admissibilidade, pois a matéria debatida nos autos, referente ao reconhecimento
da ocorrência de uma das hipóteses de carência de ação, tem caráter
eminentemente processual, razão pela qual a alegada violação ao art. 5º, XXXV,
da CF, se houvesse, seria indireta” (fl. 168).
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
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RE 824712 AGR / MA
Lei 6.194/74 conferiu cobertura. Já tendo sido reconhecida a ausência
de interesse no precedente do RE 631.240, deve a hipótese dos autos
receber idêntico tratamento, já que aqui também não houve prática de
qualquer ato, pela ora agravante, que representasse lesão ou ameaça de
lesão a direito, porquanto jamais se submeteu o pedido de pagamento
da indenização à seguradora, o que determina o desprovimento do
recurso extraordinário” (fls. 165-166).
Pondera que, não se reconhecendo a aplicação da decisão proferida
no Recurso Extraordinário n. 631.240 à espécie vertente, “é necessário
reconhecer que o recurso não preenche condições mínimas para a sua
admissibilidade, pois a matéria debatida nos autos, referente ao reconhecimento
da ocorrência de uma das hipóteses de carência de ação, tem caráter
eminentemente processual, razão pela qual a alegada violação ao art. 5º, XXXV,
da CF, se houvesse, seria indireta” (fl. 168).
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 824.712 MARANHÃO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. O Recurso Extraordinário n. 631.240, cujos fundamentos estão
sintetizados na ementa a seguir, foi julgado depois de proferida a decisão
agravada:
“RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
REPERCUSSÃO
GERAL. PRÉVIO REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO E
INTERESSE EM AGIR. 1. A instituição de condições para o regular
exercício do direito de ação é compatível com o art. 5º, XXXV, da
Constituição. Para se caracterizar a presença de interesse em agir, é
preciso haver necessidade de ir a juízo. 2. A concessão de benefícios
previdenciários depende de requerimento do interessado, não se
caracterizando ameaça ou lesão a direito antes de sua apreciação e
indeferimento pelo INSS, ou se excedido o prazo legal para sua
análise. É bem de ver, no entanto, que a exigência de prévio
requerimento não se confunde com o exaurimento das vias
administrativas. 3. A exigência de prévio requerimento administrativo
não deve prevalecer quando o entendimento da Administração for
notória e reiteradamente contrário à postulação do segurado” (Relator
o Ministro Roberto Barroso, Plenário, DJe 10.11.2014).
3. Naquela assentada, este Supremo Tribunal estabeleceu regras de
transição para as ações em curso e uma delas aplica-se, por analogia, à
espécie vertente. Trata-se da dispensa do requerimento prévio quando
ocorrida contestação de mérito. A Agravante, Mapfre Vera Cruz
Seguradora S/A, contestou o mérito da ação proposta por Deysione
Portilho Pinheiro, pelo que não prospera a pretensão posta no presente
recurso.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 824.712 MARANHÃO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. O Recurso Extraordinário n. 631.240, cujos fundamentos estão
sintetizados na ementa a seguir, foi julgado depois de proferida a decisão
agravada:
“RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
REPERCUSSÃO
GERAL. PRÉVIO REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO E
INTERESSE EM AGIR. 1. A instituição de condições para o regular
exercício do direito de ação é compatível com o art. 5º, XXXV, da
Constituição. Para se caracterizar a presença de interesse em agir, é
preciso haver necessidade de ir a juízo. 2. A concessão de benefícios
previdenciários depende de requerimento do interessado, não se
caracterizando ameaça ou lesão a direito antes de sua apreciação e
indeferimento pelo INSS, ou se excedido o prazo legal para sua
análise. É bem de ver, no entanto, que a exigência de prévio
requerimento não se confunde com o exaurimento das vias
administrativas. 3. A exigência de prévio requerimento administrativo
não deve prevalecer quando o entendimento da Administração for
notória e reiteradamente contrário à postulação do segurado” (Relator
o Ministro Roberto Barroso, Plenário, DJe 10.11.2014).
3. Naquela assentada, este Supremo Tribunal estabeleceu regras de
transição para as ações em curso e uma delas aplica-se, por analogia, à
espécie vertente. Trata-se da dispensa do requerimento prévio quando
ocorrida contestação de mérito. A Agravante, Mapfre Vera Cruz
Seguradora S/A, contestou o mérito da ação proposta por Deysione
Portilho Pinheiro, pelo que não prospera a pretensão posta no presente
recurso.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
RE 824712 AGR / MA
Confira-se trecho do voto do Relator, Ministro Roberto Barroso:
“Assim, manifesto-me no sentido de assentar que, nas ações
ajuizadas antes da conclusão do presente julgamento que não tenham
sido instruídas por prova do prévio requerimento administrativo, nas
hipóteses em que exigível, será observado o seguinte:
(i) caso a ação tenha sido ajuizada no âmbito de Juizado
Itinerante, a ausência de anterior pedido administrativo não deverá
implicar a extinção do feito. (…);
(ii) caso o INSS já tenha apresentado contestação de mérito, está
caracterizado o interesse em agir pela resistência à pretensão. Em
razão das oscilações jurisprudenciais na matéria, essa solução se
justifica para os processos já ajuizados e não ocasionará prejuízo às
partes, uma vez que preserva o contraditório e permite ao juiz decidir
a causa tendo ciência dos motivos pelos quais o INSS se opõe ao
pedido” (RE 631.240-RG, Plenário, DJe 10.11.2014, grifos nossos).
4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
RE 824712 AGR / MA
Confira-se trecho do voto do Relator, Ministro Roberto Barroso:
“Assim, manifesto-me no sentido de assentar que, nas ações
ajuizadas antes da conclusão do presente julgamento que não tenham
sido instruídas por prova do prévio requerimento administrativo, nas
hipóteses em que exigível, será observado o seguinte:
(i) caso a ação tenha sido ajuizada no âmbito de Juizado
Itinerante, a ausência de anterior pedido administrativo não deverá
implicar a extinção do feito. (…);
(ii) caso o INSS já tenha apresentado contestação de mérito, está
caracterizado o interesse em agir pela resistência à pretensão. Em
razão das oscilações jurisprudenciais na matéria, essa solução se
justifica para os processos já ajuizados e não ocasionará prejuízo às
partes, uma vez que preserva o contraditório e permite ao juiz decidir
a causa tendo ciência dos motivos pelos quais o INSS se opõe ao
pedido” (RE 631.240-RG, Plenário, DJe 10.11.2014, grifos nossos).
4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Extrato de Ata - 19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 824.712
PROCED. : MARANHÃO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : MAPFRE VERA CRUZ SEGURADORA S/A
ADV.(A/S) : CELMA CRISTINA ALVES BARBOSA BAIANO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : DEYSIONE PORTILHO PINHEIRO
ADV.(A/S) : CARLOS RANGEL BANDEIRA BARROS E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 824.712
PROCED. : MARANHÃO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : MAPFRE VERA CRUZ SEGURADORA S/A
ADV.(A/S) : CELMA CRISTINA ALVES BARBOSA BAIANO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : DEYSIONE PORTILHO PINHEIRO
ADV.(A/S) : CARLOS RANGEL BANDEIRA BARROS E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8616572
| 2015-05-19T00:00:00
| 2015-06-03T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 19.05.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. GARANTIA DE ACESSO AO PODER JUDICIÁRIO. EXIGÊNCIA DE REQUERIMENTO PRÉVIO. CARACTERIZAÇÃO DO INTERESSE DE AGIR. AUSÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 5º, INC. XXXV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AÇÃO DE COBRANÇA DO SEGURO DPVAT. REQUERIMENTO INEXISTENTE MAS DESNECESSÁRIO PORQUE ATENDIDA REGRA DE TRANSIÇÃO PELA CONTESTAÇÃO DE MÉRITO DA SEGURADORA (RE 631.240). AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur307229
|
- Acórdão(s) citado(s):
(DISPENSA, REQUERIMENTO PRÉVIO, CONTESTAÇÃO DE MÉRITO)
RE 631240 (TP).
Número de páginas: 7.
Análise: 19/06/2015, MAD.
|
CÁRMEN LÚCIA
|
Segunda Turma
|
824712
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00035\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 824712 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : MAPFRE VERA CRUZ SEGURADORA S/A
ADV.(A/S) : CELMA CRISTINA ALVES BARBOSA BAIANO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : DEYSIONE PORTILHO PINHEIRO
ADV.(A/S) : CARLOS RANGEL BANDEIRA BARROS E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 824.712 MARANHÃO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:MAPFRE VERA CRUZ SEGURADORA S/A
ADV.(A/S)
:CELMA CRISTINA ALVES BARBOSA BAIANO E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:DEYSIONE PORTILHO PINHEIRO
ADV.(A/S)
:CARLOS
RANGEL
BANDEIRA
BARROS
E
OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. GARANTIA DE ACESSO AO
PODER JUDICIÁRIO. EXIGÊNCIA DE REQUERIMENTO PRÉVIO.
CARACTERIZAÇÃO DO INTERESSE DE AGIR. AUSÊNCIA DE
AFRONTA AO ART. 5..., INC. XXXV, DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA. AÇÃO DE COBRANÇA DO SEGURO DPVAT.
REQUERIMENTO INEXISTENTE MAS DESNECESSÁRIO PORQUE
ATENDIDA REGRA DE TRANSIÇÃO PELA CONTESTAÇÃO DE
MÉRITO DA SEGURADORA (Recurso Extraordinário 631.240). AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Ministro Dias Toffoli.
Brasília, 19 de maio de 2015.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 824.712 MARANHÃO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:MAPFRE VERA CRUZ SEGURADORA S/A
ADV.(A/S)
:CELMA CRISTINA ALVES BARBOSA BAIANO E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:DEYSIONE PORTILHO PINHEIRO
ADV.(A/S)
:CARLOS
RANGEL
BANDEIRA
BARROS
E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 21.8.2014, dei provimento ao recurso extraordinário interposto
por Deysione Portilho Pinheiro contra julgado da Turma Recursal Única
Cível e Criminal de Imperatriz/MA, que decidira inexistir interesse de
agir na espécie vertente, pela ausência do prévio requerimento
administrativo para recebimento do seguro. A decisão agravada teve a
seguinte fundamentação:
“3. Razão jurídica assiste à Recorrente.
Este Supremo Tribunal assentou ser desnecessário o prévio
requerimento administrativo como condição de acesso ao Poder
Judiciário:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
DESNECESSIDADE
DE
REQUERIMENTO
ADMINISTRATIVO
PRÉVIO
DE
CONCESSÃO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO PARA O
ACESSO AO JUDICIÁRIO. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência
desta nossa Corte firmou-se no sentido de ser desnecessário para o
ajuizamento de ação previdenciária o prévio requerimento
administrativo do benefício à autarquia federal. Precedentes. 2.
Agravo regimental desprovido” (Recurso Extraordinário 549.055-AgR, Relator o Ministro
Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 10.12.2010, grifos nossos).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
Supremo Tribunal Federal
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19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 824.712 MARANHÃO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:MAPFRE VERA CRUZ SEGURADORA S/A
ADV.(A/S)
:CELMA CRISTINA ALVES BARBOSA BAIANO E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:DEYSIONE PORTILHO PINHEIRO
ADV.(A/S)
:CARLOS
RANGEL
BANDEIRA
BARROS
E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 21.8.2014, dei provimento ao recurso extraordinário interposto
por Deysione Portilho Pinheiro contra julgado da Turma Recursal Única
Cível e Criminal de Imperatriz/MA, que decidira inexistir interesse de
agir na espécie vertente, pela ausência do prévio requerimento
administrativo para recebimento do seguro. A decisão agravada teve a
seguinte fundamentação:
“3. Razão jurídica assiste à Recorrente.
Este Supremo Tribunal assentou ser desnecessário o prévio
requerimento administrativo como condição de acesso ao Poder
Judiciário:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
DESNECESSIDADE
DE
REQUERIMENTO
ADMINISTRATIVO
PRÉVIO
DE
CONCESSÃO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO PARA O
ACESSO AO JUDICIÁRIO. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência
desta nossa Corte firmou-se no sentido de ser desnecessário para o
ajuizamento de ação previdenciária o prévio requerimento
administrativo do benefício à autarquia federal. Precedentes. 2.
Agravo regimental desprovido” (Recurso Extraordinário 549.055-AgR, Relator o Ministro
Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 10.12.2010, grifos nossos).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
Recurso Extraordinário 824712 AGR / MA
EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. PREVIDENCIÁRIO.
BENEFÍCIO. PRÉVIO REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO.
NEGATIVA DA AUTARQUIA PREVIDENCIÁRIA COMO
CONDIÇÃO DA AÇÃO: DESNECESSIDADE. ART. 557 DO
Código de Processo Civil. ATRIBUIÇÕES DO RELATOR. AGRAVO REGIMENTAL
IMPROVIDO. I - Não há previsão constitucional de esgotamento da
via administrativa como condição da ação que objetiva o
reconhecimento de direito previdenciário. Precedentes. II (...). III -
Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário 549.238-AgR, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowsk, Primeira Turma, DJe 5.6.2009).
(...)
O julgado recorrido divergiu dessa orientação jurisprudencial.
4. Pelo exposto, dou provimento a este recurso extraordinário
(art. 557, § 1...-A, do Código de Processo Civil e art. 21, § 2..., do
Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), para cassar o
acórdão recorrido e determinar o retorno dos autos ao Tribunal de
origem, para decidir como de direito” (fls. 156-159).
2. Publicada essa decisão no DJe de 27.8.2014 (fl. 160), Mapfre Vera
Cruz Seguradora S/A interpõe, em 1....9.2014, tempestivamente, agravo
regimental (fls. 162-170).
3. A Agravante argumenta que
“de acordo com o entendimento da eminente Ministra Relatora
as controvérsias entre beneficiários da seguridade social e entidades
previdenciárias são perfeitamente assimiláveis à hipótese dos autos –
cobrança de indenização a título de cobertura do Seguro Obrigatório
DPVAT –, tanto que absolutamente todos os precedentes mencionados
na r. decisão agravada dizem respeito à necessidade do prévio
requerimento administrativo do benefício à autarquia previdenciária.
A respeito desse tema, o E. Plenário dessa Corte firmou entendimento
divergente da r. decisão agravada. (…) Tanto no precedente do INSS
como no caso dos autos se discute a existência de interesse processual
na propositura de ação judicial, sem que se tenha requerido, no caso do
INSS, a concessão do benefício previdenciário, e, no caso do DPVAT, o
pagamento da indenização pela ocorrência de um dos eventos a que a
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 824712 AGR / MA
EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. PREVIDENCIÁRIO.
BENEFÍCIO. PRÉVIO REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO.
NEGATIVA DA AUTARQUIA PREVIDENCIÁRIA COMO
CONDIÇÃO DA AÇÃO: DESNECESSIDADE. ART. 557 DO
Código de Processo Civil. ATRIBUIÇÕES DO RELATOR. AGRAVO REGIMENTAL
IMPROVIDO. I - Não há previsão constitucional de esgotamento da
via administrativa como condição da ação que objetiva o
reconhecimento de direito previdenciário. Precedentes. II (...). III -
Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário 549.238-AgR, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowsk, Primeira Turma, DJe 5.6.2009).
(...)
O julgado recorrido divergiu dessa orientação jurisprudencial.
4. Pelo exposto, dou provimento a este recurso extraordinário
(art. 557, § 1...-A, do Código de Processo Civil e art. 21, § 2..., do
Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), para cassar o
acórdão recorrido e determinar o retorno dos autos ao Tribunal de
origem, para decidir como de direito” (fls. 156-159).
2. Publicada essa decisão no DJe de 27.8.2014 (fl. 160), Mapfre Vera
Cruz Seguradora S/A interpõe, em 1....9.2014, tempestivamente, agravo
regimental (fls. 162-170).
3. A Agravante argumenta que
“de acordo com o entendimento da eminente Ministra Relatora
as controvérsias entre beneficiários da seguridade social e entidades
previdenciárias são perfeitamente assimiláveis à hipótese dos autos –
cobrança de indenização a título de cobertura do Seguro Obrigatório
DPVAT –, tanto que absolutamente todos os precedentes mencionados
na r. decisão agravada dizem respeito à necessidade do prévio
requerimento administrativo do benefício à autarquia previdenciária.
A respeito desse tema, o E. Plenário dessa Corte firmou entendimento
divergente da r. decisão agravada. (…) Tanto no precedente do INSS
como no caso dos autos se discute a existência de interesse processual
na propositura de ação judicial, sem que se tenha requerido, no caso do
INSS, a concessão do benefício previdenciário, e, no caso do DPVAT, o
pagamento da indenização pela ocorrência de um dos eventos a que a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
Recurso Extraordinário 824712 AGR / MA
Lei 6.194/74 conferiu cobertura. Já tendo sido reconhecida a ausência
de interesse no precedente do Recurso Extraordinário 631.240, deve a hipótese dos autos
receber idêntico tratamento, já que aqui também não houve prática de
qualquer ato, pela ora agravante, que representasse lesão ou ameaça de
lesão a direito, porquanto jamais se submeteu o pedido de pagamento
da indenização à seguradora, o que determina o desprovimento do
recurso extraordinário” (fls. 165-166).
Pondera que, não se reconhecendo a aplicação da decisão proferida
no Recurso Extraordinário n. 631.240 à espécie vertente, “é necessário
reconhecer que o recurso não preenche condições mínimas para a sua
admissibilidade, pois a matéria debatida nos autos, referente ao reconhecimento
da ocorrência de uma das hipóteses de carência de ação, tem caráter
eminentemente processual, razão pela qual a alegada violação ao art. 5..., XXXV,
da Constituição Federal de 1988, se houvesse, seria indireta” (fl. 168).
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 824712 AGR / MA
Lei 6.194/74 conferiu cobertura. Já tendo sido reconhecida a ausência
de interesse no precedente do Recurso Extraordinário 631.240, deve a hipótese dos autos
receber idêntico tratamento, já que aqui também não houve prática de
qualquer ato, pela ora agravante, que representasse lesão ou ameaça de
lesão a direito, porquanto jamais se submeteu o pedido de pagamento
da indenização à seguradora, o que determina o desprovimento do
recurso extraordinário” (fls. 165-166).
Pondera que, não se reconhecendo a aplicação da decisão proferida
no Recurso Extraordinário n. 631.240 à espécie vertente, “é necessário
reconhecer que o recurso não preenche condições mínimas para a sua
admissibilidade, pois a matéria debatida nos autos, referente ao reconhecimento
da ocorrência de uma das hipóteses de carência de ação, tem caráter
eminentemente processual, razão pela qual a alegada violação ao art. 5..., XXXV,
da Constituição Federal de 1988, se houvesse, seria indireta” (fl. 168).
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 824.712 MARANHÃO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. O Recurso Extraordinário n. 631.240, cujos fundamentos estão
sintetizados na ementa a seguir, foi julgado depois de proferida a decisão
agravada:
“RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
REPERCUSSÃO
GERAL. PRÉVIO REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO E
INTERESSE EM AGIR. 1. A instituição de condições para o regular
exercício do direito de ação é compatível com o art. 5..., XXXV, da
Constituição. Para se caracterizar a presença de interesse em agir, é
preciso haver necessidade de ir a juízo. 2. A concessão de benefícios
previdenciários depende de requerimento do interessado, não se
caracterizando ameaça ou lesão a direito antes de sua apreciação e
indeferimento pelo INSS, ou se excedido o prazo legal para sua
análise. É bem de ver, no entanto, que a exigência de prévio
requerimento não se confunde com o exaurimento das vias
administrativas. 3. A exigência de prévio requerimento administrativo
não deve prevalecer quando o entendimento da Administração for
notória e reiteradamente contrário à postulação do segurado” (Relator
o Ministro Roberto Barroso, Plenário, DJe 10.11.2014).
3. Naquela assentada, este Supremo Tribunal estabeleceu regras de
transição para as ações em curso e uma delas aplica-se, por analogia, à
espécie vertente. Trata-se da dispensa do requerimento prévio quando
ocorrida contestação de mérito. A Agravante, Mapfre Vera Cruz
Seguradora S/A, contestou o mérito da ação proposta por Deysione
Portilho Pinheiro, pelo que não prospera a pretensão posta no presente
recurso.
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19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 824.712 MARANHÃO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. O Recurso Extraordinário n. 631.240, cujos fundamentos estão
sintetizados na ementa a seguir, foi julgado depois de proferida a decisão
agravada:
“RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
REPERCUSSÃO
GERAL. PRÉVIO REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO E
INTERESSE EM AGIR. 1. A instituição de condições para o regular
exercício do direito de ação é compatível com o art. 5..., XXXV, da
Constituição. Para se caracterizar a presença de interesse em agir, é
preciso haver necessidade de ir a juízo. 2. A concessão de benefícios
previdenciários depende de requerimento do interessado, não se
caracterizando ameaça ou lesão a direito antes de sua apreciação e
indeferimento pelo INSS, ou se excedido o prazo legal para sua
análise. É bem de ver, no entanto, que a exigência de prévio
requerimento não se confunde com o exaurimento das vias
administrativas. 3. A exigência de prévio requerimento administrativo
não deve prevalecer quando o entendimento da Administração for
notória e reiteradamente contrário à postulação do segurado” (Relator
o Ministro Roberto Barroso, Plenário, DJe 10.11.2014).
3. Naquela assentada, este Supremo Tribunal estabeleceu regras de
transição para as ações em curso e uma delas aplica-se, por analogia, à
espécie vertente. Trata-se da dispensa do requerimento prévio quando
ocorrida contestação de mérito. A Agravante, Mapfre Vera Cruz
Seguradora S/A, contestou o mérito da ação proposta por Deysione
Portilho Pinheiro, pelo que não prospera a pretensão posta no presente
recurso.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
Recurso Extraordinário 824712 AGR / MA
Confira-se trecho do voto do Relator, Ministro Roberto Barroso:
“Assim, manifesto-me no sentido de assentar que, nas ações
ajuizadas antes da conclusão do presente julgamento que não tenham
sido instruídas por prova do prévio requerimento administrativo, nas
hipóteses em que exigível, será observado o seguinte:
(i) caso a ação tenha sido ajuizada no âmbito de Juizado
Itinerante, a ausência de anterior pedido administrativo não deverá
implicar a extinção do feito. (…);
(ii) caso o INSS já tenha apresentado contestação de mérito, está
caracterizado o interesse em agir pela resistência à pretensão. Em
razão das oscilações jurisprudenciais na matéria, essa solução se
justifica para os processos já ajuizados e não ocasionará prejuízo às
partes, uma vez que preserva o contraditório e permite ao juiz decidir
a causa tendo ciência dos motivos pelos quais o INSS se opõe ao
pedido” (Recurso Extraordinário 631.240-RG, Plenário, DJe 10.11.2014, grifos nossos).
4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 824712 AGR / MA
Confira-se trecho do voto do Relator, Ministro Roberto Barroso:
“Assim, manifesto-me no sentido de assentar que, nas ações
ajuizadas antes da conclusão do presente julgamento que não tenham
sido instruídas por prova do prévio requerimento administrativo, nas
hipóteses em que exigível, será observado o seguinte:
(i) caso a ação tenha sido ajuizada no âmbito de Juizado
Itinerante, a ausência de anterior pedido administrativo não deverá
implicar a extinção do feito. (…);
(ii) caso o INSS já tenha apresentado contestação de mérito, está
caracterizado o interesse em agir pela resistência à pretensão. Em
razão das oscilações jurisprudenciais na matéria, essa solução se
justifica para os processos já ajuizados e não ocasionará prejuízo às
partes, uma vez que preserva o contraditório e permite ao juiz decidir
a causa tendo ciência dos motivos pelos quais o INSS se opõe ao
pedido” (Recurso Extraordinário 631.240-RG, Plenário, DJe 10.11.2014, grifos nossos).
4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Extrato de Ata - 19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 824.712
PROCED. : MARANHÃO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : MAPFRE VERA CRUZ SEGURADORA S/A
ADV.(A/S) : CELMA CRISTINA ALVES BARBOSA BAIANO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : DEYSIONE PORTILHO PINHEIRO
ADV.(A/S) : CARLOS RANGEL BANDEIRA BARROS E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 824.712
PROCED. : MARANHÃO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : MAPFRE VERA CRUZ SEGURADORA S/A
ADV.(A/S) : CELMA CRISTINA ALVES BARBOSA BAIANO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : DEYSIONE PORTILHO PINHEIRO
ADV.(A/S) : CARLOS RANGEL BANDEIRA BARROS E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 824 . 712",
"Recurso Extraordinário 631 . 240",
"Recurso Extraordinário 549 . 055 - AgR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 824 . 712",
"Recurso Extraordinário 549 . 055 - AgR",
"Recurso Extraordinário 824712 AGR / MA",
"Recurso Extraordinário 549 . 238 - AgR",
"Recurso Extraordinário 824712 AGR / MA",
"Recurso Extraordinário 549 . 238 - AgR",
"Recurso Extraordinário 824712 AGR / MA",
"Recurso Extraordinário 631 . 240",
"Recurso Extraordinário n",
"Recurso Extraordinário 824712",
"Recurso Extraordinário 631 . 240",
"Recurso Extraordinário n . 631 . 240",
"Recurso Extraordinário n . 631 . 240",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 824 . 712",
"Recurso Extraordinário n . 631 . 240",
"Recurso Extraordinário 824712 AGR / MA",
"Recurso Extraordinário 631 . 240 - RG",
"Recurso Extraordinário 824712 AGR / MA",
"Recurso Extraordinário 631 . 240 - RG",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 824 . 712",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 824 . 712"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 5 . . . , INC . XXXV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 557 DO Código de Processo Civil",
"art . 557 , § 1 . . . - A , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 2 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 557 DO Código de Processo Civil",
"art . 557 , § 1 . . . - A , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 2 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 6 . 194 / 74",
"art . 5 . . . , XXXV , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , XXXV , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2",
"art . 5 . . . , XXXV , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , XXXV , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MARANHÃO",
"Brasília",
"MARANHÃO",
"MARANHÃO",
"MARANHÃO",
"MARANHÃO",
"MARANHÃO",
"MARANHÃO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"MAPFRE VERA CRUZ SEGURADORA S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MAPFRE VERA CRUZ SEGURADORA S / A",
"Turma Recursal Única Cível e Criminal de Imperatriz / MA",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MAPFRE VERA CRUZ SEGURADORA S / A",
"Turma Recursal Única Cível e Criminal de Imperatriz / MA",
"Supremo Tribunal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Mapfre Vera Cruz Seguradora S / A",
"Plenário",
"INSS",
"INSS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Mapfre Vera Cruz Seguradora S / A",
"Plenário",
"INSS",
"INSS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"INSS",
"Plenário",
"Supremo Tribunal",
"Mapfre Vera Cruz Seguradora S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"INSS",
"Plenário",
"Supremo Tribunal",
"Mapfre Vera Cruz Seguradora S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"INSS",
"INSS",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Juizado Itinerante",
"INSS",
"INSS",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"MAPFRE VERA CRUZ SEGURADORA S / A",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CÁRMEN LÚCIA",
"CELMA CRISTINA ALVES BARBOSA BAIANO",
"DEYSIONE PORTILHO PINHEIRO",
"CARLOS RANGEL BANDEIRA BARROS",
"Teori Zavascki",
"Dias Toffoli",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CELMA CRISTINA ALVES BARBOSA BAIANO",
"DEYSIONE PORTILHO PINHEIRO",
"CARLOS RANGEL BANDEIRA BARROS",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Deysione Portilho Pinheiro",
"Ayres Britto",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CELMA CRISTINA ALVES BARBOSA BAIANO",
"DEYSIONE PORTILHO PINHEIRO",
"CARLOS RANGEL BANDEIRA BARROS",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Deysione Portilho Pinheiro",
"Ayres Britto",
"Ricardo Lewandowsk",
"Ricardo Lewandowsk",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Roberto Barroso",
"Deysione Portilho Pinheiro",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Roberto Barroso",
"Deysione Portilho Pinheiro",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Roberto Barroso",
"Roberto Barroso",
"CELMA CRISTINA ALVES BARBOSA BAIANO",
"DEYSIONE PORTILHO PINHEIRO",
"CARLOS RANGEL BANDEIRA BARROS",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira",
"CÁRMEN LÚCIA",
"VERA CRUZ",
"CELMA CRISTINA ALVES BARBOSA BAIANO",
"DEYSIONE PORTILHO PINHEIRO",
"CARLOS RANGEL BANDEIRA BARROS",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"21",
".",
"8",
".",
"2014",
"10",
".",
"12",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"21",
".",
"8",
".",
"2014",
"10",
".",
"12",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5",
".",
"6",
".",
"2009",
"27",
".",
"8",
".",
"2014",
"1",
".",
".",
".",
".",
"9",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5",
".",
"6",
".",
"2009",
"27",
".",
"8",
".",
"2014",
"1",
".",
".",
".",
".",
"9",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"10",
".",
"11",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"10",
".",
"11",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
".",
"11",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
".",
"11",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
28/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 869.954
SERGIPE
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE SÃO CRISTOVÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR - GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO
CRISTOVÃO
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SERGIPE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SERGIPE
EMENTA
DIREITO AMBIENTAL. RESPONSABILIDADE CIVIL POR DANOS
AMBIENTAIS. ANÁLISE DE EVENTUAL VIOLAÇÃO DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL DEPENDENTE DE REELABORAÇÃO DA
ESTRUTURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO REGIONAL.
EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO
RECORRIDO PUBLICADO EM 31.7.2013.
A controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada,
não alcança estatura constitucional. A pretensão do agravante encontra
óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, pois eventual ofensa
aos preceitos constitucionais invocados somente se materializaria, no
caso, de forma reflexa, a demandar, em primeiro plano para sua
constatação, a reelaboração do quadro fático delineado.
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Ementa e Acórdão
ARE 869954 AGR / SE
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro
Luiz Fux.
Brasília, 28 de abril de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 869954 AGR / SE
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro
Luiz Fux.
Brasília, 28 de abril de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
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Relatório
28/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 869.954
SERGIPE
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE SÃO CRISTOVÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR - GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO
CRISTOVÃO
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SERGIPE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SERGIPE
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental o Município de São Cristovão.
Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a
violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta.
Reitera a afronta aos arts. 37, § 6º e 23, VI, da Constituição Federal.
O Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe julgou a controvérsia em
decisão cuja ementa reproduzo:
“APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO CIVIL PÚBLICA – DANO
AO MEIO AMBIENTE – ESTREITAMENTO E
ASSOREAMENTO DAS MARGENS DO RIO CAÍPE –
RESPONSABILIDADE OBJETIVA – COMPROVAÇÃO DO
DANO AMBIENTAL – OMISSÃO DO MUNICÍPIO - DEVER
DE FISCALIZAR E PROTEGER ÁREAS DE PRESERVAÇÃO
PERMANENTE – RECONHECIDI E IMPROVIDO – DECISÃO
UNÂNIME.”
Acórdão recorrido publicado em 31.7.2013.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8339875.
Supremo Tribunal Federal
28/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 869.954
SERGIPE
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE SÃO CRISTOVÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR - GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO
CRISTOVÃO
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SERGIPE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SERGIPE
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental o Município de São Cristovão.
Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a
violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta.
Reitera a afronta aos arts. 37, § 6º e 23, VI, da Constituição Federal.
O Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe julgou a controvérsia em
decisão cuja ementa reproduzo:
“APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO CIVIL PÚBLICA – DANO
AO MEIO AMBIENTE – ESTREITAMENTO E
ASSOREAMENTO DAS MARGENS DO RIO CAÍPE –
RESPONSABILIDADE OBJETIVA – COMPROVAÇÃO DO
DANO AMBIENTAL – OMISSÃO DO MUNICÍPIO - DEVER
DE FISCALIZAR E PROTEGER ÁREAS DE PRESERVAÇÃO
PERMANENTE – RECONHECIDI E IMPROVIDO – DECISÃO
UNÂNIME.”
Acórdão recorrido publicado em 31.7.2013.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. ROSA WEBER
28/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 869.954
SERGIPE
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 37, § 6º e 23, VI, da
Constituição Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
Está no acórdão recorrido:
“APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO CIVIL PÚBLICA – DANO
AO MEIO AMBIENTE – ESTREITAMENTO E
ASSOREAMENTO DAS MARGENS DO RIO CAÍPE –
RESPONSABILIDADE OBJETIVA – COMPROVAÇÃO DO
DANO AMBIENTAL – OMISSÃO DO MUNICÍPIO – DEVER
DE FISCALIZAR E PROTEGER ÁREAS DE PRESERVAÇÃO
PERMANENTE – RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.
DECISÃO UNÂNIME.”
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
28/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 869.954
SERGIPE
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 37, § 6º e 23, VI, da
Constituição Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
Está no acórdão recorrido:
“APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO CIVIL PÚBLICA – DANO
AO MEIO AMBIENTE – ESTREITAMENTO E
ASSOREAMENTO DAS MARGENS DO RIO CAÍPE –
RESPONSABILIDADE OBJETIVA – COMPROVAÇÃO DO
DANO AMBIENTAL – OMISSÃO DO MUNICÍPIO – DEVER
DE FISCALIZAR E PROTEGER ÁREAS DE PRESERVAÇÃO
PERMANENTE – RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.
DECISÃO UNÂNIME.”
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 869954 AGR / SE
O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se
na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela
qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o
revolvimento do quadro fático delineado, procedimento
vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF:
“Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.”
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito
do recurso extraordinário.
Constato que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, se
lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela
qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais
invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático
delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da
Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.”
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8339876.
Supremo Tribunal Federal
ARE 869954 AGR / SE
O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se
na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela
qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o
revolvimento do quadro fático delineado, procedimento
vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF:
“Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.”
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito
do recurso extraordinário.
Constato que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, se
lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela
qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais
invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático
delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da
Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.”
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Extrato de Ata - 28/04/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 869.954
PROCED. : SERGIPE
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO CRISTOVÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR - GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO CRISTOVÃO
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SERGIPE
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SERGIPE
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 28.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8410163
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 869.954
PROCED. : SERGIPE
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO CRISTOVÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR - GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO CRISTOVÃO
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SERGIPE
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SERGIPE
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 28.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8437218
| 2015-04-28T00:00:00
| 2015-05-14T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 28.4.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
DIREITO AMBIENTAL. RESPONSABILIDADE CIVIL POR DANOS AMBIENTAIS. ANÁLISE DE EVENTUAL VIOLAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DEPENDENTE DE REELABORAÇÃO DA ESTRUTURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO REGIONAL. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 31.7.2013.
A controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. A pretensão do agravante encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, pois eventual ofensa aos preceitos constitucionais invocados somente se materializaria, no caso, de forma reflexa, a demandar, em primeiro plano para sua constatação, a reelaboração do quadro fático delineado.
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
|
sjur304330
|
Número de páginas: 6.
Análise: 28/05/2015, MJC.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
869954
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 869954 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO CRISTOVÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR - GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO CRISTOVÃO
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SERGIPE
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SERGIPE
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
28/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 869.954
SERGIPE
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE SÃO CRISTOVÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR - GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO
CRISTOVÃO
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SERGIPE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SERGIPE
EMENTA
DIREITO AMBIENTAL. RESPONSABILIDADE CIVIL POR DANOS
AMBIENTAIS. ANÁLISE DE EVENTUAL VIOLAÇÃO DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL DEPENDENTE DE REELABORAÇÃO DA
ESTRUTURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO REGIONAL.
EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO
RECORRIDO PUBLICADO EM 31.7.2013.
A controvérsia, a teor do que já asseverado na decisão guerreada,
não alcança estatura constitucional. A pretensão do agravante encontra
óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, pois eventual ofensa
aos preceitos constitucionais invocados somente se materializaria, no
caso, de forma reflexa, a demandar, em primeiro plano para sua
constatação, a reelaboração do quadro fático delineado.
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Ementa e Acórdão
ARE 869954 AGR / SE
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro
Luiz Fux.
Brasília, 28 de abril de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 869954 AGR / SE
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro
Luiz Fux.
Brasília, 28 de abril de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
28/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 869.954
SERGIPE
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE SÃO CRISTOVÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR - GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO
CRISTOVÃO
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SERGIPE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SERGIPE
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental o Município de São Cristovão.
Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a
violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta.
Reitera a afronta aos arts. 37, § 6... e 23, VI, da Constituição Federal.
O Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe julgou a controvérsia em
decisão cuja ementa reproduzo:
“APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO CIVIL PÚBLICA – DANO
AO MEIO AMBIENTE – ESTREITAMENTO E
ASSOREAMENTO DAS MARGENS DO RIO CAÍPE –
RESPONSABILIDADE OBJETIVA – COMPROVAÇÃO DO
DANO AMBIENTAL – OMISSÃO DO MUNICÍPIO - DEVER
DE FISCALIZAR E PROTEGER ÁREAS DE PRESERVAÇÃO
PERMANENTE – RECONHECIDI E IMPROVIDO – DECISÃO
UNÂNIME.”
Acórdão recorrido publicado em 31.7.2013.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
28/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 869.954
SERGIPE
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE SÃO CRISTOVÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR - GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO
CRISTOVÃO
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SERGIPE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SERGIPE
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental o Município de São Cristovão.
Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a
violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta.
Reitera a afronta aos arts. 37, § 6... e 23, VI, da Constituição Federal.
O Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe julgou a controvérsia em
decisão cuja ementa reproduzo:
“APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO CIVIL PÚBLICA – DANO
AO MEIO AMBIENTE – ESTREITAMENTO E
ASSOREAMENTO DAS MARGENS DO RIO CAÍPE –
RESPONSABILIDADE OBJETIVA – COMPROVAÇÃO DO
DANO AMBIENTAL – OMISSÃO DO MUNICÍPIO - DEVER
DE FISCALIZAR E PROTEGER ÁREAS DE PRESERVAÇÃO
PERMANENTE – RECONHECIDI E IMPROVIDO – DECISÃO
UNÂNIME.”
Acórdão recorrido publicado em 31.7.2013.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. ROSA WEBER
28/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 869.954
SERGIPE
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 37, § 6... e 23, VI, da
Constituição Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
Está no acórdão recorrido:
“APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO CIVIL PÚBLICA – DANO
AO MEIO AMBIENTE – ESTREITAMENTO E
ASSOREAMENTO DAS MARGENS DO RIO CAÍPE –
RESPONSABILIDADE OBJETIVA – COMPROVAÇÃO DO
DANO AMBIENTAL – OMISSÃO DO MUNICÍPIO – DEVER
DE FISCALIZAR E PROTEGER ÁREAS DE PRESERVAÇÃO
PERMANENTE – RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.
DECISÃO UNÂNIME.”
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28/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 869.954
SERGIPE
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 37, § 6... e 23, VI, da
Constituição Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
Está no acórdão recorrido:
“APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO CIVIL PÚBLICA – DANO
AO MEIO AMBIENTE – ESTREITAMENTO E
ASSOREAMENTO DAS MARGENS DO RIO CAÍPE –
RESPONSABILIDADE OBJETIVA – COMPROVAÇÃO DO
DANO AMBIENTAL – OMISSÃO DO MUNICÍPIO – DEVER
DE FISCALIZAR E PROTEGER ÁREAS DE PRESERVAÇÃO
PERMANENTE – RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.
DECISÃO UNÂNIME.”
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8339876.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 869954 AGR / SE
O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se
na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela
qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o
revolvimento do quadro fático delineado, procedimento
vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal:
“Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.”
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito
do recurso extraordinário.
Constato que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, se
lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela
qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais
invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático
delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da
Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.”
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8339876.
Supremo Tribunal Federal
ARE 869954 AGR / SE
O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se
na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela
qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o
revolvimento do quadro fático delineado, procedimento
vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal:
“Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.”
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito
do recurso extraordinário.
Constato que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, se
lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela
qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais
invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático
delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da
Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.”
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8339876.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Extrato de Ata - 28/04/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 869.954
PROCED. : SERGIPE
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO CRISTOVÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR - GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO CRISTOVÃO
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SERGIPE
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SERGIPE
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 28.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8410163
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 869.954
PROCED. : SERGIPE
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO CRISTOVÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR - GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO CRISTOVÃO
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SERGIPE
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SERGIPE
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 28.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8410163
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 869 . 954",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 869954 AGR /",
"ARE 869954",
"RECURSO",
"ARE 869954 AGR / SE",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 869954 AGR / SE",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO 869 . 954"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 102 DA LEI MAIOR",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"arts . 37 , § 6 . . . e 23 , VI , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"arts . 37 , § 6 . . . e 23 , VI , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 37 , § 6 . . . e 23 , VI , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 37 , § 6 . . . e 23 , VI , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"art . 21 , § 1 . . . , do RISTF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MUNICÍPIO DE SÃO CRISTOVÃO",
"ESTADO DE SERGIPE",
"Brasília",
"Brasília",
"MUNICÍPIO DE SÃO CRISTOVÃO",
"ESTADO DE SERGIPE",
"RIO CAÍPE",
"MUNICÍPIO DE SÃO CRISTOVÃO",
"MUNICÍPIO DE SÃO CRISTOVÃO",
"ESTADO DE SERGIPE",
"Município de São Cristovão",
"RIO CAÍPE",
"RIO CAÍPE",
"MUNICÍPIO DE SÃO CRISTOVÃO",
"ESTADO DE SERGIPE",
"MUNICÍPIO DE SÃO CRISTOVÃO",
"ESTADO DE SERGIPE"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SERGIPE",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SERGIPE",
"Município",
"Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SERGIPE",
"Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SERGIPE",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SERGIPE",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MUNICÍPIO DE",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SERGIPE",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"28",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"31",
".",
"7",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28 de abril de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28 de abril de 2015",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"28",
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"04",
"/",
"2015",
"31",
".",
"7",
".",
"2013",
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"08",
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"04",
"/",
"2015",
"31",
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"7",
".",
"2013",
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"08",
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"2001",
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"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"28",
".",
"4",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"4",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.197 PARANÁ
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:CRISTIANO SOARES CASTELO
ADV.(A/S)
:VINICIUS ZACHARIAS DE QUEIROZ
AGDO.(A/S)
:RELATOR DO HC Nº 294.094 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA
AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. SÚMULA
691/STF. DUPLO HOMICÍDIO SIMPLES. ARTIGO 121, CAPUT, DO
CÓDIGO PENAL. DOSIMETRIA. EXASPERAÇÃO DA PENA.
CONTINUIDADE DELITIVA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA.
INVIABILIDADE.
1. Não se conhece de habeas corpus impetrado contra indeferimento
de liminar por Relator em habeas corpus requerido a Tribunal Superior.
Súmula 691. Óbice superável apenas em hipótese de teratologia.
2. Inviável o exame da tese defensiva não analisada pelo Superior
Tribunal de Justiça, sob pena de indevida supressão de instância.
Precedentes.
3. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade
judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou
regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias
ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas e às
Cortes Superiores, em grau recursal, o controle da legalidade e da
constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de
eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias.
4. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8254847.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
HC 125197 AGR / PR
julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora,
vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio.
Brasília, 14 de abril de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8254847.
Supremo Tribunal Federal
HC 125197 AGR / PR
julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora,
vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio.
Brasília, 14 de abril de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8254847.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.197 PARANÁ
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:CRISTIANO SOARES CASTELO
ADV.(A/S)
:VINICIUS ZACHARIAS DE QUEIROZ
AGDO.(A/S)
:RELATOR DO HC Nº 294.094 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de agravo
regimental em habeas corpus interposto por Cristiano Soares Castelo da
decisão de minha lavra em que neguei seguimento ao writ impetrado
contra decisão monocrática do Ministro Marco Aurélio Bellizze, do
Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu a liminar no HC 294.094/PR.
O paciente foi condenado pela prática, por duas vezes, do crime de
homicídio, descrito no art. 121, caput, do Código Penal, à pena de 18
(dezoito) anos e 8 (oito) meses de reclusão, em regime inicialmente
fechado. O magistrado singular negou o direito do agravante em recorrer
em liberdade.
Em grau de recurso, o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná deu
provimento parcial ao recurso defensivo para reduzir a pena fixada para
15 (quinze) anos, 6 (seis) meses e 20 (vinte) dias de reclusão, em regime
inicialmente fechado.
Ato contínuo, a questão foi submetida à apreciação do Superior
Tribunal de Justiça no HC 294.094/PR, que, via decisão monocrática da
lavra do Ministro Marco Aurélio Bellizze, indeferiu a liminar.
Após, a Defesa impetrou o HC 125.197/PR perante este Supremo
Tribunal Federal, ao qual neguei seguimento em 25.11.2014.
No presente agravo regimental, insiste o Impetrante pelo
afastamento da Súmula 691/STF. Para tanto, alega exasperação indevida
na dosimetria da pena.
Requer o provimento do agravo regimental a fim de que seja
redimensionada a pena com repercussão na fixação do regime prisional.
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8254848.
Supremo Tribunal Federal
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.197 PARANÁ
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:CRISTIANO SOARES CASTELO
ADV.(A/S)
:VINICIUS ZACHARIAS DE QUEIROZ
AGDO.(A/S)
:RELATOR DO HC Nº 294.094 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de agravo
regimental em habeas corpus interposto por Cristiano Soares Castelo da
decisão de minha lavra em que neguei seguimento ao writ impetrado
contra decisão monocrática do Ministro Marco Aurélio Bellizze, do
Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu a liminar no HC 294.094/PR.
O paciente foi condenado pela prática, por duas vezes, do crime de
homicídio, descrito no art. 121, caput, do Código Penal, à pena de 18
(dezoito) anos e 8 (oito) meses de reclusão, em regime inicialmente
fechado. O magistrado singular negou o direito do agravante em recorrer
em liberdade.
Em grau de recurso, o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná deu
provimento parcial ao recurso defensivo para reduzir a pena fixada para
15 (quinze) anos, 6 (seis) meses e 20 (vinte) dias de reclusão, em regime
inicialmente fechado.
Ato contínuo, a questão foi submetida à apreciação do Superior
Tribunal de Justiça no HC 294.094/PR, que, via decisão monocrática da
lavra do Ministro Marco Aurélio Bellizze, indeferiu a liminar.
Após, a Defesa impetrou o HC 125.197/PR perante este Supremo
Tribunal Federal, ao qual neguei seguimento em 25.11.2014.
No presente agravo regimental, insiste o Impetrante pelo
afastamento da Súmula 691/STF. Para tanto, alega exasperação indevida
na dosimetria da pena.
Requer o provimento do agravo regimental a fim de que seja
redimensionada a pena com repercussão na fixação do regime prisional.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8254848.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
HC 125197 AGR / PR
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do
Subprocurador-Geral Edson Oliveira de Almeida, opina pelo não
provimento do agravo regimental.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 125197 AGR / PR
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do
Subprocurador-Geral Edson Oliveira de Almeida, opina pelo não
provimento do agravo regimental.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. ROSA WEBER
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.197 PARANÁ
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber - (Relatora): Ao analisar o ato dito
coator, que indeferiu a liminar no HC 294.094/PR, do Superior Tribunal
de Justiça, forte no óbice da Súmula 691/STF, neguei seguimento ao writ
pelos seguintes fundamentos:
“(...).
O paciente foi condenado pela prática, por duas vezes, do crime
de homicídio, tipificado no art. 121, caput, do Código Penal, à pena de
18 (dezoito) anos e 8 (oito) meses de reclusão, em regime inicialmente
fechado. O magistrado de primeiro grau negou o direito de Cristiano
Soares Castelo recorrer em liberdade.
Em sede de apelação, o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná
deu provimento parcial ao recurso defensivo para reduzir a pena
fixada para 15 (quinze) anos, 6 (seis) meses e 20 (vinte) dias de
reclusão, em regime inicialmente fechado.
Submetida a questão à apreciação do Superior Tribunal de
Justiça no HC 294.094/PR, o Ministro Marco Aurélio Bellizze
indeferiu a liminar.
No presente writ, pugna o Impetrante pelo afastamento da
Súmula 691/STF. Para tanto, argumenta exasperação indevida na
dosimetria da pena, em especial quanto à valoração da culpabilidade e
das circunstâncias do crime para fixação da pena-base e o acréscimo
relacionado à continuidade delitiva.
Requer, em medida liminar, a expedição de alvará de soltura em
favor do paciente para que aguarde em liberdade o julgamento do
presente writ. No mérito, pleiteia o redimensionamento da pena com
repercussão na fixação do regime de cumprimento da pena.
É o relatório.
Decido.
O ato apontado como coator, que indeferiu a liminar no HC
294.094/PR, foi exarado aos seguintes fundamentos:
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Supremo Tribunal Federal
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.197 PARANÁ
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber - (Relatora): Ao analisar o ato dito
coator, que indeferiu a liminar no HC 294.094/PR, do Superior Tribunal
de Justiça, forte no óbice da Súmula 691/STF, neguei seguimento ao writ
pelos seguintes fundamentos:
“(...).
O paciente foi condenado pela prática, por duas vezes, do crime
de homicídio, tipificado no art. 121, caput, do Código Penal, à pena de
18 (dezoito) anos e 8 (oito) meses de reclusão, em regime inicialmente
fechado. O magistrado de primeiro grau negou o direito de Cristiano
Soares Castelo recorrer em liberdade.
Em sede de apelação, o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná
deu provimento parcial ao recurso defensivo para reduzir a pena
fixada para 15 (quinze) anos, 6 (seis) meses e 20 (vinte) dias de
reclusão, em regime inicialmente fechado.
Submetida a questão à apreciação do Superior Tribunal de
Justiça no HC 294.094/PR, o Ministro Marco Aurélio Bellizze
indeferiu a liminar.
No presente writ, pugna o Impetrante pelo afastamento da
Súmula 691/STF. Para tanto, argumenta exasperação indevida na
dosimetria da pena, em especial quanto à valoração da culpabilidade e
das circunstâncias do crime para fixação da pena-base e o acréscimo
relacionado à continuidade delitiva.
Requer, em medida liminar, a expedição de alvará de soltura em
favor do paciente para que aguarde em liberdade o julgamento do
presente writ. No mérito, pleiteia o redimensionamento da pena com
repercussão na fixação do regime de cumprimento da pena.
É o relatório.
Decido.
O ato apontado como coator, que indeferiu a liminar no HC
294.094/PR, foi exarado aos seguintes fundamentos:
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 125197 AGR / PR
“A liminar, que na via eleita não ostenta previsão legal, é criação
da jurisprudência para casos em que a urgência, necessidade e
relevância da medida mostrem-se evidenciadas de forma indiscutível
na própria impetração e nos elementos de prova que a acompanham.
No caso, o pleito liminar confunde-se com o próprio mérito da
impetração, que será analisado oportunamente pelo órgão colegiado,
sendo certo que, ao menos em sede de cognição sumária e perfunctória,
não vislumbro manifesta ilegalidade a ensejar o deferimento da medida
de urgência.
Assim, imperioso um exame mais detalhado dos elementos de
convicção carreados aos autos, o que ocorrerá por ocasião do
julgamento definitivo.
Ante o exposto, indefiro a liminar”.
Registro, desde logo, que, à falta de pronunciamento final do
colegiado do Superior Tribunal de Justiça, a pretensão esbarra na
Súmula nº 691/STF: “Não compete ao Supremo Tribunal Federal
conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que,
em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar”.
Todavia, a compreensão expressa em tal verbete sumular tem
sido abrandada em julgados desta Corte em hipóteses excepcionais, de
flagrante ilegalidade ou abuso de poder na denegação da tutela de
eficácia imediata. Nesse sentido, v.g, as seguintes decisões colegiadas:
HC 104.855/CE, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe
17.10.2011 e HC 96.539/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª
Turma, DJe 06.5.2010.
De todo modo, não vislumbro a ocorrência de situação
autorizadora do afastamento do mencionado verbete.
A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade
judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos
ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às
instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as
penas e às Cortes Superiores, em grau recursal, o controle da
legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem
como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 125197 AGR / PR
“A liminar, que na via eleita não ostenta previsão legal, é criação
da jurisprudência para casos em que a urgência, necessidade e
relevância da medida mostrem-se evidenciadas de forma indiscutível
na própria impetração e nos elementos de prova que a acompanham.
No caso, o pleito liminar confunde-se com o próprio mérito da
impetração, que será analisado oportunamente pelo órgão colegiado,
sendo certo que, ao menos em sede de cognição sumária e perfunctória,
não vislumbro manifesta ilegalidade a ensejar o deferimento da medida
de urgência.
Assim, imperioso um exame mais detalhado dos elementos de
convicção carreados aos autos, o que ocorrerá por ocasião do
julgamento definitivo.
Ante o exposto, indefiro a liminar”.
Registro, desde logo, que, à falta de pronunciamento final do
colegiado do Superior Tribunal de Justiça, a pretensão esbarra na
Súmula nº 691/STF: “Não compete ao Supremo Tribunal Federal
conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que,
em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar”.
Todavia, a compreensão expressa em tal verbete sumular tem
sido abrandada em julgados desta Corte em hipóteses excepcionais, de
flagrante ilegalidade ou abuso de poder na denegação da tutela de
eficácia imediata. Nesse sentido, v.g, as seguintes decisões colegiadas:
HC 104.855/CE, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe
17.10.2011 e HC 96.539/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª
Turma, DJe 06.5.2010.
De todo modo, não vislumbro a ocorrência de situação
autorizadora do afastamento do mencionado verbete.
A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade
judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos
ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às
instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as
penas e às Cortes Superiores, em grau recursal, o controle da
legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem
como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 125197 AGR / PR
arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas
instâncias anteriores.
Por derradeiro, desnecessário precipitar a resolução da questão
por este Supremo Tribunal Federal via habeas corpus, sobretudo
porque a matéria impugnada na presente impetração não foi
examinada pelo Superior Tribunal de Justiça, o que inviabiliza a
análise do pedido, neste momento, por esta Corte, sob pena de
indevida supressão de instância.
Ante o exposto, nego seguimento ao presente writ (art. 21, §
1º, do RISTF).”
Observo que, nas razões do agravo, o Agravante se limita a repisar
os argumentos da exordial do habeas corpus, a atrair a regra do art. 317, §
1º, do RISTF (“A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do
pedido de reforma da decisão agravada”), o que impede por si só o
provimento do recurso. Precedentes: AI-AgR 699.776/RS, Min. Cármen
Lúcia, 1ª Turma, DJe 19.9.2008 e o HC-AgR 97.742/PI, Min. Joaquim
Barbosa, DJe 5.2.2010.
Como se observa, neguei seguimento ao habeas corpus forte no óbice
da Súmula nº 691/STF, enquanto a impetração voltou-se contra
indeferimento de liminar no writ submetido ao Superior Tribunal de
Justiça.
À falta de pronunciamento final do colegiado do Superior Tribunal
de Justiça, a pretensão esbarra na Súmula nº 691/STF: “Não compete ao
Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão
do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a
liminar”.
Reitero que, ao apreciar o mérito da controvérsia, igualmente não
detectei situação autorizadora do afastamento do referido verbete.
O Agravante foi condenado à pena de 15 anos, 6 meses e 20 dias de
reclusão pela prática, por duas vezes, do crime de homicídio simples,
tipificado no art. 121, caput, do Código Penal.
O Superior Tribunal de Justiça, ao indeferir a liminar ao writ,
enfatizou que “o pleito liminar confunde-se com o próprio mérito da
3
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HC 125197 AGR / PR
arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas
instâncias anteriores.
Por derradeiro, desnecessário precipitar a resolução da questão
por este Supremo Tribunal Federal via habeas corpus, sobretudo
porque a matéria impugnada na presente impetração não foi
examinada pelo Superior Tribunal de Justiça, o que inviabiliza a
análise do pedido, neste momento, por esta Corte, sob pena de
indevida supressão de instância.
Ante o exposto, nego seguimento ao presente writ (art. 21, §
1º, do RISTF).”
Observo que, nas razões do agravo, o Agravante se limita a repisar
os argumentos da exordial do habeas corpus, a atrair a regra do art. 317, §
1º, do RISTF (“A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do
pedido de reforma da decisão agravada”), o que impede por si só o
provimento do recurso. Precedentes: AI-AgR 699.776/RS, Min. Cármen
Lúcia, 1ª Turma, DJe 19.9.2008 e o HC-AgR 97.742/PI, Min. Joaquim
Barbosa, DJe 5.2.2010.
Como se observa, neguei seguimento ao habeas corpus forte no óbice
da Súmula nº 691/STF, enquanto a impetração voltou-se contra
indeferimento de liminar no writ submetido ao Superior Tribunal de
Justiça.
À falta de pronunciamento final do colegiado do Superior Tribunal
de Justiça, a pretensão esbarra na Súmula nº 691/STF: “Não compete ao
Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão
do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a
liminar”.
Reitero que, ao apreciar o mérito da controvérsia, igualmente não
detectei situação autorizadora do afastamento do referido verbete.
O Agravante foi condenado à pena de 15 anos, 6 meses e 20 dias de
reclusão pela prática, por duas vezes, do crime de homicídio simples,
tipificado no art. 121, caput, do Código Penal.
O Superior Tribunal de Justiça, ao indeferir a liminar ao writ,
enfatizou que “o pleito liminar confunde-se com o próprio mérito da
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Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 125197 AGR / PR
impetração, que será analisado oportunamente pelo órgão colegiado”.
Nessa perspectiva, quanto à alegada exasperação da pena, nada
colhe a impetração, porquanto a matéria não foi enfrentada pela instância
anterior. Inviável, outrossim, a análise do writ pelo Supremo Tribunal
Federal, sob pena de indevida supressão de instância. Cito, nessa linha,
precedentes: HC 108.778/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma,
DJe 09.8.2011; HC 104.167/SP, rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe
3.5.2011; HC 105.501, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 13.4.2011; e
HC 90.902/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 22.6.2007.
Repiso que a dosimetria da pena é matéria sujeita a certa
discricionariedade judicial. O Código Penal e as leis extravagantes não
estabelecem rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente
objetivas para tanto. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos
fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da
dosimetria das penas em grau recursal, compete o controle da legalidade
e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção
de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias, nas frações de
aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores.
Agregue-se o fato de que não se presta ainda o habeas corpus,
enquanto não permite ampla avaliação e valoração das provas, como
instrumento hábil ao reexame do conjunto fático-probatório ensejador da
fixação das penas.
A esse respeito, destaco julgado desta Corte:
“Habeas Corpus. Alteração do regime inicial para cumprimento
de pena. Inviabilidade. Aplicação do art. 33 do Código penal. Reexame
do conjunto fático probatório. Impossibilidade. 1. Tendo a paciente,
não reincidente, sido condenada a cinco anos e seis meses de reclusão,
o regime inicial semiaberto para cumprimento da pena mostra-se
adequado, conforme dispõe o art. 33, § 2º, alínea "b", do Código penal.
2. A análise dos elementos de convicção acerca das
circunstâncias judiciais avaliadas negativamente na sentença
condenatória é incompatível com a via estreita do habeas
corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório
4
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impetração, que será analisado oportunamente pelo órgão colegiado”.
Nessa perspectiva, quanto à alegada exasperação da pena, nada
colhe a impetração, porquanto a matéria não foi enfrentada pela instância
anterior. Inviável, outrossim, a análise do writ pelo Supremo Tribunal
Federal, sob pena de indevida supressão de instância. Cito, nessa linha,
precedentes: HC 108.778/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma,
DJe 09.8.2011; HC 104.167/SP, rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe
3.5.2011; HC 105.501, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 13.4.2011; e
HC 90.902/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 22.6.2007.
Repiso que a dosimetria da pena é matéria sujeita a certa
discricionariedade judicial. O Código Penal e as leis extravagantes não
estabelecem rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente
objetivas para tanto. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos
fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da
dosimetria das penas em grau recursal, compete o controle da legalidade
e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção
de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias, nas frações de
aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores.
Agregue-se o fato de que não se presta ainda o habeas corpus,
enquanto não permite ampla avaliação e valoração das provas, como
instrumento hábil ao reexame do conjunto fático-probatório ensejador da
fixação das penas.
A esse respeito, destaco julgado desta Corte:
“Habeas Corpus. Alteração do regime inicial para cumprimento
de pena. Inviabilidade. Aplicação do art. 33 do Código penal. Reexame
do conjunto fático probatório. Impossibilidade. 1. Tendo a paciente,
não reincidente, sido condenada a cinco anos e seis meses de reclusão,
o regime inicial semiaberto para cumprimento da pena mostra-se
adequado, conforme dispõe o art. 33, § 2º, alínea "b", do Código penal.
2. A análise dos elementos de convicção acerca das
circunstâncias judiciais avaliadas negativamente na sentença
condenatória é incompatível com a via estreita do habeas
corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório
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Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 125197 AGR / PR
inerente a meio processual diverso. 3. Ordem denegada.” (HC
101.209/SP, 2ª Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe
22.10.2010)
Nesse contexto, reputo desnecessário precipitar a resolução da
dosimetria da pena por este Supremo Tribunal Federal via habeas corpus,
sobretudo porque dar trânsito ao writ significaria duplicar a instrução,
que já está sendo realizada, e apreciá-lo no mérito significaria suprimir
instância.
Nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
5
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HC 125197 AGR / PR
inerente a meio processual diverso. 3. Ordem denegada.” (HC
101.209/SP, 2ª Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe
22.10.2010)
Nesse contexto, reputo desnecessário precipitar a resolução da
dosimetria da pena por este Supremo Tribunal Federal via habeas corpus,
sobretudo porque dar trânsito ao writ significaria duplicar a instrução,
que já está sendo realizada, e apreciá-lo no mérito significaria suprimir
instância.
Nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
5
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.197 PARANÁ
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, fico
vencido porque entendo que os processos devidamente aparelhados
devem vir à Turma para julgamento das impetrações, não se lhes
aplicando os artigos 21 do Regimento Interno e o 557 do Código de
Processo Civil.
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14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.197 PARANÁ
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, fico
vencido porque entendo que os processos devidamente aparelhados
devem vir à Turma para julgamento das impetrações, não se lhes
aplicando os artigos 21 do Regimento Interno e o 557 do Código de
Processo Civil.
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Extrato de Ata - 14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.197
PROCED. : PARANÁ
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : CRISTIANO SOARES CASTELO
ADV.(A/S) : VINICIUS ZACHARIAS DE QUEIROZ
AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 294.094 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido o
Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra
Rosa Weber. 1ª Turma, 14.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.197
PROCED. : PARANÁ
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : CRISTIANO SOARES CASTELO
ADV.(A/S) : VINICIUS ZACHARIAS DE QUEIROZ
AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 294.094 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido o
Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra
Rosa Weber. 1ª Turma, 14.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8369417
| 2015-04-14T00:00:00
| 2015-05-07T00:00:00
|
Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 14.4.2015.
|
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
|
EMENTA
AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. SÚMULA 691/STF. DUPLO HOMICÍDIO SIMPLES. ARTIGO 121, CAPUT, DO CÓDIGO PENAL. DOSIMETRIA. EXASPERAÇÃO DA PENA. CONTINUIDADE DELITIVA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INVIABILIDADE.
1. Não se conhece de habeas corpus impetrado contra indeferimento de liminar por Relator em habeas corpus requerido a Tribunal Superior. Súmula 691. Óbice superável apenas em hipótese de teratologia.
2. Inviável o exame da tese defensiva não analisada pelo Superior Tribunal de Justiça, sob pena de indevida supressão de instância. Precedentes.
3. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas e às Cortes Superiores, em grau recursal, o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias.
4. Agravo regimental conhecido e não provido.
|
sjur303103
|
- Acórdão(s) citado(s):
(AGR, REQUISITO)
AI 699776 AgR (1ªT), HC 97742 AgR (2ªT).
(HC, SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA)
HC 90902 (1ªT), HC 104167 (1ªT), HC 105501 (1ªT), HC 108778 (1ªT).
(HC, REEXAME, FATO, PROVA)
HC 101209 (2ªT).
Número de páginas: 11.
Análise: 20/05/2015, MAD.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
125197
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00557\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n",
"LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00121 \"CAPUT\"\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n",
"LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021 ART-00317 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000691 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
HC-AgR
|
acordaos
|
HC 125197 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : CRISTIANO SOARES CASTELO
ADV.(A/S) : VINICIUS ZACHARIAS DE QUEIROZ
AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 294.094 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
|
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Ementa e Acórdão
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.197 PARANÁ
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:CRISTIANO SOARES CASTELO
ADV.(A/S)
:VINICIUS ZACHARIAS DE QUEIROZ
AGDO.(A/S)
:RELATOR DO HC n 294.094 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA
AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. SÚMULA
691/Supremo Tribunal Federal. DUPLO HOMICÍDIO SIMPLES. ARTIGO 121, CAPUT, DO
CÓDIGO PENAL. DOSIMETRIA. EXASPERAÇÃO DA PENA.
CONTINUIDADE DELITIVA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA.
INVIABILIDADE.
1. Não se conhece de habeas corpus impetrado contra indeferimento
de liminar por Relator em habeas corpus requerido a Tribunal Superior.
Súmula 691. Óbice superável apenas em hipótese de teratologia.
2. Inviável o exame da tese defensiva não analisada pelo Superior
Tribunal de Justiça, sob pena de indevida supressão de instância.
Precedentes.
3. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade
judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou
regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias
ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas e às
Cortes Superiores, em grau recursal, o controle da legalidade e da
constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de
eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias.
4. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
HC 125197 AGR / PR
julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora,
vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio.
Brasília, 14 de abril de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 125197 AGR / PR
julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora,
vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio.
Brasília, 14 de abril de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.197 PARANÁ
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:CRISTIANO SOARES CASTELO
ADV.(A/S)
:VINICIUS ZACHARIAS DE QUEIROZ
AGDO.(A/S)
:RELATOR DO HC n 294.094 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de agravo
regimental em habeas corpus interposto por Cristiano Soares Castelo da
decisão de minha lavra em que neguei seguimento ao writ impetrado
contra decisão monocrática do Ministro Marco Aurélio Bellizze, do
Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu a liminar no HC 294.094/PR.
O paciente foi condenado pela prática, por duas vezes, do crime de
homicídio, descrito no art. 121, caput, do Código Penal, à pena de 18
(dezoito) anos e 8 (oito) meses de reclusão, em regime inicialmente
fechado. O magistrado singular negou o direito do agravante em recorrer
em liberdade.
Em grau de recurso, o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná deu
provimento parcial ao recurso defensivo para reduzir a pena fixada para
15 (quinze) anos, 6 (seis) meses e 20 (vinte) dias de reclusão, em regime
inicialmente fechado.
Ato contínuo, a questão foi submetida à apreciação do Superior
Tribunal de Justiça no HC 294.094/PR, que, via decisão monocrática da
lavra do Ministro Marco Aurélio Bellizze, indeferiu a liminar.
Após, a Defesa impetrou o HC 125.197/PR perante este Supremo
Tribunal Federal, ao qual neguei seguimento em 25.11.2014.
No presente agravo regimental, insiste o Impetrante pelo
afastamento da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal. Para tanto, alega exasperação indevida
na dosimetria da pena.
Requer o provimento do agravo regimental a fim de que seja
redimensionada a pena com repercussão na fixação do regime prisional.
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Supremo Tribunal Federal
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.197 PARANÁ
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:CRISTIANO SOARES CASTELO
ADV.(A/S)
:VINICIUS ZACHARIAS DE QUEIROZ
AGDO.(A/S)
:RELATOR DO HC n 294.094 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de agravo
regimental em habeas corpus interposto por Cristiano Soares Castelo da
decisão de minha lavra em que neguei seguimento ao writ impetrado
contra decisão monocrática do Ministro Marco Aurélio Bellizze, do
Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu a liminar no HC 294.094/PR.
O paciente foi condenado pela prática, por duas vezes, do crime de
homicídio, descrito no art. 121, caput, do Código Penal, à pena de 18
(dezoito) anos e 8 (oito) meses de reclusão, em regime inicialmente
fechado. O magistrado singular negou o direito do agravante em recorrer
em liberdade.
Em grau de recurso, o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná deu
provimento parcial ao recurso defensivo para reduzir a pena fixada para
15 (quinze) anos, 6 (seis) meses e 20 (vinte) dias de reclusão, em regime
inicialmente fechado.
Ato contínuo, a questão foi submetida à apreciação do Superior
Tribunal de Justiça no HC 294.094/PR, que, via decisão monocrática da
lavra do Ministro Marco Aurélio Bellizze, indeferiu a liminar.
Após, a Defesa impetrou o HC 125.197/PR perante este Supremo
Tribunal Federal, ao qual neguei seguimento em 25.11.2014.
No presente agravo regimental, insiste o Impetrante pelo
afastamento da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal. Para tanto, alega exasperação indevida
na dosimetria da pena.
Requer o provimento do agravo regimental a fim de que seja
redimensionada a pena com repercussão na fixação do regime prisional.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
HC 125197 AGR / PR
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do
Subprocurador-Geral Edson Oliveira de Almeida, opina pelo não
provimento do agravo regimental.
É o relatório.
2
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HC 125197 AGR / PR
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do
Subprocurador-Geral Edson Oliveira de Almeida, opina pelo não
provimento do agravo regimental.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.197 PARANÁ
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber - (Relatora): Ao analisar o ato dito
coator, que indeferiu a liminar no HC 294.094/PR, do Superior Tribunal
de Justiça, forte no óbice da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal, neguei seguimento ao writ
pelos seguintes fundamentos:
“(...).
O paciente foi condenado pela prática, por duas vezes, do crime
de homicídio, tipificado no art. 121, caput, do Código Penal, à pena de
18 (dezoito) anos e 8 (oito) meses de reclusão, em regime inicialmente
fechado. O magistrado de primeiro grau negou o direito de Cristiano
Soares Castelo recorrer em liberdade.
Em sede de apelação, o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná
deu provimento parcial ao recurso defensivo para reduzir a pena
fixada para 15 (quinze) anos, 6 (seis) meses e 20 (vinte) dias de
reclusão, em regime inicialmente fechado.
Submetida a questão à apreciação do Superior Tribunal de
Justiça no HC 294.094/PR, o Ministro Marco Aurélio Bellizze
indeferiu a liminar.
No presente writ, pugna o Impetrante pelo afastamento da
Súmula 691/Supremo Tribunal Federal. Para tanto, argumenta exasperação indevida na
dosimetria da pena, em especial quanto à valoração da culpabilidade e
das circunstâncias do crime para fixação da pena-base e o acréscimo
relacionado à continuidade delitiva.
Requer, em medida liminar, a expedição de alvará de soltura em
favor do paciente para que aguarde em liberdade o julgamento do
presente writ. No mérito, pleiteia o redimensionamento da pena com
repercussão na fixação do regime de cumprimento da pena.
É o relatório.
Decido.
O ato apontado como coator, que indeferiu a liminar no HC
294.094/PR, foi exarado aos seguintes fundamentos:
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8254849.
Supremo Tribunal Federal
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.197 PARANÁ
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber - (Relatora): Ao analisar o ato dito
coator, que indeferiu a liminar no HC 294.094/PR, do Superior Tribunal
de Justiça, forte no óbice da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal, neguei seguimento ao writ
pelos seguintes fundamentos:
“(...).
O paciente foi condenado pela prática, por duas vezes, do crime
de homicídio, tipificado no art. 121, caput, do Código Penal, à pena de
18 (dezoito) anos e 8 (oito) meses de reclusão, em regime inicialmente
fechado. O magistrado de primeiro grau negou o direito de Cristiano
Soares Castelo recorrer em liberdade.
Em sede de apelação, o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná
deu provimento parcial ao recurso defensivo para reduzir a pena
fixada para 15 (quinze) anos, 6 (seis) meses e 20 (vinte) dias de
reclusão, em regime inicialmente fechado.
Submetida a questão à apreciação do Superior Tribunal de
Justiça no HC 294.094/PR, o Ministro Marco Aurélio Bellizze
indeferiu a liminar.
No presente writ, pugna o Impetrante pelo afastamento da
Súmula 691/Supremo Tribunal Federal. Para tanto, argumenta exasperação indevida na
dosimetria da pena, em especial quanto à valoração da culpabilidade e
das circunstâncias do crime para fixação da pena-base e o acréscimo
relacionado à continuidade delitiva.
Requer, em medida liminar, a expedição de alvará de soltura em
favor do paciente para que aguarde em liberdade o julgamento do
presente writ. No mérito, pleiteia o redimensionamento da pena com
repercussão na fixação do regime de cumprimento da pena.
É o relatório.
Decido.
O ato apontado como coator, que indeferiu a liminar no HC
294.094/PR, foi exarado aos seguintes fundamentos:
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 125197 AGR / PR
“A liminar, que na via eleita não ostenta previsão legal, é criação
da jurisprudência para casos em que a urgência, necessidade e
relevância da medida mostrem-se evidenciadas de forma indiscutível
na própria impetração e nos elementos de prova que a acompanham.
No caso, o pleito liminar confunde-se com o próprio mérito da
impetração, que será analisado oportunamente pelo órgão colegiado,
sendo certo que, ao menos em sede de cognição sumária e perfunctória,
não vislumbro manifesta ilegalidade a ensejar o deferimento da medida
de urgência.
Assim, imperioso um exame mais detalhado dos elementos de
convicção carreados aos autos, o que ocorrerá por ocasião do
julgamento definitivo.
Ante o exposto, indefiro a liminar”.
Registro, desde logo, que, à falta de pronunciamento final do
colegiado do Superior Tribunal de Justiça, a pretensão esbarra na
Súmula n 691/Supremo Tribunal Federal: “Não compete ao Supremo Tribunal Federal
conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que,
em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar”.
Todavia, a compreensão expressa em tal verbete sumular tem
sido abrandada em julgados desta Corte em hipóteses excepcionais, de
flagrante ilegalidade ou abuso de poder na denegação da tutela de
eficácia imediata. Nesse sentido, v.g, as seguintes decisões colegiadas:
HC 104.855/CE, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe
17.10.2011 e HC 96.539/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1...
Turma, DJe 06.5.2010.
De todo modo, não vislumbro a ocorrência de situação
autorizadora do afastamento do mencionado verbete.
A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade
judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos
ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às
instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as
penas e às Cortes Superiores, em grau recursal, o controle da
legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem
como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou
2
Supremo Tribunal Federal
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HC 125197 AGR / PR
“A liminar, que na via eleita não ostenta previsão legal, é criação
da jurisprudência para casos em que a urgência, necessidade e
relevância da medida mostrem-se evidenciadas de forma indiscutível
na própria impetração e nos elementos de prova que a acompanham.
No caso, o pleito liminar confunde-se com o próprio mérito da
impetração, que será analisado oportunamente pelo órgão colegiado,
sendo certo que, ao menos em sede de cognição sumária e perfunctória,
não vislumbro manifesta ilegalidade a ensejar o deferimento da medida
de urgência.
Assim, imperioso um exame mais detalhado dos elementos de
convicção carreados aos autos, o que ocorrerá por ocasião do
julgamento definitivo.
Ante o exposto, indefiro a liminar”.
Registro, desde logo, que, à falta de pronunciamento final do
colegiado do Superior Tribunal de Justiça, a pretensão esbarra na
Súmula n 691/Supremo Tribunal Federal: “Não compete ao Supremo Tribunal Federal
conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que,
em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar”.
Todavia, a compreensão expressa em tal verbete sumular tem
sido abrandada em julgados desta Corte em hipóteses excepcionais, de
flagrante ilegalidade ou abuso de poder na denegação da tutela de
eficácia imediata. Nesse sentido, v.g, as seguintes decisões colegiadas:
HC 104.855/CE, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe
17.10.2011 e HC 96.539/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1...
Turma, DJe 06.5.2010.
De todo modo, não vislumbro a ocorrência de situação
autorizadora do afastamento do mencionado verbete.
A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade
judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos
ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às
instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as
penas e às Cortes Superiores, em grau recursal, o controle da
legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem
como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 125197 AGR / PR
arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas
instâncias anteriores.
Por derradeiro, desnecessário precipitar a resolução da questão
por este Supremo Tribunal Federal via habeas corpus, sobretudo
porque a matéria impugnada na presente impetração não foi
examinada pelo Superior Tribunal de Justiça, o que inviabiliza a
análise do pedido, neste momento, por esta Corte, sob pena de
indevida supressão de instância.
Ante o exposto, nego seguimento ao presente writ (art. 21, §
1..., do RISTF).”
Observo que, nas razões do agravo, o Agravante se limita a repisar
os argumentos da exordial do habeas corpus, a atrair a regra do art. 317, §
1..., do RISTF (“A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do
pedido de reforma da decisão agravada”), o que impede por si só o
provimento do recurso. Precedentes: AI-AgR 699.776/RS, Min. Cármen
Lúcia, 1... Turma, DJe 19.9.2008 e o HC-AgR 97.742/PI, Min. Joaquim
Barbosa, DJe 5.2.2010.
Como se observa, neguei seguimento ao habeas corpus forte no óbice
da Súmula n 691/Supremo Tribunal Federal, enquanto a impetração voltou-se contra
indeferimento de liminar no writ submetido ao Superior Tribunal de
Justiça.
À falta de pronunciamento final do colegiado do Superior Tribunal
de Justiça, a pretensão esbarra na Súmula n 691/Supremo Tribunal Federal: “Não compete ao
Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão
do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a
liminar”.
Reitero que, ao apreciar o mérito da controvérsia, igualmente não
detectei situação autorizadora do afastamento do referido verbete.
O Agravante foi condenado à pena de 15 anos, 6 meses e 20 dias de
reclusão pela prática, por duas vezes, do crime de homicídio simples,
tipificado no art. 121, caput, do Código Penal.
O Superior Tribunal de Justiça, ao indeferir a liminar ao writ,
enfatizou que “o pleito liminar confunde-se com o próprio mérito da
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HC 125197 AGR / PR
arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas
instâncias anteriores.
Por derradeiro, desnecessário precipitar a resolução da questão
por este Supremo Tribunal Federal via habeas corpus, sobretudo
porque a matéria impugnada na presente impetração não foi
examinada pelo Superior Tribunal de Justiça, o que inviabiliza a
análise do pedido, neste momento, por esta Corte, sob pena de
indevida supressão de instância.
Ante o exposto, nego seguimento ao presente writ (art. 21, §
1..., do RISTF).”
Observo que, nas razões do agravo, o Agravante se limita a repisar
os argumentos da exordial do habeas corpus, a atrair a regra do art. 317, §
1..., do RISTF (“A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do
pedido de reforma da decisão agravada”), o que impede por si só o
provimento do recurso. Precedentes: AI-AgR 699.776/RS, Min. Cármen
Lúcia, 1... Turma, DJe 19.9.2008 e o HC-AgR 97.742/PI, Min. Joaquim
Barbosa, DJe 5.2.2010.
Como se observa, neguei seguimento ao habeas corpus forte no óbice
da Súmula n 691/Supremo Tribunal Federal, enquanto a impetração voltou-se contra
indeferimento de liminar no writ submetido ao Superior Tribunal de
Justiça.
À falta de pronunciamento final do colegiado do Superior Tribunal
de Justiça, a pretensão esbarra na Súmula n 691/Supremo Tribunal Federal: “Não compete ao
Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão
do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a
liminar”.
Reitero que, ao apreciar o mérito da controvérsia, igualmente não
detectei situação autorizadora do afastamento do referido verbete.
O Agravante foi condenado à pena de 15 anos, 6 meses e 20 dias de
reclusão pela prática, por duas vezes, do crime de homicídio simples,
tipificado no art. 121, caput, do Código Penal.
O Superior Tribunal de Justiça, ao indeferir a liminar ao writ,
enfatizou que “o pleito liminar confunde-se com o próprio mérito da
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Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 125197 AGR / PR
impetração, que será analisado oportunamente pelo órgão colegiado”.
Nessa perspectiva, quanto à alegada exasperação da pena, nada
colhe a impetração, porquanto a matéria não foi enfrentada pela instância
anterior. Inviável, outrossim, a análise do writ pelo Supremo Tribunal
Federal, sob pena de indevida supressão de instância. Cito, nessa linha,
precedentes: HC 108.778/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma,
DJe 09.8.2011; HC 104.167/SP, rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe
3.5.2011; HC 105.501, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 13.4.2011; e
HC 90.902/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 22.6.2007.
Repiso que a dosimetria da pena é matéria sujeita a certa
discricionariedade judicial. O Código Penal e as leis extravagantes não
estabelecem rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente
objetivas para tanto. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos
fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da
dosimetria das penas em grau recursal, compete o controle da legalidade
e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção
de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias, nas frações de
aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores.
Agregue-se o fato de que não se presta ainda o habeas corpus,
enquanto não permite ampla avaliação e valoração das provas, como
instrumento hábil ao reexame do conjunto fático-probatório ensejador da
fixação das penas.
A esse respeito, destaco julgado desta Corte:
“Habeas Corpus. Alteração do regime inicial para cumprimento
de pena. Inviabilidade. Aplicação do art. 33 do Código penal. Reexame
do conjunto fático probatório. Impossibilidade. 1. Tendo a paciente,
não reincidente, sido condenada a cinco anos e seis meses de reclusão,
o regime inicial semiaberto para cumprimento da pena mostra-se
adequado, conforme dispõe o art. 33, § 2..., alínea "b", do Código penal.
2. A análise dos elementos de convicção acerca das
circunstâncias judiciais avaliadas negativamente na sentença
condenatória é incompatível com a via estreita do habeas
corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório
4
Supremo Tribunal Federal
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HC 125197 AGR / PR
impetração, que será analisado oportunamente pelo órgão colegiado”.
Nessa perspectiva, quanto à alegada exasperação da pena, nada
colhe a impetração, porquanto a matéria não foi enfrentada pela instância
anterior. Inviável, outrossim, a análise do writ pelo Supremo Tribunal
Federal, sob pena de indevida supressão de instância. Cito, nessa linha,
precedentes: HC 108.778/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma,
DJe 09.8.2011; HC 104.167/SP, rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe
3.5.2011; HC 105.501, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 13.4.2011; e
HC 90.902/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 22.6.2007.
Repiso que a dosimetria da pena é matéria sujeita a certa
discricionariedade judicial. O Código Penal e as leis extravagantes não
estabelecem rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente
objetivas para tanto. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos
fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da
dosimetria das penas em grau recursal, compete o controle da legalidade
e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção
de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias, nas frações de
aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores.
Agregue-se o fato de que não se presta ainda o habeas corpus,
enquanto não permite ampla avaliação e valoração das provas, como
instrumento hábil ao reexame do conjunto fático-probatório ensejador da
fixação das penas.
A esse respeito, destaco julgado desta Corte:
“Habeas Corpus. Alteração do regime inicial para cumprimento
de pena. Inviabilidade. Aplicação do art. 33 do Código penal. Reexame
do conjunto fático probatório. Impossibilidade. 1. Tendo a paciente,
não reincidente, sido condenada a cinco anos e seis meses de reclusão,
o regime inicial semiaberto para cumprimento da pena mostra-se
adequado, conforme dispõe o art. 33, § 2..., alínea "b", do Código penal.
2. A análise dos elementos de convicção acerca das
circunstâncias judiciais avaliadas negativamente na sentença
condenatória é incompatível com a via estreita do habeas
corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 125197 AGR / PR
inerente a meio processual diverso. 3. Ordem denegada.” (HC
101.209/SP, 2... Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe
22.10.2010)
Nesse contexto, reputo desnecessário precipitar a resolução da
dosimetria da pena por este Supremo Tribunal Federal via habeas corpus,
sobretudo porque dar trânsito ao writ significaria duplicar a instrução,
que já está sendo realizada, e apreciá-lo no mérito significaria suprimir
instância.
Nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
5
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 125197 AGR / PR
inerente a meio processual diverso. 3. Ordem denegada.” (HC
101.209/SP, 2... Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe
22.10.2010)
Nesse contexto, reputo desnecessário precipitar a resolução da
dosimetria da pena por este Supremo Tribunal Federal via habeas corpus,
sobretudo porque dar trânsito ao writ significaria duplicar a instrução,
que já está sendo realizada, e apreciá-lo no mérito significaria suprimir
instância.
Nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
5
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.197 PARANÁ
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, fico
vencido porque entendo que os processos devidamente aparelhados
devem vir à Turma para julgamento das impetrações, não se lhes
aplicando os artigos 21 do Regimento Interno e o 557 do Código de
Processo Civil.
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Supremo Tribunal Federal
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.197 PARANÁ
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, fico
vencido porque entendo que os processos devidamente aparelhados
devem vir à Turma para julgamento das impetrações, não se lhes
aplicando os artigos 21 do Regimento Interno e o 557 do Código de
Processo Civil.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11
Extrato de Ata - 14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.197
PROCED. : PARANÁ
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : CRISTIANO SOARES CASTELO
ADV.(A/S) : VINICIUS ZACHARIAS DE QUEIROZ
AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 294.094 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido o
Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra
Rosa Weber. 1... Turma, 14.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.197
PROCED. : PARANÁ
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : CRISTIANO SOARES CASTELO
ADV.(A/S) : VINICIUS ZACHARIAS DE QUEIROZ
AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 294.094 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido o
Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra
Rosa Weber. 1... Turma, 14.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 125 . 197",
"HC n 294 . 094 DO SUPERIOR",
"SÚMULA 691 / Supremo Tribunal Federal",
"HC 125197 AGR / PR",
"HC 125197 AGR / PR",
"HABEAS CORPUS 125 . 197",
"HC n 294 . 094 DO SUPERIOR",
"HC 294 . 094 / PR",
"HC 294 . 094 / PR",
"HC 125 . 197 / PR",
"Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal",
"HABEAS CORPUS 125 . 197",
"HC n 294 . 094 DO",
"HC 294 . 094 / PR",
"HC 294 . 094 / PR",
"HC 125 . 197 / PR",
"Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal",
"HC 125197 AGR / PR",
"HC 125197 AGR / PR",
"HABEAS CORPUS 125 . 197",
"HC 294 . 094 / PR",
"HC 294 . 094 / PR",
"Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal",
"HC 294 . 094 / PR",
"HABEAS CORPUS 125 . 197",
"HC 294 . 094 / PR",
"Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal",
"HC 294 . 094 / PR",
"Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal",
"HC 294 . 094 / PR",
"HC 125197 AGR / PR",
"Súmula n 691 / Supremo Tribunal Federal",
"HC 104 . 855 / CE",
"HC 96 . 539 / SP",
"HC 125197 AGR / PR",
"Súmula n 691 / Supremo Tribunal Federal",
"HC 104 . 855 / CE",
"HC 96 . 539 / SP",
"HC 125197 AGR / PR",
"AI",
"-",
"AgR 699 . 776 / RS",
"HC",
"-",
"AgR 97 . 742 / PI",
"Súmula n 691 / Supremo Tribunal Federal",
"HC 125197 AGR / PR",
"AI",
"-",
"AgR 699 . 776 / RS",
"HC",
"-",
"AgR 97 . 742 / PI",
"Súmula n 691 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n 691 / Supremo Tribunal Federal",
"HC 125197 AGR / PR",
"HC 108 . 778 / SP",
"HC 104 . 167 / SP",
"HC 105 . 501",
"HC 90 . 902 / RS",
"HC 125197 AGR / PR",
"HC 108 . 778 / SP",
"HC 104 . 167 / SP",
"HC 105 . 501",
"HC 90 . 902 / RS",
"HC 125197 AGR / PR",
"HC 101 . 209 / SP",
"HC 125197 AGR",
"HC 101 . 209 / SP",
"HABEAS CORPUS 125 . 197",
"HABEAS CORPUS 125 . 197",
"HABEAS CORPUS 125 . 197",
"HC n 294 . 094",
"HC n 294 . 094"
],
"LEGISLACAO": [
"ARTIGO 121 , CAPUT , DO CÓDIGO PENAL",
"Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 121 , caput , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 121 , caput , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 121 , caput , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 121 , caput , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Penal",
"Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 317 , § 1 . . . , do RISTF",
"art . 121 , caput , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 121 , caput , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Penal",
"art . 33 do Código penal",
"art . 33 , § 2 . . . , alínea \" b \" , do Código penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Penal",
"art . 33 do Código penal",
"art . 33 , § 2 . . . , alínea \" b \" , do Código penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 21 do Regimento Interno",
"557 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 21 do Regimento Interno",
"557 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PARANÁ",
"Brasília",
"Brasília",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça do Estado do Paraná",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça do Estado do Paraná",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça do Estado do Paraná",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça do Estado do Paraná",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
". . Turma",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"1",
".",
". . Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
".",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
"1",
"1",
".",
".",
".",
"1",
".",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"2",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"CRISTIANO SOARES CASTELO",
"VINICIUS ZACHARIAS DE QUEIROZ",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"CRISTIANO SOARES CASTELO",
"VINICIUS ZACHARIAS DE QUEIROZ",
"Rosa Weber",
"Cristiano Soares Castelo",
"Marco Aurélio Bellizze",
"Marco Aurélio Bellizze",
"ROSA WEBER",
"CRISTIANO SOARES CASTELO",
"VINICIUS ZACHARIAS DE QUEIROZ",
"Rosa Weber",
"Cristiano Soares Castelo",
"Marco Aurélio Bellizze",
"Marco Aurélio Bellizze",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Edson Oliveira de Almeida",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Cristiano Soares Castelo",
"Marco Aurélio Bellizze",
"Rosa Weber",
"Cristiano Soares Castelo",
"Marco Aurélio Bellizze",
"ROSA WEBER",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"ROSA WEBER",
"Cármen Lúcia",
"Joaquim Barbosa",
"Cármen Lúcia",
"Joaquim Barbosa",
"ROSA WEBER",
"Ricardo Lewandowski",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"Marco Aurélio",
"Ricardo Lewandowski",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"Marco Aurélio",
"ROSA WEBER",
"Joaquim Barbosa",
"Joaquim Barbosa",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"CRISTIANO SOARES CASTELO",
"VINICIUS ZACHARIAS DE QUEIROZ",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"CRISTIANO SOARES CASTELO",
"VINICIUS ZACHARIAS DE QUEIROZ",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14 de abril de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14 de abril de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"25",
".",
"11",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"25",
".",
"11",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"10",
".",
"2011",
"06",
".",
"5",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"10",
".",
"2011",
"06",
".",
"5",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"9",
".",
"2008",
"5",
".",
"2",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"9",
".",
"2008",
"5",
".",
"2",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
".",
"8",
".",
"2011",
"3",
".",
"5",
".",
"2011",
"13",
".",
"4",
".",
"2011",
"22",
".",
"6",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
".",
"8",
".",
"2011",
"3",
".",
"5",
".",
"2011",
"13",
".",
"4",
".",
"2011",
"22",
".",
"6",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
".",
"10",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
".",
"10",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"04",
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"2015",
"14",
".",
"4",
".",
"2015",
"24",
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"08",
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"2001",
"14",
".",
"4",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.180 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:CALCADOS FERRACINI LTDA
ADV.(A/S)
:ATAÍDE MARCELINO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE FRANCA
ADV.(A/S)
:ANGELICA CONSUELO PERONI
EMENTA
DIREITO TRIBUTÁRIO. IPTU. LEI COMPLEMENTAR MUNICIPAL
49/2002. REGULARIDADE DO PROCESSO LEGISLATIVO MUNICIPAL.
EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE
LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF.
PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 13.7.2010.
1. A suposta ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas
razões recursais somente poderia ser constatada a partir da análise da
legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que
torna oblíqua e reflexa eventual ofensa. Aplicação da Súmula 280/STF:
“Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”.
2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar viabilizar o
trânsito do recurso extraordinário
3. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8532127.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12
Ementa e Acórdão
ARE 872180 AGR / SP
Brasília, 19 de maio de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 872180 AGR / SP
Brasília, 19 de maio de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12
Relatório
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.180 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:CALCADOS FERRACINI LTDA
ADV.(A/S)
:ATAÍDE MARCELINO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE FRANCA
ADV.(A/S)
:ANGELICA CONSUELO PERONI
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental Calçados Ferracini Ltda.
Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a
violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta.
Sustenta inaplicável à espécie o óbice da Súmula nº 280 desta Suprema
Corte. Considera inaplicável ao caso o disposto no caput do artigo 557 do
Código de Processo Civil. Assevera existente “(...) vício na publicação da lei
apontada na exordial do mandamus, decorrente da veiculação de sua publicação
antes mesmo da entrega do “autógrafo de lei”, ou seja, antes de sua sanção e
promulgação (...)”. Alega que “(...) o processo legislativo do qual resultou a Lei
Complementar Municipal nº 49/02 desrespeitou a Lei Orgânica do Município de
Franca, o Regimento Interno da Câmara Municipal, as fases regulares de
elaboração de leis e os princípios constitucionais da Anterioridade da Lei
Tributária, da Publicidade e da Separação dos Poderes (...)”. Afirma
inobservado o princípio da anterioridade “(...) pois pelo horário em que a Lei
Complementar Municipal nº 49/02 circulou na cidade, por meio de edição
extraordinária, não há como considerar que houve observância aos Princípios da
Anterioridade e da Publicidade, pois os contribuintes dispuseram apenas de
algumas horas para tomarem conhecimento do conteúdo de uma norma que, já
em no primeiro dia de 2003, acarretaria um aumento expressivo de até 150%
(cento e cinquenta por cento) no valor do IPTU (...)”. Reitera a afronta aos
arts. 5º, XXXV, LIV e LV, 66, §§ 3º e 7º, e 150, III, “b”, da Lei Maior.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.180 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:CALCADOS FERRACINI LTDA
ADV.(A/S)
:ATAÍDE MARCELINO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE FRANCA
ADV.(A/S)
:ANGELICA CONSUELO PERONI
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental Calçados Ferracini Ltda.
Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a
violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta.
Sustenta inaplicável à espécie o óbice da Súmula nº 280 desta Suprema
Corte. Considera inaplicável ao caso o disposto no caput do artigo 557 do
Código de Processo Civil. Assevera existente “(...) vício na publicação da lei
apontada na exordial do mandamus, decorrente da veiculação de sua publicação
antes mesmo da entrega do “autógrafo de lei”, ou seja, antes de sua sanção e
promulgação (...)”. Alega que “(...) o processo legislativo do qual resultou a Lei
Complementar Municipal nº 49/02 desrespeitou a Lei Orgânica do Município de
Franca, o Regimento Interno da Câmara Municipal, as fases regulares de
elaboração de leis e os princípios constitucionais da Anterioridade da Lei
Tributária, da Publicidade e da Separação dos Poderes (...)”. Afirma
inobservado o princípio da anterioridade “(...) pois pelo horário em que a Lei
Complementar Municipal nº 49/02 circulou na cidade, por meio de edição
extraordinária, não há como considerar que houve observância aos Princípios da
Anterioridade e da Publicidade, pois os contribuintes dispuseram apenas de
algumas horas para tomarem conhecimento do conteúdo de uma norma que, já
em no primeiro dia de 2003, acarretaria um aumento expressivo de até 150%
(cento e cinquenta por cento) no valor do IPTU (...)”. Reitera a afronta aos
arts. 5º, XXXV, LIV e LV, 66, §§ 3º e 7º, e 150, III, “b”, da Lei Maior.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12
Relatório
ARE 872180 AGR / SP
O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo julgou a controvérsia
em decisão cuja ementa reproduzo:
“IPTU - Mandado de segurança impetrado por empresa
contribuinte, proprietária de imóvel situado na Comarca, contra
a sua cobrança - Alegação da existência de vício no processo
legislativo, atinentes à colheita do autógrafo do Presidente da
Câmara - Descabimento – Processo legislativo que transcorreu
com regularidade, tendo as questões formais em questão sido
objeto de recurso judicial que levou à sua superação –
Concessão da ordem em primeiro grau - Não cabimento -
Inexistência defumus boni júris e periculum in mora - Cobrança
tecnicamente admissível – Recursos voluntário da
Municipalidade de Franca e ex-offício providos.”
Acórdão recorrido publicado em 13.7.2010.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 872180 AGR / SP
O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo julgou a controvérsia
em decisão cuja ementa reproduzo:
“IPTU - Mandado de segurança impetrado por empresa
contribuinte, proprietária de imóvel situado na Comarca, contra
a sua cobrança - Alegação da existência de vício no processo
legislativo, atinentes à colheita do autógrafo do Presidente da
Câmara - Descabimento – Processo legislativo que transcorreu
com regularidade, tendo as questões formais em questão sido
objeto de recurso judicial que levou à sua superação –
Concessão da ordem em primeiro grau - Não cabimento -
Inexistência defumus boni júris e periculum in mora - Cobrança
tecnicamente admissível – Recursos voluntário da
Municipalidade de Franca e ex-offício providos.”
Acórdão recorrido publicado em 13.7.2010.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. ROSA WEBER
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.180 SÃO
PAULO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, XXXV, LIV e LV,
66, §§ 3º e 7º, e 150, III, “b”, da Lei Maior.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
inafastabilidade da prestação jurisdicional e da proteção ao
devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º
da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das
normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo
que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à
exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da
remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal
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19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.180 SÃO
PAULO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, XXXV, LIV e LV,
66, §§ 3º e 7º, e 150, III, “b”, da Lei Maior.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
inafastabilidade da prestação jurisdicional e da proteção ao
devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º
da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das
normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo
que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à
exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da
remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 872180 AGR / SP
Federal, verbis:
"RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação
de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição
Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas
inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática.
Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a
jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em
recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se
de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de
normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à
Constituição da República, e, muito menos, de reexame de
provas." (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar
Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005)
"Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido,
do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz
de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto
constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta;
ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos
princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93,
IX, da Constituição Federal." (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005)
"CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO:
ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV
e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer
a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação,
interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão
fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso
constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não
configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º,
XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou
não, do direito adquirido, situa-se no campo
infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo
legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela
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ARE 872180 AGR / SP
Federal, verbis:
"RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação
de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição
Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas
inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática.
Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a
jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em
recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se
de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de
normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à
Constituição da República, e, muito menos, de reexame de
provas." (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar
Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005)
"Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido,
do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz
de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto
constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta;
ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos
princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93,
IX, da Constituição Federal." (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005)
"CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO:
ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV
e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer
a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação,
interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão
fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso
constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não
configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º,
XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou
não, do direito adquirido, situa-se no campo
infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo
legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 872180 AGR / SP
indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas
processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a
admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V.
- Agravo não provido." (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator
Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002)
"TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU
RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR
PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE
EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE
CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI
413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II,
XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da
legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão,
procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde
não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna.
Recurso não conhecido." (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro
Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001)
Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta
ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise de
matéria infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida
a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da
remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal
Federal. Nesse sentido:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO – JULGAMENTO –
LEGISLAÇÃO LOCAL. A apreciação do recurso extraordinário
faz-se considerada a Constituição Federal, descabendo
interpretar normas locais visando a concluir pelo
enquadramento no permissivo do inciso III do artigo 102 da
Carta da República.” (RE 805071 AgR, Relator(a): Min.
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indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas
processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a
admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V.
- Agravo não provido." (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator
Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002)
"TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU
RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR
PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE
EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE
CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI
413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II,
XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da
legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão,
procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde
não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna.
Recurso não conhecido." (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro
Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001)
Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta
ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise de
matéria infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida
a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da
remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal
Federal. Nesse sentido:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO – JULGAMENTO –
LEGISLAÇÃO LOCAL. A apreciação do recurso extraordinário
faz-se considerada a Constituição Federal, descabendo
interpretar normas locais visando a concluir pelo
enquadramento no permissivo do inciso III do artigo 102 da
Carta da República.” (RE 805071 AgR, Relator(a): Min.
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 872180 AGR / SP
MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, julgado em 25/11/2014,
ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-249 DIVULG 17-12-2014
PUBLIC 18-12-2014)
“AGRAVO REGIMENTAL. IPTU. LEI COMPLEMENTAR
49/2002 DO MUNICÍPIO DE FRANCA. VÍCIOS NO
PROCESSO LEGISLATIVO. NECESSIDADE DE EXAME DA
LEGISLAÇÃO LOCAL E DO QUADRO FÁTICO
PROBATÓRIO. O Tribunal de origem entendeu que a Lei
Complementar 49/2002 do Município de Franca não poderia ser
aplicada para fins de cálculo do IPTU no exercício de 2003, pois
referida lei teria sido publicada antes de ser sancionada e
promulgada pelo alcaide. Impossível chegar a conclusão
diversa sem o reexame da legislação local e do quadro fático
probatório (Súmulas 279, 280 e 636/STF). Agravo regimental a
que se nega provimento.” (ARE 700379 AgR, Relator(a): Min.
JOAQUIM BARBOSA, 2ª Turma, DJe 26.10.2012)
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
DISCUSSÃO SOBRE A EXISTÊNCIA DE VÍCIOS NO
PROCESSO LEGISLATIVO MUNICIPAL. NECESSIDADE DE
REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 700.379-AgR, Rel.
Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 08.6.2012)
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
Tal como consignado, a suposta ofensa aos arts. 66, §§ 3º e 7º, e 150,
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ARE 872180 AGR / SP
MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, julgado em 25/11/2014,
ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-249 DIVULG 17-12-2014
PUBLIC 18-12-2014)
“AGRAVO REGIMENTAL. IPTU. LEI COMPLEMENTAR
49/2002 DO MUNICÍPIO DE FRANCA. VÍCIOS NO
PROCESSO LEGISLATIVO. NECESSIDADE DE EXAME DA
LEGISLAÇÃO LOCAL E DO QUADRO FÁTICO
PROBATÓRIO. O Tribunal de origem entendeu que a Lei
Complementar 49/2002 do Município de Franca não poderia ser
aplicada para fins de cálculo do IPTU no exercício de 2003, pois
referida lei teria sido publicada antes de ser sancionada e
promulgada pelo alcaide. Impossível chegar a conclusão
diversa sem o reexame da legislação local e do quadro fático
probatório (Súmulas 279, 280 e 636/STF). Agravo regimental a
que se nega provimento.” (ARE 700379 AgR, Relator(a): Min.
JOAQUIM BARBOSA, 2ª Turma, DJe 26.10.2012)
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
DISCUSSÃO SOBRE A EXISTÊNCIA DE VÍCIOS NO
PROCESSO LEGISLATIVO MUNICIPAL. NECESSIDADE DE
REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 700.379-AgR, Rel.
Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 08.6.2012)
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
Tal como consignado, a suposta ofensa aos arts. 66, §§ 3º e 7º, e 150,
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ARE 872180 AGR / SP
III, “b”, da Carta Magna somente poderia ser constatada a partir da
análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo,
o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de
viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Aplicação da
Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”.
Ademais, a pretensão da agravante de obter decisão em sentido
diverso do acórdão recorrido encontra óbice na Súmula 279/STF, segundo
a qual: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”.
Colho precedentes:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
DISCUSSÃO SOBRE A EXISTÊNCIA DE VÍCIOS NO
PROCESSO LEGISLATIVO MUNICIPAL. NECESSIDADE DE
REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE 678060-AgR/SP,
Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma. DJe 08.6.2012)
“AGRAVO REGIMENTAL. IPTU. LEI COMPLEMENTAR
49/2002 DO MUNICÍPIO DE FRANCA. VÍCIOS NO
PROCESSO LEGISLATIVO. NECESSIDADE DE EXAME DA
LEGISLAÇÃO LOCAL E DO QUADRO FÁTICO
PROBATÓRIO. O Tribunal de origem entendeu que a Lei
Complementar 49/2002 do Município de Franca não poderia ser
aplicada para fins de cálculo do IPTU no exercício de 2003, pois
referida lei teria sido publicada antes de ser sancionada e
promulgada pelo alcaide. Impossível chegar a conclusão
diversa sem o reexame da legislação local e do quadro fático
probatório (Súmulas 279, 280 e 636/STF). Agravo regimental a
que se nega provimento”. (ARE 700379-AgR/SP, Rel. Min.
Joaquim Barbosa, 2ª Turma, DJe 26.10.2013)
O exame de eventual afronta aos preceitos constitucionais
apontados, consagradores dos princípios da inafastabilidade da prestação
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III, “b”, da Carta Magna somente poderia ser constatada a partir da
análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo,
o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de
viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Aplicação da
Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”.
Ademais, a pretensão da agravante de obter decisão em sentido
diverso do acórdão recorrido encontra óbice na Súmula 279/STF, segundo
a qual: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”.
Colho precedentes:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
DISCUSSÃO SOBRE A EXISTÊNCIA DE VÍCIOS NO
PROCESSO LEGISLATIVO MUNICIPAL. NECESSIDADE DE
REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE 678060-AgR/SP,
Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma. DJe 08.6.2012)
“AGRAVO REGIMENTAL. IPTU. LEI COMPLEMENTAR
49/2002 DO MUNICÍPIO DE FRANCA. VÍCIOS NO
PROCESSO LEGISLATIVO. NECESSIDADE DE EXAME DA
LEGISLAÇÃO LOCAL E DO QUADRO FÁTICO
PROBATÓRIO. O Tribunal de origem entendeu que a Lei
Complementar 49/2002 do Município de Franca não poderia ser
aplicada para fins de cálculo do IPTU no exercício de 2003, pois
referida lei teria sido publicada antes de ser sancionada e
promulgada pelo alcaide. Impossível chegar a conclusão
diversa sem o reexame da legislação local e do quadro fático
probatório (Súmulas 279, 280 e 636/STF). Agravo regimental a
que se nega provimento”. (ARE 700379-AgR/SP, Rel. Min.
Joaquim Barbosa, 2ª Turma, DJe 26.10.2013)
O exame de eventual afronta aos preceitos constitucionais
apontados, consagradores dos princípios da inafastabilidade da prestação
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jurisdicional e da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à
ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a
interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal
modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à
exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa
jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (STF-AI-AgR-
495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005; STF-AI-
AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ
17.6.2005; STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª
Turma, DJ 20.9.2002 e STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão,
1ª Turma, DJ 02.02.2001).
Destaco, ao contrário do alegado nas razões do agravo regimental,
que o caso ora em discussão é de típico julgamento monocrático do
recurso, a incidir as disposições constantes no art. 554, § 4º, II, do Código
de Processo Civil. Nesse sentido, colho precedentes:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INADMISSIBILIDADE
DO EXTRAORDINÁRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279
DESTA CORTE. OFENSA MERAMENTE REFLEXA.
HIPÓTESE TÍPICA DE JULGAMENTO MONOCRÁTICO DO
RECURSO NOS TERMOS DO ART. 544, § 4º, II, B, DO CPC.
AGRAVO IMPROVIDO. I – Constatada a impossibilidade de
conhecimento do extraordinário ante a incidência da Súmula
279 do STF e a ocorrência de ofensa meramente reflexa ao texto
constitucional, o caso é de manifesta inadmissibilidade do apelo
extremo, hipótese em que autorizado o julgamento monocrático
do agravo, nos termos do art. 544, §4º, II, b, do CPC. II – Agravo
regimental improvido” (ARE 751.246- AgR/RJ, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 1.7.2013)
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
CUSTAS PROCESSUAIS. RECOLHIMENTO INFERIOR.
DESERÇÃO DO RECURSO. INTERPRETAÇÃO DE
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA
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ARE 872180 AGR / SP
jurisdicional e da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à
ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a
interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal
modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à
exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa
jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (STF-AI-AgR-
495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005; STF-AI-
AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ
17.6.2005; STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª
Turma, DJ 20.9.2002 e STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão,
1ª Turma, DJ 02.02.2001).
Destaco, ao contrário do alegado nas razões do agravo regimental,
que o caso ora em discussão é de típico julgamento monocrático do
recurso, a incidir as disposições constantes no art. 554, § 4º, II, do Código
de Processo Civil. Nesse sentido, colho precedentes:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INADMISSIBILIDADE
DO EXTRAORDINÁRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279
DESTA CORTE. OFENSA MERAMENTE REFLEXA.
HIPÓTESE TÍPICA DE JULGAMENTO MONOCRÁTICO DO
RECURSO NOS TERMOS DO ART. 544, § 4º, II, B, DO CPC.
AGRAVO IMPROVIDO. I – Constatada a impossibilidade de
conhecimento do extraordinário ante a incidência da Súmula
279 do STF e a ocorrência de ofensa meramente reflexa ao texto
constitucional, o caso é de manifesta inadmissibilidade do apelo
extremo, hipótese em que autorizado o julgamento monocrático
do agravo, nos termos do art. 544, §4º, II, b, do CPC. II – Agravo
regimental improvido” (ARE 751.246- AgR/RJ, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 1.7.2013)
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
CUSTAS PROCESSUAIS. RECOLHIMENTO INFERIOR.
DESERÇÃO DO RECURSO. INTERPRETAÇÃO DE
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA
6
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 872180 AGR / SP
DO RELATOR PARA JULGAMENTO MONOCRÁTICO DO
FEITO. PRECEDENTE. 1. A deserção do recurso tem
fundamento em norma de índole infraconstitucional
insuscetível de análise na via extraordinária. Precedentes: AI
757.658-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Eros Grau, Dje de
11/12/09 e AI 696.748-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Ayres
Britto, Dje de 24/04/09. 2. A competência deferida ao Relator
para, monocraticamente, julgar recurso manifestamente
inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência desta
Corte não derroga o princípio da colegialidade, que resulta
preservado, no âmbito deste Tribunal, pelo cabimento do
recurso de agravo das decisões singulares proferidas por seus
Ministros. MS n. 28.097-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello,
Plenário, DJe de 1º.7.2011. 3. In casu, o acórdão originariamente
recorrido assentou: “Impugnação à execução – executado não
pode pretender rediscutir os critérios fixados no título judicial –
cálculos da contadoria tão somente atualizaram valores fixados
na sentença, esta já transitada em julgado.” 4. Agravo
regimental a que se nega provimento”(ARE 702.054-AgR/SP,
Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 29.5.2013).
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
7
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ARE 872180 AGR / SP
DO RELATOR PARA JULGAMENTO MONOCRÁTICO DO
FEITO. PRECEDENTE. 1. A deserção do recurso tem
fundamento em norma de índole infraconstitucional
insuscetível de análise na via extraordinária. Precedentes: AI
757.658-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Eros Grau, Dje de
11/12/09 e AI 696.748-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Ayres
Britto, Dje de 24/04/09. 2. A competência deferida ao Relator
para, monocraticamente, julgar recurso manifestamente
inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência desta
Corte não derroga o princípio da colegialidade, que resulta
preservado, no âmbito deste Tribunal, pelo cabimento do
recurso de agravo das decisões singulares proferidas por seus
Ministros. MS n. 28.097-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello,
Plenário, DJe de 1º.7.2011. 3. In casu, o acórdão originariamente
recorrido assentou: “Impugnação à execução – executado não
pode pretender rediscutir os critérios fixados no título judicial –
cálculos da contadoria tão somente atualizaram valores fixados
na sentença, esta já transitada em julgado.” 4. Agravo
regimental a que se nega provimento”(ARE 702.054-AgR/SP,
Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 29.5.2013).
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
7
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Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.180
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : CALCADOS FERRACINI LTDA
ADV.(A/S) : ATAÍDE MARCELINO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE FRANCA
ADV.(A/S) : ANGELICA CONSUELO PERONI
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599151
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.180
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : CALCADOS FERRACINI LTDA
ADV.(A/S) : ATAÍDE MARCELINO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE FRANCA
ADV.(A/S) : ANGELICA CONSUELO PERONI
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8617331
| 2015-05-19T00:00:00
| 2015-06-03T00:00:00
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A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
DIREITO TRIBUTÁRIO. IPTU. LEI COMPLEMENTAR MUNICIPAL 49/2002. REGULARIDADE DO PROCESSO LEGISLATIVO MUNICIPAL. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 13.7.2010.
1. A suposta ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa. Aplicação da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”.
2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar viabilizar o trânsito do recurso extraordinário
3. Agravo regimental conhecido e não provido.
|
sjur307198
|
- Acórdão(s) citado(s):
(SÚMULA 279)
ARE 678060 AgR (1ªT), ARE 700379 AgR (2ªT).
(JULGAMENTO MONOCRÁTICO)
ARE 702054 AgR (1ªT), ARE 751246 AgR (2ªT).
Número de páginas: 12.
Análise: 19/06/2015, BMP.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
872180
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00066 PAR-00003 PAR-00007 ART-00102 \n INC-00003 LET-A ART-00150 INC-00003 \n LET-B\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00554 PAR-00004 INC-00002\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-MUN LCP-000049 ANO-2002\n LEI COMPLEMENTAR DO MUNICÍPIO DE FRANCA, SP"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 872180 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : CALCADOS FERRACINI LTDA
ADV.(A/S) : ATAÍDE MARCELINO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE FRANCA
ADV.(A/S) : ANGELICA CONSUELO PERONI
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.180 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:CALCADOS FERRACINI LTDA
ADV.(A/S)
:ATAÍDE MARCELINO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE FRANCA
ADV.(A/S)
:ANGELICA CONSUELO PERONI
EMENTA
DIREITO TRIBUTÁRIO. IPTU. LEI COMPLEMENTAR MUNICIPAL
49/2002. REGULARIDADE DO PROCESSO LEGISLATIVO MUNICIPAL.
EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE
LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal.
PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 13.7.2010.
1. A suposta ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas
razões recursais somente poderia ser constatada a partir da análise da
legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que
torna oblíqua e reflexa eventual ofensa. Aplicação da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal:
“Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”.
2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar viabilizar o
trânsito do recurso extraordinário
3. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
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Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12
Ementa e Acórdão
ARE 872180 AGR / SP
Brasília, 19 de maio de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 872180 AGR / SP
Brasília, 19 de maio de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
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Relatório
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.180 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:CALCADOS FERRACINI LTDA
ADV.(A/S)
:ATAÍDE MARCELINO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE FRANCA
ADV.(A/S)
:ANGELICA CONSUELO PERONI
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental Calçados Ferracini Ltda.
Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a
violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta.
Sustenta inaplicável à espécie o óbice da Súmula n 280 desta Suprema
Corte. Considera inaplicável ao caso o disposto no caput do artigo 557 do
Código de Processo Civil. Assevera existente “(...) vício na publicação da lei
apontada na exordial do mandamus, decorrente da veiculação de sua publicação
antes mesmo da entrega do “autógrafo de lei”, ou seja, antes de sua sanção e
promulgação (...)”. Alega que “(...) o processo legislativo do qual resultou a Lei
Complementar Municipal n 49/02 desrespeitou a Lei Orgânica do Município de
Franca, o Regimento Interno da Câmara Municipal, as fases regulares de
elaboração de leis e os princípios constitucionais da Anterioridade da Lei
Tributária, da Publicidade e da Separação dos Poderes (...)”. Afirma
inobservado o princípio da anterioridade “(...) pois pelo horário em que a Lei
Complementar Municipal n 49/02 circulou na cidade, por meio de edição
extraordinária, não há como considerar que houve observância aos Princípios da
Anterioridade e da Publicidade, pois os contribuintes dispuseram apenas de
algumas horas para tomarem conhecimento do conteúdo de uma norma que, já
em no primeiro dia de 2003, acarretaria um aumento expressivo de até 150%
(cento e cinquenta por cento) no valor do IPTU (...)”. Reitera a afronta aos
arts. 5..., XXXV, LIV e LV, 66, §§ 3... e 7..., e 150, III, “b”, da Lei Maior.
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19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.180 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:CALCADOS FERRACINI LTDA
ADV.(A/S)
:ATAÍDE MARCELINO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE FRANCA
ADV.(A/S)
:ANGELICA CONSUELO PERONI
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental Calçados Ferracini Ltda.
Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a
violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta.
Sustenta inaplicável à espécie o óbice da Súmula n 280 desta Suprema
Corte. Considera inaplicável ao caso o disposto no caput do artigo 557 do
Código de Processo Civil. Assevera existente “(...) vício na publicação da lei
apontada na exordial do mandamus, decorrente da veiculação de sua publicação
antes mesmo da entrega do “autógrafo de lei”, ou seja, antes de sua sanção e
promulgação (...)”. Alega que “(...) o processo legislativo do qual resultou a Lei
Complementar Municipal n 49/02 desrespeitou a Lei Orgânica do Município de
Franca, o Regimento Interno da Câmara Municipal, as fases regulares de
elaboração de leis e os princípios constitucionais da Anterioridade da Lei
Tributária, da Publicidade e da Separação dos Poderes (...)”. Afirma
inobservado o princípio da anterioridade “(...) pois pelo horário em que a Lei
Complementar Municipal n 49/02 circulou na cidade, por meio de edição
extraordinária, não há como considerar que houve observância aos Princípios da
Anterioridade e da Publicidade, pois os contribuintes dispuseram apenas de
algumas horas para tomarem conhecimento do conteúdo de uma norma que, já
em no primeiro dia de 2003, acarretaria um aumento expressivo de até 150%
(cento e cinquenta por cento) no valor do IPTU (...)”. Reitera a afronta aos
arts. 5..., XXXV, LIV e LV, 66, §§ 3... e 7..., e 150, III, “b”, da Lei Maior.
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Relatório
ARE 872180 AGR / SP
O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo julgou a controvérsia
em decisão cuja ementa reproduzo:
“IPTU - Mandado de segurança impetrado por empresa
contribuinte, proprietária de imóvel situado na Comarca, contra
a sua cobrança - Alegação da existência de vício no processo
legislativo, atinentes à colheita do autógrafo do Presidente da
Câmara - Descabimento – Processo legislativo que transcorreu
com regularidade, tendo as questões formais em questão sido
objeto de recurso judicial que levou à sua superação –
Concessão da ordem em primeiro grau - Não cabimento -
Inexistência defumus boni júris e periculum in mora - Cobrança
tecnicamente admissível – Recursos voluntário da
Municipalidade de Franca e ex-offício providos.”
Acórdão recorrido publicado em 13.7.2010.
É o relatório.
2
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ARE 872180 AGR / SP
O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo julgou a controvérsia
em decisão cuja ementa reproduzo:
“IPTU - Mandado de segurança impetrado por empresa
contribuinte, proprietária de imóvel situado na Comarca, contra
a sua cobrança - Alegação da existência de vício no processo
legislativo, atinentes à colheita do autógrafo do Presidente da
Câmara - Descabimento – Processo legislativo que transcorreu
com regularidade, tendo as questões formais em questão sido
objeto de recurso judicial que levou à sua superação –
Concessão da ordem em primeiro grau - Não cabimento -
Inexistência defumus boni júris e periculum in mora - Cobrança
tecnicamente admissível – Recursos voluntário da
Municipalidade de Franca e ex-offício providos.”
Acórdão recorrido publicado em 13.7.2010.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROSA WEBER
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.180 SÃO
PAULO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., XXXV, LIV e LV,
66, §§ 3... e 7..., e 150, III, “b”, da Lei Maior.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
inafastabilidade da prestação jurisdicional e da proteção ao
devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5...
da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das
normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo
que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à
exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da
remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal
Supremo Tribunal Federal
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19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.180 SÃO
PAULO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., XXXV, LIV e LV,
66, §§ 3... e 7..., e 150, III, “b”, da Lei Maior.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
inafastabilidade da prestação jurisdicional e da proteção ao
devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5...
da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das
normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo
que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à
exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da
remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 872180 AGR / SP
Federal, verbis:
"RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação
de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição
Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas
inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática.
Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a
jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em
recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se
de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de
normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à
Constituição da República, e, muito menos, de reexame de
provas." (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar
Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005)
"Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido,
do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz
de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto
constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta;
ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos
princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93,
IX, da Constituição Federal." (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005)
"CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO:
ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV
e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer
a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação,
interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão
fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso
constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não
configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5...,
XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou
não, do direito adquirido, situa-se no campo
infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo
legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 872180 AGR / SP
Federal, verbis:
"RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação
de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição
Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas
inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática.
Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a
jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em
recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se
de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de
normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à
Constituição da República, e, muito menos, de reexame de
provas." (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar
Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005)
"Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido,
do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz
de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto
constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta;
ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos
princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93,
IX, da Constituição Federal." (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005)
"CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO:
ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV
e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer
a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação,
interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão
fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso
constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não
configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5...,
XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou
não, do direito adquirido, situa-se no campo
infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo
legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 872180 AGR / SP
indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas
processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a
admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V.
- Agravo não provido." (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator
Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002)
"TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU
RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR
PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE
EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE
CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI
413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II,
XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da
legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão,
procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde
não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna.
Recurso não conhecido." (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro
Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001)
Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta
ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise de
matéria infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida
a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da
remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal
Federal. Nesse sentido:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO – JULGAMENTO –
LEGISLAÇÃO LOCAL. A apreciação do recurso extraordinário
faz-se considerada a Constituição Federal, descabendo
interpretar normas locais visando a concluir pelo
enquadramento no permissivo do inciso III do artigo 102 da
Carta da República.” (Recurso Extraordinário 805071 AgR, Relator(a): Min.
3
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indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas
processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a
admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V.
- Agravo não provido." (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator
Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002)
"TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU
RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR
PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE
EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE
CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI
413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II,
XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da
legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão,
procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde
não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna.
Recurso não conhecido." (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro
Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001)
Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta
ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise de
matéria infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida
a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da
remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal
Federal. Nesse sentido:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO – JULGAMENTO –
LEGISLAÇÃO LOCAL. A apreciação do recurso extraordinário
faz-se considerada a Constituição Federal, descabendo
interpretar normas locais visando a concluir pelo
enquadramento no permissivo do inciso III do artigo 102 da
Carta da República.” (Recurso Extraordinário 805071 AgR, Relator(a): Min.
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 872180 AGR / SP
MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, julgado em 25/11/2014,
ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-249 DIVULG 17-12-2014
PUBLIC 18-12-2014)
“AGRAVO REGIMENTAL. IPTU. LEI COMPLEMENTAR
49/2002 DO MUNICÍPIO DE FRANCA. VÍCIOS NO
PROCESSO LEGISLATIVO. NECESSIDADE DE EXAME DA
LEGISLAÇÃO LOCAL E DO QUADRO FÁTICO
PROBATÓRIO. O Tribunal de origem entendeu que a Lei
Complementar 49/2002 do Município de Franca não poderia ser
aplicada para fins de cálculo do IPTU no exercício de 2003, pois
referida lei teria sido publicada antes de ser sancionada e
promulgada pelo alcaide. Impossível chegar a conclusão
diversa sem o reexame da legislação local e do quadro fático
probatório (Súmulas 279, 280 e 636/Supremo Tribunal Federal). Agravo regimental a
que se nega provimento.” (ARE 700379 AgR, Relator(a): Min.
JOAQUIM BARBOSA, 2... Turma, DJe 26.10.2012)
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
DISCUSSÃO SOBRE A EXISTÊNCIA DE VÍCIOS NO
PROCESSO LEGISLATIVO MUNICIPAL. NECESSIDADE DE
REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 700.379-AgR, Rel.
Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 08.6.2012)
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
Tal como consignado, a suposta ofensa aos arts. 66, §§ 3... e 7..., e 150,
4
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MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, julgado em 25/11/2014,
ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-249 DIVULG 17-12-2014
PUBLIC 18-12-2014)
“AGRAVO REGIMENTAL. IPTU. LEI COMPLEMENTAR
49/2002 DO MUNICÍPIO DE FRANCA. VÍCIOS NO
PROCESSO LEGISLATIVO. NECESSIDADE DE EXAME DA
LEGISLAÇÃO LOCAL E DO QUADRO FÁTICO
PROBATÓRIO. O Tribunal de origem entendeu que a Lei
Complementar 49/2002 do Município de Franca não poderia ser
aplicada para fins de cálculo do IPTU no exercício de 2003, pois
referida lei teria sido publicada antes de ser sancionada e
promulgada pelo alcaide. Impossível chegar a conclusão
diversa sem o reexame da legislação local e do quadro fático
probatório (Súmulas 279, 280 e 636/Supremo Tribunal Federal). Agravo regimental a
que se nega provimento.” (ARE 700379 AgR, Relator(a): Min.
JOAQUIM BARBOSA, 2... Turma, DJe 26.10.2012)
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
DISCUSSÃO SOBRE A EXISTÊNCIA DE VÍCIOS NO
PROCESSO LEGISLATIVO MUNICIPAL. NECESSIDADE DE
REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 700.379-AgR, Rel.
Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 08.6.2012)
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
Tal como consignado, a suposta ofensa aos arts. 66, §§ 3... e 7..., e 150,
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 872180 AGR / SP
III, “b”, da Carta Magna somente poderia ser constatada a partir da
análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo,
o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de
viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Aplicação da
Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”.
Ademais, a pretensão da agravante de obter decisão em sentido
diverso do acórdão recorrido encontra óbice na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, segundo
a qual: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”.
Colho precedentes:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
DISCUSSÃO SOBRE A EXISTÊNCIA DE VÍCIOS NO
PROCESSO LEGISLATIVO MUNICIPAL. NECESSIDADE DE
REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE 678060-AgR/SP,
Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma. DJe 08.6.2012)
“AGRAVO REGIMENTAL. IPTU. LEI COMPLEMENTAR
49/2002 DO MUNICÍPIO DE FRANCA. VÍCIOS NO
PROCESSO LEGISLATIVO. NECESSIDADE DE EXAME DA
LEGISLAÇÃO LOCAL E DO QUADRO FÁTICO
PROBATÓRIO. O Tribunal de origem entendeu que a Lei
Complementar 49/2002 do Município de Franca não poderia ser
aplicada para fins de cálculo do IPTU no exercício de 2003, pois
referida lei teria sido publicada antes de ser sancionada e
promulgada pelo alcaide. Impossível chegar a conclusão
diversa sem o reexame da legislação local e do quadro fático
probatório (Súmulas 279, 280 e 636/Supremo Tribunal Federal). Agravo regimental a
que se nega provimento”. (ARE 700379-AgR/SP, Rel. Min.
Joaquim Barbosa, 2... Turma, DJe 26.10.2013)
O exame de eventual afronta aos preceitos constitucionais
apontados, consagradores dos princípios da inafastabilidade da prestação
5
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III, “b”, da Carta Magna somente poderia ser constatada a partir da
análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo,
o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de
viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Aplicação da
Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”.
Ademais, a pretensão da agravante de obter decisão em sentido
diverso do acórdão recorrido encontra óbice na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, segundo
a qual: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”.
Colho precedentes:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
DISCUSSÃO SOBRE A EXISTÊNCIA DE VÍCIOS NO
PROCESSO LEGISLATIVO MUNICIPAL. NECESSIDADE DE
REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE 678060-AgR/SP,
Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma. DJe 08.6.2012)
“AGRAVO REGIMENTAL. IPTU. LEI COMPLEMENTAR
49/2002 DO MUNICÍPIO DE FRANCA. VÍCIOS NO
PROCESSO LEGISLATIVO. NECESSIDADE DE EXAME DA
LEGISLAÇÃO LOCAL E DO QUADRO FÁTICO
PROBATÓRIO. O Tribunal de origem entendeu que a Lei
Complementar 49/2002 do Município de Franca não poderia ser
aplicada para fins de cálculo do IPTU no exercício de 2003, pois
referida lei teria sido publicada antes de ser sancionada e
promulgada pelo alcaide. Impossível chegar a conclusão
diversa sem o reexame da legislação local e do quadro fático
probatório (Súmulas 279, 280 e 636/Supremo Tribunal Federal). Agravo regimental a
que se nega provimento”. (ARE 700379-AgR/SP, Rel. Min.
Joaquim Barbosa, 2... Turma, DJe 26.10.2013)
O exame de eventual afronta aos preceitos constitucionais
apontados, consagradores dos princípios da inafastabilidade da prestação
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12
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ARE 872180 AGR / SP
jurisdicional e da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à
ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a
interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal
modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à
exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa
jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-
495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005; Supremo Tribunal Federal-AI-
AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ
17.6.2005; Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2...
Turma, DJ 20.9.2002 e Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão,
1... Turma, DJ 02.02.2001).
Destaco, ao contrário do alegado nas razões do agravo regimental,
que o caso ora em discussão é de típico julgamento monocrático do
recurso, a incidir as disposições constantes no art. 554, § 4..., II, do Código
de Processo Civil. Nesse sentido, colho precedentes:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INADMISSIBILIDADE
DO EXTRAORDINÁRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279
DESTA CORTE. OFENSA MERAMENTE REFLEXA.
HIPÓTESE TÍPICA DE JULGAMENTO MONOCRÁTICO DO
RECURSO NOS TERMOS DO ART. 544, § 4..., II, B, DO Código de Processo Civil.
AGRAVO IMPROVIDO. I – Constatada a impossibilidade de
conhecimento do extraordinário ante a incidência da Súmula
279 do Supremo Tribunal Federal e a ocorrência de ofensa meramente reflexa ao texto
constitucional, o caso é de manifesta inadmissibilidade do apelo
extremo, hipótese em que autorizado o julgamento monocrático
do agravo, nos termos do art. 544, §4..., II, b, do Código de Processo Civil. II – Agravo
regimental improvido” (ARE 751.246- AgR/RJ, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 1.7.2013)
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
CUSTAS PROCESSUAIS. RECOLHIMENTO INFERIOR.
DESERÇÃO DO RECURSO. INTERPRETAÇÃO DE
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA
6
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jurisdicional e da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à
ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a
interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal
modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à
exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa
jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-
495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005; Supremo Tribunal Federal-AI-
AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ
17.6.2005; Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2...
Turma, DJ 20.9.2002 e Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão,
1... Turma, DJ 02.02.2001).
Destaco, ao contrário do alegado nas razões do agravo regimental,
que o caso ora em discussão é de típico julgamento monocrático do
recurso, a incidir as disposições constantes no art. 554, § 4..., II, do Código
de Processo Civil. Nesse sentido, colho precedentes:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INADMISSIBILIDADE
DO EXTRAORDINÁRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279
DESTA CORTE. OFENSA MERAMENTE REFLEXA.
HIPÓTESE TÍPICA DE JULGAMENTO MONOCRÁTICO DO
RECURSO NOS TERMOS DO ART. 544, § 4..., II, B, DO Código de Processo Civil.
AGRAVO IMPROVIDO. I – Constatada a impossibilidade de
conhecimento do extraordinário ante a incidência da Súmula
279 do Supremo Tribunal Federal e a ocorrência de ofensa meramente reflexa ao texto
constitucional, o caso é de manifesta inadmissibilidade do apelo
extremo, hipótese em que autorizado o julgamento monocrático
do agravo, nos termos do art. 544, §4..., II, b, do Código de Processo Civil. II – Agravo
regimental improvido” (ARE 751.246- AgR/RJ, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 1.7.2013)
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
CUSTAS PROCESSUAIS. RECOLHIMENTO INFERIOR.
DESERÇÃO DO RECURSO. INTERPRETAÇÃO DE
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12
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ARE 872180 AGR / SP
DO RELATOR PARA JULGAMENTO MONOCRÁTICO DO
FEITO. PRECEDENTE. 1. A deserção do recurso tem
fundamento em norma de índole infraconstitucional
insuscetível de análise na via extraordinária. Precedentes: AI
757.658-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Eros Grau, Dje de
11/12/09 e AI 696.748-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Ayres
Britto, Dje de 24/04/09. 2. A competência deferida ao Relator
para, monocraticamente, julgar recurso manifestamente
inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência desta
Corte não derroga o princípio da colegialidade, que resulta
preservado, no âmbito deste Tribunal, pelo cabimento do
recurso de agravo das decisões singulares proferidas por seus
Ministros. MS n. 28.097-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello,
Plenário, DJe de 1....7.2011. 3. In casu, o acórdão originariamente
recorrido assentou: “Impugnação à execução – executado não
pode pretender rediscutir os critérios fixados no título judicial –
cálculos da contadoria tão somente atualizaram valores fixados
na sentença, esta já transitada em julgado.” 4. Agravo
regimental a que se nega provimento”(ARE 702.054-AgR/SP,
Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 29.5.2013).
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
7
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DO RELATOR PARA JULGAMENTO MONOCRÁTICO DO
FEITO. PRECEDENTE. 1. A deserção do recurso tem
fundamento em norma de índole infraconstitucional
insuscetível de análise na via extraordinária. Precedentes: AI
757.658-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Eros Grau, Dje de
11/12/09 e AI 696.748-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Ayres
Britto, Dje de 24/04/09. 2. A competência deferida ao Relator
para, monocraticamente, julgar recurso manifestamente
inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência desta
Corte não derroga o princípio da colegialidade, que resulta
preservado, no âmbito deste Tribunal, pelo cabimento do
recurso de agravo das decisões singulares proferidas por seus
Ministros. MS n. 28.097-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello,
Plenário, DJe de 1....7.2011. 3. In casu, o acórdão originariamente
recorrido assentou: “Impugnação à execução – executado não
pode pretender rediscutir os critérios fixados no título judicial –
cálculos da contadoria tão somente atualizaram valores fixados
na sentença, esta já transitada em julgado.” 4. Agravo
regimental a que se nega provimento”(ARE 702.054-AgR/SP,
Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 29.5.2013).
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
7
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12
Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.180
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : CALCADOS FERRACINI LTDA
ADV.(A/S) : ATAÍDE MARCELINO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE FRANCA
ADV.(A/S) : ANGELICA CONSUELO PERONI
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599151
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.180
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : CALCADOS FERRACINI LTDA
ADV.(A/S) : ATAÍDE MARCELINO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE FRANCA
ADV.(A/S) : ANGELICA CONSUELO PERONI
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599151
Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872 . 180",
"SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 872180 AGR / SP",
"ARE 872180 AGR / SP",
"Súmula n 280 desta Suprema Corte",
"AGRAVO 872 . 180",
"Súmula n 280 desta Suprema Corte",
"ARE 872180 AGR / SP",
"ARE 872180 AGR / SP",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"495",
".",
"880",
"/",
"SP",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"436",
".",
"911",
"/",
"SE",
"ARE 872180 AGR / SP Federal",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"495",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"436",
".",
"911",
"/",
"SE",
"Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP",
"Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF",
"Recurso Extraordinário 805071 AgR",
"Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP",
"Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF",
"Recurso Extraordinário 805071 AgR",
"Súmulas 279 , 280 e 636 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 700379 AgR",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"ARE 700 . 379 - AgR",
"ARE 872180 AGR / SP",
"Súmulas 279 , 280 e 636 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 700379 AgR",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"ARE 700 . 379 - AgR",
"ARE 872180 AGR / SP",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"ARE 678060 - AgR / SP",
"Súmulas 279 , 280 e 636 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 700379 - AgR / SP",
"ARE 872180 AGR / SP",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"ARE 678060 - AgR / SP",
"Súmulas 279 , 280 e 636 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 700379 - AgR / SP",
"Recurso Extraordinário - AgR -",
"Recurso Extraordinário - 153 .",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 751 . 246 - AgR / RJ",
"ARE 872180 AGR / SP",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"495",
".",
"880",
"/",
"SP",
"Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP",
"Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF",
"SÚMULA 279 DESTA CORTE",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 751 . 246 - AgR / RJ",
"AI 757 . 658 - AgR",
"AI 696 . 748 - AgR",
"MS n . 28 . 097 - AgR",
"ARE 702 . 054 - AgR / SP",
"ARE 872180 AGR / SP",
"AI 757 . 658 - AgR",
"AI 696 . 748 - AgR",
"MS n . 28 . 097 - AgR",
"ARE 702 . 054 - AgR /"
],
"LEGISLACAO": [
"LEI COMPLEMENTAR MUNICIPAL 49 / 2002",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"artigo 557 do Código de Processo Civil",
"Lei Complementar Municipal n 49 / 02",
"Lei Orgânica do Município de Franca",
"Regimento Interno da Câmara Municipal",
"Lei Complementar Municipal n 49 / 02",
"arts . 5 . . . , XXXV , LIV e LV , 66 , § § 3 . . . e 7 . . . , e 150 , III , “ b ” , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"artigo 557 do Código de Processo Civil",
"Lei Complementar Municipal n 49 / 02",
"Lei Orgânica do Município de Franca",
"Regimento Interno da Câmara Municipal",
"Lei Complementar Municipal n 49 / 02",
"arts . 5 . . . , XXXV , LIV e LV , 66 , § § 3 . . . e 7 . . . , e 150 , III , “ b ” , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . , XXXV , LIV e LV , 66 , § § 3 . . . e 7 . . . , e",
"150 , III , “ b ” , da Lei Maior",
"art . 5 . . . da Lei Maior",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . , XXXV , LIV e LV , 66 , § § 3 . . . e 7 . . . ,",
"150 , III , “ b ” , da Lei Maior",
"art . 5 . . . da Lei Maior",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , XXII , XXIII , XXIV , LIV e LV , da Constituição Federal",
"Constituição da República",
"arts . 5 . . . , II , XXXV , LIV e LV e 93 , IX , da Constituição Federal",
"C",
".",
"F . , art . 5 . . . , II , XXXV , XXXVI , LIV e LV",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , XXII , XXIII , XXIV , LIV e LV , da Constituição Federal",
"Constituição da República",
"arts . 5 . . . , II , XXXV , LIV e LV e 93 , IX , da Constituição Federal",
"C",
".",
"F . , art",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI 413 / 69",
"LEI 4 . 728 / 65",
".",
". . , II , XXII , XXXV E XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Carta Magna",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Constituição Federal",
"inciso III do artigo 102 da Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"DECRETO",
"-",
"LEI 413 / 69",
"LEI 4 . 728 / 65",
"ART . 5 . . . , II , XXII , XXXV E XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Carta Magna",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Constituição Federal",
"Carta da República .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI COMPLEMENTAR 49",
"Lei Complementar 49 / 2002 do",
"Constituição da República",
"arts",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI COMPLEMENTAR 49 / 2002",
"Lei Complementar 49 / 2002",
"Constituição da República",
"arts . 66 , § §",
"Medida Provisória n 2",
"III , “ b ” , da Carta Magna",
"LEI COMPLEMENTAR 49 / 2002",
"Lei Complementar 49 / 2002",
"Medida Provisória n 2 . 200 -",
"LEI COMPLEMENTAR 49 / 2002",
"Lei Complementar 49 / 2002",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . da Lei Maior",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"art . 554 , § 4 . . . , II , do Código de Processo Civil",
"ART . 544 , § 4 . . . , II , B , DO",
"Código de Processo Civil",
"art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . da Lei Maior",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"art . 554 , § 4 . . . , II , do Código de Processo Civil",
"ART . 544 , § 4 . . . , II , B , DO Código de Processo Civil",
"art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"MUNICÍPIO DE FRANCA",
"SÃO PAULO",
"Franca",
"Comarca",
"Franca",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"MUNICÍPIO DE FRANCA",
"Município de Franca",
"MUNICÍPIO DE FRANCA",
"Município de Franca",
"MUNICÍPIO DE FRANCA",
"Município de Franca",
"MUNICÍPIO DE FRANCA",
"SP",
"SÃO PAULO",
"MUNICÍPIO DE FRANCA",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"CALCADOS FERRACINI LTDA",
"MUNICÍPIO DE",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Calçados Ferracini Ltda .",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"CALCADOS FERRACINI LTDA",
"MUNICÍPIO",
"Calçados Ferracini Ltda .",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Câmara",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Câmara",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
". . Turma",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"Primeira Turma",
"2",
".",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"2",
".",
". . Turma",
"1",
".",
". . Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"2",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
". . Turma",
"2",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"AI",
"-",
"AgR",
"911",
"/",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"AI",
"-",
"AgR",
"436",
"911",
"/",
"SE",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Plenário",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
".",
".",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"CALCADOS FERRACINI LTDA",
"MUNICÍPIO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"ATAÍDE MARCELINO",
"ANGELICA CONSUELO PERONI",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"CALCADOS FERRACINI LTDA",
"ATAÍDE MARCELINO",
"ANGELICA CONSUELO PERONI",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"ATAÍDE MARCELINO",
"ANGELICA",
"CONSUELO",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER ARE",
"Cezar Peluso",
"Sepúlveda Pertence",
"Cezar Peluso",
"Sepúlveda Pertence",
"ROSA WEBER ARE",
"Carlos Velloso",
"Ilmar Galvão",
"Carlos Velloso",
"Ilmar Galvão",
"ROSA WEBER",
"MARCO AURÉLIO",
"JOAQUIM BARBOSA",
"Cármen Lúcia",
"MARCO AURÉLIO",
"JOAQUIM BARBOSA",
"Cármen Lúcia",
"ROSA WEBER",
"Cármen Lúcia",
"Joaquim Barbosa",
"Cármen Lúcia",
"Joaquim Barbosa",
"ROSA WEBER ARE 872180 AGR",
"Cezar Peluso",
"Sepúlveda Pertence",
"Carlos Velloso",
"Ilmar Galvão",
"Ricardo Lewandowski",
"Cezar Peluso",
"Sepúlveda Pertence",
"Carlos Velloso",
"Ilmar Galvão",
"Ricardo Lewandowski",
"ROSA WEBER",
"Eros Grau",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Luiz Fux",
"Eros Grau",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Luiz Fux",
"ROSA WEBER",
"CALCADOS FERRACINI",
"ATAÍDE MARCELINO",
"ANGELICA CONSUELO PERONI",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"ATAÍDE MARCELINO",
"ANGELICA CONSUELO PERONI",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"13",
".",
"7",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"2003",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"7",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"7",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"8",
".",
"2005",
"17",
".",
"6",
".",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"8",
".",
"2005",
"17",
".",
"6",
".",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"9",
".",
"2002",
"02",
".",
"02",
".",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"9",
".",
"2002",
"02",
".",
"02",
".",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"11",
"/",
"2014",
"17",
"-",
"12",
"-",
"2014",
"18",
"-",
"12",
"-",
"2014",
"2003",
"26",
".",
"10",
".",
"2012",
"08",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"11",
"/",
"2014",
"17",
"-",
"12",
"-",
"2014",
"18",
"-",
"12",
"-",
"2014",
"2003",
"26",
".",
"10",
".",
"2012",
"08",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"08",
".",
"6",
".",
"2012",
"2003",
"26",
".",
"10",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"08",
".",
"6",
".",
"2012",
"2003",
"26",
".",
"10",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"8",
".",
"2005",
"17",
".",
"6",
".",
"2005",
"20",
".",
"9",
".",
"2002",
"02",
".",
"02",
".",
"2001",
"1",
".",
"7",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"8",
"2005",
"17",
".",
"6",
".",
"2005",
"20",
".",
"9",
".",
"2002",
"02",
".",
"02",
".",
"2001",
"1",
".",
"7",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
"/",
"12",
"/",
"09",
"24",
"/",
"04",
"/",
"09",
"1",
".",
".",
".",
".",
"7",
".",
"2011",
"29",
".",
"5",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
"/",
"12",
"/",
"09",
"24",
"/",
"04",
"/",
"09",
"1",
".",
".",
".",
".",
"7",
".",
"2011",
"29",
".",
"5",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
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Ementa e Acórdão
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.187 RIO
GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO
DO ESTADO
DO RIO
GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
RIO GRANDE DO SUL
EMENTA
DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. DIREITO À
EDUCAÇÃO. PORTADOR DE NECESSIDADES ESPECIAIS. MENOR.
CONTRATAÇÃO DE MONITOR EDUCACIONAL. FUNDAMENTO
INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE PARA MANUTENÇÃO DO
ACÓRDÃO RECORRIDO. LEIS Nºs 7.853/89 E 9.394/96 E ESTATUTO DA
CRIANÇA E DO ADOLESCENTE - ECA. APLICAÇÃO DA SÚMULA
283/STF. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM
04.6.2014.
A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões
recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional aplicada
à espécie, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível,
portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário,
considerada a disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior.
A jurisprudência desta Corte não admite recurso extraordinário
contra acórdão que contém fundamento infraconstitucional suficiente e
este se torna imodificável. Aplicação da Súmula 283/STF: “É inadmissível o
recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um
fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”. Precedentes.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8257906.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
ARE 863187 AGR / RS
Agravo regimental conhecido e não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 14 de abril de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8257906.
Supremo Tribunal Federal
ARE 863187 AGR / RS
Agravo regimental conhecido e não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 14 de abril de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.187 RIO
GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO
DO ESTADO
DO RIO
GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
RIO GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por
mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu agravo em
recurso extraordinário, maneja agravo regimental o Estado do Rio
Grande do Sul.
O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de
que há ofensa direta e frontal ao texto constitucional. Sustenta a não
incidência da Súmula 283/STF, pois “(...) o fundamento para o deferimento do
pedido é a Constituição Federal, mais especificamente, os seus arts. 205 e 206 da
Carta Maior. (…) Assim, não há falar que o acórdão de origem utilizou dois
fundamentos de ordem diferente para deferir o pleito da parte autora (…) uma
vez que fundamentou sua decisão em dispositivos constitucionais, apenas
demostrando que tais direitos também constam da legislação infraconstitucional
(...)” (fls. 227-9). Reitera a afronta aos arts. 2º, 37, caput, II e XXI, e 165 da
Constituição Federal. Requer o provimento do recurso.
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul julgou a
controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo:
“AGRAVO INTERNO. MENOR, PORTADORA DE
NECESSIDADES ESPECIAIS. MONITOR EDUCACIONAL.
DIREITO
DE
ACESSO
À
EDUCAÇÃO
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8257907.
Supremo Tribunal Federal
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.187 RIO
GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO
DO ESTADO
DO RIO
GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
RIO GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por
mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu agravo em
recurso extraordinário, maneja agravo regimental o Estado do Rio
Grande do Sul.
O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de
que há ofensa direta e frontal ao texto constitucional. Sustenta a não
incidência da Súmula 283/STF, pois “(...) o fundamento para o deferimento do
pedido é a Constituição Federal, mais especificamente, os seus arts. 205 e 206 da
Carta Maior. (…) Assim, não há falar que o acórdão de origem utilizou dois
fundamentos de ordem diferente para deferir o pleito da parte autora (…) uma
vez que fundamentou sua decisão em dispositivos constitucionais, apenas
demostrando que tais direitos também constam da legislação infraconstitucional
(...)” (fls. 227-9). Reitera a afronta aos arts. 2º, 37, caput, II e XXI, e 165 da
Constituição Federal. Requer o provimento do recurso.
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul julgou a
controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo:
“AGRAVO INTERNO. MENOR, PORTADORA DE
NECESSIDADES ESPECIAIS. MONITOR EDUCACIONAL.
DIREITO
DE
ACESSO
À
EDUCAÇÃO
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8257907.
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Relatório
ARE 863187 AGR / RS
CONSTITUCIONALMENTE
GARANTIDO.
DEVER
SOLIDÁRIO DO PODER PÚBLICO. PRECEDENTES
JURISPRUDENCIAIS. CABÍVEL O JULGAMENTO NA
FORMA DO ART. 557 DO CPC, EM FACE DO
ENTENDIMENTO DA CÂMARA SOBRE A MATÉRIA.
RECURSO DESPROVIDO” (fl. 98).
Acórdão recorrido publicado em 04.6.2014.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8257907.
Supremo Tribunal Federal
ARE 863187 AGR / RS
CONSTITUCIONALMENTE
GARANTIDO.
DEVER
SOLIDÁRIO DO PODER PÚBLICO. PRECEDENTES
JURISPRUDENCIAIS. CABÍVEL O JULGAMENTO NA
FORMA DO ART. 557 DO CPC, EM FACE DO
ENTENDIMENTO DA CÂMARA SOBRE A MATÉRIA.
RECURSO DESPROVIDO” (fl. 98).
Acórdão recorrido publicado em 04.6.2014.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. ROSA WEBER
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.187 RIO
GRANDE DO SUL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 2º, 37, caput, II, XXI,
205 e 208, III, da Constituição Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
O Tribunal de origem decidiu a questão com fundamento
no art. 206, I, da Constituição Federal e na legislação
infraconstitucional aplicável à espécie.
Deixou o recorrente de impugnar os fundamentos da
decisão recorrida, o que atrai o óbice da Súmula STF 283: “É
inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão
recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o
recurso não abrange todos eles”.
De outra parte, a aplicação da legislação ordinária ao caso
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14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.187 RIO
GRANDE DO SUL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 2º, 37, caput, II, XXI,
205 e 208, III, da Constituição Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
O Tribunal de origem decidiu a questão com fundamento
no art. 206, I, da Constituição Federal e na legislação
infraconstitucional aplicável à espécie.
Deixou o recorrente de impugnar os fundamentos da
decisão recorrida, o que atrai o óbice da Súmula STF 283: “É
inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão
recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o
recurso não abrange todos eles”.
De outra parte, a aplicação da legislação ordinária ao caso
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 863187 AGR / RS
concreto, consideradas as circunstâncias jurídico-normativas do
acórdão recorrido, não enseja a apontada violação dos
dispositivos constitucionais indicados nas razões do apelo
extremo.
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).”
Nada colhe o agravo.
Oportuna a transcrição, ainda que em parte, do acórdão proferido
pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul:
“(...)
Conforme já apreciado quando do julgamento da
apelação, cuida-se, no caso, de menor/aluna portadora de
Malformação cerebral (agiria, paquigiria, dupla corticalidade)
que cursa com problemas motores (PC forma mista pirâmido-
extrapiramidal) e Epilepsia (fl. 17), que necessita de monitor
educacional para acompanhamento em sala de aula (fl. 16).
Assim, tratando-se de infante que apresenta dificuldades
na aprendizagem, que comprovou a sua necessidade e sendo
pobre a família, é cabível determinar a efetivação de seu direito
fundamental a saúde e a educação, como forma de proteção ao
indivíduo. O art. 206, inciso I, da Constituição Federal prevê
que o ensino será ministrado com base no princípio da
igualdade de condições para o acesso e matrícula na escola.
As Leis n. 9.394/96 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação)
e n. 7.853/89 (Lei de Apoio às Pessoas Portadoras de
Deficiência) igualmente sustentam a pretensão deduzida na
inicial, assim como o Estatuto da Criança e do Adolescente que
no art. 54, inciso III, de forma bastante específica, prescreve o
dever do Estado de assegurar atendimento educacional
especializado às crianças e aos adolescentes portadores de
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ARE 863187 AGR / RS
concreto, consideradas as circunstâncias jurídico-normativas do
acórdão recorrido, não enseja a apontada violação dos
dispositivos constitucionais indicados nas razões do apelo
extremo.
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).”
Nada colhe o agravo.
Oportuna a transcrição, ainda que em parte, do acórdão proferido
pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul:
“(...)
Conforme já apreciado quando do julgamento da
apelação, cuida-se, no caso, de menor/aluna portadora de
Malformação cerebral (agiria, paquigiria, dupla corticalidade)
que cursa com problemas motores (PC forma mista pirâmido-
extrapiramidal) e Epilepsia (fl. 17), que necessita de monitor
educacional para acompanhamento em sala de aula (fl. 16).
Assim, tratando-se de infante que apresenta dificuldades
na aprendizagem, que comprovou a sua necessidade e sendo
pobre a família, é cabível determinar a efetivação de seu direito
fundamental a saúde e a educação, como forma de proteção ao
indivíduo. O art. 206, inciso I, da Constituição Federal prevê
que o ensino será ministrado com base no princípio da
igualdade de condições para o acesso e matrícula na escola.
As Leis n. 9.394/96 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação)
e n. 7.853/89 (Lei de Apoio às Pessoas Portadoras de
Deficiência) igualmente sustentam a pretensão deduzida na
inicial, assim como o Estatuto da Criança e do Adolescente que
no art. 54, inciso III, de forma bastante específica, prescreve o
dever do Estado de assegurar atendimento educacional
especializado às crianças e aos adolescentes portadores de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 863187 AGR / RS
deficiência.
Assim, deve ser assegurado com absoluta prioridade em
relação à apelada, incumbindo ao Poder Público (gênero) a
responsabilidade de garantir seu acesso à escola, razão pela
qual deve ser mantida a decisão recorrida.
Este, também, o entendimento pacífico do STJ, no sentido
de que todos os entes públicos são responsáveis solidariamente
pelo acesso à educação pela população, como disposto no art.
205 da Constituição Federal.
(...)” (fls. 98-101).
Emerge do acórdão recorrido, alicerçado na legislação
infraconstitucional aplicável à espécie e na moldura fática, que o Tribunal
a quo assegurou à menor, portadora de necessidades especiais –
malformação cerebral (agiria, paquigiria, dupla corticalidade), problemas
motores (PC forma mista pirâmido-extrapiramidal) e epilepsia –, monitor
educacional para acompanhamento em sala de aula (fls. 98-v-9).
Nesse contexto, a suposta ofensa constitucional, somente poderia ser
constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional aplicada à
espécie – Leis nºs 7.853/89 e 9.394/96 e Estatuto da Criança e do
Adolescente – ECA -, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário. Nesse sentido, cito o seguinte julgado:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
DIREITO À EDUCAÇÃO. PORTADOR DE NECESSIDADES
ESPECIAIS. CONTRATAÇÃO DE MONITOR PARA AUXÍLIO
NAS ATIVIDADES ESCOLARES. IMPOSSIBILIDADE DE
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO
REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO” (ARE 650.154-AgR/RS, Rel. Min.
Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 05.3.2015).
3
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8257908.
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ARE 863187 AGR / RS
deficiência.
Assim, deve ser assegurado com absoluta prioridade em
relação à apelada, incumbindo ao Poder Público (gênero) a
responsabilidade de garantir seu acesso à escola, razão pela
qual deve ser mantida a decisão recorrida.
Este, também, o entendimento pacífico do STJ, no sentido
de que todos os entes públicos são responsáveis solidariamente
pelo acesso à educação pela população, como disposto no art.
205 da Constituição Federal.
(...)” (fls. 98-101).
Emerge do acórdão recorrido, alicerçado na legislação
infraconstitucional aplicável à espécie e na moldura fática, que o Tribunal
a quo assegurou à menor, portadora de necessidades especiais –
malformação cerebral (agiria, paquigiria, dupla corticalidade), problemas
motores (PC forma mista pirâmido-extrapiramidal) e epilepsia –, monitor
educacional para acompanhamento em sala de aula (fls. 98-v-9).
Nesse contexto, a suposta ofensa constitucional, somente poderia ser
constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional aplicada à
espécie – Leis nºs 7.853/89 e 9.394/96 e Estatuto da Criança e do
Adolescente – ECA -, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário. Nesse sentido, cito o seguinte julgado:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
DIREITO À EDUCAÇÃO. PORTADOR DE NECESSIDADES
ESPECIAIS. CONTRATAÇÃO DE MONITOR PARA AUXÍLIO
NAS ATIVIDADES ESCOLARES. IMPOSSIBILIDADE DE
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO
REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO” (ARE 650.154-AgR/RS, Rel. Min.
Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 05.3.2015).
3
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 863187 AGR / RS
De outra parte, o Tribunal de origem valeu-se de fundamento
infraconstitucional suficiente para solucionar a questão posta nos autos –
art. 54, III, do Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, art. 2º da Lei
7. 853/89 e Lei 9.394/96 – a qual restou preclusa por não ter sido afastada
pela via própria do recurso especial perante o STJ. Aplicação, na hipótese,
da Súmula 283/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a
decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não
abrange todos eles”. Nesse sentido:
“DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO.
RESERVA DE VAGAS PARA PORTADOR DE NECESSIDADES
ESPECIAIS. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL
SUFICIENTE PARA MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO
RECORRIDO. LEIS 8.112/1990 E 7.853/1989 E DECRETO
3.298/1999. APLICAÇÃO DA SÚMULA 283/STF. REEXAME DE
FATOS E PROVAS E ANÁLISE DO EDITAL DO CONCURSO
PÚBLICO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454/STF.
EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 12.9.2012. A suposta afronta aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais dependeria da análise de
legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário, considerada a
disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior. A jurisprudência
desta Corte não admite recurso extraordinário contra acórdão
que contém fundamento infraconstitucional suficiente e este se
torna imodificável. Aplicação da Súmula 283/STF: “É
inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão
recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o
recurso não abrange todos eles”. Precedentes. Agravo
regimental conhecido e não provido” (RE 855.573-AgR/SC,
acórdão de minha lavra, 1ª Turma, DJe 26.3.2015).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
4
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ARE 863187 AGR / RS
De outra parte, o Tribunal de origem valeu-se de fundamento
infraconstitucional suficiente para solucionar a questão posta nos autos –
art. 54, III, do Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, art. 2º da Lei
7. 853/89 e Lei 9.394/96 – a qual restou preclusa por não ter sido afastada
pela via própria do recurso especial perante o STJ. Aplicação, na hipótese,
da Súmula 283/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a
decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não
abrange todos eles”. Nesse sentido:
“DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO.
RESERVA DE VAGAS PARA PORTADOR DE NECESSIDADES
ESPECIAIS. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL
SUFICIENTE PARA MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO
RECORRIDO. LEIS 8.112/1990 E 7.853/1989 E DECRETO
3.298/1999. APLICAÇÃO DA SÚMULA 283/STF. REEXAME DE
FATOS E PROVAS E ANÁLISE DO EDITAL DO CONCURSO
PÚBLICO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454/STF.
EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 12.9.2012. A suposta afronta aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais dependeria da análise de
legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário, considerada a
disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior. A jurisprudência
desta Corte não admite recurso extraordinário contra acórdão
que contém fundamento infraconstitucional suficiente e este se
torna imodificável. Aplicação da Súmula 283/STF: “É
inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão
recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o
recurso não abrange todos eles”. Precedentes. Agravo
regimental conhecido e não provido” (RE 855.573-AgR/SC,
acórdão de minha lavra, 1ª Turma, DJe 26.3.2015).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
4
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 863187 AGR / RS
EXTRAORDINÁRIO. PENAL E PROCESSUAL PENAL.
NULIDADE DO JULGAMENTO PROFERIDO PELO
TRIBUNAL DO JÚRI E INOBSERVÂNCIA DO PRINCÍPIO DO
PROMOTOR NATURAL. ACÓRDÃO PROFERIDO PELO
TRIBUNAL
DE
JUSTIÇA,
CONTENDO
DUPLO
FUNDAMENTO: LEGAL E CONSTITUCIONAL. NÃO
INTERPOSIÇÃO SIMULTÂNEA DE RECURSO ESPECIAL.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL. ALEGAÇÃO DE
CABIMENTO SOMENTE DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO
POR ENTENDER QUE O TRIBUNAL DE ORIGEM TERIA
ADOTADO O TEMA RELACIONADO À OFENSA AO
PRINCÍPIO
DO
PROMOTOR
NATURAL
COMO
FUNDAMENTO AUTÔNOMO E SUFICIENTE PARA
DECIDIR
A
CONTROVÉRSIA.
ARGUMENTAÇÃO
INSUBSISTENTE. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
1. Tendo o tribunal de origem decidido a controvérsia com base
em fundamento constitucional e legal, impunha-se a
interposição simultânea de recurso especial, sob pena de não o
fazendo subsistir hígido o tema afeto à interpretação da
legislação ordinária. O conhecimento do extraordinário, assim,
encontra óbice na Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal.
(...)” (RE 638.757-AgR/RS, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe
26.4.2013).
“AGRAVO
REGIMENTAL.
TRIBUTÁRIO
E
PROCESSUAL. ICMS. BENS DESTINADOS AO ATIVO FIXO.
COMPENSAÇÃO. DIREITO NÃO PREVISTO NA
CONSTITUIÇÃO. BENEFÍCIO FISCAL QUE DEPENDE DE
PREVISÃO EM LEI. ART. 20, §§ 3º, I E II, E 5º, V, DA LEI
COMPLEMENTAR
87/1996.
FUNDAMENTO
INFRACONSTITUICONAL SUFICIENTE NÃO AFASTADO
PELA VIA PRÓPRIA DO RECURSO ESPECIAL PERANTE O
STJ. Não há direito constitucional assegurado ao creditamento
do ICMS incidente nas operações de aquisição de bens
destinados à integração ao ativo fixo que não se integrem
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EXTRAORDINÁRIO. PENAL E PROCESSUAL PENAL.
NULIDADE DO JULGAMENTO PROFERIDO PELO
TRIBUNAL DO JÚRI E INOBSERVÂNCIA DO PRINCÍPIO DO
PROMOTOR NATURAL. ACÓRDÃO PROFERIDO PELO
TRIBUNAL
DE
JUSTIÇA,
CONTENDO
DUPLO
FUNDAMENTO: LEGAL E CONSTITUCIONAL. NÃO
INTERPOSIÇÃO SIMULTÂNEA DE RECURSO ESPECIAL.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL. ALEGAÇÃO DE
CABIMENTO SOMENTE DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO
POR ENTENDER QUE O TRIBUNAL DE ORIGEM TERIA
ADOTADO O TEMA RELACIONADO À OFENSA AO
PRINCÍPIO
DO
PROMOTOR
NATURAL
COMO
FUNDAMENTO AUTÔNOMO E SUFICIENTE PARA
DECIDIR
A
CONTROVÉRSIA.
ARGUMENTAÇÃO
INSUBSISTENTE. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
1. Tendo o tribunal de origem decidido a controvérsia com base
em fundamento constitucional e legal, impunha-se a
interposição simultânea de recurso especial, sob pena de não o
fazendo subsistir hígido o tema afeto à interpretação da
legislação ordinária. O conhecimento do extraordinário, assim,
encontra óbice na Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal.
(...)” (RE 638.757-AgR/RS, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe
26.4.2013).
“AGRAVO
REGIMENTAL.
TRIBUTÁRIO
E
PROCESSUAL. ICMS. BENS DESTINADOS AO ATIVO FIXO.
COMPENSAÇÃO. DIREITO NÃO PREVISTO NA
CONSTITUIÇÃO. BENEFÍCIO FISCAL QUE DEPENDE DE
PREVISÃO EM LEI. ART. 20, §§ 3º, I E II, E 5º, V, DA LEI
COMPLEMENTAR
87/1996.
FUNDAMENTO
INFRACONSTITUICONAL SUFICIENTE NÃO AFASTADO
PELA VIA PRÓPRIA DO RECURSO ESPECIAL PERANTE O
STJ. Não há direito constitucional assegurado ao creditamento
do ICMS incidente nas operações de aquisição de bens
destinados à integração ao ativo fixo que não se integrem
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 863187 AGR / RS
diretamente à mercadoria circulada ou ao serviço prestado.
Trata-se de benefício fiscal cuja aplicabilidade depende de
previsão em legislação infraconstitucional. A conclusão de que a
pretensão da parte encontraria óbice no art. 20, §§ 3º, I e II, e 5º,
V, da Lei Complementar 87/1996 e no fato de a parte assumir a
condição de consumidora final dos bens adquiridos e cedidos
em comodato a terceiros consubstancia fundamento
infraconstitucional autônomo e suficiente que não foi afastado
pela via própria do recurso especial perante o Superior Tribunal
de Justiça, o que inviabiliza o trânsito do recurso extraordinário
(Súmulas 283 e 636 do STF). Agravo regimental a que se nega
provimento” (AI 763.848-AgR/PR, Rel. Min. Joaquim Barbosa,
2ª Turma, DJe 13.8.2012).
“Agravo regimental no recurso extraordinário.
Aposentado. Retorno à atividade. Contribuição previdenciária.
Súmula nº 283. Precedentes desta Corte. 1. Ocorreu a preclusão
do fundamento infraconstitucional não atacado em recurso
especial e suficiente por si só para manter o julgado. Incide na
espécie a Súmula nº 283 desta Corte. 2. As alegações deduzidas
no agravo são insuficientes para infirmar a fundamentação que
ampara a decisão agravada, a qual se encontra em sintonia com
a orientação jurisprudencial deste Supremo Tribunal Federal. 3.
Agravo regimental não provido” (RE 450.315-AgR/RS, Rel. Min.
Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 28.02.2012).
Nesse contexto, as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere ao âmbito infraconstitucional do debate.
Agravo regimental conhecido e não provido .
É como voto.
6
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Supremo Tribunal Federal
ARE 863187 AGR / RS
diretamente à mercadoria circulada ou ao serviço prestado.
Trata-se de benefício fiscal cuja aplicabilidade depende de
previsão em legislação infraconstitucional. A conclusão de que a
pretensão da parte encontraria óbice no art. 20, §§ 3º, I e II, e 5º,
V, da Lei Complementar 87/1996 e no fato de a parte assumir a
condição de consumidora final dos bens adquiridos e cedidos
em comodato a terceiros consubstancia fundamento
infraconstitucional autônomo e suficiente que não foi afastado
pela via própria do recurso especial perante o Superior Tribunal
de Justiça, o que inviabiliza o trânsito do recurso extraordinário
(Súmulas 283 e 636 do STF). Agravo regimental a que se nega
provimento” (AI 763.848-AgR/PR, Rel. Min. Joaquim Barbosa,
2ª Turma, DJe 13.8.2012).
“Agravo regimental no recurso extraordinário.
Aposentado. Retorno à atividade. Contribuição previdenciária.
Súmula nº 283. Precedentes desta Corte. 1. Ocorreu a preclusão
do fundamento infraconstitucional não atacado em recurso
especial e suficiente por si só para manter o julgado. Incide na
espécie a Súmula nº 283 desta Corte. 2. As alegações deduzidas
no agravo são insuficientes para infirmar a fundamentação que
ampara a decisão agravada, a qual se encontra em sintonia com
a orientação jurisprudencial deste Supremo Tribunal Federal. 3.
Agravo regimental não provido” (RE 450.315-AgR/RS, Rel. Min.
Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 28.02.2012).
Nesse contexto, as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere ao âmbito infraconstitucional do debate.
Agravo regimental conhecido e não provido .
É como voto.
6
Supremo Tribunal Federal
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Extrato de Ata - 14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.187
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 14.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.187
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 14.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8363463
| 2015-04-14T00:00:00
| 2015-05-06T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 14.4.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. DIREITO À EDUCAÇÃO. PORTADOR DE NECESSIDADES ESPECIAIS. MENOR. CONTRATAÇÃO DE MONITOR EDUCACIONAL. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE PARA MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. LEIS Nºs 7.853/89 E 9.394/96 E ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE - ECA. APLICAÇÃO DA SÚMULA 283/STF. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 04.6.2014.
A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior.
A jurisprudência desta Corte não admite recurso extraordinário contra acórdão que contém fundamento infraconstitucional suficiente e este se torna imodificável. Aplicação da Súmula 283/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”. Precedentes.
Agravo regimental conhecido e não provido.
|
sjur302916
|
- Acórdão(s) citado(s):
(PORTADOR DE NECESSIDADE ESPECIAL - PNE)
ARE 850154 AgR (2ªT).
(SÚMULA 283)
RE 450315 AgR (1ªT), AI 763848 AgR (2ªT), RE 638757 AgR (1ªT), RE 855573 AgR (1ªT).
Número de páginas: 11.
Análise: 19/05/2015, MAD.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
863187
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00003 LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED LEI-007853 ANO-1989\n ART-00002\n LEI ORDINÁRIA\n\n",
"LEG-FED LEI-008069 ANO-1990\n ART-00054 INC-00003\n ECA-1990 ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE\n\n",
"LEG-FED LEI-009394 ANO-1996\n LDBEN-1996 LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000283 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 863187 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.187 RIO
GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO
DO ESTADO
DO RIO
GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
RIO GRANDE DO SUL
EMENTA
DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. DIREITO À
EDUCAÇÃO. PORTADOR DE NECESSIDADES ESPECIAIS. MENOR.
CONTRATAÇÃO DE MONITOR EDUCACIONAL. FUNDAMENTO
INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE PARA MANUTENÇÃO DO
ACÓRDÃO RECORRIDO. LEIS ns 7.853/89 E 9.394/96 E ESTATUTO DA
CRIANÇA E DO ADOLESCENTE - Estatuto da Criança e do Adolescente. APLICAÇÃO DA SÚMULA
283/Supremo Tribunal Federal. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM
04.6.2014.
A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões
recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional aplicada
à espécie, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível,
portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário,
considerada a disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior.
A jurisprudência desta Corte não admite recurso extraordinário
contra acórdão que contém fundamento infraconstitucional suficiente e
este se torna imodificável. Aplicação da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o
recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um
fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”. Precedentes.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
ARE 863187 AGR / RS
Agravo regimental conhecido e não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 14 de abril de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 863187 AGR / RS
Agravo regimental conhecido e não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 14 de abril de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.187 RIO
GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO
DO ESTADO
DO RIO
GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
RIO GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por
mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu agravo em
recurso extraordinário, maneja agravo regimental o Estado do Rio
Grande do Sul.
O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de
que há ofensa direta e frontal ao texto constitucional. Sustenta a não
incidência da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal, pois “(...) o fundamento para o deferimento do
pedido é a Constituição Federal, mais especificamente, os seus arts. 205 e 206 da
Carta Maior. (…) Assim, não há falar que o acórdão de origem utilizou dois
fundamentos de ordem diferente para deferir o pleito da parte autora (…) uma
vez que fundamentou sua decisão em dispositivos constitucionais, apenas
demostrando que tais direitos também constam da legislação infraconstitucional
(...)” (fls. 227-9). Reitera a afronta aos arts. 2..., 37, caput, II e XXI, e 165 da
Constituição Federal. Requer o provimento do recurso.
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul julgou a
controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo:
“AGRAVO INTERNO. MENOR, PORTADORA DE
NECESSIDADES ESPECIAIS. MONITOR EDUCACIONAL.
DIREITO
DE
ACESSO
À
EDUCAÇÃO
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.187 RIO
GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO
DO ESTADO
DO RIO
GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
RIO GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por
mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu agravo em
recurso extraordinário, maneja agravo regimental o Estado do Rio
Grande do Sul.
O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de
que há ofensa direta e frontal ao texto constitucional. Sustenta a não
incidência da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal, pois “(...) o fundamento para o deferimento do
pedido é a Constituição Federal, mais especificamente, os seus arts. 205 e 206 da
Carta Maior. (…) Assim, não há falar que o acórdão de origem utilizou dois
fundamentos de ordem diferente para deferir o pleito da parte autora (…) uma
vez que fundamentou sua decisão em dispositivos constitucionais, apenas
demostrando que tais direitos também constam da legislação infraconstitucional
(...)” (fls. 227-9). Reitera a afronta aos arts. 2..., 37, caput, II e XXI, e 165 da
Constituição Federal. Requer o provimento do recurso.
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul julgou a
controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo:
“AGRAVO INTERNO. MENOR, PORTADORA DE
NECESSIDADES ESPECIAIS. MONITOR EDUCACIONAL.
DIREITO
DE
ACESSO
À
EDUCAÇÃO
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8257907.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
ARE 863187 AGR / RS
CONSTITUCIONALMENTE
GARANTIDO.
DEVER
SOLIDÁRIO DO PODER PÚBLICO. PRECEDENTES
JURISPRUDENCIAIS. CABÍVEL O JULGAMENTO NA
FORMA DO ART. 557 DO Código de Processo Civil, EM FACE DO
ENTENDIMENTO DA CÂMARA SOBRE A MATÉRIA.
RECURSO DESPROVIDO” (fl. 98).
Acórdão recorrido publicado em 04.6.2014.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 863187 AGR / RS
CONSTITUCIONALMENTE
GARANTIDO.
DEVER
SOLIDÁRIO DO PODER PÚBLICO. PRECEDENTES
JURISPRUDENCIAIS. CABÍVEL O JULGAMENTO NA
FORMA DO ART. 557 DO Código de Processo Civil, EM FACE DO
ENTENDIMENTO DA CÂMARA SOBRE A MATÉRIA.
RECURSO DESPROVIDO” (fl. 98).
Acórdão recorrido publicado em 04.6.2014.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.187 RIO
GRANDE DO SUL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 2..., 37, caput, II, XXI,
205 e 208, III, da Constituição Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
O Tribunal de origem decidiu a questão com fundamento
no art. 206, I, da Constituição Federal e na legislação
infraconstitucional aplicável à espécie.
Deixou o recorrente de impugnar os fundamentos da
decisão recorrida, o que atrai o óbice da Súmula Supremo Tribunal Federal 283: “É
inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão
recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o
recurso não abrange todos eles”.
De outra parte, a aplicação da legislação ordinária ao caso
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14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.187 RIO
GRANDE DO SUL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 2..., 37, caput, II, XXI,
205 e 208, III, da Constituição Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
O Tribunal de origem decidiu a questão com fundamento
no art. 206, I, da Constituição Federal e na legislação
infraconstitucional aplicável à espécie.
Deixou o recorrente de impugnar os fundamentos da
decisão recorrida, o que atrai o óbice da Súmula Supremo Tribunal Federal 283: “É
inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão
recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o
recurso não abrange todos eles”.
De outra parte, a aplicação da legislação ordinária ao caso
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 863187 AGR / RS
concreto, consideradas as circunstâncias jurídico-normativas do
acórdão recorrido, não enseja a apontada violação dos
dispositivos constitucionais indicados nas razões do apelo
extremo.
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).”
Nada colhe o agravo.
Oportuna a transcrição, ainda que em parte, do acórdão proferido
pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul:
“(...)
Conforme já apreciado quando do julgamento da
apelação, cuida-se, no caso, de menor/aluna portadora de
Malformação cerebral (agiria, paquigiria, dupla corticalidade)
que cursa com problemas motores (PC forma mista pirâmido-
extrapiramidal) e Epilepsia (fl. 17), que necessita de monitor
educacional para acompanhamento em sala de aula (fl. 16).
Assim, tratando-se de infante que apresenta dificuldades
na aprendizagem, que comprovou a sua necessidade e sendo
pobre a família, é cabível determinar a efetivação de seu direito
fundamental a saúde e a educação, como forma de proteção ao
indivíduo. O art. 206, inciso I, da Constituição Federal prevê
que o ensino será ministrado com base no princípio da
igualdade de condições para o acesso e matrícula na escola.
As Leis n. 9.394/96 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação)
e n. 7.853/89 (Lei de Apoio às Pessoas Portadoras de
Deficiência) igualmente sustentam a pretensão deduzida na
inicial, assim como o Estatuto da Criança e do Adolescente que
no art. 54, inciso III, de forma bastante específica, prescreve o
dever do Estado de assegurar atendimento educacional
especializado às crianças e aos adolescentes portadores de
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concreto, consideradas as circunstâncias jurídico-normativas do
acórdão recorrido, não enseja a apontada violação dos
dispositivos constitucionais indicados nas razões do apelo
extremo.
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).”
Nada colhe o agravo.
Oportuna a transcrição, ainda que em parte, do acórdão proferido
pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul:
“(...)
Conforme já apreciado quando do julgamento da
apelação, cuida-se, no caso, de menor/aluna portadora de
Malformação cerebral (agiria, paquigiria, dupla corticalidade)
que cursa com problemas motores (PC forma mista pirâmido-
extrapiramidal) e Epilepsia (fl. 17), que necessita de monitor
educacional para acompanhamento em sala de aula (fl. 16).
Assim, tratando-se de infante que apresenta dificuldades
na aprendizagem, que comprovou a sua necessidade e sendo
pobre a família, é cabível determinar a efetivação de seu direito
fundamental a saúde e a educação, como forma de proteção ao
indivíduo. O art. 206, inciso I, da Constituição Federal prevê
que o ensino será ministrado com base no princípio da
igualdade de condições para o acesso e matrícula na escola.
As Leis n. 9.394/96 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação)
e n. 7.853/89 (Lei de Apoio às Pessoas Portadoras de
Deficiência) igualmente sustentam a pretensão deduzida na
inicial, assim como o Estatuto da Criança e do Adolescente que
no art. 54, inciso III, de forma bastante específica, prescreve o
dever do Estado de assegurar atendimento educacional
especializado às crianças e aos adolescentes portadores de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 863187 AGR / RS
deficiência.
Assim, deve ser assegurado com absoluta prioridade em
relação à apelada, incumbindo ao Poder Público (gênero) a
responsabilidade de garantir seu acesso à escola, razão pela
qual deve ser mantida a decisão recorrida.
Este, também, o entendimento pacífico do Superior Tribunal de Justiça, no sentido
de que todos os entes públicos são responsáveis solidariamente
pelo acesso à educação pela população, como disposto no art.
205 da Constituição Federal.
(...)” (fls. 98-101).
Emerge do acórdão recorrido, alicerçado na legislação
infraconstitucional aplicável à espécie e na moldura fática, que o Tribunal
a quo assegurou à menor, portadora de necessidades especiais –
malformação cerebral (agiria, paquigiria, dupla corticalidade), problemas
motores (PC forma mista pirâmido-extrapiramidal) e epilepsia –, monitor
educacional para acompanhamento em sala de aula (fls. 98-v-9).
Nesse contexto, a suposta ofensa constitucional, somente poderia ser
constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional aplicada à
espécie – Leis ns 7.853/89 e 9.394/96 e Estatuto da Criança e do
Adolescente – Estatuto da Criança e do Adolescente -, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário. Nesse sentido, cito o seguinte julgado:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
DIREITO À EDUCAÇÃO. PORTADOR DE NECESSIDADES
ESPECIAIS. CONTRATAÇÃO DE MONITOR PARA AUXÍLIO
NAS ATIVIDADES ESCOLARES. IMPOSSIBILIDADE DE
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO
REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO” (ARE 650.154-AgR/RS, Rel. Min.
Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe 05.3.2015).
3
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deficiência.
Assim, deve ser assegurado com absoluta prioridade em
relação à apelada, incumbindo ao Poder Público (gênero) a
responsabilidade de garantir seu acesso à escola, razão pela
qual deve ser mantida a decisão recorrida.
Este, também, o entendimento pacífico do Superior Tribunal de Justiça, no sentido
de que todos os entes públicos são responsáveis solidariamente
pelo acesso à educação pela população, como disposto no art.
205 da Constituição Federal.
(...)” (fls. 98-101).
Emerge do acórdão recorrido, alicerçado na legislação
infraconstitucional aplicável à espécie e na moldura fática, que o Tribunal
a quo assegurou à menor, portadora de necessidades especiais –
malformação cerebral (agiria, paquigiria, dupla corticalidade), problemas
motores (PC forma mista pirâmido-extrapiramidal) e epilepsia –, monitor
educacional para acompanhamento em sala de aula (fls. 98-v-9).
Nesse contexto, a suposta ofensa constitucional, somente poderia ser
constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional aplicada à
espécie – Leis ns 7.853/89 e 9.394/96 e Estatuto da Criança e do
Adolescente – Estatuto da Criança e do Adolescente -, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário. Nesse sentido, cito o seguinte julgado:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
DIREITO À EDUCAÇÃO. PORTADOR DE NECESSIDADES
ESPECIAIS. CONTRATAÇÃO DE MONITOR PARA AUXÍLIO
NAS ATIVIDADES ESCOLARES. IMPOSSIBILIDADE DE
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO
REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO” (ARE 650.154-AgR/RS, Rel. Min.
Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe 05.3.2015).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 863187 AGR / RS
De outra parte, o Tribunal de origem valeu-se de fundamento
infraconstitucional suficiente para solucionar a questão posta nos autos –
art. 54, III, do Estatuto da Criança e do Adolescente – Estatuto da Criança e do Adolescente, art. 2... da Lei
7. 853/89 e Lei 9.394/96 – a qual restou preclusa por não ter sido afastada
pela via própria do recurso especial perante o Superior Tribunal de Justiça. Aplicação, na hipótese,
da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a
decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não
abrange todos eles”. Nesse sentido:
“DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO.
RESERVA DE VAGAS PARA PORTADOR DE NECESSIDADES
ESPECIAIS. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL
SUFICIENTE PARA MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO
RECORRIDO. LEIS 8.112/1990 E 7.853/1989 E DECRETO
3.298/1999. APLICAÇÃO DA SÚMULA 283/Supremo Tribunal Federal. REEXAME DE
FATOS E PROVAS E ANÁLISE DO EDITAL DO CONCURSO
PÚBLICO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454/Supremo Tribunal Federal.
EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 12.9.2012. A suposta afronta aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais dependeria da análise de
legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário, considerada a
disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior. A jurisprudência
desta Corte não admite recurso extraordinário contra acórdão
que contém fundamento infraconstitucional suficiente e este se
torna imodificável. Aplicação da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal: “É
inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão
recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o
recurso não abrange todos eles”. Precedentes. Agravo
regimental conhecido e não provido” (Recurso Extraordinário 855.573-AgR/SC,
acórdão de minha lavra, 1... Turma, DJe 26.3.2015).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
4
Supremo Tribunal Federal
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De outra parte, o Tribunal de origem valeu-se de fundamento
infraconstitucional suficiente para solucionar a questão posta nos autos –
art. 54, III, do Estatuto da Criança e do Adolescente – Estatuto da Criança e do Adolescente, art. 2... da Lei
7. 853/89 e Lei 9.394/96 – a qual restou preclusa por não ter sido afastada
pela via própria do recurso especial perante o Superior Tribunal de Justiça. Aplicação, na hipótese,
da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a
decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não
abrange todos eles”. Nesse sentido:
“DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO.
RESERVA DE VAGAS PARA PORTADOR DE NECESSIDADES
ESPECIAIS. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL
SUFICIENTE PARA MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO
RECORRIDO. LEIS 8.112/1990 E 7.853/1989 E DECRETO
3.298/1999. APLICAÇÃO DA SÚMULA 283/Supremo Tribunal Federal. REEXAME DE
FATOS E PROVAS E ANÁLISE DO EDITAL DO CONCURSO
PÚBLICO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454/Supremo Tribunal Federal.
EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 12.9.2012. A suposta afronta aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais dependeria da análise de
legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário, considerada a
disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior. A jurisprudência
desta Corte não admite recurso extraordinário contra acórdão
que contém fundamento infraconstitucional suficiente e este se
torna imodificável. Aplicação da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal: “É
inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão
recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o
recurso não abrange todos eles”. Precedentes. Agravo
regimental conhecido e não provido” (Recurso Extraordinário 855.573-AgR/SC,
acórdão de minha lavra, 1... Turma, DJe 26.3.2015).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 863187 AGR / RS
EXTRAORDINÁRIO. PENAL E PROCESSUAL PENAL.
NULIDADE DO JULGAMENTO PROFERIDO PELO
TRIBUNAL DO JÚRI E INOBSERVÂNCIA DO PRINCÍPIO DO
PROMOTOR NATURAL. ACÓRDÃO PROFERIDO PELO
TRIBUNAL
DE
JUSTIÇA,
CONTENDO
DUPLO
FUNDAMENTO: LEGAL E CONSTITUCIONAL. NÃO
INTERPOSIÇÃO SIMULTÂNEA DE RECURSO ESPECIAL.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL. ALEGAÇÃO DE
CABIMENTO SOMENTE DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO
POR ENTENDER QUE O TRIBUNAL DE ORIGEM TERIA
ADOTADO O TEMA RELACIONADO À OFENSA AO
PRINCÍPIO
DO
PROMOTOR
NATURAL
COMO
FUNDAMENTO AUTÔNOMO E SUFICIENTE PARA
DECIDIR
A
CONTROVÉRSIA.
ARGUMENTAÇÃO
INSUBSISTENTE. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
1. Tendo o tribunal de origem decidido a controvérsia com base
em fundamento constitucional e legal, impunha-se a
interposição simultânea de recurso especial, sob pena de não o
fazendo subsistir hígido o tema afeto à interpretação da
legislação ordinária. O conhecimento do extraordinário, assim,
encontra óbice na Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal.
(...)” (Recurso Extraordinário 638.757-AgR/RS, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe
26.4.2013).
“AGRAVO
REGIMENTAL.
TRIBUTÁRIO
E
PROCESSUAL. ICMS. BENS DESTINADOS AO ATIVO FIXO.
COMPENSAÇÃO. DIREITO NÃO PREVISTO NA
CONSTITUIÇÃO. BENEFÍCIO FISCAL QUE DEPENDE DE
PREVISÃO EM LEI. ART. 20, §§ 3..., I E II, E 5..., V, DA LEI
COMPLEMENTAR
87/1996.
FUNDAMENTO
INFRACONSTITUICONAL SUFICIENTE NÃO AFASTADO
PELA VIA PRÓPRIA DO RECURSO ESPECIAL PERANTE O
Superior Tribunal de Justiça. Não há direito constitucional assegurado ao creditamento
do ICMS incidente nas operações de aquisição de bens
destinados à integração ao ativo fixo que não se integrem
5
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ARE 863187 AGR / RS
EXTRAORDINÁRIO. PENAL E PROCESSUAL PENAL.
NULIDADE DO JULGAMENTO PROFERIDO PELO
TRIBUNAL DO JÚRI E INOBSERVÂNCIA DO PRINCÍPIO DO
PROMOTOR NATURAL. ACÓRDÃO PROFERIDO PELO
TRIBUNAL
DE
JUSTIÇA,
CONTENDO
DUPLO
FUNDAMENTO: LEGAL E CONSTITUCIONAL. NÃO
INTERPOSIÇÃO SIMULTÂNEA DE RECURSO ESPECIAL.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL. ALEGAÇÃO DE
CABIMENTO SOMENTE DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO
POR ENTENDER QUE O TRIBUNAL DE ORIGEM TERIA
ADOTADO O TEMA RELACIONADO À OFENSA AO
PRINCÍPIO
DO
PROMOTOR
NATURAL
COMO
FUNDAMENTO AUTÔNOMO E SUFICIENTE PARA
DECIDIR
A
CONTROVÉRSIA.
ARGUMENTAÇÃO
INSUBSISTENTE. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
1. Tendo o tribunal de origem decidido a controvérsia com base
em fundamento constitucional e legal, impunha-se a
interposição simultânea de recurso especial, sob pena de não o
fazendo subsistir hígido o tema afeto à interpretação da
legislação ordinária. O conhecimento do extraordinário, assim,
encontra óbice na Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal.
(...)” (Recurso Extraordinário 638.757-AgR/RS, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe
26.4.2013).
“AGRAVO
REGIMENTAL.
TRIBUTÁRIO
E
PROCESSUAL. ICMS. BENS DESTINADOS AO ATIVO FIXO.
COMPENSAÇÃO. DIREITO NÃO PREVISTO NA
CONSTITUIÇÃO. BENEFÍCIO FISCAL QUE DEPENDE DE
PREVISÃO EM LEI. ART. 20, §§ 3..., I E II, E 5..., V, DA LEI
COMPLEMENTAR
87/1996.
FUNDAMENTO
INFRACONSTITUICONAL SUFICIENTE NÃO AFASTADO
PELA VIA PRÓPRIA DO RECURSO ESPECIAL PERANTE O
Superior Tribunal de Justiça. Não há direito constitucional assegurado ao creditamento
do ICMS incidente nas operações de aquisição de bens
destinados à integração ao ativo fixo que não se integrem
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 863187 AGR / RS
diretamente à mercadoria circulada ou ao serviço prestado.
Trata-se de benefício fiscal cuja aplicabilidade depende de
previsão em legislação infraconstitucional. A conclusão de que a
pretensão da parte encontraria óbice no art. 20, §§ 3..., I e II, e 5...,
V, da Lei Complementar 87/1996 e no fato de a parte assumir a
condição de consumidora final dos bens adquiridos e cedidos
em comodato a terceiros consubstancia fundamento
infraconstitucional autônomo e suficiente que não foi afastado
pela via própria do recurso especial perante o Superior Tribunal
de Justiça, o que inviabiliza o trânsito do recurso extraordinário
(Súmulas 283 e 636 do Supremo Tribunal Federal). Agravo regimental a que se nega
provimento” (AI 763.848-AgR/PR, Rel. Min. Joaquim Barbosa,
2... Turma, DJe 13.8.2012).
“Agravo regimental no recurso extraordinário.
Aposentado. Retorno à atividade. Contribuição previdenciária.
Súmula n 283. Precedentes desta Corte. 1. Ocorreu a preclusão
do fundamento infraconstitucional não atacado em recurso
especial e suficiente por si só para manter o julgado. Incide na
espécie a Súmula n 283 desta Corte. 2. As alegações deduzidas
no agravo são insuficientes para infirmar a fundamentação que
ampara a decisão agravada, a qual se encontra em sintonia com
a orientação jurisprudencial deste Supremo Tribunal Federal. 3.
Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário 450.315-AgR/RS, Rel. Min.
Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 28.02.2012).
Nesse contexto, as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere ao âmbito infraconstitucional do debate.
Agravo regimental conhecido e não provido .
É como voto.
6
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ARE 863187 AGR / RS
diretamente à mercadoria circulada ou ao serviço prestado.
Trata-se de benefício fiscal cuja aplicabilidade depende de
previsão em legislação infraconstitucional. A conclusão de que a
pretensão da parte encontraria óbice no art. 20, §§ 3..., I e II, e 5...,
V, da Lei Complementar 87/1996 e no fato de a parte assumir a
condição de consumidora final dos bens adquiridos e cedidos
em comodato a terceiros consubstancia fundamento
infraconstitucional autônomo e suficiente que não foi afastado
pela via própria do recurso especial perante o Superior Tribunal
de Justiça, o que inviabiliza o trânsito do recurso extraordinário
(Súmulas 283 e 636 do Supremo Tribunal Federal). Agravo regimental a que se nega
provimento” (AI 763.848-AgR/PR, Rel. Min. Joaquim Barbosa,
2... Turma, DJe 13.8.2012).
“Agravo regimental no recurso extraordinário.
Aposentado. Retorno à atividade. Contribuição previdenciária.
Súmula n 283. Precedentes desta Corte. 1. Ocorreu a preclusão
do fundamento infraconstitucional não atacado em recurso
especial e suficiente por si só para manter o julgado. Incide na
espécie a Súmula n 283 desta Corte. 2. As alegações deduzidas
no agravo são insuficientes para infirmar a fundamentação que
ampara a decisão agravada, a qual se encontra em sintonia com
a orientação jurisprudencial deste Supremo Tribunal Federal. 3.
Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário 450.315-AgR/RS, Rel. Min.
Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 28.02.2012).
Nesse contexto, as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere ao âmbito infraconstitucional do debate.
Agravo regimental conhecido e não provido .
É como voto.
6
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11
Extrato de Ata - 14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.187
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 14.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8351018
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.187
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 14.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863 . 187",
"SÚMULA 283 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 863187 AGR / RS",
"ARE 863187 AGR / RS",
"Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 863187 AGR",
"ARE 863187 AGR / RS",
"ARE 863187 AGR / RS",
"ARE 863187 AGR / RS",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"ARE 650 . 154 - AgR / RS",
"ARE 863187 AGR / RS",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"ARE 650 . 154 - AgR / RS",
"ARE 863187 AGR / RS",
"Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 283 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULAS 279",
"Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 855 . 573 - AgR / SC",
"ARE 863187 AGR / RS",
"Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 283 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULAS 279",
"Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 855 . 573 - AgR / SC",
"SÚMULA 283 DO SUPREMO",
"Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 638 . 757 - AgR / RS",
"ARE 863187 AGR / RS",
"SÚMULA 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 638 . 757 - AgR / RS",
"Súmulas 283 e 636 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 763 . 848 - AgR / PR",
"Recurso Extraordinário 450 . 315 - AgR / RS",
"ARE 863187 AGR / RS",
"Súmulas 283 e 636 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 763 . 848 - AgR / PR",
"Súmula n 283 desta Corte",
"Recurso Extraordinário 450 . 315 - AgR / RS"
],
"LEGISLACAO": [
"LEIS ns 7 . 853 / 89",
"9",
".",
"394 /",
"96",
"ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE",
"Estatuto da Criança e do",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"arts . 205 e 206 da Carta Maior",
"arts . 2 . . . , 37 , caput , II e XXI , e 165 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"arts . 205 e 206 da Carta Maior",
"arts . 2 . . . , 37 , caput , II e XXI , e 165 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 557 DO Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 557 DO Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 2 . . . , 37 , caput , II , XXI , 205 e 208 , III , da Constituição Federal",
"art . 206 , I , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 2 . . . , 37 , caput , II , XXI , 205 e 208 , III , da Constituição Federal",
"art . 206 , I , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"art . 21 , § 1 . . . , do RISTF",
"art . 206 , inciso I , da Constituição Federal",
"Leis n . 9 . 394 / 96",
"Lei de Diretrizes e Bases da Educação",
"n",
". 7 . 853 / 89",
"Lei de Apoio",
"Estatuto da Criança e do Adolescente",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"art . 206 , inciso I , da Constituição Federal",
"Leis n . 9 . 394 / 96",
"Lei de Diretrizes e Bases da Educação",
"n",
". 7 . 853 / 89",
"Lei de Apoio",
"Estatuto da Criança e do Adolescente",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 205 da Constituição Federal",
"Leis ns 7 . 853 / 89",
"9",
".",
"394",
"/",
"96",
"Estatuto da Criança e do Adolescente",
"Estatuto da Criança e do Adolescente",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 205 da Constituição Federal",
"Leis ns 7 . 853 / 89",
"9",
".",
"394",
"/",
"96",
"Estatuto da Criança e do Adolescente",
"Estatuto da Criança e do Adolescente",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 54 , III , do Estatuto da Criança e do Adolescente",
"Estatuto da Criança e do Adolescente , art . 2 . . . da Lei 7 . 853 / 89",
"Lei 9 . 394 / 96",
"LEIS 8 . 112 / 1990",
"7",
".",
"853",
"/",
"1989",
"DECRETO 3 . 298 / 1999",
"CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 54 , III , do Estatuto da Criança e do Adolescente",
"Estatuto da Criança e do Adolescente",
"art . 2 . . . da Lei 7 . 853 / 89",
"Lei 9 . 394 / 96",
"LEIS 8 . 112 / 1990",
"7",
".",
"853",
"/",
"1989",
"DECRETO 3 . 298 / 1999",
"CONSTITUIÇÃO",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 20 , § § 3 . . . , I E II , E 5 . . . , V , DA LEI COMPLEMENTAR 87 / 1996",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 20 , § § 3 . . . , I E II , E 5 . . . , V , DA LEI COMPLEMENTAR 87 / 1996",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 20 , § § 3 . . . , I e II , e 5 . . . , V , da Lei Complementar 87 / 1996",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 20 , § § 3 . . . , I e II , e 5 . . . , V , da Lei Complementar 87 / 1996",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Estado do Rio Grande",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"CÂMARA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"2",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"2",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"1",
".",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"2",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"2",
".",
". . Turma",
"Supremo",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
".",
"Primeira",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER ARE",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER ARE",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"ROSA WEBER ARE",
"Joaquim Barbosa",
"Dias Toffoli",
"Joaquim Barbosa",
"Dias Toffoli",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"04",
".",
"6",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14 de abril de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14 de abril de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
".",
"6",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
".",
"6",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
".",
"9",
".",
"2012",
"26",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
".",
"9",
".",
"2012",
"26",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"4",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"4",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"8",
".",
"2012",
"28",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"8",
".",
"2012",
"28",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"14",
".",
"4",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"4",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.145
ESPÍRITO SANTO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:NASSAU EDITORA, RÁDIO E TELEVISÃO LTDA
ADV.(A/S)
:SIRLEI DE ALMEIDA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:JULIANA BRANDÃO COSTA
ADV.(A/S)
:LUCIANO SILVA COUTO E OUTRO(A/S)
EMENTA: DIREITO DO CONSUMIDOR. AGRAVO REGIMENTAL
EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DANO MORAL.
LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.
DECISÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA.
1. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido da ausência de
repercussão geral da questão sobre modificação de valores em
condenação de danos morais por demandar a análise do material
fático-probatório dos autos (ARE 743.771, Rel. Min. Gilmar Mendes –
Tema 655).
2. Não há repercussão geral da questão acerca da condenação de
multa por litigância de má-fé, por se tratar de matéria restrita ao âmbito
infraconstitucional (RE 633.360, Rel. Min. Presidente Cézar Peluso – Tema
401).
3. A decisão está devidamente fundamentada, embora em sentido
contrário aos interesses da parte agravante, o que não configura violação
ao art. 93, IX, da CF/88.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de maio de 2015.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Ementa e Acórdão
ARE 874145 AGR / ES
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 874145 AGR / ES
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.145
ESPÍRITO SANTO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:NASSAU EDITORA, RÁDIO E TELEVISÃO LTDA
ADV.(A/S)
:SIRLEI DE ALMEIDA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:JULIANA BRANDÃO COSTA
ADV.(A/S)
:LUCIANO SILVA COUTO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática pela qual neguei seguimento a recurso extraordinário com
agravo (art. 544, § 4º, II, a , do CPC), por entender que a decisão que
negou seguimento ao recurso extraordinário está correta e alinhada aos
precedentes firmados por esta Corte.
2.
O Juiz Presidente da 1ª Turma Recursal do Tribunal de
Justiça do Estado do Espírito Santo negou seguimento ao recurso
extraordinário pelos seguintes fundamentos: (i) o c. STF já pacificou o
entendimento de que o art. 93, IX, da CF/88 exige apenas que a decisão esteja
motivada, ou seja, não se exige que a decisão seja amplamente fundamentada,
apenas sendo necessário que o julgador exponha as razões de seu conhecimento;
(ii) não se vislumbra ofensa direta aos dispositivos constitucionais invocados); e
(iii) a conclusão contida no v. acórdão se encontra em estrita consonância com o
entendimento do Pretório Excelso.
3.
A parte agravante insiste que “não cometera qualquer ato
ilícito, os danos morais não foram comprovados, e acima de tudo, a indenização
não é proporcional ao agravo. A não admissão dos recursos interpostos, em tais
circunstâncias, por óbvio que implica em cerceamento do direito de defesa”.
4.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8548868.
Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.145
ESPÍRITO SANTO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:NASSAU EDITORA, RÁDIO E TELEVISÃO LTDA
ADV.(A/S)
:SIRLEI DE ALMEIDA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:JULIANA BRANDÃO COSTA
ADV.(A/S)
:LUCIANO SILVA COUTO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática pela qual neguei seguimento a recurso extraordinário com
agravo (art. 544, § 4º, II, a , do CPC), por entender que a decisão que
negou seguimento ao recurso extraordinário está correta e alinhada aos
precedentes firmados por esta Corte.
2.
O Juiz Presidente da 1ª Turma Recursal do Tribunal de
Justiça do Estado do Espírito Santo negou seguimento ao recurso
extraordinário pelos seguintes fundamentos: (i) o c. STF já pacificou o
entendimento de que o art. 93, IX, da CF/88 exige apenas que a decisão esteja
motivada, ou seja, não se exige que a decisão seja amplamente fundamentada,
apenas sendo necessário que o julgador exponha as razões de seu conhecimento;
(ii) não se vislumbra ofensa direta aos dispositivos constitucionais invocados); e
(iii) a conclusão contida no v. acórdão se encontra em estrita consonância com o
entendimento do Pretório Excelso.
3.
A parte agravante insiste que “não cometera qualquer ato
ilícito, os danos morais não foram comprovados, e acima de tudo, a indenização
não é proporcional ao agravo. A não admissão dos recursos interpostos, em tais
circunstâncias, por óbvio que implica em cerceamento do direito de defesa”.
4.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.145
ESPÍRITO SANTO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora
agravada.
2.
Quanto à alegada ofensa ao art. 93, IX, da Constituição, o
Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões
judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que
contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse
sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a ementa
do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar
Mendes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral.”
3.
Ademais a jurisprudência desta Corte é firme no sentido
da ausência de repercussão geral da questão sobre modificação de valores
em condenação de danos morais, por demandar a análise do material
fático-probatório dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.145
ESPÍRITO SANTO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora
agravada.
2.
Quanto à alegada ofensa ao art. 93, IX, da Constituição, o
Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões
judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que
contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse
sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a ementa
do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar
Mendes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral.”
3.
Ademais a jurisprudência desta Corte é firme no sentido
da ausência de repercussão geral da questão sobre modificação de valores
em condenação de danos morais, por demandar a análise do material
fático-probatório dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 874145 AGR / ES
incidência da Súmula 279/STF. Veja-se, a propósito, a ementa do ARE
743.771-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes:
“DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. VALOR
FIXADO A TÍTULO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS
MORAIS. REEXAME DO ACERVO FÁTICO-PROBATÓRIO
DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DO
ENUNCIADO 279 DA SÚMULA DO STF. AUSÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL.”
4.
Quanto à condenação de multa por litigância de má-fé,
incide, igualmente, o pacífico entendimento do Supremo Tribunal Federal
no sentido da ausência de repercussão geral da questão ora debatida.
Nessa linha, veja-se a ementa do RE 633.360-RG, julgado sob a relatoria
do Ministro Presidente, à época Ministro Cezar Peluso:
“RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Multa.
Litigância de má-fé. Tema infraconstitucional. Precedentes.
Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não
conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso
extraordinário que, tendo por objeto a aplicação de multa por
litigância de má-fé, com fundamento no art. 18 do CPC, nos
casos de interposição de recursos com manifesto propósito
protelatório, versa sobre tema infraconstitucional.”
5.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 874145 AGR / ES
incidência da Súmula 279/STF. Veja-se, a propósito, a ementa do ARE
743.771-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes:
“DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. VALOR
FIXADO A TÍTULO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS
MORAIS. REEXAME DO ACERVO FÁTICO-PROBATÓRIO
DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DO
ENUNCIADO 279 DA SÚMULA DO STF. AUSÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL.”
4.
Quanto à condenação de multa por litigância de má-fé,
incide, igualmente, o pacífico entendimento do Supremo Tribunal Federal
no sentido da ausência de repercussão geral da questão ora debatida.
Nessa linha, veja-se a ementa do RE 633.360-RG, julgado sob a relatoria
do Ministro Presidente, à época Ministro Cezar Peluso:
“RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Multa.
Litigância de má-fé. Tema infraconstitucional. Precedentes.
Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não
conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso
extraordinário que, tendo por objeto a aplicação de multa por
litigância de má-fé, com fundamento no art. 18 do CPC, nos
casos de interposição de recursos com manifesto propósito
protelatório, versa sobre tema infraconstitucional.”
5.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.145
PROCED. : ESPÍRITO SANTO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : NASSAU EDITORA, RÁDIO E TELEVISÃO LTDA
ADV.(A/S) : SIRLEI DE ALMEIDA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : JULIANA BRANDÃO COSTA
ADV.(A/S) : LUCIANO SILVA COUTO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.145
PROCED. : ESPÍRITO SANTO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : NASSAU EDITORA, RÁDIO E TELEVISÃO LTDA
ADV.(A/S) : SIRLEI DE ALMEIDA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : JULIANA BRANDÃO COSTA
ADV.(A/S) : LUCIANO SILVA COUTO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8617353
| 2015-05-19T00:00:00
| 2015-06-03T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: DIREITO DO CONSUMIDOR. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DANO MORAL. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. DECISÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA.
1. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido da ausência de repercussão geral da questão sobre modificação de valores em condenação de danos morais por demandar a análise do material fático-probatório dos autos (ARE 743.771, Rel. Min. Gilmar Mendes – Tema 655).
2. Não há repercussão geral da questão acerca da condenação de multa por litigância de má-fé, por se tratar de matéria restrita ao âmbito infraconstitucional (RE 633.360, Rel. Min. Presidente Cézar Peluso – Tema 401).
3. A decisão está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante, o que não configura violação ao art. 93, IX, da CF/88.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur307217
|
- Acórdão(s) citado(s):
(DANO MORAL, VALOR DA INDENIZAÇÃO)
ARE 743771 RG.
(MULTA POR LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ)
RE 633360 RG.
(FUNDAMENTAÇÃO)
AI 791292 QO-RG.
Número de páginas: 6.
Análise: 22/06/2015, MJC.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
874145
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 874145 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : NASSAU EDITORA, RÁDIO E TELEVISÃO LTDA
ADV.(A/S) : SIRLEI DE ALMEIDA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : JULIANA BRANDÃO COSTA
ADV.(A/S) : LUCIANO SILVA COUTO E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.145
ESPÍRITO SANTO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:NASSAU EDITORA, RÁDIO E TELEVISÃO LTDA
ADV.(A/S)
:SIRLEI DE ALMEIDA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:JULIANA BRANDÃO COSTA
ADV.(A/S)
:LUCIANO SILVA COUTO E OUTRO(A/S)
EMENTA: DIREITO DO CONSUMIDOR. AGRAVO REGIMENTAL
EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DANO MORAL.
LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.
DECISÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA.
1. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido da ausência de
repercussão geral da questão sobre modificação de valores em
condenação de danos morais por demandar a análise do material
fático-probatório dos autos (ARE 743.771, Rel. Min. Gilmar Mendes –
Tema 655).
2. Não há repercussão geral da questão acerca da condenação de
multa por litigância de má-fé, por se tratar de matéria restrita ao âmbito
infraconstitucional (Recurso Extraordinário 633.360, Rel. Min. Presidente Cézar Peluso – Tema
401).
3. A decisão está devidamente fundamentada, embora em sentido
contrário aos interesses da parte agravante, o que não configura violação
ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de maio de 2015.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Ementa e Acórdão
ARE 874145 AGR / ES
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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ARE 874145 AGR / ES
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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Relatório
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.145
ESPÍRITO SANTO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:NASSAU EDITORA, RÁDIO E TELEVISÃO LTDA
ADV.(A/S)
:SIRLEI DE ALMEIDA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:JULIANA BRANDÃO COSTA
ADV.(A/S)
:LUCIANO SILVA COUTO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática pela qual neguei seguimento a recurso extraordinário com
agravo (art. 544, § 4..., II, a , do Código de Processo Civil), por entender que a decisão que
negou seguimento ao recurso extraordinário está correta e alinhada aos
precedentes firmados por esta Corte.
2.
O Juiz Presidente da 1... Turma Recursal do Tribunal de
Justiça do Estado do Espírito Santo negou seguimento ao recurso
extraordinário pelos seguintes fundamentos: (i) o c. Supremo Tribunal Federal já pacificou o
entendimento de que o art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88 exige apenas que a decisão esteja
motivada, ou seja, não se exige que a decisão seja amplamente fundamentada,
apenas sendo necessário que o julgador exponha as razões de seu conhecimento;
(ii) não se vislumbra ofensa direta aos dispositivos constitucionais invocados); e
(iii) a conclusão contida no v. acórdão se encontra em estrita consonância com o
entendimento do Pretório Excelso.
3.
A parte agravante insiste que “não cometera qualquer ato
ilícito, os danos morais não foram comprovados, e acima de tudo, a indenização
não é proporcional ao agravo. A não admissão dos recursos interpostos, em tais
circunstâncias, por óbvio que implica em cerceamento do direito de defesa”.
4.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.145
ESPÍRITO SANTO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:NASSAU EDITORA, RÁDIO E TELEVISÃO LTDA
ADV.(A/S)
:SIRLEI DE ALMEIDA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:JULIANA BRANDÃO COSTA
ADV.(A/S)
:LUCIANO SILVA COUTO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática pela qual neguei seguimento a recurso extraordinário com
agravo (art. 544, § 4..., II, a , do Código de Processo Civil), por entender que a decisão que
negou seguimento ao recurso extraordinário está correta e alinhada aos
precedentes firmados por esta Corte.
2.
O Juiz Presidente da 1... Turma Recursal do Tribunal de
Justiça do Estado do Espírito Santo negou seguimento ao recurso
extraordinário pelos seguintes fundamentos: (i) o c. Supremo Tribunal Federal já pacificou o
entendimento de que o art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88 exige apenas que a decisão esteja
motivada, ou seja, não se exige que a decisão seja amplamente fundamentada,
apenas sendo necessário que o julgador exponha as razões de seu conhecimento;
(ii) não se vislumbra ofensa direta aos dispositivos constitucionais invocados); e
(iii) a conclusão contida no v. acórdão se encontra em estrita consonância com o
entendimento do Pretório Excelso.
3.
A parte agravante insiste que “não cometera qualquer ato
ilícito, os danos morais não foram comprovados, e acima de tudo, a indenização
não é proporcional ao agravo. A não admissão dos recursos interpostos, em tais
circunstâncias, por óbvio que implica em cerceamento do direito de defesa”.
4.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.145
ESPÍRITO SANTO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora
agravada.
2.
Quanto à alegada ofensa ao art. 93, IX, da Constituição, o
Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões
judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que
contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse
sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a ementa
do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar
Mendes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral.”
3.
Ademais a jurisprudência desta Corte é firme no sentido
da ausência de repercussão geral da questão sobre modificação de valores
em condenação de danos morais, por demandar a análise do material
fático-probatório dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8548869.
Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.145
ESPÍRITO SANTO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora
agravada.
2.
Quanto à alegada ofensa ao art. 93, IX, da Constituição, o
Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões
judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que
contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse
sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a ementa
do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar
Mendes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral.”
3.
Ademais a jurisprudência desta Corte é firme no sentido
da ausência de repercussão geral da questão sobre modificação de valores
em condenação de danos morais, por demandar a análise do material
fático-probatório dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 874145 AGR / ES
incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Veja-se, a propósito, a ementa do ARE
743.771-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes:
“DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. VALOR
FIXADO A TÍTULO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS
MORAIS. REEXAME DO ACERVO FÁTICO-PROBATÓRIO
DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DO
ENUNCIADO 279 DA SÚMULA DO Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL.”
4.
Quanto à condenação de multa por litigância de má-fé,
incide, igualmente, o pacífico entendimento do Supremo Tribunal Federal
no sentido da ausência de repercussão geral da questão ora debatida.
Nessa linha, veja-se a ementa do Recurso Extraordinário 633.360-RG, julgado sob a relatoria
do Ministro Presidente, à época Ministro Cezar Peluso:
“RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Multa.
Litigância de má-fé. Tema infraconstitucional. Precedentes.
Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não
conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso
extraordinário que, tendo por objeto a aplicação de multa por
litigância de má-fé, com fundamento no art. 18 do Código de Processo Civil, nos
casos de interposição de recursos com manifesto propósito
protelatório, versa sobre tema infraconstitucional.”
5.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 874145 AGR / ES
incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Veja-se, a propósito, a ementa do ARE
743.771-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes:
“DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. VALOR
FIXADO A TÍTULO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS
MORAIS. REEXAME DO ACERVO FÁTICO-PROBATÓRIO
DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DO
ENUNCIADO 279 DA SÚMULA DO Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL.”
4.
Quanto à condenação de multa por litigância de má-fé,
incide, igualmente, o pacífico entendimento do Supremo Tribunal Federal
no sentido da ausência de repercussão geral da questão ora debatida.
Nessa linha, veja-se a ementa do Recurso Extraordinário 633.360-RG, julgado sob a relatoria
do Ministro Presidente, à época Ministro Cezar Peluso:
“RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Multa.
Litigância de má-fé. Tema infraconstitucional. Precedentes.
Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não
conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso
extraordinário que, tendo por objeto a aplicação de multa por
litigância de má-fé, com fundamento no art. 18 do Código de Processo Civil, nos
casos de interposição de recursos com manifesto propósito
protelatório, versa sobre tema infraconstitucional.”
5.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.145
PROCED. : ESPÍRITO SANTO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : NASSAU EDITORA, RÁDIO E TELEVISÃO LTDA
ADV.(A/S) : SIRLEI DE ALMEIDA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : JULIANA BRANDÃO COSTA
ADV.(A/S) : LUCIANO SILVA COUTO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874.145
PROCED. : ESPÍRITO SANTO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : NASSAU EDITORA, RÁDIO E TELEVISÃO LTDA
ADV.(A/S) : SIRLEI DE ALMEIDA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : JULIANA BRANDÃO COSTA
ADV.(A/S) : LUCIANO SILVA COUTO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 874 . 145",
"ARE 743 . 771",
"Recurso Extraordinário 633 . 360",
"ARE 874145 AGR / ES",
"ARE 874145 AGR / ES",
"AI 791 . 292 - QO - RG",
"AI 791 . 292 - QO",
"ARE 874145 AGR / ES",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 743 . 771 - RG",
"ENUNCIADO 279 DA SÚMULA DO Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 633 . 360 - RG",
"RECURSO",
"ARE 874145 AGR / ES",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 743 . 771 - RG",
"ENUNCIADO 279 DA SÚMULA DO Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 633 . 360 - RG"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § §",
"incisos XXXV e LX do art . 5 . .",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 . . .",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 18 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 18 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"ESPÍRITO SANTO",
"Brasília",
"ESPÍRITO SANTO",
"ESPÍRITO SANTO",
"ESPÍRITO SANTO",
"ESPÍRITO SANTO",
"ESPÍRITO SANTO",
"ESPÍRITO SANTO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"NASSAU EDITORA , RÁDIO E TELEVISÃO LTDA",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"1",
".",
".",
"Turma Recursal do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"NASSAU EDITORA , RÁDIO E TELEVISÃO LTDA",
"1",
".",
"Turma Recursal do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Plenário deste",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"NASSAU EDITORA , RÁDIO E TELEVISÃO LTDA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"NASSAU EDITORA , RÁDIO E TELEVISÃO LTDA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"SIRLEI DE ALMEIDA",
"JULIANA BRANDÃO COSTA",
"LUCIANO SILVA COUTO",
"Gilmar Mendes",
"Cézar Peluso",
"Rosa Weber",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"NASSAU",
"SIRLEI DE ALMEIDA",
"JULIANA BRANDÃO COSTA",
"LUCIANO SILVA COUTO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"SIRLEI DE ALMEIDA",
"JULIANA BRANDÃO COSTA",
"LUCIANO SILVA COUTO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Gilmar Mendes",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Gilmar Mendes",
"ROBERTO BARROSO",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"ROBERTO BARROSO",
"SIRLEI DE ALMEIDA",
"JULIANA BRANDÃO COSTA",
"LUCIANO SILVA COUTO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"SIRLEI DE ALMEIDA",
"JULIANA BRANDÃO COSTA",
"LUCIANO SILVA COUTO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 794.523 BAHIA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:PROMÉDICA - PROTEÇÃO MÉDICA A EMPRESAS
S/A
ADV.(A/S)
:GUSTAVO DA CRUZ RODRIGUES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ADRIANO LOBO MOREIRA
AGDO.(A/S)
:CIRO DA CONCEIÇÃO MOREIRA
AGDO.(A/S)
:IRACEMA SOARES BACELAR
ADV.(A/S)
:ADRIANO LOBO MOREIRA
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário. Direito do
Consumidor. Prequestionamento. Ausência. Contrato de plano de
saúde. Rescisão unilateral. Abusividade. Legislação infraconstitucional.
Ofensa reflexa. Cláusulas contratuais. Reexame. Impossibilidade.
Precedentes.
1. Os dispositivos constitucionais tidos como violados não foram
examinados pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas nºs 282 e
356 do STF.
2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação
infraconstitucional e o reexame de cláusulas contratuais. Incidência das
Súmulas nºs 636 e 454/STF.
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8694132.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13
Ementa e Acórdão
RE 794523 AGR / BA
Brasília, 26 de maio de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 794523 AGR / BA
Brasília, 26 de maio de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Relatório
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 794.523 BAHIA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:PROMÉDICA - PROTEÇÃO MÉDICA A EMPRESAS
S/A
ADV.(A/S)
:GUSTAVO DA CRUZ RODRIGUES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ADRIANO LOBO MOREIRA
AGDO.(A/S)
:CIRO DA CONCEIÇÃO MOREIRA
AGDO.(A/S)
:IRACEMA SOARES BACELAR
ADV.(A/S)
:ADRIANO LOBO MOREIRA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
PROMÉDICA - Proteção Médica a Empresas S.A. - interpõe
tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento
ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Promédica – Proteção Médica a Empresas S.A. interpõe
recurso extraordinário contra acórdão da Quinta Turma
Recursal dos Juizados Especiais do Estado da Bahia, assim
ementado:
‘RECURSO
INONIMADO.
AÇÃO
INDENIZATÓRIA. PLANO DE SAÚDE COLETIVO.
CANCELAMENTO.
INADMISSIBILIDADE.
APLICAÇÃO DO CDC. CLÁUSULA LEONINA QUE
PREJUDICA OS REAIS BENEFICIÁRIOS (PESSOAS
FÍSICAS). OBRIGAÇÃO DE MANTER OS AUTORES
VINCULADOS AO PLANO NA FORMA DO
CONTRATO.
PROCEDÊNCIA
DO
PEDIDO.
MANUTENÇÃO SENTENCIAL PELOS PRÓPRIOS
FUNDAMENTOS.
RECURSO
CONHECIDO
E
IMPROVIDO, COM A CONSEQUENTE CONDENAÇÃO
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8694129.
Supremo Tribunal Federal
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 794.523 BAHIA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:PROMÉDICA - PROTEÇÃO MÉDICA A EMPRESAS
S/A
ADV.(A/S)
:GUSTAVO DA CRUZ RODRIGUES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ADRIANO LOBO MOREIRA
AGDO.(A/S)
:CIRO DA CONCEIÇÃO MOREIRA
AGDO.(A/S)
:IRACEMA SOARES BACELAR
ADV.(A/S)
:ADRIANO LOBO MOREIRA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
PROMÉDICA - Proteção Médica a Empresas S.A. - interpõe
tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento
ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Promédica – Proteção Médica a Empresas S.A. interpõe
recurso extraordinário contra acórdão da Quinta Turma
Recursal dos Juizados Especiais do Estado da Bahia, assim
ementado:
‘RECURSO
INONIMADO.
AÇÃO
INDENIZATÓRIA. PLANO DE SAÚDE COLETIVO.
CANCELAMENTO.
INADMISSIBILIDADE.
APLICAÇÃO DO CDC. CLÁUSULA LEONINA QUE
PREJUDICA OS REAIS BENEFICIÁRIOS (PESSOAS
FÍSICAS). OBRIGAÇÃO DE MANTER OS AUTORES
VINCULADOS AO PLANO NA FORMA DO
CONTRATO.
PROCEDÊNCIA
DO
PEDIDO.
MANUTENÇÃO SENTENCIAL PELOS PRÓPRIOS
FUNDAMENTOS.
RECURSO
CONHECIDO
E
IMPROVIDO, COM A CONSEQUENTE CONDENAÇÃO
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13
Relatório
RE 794523 AGR / BA
DAS CUSTAS E HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS’.
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
No recurso extraordinário sustenta-se violação dos artigos
5º, incisos II, XXXV e LV, 93, inciso IX, 170, parágrafo único, 196
e 199, da Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar.
No que se refere aos artigos 5º, inciso LV, 93 inciso IX, 196
e 199, da Constituição Federal, apontados como violados,
carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os
acórdãos proferidos pela origem não cuidaram das referidas
normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos
declaratórios opostos pela recorrente. Incidem na espécie as
Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte.
Por outro lado, a jurisprudência desta Corte está
consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos
princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla
defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas
infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta
ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 794523 AGR / BA
DAS CUSTAS E HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS’.
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
No recurso extraordinário sustenta-se violação dos artigos
5º, incisos II, XXXV e LV, 93, inciso IX, 170, parágrafo único, 196
e 199, da Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar.
No que se refere aos artigos 5º, inciso LV, 93 inciso IX, 196
e 199, da Constituição Federal, apontados como violados,
carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os
acórdãos proferidos pela origem não cuidaram das referidas
normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos
declaratórios opostos pela recorrente. Incidem na espécie as
Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte.
Por outro lado, a jurisprudência desta Corte está
consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos
princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla
defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas
infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta
ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13
Relatório
RE 794523 AGR / BA
recurso extraordinário. Nesse sentido:
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou
assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância
essa que impede a utilização do recurso extraordinário.
Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
Por fim, para divergir do entendimento firmado pelo
Tribunal de origem, seria necessário o reexame das disposições
do Código de Defesa do Consumidor e das cláusulas do
contrato celebrado entre as partes, o que é inadmissível em sede
de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 454 e 636
desta Corte. Sobre o tema, anote-se:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONSUMIDOR. PLANO DE
SAÚDE. RESCISÃO UNILATERAL. QUESTÃO QUE
DEMANDA ANÁLISE DE DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
REFLEXA.
REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO.
IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF.
INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS.
ÓBICE DA SÚMULA 454 DO STF. 1. A rescisão contratual,
quando sub judice a controvérsia, demanda a análise de
normas infraconstitucionais, do conjunto fático-probatório
dos autos e das cláusulas contratuais, o que atrai a
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Supremo Tribunal Federal
RE 794523 AGR / BA
recurso extraordinário. Nesse sentido:
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou
assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância
essa que impede a utilização do recurso extraordinário.
Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
Por fim, para divergir do entendimento firmado pelo
Tribunal de origem, seria necessário o reexame das disposições
do Código de Defesa do Consumidor e das cláusulas do
contrato celebrado entre as partes, o que é inadmissível em sede
de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 454 e 636
desta Corte. Sobre o tema, anote-se:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONSUMIDOR. PLANO DE
SAÚDE. RESCISÃO UNILATERAL. QUESTÃO QUE
DEMANDA ANÁLISE DE DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
REFLEXA.
REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO.
IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF.
INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS.
ÓBICE DA SÚMULA 454 DO STF. 1. A rescisão contratual,
quando sub judice a controvérsia, demanda a análise de
normas infraconstitucionais, do conjunto fático-probatório
dos autos e das cláusulas contratuais, o que atrai a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13
Relatório
RE 794523 AGR / BA
incidência das Súmulas 279 e 454 desta Corte. 2. A
violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal
decorrente da necessidade de análise de malferimento de
dispositivo infraconstitucional, torna inadmissível o
recurso extraordinário. 3. A interpretação de cláusulas
contratuais não viabiliza o recurso extraordinário, a teor
do Enunciado da Súmula 454 do Supremo Tribunal
Federal, verbis: ‘Simples interpretação de cláusulas
contratuais não dá lugar a recurso extraordinário’. 4. In
casu, o acórdão extraordinariamente recorrido assentou:
‘RECURSO INOMINADO. PLANO DE SAÚDE
COLETIVO. CANCELAMENTO UNILATERAL EM
RAZÃO DE DISPOSTO CONTRATUAL QUE
AUTORIZARIA ESTA MEDIDA. CLÁUSULA ABUSIVA.
MANUTENÇÃO DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE
PLANO DE SAÚDE NOS MOLDES ANTERIORES À
RESCISÃO’. 5. Agravo regimental DESPROVIDO’ (RE nº
801.411/BA-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz
Fux, DJe de 25/8/14).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. DEVOLUÇÃO IMEDIATA DO VALOR
PAGO PELO CONSORCIADO DESISTENTE. OFENSA
INDIRETA. REEXAME DE FATOS E PROVAS E ANÁLISE
DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. IMPOSSIBILIDADE
EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. Devolução
imediata pela empresa administradora do consórcio do
valor pago pelo consorciado que desiste de continuar no
grupo. Controvérsia decidida à luz de legislação
infraconstitucional. 3. Reexame de fatos e provas e análise
de cláusulas contratuais. Inviabilidade do recurso
extraordinário. Súmulas ns. 279 e 454 do Supremo
Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega
provimento’ (AI nº 671.754/ES-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 11/4/08).
4
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Supremo Tribunal Federal
RE 794523 AGR / BA
incidência das Súmulas 279 e 454 desta Corte. 2. A
violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal
decorrente da necessidade de análise de malferimento de
dispositivo infraconstitucional, torna inadmissível o
recurso extraordinário. 3. A interpretação de cláusulas
contratuais não viabiliza o recurso extraordinário, a teor
do Enunciado da Súmula 454 do Supremo Tribunal
Federal, verbis: ‘Simples interpretação de cláusulas
contratuais não dá lugar a recurso extraordinário’. 4. In
casu, o acórdão extraordinariamente recorrido assentou:
‘RECURSO INOMINADO. PLANO DE SAÚDE
COLETIVO. CANCELAMENTO UNILATERAL EM
RAZÃO DE DISPOSTO CONTRATUAL QUE
AUTORIZARIA ESTA MEDIDA. CLÁUSULA ABUSIVA.
MANUTENÇÃO DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE
PLANO DE SAÚDE NOS MOLDES ANTERIORES À
RESCISÃO’. 5. Agravo regimental DESPROVIDO’ (RE nº
801.411/BA-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz
Fux, DJe de 25/8/14).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. DEVOLUÇÃO IMEDIATA DO VALOR
PAGO PELO CONSORCIADO DESISTENTE. OFENSA
INDIRETA. REEXAME DE FATOS E PROVAS E ANÁLISE
DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. IMPOSSIBILIDADE
EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. Devolução
imediata pela empresa administradora do consórcio do
valor pago pelo consorciado que desiste de continuar no
grupo. Controvérsia decidida à luz de legislação
infraconstitucional. 3. Reexame de fatos e provas e análise
de cláusulas contratuais. Inviabilidade do recurso
extraordinário. Súmulas ns. 279 e 454 do Supremo
Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega
provimento’ (AI nº 671.754/ES-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 11/4/08).
4
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Relatório
RE 794523 AGR / BA
‘1. Recurso extraordinário que não reúne condições
de admissibilidade por envolver reexame de cláusula
contratual (Súmula STF nº 454) e de legislação
infraconstitucional. 2. Agravo regimental improvido’ (AI
nº 454.147/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra
Ellen Gracie, DJ de 3/5/05).
Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do
Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso
extraordinário.
Publique-se. ”
Insiste a agravante que teriam sido violados os arts. 5º, incisos II,
XXXV e LV; 93, inciso IX; 170, parágrafo único; 196 e 199 da Constituição
Federal e que as mencionadas ofensas teriam sido prequestionadas.
Aduz, ainda, que as citadas violações do texto constitucional seriam
diretas.
É o relatório.
5
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Supremo Tribunal Federal
RE 794523 AGR / BA
‘1. Recurso extraordinário que não reúne condições
de admissibilidade por envolver reexame de cláusula
contratual (Súmula STF nº 454) e de legislação
infraconstitucional. 2. Agravo regimental improvido’ (AI
nº 454.147/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra
Ellen Gracie, DJ de 3/5/05).
Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do
Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso
extraordinário.
Publique-se. ”
Insiste a agravante que teriam sido violados os arts. 5º, incisos II,
XXXV e LV; 93, inciso IX; 170, parágrafo único; 196 e 199 da Constituição
Federal e que as mencionadas ofensas teriam sido prequestionadas.
Aduz, ainda, que as citadas violações do texto constitucional seriam
diretas.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 794.523 BAHIA
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Conforme expresso na decisão agravada, os arts. 5º, inciso LV; 93,
inciso IX; 196 e 199 da Constituição Federal, apontados como violados no
recurso extraordinário, carecem do necessário prequestionamento, sendo
certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram
das referidas norma. Ressalte-se, também, que os referidos dispositivos
não foram objeto dos embargos de declaração opostos pela recorrente.
Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF.
É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar
que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido
tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados
pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha
versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não
ocorreu no caso em tela.
Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no
sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do
acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que
permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo
constitucional.
Sobre o tema, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGADA AFRONTA
AO ART. 109, I, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA
DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/STF.
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 454/STF.
COMPETÊNCIA
DOS
JUIZADOS
ESPECIAIS.
COMPLEXIDADE DA CAUSA. PRODUÇÃO PROBATÓRIA.
AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA. A
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Supremo Tribunal Federal
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 794.523 BAHIA
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Conforme expresso na decisão agravada, os arts. 5º, inciso LV; 93,
inciso IX; 196 e 199 da Constituição Federal, apontados como violados no
recurso extraordinário, carecem do necessário prequestionamento, sendo
certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram
das referidas norma. Ressalte-se, também, que os referidos dispositivos
não foram objeto dos embargos de declaração opostos pela recorrente.
Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF.
É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar
que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido
tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados
pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha
versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não
ocorreu no caso em tela.
Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no
sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do
acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que
permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo
constitucional.
Sobre o tema, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGADA AFRONTA
AO ART. 109, I, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA
DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/STF.
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 454/STF.
COMPETÊNCIA
DOS
JUIZADOS
ESPECIAIS.
COMPLEXIDADE DA CAUSA. PRODUÇÃO PROBATÓRIA.
AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA. A
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RE 794523 AGR / BA
questão constitucional alegada no recurso extraordinário não
foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Tampouco foi
suscitada nos embargos de declaratórios opostos para sanar
eventual omissão. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF.
Ademais, para dissentir do acórdão recorrido, necessária seria a
análise da legislação infraconstitucional pertinente (Código de
Defesa do Consumidor) e a apreciação das cláusulas constantes
do contrato celebrado entre as partes, o que não enseja a
abertura da via extraordinária. Nessas condições, a hipótese
atrai a incidência da Súmula 454/STF. O Plenário do Supremo
Tribunal Federal, no exame do ARE 640.671, julgado sob a
relatoria do Ministro Presidente, decidiu pela inexistência de
repercussão geral, por se tratar de matéria infraconstitucional,
da discussão acerca da complexidade da causa para fins de
definição da competência dos Juizados Especiais. Agravo
regimental a que se nega provimento” (ARE nº 801.373/RS-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de
3/3/15).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
CRIMINAL.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO STF.
OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I -
Inadmissível o recurso extraordinário se a questão
constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão
recorrido. Ademais, se os embargos declaratórios não foram
opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o
recurso. Aplicáveis, portanto, as Súmulas 282 e 356 desta Corte.
II - A alegada violação aos arts. 5º, XIII e 133, ambos da
Constituição Federal, se ocorrente, poderia configurar situação
de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a
análise de legislação ordinária, o que inviabiliza o
conhecimento do recurso. III - Para se chegar à conclusão
contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o
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Supremo Tribunal Federal
RE 794523 AGR / BA
questão constitucional alegada no recurso extraordinário não
foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Tampouco foi
suscitada nos embargos de declaratórios opostos para sanar
eventual omissão. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF.
Ademais, para dissentir do acórdão recorrido, necessária seria a
análise da legislação infraconstitucional pertinente (Código de
Defesa do Consumidor) e a apreciação das cláusulas constantes
do contrato celebrado entre as partes, o que não enseja a
abertura da via extraordinária. Nessas condições, a hipótese
atrai a incidência da Súmula 454/STF. O Plenário do Supremo
Tribunal Federal, no exame do ARE 640.671, julgado sob a
relatoria do Ministro Presidente, decidiu pela inexistência de
repercussão geral, por se tratar de matéria infraconstitucional,
da discussão acerca da complexidade da causa para fins de
definição da competência dos Juizados Especiais. Agravo
regimental a que se nega provimento” (ARE nº 801.373/RS-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de
3/3/15).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
CRIMINAL.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO STF.
OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I -
Inadmissível o recurso extraordinário se a questão
constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão
recorrido. Ademais, se os embargos declaratórios não foram
opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o
recurso. Aplicáveis, portanto, as Súmulas 282 e 356 desta Corte.
II - A alegada violação aos arts. 5º, XIII e 133, ambos da
Constituição Federal, se ocorrente, poderia configurar situação
de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a
análise de legislação ordinária, o que inviabiliza o
conhecimento do recurso. III - Para se chegar à conclusão
contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RE 794523 AGR / BA
reexame dos fatos e provas da causa, o que atrai,
inevitavelmente, a incidência da Súmula 279 desta Corte. IV -
Agravo regimental ao qual se nega provimento” (RE nº
760.160/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJe de 3/2/14).
De resto, colhe-se da sentença de primeiro grau, confirmada pela
Turma Recursal no julgamento do recurso inominado, o seguinte:
“Trata-se de ação na qual se busca a nulidade de cláusula
de rescisão imotivada do contrato de plano de saúde, com
requerimento de manutenção da prestação dos serviços de
saúde na forma contratada.
(…)
O artigo 13 da Lei nº 9.656/98 autoriza a operadora a
cancelar o contrato por atraso no pagamento por prazo superior
a 60 dias. Diz a norma que não se tratam de 60 dias corridos. A
lei dá às empresas o direito de cancelar o contrato a partir de 60
dias de atraso, consecutivos ou não, nos últimos 12 meses de
vigência do contrato.
Contudo, a mesma legislação infraconstitucional, traz em
seu bojo exceções, tendo em vista que estará vedada tal prática
quando o consumidor não for notificado, por escrito e
pessoalmente, até o qüinquagésimo dia antes de completar os
60 dias de atraso”.
Verifica-se, pelo excerto transcrito, que, para rever o entendimento
assentado na Corte de origem e acolher a tese da agravante no sentido da
legalidade da rescisão contratual por ela pretendida, seria necessário
analisar a legislação pertinente e as cláusulas contratuais, cujo exame é
inadmissível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e
454/STF. Nesse sentido, anote-se:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO
AGRAVO REGIMENTAL. CONSUMIDOR. PLANO DE
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Supremo Tribunal Federal
RE 794523 AGR / BA
reexame dos fatos e provas da causa, o que atrai,
inevitavelmente, a incidência da Súmula 279 desta Corte. IV -
Agravo regimental ao qual se nega provimento” (RE nº
760.160/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJe de 3/2/14).
De resto, colhe-se da sentença de primeiro grau, confirmada pela
Turma Recursal no julgamento do recurso inominado, o seguinte:
“Trata-se de ação na qual se busca a nulidade de cláusula
de rescisão imotivada do contrato de plano de saúde, com
requerimento de manutenção da prestação dos serviços de
saúde na forma contratada.
(…)
O artigo 13 da Lei nº 9.656/98 autoriza a operadora a
cancelar o contrato por atraso no pagamento por prazo superior
a 60 dias. Diz a norma que não se tratam de 60 dias corridos. A
lei dá às empresas o direito de cancelar o contrato a partir de 60
dias de atraso, consecutivos ou não, nos últimos 12 meses de
vigência do contrato.
Contudo, a mesma legislação infraconstitucional, traz em
seu bojo exceções, tendo em vista que estará vedada tal prática
quando o consumidor não for notificado, por escrito e
pessoalmente, até o qüinquagésimo dia antes de completar os
60 dias de atraso”.
Verifica-se, pelo excerto transcrito, que, para rever o entendimento
assentado na Corte de origem e acolher a tese da agravante no sentido da
legalidade da rescisão contratual por ela pretendida, seria necessário
analisar a legislação pertinente e as cláusulas contratuais, cujo exame é
inadmissível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e
454/STF. Nesse sentido, anote-se:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO
AGRAVO REGIMENTAL. CONSUMIDOR. PLANO DE
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RE 794523 AGR / BA
SAÚDE.
REEXAME
DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE E CLÁUSULAS
CONTRATUAIS. RECURSO QUE NÃO ATACA OS
FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. VIOLAÇÃO
SÚMULA 10/STF. INOCORRÊNCIA. A petição de agravo
regimental não impugnou os fundamentos da decisão
agravada, de modo que é inadmissível o agravo, conforme
orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. No caso,
para chegar a conclusão diversa daquela estabelecida pelo
Tribunal de origem, seria necessária a análise de cláusulas
contratuais e da legislação infraconstitucional pertinente,
procedimento inviável em sede de recurso extraordinário.
Nessas condições, a hipótese atrai a incidência das Súmula
454/STF. Verifica-se que não ocorreu violação à Súmula 10/STF,
tendo em vista que o Tribunal de origem apenas se limitou a
interpretar a legislação infraconstitucional pertinente.
Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a
que se nega provimento” (ARE nº 756.937/PB-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 20/8/14).
“DIREITO CIVIL E CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE.
COBERTURA DE DESPESAS COM TRATAMENTO MÉDICO.
INTERPRETAÇÃO DE CONTRATO. ÓBICE DA SÚMULA
454/STF. APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO
CONSUMIDOR. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO
DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O MANEJO DE
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO
PUBLICADO EM 13.02.2012. As razões do agravo regimental
não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a
decisão agravada, mormente no que se refere à análise de
normas infraconstitucionais e cláusulas contratuais, a
inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Precedentes. A
pretensão da recorrente de obter decisão em sentido diverso
encontra óbice na Súmula 454/STF: ‘Simples interpretação de
cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário’.
4
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
RE 794523 AGR / BA
SAÚDE.
REEXAME
DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE E CLÁUSULAS
CONTRATUAIS. RECURSO QUE NÃO ATACA OS
FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. VIOLAÇÃO
SÚMULA 10/STF. INOCORRÊNCIA. A petição de agravo
regimental não impugnou os fundamentos da decisão
agravada, de modo que é inadmissível o agravo, conforme
orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. No caso,
para chegar a conclusão diversa daquela estabelecida pelo
Tribunal de origem, seria necessária a análise de cláusulas
contratuais e da legislação infraconstitucional pertinente,
procedimento inviável em sede de recurso extraordinário.
Nessas condições, a hipótese atrai a incidência das Súmula
454/STF. Verifica-se que não ocorreu violação à Súmula 10/STF,
tendo em vista que o Tribunal de origem apenas se limitou a
interpretar a legislação infraconstitucional pertinente.
Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a
que se nega provimento” (ARE nº 756.937/PB-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 20/8/14).
“DIREITO CIVIL E CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE.
COBERTURA DE DESPESAS COM TRATAMENTO MÉDICO.
INTERPRETAÇÃO DE CONTRATO. ÓBICE DA SÚMULA
454/STF. APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO
CONSUMIDOR. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO
DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O MANEJO DE
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO
PUBLICADO EM 13.02.2012. As razões do agravo regimental
não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a
decisão agravada, mormente no que se refere à análise de
normas infraconstitucionais e cláusulas contratuais, a
inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Precedentes. A
pretensão da recorrente de obter decisão em sentido diverso
encontra óbice na Súmula 454/STF: ‘Simples interpretação de
cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário’.
4
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RE 794523 AGR / BA
Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE nº
710.923/MG-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa
Weber, DJe de 1º/ 4/13).
“Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Matéria
prequestionada. 3. Contrato. Plano de saúde. Cláusula
contratual. Aplicação da Súmula 454 do STF. Ofensa reflexa à
CF/88. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº
498.374/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, DJe de 14/3/08).
“PRETENSÃO RECURSAL QUE DEMANDARIA O
EXAME DE CLÁUSULAS DO CONTRATO DE PLANO DE
SAÚDE. Caso em que ofensa à Carta da República, se existente,
dar-se-ia de forma reflexa ou indireta, não ensejando a abertura
da via extraordinária. Incidência, no caso, das Súmulas 454 e
636 desta colenda Corte. Agravo desprovido” (AI nº 533.565/SP-
AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ayres Brito, DJ de
20/4/06).
Nego provimento ao agravo regimental.
5
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Supremo Tribunal Federal
RE 794523 AGR / BA
Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE nº
710.923/MG-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa
Weber, DJe de 1º/ 4/13).
“Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Matéria
prequestionada. 3. Contrato. Plano de saúde. Cláusula
contratual. Aplicação da Súmula 454 do STF. Ofensa reflexa à
CF/88. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº
498.374/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, DJe de 14/3/08).
“PRETENSÃO RECURSAL QUE DEMANDARIA O
EXAME DE CLÁUSULAS DO CONTRATO DE PLANO DE
SAÚDE. Caso em que ofensa à Carta da República, se existente,
dar-se-ia de forma reflexa ou indireta, não ensejando a abertura
da via extraordinária. Incidência, no caso, das Súmulas 454 e
636 desta colenda Corte. Agravo desprovido” (AI nº 533.565/SP-
AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ayres Brito, DJ de
20/4/06).
Nego provimento ao agravo regimental.
5
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Extrato de Ata - 26/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 794.523
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : PROMÉDICA - PROTEÇÃO MÉDICA A EMPRESAS S/A
ADV.(A/S) : GUSTAVO DA CRUZ RODRIGUES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ADRIANO LOBO MOREIRA
AGDO.(A/S) : CIRO DA CONCEIÇÃO MOREIRA
AGDO.(A/S) : IRACEMA SOARES BACELAR
ADV.(A/S) : ADRIANO LOBO MOREIRA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 26.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
p/ Maria Silvia Marques dos Santos
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 794.523
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : PROMÉDICA - PROTEÇÃO MÉDICA A EMPRESAS S/A
ADV.(A/S) : GUSTAVO DA CRUZ RODRIGUES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ADRIANO LOBO MOREIRA
AGDO.(A/S) : CIRO DA CONCEIÇÃO MOREIRA
AGDO.(A/S) : IRACEMA SOARES BACELAR
ADV.(A/S) : ADRIANO LOBO MOREIRA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 26.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
p/ Maria Silvia Marques dos Santos
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8714574
| 2015-05-26T00:00:00
| 2015-06-19T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 26.05.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário. Direito do Consumidor. Prequestionamento. Ausência. Contrato de plano de saúde. Rescisão unilateral. Abusividade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Cláusulas contratuais. Reexame. Impossibilidade. Precedentes.
1. Os dispositivos constitucionais tidos como violados não foram examinados pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356 do STF.
2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de cláusulas contratuais. Incidência das Súmulas nºs 636 e 454/STF.
3. Agravo regimental não provido.
|
sjur309581
|
- Acórdão(s) citado(s):
(PREQUESTIONAMENTO)
RE 760160 AgR (2ªT), ARE 801373 AgR (1ªT).
(SÚMULA 454, SÚMULA 636)
AI 498374 AgR (2ªT), AI 533565 AgR (1ªT), ARE 710923 AgR (1ªT), ARE 756937 ED (1ªT).
Número de páginas: 13.
Análise: 23/07/2015, MAD.
|
DIAS TOFFOLI
|
Segunda Turma
|
794523
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 794523 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : PROMÉDICA - PROTEÇÃO MÉDICA A EMPRESAS S/A
ADV.(A/S) : GUSTAVO DA CRUZ RODRIGUES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ADRIANO LOBO MOREIRA
AGDO.(A/S) : CIRO DA CONCEIÇÃO MOREIRA
AGDO.(A/S) : IRACEMA SOARES BACELAR
ADV.(A/S) : ADRIANO LOBO MOREIRA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 794.523 BAHIA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:PROMÉDICA - PROTEÇÃO MÉDICA A EMPRESAS
S/A
ADV.(A/S)
:GUSTAVO DA CRUZ RODRIGUES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ADRIANO LOBO MOREIRA
AGDO.(A/S)
:CIRO DA CONCEIÇÃO MOREIRA
AGDO.(A/S)
:IRACEMA SOARES BACELAR
ADV.(A/S)
:ADRIANO LOBO MOREIRA
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário. Direito do
Consumidor. Prequestionamento. Ausência. Contrato de plano de
saúde. Rescisão unilateral. Abusividade. Legislação infraconstitucional.
Ofensa reflexa. Cláusulas contratuais. Reexame. Impossibilidade.
Precedentes.
1. Os dispositivos constitucionais tidos como violados não foram
examinados pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas ns 282 e
356 do Supremo Tribunal Federal.
2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação
infraconstitucional e o reexame de cláusulas contratuais. Incidência das
Súmulas ns 636 e 454/Supremo Tribunal Federal.
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13
Ementa e Acórdão
Recurso Extraordinário 794523 AGR / BA
Brasília, 26 de maio de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 794523 AGR / BA
Brasília, 26 de maio de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Relatório
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 794.523 BAHIA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:PROMÉDICA - PROTEÇÃO MÉDICA A EMPRESAS
S/A
ADV.(A/S)
:GUSTAVO DA CRUZ RODRIGUES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ADRIANO LOBO MOREIRA
AGDO.(A/S)
:CIRO DA CONCEIÇÃO MOREIRA
AGDO.(A/S)
:IRACEMA SOARES BACELAR
ADV.(A/S)
:ADRIANO LOBO MOREIRA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
PROMÉDICA - Proteção Médica a Empresas S.A. - interpõe
tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento
ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Promédica – Proteção Médica a Empresas S.A. interpõe
recurso extraordinário contra acórdão da Quinta Turma
Recursal dos Juizados Especiais do Estado da Bahia, assim
ementado:
‘RECURSO
INONIMADO.
AÇÃO
INDENIZATÓRIA. PLANO DE SAÚDE COLETIVO.
CANCELAMENTO.
INADMISSIBILIDADE.
APLICAÇÃO DO CDC. CLÁUSULA LEONINA QUE
PREJUDICA OS REAIS BENEFICIÁRIOS (PESSOAS
FÍSICAS). OBRIGAÇÃO DE MANTER OS AUTORES
VINCULADOS AO PLANO NA FORMA DO
CONTRATO.
PROCEDÊNCIA
DO
PEDIDO.
MANUTENÇÃO SENTENCIAL PELOS PRÓPRIOS
FUNDAMENTOS.
RECURSO
CONHECIDO
E
IMPROVIDO, COM A CONSEQUENTE CONDENAÇÃO
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Supremo Tribunal Federal
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 794.523 BAHIA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:PROMÉDICA - PROTEÇÃO MÉDICA A EMPRESAS
S/A
ADV.(A/S)
:GUSTAVO DA CRUZ RODRIGUES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ADRIANO LOBO MOREIRA
AGDO.(A/S)
:CIRO DA CONCEIÇÃO MOREIRA
AGDO.(A/S)
:IRACEMA SOARES BACELAR
ADV.(A/S)
:ADRIANO LOBO MOREIRA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
PROMÉDICA - Proteção Médica a Empresas S.A. - interpõe
tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento
ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Promédica – Proteção Médica a Empresas S.A. interpõe
recurso extraordinário contra acórdão da Quinta Turma
Recursal dos Juizados Especiais do Estado da Bahia, assim
ementado:
‘RECURSO
INONIMADO.
AÇÃO
INDENIZATÓRIA. PLANO DE SAÚDE COLETIVO.
CANCELAMENTO.
INADMISSIBILIDADE.
APLICAÇÃO DO CDC. CLÁUSULA LEONINA QUE
PREJUDICA OS REAIS BENEFICIÁRIOS (PESSOAS
FÍSICAS). OBRIGAÇÃO DE MANTER OS AUTORES
VINCULADOS AO PLANO NA FORMA DO
CONTRATO.
PROCEDÊNCIA
DO
PEDIDO.
MANUTENÇÃO SENTENCIAL PELOS PRÓPRIOS
FUNDAMENTOS.
RECURSO
CONHECIDO
E
IMPROVIDO, COM A CONSEQUENTE CONDENAÇÃO
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13
Relatório
Recurso Extraordinário 794523 AGR / BA
DAS CUSTAS E HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS’.
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
No recurso extraordinário sustenta-se violação dos artigos
5..., incisos II, XXXV e LV, 93, inciso IX, 170, parágrafo único, 196
e 199, da Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar.
No que se refere aos artigos 5..., inciso LV, 93 inciso IX, 196
e 199, da Constituição Federal, apontados como violados,
carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os
acórdãos proferidos pela origem não cuidaram das referidas
normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos
declaratórios opostos pela recorrente. Incidem na espécie as
Súmulas ns 282 e 356 desta Corte.
Por outro lado, a jurisprudência desta Corte está
consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos
princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla
defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas
infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta
ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 794523 AGR / BA
DAS CUSTAS E HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS’.
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
No recurso extraordinário sustenta-se violação dos artigos
5..., incisos II, XXXV e LV, 93, inciso IX, 170, parágrafo único, 196
e 199, da Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar.
No que se refere aos artigos 5..., inciso LV, 93 inciso IX, 196
e 199, da Constituição Federal, apontados como violados,
carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os
acórdãos proferidos pela origem não cuidaram das referidas
normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos
declaratórios opostos pela recorrente. Incidem na espécie as
Súmulas ns 282 e 356 desta Corte.
Por outro lado, a jurisprudência desta Corte está
consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos
princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla
defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas
infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta
ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13
Relatório
Recurso Extraordinário 794523 AGR / BA
recurso extraordinário. Nesse sentido:
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou
assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância
essa que impede a utilização do recurso extraordinário.
Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
Por fim, para divergir do entendimento firmado pelo
Tribunal de origem, seria necessário o reexame das disposições
do Código de Defesa do Consumidor e das cláusulas do
contrato celebrado entre as partes, o que é inadmissível em sede
de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 454 e 636
desta Corte. Sobre o tema, anote-se:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONSUMIDOR. PLANO DE
SAÚDE. RESCISÃO UNILATERAL. QUESTÃO QUE
DEMANDA ANÁLISE DE DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
REFLEXA.
REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO.
IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal.
INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS.
ÓBICE DA SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal. 1. A rescisão contratual,
quando sub judice a controvérsia, demanda a análise de
normas infraconstitucionais, do conjunto fático-probatório
dos autos e das cláusulas contratuais, o que atrai a
3
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 794523 AGR / BA
recurso extraordinário. Nesse sentido:
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou
assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância
essa que impede a utilização do recurso extraordinário.
Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
Por fim, para divergir do entendimento firmado pelo
Tribunal de origem, seria necessário o reexame das disposições
do Código de Defesa do Consumidor e das cláusulas do
contrato celebrado entre as partes, o que é inadmissível em sede
de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 454 e 636
desta Corte. Sobre o tema, anote-se:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONSUMIDOR. PLANO DE
SAÚDE. RESCISÃO UNILATERAL. QUESTÃO QUE
DEMANDA ANÁLISE DE DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
REFLEXA.
REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO.
IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal.
INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS.
ÓBICE DA SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal. 1. A rescisão contratual,
quando sub judice a controvérsia, demanda a análise de
normas infraconstitucionais, do conjunto fático-probatório
dos autos e das cláusulas contratuais, o que atrai a
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13
Relatório
Recurso Extraordinário 794523 AGR / BA
incidência das Súmulas 279 e 454 desta Corte. 2. A
violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal
decorrente da necessidade de análise de malferimento de
dispositivo infraconstitucional, torna inadmissível o
recurso extraordinário. 3. A interpretação de cláusulas
contratuais não viabiliza o recurso extraordinário, a teor
do Enunciado da Súmula 454 do Supremo Tribunal
Federal, verbis: ‘Simples interpretação de cláusulas
contratuais não dá lugar a recurso extraordinário’. 4. In
casu, o acórdão extraordinariamente recorrido assentou:
‘RECURSO INOMINADO. PLANO DE SAÚDE
COLETIVO. CANCELAMENTO UNILATERAL EM
RAZÃO DE DISPOSTO CONTRATUAL QUE
AUTORIZARIA ESTA MEDIDA. CLÁUSULA ABUSIVA.
MANUTENÇÃO DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE
PLANO DE SAÚDE NOS MOLDES ANTERIORES À
RESCISÃO’. 5. Agravo regimental DESPROVIDO’ (Recurso Extraordinário n
801.411/BA-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz
Fux, DJe de 25/8/14).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. DEVOLUÇÃO IMEDIATA DO VALOR
PAGO PELO CONSORCIADO DESISTENTE. OFENSA
INDIRETA. REEXAME DE FATOS E PROVAS E ANÁLISE
DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. IMPOSSIBILIDADE
EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. Devolução
imediata pela empresa administradora do consórcio do
valor pago pelo consorciado que desiste de continuar no
grupo. Controvérsia decidida à luz de legislação
infraconstitucional. 3. Reexame de fatos e provas e análise
de cláusulas contratuais. Inviabilidade do recurso
extraordinário. Súmulas ns. 279 e 454 do Supremo
Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega
provimento’ (AI n 671.754/ES-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 11/4/08).
4
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 794523 AGR / BA
incidência das Súmulas 279 e 454 desta Corte. 2. A
violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal
decorrente da necessidade de análise de malferimento de
dispositivo infraconstitucional, torna inadmissível o
recurso extraordinário. 3. A interpretação de cláusulas
contratuais não viabiliza o recurso extraordinário, a teor
do Enunciado da Súmula 454 do Supremo Tribunal
Federal, verbis: ‘Simples interpretação de cláusulas
contratuais não dá lugar a recurso extraordinário’. 4. In
casu, o acórdão extraordinariamente recorrido assentou:
‘RECURSO INOMINADO. PLANO DE SAÚDE
COLETIVO. CANCELAMENTO UNILATERAL EM
RAZÃO DE DISPOSTO CONTRATUAL QUE
AUTORIZARIA ESTA MEDIDA. CLÁUSULA ABUSIVA.
MANUTENÇÃO DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE
PLANO DE SAÚDE NOS MOLDES ANTERIORES À
RESCISÃO’. 5. Agravo regimental DESPROVIDO’ (Recurso Extraordinário n
801.411/BA-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz
Fux, DJe de 25/8/14).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. DEVOLUÇÃO IMEDIATA DO VALOR
PAGO PELO CONSORCIADO DESISTENTE. OFENSA
INDIRETA. REEXAME DE FATOS E PROVAS E ANÁLISE
DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. IMPOSSIBILIDADE
EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. Devolução
imediata pela empresa administradora do consórcio do
valor pago pelo consorciado que desiste de continuar no
grupo. Controvérsia decidida à luz de legislação
infraconstitucional. 3. Reexame de fatos e provas e análise
de cláusulas contratuais. Inviabilidade do recurso
extraordinário. Súmulas ns. 279 e 454 do Supremo
Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega
provimento’ (AI n 671.754/ES-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 11/4/08).
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Relatório
Recurso Extraordinário 794523 AGR / BA
‘1. Recurso extraordinário que não reúne condições
de admissibilidade por envolver reexame de cláusula
contratual (Súmula Supremo Tribunal Federal n 454) e de legislação
infraconstitucional. 2. Agravo regimental improvido’ (AI
n 454.147/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra
Ellen Gracie, DJ de 3/5/05).
Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do
Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso
extraordinário.
Publique-se. ”
Insiste a agravante que teriam sido violados os arts. 5..., incisos II,
XXXV e LV; 93, inciso IX; 170, parágrafo único; 196 e 199 da Constituição
Federal e que as mencionadas ofensas teriam sido prequestionadas.
Aduz, ainda, que as citadas violações do texto constitucional seriam
diretas.
É o relatório.
5
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 794523 AGR / BA
‘1. Recurso extraordinário que não reúne condições
de admissibilidade por envolver reexame de cláusula
contratual (Súmula Supremo Tribunal Federal n 454) e de legislação
infraconstitucional. 2. Agravo regimental improvido’ (AI
n 454.147/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra
Ellen Gracie, DJ de 3/5/05).
Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do
Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso
extraordinário.
Publique-se. ”
Insiste a agravante que teriam sido violados os arts. 5..., incisos II,
XXXV e LV; 93, inciso IX; 170, parágrafo único; 196 e 199 da Constituição
Federal e que as mencionadas ofensas teriam sido prequestionadas.
Aduz, ainda, que as citadas violações do texto constitucional seriam
diretas.
É o relatório.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 794.523 BAHIA
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Conforme expresso na decisão agravada, os arts. 5..., inciso LV; 93,
inciso IX; 196 e 199 da Constituição Federal, apontados como violados no
recurso extraordinário, carecem do necessário prequestionamento, sendo
certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram
das referidas norma. Ressalte-se, também, que os referidos dispositivos
não foram objeto dos embargos de declaração opostos pela recorrente.
Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal.
É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar
que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido
tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados
pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha
versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não
ocorreu no caso em tela.
Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no
sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do
acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que
permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo
constitucional.
Sobre o tema, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGADA AFRONTA
AO ART. 109, I, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA
DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal.
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 454/Supremo Tribunal Federal.
COMPETÊNCIA
DOS
JUIZADOS
ESPECIAIS.
COMPLEXIDADE DA CAUSA. PRODUÇÃO PROBATÓRIA.
AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA. A
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Supremo Tribunal Federal
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 794.523 BAHIA
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Conforme expresso na decisão agravada, os arts. 5..., inciso LV; 93,
inciso IX; 196 e 199 da Constituição Federal, apontados como violados no
recurso extraordinário, carecem do necessário prequestionamento, sendo
certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram
das referidas norma. Ressalte-se, também, que os referidos dispositivos
não foram objeto dos embargos de declaração opostos pela recorrente.
Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal.
É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar
que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido
tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados
pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha
versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não
ocorreu no caso em tela.
Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no
sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do
acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que
permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo
constitucional.
Sobre o tema, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGADA AFRONTA
AO ART. 109, I, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA
DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal.
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 454/Supremo Tribunal Federal.
COMPETÊNCIA
DOS
JUIZADOS
ESPECIAIS.
COMPLEXIDADE DA CAUSA. PRODUÇÃO PROBATÓRIA.
AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA. A
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
Recurso Extraordinário 794523 AGR / BA
questão constitucional alegada no recurso extraordinário não
foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Tampouco foi
suscitada nos embargos de declaratórios opostos para sanar
eventual omissão. Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal.
Ademais, para dissentir do acórdão recorrido, necessária seria a
análise da legislação infraconstitucional pertinente (Código de
Defesa do Consumidor) e a apreciação das cláusulas constantes
do contrato celebrado entre as partes, o que não enseja a
abertura da via extraordinária. Nessas condições, a hipótese
atrai a incidência da Súmula 454/Supremo Tribunal Federal. O Plenário do Supremo
Tribunal Federal, no exame do ARE 640.671, julgado sob a
relatoria do Ministro Presidente, decidiu pela inexistência de
repercussão geral, por se tratar de matéria infraconstitucional,
da discussão acerca da complexidade da causa para fins de
definição da competência dos Juizados Especiais. Agravo
regimental a que se nega provimento” (ARE n 801.373/RS-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de
3/3/15).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
CRIMINAL.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal.
OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I -
Inadmissível o recurso extraordinário se a questão
constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão
recorrido. Ademais, se os embargos declaratórios não foram
opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o
recurso. Aplicáveis, portanto, as Súmulas 282 e 356 desta Corte.
II - A alegada violação aos arts. 5..., XIII e 133, ambos da
Constituição Federal, se ocorrente, poderia configurar situação
de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a
análise de legislação ordinária, o que inviabiliza o
conhecimento do recurso. III - Para se chegar à conclusão
contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 794523 AGR / BA
questão constitucional alegada no recurso extraordinário não
foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Tampouco foi
suscitada nos embargos de declaratórios opostos para sanar
eventual omissão. Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal.
Ademais, para dissentir do acórdão recorrido, necessária seria a
análise da legislação infraconstitucional pertinente (Código de
Defesa do Consumidor) e a apreciação das cláusulas constantes
do contrato celebrado entre as partes, o que não enseja a
abertura da via extraordinária. Nessas condições, a hipótese
atrai a incidência da Súmula 454/Supremo Tribunal Federal. O Plenário do Supremo
Tribunal Federal, no exame do ARE 640.671, julgado sob a
relatoria do Ministro Presidente, decidiu pela inexistência de
repercussão geral, por se tratar de matéria infraconstitucional,
da discussão acerca da complexidade da causa para fins de
definição da competência dos Juizados Especiais. Agravo
regimental a que se nega provimento” (ARE n 801.373/RS-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de
3/3/15).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
CRIMINAL.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal.
OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I -
Inadmissível o recurso extraordinário se a questão
constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão
recorrido. Ademais, se os embargos declaratórios não foram
opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o
recurso. Aplicáveis, portanto, as Súmulas 282 e 356 desta Corte.
II - A alegada violação aos arts. 5..., XIII e 133, ambos da
Constituição Federal, se ocorrente, poderia configurar situação
de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a
análise de legislação ordinária, o que inviabiliza o
conhecimento do recurso. III - Para se chegar à conclusão
contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
Recurso Extraordinário 794523 AGR / BA
reexame dos fatos e provas da causa, o que atrai,
inevitavelmente, a incidência da Súmula 279 desta Corte. IV -
Agravo regimental ao qual se nega provimento” (Recurso Extraordinário n
760.160/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJe de 3/2/14).
De resto, colhe-se da sentença de primeiro grau, confirmada pela
Turma Recursal no julgamento do recurso inominado, o seguinte:
“Trata-se de ação na qual se busca a nulidade de cláusula
de rescisão imotivada do contrato de plano de saúde, com
requerimento de manutenção da prestação dos serviços de
saúde na forma contratada.
(…)
O artigo 13 da Lei n 9.656/98 autoriza a operadora a
cancelar o contrato por atraso no pagamento por prazo superior
a 60 dias. Diz a norma que não se tratam de 60 dias corridos. A
lei dá às empresas o direito de cancelar o contrato a partir de 60
dias de atraso, consecutivos ou não, nos últimos 12 meses de
vigência do contrato.
Contudo, a mesma legislação infraconstitucional, traz em
seu bojo exceções, tendo em vista que estará vedada tal prática
quando o consumidor não for notificado, por escrito e
pessoalmente, até o qüinquagésimo dia antes de completar os
60 dias de atraso”.
Verifica-se, pelo excerto transcrito, que, para rever o entendimento
assentado na Corte de origem e acolher a tese da agravante no sentido da
legalidade da rescisão contratual por ela pretendida, seria necessário
analisar a legislação pertinente e as cláusulas contratuais, cujo exame é
inadmissível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 636 e
454/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO
AGRAVO REGIMENTAL. CONSUMIDOR. PLANO DE
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Recurso Extraordinário 794523 AGR / BA
reexame dos fatos e provas da causa, o que atrai,
inevitavelmente, a incidência da Súmula 279 desta Corte. IV -
Agravo regimental ao qual se nega provimento” (Recurso Extraordinário n
760.160/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJe de 3/2/14).
De resto, colhe-se da sentença de primeiro grau, confirmada pela
Turma Recursal no julgamento do recurso inominado, o seguinte:
“Trata-se de ação na qual se busca a nulidade de cláusula
de rescisão imotivada do contrato de plano de saúde, com
requerimento de manutenção da prestação dos serviços de
saúde na forma contratada.
(…)
O artigo 13 da Lei n 9.656/98 autoriza a operadora a
cancelar o contrato por atraso no pagamento por prazo superior
a 60 dias. Diz a norma que não se tratam de 60 dias corridos. A
lei dá às empresas o direito de cancelar o contrato a partir de 60
dias de atraso, consecutivos ou não, nos últimos 12 meses de
vigência do contrato.
Contudo, a mesma legislação infraconstitucional, traz em
seu bojo exceções, tendo em vista que estará vedada tal prática
quando o consumidor não for notificado, por escrito e
pessoalmente, até o qüinquagésimo dia antes de completar os
60 dias de atraso”.
Verifica-se, pelo excerto transcrito, que, para rever o entendimento
assentado na Corte de origem e acolher a tese da agravante no sentido da
legalidade da rescisão contratual por ela pretendida, seria necessário
analisar a legislação pertinente e as cláusulas contratuais, cujo exame é
inadmissível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 636 e
454/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO
AGRAVO REGIMENTAL. CONSUMIDOR. PLANO DE
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
Recurso Extraordinário 794523 AGR / BA
SAÚDE.
REEXAME
DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE E CLÁUSULAS
CONTRATUAIS. RECURSO QUE NÃO ATACA OS
FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. VIOLAÇÃO
SÚMULA 10/Supremo Tribunal Federal. INOCORRÊNCIA. A petição de agravo
regimental não impugnou os fundamentos da decisão
agravada, de modo que é inadmissível o agravo, conforme
orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. No caso,
para chegar a conclusão diversa daquela estabelecida pelo
Tribunal de origem, seria necessária a análise de cláusulas
contratuais e da legislação infraconstitucional pertinente,
procedimento inviável em sede de recurso extraordinário.
Nessas condições, a hipótese atrai a incidência das Súmula
454/Supremo Tribunal Federal. Verifica-se que não ocorreu violação à Súmula 10/Supremo Tribunal Federal,
tendo em vista que o Tribunal de origem apenas se limitou a
interpretar a legislação infraconstitucional pertinente.
Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a
que se nega provimento” (ARE n 756.937/PB-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 20/8/14).
“DIREITO CIVIL E CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE.
COBERTURA DE DESPESAS COM TRATAMENTO MÉDICO.
INTERPRETAÇÃO DE CONTRATO. ÓBICE DA SÚMULA
454/Supremo Tribunal Federal. APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO
CONSUMIDOR. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO
DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O MANEJO DE
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO
PUBLICADO EM 13.02.2012. As razões do agravo regimental
não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a
decisão agravada, mormente no que se refere à análise de
normas infraconstitucionais e cláusulas contratuais, a
inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Precedentes. A
pretensão da recorrente de obter decisão em sentido diverso
encontra óbice na Súmula 454/Supremo Tribunal Federal: ‘Simples interpretação de
cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário’.
4
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Supremo Tribunal Federal
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SAÚDE.
REEXAME
DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE E CLÁUSULAS
CONTRATUAIS. RECURSO QUE NÃO ATACA OS
FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. VIOLAÇÃO
SÚMULA 10/Supremo Tribunal Federal. INOCORRÊNCIA. A petição de agravo
regimental não impugnou os fundamentos da decisão
agravada, de modo que é inadmissível o agravo, conforme
orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. No caso,
para chegar a conclusão diversa daquela estabelecida pelo
Tribunal de origem, seria necessária a análise de cláusulas
contratuais e da legislação infraconstitucional pertinente,
procedimento inviável em sede de recurso extraordinário.
Nessas condições, a hipótese atrai a incidência das Súmula
454/Supremo Tribunal Federal. Verifica-se que não ocorreu violação à Súmula 10/Supremo Tribunal Federal,
tendo em vista que o Tribunal de origem apenas se limitou a
interpretar a legislação infraconstitucional pertinente.
Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a
que se nega provimento” (ARE n 756.937/PB-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 20/8/14).
“DIREITO CIVIL E CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE.
COBERTURA DE DESPESAS COM TRATAMENTO MÉDICO.
INTERPRETAÇÃO DE CONTRATO. ÓBICE DA SÚMULA
454/Supremo Tribunal Federal. APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO
CONSUMIDOR. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO
DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O MANEJO DE
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO
PUBLICADO EM 13.02.2012. As razões do agravo regimental
não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a
decisão agravada, mormente no que se refere à análise de
normas infraconstitucionais e cláusulas contratuais, a
inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Precedentes. A
pretensão da recorrente de obter decisão em sentido diverso
encontra óbice na Súmula 454/Supremo Tribunal Federal: ‘Simples interpretação de
cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário’.
4
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
Recurso Extraordinário 794523 AGR / BA
Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n
710.923/MG-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa
Weber, DJe de 1.../ 4/13).
“Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Matéria
prequestionada. 3. Contrato. Plano de saúde. Cláusula
contratual. Aplicação da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal. Ofensa reflexa à
Constituição Federal de 1988/88. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n
498.374/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, DJe de 14/3/08).
“PRETENSÃO RECURSAL QUE DEMANDARIA O
EXAME DE CLÁUSULAS DO CONTRATO DE PLANO DE
SAÚDE. Caso em que ofensa à Carta da República, se existente,
dar-se-ia de forma reflexa ou indireta, não ensejando a abertura
da via extraordinária. Incidência, no caso, das Súmulas 454 e
636 desta colenda Corte. Agravo desprovido” (AI n 533.565/SP-
AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ayres Brito, DJ de
20/4/06).
Nego provimento ao agravo regimental.
5
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 794523 AGR / BA
Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n
710.923/MG-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa
Weber, DJe de 1.../ 4/13).
“Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Matéria
prequestionada. 3. Contrato. Plano de saúde. Cláusula
contratual. Aplicação da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal. Ofensa reflexa à
Constituição Federal de 1988/88. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n
498.374/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, DJe de 14/3/08).
“PRETENSÃO RECURSAL QUE DEMANDARIA O
EXAME DE CLÁUSULAS DO CONTRATO DE PLANO DE
SAÚDE. Caso em que ofensa à Carta da República, se existente,
dar-se-ia de forma reflexa ou indireta, não ensejando a abertura
da via extraordinária. Incidência, no caso, das Súmulas 454 e
636 desta colenda Corte. Agravo desprovido” (AI n 533.565/SP-
AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ayres Brito, DJ de
20/4/06).
Nego provimento ao agravo regimental.
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Extrato de Ata - 26/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 794.523
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : PROMÉDICA - PROTEÇÃO MÉDICA A EMPRESAS S/A
ADV.(A/S) : GUSTAVO DA CRUZ RODRIGUES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ADRIANO LOBO MOREIRA
AGDO.(A/S) : CIRO DA CONCEIÇÃO MOREIRA
AGDO.(A/S) : IRACEMA SOARES BACELAR
ADV.(A/S) : ADRIANO LOBO MOREIRA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 26.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
p/ Maria Silvia Marques dos Santos
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 794.523
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : PROMÉDICA - PROTEÇÃO MÉDICA A EMPRESAS S/A
ADV.(A/S) : GUSTAVO DA CRUZ RODRIGUES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ADRIANO LOBO MOREIRA
AGDO.(A/S) : CIRO DA CONCEIÇÃO MOREIRA
AGDO.(A/S) : IRACEMA SOARES BACELAR
ADV.(A/S) : ADRIANO LOBO MOREIRA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 26.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
p/ Maria Silvia Marques dos Santos
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 794 . 523",
"Súmulas ns 282",
"Súmulas ns 636 e 454 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 794523 AGR / BA",
"Recurso Extraordinário 794523 AGR / BA",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 794 . 523",
"Recurso Extraordinário 794523 AGR /",
"Recurso Extraordinário 794523 AGR / BA",
"Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"Recurso Extraordinário 794523 AGR / BA",
"AI n 360 . 265 / RJ - AgR",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 794523 AGR / BA",
"AI n 360 . 265 / RJ - AgR",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 794523 AGR / BA",
"Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 801 . 411 / BA - AgR",
"Súmulas ns . 279",
"AI n 671 . 754 / ES - AgR",
"Recurso Extraordinário 794523 AGR / BA",
"Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 801 . 411 / BA - AgR",
"Súmulas ns . 279",
"AI n 671 . 754 / ES - AgR",
"Recurso Extraordinário 794523 AGR /",
"Súmula",
"AI n 454 . 147 / SP - AgR",
"Recurso Extraordinário 794523 AGR / BA",
"Súmula Supremo Tribunal Federal n 454",
"AI n 454 . 147 / SP - AgR",
"Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULAS 282",
"SÚMULA 454 / Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 794 . 523",
"Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULAS 282",
"SÚMULA 454 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 794523 AGR / BA",
"Súmulas 282",
"Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 640 . 671",
"ARE n 801 . 373 / RS",
"SÚMULA 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 794523 AGR / BA",
"Súmulas 282",
"Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 640 . 671",
"ARE n 801 . 373 / RS - AgR",
"SÚMULA 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 794523 AGR / BA",
"Recurso Extraordinário n 760 . 160 / PR - AgR",
"Súmulas ns 636",
"Recurso Extraordinário 794523 AGR / BA",
"Recurso Extraordinário n 760 . 160 / PR - AgR",
"Súmulas ns 636 e 454 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 794523 AGR / BA",
"SÚMULA 10 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 10 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 756 . 937 / PB - AgR",
"SÚMULA 454 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 794523 AGR / BA",
"SÚMULA 10 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 10 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 756 . 937 / PB - AgR",
"SÚMULA 454 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 794523 AGR / BA",
"ARE n 710 . 923 / MG - AgR",
"Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 498 . 374 / SP - AgR",
"AI n 533 . 565 / SP - AgR",
"Recurso Extraordinário 794523 AGR / BA",
"ARE n 710 . 923 / MG - AgR",
"Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 498 . 374 / SP - AgR",
"AI n 533 . 565 / SP - AgR",
"RECURSO",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 794 ."
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CDC",
"Medida Provisória n 2",
"artigos 5 . . . , incisos II , XXXV e LV , 93 , inciso IX , 170 , parágrafo único , 196 e 199 , da Constituição Federal",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"artigos 5 . . . , inciso LV , 93 inciso IX , 196 e 199 , da Constituição Federal",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , incisos II , XXXV e LV , 93 , inciso IX , 170 , parágrafo único , 196 e 199 , da Constituição Federal",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"artigos 5 . . . , inciso LV , 93 inciso IX , 196 e 199 , da Constituição Federal",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Código de Defesa do Consumidor",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Código de Defesa do Consumidor",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2",
"artigo 557 , caput , do Código de Processo Civil",
"incisos II , XXXV e LV ;",
"93 , inciso IX ; 170 , parágrafo único ; 196 e 199 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 , caput , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . , inciso LV ; 93 , inciso IX ; 196 e 199 da Constituição Federal",
"Constituição",
"ART . 109 , I , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . , inciso LV ; 93 , inciso IX ; 196 e 199 da Constituição Federal",
"Constituição",
"ART . 109 , I , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Defesa do Consumidor",
"arts",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . , XIII e 133 , ambos da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 13 da Lei n 9 . 656 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 13 da Lei n 9 . 656 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"BAHIA",
"Brasília",
"Brasília",
"BAHIA",
"BAHIA",
"BAHIA",
"BAHIA",
"BAHIA"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"PROMÉDICA",
"-",
"PROTEÇÃO MÉDICA A EMPRESAS S / A",
"Segunda Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"PROMÉDICA",
"-",
"Proteção Médica a Empresas S . A .",
"Promédica",
"–",
"Proteção Médica a Empresas S . A .",
"Quinta Turma Recursal dos Juizados Especiais do Estado da Bahia",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"PROMÉDICA",
"-",
"PROTEÇÃO MÉDICA A EMPRESAS S / A",
"PROMÉDICA -",
"Proteção Médica a Empresas S . A .",
"Promédica",
"Proteção Médica a Empresas S . A .",
"Quinta Turma Recursal dos Juizados Especiais do Estado da Bahia",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"de Defesa do Consumidor",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"PROMÉDICA",
"-",
"PROTEÇÃO MÉDICA A EMPRESAS S / A",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"PROMÉDICA",
"-",
"PROTEÇÃO MÉDICA A EMPRESAS S / A",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"GUSTAVO DA CRUZ RODRIGUES",
"ADRIANO LOBO MOREIRA",
"CIRO DA CONCEIÇÃO MOREIRA",
"IRACEMA SOARES BACELAR",
"ADRIANO LOBO MOREIRA",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"GUSTAVO DA CRUZ RODRIGUES",
"ADRIANO LOBO MOREIRA",
"CIRO DA CONCEIÇÃO MOREIRA",
"IRACEMA SOARES BACELAR",
"ADRIANO LOBO MOREIRA",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"GUSTAVO DA CRUZ RODRIGUES",
"ADRIANO LOBO MOREIRA",
"CIRO DA CONCEIÇÃO MOREIRA",
"IRACEMA SOARES BACELAR",
"ADRIANO LOBO MOREIRA",
"DIAS TOFFOLI",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"Luiz Fux",
"Eros Grau",
"Luiz Fux",
"Eros Grau",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Roberto Barroso",
"Roberto Barroso",
"DIAS TOFFOLI",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"DIAS TOFFOLI",
"Roberto Barroso",
"Roberto Barroso",
"DIAS TOFFOLI",
"Rosa Weber",
"Gilmar Mendes",
"Ayres Brito",
"Rosa Weber",
"Gilmar Mendes",
"Ayres Brito",
"DIAS",
"GUSTAVO DA CRUZ RODRIGUES",
"ADRIANO LOBO MOREIRA",
"CIRO DA CONCEIÇÃO MOREIRA",
"IRACEMA SOARES BACELAR",
"ADRIANO LOBO MOREIRA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Deborah Duprat",
"Silvia Marques dos Santos",
"DIAS TOFFOLI",
"GUSTAVO DA CRUZ RODRIGUES",
"ADRIANO LOBO MOREIRA",
"CIRO DA CONCEIÇÃO MOREIRA",
"IRACEMA SOARES BACELAR",
"ADRIANO LOBO MOREIRA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Deborah Duprat",
"Maria Silvia Marques dos Santos"
],
"TEMPO": [
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"5",
"/",
"07",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"5",
"/",
"07",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"9",
"/",
"02",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"9",
"/",
"02",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"8",
"/",
"14",
"11",
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"4",
"/",
"08",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"8",
"/",
"14",
"11",
"/",
"4",
"/",
"08",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"5",
"/",
"05",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"5",
"/",
"05",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
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"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
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"/",
"3",
"/",
"15",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"3",
"/",
"15",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
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"/",
"14",
"24",
"/",
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"/",
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"/",
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"/",
"14",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
"8",
"/",
"14",
"13",
".",
"02",
".",
"2012",
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"/",
"08",
"/",
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"20",
"/",
"8",
"/",
"14",
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".",
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".",
"2012",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
".",
".",
"/",
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"/",
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"/",
"3",
"/",
"08",
"20",
"/",
"4",
"/",
"06",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"4",
"/",
"13",
"14",
"/",
"3",
"/",
"08",
"20",
"/",
"4",
"/",
"06",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"26",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 833.427 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS -
FUNCEF
ADV.(A/S)
:LUIZ ANTÔNIO MUNIZ MACHADO
ADV.(A/S)
:VIRGÍNIA
VERIDIANA
BARBOSA
GARCIA
E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:ANA CATARINA BITTENCOURT E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:CHRYSIA MAIFRINO DAMOULIS E OUTRO(A/S)
EMENTA:
DIREITO
PROCESSUAL.
EMBARGOS
DE
DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDÊNCIA
PRIVADA. DENUNCIAÇÃO À LIDE. ENTIDADE PATROCINADORA.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E
DO MATERIAL PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF.
1. Não foram ofendidas as garantias da inafastabilidade do controle
jurisdicional, do devido processo legal, do contraditório e da ampla
defesa, uma vez que a parte recorrente teve acesso a todos os meios de
impugnação previstos na legislação processual, havendo o acórdão
recorrido examinado todos os argumentos e motivado suas conclusões de
forma satisfatória.
2. A solução da controvérsia requer uma nova apreciação dos fatos e
do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF),
procedimento inviável em sede de recurso extraordinário.
3. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que
se nega provimento.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8569661.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
ARE 833427 ED / SP
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de
declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Ministro Marco
Aurélio. Por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de maio de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 833427 ED / SP
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de
declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Ministro Marco
Aurélio. Por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de maio de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 833.427 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS -
FUNCEF
ADV.(A/S)
:LUIZ ANTÔNIO MUNIZ MACHADO
ADV.(A/S)
:VIRGÍNIA
VERIDIANA
BARBOSA
GARCIA
E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:ANA CATARINA BITTENCOURT E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:CHRYSIA MAIFRINO DAMOULIS E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de embargos de declaração cujo objeto é decisão
que conheceu do agravo, mas negou-lhe provimento (art. 544, § 4º, II, a,
do CPC), sob o fundamento de que a decisão que inadmitiu o recurso
extraordinário “está correta e alinhada aos precedentes firmados por esta
Corte”. Ademais, incide a Súmula 279/STF.
2.
O recurso extraordinário não foi admitido sob o
argumento de que o Supremo Tribunal Federal entende que a discussão
dos autos possui natureza infraconstitucional.
3.
A parte embargante alega que “o julgado ora embargado
merece ser integrado eis que absolutamente omisso quanto a todos os
fundamentos recursais constantes do ARE, notadamente no que tange a
necessária manutenção da CEF na lide”.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 833.427 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS -
FUNCEF
ADV.(A/S)
:LUIZ ANTÔNIO MUNIZ MACHADO
ADV.(A/S)
:VIRGÍNIA
VERIDIANA
BARBOSA
GARCIA
E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:ANA CATARINA BITTENCOURT E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:CHRYSIA MAIFRINO DAMOULIS E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de embargos de declaração cujo objeto é decisão
que conheceu do agravo, mas negou-lhe provimento (art. 544, § 4º, II, a,
do CPC), sob o fundamento de que a decisão que inadmitiu o recurso
extraordinário “está correta e alinhada aos precedentes firmados por esta
Corte”. Ademais, incide a Súmula 279/STF.
2.
O recurso extraordinário não foi admitido sob o
argumento de que o Supremo Tribunal Federal entende que a discussão
dos autos possui natureza infraconstitucional.
3.
A parte embargante alega que “o julgado ora embargado
merece ser integrado eis que absolutamente omisso quanto a todos os
fundamentos recursais constantes do ARE, notadamente no que tange a
necessária manutenção da CEF na lide”.
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 833.427 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Recebo os presentes embargos de declaração como agravo
regimental, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver
reformada a decisão ora impugnada (MI 823-ED-segundos, Rel. Min.
Celso de Mello; Rcl 11.022-ED, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia; ARE 680.718-
ED, Rel. Min. Luiz Fux).
2.
Passo a apreciar a matéria. O agravo não deve ser provido,
tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes
para modificar a decisão ora agravada.
3.
De início, cabe ao relator o exame de admissibilidade do
agravo, podendo não conhecê-lo ou negar-lhe provimento quando
manifestamente inadmissível ou se correta a decisão que não admitiu o
recurso extraordinário (art. 544, § 4º, I e II, a, e art. 557 do CPC, bem como
§ 1º do art. 21 do RI/STF).
4.
Ademais, não se configura violação aos arts. 5º, XXXV, e
93, IX, da Constituição Federal, quando o relator utiliza os fundamentos
da decisão agravada com razão de decidir. Com efeito, a jurisprudência
do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a técnica da motivação
por remissão se alinha com o princípio constitucional da obrigatoriedade
da fundamentação das decisões judiciais (RE 790.913, Rel. Min. Celso de
Mello; RE 179.557, Rel. Min. Ilmar Galvão; AI 179.379-AgR, Rel. Min.
Celso de Mello).
5.
A decisão ora agravada deve ser mantida. No caso, o
Tribunal de origem reformou despacho que havia deferido o ingresso da
Caixa Econômica Federal em ação que visa à revisão de cláusulas do
plano de previdência complementar mantido entre a FUNCEF e as ora
embargadas.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 833.427 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Recebo os presentes embargos de declaração como agravo
regimental, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver
reformada a decisão ora impugnada (MI 823-ED-segundos, Rel. Min.
Celso de Mello; Rcl 11.022-ED, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia; ARE 680.718-
ED, Rel. Min. Luiz Fux).
2.
Passo a apreciar a matéria. O agravo não deve ser provido,
tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes
para modificar a decisão ora agravada.
3.
De início, cabe ao relator o exame de admissibilidade do
agravo, podendo não conhecê-lo ou negar-lhe provimento quando
manifestamente inadmissível ou se correta a decisão que não admitiu o
recurso extraordinário (art. 544, § 4º, I e II, a, e art. 557 do CPC, bem como
§ 1º do art. 21 do RI/STF).
4.
Ademais, não se configura violação aos arts. 5º, XXXV, e
93, IX, da Constituição Federal, quando o relator utiliza os fundamentos
da decisão agravada com razão de decidir. Com efeito, a jurisprudência
do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a técnica da motivação
por remissão se alinha com o princípio constitucional da obrigatoriedade
da fundamentação das decisões judiciais (RE 790.913, Rel. Min. Celso de
Mello; RE 179.557, Rel. Min. Ilmar Galvão; AI 179.379-AgR, Rel. Min.
Celso de Mello).
5.
A decisão ora agravada deve ser mantida. No caso, o
Tribunal de origem reformou despacho que havia deferido o ingresso da
Caixa Econômica Federal em ação que visa à revisão de cláusulas do
plano de previdência complementar mantido entre a FUNCEF e as ora
embargadas.
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 833427 ED / SP
6.
A parte recorrente, na peça de recurso extraordinário,
alega que ocorreu violação aos arts. 5º, XXXV, 93, IX; 195, § 5º; e 202, §§ 2º
e 3º, da Constituição Federal.
7.
Não foram ofendidas as garantias da inafastabilidade do
controle jurisdicional, do devido processo legal, do contraditório e da
ampla defesa, uma vez que a parte recorrente teve acesso a todos os
meios de impugnação previstos na legislação processual, havendo o
acórdão recorrido examinado todos os argumentos e motivado suas
conclusões de forma satisfatória.
8.
Mais especificamente com relação a ofensa ao art. 93, IX,
da Constituição, o Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de
que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas,
bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas
conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria,
confira-se a ementa do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do
Ministro Gilmar Mendes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral.”
9.
Quanto à violação aos art. 195, § 5º; e 202, § 2º e 3º, verifico
que o acórdão decidiu a questão da denunciação à lide da CEF somente
com base na análise da legislação infraconstitucional, conforme se infere
da leitura do seguinte trecho da decisão impugnada:
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 833427 ED / SP
6.
A parte recorrente, na peça de recurso extraordinário,
alega que ocorreu violação aos arts. 5º, XXXV, 93, IX; 195, § 5º; e 202, §§ 2º
e 3º, da Constituição Federal.
7.
Não foram ofendidas as garantias da inafastabilidade do
controle jurisdicional, do devido processo legal, do contraditório e da
ampla defesa, uma vez que a parte recorrente teve acesso a todos os
meios de impugnação previstos na legislação processual, havendo o
acórdão recorrido examinado todos os argumentos e motivado suas
conclusões de forma satisfatória.
8.
Mais especificamente com relação a ofensa ao art. 93, IX,
da Constituição, o Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de
que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas,
bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas
conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria,
confira-se a ementa do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do
Ministro Gilmar Mendes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral.”
9.
Quanto à violação aos art. 195, § 5º; e 202, § 2º e 3º, verifico
que o acórdão decidiu a questão da denunciação à lide da CEF somente
com base na análise da legislação infraconstitucional, conforme se infere
da leitura do seguinte trecho da decisão impugnada:
2
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 833427 ED / SP
“Indevida a denunciação à lide à patrocinadora, uma vez
que o atendimento da pretensão das autoras escora-se
exclusivamente na relação jurídica que têm com a entidade de
previdência.
Eventual reembolso pela patrocinadora decorre
exclusivamente da relação jurídica desta com a entidade
previdenciária, completamente diversa e desvinculada daquela
que deu ensejo ao pedido.”
10.
Ademais, a solução da controvérsia requer uma nova
apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos
(Súmula 279/STF), procedimento inviável em sede de recurso
extraordinário:
11.
Confira-se, ainda, nesse mesmo sentido, o ARE
832.209/DF, julgado de minha relatoria:.
12.
Diante do exposto, recebo os embargos como agravo
regimental e a ele nego provimento.
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 833427 ED / SP
“Indevida a denunciação à lide à patrocinadora, uma vez
que o atendimento da pretensão das autoras escora-se
exclusivamente na relação jurídica que têm com a entidade de
previdência.
Eventual reembolso pela patrocinadora decorre
exclusivamente da relação jurídica desta com a entidade
previdenciária, completamente diversa e desvinculada daquela
que deu ensejo ao pedido.”
10.
Ademais, a solução da controvérsia requer uma nova
apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos
(Súmula 279/STF), procedimento inviável em sede de recurso
extraordinário:
11.
Confira-se, ainda, nesse mesmo sentido, o ARE
832.209/DF, julgado de minha relatoria:.
12.
Diante do exposto, recebo os embargos como agravo
regimental e a ele nego provimento.
3
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Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 833.427
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S) : FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS - FUNCEF
ADV.(A/S) : LUIZ ANTÔNIO MUNIZ MACHADO
ADV.(A/S) : VIRGÍNIA VERIDIANA BARBOSA GARCIA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : ANA CATARINA BITTENCOURT E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : CHRYSIA MAIFRINO DAMOULIS E OUTRO(A/S)
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599050
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 833.427
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S) : FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS - FUNCEF
ADV.(A/S) : LUIZ ANTÔNIO MUNIZ MACHADO
ADV.(A/S) : VIRGÍNIA VERIDIANA BARBOSA GARCIA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : ANA CATARINA BITTENCOURT E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : CHRYSIA MAIFRINO DAMOULIS E OUTRO(A/S)
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8607651
| 2015-05-19T00:00:00
| 2015-06-02T00:00:00
|
Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
|
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: DIREITO PROCESSUAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDÊNCIA PRIVADA. DENUNCIAÇÃO À LIDE. ENTIDADE PATROCINADORA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF.
1. Não foram ofendidas as garantias da inafastabilidade do controle jurisdicional, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, uma vez que a parte recorrente teve acesso a todos os meios de impugnação previstos na legislação processual, havendo o acórdão recorrido examinado todos os argumentos e motivado suas conclusões de forma satisfatória.
2. A solução da controvérsia requer uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), procedimento inviável em sede de recurso extraordinário.
3. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur306986
|
- Acórdão(s) citado(s):
(ED, CONVERSÃO)
Rcl 11022 ED (TP), ARE 680718 ED (1ªT), MI 823-ED-SEGUNDOS (TP).
(FUNDAMENTÃÇÃO)
RE 179557 (2ªT), AI 179379 AgR (2ªT), AI 791292 QO-RG, RE 790913 AgR (2ªT).
- Decisão monocrática citada:
(PREVIDÊNCIA PRIVADA, DENUNCIAÇÃO À LIDE)
ARE 832209.
Número de páginas: 7.
Análise: 19/06/2015, MJC.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
833427
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00544 PAR-00004 INC-00001 INC-00002 \n ART-00557\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n",
"LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-ED
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acordaos
|
ARE 833427 ED
|
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EMBTE.(S) : FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS - FUNCEF
ADV.(A/S) : LUIZ ANTÔNIO MUNIZ MACHADO
ADV.(A/S) : VIRGÍNIA VERIDIANA BARBOSA GARCIA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : ANA CATARINA BITTENCOURT E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : CHRYSIA MAIFRINO DAMOULIS E OUTRO(A/S)
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""
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Ementa e Acórdão
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 833.427 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS -
FUNCEF
ADV.(A/S)
:LUIZ ANTÔNIO MUNIZ MACHADO
ADV.(A/S)
:VIRGÍNIA
VERIDIANA
BARBOSA
GARCIA
E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:ANA CATARINA BITTENCOURT E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:CHRYSIA MAIFRINO DAMOULIS E OUTRO(A/S)
EMENTA:
DIREITO
PROCESSUAL.
EMBARGOS
DE
DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDÊNCIA
PRIVADA. DENUNCIAÇÃO À LIDE. ENTIDADE PATROCINADORA.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E
DO MATERIAL PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal.
1. Não foram ofendidas as garantias da inafastabilidade do controle
jurisdicional, do devido processo legal, do contraditório e da ampla
defesa, uma vez que a parte recorrente teve acesso a todos os meios de
impugnação previstos na legislação processual, havendo o acórdão
recorrido examinado todos os argumentos e motivado suas conclusões de
forma satisfatória.
2. A solução da controvérsia requer uma nova apreciação dos fatos e
do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal),
procedimento inviável em sede de recurso extraordinário.
3. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que
se nega provimento.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8569661.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
ARE 833427 ED / SP
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de
declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Ministro Marco
Aurélio. Por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de maio de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 833427 ED / SP
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de
declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Ministro Marco
Aurélio. Por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de maio de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 833.427 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS -
FUNCEF
ADV.(A/S)
:LUIZ ANTÔNIO MUNIZ MACHADO
ADV.(A/S)
:VIRGÍNIA
VERIDIANA
BARBOSA
GARCIA
E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:ANA CATARINA BITTENCOURT E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:CHRYSIA MAIFRINO DAMOULIS E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de embargos de declaração cujo objeto é decisão
que conheceu do agravo, mas negou-lhe provimento (art. 544, § 4..., II, a,
do Código de Processo Civil), sob o fundamento de que a decisão que inadmitiu o recurso
extraordinário “está correta e alinhada aos precedentes firmados por esta
Corte”. Ademais, incide a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
2.
O recurso extraordinário não foi admitido sob o
argumento de que o Supremo Tribunal Federal entende que a discussão
dos autos possui natureza infraconstitucional.
3.
A parte embargante alega que “o julgado ora embargado
merece ser integrado eis que absolutamente omisso quanto a todos os
fundamentos recursais constantes do ARE, notadamente no que tange a
necessária manutenção da CEF na lide”.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8569662.
Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 833.427 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS -
FUNCEF
ADV.(A/S)
:LUIZ ANTÔNIO MUNIZ MACHADO
ADV.(A/S)
:VIRGÍNIA
VERIDIANA
BARBOSA
GARCIA
E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:ANA CATARINA BITTENCOURT E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:CHRYSIA MAIFRINO DAMOULIS E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de embargos de declaração cujo objeto é decisão
que conheceu do agravo, mas negou-lhe provimento (art. 544, § 4..., II, a,
do Código de Processo Civil), sob o fundamento de que a decisão que inadmitiu o recurso
extraordinário “está correta e alinhada aos precedentes firmados por esta
Corte”. Ademais, incide a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
2.
O recurso extraordinário não foi admitido sob o
argumento de que o Supremo Tribunal Federal entende que a discussão
dos autos possui natureza infraconstitucional.
3.
A parte embargante alega que “o julgado ora embargado
merece ser integrado eis que absolutamente omisso quanto a todos os
fundamentos recursais constantes do ARE, notadamente no que tange a
necessária manutenção da CEF na lide”.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 833.427 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Recebo os presentes embargos de declaração como agravo
regimental, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver
reformada a decisão ora impugnada (MI 823-ED-segundos, Rel. Min.
Celso de Mello; Rcl 11.022-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia; ARE 680.718-
ED, Rel. Min. Luiz Fux).
2.
Passo a apreciar a matéria. O agravo não deve ser provido,
tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes
para modificar a decisão ora agravada.
3.
De início, cabe ao relator o exame de admissibilidade do
agravo, podendo não conhecê-lo ou negar-lhe provimento quando
manifestamente inadmissível ou se correta a decisão que não admitiu o
recurso extraordinário (art. 544, § 4..., I e II, a, e art. 557 do Código de Processo Civil, bem como
§ 1... do art. 21 do RI/Supremo Tribunal Federal).
4.
Ademais, não se configura violação aos arts. 5..., XXXV, e
93, IX, da Constituição Federal, quando o relator utiliza os fundamentos
da decisão agravada com razão de decidir. Com efeito, a jurisprudência
do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a técnica da motivação
por remissão se alinha com o princípio constitucional da obrigatoriedade
da fundamentação das decisões judiciais (Recurso Extraordinário 790.913, Rel. Min. Celso de
Mello; Recurso Extraordinário 179.557, Rel. Min. Ilmar Galvão; AI 179.379-AgR, Rel. Min.
Celso de Mello).
5.
A decisão ora agravada deve ser mantida. No caso, o
Tribunal de origem reformou despacho que havia deferido o ingresso da
Caixa Econômica Federal em ação que visa à revisão de cláusulas do
plano de previdência complementar mantido entre a FUNCEF e as ora
embargadas.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 833.427 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Recebo os presentes embargos de declaração como agravo
regimental, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver
reformada a decisão ora impugnada (MI 823-ED-segundos, Rel. Min.
Celso de Mello; Rcl 11.022-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia; ARE 680.718-
ED, Rel. Min. Luiz Fux).
2.
Passo a apreciar a matéria. O agravo não deve ser provido,
tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes
para modificar a decisão ora agravada.
3.
De início, cabe ao relator o exame de admissibilidade do
agravo, podendo não conhecê-lo ou negar-lhe provimento quando
manifestamente inadmissível ou se correta a decisão que não admitiu o
recurso extraordinário (art. 544, § 4..., I e II, a, e art. 557 do Código de Processo Civil, bem como
§ 1... do art. 21 do RI/Supremo Tribunal Federal).
4.
Ademais, não se configura violação aos arts. 5..., XXXV, e
93, IX, da Constituição Federal, quando o relator utiliza os fundamentos
da decisão agravada com razão de decidir. Com efeito, a jurisprudência
do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a técnica da motivação
por remissão se alinha com o princípio constitucional da obrigatoriedade
da fundamentação das decisões judiciais (Recurso Extraordinário 790.913, Rel. Min. Celso de
Mello; Recurso Extraordinário 179.557, Rel. Min. Ilmar Galvão; AI 179.379-AgR, Rel. Min.
Celso de Mello).
5.
A decisão ora agravada deve ser mantida. No caso, o
Tribunal de origem reformou despacho que havia deferido o ingresso da
Caixa Econômica Federal em ação que visa à revisão de cláusulas do
plano de previdência complementar mantido entre a FUNCEF e as ora
embargadas.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 833427 ED / SP
6.
A parte recorrente, na peça de recurso extraordinário,
alega que ocorreu violação aos arts. 5..., XXXV, 93, IX; 195, § 5...; e 202, §§ 2...
e 3..., da Constituição Federal.
7.
Não foram ofendidas as garantias da inafastabilidade do
controle jurisdicional, do devido processo legal, do contraditório e da
ampla defesa, uma vez que a parte recorrente teve acesso a todos os
meios de impugnação previstos na legislação processual, havendo o
acórdão recorrido examinado todos os argumentos e motivado suas
conclusões de forma satisfatória.
8.
Mais especificamente com relação a ofensa ao art. 93, IX,
da Constituição, o Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de
que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas,
bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas
conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria,
confira-se a ementa do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do
Ministro Gilmar Mendes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral.”
9.
Quanto à violação aos art. 195, § 5...; e 202, § 2... e 3..., verifico
que o acórdão decidiu a questão da denunciação à lide da CEF somente
com base na análise da legislação infraconstitucional, conforme se infere
da leitura do seguinte trecho da decisão impugnada:
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 833427 ED / SP
6.
A parte recorrente, na peça de recurso extraordinário,
alega que ocorreu violação aos arts. 5..., XXXV, 93, IX; 195, § 5...; e 202, §§ 2...
e 3..., da Constituição Federal.
7.
Não foram ofendidas as garantias da inafastabilidade do
controle jurisdicional, do devido processo legal, do contraditório e da
ampla defesa, uma vez que a parte recorrente teve acesso a todos os
meios de impugnação previstos na legislação processual, havendo o
acórdão recorrido examinado todos os argumentos e motivado suas
conclusões de forma satisfatória.
8.
Mais especificamente com relação a ofensa ao art. 93, IX,
da Constituição, o Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de
que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas,
bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas
conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria,
confira-se a ementa do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do
Ministro Gilmar Mendes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral.”
9.
Quanto à violação aos art. 195, § 5...; e 202, § 2... e 3..., verifico
que o acórdão decidiu a questão da denunciação à lide da CEF somente
com base na análise da legislação infraconstitucional, conforme se infere
da leitura do seguinte trecho da decisão impugnada:
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 833427 ED / SP
“Indevida a denunciação à lide à patrocinadora, uma vez
que o atendimento da pretensão das autoras escora-se
exclusivamente na relação jurídica que têm com a entidade de
previdência.
Eventual reembolso pela patrocinadora decorre
exclusivamente da relação jurídica desta com a entidade
previdenciária, completamente diversa e desvinculada daquela
que deu ensejo ao pedido.”
10.
Ademais, a solução da controvérsia requer uma nova
apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos
(Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimento inviável em sede de recurso
extraordinário:
11.
Confira-se, ainda, nesse mesmo sentido, o ARE
832.209/DF, julgado de minha relatoria:.
12.
Diante do exposto, recebo os embargos como agravo
regimental e a ele nego provimento.
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 833427 ED / SP
“Indevida a denunciação à lide à patrocinadora, uma vez
que o atendimento da pretensão das autoras escora-se
exclusivamente na relação jurídica que têm com a entidade de
previdência.
Eventual reembolso pela patrocinadora decorre
exclusivamente da relação jurídica desta com a entidade
previdenciária, completamente diversa e desvinculada daquela
que deu ensejo ao pedido.”
10.
Ademais, a solução da controvérsia requer uma nova
apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos
(Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimento inviável em sede de recurso
extraordinário:
11.
Confira-se, ainda, nesse mesmo sentido, o ARE
832.209/DF, julgado de minha relatoria:.
12.
Diante do exposto, recebo os embargos como agravo
regimental e a ele nego provimento.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 833.427
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S) : FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS - FUNCEF
ADV.(A/S) : LUIZ ANTÔNIO MUNIZ MACHADO
ADV.(A/S) : VIRGÍNIA VERIDIANA BARBOSA GARCIA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : ANA CATARINA BITTENCOURT E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : CHRYSIA MAIFRINO DAMOULIS E OUTRO(A/S)
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599050
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 833.427
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S) : FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS - FUNCEF
ADV.(A/S) : LUIZ ANTÔNIO MUNIZ MACHADO
ADV.(A/S) : VIRGÍNIA VERIDIANA BARBOSA GARCIA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : ANA CATARINA BITTENCOURT E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : CHRYSIA MAIFRINO DAMOULIS E OUTRO(A/S)
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 833 . 427",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 833427 ED / SP",
"ARE 833427 ED / SP",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"MI 823 - ED - segundos",
"Rcl 11 . 022 - ED",
"ARE 680 . 718 - ED",
"Recurso Extraordinário 790 . 913",
"Recurso Extraordinário 179 . 557",
"AI 179 . 379 - AgR",
"MI",
"Rcl 11 . 022 - ED",
"ARE 680 . 718 - ED",
"Recurso Extraordinário 790 . 913",
"Recurso Extraordinário 179 . 557",
"AI 179 . 379 - AgR",
"ARE 833427 ED / SP",
"AI 791 . 292 - QO - RG",
"ARE 833427 ED / SP",
"AI 791 . 292 - QO - RG",
"ARE 833427 ED / SP",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 832 . 209 / DF",
"ARE 833427 ED / SP",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 832 . 209 / DF"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , I e II , a , e",
"art . 557 do Código de Processo Civil",
"art . 21 do RI / Supremo Tribunal Federal",
"arts . 5 . . . , XXXV , e 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , I e II , a , e art . 557 do Código de Processo Civil",
"§ 1 . . . do art . 21 do RI / Supremo Tribunal Federal",
"arts . 5 . . . , XXXV , e 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 . . . e 4 . . .",
"incisos XXXV e LX",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . , XXXV , 93 , IX ; 195 , § 5 . . . ; e 202 , § § 2 . . . e 3 . . . , da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3",
"incisos XXXV e LX do art",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"art",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS",
"FUNCEF",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS",
"FUNCEF",
"Supremo Tribunal",
"CEF",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS",
"FUNCEF",
"Supremo Tribunal Federal",
"CEF",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Caixa Econômica Federal",
"FUNCEF",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Caixa Econômica Federal",
"FUNCEF",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário",
"CEF",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"CEF",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS",
"FUNCEF",
"Primeira Turma",
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"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
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"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS",
"FUNCEF",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"LUIZ ANTÔNIO MUNIZ MACHADO",
"VIRGÍNIA VERIDIANA BARBOSA GARCIA",
"ANA CATARINA BITTENCOURT",
"CHRYSIA MAIFRINO DAMOULIS",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"LUIZ ANTÔNIO MUNIZ MACHADO",
"VIRGÍNIA VERIDIANA BARBOSA GARCIA",
"ANA CATARINA BITTENCOURT",
"CHRYSIA MAIFRINO DAMOULIS",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"LUIZ ANTÔNIO MUNIZ MACHADO",
"VIRGÍNIA VERIDIANA BARBOSA GARCIA",
"ANA CATARINA BITTENCOURT",
"CHRYSIA MAIFRINO DAMOULIS",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Celso de Mello",
"Ilmar Galvão",
"Celso de Mello",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Celso de Mello",
"Ilmar Galvão",
"Celso de Mello",
"ROBERTO BARROSO",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"LUIZ ANTÔNIO MUNIZ MACHADO",
"VIRGÍNIA VERIDIANA BARBOSA GARCIA",
"ANA CATARINA BITTENCOURT",
"CHRYSIA MAIFRINO DAMOULIS",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"LUIZ ANTÔNIO MUNIZ MACHADO",
"VIRGÍNIA VERIDIANA BARBOSA GARCIA",
"ANA CATARINA BITTENCOURT",
"CHRYSIA MAIFRINO DAMOULIS",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19 de maio",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 831.706
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:JOÃO DE ASSIS MARIOSA
ADV.(A/S)
:EMILIANO CANDIDO PÓVOA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Constitucional. Anistia. Magistério. Afastamento. Motivação política
do ato. Discussão. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade.
Precedentes.
1. Assentou a Corte de origem que o afastamento do agravante do
magistério não teria decorrido de perseguição ou qualquer ato de exceção
especificamente endereçado a ele, mas sim de novo regime jurídico
instituído em norma geral aplicável a todos que estavam na mesma
situação.
2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das
provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF.
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 26 de maio de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8694140.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15
Ementa e Acórdão
ARE 831706 AGR / DF
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 831706 AGR / DF
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 831.706
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:JOÃO DE ASSIS MARIOSA
ADV.(A/S)
:EMILIANO CANDIDO PÓVOA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
João de Assis Mariosa interpõe tempestivo agravo regimental contra
decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso
extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Quinta
Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, assim
ementado:
‘CONSTITUCIONAL. ANISTIA. MAGISTRADO
IMPOSSIBILITADO DE CONTINUAR EXERCENDO
FUNÇÕES DE MAGISTÉRIO EM RAZÃO DA EC 07/1977.
1. O art. 8º do ADCT de 1988 dá a qualidade de
anistiado e consequências jurídicas pertinentes apenas
para as pessoas que foram atingidas em seus direitos por
motivação exclusivamente política, vale dizer, em razão de
suas ideias, opiniões ou mesmo ações sofreram represálias
do Regime Militar.
2. O Apelante não se afastou do magistério como
represália do regime militar contra qualquer ideia ou ato
seu, mas sim como resultado das normas gerais sobre
reestruturação do Judiciário, trazidas no bojo da EC
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Supremo Tribunal Federal
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 831.706
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:JOÃO DE ASSIS MARIOSA
ADV.(A/S)
:EMILIANO CANDIDO PÓVOA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
João de Assis Mariosa interpõe tempestivo agravo regimental contra
decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso
extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Quinta
Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, assim
ementado:
‘CONSTITUCIONAL. ANISTIA. MAGISTRADO
IMPOSSIBILITADO DE CONTINUAR EXERCENDO
FUNÇÕES DE MAGISTÉRIO EM RAZÃO DA EC 07/1977.
1. O art. 8º do ADCT de 1988 dá a qualidade de
anistiado e consequências jurídicas pertinentes apenas
para as pessoas que foram atingidas em seus direitos por
motivação exclusivamente política, vale dizer, em razão de
suas ideias, opiniões ou mesmo ações sofreram represálias
do Regime Militar.
2. O Apelante não se afastou do magistério como
represália do regime militar contra qualquer ideia ou ato
seu, mas sim como resultado das normas gerais sobre
reestruturação do Judiciário, trazidas no bojo da EC
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15
Relatório
ARE 831706 AGR / DF
07/1977.
3. Não tendo o afastamento do Apelante das funções
de magistério sido gerado por ato de motivação
exclusivamente política contra ele dirigida, mas sim em
razão de norma geral aplicável a todos os magistrados da
época independentemente do que pensavam ou de como
agiam, não se pode reconhecer sua condição de anistiado.
4. Apelação improvida.’
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
Sustenta o recorrente, nas razões do recurso
extraordinário, violação do artigo 8º do Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar, haja vista que o
acórdão recorrido concluiu que o ato de afastamento do
magistério imputado ao autor, ora recorrente, não decorreu de
motivação política, amparado nos seguintes fundamentos:
‘A expressão ‘motivação exclusivamente política’,
repetida várias vezes na norma, sinaliza sua intenção de
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 831706 AGR / DF
07/1977.
3. Não tendo o afastamento do Apelante das funções
de magistério sido gerado por ato de motivação
exclusivamente política contra ele dirigida, mas sim em
razão de norma geral aplicável a todos os magistrados da
época independentemente do que pensavam ou de como
agiam, não se pode reconhecer sua condição de anistiado.
4. Apelação improvida.’
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
Sustenta o recorrente, nas razões do recurso
extraordinário, violação do artigo 8º do Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar, haja vista que o
acórdão recorrido concluiu que o ato de afastamento do
magistério imputado ao autor, ora recorrente, não decorreu de
motivação política, amparado nos seguintes fundamentos:
‘A expressão ‘motivação exclusivamente política’,
repetida várias vezes na norma, sinaliza sua intenção de
2
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Relatório
ARE 831706 AGR / DF
não deferir a qualidade de anistia e suas conseqüencias em
razão de todo e qualquer ato que tenha sido praticado
pelos militares.
Não houve uma declaração de invalidade de tudo
que foi feito e conseqüente deferimento de indenização ou
compensações diversas para todo mundo em todas as
situações geradas pelo Regime.
A visão da norma, bem diversa, é nitidamente a de
compensar APENAS quem foi diretamente perseguido
por atos singulares praticados pelo Regime em represália
a opiniões e ações de determinada pessoa.
São pessoas que foram atingidas em direitos
patrimoniais, morais ou da personalidade por ato
diretamente a elas endereçado em razão de sua conduta
em relação ao Regime.
Ora, o afastamento do magistério, que é o fato que
foi narrado na inicial como base da pretensão, não foi feito
em represália a qualquer opinião ou conduta do Apelante,
mas sim foi mera decorrência de norma geral de
reestruturação.
Os demais atos que o Apelante narra em sua peça
recursal não são o motivo de ter sido editada uma Emenda
Constitucional.
Simplesmente
e
independentemente
da
inconstitucionalidade formal das normas apontadas na
inicial, pretendeu-se reestruturar o Judiciário e para isso
entre outras coisas se buscou limitar o exercício de outras
atividades, o que aliás se faz também na Constituição
atual, como forma de garantir que o magistrado se
dedicará principalmente a sua função primeira, que é a de
julgador.
No que tange especificamente às normas sobre
cumulação, sequer a EC atacada é diferente em natureza e
objetivo das atuais normas sobre o mesmo tema.
Tranqüila, pois a conclusão da sentença, no sentido
de que o afastamento do magistério realmente não
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 831706 AGR / DF
não deferir a qualidade de anistia e suas conseqüencias em
razão de todo e qualquer ato que tenha sido praticado
pelos militares.
Não houve uma declaração de invalidade de tudo
que foi feito e conseqüente deferimento de indenização ou
compensações diversas para todo mundo em todas as
situações geradas pelo Regime.
A visão da norma, bem diversa, é nitidamente a de
compensar APENAS quem foi diretamente perseguido
por atos singulares praticados pelo Regime em represália
a opiniões e ações de determinada pessoa.
São pessoas que foram atingidas em direitos
patrimoniais, morais ou da personalidade por ato
diretamente a elas endereçado em razão de sua conduta
em relação ao Regime.
Ora, o afastamento do magistério, que é o fato que
foi narrado na inicial como base da pretensão, não foi feito
em represália a qualquer opinião ou conduta do Apelante,
mas sim foi mera decorrência de norma geral de
reestruturação.
Os demais atos que o Apelante narra em sua peça
recursal não são o motivo de ter sido editada uma Emenda
Constitucional.
Simplesmente
e
independentemente
da
inconstitucionalidade formal das normas apontadas na
inicial, pretendeu-se reestruturar o Judiciário e para isso
entre outras coisas se buscou limitar o exercício de outras
atividades, o que aliás se faz também na Constituição
atual, como forma de garantir que o magistrado se
dedicará principalmente a sua função primeira, que é a de
julgador.
No que tange especificamente às normas sobre
cumulação, sequer a EC atacada é diferente em natureza e
objetivo das atuais normas sobre o mesmo tema.
Tranqüila, pois a conclusão da sentença, no sentido
de que o afastamento do magistério realmente não
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15
Relatório
ARE 831706 AGR / DF
decorreu de perseguição ou qualquer ato de exceção
especificamente endereçado para o Apelante, de modo a
justificar a aplicação do art. 8º do ADCT.
(…)
O Apelante não foi punido com o afastamento das
funções, mas sim atingido por novo regime jurídico
instituído em norma geral aplicável a todos os
magistrados.’
Nesse caso, é certo que para acolher a pretensão do
recorrente e ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal
de origem acerca do não reconhecimento do direito à anistia,
seria necessário o reexame dos fatos e provas que permeiam a
lide, operação vedada em sede de recurso extraordinário.
Incidência da Súmula nº 279 desta Suprema Corte. Sobre o
tema, anote-se:
‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2
Administrativo. Anistia. Caracterização de motivação
política do ato de desligamento do militar temporário. 3.
Reexame de conteúdo fático-probatório. Incidência do
Enunciado 279 da Súmula do STF. Precedentes. 4.
Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão
agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’
(AI nº 834.357/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Gilmar Mendes, DJe de 17/9/12).
‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
ADMINISTRATIVO. ANISTIA POLÍTICA. ARTIGO 8º DO
ADCT. PEDIDO DE REINTEGRAÇÃO DE EX-MILITAR.
NÃO COMPROVAÇÃO DE AFASTAMENTO DA FORÇA
AÉREA BRASILEIRA POR ATO POLÍTICO. REEXAME
DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279
DO STF. DECISÃO QUE SE MANTÉM POR SEUS
PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. 1. A repercussão geral
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 831706 AGR / DF
decorreu de perseguição ou qualquer ato de exceção
especificamente endereçado para o Apelante, de modo a
justificar a aplicação do art. 8º do ADCT.
(…)
O Apelante não foi punido com o afastamento das
funções, mas sim atingido por novo regime jurídico
instituído em norma geral aplicável a todos os
magistrados.’
Nesse caso, é certo que para acolher a pretensão do
recorrente e ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal
de origem acerca do não reconhecimento do direito à anistia,
seria necessário o reexame dos fatos e provas que permeiam a
lide, operação vedada em sede de recurso extraordinário.
Incidência da Súmula nº 279 desta Suprema Corte. Sobre o
tema, anote-se:
‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2
Administrativo. Anistia. Caracterização de motivação
política do ato de desligamento do militar temporário. 3.
Reexame de conteúdo fático-probatório. Incidência do
Enunciado 279 da Súmula do STF. Precedentes. 4.
Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão
agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’
(AI nº 834.357/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Gilmar Mendes, DJe de 17/9/12).
‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
ADMINISTRATIVO. ANISTIA POLÍTICA. ARTIGO 8º DO
ADCT. PEDIDO DE REINTEGRAÇÃO DE EX-MILITAR.
NÃO COMPROVAÇÃO DE AFASTAMENTO DA FORÇA
AÉREA BRASILEIRA POR ATO POLÍTICO. REEXAME
DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279
DO STF. DECISÃO QUE SE MANTÉM POR SEUS
PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. 1. A repercussão geral
4
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15
Relatório
ARE 831706 AGR / DF
pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais
requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade
(art. 323 do RISTF). Consectariamente, se inexiste questão
constitucional, não há como se pretender seja reconhecida
a repercussão geral das questões constitucionais
discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). 2. A Súmula
279/STF dispõe verbis: Para simples reexame de prova não
cabe recurso extraordinário. 3. É que o recurso
extraordinário não se presta ao exame de questões que
demandam revolvimento do contexto fático-probatório
dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da
ordem constitucional. 4. In casu, o acórdão recorrido
assentou: ‘CONSTITUCIONAL - ADMINISTRATIVO-
ANISTIA MILITAR. EX-CABO DA FORÇA AÉREA
BRASILEIRA FAB - INGRESSO NA AERONÁUTICA
APÓS A EDIÇÃO DA PORTARIA 1.104/GM3-64 DO
MINISTRO DA AERONÁUTICA - ATO DE MOTIVAÇÃO
EXCLUSIVAMENTE
POLÍTICA
-
NÃO-
CONFIGURAÇÃO - PRECEDENTES - GRATUIDADE DE
JUSTIÇA - CONDENAÇÃO NA VERBA DE
SUCUMBÊNCIA - CABIMENTO - PRECEDENTE DA 3ª
SEÇÃO ESPECIALIZADA DESTA CORTE. 1. A Portaria nº
1.104/GM3-64, que foi reconhecida pela Comissão de
Anistia como ato de exceção, de natureza exclusivamente
política, estabeleceu novas regras para as prorrogações do
serviço militar das praças, havendo previsão de que os
cabos somente poderiam obter prorrogação do tempo de
serviço por um período de até oito anos, após o qual
seriam licenciados. 2. Os cabos incluídos no serviço ativo
da Força Aérea, posteriormente à edição da citada norma,
não têm direito à anistia, tendo em vista que tinham eles
prévia ciência da impossibilidade de engajamento ou
reengajamento após 8 (oito) anos de serviço ativo. 3. Esse
posicionamento não determina, por si só, a
impossibilidade do reconhecimento da condição de
anistiado político aos ex-cabos que ingressaram
5
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8694138.
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ARE 831706 AGR / DF
pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais
requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade
(art. 323 do RISTF). Consectariamente, se inexiste questão
constitucional, não há como se pretender seja reconhecida
a repercussão geral das questões constitucionais
discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). 2. A Súmula
279/STF dispõe verbis: Para simples reexame de prova não
cabe recurso extraordinário. 3. É que o recurso
extraordinário não se presta ao exame de questões que
demandam revolvimento do contexto fático-probatório
dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da
ordem constitucional. 4. In casu, o acórdão recorrido
assentou: ‘CONSTITUCIONAL - ADMINISTRATIVO-
ANISTIA MILITAR. EX-CABO DA FORÇA AÉREA
BRASILEIRA FAB - INGRESSO NA AERONÁUTICA
APÓS A EDIÇÃO DA PORTARIA 1.104/GM3-64 DO
MINISTRO DA AERONÁUTICA - ATO DE MOTIVAÇÃO
EXCLUSIVAMENTE
POLÍTICA
-
NÃO-
CONFIGURAÇÃO - PRECEDENTES - GRATUIDADE DE
JUSTIÇA - CONDENAÇÃO NA VERBA DE
SUCUMBÊNCIA - CABIMENTO - PRECEDENTE DA 3ª
SEÇÃO ESPECIALIZADA DESTA CORTE. 1. A Portaria nº
1.104/GM3-64, que foi reconhecida pela Comissão de
Anistia como ato de exceção, de natureza exclusivamente
política, estabeleceu novas regras para as prorrogações do
serviço militar das praças, havendo previsão de que os
cabos somente poderiam obter prorrogação do tempo de
serviço por um período de até oito anos, após o qual
seriam licenciados. 2. Os cabos incluídos no serviço ativo
da Força Aérea, posteriormente à edição da citada norma,
não têm direito à anistia, tendo em vista que tinham eles
prévia ciência da impossibilidade de engajamento ou
reengajamento após 8 (oito) anos de serviço ativo. 3. Esse
posicionamento não determina, por si só, a
impossibilidade do reconhecimento da condição de
anistiado político aos ex-cabos que ingressaram
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Relatório
ARE 831706 AGR / DF
posteriormente à edição da Portaria 1.104/GM3-64 do
Ministério da Aeronáutica, fazendo-se necessário,
entretanto, que se comprove a tese de existência de
motivação política no ato de desligamento, o que
inocorreu, na espécie. 4. Entendimento pacificado da 3ª
Seção Especializada deste Tribunal no sentido de ser
cabível a condenação do Autor na verba de sucumbência,
ficando suspensa a exigibilidade na forma da Lei nº
1.060.5. Recurso desprovido. Sentença mantida. (fl. 100)’.
5. Agravo Regimental desprovido’ (ARE n° 663.901/RJ-
AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de
14/8/12).
‘CONSTITUCIONAL.
ADMINISTRATIVO.
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. ANISTIA. MILITAR DO MINISTÉRIO
DA MARINHA. ART. 8º do ADCT/1988. REEXAME DE
FATOS E PROVAS. SÚMULA STF 279. 1.
O Tribunal
de origem reconheceu o direito dos agravados à anistia
com base no art. 8º do ADCT/1988, por entender que eles
foram excluídos do serviço ativo por ato de exceção, de
cunho puramente político. 2. Para reforma do acórdão
recorrido é imprescindível o reexame de fatos e de provas,
inviável em sede extraordinária, em razão do óbice
previsto na Súmula STF 279. Precedentes. 3.Agravo
regimental a que se nega provimento’ (AI nº 622.044/RJ-
AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie,
DJe de 5/4/11).
‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. MILITAR. ANISTIA. ART. 8º DO ADCT.
NATUREZA DO ATO DE EXPULSÃO. REEXAME DE
FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO
IMPROVIDO. I – A controvérsia sobre a natureza jurídica
do ato de expulsão do militar, para efeito de concessão da
anistia prevista no art. 8º do ADCT, requer o reexame do
6
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posteriormente à edição da Portaria 1.104/GM3-64 do
Ministério da Aeronáutica, fazendo-se necessário,
entretanto, que se comprove a tese de existência de
motivação política no ato de desligamento, o que
inocorreu, na espécie. 4. Entendimento pacificado da 3ª
Seção Especializada deste Tribunal no sentido de ser
cabível a condenação do Autor na verba de sucumbência,
ficando suspensa a exigibilidade na forma da Lei nº
1.060.5. Recurso desprovido. Sentença mantida. (fl. 100)’.
5. Agravo Regimental desprovido’ (ARE n° 663.901/RJ-
AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de
14/8/12).
‘CONSTITUCIONAL.
ADMINISTRATIVO.
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. ANISTIA. MILITAR DO MINISTÉRIO
DA MARINHA. ART. 8º do ADCT/1988. REEXAME DE
FATOS E PROVAS. SÚMULA STF 279. 1.
O Tribunal
de origem reconheceu o direito dos agravados à anistia
com base no art. 8º do ADCT/1988, por entender que eles
foram excluídos do serviço ativo por ato de exceção, de
cunho puramente político. 2. Para reforma do acórdão
recorrido é imprescindível o reexame de fatos e de provas,
inviável em sede extraordinária, em razão do óbice
previsto na Súmula STF 279. Precedentes. 3.Agravo
regimental a que se nega provimento’ (AI nº 622.044/RJ-
AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie,
DJe de 5/4/11).
‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. MILITAR. ANISTIA. ART. 8º DO ADCT.
NATUREZA DO ATO DE EXPULSÃO. REEXAME DE
FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO
IMPROVIDO. I – A controvérsia sobre a natureza jurídica
do ato de expulsão do militar, para efeito de concessão da
anistia prevista no art. 8º do ADCT, requer o reexame do
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Relatório
ARE 831706 AGR / DF
conjunto fático-probatório dos autos, o que inviabiliza o
recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279 do STF.
II - Agravo regimental improvido’ (AI nº 796.633/RJ-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro
Ricardo
Lewandowski, DJe de 4/3/11).
‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO - EXPULSÃO DE
MILITAR DAS FILEIRAS DAS FORÇAS ARMADAS -
NATUREZA JURÍDICA DO ATO - NECESSIDADE DE
REEXAME DE FATOS E PROVAS - IMPOSSIBILIDADE -
SÚMULA 279/STF - RECURSO IMPROVIDO. - Não cabe
recurso extraordinário, quando interposto com o objetivo
de discutir questões de fato ou de examinar matéria de
caráter probatório. Precedentes’ (RE nº 382.482/SP-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de
19/11/04).
Nesse mesmo sentido, anote-se as seguintes decisões
monocráticas: RE nº 641.538/RJ, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJe de 1º/6/12; AI nº 629.891/RJ, Relator o Ministro
Ayres Britto, DJe de 9/12/10; RE nº 501.414/RJ, Relatora a
Ministra Cármen Lúcia, DJe de 7/8/8; e RE nº 491.893/RJ,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ25/8/06.
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Insiste o agravante que teria sido violado o art. 8º do Ato das
Disposições Constitucionais Transitórias e que a solução da lide não
demandaria o reexame dos fatos e das provas dos autos.
Sustenta, ainda, que a causa apresenta repercussão geral.
Alega que acumulava as funções de magistrado e professor e que
teria sido afastado do magistério em decorrência da aplicação da EC nº
7/77, a qual teria sido promulgada em razão do Ato Institucional nº 5/68.
Assevera que, sendo o AI nº 5 inconstitucional, também o era a
citada emenda, restando, portanto, caracterizada a motivação política do
7
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conjunto fático-probatório dos autos, o que inviabiliza o
recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279 do STF.
II - Agravo regimental improvido’ (AI nº 796.633/RJ-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro
Ricardo
Lewandowski, DJe de 4/3/11).
‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO - EXPULSÃO DE
MILITAR DAS FILEIRAS DAS FORÇAS ARMADAS -
NATUREZA JURÍDICA DO ATO - NECESSIDADE DE
REEXAME DE FATOS E PROVAS - IMPOSSIBILIDADE -
SÚMULA 279/STF - RECURSO IMPROVIDO. - Não cabe
recurso extraordinário, quando interposto com o objetivo
de discutir questões de fato ou de examinar matéria de
caráter probatório. Precedentes’ (RE nº 382.482/SP-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de
19/11/04).
Nesse mesmo sentido, anote-se as seguintes decisões
monocráticas: RE nº 641.538/RJ, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJe de 1º/6/12; AI nº 629.891/RJ, Relator o Ministro
Ayres Britto, DJe de 9/12/10; RE nº 501.414/RJ, Relatora a
Ministra Cármen Lúcia, DJe de 7/8/8; e RE nº 491.893/RJ,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ25/8/06.
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Insiste o agravante que teria sido violado o art. 8º do Ato das
Disposições Constitucionais Transitórias e que a solução da lide não
demandaria o reexame dos fatos e das provas dos autos.
Sustenta, ainda, que a causa apresenta repercussão geral.
Alega que acumulava as funções de magistrado e professor e que
teria sido afastado do magistério em decorrência da aplicação da EC nº
7/77, a qual teria sido promulgada em razão do Ato Institucional nº 5/68.
Assevera que, sendo o AI nº 5 inconstitucional, também o era a
citada emenda, restando, portanto, caracterizada a motivação política do
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Relatório
ARE 831706 AGR / DF
ato que determinou seu afastamento.
É o relatório.
8
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Supremo Tribunal Federal
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ato que determinou seu afastamento.
É o relatório.
8
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 831.706
DISTRITO FEDERAL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Colhe-se do voto condutor do acórdão:
“A expressão ‘motivação exclusivamente política’, repetida
várias vezes [no art. 8º do ADCT], sinaliza sua intenção de não
deferir a qualidade de anistia e suas consequências em razão de
todo e qualquer ato que tenha sido praticado pelos militares.
Não houve uma declaração de invalidade de tudo que foi
feito e conseqüente deferimento de indenização ou
compensações diversas para todo mundo em todas as situações
geradas pelo Regime.
A visão da norma, bem diversa, é nitidamente a de
compensar APENAS quem foi diretamente perseguido por atos
singulares praticados pelo Regime em represália a opiniões e
ações de determinada pessoa.
São pessoas que foram atingidas em direitos patrimoniais,
morais ou da personalidade por ato diretamente a elas
endereçado em razão de sua conduta em relação ao Regime.
Ora, o afastamento do magistério, que é o fato que foi
narrado na inicial como base da pretensão, não foi feito em
represália a qualquer opinião ou conduta do Apelante, mas sim
foi mera decorrência de norma geral de reestruturação.
Os demais atos que o Apelante narra em sua peça recursal
não são o motivo de ter sido editada uma Emenda
Constitucional.
Simplesmente
e
independentemente
da
inconstitucionalidade formal das normas apontadas na inicial,
pretendeu-se reestruturar o Judiciário e para isso entre outras
coisas se buscou limitar o exercício de outras atividades, o que
aliás se faz também na Constituição atual, como forma de
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Supremo Tribunal Federal
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 831.706
DISTRITO FEDERAL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Colhe-se do voto condutor do acórdão:
“A expressão ‘motivação exclusivamente política’, repetida
várias vezes [no art. 8º do ADCT], sinaliza sua intenção de não
deferir a qualidade de anistia e suas consequências em razão de
todo e qualquer ato que tenha sido praticado pelos militares.
Não houve uma declaração de invalidade de tudo que foi
feito e conseqüente deferimento de indenização ou
compensações diversas para todo mundo em todas as situações
geradas pelo Regime.
A visão da norma, bem diversa, é nitidamente a de
compensar APENAS quem foi diretamente perseguido por atos
singulares praticados pelo Regime em represália a opiniões e
ações de determinada pessoa.
São pessoas que foram atingidas em direitos patrimoniais,
morais ou da personalidade por ato diretamente a elas
endereçado em razão de sua conduta em relação ao Regime.
Ora, o afastamento do magistério, que é o fato que foi
narrado na inicial como base da pretensão, não foi feito em
represália a qualquer opinião ou conduta do Apelante, mas sim
foi mera decorrência de norma geral de reestruturação.
Os demais atos que o Apelante narra em sua peça recursal
não são o motivo de ter sido editada uma Emenda
Constitucional.
Simplesmente
e
independentemente
da
inconstitucionalidade formal das normas apontadas na inicial,
pretendeu-se reestruturar o Judiciário e para isso entre outras
coisas se buscou limitar o exercício de outras atividades, o que
aliás se faz também na Constituição atual, como forma de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 831706 AGR / DF
garantir que o magistrado se dedicará principalmente a sua
função primeira, que é a de julgador.
No que tange especificamente às normas sobre cumulação,
sequer a EC atacada é diferente em natureza e objetivo das
atuais normas sobre o mesmo tema.
Tranqüila, pois a conclusão da sentença, no sentido de que
o afastamento do magistério realmente não decorreu de
perseguição ou qualquer ato de exceção especificamente
endereçado para o Apelante, de modo a justificar a aplicação do
art. 8º do ADCT.
(…)
O Apelante não foi punido com o afastamento das
funções, mas sim atingido por novo regime jurídico instituído
em norma geral aplicável a todos os magistrados.”
Destarte, assentou o Tribunal Regional Federal da 1ª Região,
apoiado, precipuamente, nos fatos e nas provas da causa, que “o
afastamento do [agravante do] magistério realmente não decorreu de
perseguição ou qualquer ato de exceção especificamente endereçado para
o Apelante (…) mas sim (...) [em razão de] novo regime jurídico instituído
em norma geral aplicável a todos os magistrados”.
Assim, para divergir desse entendimento e acolher a tese do
agravante, seria necessário reexaminar os fatos e as provas dos autos, fins
para os quais não se presta o recurso extraordinário. Incidência da
Súmula nº 279/STF.
Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão agravada,
anotem-se:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Anistia. Desligamento das Forças Armadas. Motivação política
do ato. Discussão. Legislação infraconstitucional. Reexame de
fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A Corte de
origem consignou que o agravante foi admitido nas Forças
Armadas já na vigência da Portaria nº 1.104/64, a qual limitava a
oito anos o período de engajamento e reengajamento no serviço
2
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ARE 831706 AGR / DF
garantir que o magistrado se dedicará principalmente a sua
função primeira, que é a de julgador.
No que tange especificamente às normas sobre cumulação,
sequer a EC atacada é diferente em natureza e objetivo das
atuais normas sobre o mesmo tema.
Tranqüila, pois a conclusão da sentença, no sentido de que
o afastamento do magistério realmente não decorreu de
perseguição ou qualquer ato de exceção especificamente
endereçado para o Apelante, de modo a justificar a aplicação do
art. 8º do ADCT.
(…)
O Apelante não foi punido com o afastamento das
funções, mas sim atingido por novo regime jurídico instituído
em norma geral aplicável a todos os magistrados.”
Destarte, assentou o Tribunal Regional Federal da 1ª Região,
apoiado, precipuamente, nos fatos e nas provas da causa, que “o
afastamento do [agravante do] magistério realmente não decorreu de
perseguição ou qualquer ato de exceção especificamente endereçado para
o Apelante (…) mas sim (...) [em razão de] novo regime jurídico instituído
em norma geral aplicável a todos os magistrados”.
Assim, para divergir desse entendimento e acolher a tese do
agravante, seria necessário reexaminar os fatos e as provas dos autos, fins
para os quais não se presta o recurso extraordinário. Incidência da
Súmula nº 279/STF.
Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão agravada,
anotem-se:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Anistia. Desligamento das Forças Armadas. Motivação política
do ato. Discussão. Legislação infraconstitucional. Reexame de
fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A Corte de
origem consignou que o agravante foi admitido nas Forças
Armadas já na vigência da Portaria nº 1.104/64, a qual limitava a
oito anos o período de engajamento e reengajamento no serviço
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 831706 AGR / DF
militar, motivo pelo qual seu desligamento, decorrente da
referida norma, não poderia, por si só, ser considerado como
ato de perseguição política e que, também, as demais provas
dos autos não apontavam nessa direção. 2. Inadmissível, em
recurso
extraordinário,
a
análise
da
legislação
infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos
autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. Agravo
regimental não provido” (ARE nº 759.631/RJ-AgR, Primeira
Turma, de minha relatoria, DJe de 28/11/13).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MILITAR.ANISTIA.
ART. 8º DO ADCT. LICENCIAMENTO DO MILITAR.
MOTIVAÇÃO.
ANÁLISE
DE
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME
DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO
IMPROVIDO. I – O acórdão de origem negou a pretensão
deduzida pela recorrente por entender que a situação dos autos
não se enquadra no disposto na Lei 10.559/2002. Nesses termos,
o exame do extraordinário implicaria a análise daquela
legislação e eventual ofensa ao texto constitucional seria
indireta. II – A controvérsia sobre a motivação do ato que
excluiu militar das fileiras da Aeronáutica, para efeito de
concessão da anistia prevista no art. 8º do ADCT, requer o
reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que
inviabiliza o recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279
do STF. III – Agravo regimental improvido” (ARE nº 740.158/RJ-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Ricardo
Lewandowski, DJe de 17/6/13).
“DIREITO ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL.
ANISTIA. MOTIVAÇÃO POLÍTICA NÃO DEMONSTRADA.
ACÓRDÃO REGIONAL BASEADO NO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO.
SÚMULA
279/STF.
PRECEDENTES.
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 09.4.2008. As
razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
3
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ARE 831706 AGR / DF
militar, motivo pelo qual seu desligamento, decorrente da
referida norma, não poderia, por si só, ser considerado como
ato de perseguição política e que, também, as demais provas
dos autos não apontavam nessa direção. 2. Inadmissível, em
recurso
extraordinário,
a
análise
da
legislação
infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos
autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. Agravo
regimental não provido” (ARE nº 759.631/RJ-AgR, Primeira
Turma, de minha relatoria, DJe de 28/11/13).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MILITAR.ANISTIA.
ART. 8º DO ADCT. LICENCIAMENTO DO MILITAR.
MOTIVAÇÃO.
ANÁLISE
DE
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME
DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO
IMPROVIDO. I – O acórdão de origem negou a pretensão
deduzida pela recorrente por entender que a situação dos autos
não se enquadra no disposto na Lei 10.559/2002. Nesses termos,
o exame do extraordinário implicaria a análise daquela
legislação e eventual ofensa ao texto constitucional seria
indireta. II – A controvérsia sobre a motivação do ato que
excluiu militar das fileiras da Aeronáutica, para efeito de
concessão da anistia prevista no art. 8º do ADCT, requer o
reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que
inviabiliza o recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279
do STF. III – Agravo regimental improvido” (ARE nº 740.158/RJ-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Ricardo
Lewandowski, DJe de 17/6/13).
“DIREITO ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL.
ANISTIA. MOTIVAÇÃO POLÍTICA NÃO DEMONSTRADA.
ACÓRDÃO REGIONAL BASEADO NO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO.
SÚMULA
279/STF.
PRECEDENTES.
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 09.4.2008. As
razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
3
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 831706 AGR / DF
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no
que se refere ao óbice da Súmula 279/STF, a inviabilizar o
trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental
conhecido e não provido” (AI nº 743.628/RJ-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 29/5/13).
Nego provimento ao agravo regimental.
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 831706 AGR / DF
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no
que se refere ao óbice da Súmula 279/STF, a inviabilizar o
trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental
conhecido e não provido” (AI nº 743.628/RJ-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 29/5/13).
Nego provimento ao agravo regimental.
4
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Extrato de Ata - 26/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 831.706
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : JOÃO DE ASSIS MARIOSA
ADV.(A/S) : EMILIANO CANDIDO PÓVOA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 26.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
p/ Maria Silvia Marques dos Santos
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 831.706
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : JOÃO DE ASSIS MARIOSA
ADV.(A/S) : EMILIANO CANDIDO PÓVOA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 26.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
p/ Maria Silvia Marques dos Santos
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8713226
| 2015-05-26T00:00:00
| 2015-06-19T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 26.05.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Constitucional. Anistia. Magistério. Afastamento. Motivação política do ato. Discussão. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes.
1. Assentou a Corte de origem que o afastamento do agravante do magistério não teria decorrido de perseguição ou qualquer ato de exceção especificamente endereçado a ele, mas sim de novo regime jurídico instituído em norma geral aplicável a todos que estavam na mesma situação.
2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF.
3. Agravo regimental não provido.
|
sjur309558
|
- Acórdão(s) citado(s):
(SÚMULA 279)
AI 743628 AgR (1ªT), ARE 740158 AgR (2ªT), ARE 759631 AgR (1ªT).
Número de páginas: 15.
Análise: 15/07/2015, MAD.
|
DIAS TOFFOLI
|
Segunda Turma
|
831706
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 831706 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : JOÃO DE ASSIS MARIOSA
ADV.(A/S) : EMILIANO CANDIDO PÓVOA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 831.706
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:JOÃO DE ASSIS MARIOSA
ADV.(A/S)
:EMILIANO CANDIDO PÓVOA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Constitucional. Anistia. Magistério. Afastamento. Motivação política
do ato. Discussão. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade.
Precedentes.
1. Assentou a Corte de origem que o afastamento do agravante do
magistério não teria decorrido de perseguição ou qualquer ato de exceção
especificamente endereçado a ele, mas sim de novo regime jurídico
instituído em norma geral aplicável a todos que estavam na mesma
situação.
2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das
provas dos autos. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal.
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 26 de maio de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Ementa e Acórdão
ARE 831706 AGR / DF
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 831706 AGR / DF
Relator
2
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Relatório
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 831.706
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:JOÃO DE ASSIS MARIOSA
ADV.(A/S)
:EMILIANO CANDIDO PÓVOA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
João de Assis Mariosa interpõe tempestivo agravo regimental contra
decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso
extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Quinta
Turma do Tribunal Regional Federal da 1... Região, assim
ementado:
‘CONSTITUCIONAL. ANISTIA. MAGISTRADO
IMPOSSIBILITADO DE CONTINUAR EXERCENDO
FUNÇÕES DE MAGISTÉRIO EM RAZÃO DA EC 07/1977.
1. O art. 8... do ADCT de 1988 dá a qualidade de
anistiado e consequências jurídicas pertinentes apenas
para as pessoas que foram atingidas em seus direitos por
motivação exclusivamente política, vale dizer, em razão de
suas ideias, opiniões ou mesmo ações sofreram represálias
do Regime Militar.
2. O Apelante não se afastou do magistério como
represália do regime militar contra qualquer ideia ou ato
seu, mas sim como resultado das normas gerais sobre
reestruturação do Judiciário, trazidas no bojo da EC
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Supremo Tribunal Federal
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 831.706
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:JOÃO DE ASSIS MARIOSA
ADV.(A/S)
:EMILIANO CANDIDO PÓVOA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
João de Assis Mariosa interpõe tempestivo agravo regimental contra
decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso
extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Quinta
Turma do Tribunal Regional Federal da 1... Região, assim
ementado:
‘CONSTITUCIONAL. ANISTIA. MAGISTRADO
IMPOSSIBILITADO DE CONTINUAR EXERCENDO
FUNÇÕES DE MAGISTÉRIO EM RAZÃO DA EC 07/1977.
1. O art. 8... do ADCT de 1988 dá a qualidade de
anistiado e consequências jurídicas pertinentes apenas
para as pessoas que foram atingidas em seus direitos por
motivação exclusivamente política, vale dizer, em razão de
suas ideias, opiniões ou mesmo ações sofreram represálias
do Regime Militar.
2. O Apelante não se afastou do magistério como
represália do regime militar contra qualquer ideia ou ato
seu, mas sim como resultado das normas gerais sobre
reestruturação do Judiciário, trazidas no bojo da EC
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15
Relatório
ARE 831706 AGR / DF
07/1977.
3. Não tendo o afastamento do Apelante das funções
de magistério sido gerado por ato de motivação
exclusivamente política contra ele dirigida, mas sim em
razão de norma geral aplicável a todos os magistrados da
época independentemente do que pensavam ou de como
agiam, não se pode reconhecer sua condição de anistiado.
4. Apelação improvida.’
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
Sustenta o recorrente, nas razões do recurso
extraordinário, violação do artigo 8... do Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar, haja vista que o
acórdão recorrido concluiu que o ato de afastamento do
magistério imputado ao autor, ora recorrente, não decorreu de
motivação política, amparado nos seguintes fundamentos:
‘A expressão ‘motivação exclusivamente política’,
repetida várias vezes na norma, sinaliza sua intenção de
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 831706 AGR / DF
07/1977.
3. Não tendo o afastamento do Apelante das funções
de magistério sido gerado por ato de motivação
exclusivamente política contra ele dirigida, mas sim em
razão de norma geral aplicável a todos os magistrados da
época independentemente do que pensavam ou de como
agiam, não se pode reconhecer sua condição de anistiado.
4. Apelação improvida.’
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
Sustenta o recorrente, nas razões do recurso
extraordinário, violação do artigo 8... do Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar, haja vista que o
acórdão recorrido concluiu que o ato de afastamento do
magistério imputado ao autor, ora recorrente, não decorreu de
motivação política, amparado nos seguintes fundamentos:
‘A expressão ‘motivação exclusivamente política’,
repetida várias vezes na norma, sinaliza sua intenção de
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15
Relatório
ARE 831706 AGR / DF
não deferir a qualidade de anistia e suas conseqüencias em
razão de todo e qualquer ato que tenha sido praticado
pelos militares.
Não houve uma declaração de invalidade de tudo
que foi feito e conseqüente deferimento de indenização ou
compensações diversas para todo mundo em todas as
situações geradas pelo Regime.
A visão da norma, bem diversa, é nitidamente a de
compensar APENAS quem foi diretamente perseguido
por atos singulares praticados pelo Regime em represália
a opiniões e ações de determinada pessoa.
São pessoas que foram atingidas em direitos
patrimoniais, morais ou da personalidade por ato
diretamente a elas endereçado em razão de sua conduta
em relação ao Regime.
Ora, o afastamento do magistério, que é o fato que
foi narrado na inicial como base da pretensão, não foi feito
em represália a qualquer opinião ou conduta do Apelante,
mas sim foi mera decorrência de norma geral de
reestruturação.
Os demais atos que o Apelante narra em sua peça
recursal não são o motivo de ter sido editada uma Emenda
Constitucional.
Simplesmente
e
independentemente
da
inconstitucionalidade formal das normas apontadas na
inicial, pretendeu-se reestruturar o Judiciário e para isso
entre outras coisas se buscou limitar o exercício de outras
atividades, o que aliás se faz também na Constituição
atual, como forma de garantir que o magistrado se
dedicará principalmente a sua função primeira, que é a de
julgador.
No que tange especificamente às normas sobre
cumulação, sequer a EC atacada é diferente em natureza e
objetivo das atuais normas sobre o mesmo tema.
Tranqüila, pois a conclusão da sentença, no sentido
de que o afastamento do magistério realmente não
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 831706 AGR / DF
não deferir a qualidade de anistia e suas conseqüencias em
razão de todo e qualquer ato que tenha sido praticado
pelos militares.
Não houve uma declaração de invalidade de tudo
que foi feito e conseqüente deferimento de indenização ou
compensações diversas para todo mundo em todas as
situações geradas pelo Regime.
A visão da norma, bem diversa, é nitidamente a de
compensar APENAS quem foi diretamente perseguido
por atos singulares praticados pelo Regime em represália
a opiniões e ações de determinada pessoa.
São pessoas que foram atingidas em direitos
patrimoniais, morais ou da personalidade por ato
diretamente a elas endereçado em razão de sua conduta
em relação ao Regime.
Ora, o afastamento do magistério, que é o fato que
foi narrado na inicial como base da pretensão, não foi feito
em represália a qualquer opinião ou conduta do Apelante,
mas sim foi mera decorrência de norma geral de
reestruturação.
Os demais atos que o Apelante narra em sua peça
recursal não são o motivo de ter sido editada uma Emenda
Constitucional.
Simplesmente
e
independentemente
da
inconstitucionalidade formal das normas apontadas na
inicial, pretendeu-se reestruturar o Judiciário e para isso
entre outras coisas se buscou limitar o exercício de outras
atividades, o que aliás se faz também na Constituição
atual, como forma de garantir que o magistrado se
dedicará principalmente a sua função primeira, que é a de
julgador.
No que tange especificamente às normas sobre
cumulação, sequer a EC atacada é diferente em natureza e
objetivo das atuais normas sobre o mesmo tema.
Tranqüila, pois a conclusão da sentença, no sentido
de que o afastamento do magistério realmente não
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15
Relatório
ARE 831706 AGR / DF
decorreu de perseguição ou qualquer ato de exceção
especificamente endereçado para o Apelante, de modo a
justificar a aplicação do art. 8... do ADCT.
(…)
O Apelante não foi punido com o afastamento das
funções, mas sim atingido por novo regime jurídico
instituído em norma geral aplicável a todos os
magistrados.’
Nesse caso, é certo que para acolher a pretensão do
recorrente e ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal
de origem acerca do não reconhecimento do direito à anistia,
seria necessário o reexame dos fatos e provas que permeiam a
lide, operação vedada em sede de recurso extraordinário.
Incidência da Súmula n 279 desta Suprema Corte. Sobre o
tema, anote-se:
‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2
Administrativo. Anistia. Caracterização de motivação
política do ato de desligamento do militar temporário. 3.
Reexame de conteúdo fático-probatório. Incidência do
Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 4.
Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão
agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’
(AI n 834.357/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Gilmar Mendes, DJe de 17/9/12).
‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
ADMINISTRATIVO. ANISTIA POLÍTICA. ARTIGO 8... DO
ADCT. PEDIDO DE REINTEGRAÇÃO DE EX-MILITAR.
NÃO COMPROVAÇÃO DE AFASTAMENTO DA FORÇA
AÉREA BRASILEIRA POR ATO POLÍTICO. REEXAME
DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279
DO Supremo Tribunal Federal. DECISÃO QUE SE MANTÉM POR SEUS
PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. 1. A repercussão geral
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 831706 AGR / DF
decorreu de perseguição ou qualquer ato de exceção
especificamente endereçado para o Apelante, de modo a
justificar a aplicação do art. 8... do ADCT.
(…)
O Apelante não foi punido com o afastamento das
funções, mas sim atingido por novo regime jurídico
instituído em norma geral aplicável a todos os
magistrados.’
Nesse caso, é certo que para acolher a pretensão do
recorrente e ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal
de origem acerca do não reconhecimento do direito à anistia,
seria necessário o reexame dos fatos e provas que permeiam a
lide, operação vedada em sede de recurso extraordinário.
Incidência da Súmula n 279 desta Suprema Corte. Sobre o
tema, anote-se:
‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2
Administrativo. Anistia. Caracterização de motivação
política do ato de desligamento do militar temporário. 3.
Reexame de conteúdo fático-probatório. Incidência do
Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 4.
Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão
agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’
(AI n 834.357/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Gilmar Mendes, DJe de 17/9/12).
‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
ADMINISTRATIVO. ANISTIA POLÍTICA. ARTIGO 8... DO
ADCT. PEDIDO DE REINTEGRAÇÃO DE EX-MILITAR.
NÃO COMPROVAÇÃO DE AFASTAMENTO DA FORÇA
AÉREA BRASILEIRA POR ATO POLÍTICO. REEXAME
DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279
DO Supremo Tribunal Federal. DECISÃO QUE SE MANTÉM POR SEUS
PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. 1. A repercussão geral
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15
Relatório
ARE 831706 AGR / DF
pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais
requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade
(art. 323 do RISTF). Consectariamente, se inexiste questão
constitucional, não há como se pretender seja reconhecida
a repercussão geral das questões constitucionais
discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 2. A Súmula
279/Supremo Tribunal Federal dispõe verbis: Para simples reexame de prova não
cabe recurso extraordinário. 3. É que o recurso
extraordinário não se presta ao exame de questões que
demandam revolvimento do contexto fático-probatório
dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da
ordem constitucional. 4. In casu, o acórdão recorrido
assentou: ‘CONSTITUCIONAL - ADMINISTRATIVO-
ANISTIA MILITAR. EX-CABO DA FORÇA AÉREA
BRASILEIRA FAB - INGRESSO NA AERONÁUTICA
APÓS A EDIÇÃO DA PORTARIA 1.104/GM3-64 DO
MINISTRO DA AERONÁUTICA - ATO DE MOTIVAÇÃO
EXCLUSIVAMENTE
POLÍTICA
-
NÃO-
CONFIGURAÇÃO - PRECEDENTES - GRATUIDADE DE
JUSTIÇA - CONDENAÇÃO NA VERBA DE
SUCUMBÊNCIA - CABIMENTO - PRECEDENTE DA 3...
SEÇÃO ESPECIALIZADA DESTA CORTE. 1. A Portaria n
1.104/GM3-64, que foi reconhecida pela Comissão de
Anistia como ato de exceção, de natureza exclusivamente
política, estabeleceu novas regras para as prorrogações do
serviço militar das praças, havendo previsão de que os
cabos somente poderiam obter prorrogação do tempo de
serviço por um período de até oito anos, após o qual
seriam licenciados. 2. Os cabos incluídos no serviço ativo
da Força Aérea, posteriormente à edição da citada norma,
não têm direito à anistia, tendo em vista que tinham eles
prévia ciência da impossibilidade de engajamento ou
reengajamento após 8 (oito) anos de serviço ativo. 3. Esse
posicionamento não determina, por si só, a
impossibilidade do reconhecimento da condição de
anistiado político aos ex-cabos que ingressaram
5
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 831706 AGR / DF
pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais
requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade
(art. 323 do RISTF). Consectariamente, se inexiste questão
constitucional, não há como se pretender seja reconhecida
a repercussão geral das questões constitucionais
discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 2. A Súmula
279/Supremo Tribunal Federal dispõe verbis: Para simples reexame de prova não
cabe recurso extraordinário. 3. É que o recurso
extraordinário não se presta ao exame de questões que
demandam revolvimento do contexto fático-probatório
dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da
ordem constitucional. 4. In casu, o acórdão recorrido
assentou: ‘CONSTITUCIONAL - ADMINISTRATIVO-
ANISTIA MILITAR. EX-CABO DA FORÇA AÉREA
BRASILEIRA FAB - INGRESSO NA AERONÁUTICA
APÓS A EDIÇÃO DA PORTARIA 1.104/GM3-64 DO
MINISTRO DA AERONÁUTICA - ATO DE MOTIVAÇÃO
EXCLUSIVAMENTE
POLÍTICA
-
NÃO-
CONFIGURAÇÃO - PRECEDENTES - GRATUIDADE DE
JUSTIÇA - CONDENAÇÃO NA VERBA DE
SUCUMBÊNCIA - CABIMENTO - PRECEDENTE DA 3...
SEÇÃO ESPECIALIZADA DESTA CORTE. 1. A Portaria n
1.104/GM3-64, que foi reconhecida pela Comissão de
Anistia como ato de exceção, de natureza exclusivamente
política, estabeleceu novas regras para as prorrogações do
serviço militar das praças, havendo previsão de que os
cabos somente poderiam obter prorrogação do tempo de
serviço por um período de até oito anos, após o qual
seriam licenciados. 2. Os cabos incluídos no serviço ativo
da Força Aérea, posteriormente à edição da citada norma,
não têm direito à anistia, tendo em vista que tinham eles
prévia ciência da impossibilidade de engajamento ou
reengajamento após 8 (oito) anos de serviço ativo. 3. Esse
posicionamento não determina, por si só, a
impossibilidade do reconhecimento da condição de
anistiado político aos ex-cabos que ingressaram
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Relatório
ARE 831706 AGR / DF
posteriormente à edição da Portaria 1.104/GM3-64 do
Ministério da Aeronáutica, fazendo-se necessário,
entretanto, que se comprove a tese de existência de
motivação política no ato de desligamento, o que
inocorreu, na espécie. 4. Entendimento pacificado da 3...
Seção Especializada deste Tribunal no sentido de ser
cabível a condenação do Autor na verba de sucumbência,
ficando suspensa a exigibilidade na forma da Lei n
1.060.5. Recurso desprovido. Sentença mantida. (fl. 100)’.
5. Agravo Regimental desprovido’ (ARE n 663.901/RJ-
AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de
14/8/12).
‘CONSTITUCIONAL.
ADMINISTRATIVO.
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. ANISTIA. MILITAR DO MINISTÉRIO
DA MARINHA. ART. 8... do ADCT/1988. REEXAME DE
FATOS E PROVAS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. 1.
O Tribunal
de origem reconheceu o direito dos agravados à anistia
com base no art. 8... do ADCT/1988, por entender que eles
foram excluídos do serviço ativo por ato de exceção, de
cunho puramente político. 2. Para reforma do acórdão
recorrido é imprescindível o reexame de fatos e de provas,
inviável em sede extraordinária, em razão do óbice
previsto na Súmula Supremo Tribunal Federal 279. Precedentes. 3.Agravo
regimental a que se nega provimento’ (AI n 622.044/RJ-
AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie,
DJe de 5/4/11).
‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. MILITAR. ANISTIA. ART. 8... DO ADCT.
NATUREZA DO ATO DE EXPULSÃO. REEXAME DE
FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO
IMPROVIDO. I – A controvérsia sobre a natureza jurídica
do ato de expulsão do militar, para efeito de concessão da
anistia prevista no art. 8... do ADCT, requer o reexame do
6
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Supremo Tribunal Federal
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posteriormente à edição da Portaria 1.104/GM3-64 do
Ministério da Aeronáutica, fazendo-se necessário,
entretanto, que se comprove a tese de existência de
motivação política no ato de desligamento, o que
inocorreu, na espécie. 4. Entendimento pacificado da 3...
Seção Especializada deste Tribunal no sentido de ser
cabível a condenação do Autor na verba de sucumbência,
ficando suspensa a exigibilidade na forma da Lei n
1.060.5. Recurso desprovido. Sentença mantida. (fl. 100)’.
5. Agravo Regimental desprovido’ (ARE n 663.901/RJ-
AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de
14/8/12).
‘CONSTITUCIONAL.
ADMINISTRATIVO.
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. ANISTIA. MILITAR DO MINISTÉRIO
DA MARINHA. ART. 8... do ADCT/1988. REEXAME DE
FATOS E PROVAS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. 1.
O Tribunal
de origem reconheceu o direito dos agravados à anistia
com base no art. 8... do ADCT/1988, por entender que eles
foram excluídos do serviço ativo por ato de exceção, de
cunho puramente político. 2. Para reforma do acórdão
recorrido é imprescindível o reexame de fatos e de provas,
inviável em sede extraordinária, em razão do óbice
previsto na Súmula Supremo Tribunal Federal 279. Precedentes. 3.Agravo
regimental a que se nega provimento’ (AI n 622.044/RJ-
AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie,
DJe de 5/4/11).
‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. MILITAR. ANISTIA. ART. 8... DO ADCT.
NATUREZA DO ATO DE EXPULSÃO. REEXAME DE
FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO
IMPROVIDO. I – A controvérsia sobre a natureza jurídica
do ato de expulsão do militar, para efeito de concessão da
anistia prevista no art. 8... do ADCT, requer o reexame do
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Relatório
ARE 831706 AGR / DF
conjunto fático-probatório dos autos, o que inviabiliza o
recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.
II - Agravo regimental improvido’ (AI n 796.633/RJ-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro
Ricardo
Lewandowski, DJe de 4/3/11).
‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO - EXPULSÃO DE
MILITAR DAS FILEIRAS DAS FORÇAS ARMADAS -
NATUREZA JURÍDICA DO ATO - NECESSIDADE DE
REEXAME DE FATOS E PROVAS - IMPOSSIBILIDADE -
SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal - RECURSO IMPROVIDO. - Não cabe
recurso extraordinário, quando interposto com o objetivo
de discutir questões de fato ou de examinar matéria de
caráter probatório. Precedentes’ (Recurso Extraordinário n 382.482/SP-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de
19/11/04).
Nesse mesmo sentido, anote-se as seguintes decisões
monocráticas: Recurso Extraordinário n 641.538/RJ, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJe de 1.../6/12; AI n 629.891/RJ, Relator o Ministro
Ayres Britto, DJe de 9/12/10; Recurso Extraordinário n 501.414/RJ, Relatora a
Ministra Cármen Lúcia, DJe de 7/8/8; e Recurso Extraordinário n 491.893/RJ,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ25/8/06.
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Insiste o agravante que teria sido violado o art. 8... do Ato das
Disposições Constitucionais Transitórias e que a solução da lide não
demandaria o reexame dos fatos e das provas dos autos.
Sustenta, ainda, que a causa apresenta repercussão geral.
Alega que acumulava as funções de magistrado e professor e que
teria sido afastado do magistério em decorrência da aplicação da EC n
7/77, a qual teria sido promulgada em razão do Ato Institucional n 5/68.
Assevera que, sendo o AI n 5 inconstitucional, também o era a
citada emenda, restando, portanto, caracterizada a motivação política do
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ARE 831706 AGR / DF
conjunto fático-probatório dos autos, o que inviabiliza o
recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.
II - Agravo regimental improvido’ (AI n 796.633/RJ-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro
Ricardo
Lewandowski, DJe de 4/3/11).
‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO - EXPULSÃO DE
MILITAR DAS FILEIRAS DAS FORÇAS ARMADAS -
NATUREZA JURÍDICA DO ATO - NECESSIDADE DE
REEXAME DE FATOS E PROVAS - IMPOSSIBILIDADE -
SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal - RECURSO IMPROVIDO. - Não cabe
recurso extraordinário, quando interposto com o objetivo
de discutir questões de fato ou de examinar matéria de
caráter probatório. Precedentes’ (Recurso Extraordinário n 382.482/SP-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de
19/11/04).
Nesse mesmo sentido, anote-se as seguintes decisões
monocráticas: Recurso Extraordinário n 641.538/RJ, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJe de 1.../6/12; AI n 629.891/RJ, Relator o Ministro
Ayres Britto, DJe de 9/12/10; Recurso Extraordinário n 501.414/RJ, Relatora a
Ministra Cármen Lúcia, DJe de 7/8/8; e Recurso Extraordinário n 491.893/RJ,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ25/8/06.
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Insiste o agravante que teria sido violado o art. 8... do Ato das
Disposições Constitucionais Transitórias e que a solução da lide não
demandaria o reexame dos fatos e das provas dos autos.
Sustenta, ainda, que a causa apresenta repercussão geral.
Alega que acumulava as funções de magistrado e professor e que
teria sido afastado do magistério em decorrência da aplicação da EC n
7/77, a qual teria sido promulgada em razão do Ato Institucional n 5/68.
Assevera que, sendo o AI n 5 inconstitucional, também o era a
citada emenda, restando, portanto, caracterizada a motivação política do
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Relatório
ARE 831706 AGR / DF
ato que determinou seu afastamento.
É o relatório.
8
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Supremo Tribunal Federal
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ato que determinou seu afastamento.
É o relatório.
8
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 831.706
DISTRITO FEDERAL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Colhe-se do voto condutor do acórdão:
“A expressão ‘motivação exclusivamente política’, repetida
várias vezes [no art. 8... do ADCT], sinaliza sua intenção de não
deferir a qualidade de anistia e suas consequências em razão de
todo e qualquer ato que tenha sido praticado pelos militares.
Não houve uma declaração de invalidade de tudo que foi
feito e conseqüente deferimento de indenização ou
compensações diversas para todo mundo em todas as situações
geradas pelo Regime.
A visão da norma, bem diversa, é nitidamente a de
compensar APENAS quem foi diretamente perseguido por atos
singulares praticados pelo Regime em represália a opiniões e
ações de determinada pessoa.
São pessoas que foram atingidas em direitos patrimoniais,
morais ou da personalidade por ato diretamente a elas
endereçado em razão de sua conduta em relação ao Regime.
Ora, o afastamento do magistério, que é o fato que foi
narrado na inicial como base da pretensão, não foi feito em
represália a qualquer opinião ou conduta do Apelante, mas sim
foi mera decorrência de norma geral de reestruturação.
Os demais atos que o Apelante narra em sua peça recursal
não são o motivo de ter sido editada uma Emenda
Constitucional.
Simplesmente
e
independentemente
da
inconstitucionalidade formal das normas apontadas na inicial,
pretendeu-se reestruturar o Judiciário e para isso entre outras
coisas se buscou limitar o exercício de outras atividades, o que
aliás se faz também na Constituição atual, como forma de
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Supremo Tribunal Federal
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 831.706
DISTRITO FEDERAL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Colhe-se do voto condutor do acórdão:
“A expressão ‘motivação exclusivamente política’, repetida
várias vezes [no art. 8... do ADCT], sinaliza sua intenção de não
deferir a qualidade de anistia e suas consequências em razão de
todo e qualquer ato que tenha sido praticado pelos militares.
Não houve uma declaração de invalidade de tudo que foi
feito e conseqüente deferimento de indenização ou
compensações diversas para todo mundo em todas as situações
geradas pelo Regime.
A visão da norma, bem diversa, é nitidamente a de
compensar APENAS quem foi diretamente perseguido por atos
singulares praticados pelo Regime em represália a opiniões e
ações de determinada pessoa.
São pessoas que foram atingidas em direitos patrimoniais,
morais ou da personalidade por ato diretamente a elas
endereçado em razão de sua conduta em relação ao Regime.
Ora, o afastamento do magistério, que é o fato que foi
narrado na inicial como base da pretensão, não foi feito em
represália a qualquer opinião ou conduta do Apelante, mas sim
foi mera decorrência de norma geral de reestruturação.
Os demais atos que o Apelante narra em sua peça recursal
não são o motivo de ter sido editada uma Emenda
Constitucional.
Simplesmente
e
independentemente
da
inconstitucionalidade formal das normas apontadas na inicial,
pretendeu-se reestruturar o Judiciário e para isso entre outras
coisas se buscou limitar o exercício de outras atividades, o que
aliás se faz também na Constituição atual, como forma de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 831706 AGR / DF
garantir que o magistrado se dedicará principalmente a sua
função primeira, que é a de julgador.
No que tange especificamente às normas sobre cumulação,
sequer a EC atacada é diferente em natureza e objetivo das
atuais normas sobre o mesmo tema.
Tranqüila, pois a conclusão da sentença, no sentido de que
o afastamento do magistério realmente não decorreu de
perseguição ou qualquer ato de exceção especificamente
endereçado para o Apelante, de modo a justificar a aplicação do
art. 8... do ADCT.
(…)
O Apelante não foi punido com o afastamento das
funções, mas sim atingido por novo regime jurídico instituído
em norma geral aplicável a todos os magistrados.”
Destarte, assentou o Tribunal Regional Federal da 1... Região,
apoiado, precipuamente, nos fatos e nas provas da causa, que “o
afastamento do [agravante do] magistério realmente não decorreu de
perseguição ou qualquer ato de exceção especificamente endereçado para
o Apelante (…) mas sim (...) [em razão de] novo regime jurídico instituído
em norma geral aplicável a todos os magistrados”.
Assim, para divergir desse entendimento e acolher a tese do
agravante, seria necessário reexaminar os fatos e as provas dos autos, fins
para os quais não se presta o recurso extraordinário. Incidência da
Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal.
Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão agravada,
anotem-se:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Anistia. Desligamento das Forças Armadas. Motivação política
do ato. Discussão. Legislação infraconstitucional. Reexame de
fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A Corte de
origem consignou que o agravante foi admitido nas Forças
Armadas já na vigência da Portaria n 1.104/64, a qual limitava a
oito anos o período de engajamento e reengajamento no serviço
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Supremo Tribunal Federal
ARE 831706 AGR / DF
garantir que o magistrado se dedicará principalmente a sua
função primeira, que é a de julgador.
No que tange especificamente às normas sobre cumulação,
sequer a EC atacada é diferente em natureza e objetivo das
atuais normas sobre o mesmo tema.
Tranqüila, pois a conclusão da sentença, no sentido de que
o afastamento do magistério realmente não decorreu de
perseguição ou qualquer ato de exceção especificamente
endereçado para o Apelante, de modo a justificar a aplicação do
art. 8... do ADCT.
(…)
O Apelante não foi punido com o afastamento das
funções, mas sim atingido por novo regime jurídico instituído
em norma geral aplicável a todos os magistrados.”
Destarte, assentou o Tribunal Regional Federal da 1... Região,
apoiado, precipuamente, nos fatos e nas provas da causa, que “o
afastamento do [agravante do] magistério realmente não decorreu de
perseguição ou qualquer ato de exceção especificamente endereçado para
o Apelante (…) mas sim (...) [em razão de] novo regime jurídico instituído
em norma geral aplicável a todos os magistrados”.
Assim, para divergir desse entendimento e acolher a tese do
agravante, seria necessário reexaminar os fatos e as provas dos autos, fins
para os quais não se presta o recurso extraordinário. Incidência da
Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal.
Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão agravada,
anotem-se:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Anistia. Desligamento das Forças Armadas. Motivação política
do ato. Discussão. Legislação infraconstitucional. Reexame de
fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A Corte de
origem consignou que o agravante foi admitido nas Forças
Armadas já na vigência da Portaria n 1.104/64, a qual limitava a
oito anos o período de engajamento e reengajamento no serviço
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 831706 AGR / DF
militar, motivo pelo qual seu desligamento, decorrente da
referida norma, não poderia, por si só, ser considerado como
ato de perseguição política e que, também, as demais provas
dos autos não apontavam nessa direção. 2. Inadmissível, em
recurso
extraordinário,
a
análise
da
legislação
infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos
autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo
regimental não provido” (ARE n 759.631/RJ-AgR, Primeira
Turma, de minha relatoria, DJe de 28/11/13).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MILITAR.ANISTIA.
ART. 8... DO ADCT. LICENCIAMENTO DO MILITAR.
MOTIVAÇÃO.
ANÁLISE
DE
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME
DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO
IMPROVIDO. I – O acórdão de origem negou a pretensão
deduzida pela recorrente por entender que a situação dos autos
não se enquadra no disposto na Lei 10.559/2002. Nesses termos,
o exame do extraordinário implicaria a análise daquela
legislação e eventual ofensa ao texto constitucional seria
indireta. II – A controvérsia sobre a motivação do ato que
excluiu militar das fileiras da Aeronáutica, para efeito de
concessão da anistia prevista no art. 8... do ADCT, requer o
reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que
inviabiliza o recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279
do Supremo Tribunal Federal. III – Agravo regimental improvido” (ARE n 740.158/RJ-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Ricardo
Lewandowski, DJe de 17/6/13).
“DIREITO ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL.
ANISTIA. MOTIVAÇÃO POLÍTICA NÃO DEMONSTRADA.
ACÓRDÃO REGIONAL BASEADO NO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO.
SÚMULA
279/Supremo Tribunal Federal.
PRECEDENTES.
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 09.4.2008. As
razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
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Supremo Tribunal Federal
ARE 831706 AGR / DF
militar, motivo pelo qual seu desligamento, decorrente da
referida norma, não poderia, por si só, ser considerado como
ato de perseguição política e que, também, as demais provas
dos autos não apontavam nessa direção. 2. Inadmissível, em
recurso
extraordinário,
a
análise
da
legislação
infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos
autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo
regimental não provido” (ARE n 759.631/RJ-AgR, Primeira
Turma, de minha relatoria, DJe de 28/11/13).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MILITAR.ANISTIA.
ART. 8... DO ADCT. LICENCIAMENTO DO MILITAR.
MOTIVAÇÃO.
ANÁLISE
DE
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME
DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO
IMPROVIDO. I – O acórdão de origem negou a pretensão
deduzida pela recorrente por entender que a situação dos autos
não se enquadra no disposto na Lei 10.559/2002. Nesses termos,
o exame do extraordinário implicaria a análise daquela
legislação e eventual ofensa ao texto constitucional seria
indireta. II – A controvérsia sobre a motivação do ato que
excluiu militar das fileiras da Aeronáutica, para efeito de
concessão da anistia prevista no art. 8... do ADCT, requer o
reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que
inviabiliza o recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279
do Supremo Tribunal Federal. III – Agravo regimental improvido” (ARE n 740.158/RJ-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Ricardo
Lewandowski, DJe de 17/6/13).
“DIREITO ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL.
ANISTIA. MOTIVAÇÃO POLÍTICA NÃO DEMONSTRADA.
ACÓRDÃO REGIONAL BASEADO NO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO.
SÚMULA
279/Supremo Tribunal Federal.
PRECEDENTES.
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 09.4.2008. As
razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
3
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8694137.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 831706 AGR / DF
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no
que se refere ao óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o
trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental
conhecido e não provido” (AI n 743.628/RJ-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 29/5/13).
Nego provimento ao agravo regimental.
4
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8694137.
Supremo Tribunal Federal
ARE 831706 AGR / DF
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no
que se refere ao óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o
trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental
conhecido e não provido” (AI n 743.628/RJ-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 29/5/13).
Nego provimento ao agravo regimental.
4
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Extrato de Ata - 26/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 831.706
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : JOÃO DE ASSIS MARIOSA
ADV.(A/S) : EMILIANO CANDIDO PÓVOA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 26.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
p/ Maria Silvia Marques dos Santos
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8636362
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 831.706
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : JOÃO DE ASSIS MARIOSA
ADV.(A/S) : EMILIANO CANDIDO PÓVOA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 26.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
p/ Maria Silvia Marques dos Santos
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8636362
Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 831 . 706",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 831706 AGR / DF",
"ARE 831706 AGR / DF",
"ARE 831706 AGR / DF 07 / 1977",
"Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"ARE 831706 AGR / DF 07 / 1977",
"Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"ARE 831706 AGR / DF",
"ARE 831706 AGR / DF",
"ARE 831706 AGR / DF",
"Súmula n 279 desta Suprema Corte",
"Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 834 . 357 / RJ - AgR",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"ARE 831706 AGR / DF",
"Súmula n 279 desta Suprema Corte",
"Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 834 . 357 / RJ - AgR",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"ARE 831706 AGR / DF",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 831706 AGR / DF",
"ARE n 663 . 901 / RJ - AgR",
"Súmula Supremo Tribunal Federal 279",
"AI n 622 . 044 / RJ - AgR",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"ARE 831706 AGR / DF",
"ARE n 663 . 901 / RJ - AgR",
"AI n 622 . 044 / RJ - AgR",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"ARE 831706 AGR / DF",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 796 . 633 / RJ - AgR",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 382 . 482 / SP - AgR",
"Recurso Extraordinário n 641 . 538 / RJ",
"AI n 629 . 891 / RJ",
"Recurso Extraordinário n 501 . 414 / RJ",
"Recurso Extraordinário n 491 . 893 / RJ",
"AI n 5",
"ARE 831706 AGR / DF",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 796 . 633 / RJ - AgR",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 382 . 482 / SP - AgR",
"Recurso Extraordinário n 641 . 538 / RJ",
"AI n 629 . 891 / RJ",
"Recurso Extraordinário n 501 . 414 / RJ",
"Recurso Extraordinário n 491 . 893 / RJ",
"ARE 831706 AGR / DF",
"ARE 831706 AGR / DF",
"AGRAVO 831 . 706",
"RECURSO",
"AGRAVO 831 . 706",
"ARE 831706 AGR / DF",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 831706 AGR / DF",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 831706 AGR",
"Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 759 . 631 / RJ - AgR",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 740 . 158 / RJ - AgR",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 831706 AGR / DF",
"Súmulas ns 636",
"ARE n 759 . 631 / RJ - AgR",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 740 . 158 / RJ - AgR",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 831706 AGR / DF",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI n 743 . 628 / RJ - AgR",
"ARE 831706 AGR / DF",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI n 743 . 628 / RJ - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"EC 07 / 1977",
"art . 8 . . . do ADCT de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"EC 07 / 1977",
"art . 8 . . . do ADCT de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 8 . . . do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 8 . . . do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 323 do RISTF",
"art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"PORTARIA 1 . 104 / GM3 -",
"Portaria n 1 . 104 / GM3 - 64",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 323 do RISTF",
"art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"PORTARIA 1 . 104 / GM3 - 64",
"Portaria n 1 . 104 / GM3 - 64",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Portaria 1 . 104 / GM3 - 64 do Ministério da Aeronáutica",
"Lei n 1 . 060 .",
"ART . 8 . . . do",
"ADCT /",
"1988",
"art . 8 . . . do ADCT / 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Portaria 1 . 104 / GM3 - 64",
"art . 8 . . . do",
"ADCT /",
"1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 8 . . . do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias",
"EC n 7 / 77",
"Ato Institucional n 5 / 68",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 8 . . . do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias",
"EC n 7 / 77",
"Ato Institucional n 5 / 68",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2",
"Portaria n 1 . 104 / 64",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Portaria n 1 . 104 / 64",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 10 . 559 / 2002",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 10 . 559 / 2002",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Quinta Turma do Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Quinta Turma do Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"FORÇA AÉREA BRASILEIRA",
"FAB",
"MINISTRO DA AERONÁUTICA",
"Comissão",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"DF",
"FORÇA AÉREA BRASILEIRA",
"FAB",
"Comissão",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"MINISTÉRIO DA MARINHA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério da Aeronáutica",
"Primeira",
"MINISTÉRIO DA MARINHA",
"ADCT",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Aeronáutica",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Aeronáutica",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"2",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"JOÃO DE ASSIS MARIOSA",
"EMILIANO CANDIDO PÓVOA",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"JOÃO DE ASSIS MARIOSA",
"EMILIANO CANDIDO PÓVOA",
"DIAS TOFFOLI",
"João de Assis Mariosa",
"DIAS TOFFOLI",
"JOÃO DE ASSIS MARIOSA",
"EMILIANO CANDIDO PÓVOA",
"DIAS TOFFOLI",
"João de Assis Mariosa",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"Luiz Fux",
"Ellen Gracie",
"Luiz Fux",
"Ellen Gracie",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"DIAS",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"DIAS TOFFOLI",
"JOÃO DE ASSIS MARIOSA",
"EMILIANO CANDIDO PÓVOA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Deborah Duprat",
"Silvia Marques dos Santos",
"DIAS TOFFOLI",
"JOÃO DE ASSIS MARIOSA",
"EMILIANO CANDIDO PÓVOA",
"UNIÃO",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Deborah Duprat"
],
"TEMPO": [
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"26 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
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"08",
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"2001",
"26",
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"05",
"/",
"2015",
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"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"5",
"/",
"07",
"6",
"/",
"9",
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"07",
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"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"5",
"/",
"07",
"6",
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"9",
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"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"9",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
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"8",
"/",
"12",
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"/",
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"/",
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"08",
"/",
"2001",
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"5",
"/",
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"/",
"2001",
"4",
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"3",
"/",
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"/",
"11",
"/",
"04",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"6",
"/",
"12",
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"/",
"8",
"/",
"8",
"/",
"8",
"/",
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"08",
"/",
"2001",
"4",
"/",
"3",
"/",
"11",
"19",
"/",
"11",
"/",
"04",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"6",
"/",
"12",
"9",
"/",
"12",
"/",
"10",
"7",
"/",
"8",
"/",
"8",
"/",
"8",
"/",
"06",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
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"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
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"/",
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"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
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"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
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"/",
"13",
"17",
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"6",
"/",
"13",
"09",
".",
"4",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
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"/",
"13",
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"/",
"6",
"/",
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"09",
".",
"4",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
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"/",
"5",
"/",
"13",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"5",
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"08",
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"2001",
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"/",
"2015",
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".",
"05",
".",
"2015",
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"/",
"2001",
"26",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.459
PARANÁ
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:REGINA COLOMBO
ADV.(A/S)
:JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA
ADV.(A/S)
:MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
(LEI Nº 12.322/2010) – DECISÃO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA
PREVALECENTE
NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL –
CONSEQUENTE INVIABILIDADE DO RECURSO QUE A IMPUGNA –
SUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS QUE DÃO SUPORTE À
DECISÃO RECORRIDA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamentos e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 26 de maio de 2015.
CELSO DE MELLO – RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8673035.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.459
PARANÁ
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:REGINA COLOMBO
ADV.(A/S)
:JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA
ADV.(A/S)
:MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que,
quanto ao fundo da controvérsia, conheceu do agravo (previsto e
disciplinado na Lei nº 12.322/2010), para negar seguimento ao recurso
extraordinário, eis que o acórdão recorrido está em harmonia com
diretriz jurisprudencial prevalecente nesta Suprema Corte, e, no tocante à
aplicabilidade do art. 1º-F da Lei nº 9.494/1997, com a redação dada pela
Lei nº 11.960/2009, determinou a devolução dos autos à origem, para os
fins a que alude o art. 543-B, do CPC.
Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe
o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduziu
apenas em relação ao fundo da controvérsia.
Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação
desta colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8673036.
Supremo Tribunal Federal
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.459
PARANÁ
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:REGINA COLOMBO
ADV.(A/S)
:JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA
ADV.(A/S)
:MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que,
quanto ao fundo da controvérsia, conheceu do agravo (previsto e
disciplinado na Lei nº 12.322/2010), para negar seguimento ao recurso
extraordinário, eis que o acórdão recorrido está em harmonia com
diretriz jurisprudencial prevalecente nesta Suprema Corte, e, no tocante à
aplicabilidade do art. 1º-F da Lei nº 9.494/1997, com a redação dada pela
Lei nº 11.960/2009, determinou a devolução dos autos à origem, para os
fins a que alude o art. 543-B, do CPC.
Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe
o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduziu
apenas em relação ao fundo da controvérsia.
Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação
desta colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.459
PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não
assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com
integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal
Federal firmou na matéria ora em exame, inexistindo, por isso mesmo,
motivo que justifique o acolhimento da postulação recursal em causa.
Com efeito, a colenda Primeira Turma desta Suprema Corte, ao
julgar o RE 664.292-AgR/PR, Rel. Min. LUIZ FUX, fixou entendimento
que desautoriza a pretensão de direito material deduzida pela parte ora
agravante:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
DIREITO
ADMINISTRATIVO.
GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATIVIDADE
TÉCNICO-ADMINISTRATIVA – GDASS. SERVIDOR PÚBLICO
APOSENTADO. MANUTENÇÃO DO PAGAMENTO DA
GRATIFICAÇÃO RECEBIDA NO VALOR EQUIVALENTE A
80 PONTOS, MESMO APÓS O ESTABELECIMENTO DOS
CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DOS
SERVIDORES EM ATIVIDADE. PLEITO DE DECLARAÇÃO DE
CONSTITUCIONALIDADE ‘AD AETERNUM’ DO BENEFÍCIO.
ALEGAÇÃO DE POSSIBILIDADE SUPERVENIENTE DE
AFERIÇÃO DE ALEGAÇÃO HIPOTÉTICA DE OFENSA À
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. IMPOSSIBILIDADE.
1. O recurso extraordinário não pode ter por objeto eventual
futura ofensa à Constituição Federal. Precedentes: AI nº 794.817/ED,
relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 25.03.2011; AI nº 794.347-
-AgR, da relatoria do Ministro Dias Toffoli, DJe de 03.08.2011;
AI nº 795.707-AgR-ED, da relatoria do Ministro Celso de Mello,
DJe de 30.06.2011; RE nº 631.295, da relatoria do Ministro Ricardo
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Supremo Tribunal Federal
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.459
PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não
assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com
integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal
Federal firmou na matéria ora em exame, inexistindo, por isso mesmo,
motivo que justifique o acolhimento da postulação recursal em causa.
Com efeito, a colenda Primeira Turma desta Suprema Corte, ao
julgar o RE 664.292-AgR/PR, Rel. Min. LUIZ FUX, fixou entendimento
que desautoriza a pretensão de direito material deduzida pela parte ora
agravante:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
DIREITO
ADMINISTRATIVO.
GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATIVIDADE
TÉCNICO-ADMINISTRATIVA – GDASS. SERVIDOR PÚBLICO
APOSENTADO. MANUTENÇÃO DO PAGAMENTO DA
GRATIFICAÇÃO RECEBIDA NO VALOR EQUIVALENTE A
80 PONTOS, MESMO APÓS O ESTABELECIMENTO DOS
CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DOS
SERVIDORES EM ATIVIDADE. PLEITO DE DECLARAÇÃO DE
CONSTITUCIONALIDADE ‘AD AETERNUM’ DO BENEFÍCIO.
ALEGAÇÃO DE POSSIBILIDADE SUPERVENIENTE DE
AFERIÇÃO DE ALEGAÇÃO HIPOTÉTICA DE OFENSA À
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. IMPOSSIBILIDADE.
1. O recurso extraordinário não pode ter por objeto eventual
futura ofensa à Constituição Federal. Precedentes: AI nº 794.817/ED,
relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 25.03.2011; AI nº 794.347-
-AgR, da relatoria do Ministro Dias Toffoli, DJe de 03.08.2011;
AI nº 795.707-AgR-ED, da relatoria do Ministro Celso de Mello,
DJe de 30.06.2011; RE nº 631.295, da relatoria do Ministro Ricardo
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
ARE 880459 AGR / PR
Lewandowski, DJe de 24.10.2011; ARE nº 683.018, da Relatoria da
Ministra Cármen Lúcia, DJe de 11.06.2012.
…...................................................................................................
3. Agravo Regimental ao qual se nega provimento.”
Cabe ressaltar, ainda, no tocante à alegação de ofensa à
irredutibilidade de vencimentos, que a colenda Primeira Turma do
Supremo Tribunal Federal, ao julgar o RE 745.520-AgR/RS, Rel. Min.
ROSA WEBER, fixou entendimento consubstanciado em acórdão assim
ementado:
“DIREITO PREVIDENCIÁRIO E ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR PÚBLICO. APOSENTADORIA. GRATIFICAÇÃO DE
DESEMPENHO DE ATIVIDADE DE SEGURO SOCIAL –
GDASS. ART. 40, § 8º, DA LEI MAIOR. MANUTENÇÃO DO
PERCENTUAL PERCEBIDO NA ATIVIDADE APÓS A
IMPLEMENTAÇÃO DOS CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DE
DESEMPENHO.
IMPOSSIBILIDADE.
PRECEDENTES.
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 29.11.2012.
O Supremo Tribunal Federal entende que,
após a
implementação dos critérios de avaliação de desempenho, não
se afigura possível a manutenção, para os servidores inativos, do
mesmo percentual das gratificações concedidas aos servidores em
atividade.
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que
se refere à conformidade entre o que decidido no acórdão recorrido e a
jurisprudência desta Corte.
Agravo regimental conhecido e não provido.” (grifei)
Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego
provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência,
por seus próprios fundamentos a decisão ora agravada.
É o meu voto.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 880459 AGR / PR
Lewandowski, DJe de 24.10.2011; ARE nº 683.018, da Relatoria da
Ministra Cármen Lúcia, DJe de 11.06.2012.
…...................................................................................................
3. Agravo Regimental ao qual se nega provimento.”
Cabe ressaltar, ainda, no tocante à alegação de ofensa à
irredutibilidade de vencimentos, que a colenda Primeira Turma do
Supremo Tribunal Federal, ao julgar o RE 745.520-AgR/RS, Rel. Min.
ROSA WEBER, fixou entendimento consubstanciado em acórdão assim
ementado:
“DIREITO PREVIDENCIÁRIO E ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR PÚBLICO. APOSENTADORIA. GRATIFICAÇÃO DE
DESEMPENHO DE ATIVIDADE DE SEGURO SOCIAL –
GDASS. ART. 40, § 8º, DA LEI MAIOR. MANUTENÇÃO DO
PERCENTUAL PERCEBIDO NA ATIVIDADE APÓS A
IMPLEMENTAÇÃO DOS CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DE
DESEMPENHO.
IMPOSSIBILIDADE.
PRECEDENTES.
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 29.11.2012.
O Supremo Tribunal Federal entende que,
após a
implementação dos critérios de avaliação de desempenho, não
se afigura possível a manutenção, para os servidores inativos, do
mesmo percentual das gratificações concedidas aos servidores em
atividade.
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que
se refere à conformidade entre o que decidido no acórdão recorrido e a
jurisprudência desta Corte.
Agravo regimental conhecido e não provido.” (grifei)
Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego
provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência,
por seus próprios fundamentos a decisão ora agravada.
É o meu voto.
2
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Extrato de Ata - 26/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.459
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : REGINA COLOMBO
ADV.(A/S) : JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA
ADV.(A/S) : MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 26.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
p/ Maria Silvia Marques dos Santos
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8599279
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.459
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : REGINA COLOMBO
ADV.(A/S) : JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA
ADV.(A/S) : MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 26.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
p/ Maria Silvia Marques dos Santos
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8696822
| 2015-05-26T00:00:00
| 2015-06-18T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 26.05.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº 12.322/2010) – DECISÃO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CONSEQUENTE INVIABILIDADE DO RECURSO QUE A IMPUGNA – SUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS QUE DÃO SUPORTE À DECISÃO RECORRIDA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
|
sjur309354
|
- Acórdão(s) citado(s):
(GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATIVIDADE DE SEGURIDADE SOCIAL – GDASS)
RE 664292 AgR (1ªT), RE 745520 AgR (1ªT).
Número de páginas: 5.
Análise: 06/07/2015, MAD.
|
CELSO DE MELLO
|
Segunda Turma
|
880459
| null |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 880459 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : REGINA COLOMBO
ADV.(A/S) : JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA
ADV.(A/S) : MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.459
PARANÁ
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:REGINA COLOMBO
ADV.(A/S)
:JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA
ADV.(A/S)
:MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
(LEI n 12.322/2010) – DECISÃO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA
PREVALECENTE
NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL –
CONSEQUENTE INVIABILIDADE DO RECURSO QUE A IMPUGNA –
SUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS QUE DÃO SUPORTE À
DECISÃO RECORRIDA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamentos e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 26 de maio de 2015.
CELSO DE MELLO – RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8673035.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.459
PARANÁ
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:REGINA COLOMBO
ADV.(A/S)
:JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA
ADV.(A/S)
:MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que,
quanto ao fundo da controvérsia, conheceu do agravo (previsto e
disciplinado na Lei n 12.322/2010), para negar seguimento ao recurso
extraordinário, eis que o acórdão recorrido está em harmonia com
diretriz jurisprudencial prevalecente nesta Suprema Corte, e, no tocante à
aplicabilidade do art. 1...-F da Lei n 9.494/1997, com a redação dada pela
Lei n 11.960/2009, determinou a devolução dos autos à origem, para os
fins a que alude o art. 543-B, do Código de Processo Civil.
Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe
o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduziu
apenas em relação ao fundo da controvérsia.
Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação
desta colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8673036.
Supremo Tribunal Federal
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.459
PARANÁ
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:REGINA COLOMBO
ADV.(A/S)
:JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA
ADV.(A/S)
:MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que,
quanto ao fundo da controvérsia, conheceu do agravo (previsto e
disciplinado na Lei n 12.322/2010), para negar seguimento ao recurso
extraordinário, eis que o acórdão recorrido está em harmonia com
diretriz jurisprudencial prevalecente nesta Suprema Corte, e, no tocante à
aplicabilidade do art. 1...-F da Lei n 9.494/1997, com a redação dada pela
Lei n 11.960/2009, determinou a devolução dos autos à origem, para os
fins a que alude o art. 543-B, do Código de Processo Civil.
Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe
o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduziu
apenas em relação ao fundo da controvérsia.
Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação
desta colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8673036.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.459
PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não
assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com
integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal
Federal firmou na matéria ora em exame, inexistindo, por isso mesmo,
motivo que justifique o acolhimento da postulação recursal em causa.
Com efeito, a colenda Primeira Turma desta Suprema Corte, ao
julgar o Recurso Extraordinário 664.292-AgR/PR, Rel. Min. LUIZ FUX, fixou entendimento
que desautoriza a pretensão de direito material deduzida pela parte ora
agravante:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
DIREITO
ADMINISTRATIVO.
GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATIVIDADE
TÉCNICO-ADMINISTRATIVA – GDASS. SERVIDOR PÚBLICO
APOSENTADO. MANUTENÇÃO DO PAGAMENTO DA
GRATIFICAÇÃO RECEBIDA NO VALOR EQUIVALENTE A
80 PONTOS, MESMO APÓS O ESTABELECIMENTO DOS
CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DOS
SERVIDORES EM ATIVIDADE. PLEITO DE DECLARAÇÃO DE
CONSTITUCIONALIDADE ‘AD AETERNUM’ DO BENEFÍCIO.
ALEGAÇÃO DE POSSIBILIDADE SUPERVENIENTE DE
AFERIÇÃO DE ALEGAÇÃO HIPOTÉTICA DE OFENSA À
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. IMPOSSIBILIDADE.
1. O recurso extraordinário não pode ter por objeto eventual
futura ofensa à Constituição Federal. Precedentes: AI n 794.817/ED,
relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 25.03.2011; AI n 794.347-
-AgR, da relatoria do Ministro Dias Toffoli, DJe de 03.08.2011;
AI n 795.707-AgR-ED, da relatoria do Ministro Celso de Mello,
DJe de 30.06.2011; Recurso Extraordinário n 631.295, da relatoria do Ministro Ricardo
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8673037.
Supremo Tribunal Federal
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.459
PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não
assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com
integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal
Federal firmou na matéria ora em exame, inexistindo, por isso mesmo,
motivo que justifique o acolhimento da postulação recursal em causa.
Com efeito, a colenda Primeira Turma desta Suprema Corte, ao
julgar o Recurso Extraordinário 664.292-AgR/PR, Rel. Min. LUIZ FUX, fixou entendimento
que desautoriza a pretensão de direito material deduzida pela parte ora
agravante:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
DIREITO
ADMINISTRATIVO.
GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATIVIDADE
TÉCNICO-ADMINISTRATIVA – GDASS. SERVIDOR PÚBLICO
APOSENTADO. MANUTENÇÃO DO PAGAMENTO DA
GRATIFICAÇÃO RECEBIDA NO VALOR EQUIVALENTE A
80 PONTOS, MESMO APÓS O ESTABELECIMENTO DOS
CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DOS
SERVIDORES EM ATIVIDADE. PLEITO DE DECLARAÇÃO DE
CONSTITUCIONALIDADE ‘AD AETERNUM’ DO BENEFÍCIO.
ALEGAÇÃO DE POSSIBILIDADE SUPERVENIENTE DE
AFERIÇÃO DE ALEGAÇÃO HIPOTÉTICA DE OFENSA À
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. IMPOSSIBILIDADE.
1. O recurso extraordinário não pode ter por objeto eventual
futura ofensa à Constituição Federal. Precedentes: AI n 794.817/ED,
relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 25.03.2011; AI n 794.347-
-AgR, da relatoria do Ministro Dias Toffoli, DJe de 03.08.2011;
AI n 795.707-AgR-ED, da relatoria do Ministro Celso de Mello,
DJe de 30.06.2011; Recurso Extraordinário n 631.295, da relatoria do Ministro Ricardo
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
ARE 880459 AGR / PR
Lewandowski, DJe de 24.10.2011; ARE n 683.018, da Relatoria da
Ministra Cármen Lúcia, DJe de 11.06.2012.
…...................................................................................................
3. Agravo Regimental ao qual se nega provimento.”
Cabe ressaltar, ainda, no tocante à alegação de ofensa à
irredutibilidade de vencimentos, que a colenda Primeira Turma do
Supremo Tribunal Federal, ao julgar o Recurso Extraordinário 745.520-AgR/RS, Rel. Min.
ROSA WEBER, fixou entendimento consubstanciado em acórdão assim
ementado:
“DIREITO PREVIDENCIÁRIO E ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR PÚBLICO. APOSENTADORIA. GRATIFICAÇÃO DE
DESEMPENHO DE ATIVIDADE DE SEGURO SOCIAL –
GDASS. ART. 40, § 8..., DA LEI MAIOR. MANUTENÇÃO DO
PERCENTUAL PERCEBIDO NA ATIVIDADE APÓS A
IMPLEMENTAÇÃO DOS CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DE
DESEMPENHO.
IMPOSSIBILIDADE.
PRECEDENTES.
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 29.11.2012.
O Supremo Tribunal Federal entende que,
após a
implementação dos critérios de avaliação de desempenho, não
se afigura possível a manutenção, para os servidores inativos, do
mesmo percentual das gratificações concedidas aos servidores em
atividade.
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que
se refere à conformidade entre o que decidido no acórdão recorrido e a
jurisprudência desta Corte.
Agravo regimental conhecido e não provido.” (grifei)
Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego
provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência,
por seus próprios fundamentos a decisão ora agravada.
É o meu voto.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 880459 AGR / PR
Lewandowski, DJe de 24.10.2011; ARE n 683.018, da Relatoria da
Ministra Cármen Lúcia, DJe de 11.06.2012.
…...................................................................................................
3. Agravo Regimental ao qual se nega provimento.”
Cabe ressaltar, ainda, no tocante à alegação de ofensa à
irredutibilidade de vencimentos, que a colenda Primeira Turma do
Supremo Tribunal Federal, ao julgar o Recurso Extraordinário 745.520-AgR/RS, Rel. Min.
ROSA WEBER, fixou entendimento consubstanciado em acórdão assim
ementado:
“DIREITO PREVIDENCIÁRIO E ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR PÚBLICO. APOSENTADORIA. GRATIFICAÇÃO DE
DESEMPENHO DE ATIVIDADE DE SEGURO SOCIAL –
GDASS. ART. 40, § 8..., DA LEI MAIOR. MANUTENÇÃO DO
PERCENTUAL PERCEBIDO NA ATIVIDADE APÓS A
IMPLEMENTAÇÃO DOS CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DE
DESEMPENHO.
IMPOSSIBILIDADE.
PRECEDENTES.
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 29.11.2012.
O Supremo Tribunal Federal entende que,
após a
implementação dos critérios de avaliação de desempenho, não
se afigura possível a manutenção, para os servidores inativos, do
mesmo percentual das gratificações concedidas aos servidores em
atividade.
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que
se refere à conformidade entre o que decidido no acórdão recorrido e a
jurisprudência desta Corte.
Agravo regimental conhecido e não provido.” (grifei)
Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego
provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência,
por seus próprios fundamentos a decisão ora agravada.
É o meu voto.
2
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Extrato de Ata - 26/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.459
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : REGINA COLOMBO
ADV.(A/S) : JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA
ADV.(A/S) : MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 26.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
p/ Maria Silvia Marques dos Santos
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880.459
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : REGINA COLOMBO
ADV.(A/S) : JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA
ADV.(A/S) : MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 26.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
p/ Maria Silvia Marques dos Santos
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880 . 459",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880 . 459",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 880 . 459",
"Recurso Extraordinário 664 . 292 - AgR / PR",
"AI n 794 . 817 / ED",
"AI n 794 . 347 - - AgR",
"AI n 795 . 707 - AgR - ED",
"Recurso Extraordinário n 631 . 295",
"AI n 794 . 817 / ED",
"AI n 794 . 347 - - AgR",
"AI n 795 . 707 - AgR - ED",
"Recurso Extraordinário n 631 . 295",
"ARE 880459 AGR / PR",
"ARE n 683 . 018",
"Recurso Extraordinário 745 . 520 - AgR / RS",
"ARE 880459 AGR / PR",
"ARE n 683 . 018",
"Recurso Extraordinário 745 . 520 - AgR / RS"
],
"LEGISLACAO": [
"LEI n 12 . 322 / 2010",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 12 . 322 / 2010",
"art . 1 . . . - F da Lei n 9 . 494 / 1997",
"Lei n 11 . 960 / 2009",
"art . 543 - B , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n",
"Lei n 12 . 322 / 2010",
"art . 1 . . . - F da Lei n 9 . 494 / 1997",
"Lei n 11 . 960 / 2009",
"art . 543 - B , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 40 , § 8 . . . , DA LEI MAIOR",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PARANÁ",
"Brasília",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Suprema",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"PERCENTUAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"INSS",
"2",
".",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CELSO DE MELLO",
"REGINA COLOMBO",
"JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA",
"MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA",
"Dias Toffoli",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"REGINA COLOMBO",
"JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA",
"MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"REGINA COLOMBO",
"JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA",
"MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"LUIZ FUX",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Ricardo",
"CELSO DE MELLO",
"LUIZ FUX",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Ricardo",
"CELSO DE MELLO",
"Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"ROSA WEBER",
"Cármen Lúcia",
"ROSA WEBER",
"CELSO DE MELLO",
"REGINA COLOMBO",
"JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA",
"MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Deborah Duprat",
"CELSO DE MELLO",
"REGINA COLOMBO",
"JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA",
"MARCELO TRINDADE DE ALMEIDA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Deborah Duprat"
],
"TEMPO": [
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"26 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"25",
".",
"03",
".",
"2011",
"03",
".",
"08",
".",
"2011",
"30",
".",
"06",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"25",
".",
"03",
".",
"2011",
"03",
".",
"08",
".",
"2011",
"30",
".",
"06",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
".",
"10",
".",
"2011",
"11",
".",
"06",
".",
"2012",
"29",
".",
"11",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
".",
"10",
".",
"2011",
"11",
".",
"06",
".",
"2012",
"29",
".",
"11",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"26",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
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"2001",
"26",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 699.199 CEARÁ
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S)
:VICENTE LOPES BARROSO
ADV.(A/S)
:VALDECY TELES DA SILVA E OUTRO(A/S)
EMENTA: PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO
QUE FALECEU ANTES DA EC 20/98. PENSÃO POR MORTE. CÔNJUGE
VARÃO. EXIGÊNCIA DE INVALIDEZ. OFENSA AO PRINCÍPIO DA
ISONOMIA. PRECEDENTES.
1.
A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no
sentido de que ofende o princípio constitucional da isonomia lei que
exige do marido, para fins de recebimento de pensão por morte da
mulher, a comprovação do estado de invalidez. Precedentes.
2.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 26 de maio de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Relatório
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 699.199 CEARÁ
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S)
:VICENTE LOPES BARROSO
ADV.(A/S)
:VALDECY TELES DA SILVA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que
negou seguimento a recurso extraordinário, pelos seguintes
fundamentos:
“Trata-se de agravo de decisão que não admitiu recurso
extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição) de acórdão
proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Ceará que
considerou devida pensão por morte a viúvo sadio. Eis a
ementa:
‘EMENTA. PENSÃO POR MORTE. SERVIDORA
PÚBLICA ESTADUAL SEGURADA OBRIGATÓRIA DO
REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL.
CÔNJUGE VARÃO COMO DEPENDENTE.
1. A prescrição na hipótese em comento atinge apenas as
prestações vencidas antes do quinquênio anterior à propositura
da ação. Precedentes do STJ. Preliminar rejeitada.
2. Considerando que a redação do art. 40 da Carta Magna
antes da EC 20/98, em vigor na data do falecimento da
servidora, não fazia remissão ao Regime Geral da Previdência
Social, impossível a invocação, pelo recorrente, do art. 201, inc.
V, da Lei maior.
3. Quanto à exigência de invalidez do cônjuge varão para
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Supremo Tribunal Federal
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 699.199 CEARÁ
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S)
:VICENTE LOPES BARROSO
ADV.(A/S)
:VALDECY TELES DA SILVA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que
negou seguimento a recurso extraordinário, pelos seguintes
fundamentos:
“Trata-se de agravo de decisão que não admitiu recurso
extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição) de acórdão
proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Ceará que
considerou devida pensão por morte a viúvo sadio. Eis a
ementa:
‘EMENTA. PENSÃO POR MORTE. SERVIDORA
PÚBLICA ESTADUAL SEGURADA OBRIGATÓRIA DO
REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL.
CÔNJUGE VARÃO COMO DEPENDENTE.
1. A prescrição na hipótese em comento atinge apenas as
prestações vencidas antes do quinquênio anterior à propositura
da ação. Precedentes do STJ. Preliminar rejeitada.
2. Considerando que a redação do art. 40 da Carta Magna
antes da EC 20/98, em vigor na data do falecimento da
servidora, não fazia remissão ao Regime Geral da Previdência
Social, impossível a invocação, pelo recorrente, do art. 201, inc.
V, da Lei maior.
3. Quanto à exigência de invalidez do cônjuge varão para
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
ARE 699199 AGR / CE
recebimento de pensão por morte contida na Lei n. 10.776/82,
temos que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal já
firmou entendimento no sentido de ser inconstitucional a
distinção feita entre o dependente homem e a dependente mulher.
4. Honorários advocatícios fixados mediante o critério de
equidade.
5. Recurso conhecido, mas não provido. ‘
Nas razões do recurso extraordinário, o agravante alega
violação do art. 201, V da Constituição federal. Sustenta que a
ausência de lei específica voltada ao interesse do viúvo não
inválido obsta o deferimento da pensão por morte.
É o relatório. Decido.
Verifico, inicialmente, que o acórdão atacado possui
fundamento constitucional (art. 5º, I) suficiente não impugnado
pelo recurso extraordinário, de modo que é aplicável à espécie a
Súmula 283.
Acrescento que o Plenário do Supremo Tribunal Federal,
no julgamento do RE 385.397-AgR, rel. min. Sepúlveda
Pertence, DJ de 06.09.2007, analisando norma de lei estadual
(Lei 9.380/86, art. 7º, I), aplicada no caso de servidora falecida
antes da vigência da EC 20/1998, decidiu que a extensão de
pensão por morte a viúvo sadio está de acordo com o art. 201, V,
da Constituição:
‘I. Recurso extraordinário: descabimento. Ausência
de prequestionamento do art. 5º, XXXVI, da Constituição
Federal, tido por violado: incidência das Súmulas 282 e
356.
II. Pensão por morte de servidora pública estadual,
ocorrida antes da EC 20/98: cônjuge varão: exigência de
requisito de invalidez que afronta o princípio da isonomia.
1. Considerada a redação do artigo 40 da Constituição
Federal antes da EC 20/98, em vigor na data do falecimento da
servidora, que não faz remissão ao regime geral da previdência
social, impossível a invocação tanto do texto do artigo 195, § 5º
- exigência de fonte de custeio para a instituição de benefício -,
quanto o do art. 201, V - inclusão automática do cônjuge, seja
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 699199 AGR / CE
recebimento de pensão por morte contida na Lei n. 10.776/82,
temos que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal já
firmou entendimento no sentido de ser inconstitucional a
distinção feita entre o dependente homem e a dependente mulher.
4. Honorários advocatícios fixados mediante o critério de
equidade.
5. Recurso conhecido, mas não provido. ‘
Nas razões do recurso extraordinário, o agravante alega
violação do art. 201, V da Constituição federal. Sustenta que a
ausência de lei específica voltada ao interesse do viúvo não
inválido obsta o deferimento da pensão por morte.
É o relatório. Decido.
Verifico, inicialmente, que o acórdão atacado possui
fundamento constitucional (art. 5º, I) suficiente não impugnado
pelo recurso extraordinário, de modo que é aplicável à espécie a
Súmula 283.
Acrescento que o Plenário do Supremo Tribunal Federal,
no julgamento do RE 385.397-AgR, rel. min. Sepúlveda
Pertence, DJ de 06.09.2007, analisando norma de lei estadual
(Lei 9.380/86, art. 7º, I), aplicada no caso de servidora falecida
antes da vigência da EC 20/1998, decidiu que a extensão de
pensão por morte a viúvo sadio está de acordo com o art. 201, V,
da Constituição:
‘I. Recurso extraordinário: descabimento. Ausência
de prequestionamento do art. 5º, XXXVI, da Constituição
Federal, tido por violado: incidência das Súmulas 282 e
356.
II. Pensão por morte de servidora pública estadual,
ocorrida antes da EC 20/98: cônjuge varão: exigência de
requisito de invalidez que afronta o princípio da isonomia.
1. Considerada a redação do artigo 40 da Constituição
Federal antes da EC 20/98, em vigor na data do falecimento da
servidora, que não faz remissão ao regime geral da previdência
social, impossível a invocação tanto do texto do artigo 195, § 5º
- exigência de fonte de custeio para a instituição de benefício -,
quanto o do art. 201, V - inclusão automática do cônjuge, seja
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8662551.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
ARE 699199 AGR / CE
homem ou mulher, como beneficiário de pensão por morte.
2. No texto anterior à EC 20/98, a Constituição se
preocupou apenas em definir a correspondência entre o
valor da pensão e a totalidade dos vencimentos ou
proventos do servidor falecido, sem qualquer referência a
outras questões, como, por exemplo os possíveis
beneficiários da pensão por morte (Precedente: MS 21.540,
Gallotti, RTJ 159/787).
3. No entanto, a lei estadual mineira, violando o
princípio da igualdade do artigo 5º, I, da Constituição,
exige do marido, para que perceba a pensão por morte da
mulher, um requisito - o da invalidez - que, não se
presume em relação à viúva, e que não foi objeto do
acórdão do RE 204.193, 30.5.2001, Carlos Velloso, DJ
31.10.2002.
4. Nesse precedente, ficou evidenciado que o dado
sociológico que se presume em favor da mulher é o da
dependência econômica e não, a de invalidez, razão pela qual
também não pode ela ser exigida do marido. Se a condição de
invalidez revela, de modo inequívoco, a dependência econômica,
a recíproca não é verdadeira; a condição de dependência
econômica não implica declaração de invalidez.
5. Agravo regimental provido, para conhecer do recurso
extraordinário e negar-lhe provimento. ‘
Do exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao
recurso extraordinário.”
2.
A parte agravante sustenta que há necessidade de
disposição normativa que preveja “a demonstração da dependência financeira
por parte do cônjuge varão para efeito de inclusão no regime previdenciário
próprio dos servidores”. Alega que seria exigido lei em sentido formal para
extensão do benefício aos cônjuges do sexo masculino.
3.
É o relatório.
3
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ARE 699199 AGR / CE
homem ou mulher, como beneficiário de pensão por morte.
2. No texto anterior à EC 20/98, a Constituição se
preocupou apenas em definir a correspondência entre o
valor da pensão e a totalidade dos vencimentos ou
proventos do servidor falecido, sem qualquer referência a
outras questões, como, por exemplo os possíveis
beneficiários da pensão por morte (Precedente: MS 21.540,
Gallotti, RTJ 159/787).
3. No entanto, a lei estadual mineira, violando o
princípio da igualdade do artigo 5º, I, da Constituição,
exige do marido, para que perceba a pensão por morte da
mulher, um requisito - o da invalidez - que, não se
presume em relação à viúva, e que não foi objeto do
acórdão do RE 204.193, 30.5.2001, Carlos Velloso, DJ
31.10.2002.
4. Nesse precedente, ficou evidenciado que o dado
sociológico que se presume em favor da mulher é o da
dependência econômica e não, a de invalidez, razão pela qual
também não pode ela ser exigida do marido. Se a condição de
invalidez revela, de modo inequívoco, a dependência econômica,
a recíproca não é verdadeira; a condição de dependência
econômica não implica declaração de invalidez.
5. Agravo regimental provido, para conhecer do recurso
extraordinário e negar-lhe provimento. ‘
Do exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao
recurso extraordinário.”
2.
A parte agravante sustenta que há necessidade de
disposição normativa que preveja “a demonstração da dependência financeira
por parte do cônjuge varão para efeito de inclusão no regime previdenciário
próprio dos servidores”. Alega que seria exigido lei em sentido formal para
extensão do benefício aos cônjuges do sexo masculino.
3.
É o relatório.
3
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 699.199 CEARÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR)
1.
O agravo não pode ser provido. Tal como constatou a
decisão recorrida, o Supremo Tribunal Federal já assentou o
entendimento de que a exigência do requisito de invalidez ou de
demonstração de dependência econômica, para concessão de pensão por
morte de servidora pública ao cônjuge ou companheiro varão, afronta ao
princípio da isonomia. Nesse sentido, veja-se a ementa do RE 385.397-
AgR, julgado em Plenário, sob a relatoria do Ministro Sepúlveda
Pertence:
“I. Recurso extraordinário: descabimento. Ausência de
prequestionamento do art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal,
tido por violado: incidência das Súmulas 282 e 356.
II. Pensão por morte de servidora pública estadual,
ocorrida antes da EC 20/98: cônjuge varão: exigência de
requisito de invalidez que afronta o princípio da isonomia.
1. Considerada a redação do artigo 40 da Constituição
Federal antes da EC 20/98, em vigor na data do falecimento da
servidora, que não faz remissão ao regime geral da previdência
social, impossível a invocação tanto do texto do artigo 195, § 5º -
exigência de fonte de custeio para a instituição de benefício -,
quanto o do art. 201, V - inclusão automática do cônjuge, seja
homem ou mulher, como beneficiário de pensão por morte.
2. No texto anterior à EC 20/98, a Constituição se
preocupou apenas em definir a correspondência entre o valor
da pensão e a totalidade dos vencimentos ou proventos do
servidor falecido, sem qualquer referência a outras questões,
como, por exemplo os possíveis beneficiários da pensão por
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26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 699.199 CEARÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR)
1.
O agravo não pode ser provido. Tal como constatou a
decisão recorrida, o Supremo Tribunal Federal já assentou o
entendimento de que a exigência do requisito de invalidez ou de
demonstração de dependência econômica, para concessão de pensão por
morte de servidora pública ao cônjuge ou companheiro varão, afronta ao
princípio da isonomia. Nesse sentido, veja-se a ementa do RE 385.397-
AgR, julgado em Plenário, sob a relatoria do Ministro Sepúlveda
Pertence:
“I. Recurso extraordinário: descabimento. Ausência de
prequestionamento do art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal,
tido por violado: incidência das Súmulas 282 e 356.
II. Pensão por morte de servidora pública estadual,
ocorrida antes da EC 20/98: cônjuge varão: exigência de
requisito de invalidez que afronta o princípio da isonomia.
1. Considerada a redação do artigo 40 da Constituição
Federal antes da EC 20/98, em vigor na data do falecimento da
servidora, que não faz remissão ao regime geral da previdência
social, impossível a invocação tanto do texto do artigo 195, § 5º -
exigência de fonte de custeio para a instituição de benefício -,
quanto o do art. 201, V - inclusão automática do cônjuge, seja
homem ou mulher, como beneficiário de pensão por morte.
2. No texto anterior à EC 20/98, a Constituição se
preocupou apenas em definir a correspondência entre o valor
da pensão e a totalidade dos vencimentos ou proventos do
servidor falecido, sem qualquer referência a outras questões,
como, por exemplo os possíveis beneficiários da pensão por
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 699199 AGR / CE
morte (Precedente: MS 21.540, Gallotti, RTJ 159/787).
3. No entanto, a lei estadual mineira, violando o princípio
da igualdade do artigo 5º, I, da Constituição, exige do marido,
para que perceba a pensão por morte da mulher, um requisito -
o da invalidez - que, não se presume em relação à viúva, e que
não foi objeto do acórdão do RE 204.193, 30.5.2001, Carlos
Velloso, DJ 31.10.2002.
4. Nesse precedente, ficou evidenciado que o dado
sociológico que se presume em favor da mulher é o da
dependência econômica e não, a de invalidez, razão pela qual
também não pode ela ser exigida do marido. Se a condição de
invalidez revela, de modo inequívoco, a dependência
econômica, a recíproca não é verdadeira; a condição de
dependência econômica não implica declaração de invalidez.
5. Agravo regimental provido, para conhecer do recurso
extraordinário e negar-lhe provimento.”
2.
No voto condutor do referido acórdão, o Ministro Relator
Sepúlveda Pertence assim concluiu: “trata-se da impossibilidade de prover o
recurso extraordinário, sob pena de impor ao viúvo, para gozar do mesmo direito
à pensão por morte do cônjuge, um requisito – o da invalidez – que não se
presume em relação à viúva”.
3.
Ademais, em relação a eventual necessidade de
regulamentação da fonte de custeio do benefício, o Supremo Tribunal
Federal entende que o preceito constitucional questionado é
autoaplicável, sendo inexigível lei para regulamentar benefícios criados
pelo próprio texto constitucional. Veja-se, nesse sentido, ementa de
acórdão, julgado sob a relatoria do Ministro Néri da Silveira:
“Pensão por morte do servidor público. Aplicação do
artigo 40, § 5º, da Constituição Federal. 2. Esta Corte já firmou
entendimento segundo o qual esse dispositivo, que é auto-
aplicável, determina a fixação da pensão por morte do servidor
público no valor correspondente à totalidade dos vencimentos
2
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ARE 699199 AGR / CE
morte (Precedente: MS 21.540, Gallotti, RTJ 159/787).
3. No entanto, a lei estadual mineira, violando o princípio
da igualdade do artigo 5º, I, da Constituição, exige do marido,
para que perceba a pensão por morte da mulher, um requisito -
o da invalidez - que, não se presume em relação à viúva, e que
não foi objeto do acórdão do RE 204.193, 30.5.2001, Carlos
Velloso, DJ 31.10.2002.
4. Nesse precedente, ficou evidenciado que o dado
sociológico que se presume em favor da mulher é o da
dependência econômica e não, a de invalidez, razão pela qual
também não pode ela ser exigida do marido. Se a condição de
invalidez revela, de modo inequívoco, a dependência
econômica, a recíproca não é verdadeira; a condição de
dependência econômica não implica declaração de invalidez.
5. Agravo regimental provido, para conhecer do recurso
extraordinário e negar-lhe provimento.”
2.
No voto condutor do referido acórdão, o Ministro Relator
Sepúlveda Pertence assim concluiu: “trata-se da impossibilidade de prover o
recurso extraordinário, sob pena de impor ao viúvo, para gozar do mesmo direito
à pensão por morte do cônjuge, um requisito – o da invalidez – que não se
presume em relação à viúva”.
3.
Ademais, em relação a eventual necessidade de
regulamentação da fonte de custeio do benefício, o Supremo Tribunal
Federal entende que o preceito constitucional questionado é
autoaplicável, sendo inexigível lei para regulamentar benefícios criados
pelo próprio texto constitucional. Veja-se, nesse sentido, ementa de
acórdão, julgado sob a relatoria do Ministro Néri da Silveira:
“Pensão por morte do servidor público. Aplicação do
artigo 40, § 5º, da Constituição Federal. 2. Esta Corte já firmou
entendimento segundo o qual esse dispositivo, que é auto-
aplicável, determina a fixação da pensão por morte do servidor
público no valor correspondente à totalidade dos vencimentos
2
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 699199 AGR / CE
ou proventos que ele percebia. Precedentes. 3. Inexigibilidade,
por outro lado, da observância do artigo 195, § 5º, da
Constituição Federal, quando o benefício é criado diretamente
pela Constituição. 4. Recurso extraordinário conhecido e
provido.”
4.
Ressalte-se que, assim como no precedente citado, a morte
na hipótese ocorreu antes do advento da EC nº 20/1998, sendo incabível a
remissão ao regime geral da previdência. Esse foi precisamento o
entendimento adotado pelo Tribunal de origem ao assentar a
inconstitucionalidade da distinção feita entre dependente homem e
dependente mulher. Veja-se, a propósito, a ementa do acórdão recorrido:
“PENSÃO POR MORTE. SERVIDORA PÚBLICA
ESTADUAL SEGURADA OBRIGATÓRIA DO REGIME
PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL. CÔNJUGE VARÃO
COMO DEPENDENTE.
1. A prescrição na hipótese em comento atinge apenas as
prestações vencidas antes do quinquenio anterior à propositura
da ação. Precedentes do STJ. Preliminar rejeitada.
2. Considerando que a redação do art. 40 da Carta Magna
antes da EC 20/98, em vigor na data do falecimento da
servidora, não fazia remissão ao Regime Geral da Previdência
Social, impossível a invocação, pelo recorrente, do art. 201, inc.
V, da Lei Maior.
3. Quanto à exigência de invalidez do cônjuge varão para
recebimento de pensão por morte contida na Lei n. 10.776/82,
temos que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal já
firmou entendimento no sentido de ser inconstitucional a
distinção feita entre o dependente homem e a dependente
mulher.
4. Honorários advocatícios fixados mediante o critério de
equidade.
5. Recurso conhecido, mas não provido. ”
5.
Nessa linha, outros precedentes: RE 607.907-AgR, Rel. Min.
3
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ARE 699199 AGR / CE
ou proventos que ele percebia. Precedentes. 3. Inexigibilidade,
por outro lado, da observância do artigo 195, § 5º, da
Constituição Federal, quando o benefício é criado diretamente
pela Constituição. 4. Recurso extraordinário conhecido e
provido.”
4.
Ressalte-se que, assim como no precedente citado, a morte
na hipótese ocorreu antes do advento da EC nº 20/1998, sendo incabível a
remissão ao regime geral da previdência. Esse foi precisamento o
entendimento adotado pelo Tribunal de origem ao assentar a
inconstitucionalidade da distinção feita entre dependente homem e
dependente mulher. Veja-se, a propósito, a ementa do acórdão recorrido:
“PENSÃO POR MORTE. SERVIDORA PÚBLICA
ESTADUAL SEGURADA OBRIGATÓRIA DO REGIME
PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL. CÔNJUGE VARÃO
COMO DEPENDENTE.
1. A prescrição na hipótese em comento atinge apenas as
prestações vencidas antes do quinquenio anterior à propositura
da ação. Precedentes do STJ. Preliminar rejeitada.
2. Considerando que a redação do art. 40 da Carta Magna
antes da EC 20/98, em vigor na data do falecimento da
servidora, não fazia remissão ao Regime Geral da Previdência
Social, impossível a invocação, pelo recorrente, do art. 201, inc.
V, da Lei Maior.
3. Quanto à exigência de invalidez do cônjuge varão para
recebimento de pensão por morte contida na Lei n. 10.776/82,
temos que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal já
firmou entendimento no sentido de ser inconstitucional a
distinção feita entre o dependente homem e a dependente
mulher.
4. Honorários advocatícios fixados mediante o critério de
equidade.
5. Recurso conhecido, mas não provido. ”
5.
Nessa linha, outros precedentes: RE 607.907-AgR, Rel. Min.
3
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 699199 AGR / CE
Luiz Fux; RE 585.620-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; RE 551.112
-AgR, Rel. Min. Cezar Peluso; e RE 414.263-AgR, Rel. Min. Ayres Britto.
6.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
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ARE 699199 AGR / CE
Luiz Fux; RE 585.620-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; RE 551.112
-AgR, Rel. Min. Cezar Peluso; e RE 414.263-AgR, Rel. Min. Ayres Britto.
6.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
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Extrato de Ata - 26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 699.199
PROCED. : CEARÁ
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S) : VICENTE LOPES BARROSO
ADV.(A/S) : VALDECY TELES DA SILVA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 26.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki
para julgar processos a eles vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 699.199
PROCED. : CEARÁ
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S) : VICENTE LOPES BARROSO
ADV.(A/S) : VALDECY TELES DA SILVA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 26.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki
para julgar processos a eles vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8678279
| 2015-05-26T00:00:00
| 2015-06-15T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 26.5.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO QUE FALECEU ANTES DA EC 20/98. PENSÃO POR MORTE. CÔNJUGE VARÃO. EXIGÊNCIA DE INVALIDEZ. OFENSA AO PRINCÍPIO DA ISONOMIA. PRECEDENTES.
1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que ofende o princípio constitucional da isonomia lei que exige do marido, para fins de recebimento de pensão por morte da mulher, a comprovação do estado de invalidez. Precedentes.
2. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur308557
|
- Acórdão(s) citado(s):
(SERVIDOR PÚBLICO, PENSÃO POR MORTE)
RE 385397 AgR (TP), RE 414263 AgR (1ªT), RE 551112 AgR (2ªT), RE 585620 AgR (1ªT), RE 607907 AgR (1ªT).
Número de páginas: 9.
Análise: 14/07/2015, MJC.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
699199
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED EMC-000020 ANO-1998\n EMENDA CONSTITUCIONAL"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 699199 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S) : VICENTE LOPES BARROSO
ADV.(A/S) : VALDECY TELES DA SILVA E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 699.199 CEARÁ
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S)
:VICENTE LOPES BARROSO
ADV.(A/S)
:VALDECY TELES DA SILVA E OUTRO(A/S)
EMENTA: PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO
QUE FALECEU ANTES DA EC 20/98. PENSÃO POR MORTE. CÔNJUGE
VARÃO. EXIGÊNCIA DE INVALIDEZ. OFENSA AO PRINCÍPIO DA
ISONOMIA. PRECEDENTES.
1.
A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no
sentido de que ofende o princípio constitucional da isonomia lei que
exige do marido, para fins de recebimento de pensão por morte da
mulher, a comprovação do estado de invalidez. Precedentes.
2.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 26 de maio de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 699.199 CEARÁ
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S)
:VICENTE LOPES BARROSO
ADV.(A/S)
:VALDECY TELES DA SILVA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que
negou seguimento a recurso extraordinário, pelos seguintes
fundamentos:
“Trata-se de agravo de decisão que não admitiu recurso
extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição) de acórdão
proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Ceará que
considerou devida pensão por morte a viúvo sadio. Eis a
ementa:
‘EMENTA. PENSÃO POR MORTE. SERVIDORA
PÚBLICA ESTADUAL SEGURADA OBRIGATÓRIA DO
REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL.
CÔNJUGE VARÃO COMO DEPENDENTE.
1. A prescrição na hipótese em comento atinge apenas as
prestações vencidas antes do quinquênio anterior à propositura
da ação. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça. Preliminar rejeitada.
2. Considerando que a redação do art. 40 da Carta Magna
antes da EC 20/98, em vigor na data do falecimento da
servidora, não fazia remissão ao Regime Geral da Previdência
Social, impossível a invocação, pelo recorrente, do art. 201, inc.
V, da Lei maior.
3. Quanto à exigência de invalidez do cônjuge varão para
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PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 699.199 CEARÁ
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S)
:VICENTE LOPES BARROSO
ADV.(A/S)
:VALDECY TELES DA SILVA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que
negou seguimento a recurso extraordinário, pelos seguintes
fundamentos:
“Trata-se de agravo de decisão que não admitiu recurso
extraordinário (art. 102, III, a, da Constituição) de acórdão
proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Ceará que
considerou devida pensão por morte a viúvo sadio. Eis a
ementa:
‘EMENTA. PENSÃO POR MORTE. SERVIDORA
PÚBLICA ESTADUAL SEGURADA OBRIGATÓRIA DO
REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL.
CÔNJUGE VARÃO COMO DEPENDENTE.
1. A prescrição na hipótese em comento atinge apenas as
prestações vencidas antes do quinquênio anterior à propositura
da ação. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça. Preliminar rejeitada.
2. Considerando que a redação do art. 40 da Carta Magna
antes da EC 20/98, em vigor na data do falecimento da
servidora, não fazia remissão ao Regime Geral da Previdência
Social, impossível a invocação, pelo recorrente, do art. 201, inc.
V, da Lei maior.
3. Quanto à exigência de invalidez do cônjuge varão para
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ARE 699199 AGR / CE
recebimento de pensão por morte contida na Lei n. 10.776/82,
temos que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal já
firmou entendimento no sentido de ser inconstitucional a
distinção feita entre o dependente homem e a dependente mulher.
4. Honorários advocatícios fixados mediante o critério de
equidade.
5. Recurso conhecido, mas não provido. ‘
Nas razões do recurso extraordinário, o agravante alega
violação do art. 201, V da Constituição federal. Sustenta que a
ausência de lei específica voltada ao interesse do viúvo não
inválido obsta o deferimento da pensão por morte.
É o relatório. Decido.
Verifico, inicialmente, que o acórdão atacado possui
fundamento constitucional (art. 5..., I) suficiente não impugnado
pelo recurso extraordinário, de modo que é aplicável à espécie a
Súmula 283.
Acrescento que o Plenário do Supremo Tribunal Federal,
no julgamento do Recurso Extraordinário 385.397-AgR, rel. min. Sepúlveda
Pertence, DJ de 06.09.2007, analisando norma de lei estadual
(Lei 9.380/86, art. 7..., I), aplicada no caso de servidora falecida
antes da vigência da EC 20/1998, decidiu que a extensão de
pensão por morte a viúvo sadio está de acordo com o art. 201, V,
da Constituição:
‘I. Recurso extraordinário: descabimento. Ausência
de prequestionamento do art. 5..., XXXVI, da Constituição
Federal, tido por violado: incidência das Súmulas 282 e
356.
II. Pensão por morte de servidora pública estadual,
ocorrida antes da EC 20/98: cônjuge varão: exigência de
requisito de invalidez que afronta o princípio da isonomia.
1. Considerada a redação do artigo 40 da Constituição
Federal antes da EC 20/98, em vigor na data do falecimento da
servidora, que não faz remissão ao regime geral da previdência
social, impossível a invocação tanto do texto do artigo 195, § 5...
- exigência de fonte de custeio para a instituição de benefício -,
quanto o do art. 201, V - inclusão automática do cônjuge, seja
2
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recebimento de pensão por morte contida na Lei n. 10.776/82,
temos que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal já
firmou entendimento no sentido de ser inconstitucional a
distinção feita entre o dependente homem e a dependente mulher.
4. Honorários advocatícios fixados mediante o critério de
equidade.
5. Recurso conhecido, mas não provido. ‘
Nas razões do recurso extraordinário, o agravante alega
violação do art. 201, V da Constituição federal. Sustenta que a
ausência de lei específica voltada ao interesse do viúvo não
inválido obsta o deferimento da pensão por morte.
É o relatório. Decido.
Verifico, inicialmente, que o acórdão atacado possui
fundamento constitucional (art. 5..., I) suficiente não impugnado
pelo recurso extraordinário, de modo que é aplicável à espécie a
Súmula 283.
Acrescento que o Plenário do Supremo Tribunal Federal,
no julgamento do Recurso Extraordinário 385.397-AgR, rel. min. Sepúlveda
Pertence, DJ de 06.09.2007, analisando norma de lei estadual
(Lei 9.380/86, art. 7..., I), aplicada no caso de servidora falecida
antes da vigência da EC 20/1998, decidiu que a extensão de
pensão por morte a viúvo sadio está de acordo com o art. 201, V,
da Constituição:
‘I. Recurso extraordinário: descabimento. Ausência
de prequestionamento do art. 5..., XXXVI, da Constituição
Federal, tido por violado: incidência das Súmulas 282 e
356.
II. Pensão por morte de servidora pública estadual,
ocorrida antes da EC 20/98: cônjuge varão: exigência de
requisito de invalidez que afronta o princípio da isonomia.
1. Considerada a redação do artigo 40 da Constituição
Federal antes da EC 20/98, em vigor na data do falecimento da
servidora, que não faz remissão ao regime geral da previdência
social, impossível a invocação tanto do texto do artigo 195, § 5...
- exigência de fonte de custeio para a instituição de benefício -,
quanto o do art. 201, V - inclusão automática do cônjuge, seja
2
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ARE 699199 AGR / CE
homem ou mulher, como beneficiário de pensão por morte.
2. No texto anterior à EC 20/98, a Constituição se
preocupou apenas em definir a correspondência entre o
valor da pensão e a totalidade dos vencimentos ou
proventos do servidor falecido, sem qualquer referência a
outras questões, como, por exemplo os possíveis
beneficiários da pensão por morte (Precedente: MS 21.540,
Gallotti, RTJ 159/787).
3. No entanto, a lei estadual mineira, violando o
princípio da igualdade do artigo 5..., I, da Constituição,
exige do marido, para que perceba a pensão por morte da
mulher, um requisito - o da invalidez - que, não se
presume em relação à viúva, e que não foi objeto do
acórdão do Recurso Extraordinário 204.193, 30.5.2001, Carlos Velloso, DJ
31.10.2002.
4. Nesse precedente, ficou evidenciado que o dado
sociológico que se presume em favor da mulher é o da
dependência econômica e não, a de invalidez, razão pela qual
também não pode ela ser exigida do marido. Se a condição de
invalidez revela, de modo inequívoco, a dependência econômica,
a recíproca não é verdadeira; a condição de dependência
econômica não implica declaração de invalidez.
5. Agravo regimental provido, para conhecer do recurso
extraordinário e negar-lhe provimento. ‘
Do exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao
recurso extraordinário.”
2.
A parte agravante sustenta que há necessidade de
disposição normativa que preveja “a demonstração da dependência financeira
por parte do cônjuge varão para efeito de inclusão no regime previdenciário
próprio dos servidores”. Alega que seria exigido lei em sentido formal para
extensão do benefício aos cônjuges do sexo masculino.
3.
É o relatório.
3
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homem ou mulher, como beneficiário de pensão por morte.
2. No texto anterior à EC 20/98, a Constituição se
preocupou apenas em definir a correspondência entre o
valor da pensão e a totalidade dos vencimentos ou
proventos do servidor falecido, sem qualquer referência a
outras questões, como, por exemplo os possíveis
beneficiários da pensão por morte (Precedente: MS 21.540,
Gallotti, RTJ 159/787).
3. No entanto, a lei estadual mineira, violando o
princípio da igualdade do artigo 5..., I, da Constituição,
exige do marido, para que perceba a pensão por morte da
mulher, um requisito - o da invalidez - que, não se
presume em relação à viúva, e que não foi objeto do
acórdão do Recurso Extraordinário 204.193, 30.5.2001, Carlos Velloso, DJ
31.10.2002.
4. Nesse precedente, ficou evidenciado que o dado
sociológico que se presume em favor da mulher é o da
dependência econômica e não, a de invalidez, razão pela qual
também não pode ela ser exigida do marido. Se a condição de
invalidez revela, de modo inequívoco, a dependência econômica,
a recíproca não é verdadeira; a condição de dependência
econômica não implica declaração de invalidez.
5. Agravo regimental provido, para conhecer do recurso
extraordinário e negar-lhe provimento. ‘
Do exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao
recurso extraordinário.”
2.
A parte agravante sustenta que há necessidade de
disposição normativa que preveja “a demonstração da dependência financeira
por parte do cônjuge varão para efeito de inclusão no regime previdenciário
próprio dos servidores”. Alega que seria exigido lei em sentido formal para
extensão do benefício aos cônjuges do sexo masculino.
3.
É o relatório.
3
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 699.199 CEARÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR)
1.
O agravo não pode ser provido. Tal como constatou a
decisão recorrida, o Supremo Tribunal Federal já assentou o
entendimento de que a exigência do requisito de invalidez ou de
demonstração de dependência econômica, para concessão de pensão por
morte de servidora pública ao cônjuge ou companheiro varão, afronta ao
princípio da isonomia. Nesse sentido, veja-se a ementa do Recurso Extraordinário 385.397-
AgR, julgado em Plenário, sob a relatoria do Ministro Sepúlveda
Pertence:
“I. Recurso extraordinário: descabimento. Ausência de
prequestionamento do art. 5..., XXXVI, da Constituição Federal,
tido por violado: incidência das Súmulas 282 e 356.
II. Pensão por morte de servidora pública estadual,
ocorrida antes da EC 20/98: cônjuge varão: exigência de
requisito de invalidez que afronta o princípio da isonomia.
1. Considerada a redação do artigo 40 da Constituição
Federal antes da EC 20/98, em vigor na data do falecimento da
servidora, que não faz remissão ao regime geral da previdência
social, impossível a invocação tanto do texto do artigo 195, § 5... -
exigência de fonte de custeio para a instituição de benefício -,
quanto o do art. 201, V - inclusão automática do cônjuge, seja
homem ou mulher, como beneficiário de pensão por morte.
2. No texto anterior à EC 20/98, a Constituição se
preocupou apenas em definir a correspondência entre o valor
da pensão e a totalidade dos vencimentos ou proventos do
servidor falecido, sem qualquer referência a outras questões,
como, por exemplo os possíveis beneficiários da pensão por
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26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 699.199 CEARÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR)
1.
O agravo não pode ser provido. Tal como constatou a
decisão recorrida, o Supremo Tribunal Federal já assentou o
entendimento de que a exigência do requisito de invalidez ou de
demonstração de dependência econômica, para concessão de pensão por
morte de servidora pública ao cônjuge ou companheiro varão, afronta ao
princípio da isonomia. Nesse sentido, veja-se a ementa do Recurso Extraordinário 385.397-
AgR, julgado em Plenário, sob a relatoria do Ministro Sepúlveda
Pertence:
“I. Recurso extraordinário: descabimento. Ausência de
prequestionamento do art. 5..., XXXVI, da Constituição Federal,
tido por violado: incidência das Súmulas 282 e 356.
II. Pensão por morte de servidora pública estadual,
ocorrida antes da EC 20/98: cônjuge varão: exigência de
requisito de invalidez que afronta o princípio da isonomia.
1. Considerada a redação do artigo 40 da Constituição
Federal antes da EC 20/98, em vigor na data do falecimento da
servidora, que não faz remissão ao regime geral da previdência
social, impossível a invocação tanto do texto do artigo 195, § 5... -
exigência de fonte de custeio para a instituição de benefício -,
quanto o do art. 201, V - inclusão automática do cônjuge, seja
homem ou mulher, como beneficiário de pensão por morte.
2. No texto anterior à EC 20/98, a Constituição se
preocupou apenas em definir a correspondência entre o valor
da pensão e a totalidade dos vencimentos ou proventos do
servidor falecido, sem qualquer referência a outras questões,
como, por exemplo os possíveis beneficiários da pensão por
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
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morte (Precedente: MS 21.540, Gallotti, RTJ 159/787).
3. No entanto, a lei estadual mineira, violando o princípio
da igualdade do artigo 5..., I, da Constituição, exige do marido,
para que perceba a pensão por morte da mulher, um requisito -
o da invalidez - que, não se presume em relação à viúva, e que
não foi objeto do acórdão do Recurso Extraordinário 204.193, 30.5.2001, Carlos
Velloso, DJ 31.10.2002.
4. Nesse precedente, ficou evidenciado que o dado
sociológico que se presume em favor da mulher é o da
dependência econômica e não, a de invalidez, razão pela qual
também não pode ela ser exigida do marido. Se a condição de
invalidez revela, de modo inequívoco, a dependência
econômica, a recíproca não é verdadeira; a condição de
dependência econômica não implica declaração de invalidez.
5. Agravo regimental provido, para conhecer do recurso
extraordinário e negar-lhe provimento.”
2.
No voto condutor do referido acórdão, o Ministro Relator
Sepúlveda Pertence assim concluiu: “trata-se da impossibilidade de prover o
recurso extraordinário, sob pena de impor ao viúvo, para gozar do mesmo direito
à pensão por morte do cônjuge, um requisito – o da invalidez – que não se
presume em relação à viúva”.
3.
Ademais, em relação a eventual necessidade de
regulamentação da fonte de custeio do benefício, o Supremo Tribunal
Federal entende que o preceito constitucional questionado é
autoaplicável, sendo inexigível lei para regulamentar benefícios criados
pelo próprio texto constitucional. Veja-se, nesse sentido, ementa de
acórdão, julgado sob a relatoria do Ministro Néri da Silveira:
“Pensão por morte do servidor público. Aplicação do
artigo 40, § 5..., da Constituição Federal. 2. Esta Corte já firmou
entendimento segundo o qual esse dispositivo, que é auto-
aplicável, determina a fixação da pensão por morte do servidor
público no valor correspondente à totalidade dos vencimentos
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 699199 AGR / CE
morte (Precedente: MS 21.540, Gallotti, RTJ 159/787).
3. No entanto, a lei estadual mineira, violando o princípio
da igualdade do artigo 5..., I, da Constituição, exige do marido,
para que perceba a pensão por morte da mulher, um requisito -
o da invalidez - que, não se presume em relação à viúva, e que
não foi objeto do acórdão do Recurso Extraordinário 204.193, 30.5.2001, Carlos
Velloso, DJ 31.10.2002.
4. Nesse precedente, ficou evidenciado que o dado
sociológico que se presume em favor da mulher é o da
dependência econômica e não, a de invalidez, razão pela qual
também não pode ela ser exigida do marido. Se a condição de
invalidez revela, de modo inequívoco, a dependência
econômica, a recíproca não é verdadeira; a condição de
dependência econômica não implica declaração de invalidez.
5. Agravo regimental provido, para conhecer do recurso
extraordinário e negar-lhe provimento.”
2.
No voto condutor do referido acórdão, o Ministro Relator
Sepúlveda Pertence assim concluiu: “trata-se da impossibilidade de prover o
recurso extraordinário, sob pena de impor ao viúvo, para gozar do mesmo direito
à pensão por morte do cônjuge, um requisito – o da invalidez – que não se
presume em relação à viúva”.
3.
Ademais, em relação a eventual necessidade de
regulamentação da fonte de custeio do benefício, o Supremo Tribunal
Federal entende que o preceito constitucional questionado é
autoaplicável, sendo inexigível lei para regulamentar benefícios criados
pelo próprio texto constitucional. Veja-se, nesse sentido, ementa de
acórdão, julgado sob a relatoria do Ministro Néri da Silveira:
“Pensão por morte do servidor público. Aplicação do
artigo 40, § 5..., da Constituição Federal. 2. Esta Corte já firmou
entendimento segundo o qual esse dispositivo, que é auto-
aplicável, determina a fixação da pensão por morte do servidor
público no valor correspondente à totalidade dos vencimentos
2
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 699199 AGR / CE
ou proventos que ele percebia. Precedentes. 3. Inexigibilidade,
por outro lado, da observância do artigo 195, § 5..., da
Constituição Federal, quando o benefício é criado diretamente
pela Constituição. 4. Recurso extraordinário conhecido e
provido.”
4.
Ressalte-se que, assim como no precedente citado, a morte
na hipótese ocorreu antes do advento da EC n 20/1998, sendo incabível a
remissão ao regime geral da previdência. Esse foi precisamento o
entendimento adotado pelo Tribunal de origem ao assentar a
inconstitucionalidade da distinção feita entre dependente homem e
dependente mulher. Veja-se, a propósito, a ementa do acórdão recorrido:
“PENSÃO POR MORTE. SERVIDORA PÚBLICA
ESTADUAL SEGURADA OBRIGATÓRIA DO REGIME
PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL. CÔNJUGE VARÃO
COMO DEPENDENTE.
1. A prescrição na hipótese em comento atinge apenas as
prestações vencidas antes do quinquenio anterior à propositura
da ação. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça. Preliminar rejeitada.
2. Considerando que a redação do art. 40 da Carta Magna
antes da EC 20/98, em vigor na data do falecimento da
servidora, não fazia remissão ao Regime Geral da Previdência
Social, impossível a invocação, pelo recorrente, do art. 201, inc.
V, da Lei Maior.
3. Quanto à exigência de invalidez do cônjuge varão para
recebimento de pensão por morte contida na Lei n. 10.776/82,
temos que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal já
firmou entendimento no sentido de ser inconstitucional a
distinção feita entre o dependente homem e a dependente
mulher.
4. Honorários advocatícios fixados mediante o critério de
equidade.
5. Recurso conhecido, mas não provido. ”
5.
Nessa linha, outros precedentes: Recurso Extraordinário 607.907-AgR, Rel. Min.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 699199 AGR / CE
ou proventos que ele percebia. Precedentes. 3. Inexigibilidade,
por outro lado, da observância do artigo 195, § 5..., da
Constituição Federal, quando o benefício é criado diretamente
pela Constituição. 4. Recurso extraordinário conhecido e
provido.”
4.
Ressalte-se que, assim como no precedente citado, a morte
na hipótese ocorreu antes do advento da EC n 20/1998, sendo incabível a
remissão ao regime geral da previdência. Esse foi precisamento o
entendimento adotado pelo Tribunal de origem ao assentar a
inconstitucionalidade da distinção feita entre dependente homem e
dependente mulher. Veja-se, a propósito, a ementa do acórdão recorrido:
“PENSÃO POR MORTE. SERVIDORA PÚBLICA
ESTADUAL SEGURADA OBRIGATÓRIA DO REGIME
PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL. CÔNJUGE VARÃO
COMO DEPENDENTE.
1. A prescrição na hipótese em comento atinge apenas as
prestações vencidas antes do quinquenio anterior à propositura
da ação. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça. Preliminar rejeitada.
2. Considerando que a redação do art. 40 da Carta Magna
antes da EC 20/98, em vigor na data do falecimento da
servidora, não fazia remissão ao Regime Geral da Previdência
Social, impossível a invocação, pelo recorrente, do art. 201, inc.
V, da Lei Maior.
3. Quanto à exigência de invalidez do cônjuge varão para
recebimento de pensão por morte contida na Lei n. 10.776/82,
temos que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal já
firmou entendimento no sentido de ser inconstitucional a
distinção feita entre o dependente homem e a dependente
mulher.
4. Honorários advocatícios fixados mediante o critério de
equidade.
5. Recurso conhecido, mas não provido. ”
5.
Nessa linha, outros precedentes: Recurso Extraordinário 607.907-AgR, Rel. Min.
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 699199 AGR / CE
Luiz Fux; Recurso Extraordinário 585.620-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; Recurso Extraordinário 551.112
-AgR, Rel. Min. Cezar Peluso; e Recurso Extraordinário 414.263-AgR, Rel. Min. Ayres Britto.
6.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 699199 AGR / CE
Luiz Fux; Recurso Extraordinário 585.620-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; Recurso Extraordinário 551.112
-AgR, Rel. Min. Cezar Peluso; e Recurso Extraordinário 414.263-AgR, Rel. Min. Ayres Britto.
6.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Extrato de Ata - 26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 699.199
PROCED. : CEARÁ
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S) : VICENTE LOPES BARROSO
ADV.(A/S) : VALDECY TELES DA SILVA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 26.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki
para julgar processos a eles vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 699.199
PROCED. : CEARÁ
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S) : VICENTE LOPES BARROSO
ADV.(A/S) : VALDECY TELES DA SILVA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 26.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki
para julgar processos a eles vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM",
"ARE 699199 AGR / CE",
"Recurso Extraordinário 385 . 397 - AgR",
"ARE 699199 AGR /",
"Recurso Extraordinário 385 . 397 - AgR",
"ARE 699199 AGR / CE",
"MS 21 . 540",
"RTJ 159 / 787",
"Recurso Extraordinário 204 . 193",
"ARE 699199 AGR / CE",
"MS 21 . 540",
"RTJ 159 / 787",
"Recurso Extraordinário 204 . 193 ,",
"Recurso Extraordinário 385 . 397 - AgR",
"Recurso Extraordinário 385 . 397 - AgR",
"ARE 699199 AGR / CE",
"MS 21 . 540",
"Recurso Extraordinário 204 . 193",
"ARE 699199 AGR / CE",
"MS 21 . 540",
"Recurso Extraordinário 204 . 193 ,",
"ARE 699199 AGR / CE",
"Recurso Extraordinário 607 . 907 - AgR",
"ARE 699199 AGR / CE",
"Recurso Extraordinário 607 . 907 - AgR",
"ARE 699199",
"Recurso Extraordinário 585 . 620 - AgR",
"Recurso Extraordinário 551 . 112 - AgR",
"Recurso Extraordinário 414 . 263 - AgR",
"ARE 699199 AGR / CE",
"Recurso Extraordinário 585 . 620 - AgR",
"Recurso Extraordinário 551 . 112 - AgR",
"Recurso Extraordinário 414 . 263 - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"EC 20 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição",
"art . 40 da Carta Magna",
"EC 20 / 98",
"art . 201 , inc . V , da Lei maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição",
"art . 40 da Carta Magna",
"EC 20 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n . 10 . 776 / 82",
"art . 201 , V da Constituição federal",
"Lei 9 . 380 / 86 , art . 7 . . . , I",
"EC 20 / 1998",
"art . 201 , V , da Constituição",
"art . 5 . . . , XXXVI , da Constituição Federal",
"EC 20 / 98",
"artigo 40 da Constituição Federal",
"EC 20 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n . 10 . 776 / 82",
"art . 201 , V da Constituição federal",
"Lei 9 . 380 / 86",
"EC 20 / 1998",
"art . 201 , V , da Constituição",
"art . 5 . . . , XXXVI , da Constituição Federal",
"EC 20 / 98",
"artigo 40 da Constituição Federal",
"EC 20 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"EC 20 / 98",
"Constituição",
"artigo 5 . . . , I , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"EC 20 / 98",
"Constituição",
"artigo 5 . . . , I , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , XXXVI , da Constituição Federal",
"EC 20 / 98",
"artigo 40 da Constituição Federal",
"EC 20 / 98",
"EC 20 / 98",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , XXXVI , da Constituição Federal",
"EC 20 / 98",
"artigo 40 da Constituição Federal",
"EC 20 / 98",
"EC 20 / 98",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . , I , da Constituição",
"artigo 40 , § 5 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . , I , da Constituição",
"artigo 40 , § 5 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 195 , § 5 . . . , da Constituição Federal",
"Constituição",
"EC n 20 / 1998",
"art . 40 da Carta Magna",
"EC 20 / 98",
"art . 201 , inc . V , da Lei Maior",
"Lei n . 10 . 776 / 82",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 195 , § 5 . . . , da Constituição Federal",
"EC n 20 / 1998",
"art . 40 da Carta Magna",
"EC 20 / 98",
"art . 201 , inc . V , da Lei Maior",
"Lei n . 10 . 776 / 82",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"Brasília",
"CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"CEARÁ",
"CEARÁ",
"CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado do Ceará",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado do Ceará",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Gallotti",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Gallotti",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Gallotti",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Gallotti",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"VICENTE LOPES BARROSO",
"VALDECY TELES DA SILVA",
"Rosa Weber",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"VICENTE LOPES BARROSO",
"VALDECY TELES DA SILVA",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Joaquim Barbosa",
"ROBERTO BARROSO",
"VICENTE LOPES BARROSO",
"VALDECY TELES DA SILVA",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Joaquim Barbosa",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"Carlos Velloso",
"Carlos Velloso",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Sepúlveda Pertence",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Sepúlveda Pertence",
"ROBERTO BARROSO",
"Carlos Velloso",
"Sepúlveda Pertence",
"Néri da Silveira",
"Carlos Velloso",
"Sepúlveda Pertence",
"Néri da Silveira",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"Luiz Fux",
"Ricardo Lewandowski",
"Cezar Peluso",
"Ayres Britto",
"Luiz Fux",
"Ricardo Lewandowski",
"Cezar Peluso",
"Ayres Britto",
"ROBERTO BARROSO",
"VICENTE LOPES BARROSO",
"VALDECY TELES DA SILVA",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"VICENTE LOPES BARROSO",
"VALDECY TELES DA SILVA",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"26 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"06",
".",
"09",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"06",
".",
"09",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"5",
".",
"2001",
"31",
".",
"10",
".",
"2002",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"5",
".",
"2001",
"31",
".",
"10",
".",
"2002",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"5",
".",
"2001",
"31",
".",
"10",
".",
"2002",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"5",
".",
"2001",
"31",
".",
"10",
".",
"2002",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"26",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 530.005 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S)
:ILDA DARBELLO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:MARIA APARECIDA DIAS PEREIRA E OUTRO(A/S)
EMENTA: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.
EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 20/1998. RESTITUIÇÃO.
SUCUMBÊNCIA MÍNIMA.
1. Se um litigante decair de parte mínima do pedido, não deve ser
aplicado o disposto no caput do art. 21 do CPC.
2. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 09 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 530.005 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S)
:ILDA DARBELLO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:MARIA APARECIDA DIAS PEREIRA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que
deu provimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos
(fls. 508/509):
“Trata-se de recurso extraordinário (art. 102, III, a, da
Constituição federal) interposto de acórdão prolatado pelo
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que considerou
devido o desconto previdenciário no período compreendido
entre a edição da EC 20/98 e o advento da EC 41/03.
O Plenário desta Corte, ao julgar o pedido de medida
liminar na ADI 2.010, sob a égide da Emenda Constitucional
20/1998, decidiu pela inexigibilidade de contribuição
previdenciária incidente sobre proventos da inatividade e
pensões de servidores públicos. O conteúdo desse acórdão está
assim ementado:
‘(...)
A CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO ADMITE
A INSTITUIÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO DE SEGURIDADE
SOCIAL SOBRE INATIVOS E PENSIONISTAS DA UNIÃO.
- A Lei nº 9.783/99, ao dispor sobre a contribuição de
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 530.005 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S)
:ILDA DARBELLO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:MARIA APARECIDA DIAS PEREIRA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que
deu provimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos
(fls. 508/509):
“Trata-se de recurso extraordinário (art. 102, III, a, da
Constituição federal) interposto de acórdão prolatado pelo
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que considerou
devido o desconto previdenciário no período compreendido
entre a edição da EC 20/98 e o advento da EC 41/03.
O Plenário desta Corte, ao julgar o pedido de medida
liminar na ADI 2.010, sob a égide da Emenda Constitucional
20/1998, decidiu pela inexigibilidade de contribuição
previdenciária incidente sobre proventos da inatividade e
pensões de servidores públicos. O conteúdo desse acórdão está
assim ementado:
‘(...)
A CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO ADMITE
A INSTITUIÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO DE SEGURIDADE
SOCIAL SOBRE INATIVOS E PENSIONISTAS DA UNIÃO.
- A Lei nº 9.783/99, ao dispor sobre a contribuição de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
RE 530005 AGR / SP
seguridade social relativamente a pensionistas e a servidores
inativos da União, regulou, indevidamente, matéria não
autorizada pelo texto da Carta Política, eis que, não obstante
as substanciais modificações introduzidas pela EC nº 20/98 no
regime de previdência dos servidores públicos, o Congresso
Nacional absteve-se, conscientemente, no contexto da reforma
do modelo previdenciário, de fixar a necessária matriz
constitucional, cuja instituição se revelava indispensável para
legitimar, em bases válidas, a criação e a incidência dessa
exação tributária sobre o valor das aposentadorias e das pensões.
O regime de previdência de caráter contributivo, a que se
refere o art. 40, caput, da Constituição, na redação dada pela
EC nº 20/98, foi instituído, unicamente, em relação “Aos
servidores titulares de cargos efetivos...”, inexistindo,
desse modo, qualquer possibilidade jurídico-constitucional de se
atribuir, a inativos e a pensionistas da União, a condição de
contribuintes da exação prevista na Lei nº 9.783/99.
Interpretação do art. 40, §§ 8º e 12, c/c o art. 195, II, da
Constituição, todos com a redação que lhes deu a EC nº
20/98.
(...)’
Essa orientação foi confirmada pelo Plenário deste
Tribunal no julgamento da ADI 2.189-MC, rel. min. Sepúlveda
Pertence (RTJ 173/786), e da ADI 2.196-MC, rel. min. Moreira
Alves (RTJ 175/96).
Contudo, a Primeira Turma desta Suprema Corte, no
julgamento do RE 367.094-AgR, rel. min. Sepúlveda Pertence
(DJ de 27.06.2003), considerou legítima a exigência de
contribuição previdenciária de inativos e pensionistas, desde
que a respectiva cobrança se refira a período anterior ao
advento da Emenda Constitucional 20/1998:
‘EMENTA: Contribuição previdenciária: incidência sobre
proventos da inatividade de servidores públicos estaduais (L. est.
7.672/82, do Rio Grande do Sul): constitucionalidade da
2
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RE 530005 AGR / SP
seguridade social relativamente a pensionistas e a servidores
inativos da União, regulou, indevidamente, matéria não
autorizada pelo texto da Carta Política, eis que, não obstante
as substanciais modificações introduzidas pela EC nº 20/98 no
regime de previdência dos servidores públicos, o Congresso
Nacional absteve-se, conscientemente, no contexto da reforma
do modelo previdenciário, de fixar a necessária matriz
constitucional, cuja instituição se revelava indispensável para
legitimar, em bases válidas, a criação e a incidência dessa
exação tributária sobre o valor das aposentadorias e das pensões.
O regime de previdência de caráter contributivo, a que se
refere o art. 40, caput, da Constituição, na redação dada pela
EC nº 20/98, foi instituído, unicamente, em relação “Aos
servidores titulares de cargos efetivos...”, inexistindo,
desse modo, qualquer possibilidade jurídico-constitucional de se
atribuir, a inativos e a pensionistas da União, a condição de
contribuintes da exação prevista na Lei nº 9.783/99.
Interpretação do art. 40, §§ 8º e 12, c/c o art. 195, II, da
Constituição, todos com a redação que lhes deu a EC nº
20/98.
(...)’
Essa orientação foi confirmada pelo Plenário deste
Tribunal no julgamento da ADI 2.189-MC, rel. min. Sepúlveda
Pertence (RTJ 173/786), e da ADI 2.196-MC, rel. min. Moreira
Alves (RTJ 175/96).
Contudo, a Primeira Turma desta Suprema Corte, no
julgamento do RE 367.094-AgR, rel. min. Sepúlveda Pertence
(DJ de 27.06.2003), considerou legítima a exigência de
contribuição previdenciária de inativos e pensionistas, desde
que a respectiva cobrança se refira a período anterior ao
advento da Emenda Constitucional 20/1998:
‘EMENTA: Contribuição previdenciária: incidência sobre
proventos da inatividade de servidores públicos estaduais (L. est.
7.672/82, do Rio Grande do Sul): constitucionalidade da
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Relatório
RE 530005 AGR / SP
cobrança no período que antecede a EC 20/98: precedente
(ADInMC 1441, Pleno, 28.6.96, Gallotti, DJ de 18.10.96).’
Nesse sentido, ainda, em casos análogos ao presente, RE
387.619, rel. min. Gilmar Mendes (DJ de 1º.07.2003), e RE
387.453, rel. min. Celso de Mello (DJ de 04.08.2003).
Dessa orientação divergiu o acórdão recorrido.
Do exposto, nos termos do art. 557, § 1º-A, do CPC,
conheço e dou provimento ao presente recurso extraordinário,
para julgar parcialmente procedente a ação e condenar o
recorrido a restituir as contribuições eventualmente recolhidas
na vigência da Emenda Constitucional 20/1998, em valores
atualizados, com juros de mora contados a partir do trânsito em
julgado da sentença, conforme dispõe o parágrafo único do art.
167 do Código Tributário Nacional. A parte recorrida arcará
com os ônus da sucumbência.”
2.
O agravante sustenta que “parte do pedido não foi acolhido, o
que acarreta a sucumbência recíproca, nos termos do que dispõe o caput do art.
21 do CPC” (fls. 513).
3.
É o relatório.
3
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RE 530005 AGR / SP
cobrança no período que antecede a EC 20/98: precedente
(ADInMC 1441, Pleno, 28.6.96, Gallotti, DJ de 18.10.96).’
Nesse sentido, ainda, em casos análogos ao presente, RE
387.619, rel. min. Gilmar Mendes (DJ de 1º.07.2003), e RE
387.453, rel. min. Celso de Mello (DJ de 04.08.2003).
Dessa orientação divergiu o acórdão recorrido.
Do exposto, nos termos do art. 557, § 1º-A, do CPC,
conheço e dou provimento ao presente recurso extraordinário,
para julgar parcialmente procedente a ação e condenar o
recorrido a restituir as contribuições eventualmente recolhidas
na vigência da Emenda Constitucional 20/1998, em valores
atualizados, com juros de mora contados a partir do trânsito em
julgado da sentença, conforme dispõe o parágrafo único do art.
167 do Código Tributário Nacional. A parte recorrida arcará
com os ônus da sucumbência.”
2.
O agravante sustenta que “parte do pedido não foi acolhido, o
que acarreta a sucumbência recíproca, nos termos do que dispõe o caput do art.
21 do CPC” (fls. 513).
3.
É o relatório.
3
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 530.005 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo não deve ser acolhido. No caso dos autos,
verifica-se que a ação ordinária inicialmente proposta pela parte agravada
objetivava a restituição dos valores descontados, a título de contribuição
previdenciária, apenas na vigência da Emenda Constitucional nº 20/1998.
Nas razões de recurso extraordinário, no entanto, a parte ora agravada
faz menção ao período de 15 de dezembro de 1998 a 1º de abril de 2004
(fls. 470), ou seja, indica período posterior à entrada em vigor da Emenda
Constitucional nº 41/2003, cuja publicação ocorreu em 31.12.2003. Por
tratar-se de período de apenas três meses, conclui-se que a parte agravada
decaiu de parte mínima do pedido.
Sendo assim, não deve ser aplicado,
à hipótese, como faz crer o agravante, o caput do art. 21 do Código de
Processo Civil, no intuito de serem distribuídas e compensadas entre as
partes as despesas processuais. Permanece, íntegra, portanto, a decisão
ora agravada que determinou a inversão dos ônus sucumbenciais. Nesse
sentido, cito o seguinte precedente:
“RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
VERBA
HONORÁRIA – SUCUMBÊNCIA – CPC, ART. 21, ‘CAPUT’ –
INAPLICABILIDADE
– RECURSO DE AGRAVO
IMPROVIDO.
- Havendo um dos litigantes decaído de parte mínima do
pedido, torna-se inaplicável a norma inscrita no ‘caput’ do art.
21 do CPC, legitimando-se a aplicação do critério excepcional
previsto no parágrafo único desse mesmo dispositivo do
estatuto processual. Precedentes.” (RE 682.011-AgR, Rel. Min.
Celso de Mello)
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09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 530.005 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo não deve ser acolhido. No caso dos autos,
verifica-se que a ação ordinária inicialmente proposta pela parte agravada
objetivava a restituição dos valores descontados, a título de contribuição
previdenciária, apenas na vigência da Emenda Constitucional nº 20/1998.
Nas razões de recurso extraordinário, no entanto, a parte ora agravada
faz menção ao período de 15 de dezembro de 1998 a 1º de abril de 2004
(fls. 470), ou seja, indica período posterior à entrada em vigor da Emenda
Constitucional nº 41/2003, cuja publicação ocorreu em 31.12.2003. Por
tratar-se de período de apenas três meses, conclui-se que a parte agravada
decaiu de parte mínima do pedido.
Sendo assim, não deve ser aplicado,
à hipótese, como faz crer o agravante, o caput do art. 21 do Código de
Processo Civil, no intuito de serem distribuídas e compensadas entre as
partes as despesas processuais. Permanece, íntegra, portanto, a decisão
ora agravada que determinou a inversão dos ônus sucumbenciais. Nesse
sentido, cito o seguinte precedente:
“RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
VERBA
HONORÁRIA – SUCUMBÊNCIA – CPC, ART. 21, ‘CAPUT’ –
INAPLICABILIDADE
– RECURSO DE AGRAVO
IMPROVIDO.
- Havendo um dos litigantes decaído de parte mínima do
pedido, torna-se inaplicável a norma inscrita no ‘caput’ do art.
21 do CPC, legitimando-se a aplicação do critério excepcional
previsto no parágrafo único desse mesmo dispositivo do
estatuto processual. Precedentes.” (RE 682.011-AgR, Rel. Min.
Celso de Mello)
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
RE 530005 AGR / SP
2.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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RE 530005 AGR / SP
2.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Extrato de Ata - 09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 530.005
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S) : ILDA DARBELLO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : MARIA APARECIDA DIAS PEREIRA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 9.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 530.005
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S) : ILDA DARBELLO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : MARIA APARECIDA DIAS PEREIRA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 9.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8796800
| 2015-06-09T00:00:00
| 2015-06-30T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 9.6.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
EMENTA: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 20/1998. RESTITUIÇÃO. SUCUMBÊNCIA MÍNIMA.
1. Se um litigante decair de parte mínima do pedido, não deve ser aplicado o disposto no caput do art. 21 do CPC.
2. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur310680
|
- Acórdão(s) citado(s):
(HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA)
RE 682011 AgR (2ªT).
Número de páginas: 7.
Análise: 28/07/2015, MJC.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
530005
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED EMC-000020 ANO-1998\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n",
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00021\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 530005 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S) : ILDA DARBELLO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : MARIA APARECIDA DIAS PEREIRA E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 530.005 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S)
:ILDA DARBELLO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:MARIA APARECIDA DIAS PEREIRA E OUTRO(A/S)
EMENTA: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.
EMENDA CONSTITUCIONAL n 20/1998. RESTITUIÇÃO.
SUCUMBÊNCIA MÍNIMA.
1. Se um litigante decair de parte mínima do pedido, não deve ser
aplicado o disposto no caput do art. 21 do Código de Processo Civil.
2. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 09 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 530.005 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S)
:ILDA DARBELLO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:MARIA APARECIDA DIAS PEREIRA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que
deu provimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos
(fls. 508/509):
“Trata-se de recurso extraordinário (art. 102, III, a, da
Constituição federal) interposto de acórdão prolatado pelo
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que considerou
devido o desconto previdenciário no período compreendido
entre a edição da EC 20/98 e o advento da EC 41/03.
O Plenário desta Corte, ao julgar o pedido de medida
liminar na ADI 2.010, sob a égide da Emenda Constitucional
20/1998, decidiu pela inexigibilidade de contribuição
previdenciária incidente sobre proventos da inatividade e
pensões de servidores públicos. O conteúdo desse acórdão está
assim ementado:
‘(...)
A CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO ADMITE
A INSTITUIÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO DE SEGURIDADE
SOCIAL SOBRE INATIVOS E PENSIONISTAS DA UNIÃO.
- A Lei n 9.783/99, ao dispor sobre a contribuição de
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09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 530.005 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S)
:ILDA DARBELLO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:MARIA APARECIDA DIAS PEREIRA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que
deu provimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos
(fls. 508/509):
“Trata-se de recurso extraordinário (art. 102, III, a, da
Constituição federal) interposto de acórdão prolatado pelo
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que considerou
devido o desconto previdenciário no período compreendido
entre a edição da EC 20/98 e o advento da EC 41/03.
O Plenário desta Corte, ao julgar o pedido de medida
liminar na ADI 2.010, sob a égide da Emenda Constitucional
20/1998, decidiu pela inexigibilidade de contribuição
previdenciária incidente sobre proventos da inatividade e
pensões de servidores públicos. O conteúdo desse acórdão está
assim ementado:
‘(...)
A CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO ADMITE
A INSTITUIÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO DE SEGURIDADE
SOCIAL SOBRE INATIVOS E PENSIONISTAS DA UNIÃO.
- A Lei n 9.783/99, ao dispor sobre a contribuição de
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
Recurso Extraordinário 530005 AGR / SP
seguridade social relativamente a pensionistas e a servidores
inativos da União, regulou, indevidamente, matéria não
autorizada pelo texto da Carta Política, eis que, não obstante
as substanciais modificações introduzidas pela EC n 20/98 no
regime de previdência dos servidores públicos, o Congresso
Nacional absteve-se, conscientemente, no contexto da reforma
do modelo previdenciário, de fixar a necessária matriz
constitucional, cuja instituição se revelava indispensável para
legitimar, em bases válidas, a criação e a incidência dessa
exação tributária sobre o valor das aposentadorias e das pensões.
O regime de previdência de caráter contributivo, a que se
refere o art. 40, caput, da Constituição, na redação dada pela
EC n 20/98, foi instituído, unicamente, em relação “Aos
servidores titulares de cargos efetivos...”, inexistindo,
desse modo, qualquer possibilidade jurídico-constitucional de se
atribuir, a inativos e a pensionistas da União, a condição de
contribuintes da exação prevista na Lei n 9.783/99.
Interpretação do art. 40, §§ 8... e 12, c/c o art. 195, II, da
Constituição, todos com a redação que lhes deu a EC n
20/98.
(...)’
Essa orientação foi confirmada pelo Plenário deste
Tribunal no julgamento da ADI 2.189-MC, rel. min. Sepúlveda
Pertence (RTJ 173/786), e da ADI 2.196-MC, rel. min. Moreira
Alves (RTJ 175/96).
Contudo, a Primeira Turma desta Suprema Corte, no
julgamento do Recurso Extraordinário 367.094-AgR, rel. min. Sepúlveda Pertence
(DJ de 27.06.2003), considerou legítima a exigência de
contribuição previdenciária de inativos e pensionistas, desde
que a respectiva cobrança se refira a período anterior ao
advento da Emenda Constitucional 20/1998:
‘EMENTA: Contribuição previdenciária: incidência sobre
proventos da inatividade de servidores públicos estaduais (L. est.
7.672/82, do Rio Grande do Sul): constitucionalidade da
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749361.
Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 530005 AGR / SP
seguridade social relativamente a pensionistas e a servidores
inativos da União, regulou, indevidamente, matéria não
autorizada pelo texto da Carta Política, eis que, não obstante
as substanciais modificações introduzidas pela EC n 20/98 no
regime de previdência dos servidores públicos, o Congresso
Nacional absteve-se, conscientemente, no contexto da reforma
do modelo previdenciário, de fixar a necessária matriz
constitucional, cuja instituição se revelava indispensável para
legitimar, em bases válidas, a criação e a incidência dessa
exação tributária sobre o valor das aposentadorias e das pensões.
O regime de previdência de caráter contributivo, a que se
refere o art. 40, caput, da Constituição, na redação dada pela
EC n 20/98, foi instituído, unicamente, em relação “Aos
servidores titulares de cargos efetivos...”, inexistindo,
desse modo, qualquer possibilidade jurídico-constitucional de se
atribuir, a inativos e a pensionistas da União, a condição de
contribuintes da exação prevista na Lei n 9.783/99.
Interpretação do art. 40, §§ 8... e 12, c/c o art. 195, II, da
Constituição, todos com a redação que lhes deu a EC n
20/98.
(...)’
Essa orientação foi confirmada pelo Plenário deste
Tribunal no julgamento da ADI 2.189-MC, rel. min. Sepúlveda
Pertence (RTJ 173/786), e da ADI 2.196-MC, rel. min. Moreira
Alves (RTJ 175/96).
Contudo, a Primeira Turma desta Suprema Corte, no
julgamento do Recurso Extraordinário 367.094-AgR, rel. min. Sepúlveda Pertence
(DJ de 27.06.2003), considerou legítima a exigência de
contribuição previdenciária de inativos e pensionistas, desde
que a respectiva cobrança se refira a período anterior ao
advento da Emenda Constitucional 20/1998:
‘EMENTA: Contribuição previdenciária: incidência sobre
proventos da inatividade de servidores públicos estaduais (L. est.
7.672/82, do Rio Grande do Sul): constitucionalidade da
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
Recurso Extraordinário 530005 AGR / SP
cobrança no período que antecede a EC 20/98: precedente
(ADInMC 1441, Pleno, 28.6.96, Gallotti, DJ de 18.10.96).’
Nesse sentido, ainda, em casos análogos ao presente, Recurso Extraordinário
387.619, rel. min. Gilmar Mendes (DJ de 1....07.2003), e Recurso Extraordinário
387.453, rel. min. Celso de Mello (DJ de 04.08.2003).
Dessa orientação divergiu o acórdão recorrido.
Do exposto, nos termos do art. 557, § 1...-A, do Código de Processo Civil,
conheço e dou provimento ao presente recurso extraordinário,
para julgar parcialmente procedente a ação e condenar o
recorrido a restituir as contribuições eventualmente recolhidas
na vigência da Emenda Constitucional 20/1998, em valores
atualizados, com juros de mora contados a partir do trânsito em
julgado da sentença, conforme dispõe o parágrafo único do art.
167 do Código Tributário Nacional. A parte recorrida arcará
com os ônus da sucumbência.”
2.
O agravante sustenta que “parte do pedido não foi acolhido, o
que acarreta a sucumbência recíproca, nos termos do que dispõe o caput do art.
21 do Código de Processo Civil” (fls. 513).
3.
É o relatório.
3
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cobrança no período que antecede a EC 20/98: precedente
(ADInMC 1441, Pleno, 28.6.96, Gallotti, DJ de 18.10.96).’
Nesse sentido, ainda, em casos análogos ao presente, Recurso Extraordinário
387.619, rel. min. Gilmar Mendes (DJ de 1....07.2003), e Recurso Extraordinário
387.453, rel. min. Celso de Mello (DJ de 04.08.2003).
Dessa orientação divergiu o acórdão recorrido.
Do exposto, nos termos do art. 557, § 1...-A, do Código de Processo Civil,
conheço e dou provimento ao presente recurso extraordinário,
para julgar parcialmente procedente a ação e condenar o
recorrido a restituir as contribuições eventualmente recolhidas
na vigência da Emenda Constitucional 20/1998, em valores
atualizados, com juros de mora contados a partir do trânsito em
julgado da sentença, conforme dispõe o parágrafo único do art.
167 do Código Tributário Nacional. A parte recorrida arcará
com os ônus da sucumbência.”
2.
O agravante sustenta que “parte do pedido não foi acolhido, o
que acarreta a sucumbência recíproca, nos termos do que dispõe o caput do art.
21 do Código de Processo Civil” (fls. 513).
3.
É o relatório.
3
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 530.005 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo não deve ser acolhido. No caso dos autos,
verifica-se que a ação ordinária inicialmente proposta pela parte agravada
objetivava a restituição dos valores descontados, a título de contribuição
previdenciária, apenas na vigência da Emenda Constitucional n 20/1998.
Nas razões de recurso extraordinário, no entanto, a parte ora agravada
faz menção ao período de 15 de dezembro de 1998 a 1... de abril de 2004
(fls. 470), ou seja, indica período posterior à entrada em vigor da Emenda
Constitucional n 41/2003, cuja publicação ocorreu em 31.12.2003. Por
tratar-se de período de apenas três meses, conclui-se que a parte agravada
decaiu de parte mínima do pedido.
Sendo assim, não deve ser aplicado,
à hipótese, como faz crer o agravante, o caput do art. 21 do Código de
Processo Civil, no intuito de serem distribuídas e compensadas entre as
partes as despesas processuais. Permanece, íntegra, portanto, a decisão
ora agravada que determinou a inversão dos ônus sucumbenciais. Nesse
sentido, cito o seguinte precedente:
“RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
VERBA
HONORÁRIA – SUCUMBÊNCIA – Código de Processo Civil, ART. 21, ‘CAPUT’ –
INAPLICABILIDADE
– RECURSO DE AGRAVO
IMPROVIDO.
- Havendo um dos litigantes decaído de parte mínima do
pedido, torna-se inaplicável a norma inscrita no ‘caput’ do art.
21 do Código de Processo Civil, legitimando-se a aplicação do critério excepcional
previsto no parágrafo único desse mesmo dispositivo do
estatuto processual. Precedentes.” (Recurso Extraordinário 682.011-AgR, Rel. Min.
Celso de Mello)
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Supremo Tribunal Federal
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 530.005 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo não deve ser acolhido. No caso dos autos,
verifica-se que a ação ordinária inicialmente proposta pela parte agravada
objetivava a restituição dos valores descontados, a título de contribuição
previdenciária, apenas na vigência da Emenda Constitucional n 20/1998.
Nas razões de recurso extraordinário, no entanto, a parte ora agravada
faz menção ao período de 15 de dezembro de 1998 a 1... de abril de 2004
(fls. 470), ou seja, indica período posterior à entrada em vigor da Emenda
Constitucional n 41/2003, cuja publicação ocorreu em 31.12.2003. Por
tratar-se de período de apenas três meses, conclui-se que a parte agravada
decaiu de parte mínima do pedido.
Sendo assim, não deve ser aplicado,
à hipótese, como faz crer o agravante, o caput do art. 21 do Código de
Processo Civil, no intuito de serem distribuídas e compensadas entre as
partes as despesas processuais. Permanece, íntegra, portanto, a decisão
ora agravada que determinou a inversão dos ônus sucumbenciais. Nesse
sentido, cito o seguinte precedente:
“RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
VERBA
HONORÁRIA – SUCUMBÊNCIA – Código de Processo Civil, ART. 21, ‘CAPUT’ –
INAPLICABILIDADE
– RECURSO DE AGRAVO
IMPROVIDO.
- Havendo um dos litigantes decaído de parte mínima do
pedido, torna-se inaplicável a norma inscrita no ‘caput’ do art.
21 do Código de Processo Civil, legitimando-se a aplicação do critério excepcional
previsto no parágrafo único desse mesmo dispositivo do
estatuto processual. Precedentes.” (Recurso Extraordinário 682.011-AgR, Rel. Min.
Celso de Mello)
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
Recurso Extraordinário 530005 AGR / SP
2.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Recurso Extraordinário 530005 AGR / SP
2.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Extrato de Ata - 09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 530.005
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S) : ILDA DARBELLO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : MARIA APARECIDA DIAS PEREIRA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 9.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 530.005
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S) : ILDA DARBELLO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : MARIA APARECIDA DIAS PEREIRA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 9.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 530 . 005",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 530 . 005",
"ADI 2 . 010",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 530 . 005",
"ADI 2 . 010",
"Recurso Extraordinário 530005 AGR / SP",
"ADI 2 . 189 - MC",
"RTJ 173 / 786",
"ADI 2 . 196 - MC",
"RTJ 175 / 96",
"Recurso Extraordinário 367 . 094 - AgR",
"Recurso Extraordinário 530005 AGR",
"ADI 2 . 189 - MC",
"ADI 2 . 196 - MC",
"Recurso Extraordinário 367 . 094 - AgR",
"Recurso Extraordinário 530005 AGR / SP",
"ADInMC 1441",
"Recurso Extraordinário 387 . 619",
"Recurso Extraordinário 387 . 453",
"Recurso Extraordinário 530005 AGR / SP",
"ADInMC 1441",
"Recurso Extraordinário 387 . 619",
"Recurso Extraordinário 387 . 453",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 530 . 005",
"Recurso Extraordinário 682 . 011 - AgR",
"RECURSO",
"Recurso Extraordinário 682 . 011 - AgR",
"Recurso Extraordinário 530005 AGR / SP",
"Recurso Extraordinário 530005 AGR / SP",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 530 . 005",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 530 . 005"
],
"LEGISLACAO": [
"EMENDA",
"art . 21 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição federal",
"EC 20 / 98",
"EC 41 / 03",
"Emenda Constitucional 20 / 1998",
"CONSTITUIÇÃO",
"Lei n 9 . 783 / 99",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição federal",
"EC 20 / 98",
"EC 41 / 03",
"Emenda Constitucional 20 / 1998",
"CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"Lei n 9 . 783 / 99",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta Política",
"EC n 20 / 98",
"art . 40 , caput , da Constituição",
"EC n 20 / 98",
"Lei n 9 . 783 / 99",
"art . 195 , II , da Constituição",
"EC n 20 / 98",
"Emenda Constitucional 20 / 1998",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta Política",
"EC n 20 / 98",
"art . 40 , caput , da Constituição",
"EC n 20 / 98",
"Lei n 9 . 783 / 99",
"art . 40 , § § 8 . . . e 12 , c / c o art . 195 , II , da Constituição",
"EC n 20 / 98",
"Emenda Constitucional 20 / 1998",
"L",
"est",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"EC 20 / 98",
"art . 557 , § 1 . . . - A , do Código de Processo Civil",
"Emenda",
"Constitucional 20 / 1998",
"parágrafo único do art . 167 do Código Tributário Nacional",
"art . 21 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"EC 20 / 98",
"art . 557 , § 1 . . . - A , do Código de Processo Civil",
"Emenda Constitucional 20 / 1998",
"art . 167 do Código Tributário Nacional",
"art . 21 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Emenda Constitucional n 20 / 1998",
"Emenda Constitucional n 41 / 2003",
". 21 do Código de Processo Civil",
"Código de Processo Civil , ART . 21 , ‘ CAPUT ’",
"caput",
"art . 21 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Emenda Constitucional n 20 / 1998",
"Emenda Constitucional",
"art . 21 do Código de Processo Civil",
"Código de Processo Civil , ART . 21 , ‘ CAPUT ’",
"caput ’ do art . 21 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"Rio Grande do Sul",
"Rio Grande do Sul",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Plenário",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Plenário",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"União",
"Congresso Nacional",
"União",
"Plenário",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"União",
"Congresso Nacional",
"União",
"Plenário",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"’",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"ILDA DARBELLO",
"MARIA APARECIDA DIAS PEREIRA",
"Rosa Weber",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"ILDA DARBELLO",
"MARIA APARECIDA DIAS PEREIRA",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Joaquim Barbosa",
"ROBERTO BARROSO",
"ILDA DARBELLO",
"MARIA APARECIDA DIAS PEREIRA",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Joaquim Barbosa",
"Sepúlveda Pertence",
"Moreira Alves",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"Moreira Alves",
"Sepúlveda Pertence",
"Gilmar Mendes",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Celso de Mello",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Celso de Mello",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Celso de Mello",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"ILDA DARBELLO",
"MARIA APARECIDA DIAS PEREIRA",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"ILDA DARBELLO",
"MARIA APARECIDA DIAS PEREIRA",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"09 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
".",
"06",
".",
"2003",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
".",
"06",
".",
"2003",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"6",
".",
"96",
"18",
".",
"10",
".",
"96",
"1",
".",
".",
".",
".",
"07",
".",
"2003",
"04",
".",
"08",
".",
"2003",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"6",
".",
"96",
"18",
".",
"10",
".",
"96",
"1",
".",
".",
".",
".",
"07",
".",
"2003",
"04",
".",
"08",
".",
"2003",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"15 de dezembro de 1998",
"1",
".",
"31",
".",
"12",
".",
"2003",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"15 de dezembro de 1998",
"1",
". . . de abril de 2004",
"31",
".",
"12",
".",
"2003",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"9",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.577 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:COMPANHIA DE SEGUROS PREVIDÊNCIA DO SUL -
PREVISUL
ADV.(A/S)
:RODRIGO DE QUEIROZ FIONDA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA SOBRE ATIVIDADE DE CORRETAGEM. PRÉVIA
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL: LEI N.
8.212/1991. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA.
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE PENDENTE DE
JULGAMENTO. SOBRESTAMENTO DESNECESSÁRIO. PRESUNÇÃO
DE CONSTITUCIONALIDADE DA LEI ATÉ DECLARAÇÃO EM
CONTRÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 26 de maio de 2015.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
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Relatório
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.577 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:COMPANHIA DE SEGUROS PREVIDÊNCIA DO SUL -
PREVISUL
ADV.(A/S)
:RODRIGO DE QUEIROZ FIONDA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 26.2.2015, proferi decisão no recurso extraordinário interposto
por Companhia de Seguros Previdência do Sul – PREVISUL contra
julgado do Tribunal Regional Federal da Quarta Região, pela qual neguei
seguimento ao recurso quanto à incidência de contribuição previdenciária
sobre a atividade de corretagem e determinei a devolução dos autos à
origem, para observância do art. 543-B da Constituição da República
quanto ao tema em repercussão geral. A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“4. Quanto à discussão sobre a incidência de contribuição
previdenciária sobre atividade de corretagem (art. 22, inc. III, da Lei
n. 8.212/1991), o Tribunal de origem assentou que a circunstância de
o corretor prestar serviços ao segurado não excluiria a prestação do
serviço da seguradora, pelo que seria devida a contribuição
previdenciária:
“Quem efetivamente paga a comissão é a seguradora e, diga-se,
nada mais coerente que aquele que presta o serviço, de forma
autônoma, com profissão regulamentada e sem vínculo empregatício,
receba da empresa seguradora parcela pela venda celebrada como
retribuição aos serviços prestados. Dessarte, resta claro que o corretor
de seguros presta serviços tanto ao segurado quanto à seguradora,
porque serve como intermediário entre o beneficiário e a empresa,
fazendo jus à comissão percebida em razão da intermediação realizada
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26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.577 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:COMPANHIA DE SEGUROS PREVIDÊNCIA DO SUL -
PREVISUL
ADV.(A/S)
:RODRIGO DE QUEIROZ FIONDA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 26.2.2015, proferi decisão no recurso extraordinário interposto
por Companhia de Seguros Previdência do Sul – PREVISUL contra
julgado do Tribunal Regional Federal da Quarta Região, pela qual neguei
seguimento ao recurso quanto à incidência de contribuição previdenciária
sobre a atividade de corretagem e determinei a devolução dos autos à
origem, para observância do art. 543-B da Constituição da República
quanto ao tema em repercussão geral. A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“4. Quanto à discussão sobre a incidência de contribuição
previdenciária sobre atividade de corretagem (art. 22, inc. III, da Lei
n. 8.212/1991), o Tribunal de origem assentou que a circunstância de
o corretor prestar serviços ao segurado não excluiria a prestação do
serviço da seguradora, pelo que seria devida a contribuição
previdenciária:
“Quem efetivamente paga a comissão é a seguradora e, diga-se,
nada mais coerente que aquele que presta o serviço, de forma
autônoma, com profissão regulamentada e sem vínculo empregatício,
receba da empresa seguradora parcela pela venda celebrada como
retribuição aos serviços prestados. Dessarte, resta claro que o corretor
de seguros presta serviços tanto ao segurado quanto à seguradora,
porque serve como intermediário entre o beneficiário e a empresa,
fazendo jus à comissão percebida em razão da intermediação realizada
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
RE 599577 AGR / RS
na celebração dos contratos, incidindo, por conseguinte, a
contribuição social prevista no art. 22, inciso III, da Lei 8.212/91, com
a redação dada pela Lei 9.876/99” (fl. 119).
A apreciação do pleito recursal exigiria a interpretação da
legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei n. 8.212/1991).
Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse
ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso
extraordinário. Assim:
“Agravo regimental em recurso extraordinário. 2.
Previdenciário. Incidência de contribuição previdenciária sobre
atividade de corretagem. 3. Matéria infraconstitucional. Precedentes .
4. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE 798.272-AgR,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe
24.11.2014).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. CORRETORA DE
SEGUROS. INCIDÊNCIA. LEI COMPLEMENTAR Nº 84/1996.
CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. O
debate sobre a incidência de contribuição social sobre os valores
creditados a título de corretagem não encontra repercussão imediata
na Constituição Federal. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal
reenquadrar as atividades prestadas pela agravante para o fim de
exonerá-la do dever de recolher contribuição para a Seguridade.
Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 860.552-AgR,
Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 27.8.2014).
6. Este Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão
geral da questão sobre a constitucionalidade do art. 22, § 1º, da Lei n.
8.212/1991 ao analisar o Recurso Extraordinário n. 598.572, Relator
o Ministro Ricardo Lewandowski (Tema n. 204):
“Contribuição adicional de 2,5% sobre a folha de salários de
instituições financeiras instituída pela Lei n. 8.212/91”.
Reconhecida a repercussão geral do tema, os autos deverão
retornar à origem para se aguardar o julgamento do mérito e, após a
decisão, observar-se o disposto no art. 543-B do Código de Processo
Civil.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário no
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RE 599577 AGR / RS
na celebração dos contratos, incidindo, por conseguinte, a
contribuição social prevista no art. 22, inciso III, da Lei 8.212/91, com
a redação dada pela Lei 9.876/99” (fl. 119).
A apreciação do pleito recursal exigiria a interpretação da
legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei n. 8.212/1991).
Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse
ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso
extraordinário. Assim:
“Agravo regimental em recurso extraordinário. 2.
Previdenciário. Incidência de contribuição previdenciária sobre
atividade de corretagem. 3. Matéria infraconstitucional. Precedentes .
4. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE 798.272-AgR,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe
24.11.2014).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. CORRETORA DE
SEGUROS. INCIDÊNCIA. LEI COMPLEMENTAR Nº 84/1996.
CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. O
debate sobre a incidência de contribuição social sobre os valores
creditados a título de corretagem não encontra repercussão imediata
na Constituição Federal. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal
reenquadrar as atividades prestadas pela agravante para o fim de
exonerá-la do dever de recolher contribuição para a Seguridade.
Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 860.552-AgR,
Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 27.8.2014).
6. Este Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão
geral da questão sobre a constitucionalidade do art. 22, § 1º, da Lei n.
8.212/1991 ao analisar o Recurso Extraordinário n. 598.572, Relator
o Ministro Ricardo Lewandowski (Tema n. 204):
“Contribuição adicional de 2,5% sobre a folha de salários de
instituições financeiras instituída pela Lei n. 8.212/91”.
Reconhecida a repercussão geral do tema, os autos deverão
retornar à origem para se aguardar o julgamento do mérito e, após a
decisão, observar-se o disposto no art. 543-B do Código de Processo
Civil.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário no
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
RE 599577 AGR / RS
ponto em que se discute a incidência de contribuição previdenciária
sobre atividade de corretagem (art. 557, caput, do Código de Processo
Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal
Federal) e determino a devolução destes autos ao Tribunal de origem
para observância do art. 543-B do Código de Processo Civil, nos
termos do art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do
Supremo Tribunal Federal, quanto ao tema de repercussão geral
reconhecida” (fls. 288-292).
2. Publicada essa decisão no DJe de 6.3.2015 (fl. 293), Companhia de
Seguros Previdência do Sul – PREVISUL interpõe, em 12.3.2015,
tempestivamente, agravo regimental (fls. 296-303).
3. A Agravante sustenta que,
“Com fundamento na premissa sumária de que a análise do
pleito recursal exigiria interpretação de matéria infraconstitucional,
foi negado seguimento ao extraordinário na parte em que discutida a
incidência de contribuição previdenciária sobre atividade de
corretagem. (…) No entanto, ainda que a discussão acerca da
contribuição previdenciária incidente sobre os repasses realizados
pelas Seguradoras aos Corretores de Seguros, por conta e ordem dos
Segurados, efetivamente, envolva a análise de legislação
infraconstitucional, é certo que a matéria abrange, também, aspectos
constitucionais de extrema relevância. Não por outra razão, inclusive,
foi ajuizada perante o Supremo Tribunal Federal a Ação Direta de
Inconstitucionalidade nº 4.673, cujo objeto é justamente a exigência
da contribuição previdenciária incidente sobre os repasses realizados
pelas Seguradoras aos corretores de seguros, sob o enfoque
estritamente constitucional da cobrança, caso este ainda pendente de
julgamento pelo Supremo Tribunal Federal. Desse modo, tendo em
vista que a Agravante aduz, desde a exordial a violação dos
mencionados preceitos constitucionais, todos, inclusive,
expressamente abordados pelo r. acórdão recorrido, resta claro que não
merece prosperar o argumento de que a violação aos dispositivos
constitucionais invocados no presente recurso sejam meramente
reflexas” (fl. 298).
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RE 599577 AGR / RS
ponto em que se discute a incidência de contribuição previdenciária
sobre atividade de corretagem (art. 557, caput, do Código de Processo
Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal
Federal) e determino a devolução destes autos ao Tribunal de origem
para observância do art. 543-B do Código de Processo Civil, nos
termos do art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do
Supremo Tribunal Federal, quanto ao tema de repercussão geral
reconhecida” (fls. 288-292).
2. Publicada essa decisão no DJe de 6.3.2015 (fl. 293), Companhia de
Seguros Previdência do Sul – PREVISUL interpõe, em 12.3.2015,
tempestivamente, agravo regimental (fls. 296-303).
3. A Agravante sustenta que,
“Com fundamento na premissa sumária de que a análise do
pleito recursal exigiria interpretação de matéria infraconstitucional,
foi negado seguimento ao extraordinário na parte em que discutida a
incidência de contribuição previdenciária sobre atividade de
corretagem. (…) No entanto, ainda que a discussão acerca da
contribuição previdenciária incidente sobre os repasses realizados
pelas Seguradoras aos Corretores de Seguros, por conta e ordem dos
Segurados, efetivamente, envolva a análise de legislação
infraconstitucional, é certo que a matéria abrange, também, aspectos
constitucionais de extrema relevância. Não por outra razão, inclusive,
foi ajuizada perante o Supremo Tribunal Federal a Ação Direta de
Inconstitucionalidade nº 4.673, cujo objeto é justamente a exigência
da contribuição previdenciária incidente sobre os repasses realizados
pelas Seguradoras aos corretores de seguros, sob o enfoque
estritamente constitucional da cobrança, caso este ainda pendente de
julgamento pelo Supremo Tribunal Federal. Desse modo, tendo em
vista que a Agravante aduz, desde a exordial a violação dos
mencionados preceitos constitucionais, todos, inclusive,
expressamente abordados pelo r. acórdão recorrido, resta claro que não
merece prosperar o argumento de que a violação aos dispositivos
constitucionais invocados no presente recurso sejam meramente
reflexas” (fl. 298).
3
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Relatório
RE 599577 AGR / RS
Pondera que,
“sem a análise global da questão na ADI, a Agravante corre o
risco de ver seu direito violado pela conversão em renda agora dos
valores depositados, mesmo havendo o reconhecimento posterior de
inconstitucionalidade de tal exação em caso semelhante. Sendo assim,
a aplicação da garantia constitucional ora examinada à espécie
evidencia a necessidade do julgamento da ADI preceder ao desta ação
para evitar lesão de direito da Agravante de impossível reparação em
sua plenitude” (fl. 300).
Pleiteia o sobrestamento do presente recurso até o julgamento da
Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 4.673, mas reitera o argumento
de que “a exação em comento não pode ter como fundamento legal o disposto na
alínea ‘a’ do inciso I do artigo 195, uma vez que o repasse da comissão de
corretagem não configura uma contraprestação de serviços recebidos pela
seguradora” (fl. 302).
Requer a reconsideração da decisão agravada, para sobrestar-se este
recurso ou dar-se-lhe provimento.
É o relatório.
4
Supremo Tribunal Federal
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RE 599577 AGR / RS
Pondera que,
“sem a análise global da questão na ADI, a Agravante corre o
risco de ver seu direito violado pela conversão em renda agora dos
valores depositados, mesmo havendo o reconhecimento posterior de
inconstitucionalidade de tal exação em caso semelhante. Sendo assim,
a aplicação da garantia constitucional ora examinada à espécie
evidencia a necessidade do julgamento da ADI preceder ao desta ação
para evitar lesão de direito da Agravante de impossível reparação em
sua plenitude” (fl. 300).
Pleiteia o sobrestamento do presente recurso até o julgamento da
Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 4.673, mas reitera o argumento
de que “a exação em comento não pode ter como fundamento legal o disposto na
alínea ‘a’ do inciso I do artigo 195, uma vez que o repasse da comissão de
corretagem não configura uma contraprestação de serviços recebidos pela
seguradora” (fl. 302).
Requer a reconsideração da decisão agravada, para sobrestar-se este
recurso ou dar-se-lhe provimento.
É o relatório.
4
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.577 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. O Desembargador Federal Relator do recurso no Tribunal a quo
fundamentou o voto nos termos seguintes:
“O cerne da controvérsia está em verificar se os corretores de
seguros prestam serviços para as empresas de seguros ou apenas para
os segurados, donde se analisará a possibilidade de incidência da
contribuição prevista no artigo 22, inciso III, da Lei 8.212/91, com a
redação dada pela Lei 9.876/99, sobre as remunerações pagas aos seus
corretores. Para esse propósito, forçoso atentar, inicialmente, para a
transcrição de alguns dispositivos da Lei 4.594/64, que dispõe sobre a
figura do corretor de seguros: (…) Nesse andar, infere-se que quem
efetivamente paga a comissão é a seguradora e, diga-se, nada mais
coerente que aquele que presta o serviço, de forma autônoma, com
profissão regulamentada e sem vínculo empregatício, receba da
empresa seguradora parcela pela venda celebrada como retribuição aos
serviços prestados. Dessarte, resta claro que o corretor de seguros
presta serviços tanto ao segurado quanto à seguradora, porque serve
como intermediário entre o beneficiário e a empresa, fazendo jus à
comissão percebida em razão da intermediação realizada na celebração
dos contratos, incidindo, por conseguinte, a contribuição social
prevista no art. 22, inciso III, da Lei 8.212/91, com a redação dada
pela Lei 9.876/99” (fls. 118-119).
3. Como afirmado na decisão agravada, decidir de forma diversa do
Tribunal de origem demandaria prévia análise da legislação
infraconstitucional. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido,
seria indireta. Assim, por exemplo:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. CORRETORA DE
SEGUROS. INCIDÊNCIA. LEI COMPLEMENTAR Nº 84/1996.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.577 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. O Desembargador Federal Relator do recurso no Tribunal a quo
fundamentou o voto nos termos seguintes:
“O cerne da controvérsia está em verificar se os corretores de
seguros prestam serviços para as empresas de seguros ou apenas para
os segurados, donde se analisará a possibilidade de incidência da
contribuição prevista no artigo 22, inciso III, da Lei 8.212/91, com a
redação dada pela Lei 9.876/99, sobre as remunerações pagas aos seus
corretores. Para esse propósito, forçoso atentar, inicialmente, para a
transcrição de alguns dispositivos da Lei 4.594/64, que dispõe sobre a
figura do corretor de seguros: (…) Nesse andar, infere-se que quem
efetivamente paga a comissão é a seguradora e, diga-se, nada mais
coerente que aquele que presta o serviço, de forma autônoma, com
profissão regulamentada e sem vínculo empregatício, receba da
empresa seguradora parcela pela venda celebrada como retribuição aos
serviços prestados. Dessarte, resta claro que o corretor de seguros
presta serviços tanto ao segurado quanto à seguradora, porque serve
como intermediário entre o beneficiário e a empresa, fazendo jus à
comissão percebida em razão da intermediação realizada na celebração
dos contratos, incidindo, por conseguinte, a contribuição social
prevista no art. 22, inciso III, da Lei 8.212/91, com a redação dada
pela Lei 9.876/99” (fls. 118-119).
3. Como afirmado na decisão agravada, decidir de forma diversa do
Tribunal de origem demandaria prévia análise da legislação
infraconstitucional. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido,
seria indireta. Assim, por exemplo:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. CORRETORA DE
SEGUROS. INCIDÊNCIA. LEI COMPLEMENTAR Nº 84/1996.
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
RE 599577 AGR / RS
CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. O
debate sobre a incidência de contribuição social sobre os valores
creditados a título de corretagem não encontra repercussão imediata
na Constituição Federal. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal
reenquadrar as atividades prestadas pela agravante para o fim de
exonerá-la do dever de recolher contribuição para a Seguridade.
Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 860.552-AgR,
Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe
27.8.2014).
“Agravo regimental em recurso extraordinário. 2.
Previdenciário. Incidência de contribuição previdenciária sobre
atividade de corretagem. 3. Matéria infraconstitucional. Precedentes .
4. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE 798.272-AgR,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe
24.11.2014).
4. O fato de a constitucionalidade de determinada lei ser
questionada em ação direta não implica necessariamente a
obrigatoriedade de sobrestamento dos recursos pelos quais impugnada a
aplicação da norma questionada. Presume-se sejam as leis constitucionais
até que se prove o contrário com a expressa declaração de
inconstitucionalidade pelo órgão competente na ação pertinente. Esse
entendimento foi adotado pelo Supremo Tribunal Federal em várias
oportunidades. Assim, por exemplo:
“Embora tramite, na Corte, ação direta de inconstitucionalidade
contra o art. 9º da Lei nº 10.684/03, pesa a favor deste dispositivo
presunção de constitucionalidade, razão pela qual ele deve ser aplicado
até que sobrevenha a eventual declaração de inconstitucionalidade”
(HC 86.465, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda
Turma, DJe 29.6.2007).
5. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 599577 AGR / RS
CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. O
debate sobre a incidência de contribuição social sobre os valores
creditados a título de corretagem não encontra repercussão imediata
na Constituição Federal. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal
reenquadrar as atividades prestadas pela agravante para o fim de
exonerá-la do dever de recolher contribuição para a Seguridade.
Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 860.552-AgR,
Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe
27.8.2014).
“Agravo regimental em recurso extraordinário. 2.
Previdenciário. Incidência de contribuição previdenciária sobre
atividade de corretagem. 3. Matéria infraconstitucional. Precedentes .
4. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE 798.272-AgR,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe
24.11.2014).
4. O fato de a constitucionalidade de determinada lei ser
questionada em ação direta não implica necessariamente a
obrigatoriedade de sobrestamento dos recursos pelos quais impugnada a
aplicação da norma questionada. Presume-se sejam as leis constitucionais
até que se prove o contrário com a expressa declaração de
inconstitucionalidade pelo órgão competente na ação pertinente. Esse
entendimento foi adotado pelo Supremo Tribunal Federal em várias
oportunidades. Assim, por exemplo:
“Embora tramite, na Corte, ação direta de inconstitucionalidade
contra o art. 9º da Lei nº 10.684/03, pesa a favor deste dispositivo
presunção de constitucionalidade, razão pela qual ele deve ser aplicado
até que sobrevenha a eventual declaração de inconstitucionalidade”
(HC 86.465, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda
Turma, DJe 29.6.2007).
5. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Extrato de Ata - 26/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.577
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : COMPANHIA DE SEGUROS PREVIDÊNCIA DO SUL - PREVISUL
ADV.(A/S) : RODRIGO DE QUEIROZ FIONDA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 26.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
p/ Maria Silvia Marques dos Santos
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.577
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : COMPANHIA DE SEGUROS PREVIDÊNCIA DO SUL - PREVISUL
ADV.(A/S) : RODRIGO DE QUEIROZ FIONDA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 26.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
p/ Maria Silvia Marques dos Santos
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8686355
| 2015-05-26T00:00:00
| 2015-06-16T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 26.05.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE ATIVIDADE DE CORRETAGEM. PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL: LEI N. 8.212/1991. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE PENDENTE DE JULGAMENTO. SOBRESTAMENTO DESNECESSÁRIO. PRESUNÇÃO DE CONSTITUCIONALIDADE DA LEI ATÉ DECLARAÇÃO EM CONTRÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur308883
|
- Acórdão(s) citado(s):
(LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL)
AI 860552 AgR (1ªT), RE 798272 AgR (2ªT).
(PRESUNÇÃO DE CONSTITUCIONALIDADE)
HC 86465 (2ªT).
Número de páginas: 8.
Análise: 07/07/2015, BMP.
|
CÁRMEN LÚCIA
|
Segunda Turma
|
599577
|
[
"LEG-FED LEI-008212 ANO-1991\n LEI ORDINÁRIA"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 599577 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : COMPANHIA DE SEGUROS PREVIDÊNCIA DO SUL - PREVISUL
ADV.(A/S) : RODRIGO DE QUEIROZ FIONDA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.577 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:COMPANHIA DE SEGUROS PREVIDÊNCIA DO SUL -
PREVISUL
ADV.(A/S)
:RODRIGO DE QUEIROZ FIONDA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA SOBRE ATIVIDADE DE CORRETAGEM. PRÉVIA
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL: LEI N.
8.212/1991. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA.
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE PENDENTE DE
JULGAMENTO. SOBRESTAMENTO DESNECESSÁRIO. PRESUNÇÃO
DE CONSTITUCIONALIDADE DA LEI ATÉ DECLARAÇÃO EM
CONTRÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 26 de maio de 2015.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.577 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:COMPANHIA DE SEGUROS PREVIDÊNCIA DO SUL -
PREVISUL
ADV.(A/S)
:RODRIGO DE QUEIROZ FIONDA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 26.2.2015, proferi decisão no recurso extraordinário interposto
por Companhia de Seguros Previdência do Sul – PREVISUL contra
julgado do Tribunal Regional Federal da Quarta Região, pela qual neguei
seguimento ao recurso quanto à incidência de contribuição previdenciária
sobre a atividade de corretagem e determinei a devolução dos autos à
origem, para observância do art. 543-B da Constituição da República
quanto ao tema em repercussão geral. A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“4. Quanto à discussão sobre a incidência de contribuição
previdenciária sobre atividade de corretagem (art. 22, inc. III, da Lei
n. 8.212/1991), o Tribunal de origem assentou que a circunstância de
o corretor prestar serviços ao segurado não excluiria a prestação do
serviço da seguradora, pelo que seria devida a contribuição
previdenciária:
“Quem efetivamente paga a comissão é a seguradora e, diga-se,
nada mais coerente que aquele que presta o serviço, de forma
autônoma, com profissão regulamentada e sem vínculo empregatício,
receba da empresa seguradora parcela pela venda celebrada como
retribuição aos serviços prestados. Dessarte, resta claro que o corretor
de seguros presta serviços tanto ao segurado quanto à seguradora,
porque serve como intermediário entre o beneficiário e a empresa,
fazendo jus à comissão percebida em razão da intermediação realizada
Supremo Tribunal Federal
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26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.577 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:COMPANHIA DE SEGUROS PREVIDÊNCIA DO SUL -
PREVISUL
ADV.(A/S)
:RODRIGO DE QUEIROZ FIONDA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 26.2.2015, proferi decisão no recurso extraordinário interposto
por Companhia de Seguros Previdência do Sul – PREVISUL contra
julgado do Tribunal Regional Federal da Quarta Região, pela qual neguei
seguimento ao recurso quanto à incidência de contribuição previdenciária
sobre a atividade de corretagem e determinei a devolução dos autos à
origem, para observância do art. 543-B da Constituição da República
quanto ao tema em repercussão geral. A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“4. Quanto à discussão sobre a incidência de contribuição
previdenciária sobre atividade de corretagem (art. 22, inc. III, da Lei
n. 8.212/1991), o Tribunal de origem assentou que a circunstância de
o corretor prestar serviços ao segurado não excluiria a prestação do
serviço da seguradora, pelo que seria devida a contribuição
previdenciária:
“Quem efetivamente paga a comissão é a seguradora e, diga-se,
nada mais coerente que aquele que presta o serviço, de forma
autônoma, com profissão regulamentada e sem vínculo empregatício,
receba da empresa seguradora parcela pela venda celebrada como
retribuição aos serviços prestados. Dessarte, resta claro que o corretor
de seguros presta serviços tanto ao segurado quanto à seguradora,
porque serve como intermediário entre o beneficiário e a empresa,
fazendo jus à comissão percebida em razão da intermediação realizada
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
Recurso Extraordinário 599577 AGR / RS
na celebração dos contratos, incidindo, por conseguinte, a
contribuição social prevista no art. 22, inciso III, da Lei 8.212/91, com
a redação dada pela Lei 9.876/99” (fl. 119).
A apreciação do pleito recursal exigiria a interpretação da
legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei n. 8.212/1991).
Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse
ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso
extraordinário. Assim:
“Agravo regimental em recurso extraordinário. 2.
Previdenciário. Incidência de contribuição previdenciária sobre
atividade de corretagem. 3. Matéria infraconstitucional. Precedentes .
4. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 798.272-AgR,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe
24.11.2014).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. CORRETORA DE
SEGUROS. INCIDÊNCIA. LEI COMPLEMENTAR n 84/1996.
CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. O
debate sobre a incidência de contribuição social sobre os valores
creditados a título de corretagem não encontra repercussão imediata
na Constituição Federal. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal
reenquadrar as atividades prestadas pela agravante para o fim de
exonerá-la do dever de recolher contribuição para a Seguridade.
Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 860.552-AgR,
Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 27.8.2014).
6. Este Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão
geral da questão sobre a constitucionalidade do art. 22, § 1..., da Lei n.
8.212/1991 ao analisar o Recurso Extraordinário n. 598.572, Relator
o Ministro Ricardo Lewandowski (Tema n. 204):
“Contribuição adicional de 2,5% sobre a folha de salários de
instituições financeiras instituída pela Lei n. 8.212/91”.
Reconhecida a repercussão geral do tema, os autos deverão
retornar à origem para se aguardar o julgamento do mérito e, após a
decisão, observar-se o disposto no art. 543-B do Código de Processo
Civil.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário no
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 599577 AGR / RS
na celebração dos contratos, incidindo, por conseguinte, a
contribuição social prevista no art. 22, inciso III, da Lei 8.212/91, com
a redação dada pela Lei 9.876/99” (fl. 119).
A apreciação do pleito recursal exigiria a interpretação da
legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei n. 8.212/1991).
Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse
ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso
extraordinário. Assim:
“Agravo regimental em recurso extraordinário. 2.
Previdenciário. Incidência de contribuição previdenciária sobre
atividade de corretagem. 3. Matéria infraconstitucional. Precedentes .
4. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 798.272-AgR,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe
24.11.2014).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. CORRETORA DE
SEGUROS. INCIDÊNCIA. LEI COMPLEMENTAR n 84/1996.
CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. O
debate sobre a incidência de contribuição social sobre os valores
creditados a título de corretagem não encontra repercussão imediata
na Constituição Federal. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal
reenquadrar as atividades prestadas pela agravante para o fim de
exonerá-la do dever de recolher contribuição para a Seguridade.
Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 860.552-AgR,
Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 27.8.2014).
6. Este Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão
geral da questão sobre a constitucionalidade do art. 22, § 1..., da Lei n.
8.212/1991 ao analisar o Recurso Extraordinário n. 598.572, Relator
o Ministro Ricardo Lewandowski (Tema n. 204):
“Contribuição adicional de 2,5% sobre a folha de salários de
instituições financeiras instituída pela Lei n. 8.212/91”.
Reconhecida a repercussão geral do tema, os autos deverão
retornar à origem para se aguardar o julgamento do mérito e, após a
decisão, observar-se o disposto no art. 543-B do Código de Processo
Civil.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário no
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
Recurso Extraordinário 599577 AGR / RS
ponto em que se discute a incidência de contribuição previdenciária
sobre atividade de corretagem (art. 557, caput, do Código de Processo
Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal
Federal) e determino a devolução destes autos ao Tribunal de origem
para observância do art. 543-B do Código de Processo Civil, nos
termos do art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do
Supremo Tribunal Federal, quanto ao tema de repercussão geral
reconhecida” (fls. 288-292).
2. Publicada essa decisão no DJe de 6.3.2015 (fl. 293), Companhia de
Seguros Previdência do Sul – PREVISUL interpõe, em 12.3.2015,
tempestivamente, agravo regimental (fls. 296-303).
3. A Agravante sustenta que,
“Com fundamento na premissa sumária de que a análise do
pleito recursal exigiria interpretação de matéria infraconstitucional,
foi negado seguimento ao extraordinário na parte em que discutida a
incidência de contribuição previdenciária sobre atividade de
corretagem. (…) No entanto, ainda que a discussão acerca da
contribuição previdenciária incidente sobre os repasses realizados
pelas Seguradoras aos Corretores de Seguros, por conta e ordem dos
Segurados, efetivamente, envolva a análise de legislação
infraconstitucional, é certo que a matéria abrange, também, aspectos
constitucionais de extrema relevância. Não por outra razão, inclusive,
foi ajuizada perante o Supremo Tribunal Federal a Ação Direta de
Inconstitucionalidade n 4.673, cujo objeto é justamente a exigência
da contribuição previdenciária incidente sobre os repasses realizados
pelas Seguradoras aos corretores de seguros, sob o enfoque
estritamente constitucional da cobrança, caso este ainda pendente de
julgamento pelo Supremo Tribunal Federal. Desse modo, tendo em
vista que a Agravante aduz, desde a exordial a violação dos
mencionados preceitos constitucionais, todos, inclusive,
expressamente abordados pelo r. acórdão recorrido, resta claro que não
merece prosperar o argumento de que a violação aos dispositivos
constitucionais invocados no presente recurso sejam meramente
reflexas” (fl. 298).
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 599577 AGR / RS
ponto em que se discute a incidência de contribuição previdenciária
sobre atividade de corretagem (art. 557, caput, do Código de Processo
Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal
Federal) e determino a devolução destes autos ao Tribunal de origem
para observância do art. 543-B do Código de Processo Civil, nos
termos do art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do
Supremo Tribunal Federal, quanto ao tema de repercussão geral
reconhecida” (fls. 288-292).
2. Publicada essa decisão no DJe de 6.3.2015 (fl. 293), Companhia de
Seguros Previdência do Sul – PREVISUL interpõe, em 12.3.2015,
tempestivamente, agravo regimental (fls. 296-303).
3. A Agravante sustenta que,
“Com fundamento na premissa sumária de que a análise do
pleito recursal exigiria interpretação de matéria infraconstitucional,
foi negado seguimento ao extraordinário na parte em que discutida a
incidência de contribuição previdenciária sobre atividade de
corretagem. (…) No entanto, ainda que a discussão acerca da
contribuição previdenciária incidente sobre os repasses realizados
pelas Seguradoras aos Corretores de Seguros, por conta e ordem dos
Segurados, efetivamente, envolva a análise de legislação
infraconstitucional, é certo que a matéria abrange, também, aspectos
constitucionais de extrema relevância. Não por outra razão, inclusive,
foi ajuizada perante o Supremo Tribunal Federal a Ação Direta de
Inconstitucionalidade n 4.673, cujo objeto é justamente a exigência
da contribuição previdenciária incidente sobre os repasses realizados
pelas Seguradoras aos corretores de seguros, sob o enfoque
estritamente constitucional da cobrança, caso este ainda pendente de
julgamento pelo Supremo Tribunal Federal. Desse modo, tendo em
vista que a Agravante aduz, desde a exordial a violação dos
mencionados preceitos constitucionais, todos, inclusive,
expressamente abordados pelo r. acórdão recorrido, resta claro que não
merece prosperar o argumento de que a violação aos dispositivos
constitucionais invocados no presente recurso sejam meramente
reflexas” (fl. 298).
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Relatório
Recurso Extraordinário 599577 AGR / RS
Pondera que,
“sem a análise global da questão na ADI, a Agravante corre o
risco de ver seu direito violado pela conversão em renda agora dos
valores depositados, mesmo havendo o reconhecimento posterior de
inconstitucionalidade de tal exação em caso semelhante. Sendo assim,
a aplicação da garantia constitucional ora examinada à espécie
evidencia a necessidade do julgamento da ADI preceder ao desta ação
para evitar lesão de direito da Agravante de impossível reparação em
sua plenitude” (fl. 300).
Pleiteia o sobrestamento do presente recurso até o julgamento da
Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 4.673, mas reitera o argumento
de que “a exação em comento não pode ter como fundamento legal o disposto na
alínea ‘a’ do inciso I do artigo 195, uma vez que o repasse da comissão de
corretagem não configura uma contraprestação de serviços recebidos pela
seguradora” (fl. 302).
Requer a reconsideração da decisão agravada, para sobrestar-se este
recurso ou dar-se-lhe provimento.
É o relatório.
4
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 599577 AGR / RS
Pondera que,
“sem a análise global da questão na ADI, a Agravante corre o
risco de ver seu direito violado pela conversão em renda agora dos
valores depositados, mesmo havendo o reconhecimento posterior de
inconstitucionalidade de tal exação em caso semelhante. Sendo assim,
a aplicação da garantia constitucional ora examinada à espécie
evidencia a necessidade do julgamento da ADI preceder ao desta ação
para evitar lesão de direito da Agravante de impossível reparação em
sua plenitude” (fl. 300).
Pleiteia o sobrestamento do presente recurso até o julgamento da
Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 4.673, mas reitera o argumento
de que “a exação em comento não pode ter como fundamento legal o disposto na
alínea ‘a’ do inciso I do artigo 195, uma vez que o repasse da comissão de
corretagem não configura uma contraprestação de serviços recebidos pela
seguradora” (fl. 302).
Requer a reconsideração da decisão agravada, para sobrestar-se este
recurso ou dar-se-lhe provimento.
É o relatório.
4
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.577 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. O Desembargador Federal Relator do recurso no Tribunal a quo
fundamentou o voto nos termos seguintes:
“O cerne da controvérsia está em verificar se os corretores de
seguros prestam serviços para as empresas de seguros ou apenas para
os segurados, donde se analisará a possibilidade de incidência da
contribuição prevista no artigo 22, inciso III, da Lei 8.212/91, com a
redação dada pela Lei 9.876/99, sobre as remunerações pagas aos seus
corretores. Para esse propósito, forçoso atentar, inicialmente, para a
transcrição de alguns dispositivos da Lei 4.594/64, que dispõe sobre a
figura do corretor de seguros: (…) Nesse andar, infere-se que quem
efetivamente paga a comissão é a seguradora e, diga-se, nada mais
coerente que aquele que presta o serviço, de forma autônoma, com
profissão regulamentada e sem vínculo empregatício, receba da
empresa seguradora parcela pela venda celebrada como retribuição aos
serviços prestados. Dessarte, resta claro que o corretor de seguros
presta serviços tanto ao segurado quanto à seguradora, porque serve
como intermediário entre o beneficiário e a empresa, fazendo jus à
comissão percebida em razão da intermediação realizada na celebração
dos contratos, incidindo, por conseguinte, a contribuição social
prevista no art. 22, inciso III, da Lei 8.212/91, com a redação dada
pela Lei 9.876/99” (fls. 118-119).
3. Como afirmado na decisão agravada, decidir de forma diversa do
Tribunal de origem demandaria prévia análise da legislação
infraconstitucional. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido,
seria indireta. Assim, por exemplo:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. CORRETORA DE
SEGUROS. INCIDÊNCIA. LEI COMPLEMENTAR n 84/1996.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8632420.
Supremo Tribunal Federal
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.577 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. O Desembargador Federal Relator do recurso no Tribunal a quo
fundamentou o voto nos termos seguintes:
“O cerne da controvérsia está em verificar se os corretores de
seguros prestam serviços para as empresas de seguros ou apenas para
os segurados, donde se analisará a possibilidade de incidência da
contribuição prevista no artigo 22, inciso III, da Lei 8.212/91, com a
redação dada pela Lei 9.876/99, sobre as remunerações pagas aos seus
corretores. Para esse propósito, forçoso atentar, inicialmente, para a
transcrição de alguns dispositivos da Lei 4.594/64, que dispõe sobre a
figura do corretor de seguros: (…) Nesse andar, infere-se que quem
efetivamente paga a comissão é a seguradora e, diga-se, nada mais
coerente que aquele que presta o serviço, de forma autônoma, com
profissão regulamentada e sem vínculo empregatício, receba da
empresa seguradora parcela pela venda celebrada como retribuição aos
serviços prestados. Dessarte, resta claro que o corretor de seguros
presta serviços tanto ao segurado quanto à seguradora, porque serve
como intermediário entre o beneficiário e a empresa, fazendo jus à
comissão percebida em razão da intermediação realizada na celebração
dos contratos, incidindo, por conseguinte, a contribuição social
prevista no art. 22, inciso III, da Lei 8.212/91, com a redação dada
pela Lei 9.876/99” (fls. 118-119).
3. Como afirmado na decisão agravada, decidir de forma diversa do
Tribunal de origem demandaria prévia análise da legislação
infraconstitucional. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido,
seria indireta. Assim, por exemplo:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. CORRETORA DE
SEGUROS. INCIDÊNCIA. LEI COMPLEMENTAR n 84/1996.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
Recurso Extraordinário 599577 AGR / RS
CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. O
debate sobre a incidência de contribuição social sobre os valores
creditados a título de corretagem não encontra repercussão imediata
na Constituição Federal. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal
reenquadrar as atividades prestadas pela agravante para o fim de
exonerá-la do dever de recolher contribuição para a Seguridade.
Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 860.552-AgR,
Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe
27.8.2014).
“Agravo regimental em recurso extraordinário. 2.
Previdenciário. Incidência de contribuição previdenciária sobre
atividade de corretagem. 3. Matéria infraconstitucional. Precedentes .
4. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 798.272-AgR,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe
24.11.2014).
4. O fato de a constitucionalidade de determinada lei ser
questionada em ação direta não implica necessariamente a
obrigatoriedade de sobrestamento dos recursos pelos quais impugnada a
aplicação da norma questionada. Presume-se sejam as leis constitucionais
até que se prove o contrário com a expressa declaração de
inconstitucionalidade pelo órgão competente na ação pertinente. Esse
entendimento foi adotado pelo Supremo Tribunal Federal em várias
oportunidades. Assim, por exemplo:
“Embora tramite, na Corte, ação direta de inconstitucionalidade
contra o art. 9... da Lei n 10.684/03, pesa a favor deste dispositivo
presunção de constitucionalidade, razão pela qual ele deve ser aplicado
até que sobrevenha a eventual declaração de inconstitucionalidade”
(HC 86.465, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda
Turma, DJe 29.6.2007).
5. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Recurso Extraordinário 599577 AGR / RS
CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. O
debate sobre a incidência de contribuição social sobre os valores
creditados a título de corretagem não encontra repercussão imediata
na Constituição Federal. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal
reenquadrar as atividades prestadas pela agravante para o fim de
exonerá-la do dever de recolher contribuição para a Seguridade.
Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 860.552-AgR,
Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe
27.8.2014).
“Agravo regimental em recurso extraordinário. 2.
Previdenciário. Incidência de contribuição previdenciária sobre
atividade de corretagem. 3. Matéria infraconstitucional. Precedentes .
4. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 798.272-AgR,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe
24.11.2014).
4. O fato de a constitucionalidade de determinada lei ser
questionada em ação direta não implica necessariamente a
obrigatoriedade de sobrestamento dos recursos pelos quais impugnada a
aplicação da norma questionada. Presume-se sejam as leis constitucionais
até que se prove o contrário com a expressa declaração de
inconstitucionalidade pelo órgão competente na ação pertinente. Esse
entendimento foi adotado pelo Supremo Tribunal Federal em várias
oportunidades. Assim, por exemplo:
“Embora tramite, na Corte, ação direta de inconstitucionalidade
contra o art. 9... da Lei n 10.684/03, pesa a favor deste dispositivo
presunção de constitucionalidade, razão pela qual ele deve ser aplicado
até que sobrevenha a eventual declaração de inconstitucionalidade”
(HC 86.465, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda
Turma, DJe 29.6.2007).
5. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Extrato de Ata - 26/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.577
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : COMPANHIA DE SEGUROS PREVIDÊNCIA DO SUL - PREVISUL
ADV.(A/S) : RODRIGO DE QUEIROZ FIONDA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 26.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
p/ Maria Silvia Marques dos Santos
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599.577
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : COMPANHIA DE SEGUROS PREVIDÊNCIA DO SUL - PREVISUL
ADV.(A/S) : RODRIGO DE QUEIROZ FIONDA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 26.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
p/ Maria Silvia Marques dos Santos
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599 . 577",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599 . 577",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599 . 577",
"Recurso Extraordinário 599577 AGR",
"Recurso Extraordinário 798 . 272 - AgR",
"AI 860 . 552 - AgR",
"Recurso Extraordinário n . 598 . 572",
"Recurso Extraordinário 599577 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário 798 . 272 - AgR",
"AI 860 . 552 - AgR",
"Recurso Extraordinário n . 598 . 572",
"Recurso Extraordinário 599577 AGR / RS",
"Ação Direta de Inconstitucionalidade n 4 . 673",
"Recurso Extraordinário 599577 AGR / RS",
"Ação Direta de Inconstitucionalidade n 4 . 673",
"Recurso Extraordinário 599577",
"Ação Direta de Inconstitucionalidade n . 4 . 673",
"Recurso Extraordinário 599577",
"Ação Direta de Inconstitucionalidade n . 4 . 673",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599 . 577",
"Recurso Extraordinário 599577 AGR / RS",
"AI 860 . 552 - AgR",
"Recurso Extraordinário 798 . 272 - AgR",
"HC 86 . 465",
"Recurso Extraordinário 599577",
"AI 860 . 552 - AgR",
"Recurso Extraordinário 798 . 272 - AgR",
"HC 86 . 465",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 599 . 577"
],
"LEGISLACAO": [
"LEI N . 8 . 212 / 1991",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - B da Constituição da República",
"art . 22 , inc . III , da Lei n . 8 . 212 / 1991",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - B da Constituição da República",
"art . 22 , inc . III , da Lei n . 8 . 212 / 1991",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 22 , inciso III , da Lei 8 . 212 / 91",
"Lei 9 . 876 / 99",
"Lei n . 8 . 212 / 1991",
"Constituição da República",
"LEI COMPLEMENTAR n 84 / 1996",
"Constituição Federal",
"art . 22 , § 1 . . . , da Lei n . 8 . 212 / 1991",
"Lei n . 8 . 212 / 91",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 22 , inciso III , da Lei 8 . 212 / 91",
"Lei 9 . 876 / 99",
"Lei n . 8 . 212 / 1991",
"Constituição da República",
"LEI COMPLEMENTAR n 84 / 1996",
"Constituição Federal",
"§ 1 . . . , da",
"Lei n . 8 . 212 / 1991",
"Lei n . 8 . 212 / 91",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 557 , caput , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"art . 328 , parágrafo único , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 557 , caput , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"art . 328 , parágrafo único , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 22 , inciso III , da Lei 8 . 212 / 91",
"Lei 9 . 876 / 99",
"Lei 4 . 594 / 64",
"art . 22 , inciso III , da Lei 8 . 212 / 91",
"Lei 9 . 876 / 99",
"LEI COMPLEMENTAR n 84 / 1996",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 22 , inciso III , da Lei 8 . 212 / 91",
"Lei 9 . 876 / 99",
"Lei 4 . 594 / 64",
"art . 22 , inciso III , da Lei 8 . 212 / 91",
"Lei 9 . 876 / 99",
"LEI COMPLEMENTAR n 84 / 1996",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"art . 9 . . . da Lei n 10 . 684 / 03",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"art . 9 . . . da Lei n 10 . 684 / 03",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"COMPANHIA DE SEGUROS",
"PREVIDÊNCIA DO",
"PREVISUL",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"COMPANHIA DE SEGUROS",
"PREVIDÊNCIA DO SUL",
"PREVISUL",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"FAZENDA",
"Companhia de Seguros Previdência do Sul",
"PREVISUL",
"Tribunal Regional Federal da Quarta Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"COMPANHIA DE SEGUROS",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Companhia de Seguros Previdência do Sul",
"PREVISUL",
"Tribunal Regional Federal da Quarta Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Companhia de Seguros Previdência do Sul",
"PREVISUL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Companhia de Seguros Previdência do Sul",
"PREVISUL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"AGR",
"/",
"RS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"AGR",
"/",
"RS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"AGR",
"/",
"RS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"COMPANHIA DE SEGUROS PREVIDÊNCIA DO SUL",
"PREVISUL",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Infra",
"-",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"COMPANHIA DE SEGUROS PREVIDÊNCIA DO SUL",
"PREVISUL",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CÁRMEN LÚCIA",
"RODRIGO DE QUEIROZ FIONDA",
"Dias Toffoli",
"CÁRMEN LÚCIA",
"RODRIGO DE QUEIROZ FIONDA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"RODRIGO DE QUEIROZ FIONDA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Gilmar Mendes",
"Roberto Barroso",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Roberto Barroso",
"Ricardo Lewandowski",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Roberto Barroso",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Roberto Barroso",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"CÁRMEN LÚCIA",
"RODRIGO DE QUEIROZ FIONDA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Deborah Duprat",
"CÁRMEN LÚCIA",
"RODRIGO DE QUEIROZ",
"FIONDA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Deborah Duprat"
],
"TEMPO": [
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"26 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"26",
".",
"2",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"26",
".",
"2",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
".",
"11",
".",
"2014",
"27",
".",
"8",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
".",
"11",
".",
"2014",
"27",
".",
"8",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
".",
"3",
".",
"2015",
"12",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
".",
"3",
".",
"2015",
"12",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
".",
"8",
".",
"2014",
"24",
".",
"11",
".",
"2014",
"29",
".",
"6",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
".",
"8",
".",
"2014",
"24",
".",
"11",
".",
"2014",
"29",
".",
"6",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"26",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.836
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE SERRA TALHADA
ADV.(A/S)
:MOACIR
ALFREDO
GUIMARÃES
NETO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
EMENTA
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo.
Prequestionamento. Não ocorrência. Prequestionamento implícito.
Inadmissibilidade. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF.
Procedimento de retenção de contribuição previdenciária. Fundo de
Participação dos Municípios. Debate infraconstitucional. Afronta
reflexa.
1. A Corte não admite a tese do chamado prequestionamento
implícito, sendo certo que, caso a questão constitucional não tenha sido
apreciada pelo Tribunal a quo, é necessária e indispensável a oposição de
embargos de declaração, os quais devem trazer a discussão da matéria a
ser prequestionada, a fim de possibilitar ao Tribunal de origem a
apreciação do ponto sob o ângulo constitucional.
2. Para se ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria
necessário reexaminar a controvérsia à luz da legislação
infraconstitucional de regência (Leis nºs 8.212/91; 11.941/09; Decreto
3.048/99 e IN MPS/SRP nº 3/05). A ofensa ao texto constitucional seria,
caso ocorresse, apenas indireta ou reflexa, o que é insuficiente para
amparar o apelo extremo.
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
ARE 772836 AGR / PE
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 26 de maio de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 772836 AGR / PE
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 26 de maio de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Relatório
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.836
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE SERRA TALHADA
ADV.(A/S)
:MOACIR
ALFREDO
GUIMARÃES
NETO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Trata-se de agravo interposto contra decisão por mim proferida nos
seguintes termos:
“Trata-se de agravo contra decisão que não admitiu
recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos
artigos 5º, II e XXXIII, 37, caput, e 84, IV, da Constituição
Federal.
Insurge-se contra a forma de retenção de parcela referente
ao fundo de participação dos municípios que é recolhida nos
ditames do art. 14-D da Lei nº 11.941/09.
Decido.
A irresignação não merece prosperar, haja vista que os
dispositivos constitucionais indicados como violados no recurso
extraordinário carecem do necessário prequestionamento,
sendo certo que não foram opostos embargos de declaração
para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na
espécie os enunciados das Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte.
Mesmo que assim não o fosse, para ultrapassar o
entendimento do Tribunal de origem seria necessário o reexame
da legislação infraconstitucional de regência (Lei nº 11.941/09).
Eventual ofensa ao texto constitucional seria, caso ocorresse,
apenas indireta ou reflexa, o que é insuficiente para ampara o
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26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.836
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE SERRA TALHADA
ADV.(A/S)
:MOACIR
ALFREDO
GUIMARÃES
NETO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Trata-se de agravo interposto contra decisão por mim proferida nos
seguintes termos:
“Trata-se de agravo contra decisão que não admitiu
recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos
artigos 5º, II e XXXIII, 37, caput, e 84, IV, da Constituição
Federal.
Insurge-se contra a forma de retenção de parcela referente
ao fundo de participação dos municípios que é recolhida nos
ditames do art. 14-D da Lei nº 11.941/09.
Decido.
A irresignação não merece prosperar, haja vista que os
dispositivos constitucionais indicados como violados no recurso
extraordinário carecem do necessário prequestionamento,
sendo certo que não foram opostos embargos de declaração
para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na
espécie os enunciados das Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte.
Mesmo que assim não o fosse, para ultrapassar o
entendimento do Tribunal de origem seria necessário o reexame
da legislação infraconstitucional de regência (Lei nº 11.941/09).
Eventual ofensa ao texto constitucional seria, caso ocorresse,
apenas indireta ou reflexa, o que é insuficiente para ampara o
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Relatório
ARE 772836 AGR / PE
apelo extremo. Nesse sentido:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA. FUNDO DE PARTICIPAÇÃO DOS
MUNICÍPIOS – FPM. SISTEMÁTICA DE RETENÇÃO.
INFORMAÇÕES PERTINENTES À COMPOSIÇÃO
DAS
RETENÇÕES.
INTERPRETAÇÃO
DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA
INDIRETA. ALEGADA OFENSA AO PRINCÍPIO DA
LEGALIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 636 DO STF.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO. I – É inadmissível o recurso
extraordinário quando sua análise implica rever a
interpretação de legislação infraconstitucional que
fundamenta a decisão a quo. A afronta à Constituição, se
ocorrente, seria apenas indireta. Precedentes. II – Este
Tribunal entende não ser cabível a interposição de recurso
extraordinário por contrariedade ao princípio da
legalidade quando a verificação da ofensa envolva a
reapreciação de interpretação dada a normas
infraconstitucionais pelo Tribunal de origem (Súmula 636
do STF). III – Agravo regimental a que se nega
provimento’ (RE nº 812.824/PE-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 15/8/14
– grifei).
‘DIREITO TRIBUTÁRIO. PROCEDIMENTO DE
RETENÇÃO DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.
FUNDO DE PARTICIPAÇÃO DOS MUNICÍPIOS.
DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL.
EVENTUAL
VIOLAÇÃO
REFLEXA
DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O
MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM
22.06.2011. A suposta ofensa à Constituição Federal
2
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ARE 772836 AGR / PE
apelo extremo. Nesse sentido:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA. FUNDO DE PARTICIPAÇÃO DOS
MUNICÍPIOS – FPM. SISTEMÁTICA DE RETENÇÃO.
INFORMAÇÕES PERTINENTES À COMPOSIÇÃO
DAS
RETENÇÕES.
INTERPRETAÇÃO
DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA
INDIRETA. ALEGADA OFENSA AO PRINCÍPIO DA
LEGALIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 636 DO STF.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO. I – É inadmissível o recurso
extraordinário quando sua análise implica rever a
interpretação de legislação infraconstitucional que
fundamenta a decisão a quo. A afronta à Constituição, se
ocorrente, seria apenas indireta. Precedentes. II – Este
Tribunal entende não ser cabível a interposição de recurso
extraordinário por contrariedade ao princípio da
legalidade quando a verificação da ofensa envolva a
reapreciação de interpretação dada a normas
infraconstitucionais pelo Tribunal de origem (Súmula 636
do STF). III – Agravo regimental a que se nega
provimento’ (RE nº 812.824/PE-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 15/8/14
– grifei).
‘DIREITO TRIBUTÁRIO. PROCEDIMENTO DE
RETENÇÃO DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.
FUNDO DE PARTICIPAÇÃO DOS MUNICÍPIOS.
DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL.
EVENTUAL
VIOLAÇÃO
REFLEXA
DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O
MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM
22.06.2011. A suposta ofensa à Constituição Federal
2
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Relatório
ARE 772836 AGR / PE
somente poderia ser constatada a partir da análise da
legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão
de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do
recurso extraordinário As razões do agravo regimental
não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a
decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não
provido’ (ARE nº 781.230/PE-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 4/4/14 – grifei).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.”
O Município recorrente sustenta ter havido prequestionamento
implícito da matéria e que a afronta ao texto constitucional seria direta, e
não reflexa, como constou da decisão agravada.
É o relatório.
3
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ARE 772836 AGR / PE
somente poderia ser constatada a partir da análise da
legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão
de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do
recurso extraordinário As razões do agravo regimental
não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a
decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não
provido’ (ARE nº 781.230/PE-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 4/4/14 – grifei).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.”
O Município recorrente sustenta ter havido prequestionamento
implícito da matéria e que a afronta ao texto constitucional seria direta, e
não reflexa, como constou da decisão agravada.
É o relatório.
3
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.836
PERNAMBUCO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O recurso não merece prosperar, pois o agravante não aduziu
argumentos capazes de infirmar o que restou decidido.
Com efeito, os dispositivos constitucionais indicados como violados
no recurso extraordinário carecem do necessário prequestionamento,
sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar
eventual omissão no acórdão recorrido, o que, por si só, já é suficiente
para a manutenção da decisão agravada. Incidem na espécie os
enunciados das Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte.
É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar
que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido
tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados
pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha
versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não
ocorreu no caso em tela.
Ressalte-se, ainda, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no
sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do
acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que
permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo
constitucional.
Por fim, registro que a Corte não admite a tese do chamado
prequestionamento implícito.
Sobre o tema, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL PENAL.
AUSÊNCIA DE prequestionamento: SÚMULA N. 282 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INADMISSIBILIDADE DO
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Supremo Tribunal Federal
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.836
PERNAMBUCO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O recurso não merece prosperar, pois o agravante não aduziu
argumentos capazes de infirmar o que restou decidido.
Com efeito, os dispositivos constitucionais indicados como violados
no recurso extraordinário carecem do necessário prequestionamento,
sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar
eventual omissão no acórdão recorrido, o que, por si só, já é suficiente
para a manutenção da decisão agravada. Incidem na espécie os
enunciados das Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte.
É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar
que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido
tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados
pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha
versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não
ocorreu no caso em tela.
Ressalte-se, ainda, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no
sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do
acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que
permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo
constitucional.
Por fim, registro que a Corte não admite a tese do chamado
prequestionamento implícito.
Sobre o tema, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL PENAL.
AUSÊNCIA DE prequestionamento: SÚMULA N. 282 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INADMISSIBILIDADE DO
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 772836 AGR / PE
prequestionamento IMPLÍCITO. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 860.087/GO-AgR,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
5/3/15).
“Agravo regimental no recurso extraordinário.
prequestionamento. Incidência da Súmula 282/STF.
prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. 1. A simples
afirmação de que os dispositivos constitucionais suscitados nas
razões e contrarrazões de apelação estariam prequestionados
não é suficiente para considerar prequestionada a matéria
constitucional suscitada no recurso extraordinário. É necessário
a oposição de embargos de declaração. Incide, no caso, a
Súmula nº 282/STF. 2. A Corte não admite a tese do chamado
prequestionamento implícito, sendo certo que, caso a questão
constitucional não tenha sido apreciada pelo Tribunal a quo , é
necessária e indispensável a oposição de embargos de
declaração, os quais devem trazer a discussão da matéria a ser
prequestionada, a fim de possibilitar ao Tribunal de origem a
apreciação do ponto sob o ângulo constitucional. 3. Agravo
regimental não provido (RE nº 764.652/SC-AgR, Primeira
Turma, de minha relatoria, DJe de 2/5/15).
Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação
de ofensa ao art. 5º, LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de
prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no
julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à
oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a
que se nega provimento (RE nº 411.859/MS-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 772836 AGR / PE
prequestionamento IMPLÍCITO. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 860.087/GO-AgR,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
5/3/15).
“Agravo regimental no recurso extraordinário.
prequestionamento. Incidência da Súmula 282/STF.
prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. 1. A simples
afirmação de que os dispositivos constitucionais suscitados nas
razões e contrarrazões de apelação estariam prequestionados
não é suficiente para considerar prequestionada a matéria
constitucional suscitada no recurso extraordinário. É necessário
a oposição de embargos de declaração. Incide, no caso, a
Súmula nº 282/STF. 2. A Corte não admite a tese do chamado
prequestionamento implícito, sendo certo que, caso a questão
constitucional não tenha sido apreciada pelo Tribunal a quo , é
necessária e indispensável a oposição de embargos de
declaração, os quais devem trazer a discussão da matéria a ser
prequestionada, a fim de possibilitar ao Tribunal de origem a
apreciação do ponto sob o ângulo constitucional. 3. Agravo
regimental não provido (RE nº 764.652/SC-AgR, Primeira
Turma, de minha relatoria, DJe de 2/5/15).
Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação
de ofensa ao art. 5º, LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de
prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no
julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à
oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a
que se nega provimento (RE nº 411.859/MS-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Extrato de Ata - 26/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.836
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SERRA TALHADA
ADV.(A/S) : MOACIR ALFREDO GUIMARÃES NETO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 26.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
p/ Maria Silvia Marques dos Santos
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.836
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SERRA TALHADA
ADV.(A/S) : MOACIR ALFREDO GUIMARÃES NETO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 26.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
p/ Maria Silvia Marques dos Santos
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8713075
| 2015-05-26T00:00:00
| 2015-06-19T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 26.05.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento. Não ocorrência. Prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. Procedimento de retenção de contribuição previdenciária. Fundo de Participação dos Municípios. Debate infraconstitucional. Afronta reflexa.
1. A Corte não admite a tese do chamado prequestionamento implícito, sendo certo que, caso a questão constitucional não tenha sido apreciada pelo Tribunal a quo, é necessária e indispensável a oposição de embargos de declaração, os quais devem trazer a discussão da matéria a ser prequestionada, a fim de possibilitar ao Tribunal de origem a apreciação do ponto sob o ângulo constitucional.
2. Para se ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessário reexaminar a controvérsia à luz da legislação infraconstitucional de regência (Leis nºs 8.212/91; 11.941/09; Decreto 3.048/99 e IN MPS/SRP nº 3/05). A ofensa ao texto constitucional seria, caso ocorresse, apenas indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo.
3. Agravo regimental não provido.
|
sjur309552
|
- Acórdão(s) citado(s):
(PREQUESTIONAMENTO IMPLÍCITO)
RE 411859 AgR (2ªT), RE 764652 AgR (1ªT), ARE 860087 AgR (2ªT).
Número de páginas: 8.
Análise: 23/07/2015, MAD.
|
DIAS TOFFOLI
|
Segunda Turma
|
772836
|
[
"LEG-FED LEI-008212 ANO-1991\n LEI ORDINÁRIA\n\n",
"LEG-FED LEI-011941 ANO-2009\n LEI ORDINÁRIA\n\n",
"LEG-FED DEC-003048 ANO-1999\n DECRETO\n\n",
"LEG-FED INT-000003 ANO-2005\n INSTRUÇÃO NORMATIVA DO MINISTÉRIO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL E SECRETARIA DA RECEITA PREVIDÊNCIÁRIA - MPS/SRP\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 772836 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SERRA TALHADA
ADV.(A/S) : MOACIR ALFREDO GUIMARÃES NETO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
|
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""
] |
Ementa e Acórdão
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.836
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE SERRA TALHADA
ADV.(A/S)
:MOACIR
ALFREDO
GUIMARÃES
NETO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
EMENTA
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo.
Prequestionamento. Não ocorrência. Prequestionamento implícito.
Inadmissibilidade. Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal.
Procedimento de retenção de contribuição previdenciária. Fundo de
Participação dos Municípios. Debate infraconstitucional. Afronta
reflexa.
1. A Corte não admite a tese do chamado prequestionamento
implícito, sendo certo que, caso a questão constitucional não tenha sido
apreciada pelo Tribunal a quo, é necessária e indispensável a oposição de
embargos de declaração, os quais devem trazer a discussão da matéria a
ser prequestionada, a fim de possibilitar ao Tribunal de origem a
apreciação do ponto sob o ângulo constitucional.
2. Para se ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria
necessário reexaminar a controvérsia à luz da legislação
infraconstitucional de regência (Leis ns 8.212/91; 11.941/09; Decreto
3.048/99 e IN MPS/SRP n 3/05). A ofensa ao texto constitucional seria,
caso ocorresse, apenas indireta ou reflexa, o que é insuficiente para
amparar o apelo extremo.
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
ARE 772836 AGR / PE
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 26 de maio de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 772836 AGR / PE
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 26 de maio de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Relatório
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.836
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE SERRA TALHADA
ADV.(A/S)
:MOACIR
ALFREDO
GUIMARÃES
NETO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Trata-se de agravo interposto contra decisão por mim proferida nos
seguintes termos:
“Trata-se de agravo contra decisão que não admitiu
recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos
artigos 5..., II e XXXIII, 37, caput, e 84, IV, da Constituição
Federal.
Insurge-se contra a forma de retenção de parcela referente
ao fundo de participação dos municípios que é recolhida nos
ditames do art. 14-D da Lei n 11.941/09.
Decido.
A irresignação não merece prosperar, haja vista que os
dispositivos constitucionais indicados como violados no recurso
extraordinário carecem do necessário prequestionamento,
sendo certo que não foram opostos embargos de declaração
para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na
espécie os enunciados das Súmulas ns 282 e 356 desta Corte.
Mesmo que assim não o fosse, para ultrapassar o
entendimento do Tribunal de origem seria necessário o reexame
da legislação infraconstitucional de regência (Lei n 11.941/09).
Eventual ofensa ao texto constitucional seria, caso ocorresse,
apenas indireta ou reflexa, o que é insuficiente para ampara o
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Supremo Tribunal Federal
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.836
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE SERRA TALHADA
ADV.(A/S)
:MOACIR
ALFREDO
GUIMARÃES
NETO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Trata-se de agravo interposto contra decisão por mim proferida nos
seguintes termos:
“Trata-se de agravo contra decisão que não admitiu
recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos
artigos 5..., II e XXXIII, 37, caput, e 84, IV, da Constituição
Federal.
Insurge-se contra a forma de retenção de parcela referente
ao fundo de participação dos municípios que é recolhida nos
ditames do art. 14-D da Lei n 11.941/09.
Decido.
A irresignação não merece prosperar, haja vista que os
dispositivos constitucionais indicados como violados no recurso
extraordinário carecem do necessário prequestionamento,
sendo certo que não foram opostos embargos de declaração
para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na
espécie os enunciados das Súmulas ns 282 e 356 desta Corte.
Mesmo que assim não o fosse, para ultrapassar o
entendimento do Tribunal de origem seria necessário o reexame
da legislação infraconstitucional de regência (Lei n 11.941/09).
Eventual ofensa ao texto constitucional seria, caso ocorresse,
apenas indireta ou reflexa, o que é insuficiente para ampara o
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Relatório
ARE 772836 AGR / PE
apelo extremo. Nesse sentido:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA. FUNDO DE PARTICIPAÇÃO DOS
MUNICÍPIOS – FPM. SISTEMÁTICA DE RETENÇÃO.
INFORMAÇÕES PERTINENTES À COMPOSIÇÃO
DAS
RETENÇÕES.
INTERPRETAÇÃO
DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA
INDIRETA. ALEGADA OFENSA AO PRINCÍPIO DA
LEGALIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO. I – É inadmissível o recurso
extraordinário quando sua análise implica rever a
interpretação de legislação infraconstitucional que
fundamenta a decisão a quo. A afronta à Constituição, se
ocorrente, seria apenas indireta. Precedentes. II – Este
Tribunal entende não ser cabível a interposição de recurso
extraordinário por contrariedade ao princípio da
legalidade quando a verificação da ofensa envolva a
reapreciação de interpretação dada a normas
infraconstitucionais pelo Tribunal de origem (Súmula 636
do Supremo Tribunal Federal). III – Agravo regimental a que se nega
provimento’ (Recurso Extraordinário n 812.824/PE-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 15/8/14
– grifei).
‘DIREITO TRIBUTÁRIO. PROCEDIMENTO DE
RETENÇÃO DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.
FUNDO DE PARTICIPAÇÃO DOS MUNICÍPIOS.
DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL.
EVENTUAL
VIOLAÇÃO
REFLEXA
DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O
MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM
22.06.2011. A suposta ofensa à Constituição Federal
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 772836 AGR / PE
apelo extremo. Nesse sentido:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA. FUNDO DE PARTICIPAÇÃO DOS
MUNICÍPIOS – FPM. SISTEMÁTICA DE RETENÇÃO.
INFORMAÇÕES PERTINENTES À COMPOSIÇÃO
DAS
RETENÇÕES.
INTERPRETAÇÃO
DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA
INDIRETA. ALEGADA OFENSA AO PRINCÍPIO DA
LEGALIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO. I – É inadmissível o recurso
extraordinário quando sua análise implica rever a
interpretação de legislação infraconstitucional que
fundamenta a decisão a quo. A afronta à Constituição, se
ocorrente, seria apenas indireta. Precedentes. II – Este
Tribunal entende não ser cabível a interposição de recurso
extraordinário por contrariedade ao princípio da
legalidade quando a verificação da ofensa envolva a
reapreciação de interpretação dada a normas
infraconstitucionais pelo Tribunal de origem (Súmula 636
do Supremo Tribunal Federal). III – Agravo regimental a que se nega
provimento’ (Recurso Extraordinário n 812.824/PE-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 15/8/14
– grifei).
‘DIREITO TRIBUTÁRIO. PROCEDIMENTO DE
RETENÇÃO DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.
FUNDO DE PARTICIPAÇÃO DOS MUNICÍPIOS.
DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL.
EVENTUAL
VIOLAÇÃO
REFLEXA
DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O
MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM
22.06.2011. A suposta ofensa à Constituição Federal
2
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Relatório
ARE 772836 AGR / PE
somente poderia ser constatada a partir da análise da
legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão
de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do
recurso extraordinário As razões do agravo regimental
não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a
decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não
provido’ (ARE n 781.230/PE-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 4/4/14 – grifei).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.”
O Município recorrente sustenta ter havido prequestionamento
implícito da matéria e que a afronta ao texto constitucional seria direta, e
não reflexa, como constou da decisão agravada.
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 772836 AGR / PE
somente poderia ser constatada a partir da análise da
legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão
de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do
recurso extraordinário As razões do agravo regimental
não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a
decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não
provido’ (ARE n 781.230/PE-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 4/4/14 – grifei).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.”
O Município recorrente sustenta ter havido prequestionamento
implícito da matéria e que a afronta ao texto constitucional seria direta, e
não reflexa, como constou da decisão agravada.
É o relatório.
3
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.836
PERNAMBUCO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O recurso não merece prosperar, pois o agravante não aduziu
argumentos capazes de infirmar o que restou decidido.
Com efeito, os dispositivos constitucionais indicados como violados
no recurso extraordinário carecem do necessário prequestionamento,
sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar
eventual omissão no acórdão recorrido, o que, por si só, já é suficiente
para a manutenção da decisão agravada. Incidem na espécie os
enunciados das Súmulas ns 282 e 356 desta Corte.
É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar
que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido
tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados
pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha
versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não
ocorreu no caso em tela.
Ressalte-se, ainda, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no
sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do
acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que
permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo
constitucional.
Por fim, registro que a Corte não admite a tese do chamado
prequestionamento implícito.
Sobre o tema, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL PENAL.
AUSÊNCIA DE prequestionamento: SÚMULA N. 282 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INADMISSIBILIDADE DO
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Supremo Tribunal Federal
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.836
PERNAMBUCO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O recurso não merece prosperar, pois o agravante não aduziu
argumentos capazes de infirmar o que restou decidido.
Com efeito, os dispositivos constitucionais indicados como violados
no recurso extraordinário carecem do necessário prequestionamento,
sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar
eventual omissão no acórdão recorrido, o que, por si só, já é suficiente
para a manutenção da decisão agravada. Incidem na espécie os
enunciados das Súmulas ns 282 e 356 desta Corte.
É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar
que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido
tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados
pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha
versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não
ocorreu no caso em tela.
Ressalte-se, ainda, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no
sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do
acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que
permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo
constitucional.
Por fim, registro que a Corte não admite a tese do chamado
prequestionamento implícito.
Sobre o tema, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL PENAL.
AUSÊNCIA DE prequestionamento: SÚMULA N. 282 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INADMISSIBILIDADE DO
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 772836 AGR / PE
prequestionamento IMPLÍCITO. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 860.087/GO-AgR,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
5/3/15).
“Agravo regimental no recurso extraordinário.
prequestionamento. Incidência da Súmula 282/Supremo Tribunal Federal.
prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. 1. A simples
afirmação de que os dispositivos constitucionais suscitados nas
razões e contrarrazões de apelação estariam prequestionados
não é suficiente para considerar prequestionada a matéria
constitucional suscitada no recurso extraordinário. É necessário
a oposição de embargos de declaração. Incide, no caso, a
Súmula n 282/Supremo Tribunal Federal. 2. A Corte não admite a tese do chamado
prequestionamento implícito, sendo certo que, caso a questão
constitucional não tenha sido apreciada pelo Tribunal a quo , é
necessária e indispensável a oposição de embargos de
declaração, os quais devem trazer a discussão da matéria a ser
prequestionada, a fim de possibilitar ao Tribunal de origem a
apreciação do ponto sob o ângulo constitucional. 3. Agravo
regimental não provido (Recurso Extraordinário n 764.652/SC-AgR, Primeira
Turma, de minha relatoria, DJe de 2/5/15).
Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação
de ofensa ao art. 5..., LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de
prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no
julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à
oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a
que se nega provimento (Recurso Extraordinário n 411.859/MS-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 772836 AGR / PE
prequestionamento IMPLÍCITO. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 860.087/GO-AgR,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
5/3/15).
“Agravo regimental no recurso extraordinário.
prequestionamento. Incidência da Súmula 282/Supremo Tribunal Federal.
prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. 1. A simples
afirmação de que os dispositivos constitucionais suscitados nas
razões e contrarrazões de apelação estariam prequestionados
não é suficiente para considerar prequestionada a matéria
constitucional suscitada no recurso extraordinário. É necessário
a oposição de embargos de declaração. Incide, no caso, a
Súmula n 282/Supremo Tribunal Federal. 2. A Corte não admite a tese do chamado
prequestionamento implícito, sendo certo que, caso a questão
constitucional não tenha sido apreciada pelo Tribunal a quo , é
necessária e indispensável a oposição de embargos de
declaração, os quais devem trazer a discussão da matéria a ser
prequestionada, a fim de possibilitar ao Tribunal de origem a
apreciação do ponto sob o ângulo constitucional. 3. Agravo
regimental não provido (Recurso Extraordinário n 764.652/SC-AgR, Primeira
Turma, de minha relatoria, DJe de 2/5/15).
Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação
de ofensa ao art. 5..., LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de
prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no
julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à
oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a
que se nega provimento (Recurso Extraordinário n 411.859/MS-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Extrato de Ata - 26/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.836
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SERRA TALHADA
ADV.(A/S) : MOACIR ALFREDO GUIMARÃES NETO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 26.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
p/ Maria Silvia Marques dos Santos
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8636338
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.836
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SERRA TALHADA
ADV.(A/S) : MOACIR ALFREDO GUIMARÃES NETO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 26.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
p/ Maria Silvia Marques dos Santos
Secretária
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8636338
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{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772 . 836",
"Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 772836 AGR / PE",
"ARE 772836 AGR / PE",
"ARE 772836 AGR / PE",
"SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 812 . 824 / PE - AgR",
"ARE 772836 AGR / PE",
"SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 812 . 824 / PE - AgR",
"ARE 772836 AGR /",
"ARE 772836 AGR / PE",
"ARE n 781 . 230 / PE - AgR",
"SÚMULA N . 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"SÚMULA N . 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"ARE 772836 AGR / PE",
"ARE n 860 . 087 / GO - AgR",
"Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n 282 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 764 . 652 / SC - AgR",
"Recurso Extraordinário n 411 . 859 / MS - AgR",
"ARE 772836 AGR / PE",
"ARE n 860 . 087 / GO - AgR",
"Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n 282 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 764 . 652 / SC - AgR",
"Recurso Extraordinário n 411 . 859 / MS - AgR",
"AGRAVO 772 . 836"
],
"LEGISLACAO": [
"Fundo de Participação dos Municípios",
"Leis ns 8 . 212 / 91",
"11",
".",
"941",
"/",
"09",
"Decreto 3 . 048 / 99",
"IN",
"MPS",
"/",
"SRP n 3 / 05",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , II e XXXIII , 37 , caput , e 84 , IV , da Constituição Federal",
"art . 14 - D da Lei n 11 . 941 / 09",
"Lei n 11 . 941 / 09",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , II e XXXIII , 37 , caput , e 84 , IV , da Constituição Federal",
"art . 14 - D da Lei n 11 . 941 / 09",
"Lei n 11 . 941 / 09",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"art . 5 . . . , LXIX e 97 , da Carta Magna",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , LXIX e 97 , da",
"Carta Magna",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PERNAMBUCO",
"Brasília",
"Brasília",
"PERNAMBUCO",
"MUNICÍPIO DE SERRA TALHADA",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"MUNICÍPIO",
"DE SERRA TALHADA"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"UNIÃO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"UNIÃO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"FUNDO DE PARTICIPAÇÃO DOS MUNICÍPIOS",
"FPM",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"UNIÃO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"2",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"MOACIR ALFREDO GUIMARÃES NETO",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"MOACIR ALFREDO GUIMARÃES NETO",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"MOACIR ALFREDO GUIMARÃES NETO",
"DIAS TOFFOLI",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"DIAS TOFFOLI",
"MOACIR ALFREDO GUIMARÃES NETO",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Deborah Duprat",
"DIAS TOFFOLI",
"MOACIR ALFREDO GUIMARÃES NETO",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Deborah Duprat"
],
"TEMPO": [
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"8",
"/",
"14",
"22",
".",
"06",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"8",
"/",
"14",
"22",
".",
"06",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"4",
"/",
"4",
"/",
"14",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"4",
"/",
"4",
"/",
"14",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5",
"/",
"3",
"/",
"15",
"2",
"/",
"5",
"/",
"15",
"3",
"/",
"3",
"/",
"06",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5",
"/",
"3",
"/",
"15",
"2",
"/",
"5",
"/",
"15",
"3",
"/",
"3",
"/",
"06",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"26",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
831.561 BAHIA
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S)
:JOSÉ NOBRE CHAGAS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:LEONARDO
LIMA
NAZARETH
ANDRADE
E
OUTRO(A/S)
EMENTA
DIREITO ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. CORPO DE
BOMBEIROS. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. GRAU DE RISCO DE
EXPOSIÇÃO. PERCENTUAL. AVALIAÇÃO QUALITATIVA. ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO
REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O MANEJO
DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO
PUBLICADO EM 05.10.2011.
Divergir do entendimento do Tribunal a quo acerca do percentual a
ser aplicado ao adicional de insalubridade em função do grau de risco no
exercício das atividades que os policiais militares do Corpo de Bombeiros
estão expostos exigiria a reelaboração da moldura fática delineada no
acórdão recorrido e análise de normas infraconstitucionais aplicáveis à
espécie – Norma Regulamentadora nº 15 do Ministério do Trabalho e Lei
Estadual nº 4.794/1988 -, o que refoge à competência jurisdicional
extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Precedentes.
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596905.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15
Ementa e Acórdão
ARE 831561 AGR-AGR / BA
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 26 de maio de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596905.
Supremo Tribunal Federal
ARE 831561 AGR-AGR / BA
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 26 de maio de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596905.
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Relatório
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
831.561 BAHIA
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S)
:JOSÉ NOBRE CHAGAS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:LEONARDO
LIMA
NAZARETH
ANDRADE
E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão
proferida pelo eminente Ministro Ricardo Lewandowski, na qualidade de
Presidente desta Corte, pela qual negado seguimento ao agravo em
recurso extraordinário (fl. 264), ante a aplicação do art. 543-B do CPC,
manejou agravo regimental o Estado da Bahia (fls. 268-70).
Após exercido o juízo de retratação (fl. 272) pelo eminente Ministro
Ricardo Lewandowski, na qualidade de Presidente desta Corte,
distribuído o feito à minha relatoria em 28.11.2014.
Contra decisão por mim proferida (fls. 275-9), mediante a qual
negado seguimento a seu agravo em recurso extraordinário, maneja
segundo agravo regimental o Estado da Bahia.
O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de
que não demanda análise de legislação local ou do reexame do conjunto
fático-probatório dos autos para enfrentamento das razões recursais.
Sustenta que o debate se dá em âmbito constitucional. Afirma que “(...)
que de fato, o Estado da Bahia aduz que a legislação infraconstitucional concede o
pleiteado adicional em caráter meramente temporário: enquanto as condições
insalubres perdurarem, jamais podendo ser incorporado como se vencimento fosse
(...)” (fl. 285). Alega que a Corte já se pronunciou sobre tema afim em sede
de repercussão geral no RE 642.682-RG (fl. 285). Requer o provimento do
recurso.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596906.
Supremo Tribunal Federal
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
831.561 BAHIA
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S)
:JOSÉ NOBRE CHAGAS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:LEONARDO
LIMA
NAZARETH
ANDRADE
E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão
proferida pelo eminente Ministro Ricardo Lewandowski, na qualidade de
Presidente desta Corte, pela qual negado seguimento ao agravo em
recurso extraordinário (fl. 264), ante a aplicação do art. 543-B do CPC,
manejou agravo regimental o Estado da Bahia (fls. 268-70).
Após exercido o juízo de retratação (fl. 272) pelo eminente Ministro
Ricardo Lewandowski, na qualidade de Presidente desta Corte,
distribuído o feito à minha relatoria em 28.11.2014.
Contra decisão por mim proferida (fls. 275-9), mediante a qual
negado seguimento a seu agravo em recurso extraordinário, maneja
segundo agravo regimental o Estado da Bahia.
O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de
que não demanda análise de legislação local ou do reexame do conjunto
fático-probatório dos autos para enfrentamento das razões recursais.
Sustenta que o debate se dá em âmbito constitucional. Afirma que “(...)
que de fato, o Estado da Bahia aduz que a legislação infraconstitucional concede o
pleiteado adicional em caráter meramente temporário: enquanto as condições
insalubres perdurarem, jamais podendo ser incorporado como se vencimento fosse
(...)” (fl. 285). Alega que a Corte já se pronunciou sobre tema afim em sede
de repercussão geral no RE 642.682-RG (fl. 285). Requer o provimento do
recurso.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596906.
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Relatório
ARE 831561 AGR-AGR / BA
O Tribunal de Justiça do Estado da Bahia julgou a controvérsia em
decisão cuja ementa, em parte, reproduzo:
“APELAÇÕES CÍVEIS. DIREITO ADMINISTRATIVO.
INCORPORAÇÃO DE ADICIONAIS. SERVIDOR PÚBLICO
MILITAR. CORPO DE BOMBEIROS. APELAÇÃO DO ESTADO
DA BAHIA. PRELIMINAR DE NULIDADE DA SENTENÇA
POR FALTA DE APRECIAÇÃO DOS INCIDENTES DE
ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA E IMPUGNAÇÃO AO VALOR DA
CAUSA REJEITADA.
(…)
RECURSO DOS AUTORES
PEDIDO DE INCIDÊNCIA DO ADICIONAL DESDE A
DATA DE INGRESSO NO CARGO E DE ELEVAÇÃO DO
PERCENTUAL FIXADO À TÍTULO DE INSALUBRIDADE DE
20% (VINTE POR CENTO) PARA 30% (TRINTA POR CENTO).
PROVIDOS.
Tendo em vista que foi reconhecido o direito a percepção
do adicional de insalubridade aos Atores, este direito deve
retroagir a data em que os Postulantes começaram a exercer as
atividades insalubres, ocorrida in casu com o ingresso no
Comando do Corpo de Bombeiros, devendo a referida data ser
apurada em sede de liquidação de sentença.
(...)” (fls. 198-200).
Acórdão do publicado em 05.10.2011.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596906.
Supremo Tribunal Federal
ARE 831561 AGR-AGR / BA
O Tribunal de Justiça do Estado da Bahia julgou a controvérsia em
decisão cuja ementa, em parte, reproduzo:
“APELAÇÕES CÍVEIS. DIREITO ADMINISTRATIVO.
INCORPORAÇÃO DE ADICIONAIS. SERVIDOR PÚBLICO
MILITAR. CORPO DE BOMBEIROS. APELAÇÃO DO ESTADO
DA BAHIA. PRELIMINAR DE NULIDADE DA SENTENÇA
POR FALTA DE APRECIAÇÃO DOS INCIDENTES DE
ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA E IMPUGNAÇÃO AO VALOR DA
CAUSA REJEITADA.
(…)
RECURSO DOS AUTORES
PEDIDO DE INCIDÊNCIA DO ADICIONAL DESDE A
DATA DE INGRESSO NO CARGO E DE ELEVAÇÃO DO
PERCENTUAL FIXADO À TÍTULO DE INSALUBRIDADE DE
20% (VINTE POR CENTO) PARA 30% (TRINTA POR CENTO).
PROVIDOS.
Tendo em vista que foi reconhecido o direito a percepção
do adicional de insalubridade aos Atores, este direito deve
retroagir a data em que os Postulantes começaram a exercer as
atividades insalubres, ocorrida in casu com o ingresso no
Comando do Corpo de Bombeiros, devendo a referida data ser
apurada em sede de liquidação de sentença.
(...)” (fls. 198-200).
Acórdão do publicado em 05.10.2011.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15
Voto - MIN. ROSA WEBER
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
831.561 BAHIA
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, XXXV, XXXVI, 7º,
XXIII, 37, caput, 93, IX, da Lei Maior.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na
origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o
vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional
arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de
correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde
com vício ao primado da fundamentação, notadamente
consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e
a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto
republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria:
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596907.
Supremo Tribunal Federal
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
831.561 BAHIA
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, XXXV, XXXVI, 7º,
XXIII, 37, caput, 93, IX, da Lei Maior.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na
origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o
vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional
arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de
correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde
com vício ao primado da fundamentação, notadamente
consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e
a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto
republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria:
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596907.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 831561 AGR-AGR / BA
‘Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há
falar em ofensa ao art. 93, IX, da CF, quando o acórdão
impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à
tese da recorrente.’ (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar
Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator
Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09)
‘Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a
responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS.
Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida
com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão
a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de
que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder
todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente.
Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade
das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a
majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de
medida provisória. Precedentes.’ (RE 511.581-AgR, Relator
Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08)
‘O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão
judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja
correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide:
declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou
não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita
a exigência constitucional.’ (AI 402.819-AgR, Relator Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03)
O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
legalidade, da inafastabilidade da prestação jurisdicional e da
proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa
julgada, (arts. 5º e 37 da Lei Maior), demanda, em primeiro
plano, a interpretação das normas infraconstitucionais
aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 831561 AGR-AGR / BA
‘Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há
falar em ofensa ao art. 93, IX, da CF, quando o acórdão
impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à
tese da recorrente.’ (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar
Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator
Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09)
‘Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a
responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS.
Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida
com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão
a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de
que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder
todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente.
Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade
das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a
majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de
medida provisória. Precedentes.’ (RE 511.581-AgR, Relator
Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08)
‘O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão
judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja
correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide:
declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou
não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita
a exigência constitucional.’ (AI 402.819-AgR, Relator Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03)
O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
legalidade, da inafastabilidade da prestação jurisdicional e da
proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa
julgada, (arts. 5º e 37 da Lei Maior), demanda, em primeiro
plano, a interpretação das normas infraconstitucionais
aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 831561 AGR-AGR / BA
indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei
Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio
Supremo Tribunal Federal, verbis:
‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Tributário.
Ofensa reflexa e reexame de provas (Súmula nº 279). 1. A Corte
tem entendimento pacífico no sentido de que a violação aos
preceitos constitucionais insculpidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV,
LV; e 37, caput, do Texto Maior, configura, via de regra, como no
presente caso, mera ofensa reflexa, sendo, dessa forma,
incabível a interposição de apelo extremo. 2. Os fundamentos
da agravante, insuficientes para modificar a decisão ora
agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo ao processo, em detrimento da eficiente prestação
jurisdicional. 3. Agravo regimental não provido.’ (AI 839.585-
AgR/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 08.3.2012)
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 37,
CAPUT, DA
CONSTITUIÇÃO
FEDERAL.
REAPRECIAÇÃO
DE
INTERPRETAÇÃO DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL.
IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I Esta Corte
firmou orientação no sentido de que, em regra, a alegação de
ofensa aos princípios constitucionais da legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, quando
dependente de exame prévio de normas infraconstitucionais,
configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o
que impede o cabimento do recurso extraordinário. II - Agravo
regimental improvido.’ (ARE 646.526-AgR/RN, Rel. Min.
Ricardo Lewanowski, 2ª Turma, DJe 06.12.2011)
‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido,
do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz
de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto
constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta;
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indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei
Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio
Supremo Tribunal Federal, verbis:
‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Tributário.
Ofensa reflexa e reexame de provas (Súmula nº 279). 1. A Corte
tem entendimento pacífico no sentido de que a violação aos
preceitos constitucionais insculpidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV,
LV; e 37, caput, do Texto Maior, configura, via de regra, como no
presente caso, mera ofensa reflexa, sendo, dessa forma,
incabível a interposição de apelo extremo. 2. Os fundamentos
da agravante, insuficientes para modificar a decisão ora
agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo ao processo, em detrimento da eficiente prestação
jurisdicional. 3. Agravo regimental não provido.’ (AI 839.585-
AgR/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 08.3.2012)
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 37,
CAPUT, DA
CONSTITUIÇÃO
FEDERAL.
REAPRECIAÇÃO
DE
INTERPRETAÇÃO DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL.
IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I Esta Corte
firmou orientação no sentido de que, em regra, a alegação de
ofensa aos princípios constitucionais da legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, quando
dependente de exame prévio de normas infraconstitucionais,
configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o
que impede o cabimento do recurso extraordinário. II - Agravo
regimental improvido.’ (ARE 646.526-AgR/RN, Rel. Min.
Ricardo Lewanowski, 2ª Turma, DJe 06.12.2011)
‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido,
do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz
de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto
constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta;
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 831561 AGR-AGR / BA
ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos
princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93,
IX, da Constituição Federal.’ (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005)
‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO:
ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV
e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer
a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação,
interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão
fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso
constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não
configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º,
XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou
não, do direito adquirido, situa-se no campo
infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo
legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela
indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas
processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a
admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V.
- Agravo não provido’ (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator
Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002).
‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU
RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR
PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE
EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE
CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI
413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II,
XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da
legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão,
procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde
não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna.
Recurso não conhecido’ (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro
Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001).
4
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ARE 831561 AGR-AGR / BA
ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos
princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93,
IX, da Constituição Federal.’ (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005)
‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO:
ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV
e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer
a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação,
interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão
fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso
constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não
configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º,
XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou
não, do direito adquirido, situa-se no campo
infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo
legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela
indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas
processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a
admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V.
- Agravo não provido’ (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator
Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002).
‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU
RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR
PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE
EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE
CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI
413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II,
XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da
legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão,
procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde
não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna.
Recurso não conhecido’ (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro
Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001).
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 831561 AGR-AGR / BA
Não há falar em afronta aos demais preceitos
constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no
caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir
da análise da legislação infraconstitucional local apontada no
apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da
Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste
egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula
280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.”
Nesse sentido: ARE 647.735-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª
Turma, DJe 27.6.2012 e ARE 848.750-AgR/RO, Rel. Min. Cármen
Lúcia, 2ª Turma, DJe 13.02.2015, cuja ementa transcrevo:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR PÚBLICO. POLICIAL CIVIL. ADICIONAL DE
PERICULOSIDADE. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NA
LEGISLAÇÃO LOCAL E NO CONJUNTO PROBATÓRIO.
OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. REEXAME DE
PROVAS. SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO.’
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).”
Nada colhe o agravo.
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
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ARE 831561 AGR-AGR / BA
Não há falar em afronta aos demais preceitos
constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no
caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir
da análise da legislação infraconstitucional local apontada no
apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da
Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste
egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula
280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.”
Nesse sentido: ARE 647.735-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª
Turma, DJe 27.6.2012 e ARE 848.750-AgR/RO, Rel. Min. Cármen
Lúcia, 2ª Turma, DJe 13.02.2015, cuja ementa transcrevo:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR PÚBLICO. POLICIAL CIVIL. ADICIONAL DE
PERICULOSIDADE. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NA
LEGISLAÇÃO LOCAL E NO CONJUNTO PROBATÓRIO.
OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. REEXAME DE
PROVAS. SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO.’
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).”
Nada colhe o agravo.
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 831561 AGR-AGR / BA
refere à inviabilidade de recurso extraordinário cuja suposta afronta ao
texto constitucional demande a interpretação de normas
infraconstitucionais e do reexame da moldura fática constante no acórdão
regional.
Oportuna a transcrição parcial do acórdão proferido pelo Tribunal
de Justiça do Estado da Bahia:
“(...)
A insalubridade no exercício da provisão se dá pela
natureza do serviço prestado que, sem qualquer dúvida, coloca
sempre o profissional em risco de vida, pois, envolve o
salvamento de outras vidas que encontram-se também em
perigo, ou em decorrência de incêndio ou outra calamidade
pública, hipótese de enchentes, deslizamento de terras, etc...
Acerca da incidência do adicional aos policiais que
exercem a função no Comando do Corpo de Bombeiros, leia-se
o laudo pericial emitido pelo Ministério Público do Trabalho,
acostado às fls. 13/5 dos autos:
‘(...) As atividades supracitadas estão classificadas de
acordo com o NR 15 Anexo 14 – Agentes Biológicos. Exercem
também suas funções em combate a incêndios em aeroportos e
indústrias dentre elas as indústrias petroquímicas estando
sujeitos a explosões e intoxicações por fumaças e produtos
químicos – NR 15 Anexos 13 e 14 das normas regulamentadoras
de segurança e medicina’.
Ademais, não há que se negar a concessão do referido
adicional, notadamente, porque comprovaram os Autores que
outros servidores públicos em situação idêntica a estes já o
percebem, conforme prova de fls. 16/18 dos autos.
(…)
Mais uma vez assiste razão aos suscitantes, porto que, nos
termos do laudo supramencionado a atividade exercida pelo
policial do Corpo de Bombeiros se classifica como de grau
médio.
A Lei 4.794/88 mencionada dispõe no seu artigo 46, § 1º
que o percentual será fixado entre 20% (vinte por cento) e 50%
6
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ARE 831561 AGR-AGR / BA
refere à inviabilidade de recurso extraordinário cuja suposta afronta ao
texto constitucional demande a interpretação de normas
infraconstitucionais e do reexame da moldura fática constante no acórdão
regional.
Oportuna a transcrição parcial do acórdão proferido pelo Tribunal
de Justiça do Estado da Bahia:
“(...)
A insalubridade no exercício da provisão se dá pela
natureza do serviço prestado que, sem qualquer dúvida, coloca
sempre o profissional em risco de vida, pois, envolve o
salvamento de outras vidas que encontram-se também em
perigo, ou em decorrência de incêndio ou outra calamidade
pública, hipótese de enchentes, deslizamento de terras, etc...
Acerca da incidência do adicional aos policiais que
exercem a função no Comando do Corpo de Bombeiros, leia-se
o laudo pericial emitido pelo Ministério Público do Trabalho,
acostado às fls. 13/5 dos autos:
‘(...) As atividades supracitadas estão classificadas de
acordo com o NR 15 Anexo 14 – Agentes Biológicos. Exercem
também suas funções em combate a incêndios em aeroportos e
indústrias dentre elas as indústrias petroquímicas estando
sujeitos a explosões e intoxicações por fumaças e produtos
químicos – NR 15 Anexos 13 e 14 das normas regulamentadoras
de segurança e medicina’.
Ademais, não há que se negar a concessão do referido
adicional, notadamente, porque comprovaram os Autores que
outros servidores públicos em situação idêntica a estes já o
percebem, conforme prova de fls. 16/18 dos autos.
(…)
Mais uma vez assiste razão aos suscitantes, porto que, nos
termos do laudo supramencionado a atividade exercida pelo
policial do Corpo de Bombeiros se classifica como de grau
médio.
A Lei 4.794/88 mencionada dispõe no seu artigo 46, § 1º
que o percentual será fixado entre 20% (vinte por cento) e 50%
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15
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ARE 831561 AGR-AGR / BA
(cinquenta por cento).
(…)
Diante do exposto, dou provimento ao recurso dos
autores, para fixar o início da percepção ao ingresso na
Corporação do Corpo de Bombeiros e para elevar o percentual
do adicional de insalubridade para 30% (trinta por cento).
(...)” (fls. 201-9)
Divergir do entendimento do Tribunal a quo acerca do percentual a
ser aplicado ao adicional de insalubridade em função do grau de risco no
exercício das atividades que os policiais militares do Corpo de Bombeiros
estão expostos exigiria a reelaboração da moldura fática delineada no
acórdão recorrido e análise de normas infraconstitucionais aplicáveis à
espécie – Norma Regulamentadora nº 15 do Ministério do Trabalho e Lei
Estadual nº 4.794/1988 -, o que refoge à competência jurisdicional
extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal.
Colho precedentes:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO
– PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – DEVIDO PROCESSO
LEGAL. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em
que transgredido o devido processo legal a ponto de se
enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é
próprio, de outro, descabe confundir a ausência de
aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de
forma contrária aos interesses do recorrente” (RE 637.065-
AgR/SC, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 26.8.2013).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
MILITAR. ADICIONAL DE INATIVIDADE. LEI ESTADUAL
Nº 10.426/90. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA
280 DO STF. PRECEDENTES. 1. A ofensa ao direito local não
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(cinquenta por cento).
(…)
Diante do exposto, dou provimento ao recurso dos
autores, para fixar o início da percepção ao ingresso na
Corporação do Corpo de Bombeiros e para elevar o percentual
do adicional de insalubridade para 30% (trinta por cento).
(...)” (fls. 201-9)
Divergir do entendimento do Tribunal a quo acerca do percentual a
ser aplicado ao adicional de insalubridade em função do grau de risco no
exercício das atividades que os policiais militares do Corpo de Bombeiros
estão expostos exigiria a reelaboração da moldura fática delineada no
acórdão recorrido e análise de normas infraconstitucionais aplicáveis à
espécie – Norma Regulamentadora nº 15 do Ministério do Trabalho e Lei
Estadual nº 4.794/1988 -, o que refoge à competência jurisdicional
extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal.
Colho precedentes:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO
– PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – DEVIDO PROCESSO
LEGAL. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em
que transgredido o devido processo legal a ponto de se
enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é
próprio, de outro, descabe confundir a ausência de
aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de
forma contrária aos interesses do recorrente” (RE 637.065-
AgR/SC, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 26.8.2013).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
MILITAR. ADICIONAL DE INATIVIDADE. LEI ESTADUAL
Nº 10.426/90. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA
280 DO STF. PRECEDENTES. 1. A ofensa ao direito local não
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ARE 831561 AGR-AGR / BA
viabiliza o apelo extremo (Súmula 280 do STF). Precedentes: AI
835.748-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de
01.08.2011; AI 461.855-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Dje de
30.4.2010 e AI 544.721-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski,
Dje de 31.10.2007; AI 694.656-AgR, Primeira Turma, Rel. Min.
Cármen Lúcia, DJe de 12.03.2009. 2. O direito adquirido, o ato
jurídico perfeito e a coisa julgada, quando objeto de verificação
de cada caso concreto acerca da ocorrência ou não de violação,
não desafiam a instância extraordinária, posto implicarem
análise de matéria infraconstitucional. Precedentes. AI 700.685-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe
23.02.2008 e AI 635.789-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Dias Toffoli, DJe de 27.04.2011. 3. In casu, o acórdão
recorrido assentou: APELAÇÃO CÍVEL. MANDADO DE
SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR.
REFORMA. PROVENTOS CORRESPONDENTES AO SOLDO
DA GRADUAÇÃO DE PRIMEIRO SARGENTO. ART. 89,
PARÁGRAFO ÚNICO DA LEI 10.426/90. ADICIONAL DE
INSALUBRIDADE. APELO IMPROVIDO. SENTENÇA
MANTIDA. 1. Não tendo o apelado sido reformado com base
no art. 83, I, da Lei 10.426/90, não faz jus ao recebimento de
proventos em valor correspondente ao soldo de segundo
tenente. 2. Por outro lado, tendo a sua reforma se dado quando
já contava com mais de trinta anos de serviço, tem direito a ser
reformado com proventos em valor correspondentes ao soldo
de primeiro sargento, de acordo com o art. 89, parágrafo único,
da Lei 10.426/90. 3. Por fazer jus, o apelado, ao recebimento do
adicional de inatividade desde a sua reforma e não tendo este
sido pago em momento algum, deve o referido adicional ser
implantado em seus proventos, correspondente a 30% sobre o
valor do soldo, calculado de acordo com a norma do inciso III
do § 2º do artigo 79 da Lei 10.426/90. Após a sua implantação,
deverá o mesmo sofrer a incidência do art. 19 da LC 59/04,
sendo transformado em parcela autônoma de vantagem pessoal
com valor fixo. 4. Apelo a que se dá parcial provimento. 5.
Sentença reformada. 4. Agravo regimental a que se nega
8
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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ARE 831561 AGR-AGR / BA
viabiliza o apelo extremo (Súmula 280 do STF). Precedentes: AI
835.748-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de
01.08.2011; AI 461.855-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Dje de
30.4.2010 e AI 544.721-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski,
Dje de 31.10.2007; AI 694.656-AgR, Primeira Turma, Rel. Min.
Cármen Lúcia, DJe de 12.03.2009. 2. O direito adquirido, o ato
jurídico perfeito e a coisa julgada, quando objeto de verificação
de cada caso concreto acerca da ocorrência ou não de violação,
não desafiam a instância extraordinária, posto implicarem
análise de matéria infraconstitucional. Precedentes. AI 700.685-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe
23.02.2008 e AI 635.789-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Dias Toffoli, DJe de 27.04.2011. 3. In casu, o acórdão
recorrido assentou: APELAÇÃO CÍVEL. MANDADO DE
SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR.
REFORMA. PROVENTOS CORRESPONDENTES AO SOLDO
DA GRADUAÇÃO DE PRIMEIRO SARGENTO. ART. 89,
PARÁGRAFO ÚNICO DA LEI 10.426/90. ADICIONAL DE
INSALUBRIDADE. APELO IMPROVIDO. SENTENÇA
MANTIDA. 1. Não tendo o apelado sido reformado com base
no art. 83, I, da Lei 10.426/90, não faz jus ao recebimento de
proventos em valor correspondente ao soldo de segundo
tenente. 2. Por outro lado, tendo a sua reforma se dado quando
já contava com mais de trinta anos de serviço, tem direito a ser
reformado com proventos em valor correspondentes ao soldo
de primeiro sargento, de acordo com o art. 89, parágrafo único,
da Lei 10.426/90. 3. Por fazer jus, o apelado, ao recebimento do
adicional de inatividade desde a sua reforma e não tendo este
sido pago em momento algum, deve o referido adicional ser
implantado em seus proventos, correspondente a 30% sobre o
valor do soldo, calculado de acordo com a norma do inciso III
do § 2º do artigo 79 da Lei 10.426/90. Após a sua implantação,
deverá o mesmo sofrer a incidência do art. 19 da LC 59/04,
sendo transformado em parcela autônoma de vantagem pessoal
com valor fixo. 4. Apelo a que se dá parcial provimento. 5.
Sentença reformada. 4. Agravo regimental a que se nega
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 831561 AGR-AGR / BA
provimento” (ARE 682.823-AgR/PE, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª
Turma, DJe 14.9.2012).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL. PAGAMENTO DE ADICIONAL DE
INSALUBRIDADE.
CONTROVÉRSIA
DECIDIDA
EXCLUSIVAMENTE
À
LUZ
DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279
DESTA CORTE. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS INCISOS
XXXV, LIV E LV DO ART. 5º DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
INSUBSISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO.
1. Caso em que entendimento diverso do adotado pelo aresto
impugnado demandaria o reexame da legislação ordinária
aplicada à espécie e o revolvimento dos fatos e provas
constantes dos autos. Providências vedadas na instância
extraordinária. 2. No caso, a jurisdição foi prestada de forma
completa, embora em sentido contrário aos interesses da parte
recorrente, o que não configura cerceamento de defesa. 3.
Incide, quanto ao mais, a Súmula 282 do STF. 4. Agravo
regimental desprovido” (AI 531.863-AgR/RS, Rel. Min. Carlos
Britto, 1ª Turma, DJe 20.11.2009).
“CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
OFENSA À CONSTITUIÇÃO. SÚMULA 279-STF. I. - Somente a
ofensa direta à Constituição autoriza a admissão do recurso
extraordinário. No caso, o acórdão limita-se a interpretar
normas infraconstitucionais. II. - O acórdão recorrido partiu da
análise do contexto fático-probatório trazido aos autos, o que,
por si só, seria suficiente para impedir o processamento do
recurso extraordinário (Súmula 279-STF). III. - Agravo não
provido” (AI 489.097-AgR/MG, Rel. Min. Carlos Velloso, 2ª
turma, DJ 08.10.2004).
Por fim, quanto à alegação de que a matéria discutida no acórdão
9
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ARE 831561 AGR-AGR / BA
provimento” (ARE 682.823-AgR/PE, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª
Turma, DJe 14.9.2012).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL. PAGAMENTO DE ADICIONAL DE
INSALUBRIDADE.
CONTROVÉRSIA
DECIDIDA
EXCLUSIVAMENTE
À
LUZ
DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279
DESTA CORTE. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS INCISOS
XXXV, LIV E LV DO ART. 5º DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
INSUBSISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO.
1. Caso em que entendimento diverso do adotado pelo aresto
impugnado demandaria o reexame da legislação ordinária
aplicada à espécie e o revolvimento dos fatos e provas
constantes dos autos. Providências vedadas na instância
extraordinária. 2. No caso, a jurisdição foi prestada de forma
completa, embora em sentido contrário aos interesses da parte
recorrente, o que não configura cerceamento de defesa. 3.
Incide, quanto ao mais, a Súmula 282 do STF. 4. Agravo
regimental desprovido” (AI 531.863-AgR/RS, Rel. Min. Carlos
Britto, 1ª Turma, DJe 20.11.2009).
“CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
OFENSA À CONSTITUIÇÃO. SÚMULA 279-STF. I. - Somente a
ofensa direta à Constituição autoriza a admissão do recurso
extraordinário. No caso, o acórdão limita-se a interpretar
normas infraconstitucionais. II. - O acórdão recorrido partiu da
análise do contexto fático-probatório trazido aos autos, o que,
por si só, seria suficiente para impedir o processamento do
recurso extraordinário (Súmula 279-STF). III. - Agravo não
provido” (AI 489.097-AgR/MG, Rel. Min. Carlos Velloso, 2ª
turma, DJ 08.10.2004).
Por fim, quanto à alegação de que a matéria discutida no acórdão
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 831561 AGR-AGR / BA
recorrido é similar à do RE 642.682-RG/SP, não assiste razão ao agravante,
por ausência de identidade entre o paradigma apontado e o caso
presente.
Nesse contexto, as razões do agravo regimental não se mostram
aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada,
mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito
da Constituição da República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
10
Supremo Tribunal Federal
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ARE 831561 AGR-AGR / BA
recorrido é similar à do RE 642.682-RG/SP, não assiste razão ao agravante,
por ausência de identidade entre o paradigma apontado e o caso
presente.
Nesse contexto, as razões do agravo regimental não se mostram
aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada,
mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito
da Constituição da República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
10
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15
Extrato de Ata - 26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 831.561
PROCED. : BAHIA
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S) : JOSÉ NOBRE CHAGAS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : LEONARDO LIMA NAZARETH ANDRADE E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 26.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki
para julgar processos a eles vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 831.561
PROCED. : BAHIA
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S) : JOSÉ NOBRE CHAGAS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : LEONARDO LIMA NAZARETH ANDRADE E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 26.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki
para julgar processos a eles vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8649379
| 2015-05-26T00:00:00
| 2015-06-10T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 26.5.2015.
|
AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
DIREITO ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. CORPO DE BOMBEIROS. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. GRAU DE RISCO DE EXPOSIÇÃO. PERCENTUAL. AVALIAÇÃO QUALITATIVA. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 05.10.2011.
Divergir do entendimento do Tribunal a quo acerca do percentual a ser aplicado ao adicional de insalubridade em função do grau de risco no exercício das atividades que os policiais militares do Corpo de Bombeiros estão expostos exigiria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão recorrido e análise de normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie – Norma Regulamentadora nº 15 do Ministério do Trabalho e Lei Estadual nº 4.794/1988 -, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Precedentes.
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
|
sjur307978
|
- Acórdão(s) citado(s):
(ADICIONAL DE INSALUBRIDADE)
AI 489097 AgR (2ªT), AI 531863 AgR (1ªT), RE 642682 RG, ARE 682823 AgR (1ªT), RE 637065 AgR (1ªT).
Número de páginas: 15.
Análise: 29/06/2015, MJC.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
831561
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00003 LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-EST LEI-004794 ANO-1988\n LEI ORDINÁRIA, BA"
] |
ARE-AgR-AgR
|
acordaos
|
ARE 831561 AgR-AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S) : JOSÉ NOBRE CHAGAS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : LEONARDO LIMA NAZARETH ANDRADE E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
831.561 BAHIA
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S)
:JOSÉ NOBRE CHAGAS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:LEONARDO
LIMA
NAZARETH
ANDRADE
E
OUTRO(A/S)
EMENTA
DIREITO ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. CORPO DE
BOMBEIROS. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. GRAU DE RISCO DE
EXPOSIÇÃO. PERCENTUAL. AVALIAÇÃO QUALITATIVA. ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO
REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O MANEJO
DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO
PUBLICADO EM 05.10.2011.
Divergir do entendimento do Tribunal a quo acerca do percentual a
ser aplicado ao adicional de insalubridade em função do grau de risco no
exercício das atividades que os policiais militares do Corpo de Bombeiros
estão expostos exigiria a reelaboração da moldura fática delineada no
acórdão recorrido e análise de normas infraconstitucionais aplicáveis à
espécie – Norma Regulamentadora n 15 do Ministério do Trabalho e Lei
Estadual n 4.794/1988 -, o que refoge à competência jurisdicional
extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Precedentes.
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15
Ementa e Acórdão
ARE 831561 AGR-AGR / BA
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 26 de maio de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 831561 AGR-AGR / BA
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 26 de maio de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15
Relatório
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
831.561 BAHIA
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S)
:JOSÉ NOBRE CHAGAS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:LEONARDO
LIMA
NAZARETH
ANDRADE
E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão
proferida pelo eminente Ministro Ricardo Lewandowski, na qualidade de
Presidente desta Corte, pela qual negado seguimento ao agravo em
recurso extraordinário (fl. 264), ante a aplicação do art. 543-B do Código de Processo Civil,
manejou agravo regimental o Estado da Bahia (fls. 268-70).
Após exercido o juízo de retratação (fl. 272) pelo eminente Ministro
Ricardo Lewandowski, na qualidade de Presidente desta Corte,
distribuído o feito à minha relatoria em 28.11.2014.
Contra decisão por mim proferida (fls. 275-9), mediante a qual
negado seguimento a seu agravo em recurso extraordinário, maneja
segundo agravo regimental o Estado da Bahia.
O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de
que não demanda análise de legislação local ou do reexame do conjunto
fático-probatório dos autos para enfrentamento das razões recursais.
Sustenta que o debate se dá em âmbito constitucional. Afirma que “(...)
que de fato, o Estado da Bahia aduz que a legislação infraconstitucional concede o
pleiteado adicional em caráter meramente temporário: enquanto as condições
insalubres perdurarem, jamais podendo ser incorporado como se vencimento fosse
(...)” (fl. 285). Alega que a Corte já se pronunciou sobre tema afim em sede
de repercussão geral no Recurso Extraordinário 642.682-RG (fl. 285). Requer o provimento do
recurso.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
831.561 BAHIA
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S)
:JOSÉ NOBRE CHAGAS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:LEONARDO
LIMA
NAZARETH
ANDRADE
E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão
proferida pelo eminente Ministro Ricardo Lewandowski, na qualidade de
Presidente desta Corte, pela qual negado seguimento ao agravo em
recurso extraordinário (fl. 264), ante a aplicação do art. 543-B do Código de Processo Civil,
manejou agravo regimental o Estado da Bahia (fls. 268-70).
Após exercido o juízo de retratação (fl. 272) pelo eminente Ministro
Ricardo Lewandowski, na qualidade de Presidente desta Corte,
distribuído o feito à minha relatoria em 28.11.2014.
Contra decisão por mim proferida (fls. 275-9), mediante a qual
negado seguimento a seu agravo em recurso extraordinário, maneja
segundo agravo regimental o Estado da Bahia.
O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de
que não demanda análise de legislação local ou do reexame do conjunto
fático-probatório dos autos para enfrentamento das razões recursais.
Sustenta que o debate se dá em âmbito constitucional. Afirma que “(...)
que de fato, o Estado da Bahia aduz que a legislação infraconstitucional concede o
pleiteado adicional em caráter meramente temporário: enquanto as condições
insalubres perdurarem, jamais podendo ser incorporado como se vencimento fosse
(...)” (fl. 285). Alega que a Corte já se pronunciou sobre tema afim em sede
de repercussão geral no Recurso Extraordinário 642.682-RG (fl. 285). Requer o provimento do
recurso.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15
Relatório
ARE 831561 AGR-AGR / BA
O Tribunal de Justiça do Estado da Bahia julgou a controvérsia em
decisão cuja ementa, em parte, reproduzo:
“APELAÇÕES CÍVEIS. DIREITO ADMINISTRATIVO.
INCORPORAÇÃO DE ADICIONAIS. SERVIDOR PÚBLICO
MILITAR. CORPO DE BOMBEIROS. APELAÇÃO DO ESTADO
DA BAHIA. PRELIMINAR DE NULIDADE DA SENTENÇA
POR FALTA DE APRECIAÇÃO DOS INCIDENTES DE
ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA E IMPUGNAÇÃO AO VALOR DA
CAUSA REJEITADA.
(…)
RECURSO DOS AUTORES
PEDIDO DE INCIDÊNCIA DO ADICIONAL DESDE A
DATA DE INGRESSO NO CARGO E DE ELEVAÇÃO DO
PERCENTUAL FIXADO À TÍTULO DE INSALUBRIDADE DE
20% (VINTE POR CENTO) PARA 30% (TRINTA POR CENTO).
PROVIDOS.
Tendo em vista que foi reconhecido o direito a percepção
do adicional de insalubridade aos Atores, este direito deve
retroagir a data em que os Postulantes começaram a exercer as
atividades insalubres, ocorrida in casu com o ingresso no
Comando do Corpo de Bombeiros, devendo a referida data ser
apurada em sede de liquidação de sentença.
(...)” (fls. 198-200).
Acórdão do publicado em 05.10.2011.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 831561 AGR-AGR / BA
O Tribunal de Justiça do Estado da Bahia julgou a controvérsia em
decisão cuja ementa, em parte, reproduzo:
“APELAÇÕES CÍVEIS. DIREITO ADMINISTRATIVO.
INCORPORAÇÃO DE ADICIONAIS. SERVIDOR PÚBLICO
MILITAR. CORPO DE BOMBEIROS. APELAÇÃO DO ESTADO
DA BAHIA. PRELIMINAR DE NULIDADE DA SENTENÇA
POR FALTA DE APRECIAÇÃO DOS INCIDENTES DE
ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA E IMPUGNAÇÃO AO VALOR DA
CAUSA REJEITADA.
(…)
RECURSO DOS AUTORES
PEDIDO DE INCIDÊNCIA DO ADICIONAL DESDE A
DATA DE INGRESSO NO CARGO E DE ELEVAÇÃO DO
PERCENTUAL FIXADO À TÍTULO DE INSALUBRIDADE DE
20% (VINTE POR CENTO) PARA 30% (TRINTA POR CENTO).
PROVIDOS.
Tendo em vista que foi reconhecido o direito a percepção
do adicional de insalubridade aos Atores, este direito deve
retroagir a data em que os Postulantes começaram a exercer as
atividades insalubres, ocorrida in casu com o ingresso no
Comando do Corpo de Bombeiros, devendo a referida data ser
apurada em sede de liquidação de sentença.
(...)” (fls. 198-200).
Acórdão do publicado em 05.10.2011.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15
Voto - MIN. ROSA WEBER
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
831.561 BAHIA
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., XXXV, XXXVI, 7...,
XXIII, 37, caput, 93, IX, da Lei Maior.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na
origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o
vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional
arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de
correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde
com vício ao primado da fundamentação, notadamente
consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e
a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto
republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria:
Supremo Tribunal Federal
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26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
831.561 BAHIA
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., XXXV, XXXVI, 7...,
XXIII, 37, caput, 93, IX, da Lei Maior.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na
origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o
vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional
arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de
correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde
com vício ao primado da fundamentação, notadamente
consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e
a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto
republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria:
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 831561 AGR-AGR / BA
‘Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há
falar em ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, quando o acórdão
impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à
tese da recorrente.’ (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar
Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator
Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09)
‘Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a
responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS.
Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida
com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão
a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de
que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder
todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente.
Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade
das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a
majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de
medida provisória. Precedentes.’ (Recurso Extraordinário 511.581-AgR, Relator
Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08)
‘O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão
judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja
correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide:
declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou
não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita
a exigência constitucional.’ (AI 402.819-AgR, Relator Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03)
O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
legalidade, da inafastabilidade da prestação jurisdicional e da
proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa
julgada, (arts. 5... e 37 da Lei Maior), demanda, em primeiro
plano, a interpretação das normas infraconstitucionais
aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria
2
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ARE 831561 AGR-AGR / BA
‘Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há
falar em ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, quando o acórdão
impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à
tese da recorrente.’ (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar
Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator
Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09)
‘Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a
responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS.
Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida
com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão
a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de
que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder
todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente.
Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade
das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a
majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de
medida provisória. Precedentes.’ (Recurso Extraordinário 511.581-AgR, Relator
Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08)
‘O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão
judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja
correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide:
declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou
não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita
a exigência constitucional.’ (AI 402.819-AgR, Relator Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03)
O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
legalidade, da inafastabilidade da prestação jurisdicional e da
proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa
julgada, (arts. 5... e 37 da Lei Maior), demanda, em primeiro
plano, a interpretação das normas infraconstitucionais
aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 831561 AGR-AGR / BA
indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei
Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio
Supremo Tribunal Federal, verbis:
‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Tributário.
Ofensa reflexa e reexame de provas (Súmula n 279). 1. A Corte
tem entendimento pacífico no sentido de que a violação aos
preceitos constitucionais insculpidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV,
LV; e 37, caput, do Texto Maior, configura, via de regra, como no
presente caso, mera ofensa reflexa, sendo, dessa forma,
incabível a interposição de apelo extremo. 2. Os fundamentos
da agravante, insuficientes para modificar a decisão ora
agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo ao processo, em detrimento da eficiente prestação
jurisdicional. 3. Agravo regimental não provido.’ (AI 839.585-
AgR/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 08.3.2012)
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 37,
CAPUT, DA
CONSTITUIÇÃO
FEDERAL.
REAPRECIAÇÃO
DE
INTERPRETAÇÃO DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL.
IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I Esta Corte
firmou orientação no sentido de que, em regra, a alegação de
ofensa aos princípios constitucionais da legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, quando
dependente de exame prévio de normas infraconstitucionais,
configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o
que impede o cabimento do recurso extraordinário. II - Agravo
regimental improvido.’ (ARE 646.526-AgR/RN, Rel. Min.
Ricardo Lewanowski, 2... Turma, DJe 06.12.2011)
‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido,
do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz
de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto
constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta;
3
Supremo Tribunal Federal
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ARE 831561 AGR-AGR / BA
indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei
Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio
Supremo Tribunal Federal, verbis:
‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Tributário.
Ofensa reflexa e reexame de provas (Súmula n 279). 1. A Corte
tem entendimento pacífico no sentido de que a violação aos
preceitos constitucionais insculpidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV,
LV; e 37, caput, do Texto Maior, configura, via de regra, como no
presente caso, mera ofensa reflexa, sendo, dessa forma,
incabível a interposição de apelo extremo. 2. Os fundamentos
da agravante, insuficientes para modificar a decisão ora
agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo ao processo, em detrimento da eficiente prestação
jurisdicional. 3. Agravo regimental não provido.’ (AI 839.585-
AgR/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 08.3.2012)
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 37,
CAPUT, DA
CONSTITUIÇÃO
FEDERAL.
REAPRECIAÇÃO
DE
INTERPRETAÇÃO DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL.
IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I Esta Corte
firmou orientação no sentido de que, em regra, a alegação de
ofensa aos princípios constitucionais da legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, quando
dependente de exame prévio de normas infraconstitucionais,
configura situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, o
que impede o cabimento do recurso extraordinário. II - Agravo
regimental improvido.’ (ARE 646.526-AgR/RN, Rel. Min.
Ricardo Lewanowski, 2... Turma, DJe 06.12.2011)
‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido,
do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz
de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto
constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta;
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 831561 AGR-AGR / BA
ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos
princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93,
IX, da Constituição Federal.’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005)
‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO:
ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV
e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer
a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação,
interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão
fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso
constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não
configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5...,
XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou
não, do direito adquirido, situa-se no campo
infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo
legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela
indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas
processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a
admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V.
- Agravo não provido’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator
Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002).
‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU
RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR
PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE
EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE
CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI
413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II,
XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da
legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão,
procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde
não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna.
Recurso não conhecido’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro
Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001).
4
Supremo Tribunal Federal
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ARE 831561 AGR-AGR / BA
ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos
princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93,
IX, da Constituição Federal.’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005)
‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO:
ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV
e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer
a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação,
interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão
fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso
constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não
configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5...,
XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou
não, do direito adquirido, situa-se no campo
infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo
legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela
indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas
processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a
admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V.
- Agravo não provido’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator
Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002).
‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU
RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR
PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE
EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE
CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI
413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II,
XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da
legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão,
procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde
não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna.
Recurso não conhecido’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro
Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001).
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15
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ARE 831561 AGR-AGR / BA
Não há falar em afronta aos demais preceitos
constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no
caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir
da análise da legislação infraconstitucional local apontada no
apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da
Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste
egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula
280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.”
Nesse sentido: ARE 647.735-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1...
Turma, DJe 27.6.2012 e ARE 848.750-AgR/RO, Rel. Min. Cármen
Lúcia, 2... Turma, DJe 13.02.2015, cuja ementa transcrevo:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR PÚBLICO. POLICIAL CIVIL. ADICIONAL DE
PERICULOSIDADE. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NA
LEGISLAÇÃO LOCAL E NO CONJUNTO PROBATÓRIO.
OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. REEXAME DE
PROVAS. SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO.’
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).”
Nada colhe o agravo.
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
5
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ARE 831561 AGR-AGR / BA
Não há falar em afronta aos demais preceitos
constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no
caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir
da análise da legislação infraconstitucional local apontada no
apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da
Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste
egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula
280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.”
Nesse sentido: ARE 647.735-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1...
Turma, DJe 27.6.2012 e ARE 848.750-AgR/RO, Rel. Min. Cármen
Lúcia, 2... Turma, DJe 13.02.2015, cuja ementa transcrevo:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR PÚBLICO. POLICIAL CIVIL. ADICIONAL DE
PERICULOSIDADE. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NA
LEGISLAÇÃO LOCAL E NO CONJUNTO PROBATÓRIO.
OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. REEXAME DE
PROVAS. SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO.’
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).”
Nada colhe o agravo.
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
5
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 831561 AGR-AGR / BA
refere à inviabilidade de recurso extraordinário cuja suposta afronta ao
texto constitucional demande a interpretação de normas
infraconstitucionais e do reexame da moldura fática constante no acórdão
regional.
Oportuna a transcrição parcial do acórdão proferido pelo Tribunal
de Justiça do Estado da Bahia:
“(...)
A insalubridade no exercício da provisão se dá pela
natureza do serviço prestado que, sem qualquer dúvida, coloca
sempre o profissional em risco de vida, pois, envolve o
salvamento de outras vidas que encontram-se também em
perigo, ou em decorrência de incêndio ou outra calamidade
pública, hipótese de enchentes, deslizamento de terras, etc...
Acerca da incidência do adicional aos policiais que
exercem a função no Comando do Corpo de Bombeiros, leia-se
o laudo pericial emitido pelo Ministério Público do Trabalho,
acostado às fls. 13/5 dos autos:
‘(...) As atividades supracitadas estão classificadas de
acordo com o NR 15 Anexo 14 – Agentes Biológicos. Exercem
também suas funções em combate a incêndios em aeroportos e
indústrias dentre elas as indústrias petroquímicas estando
sujeitos a explosões e intoxicações por fumaças e produtos
químicos – NR 15 Anexos 13 e 14 das normas regulamentadoras
de segurança e medicina’.
Ademais, não há que se negar a concessão do referido
adicional, notadamente, porque comprovaram os Autores que
outros servidores públicos em situação idêntica a estes já o
percebem, conforme prova de fls. 16/18 dos autos.
(…)
Mais uma vez assiste razão aos suscitantes, porto que, nos
termos do laudo supramencionado a atividade exercida pelo
policial do Corpo de Bombeiros se classifica como de grau
médio.
A Lei 4.794/88 mencionada dispõe no seu artigo 46, § 1...
que o percentual será fixado entre 20% (vinte por cento) e 50%
6
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 831561 AGR-AGR / BA
refere à inviabilidade de recurso extraordinário cuja suposta afronta ao
texto constitucional demande a interpretação de normas
infraconstitucionais e do reexame da moldura fática constante no acórdão
regional.
Oportuna a transcrição parcial do acórdão proferido pelo Tribunal
de Justiça do Estado da Bahia:
“(...)
A insalubridade no exercício da provisão se dá pela
natureza do serviço prestado que, sem qualquer dúvida, coloca
sempre o profissional em risco de vida, pois, envolve o
salvamento de outras vidas que encontram-se também em
perigo, ou em decorrência de incêndio ou outra calamidade
pública, hipótese de enchentes, deslizamento de terras, etc...
Acerca da incidência do adicional aos policiais que
exercem a função no Comando do Corpo de Bombeiros, leia-se
o laudo pericial emitido pelo Ministério Público do Trabalho,
acostado às fls. 13/5 dos autos:
‘(...) As atividades supracitadas estão classificadas de
acordo com o NR 15 Anexo 14 – Agentes Biológicos. Exercem
também suas funções em combate a incêndios em aeroportos e
indústrias dentre elas as indústrias petroquímicas estando
sujeitos a explosões e intoxicações por fumaças e produtos
químicos – NR 15 Anexos 13 e 14 das normas regulamentadoras
de segurança e medicina’.
Ademais, não há que se negar a concessão do referido
adicional, notadamente, porque comprovaram os Autores que
outros servidores públicos em situação idêntica a estes já o
percebem, conforme prova de fls. 16/18 dos autos.
(…)
Mais uma vez assiste razão aos suscitantes, porto que, nos
termos do laudo supramencionado a atividade exercida pelo
policial do Corpo de Bombeiros se classifica como de grau
médio.
A Lei 4.794/88 mencionada dispõe no seu artigo 46, § 1...
que o percentual será fixado entre 20% (vinte por cento) e 50%
6
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 831561 AGR-AGR / BA
(cinquenta por cento).
(…)
Diante do exposto, dou provimento ao recurso dos
autores, para fixar o início da percepção ao ingresso na
Corporação do Corpo de Bombeiros e para elevar o percentual
do adicional de insalubridade para 30% (trinta por cento).
(...)” (fls. 201-9)
Divergir do entendimento do Tribunal a quo acerca do percentual a
ser aplicado ao adicional de insalubridade em função do grau de risco no
exercício das atividades que os policiais militares do Corpo de Bombeiros
estão expostos exigiria a reelaboração da moldura fática delineada no
acórdão recorrido e análise de normas infraconstitucionais aplicáveis à
espécie – Norma Regulamentadora n 15 do Ministério do Trabalho e Lei
Estadual n 4.794/1988 -, o que refoge à competência jurisdicional
extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal.
Colho precedentes:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO
– PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – DEVIDO PROCESSO
LEGAL. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em
que transgredido o devido processo legal a ponto de se
enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é
próprio, de outro, descabe confundir a ausência de
aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de
forma contrária aos interesses do recorrente” (Recurso Extraordinário 637.065-
AgR/SC, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 26.8.2013).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
MILITAR. ADICIONAL DE INATIVIDADE. LEI ESTADUAL
n 10.426/90. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA
280 DO Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. 1. A ofensa ao direito local não
7
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ARE 831561 AGR-AGR / BA
(cinquenta por cento).
(…)
Diante do exposto, dou provimento ao recurso dos
autores, para fixar o início da percepção ao ingresso na
Corporação do Corpo de Bombeiros e para elevar o percentual
do adicional de insalubridade para 30% (trinta por cento).
(...)” (fls. 201-9)
Divergir do entendimento do Tribunal a quo acerca do percentual a
ser aplicado ao adicional de insalubridade em função do grau de risco no
exercício das atividades que os policiais militares do Corpo de Bombeiros
estão expostos exigiria a reelaboração da moldura fática delineada no
acórdão recorrido e análise de normas infraconstitucionais aplicáveis à
espécie – Norma Regulamentadora n 15 do Ministério do Trabalho e Lei
Estadual n 4.794/1988 -, o que refoge à competência jurisdicional
extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal.
Colho precedentes:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO
– PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – DEVIDO PROCESSO
LEGAL. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em
que transgredido o devido processo legal a ponto de se
enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é
próprio, de outro, descabe confundir a ausência de
aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de
forma contrária aos interesses do recorrente” (Recurso Extraordinário 637.065-
AgR/SC, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 26.8.2013).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
MILITAR. ADICIONAL DE INATIVIDADE. LEI ESTADUAL
n 10.426/90. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA
280 DO Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. 1. A ofensa ao direito local não
7
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 831561 AGR-AGR / BA
viabiliza o apelo extremo (Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal). Precedentes: AI
835.748-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de
01.08.2011; AI 461.855-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Dje de
30.4.2010 e AI 544.721-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski,
Dje de 31.10.2007; AI 694.656-AgR, Primeira Turma, Rel. Min.
Cármen Lúcia, DJe de 12.03.2009. 2. O direito adquirido, o ato
jurídico perfeito e a coisa julgada, quando objeto de verificação
de cada caso concreto acerca da ocorrência ou não de violação,
não desafiam a instância extraordinária, posto implicarem
análise de matéria infraconstitucional. Precedentes. AI 700.685-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe
23.02.2008 e AI 635.789-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Dias Toffoli, DJe de 27.04.2011. 3. In casu, o acórdão
recorrido assentou: APELAÇÃO CÍVEL. MANDADO DE
SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR.
REFORMA. PROVENTOS CORRESPONDENTES AO SOLDO
DA GRADUAÇÃO DE PRIMEIRO SARGENTO. ART. 89,
PARÁGRAFO ÚNICO DA LEI 10.426/90. ADICIONAL DE
INSALUBRIDADE. APELO IMPROVIDO. SENTENÇA
MANTIDA. 1. Não tendo o apelado sido reformado com base
no art. 83, I, da Lei 10.426/90, não faz jus ao recebimento de
proventos em valor correspondente ao soldo de segundo
tenente. 2. Por outro lado, tendo a sua reforma se dado quando
já contava com mais de trinta anos de serviço, tem direito a ser
reformado com proventos em valor correspondentes ao soldo
de primeiro sargento, de acordo com o art. 89, parágrafo único,
da Lei 10.426/90. 3. Por fazer jus, o apelado, ao recebimento do
adicional de inatividade desde a sua reforma e não tendo este
sido pago em momento algum, deve o referido adicional ser
implantado em seus proventos, correspondente a 30% sobre o
valor do soldo, calculado de acordo com a norma do inciso III
do § 2... do artigo 79 da Lei 10.426/90. Após a sua implantação,
deverá o mesmo sofrer a incidência do art. 19 da Lei Complementar 59/04,
sendo transformado em parcela autônoma de vantagem pessoal
com valor fixo. 4. Apelo a que se dá parcial provimento. 5.
Sentença reformada. 4. Agravo regimental a que se nega
8
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ARE 831561 AGR-AGR / BA
viabiliza o apelo extremo (Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal). Precedentes: AI
835.748-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de
01.08.2011; AI 461.855-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Dje de
30.4.2010 e AI 544.721-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski,
Dje de 31.10.2007; AI 694.656-AgR, Primeira Turma, Rel. Min.
Cármen Lúcia, DJe de 12.03.2009. 2. O direito adquirido, o ato
jurídico perfeito e a coisa julgada, quando objeto de verificação
de cada caso concreto acerca da ocorrência ou não de violação,
não desafiam a instância extraordinária, posto implicarem
análise de matéria infraconstitucional. Precedentes. AI 700.685-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe
23.02.2008 e AI 635.789-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Dias Toffoli, DJe de 27.04.2011. 3. In casu, o acórdão
recorrido assentou: APELAÇÃO CÍVEL. MANDADO DE
SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR.
REFORMA. PROVENTOS CORRESPONDENTES AO SOLDO
DA GRADUAÇÃO DE PRIMEIRO SARGENTO. ART. 89,
PARÁGRAFO ÚNICO DA LEI 10.426/90. ADICIONAL DE
INSALUBRIDADE. APELO IMPROVIDO. SENTENÇA
MANTIDA. 1. Não tendo o apelado sido reformado com base
no art. 83, I, da Lei 10.426/90, não faz jus ao recebimento de
proventos em valor correspondente ao soldo de segundo
tenente. 2. Por outro lado, tendo a sua reforma se dado quando
já contava com mais de trinta anos de serviço, tem direito a ser
reformado com proventos em valor correspondentes ao soldo
de primeiro sargento, de acordo com o art. 89, parágrafo único,
da Lei 10.426/90. 3. Por fazer jus, o apelado, ao recebimento do
adicional de inatividade desde a sua reforma e não tendo este
sido pago em momento algum, deve o referido adicional ser
implantado em seus proventos, correspondente a 30% sobre o
valor do soldo, calculado de acordo com a norma do inciso III
do § 2... do artigo 79 da Lei 10.426/90. Após a sua implantação,
deverá o mesmo sofrer a incidência do art. 19 da Lei Complementar 59/04,
sendo transformado em parcela autônoma de vantagem pessoal
com valor fixo. 4. Apelo a que se dá parcial provimento. 5.
Sentença reformada. 4. Agravo regimental a que se nega
8
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 831561 AGR-AGR / BA
provimento” (ARE 682.823-AgR/PE, Rel. Min. Luiz Fux, 1...
Turma, DJe 14.9.2012).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL. PAGAMENTO DE ADICIONAL DE
INSALUBRIDADE.
CONTROVÉRSIA
DECIDIDA
EXCLUSIVAMENTE
À
LUZ
DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279
DESTA CORTE. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS INCISOS
XXXV, LIV E LV DO ART. 5... DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
INSUBSISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO.
1. Caso em que entendimento diverso do adotado pelo aresto
impugnado demandaria o reexame da legislação ordinária
aplicada à espécie e o revolvimento dos fatos e provas
constantes dos autos. Providências vedadas na instância
extraordinária. 2. No caso, a jurisdição foi prestada de forma
completa, embora em sentido contrário aos interesses da parte
recorrente, o que não configura cerceamento de defesa. 3.
Incide, quanto ao mais, a Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo
regimental desprovido” (AI 531.863-AgR/RS, Rel. Min. Carlos
Britto, 1... Turma, DJe 20.11.2009).
“CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
OFENSA À CONSTITUIÇÃO. SÚMULA 279-Supremo Tribunal Federal. I. - Somente a
ofensa direta à Constituição autoriza a admissão do recurso
extraordinário. No caso, o acórdão limita-se a interpretar
normas infraconstitucionais. II. - O acórdão recorrido partiu da
análise do contexto fático-probatório trazido aos autos, o que,
por si só, seria suficiente para impedir o processamento do
recurso extraordinário (Súmula 279-Supremo Tribunal Federal). III. - Agravo não
provido” (AI 489.097-AgR/MG, Rel. Min. Carlos Velloso, 2...
turma, DJ 08.10.2004).
Por fim, quanto à alegação de que a matéria discutida no acórdão
9
Supremo Tribunal Federal
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ARE 831561 AGR-AGR / BA
provimento” (ARE 682.823-AgR/PE, Rel. Min. Luiz Fux, 1...
Turma, DJe 14.9.2012).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL. PAGAMENTO DE ADICIONAL DE
INSALUBRIDADE.
CONTROVÉRSIA
DECIDIDA
EXCLUSIVAMENTE
À
LUZ
DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279
DESTA CORTE. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS INCISOS
XXXV, LIV E LV DO ART. 5... DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
INSUBSISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO.
1. Caso em que entendimento diverso do adotado pelo aresto
impugnado demandaria o reexame da legislação ordinária
aplicada à espécie e o revolvimento dos fatos e provas
constantes dos autos. Providências vedadas na instância
extraordinária. 2. No caso, a jurisdição foi prestada de forma
completa, embora em sentido contrário aos interesses da parte
recorrente, o que não configura cerceamento de defesa. 3.
Incide, quanto ao mais, a Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo
regimental desprovido” (AI 531.863-AgR/RS, Rel. Min. Carlos
Britto, 1... Turma, DJe 20.11.2009).
“CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
OFENSA À CONSTITUIÇÃO. SÚMULA 279-Supremo Tribunal Federal. I. - Somente a
ofensa direta à Constituição autoriza a admissão do recurso
extraordinário. No caso, o acórdão limita-se a interpretar
normas infraconstitucionais. II. - O acórdão recorrido partiu da
análise do contexto fático-probatório trazido aos autos, o que,
por si só, seria suficiente para impedir o processamento do
recurso extraordinário (Súmula 279-Supremo Tribunal Federal). III. - Agravo não
provido” (AI 489.097-AgR/MG, Rel. Min. Carlos Velloso, 2...
turma, DJ 08.10.2004).
Por fim, quanto à alegação de que a matéria discutida no acórdão
9
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 831561 AGR-AGR / BA
recorrido é similar à do Recurso Extraordinário 642.682-RG/SP, não assiste razão ao agravante,
por ausência de identidade entre o paradigma apontado e o caso
presente.
Nesse contexto, as razões do agravo regimental não se mostram
aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada,
mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito
da Constituição da República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
10
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 831561 AGR-AGR / BA
recorrido é similar à do Recurso Extraordinário 642.682-RG/SP, não assiste razão ao agravante,
por ausência de identidade entre o paradigma apontado e o caso
presente.
Nesse contexto, as razões do agravo regimental não se mostram
aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada,
mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito
da Constituição da República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
10
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15
Extrato de Ata - 26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 831.561
PROCED. : BAHIA
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S) : JOSÉ NOBRE CHAGAS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : LEONARDO LIMA NAZARETH ANDRADE E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 26.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki
para julgar processos a eles vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 831.561
PROCED. : BAHIA
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S) : JOSÉ NOBRE CHAGAS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : LEONARDO LIMA NAZARETH ANDRADE E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 26.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki
para julgar processos a eles vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8644101
Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO",
"ARE 831561",
"ARE 831561 AGR",
"Recurso Extraordinário 642 . 682 - RG",
"Recurso Extraordinário 642 . 682 - RG",
"ARE 831561 AGR - AGR / BA",
"ARE 831561",
"AI 426 . 981 - AgR",
"AI 611 . 406 - AgR",
"Recurso Extraordinário 511 . 581 - AgR",
"AI 402 . 819 - AgR",
"ARE 831561",
"AI 426 . 981 - AgR",
"AI 611 . 406 - AgR",
"Recurso Extraordinário 511 . 581 - AgR",
"AI 402 . 819 - AgR",
"ARE 831561 AGR - AGR / BA",
"AI 839 . 585 - AgR / MG",
"ARE 646 . 526 - AgR / RN",
"AI 839 . 585 - AgR / MG",
"ARE 646 . 526 - AgR / RN",
"Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP",
"Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF",
"ARE 831561",
"Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP",
"Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 647 . 735 - AgR / SP",
"ARE 848 . 750 - AgR / RO",
"SÚMULAS NS . 279",
"ARE 831561 AGR - AGR / BA",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 647 . 735 - AgR / SP",
"ARE 848 . 750 - AgR / RO",
"SÚMULAS NS . 279",
"ARE 831561 AGR",
"Recurso Extraordinário 637 . 065 - AgR / SC",
"SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal",
"ARE 831561",
"Recurso Extraordinário 637 . 065 - AgR / SC",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 835 . 748 - AgR",
"AI 461 . 855 - AgR",
"AI 544 . 721 - AgR",
"AI 694 . 656 - AgR",
"AI 700 . 685 - AgR",
"AI 635 . 789 - AgR",
"ARE 831561 AGR",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 835 . 748 - AgR",
"AI 461 . 855 - AgR",
"AI 544 . 721 - AgR",
"AI 694 . 656 - AgR",
"AI 700 . 685 - AgR",
"AI 635 . 789 - AgR",
"ARE 831561 AGR",
"ARE 682 . 823 - AgR / PE",
"SÚMULA",
"Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 531 . 863 - AgR / RS",
"SÚMULA 279 - Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 - Supremo Tribunal Federal",
"AI 489 . 097 - AgR / MG",
"ARE 831561 AGR - AGR / BA",
"ARE 682 . 823 - AgR / PE",
"SÚMULA 279 DESTA CORTE",
"Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 531 . 863 - AgR / RS",
"SÚMULA 279 - Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 - Supremo Tribunal Federal",
"AI 489 . 097 - AgR / MG",
"Recurso Extraordinário 642 . 682 - RG / SP",
"Recurso Extraordinário 642 . 682 - RG / SP"
],
"LEGISLACAO": [
"Norma Regulamentadora n 15 do Ministério do Trabalho",
"Lei Estadual n 4 . 794 / 1988",
"art . 102 da Constituição Federal",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . , XXXV , XXXVI , 7 . . . , XXIII , 37 , caput , 93 , IX , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . , XXXV , XXXVI , 7 . . . , XXIII , 37 , caput , 93 , IX , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988",
"Lei n . 9 . 715 / 98",
"Lei n . 9 . 715 / 98",
"Constituição",
"arts . 5 . . . e 37 da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988",
"Lei n . 9 . 715 / 98",
"Lei n . 9 . 715 / 98",
"Constituição",
"arts . 5 . . . e 37 da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"arts . 5 . . . , II , XXXV , LIV , LV ; e",
"37 , caput , do Texto Maior",
"ART . 37 , CAPUT , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"arts . 5 . . . , II , XXXV , LIV , LV ; e",
"37 , caput , do Texto Maior",
"ART . 37 , CAPUT , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . , II , XXXV , LIV e LV e 93 , IX , da Constituição Federal",
"C",
".",
"F . , art . 5 . . . , II , XXXV , XXXVI , LIV e LV",
"LEI 413 / 69",
"LEI 4 . 728 / 65",
"ART . 5 . . . , II , XXII , XXXV E XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO",
"Carta Magna",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts",
"C",
".",
"F . , art",
"C",
".",
"F",
"DECRETO",
"-",
"LEI 413 / 69",
"LEI 4 . 728 / 65",
"ART . 5 . . . , II , XXII , XXXV E XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Carta Magna",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Constituição da República",
"art . 21 , § 1 . . . , do RISTF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 4 . 794 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 4 . 794 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Norma Regulamentadora n 15 do Ministério do Trabalho",
"Lei Estadual n 4 . 794 / 1988",
"art . 102 da Constituição Federal",
"LEI ESTADUAL n 10 . 426 / 90",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Norma Regulamentadora n 15 do Ministério do Trabalho",
"Lei Estadual n 4 . 794 / 1988",
"art . 102 da Constituição Federal",
"LEI ESTADUAL n 10 . 426 / 90",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 89 , PARÁGRAFO ÚNICO DA LEI 10 . 426 / 90",
"art . 83 , I , da Lei 10 . 426 / 90",
"art . 89 , parágrafo único , da Lei 10 . 426 / 90",
"inciso III do § 2 . . . do artigo 79 da Lei 10 . 426 / 90",
"art . 19 da Lei Complementar 59 / 04",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART",
"art . 83 , I , da Lei 10 . 426 / 90",
"art . 89 , parágrafo único , da Lei 10 . 426 / 90",
"inciso III do § 2 . . . do artigo 79 da Lei 10 . 426 / 90",
"art . 19 da Lei Complementar 59 / 04",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"INCISOS XXXV , LIV E LV DO ART . 5 . . . DA",
"CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"Brasília",
"Brasília",
"BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"Estado da Bahia",
"Estado da Bahia",
"BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"Estado da Bahia",
"ESTADO DA BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"BAHIA",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Corpo de Bombeiros",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Estado",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Estado",
"Estado",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal de Justiça do Estado da Bahia",
"CORPO DE BOMBEIROS",
"Corpo de Bombeiros",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"-",
"AGR",
"/",
"BA",
"Tribunal de Justiça do Estado da Bahia",
"CORPO DE BOMBEIROS",
"Corpo de Bombeiros",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"BAHIA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Suprema",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
"2",
".",
". . Turma",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
". . Turma",
"2",
".",
".",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"BA",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"-",
"AGR",
"/",
"BA",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
"2",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
". . Turma",
"2",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal de Justiça do Estado da Bahia",
"Comando do",
"Corpo de Bombeiros",
"Ministério Público do Trabalho",
"Corpo de Bombeiros",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Tribunal de Justiça do Estado da Bahia",
"Comando do Corpo de Bombeiros",
"Ministério Público do Trabalho",
"Corpo de Bombeiros",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Corpo de Bombeiros",
"Corpo de Bombeiros",
"1",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Corporação do Corpo de Bombeiros",
"Corpo de Bombeiros",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"1",
".",
".",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"JOSÉ NOBRE CHAGAS",
"LEONARDO LIMA NAZARETH ANDRADE",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"JOSÉ NOBRE CHAGAS",
"LEONARDO LIMA NAZARETH ANDRADE",
"Rosa Weber",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"ROSA WEBER",
"JOSÉ NOBRE CHAGAS",
"LEONARDO LIMA NAZARETH ANDRADE",
"Rosa Weber",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"Cezar Peluso",
"Carlos Britto",
"Eros Grau",
"Sepúlveda Pertence",
"Cezar Peluso",
"Carlos Britto",
"Eros Grau",
"Sepúlveda Pertence",
"ROSA WEBER",
"Dias Toffoli",
"Ricardo Lewanowski",
"Dias Toffoli",
"Ricardo Lewanowski",
"ROSA WEBER",
"Sepúlveda Pertence",
"Carlos Velloso",
"Ilmar Galvão",
"Sepúlveda Pertence",
"Carlos Velloso",
"Ilmar Galvão",
"ROSA WEBER",
"Luiz Fux",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Cármen Lúcia",
"ROSA WEBER ARE",
"ROSA WEBER",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"ROSA WEBER",
"Gilmar Mendes",
"Ellen Gracie",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Eros Grau",
"Dias Toffoli",
"Gilmar Mendes",
"Ellen Gracie",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Eros Grau",
"Dias Toffoli",
"ROSA WEBER",
"Luiz Fux",
"Carlos Britto",
"Carlos Velloso",
"Luiz Fux",
"Carlos Britto",
"Carlos Velloso",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"JOSÉ NOBRE CHAGAS",
"LEONARDO LIMA NAZARETH ANDRADE",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"JOSÉ NOBRE CHAGAS",
"LEONARDO LIMA NAZARETH ANDRADE",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"05",
".",
"10",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"28",
".",
"11",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"28",
".",
"11",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"10",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"10",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"11",
".",
"04",
"20",
".",
"02",
".",
"09",
"15",
".",
"8",
".",
"08",
"05",
".",
"9",
".",
"03",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"11",
".",
"04",
"20",
".",
"02",
".",
"09",
"15",
".",
"8",
".",
"08",
"05",
".",
"9",
".",
"03",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"08",
".",
"3",
".",
"2012",
"06",
".",
"12",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"08",
".",
"3",
".",
"2012",
"06",
".",
"12",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"6",
".",
"2005",
"20",
".",
"9",
".",
"2002",
"02",
".",
"02",
".",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"6",
".",
"2005",
"20",
".",
"9",
".",
"2002",
"02",
".",
"02",
".",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
".",
"6",
".",
"2012",
"13",
".",
"02",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
".",
"6",
".",
"2012",
"13",
".",
"02",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"8",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"8",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
".",
"08",
".",
"2011",
"30",
".",
"4",
".",
"2010",
"31",
".",
"10",
".",
"2007",
"12",
".",
"03",
".",
"2009",
"23",
".",
"02",
".",
"2008",
"27",
".",
"04",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
".",
"08",
".",
"2011",
"30",
".",
"4",
".",
"2010",
"31",
".",
"10",
".",
"2007",
"12",
".",
"03",
".",
"2009",
"23",
".",
"02",
".",
"2008",
"27",
".",
"04",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"9",
".",
"2012",
"20",
".",
"11",
".",
"2009",
"08",
".",
"10",
".",
"2004",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"9",
".",
"2012",
"20",
".",
"11",
".",
"2009",
"08",
".",
"10",
".",
"2004",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"26",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
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"/",
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"26",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NOS EMB.DECL. NA AÇÃO CAUTELAR 3.753 PARANÁ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:NOEL MUCHINSKI DA MOTA
ADV.(A/S)
:PAULO HENRIQUE CAMARGO VIVEIROS
AGDO.(A/S)
:ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL SECÇÃO DO
PARANÁ
ADV.(A/S)
:ANDREY SALMAZO POUBEL
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – OBJETO – AÇÃO CAUTELAR –
EFEITO SUSPENSIVO – NEGATIVA DE SEGUIMENTO AO PEDIDO. A
adequação de ação cautelar, destinada ao implemento de eficácia
suspensiva a extraordinário, pressupõe a viabilidade da sequência deste.
MULTA – AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL. Surgindo do exame do agravo o caráter
manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no §
2º do artigo 557 do Código de Processo Civil.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental, com imposição de multa, nos embargos de declaração na ação
cautelar, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão
presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do
julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 9 de junho de 2015.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8713442.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NOS EMB.DECL. NA AÇÃO CAUTELAR 3.753 PARANÁ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:NOEL MUCHINSKI DA MOTA
ADV.(A/S)
:PAULO HENRIQUE CAMARGO VIVEIROS
AGDO.(A/S)
:ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL SECÇÃO DO
PARANÁ
ADV.(A/S)
:ANDREY SALMAZO POUBEL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 29 de abril de
2015, desprovi os embargos de declaração, consignando:
EMBARGOS
DECLARATÓRIOS
–
VÍCIOS
–
INEXISTÊNCIA
DESPROVIMENTO.
1. Em 3 de março de 2015, neguei seguimento ao pedido,
consignando:
AÇÃO CAUTELAR – AUSÊNCIA DE
FUNDAMENTO JURÍDICO RELEVANTE –
NEGATIVA DE SEGUIMENTO.
1. O assessor Dr. Marcelo Novelino Camargo prestou
as seguintes informações:
Noel Muchiski da Mota busca a concessão de
medida acauteladora para suspender qualquer ato
mediante o qual se determine a devolução da carteira
da Ordem dos Advogados do Brasil ou o
cancelamento da respectiva inscrição, conforme
discutido no Recurso Extraordinário com Agravo nº
644.000, da relatoria do ministro Celso de Mello.
Nesse processo, a Segunda Turma negou
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8713443.
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09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NOS EMB.DECL. NA AÇÃO CAUTELAR 3.753 PARANÁ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:NOEL MUCHINSKI DA MOTA
ADV.(A/S)
:PAULO HENRIQUE CAMARGO VIVEIROS
AGDO.(A/S)
:ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL SECÇÃO DO
PARANÁ
ADV.(A/S)
:ANDREY SALMAZO POUBEL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 29 de abril de
2015, desprovi os embargos de declaração, consignando:
EMBARGOS
DECLARATÓRIOS
–
VÍCIOS
–
INEXISTÊNCIA
DESPROVIMENTO.
1. Em 3 de março de 2015, neguei seguimento ao pedido,
consignando:
AÇÃO CAUTELAR – AUSÊNCIA DE
FUNDAMENTO JURÍDICO RELEVANTE –
NEGATIVA DE SEGUIMENTO.
1. O assessor Dr. Marcelo Novelino Camargo prestou
as seguintes informações:
Noel Muchiski da Mota busca a concessão de
medida acauteladora para suspender qualquer ato
mediante o qual se determine a devolução da carteira
da Ordem dos Advogados do Brasil ou o
cancelamento da respectiva inscrição, conforme
discutido no Recurso Extraordinário com Agravo nº
644.000, da relatoria do ministro Celso de Mello.
Nesse processo, a Segunda Turma negou
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provimento a agravo, sendo interpostos embargos de
divergência, distribuídos a Vossa Excelência nos
termos dos artigos 76 e 335, § 3º, do Regimento
Interno do Supremo.
Diz ter impetrado mandado de segurança,
pleiteando a inscrição na Ordem dos Advogados do
Brasil, no qual a 3ª Vara Cível da Justiça Federal de
Curitiba indeferiu a ordem. Segundo informa, o
Tribunal Regional Federal da 4ª Região reformou a
sentença, reconhecendo o direito à inscrição
pretendida e ao recebimento da carteira de
identidade
profissional.
Menciona
decisão
monocrática formalizada pelo ministro Benedito
Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça, no
Recurso Especial nº 1.203.366/PR, assentando a
legalidade do indeferimento da inscrição do ora
autor.
Busca a regularização definitiva da inscrição no
quadro da Ordem dos Advogados do Brasil sem
submeter-se ao exame introduzido pela Lei nº 8.906,
de 4 de julho de 1994. Aduz haver concluído o curso
e preenchido os requisitos necessários em período
anterior à promulgação da referida lei. Consoante
afirma, não solicitou a inscrição por encontrar-se
impedido à época, ocupando cargo público
incompatível com tal requerimento.
Sob o ângulo do risco, aponta a ameaça ao
direito adquirido de ter a inscrição efetivada na
Ordem dos Advogados do Brasil. Postula o
implemento de liminar para suspender a devolução
da carteira até o julgamento definitivo da ação
principal. No mérito, pede a confirmação da
providência.
O processo encontra-se concluso para exame do
pleito de medida acauteladora.
2. Observem a organicidade do Direito instrumental.
2
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provimento a agravo, sendo interpostos embargos de
divergência, distribuídos a Vossa Excelência nos
termos dos artigos 76 e 335, § 3º, do Regimento
Interno do Supremo.
Diz ter impetrado mandado de segurança,
pleiteando a inscrição na Ordem dos Advogados do
Brasil, no qual a 3ª Vara Cível da Justiça Federal de
Curitiba indeferiu a ordem. Segundo informa, o
Tribunal Regional Federal da 4ª Região reformou a
sentença, reconhecendo o direito à inscrição
pretendida e ao recebimento da carteira de
identidade
profissional.
Menciona
decisão
monocrática formalizada pelo ministro Benedito
Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça, no
Recurso Especial nº 1.203.366/PR, assentando a
legalidade do indeferimento da inscrição do ora
autor.
Busca a regularização definitiva da inscrição no
quadro da Ordem dos Advogados do Brasil sem
submeter-se ao exame introduzido pela Lei nº 8.906,
de 4 de julho de 1994. Aduz haver concluído o curso
e preenchido os requisitos necessários em período
anterior à promulgação da referida lei. Consoante
afirma, não solicitou a inscrição por encontrar-se
impedido à época, ocupando cargo público
incompatível com tal requerimento.
Sob o ângulo do risco, aponta a ameaça ao
direito adquirido de ter a inscrição efetivada na
Ordem dos Advogados do Brasil. Postula o
implemento de liminar para suspender a devolução
da carteira até o julgamento definitivo da ação
principal. No mérito, pede a confirmação da
providência.
O processo encontra-se concluso para exame do
pleito de medida acauteladora.
2. Observem a organicidade do Direito instrumental.
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Relatório
AC 3753 ED-AGR / PR
A regra geral é a possibilidade de execução imediata das
decisões proferidas pelas instâncias ordinárias. O
empréstimo de eficácia suspensiva a recurso dirigido a
Tribunal Superior mostra-se providência sempre
excepcional, a pressupor não apenas o risco decorrente da
pronta exequibilidade do pronunciamento impugnado,
mas, igualmente, a forte plausibilidade do direito evocado
no recurso pendente de apreciação.
No caso, negou-se provimento ao Recurso
Extraordinário com Agravo nº 644.000 ante a ausência de
preliminar formal de existência de repercussão geral,
exigência contida no artigo 543-A, § 2º, do Código de
Processo Civil. À decisão monocrática sucedeu-se a
interposição de embargos de declaração, convertidos em
agravo regimental, o qual foi desprovido pela Segunda
Turma. Ainda dependem de análise embargos de
divergência.
Ora, o quadro narrado demonstra a ausência de
fundamento jurídico relevante a justificar a concessão da
medida postulada.
3. Nego seguimento ao pedido.
4. Publiquem.
O embargante argui omissão quanto à afronta aos
princípios do devido processo legal e da ampla defesa, presente
o cerceamento ao direito ao livre exercício de qualquer trabalho,
ofício ou profissão.
A parte embargada sustenta o acerto do ato atacado.
2. Na interposição destes embargos, atendeu-se aos
pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado
regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal.
Observem a organicidade do Direito instrumental. O
embargante pretende rediscutir as razões lançadas no ato ora
atacado, por meio do qual neguei seguimento ao pedido
veiculado. A esta altura, cabe buscar a reforma do
3
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A regra geral é a possibilidade de execução imediata das
decisões proferidas pelas instâncias ordinárias. O
empréstimo de eficácia suspensiva a recurso dirigido a
Tribunal Superior mostra-se providência sempre
excepcional, a pressupor não apenas o risco decorrente da
pronta exequibilidade do pronunciamento impugnado,
mas, igualmente, a forte plausibilidade do direito evocado
no recurso pendente de apreciação.
No caso, negou-se provimento ao Recurso
Extraordinário com Agravo nº 644.000 ante a ausência de
preliminar formal de existência de repercussão geral,
exigência contida no artigo 543-A, § 2º, do Código de
Processo Civil. À decisão monocrática sucedeu-se a
interposição de embargos de declaração, convertidos em
agravo regimental, o qual foi desprovido pela Segunda
Turma. Ainda dependem de análise embargos de
divergência.
Ora, o quadro narrado demonstra a ausência de
fundamento jurídico relevante a justificar a concessão da
medida postulada.
3. Nego seguimento ao pedido.
4. Publiquem.
O embargante argui omissão quanto à afronta aos
princípios do devido processo legal e da ampla defesa, presente
o cerceamento ao direito ao livre exercício de qualquer trabalho,
ofício ou profissão.
A parte embargada sustenta o acerto do ato atacado.
2. Na interposição destes embargos, atendeu-se aos
pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado
regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal.
Observem a organicidade do Direito instrumental. O
embargante pretende rediscutir as razões lançadas no ato ora
atacado, por meio do qual neguei seguimento ao pedido
veiculado. A esta altura, cabe buscar a reforma do
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pronunciamento mediante a via própria. Descabe confundir a
ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional
com decisão contrária aos interesses defendidos.
3. Ante o exposto, inexistente a apontada omissão,
desprovejo os embargos de declaração.
4. Publiquem.
Noel Muchinski da Mota, na minuta do regimental, insiste ter sido
inobservado o devido processo legal no ato formalizado. Requer a
concessão da medida acauteladora.
A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou
contraminuta.
É o relatório.
4
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pronunciamento mediante a via própria. Descabe confundir a
ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional
com decisão contrária aos interesses defendidos.
3. Ante o exposto, inexistente a apontada omissão,
desprovejo os embargos de declaração.
4. Publiquem.
Noel Muchinski da Mota, na minuta do regimental, insiste ter sido
inobservado o devido processo legal no ato formalizado. Requer a
concessão da medida acauteladora.
A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou
contraminuta.
É o relatório.
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NOS EMB.DECL. NA AÇÃO CAUTELAR 3.753 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente
credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Conforme consignei na decisão atacada, o empréstimo de eficácia
suspensiva a recurso dirigido a Tribunal Superior mostra-se providência
sempre excepcional, a pressupor não apenas o risco decorrente da pronta
exequibilidade do pronunciamento impugnado, mas, igualmente, a forte
plausibilidade do direito evocado no recurso pendente de apreciação.
O último requisito não se faz presente na espécie.
Negou-se provimento ao Recurso Extraordinário com Agravo nº
644.000 ante a ausência de preliminar formal de existência de repercussão
geral, exigência contida no artigo 543-A, § 2º, do Código de Processo
Civil. À decisão monocrática sucedeu-se a interposição de embargos de
declaração, convertidos em agravo regimental, o qual foi desprovido pela
Segunda Turma. Ainda dependem de análise embargos de divergência. O
quadro narrado revela, a mais não poder, a falta de fundamento jurídico
relevante a justificar a concessão da medida postulada.
Este agravo ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
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PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NOS EMB.DECL. NA AÇÃO CAUTELAR 3.753 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente
credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Conforme consignei na decisão atacada, o empréstimo de eficácia
suspensiva a recurso dirigido a Tribunal Superior mostra-se providência
sempre excepcional, a pressupor não apenas o risco decorrente da pronta
exequibilidade do pronunciamento impugnado, mas, igualmente, a forte
plausibilidade do direito evocado no recurso pendente de apreciação.
O último requisito não se faz presente na espécie.
Negou-se provimento ao Recurso Extraordinário com Agravo nº
644.000 ante a ausência de preliminar formal de existência de repercussão
geral, exigência contida no artigo 543-A, § 2º, do Código de Processo
Civil. À decisão monocrática sucedeu-se a interposição de embargos de
declaração, convertidos em agravo regimental, o qual foi desprovido pela
Segunda Turma. Ainda dependem de análise embargos de divergência. O
quadro narrado revela, a mais não poder, a falta de fundamento jurídico
relevante a justificar a concessão da medida postulada.
Este agravo ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
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partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos
termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da
parte agravada.
2
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partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos
termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da
parte agravada.
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Extrato de Ata - 09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NOS EMB.DECL. NA AÇÃO CAUTELAR 3.753
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : NOEL MUCHINSKI DA MOTA
ADV.(A/S) : PAULO HENRIQUE CAMARGO VIVEIROS
AGDO.(A/S) : ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL SECÇÃO DO PARANÁ
ADV.(A/S) : ANDREY SALMAZO POUBEL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 9.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8773062
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NOS EMB.DECL. NA AÇÃO CAUTELAR 3.753
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : NOEL MUCHINSKI DA MOTA
ADV.(A/S) : PAULO HENRIQUE CAMARGO VIVEIROS
AGDO.(A/S) : ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL SECÇÃO DO PARANÁ
ADV.(A/S) : ANDREY SALMAZO POUBEL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 9.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8797111
| 2015-06-09T00:00:00
| 2015-06-30T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 9.6.2015.
|
AG.REG. NOS EMB.DECL. NA AÇÃO CAUTELAR
|
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – OBJETO – AÇÃO CAUTELAR – EFEITO SUSPENSIVO – NEGATIVA DE SEGUIMENTO AO PEDIDO. A adequação de ação cautelar, destinada ao implemento de eficácia suspensiva a extraordinário, pressupõe a viabilidade da sequência deste.
MULTA – AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. Surgindo do exame do agravo o caráter manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil.
|
sjur310687
|
- Veja ARE 644000 do STF.
Número de páginas: 8.
Análise: 03/07/2015, IMC.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
3753
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543A PAR-00002 ART-00557 PAR-00002\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL"
] |
AC-ED-AgR
|
acordaos
|
AC 3753 ED-AgR
|
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] |
AGTE.(S) : NOEL MUCHINSKI DA MOTA
ADV.(A/S) : PAULO HENRIQUE CAMARGO VIVEIROS
AGDO.(A/S) : ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL SECÇÃO DO PARANÁ
ADV.(A/S) : ANDREY SALMAZO POUBEL
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] |
Ementa e Acórdão
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NOS EMB.DECL. NA AÇÃO CAUTELAR 3.753 PARANÁ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:NOEL MUCHINSKI DA MOTA
ADV.(A/S)
:PAULO HENRIQUE CAMARGO VIVEIROS
AGDO.(A/S)
:ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL SECÇÃO DO
PARANÁ
ADV.(A/S)
:ANDREY SALMAZO POUBEL
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – OBJETO – AÇÃO CAUTELAR –
EFEITO SUSPENSIVO – NEGATIVA DE SEGUIMENTO AO PEDIDO. A
adequação de ação cautelar, destinada ao implemento de eficácia
suspensiva a extraordinário, pressupõe a viabilidade da sequência deste.
MULTA – AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL. Surgindo do exame do agravo o caráter
manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no §
2... do artigo 557 do Código de Processo Civil.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental, com imposição de multa, nos embargos de declaração na ação
cautelar, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão
presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do
julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 9 de junho de 2015.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NOS EMB.DECL. NA AÇÃO CAUTELAR 3.753 PARANÁ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:NOEL MUCHINSKI DA MOTA
ADV.(A/S)
:PAULO HENRIQUE CAMARGO VIVEIROS
AGDO.(A/S)
:ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL SECÇÃO DO
PARANÁ
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O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 29 de abril de
2015, desprovi os embargos de declaração, consignando:
EMBARGOS
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–
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INEXISTÊNCIA
DESPROVIMENTO.
1. Em 3 de março de 2015, neguei seguimento ao pedido,
consignando:
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FUNDAMENTO JURÍDICO RELEVANTE –
NEGATIVA DE SEGUIMENTO.
1. O assessor Dr. Marcelo Novelino Camargo prestou
as seguintes informações:
Noel Muchiski da Mota busca a concessão de
medida acauteladora para suspender qualquer ato
mediante o qual se determine a devolução da carteira
da Ordem dos Advogados do Brasil ou o
cancelamento da respectiva inscrição, conforme
discutido no Recurso Extraordinário com Agravo n
644.000, da relatoria do ministro Celso de Mello.
Nesse processo, a Segunda Turma negou
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Supremo Tribunal Federal
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NOS EMB.DECL. NA AÇÃO CAUTELAR 3.753 PARANÁ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:NOEL MUCHINSKI DA MOTA
ADV.(A/S)
:PAULO HENRIQUE CAMARGO VIVEIROS
AGDO.(A/S)
:ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL SECÇÃO DO
PARANÁ
ADV.(A/S)
:ANDREY SALMAZO POUBEL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 29 de abril de
2015, desprovi os embargos de declaração, consignando:
EMBARGOS
DECLARATÓRIOS
–
VÍCIOS
–
INEXISTÊNCIA
DESPROVIMENTO.
1. Em 3 de março de 2015, neguei seguimento ao pedido,
consignando:
AÇÃO CAUTELAR – AUSÊNCIA DE
FUNDAMENTO JURÍDICO RELEVANTE –
NEGATIVA DE SEGUIMENTO.
1. O assessor Dr. Marcelo Novelino Camargo prestou
as seguintes informações:
Noel Muchiski da Mota busca a concessão de
medida acauteladora para suspender qualquer ato
mediante o qual se determine a devolução da carteira
da Ordem dos Advogados do Brasil ou o
cancelamento da respectiva inscrição, conforme
discutido no Recurso Extraordinário com Agravo n
644.000, da relatoria do ministro Celso de Mello.
Nesse processo, a Segunda Turma negou
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
AC 3753 ED-AGR / PR
provimento a agravo, sendo interpostos embargos de
divergência, distribuídos a Vossa Excelência nos
termos dos artigos 76 e 335, § 3..., do Regimento
Interno do Supremo.
Diz ter impetrado mandado de segurança,
pleiteando a inscrição na Ordem dos Advogados do
Brasil, no qual a 3... Vara Cível da Justiça Federal de
Curitiba indeferiu a ordem. Segundo informa, o
Tribunal Regional Federal da 4... Região reformou a
sentença, reconhecendo o direito à inscrição
pretendida e ao recebimento da carteira de
identidade
profissional.
Menciona
decisão
monocrática formalizada pelo ministro Benedito
Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça, no
Recurso Especial n 1.203.366/PR, assentando a
legalidade do indeferimento da inscrição do ora
autor.
Busca a regularização definitiva da inscrição no
quadro da Ordem dos Advogados do Brasil sem
submeter-se ao exame introduzido pela Lei n 8.906,
de 4 de julho de 1994. Aduz haver concluído o curso
e preenchido os requisitos necessários em período
anterior à promulgação da referida lei. Consoante
afirma, não solicitou a inscrição por encontrar-se
impedido à época, ocupando cargo público
incompatível com tal requerimento.
Sob o ângulo do risco, aponta a ameaça ao
direito adquirido de ter a inscrição efetivada na
Ordem dos Advogados do Brasil. Postula o
implemento de liminar para suspender a devolução
da carteira até o julgamento definitivo da ação
principal. No mérito, pede a confirmação da
providência.
O processo encontra-se concluso para exame do
pleito de medida acauteladora.
2. Observem a organicidade do Direito instrumental.
2
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AC 3753 ED-AGR / PR
provimento a agravo, sendo interpostos embargos de
divergência, distribuídos a Vossa Excelência nos
termos dos artigos 76 e 335, § 3..., do Regimento
Interno do Supremo.
Diz ter impetrado mandado de segurança,
pleiteando a inscrição na Ordem dos Advogados do
Brasil, no qual a 3... Vara Cível da Justiça Federal de
Curitiba indeferiu a ordem. Segundo informa, o
Tribunal Regional Federal da 4... Região reformou a
sentença, reconhecendo o direito à inscrição
pretendida e ao recebimento da carteira de
identidade
profissional.
Menciona
decisão
monocrática formalizada pelo ministro Benedito
Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça, no
Recurso Especial n 1.203.366/PR, assentando a
legalidade do indeferimento da inscrição do ora
autor.
Busca a regularização definitiva da inscrição no
quadro da Ordem dos Advogados do Brasil sem
submeter-se ao exame introduzido pela Lei n 8.906,
de 4 de julho de 1994. Aduz haver concluído o curso
e preenchido os requisitos necessários em período
anterior à promulgação da referida lei. Consoante
afirma, não solicitou a inscrição por encontrar-se
impedido à época, ocupando cargo público
incompatível com tal requerimento.
Sob o ângulo do risco, aponta a ameaça ao
direito adquirido de ter a inscrição efetivada na
Ordem dos Advogados do Brasil. Postula o
implemento de liminar para suspender a devolução
da carteira até o julgamento definitivo da ação
principal. No mérito, pede a confirmação da
providência.
O processo encontra-se concluso para exame do
pleito de medida acauteladora.
2. Observem a organicidade do Direito instrumental.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
AC 3753 ED-AGR / PR
A regra geral é a possibilidade de execução imediata das
decisões proferidas pelas instâncias ordinárias. O
empréstimo de eficácia suspensiva a recurso dirigido a
Tribunal Superior mostra-se providência sempre
excepcional, a pressupor não apenas o risco decorrente da
pronta exequibilidade do pronunciamento impugnado,
mas, igualmente, a forte plausibilidade do direito evocado
no recurso pendente de apreciação.
No caso, negou-se provimento ao Recurso
Extraordinário com Agravo n 644.000 ante a ausência de
preliminar formal de existência de repercussão geral,
exigência contida no artigo 543-A, § 2..., do Código de
Processo Civil. À decisão monocrática sucedeu-se a
interposição de embargos de declaração, convertidos em
agravo regimental, o qual foi desprovido pela Segunda
Turma. Ainda dependem de análise embargos de
divergência.
Ora, o quadro narrado demonstra a ausência de
fundamento jurídico relevante a justificar a concessão da
medida postulada.
3. Nego seguimento ao pedido.
4. Publiquem.
O embargante argui omissão quanto à afronta aos
princípios do devido processo legal e da ampla defesa, presente
o cerceamento ao direito ao livre exercício de qualquer trabalho,
ofício ou profissão.
A parte embargada sustenta o acerto do ato atacado.
2. Na interposição destes embargos, atendeu-se aos
pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado
regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal.
Observem a organicidade do Direito instrumental. O
embargante pretende rediscutir as razões lançadas no ato ora
atacado, por meio do qual neguei seguimento ao pedido
veiculado. A esta altura, cabe buscar a reforma do
3
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AC 3753 ED-AGR / PR
A regra geral é a possibilidade de execução imediata das
decisões proferidas pelas instâncias ordinárias. O
empréstimo de eficácia suspensiva a recurso dirigido a
Tribunal Superior mostra-se providência sempre
excepcional, a pressupor não apenas o risco decorrente da
pronta exequibilidade do pronunciamento impugnado,
mas, igualmente, a forte plausibilidade do direito evocado
no recurso pendente de apreciação.
No caso, negou-se provimento ao Recurso
Extraordinário com Agravo n 644.000 ante a ausência de
preliminar formal de existência de repercussão geral,
exigência contida no artigo 543-A, § 2..., do Código de
Processo Civil. À decisão monocrática sucedeu-se a
interposição de embargos de declaração, convertidos em
agravo regimental, o qual foi desprovido pela Segunda
Turma. Ainda dependem de análise embargos de
divergência.
Ora, o quadro narrado demonstra a ausência de
fundamento jurídico relevante a justificar a concessão da
medida postulada.
3. Nego seguimento ao pedido.
4. Publiquem.
O embargante argui omissão quanto à afronta aos
princípios do devido processo legal e da ampla defesa, presente
o cerceamento ao direito ao livre exercício de qualquer trabalho,
ofício ou profissão.
A parte embargada sustenta o acerto do ato atacado.
2. Na interposição destes embargos, atendeu-se aos
pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado
regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal.
Observem a organicidade do Direito instrumental. O
embargante pretende rediscutir as razões lançadas no ato ora
atacado, por meio do qual neguei seguimento ao pedido
veiculado. A esta altura, cabe buscar a reforma do
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Relatório
AC 3753 ED-AGR / PR
pronunciamento mediante a via própria. Descabe confundir a
ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional
com decisão contrária aos interesses defendidos.
3. Ante o exposto, inexistente a apontada omissão,
desprovejo os embargos de declaração.
4. Publiquem.
Noel Muchinski da Mota, na minuta do regimental, insiste ter sido
inobservado o devido processo legal no ato formalizado. Requer a
concessão da medida acauteladora.
A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou
contraminuta.
É o relatório.
4
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AC 3753 ED-AGR / PR
pronunciamento mediante a via própria. Descabe confundir a
ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional
com decisão contrária aos interesses defendidos.
3. Ante o exposto, inexistente a apontada omissão,
desprovejo os embargos de declaração.
4. Publiquem.
Noel Muchinski da Mota, na minuta do regimental, insiste ter sido
inobservado o devido processo legal no ato formalizado. Requer a
concessão da medida acauteladora.
A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou
contraminuta.
É o relatório.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NOS EMB.DECL. NA AÇÃO CAUTELAR 3.753 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente
credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Conforme consignei na decisão atacada, o empréstimo de eficácia
suspensiva a recurso dirigido a Tribunal Superior mostra-se providência
sempre excepcional, a pressupor não apenas o risco decorrente da pronta
exequibilidade do pronunciamento impugnado, mas, igualmente, a forte
plausibilidade do direito evocado no recurso pendente de apreciação.
O último requisito não se faz presente na espécie.
Negou-se provimento ao Recurso Extraordinário com Agravo n
644.000 ante a ausência de preliminar formal de existência de repercussão
geral, exigência contida no artigo 543-A, § 2..., do Código de Processo
Civil. À decisão monocrática sucedeu-se a interposição de embargos de
declaração, convertidos em agravo regimental, o qual foi desprovido pela
Segunda Turma. Ainda dependem de análise embargos de divergência. O
quadro narrado revela, a mais não poder, a falta de fundamento jurídico
relevante a justificar a concessão da medida postulada.
Este agravo ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
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Supremo Tribunal Federal
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NOS EMB.DECL. NA AÇÃO CAUTELAR 3.753 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente
credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Conforme consignei na decisão atacada, o empréstimo de eficácia
suspensiva a recurso dirigido a Tribunal Superior mostra-se providência
sempre excepcional, a pressupor não apenas o risco decorrente da pronta
exequibilidade do pronunciamento impugnado, mas, igualmente, a forte
plausibilidade do direito evocado no recurso pendente de apreciação.
O último requisito não se faz presente na espécie.
Negou-se provimento ao Recurso Extraordinário com Agravo n
644.000 ante a ausência de preliminar formal de existência de repercussão
geral, exigência contida no artigo 543-A, § 2..., do Código de Processo
Civil. À decisão monocrática sucedeu-se a interposição de embargos de
declaração, convertidos em agravo regimental, o qual foi desprovido pela
Segunda Turma. Ainda dependem de análise embargos de divergência. O
quadro narrado revela, a mais não poder, a falta de fundamento jurídico
relevante a justificar a concessão da medida postulada.
Este agravo ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
AC 3753 ED-AGR / PR
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos
termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da
parte agravada.
2
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Supremo Tribunal Federal
AC 3753 ED-AGR / PR
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos
termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5%
sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da
parte agravada.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Extrato de Ata - 09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NOS EMB.DECL. NA AÇÃO CAUTELAR 3.753
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : NOEL MUCHINSKI DA MOTA
ADV.(A/S) : PAULO HENRIQUE CAMARGO VIVEIROS
AGDO.(A/S) : ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL SECÇÃO DO PARANÁ
ADV.(A/S) : ANDREY SALMAZO POUBEL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 9.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8773062
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NOS EMB.DECL. NA AÇÃO CAUTELAR 3.753
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : NOEL MUCHINSKI DA MOTA
ADV.(A/S) : PAULO HENRIQUE CAMARGO VIVEIROS
AGDO.(A/S) : ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL SECÇÃO DO PARANÁ
ADV.(A/S) : ANDREY SALMAZO POUBEL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 9.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AÇÃO CAUTELAR 3 . 753",
"AÇÃO CAUTELAR 3 . 753",
"Recurso Extraordinário com Agravo n 644 . 000",
"AÇÃO CAUTELAR 3 . 753",
"Recurso Extraordinário com Agravo n 644 . 000",
"AC 3753 ED - AGR / PR",
"Recurso Especial n 1 . 203 . 366 / PR",
"Recurso Especial n 1 . 203 . 366 / PR",
"AC 3753 ED",
"Recurso Extraordinário com Agravo n 644 . 000",
"AC 3753",
"Recurso Extraordinário com Agravo n 644 . 000",
"AC 3753 ED - AGR / PR",
"AC 3753 ED - AGR / PR",
"AÇÃO CAUTELAR 3 . 753",
"Recurso Extraordinário com Agravo n 644 . 000",
"Recurso Extraordinário com Agravo n 644 . 000",
"AC 3753 ED - AGR /",
"AC 3753 ED - AGR / PR",
"AÇÃO CAUTELAR 3 . 753"
],
"LEGISLACAO": [
"ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"§",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 76 e 335 , § 3 . . . , do Regimento Interno do Supremo",
"Lei n 8 . 906",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 76 e 335 , § 3 . . . , do Regimento Interno do Supremo",
"Lei n 8 . 906",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"Brasília",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"Curitiba",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL",
"SECÇÃO DO",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL",
"SECÇÃO",
"PARANÁ",
"Ordem dos Advogados do Brasil",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL",
"SECÇÃO DO PARANÁ",
"Ordem dos Advogados do Brasil",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ordem dos Advogados do Brasil",
".",
"Vara Cível da Justiça Federal de Curitiba",
"Tribunal",
"Regional Federal da 4 . . . Região",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Ordem dos Advogados do Brasil",
"Ordem dos Advogados do Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"-",
"AGR",
"/",
"PR",
"Ordem dos Advogados do Brasil",
".",
"Vara Cível da Justiça Federal de",
"Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Ordem dos Advogados do Brasil",
"Ordem dos Advogados do Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"AGR",
"/",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
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"-",
"Brasil",
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"PRIMEIRA TURMA",
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"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL",
"SECÇÃO",
"PARANÁ",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL",
"SECÇÃO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"NOEL MUCHINSKI DA MOTA",
"PAULO HENRIQUE CAMARGO VIVEIROS",
"ANDREY SALMAZO POUBEL",
"Rosa Weber",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"NOEL MUCHINSKI DA MOTA",
"PAULO HENRIQUE CAMARGO VIVEIROS",
"ANDREY SALMAZO POUBEL",
"MARCO AURÉLIO",
"Marcelo Novelino Camargo",
"Noel Muchiski da Mota",
"Celso de Mello",
"MARCO AURÉLIO",
"NOEL MUCHINSKI DA MOTA",
"PAULO HENRIQUE CAMARGO VIVEIROS",
"ANDREY SALMAZO POUBEL",
"MARCO AURÉLIO",
"Marcelo Novelino Camargo",
"Noel Muchiski da Mota",
"Celso de Mello",
"Benedito Gonçalves",
"Benedito Gonçalves",
"Noel Muchinski da Mota",
"Noel Muchinski da Mota",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"NOEL MUCHINSKI DA MOTA",
"PAULO HENRIQUE CAMARGO VIVEIROS",
"ANDREY SALMAZO POUBEL",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Paulo Gustavo Gonet",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"NOEL MUCHINSKI DA MOTA",
"PAULO HENRIQUE CAMARGO VIVEIROS",
"ANDREY SALMAZO POUBEL",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"9 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"29 de abril de 2015",
"3 de março de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"29 de abril de 2015",
"3 de março de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"4 de julho de 1994",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"4 de julho de 1994",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"9",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 795.765 MATO
GROSSO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:PRINCESA TURISMO LTDA - ME
ADV.(A/S)
:OTAVIO FERNANDO DE OLIVEIRA
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE MATO GROSSO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO ESTADO
DE MATO
GROSSO
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO
GROSSO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
MATO GROSSO
ADV.(A/S)
:ALLAN KARDEC SANTOS
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Precedente do Plenário. Possibilidade de julgamento imediato de
outras causas. ICMS. Prestação de serviço de transporte terrestre de
passageiros. Constitucionalidade. ADI nº 2.669/DF.
1. A Corte possui entendimento no sentido de que a existência de
precedente firmado pelo Plenário autoriza o julgamento imediato de
causas que versem sobre o mesmo tema, independentemente da
publicação ou do trânsito em julgado do leading case.
2. O Plenário da Corte, no julgamento da ADI 2.669/DF, Relator para
o acórdão Min. Marco Aurélio, firmou entendimento no sentido da
constitucionalidade da incidência de ICMS sobre a prestação de serviços
de transporte rodoviário de passageiros.
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
ARE 795765 AGR / MT
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 26 de maio de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 795765 AGR / MT
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 26 de maio de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Relatório
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 795.765 MATO
GROSSO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:PRINCESA TURISMO LTDA - ME
ADV.(A/S)
:OTAVIO FERNANDO DE OLIVEIRA
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE MATO GROSSO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO ESTADO
DE MATO
GROSSO
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO
GROSSO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
MATO GROSSO
ADV.(A/S)
:ALLAN KARDEC SANTOS
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental interposto de decisão por mim
proferida nos seguintes termos:
“Trata-se de agravo interposto de decisão que não admitiu
recursos extraordinários
fundados na letra a do permissivo
constitucional.
O acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Mato
Grosso restou assim ementado:
‘ARGUIÇÃO DA INCONSTITUCIONALIDADE -
DISPOSITIVOS DA LEI ESTADUAL No 7.098/1998 QUE
DIZEM RESPEITO À INCIDÊNCIA DO ICMS SOBRE O
TRANSPORTE TERRESTRE INTERMUNICIPAL E
INTERESTADUAL
DE
PASSAGEIROS
-
INCONSTITUCIONALIDADE DA LEI REVOGADA – LEI
ESTADUAL No 5.419/88 -JÁ DECLARADA PELO
ÓRGÃO ESPECIAL DESTE TRIBUNAL. - ACÓRDÃO No
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Supremo Tribunal Federal
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 795.765 MATO
GROSSO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:PRINCESA TURISMO LTDA - ME
ADV.(A/S)
:OTAVIO FERNANDO DE OLIVEIRA
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE MATO GROSSO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO ESTADO
DE MATO
GROSSO
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO
GROSSO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
MATO GROSSO
ADV.(A/S)
:ALLAN KARDEC SANTOS
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental interposto de decisão por mim
proferida nos seguintes termos:
“Trata-se de agravo interposto de decisão que não admitiu
recursos extraordinários
fundados na letra a do permissivo
constitucional.
O acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Mato
Grosso restou assim ementado:
‘ARGUIÇÃO DA INCONSTITUCIONALIDADE -
DISPOSITIVOS DA LEI ESTADUAL No 7.098/1998 QUE
DIZEM RESPEITO À INCIDÊNCIA DO ICMS SOBRE O
TRANSPORTE TERRESTRE INTERMUNICIPAL E
INTERESTADUAL
DE
PASSAGEIROS
-
INCONSTITUCIONALIDADE DA LEI REVOGADA – LEI
ESTADUAL No 5.419/88 -JÁ DECLARADA PELO
ÓRGÃO ESPECIAL DESTE TRIBUNAL. - ACÓRDÃO No
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Relatório
ARE 795765 AGR / MT
36530/2006 - MATÉRIA ANÁLOGA – IRRADIAÇÃO DOS
EFEITOS AO CASO EM EXAME - ARGUIÇÃO
ACOLHIDA.
A existência de precedente deste Egrégio Tribunal de
Justiça manifestado no Acórdão n' 36530/2006, que declara
a inconstitucionalidade incidenter tantum da Lei Estadual
n' 5.419/88 no que diz respeito à cobrança do ICMS
incidente sobre os serviços de transporte terrestre de
passageiros, vincula o entendimento aos casos análogos.
Considerando que a Lei Estadual n' 7.098/98 apenas
consolidou as normas referentes ao ICMS sobre a
prestação de serviços de transporte interestadual,
intermunicipal, que já estavam previstas na lei revogada -
Lei Estadual n' 5.419/88, e sendo idênticos os seus aspectos
fáticos/jurídicos,
deve
ser
reconhecida
a
inconstitucionalidade de seus dispositivos, em relação à
incidência do ICMS sobre os serviços de transporte
terrestre intermunicipal e interestadual de passageiros’ (e-
STJ fl. 234).
Os recorrentes articulam afronta ao art. 155, inciso II da
Constituição, sustentando que a exigência do ICMS sobre a
prestação de serviços de transporte terrestre de passageiros
intermunicipal e interestadual encontra suporte no referido
comando constitucional.
Decido.
O recurso merece prosperar.
A matéria encontra-se pacificada pelo Tribunal Pleno
desde a ADI nº 2.669/DF, Rel. p/ acórdão Min. Marco Aurélio,
Dje de 6/6/14, conforme ementa que segue:
‘ICMS – TRANSPORTE TERRESTRE – LEI
COMPLEMENTAR
Nº
87/96
–
CONSTITUCIONALIDADE. Mostra-se harmônica com a
Constituição Federal a incidência do ICMS sobre a
prestação de serviço de transporte terrestre.’
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 795765 AGR / MT
36530/2006 - MATÉRIA ANÁLOGA – IRRADIAÇÃO DOS
EFEITOS AO CASO EM EXAME - ARGUIÇÃO
ACOLHIDA.
A existência de precedente deste Egrégio Tribunal de
Justiça manifestado no Acórdão n' 36530/2006, que declara
a inconstitucionalidade incidenter tantum da Lei Estadual
n' 5.419/88 no que diz respeito à cobrança do ICMS
incidente sobre os serviços de transporte terrestre de
passageiros, vincula o entendimento aos casos análogos.
Considerando que a Lei Estadual n' 7.098/98 apenas
consolidou as normas referentes ao ICMS sobre a
prestação de serviços de transporte interestadual,
intermunicipal, que já estavam previstas na lei revogada -
Lei Estadual n' 5.419/88, e sendo idênticos os seus aspectos
fáticos/jurídicos,
deve
ser
reconhecida
a
inconstitucionalidade de seus dispositivos, em relação à
incidência do ICMS sobre os serviços de transporte
terrestre intermunicipal e interestadual de passageiros’ (e-
STJ fl. 234).
Os recorrentes articulam afronta ao art. 155, inciso II da
Constituição, sustentando que a exigência do ICMS sobre a
prestação de serviços de transporte terrestre de passageiros
intermunicipal e interestadual encontra suporte no referido
comando constitucional.
Decido.
O recurso merece prosperar.
A matéria encontra-se pacificada pelo Tribunal Pleno
desde a ADI nº 2.669/DF, Rel. p/ acórdão Min. Marco Aurélio,
Dje de 6/6/14, conforme ementa que segue:
‘ICMS – TRANSPORTE TERRESTRE – LEI
COMPLEMENTAR
Nº
87/96
–
CONSTITUCIONALIDADE. Mostra-se harmônica com a
Constituição Federal a incidência do ICMS sobre a
prestação de serviço de transporte terrestre.’
2
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Relatório
ARE 795765 AGR / MT
Ainda no mesmo sentido:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO.
IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E
SERVIÇOS – ICMS: INCIDÊNCIA SOBRE ATIVIDADE
DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE TRANSPORTE
TERRESTRE INTERMUNICIPAL E INTERESTADUAL DE
PASSAGEIROS.
CONSTITUCIONALIDADE
DA
EXAÇÃO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM HARMONIA
COM A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO.’ (ARE nº 788.455/SP-AgR, Segunda
Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, Dje 8/9/14)
Diante do exposto conheço do agravo e desde já, dou
provimento ao recurso extraordinário para denegar a
segurança.”
Alega o agravante inexistir acórdão paradigma a respaldar o
entendimento externado na decisão agravada, pois penderia o julgamento
dos embargos de declaração integrativos da ADI nº 2669/DF. Insiste na
inconstitucionalidade da Lei nº 7.098, do Estado de Mato Grosso.
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 795765 AGR / MT
Ainda no mesmo sentido:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO.
IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E
SERVIÇOS – ICMS: INCIDÊNCIA SOBRE ATIVIDADE
DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE TRANSPORTE
TERRESTRE INTERMUNICIPAL E INTERESTADUAL DE
PASSAGEIROS.
CONSTITUCIONALIDADE
DA
EXAÇÃO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM HARMONIA
COM A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO.’ (ARE nº 788.455/SP-AgR, Segunda
Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, Dje 8/9/14)
Diante do exposto conheço do agravo e desde já, dou
provimento ao recurso extraordinário para denegar a
segurança.”
Alega o agravante inexistir acórdão paradigma a respaldar o
entendimento externado na decisão agravada, pois penderia o julgamento
dos embargos de declaração integrativos da ADI nº 2669/DF. Insiste na
inconstitucionalidade da Lei nº 7.098, do Estado de Mato Grosso.
É o relatório.
3
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 795.765 MATO
GROSSO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O agravo não merece prosperar, pois o agravante não aduziu
argumentos capazes de infirmar o que restou decidido.
Com efeito, a Corte possui o entendimento de que a existência de
precedente firmado pelo Plenário autoriza o julgamento imediato de
causas que versem sobre o mesmo tema, independentemente da
publicação ou do trânsito em julgado do leading case, conforme se
verifica no julgamento do RE 227.221/CE-AgR, Rel. Min. Celso de Mello,
cuja ementa transcrevo a seguir:
“TAXA DE FISCALIZAÇÃO DOS MERCADOS DE
TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS - COMISSÃO DE
VALORES MOBILIÁRIOS - LEI Nº 7.940/89 – LEGITIMIDADE
CONSTITUCIONAL - PRECEDENTES FIRMADOS PELO
PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL -
POSSIBILIDADE DE JULGAMENTO IMEDIATO DE OUTRAS
CAUSAS VERSANDO O MESMO TEMA PELAS TURMAS OU
JUÍZES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, COM
FUNDAMENTO NO LEADING CASE (RISTF, ART. 101) -
AGRAVO IMPROVIDO.”
Nessa linha, reitero que o Plenário da Corte, no julgamento da ADI
2.669/DF, Relator para o acórdão o Ministro Marco Aurélio, firmou
entendimento no sentido da constitucionalidade da incidência de ICMS
sobre a prestação de serviços de transporte rodoviário de passageiros. No
mesmo sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8694212.
Supremo Tribunal Federal
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 795.765 MATO
GROSSO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O agravo não merece prosperar, pois o agravante não aduziu
argumentos capazes de infirmar o que restou decidido.
Com efeito, a Corte possui o entendimento de que a existência de
precedente firmado pelo Plenário autoriza o julgamento imediato de
causas que versem sobre o mesmo tema, independentemente da
publicação ou do trânsito em julgado do leading case, conforme se
verifica no julgamento do RE 227.221/CE-AgR, Rel. Min. Celso de Mello,
cuja ementa transcrevo a seguir:
“TAXA DE FISCALIZAÇÃO DOS MERCADOS DE
TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS - COMISSÃO DE
VALORES MOBILIÁRIOS - LEI Nº 7.940/89 – LEGITIMIDADE
CONSTITUCIONAL - PRECEDENTES FIRMADOS PELO
PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL -
POSSIBILIDADE DE JULGAMENTO IMEDIATO DE OUTRAS
CAUSAS VERSANDO O MESMO TEMA PELAS TURMAS OU
JUÍZES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, COM
FUNDAMENTO NO LEADING CASE (RISTF, ART. 101) -
AGRAVO IMPROVIDO.”
Nessa linha, reitero que o Plenário da Corte, no julgamento da ADI
2.669/DF, Relator para o acórdão o Ministro Marco Aurélio, firmou
entendimento no sentido da constitucionalidade da incidência de ICMS
sobre a prestação de serviços de transporte rodoviário de passageiros. No
mesmo sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 795765 AGR / MT
EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO.
ICMS. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE TRANSPORTE
RODOVIÁRIO
DE
PASSAGEIROS.
CONSTITUCIONALIDADE DA INCIDÊNCIA. ADI 2.669/DF.
EXISTÊNCIA DE PRECEDENTE FIRMADO PELO PLENÁRIO
DO STF. POSSIBILIDADE DE JULGAMENTO IMEDIATO DE
CAUSAS SOBRE A MESMA MATÉRIA PELOS RELATORES
OU PELAS TURMAS. AGRAVO A QUE SE NEGA
PROVIMENTO. I - O Plenário desta Corte, no julgamento da
ADI 2.669/DF, Relator para o Acórdão Min. Marco Aurélio,
firmou entendimento no sentido da constitucionalidade da
incidência de ICMS sobre a prestação de serviços de transporte
rodoviário de passageiros. II – A existência de precedente
firmado pelo Pleno do STF autoriza o julgamento imediato de
causas que versem sobre o mesmo tema, independentemente da
publicação ou do trânsito em julgado do leading case.
Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento”
(RE nº 631.091/PR – AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, Dje 01/4/14).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO. TRIBUTÁRIO.
IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E
SERVIÇOS – ICMS: INCIDÊNCIA SOBRE ATIVIDADE DE
PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE TRANSPORTE TERRESTRE
INTERMUNICIPAL E INTERESTADUAL DE PASSAGEIROS.
CONSTITUCIONALIDADE DA EXAÇÃO. ACÓRDÃO
RECORRIDO EM HARMONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 788.455/SP
-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 8/9/14).
“PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. SÚMULA 284/STF. ICMS
SOBRE A PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE TRANSPORTE
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8694212.
Supremo Tribunal Federal
ARE 795765 AGR / MT
EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO.
ICMS. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE TRANSPORTE
RODOVIÁRIO
DE
PASSAGEIROS.
CONSTITUCIONALIDADE DA INCIDÊNCIA. ADI 2.669/DF.
EXISTÊNCIA DE PRECEDENTE FIRMADO PELO PLENÁRIO
DO STF. POSSIBILIDADE DE JULGAMENTO IMEDIATO DE
CAUSAS SOBRE A MESMA MATÉRIA PELOS RELATORES
OU PELAS TURMAS. AGRAVO A QUE SE NEGA
PROVIMENTO. I - O Plenário desta Corte, no julgamento da
ADI 2.669/DF, Relator para o Acórdão Min. Marco Aurélio,
firmou entendimento no sentido da constitucionalidade da
incidência de ICMS sobre a prestação de serviços de transporte
rodoviário de passageiros. II – A existência de precedente
firmado pelo Pleno do STF autoriza o julgamento imediato de
causas que versem sobre o mesmo tema, independentemente da
publicação ou do trânsito em julgado do leading case.
Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento”
(RE nº 631.091/PR – AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, Dje 01/4/14).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO. TRIBUTÁRIO.
IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E
SERVIÇOS – ICMS: INCIDÊNCIA SOBRE ATIVIDADE DE
PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE TRANSPORTE TERRESTRE
INTERMUNICIPAL E INTERESTADUAL DE PASSAGEIROS.
CONSTITUCIONALIDADE DA EXAÇÃO. ACÓRDÃO
RECORRIDO EM HARMONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 788.455/SP
-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 8/9/14).
“PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. SÚMULA 284/STF. ICMS
SOBRE A PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE TRANSPORTE
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 795765 AGR / MT
RODOVIÁRIO
DE
PASSAGEIROS.
CONSTITUCIONALIDADE. ENTENDIMENTO ASSENTADO
PELO PLENO NO JULGAMENTO DA ADI 2.669 (REL. P/
ACÓRDÃO MIN. MARCO AURÉLIO, DJE DE 6/8/2014).
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”
(RE nº 672.613/PR–AgR, Segunda Turma, Rel Min. Teori
Zavascki, DJe de 13/5/15).
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 795765 AGR / MT
RODOVIÁRIO
DE
PASSAGEIROS.
CONSTITUCIONALIDADE. ENTENDIMENTO ASSENTADO
PELO PLENO NO JULGAMENTO DA ADI 2.669 (REL. P/
ACÓRDÃO MIN. MARCO AURÉLIO, DJE DE 6/8/2014).
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”
(RE nº 672.613/PR–AgR, Segunda Turma, Rel Min. Teori
Zavascki, DJe de 13/5/15).
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
3
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Extrato de Ata - 26/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 795.765
PROCED. : MATO GROSSO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : PRINCESA TURISMO LTDA - ME
ADV.(A/S) : OTAVIO FERNANDO DE OLIVEIRA
AGDO.(A/S) : ESTADO DE MATO GROSSO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO
GROSSO
ADV.(A/S) : ALLAN KARDEC SANTOS
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 26.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
p/ Maria Silvia Marques dos Santos
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 795.765
PROCED. : MATO GROSSO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : PRINCESA TURISMO LTDA - ME
ADV.(A/S) : OTAVIO FERNANDO DE OLIVEIRA
AGDO.(A/S) : ESTADO DE MATO GROSSO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO
GROSSO
ADV.(A/S) : ALLAN KARDEC SANTOS
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 26.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
p/ Maria Silvia Marques dos Santos
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8713116
| 2015-05-26T00:00:00
| 2015-06-19T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 26.05.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Precedente do Plenário. Possibilidade de julgamento imediato de outras causas. ICMS. Prestação de serviço de transporte terrestre de passageiros. Constitucionalidade. ADI nº 2.669/DF.
1. A Corte possui entendimento no sentido de que a existência de precedente firmado pelo Plenário autoriza o julgamento imediato de causas que versem sobre o mesmo tema, independentemente da publicação ou do trânsito em julgado do leading case.
2. O Plenário da Corte, no julgamento da ADI 2.669/DF, Relator para o acórdão Min. Marco Aurélio, firmou entendimento no sentido da constitucionalidade da incidência de ICMS sobre a prestação de serviços de transporte rodoviário de passageiros.
3. Agravo regimental não provido.
|
sjur309551
|
- Acórdão(s) citado(s):
(JULGAMENTO IMEDIATO, EXISTÊNCIA, LEADING CASE)
RE 227221 AgR (2ªT).
(CONSTITUCIONALIDADE, INCIDÊNCIA, ICMS)
ADI 2669 (TP), RE 631091 AgR (2ªT), ARE 788455 AgR (2ªT), RE 672613 AgR (2ªT).
Número de páginas: 9.
Análise: 29/07/2015, MAD.
|
DIAS TOFFOLI
|
Segunda Turma
|
795765
| null |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 795765 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : PRINCESA TURISMO LTDA - ME
ADV.(A/S) : OTAVIO FERNANDO DE OLIVEIRA
AGDO.(A/S) : ESTADO DE MATO GROSSO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO
ADV.(A/S) : ALLAN KARDEC SANTOS
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 795.765 MATO
GROSSO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:PRINCESA TURISMO LTDA - ME
ADV.(A/S)
:OTAVIO FERNANDO DE OLIVEIRA
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE MATO GROSSO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO ESTADO
DE MATO
GROSSO
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO
GROSSO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
MATO GROSSO
ADV.(A/S)
:ALLAN KARDEC SANTOS
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Precedente do Plenário. Possibilidade de julgamento imediato de
outras causas. ICMS. Prestação de serviço de transporte terrestre de
passageiros. Constitucionalidade. ADI n 2.669/DF.
1. A Corte possui entendimento no sentido de que a existência de
precedente firmado pelo Plenário autoriza o julgamento imediato de
causas que versem sobre o mesmo tema, independentemente da
publicação ou do trânsito em julgado do leading case.
2. O Plenário da Corte, no julgamento da ADI 2.669/DF, Relator para
o acórdão Min. Marco Aurélio, firmou entendimento no sentido da
constitucionalidade da incidência de ICMS sobre a prestação de serviços
de transporte rodoviário de passageiros.
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
ARE 795765 AGR / MT
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 26 de maio de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 795765 AGR / MT
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 26 de maio de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Relatório
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 795.765 MATO
GROSSO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:PRINCESA TURISMO LTDA - ME
ADV.(A/S)
:OTAVIO FERNANDO DE OLIVEIRA
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE MATO GROSSO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO ESTADO
DE MATO
GROSSO
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO
GROSSO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
MATO GROSSO
ADV.(A/S)
:ALLAN KARDEC SANTOS
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental interposto de decisão por mim
proferida nos seguintes termos:
“Trata-se de agravo interposto de decisão que não admitiu
recursos extraordinários
fundados na letra a do permissivo
constitucional.
O acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Mato
Grosso restou assim ementado:
‘ARGUIÇÃO DA INCONSTITUCIONALIDADE -
DISPOSITIVOS DA LEI ESTADUAL No 7.098/1998 QUE
DIZEM RESPEITO À INCIDÊNCIA DO ICMS SOBRE O
TRANSPORTE TERRESTRE INTERMUNICIPAL E
INTERESTADUAL
DE
PASSAGEIROS
-
INCONSTITUCIONALIDADE DA LEI REVOGADA – LEI
ESTADUAL No 5.419/88 -JÁ DECLARADA PELO
ÓRGÃO ESPECIAL DESTE TRIBUNAL. - ACÓRDÃO No
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Supremo Tribunal Federal
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 795.765 MATO
GROSSO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:PRINCESA TURISMO LTDA - ME
ADV.(A/S)
:OTAVIO FERNANDO DE OLIVEIRA
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE MATO GROSSO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO ESTADO
DE MATO
GROSSO
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO
GROSSO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
MATO GROSSO
ADV.(A/S)
:ALLAN KARDEC SANTOS
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental interposto de decisão por mim
proferida nos seguintes termos:
“Trata-se de agravo interposto de decisão que não admitiu
recursos extraordinários
fundados na letra a do permissivo
constitucional.
O acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Mato
Grosso restou assim ementado:
‘ARGUIÇÃO DA INCONSTITUCIONALIDADE -
DISPOSITIVOS DA LEI ESTADUAL No 7.098/1998 QUE
DIZEM RESPEITO À INCIDÊNCIA DO ICMS SOBRE O
TRANSPORTE TERRESTRE INTERMUNICIPAL E
INTERESTADUAL
DE
PASSAGEIROS
-
INCONSTITUCIONALIDADE DA LEI REVOGADA – LEI
ESTADUAL No 5.419/88 -JÁ DECLARADA PELO
ÓRGÃO ESPECIAL DESTE TRIBUNAL. - ACÓRDÃO No
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
ARE 795765 AGR / MT
36530/2006 - MATÉRIA ANÁLOGA – IRRADIAÇÃO DOS
EFEITOS AO CASO EM EXAME - ARGUIÇÃO
ACOLHIDA.
A existência de precedente deste Egrégio Tribunal de
Justiça manifestado no Acórdão n' 36530/2006, que declara
a inconstitucionalidade incidenter tantum da Lei Estadual
n' 5.419/88 no que diz respeito à cobrança do ICMS
incidente sobre os serviços de transporte terrestre de
passageiros, vincula o entendimento aos casos análogos.
Considerando que a Lei Estadual n' 7.098/98 apenas
consolidou as normas referentes ao ICMS sobre a
prestação de serviços de transporte interestadual,
intermunicipal, que já estavam previstas na lei revogada -
Lei Estadual n' 5.419/88, e sendo idênticos os seus aspectos
fáticos/jurídicos,
deve
ser
reconhecida
a
inconstitucionalidade de seus dispositivos, em relação à
incidência do ICMS sobre os serviços de transporte
terrestre intermunicipal e interestadual de passageiros’ (e-
Superior Tribunal de Justiça fl. 234).
Os recorrentes articulam afronta ao art. 155, inciso II da
Constituição, sustentando que a exigência do ICMS sobre a
prestação de serviços de transporte terrestre de passageiros
intermunicipal e interestadual encontra suporte no referido
comando constitucional.
Decido.
O recurso merece prosperar.
A matéria encontra-se pacificada pelo Tribunal Pleno
desde a ADI n 2.669/DF, Rel. p/ acórdão Min. Marco Aurélio,
Dje de 6/6/14, conforme ementa que segue:
‘ICMS – TRANSPORTE TERRESTRE – LEI
COMPLEMENTAR
n
87/96
–
CONSTITUCIONALIDADE. Mostra-se harmônica com a
Constituição Federal a incidência do ICMS sobre a
prestação de serviço de transporte terrestre.’
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 795765 AGR / MT
36530/2006 - MATÉRIA ANÁLOGA – IRRADIAÇÃO DOS
EFEITOS AO CASO EM EXAME - ARGUIÇÃO
ACOLHIDA.
A existência de precedente deste Egrégio Tribunal de
Justiça manifestado no Acórdão n' 36530/2006, que declara
a inconstitucionalidade incidenter tantum da Lei Estadual
n' 5.419/88 no que diz respeito à cobrança do ICMS
incidente sobre os serviços de transporte terrestre de
passageiros, vincula o entendimento aos casos análogos.
Considerando que a Lei Estadual n' 7.098/98 apenas
consolidou as normas referentes ao ICMS sobre a
prestação de serviços de transporte interestadual,
intermunicipal, que já estavam previstas na lei revogada -
Lei Estadual n' 5.419/88, e sendo idênticos os seus aspectos
fáticos/jurídicos,
deve
ser
reconhecida
a
inconstitucionalidade de seus dispositivos, em relação à
incidência do ICMS sobre os serviços de transporte
terrestre intermunicipal e interestadual de passageiros’ (e-
Superior Tribunal de Justiça fl. 234).
Os recorrentes articulam afronta ao art. 155, inciso II da
Constituição, sustentando que a exigência do ICMS sobre a
prestação de serviços de transporte terrestre de passageiros
intermunicipal e interestadual encontra suporte no referido
comando constitucional.
Decido.
O recurso merece prosperar.
A matéria encontra-se pacificada pelo Tribunal Pleno
desde a ADI n 2.669/DF, Rel. p/ acórdão Min. Marco Aurélio,
Dje de 6/6/14, conforme ementa que segue:
‘ICMS – TRANSPORTE TERRESTRE – LEI
COMPLEMENTAR
n
87/96
–
CONSTITUCIONALIDADE. Mostra-se harmônica com a
Constituição Federal a incidência do ICMS sobre a
prestação de serviço de transporte terrestre.’
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Relatório
ARE 795765 AGR / MT
Ainda no mesmo sentido:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO.
IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E
SERVIÇOS – ICMS: INCIDÊNCIA SOBRE ATIVIDADE
DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE TRANSPORTE
TERRESTRE INTERMUNICIPAL E INTERESTADUAL DE
PASSAGEIROS.
CONSTITUCIONALIDADE
DA
EXAÇÃO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM HARMONIA
COM A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO.’ (ARE n 788.455/SP-AgR, Segunda
Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, Dje 8/9/14)
Diante do exposto conheço do agravo e desde já, dou
provimento ao recurso extraordinário para denegar a
segurança.”
Alega o agravante inexistir acórdão paradigma a respaldar o
entendimento externado na decisão agravada, pois penderia o julgamento
dos embargos de declaração integrativos da ADI n 2669/DF. Insiste na
inconstitucionalidade da Lei n 7.098, do Estado de Mato Grosso.
É o relatório.
3
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8694211.
Supremo Tribunal Federal
ARE 795765 AGR / MT
Ainda no mesmo sentido:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO.
IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E
SERVIÇOS – ICMS: INCIDÊNCIA SOBRE ATIVIDADE
DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE TRANSPORTE
TERRESTRE INTERMUNICIPAL E INTERESTADUAL DE
PASSAGEIROS.
CONSTITUCIONALIDADE
DA
EXAÇÃO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM HARMONIA
COM A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO.’ (ARE n 788.455/SP-AgR, Segunda
Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, Dje 8/9/14)
Diante do exposto conheço do agravo e desde já, dou
provimento ao recurso extraordinário para denegar a
segurança.”
Alega o agravante inexistir acórdão paradigma a respaldar o
entendimento externado na decisão agravada, pois penderia o julgamento
dos embargos de declaração integrativos da ADI n 2669/DF. Insiste na
inconstitucionalidade da Lei n 7.098, do Estado de Mato Grosso.
É o relatório.
3
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8694211.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 795.765 MATO
GROSSO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O agravo não merece prosperar, pois o agravante não aduziu
argumentos capazes de infirmar o que restou decidido.
Com efeito, a Corte possui o entendimento de que a existência de
precedente firmado pelo Plenário autoriza o julgamento imediato de
causas que versem sobre o mesmo tema, independentemente da
publicação ou do trânsito em julgado do leading case, conforme se
verifica no julgamento do Recurso Extraordinário 227.221/CE-AgR, Rel. Min. Celso de Mello,
cuja ementa transcrevo a seguir:
“TAXA DE FISCALIZAÇÃO DOS MERCADOS DE
TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS - COMISSÃO DE
VALORES MOBILIÁRIOS - LEI n 7.940/89 – LEGITIMIDADE
CONSTITUCIONAL - PRECEDENTES FIRMADOS PELO
PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL -
POSSIBILIDADE DE JULGAMENTO IMEDIATO DE OUTRAS
CAUSAS VERSANDO O MESMO TEMA PELAS TURMAS OU
JUÍZES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, COM
FUNDAMENTO NO LEADING CASE (RISTF, ART. 101) -
AGRAVO IMPROVIDO.”
Nessa linha, reitero que o Plenário da Corte, no julgamento da ADI
2.669/DF, Relator para o acórdão o Ministro Marco Aurélio, firmou
entendimento no sentido da constitucionalidade da incidência de ICMS
sobre a prestação de serviços de transporte rodoviário de passageiros. No
mesmo sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 795.765 MATO
GROSSO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O agravo não merece prosperar, pois o agravante não aduziu
argumentos capazes de infirmar o que restou decidido.
Com efeito, a Corte possui o entendimento de que a existência de
precedente firmado pelo Plenário autoriza o julgamento imediato de
causas que versem sobre o mesmo tema, independentemente da
publicação ou do trânsito em julgado do leading case, conforme se
verifica no julgamento do Recurso Extraordinário 227.221/CE-AgR, Rel. Min. Celso de Mello,
cuja ementa transcrevo a seguir:
“TAXA DE FISCALIZAÇÃO DOS MERCADOS DE
TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS - COMISSÃO DE
VALORES MOBILIÁRIOS - LEI n 7.940/89 – LEGITIMIDADE
CONSTITUCIONAL - PRECEDENTES FIRMADOS PELO
PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL -
POSSIBILIDADE DE JULGAMENTO IMEDIATO DE OUTRAS
CAUSAS VERSANDO O MESMO TEMA PELAS TURMAS OU
JUÍZES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, COM
FUNDAMENTO NO LEADING CASE (RISTF, ART. 101) -
AGRAVO IMPROVIDO.”
Nessa linha, reitero que o Plenário da Corte, no julgamento da ADI
2.669/DF, Relator para o acórdão o Ministro Marco Aurélio, firmou
entendimento no sentido da constitucionalidade da incidência de ICMS
sobre a prestação de serviços de transporte rodoviário de passageiros. No
mesmo sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8694212.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 795765 AGR / MT
EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO.
ICMS. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE TRANSPORTE
RODOVIÁRIO
DE
PASSAGEIROS.
CONSTITUCIONALIDADE DA INCIDÊNCIA. ADI 2.669/DF.
EXISTÊNCIA DE PRECEDENTE FIRMADO PELO PLENÁRIO
DO Supremo Tribunal Federal. POSSIBILIDADE DE JULGAMENTO IMEDIATO DE
CAUSAS SOBRE A MESMA MATÉRIA PELOS RELATORES
OU PELAS TURMAS. AGRAVO A QUE SE NEGA
PROVIMENTO. I - O Plenário desta Corte, no julgamento da
ADI 2.669/DF, Relator para o Acórdão Min. Marco Aurélio,
firmou entendimento no sentido da constitucionalidade da
incidência de ICMS sobre a prestação de serviços de transporte
rodoviário de passageiros. II – A existência de precedente
firmado pelo Pleno do Supremo Tribunal Federal autoriza o julgamento imediato de
causas que versem sobre o mesmo tema, independentemente da
publicação ou do trânsito em julgado do leading case.
Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento”
(Recurso Extraordinário n 631.091/PR – AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, Dje 01/4/14).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO. TRIBUTÁRIO.
IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E
SERVIÇOS – ICMS: INCIDÊNCIA SOBRE ATIVIDADE DE
PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE TRANSPORTE TERRESTRE
INTERMUNICIPAL E INTERESTADUAL DE PASSAGEIROS.
CONSTITUCIONALIDADE DA EXAÇÃO. ACÓRDÃO
RECORRIDO EM HARMONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 788.455/SP
-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 8/9/14).
“PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. ICMS
SOBRE A PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE TRANSPORTE
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8694212.
Supremo Tribunal Federal
ARE 795765 AGR / MT
EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO.
ICMS. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE TRANSPORTE
RODOVIÁRIO
DE
PASSAGEIROS.
CONSTITUCIONALIDADE DA INCIDÊNCIA. ADI 2.669/DF.
EXISTÊNCIA DE PRECEDENTE FIRMADO PELO PLENÁRIO
DO Supremo Tribunal Federal. POSSIBILIDADE DE JULGAMENTO IMEDIATO DE
CAUSAS SOBRE A MESMA MATÉRIA PELOS RELATORES
OU PELAS TURMAS. AGRAVO A QUE SE NEGA
PROVIMENTO. I - O Plenário desta Corte, no julgamento da
ADI 2.669/DF, Relator para o Acórdão Min. Marco Aurélio,
firmou entendimento no sentido da constitucionalidade da
incidência de ICMS sobre a prestação de serviços de transporte
rodoviário de passageiros. II – A existência de precedente
firmado pelo Pleno do Supremo Tribunal Federal autoriza o julgamento imediato de
causas que versem sobre o mesmo tema, independentemente da
publicação ou do trânsito em julgado do leading case.
Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento”
(Recurso Extraordinário n 631.091/PR – AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, Dje 01/4/14).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO. TRIBUTÁRIO.
IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E
SERVIÇOS – ICMS: INCIDÊNCIA SOBRE ATIVIDADE DE
PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE TRANSPORTE TERRESTRE
INTERMUNICIPAL E INTERESTADUAL DE PASSAGEIROS.
CONSTITUCIONALIDADE DA EXAÇÃO. ACÓRDÃO
RECORRIDO EM HARMONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 788.455/SP
-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 8/9/14).
“PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. ICMS
SOBRE A PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE TRANSPORTE
2
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 795765 AGR / MT
RODOVIÁRIO
DE
PASSAGEIROS.
CONSTITUCIONALIDADE. ENTENDIMENTO ASSENTADO
PELO PLENO NO JULGAMENTO DA ADI 2.669 (REL. P/
ACÓRDÃO MIN. MARCO AURÉLIO, DJE DE 6/8/2014).
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”
(Recurso Extraordinário n 672.613/PR–AgR, Segunda Turma, Rel Min. Teori
Zavascki, DJe de 13/5/15).
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 795765 AGR / MT
RODOVIÁRIO
DE
PASSAGEIROS.
CONSTITUCIONALIDADE. ENTENDIMENTO ASSENTADO
PELO PLENO NO JULGAMENTO DA ADI 2.669 (REL. P/
ACÓRDÃO MIN. MARCO AURÉLIO, DJE DE 6/8/2014).
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”
(Recurso Extraordinário n 672.613/PR–AgR, Segunda Turma, Rel Min. Teori
Zavascki, DJe de 13/5/15).
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Extrato de Ata - 26/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 795.765
PROCED. : MATO GROSSO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : PRINCESA TURISMO LTDA - ME
ADV.(A/S) : OTAVIO FERNANDO DE OLIVEIRA
AGDO.(A/S) : ESTADO DE MATO GROSSO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO
GROSSO
ADV.(A/S) : ALLAN KARDEC SANTOS
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 26.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
p/ Maria Silvia Marques dos Santos
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8636346
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 795.765
PROCED. : MATO GROSSO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : PRINCESA TURISMO LTDA - ME
ADV.(A/S) : OTAVIO FERNANDO DE OLIVEIRA
AGDO.(A/S) : ESTADO DE MATO GROSSO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO
GROSSO
ADV.(A/S) : ALLAN KARDEC SANTOS
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 26.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
p/ Maria Silvia Marques dos Santos
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 795 . 765",
"ADI n 2 . 669 / DF",
"ADI 2 . 669 / DF",
"ARE 795765 AGR / MT",
"ARE 795765 AGR / MT",
"ARE 795765 AGR /",
"Acórdão n ' 36530 / 2006",
"ADI n 2 . 669 / DF",
"ARE 795765 AGR / MT 36530 / 2006",
"Acórdão n ' 36530 / 2006",
"ADI n 2 . 669 / DF",
"ARE 795765 AGR / MT",
"ARE n 788 . 455 / SP - AgR",
"ADI n 2669 / DF",
"ARE 795765 AGR / MT",
"ARE n 788 . 455 / SP - AgR",
"ADI n 2669",
"AGRAVO 795 . 765",
"Recurso Extraordinário 227 . 221 / CE - AgR",
"ADI 2 . 669 / DF",
"Recurso Extraordinário 227 . 221 / CE - AgR",
"ADI 2 . 669 / DF",
"ARE 795765 AGR / MT",
"ADI 2 . 669 / DF",
"ADI 2 . 669 / DF",
"Recurso Extraordinário n 631 . 091 / PR – AgR",
"ARE n 788 . 455 / SP - AgR",
"SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 795765 AGR",
"ADI 2 . 669 / DF",
"ADI 2 . 669 / DF",
"Recurso Extraordinário n 631 . 091 / PR – AgR",
"ARE n 788 . 455 / SP - AgR",
"SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal",
"ADI 2 . 669",
"Recurso Extraordinário n 672 . 613 / PR – AgR",
"ADI 2 . 669",
"Recurso Extraordinário n 672 . 613 / PR – AgR",
"AGRAVO 795 . 765",
"RECURSO"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI ESTADUAL No 7 . 098 / 1998",
"LEI ESTADUAL No 5 . 419 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI ESTADUAL No 7 . 098 / 1998",
"LEI ESTADUAL No 5 . 419 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Estadual n ' 5 . 419 / 88",
"Lei Estadual n ' 7 . 098 / 98",
"Lei Estadual n ' 5 . 419 / 88",
"art . 155 , inciso II da Constituição",
"LEI COMPLEMENTAR n 87 / 96",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Estadual n ' 5 . 419 / 88",
"Lei Estadual n ' 7 . 098 / 98",
"Lei Estadual n ' 5 . 419 / 88",
"art . 155 , inciso II da Constituição",
"LEI COMPLEMENTAR n 87 / 96",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 7 . 098",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 7 . 098",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI n 7 . 940 / 89",
"RISTF , ART . 101",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI n 7 . 940 / 89",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MATO GROSSO",
"ESTADO DE MATO GROSSO",
"ESTADO DE MATO GROSSO",
"ESTADO DE MATO GROSSO",
"Brasília",
"Brasília",
"MATO GROSSO",
"ESTADO DE MATO GROSSO",
"ESTADO DE MATO GROSSO",
"ESTADO DE MATO GROSSO",
"MATO GROSSO",
"ESTADO DE MATO GROSSO",
"ESTADO DE MATO GROSSO",
"ESTADO DE MATO GROSSO",
"Estado de Mato Grosso",
"Estado de Mato Grosso",
"MATO GROSSO",
"MATO GROSSO",
"MATO GROSSO",
"ESTADO DE MATO GROSSO",
"ESTADO DE MATO GROSSO",
"ESTADO DE MATO GROSSO",
"MATO GROSSO",
"ESTADO DE MATO GROSSO",
"ESTADO DE MATO GROSSO",
"ESTADO DE MATO GROSSO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"PRINCESA TURISMO LTDA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO",
"Plenário",
"Plenário",
"Plenário da Corte",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"PRINCESA TURISMO LTDA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO",
"Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"PRINCESA TURISMO LTDA - ME",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO",
"Tribunal de Justiça do Estado de Mato",
"ÓRGÃO ESPECIAL DESTE TRIBUNAL",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"e",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Segunda Turma",
"/",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Plenário",
"“",
"COMISSÃO",
"PLENÁRIO",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Plenário da Corte",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Plenário",
"COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS",
"PLENÁRIO",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Plenário da Corte",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Pleno do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PLENÁRIO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Pleno do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PLENO",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"PRINCESA TURISMO LTDA - ME",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"PRINCESA TURISMO LTDA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO",
"2",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"OTAVIO FERNANDO DE OLIVEIRA",
"ALLAN KARDEC SANTOS",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"OTAVIO FERNANDO DE OLIVEIRA",
"ALLAN KARDEC SANTOS",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"OTAVIO FERNANDO DE OLIVEIRA",
"ALLAN KARDEC SANTOS",
"DIAS TOFFOLI",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Celso de Mello",
"Marco Aurélio",
"DIAS TOFFOLI",
"Celso de Mello",
"Marco Aurélio",
"DIAS TOFFOLI",
"Marco Aurélio",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Marco Aurélio",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"MARCO AURÉLIO",
"Teori Zavascki",
"MARCO AURÉLIO",
"Teori Zavascki",
"DIAS TOFFOLI",
"OTAVIO FERNANDO DE OLIVEIRA",
"ALLAN KARDEC SANTOS",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Deborah Duprat",
"DIAS TOFFOLI",
"OTAVIO FERNANDO DE OLIVEIRA",
"ALLAN KARDEC SANTOS",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Deborah Duprat"
],
"TEMPO": [
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
"/",
"6",
"/",
"14",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
"/",
"6",
"/",
"14",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"8",
"/",
"9",
"/",
"14",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"8",
"/",
"9",
"/",
"14",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"4",
"/",
"14",
"8",
"/",
"9",
"/",
"14",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"4",
"/",
"14",
"8",
"/",
"9",
"/",
"14",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
"/",
"8",
"/",
"2014",
"13",
"/",
"5",
"/",
"15",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
"/",
"8",
"/",
"2014",
"13",
"/",
"5",
"/",
"15",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"26",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.367 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:MANOEL JOSÉ CIRILO
ADV.(A/S)
:LUÍS FLÁVIO AUGUSTO LEAL E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO
AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM
AGRAVO. AUSÊNCIA DAS RAZÕES RECURSAIS. SÚMULA 284/STF.
1. A parte agravante não apresentou as razões que ensejaria a
reforma da decisão agravada Incidência da Súmula 284/STF.
2. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que
se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de
declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Ministro Marco
Aurélio. Por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 09 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4
Relatório
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.367 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:MANOEL JOSÉ CIRILO
ADV.(A/S)
:LUÍS FLÁVIO AUGUSTO LEAL E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de embargos de declaração opostos contra decisão
que conheceu do presente agravo, mas negou-lhe provimento (art. 544, §
4º, II, a, do CPC), por entender que a decisão que negou seguimento ao
recurso extraordinário está correta e alinhada aos precedentes firmados
por esta Corte.
2.
O Desembargador Presidente da Seção de Direito Público
não admitiu o recurso extraordinário pelo seguintes fundamentos: (i)
ausência de regular prequestionamento do dispositivo constitucional tido
por violado, como exige a Súmula 282/STF; (ii) “os argumentos expendidos
não são suficientes para infirmaras conclusões do v. aresto combatido que contém
fundamentação adequada para lhe dar respaldo, tampouco ficando evidenciado o
suposto maltrato à norma constitucional enunciada”.
3.
A parte embargante afirma que “vem, respeitosamente, por
seu advogado infra-assinado nomeado pela Defensoria Pública, opor embargos de
declaração com objetivo de prequestionar artigos constitucionais para
interposição de agravo regimental”.
4.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749247.
Supremo Tribunal Federal
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.367 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:MANOEL JOSÉ CIRILO
ADV.(A/S)
:LUÍS FLÁVIO AUGUSTO LEAL E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de embargos de declaração opostos contra decisão
que conheceu do presente agravo, mas negou-lhe provimento (art. 544, §
4º, II, a, do CPC), por entender que a decisão que negou seguimento ao
recurso extraordinário está correta e alinhada aos precedentes firmados
por esta Corte.
2.
O Desembargador Presidente da Seção de Direito Público
não admitiu o recurso extraordinário pelo seguintes fundamentos: (i)
ausência de regular prequestionamento do dispositivo constitucional tido
por violado, como exige a Súmula 282/STF; (ii) “os argumentos expendidos
não são suficientes para infirmaras conclusões do v. aresto combatido que contém
fundamentação adequada para lhe dar respaldo, tampouco ficando evidenciado o
suposto maltrato à norma constitucional enunciada”.
3.
A parte embargante afirma que “vem, respeitosamente, por
seu advogado infra-assinado nomeado pela Defensoria Pública, opor embargos de
declaração com objetivo de prequestionar artigos constitucionais para
interposição de agravo regimental”.
4.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.367 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Recebo os presentes embargos de declaração como agravo
regimental, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver
reformada a decisão ora impugnada (Plenário, MI 823-ED-segundos, Rel.
Min. Celso de Mello; Plenário, Rcl 11.022-ED, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia,
Primeira Turma, ARE 680.718-ED, Rel. Min. Luiz Fux).
2.
Passo a apreciar a matéria.
3.
O agravo não deve ser conhecido, tendo em vista que a
parte agravante não apresentou as razões que ensejaria a reforma da
decisão agravada. Nessas circunstâncias, a hipótese atrai a incidência da
Súmula 284/STF:
“É inadmissível o recurso extraordinário, quando a
deficiência na sua fundamentação não permitir a exata
compreensão da controvérsia.”
4.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.367 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Recebo os presentes embargos de declaração como agravo
regimental, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver
reformada a decisão ora impugnada (Plenário, MI 823-ED-segundos, Rel.
Min. Celso de Mello; Plenário, Rcl 11.022-ED, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia,
Primeira Turma, ARE 680.718-ED, Rel. Min. Luiz Fux).
2.
Passo a apreciar a matéria.
3.
O agravo não deve ser conhecido, tendo em vista que a
parte agravante não apresentou as razões que ensejaria a reforma da
decisão agravada. Nessas circunstâncias, a hipótese atrai a incidência da
Súmula 284/STF:
“É inadmissível o recurso extraordinário, quando a
deficiência na sua fundamentação não permitir a exata
compreensão da controvérsia.”
4.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Extrato de Ata - 09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.367
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S) : MANOEL JOSÉ CIRILO
ADV.(A/S) : LUÍS FLÁVIO AUGUSTO LEAL E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 9.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.367
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S) : MANOEL JOSÉ CIRILO
ADV.(A/S) : LUÍS FLÁVIO AUGUSTO LEAL E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 9.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8831272
| 2015-06-09T00:00:00
| 2015-07-01T00:00:00
|
Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 9.6.2015.
|
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DAS RAZÕES RECURSAIS. SÚMULA 284/STF.
1. A parte agravante não apresentou as razões que ensejaria a reforma da decisão agravada Incidência da Súmula 284/STF.
2. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur310997
|
- Acórdão(s) citado(s):
(ED, CONVERSÃO)
Rcl 11022 ED (TP), ARE 680718 ED (1ªT), MI 823 ED (TP).
Número de páginas: 4.
Análise: 13/07/2015, MJC.
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ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
870367
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000284 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-ED
|
acordaos
|
ARE 870367 ED
|
[
""
] |
EMBTE.(S) : MANOEL JOSÉ CIRILO
ADV.(A/S) : LUÍS FLÁVIO AUGUSTO LEAL E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.367 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:MANOEL JOSÉ CIRILO
ADV.(A/S)
:LUÍS FLÁVIO AUGUSTO LEAL E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO
AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM
AGRAVO. AUSÊNCIA DAS RAZÕES RECURSAIS. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal.
1. A parte agravante não apresentou as razões que ensejaria a
reforma da decisão agravada Incidência da Súmula 284/Supremo Tribunal Federal.
2. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que
se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de
declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Ministro Marco
Aurélio. Por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 09 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4
Relatório
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.367 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:MANOEL JOSÉ CIRILO
ADV.(A/S)
:LUÍS FLÁVIO AUGUSTO LEAL E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de embargos de declaração opostos contra decisão
que conheceu do presente agravo, mas negou-lhe provimento (art. 544, §
4..., II, a, do Código de Processo Civil), por entender que a decisão que negou seguimento ao
recurso extraordinário está correta e alinhada aos precedentes firmados
por esta Corte.
2.
O Desembargador Presidente da Seção de Direito Público
não admitiu o recurso extraordinário pelo seguintes fundamentos: (i)
ausência de regular prequestionamento do dispositivo constitucional tido
por violado, como exige a Súmula 282/Supremo Tribunal Federal; (ii) “os argumentos expendidos
não são suficientes para infirmaras conclusões do v. aresto combatido que contém
fundamentação adequada para lhe dar respaldo, tampouco ficando evidenciado o
suposto maltrato à norma constitucional enunciada”.
3.
A parte embargante afirma que “vem, respeitosamente, por
seu advogado infra-assinado nomeado pela Defensoria Pública, opor embargos de
declaração com objetivo de prequestionar artigos constitucionais para
interposição de agravo regimental”.
4.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.367 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:MANOEL JOSÉ CIRILO
ADV.(A/S)
:LUÍS FLÁVIO AUGUSTO LEAL E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de embargos de declaração opostos contra decisão
que conheceu do presente agravo, mas negou-lhe provimento (art. 544, §
4..., II, a, do Código de Processo Civil), por entender que a decisão que negou seguimento ao
recurso extraordinário está correta e alinhada aos precedentes firmados
por esta Corte.
2.
O Desembargador Presidente da Seção de Direito Público
não admitiu o recurso extraordinário pelo seguintes fundamentos: (i)
ausência de regular prequestionamento do dispositivo constitucional tido
por violado, como exige a Súmula 282/Supremo Tribunal Federal; (ii) “os argumentos expendidos
não são suficientes para infirmaras conclusões do v. aresto combatido que contém
fundamentação adequada para lhe dar respaldo, tampouco ficando evidenciado o
suposto maltrato à norma constitucional enunciada”.
3.
A parte embargante afirma que “vem, respeitosamente, por
seu advogado infra-assinado nomeado pela Defensoria Pública, opor embargos de
declaração com objetivo de prequestionar artigos constitucionais para
interposição de agravo regimental”.
4.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.367 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Recebo os presentes embargos de declaração como agravo
regimental, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver
reformada a decisão ora impugnada (Plenário, MI 823-ED-segundos, Rel.
Min. Celso de Mello; Plenário, Rcl 11.022-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia,
Primeira Turma, ARE 680.718-ED, Rel. Min. Luiz Fux).
2.
Passo a apreciar a matéria.
3.
O agravo não deve ser conhecido, tendo em vista que a
parte agravante não apresentou as razões que ensejaria a reforma da
decisão agravada. Nessas circunstâncias, a hipótese atrai a incidência da
Súmula 284/Supremo Tribunal Federal:
“É inadmissível o recurso extraordinário, quando a
deficiência na sua fundamentação não permitir a exata
compreensão da controvérsia.”
4.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749248.
Supremo Tribunal Federal
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.367 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Recebo os presentes embargos de declaração como agravo
regimental, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver
reformada a decisão ora impugnada (Plenário, MI 823-ED-segundos, Rel.
Min. Celso de Mello; Plenário, Rcl 11.022-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia,
Primeira Turma, ARE 680.718-ED, Rel. Min. Luiz Fux).
2.
Passo a apreciar a matéria.
3.
O agravo não deve ser conhecido, tendo em vista que a
parte agravante não apresentou as razões que ensejaria a reforma da
decisão agravada. Nessas circunstâncias, a hipótese atrai a incidência da
Súmula 284/Supremo Tribunal Federal:
“É inadmissível o recurso extraordinário, quando a
deficiência na sua fundamentação não permitir a exata
compreensão da controvérsia.”
4.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8749248.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4
Extrato de Ata - 09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.367
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S) : MANOEL JOSÉ CIRILO
ADV.(A/S) : LUÍS FLÁVIO AUGUSTO LEAL E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 9.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8773173
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.367
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S) : MANOEL JOSÉ CIRILO
ADV.(A/S) : LUÍS FLÁVIO AUGUSTO LEAL E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 9.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8773173
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870 . 367",
"SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO 870 . 367",
"Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal",
"MI 823 - ED - segundos",
"Rcl 11 . 022 - ED",
"ARE 680 . 718 - ED",
"Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal",
"MI 823 - ED - segundos",
"Rcl 11 . 022 - ED",
"ARE 680 . 718 - ED",
"Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Defensoria Pública",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Defensoria Pública",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Plenário",
"Plenário",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Plenário",
"Plenário",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
".",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"MANOEL JOSÉ CIRILO",
"LUÍS FLÁVIO AUGUSTO LEAL",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"MANOEL JOSÉ CIRILO",
"LUÍS FLÁVIO AUGUSTO LEAL",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"MANOEL JOSÉ CIRILO",
"LUÍS FLÁVIO AUGUSTO LEAL",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"ROBERTO BARROSO",
"MANOEL JOSÉ CIRILO",
"LUÍS FLÁVIO AUGUSTO LEAL",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"MANOEL JOSÉ CIRILO",
"LUÍS FLÁVIO AUGUSTO LEAL",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"09 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"9",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
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Ementa e Acórdão
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.775 SANTA
CATARINA
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ARAPUÃ COMERCIAL S/A
ADV.(A/S)
:IVES GANDRA DA SILVA MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
EMENTA
DIREITO TRIBUTÁRIO. ICMS. LOCAL DO FATO GERADOR.
VENDA DE MERCADORIA PELA FILIAL SITUADA NO ESTADO.
ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV E LV, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. LEGALIDADE. CONTRADITÓRIO E
AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. INAFASTABILIDADE
DA JURISDIÇÃO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL.
EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL.
ARTIGO 93, IX, DA CARTA MAGNA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA.
RAZÕES
DE
DECIDIR
EXPLICITADAS
PELO
ÓRGÃO
JURISDICIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 09.7.2009.
1. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Lei Maior. A jurisprudência
do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o referido dispositivo
constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões do
seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento
suscitado pelas partes.
2. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV,
da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida
a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise
da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à
competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
ARE 894775 AGR / SC
Carta.
3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
4. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 30 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 894775 AGR / SC
Carta.
3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
4. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 30 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.775 SANTA
CATARINA
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ARAPUÃ COMERCIAL S/A
ADV.(A/S)
:IVES GANDRA DA SILVA MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental Arapuã Comercial S/A.
Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos
preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na tese da
ofensa aos princípios da legalidade, inafastabilidade da jurisdição, devido
processo legal, contraditório e ampla defesa. Reitera a afronta aos arts. 5º,
caput, XXXV, LIV e LV, 93, IX, e 155, II, da Lei Maior.
O Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina julgou a
controvérsia em decisão cuja parte da ementa reproduzo:
“APELAÇÃO CÍVEL - EMBARGOS À EXECUÇÃO
FISCAL – ICMS – LOCAL DO FATO GERADOR – VENDA DE
MERCADORIA PELA FILIAL SITUADA NO ESTADO DE
SANTA CATARINA – IMPOSTO DEVIDO NESTE ESTADO –
ALEGAÇÃO NÃO COMPROVADA DE QUE A ENTREGA DE
MERCADORIA SE EFETIVOU PELA MATRIZ LOCALIZADA
NO ESTADO DO PARANÁ – AUSÊNCIA DE PROVA DE
PAGAMENTO DO TRIBUTO NAQUELE ESTADO –
IMPROCEDÊNCIA DOS EMBARGOS.”
Acórdão recorrido publicado em 09.7.2009.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.775 SANTA
CATARINA
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ARAPUÃ COMERCIAL S/A
ADV.(A/S)
:IVES GANDRA DA SILVA MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental Arapuã Comercial S/A.
Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos
preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na tese da
ofensa aos princípios da legalidade, inafastabilidade da jurisdição, devido
processo legal, contraditório e ampla defesa. Reitera a afronta aos arts. 5º,
caput, XXXV, LIV e LV, 93, IX, e 155, II, da Lei Maior.
O Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina julgou a
controvérsia em decisão cuja parte da ementa reproduzo:
“APELAÇÃO CÍVEL - EMBARGOS À EXECUÇÃO
FISCAL – ICMS – LOCAL DO FATO GERADOR – VENDA DE
MERCADORIA PELA FILIAL SITUADA NO ESTADO DE
SANTA CATARINA – IMPOSTO DEVIDO NESTE ESTADO –
ALEGAÇÃO NÃO COMPROVADA DE QUE A ENTREGA DE
MERCADORIA SE EFETIVOU PELA MATRIZ LOCALIZADA
NO ESTADO DO PARANÁ – AUSÊNCIA DE PROVA DE
PAGAMENTO DO TRIBUTO NAQUELE ESTADO –
IMPROCEDÊNCIA DOS EMBARGOS.”
Acórdão recorrido publicado em 09.7.2009.
É o relatório.
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Voto - MIN. ROSA WEBER
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.775 SANTA
CATARINA
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, caput, XXXV, LIV e
LV, 93, IX, e 155, II, da Lei Maior.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na
origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o
vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional
arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de
correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde
com vício ao primado da fundamentação, notadamente
consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e
a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto
republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria:
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.775 SANTA
CATARINA
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, caput, XXXV, LIV e
LV, 93, IX, e 155, II, da Lei Maior.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na
origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o
vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional
arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de
correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde
com vício ao primado da fundamentação, notadamente
consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e
a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto
republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria:
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 894775 AGR / SC
“Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há
falar em ofensa ao art. 93, IX, da CF, quando o acórdão
impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à
tese da recorrente.” (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar
Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator
Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09)
“Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a
responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS.
Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida
com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão
a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de
que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder
todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente.
Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade
das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a
majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de
medida provisória. Precedentes.” (RE 511.581-AgR, Relator
Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08)
“O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão
judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja
correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide:
declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou
não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita
a exigência constitucional.” (AI 402.819-AgR, Relator Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03)
O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
legalidade, da inafastabilidade da jurisdição, da proteção ao
direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem
como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla
defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a
interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à
2
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ARE 894775 AGR / SC
“Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há
falar em ofensa ao art. 93, IX, da CF, quando o acórdão
impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à
tese da recorrente.” (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar
Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator
Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09)
“Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a
responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS.
Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida
com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão
a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de
que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder
todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente.
Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade
das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a
majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de
medida provisória. Precedentes.” (RE 511.581-AgR, Relator
Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08)
“O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão
judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja
correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide:
declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou
não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita
a exigência constitucional.” (AI 402.819-AgR, Relator Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03)
O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
legalidade, da inafastabilidade da jurisdição, da proteção ao
direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem
como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla
defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a
interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 894775 AGR / SC
espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o
que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior,
nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo
Tribunal Federal, verbis:
"RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação
de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição
Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas
inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática.
Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a
jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em
recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se
de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de
normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à
Constituição da República, e, muito menos, de reexame de
provas" (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso,
1ª Turma, DJ 05.8.2005).
"Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido,
do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz
de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto
constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta;
ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos
princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93,
IX, da Constituição Federal." (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005)
"CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO:
ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV
e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer
a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação,
interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão
fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso
constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não
configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º,
XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou
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ARE 894775 AGR / SC
espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o
que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior,
nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo
Tribunal Federal, verbis:
"RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação
de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição
Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas
inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática.
Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a
jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em
recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se
de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de
normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à
Constituição da República, e, muito menos, de reexame de
provas" (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso,
1ª Turma, DJ 05.8.2005).
"Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido,
do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz
de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto
constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta;
ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos
princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93,
IX, da Constituição Federal." (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005)
"CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO:
ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV
e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer
a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação,
interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão
fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso
constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não
configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º,
XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 894775 AGR / SC
não, do direito adquirido, situa-se no campo
infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo
legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela
indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas
processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a
admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V.
- Agravo não provido" (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator
Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002).
"TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU
RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR
PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE
EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE
CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI
413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II,
XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da
legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão,
procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde
não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna.
Recurso não conhecido" (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro
Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001).
Julgo oportuna a transcrição do seguinte trecho do
acórdão recorrido:
“Constatado que a filial da empresa contribuinte,
localizada no Estado de Santa Catarina, efetuou as vendas de
mercadorias aos seus clientes, mediante ‘pedidos de venda-
recibo’, e não emitiu os correspondentes documentos fiscais
nem as escriturou nos livros contábeis, cabe ao fisco estadual
realizar o lançamento de ofício do ICMS devido neste estado. É
despicienda, por não ter sido comprovada, a alegação de que a
mercadoria foi remetida ao cliente pela matriz localizada em
outro estado, até porque nenhuma nota fiscal da matriz foi
juntada, nem há prova alguma de que o tributo foi recolhido
4
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ARE 894775 AGR / SC
não, do direito adquirido, situa-se no campo
infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo
legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela
indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas
processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a
admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V.
- Agravo não provido" (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator
Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002).
"TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU
RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR
PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE
EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE
CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI
413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II,
XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da
legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão,
procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde
não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna.
Recurso não conhecido" (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro
Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001).
Julgo oportuna a transcrição do seguinte trecho do
acórdão recorrido:
“Constatado que a filial da empresa contribuinte,
localizada no Estado de Santa Catarina, efetuou as vendas de
mercadorias aos seus clientes, mediante ‘pedidos de venda-
recibo’, e não emitiu os correspondentes documentos fiscais
nem as escriturou nos livros contábeis, cabe ao fisco estadual
realizar o lançamento de ofício do ICMS devido neste estado. É
despicienda, por não ter sido comprovada, a alegação de que a
mercadoria foi remetida ao cliente pela matriz localizada em
outro estado, até porque nenhuma nota fiscal da matriz foi
juntada, nem há prova alguma de que o tributo foi recolhido
4
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 894775 AGR / SC
naquela unidade da federação.”
Verifico que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço,
lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento,
razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos
preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o
revolvimento do quadro fático delineado, procedimento
vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF:
“Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.”
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
Tal como consignado na decisão agravada, inexiste violação do
artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta
Suprema Corte, o texto constitucional exige a explicitação, pelo órgão
jurisdicional, das razões de seu convencimento, sem necessidade,
contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes.
Cito precedentes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3º e 4º). Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar
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ARE 894775 AGR / SC
naquela unidade da federação.”
Verifico que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço,
lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento,
razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos
preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o
revolvimento do quadro fático delineado, procedimento
vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF:
“Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.”
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
Tal como consignado na decisão agravada, inexiste violação do
artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta
Suprema Corte, o texto constitucional exige a explicitação, pelo órgão
jurisdicional, das razões de seu convencimento, sem necessidade,
contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes.
Cito precedentes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3º e 4º). Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 894775 AGR / SC
Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais. RE LEGAL CURSO
EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO
PROCESSO. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta
em que transgredido o devido processo legal a ponto de se
enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é
próprio, de outro, descabe confundir a ausência de
aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de
forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO
ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a
aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de
Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da
litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco
Aurélio, 1ª Turma, Dje 12.3.2013).
A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo
extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional local, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Nesse sentir, o exame de eventual afronta aos preceitos
constitucionais apontados, consagradores dos princípios da legalidade,
da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada,
bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa
(art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das
normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se
afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102,
III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste
egrégio Supremo Tribunal Federal (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator
Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005; STF-AI-AgR-436.911/SE,
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ARE 894775 AGR / SC
Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais. RE LEGAL CURSO
EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO
PROCESSO. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta
em que transgredido o devido processo legal a ponto de se
enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é
próprio, de outro, descabe confundir a ausência de
aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de
forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO
ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a
aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de
Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da
litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco
Aurélio, 1ª Turma, Dje 12.3.2013).
A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo
extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional local, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Nesse sentir, o exame de eventual afronta aos preceitos
constitucionais apontados, consagradores dos princípios da legalidade,
da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada,
bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa
(art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das
normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se
afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102,
III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste
egrégio Supremo Tribunal Federal (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator
Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005; STF-AI-AgR-436.911/SE,
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 894775 AGR / SC
Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005; STF-RE-
AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002 e
STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ
02.02.2001).
Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço,
se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão
pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do
quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária.
Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe
recurso extraordinário.”
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
7
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ARE 894775 AGR / SC
Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005; STF-RE-
AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002 e
STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ
02.02.2001).
Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço,
se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão
pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do
quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária.
Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe
recurso extraordinário.”
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
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Extrato de Ata - 30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.775
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ARAPUÃ COMERCIAL S/A
ADV.(A/S) : IVES GANDRA DA SILVA MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 30.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.775
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ARAPUÃ COMERCIAL S/A
ADV.(A/S) : IVES GANDRA DA SILVA MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 30.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9128861
| 2015-06-30T00:00:00
| 2015-08-14T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 30.6.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
DIREITO TRIBUTÁRIO. ICMS. LOCAL DO FATO GERADOR. VENDA DE MERCADORIA PELA FILIAL SITUADA NO ESTADO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. LEGALIDADE. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ARTIGO 93, IX, DA CARTA MAGNA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 09.7.2009.
1. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Lei Maior. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o referido dispositivo constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes.
2. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta.
3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República.
4. Agravo regimental conhecido e não provido.
|
sjur315273
|
- Acórdão(s) citado(s):
(FUMDAMENTAÇÃO)
AI 791292 QO-RG, ARE 721783 AgR (1ªT).
(PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA)
RE 153781 (2ªT), RE 154158 AgR (2ªT), AI 495880 AgR (1ªT), AI 436911 AgR (1ªT).
Número de páginas: 11.
Análise: 20/08/2015, MJC.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
894775
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00002 INC-00035 INC-00036 \n INC-00054 INC-00055 ART-00093 INC-00009 \n ART-00102\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 894775 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ARAPUÃ COMERCIAL S/A
ADV.(A/S) : IVES GANDRA DA SILVA MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.775 SANTA
CATARINA
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ARAPUÃ COMERCIAL S/A
ADV.(A/S)
:IVES GANDRA DA SILVA MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
EMENTA
DIREITO TRIBUTÁRIO. ICMS. LOCAL DO FATO GERADOR.
VENDA DE MERCADORIA PELA FILIAL SITUADA NO ESTADO.
ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV E LV, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. LEGALIDADE. CONTRADITÓRIO E
AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. INAFASTABILIDADE
DA JURISDIÇÃO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL.
EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL.
ARTIGO 93, IX, DA CARTA MAGNA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA.
RAZÕES
DE
DECIDIR
EXPLICITADAS
PELO
ÓRGÃO
JURISDICIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 09.7.2009.
1. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Lei Maior. A jurisprudência
do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o referido dispositivo
constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões do
seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento
suscitado pelas partes.
2. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV,
da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida
a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise
da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à
competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
ARE 894775 AGR / SC
Carta.
3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
4. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 30 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 894775 AGR / SC
Carta.
3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
4. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 30 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.775 SANTA
CATARINA
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ARAPUÃ COMERCIAL S/A
ADV.(A/S)
:IVES GANDRA DA SILVA MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental Arapuã Comercial S/A.
Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos
preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na tese da
ofensa aos princípios da legalidade, inafastabilidade da jurisdição, devido
processo legal, contraditório e ampla defesa. Reitera a afronta aos arts. 5...,
caput, XXXV, LIV e LV, 93, IX, e 155, II, da Lei Maior.
O Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina julgou a
controvérsia em decisão cuja parte da ementa reproduzo:
“APELAÇÃO CÍVEL - EMBARGOS À EXECUÇÃO
FISCAL – ICMS – LOCAL DO FATO GERADOR – VENDA DE
MERCADORIA PELA FILIAL SITUADA NO ESTADO DE
SANTA CATARINA – IMPOSTO DEVIDO NESTE ESTADO –
ALEGAÇÃO NÃO COMPROVADA DE QUE A ENTREGA DE
MERCADORIA SE EFETIVOU PELA MATRIZ LOCALIZADA
NO ESTADO DO PARANÁ – AUSÊNCIA DE PROVA DE
PAGAMENTO DO TRIBUTO NAQUELE ESTADO –
IMPROCEDÊNCIA DOS EMBARGOS.”
Acórdão recorrido publicado em 09.7.2009.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.775 SANTA
CATARINA
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ARAPUÃ COMERCIAL S/A
ADV.(A/S)
:IVES GANDRA DA SILVA MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental Arapuã Comercial S/A.
Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos
preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na tese da
ofensa aos princípios da legalidade, inafastabilidade da jurisdição, devido
processo legal, contraditório e ampla defesa. Reitera a afronta aos arts. 5...,
caput, XXXV, LIV e LV, 93, IX, e 155, II, da Lei Maior.
O Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina julgou a
controvérsia em decisão cuja parte da ementa reproduzo:
“APELAÇÃO CÍVEL - EMBARGOS À EXECUÇÃO
FISCAL – ICMS – LOCAL DO FATO GERADOR – VENDA DE
MERCADORIA PELA FILIAL SITUADA NO ESTADO DE
SANTA CATARINA – IMPOSTO DEVIDO NESTE ESTADO –
ALEGAÇÃO NÃO COMPROVADA DE QUE A ENTREGA DE
MERCADORIA SE EFETIVOU PELA MATRIZ LOCALIZADA
NO ESTADO DO PARANÁ – AUSÊNCIA DE PROVA DE
PAGAMENTO DO TRIBUTO NAQUELE ESTADO –
IMPROCEDÊNCIA DOS EMBARGOS.”
Acórdão recorrido publicado em 09.7.2009.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8856265.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.775 SANTA
CATARINA
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., caput, XXXV, LIV e
LV, 93, IX, e 155, II, da Lei Maior.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na
origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o
vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional
arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de
correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde
com vício ao primado da fundamentação, notadamente
consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e
a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto
republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria:
Supremo Tribunal Federal
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30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.775 SANTA
CATARINA
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., caput, XXXV, LIV e
LV, 93, IX, e 155, II, da Lei Maior.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na
origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o
vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional
arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de
correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde
com vício ao primado da fundamentação, notadamente
consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e
a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto
republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria:
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 894775 AGR / SC
“Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há
falar em ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, quando o acórdão
impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à
tese da recorrente.” (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar
Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator
Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09)
“Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a
responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS.
Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida
com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão
a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de
que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder
todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente.
Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade
das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a
majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de
medida provisória. Precedentes.” (Recurso Extraordinário 511.581-AgR, Relator
Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08)
“O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão
judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja
correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide:
declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou
não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita
a exigência constitucional.” (AI 402.819-AgR, Relator Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03)
O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
legalidade, da inafastabilidade da jurisdição, da proteção ao
direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem
como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla
defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a
interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à
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ARE 894775 AGR / SC
“Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há
falar em ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, quando o acórdão
impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à
tese da recorrente.” (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar
Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator
Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09)
“Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a
responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS.
Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida
com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão
a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de
que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder
todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente.
Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade
das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a
majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de
medida provisória. Precedentes.” (Recurso Extraordinário 511.581-AgR, Relator
Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08)
“O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão
judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja
correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide:
declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou
não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita
a exigência constitucional.” (AI 402.819-AgR, Relator Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03)
O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
legalidade, da inafastabilidade da jurisdição, da proteção ao
direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem
como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla
defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a
interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 894775 AGR / SC
espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o
que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior,
nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo
Tribunal Federal, verbis:
"RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação
de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição
Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas
inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática.
Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a
jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em
recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se
de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de
normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à
Constituição da República, e, muito menos, de reexame de
provas" (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso,
1... Turma, DJ 05.8.2005).
"Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido,
do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz
de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto
constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta;
ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos
princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93,
IX, da Constituição Federal." (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005)
"CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO:
ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV
e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer
a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação,
interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão
fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso
constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não
configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5...,
XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou
3
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ARE 894775 AGR / SC
espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o
que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior,
nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo
Tribunal Federal, verbis:
"RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação
de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição
Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas
inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática.
Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a
jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em
recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se
de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de
normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à
Constituição da República, e, muito menos, de reexame de
provas" (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso,
1... Turma, DJ 05.8.2005).
"Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido,
do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz
de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto
constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta;
ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos
princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93,
IX, da Constituição Federal." (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005)
"CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO:
ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV
e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer
a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação,
interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão
fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso
constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não
configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5...,
XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 894775 AGR / SC
não, do direito adquirido, situa-se no campo
infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo
legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela
indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas
processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a
admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V.
- Agravo não provido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator
Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002).
"TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU
RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR
PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE
EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE
CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI
413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II,
XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da
legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão,
procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde
não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna.
Recurso não conhecido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro
Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001).
Julgo oportuna a transcrição do seguinte trecho do
acórdão recorrido:
“Constatado que a filial da empresa contribuinte,
localizada no Estado de Santa Catarina, efetuou as vendas de
mercadorias aos seus clientes, mediante ‘pedidos de venda-
recibo’, e não emitiu os correspondentes documentos fiscais
nem as escriturou nos livros contábeis, cabe ao fisco estadual
realizar o lançamento de ofício do ICMS devido neste estado. É
despicienda, por não ter sido comprovada, a alegação de que a
mercadoria foi remetida ao cliente pela matriz localizada em
outro estado, até porque nenhuma nota fiscal da matriz foi
juntada, nem há prova alguma de que o tributo foi recolhido
4
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ARE 894775 AGR / SC
não, do direito adquirido, situa-se no campo
infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo
legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela
indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas
processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a
admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V.
- Agravo não provido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator
Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002).
"TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU
RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR
PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE
EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE
CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI
413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II,
XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da
legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão,
procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde
não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna.
Recurso não conhecido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro
Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001).
Julgo oportuna a transcrição do seguinte trecho do
acórdão recorrido:
“Constatado que a filial da empresa contribuinte,
localizada no Estado de Santa Catarina, efetuou as vendas de
mercadorias aos seus clientes, mediante ‘pedidos de venda-
recibo’, e não emitiu os correspondentes documentos fiscais
nem as escriturou nos livros contábeis, cabe ao fisco estadual
realizar o lançamento de ofício do ICMS devido neste estado. É
despicienda, por não ter sido comprovada, a alegação de que a
mercadoria foi remetida ao cliente pela matriz localizada em
outro estado, até porque nenhuma nota fiscal da matriz foi
juntada, nem há prova alguma de que o tributo foi recolhido
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 894775 AGR / SC
naquela unidade da federação.”
Verifico que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço,
lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento,
razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos
preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o
revolvimento do quadro fático delineado, procedimento
vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal:
“Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.”
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
Tal como consignado na decisão agravada, inexiste violação do
artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta
Suprema Corte, o texto constitucional exige a explicitação, pelo órgão
jurisdicional, das razões de seu convencimento, sem necessidade,
contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes.
Cito precedentes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar
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ARE 894775 AGR / SC
naquela unidade da federação.”
Verifico que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço,
lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento,
razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos
preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o
revolvimento do quadro fático delineado, procedimento
vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal:
“Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.”
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
Tal como consignado na decisão agravada, inexiste violação do
artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta
Suprema Corte, o texto constitucional exige a explicitação, pelo órgão
jurisdicional, das razões de seu convencimento, sem necessidade,
contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes.
Cito precedentes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 894775 AGR / SC
Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais. Recurso Extraordinário LEGAL CURSO
EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO
PROCESSO. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta
em que transgredido o devido processo legal a ponto de se
enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é
próprio, de outro, descabe confundir a ausência de
aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de
forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO
ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a
aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de
Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da
litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco
Aurélio, 1... Turma, Dje 12.3.2013).
A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo
extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional local, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Nesse sentir, o exame de eventual afronta aos preceitos
constitucionais apontados, consagradores dos princípios da legalidade,
da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada,
bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa
(art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das
normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se
afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102,
III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste
egrégio Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator
Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005; Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE,
6
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 894775 AGR / SC
Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais. Recurso Extraordinário LEGAL CURSO
EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO
PROCESSO. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta
em que transgredido o devido processo legal a ponto de se
enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é
próprio, de outro, descabe confundir a ausência de
aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de
forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO
ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a
aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de
Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da
litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco
Aurélio, 1... Turma, Dje 12.3.2013).
A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo
extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional local, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Nesse sentir, o exame de eventual afronta aos preceitos
constitucionais apontados, consagradores dos princípios da legalidade,
da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada,
bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa
(art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das
normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se
afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102,
III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste
egrégio Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator
Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005; Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE,
6
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 894775 AGR / SC
Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005; Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-
AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002 e
Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ
02.02.2001).
Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço,
se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão
pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do
quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária.
Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe
recurso extraordinário.”
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
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Supremo Tribunal Federal
ARE 894775 AGR / SC
Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005; Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-
AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002 e
Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ
02.02.2001).
Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço,
se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão
pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do
quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária.
Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe
recurso extraordinário.”
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
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Extrato de Ata - 30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.775
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ARAPUÃ COMERCIAL S/A
ADV.(A/S) : IVES GANDRA DA SILVA MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 30.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.775
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ARAPUÃ COMERCIAL S/A
ADV.(A/S) : IVES GANDRA DA SILVA MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 30.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894 . 775",
"ARE 894775 AGR / SC",
"ARE 894775 AGR / SC",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM",
"ARE 894775 AGR / SC",
"AI 426 . 981 - AgR",
"AI 611 . 406 - AgR",
"Recurso Extraordinário 511 . 581 - AgR",
"AI 402 . 819 - AgR",
"ARE 894775 AGR / SC",
"AI 426 . 981 - AgR",
"AI 611 . 406 - AgR",
"Recurso Extraordinário 511 . 581 - AgR",
"AI 402 . 819 - AgR",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"495",
".",
"880",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"436",
".",
"911",
"/",
"SE",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"495",
".",
"880",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"436",
".",
"911",
"/",
"SE",
"Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP",
"Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF",
"ARE 894775 AGR / SC",
"Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP",
"Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 791 . 292 - QO - RG",
"ARE 894775 AGR / SC",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 791",
"ARE 721 . 783 - AgR / RS",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"495",
".",
"880",
"/",
"SP",
"ARE 721 . 783 - AgR / RS",
"AgR",
"-",
".",
"Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 894775 AGR / SC",
"Recurso",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 5 . . . , II , XXXV , XXXVI , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"ARTIGO 93 , IX , DA CARTA MAGNA",
"artigo 93 , IX , da Lei Maior",
"art . 5 . . . , II , XXXV , XXXVI , LIV e LV , da Constituição Federal",
"art . 102 da Magna Supremo Tribunal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"arts . 5 . . . , caput , XXXV , LIV e LV , 93 , IX , e 155 , II , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . , caput , XXXV , LIV e LV , 93 , IX , e 155 , II , da Lei Maior",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988",
"PIS",
".",
"Lei n . 9 . 715 / 98",
"Lei n . 9 . 715 / 98",
"Constituição",
"art . 93 , IX",
"art . 5 . . . da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988",
"Lei n . 9 . 715 / 98",
"Lei n . 9 . 715 / 98",
"Constituição",
"art . 5 . . . da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"art . 5 . . . , XXII , XXIII , XXIV , LIV e LV , da Constituição Federal",
"Constituição da República",
"arts . 5 . . . , II , XXXV , LIV e LV e 93 , IX , da Constituição Federal",
"C",
".",
"art",
"C",
".",
"F",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"art . 5 . . . , XXII , XXIII , XXIV , LIV e LV , da Constituição Federal",
"Constituição da República",
"arts",
"C",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"DECRETO",
"-",
"LEI 413 / 69",
"LEI 4 . 728 / 65",
"ART . 5 . . . , II , XXII , XXXV E XXXVI , DA",
"CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Carta Magna",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"DECRETO",
"-",
"LEI 413 / 69",
"LEI 4 . 728 / 65",
"ART . 5 . . . , II , XXII , XXXV E XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Carta Magna",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"art . 21 , § 1 . . . , do RISTF",
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal de 1988",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 .",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"art . 21 , § 1 . . . , do RISTF",
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal de 1988",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 . . . e",
"incisos XXXV e LX do art . 5 . . .",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil",
"art . 5 . . . da Lei Maior",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"§ 2 .",
"art . 5 . . . da Lei Maior",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"Brasília",
"Brasília",
"SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DO PARANÁ",
"SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DO PARANÁ",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"Estado de Santa Catarina",
"Estado de Santa Catarina",
"SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"ARAPUÃ COMERCIAL S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"ARAPUÃ COMERCIAL S / A",
"Arapuã Comercial S / A",
"Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"ARAPUÃ COMERCIAL S / A",
"Arapuã Comercial S / A",
"Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"ARE",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"SP",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"SC",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"SC",
"Tribunal Pleno",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"AI",
"-",
"AgR",
"436",
"911",
"/",
"SE",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Mendes",
"Tribunal Pleno",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"-",
"AgR",
"495",
"880",
"/",
"SP",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"6",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"ARAPUÃ COMERCIAL S / A",
"Primeira",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"ARAPUÃ COMERCIAL S / A",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"IVES GANDRA DA SILVA MARTINS",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"IVES GANDRA DA SILVA MARTINS",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"IVES GANDRA DA SILVA MARTINS",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"Cezar Peluso",
"Carlos Britto",
"Eros Grau",
"Sepúlveda Pertence",
"Cezar Peluso",
"Carlos Britto",
"Eros Grau",
"Sepúlveda Pertence",
"ROSA WEBER ARE",
"Cezar Peluso",
"Sepúlveda Pertence",
"Cezar Peluso",
"Sepúlveda Pertence",
"ROSA WEBER",
"Carlos Velloso",
"Ilmar Galvão",
"Carlos Velloso",
"Ilmar Galvão",
"ROSA WEBER",
"Gilmar",
"Gilmar",
"ROSA WEBER",
"Mendes",
"Marco Aurélio",
"Cezar Peluso",
"Marco Aurélio",
"Cezar Peluso",
"ROSA WEBER ARE",
"Sepúlveda Pertence",
"Carlos Velloso",
"Ilmar Galvão",
"Sepúlveda Pertence",
"Carlos Velloso",
"Ilmar Galvão",
"ROSA WEBER",
"IVES GANDRA DA SILVA MARTINS",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"IVES GANDRA DA SILVA MARTINS",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"09",
".",
"7",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"09",
".",
"7",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"09",
".",
"7",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"11",
".",
"04",
"20",
".",
"02",
".",
"09",
"15",
".",
"8",
".",
"08",
"05",
".",
"9",
".",
"03",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"11",
".",
"04",
"20",
".",
"02",
".",
"09",
"15",
".",
"8",
".",
"08",
"05",
".",
"9",
".",
"03",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"8",
".",
"2005",
"17",
".",
"6",
".",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"8",
".",
"2005",
"17",
".",
"6",
".",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"9",
".",
"2002",
"02",
".",
"02",
".",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"9",
".",
"2002",
"02",
".",
"02",
".",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"8",
".",
"2010",
"12",
".",
"3",
".",
"2013",
"05",
".",
"8",
".",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"8",
".",
"2010",
"12",
".",
"3",
".",
"2013",
"05",
".",
"8",
".",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"6",
".",
"2005",
"20",
".",
"9",
".",
"2002",
"02",
".",
"02",
".",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"6",
".",
"2005",
"20",
".",
"9",
".",
"2002",
"02",
".",
"02",
".",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
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"2015",
"30",
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"6",
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"2015",
"24",
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"08",
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"2001",
"30",
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"6",
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"2015",
"24",
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"08",
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"2001"
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Ementa e Acórdão
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.234
PARANÁ
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ISAIAS BISSOTO
ADV.(A/S)
:ISAIAS BISSOTO
AGDO.(A/S)
:VOLKSWAGEN
DO
BRASIL
INDÚSTRIA
DE
VEÍCULOS AUTOMOTORES LTDA
ADV.(A/S)
:MÁRCIO NOVAES CAVALCANTI E OUTRO(A/S)
EMENTA
DIREITO DO CONSUMIDOR. INDENIZAÇÃO POR DANO
MORAL. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL.
EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL.
ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE.
INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO
ÓRGÃO JURISDICIONAL. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA
CONSTANTE DO ACÓRDÃO REGIONAL. IMPOSSIBILIDADE.
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 05.3.2015.
1. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Lei Maior. A jurisprudência
do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o referido dispositivo
constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões do
seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento
suscitado pelas partes.
2. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXV, XXXVI, e LV, da
Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a
matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise
da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à
competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna
Carta.
3. Divergir da conclusão da Corte Regional exigiria a reelaboração da
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12
Ementa e Acórdão
ARE 893234 AGR / PR
moldura fática delineada no acórdão da origem, procedimento vedado
em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples
reexame de prova não cabe recurso extraordinário.”
4. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
5. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 30 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 893234 AGR / PR
moldura fática delineada no acórdão da origem, procedimento vedado
em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples
reexame de prova não cabe recurso extraordinário.”
4. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
5. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 30 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
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Relatório
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.234
PARANÁ
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ISAIAS BISSOTO
ADV.(A/S)
:ISAIAS BISSOTO
AGDO.(A/S)
:VOLKSWAGEN
DO
BRASIL
INDÚSTRIA
DE
VEÍCULOS AUTOMOTORES LTDA
ADV.(A/S)
:MÁRCIO NOVAES CAVALCANTI E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental Isaias Bissoto.
Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos
preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na tese da
afronta aos princípios da legalidade, inafastabilidade da jurisdição,
devido processo legal, contraditório e ampla defesa. Reitera a ofensa aos
arts. 5°, XXXII, XXXV, XXXVI e LV, 93, IX, e 170, V, da Constituição
Federal.
A 2ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do Estado do Paraná
julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo:
“RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE
FAZER C/C PEDIDO DE INDENIZAÇÃO POR DANO
MORAL. DEFEITO NO SENSOR DE CHUVA APRESENTADO
APÓS DECORRIDOS DOIS ANOS E MEIO DA AQUISIÇÃO.
NEGATIVA DE CONSERTO. AUSÊNCIA DE QUALQUER
PROVA DE QUE O VEÍCULO ESTAVA NA GARANTIA.
INEXISTÊNCIA DE OBRIGAÇÃO DE REPARAR O VEÍCULO
DE FORMA GRATUITA. SENTENÇA REFORMADA PARA
AFASTAR A CONDENAÇÃO. PEDIDO JULGADO
IMPROCEDENTE. Recurso conhecido e provido”.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8856244.
Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.234
PARANÁ
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ISAIAS BISSOTO
ADV.(A/S)
:ISAIAS BISSOTO
AGDO.(A/S)
:VOLKSWAGEN
DO
BRASIL
INDÚSTRIA
DE
VEÍCULOS AUTOMOTORES LTDA
ADV.(A/S)
:MÁRCIO NOVAES CAVALCANTI E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental Isaias Bissoto.
Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos
preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na tese da
afronta aos princípios da legalidade, inafastabilidade da jurisdição,
devido processo legal, contraditório e ampla defesa. Reitera a ofensa aos
arts. 5°, XXXII, XXXV, XXXVI e LV, 93, IX, e 170, V, da Constituição
Federal.
A 2ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do Estado do Paraná
julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo:
“RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE
FAZER C/C PEDIDO DE INDENIZAÇÃO POR DANO
MORAL. DEFEITO NO SENSOR DE CHUVA APRESENTADO
APÓS DECORRIDOS DOIS ANOS E MEIO DA AQUISIÇÃO.
NEGATIVA DE CONSERTO. AUSÊNCIA DE QUALQUER
PROVA DE QUE O VEÍCULO ESTAVA NA GARANTIA.
INEXISTÊNCIA DE OBRIGAÇÃO DE REPARAR O VEÍCULO
DE FORMA GRATUITA. SENTENÇA REFORMADA PARA
AFASTAR A CONDENAÇÃO. PEDIDO JULGADO
IMPROCEDENTE. Recurso conhecido e provido”.
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Relatório
ARE 893234 AGR / PR
Acórdão recorrido publicado em 05.3.2015.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 893234 AGR / PR
Acórdão recorrido publicado em 05.3.2015.
É o relatório.
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Voto - MIN. ROSA WEBER
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.234
PARANÁ
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5°, XXXII, XXXV,
XXXVI e LV, 93, IX, e 170, V, da Constituição Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na
origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o
vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional
arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de
correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde
com vício ao primado da fundamentação, notadamente
consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e
a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto
republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria:
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8856245.
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30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.234
PARANÁ
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5°, XXXII, XXXV,
XXXVI e LV, 93, IX, e 170, V, da Constituição Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na
origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o
vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional
arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de
correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde
com vício ao primado da fundamentação, notadamente
consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e
a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto
republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria:
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 893234 AGR / PR
“Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há
falar em ofensa ao art. 93, IX, da CF, quando o acórdão
impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à
tese da recorrente.” (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar
Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator
Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09)
“Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a
responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS.
Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida
com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão
a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de
que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder
todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente.
Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade
das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a
majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de
medida provisória. Precedentes.” (RE 511.581-AgR, Relator
Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08)
“O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão
judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja
correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide:
declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou
não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita
a exigência constitucional.” (AI 402.819-AgR, Relator Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03)
O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
legalidade, da inafastabilidade da prestação jurisdicional e da
proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla
defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a
interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à
espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 893234 AGR / PR
“Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há
falar em ofensa ao art. 93, IX, da CF, quando o acórdão
impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à
tese da recorrente.” (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar
Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator
Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09)
“Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a
responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS.
Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida
com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão
a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de
que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder
todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente.
Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade
das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a
majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de
medida provisória. Precedentes.” (RE 511.581-AgR, Relator
Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08)
“O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão
judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja
correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide:
declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou
não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita
a exigência constitucional.” (AI 402.819-AgR, Relator Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03)
O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
legalidade, da inafastabilidade da prestação jurisdicional e da
proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla
defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a
interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à
espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o
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Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 893234 AGR / PR
que não atende à exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos
termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo
Tribunal Federal, verbis :
"RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação
de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição
Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas
inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática.
Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a
jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em
recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se
de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de
normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à
Constituição da República, e, muito menos, de reexame de
provas." (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar
Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005)
"Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido,
do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz
de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto
constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta;
ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos
princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93,
IX, da Constituição Federal." (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005)
"CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO:
ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV
e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer
a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação,
interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão
fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso
constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não
configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º,
XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou
não, do direito adquirido, situa-se no campo
3
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ARE 893234 AGR / PR
que não atende à exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos
termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo
Tribunal Federal, verbis :
"RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação
de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição
Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas
inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática.
Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a
jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em
recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se
de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de
normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à
Constituição da República, e, muito menos, de reexame de
provas." (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar
Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005)
"Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido,
do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz
de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto
constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta;
ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos
princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93,
IX, da Constituição Federal." (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005)
"CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO:
ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV
e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer
a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação,
interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão
fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso
constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não
configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º,
XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou
não, do direito adquirido, situa-se no campo
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 893234 AGR / PR
infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo
legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela
indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas
processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a
admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V.
- Agravo não provido." (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator
Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002)
"TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU
RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR
PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE
EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE
CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI
413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II,
XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da
legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão,
procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde
não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna.
Recurso não conhecido." (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro
Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001)
O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se
na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela
qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o
revolvimento do quadro fático delineado, procedimento
vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF:
“Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”.
Nesse sentido:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
RESPONSABILIDADE
CIVIL.
INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. NECESSIDADE DO
REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E
DO CONJUNTO PROBATÓRIO. OFENSA CONSTITUCIONAL
4
Supremo Tribunal Federal
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ARE 893234 AGR / PR
infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo
legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela
indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas
processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a
admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V.
- Agravo não provido." (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator
Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002)
"TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU
RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR
PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE
EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE
CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI
413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II,
XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da
legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão,
procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde
não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna.
Recurso não conhecido." (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro
Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001)
O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se
na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela
qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o
revolvimento do quadro fático delineado, procedimento
vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF:
“Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”.
Nesse sentido:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
RESPONSABILIDADE
CIVIL.
INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. NECESSIDADE DO
REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E
DO CONJUNTO PROBATÓRIO. OFENSA CONSTITUCIONAL
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 893234 AGR / PR
INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
PRECEDENTES.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI
850.092-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe
19.9.2011).
“DIREITO DO CONSUMIDOR. INDENIZAÇÃO POR
DANO MORAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS
PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO
EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA
MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO
REGIONAL. SÚMULA 279/STF. INOVAÇÃO RECURSAL.
IMPOSSIBILIDADE. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 19.12.2011. Divergir do entendimento do Tribunal a quo
acerca da ocorrência do dano moral e da correção do valor
fixado a título de indenização demandaria a análise da
legislação infraconstitucional, bem como a reelaboração da
moldura fática delineada na origem, inviável em sede recursal
extraordinária. Precedentes. A alegada violação do art. 5º, caput
, XXXV, e LV, da Constituição Federal não foi arguida nas razões
do recurso extraordinário, sendo vedado ao agravante inovar
no agravo regimental Agravo regimental conhecido e não
provido” (ARE 774.839-AgR/SP, de minha lavra, Primeira
Turma, DJe 04.12.2013).
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
Tal como consignado na decisão agravada, inexiste violação do
artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta
5
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INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
PRECEDENTES.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI
850.092-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe
19.9.2011).
“DIREITO DO CONSUMIDOR. INDENIZAÇÃO POR
DANO MORAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS
PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO
EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA
MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO
REGIONAL. SÚMULA 279/STF. INOVAÇÃO RECURSAL.
IMPOSSIBILIDADE. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 19.12.2011. Divergir do entendimento do Tribunal a quo
acerca da ocorrência do dano moral e da correção do valor
fixado a título de indenização demandaria a análise da
legislação infraconstitucional, bem como a reelaboração da
moldura fática delineada na origem, inviável em sede recursal
extraordinária. Precedentes. A alegada violação do art. 5º, caput
, XXXV, e LV, da Constituição Federal não foi arguida nas razões
do recurso extraordinário, sendo vedado ao agravante inovar
no agravo regimental Agravo regimental conhecido e não
provido” (ARE 774.839-AgR/SP, de minha lavra, Primeira
Turma, DJe 04.12.2013).
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
Tal como consignado na decisão agravada, inexiste violação do
artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 893234 AGR / PR
Suprema Corte, o texto constitucional exige a explicitação, pelo órgão
jurisdicional, das razões de seu convencimento, sem necessidade,
contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes.
Cito precedentes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3º e 4º). Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar
Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais. RE LEGAL CURSO
EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO
PROCESSO. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta
em que transgredido o devido processo legal a ponto de se
enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é
próprio, de outro, descabe confundir a ausência de
aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de
forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO
ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a
aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de
Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da
litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco
Aurélio, 1ª Turma, Dje 12.3.2013).
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ARE 893234 AGR / PR
Suprema Corte, o texto constitucional exige a explicitação, pelo órgão
jurisdicional, das razões de seu convencimento, sem necessidade,
contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes.
Cito precedentes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3º e 4º). Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar
Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais. RE LEGAL CURSO
EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO
PROCESSO. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta
em que transgredido o devido processo legal a ponto de se
enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é
próprio, de outro, descabe confundir a ausência de
aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de
forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO
ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a
aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de
Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da
litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco
Aurélio, 1ª Turma, Dje 12.3.2013).
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 893234 AGR / PR
A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo
extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Nesse sentir, o exame de eventual afronta aos preceitos
constitucionais apontados, consagradores dos princípios da legalidade,
da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada,
bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa
(art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das
normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se
afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102,
III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste
egrégio Supremo Tribunal Federal (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator
Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005; STF-AI-AgR-436.911/SE,
Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005; STF-RE-
AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002 e
STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ
02.02.2001).
Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço,
se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão
pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do
quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária.
Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe
recurso extraordinário.”
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
7
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A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo
extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Nesse sentir, o exame de eventual afronta aos preceitos
constitucionais apontados, consagradores dos princípios da legalidade,
da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada,
bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa
(art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das
normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se
afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102,
III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste
egrégio Supremo Tribunal Federal (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator
Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005; STF-AI-AgR-436.911/SE,
Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005; STF-RE-
AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002 e
STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ
02.02.2001).
Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço,
se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão
pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do
quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária.
Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe
recurso extraordinário.”
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
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Extrato de Ata - 30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.234
PROCED. : PARANÁ
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ISAIAS BISSOTO
ADV.(A/S) : ISAIAS BISSOTO
AGDO.(A/S) : VOLKSWAGEN DO BRASIL INDÚSTRIA DE VEÍCULOS
AUTOMOTORES LTDA
ADV.(A/S) : MÁRCIO NOVAES CAVALCANTI E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 30.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.234
PROCED. : PARANÁ
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ISAIAS BISSOTO
ADV.(A/S) : ISAIAS BISSOTO
AGDO.(A/S) : VOLKSWAGEN DO BRASIL INDÚSTRIA DE VEÍCULOS
AUTOMOTORES LTDA
ADV.(A/S) : MÁRCIO NOVAES CAVALCANTI E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 30.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9128253
| 2015-06-30T00:00:00
| 2015-08-14T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 30.6.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
DIREITO DO CONSUMIDOR. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO REGIONAL. IMPOSSIBILIDADE. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 05.3.2015.
1. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Lei Maior. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o referido dispositivo constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes.
2. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXV, XXXVI, e LV, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta.
3. Divergir da conclusão da Corte Regional exigiria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão da origem, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.”
4. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República.
5. Agravo regimental conhecido e não provido.
|
sjur315263
|
- Acórdão(s) citado(s):
(FUNDAMENTAÇÃO)
AI 791292 QO-RG, ARE 721783 AgR (1ªT).
(PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA)
RE 153781 (2ªT), RE 154158 AgR (2ªT), AI 495880 AgR (1ªT), AI 436911 AgR (1ªT).
Número de páginas: 12.
Análise: 20/08/2015, MJC.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
893234
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00035 INC-00036 INC-00055 \n ART-00093 INC-00009 ART-00102\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 893234 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ISAIAS BISSOTO
ADV.(A/S) : ISAIAS BISSOTO
AGDO.(A/S) : VOLKSWAGEN DO BRASIL INDÚSTRIA DE VEÍCULOS AUTOMOTORES LTDA
ADV.(A/S) : MÁRCIO NOVAES CAVALCANTI E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.234
PARANÁ
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ISAIAS BISSOTO
ADV.(A/S)
:ISAIAS BISSOTO
AGDO.(A/S)
:VOLKSWAGEN
DO
BRASIL
INDÚSTRIA
DE
VEÍCULOS AUTOMOTORES LTDA
ADV.(A/S)
:MÁRCIO NOVAES CAVALCANTI E OUTRO(A/S)
EMENTA
DIREITO DO CONSUMIDOR. INDENIZAÇÃO POR DANO
MORAL. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL.
EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL.
ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE.
INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO
ÓRGÃO JURISDICIONAL. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA
CONSTANTE DO ACÓRDÃO REGIONAL. IMPOSSIBILIDADE.
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 05.3.2015.
1. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Lei Maior. A jurisprudência
do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o referido dispositivo
constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões do
seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento
suscitado pelas partes.
2. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXV, XXXVI, e LV, da
Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a
matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise
da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à
competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna
Carta.
3. Divergir da conclusão da Corte Regional exigiria a reelaboração da
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8856243.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12
Ementa e Acórdão
ARE 893234 AGR / PR
moldura fática delineada no acórdão da origem, procedimento vedado
em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples
reexame de prova não cabe recurso extraordinário.”
4. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
5. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 30 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8856243.
Supremo Tribunal Federal
ARE 893234 AGR / PR
moldura fática delineada no acórdão da origem, procedimento vedado
em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples
reexame de prova não cabe recurso extraordinário.”
4. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
5. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 30 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12
Relatório
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.234
PARANÁ
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ISAIAS BISSOTO
ADV.(A/S)
:ISAIAS BISSOTO
AGDO.(A/S)
:VOLKSWAGEN
DO
BRASIL
INDÚSTRIA
DE
VEÍCULOS AUTOMOTORES LTDA
ADV.(A/S)
:MÁRCIO NOVAES CAVALCANTI E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental Isaias Bissoto.
Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos
preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na tese da
afronta aos princípios da legalidade, inafastabilidade da jurisdição,
devido processo legal, contraditório e ampla defesa. Reitera a ofensa aos
arts. 5..., XXXII, XXXV, XXXVI e LV, 93, IX, e 170, V, da Constituição
Federal.
A 2... Turma Recursal dos Juizados Especiais do Estado do Paraná
julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo:
“RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE
FAZER C/C PEDIDO DE INDENIZAÇÃO POR DANO
MORAL. DEFEITO NO SENSOR DE CHUVA APRESENTADO
APÓS DECORRIDOS DOIS ANOS E MEIO DA AQUISIÇÃO.
NEGATIVA DE CONSERTO. AUSÊNCIA DE QUALQUER
PROVA DE QUE O VEÍCULO ESTAVA NA GARANTIA.
INEXISTÊNCIA DE OBRIGAÇÃO DE REPARAR O VEÍCULO
DE FORMA GRATUITA. SENTENÇA REFORMADA PARA
AFASTAR A CONDENAÇÃO. PEDIDO JULGADO
IMPROCEDENTE. Recurso conhecido e provido”.
Supremo Tribunal Federal
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30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.234
PARANÁ
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ISAIAS BISSOTO
ADV.(A/S)
:ISAIAS BISSOTO
AGDO.(A/S)
:VOLKSWAGEN
DO
BRASIL
INDÚSTRIA
DE
VEÍCULOS AUTOMOTORES LTDA
ADV.(A/S)
:MÁRCIO NOVAES CAVALCANTI E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental Isaias Bissoto.
Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos
preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na tese da
afronta aos princípios da legalidade, inafastabilidade da jurisdição,
devido processo legal, contraditório e ampla defesa. Reitera a ofensa aos
arts. 5..., XXXII, XXXV, XXXVI e LV, 93, IX, e 170, V, da Constituição
Federal.
A 2... Turma Recursal dos Juizados Especiais do Estado do Paraná
julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo:
“RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE
FAZER C/C PEDIDO DE INDENIZAÇÃO POR DANO
MORAL. DEFEITO NO SENSOR DE CHUVA APRESENTADO
APÓS DECORRIDOS DOIS ANOS E MEIO DA AQUISIÇÃO.
NEGATIVA DE CONSERTO. AUSÊNCIA DE QUALQUER
PROVA DE QUE O VEÍCULO ESTAVA NA GARANTIA.
INEXISTÊNCIA DE OBRIGAÇÃO DE REPARAR O VEÍCULO
DE FORMA GRATUITA. SENTENÇA REFORMADA PARA
AFASTAR A CONDENAÇÃO. PEDIDO JULGADO
IMPROCEDENTE. Recurso conhecido e provido”.
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Relatório
ARE 893234 AGR / PR
Acórdão recorrido publicado em 05.3.2015.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 893234 AGR / PR
Acórdão recorrido publicado em 05.3.2015.
É o relatório.
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Voto - MIN. ROSA WEBER
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.234
PARANÁ
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., XXXII, XXXV,
XXXVI e LV, 93, IX, e 170, V, da Constituição Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na
origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o
vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional
arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de
correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde
com vício ao primado da fundamentação, notadamente
consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e
a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto
republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria:
Supremo Tribunal Federal
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30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.234
PARANÁ
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., XXXII, XXXV,
XXXVI e LV, 93, IX, e 170, V, da Constituição Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na
origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o
vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional
arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de
correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde
com vício ao primado da fundamentação, notadamente
consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e
a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto
republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria:
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 893234 AGR / PR
“Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há
falar em ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, quando o acórdão
impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à
tese da recorrente.” (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar
Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator
Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09)
“Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a
responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS.
Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida
com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão
a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de
que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder
todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente.
Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade
das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a
majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de
medida provisória. Precedentes.” (Recurso Extraordinário 511.581-AgR, Relator
Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08)
“O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão
judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja
correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide:
declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou
não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita
a exigência constitucional.” (AI 402.819-AgR, Relator Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03)
O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
legalidade, da inafastabilidade da prestação jurisdicional e da
proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla
defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a
interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à
espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o
2
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ARE 893234 AGR / PR
“Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há
falar em ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, quando o acórdão
impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à
tese da recorrente.” (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar
Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator
Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09)
“Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a
responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS.
Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida
com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão
a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de
que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder
todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente.
Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade
das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a
majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de
medida provisória. Precedentes.” (Recurso Extraordinário 511.581-AgR, Relator
Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08)
“O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão
judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja
correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide:
declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou
não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita
a exigência constitucional.” (AI 402.819-AgR, Relator Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03)
O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
legalidade, da inafastabilidade da prestação jurisdicional e da
proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla
defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a
interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à
espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 893234 AGR / PR
que não atende à exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos
termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo
Tribunal Federal, verbis :
"RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação
de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição
Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas
inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática.
Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a
jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em
recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se
de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de
normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à
Constituição da República, e, muito menos, de reexame de
provas." (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar
Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005)
"Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido,
do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz
de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto
constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta;
ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos
princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93,
IX, da Constituição Federal." (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005)
"CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO:
ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV
e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer
a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação,
interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão
fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso
constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não
configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5...,
XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou
não, do direito adquirido, situa-se no campo
3
Supremo Tribunal Federal
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que não atende à exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos
termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo
Tribunal Federal, verbis :
"RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação
de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição
Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas
inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática.
Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a
jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em
recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se
de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de
normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à
Constituição da República, e, muito menos, de reexame de
provas." (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar
Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005)
"Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido,
do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz
de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto
constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta;
ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos
princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93,
IX, da Constituição Federal." (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005)
"CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO:
ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV
e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer
a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação,
interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão
fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso
constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não
configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5...,
XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou
não, do direito adquirido, situa-se no campo
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 893234 AGR / PR
infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo
legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela
indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas
processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a
admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V.
- Agravo não provido." (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator
Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002)
"TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU
RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR
PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE
EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE
CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI
413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II,
XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da
legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão,
procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde
não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna.
Recurso não conhecido." (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro
Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001)
O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se
na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela
qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o
revolvimento do quadro fático delineado, procedimento
vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal:
“Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”.
Nesse sentido:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
RESPONSABILIDADE
CIVIL.
INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. NECESSIDADE DO
REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E
DO CONJUNTO PROBATÓRIO. OFENSA CONSTITUCIONAL
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Supremo Tribunal Federal
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ARE 893234 AGR / PR
infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo
legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela
indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas
processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a
admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V.
- Agravo não provido." (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator
Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002)
"TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU
RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR
PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE
EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE
CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI
413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II,
XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da
legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão,
procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde
não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna.
Recurso não conhecido." (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro
Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001)
O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se
na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela
qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o
revolvimento do quadro fático delineado, procedimento
vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal:
“Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”.
Nesse sentido:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
RESPONSABILIDADE
CIVIL.
INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. NECESSIDADE DO
REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E
DO CONJUNTO PROBATÓRIO. OFENSA CONSTITUCIONAL
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 893234 AGR / PR
INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
PRECEDENTES.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI
850.092-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe
19.9.2011).
“DIREITO DO CONSUMIDOR. INDENIZAÇÃO POR
DANO MORAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS
PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO
EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA
MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO
REGIONAL. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. INOVAÇÃO RECURSAL.
IMPOSSIBILIDADE. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 19.12.2011. Divergir do entendimento do Tribunal a quo
acerca da ocorrência do dano moral e da correção do valor
fixado a título de indenização demandaria a análise da
legislação infraconstitucional, bem como a reelaboração da
moldura fática delineada na origem, inviável em sede recursal
extraordinária. Precedentes. A alegada violação do art. 5..., caput
, XXXV, e LV, da Constituição Federal não foi arguida nas razões
do recurso extraordinário, sendo vedado ao agravante inovar
no agravo regimental Agravo regimental conhecido e não
provido” (ARE 774.839-AgR/SP, de minha lavra, Primeira
Turma, DJe 04.12.2013).
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
Tal como consignado na decisão agravada, inexiste violação do
artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta
5
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 893234 AGR / PR
INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
PRECEDENTES.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI
850.092-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe
19.9.2011).
“DIREITO DO CONSUMIDOR. INDENIZAÇÃO POR
DANO MORAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS
PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO
EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA
MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO
REGIONAL. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. INOVAÇÃO RECURSAL.
IMPOSSIBILIDADE. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 19.12.2011. Divergir do entendimento do Tribunal a quo
acerca da ocorrência do dano moral e da correção do valor
fixado a título de indenização demandaria a análise da
legislação infraconstitucional, bem como a reelaboração da
moldura fática delineada na origem, inviável em sede recursal
extraordinária. Precedentes. A alegada violação do art. 5..., caput
, XXXV, e LV, da Constituição Federal não foi arguida nas razões
do recurso extraordinário, sendo vedado ao agravante inovar
no agravo regimental Agravo regimental conhecido e não
provido” (ARE 774.839-AgR/SP, de minha lavra, Primeira
Turma, DJe 04.12.2013).
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
Tal como consignado na decisão agravada, inexiste violação do
artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 893234 AGR / PR
Suprema Corte, o texto constitucional exige a explicitação, pelo órgão
jurisdicional, das razões de seu convencimento, sem necessidade,
contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes.
Cito precedentes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar
Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais. Recurso Extraordinário LEGAL CURSO
EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO
PROCESSO. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta
em que transgredido o devido processo legal a ponto de se
enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é
próprio, de outro, descabe confundir a ausência de
aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de
forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO
ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a
aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de
Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da
litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco
Aurélio, 1... Turma, Dje 12.3.2013).
6
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ARE 893234 AGR / PR
Suprema Corte, o texto constitucional exige a explicitação, pelo órgão
jurisdicional, das razões de seu convencimento, sem necessidade,
contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes.
Cito precedentes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar
Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais. Recurso Extraordinário LEGAL CURSO
EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO
PROCESSO. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta
em que transgredido o devido processo legal a ponto de se
enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é
próprio, de outro, descabe confundir a ausência de
aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de
forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO
ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a
aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de
Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da
litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco
Aurélio, 1... Turma, Dje 12.3.2013).
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 893234 AGR / PR
A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo
extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Nesse sentir, o exame de eventual afronta aos preceitos
constitucionais apontados, consagradores dos princípios da legalidade,
da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada,
bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa
(art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das
normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se
afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102,
III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste
egrégio Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator
Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005; Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE,
Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005; Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-
AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002 e
Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ
02.02.2001).
Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço,
se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão
pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do
quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária.
Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe
recurso extraordinário.”
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
7
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ARE 893234 AGR / PR
A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo
extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Nesse sentir, o exame de eventual afronta aos preceitos
constitucionais apontados, consagradores dos princípios da legalidade,
da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada,
bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa
(art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das
normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se
afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102,
III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste
egrégio Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator
Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005; Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE,
Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005; Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-
AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002 e
Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ
02.02.2001).
Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço,
se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão
pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do
quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária.
Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe
recurso extraordinário.”
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12
Extrato de Ata - 30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.234
PROCED. : PARANÁ
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ISAIAS BISSOTO
ADV.(A/S) : ISAIAS BISSOTO
AGDO.(A/S) : VOLKSWAGEN DO BRASIL INDÚSTRIA DE VEÍCULOS
AUTOMOTORES LTDA
ADV.(A/S) : MÁRCIO NOVAES CAVALCANTI E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 30.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.234
PROCED. : PARANÁ
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ISAIAS BISSOTO
ADV.(A/S) : ISAIAS BISSOTO
AGDO.(A/S) : VOLKSWAGEN DO BRASIL INDÚSTRIA DE VEÍCULOS
AUTOMOTORES LTDA
ADV.(A/S) : MÁRCIO NOVAES CAVALCANTI E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 30.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893 . 234",
"ARE 893234 AGR / PR",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 893234 AGR / PR",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893 . 234",
"AI 426 . 981 - AgR",
"AI 611 . 406 - AgR",
"Recurso Extraordinário 511 . 581 - AgR",
"AI 402 . 819 - AgR",
"ARE 893234",
"AI 426 . 981 - AgR",
"AI 611 . 406 - AgR",
"Recurso Extraordinário 511 . 581 - AgR",
"AI 402 . 819 - AgR",
"-",
"AgR",
"-",
"495",
".",
"880",
"AgR",
"ARE 893234 AGR / PR",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"495",
".",
"880",
"/",
"SP",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"436",
".",
"Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP",
"Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 893234 AGR / PR",
"Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP",
"Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"AI 850 . 092",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 774 . 839 - AgR / SP",
"ARE 893234 AGR / PR",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"AI 850 . 092 - AgR",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 774 . 839 - AgR / SP",
"AI 791 . 292 - QO - RG",
"ARE 721 . 783 - AgR / RS",
"AI 791 . 292 - QO - RG",
"ARE 721 . 783 - AgR / RS",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"495",
".",
"880",
"/",
"SP",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"436",
".",
"911",
"/",
"SE",
"Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP",
"Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"495",
".",
"880",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"436",
".",
"911",
"/",
"SE",
"Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP",
"Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal"
],
"LEGISLACAO": [
"ARTIGO 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"artigo 93 , IX , da Lei Maior",
"art . 5 . . . , XXXV , XXXVI , e LV , da Constituição Federal",
"art . 102 da Magna Carta",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"arts . 5 . . . , XXXII , XXXV , XXXVI e LV , 93 , IX , e 170 , V , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"arts . 5 . . . , XXXII , XXXV , XXXVI e LV , 93 , IX , e 170 , V , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . , XXXII , XXXV , XXXVI e LV , 93 , IX , e 170 , V , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . , XXXII , XXXV , XXXVI e LV , 93 , IX , e 170 , V , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988",
"Lei n . 9 . 715 / 98",
"Lei n . 9 . 715 / 98",
"Constituição",
"art . 5 . . . da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988",
"Lei n . 9 . 715 / 98",
"Lei n . 9 . 715 / 98",
"Constituição",
"art . 93 , IX",
"art . 5 . . . da Lei Maior",
"art . 102 , III , a , da Lei Maior",
"art . 5 . . . , XXII , XXIII , XXIV , LIV e LV , da Constituição Federal",
"Constituição da República",
"C",
".",
"F . , art .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Lei Maior",
"art . 5 . . . , XXII , XXIII , XXIV , LIV e LV , da Constituição Federal",
"Constituição da República",
"arts . 5 . . . , II , XXXV , LIV e LV e 93 , IX , da Constituição Federal",
"C",
".",
"F . , art . 5 . . . , II , XXXV , XXXVI , LIV e LV",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"DECRETO",
"-",
"LEI 413 / 69",
"LEI 4 . 728 / 65",
"ART . 5 . . . , II , XXII , XXXV E XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Carta Magna",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"C",
".",
"F . , art . 5 . . . ,",
"DECRETO",
"-",
"LEI 413 / 69",
"LEI 4 . 728 / 65",
"ART . 5 . . . , II , XXII , XXXV E XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Carta Magna",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , caput , XXXV , e LV , da Constituição Federal",
"Constituição da República",
"art . 21 , § 1 . . . , do RISTF",
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , caput , XXXV , e LV , da Constituição Federal",
"Constituição da República",
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art . 544 ,",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 . .",
"incisos XXXV e LX do art . 5 . .",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"§",
"Medida Provisória n 2",
"art . 5 . . . da Lei Maior",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . da Lei Maior",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PARANÁ",
"Brasília",
"Brasília",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"VOLKSWAGEN DO BRASIL",
"INDÚSTRIA DE VEÍCULOS AUTOMOTORES LTDA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"VOLKSWAGEN DO BRASIL INDÚSTRIA DE VEÍCULOS AUTOMOTORES LTDA ADV",
"2",
".",
".",
". Turma Recursal dos Juizados Especiais do Estado do Paraná",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"VOLKSWAGEN DO BRASIL INDÚSTRIA DE VEÍCULOS AUTOMOTORES LTDA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"1",
".",
".",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
".",
".",
". Turma",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"AGR",
"/",
"PR",
"Suprema Corte",
"Tribunal Pleno",
"1",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema Corte",
"Tribunal Pleno",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"VOLKSWAGEN DO BRASIL INDÚSTRIA DE VEÍCULOS AUTOMOTORES LTDA ADV",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"VOLKSWAGEN DO BRASIL INDÚSTRIA DE VEÍCULOS AUTOMOTORES LTDA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"ISAIAS BISSOTO",
"ISAIAS BISSOTO",
"MÁRCIO NOVAES CAVALCANTI",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"ISAIAS BISSOTO",
"ISAIAS BISSOTO",
"MÁRCIO NOVAES CAVALCANTI",
"Rosa Weber",
"Isaias Bissoto",
"ROSA WEBER",
"ISAIAS BISSOTO",
"ISAIAS BISSOTO",
"MÁRCIO NOVAES CAVALCANTI",
"Rosa Weber",
"Isaias Bissoto",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER ARE",
"Cezar Peluso",
"Carlos Britto",
"Eros Grau",
"Sepúlveda Pertence",
"Cezar Peluso",
"Carlos Britto",
"Eros Grau",
"Sepúlveda Pertence",
"ROSA WEBER",
"Cezar Peluso",
"Sepúlveda Pertence",
"Cezar Peluso",
"Sepúlveda Pertence",
"ROSA WEBER ARE",
"Carlos Velloso",
"Ilmar Galvão",
"Carlos Velloso",
"Ilmar Galvão",
"ROSA WEBER ARE",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"ROSA WEBER ARE 893234",
"Gilmar Mendes",
"Marco Aurélio",
"Gilmar Mendes",
"Marco Aurélio",
"ROSA WEBER",
"Cezar Peluso",
"Sepúlveda Pertence",
"Carlos Velloso",
"Ilmar Galvão",
"Cezar Peluso",
"Sepúlveda Pertence",
"Carlos Velloso",
"Ilmar Galvão",
"ROSA WEBER",
"ISAIAS BISSOTO",
"ISAIAS BISSOTO",
"MÁRCIO NOVAES CAVALCANTI",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"ISAIAS BISSOTO",
"ISAIAS BISSOTO",
"MÁRCIO NOVAES CAVALCANTI",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian",
"Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"05",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
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"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"11",
".",
"04",
"20",
".",
"02",
".",
"09",
"15",
".",
"8",
".",
"08",
"05",
".",
"9",
".",
"03",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"11",
".",
"04",
"20",
".",
"02",
".",
"09",
"15",
".",
"8",
".",
"08",
"05",
".",
"9",
".",
"03",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"8",
".",
"2005",
"17",
".",
"6",
".",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"8",
".",
"2005",
"17",
".",
"6",
".",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"9",
".",
"2002",
"02",
".",
"02",
".",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"9",
".",
"2002",
"02",
".",
"02",
".",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"9",
".",
"2011",
"19",
".",
"12",
".",
"2011",
"04",
".",
"12",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"9",
".",
"2011",
"19",
".",
"12",
".",
"2011",
"04",
".",
"12",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"8",
".",
"2010",
"12",
".",
"3",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"8",
".",
"2010",
"12",
".",
"3",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"8",
".",
"2005",
"17",
".",
"6",
".",
"2005",
"20",
".",
"9",
".",
"2002",
"02",
".",
"02",
".",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"8",
".",
"2005",
"17",
".",
"6",
".",
"2005",
"20",
".",
"9",
".",
"2002",
"02",
".",
"02",
".",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"30",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.418 MINAS
GERAIS
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS
GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
MINAS GERAIS
EMENTA
DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL
PÚBLICA. PESSOAS PORTADORAS DE NECESSIDADES ESPECIAIS.
MOBILIDADE REDUZIDA. ACESSO À ESCOLA PÚBLICA. EXECUÇÃO
DAS ADAPTAÇÕES NECESSÁRIAS. IMPLEMENTAÇÃO DE
POLÍTICAS PÚBLICAS. INEXISTÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO
DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. CONSONÂNCIA DA DECISÃO
RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE
NÃO MERECE TRÂNSITO. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA
REPERCUSSÃO GERAL. INADEQUAÇÃO. ACÓRDÃO RECORRIDO
PUBLICADO EM 28.7.2014.
1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do
assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada
no âmbito deste Supremo Tribunal Federal.
2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
3. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8856207.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
ARE 891418 AGR / MG
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 30 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8856207.
Supremo Tribunal Federal
ARE 891418 AGR / MG
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 30 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8856207.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.418 MINAS
GERAIS
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS
GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
MINAS GERAIS
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental o Estado de Minas Gerais.
Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a
violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta.
Sustenta “(...) a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal ainda não
está firmada no mesmo sentido do acórdão recorrido. Com o devido
respeito, a possibilidade de implementação de políticas públicas por
decisão judicial ainda é tema pendente de julgamento por esse (...)”.
Afirma que a matéria foi afetada ao Plenário virtual para julgamento em
sede de Repercussão Geral no RE 684.612, Rel. Min. Cármen Lúcia.
Requer o sobrestamento do recurso.
O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais julgou a
controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo:
“AÇÃO CIVIL PÚBLICA. DIREITO CONSTITUCIONAL E
ADMINISTRATIVO.
PESSOAS
PORTADORAS
DE
DEFICIÊNCIA FÍSICA E MOBILIDADE REDUZIDA. ACESSO
A ESCOLA PÚBLICA. DIREITO FUNDAMENTAL.
POSSIBILIDADE DE ATUAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8856208.
Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.418 MINAS
GERAIS
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS
GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
MINAS GERAIS
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental o Estado de Minas Gerais.
Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a
violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta.
Sustenta “(...) a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal ainda não
está firmada no mesmo sentido do acórdão recorrido. Com o devido
respeito, a possibilidade de implementação de políticas públicas por
decisão judicial ainda é tema pendente de julgamento por esse (...)”.
Afirma que a matéria foi afetada ao Plenário virtual para julgamento em
sede de Repercussão Geral no RE 684.612, Rel. Min. Cármen Lúcia.
Requer o sobrestamento do recurso.
O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais julgou a
controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo:
“AÇÃO CIVIL PÚBLICA. DIREITO CONSTITUCIONAL E
ADMINISTRATIVO.
PESSOAS
PORTADORAS
DE
DEFICIÊNCIA FÍSICA E MOBILIDADE REDUZIDA. ACESSO
A ESCOLA PÚBLICA. DIREITO FUNDAMENTAL.
POSSIBILIDADE DE ATUAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8856208.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
ARE 891418 AGR / MG
DEVER DE IMPLEMENTAÇÃO DAS ADAPTAÇÕES
NECESSÁRIAS. SENTENÇA REFORMADA EM REEXAME
NECESSÁRIO. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. 1.
Em se tratando de política pública de natureza constitucional, e
configurada a correlação entre esta e os direitos fundamentais,
somada à prova da omissão ou prestação deficiente da
Administração Pública, afigura-se possível o controle
jurisdicional da atuação estatal. Precedentes do Supremo
Tribunal Federal. 2. O direito de acesso a escolas públicas de
indivíduos portadores de deficiência física e com mobilidade
reduzida decorre de expressa previsão constitucional e legal,
devendo o Poder Público adotar as medidas necessárias de
adaptação. 3. No caso, ficou comprovado que as instalações da
Escola Estadual Hortêncio Diniz encontram-se fora dos padrões
legalmente estabelecidos, não tendo apresentado o Estado de
Minas Gerais justificativa razoável para a mora no
cumprimento das adaptações exigidas. 4. As reformas
necessárias para o acesso de pessoas portadoras de deficiência
ou com mobilidade reduzida devem ser realizadas com base na
prova técnica presente nos autos, porque produzida
judicialmente, com o devido respeito ao princípio do
contraditório.”
Acórdão recorrido publicado em 28.7.2014.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8856208.
Supremo Tribunal Federal
ARE 891418 AGR / MG
DEVER DE IMPLEMENTAÇÃO DAS ADAPTAÇÕES
NECESSÁRIAS. SENTENÇA REFORMADA EM REEXAME
NECESSÁRIO. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. 1.
Em se tratando de política pública de natureza constitucional, e
configurada a correlação entre esta e os direitos fundamentais,
somada à prova da omissão ou prestação deficiente da
Administração Pública, afigura-se possível o controle
jurisdicional da atuação estatal. Precedentes do Supremo
Tribunal Federal. 2. O direito de acesso a escolas públicas de
indivíduos portadores de deficiência física e com mobilidade
reduzida decorre de expressa previsão constitucional e legal,
devendo o Poder Público adotar as medidas necessárias de
adaptação. 3. No caso, ficou comprovado que as instalações da
Escola Estadual Hortêncio Diniz encontram-se fora dos padrões
legalmente estabelecidos, não tendo apresentado o Estado de
Minas Gerais justificativa razoável para a mora no
cumprimento das adaptações exigidas. 4. As reformas
necessárias para o acesso de pessoas portadoras de deficiência
ou com mobilidade reduzida devem ser realizadas com base na
prova técnica presente nos autos, porque produzida
judicialmente, com o devido respeito ao princípio do
contraditório.”
Acórdão recorrido publicado em 28.7.2014.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8856208.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. ROSA WEBER
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.418 MINAS
GERAIS
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão
recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste
Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar em afronta aos
preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que
desafiou o agravo, verbis:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 2º, 5º, II, 227, § 2º e
244, caput, da Constituição Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
O entendimento adotado no acórdão recorrido não
diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo
Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa
aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: RE
669.635-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2ª Turma, DJe 13.4.2015 e
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8856209.
Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.418 MINAS
GERAIS
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão
recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste
Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar em afronta aos
preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que
desafiou o agravo, verbis:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 2º, 5º, II, 227, § 2º e
244, caput, da Constituição Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
O entendimento adotado no acórdão recorrido não
diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo
Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa
aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: RE
669.635-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2ª Turma, DJe 13.4.2015 e
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8856209.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 891418 AGR / MG
RE 850.215-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe
29.4.2015, com a seguinte ementa:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO.
AÇÃO
CIVIL
PÚBLICA.
IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. OBRIGAÇÃO
DE FAZER: REFORMA DE ESCOLA EM SITUAÇÃO
PRECÁRIA. POSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO.”
Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
Ressalto, de todo inadequada a aplicação da sistemática da
repercussão geral, considerado o RE 684.612, distinta a natureza do
direito pleiteado. O recurso paradigma trata de direito à saúde, enquanto
o presente feito cuida de acesso a escolas públicas por pessoas portadoras
de necessidades especiais.
Destaco, ao contrário do alegado nas razões do agravo regimental,
que o caso ora em discussão é de típico julgamento monocrático do
recurso, a atrair as disposições constantes no art. 554, § 4º, II, do Código
de Processo Civil. Nesse sentido, colho precedentes:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INADMISSIBILIDADE
DO EXTRAORDINÁRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279
DESTA CORTE. OFENSA MERAMENTE REFLEXA.
HIPÓTESE TÍPICA DE JULGAMENTO MONOCRÁTICO DO
RECURSO NOS TERMOS DO ART. 544, § 4º, II, B, DO CPC.
AGRAVO IMPROVIDO. I – Constatada a impossibilidade de
2
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ARE 891418 AGR / MG
RE 850.215-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe
29.4.2015, com a seguinte ementa:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO.
AÇÃO
CIVIL
PÚBLICA.
IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. OBRIGAÇÃO
DE FAZER: REFORMA DE ESCOLA EM SITUAÇÃO
PRECÁRIA. POSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO.”
Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
Ressalto, de todo inadequada a aplicação da sistemática da
repercussão geral, considerado o RE 684.612, distinta a natureza do
direito pleiteado. O recurso paradigma trata de direito à saúde, enquanto
o presente feito cuida de acesso a escolas públicas por pessoas portadoras
de necessidades especiais.
Destaco, ao contrário do alegado nas razões do agravo regimental,
que o caso ora em discussão é de típico julgamento monocrático do
recurso, a atrair as disposições constantes no art. 554, § 4º, II, do Código
de Processo Civil. Nesse sentido, colho precedentes:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INADMISSIBILIDADE
DO EXTRAORDINÁRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279
DESTA CORTE. OFENSA MERAMENTE REFLEXA.
HIPÓTESE TÍPICA DE JULGAMENTO MONOCRÁTICO DO
RECURSO NOS TERMOS DO ART. 544, § 4º, II, B, DO CPC.
AGRAVO IMPROVIDO. I – Constatada a impossibilidade de
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 891418 AGR / MG
conhecimento do extraordinário ante a incidência da Súmula
279 do STF e a ocorrência de ofensa meramente reflexa ao texto
constitucional, o caso é de manifesta inadmissibilidade do apelo
extremo, hipótese em que autorizado o julgamento monocrático
do agravo, nos termos do art. 544, §4º, II, b, do CPC. II – Agravo
regimental improvido” (ARE 751.246- AgR/RJ, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 1.7.2013)
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
CUSTAS PROCESSUAIS. RECOLHIMENTO INFERIOR.
DESERÇÃO DO RECURSO. INTERPRETAÇÃO DE
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA
DO RELATOR PARA JULGAMENTO MONOCRÁTICO DO
FEITO. PRECEDENTE. 1. A deserção do recurso tem
fundamento em norma de índole infraconstitucional
insuscetível de análise na via extraordinária. Precedentes: AI
757.658-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Eros Grau, Dje de
11/12/09 e AI 696.748-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Ayres
Britto, Dje de 24/04/09. 2. A competência deferida ao Relator
para, monocraticamente, julgar recurso manifestamente
inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência desta
Suprema Corte não derroga o princípio da colegialidade, que
resulta preservado, no âmbito deste Tribunal, pelo cabimento
do recurso de agravo das decisões singulares proferidas por
seus Ministros. MS n. 28.097-AgR, Relator o Ministro Celso de
Mello, Plenário, DJe de 1º.7.2011. 3. In casu, o acórdão
originariamente recorrido assentou: “Impugnação à execução –
executado não pode pretender rediscutir os critérios fixados no
título judicial – cálculos da contadoria tão somente atualizaram
valores fixados na sentença, esta já transitada em julgado.” 4.
Agravo regimental a que se nega provimento”(ARE 702.054-
AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 29.5.2013).
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
3
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ARE 891418 AGR / MG
conhecimento do extraordinário ante a incidência da Súmula
279 do STF e a ocorrência de ofensa meramente reflexa ao texto
constitucional, o caso é de manifesta inadmissibilidade do apelo
extremo, hipótese em que autorizado o julgamento monocrático
do agravo, nos termos do art. 544, §4º, II, b, do CPC. II – Agravo
regimental improvido” (ARE 751.246- AgR/RJ, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 1.7.2013)
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
CUSTAS PROCESSUAIS. RECOLHIMENTO INFERIOR.
DESERÇÃO DO RECURSO. INTERPRETAÇÃO DE
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA
DO RELATOR PARA JULGAMENTO MONOCRÁTICO DO
FEITO. PRECEDENTE. 1. A deserção do recurso tem
fundamento em norma de índole infraconstitucional
insuscetível de análise na via extraordinária. Precedentes: AI
757.658-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Eros Grau, Dje de
11/12/09 e AI 696.748-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Ayres
Britto, Dje de 24/04/09. 2. A competência deferida ao Relator
para, monocraticamente, julgar recurso manifestamente
inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência desta
Suprema Corte não derroga o princípio da colegialidade, que
resulta preservado, no âmbito deste Tribunal, pelo cabimento
do recurso de agravo das decisões singulares proferidas por
seus Ministros. MS n. 28.097-AgR, Relator o Ministro Celso de
Mello, Plenário, DJe de 1º.7.2011. 3. In casu, o acórdão
originariamente recorrido assentou: “Impugnação à execução –
executado não pode pretender rediscutir os critérios fixados no
título judicial – cálculos da contadoria tão somente atualizaram
valores fixados na sentença, esta já transitada em julgado.” 4.
Agravo regimental a que se nega provimento”(ARE 702.054-
AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 29.5.2013).
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
3
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Extrato de Ata - 30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.418
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS
GERAIS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 30.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.418
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS
GERAIS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 30.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9116319
| 2015-06-30T00:00:00
| 2015-08-13T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 30.6.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. PESSOAS PORTADORAS DE NECESSIDADES ESPECIAIS. MOBILIDADE REDUZIDA. ACESSO À ESCOLA PÚBLICA. EXECUÇÃO DAS ADAPTAÇÕES NECESSÁRIAS. IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. INEXISTÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. INADEQUAÇÃO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 28.7.2014.
1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal.
2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
3. Agravo regimental conhecido e não provido.
|
sjur314973
|
- Acórdão(s) citado(s):
(JULGAMENTO MONOCRÁTICO DE RECURSO)
ARE 702054 AgR (1ªT), ARE 751246 AgR (2ªT).
Número de páginas: 8.
Análise: 20/08/2015, MJC.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
891418
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00544 PAR-00004 INC-00002\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 891418 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.418 MINAS
GERAIS
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS
GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
MINAS GERAIS
EMENTA
DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL
PÚBLICA. PESSOAS PORTADORAS DE NECESSIDADES ESPECIAIS.
MOBILIDADE REDUZIDA. ACESSO À ESCOLA PÚBLICA. EXECUÇÃO
DAS ADAPTAÇÕES NECESSÁRIAS. IMPLEMENTAÇÃO DE
POLÍTICAS PÚBLICAS. INEXISTÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO
DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. CONSONÂNCIA DA DECISÃO
RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE
NÃO MERECE TRÂNSITO. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA
REPERCUSSÃO GERAL. INADEQUAÇÃO. ACÓRDÃO RECORRIDO
PUBLICADO EM 28.7.2014.
1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do
assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada
no âmbito deste Supremo Tribunal Federal.
2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
3. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
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Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
ARE 891418 AGR / MG
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 30 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 891418 AGR / MG
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 30 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
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Relatório
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.418 MINAS
GERAIS
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS
GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
MINAS GERAIS
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental o Estado de Minas Gerais.
Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a
violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta.
Sustenta “(...) a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal ainda não
está firmada no mesmo sentido do acórdão recorrido. Com o devido
respeito, a possibilidade de implementação de políticas públicas por
decisão judicial ainda é tema pendente de julgamento por esse (...)”.
Afirma que a matéria foi afetada ao Plenário virtual para julgamento em
sede de Repercussão Geral no Recurso Extraordinário 684.612, Rel. Min. Cármen Lúcia.
Requer o sobrestamento do recurso.
O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais julgou a
controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo:
“AÇÃO CIVIL PÚBLICA. DIREITO CONSTITUCIONAL E
ADMINISTRATIVO.
PESSOAS
PORTADORAS
DE
DEFICIÊNCIA FÍSICA E MOBILIDADE REDUZIDA. ACESSO
A ESCOLA PÚBLICA. DIREITO FUNDAMENTAL.
POSSIBILIDADE DE ATUAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO.
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30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.418 MINAS
GERAIS
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS
GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
MINAS GERAIS
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental o Estado de Minas Gerais.
Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a
violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta.
Sustenta “(...) a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal ainda não
está firmada no mesmo sentido do acórdão recorrido. Com o devido
respeito, a possibilidade de implementação de políticas públicas por
decisão judicial ainda é tema pendente de julgamento por esse (...)”.
Afirma que a matéria foi afetada ao Plenário virtual para julgamento em
sede de Repercussão Geral no Recurso Extraordinário 684.612, Rel. Min. Cármen Lúcia.
Requer o sobrestamento do recurso.
O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais julgou a
controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo:
“AÇÃO CIVIL PÚBLICA. DIREITO CONSTITUCIONAL E
ADMINISTRATIVO.
PESSOAS
PORTADORAS
DE
DEFICIÊNCIA FÍSICA E MOBILIDADE REDUZIDA. ACESSO
A ESCOLA PÚBLICA. DIREITO FUNDAMENTAL.
POSSIBILIDADE DE ATUAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO.
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Relatório
ARE 891418 AGR / MG
DEVER DE IMPLEMENTAÇÃO DAS ADAPTAÇÕES
NECESSÁRIAS. SENTENÇA REFORMADA EM REEXAME
NECESSÁRIO. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. 1.
Em se tratando de política pública de natureza constitucional, e
configurada a correlação entre esta e os direitos fundamentais,
somada à prova da omissão ou prestação deficiente da
Administração Pública, afigura-se possível o controle
jurisdicional da atuação estatal. Precedentes do Supremo
Tribunal Federal. 2. O direito de acesso a escolas públicas de
indivíduos portadores de deficiência física e com mobilidade
reduzida decorre de expressa previsão constitucional e legal,
devendo o Poder Público adotar as medidas necessárias de
adaptação. 3. No caso, ficou comprovado que as instalações da
Escola Estadual Hortêncio Diniz encontram-se fora dos padrões
legalmente estabelecidos, não tendo apresentado o Estado de
Minas Gerais justificativa razoável para a mora no
cumprimento das adaptações exigidas. 4. As reformas
necessárias para o acesso de pessoas portadoras de deficiência
ou com mobilidade reduzida devem ser realizadas com base na
prova técnica presente nos autos, porque produzida
judicialmente, com o devido respeito ao princípio do
contraditório.”
Acórdão recorrido publicado em 28.7.2014.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 891418 AGR / MG
DEVER DE IMPLEMENTAÇÃO DAS ADAPTAÇÕES
NECESSÁRIAS. SENTENÇA REFORMADA EM REEXAME
NECESSÁRIO. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. 1.
Em se tratando de política pública de natureza constitucional, e
configurada a correlação entre esta e os direitos fundamentais,
somada à prova da omissão ou prestação deficiente da
Administração Pública, afigura-se possível o controle
jurisdicional da atuação estatal. Precedentes do Supremo
Tribunal Federal. 2. O direito de acesso a escolas públicas de
indivíduos portadores de deficiência física e com mobilidade
reduzida decorre de expressa previsão constitucional e legal,
devendo o Poder Público adotar as medidas necessárias de
adaptação. 3. No caso, ficou comprovado que as instalações da
Escola Estadual Hortêncio Diniz encontram-se fora dos padrões
legalmente estabelecidos, não tendo apresentado o Estado de
Minas Gerais justificativa razoável para a mora no
cumprimento das adaptações exigidas. 4. As reformas
necessárias para o acesso de pessoas portadoras de deficiência
ou com mobilidade reduzida devem ser realizadas com base na
prova técnica presente nos autos, porque produzida
judicialmente, com o devido respeito ao princípio do
contraditório.”
Acórdão recorrido publicado em 28.7.2014.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROSA WEBER
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.418 MINAS
GERAIS
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão
recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste
Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar em afronta aos
preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que
desafiou o agravo, verbis:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 2..., 5..., II, 227, § 2... e
244, caput, da Constituição Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
O entendimento adotado no acórdão recorrido não
diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo
Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa
aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: Recurso Extraordinário
669.635-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2... Turma, DJe 13.4.2015 e
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.418 MINAS
GERAIS
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão
recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste
Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar em afronta aos
preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que
desafiou o agravo, verbis:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 2..., 5..., II, 227, § 2... e
244, caput, da Constituição Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
O entendimento adotado no acórdão recorrido não
diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo
Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa
aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: Recurso Extraordinário
669.635-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2... Turma, DJe 13.4.2015 e
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 891418 AGR / MG
Recurso Extraordinário 850.215-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe
29.4.2015, com a seguinte ementa:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO.
AÇÃO
CIVIL
PÚBLICA.
IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. OBRIGAÇÃO
DE FAZER: REFORMA DE ESCOLA EM SITUAÇÃO
PRECÁRIA. POSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO.”
Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
Ressalto, de todo inadequada a aplicação da sistemática da
repercussão geral, considerado o Recurso Extraordinário 684.612, distinta a natureza do
direito pleiteado. O recurso paradigma trata de direito à saúde, enquanto
o presente feito cuida de acesso a escolas públicas por pessoas portadoras
de necessidades especiais.
Destaco, ao contrário do alegado nas razões do agravo regimental,
que o caso ora em discussão é de típico julgamento monocrático do
recurso, a atrair as disposições constantes no art. 554, § 4..., II, do Código
de Processo Civil. Nesse sentido, colho precedentes:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INADMISSIBILIDADE
DO EXTRAORDINÁRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279
DESTA CORTE. OFENSA MERAMENTE REFLEXA.
HIPÓTESE TÍPICA DE JULGAMENTO MONOCRÁTICO DO
RECURSO NOS TERMOS DO ART. 544, § 4..., II, B, DO Código de Processo Civil.
AGRAVO IMPROVIDO. I – Constatada a impossibilidade de
2
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ARE 891418 AGR / MG
Recurso Extraordinário 850.215-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe
29.4.2015, com a seguinte ementa:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO.
AÇÃO
CIVIL
PÚBLICA.
IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. OBRIGAÇÃO
DE FAZER: REFORMA DE ESCOLA EM SITUAÇÃO
PRECÁRIA. POSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO.”
Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
Ressalto, de todo inadequada a aplicação da sistemática da
repercussão geral, considerado o Recurso Extraordinário 684.612, distinta a natureza do
direito pleiteado. O recurso paradigma trata de direito à saúde, enquanto
o presente feito cuida de acesso a escolas públicas por pessoas portadoras
de necessidades especiais.
Destaco, ao contrário do alegado nas razões do agravo regimental,
que o caso ora em discussão é de típico julgamento monocrático do
recurso, a atrair as disposições constantes no art. 554, § 4..., II, do Código
de Processo Civil. Nesse sentido, colho precedentes:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INADMISSIBILIDADE
DO EXTRAORDINÁRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279
DESTA CORTE. OFENSA MERAMENTE REFLEXA.
HIPÓTESE TÍPICA DE JULGAMENTO MONOCRÁTICO DO
RECURSO NOS TERMOS DO ART. 544, § 4..., II, B, DO Código de Processo Civil.
AGRAVO IMPROVIDO. I – Constatada a impossibilidade de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 891418 AGR / MG
conhecimento do extraordinário ante a incidência da Súmula
279 do Supremo Tribunal Federal e a ocorrência de ofensa meramente reflexa ao texto
constitucional, o caso é de manifesta inadmissibilidade do apelo
extremo, hipótese em que autorizado o julgamento monocrático
do agravo, nos termos do art. 544, §4..., II, b, do Código de Processo Civil. II – Agravo
regimental improvido” (ARE 751.246- AgR/RJ, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 1.7.2013)
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
CUSTAS PROCESSUAIS. RECOLHIMENTO INFERIOR.
DESERÇÃO DO RECURSO. INTERPRETAÇÃO DE
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA
DO RELATOR PARA JULGAMENTO MONOCRÁTICO DO
FEITO. PRECEDENTE. 1. A deserção do recurso tem
fundamento em norma de índole infraconstitucional
insuscetível de análise na via extraordinária. Precedentes: AI
757.658-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Eros Grau, Dje de
11/12/09 e AI 696.748-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Ayres
Britto, Dje de 24/04/09. 2. A competência deferida ao Relator
para, monocraticamente, julgar recurso manifestamente
inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência desta
Suprema Corte não derroga o princípio da colegialidade, que
resulta preservado, no âmbito deste Tribunal, pelo cabimento
do recurso de agravo das decisões singulares proferidas por
seus Ministros. MS n. 28.097-AgR, Relator o Ministro Celso de
Mello, Plenário, DJe de 1....7.2011. 3. In casu, o acórdão
originariamente recorrido assentou: “Impugnação à execução –
executado não pode pretender rediscutir os critérios fixados no
título judicial – cálculos da contadoria tão somente atualizaram
valores fixados na sentença, esta já transitada em julgado.” 4.
Agravo regimental a que se nega provimento”(ARE 702.054-
AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 29.5.2013).
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
3
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ARE 891418 AGR / MG
conhecimento do extraordinário ante a incidência da Súmula
279 do Supremo Tribunal Federal e a ocorrência de ofensa meramente reflexa ao texto
constitucional, o caso é de manifesta inadmissibilidade do apelo
extremo, hipótese em que autorizado o julgamento monocrático
do agravo, nos termos do art. 544, §4..., II, b, do Código de Processo Civil. II – Agravo
regimental improvido” (ARE 751.246- AgR/RJ, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 1.7.2013)
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
CUSTAS PROCESSUAIS. RECOLHIMENTO INFERIOR.
DESERÇÃO DO RECURSO. INTERPRETAÇÃO DE
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA
DO RELATOR PARA JULGAMENTO MONOCRÁTICO DO
FEITO. PRECEDENTE. 1. A deserção do recurso tem
fundamento em norma de índole infraconstitucional
insuscetível de análise na via extraordinária. Precedentes: AI
757.658-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Eros Grau, Dje de
11/12/09 e AI 696.748-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Ayres
Britto, Dje de 24/04/09. 2. A competência deferida ao Relator
para, monocraticamente, julgar recurso manifestamente
inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência desta
Suprema Corte não derroga o princípio da colegialidade, que
resulta preservado, no âmbito deste Tribunal, pelo cabimento
do recurso de agravo das decisões singulares proferidas por
seus Ministros. MS n. 28.097-AgR, Relator o Ministro Celso de
Mello, Plenário, DJe de 1....7.2011. 3. In casu, o acórdão
originariamente recorrido assentou: “Impugnação à execução –
executado não pode pretender rediscutir os critérios fixados no
título judicial – cálculos da contadoria tão somente atualizaram
valores fixados na sentença, esta já transitada em julgado.” 4.
Agravo regimental a que se nega provimento”(ARE 702.054-
AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 29.5.2013).
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Extrato de Ata - 30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.418
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS
GERAIS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 30.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.418
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS
GERAIS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 30.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891 . 418",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891 . 418",
"Recurso Extraordinário 684 . 612",
"Recurso Extraordinário 684 . 612",
"ARE 891418 AGR / MG",
"ARE 891418 AGR / MG",
"AGRAVO 891 . 418",
"Recurso Extraordinário 669 . 635 - AgR",
"AGRAVO 891 . 418",
"Recurso Extraordinário 669 . 635 - AgR",
"ARE 891418 AGR",
"Recurso Extraordinário 850 . 215 - AgR",
"Recurso Extraordinário 684 . 612",
"ARE 891418 AGR / MG",
"Recurso Extraordinário 850 . 215 - AgR",
"Recurso Extraordinário 684 . 612",
"SÚMULA 279 DESTA CORTE",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 751 . 246 - AgR / RJ",
"AI 757 . 658 - AgR",
"AI 696 . 748 - AgR",
"MS n . 28 . 097 - AgR",
"ARE 702 . 054 - AgR / SP",
"ARE 891418 AGR / MG",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 751 . 246 - AgR / RJ",
"AI 757 . 658 - AgR",
"AI 696 . 748 - AgR",
"MS n . 28 . 097 - AgR",
"ARE 702 . 054 - AgR / SP"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2",
"arts . 2",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 2 .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"art . 554 , § 4 . . . , II , do Código de Processo Civil",
"ART . 544 , § 4 . . . , II , B , DO Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"art . 554 , § 4 . . . , II , do Código de Processo Civil",
"ART . 544 , § 4 . . . , II , B , DO Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"Brasília",
"Brasília",
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"Estado de Minas Gerais",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"Estado de Minas Gerais",
"Estado de Minas Gerais",
"Estado de Minas Gerais",
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"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário virtual",
"Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário virtual",
"Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
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"2",
".",
". . Turma",
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"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
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".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Brasil",
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"Supremo Tribunal Federal",
"2",
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"Brasil",
"1",
".",
". . Turma",
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".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
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"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS",
".",
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"Supremo Tribunal Federal",
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],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"ROSA WEBER",
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"Rosa Weber",
"Dias Toffoli",
"ROSA WEBER",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"ROSA WEBER",
"Ricardo Lewandowski",
"Eros Grau",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Luiz Fux",
"Ricardo Lewandowski",
"Eros Grau",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Luiz Fux",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"28",
".",
"7",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30 de junho de 2015",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"30",
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"06",
"/",
"2015",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"7",
".",
"2014",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"7",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
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"06",
"/",
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".",
"4",
".",
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"24",
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"08",
"/",
"2001",
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"/",
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".",
"2015",
"24",
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"08",
"/",
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".",
"4",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
".",
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".",
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"24",
"/",
"08",
"/",
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".",
"7",
".",
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"/",
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"/",
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"/",
"09",
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".",
".",
".",
".",
"7",
".",
"2011",
"29",
".",
"5",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
"7",
".",
"2013",
"11",
"/",
"12",
"/",
"09",
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"04",
"/",
"09",
"1",
".",
".",
".",
".",
"7",
".",
"2011",
"29",
".",
"5",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
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"/",
"06",
"/",
"2015",
"30",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.091 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:CONVECTOR
DISTRIBUIÇÃO
IMPORTAÇÃO
E
EXPORTAÇÃO LTDA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ALEXANDRE LANGARO
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
E M E N T A: “MEDIDA CAUTELAR INOMINADA” – PRETENDIDA
OUTORGA DE EFICÁCIA SUSPENSIVA ATIVA AO APELO EXTREMO –
EXCEPCIONALIDADE
–
NECESSÁRIA
EXISTÊNCIA
DE
PLAUSIBILIDADE JURÍDICA – ACÓRDÃO QUE
NÃO
PARECE
DISSENTIR, NO EXAME DA MATÉRIA, DA JURISPRUDÊNCIA
PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – ALEGADA
VIOLAÇÃO A PRECEITOS INSCRITOS NA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA – AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO –
CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE FATOS E
PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – SITUAÇÃO QUE
NÃO ENSEJA A OUTORGA EXCEPCIONAL DE PROVIMENTO
CAUTELAR – PRECEDENTES – VÍNCULO DE ANCILARIDADE COM A
CAUSA PRINCIPAL
–
EXISTÊNCIA
DE CONEXÃO POR
ACESSORIEDADE – HEGEMONIA DO PROCESSO PRINCIPAL SOBRE
AQUELE
DE NATUREZA CAUTELAR –
INVIABILIDADE
DA
TRAMITAÇÃO AUTÔNOMA DO PEDIDO CAUTELAR – RECURSO DE
AGRAVO IMPROVIDO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9390757.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 19
Ementa e Acórdão
AC 3091 AGR / RS
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamentos e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes.
Brasília, 30 de junho de 2015.
CELSO DE MELLO – RELATOR
2
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Supremo Tribunal Federal
AC 3091 AGR / RS
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamentos e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes.
Brasília, 30 de junho de 2015.
CELSO DE MELLO – RELATOR
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.091 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:CONVECTOR
DISTRIBUIÇÃO
IMPORTAÇÃO
E
EXPORTAÇÃO LTDA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ALEXANDRE LANGARO
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de recurso de agravo tempestivamente interposto contra decisão, por
mim proferida, que negou seguimento à ação cautelar ajuizada pela parte
ora recorrente.
Tal como tive o ensejo de destacar na decisão recorrida, a presente
“medida cautelar inominada” busca atribuir “efeito suspensivo ativo” a recurso
extraordinário que, interposto pela parte requerente, insurge-se contra
acórdão emanado do E. Tribunal Regional Federal da 4ª Região que negou
provimento à Apelação Cível nº 2008.71.00.014238-7/RS.
A parte requerente, para justificar sua pretensão, sustenta, em
síntese, que “(...) a decisão recorrida violentou, no campo constitucional, os
arts. 5º, XI e LVI, e 145, § 1º, da Carta Federal, extravasando, entre outros
limites, aqueles reveladores da inadmissibilidade, nos domínios do processo, das
provas obtidas por meios ilícitos, bem assim as delas derivadas (…)”.
Assinalo que o recurso extraordinário em questão sofreu juízo
positivo de admissibilidade.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9390758.
Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.091 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:CONVECTOR
DISTRIBUIÇÃO
IMPORTAÇÃO
E
EXPORTAÇÃO LTDA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ALEXANDRE LANGARO
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de recurso de agravo tempestivamente interposto contra decisão, por
mim proferida, que negou seguimento à ação cautelar ajuizada pela parte
ora recorrente.
Tal como tive o ensejo de destacar na decisão recorrida, a presente
“medida cautelar inominada” busca atribuir “efeito suspensivo ativo” a recurso
extraordinário que, interposto pela parte requerente, insurge-se contra
acórdão emanado do E. Tribunal Regional Federal da 4ª Região que negou
provimento à Apelação Cível nº 2008.71.00.014238-7/RS.
A parte requerente, para justificar sua pretensão, sustenta, em
síntese, que “(...) a decisão recorrida violentou, no campo constitucional, os
arts. 5º, XI e LVI, e 145, § 1º, da Carta Federal, extravasando, entre outros
limites, aqueles reveladores da inadmissibilidade, nos domínios do processo, das
provas obtidas por meios ilícitos, bem assim as delas derivadas (…)”.
Assinalo que o recurso extraordinário em questão sofreu juízo
positivo de admissibilidade.
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Relatório
AC 3091 AGR / RS
A decisão objeto de referido apelo extremo acha-se consubstanciada
em acórdão assim ementado:
“TRIBUTÁRIO.
FISCALIZAÇÃO
TRIBUTÁRIA.
AUTORIZAÇÃO JUDICIAL. DESNECESSIDADE. PROVA
ILÍCITA. INOCORRÊNCIA.
1. O direito à inviolabilidade da vida privada e ao sigilo de
dados, garantidos pelo art. 5º, X e XII, da Constituição Federal, não
podem ser ignorados pela fiscalização tributária, entretanto, tais
direitos não são absolutos, a ponto de obstruir a atividade da
Administração.
2. Não restando demonstrada a ilegalidade na apreensão
dos documentos por parte da fiscalização tributária, descabe falar
em prova obtida de forma ilícita.”
(Apelação
Cível
nº
2008.71.00.014238-7/RS, Rel.
Des. ÁLVARO EDUARDO JUNQUEIRA – grifei)
O Ministério Público Federal, em manifestação da lavra do ilustre
Subprocurador-Geral da República Dr. FRANCISCO DE ASSIS
SANSEVERINO, aprovado pelo eminente Chefe da Instituição, opinou
pela improcedência da presente ação cautelar em parecer assim
fundamentado:
“AÇÃO
CAUTELAR.
LIMINAR
DEFERIDA. AUSÊNCIA DE ‘FUMUS
BONI JURIS’. AÇÃO DOS FISCAIS
PAUTADA NO PODER DE POLÍCIA E NA
LEI. IMPROCEDÊNCIA DA AÇÃO
PRINCIPAL. REVOGAÇÃO DA LIMINAR
DEFERIDA NA AÇÃO CAUTELAR.
–
A ação dos Auditores Fiscais
desenvolveu-se com base no Poder de
Polícia, na Lei nº 9.430/93 e no CTN. Assim,
afasta-se a pecha de arbitrariedade e ofensa aos
2
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Supremo Tribunal Federal
AC 3091 AGR / RS
A decisão objeto de referido apelo extremo acha-se consubstanciada
em acórdão assim ementado:
“TRIBUTÁRIO.
FISCALIZAÇÃO
TRIBUTÁRIA.
AUTORIZAÇÃO JUDICIAL. DESNECESSIDADE. PROVA
ILÍCITA. INOCORRÊNCIA.
1. O direito à inviolabilidade da vida privada e ao sigilo de
dados, garantidos pelo art. 5º, X e XII, da Constituição Federal, não
podem ser ignorados pela fiscalização tributária, entretanto, tais
direitos não são absolutos, a ponto de obstruir a atividade da
Administração.
2. Não restando demonstrada a ilegalidade na apreensão
dos documentos por parte da fiscalização tributária, descabe falar
em prova obtida de forma ilícita.”
(Apelação
Cível
nº
2008.71.00.014238-7/RS, Rel.
Des. ÁLVARO EDUARDO JUNQUEIRA – grifei)
O Ministério Público Federal, em manifestação da lavra do ilustre
Subprocurador-Geral da República Dr. FRANCISCO DE ASSIS
SANSEVERINO, aprovado pelo eminente Chefe da Instituição, opinou
pela improcedência da presente ação cautelar em parecer assim
fundamentado:
“AÇÃO
CAUTELAR.
LIMINAR
DEFERIDA. AUSÊNCIA DE ‘FUMUS
BONI JURIS’. AÇÃO DOS FISCAIS
PAUTADA NO PODER DE POLÍCIA E NA
LEI. IMPROCEDÊNCIA DA AÇÃO
PRINCIPAL. REVOGAÇÃO DA LIMINAR
DEFERIDA NA AÇÃO CAUTELAR.
–
A ação dos Auditores Fiscais
desenvolveu-se com base no Poder de
Polícia, na Lei nº 9.430/93 e no CTN. Assim,
afasta-se a pecha de arbitrariedade e ofensa aos
2
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Relatório
AC 3091 AGR / RS
princípios constitucionais do art. 5º da
Constituição Federal elencados pelo Autor como
ofendidos.
– Parecer da Procuradoria Geral da
República pela improcedência desta Ação
Cautelar; com revogação expressa da liminar
deferida na presente Ação Cautelar.
I
1. Trata-se de Ação Cautelar Inominada, com pedido de
liminar, proposta por CONVECTOR DISTRIBUIÇÃO
IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA E OUTRO (A/S) contra a
UNIÃO, com a finalidade de atribuir EFEITO SUSPENSIVO a
Recurso Extraordinário, já admitido, interposto contra acórdão da
1ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, proferido nos
autos da Apelação Cível nº 2008.71.00.014238-7/RS (fls. 50-9 –
documentos probatórios).
2.
A Autora CONVECTOR DISTRIBUIÇÃO
IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA E OUTRO (A/S), em
síntese, sustentou: (i) ‘(...) a decisão recorrida violentou, no campo
constitucional, os arts. 5º, XI, XII e LVI, e 145, § 1º, da Carta Federal,
extravasando, dentre outros limites, aqueles reveladores da
inadmissibilidade, nos domínios do processo, das provas obtidas por
meios ilícitos, bem assim as delas derivadas (…); (ii) ‘os requisitos
autorizadores do deferimento da medida cautelar estão presentes,
havendo urgência qualifica e ilegalidade flagrante, tendo em linha de
conta os indiciamentos levados a efeito. O ‘fumus boni juris’ já foi
reconhecido quando os recursos especial e extraordinário interpostos
pelos Requerentes foram admitidos, sendo densa a plausibilidade do
que articulado pelos Acionantes, considerada a jurisprudência dessa
Corte Suprema (por exemplo, HC 100.879-RS, DJ 8-9-2008;
HC 93.050-RJ, DJ 1-8-2008; HC 93.076, DJ 18-5-2007 (…) ‘
(Petição Inicial)
3.
A Autora CONVECTOR DISTRIBUIÇÃO
IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA E OUTRO (A/S), ao
3
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AC 3091 AGR / RS
princípios constitucionais do art. 5º da
Constituição Federal elencados pelo Autor como
ofendidos.
– Parecer da Procuradoria Geral da
República pela improcedência desta Ação
Cautelar; com revogação expressa da liminar
deferida na presente Ação Cautelar.
I
1. Trata-se de Ação Cautelar Inominada, com pedido de
liminar, proposta por CONVECTOR DISTRIBUIÇÃO
IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA E OUTRO (A/S) contra a
UNIÃO, com a finalidade de atribuir EFEITO SUSPENSIVO a
Recurso Extraordinário, já admitido, interposto contra acórdão da
1ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, proferido nos
autos da Apelação Cível nº 2008.71.00.014238-7/RS (fls. 50-9 –
documentos probatórios).
2.
A Autora CONVECTOR DISTRIBUIÇÃO
IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA E OUTRO (A/S), em
síntese, sustentou: (i) ‘(...) a decisão recorrida violentou, no campo
constitucional, os arts. 5º, XI, XII e LVI, e 145, § 1º, da Carta Federal,
extravasando, dentre outros limites, aqueles reveladores da
inadmissibilidade, nos domínios do processo, das provas obtidas por
meios ilícitos, bem assim as delas derivadas (…); (ii) ‘os requisitos
autorizadores do deferimento da medida cautelar estão presentes,
havendo urgência qualifica e ilegalidade flagrante, tendo em linha de
conta os indiciamentos levados a efeito. O ‘fumus boni juris’ já foi
reconhecido quando os recursos especial e extraordinário interpostos
pelos Requerentes foram admitidos, sendo densa a plausibilidade do
que articulado pelos Acionantes, considerada a jurisprudência dessa
Corte Suprema (por exemplo, HC 100.879-RS, DJ 8-9-2008;
HC 93.050-RJ, DJ 1-8-2008; HC 93.076, DJ 18-5-2007 (…) ‘
(Petição Inicial)
3.
A Autora CONVECTOR DISTRIBUIÇÃO
IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA E OUTRO (A/S), ao
3
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Relatório
AC 3091 AGR / RS
final, pediu para a) ‘paralisar todo e qualquer processo, administrativo
e ou judicial, bem assim todo e qualquer procedimento investigativo
inquisitorial em curso, que tramitem ou venham a tramitar perante
qualquer instância de Poder, relacionados e ou embasados direta ou
indireta, mediata ou imediatamente, com as provas coletadas com
ofensa aos direitos e garantias fundamentais’; b) ‘mandar cancelar os
indiciamentos (...)’ (fl. 3 – Petição Inicial).
4. O Min. Celso de Mello, Relator, deferiu a liminar
(…):
…...................................................................................................
5. Em 3-4-2012, a União interpôs Agravo Regimental contra a
decisão do Min. Celso de Mello, na qual foi deferida a liminar
(PETIÇÃO DE APRESENTAÇÃO DE MANIFESTAÇÃO –
PROCESSO ELETRÔNICO).
6. Em 11-4-2012, a União apresentou contestação, na qual
pontuou os seguintes argumentos: (i) inépcia da inicial – deficiência
da narração e pedido juridicamente impossível; (ii) legalidade da
atuação da Administração Tributária; impossibilidade de revisão de
matéria fática (Súm. 279/STF); (iii) há expresso consentimento do
sócio PABLO FERNANDO SILVA LUNA com a atuação fazendária;
(iv) auto-executoriedade do ato administrativo; (v) presunção de
veracidade dos atos administrativos (PETIÇÃO DE
CONTESTAÇÃO – PROCESSO ELETRÔNICO).
7. Vieram os autos à Procuradoria Geral da República
para parecer.
II
8. Preliminarmente, faz-se a juntada ao presente parecer dos
RELATÓRIOS DAS INVESTIGAÇÕES, autuados na Justiça
Federal da 4ª Região, sob os nºs 5001185-06.2010.404.7108, 5021200-
-20.2010.404.7100 e 5035003-70.2010.404.7100 (em apenso),
encaminhados pela Procuradora da República Patrícia Nuñez Weber a
esta Procuradoria Geral da República, os quais informam que a
empresa CONVECTOR é investigada pelos delitos de
DESCAMINHO, FALSIDADE IDEOLÓGICA, SONEGAÇÃO
4
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Supremo Tribunal Federal
AC 3091 AGR / RS
final, pediu para a) ‘paralisar todo e qualquer processo, administrativo
e ou judicial, bem assim todo e qualquer procedimento investigativo
inquisitorial em curso, que tramitem ou venham a tramitar perante
qualquer instância de Poder, relacionados e ou embasados direta ou
indireta, mediata ou imediatamente, com as provas coletadas com
ofensa aos direitos e garantias fundamentais’; b) ‘mandar cancelar os
indiciamentos (...)’ (fl. 3 – Petição Inicial).
4. O Min. Celso de Mello, Relator, deferiu a liminar
(…):
…...................................................................................................
5. Em 3-4-2012, a União interpôs Agravo Regimental contra a
decisão do Min. Celso de Mello, na qual foi deferida a liminar
(PETIÇÃO DE APRESENTAÇÃO DE MANIFESTAÇÃO –
PROCESSO ELETRÔNICO).
6. Em 11-4-2012, a União apresentou contestação, na qual
pontuou os seguintes argumentos: (i) inépcia da inicial – deficiência
da narração e pedido juridicamente impossível; (ii) legalidade da
atuação da Administração Tributária; impossibilidade de revisão de
matéria fática (Súm. 279/STF); (iii) há expresso consentimento do
sócio PABLO FERNANDO SILVA LUNA com a atuação fazendária;
(iv) auto-executoriedade do ato administrativo; (v) presunção de
veracidade dos atos administrativos (PETIÇÃO DE
CONTESTAÇÃO – PROCESSO ELETRÔNICO).
7. Vieram os autos à Procuradoria Geral da República
para parecer.
II
8. Preliminarmente, faz-se a juntada ao presente parecer dos
RELATÓRIOS DAS INVESTIGAÇÕES, autuados na Justiça
Federal da 4ª Região, sob os nºs 5001185-06.2010.404.7108, 5021200-
-20.2010.404.7100 e 5035003-70.2010.404.7100 (em apenso),
encaminhados pela Procuradora da República Patrícia Nuñez Weber a
esta Procuradoria Geral da República, os quais informam que a
empresa CONVECTOR é investigada pelos delitos de
DESCAMINHO, FALSIDADE IDEOLÓGICA, SONEGAÇÃO
4
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Relatório
AC 3091 AGR / RS
FISCAL, EVASÃO DE DIVISAS, FORMAÇÃO DE QUADRILHA
e LAVAGEM DE ATIVOS.
III
9. O parecer é pela improcedência desta Ação Cautelar,
com a revogação expressa da liminar concedida.
IV
10. Segundo o Autor desta Ação Cautelar, os Fiscais da
Receita Federal teriam invadido a sede da empresa, de forma arbitrária
e truculenta, e apreendido documentos, correspondências e disco
rígido sem ordem judicial, transgredindo, assim, a inviolabilidade
domiciliar e causando ofensa aos arts. 5º, incs. X, XI, XII e LVI, e 145,
§ 1º, da CF. Com efeito, o art. 35 da Lei nº 9.430/96 e o art. 195 do
CTN estabelecem o seguinte:
Lei 9.430/96
Art. 35. Os livros e documentos poderão ser examinados
fora do estabelecimento do sujeito passivo, desde que lavrado
termo escrito de retenção pela autoridade fiscal, em que se
especifiquem a quantidade, espécie, natureza e condições dos
livros e documentos retidos.
§ 1º Constituindo os livros ou documentos prova da
prática de ilícito penal ou tributário, os originais retidos não
serão devolvidos, extraindo-se cópia para entrega ao interessado.
§ 2º Excetuado o disposto no parágrafo anterior, devem ser
devolvidos os originais dos documentos retidos para exame,
mediante recibo.
CTN
Art. 195. Para os efeitos da legislação tributária, não têm
aplicação quaisquer disposições legais excludentes ou limitativas
do direito de examinar mercadorias, livros, arquivos,
documentos, papéis e efeitos comerciais ou fiscais, dos
5
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AC 3091 AGR / RS
FISCAL, EVASÃO DE DIVISAS, FORMAÇÃO DE QUADRILHA
e LAVAGEM DE ATIVOS.
III
9. O parecer é pela improcedência desta Ação Cautelar,
com a revogação expressa da liminar concedida.
IV
10. Segundo o Autor desta Ação Cautelar, os Fiscais da
Receita Federal teriam invadido a sede da empresa, de forma arbitrária
e truculenta, e apreendido documentos, correspondências e disco
rígido sem ordem judicial, transgredindo, assim, a inviolabilidade
domiciliar e causando ofensa aos arts. 5º, incs. X, XI, XII e LVI, e 145,
§ 1º, da CF. Com efeito, o art. 35 da Lei nº 9.430/96 e o art. 195 do
CTN estabelecem o seguinte:
Lei 9.430/96
Art. 35. Os livros e documentos poderão ser examinados
fora do estabelecimento do sujeito passivo, desde que lavrado
termo escrito de retenção pela autoridade fiscal, em que se
especifiquem a quantidade, espécie, natureza e condições dos
livros e documentos retidos.
§ 1º Constituindo os livros ou documentos prova da
prática de ilícito penal ou tributário, os originais retidos não
serão devolvidos, extraindo-se cópia para entrega ao interessado.
§ 2º Excetuado o disposto no parágrafo anterior, devem ser
devolvidos os originais dos documentos retidos para exame,
mediante recibo.
CTN
Art. 195. Para os efeitos da legislação tributária, não têm
aplicação quaisquer disposições legais excludentes ou limitativas
do direito de examinar mercadorias, livros, arquivos,
documentos, papéis e efeitos comerciais ou fiscais, dos
5
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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AC 3091 AGR / RS
comerciantes industriais ou produtores, ou da obrigação destes
de exibi-los. (...)
11. No âmbito do STF, o Ministro Relator deferiu a liminar
para suspender, cautelarmente, até o julgamento final do recurso
extraordinário, ‘qualquer processo, administrativo e/ou judicial, bem
assim todo e qualquer procedimento investigativo inquisitorial em
curso, que tramitem ou venham a tramitar perante qualquer instância
de Poder, relacionados e/ou embasados, direta ou indiretamente,
mediata ou imediatamente, nas provas coletadas com ofensa
aos direitos e garantias fundamentais’. O enunciado da
Súmula nº 439/STF, adiante transcrito: ‘Estão sujeitos a fiscalização
tributária ou previdenciária quaisquer livros comerciais, limitado o
exame aos pontos objeto da investigação.’
12. A lide tem por causa o Procedimento de Fiscalização
empreendido pela Inspetoria da Receita Federal do Brasil em
Porto Alegre-RS, órgão da Secretaria da Receita Federal do Brasil,
para apurar a prática de fatos que, em tese, configuram descaminho
(art. 334 do Código Penal), em consequência do subfaturamento sobre
o valor real na importação de veículos da empresa Mystic, com sede no
Panamá, de forma a iludir o recolhimento tributário (fls. 1-11 –
Inquérito Policial nº 0257/2010-4-SR/DPF/RS – documentos
probatórios). Cabe transcrever a ementa do acórdão do Tribunal
Regional Federal da 4ª Região, que negou provimento à Apelação
Cível nº 2008.71.00.014238-7/RS, interposta pela Autora Convector
Distribuição Importação e Exportação Ltda. contra a sentença que
denegou a segurança:
‘TRIBUTÁRIO. FISCALIZAÇÃO TRIBUTÁRIA.
AUTORIZAÇÃO JUDICIAL. DESNCESSIDADE. PROVA
ILÍCITA. INOCORRÊNCIA.
1. O direito à inviolabilidade da vida privada e ao
sigilo de dados, garantidos pelo art. 5º, X e XII, da
Constituição Federal, não podem ser ignorados pela fiscalização
tributária, entretanto, tais direitos não são absolutos, a ponto de
obstruir a atividade da administração.
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AC 3091 AGR / RS
comerciantes industriais ou produtores, ou da obrigação destes
de exibi-los. (...)
11. No âmbito do STF, o Ministro Relator deferiu a liminar
para suspender, cautelarmente, até o julgamento final do recurso
extraordinário, ‘qualquer processo, administrativo e/ou judicial, bem
assim todo e qualquer procedimento investigativo inquisitorial em
curso, que tramitem ou venham a tramitar perante qualquer instância
de Poder, relacionados e/ou embasados, direta ou indiretamente,
mediata ou imediatamente, nas provas coletadas com ofensa
aos direitos e garantias fundamentais’. O enunciado da
Súmula nº 439/STF, adiante transcrito: ‘Estão sujeitos a fiscalização
tributária ou previdenciária quaisquer livros comerciais, limitado o
exame aos pontos objeto da investigação.’
12. A lide tem por causa o Procedimento de Fiscalização
empreendido pela Inspetoria da Receita Federal do Brasil em
Porto Alegre-RS, órgão da Secretaria da Receita Federal do Brasil,
para apurar a prática de fatos que, em tese, configuram descaminho
(art. 334 do Código Penal), em consequência do subfaturamento sobre
o valor real na importação de veículos da empresa Mystic, com sede no
Panamá, de forma a iludir o recolhimento tributário (fls. 1-11 –
Inquérito Policial nº 0257/2010-4-SR/DPF/RS – documentos
probatórios). Cabe transcrever a ementa do acórdão do Tribunal
Regional Federal da 4ª Região, que negou provimento à Apelação
Cível nº 2008.71.00.014238-7/RS, interposta pela Autora Convector
Distribuição Importação e Exportação Ltda. contra a sentença que
denegou a segurança:
‘TRIBUTÁRIO. FISCALIZAÇÃO TRIBUTÁRIA.
AUTORIZAÇÃO JUDICIAL. DESNCESSIDADE. PROVA
ILÍCITA. INOCORRÊNCIA.
1. O direito à inviolabilidade da vida privada e ao
sigilo de dados, garantidos pelo art. 5º, X e XII, da
Constituição Federal, não podem ser ignorados pela fiscalização
tributária, entretanto, tais direitos não são absolutos, a ponto de
obstruir a atividade da administração.
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AC 3091 AGR / RS
2. Não restando demonstrada a ilegalidade na
apreensão dos documentos por parte da fiscalização
tributária, descabe falar em prova obtida de forma ilícita’.
13. Com o objetivo de dar maior embasamento fático,
imprescindível é a transcrição de alguns trechos das informações
prestadas pela Secretaria da Receita Federal à MM. Juíza da 6ª Vara
Federal Cível de Porto Alegre no MS nº 2008.71.00.014238-7/RS,
ajuizado pela empresa Convector Distribuição Importação e
Exportação Ltda., Autora desta Ação Cautelar, a saber:
(i) em janeiro de 2008, mediante cruzamento de
informações entre diversos bancos de dados informatizados, a
fiscalização daquela Inspetoria levantou veementes indícios de
prática de subfaturamento e interposição fraudulenta; (ii) em
11-06-2008, compareceu na sede da Empresa uma equipe de
Auditores-Fiscais, devidamente autorizada pelo Mandado de
Procedimento-Fiscal-MPF nº 10.1.54.00-2008-00045-0, emitido
em 6-6-2008; (iii) na Empresa, os Auditores apresentaram-se ao
sócio PABLO FERNANDO SILVA LUNA e entregaram o
‘Termo de Realização de Diligências’, pelo qual o referido sócio
restou intimado a apresentar, de imediato, os livros, documentos
e arquivos magnéticos relacionados com a atividade empresarial,
bem como franquear todas as dependências do estabelecimento à
Fiscalização; (iv) o Sr. Pablo, após ler a assinar o Termo,
mostrou-se cooperativo e prontamente passou a acompanhar a
diligência, fornecendo aos fiscais todos os elementos solicitados;
(v) resultou da fiscalização a apreensão e o lacre de documentos
e das cópias de um disco rígido da empresa e de um notebook;
(vi) em 12-06-2008, o sócio PABLO compareceu à Inspetoria
para acompanhar a deslacração de alguns volumes; na sua
presença foram tiradas algumas cópias de documentos de
interesse para a fiscalização e foi feita uma cópia do disco rígido
encontrado no local, a qual foi lacrada, devolvendo-se ao
Sr. PABLO o disco original; (vii) em 17-06-2008, nas
dependências da Inspetoria e na presença do Sr. PABLO, foram
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2. Não restando demonstrada a ilegalidade na
apreensão dos documentos por parte da fiscalização
tributária, descabe falar em prova obtida de forma ilícita’.
13. Com o objetivo de dar maior embasamento fático,
imprescindível é a transcrição de alguns trechos das informações
prestadas pela Secretaria da Receita Federal à MM. Juíza da 6ª Vara
Federal Cível de Porto Alegre no MS nº 2008.71.00.014238-7/RS,
ajuizado pela empresa Convector Distribuição Importação e
Exportação Ltda., Autora desta Ação Cautelar, a saber:
(i) em janeiro de 2008, mediante cruzamento de
informações entre diversos bancos de dados informatizados, a
fiscalização daquela Inspetoria levantou veementes indícios de
prática de subfaturamento e interposição fraudulenta; (ii) em
11-06-2008, compareceu na sede da Empresa uma equipe de
Auditores-Fiscais, devidamente autorizada pelo Mandado de
Procedimento-Fiscal-MPF nº 10.1.54.00-2008-00045-0, emitido
em 6-6-2008; (iii) na Empresa, os Auditores apresentaram-se ao
sócio PABLO FERNANDO SILVA LUNA e entregaram o
‘Termo de Realização de Diligências’, pelo qual o referido sócio
restou intimado a apresentar, de imediato, os livros, documentos
e arquivos magnéticos relacionados com a atividade empresarial,
bem como franquear todas as dependências do estabelecimento à
Fiscalização; (iv) o Sr. Pablo, após ler a assinar o Termo,
mostrou-se cooperativo e prontamente passou a acompanhar a
diligência, fornecendo aos fiscais todos os elementos solicitados;
(v) resultou da fiscalização a apreensão e o lacre de documentos
e das cópias de um disco rígido da empresa e de um notebook;
(vi) em 12-06-2008, o sócio PABLO compareceu à Inspetoria
para acompanhar a deslacração de alguns volumes; na sua
presença foram tiradas algumas cópias de documentos de
interesse para a fiscalização e foi feita uma cópia do disco rígido
encontrado no local, a qual foi lacrada, devolvendo-se ao
Sr. PABLO o disco original; (vii) em 17-06-2008, nas
dependências da Inspetoria e na presença do Sr. PABLO, foram
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deslacrados outros volumes e realizadas cópias de tais
documentos e realizadas novas cópias do disco rígido do servidor
da empresa e do disco rígido encontrado no local, para fins de
contraprova, sendo tais cópias lacradas; (viii) o sócio PABLO
negou consentimento para deslacrar a cópia do disco rígido do
notebook, alegando que era de uso particular do Sr. Oscar
Inzulza, que trabalhava na empresa, sendo prontamente
atendido e lacrado o ‘Termo de Negativa de Deslacração de
Volume’ (DOCUMENTOS PROBATÓRIOS – fls. 8-10).
14. Inicialmente não merece acolhida a alegação da
Autora de que a atuação dos Auditores Fiscais teria sido
arbitrária e truculenta. Os fatos demonstram que os Auditores
Fiscais agiram dentro do poder-dever de fiscalização que lhes é
conferido pela legislação tributária. Nesse sentido, cabe destacar os
fatos que fulminam a alegação da Autora: (i) após obterem a
autorização pelo Mandado de Procedimento Fiscal
–
MPF nº 10.1.54.00-2008-00045-0, os Fiscais compareceram à sede da
Empresa; (ii) na empresa, os Auditores Fiscais apresentaram ao
Sócio Pablo Fernando Silva Luna o Termo de Realização de
Diligências, pelo qual o referido sócio foi intimado a apresentar, de
imediato, os livros, documentos e arquivos magnéticos relacionados
com a atividade empresarial; (iii) o sócio Pablo se mostrou
cooperativo e passou a acompanhar toda a diligência levando os
Auditores Fiscais aos documentos pertinentes e exigidos; (iv) todos
os documentos apreendidos na fiscalização foram lacrados,
inclusive o disco rígido do ‘notebook’, fato este comprovado pelo
Termo de Retenção de Documentos e de Lacração de Volumes, no qual
o sócio Pablo firmou o ciente; (v) na Inspetoria, o sócio Pablo
acompanhou o procedimento de ‘deslacração’ dos documentos
(Termo de Deslacração de Volumes), negando a autorização tão
somente em relação ao disco rígido do ‘notebook’ de Oscar
Inzulza, fato este prontamente atendido pelos Fiscais com a
lavratura do ‘Termo de Negativa de Deslacração de Volume’.
15. A atuação dos Auditores Fiscais ocorreu estritamente
com fundamento no poder-dever de fiscalização, o que afasta
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deslacrados outros volumes e realizadas cópias de tais
documentos e realizadas novas cópias do disco rígido do servidor
da empresa e do disco rígido encontrado no local, para fins de
contraprova, sendo tais cópias lacradas; (viii) o sócio PABLO
negou consentimento para deslacrar a cópia do disco rígido do
notebook, alegando que era de uso particular do Sr. Oscar
Inzulza, que trabalhava na empresa, sendo prontamente
atendido e lacrado o ‘Termo de Negativa de Deslacração de
Volume’ (DOCUMENTOS PROBATÓRIOS – fls. 8-10).
14. Inicialmente não merece acolhida a alegação da
Autora de que a atuação dos Auditores Fiscais teria sido
arbitrária e truculenta. Os fatos demonstram que os Auditores
Fiscais agiram dentro do poder-dever de fiscalização que lhes é
conferido pela legislação tributária. Nesse sentido, cabe destacar os
fatos que fulminam a alegação da Autora: (i) após obterem a
autorização pelo Mandado de Procedimento Fiscal
–
MPF nº 10.1.54.00-2008-00045-0, os Fiscais compareceram à sede da
Empresa; (ii) na empresa, os Auditores Fiscais apresentaram ao
Sócio Pablo Fernando Silva Luna o Termo de Realização de
Diligências, pelo qual o referido sócio foi intimado a apresentar, de
imediato, os livros, documentos e arquivos magnéticos relacionados
com a atividade empresarial; (iii) o sócio Pablo se mostrou
cooperativo e passou a acompanhar toda a diligência levando os
Auditores Fiscais aos documentos pertinentes e exigidos; (iv) todos
os documentos apreendidos na fiscalização foram lacrados,
inclusive o disco rígido do ‘notebook’, fato este comprovado pelo
Termo de Retenção de Documentos e de Lacração de Volumes, no qual
o sócio Pablo firmou o ciente; (v) na Inspetoria, o sócio Pablo
acompanhou o procedimento de ‘deslacração’ dos documentos
(Termo de Deslacração de Volumes), negando a autorização tão
somente em relação ao disco rígido do ‘notebook’ de Oscar
Inzulza, fato este prontamente atendido pelos Fiscais com a
lavratura do ‘Termo de Negativa de Deslacração de Volume’.
15. A atuação dos Auditores Fiscais ocorreu estritamente
com fundamento no poder-dever de fiscalização, o que afasta
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qualquer alegação de excesso ou ilegalidade. Todo o procedimento
foi acompanhado e expressamente consentido pelo sócio Pablo
Fernando Silva Luna, o qual assinou o ‘Termo de Realização de
Diligências’ (documentos comprobatórios)
e
autorizou,
posteriormente, na sede da Receita Federal, o ‘deslacre’ dos
documentos apreendidos na sede da empresa. A propósito, o
Relator no TRF-4ª Região, ao julgar o agravo de
instrumento nº 2008.04.00.000049-7 (fl. 46 – documentos
probatórios), indeferiu liminar com base na seguinte argumentação:
‘Contudo, a alegação da ocorrência de violação de domicílio
encontra óbice no fato de não haver qualquer prova de que a
fiscalização
da
Receita
Federal
tenha
ingressado
e
permanecido nas dependências da empresa contra a vontade de
seus representantes. Este requisito tem sido exigido nas decisões do
Supremo Tribunal Federal (…)’ (fl. 26 – documentos probatórios).
16. Nestes casos, o dever de suportar a fiscalização
decorre diretamente da lei e do poder de polícia, prerrogativa esta
conferida à Administração Pública, desde que pautada, como foi, na
estrita legalidade e assegurados os direitos e garantias individuais.
17. Por fim, resta esclarecer que a apreensão da base física do
disco rígido do ‘notebook’, encontrado na empresa pela autoridade
fiscal e de propriedade do Sr. Oscar Inzulza, não autoriza a conclusão
de que houve desrespeito à norma contida no inc. XII do art. 5º da
Constituição Federal; ‘A proteção a que se refere o art. 5º, XII, da
Constituição, é da comunicação ‘de dados’ e não dos ‘dados em si
mesmos’, ainda quando armazenados em computador’
(RE nº 418.416/SC, Rel. Min. Sepúlveda Pertence,
DJ de 19-12-2006). Nesta parte, houve somente a apreensão da
base física (‘notebook’), sendo que os dados não foram acessados
pelos Fiscais, diante da recusa do sócio Pablo em consentir o acesso a
tais informações.” (grifei)
Por não me convencer das razões expostas pela parte ora agravante,
submento à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo.
É o relatório.
9
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qualquer alegação de excesso ou ilegalidade. Todo o procedimento
foi acompanhado e expressamente consentido pelo sócio Pablo
Fernando Silva Luna, o qual assinou o ‘Termo de Realização de
Diligências’ (documentos comprobatórios)
e
autorizou,
posteriormente, na sede da Receita Federal, o ‘deslacre’ dos
documentos apreendidos na sede da empresa. A propósito, o
Relator no TRF-4ª Região, ao julgar o agravo de
instrumento nº 2008.04.00.000049-7 (fl. 46 – documentos
probatórios), indeferiu liminar com base na seguinte argumentação:
‘Contudo, a alegação da ocorrência de violação de domicílio
encontra óbice no fato de não haver qualquer prova de que a
fiscalização
da
Receita
Federal
tenha
ingressado
e
permanecido nas dependências da empresa contra a vontade de
seus representantes. Este requisito tem sido exigido nas decisões do
Supremo Tribunal Federal (…)’ (fl. 26 – documentos probatórios).
16. Nestes casos, o dever de suportar a fiscalização
decorre diretamente da lei e do poder de polícia, prerrogativa esta
conferida à Administração Pública, desde que pautada, como foi, na
estrita legalidade e assegurados os direitos e garantias individuais.
17. Por fim, resta esclarecer que a apreensão da base física do
disco rígido do ‘notebook’, encontrado na empresa pela autoridade
fiscal e de propriedade do Sr. Oscar Inzulza, não autoriza a conclusão
de que houve desrespeito à norma contida no inc. XII do art. 5º da
Constituição Federal; ‘A proteção a que se refere o art. 5º, XII, da
Constituição, é da comunicação ‘de dados’ e não dos ‘dados em si
mesmos’, ainda quando armazenados em computador’
(RE nº 418.416/SC, Rel. Min. Sepúlveda Pertence,
DJ de 19-12-2006). Nesta parte, houve somente a apreensão da
base física (‘notebook’), sendo que os dados não foram acessados
pelos Fiscais, diante da recusa do sócio Pablo em consentir o acesso a
tais informações.” (grifei)
Por não me convencer das razões expostas pela parte ora agravante,
submento à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo.
É o relatório.
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.091 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo
não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão ora agravada
ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo
Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame.
Com efeito, a concessão de medida cautelar, pelo Supremo Tribunal
Federal, quando requerida na perspectiva de recurso extraordinário
interposto pela parte autora, quer se busque a outorga de efeito
suspensivo ao apelo extremo, quer se pretenda a sustação da eficácia do
acórdão impugnado, supõe, para legitimar-se, a conjugação necessária dos
seguintes requisitos: (a) que tenha sido instaurada a jurisdição cautelar do
Supremo Tribunal Federal (existência de juízo positivo de admissibilidade do
recurso extraordinário, consubstanciado em decisão proferida pelo
Presidente do Tribunal de origem ou resultante do provimento do
recurso de agravo); (b) que o recurso extraordinário interposto possua
viabilidade processual, caracterizada, entre outras, pelas notas da
tempestividade, do prequestionamento explícito da matéria
constitucional e da ocorrência de ofensa direta e imediata ao texto da
Constituição; (c) que a postulação de direito material deduzida pela parte
recorrente tenha plausibilidade jurídica; e (d) que se demonstre,
objetivamente, a ocorrência de situação configuradora do “periculum in
mora” (RTJ 174/437-438, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 191/123-124,
Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.).
Assentadas tais premissas, cabe assinalar que o exame destes autos
parece revelar a existência de obstáculo formal que tornaria inviável o
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.091 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo
não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão ora agravada
ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo
Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame.
Com efeito, a concessão de medida cautelar, pelo Supremo Tribunal
Federal, quando requerida na perspectiva de recurso extraordinário
interposto pela parte autora, quer se busque a outorga de efeito
suspensivo ao apelo extremo, quer se pretenda a sustação da eficácia do
acórdão impugnado, supõe, para legitimar-se, a conjugação necessária dos
seguintes requisitos: (a) que tenha sido instaurada a jurisdição cautelar do
Supremo Tribunal Federal (existência de juízo positivo de admissibilidade do
recurso extraordinário, consubstanciado em decisão proferida pelo
Presidente do Tribunal de origem ou resultante do provimento do
recurso de agravo); (b) que o recurso extraordinário interposto possua
viabilidade processual, caracterizada, entre outras, pelas notas da
tempestividade, do prequestionamento explícito da matéria
constitucional e da ocorrência de ofensa direta e imediata ao texto da
Constituição; (c) que a postulação de direito material deduzida pela parte
recorrente tenha plausibilidade jurídica; e (d) que se demonstre,
objetivamente, a ocorrência de situação configuradora do “periculum in
mora” (RTJ 174/437-438, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 191/123-124,
Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.).
Assentadas tais premissas, cabe assinalar que o exame destes autos
parece revelar a existência de obstáculo formal que tornaria inviável o
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acesso à via recursal extraordinária, o que inviabiliza o acolhimento da
postulação cautelar ora deduzida nesta sede processual.
É que o recurso extraordinário em causa insurge-se contra acórdão
que examinou a controvérsia jurídica sob uma perspectiva estritamente
infraconstitucional.
Com efeito, a análise do ato decisório em referência evidencia que o
E. Tribunal Regional Federal da 4ª Região reconheceu – com apoio em
elementos probatórios produzidos nos autos (e em função deles) –
que “a ação fiscalizatória foi realizada dentro da estrita legalidade, com a
expressa concordância dos impetrantes, conforme se verifica no Termo de
Realização de Diligência lavrado pela Inspetoria da Receita Federal em Porto
Alegre” (grifei).
Como se vê, o acórdão recorrido decidiu a controvérsia à luz dos
fatos e das provas existentes nos autos, circunstância essa que obsta o
próprio conhecimento do apelo extremo em face do que se contém na
Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.
Cumpre assinalar, por oportuno, que a colenda Primeira Turma desta
Suprema Corte, defrontando-se com idêntica pretensão, deduzida também
em sede de recurso extraordinário, veio a julgar inadmissível tal recurso,
fazendo-o em julgamento que está assim ementado:
“Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário.
Apreensão de documentos extrafiscais. Ilicitude das provas na
fase
administrativa. Ausência
de
autorização
judicial.
Infraconstitucional.
Alegada
violação
de
domicílio.
Inexistência de pressuposto. Reexame de fatos e provas.
Súmula nº 279/STF. Precedentes.
1. A matéria relativa à necessidade de prévia autorização
judicial para o Fisco apreender documentos extrafiscais e à
ilicitude das provas produzidas na fase administrativa é de
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acesso à via recursal extraordinária, o que inviabiliza o acolhimento da
postulação cautelar ora deduzida nesta sede processual.
É que o recurso extraordinário em causa insurge-se contra acórdão
que examinou a controvérsia jurídica sob uma perspectiva estritamente
infraconstitucional.
Com efeito, a análise do ato decisório em referência evidencia que o
E. Tribunal Regional Federal da 4ª Região reconheceu – com apoio em
elementos probatórios produzidos nos autos (e em função deles) –
que “a ação fiscalizatória foi realizada dentro da estrita legalidade, com a
expressa concordância dos impetrantes, conforme se verifica no Termo de
Realização de Diligência lavrado pela Inspetoria da Receita Federal em Porto
Alegre” (grifei).
Como se vê, o acórdão recorrido decidiu a controvérsia à luz dos
fatos e das provas existentes nos autos, circunstância essa que obsta o
próprio conhecimento do apelo extremo em face do que se contém na
Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.
Cumpre assinalar, por oportuno, que a colenda Primeira Turma desta
Suprema Corte, defrontando-se com idêntica pretensão, deduzida também
em sede de recurso extraordinário, veio a julgar inadmissível tal recurso,
fazendo-o em julgamento que está assim ementado:
“Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário.
Apreensão de documentos extrafiscais. Ilicitude das provas na
fase
administrativa. Ausência
de
autorização
judicial.
Infraconstitucional.
Alegada
violação
de
domicílio.
Inexistência de pressuposto. Reexame de fatos e provas.
Súmula nº 279/STF. Precedentes.
1. A matéria relativa à necessidade de prévia autorização
judicial para o Fisco apreender documentos extrafiscais e à
ilicitude das provas produzidas na fase administrativa é de
2
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
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índole infraconstitucional, além de demandar o reexame dos
fatos e das provas. Inexistindo o pressuposto da entrada das
autoridades fiscais no estabelecimento da recorrente sem o seu
consentimento, a temática não alcança o viés constitucional da
proteção da inviolabilidade domiciliar.
Incidência da
Súmula nº 279/STF.”
(RE
767.180-AgR/MG,
Rel. Min. DIAS TOFFOLI –
grifei)
Esse entendimento, na realidade, nada mais reflete senão a própria
orientação resultante de diretriz jurisprudencial que esta Corte Suprema
firmou na matéria (RTJ 192/261, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE –
AI 800.499-AgR/SC, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – RE 633.119/MG, Rel. Min.
RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.):
“Prova: alegação de ilicitude da prova obtida mediante
apreensão de documentos por agentes fiscais, em escritório de
empresa – compreendido no alcance da garantia constitucional
da inviolabilidade do domicílio – e de contaminação das
provas daquela derivadas: tese substancialmente correta,
prejudicada no caso, entretanto, pela ausência de demonstração
concreta de que os fiscais não estavam autorizados a entrar ou
permanecer no escritório da empresa, o que não se extrai do acórdão
recorrido.
1. Conforme o art. 5º, XI, da Constituição – afora as
exceções nele taxativamente previstas (‘em caso de flagrante delito ou
desastre, ou para prestar socorro’) só a ‘determinação judicial’
autoriza, e durante o dia, a entrada de alguém – autoridade ou não –
no domicílio de outrem, sem o consentimento do morador.
2. Em consequência, o poder fiscalizador da administração
tributária perdeu, em favor do reforço da garantia constitucional do
domicílio, a prerrogativa da autoexecutoriedade, condicionado, pois, o
ingresso dos agentes fiscais em dependência domiciliar do
contribuinte, sempre que necessário vencer a oposição do morador,
passou a depender de autorização judicial prévia.
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índole infraconstitucional, além de demandar o reexame dos
fatos e das provas. Inexistindo o pressuposto da entrada das
autoridades fiscais no estabelecimento da recorrente sem o seu
consentimento, a temática não alcança o viés constitucional da
proteção da inviolabilidade domiciliar.
Incidência da
Súmula nº 279/STF.”
(RE
767.180-AgR/MG,
Rel. Min. DIAS TOFFOLI –
grifei)
Esse entendimento, na realidade, nada mais reflete senão a própria
orientação resultante de diretriz jurisprudencial que esta Corte Suprema
firmou na matéria (RTJ 192/261, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE –
AI 800.499-AgR/SC, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – RE 633.119/MG, Rel. Min.
RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.):
“Prova: alegação de ilicitude da prova obtida mediante
apreensão de documentos por agentes fiscais, em escritório de
empresa – compreendido no alcance da garantia constitucional
da inviolabilidade do domicílio – e de contaminação das
provas daquela derivadas: tese substancialmente correta,
prejudicada no caso, entretanto, pela ausência de demonstração
concreta de que os fiscais não estavam autorizados a entrar ou
permanecer no escritório da empresa, o que não se extrai do acórdão
recorrido.
1. Conforme o art. 5º, XI, da Constituição – afora as
exceções nele taxativamente previstas (‘em caso de flagrante delito ou
desastre, ou para prestar socorro’) só a ‘determinação judicial’
autoriza, e durante o dia, a entrada de alguém – autoridade ou não –
no domicílio de outrem, sem o consentimento do morador.
2. Em consequência, o poder fiscalizador da administração
tributária perdeu, em favor do reforço da garantia constitucional do
domicílio, a prerrogativa da autoexecutoriedade, condicionado, pois, o
ingresso dos agentes fiscais em dependência domiciliar do
contribuinte, sempre que necessário vencer a oposição do morador,
passou a depender de autorização judicial prévia.
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3. Mas, é um dado elementar da incidência da garantia
constitucional do domicílio o não consentimento do morador
ao questionado ingresso de terceiro: malgrado a ausência da
autorização judicial, só a entrada ‘invito domino’ a ofende.”
(RE 331.303-AgR/PR, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE –
grifei)
Cabe assinalar, no ponto, ante a inquestionável procedência de suas
observações, a seguinte passagem da decisão proferida pelo eminente
Ministro RICARDO LEWANDOWSKI por ocasião do julgamento do
RE 663.035/PR, de que foi Relator:
“Anote-se, inicialmente, que este Supremo Tribunal fixou
orientação no sentido de que a fiscalização tributária não pode, sob
oposição do morador e desprovida de ordem judicial, adentrar em
espaço privado não aberto ao público, onde alguém exerce sua
atividade profissional, sob pena de a prova obtida mediante esse
procedimento ser viciada por ilicitude material. Nesse sentido, as
seguintes decisões, entre outras, HC 82.788/RJ e HC 93.050/RJ,
ambos de relatoria do Min. Celso de Mello; HC 79.512/RJ e
RE 331.303-AgR/PR, ambos de relatoria do Min. Sepúlveda
Pertence.
Ressalto, entretanto, que a jurisprudência da Corte também é
assente no sentido de que, para a aplicação da garantia prevista no
art. 5º, XI, da Constituição, é essencial que o ingresso da fiscalização
no espaço privado tenha ocorrido sem o devido consentimento do
morador, o que não se deu na espécie.
E, para dissentir da conclusão adotada no acórdão
recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático probatório
constante dos autos – o que é vedado pela Súmula 279 do STF.”
(grifei)
Desse modo, qualquer que seja o ângulo sob o qual se examine o
recurso extraordinário a que se refere a presente “medida cautelar
inominada”, o fato é que essa postulação encontra obstáculo de ordem
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3. Mas, é um dado elementar da incidência da garantia
constitucional do domicílio o não consentimento do morador
ao questionado ingresso de terceiro: malgrado a ausência da
autorização judicial, só a entrada ‘invito domino’ a ofende.”
(RE 331.303-AgR/PR, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE –
grifei)
Cabe assinalar, no ponto, ante a inquestionável procedência de suas
observações, a seguinte passagem da decisão proferida pelo eminente
Ministro RICARDO LEWANDOWSKI por ocasião do julgamento do
RE 663.035/PR, de que foi Relator:
“Anote-se, inicialmente, que este Supremo Tribunal fixou
orientação no sentido de que a fiscalização tributária não pode, sob
oposição do morador e desprovida de ordem judicial, adentrar em
espaço privado não aberto ao público, onde alguém exerce sua
atividade profissional, sob pena de a prova obtida mediante esse
procedimento ser viciada por ilicitude material. Nesse sentido, as
seguintes decisões, entre outras, HC 82.788/RJ e HC 93.050/RJ,
ambos de relatoria do Min. Celso de Mello; HC 79.512/RJ e
RE 331.303-AgR/PR, ambos de relatoria do Min. Sepúlveda
Pertence.
Ressalto, entretanto, que a jurisprudência da Corte também é
assente no sentido de que, para a aplicação da garantia prevista no
art. 5º, XI, da Constituição, é essencial que o ingresso da fiscalização
no espaço privado tenha ocorrido sem o devido consentimento do
morador, o que não se deu na espécie.
E, para dissentir da conclusão adotada no acórdão
recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático probatório
constante dos autos – o que é vedado pela Súmula 279 do STF.”
(grifei)
Desse modo, qualquer que seja o ângulo sob o qual se examine o
recurso extraordinário a que se refere a presente “medida cautelar
inominada”, o fato é que essa postulação encontra obstáculo de ordem
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técnica, consoante resulta claro de decisão que, emanada do Plenário
desta Suprema Corte, reflete, com absoluta fidelidade, o entendimento
jurisprudencial prevalecente no âmbito do Tribunal:
“Prova: alegação de ilicitude da obtida mediante
apreensão de documentos por agentes fiscais, em escritórios de
empresa
– compreendidos no alcance da garantia
constitucional da inviolabilidade do domicílio – e de
contaminação
das
provas
daquela
derivadas:
tese
substancialmente correta, prejudicada no caso, entretanto, pela
ausência de qualquer prova de resistência dos acusados ou de seus
prepostos ao ingresso dos fiscais nas dependências da empresa
ou sequer de protesto imediato contra a diligência.
1. Conforme o art. 5º, XI, da Constituição – afora as
exceções nele taxativamente previstas (‘em caso de flagrante delito ou
desastre, ou para prestar socorro’) só a ‘determinação judicial’
autoriza, e durante o dia, a entrada de alguém – autoridade ou não –
no domicílio de outrem, sem o consentimento do morador.
1.1. Em consequência,
o poder fiscalizador da
administração tributária perdeu, em favor do reforço da garantia
constitucional
do
domicílio,
a
prerrogativa
da
autoexecutoriedade.
1.2. Daí não se extrai, de logo, a inconstitucionalidade
superveniente
ou
a
revogação
dos
preceitos
infraconstitucionais de regimes precedentes que autorizam a
agentes fiscais de tributos a proceder à busca domiciliar e à
apreensão de papéis; essa legislação, contudo, que, sob a Carta
precedente, continha em si a autorização à entrada forçada no
domicílio do contribuinte, reduz-se, sob a Constituição vigente, a uma
simples norma de competência para, uma vez no interior da
dependência domiciliar, efetivar as diligências legalmente permitidas:
o ingresso, porém, sempre que necessário vencer a oposição do
morador, passou a depender de autorização judicial prévia.
1.3. Mas é um dado elementar da incidência da garantia
constitucional do domicílio o não consentimento do morador ao
questionado ingresso de terceiro: malgrado a ausência da
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técnica, consoante resulta claro de decisão que, emanada do Plenário
desta Suprema Corte, reflete, com absoluta fidelidade, o entendimento
jurisprudencial prevalecente no âmbito do Tribunal:
“Prova: alegação de ilicitude da obtida mediante
apreensão de documentos por agentes fiscais, em escritórios de
empresa
– compreendidos no alcance da garantia
constitucional da inviolabilidade do domicílio – e de
contaminação
das
provas
daquela
derivadas:
tese
substancialmente correta, prejudicada no caso, entretanto, pela
ausência de qualquer prova de resistência dos acusados ou de seus
prepostos ao ingresso dos fiscais nas dependências da empresa
ou sequer de protesto imediato contra a diligência.
1. Conforme o art. 5º, XI, da Constituição – afora as
exceções nele taxativamente previstas (‘em caso de flagrante delito ou
desastre, ou para prestar socorro’) só a ‘determinação judicial’
autoriza, e durante o dia, a entrada de alguém – autoridade ou não –
no domicílio de outrem, sem o consentimento do morador.
1.1. Em consequência,
o poder fiscalizador da
administração tributária perdeu, em favor do reforço da garantia
constitucional
do
domicílio,
a
prerrogativa
da
autoexecutoriedade.
1.2. Daí não se extrai, de logo, a inconstitucionalidade
superveniente
ou
a
revogação
dos
preceitos
infraconstitucionais de regimes precedentes que autorizam a
agentes fiscais de tributos a proceder à busca domiciliar e à
apreensão de papéis; essa legislação, contudo, que, sob a Carta
precedente, continha em si a autorização à entrada forçada no
domicílio do contribuinte, reduz-se, sob a Constituição vigente, a uma
simples norma de competência para, uma vez no interior da
dependência domiciliar, efetivar as diligências legalmente permitidas:
o ingresso, porém, sempre que necessário vencer a oposição do
morador, passou a depender de autorização judicial prévia.
1.3. Mas é um dado elementar da incidência da garantia
constitucional do domicílio o não consentimento do morador ao
questionado ingresso de terceiro: malgrado a ausência da
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autorização judicial, só a entrada ‘invito domino’ a ofende, seja
o dissenso presumido, tácito ou expresso, seja a penetração ou a
indevida permanência, clandestina, astuciosa ou franca.
1.4. Não supre ausência de prova da falta de autorização
ao ingresso dos fiscais nas dependência da empresa o apelo à
presunção de a tolerância à entrada ou à permanência dos agentes do
Fisco ser fruto do ‘metus publicae potestatis’, ao menos nas
circunstância do caso, em que não se trata das famigeradas ‘batidas’
policiais no domicílio de indefesos favelados, nem sequer se
demonstra a existência de protesto imediato.”
(RTJ 185/237-238, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE –
grifei)
Vê-se, desse modo, que a pretensão deduzida no apelo extremo pelos
autores desta demanda cautelar revelar-se-ia processualmente inviável, pois,
insista-se, o recurso extraordinário não permite que se reexaminem, nele,
em face de seu estrito âmbito temático, questões de fato ou aspectos de
índole probatória (RTJ 161/992 – RTJ 186/703), ainda mais quando tais
circunstâncias, como parece suceder na espécie, mostram-se condicionantes
da própria resolução da controvérsia jurídica, tal como enfatizado no
acórdão recorrido.
Relevante observar que há entre a demanda cautelar ora ajuizada e a
causa principal, em cujo âmbito foi deduzido o recurso extraordinário em
questão, inegável relação de acessoriedade, de tal modo que a aparente
inadmissibilidade do apelo extremo (consideradas as razões já expostas)
torna inviável o acolhimento do pleito cautelar.
Com efeito, a acessoriedade e a instrumentalidade, nesse contexto,
constituem notas caracterizadoras do processo e da tutela cautelares.
“Destinado a garantir complexivamente o resultado de outro processo”,
assinala JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processual
Civil”, vol. IV/361, item n. 1.048, 1976, Saraiva), “o processo cautelar se
relaciona com este, como o acessório com o principal. Daí o predomínio e
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autorização judicial, só a entrada ‘invito domino’ a ofende, seja
o dissenso presumido, tácito ou expresso, seja a penetração ou a
indevida permanência, clandestina, astuciosa ou franca.
1.4. Não supre ausência de prova da falta de autorização
ao ingresso dos fiscais nas dependência da empresa o apelo à
presunção de a tolerância à entrada ou à permanência dos agentes do
Fisco ser fruto do ‘metus publicae potestatis’, ao menos nas
circunstância do caso, em que não se trata das famigeradas ‘batidas’
policiais no domicílio de indefesos favelados, nem sequer se
demonstra a existência de protesto imediato.”
(RTJ 185/237-238, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE –
grifei)
Vê-se, desse modo, que a pretensão deduzida no apelo extremo pelos
autores desta demanda cautelar revelar-se-ia processualmente inviável, pois,
insista-se, o recurso extraordinário não permite que se reexaminem, nele,
em face de seu estrito âmbito temático, questões de fato ou aspectos de
índole probatória (RTJ 161/992 – RTJ 186/703), ainda mais quando tais
circunstâncias, como parece suceder na espécie, mostram-se condicionantes
da própria resolução da controvérsia jurídica, tal como enfatizado no
acórdão recorrido.
Relevante observar que há entre a demanda cautelar ora ajuizada e a
causa principal, em cujo âmbito foi deduzido o recurso extraordinário em
questão, inegável relação de acessoriedade, de tal modo que a aparente
inadmissibilidade do apelo extremo (consideradas as razões já expostas)
torna inviável o acolhimento do pleito cautelar.
Com efeito, a acessoriedade e a instrumentalidade, nesse contexto,
constituem notas caracterizadoras do processo e da tutela cautelares.
“Destinado a garantir complexivamente o resultado de outro processo”,
assinala JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processual
Civil”, vol. IV/361, item n. 1.048, 1976, Saraiva), “o processo cautelar se
relaciona com este, como o acessório com o principal. Daí o predomínio e
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hegemonia do processo principal, de que o cautelar é sempre dependente”
(grifei).
Existe, por isso mesmo, em casos como o que ora se examina, uma
situação de conexão por acessoriedade, que decorre do vínculo existente
entre a medida cautelar, de um lado, e a causa principal, de outro. Nesse
sentido, o magistério, sempre autorizado, de JOSÉ FREDERICO MARQUES
(“Instituições de Direito Processual Civil”, vol. I/340, 3ª ed., e
vol. III/256-257, 2ª ed., Forense) e de GIUSEPPE CHIOVENDA
(“Instituições de Direito Processual Civil”, vol. II/298-299, trad. da 2ª ed.
italiana por ENRICO TULLIO LIEBMAN, 1943, Saraiva).
Como precedentemente assinalado, a relação de essencial
dependência que existe entre este procedimento e a causa principal
impede que se dê tramitação autônoma ao pedido cautelar deduzido
pela autora, em face do vínculo de irrecusável acessoriedade que
subordina ao destino do processo principal a subsistência da postulação
formulada com base no art. 796 do CPC.
É por isso que tenho por insuscetível de acolhimento a pretensão
cautelar formulada nesta sede processual, eis que aparentemente inviável o
próprio recurso extraordinário a que ela se refere.
Sendo assim, pelas razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da
douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente
recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios
fundamentos, a decisão ora agravada.
É o meu voto.
7
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hegemonia do processo principal, de que o cautelar é sempre dependente”
(grifei).
Existe, por isso mesmo, em casos como o que ora se examina, uma
situação de conexão por acessoriedade, que decorre do vínculo existente
entre a medida cautelar, de um lado, e a causa principal, de outro. Nesse
sentido, o magistério, sempre autorizado, de JOSÉ FREDERICO MARQUES
(“Instituições de Direito Processual Civil”, vol. I/340, 3ª ed., e
vol. III/256-257, 2ª ed., Forense) e de GIUSEPPE CHIOVENDA
(“Instituições de Direito Processual Civil”, vol. II/298-299, trad. da 2ª ed.
italiana por ENRICO TULLIO LIEBMAN, 1943, Saraiva).
Como precedentemente assinalado, a relação de essencial
dependência que existe entre este procedimento e a causa principal
impede que se dê tramitação autônoma ao pedido cautelar deduzido
pela autora, em face do vínculo de irrecusável acessoriedade que
subordina ao destino do processo principal a subsistência da postulação
formulada com base no art. 796 do CPC.
É por isso que tenho por insuscetível de acolhimento a pretensão
cautelar formulada nesta sede processual, eis que aparentemente inviável o
próprio recurso extraordinário a que ela se refere.
Sendo assim, pelas razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da
douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente
recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios
fundamentos, a decisão ora agravada.
É o meu voto.
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Extrato de Ata - 30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.091
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : CONVECTOR DISTRIBUIÇÃO IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ALEXANDRE LANGARO
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.091
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : CONVECTOR DISTRIBUIÇÃO IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ALEXANDRE LANGARO
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 19
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9412030
| 2015-06-30T00:00:00
| 2015-09-21T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
|
AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR
|
E M E N T A: “MEDIDA CAUTELAR INOMINADA” – PRETENDIDA OUTORGA DE EFICÁCIA SUSPENSIVA ATIVA AO APELO EXTREMO – EXCEPCIONALIDADE – NECESSÁRIA EXISTÊNCIA DE PLAUSIBILIDADE JURÍDICA – ACÓRDÃO QUE NÃO PARECE DISSENTIR, NO EXAME DA MATÉRIA, DA JURISPRUDÊNCIA PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS INSCRITOS NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – SITUAÇÃO QUE NÃO ENSEJA A OUTORGA EXCEPCIONAL DE PROVIMENTO CAUTELAR – PRECEDENTES – VÍNCULO DE ANCILARIDADE COM A CAUSA PRINCIPAL – EXISTÊNCIA DE CONEXÃO POR ACESSORIEDADE – HEGEMONIA DO PROCESSO PRINCIPAL SOBRE AQUELE DE NATUREZA CAUTELAR – INVIABILIDADE DA TRAMITAÇÃO AUTÔNOMA DO PEDIDO CAUTELAR – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
|
sjur320468
|
- Acórdão(s) citado(s):
(MEDIDA CAUTELAR, RECURSO EXTRAORDINÁRIO, REQUISITO)
RTJ 174/437, RTJ 191/123.
(SÚMULA 279/STF)
RE 331303 AgR (1ªT), AI 800499 AgR (1ªT), RE 767180 AgR (1ªT), RTJ 192/261.
(RE, REEXAME, FATO, PROVA)
RTJ 161/992, RTJ 185/237, RTJ 186/703.
- Decisões monocráticas citadas:
(SÚMULA 279/STF)
RE 633119, RE 663035.
Número de páginas: 19.
Análise: 07/10/2015, KBP.
|
CELSO DE MELLO
|
Segunda Turma
|
3091
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00796\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
AC-AgR
|
acordaos
|
AC 3091 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : CONVECTOR DISTRIBUIÇÃO IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ALEXANDRE LANGARO
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.091 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:CONVECTOR
DISTRIBUIÇÃO
IMPORTAÇÃO
E
EXPORTAÇÃO LTDA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ALEXANDRE LANGARO
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
E M E N T A: “MEDIDA CAUTELAR INOMINADA” – PRETENDIDA
OUTORGA DE EFICÁCIA SUSPENSIVA ATIVA AO APELO EXTREMO –
EXCEPCIONALIDADE
–
NECESSÁRIA
EXISTÊNCIA
DE
PLAUSIBILIDADE JURÍDICA – ACÓRDÃO QUE
NÃO
PARECE
DISSENTIR, NO EXAME DA MATÉRIA, DA JURISPRUDÊNCIA
PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – ALEGADA
VIOLAÇÃO A PRECEITOS INSCRITOS NA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA – AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO –
CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE FATOS E
PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal – SITUAÇÃO QUE
NÃO ENSEJA A OUTORGA EXCEPCIONAL DE PROVIMENTO
CAUTELAR – PRECEDENTES – VÍNCULO DE ANCILARIDADE COM A
CAUSA PRINCIPAL
–
EXISTÊNCIA
DE CONEXÃO POR
ACESSORIEDADE – HEGEMONIA DO PROCESSO PRINCIPAL SOBRE
AQUELE
DE NATUREZA CAUTELAR –
INVIABILIDADE
DA
TRAMITAÇÃO AUTÔNOMA DO PEDIDO CAUTELAR – RECURSO DE
AGRAVO IMPROVIDO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 19
Ementa e Acórdão
AC 3091 AGR / RS
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamentos e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes.
Brasília, 30 de junho de 2015.
CELSO DE MELLO – RELATOR
2
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Supremo Tribunal Federal
AC 3091 AGR / RS
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamentos e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes.
Brasília, 30 de junho de 2015.
CELSO DE MELLO – RELATOR
2
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Relatório
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.091 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:CONVECTOR
DISTRIBUIÇÃO
IMPORTAÇÃO
E
EXPORTAÇÃO LTDA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ALEXANDRE LANGARO
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de recurso de agravo tempestivamente interposto contra decisão, por
mim proferida, que negou seguimento à ação cautelar ajuizada pela parte
ora recorrente.
Tal como tive o ensejo de destacar na decisão recorrida, a presente
“medida cautelar inominada” busca atribuir “efeito suspensivo ativo” a recurso
extraordinário que, interposto pela parte requerente, insurge-se contra
acórdão emanado do E. Tribunal Regional Federal da 4... Região que negou
provimento à Apelação Cível n 2008.71.00.014238-7/RS.
A parte requerente, para justificar sua pretensão, sustenta, em
síntese, que “(...) a decisão recorrida violentou, no campo constitucional, os
arts. 5..., XI e LVI, e 145, § 1..., da Carta Federal, extravasando, entre outros
limites, aqueles reveladores da inadmissibilidade, nos domínios do processo, das
provas obtidas por meios ilícitos, bem assim as delas derivadas (…)”.
Assinalo que o recurso extraordinário em questão sofreu juízo
positivo de admissibilidade.
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.091 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:CONVECTOR
DISTRIBUIÇÃO
IMPORTAÇÃO
E
EXPORTAÇÃO LTDA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ALEXANDRE LANGARO
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de recurso de agravo tempestivamente interposto contra decisão, por
mim proferida, que negou seguimento à ação cautelar ajuizada pela parte
ora recorrente.
Tal como tive o ensejo de destacar na decisão recorrida, a presente
“medida cautelar inominada” busca atribuir “efeito suspensivo ativo” a recurso
extraordinário que, interposto pela parte requerente, insurge-se contra
acórdão emanado do E. Tribunal Regional Federal da 4... Região que negou
provimento à Apelação Cível n 2008.71.00.014238-7/RS.
A parte requerente, para justificar sua pretensão, sustenta, em
síntese, que “(...) a decisão recorrida violentou, no campo constitucional, os
arts. 5..., XI e LVI, e 145, § 1..., da Carta Federal, extravasando, entre outros
limites, aqueles reveladores da inadmissibilidade, nos domínios do processo, das
provas obtidas por meios ilícitos, bem assim as delas derivadas (…)”.
Assinalo que o recurso extraordinário em questão sofreu juízo
positivo de admissibilidade.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 19
Relatório
AC 3091 AGR / RS
A decisão objeto de referido apelo extremo acha-se consubstanciada
em acórdão assim ementado:
“TRIBUTÁRIO.
FISCALIZAÇÃO
TRIBUTÁRIA.
AUTORIZAÇÃO JUDICIAL. DESNECESSIDADE. PROVA
ILÍCITA. INOCORRÊNCIA.
1. O direito à inviolabilidade da vida privada e ao sigilo de
dados, garantidos pelo art. 5..., X e XII, da Constituição Federal, não
podem ser ignorados pela fiscalização tributária, entretanto, tais
direitos não são absolutos, a ponto de obstruir a atividade da
Administração.
2. Não restando demonstrada a ilegalidade na apreensão
dos documentos por parte da fiscalização tributária, descabe falar
em prova obtida de forma ilícita.”
(Apelação
Cível
n
2008.71.00.014238-7/RS, Rel.
Des. ÁLVARO EDUARDO JUNQUEIRA – grifei)
O Ministério Público Federal, em manifestação da lavra do ilustre
Subprocurador-Geral da República Dr. FRANCISCO DE ASSIS
SANSEVERINO, aprovado pelo eminente Chefe da Instituição, opinou
pela improcedência da presente ação cautelar em parecer assim
fundamentado:
“AÇÃO
CAUTELAR.
LIMINAR
DEFERIDA. AUSÊNCIA DE ‘FUMUS
BONI JURIS’. AÇÃO DOS FISCAIS
PAUTADA NO PODER DE POLÍCIA E NA
LEI. IMPROCEDÊNCIA DA AÇÃO
PRINCIPAL. REVOGAÇÃO DA LIMINAR
DEFERIDA NA AÇÃO CAUTELAR.
–
A ação dos Auditores Fiscais
desenvolveu-se com base no Poder de
Polícia, na Lei n 9.430/93 e no CTN. Assim,
afasta-se a pecha de arbitrariedade e ofensa aos
2
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Supremo Tribunal Federal
AC 3091 AGR / RS
A decisão objeto de referido apelo extremo acha-se consubstanciada
em acórdão assim ementado:
“TRIBUTÁRIO.
FISCALIZAÇÃO
TRIBUTÁRIA.
AUTORIZAÇÃO JUDICIAL. DESNECESSIDADE. PROVA
ILÍCITA. INOCORRÊNCIA.
1. O direito à inviolabilidade da vida privada e ao sigilo de
dados, garantidos pelo art. 5..., X e XII, da Constituição Federal, não
podem ser ignorados pela fiscalização tributária, entretanto, tais
direitos não são absolutos, a ponto de obstruir a atividade da
Administração.
2. Não restando demonstrada a ilegalidade na apreensão
dos documentos por parte da fiscalização tributária, descabe falar
em prova obtida de forma ilícita.”
(Apelação
Cível
n
2008.71.00.014238-7/RS, Rel.
Des. ÁLVARO EDUARDO JUNQUEIRA – grifei)
O Ministério Público Federal, em manifestação da lavra do ilustre
Subprocurador-Geral da República Dr. FRANCISCO DE ASSIS
SANSEVERINO, aprovado pelo eminente Chefe da Instituição, opinou
pela improcedência da presente ação cautelar em parecer assim
fundamentado:
“AÇÃO
CAUTELAR.
LIMINAR
DEFERIDA. AUSÊNCIA DE ‘FUMUS
BONI JURIS’. AÇÃO DOS FISCAIS
PAUTADA NO PODER DE POLÍCIA E NA
LEI. IMPROCEDÊNCIA DA AÇÃO
PRINCIPAL. REVOGAÇÃO DA LIMINAR
DEFERIDA NA AÇÃO CAUTELAR.
–
A ação dos Auditores Fiscais
desenvolveu-se com base no Poder de
Polícia, na Lei n 9.430/93 e no CTN. Assim,
afasta-se a pecha de arbitrariedade e ofensa aos
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Relatório
AC 3091 AGR / RS
princípios constitucionais do art. 5... da
Constituição Federal elencados pelo Autor como
ofendidos.
– Parecer da Procuradoria Geral da
República pela improcedência desta Ação
Cautelar; com revogação expressa da liminar
deferida na presente Ação Cautelar.
I
1. Trata-se de Ação Cautelar Inominada, com pedido de
liminar, proposta por CONVECTOR DISTRIBUIÇÃO
IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA E OUTRO (A/S) contra a
UNIÃO, com a finalidade de atribuir EFEITO SUSPENSIVO a
Recurso Extraordinário, já admitido, interposto contra acórdão da
1... Turma do Tribunal Regional Federal da 4... Região, proferido nos
autos da Apelação Cível n 2008.71.00.014238-7/RS (fls. 50-9 –
documentos probatórios).
2.
A Autora CONVECTOR DISTRIBUIÇÃO
IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA E OUTRO (A/S), em
síntese, sustentou: (i) ‘(...) a decisão recorrida violentou, no campo
constitucional, os arts. 5..., XI, XII e LVI, e 145, § 1..., da Carta Federal,
extravasando, dentre outros limites, aqueles reveladores da
inadmissibilidade, nos domínios do processo, das provas obtidas por
meios ilícitos, bem assim as delas derivadas (…); (ii) ‘os requisitos
autorizadores do deferimento da medida cautelar estão presentes,
havendo urgência qualifica e ilegalidade flagrante, tendo em linha de
conta os indiciamentos levados a efeito. O ‘fumus boni juris’ já foi
reconhecido quando os recursos especial e extraordinário interpostos
pelos Requerentes foram admitidos, sendo densa a plausibilidade do
que articulado pelos Acionantes, considerada a jurisprudência dessa
Corte Suprema (por exemplo, HC 100.879-RS, DJ 8-9-2008;
HC 93.050-RJ, DJ 1-8-2008; HC 93.076, DJ 18-5-2007 (…) ‘
(Petição Inicial)
3.
A Autora CONVECTOR DISTRIBUIÇÃO
IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA E OUTRO (A/S), ao
3
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Supremo Tribunal Federal
AC 3091 AGR / RS
princípios constitucionais do art. 5... da
Constituição Federal elencados pelo Autor como
ofendidos.
– Parecer da Procuradoria Geral da
República pela improcedência desta Ação
Cautelar; com revogação expressa da liminar
deferida na presente Ação Cautelar.
I
1. Trata-se de Ação Cautelar Inominada, com pedido de
liminar, proposta por CONVECTOR DISTRIBUIÇÃO
IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA E OUTRO (A/S) contra a
UNIÃO, com a finalidade de atribuir EFEITO SUSPENSIVO a
Recurso Extraordinário, já admitido, interposto contra acórdão da
1... Turma do Tribunal Regional Federal da 4... Região, proferido nos
autos da Apelação Cível n 2008.71.00.014238-7/RS (fls. 50-9 –
documentos probatórios).
2.
A Autora CONVECTOR DISTRIBUIÇÃO
IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA E OUTRO (A/S), em
síntese, sustentou: (i) ‘(...) a decisão recorrida violentou, no campo
constitucional, os arts. 5..., XI, XII e LVI, e 145, § 1..., da Carta Federal,
extravasando, dentre outros limites, aqueles reveladores da
inadmissibilidade, nos domínios do processo, das provas obtidas por
meios ilícitos, bem assim as delas derivadas (…); (ii) ‘os requisitos
autorizadores do deferimento da medida cautelar estão presentes,
havendo urgência qualifica e ilegalidade flagrante, tendo em linha de
conta os indiciamentos levados a efeito. O ‘fumus boni juris’ já foi
reconhecido quando os recursos especial e extraordinário interpostos
pelos Requerentes foram admitidos, sendo densa a plausibilidade do
que articulado pelos Acionantes, considerada a jurisprudência dessa
Corte Suprema (por exemplo, HC 100.879-RS, DJ 8-9-2008;
HC 93.050-RJ, DJ 1-8-2008; HC 93.076, DJ 18-5-2007 (…) ‘
(Petição Inicial)
3.
A Autora CONVECTOR DISTRIBUIÇÃO
IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA E OUTRO (A/S), ao
3
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Relatório
AC 3091 AGR / RS
final, pediu para a) ‘paralisar todo e qualquer processo, administrativo
e ou judicial, bem assim todo e qualquer procedimento investigativo
inquisitorial em curso, que tramitem ou venham a tramitar perante
qualquer instância de Poder, relacionados e ou embasados direta ou
indireta, mediata ou imediatamente, com as provas coletadas com
ofensa aos direitos e garantias fundamentais’; b) ‘mandar cancelar os
indiciamentos (...)’ (fl. 3 – Petição Inicial).
4. O Min. Celso de Mello, Relator, deferiu a liminar
(…):
…...................................................................................................
5. Em 3-4-2012, a União interpôs Agravo Regimental contra a
decisão do Min. Celso de Mello, na qual foi deferida a liminar
(PETIÇÃO DE APRESENTAÇÃO DE MANIFESTAÇÃO –
PROCESSO ELETRÔNICO).
6. Em 11-4-2012, a União apresentou contestação, na qual
pontuou os seguintes argumentos: (i) inépcia da inicial – deficiência
da narração e pedido juridicamente impossível; (ii) legalidade da
atuação da Administração Tributária; impossibilidade de revisão de
matéria fática (Súm. 279/Supremo Tribunal Federal); (iii) há expresso consentimento do
sócio PABLO FERNANDO SILVA LUNA com a atuação fazendária;
(iv) auto-executoriedade do ato administrativo; (v) presunção de
veracidade dos atos administrativos (PETIÇÃO DE
CONTESTAÇÃO – PROCESSO ELETRÔNICO).
7. Vieram os autos à Procuradoria Geral da República
para parecer.
II
8. Preliminarmente, faz-se a juntada ao presente parecer dos
RELATÓRIOS DAS INVESTIGAÇÕES, autuados na Justiça
Federal da 4... Região, sob os ns 5001185-06.2010.404.7108, 5021200-
-20.2010.404.7100 e 5035003-70.2010.404.7100 (em apenso),
encaminhados pela Procuradora da República Patrícia Nuñez Weber a
esta Procuradoria Geral da República, os quais informam que a
empresa CONVECTOR é investigada pelos delitos de
DESCAMINHO, FALSIDADE IDEOLÓGICA, SONEGAÇÃO
4
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Supremo Tribunal Federal
AC 3091 AGR / RS
final, pediu para a) ‘paralisar todo e qualquer processo, administrativo
e ou judicial, bem assim todo e qualquer procedimento investigativo
inquisitorial em curso, que tramitem ou venham a tramitar perante
qualquer instância de Poder, relacionados e ou embasados direta ou
indireta, mediata ou imediatamente, com as provas coletadas com
ofensa aos direitos e garantias fundamentais’; b) ‘mandar cancelar os
indiciamentos (...)’ (fl. 3 – Petição Inicial).
4. O Min. Celso de Mello, Relator, deferiu a liminar
(…):
…...................................................................................................
5. Em 3-4-2012, a União interpôs Agravo Regimental contra a
decisão do Min. Celso de Mello, na qual foi deferida a liminar
(PETIÇÃO DE APRESENTAÇÃO DE MANIFESTAÇÃO –
PROCESSO ELETRÔNICO).
6. Em 11-4-2012, a União apresentou contestação, na qual
pontuou os seguintes argumentos: (i) inépcia da inicial – deficiência
da narração e pedido juridicamente impossível; (ii) legalidade da
atuação da Administração Tributária; impossibilidade de revisão de
matéria fática (Súm. 279/Supremo Tribunal Federal); (iii) há expresso consentimento do
sócio PABLO FERNANDO SILVA LUNA com a atuação fazendária;
(iv) auto-executoriedade do ato administrativo; (v) presunção de
veracidade dos atos administrativos (PETIÇÃO DE
CONTESTAÇÃO – PROCESSO ELETRÔNICO).
7. Vieram os autos à Procuradoria Geral da República
para parecer.
II
8. Preliminarmente, faz-se a juntada ao presente parecer dos
RELATÓRIOS DAS INVESTIGAÇÕES, autuados na Justiça
Federal da 4... Região, sob os ns 5001185-06.2010.404.7108, 5021200-
-20.2010.404.7100 e 5035003-70.2010.404.7100 (em apenso),
encaminhados pela Procuradora da República Patrícia Nuñez Weber a
esta Procuradoria Geral da República, os quais informam que a
empresa CONVECTOR é investigada pelos delitos de
DESCAMINHO, FALSIDADE IDEOLÓGICA, SONEGAÇÃO
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 19
Relatório
AC 3091 AGR / RS
FISCAL, EVASÃO DE DIVISAS, FORMAÇÃO DE QUADRILHA
e LAVAGEM DE ATIVOS.
III
9. O parecer é pela improcedência desta Ação Cautelar,
com a revogação expressa da liminar concedida.
IV
10. Segundo o Autor desta Ação Cautelar, os Fiscais da
Receita Federal teriam invadido a sede da empresa, de forma arbitrária
e truculenta, e apreendido documentos, correspondências e disco
rígido sem ordem judicial, transgredindo, assim, a inviolabilidade
domiciliar e causando ofensa aos arts. 5..., incs. X, XI, XII e LVI, e 145,
§ 1..., da Constituição Federal de 1988. Com efeito, o art. 35 da Lei n 9.430/96 e o art. 195 do
CTN estabelecem o seguinte:
Lei 9.430/96
Art. 35. Os livros e documentos poderão ser examinados
fora do estabelecimento do sujeito passivo, desde que lavrado
termo escrito de retenção pela autoridade fiscal, em que se
especifiquem a quantidade, espécie, natureza e condições dos
livros e documentos retidos.
§ 1... Constituindo os livros ou documentos prova da
prática de ilícito penal ou tributário, os originais retidos não
serão devolvidos, extraindo-se cópia para entrega ao interessado.
§ 2... Excetuado o disposto no parágrafo anterior, devem ser
devolvidos os originais dos documentos retidos para exame,
mediante recibo.
CTN
Art. 195. Para os efeitos da legislação tributária, não têm
aplicação quaisquer disposições legais excludentes ou limitativas
do direito de examinar mercadorias, livros, arquivos,
documentos, papéis e efeitos comerciais ou fiscais, dos
5
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Supremo Tribunal Federal
AC 3091 AGR / RS
FISCAL, EVASÃO DE DIVISAS, FORMAÇÃO DE QUADRILHA
e LAVAGEM DE ATIVOS.
III
9. O parecer é pela improcedência desta Ação Cautelar,
com a revogação expressa da liminar concedida.
IV
10. Segundo o Autor desta Ação Cautelar, os Fiscais da
Receita Federal teriam invadido a sede da empresa, de forma arbitrária
e truculenta, e apreendido documentos, correspondências e disco
rígido sem ordem judicial, transgredindo, assim, a inviolabilidade
domiciliar e causando ofensa aos arts. 5..., incs. X, XI, XII e LVI, e 145,
§ 1..., da Constituição Federal de 1988. Com efeito, o art. 35 da Lei n 9.430/96 e o art. 195 do
CTN estabelecem o seguinte:
Lei 9.430/96
Art. 35. Os livros e documentos poderão ser examinados
fora do estabelecimento do sujeito passivo, desde que lavrado
termo escrito de retenção pela autoridade fiscal, em que se
especifiquem a quantidade, espécie, natureza e condições dos
livros e documentos retidos.
§ 1... Constituindo os livros ou documentos prova da
prática de ilícito penal ou tributário, os originais retidos não
serão devolvidos, extraindo-se cópia para entrega ao interessado.
§ 2... Excetuado o disposto no parágrafo anterior, devem ser
devolvidos os originais dos documentos retidos para exame,
mediante recibo.
CTN
Art. 195. Para os efeitos da legislação tributária, não têm
aplicação quaisquer disposições legais excludentes ou limitativas
do direito de examinar mercadorias, livros, arquivos,
documentos, papéis e efeitos comerciais ou fiscais, dos
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 19
Relatório
AC 3091 AGR / RS
comerciantes industriais ou produtores, ou da obrigação destes
de exibi-los. (...)
11. No âmbito do Supremo Tribunal Federal, o Ministro Relator deferiu a liminar
para suspender, cautelarmente, até o julgamento final do recurso
extraordinário, ‘qualquer processo, administrativo e/ou judicial, bem
assim todo e qualquer procedimento investigativo inquisitorial em
curso, que tramitem ou venham a tramitar perante qualquer instância
de Poder, relacionados e/ou embasados, direta ou indiretamente,
mediata ou imediatamente, nas provas coletadas com ofensa
aos direitos e garantias fundamentais’. O enunciado da
Súmula n 439/Supremo Tribunal Federal, adiante transcrito: ‘Estão sujeitos a fiscalização
tributária ou previdenciária quaisquer livros comerciais, limitado o
exame aos pontos objeto da investigação.’
12. A lide tem por causa o Procedimento de Fiscalização
empreendido pela Inspetoria da Receita Federal do Brasil em
Porto Alegre-RS, órgão da Secretaria da Receita Federal do Brasil,
para apurar a prática de fatos que, em tese, configuram descaminho
(art. 334 do Código Penal), em consequência do subfaturamento sobre
o valor real na importação de veículos da empresa Mystic, com sede no
Panamá, de forma a iludir o recolhimento tributário (fls. 1-11 –
Inquérito Policial n 0257/2010-4-SR/DPF/RS – documentos
probatórios). Cabe transcrever a ementa do acórdão do Tribunal
Regional Federal da 4... Região, que negou provimento à Apelação
Cível n 2008.71.00.014238-7/RS, interposta pela Autora Convector
Distribuição Importação e Exportação Ltda. contra a sentença que
denegou a segurança:
‘TRIBUTÁRIO. FISCALIZAÇÃO TRIBUTÁRIA.
AUTORIZAÇÃO JUDICIAL. DESNCESSIDADE. PROVA
ILÍCITA. INOCORRÊNCIA.
1. O direito à inviolabilidade da vida privada e ao
sigilo de dados, garantidos pelo art. 5..., X e XII, da
Constituição Federal, não podem ser ignorados pela fiscalização
tributária, entretanto, tais direitos não são absolutos, a ponto de
obstruir a atividade da administração.
6
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9390758.
Supremo Tribunal Federal
AC 3091 AGR / RS
comerciantes industriais ou produtores, ou da obrigação destes
de exibi-los. (...)
11. No âmbito do Supremo Tribunal Federal, o Ministro Relator deferiu a liminar
para suspender, cautelarmente, até o julgamento final do recurso
extraordinário, ‘qualquer processo, administrativo e/ou judicial, bem
assim todo e qualquer procedimento investigativo inquisitorial em
curso, que tramitem ou venham a tramitar perante qualquer instância
de Poder, relacionados e/ou embasados, direta ou indiretamente,
mediata ou imediatamente, nas provas coletadas com ofensa
aos direitos e garantias fundamentais’. O enunciado da
Súmula n 439/Supremo Tribunal Federal, adiante transcrito: ‘Estão sujeitos a fiscalização
tributária ou previdenciária quaisquer livros comerciais, limitado o
exame aos pontos objeto da investigação.’
12. A lide tem por causa o Procedimento de Fiscalização
empreendido pela Inspetoria da Receita Federal do Brasil em
Porto Alegre-RS, órgão da Secretaria da Receita Federal do Brasil,
para apurar a prática de fatos que, em tese, configuram descaminho
(art. 334 do Código Penal), em consequência do subfaturamento sobre
o valor real na importação de veículos da empresa Mystic, com sede no
Panamá, de forma a iludir o recolhimento tributário (fls. 1-11 –
Inquérito Policial n 0257/2010-4-SR/DPF/RS – documentos
probatórios). Cabe transcrever a ementa do acórdão do Tribunal
Regional Federal da 4... Região, que negou provimento à Apelação
Cível n 2008.71.00.014238-7/RS, interposta pela Autora Convector
Distribuição Importação e Exportação Ltda. contra a sentença que
denegou a segurança:
‘TRIBUTÁRIO. FISCALIZAÇÃO TRIBUTÁRIA.
AUTORIZAÇÃO JUDICIAL. DESNCESSIDADE. PROVA
ILÍCITA. INOCORRÊNCIA.
1. O direito à inviolabilidade da vida privada e ao
sigilo de dados, garantidos pelo art. 5..., X e XII, da
Constituição Federal, não podem ser ignorados pela fiscalização
tributária, entretanto, tais direitos não são absolutos, a ponto de
obstruir a atividade da administração.
6
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Relatório
AC 3091 AGR / RS
2. Não restando demonstrada a ilegalidade na
apreensão dos documentos por parte da fiscalização
tributária, descabe falar em prova obtida de forma ilícita’.
13. Com o objetivo de dar maior embasamento fático,
imprescindível é a transcrição de alguns trechos das informações
prestadas pela Secretaria da Receita Federal à MM. Juíza da 6... Vara
Federal Cível de Porto Alegre no MS n 2008.71.00.014238-7/RS,
ajuizado pela empresa Convector Distribuição Importação e
Exportação Ltda., Autora desta Ação Cautelar, a saber:
(i) em janeiro de 2008, mediante cruzamento de
informações entre diversos bancos de dados informatizados, a
fiscalização daquela Inspetoria levantou veementes indícios de
prática de subfaturamento e interposição fraudulenta; (ii) em
11-06-2008, compareceu na sede da Empresa uma equipe de
Auditores-Fiscais, devidamente autorizada pelo Mandado de
Procedimento-Fiscal-MPF n 10.1.54.00-2008-00045-0, emitido
em 6-6-2008; (iii) na Empresa, os Auditores apresentaram-se ao
sócio PABLO FERNANDO SILVA LUNA e entregaram o
‘Termo de Realização de Diligências’, pelo qual o referido sócio
restou intimado a apresentar, de imediato, os livros, documentos
e arquivos magnéticos relacionados com a atividade empresarial,
bem como franquear todas as dependências do estabelecimento à
Fiscalização; (iv) o Sr. Pablo, após ler a assinar o Termo,
mostrou-se cooperativo e prontamente passou a acompanhar a
diligência, fornecendo aos fiscais todos os elementos solicitados;
(v) resultou da fiscalização a apreensão e o lacre de documentos
e das cópias de um disco rígido da empresa e de um notebook;
(vi) em 12-06-2008, o sócio PABLO compareceu à Inspetoria
para acompanhar a deslacração de alguns volumes; na sua
presença foram tiradas algumas cópias de documentos de
interesse para a fiscalização e foi feita uma cópia do disco rígido
encontrado no local, a qual foi lacrada, devolvendo-se ao
Sr. PABLO o disco original; (vii) em 17-06-2008, nas
dependências da Inspetoria e na presença do Sr. PABLO, foram
7
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2. Não restando demonstrada a ilegalidade na
apreensão dos documentos por parte da fiscalização
tributária, descabe falar em prova obtida de forma ilícita’.
13. Com o objetivo de dar maior embasamento fático,
imprescindível é a transcrição de alguns trechos das informações
prestadas pela Secretaria da Receita Federal à MM. Juíza da 6... Vara
Federal Cível de Porto Alegre no MS n 2008.71.00.014238-7/RS,
ajuizado pela empresa Convector Distribuição Importação e
Exportação Ltda., Autora desta Ação Cautelar, a saber:
(i) em janeiro de 2008, mediante cruzamento de
informações entre diversos bancos de dados informatizados, a
fiscalização daquela Inspetoria levantou veementes indícios de
prática de subfaturamento e interposição fraudulenta; (ii) em
11-06-2008, compareceu na sede da Empresa uma equipe de
Auditores-Fiscais, devidamente autorizada pelo Mandado de
Procedimento-Fiscal-MPF n 10.1.54.00-2008-00045-0, emitido
em 6-6-2008; (iii) na Empresa, os Auditores apresentaram-se ao
sócio PABLO FERNANDO SILVA LUNA e entregaram o
‘Termo de Realização de Diligências’, pelo qual o referido sócio
restou intimado a apresentar, de imediato, os livros, documentos
e arquivos magnéticos relacionados com a atividade empresarial,
bem como franquear todas as dependências do estabelecimento à
Fiscalização; (iv) o Sr. Pablo, após ler a assinar o Termo,
mostrou-se cooperativo e prontamente passou a acompanhar a
diligência, fornecendo aos fiscais todos os elementos solicitados;
(v) resultou da fiscalização a apreensão e o lacre de documentos
e das cópias de um disco rígido da empresa e de um notebook;
(vi) em 12-06-2008, o sócio PABLO compareceu à Inspetoria
para acompanhar a deslacração de alguns volumes; na sua
presença foram tiradas algumas cópias de documentos de
interesse para a fiscalização e foi feita uma cópia do disco rígido
encontrado no local, a qual foi lacrada, devolvendo-se ao
Sr. PABLO o disco original; (vii) em 17-06-2008, nas
dependências da Inspetoria e na presença do Sr. PABLO, foram
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deslacrados outros volumes e realizadas cópias de tais
documentos e realizadas novas cópias do disco rígido do servidor
da empresa e do disco rígido encontrado no local, para fins de
contraprova, sendo tais cópias lacradas; (viii) o sócio PABLO
negou consentimento para deslacrar a cópia do disco rígido do
notebook, alegando que era de uso particular do Sr. Oscar
Inzulza, que trabalhava na empresa, sendo prontamente
atendido e lacrado o ‘Termo de Negativa de Deslacração de
Volume’ (DOCUMENTOS PROBATÓRIOS – fls. 8-10).
14. Inicialmente não merece acolhida a alegação da
Autora de que a atuação dos Auditores Fiscais teria sido
arbitrária e truculenta. Os fatos demonstram que os Auditores
Fiscais agiram dentro do poder-dever de fiscalização que lhes é
conferido pela legislação tributária. Nesse sentido, cabe destacar os
fatos que fulminam a alegação da Autora: (i) após obterem a
autorização pelo Mandado de Procedimento Fiscal
–
MPF n 10.1.54.00-2008-00045-0, os Fiscais compareceram à sede da
Empresa; (ii) na empresa, os Auditores Fiscais apresentaram ao
Sócio Pablo Fernando Silva Luna o Termo de Realização de
Diligências, pelo qual o referido sócio foi intimado a apresentar, de
imediato, os livros, documentos e arquivos magnéticos relacionados
com a atividade empresarial; (iii) o sócio Pablo se mostrou
cooperativo e passou a acompanhar toda a diligência levando os
Auditores Fiscais aos documentos pertinentes e exigidos; (iv) todos
os documentos apreendidos na fiscalização foram lacrados,
inclusive o disco rígido do ‘notebook’, fato este comprovado pelo
Termo de Retenção de Documentos e de Lacração de Volumes, no qual
o sócio Pablo firmou o ciente; (v) na Inspetoria, o sócio Pablo
acompanhou o procedimento de ‘deslacração’ dos documentos
(Termo de Deslacração de Volumes), negando a autorização tão
somente em relação ao disco rígido do ‘notebook’ de Oscar
Inzulza, fato este prontamente atendido pelos Fiscais com a
lavratura do ‘Termo de Negativa de Deslacração de Volume’.
15. A atuação dos Auditores Fiscais ocorreu estritamente
com fundamento no poder-dever de fiscalização, o que afasta
8
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deslacrados outros volumes e realizadas cópias de tais
documentos e realizadas novas cópias do disco rígido do servidor
da empresa e do disco rígido encontrado no local, para fins de
contraprova, sendo tais cópias lacradas; (viii) o sócio PABLO
negou consentimento para deslacrar a cópia do disco rígido do
notebook, alegando que era de uso particular do Sr. Oscar
Inzulza, que trabalhava na empresa, sendo prontamente
atendido e lacrado o ‘Termo de Negativa de Deslacração de
Volume’ (DOCUMENTOS PROBATÓRIOS – fls. 8-10).
14. Inicialmente não merece acolhida a alegação da
Autora de que a atuação dos Auditores Fiscais teria sido
arbitrária e truculenta. Os fatos demonstram que os Auditores
Fiscais agiram dentro do poder-dever de fiscalização que lhes é
conferido pela legislação tributária. Nesse sentido, cabe destacar os
fatos que fulminam a alegação da Autora: (i) após obterem a
autorização pelo Mandado de Procedimento Fiscal
–
MPF n 10.1.54.00-2008-00045-0, os Fiscais compareceram à sede da
Empresa; (ii) na empresa, os Auditores Fiscais apresentaram ao
Sócio Pablo Fernando Silva Luna o Termo de Realização de
Diligências, pelo qual o referido sócio foi intimado a apresentar, de
imediato, os livros, documentos e arquivos magnéticos relacionados
com a atividade empresarial; (iii) o sócio Pablo se mostrou
cooperativo e passou a acompanhar toda a diligência levando os
Auditores Fiscais aos documentos pertinentes e exigidos; (iv) todos
os documentos apreendidos na fiscalização foram lacrados,
inclusive o disco rígido do ‘notebook’, fato este comprovado pelo
Termo de Retenção de Documentos e de Lacração de Volumes, no qual
o sócio Pablo firmou o ciente; (v) na Inspetoria, o sócio Pablo
acompanhou o procedimento de ‘deslacração’ dos documentos
(Termo de Deslacração de Volumes), negando a autorização tão
somente em relação ao disco rígido do ‘notebook’ de Oscar
Inzulza, fato este prontamente atendido pelos Fiscais com a
lavratura do ‘Termo de Negativa de Deslacração de Volume’.
15. A atuação dos Auditores Fiscais ocorreu estritamente
com fundamento no poder-dever de fiscalização, o que afasta
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Relatório
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qualquer alegação de excesso ou ilegalidade. Todo o procedimento
foi acompanhado e expressamente consentido pelo sócio Pablo
Fernando Silva Luna, o qual assinou o ‘Termo de Realização de
Diligências’ (documentos comprobatórios)
e
autorizou,
posteriormente, na sede da Receita Federal, o ‘deslacre’ dos
documentos apreendidos na sede da empresa. A propósito, o
Relator no TRF-4... Região, ao julgar o agravo de
instrumento n 2008.04.00.000049-7 (fl. 46 – documentos
probatórios), indeferiu liminar com base na seguinte argumentação:
‘Contudo, a alegação da ocorrência de violação de domicílio
encontra óbice no fato de não haver qualquer prova de que a
fiscalização
da
Receita
Federal
tenha
ingressado
e
permanecido nas dependências da empresa contra a vontade de
seus representantes. Este requisito tem sido exigido nas decisões do
Supremo Tribunal Federal (…)’ (fl. 26 – documentos probatórios).
16. Nestes casos, o dever de suportar a fiscalização
decorre diretamente da lei e do poder de polícia, prerrogativa esta
conferida à Administração Pública, desde que pautada, como foi, na
estrita legalidade e assegurados os direitos e garantias individuais.
17. Por fim, resta esclarecer que a apreensão da base física do
disco rígido do ‘notebook’, encontrado na empresa pela autoridade
fiscal e de propriedade do Sr. Oscar Inzulza, não autoriza a conclusão
de que houve desrespeito à norma contida no inc. XII do art. 5... da
Constituição Federal; ‘A proteção a que se refere o art. 5..., XII, da
Constituição, é da comunicação ‘de dados’ e não dos ‘dados em si
mesmos’, ainda quando armazenados em computador’
(Recurso Extraordinário n 418.416/SC, Rel. Min. Sepúlveda Pertence,
DJ de 19-12-2006). Nesta parte, houve somente a apreensão da
base física (‘notebook’), sendo que os dados não foram acessados
pelos Fiscais, diante da recusa do sócio Pablo em consentir o acesso a
tais informações.” (grifei)
Por não me convencer das razões expostas pela parte ora agravante,
submento à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo.
É o relatório.
9
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Supremo Tribunal Federal
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qualquer alegação de excesso ou ilegalidade. Todo o procedimento
foi acompanhado e expressamente consentido pelo sócio Pablo
Fernando Silva Luna, o qual assinou o ‘Termo de Realização de
Diligências’ (documentos comprobatórios)
e
autorizou,
posteriormente, na sede da Receita Federal, o ‘deslacre’ dos
documentos apreendidos na sede da empresa. A propósito, o
Relator no TRF-4... Região, ao julgar o agravo de
instrumento n 2008.04.00.000049-7 (fl. 46 – documentos
probatórios), indeferiu liminar com base na seguinte argumentação:
‘Contudo, a alegação da ocorrência de violação de domicílio
encontra óbice no fato de não haver qualquer prova de que a
fiscalização
da
Receita
Federal
tenha
ingressado
e
permanecido nas dependências da empresa contra a vontade de
seus representantes. Este requisito tem sido exigido nas decisões do
Supremo Tribunal Federal (…)’ (fl. 26 – documentos probatórios).
16. Nestes casos, o dever de suportar a fiscalização
decorre diretamente da lei e do poder de polícia, prerrogativa esta
conferida à Administração Pública, desde que pautada, como foi, na
estrita legalidade e assegurados os direitos e garantias individuais.
17. Por fim, resta esclarecer que a apreensão da base física do
disco rígido do ‘notebook’, encontrado na empresa pela autoridade
fiscal e de propriedade do Sr. Oscar Inzulza, não autoriza a conclusão
de que houve desrespeito à norma contida no inc. XII do art. 5... da
Constituição Federal; ‘A proteção a que se refere o art. 5..., XII, da
Constituição, é da comunicação ‘de dados’ e não dos ‘dados em si
mesmos’, ainda quando armazenados em computador’
(Recurso Extraordinário n 418.416/SC, Rel. Min. Sepúlveda Pertence,
DJ de 19-12-2006). Nesta parte, houve somente a apreensão da
base física (‘notebook’), sendo que os dados não foram acessados
pelos Fiscais, diante da recusa do sócio Pablo em consentir o acesso a
tais informações.” (grifei)
Por não me convencer das razões expostas pela parte ora agravante,
submento à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo.
É o relatório.
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.091 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo
não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão ora agravada
ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo
Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame.
Com efeito, a concessão de medida cautelar, pelo Supremo Tribunal
Federal, quando requerida na perspectiva de recurso extraordinário
interposto pela parte autora, quer se busque a outorga de efeito
suspensivo ao apelo extremo, quer se pretenda a sustação da eficácia do
acórdão impugnado, supõe, para legitimar-se, a conjugação necessária dos
seguintes requisitos: (a) que tenha sido instaurada a jurisdição cautelar do
Supremo Tribunal Federal (existência de juízo positivo de admissibilidade do
recurso extraordinário, consubstanciado em decisão proferida pelo
Presidente do Tribunal de origem ou resultante do provimento do
recurso de agravo); (b) que o recurso extraordinário interposto possua
viabilidade processual, caracterizada, entre outras, pelas notas da
tempestividade, do prequestionamento explícito da matéria
constitucional e da ocorrência de ofensa direta e imediata ao texto da
Constituição; (c) que a postulação de direito material deduzida pela parte
recorrente tenha plausibilidade jurídica; e (d) que se demonstre,
objetivamente, a ocorrência de situação configuradora do “periculum in
mora” (RTJ 174/437-438, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 191/123-124,
Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.).
Assentadas tais premissas, cabe assinalar que o exame destes autos
parece revelar a existência de obstáculo formal que tornaria inviável o
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.091 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo
não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão ora agravada
ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo
Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame.
Com efeito, a concessão de medida cautelar, pelo Supremo Tribunal
Federal, quando requerida na perspectiva de recurso extraordinário
interposto pela parte autora, quer se busque a outorga de efeito
suspensivo ao apelo extremo, quer se pretenda a sustação da eficácia do
acórdão impugnado, supõe, para legitimar-se, a conjugação necessária dos
seguintes requisitos: (a) que tenha sido instaurada a jurisdição cautelar do
Supremo Tribunal Federal (existência de juízo positivo de admissibilidade do
recurso extraordinário, consubstanciado em decisão proferida pelo
Presidente do Tribunal de origem ou resultante do provimento do
recurso de agravo); (b) que o recurso extraordinário interposto possua
viabilidade processual, caracterizada, entre outras, pelas notas da
tempestividade, do prequestionamento explícito da matéria
constitucional e da ocorrência de ofensa direta e imediata ao texto da
Constituição; (c) que a postulação de direito material deduzida pela parte
recorrente tenha plausibilidade jurídica; e (d) que se demonstre,
objetivamente, a ocorrência de situação configuradora do “periculum in
mora” (RTJ 174/437-438, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 191/123-124,
Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.).
Assentadas tais premissas, cabe assinalar que o exame destes autos
parece revelar a existência de obstáculo formal que tornaria inviável o
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
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acesso à via recursal extraordinária, o que inviabiliza o acolhimento da
postulação cautelar ora deduzida nesta sede processual.
É que o recurso extraordinário em causa insurge-se contra acórdão
que examinou a controvérsia jurídica sob uma perspectiva estritamente
infraconstitucional.
Com efeito, a análise do ato decisório em referência evidencia que o
E. Tribunal Regional Federal da 4... Região reconheceu – com apoio em
elementos probatórios produzidos nos autos (e em função deles) –
que “a ação fiscalizatória foi realizada dentro da estrita legalidade, com a
expressa concordância dos impetrantes, conforme se verifica no Termo de
Realização de Diligência lavrado pela Inspetoria da Receita Federal em Porto
Alegre” (grifei).
Como se vê, o acórdão recorrido decidiu a controvérsia à luz dos
fatos e das provas existentes nos autos, circunstância essa que obsta o
próprio conhecimento do apelo extremo em face do que se contém na
Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.
Cumpre assinalar, por oportuno, que a colenda Primeira Turma desta
Suprema Corte, defrontando-se com idêntica pretensão, deduzida também
em sede de recurso extraordinário, veio a julgar inadmissível tal recurso,
fazendo-o em julgamento que está assim ementado:
“Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário.
Apreensão de documentos extrafiscais. Ilicitude das provas na
fase
administrativa. Ausência
de
autorização
judicial.
Infraconstitucional.
Alegada
violação
de
domicílio.
Inexistência de pressuposto. Reexame de fatos e provas.
Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Precedentes.
1. A matéria relativa à necessidade de prévia autorização
judicial para o Fisco apreender documentos extrafiscais e à
ilicitude das provas produzidas na fase administrativa é de
2
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acesso à via recursal extraordinária, o que inviabiliza o acolhimento da
postulação cautelar ora deduzida nesta sede processual.
É que o recurso extraordinário em causa insurge-se contra acórdão
que examinou a controvérsia jurídica sob uma perspectiva estritamente
infraconstitucional.
Com efeito, a análise do ato decisório em referência evidencia que o
E. Tribunal Regional Federal da 4... Região reconheceu – com apoio em
elementos probatórios produzidos nos autos (e em função deles) –
que “a ação fiscalizatória foi realizada dentro da estrita legalidade, com a
expressa concordância dos impetrantes, conforme se verifica no Termo de
Realização de Diligência lavrado pela Inspetoria da Receita Federal em Porto
Alegre” (grifei).
Como se vê, o acórdão recorrido decidiu a controvérsia à luz dos
fatos e das provas existentes nos autos, circunstância essa que obsta o
próprio conhecimento do apelo extremo em face do que se contém na
Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.
Cumpre assinalar, por oportuno, que a colenda Primeira Turma desta
Suprema Corte, defrontando-se com idêntica pretensão, deduzida também
em sede de recurso extraordinário, veio a julgar inadmissível tal recurso,
fazendo-o em julgamento que está assim ementado:
“Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário.
Apreensão de documentos extrafiscais. Ilicitude das provas na
fase
administrativa. Ausência
de
autorização
judicial.
Infraconstitucional.
Alegada
violação
de
domicílio.
Inexistência de pressuposto. Reexame de fatos e provas.
Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Precedentes.
1. A matéria relativa à necessidade de prévia autorização
judicial para o Fisco apreender documentos extrafiscais e à
ilicitude das provas produzidas na fase administrativa é de
2
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
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índole infraconstitucional, além de demandar o reexame dos
fatos e das provas. Inexistindo o pressuposto da entrada das
autoridades fiscais no estabelecimento da recorrente sem o seu
consentimento, a temática não alcança o viés constitucional da
proteção da inviolabilidade domiciliar.
Incidência da
Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal.”
(Recurso Extraordinário
767.180-AgR/MG,
Rel. Min. DIAS TOFFOLI –
grifei)
Esse entendimento, na realidade, nada mais reflete senão a própria
orientação resultante de diretriz jurisprudencial que esta Corte Suprema
firmou na matéria (RTJ 192/261, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE –
AI 800.499-AgR/SC, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Recurso Extraordinário 633.119/MG, Rel. Min.
RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.):
“Prova: alegação de ilicitude da prova obtida mediante
apreensão de documentos por agentes fiscais, em escritório de
empresa – compreendido no alcance da garantia constitucional
da inviolabilidade do domicílio – e de contaminação das
provas daquela derivadas: tese substancialmente correta,
prejudicada no caso, entretanto, pela ausência de demonstração
concreta de que os fiscais não estavam autorizados a entrar ou
permanecer no escritório da empresa, o que não se extrai do acórdão
recorrido.
1. Conforme o art. 5..., XI, da Constituição – afora as
exceções nele taxativamente previstas (‘em caso de flagrante delito ou
desastre, ou para prestar socorro’) só a ‘determinação judicial’
autoriza, e durante o dia, a entrada de alguém – autoridade ou não –
no domicílio de outrem, sem o consentimento do morador.
2. Em consequência, o poder fiscalizador da administração
tributária perdeu, em favor do reforço da garantia constitucional do
domicílio, a prerrogativa da autoexecutoriedade, condicionado, pois, o
ingresso dos agentes fiscais em dependência domiciliar do
contribuinte, sempre que necessário vencer a oposição do morador,
passou a depender de autorização judicial prévia.
3
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Supremo Tribunal Federal
AC 3091 AGR / RS
índole infraconstitucional, além de demandar o reexame dos
fatos e das provas. Inexistindo o pressuposto da entrada das
autoridades fiscais no estabelecimento da recorrente sem o seu
consentimento, a temática não alcança o viés constitucional da
proteção da inviolabilidade domiciliar.
Incidência da
Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal.”
(Recurso Extraordinário
767.180-AgR/MG,
Rel. Min. DIAS TOFFOLI –
grifei)
Esse entendimento, na realidade, nada mais reflete senão a própria
orientação resultante de diretriz jurisprudencial que esta Corte Suprema
firmou na matéria (RTJ 192/261, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE –
AI 800.499-AgR/SC, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Recurso Extraordinário 633.119/MG, Rel. Min.
RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.):
“Prova: alegação de ilicitude da prova obtida mediante
apreensão de documentos por agentes fiscais, em escritório de
empresa – compreendido no alcance da garantia constitucional
da inviolabilidade do domicílio – e de contaminação das
provas daquela derivadas: tese substancialmente correta,
prejudicada no caso, entretanto, pela ausência de demonstração
concreta de que os fiscais não estavam autorizados a entrar ou
permanecer no escritório da empresa, o que não se extrai do acórdão
recorrido.
1. Conforme o art. 5..., XI, da Constituição – afora as
exceções nele taxativamente previstas (‘em caso de flagrante delito ou
desastre, ou para prestar socorro’) só a ‘determinação judicial’
autoriza, e durante o dia, a entrada de alguém – autoridade ou não –
no domicílio de outrem, sem o consentimento do morador.
2. Em consequência, o poder fiscalizador da administração
tributária perdeu, em favor do reforço da garantia constitucional do
domicílio, a prerrogativa da autoexecutoriedade, condicionado, pois, o
ingresso dos agentes fiscais em dependência domiciliar do
contribuinte, sempre que necessário vencer a oposição do morador,
passou a depender de autorização judicial prévia.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 19
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3. Mas, é um dado elementar da incidência da garantia
constitucional do domicílio o não consentimento do morador
ao questionado ingresso de terceiro: malgrado a ausência da
autorização judicial, só a entrada ‘invito domino’ a ofende.”
(Recurso Extraordinário 331.303-AgR/PR, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE –
grifei)
Cabe assinalar, no ponto, ante a inquestionável procedência de suas
observações, a seguinte passagem da decisão proferida pelo eminente
Ministro RICARDO LEWANDOWSKI por ocasião do julgamento do
Recurso Extraordinário 663.035/PR, de que foi Relator:
“Anote-se, inicialmente, que este Supremo Tribunal fixou
orientação no sentido de que a fiscalização tributária não pode, sob
oposição do morador e desprovida de ordem judicial, adentrar em
espaço privado não aberto ao público, onde alguém exerce sua
atividade profissional, sob pena de a prova obtida mediante esse
procedimento ser viciada por ilicitude material. Nesse sentido, as
seguintes decisões, entre outras, HC 82.788/RJ e HC 93.050/RJ,
ambos de relatoria do Min. Celso de Mello; HC 79.512/RJ e
Recurso Extraordinário 331.303-AgR/PR, ambos de relatoria do Min. Sepúlveda
Pertence.
Ressalto, entretanto, que a jurisprudência da Corte também é
assente no sentido de que, para a aplicação da garantia prevista no
art. 5..., XI, da Constituição, é essencial que o ingresso da fiscalização
no espaço privado tenha ocorrido sem o devido consentimento do
morador, o que não se deu na espécie.
E, para dissentir da conclusão adotada no acórdão
recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático probatório
constante dos autos – o que é vedado pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.”
(grifei)
Desse modo, qualquer que seja o ângulo sob o qual se examine o
recurso extraordinário a que se refere a presente “medida cautelar
inominada”, o fato é que essa postulação encontra obstáculo de ordem
4
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Supremo Tribunal Federal
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3. Mas, é um dado elementar da incidência da garantia
constitucional do domicílio o não consentimento do morador
ao questionado ingresso de terceiro: malgrado a ausência da
autorização judicial, só a entrada ‘invito domino’ a ofende.”
(Recurso Extraordinário 331.303-AgR/PR, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE –
grifei)
Cabe assinalar, no ponto, ante a inquestionável procedência de suas
observações, a seguinte passagem da decisão proferida pelo eminente
Ministro RICARDO LEWANDOWSKI por ocasião do julgamento do
Recurso Extraordinário 663.035/PR, de que foi Relator:
“Anote-se, inicialmente, que este Supremo Tribunal fixou
orientação no sentido de que a fiscalização tributária não pode, sob
oposição do morador e desprovida de ordem judicial, adentrar em
espaço privado não aberto ao público, onde alguém exerce sua
atividade profissional, sob pena de a prova obtida mediante esse
procedimento ser viciada por ilicitude material. Nesse sentido, as
seguintes decisões, entre outras, HC 82.788/RJ e HC 93.050/RJ,
ambos de relatoria do Min. Celso de Mello; HC 79.512/RJ e
Recurso Extraordinário 331.303-AgR/PR, ambos de relatoria do Min. Sepúlveda
Pertence.
Ressalto, entretanto, que a jurisprudência da Corte também é
assente no sentido de que, para a aplicação da garantia prevista no
art. 5..., XI, da Constituição, é essencial que o ingresso da fiscalização
no espaço privado tenha ocorrido sem o devido consentimento do
morador, o que não se deu na espécie.
E, para dissentir da conclusão adotada no acórdão
recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático probatório
constante dos autos – o que é vedado pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.”
(grifei)
Desse modo, qualquer que seja o ângulo sob o qual se examine o
recurso extraordinário a que se refere a presente “medida cautelar
inominada”, o fato é que essa postulação encontra obstáculo de ordem
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 19
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técnica, consoante resulta claro de decisão que, emanada do Plenário
desta Suprema Corte, reflete, com absoluta fidelidade, o entendimento
jurisprudencial prevalecente no âmbito do Tribunal:
“Prova: alegação de ilicitude da obtida mediante
apreensão de documentos por agentes fiscais, em escritórios de
empresa
– compreendidos no alcance da garantia
constitucional da inviolabilidade do domicílio – e de
contaminação
das
provas
daquela
derivadas:
tese
substancialmente correta, prejudicada no caso, entretanto, pela
ausência de qualquer prova de resistência dos acusados ou de seus
prepostos ao ingresso dos fiscais nas dependências da empresa
ou sequer de protesto imediato contra a diligência.
1. Conforme o art. 5..., XI, da Constituição – afora as
exceções nele taxativamente previstas (‘em caso de flagrante delito ou
desastre, ou para prestar socorro’) só a ‘determinação judicial’
autoriza, e durante o dia, a entrada de alguém – autoridade ou não –
no domicílio de outrem, sem o consentimento do morador.
1.1. Em consequência,
o poder fiscalizador da
administração tributária perdeu, em favor do reforço da garantia
constitucional
do
domicílio,
a
prerrogativa
da
autoexecutoriedade.
1.2. Daí não se extrai, de logo, a inconstitucionalidade
superveniente
ou
a
revogação
dos
preceitos
infraconstitucionais de regimes precedentes que autorizam a
agentes fiscais de tributos a proceder à busca domiciliar e à
apreensão de papéis; essa legislação, contudo, que, sob a Carta
precedente, continha em si a autorização à entrada forçada no
domicílio do contribuinte, reduz-se, sob a Constituição vigente, a uma
simples norma de competência para, uma vez no interior da
dependência domiciliar, efetivar as diligências legalmente permitidas:
o ingresso, porém, sempre que necessário vencer a oposição do
morador, passou a depender de autorização judicial prévia.
1.3. Mas é um dado elementar da incidência da garantia
constitucional do domicílio o não consentimento do morador ao
questionado ingresso de terceiro: malgrado a ausência da
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técnica, consoante resulta claro de decisão que, emanada do Plenário
desta Suprema Corte, reflete, com absoluta fidelidade, o entendimento
jurisprudencial prevalecente no âmbito do Tribunal:
“Prova: alegação de ilicitude da obtida mediante
apreensão de documentos por agentes fiscais, em escritórios de
empresa
– compreendidos no alcance da garantia
constitucional da inviolabilidade do domicílio – e de
contaminação
das
provas
daquela
derivadas:
tese
substancialmente correta, prejudicada no caso, entretanto, pela
ausência de qualquer prova de resistência dos acusados ou de seus
prepostos ao ingresso dos fiscais nas dependências da empresa
ou sequer de protesto imediato contra a diligência.
1. Conforme o art. 5..., XI, da Constituição – afora as
exceções nele taxativamente previstas (‘em caso de flagrante delito ou
desastre, ou para prestar socorro’) só a ‘determinação judicial’
autoriza, e durante o dia, a entrada de alguém – autoridade ou não –
no domicílio de outrem, sem o consentimento do morador.
1.1. Em consequência,
o poder fiscalizador da
administração tributária perdeu, em favor do reforço da garantia
constitucional
do
domicílio,
a
prerrogativa
da
autoexecutoriedade.
1.2. Daí não se extrai, de logo, a inconstitucionalidade
superveniente
ou
a
revogação
dos
preceitos
infraconstitucionais de regimes precedentes que autorizam a
agentes fiscais de tributos a proceder à busca domiciliar e à
apreensão de papéis; essa legislação, contudo, que, sob a Carta
precedente, continha em si a autorização à entrada forçada no
domicílio do contribuinte, reduz-se, sob a Constituição vigente, a uma
simples norma de competência para, uma vez no interior da
dependência domiciliar, efetivar as diligências legalmente permitidas:
o ingresso, porém, sempre que necessário vencer a oposição do
morador, passou a depender de autorização judicial prévia.
1.3. Mas é um dado elementar da incidência da garantia
constitucional do domicílio o não consentimento do morador ao
questionado ingresso de terceiro: malgrado a ausência da
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autorização judicial, só a entrada ‘invito domino’ a ofende, seja
o dissenso presumido, tácito ou expresso, seja a penetração ou a
indevida permanência, clandestina, astuciosa ou franca.
1.4. Não supre ausência de prova da falta de autorização
ao ingresso dos fiscais nas dependência da empresa o apelo à
presunção de a tolerância à entrada ou à permanência dos agentes do
Fisco ser fruto do ‘metus publicae potestatis’, ao menos nas
circunstância do caso, em que não se trata das famigeradas ‘batidas’
policiais no domicílio de indefesos favelados, nem sequer se
demonstra a existência de protesto imediato.”
(RTJ 185/237-238, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE –
grifei)
Vê-se, desse modo, que a pretensão deduzida no apelo extremo pelos
autores desta demanda cautelar revelar-se-ia processualmente inviável, pois,
insista-se, o recurso extraordinário não permite que se reexaminem, nele,
em face de seu estrito âmbito temático, questões de fato ou aspectos de
índole probatória (RTJ 161/992 – RTJ 186/703), ainda mais quando tais
circunstâncias, como parece suceder na espécie, mostram-se condicionantes
da própria resolução da controvérsia jurídica, tal como enfatizado no
acórdão recorrido.
Relevante observar que há entre a demanda cautelar ora ajuizada e a
causa principal, em cujo âmbito foi deduzido o recurso extraordinário em
questão, inegável relação de acessoriedade, de tal modo que a aparente
inadmissibilidade do apelo extremo (consideradas as razões já expostas)
torna inviável o acolhimento do pleito cautelar.
Com efeito, a acessoriedade e a instrumentalidade, nesse contexto,
constituem notas caracterizadoras do processo e da tutela cautelares.
“Destinado a garantir complexivamente o resultado de outro processo”,
assinala JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processual
Civil”, vol. IV/361, item n. 1.048, 1976, Saraiva), “o processo cautelar se
relaciona com este, como o acessório com o principal. Daí o predomínio e
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autorização judicial, só a entrada ‘invito domino’ a ofende, seja
o dissenso presumido, tácito ou expresso, seja a penetração ou a
indevida permanência, clandestina, astuciosa ou franca.
1.4. Não supre ausência de prova da falta de autorização
ao ingresso dos fiscais nas dependência da empresa o apelo à
presunção de a tolerância à entrada ou à permanência dos agentes do
Fisco ser fruto do ‘metus publicae potestatis’, ao menos nas
circunstância do caso, em que não se trata das famigeradas ‘batidas’
policiais no domicílio de indefesos favelados, nem sequer se
demonstra a existência de protesto imediato.”
(RTJ 185/237-238, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE –
grifei)
Vê-se, desse modo, que a pretensão deduzida no apelo extremo pelos
autores desta demanda cautelar revelar-se-ia processualmente inviável, pois,
insista-se, o recurso extraordinário não permite que se reexaminem, nele,
em face de seu estrito âmbito temático, questões de fato ou aspectos de
índole probatória (RTJ 161/992 – RTJ 186/703), ainda mais quando tais
circunstâncias, como parece suceder na espécie, mostram-se condicionantes
da própria resolução da controvérsia jurídica, tal como enfatizado no
acórdão recorrido.
Relevante observar que há entre a demanda cautelar ora ajuizada e a
causa principal, em cujo âmbito foi deduzido o recurso extraordinário em
questão, inegável relação de acessoriedade, de tal modo que a aparente
inadmissibilidade do apelo extremo (consideradas as razões já expostas)
torna inviável o acolhimento do pleito cautelar.
Com efeito, a acessoriedade e a instrumentalidade, nesse contexto,
constituem notas caracterizadoras do processo e da tutela cautelares.
“Destinado a garantir complexivamente o resultado de outro processo”,
assinala JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processual
Civil”, vol. IV/361, item n. 1.048, 1976, Saraiva), “o processo cautelar se
relaciona com este, como o acessório com o principal. Daí o predomínio e
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AC 3091 AGR / RS
hegemonia do processo principal, de que o cautelar é sempre dependente”
(grifei).
Existe, por isso mesmo, em casos como o que ora se examina, uma
situação de conexão por acessoriedade, que decorre do vínculo existente
entre a medida cautelar, de um lado, e a causa principal, de outro. Nesse
sentido, o magistério, sempre autorizado, de JOSÉ FREDERICO MARQUES
(“Instituições de Direito Processual Civil”, vol. I/340, 3... ed., e
vol. III/256-257, 2... ed., Forense) e de GIUSEPPE CHIOVENDA
(“Instituições de Direito Processual Civil”, vol. II/298-299, trad. da 2... ed.
italiana por ENRICO TULLIO LIEBMAN, 1943, Saraiva).
Como precedentemente assinalado, a relação de essencial
dependência que existe entre este procedimento e a causa principal
impede que se dê tramitação autônoma ao pedido cautelar deduzido
pela autora, em face do vínculo de irrecusável acessoriedade que
subordina ao destino do processo principal a subsistência da postulação
formulada com base no art. 796 do Código de Processo Civil.
É por isso que tenho por insuscetível de acolhimento a pretensão
cautelar formulada nesta sede processual, eis que aparentemente inviável o
próprio recurso extraordinário a que ela se refere.
Sendo assim, pelas razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da
douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente
recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios
fundamentos, a decisão ora agravada.
É o meu voto.
7
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Supremo Tribunal Federal
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hegemonia do processo principal, de que o cautelar é sempre dependente”
(grifei).
Existe, por isso mesmo, em casos como o que ora se examina, uma
situação de conexão por acessoriedade, que decorre do vínculo existente
entre a medida cautelar, de um lado, e a causa principal, de outro. Nesse
sentido, o magistério, sempre autorizado, de JOSÉ FREDERICO MARQUES
(“Instituições de Direito Processual Civil”, vol. I/340, 3... ed., e
vol. III/256-257, 2... ed., Forense) e de GIUSEPPE CHIOVENDA
(“Instituições de Direito Processual Civil”, vol. II/298-299, trad. da 2... ed.
italiana por ENRICO TULLIO LIEBMAN, 1943, Saraiva).
Como precedentemente assinalado, a relação de essencial
dependência que existe entre este procedimento e a causa principal
impede que se dê tramitação autônoma ao pedido cautelar deduzido
pela autora, em face do vínculo de irrecusável acessoriedade que
subordina ao destino do processo principal a subsistência da postulação
formulada com base no art. 796 do Código de Processo Civil.
É por isso que tenho por insuscetível de acolhimento a pretensão
cautelar formulada nesta sede processual, eis que aparentemente inviável o
próprio recurso extraordinário a que ela se refere.
Sendo assim, pelas razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da
douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente
recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios
fundamentos, a decisão ora agravada.
É o meu voto.
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Extrato de Ata - 30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.091
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : CONVECTOR DISTRIBUIÇÃO IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ALEXANDRE LANGARO
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8859908
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.091
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : CONVECTOR DISTRIBUIÇÃO IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ALEXANDRE LANGARO
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8859908
Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 19
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AÇÃO CAUTELAR 3 . 091",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AC",
"AÇÃO CAUTELAR 3 . 091",
"Apelação Cível n 2008 . 71 . 00 . 014238 - 7 / RS",
"AÇÃO CAUTELAR 3 . 091",
"Apelação Cível n 2008 . 71 . 00 . 014238 - 7 / RS",
"AC 3091 AGR / RS",
"Apelação Cível n 2008 . 71 . 00 . 014238 - 7 / RS",
"Apelação Cível n 2008 . 71 . 00 . 014238 - 7 / RS",
"Apelação Cível n 2008 . 71 . 00 . 014238 - 7 / RS",
"HC 100 . 879 - RS",
"HC 93 . 050 - RJ",
"HC 93 . 076",
"Apelação Cível n 2008 . 71 . 00 . 014238 - 7 / RS",
"HC 100 . 879 - RS",
"HC 93 . 050 - RJ",
"HC 93 . 076",
"AC 3091 AGR / RS",
"Súm",
". 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AC 3091 AGR / RS",
"Súm . 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AC 3091 AGR / RS",
"AC 3091 AGR / RS",
"AC 3091 AGR / RS",
"Súmula n 439 / Supremo Tribunal Federal",
"Inquérito Policial n 0257 / 2010 - 4 - SR / DPF / RS",
"Apelação Cível n 2008 . 71 . 00 . 014238 - 7 / RS",
"AC 3091 AGR / RS",
"Súmula n 439 / Supremo Tribunal Federal",
"Inquérito Policial n 0257 / 2010 -",
"Apelação Cível n 2008 . 71 . 00 . 014238 - 7 / RS",
"MS n 2008 . 71 . 00 . 014238 - 7 / RS",
"AC 3091 AGR / RS",
"MS n 2008 . 71 . 00 . 014238 - 7 / RS",
"AC 3091 AGR / RS",
"AC 3091 AGR / RS",
"AC 3091 AGR / RS",
"agravo de instrumento n 2008 . 04 . 00 . 000049 - 7",
"Recurso Extraordinário n 418 . 416 / SC",
"AC 3091 AGR / RS",
"agravo de instrumento n 2008 . 04 . 00 . 000049 - 7",
"Recurso Extraordinário n 418 . 416 / SC",
"AÇÃO CAUTELAR 3 . 091",
"RTJ 174 / 437 - 438",
"RTJ 191 / 123 - 124",
"AÇÃO CAUTELAR 3 . 091",
"RTJ 174 / 437 - 438",
"RTJ 191 / 123 - 124",
"AC 3091 AGR / RS",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AC 3091 AGR / RS",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AC 3091 AGR",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal .",
"RTJ 192 / 261",
"AI 800 . 499 - AgR / SC",
"Recurso Extraordinário 633 . 119 / MG",
"AC 3091 AGR / RS",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal .",
"Recurso Extraordinário 767 . 180 - AgR / MG",
"RTJ 192 / 261",
"AI 800 . 499 - AgR / SC",
"Recurso Extraordinário 633 . 119 / MG",
"AC 3091 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário 331 . 303 - AgR / PR",
"Recurso Extraordinário 663 . 035 / PR",
"HC 82 . 788 / RJ",
"HC 93 . 050 / RJ",
"HC 79 . 512 / RJ",
"Recurso Extraordinário 331 . 303 - AgR / PR",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AC 3091 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário 331 . 303 - AgR / PR",
"Recurso Extraordinário 663 . 035 / PR",
"HC 82 . 788 / RJ",
"HC 93 . 050 / RJ",
"HC 79 . 512 / RJ",
"Recurso Extraordinário 331 . 303 - AgR / PR",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal .",
"AC 3091 AGR / RS",
"RTJ 185 / 237 - 238",
"RTJ 161 / 992",
"RTJ 186 / 703",
"AC 3091 AGR /",
"RTJ 185 / 237 - 238",
"RTJ 161 / 992",
"RTJ 186 / 703",
"AC 3091 AGR / RS",
"AC 3091 AGR / RS",
"AÇÃO CAUTELAR 3 . 091",
"AÇÃO CAUTELAR 3 . 091"
],
"LEGISLACAO": [
"CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . , XI e LVI , e 145 , § 1 . . . , da Carta Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"145 , § 1 . . . , da Carta Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , X e XII , da Constituição Federal",
"Lei n 9 . 430 / 93",
"CTN",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , X e XII , da Constituição Federal",
"Lei n 9 . 430 / 93",
"CTN",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . da Constituição Federal",
"arts . 5 . . . , XI , XII e LVI , e 145 , § 1 . . . , da Carta Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . da Constituição Federal",
"arts . 5 . . . , XI , XII e LVI , e 145 , § 1 . . . , da Carta Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . , incs . X , XI , XII e LVI , e 145 , § 1 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"art . 35 da Lei n 9 . 430 / 96",
"art . 195 do CTN",
"Lei 9 . 430 / 96 Art . 35",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . , incs . X , XI , XII e LVI , e 145 , § 1 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"art . 35 da Lei n 9 . 430 / 96",
"art . 195 do CTN",
"Lei 9 . 430 / 96",
"CTN",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 334 do Código Penal",
"art . 5 . . . , X e XII , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 334 do Código Penal",
"art . 5 . . . , X e XII , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"MPF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inc . XII do art . 5 . . . da Constituição Federal",
"art . 5 . . . , XII , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inc . XII do art . 5 . . . da Constituição Federal",
"art . 5 . . . , XII , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , XI , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , XI , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , XI , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , XI , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , XI , da Constituição",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , XI , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 796 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 796 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"Porto Alegre - RS",
"Panamá",
"Porto Alegre - RS",
"Panamá",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"Porto Alegre",
"Porto Alegre",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"DISTRIBUIÇÃO IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"DISTRIBUIÇÃO IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"E",
".",
"Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"CONVECTOR DISTRIBUIÇÃO IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Procuradoria Geral da República",
"UNIÃO",
"1",
".",
".",
". Turma do Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"AC",
"Procuradoria Geral da República",
"CONVECTOR DISTRIBUIÇÃO IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA",
"UNIÃO",
"1",
".",
".",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"União",
"União",
"Administração Tributária",
"Procuradoria Geral da República",
"Procuradoria Geral da República",
"CONVECTOR",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"União",
"União",
"Procuradoria Geral da República",
"Procuradoria Geral da República",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Receita Federal",
"CTN",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Receita Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Inspetoria da Receita Federal do Brasil",
"Secretaria da Receita Federal do Brasil",
"Mystic",
"Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"Convector Distribuição Importação e Exportação Ltda .",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Inspetoria da Receita Federal do Brasil em",
"Secretaria da Receita Federal do Brasil",
"Mystic",
"Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"Convector Distribuição Importação e Exportação Ltda .",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Secretaria da Receita Federal",
"6",
".",
". . Vara Federal Cível de Porto Alegre",
"Convector Distribuição Importação e Exportação Ltda .",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Secretaria da Receita Federal",
"6",
".",
". . Vara Federal Cível de Porto Alegre",
"Convector Distribuição Importação e Exportação Ltda .",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Receita Federal",
"TRF",
"-",
"4 . . . Região",
"Receita Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Receita Federal",
"TRF",
"-",
"4",
". . . Região",
"Receita Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"Inspetoria da Receita Federal",
"Primeira Turma",
"Suprema Corte",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Regional Federal da 4 .",
"Receita Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"RS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Corte Suprema",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário desta",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Saraiva",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Saraiva",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Forense",
"Saraiva",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Forense",
"Saraiva",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CELSO DE MELLO",
"ALEXANDRE LANGARO",
"Dias Toffoli",
"Gilmar Mendes",
"CELSO DE MELLO",
"Dias Toffoli",
"Gilmar Mendes",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"ALEXANDRE LANGARO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"ALEXANDRE LANGARO",
"CELSO DE MELLO",
"ÁLVARO EDUARDO JUNQUEIRA",
"FRANCISCO DE ASSIS SANSEVERINO",
"ÁLVARO EDUARDO JUNQUEIRA",
"FRANCISCO DE ASSIS SANSEVERINO",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"PABLO FERNANDO SILVA LUNA",
"Patrícia Nuñez Weber",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"PABLO FERNANDO SILVA LUNA",
"Patrícia Nuñez Weber",
"PABLO FERNANDO SILVA LUNA",
"Pablo",
"PABLO",
"PABLO",
"PABLO",
"PABLO FERNANDO SILVA LUNA",
"Pablo",
"PABLO",
"PABLO",
"PABLO",
"PABLO",
"Oscar Inzulza",
"Pablo Fernando Silva Luna",
"Pablo",
"Pablo",
"Pablo",
"Oscar Inzulza",
"PABLO",
"Oscar Inzulza",
"Pablo Fernando Silva Luna",
"Pablo",
"Pablo",
"Pablo",
"Oscar Inzulza",
"Pablo Fernando Silva Luna",
"Oscar Inzulza",
"Sepúlveda Pertence",
"Pablo",
"Pablo Fernando Silva Luna",
"Oscar Inzulza",
"Sepúlveda Pertence",
"Pablo",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"DIAS TOFFOLI",
"SEPÚLVEDA PERTENCE",
"DIAS TOFFOLI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"DIAS TOFFOLI",
"SEPÚLVEDA PERTENCE",
"DIAS TOFFOLI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CELSO DE MELLO",
"SEPÚLVEDA PERTENCE",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Celso de Mello",
"Sepúlveda Pertence",
"SEPÚLVEDA PERTENCE",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Celso de Mello",
"Sepúlveda Pertence",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"SEPÚLVEDA PERTENCE",
"JOSÉ FREDERICO MARQUES",
"SEPÚLVEDA PERTENCE",
"JOSÉ FREDERICO MARQUES",
"CELSO DE MELLO",
"JOSÉ FREDERICO MARQUES",
"GIUSEPPE CHIOVENDA",
"ENRICO TULLIO LIEBMAN",
"JOSÉ FREDERICO MARQUES",
"GIUSEPPE CHIOVENDA",
"ENRICO TULLIO LIEBMAN",
"CELSO DE MELLO",
"ALEXANDRE LANGARO",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira",
"CELSO DE MELLO",
"ALEXANDRE LANGARO",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30 de junho de",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
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"08",
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"2001",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
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"-",
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"-",
"2008",
"18",
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"-",
"2007",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"8",
"-",
"9",
"-",
"2008",
"1",
"-",
"8",
"-",
"2008",
"18",
"-",
"5",
"-",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
".",
".",
".",
".",
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"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"-",
"4",
"-",
"2012",
"11",
"-",
"4",
"-",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"janeiro de 2008",
"11",
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"06",
"-",
"2008",
"6",
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"6",
"-",
"2008",
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"-",
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"-",
"2008",
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"-",
"06",
"-",
"2008",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"janeiro de 2008",
"11",
"-",
"06",
"-",
"2008",
"6",
"-",
"6",
"-",
"2008",
"12",
"-",
"06",
"-",
"2008",
"17",
"-",
"06",
"-",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"-",
"12",
"-",
"2006",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"-",
"12",
"-",
"2006",
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"/",
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"/",
"2001",
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"08",
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"08",
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"/",
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"/",
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"/",
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"/",
"08",
"/",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
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"/",
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"1943",
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"/",
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"/",
"2001",
"1943",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
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"/",
"2015",
"30",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.611 PARANÁ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ADEMAR MORAIS SILVERIO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:DIRCEU EDSON WOMMER
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
RECLAMAÇÃO – USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO
SUPREMO – INEXISTÊNCIA. Não havendo equívoco quanto à aplicação
da sistemática da repercussão geral, impõe-se a negativa de seguimento à
reclamação.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental na reclamação, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 9 de junho de 2015.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8713671.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.611 PARANÁ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ADEMAR MORAIS SILVERIO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:DIRCEU EDSON WOMMER
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Eis as informações
prestadas pelo assessor Dr. Marcelo Novelino Camargo:
Em 25 de maio de 2013, ao negar seguimento ao pedido
formulado na reclamação, Vossa Excelência fez ver:
RECLAMAÇÃO – USURPAÇÃO DA
COMPETÊNCIA DO SUPREMO NÃO
CONFIGURADA – NEGATIVA DE
SEGUIMENTO AO PEDIDO.
1. O Gabinete prestou as seguintes informações:
Ademar Morais Silvério e Alan Galdino de
Morais sustentam usurpação da competência do
Supremo e violação aos artigos 543-A, § 2º e § 3º, e
544 do Código de Processo Civil e 102, § 3º, da
Constituição.
Narram ter participado do Concurso Público nº
01/98, destinado ao preenchimento de cargos do
Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região, com
abrangência sobre o Estado do Paraná. Consoante
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8713672.
Supremo Tribunal Federal
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.611 PARANÁ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ADEMAR MORAIS SILVERIO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:DIRCEU EDSON WOMMER
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Eis as informações
prestadas pelo assessor Dr. Marcelo Novelino Camargo:
Em 25 de maio de 2013, ao negar seguimento ao pedido
formulado na reclamação, Vossa Excelência fez ver:
RECLAMAÇÃO – USURPAÇÃO DA
COMPETÊNCIA DO SUPREMO NÃO
CONFIGURADA – NEGATIVA DE
SEGUIMENTO AO PEDIDO.
1. O Gabinete prestou as seguintes informações:
Ademar Morais Silvério e Alan Galdino de
Morais sustentam usurpação da competência do
Supremo e violação aos artigos 543-A, § 2º e § 3º, e
544 do Código de Processo Civil e 102, § 3º, da
Constituição.
Narram ter participado do Concurso Público nº
01/98, destinado ao preenchimento de cargos do
Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região, com
abrangência sobre o Estado do Paraná. Consoante
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
RCL 15611 AGR / PR
informam, foram realizadas nomeações de técnicos
judiciários, observando-se a especificidade de cada
área, até meados de 2002, quando teria sido
estabelecido novo critério, por meio da
Resolução Administrativa nº 833/02 do Tribunal
Superior do Trabalho, a permitir nomeações sem
levar em conta as atribuições de cada especialidade.
Segundo defendem, além da vinculação ao
edital, somente a lei em sentido estrito poderia criar,
alterar ou extinguir cargos públicos, especialmente
após a homologação do certame. Por essas razões, a
partir de 2002, entendem ter havido desvio de função
na nomeação de candidatos inicialmente
classificados para o cargo de técnico judiciário, área
administrativa, para desempenharem atividades
pertinentes à área judiciária.
Asseveram que, embora não tenham sido
aprovados dentro do número de vagas previsto no
edital para técnico judiciário da área judiciária,
teriam direito subjetivo à nomeação em virtude do
suposto desvio de função.
Não havendo logrado êxito nas instâncias
ordinárias, os reclamantes protocolaram recurso
especial no Superior Tribunal de Justiça, não
admitido pelo Tribunal Regional Federal da 4ª
Região. Sobreveio agravo de instrumento, cujo
seguimento foi negado em face da ocorrência de
óbice processual. O Tribunal consignou que não
foram apontados os dispositivos legais considerados
violados, além de não ter sido analiticamente
demonstrado o alegado dissenso jurisprudencial.
Após sucessivas interposições de embargos
2
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Supremo Tribunal Federal
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informam, foram realizadas nomeações de técnicos
judiciários, observando-se a especificidade de cada
área, até meados de 2002, quando teria sido
estabelecido novo critério, por meio da
Resolução Administrativa nº 833/02 do Tribunal
Superior do Trabalho, a permitir nomeações sem
levar em conta as atribuições de cada especialidade.
Segundo defendem, além da vinculação ao
edital, somente a lei em sentido estrito poderia criar,
alterar ou extinguir cargos públicos, especialmente
após a homologação do certame. Por essas razões, a
partir de 2002, entendem ter havido desvio de função
na nomeação de candidatos inicialmente
classificados para o cargo de técnico judiciário, área
administrativa, para desempenharem atividades
pertinentes à área judiciária.
Asseveram que, embora não tenham sido
aprovados dentro do número de vagas previsto no
edital para técnico judiciário da área judiciária,
teriam direito subjetivo à nomeação em virtude do
suposto desvio de função.
Não havendo logrado êxito nas instâncias
ordinárias, os reclamantes protocolaram recurso
especial no Superior Tribunal de Justiça, não
admitido pelo Tribunal Regional Federal da 4ª
Região. Sobreveio agravo de instrumento, cujo
seguimento foi negado em face da ocorrência de
óbice processual. O Tribunal consignou que não
foram apontados os dispositivos legais considerados
violados, além de não ter sido analiticamente
demonstrado o alegado dissenso jurisprudencial.
Após sucessivas interposições de embargos
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
RCL 15611 AGR / PR
declaratórios, todos desprovidos pelo Superior
Tribunal de Justiça, os reclamantes formalizaram
recurso extraordinário, liminarmente indeferido pela
então Vice-Presidente em exercício do Tribunal.
Nessa decisão, destacou posicionamento do
Supremo, consubstanciado no julgamento do
Recurso Extraordinário nº 598.365/MG, consoante o
qual não haveria repercussão geral na hipótese de a
matéria versar sobre pressupostos recursais de
admissibilidade de recurso especial, por envolver o
exame de legislação infraconstitucional a ensejar
ofensa indireta ou reflexa à Carta Federal. Sucedeu
agravo nos próprios autos, cujo seguimento foi
negado em vista de referência à jurisprudência do
Supremo segundo a qual não se admite a
interposição de recursos ou incidentes a ele dirigidos
contra ato em que se aplica a sistemática da
repercussão geral, mas apenas agravo regimental no
tribunal de origem, ressalvado o disposto no artigo
543-B, § 4º, do Código de Processo Civil. Apontou,
ainda, a impossibilidade de conversão do apelo em
agravo regimental, em razão da limitação temporal
estabelecida pelo Supremo no julgamento da questão
de ordem no Agravo de Instrumento nº 760.358/SE e
das Reclamações nº 7.547/SP e 7.569/SP, quando
assentado caber observar-se o princípio da
fungibilidade recursal somente no caso de recursos
ou incidentes apresentados até 19 de novembro de
2009. Na sequência, foram também desprovidos
agravo regimental e embargos de declaração pelo
Superior Tribunal de Justiça sob os mesmos
fundamentos.
Defendem incumbir apenas ao Supremo a
análise dos pressupostos de admissibilidade do
recurso extraordinário. Nessa óptica, havendo
3
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Supremo Tribunal Federal
RCL 15611 AGR / PR
declaratórios, todos desprovidos pelo Superior
Tribunal de Justiça, os reclamantes formalizaram
recurso extraordinário, liminarmente indeferido pela
então Vice-Presidente em exercício do Tribunal.
Nessa decisão, destacou posicionamento do
Supremo, consubstanciado no julgamento do
Recurso Extraordinário nº 598.365/MG, consoante o
qual não haveria repercussão geral na hipótese de a
matéria versar sobre pressupostos recursais de
admissibilidade de recurso especial, por envolver o
exame de legislação infraconstitucional a ensejar
ofensa indireta ou reflexa à Carta Federal. Sucedeu
agravo nos próprios autos, cujo seguimento foi
negado em vista de referência à jurisprudência do
Supremo segundo a qual não se admite a
interposição de recursos ou incidentes a ele dirigidos
contra ato em que se aplica a sistemática da
repercussão geral, mas apenas agravo regimental no
tribunal de origem, ressalvado o disposto no artigo
543-B, § 4º, do Código de Processo Civil. Apontou,
ainda, a impossibilidade de conversão do apelo em
agravo regimental, em razão da limitação temporal
estabelecida pelo Supremo no julgamento da questão
de ordem no Agravo de Instrumento nº 760.358/SE e
das Reclamações nº 7.547/SP e 7.569/SP, quando
assentado caber observar-se o princípio da
fungibilidade recursal somente no caso de recursos
ou incidentes apresentados até 19 de novembro de
2009. Na sequência, foram também desprovidos
agravo regimental e embargos de declaração pelo
Superior Tribunal de Justiça sob os mesmos
fundamentos.
Defendem incumbir apenas ao Supremo a
análise dos pressupostos de admissibilidade do
recurso extraordinário. Nessa óptica, havendo
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Relatório
RCL 15611 AGR / PR
preliminar formal de repercussão geral, deveria o
Superior Tribunal de Justiça proceder à remessa
obrigatória do processo ao Supremo, competente
para apreciar o “agravo nos próprios autos”.
Requerem o implemento de medida
acauteladora “para determinar o trânsito do recurso
de agravo nos próprios autos”. No mérito, objetivam
a confirmação do
provimento
precário,
determinando-se, em definitivo, a subida do agravo
interposto para processamento do extraordinário,
cujo provimento almejam ao final. Pleiteiam,
subsidiariamente, o sobrestamento do processo
originário até o exame definitivo das Reclamações nº
11.408/RS-AgR e 11.427/MG-AgR, nas quais se
discute o meio processual adequado para impugnar-
se a observância, pelo tribunal de origem, de
entendimento do Supremo formalizado sob a
sistemática da repercussão geral.
No tocante ao risco, ressaltam a necessidade do
deferimento de liminar para evitar o trânsito em
julgado do ato reclamado.
Pedem a concessão do benefício da gratuidade
de justiça, do qual alegam usufruir desde o
ajuizamento da ação em primeira instância.
O processo encontra-se concluso para
apreciação da medida acauteladora.
2. Muito embora descaiba generalizar a óptica
segundo a qual inexiste repercussão geral quando
inadmitido pelo Superior Tribunal de Justiça o especial, já
que este tem disciplina, sob o ângulo dos permissivos, na
Carta da República, a espécie não enseja a sequência desta
4
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RCL 15611 AGR / PR
preliminar formal de repercussão geral, deveria o
Superior Tribunal de Justiça proceder à remessa
obrigatória do processo ao Supremo, competente
para apreciar o “agravo nos próprios autos”.
Requerem o implemento de medida
acauteladora “para determinar o trânsito do recurso
de agravo nos próprios autos”. No mérito, objetivam
a confirmação do
provimento
precário,
determinando-se, em definitivo, a subida do agravo
interposto para processamento do extraordinário,
cujo provimento almejam ao final. Pleiteiam,
subsidiariamente, o sobrestamento do processo
originário até o exame definitivo das Reclamações nº
11.408/RS-AgR e 11.427/MG-AgR, nas quais se
discute o meio processual adequado para impugnar-
se a observância, pelo tribunal de origem, de
entendimento do Supremo formalizado sob a
sistemática da repercussão geral.
No tocante ao risco, ressaltam a necessidade do
deferimento de liminar para evitar o trânsito em
julgado do ato reclamado.
Pedem a concessão do benefício da gratuidade
de justiça, do qual alegam usufruir desde o
ajuizamento da ação em primeira instância.
O processo encontra-se concluso para
apreciação da medida acauteladora.
2. Muito embora descaiba generalizar a óptica
segundo a qual inexiste repercussão geral quando
inadmitido pelo Superior Tribunal de Justiça o especial, já
que este tem disciplina, sob o ângulo dos permissivos, na
Carta da República, a espécie não enseja a sequência desta
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Relatório
RCL 15611 AGR / PR
reclamação. A razão é simples: o Superior apontou defeito
formal do recurso. Os recorrentes teriam, no tocante à
ofensa à legislação federal, lançado ideias genéricas, sem
apontar o dispositivo infringido. Quanto ao dissenso de
julgados, deixou de proceder ao exame analítico.
3. Ante o quadro, nego seguimento ao pedido
formulado.
4. Publiquem.
Os reclamantes, em agravo regimental, reiteram as
alegações expendidas na inicial. Sustentam ter havido
prequestionamento quanto à ofensa aos princípios
constitucionais da legalidade e da vinculação ao edital do
concurso. Requerem a reforma da decisão impugnada,
determinando-se a subida dos recursos ao Supremo.
A União, em contraminuta, defende o descabimento de
reclamação contra ato monocrático no qual se observa, na
origem, a sistemática da repercussão geral.
É o relatório.
5
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Supremo Tribunal Federal
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reclamação. A razão é simples: o Superior apontou defeito
formal do recurso. Os recorrentes teriam, no tocante à
ofensa à legislação federal, lançado ideias genéricas, sem
apontar o dispositivo infringido. Quanto ao dissenso de
julgados, deixou de proceder ao exame analítico.
3. Ante o quadro, nego seguimento ao pedido
formulado.
4. Publiquem.
Os reclamantes, em agravo regimental, reiteram as
alegações expendidas na inicial. Sustentam ter havido
prequestionamento quanto à ofensa aos princípios
constitucionais da legalidade e da vinculação ao edital do
concurso. Requerem a reforma da decisão impugnada,
determinando-se a subida dos recursos ao Supremo.
A União, em contraminuta, defende o descabimento de
reclamação contra ato monocrático no qual se observa, na
origem, a sistemática da repercussão geral.
É o relatório.
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.611 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de
recorribilidade. A peça, protocolada por advogado constituído, foi
apresentada no prazo legal. Conheço.
É imprópria a irresignação. Consoante fiz ver na decisão atacada,
não se verifica o desrespeito à sistemática da repercussão geral. A
inadmissão do especial se deu em razão de vícios formais, considerada a
ausência de indicação dos dispositivos legais ditos ofendidos e de
demonstração analítica quanto ao dissenso jurisprudencial apontado.
No julgamento do Recurso Extraordinário n° 598.365/MG, o
Supremo assentou a inexistência de elemento configurador da
repercussão geral em se tratando da adequação de recursos de
competência de outros Tribunais. Descabe adentrar o mérito da
controvérsia surgida, porque não superado o óbice relativo à admissão do
especial.
Ante o quadro, desprovejo o agravo.
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Supremo Tribunal Federal
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.611 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de
recorribilidade. A peça, protocolada por advogado constituído, foi
apresentada no prazo legal. Conheço.
É imprópria a irresignação. Consoante fiz ver na decisão atacada,
não se verifica o desrespeito à sistemática da repercussão geral. A
inadmissão do especial se deu em razão de vícios formais, considerada a
ausência de indicação dos dispositivos legais ditos ofendidos e de
demonstração analítica quanto ao dissenso jurisprudencial apontado.
No julgamento do Recurso Extraordinário n° 598.365/MG, o
Supremo assentou a inexistência de elemento configurador da
repercussão geral em se tratando da adequação de recursos de
competência de outros Tribunais. Descabe adentrar o mérito da
controvérsia surgida, porque não superado o óbice relativo à admissão do
especial.
Ante o quadro, desprovejo o agravo.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Extrato de Ata - 09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.611
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ADEMAR MORAIS SILVERIO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : DIRCEU EDSON WOMMER
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 9.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.611
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ADEMAR MORAIS SILVERIO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : DIRCEU EDSON WOMMER
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 9.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8797113
| 2015-06-09T00:00:00
| 2015-06-30T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 9.6.2015.
|
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
|
RECLAMAÇÃO – USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO SUPREMO – INEXISTÊNCIA. Não havendo equívoco quanto à aplicação da sistemática da repercussão geral, impõe-se a negativa de seguimento à reclamação.
|
sjur310688
|
- Acórdão(s) citado(s):
(RECURSOS, OUTROS TRIBUNAIS)
RE 598365 RG.
Número de páginas: 8.
Análise: 27/07/2015, BMP.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
15611
| null |
Rcl-AgR
|
acordaos
|
Rcl 15611 AgR
|
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""
] |
AGTE.(S) : ADEMAR MORAIS SILVERIO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : DIRCEU EDSON WOMMER
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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] |
Ementa e Acórdão
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.611 PARANÁ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ADEMAR MORAIS SILVERIO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:DIRCEU EDSON WOMMER
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
RECLAMAÇÃO – USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO
SUPREMO – INEXISTÊNCIA. Não havendo equívoco quanto à aplicação
da sistemática da repercussão geral, impõe-se a negativa de seguimento à
reclamação.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental na reclamação, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 9 de junho de 2015.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.611 PARANÁ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ADEMAR MORAIS SILVERIO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:DIRCEU EDSON WOMMER
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Eis as informações
prestadas pelo assessor Dr. Marcelo Novelino Camargo:
Em 25 de maio de 2013, ao negar seguimento ao pedido
formulado na reclamação, Vossa Excelência fez ver:
RECLAMAÇÃO – USURPAÇÃO DA
COMPETÊNCIA DO SUPREMO NÃO
CONFIGURADA – NEGATIVA DE
SEGUIMENTO AO PEDIDO.
1. O Gabinete prestou as seguintes informações:
Ademar Morais Silvério e Alan Galdino de
Morais sustentam usurpação da competência do
Supremo e violação aos artigos 543-A, § 2... e § 3..., e
544 do Código de Processo Civil e 102, § 3..., da
Constituição.
Narram ter participado do Concurso Público n
01/98, destinado ao preenchimento de cargos do
Tribunal Regional do Trabalho da 9... Região, com
abrangência sobre o Estado do Paraná. Consoante
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09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
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RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ADEMAR MORAIS SILVERIO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:DIRCEU EDSON WOMMER
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Eis as informações
prestadas pelo assessor Dr. Marcelo Novelino Camargo:
Em 25 de maio de 2013, ao negar seguimento ao pedido
formulado na reclamação, Vossa Excelência fez ver:
RECLAMAÇÃO – USURPAÇÃO DA
COMPETÊNCIA DO SUPREMO NÃO
CONFIGURADA – NEGATIVA DE
SEGUIMENTO AO PEDIDO.
1. O Gabinete prestou as seguintes informações:
Ademar Morais Silvério e Alan Galdino de
Morais sustentam usurpação da competência do
Supremo e violação aos artigos 543-A, § 2... e § 3..., e
544 do Código de Processo Civil e 102, § 3..., da
Constituição.
Narram ter participado do Concurso Público n
01/98, destinado ao preenchimento de cargos do
Tribunal Regional do Trabalho da 9... Região, com
abrangência sobre o Estado do Paraná. Consoante
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
RCL 15611 AGR / PR
informam, foram realizadas nomeações de técnicos
judiciários, observando-se a especificidade de cada
área, até meados de 2002, quando teria sido
estabelecido novo critério, por meio da
Resolução Administrativa n 833/02 do Tribunal
Superior do Trabalho, a permitir nomeações sem
levar em conta as atribuições de cada especialidade.
Segundo defendem, além da vinculação ao
edital, somente a lei em sentido estrito poderia criar,
alterar ou extinguir cargos públicos, especialmente
após a homologação do certame. Por essas razões, a
partir de 2002, entendem ter havido desvio de função
na nomeação de candidatos inicialmente
classificados para o cargo de técnico judiciário, área
administrativa, para desempenharem atividades
pertinentes à área judiciária.
Asseveram que, embora não tenham sido
aprovados dentro do número de vagas previsto no
edital para técnico judiciário da área judiciária,
teriam direito subjetivo à nomeação em virtude do
suposto desvio de função.
Não havendo logrado êxito nas instâncias
ordinárias, os reclamantes protocolaram recurso
especial no Superior Tribunal de Justiça, não
admitido pelo Tribunal Regional Federal da 4...
Região. Sobreveio agravo de instrumento, cujo
seguimento foi negado em face da ocorrência de
óbice processual. O Tribunal consignou que não
foram apontados os dispositivos legais considerados
violados, além de não ter sido analiticamente
demonstrado o alegado dissenso jurisprudencial.
Após sucessivas interposições de embargos
2
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Supremo Tribunal Federal
RCL 15611 AGR / PR
informam, foram realizadas nomeações de técnicos
judiciários, observando-se a especificidade de cada
área, até meados de 2002, quando teria sido
estabelecido novo critério, por meio da
Resolução Administrativa n 833/02 do Tribunal
Superior do Trabalho, a permitir nomeações sem
levar em conta as atribuições de cada especialidade.
Segundo defendem, além da vinculação ao
edital, somente a lei em sentido estrito poderia criar,
alterar ou extinguir cargos públicos, especialmente
após a homologação do certame. Por essas razões, a
partir de 2002, entendem ter havido desvio de função
na nomeação de candidatos inicialmente
classificados para o cargo de técnico judiciário, área
administrativa, para desempenharem atividades
pertinentes à área judiciária.
Asseveram que, embora não tenham sido
aprovados dentro do número de vagas previsto no
edital para técnico judiciário da área judiciária,
teriam direito subjetivo à nomeação em virtude do
suposto desvio de função.
Não havendo logrado êxito nas instâncias
ordinárias, os reclamantes protocolaram recurso
especial no Superior Tribunal de Justiça, não
admitido pelo Tribunal Regional Federal da 4...
Região. Sobreveio agravo de instrumento, cujo
seguimento foi negado em face da ocorrência de
óbice processual. O Tribunal consignou que não
foram apontados os dispositivos legais considerados
violados, além de não ter sido analiticamente
demonstrado o alegado dissenso jurisprudencial.
Após sucessivas interposições de embargos
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Relatório
RCL 15611 AGR / PR
declaratórios, todos desprovidos pelo Superior
Tribunal de Justiça, os reclamantes formalizaram
recurso extraordinário, liminarmente indeferido pela
então Vice-Presidente em exercício do Tribunal.
Nessa decisão, destacou posicionamento do
Supremo, consubstanciado no julgamento do
Recurso Extraordinário n 598.365/MG, consoante o
qual não haveria repercussão geral na hipótese de a
matéria versar sobre pressupostos recursais de
admissibilidade de recurso especial, por envolver o
exame de legislação infraconstitucional a ensejar
ofensa indireta ou reflexa à Carta Federal. Sucedeu
agravo nos próprios autos, cujo seguimento foi
negado em vista de referência à jurisprudência do
Supremo segundo a qual não se admite a
interposição de recursos ou incidentes a ele dirigidos
contra ato em que se aplica a sistemática da
repercussão geral, mas apenas agravo regimental no
tribunal de origem, ressalvado o disposto no artigo
543-B, § 4..., do Código de Processo Civil. Apontou,
ainda, a impossibilidade de conversão do apelo em
agravo regimental, em razão da limitação temporal
estabelecida pelo Supremo no julgamento da questão
de ordem no Agravo de Instrumento n 760.358/SE e
das Reclamações n 7.547/SP e 7.569/SP, quando
assentado caber observar-se o princípio da
fungibilidade recursal somente no caso de recursos
ou incidentes apresentados até 19 de novembro de
2009. Na sequência, foram também desprovidos
agravo regimental e embargos de declaração pelo
Superior Tribunal de Justiça sob os mesmos
fundamentos.
Defendem incumbir apenas ao Supremo a
análise dos pressupostos de admissibilidade do
recurso extraordinário. Nessa óptica, havendo
3
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Supremo Tribunal Federal
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declaratórios, todos desprovidos pelo Superior
Tribunal de Justiça, os reclamantes formalizaram
recurso extraordinário, liminarmente indeferido pela
então Vice-Presidente em exercício do Tribunal.
Nessa decisão, destacou posicionamento do
Supremo, consubstanciado no julgamento do
Recurso Extraordinário n 598.365/MG, consoante o
qual não haveria repercussão geral na hipótese de a
matéria versar sobre pressupostos recursais de
admissibilidade de recurso especial, por envolver o
exame de legislação infraconstitucional a ensejar
ofensa indireta ou reflexa à Carta Federal. Sucedeu
agravo nos próprios autos, cujo seguimento foi
negado em vista de referência à jurisprudência do
Supremo segundo a qual não se admite a
interposição de recursos ou incidentes a ele dirigidos
contra ato em que se aplica a sistemática da
repercussão geral, mas apenas agravo regimental no
tribunal de origem, ressalvado o disposto no artigo
543-B, § 4..., do Código de Processo Civil. Apontou,
ainda, a impossibilidade de conversão do apelo em
agravo regimental, em razão da limitação temporal
estabelecida pelo Supremo no julgamento da questão
de ordem no Agravo de Instrumento n 760.358/SE e
das Reclamações n 7.547/SP e 7.569/SP, quando
assentado caber observar-se o princípio da
fungibilidade recursal somente no caso de recursos
ou incidentes apresentados até 19 de novembro de
2009. Na sequência, foram também desprovidos
agravo regimental e embargos de declaração pelo
Superior Tribunal de Justiça sob os mesmos
fundamentos.
Defendem incumbir apenas ao Supremo a
análise dos pressupostos de admissibilidade do
recurso extraordinário. Nessa óptica, havendo
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Relatório
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preliminar formal de repercussão geral, deveria o
Superior Tribunal de Justiça proceder à remessa
obrigatória do processo ao Supremo, competente
para apreciar o “agravo nos próprios autos”.
Requerem o implemento de medida
acauteladora “para determinar o trânsito do recurso
de agravo nos próprios autos”. No mérito, objetivam
a confirmação do
provimento
precário,
determinando-se, em definitivo, a subida do agravo
interposto para processamento do extraordinário,
cujo provimento almejam ao final. Pleiteiam,
subsidiariamente, o sobrestamento do processo
originário até o exame definitivo das Reclamações n
11.408/RS-AgR e 11.427/MG-AgR, nas quais se
discute o meio processual adequado para impugnar-
se a observância, pelo tribunal de origem, de
entendimento do Supremo formalizado sob a
sistemática da repercussão geral.
No tocante ao risco, ressaltam a necessidade do
deferimento de liminar para evitar o trânsito em
julgado do ato reclamado.
Pedem a concessão do benefício da gratuidade
de justiça, do qual alegam usufruir desde o
ajuizamento da ação em primeira instância.
O processo encontra-se concluso para
apreciação da medida acauteladora.
2. Muito embora descaiba generalizar a óptica
segundo a qual inexiste repercussão geral quando
inadmitido pelo Superior Tribunal de Justiça o especial, já
que este tem disciplina, sob o ângulo dos permissivos, na
Carta da República, a espécie não enseja a sequência desta
4
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Supremo Tribunal Federal
RCL 15611 AGR / PR
preliminar formal de repercussão geral, deveria o
Superior Tribunal de Justiça proceder à remessa
obrigatória do processo ao Supremo, competente
para apreciar o “agravo nos próprios autos”.
Requerem o implemento de medida
acauteladora “para determinar o trânsito do recurso
de agravo nos próprios autos”. No mérito, objetivam
a confirmação do
provimento
precário,
determinando-se, em definitivo, a subida do agravo
interposto para processamento do extraordinário,
cujo provimento almejam ao final. Pleiteiam,
subsidiariamente, o sobrestamento do processo
originário até o exame definitivo das Reclamações n
11.408/RS-AgR e 11.427/MG-AgR, nas quais se
discute o meio processual adequado para impugnar-
se a observância, pelo tribunal de origem, de
entendimento do Supremo formalizado sob a
sistemática da repercussão geral.
No tocante ao risco, ressaltam a necessidade do
deferimento de liminar para evitar o trânsito em
julgado do ato reclamado.
Pedem a concessão do benefício da gratuidade
de justiça, do qual alegam usufruir desde o
ajuizamento da ação em primeira instância.
O processo encontra-se concluso para
apreciação da medida acauteladora.
2. Muito embora descaiba generalizar a óptica
segundo a qual inexiste repercussão geral quando
inadmitido pelo Superior Tribunal de Justiça o especial, já
que este tem disciplina, sob o ângulo dos permissivos, na
Carta da República, a espécie não enseja a sequência desta
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Relatório
RCL 15611 AGR / PR
reclamação. A razão é simples: o Superior apontou defeito
formal do recurso. Os recorrentes teriam, no tocante à
ofensa à legislação federal, lançado ideias genéricas, sem
apontar o dispositivo infringido. Quanto ao dissenso de
julgados, deixou de proceder ao exame analítico.
3. Ante o quadro, nego seguimento ao pedido
formulado.
4. Publiquem.
Os reclamantes, em agravo regimental, reiteram as
alegações expendidas na inicial. Sustentam ter havido
prequestionamento quanto à ofensa aos princípios
constitucionais da legalidade e da vinculação ao edital do
concurso. Requerem a reforma da decisão impugnada,
determinando-se a subida dos recursos ao Supremo.
A União, em contraminuta, defende o descabimento de
reclamação contra ato monocrático no qual se observa, na
origem, a sistemática da repercussão geral.
É o relatório.
5
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RCL 15611 AGR / PR
reclamação. A razão é simples: o Superior apontou defeito
formal do recurso. Os recorrentes teriam, no tocante à
ofensa à legislação federal, lançado ideias genéricas, sem
apontar o dispositivo infringido. Quanto ao dissenso de
julgados, deixou de proceder ao exame analítico.
3. Ante o quadro, nego seguimento ao pedido
formulado.
4. Publiquem.
Os reclamantes, em agravo regimental, reiteram as
alegações expendidas na inicial. Sustentam ter havido
prequestionamento quanto à ofensa aos princípios
constitucionais da legalidade e da vinculação ao edital do
concurso. Requerem a reforma da decisão impugnada,
determinando-se a subida dos recursos ao Supremo.
A União, em contraminuta, defende o descabimento de
reclamação contra ato monocrático no qual se observa, na
origem, a sistemática da repercussão geral.
É o relatório.
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.611 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de
recorribilidade. A peça, protocolada por advogado constituído, foi
apresentada no prazo legal. Conheço.
É imprópria a irresignação. Consoante fiz ver na decisão atacada,
não se verifica o desrespeito à sistemática da repercussão geral. A
inadmissão do especial se deu em razão de vícios formais, considerada a
ausência de indicação dos dispositivos legais ditos ofendidos e de
demonstração analítica quanto ao dissenso jurisprudencial apontado.
No julgamento do Recurso Extraordinário n 598.365/MG, o
Supremo assentou a inexistência de elemento configurador da
repercussão geral em se tratando da adequação de recursos de
competência de outros Tribunais. Descabe adentrar o mérito da
controvérsia surgida, porque não superado o óbice relativo à admissão do
especial.
Ante o quadro, desprovejo o agravo.
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Supremo Tribunal Federal
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.611 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de
recorribilidade. A peça, protocolada por advogado constituído, foi
apresentada no prazo legal. Conheço.
É imprópria a irresignação. Consoante fiz ver na decisão atacada,
não se verifica o desrespeito à sistemática da repercussão geral. A
inadmissão do especial se deu em razão de vícios formais, considerada a
ausência de indicação dos dispositivos legais ditos ofendidos e de
demonstração analítica quanto ao dissenso jurisprudencial apontado.
No julgamento do Recurso Extraordinário n 598.365/MG, o
Supremo assentou a inexistência de elemento configurador da
repercussão geral em se tratando da adequação de recursos de
competência de outros Tribunais. Descabe adentrar o mérito da
controvérsia surgida, porque não superado o óbice relativo à admissão do
especial.
Ante o quadro, desprovejo o agravo.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Extrato de Ata - 09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.611
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ADEMAR MORAIS SILVERIO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : DIRCEU EDSON WOMMER
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 9.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8773064
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 15.611
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ADEMAR MORAIS SILVERIO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : DIRCEU EDSON WOMMER
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 9.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8773064
Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"Recurso Extraordinário n 598 . 365 / MG",
"Agravo de Instrumento n 760 . 358 / SE",
"Reclamações n 7 . 547 / SP",
"7",
". 569 / SP",
"Recurso Extraordinário n 598 . 365 / MG",
"Agravo de Instrumento n 760 . 358 / SE",
"Reclamações n",
"7",
".",
"547",
"/",
"SP",
"7",
".",
"569",
"/",
"SP",
"Reclamações n 11 . 408 / RS - AgR",
"11",
".",
"427 /",
"MG -",
"AgR",
"RCL 15611",
"Reclamações n 11 . 408 / RS - AgR",
"RCL 15611 AGR / PR",
"RCL 15611 AGR / PR",
"RECLAMAÇÃO",
"Recurso Extraordinário n 598 . 365 / MG",
"Recurso Extraordinário n 598 . 365 / MG",
"RECLAMAÇÃO"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 543 - A , § 2 . . . e § 3 . . . , e 544 do Código de Processo Civil",
"102 , § 3 . . . , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 543 - A , § 2 . . . e § 3 . . . , e 544 do Código de Processo Civil",
"102 , § 3 . . . , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Resolução Administrativa n 833 / 02 do Tribunal Superior do Trabalho",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Resolução Administrativa n 833 / 02 do Tribunal Superior do Trabalho",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta Federal",
"artigo 543 - B , § 4 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta Federal",
"artigo 543 - B , § 4 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PARANÁ",
"Brasília",
"PARANÁ",
"Estado do Paraná",
"PARANÁ",
"Estado do Paraná",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"SUPREMO",
"Supremo",
"Tribunal Regional do Trabalho da 9 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Supremo",
"Tribunal Regional do Trabalho da 9 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo",
"Supremo",
"Supremo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo",
"Supremo",
"Supremo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo",
"Supremo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo",
"Supremo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"ADEMAR MORAIS SILVERIO",
"EDSON WOMMER",
"Rosa Weber",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ADEMAR MORAIS SILVERIO",
"EDSON WOMMER",
"MARCO AURÉLIO",
"Marcelo Novelino Camargo",
"Ademar Morais Silvério",
"Alan Galdino de Morais",
"MARCO AURÉLIO",
"ADEMAR MORAIS SILVERIO",
"EDSON WOMMER",
"MARCO AURÉLIO",
"Marcelo Novelino Camargo",
"Ademar Morais Silvério",
"Alan Galdino de Morais",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ADEMAR MORAIS SILVERIO",
"EDSON WOMMER",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"ADEMAR MORAIS SILVERIO",
"EDSON WOMMER",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"9 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"25 de maio de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"25 de maio de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"meados",
"2002",
"2002",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2002",
"2002",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19 de novembro de 2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19 de novembro de 2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"9",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9",
".",
"6",
".",
"2015",
".",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 6.581 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:SIMAB S/A
ADV.(A/S)
:ALFREDO SEVERINO CAREGNATO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL
DE JUSTIÇA (RECURSO
ESPECIAL Nº 1020969)
E M E N T A:
RECLAMAÇÃO – INVIABILIDADE –
INOCORRÊNCIA DOS PRESSUPOSTOS QUE AUTORIZAM A SUA
UTILIZAÇÃO –
INEXISTÊNCIA,
NO CASO, DE SITUAÇÃO
CARACTERIZADORA
DE
USURPAÇÃO
DE
COMPETÊNCIA
DESTA SUPREMA CORTE – ATUAÇÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA EXERCIDA DENTRO DOS ESTRITOS LIMITES DE SUA
COMPETÊNCIA –
INADEQUAÇÃO
DO EMPREGO DA
RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO RESCISÓRIA, DE
RECURSOS OU DE AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL – EXTINÇÃO DO
PROCESSO DE RECLAMAÇÃO – PRECEDENTES – PARECER DA
PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO
DO AGRAVO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamentos e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9450781.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 19
Ementa e Acórdão
RCL 6581 AGR / RJ
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes.
Brasília, 30 de junho de 2015.
CELSO DE MELLO – RELATOR
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
RCL 6581 AGR / RJ
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes.
Brasília, 30 de junho de 2015.
CELSO DE MELLO – RELATOR
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9450781.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 19
Relatório
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 6.581 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:SIMAB S/A
ADV.(A/S)
:ALFREDO SEVERINO CAREGNATO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL
DE JUSTIÇA (RECURSO
ESPECIAL Nº 1020969)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O
Ministério Público Federal, em manifestação da lavra do ilustre
Subprocurador-Geral da República Dr. FRANCISCO DE ASSIS VIEIRA
SANSEVERINO, ao opinar pelo não provimento do recurso de agravo,
assim resumiu e apreciou a presente causa (fls. 336/338):
“Reclamação para preservar competência do
STF. Agravo regimental contra decisão que
negou seguimento. Questão da prescrição do
crédito-prêmio
do
IPI;
matéria
infraconstitucional
(RE nº 577.302/RS,
Relator
Min.
Ricardo
Lewandowski,
j.
13-08-2009).
PARECER
PELO
DESPROVIMENTO DO AGRAVO.
I
1. Trata-se de agravo regimental interposto pela
reclamante SIMAB S/A, na qualidade de pessoa jurídica
(fls. 286-95), contra decisão do Relator, que negou seguimento à
reclamação revogando a liminar (fls. 263-273).
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9450782.
Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 6.581 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:SIMAB S/A
ADV.(A/S)
:ALFREDO SEVERINO CAREGNATO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL
DE JUSTIÇA (RECURSO
ESPECIAL Nº 1020969)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O
Ministério Público Federal, em manifestação da lavra do ilustre
Subprocurador-Geral da República Dr. FRANCISCO DE ASSIS VIEIRA
SANSEVERINO, ao opinar pelo não provimento do recurso de agravo,
assim resumiu e apreciou a presente causa (fls. 336/338):
“Reclamação para preservar competência do
STF. Agravo regimental contra decisão que
negou seguimento. Questão da prescrição do
crédito-prêmio
do
IPI;
matéria
infraconstitucional
(RE nº 577.302/RS,
Relator
Min.
Ricardo
Lewandowski,
j.
13-08-2009).
PARECER
PELO
DESPROVIMENTO DO AGRAVO.
I
1. Trata-se de agravo regimental interposto pela
reclamante SIMAB S/A, na qualidade de pessoa jurídica
(fls. 286-95), contra decisão do Relator, que negou seguimento à
reclamação revogando a liminar (fls. 263-273).
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 19
Relatório
RCL 6581 AGR / RJ
2. Esta Reclamação n. 6.581/RJ dirige-se contra acórdão
do Superior Tribunal de Justiça que deu provimento ao
REsp nº 1.020.969/RJ interposto pela União. Decidiu que o
Crédito-Prêmio de IPI é benefício fiscal, destinado ao setor exportador
e declarou prescritos os eventuais créditos da reclamante, uma vez que
a demanda foi instaurada em janeiro de 2000. A reclamante afirma o
seguinte; (i) o STJ aplicou o art. 41, § 1º, do ADCT da CF como razão
de decidir, usurpando competência do STF; (ii) A decisão proferida
pelo TRF 2ª Região não tratou desse dispositivo constitucional. Não
houve interposição de Recursos para questionar a matéria; (iii) não
houve controle difuso de constitucionalidade pelo STJ.
II
3. Não merece provimento o agravo regimental.
4. Cabe reclamação para preservar a competência do STF e
garantir a autoridade de suas decisões e de Súmula vinculante (CF,
art. 102, I, ‘e’; art. 103-A, § 3º).
5. A reclamante SIMAB S/A pretende preservar a
competência do STF em face da decisão do STJ proferida no
REsp nº 1.020.969/RJ, que entendeu extinto o Créditos-Prêmio do
IPI e pronunciou a prescrição com base no Decreto nº 20.910/32, por
ter sido ajuizada em janeiro de 2000.
6. Em síntese, o acordão do STJ deu provimento ao REsp
interposto pela União contra a sentença que deu provimento à
apelação da SIMAB S/A e deferiu o direito da empresa de se ver
ressarcida mediante a utilização dos Créditos-Prêmio de IPI para
compensação de débitos com a SRF, com fundamento no art. 1º do
DL nº 491/69.
7. No caso, o STJ, ao julgar o REsp nº 1.020.969/RJ, limitou-se
a verificar a vigência de norma infraconstitucional, teve como razão de
decidir a análise das normas relativas ao Decreto nº 20.190/32, e não o
texto do artigo 41, § 1º, do ADCT.
8. O pleno do STF firmou jurisprudência no sentido de que
a apreciação das questões relativas à prescrição de pretensão à
compensação de crédito decorrente de incentivo fiscal (no caso
CRÉDITO-PRÊMIO DO IPI) depende de exame de normas
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9450782.
Supremo Tribunal Federal
RCL 6581 AGR / RJ
2. Esta Reclamação n. 6.581/RJ dirige-se contra acórdão
do Superior Tribunal de Justiça que deu provimento ao
REsp nº 1.020.969/RJ interposto pela União. Decidiu que o
Crédito-Prêmio de IPI é benefício fiscal, destinado ao setor exportador
e declarou prescritos os eventuais créditos da reclamante, uma vez que
a demanda foi instaurada em janeiro de 2000. A reclamante afirma o
seguinte; (i) o STJ aplicou o art. 41, § 1º, do ADCT da CF como razão
de decidir, usurpando competência do STF; (ii) A decisão proferida
pelo TRF 2ª Região não tratou desse dispositivo constitucional. Não
houve interposição de Recursos para questionar a matéria; (iii) não
houve controle difuso de constitucionalidade pelo STJ.
II
3. Não merece provimento o agravo regimental.
4. Cabe reclamação para preservar a competência do STF e
garantir a autoridade de suas decisões e de Súmula vinculante (CF,
art. 102, I, ‘e’; art. 103-A, § 3º).
5. A reclamante SIMAB S/A pretende preservar a
competência do STF em face da decisão do STJ proferida no
REsp nº 1.020.969/RJ, que entendeu extinto o Créditos-Prêmio do
IPI e pronunciou a prescrição com base no Decreto nº 20.910/32, por
ter sido ajuizada em janeiro de 2000.
6. Em síntese, o acordão do STJ deu provimento ao REsp
interposto pela União contra a sentença que deu provimento à
apelação da SIMAB S/A e deferiu o direito da empresa de se ver
ressarcida mediante a utilização dos Créditos-Prêmio de IPI para
compensação de débitos com a SRF, com fundamento no art. 1º do
DL nº 491/69.
7. No caso, o STJ, ao julgar o REsp nº 1.020.969/RJ, limitou-se
a verificar a vigência de norma infraconstitucional, teve como razão de
decidir a análise das normas relativas ao Decreto nº 20.190/32, e não o
texto do artigo 41, § 1º, do ADCT.
8. O pleno do STF firmou jurisprudência no sentido de que
a apreciação das questões relativas à prescrição de pretensão à
compensação de crédito decorrente de incentivo fiscal (no caso
CRÉDITO-PRÊMIO DO IPI) depende de exame de normas
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 19
Relatório
RCL 6581 AGR / RJ
infraconstitucionais (RE nº 577.302-0/RS, Relator Min. Ricardo
Lewandowski, j. 13-08-2009).
9. Em síntese, a decisão reclamada não invadiu a esfera de
competência do STF.
III
10. Em face do exposto, a Procuradoria Geral da República
opina pelo desprovimento do agravo regimental.” (grifei)
Sendo esse o contexto, submeto à apreciação desta colenda Turma o
presente recurso de agravo.
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
RCL 6581 AGR / RJ
infraconstitucionais (RE nº 577.302-0/RS, Relator Min. Ricardo
Lewandowski, j. 13-08-2009).
9. Em síntese, a decisão reclamada não invadiu a esfera de
competência do STF.
III
10. Em face do exposto, a Procuradoria Geral da República
opina pelo desprovimento do agravo regimental.” (grifei)
Sendo esse o contexto, submeto à apreciação desta colenda Turma o
presente recurso de agravo.
É o relatório.
3
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 6.581 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não
a ssiste
razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com
integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Plenário desta
Suprema Corte firmou na matéria ora em exame.
Como destaquei na decisão ora agravada, trata-se de “reclamação
com pedido de medida liminar” ajuizada contra decisão que, emanada do
E. Superior Tribunal de Justiça, encontra-se consubstanciada em acórdão
assim ementado (fls. 05/06):
“PROCESSUAL CIVIL.
TRIBUTÁRIO.
RECURSO
ESPECIAL. DISPOSITIVO CONSTITUCIONAL. VIOLAÇÃO.
NÃO-CONHECIMENTO.
PREQUESTIONAMENTO.
AUSÊNCIA. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. INSTRUÇÃO
NORMATIVA. OFENSA. NÃO-CONHECIMENTO. CRÉDITO-
-PRÊMIO. DECRETO-LEI 491/69. ART. 1º. VIGÊNCIA.
PRAZO. EXTINÇÃO.
1. Não se conhece, em recurso especial, de violação a
dispositivos constitucionais, vez que se trata de competência
exclusiva do Supremo Tribunal Federal, nos termos do artigo 102 da
Constituição.
2. A ausência de prequestionamento inviabiliza o
conhecimento da questão federal suscitada.
3. Não se conhece de recurso especial por suposta ofensa a
Instrução Normativa, porquanto esse ato normativo não se amolda
ao conceito de tratado ou lei federal previsto no artigo 105, III, ‘a’, da
Constituição da República.
4. A Primeira Seção desta Corte Superior firmou
entendimento no sentido de que, sendo o crédito-prêmio de IPI
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 6.581 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não
a ssiste
razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com
integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Plenário desta
Suprema Corte firmou na matéria ora em exame.
Como destaquei na decisão ora agravada, trata-se de “reclamação
com pedido de medida liminar” ajuizada contra decisão que, emanada do
E. Superior Tribunal de Justiça, encontra-se consubstanciada em acórdão
assim ementado (fls. 05/06):
“PROCESSUAL CIVIL.
TRIBUTÁRIO.
RECURSO
ESPECIAL. DISPOSITIVO CONSTITUCIONAL. VIOLAÇÃO.
NÃO-CONHECIMENTO.
PREQUESTIONAMENTO.
AUSÊNCIA. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. INSTRUÇÃO
NORMATIVA. OFENSA. NÃO-CONHECIMENTO. CRÉDITO-
-PRÊMIO. DECRETO-LEI 491/69. ART. 1º. VIGÊNCIA.
PRAZO. EXTINÇÃO.
1. Não se conhece, em recurso especial, de violação a
dispositivos constitucionais, vez que se trata de competência
exclusiva do Supremo Tribunal Federal, nos termos do artigo 102 da
Constituição.
2. A ausência de prequestionamento inviabiliza o
conhecimento da questão federal suscitada.
3. Não se conhece de recurso especial por suposta ofensa a
Instrução Normativa, porquanto esse ato normativo não se amolda
ao conceito de tratado ou lei federal previsto no artigo 105, III, ‘a’, da
Constituição da República.
4. A Primeira Seção desta Corte Superior firmou
entendimento no sentido de que, sendo o crédito-prêmio de IPI
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 19
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 6581 AGR / RJ
benefício de natureza setorial, ou seja, destinado apenas ao setor
exportador, foi extinto em 4.10.1990 em razão de se lhe aplicar a
norma do artigo 41, § 1º, do Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias – ADCT (q.v., ‘verbi gratia’, EREsp 738.689/PR,
Primeira Seção, DJ 22.10.2007, p. 187).
5. A prescrição das ações que visam ao recebimento de crédito-
-prêmio do IPI é de cinco anos, conforme dispõe o artigo 1º do
Decreto n° 20.910/32. Precedentes da e. Primeira Seção.
6. ‘In casu’, tendo o ajuizamento da demanda se dado em
janeiro de 2000, encontram-se prescritos eventuais créditos de
titularidade da recorrida, porquanto decorridos mais de cinco anos
entre a data da extinção do benefício e a data do ajuizamento do
‘writ’.
7. Recurso especial conhecido em parte e, nessa parte,
provido.”
(REsp 1.020.969/RJ, Rel. Min. CARLOS FERNANDO
MATHIAS – grifei)
A empresa ora reclamante , para justificar a alegação de que a decisão
questionada teria usurpado a competência do Supremo Tribunal Federal,
apoia-se, em síntese, nos seguintes fundamentos (fls. 12/20):
“Decidindo como decidiu, o STJ infringe, ‘data máxima vênia’,
diretamente o art. 105, inciso III, ‘a’, da CF, pois ‘ressuscita’ matéria
preclusa – ausente do debate – (no caso do Decreto nº 20.910/31,
art. 1º) e também decide matéria não decidida no acórdão recorrido
(natureza setorial do crédito prêmio de IPI, extinção em 1990 e
aplicação do art. 41, § 1º, ADCT da CF).
E mais, ‘in casu’, ao aplicar de ofício o art. 41, § 1º, do ADCT
da CF para solucionar a questão da vigência ou extinção do crédito
prêmio de IPI em sede de recurso especial, a e. 2ª Turma do STJ
usurpa competência prevista no art. 102, III, ‘a’, da CF para o
Supremo Tribunal Federal julgar em sede de recurso extraordinário
questão constitucional (R.E. nº 419.629-8/DF, DJ de 30.06.2006).
Essas duas matérias, inclusive, o STJ não poderia decidir de
ofício, salvo com extrapolação do objeto do recurso especial e do
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9450783.
Supremo Tribunal Federal
RCL 6581 AGR / RJ
benefício de natureza setorial, ou seja, destinado apenas ao setor
exportador, foi extinto em 4.10.1990 em razão de se lhe aplicar a
norma do artigo 41, § 1º, do Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias – ADCT (q.v., ‘verbi gratia’, EREsp 738.689/PR,
Primeira Seção, DJ 22.10.2007, p. 187).
5. A prescrição das ações que visam ao recebimento de crédito-
-prêmio do IPI é de cinco anos, conforme dispõe o artigo 1º do
Decreto n° 20.910/32. Precedentes da e. Primeira Seção.
6. ‘In casu’, tendo o ajuizamento da demanda se dado em
janeiro de 2000, encontram-se prescritos eventuais créditos de
titularidade da recorrida, porquanto decorridos mais de cinco anos
entre a data da extinção do benefício e a data do ajuizamento do
‘writ’.
7. Recurso especial conhecido em parte e, nessa parte,
provido.”
(REsp 1.020.969/RJ, Rel. Min. CARLOS FERNANDO
MATHIAS – grifei)
A empresa ora reclamante , para justificar a alegação de que a decisão
questionada teria usurpado a competência do Supremo Tribunal Federal,
apoia-se, em síntese, nos seguintes fundamentos (fls. 12/20):
“Decidindo como decidiu, o STJ infringe, ‘data máxima vênia’,
diretamente o art. 105, inciso III, ‘a’, da CF, pois ‘ressuscita’ matéria
preclusa – ausente do debate – (no caso do Decreto nº 20.910/31,
art. 1º) e também decide matéria não decidida no acórdão recorrido
(natureza setorial do crédito prêmio de IPI, extinção em 1990 e
aplicação do art. 41, § 1º, ADCT da CF).
E mais, ‘in casu’, ao aplicar de ofício o art. 41, § 1º, do ADCT
da CF para solucionar a questão da vigência ou extinção do crédito
prêmio de IPI em sede de recurso especial, a e. 2ª Turma do STJ
usurpa competência prevista no art. 102, III, ‘a’, da CF para o
Supremo Tribunal Federal julgar em sede de recurso extraordinário
questão constitucional (R.E. nº 419.629-8/DF, DJ de 30.06.2006).
Essas duas matérias, inclusive, o STJ não poderia decidir de
ofício, salvo com extrapolação do objeto do recurso especial e do
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 19
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 6581 AGR / RJ
princípio da devolução recursal, porque não suscitadas no aresto
recorrido do TRF da 2ª Região (Súmulas 211 STJ e 356 STF).
O tema relevante da impossibilidade de o STJ, em sede de recurso
especial, poder decidir a causa à luz da aplicação explícita de preceito
constitucional foi abordado pelo próprio aresto em que ora se assesta a
presente reclamação, porém, em contradição aos seus próprios
fundamentos, ao afirmar a certa altura do voto acima transcrito que –
prequestionadas as teses em torno dos demais dispositivos
infraconstitucionais tidos por violados, conheço do recurso especial
interposto. (…). Para o deslinde da controvérsia há de se perquirir se
o benefício instituído pelo artigo 1º do Decreto-Lei nº 491/69, conhecido
como ‘crédito-prêmio à exportação’, ou crédito-prêmio de IPI, está ou
não em vigor. A despeito das orientações acerca da vigência do
benefício fiscal ‘sub examinem’, fato é que a Primeira Seção desta
Corte Superior firmou entendimento no sentido de que sendo o
crédito-prêmio de IPI benefício de natureza setorial, ou seja, destinado
apenas ao setor exportador, foi extinto em 4.10.1990 em razão de se lhe
aplicar a norma do art. 41, § 1º, do Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias – ADCT, ‘in verbis’: (...)’ – o voto
condutor conclui pela extinção do crédito prêmio de IPI justamente
aplicando a norma constitucional transitória. A contradição é
evidente, assim como a extrapolação dos limites da competência do
STJ em matéria constitucional e na questão da devolução recursal.
E mais, ‘in casu’, saliente-se, o art. 41, § 1º, do ADCT CF/88
sequer foi mencionado no acórdão do Tribunal ‘a quo’ e o tema da
extinção em 1990 do CP IPI não consta em nenhuma linha naquele
aresto. Não é demais repetir o que consta nas contra-razões ao recurso
especial, que não houve interposição de embargos de declaração na
origem para integrar essa questão ao julgado. Frise-se que não houve
interposição de recurso extraordinário.
.......................................................................................................
Do quanto foi relatado acima, exsurge evidente (art. 102, I,
‘l’, da CF) a procedibilidade dessa reclamação contra o aresto proferido
no REsp nº 1.020.969, pela 2ª Turma do STJ, que, ao aplicar o
disposto no art. 41, § 1º, do ADCT, como fundamento de decidir,
usurpou a competência do STF prevista no art. 102, III, ‘a’, da
3
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Supremo Tribunal Federal
RCL 6581 AGR / RJ
princípio da devolução recursal, porque não suscitadas no aresto
recorrido do TRF da 2ª Região (Súmulas 211 STJ e 356 STF).
O tema relevante da impossibilidade de o STJ, em sede de recurso
especial, poder decidir a causa à luz da aplicação explícita de preceito
constitucional foi abordado pelo próprio aresto em que ora se assesta a
presente reclamação, porém, em contradição aos seus próprios
fundamentos, ao afirmar a certa altura do voto acima transcrito que –
prequestionadas as teses em torno dos demais dispositivos
infraconstitucionais tidos por violados, conheço do recurso especial
interposto. (…). Para o deslinde da controvérsia há de se perquirir se
o benefício instituído pelo artigo 1º do Decreto-Lei nº 491/69, conhecido
como ‘crédito-prêmio à exportação’, ou crédito-prêmio de IPI, está ou
não em vigor. A despeito das orientações acerca da vigência do
benefício fiscal ‘sub examinem’, fato é que a Primeira Seção desta
Corte Superior firmou entendimento no sentido de que sendo o
crédito-prêmio de IPI benefício de natureza setorial, ou seja, destinado
apenas ao setor exportador, foi extinto em 4.10.1990 em razão de se lhe
aplicar a norma do art. 41, § 1º, do Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias – ADCT, ‘in verbis’: (...)’ – o voto
condutor conclui pela extinção do crédito prêmio de IPI justamente
aplicando a norma constitucional transitória. A contradição é
evidente, assim como a extrapolação dos limites da competência do
STJ em matéria constitucional e na questão da devolução recursal.
E mais, ‘in casu’, saliente-se, o art. 41, § 1º, do ADCT CF/88
sequer foi mencionado no acórdão do Tribunal ‘a quo’ e o tema da
extinção em 1990 do CP IPI não consta em nenhuma linha naquele
aresto. Não é demais repetir o que consta nas contra-razões ao recurso
especial, que não houve interposição de embargos de declaração na
origem para integrar essa questão ao julgado. Frise-se que não houve
interposição de recurso extraordinário.
.......................................................................................................
Do quanto foi relatado acima, exsurge evidente (art. 102, I,
‘l’, da CF) a procedibilidade dessa reclamação contra o aresto proferido
no REsp nº 1.020.969, pela 2ª Turma do STJ, que, ao aplicar o
disposto no art. 41, § 1º, do ADCT, como fundamento de decidir,
usurpou a competência do STF prevista no art. 102, III, ‘a’, da
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 19
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 6581 AGR / RJ
Constituição Federal, consoante inúmeros precedentes dessa Corte
(AgRg na Reclamação 1.908/SP e Reclamação 337/DF).” (grifei)
Passo a apreciar a admissibilidade, no caso ora em exame, do
instrumento constitucional da reclamação.
Todos sabemos que a reclamação, qualquer que seja a natureza que se
lhe atribua – ação (PONTES DE MIRANDA, “Comentários ao Código de
Processo Civil”, tomo V/384, Forense), recurso ou sucedâneo recursal
(MOACYR AMARAL SANTOS,
RTJ
56/546-548; ALCIDES DE
MENDONÇA LIMA, “O Poder Judiciário e a Nova Constituição”, p. 80,
l989, Aide), remédio incomum (OROSIMBO NONATO, “apud” Cordeiro
de Mello, “O processo no Supremo Tribunal Federal”, vol. 1/280),
incidente processual (MONIZ DE ARAGÃO, “A Correição Parcial”,
p. 110, 1969), medida de direito processual constitucional (JOSÉ
FREDERICO MARQUES, “Manual de Direito Processual Civil”, vol. 3º,
2ª parte, p. 199, item n. 653, 9ª ed., l987, Saraiva) ou medida processual de
caráter excepcional (Ministro DJACI FALCÃO, RTJ 112/518-522) –,
configura instrumento de extração constitucional destinado a viabilizar,
na concretização de sua dupla função de ordem político-jurídica, a
preservação da competência e a garantia da autoridade das decisões do
Supremo Tribunal Federal (CF, art. 102, I, “l”), consoante tem enfatizado
a jurisprudência desta Corte Suprema (RTJ 134/1033, Rel. Min. CELSO
DE MELLO, v.g.).
A destinação constitucional da via reclamatória, portanto – segundo
acentua, em autorizado magistério, JOSÉ FREDERICO MARQUES
(“Instituições de Direito Processual Civil”, vol. IV/393, 2ª ed., Forense) –,
além de vincular esse meio processual à preservação da competência
global do Supremo Tribunal Federal, prende-se ao objetivo específico de
salvaguardar a extensão e os efeitos dos julgados desta Suprema Corte.
Ocorre, no entanto, que o E. Superior Tribunal de Justiça, ao julgar o
recurso especial em questão, não usurpou a competência desta
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Constituição Federal, consoante inúmeros precedentes dessa Corte
(AgRg na Reclamação 1.908/SP e Reclamação 337/DF).” (grifei)
Passo a apreciar a admissibilidade, no caso ora em exame, do
instrumento constitucional da reclamação.
Todos sabemos que a reclamação, qualquer que seja a natureza que se
lhe atribua – ação (PONTES DE MIRANDA, “Comentários ao Código de
Processo Civil”, tomo V/384, Forense), recurso ou sucedâneo recursal
(MOACYR AMARAL SANTOS,
RTJ
56/546-548; ALCIDES DE
MENDONÇA LIMA, “O Poder Judiciário e a Nova Constituição”, p. 80,
l989, Aide), remédio incomum (OROSIMBO NONATO, “apud” Cordeiro
de Mello, “O processo no Supremo Tribunal Federal”, vol. 1/280),
incidente processual (MONIZ DE ARAGÃO, “A Correição Parcial”,
p. 110, 1969), medida de direito processual constitucional (JOSÉ
FREDERICO MARQUES, “Manual de Direito Processual Civil”, vol. 3º,
2ª parte, p. 199, item n. 653, 9ª ed., l987, Saraiva) ou medida processual de
caráter excepcional (Ministro DJACI FALCÃO, RTJ 112/518-522) –,
configura instrumento de extração constitucional destinado a viabilizar,
na concretização de sua dupla função de ordem político-jurídica, a
preservação da competência e a garantia da autoridade das decisões do
Supremo Tribunal Federal (CF, art. 102, I, “l”), consoante tem enfatizado
a jurisprudência desta Corte Suprema (RTJ 134/1033, Rel. Min. CELSO
DE MELLO, v.g.).
A destinação constitucional da via reclamatória, portanto – segundo
acentua, em autorizado magistério, JOSÉ FREDERICO MARQUES
(“Instituições de Direito Processual Civil”, vol. IV/393, 2ª ed., Forense) –,
além de vincular esse meio processual à preservação da competência
global do Supremo Tribunal Federal, prende-se ao objetivo específico de
salvaguardar a extensão e os efeitos dos julgados desta Suprema Corte.
Ocorre, no entanto, que o E. Superior Tribunal de Justiça, ao julgar o
recurso especial em questão, não usurpou a competência desta
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 19
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 6581 AGR / RJ
Suprema Corte, como corretamente sustentou a União Federal nas
razões do recurso de agravo que interpôs contra a decisão de fls. 64/66:
“Após leitura mais atenta do acórdão reclamado, percebe-se que,
em apenas uma passagem, há referência direta ao art. 41 do ADCT.
A despeito disso, apesar de haver menção ao dispositivo constitucional em
questão, o acórdão em análise não o adotou como razão de decidir.
Aliás, cabe destacar que o respeito à competência do Supremo
Tribunal Federal para solução de questões constitucionais foi inclusive
ressaltada na decisão objeto da presente reclamação. Em seu voto, o
relator teve o cuidado de esclarecer que a controvérsia poderia ser
examinada pelo Superior Tribunal de Justiça, em razão de a questão
posta nos autos não tratar de interpretação de norma ou princípio
constitucional.
Nessa linha, relevante transcrever excerto da decisão:
‘(…) muito embora tenha o Tribunal ‘a aquo’ decidido
no sentido da subsistência do benefício fiscal devido ao
reconhecimento da inconstitucionalidade dos artigos 1º do
Decreto-Lei nº 1.724/79 e 3º, I, do Decreto-Lei nº 1.894/81, pelo
Supremo Tribunal Federal, a questão controvertida nos autos
não diz respeito à interpretação de norma ou princípio
constitucional.
Nesse sentido, oportuna a transcrição do esclarecimento
feito pelo i. Ministro Teori Zavaski no julgamento do
REsp 591.708/RS, em que se tratava de matéria semelhante a
que ora se analisa, ‘verbis’:
‘(…)
1. A hipótese é daquelas situadas em domínios não muito
bem demarcados entre a matéria constitucional (de competência
do STF) e infraconstitucional (atribuída ao STJ). É que não se
questiona, propriamente, a constitucionalidade ou não dos
preceitos normativos aplicáveis ao caso. No particular, as partes
estão acordes no sentido de que há normas inconstitucionais,
assim reconhecidas inclusive pelo STF. O que se questiona é se a
norma inconstitucional teria ou não revogado as anteriores e se,
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Supremo Tribunal Federal
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Suprema Corte, como corretamente sustentou a União Federal nas
razões do recurso de agravo que interpôs contra a decisão de fls. 64/66:
“Após leitura mais atenta do acórdão reclamado, percebe-se que,
em apenas uma passagem, há referência direta ao art. 41 do ADCT.
A despeito disso, apesar de haver menção ao dispositivo constitucional em
questão, o acórdão em análise não o adotou como razão de decidir.
Aliás, cabe destacar que o respeito à competência do Supremo
Tribunal Federal para solução de questões constitucionais foi inclusive
ressaltada na decisão objeto da presente reclamação. Em seu voto, o
relator teve o cuidado de esclarecer que a controvérsia poderia ser
examinada pelo Superior Tribunal de Justiça, em razão de a questão
posta nos autos não tratar de interpretação de norma ou princípio
constitucional.
Nessa linha, relevante transcrever excerto da decisão:
‘(…) muito embora tenha o Tribunal ‘a aquo’ decidido
no sentido da subsistência do benefício fiscal devido ao
reconhecimento da inconstitucionalidade dos artigos 1º do
Decreto-Lei nº 1.724/79 e 3º, I, do Decreto-Lei nº 1.894/81, pelo
Supremo Tribunal Federal, a questão controvertida nos autos
não diz respeito à interpretação de norma ou princípio
constitucional.
Nesse sentido, oportuna a transcrição do esclarecimento
feito pelo i. Ministro Teori Zavaski no julgamento do
REsp 591.708/RS, em que se tratava de matéria semelhante a
que ora se analisa, ‘verbis’:
‘(…)
1. A hipótese é daquelas situadas em domínios não muito
bem demarcados entre a matéria constitucional (de competência
do STF) e infraconstitucional (atribuída ao STJ). É que não se
questiona, propriamente, a constitucionalidade ou não dos
preceitos normativos aplicáveis ao caso. No particular, as partes
estão acordes no sentido de que há normas inconstitucionais,
assim reconhecidas inclusive pelo STF. O que se questiona é se a
norma inconstitucional teria ou não revogado as anteriores e se,
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 6581 AGR / RJ
reconhecida a sua inconstitucionalidade, teria ou não havido
repristinação daquelas. Do modo como posta – de saber se
determinada norma foi ou não revoltada por norma
superveniente, se vige ou não e em que limites –, é matéria que,
embora suponha, eventualmente, juízo a respeito das
consequências decorrentes da inconstitucionalidade das normas,
comporta apreciação em recurso especial. Aliás, o tema já foi
enfrentado no STJ em outros casos, tanto que há, no recurso,
demonstração de dissídio jurisprudencial que tem como
paradigmas acórdãos deste Tribunal. Assim, preenchidos que
estão os demais requisitos de admissibilidade, conheço do
recurso.’
Portanto, como bem ressaltado no voto condutor do Recurso
Especial nº 1.020.969/RJ, a discussão posta nos autos limita-se a
verificar a vigência de normas infraconstitucionais, matéria esta suscetível
de análise pelo Superior Tribunal de Justiça. (…):
.......................................................................................................
Além disso, observa-se que a conclusão externada no julgamento
do Recurso Especial em questão teve como razão de decidir a análise
das normas relativas ao Decreto nº 20.910/32, e não o texto do
artigo 41, § 1º do ADCT. (…):
.......................................................................................................
Portanto, é de se reconhecer que não houve, no presente caso,
análise da controvérsia sob a ótica constitucional, mas,
exclusivamente, apreciação dos requisitos de admissibilidade e do
próprio conteúdo do recurso especial.” (grifei)
Mostra-se irrecusável concluir, desse modo, considerado o exame do
quadro processual delineado pela União, que o E. Superior Tribunal de
Justiça atuou dentro dos estritos limites de sua própria competência, sem
que se possa atribuir à decisão ora questionada o caráter de ato usurpador
da competência do Supremo Tribunal Federal.
6
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Supremo Tribunal Federal
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reconhecida a sua inconstitucionalidade, teria ou não havido
repristinação daquelas. Do modo como posta – de saber se
determinada norma foi ou não revoltada por norma
superveniente, se vige ou não e em que limites –, é matéria que,
embora suponha, eventualmente, juízo a respeito das
consequências decorrentes da inconstitucionalidade das normas,
comporta apreciação em recurso especial. Aliás, o tema já foi
enfrentado no STJ em outros casos, tanto que há, no recurso,
demonstração de dissídio jurisprudencial que tem como
paradigmas acórdãos deste Tribunal. Assim, preenchidos que
estão os demais requisitos de admissibilidade, conheço do
recurso.’
Portanto, como bem ressaltado no voto condutor do Recurso
Especial nº 1.020.969/RJ, a discussão posta nos autos limita-se a
verificar a vigência de normas infraconstitucionais, matéria esta suscetível
de análise pelo Superior Tribunal de Justiça. (…):
.......................................................................................................
Além disso, observa-se que a conclusão externada no julgamento
do Recurso Especial em questão teve como razão de decidir a análise
das normas relativas ao Decreto nº 20.910/32, e não o texto do
artigo 41, § 1º do ADCT. (…):
.......................................................................................................
Portanto, é de se reconhecer que não houve, no presente caso,
análise da controvérsia sob a ótica constitucional, mas,
exclusivamente, apreciação dos requisitos de admissibilidade e do
próprio conteúdo do recurso especial.” (grifei)
Mostra-se irrecusável concluir, desse modo, considerado o exame do
quadro processual delineado pela União, que o E. Superior Tribunal de
Justiça atuou dentro dos estritos limites de sua própria competência, sem
que se possa atribuir à decisão ora questionada o caráter de ato usurpador
da competência do Supremo Tribunal Federal.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 19
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 6581 AGR / RJ
Esse fato, por si só, inviabiliza o próprio conhecimento da presente
reclamação pelo Supremo Tribunal Federal.
Não foi por outra razão que o eminente Ministro GILMAR
MENDES, no período de férias forenses, extinguiu, acertadamente, processo
de reclamação instaurado perante esta Suprema Corte (Rcl 7.438/SP), por
não vislumbrar ocorrente, em situação idêntica à que ora se examina,
usurpação da competência desta Suprema Corte:
“Preliminarmente, observo ser incabível esta reclamação.
A Constituição Federal, no art. 102, I, ‘l’, prevê a
possibilidade de ajuizamento de reclamação perante esta Corte
para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de
suas decisões.
O pedido dos autos não está contido em nenhuma dessas
hipóteses.
De fato, a reclamante não aponta qualquer decisão deste
Tribunal que teria sido violada pela decisão reclamada.
Com relação ao argumento de que a decisão reclamada
usurparia a competência desta Corte prevista no art. 102, inciso III,
alínea ‘a’, da Constituição Federal, no julgamento da AC-QO 2.177, o
STF fixou o entendimento de que cabe ao tribunal local o julgamento
de recurso extraordinário cuja matéria já tenha reconhecida sua
repercussão geral em outro recurso extraordinário.
.......................................................................................................
Não há, portanto, qualquer usurpação da competência desta
Corte por parte do TRF da 3ª Região.
Da leitura da petição inicial, verifica-se que a pretensão
da reclamante é a concessão de efeito suspensivo ao recurso
extraordinário interposto e sobrestado no TRF da 3ª Região em razão
da pendência do julgamento do mérito da matéria, cuja repercussão
geral foi reconhecida nos autos do RE 577.302.
Primeiramente, assevere-se que o instrumento processual
adequado para o referido pleito é a ação cautelar, e não a reclamação.
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Supremo Tribunal Federal
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Esse fato, por si só, inviabiliza o próprio conhecimento da presente
reclamação pelo Supremo Tribunal Federal.
Não foi por outra razão que o eminente Ministro GILMAR
MENDES, no período de férias forenses, extinguiu, acertadamente, processo
de reclamação instaurado perante esta Suprema Corte (Rcl 7.438/SP), por
não vislumbrar ocorrente, em situação idêntica à que ora se examina,
usurpação da competência desta Suprema Corte:
“Preliminarmente, observo ser incabível esta reclamação.
A Constituição Federal, no art. 102, I, ‘l’, prevê a
possibilidade de ajuizamento de reclamação perante esta Corte
para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de
suas decisões.
O pedido dos autos não está contido em nenhuma dessas
hipóteses.
De fato, a reclamante não aponta qualquer decisão deste
Tribunal que teria sido violada pela decisão reclamada.
Com relação ao argumento de que a decisão reclamada
usurparia a competência desta Corte prevista no art. 102, inciso III,
alínea ‘a’, da Constituição Federal, no julgamento da AC-QO 2.177, o
STF fixou o entendimento de que cabe ao tribunal local o julgamento
de recurso extraordinário cuja matéria já tenha reconhecida sua
repercussão geral em outro recurso extraordinário.
.......................................................................................................
Não há, portanto, qualquer usurpação da competência desta
Corte por parte do TRF da 3ª Região.
Da leitura da petição inicial, verifica-se que a pretensão
da reclamante é a concessão de efeito suspensivo ao recurso
extraordinário interposto e sobrestado no TRF da 3ª Região em razão
da pendência do julgamento do mérito da matéria, cuja repercussão
geral foi reconhecida nos autos do RE 577.302.
Primeiramente, assevere-se que o instrumento processual
adequado para o referido pleito é a ação cautelar, e não a reclamação.
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 6581 AGR / RJ
Neste ponto, o Plenário desta Corte fixou o entendimento
segundo o qual, quando reconhecida repercussão geral da matéria,
for sobrestado recurso extraordinário sobre ela, admitido ou não na
origem, é da competência do tribunal local conhecer e julgar ação
cautelar tendente a dar-lhe efeito suspensivo.
.......................................................................................................
O instituto da reclamação, portanto, não é cabível para os
fins pretendidos pela reclamante.” (grifei)
Vale referir, ainda, ante a pertinência de seu conteúdo em face deste
pleito reclamatório, fragmento de decisão que o eminente Ministro
RICARDO LEWANDOWSKI proferiu no âmbito da Rcl 7.510/PA, de que
foi Relator:
“Bem examinados os autos, vê-se que a pretensão não
merece acolhida, pois o pedido formulado pela reclamante não se
enquadra em nenhuma das duas hipóteses permissivas inscritas no
art. 102, I, ‘l’, da Constituição Federal, seja para preservar a
competência desta Suprema Corte, seja para garantir a autoridade de
suas decisões.
Ao analisar a aplicação do § 1º do art. 41 do ADCT de 1988 ao
caso sob comento, o Superior Tribunal de Justiça nada mais fez
que exercer o controle difuso de constitucionalidade, razão
pela qual não usurpou a competência do Supremo Tribunal
Federal.
De acordo com Luís Roberto Barroso
‘O controle incidental de constitucionalidade é um
controle exercido de modo difuso, cabendo, a todos os órgãos
judiciais, indistintamente, tanto de primeiro como de
segundo grau, bem como aos tribunais superiores’.”
(grifei)
8
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Supremo Tribunal Federal
RCL 6581 AGR / RJ
Neste ponto, o Plenário desta Corte fixou o entendimento
segundo o qual, quando reconhecida repercussão geral da matéria,
for sobrestado recurso extraordinário sobre ela, admitido ou não na
origem, é da competência do tribunal local conhecer e julgar ação
cautelar tendente a dar-lhe efeito suspensivo.
.......................................................................................................
O instituto da reclamação, portanto, não é cabível para os
fins pretendidos pela reclamante.” (grifei)
Vale referir, ainda, ante a pertinência de seu conteúdo em face deste
pleito reclamatório, fragmento de decisão que o eminente Ministro
RICARDO LEWANDOWSKI proferiu no âmbito da Rcl 7.510/PA, de que
foi Relator:
“Bem examinados os autos, vê-se que a pretensão não
merece acolhida, pois o pedido formulado pela reclamante não se
enquadra em nenhuma das duas hipóteses permissivas inscritas no
art. 102, I, ‘l’, da Constituição Federal, seja para preservar a
competência desta Suprema Corte, seja para garantir a autoridade de
suas decisões.
Ao analisar a aplicação do § 1º do art. 41 do ADCT de 1988 ao
caso sob comento, o Superior Tribunal de Justiça nada mais fez
que exercer o controle difuso de constitucionalidade, razão
pela qual não usurpou a competência do Supremo Tribunal
Federal.
De acordo com Luís Roberto Barroso
‘O controle incidental de constitucionalidade é um
controle exercido de modo difuso, cabendo, a todos os órgãos
judiciais, indistintamente, tanto de primeiro como de
segundo grau, bem como aos tribunais superiores’.”
(grifei)
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Nem se diga que o E. Superior Tribunal de Justiça não poderia
aplicar regra de direito constitucional positivo nem efetuar o controle
incidental de constitucionalidade das leis e atos do Poder Público no
julgamento de recursos sujeitos à sua própria competência.
É que a fiscalização concreta de constitucionalidade, em nosso
sistema jurídico, rege-se pelo método difuso, que permite a qualquer
magistrado ou Tribunal proceder, “incidenter tantum”, ao controle de
legitimidade constitucional dos atos estatais.
É importante enfatizar, neste ponto, na linha do magistério
jurisprudencial firmado por esta Suprema Corte, que o E. Superior Tribunal
de Justiça – à semelhança dos demais Tribunais e juízes – dispõe de
competência para exercer o controle incidental, pela via difusa, da
constitucionalidade dos atos estatais em geral (RTJ 158/976-978, Rel. Min.
CELSO DE MELLO, v.g.), ainda que a questão prejudicial de
constitucionalidade venha a ser instaurada, como é processualmente lícito,
em sede de recurso especial.
Daí a decisão que o eminente Ministro RICARDO LEWANDOWSKI
proferiu na Rcl 7.510/PA, na qual – como precedentemente referido –
reconheceu a plena legitimidade de o Superior Tribunal de Justiça
exercer, mesmo em sede de recurso especial, o controle difuso de
constitucionalidade.
Cabe assinalar, também, que a douta Procuradoria-Geral da
República, ao pronunciar-se pela improcedência da Rcl 6.530/MG, Rel.
Min. ELLEN GRACIE, em cujo âmbito foi suscitada controvérsia
idêntica à veiculada nesta sede processual, formulou parecer assim
ementado:
“RECLAMAÇÃO
–
SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA – RECURSO ESPECIAL A QUE SE NEGOU
9
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9450783.
Supremo Tribunal Federal
RCL 6581 AGR / RJ
Nem se diga que o E. Superior Tribunal de Justiça não poderia
aplicar regra de direito constitucional positivo nem efetuar o controle
incidental de constitucionalidade das leis e atos do Poder Público no
julgamento de recursos sujeitos à sua própria competência.
É que a fiscalização concreta de constitucionalidade, em nosso
sistema jurídico, rege-se pelo método difuso, que permite a qualquer
magistrado ou Tribunal proceder, “incidenter tantum”, ao controle de
legitimidade constitucional dos atos estatais.
É importante enfatizar, neste ponto, na linha do magistério
jurisprudencial firmado por esta Suprema Corte, que o E. Superior Tribunal
de Justiça – à semelhança dos demais Tribunais e juízes – dispõe de
competência para exercer o controle incidental, pela via difusa, da
constitucionalidade dos atos estatais em geral (RTJ 158/976-978, Rel. Min.
CELSO DE MELLO, v.g.), ainda que a questão prejudicial de
constitucionalidade venha a ser instaurada, como é processualmente lícito,
em sede de recurso especial.
Daí a decisão que o eminente Ministro RICARDO LEWANDOWSKI
proferiu na Rcl 7.510/PA, na qual – como precedentemente referido –
reconheceu a plena legitimidade de o Superior Tribunal de Justiça
exercer, mesmo em sede de recurso especial, o controle difuso de
constitucionalidade.
Cabe assinalar, também, que a douta Procuradoria-Geral da
República, ao pronunciar-se pela improcedência da Rcl 6.530/MG, Rel.
Min. ELLEN GRACIE, em cujo âmbito foi suscitada controvérsia
idêntica à veiculada nesta sede processual, formulou parecer assim
ementado:
“RECLAMAÇÃO
–
SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA – RECURSO ESPECIAL A QUE SE NEGOU
9
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 6581 AGR / RJ
SEGUIMENTO EM SEDE DE AGRAVO DE INSTRUMENTO –
IPI – CRÉDITO-PRÊMIO – ART. 41, § 1º, DO ADCT/88 –
AI Nº 981.920/MG – INCENTIVO FISCAL DE NATUREZA
SETORIAL
–
AUSÊNCIA DE USURPAÇÃO DE
COMPETÊNCIA
–
MATÉRIA
CONSTITUCIONAL
APRECIADA INCIDENTALMENTE E DE FORMA
LEGÍTIMA PELO ÓRGÃO RECLAMADO – PARECER POR
QUE SE JULGUE IMPROCEDENTE A RECLAMAÇÃO.”
(grifei)
Impõe-se registrar, ainda, no que concerne à própria controvérsia
ora suscitada, que o entendimento ora exposto tem sido observado em
julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema Corte (Rcl 6.162-
-AgR/AL, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 6.882-AgR/MG, Rel. Min. CÁRMEN
LÚCIA – Rcl 6.900-AgR/AL, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 9.302-AgR/PE,
Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.):
“AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO.
TRIBUTÁRIO.
AUSÊNCIA DE USURPAÇÃO DE
COMPETÊNCIA. CRÉDITO-PRÊMIO DO IPI. ART. 41, § 1º,
DO ADCT. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal
entende que inexiste usurpação de competência desta Corte quando
acórdão do Superior Tribunal de Justiça faz controle difuso de
constitucionalidade, aplicando o art. 41, § 1º, do ADCT, para
decidir sobre a extinção do crédito-prêmio do IPI. 2. A atuação
monocrática do relator, ao julgar a reclamação, ocorreu de acordo
com o art. 38 da Lei nº 8.038/1990 e o art. 161, parágrafo único, do
RI/STF. 4. Agravo regimental a que se nega provimento
. ”
(Rcl 8.115-AgR/SC, Rel. Min. ROBERTO BARROSO –
grifei)
Não custa relembrar, por necessário, em face da ausência, na espécie,
dos pressupostos que poderiam legitimar o ajuizamento da reclamação,
10
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Supremo Tribunal Federal
RCL 6581 AGR / RJ
SEGUIMENTO EM SEDE DE AGRAVO DE INSTRUMENTO –
IPI – CRÉDITO-PRÊMIO – ART. 41, § 1º, DO ADCT/88 –
AI Nº 981.920/MG – INCENTIVO FISCAL DE NATUREZA
SETORIAL
–
AUSÊNCIA DE USURPAÇÃO DE
COMPETÊNCIA
–
MATÉRIA
CONSTITUCIONAL
APRECIADA INCIDENTALMENTE E DE FORMA
LEGÍTIMA PELO ÓRGÃO RECLAMADO – PARECER POR
QUE SE JULGUE IMPROCEDENTE A RECLAMAÇÃO.”
(grifei)
Impõe-se registrar, ainda, no que concerne à própria controvérsia
ora suscitada, que o entendimento ora exposto tem sido observado em
julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema Corte (Rcl 6.162-
-AgR/AL, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 6.882-AgR/MG, Rel. Min. CÁRMEN
LÚCIA – Rcl 6.900-AgR/AL, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 9.302-AgR/PE,
Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.):
“AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO.
TRIBUTÁRIO.
AUSÊNCIA DE USURPAÇÃO DE
COMPETÊNCIA. CRÉDITO-PRÊMIO DO IPI. ART. 41, § 1º,
DO ADCT. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal
entende que inexiste usurpação de competência desta Corte quando
acórdão do Superior Tribunal de Justiça faz controle difuso de
constitucionalidade, aplicando o art. 41, § 1º, do ADCT, para
decidir sobre a extinção do crédito-prêmio do IPI. 2. A atuação
monocrática do relator, ao julgar a reclamação, ocorreu de acordo
com o art. 38 da Lei nº 8.038/1990 e o art. 161, parágrafo único, do
RI/STF. 4. Agravo regimental a que se nega provimento
. ”
(Rcl 8.115-AgR/SC, Rel. Min. ROBERTO BARROSO –
grifei)
Não custa relembrar, por necessário, em face da ausência, na espécie,
dos pressupostos que poderiam legitimar o ajuizamento da reclamação,
10
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 6581 AGR / RJ
que este remédio constitucional não pode ser utilizado como um
(inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de
caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame
direto desta Suprema Corte.
É que a reclamação – constitucionalmente vocacionada a cumprir a
dupla função a que alude o art. 102, I, “l”, da Carta Política
(RTJ
134/1033) –
não
se
qualifica
como sucedâneo recursal
nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo
do ato reclamado, eis que tais finalidades revelam-se estranhas à
destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida
processual, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal:
“CONSTITUCIONAL.
PROCESSUAL
CIVIL.
RECLAMAÇÃO: NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE
AÇÃO RESCISÓRIA.
I. – A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de
recurso ou de ação rescisória.
II. – Reclamação não conhecida.”
(RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno –
grifei)
“Não cabe reclamação destinada a invalidar decisão de
outro Tribunal, que haja porventura divergido da jurisprudência do
Supremo Tribunal, firmada no julgamento de causa diferente, mesmo
em se tratando de controvérsias de porte constitucional.
Também não é a reclamação instrumento idôneo de
uniformização de jurisprudência, tampouco sucedâneo de recurso
ou rescisória, não utilizados tempestivamente pelas partes.”
(Rcl 724-AgR/ES, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI,
Pleno – grifei)
“O despacho acoimado de ofender a autoridade da decisão do
Supremo Tribunal Federal negou seguimento, por razões processuais
11
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Supremo Tribunal Federal
RCL 6581 AGR / RJ
que este remédio constitucional não pode ser utilizado como um
(inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de
caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame
direto desta Suprema Corte.
É que a reclamação – constitucionalmente vocacionada a cumprir a
dupla função a que alude o art. 102, I, “l”, da Carta Política
(RTJ
134/1033) –
não
se
qualifica
como sucedâneo recursal
nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo
do ato reclamado, eis que tais finalidades revelam-se estranhas à
destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida
processual, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal:
“CONSTITUCIONAL.
PROCESSUAL
CIVIL.
RECLAMAÇÃO: NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE
AÇÃO RESCISÓRIA.
I. – A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de
recurso ou de ação rescisória.
II. – Reclamação não conhecida.”
(RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno –
grifei)
“Não cabe reclamação destinada a invalidar decisão de
outro Tribunal, que haja porventura divergido da jurisprudência do
Supremo Tribunal, firmada no julgamento de causa diferente, mesmo
em se tratando de controvérsias de porte constitucional.
Também não é a reclamação instrumento idôneo de
uniformização de jurisprudência, tampouco sucedâneo de recurso
ou rescisória, não utilizados tempestivamente pelas partes.”
(Rcl 724-AgR/ES, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI,
Pleno – grifei)
“O despacho acoimado de ofender a autoridade da decisão do
Supremo Tribunal Federal negou seguimento, por razões processuais
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 19
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 6581 AGR / RJ
suficientes, ao recurso ordinário interposto contra acórdão em
mandado de segurança. Por esse fundamento não é cabível
reclamação, eis que a decisão da Corte Maior não cuida da matéria.
.......................................................................................................
A reclamação não pode servir de sucedâneo de recursos e
ações cabíveis, como decidiu esse Plenário nas Rcl Ag.Rg 1852,
relator Maurício Correa, e Rcl Ag.Rg. 724, rel. Min. Octávio Gallotti.
(…).”
(Rcl 1.591/RN, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Pleno – grifei)
“AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À
DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA.
AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS
ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO
TRIBUNAL.
.......................................................................................................
A questão da responsabilidade do Estado pelas dívidas da
instituição financeira estatal revela tema afeto ao processo de execução
que tramita na Justiça do Trabalho, não guardando pertinência com o
objeto da presente ação. A reclamação não pode servir de
sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis.”
(Rcl 1.852-AgR/RN, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA,
Pleno – grifei)
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO.
CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE
ARGUMENTOS NOVOS.
RECLAMAÇÃO UTILIZADA
COMO SUCEDÂNEO RECURSAL.
INEXISTÊNCIA DE
AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
.......................................................................................................
3. O instituto da Reclamação não se presta para substituir
recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do
jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo
‘a quo’.
.......................................................................................................
12
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RCL 6581 AGR / RJ
suficientes, ao recurso ordinário interposto contra acórdão em
mandado de segurança. Por esse fundamento não é cabível
reclamação, eis que a decisão da Corte Maior não cuida da matéria.
.......................................................................................................
A reclamação não pode servir de sucedâneo de recursos e
ações cabíveis, como decidiu esse Plenário nas Rcl Ag.Rg 1852,
relator Maurício Correa, e Rcl Ag.Rg. 724, rel. Min. Octávio Gallotti.
(…).”
(Rcl 1.591/RN, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Pleno – grifei)
“AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À
DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA.
AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS
ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO
TRIBUNAL.
.......................................................................................................
A questão da responsabilidade do Estado pelas dívidas da
instituição financeira estatal revela tema afeto ao processo de execução
que tramita na Justiça do Trabalho, não guardando pertinência com o
objeto da presente ação. A reclamação não pode servir de
sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis.”
(Rcl 1.852-AgR/RN, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA,
Pleno – grifei)
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO.
CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE
ARGUMENTOS NOVOS.
RECLAMAÇÃO UTILIZADA
COMO SUCEDÂNEO RECURSAL.
INEXISTÊNCIA DE
AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
.......................................................................................................
3. O instituto da Reclamação não se presta para substituir
recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do
jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo
‘a quo’.
.......................................................................................................
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 6581 AGR / RJ
5. Agravo regimental não provido.”
(Rcl 5.465-ED/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno –
grifei)
“AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO.
A
RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO
PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO.
I – A reclamação constitucional não pode ser utilizada
como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição
invocada nos autos da decisão de mérito.
.......................................................................................................
III – Reclamação improcedente.
IV – Agravo regimental improvido.”
(Rcl
5.684-AgR/PE,
Rel.
Min.
RICARDO
LEWANDOWSKI, Pleno – grifei)
“(...) – O remédio constitucional da reclamação não pode
ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado
a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a
submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo
Tribunal Federal. Precedentes. (…).”
(Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno)
Em conclusão , não se acham presentes, na espécie, as situações
legitimadoras da utilização do instrumento reclamatório.
Sendo assim, pelas razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da
douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente
recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora
agravada.
É o meu voto.
13
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Supremo Tribunal Federal
RCL 6581 AGR / RJ
5. Agravo regimental não provido.”
(Rcl 5.465-ED/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno –
grifei)
“AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO.
A
RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO
PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO.
I – A reclamação constitucional não pode ser utilizada
como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição
invocada nos autos da decisão de mérito.
.......................................................................................................
III – Reclamação improcedente.
IV – Agravo regimental improvido.”
(Rcl
5.684-AgR/PE,
Rel.
Min.
RICARDO
LEWANDOWSKI, Pleno – grifei)
“(...) – O remédio constitucional da reclamação não pode
ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado
a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a
submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo
Tribunal Federal. Precedentes. (…).”
(Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno)
Em conclusão , não se acham presentes, na espécie, as situações
legitimadoras da utilização do instrumento reclamatório.
Sendo assim, pelas razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da
douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente
recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora
agravada.
É o meu voto.
13
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Extrato de Ata - 30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 6.581
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : SIMAB S/A
ADV.(A/S) : ALFREDO SEVERINO CAREGNATO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA (RECURSO ESPECIAL Nº
1020969)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8859909
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 6.581
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : SIMAB S/A
ADV.(A/S) : ALFREDO SEVERINO CAREGNATO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA (RECURSO ESPECIAL Nº
1020969)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8859909
Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 19
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9466555
| 2015-06-30T00:00:00
| 2015-09-28T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
|
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
|
E M E N T A: RECLAMAÇÃO – INVIABILIDADE – INOCORRÊNCIA DOS PRESSUPOSTOS QUE AUTORIZAM A SUA UTILIZAÇÃO – INEXISTÊNCIA, NO CASO, DE SITUAÇÃO CARACTERIZADORA DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE – ATUAÇÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EXERCIDA DENTRO DOS ESTRITOS LIMITES DE SUA COMPETÊNCIA – INADEQUAÇÃO DO EMPREGO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO RESCISÓRIA, DE RECURSOS OU DE AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL – EXTINÇÃO DO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO – PRECEDENTES – PARECER DA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO DO AGRAVO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
|
sjur321948
|
- Acórdão(s) citado(s):
(RECLAMAÇÃO, SUCEDÂNEO, RECURSO)
Rcl 1591 (TP), Rcl 724 AgR (2ªT), Rcl 1852 AgR (2ªT), Rcl 5465 ED (TP), Rcl 5684 AgR (TP), Rcl 6534 AgR (TP), RTJ 134/1033 (RCL 336), RTJ 168/718 (RCL 603),.
(STJ, CONTROLE INCIDENTAL, CONSTITUCIONALIDADE)
Rcl 6530, Rcl 6882 AgR (TP), Rcl 8115 AgR (1ªT), Rcl 6900 AgR (1ªT), Rcl 9302 AgR (TP), Rcl 6162 AgR (1ªT), RTJ 158/976 (AI 145395 AGR).
- Decisões monocráticas citadas:
(RECLAMAÇÃO, ATRIBUIÇÃO, EFEITO SUSPENSIVO, RE)
Rcl 7438, Rcl 7510.
Número de páginas: 19.
Análise: 19/10/2015, IMC.
|
CELSO DE MELLO
|
Segunda Turma
|
6581
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-L\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL"
] |
Rcl-AgR
|
acordaos
|
Rcl 6581 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : SIMAB S/A
ADV.(A/S) : ALFREDO SEVERINO CAREGNATO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA (RECURSO ESPECIAL Nº 1020969)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 6.581 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:SIMAB S/A
ADV.(A/S)
:ALFREDO SEVERINO CAREGNATO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL
DE JUSTIÇA (RECURSO
ESPECIAL n 1020969)
E M E N T A:
RECLAMAÇÃO – INVIABILIDADE –
INOCORRÊNCIA DOS PRESSUPOSTOS QUE AUTORIZAM A SUA
UTILIZAÇÃO –
INEXISTÊNCIA,
NO CASO, DE SITUAÇÃO
CARACTERIZADORA
DE
USURPAÇÃO
DE
COMPETÊNCIA
DESTA SUPREMA CORTE – ATUAÇÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA EXERCIDA DENTRO DOS ESTRITOS LIMITES DE SUA
COMPETÊNCIA –
INADEQUAÇÃO
DO EMPREGO DA
RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO RESCISÓRIA, DE
RECURSOS OU DE AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL – EXTINÇÃO DO
PROCESSO DE RECLAMAÇÃO – PRECEDENTES – PARECER DA
PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO
DO AGRAVO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamentos e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Ementa e Acórdão
RCL 6581 AGR / RJ
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes.
Brasília, 30 de junho de 2015.
CELSO DE MELLO – RELATOR
2
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Supremo Tribunal Federal
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recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes.
Brasília, 30 de junho de 2015.
CELSO DE MELLO – RELATOR
2
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Relatório
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 6.581 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:SIMAB S/A
ADV.(A/S)
:ALFREDO SEVERINO CAREGNATO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL
DE JUSTIÇA (RECURSO
ESPECIAL n 1020969)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O
Ministério Público Federal, em manifestação da lavra do ilustre
Subprocurador-Geral da República Dr. FRANCISCO DE ASSIS VIEIRA
SANSEVERINO, ao opinar pelo não provimento do recurso de agravo,
assim resumiu e apreciou a presente causa (fls. 336/338):
“Reclamação para preservar competência do
Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental contra decisão que
negou seguimento. Questão da prescrição do
crédito-prêmio
do
IPI;
matéria
infraconstitucional
(Recurso Extraordinário n 577.302/RS,
Relator
Min.
Ricardo
Lewandowski,
j.
13-08-2009).
PARECER
PELO
DESPROVIMENTO DO AGRAVO.
I
1. Trata-se de agravo regimental interposto pela
reclamante SIMAB S/A, na qualidade de pessoa jurídica
(fls. 286-95), contra decisão do Relator, que negou seguimento à
reclamação revogando a liminar (fls. 263-273).
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 6.581 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:SIMAB S/A
ADV.(A/S)
:ALFREDO SEVERINO CAREGNATO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL
DE JUSTIÇA (RECURSO
ESPECIAL n 1020969)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O
Ministério Público Federal, em manifestação da lavra do ilustre
Subprocurador-Geral da República Dr. FRANCISCO DE ASSIS VIEIRA
SANSEVERINO, ao opinar pelo não provimento do recurso de agravo,
assim resumiu e apreciou a presente causa (fls. 336/338):
“Reclamação para preservar competência do
Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental contra decisão que
negou seguimento. Questão da prescrição do
crédito-prêmio
do
IPI;
matéria
infraconstitucional
(Recurso Extraordinário n 577.302/RS,
Relator
Min.
Ricardo
Lewandowski,
j.
13-08-2009).
PARECER
PELO
DESPROVIMENTO DO AGRAVO.
I
1. Trata-se de agravo regimental interposto pela
reclamante SIMAB S/A, na qualidade de pessoa jurídica
(fls. 286-95), contra decisão do Relator, que negou seguimento à
reclamação revogando a liminar (fls. 263-273).
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Relatório
RCL 6581 AGR / RJ
2. Esta Reclamação n. 6.581/RJ dirige-se contra acórdão
do Superior Tribunal de Justiça que deu provimento ao
REsp n 1.020.969/RJ interposto pela União. Decidiu que o
Crédito-Prêmio de IPI é benefício fiscal, destinado ao setor exportador
e declarou prescritos os eventuais créditos da reclamante, uma vez que
a demanda foi instaurada em janeiro de 2000. A reclamante afirma o
seguinte; (i) o Superior Tribunal de Justiça aplicou o art. 41, § 1..., do ADCT da Constituição Federal de 1988 como razão
de decidir, usurpando competência do Supremo Tribunal Federal; (ii) A decisão proferida
pelo TRF 2... Região não tratou desse dispositivo constitucional. Não
houve interposição de Recursos para questionar a matéria; (iii) não
houve controle difuso de constitucionalidade pelo Superior Tribunal de Justiça.
II
3. Não merece provimento o agravo regimental.
4. Cabe reclamação para preservar a competência do Supremo Tribunal Federal e
garantir a autoridade de suas decisões e de Súmula vinculante (Constituição Federal de 1988,
art. 102, I, ‘e’; art. 103-A, § 3...).
5. A reclamante SIMAB S/A pretende preservar a
competência do Supremo Tribunal Federal em face da decisão do Superior Tribunal de Justiça proferida no
REsp n 1.020.969/RJ, que entendeu extinto o Créditos-Prêmio do
IPI e pronunciou a prescrição com base no Decreto n 20.910/32, por
ter sido ajuizada em janeiro de 2000.
6. Em síntese, o acordão do Superior Tribunal de Justiça deu provimento ao REsp
interposto pela União contra a sentença que deu provimento à
apelação da SIMAB S/A e deferiu o direito da empresa de se ver
ressarcida mediante a utilização dos Créditos-Prêmio de IPI para
compensação de débitos com a SRF, com fundamento no art. 1... do
DL n 491/69.
7. No caso, o Superior Tribunal de Justiça, ao julgar o REsp n 1.020.969/RJ, limitou-se
a verificar a vigência de norma infraconstitucional, teve como razão de
decidir a análise das normas relativas ao Decreto n 20.190/32, e não o
texto do artigo 41, § 1..., do ADCT.
8. O pleno do Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de que
a apreciação das questões relativas à prescrição de pretensão à
compensação de crédito decorrente de incentivo fiscal (no caso
CRÉDITO-PRÊMIO DO IPI) depende de exame de normas
2
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Supremo Tribunal Federal
RCL 6581 AGR / RJ
2. Esta Reclamação n. 6.581/RJ dirige-se contra acórdão
do Superior Tribunal de Justiça que deu provimento ao
REsp n 1.020.969/RJ interposto pela União. Decidiu que o
Crédito-Prêmio de IPI é benefício fiscal, destinado ao setor exportador
e declarou prescritos os eventuais créditos da reclamante, uma vez que
a demanda foi instaurada em janeiro de 2000. A reclamante afirma o
seguinte; (i) o Superior Tribunal de Justiça aplicou o art. 41, § 1..., do ADCT da Constituição Federal de 1988 como razão
de decidir, usurpando competência do Supremo Tribunal Federal; (ii) A decisão proferida
pelo TRF 2... Região não tratou desse dispositivo constitucional. Não
houve interposição de Recursos para questionar a matéria; (iii) não
houve controle difuso de constitucionalidade pelo Superior Tribunal de Justiça.
II
3. Não merece provimento o agravo regimental.
4. Cabe reclamação para preservar a competência do Supremo Tribunal Federal e
garantir a autoridade de suas decisões e de Súmula vinculante (Constituição Federal de 1988,
art. 102, I, ‘e’; art. 103-A, § 3...).
5. A reclamante SIMAB S/A pretende preservar a
competência do Supremo Tribunal Federal em face da decisão do Superior Tribunal de Justiça proferida no
REsp n 1.020.969/RJ, que entendeu extinto o Créditos-Prêmio do
IPI e pronunciou a prescrição com base no Decreto n 20.910/32, por
ter sido ajuizada em janeiro de 2000.
6. Em síntese, o acordão do Superior Tribunal de Justiça deu provimento ao REsp
interposto pela União contra a sentença que deu provimento à
apelação da SIMAB S/A e deferiu o direito da empresa de se ver
ressarcida mediante a utilização dos Créditos-Prêmio de IPI para
compensação de débitos com a SRF, com fundamento no art. 1... do
DL n 491/69.
7. No caso, o Superior Tribunal de Justiça, ao julgar o REsp n 1.020.969/RJ, limitou-se
a verificar a vigência de norma infraconstitucional, teve como razão de
decidir a análise das normas relativas ao Decreto n 20.190/32, e não o
texto do artigo 41, § 1..., do ADCT.
8. O pleno do Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de que
a apreciação das questões relativas à prescrição de pretensão à
compensação de crédito decorrente de incentivo fiscal (no caso
CRÉDITO-PRÊMIO DO IPI) depende de exame de normas
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 19
Relatório
RCL 6581 AGR / RJ
infraconstitucionais (Recurso Extraordinário n 577.302-0/RS, Relator Min. Ricardo
Lewandowski, j. 13-08-2009).
9. Em síntese, a decisão reclamada não invadiu a esfera de
competência do Supremo Tribunal Federal.
III
10. Em face do exposto, a Procuradoria Geral da República
opina pelo desprovimento do agravo regimental.” (grifei)
Sendo esse o contexto, submeto à apreciação desta colenda Turma o
presente recurso de agravo.
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
RCL 6581 AGR / RJ
infraconstitucionais (Recurso Extraordinário n 577.302-0/RS, Relator Min. Ricardo
Lewandowski, j. 13-08-2009).
9. Em síntese, a decisão reclamada não invadiu a esfera de
competência do Supremo Tribunal Federal.
III
10. Em face do exposto, a Procuradoria Geral da República
opina pelo desprovimento do agravo regimental.” (grifei)
Sendo esse o contexto, submeto à apreciação desta colenda Turma o
presente recurso de agravo.
É o relatório.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 19
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 6.581 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não
a ssiste
razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com
integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Plenário desta
Suprema Corte firmou na matéria ora em exame.
Como destaquei na decisão ora agravada, trata-se de “reclamação
com pedido de medida liminar” ajuizada contra decisão que, emanada do
E. Superior Tribunal de Justiça, encontra-se consubstanciada em acórdão
assim ementado (fls. 05/06):
“PROCESSUAL CIVIL.
TRIBUTÁRIO.
RECURSO
ESPECIAL. DISPOSITIVO CONSTITUCIONAL. VIOLAÇÃO.
NÃO-CONHECIMENTO.
PREQUESTIONAMENTO.
AUSÊNCIA. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. INSTRUÇÃO
NORMATIVA. OFENSA. NÃO-CONHECIMENTO. CRÉDITO-
-PRÊMIO. DECRETO-LEI 491/69. ART. 1.... VIGÊNCIA.
PRAZO. EXTINÇÃO.
1. Não se conhece, em recurso especial, de violação a
dispositivos constitucionais, vez que se trata de competência
exclusiva do Supremo Tribunal Federal, nos termos do artigo 102 da
Constituição.
2. A ausência de prequestionamento inviabiliza o
conhecimento da questão federal suscitada.
3. Não se conhece de recurso especial por suposta ofensa a
Instrução Normativa, porquanto esse ato normativo não se amolda
ao conceito de tratado ou lei federal previsto no artigo 105, III, ‘a’, da
Constituição da República.
4. A Primeira Seção desta Corte Superior firmou
entendimento no sentido de que, sendo o crédito-prêmio de IPI
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 6.581 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não
a ssiste
razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com
integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Plenário desta
Suprema Corte firmou na matéria ora em exame.
Como destaquei na decisão ora agravada, trata-se de “reclamação
com pedido de medida liminar” ajuizada contra decisão que, emanada do
E. Superior Tribunal de Justiça, encontra-se consubstanciada em acórdão
assim ementado (fls. 05/06):
“PROCESSUAL CIVIL.
TRIBUTÁRIO.
RECURSO
ESPECIAL. DISPOSITIVO CONSTITUCIONAL. VIOLAÇÃO.
NÃO-CONHECIMENTO.
PREQUESTIONAMENTO.
AUSÊNCIA. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. INSTRUÇÃO
NORMATIVA. OFENSA. NÃO-CONHECIMENTO. CRÉDITO-
-PRÊMIO. DECRETO-LEI 491/69. ART. 1.... VIGÊNCIA.
PRAZO. EXTINÇÃO.
1. Não se conhece, em recurso especial, de violação a
dispositivos constitucionais, vez que se trata de competência
exclusiva do Supremo Tribunal Federal, nos termos do artigo 102 da
Constituição.
2. A ausência de prequestionamento inviabiliza o
conhecimento da questão federal suscitada.
3. Não se conhece de recurso especial por suposta ofensa a
Instrução Normativa, porquanto esse ato normativo não se amolda
ao conceito de tratado ou lei federal previsto no artigo 105, III, ‘a’, da
Constituição da República.
4. A Primeira Seção desta Corte Superior firmou
entendimento no sentido de que, sendo o crédito-prêmio de IPI
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 19
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 6581 AGR / RJ
benefício de natureza setorial, ou seja, destinado apenas ao setor
exportador, foi extinto em 4.10.1990 em razão de se lhe aplicar a
norma do artigo 41, § 1..., do Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias – ADCT (q.v., ‘verbi gratia’, EREsp 738.689/PR,
Primeira Seção, DJ 22.10.2007, p. 187).
5. A prescrição das ações que visam ao recebimento de crédito-
-prêmio do IPI é de cinco anos, conforme dispõe o artigo 1... do
Decreto n 20.910/32. Precedentes da e. Primeira Seção.
6. ‘In casu’, tendo o ajuizamento da demanda se dado em
janeiro de 2000, encontram-se prescritos eventuais créditos de
titularidade da recorrida, porquanto decorridos mais de cinco anos
entre a data da extinção do benefício e a data do ajuizamento do
‘writ’.
7. Recurso especial conhecido em parte e, nessa parte,
provido.”
(REsp 1.020.969/RJ, Rel. Min. CARLOS FERNANDO
MATHIAS – grifei)
A empresa ora reclamante , para justificar a alegação de que a decisão
questionada teria usurpado a competência do Supremo Tribunal Federal,
apoia-se, em síntese, nos seguintes fundamentos (fls. 12/20):
“Decidindo como decidiu, o Superior Tribunal de Justiça infringe, ‘data máxima vênia’,
diretamente o art. 105, inciso III, ‘a’, da Constituição Federal de 1988, pois ‘ressuscita’ matéria
preclusa – ausente do debate – (no caso do Decreto n 20.910/31,
art. 1...) e também decide matéria não decidida no acórdão recorrido
(natureza setorial do crédito prêmio de IPI, extinção em 1990 e
aplicação do art. 41, § 1..., ADCT da Constituição Federal de 1988).
E mais, ‘in casu’, ao aplicar de ofício o art. 41, § 1..., do ADCT
da Constituição Federal de 1988 para solucionar a questão da vigência ou extinção do crédito
prêmio de IPI em sede de recurso especial, a e. 2... Turma do Superior Tribunal de Justiça
usurpa competência prevista no art. 102, III, ‘a’, da Constituição Federal de 1988 para o
Supremo Tribunal Federal julgar em sede de recurso extraordinário
questão constitucional (R.E. n 419.629-8/DF, DJ de 30.06.2006).
Essas duas matérias, inclusive, o Superior Tribunal de Justiça não poderia decidir de
ofício, salvo com extrapolação do objeto do recurso especial e do
2
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Supremo Tribunal Federal
RCL 6581 AGR / RJ
benefício de natureza setorial, ou seja, destinado apenas ao setor
exportador, foi extinto em 4.10.1990 em razão de se lhe aplicar a
norma do artigo 41, § 1..., do Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias – ADCT (q.v., ‘verbi gratia’, EREsp 738.689/PR,
Primeira Seção, DJ 22.10.2007, p. 187).
5. A prescrição das ações que visam ao recebimento de crédito-
-prêmio do IPI é de cinco anos, conforme dispõe o artigo 1... do
Decreto n 20.910/32. Precedentes da e. Primeira Seção.
6. ‘In casu’, tendo o ajuizamento da demanda se dado em
janeiro de 2000, encontram-se prescritos eventuais créditos de
titularidade da recorrida, porquanto decorridos mais de cinco anos
entre a data da extinção do benefício e a data do ajuizamento do
‘writ’.
7. Recurso especial conhecido em parte e, nessa parte,
provido.”
(REsp 1.020.969/RJ, Rel. Min. CARLOS FERNANDO
MATHIAS – grifei)
A empresa ora reclamante , para justificar a alegação de que a decisão
questionada teria usurpado a competência do Supremo Tribunal Federal,
apoia-se, em síntese, nos seguintes fundamentos (fls. 12/20):
“Decidindo como decidiu, o Superior Tribunal de Justiça infringe, ‘data máxima vênia’,
diretamente o art. 105, inciso III, ‘a’, da Constituição Federal de 1988, pois ‘ressuscita’ matéria
preclusa – ausente do debate – (no caso do Decreto n 20.910/31,
art. 1...) e também decide matéria não decidida no acórdão recorrido
(natureza setorial do crédito prêmio de IPI, extinção em 1990 e
aplicação do art. 41, § 1..., ADCT da Constituição Federal de 1988).
E mais, ‘in casu’, ao aplicar de ofício o art. 41, § 1..., do ADCT
da Constituição Federal de 1988 para solucionar a questão da vigência ou extinção do crédito
prêmio de IPI em sede de recurso especial, a e. 2... Turma do Superior Tribunal de Justiça
usurpa competência prevista no art. 102, III, ‘a’, da Constituição Federal de 1988 para o
Supremo Tribunal Federal julgar em sede de recurso extraordinário
questão constitucional (R.E. n 419.629-8/DF, DJ de 30.06.2006).
Essas duas matérias, inclusive, o Superior Tribunal de Justiça não poderia decidir de
ofício, salvo com extrapolação do objeto do recurso especial e do
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 19
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 6581 AGR / RJ
princípio da devolução recursal, porque não suscitadas no aresto
recorrido do TRF da 2... Região (Súmulas 211 Superior Tribunal de Justiça e 356 Supremo Tribunal Federal).
O tema relevante da impossibilidade de o Superior Tribunal de Justiça, em sede de recurso
especial, poder decidir a causa à luz da aplicação explícita de preceito
constitucional foi abordado pelo próprio aresto em que ora se assesta a
presente reclamação, porém, em contradição aos seus próprios
fundamentos, ao afirmar a certa altura do voto acima transcrito que –
prequestionadas as teses em torno dos demais dispositivos
infraconstitucionais tidos por violados, conheço do recurso especial
interposto. (…). Para o deslinde da controvérsia há de se perquirir se
o benefício instituído pelo artigo 1... do Decreto-Lei n 491/69, conhecido
como ‘crédito-prêmio à exportação’, ou crédito-prêmio de IPI, está ou
não em vigor. A despeito das orientações acerca da vigência do
benefício fiscal ‘sub examinem’, fato é que a Primeira Seção desta
Corte Superior firmou entendimento no sentido de que sendo o
crédito-prêmio de IPI benefício de natureza setorial, ou seja, destinado
apenas ao setor exportador, foi extinto em 4.10.1990 em razão de se lhe
aplicar a norma do art. 41, § 1..., do Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias – ADCT, ‘in verbis’: (...)’ – o voto
condutor conclui pela extinção do crédito prêmio de IPI justamente
aplicando a norma constitucional transitória. A contradição é
evidente, assim como a extrapolação dos limites da competência do
Superior Tribunal de Justiça em matéria constitucional e na questão da devolução recursal.
E mais, ‘in casu’, saliente-se, o art. 41, § 1..., do ADCT Constituição Federal de 1988/88
sequer foi mencionado no acórdão do Tribunal ‘a quo’ e o tema da
extinção em 1990 do Código Penal Brasileiro IPI não consta em nenhuma linha naquele
aresto. Não é demais repetir o que consta nas contra-razões ao recurso
especial, que não houve interposição de embargos de declaração na
origem para integrar essa questão ao julgado. Frise-se que não houve
interposição de recurso extraordinário.
.......................................................................................................
Do quanto foi relatado acima, exsurge evidente (art. 102, I,
‘l’, da Constituição Federal de 1988) a procedibilidade dessa reclamação contra o aresto proferido
no REsp n 1.020.969, pela 2... Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, ao aplicar o
disposto no art. 41, § 1..., do ADCT, como fundamento de decidir,
usurpou a competência do Supremo Tribunal Federal prevista no art. 102, III, ‘a’, da
3
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Supremo Tribunal Federal
RCL 6581 AGR / RJ
princípio da devolução recursal, porque não suscitadas no aresto
recorrido do TRF da 2... Região (Súmulas 211 Superior Tribunal de Justiça e 356 Supremo Tribunal Federal).
O tema relevante da impossibilidade de o Superior Tribunal de Justiça, em sede de recurso
especial, poder decidir a causa à luz da aplicação explícita de preceito
constitucional foi abordado pelo próprio aresto em que ora se assesta a
presente reclamação, porém, em contradição aos seus próprios
fundamentos, ao afirmar a certa altura do voto acima transcrito que –
prequestionadas as teses em torno dos demais dispositivos
infraconstitucionais tidos por violados, conheço do recurso especial
interposto. (…). Para o deslinde da controvérsia há de se perquirir se
o benefício instituído pelo artigo 1... do Decreto-Lei n 491/69, conhecido
como ‘crédito-prêmio à exportação’, ou crédito-prêmio de IPI, está ou
não em vigor. A despeito das orientações acerca da vigência do
benefício fiscal ‘sub examinem’, fato é que a Primeira Seção desta
Corte Superior firmou entendimento no sentido de que sendo o
crédito-prêmio de IPI benefício de natureza setorial, ou seja, destinado
apenas ao setor exportador, foi extinto em 4.10.1990 em razão de se lhe
aplicar a norma do art. 41, § 1..., do Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias – ADCT, ‘in verbis’: (...)’ – o voto
condutor conclui pela extinção do crédito prêmio de IPI justamente
aplicando a norma constitucional transitória. A contradição é
evidente, assim como a extrapolação dos limites da competência do
Superior Tribunal de Justiça em matéria constitucional e na questão da devolução recursal.
E mais, ‘in casu’, saliente-se, o art. 41, § 1..., do ADCT Constituição Federal de 1988/88
sequer foi mencionado no acórdão do Tribunal ‘a quo’ e o tema da
extinção em 1990 do Código Penal Brasileiro IPI não consta em nenhuma linha naquele
aresto. Não é demais repetir o que consta nas contra-razões ao recurso
especial, que não houve interposição de embargos de declaração na
origem para integrar essa questão ao julgado. Frise-se que não houve
interposição de recurso extraordinário.
.......................................................................................................
Do quanto foi relatado acima, exsurge evidente (art. 102, I,
‘l’, da Constituição Federal de 1988) a procedibilidade dessa reclamação contra o aresto proferido
no REsp n 1.020.969, pela 2... Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, ao aplicar o
disposto no art. 41, § 1..., do ADCT, como fundamento de decidir,
usurpou a competência do Supremo Tribunal Federal prevista no art. 102, III, ‘a’, da
3
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 6581 AGR / RJ
Constituição Federal, consoante inúmeros precedentes dessa Corte
(AgRg na Reclamação 1.908/SP e Reclamação 337/DF).” (grifei)
Passo a apreciar a admissibilidade, no caso ora em exame, do
instrumento constitucional da reclamação.
Todos sabemos que a reclamação, qualquer que seja a natureza que se
lhe atribua – ação (PONTES DE MIRANDA, “Comentários ao Código de
Processo Civil”, tomo V/384, Forense), recurso ou sucedâneo recursal
(MOACYR AMARAL SANTOS,
RTJ
56/546-548; ALCIDES DE
MENDONÇA LIMA, “O Poder Judiciário e a Nova Constituição”, p. 80,
l989, Aide), remédio incomum (OROSIMBO NONATO, “apud” Cordeiro
de Mello, “O processo no Supremo Tribunal Federal”, vol. 1/280),
incidente processual (MONIZ DE ARAGÃO, “A Correição Parcial”,
p. 110, 1969), medida de direito processual constitucional (JOSÉ
FREDERICO MARQUES, “Manual de Direito Processual Civil”, vol. 3...,
2... parte, p. 199, item n. 653, 9... ed., l987, Saraiva) ou medida processual de
caráter excepcional (Ministro DJACI FALCÃO, RTJ 112/518-522) –,
configura instrumento de extração constitucional destinado a viabilizar,
na concretização de sua dupla função de ordem político-jurídica, a
preservação da competência e a garantia da autoridade das decisões do
Supremo Tribunal Federal (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, “l”), consoante tem enfatizado
a jurisprudência desta Corte Suprema (RTJ 134/1033, Rel. Min. CELSO
DE MELLO, v.g.).
A destinação constitucional da via reclamatória, portanto – segundo
acentua, em autorizado magistério, JOSÉ FREDERICO MARQUES
(“Instituições de Direito Processual Civil”, vol. IV/393, 2... ed., Forense) –,
além de vincular esse meio processual à preservação da competência
global do Supremo Tribunal Federal, prende-se ao objetivo específico de
salvaguardar a extensão e os efeitos dos julgados desta Suprema Corte.
Ocorre, no entanto, que o E. Superior Tribunal de Justiça, ao julgar o
recurso especial em questão, não usurpou a competência desta
4
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Supremo Tribunal Federal
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Constituição Federal, consoante inúmeros precedentes dessa Corte
(AgRg na Reclamação 1.908/SP e Reclamação 337/DF).” (grifei)
Passo a apreciar a admissibilidade, no caso ora em exame, do
instrumento constitucional da reclamação.
Todos sabemos que a reclamação, qualquer que seja a natureza que se
lhe atribua – ação (PONTES DE MIRANDA, “Comentários ao Código de
Processo Civil”, tomo V/384, Forense), recurso ou sucedâneo recursal
(MOACYR AMARAL SANTOS,
RTJ
56/546-548; ALCIDES DE
MENDONÇA LIMA, “O Poder Judiciário e a Nova Constituição”, p. 80,
l989, Aide), remédio incomum (OROSIMBO NONATO, “apud” Cordeiro
de Mello, “O processo no Supremo Tribunal Federal”, vol. 1/280),
incidente processual (MONIZ DE ARAGÃO, “A Correição Parcial”,
p. 110, 1969), medida de direito processual constitucional (JOSÉ
FREDERICO MARQUES, “Manual de Direito Processual Civil”, vol. 3...,
2... parte, p. 199, item n. 653, 9... ed., l987, Saraiva) ou medida processual de
caráter excepcional (Ministro DJACI FALCÃO, RTJ 112/518-522) –,
configura instrumento de extração constitucional destinado a viabilizar,
na concretização de sua dupla função de ordem político-jurídica, a
preservação da competência e a garantia da autoridade das decisões do
Supremo Tribunal Federal (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, “l”), consoante tem enfatizado
a jurisprudência desta Corte Suprema (RTJ 134/1033, Rel. Min. CELSO
DE MELLO, v.g.).
A destinação constitucional da via reclamatória, portanto – segundo
acentua, em autorizado magistério, JOSÉ FREDERICO MARQUES
(“Instituições de Direito Processual Civil”, vol. IV/393, 2... ed., Forense) –,
além de vincular esse meio processual à preservação da competência
global do Supremo Tribunal Federal, prende-se ao objetivo específico de
salvaguardar a extensão e os efeitos dos julgados desta Suprema Corte.
Ocorre, no entanto, que o E. Superior Tribunal de Justiça, ao julgar o
recurso especial em questão, não usurpou a competência desta
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 6581 AGR / RJ
Suprema Corte, como corretamente sustentou a União Federal nas
razões do recurso de agravo que interpôs contra a decisão de fls. 64/66:
“Após leitura mais atenta do acórdão reclamado, percebe-se que,
em apenas uma passagem, há referência direta ao art. 41 do ADCT.
A despeito disso, apesar de haver menção ao dispositivo constitucional em
questão, o acórdão em análise não o adotou como razão de decidir.
Aliás, cabe destacar que o respeito à competência do Supremo
Tribunal Federal para solução de questões constitucionais foi inclusive
ressaltada na decisão objeto da presente reclamação. Em seu voto, o
relator teve o cuidado de esclarecer que a controvérsia poderia ser
examinada pelo Superior Tribunal de Justiça, em razão de a questão
posta nos autos não tratar de interpretação de norma ou princípio
constitucional.
Nessa linha, relevante transcrever excerto da decisão:
‘(…) muito embora tenha o Tribunal ‘a aquo’ decidido
no sentido da subsistência do benefício fiscal devido ao
reconhecimento da inconstitucionalidade dos artigos 1... do
Decreto-Lei n 1.724/79 e 3..., I, do Decreto-Lei n 1.894/81, pelo
Supremo Tribunal Federal, a questão controvertida nos autos
não diz respeito à interpretação de norma ou princípio
constitucional.
Nesse sentido, oportuna a transcrição do esclarecimento
feito pelo i. Ministro Teori Zavaski no julgamento do
REsp 591.708/RS, em que se tratava de matéria semelhante a
que ora se analisa, ‘verbis’:
‘(…)
1. A hipótese é daquelas situadas em domínios não muito
bem demarcados entre a matéria constitucional (de competência
do Supremo Tribunal Federal) e infraconstitucional (atribuída ao Superior Tribunal de Justiça). É que não se
questiona, propriamente, a constitucionalidade ou não dos
preceitos normativos aplicáveis ao caso. No particular, as partes
estão acordes no sentido de que há normas inconstitucionais,
assim reconhecidas inclusive pelo Supremo Tribunal Federal. O que se questiona é se a
norma inconstitucional teria ou não revogado as anteriores e se,
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Supremo Tribunal Federal
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Suprema Corte, como corretamente sustentou a União Federal nas
razões do recurso de agravo que interpôs contra a decisão de fls. 64/66:
“Após leitura mais atenta do acórdão reclamado, percebe-se que,
em apenas uma passagem, há referência direta ao art. 41 do ADCT.
A despeito disso, apesar de haver menção ao dispositivo constitucional em
questão, o acórdão em análise não o adotou como razão de decidir.
Aliás, cabe destacar que o respeito à competência do Supremo
Tribunal Federal para solução de questões constitucionais foi inclusive
ressaltada na decisão objeto da presente reclamação. Em seu voto, o
relator teve o cuidado de esclarecer que a controvérsia poderia ser
examinada pelo Superior Tribunal de Justiça, em razão de a questão
posta nos autos não tratar de interpretação de norma ou princípio
constitucional.
Nessa linha, relevante transcrever excerto da decisão:
‘(…) muito embora tenha o Tribunal ‘a aquo’ decidido
no sentido da subsistência do benefício fiscal devido ao
reconhecimento da inconstitucionalidade dos artigos 1... do
Decreto-Lei n 1.724/79 e 3..., I, do Decreto-Lei n 1.894/81, pelo
Supremo Tribunal Federal, a questão controvertida nos autos
não diz respeito à interpretação de norma ou princípio
constitucional.
Nesse sentido, oportuna a transcrição do esclarecimento
feito pelo i. Ministro Teori Zavaski no julgamento do
REsp 591.708/RS, em que se tratava de matéria semelhante a
que ora se analisa, ‘verbis’:
‘(…)
1. A hipótese é daquelas situadas em domínios não muito
bem demarcados entre a matéria constitucional (de competência
do Supremo Tribunal Federal) e infraconstitucional (atribuída ao Superior Tribunal de Justiça). É que não se
questiona, propriamente, a constitucionalidade ou não dos
preceitos normativos aplicáveis ao caso. No particular, as partes
estão acordes no sentido de que há normas inconstitucionais,
assim reconhecidas inclusive pelo Supremo Tribunal Federal. O que se questiona é se a
norma inconstitucional teria ou não revogado as anteriores e se,
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 6581 AGR / RJ
reconhecida a sua inconstitucionalidade, teria ou não havido
repristinação daquelas. Do modo como posta – de saber se
determinada norma foi ou não revoltada por norma
superveniente, se vige ou não e em que limites –, é matéria que,
embora suponha, eventualmente, juízo a respeito das
consequências decorrentes da inconstitucionalidade das normas,
comporta apreciação em recurso especial. Aliás, o tema já foi
enfrentado no Superior Tribunal de Justiça em outros casos, tanto que há, no recurso,
demonstração de dissídio jurisprudencial que tem como
paradigmas acórdãos deste Tribunal. Assim, preenchidos que
estão os demais requisitos de admissibilidade, conheço do
recurso.’
Portanto, como bem ressaltado no voto condutor do Recurso
Especial n 1.020.969/RJ, a discussão posta nos autos limita-se a
verificar a vigência de normas infraconstitucionais, matéria esta suscetível
de análise pelo Superior Tribunal de Justiça. (…):
.......................................................................................................
Além disso, observa-se que a conclusão externada no julgamento
do Recurso Especial em questão teve como razão de decidir a análise
das normas relativas ao Decreto n 20.910/32, e não o texto do
artigo 41, § 1... do ADCT. (…):
.......................................................................................................
Portanto, é de se reconhecer que não houve, no presente caso,
análise da controvérsia sob a ótica constitucional, mas,
exclusivamente, apreciação dos requisitos de admissibilidade e do
próprio conteúdo do recurso especial.” (grifei)
Mostra-se irrecusável concluir, desse modo, considerado o exame do
quadro processual delineado pela União, que o E. Superior Tribunal de
Justiça atuou dentro dos estritos limites de sua própria competência, sem
que se possa atribuir à decisão ora questionada o caráter de ato usurpador
da competência do Supremo Tribunal Federal.
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Supremo Tribunal Federal
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reconhecida a sua inconstitucionalidade, teria ou não havido
repristinação daquelas. Do modo como posta – de saber se
determinada norma foi ou não revoltada por norma
superveniente, se vige ou não e em que limites –, é matéria que,
embora suponha, eventualmente, juízo a respeito das
consequências decorrentes da inconstitucionalidade das normas,
comporta apreciação em recurso especial. Aliás, o tema já foi
enfrentado no Superior Tribunal de Justiça em outros casos, tanto que há, no recurso,
demonstração de dissídio jurisprudencial que tem como
paradigmas acórdãos deste Tribunal. Assim, preenchidos que
estão os demais requisitos de admissibilidade, conheço do
recurso.’
Portanto, como bem ressaltado no voto condutor do Recurso
Especial n 1.020.969/RJ, a discussão posta nos autos limita-se a
verificar a vigência de normas infraconstitucionais, matéria esta suscetível
de análise pelo Superior Tribunal de Justiça. (…):
.......................................................................................................
Além disso, observa-se que a conclusão externada no julgamento
do Recurso Especial em questão teve como razão de decidir a análise
das normas relativas ao Decreto n 20.910/32, e não o texto do
artigo 41, § 1... do ADCT. (…):
.......................................................................................................
Portanto, é de se reconhecer que não houve, no presente caso,
análise da controvérsia sob a ótica constitucional, mas,
exclusivamente, apreciação dos requisitos de admissibilidade e do
próprio conteúdo do recurso especial.” (grifei)
Mostra-se irrecusável concluir, desse modo, considerado o exame do
quadro processual delineado pela União, que o E. Superior Tribunal de
Justiça atuou dentro dos estritos limites de sua própria competência, sem
que se possa atribuir à decisão ora questionada o caráter de ato usurpador
da competência do Supremo Tribunal Federal.
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 6581 AGR / RJ
Esse fato, por si só, inviabiliza o próprio conhecimento da presente
reclamação pelo Supremo Tribunal Federal.
Não foi por outra razão que o eminente Ministro GILMAR
MENDES, no período de férias forenses, extinguiu, acertadamente, processo
de reclamação instaurado perante esta Suprema Corte (Rcl 7.438/SP), por
não vislumbrar ocorrente, em situação idêntica à que ora se examina,
usurpação da competência desta Suprema Corte:
“Preliminarmente, observo ser incabível esta reclamação.
A Constituição Federal, no art. 102, I, ‘l’, prevê a
possibilidade de ajuizamento de reclamação perante esta Corte
para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de
suas decisões.
O pedido dos autos não está contido em nenhuma dessas
hipóteses.
De fato, a reclamante não aponta qualquer decisão deste
Tribunal que teria sido violada pela decisão reclamada.
Com relação ao argumento de que a decisão reclamada
usurparia a competência desta Corte prevista no art. 102, inciso III,
alínea ‘a’, da Constituição Federal, no julgamento da AC-QO 2.177, o
Supremo Tribunal Federal fixou o entendimento de que cabe ao tribunal local o julgamento
de recurso extraordinário cuja matéria já tenha reconhecida sua
repercussão geral em outro recurso extraordinário.
.......................................................................................................
Não há, portanto, qualquer usurpação da competência desta
Corte por parte do TRF da 3... Região.
Da leitura da petição inicial, verifica-se que a pretensão
da reclamante é a concessão de efeito suspensivo ao recurso
extraordinário interposto e sobrestado no TRF da 3... Região em razão
da pendência do julgamento do mérito da matéria, cuja repercussão
geral foi reconhecida nos autos do Recurso Extraordinário 577.302.
Primeiramente, assevere-se que o instrumento processual
adequado para o referido pleito é a ação cautelar, e não a reclamação.
7
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Supremo Tribunal Federal
RCL 6581 AGR / RJ
Esse fato, por si só, inviabiliza o próprio conhecimento da presente
reclamação pelo Supremo Tribunal Federal.
Não foi por outra razão que o eminente Ministro GILMAR
MENDES, no período de férias forenses, extinguiu, acertadamente, processo
de reclamação instaurado perante esta Suprema Corte (Rcl 7.438/SP), por
não vislumbrar ocorrente, em situação idêntica à que ora se examina,
usurpação da competência desta Suprema Corte:
“Preliminarmente, observo ser incabível esta reclamação.
A Constituição Federal, no art. 102, I, ‘l’, prevê a
possibilidade de ajuizamento de reclamação perante esta Corte
para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de
suas decisões.
O pedido dos autos não está contido em nenhuma dessas
hipóteses.
De fato, a reclamante não aponta qualquer decisão deste
Tribunal que teria sido violada pela decisão reclamada.
Com relação ao argumento de que a decisão reclamada
usurparia a competência desta Corte prevista no art. 102, inciso III,
alínea ‘a’, da Constituição Federal, no julgamento da AC-QO 2.177, o
Supremo Tribunal Federal fixou o entendimento de que cabe ao tribunal local o julgamento
de recurso extraordinário cuja matéria já tenha reconhecida sua
repercussão geral em outro recurso extraordinário.
.......................................................................................................
Não há, portanto, qualquer usurpação da competência desta
Corte por parte do TRF da 3... Região.
Da leitura da petição inicial, verifica-se que a pretensão
da reclamante é a concessão de efeito suspensivo ao recurso
extraordinário interposto e sobrestado no TRF da 3... Região em razão
da pendência do julgamento do mérito da matéria, cuja repercussão
geral foi reconhecida nos autos do Recurso Extraordinário 577.302.
Primeiramente, assevere-se que o instrumento processual
adequado para o referido pleito é a ação cautelar, e não a reclamação.
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 6581 AGR / RJ
Neste ponto, o Plenário desta Corte fixou o entendimento
segundo o qual, quando reconhecida repercussão geral da matéria,
for sobrestado recurso extraordinário sobre ela, admitido ou não na
origem, é da competência do tribunal local conhecer e julgar ação
cautelar tendente a dar-lhe efeito suspensivo.
.......................................................................................................
O instituto da reclamação, portanto, não é cabível para os
fins pretendidos pela reclamante.” (grifei)
Vale referir, ainda, ante a pertinência de seu conteúdo em face deste
pleito reclamatório, fragmento de decisão que o eminente Ministro
RICARDO LEWANDOWSKI proferiu no âmbito da Rcl 7.510/PA, de que
foi Relator:
“Bem examinados os autos, vê-se que a pretensão não
merece acolhida, pois o pedido formulado pela reclamante não se
enquadra em nenhuma das duas hipóteses permissivas inscritas no
art. 102, I, ‘l’, da Constituição Federal, seja para preservar a
competência desta Suprema Corte, seja para garantir a autoridade de
suas decisões.
Ao analisar a aplicação do § 1... do art. 41 do ADCT de 1988 ao
caso sob comento, o Superior Tribunal de Justiça nada mais fez
que exercer o controle difuso de constitucionalidade, razão
pela qual não usurpou a competência do Supremo Tribunal
Federal.
De acordo com Luís Roberto Barroso
‘O controle incidental de constitucionalidade é um
controle exercido de modo difuso, cabendo, a todos os órgãos
judiciais, indistintamente, tanto de primeiro como de
segundo grau, bem como aos tribunais superiores’.”
(grifei)
8
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Supremo Tribunal Federal
RCL 6581 AGR / RJ
Neste ponto, o Plenário desta Corte fixou o entendimento
segundo o qual, quando reconhecida repercussão geral da matéria,
for sobrestado recurso extraordinário sobre ela, admitido ou não na
origem, é da competência do tribunal local conhecer e julgar ação
cautelar tendente a dar-lhe efeito suspensivo.
.......................................................................................................
O instituto da reclamação, portanto, não é cabível para os
fins pretendidos pela reclamante.” (grifei)
Vale referir, ainda, ante a pertinência de seu conteúdo em face deste
pleito reclamatório, fragmento de decisão que o eminente Ministro
RICARDO LEWANDOWSKI proferiu no âmbito da Rcl 7.510/PA, de que
foi Relator:
“Bem examinados os autos, vê-se que a pretensão não
merece acolhida, pois o pedido formulado pela reclamante não se
enquadra em nenhuma das duas hipóteses permissivas inscritas no
art. 102, I, ‘l’, da Constituição Federal, seja para preservar a
competência desta Suprema Corte, seja para garantir a autoridade de
suas decisões.
Ao analisar a aplicação do § 1... do art. 41 do ADCT de 1988 ao
caso sob comento, o Superior Tribunal de Justiça nada mais fez
que exercer o controle difuso de constitucionalidade, razão
pela qual não usurpou a competência do Supremo Tribunal
Federal.
De acordo com Luís Roberto Barroso
‘O controle incidental de constitucionalidade é um
controle exercido de modo difuso, cabendo, a todos os órgãos
judiciais, indistintamente, tanto de primeiro como de
segundo grau, bem como aos tribunais superiores’.”
(grifei)
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 6581 AGR / RJ
Nem se diga que o E. Superior Tribunal de Justiça não poderia
aplicar regra de direito constitucional positivo nem efetuar o controle
incidental de constitucionalidade das leis e atos do Poder Público no
julgamento de recursos sujeitos à sua própria competência.
É que a fiscalização concreta de constitucionalidade, em nosso
sistema jurídico, rege-se pelo método difuso, que permite a qualquer
magistrado ou Tribunal proceder, “incidenter tantum”, ao controle de
legitimidade constitucional dos atos estatais.
É importante enfatizar, neste ponto, na linha do magistério
jurisprudencial firmado por esta Suprema Corte, que o E. Superior Tribunal
de Justiça – à semelhança dos demais Tribunais e juízes – dispõe de
competência para exercer o controle incidental, pela via difusa, da
constitucionalidade dos atos estatais em geral (RTJ 158/976-978, Rel. Min.
CELSO DE MELLO, v.g.), ainda que a questão prejudicial de
constitucionalidade venha a ser instaurada, como é processualmente lícito,
em sede de recurso especial.
Daí a decisão que o eminente Ministro RICARDO LEWANDOWSKI
proferiu na Rcl 7.510/PA, na qual – como precedentemente referido –
reconheceu a plena legitimidade de o Superior Tribunal de Justiça
exercer, mesmo em sede de recurso especial, o controle difuso de
constitucionalidade.
Cabe assinalar, também, que a douta Procuradoria-Geral da
República, ao pronunciar-se pela improcedência da Rcl 6.530/MG, Rel.
Min. ELLEN GRACIE, em cujo âmbito foi suscitada controvérsia
idêntica à veiculada nesta sede processual, formulou parecer assim
ementado:
“RECLAMAÇÃO
–
SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA – RECURSO ESPECIAL A QUE SE NEGOU
9
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Supremo Tribunal Federal
RCL 6581 AGR / RJ
Nem se diga que o E. Superior Tribunal de Justiça não poderia
aplicar regra de direito constitucional positivo nem efetuar o controle
incidental de constitucionalidade das leis e atos do Poder Público no
julgamento de recursos sujeitos à sua própria competência.
É que a fiscalização concreta de constitucionalidade, em nosso
sistema jurídico, rege-se pelo método difuso, que permite a qualquer
magistrado ou Tribunal proceder, “incidenter tantum”, ao controle de
legitimidade constitucional dos atos estatais.
É importante enfatizar, neste ponto, na linha do magistério
jurisprudencial firmado por esta Suprema Corte, que o E. Superior Tribunal
de Justiça – à semelhança dos demais Tribunais e juízes – dispõe de
competência para exercer o controle incidental, pela via difusa, da
constitucionalidade dos atos estatais em geral (RTJ 158/976-978, Rel. Min.
CELSO DE MELLO, v.g.), ainda que a questão prejudicial de
constitucionalidade venha a ser instaurada, como é processualmente lícito,
em sede de recurso especial.
Daí a decisão que o eminente Ministro RICARDO LEWANDOWSKI
proferiu na Rcl 7.510/PA, na qual – como precedentemente referido –
reconheceu a plena legitimidade de o Superior Tribunal de Justiça
exercer, mesmo em sede de recurso especial, o controle difuso de
constitucionalidade.
Cabe assinalar, também, que a douta Procuradoria-Geral da
República, ao pronunciar-se pela improcedência da Rcl 6.530/MG, Rel.
Min. ELLEN GRACIE, em cujo âmbito foi suscitada controvérsia
idêntica à veiculada nesta sede processual, formulou parecer assim
ementado:
“RECLAMAÇÃO
–
SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA – RECURSO ESPECIAL A QUE SE NEGOU
9
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 6581 AGR / RJ
SEGUIMENTO EM SEDE DE AGRAVO DE INSTRUMENTO –
IPI – CRÉDITO-PRÊMIO – ART. 41, § 1..., DO ADCT/88 –
AI n 981.920/MG – INCENTIVO FISCAL DE NATUREZA
SETORIAL
–
AUSÊNCIA DE USURPAÇÃO DE
COMPETÊNCIA
–
MATÉRIA
CONSTITUCIONAL
APRECIADA INCIDENTALMENTE E DE FORMA
LEGÍTIMA PELO ÓRGÃO RECLAMADO – PARECER POR
QUE SE JULGUE IMPROCEDENTE A RECLAMAÇÃO.”
(grifei)
Impõe-se registrar, ainda, no que concerne à própria controvérsia
ora suscitada, que o entendimento ora exposto tem sido observado em
julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema Corte (Rcl 6.162-
-AgR/AL, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 6.882-AgR/MG, Rel. Min. CÁRMEN
LÚCIA – Rcl 6.900-AgR/AL, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 9.302-AgR/PE,
Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.):
“AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO.
TRIBUTÁRIO.
AUSÊNCIA DE USURPAÇÃO DE
COMPETÊNCIA. CRÉDITO-PRÊMIO DO IPI. ART. 41, § 1...,
DO ADCT. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal
entende que inexiste usurpação de competência desta Corte quando
acórdão do Superior Tribunal de Justiça faz controle difuso de
constitucionalidade, aplicando o art. 41, § 1..., do ADCT, para
decidir sobre a extinção do crédito-prêmio do IPI. 2. A atuação
monocrática do relator, ao julgar a reclamação, ocorreu de acordo
com o art. 38 da Lei n 8.038/1990 e o art. 161, parágrafo único, do
RI/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento
. ”
(Rcl 8.115-AgR/SC, Rel. Min. ROBERTO BARROSO –
grifei)
Não custa relembrar, por necessário, em face da ausência, na espécie,
dos pressupostos que poderiam legitimar o ajuizamento da reclamação,
10
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Supremo Tribunal Federal
RCL 6581 AGR / RJ
SEGUIMENTO EM SEDE DE AGRAVO DE INSTRUMENTO –
IPI – CRÉDITO-PRÊMIO – ART. 41, § 1..., DO ADCT/88 –
AI n 981.920/MG – INCENTIVO FISCAL DE NATUREZA
SETORIAL
–
AUSÊNCIA DE USURPAÇÃO DE
COMPETÊNCIA
–
MATÉRIA
CONSTITUCIONAL
APRECIADA INCIDENTALMENTE E DE FORMA
LEGÍTIMA PELO ÓRGÃO RECLAMADO – PARECER POR
QUE SE JULGUE IMPROCEDENTE A RECLAMAÇÃO.”
(grifei)
Impõe-se registrar, ainda, no que concerne à própria controvérsia
ora suscitada, que o entendimento ora exposto tem sido observado em
julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema Corte (Rcl 6.162-
-AgR/AL, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 6.882-AgR/MG, Rel. Min. CÁRMEN
LÚCIA – Rcl 6.900-AgR/AL, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 9.302-AgR/PE,
Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.):
“AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO.
TRIBUTÁRIO.
AUSÊNCIA DE USURPAÇÃO DE
COMPETÊNCIA. CRÉDITO-PRÊMIO DO IPI. ART. 41, § 1...,
DO ADCT. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal
entende que inexiste usurpação de competência desta Corte quando
acórdão do Superior Tribunal de Justiça faz controle difuso de
constitucionalidade, aplicando o art. 41, § 1..., do ADCT, para
decidir sobre a extinção do crédito-prêmio do IPI. 2. A atuação
monocrática do relator, ao julgar a reclamação, ocorreu de acordo
com o art. 38 da Lei n 8.038/1990 e o art. 161, parágrafo único, do
RI/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento
. ”
(Rcl 8.115-AgR/SC, Rel. Min. ROBERTO BARROSO –
grifei)
Não custa relembrar, por necessário, em face da ausência, na espécie,
dos pressupostos que poderiam legitimar o ajuizamento da reclamação,
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RCL 6581 AGR / RJ
que este remédio constitucional não pode ser utilizado como um
(inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de
caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame
direto desta Suprema Corte.
É que a reclamação – constitucionalmente vocacionada a cumprir a
dupla função a que alude o art. 102, I, “l”, da Carta Política
(RTJ
134/1033) –
não
se
qualifica
como sucedâneo recursal
nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo
do ato reclamado, eis que tais finalidades revelam-se estranhas à
destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida
processual, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal:
“CONSTITUCIONAL.
PROCESSUAL
CIVIL.
RECLAMAÇÃO: NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE
AÇÃO RESCISÓRIA.
I. – A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de
recurso ou de ação rescisória.
II. – Reclamação não conhecida.”
(RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno –
grifei)
“Não cabe reclamação destinada a invalidar decisão de
outro Tribunal, que haja porventura divergido da jurisprudência do
Supremo Tribunal, firmada no julgamento de causa diferente, mesmo
em se tratando de controvérsias de porte constitucional.
Também não é a reclamação instrumento idôneo de
uniformização de jurisprudência, tampouco sucedâneo de recurso
ou rescisória, não utilizados tempestivamente pelas partes.”
(Rcl 724-AgR/ES, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI,
Pleno – grifei)
“O despacho acoimado de ofender a autoridade da decisão do
Supremo Tribunal Federal negou seguimento, por razões processuais
11
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Supremo Tribunal Federal
RCL 6581 AGR / RJ
que este remédio constitucional não pode ser utilizado como um
(inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de
caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame
direto desta Suprema Corte.
É que a reclamação – constitucionalmente vocacionada a cumprir a
dupla função a que alude o art. 102, I, “l”, da Carta Política
(RTJ
134/1033) –
não
se
qualifica
como sucedâneo recursal
nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo
do ato reclamado, eis que tais finalidades revelam-se estranhas à
destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida
processual, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal:
“CONSTITUCIONAL.
PROCESSUAL
CIVIL.
RECLAMAÇÃO: NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE
AÇÃO RESCISÓRIA.
I. – A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de
recurso ou de ação rescisória.
II. – Reclamação não conhecida.”
(RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno –
grifei)
“Não cabe reclamação destinada a invalidar decisão de
outro Tribunal, que haja porventura divergido da jurisprudência do
Supremo Tribunal, firmada no julgamento de causa diferente, mesmo
em se tratando de controvérsias de porte constitucional.
Também não é a reclamação instrumento idôneo de
uniformização de jurisprudência, tampouco sucedâneo de recurso
ou rescisória, não utilizados tempestivamente pelas partes.”
(Rcl 724-AgR/ES, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI,
Pleno – grifei)
“O despacho acoimado de ofender a autoridade da decisão do
Supremo Tribunal Federal negou seguimento, por razões processuais
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 6581 AGR / RJ
suficientes, ao recurso ordinário interposto contra acórdão em
mandado de segurança. Por esse fundamento não é cabível
reclamação, eis que a decisão da Corte Maior não cuida da matéria.
.......................................................................................................
A reclamação não pode servir de sucedâneo de recursos e
ações cabíveis, como decidiu esse Plenário nas Rcl Ag.Rg 1852,
relator Maurício Correa, e Rcl Ag.Rg. 724, rel. Min. Octávio Gallotti.
(…).”
(Rcl 1.591/RN, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Pleno – grifei)
“AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À
DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA.
AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS
ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO
TRIBUNAL.
.......................................................................................................
A questão da responsabilidade do Estado pelas dívidas da
instituição financeira estatal revela tema afeto ao processo de execução
que tramita na Justiça do Trabalho, não guardando pertinência com o
objeto da presente ação. A reclamação não pode servir de
sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis.”
(Rcl 1.852-AgR/RN, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA,
Pleno – grifei)
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO.
CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE
ARGUMENTOS NOVOS.
RECLAMAÇÃO UTILIZADA
COMO SUCEDÂNEO RECURSAL.
INEXISTÊNCIA DE
AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
.......................................................................................................
3. O instituto da Reclamação não se presta para substituir
recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do
jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo
‘a quo’.
.......................................................................................................
12
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Supremo Tribunal Federal
RCL 6581 AGR / RJ
suficientes, ao recurso ordinário interposto contra acórdão em
mandado de segurança. Por esse fundamento não é cabível
reclamação, eis que a decisão da Corte Maior não cuida da matéria.
.......................................................................................................
A reclamação não pode servir de sucedâneo de recursos e
ações cabíveis, como decidiu esse Plenário nas Rcl Ag.Rg 1852,
relator Maurício Correa, e Rcl Ag.Rg. 724, rel. Min. Octávio Gallotti.
(…).”
(Rcl 1.591/RN, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Pleno – grifei)
“AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À
DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA.
AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS
ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO
TRIBUNAL.
.......................................................................................................
A questão da responsabilidade do Estado pelas dívidas da
instituição financeira estatal revela tema afeto ao processo de execução
que tramita na Justiça do Trabalho, não guardando pertinência com o
objeto da presente ação. A reclamação não pode servir de
sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis.”
(Rcl 1.852-AgR/RN, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA,
Pleno – grifei)
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO.
CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE
ARGUMENTOS NOVOS.
RECLAMAÇÃO UTILIZADA
COMO SUCEDÂNEO RECURSAL.
INEXISTÊNCIA DE
AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
.......................................................................................................
3. O instituto da Reclamação não se presta para substituir
recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do
jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo
‘a quo’.
.......................................................................................................
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 6581 AGR / RJ
5. Agravo regimental não provido.”
(Rcl 5.465-ED/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno –
grifei)
“AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO.
A
RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO
PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO.
I – A reclamação constitucional não pode ser utilizada
como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição
invocada nos autos da decisão de mérito.
.......................................................................................................
III – Reclamação improcedente.
IV – Agravo regimental improvido.”
(Rcl
5.684-AgR/PE,
Rel.
Min.
RICARDO
LEWANDOWSKI, Pleno – grifei)
“(...) – O remédio constitucional da reclamação não pode
ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado
a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a
submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo
Tribunal Federal. Precedentes. (…).”
(Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno)
Em conclusão , não se acham presentes, na espécie, as situações
legitimadoras da utilização do instrumento reclamatório.
Sendo assim, pelas razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da
douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente
recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora
agravada.
É o meu voto.
13
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Supremo Tribunal Federal
RCL 6581 AGR / RJ
5. Agravo regimental não provido.”
(Rcl 5.465-ED/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno –
grifei)
“AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO.
A
RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO
PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO.
I – A reclamação constitucional não pode ser utilizada
como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição
invocada nos autos da decisão de mérito.
.......................................................................................................
III – Reclamação improcedente.
IV – Agravo regimental improvido.”
(Rcl
5.684-AgR/PE,
Rel.
Min.
RICARDO
LEWANDOWSKI, Pleno – grifei)
“(...) – O remédio constitucional da reclamação não pode
ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado
a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a
submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo
Tribunal Federal. Precedentes. (…).”
(Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno)
Em conclusão , não se acham presentes, na espécie, as situações
legitimadoras da utilização do instrumento reclamatório.
Sendo assim, pelas razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da
douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente
recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora
agravada.
É o meu voto.
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Extrato de Ata - 30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 6.581
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : SIMAB S/A
ADV.(A/S) : ALFREDO SEVERINO CAREGNATO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA (RECURSO ESPECIAL n
1020969)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8859909
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 6.581
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : SIMAB S/A
ADV.(A/S) : ALFREDO SEVERINO CAREGNATO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA (RECURSO ESPECIAL n
1020969)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8859909
Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 19
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECLAMAÇÃO 6 . 581",
"RECURSO ESPECIAL n 1020969",
"RCL 6581 AGR / RJ",
"RCL 6581 AGR /",
"RECURSO ESPECIAL n 1020969",
"Recurso Extraordinário n 577 . 302 / RS",
"RECLAMAÇÃO 6 . 581",
"RECURSO ESPECIAL n 1020969",
"Recurso Extraordinário n 577 . 302 / RS",
"RCL 6581 AGR / RJ",
"Reclamação n . 6 . 581 / RJ",
"REsp n 1 . 020 . 969 / RJ",
"REsp n 1 . 020 . 969 / RJ",
"REsp n 1",
"Reclamação n . 6 . 581 / RJ",
"REsp n 1 . 020 . 969 / RJ",
"REsp n 1 . 020 . 969 / RJ",
"REsp n 1 . 020 . 969 / RJ",
"RCL 6581",
"Recurso Extraordinário n 577 . 302 - 0 / RS",
"RCL",
"Recurso Extraordinário n 577 . 302 - 0 / RS",
"RECLAMAÇÃO",
"SÚMULAS 282",
"SÚMULAS 282",
"EREsp 738 . 689 / PR",
"REsp 1 . 020 . 969 / RJ",
"R",
".",
"E",
". n 419 . 629 - 8 / DF",
"EREsp 738 . 689 / PR",
"REsp 1 . 020 . 969 / RJ",
"R",
"Súmulas 211 Superior Tribunal de Justiça",
"REsp n 1 . 020 . 969",
"RCL 6581 AGR / RJ",
"REsp n 1 . 020 . 969",
"RCL 6581 AGR",
"AgRg na Reclamação 1 . 908 / SP",
"Reclamação 337 / DF",
"RTJ 134 / 1033",
"AgRg na Reclamação 1 . 908 / SP",
"Reclamação 337 / DF",
"RTJ 134 / 1033",
"RCL 6581",
"REsp 591 . 708 / RS",
"REsp 591 . 708 / RS",
"RCL 6581",
"Recurso Especial n 1 . 020 . 969 / RJ",
"RCL 6581 AGR",
"Recurso Especial n 1 . 020 . 969 / RJ",
"Rcl 7 . 438 / SP",
"AC",
"-",
"QO 2 . 177",
"Recurso Extraordinário 577 . 302",
"RCL 6581 AGR / RJ",
"Rcl 7 . 438 / SP",
"AC",
"-",
"QO 2 . 177",
"Recurso Extraordinário 577 . 302",
"RCL 6581 AGR / RJ",
"Rcl 7 . 510 / PA",
"RCL 6581 AGR",
"Rcl 7 . 510 / PA",
"RCL 6581 AGR / RJ",
"RTJ 158 / 976 - 978",
"Rcl 7 . 510 / PA",
"Rcl 6 . 530 /",
"RCL 6581 AGR /",
"RTJ 158 / 976 - 978",
"Rcl 7 . 510 / PA",
"Rcl 6 . 530 / MG",
"RCL 6581 AGR / RJ",
"AI n 981 . 920 / MG",
"Rcl 6 . 162 - - AgR / AL",
"Rcl 6 . 882 - AgR / MG",
"Rcl 6 . 900 - AgR / AL",
"Rcl 9 . 302 - AgR",
"Rcl 8 . 115 - AgR / SC",
"RCL 6581 AGR / RJ",
"AI n 981 . 920 / MG",
"Rcl 6 . 162 - - AgR / AL",
"Rcl 6 . 882 - AgR / MG",
"Rcl 6 . 900 - AgR / AL",
"Rcl 9 . 302 - AgR / PE",
"Rcl 8 . 115 - AgR / SC",
"RCL 6581 AGR / RJ",
"RTJ 168 / 718",
"Rcl 724 - AgR / ES",
"RCL 6581 AGR",
"RTJ 134",
"RTJ 168 / 718",
"Rcl 724 - AgR / ES",
"RCL 6581 AGR / RJ",
"Rcl Ag . Rg 1852",
"Rcl",
"Ag . Rg . 724",
"Rcl 1 . 591 / RN",
"ADI 1662 - SP",
"Rcl 1 . 852 - AgR / RN",
"RCL 6581 AGR / RJ",
"Rcl Ag . Rg 1852",
"Rcl Ag . Rg . 724",
"Rcl 1 . 591 / RN",
"ADI 1662 - SP",
"Rcl 1 . 852 - AgR / RN",
"Rcl 5 . 465 - ED / ES",
"Rcl 5",
".",
"684 -",
"AgR / PE",
"Rcl 6 . 534 - AgR / MA",
"RCL 6581",
"Rcl 5 . 465 - ED / ES",
"Rcl 5 . 684 - AgR / PE",
"Rcl 6 . 534 - AgR / MA",
"RECLAMAÇÃO",
"RECURSO ESPECIAL n 1020969",
"RECURSO ESPECIAL n 1020969"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 41 , § 1 . . . , do ADCT da Constituição Federal de 1988",
"Constituição Federal de 1988 , art . 102 , I , ‘ e ’ ; art . 103 - A , § 3 . .",
"Decreto n 20 . 910 / 32",
"art . 1 . . . do DL n 491 / 69 .",
"Decreto n 20 . 190 / 32",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 41 , § 1 . . . , do ADCT da Constituição Federal de 1988",
"Constituição Federal de 1988 , art . 102 , I , ‘ e ’ ;",
"Decreto n 20 . 910 / 32",
"art . 1 . . . do DL n 491 / 69 .",
"Decreto n 20 . 190 / 32",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"DECRETO",
"-",
"LEI 491 / 69",
"artigo 102 da Constituição",
"artigo 105 , III , ‘ a ’ , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"DECRETO",
"-",
"LEI 491 / 69",
"artigo 102 da Constituição",
"artigo 105 , III , ‘ a ’ , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 41 , § 1 . . . , do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias",
"ADCT",
"artigo 1 . . . do Decreto n 20 . 910 / 32",
"art . 105 , inciso III , ‘ a ’ , da Constituição Federal de 1988",
"Decreto n 20 . 910 / 31",
"art . 41 , §",
"art . 41 , §",
"art . 102 , III , ‘ a ’ , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Ato das Disposições Constitucionais",
"artigo 1 . . . do Decreto n 20 . 910 / 32",
"art . 105 , inciso III , ‘ a ’ , da Constituição Federal de 1988",
"Decreto n 20 . 910 / 31",
"art . 41 , § 1 . . . , ADCT da Constituição Federal de 1988",
"art . 41 , § 1 . . . , do ADCT da Constituição Federal de 1988",
"art . 102 , III , ‘ a ’ , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 1 . . . do Decreto - Lei n 491 / 69",
"art . 41 , § 1 . . . , do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias",
"ADCT",
"art . 41 , § 1 . . . , do ADCT",
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"Código Penal Brasileiro IPI",
".",
"102 , I , ‘ l ’ , da Constituição Federal de 1988",
"art .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo",
"art . 41 , § 1 . . . , do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias",
"art . 41 , § 1 . . . , do ADCT",
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"Código Penal Brasileiro",
"art",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Código de Processo Civil",
"Constituição",
"Constituição Federal de 1988 , art . 102 , I , “",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Código de Processo Civil",
"Constituição Federal de 1988 , art . 102 , I , “ l ”",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art",
"artigos 1 . . . do Decreto - Lei n 1 . 724 / 79",
"3",
". . . , I , do Decreto",
"-",
"Lei n 1 . 894 / 81",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art .",
"artigos 1 . . . do Decreto - Lei n 1 . 724 / 79",
"3",
". . . , I , do Decreto - Lei n 1 . 894 / 81",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto n 20 . 910 / 32",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto n 20 . 910 / 32",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal , no art . 102 , I , ‘ l ’",
"art . 102 , inciso III , alínea ‘ a ’ , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"art . 102 , I , ‘ l ’",
"art . 102 , inciso III , alínea ‘ a ’ , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , I , ‘ l ’ , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , I , ‘ l ’ , da Constituição Federal",
"§ 1 . . . do art . 41 do ADCT de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART",
"art . 41 , § 1 . . . , do ADCT",
"art . 38 da Lei n 8 . 038 / 1990",
"art . 161 , parágrafo único , do RI / Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 38 da Lei n 8 . 038 / 1990",
"art . 161 , parágrafo único , do RI / Supremo Tribunal Federal",
"art . 102 , I , “ l ” , da Carta Política",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , I , “ l ” , da Carta Política",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 93 , INC . IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 93 , INC . IX , DA",
"CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO DE JANEIRO",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"SIMAB S / A",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"PROCURADORIA",
"-",
"GERAL DA REPÚBLICA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SIMAB S / A",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SIMAB S / A",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SIMAB S / A",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SIMAB S / A",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"União",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"TRF 2 . . . Região",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"SIMAB S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"União",
"SIMAB S / A",
"SRF",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"União",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"TRF 2 . . . Região",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"SIMAB S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"União",
"SIMAB S / A",
"SRF",
"Superior Tribunal de Justiça",
"pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"AGR",
"/",
"RJ",
"Supremo Tribunal Federal",
"Procuradoria Geral da República",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Procuradoria Geral da República",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Plenário desta Suprema Corte",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Seção desta Corte Superior",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Plenário",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Seção desta",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"2",
".",
".",
". Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
". Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"TRF da 2 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Seção desta Corte Superior",
"Superior Tribunal de Justiça",
"2",
".",
". Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"TRF da 2 .",
"356",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Seção desta Corte Superior",
"Superior Tribunal de Justiça",
"2",
".",
".",
".",
"Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"RJ",
"Forense",
"Supremo Tribunal Federal",
"Saraiva",
"Supremo Tribunal Federal",
"Forense",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"RJ",
"Forense",
"Supremo Tribunal Federal",
"Saraiva",
"Supremo Tribunal Federal",
"Forense",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Suprema",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"RCL",
"AGR",
"/",
"RJ",
"Suprema Corte",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"AGR",
"/",
"RJ",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"União",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"RJ",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"União",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema",
"Supremo Tribunal Federal",
"TRF da 3 . . . Região",
"TRF da 3 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema Corte",
"Supremo Tribunal Federal",
"TRF da 3 . . . Região",
"TRF da 3 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Suprema",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Pleno",
"Supremo Tribunal",
"Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"RJ",
"Supremo Tribunal Federal",
"Pleno",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Corte Maior",
"Plenário",
"Pleno",
"TRIBUNAL",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Corte Maior",
"Plenário",
"Pleno",
"Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Pleno",
"Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Pleno",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Pleno",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SIMAB S / A",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SIMAB S / A ADV",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CELSO DE MELLO",
"ALFREDO SEVERINO CAREGNATO",
"Dias Toffoli",
"Gilmar Mendes",
"CELSO DE MELLO",
"Gilmar Mendes",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"ALFREDO SEVERINO CAREGNATO",
"CELSO DE MELLO",
"FRANCISCO DE ASSIS VIEIRA SANSEVERINO",
"Ricardo Lewandowski",
"CELSO DE MELLO",
"ALFREDO SEVERINO CAREGNATO",
"CELSO DE MELLO",
"FRANCISCO DE ASSIS VIEIRA SANSEVERINO",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CARLOS FERNANDO MATHIAS",
"CARLOS FERNANDO MATHIAS",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"PONTES DE MIRANDA",
"MOACYR AMARAL SANTOS",
"ALCIDES DE MENDONÇA LIMA",
"OROSIMBO NONATO ,",
"” Cordeiro de Mello",
"MONIZ DE ARAGÃO",
"JOSÉ FREDERICO MARQUES",
"DJACI FALCÃO",
"CELSO DE MELLO",
"JOSÉ FREDERICO MARQUES",
"PONTES DE MIRANDA",
"MOACYR AMARAL SANTOS",
"ALCIDES DE MENDONÇA LIMA",
"OROSIMBO NONATO ,",
"” Cordeiro de Mello",
"MONIZ DE ARAGÃO",
"JOSÉ FREDERICO MARQUES",
"DJACI FALCÃO",
"CELSO DE MELLO",
"JOSÉ FREDERICO MARQUES",
"CELSO DE MELLO",
"Teori Zavaski",
"Teori Zavaski",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"CELSO DE MELLO",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Luís Roberto Barroso",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Luís Roberto Barroso",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"ELLEN GRACIE",
"CELSO DE MELLO",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"ELLEN GRACIE",
"CELSO DE MELLO",
"LUIZ FUX",
"CÁRMEN LÚCIA",
"LUIZ FUX",
"DIAS TOFFOLI",
"ROBERTO BARROSO",
"LUIZ FUX",
"CÁRMEN LÚCIA",
"LUIZ FUX",
"DIAS TOFFOLI",
"ROBERTO BARROSO",
"CELSO DE MELLO",
"CARLOS VELLOSO",
"OCTAVIO GALLOTTI",
"CARLOS VELLOSO",
"OCTAVIO GALLOTTI",
"CELSO DE MELLO",
"Maurício Correa",
"Octávio Gallotti",
"ELLEN GRACIE",
"MAURÍCIO CORRÊA",
"Maurício Correa",
"Octávio Gallotti",
"ELLEN GRACIE",
"MAURÍCIO CORRÊA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CELSO DE MELLO",
"CÁRMEN LÚCIA",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"ALFREDO SEVERINO CAREGNATO",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira",
"CELSO DE MELLO",
"ALFREDO SEVERINO CAREGNATO",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"13",
"-",
"08",
"-",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"13",
"-",
"08",
"-",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"janeiro de 2000",
"janeiro de 2000",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"janeiro de 2000",
"janeiro de 2000",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"-",
"08",
"-",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"-",
"08",
"-",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"4",
".",
"10",
".",
"1990",
"22",
".",
"10",
".",
"2007",
"janeiro de 2000",
"1990",
"30",
".",
"06",
".",
"2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"4",
".",
"10",
".",
"1990",
"22",
".",
"10",
".",
"2007",
"janeiro de 2000",
"1990",
"30",
".",
"06",
".",
"2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"4",
".",
"10",
".",
"1990",
"1990",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"4",
".",
"10",
".",
"1990",
"1990",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1969",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1969",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"30",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.937 MINAS
GERAIS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ANABELLA MARCATTI LEONCIO
ADV.(A/S)
:MARIA DA CONCEIÇÃO CARREIRA ALVIM E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Prequestionamento. Ausência. Direito Administrativo. Concurso
público. Portador de deficiência. Convocação de candidatos.
Preenchimento de requisitos. Reexame de fatos e provas e de cláusulas
editalícias. Impossibilidade. Precedentes.
1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos
constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente
prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF.
2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação
infraconstitucional, o reexame dos fatos e das provas dos autos e a
interpretação das cláusulas editalícias. Incidência das Súmulas nºs 279 e
454/STF
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 30 de junho de 2015.
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Ementa e Acórdão
ARE 879937 AGR / MG
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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ARE 879937 AGR / MG
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Relatório
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.937 MINAS
GERAIS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ANABELLA MARCATTI LEONCIO
ADV.(A/S)
:MARIA DA CONCEIÇÃO CARREIRA ALVIM E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Anabella Marcatti Leoncio interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao
recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Sexta
Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, assim
ementado:
‘ADMINISTRATIVO.
CONCURSO
PÚBLICO.
ORDEM DE NOMEAÇÃO DE CANDIDATOS
PORTADORES DE DEFICIÊNCIA.
I. A norma inscrita no art. 37, VIII, da Constituição da
República tem por finalidade resguardar o acesso de
pessoas portadoras de deficiência a cargos e empregos
públicos. Contudo, não lhe assegura facilidades nem no
momento da realização do concurso, nem no momento da
nomeação, nem ao longo da carreira, após a posse.
II. Assim sendo, a reserva de vagas prevista na
Constituição Federal não constitui, necessariamente,
garantia de nomeação do candidato portador de
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30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.937 MINAS
GERAIS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ANABELLA MARCATTI LEONCIO
ADV.(A/S)
:MARIA DA CONCEIÇÃO CARREIRA ALVIM E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Anabella Marcatti Leoncio interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao
recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Sexta
Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, assim
ementado:
‘ADMINISTRATIVO.
CONCURSO
PÚBLICO.
ORDEM DE NOMEAÇÃO DE CANDIDATOS
PORTADORES DE DEFICIÊNCIA.
I. A norma inscrita no art. 37, VIII, da Constituição da
República tem por finalidade resguardar o acesso de
pessoas portadoras de deficiência a cargos e empregos
públicos. Contudo, não lhe assegura facilidades nem no
momento da realização do concurso, nem no momento da
nomeação, nem ao longo da carreira, após a posse.
II. Assim sendo, a reserva de vagas prevista na
Constituição Federal não constitui, necessariamente,
garantia de nomeação do candidato portador de
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Relatório
ARE 879937 AGR / MG
deficiência antes de outros candidatos que obtiveram
melhor nota na classificação geral do certame. Mesmo
porque há concursos que atribuem aos melhores
colocados o direito de escolha de lotação antes dos
classificados em posição inferior, sem contar que, em
muitas carreiras, a antiguidade é um dos elementos
levados em consideração para acesso a promoções.
III. Portanto, se o candidato portador de
necessidades especiais obtem nota que lhe garante
classificação dentro das vagas existentes para o certame,
deve tomar posse na vaga correspondente à sua posição
na listagem geral de aprovados.
IV. Diferente é a situação em que o concurso público
é realizado apenas para formação de cadastro reserva ou
para o provimento de menos de 20 vagas. Em tais
hipóteses, para evitar que o número exíguo de vagas
ofertadas no concurso ou mesmo a fixação de um pequeno
prazo de validade para o certame sejam utilizados como
artifícios para evitar o cumprimento do disposto no art.
37, VIII, da CF/88, a melhor exegese da norma
constitucional é aquela que determina à Administração: a)
reservar a última vaga ao candidato portador de
deficiência sempre que o número de vagas existentes
estiver compreendido entre 5 e 19, pois, assim, se estará
obedecendo aos percentuais mínimo (5% Decreto 3.298/99,
art. 37, §§ 1º e 2º) e máximo (20% Lei 8.112/90, art. 5º, § 2º)
de reserva de vagas, estatuídos na lei; e b) em concursos
públicos destinados à formação de cadastro de reserva,
com previsão, no edital, de destinar 5% das vagas que
viessem a surgir ao longo do prazo de validade do
certame para candidatos portadores de deficiência, impõe-
se atribuir a 5ª vaga que sobrevier para o deficiente e, em
seguida, a 25ª, a 45ª, a 65ª, e assim por diante.
V. Não merece acolhida a pretensão deduzida na
inicial, de ser declarada a nulidade do critério contido no
edital, o qual prevê reservar 5% das vagas do concurso
2
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deficiência antes de outros candidatos que obtiveram
melhor nota na classificação geral do certame. Mesmo
porque há concursos que atribuem aos melhores
colocados o direito de escolha de lotação antes dos
classificados em posição inferior, sem contar que, em
muitas carreiras, a antiguidade é um dos elementos
levados em consideração para acesso a promoções.
III. Portanto, se o candidato portador de
necessidades especiais obtem nota que lhe garante
classificação dentro das vagas existentes para o certame,
deve tomar posse na vaga correspondente à sua posição
na listagem geral de aprovados.
IV. Diferente é a situação em que o concurso público
é realizado apenas para formação de cadastro reserva ou
para o provimento de menos de 20 vagas. Em tais
hipóteses, para evitar que o número exíguo de vagas
ofertadas no concurso ou mesmo a fixação de um pequeno
prazo de validade para o certame sejam utilizados como
artifícios para evitar o cumprimento do disposto no art.
37, VIII, da CF/88, a melhor exegese da norma
constitucional é aquela que determina à Administração: a)
reservar a última vaga ao candidato portador de
deficiência sempre que o número de vagas existentes
estiver compreendido entre 5 e 19, pois, assim, se estará
obedecendo aos percentuais mínimo (5% Decreto 3.298/99,
art. 37, §§ 1º e 2º) e máximo (20% Lei 8.112/90, art. 5º, § 2º)
de reserva de vagas, estatuídos na lei; e b) em concursos
públicos destinados à formação de cadastro de reserva,
com previsão, no edital, de destinar 5% das vagas que
viessem a surgir ao longo do prazo de validade do
certame para candidatos portadores de deficiência, impõe-
se atribuir a 5ª vaga que sobrevier para o deficiente e, em
seguida, a 25ª, a 45ª, a 65ª, e assim por diante.
V. Não merece acolhida a pretensão deduzida na
inicial, de ser declarada a nulidade do critério contido no
edital, o qual prevê reservar 5% das vagas do concurso
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Relatório
ARE 879937 AGR / MG
para portadores de necessidades especiais, inviabilizando,
em consequência, também, o pleito da Autora de ser
nomeada e empossada, definitivamente, no cargo público
de Analista Processual do Quadro de Pessoal do
Ministério Público da União.
VI. Apelação não provida’.
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
Alega-se, no apelo extremo, violação dos artigos 5º, incisos
LIV e LV, 37, inciso VIII, e 93, inciso IX, da Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão.
No que se refere aos artigos 5º, inciso LV, e 93, inciso IX, da
Constituição, apontados como violados, carecem do necessário
prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos
pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as
quais, também, não foram objeto dos embargos declaratórios
opostos pela parte recorrente. Incidem na espécie as Súmulas
nºs 282 e 356 desta Corte.
Ademais, a jurisprudência deste Supremo Tribunal
Federal é firme no sentido de que afronta aos princípios
constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 879937 AGR / MG
para portadores de necessidades especiais, inviabilizando,
em consequência, também, o pleito da Autora de ser
nomeada e empossada, definitivamente, no cargo público
de Analista Processual do Quadro de Pessoal do
Ministério Público da União.
VI. Apelação não provida’.
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
Alega-se, no apelo extremo, violação dos artigos 5º, incisos
LIV e LV, 37, inciso VIII, e 93, inciso IX, da Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão.
No que se refere aos artigos 5º, inciso LV, e 93, inciso IX, da
Constituição, apontados como violados, carecem do necessário
prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos
pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as
quais, também, não foram objeto dos embargos declaratórios
opostos pela parte recorrente. Incidem na espécie as Súmulas
nºs 282 e 356 desta Corte.
Ademais, a jurisprudência deste Supremo Tribunal
Federal é firme no sentido de que afronta aos princípios
constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e
3
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Relatório
ARE 879937 AGR / MG
da prestação jurisdicional, se dependente de reexame prévio de
normas infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. Nesse
sentido, anote-se:
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou
assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância
essa que impede a utilização do recurso extraordinário.
Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello , DJ de 20/9/02).
Extrai-se, outrossim, o seguinte trecho da fundamentação
do acórdão vergastado:
‘(...) embora seja feita uma lista à parte que relaciona
apenas os nomes dos candidatos portadores de deficiência
aprovados segundo suas notas decrescentes (art. 42 do
Decreto 3.298/99, que regulamenta a Lei 7.853/89), no
momento da nomeação, deverão tais candidatos ser
chamados a ocupar a vaga compatível com a nota que
obtiveram na classificação geral, sob pena de se conferir
ao candidato portador de deficiência privilégio(s)
indevido(s) ao longo da carreira, o que refoge totalmente
da intenção do legislador constitucional.
Assim, adoto como razões de decidir, parte da
sentença recorrida, in verbis :
(...)
Embora de forma oblíqua, restou placetada pela Corte
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 879937 AGR / MG
da prestação jurisdicional, se dependente de reexame prévio de
normas infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. Nesse
sentido, anote-se:
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou
assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância
essa que impede a utilização do recurso extraordinário.
Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello , DJ de 20/9/02).
Extrai-se, outrossim, o seguinte trecho da fundamentação
do acórdão vergastado:
‘(...) embora seja feita uma lista à parte que relaciona
apenas os nomes dos candidatos portadores de deficiência
aprovados segundo suas notas decrescentes (art. 42 do
Decreto 3.298/99, que regulamenta a Lei 7.853/89), no
momento da nomeação, deverão tais candidatos ser
chamados a ocupar a vaga compatível com a nota que
obtiveram na classificação geral, sob pena de se conferir
ao candidato portador de deficiência privilégio(s)
indevido(s) ao longo da carreira, o que refoge totalmente
da intenção do legislador constitucional.
Assim, adoto como razões de decidir, parte da
sentença recorrida, in verbis :
(...)
Embora de forma oblíqua, restou placetada pela Corte
4
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Relatório
ARE 879937 AGR / MG
Constitucional a adequação dos percentuais máximo e mínimo,
previstos nas normas infraconstitucionais, ao conteúdo da
garantia constitucional.
Considere-se, ainda, o brocado de conhecimento geral no
âmbito do direito administrativo, no sentido de que o Edital é a
lei do concurso.
No caso ora em exame o edital previu a reserva, para
pessoas portadoras de necessidades especiais, de 5 das vagas a
serem preenchidas.
Esse percentual, como visto, encontra guarida nas normas
de regência, não convocando a atuação do Poder Judiciário a fim
de dar efetividade à garantia constitucional.
Destaque-se que a Autora não comprova encontrar-se em
condições de preencher a vaga quando se considera a reserva no
percentual de 5%, mas, tão somente, no caso de adotar-se o
percentual de 15%, o que não corresponde à regra previamente
estabelecida’.
Dessa forma, no presente caso, para entender de forma
diversa do assentado pelo acórdão recorrido, faz-se
imprescindível a análise das cláusulas do edital do certame,
além da revisão dos fatos e provas presentes nos autos,
providências vedadas em sede de recurso extraordinário.
Incidência, na espécie, das Súmulas 279 e 454 do STF. Sobre o
tema:
‘DIREITO
ADMINISTRATIVO.
CONCURSO
PÚBLICO. RESERVA DE VAGAS PARA PORTADOR DE
NECESSIDADES
ESPECIAIS.
FUNDAMENTO
INFRACONSTITUCIONAL
SUFICIENTE
PARA
MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. LEIS
8.112/1990 E 7.853/1989 E DECRETO 3.298/1999.
APLICAÇÃO DA SÚMULA 283/STF. REEXAME DE
FATOS E PROVAS E ANÁLISE DO EDITAL DO
CONCURSO PÚBLICO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS
279 E 454/STF. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA
5
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ARE 879937 AGR / MG
Constitucional a adequação dos percentuais máximo e mínimo,
previstos nas normas infraconstitucionais, ao conteúdo da
garantia constitucional.
Considere-se, ainda, o brocado de conhecimento geral no
âmbito do direito administrativo, no sentido de que o Edital é a
lei do concurso.
No caso ora em exame o edital previu a reserva, para
pessoas portadoras de necessidades especiais, de 5 das vagas a
serem preenchidas.
Esse percentual, como visto, encontra guarida nas normas
de regência, não convocando a atuação do Poder Judiciário a fim
de dar efetividade à garantia constitucional.
Destaque-se que a Autora não comprova encontrar-se em
condições de preencher a vaga quando se considera a reserva no
percentual de 5%, mas, tão somente, no caso de adotar-se o
percentual de 15%, o que não corresponde à regra previamente
estabelecida’.
Dessa forma, no presente caso, para entender de forma
diversa do assentado pelo acórdão recorrido, faz-se
imprescindível a análise das cláusulas do edital do certame,
além da revisão dos fatos e provas presentes nos autos,
providências vedadas em sede de recurso extraordinário.
Incidência, na espécie, das Súmulas 279 e 454 do STF. Sobre o
tema:
‘DIREITO
ADMINISTRATIVO.
CONCURSO
PÚBLICO. RESERVA DE VAGAS PARA PORTADOR DE
NECESSIDADES
ESPECIAIS.
FUNDAMENTO
INFRACONSTITUCIONAL
SUFICIENTE
PARA
MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. LEIS
8.112/1990 E 7.853/1989 E DECRETO 3.298/1999.
APLICAÇÃO DA SÚMULA 283/STF. REEXAME DE
FATOS E PROVAS E ANÁLISE DO EDITAL DO
CONCURSO PÚBLICO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS
279 E 454/STF. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA
5
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Relatório
ARE 879937 AGR / MG
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O
MANEJO
DE
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 12.9.2012. A
suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados
nas razões recursais dependeria da análise de legislação
infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual
ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário, considerada a
disposição do art. 102, III, a, da Lei Maior. A
jurisprudência desta Corte não admite recurso
extraordinário contra acórdão que contém fundamento
infraconstitucional suficiente e este se torna imodificável.
Aplicação da Súmula 283/STF: É inadmissível o recurso
extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em
mais de um fundamento suficiente e o recurso não
abrange todos eles. Precedentes. Agravo regimental
conhecido e não provido’. (RE nº 855.573/SC-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de
26/3/15).
‘CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONCURSO PÚBLICO.
RESERVA DE VAGA PARA DEFICIENTE. ART. 37, VIII,
DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. A reserva de vagas em
concurso público destinadas aos portadores de deficiência
é garantia da norma do art. 37, VIII, da Constituição
Federal. 2. Analisar a alegada ofensa à norma
constitucional para alterar a conclusão do Tribunal de
origem demandaria o reexame dos fatos e das provas da
causa, inviável em sede extraordinária. Súmula STF 279. 3.
Agravo regimental improvido’ (AI nº 777.391/RO-AgR,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de
7/5/10).
‘AGRAVO REGIMENTAL. CONCURSO PÚBLICO.
ILEGALIDADE. REEXAME DE FATOS E PROVAS.
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CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O
MANEJO
DE
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 12.9.2012. A
suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados
nas razões recursais dependeria da análise de legislação
infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual
ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário, considerada a
disposição do art. 102, III, a, da Lei Maior. A
jurisprudência desta Corte não admite recurso
extraordinário contra acórdão que contém fundamento
infraconstitucional suficiente e este se torna imodificável.
Aplicação da Súmula 283/STF: É inadmissível o recurso
extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em
mais de um fundamento suficiente e o recurso não
abrange todos eles. Precedentes. Agravo regimental
conhecido e não provido’. (RE nº 855.573/SC-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de
26/3/15).
‘CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONCURSO PÚBLICO.
RESERVA DE VAGA PARA DEFICIENTE. ART. 37, VIII,
DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. A reserva de vagas em
concurso público destinadas aos portadores de deficiência
é garantia da norma do art. 37, VIII, da Constituição
Federal. 2. Analisar a alegada ofensa à norma
constitucional para alterar a conclusão do Tribunal de
origem demandaria o reexame dos fatos e das provas da
causa, inviável em sede extraordinária. Súmula STF 279. 3.
Agravo regimental improvido’ (AI nº 777.391/RO-AgR,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de
7/5/10).
‘AGRAVO REGIMENTAL. CONCURSO PÚBLICO.
ILEGALIDADE. REEXAME DE FATOS E PROVAS.
6
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17
Relatório
ARE 879937 AGR / MG
IMPOSSIBILIDADE.
SÚMULA
279.
AGRAVO
DESPROVIDO. Não é possível, na via extraordinária, o
reexame de fatos e provas do processo, ante o óbice
consagrado pelo enunciado da Súmula 279 deste Supremo
Tribunal Federal’ (AI nº 558.199/MG-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 9/2/07).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
ADMINISTRATIVO. NOMEAÇÃO DE CANDIDATO
APROVADO
EM
CONCURSO
PÚBLICO.
IRREGULARIDADE NA CONVOCAÇÃO. REEXAME DE
PROVAS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS
N. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (ARE nº 726.409-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 10/5/13).
‘AGRAVO REGIMENTAL. CONCURSO PÚBLICO.
PROVA DE TÍTULOS. CARÁTER ELIMINATÓRIO.
REGRA CONSTANTE DO EDITAL. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
SÚMULA
279
DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REEXAME DE FATOS
E PROVAS. Os requisitos estabelecidos em edital de
concurso
constituem
matéria
de
âmbito
infraconstitucional. Por essa razão, incabível o recurso
extraordinário, visto que não há ofensa direta à
Constituição Federal. Reexame de fatos e provas vedado
pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo
regimental a que se nega provimento’ (AI nº 521.421/RJ-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJe de 22/9/06).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.”
7
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Supremo Tribunal Federal
ARE 879937 AGR / MG
IMPOSSIBILIDADE.
SÚMULA
279.
AGRAVO
DESPROVIDO. Não é possível, na via extraordinária, o
reexame de fatos e provas do processo, ante o óbice
consagrado pelo enunciado da Súmula 279 deste Supremo
Tribunal Federal’ (AI nº 558.199/MG-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 9/2/07).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
ADMINISTRATIVO. NOMEAÇÃO DE CANDIDATO
APROVADO
EM
CONCURSO
PÚBLICO.
IRREGULARIDADE NA CONVOCAÇÃO. REEXAME DE
PROVAS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS
N. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (ARE nº 726.409-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 10/5/13).
‘AGRAVO REGIMENTAL. CONCURSO PÚBLICO.
PROVA DE TÍTULOS. CARÁTER ELIMINATÓRIO.
REGRA CONSTANTE DO EDITAL. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
SÚMULA
279
DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REEXAME DE FATOS
E PROVAS. Os requisitos estabelecidos em edital de
concurso
constituem
matéria
de
âmbito
infraconstitucional. Por essa razão, incabível o recurso
extraordinário, visto que não há ofensa direta à
Constituição Federal. Reexame de fatos e provas vedado
pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo
regimental a que se nega provimento’ (AI nº 521.421/RJ-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJe de 22/9/06).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.”
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17
Relatório
ARE 879937 AGR / MG
Aduz a agravante, em síntese, que houve o devido
prequestionamento da matéria e que há a prescindibilidade do reexame
do conjunto probatório dos autos. No mérito, sustenta in verbis, que “o
que se alegou na inicial é que o edital veiculado não previu a citada
reserva de vagas na forma peremptoriamente determinada pelo artigo 37,
VIII, da Constituição Federal”.
É o relatório.
8
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Supremo Tribunal Federal
ARE 879937 AGR / MG
Aduz a agravante, em síntese, que houve o devido
prequestionamento da matéria e que há a prescindibilidade do reexame
do conjunto probatório dos autos. No mérito, sustenta in verbis, que “o
que se alegou na inicial é que o edital veiculado não previu a citada
reserva de vagas na forma peremptoriamente determinada pelo artigo 37,
VIII, da Constituição Federal”.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.937 MINAS
GERAIS
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Conforme expresso na decisão agravada, os arts. 5º, inciso LV; e 93,
inciso IX, da Constituição Federal, apontados como violados no recurso
extraordinário, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo
que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das
referidas normas. Ressalte-se, também, que os referidos dispositivos não
foram objeto dos embargos de declaração opostos pela recorrente.
Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF.
É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar
que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido
tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados
pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha
versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não
ocorreu no caso em tela.
Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no
sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do
acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que
permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo
constitucional.
Sobre o tema, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGADA AFRONTA
AO ART. 109, I, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA
DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/STF.
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 454/STF.
COMPETÊNCIA
DOS
JUIZADOS
ESPECIAIS.
COMPLEXIDADE DA CAUSA. PRODUÇÃO PROBATÓRIA.
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30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.937 MINAS
GERAIS
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Conforme expresso na decisão agravada, os arts. 5º, inciso LV; e 93,
inciso IX, da Constituição Federal, apontados como violados no recurso
extraordinário, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo
que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das
referidas normas. Ressalte-se, também, que os referidos dispositivos não
foram objeto dos embargos de declaração opostos pela recorrente.
Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF.
É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar
que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido
tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados
pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha
versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não
ocorreu no caso em tela.
Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no
sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do
acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que
permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo
constitucional.
Sobre o tema, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGADA AFRONTA
AO ART. 109, I, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA
DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/STF.
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 454/STF.
COMPETÊNCIA
DOS
JUIZADOS
ESPECIAIS.
COMPLEXIDADE DA CAUSA. PRODUÇÃO PROBATÓRIA.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 879937 AGR / MG
AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA. A
questão constitucional alegada no recurso extraordinário não
foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Tampouco foi
suscitada nos embargos de declaratórios opostos para sanar
eventual omissão. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF.
Ademais, para dissentir do acórdão recorrido, necessária seria a
análise da legislação infraconstitucional pertinente (Código de
Defesa do Consumidor) e a apreciação das cláusulas constantes
do contrato celebrado entre as partes, o que não enseja a
abertura da via extraordinária. Nessas condições, a hipótese
atrai a incidência da Súmula 454/STF. O Plenário do Supremo
Tribunal Federal, no exame do ARE 640.671, julgado sob a
relatoria do Ministro Presidente, decidiu pela inexistência de
repercussão geral, por se tratar de matéria infraconstitucional,
da discussão acerca da complexidade da causa para fins de
definição da competência dos Juizados Especiais. Agravo
regimental a que se nega provimento” (ARE nº 801.373/RS-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de
3/3/15).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
CRIMINAL.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO STF.
OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I -
Inadmissível o recurso extraordinário se a questão
constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão
recorrido. Ademais, se os embargos declaratórios não foram
opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o
recurso. Aplicáveis, portanto, as Súmulas 282 e 356 desta Corte.
II - A alegada violação aos arts. 5º, XIII e 133, ambos da
Constituição Federal, se ocorrente, poderia configurar situação
de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a
análise de legislação ordinária, o que inviabiliza o
conhecimento do recurso. III - Para se chegar à conclusão
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 879937 AGR / MG
AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA. A
questão constitucional alegada no recurso extraordinário não
foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Tampouco foi
suscitada nos embargos de declaratórios opostos para sanar
eventual omissão. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF.
Ademais, para dissentir do acórdão recorrido, necessária seria a
análise da legislação infraconstitucional pertinente (Código de
Defesa do Consumidor) e a apreciação das cláusulas constantes
do contrato celebrado entre as partes, o que não enseja a
abertura da via extraordinária. Nessas condições, a hipótese
atrai a incidência da Súmula 454/STF. O Plenário do Supremo
Tribunal Federal, no exame do ARE 640.671, julgado sob a
relatoria do Ministro Presidente, decidiu pela inexistência de
repercussão geral, por se tratar de matéria infraconstitucional,
da discussão acerca da complexidade da causa para fins de
definição da competência dos Juizados Especiais. Agravo
regimental a que se nega provimento” (ARE nº 801.373/RS-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de
3/3/15).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
CRIMINAL.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO STF.
OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I -
Inadmissível o recurso extraordinário se a questão
constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão
recorrido. Ademais, se os embargos declaratórios não foram
opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o
recurso. Aplicáveis, portanto, as Súmulas 282 e 356 desta Corte.
II - A alegada violação aos arts. 5º, XIII e 133, ambos da
Constituição Federal, se ocorrente, poderia configurar situação
de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a
análise de legislação ordinária, o que inviabiliza o
conhecimento do recurso. III - Para se chegar à conclusão
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 879937 AGR / MG
contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o
reexame dos fatos e provas da causa, o que atrai,
inevitavelmente, a incidência da Súmula 279 desta Corte. IV -
Agravo regimental ao qual se nega provimento” (RE nº
760.160/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJe de 3/2/14)
Ademais, colhe-se da sentença de primeiro grau mantida pelo
acórdão recorrido:
“No caso ora em exame o edital previu a reserva, para
pessoas portadoras de necessidades especiais, de 5% das vagas
a serem preenchidas.
(…)
Destaque-se que a Autora não comprova encontrar-se em
condições de preencher a vaga quando se considera a reserva
no percentual de 5%, mas tão somente, no caso de adotar-se o
percentual de 15%, o que não corresponde à regra previamente
estabelecida.”
E, ainda, o seguinte trecho da fundamentação do acórdão
vergastado:
“(...) [E]mbora seja feita uma lista à parte que
relaciona apenas os nomes dos candidatos portadores de
deficiência aprovados segundo suas notas decrescentes
(art. 42 do Decreto 3.298/99, que regulamenta a Lei
7.853/89), no momento da nomeação, deverão tais
candidatos ser chamados a ocupar a vaga compatível com
a nota que obtiveram na classificação geral, sob pena de se
conferir ao candidato portador de deficiência privilégio(s)
indevido(s) ao longo da carreira, o que refoge totalmente
da intenção do legislador constitucional.
Assim, adoto como razões de decidir, parte da
sentença recorrida, in verbis :
(...)
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 879937 AGR / MG
contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o
reexame dos fatos e provas da causa, o que atrai,
inevitavelmente, a incidência da Súmula 279 desta Corte. IV -
Agravo regimental ao qual se nega provimento” (RE nº
760.160/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJe de 3/2/14)
Ademais, colhe-se da sentença de primeiro grau mantida pelo
acórdão recorrido:
“No caso ora em exame o edital previu a reserva, para
pessoas portadoras de necessidades especiais, de 5% das vagas
a serem preenchidas.
(…)
Destaque-se que a Autora não comprova encontrar-se em
condições de preencher a vaga quando se considera a reserva
no percentual de 5%, mas tão somente, no caso de adotar-se o
percentual de 15%, o que não corresponde à regra previamente
estabelecida.”
E, ainda, o seguinte trecho da fundamentação do acórdão
vergastado:
“(...) [E]mbora seja feita uma lista à parte que
relaciona apenas os nomes dos candidatos portadores de
deficiência aprovados segundo suas notas decrescentes
(art. 42 do Decreto 3.298/99, que regulamenta a Lei
7.853/89), no momento da nomeação, deverão tais
candidatos ser chamados a ocupar a vaga compatível com
a nota que obtiveram na classificação geral, sob pena de se
conferir ao candidato portador de deficiência privilégio(s)
indevido(s) ao longo da carreira, o que refoge totalmente
da intenção do legislador constitucional.
Assim, adoto como razões de decidir, parte da
sentença recorrida, in verbis :
(...)
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 879937 AGR / MG
Embora de forma oblíqua, restou placetada pela Corte
Constitucional a adequação dos percentuais máximo e mínimo,
previstos nas normas infraconstitucionais, ao conteúdo da
garantia constitucional.
Considere-se, ainda, o brocado de conhecimento geral no
âmbito do direito administrativo, no sentido de que o Edital é a
lei do concurso.
No caso ora em exame o edital previu a reserva, para
pessoas portadoras de necessidades especiais, de 5 das vagas a
serem preenchidas.
Esse percentual, como visto, encontra guarida nas normas
de regência, não convocando a atuação do Poder Judiciário a fim
de dar efetividade à garantia constitucional.
Destaque-se que a Autora não comprova encontrar-se em
condições de preencher a vaga quando se considera a reserva no
percentual de 5%, mas, tão somente, no caso de adotar-se o
percentual de 15%, o que não corresponde à regra previamente
estabelecida.”
Com efeito, para divergir da conclusão adotada pelo Tribunal de
origem no sentido da legalidade do percentual fixado pelo edital bem
como da ausência de comprovação do requisitos para o preenchimento da
vaga pretendida, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório
da causa, assim como as cláusulas editalícias que regem o certame, o que
é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279
e 454/STF. Nesse sentido, os julgados a seguir colacionados:
“DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO.
RESERVA DE VAGAS PARA PORTADOR DE NECESSIDADES
ESPECIAIS. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL
SUFICIENTE PARA MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO
RECORRIDO. LEIS 8.112/1990 E 7.853/1989 E DECRETO
3.298/1999. APLICAÇÃO DA SÚMULA 283/STF. REEXAME DE
FATOS E PROVAS E ANÁLISE DO EDITAL DO CONCURSO
PÚBLICO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454/STF.
EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA
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ARE 879937 AGR / MG
Embora de forma oblíqua, restou placetada pela Corte
Constitucional a adequação dos percentuais máximo e mínimo,
previstos nas normas infraconstitucionais, ao conteúdo da
garantia constitucional.
Considere-se, ainda, o brocado de conhecimento geral no
âmbito do direito administrativo, no sentido de que o Edital é a
lei do concurso.
No caso ora em exame o edital previu a reserva, para
pessoas portadoras de necessidades especiais, de 5 das vagas a
serem preenchidas.
Esse percentual, como visto, encontra guarida nas normas
de regência, não convocando a atuação do Poder Judiciário a fim
de dar efetividade à garantia constitucional.
Destaque-se que a Autora não comprova encontrar-se em
condições de preencher a vaga quando se considera a reserva no
percentual de 5%, mas, tão somente, no caso de adotar-se o
percentual de 15%, o que não corresponde à regra previamente
estabelecida.”
Com efeito, para divergir da conclusão adotada pelo Tribunal de
origem no sentido da legalidade do percentual fixado pelo edital bem
como da ausência de comprovação do requisitos para o preenchimento da
vaga pretendida, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório
da causa, assim como as cláusulas editalícias que regem o certame, o que
é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279
e 454/STF. Nesse sentido, os julgados a seguir colacionados:
“DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO.
RESERVA DE VAGAS PARA PORTADOR DE NECESSIDADES
ESPECIAIS. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL
SUFICIENTE PARA MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO
RECORRIDO. LEIS 8.112/1990 E 7.853/1989 E DECRETO
3.298/1999. APLICAÇÃO DA SÚMULA 283/STF. REEXAME DE
FATOS E PROVAS E ANÁLISE DO EDITAL DO CONCURSO
PÚBLICO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454/STF.
EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 879937 AGR / MG
REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 12.9.2012. A suposta afronta aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais dependeria da análise de
legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário, considerada a
disposição do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior. A jurisprudência
desta Corte não admite recurso extraordinário contra acórdão
que contém fundamento infraconstitucional suficiente e este se
torna imodificável. Aplicação da Súmula 283/STF: ‘É
inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão
recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o
recurso não abrange todos eles’. Precedentes. Agravo
regimental conhecido e não provido” (RE n 855.573/SC-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de
26/3/15).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
CONCURSO PÚBLICO. ALEGADA PRETERIÇÃO DE
CANDIDATO. DISCUSSÃO SOBRE A EXISTÊNCIA DE
VAGAS. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 812.169/MG-
AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe
de 1º/9/14).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. FALTA DE HOMOLOGAÇÃO DE
SELEÇÃO PÚBLICA. PRETERIÇÃO ASSENTADA PELO
TRIBUNAL DE ORIGEM. AUSÊNCIA DE QUESTÃO
CONSTITUCIONAL. SÚMULAS 279 E 454/STF. AUSÊNCIA
DE VIOLAÇÃO AOS ARTS. 5º, XXXV, E 93, IX, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRECEDENTES. Hipótese em
que, para dissentir da conclusão do acórdão recorrido, seriam
5
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ARE 879937 AGR / MG
REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 12.9.2012. A suposta afronta aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais dependeria da análise de
legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário, considerada a
disposição do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior. A jurisprudência
desta Corte não admite recurso extraordinário contra acórdão
que contém fundamento infraconstitucional suficiente e este se
torna imodificável. Aplicação da Súmula 283/STF: ‘É
inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão
recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o
recurso não abrange todos eles’. Precedentes. Agravo
regimental conhecido e não provido” (RE n 855.573/SC-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de
26/3/15).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
CONCURSO PÚBLICO. ALEGADA PRETERIÇÃO DE
CANDIDATO. DISCUSSÃO SOBRE A EXISTÊNCIA DE
VAGAS. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 812.169/MG-
AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe
de 1º/9/14).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. FALTA DE HOMOLOGAÇÃO DE
SELEÇÃO PÚBLICA. PRETERIÇÃO ASSENTADA PELO
TRIBUNAL DE ORIGEM. AUSÊNCIA DE QUESTÃO
CONSTITUCIONAL. SÚMULAS 279 E 454/STF. AUSÊNCIA
DE VIOLAÇÃO AOS ARTS. 5º, XXXV, E 93, IX, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRECEDENTES. Hipótese em
que, para dissentir da conclusão do acórdão recorrido, seriam
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 879937 AGR / MG
necessários o reexame dos fatos e do material probatório
constante dos autos, bem como o exame de cláusulas editalícias.
Incidência das Súmulas 279 e 454/STF. Precedentes. A decisão
do Tribunal de origem está devidamente fundamentada,
embora em sentido contrário aos interesses da parte recorrente.
Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº
603.336/MS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto
Barroso, DJe de 22/8/14).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
CONCURSO. MAGISTÉRIO. CONTROVÉRSIA SOBRE
PRETERIÇÃO DE CANDIDATO. IMPOSSIBILIDADE DO
REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 698.390/RS-AgR, Segunda
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 21/11/12).
“CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONCURSO PÚBLICO.
RESERVA DE VAGA PARA DEFICIENTE. ART. 37, VIII, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. A reserva de vagas em concurso
público destinadas aos portadores de deficiência é garantia da
norma do art. 37, VIII, da Constituição Federal. 2. Analisar a
alegada ofensa à norma constitucional para alterar a conclusão
do Tribunal de origem demandaria o reexame dos fatos e das
provas da causa, inviável em sede extraordinária. Súmula STF
279. 3. Agravo regimental improvido” (AI nº 777.391/RO-AgR,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de
7/5/10).
Nego provimento ao agravo regimental.
6
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Supremo Tribunal Federal
ARE 879937 AGR / MG
necessários o reexame dos fatos e do material probatório
constante dos autos, bem como o exame de cláusulas editalícias.
Incidência das Súmulas 279 e 454/STF. Precedentes. A decisão
do Tribunal de origem está devidamente fundamentada,
embora em sentido contrário aos interesses da parte recorrente.
Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº
603.336/MS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto
Barroso, DJe de 22/8/14).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
CONCURSO. MAGISTÉRIO. CONTROVÉRSIA SOBRE
PRETERIÇÃO DE CANDIDATO. IMPOSSIBILIDADE DO
REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 698.390/RS-AgR, Segunda
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 21/11/12).
“CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONCURSO PÚBLICO.
RESERVA DE VAGA PARA DEFICIENTE. ART. 37, VIII, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. A reserva de vagas em concurso
público destinadas aos portadores de deficiência é garantia da
norma do art. 37, VIII, da Constituição Federal. 2. Analisar a
alegada ofensa à norma constitucional para alterar a conclusão
do Tribunal de origem demandaria o reexame dos fatos e das
provas da causa, inviável em sede extraordinária. Súmula STF
279. 3. Agravo regimental improvido” (AI nº 777.391/RO-AgR,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de
7/5/10).
Nego provimento ao agravo regimental.
6
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Extrato de Ata - 30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.937
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ANABELLA MARCATTI LEONCIO
ADV.(A/S) : MARIA DA CONCEIÇÃO CARREIRA ALVIM E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.937
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ANABELLA MARCATTI LEONCIO
ADV.(A/S) : MARIA DA CONCEIÇÃO CARREIRA ALVIM E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9133601
| 2015-06-30T00:00:00
| 2015-08-17T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento. Ausência. Direito Administrativo. Concurso público. Portador de deficiência. Convocação de candidatos. Preenchimento de requisitos. Reexame de fatos e provas e de cláusulas editalícias. Impossibilidade. Precedentes.
1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF.
2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional, o reexame dos fatos e das provas dos autos e a interpretação das cláusulas editalícias. Incidência das Súmulas nºs 279 e 454/STF
3. Agravo regimental não provido.
|
sjur315427
|
- Acórdão(s) citado(s):
(PREQUESTIONAMENTO)
RE 760160 AgR (2ªT), ARE 801373 AgR (1ªT).
(SÚMULA 279, SÚMULA 454)
AI 777391 AgR (2ªT), RE 603336 AgR (1ªT), ARE 698390 AgR (2ªT), ARE 812169 AgR (2ªT), RE 855573 AgR (1ªT).
Número de páginas: 17.
Análise: 24/08/2015, BMP.
|
DIAS TOFFOLI
|
Segunda Turma
|
879937
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 879937 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ANABELLA MARCATTI LEONCIO
ADV.(A/S) : MARIA DA CONCEIÇÃO CARREIRA ALVIM E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.937 MINAS
GERAIS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ANABELLA MARCATTI LEONCIO
ADV.(A/S)
:MARIA DA CONCEIÇÃO CARREIRA ALVIM E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Prequestionamento. Ausência. Direito Administrativo. Concurso
público. Portador de deficiência. Convocação de candidatos.
Preenchimento de requisitos. Reexame de fatos e provas e de cláusulas
editalícias. Impossibilidade. Precedentes.
1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos
constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente
prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal.
2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação
infraconstitucional, o reexame dos fatos e das provas dos autos e a
interpretação das cláusulas editalícias. Incidência das Súmulas ns 279 e
454/Supremo Tribunal Federal
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 30 de junho de 2015.
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17
Ementa e Acórdão
ARE 879937 AGR / MG
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 879937 AGR / MG
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Relatório
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.937 MINAS
GERAIS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ANABELLA MARCATTI LEONCIO
ADV.(A/S)
:MARIA DA CONCEIÇÃO CARREIRA ALVIM E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Anabella Marcatti Leoncio interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao
recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Sexta
Turma do Tribunal Regional Federal da 1... Região, assim
ementado:
‘ADMINISTRATIVO.
CONCURSO
PÚBLICO.
ORDEM DE NOMEAÇÃO DE CANDIDATOS
PORTADORES DE DEFICIÊNCIA.
I. A norma inscrita no art. 37, VIII, da Constituição da
República tem por finalidade resguardar o acesso de
pessoas portadoras de deficiência a cargos e empregos
públicos. Contudo, não lhe assegura facilidades nem no
momento da realização do concurso, nem no momento da
nomeação, nem ao longo da carreira, após a posse.
II. Assim sendo, a reserva de vagas prevista na
Constituição Federal não constitui, necessariamente,
garantia de nomeação do candidato portador de
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.937 MINAS
GERAIS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ANABELLA MARCATTI LEONCIO
ADV.(A/S)
:MARIA DA CONCEIÇÃO CARREIRA ALVIM E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Anabella Marcatti Leoncio interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao
recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Sexta
Turma do Tribunal Regional Federal da 1... Região, assim
ementado:
‘ADMINISTRATIVO.
CONCURSO
PÚBLICO.
ORDEM DE NOMEAÇÃO DE CANDIDATOS
PORTADORES DE DEFICIÊNCIA.
I. A norma inscrita no art. 37, VIII, da Constituição da
República tem por finalidade resguardar o acesso de
pessoas portadoras de deficiência a cargos e empregos
públicos. Contudo, não lhe assegura facilidades nem no
momento da realização do concurso, nem no momento da
nomeação, nem ao longo da carreira, após a posse.
II. Assim sendo, a reserva de vagas prevista na
Constituição Federal não constitui, necessariamente,
garantia de nomeação do candidato portador de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17
Relatório
ARE 879937 AGR / MG
deficiência antes de outros candidatos que obtiveram
melhor nota na classificação geral do certame. Mesmo
porque há concursos que atribuem aos melhores
colocados o direito de escolha de lotação antes dos
classificados em posição inferior, sem contar que, em
muitas carreiras, a antiguidade é um dos elementos
levados em consideração para acesso a promoções.
III. Portanto, se o candidato portador de
necessidades especiais obtem nota que lhe garante
classificação dentro das vagas existentes para o certame,
deve tomar posse na vaga correspondente à sua posição
na listagem geral de aprovados.
IV. Diferente é a situação em que o concurso público
é realizado apenas para formação de cadastro reserva ou
para o provimento de menos de 20 vagas. Em tais
hipóteses, para evitar que o número exíguo de vagas
ofertadas no concurso ou mesmo a fixação de um pequeno
prazo de validade para o certame sejam utilizados como
artifícios para evitar o cumprimento do disposto no art.
37, VIII, da Constituição Federal de 1988/88, a melhor exegese da norma
constitucional é aquela que determina à Administração: a)
reservar a última vaga ao candidato portador de
deficiência sempre que o número de vagas existentes
estiver compreendido entre 5 e 19, pois, assim, se estará
obedecendo aos percentuais mínimo (5% Decreto 3.298/99,
art. 37, §§ 1... e 2...) e máximo (20% Lei 8.112/90, art. 5..., § 2...)
de reserva de vagas, estatuídos na lei; e b) em concursos
públicos destinados à formação de cadastro de reserva,
com previsão, no edital, de destinar 5% das vagas que
viessem a surgir ao longo do prazo de validade do
certame para candidatos portadores de deficiência, impõe-
se atribuir a 5... vaga que sobrevier para o deficiente e, em
seguida, a 25..., a 45..., a 65..., e assim por diante.
V. Não merece acolhida a pretensão deduzida na
inicial, de ser declarada a nulidade do critério contido no
edital, o qual prevê reservar 5% das vagas do concurso
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 879937 AGR / MG
deficiência antes de outros candidatos que obtiveram
melhor nota na classificação geral do certame. Mesmo
porque há concursos que atribuem aos melhores
colocados o direito de escolha de lotação antes dos
classificados em posição inferior, sem contar que, em
muitas carreiras, a antiguidade é um dos elementos
levados em consideração para acesso a promoções.
III. Portanto, se o candidato portador de
necessidades especiais obtem nota que lhe garante
classificação dentro das vagas existentes para o certame,
deve tomar posse na vaga correspondente à sua posição
na listagem geral de aprovados.
IV. Diferente é a situação em que o concurso público
é realizado apenas para formação de cadastro reserva ou
para o provimento de menos de 20 vagas. Em tais
hipóteses, para evitar que o número exíguo de vagas
ofertadas no concurso ou mesmo a fixação de um pequeno
prazo de validade para o certame sejam utilizados como
artifícios para evitar o cumprimento do disposto no art.
37, VIII, da Constituição Federal de 1988/88, a melhor exegese da norma
constitucional é aquela que determina à Administração: a)
reservar a última vaga ao candidato portador de
deficiência sempre que o número de vagas existentes
estiver compreendido entre 5 e 19, pois, assim, se estará
obedecendo aos percentuais mínimo (5% Decreto 3.298/99,
art. 37, §§ 1... e 2...) e máximo (20% Lei 8.112/90, art. 5..., § 2...)
de reserva de vagas, estatuídos na lei; e b) em concursos
públicos destinados à formação de cadastro de reserva,
com previsão, no edital, de destinar 5% das vagas que
viessem a surgir ao longo do prazo de validade do
certame para candidatos portadores de deficiência, impõe-
se atribuir a 5... vaga que sobrevier para o deficiente e, em
seguida, a 25..., a 45..., a 65..., e assim por diante.
V. Não merece acolhida a pretensão deduzida na
inicial, de ser declarada a nulidade do critério contido no
edital, o qual prevê reservar 5% das vagas do concurso
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17
Relatório
ARE 879937 AGR / MG
para portadores de necessidades especiais, inviabilizando,
em consequência, também, o pleito da Autora de ser
nomeada e empossada, definitivamente, no cargo público
de Analista Processual do Quadro de Pessoal do
Ministério Público da União.
VI. Apelação não provida’.
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
Alega-se, no apelo extremo, violação dos artigos 5..., incisos
LIV e LV, 37, inciso VIII, e 93, inciso IX, da Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão.
No que se refere aos artigos 5..., inciso LV, e 93, inciso IX, da
Constituição, apontados como violados, carecem do necessário
prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos
pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as
quais, também, não foram objeto dos embargos declaratórios
opostos pela parte recorrente. Incidem na espécie as Súmulas
ns 282 e 356 desta Corte.
Ademais, a jurisprudência deste Supremo Tribunal
Federal é firme no sentido de que afronta aos princípios
constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 879937 AGR / MG
para portadores de necessidades especiais, inviabilizando,
em consequência, também, o pleito da Autora de ser
nomeada e empossada, definitivamente, no cargo público
de Analista Processual do Quadro de Pessoal do
Ministério Público da União.
VI. Apelação não provida’.
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
Alega-se, no apelo extremo, violação dos artigos 5..., incisos
LIV e LV, 37, inciso VIII, e 93, inciso IX, da Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão.
No que se refere aos artigos 5..., inciso LV, e 93, inciso IX, da
Constituição, apontados como violados, carecem do necessário
prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos
pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as
quais, também, não foram objeto dos embargos declaratórios
opostos pela parte recorrente. Incidem na espécie as Súmulas
ns 282 e 356 desta Corte.
Ademais, a jurisprudência deste Supremo Tribunal
Federal é firme no sentido de que afronta aos princípios
constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e
3
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ARE 879937 AGR / MG
da prestação jurisdicional, se dependente de reexame prévio de
normas infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. Nesse
sentido, anote-se:
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou
assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância
essa que impede a utilização do recurso extraordinário.
Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello , DJ de 20/9/02).
Extrai-se, outrossim, o seguinte trecho da fundamentação
do acórdão vergastado:
‘(...) embora seja feita uma lista à parte que relaciona
apenas os nomes dos candidatos portadores de deficiência
aprovados segundo suas notas decrescentes (art. 42 do
Decreto 3.298/99, que regulamenta a Lei 7.853/89), no
momento da nomeação, deverão tais candidatos ser
chamados a ocupar a vaga compatível com a nota que
obtiveram na classificação geral, sob pena de se conferir
ao candidato portador de deficiência privilégio(s)
indevido(s) ao longo da carreira, o que refoge totalmente
da intenção do legislador constitucional.
Assim, adoto como razões de decidir, parte da
sentença recorrida, in verbis :
(...)
Embora de forma oblíqua, restou placetada pela Corte
4
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Supremo Tribunal Federal
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da prestação jurisdicional, se dependente de reexame prévio de
normas infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. Nesse
sentido, anote-se:
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou
assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância
essa que impede a utilização do recurso extraordinário.
Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello , DJ de 20/9/02).
Extrai-se, outrossim, o seguinte trecho da fundamentação
do acórdão vergastado:
‘(...) embora seja feita uma lista à parte que relaciona
apenas os nomes dos candidatos portadores de deficiência
aprovados segundo suas notas decrescentes (art. 42 do
Decreto 3.298/99, que regulamenta a Lei 7.853/89), no
momento da nomeação, deverão tais candidatos ser
chamados a ocupar a vaga compatível com a nota que
obtiveram na classificação geral, sob pena de se conferir
ao candidato portador de deficiência privilégio(s)
indevido(s) ao longo da carreira, o que refoge totalmente
da intenção do legislador constitucional.
Assim, adoto como razões de decidir, parte da
sentença recorrida, in verbis :
(...)
Embora de forma oblíqua, restou placetada pela Corte
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ARE 879937 AGR / MG
Constitucional a adequação dos percentuais máximo e mínimo,
previstos nas normas infraconstitucionais, ao conteúdo da
garantia constitucional.
Considere-se, ainda, o brocado de conhecimento geral no
âmbito do direito administrativo, no sentido de que o Edital é a
lei do concurso.
No caso ora em exame o edital previu a reserva, para
pessoas portadoras de necessidades especiais, de 5 das vagas a
serem preenchidas.
Esse percentual, como visto, encontra guarida nas normas
de regência, não convocando a atuação do Poder Judiciário a fim
de dar efetividade à garantia constitucional.
Destaque-se que a Autora não comprova encontrar-se em
condições de preencher a vaga quando se considera a reserva no
percentual de 5%, mas, tão somente, no caso de adotar-se o
percentual de 15%, o que não corresponde à regra previamente
estabelecida’.
Dessa forma, no presente caso, para entender de forma
diversa do assentado pelo acórdão recorrido, faz-se
imprescindível a análise das cláusulas do edital do certame,
além da revisão dos fatos e provas presentes nos autos,
providências vedadas em sede de recurso extraordinário.
Incidência, na espécie, das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Sobre o
tema:
‘DIREITO
ADMINISTRATIVO.
CONCURSO
PÚBLICO. RESERVA DE VAGAS PARA PORTADOR DE
NECESSIDADES
ESPECIAIS.
FUNDAMENTO
INFRACONSTITUCIONAL
SUFICIENTE
PARA
MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. LEIS
8.112/1990 E 7.853/1989 E DECRETO 3.298/1999.
APLICAÇÃO DA SÚMULA 283/Supremo Tribunal Federal. REEXAME DE
FATOS E PROVAS E ANÁLISE DO EDITAL DO
CONCURSO PÚBLICO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS
279 E 454/Supremo Tribunal Federal. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA
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Supremo Tribunal Federal
ARE 879937 AGR / MG
Constitucional a adequação dos percentuais máximo e mínimo,
previstos nas normas infraconstitucionais, ao conteúdo da
garantia constitucional.
Considere-se, ainda, o brocado de conhecimento geral no
âmbito do direito administrativo, no sentido de que o Edital é a
lei do concurso.
No caso ora em exame o edital previu a reserva, para
pessoas portadoras de necessidades especiais, de 5 das vagas a
serem preenchidas.
Esse percentual, como visto, encontra guarida nas normas
de regência, não convocando a atuação do Poder Judiciário a fim
de dar efetividade à garantia constitucional.
Destaque-se que a Autora não comprova encontrar-se em
condições de preencher a vaga quando se considera a reserva no
percentual de 5%, mas, tão somente, no caso de adotar-se o
percentual de 15%, o que não corresponde à regra previamente
estabelecida’.
Dessa forma, no presente caso, para entender de forma
diversa do assentado pelo acórdão recorrido, faz-se
imprescindível a análise das cláusulas do edital do certame,
além da revisão dos fatos e provas presentes nos autos,
providências vedadas em sede de recurso extraordinário.
Incidência, na espécie, das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Sobre o
tema:
‘DIREITO
ADMINISTRATIVO.
CONCURSO
PÚBLICO. RESERVA DE VAGAS PARA PORTADOR DE
NECESSIDADES
ESPECIAIS.
FUNDAMENTO
INFRACONSTITUCIONAL
SUFICIENTE
PARA
MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. LEIS
8.112/1990 E 7.853/1989 E DECRETO 3.298/1999.
APLICAÇÃO DA SÚMULA 283/Supremo Tribunal Federal. REEXAME DE
FATOS E PROVAS E ANÁLISE DO EDITAL DO
CONCURSO PÚBLICO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS
279 E 454/Supremo Tribunal Federal. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA
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Relatório
ARE 879937 AGR / MG
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O
MANEJO
DE
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 12.9.2012. A
suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados
nas razões recursais dependeria da análise de legislação
infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual
ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário, considerada a
disposição do art. 102, III, a, da Lei Maior. A
jurisprudência desta Corte não admite recurso
extraordinário contra acórdão que contém fundamento
infraconstitucional suficiente e este se torna imodificável.
Aplicação da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal: É inadmissível o recurso
extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em
mais de um fundamento suficiente e o recurso não
abrange todos eles. Precedentes. Agravo regimental
conhecido e não provido’. (Recurso Extraordinário n 855.573/SC-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de
26/3/15).
‘CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONCURSO PÚBLICO.
RESERVA DE VAGA PARA DEFICIENTE. ART. 37, VIII,
DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. A reserva de vagas em
concurso público destinadas aos portadores de deficiência
é garantia da norma do art. 37, VIII, da Constituição
Federal. 2. Analisar a alegada ofensa à norma
constitucional para alterar a conclusão do Tribunal de
origem demandaria o reexame dos fatos e das provas da
causa, inviável em sede extraordinária. Súmula Supremo Tribunal Federal 279. 3.
Agravo regimental improvido’ (AI n 777.391/RO-AgR,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de
7/5/10).
‘AGRAVO REGIMENTAL. CONCURSO PÚBLICO.
ILEGALIDADE. REEXAME DE FATOS E PROVAS.
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Supremo Tribunal Federal
ARE 879937 AGR / MG
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O
MANEJO
DE
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 12.9.2012. A
suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados
nas razões recursais dependeria da análise de legislação
infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual
ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário, considerada a
disposição do art. 102, III, a, da Lei Maior. A
jurisprudência desta Corte não admite recurso
extraordinário contra acórdão que contém fundamento
infraconstitucional suficiente e este se torna imodificável.
Aplicação da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal: É inadmissível o recurso
extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em
mais de um fundamento suficiente e o recurso não
abrange todos eles. Precedentes. Agravo regimental
conhecido e não provido’. (Recurso Extraordinário n 855.573/SC-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de
26/3/15).
‘CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONCURSO PÚBLICO.
RESERVA DE VAGA PARA DEFICIENTE. ART. 37, VIII,
DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. A reserva de vagas em
concurso público destinadas aos portadores de deficiência
é garantia da norma do art. 37, VIII, da Constituição
Federal. 2. Analisar a alegada ofensa à norma
constitucional para alterar a conclusão do Tribunal de
origem demandaria o reexame dos fatos e das provas da
causa, inviável em sede extraordinária. Súmula Supremo Tribunal Federal 279. 3.
Agravo regimental improvido’ (AI n 777.391/RO-AgR,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de
7/5/10).
‘AGRAVO REGIMENTAL. CONCURSO PÚBLICO.
ILEGALIDADE. REEXAME DE FATOS E PROVAS.
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Relatório
ARE 879937 AGR / MG
IMPOSSIBILIDADE.
SÚMULA
279.
AGRAVO
DESPROVIDO. Não é possível, na via extraordinária, o
reexame de fatos e provas do processo, ante o óbice
consagrado pelo enunciado da Súmula 279 deste Supremo
Tribunal Federal’ (AI n 558.199/MG-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 9/2/07).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
ADMINISTRATIVO. NOMEAÇÃO DE CANDIDATO
APROVADO
EM
CONCURSO
PÚBLICO.
IRREGULARIDADE NA CONVOCAÇÃO. REEXAME DE
PROVAS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS
N. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (ARE n 726.409-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 10/5/13).
‘AGRAVO REGIMENTAL. CONCURSO PÚBLICO.
PROVA DE TÍTULOS. CARÁTER ELIMINATÓRIO.
REGRA CONSTANTE DO EDITAL. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
SÚMULA
279
DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REEXAME DE FATOS
E PROVAS. Os requisitos estabelecidos em edital de
concurso
constituem
matéria
de
âmbito
infraconstitucional. Por essa razão, incabível o recurso
extraordinário, visto que não há ofensa direta à
Constituição Federal. Reexame de fatos e provas vedado
pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo
regimental a que se nega provimento’ (AI n 521.421/RJ-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJe de 22/9/06).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.”
7
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Supremo Tribunal Federal
ARE 879937 AGR / MG
IMPOSSIBILIDADE.
SÚMULA
279.
AGRAVO
DESPROVIDO. Não é possível, na via extraordinária, o
reexame de fatos e provas do processo, ante o óbice
consagrado pelo enunciado da Súmula 279 deste Supremo
Tribunal Federal’ (AI n 558.199/MG-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 9/2/07).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
ADMINISTRATIVO. NOMEAÇÃO DE CANDIDATO
APROVADO
EM
CONCURSO
PÚBLICO.
IRREGULARIDADE NA CONVOCAÇÃO. REEXAME DE
PROVAS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS
N. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (ARE n 726.409-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 10/5/13).
‘AGRAVO REGIMENTAL. CONCURSO PÚBLICO.
PROVA DE TÍTULOS. CARÁTER ELIMINATÓRIO.
REGRA CONSTANTE DO EDITAL. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
SÚMULA
279
DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REEXAME DE FATOS
E PROVAS. Os requisitos estabelecidos em edital de
concurso
constituem
matéria
de
âmbito
infraconstitucional. Por essa razão, incabível o recurso
extraordinário, visto que não há ofensa direta à
Constituição Federal. Reexame de fatos e provas vedado
pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo
regimental a que se nega provimento’ (AI n 521.421/RJ-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJe de 22/9/06).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.”
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17
Relatório
ARE 879937 AGR / MG
Aduz a agravante, em síntese, que houve o devido
prequestionamento da matéria e que há a prescindibilidade do reexame
do conjunto probatório dos autos. No mérito, sustenta in verbis, que “o
que se alegou na inicial é que o edital veiculado não previu a citada
reserva de vagas na forma peremptoriamente determinada pelo artigo 37,
VIII, da Constituição Federal”.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
ARE 879937 AGR / MG
Aduz a agravante, em síntese, que houve o devido
prequestionamento da matéria e que há a prescindibilidade do reexame
do conjunto probatório dos autos. No mérito, sustenta in verbis, que “o
que se alegou na inicial é que o edital veiculado não previu a citada
reserva de vagas na forma peremptoriamente determinada pelo artigo 37,
VIII, da Constituição Federal”.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.937 MINAS
GERAIS
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Conforme expresso na decisão agravada, os arts. 5..., inciso LV; e 93,
inciso IX, da Constituição Federal, apontados como violados no recurso
extraordinário, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo
que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das
referidas normas. Ressalte-se, também, que os referidos dispositivos não
foram objeto dos embargos de declaração opostos pela recorrente.
Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal.
É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar
que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido
tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados
pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha
versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não
ocorreu no caso em tela.
Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no
sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do
acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que
permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo
constitucional.
Sobre o tema, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGADA AFRONTA
AO ART. 109, I, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA
DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal.
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 454/Supremo Tribunal Federal.
COMPETÊNCIA
DOS
JUIZADOS
ESPECIAIS.
COMPLEXIDADE DA CAUSA. PRODUÇÃO PROBATÓRIA.
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.937 MINAS
GERAIS
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Conforme expresso na decisão agravada, os arts. 5..., inciso LV; e 93,
inciso IX, da Constituição Federal, apontados como violados no recurso
extraordinário, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo
que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das
referidas normas. Ressalte-se, também, que os referidos dispositivos não
foram objeto dos embargos de declaração opostos pela recorrente.
Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal.
É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar
que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido
tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados
pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha
versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não
ocorreu no caso em tela.
Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no
sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do
acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que
permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo
constitucional.
Sobre o tema, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGADA AFRONTA
AO ART. 109, I, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA
DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal.
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 454/Supremo Tribunal Federal.
COMPETÊNCIA
DOS
JUIZADOS
ESPECIAIS.
COMPLEXIDADE DA CAUSA. PRODUÇÃO PROBATÓRIA.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 879937 AGR / MG
AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA. A
questão constitucional alegada no recurso extraordinário não
foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Tampouco foi
suscitada nos embargos de declaratórios opostos para sanar
eventual omissão. Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal.
Ademais, para dissentir do acórdão recorrido, necessária seria a
análise da legislação infraconstitucional pertinente (Código de
Defesa do Consumidor) e a apreciação das cláusulas constantes
do contrato celebrado entre as partes, o que não enseja a
abertura da via extraordinária. Nessas condições, a hipótese
atrai a incidência da Súmula 454/Supremo Tribunal Federal. O Plenário do Supremo
Tribunal Federal, no exame do ARE 640.671, julgado sob a
relatoria do Ministro Presidente, decidiu pela inexistência de
repercussão geral, por se tratar de matéria infraconstitucional,
da discussão acerca da complexidade da causa para fins de
definição da competência dos Juizados Especiais. Agravo
regimental a que se nega provimento” (ARE n 801.373/RS-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de
3/3/15).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
CRIMINAL.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal.
OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I -
Inadmissível o recurso extraordinário se a questão
constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão
recorrido. Ademais, se os embargos declaratórios não foram
opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o
recurso. Aplicáveis, portanto, as Súmulas 282 e 356 desta Corte.
II - A alegada violação aos arts. 5..., XIII e 133, ambos da
Constituição Federal, se ocorrente, poderia configurar situação
de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a
análise de legislação ordinária, o que inviabiliza o
conhecimento do recurso. III - Para se chegar à conclusão
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Supremo Tribunal Federal
ARE 879937 AGR / MG
AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA. A
questão constitucional alegada no recurso extraordinário não
foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Tampouco foi
suscitada nos embargos de declaratórios opostos para sanar
eventual omissão. Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal.
Ademais, para dissentir do acórdão recorrido, necessária seria a
análise da legislação infraconstitucional pertinente (Código de
Defesa do Consumidor) e a apreciação das cláusulas constantes
do contrato celebrado entre as partes, o que não enseja a
abertura da via extraordinária. Nessas condições, a hipótese
atrai a incidência da Súmula 454/Supremo Tribunal Federal. O Plenário do Supremo
Tribunal Federal, no exame do ARE 640.671, julgado sob a
relatoria do Ministro Presidente, decidiu pela inexistência de
repercussão geral, por se tratar de matéria infraconstitucional,
da discussão acerca da complexidade da causa para fins de
definição da competência dos Juizados Especiais. Agravo
regimental a que se nega provimento” (ARE n 801.373/RS-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de
3/3/15).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
CRIMINAL.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal.
OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I -
Inadmissível o recurso extraordinário se a questão
constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão
recorrido. Ademais, se os embargos declaratórios não foram
opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o
recurso. Aplicáveis, portanto, as Súmulas 282 e 356 desta Corte.
II - A alegada violação aos arts. 5..., XIII e 133, ambos da
Constituição Federal, se ocorrente, poderia configurar situação
de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a
análise de legislação ordinária, o que inviabiliza o
conhecimento do recurso. III - Para se chegar à conclusão
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 879937 AGR / MG
contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o
reexame dos fatos e provas da causa, o que atrai,
inevitavelmente, a incidência da Súmula 279 desta Corte. IV -
Agravo regimental ao qual se nega provimento” (Recurso Extraordinário n
760.160/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJe de 3/2/14)
Ademais, colhe-se da sentença de primeiro grau mantida pelo
acórdão recorrido:
“No caso ora em exame o edital previu a reserva, para
pessoas portadoras de necessidades especiais, de 5% das vagas
a serem preenchidas.
(…)
Destaque-se que a Autora não comprova encontrar-se em
condições de preencher a vaga quando se considera a reserva
no percentual de 5%, mas tão somente, no caso de adotar-se o
percentual de 15%, o que não corresponde à regra previamente
estabelecida.”
E, ainda, o seguinte trecho da fundamentação do acórdão
vergastado:
“(...) [E]mbora seja feita uma lista à parte que
relaciona apenas os nomes dos candidatos portadores de
deficiência aprovados segundo suas notas decrescentes
(art. 42 do Decreto 3.298/99, que regulamenta a Lei
7.853/89), no momento da nomeação, deverão tais
candidatos ser chamados a ocupar a vaga compatível com
a nota que obtiveram na classificação geral, sob pena de se
conferir ao candidato portador de deficiência privilégio(s)
indevido(s) ao longo da carreira, o que refoge totalmente
da intenção do legislador constitucional.
Assim, adoto como razões de decidir, parte da
sentença recorrida, in verbis :
(...)
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 879937 AGR / MG
contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o
reexame dos fatos e provas da causa, o que atrai,
inevitavelmente, a incidência da Súmula 279 desta Corte. IV -
Agravo regimental ao qual se nega provimento” (Recurso Extraordinário n
760.160/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJe de 3/2/14)
Ademais, colhe-se da sentença de primeiro grau mantida pelo
acórdão recorrido:
“No caso ora em exame o edital previu a reserva, para
pessoas portadoras de necessidades especiais, de 5% das vagas
a serem preenchidas.
(…)
Destaque-se que a Autora não comprova encontrar-se em
condições de preencher a vaga quando se considera a reserva
no percentual de 5%, mas tão somente, no caso de adotar-se o
percentual de 15%, o que não corresponde à regra previamente
estabelecida.”
E, ainda, o seguinte trecho da fundamentação do acórdão
vergastado:
“(...) [E]mbora seja feita uma lista à parte que
relaciona apenas os nomes dos candidatos portadores de
deficiência aprovados segundo suas notas decrescentes
(art. 42 do Decreto 3.298/99, que regulamenta a Lei
7.853/89), no momento da nomeação, deverão tais
candidatos ser chamados a ocupar a vaga compatível com
a nota que obtiveram na classificação geral, sob pena de se
conferir ao candidato portador de deficiência privilégio(s)
indevido(s) ao longo da carreira, o que refoge totalmente
da intenção do legislador constitucional.
Assim, adoto como razões de decidir, parte da
sentença recorrida, in verbis :
(...)
3
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ARE 879937 AGR / MG
Embora de forma oblíqua, restou placetada pela Corte
Constitucional a adequação dos percentuais máximo e mínimo,
previstos nas normas infraconstitucionais, ao conteúdo da
garantia constitucional.
Considere-se, ainda, o brocado de conhecimento geral no
âmbito do direito administrativo, no sentido de que o Edital é a
lei do concurso.
No caso ora em exame o edital previu a reserva, para
pessoas portadoras de necessidades especiais, de 5 das vagas a
serem preenchidas.
Esse percentual, como visto, encontra guarida nas normas
de regência, não convocando a atuação do Poder Judiciário a fim
de dar efetividade à garantia constitucional.
Destaque-se que a Autora não comprova encontrar-se em
condições de preencher a vaga quando se considera a reserva no
percentual de 5%, mas, tão somente, no caso de adotar-se o
percentual de 15%, o que não corresponde à regra previamente
estabelecida.”
Com efeito, para divergir da conclusão adotada pelo Tribunal de
origem no sentido da legalidade do percentual fixado pelo edital bem
como da ausência de comprovação do requisitos para o preenchimento da
vaga pretendida, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório
da causa, assim como as cláusulas editalícias que regem o certame, o que
é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279
e 454/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, os julgados a seguir colacionados:
“DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO.
RESERVA DE VAGAS PARA PORTADOR DE NECESSIDADES
ESPECIAIS. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL
SUFICIENTE PARA MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO
RECORRIDO. LEIS 8.112/1990 E 7.853/1989 E DECRETO
3.298/1999. APLICAÇÃO DA SÚMULA 283/Supremo Tribunal Federal. REEXAME DE
FATOS E PROVAS E ANÁLISE DO EDITAL DO CONCURSO
PÚBLICO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454/Supremo Tribunal Federal.
EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA
4
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Embora de forma oblíqua, restou placetada pela Corte
Constitucional a adequação dos percentuais máximo e mínimo,
previstos nas normas infraconstitucionais, ao conteúdo da
garantia constitucional.
Considere-se, ainda, o brocado de conhecimento geral no
âmbito do direito administrativo, no sentido de que o Edital é a
lei do concurso.
No caso ora em exame o edital previu a reserva, para
pessoas portadoras de necessidades especiais, de 5 das vagas a
serem preenchidas.
Esse percentual, como visto, encontra guarida nas normas
de regência, não convocando a atuação do Poder Judiciário a fim
de dar efetividade à garantia constitucional.
Destaque-se que a Autora não comprova encontrar-se em
condições de preencher a vaga quando se considera a reserva no
percentual de 5%, mas, tão somente, no caso de adotar-se o
percentual de 15%, o que não corresponde à regra previamente
estabelecida.”
Com efeito, para divergir da conclusão adotada pelo Tribunal de
origem no sentido da legalidade do percentual fixado pelo edital bem
como da ausência de comprovação do requisitos para o preenchimento da
vaga pretendida, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório
da causa, assim como as cláusulas editalícias que regem o certame, o que
é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279
e 454/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, os julgados a seguir colacionados:
“DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO.
RESERVA DE VAGAS PARA PORTADOR DE NECESSIDADES
ESPECIAIS. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL
SUFICIENTE PARA MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO
RECORRIDO. LEIS 8.112/1990 E 7.853/1989 E DECRETO
3.298/1999. APLICAÇÃO DA SÚMULA 283/Supremo Tribunal Federal. REEXAME DE
FATOS E PROVAS E ANÁLISE DO EDITAL DO CONCURSO
PÚBLICO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454/Supremo Tribunal Federal.
EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 879937 AGR / MG
REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 12.9.2012. A suposta afronta aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais dependeria da análise de
legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário, considerada a
disposição do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior. A jurisprudência
desta Corte não admite recurso extraordinário contra acórdão
que contém fundamento infraconstitucional suficiente e este se
torna imodificável. Aplicação da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal: ‘É
inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão
recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o
recurso não abrange todos eles’. Precedentes. Agravo
regimental conhecido e não provido” (Recurso Extraordinário n 855.573/SC-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de
26/3/15).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
CONCURSO PÚBLICO. ALEGADA PRETERIÇÃO DE
CANDIDATO. DISCUSSÃO SOBRE A EXISTÊNCIA DE
VAGAS. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 812.169/MG-
AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe
de 1.../9/14).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. FALTA DE HOMOLOGAÇÃO DE
SELEÇÃO PÚBLICA. PRETERIÇÃO ASSENTADA PELO
TRIBUNAL DE ORIGEM. AUSÊNCIA DE QUESTÃO
CONSTITUCIONAL. SÚMULAS 279 E 454/Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA
DE VIOLAÇÃO AOS ARTS. 5..., XXXV, E 93, IX, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRECEDENTES. Hipótese em
que, para dissentir da conclusão do acórdão recorrido, seriam
5
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Supremo Tribunal Federal
ARE 879937 AGR / MG
REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 12.9.2012. A suposta afronta aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais dependeria da análise de
legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário, considerada a
disposição do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior. A jurisprudência
desta Corte não admite recurso extraordinário contra acórdão
que contém fundamento infraconstitucional suficiente e este se
torna imodificável. Aplicação da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal: ‘É
inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão
recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o
recurso não abrange todos eles’. Precedentes. Agravo
regimental conhecido e não provido” (Recurso Extraordinário n 855.573/SC-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de
26/3/15).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
CONCURSO PÚBLICO. ALEGADA PRETERIÇÃO DE
CANDIDATO. DISCUSSÃO SOBRE A EXISTÊNCIA DE
VAGAS. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 812.169/MG-
AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe
de 1.../9/14).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. FALTA DE HOMOLOGAÇÃO DE
SELEÇÃO PÚBLICA. PRETERIÇÃO ASSENTADA PELO
TRIBUNAL DE ORIGEM. AUSÊNCIA DE QUESTÃO
CONSTITUCIONAL. SÚMULAS 279 E 454/Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA
DE VIOLAÇÃO AOS ARTS. 5..., XXXV, E 93, IX, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRECEDENTES. Hipótese em
que, para dissentir da conclusão do acórdão recorrido, seriam
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 879937 AGR / MG
necessários o reexame dos fatos e do material probatório
constante dos autos, bem como o exame de cláusulas editalícias.
Incidência das Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. A decisão
do Tribunal de origem está devidamente fundamentada,
embora em sentido contrário aos interesses da parte recorrente.
Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n
603.336/MS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto
Barroso, DJe de 22/8/14).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
CONCURSO. MAGISTÉRIO. CONTROVÉRSIA SOBRE
PRETERIÇÃO DE CANDIDATO. IMPOSSIBILIDADE DO
REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO” (ARE n 698.390/RS-AgR, Segunda
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 21/11/12).
“CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONCURSO PÚBLICO.
RESERVA DE VAGA PARA DEFICIENTE. ART. 37, VIII, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. A reserva de vagas em concurso
público destinadas aos portadores de deficiência é garantia da
norma do art. 37, VIII, da Constituição Federal. 2. Analisar a
alegada ofensa à norma constitucional para alterar a conclusão
do Tribunal de origem demandaria o reexame dos fatos e das
provas da causa, inviável em sede extraordinária. Súmula Supremo Tribunal Federal
279. 3. Agravo regimental improvido” (AI n 777.391/RO-AgR,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de
7/5/10).
Nego provimento ao agravo regimental.
6
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Supremo Tribunal Federal
ARE 879937 AGR / MG
necessários o reexame dos fatos e do material probatório
constante dos autos, bem como o exame de cláusulas editalícias.
Incidência das Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. A decisão
do Tribunal de origem está devidamente fundamentada,
embora em sentido contrário aos interesses da parte recorrente.
Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n
603.336/MS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto
Barroso, DJe de 22/8/14).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
CONCURSO. MAGISTÉRIO. CONTROVÉRSIA SOBRE
PRETERIÇÃO DE CANDIDATO. IMPOSSIBILIDADE DO
REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO” (ARE n 698.390/RS-AgR, Segunda
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 21/11/12).
“CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONCURSO PÚBLICO.
RESERVA DE VAGA PARA DEFICIENTE. ART. 37, VIII, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. A reserva de vagas em concurso
público destinadas aos portadores de deficiência é garantia da
norma do art. 37, VIII, da Constituição Federal. 2. Analisar a
alegada ofensa à norma constitucional para alterar a conclusão
do Tribunal de origem demandaria o reexame dos fatos e das
provas da causa, inviável em sede extraordinária. Súmula Supremo Tribunal Federal
279. 3. Agravo regimental improvido” (AI n 777.391/RO-AgR,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de
7/5/10).
Nego provimento ao agravo regimental.
6
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17
Extrato de Ata - 30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.937
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ANABELLA MARCATTI LEONCIO
ADV.(A/S) : MARIA DA CONCEIÇÃO CARREIRA ALVIM E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9070342
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.937
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ANABELLA MARCATTI LEONCIO
ADV.(A/S) : MARIA DA CONCEIÇÃO CARREIRA ALVIM E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879 . 937",
"Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas ns 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 879937 AGR / MG",
"ARE 879937 AGR /",
"ARE 879937 AGR / MG",
"ARE 879937 AGR / MG",
"ARE 879937 AGR / MG",
"Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"ARE 879937 AGR / MG",
"AI n 360 . 265 / RJ - AgR",
"ARE 879937 AGR / MG",
"AI n 360 . 265 / RJ - AgR",
"ARE 879937 AGR / MG",
"Súmulas 279",
"SÚMULA 283 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULAS 279",
"ARE 879937 AGR / MG",
"Súmulas 279",
"SÚMULA 283 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULAS 279",
"ARE 879937 AGR / MG",
"Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 855 . 573 / SC - AgR",
"AI n 777 . 391 / RO - AgR",
"ARE 879937 AGR /",
"Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 855 . 573 / SC - AgR",
"AI n 777 . 391 / RO - AgR",
"ARE 879937 AGR /",
"Súmula 279 deste Supremo Tribunal Federal",
"AI n 558 . 199 / MG - AgR",
"SÚMULAS N . 279",
"ARE n 726 . 409 - AgR",
"SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 521 . 421 / RJ",
"ARE 879937 AGR / MG",
"Súmula 279 deste Supremo Tribunal Federal",
"AI n 558 . 199 / MG - AgR",
"SÚMULAS N . 279",
"ARE n 726 . 409 - AgR",
"SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 521 . 421 / RJ - AgR",
"ARE 879937 AGR / MG",
"ARE 879937 AGR / MG",
"Súmulas ns 282",
"SÚMULAS 282 E 356 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 454 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas ns 282",
"SÚMULAS 282 E 356 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 454 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 640 . 671",
"ARE n 801 . 373 / RS - AgR",
"SÚMULA 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"ARE 879937 AGR / MG",
"Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 640 . 671",
"ARE n 801 . 373 / RS - AgR",
"SÚMULA 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"ARE 879937 AGR / MG",
"Recurso Extraordinário n 760 . 160 / PR - AgR",
"ARE 879937 AGR / MG",
"Súmula 279 desta Corte",
"Recurso Extraordinário n 760 . 160 / PR - AgR",
"ARE 879937 AGR / MG",
"Súmulas ns 279",
"SÚMULA 283 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULAS 279",
"ARE 879937 AGR / MG",
"Súmulas ns 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 283 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULAS 279",
"Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 855 . 573 / SC - AgR",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"ARE n 812 . 169 / MG - AgR",
"SÚMULAS 279",
"ARE 879937",
"Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 855 . 573 / SC - AgR",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"ARE n 812 . 169 / MG - AgR",
"SÚMULAS 279",
"Súmulas 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 603 . 336 / MS - AgR",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"ARE n 698 . 390 / RS - AgR",
"AI n 777 . 391 / RO - AgR",
"ARE 879937 AGR / MG",
"Súmulas 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 603 . 336 / MS - AgR",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"ARE n 698 . 390 / RS - AgR",
"AI n 777 . 391 / RO - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 37 , VIII , da Constituição da República",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 37 , VIII , da Constituição da República",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto 3 . 298 / 99",
"Lei 8 . 112 / 90",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 37 , VIII , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Decreto 3 . 298 / 99",
"Lei 8 . 112 / 90",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"artigos 5 . . . , inciso LV , e 93 , inciso IX , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . .",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"artigos 5 . . . , inciso LV , e 93 , inciso IX , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"art . 42 do Decreto 3 . 298 / 99",
"Lei 7 . 853 / 89",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"art . 42 do Decreto 3 . 298 / 99",
"Lei 7 . 853 / 89",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEIS 8 . 112 / 1990",
"7",
".",
"853",
"/",
"1989",
"DECRETO 3 . 298 / 1999",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"8",
".",
"112",
"/",
"1990",
"7",
".",
"853",
"/",
"1989",
"DECRETO 3 . 298 / 1999",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Lei Maior",
"ART . 37 , VIII , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"art . 37 , VIII , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Lei Maior",
"ART . 37 , VIII , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"art . 37 , VIII , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 -",
"artigo 37 , VIII , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 37 , VIII , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . , inciso LV ; e 93 , inciso IX , da Constituição Federal",
"Constituição",
"ART . 109 , I , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 -",
"arts . 5 . . . , inciso LV ; e 93 , inciso IX , da Constituição Federal",
"Constituição",
"ART . 109 , I , DA CONSTITUIÇÃO",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Defesa do Consumidor",
"arts . 5 . . . , XIII e 133 , ambos da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Defesa do Consumidor",
"arts . 5 . . . , XIII e 133 , ambos da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 42 do Decreto 3 . 298 / 99",
"Lei 7 . 853 / 89",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 42 do Decreto 3 . 298 /",
"99",
"Lei 7 . 853 / 89",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEIS 8 . 112 / 1990",
"7",
".",
"853",
"/",
"1989",
"DECRETO 3 . 298 / 1999",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEIS 8 . 112 / 1990",
"7",
".",
"853",
"/",
"1989",
"DECRETO 3 . 298 / 1999",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , ‘ a ’ , da Lei Maior",
"ARTS . 5 . . . , XXXV , E 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , ‘ a ’ , da Lei Maior",
"ARTS . 5 . . . , XXXV , E 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART .",
"art . 37 , VIII , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 37 , VIII , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"art . 37 , VIII , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MINAS GERAIS",
"Brasília",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Segunda Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Sexta Turma do Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Sexta Turma do Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público da União",
"Tribunal Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público da União",
"Tribunal Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"MG",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Corte Constitucional",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
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"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
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"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
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"UNIÃO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"2",
".",
".",
"Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"ANABELLA MARCATTI LEONCIO",
"MARIA DA CONCEIÇÃO CARREIRA ALVIM",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"ANABELLA MARCATTI LEONCIO",
"MARIA DA CONCEIÇÃO CARREIRA ALVIM",
"DIAS TOFFOLI",
"Anabella Marcatti",
"Leoncio",
"DIAS TOFFOLI",
"ANABELLA MARCATTI LEONCIO",
"MARIA DA CONCEIÇÃO CARREIRA ALVIM",
"DIAS TOFFOLI",
"Anabella Marcatti Leoncio",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"Rosa Weber",
"Ellen Gracie",
"Rosa Weber",
"Ellen Gracie",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Joaquim Barbosa",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Joaquim Barbosa",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Roberto Barroso",
"Roberto Barroso",
"DIAS TOFFOLI",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"Roberto Barroso",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Roberto Barroso",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"DIAS TOFFOLI",
"ANABELLA MARCATTI LEONCIO",
"MARIA DA CONCEIÇÃO CARREIRA ALVIM",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira",
"DIAS TOFFOLI",
"ANABELLA MARCATTI LEONCIO",
"MARIA DA CONCEIÇÃO CARREIRA ALVIM",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"30 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
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"/",
"07",
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"08",
"/",
"2001",
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"/",
"5",
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"07",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"9",
"/",
"02",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"9",
"/",
"02",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
".",
"9",
".",
"2012",
"26",
"/",
"3",
"/",
"7",
"/",
"5",
"/",
"10",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
".",
"9",
".",
"2012",
"26",
"/",
"3",
"/",
"15",
"7",
"/",
"5",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9",
"/",
"2",
"/",
"07",
"10",
"/",
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"/",
"13",
"22",
"/",
"9",
"/",
"06",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9",
"/",
"2",
"/",
"07",
"10",
"/",
"5",
"/",
"13",
"22",
"/",
"9",
"/",
"06",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"3",
"/",
"15",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"3",
"/",
"15",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"2",
"/",
"14",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"2",
"/",
"14",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
".",
"9",
".",
"2012",
"26",
"/",
"3",
"/",
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"1",
".",
".",
".",
"/",
"9",
"/",
"14",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
".",
"9",
".",
"2012",
"26",
"/",
"3",
"/",
"15",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"9",
"/",
"14",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
"/",
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"/",
"14",
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"/",
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"/",
"12",
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"/",
"5",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
"/",
"8",
"/",
"14",
"21",
"/",
"11",
"/",
"12",
"7",
"/",
"5",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"30",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
18/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 888.431 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:LUAN ALBERTO BRITO BARBOSA LIMA
ADV.(A/S)
:AMANDIO DE SOUZA GAVINIER
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Penal e
Processual Penal. Art. 157, § 3º, do Código Penal. 3. Pedido que demanda
reexame do acervo fático-probatório. 4. Agravo regimental a que se nega
provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 18 de agosto de 2015.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9220378.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14
Relatório
18/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 888.431 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:LUAN ALBERTO BRITO BARBOSA LIMA
ADV.(A/S)
:AMANDIO DE SOUZA GAVINIER
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra,
que negou seguimento ao recurso extraordinário.
Consta dos autos que, no dia 10.12.2011, na cidade de
Guaratinguetá/SP, o recorrente, agindo em concurso de agentes e com
unidade de desígnios, teria subtraído, para si, um telefone celular. Para
tanto, teria utilizado violência física, que resultou na morte da vítima.
Ao final da instrução, o então réu foi condenado pela prática do
delito descrito no art. 157, § 3º, do Código Penal, à pena de 23 anos e 4
meses de reclusão, a ser cumprida inicialmente no regime fechado, além
do pagamento de 11 dias-multa.
Irresignada, a defesa interpôs apelação no Tribunal de Justiça
bandeirante, o qual deu parcial provimento ao recurso a fim de
reconhecer a atenuante da menoridade, diminuindo a pena privativa de
liberdade para 20 anos de reclusão.
Opostos embargos de declaração, estes restaram rejeitados.
Em 16.6.2015, neguei seguimento ao recurso extraordinário.
No presente agravo regimental, o agravante reproduz alegações já
expendidas no recurso extraordinário, ao apontar omissão na apreciação
das teses defensivas e ausência de provas aptas a comprovar a autoria e
materialidade delitivas.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9220379.
Supremo Tribunal Federal
18/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 888.431 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:LUAN ALBERTO BRITO BARBOSA LIMA
ADV.(A/S)
:AMANDIO DE SOUZA GAVINIER
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra,
que negou seguimento ao recurso extraordinário.
Consta dos autos que, no dia 10.12.2011, na cidade de
Guaratinguetá/SP, o recorrente, agindo em concurso de agentes e com
unidade de desígnios, teria subtraído, para si, um telefone celular. Para
tanto, teria utilizado violência física, que resultou na morte da vítima.
Ao final da instrução, o então réu foi condenado pela prática do
delito descrito no art. 157, § 3º, do Código Penal, à pena de 23 anos e 4
meses de reclusão, a ser cumprida inicialmente no regime fechado, além
do pagamento de 11 dias-multa.
Irresignada, a defesa interpôs apelação no Tribunal de Justiça
bandeirante, o qual deu parcial provimento ao recurso a fim de
reconhecer a atenuante da menoridade, diminuindo a pena privativa de
liberdade para 20 anos de reclusão.
Opostos embargos de declaração, estes restaram rejeitados.
Em 16.6.2015, neguei seguimento ao recurso extraordinário.
No presente agravo regimental, o agravante reproduz alegações já
expendidas no recurso extraordinário, ao apontar omissão na apreciação
das teses defensivas e ausência de provas aptas a comprovar a autoria e
materialidade delitivas.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9220379.
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Relatório
ARE 888431 AGR / SP
2
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ARE 888431 AGR / SP
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
18/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 888.431 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Das razões
expendidas no agravo regimental, não se evidencia qualquer desacerto na
decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com o teor do decisum.
O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão
proferida, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em
conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte.
Conforme exposto no relatório, neguei seguimento ao recurso
extraordinário nos seguintes termos:
As razões recursais não merecem acolhimento.
Inicialmente, verifico que o Tribunal de origem, com base
no acervo fático-probatório constante dos autos, entendeu
suficientemente comprovadas a materialidade e a autoria do
crime. A esse propósito, cito o seguinte trecho do acórdão
recorrido:
“Várias versões foram apresentadas pelos
dois réus e pelo adolescente infrator. Em juízo,
por exemplo, LUAN disse que foi chamado por
THIAGO para mostrar suas músicas na casa
dele, para onde foi com Victor. Contou que, em
determinado momento, THIAGO saiu do
quarto e, alguns instantes depois, Victor
também foi, mas o interrogado teria continuado
ouvindo música com fones de ouvido. Em
razão da demora, foi até a garagem e já
encontrou a vítima caída e ensanguentada.
Depois disso, ajudou os amigos a carregar o
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18/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 888.431 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Das razões
expendidas no agravo regimental, não se evidencia qualquer desacerto na
decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com o teor do decisum.
O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão
proferida, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em
conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte.
Conforme exposto no relatório, neguei seguimento ao recurso
extraordinário nos seguintes termos:
As razões recursais não merecem acolhimento.
Inicialmente, verifico que o Tribunal de origem, com base
no acervo fático-probatório constante dos autos, entendeu
suficientemente comprovadas a materialidade e a autoria do
crime. A esse propósito, cito o seguinte trecho do acórdão
recorrido:
“Várias versões foram apresentadas pelos
dois réus e pelo adolescente infrator. Em juízo,
por exemplo, LUAN disse que foi chamado por
THIAGO para mostrar suas músicas na casa
dele, para onde foi com Victor. Contou que, em
determinado momento, THIAGO saiu do
quarto e, alguns instantes depois, Victor
também foi, mas o interrogado teria continuado
ouvindo música com fones de ouvido. Em
razão da demora, foi até a garagem e já
encontrou a vítima caída e ensanguentada.
Depois disso, ajudou os amigos a carregar o
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 888431 AGR / SP
corpo para dentro da casa (fls. 664).
Já THIAGO contou que conheceu David
mais ou menos um mês antes do fato, por um
“bate-papo” na internet, e marcou de fazer um
programa sexual com ele. Um segundo
programa que fizeram não teria sido pago pela
vítima e esta dívida motivou seu assassinato.
Entrou com outro nome na internet e encontrou
David, marcando encontro em sua casa como se
fosse outra pessoa. Disse que, assim que ele
entrou já o esfaqueou, no que foi auxiliado por
Victor. Contou que LUAN apenas chegou
depois, ajudando a carregar o corpo para
dentro da casa (fls. 655).
Victor, o adolescente, foi ouvido como
testemunha, mas declarou que os três foram
cobrar dívida de droga de David e que o
próprio depoente fora quem começou as
agressões. LUAN estava na casa para ajudar,
mas não teria participado ativamente das
agressões (fls. 502).
Ocorre que as versões defensivas não
encontram qualquer respaldo nas provas dos
autos, restando sobejamente enfraquecidas pelo
confronto com as provas técnicas.
E embora não se possa exarar condenação
com exclusivo respaldo nas provas colhidas na
fase inquisitorial, percebo que as versões dos
três lá ofertadas são mais convincentes e
compatíveis com o arcabouço probatório
angariado. Desde logo, destaco que qualquer
dos condenados (tampouco o adolescente)
relatou ter sofrido agressões, ameaças ou ter
sido forçado a assinar termo de interrogatório
diverso do que efetivamente prestou.
(…)
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ARE 888431 AGR / SP
corpo para dentro da casa (fls. 664).
Já THIAGO contou que conheceu David
mais ou menos um mês antes do fato, por um
“bate-papo” na internet, e marcou de fazer um
programa sexual com ele. Um segundo
programa que fizeram não teria sido pago pela
vítima e esta dívida motivou seu assassinato.
Entrou com outro nome na internet e encontrou
David, marcando encontro em sua casa como se
fosse outra pessoa. Disse que, assim que ele
entrou já o esfaqueou, no que foi auxiliado por
Victor. Contou que LUAN apenas chegou
depois, ajudando a carregar o corpo para
dentro da casa (fls. 655).
Victor, o adolescente, foi ouvido como
testemunha, mas declarou que os três foram
cobrar dívida de droga de David e que o
próprio depoente fora quem começou as
agressões. LUAN estava na casa para ajudar,
mas não teria participado ativamente das
agressões (fls. 502).
Ocorre que as versões defensivas não
encontram qualquer respaldo nas provas dos
autos, restando sobejamente enfraquecidas pelo
confronto com as provas técnicas.
E embora não se possa exarar condenação
com exclusivo respaldo nas provas colhidas na
fase inquisitorial, percebo que as versões dos
três lá ofertadas são mais convincentes e
compatíveis com o arcabouço probatório
angariado. Desde logo, destaco que qualquer
dos condenados (tampouco o adolescente)
relatou ter sofrido agressões, ameaças ou ter
sido forçado a assinar termo de interrogatório
diverso do que efetivamente prestou.
(…)
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 888431 AGR / SP
Para alcançar conclusão segura sobre o
que se desenrolou naquela noite, faz-se
imprescindível o exame da prova técnica.
Por primeiro, cumpre afastar da memória
da vítima a caluniosa acusação feita pelos réus
de que devia dinheiro a traficantes de drogas.
Nada há nos autos que sustente essa versão,
além do que, por diversas vezes, os próprios
réus a desmentiram. Os parentes e o sócio de
David foram categóricos em negar quaisquer
vícios de sua parte, o que se confirma com as
provas dos autos (oitivas captadas em vídeo CD
a fls. 576).
Também não vejo qualquer comprovação
no sentido de que THIAGO teria arquitetado o
plano a fim de cobrar uma dívida por programa
de natureza sexual que teria realizado com
David algum tempo antes dos fatos, o que
afasta também a vingança como móvel do
crime, conforme argumenta a defesa para
afastar o animus de subtração de patrimônio.
THIAGO disse em juízo que costumava
realizar programas sexuais com homens a fim
de obter dinheiro para pagar por “baladas e
cocaína”, uma vez que não trabalhava nem
estudava. Apesar de assim alegar, que é, em
verdade, parte substancial da postura
defensiva, falhou em comprovar tal
circunstância. Poderia ter apontado outros
clientes, trazido aos autos mensagens de texto,
e-mails ou históricos de conversa em sistemas
de mensagens eletrônicas (já que confirmou que
usava sistema informático de troca de
mensagens pela internet MSN) de outros
agendamentos. Mas não o fez. Sequer declinou
informação alguma acerca do suposto
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ARE 888431 AGR / SP
Para alcançar conclusão segura sobre o
que se desenrolou naquela noite, faz-se
imprescindível o exame da prova técnica.
Por primeiro, cumpre afastar da memória
da vítima a caluniosa acusação feita pelos réus
de que devia dinheiro a traficantes de drogas.
Nada há nos autos que sustente essa versão,
além do que, por diversas vezes, os próprios
réus a desmentiram. Os parentes e o sócio de
David foram categóricos em negar quaisquer
vícios de sua parte, o que se confirma com as
provas dos autos (oitivas captadas em vídeo CD
a fls. 576).
Também não vejo qualquer comprovação
no sentido de que THIAGO teria arquitetado o
plano a fim de cobrar uma dívida por programa
de natureza sexual que teria realizado com
David algum tempo antes dos fatos, o que
afasta também a vingança como móvel do
crime, conforme argumenta a defesa para
afastar o animus de subtração de patrimônio.
THIAGO disse em juízo que costumava
realizar programas sexuais com homens a fim
de obter dinheiro para pagar por “baladas e
cocaína”, uma vez que não trabalhava nem
estudava. Apesar de assim alegar, que é, em
verdade, parte substancial da postura
defensiva, falhou em comprovar tal
circunstância. Poderia ter apontado outros
clientes, trazido aos autos mensagens de texto,
e-mails ou históricos de conversa em sistemas
de mensagens eletrônicas (já que confirmou que
usava sistema informático de troca de
mensagens pela internet MSN) de outros
agendamentos. Mas não o fez. Sequer declinou
informação alguma acerca do suposto
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 888431 AGR / SP
programa que teria feito com David antes dos
fatos. Não disse onde e nem por quanto. Sendo
uma dívida sua principal tese de defesa, causa
espécie o fato de sequer ter declarado seu valor.
A prova técnica não o socorre e, na
verdade, o desmente.
Posto que não se tenha conseguido extrair
diretamente da “sala de bate-papo do UOL” o
teor das mensagens trocadas por lá, haja vista
não serem armazenadas naquele servidor, o
exame pericial realizado sobre o notebook da
vítima, revela o teor dos diálogos mantidos
entre algoz e vítima, onde não há qualquer
insinuação a respeito de pagamento, mas duas
pessoas combinando um encontro para
manterem relações sexuais.
Cabe, nesse momento, um elogio à equipe
do Núcleo de Perícias Criminalísticas de São
José dos Campos do Instituto de Criminalística
(laudo subscrito pelo Dr. Marco Antonio
Monteiro), que extraiu um sem número de
informações valiosas da máquina, empregando
notável tecnologia e competência.
O laudo (fls. 421/481-A) transcreve
integralmente as conversas mantidas entre
THIAGO e David, por meio das quais o
primeiro atraiu o segundo até sua casa. De sua
leitura não se pode extrair qualquer menção a
valores, nem tampouco fala a indicar que o
encontro que marcavam implicaria pagamento.
É cristalino e indiscutível que THIAGO marcou
um encontro com
David se passando por alguém
interessado em manter relações sexuais, nada
além (fls. 422, 430 e 434). THIAGO escreve que
não procurava alguém para se envolver, mas
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ARE 888431 AGR / SP
programa que teria feito com David antes dos
fatos. Não disse onde e nem por quanto. Sendo
uma dívida sua principal tese de defesa, causa
espécie o fato de sequer ter declarado seu valor.
A prova técnica não o socorre e, na
verdade, o desmente.
Posto que não se tenha conseguido extrair
diretamente da “sala de bate-papo do UOL” o
teor das mensagens trocadas por lá, haja vista
não serem armazenadas naquele servidor, o
exame pericial realizado sobre o notebook da
vítima, revela o teor dos diálogos mantidos
entre algoz e vítima, onde não há qualquer
insinuação a respeito de pagamento, mas duas
pessoas combinando um encontro para
manterem relações sexuais.
Cabe, nesse momento, um elogio à equipe
do Núcleo de Perícias Criminalísticas de São
José dos Campos do Instituto de Criminalística
(laudo subscrito pelo Dr. Marco Antonio
Monteiro), que extraiu um sem número de
informações valiosas da máquina, empregando
notável tecnologia e competência.
O laudo (fls. 421/481-A) transcreve
integralmente as conversas mantidas entre
THIAGO e David, por meio das quais o
primeiro atraiu o segundo até sua casa. De sua
leitura não se pode extrair qualquer menção a
valores, nem tampouco fala a indicar que o
encontro que marcavam implicaria pagamento.
É cristalino e indiscutível que THIAGO marcou
um encontro com
David se passando por alguém
interessado em manter relações sexuais, nada
além (fls. 422, 430 e 434). THIAGO escreve que
não procurava alguém para se envolver, mas
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 888431 AGR / SP
apenas pretendia fazer sexo, o que evidencia
que não implicava esperar pagamento. Demais
disso, nenhuma conversa anterior pôde ser
encontrada nos registros do computador,
minando ainda mais a credibilidade da versão
defensiva.
Foi nessa conversa que marcaram que se
veriam no sábado, depois das 23h30min,
horário do crime. E, nesse ponto, é no mínimo
ingênua a argumentação das razões de apelação
de THIAGO quando escreve: “Insistimos que
THIAGO não seria tão 'burro' de querer roubar
alguém 'dentro' da sua casa, porque
obviamente a vítima voltaria com a polícia” (fls.
824, último parágrafo, sublinhado no original).
É óbvio que THIAGO e seus comparsas
não pretendiam permitir que a vítima escapasse
do local. Assim que chegou, já passaram a
agredi-la, com pauladas na cabeça, golpes com
uma barra de ferro e facadas. A vítima do roubo
não traria a polícia ao local porque não sairia
viva da situação.
(…)
Os esforços dos comparsas no sentido de
inocentar LUAN fracassam miseravelmente. As
versões que ofertaram ao Juízo, na tentativa de
confirmar a negativa do corréu, não resistem ao
exame conjunto de todas as provas angariadas.
Se LUAN sabia o que ocorreria naquela casa no
momento do crime, e certamente sabia, jamais
ficaria ouvindo música enquanto a luta corporal
se desenrolava.
Na reconstituição de Victor, LUAN apenas
teria observado os ataques e depois ajudado a
carregar o corpo para dentro da casa (fls.
728/743). Ainda que isso fosse verdade, é
5
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apenas pretendia fazer sexo, o que evidencia
que não implicava esperar pagamento. Demais
disso, nenhuma conversa anterior pôde ser
encontrada nos registros do computador,
minando ainda mais a credibilidade da versão
defensiva.
Foi nessa conversa que marcaram que se
veriam no sábado, depois das 23h30min,
horário do crime. E, nesse ponto, é no mínimo
ingênua a argumentação das razões de apelação
de THIAGO quando escreve: “Insistimos que
THIAGO não seria tão 'burro' de querer roubar
alguém 'dentro' da sua casa, porque
obviamente a vítima voltaria com a polícia” (fls.
824, último parágrafo, sublinhado no original).
É óbvio que THIAGO e seus comparsas
não pretendiam permitir que a vítima escapasse
do local. Assim que chegou, já passaram a
agredi-la, com pauladas na cabeça, golpes com
uma barra de ferro e facadas. A vítima do roubo
não traria a polícia ao local porque não sairia
viva da situação.
(…)
Os esforços dos comparsas no sentido de
inocentar LUAN fracassam miseravelmente. As
versões que ofertaram ao Juízo, na tentativa de
confirmar a negativa do corréu, não resistem ao
exame conjunto de todas as provas angariadas.
Se LUAN sabia o que ocorreria naquela casa no
momento do crime, e certamente sabia, jamais
ficaria ouvindo música enquanto a luta corporal
se desenrolava.
Na reconstituição de Victor, LUAN apenas
teria observado os ataques e depois ajudado a
carregar o corpo para dentro da casa (fls.
728/743). Ainda que isso fosse verdade, é
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 888431 AGR / SP
evidente que aderiu à conduta dos demais
agentes, sendo sua condenação pelo mesmo
crime simples decorrência da adoção da teoria
monista.
Por fim, furta credibilidade à tese da
inércia de LUAN o fato de que foram
apreendidas quatro armas sujas com o sangue
da vítima: um pedaço de pau, uma barra de
ferro (trava automotiva do tipo “carneiro”) e
duas facas (fls. 593/599). Difícil crer que apenas
Victor e THIAGO tenham se utilizado das
quatro armas, em revezamento, para ferir um
indivíduo sozinho, de porte médio, sem
capacidade de resistência, atingindo-o de
inopino, pelas costas, com golpes na cabeça.
Também não prosperam as teses pela
desclassificação para homicídio qualificado,
latrocínio tentado ou lesões corporais seguidas
de morte.
O último destes é descartado de pronto,
eis que, tendo em vista os ferimentos infligidos
à vítima, é certo que quem o agrediu tinha
ânimo de matá-la, desferindo vários golpes
contra sua cabeça, além de facadas no peito e
nas costas.
(…)
Ora, pela foto de fls. 658 se pode perceber
claramente que a carteira da vítima foi separada
de seu corpo antes que este fosse amarrado no
tapete. Demais disso, o telefone celular de
David foi encontrado entre as coisas de
THIAGO, não havendo motivo para crer na sua
versão de que os policias o teriam se
confundido na hora da apreensão dos bens do
local do crime. É certo que escondeu o aparelho
entre suas coisas e que lá foi encontrado mais
6
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ARE 888431 AGR / SP
evidente que aderiu à conduta dos demais
agentes, sendo sua condenação pelo mesmo
crime simples decorrência da adoção da teoria
monista.
Por fim, furta credibilidade à tese da
inércia de LUAN o fato de que foram
apreendidas quatro armas sujas com o sangue
da vítima: um pedaço de pau, uma barra de
ferro (trava automotiva do tipo “carneiro”) e
duas facas (fls. 593/599). Difícil crer que apenas
Victor e THIAGO tenham se utilizado das
quatro armas, em revezamento, para ferir um
indivíduo sozinho, de porte médio, sem
capacidade de resistência, atingindo-o de
inopino, pelas costas, com golpes na cabeça.
Também não prosperam as teses pela
desclassificação para homicídio qualificado,
latrocínio tentado ou lesões corporais seguidas
de morte.
O último destes é descartado de pronto,
eis que, tendo em vista os ferimentos infligidos
à vítima, é certo que quem o agrediu tinha
ânimo de matá-la, desferindo vários golpes
contra sua cabeça, além de facadas no peito e
nas costas.
(…)
Ora, pela foto de fls. 658 se pode perceber
claramente que a carteira da vítima foi separada
de seu corpo antes que este fosse amarrado no
tapete. Demais disso, o telefone celular de
David foi encontrado entre as coisas de
THIAGO, não havendo motivo para crer na sua
versão de que os policias o teriam se
confundido na hora da apreensão dos bens do
local do crime. É certo que escondeu o aparelho
entre suas coisas e que lá foi encontrado mais
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 888431 AGR / SP
tarde.
Por esses motivos, mantenho a
condenação de LUAN e THIAGO”. (eDOC 6,
113/121).
Assim, para se entender de forma diversa do consignado
pela origem, seria necessário reexaminar o conjunto probatório
que permeia a lide, providência vedada no âmbito de recurso
extraordinário, a teor do disposto no enunciado 279 da Súmula
do STF.
Nesse sentido, confiram-se, entre inúmeros outros, os
seguintes precedentes:
“Agravo regimental em agravo de
instrumento. 2. Criminal. 3. Autoria e
materialidade. Reexame de fatos e provas.
Incidência do Enunciado 279 da Súmula do
STF. 4. Alegação de violação à Súmula
Vinculante n. 14 e aos princípios do
contraditório, da ampla defesa e do devido
processo legal. Não ocorrência. HC 99.829,
Segunda Turma, DJe 21.11.2011. 5. Agravo
regimental a que se nega provimento.
Determinada a imediata baixa dos autos”. (AI-
AgR 791.960/SP, de minha relatoria, 2ª Turma,
DJe 25.9.2013);
“AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
PROCESSO PENAL. PROVA EMPRESTADA.
PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO
GERAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO.
ARTIGO 543-A, § 2º, DO CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL C.C. ART. 327, § 1º, DO
RISTF. AUTORIA E MATERIALIDADE.
7
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ARE 888431 AGR / SP
tarde.
Por esses motivos, mantenho a
condenação de LUAN e THIAGO”. (eDOC 6,
113/121).
Assim, para se entender de forma diversa do consignado
pela origem, seria necessário reexaminar o conjunto probatório
que permeia a lide, providência vedada no âmbito de recurso
extraordinário, a teor do disposto no enunciado 279 da Súmula
do STF.
Nesse sentido, confiram-se, entre inúmeros outros, os
seguintes precedentes:
“Agravo regimental em agravo de
instrumento. 2. Criminal. 3. Autoria e
materialidade. Reexame de fatos e provas.
Incidência do Enunciado 279 da Súmula do
STF. 4. Alegação de violação à Súmula
Vinculante n. 14 e aos princípios do
contraditório, da ampla defesa e do devido
processo legal. Não ocorrência. HC 99.829,
Segunda Turma, DJe 21.11.2011. 5. Agravo
regimental a que se nega provimento.
Determinada a imediata baixa dos autos”. (AI-
AgR 791.960/SP, de minha relatoria, 2ª Turma,
DJe 25.9.2013);
“AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
PROCESSO PENAL. PROVA EMPRESTADA.
PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO
GERAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO.
ARTIGO 543-A, § 2º, DO CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL C.C. ART. 327, § 1º, DO
RISTF. AUTORIA E MATERIALIDADE.
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 888431 AGR / SP
REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS.
IMPOSSIBILIDADE.
INCIDÊNCIA
DA
SÚMULA 279/STF. 1. A repercussão geral como
novel
requisito
constitucional
de
admissibilidade do recurso extraordinário
demanda que o reclamante demonstre,
fundamentadamente, que a indignação extrema
encarta questões relevantes do ponto de vista
econômico, político, social ou jurídico que
ultrapassem os interesses subjetivos da causa
(artigo 543-A, § 2º, do Código de Processo Civil,
introduzido pela Lei n. 11.418/06, in verbis: O
recorrente deverá demonstrar, em preliminar
do recurso, para apreciação exclusiva do
Supremo Tribunal Federal, a existência de
repercussão geral). 2. O recorrente deve
demonstrar a existência de repercussão geral
nos termos previstos em lei. Nesse sentido, AI
731.924/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, e AI
812.378-AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso,
Plenário. 3. O momento processual oportuno
para a demonstração das questões relevantes do
ponto de vista econômico, político, social ou
jurídico que ultrapassem os interesses
subjetivos das partes é em tópico exclusivo,
devidamente fundamentado, no recurso
extraordinário, e não nas razões do agravo
regimental, como deseja a agravante. Incide,
aqui, o óbice da preclusão consumativa. 4. A
Súmula 279/STF dispõe, in verbis: “Para simples
reexame de prova não cabe recurso
extraordinário”. 5. O recurso extraordinário não
se presta ao exame de questões que demandam
revolvimento do contexto fático-probatório dos
autos, adstringindo-se à análise da violação
8
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Supremo Tribunal Federal
ARE 888431 AGR / SP
REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS.
IMPOSSIBILIDADE.
INCIDÊNCIA
DA
SÚMULA 279/STF. 1. A repercussão geral como
novel
requisito
constitucional
de
admissibilidade do recurso extraordinário
demanda que o reclamante demonstre,
fundamentadamente, que a indignação extrema
encarta questões relevantes do ponto de vista
econômico, político, social ou jurídico que
ultrapassem os interesses subjetivos da causa
(artigo 543-A, § 2º, do Código de Processo Civil,
introduzido pela Lei n. 11.418/06, in verbis: O
recorrente deverá demonstrar, em preliminar
do recurso, para apreciação exclusiva do
Supremo Tribunal Federal, a existência de
repercussão geral). 2. O recorrente deve
demonstrar a existência de repercussão geral
nos termos previstos em lei. Nesse sentido, AI
731.924/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, e AI
812.378-AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso,
Plenário. 3. O momento processual oportuno
para a demonstração das questões relevantes do
ponto de vista econômico, político, social ou
jurídico que ultrapassem os interesses
subjetivos das partes é em tópico exclusivo,
devidamente fundamentado, no recurso
extraordinário, e não nas razões do agravo
regimental, como deseja a agravante. Incide,
aqui, o óbice da preclusão consumativa. 4. A
Súmula 279/STF dispõe, in verbis: “Para simples
reexame de prova não cabe recurso
extraordinário”. 5. O recurso extraordinário não
se presta ao exame de questões que demandam
revolvimento do contexto fático-probatório dos
autos, adstringindo-se à análise da violação
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 888431 AGR / SP
direta da ordem constitucional. 6. In casu, o
acórdão originariamente recorrido assentou:
“APELAÇÃO CRIMINAL. CRIME DE
CONCUSSÃO (ART. 305 DO CÓDIGO PENAL
MILITAR).
POLICIAIS
MILITARES.
PRETENSÃO DE ABSOLVIÇÃO. ALEGAÇÃO
DE QUE OS ACUSADOS FORAM
CONDENADOS COM FUNDAMENTO, TÃO
SOMENTE,
EM
INTERCEPTAÇÃO
TELEFÔNICAS DERIVADAS DE OUTROS
FATOS INVESTIGADOS, AS QUAIS NÃO
PODEM SER RECONHECIDAS COMO
PROVAS VÁLIDAS NESTES AUTOS.
IMPROCEDÊNCIA.” 7. Agravo regimental
DESPROVIDO”. (ARE-AgR 731.306/PR, rel.
min. Luiz Fux, Primeira Turma, Dje 21.8.2013).
Ademais, é de fácil percepção que a prestação
jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente,
apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses do
recorrente. Portanto, não prospera a alegação de nulidade das
referidas decisões por falta de fundamentação.
Anoto, ainda, que esta Corte reconheceu a repercussão
geral da questão constitucional acima discutida, ementada nos
seguintes termos:
“Questão de ordem. Agravo de
Instrumento.
Conversão
em
recurso
extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2.
Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do
art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição
Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou
decisão sejam fundamentados, ainda que
sucintamente, sem determinar, contudo, o
9
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Supremo Tribunal Federal
ARE 888431 AGR / SP
direta da ordem constitucional. 6. In casu, o
acórdão originariamente recorrido assentou:
“APELAÇÃO CRIMINAL. CRIME DE
CONCUSSÃO (ART. 305 DO CÓDIGO PENAL
MILITAR).
POLICIAIS
MILITARES.
PRETENSÃO DE ABSOLVIÇÃO. ALEGAÇÃO
DE QUE OS ACUSADOS FORAM
CONDENADOS COM FUNDAMENTO, TÃO
SOMENTE,
EM
INTERCEPTAÇÃO
TELEFÔNICAS DERIVADAS DE OUTROS
FATOS INVESTIGADOS, AS QUAIS NÃO
PODEM SER RECONHECIDAS COMO
PROVAS VÁLIDAS NESTES AUTOS.
IMPROCEDÊNCIA.” 7. Agravo regimental
DESPROVIDO”. (ARE-AgR 731.306/PR, rel.
min. Luiz Fux, Primeira Turma, Dje 21.8.2013).
Ademais, é de fácil percepção que a prestação
jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente,
apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses do
recorrente. Portanto, não prospera a alegação de nulidade das
referidas decisões por falta de fundamentação.
Anoto, ainda, que esta Corte reconheceu a repercussão
geral da questão constitucional acima discutida, ementada nos
seguintes termos:
“Questão de ordem. Agravo de
Instrumento.
Conversão
em
recurso
extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2.
Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do
art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição
Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou
decisão sejam fundamentados, ainda que
sucintamente, sem determinar, contudo, o
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 888431 AGR / SP
exame pormenorizado de cada uma das
alegações ou provas, nem que sejam corretos os
fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem
acolhida para reconhecer a repercussão geral,
reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar
provimento ao recurso e autorizar a adoção dos
procedimentos relacionados à repercussão
geral”. (AI-QO-RG 791.292/PE, de minha
relatoria, Pleno, DJe 13.8.2010).
Ante o exposto, conheço do presente agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário (art. 544, § 4º, inc. II,
alínea b, do CPC).
Constata-se que, em suas razões, o agravante cinge-se a reiterar
alegações já trazidas quando da interposição do recurso extraordinário.
Dessa forma, ante a inexistência de novos argumentos capazes de
infirmar a decisão agravada, combinada com a vedação prevista no
Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal, nego
provimento ao agravo regimental.
10
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Supremo Tribunal Federal
ARE 888431 AGR / SP
exame pormenorizado de cada uma das
alegações ou provas, nem que sejam corretos os
fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem
acolhida para reconhecer a repercussão geral,
reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar
provimento ao recurso e autorizar a adoção dos
procedimentos relacionados à repercussão
geral”. (AI-QO-RG 791.292/PE, de minha
relatoria, Pleno, DJe 13.8.2010).
Ante o exposto, conheço do presente agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário (art. 544, § 4º, inc. II,
alínea b, do CPC).
Constata-se que, em suas razões, o agravante cinge-se a reiterar
alegações já trazidas quando da interposição do recurso extraordinário.
Dessa forma, ante a inexistência de novos argumentos capazes de
infirmar a decisão agravada, combinada com a vedação prevista no
Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal, nego
provimento ao agravo regimental.
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Extrato de Ata - 18/08/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 888.431
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : LUAN ALBERTO BRITO BARBOSA LIMA
ADV.(A/S) : AMANDIO DE SOUZA GAVINIER
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do
Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 18.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias
Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do
Tribunal Superior Eleitoral, na 2ª Assembleia Geral e Conferência
Internacional da Associação Mundial de Órgãos Eleitorais,
realizada na República Dominicana.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 888.431
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : LUAN ALBERTO BRITO BARBOSA LIMA
ADV.(A/S) : AMANDIO DE SOUZA GAVINIER
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do
Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 18.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias
Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do
Tribunal Superior Eleitoral, na 2ª Assembleia Geral e Conferência
Internacional da Associação Mundial de Órgãos Eleitorais,
realizada na República Dominicana.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9269422
| 2015-08-18T00:00:00
| 2015-08-31T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 18.08.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Penal e Processual Penal. Art. 157, § 3º, do Código Penal. 3. Pedido que demanda reexame do acervo fático-probatório. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur317332
|
Número de páginas: 14.
Análise: 08/09/2015, MAD.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
888431
|
[
"LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00157 PAR-00003\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 888431 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : LUAN ALBERTO BRITO BARBOSA LIMA
ADV.(A/S) : AMANDIO DE SOUZA GAVINIER
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
18/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 888.431 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:LUAN ALBERTO BRITO BARBOSA LIMA
ADV.(A/S)
:AMANDIO DE SOUZA GAVINIER
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Penal e
Processual Penal. Art. 157, § 3..., do Código Penal. 3. Pedido que demanda
reexame do acervo fático-probatório. 4. Agravo regimental a que se nega
provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 18 de agosto de 2015.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14
Relatório
18/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 888.431 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:LUAN ALBERTO BRITO BARBOSA LIMA
ADV.(A/S)
:AMANDIO DE SOUZA GAVINIER
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra,
que negou seguimento ao recurso extraordinário.
Consta dos autos que, no dia 10.12.2011, na cidade de
Guaratinguetá/SP, o recorrente, agindo em concurso de agentes e com
unidade de desígnios, teria subtraído, para si, um telefone celular. Para
tanto, teria utilizado violência física, que resultou na morte da vítima.
Ao final da instrução, o então réu foi condenado pela prática do
delito descrito no art. 157, § 3..., do Código Penal, à pena de 23 anos e 4
meses de reclusão, a ser cumprida inicialmente no regime fechado, além
do pagamento de 11 dias-multa.
Irresignada, a defesa interpôs apelação no Tribunal de Justiça
bandeirante, o qual deu parcial provimento ao recurso a fim de
reconhecer a atenuante da menoridade, diminuindo a pena privativa de
liberdade para 20 anos de reclusão.
Opostos embargos de declaração, estes restaram rejeitados.
Em 16.6.2015, neguei seguimento ao recurso extraordinário.
No presente agravo regimental, o agravante reproduz alegações já
expendidas no recurso extraordinário, ao apontar omissão na apreciação
das teses defensivas e ausência de provas aptas a comprovar a autoria e
materialidade delitivas.
É o relatório.
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18/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 888.431 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:LUAN ALBERTO BRITO BARBOSA LIMA
ADV.(A/S)
:AMANDIO DE SOUZA GAVINIER
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra,
que negou seguimento ao recurso extraordinário.
Consta dos autos que, no dia 10.12.2011, na cidade de
Guaratinguetá/SP, o recorrente, agindo em concurso de agentes e com
unidade de desígnios, teria subtraído, para si, um telefone celular. Para
tanto, teria utilizado violência física, que resultou na morte da vítima.
Ao final da instrução, o então réu foi condenado pela prática do
delito descrito no art. 157, § 3..., do Código Penal, à pena de 23 anos e 4
meses de reclusão, a ser cumprida inicialmente no regime fechado, além
do pagamento de 11 dias-multa.
Irresignada, a defesa interpôs apelação no Tribunal de Justiça
bandeirante, o qual deu parcial provimento ao recurso a fim de
reconhecer a atenuante da menoridade, diminuindo a pena privativa de
liberdade para 20 anos de reclusão.
Opostos embargos de declaração, estes restaram rejeitados.
Em 16.6.2015, neguei seguimento ao recurso extraordinário.
No presente agravo regimental, o agravante reproduz alegações já
expendidas no recurso extraordinário, ao apontar omissão na apreciação
das teses defensivas e ausência de provas aptas a comprovar a autoria e
materialidade delitivas.
É o relatório.
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Relatório
ARE 888431 AGR / SP
2
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ARE 888431 AGR / SP
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
18/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 888.431 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Das razões
expendidas no agravo regimental, não se evidencia qualquer desacerto na
decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com o teor do decisum.
O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão
proferida, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em
conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte.
Conforme exposto no relatório, neguei seguimento ao recurso
extraordinário nos seguintes termos:
As razões recursais não merecem acolhimento.
Inicialmente, verifico que o Tribunal de origem, com base
no acervo fático-probatório constante dos autos, entendeu
suficientemente comprovadas a materialidade e a autoria do
crime. A esse propósito, cito o seguinte trecho do acórdão
recorrido:
“Várias versões foram apresentadas pelos
dois réus e pelo adolescente infrator. Em juízo,
por exemplo, LUAN disse que foi chamado por
THIAGO para mostrar suas músicas na casa
dele, para onde foi com Victor. Contou que, em
determinado momento, THIAGO saiu do
quarto e, alguns instantes depois, Victor
também foi, mas o interrogado teria continuado
ouvindo música com fones de ouvido. Em
razão da demora, foi até a garagem e já
encontrou a vítima caída e ensanguentada.
Depois disso, ajudou os amigos a carregar o
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18/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 888.431 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Das razões
expendidas no agravo regimental, não se evidencia qualquer desacerto na
decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com o teor do decisum.
O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão
proferida, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em
conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte.
Conforme exposto no relatório, neguei seguimento ao recurso
extraordinário nos seguintes termos:
As razões recursais não merecem acolhimento.
Inicialmente, verifico que o Tribunal de origem, com base
no acervo fático-probatório constante dos autos, entendeu
suficientemente comprovadas a materialidade e a autoria do
crime. A esse propósito, cito o seguinte trecho do acórdão
recorrido:
“Várias versões foram apresentadas pelos
dois réus e pelo adolescente infrator. Em juízo,
por exemplo, LUAN disse que foi chamado por
THIAGO para mostrar suas músicas na casa
dele, para onde foi com Victor. Contou que, em
determinado momento, THIAGO saiu do
quarto e, alguns instantes depois, Victor
também foi, mas o interrogado teria continuado
ouvindo música com fones de ouvido. Em
razão da demora, foi até a garagem e já
encontrou a vítima caída e ensanguentada.
Depois disso, ajudou os amigos a carregar o
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 888431 AGR / SP
corpo para dentro da casa (fls. 664).
Já THIAGO contou que conheceu David
mais ou menos um mês antes do fato, por um
“bate-papo” na internet, e marcou de fazer um
programa sexual com ele. Um segundo
programa que fizeram não teria sido pago pela
vítima e esta dívida motivou seu assassinato.
Entrou com outro nome na internet e encontrou
David, marcando encontro em sua casa como se
fosse outra pessoa. Disse que, assim que ele
entrou já o esfaqueou, no que foi auxiliado por
Victor. Contou que LUAN apenas chegou
depois, ajudando a carregar o corpo para
dentro da casa (fls. 655).
Victor, o adolescente, foi ouvido como
testemunha, mas declarou que os três foram
cobrar dívida de droga de David e que o
próprio depoente fora quem começou as
agressões. LUAN estava na casa para ajudar,
mas não teria participado ativamente das
agressões (fls. 502).
Ocorre que as versões defensivas não
encontram qualquer respaldo nas provas dos
autos, restando sobejamente enfraquecidas pelo
confronto com as provas técnicas.
E embora não se possa exarar condenação
com exclusivo respaldo nas provas colhidas na
fase inquisitorial, percebo que as versões dos
três lá ofertadas são mais convincentes e
compatíveis com o arcabouço probatório
angariado. Desde logo, destaco que qualquer
dos condenados (tampouco o adolescente)
relatou ter sofrido agressões, ameaças ou ter
sido forçado a assinar termo de interrogatório
diverso do que efetivamente prestou.
(…)
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9220380.
Supremo Tribunal Federal
ARE 888431 AGR / SP
corpo para dentro da casa (fls. 664).
Já THIAGO contou que conheceu David
mais ou menos um mês antes do fato, por um
“bate-papo” na internet, e marcou de fazer um
programa sexual com ele. Um segundo
programa que fizeram não teria sido pago pela
vítima e esta dívida motivou seu assassinato.
Entrou com outro nome na internet e encontrou
David, marcando encontro em sua casa como se
fosse outra pessoa. Disse que, assim que ele
entrou já o esfaqueou, no que foi auxiliado por
Victor. Contou que LUAN apenas chegou
depois, ajudando a carregar o corpo para
dentro da casa (fls. 655).
Victor, o adolescente, foi ouvido como
testemunha, mas declarou que os três foram
cobrar dívida de droga de David e que o
próprio depoente fora quem começou as
agressões. LUAN estava na casa para ajudar,
mas não teria participado ativamente das
agressões (fls. 502).
Ocorre que as versões defensivas não
encontram qualquer respaldo nas provas dos
autos, restando sobejamente enfraquecidas pelo
confronto com as provas técnicas.
E embora não se possa exarar condenação
com exclusivo respaldo nas provas colhidas na
fase inquisitorial, percebo que as versões dos
três lá ofertadas são mais convincentes e
compatíveis com o arcabouço probatório
angariado. Desde logo, destaco que qualquer
dos condenados (tampouco o adolescente)
relatou ter sofrido agressões, ameaças ou ter
sido forçado a assinar termo de interrogatório
diverso do que efetivamente prestou.
(…)
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 888431 AGR / SP
Para alcançar conclusão segura sobre o
que se desenrolou naquela noite, faz-se
imprescindível o exame da prova técnica.
Por primeiro, cumpre afastar da memória
da vítima a caluniosa acusação feita pelos réus
de que devia dinheiro a traficantes de drogas.
Nada há nos autos que sustente essa versão,
além do que, por diversas vezes, os próprios
réus a desmentiram. Os parentes e o sócio de
David foram categóricos em negar quaisquer
vícios de sua parte, o que se confirma com as
provas dos autos (oitivas captadas em vídeo CD
a fls. 576).
Também não vejo qualquer comprovação
no sentido de que THIAGO teria arquitetado o
plano a fim de cobrar uma dívida por programa
de natureza sexual que teria realizado com
David algum tempo antes dos fatos, o que
afasta também a vingança como móvel do
crime, conforme argumenta a defesa para
afastar o animus de subtração de patrimônio.
THIAGO disse em juízo que costumava
realizar programas sexuais com homens a fim
de obter dinheiro para pagar por “baladas e
cocaína”, uma vez que não trabalhava nem
estudava. Apesar de assim alegar, que é, em
verdade, parte substancial da postura
defensiva, falhou em comprovar tal
circunstância. Poderia ter apontado outros
clientes, trazido aos autos mensagens de texto,
e-mails ou históricos de conversa em sistemas
de mensagens eletrônicas (já que confirmou que
usava sistema informático de troca de
mensagens pela internet MSN) de outros
agendamentos. Mas não o fez. Sequer declinou
informação alguma acerca do suposto
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 888431 AGR / SP
Para alcançar conclusão segura sobre o
que se desenrolou naquela noite, faz-se
imprescindível o exame da prova técnica.
Por primeiro, cumpre afastar da memória
da vítima a caluniosa acusação feita pelos réus
de que devia dinheiro a traficantes de drogas.
Nada há nos autos que sustente essa versão,
além do que, por diversas vezes, os próprios
réus a desmentiram. Os parentes e o sócio de
David foram categóricos em negar quaisquer
vícios de sua parte, o que se confirma com as
provas dos autos (oitivas captadas em vídeo CD
a fls. 576).
Também não vejo qualquer comprovação
no sentido de que THIAGO teria arquitetado o
plano a fim de cobrar uma dívida por programa
de natureza sexual que teria realizado com
David algum tempo antes dos fatos, o que
afasta também a vingança como móvel do
crime, conforme argumenta a defesa para
afastar o animus de subtração de patrimônio.
THIAGO disse em juízo que costumava
realizar programas sexuais com homens a fim
de obter dinheiro para pagar por “baladas e
cocaína”, uma vez que não trabalhava nem
estudava. Apesar de assim alegar, que é, em
verdade, parte substancial da postura
defensiva, falhou em comprovar tal
circunstância. Poderia ter apontado outros
clientes, trazido aos autos mensagens de texto,
e-mails ou históricos de conversa em sistemas
de mensagens eletrônicas (já que confirmou que
usava sistema informático de troca de
mensagens pela internet MSN) de outros
agendamentos. Mas não o fez. Sequer declinou
informação alguma acerca do suposto
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 888431 AGR / SP
programa que teria feito com David antes dos
fatos. Não disse onde e nem por quanto. Sendo
uma dívida sua principal tese de defesa, causa
espécie o fato de sequer ter declarado seu valor.
A prova técnica não o socorre e, na
verdade, o desmente.
Posto que não se tenha conseguido extrair
diretamente da “sala de bate-papo do UOL” o
teor das mensagens trocadas por lá, haja vista
não serem armazenadas naquele servidor, o
exame pericial realizado sobre o notebook da
vítima, revela o teor dos diálogos mantidos
entre algoz e vítima, onde não há qualquer
insinuação a respeito de pagamento, mas duas
pessoas combinando um encontro para
manterem relações sexuais.
Cabe, nesse momento, um elogio à equipe
do Núcleo de Perícias Criminalísticas de São
José dos Campos do Instituto de Criminalística
(laudo subscrito pelo Dr. Marco Antonio
Monteiro), que extraiu um sem número de
informações valiosas da máquina, empregando
notável tecnologia e competência.
O laudo (fls. 421/481-A) transcreve
integralmente as conversas mantidas entre
THIAGO e David, por meio das quais o
primeiro atraiu o segundo até sua casa. De sua
leitura não se pode extrair qualquer menção a
valores, nem tampouco fala a indicar que o
encontro que marcavam implicaria pagamento.
É cristalino e indiscutível que THIAGO marcou
um encontro com
David se passando por alguém
interessado em manter relações sexuais, nada
além (fls. 422, 430 e 434). THIAGO escreve que
não procurava alguém para se envolver, mas
4
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programa que teria feito com David antes dos
fatos. Não disse onde e nem por quanto. Sendo
uma dívida sua principal tese de defesa, causa
espécie o fato de sequer ter declarado seu valor.
A prova técnica não o socorre e, na
verdade, o desmente.
Posto que não se tenha conseguido extrair
diretamente da “sala de bate-papo do UOL” o
teor das mensagens trocadas por lá, haja vista
não serem armazenadas naquele servidor, o
exame pericial realizado sobre o notebook da
vítima, revela o teor dos diálogos mantidos
entre algoz e vítima, onde não há qualquer
insinuação a respeito de pagamento, mas duas
pessoas combinando um encontro para
manterem relações sexuais.
Cabe, nesse momento, um elogio à equipe
do Núcleo de Perícias Criminalísticas de São
José dos Campos do Instituto de Criminalística
(laudo subscrito pelo Dr. Marco Antonio
Monteiro), que extraiu um sem número de
informações valiosas da máquina, empregando
notável tecnologia e competência.
O laudo (fls. 421/481-A) transcreve
integralmente as conversas mantidas entre
THIAGO e David, por meio das quais o
primeiro atraiu o segundo até sua casa. De sua
leitura não se pode extrair qualquer menção a
valores, nem tampouco fala a indicar que o
encontro que marcavam implicaria pagamento.
É cristalino e indiscutível que THIAGO marcou
um encontro com
David se passando por alguém
interessado em manter relações sexuais, nada
além (fls. 422, 430 e 434). THIAGO escreve que
não procurava alguém para se envolver, mas
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 888431 AGR / SP
apenas pretendia fazer sexo, o que evidencia
que não implicava esperar pagamento. Demais
disso, nenhuma conversa anterior pôde ser
encontrada nos registros do computador,
minando ainda mais a credibilidade da versão
defensiva.
Foi nessa conversa que marcaram que se
veriam no sábado, depois das 23h30min,
horário do crime. E, nesse ponto, é no mínimo
ingênua a argumentação das razões de apelação
de THIAGO quando escreve: “Insistimos que
THIAGO não seria tão 'burro' de querer roubar
alguém 'dentro' da sua casa, porque
obviamente a vítima voltaria com a polícia” (fls.
824, último parágrafo, sublinhado no original).
É óbvio que THIAGO e seus comparsas
não pretendiam permitir que a vítima escapasse
do local. Assim que chegou, já passaram a
agredi-la, com pauladas na cabeça, golpes com
uma barra de ferro e facadas. A vítima do roubo
não traria a polícia ao local porque não sairia
viva da situação.
(…)
Os esforços dos comparsas no sentido de
inocentar LUAN fracassam miseravelmente. As
versões que ofertaram ao Juízo, na tentativa de
confirmar a negativa do corréu, não resistem ao
exame conjunto de todas as provas angariadas.
Se LUAN sabia o que ocorreria naquela casa no
momento do crime, e certamente sabia, jamais
ficaria ouvindo música enquanto a luta corporal
se desenrolava.
Na reconstituição de Victor, LUAN apenas
teria observado os ataques e depois ajudado a
carregar o corpo para dentro da casa (fls.
728/743). Ainda que isso fosse verdade, é
5
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ARE 888431 AGR / SP
apenas pretendia fazer sexo, o que evidencia
que não implicava esperar pagamento. Demais
disso, nenhuma conversa anterior pôde ser
encontrada nos registros do computador,
minando ainda mais a credibilidade da versão
defensiva.
Foi nessa conversa que marcaram que se
veriam no sábado, depois das 23h30min,
horário do crime. E, nesse ponto, é no mínimo
ingênua a argumentação das razões de apelação
de THIAGO quando escreve: “Insistimos que
THIAGO não seria tão 'burro' de querer roubar
alguém 'dentro' da sua casa, porque
obviamente a vítima voltaria com a polícia” (fls.
824, último parágrafo, sublinhado no original).
É óbvio que THIAGO e seus comparsas
não pretendiam permitir que a vítima escapasse
do local. Assim que chegou, já passaram a
agredi-la, com pauladas na cabeça, golpes com
uma barra de ferro e facadas. A vítima do roubo
não traria a polícia ao local porque não sairia
viva da situação.
(…)
Os esforços dos comparsas no sentido de
inocentar LUAN fracassam miseravelmente. As
versões que ofertaram ao Juízo, na tentativa de
confirmar a negativa do corréu, não resistem ao
exame conjunto de todas as provas angariadas.
Se LUAN sabia o que ocorreria naquela casa no
momento do crime, e certamente sabia, jamais
ficaria ouvindo música enquanto a luta corporal
se desenrolava.
Na reconstituição de Victor, LUAN apenas
teria observado os ataques e depois ajudado a
carregar o corpo para dentro da casa (fls.
728/743). Ainda que isso fosse verdade, é
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 888431 AGR / SP
evidente que aderiu à conduta dos demais
agentes, sendo sua condenação pelo mesmo
crime simples decorrência da adoção da teoria
monista.
Por fim, furta credibilidade à tese da
inércia de LUAN o fato de que foram
apreendidas quatro armas sujas com o sangue
da vítima: um pedaço de pau, uma barra de
ferro (trava automotiva do tipo “carneiro”) e
duas facas (fls. 593/599). Difícil crer que apenas
Victor e THIAGO tenham se utilizado das
quatro armas, em revezamento, para ferir um
indivíduo sozinho, de porte médio, sem
capacidade de resistência, atingindo-o de
inopino, pelas costas, com golpes na cabeça.
Também não prosperam as teses pela
desclassificação para homicídio qualificado,
latrocínio tentado ou lesões corporais seguidas
de morte.
O último destes é descartado de pronto,
eis que, tendo em vista os ferimentos infligidos
à vítima, é certo que quem o agrediu tinha
ânimo de matá-la, desferindo vários golpes
contra sua cabeça, além de facadas no peito e
nas costas.
(…)
Ora, pela foto de fls. 658 se pode perceber
claramente que a carteira da vítima foi separada
de seu corpo antes que este fosse amarrado no
tapete. Demais disso, o telefone celular de
David foi encontrado entre as coisas de
THIAGO, não havendo motivo para crer na sua
versão de que os policias o teriam se
confundido na hora da apreensão dos bens do
local do crime. É certo que escondeu o aparelho
entre suas coisas e que lá foi encontrado mais
6
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Supremo Tribunal Federal
ARE 888431 AGR / SP
evidente que aderiu à conduta dos demais
agentes, sendo sua condenação pelo mesmo
crime simples decorrência da adoção da teoria
monista.
Por fim, furta credibilidade à tese da
inércia de LUAN o fato de que foram
apreendidas quatro armas sujas com o sangue
da vítima: um pedaço de pau, uma barra de
ferro (trava automotiva do tipo “carneiro”) e
duas facas (fls. 593/599). Difícil crer que apenas
Victor e THIAGO tenham se utilizado das
quatro armas, em revezamento, para ferir um
indivíduo sozinho, de porte médio, sem
capacidade de resistência, atingindo-o de
inopino, pelas costas, com golpes na cabeça.
Também não prosperam as teses pela
desclassificação para homicídio qualificado,
latrocínio tentado ou lesões corporais seguidas
de morte.
O último destes é descartado de pronto,
eis que, tendo em vista os ferimentos infligidos
à vítima, é certo que quem o agrediu tinha
ânimo de matá-la, desferindo vários golpes
contra sua cabeça, além de facadas no peito e
nas costas.
(…)
Ora, pela foto de fls. 658 se pode perceber
claramente que a carteira da vítima foi separada
de seu corpo antes que este fosse amarrado no
tapete. Demais disso, o telefone celular de
David foi encontrado entre as coisas de
THIAGO, não havendo motivo para crer na sua
versão de que os policias o teriam se
confundido na hora da apreensão dos bens do
local do crime. É certo que escondeu o aparelho
entre suas coisas e que lá foi encontrado mais
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 888431 AGR / SP
tarde.
Por esses motivos, mantenho a
condenação de LUAN e THIAGO”. (eDOC 6,
113/121).
Assim, para se entender de forma diversa do consignado
pela origem, seria necessário reexaminar o conjunto probatório
que permeia a lide, providência vedada no âmbito de recurso
extraordinário, a teor do disposto no enunciado 279 da Súmula
do Supremo Tribunal Federal.
Nesse sentido, confiram-se, entre inúmeros outros, os
seguintes precedentes:
“Agravo regimental em agravo de
instrumento. 2. Criminal. 3. Autoria e
materialidade. Reexame de fatos e provas.
Incidência do Enunciado 279 da Súmula do
Supremo Tribunal Federal. 4. Alegação de violação à Súmula
Vinculante n. 14 e aos princípios do
contraditório, da ampla defesa e do devido
processo legal. Não ocorrência. HC 99.829,
Segunda Turma, DJe 21.11.2011. 5. Agravo
regimental a que se nega provimento.
Determinada a imediata baixa dos autos”. (AI-
AgR 791.960/SP, de minha relatoria, 2... Turma,
DJe 25.9.2013);
“AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
PROCESSO PENAL. PROVA EMPRESTADA.
PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO
GERAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO.
ARTIGO 543-A, § 2..., DO CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL C.C. ART. 327, § 1..., DO
RISTF. AUTORIA E MATERIALIDADE.
7
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Supremo Tribunal Federal
ARE 888431 AGR / SP
tarde.
Por esses motivos, mantenho a
condenação de LUAN e THIAGO”. (eDOC 6,
113/121).
Assim, para se entender de forma diversa do consignado
pela origem, seria necessário reexaminar o conjunto probatório
que permeia a lide, providência vedada no âmbito de recurso
extraordinário, a teor do disposto no enunciado 279 da Súmula
do Supremo Tribunal Federal.
Nesse sentido, confiram-se, entre inúmeros outros, os
seguintes precedentes:
“Agravo regimental em agravo de
instrumento. 2. Criminal. 3. Autoria e
materialidade. Reexame de fatos e provas.
Incidência do Enunciado 279 da Súmula do
Supremo Tribunal Federal. 4. Alegação de violação à Súmula
Vinculante n. 14 e aos princípios do
contraditório, da ampla defesa e do devido
processo legal. Não ocorrência. HC 99.829,
Segunda Turma, DJe 21.11.2011. 5. Agravo
regimental a que se nega provimento.
Determinada a imediata baixa dos autos”. (AI-
AgR 791.960/SP, de minha relatoria, 2... Turma,
DJe 25.9.2013);
“AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
PROCESSO PENAL. PROVA EMPRESTADA.
PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO
GERAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO.
ARTIGO 543-A, § 2..., DO CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL C.C. ART. 327, § 1..., DO
RISTF. AUTORIA E MATERIALIDADE.
7
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 888431 AGR / SP
REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS.
IMPOSSIBILIDADE.
INCIDÊNCIA
DA
SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A repercussão geral como
novel
requisito
constitucional
de
admissibilidade do recurso extraordinário
demanda que o reclamante demonstre,
fundamentadamente, que a indignação extrema
encarta questões relevantes do ponto de vista
econômico, político, social ou jurídico que
ultrapassem os interesses subjetivos da causa
(artigo 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil,
introduzido pela Lei n. 11.418/06, in verbis: O
recorrente deverá demonstrar, em preliminar
do recurso, para apreciação exclusiva do
Supremo Tribunal Federal, a existência de
repercussão geral). 2. O recorrente deve
demonstrar a existência de repercussão geral
nos termos previstos em lei. Nesse sentido, AI
731.924/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, e AI
812.378-AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso,
Plenário. 3. O momento processual oportuno
para a demonstração das questões relevantes do
ponto de vista econômico, político, social ou
jurídico que ultrapassem os interesses
subjetivos das partes é em tópico exclusivo,
devidamente fundamentado, no recurso
extraordinário, e não nas razões do agravo
regimental, como deseja a agravante. Incide,
aqui, o óbice da preclusão consumativa. 4. A
Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe, in verbis: “Para simples
reexame de prova não cabe recurso
extraordinário”. 5. O recurso extraordinário não
se presta ao exame de questões que demandam
revolvimento do contexto fático-probatório dos
autos, adstringindo-se à análise da violação
8
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ARE 888431 AGR / SP
REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS.
IMPOSSIBILIDADE.
INCIDÊNCIA
DA
SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A repercussão geral como
novel
requisito
constitucional
de
admissibilidade do recurso extraordinário
demanda que o reclamante demonstre,
fundamentadamente, que a indignação extrema
encarta questões relevantes do ponto de vista
econômico, político, social ou jurídico que
ultrapassem os interesses subjetivos da causa
(artigo 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil,
introduzido pela Lei n. 11.418/06, in verbis: O
recorrente deverá demonstrar, em preliminar
do recurso, para apreciação exclusiva do
Supremo Tribunal Federal, a existência de
repercussão geral). 2. O recorrente deve
demonstrar a existência de repercussão geral
nos termos previstos em lei. Nesse sentido, AI
731.924/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, e AI
812.378-AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso,
Plenário. 3. O momento processual oportuno
para a demonstração das questões relevantes do
ponto de vista econômico, político, social ou
jurídico que ultrapassem os interesses
subjetivos das partes é em tópico exclusivo,
devidamente fundamentado, no recurso
extraordinário, e não nas razões do agravo
regimental, como deseja a agravante. Incide,
aqui, o óbice da preclusão consumativa. 4. A
Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe, in verbis: “Para simples
reexame de prova não cabe recurso
extraordinário”. 5. O recurso extraordinário não
se presta ao exame de questões que demandam
revolvimento do contexto fático-probatório dos
autos, adstringindo-se à análise da violação
8
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direta da ordem constitucional. 6. In casu, o
acórdão originariamente recorrido assentou:
“APELAÇÃO CRIMINAL. CRIME DE
CONCUSSÃO (ART. 305 DO CÓDIGO PENAL
MILITAR).
POLICIAIS
MILITARES.
PRETENSÃO DE ABSOLVIÇÃO. ALEGAÇÃO
DE QUE OS ACUSADOS FORAM
CONDENADOS COM FUNDAMENTO, TÃO
SOMENTE,
EM
INTERCEPTAÇÃO
TELEFÔNICAS DERIVADAS DE OUTROS
FATOS INVESTIGADOS, AS QUAIS NÃO
PODEM SER RECONHECIDAS COMO
PROVAS VÁLIDAS NESTES AUTOS.
IMPROCEDÊNCIA.” 7. Agravo regimental
DESPROVIDO”. (ARE-AgR 731.306/PR, rel.
min. Luiz Fux, Primeira Turma, Dje 21.8.2013).
Ademais, é de fácil percepção que a prestação
jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente,
apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses do
recorrente. Portanto, não prospera a alegação de nulidade das
referidas decisões por falta de fundamentação.
Anoto, ainda, que esta Corte reconheceu a repercussão
geral da questão constitucional acima discutida, ementada nos
seguintes termos:
“Questão de ordem. Agravo de
Instrumento.
Conversão
em
recurso
extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2.
Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do
art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição
Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou
decisão sejam fundamentados, ainda que
sucintamente, sem determinar, contudo, o
9
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9220380.
Supremo Tribunal Federal
ARE 888431 AGR / SP
direta da ordem constitucional. 6. In casu, o
acórdão originariamente recorrido assentou:
“APELAÇÃO CRIMINAL. CRIME DE
CONCUSSÃO (ART. 305 DO CÓDIGO PENAL
MILITAR).
POLICIAIS
MILITARES.
PRETENSÃO DE ABSOLVIÇÃO. ALEGAÇÃO
DE QUE OS ACUSADOS FORAM
CONDENADOS COM FUNDAMENTO, TÃO
SOMENTE,
EM
INTERCEPTAÇÃO
TELEFÔNICAS DERIVADAS DE OUTROS
FATOS INVESTIGADOS, AS QUAIS NÃO
PODEM SER RECONHECIDAS COMO
PROVAS VÁLIDAS NESTES AUTOS.
IMPROCEDÊNCIA.” 7. Agravo regimental
DESPROVIDO”. (ARE-AgR 731.306/PR, rel.
min. Luiz Fux, Primeira Turma, Dje 21.8.2013).
Ademais, é de fácil percepção que a prestação
jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente,
apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses do
recorrente. Portanto, não prospera a alegação de nulidade das
referidas decisões por falta de fundamentação.
Anoto, ainda, que esta Corte reconheceu a repercussão
geral da questão constitucional acima discutida, ementada nos
seguintes termos:
“Questão de ordem. Agravo de
Instrumento.
Conversão
em
recurso
extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2.
Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do
art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição
Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou
decisão sejam fundamentados, ainda que
sucintamente, sem determinar, contudo, o
9
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 888431 AGR / SP
exame pormenorizado de cada uma das
alegações ou provas, nem que sejam corretos os
fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem
acolhida para reconhecer a repercussão geral,
reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar
provimento ao recurso e autorizar a adoção dos
procedimentos relacionados à repercussão
geral”. (AI-QO-RG 791.292/PE, de minha
relatoria, Pleno, DJe 13.8.2010).
Ante o exposto, conheço do presente agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário (art. 544, § 4..., inc. II,
alínea b, do Código de Processo Civil).
Constata-se que, em suas razões, o agravante cinge-se a reiterar
alegações já trazidas quando da interposição do recurso extraordinário.
Dessa forma, ante a inexistência de novos argumentos capazes de
infirmar a decisão agravada, combinada com a vedação prevista no
Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal, nego
provimento ao agravo regimental.
10
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Supremo Tribunal Federal
ARE 888431 AGR / SP
exame pormenorizado de cada uma das
alegações ou provas, nem que sejam corretos os
fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem
acolhida para reconhecer a repercussão geral,
reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar
provimento ao recurso e autorizar a adoção dos
procedimentos relacionados à repercussão
geral”. (AI-QO-RG 791.292/PE, de minha
relatoria, Pleno, DJe 13.8.2010).
Ante o exposto, conheço do presente agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário (art. 544, § 4..., inc. II,
alínea b, do Código de Processo Civil).
Constata-se que, em suas razões, o agravante cinge-se a reiterar
alegações já trazidas quando da interposição do recurso extraordinário.
Dessa forma, ante a inexistência de novos argumentos capazes de
infirmar a decisão agravada, combinada com a vedação prevista no
Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal, nego
provimento ao agravo regimental.
10
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Extrato de Ata - 18/08/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 888.431
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : LUAN ALBERTO BRITO BARBOSA LIMA
ADV.(A/S) : AMANDIO DE SOUZA GAVINIER
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do
Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 18.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias
Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do
Tribunal Superior Eleitoral, na 2... Assembleia Geral e Conferência
Internacional da Associação Mundial de Órgãos Eleitorais,
realizada na República Dominicana.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 888.431
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : LUAN ALBERTO BRITO BARBOSA LIMA
ADV.(A/S) : AMANDIO DE SOUZA GAVINIER
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do
Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 18.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias
Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do
Tribunal Superior Eleitoral, na 2... Assembleia Geral e Conferência
Internacional da Associação Mundial de Órgãos Eleitorais,
realizada na República Dominicana.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 888 . 431",
"ARE 888431 AGR / SP",
"ARE",
"RECURSO",
"ARE 888431 AGR / SP",
"ARE 888431 AGR / SP",
"ARE 888431 AGR / SP",
"ARE 888431 AGR / SP",
"ARE 888431 AGR",
"ARE 888431 AGR / SP",
"ARE 888431 AGR / SP",
"enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"HC 99 . 829",
"AI",
"-",
"AgR 791 . 960 / SP",
"enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula Vinculante n . 14",
"HC 99 . 829",
"AI",
"-",
"AgR 791 . 960 / SP",
"ARE 888431 AGR / SP",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 731 . 924 / PR",
"AI 812 . 378 - AgR",
"/",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 888431 AGR / SP",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 731 . 924 / PR",
"AI 812 . 378 - AgR / SP",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 888431 AGR / SP",
"AgR 731 . 306 / PR",
"ARE 888431 AGR / SP",
"ARE",
"-",
"AgR 731 . 306 / PR",
"ARE 888431 AGR / SP",
"AI",
"-",
"QO",
"-",
"RG 791 . 292 / PE",
"Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 888431 AGR / SP",
"AI",
"-",
"QO",
"-",
"RG 791 . 292 / PE",
"Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO"
],
"LEGISLACAO": [
"Art . 157 , § 3 . . . , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 157 , § 3 . . . , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 157 , § 3 . . . , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 543 - A , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 543 - A , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"ART",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Lei n . 11 . 418 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Lei n . 11 . 418 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 305 DO CÓDIGO PENAL MILITAR",
"Código de Processo Civil , art . 544 , §",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 305 DO CÓDIGO PENAL MILITAR",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 .",
"incisos XXXV e LX",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , inc . II , alínea b , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , inc . II , alínea b , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"ESTADO",
"Guaratinguetá / SP",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"Guaratinguetá",
"/ SP",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"República Dominicana",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"República Dominicana"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"Tribunal de Justiça bandeirante",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"SP",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"UOL",
"Núcleo de Perícias Criminalísticas de São José dos Campos do",
"Instituto de Criminalística",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"UOL",
"Núcleo de Perícias Criminalísticas de São José dos Campos",
"Instituto de Criminalística",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"SP",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"ARE",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"2",
".",
". . Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"2",
".",
". . Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SP",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO",
".",
"Tribunal Superior Eleitoral",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"2",
".",
".",
"Tribunal Superior Eleitoral",
"Assembleia Geral e Conferência Internacional da Associação Mundial de Órgãos Eleitorais",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"LUAN ALBERTO BRITO BARBOSA LIMA",
"AMANDIO DE SOUZA GAVINIER",
"Celso de Mello",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"LUAN ALBERTO BRITO BARBOSA LIMA",
"AMANDIO DE SOUZA GAVINIER",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"LUAN ALBERTO BRITO BARBOSA LIMA",
"AMANDIO DE SOUZA GAVINIER",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"LUAN",
"THIAGO",
"Victor",
"THIAGO",
"Victor",
"GILMAR MENDES",
"LUAN",
"THIAGO",
"Victor",
"THIAGO",
"Victor",
"GILMAR MENDES",
"THIAGO",
"David",
"David",
"Victor",
"LUAN",
"Victor",
"David",
"LUAN",
"THIAGO",
"David",
"David",
"Victor",
"LUAN",
"Victor",
"David",
"LUAN",
"GILMAR MENDES",
"David",
"THIAGO",
"David",
"THIAGO",
"David",
"THIAGO",
"David",
"THIAGO",
"GILMAR MENDES",
"David",
"Marco Antonio Monteiro",
"THIAGO",
"David",
"THIAGO",
"David",
"THIAGO",
"David",
"Marco Antonio Monteiro",
"THIAGO",
"David",
"THIAGO",
"David",
"THIAGO",
"GILMAR MENDES",
"THIAGO",
"THIAGO",
"THIAGO",
"LUAN",
"LUAN",
"LUAN",
"THIAGO",
"THIAGO",
"THIAGO",
"LUAN",
"LUAN",
"Victor",
"LUAN",
"GILMAR MENDES",
"LUAN",
"Victor",
"THIAGO",
"David",
"THIAGO",
"LUAN",
"Victor",
"THIAGO",
"David",
"THIAGO",
"GILMAR MENDES",
"LUAN",
"THIAGO",
"LUAN",
"THIAGO",
"GILMAR MENDES",
"Cármen Lúcia",
"Cezar Peluso",
"Cármen Lúcia",
"Cezar Peluso",
"GILMAR MENDES",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"LUAN ALBERTO BRITO BARBOSA LIMA",
"AMANDIO DE SOUZA GAVINIER",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Dias Toffoli",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira",
"GILMAR MENDES",
"LUAN ALBERTO BRITO BARBOSA LIMA",
"AMANDIO DE SOUZA GAVINIER",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Dias Toffoli",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"18",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"18 de agosto de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"10",
".",
"12",
".",
"2011",
"16",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"10",
".",
"12",
".",
"2011",
"16",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"sábado",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
".",
"11",
".",
"2011",
"25",
".",
"9",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
".",
"11",
".",
"2011",
"25",
".",
"9",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
".",
"8",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
".",
"8",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"8",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"8",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"18",
".",
"08",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"08",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.067 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
EMENTA:
AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CÍVEL
ORIGINÁRIA.
CONSTITUCIONAL.
ADMINISTRATIVO.
FINANCEIRO. INEXISTÊNCIA DE NULIDADE. CITAÇÃO
REALIZADA. MANDADO CUMPRIDO PESSOALMENTE JUNTO À
SECRETARIA-GERAL DE CONTENCIOSO DA ADVOCAÇÃO-
GERAL DA UNIÃO. INSCRIÇÃO DE ESTADO-MEMBRO EM
CADASTRO DE INADIMPLENTES. NÃO PRESTAÇÃO DE
GARANTIAS E SUSPENSÃO DE REPASSES FINANCEIROS
VOLUNTÁRIOS PELA UNIÃO. NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DO
CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA ANTES DA EFETIVA
INSCRIÇÃO. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA
COLEGIALIDADE. PRECEDENTE DO PLENÁRIO DESTE
TRIBUNAL. ART. 21, § 1º, DO REGIMENTO INTERNO DO STF.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
1. A tomada de contas especial é medida de rigor com o ensejo de
alcançar-se o reconhecimento definitivo de irregularidades, permitindo-
se, só então, a inscrição do ente nos cadastros de restrição ao crédito
organizados e mantidos pela União. Precedentes: ACO 1.848-AgR, rel.
Min. Celso Mello, Tribunal Pleno, DJe de 6/11/2014; AC 2.032, Rel. Min.
Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe de 20/03/2009.
2. É que, em casos como o presente, o propósito é de neutralizar a
ocorrência de risco que possa comprometer, de modo grave e/ou
irreversível, a continuidade da execução de políticas públicas ou a
prestação de serviços essenciais à coletividade.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
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Supremo Tribunal Federal
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Ementa e Acórdão
ACO 2067 AGR / DF
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de junho de 2015.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
Supremo Tribunal Federal
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ACO 2067 AGR / DF
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de junho de 2015.
LUIZ FUX – Relator
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Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.067 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto pela União contra decisão na qual, nos termos do
art. 21, §1º, do Regimento Interno do STF, julguei parcialmente
procedente o pedido. O decisum foi assim ementado:
“AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. CONSTITUCIONAL,
ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO. INSCRIÇÃO DE
ESTADO-MEMBRO EM CADASTRO DE INADIMPLENTES.
NÃO PRESTAÇÃO DE GARANTIAS E SUSPENSÃO DE
REPASSES FINANCEIROS VOLUNTÁRIOS PELA UNIÃO.
NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DO CONTRADITÓRIO E
AMPLA DEFESA ANTES DA EFETIVA INSCRIÇÃO. PEDIDO
QUE SE JULGA PARCIALMENTE PROCEDENTE.”
Em suas razões, a agravante alega, em síntese: (i) que não houve
mandado de citação; (ii) não haver jurisprudência pacífica desta Corte
quanto ao tema; (iii) a inexistência de violação ao devido processo legal.
Requer, assim, seja reformada a decisão agravada para que se julgue
totalmente improcedente o pedido inicial.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.067 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto pela União contra decisão na qual, nos termos do
art. 21, §1º, do Regimento Interno do STF, julguei parcialmente
procedente o pedido. O decisum foi assim ementado:
“AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. CONSTITUCIONAL,
ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO. INSCRIÇÃO DE
ESTADO-MEMBRO EM CADASTRO DE INADIMPLENTES.
NÃO PRESTAÇÃO DE GARANTIAS E SUSPENSÃO DE
REPASSES FINANCEIROS VOLUNTÁRIOS PELA UNIÃO.
NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DO CONTRADITÓRIO E
AMPLA DEFESA ANTES DA EFETIVA INSCRIÇÃO. PEDIDO
QUE SE JULGA PARCIALMENTE PROCEDENTE.”
Em suas razões, a agravante alega, em síntese: (i) que não houve
mandado de citação; (ii) não haver jurisprudência pacífica desta Corte
quanto ao tema; (iii) a inexistência de violação ao devido processo legal.
Requer, assim, seja reformada a decisão agravada para que se julgue
totalmente improcedente o pedido inicial.
É o relatório.
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Voto - MIN. LUIZ FUX
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.067 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação
não merece prosperar. Isso porque, em que pesem os argumentos
expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o
agravante não trouxe nenhum fundamento capaz de infirmar a decisão
hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida.
De início, quanto à nulidade arguida pela União, tenho ser essa
improcedente. Com efeito, observo que na decisão proferida em
18/12/2012, determinei expressamente que se citasse a União, nos
seguintes termos: “cite-se a União para que, querendo, conteste no prazo de 60
(sessenta) dias”. Após, conforme se evidencia da análise dos autos, emitiu-
se mandado de intimação que, a despeito de seu nomen juris, representou,
in casu, verdadeiro mandado citatório, tendo em vista que nele se dava
conhecimento ao Advogado-Geral da União do inteiro teor da decisão
acima citada, na qual constava expressa ordem de citação da ré, para que,
se quisesse, apresentasse resposta à petição inicial. Ressalto, quanto ao
ponto, ainda, que o mandado foi pessoalmente cumprido, no qual se apôs
termo de ciência em 7/2/2013, conforme assinatura da Secretária-Geral de
Contencioso da Advocacia-Geral da União. Mostra-se, assim, que, ao
contrário do que alega a União, não falta aos autos a citação da ré, pelo
que não há nulidade no feito.
Quanto ao mais, conforme já consignado na decisão agravada, a
análise do pedido e da causa de pedir da presente ação evidencia que seu
objeto cinge-se à exclusão das inscrições do agravado nos sistemas de
restrição ao crédito utilizados pela União que guardem pertinência com
suposta não aplicação do percentual mínimo constitucional em ações e
serviços de saúde pelo Estado autor, impedindo, assim, que essa restrição
ocasionasse prejuízo à celebração de convênios, repasses voluntários e
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23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.067 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação
não merece prosperar. Isso porque, em que pesem os argumentos
expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o
agravante não trouxe nenhum fundamento capaz de infirmar a decisão
hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida.
De início, quanto à nulidade arguida pela União, tenho ser essa
improcedente. Com efeito, observo que na decisão proferida em
18/12/2012, determinei expressamente que se citasse a União, nos
seguintes termos: “cite-se a União para que, querendo, conteste no prazo de 60
(sessenta) dias”. Após, conforme se evidencia da análise dos autos, emitiu-
se mandado de intimação que, a despeito de seu nomen juris, representou,
in casu, verdadeiro mandado citatório, tendo em vista que nele se dava
conhecimento ao Advogado-Geral da União do inteiro teor da decisão
acima citada, na qual constava expressa ordem de citação da ré, para que,
se quisesse, apresentasse resposta à petição inicial. Ressalto, quanto ao
ponto, ainda, que o mandado foi pessoalmente cumprido, no qual se apôs
termo de ciência em 7/2/2013, conforme assinatura da Secretária-Geral de
Contencioso da Advocacia-Geral da União. Mostra-se, assim, que, ao
contrário do que alega a União, não falta aos autos a citação da ré, pelo
que não há nulidade no feito.
Quanto ao mais, conforme já consignado na decisão agravada, a
análise do pedido e da causa de pedir da presente ação evidencia que seu
objeto cinge-se à exclusão das inscrições do agravado nos sistemas de
restrição ao crédito utilizados pela União que guardem pertinência com
suposta não aplicação do percentual mínimo constitucional em ações e
serviços de saúde pelo Estado autor, impedindo, assim, que essa restrição
ocasionasse prejuízo à celebração de convênios, repasses voluntários e
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Voto - MIN. LUIZ FUX
ACO 2067 AGR / DF
contratação de empréstimos. Por expressa determinação constitucional,
na medida em que a atuação da Administração Pública é pautada pelo
princípio da legalidade (CF, art. 37, caput), de fato não existe, a princípio,
qualquer ilegalidade na atuação da União em proceder à inscrição do
órgão ou ente (o qual se mostre inadimplente em relação a débitos ou
deveres legais) nos cadastros de restrição, bem como na não celebração de
convênios ou prestação de garantias. Entretanto, configurada, como in
casu, hipótese excepcional a autorizar a exclusão judicial da inscrição nos
cadastros de inadimplência e/ou a liberação dos recursos federais,
independentemente da sua destinação, deve ser preservado o interesse
público.
Em casos como o presente, sempre com o propósito de neutralizar a
ocorrência de risco que possa comprometer, de modo grave e/ou
irreversível, a continuidade da execução de políticas públicas ou a
prestação de serviços essenciais à coletividade, não se mostra razoável a
anotação de ente federado nos cadastros de restrição ao crédito sem que
se obedeça ao devido processo legal, em suas dimensões material e
processual. Em um estado democrático de direito, o próprio Estado tem
que se sujeitar às normas e princípios do direito posto. Nesse sentido já se
posicionou esta Corte na ACO 1.848, rel. Min. Celso de Mello, DJe de
06/02/2015 (grifos meus):
“EMENTA:
AÇÃO
CÍVEL
ORIGINÁRIA
–
JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
CONSOLIDADA QUANTO À MATÉRIA VERSADA NA
IMPETRAÇÃO – POSSIBILIDADE, EM TAL HIPÓTESE, DE O
RELATOR DA CAUSA DECIDIR, MONOCRATICAMENTE, A
CONTROVÉRSIA
JURÍDICA
–
COMPETÊNCIA
MONOCRÁTICA QUE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
DELEGOU, VALIDAMENTE, EM SEDE REGIMENTAL (RISTF,
ART. 21, § 1º) – INOCORRÊNCIA DE TRANSGRESSÃO AO
PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE – PLENA LEGITIMIDADE
JURÍDICA DESSA DELEGAÇÃO REGIMENTAL –
2
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ACO 2067 AGR / DF
contratação de empréstimos. Por expressa determinação constitucional,
na medida em que a atuação da Administração Pública é pautada pelo
princípio da legalidade (CF, art. 37, caput), de fato não existe, a princípio,
qualquer ilegalidade na atuação da União em proceder à inscrição do
órgão ou ente (o qual se mostre inadimplente em relação a débitos ou
deveres legais) nos cadastros de restrição, bem como na não celebração de
convênios ou prestação de garantias. Entretanto, configurada, como in
casu, hipótese excepcional a autorizar a exclusão judicial da inscrição nos
cadastros de inadimplência e/ou a liberação dos recursos federais,
independentemente da sua destinação, deve ser preservado o interesse
público.
Em casos como o presente, sempre com o propósito de neutralizar a
ocorrência de risco que possa comprometer, de modo grave e/ou
irreversível, a continuidade da execução de políticas públicas ou a
prestação de serviços essenciais à coletividade, não se mostra razoável a
anotação de ente federado nos cadastros de restrição ao crédito sem que
se obedeça ao devido processo legal, em suas dimensões material e
processual. Em um estado democrático de direito, o próprio Estado tem
que se sujeitar às normas e princípios do direito posto. Nesse sentido já se
posicionou esta Corte na ACO 1.848, rel. Min. Celso de Mello, DJe de
06/02/2015 (grifos meus):
“EMENTA:
AÇÃO
CÍVEL
ORIGINÁRIA
–
JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
CONSOLIDADA QUANTO À MATÉRIA VERSADA NA
IMPETRAÇÃO – POSSIBILIDADE, EM TAL HIPÓTESE, DE O
RELATOR DA CAUSA DECIDIR, MONOCRATICAMENTE, A
CONTROVÉRSIA
JURÍDICA
–
COMPETÊNCIA
MONOCRÁTICA QUE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
DELEGOU, VALIDAMENTE, EM SEDE REGIMENTAL (RISTF,
ART. 21, § 1º) – INOCORRÊNCIA DE TRANSGRESSÃO AO
PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE – PLENA LEGITIMIDADE
JURÍDICA DESSA DELEGAÇÃO REGIMENTAL –
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Voto - MIN. LUIZ FUX
ACO 2067 AGR / DF
SIAFI/CADIN/CAUC – INCLUSÃO, NESSE CADASTRO
FEDERAL, DO ESTADO DO MARANHÃO – POR EFEITO DE
AUSÊNCIA DE PRESTAÇÃO DE CONTAS REFERENTE A
CONVÊNIOS CELEBRADOS EM GESTÕES ANTERIORES –
SEM QUE SE TENHA PRECEDIDO À PRÉVIA
INSTAURAÇÃO DE PROCESSO DE “TOMADA DE CONTAS
ESPECIAL” – CONSEQUENTE IMPOSIÇÃO AO ESTADO-
MEMBRO, EM VIRTUDE DE ALEGADO DESCUMPRIMENTO
DAS RESPECTIVAS OBRIGAÇÕES, DE LIMITAÇÕES DE
ORDEM
JURÍDICA
–
POSTULADO
DA
INTRANSCENDÊNCIA – IMPOSSIBILIDADE DE SANÇÕES E
RESTRIÇÕES DE ORDEM JURÍDICA SUPERAREM A
DIMENSÃO ESTRITAMENTE PESSOAL DO INFRATOR – A
QUESTÃO
DOS
DIREITOS
E
GARANTIAS
CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE
CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS
PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO –
POSSIBILIDADE DE INVOCAÇÃO, PELAS ENTIDADES
ESTATAIS, EM SEU FAVOR, DA GARANTIA DO ‘DUE
PROCESS OF LAW’ – VIOLAÇÃO AO POSTULADO
CONSTITUCIONAL DO DEVIDO PROCESSO LEGAL
(TAMBÉM APLICÁVEL AOS PROCEDIMENTOS DE
CARÁTER MERAMENTE ADMINISTRATIVO) – BLOQUEIO
DE RECURSOS CUJO REPASSE TEM POR FUNDAMENTO
RESPECTIVOS CONVÊNIOS – RISCO PARA A
CONTINUIDADE DA EXECUÇÃO DOS PROGRAMAS NO
ÂMBITO DO ESTADO DO MARANHÃO – SITUAÇÃO DE
POTENCIALIDADE DANOSA AO INTERESSE PÚBLICO –
PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
INSCRIÇÃO
EM
CADASTRO
PÚBLICO
DE
INADIMPLENTES E ALEGAÇÃO DE OFENSA AO
PRINCÍPIO DA INTRANSCENDÊNCIA DAS MEDIDAS
RESTRITIVAS DE DIREITOS. – O postulado da
intranscendência impede que sanções e restrições de ordem
jurídica superem a dimensão estritamente pessoal do infrator.
Em virtude desse princípio, as limitações jurídicas que derivam
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ACO 2067 AGR / DF
SIAFI/CADIN/CAUC – INCLUSÃO, NESSE CADASTRO
FEDERAL, DO ESTADO DO MARANHÃO – POR EFEITO DE
AUSÊNCIA DE PRESTAÇÃO DE CONTAS REFERENTE A
CONVÊNIOS CELEBRADOS EM GESTÕES ANTERIORES –
SEM QUE SE TENHA PRECEDIDO À PRÉVIA
INSTAURAÇÃO DE PROCESSO DE “TOMADA DE CONTAS
ESPECIAL” – CONSEQUENTE IMPOSIÇÃO AO ESTADO-
MEMBRO, EM VIRTUDE DE ALEGADO DESCUMPRIMENTO
DAS RESPECTIVAS OBRIGAÇÕES, DE LIMITAÇÕES DE
ORDEM
JURÍDICA
–
POSTULADO
DA
INTRANSCENDÊNCIA – IMPOSSIBILIDADE DE SANÇÕES E
RESTRIÇÕES DE ORDEM JURÍDICA SUPERAREM A
DIMENSÃO ESTRITAMENTE PESSOAL DO INFRATOR – A
QUESTÃO
DOS
DIREITOS
E
GARANTIAS
CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE
CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS
PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO –
POSSIBILIDADE DE INVOCAÇÃO, PELAS ENTIDADES
ESTATAIS, EM SEU FAVOR, DA GARANTIA DO ‘DUE
PROCESS OF LAW’ – VIOLAÇÃO AO POSTULADO
CONSTITUCIONAL DO DEVIDO PROCESSO LEGAL
(TAMBÉM APLICÁVEL AOS PROCEDIMENTOS DE
CARÁTER MERAMENTE ADMINISTRATIVO) – BLOQUEIO
DE RECURSOS CUJO REPASSE TEM POR FUNDAMENTO
RESPECTIVOS CONVÊNIOS – RISCO PARA A
CONTINUIDADE DA EXECUÇÃO DOS PROGRAMAS NO
ÂMBITO DO ESTADO DO MARANHÃO – SITUAÇÃO DE
POTENCIALIDADE DANOSA AO INTERESSE PÚBLICO –
PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
INSCRIÇÃO
EM
CADASTRO
PÚBLICO
DE
INADIMPLENTES E ALEGAÇÃO DE OFENSA AO
PRINCÍPIO DA INTRANSCENDÊNCIA DAS MEDIDAS
RESTRITIVAS DE DIREITOS. – O postulado da
intranscendência impede que sanções e restrições de ordem
jurídica superem a dimensão estritamente pessoal do infrator.
Em virtude desse princípio, as limitações jurídicas que derivam
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10
Voto - MIN. LUIZ FUX
ACO 2067 AGR / DF
da inscrição, em cadastros públicos de inadimplentes, das
autarquias, das empresas governamentais ou das entidades
paraestatais não podem atingir os Estados-membros,
projetando, sobre estes, consequências jurídicas desfavoráveis e
gravosas, pois o inadimplemento obrigacional – por revelar-se
unicamente imputável aos entes menores integrantes da
administração descentralizada – só a estes pode afetar. – Os
Estados-membros e o Distrito Federal, em consequência, não
podem sofrer limitações em sua esfera jurídica, motivadas pelo
só fato de se acharem administrativamente vinculadas a eles as
autarquias, as entidades paraestatais, as sociedades sujeitas a
seu poder de controle e as empresas governamentais
alegadamente inadimplentes e que, por tal motivo, hajam sido
incluídas em cadastros federais (CAUC, SIAFI, CADIN, v.g.). A
QUESTÃO
DOS
DIREITOS
E
GARANTIAS
CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE
CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS
PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO. – A
imposição de restrições de ordem jurídica, pelo Estado, quer
se concretize na esfera judicial, quer se realize no âmbito
estritamente administrativo, supõe, para legitimar-se
constitucionalmente, o efetivo respeito, pelo Poder Público,
da garantia indisponível do ‘due process of law’, assegurada,
pela Constituição da República (art. 5º, LIV), à generalidade
das pessoas, inclusive às próprias pessoas jurídicas de direito
público, eis que o Estado, em tema de limitação ou supressão
de direitos, não pode exercer a sua autoridade de maneira
abusiva e arbitrária. Doutrina. Precedentes. LIMITAÇÃO DE
DIREITOS E NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA, PARA EFEITO
DE SUA IMPOSIÇÃO, DA GARANTIA CONSTITUCIONAL
DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. – A Constituição da
República estabelece, em seu art. 5º, incisos LIV e LV,
considerada a essencialidade da garantia constitucional da
plenitude de defesa e do contraditório, que ninguém pode ser
privado de sua liberdade, de seus bens ou de seus direitos sem
o devido processo legal, notadamente naqueles casos em que se
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Supremo Tribunal Federal
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ACO 2067 AGR / DF
da inscrição, em cadastros públicos de inadimplentes, das
autarquias, das empresas governamentais ou das entidades
paraestatais não podem atingir os Estados-membros,
projetando, sobre estes, consequências jurídicas desfavoráveis e
gravosas, pois o inadimplemento obrigacional – por revelar-se
unicamente imputável aos entes menores integrantes da
administração descentralizada – só a estes pode afetar. – Os
Estados-membros e o Distrito Federal, em consequência, não
podem sofrer limitações em sua esfera jurídica, motivadas pelo
só fato de se acharem administrativamente vinculadas a eles as
autarquias, as entidades paraestatais, as sociedades sujeitas a
seu poder de controle e as empresas governamentais
alegadamente inadimplentes e que, por tal motivo, hajam sido
incluídas em cadastros federais (CAUC, SIAFI, CADIN, v.g.). A
QUESTÃO
DOS
DIREITOS
E
GARANTIAS
CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE
CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS
PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO. – A
imposição de restrições de ordem jurídica, pelo Estado, quer
se concretize na esfera judicial, quer se realize no âmbito
estritamente administrativo, supõe, para legitimar-se
constitucionalmente, o efetivo respeito, pelo Poder Público,
da garantia indisponível do ‘due process of law’, assegurada,
pela Constituição da República (art. 5º, LIV), à generalidade
das pessoas, inclusive às próprias pessoas jurídicas de direito
público, eis que o Estado, em tema de limitação ou supressão
de direitos, não pode exercer a sua autoridade de maneira
abusiva e arbitrária. Doutrina. Precedentes. LIMITAÇÃO DE
DIREITOS E NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA, PARA EFEITO
DE SUA IMPOSIÇÃO, DA GARANTIA CONSTITUCIONAL
DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. – A Constituição da
República estabelece, em seu art. 5º, incisos LIV e LV,
considerada a essencialidade da garantia constitucional da
plenitude de defesa e do contraditório, que ninguém pode ser
privado de sua liberdade, de seus bens ou de seus direitos sem
o devido processo legal, notadamente naqueles casos em que se
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10
Voto - MIN. LUIZ FUX
ACO 2067 AGR / DF
viabilize a possibilidade de imposição, a determinada pessoa ou
entidade, seja ela pública ou privada, de medidas
consubstanciadoras de limitação de direitos. – A jurisprudência
dos Tribunais, especialmente a do Supremo Tribunal Federal,
tem reafirmado o caráter fundamental do princípio da
plenitude de defesa, nele reconhecendo uma insuprimível
garantia que, instituída em favor de qualquer pessoa ou
entidade, rege e condiciona o exercício, pelo Poder Público, de
sua atividade, ainda que em sede materialmente
administrativa ou no âmbito político-administrativo, sob
pena de nulidade da própria medida restritiva de direitos,
revestida, ou não, de caráter punitivo. Doutrina. Precedentes.
BLOQUEIO
DE
RECURSOS
CUJA EFETIVAÇÃO
COMPROMETE A EXECUÇÃO, NO ÂMBITO LOCAL, DE
PROGRAMA ESTRUTURADO PARA VIABILIZAR A
IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. – O Supremo
Tribunal Federal, nos casos de inscrição de entidades estatais,
de pessoas administrativas ou de empresas governamentais em
cadastros de inadimplentes, organizados e mantidos pela
União, tem ordenado a liberação e o repasse de verbas federais
(ou, então, determinado o afastamento de restrições impostas à
celebração de operações de crédito em geral ou à obtenção de
garantias), sempre com o propósito de neutralizar a ocorrência
de risco que possa comprometer, de modo grave e/ou
irreversível, a continuidade da execução de políticas públicas
ou a prestação de serviços essenciais à coletividade.
Precedentes.”
Nota-se haver, assim, ao contrário do que argumenta a agravante,
precedente que, ressalte-se, procede do Plenário desta Corte, que dá
tratamento à questão, pelo que exsurge a possibilidade de, nos termos do
art. 21, § 1º, do Regimento Interno do STF, julgar-se monocraticamente o
feito, em aplicação da jurisprudência firmada pelo Tribunal Pleno.
Inexiste, portanto, ofensa ao princípio da colegialidade.
Reputo, assim, não haver equívoco na decisão agravada, visto que o
5
Supremo Tribunal Federal
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ACO 2067 AGR / DF
viabilize a possibilidade de imposição, a determinada pessoa ou
entidade, seja ela pública ou privada, de medidas
consubstanciadoras de limitação de direitos. – A jurisprudência
dos Tribunais, especialmente a do Supremo Tribunal Federal,
tem reafirmado o caráter fundamental do princípio da
plenitude de defesa, nele reconhecendo uma insuprimível
garantia que, instituída em favor de qualquer pessoa ou
entidade, rege e condiciona o exercício, pelo Poder Público, de
sua atividade, ainda que em sede materialmente
administrativa ou no âmbito político-administrativo, sob
pena de nulidade da própria medida restritiva de direitos,
revestida, ou não, de caráter punitivo. Doutrina. Precedentes.
BLOQUEIO
DE
RECURSOS
CUJA EFETIVAÇÃO
COMPROMETE A EXECUÇÃO, NO ÂMBITO LOCAL, DE
PROGRAMA ESTRUTURADO PARA VIABILIZAR A
IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. – O Supremo
Tribunal Federal, nos casos de inscrição de entidades estatais,
de pessoas administrativas ou de empresas governamentais em
cadastros de inadimplentes, organizados e mantidos pela
União, tem ordenado a liberação e o repasse de verbas federais
(ou, então, determinado o afastamento de restrições impostas à
celebração de operações de crédito em geral ou à obtenção de
garantias), sempre com o propósito de neutralizar a ocorrência
de risco que possa comprometer, de modo grave e/ou
irreversível, a continuidade da execução de políticas públicas
ou a prestação de serviços essenciais à coletividade.
Precedentes.”
Nota-se haver, assim, ao contrário do que argumenta a agravante,
precedente que, ressalte-se, procede do Plenário desta Corte, que dá
tratamento à questão, pelo que exsurge a possibilidade de, nos termos do
art. 21, § 1º, do Regimento Interno do STF, julgar-se monocraticamente o
feito, em aplicação da jurisprudência firmada pelo Tribunal Pleno.
Inexiste, portanto, ofensa ao princípio da colegialidade.
Reputo, assim, não haver equívoco na decisão agravada, visto que o
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10
Voto - MIN. LUIZ FUX
ACO 2067 AGR / DF
limite de seus efeitos e o alcance da parcial procedência do pedido restou
claramente definido na decisão agravada. A exclusão de inscrições do
Estado do Paraná nos cadastros de inadimplentes mantidos pela União
deve se dar apenas, pela presente decisão, conforme já especificamente
assentado pela decisão agravada, em relação aos registros referentes à
controvérsia discutida no caso, isto é, que guardem estreita pertinência
com a aplicação do percentual mínimo constitucional pelo Estado nos
serviços de saúde no exercício de 2011.
Ex positis, nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
6
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limite de seus efeitos e o alcance da parcial procedência do pedido restou
claramente definido na decisão agravada. A exclusão de inscrições do
Estado do Paraná nos cadastros de inadimplentes mantidos pela União
deve se dar apenas, pela presente decisão, conforme já especificamente
assentado pela decisão agravada, em relação aos registros referentes à
controvérsia discutida no caso, isto é, que guardem estreita pertinência
com a aplicação do percentual mínimo constitucional pelo Estado nos
serviços de saúde no exercício de 2011.
Ex positis, nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
6
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Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.067
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.067
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9076860
| 2015-06-23T00:00:00
| 2015-08-10T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
|
AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA
|
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. FINANCEIRO. INEXISTÊNCIA DE NULIDADE. CITAÇÃO REALIZADA. MANDADO CUMPRIDO PESSOALMENTE JUNTO À SECRETARIA-GERAL DE CONTENCIOSO DA ADVOCAÇÃO-GERAL DA UNIÃO. INSCRIÇÃO DE ESTADO-MEMBRO EM CADASTRO DE INADIMPLENTES. NÃO PRESTAÇÃO DE GARANTIAS E SUSPENSÃO DE REPASSES FINANCEIROS VOLUNTÁRIOS PELA UNIÃO. NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DO CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA ANTES DA EFETIVA INSCRIÇÃO. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. PRECEDENTE DO PLENÁRIO DESTE TRIBUNAL. ART. 21, § 1º, DO REGIMENTO INTERNO DO STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
1. A tomada de contas especial é medida de rigor com o ensejo de alcançar-se o reconhecimento definitivo de irregularidades, permitindo-se, só então, a inscrição do ente nos cadastros de restrição ao crédito organizados e mantidos pela União. Precedentes: ACO 1.848-AgR, rel. Min. Celso Mello, Tribunal Pleno, DJe de 6/11/2014; AC 2.032, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe de 20/03/2009.
2. É que, em casos como o presente, o propósito é de neutralizar a ocorrência de risco que possa comprometer, de modo grave e/ou irreversível, a continuidade da execução de políticas públicas ou a prestação de serviços essenciais à coletividade.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur314532
|
- Acórdão(s) citado(s):
(DEVIDO PROCESSO LEGAL, PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO)
AC 2032 QO (TP), ACO 1848 AgR (TP).
Número de páginas: 10.
Análise: 20/08/2015, AMA.
|
LUIZ FUX
|
Primeira Turma
|
2067
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00037 \"CAPUT\"\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL"
] |
ACO-AgR
|
acordaos
|
ACO 2067 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.067 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
EMENTA:
AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CÍVEL
ORIGINÁRIA.
CONSTITUCIONAL.
ADMINISTRATIVO.
FINANCEIRO. INEXISTÊNCIA DE NULIDADE. CITAÇÃO
REALIZADA. MANDADO CUMPRIDO PESSOALMENTE JUNTO À
SECRETARIA-GERAL DE CONTENCIOSO DA ADVOCAÇÃO-
GERAL DA UNIÃO. INSCRIÇÃO DE ESTADO-MEMBRO EM
CADASTRO DE INADIMPLENTES. NÃO PRESTAÇÃO DE
GARANTIAS E SUSPENSÃO DE REPASSES FINANCEIROS
VOLUNTÁRIOS PELA UNIÃO. NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DO
CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA ANTES DA EFETIVA
INSCRIÇÃO. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA
COLEGIALIDADE. PRECEDENTE DO PLENÁRIO DESTE
TRIBUNAL. ART. 21, § 1..., DO REGIMENTO INTERNO DO Supremo Tribunal Federal.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
1. A tomada de contas especial é medida de rigor com o ensejo de
alcançar-se o reconhecimento definitivo de irregularidades, permitindo-
se, só então, a inscrição do ente nos cadastros de restrição ao crédito
organizados e mantidos pela União. Precedentes: ACO 1.848-AgR, rel.
Min. Celso Mello, Tribunal Pleno, DJe de 6/11/2014; AC 2.032, Rel. Min.
Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe de 20/03/2009.
2. É que, em casos como o presente, o propósito é de neutralizar a
ocorrência de risco que possa comprometer, de modo grave e/ou
irreversível, a continuidade da execução de políticas públicas ou a
prestação de serviços essenciais à coletividade.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Ementa e Acórdão
ACO 2067 AGR / DF
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de junho de 2015.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ACO 2067 AGR / DF
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de junho de 2015.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10
Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.067 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto pela União contra decisão na qual, nos termos do
art. 21, §1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, julguei parcialmente
procedente o pedido. O decisum foi assim ementado:
“AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. CONSTITUCIONAL,
ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO. INSCRIÇÃO DE
ESTADO-MEMBRO EM CADASTRO DE INADIMPLENTES.
NÃO PRESTAÇÃO DE GARANTIAS E SUSPENSÃO DE
REPASSES FINANCEIROS VOLUNTÁRIOS PELA UNIÃO.
NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DO CONTRADITÓRIO E
AMPLA DEFESA ANTES DA EFETIVA INSCRIÇÃO. PEDIDO
QUE SE JULGA PARCIALMENTE PROCEDENTE.”
Em suas razões, a agravante alega, em síntese: (i) que não houve
mandado de citação; (ii) não haver jurisprudência pacífica desta Corte
quanto ao tema; (iii) a inexistência de violação ao devido processo legal.
Requer, assim, seja reformada a decisão agravada para que se julgue
totalmente improcedente o pedido inicial.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.067 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto pela União contra decisão na qual, nos termos do
art. 21, §1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, julguei parcialmente
procedente o pedido. O decisum foi assim ementado:
“AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. CONSTITUCIONAL,
ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO. INSCRIÇÃO DE
ESTADO-MEMBRO EM CADASTRO DE INADIMPLENTES.
NÃO PRESTAÇÃO DE GARANTIAS E SUSPENSÃO DE
REPASSES FINANCEIROS VOLUNTÁRIOS PELA UNIÃO.
NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DO CONTRADITÓRIO E
AMPLA DEFESA ANTES DA EFETIVA INSCRIÇÃO. PEDIDO
QUE SE JULGA PARCIALMENTE PROCEDENTE.”
Em suas razões, a agravante alega, em síntese: (i) que não houve
mandado de citação; (ii) não haver jurisprudência pacífica desta Corte
quanto ao tema; (iii) a inexistência de violação ao devido processo legal.
Requer, assim, seja reformada a decisão agravada para que se julgue
totalmente improcedente o pedido inicial.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10
Voto - MIN. LUIZ FUX
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.067 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação
não merece prosperar. Isso porque, em que pesem os argumentos
expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o
agravante não trouxe nenhum fundamento capaz de infirmar a decisão
hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida.
De início, quanto à nulidade arguida pela União, tenho ser essa
improcedente. Com efeito, observo que na decisão proferida em
18/12/2012, determinei expressamente que se citasse a União, nos
seguintes termos: “cite-se a União para que, querendo, conteste no prazo de 60
(sessenta) dias”. Após, conforme se evidencia da análise dos autos, emitiu-
se mandado de intimação que, a despeito de seu nomen juris, representou,
in casu, verdadeiro mandado citatório, tendo em vista que nele se dava
conhecimento ao Advogado-Geral da União do inteiro teor da decisão
acima citada, na qual constava expressa ordem de citação da ré, para que,
se quisesse, apresentasse resposta à petição inicial. Ressalto, quanto ao
ponto, ainda, que o mandado foi pessoalmente cumprido, no qual se apôs
termo de ciência em 7/2/2013, conforme assinatura da Secretária-Geral de
Contencioso da Advocacia-Geral da União. Mostra-se, assim, que, ao
contrário do que alega a União, não falta aos autos a citação da ré, pelo
que não há nulidade no feito.
Quanto ao mais, conforme já consignado na decisão agravada, a
análise do pedido e da causa de pedir da presente ação evidencia que seu
objeto cinge-se à exclusão das inscrições do agravado nos sistemas de
restrição ao crédito utilizados pela União que guardem pertinência com
suposta não aplicação do percentual mínimo constitucional em ações e
serviços de saúde pelo Estado autor, impedindo, assim, que essa restrição
ocasionasse prejuízo à celebração de convênios, repasses voluntários e
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.067 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação
não merece prosperar. Isso porque, em que pesem os argumentos
expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o
agravante não trouxe nenhum fundamento capaz de infirmar a decisão
hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida.
De início, quanto à nulidade arguida pela União, tenho ser essa
improcedente. Com efeito, observo que na decisão proferida em
18/12/2012, determinei expressamente que se citasse a União, nos
seguintes termos: “cite-se a União para que, querendo, conteste no prazo de 60
(sessenta) dias”. Após, conforme se evidencia da análise dos autos, emitiu-
se mandado de intimação que, a despeito de seu nomen juris, representou,
in casu, verdadeiro mandado citatório, tendo em vista que nele se dava
conhecimento ao Advogado-Geral da União do inteiro teor da decisão
acima citada, na qual constava expressa ordem de citação da ré, para que,
se quisesse, apresentasse resposta à petição inicial. Ressalto, quanto ao
ponto, ainda, que o mandado foi pessoalmente cumprido, no qual se apôs
termo de ciência em 7/2/2013, conforme assinatura da Secretária-Geral de
Contencioso da Advocacia-Geral da União. Mostra-se, assim, que, ao
contrário do que alega a União, não falta aos autos a citação da ré, pelo
que não há nulidade no feito.
Quanto ao mais, conforme já consignado na decisão agravada, a
análise do pedido e da causa de pedir da presente ação evidencia que seu
objeto cinge-se à exclusão das inscrições do agravado nos sistemas de
restrição ao crédito utilizados pela União que guardem pertinência com
suposta não aplicação do percentual mínimo constitucional em ações e
serviços de saúde pelo Estado autor, impedindo, assim, que essa restrição
ocasionasse prejuízo à celebração de convênios, repasses voluntários e
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10
Voto - MIN. LUIZ FUX
ACO 2067 AGR / DF
contratação de empréstimos. Por expressa determinação constitucional,
na medida em que a atuação da Administração Pública é pautada pelo
princípio da legalidade (Constituição Federal de 1988, art. 37, caput), de fato não existe, a princípio,
qualquer ilegalidade na atuação da União em proceder à inscrição do
órgão ou ente (o qual se mostre inadimplente em relação a débitos ou
deveres legais) nos cadastros de restrição, bem como na não celebração de
convênios ou prestação de garantias. Entretanto, configurada, como in
casu, hipótese excepcional a autorizar a exclusão judicial da inscrição nos
cadastros de inadimplência e/ou a liberação dos recursos federais,
independentemente da sua destinação, deve ser preservado o interesse
público.
Em casos como o presente, sempre com o propósito de neutralizar a
ocorrência de risco que possa comprometer, de modo grave e/ou
irreversível, a continuidade da execução de políticas públicas ou a
prestação de serviços essenciais à coletividade, não se mostra razoável a
anotação de ente federado nos cadastros de restrição ao crédito sem que
se obedeça ao devido processo legal, em suas dimensões material e
processual. Em um estado democrático de direito, o próprio Estado tem
que se sujeitar às normas e princípios do direito posto. Nesse sentido já se
posicionou esta Corte na ACO 1.848, rel. Min. Celso de Mello, DJe de
06/02/2015 (grifos meus):
“EMENTA:
AÇÃO
CÍVEL
ORIGINÁRIA
–
JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
CONSOLIDADA QUANTO À MATÉRIA VERSADA NA
IMPETRAÇÃO – POSSIBILIDADE, EM TAL HIPÓTESE, DE O
RELATOR DA CAUSA DECIDIR, MONOCRATICAMENTE, A
CONTROVÉRSIA
JURÍDICA
–
COMPETÊNCIA
MONOCRÁTICA QUE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
DELEGOU, VALIDAMENTE, EM SEDE REGIMENTAL (RISTF,
ART. 21, § 1...) – INOCORRÊNCIA DE TRANSGRESSÃO AO
PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE – PLENA LEGITIMIDADE
JURÍDICA DESSA DELEGAÇÃO REGIMENTAL –
2
Supremo Tribunal Federal
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contratação de empréstimos. Por expressa determinação constitucional,
na medida em que a atuação da Administração Pública é pautada pelo
princípio da legalidade (Constituição Federal de 1988, art. 37, caput), de fato não existe, a princípio,
qualquer ilegalidade na atuação da União em proceder à inscrição do
órgão ou ente (o qual se mostre inadimplente em relação a débitos ou
deveres legais) nos cadastros de restrição, bem como na não celebração de
convênios ou prestação de garantias. Entretanto, configurada, como in
casu, hipótese excepcional a autorizar a exclusão judicial da inscrição nos
cadastros de inadimplência e/ou a liberação dos recursos federais,
independentemente da sua destinação, deve ser preservado o interesse
público.
Em casos como o presente, sempre com o propósito de neutralizar a
ocorrência de risco que possa comprometer, de modo grave e/ou
irreversível, a continuidade da execução de políticas públicas ou a
prestação de serviços essenciais à coletividade, não se mostra razoável a
anotação de ente federado nos cadastros de restrição ao crédito sem que
se obedeça ao devido processo legal, em suas dimensões material e
processual. Em um estado democrático de direito, o próprio Estado tem
que se sujeitar às normas e princípios do direito posto. Nesse sentido já se
posicionou esta Corte na ACO 1.848, rel. Min. Celso de Mello, DJe de
06/02/2015 (grifos meus):
“EMENTA:
AÇÃO
CÍVEL
ORIGINÁRIA
–
JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
CONSOLIDADA QUANTO À MATÉRIA VERSADA NA
IMPETRAÇÃO – POSSIBILIDADE, EM TAL HIPÓTESE, DE O
RELATOR DA CAUSA DECIDIR, MONOCRATICAMENTE, A
CONTROVÉRSIA
JURÍDICA
–
COMPETÊNCIA
MONOCRÁTICA QUE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
DELEGOU, VALIDAMENTE, EM SEDE REGIMENTAL (RISTF,
ART. 21, § 1...) – INOCORRÊNCIA DE TRANSGRESSÃO AO
PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE – PLENA LEGITIMIDADE
JURÍDICA DESSA DELEGAÇÃO REGIMENTAL –
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10
Voto - MIN. LUIZ FUX
ACO 2067 AGR / DF
SIAFI/CADIN/CAUC – INCLUSÃO, NESSE CADASTRO
FEDERAL, DO ESTADO DO MARANHÃO – POR EFEITO DE
AUSÊNCIA DE PRESTAÇÃO DE CONTAS REFERENTE A
CONVÊNIOS CELEBRADOS EM GESTÕES ANTERIORES –
SEM QUE SE TENHA PRECEDIDO À PRÉVIA
INSTAURAÇÃO DE PROCESSO DE “TOMADA DE CONTAS
ESPECIAL” – CONSEQUENTE IMPOSIÇÃO AO ESTADO-
MEMBRO, EM VIRTUDE DE ALEGADO DESCUMPRIMENTO
DAS RESPECTIVAS OBRIGAÇÕES, DE LIMITAÇÕES DE
ORDEM
JURÍDICA
–
POSTULADO
DA
INTRANSCENDÊNCIA – IMPOSSIBILIDADE DE SANÇÕES E
RESTRIÇÕES DE ORDEM JURÍDICA SUPERAREM A
DIMENSÃO ESTRITAMENTE PESSOAL DO INFRATOR – A
QUESTÃO
DOS
DIREITOS
E
GARANTIAS
CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE
CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS
PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO –
POSSIBILIDADE DE INVOCAÇÃO, PELAS ENTIDADES
ESTATAIS, EM SEU FAVOR, DA GARANTIA DO ‘DUE
PROCESS OF LAW’ – VIOLAÇÃO AO POSTULADO
CONSTITUCIONAL DO DEVIDO PROCESSO LEGAL
(TAMBÉM APLICÁVEL AOS PROCEDIMENTOS DE
CARÁTER MERAMENTE ADMINISTRATIVO) – BLOQUEIO
DE RECURSOS CUJO REPASSE TEM POR FUNDAMENTO
RESPECTIVOS CONVÊNIOS – RISCO PARA A
CONTINUIDADE DA EXECUÇÃO DOS PROGRAMAS NO
ÂMBITO DO ESTADO DO MARANHÃO – SITUAÇÃO DE
POTENCIALIDADE DANOSA AO INTERESSE PÚBLICO –
PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
INSCRIÇÃO
EM
CADASTRO
PÚBLICO
DE
INADIMPLENTES E ALEGAÇÃO DE OFENSA AO
PRINCÍPIO DA INTRANSCENDÊNCIA DAS MEDIDAS
RESTRITIVAS DE DIREITOS. – O postulado da
intranscendência impede que sanções e restrições de ordem
jurídica superem a dimensão estritamente pessoal do infrator.
Em virtude desse princípio, as limitações jurídicas que derivam
3
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ACO 2067 AGR / DF
SIAFI/CADIN/CAUC – INCLUSÃO, NESSE CADASTRO
FEDERAL, DO ESTADO DO MARANHÃO – POR EFEITO DE
AUSÊNCIA DE PRESTAÇÃO DE CONTAS REFERENTE A
CONVÊNIOS CELEBRADOS EM GESTÕES ANTERIORES –
SEM QUE SE TENHA PRECEDIDO À PRÉVIA
INSTAURAÇÃO DE PROCESSO DE “TOMADA DE CONTAS
ESPECIAL” – CONSEQUENTE IMPOSIÇÃO AO ESTADO-
MEMBRO, EM VIRTUDE DE ALEGADO DESCUMPRIMENTO
DAS RESPECTIVAS OBRIGAÇÕES, DE LIMITAÇÕES DE
ORDEM
JURÍDICA
–
POSTULADO
DA
INTRANSCENDÊNCIA – IMPOSSIBILIDADE DE SANÇÕES E
RESTRIÇÕES DE ORDEM JURÍDICA SUPERAREM A
DIMENSÃO ESTRITAMENTE PESSOAL DO INFRATOR – A
QUESTÃO
DOS
DIREITOS
E
GARANTIAS
CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE
CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS
PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO –
POSSIBILIDADE DE INVOCAÇÃO, PELAS ENTIDADES
ESTATAIS, EM SEU FAVOR, DA GARANTIA DO ‘DUE
PROCESS OF LAW’ – VIOLAÇÃO AO POSTULADO
CONSTITUCIONAL DO DEVIDO PROCESSO LEGAL
(TAMBÉM APLICÁVEL AOS PROCEDIMENTOS DE
CARÁTER MERAMENTE ADMINISTRATIVO) – BLOQUEIO
DE RECURSOS CUJO REPASSE TEM POR FUNDAMENTO
RESPECTIVOS CONVÊNIOS – RISCO PARA A
CONTINUIDADE DA EXECUÇÃO DOS PROGRAMAS NO
ÂMBITO DO ESTADO DO MARANHÃO – SITUAÇÃO DE
POTENCIALIDADE DANOSA AO INTERESSE PÚBLICO –
PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
INSCRIÇÃO
EM
CADASTRO
PÚBLICO
DE
INADIMPLENTES E ALEGAÇÃO DE OFENSA AO
PRINCÍPIO DA INTRANSCENDÊNCIA DAS MEDIDAS
RESTRITIVAS DE DIREITOS. – O postulado da
intranscendência impede que sanções e restrições de ordem
jurídica superem a dimensão estritamente pessoal do infrator.
Em virtude desse princípio, as limitações jurídicas que derivam
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10
Voto - MIN. LUIZ FUX
ACO 2067 AGR / DF
da inscrição, em cadastros públicos de inadimplentes, das
autarquias, das empresas governamentais ou das entidades
paraestatais não podem atingir os Estados-membros,
projetando, sobre estes, consequências jurídicas desfavoráveis e
gravosas, pois o inadimplemento obrigacional – por revelar-se
unicamente imputável aos entes menores integrantes da
administração descentralizada – só a estes pode afetar. – Os
Estados-membros e o Distrito Federal, em consequência, não
podem sofrer limitações em sua esfera jurídica, motivadas pelo
só fato de se acharem administrativamente vinculadas a eles as
autarquias, as entidades paraestatais, as sociedades sujeitas a
seu poder de controle e as empresas governamentais
alegadamente inadimplentes e que, por tal motivo, hajam sido
incluídas em cadastros federais (CAUC, SIAFI, CADIN, v.g.). A
QUESTÃO
DOS
DIREITOS
E
GARANTIAS
CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE
CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS
PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO. – A
imposição de restrições de ordem jurídica, pelo Estado, quer
se concretize na esfera judicial, quer se realize no âmbito
estritamente administrativo, supõe, para legitimar-se
constitucionalmente, o efetivo respeito, pelo Poder Público,
da garantia indisponível do ‘due process of law’, assegurada,
pela Constituição da República (art. 5..., LIV), à generalidade
das pessoas, inclusive às próprias pessoas jurídicas de direito
público, eis que o Estado, em tema de limitação ou supressão
de direitos, não pode exercer a sua autoridade de maneira
abusiva e arbitrária. Doutrina. Precedentes. LIMITAÇÃO DE
DIREITOS E NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA, PARA EFEITO
DE SUA IMPOSIÇÃO, DA GARANTIA CONSTITUCIONAL
DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. – A Constituição da
República estabelece, em seu art. 5..., incisos LIV e LV,
considerada a essencialidade da garantia constitucional da
plenitude de defesa e do contraditório, que ninguém pode ser
privado de sua liberdade, de seus bens ou de seus direitos sem
o devido processo legal, notadamente naqueles casos em que se
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da inscrição, em cadastros públicos de inadimplentes, das
autarquias, das empresas governamentais ou das entidades
paraestatais não podem atingir os Estados-membros,
projetando, sobre estes, consequências jurídicas desfavoráveis e
gravosas, pois o inadimplemento obrigacional – por revelar-se
unicamente imputável aos entes menores integrantes da
administração descentralizada – só a estes pode afetar. – Os
Estados-membros e o Distrito Federal, em consequência, não
podem sofrer limitações em sua esfera jurídica, motivadas pelo
só fato de se acharem administrativamente vinculadas a eles as
autarquias, as entidades paraestatais, as sociedades sujeitas a
seu poder de controle e as empresas governamentais
alegadamente inadimplentes e que, por tal motivo, hajam sido
incluídas em cadastros federais (CAUC, SIAFI, CADIN, v.g.). A
QUESTÃO
DOS
DIREITOS
E
GARANTIAS
CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE
CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS
PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO. – A
imposição de restrições de ordem jurídica, pelo Estado, quer
se concretize na esfera judicial, quer se realize no âmbito
estritamente administrativo, supõe, para legitimar-se
constitucionalmente, o efetivo respeito, pelo Poder Público,
da garantia indisponível do ‘due process of law’, assegurada,
pela Constituição da República (art. 5..., LIV), à generalidade
das pessoas, inclusive às próprias pessoas jurídicas de direito
público, eis que o Estado, em tema de limitação ou supressão
de direitos, não pode exercer a sua autoridade de maneira
abusiva e arbitrária. Doutrina. Precedentes. LIMITAÇÃO DE
DIREITOS E NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA, PARA EFEITO
DE SUA IMPOSIÇÃO, DA GARANTIA CONSTITUCIONAL
DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. – A Constituição da
República estabelece, em seu art. 5..., incisos LIV e LV,
considerada a essencialidade da garantia constitucional da
plenitude de defesa e do contraditório, que ninguém pode ser
privado de sua liberdade, de seus bens ou de seus direitos sem
o devido processo legal, notadamente naqueles casos em que se
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Voto - MIN. LUIZ FUX
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viabilize a possibilidade de imposição, a determinada pessoa ou
entidade, seja ela pública ou privada, de medidas
consubstanciadoras de limitação de direitos. – A jurisprudência
dos Tribunais, especialmente a do Supremo Tribunal Federal,
tem reafirmado o caráter fundamental do princípio da
plenitude de defesa, nele reconhecendo uma insuprimível
garantia que, instituída em favor de qualquer pessoa ou
entidade, rege e condiciona o exercício, pelo Poder Público, de
sua atividade, ainda que em sede materialmente
administrativa ou no âmbito político-administrativo, sob
pena de nulidade da própria medida restritiva de direitos,
revestida, ou não, de caráter punitivo. Doutrina. Precedentes.
BLOQUEIO
DE
RECURSOS
CUJA EFETIVAÇÃO
COMPROMETE A EXECUÇÃO, NO ÂMBITO LOCAL, DE
PROGRAMA ESTRUTURADO PARA VIABILIZAR A
IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. – O Supremo
Tribunal Federal, nos casos de inscrição de entidades estatais,
de pessoas administrativas ou de empresas governamentais em
cadastros de inadimplentes, organizados e mantidos pela
União, tem ordenado a liberação e o repasse de verbas federais
(ou, então, determinado o afastamento de restrições impostas à
celebração de operações de crédito em geral ou à obtenção de
garantias), sempre com o propósito de neutralizar a ocorrência
de risco que possa comprometer, de modo grave e/ou
irreversível, a continuidade da execução de políticas públicas
ou a prestação de serviços essenciais à coletividade.
Precedentes.”
Nota-se haver, assim, ao contrário do que argumenta a agravante,
precedente que, ressalte-se, procede do Plenário desta Corte, que dá
tratamento à questão, pelo que exsurge a possibilidade de, nos termos do
art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, julgar-se monocraticamente o
feito, em aplicação da jurisprudência firmada pelo Tribunal Pleno.
Inexiste, portanto, ofensa ao princípio da colegialidade.
Reputo, assim, não haver equívoco na decisão agravada, visto que o
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viabilize a possibilidade de imposição, a determinada pessoa ou
entidade, seja ela pública ou privada, de medidas
consubstanciadoras de limitação de direitos. – A jurisprudência
dos Tribunais, especialmente a do Supremo Tribunal Federal,
tem reafirmado o caráter fundamental do princípio da
plenitude de defesa, nele reconhecendo uma insuprimível
garantia que, instituída em favor de qualquer pessoa ou
entidade, rege e condiciona o exercício, pelo Poder Público, de
sua atividade, ainda que em sede materialmente
administrativa ou no âmbito político-administrativo, sob
pena de nulidade da própria medida restritiva de direitos,
revestida, ou não, de caráter punitivo. Doutrina. Precedentes.
BLOQUEIO
DE
RECURSOS
CUJA EFETIVAÇÃO
COMPROMETE A EXECUÇÃO, NO ÂMBITO LOCAL, DE
PROGRAMA ESTRUTURADO PARA VIABILIZAR A
IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. – O Supremo
Tribunal Federal, nos casos de inscrição de entidades estatais,
de pessoas administrativas ou de empresas governamentais em
cadastros de inadimplentes, organizados e mantidos pela
União, tem ordenado a liberação e o repasse de verbas federais
(ou, então, determinado o afastamento de restrições impostas à
celebração de operações de crédito em geral ou à obtenção de
garantias), sempre com o propósito de neutralizar a ocorrência
de risco que possa comprometer, de modo grave e/ou
irreversível, a continuidade da execução de políticas públicas
ou a prestação de serviços essenciais à coletividade.
Precedentes.”
Nota-se haver, assim, ao contrário do que argumenta a agravante,
precedente que, ressalte-se, procede do Plenário desta Corte, que dá
tratamento à questão, pelo que exsurge a possibilidade de, nos termos do
art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, julgar-se monocraticamente o
feito, em aplicação da jurisprudência firmada pelo Tribunal Pleno.
Inexiste, portanto, ofensa ao princípio da colegialidade.
Reputo, assim, não haver equívoco na decisão agravada, visto que o
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10
Voto - MIN. LUIZ FUX
ACO 2067 AGR / DF
limite de seus efeitos e o alcance da parcial procedência do pedido restou
claramente definido na decisão agravada. A exclusão de inscrições do
Estado do Paraná nos cadastros de inadimplentes mantidos pela União
deve se dar apenas, pela presente decisão, conforme já especificamente
assentado pela decisão agravada, em relação aos registros referentes à
controvérsia discutida no caso, isto é, que guardem estreita pertinência
com a aplicação do percentual mínimo constitucional pelo Estado nos
serviços de saúde no exercício de 2011.
Ex positis, nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
6
Supremo Tribunal Federal
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limite de seus efeitos e o alcance da parcial procedência do pedido restou
claramente definido na decisão agravada. A exclusão de inscrições do
Estado do Paraná nos cadastros de inadimplentes mantidos pela União
deve se dar apenas, pela presente decisão, conforme já especificamente
assentado pela decisão agravada, em relação aos registros referentes à
controvérsia discutida no caso, isto é, que guardem estreita pertinência
com a aplicação do percentual mínimo constitucional pelo Estado nos
serviços de saúde no exercício de 2011.
Ex positis, nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10
Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.067
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.067
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045572
Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2 . 067",
"ACO 1 . 848 - AgR",
"AC 2 . 032",
"ACO 2067",
"ACO 2067 AGR / DF",
"AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2 . 067",
"AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2 . 067",
"AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2 . 067",
"AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2 . 067",
"ACO 2067 AGR / DF",
"ACO 1 . 848",
"ACO 2067",
"ACO 1 . 848",
"ACO 2067",
"ACO 2067 AGR / DF",
"ACO 2067 AGR / DF",
"ACO 2067 AGR / DF",
"ACO 2067",
"ACO 2067",
"AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2 . 067",
"AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2 . 067"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 21 , § 1 . . . , do",
"Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 , art . 37 , caput",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 , art . 37 , caput",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República ( art . 5 . . . , LIV )",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República ( art . 5 . . . , LIV )",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"ESTADO DO PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"Brasília",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"ESTADO DO PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"DISTRITO FEDERAL",
"ESTADO DO PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"ESTADO DO MARANHÃO",
"ESTADO DO MARANHÃO",
"ESTADO DO MARANHÃO",
"ESTADO DO MARANHÃO",
"Distrito Federal",
"Distrito Federal",
"DISTRITO FEDERAL",
"ESTADO DO PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"DISTRITO FEDERAL",
"ESTADO DO PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"SECRETARIA",
"-",
"GERAL",
"GERAL DA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"União",
"Tribunal Pleno",
"Tribunal Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"União",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"União",
"União",
"União",
"União",
"Advocacia",
"-",
"Geral da União",
"União",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"União",
"União",
"União",
"União",
"Advocacia",
"-",
"Geral da União",
"União",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"União",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"União",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"CADIN",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"CAUC",
"SIAFI",
"CADIN",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"AGR",
"/",
"DF",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"União",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"União",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"AGR",
"/",
"DF",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"AGR",
"/",
"DF",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"LUIZ FUX",
"Celso Mello",
"Celso de Mello",
"Rosa Weber",
"LUIZ FUX",
"Rosa Weber",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"LUIZ FUX",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"6",
"/",
"11",
"/",
"2014",
"20",
"/",
"03",
"/",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"18",
"/",
"12",
"/",
"2012",
"7",
"/",
"2",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"18",
"/",
"12",
"/",
"2012",
"7",
"/",
"2",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"06",
"/",
"02",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"06",
"/",
"02",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
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"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 888.849
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:CONSTRUCOES E COMERCIO CAMARGO CORREA
S/A
ADV.(A/S)
:EDGARD
HERMELINO
LEITE
JUNIOR
E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DO PARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ
EMENTA
Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo.
Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental.
Administrativo. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência.
Fazenda pública.
Prescrição. Renúncia tácita. Impossibilidade.
Discussão. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes.
1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental.
2. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante
decisão suficientemente motivada (AI nº 791.292-QO-RG, Relator o
Ministro Gilmar Mendes).
3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação
infraconstitucional e o exame de ofensa reflexa à Constituição. Incidência
da Súmula nº 636/STF.
4. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em converter os embargos
de declaração em agravo regimental e a ele negar provimento, nos termos
do voto do Relator.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172225.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15
Ementa e Acórdão
ARE 888849 ED / DF
Brasília, 30 de junho de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 888849 ED / DF
Brasília, 30 de junho de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Relatório
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 888.849
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:CONSTRUCOES E COMERCIO CAMARGO CORREA
S/A
ADV.(A/S)
:EDGARD
HERMELINO
LEITE
JUNIOR
E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DO PARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Construções e Comércio Camargo Corrêa S.A. opõe tempestivos
embargos de declaração contra decisão em que conheci de agravo para
negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Segunda
Turma do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado:
‘PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. AÇÃO
MONITÓRIA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA.
HIPÓTESE QUE NÃO IMPÕE A INTERVENÇÃO DO
MINISTÉRIO PÚBLICO. DISCUSSÃO SOBRE A
IDONEIDADE DOS DOCUMENTOS QUE INSTRUÍRAM
A INICIAL. QUESTÃO ATRELADA AO REEXAME DE
MATÉRIA DE FATO. ÓBICE DA SÚMULA 7/STJ.
SUPOSTA CONTRARIEDADE A NORMAS DA
CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. INADEQUAÇÃO DA VIA
ELEITA. PRESCRIÇÃO. RENÚNCIA. REGIME DE
DIREITO PÚBLICO. NECESSIDADE DE LEI
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 888.849
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:CONSTRUCOES E COMERCIO CAMARGO CORREA
S/A
ADV.(A/S)
:EDGARD
HERMELINO
LEITE
JUNIOR
E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DO PARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Construções e Comércio Camargo Corrêa S.A. opõe tempestivos
embargos de declaração contra decisão em que conheci de agravo para
negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Segunda
Turma do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado:
‘PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. AÇÃO
MONITÓRIA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA.
HIPÓTESE QUE NÃO IMPÕE A INTERVENÇÃO DO
MINISTÉRIO PÚBLICO. DISCUSSÃO SOBRE A
IDONEIDADE DOS DOCUMENTOS QUE INSTRUÍRAM
A INICIAL. QUESTÃO ATRELADA AO REEXAME DE
MATÉRIA DE FATO. ÓBICE DA SÚMULA 7/STJ.
SUPOSTA CONTRARIEDADE A NORMAS DA
CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. INADEQUAÇÃO DA VIA
ELEITA. PRESCRIÇÃO. RENÚNCIA. REGIME DE
DIREITO PÚBLICO. NECESSIDADE DE LEI
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Relatório
ARE 888849 ED / DF
AUTORIZATIVA. PRECEDENTES.
1. O simples ajuizamento de ação monitória em face
da Fazenda Pública não se caracteriza como interesse
público apto a determinar a intervenção obrigatória do
Ministério Público.
2. O reexame de matéria de prova é inviável em sede
de recurso especial (Súmula 7/STJ).
3. O exame de alegação fundada na suposta
ocorrência de contrariedade a preceitos da Constituição
Estadual não é compatível com a via do recurso especial
(Súmula 280/STF, por analogia).
4. O Tribunal de origem, ao afastar a prescrição,
levou em consideração o reconhecimento do débito
fundado na determinação de atualização monetária da
dívida. Por tal razão, impõe-se o afastamento do óbice da
Súmula 7/STJ, tendo em vista que o enfrentamento da
questão pressupõe, apenas, o exame do contexto fático
descrito no acórdão recorrido (e não propriamente o
reexame de matéria fática).
5. Por outro lado, na linha do entendimento desta
Corte, o fato acolhido pelo Tribunal de origem não implica
renúncia à prescrição. Isso porque, em se tratando de
Fazenda Pública, a renúncia à prescrição pressupõe
expressa lei autorizativa. Assim, o instituto da renúncia à
prescrição, norma de caráter essencialmente privado, não
se compatibiliza com os princípios que regem a
Administração Pública, de modo que a irrenunciabilidade
da prescrição, no âmbito do regime de direito público, é
consequência da própria indisponibilidade dos bens
públicos. Nesse sentido: REsp 747.091/ES, 1ª Turma, Rel.
Min. Teori Albino Zavascki, DJ de 6.2.2006; AgRg no REsp
907.869/ES, 2ª Turma, Rel. Min. Humberto Martins, DJe de
18.12.2008.
6. Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa
parte, provido.’
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 888849 ED / DF
AUTORIZATIVA. PRECEDENTES.
1. O simples ajuizamento de ação monitória em face
da Fazenda Pública não se caracteriza como interesse
público apto a determinar a intervenção obrigatória do
Ministério Público.
2. O reexame de matéria de prova é inviável em sede
de recurso especial (Súmula 7/STJ).
3. O exame de alegação fundada na suposta
ocorrência de contrariedade a preceitos da Constituição
Estadual não é compatível com a via do recurso especial
(Súmula 280/STF, por analogia).
4. O Tribunal de origem, ao afastar a prescrição,
levou em consideração o reconhecimento do débito
fundado na determinação de atualização monetária da
dívida. Por tal razão, impõe-se o afastamento do óbice da
Súmula 7/STJ, tendo em vista que o enfrentamento da
questão pressupõe, apenas, o exame do contexto fático
descrito no acórdão recorrido (e não propriamente o
reexame de matéria fática).
5. Por outro lado, na linha do entendimento desta
Corte, o fato acolhido pelo Tribunal de origem não implica
renúncia à prescrição. Isso porque, em se tratando de
Fazenda Pública, a renúncia à prescrição pressupõe
expressa lei autorizativa. Assim, o instituto da renúncia à
prescrição, norma de caráter essencialmente privado, não
se compatibiliza com os princípios que regem a
Administração Pública, de modo que a irrenunciabilidade
da prescrição, no âmbito do regime de direito público, é
consequência da própria indisponibilidade dos bens
públicos. Nesse sentido: REsp 747.091/ES, 1ª Turma, Rel.
Min. Teori Albino Zavascki, DJ de 6.2.2006; AgRg no REsp
907.869/ES, 2ª Turma, Rel. Min. Humberto Martins, DJe de
18.12.2008.
6. Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa
parte, provido.’
2
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Relatório
ARE 888849 ED / DF
Opostos embargos declaratórios, foram rejeitados.
No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos
artigos 5º, inciso LIV, 37 e 93, inciso IX, da Constituição Federal.
Decido.
Não procede a alegada violação do artigo 93, inciso IX, da
Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no
caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não
obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se
que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a
repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a
referida norma constitucional não exige que o órgão judicante
manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa
apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as
razões que entendeu suficientes à formação de seu
convencimento (AI nº 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro
Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10).
Por outro lado, a jurisprudência desta Corte está
consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos
princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla
defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas
infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta
ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em
recurso extraordinário. Nesse sentido:
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou
assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 888849 ED / DF
Opostos embargos declaratórios, foram rejeitados.
No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos
artigos 5º, inciso LIV, 37 e 93, inciso IX, da Constituição Federal.
Decido.
Não procede a alegada violação do artigo 93, inciso IX, da
Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no
caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não
obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se
que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a
repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a
referida norma constitucional não exige que o órgão judicante
manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa
apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as
razões que entendeu suficientes à formação de seu
convencimento (AI nº 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro
Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10).
Por outro lado, a jurisprudência desta Corte está
consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos
princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla
defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas
infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta
ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em
recurso extraordinário. Nesse sentido:
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou
assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância
3
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Relatório
ARE 888849 ED / DF
essa que impede a utilização do recurso extraordinário.
Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
Por fim, esta Corte já assentou em várias oportunidades
que a questão relativa à incidência da prescrição está restrita à
interpretação da legislação infraconstitucional pertinente, de
reexame incabível em sede de recurso extraordinário, sendo
certo, igualmente, que o Tribunal de origem examinou o tema
relativo à renúncia da prescrição com base, exclusivamente, em
norma do Código Civil. Sobre o tema:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA.
DISCUSSÃO SOBRE RENÚNCIA À PRESCRIÇÃO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’
(ARE nº 686.908/AL-AgR, Primeira Turma, Relatora a
Ministra Cármen Lúcia, DJe de 15/8/12).
‘Agravo regimental no recurso extraordinário com
agravo. Trabalhista. Prescrição. Renúncia. Ofensa reflexa.
Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o
exame de ofensa reflexa à Constituição Federal e a análise
de legislação infraconstitucional. Incidência da Súmula nº
636/STF. 2. Agravo regimental não provido’ (ARE nº
660.051/AL-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe
de 9/8/13).
‘DIREITO ADMINISTRATIVO. RECOMPOSIÇÃO
DE VENCIMENTOS. RENÚNCIA À PRESCRIÇÃO.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES.
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 13.12.2010.
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, no
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 888849 ED / DF
essa que impede a utilização do recurso extraordinário.
Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
Por fim, esta Corte já assentou em várias oportunidades
que a questão relativa à incidência da prescrição está restrita à
interpretação da legislação infraconstitucional pertinente, de
reexame incabível em sede de recurso extraordinário, sendo
certo, igualmente, que o Tribunal de origem examinou o tema
relativo à renúncia da prescrição com base, exclusivamente, em
norma do Código Civil. Sobre o tema:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA.
DISCUSSÃO SOBRE RENÚNCIA À PRESCRIÇÃO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’
(ARE nº 686.908/AL-AgR, Primeira Turma, Relatora a
Ministra Cármen Lúcia, DJe de 15/8/12).
‘Agravo regimental no recurso extraordinário com
agravo. Trabalhista. Prescrição. Renúncia. Ofensa reflexa.
Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o
exame de ofensa reflexa à Constituição Federal e a análise
de legislação infraconstitucional. Incidência da Súmula nº
636/STF. 2. Agravo regimental não provido’ (ARE nº
660.051/AL-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe
de 9/8/13).
‘DIREITO ADMINISTRATIVO. RECOMPOSIÇÃO
DE VENCIMENTOS. RENÚNCIA À PRESCRIÇÃO.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES.
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 13.12.2010.
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, no
4
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Relatório
ARE 888849 ED / DF
que se refere ao caráter infraconstitucional da discussão
travada no recurso extraordinário, a inviabilizar-lhe o
trânsito. Precedentes. Agravo conhecido e não provido’
(ARE nº 644.915/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a
Ministra Rosa Weber, DJe de 7/8/13).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO. LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO
PÚBLICO PARA PROPOR AÇÃO CIVIL PÚBLICA EM
DEFESA DO PATRIMÔNIO PÚBLICO. PRESCRIÇÃO.
IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (AI nº 481.650/SP-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 5/2/10);
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
PRAZO
PRESCRICIONAL.
OFENSA INDIRETA. REEXAME DE PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
1. A discussão relativa ao prazo prescricional para
propositura da ação situa-se no campo infraconstitucional.
2. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso
extraordinário. Súmula n. 279 do STF. Agravo regimental a
que se nega provimento’ (RE nº 485.013/PB–AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 13/4/07);
‘AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
QUESTÃO
AFETA
À
OCORRÊNCIA DA PRESCRIÇÃO. CONTROVÉRSIA DE
ÍNDOLE
EMINENTEMENTE
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA OU
INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. Questão
restrita ao âmbito infraconstitucional, que não enseja
5
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Supremo Tribunal Federal
ARE 888849 ED / DF
que se refere ao caráter infraconstitucional da discussão
travada no recurso extraordinário, a inviabilizar-lhe o
trânsito. Precedentes. Agravo conhecido e não provido’
(ARE nº 644.915/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a
Ministra Rosa Weber, DJe de 7/8/13).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO. LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO
PÚBLICO PARA PROPOR AÇÃO CIVIL PÚBLICA EM
DEFESA DO PATRIMÔNIO PÚBLICO. PRESCRIÇÃO.
IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (AI nº 481.650/SP-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 5/2/10);
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
PRAZO
PRESCRICIONAL.
OFENSA INDIRETA. REEXAME DE PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
1. A discussão relativa ao prazo prescricional para
propositura da ação situa-se no campo infraconstitucional.
2. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso
extraordinário. Súmula n. 279 do STF. Agravo regimental a
que se nega provimento’ (RE nº 485.013/PB–AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 13/4/07);
‘AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
QUESTÃO
AFETA
À
OCORRÊNCIA DA PRESCRIÇÃO. CONTROVÉRSIA DE
ÍNDOLE
EMINENTEMENTE
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA OU
INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. Questão
restrita ao âmbito infraconstitucional, que não enseja
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15
Relatório
ARE 888849 ED / DF
apreciação em recurso extraordinário. 2. Agravo
regimental desprovido’ (RE nº 612.799/RS-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 26/11/10).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Insiste a embargante que teria sido violado o art. 93, IX, da
Constituição Federal.
Aduz, ainda, in verbis, que
“(...) o problema enfrentado pelo Superior Tribunal de
Justiça não dizia respeito a prazo prescricional ou a
interpretação do Código Civil. Em suma, a Primeira Instância
afirmou não ter havido decurso do lapso prescricional, uma vez
que a inexistência de decisão administrativa teria mantido
suspensa a contagem do prazo; a Segunda Instância divergiu e
afirmou que teria decorrido o prazo prescricional, mas que o
ato administrativo proferido teria configurado renúncia à
prescrição; o Superior Tribunal de Justiça, por sua vez, inovou
ao afirmar que a renúncia tácita à prescrição pela
Administração Pública depende de lei autorizativa, de modo
que o regime de Direito Público impediria a aplicação da norma
do Código Civil.
Ou seja: após firmar a (equivocada) premissa de que o
prazo prescricional teria decorrido por completo, o Superior
Tribunal de Justiça reconheceu também ter havido a renúncia a
prescrição, mas afirmou que o regime de Direito Público
impediria a produção dos efeitos previstos no Código Civil.
Desde então, a questão jurídica passou a ser única e
exclusivamente de Direito Constitucional e exige a análise do
regime de Direito Público e a suposta — absurda, aliás —
supressão dos efeitos do art. 191 do Código Civil”.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
ARE 888849 ED / DF
apreciação em recurso extraordinário. 2. Agravo
regimental desprovido’ (RE nº 612.799/RS-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 26/11/10).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Insiste a embargante que teria sido violado o art. 93, IX, da
Constituição Federal.
Aduz, ainda, in verbis, que
“(...) o problema enfrentado pelo Superior Tribunal de
Justiça não dizia respeito a prazo prescricional ou a
interpretação do Código Civil. Em suma, a Primeira Instância
afirmou não ter havido decurso do lapso prescricional, uma vez
que a inexistência de decisão administrativa teria mantido
suspensa a contagem do prazo; a Segunda Instância divergiu e
afirmou que teria decorrido o prazo prescricional, mas que o
ato administrativo proferido teria configurado renúncia à
prescrição; o Superior Tribunal de Justiça, por sua vez, inovou
ao afirmar que a renúncia tácita à prescrição pela
Administração Pública depende de lei autorizativa, de modo
que o regime de Direito Público impediria a aplicação da norma
do Código Civil.
Ou seja: após firmar a (equivocada) premissa de que o
prazo prescricional teria decorrido por completo, o Superior
Tribunal de Justiça reconheceu também ter havido a renúncia a
prescrição, mas afirmou que o regime de Direito Público
impediria a produção dos efeitos previstos no Código Civil.
Desde então, a questão jurídica passou a ser única e
exclusivamente de Direito Constitucional e exige a análise do
regime de Direito Público e a suposta — absurda, aliás —
supressão dos efeitos do art. 191 do Código Civil”.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 888.849
DISTRITO FEDERAL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Inicialmente, nos termos da pacífica jurisprudência desta Corte,
recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, o
qual passo a analisar.
O inconformismo não merece prosperar.
Inicialmente, anoto que, conforme consignado na decisão agravada,
não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de
motivação no julgado recorrido, uma vez que a decisão está
suficientemente motivada, não obstante seja contrária à pretensão do
recorrente, tendo o Tribunal de origem apresentado suas razões de
decidir.
A exigência constitucional é de que o órgão judicante explicite as
razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento, e não
que se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa.
Ressalte-se que essa orientação foi reafirmada pelo Plenário do
Supremo Tribunal Federal, que, no exame do AI nº 791.292-QO-RG,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, concluiu pela repercussão geral do
tema e assentou que “o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o
acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem
determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão”.
Nessa linha, registrem-se os seguintes julgados:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E
MORAIS. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA
279 DO STF. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF.
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 888.849
DISTRITO FEDERAL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Inicialmente, nos termos da pacífica jurisprudência desta Corte,
recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, o
qual passo a analisar.
O inconformismo não merece prosperar.
Inicialmente, anoto que, conforme consignado na decisão agravada,
não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de
motivação no julgado recorrido, uma vez que a decisão está
suficientemente motivada, não obstante seja contrária à pretensão do
recorrente, tendo o Tribunal de origem apresentado suas razões de
decidir.
A exigência constitucional é de que o órgão judicante explicite as
razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento, e não
que se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa.
Ressalte-se que essa orientação foi reafirmada pelo Plenário do
Supremo Tribunal Federal, que, no exame do AI nº 791.292-QO-RG,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, concluiu pela repercussão geral do
tema e assentou que “o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o
acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem
determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão”.
Nessa linha, registrem-se os seguintes julgados:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E
MORAIS. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA
279 DO STF. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 888849 ED / DF
INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE
FUNDAMENTADO. AGRAVO A QUE SE NEGA
PROVIMENTO. I – A apreciação do recurso extraordinário, na
espécie, encontra óbice na Súmula 279 do STF. Precedentes. II –
Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Lei Maior quando o
acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado.
Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento”
(AI nº 860.205/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, DJe de 25/3/14).
“PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
DEFICIÊNCIA
NA
FUNDAMENTAÇÃO DA PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO
GERAL. SUPOSTA OFENSA AO ART. 93, IX E AO ART. 5º, LV,
DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO OCORRÊNCIA. AI
791.292 QO - RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, DJE DE
13.8.2010).
REEXAME
DE
PRESSUPOSTOS
DE
ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE
OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
RE 598.365-RG/MG (REL. MIN. AYRES BRITTO, TEMA 181).
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”
(RE nº 792.124/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Teori Zavascki, DJe de 19/3/14).
No mais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“No que se refere à discussão concernente à renúncia à
prescrição, destaco o seguinte excerto extraído do aresto
atacado:
‘Verifica-se que o crédito reclamado originou-se dos
contratos PG 80/86 e PG 81/86. Que após várias
negociações consubstanciadas em aditivos e repactuações,
restou acordado que o pagamento ocorreria em 31.07.92.
Partindo desta premissa, notar-se-á a presença do instituto
da prescrição, eis que, o aforamento da presente ação
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ARE 888849 ED / DF
INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE
FUNDAMENTADO. AGRAVO A QUE SE NEGA
PROVIMENTO. I – A apreciação do recurso extraordinário, na
espécie, encontra óbice na Súmula 279 do STF. Precedentes. II –
Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Lei Maior quando o
acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado.
Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento”
(AI nº 860.205/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, DJe de 25/3/14).
“PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
DEFICIÊNCIA
NA
FUNDAMENTAÇÃO DA PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO
GERAL. SUPOSTA OFENSA AO ART. 93, IX E AO ART. 5º, LV,
DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO OCORRÊNCIA. AI
791.292 QO - RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, DJE DE
13.8.2010).
REEXAME
DE
PRESSUPOSTOS
DE
ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE
OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
RE 598.365-RG/MG (REL. MIN. AYRES BRITTO, TEMA 181).
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”
(RE nº 792.124/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Teori Zavascki, DJe de 19/3/14).
No mais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“No que se refere à discussão concernente à renúncia à
prescrição, destaco o seguinte excerto extraído do aresto
atacado:
‘Verifica-se que o crédito reclamado originou-se dos
contratos PG 80/86 e PG 81/86. Que após várias
negociações consubstanciadas em aditivos e repactuações,
restou acordado que o pagamento ocorreria em 31.07.92.
Partindo desta premissa, notar-se-á a presença do instituto
da prescrição, eis que, o aforamento da presente ação
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 888849 ED / DF
ocorreu em 15.12.2000.
Acontece, todavia, que o Estado do Pará informou,
através da Diretoria de auditoria e Acompanhamento
Interno da Secretaria de Estado de Transportes, com data
de 11.03.98, que em relação ao débito, reconhece-o, tanto
que determinou a sua atualização para fins de negociação,
conforme se depreende do documento de fls. 31/32. Essa
vontade resultou na renúncia à prescrição.’
Como se verifica, o Tribunal de origem, ao afastar a
prescrição, levou em consideração o reconhecimento do débito
— fundado na determinação de atualização monetária da
dívida. Por tal razão, impõe-se o afastamento do óbice da
Súmula 7/STJ, tendo em vista que o enfrentamento da questão
pressupõe, apenas, o exame do contexto fático descrito no
acórdão recorrido (e não propriamente o reexame de matéria
fática).
Por outro lado, na linha do entendimento desta Corte, o
fato acolhido pelo Tribunal de origem não implica renúncia à
prescrição.
Isso porque, em se tratando de Fazenda Pública, a
renúncia à prescrição pressupõe expressa lei autorizativa.
Assim, o instituto da renúncia à prescrição, norma de caráter
essencialmente privado, não se compatibiliza com os princípios
que regem a Administração Pública, de modo que a
irrenunciabilidade da prescrição, no âmbito do regime de
direito público, é consequência da própria indisponibilidade
dos bens públicos.
(…)
No caso concreto, o Tribunal de origem estabeleceu que o
termo inicial da prescrição é 31 de julho de 1992 e a ação foi
ajuizada em 15 de dezembro de 2000. Não admitida a renúncia,
impõe-se o reconhecimento da prescrição.”
Destarte, concluiu o Superior Tribunal de Justiça, com fundamento
no sistema normativo infraconstitucional que rege os interesses públicos,
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 888849 ED / DF
ocorreu em 15.12.2000.
Acontece, todavia, que o Estado do Pará informou,
através da Diretoria de auditoria e Acompanhamento
Interno da Secretaria de Estado de Transportes, com data
de 11.03.98, que em relação ao débito, reconhece-o, tanto
que determinou a sua atualização para fins de negociação,
conforme se depreende do documento de fls. 31/32. Essa
vontade resultou na renúncia à prescrição.’
Como se verifica, o Tribunal de origem, ao afastar a
prescrição, levou em consideração o reconhecimento do débito
— fundado na determinação de atualização monetária da
dívida. Por tal razão, impõe-se o afastamento do óbice da
Súmula 7/STJ, tendo em vista que o enfrentamento da questão
pressupõe, apenas, o exame do contexto fático descrito no
acórdão recorrido (e não propriamente o reexame de matéria
fática).
Por outro lado, na linha do entendimento desta Corte, o
fato acolhido pelo Tribunal de origem não implica renúncia à
prescrição.
Isso porque, em se tratando de Fazenda Pública, a
renúncia à prescrição pressupõe expressa lei autorizativa.
Assim, o instituto da renúncia à prescrição, norma de caráter
essencialmente privado, não se compatibiliza com os princípios
que regem a Administração Pública, de modo que a
irrenunciabilidade da prescrição, no âmbito do regime de
direito público, é consequência da própria indisponibilidade
dos bens públicos.
(…)
No caso concreto, o Tribunal de origem estabeleceu que o
termo inicial da prescrição é 31 de julho de 1992 e a ação foi
ajuizada em 15 de dezembro de 2000. Não admitida a renúncia,
impõe-se o reconhecimento da prescrição.”
Destarte, concluiu o Superior Tribunal de Justiça, com fundamento
no sistema normativo infraconstitucional que rege os interesses públicos,
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ARE 888849 ED / DF
pela impossibilidade de ser reconhecida, contra a Fazenda Pública, a
renúncia tácita da prescrição decorrente de algum ato da Administração,
haja vista a indisponibilidade dos bens públicos e a inexistência de norma
específica autorizando esse reconhecimento.
Desse modo, para divergir desse entendimento, seria necessário
interpretar a legislação infraconstitucional pertinente, o que é
inadmissível em recurso extraordinário, uma vez que a ofensa à
Constituição Federal, se ocorresse, seria meramente reflexa. Incidência da
Súmula nº 636/STF.
Sobre o tema, anotem-se o seguintes julgados:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Trabalhista. Prescrição. Renúncia. Ofensa reflexa. Precedentes.
1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o exame de ofensa
reflexa à Constituição Federal e a análise de legislação
infraconstitucional. Incidência da Súmula nº 636/STF. 2. Agravo
regimental não provido” (ARE nº 660.051/AL-AgR, Primeira
Turma, minha relatoria, DJe de 9/8/13).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA.
DISCUSSÃO SOBRE RENÚNCIA À PRESCRIÇÃO. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (ARE nº 686.908/AL-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 15/8/12).
No mesmo sentido, registrem-se:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Ofensa ao art. 5º, inciso XXXV, da Constituição Federal. Não
ocorrência. Administrativo. Servidor público. Aposentadoria.
Revisão. Prescrição. Verificação. Legislação infraconstitucional.
Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A
jurisdição foi prestada pela Corte de origem mediante decisão
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pela impossibilidade de ser reconhecida, contra a Fazenda Pública, a
renúncia tácita da prescrição decorrente de algum ato da Administração,
haja vista a indisponibilidade dos bens públicos e a inexistência de norma
específica autorizando esse reconhecimento.
Desse modo, para divergir desse entendimento, seria necessário
interpretar a legislação infraconstitucional pertinente, o que é
inadmissível em recurso extraordinário, uma vez que a ofensa à
Constituição Federal, se ocorresse, seria meramente reflexa. Incidência da
Súmula nº 636/STF.
Sobre o tema, anotem-se o seguintes julgados:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Trabalhista. Prescrição. Renúncia. Ofensa reflexa. Precedentes.
1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o exame de ofensa
reflexa à Constituição Federal e a análise de legislação
infraconstitucional. Incidência da Súmula nº 636/STF. 2. Agravo
regimental não provido” (ARE nº 660.051/AL-AgR, Primeira
Turma, minha relatoria, DJe de 9/8/13).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA.
DISCUSSÃO SOBRE RENÚNCIA À PRESCRIÇÃO. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (ARE nº 686.908/AL-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 15/8/12).
No mesmo sentido, registrem-se:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Ofensa ao art. 5º, inciso XXXV, da Constituição Federal. Não
ocorrência. Administrativo. Servidor público. Aposentadoria.
Revisão. Prescrição. Verificação. Legislação infraconstitucional.
Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A
jurisdição foi prestada pela Corte de origem mediante decisão
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suficientemente motivada. 2. Inadmissível, em recurso
extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o
reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das
Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido”
(ARE nº 781.423/RJ-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria,
DJe de 24/6/14).
“DIREITO CIVIL E DO CONSUMIDOR. PLANO DE
SAÚDE. DEVOLUÇÃO DE VALORES PAGOS. PRESCRIÇÃO.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DA
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL, AO ATO JURÍDICO
PERFEITO, AO DEVIDO PROCESSO LEGAL, AO
CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA. EVENTUAL
VIOLAÇÃO
REFLEXA
NÃO
ENSEJA
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ACÓRDÃO
RECORRIDO
DISPONIBILIZADO EM 28.01.2013. As razões do agravo não
são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão
agravada, mormente no que se refere ao âmbito
infraconstitucional do debate. O exame da alegada ofensa ao
art. 5º, XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal,
dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional
aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional
extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal.
Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE nº
745.842/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa
Weber, DJe de 15/8/13).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
PRESCRIÇÃO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. REEXAME
DE
PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. 2. Controvérsia decidida à luz de
legislações infraconstitucionais. Ofensa indireta à Constituição
do Brasil. 3. As alegações de desrespeito aos postulados da
legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos
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Supremo Tribunal Federal
ARE 888849 ED / DF
suficientemente motivada. 2. Inadmissível, em recurso
extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o
reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das
Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido”
(ARE nº 781.423/RJ-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria,
DJe de 24/6/14).
“DIREITO CIVIL E DO CONSUMIDOR. PLANO DE
SAÚDE. DEVOLUÇÃO DE VALORES PAGOS. PRESCRIÇÃO.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DA
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL, AO ATO JURÍDICO
PERFEITO, AO DEVIDO PROCESSO LEGAL, AO
CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA. EVENTUAL
VIOLAÇÃO
REFLEXA
NÃO
ENSEJA
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ACÓRDÃO
RECORRIDO
DISPONIBILIZADO EM 28.01.2013. As razões do agravo não
são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão
agravada, mormente no que se refere ao âmbito
infraconstitucional do debate. O exame da alegada ofensa ao
art. 5º, XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal,
dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional
aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional
extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal.
Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE nº
745.842/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa
Weber, DJe de 15/8/13).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
PRESCRIÇÃO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. REEXAME
DE
PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. 2. Controvérsia decidida à luz de
legislações infraconstitucionais. Ofensa indireta à Constituição
do Brasil. 3. As alegações de desrespeito aos postulados da
legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos
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ARE 888849 ED / DF
decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de
normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações
de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. 4.
Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso
extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.
Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº
719.749/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau,
DJe de 14/5/10).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TÍTULOS DA DÍVIDA PÚBLICA.
COMPENSAÇÃO. PRESCRIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DA
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO
REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279). OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI nº 639.000/SP-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
8/5/09).
Nego provimento ao agravo regimental.
6
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 888849 ED / DF
decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de
normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações
de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. 4.
Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso
extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.
Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº
719.749/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau,
DJe de 14/5/10).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TÍTULOS DA DÍVIDA PÚBLICA.
COMPENSAÇÃO. PRESCRIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DA
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO
REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279). OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI nº 639.000/SP-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
8/5/09).
Nego provimento ao agravo regimental.
6
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Extrato de Ata - 30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 888.849
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) : CONSTRUCOES E COMERCIO CAMARGO CORREA S/A
ADV.(A/S) : EDGARD HERMELINO LEITE JUNIOR E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : ESTADO DO PARÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ
Decisão: A Turma, por votação unânime, converteu os embargos
de declaração em agravo regimental e a ele negou provimento, nos
termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 888.849
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) : CONSTRUCOES E COMERCIO CAMARGO CORREA S/A
ADV.(A/S) : EDGARD HERMELINO LEITE JUNIOR E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : ESTADO DO PARÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ
Decisão: A Turma, por votação unânime, converteu os embargos
de declaração em agravo regimental e a ele negou provimento, nos
termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9194004
| 2015-06-30T00:00:00
| 2015-08-21T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, converteu os embargos de declaração em agravo regimental e a ele negou provimento, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
|
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Administrativo. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Fazenda pública. Prescrição. Renúncia tácita. Impossibilidade. Discussão. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes.
1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental.
2. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada (AI nº 791.292-QO-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes).
3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o exame de ofensa reflexa à Constituição. Incidência da Súmula nº 636/STF.
4. Agravo regimental não provido.
|
sjur316022
|
- Acórdão(s) citado(s):
(FUNDAMENTAÇÃO)
AI 791292 QO-RG, RE 792124 AgR (2ªT), AI 860205 AgR (2ªT).
(PRESCRIÇÃO, RENÚNCIA)
AI 639000 AgR (1ªT), AI 719749 AgR (2ªT), ARE 686908 AgR (1ªT), ARE 660051 AgR (1ªT), ARE 745842 AgR (1ªT), ARE 781423 AgR (1ªT).
Número de páginas: 15.
Análise: 28/08/2015, MJC.
|
DIAS TOFFOLI
|
Segunda Turma
|
888849
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-ED
|
acordaos
|
ARE 888849 ED
|
[
""
] |
EMBTE.(S) : CONSTRUCOES E COMERCIO CAMARGO CORREA S/A
ADV.(A/S) : EDGARD HERMELINO LEITE JUNIOR E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : ESTADO DO PARÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 888.849
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:CONSTRUCOES E COMERCIO CAMARGO CORREA
S/A
ADV.(A/S)
:EDGARD
HERMELINO
LEITE
JUNIOR
E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DO PARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ
EMENTA
Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo.
Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental.
Administrativo. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência.
Fazenda pública.
Prescrição. Renúncia tácita. Impossibilidade.
Discussão. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes.
1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental.
2. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante
decisão suficientemente motivada (AI n 791.292-QO-RG, Relator o
Ministro Gilmar Mendes).
3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação
infraconstitucional e o exame de ofensa reflexa à Constituição. Incidência
da Súmula n 636/Supremo Tribunal Federal.
4. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em converter os embargos
de declaração em agravo regimental e a ele negar provimento, nos termos
do voto do Relator.
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15
Ementa e Acórdão
ARE 888849 ED / DF
Brasília, 30 de junho de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 888849 ED / DF
Brasília, 30 de junho de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Relatório
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 888.849
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:CONSTRUCOES E COMERCIO CAMARGO CORREA
S/A
ADV.(A/S)
:EDGARD
HERMELINO
LEITE
JUNIOR
E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DO PARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Construções e Comércio Camargo Corrêa S.A. opõe tempestivos
embargos de declaração contra decisão em que conheci de agravo para
negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Segunda
Turma do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado:
‘PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. AÇÃO
MONITÓRIA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA.
HIPÓTESE QUE NÃO IMPÕE A INTERVENÇÃO DO
MINISTÉRIO PÚBLICO. DISCUSSÃO SOBRE A
IDONEIDADE DOS DOCUMENTOS QUE INSTRUÍRAM
A INICIAL. QUESTÃO ATRELADA AO REEXAME DE
MATÉRIA DE FATO. ÓBICE DA SÚMULA 7/Superior Tribunal de Justiça.
SUPOSTA CONTRARIEDADE A NORMAS DA
CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. INADEQUAÇÃO DA VIA
ELEITA. PRESCRIÇÃO. RENÚNCIA. REGIME DE
DIREITO PÚBLICO. NECESSIDADE DE LEI
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 888.849
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:CONSTRUCOES E COMERCIO CAMARGO CORREA
S/A
ADV.(A/S)
:EDGARD
HERMELINO
LEITE
JUNIOR
E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DO PARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Construções e Comércio Camargo Corrêa S.A. opõe tempestivos
embargos de declaração contra decisão em que conheci de agravo para
negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Segunda
Turma do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado:
‘PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. AÇÃO
MONITÓRIA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA.
HIPÓTESE QUE NÃO IMPÕE A INTERVENÇÃO DO
MINISTÉRIO PÚBLICO. DISCUSSÃO SOBRE A
IDONEIDADE DOS DOCUMENTOS QUE INSTRUÍRAM
A INICIAL. QUESTÃO ATRELADA AO REEXAME DE
MATÉRIA DE FATO. ÓBICE DA SÚMULA 7/Superior Tribunal de Justiça.
SUPOSTA CONTRARIEDADE A NORMAS DA
CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. INADEQUAÇÃO DA VIA
ELEITA. PRESCRIÇÃO. RENÚNCIA. REGIME DE
DIREITO PÚBLICO. NECESSIDADE DE LEI
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15
Relatório
ARE 888849 ED / DF
AUTORIZATIVA. PRECEDENTES.
1. O simples ajuizamento de ação monitória em face
da Fazenda Pública não se caracteriza como interesse
público apto a determinar a intervenção obrigatória do
Ministério Público.
2. O reexame de matéria de prova é inviável em sede
de recurso especial (Súmula 7/Superior Tribunal de Justiça).
3. O exame de alegação fundada na suposta
ocorrência de contrariedade a preceitos da Constituição
Estadual não é compatível com a via do recurso especial
(Súmula 280/Supremo Tribunal Federal, por analogia).
4. O Tribunal de origem, ao afastar a prescrição,
levou em consideração o reconhecimento do débito
fundado na determinação de atualização monetária da
dívida. Por tal razão, impõe-se o afastamento do óbice da
Súmula 7/Superior Tribunal de Justiça, tendo em vista que o enfrentamento da
questão pressupõe, apenas, o exame do contexto fático
descrito no acórdão recorrido (e não propriamente o
reexame de matéria fática).
5. Por outro lado, na linha do entendimento desta
Corte, o fato acolhido pelo Tribunal de origem não implica
renúncia à prescrição. Isso porque, em se tratando de
Fazenda Pública, a renúncia à prescrição pressupõe
expressa lei autorizativa. Assim, o instituto da renúncia à
prescrição, norma de caráter essencialmente privado, não
se compatibiliza com os princípios que regem a
Administração Pública, de modo que a irrenunciabilidade
da prescrição, no âmbito do regime de direito público, é
consequência da própria indisponibilidade dos bens
públicos. Nesse sentido: REsp 747.091/ES, 1... Turma, Rel.
Min. Teori Albino Zavascki, DJ de 6.2.2006; AgRg no REsp
907.869/ES, 2... Turma, Rel. Min. Humberto Martins, DJe de
18.12.2008.
6. Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa
parte, provido.’
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 888849 ED / DF
AUTORIZATIVA. PRECEDENTES.
1. O simples ajuizamento de ação monitória em face
da Fazenda Pública não se caracteriza como interesse
público apto a determinar a intervenção obrigatória do
Ministério Público.
2. O reexame de matéria de prova é inviável em sede
de recurso especial (Súmula 7/Superior Tribunal de Justiça).
3. O exame de alegação fundada na suposta
ocorrência de contrariedade a preceitos da Constituição
Estadual não é compatível com a via do recurso especial
(Súmula 280/Supremo Tribunal Federal, por analogia).
4. O Tribunal de origem, ao afastar a prescrição,
levou em consideração o reconhecimento do débito
fundado na determinação de atualização monetária da
dívida. Por tal razão, impõe-se o afastamento do óbice da
Súmula 7/Superior Tribunal de Justiça, tendo em vista que o enfrentamento da
questão pressupõe, apenas, o exame do contexto fático
descrito no acórdão recorrido (e não propriamente o
reexame de matéria fática).
5. Por outro lado, na linha do entendimento desta
Corte, o fato acolhido pelo Tribunal de origem não implica
renúncia à prescrição. Isso porque, em se tratando de
Fazenda Pública, a renúncia à prescrição pressupõe
expressa lei autorizativa. Assim, o instituto da renúncia à
prescrição, norma de caráter essencialmente privado, não
se compatibiliza com os princípios que regem a
Administração Pública, de modo que a irrenunciabilidade
da prescrição, no âmbito do regime de direito público, é
consequência da própria indisponibilidade dos bens
públicos. Nesse sentido: REsp 747.091/ES, 1... Turma, Rel.
Min. Teori Albino Zavascki, DJ de 6.2.2006; AgRg no REsp
907.869/ES, 2... Turma, Rel. Min. Humberto Martins, DJe de
18.12.2008.
6. Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa
parte, provido.’
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15
Relatório
ARE 888849 ED / DF
Opostos embargos declaratórios, foram rejeitados.
No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos
artigos 5..., inciso LIV, 37 e 93, inciso IX, da Constituição Federal.
Decido.
Não procede a alegada violação do artigo 93, inciso IX, da
Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no
caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não
obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se
que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a
repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a
referida norma constitucional não exige que o órgão judicante
manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa
apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as
razões que entendeu suficientes à formação de seu
convencimento (AI n 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro
Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10).
Por outro lado, a jurisprudência desta Corte está
consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos
princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla
defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas
infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta
ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em
recurso extraordinário. Nesse sentido:
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou
assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 888849 ED / DF
Opostos embargos declaratórios, foram rejeitados.
No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos
artigos 5..., inciso LIV, 37 e 93, inciso IX, da Constituição Federal.
Decido.
Não procede a alegada violação do artigo 93, inciso IX, da
Constituição Federal, haja vista que a jurisdição foi prestada, no
caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não
obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se
que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a
repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a
referida norma constitucional não exige que o órgão judicante
manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa
apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as
razões que entendeu suficientes à formação de seu
convencimento (AI n 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro
Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10).
Por outro lado, a jurisprudência desta Corte está
consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos
princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla
defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas
infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta
ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em
recurso extraordinário. Nesse sentido:
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou
assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15
Relatório
ARE 888849 ED / DF
essa que impede a utilização do recurso extraordinário.
Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
Por fim, esta Corte já assentou em várias oportunidades
que a questão relativa à incidência da prescrição está restrita à
interpretação da legislação infraconstitucional pertinente, de
reexame incabível em sede de recurso extraordinário, sendo
certo, igualmente, que o Tribunal de origem examinou o tema
relativo à renúncia da prescrição com base, exclusivamente, em
norma do Código Civil. Sobre o tema:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA.
DISCUSSÃO SOBRE RENÚNCIA À PRESCRIÇÃO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’
(ARE n 686.908/AL-AgR, Primeira Turma, Relatora a
Ministra Cármen Lúcia, DJe de 15/8/12).
‘Agravo regimental no recurso extraordinário com
agravo. Trabalhista. Prescrição. Renúncia. Ofensa reflexa.
Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o
exame de ofensa reflexa à Constituição Federal e a análise
de legislação infraconstitucional. Incidência da Súmula n
636/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido’ (ARE n
660.051/AL-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe
de 9/8/13).
‘DIREITO ADMINISTRATIVO. RECOMPOSIÇÃO
DE VENCIMENTOS. RENÚNCIA À PRESCRIÇÃO.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES.
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 13.12.2010.
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, no
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 888849 ED / DF
essa que impede a utilização do recurso extraordinário.
Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
Por fim, esta Corte já assentou em várias oportunidades
que a questão relativa à incidência da prescrição está restrita à
interpretação da legislação infraconstitucional pertinente, de
reexame incabível em sede de recurso extraordinário, sendo
certo, igualmente, que o Tribunal de origem examinou o tema
relativo à renúncia da prescrição com base, exclusivamente, em
norma do Código Civil. Sobre o tema:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA.
DISCUSSÃO SOBRE RENÚNCIA À PRESCRIÇÃO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’
(ARE n 686.908/AL-AgR, Primeira Turma, Relatora a
Ministra Cármen Lúcia, DJe de 15/8/12).
‘Agravo regimental no recurso extraordinário com
agravo. Trabalhista. Prescrição. Renúncia. Ofensa reflexa.
Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o
exame de ofensa reflexa à Constituição Federal e a análise
de legislação infraconstitucional. Incidência da Súmula n
636/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido’ (ARE n
660.051/AL-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe
de 9/8/13).
‘DIREITO ADMINISTRATIVO. RECOMPOSIÇÃO
DE VENCIMENTOS. RENÚNCIA À PRESCRIÇÃO.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES.
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 13.12.2010.
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, no
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15
Relatório
ARE 888849 ED / DF
que se refere ao caráter infraconstitucional da discussão
travada no recurso extraordinário, a inviabilizar-lhe o
trânsito. Precedentes. Agravo conhecido e não provido’
(ARE n 644.915/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a
Ministra Rosa Weber, DJe de 7/8/13).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO. LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO
PÚBLICO PARA PROPOR AÇÃO CIVIL PÚBLICA EM
DEFESA DO PATRIMÔNIO PÚBLICO. PRESCRIÇÃO.
IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (AI n 481.650/SP-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 5/2/10);
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
PRAZO
PRESCRICIONAL.
OFENSA INDIRETA. REEXAME DE PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
1. A discussão relativa ao prazo prescricional para
propositura da ação situa-se no campo infraconstitucional.
2. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso
extraordinário. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a
que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 485.013/PB–AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 13/4/07);
‘AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
QUESTÃO
AFETA
À
OCORRÊNCIA DA PRESCRIÇÃO. CONTROVÉRSIA DE
ÍNDOLE
EMINENTEMENTE
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA OU
INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. Questão
restrita ao âmbito infraconstitucional, que não enseja
5
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Supremo Tribunal Federal
ARE 888849 ED / DF
que se refere ao caráter infraconstitucional da discussão
travada no recurso extraordinário, a inviabilizar-lhe o
trânsito. Precedentes. Agravo conhecido e não provido’
(ARE n 644.915/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a
Ministra Rosa Weber, DJe de 7/8/13).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO. LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO
PÚBLICO PARA PROPOR AÇÃO CIVIL PÚBLICA EM
DEFESA DO PATRIMÔNIO PÚBLICO. PRESCRIÇÃO.
IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (AI n 481.650/SP-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 5/2/10);
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
PRAZO
PRESCRICIONAL.
OFENSA INDIRETA. REEXAME DE PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
1. A discussão relativa ao prazo prescricional para
propositura da ação situa-se no campo infraconstitucional.
2. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso
extraordinário. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a
que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 485.013/PB–AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 13/4/07);
‘AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
QUESTÃO
AFETA
À
OCORRÊNCIA DA PRESCRIÇÃO. CONTROVÉRSIA DE
ÍNDOLE
EMINENTEMENTE
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA OU
INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. Questão
restrita ao âmbito infraconstitucional, que não enseja
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Relatório
ARE 888849 ED / DF
apreciação em recurso extraordinário. 2. Agravo
regimental desprovido’ (Recurso Extraordinário n 612.799/RS-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 26/11/10).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Insiste a embargante que teria sido violado o art. 93, IX, da
Constituição Federal.
Aduz, ainda, in verbis, que
“(...) o problema enfrentado pelo Superior Tribunal de
Justiça não dizia respeito a prazo prescricional ou a
interpretação do Código Civil. Em suma, a Primeira Instância
afirmou não ter havido decurso do lapso prescricional, uma vez
que a inexistência de decisão administrativa teria mantido
suspensa a contagem do prazo; a Segunda Instância divergiu e
afirmou que teria decorrido o prazo prescricional, mas que o
ato administrativo proferido teria configurado renúncia à
prescrição; o Superior Tribunal de Justiça, por sua vez, inovou
ao afirmar que a renúncia tácita à prescrição pela
Administração Pública depende de lei autorizativa, de modo
que o regime de Direito Público impediria a aplicação da norma
do Código Civil.
Ou seja: após firmar a (equivocada) premissa de que o
prazo prescricional teria decorrido por completo, o Superior
Tribunal de Justiça reconheceu também ter havido a renúncia a
prescrição, mas afirmou que o regime de Direito Público
impediria a produção dos efeitos previstos no Código Civil.
Desde então, a questão jurídica passou a ser única e
exclusivamente de Direito Constitucional e exige a análise do
regime de Direito Público e a suposta — absurda, aliás —
supressão dos efeitos do art. 191 do Código Civil”.
É o relatório.
6
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Supremo Tribunal Federal
ARE 888849 ED / DF
apreciação em recurso extraordinário. 2. Agravo
regimental desprovido’ (Recurso Extraordinário n 612.799/RS-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 26/11/10).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Insiste a embargante que teria sido violado o art. 93, IX, da
Constituição Federal.
Aduz, ainda, in verbis, que
“(...) o problema enfrentado pelo Superior Tribunal de
Justiça não dizia respeito a prazo prescricional ou a
interpretação do Código Civil. Em suma, a Primeira Instância
afirmou não ter havido decurso do lapso prescricional, uma vez
que a inexistência de decisão administrativa teria mantido
suspensa a contagem do prazo; a Segunda Instância divergiu e
afirmou que teria decorrido o prazo prescricional, mas que o
ato administrativo proferido teria configurado renúncia à
prescrição; o Superior Tribunal de Justiça, por sua vez, inovou
ao afirmar que a renúncia tácita à prescrição pela
Administração Pública depende de lei autorizativa, de modo
que o regime de Direito Público impediria a aplicação da norma
do Código Civil.
Ou seja: após firmar a (equivocada) premissa de que o
prazo prescricional teria decorrido por completo, o Superior
Tribunal de Justiça reconheceu também ter havido a renúncia a
prescrição, mas afirmou que o regime de Direito Público
impediria a produção dos efeitos previstos no Código Civil.
Desde então, a questão jurídica passou a ser única e
exclusivamente de Direito Constitucional e exige a análise do
regime de Direito Público e a suposta — absurda, aliás —
supressão dos efeitos do art. 191 do Código Civil”.
É o relatório.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 888.849
DISTRITO FEDERAL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Inicialmente, nos termos da pacífica jurisprudência desta Corte,
recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, o
qual passo a analisar.
O inconformismo não merece prosperar.
Inicialmente, anoto que, conforme consignado na decisão agravada,
não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de
motivação no julgado recorrido, uma vez que a decisão está
suficientemente motivada, não obstante seja contrária à pretensão do
recorrente, tendo o Tribunal de origem apresentado suas razões de
decidir.
A exigência constitucional é de que o órgão judicante explicite as
razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento, e não
que se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa.
Ressalte-se que essa orientação foi reafirmada pelo Plenário do
Supremo Tribunal Federal, que, no exame do AI n 791.292-QO-RG,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, concluiu pela repercussão geral do
tema e assentou que “o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o
acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem
determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão”.
Nessa linha, registrem-se os seguintes julgados:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E
MORAIS. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA
279 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988.
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 888.849
DISTRITO FEDERAL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Inicialmente, nos termos da pacífica jurisprudência desta Corte,
recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, o
qual passo a analisar.
O inconformismo não merece prosperar.
Inicialmente, anoto que, conforme consignado na decisão agravada,
não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de
motivação no julgado recorrido, uma vez que a decisão está
suficientemente motivada, não obstante seja contrária à pretensão do
recorrente, tendo o Tribunal de origem apresentado suas razões de
decidir.
A exigência constitucional é de que o órgão judicante explicite as
razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento, e não
que se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa.
Ressalte-se que essa orientação foi reafirmada pelo Plenário do
Supremo Tribunal Federal, que, no exame do AI n 791.292-QO-RG,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, concluiu pela repercussão geral do
tema e assentou que “o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o
acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem
determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão”.
Nessa linha, registrem-se os seguintes julgados:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E
MORAIS. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA
279 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 888849 ED / DF
INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE
FUNDAMENTADO. AGRAVO A QUE SE NEGA
PROVIMENTO. I – A apreciação do recurso extraordinário, na
espécie, encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II –
Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Lei Maior quando o
acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado.
Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento”
(AI n 860.205/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, DJe de 25/3/14).
“PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
DEFICIÊNCIA
NA
FUNDAMENTAÇÃO DA PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO
GERAL. SUPOSTA OFENSA AO ART. 93, IX E AO ART. 5..., LV,
DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO OCORRÊNCIA. AI
791.292 QO - RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, DJE DE
13.8.2010).
REEXAME
DE
PRESSUPOSTOS
DE
ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE
OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
Recurso Extraordinário 598.365-RG/MG (REL. MIN. AYRES BRITTO, TEMA 181).
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”
(Recurso Extraordinário n 792.124/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Teori Zavascki, DJe de 19/3/14).
No mais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“No que se refere à discussão concernente à renúncia à
prescrição, destaco o seguinte excerto extraído do aresto
atacado:
‘Verifica-se que o crédito reclamado originou-se dos
contratos PG 80/86 e PG 81/86. Que após várias
negociações consubstanciadas em aditivos e repactuações,
restou acordado que o pagamento ocorreria em 31.07.92.
Partindo desta premissa, notar-se-á a presença do instituto
da prescrição, eis que, o aforamento da presente ação
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Supremo Tribunal Federal
ARE 888849 ED / DF
INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE
FUNDAMENTADO. AGRAVO A QUE SE NEGA
PROVIMENTO. I – A apreciação do recurso extraordinário, na
espécie, encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II –
Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Lei Maior quando o
acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado.
Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento”
(AI n 860.205/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, DJe de 25/3/14).
“PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
DEFICIÊNCIA
NA
FUNDAMENTAÇÃO DA PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO
GERAL. SUPOSTA OFENSA AO ART. 93, IX E AO ART. 5..., LV,
DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO OCORRÊNCIA. AI
791.292 QO - RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, DJE DE
13.8.2010).
REEXAME
DE
PRESSUPOSTOS
DE
ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE
OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
Recurso Extraordinário 598.365-RG/MG (REL. MIN. AYRES BRITTO, TEMA 181).
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”
(Recurso Extraordinário n 792.124/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Teori Zavascki, DJe de 19/3/14).
No mais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“No que se refere à discussão concernente à renúncia à
prescrição, destaco o seguinte excerto extraído do aresto
atacado:
‘Verifica-se que o crédito reclamado originou-se dos
contratos PG 80/86 e PG 81/86. Que após várias
negociações consubstanciadas em aditivos e repactuações,
restou acordado que o pagamento ocorreria em 31.07.92.
Partindo desta premissa, notar-se-á a presença do instituto
da prescrição, eis que, o aforamento da presente ação
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 888849 ED / DF
ocorreu em 15.12.2000.
Acontece, todavia, que o Estado do Pará informou,
através da Diretoria de auditoria e Acompanhamento
Interno da Secretaria de Estado de Transportes, com data
de 11.03.98, que em relação ao débito, reconhece-o, tanto
que determinou a sua atualização para fins de negociação,
conforme se depreende do documento de fls. 31/32. Essa
vontade resultou na renúncia à prescrição.’
Como se verifica, o Tribunal de origem, ao afastar a
prescrição, levou em consideração o reconhecimento do débito
— fundado na determinação de atualização monetária da
dívida. Por tal razão, impõe-se o afastamento do óbice da
Súmula 7/Superior Tribunal de Justiça, tendo em vista que o enfrentamento da questão
pressupõe, apenas, o exame do contexto fático descrito no
acórdão recorrido (e não propriamente o reexame de matéria
fática).
Por outro lado, na linha do entendimento desta Corte, o
fato acolhido pelo Tribunal de origem não implica renúncia à
prescrição.
Isso porque, em se tratando de Fazenda Pública, a
renúncia à prescrição pressupõe expressa lei autorizativa.
Assim, o instituto da renúncia à prescrição, norma de caráter
essencialmente privado, não se compatibiliza com os princípios
que regem a Administração Pública, de modo que a
irrenunciabilidade da prescrição, no âmbito do regime de
direito público, é consequência da própria indisponibilidade
dos bens públicos.
(…)
No caso concreto, o Tribunal de origem estabeleceu que o
termo inicial da prescrição é 31 de julho de 1992 e a ação foi
ajuizada em 15 de dezembro de 2000. Não admitida a renúncia,
impõe-se o reconhecimento da prescrição.”
Destarte, concluiu o Superior Tribunal de Justiça, com fundamento
no sistema normativo infraconstitucional que rege os interesses públicos,
3
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ocorreu em 15.12.2000.
Acontece, todavia, que o Estado do Pará informou,
através da Diretoria de auditoria e Acompanhamento
Interno da Secretaria de Estado de Transportes, com data
de 11.03.98, que em relação ao débito, reconhece-o, tanto
que determinou a sua atualização para fins de negociação,
conforme se depreende do documento de fls. 31/32. Essa
vontade resultou na renúncia à prescrição.’
Como se verifica, o Tribunal de origem, ao afastar a
prescrição, levou em consideração o reconhecimento do débito
— fundado na determinação de atualização monetária da
dívida. Por tal razão, impõe-se o afastamento do óbice da
Súmula 7/Superior Tribunal de Justiça, tendo em vista que o enfrentamento da questão
pressupõe, apenas, o exame do contexto fático descrito no
acórdão recorrido (e não propriamente o reexame de matéria
fática).
Por outro lado, na linha do entendimento desta Corte, o
fato acolhido pelo Tribunal de origem não implica renúncia à
prescrição.
Isso porque, em se tratando de Fazenda Pública, a
renúncia à prescrição pressupõe expressa lei autorizativa.
Assim, o instituto da renúncia à prescrição, norma de caráter
essencialmente privado, não se compatibiliza com os princípios
que regem a Administração Pública, de modo que a
irrenunciabilidade da prescrição, no âmbito do regime de
direito público, é consequência da própria indisponibilidade
dos bens públicos.
(…)
No caso concreto, o Tribunal de origem estabeleceu que o
termo inicial da prescrição é 31 de julho de 1992 e a ação foi
ajuizada em 15 de dezembro de 2000. Não admitida a renúncia,
impõe-se o reconhecimento da prescrição.”
Destarte, concluiu o Superior Tribunal de Justiça, com fundamento
no sistema normativo infraconstitucional que rege os interesses públicos,
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 888849 ED / DF
pela impossibilidade de ser reconhecida, contra a Fazenda Pública, a
renúncia tácita da prescrição decorrente de algum ato da Administração,
haja vista a indisponibilidade dos bens públicos e a inexistência de norma
específica autorizando esse reconhecimento.
Desse modo, para divergir desse entendimento, seria necessário
interpretar a legislação infraconstitucional pertinente, o que é
inadmissível em recurso extraordinário, uma vez que a ofensa à
Constituição Federal, se ocorresse, seria meramente reflexa. Incidência da
Súmula n 636/Supremo Tribunal Federal.
Sobre o tema, anotem-se o seguintes julgados:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Trabalhista. Prescrição. Renúncia. Ofensa reflexa. Precedentes.
1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o exame de ofensa
reflexa à Constituição Federal e a análise de legislação
infraconstitucional. Incidência da Súmula n 636/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo
regimental não provido” (ARE n 660.051/AL-AgR, Primeira
Turma, minha relatoria, DJe de 9/8/13).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA.
DISCUSSÃO SOBRE RENÚNCIA À PRESCRIÇÃO. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (ARE n 686.908/AL-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 15/8/12).
No mesmo sentido, registrem-se:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Ofensa ao art. 5..., inciso XXXV, da Constituição Federal. Não
ocorrência. Administrativo. Servidor público. Aposentadoria.
Revisão. Prescrição. Verificação. Legislação infraconstitucional.
Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A
jurisdição foi prestada pela Corte de origem mediante decisão
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Supremo Tribunal Federal
ARE 888849 ED / DF
pela impossibilidade de ser reconhecida, contra a Fazenda Pública, a
renúncia tácita da prescrição decorrente de algum ato da Administração,
haja vista a indisponibilidade dos bens públicos e a inexistência de norma
específica autorizando esse reconhecimento.
Desse modo, para divergir desse entendimento, seria necessário
interpretar a legislação infraconstitucional pertinente, o que é
inadmissível em recurso extraordinário, uma vez que a ofensa à
Constituição Federal, se ocorresse, seria meramente reflexa. Incidência da
Súmula n 636/Supremo Tribunal Federal.
Sobre o tema, anotem-se o seguintes julgados:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Trabalhista. Prescrição. Renúncia. Ofensa reflexa. Precedentes.
1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o exame de ofensa
reflexa à Constituição Federal e a análise de legislação
infraconstitucional. Incidência da Súmula n 636/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo
regimental não provido” (ARE n 660.051/AL-AgR, Primeira
Turma, minha relatoria, DJe de 9/8/13).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA.
DISCUSSÃO SOBRE RENÚNCIA À PRESCRIÇÃO. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (ARE n 686.908/AL-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 15/8/12).
No mesmo sentido, registrem-se:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Ofensa ao art. 5..., inciso XXXV, da Constituição Federal. Não
ocorrência. Administrativo. Servidor público. Aposentadoria.
Revisão. Prescrição. Verificação. Legislação infraconstitucional.
Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A
jurisdição foi prestada pela Corte de origem mediante decisão
4
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172223.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 888849 ED / DF
suficientemente motivada. 2. Inadmissível, em recurso
extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o
reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das
Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido”
(ARE n 781.423/RJ-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria,
DJe de 24/6/14).
“DIREITO CIVIL E DO CONSUMIDOR. PLANO DE
SAÚDE. DEVOLUÇÃO DE VALORES PAGOS. PRESCRIÇÃO.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DA
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL, AO ATO JURÍDICO
PERFEITO, AO DEVIDO PROCESSO LEGAL, AO
CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA. EVENTUAL
VIOLAÇÃO
REFLEXA
NÃO
ENSEJA
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ACÓRDÃO
RECORRIDO
DISPONIBILIZADO EM 28.01.2013. As razões do agravo não
são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão
agravada, mormente no que se refere ao âmbito
infraconstitucional do debate. O exame da alegada ofensa ao
art. 5..., XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal,
dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional
aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional
extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal.
Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n
745.842/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa
Weber, DJe de 15/8/13).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
PRESCRIÇÃO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. REEXAME
DE
PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. 2. Controvérsia decidida à luz de
legislações infraconstitucionais. Ofensa indireta à Constituição
do Brasil. 3. As alegações de desrespeito aos postulados da
legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos
5
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Supremo Tribunal Federal
ARE 888849 ED / DF
suficientemente motivada. 2. Inadmissível, em recurso
extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o
reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das
Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido”
(ARE n 781.423/RJ-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria,
DJe de 24/6/14).
“DIREITO CIVIL E DO CONSUMIDOR. PLANO DE
SAÚDE. DEVOLUÇÃO DE VALORES PAGOS. PRESCRIÇÃO.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DA
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL, AO ATO JURÍDICO
PERFEITO, AO DEVIDO PROCESSO LEGAL, AO
CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA. EVENTUAL
VIOLAÇÃO
REFLEXA
NÃO
ENSEJA
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ACÓRDÃO
RECORRIDO
DISPONIBILIZADO EM 28.01.2013. As razões do agravo não
são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão
agravada, mormente no que se refere ao âmbito
infraconstitucional do debate. O exame da alegada ofensa ao
art. 5..., XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal,
dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional
aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional
extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal.
Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n
745.842/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa
Weber, DJe de 15/8/13).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
PRESCRIÇÃO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. REEXAME
DE
PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. 2. Controvérsia decidida à luz de
legislações infraconstitucionais. Ofensa indireta à Constituição
do Brasil. 3. As alegações de desrespeito aos postulados da
legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 888849 ED / DF
decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de
normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações
de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. 4.
Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso
extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.
Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n
719.749/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau,
DJe de 14/5/10).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TÍTULOS DA DÍVIDA PÚBLICA.
COMPENSAÇÃO. PRESCRIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DA
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO
REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279). OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI n 639.000/SP-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
8/5/09).
Nego provimento ao agravo regimental.
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Supremo Tribunal Federal
ARE 888849 ED / DF
decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de
normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações
de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. 4.
Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso
extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.
Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n
719.749/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau,
DJe de 14/5/10).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TÍTULOS DA DÍVIDA PÚBLICA.
COMPENSAÇÃO. PRESCRIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DA
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO
REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279). OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI n 639.000/SP-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
8/5/09).
Nego provimento ao agravo regimental.
6
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Extrato de Ata - 30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 888.849
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) : CONSTRUCOES E COMERCIO CAMARGO CORREA S/A
ADV.(A/S) : EDGARD HERMELINO LEITE JUNIOR E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : ESTADO DO PARÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ
Decisão: A Turma, por votação unânime, converteu os embargos
de declaração em agravo regimental e a ele negou provimento, nos
termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 2... Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 888.849
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) : CONSTRUCOES E COMERCIO CAMARGO CORREA S/A
ADV.(A/S) : EDGARD HERMELINO LEITE JUNIOR E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : ESTADO DO PARÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ
Decisão: A Turma, por votação unânime, converteu os embargos
de declaração em agravo regimental e a ele negou provimento, nos
termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 2... Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AI n 791 . 292 - QO - RG",
"Súmula n 636 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 888849 ED / DF",
"ARE 888849 ED / DF",
"SÚMULA 7 / Superior Tribunal de Justiça",
"SÚMULA 7 / Superior Tribunal de Justiça",
"ARE 888849 ED / DF",
"Súmula 7 / Superior Tribunal de Justiça",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 7 / Superior Tribunal de Justiça",
"REsp 747 . 091 / ES",
"AgRg no REsp 907 . 869 / ES",
"ARE 888849 ED / DF",
"Súmula 7 / Superior Tribunal de Justiça",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 7 / Superior Tribunal de Justiça",
"REsp 747 . 091 / ES",
"AgRg no REsp 907 . 869 / ES",
"ARE 888849 ED / DF",
"AI n 791 . 292 / PE - RG - QO",
"ARE 888849 ED /",
"AI n 791 . 292 / PE - RG - QO",
"ARE 888849 ED / DF",
"AI n 360 . 265 / RJ - AgR",
"ARE n 686 . 908 / AL - AgR",
"Súmula n 636 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 660 . 051 / AL - AgR",
"AI n 360 . 265 / RJ - AgR",
"ARE n 686 . 908 / AL - AgR",
"Súmula n 636 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 660 . 051 / AL - AgR",
"ARE 888849 ED / DF",
"ARE n 644 . 915 / DF - AgR",
"AI n 481 . 650 / SP - AgR",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 888849 ED / DF",
"ARE n 644 . 915 / DF - AgR",
"AI n 481 . 650 / SP - AgR",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 485 . 013 / PB – AgR",
"Recurso Extraordinário n 612 . 799 / RS - AgR",
"ARE 888849 ED / DF",
"Recurso Extraordinário n 612 .",
"799",
"/",
"RS",
"-",
"AgR",
"AI n 791 . 292 - QO - RG",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"AI n 791 . 292 - QO - RG",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"ARE 888849 ED / DF",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 860 . 205 / RJ - AgR",
"AI 791 . 292 QO -",
"Recurso Extraordinário 598 . 365 - RG / MG",
"Recurso Extraordinário n 792 . 124 / RJ - AgR",
"ARE 888849 ED / DF",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 860 . 205 / RJ - AgR",
"AI 791 . 292 QO - RG",
"Recurso Extraordinário 598 . 365 - RG / MG",
"Recurso Extraordinário n 792 . 124 / RJ - AgR",
"ARE 888849 ED / DF",
"Súmula 7 / Superior Tribunal de Justiça",
"ARE 888849 ED / DF",
"Súmula 7 / Superior Tribunal de Justiça",
"ARE 888849 ED / DF",
"Súmula n 636 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n 636 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 660 . 051 / AL - AgR",
"ARE n 686 . 908 / AL - AgR",
"ARE 888849 ED / DF",
"Súmula n 636 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n 636 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 660 . 051 / AL - AgR",
"ARE n 686 . 908 / AL - AgR",
"ARE 888849 ED / DF",
"Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 781 . 423 / RJ - AgR",
"ARE n 745 . 842 / RS - AgR",
"ARE 888849 ED / DF",
"Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 781 . 423 / RJ - AgR",
"ARE n 745 . 842 / RS - AgR",
"ARE 888849",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 719 . 749 / RJ - AgR",
"AI n 639 . 000 / SP - AgR",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 719 . 749 / RJ - AgR",
"AI n 639 . 000 / SP - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Estadual",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , inciso LIV , 37 e 93 , inciso IX , da Constituição Federal",
"artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal",
"Constituição Federal",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , inciso LIV , 37 e 93 , inciso IX , da Constituição Federal",
"artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal",
"Constituição Federal",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Civil",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Civil",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Código Civil",
"Código Civil",
"Código Civil",
"art . 191 do Código Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Código Civil",
"Código Civil",
"Código Civil",
"art . 191 do Código Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"ART . 93 , IX , DA Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , IX , da Lei Maior",
"ART . 93 , IX E AO ART . 5 . . . , LV , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , IX , da Lei Maior",
"ART . 93 , IX E",
"AO",
"ART . 5 . . . , LV , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n",
"Constituição Federal",
"Constituição Federal",
"art . 5 . . . , inciso XXXV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Constituição Federal",
"art . 5 . . . , inciso XXXV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"art . 5 . . . , XXXV , XXXVI , LIV e LV , da Constituição Federal",
"art . 102 da Constituição Federal",
"Constituição do Brasil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , XXXV , XXXVI , LIV e LV , da Constituição Federal",
"art . 102 da Constituição Federal",
"Constituição do Brasil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"ESTADO DO PARÁ",
"ESTADO DO PARÁ",
"Brasília",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"ESTADO DO PARÁ",
"ESTADO DO PARÁ",
"DISTRITO FEDERAL",
"ESTADO DO PARÁ",
"ESTADO DO PARÁ",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"Estado do Pará",
"Estado do Pará",
"DISTRITO FEDERAL",
"ESTADO DO PARÁ",
"ESTADO DO PARÁ",
"DISTRITO FEDERAL",
"ESTADO DO PARÁ",
"ESTADO DO PARÁ"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"CONSTRUCOES E COMERCIO",
"CAMARGO CORREA S / A",
"Segunda Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"CONSTRUCOES E COMERCIO CAMARGO CORREA S / A",
"Construções e Comércio Camargo Corrêa S . A .",
"Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"MINISTÉRIO PÚBLICO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"CONSTRUCOES E COMERCIO CAMARGO CORREA S / A",
"Construções e Comércio Camargo Corrêa S . A .",
"Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"MINISTÉRIO PÚBLICO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Fazenda",
"Ministério Público",
"1",
".",
".",
"2",
".",
".",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Fazenda Pública",
"Ministério Público",
"1",
".",
".",
"2",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário deste Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário deste Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"MINISTÉRIO PÚBLICO",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"MINISTÉRIO PÚBLICO",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Segunda Instância",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Instância",
"Segunda Instância",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Secretaria de Estado de Transportes",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Secretaria de Estado de Transportes",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Fazenda Pública",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"CONSTRUCOES E COMERCIO CAMARGO CORREA S / A",
"2",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"CONSTRUCOES E COMERCIO CAMARGO CORREA S / A",
"Infra",
"-",
"estrutura de",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"EDGARD HERMELINO LEITE JUNIOR",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"EDGARD HERMELINO LEITE JUNIOR",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"EDGARD HERMELINO LEITE JUNIOR",
"DIAS TOFFOLI",
"Teori Albino Zavascki",
"Humberto Martins",
"Teori Albino Zavascki",
"Humberto Martins",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Eros Grau",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Eros Grau",
"Ayres Britto",
"Ayres Britto",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Gilmar Mendes",
"DIAS TOFFOLI",
"Gilmar Mendes",
"DIAS TOFFOLI",
"Ricardo Lewandowski",
"GILMAR MENDES",
"AYRES BRITTO",
"Teori Zavascki",
"Ricardo Lewandowski",
"GILMAR MENDES",
"AYRES BRITTO",
"Teori Zavascki",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"DIAS TOFFOLI",
"Eros Grau",
"Cármen Lúcia",
"Eros Grau",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"EDGARD HERMELINO LEITE JUNIOR",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira",
"DIAS TOFFOLI",
"EDGARD HERMELINO LEITE JUNIOR",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
".",
"2",
".",
"2006",
"18",
".",
"12",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
".",
"2",
".",
"2006",
"18",
".",
"12",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"8",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"8",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"9",
"/",
"02",
"15",
"/",
"8",
"/",
"12",
"9",
"/",
"8",
"/",
"13",
"13",
".",
"12",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"9",
"/",
"02",
"15",
"/",
"8",
"/",
"12",
"9",
"/",
"8",
"/",
"13",
"13",
".",
"12",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
"/",
"8",
"/",
"13",
"5",
"/",
"2",
"/",
"10",
"13",
"/",
"4",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
"/",
"8",
"/",
"13",
"5",
"/",
"2",
"/",
"10",
"13",
"/",
"4",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"11",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"11",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"1988",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"3",
"/",
"14",
"13",
".",
"8",
".",
"2010",
"19",
"/",
"3",
"/",
"14",
"31",
".",
"07",
".",
"92",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"3",
"/",
"14",
"13",
".",
"8",
".",
"2010",
"19",
"/",
"3",
"/",
"14",
"31",
".",
"07",
".",
"92",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
".",
"12",
".",
"2000",
"11",
".",
"03",
".",
"98",
"31 de julho de 1992",
"15 de dezembro de 2000",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
".",
"12",
".",
"2000",
"11",
".",
"03",
".",
"98",
"31 de julho de 1992",
"15 de dezembro de 2000",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9",
"/",
"8",
"/",
"13",
"15",
"/",
"8",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9",
"/",
"8",
"/",
"13",
"15",
"/",
"8",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"6",
"/",
"14",
"28",
".",
"01",
".",
"2013",
"15",
"/",
"8",
"/",
"13",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"6",
"/",
"14",
"28",
".",
"01",
".",
"2013",
"15",
"/",
"8",
"/",
"13",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"5",
"/",
"10",
"8",
"/",
"5",
"/",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"5",
"/",
"10",
"8",
"/",
"5",
"/",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"30",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 764.616
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ALEXANDRE GARCIA DE SABOIA
ADV.(A/S)
:ELIZABETH
DE
CARVALHO
SIMPLÍCIO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL
EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRESSUPOSTOS
DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DE COMPETÊNCIA DE
OUTROS TRIBUNAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.
PRAZO PRESCRICIONAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
RECURSO MANIFESTAMENTE INADMISSÍVEL. MULTA DO ART. 557,
§ 2º, DO CPC.
1. Agravo regimental interposto contra decisão que aplicou à
hipótese precedente do Supremo Tribunal Federal que assentou a
inexistência de repercussão geral da questão tratada nos autos (RE
598.365-RG, Rel. Min. Ayres Britto).
2. A discussão acerca do prazo prescricional pautado no Decreto nº
20.910/1932 se restringe ao âmbito infraconstitucional. Precedentes.
3. A petição de agravo regimental não traz fundamentos suficientes
para demonstrar que o caso concreto em julgamento apresenta
particularidades que não permitem aplicar adequadamente o paradigma
mencionado.
4. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da
multa prevista no art. 557, § 2º, do CPC.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8764149.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
ARE 764616 AGR / PE
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 764616 AGR / PE
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 764.616
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ALEXANDRE GARCIA DE SABOIA
ADV.(A/S)
:ELIZABETH
DE
CARVALHO
SIMPLÍCIO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que conheceu dos agravos para negar seguimento aos
recursos extraordinários, pelos seguintes fundamentos:
“Trata-se de dois agravos interpostos por Alexandre
Garcia de Saboia.
O primeiro agravo tem por objetivo decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, assim
ementado:
‘PROCESSUAL
CIVIL.
PRELIMINAR
DE
PRESCRIÇÃO DO FUNDO DE DIREITO ACOLHIDA EM
SEDE DE APELAÇÃO. DECISÃO TERMINATIVA.
AGRAVO REGIMENTAL, ALEGAÇÃO DE TRATAR-SE
DE PRESTAÇÕES DE TRATO SUCESSIVO/APLICAÇÃO
DA SÚMULA 85 DO STJ. INOCORRÊNCIA. AÇÃO
COMISSIVA DA ADMINISTRAÇÃO. APLICAÇÃO DE
LEI DE EFEITOS CONCRETOS. NÃO INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 85/STJ. INCIDÊNCIA DO ART. 1º DO
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 764.616
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ALEXANDRE GARCIA DE SABOIA
ADV.(A/S)
:ELIZABETH
DE
CARVALHO
SIMPLÍCIO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que conheceu dos agravos para negar seguimento aos
recursos extraordinários, pelos seguintes fundamentos:
“Trata-se de dois agravos interpostos por Alexandre
Garcia de Saboia.
O primeiro agravo tem por objetivo decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, assim
ementado:
‘PROCESSUAL
CIVIL.
PRELIMINAR
DE
PRESCRIÇÃO DO FUNDO DE DIREITO ACOLHIDA EM
SEDE DE APELAÇÃO. DECISÃO TERMINATIVA.
AGRAVO REGIMENTAL, ALEGAÇÃO DE TRATAR-SE
DE PRESTAÇÕES DE TRATO SUCESSIVO/APLICAÇÃO
DA SÚMULA 85 DO STJ. INOCORRÊNCIA. AÇÃO
COMISSIVA DA ADMINISTRAÇÃO. APLICAÇÃO DE
LEI DE EFEITOS CONCRETOS. NÃO INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 85/STJ. INCIDÊNCIA DO ART. 1º DO
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
ARE 764616 AGR / PE
DECRETO 20910/32. PRESCRIÇÃO RECONHECIDA.
DECISÃO MANTIDA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO
PROVIDO À UNANIMIDADE.’
O segundo agravo tem por objeto decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário apresentado contra
acórdão do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado:
‘ADMINISTRATIVO.
PROCESSUAL
CIVIL.
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL. SERVIDORES PÚBLICOS. AUSÊNCIA DE
INDICAÇÃO DE DISPOSITIVO DE LEI FEDERAL
VIOLADO. SÚMULA 284/STF. EXAME DE MATÉRIA
LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. DECISÃO AGRAVADA.
FUNDAMENTOS NÃO INFIRMADOS. SÚMULA
182/STJ. AGRAVO NÃO CONHECIDO.
1. ‘É inviável o agravo do art. 545 do CPC que deixa
de atacar especificamente os fundamentos da decisão
agravada" (Súmula 182/STJ).
2. Agravo regimental não conhecido.’
Os recursos são inadmissível. Quanto ao primeiro agravo, a
jurisprudência desta Corte orienta-se no sentido de que a
discussão acerca do prazo prescricional pautado no Decreto nº
20.910/1932 se restringe ao âmbito infraconstitucional (ARE
798.346-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes).
Quanto ao segundo agravo, esta Corte já reconheceu a
inexistência de repercussão geral sobre as controvérsias
atinentes a pressupostos de admissibilidade de recursos da
competência de outros Tribunais (RE 598.365, Rel. Min. Ayres
Britto).
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, b, do CPC
e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço dos agravos e nego
seguimento aos recursos extraordinários.”
2.
A parte agravante sustenta que o juízo de admissibilidade
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 764616 AGR / PE
DECRETO 20910/32. PRESCRIÇÃO RECONHECIDA.
DECISÃO MANTIDA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO
PROVIDO À UNANIMIDADE.’
O segundo agravo tem por objeto decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário apresentado contra
acórdão do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado:
‘ADMINISTRATIVO.
PROCESSUAL
CIVIL.
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL. SERVIDORES PÚBLICOS. AUSÊNCIA DE
INDICAÇÃO DE DISPOSITIVO DE LEI FEDERAL
VIOLADO. SÚMULA 284/STF. EXAME DE MATÉRIA
LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. DECISÃO AGRAVADA.
FUNDAMENTOS NÃO INFIRMADOS. SÚMULA
182/STJ. AGRAVO NÃO CONHECIDO.
1. ‘É inviável o agravo do art. 545 do CPC que deixa
de atacar especificamente os fundamentos da decisão
agravada" (Súmula 182/STJ).
2. Agravo regimental não conhecido.’
Os recursos são inadmissível. Quanto ao primeiro agravo, a
jurisprudência desta Corte orienta-se no sentido de que a
discussão acerca do prazo prescricional pautado no Decreto nº
20.910/1932 se restringe ao âmbito infraconstitucional (ARE
798.346-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes).
Quanto ao segundo agravo, esta Corte já reconheceu a
inexistência de repercussão geral sobre as controvérsias
atinentes a pressupostos de admissibilidade de recursos da
competência de outros Tribunais (RE 598.365, Rel. Min. Ayres
Britto).
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, b, do CPC
e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço dos agravos e nego
seguimento aos recursos extraordinários.”
2.
A parte agravante sustenta que o juízo de admissibilidade
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Relatório
ARE 764616 AGR / PE
feito pelo Tribunal de origem afronta a efetividade processual e que, no
caso dos autos, não há necessidade de reexame de provas. Ademais,
reitera as razões do recurso extraordinário no sentido de violação aos
arts. 5º, caput, XXXVI e LIV; e 37, caput e XV, da Constituição.
3.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 764616 AGR / PE
feito pelo Tribunal de origem afronta a efetividade processual e que, no
caso dos autos, não há necessidade de reexame de provas. Ademais,
reitera as razões do recurso extraordinário no sentido de violação aos
arts. 5º, caput, XXXVI e LIV; e 37, caput e XV, da Constituição.
3.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 764.616
PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo regimental é inadmissível, tendo em vista que
interposto contra decisão que aplicou à hipótese precedente do Supremo
Tribunal Federal que assentara a inexistência de repercussão geral da
controvérsia ora discutida (RE 598.365-RG, Rel. Min. Ayres Britto).
2.
A petição de agravo regimental não traz fundamentos
suficientes para demonstrar que o caso concreto em julgamento apresenta
particularidades que não permitem aplicar adequadamente o paradigma
mencionado.
3.
Inadmissível, ainda, a pretensão relativa à existência de
prescrição. Isso porque o Supremo Tribunal Federal se orienta no sentido
de que a discussão acerca do prazo prescricional pautado no Decreto nº
20.910/1932 se restringe ao âmbito infraconstitucional (ARE 798.346-AgR,
Rel. Min. Gilmar Mendes).
4.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental
e, ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante
multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art.
557, § 2º, do CPC. Fica a interposição de qualquer outro recurso
condicionada ao depósito da respectiva quantia, que será revertida em
favor da parte agravada.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8764151.
Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 764.616
PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo regimental é inadmissível, tendo em vista que
interposto contra decisão que aplicou à hipótese precedente do Supremo
Tribunal Federal que assentara a inexistência de repercussão geral da
controvérsia ora discutida (RE 598.365-RG, Rel. Min. Ayres Britto).
2.
A petição de agravo regimental não traz fundamentos
suficientes para demonstrar que o caso concreto em julgamento apresenta
particularidades que não permitem aplicar adequadamente o paradigma
mencionado.
3.
Inadmissível, ainda, a pretensão relativa à existência de
prescrição. Isso porque o Supremo Tribunal Federal se orienta no sentido
de que a discussão acerca do prazo prescricional pautado no Decreto nº
20.910/1932 se restringe ao âmbito infraconstitucional (ARE 798.346-AgR,
Rel. Min. Gilmar Mendes).
4.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental
e, ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante
multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art.
557, § 2º, do CPC. Fica a interposição de qualquer outro recurso
condicionada ao depósito da respectiva quantia, que será revertida em
favor da parte agravada.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 764.616
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : ALEXANDRE GARCIA DE SABOIA
ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045682
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 764.616
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : ALEXANDRE GARCIA DE SABOIA
ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9115829
| 2015-06-23T00:00:00
| 2015-08-13T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. PRAZO PRESCRICIONAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. RECURSO MANIFESTAMENTE INADMISSÍVEL. MULTA DO ART. 557, § 2º, DO CPC.
1. Agravo regimental interposto contra decisão que aplicou à hipótese precedente do Supremo Tribunal Federal que assentou a inexistência de repercussão geral da questão tratada nos autos (RE 598.365-RG, Rel. Min. Ayres Britto).
2. A discussão acerca do prazo prescricional pautado no Decreto nº 20.910/1932 se restringe ao âmbito infraconstitucional. Precedentes.
3. A petição de agravo regimental não traz fundamentos suficientes para demonstrar que o caso concreto em julgamento apresenta particularidades que não permitem aplicar adequadamente o paradigma mencionado.
4. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2º, do CPC.
|
sjur314980
|
- Acórdão(s) citado(s):
(PRAZO PRESCRICIONAL)
ARE 798346 AgR (2ªT).
(RECURSO, PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE)
RE 598365 RG.
Número de páginas: 7.
Análise: 20/08/2015, MJC.
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ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
764616
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00557 PAR-00002\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n",
"LEG-FED DEC-020910 ANO-1932\n DECRETO"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
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ARE 764616 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ALEXANDRE GARCIA DE SABOIA
ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 764.616
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ALEXANDRE GARCIA DE SABOIA
ADV.(A/S)
:ELIZABETH
DE
CARVALHO
SIMPLÍCIO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL
EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRESSUPOSTOS
DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DE COMPETÊNCIA DE
OUTROS TRIBUNAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.
PRAZO PRESCRICIONAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
RECURSO MANIFESTAMENTE INADMISSÍVEL. MULTA DO ART. 557,
§ 2..., DO Código de Processo Civil.
1. Agravo regimental interposto contra decisão que aplicou à
hipótese precedente do Supremo Tribunal Federal que assentou a
inexistência de repercussão geral da questão tratada nos autos (Recurso Extraordinário
598.365-RG, Rel. Min. Ayres Britto).
2. A discussão acerca do prazo prescricional pautado no Decreto n
20.910/1932 se restringe ao âmbito infraconstitucional. Precedentes.
3. A petição de agravo regimental não traz fundamentos suficientes
para demonstrar que o caso concreto em julgamento apresenta
particularidades que não permitem aplicar adequadamente o paradigma
mencionado.
4. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da
multa prevista no art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8764149.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
ARE 764616 AGR / PE
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 764616 AGR / PE
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 764.616
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ALEXANDRE GARCIA DE SABOIA
ADV.(A/S)
:ELIZABETH
DE
CARVALHO
SIMPLÍCIO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que conheceu dos agravos para negar seguimento aos
recursos extraordinários, pelos seguintes fundamentos:
“Trata-se de dois agravos interpostos por Alexandre
Garcia de Saboia.
O primeiro agravo tem por objetivo decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, assim
ementado:
‘PROCESSUAL
CIVIL.
PRELIMINAR
DE
PRESCRIÇÃO DO FUNDO DE DIREITO ACOLHIDA EM
SEDE DE APELAÇÃO. DECISÃO TERMINATIVA.
AGRAVO REGIMENTAL, ALEGAÇÃO DE TRATAR-SE
DE PRESTAÇÕES DE TRATO SUCESSIVO/APLICAÇÃO
DA SÚMULA 85 DO Superior Tribunal de Justiça. INOCORRÊNCIA. AÇÃO
COMISSIVA DA ADMINISTRAÇÃO. APLICAÇÃO DE
LEI DE EFEITOS CONCRETOS. NÃO INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 85/Superior Tribunal de Justiça. INCIDÊNCIA DO ART. 1... DO
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 764.616
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ALEXANDRE GARCIA DE SABOIA
ADV.(A/S)
:ELIZABETH
DE
CARVALHO
SIMPLÍCIO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que conheceu dos agravos para negar seguimento aos
recursos extraordinários, pelos seguintes fundamentos:
“Trata-se de dois agravos interpostos por Alexandre
Garcia de Saboia.
O primeiro agravo tem por objetivo decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, assim
ementado:
‘PROCESSUAL
CIVIL.
PRELIMINAR
DE
PRESCRIÇÃO DO FUNDO DE DIREITO ACOLHIDA EM
SEDE DE APELAÇÃO. DECISÃO TERMINATIVA.
AGRAVO REGIMENTAL, ALEGAÇÃO DE TRATAR-SE
DE PRESTAÇÕES DE TRATO SUCESSIVO/APLICAÇÃO
DA SÚMULA 85 DO Superior Tribunal de Justiça. INOCORRÊNCIA. AÇÃO
COMISSIVA DA ADMINISTRAÇÃO. APLICAÇÃO DE
LEI DE EFEITOS CONCRETOS. NÃO INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 85/Superior Tribunal de Justiça. INCIDÊNCIA DO ART. 1... DO
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
ARE 764616 AGR / PE
DECRETO 20910/32. PRESCRIÇÃO RECONHECIDA.
DECISÃO MANTIDA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO
PROVIDO À UNANIMIDADE.’
O segundo agravo tem por objeto decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário apresentado contra
acórdão do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado:
‘ADMINISTRATIVO.
PROCESSUAL
CIVIL.
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL. SERVIDORES PÚBLICOS. AUSÊNCIA DE
INDICAÇÃO DE DISPOSITIVO DE LEI FEDERAL
VIOLADO. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. EXAME DE MATÉRIA
LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. DECISÃO AGRAVADA.
FUNDAMENTOS NÃO INFIRMADOS. SÚMULA
182/Superior Tribunal de Justiça. AGRAVO NÃO CONHECIDO.
1. ‘É inviável o agravo do art. 545 do Código de Processo Civil que deixa
de atacar especificamente os fundamentos da decisão
agravada" (Súmula 182/Superior Tribunal de Justiça).
2. Agravo regimental não conhecido.’
Os recursos são inadmissível. Quanto ao primeiro agravo, a
jurisprudência desta Corte orienta-se no sentido de que a
discussão acerca do prazo prescricional pautado no Decreto n
20.910/1932 se restringe ao âmbito infraconstitucional (ARE
798.346-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes).
Quanto ao segundo agravo, esta Corte já reconheceu a
inexistência de repercussão geral sobre as controvérsias
atinentes a pressupostos de admissibilidade de recursos da
competência de outros Tribunais (Recurso Extraordinário 598.365, Rel. Min. Ayres
Britto).
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil
e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço dos agravos e nego
seguimento aos recursos extraordinários.”
2.
A parte agravante sustenta que o juízo de admissibilidade
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 764616 AGR / PE
DECRETO 20910/32. PRESCRIÇÃO RECONHECIDA.
DECISÃO MANTIDA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO
PROVIDO À UNANIMIDADE.’
O segundo agravo tem por objeto decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário apresentado contra
acórdão do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado:
‘ADMINISTRATIVO.
PROCESSUAL
CIVIL.
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL. SERVIDORES PÚBLICOS. AUSÊNCIA DE
INDICAÇÃO DE DISPOSITIVO DE LEI FEDERAL
VIOLADO. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. EXAME DE MATÉRIA
LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. DECISÃO AGRAVADA.
FUNDAMENTOS NÃO INFIRMADOS. SÚMULA
182/Superior Tribunal de Justiça. AGRAVO NÃO CONHECIDO.
1. ‘É inviável o agravo do art. 545 do Código de Processo Civil que deixa
de atacar especificamente os fundamentos da decisão
agravada" (Súmula 182/Superior Tribunal de Justiça).
2. Agravo regimental não conhecido.’
Os recursos são inadmissível. Quanto ao primeiro agravo, a
jurisprudência desta Corte orienta-se no sentido de que a
discussão acerca do prazo prescricional pautado no Decreto n
20.910/1932 se restringe ao âmbito infraconstitucional (ARE
798.346-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes).
Quanto ao segundo agravo, esta Corte já reconheceu a
inexistência de repercussão geral sobre as controvérsias
atinentes a pressupostos de admissibilidade de recursos da
competência de outros Tribunais (Recurso Extraordinário 598.365, Rel. Min. Ayres
Britto).
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil
e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço dos agravos e nego
seguimento aos recursos extraordinários.”
2.
A parte agravante sustenta que o juízo de admissibilidade
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Relatório
ARE 764616 AGR / PE
feito pelo Tribunal de origem afronta a efetividade processual e que, no
caso dos autos, não há necessidade de reexame de provas. Ademais,
reitera as razões do recurso extraordinário no sentido de violação aos
arts. 5..., caput, XXXVI e LIV; e 37, caput e XV, da Constituição.
3.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 764616 AGR / PE
feito pelo Tribunal de origem afronta a efetividade processual e que, no
caso dos autos, não há necessidade de reexame de provas. Ademais,
reitera as razões do recurso extraordinário no sentido de violação aos
arts. 5..., caput, XXXVI e LIV; e 37, caput e XV, da Constituição.
3.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 764.616
PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo regimental é inadmissível, tendo em vista que
interposto contra decisão que aplicou à hipótese precedente do Supremo
Tribunal Federal que assentara a inexistência de repercussão geral da
controvérsia ora discutida (Recurso Extraordinário 598.365-RG, Rel. Min. Ayres Britto).
2.
A petição de agravo regimental não traz fundamentos
suficientes para demonstrar que o caso concreto em julgamento apresenta
particularidades que não permitem aplicar adequadamente o paradigma
mencionado.
3.
Inadmissível, ainda, a pretensão relativa à existência de
prescrição. Isso porque o Supremo Tribunal Federal se orienta no sentido
de que a discussão acerca do prazo prescricional pautado no Decreto n
20.910/1932 se restringe ao âmbito infraconstitucional (ARE 798.346-AgR,
Rel. Min. Gilmar Mendes).
4.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental
e, ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante
multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art.
557, § 2..., do Código de Processo Civil. Fica a interposição de qualquer outro recurso
condicionada ao depósito da respectiva quantia, que será revertida em
favor da parte agravada.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 764.616
PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo regimental é inadmissível, tendo em vista que
interposto contra decisão que aplicou à hipótese precedente do Supremo
Tribunal Federal que assentara a inexistência de repercussão geral da
controvérsia ora discutida (Recurso Extraordinário 598.365-RG, Rel. Min. Ayres Britto).
2.
A petição de agravo regimental não traz fundamentos
suficientes para demonstrar que o caso concreto em julgamento apresenta
particularidades que não permitem aplicar adequadamente o paradigma
mencionado.
3.
Inadmissível, ainda, a pretensão relativa à existência de
prescrição. Isso porque o Supremo Tribunal Federal se orienta no sentido
de que a discussão acerca do prazo prescricional pautado no Decreto n
20.910/1932 se restringe ao âmbito infraconstitucional (ARE 798.346-AgR,
Rel. Min. Gilmar Mendes).
4.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental
e, ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante
multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art.
557, § 2..., do Código de Processo Civil. Fica a interposição de qualquer outro recurso
condicionada ao depósito da respectiva quantia, que será revertida em
favor da parte agravada.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 764.616
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : ALEXANDRE GARCIA DE SABOIA
ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 764.616
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : ALEXANDRE GARCIA DE SABOIA
ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 764 . 616",
"Recurso Extraordinário 598 . 365 - RG",
"ARE 764616",
"ARE 764616",
"SÚMULA 85 DO Superior Tribunal de Justiça",
"SÚMULA 85 / Superior Tribunal de Justiça",
"SÚMULA 85 DO Superior Tribunal de Justiça",
"SÚMULA 85 / Superior Tribunal de Justiça",
"ARE 764616 AGR /",
"SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 182 / Superior Tribunal de Justiça",
"ARE 798 . 346 - AgR",
"Recurso Extraordinário 598 . 365",
"ARE 764616 AGR / PE",
"SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 182 / Superior Tribunal de Justiça",
"Súmula 182 / Superior Tribunal de Justiça",
"ARE 798 . 346 - AgR",
"Recurso Extraordinário 598 . 365",
"ARE 764616 AGR / PE",
"ARE 764616 AGR /",
"Recurso Extraordinário 598 . 365 - RG",
"ARE 798 . 346 - AgR",
"Recurso Extraordinário 598 . 365 - RG",
"ARE 798 . 346 - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 557 , § 2 . . . , DO Código de Processo Civil",
"Decreto n 20 . 910 / 1932",
"art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"DECRETO 20910 / 32",
"art . 545 do Código de Processo Civil",
"Decreto n 20 . 910 / 1932",
"art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . ,",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"DECRETO 20910 / 32",
"art . 545 do Código de Processo Civil",
"Decreto n 20 . 910 /",
"art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts",
"37 , caput e XV , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . , caput , XXXVI e LIV ; e 37 , caput e XV , da Constituição .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto n 20 . 910 / 1932",
"art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto n 20 . 910 / 1932",
"art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"Brasília",
"Brasília",
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"ALEXANDRE GARCIA DE SABOIA",
"ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO",
"Ayres Britto",
"Rosa Weber",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Rosa Weber",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"ALEXANDRE GARCIA DE SABOIA",
"ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Alexandre Garcia de Saboia",
"ROBERTO BARROSO",
"ALEXANDRE GARCIA DE SABOIA",
"ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Alexandre Garcia de Saboia",
"Gilmar Mendes",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Ayres Britto",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"ROBERTO BARROSO",
"ALEXANDRE GARCIA DE SABOIA",
"ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"ALEXANDRE GARCIA DE SABOIA",
"ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 516.162 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
EMBTE.(S)
:TRANSPORTADORA TEGON VALENTI S/A
ADV.(A/S)
:CLÁUDIO ROBERTO NUNES GOLGO
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
EMBARGOS DECLARATÓRIOS – CONTRADIÇÃO. Uma vez
verificada contradição quanto ao exame de certo tema, impõe-se o
provimento dos embargos declaratórios.
EMBARGOS DECLARATÓRIOS – EFEITO MODIFICATIVO –
IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS-
ICMS – BASE DE INCIDÊNCIA REDUZIDA – REGIME
PROPORCIONAL DE APROVEITAMENTO DE CRÉDITOS – SISTEMA
OPCIONAL – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PROVIMENTO
PARCIAL. O Tribunal, no Recurso Extraordinário nº 477.323/RS, de
minha relatoria, reconheceu, por unanimidade, a conformidade com o
princípio da não cumulatividade da sistemática de apropriação
proporcional de créditos do Imposto sobre Circulação de Mercadoria e
Serviços ICMS, presente regime opcional de benefício fiscal a envolver
base do tributo reduzida.
AGRAVO REGIMENTAL – MULTA – INSUBSISTÊNCIA. Uma vez
afastada a premissa alusiva ao caráter protelatório do agravo regimental,
impõe-se declarar a insubsistência da multa.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em acolher os embargos de
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9045299.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
RE 516162 AGR-ED / RS
declaração no agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos
do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra
Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas
notas taquigráficas.
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 516162 AGR-ED / RS
declaração no agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos
do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra
Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas
notas taquigráficas.
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
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Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 516.162 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
EMBTE.(S)
:TRANSPORTADORA TEGON VALENTI S/A
ADV.(A/S)
:CLÁUDIO ROBERTO NUNES GOLGO
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A Primeira Turma
negou provimento a pedido formulado em agravo, ante fundamentos
assim resumidos (folha 526):
IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E
SERVIÇOS ICMS PRINCÍPIO DA NÃO CUMULATIVIDADE
REDUÇÃO DA BASE DE CÁLCULO PRECEDENTE DO
PLENÁRIO. O Plenário, apreciando o Recurso Extraordinário
nº 174.478-2/SP, considerou harmônica com a Carta da
República a exigência de estorno do crédito do ICMS relativo à
entrada de insumos usados na fabricação de produtos cujas
saídas foram realizadas com redução da base de cálculo.
AGRAVO ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO
CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado,
impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do
Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus
decorrente da litigância de má-fé.
A embargante, nos declaratórios de folha 535 a 537, aponta a
existência de contradição no julgado e pleiteia a concessão de efeitos
modificativos. Discorre acerca do reconhecimento da repercussão geral
da matéria, buscando o sobrestamento do processo nos termos do artigo
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9045300.
Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 516.162 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
EMBTE.(S)
:TRANSPORTADORA TEGON VALENTI S/A
ADV.(A/S)
:CLÁUDIO ROBERTO NUNES GOLGO
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A Primeira Turma
negou provimento a pedido formulado em agravo, ante fundamentos
assim resumidos (folha 526):
IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E
SERVIÇOS ICMS PRINCÍPIO DA NÃO CUMULATIVIDADE
REDUÇÃO DA BASE DE CÁLCULO PRECEDENTE DO
PLENÁRIO. O Plenário, apreciando o Recurso Extraordinário
nº 174.478-2/SP, considerou harmônica com a Carta da
República a exigência de estorno do crédito do ICMS relativo à
entrada de insumos usados na fabricação de produtos cujas
saídas foram realizadas com redução da base de cálculo.
AGRAVO ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO
CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado,
impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do
Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus
decorrente da litigância de má-fé.
A embargante, nos declaratórios de folha 535 a 537, aponta a
existência de contradição no julgado e pleiteia a concessão de efeitos
modificativos. Discorre acerca do reconhecimento da repercussão geral
da matéria, buscando o sobrestamento do processo nos termos do artigo
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
RE 516162 AGR-ED / RS
543-B do Código de Processo Civil. Pleiteia a insubsistência da multa
aplicada.
O Estado do Rio Grande do Sul, em contrarrazões de folha 544 a 548,
aponta o acerto do ato impugnado.
Em 7 de maio de 2013, determinei o sobrestamento do processo até o
julgamento do Recurso Extraordinário nº 477.323 (folhas 550 e 551).
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 516162 AGR-ED / RS
543-B do Código de Processo Civil. Pleiteia a insubsistência da multa
aplicada.
O Estado do Rio Grande do Sul, em contrarrazões de folha 544 a 548,
aponta o acerto do ato impugnado.
Em 7 de maio de 2013, determinei o sobrestamento do processo até o
julgamento do Recurso Extraordinário nº 477.323 (folhas 550 e 551).
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 516.162 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição destes embargos, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente
credenciado, foi protocolada no prazo assinado em lei. Conheço.
Afasto o sobrestamento anteriormente determinado.
No Recurso Extraordinário nº 477.323/RS, de minha relatoria, na
sessão plenária de 16 de outubro de 2014, votei no sentido de dar
provimento ao extraordinário do Estado do Rio Grande do Sul para
reconhecer a conformidade com o princípio da não cumulatividade da
sistemática de apropriação proporcional de créditos do Imposto sobre
Circulação de Mercadoria e Serviços ICMS, presente regime opcional de
benefício fiscal a envolver base do tributo reduzida. Fui acompanhado
pelos demais Ministros, sendo assegurado à empresa recorrida o
aproveitamento de créditos oriundos da aquisição de insumos na mesma
proporção das saídas tributadas.
O Tribunal de origem afastou tanto o benefício da redução da base
de cálculo quanto a exigência de estorno total dos créditos de entrada do
imposto, determinando a apuração tributária pelo regime normal de
créditos e débitos. No extraordinário, o Estado do Rio Grande do Sul
pleiteou fosse reconhecida a constitucionalidade da sistemática da
redução da base de incidência e da rejeição total dos créditos. Mediante o
pronunciamento de folha 476 a 478, dei provimento ao recurso. O ato foi
mantido, em sede de agravo formalizado pela embargante, por meio do
acórdão embargado.
Considerado o decidido pelo Supremo no Recurso Extraordinário nº
477.323/RS, impõe-se acolher o pedido formulado nos embargos para dar
provimento parcial ao regimental interposto, determinando seja dado
prosseguimento à execução fiscal mediante o recálculo dos valores
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 516.162 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição destes embargos, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente
credenciado, foi protocolada no prazo assinado em lei. Conheço.
Afasto o sobrestamento anteriormente determinado.
No Recurso Extraordinário nº 477.323/RS, de minha relatoria, na
sessão plenária de 16 de outubro de 2014, votei no sentido de dar
provimento ao extraordinário do Estado do Rio Grande do Sul para
reconhecer a conformidade com o princípio da não cumulatividade da
sistemática de apropriação proporcional de créditos do Imposto sobre
Circulação de Mercadoria e Serviços ICMS, presente regime opcional de
benefício fiscal a envolver base do tributo reduzida. Fui acompanhado
pelos demais Ministros, sendo assegurado à empresa recorrida o
aproveitamento de créditos oriundos da aquisição de insumos na mesma
proporção das saídas tributadas.
O Tribunal de origem afastou tanto o benefício da redução da base
de cálculo quanto a exigência de estorno total dos créditos de entrada do
imposto, determinando a apuração tributária pelo regime normal de
créditos e débitos. No extraordinário, o Estado do Rio Grande do Sul
pleiteou fosse reconhecida a constitucionalidade da sistemática da
redução da base de incidência e da rejeição total dos créditos. Mediante o
pronunciamento de folha 476 a 478, dei provimento ao recurso. O ato foi
mantido, em sede de agravo formalizado pela embargante, por meio do
acórdão embargado.
Considerado o decidido pelo Supremo no Recurso Extraordinário nº
477.323/RS, impõe-se acolher o pedido formulado nos embargos para dar
provimento parcial ao regimental interposto, determinando seja dado
prosseguimento à execução fiscal mediante o recálculo dos valores
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
RE 516162 AGR-ED / RS
inscritos em Dívida Ativa a título do Imposto sobre Circulação de
Mercadorias e Serviços – ICMS, atendidos estes critérios: manutenção da
base de cálculo reduzida no patamar de 80%, tal como previsto na
legislação impugnada, assegurado à recorrida o aproveitamento de
créditos oriundos da aquisição de insumos na mesma proporção das
saídas tributadas. Afasto a multa decorrente do § 2º do artigo 577 do
Código de Processo Civil. Sendo as partes vencida e vencedora, os ônus
da sucumbência deverão ser compensados e distribuídos entre si,
consoante dispõe o artigo 21 do Código de Processo Civil.
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 516162 AGR-ED / RS
inscritos em Dívida Ativa a título do Imposto sobre Circulação de
Mercadorias e Serviços – ICMS, atendidos estes critérios: manutenção da
base de cálculo reduzida no patamar de 80%, tal como previsto na
legislação impugnada, assegurado à recorrida o aproveitamento de
créditos oriundos da aquisição de insumos na mesma proporção das
saídas tributadas. Afasto a multa decorrente do § 2º do artigo 577 do
Código de Processo Civil. Sendo as partes vencida e vencedora, os ônus
da sucumbência deverão ser compensados e distribuídos entre si,
consoante dispõe o artigo 21 do Código de Processo Civil.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9045301.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 516.162
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
EMBTE.(S) : TRANSPORTADORA TEGON VALENTI S/A
ADV.(A/S) : CLÁUDIO ROBERTO NUNES GOLGO
EMBDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma acolheu os embargos de declaração, nos termos
do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente,
deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045640
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 516.162
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
EMBTE.(S) : TRANSPORTADORA TEGON VALENTI S/A
ADV.(A/S) : CLÁUDIO ROBERTO NUNES GOLGO
EMBDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma acolheu os embargos de declaração, nos termos
do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente,
deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045640
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9116403
| 2015-06-23T00:00:00
| 2015-08-13T00:00:00
|
A Turma acolheu os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
|
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
EMBARGOS DECLARATÓRIOS – CONTRADIÇÃO. Uma vez verificada contradição quanto ao exame de certo tema, impõe-se o provimento dos embargos declaratórios.
EMBARGOS DECLARATÓRIOS – EFEITO MODIFICATIVO – IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS- ICMS – BASE DE INCIDÊNCIA REDUZIDA – REGIME PROPORCIONAL DE APROVEITAMENTO DE CRÉDITOS – SISTEMA OPCIONAL – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PROVIMENTO PARCIAL. O Tribunal, no Recurso Extraordinário nº 477.323/RS, de minha relatoria, reconheceu, por unanimidade, a conformidade com o princípio da não cumulatividade da sistemática de apropriação proporcional de créditos do Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços ICMS, presente regime opcional de benefício fiscal a envolver base do tributo reduzida.
AGRAVO REGIMENTAL – MULTA – INSUBSISTÊNCIA. Uma vez afastada a premissa alusiva ao caráter protelatório do agravo regimental, impõe-se declarar a insubsistência da multa.
|
sjur314997
|
- Acórdão(s) citado(s):
(ICMS, BASE REDUZIDA, APROVEITAMENTO DE CRÉDITOS)
RE 477323 (TP).
Número de páginas: 7.
Análise: 20/08/2015, BMP.
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MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
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516162
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00021 ART-00577 PAR-00002\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL"
] |
RE-AgR-ED
|
acordaos
|
RE 516162 AgR-ED
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[
""
] |
EMBTE.(S) : TRANSPORTADORA TEGON VALENTI S/A
ADV.(A/S) : CLÁUDIO ROBERTO NUNES GOLGO
EMBDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
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[
""
] |
Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 516.162 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
EMBTE.(S)
:TRANSPORTADORA TEGON VALENTI S/A
ADV.(A/S)
:CLÁUDIO ROBERTO NUNES GOLGO
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
EMBARGOS DECLARATÓRIOS – CONTRADIÇÃO. Uma vez
verificada contradição quanto ao exame de certo tema, impõe-se o
provimento dos embargos declaratórios.
EMBARGOS DECLARATÓRIOS – EFEITO MODIFICATIVO –
IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS-
ICMS – BASE DE INCIDÊNCIA REDUZIDA – REGIME
PROPORCIONAL DE APROVEITAMENTO DE CRÉDITOS – SISTEMA
OPCIONAL – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PROVIMENTO
PARCIAL. O Tribunal, no Recurso Extraordinário n 477.323/RS, de
minha relatoria, reconheceu, por unanimidade, a conformidade com o
princípio da não cumulatividade da sistemática de apropriação
proporcional de créditos do Imposto sobre Circulação de Mercadoria e
Serviços ICMS, presente regime opcional de benefício fiscal a envolver
base do tributo reduzida.
AGRAVO REGIMENTAL – MULTA – INSUBSISTÊNCIA. Uma vez
afastada a premissa alusiva ao caráter protelatório do agravo regimental,
impõe-se declarar a insubsistência da multa.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em acolher os embargos de
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9045299.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
Recurso Extraordinário 516162 AGR-ED / RS
declaração no agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos
do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra
Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas
notas taquigráficas.
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 516162 AGR-ED / RS
declaração no agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos
do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra
Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas
notas taquigráficas.
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
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Relatório
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 516.162 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
EMBTE.(S)
:TRANSPORTADORA TEGON VALENTI S/A
ADV.(A/S)
:CLÁUDIO ROBERTO NUNES GOLGO
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A Primeira Turma
negou provimento a pedido formulado em agravo, ante fundamentos
assim resumidos (folha 526):
IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E
SERVIÇOS ICMS PRINCÍPIO DA NÃO CUMULATIVIDADE
REDUÇÃO DA BASE DE CÁLCULO PRECEDENTE DO
PLENÁRIO. O Plenário, apreciando o Recurso Extraordinário
n 174.478-2/SP, considerou harmônica com a Carta da
República a exigência de estorno do crédito do ICMS relativo à
entrada de insumos usados na fabricação de produtos cujas
saídas foram realizadas com redução da base de cálculo.
AGRAVO ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO
CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado,
impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do
Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus
decorrente da litigância de má-fé.
A embargante, nos declaratórios de folha 535 a 537, aponta a
existência de contradição no julgado e pleiteia a concessão de efeitos
modificativos. Discorre acerca do reconhecimento da repercussão geral
da matéria, buscando o sobrestamento do processo nos termos do artigo
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 516.162 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
EMBTE.(S)
:TRANSPORTADORA TEGON VALENTI S/A
ADV.(A/S)
:CLÁUDIO ROBERTO NUNES GOLGO
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A Primeira Turma
negou provimento a pedido formulado em agravo, ante fundamentos
assim resumidos (folha 526):
IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E
SERVIÇOS ICMS PRINCÍPIO DA NÃO CUMULATIVIDADE
REDUÇÃO DA BASE DE CÁLCULO PRECEDENTE DO
PLENÁRIO. O Plenário, apreciando o Recurso Extraordinário
n 174.478-2/SP, considerou harmônica com a Carta da
República a exigência de estorno do crédito do ICMS relativo à
entrada de insumos usados na fabricação de produtos cujas
saídas foram realizadas com redução da base de cálculo.
AGRAVO ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO
CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado,
impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do
Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus
decorrente da litigância de má-fé.
A embargante, nos declaratórios de folha 535 a 537, aponta a
existência de contradição no julgado e pleiteia a concessão de efeitos
modificativos. Discorre acerca do reconhecimento da repercussão geral
da matéria, buscando o sobrestamento do processo nos termos do artigo
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Relatório
Recurso Extraordinário 516162 AGR-ED / RS
543-B do Código de Processo Civil. Pleiteia a insubsistência da multa
aplicada.
O Estado do Rio Grande do Sul, em contrarrazões de folha 544 a 548,
aponta o acerto do ato impugnado.
Em 7 de maio de 2013, determinei o sobrestamento do processo até o
julgamento do Recurso Extraordinário n 477.323 (folhas 550 e 551).
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 516162 AGR-ED / RS
543-B do Código de Processo Civil. Pleiteia a insubsistência da multa
aplicada.
O Estado do Rio Grande do Sul, em contrarrazões de folha 544 a 548,
aponta o acerto do ato impugnado.
Em 7 de maio de 2013, determinei o sobrestamento do processo até o
julgamento do Recurso Extraordinário n 477.323 (folhas 550 e 551).
É o relatório.
2
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 516.162 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição destes embargos, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente
credenciado, foi protocolada no prazo assinado em lei. Conheço.
Afasto o sobrestamento anteriormente determinado.
No Recurso Extraordinário n 477.323/RS, de minha relatoria, na
sessão plenária de 16 de outubro de 2014, votei no sentido de dar
provimento ao extraordinário do Estado do Rio Grande do Sul para
reconhecer a conformidade com o princípio da não cumulatividade da
sistemática de apropriação proporcional de créditos do Imposto sobre
Circulação de Mercadoria e Serviços ICMS, presente regime opcional de
benefício fiscal a envolver base do tributo reduzida. Fui acompanhado
pelos demais Ministros, sendo assegurado à empresa recorrida o
aproveitamento de créditos oriundos da aquisição de insumos na mesma
proporção das saídas tributadas.
O Tribunal de origem afastou tanto o benefício da redução da base
de cálculo quanto a exigência de estorno total dos créditos de entrada do
imposto, determinando a apuração tributária pelo regime normal de
créditos e débitos. No extraordinário, o Estado do Rio Grande do Sul
pleiteou fosse reconhecida a constitucionalidade da sistemática da
redução da base de incidência e da rejeição total dos créditos. Mediante o
pronunciamento de folha 476 a 478, dei provimento ao recurso. O ato foi
mantido, em sede de agravo formalizado pela embargante, por meio do
acórdão embargado.
Considerado o decidido pelo Supremo no Recurso Extraordinário n
477.323/RS, impõe-se acolher o pedido formulado nos embargos para dar
provimento parcial ao regimental interposto, determinando seja dado
prosseguimento à execução fiscal mediante o recálculo dos valores
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 516.162 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição destes embargos, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente
credenciado, foi protocolada no prazo assinado em lei. Conheço.
Afasto o sobrestamento anteriormente determinado.
No Recurso Extraordinário n 477.323/RS, de minha relatoria, na
sessão plenária de 16 de outubro de 2014, votei no sentido de dar
provimento ao extraordinário do Estado do Rio Grande do Sul para
reconhecer a conformidade com o princípio da não cumulatividade da
sistemática de apropriação proporcional de créditos do Imposto sobre
Circulação de Mercadoria e Serviços ICMS, presente regime opcional de
benefício fiscal a envolver base do tributo reduzida. Fui acompanhado
pelos demais Ministros, sendo assegurado à empresa recorrida o
aproveitamento de créditos oriundos da aquisição de insumos na mesma
proporção das saídas tributadas.
O Tribunal de origem afastou tanto o benefício da redução da base
de cálculo quanto a exigência de estorno total dos créditos de entrada do
imposto, determinando a apuração tributária pelo regime normal de
créditos e débitos. No extraordinário, o Estado do Rio Grande do Sul
pleiteou fosse reconhecida a constitucionalidade da sistemática da
redução da base de incidência e da rejeição total dos créditos. Mediante o
pronunciamento de folha 476 a 478, dei provimento ao recurso. O ato foi
mantido, em sede de agravo formalizado pela embargante, por meio do
acórdão embargado.
Considerado o decidido pelo Supremo no Recurso Extraordinário n
477.323/RS, impõe-se acolher o pedido formulado nos embargos para dar
provimento parcial ao regimental interposto, determinando seja dado
prosseguimento à execução fiscal mediante o recálculo dos valores
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
Recurso Extraordinário 516162 AGR-ED / RS
inscritos em Dívida Ativa a título do Imposto sobre Circulação de
Mercadorias e Serviços – ICMS, atendidos estes critérios: manutenção da
base de cálculo reduzida no patamar de 80%, tal como previsto na
legislação impugnada, assegurado à recorrida o aproveitamento de
créditos oriundos da aquisição de insumos na mesma proporção das
saídas tributadas. Afasto a multa decorrente do § 2... do artigo 577 do
Código de Processo Civil. Sendo as partes vencida e vencedora, os ônus
da sucumbência deverão ser compensados e distribuídos entre si,
consoante dispõe o artigo 21 do Código de Processo Civil.
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9045301.
Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 516162 AGR-ED / RS
inscritos em Dívida Ativa a título do Imposto sobre Circulação de
Mercadorias e Serviços – ICMS, atendidos estes critérios: manutenção da
base de cálculo reduzida no patamar de 80%, tal como previsto na
legislação impugnada, assegurado à recorrida o aproveitamento de
créditos oriundos da aquisição de insumos na mesma proporção das
saídas tributadas. Afasto a multa decorrente do § 2... do artigo 577 do
Código de Processo Civil. Sendo as partes vencida e vencedora, os ônus
da sucumbência deverão ser compensados e distribuídos entre si,
consoante dispõe o artigo 21 do Código de Processo Civil.
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9045301.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 516.162
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
EMBTE.(S) : TRANSPORTADORA TEGON VALENTI S/A
ADV.(A/S) : CLÁUDIO ROBERTO NUNES GOLGO
EMBDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma acolheu os embargos de declaração, nos termos
do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente,
deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045640
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 516.162
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
EMBTE.(S) : TRANSPORTADORA TEGON VALENTI S/A
ADV.(A/S) : CLÁUDIO ROBERTO NUNES GOLGO
EMBDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma acolheu os embargos de declaração, nos termos
do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente,
deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045640
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 516 . 162",
"Recurso Extraordinário n 477 . 323 / RS",
"Recurso Extraordinário 516162 AGR - ED / RS",
"Recurso Extraordinário 516162 AGR - ED / RS",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 516 . 162",
"Recurso Extraordinário n 174 . 478 - 2 / SP",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 516 . 162",
"Recurso Extraordinário n 174 . 478 - 2 / SP",
"Recurso Extraordinário 516162 AGR - ED / RS",
"Recurso Extraordinário n 477 . 323",
"Recurso Extraordinário 516162 AGR - ED / RS 543 - B do",
"Recurso Extraordinário n 477 . 323",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 516 . 162",
"Recurso Extraordinário n 477 . 323 / RS",
"Recurso Extraordinário n 477 . 323 / RS",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 516 . 162",
"Recurso Extraordinário n 477 . 323 / RS",
"Recurso Extraordinário n 477 . 323 / RS",
"Recurso Extraordinário 516162 AGR - ED / RS",
"Recurso Extraordinário 516162 AGR - ED / RS"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"ARTIGO 557 ,",
"§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"543",
"-",
"B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§ 2 .",
"artigo 21 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§ 2 . . . do artigo 577 do Código de Processo Civil",
"artigo 21 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"RIO GRANDE DO SUL",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"RIO GRANDE DO SUL",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"TRANSPORTADORA",
"TEGON VALENTI S / A",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"TRANSPORTADORA TEGON VALENTI S / A",
"Primeira Turma",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"TRANSPORTADORA TEGON VALENTI S / A",
"Primeira Turma",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"TRANSPORTADORA TEGON VALENTI S / A",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"TEGON VALENTI S / A",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"CLÁUDIO ROBERTO NUNES GOLGO",
"Rosa Weber",
"MARCO AURÉLIO",
"Rosa Weber",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"CLÁUDIO ROBERTO NUNES GOLGO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"CLÁUDIO ROBERTO NUNES GOLGO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"CLÁUDIO ROBERTO NUNES GOLGO",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"CLÁUDIO ROBERTO NUNES GOLGO",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7 de maio de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7 de maio de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"16 de outubro de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"16 de outubro de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
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Ementa e Acórdão
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.004
PERNAMBUCO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:WHITE
MARTINS
GASES
INDUSTRIAIS
DO
NORDESTE S/A
ADV.(A/S)
:PEDRO LUCIANO MARREY JÚNIOR E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
EMENTA
DIREITO TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA DE PESSOA
JURÍDICA - IRPJ. LEI Nº 8.200/1991 E DECRETO Nº 332/1991.
ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, II, XXXV, LIV E LV, DA
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LEGALIDADE. CONTRADITÓRIO E
AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. INAFASTABILIDADE
DA JURISDIÇÃO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL.
EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL.
ARTIGO 93, IX, DA CARTA MAGNA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA.
RAZÕES
DE
DECIDIR
EXPLICITADAS
PELO
ÓRGÃO
JURISDICIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 15.5.2009.
1. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Lei Maior. A jurisprudência
do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o referido dispositivo
constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões do
seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento
suscitado pelas partes.
2. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, II, XXXV, LIV e LV, da
Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a
matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise
da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à
competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
ARE 894004 AGR / PE
Carta.
3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
4. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 30 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 894004 AGR / PE
Carta.
3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
4. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 30 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
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Relatório
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.004
PERNAMBUCO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:WHITE
MARTINS
GASES
INDUSTRIAIS
DO
NORDESTE S/A
ADV.(A/S)
:PEDRO LUCIANO MARREY JÚNIOR E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental White Martins Gases Industriais do Nordeste S/A.
Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos
preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na tese da
afronta aos princípios da legalidade, inafastabilidade da jurisdição,
devido processo legal, contraditório e ampla defesa. Reitera a ofensa aos
arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV, 93, IX, e 150, I, III, “a”, da Constituição
Federal.
O Tribunal Regional Federal da 5ª Região julgou a controvérsia em
decisão cuja ementa reproduzo:
“TRIBUTÁRIO.
IRPJ.
LEI
Nº
8.200/91.
CONSTITUCIONALIDADE DECLARADA PELO STF.
INEXISTÊNCIA DE OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA
LEGALIDADE, DA ANTERIORIDADE E DA ISONOMIA.
DECRETO Nº 332/91. LEGALIDADE. OBEDIÊNCIA AOS
LIMITES DA LEI REGULADA.
1. O Supremo Tribunal Federal confirmou a
constitucionalidade do art. 3º, inciso I, da Lei nº 8.200/91,
asseverando a inexistência de empréstimo compulsório não
autorizado pela Constituição Federal.
Inexistência de violação aos princípios constitucionais da
Supremo Tribunal Federal
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30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.004
PERNAMBUCO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:WHITE
MARTINS
GASES
INDUSTRIAIS
DO
NORDESTE S/A
ADV.(A/S)
:PEDRO LUCIANO MARREY JÚNIOR E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental White Martins Gases Industriais do Nordeste S/A.
Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos
preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na tese da
afronta aos princípios da legalidade, inafastabilidade da jurisdição,
devido processo legal, contraditório e ampla defesa. Reitera a ofensa aos
arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV, 93, IX, e 150, I, III, “a”, da Constituição
Federal.
O Tribunal Regional Federal da 5ª Região julgou a controvérsia em
decisão cuja ementa reproduzo:
“TRIBUTÁRIO.
IRPJ.
LEI
Nº
8.200/91.
CONSTITUCIONALIDADE DECLARADA PELO STF.
INEXISTÊNCIA DE OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA
LEGALIDADE, DA ANTERIORIDADE E DA ISONOMIA.
DECRETO Nº 332/91. LEGALIDADE. OBEDIÊNCIA AOS
LIMITES DA LEI REGULADA.
1. O Supremo Tribunal Federal confirmou a
constitucionalidade do art. 3º, inciso I, da Lei nº 8.200/91,
asseverando a inexistência de empréstimo compulsório não
autorizado pela Constituição Federal.
Inexistência de violação aos princípios constitucionais da
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
ARE 894004 AGR / PE
anterioridade tributária, da legalidade e da isonomia.
2. O Decreto nº 332/91 não extrapolou os limites da lei
regulada, motivo pelo qual não se vislumbra qualquer vício de
ilegalidade.
3. “Declarada a constitucionalidade do art. 3º, I, da Lei
8.200/91, o Decreto regulamentar 332/91 não contrariou nem
ultrapassou os limites da lei, devendo a base de cálculo da
Contribuição Social sobre o Lucro ser fixada, para período-base
de 1993, sem excluir os encargos de depreciação, amortização e
baixa de bens relativos à correção monetária complementar
IPC/BTN, adicionados nos exercícios de 1991 e 1992” (RESP
284056, Min. Relator Francisco Peçanha Martins, DJ 27.09.2004,
pág. 289). Apelação improvida.”
Acórdão recorrido publicado em 15.5.2009.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 894004 AGR / PE
anterioridade tributária, da legalidade e da isonomia.
2. O Decreto nº 332/91 não extrapolou os limites da lei
regulada, motivo pelo qual não se vislumbra qualquer vício de
ilegalidade.
3. “Declarada a constitucionalidade do art. 3º, I, da Lei
8.200/91, o Decreto regulamentar 332/91 não contrariou nem
ultrapassou os limites da lei, devendo a base de cálculo da
Contribuição Social sobre o Lucro ser fixada, para período-base
de 1993, sem excluir os encargos de depreciação, amortização e
baixa de bens relativos à correção monetária complementar
IPC/BTN, adicionados nos exercícios de 1991 e 1992” (RESP
284056, Min. Relator Francisco Peçanha Martins, DJ 27.09.2004,
pág. 289). Apelação improvida.”
Acórdão recorrido publicado em 15.5.2009.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.004
PERNAMBUCO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, II, XXXV, LIV e
LV, 93, IX, e 150, I, III, “a”, da Constituição Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
legalidade, da inafastabilidade jurisdicional, do devido
processo legal, do contraditório e da ampla defesa (art. 5º da Lei
Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das
normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo
que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à
exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da
remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.004
PERNAMBUCO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, II, XXXV, LIV e
LV, 93, IX, e 150, I, III, “a”, da Constituição Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
legalidade, da inafastabilidade jurisdicional, do devido
processo legal, do contraditório e da ampla defesa (art. 5º da Lei
Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das
normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo
que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à
exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da
remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 894004 AGR / PE
Federal, verbis:
"RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação
de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição
Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas
inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática.
Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a
jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em
recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se
de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de
normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à
Constituição da República, e, muito menos, de reexame de
provas" (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso,
1ª Turma, DJ 05.8.2005).
"Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido,
do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz
de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto
constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta;
ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos
princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93,
IX, da Constituição Federal." (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005)
"CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO:
ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV
e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer
a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação,
interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão
fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso
constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não
configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º,
XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou
não, do direito adquirido, situa-se no campo
infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo
legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 894004 AGR / PE
Federal, verbis:
"RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação
de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição
Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas
inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática.
Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a
jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em
recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se
de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de
normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à
Constituição da República, e, muito menos, de reexame de
provas" (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso,
1ª Turma, DJ 05.8.2005).
"Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido,
do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz
de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto
constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta;
ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos
princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93,
IX, da Constituição Federal." (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005)
"CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO:
ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV
e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer
a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação,
interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão
fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso
constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não
configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º,
XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou
não, do direito adquirido, situa-se no campo
infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo
legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 894004 AGR / PE
indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas
processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a
admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V.
- Agravo não provido" (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator
Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002).
"TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU
RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR
PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE
EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE
CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI
413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II,
XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da
legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão,
procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde
não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna.
Recurso não conhecido" (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro
Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001).
Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta
ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da
legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário.
Por seu turno, da leitura dos fundamentos do acórdão
prolatado na origem, constato explicitados os motivos de
decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação
jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-
processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na
origem não se confunde com vício ao primado da
fundamentação, notadamente consabido que a disparidade
entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não
sugestiona lesão à norma do texto republicano. Precedentes
desta Suprema Corte na matéria:
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 894004 AGR / PE
indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas
processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a
admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V.
- Agravo não provido" (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator
Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002).
"TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU
RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR
PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE
EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE
CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI
413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II,
XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da
legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão,
procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde
não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna.
Recurso não conhecido" (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro
Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001).
Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta
ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da
legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário.
Por seu turno, da leitura dos fundamentos do acórdão
prolatado na origem, constato explicitados os motivos de
decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação
jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-
processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na
origem não se confunde com vício ao primado da
fundamentação, notadamente consabido que a disparidade
entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não
sugestiona lesão à norma do texto republicano. Precedentes
desta Suprema Corte na matéria:
3
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 894004 AGR / PE
“Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há
falar em ofensa ao art. 93, IX, da CF, quando o acórdão
impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à
tese da recorrente.” (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar
Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator
Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09)
“Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a
responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS.
Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida
com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão
a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de
que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder
todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente.
Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade
das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a
majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de
medida provisória. Precedentes.” (RE 511.581-AgR, Relator
Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08)
“O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão
judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja
correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide:
declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou
não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita
a exigência constitucional.” (AI 402.819-AgR, Relator Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03)
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).”
4
Supremo Tribunal Federal
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ARE 894004 AGR / PE
“Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há
falar em ofensa ao art. 93, IX, da CF, quando o acórdão
impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à
tese da recorrente.” (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar
Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator
Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09)
“Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a
responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS.
Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida
com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão
a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de
que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder
todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente.
Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade
das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a
majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de
medida provisória. Precedentes.” (RE 511.581-AgR, Relator
Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08)
“O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão
judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja
correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide:
declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou
não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita
a exigência constitucional.” (AI 402.819-AgR, Relator Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03)
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).”
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 894004 AGR / PE
Irrepreensível a decisão agravada.
Tal como consignado na decisão agravada, inexiste violação do
artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta
Suprema Corte, o texto constitucional exige a explicitação, pelo órgão
jurisdicional, das razões de seu convencimento, sem necessidade,
contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes.
Cito precedentes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3º e 4º). Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar
Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais. RE LEGAL CURSO
EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO
PROCESSO. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta
em que transgredido o devido processo legal a ponto de se
enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é
próprio, de outro, descabe confundir a ausência de
aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de
forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO
ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a
aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de
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ARE 894004 AGR / PE
Irrepreensível a decisão agravada.
Tal como consignado na decisão agravada, inexiste violação do
artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta
Suprema Corte, o texto constitucional exige a explicitação, pelo órgão
jurisdicional, das razões de seu convencimento, sem necessidade,
contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes.
Cito precedentes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3º e 4º). Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar
Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais. RE LEGAL CURSO
EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO
PROCESSO. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta
em que transgredido o devido processo legal a ponto de se
enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é
próprio, de outro, descabe confundir a ausência de
aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de
forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO
ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a
aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 894004 AGR / PE
Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da
litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco
Aurélio, 1ª Turma, Dje 12.3.2013).
A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo
extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Nesse sentir, o exame de eventual afronta aos preceitos
constitucionais apontados, consagradores dos princípios da legalidade,
da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada,
bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa
(art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das
normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se
afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102,
III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste
egrégio Supremo Tribunal Federal (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator
Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005; STF-AI-AgR-436.911/SE,
Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005; STF-RE-
AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002 e
STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ
02.02.2001).
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
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ARE 894004 AGR / PE
Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da
litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco
Aurélio, 1ª Turma, Dje 12.3.2013).
A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo
extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Nesse sentir, o exame de eventual afronta aos preceitos
constitucionais apontados, consagradores dos princípios da legalidade,
da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada,
bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa
(art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das
normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se
afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102,
III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste
egrégio Supremo Tribunal Federal (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator
Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005; STF-AI-AgR-436.911/SE,
Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005; STF-RE-
AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002 e
STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ
02.02.2001).
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
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Extrato de Ata - 30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.004
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : WHITE MARTINS GASES INDUSTRIAIS DO NORDESTE S/A
ADV.(A/S) : PEDRO LUCIANO MARREY JÚNIOR E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 30.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9077274
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.004
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : WHITE MARTINS GASES INDUSTRIAIS DO NORDESTE S/A
ADV.(A/S) : PEDRO LUCIANO MARREY JÚNIOR E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 30.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9128710
| 2015-06-30T00:00:00
| 2015-08-14T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 30.6.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
DIREITO TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ. LEI Nº 8.200/1991 E DECRETO Nº 332/1991. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, II, XXXV, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LEGALIDADE. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ARTIGO 93, IX, DA CARTA MAGNA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 15.5.2009.
1. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Lei Maior. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o referido dispositivo constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões do seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes.
2. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, II, XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna Carta.
3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República.
4. Agravo regimental conhecido e não provido.
|
sjur315264
|
- Acórdão(s) citado(s):
(PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA)
RE 153781 (2ªT), RE 154158 AgR (2ªT), AI 495880 AgR (1ªT), AI 436911 AgR (1ªT).
(FUNDAMENTAÇÃO)
AI 791292 QO-RG, ARE 721783 AgR (1ªT).
Número de páginas: 11.
Análise: 20/08/2015, MJC.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
894004
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00002 INC-00035 INC-00054 \n INC-00055 ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED LEI-008200 ANO-1991\n LEI ORDINÁRIA\n\n",
"LEG-FED DEC-000332 ANO-1991\n DECRETO"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 894004 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : WHITE MARTINS GASES INDUSTRIAIS DO NORDESTE S/A
ADV.(A/S) : PEDRO LUCIANO MARREY JÚNIOR E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.004
PERNAMBUCO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:WHITE
MARTINS
GASES
INDUSTRIAIS
DO
NORDESTE S/A
ADV.(A/S)
:PEDRO LUCIANO MARREY JÚNIOR E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
EMENTA
DIREITO TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA DE PESSOA
JURÍDICA - IRPJ. LEI n 8.200/1991 E DECRETO n 332/1991.
ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., II, XXXV, LIV E LV, DA
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LEGALIDADE. CONTRADITÓRIO E
AMPLA DEFESA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. INAFASTABILIDADE
DA JURISDIÇÃO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL.
EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL.
ARTIGO 93, IX, DA CARTA MAGNA. NULIDADE. INOCORRÊNCIA.
RAZÕES
DE
DECIDIR
EXPLICITADAS
PELO
ÓRGÃO
JURISDICIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 15.5.2009.
1. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Lei Maior. A jurisprudência
do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o referido dispositivo
constitucional exige a explicitação, pelo órgão jurisdicional, das razões do
seu convencimento, dispensando o exame detalhado de cada argumento
suscitado pelas partes.
2. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., II, XXXV, LIV e LV, da
Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a
matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise
da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à
competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Magna
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
ARE 894004 AGR / PE
Carta.
3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
4. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 30 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 894004 AGR / PE
Carta.
3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
4. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 30 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
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Relatório
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.004
PERNAMBUCO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:WHITE
MARTINS
GASES
INDUSTRIAIS
DO
NORDESTE S/A
ADV.(A/S)
:PEDRO LUCIANO MARREY JÚNIOR E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental White Martins Gases Industriais do Nordeste S/A.
Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos
preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na tese da
afronta aos princípios da legalidade, inafastabilidade da jurisdição,
devido processo legal, contraditório e ampla defesa. Reitera a ofensa aos
arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV, 93, IX, e 150, I, III, “a”, da Constituição
Federal.
O Tribunal Regional Federal da 5... Região julgou a controvérsia em
decisão cuja ementa reproduzo:
“TRIBUTÁRIO.
IRPJ.
LEI
n
8.200/91.
CONSTITUCIONALIDADE DECLARADA PELO Supremo Tribunal Federal.
INEXISTÊNCIA DE OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA
LEGALIDADE, DA ANTERIORIDADE E DA ISONOMIA.
DECRETO n 332/91. LEGALIDADE. OBEDIÊNCIA AOS
LIMITES DA LEI REGULADA.
1. O Supremo Tribunal Federal confirmou a
constitucionalidade do art. 3..., inciso I, da Lei n 8.200/91,
asseverando a inexistência de empréstimo compulsório não
autorizado pela Constituição Federal.
Inexistência de violação aos princípios constitucionais da
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.004
PERNAMBUCO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:WHITE
MARTINS
GASES
INDUSTRIAIS
DO
NORDESTE S/A
ADV.(A/S)
:PEDRO LUCIANO MARREY JÚNIOR E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental White Martins Gases Industriais do Nordeste S/A.
Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos
preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na tese da
afronta aos princípios da legalidade, inafastabilidade da jurisdição,
devido processo legal, contraditório e ampla defesa. Reitera a ofensa aos
arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV, 93, IX, e 150, I, III, “a”, da Constituição
Federal.
O Tribunal Regional Federal da 5... Região julgou a controvérsia em
decisão cuja ementa reproduzo:
“TRIBUTÁRIO.
IRPJ.
LEI
n
8.200/91.
CONSTITUCIONALIDADE DECLARADA PELO Supremo Tribunal Federal.
INEXISTÊNCIA DE OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA
LEGALIDADE, DA ANTERIORIDADE E DA ISONOMIA.
DECRETO n 332/91. LEGALIDADE. OBEDIÊNCIA AOS
LIMITES DA LEI REGULADA.
1. O Supremo Tribunal Federal confirmou a
constitucionalidade do art. 3..., inciso I, da Lei n 8.200/91,
asseverando a inexistência de empréstimo compulsório não
autorizado pela Constituição Federal.
Inexistência de violação aos princípios constitucionais da
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
ARE 894004 AGR / PE
anterioridade tributária, da legalidade e da isonomia.
2. O Decreto n 332/91 não extrapolou os limites da lei
regulada, motivo pelo qual não se vislumbra qualquer vício de
ilegalidade.
3. “Declarada a constitucionalidade do art. 3..., I, da Lei
8.200/91, o Decreto regulamentar 332/91 não contrariou nem
ultrapassou os limites da lei, devendo a base de cálculo da
Contribuição Social sobre o Lucro ser fixada, para período-base
de 1993, sem excluir os encargos de depreciação, amortização e
baixa de bens relativos à correção monetária complementar
IPC/BTN, adicionados nos exercícios de 1991 e 1992” (RESP
284056, Min. Relator Francisco Peçanha Martins, DJ 27.09.2004,
pág. 289). Apelação improvida.”
Acórdão recorrido publicado em 15.5.2009.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 894004 AGR / PE
anterioridade tributária, da legalidade e da isonomia.
2. O Decreto n 332/91 não extrapolou os limites da lei
regulada, motivo pelo qual não se vislumbra qualquer vício de
ilegalidade.
3. “Declarada a constitucionalidade do art. 3..., I, da Lei
8.200/91, o Decreto regulamentar 332/91 não contrariou nem
ultrapassou os limites da lei, devendo a base de cálculo da
Contribuição Social sobre o Lucro ser fixada, para período-base
de 1993, sem excluir os encargos de depreciação, amortização e
baixa de bens relativos à correção monetária complementar
IPC/BTN, adicionados nos exercícios de 1991 e 1992” (RESP
284056, Min. Relator Francisco Peçanha Martins, DJ 27.09.2004,
pág. 289). Apelação improvida.”
Acórdão recorrido publicado em 15.5.2009.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. ROSA WEBER
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.004
PERNAMBUCO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., II, XXXV, LIV e
LV, 93, IX, e 150, I, III, “a”, da Constituição Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
legalidade, da inafastabilidade jurisdicional, do devido
processo legal, do contraditório e da ampla defesa (art. 5... da Lei
Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das
normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo
que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à
exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da
remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal
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30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.004
PERNAMBUCO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., II, XXXV, LIV e
LV, 93, IX, e 150, I, III, “a”, da Constituição Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
legalidade, da inafastabilidade jurisdicional, do devido
processo legal, do contraditório e da ampla defesa (art. 5... da Lei
Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das
normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo
que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à
exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da
remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 894004 AGR / PE
Federal, verbis:
"RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação
de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição
Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas
inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática.
Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a
jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em
recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se
de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de
normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à
Constituição da República, e, muito menos, de reexame de
provas" (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso,
1... Turma, DJ 05.8.2005).
"Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido,
do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz
de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto
constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta;
ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos
princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93,
IX, da Constituição Federal." (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005)
"CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO:
ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV
e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer
a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação,
interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão
fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso
constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não
configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5...,
XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou
não, do direito adquirido, situa-se no campo
infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo
legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela
2
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ARE 894004 AGR / PE
Federal, verbis:
"RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação
de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição
Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas
inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática.
Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a
jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em
recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se
de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de
normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à
Constituição da República, e, muito menos, de reexame de
provas" (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso,
1... Turma, DJ 05.8.2005).
"Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido,
do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz
de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto
constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta;
ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos
princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93,
IX, da Constituição Federal." (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005)
"CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO:
ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV
e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer
a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação,
interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão
fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso
constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não
configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5...,
XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou
não, do direito adquirido, situa-se no campo
infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo
legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 894004 AGR / PE
indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas
processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a
admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V.
- Agravo não provido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator
Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002).
"TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU
RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR
PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE
EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE
CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI
413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II,
XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da
legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão,
procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde
não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna.
Recurso não conhecido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro
Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001).
Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta
ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da
legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário.
Por seu turno, da leitura dos fundamentos do acórdão
prolatado na origem, constato explicitados os motivos de
decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação
jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-
processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na
origem não se confunde com vício ao primado da
fundamentação, notadamente consabido que a disparidade
entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não
sugestiona lesão à norma do texto republicano. Precedentes
desta Suprema Corte na matéria:
3
Supremo Tribunal Federal
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ARE 894004 AGR / PE
indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas
processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a
admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V.
- Agravo não provido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator
Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002).
"TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU
RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR
PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE
EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE
CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI
413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II,
XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da
legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão,
procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde
não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna.
Recurso não conhecido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro
Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001).
Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta
ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da
legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário.
Por seu turno, da leitura dos fundamentos do acórdão
prolatado na origem, constato explicitados os motivos de
decidir, a afastar o vício da nulidade por negativa de prestação
jurisdicional arguido. Destaco que, no âmbito técnico-
processual, o grau de correção do juízo de valor emitido na
origem não se confunde com vício ao primado da
fundamentação, notadamente consabido que a disparidade
entre o resultado do julgamento e a expectativa da parte não
sugestiona lesão à norma do texto republicano. Precedentes
desta Suprema Corte na matéria:
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 894004 AGR / PE
“Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há
falar em ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, quando o acórdão
impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à
tese da recorrente.” (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar
Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator
Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09)
“Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a
responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS.
Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida
com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão
a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de
que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder
todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente.
Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade
das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a
majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de
medida provisória. Precedentes.” (Recurso Extraordinário 511.581-AgR, Relator
Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08)
“O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão
judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja
correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide:
declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou
não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita
a exigência constitucional.” (AI 402.819-AgR, Relator Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03)
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).”
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ARE 894004 AGR / PE
“Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há
falar em ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, quando o acórdão
impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à
tese da recorrente.” (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar
Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator
Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09)
“Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a
responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS.
Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida
com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão
a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de
que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder
todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente.
Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade
das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a
majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de
medida provisória. Precedentes.” (Recurso Extraordinário 511.581-AgR, Relator
Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08)
“O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão
judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja
correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide:
declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou
não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita
a exigência constitucional.” (AI 402.819-AgR, Relator Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03)
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).”
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 894004 AGR / PE
Irrepreensível a decisão agravada.
Tal como consignado na decisão agravada, inexiste violação do
artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta
Suprema Corte, o texto constitucional exige a explicitação, pelo órgão
jurisdicional, das razões de seu convencimento, sem necessidade,
contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes.
Cito precedentes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar
Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais. Recurso Extraordinário LEGAL CURSO
EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO
PROCESSO. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta
em que transgredido o devido processo legal a ponto de se
enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é
próprio, de outro, descabe confundir a ausência de
aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de
forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO
ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a
aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de
5
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Irrepreensível a decisão agravada.
Tal como consignado na decisão agravada, inexiste violação do
artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta
Suprema Corte, o texto constitucional exige a explicitação, pelo órgão
jurisdicional, das razões de seu convencimento, sem necessidade,
contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes.
Cito precedentes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar
Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais. Recurso Extraordinário LEGAL CURSO
EXTRAORDINÁRIO PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO
PROCESSO. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta
em que transgredido o devido processo legal a ponto de se
enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é
próprio, de outro, descabe confundir a ausência de
aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de
forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO
ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL
MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a
aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de
5
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 894004 AGR / PE
Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da
litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco
Aurélio, 1... Turma, Dje 12.3.2013).
A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo
extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Nesse sentir, o exame de eventual afronta aos preceitos
constitucionais apontados, consagradores dos princípios da legalidade,
da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada,
bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa
(art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das
normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se
afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102,
III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste
egrégio Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator
Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005; Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE,
Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005; Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-
AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002 e
Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ
02.02.2001).
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
6
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 894004 AGR / PE
Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da
litigância de má-fé” (ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco
Aurélio, 1... Turma, Dje 12.3.2013).
A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo
extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Nesse sentir, o exame de eventual afronta aos preceitos
constitucionais apontados, consagradores dos princípios da legalidade,
da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada,
bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa
(art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das
normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se
afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102,
III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste
egrégio Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator
Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005; Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE,
Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005; Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-
AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002 e
Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ
02.02.2001).
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
6
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11
Extrato de Ata - 30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.004
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : WHITE MARTINS GASES INDUSTRIAIS DO NORDESTE S/A
ADV.(A/S) : PEDRO LUCIANO MARREY JÚNIOR E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 30.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.004
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : WHITE MARTINS GASES INDUSTRIAIS DO NORDESTE S/A
ADV.(A/S) : PEDRO LUCIANO MARREY JÚNIOR E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 30.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"ARE 894004",
"ARE 894004 AGR",
"RESP 284056",
"ARE 894004 AGR /",
"RESP 284056",
".",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"495",
".",
"880",
"/",
"SP",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"436",
".",
"911",
"/",
"SE",
"Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP",
"Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF",
"Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP",
"Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF",
"AI 426 . 981 - AgR",
"AI 611 . 406 - AgR",
"Recurso Extraordinário 511 . 581 - AgR",
"AI 402 . 819 - AgR",
"ARE 894004 AGR",
"AI 426 . 981 - AgR",
"AI 611 . 406 - AgR",
"Recurso Extraordinário 511 . 581 - AgR",
"AI 402 . 819 - AgR",
"AI 791 . 292 - QO - RG",
"AI 791 . 292 - QO - RG",
"ARE 721 . 783 - AgR / RS",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"436",
".",
"/",
"Recurso Extraordinário",
"ARE 721 . 783 -",
"AgR",
"/",
"RS",
"Tribunal Federal",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"495",
".",
"880",
"/",
"SP",
"Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP",
"Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF"
],
"LEGISLACAO": [
"LEI n 8 . 200 / 1991",
"DECRETO n 332 / 1991",
"ART . 5 . . . , II , XXXV , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"ARTIGO 93 , IX , DA CARTA MAGNA",
"artigo 93 , IX , da Lei Maior",
"art . 5 . . . , II , XXXV , LIV e LV , da Constituição Federal",
"art . 102 da Magna Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"arts . 5 . . . , II , XXXV , LIV e LV , 93 , IX , e 150 , I , III , “ a ” , da Constituição Federal",
"LEI n 8 . 200 / 91",
"DECRETO n 332 / 91",
"art . 3 . . . , inciso I , da Lei n 8 . 200 / 91",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"arts . 5 . . . , II , XXXV , LIV e LV , 93 , IX , e 150 , I , III , “ a ” , da Constituição Federal",
"LEI n 8 . 200 / 91",
"DECRETO n 332 / 91",
"art . 3 . . . , inciso I , da Lei n 8 . 200 / 91",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto n 332 / 91",
"art . 3 . . . , I , da Lei 8 . 200 / 91",
"Decreto regulamentar 332 / 91",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto n 332 / 91",
"art . 3 . . . , I , da Lei 8 . 200 / 91",
"Decreto regulamentar 332 / 91",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . , II , XXXV , LIV e LV , 93 , IX , e 150 , I , III , “ a ” , da Constituição Federal",
"art . 5 . . . da Lei Maior",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 .",
"art . 5 . . . da Lei Maior",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , XXII , XXIII , XXIV , LIV e LV , da Constituição Federal",
"Constituição da República",
"arts . 5 . . . , II , XXXV , LIV e LV e 93 , IX , da Constituição Federal",
"C",
".",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , XXII , XXIII , XXIV , LIV e LV , da Constituição Federal",
"Constituição da República",
"arts . 5 . . . , II , XXXV , LIV e LV e 93 , IX , da Constituição Federal",
"C",
".",
"F . , art . 5 . . . , II , XXXV , XXXVI , LIV e LV",
"C",
".",
"F . , art . 5 . . . , LIV",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"DECRETO",
"-",
"LEI 413 / 69",
"LEI 4 . 728 / 65",
"ART . 5 . . . , II , XXII , XXXV E XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Carta Magna",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI 4 . 728 / 65",
"ART . 5 . . . , II , XXII , XXXV E XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Carta Magna",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n . 9 . 715 / 98",
"Lei n . 9 . 715 / 98",
"Constituição",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988",
"Lei n . 9 . 715 / 98",
"Lei n . 9 . 715 / 98",
"Constituição",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal de 1988",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 . . . e",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"§ 2 . . . do artigo 557 do Código de 5",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal de 1988",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 . . . e 4 . . .",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"§",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . da Lei Maior",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . da Lei Maior",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PERNAMBUCO",
"Brasília",
"Brasília",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"GASES INDUSTRIAIS DO NORDESTE S / A",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"GASES INDUSTRIAIS DO NORDESTE S / A",
"UNIÃO",
"White Martins Gases Industriais do Nordeste S / A",
"Tribunal Regional Federal da 5 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"WHITE MARTINS GASES INDUSTRIAIS DO NORDESTE S / A",
"UNIÃO",
"White Martins Gases Industriais do Nordeste S / A",
"Tribunal Regional Federal da 5 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"AI",
"-",
"AgR",
"495",
"880",
"/",
"SP",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
"Suprema",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"GASES INDUSTRIAIS DO NORDESTE S / A",
"UNIÃO",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"WHITE MARTINS GASES INDUSTRIAIS DO NORDESTE S / A",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"WHITE MARTINS",
"PEDRO LUCIANO MARREY JÚNIOR",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"WHITE MARTINS",
"PEDRO LUCIANO MARREY JÚNIOR",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"PEDRO LUCIANO MARREY JÚNIOR",
"Rosa Weber",
"Francisco Peçanha Martins",
"Francisco Peçanha Martins",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"Cezar Peluso",
"Sepúlveda Pertence",
"Cezar Peluso",
"Sepúlveda Pertence",
"ROSA WEBER ARE",
"Carlos Velloso",
"Ilmar Galvão",
"Carlos Velloso",
"Ilmar Galvão",
"ROSA WEBER ARE",
"Cezar Peluso",
"Carlos Britto",
"Eros Grau",
"Sepúlveda Pertence",
"Cezar Peluso",
"Carlos Britto",
"Eros Grau",
"Sepúlveda Pertence",
"ROSA WEBER",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"ROSA WEBER",
"Marco Aurélio",
"Cezar Peluso",
"Sepúlveda Pertence",
"Carlos Velloso",
"Ilmar Galvão",
"Marco Aurélio",
"Cezar Peluso",
"Sepúlveda Pertence",
"Carlos Velloso",
"Ilmar Galvão",
"ROSA WEBER",
"WHITE MARTINS",
"PEDRO LUCIANO MARREY JÚNIOR",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"PEDRO LUCIANO MARREY JÚNIOR",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"15",
".",
"5",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1993",
"1991",
"1992",
"27",
".",
"09",
".",
"2004",
"15",
".",
"5",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1993",
"1991",
"1992",
"27",
".",
"09",
".",
"2004",
"15",
".",
"5",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"8",
".",
"2005",
"17",
".",
"6",
".",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"8",
".",
"2005",
"17",
".",
"6",
".",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"9",
".",
"2002",
"02",
".",
"02",
".",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"9",
".",
"2002",
"02",
".",
"02",
".",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"11",
".",
"04",
"20",
".",
"02",
".",
"09",
"15",
".",
"8",
".",
"08",
"05",
".",
"9",
".",
"03",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"11",
".",
"04",
"20",
".",
"02",
".",
"09",
"15",
".",
"8",
".",
"08",
"05",
".",
"9",
".",
"03",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"8",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"8",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
".",
"3",
".",
"2013",
"05",
".",
"8",
".",
"2005",
"17",
".",
"6",
".",
"2005",
"20",
".",
"9",
".",
"2002",
"02",
".",
"02",
".",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
".",
"3",
".",
"2013",
"05",
".",
"8",
".",
"2005",
"17",
".",
"6",
".",
"2005",
"20",
".",
"9",
".",
"2002",
"02",
".",
"02",
".",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"30",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
18/08/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.609
MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
EMBTE.(S)
:BANCO GMAC S/A
ADV.(A/S)
:ALEXANDRE SANSONE PACHECO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
RECEBIDOS
COMO
AGRAVO
REGIMENTAL.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO
GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. VIOLAÇÃO AO
PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. SÚMULA 636/STF. OFENSA AOS
PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO
DEVIDO PROCESSO LEGAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO
GERAL DA MATÉRIA. ARE 748.371-RG (REL. MIN. GILMAR MENDES,
TEMA 660). ANÁLISE DE NORMAS LOCAIS. INVIABILIDADE.
SÚMULA 280/STF.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro CELSO DE MELLO, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por unanimidade, em conhecer dos embargos de
declaração como recurso de agravo e negar-lhe provimento, nos termos
do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o
Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Dias Toffoli.
Brasília, 18 de agosto de 2015.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9206379.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
ARE 896609 ED / MG
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 896609 ED / MG
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
2
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Relatório
18/08/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.609
MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
EMBTE.(S)
:BANCO GMAC S/A
ADV.(A/S)
:ALEXANDRE SANSONE PACHECO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de embargos de declaração opostos contra decisão que
negou provimento ao agravo em recurso extraordinário sob os seguintes
fundamentos: (a) a preliminar de repercussão geral não está
adequadamente fundamentada; (b) incide o óbice da Súmula 636/STF; (c)
o objeto do recurso diz respeito a tema cuja existência de repercussão
geral foi rejeitada por esta Corte na análise do ARE 748.371-RG Tema 660,
por se tratar de questão infraconstitucional; e (d) a apreciação do recurso
demanda o exame de legislação local, esbarrando na Súmula 280/STF.
Sustenta o embargante, em suma, que (a) a matéria ventilada no
presente recurso é de competência única e exclusiva do STF; e (b) houve o
devido prequestionamento. No mais, repisa os argumentos de mérito do
recurso.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9206382.
Supremo Tribunal Federal
18/08/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.609
MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
EMBTE.(S)
:BANCO GMAC S/A
ADV.(A/S)
:ALEXANDRE SANSONE PACHECO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de embargos de declaração opostos contra decisão que
negou provimento ao agravo em recurso extraordinário sob os seguintes
fundamentos: (a) a preliminar de repercussão geral não está
adequadamente fundamentada; (b) incide o óbice da Súmula 636/STF; (c)
o objeto do recurso diz respeito a tema cuja existência de repercussão
geral foi rejeitada por esta Corte na análise do ARE 748.371-RG Tema 660,
por se tratar de questão infraconstitucional; e (d) a apreciação do recurso
demanda o exame de legislação local, esbarrando na Súmula 280/STF.
Sustenta o embargante, em suma, que (a) a matéria ventilada no
presente recurso é de competência única e exclusiva do STF; e (b) houve o
devido prequestionamento. No mais, repisa os argumentos de mérito do
recurso.
É o relatório.
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
18/08/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.609
MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. Embora o recorrente tenha denominado o presente recurso de
"embargos de declaração", pela análise de sua fundamentação, deduz-se,
de forma clara e inequívoca, que objetiva reformar a decisão que negou
provimento ao agravo, e não sanar qualquer erro material, omissão,
obscuridade ou contradição (art. 535 do CPC). Evidenciando-se, portanto,
a finalidade do recurso de reformar a decisão em referência, recebo-o
como agravo regimental.
2. Não havendo qualquer subsídio trazido pelo agravante capaz de
alterar os fundamentos da decisão ora agravada, subsiste incólume o
entendimento nela firmado:
1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso
extraordinário interposto com base no art. 102, III, da
Constituição Federal em que a parte recorrente sustenta,
preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria e
aponta ofensa, pelo juízo recorrido, a dispositivos
constitucionais.
2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no
sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e
fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional
discutida no recurso extraordinário, com indicação específica
das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a
relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam,
portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos
102, § 3º, da CF e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a
respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a
matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de
importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão
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Supremo Tribunal Federal
18/08/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.609
MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. Embora o recorrente tenha denominado o presente recurso de
"embargos de declaração", pela análise de sua fundamentação, deduz-se,
de forma clara e inequívoca, que objetiva reformar a decisão que negou
provimento ao agravo, e não sanar qualquer erro material, omissão,
obscuridade ou contradição (art. 535 do CPC). Evidenciando-se, portanto,
a finalidade do recurso de reformar a decisão em referência, recebo-o
como agravo regimental.
2. Não havendo qualquer subsídio trazido pelo agravante capaz de
alterar os fundamentos da decisão ora agravada, subsiste incólume o
entendimento nela firmado:
1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso
extraordinário interposto com base no art. 102, III, da
Constituição Federal em que a parte recorrente sustenta,
preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria e
aponta ofensa, pelo juízo recorrido, a dispositivos
constitucionais.
2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no
sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e
fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional
discutida no recurso extraordinário, com indicação específica
das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a
relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam,
portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos
102, § 3º, da CF e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a
respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a
matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de
importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
ARE 896609 ED / MG
ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto
potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é
consequência inevitável de suposta violação a dispositivo
constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta
Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595
AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma,
DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min.
CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14.2.2013; ARE
696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de
19.02.2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA,
Segunda Turma, DJe de 13/08/2012.
Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está
acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes
exigidos pela jurisprudência do STF.
3. No que se refere à alegada violação aos artigos 5º, II, e
37, caput, da Constituição Federal, incide o óbice da Súmula
636/STF: "Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao
princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação
pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais
pela decisão recorrida".
Quanto à alegação de ofensa ao art. 5º, XXXV e LV, da
Carta Magna, é inviável a apreciação, em recurso
extraordinário, de alegada afronta ao direito adquirido, ao ato
jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios da
legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido
processo legal, uma vez que, se houvesse, seria meramente
indireta, já que é imprescindível a análise de normas
infraconstitucionais (ARE 748.371-RG/MT, Min. GILMAR
MENDES, Tema 660).
Efetivamente, o acolhimento do recurso impõe análise da
legislação local (Lei 14.937/2003), o que não é cabível no âmbito
do recurso extraordinário, conforme estabelece a Súmula
280/STF. Nesse sentido:
EMENTA Agravo regimental no recurso
extraordinário com agravo. Tributário. IPVA. Alienação
fiduciária. Contribuinte. Necessidade de reexame da
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 896609 ED / MG
ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto
potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é
consequência inevitável de suposta violação a dispositivo
constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta
Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595
AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma,
DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min.
CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14.2.2013; ARE
696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de
19.02.2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA,
Segunda Turma, DJe de 13/08/2012.
Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está
acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes
exigidos pela jurisprudência do STF.
3. No que se refere à alegada violação aos artigos 5º, II, e
37, caput, da Constituição Federal, incide o óbice da Súmula
636/STF: "Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao
princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação
pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais
pela decisão recorrida".
Quanto à alegação de ofensa ao art. 5º, XXXV e LV, da
Carta Magna, é inviável a apreciação, em recurso
extraordinário, de alegada afronta ao direito adquirido, ao ato
jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios da
legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido
processo legal, uma vez que, se houvesse, seria meramente
indireta, já que é imprescindível a análise de normas
infraconstitucionais (ARE 748.371-RG/MT, Min. GILMAR
MENDES, Tema 660).
Efetivamente, o acolhimento do recurso impõe análise da
legislação local (Lei 14.937/2003), o que não é cabível no âmbito
do recurso extraordinário, conforme estabelece a Súmula
280/STF. Nesse sentido:
EMENTA Agravo regimental no recurso
extraordinário com agravo. Tributário. IPVA. Alienação
fiduciária. Contribuinte. Necessidade de reexame da
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
ARE 896609 ED / MG
legislação ordinária e do contrato. Ofensa constitucional
indireta ou reflexa. 1. Para ultrapassar o entendimento do
Tribunal a quo, concernente ao enquadramento do credor
fiduciário como proprietário do veículo automotor para
fins de cobrança de IPVA, seria necessário o reexame da
causa à luz da legislação ordinária (Código Civil, Decreto-
lei nº 911/69, Lei Estadual nº 14.937/03) e do contrato de
alienação fiduciária. 2. A afronta ao texto constitucional, se
houvesse, seria reflexa ou indireta, o que não enseja a
abertura da via extraordinária. Incidência das Súmulas 279
e 454 da Corte. 3. Agravo regimental não provido.
(ARE 830373 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI,
Primeira Turma, julgado em 03/03/2015, PROCESSO
ELETRÔNICO DJe-083 DIVULG 05-05-2015 PUBLIC 06-
05-2015)
4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo.
3. Diante do exposto, recebo os embargos de declaração como agravo
regimental e nego-lhe provimento. É o voto.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 896609 ED / MG
legislação ordinária e do contrato. Ofensa constitucional
indireta ou reflexa. 1. Para ultrapassar o entendimento do
Tribunal a quo, concernente ao enquadramento do credor
fiduciário como proprietário do veículo automotor para
fins de cobrança de IPVA, seria necessário o reexame da
causa à luz da legislação ordinária (Código Civil, Decreto-
lei nº 911/69, Lei Estadual nº 14.937/03) e do contrato de
alienação fiduciária. 2. A afronta ao texto constitucional, se
houvesse, seria reflexa ou indireta, o que não enseja a
abertura da via extraordinária. Incidência das Súmulas 279
e 454 da Corte. 3. Agravo regimental não provido.
(ARE 830373 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI,
Primeira Turma, julgado em 03/03/2015, PROCESSO
ELETRÔNICO DJe-083 DIVULG 05-05-2015 PUBLIC 06-
05-2015)
4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo.
3. Diante do exposto, recebo os embargos de declaração como agravo
regimental e nego-lhe provimento. É o voto.
3
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Extrato de Ata - 18/08/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.609
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
EMBTE.(S) : BANCO GMAC S/A
ADV.(A/S) : ALEXANDRE SANSONE PACHECO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Decisão: A Turma, preliminarmente, por votação unânime,
conheceu dos embargos de declaração como recurso de agravo, a que,
também por unanimidade, negou provimento, nos termos do voto do
Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o
Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de
Mello. 2ª Turma, 18.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias
Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do
Tribunal Superior Eleitoral, na 2ª Assembleia Geral e Conferência
Internacional da Associação Mundial de Órgãos Eleitorais,
realizada na República Dominicana.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.609
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
EMBTE.(S) : BANCO GMAC S/A
ADV.(A/S) : ALEXANDRE SANSONE PACHECO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Decisão: A Turma, preliminarmente, por votação unânime,
conheceu dos embargos de declaração como recurso de agravo, a que,
também por unanimidade, negou provimento, nos termos do voto do
Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o
Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de
Mello. 2ª Turma, 18.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias
Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do
Tribunal Superior Eleitoral, na 2ª Assembleia Geral e Conferência
Internacional da Associação Mundial de Órgãos Eleitorais,
realizada na República Dominicana.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9268429
| 2015-08-18T00:00:00
| 2015-08-31T00:00:00
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A Turma, preliminarmente, por votação unânime, conheceu dos embargos de declaração como recurso de agravo, a que, também por unanimidade, negou provimento, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 18.08.2015.
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EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
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Ementa: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. SÚMULA 636/STF. OFENSA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA. ARE 748.371-RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). ANÁLISE DE NORMAS LOCAIS. INVIABILIDADE. SÚMULA 280/STF.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur318198
|
- Acórdão(s) citado(s):
(IPVA, ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA)
AI 830373 AgR (TP).
Número de páginas: 7.
Análise: 04/09/2015, MJC.
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TEORI ZAVASCKI
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Segunda Turma
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896609
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[
"LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-EST LEI-014937 ANO-2003\n LEI ORDINÁRIA, MG"
] |
ARE-ED
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acordaos
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ARE 896609 ED
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""
] |
EMBTE.(S) : BANCO GMAC S/A
ADV.(A/S) : ALEXANDRE SANSONE PACHECO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
18/08/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.609
MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
EMBTE.(S)
:BANCO GMAC S/A
ADV.(A/S)
:ALEXANDRE SANSONE PACHECO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
RECEBIDOS
COMO
AGRAVO
REGIMENTAL.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO
GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. VIOLAÇÃO AO
PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. SÚMULA 636/Supremo Tribunal Federal. OFENSA AOS
PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO
DEVIDO PROCESSO LEGAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO
GERAL DA MATÉRIA. ARE 748.371-RG (REL. MIN. GILMAR MENDES,
TEMA 660). ANÁLISE DE NORMAS LOCAIS. INVIABILIDADE.
SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro CELSO DE MELLO, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por unanimidade, em conhecer dos embargos de
declaração como recurso de agravo e negar-lhe provimento, nos termos
do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o
Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Dias Toffoli.
Brasília, 18 de agosto de 2015.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9206379.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
ARE 896609 ED / MG
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 896609 ED / MG
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
2
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Relatório
18/08/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.609
MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
EMBTE.(S)
:BANCO GMAC S/A
ADV.(A/S)
:ALEXANDRE SANSONE PACHECO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de embargos de declaração opostos contra decisão que
negou provimento ao agravo em recurso extraordinário sob os seguintes
fundamentos: (a) a preliminar de repercussão geral não está
adequadamente fundamentada; (b) incide o óbice da Súmula 636/Supremo Tribunal Federal; (c)
o objeto do recurso diz respeito a tema cuja existência de repercussão
geral foi rejeitada por esta Corte na análise do ARE 748.371-RG Tema 660,
por se tratar de questão infraconstitucional; e (d) a apreciação do recurso
demanda o exame de legislação local, esbarrando na Súmula 280/Supremo Tribunal Federal.
Sustenta o embargante, em suma, que (a) a matéria ventilada no
presente recurso é de competência única e exclusiva do Supremo Tribunal Federal; e (b) houve o
devido prequestionamento. No mais, repisa os argumentos de mérito do
recurso.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
18/08/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.609
MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
EMBTE.(S)
:BANCO GMAC S/A
ADV.(A/S)
:ALEXANDRE SANSONE PACHECO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de embargos de declaração opostos contra decisão que
negou provimento ao agravo em recurso extraordinário sob os seguintes
fundamentos: (a) a preliminar de repercussão geral não está
adequadamente fundamentada; (b) incide o óbice da Súmula 636/Supremo Tribunal Federal; (c)
o objeto do recurso diz respeito a tema cuja existência de repercussão
geral foi rejeitada por esta Corte na análise do ARE 748.371-RG Tema 660,
por se tratar de questão infraconstitucional; e (d) a apreciação do recurso
demanda o exame de legislação local, esbarrando na Súmula 280/Supremo Tribunal Federal.
Sustenta o embargante, em suma, que (a) a matéria ventilada no
presente recurso é de competência única e exclusiva do Supremo Tribunal Federal; e (b) houve o
devido prequestionamento. No mais, repisa os argumentos de mérito do
recurso.
É o relatório.
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
18/08/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.609
MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. Embora o recorrente tenha denominado o presente recurso de
"embargos de declaração", pela análise de sua fundamentação, deduz-se,
de forma clara e inequívoca, que objetiva reformar a decisão que negou
provimento ao agravo, e não sanar qualquer erro material, omissão,
obscuridade ou contradição (art. 535 do Código de Processo Civil). Evidenciando-se, portanto,
a finalidade do recurso de reformar a decisão em referência, recebo-o
como agravo regimental.
2. Não havendo qualquer subsídio trazido pelo agravante capaz de
alterar os fundamentos da decisão ora agravada, subsiste incólume o
entendimento nela firmado:
1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso
extraordinário interposto com base no art. 102, III, da
Constituição Federal em que a parte recorrente sustenta,
preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria e
aponta ofensa, pelo juízo recorrido, a dispositivos
constitucionais.
2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no
sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e
fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional
discutida no recurso extraordinário, com indicação específica
das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a
relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam,
portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos
102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a
respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a
matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de
importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão
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Supremo Tribunal Federal
18/08/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.609
MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. Embora o recorrente tenha denominado o presente recurso de
"embargos de declaração", pela análise de sua fundamentação, deduz-se,
de forma clara e inequívoca, que objetiva reformar a decisão que negou
provimento ao agravo, e não sanar qualquer erro material, omissão,
obscuridade ou contradição (art. 535 do Código de Processo Civil). Evidenciando-se, portanto,
a finalidade do recurso de reformar a decisão em referência, recebo-o
como agravo regimental.
2. Não havendo qualquer subsídio trazido pelo agravante capaz de
alterar os fundamentos da decisão ora agravada, subsiste incólume o
entendimento nela firmado:
1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso
extraordinário interposto com base no art. 102, III, da
Constituição Federal em que a parte recorrente sustenta,
preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria e
aponta ofensa, pelo juízo recorrido, a dispositivos
constitucionais.
2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no
sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e
fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional
discutida no recurso extraordinário, com indicação específica
das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a
relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam,
portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos
102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a
respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a
matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de
importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
ARE 896609 ED / MG
ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto
potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é
consequência inevitável de suposta violação a dispositivo
constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta
Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595
AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma,
DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min.
CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14.2.2013; ARE
696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de
19.02.2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA,
Segunda Turma, DJe de 13/08/2012.
Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está
acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes
exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.
3. No que se refere à alegada violação aos artigos 5..., II, e
37, caput, da Constituição Federal, incide o óbice da Súmula
636/Supremo Tribunal Federal: "Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao
princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação
pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais
pela decisão recorrida".
Quanto à alegação de ofensa ao art. 5..., XXXV e LV, da
Carta Magna, é inviável a apreciação, em recurso
extraordinário, de alegada afronta ao direito adquirido, ao ato
jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios da
legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido
processo legal, uma vez que, se houvesse, seria meramente
indireta, já que é imprescindível a análise de normas
infraconstitucionais (ARE 748.371-RG/MT, Min. GILMAR
MENDES, Tema 660).
Efetivamente, o acolhimento do recurso impõe análise da
legislação local (Lei 14.937/2003), o que não é cabível no âmbito
do recurso extraordinário, conforme estabelece a Súmula
280/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido:
EMENTA Agravo regimental no recurso
extraordinário com agravo. Tributário. IPVA. Alienação
fiduciária. Contribuinte. Necessidade de reexame da
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 896609 ED / MG
ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto
potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é
consequência inevitável de suposta violação a dispositivo
constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta
Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595
AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma,
DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min.
CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14.2.2013; ARE
696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de
19.02.2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA,
Segunda Turma, DJe de 13/08/2012.
Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está
acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes
exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.
3. No que se refere à alegada violação aos artigos 5..., II, e
37, caput, da Constituição Federal, incide o óbice da Súmula
636/Supremo Tribunal Federal: "Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao
princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação
pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais
pela decisão recorrida".
Quanto à alegação de ofensa ao art. 5..., XXXV e LV, da
Carta Magna, é inviável a apreciação, em recurso
extraordinário, de alegada afronta ao direito adquirido, ao ato
jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios da
legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido
processo legal, uma vez que, se houvesse, seria meramente
indireta, já que é imprescindível a análise de normas
infraconstitucionais (ARE 748.371-RG/MT, Min. GILMAR
MENDES, Tema 660).
Efetivamente, o acolhimento do recurso impõe análise da
legislação local (Lei 14.937/2003), o que não é cabível no âmbito
do recurso extraordinário, conforme estabelece a Súmula
280/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido:
EMENTA Agravo regimental no recurso
extraordinário com agravo. Tributário. IPVA. Alienação
fiduciária. Contribuinte. Necessidade de reexame da
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
ARE 896609 ED / MG
legislação ordinária e do contrato. Ofensa constitucional
indireta ou reflexa. 1. Para ultrapassar o entendimento do
Tribunal a quo, concernente ao enquadramento do credor
fiduciário como proprietário do veículo automotor para
fins de cobrança de IPVA, seria necessário o reexame da
causa à luz da legislação ordinária (Código Civil, Decreto-
lei n 911/69, Lei Estadual n 14.937/03) e do contrato de
alienação fiduciária. 2. A afronta ao texto constitucional, se
houvesse, seria reflexa ou indireta, o que não enseja a
abertura da via extraordinária. Incidência das Súmulas 279
e 454 da Corte. 3. Agravo regimental não provido.
(ARE 830373 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI,
Primeira Turma, julgado em 03/03/2015, PROCESSO
ELETRÔNICO DJe-083 DIVULG 05-05-2015 PUBLIC 06-
05-2015)
4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo.
3. Diante do exposto, recebo os embargos de declaração como agravo
regimental e nego-lhe provimento. É o voto.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 896609 ED / MG
legislação ordinária e do contrato. Ofensa constitucional
indireta ou reflexa. 1. Para ultrapassar o entendimento do
Tribunal a quo, concernente ao enquadramento do credor
fiduciário como proprietário do veículo automotor para
fins de cobrança de IPVA, seria necessário o reexame da
causa à luz da legislação ordinária (Código Civil, Decreto-
lei n 911/69, Lei Estadual n 14.937/03) e do contrato de
alienação fiduciária. 2. A afronta ao texto constitucional, se
houvesse, seria reflexa ou indireta, o que não enseja a
abertura da via extraordinária. Incidência das Súmulas 279
e 454 da Corte. 3. Agravo regimental não provido.
(ARE 830373 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI,
Primeira Turma, julgado em 03/03/2015, PROCESSO
ELETRÔNICO DJe-083 DIVULG 05-05-2015 PUBLIC 06-
05-2015)
4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo.
3. Diante do exposto, recebo os embargos de declaração como agravo
regimental e nego-lhe provimento. É o voto.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Extrato de Ata - 18/08/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.609
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
EMBTE.(S) : BANCO GMAC S/A
ADV.(A/S) : ALEXANDRE SANSONE PACHECO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Decisão: A Turma, preliminarmente, por votação unânime,
conheceu dos embargos de declaração como recurso de agravo, a que,
também por unanimidade, negou provimento, nos termos do voto do
Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o
Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de
Mello. 2... Turma, 18.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias
Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do
Tribunal Superior Eleitoral, na 2... Assembleia Geral e Conferência
Internacional da Associação Mundial de Órgãos Eleitorais,
realizada na República Dominicana.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.609
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
EMBTE.(S) : BANCO GMAC S/A
ADV.(A/S) : ALEXANDRE SANSONE PACHECO E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Decisão: A Turma, preliminarmente, por votação unânime,
conheceu dos embargos de declaração como recurso de agravo, a que,
também por unanimidade, negou provimento, nos termos do voto do
Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o
Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de
Mello. 2... Turma, 18.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias
Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do
Tribunal Superior Eleitoral, na 2... Assembleia Geral e Conferência
Internacional da Associação Mundial de Órgãos Eleitorais,
realizada na República Dominicana.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9257797
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"SÚMULA 636 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 748 . 371 - RG",
"SÚMULA 280 / Supremo",
"ARE",
"ARE 896609 ED /",
"Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 748 . 371 - RG",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 748 . 371 - RG",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 896609 ED / MG",
"ARE 691 . 595 AgR",
"ARE 696 . 347 - AgR - segundo",
"ARE 696 . 263 - AgR / MG",
"AI 717 . 821 AgR",
"Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 748 . 371 - RG / MT",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 896609 ED / MG",
"ARE 691 . 595 AgR",
"ARE 696 . 347 - AgR - segundo",
"ARE 696 . 263 - AgR / MG",
"AI 717 . 821 AgR",
"Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 748 . 371 - RG / MT",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 896609 ED / MG",
"ARE 830373 AgR",
"ARE 896609 ED / MG",
"ARE 830373 AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 535 do Código de Processo Civil",
"art . 102 , III , da Constituição Federal",
"artigos 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"543",
"-",
"A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 535 do Código de Processo Civil",
"art . 102 , III , da Constituição Federal",
"artigos 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"543",
"-",
"A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , II , e 37 , caput , da Constituição Federal",
"art . 5 . . . , XXXV e LV , da Carta Magna",
"Lei 14 . 937 / 2003",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , II , e 37 , caput , da Constituição Federal",
"art . 5 . . . , XXXV e LV , da Carta Magna",
"Lei 14 . 937 / 2003",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Civil",
"Decreto",
"-",
"lei n 911 / 69",
"Lei Estadual n 14 . 937 / 03",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Civil",
"Decreto",
"-",
"lei n 911 / 69",
"Lei Estadual n 14 . 937 / 03",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"Brasília",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"República Dominicana",
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"República Dominicana"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"BANCO GMAC S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"BANCO GMAC S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"BANCO GMAC S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"BANCO GMAC S / A",
"2",
"Tribunal Superior Eleitoral",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"BANCO GMAC S / A",
"2",
".",
".",
".",
"Tribunal Superior Eleitoral",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"TEORI ZAVASCKI",
"ALEXANDRE SANSONE PACHECO",
"GILMAR MENDES",
"CELSO DE MELLO",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"ALEXANDRE SANSONE PACHECO",
"TEORI ZAVASCKI",
"ALEXANDRE SANSONE PACHECO",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CÁRMEN LÚCIA",
"LUIZ FUX",
"JOAQUIM BARBOSA",
"GILMAR MENDES",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CÁRMEN LÚCIA",
"LUIZ FUX",
"JOAQUIM BARBOSA",
"GILMAR MENDES",
"TEORI ZAVASCKI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"TEORI ZAVASCKI",
"ALEXANDRE SANSONE PACHECO",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Dias Toffoli",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira",
"TEORI ZAVASCKI",
"ALEXANDRE SANSONE PACHECO",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Dias Toffoli",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"18",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"18 de agosto de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"02",
"/",
"2013",
"14",
".",
"2",
".",
"2013",
"19",
".",
"02",
".",
"2013",
"13",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"02",
"/",
"2013",
"14",
".",
"2",
".",
"2013",
"19",
".",
"02",
".",
"2013",
"13",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"05",
"-",
"05",
"-",
"2015",
"06",
"-",
"05",
"-",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"05",
"-",
"05",
"-",
"2015",
"06",
"-",
"05",
"-",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"18",
".",
"08",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"08",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
18/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 560.294 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:VIBRÁS COMERCIAL IMPORTADORA DE VIDROS
LTDA
ADV.(A/S)
:FRANCISCO DE ASSIS PEREIRA
AGDO.(A/S)
:PILKINGTON BRASIL LTDA
ADV.(A/S)
:PAULO GUILHERME B CRUZ E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:SAINT-GOBAN VIDROS S/A
ADV.(A/S)
:FERNANDO DO AMARAL PERINO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CEBRACE CRISTAL PLANO LTDA
ADV.(A/S)
:PAULO GUILHERME BARBEIRO CRUZ
Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Processo Civil. 3.
Alegação de cerceamento de defesa decorrente, em tese, do julgamento
antecipado da lide. Art. 5º, LVI e LV, da Constituição Federal. Matéria
infraconstitucional. Tema 424 da sistemática da repercussão geral.
Precedentes. 4. A análise da situação demandaria revolvimento do acervo
probatório. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão
agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 18 de agosto de 2015.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9234376.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
18/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 560.294 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:VIBRÁS COMERCIAL IMPORTADORA DE VIDROS
LTDA
ADV.(A/S)
:FRANCISCO DE ASSIS PEREIRA
AGDO.(A/S)
:PILKINGTON BRASIL LTDA
ADV.(A/S)
:PAULO GUILHERME B CRUZ E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:SAINT-GOBAN VIDROS S/A
ADV.(A/S)
:FERNANDO DO AMARAL PERINO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CEBRACE CRISTAL PLANO LTDA
ADV.(A/S)
:PAULO GUILHERME BARBEIRO CRUZ
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
recurso extraordinário com fundamento na jurisprudência desta Corte.
Confira-se o teor da decisão agravada:
“Trata-se de recurso extraordinário que versa sobre o
cerceamento de defesa em decorrência do indeferimento de
prova pericial.
Por atacar acórdão anterior a 3 de maio de 2007, o presente
recurso não se submete à sistemática da repercussão geral,
razão por que a rejeição de repercussão geral da questão não
pode implicar a devolução dos autos à origem para os fins do
art. 543-B do CPC.
Verifica-se que o Supremo Tribunal Federal já apreciou a
matéria dos autos no julgamento do ARE-RG 639.228, DJe
31.8.2008, oportunidade em que rejeitou a repercussão geral,
tendo em vista a natureza infraconstitucional da questão posta,
nos seguintes termos:
‘Agravo
convertido
em
Extraordinário.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9234377.
Supremo Tribunal Federal
18/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 560.294 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:VIBRÁS COMERCIAL IMPORTADORA DE VIDROS
LTDA
ADV.(A/S)
:FRANCISCO DE ASSIS PEREIRA
AGDO.(A/S)
:PILKINGTON BRASIL LTDA
ADV.(A/S)
:PAULO GUILHERME B CRUZ E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:SAINT-GOBAN VIDROS S/A
ADV.(A/S)
:FERNANDO DO AMARAL PERINO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CEBRACE CRISTAL PLANO LTDA
ADV.(A/S)
:PAULO GUILHERME BARBEIRO CRUZ
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
recurso extraordinário com fundamento na jurisprudência desta Corte.
Confira-se o teor da decisão agravada:
“Trata-se de recurso extraordinário que versa sobre o
cerceamento de defesa em decorrência do indeferimento de
prova pericial.
Por atacar acórdão anterior a 3 de maio de 2007, o presente
recurso não se submete à sistemática da repercussão geral,
razão por que a rejeição de repercussão geral da questão não
pode implicar a devolução dos autos à origem para os fins do
art. 543-B do CPC.
Verifica-se que o Supremo Tribunal Federal já apreciou a
matéria dos autos no julgamento do ARE-RG 639.228, DJe
31.8.2008, oportunidade em que rejeitou a repercussão geral,
tendo em vista a natureza infraconstitucional da questão posta,
nos seguintes termos:
‘Agravo
convertido
em
Extraordinário.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
RE 560294 AGR / SP
Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo
judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa.
Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de
repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido.
Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário
que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância
dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos
casos de indeferimento de pedido de produção de provas
em
processo
judicial,
versa
sobre
tema
infraconstitucional.’
Esse julgamento consolidou a jurisprudência da Corte no
sentido de que o tema versado nos autos é infraconstitucional,
motivo pelo qual nego seguimento ao recurso (arts. 21, §1o do
RISTF e 557, caput, do CPC)”. (fls. 886-887)
Nas razões do agravo regimental, sustenta-se que a decisão ora
impugnada foi omissa ao não enfrentar a alegação de impossibilidade de
julgamento antecipado da lide, em afronta ao art. 5º, LVI e LV da
Constituição Federal.
E prossegue, aduzindo:
“O conhecimento direto dos pedidos formulados na inicial
ou no julgamento antecipado da lide cerceou declaradamente a
possibilidade constitucional da recorrente ouvir o representante
legal da recorrida e a testemunhas para demonstrar a verdade
do fato constitutivo do seu direito ventilado na ação
declaratória e indenizatória” (fl. 913)
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
RE 560294 AGR / SP
Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo
judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa.
Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de
repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido.
Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário
que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância
dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos
casos de indeferimento de pedido de produção de provas
em
processo
judicial,
versa
sobre
tema
infraconstitucional.’
Esse julgamento consolidou a jurisprudência da Corte no
sentido de que o tema versado nos autos é infraconstitucional,
motivo pelo qual nego seguimento ao recurso (arts. 21, §1o do
RISTF e 557, caput, do CPC)”. (fls. 886-887)
Nas razões do agravo regimental, sustenta-se que a decisão ora
impugnada foi omissa ao não enfrentar a alegação de impossibilidade de
julgamento antecipado da lide, em afronta ao art. 5º, LVI e LV da
Constituição Federal.
E prossegue, aduzindo:
“O conhecimento direto dos pedidos formulados na inicial
ou no julgamento antecipado da lide cerceou declaradamente a
possibilidade constitucional da recorrente ouvir o representante
legal da recorrida e a testemunhas para demonstrar a verdade
do fato constitutivo do seu direito ventilado na ação
declaratória e indenizatória” (fl. 913)
É o relatório.
2
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
18/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 560.294 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal.
A agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão,
visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade
com a jurisprudência pacífica desta Corte.
Inicialmente, registro que o artigo, 93, IX, da Constituição Federal,
exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que
sucintamente, sem estabelecer, todavia, o exame pormenorizado de cada
uma das alegações ou provas (AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria, DJe
13.8.2010).
O alegado cerceamento de defesa – decorrente, em tese, do
julgamento antecipado da lide – está imediatamente relacionado à norma
contida no art. 130 do Código de Processo Civil. Portanto, a violação, se
existente, seria meramente reflexa à norma constitucional.
Nesse contexto, segundo pacífica jurisprudência desta Corte, mera
alegação de violação aos primados constitucionais do contraditório e do
devido processo legal são insuficientes a viabilizar o processamento de
recurso extraordinário, quando a norma constitucional for atingida
apenas de forma mediata.
A esse propósito, confiram-se os seguintes julgados:
“Agravo regimental no agravo de instrumento. Processual
Civil. Recurso extraordinário e recurso especial interpostos
simultaneamente. Sobrestamento. Não cabimento. Julgamento
antecipado da lide. Indeferimento de diligência probatória.
Ausência de repercussão geral. Dano moral coletivo.
Configuração. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Segundo a
jurisprudência do Supremo Tribunal, o art. 543, § 1º, do Código
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9234378.
Supremo Tribunal Federal
18/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 560.294 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal.
A agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão,
visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade
com a jurisprudência pacífica desta Corte.
Inicialmente, registro que o artigo, 93, IX, da Constituição Federal,
exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que
sucintamente, sem estabelecer, todavia, o exame pormenorizado de cada
uma das alegações ou provas (AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria, DJe
13.8.2010).
O alegado cerceamento de defesa – decorrente, em tese, do
julgamento antecipado da lide – está imediatamente relacionado à norma
contida no art. 130 do Código de Processo Civil. Portanto, a violação, se
existente, seria meramente reflexa à norma constitucional.
Nesse contexto, segundo pacífica jurisprudência desta Corte, mera
alegação de violação aos primados constitucionais do contraditório e do
devido processo legal são insuficientes a viabilizar o processamento de
recurso extraordinário, quando a norma constitucional for atingida
apenas de forma mediata.
A esse propósito, confiram-se os seguintes julgados:
“Agravo regimental no agravo de instrumento. Processual
Civil. Recurso extraordinário e recurso especial interpostos
simultaneamente. Sobrestamento. Não cabimento. Julgamento
antecipado da lide. Indeferimento de diligência probatória.
Ausência de repercussão geral. Dano moral coletivo.
Configuração. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Segundo a
jurisprudência do Supremo Tribunal, o art. 543, § 1º, do Código
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9234378.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. GILMAR MENDES
RE 560294 AGR / SP
de Processo Civil, o qual determina seja o recurso especial
julgado antes do extraordinário, quando interpostos
simultaneamente, somente se aplica quando ambos os recursos
são admitidos na origem. 2. A violação da Constituição Federal,
em virtude do julgamento antecipado da lide, seria, se
ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja o reexame da
matéria em recurso extraordinário. 3. O Plenário da Corte, no
exame do ARE nº 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso,
concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à
suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla
defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no
âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional
da matéria. 4. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise
de legislação infraconstitucional, uma vez que a ofensa à
Constituição, caso ocorresse, seria meramente reflexa. 5. Agravo
regimental não provido”. (AI-AgR 830499, rel. min. DIAS
TOFFOLI, Segunda Turma, DJe 28.4.2015);
“DIREITO PROCESSUAL CIVIL. JULGAMENTO
ANTECIPADO DA LIDE. AUSÊNCIA DE OITIVA DE
TESTEMUNHAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, LV,
DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONTRADITÓRIO E
AMPLA DEFESA. NATUREZA INFRACONSTITUCINAL DA
CONTROVÉRSIA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O
MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO
RECORRIDO PUBLICADO EM 06.3.2013 Obstada a análise da
suposta afronta ao inciso LV do artigo 5º da Carta Magna,
porquanto dependeria de prévia análise da legislação
infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge
à competência jurisdicional extraordinária desta Corte
Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. As razões do
agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no
que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da
Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9234378.
Supremo Tribunal Federal
RE 560294 AGR / SP
de Processo Civil, o qual determina seja o recurso especial
julgado antes do extraordinário, quando interpostos
simultaneamente, somente se aplica quando ambos os recursos
são admitidos na origem. 2. A violação da Constituição Federal,
em virtude do julgamento antecipado da lide, seria, se
ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja o reexame da
matéria em recurso extraordinário. 3. O Plenário da Corte, no
exame do ARE nº 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso,
concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à
suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla
defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no
âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional
da matéria. 4. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise
de legislação infraconstitucional, uma vez que a ofensa à
Constituição, caso ocorresse, seria meramente reflexa. 5. Agravo
regimental não provido”. (AI-AgR 830499, rel. min. DIAS
TOFFOLI, Segunda Turma, DJe 28.4.2015);
“DIREITO PROCESSUAL CIVIL. JULGAMENTO
ANTECIPADO DA LIDE. AUSÊNCIA DE OITIVA DE
TESTEMUNHAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, LV,
DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONTRADITÓRIO E
AMPLA DEFESA. NATUREZA INFRACONSTITUCINAL DA
CONTROVÉRSIA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O
MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO
RECORRIDO PUBLICADO EM 06.3.2013 Obstada a análise da
suposta afronta ao inciso LV do artigo 5º da Carta Magna,
porquanto dependeria de prévia análise da legislação
infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge
à competência jurisdicional extraordinária desta Corte
Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. As razões do
agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no
que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da
Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não
2
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
RE 560294 AGR / SP
provido”. (ARE-AgR 814512, rel. min. ROSA WEBER, Primeira
Turma, DJe 11.11.2014).
Acrescento que o Supremo Tribunal Federal já apreciou a matéria
no julgamento do ARE-RG 639.228, DJe 31.8.2008, oportunidade em que
rejeitou a repercussão geral, tendo em vista a natureza infraconstitucional
da questão posta, nos seguintes termos:
“Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade
deste. Produção de provas. Processo judicial. Indeferimento.
Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional.
Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso
extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral
recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade
de observância dos princípios do contraditório e da ampla
defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de
provas em processo judicial, versa sobre tema
infraconstitucional.”
Além disso, a análise da situação autorizadora do julgamento
antecipado da lide demandaria revolvimento do acervo probatório,
inviável em sede de recurso extraordinário.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Supremo Tribunal Federal
RE 560294 AGR / SP
provido”. (ARE-AgR 814512, rel. min. ROSA WEBER, Primeira
Turma, DJe 11.11.2014).
Acrescento que o Supremo Tribunal Federal já apreciou a matéria
no julgamento do ARE-RG 639.228, DJe 31.8.2008, oportunidade em que
rejeitou a repercussão geral, tendo em vista a natureza infraconstitucional
da questão posta, nos seguintes termos:
“Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade
deste. Produção de provas. Processo judicial. Indeferimento.
Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional.
Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso
extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral
recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade
de observância dos princípios do contraditório e da ampla
defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de
provas em processo judicial, versa sobre tema
infraconstitucional.”
Além disso, a análise da situação autorizadora do julgamento
antecipado da lide demandaria revolvimento do acervo probatório,
inviável em sede de recurso extraordinário.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Extrato de Ata - 18/08/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 560.294
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : VIBRÁS COMERCIAL IMPORTADORA DE VIDROS LTDA
ADV.(A/S) : FRANCISCO DE ASSIS PEREIRA
AGDO.(A/S) : PILKINGTON BRASIL LTDA
ADV.(A/S) : PAULO GUILHERME B CRUZ E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : SAINT-GOBAN VIDROS S/A
ADV.(A/S) : FERNANDO DO AMARAL PERINO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CEBRACE CRISTAL PLANO LTDA
ADV.(A/S) : PAULO GUILHERME BARBEIRO CRUZ
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do
Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 18.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias
Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do
Tribunal Superior Eleitoral, na 2ª Assembleia Geral e Conferência
Internacional da Associação Mundial de Órgãos Eleitorais,
realizada na República Dominicana.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 560.294
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : VIBRÁS COMERCIAL IMPORTADORA DE VIDROS LTDA
ADV.(A/S) : FRANCISCO DE ASSIS PEREIRA
AGDO.(A/S) : PILKINGTON BRASIL LTDA
ADV.(A/S) : PAULO GUILHERME B CRUZ E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : SAINT-GOBAN VIDROS S/A
ADV.(A/S) : FERNANDO DO AMARAL PERINO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CEBRACE CRISTAL PLANO LTDA
ADV.(A/S) : PAULO GUILHERME BARBEIRO CRUZ
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do
Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 18.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias
Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do
Tribunal Superior Eleitoral, na 2ª Assembleia Geral e Conferência
Internacional da Associação Mundial de Órgãos Eleitorais,
realizada na República Dominicana.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9268019
| 2015-08-18T00:00:00
| 2015-08-31T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 18.08.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Processo Civil. 3. Alegação de cerceamento de defesa decorrente, em tese, do julgamento antecipado da lide. Art. 5º, LVI e LV, da Constituição Federal. Matéria infraconstitucional. Tema 424 da sistemática da repercussão geral. Precedentes. 4. A análise da situação demandaria revolvimento do acervo probatório. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur317299
|
- Acórdão(s) citado(s):
(FUNDAMENTAÇÃO)
AI 791292 QO-RG.
(PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO)
ARE 639228 RG, ARE 814512 AgR (1ªT), AI 830499 AgR (2ªT).
Número de páginas: 7.
Análise: 18/09/2015, MAD.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
560294
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00055 INC-00056 ART-00093 \n INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00130\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 560294 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : VIBRÁS COMERCIAL IMPORTADORA DE VIDROS LTDA
ADV.(A/S) : FRANCISCO DE ASSIS PEREIRA
AGDO.(A/S) : PILKINGTON BRASIL LTDA
ADV.(A/S) : PAULO GUILHERME B CRUZ E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : SAINT-GOBAN VIDROS S/A
ADV.(A/S) : FERNANDO DO AMARAL PERINO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CEBRACE CRISTAL PLANO LTDA
ADV.(A/S) : PAULO GUILHERME BARBEIRO CRUZ
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
18/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 560.294 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:VIBRÁS COMERCIAL IMPORTADORA DE VIDROS
LTDA
ADV.(A/S)
:FRANCISCO DE ASSIS PEREIRA
AGDO.(A/S)
:PILKINGTON BRASIL LTDA
ADV.(A/S)
:PAULO GUILHERME B CRUZ E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:SAINT-GOBAN VIDROS S/A
ADV.(A/S)
:FERNANDO DO AMARAL PERINO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CEBRACE CRISTAL PLANO LTDA
ADV.(A/S)
:PAULO GUILHERME BARBEIRO CRUZ
Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Processo Civil. 3.
Alegação de cerceamento de defesa decorrente, em tese, do julgamento
antecipado da lide. Art. 5..., LVI e LV, da Constituição Federal. Matéria
infraconstitucional. Tema 424 da sistemática da repercussão geral.
Precedentes. 4. A análise da situação demandaria revolvimento do acervo
probatório. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão
agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 18 de agosto de 2015.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
18/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 560.294 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:VIBRÁS COMERCIAL IMPORTADORA DE VIDROS
LTDA
ADV.(A/S)
:FRANCISCO DE ASSIS PEREIRA
AGDO.(A/S)
:PILKINGTON BRASIL LTDA
ADV.(A/S)
:PAULO GUILHERME B CRUZ E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:SAINT-GOBAN VIDROS S/A
ADV.(A/S)
:FERNANDO DO AMARAL PERINO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CEBRACE CRISTAL PLANO LTDA
ADV.(A/S)
:PAULO GUILHERME BARBEIRO CRUZ
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
recurso extraordinário com fundamento na jurisprudência desta Corte.
Confira-se o teor da decisão agravada:
“Trata-se de recurso extraordinário que versa sobre o
cerceamento de defesa em decorrência do indeferimento de
prova pericial.
Por atacar acórdão anterior a 3 de maio de 2007, o presente
recurso não se submete à sistemática da repercussão geral,
razão por que a rejeição de repercussão geral da questão não
pode implicar a devolução dos autos à origem para os fins do
art. 543-B do Código de Processo Civil.
Verifica-se que o Supremo Tribunal Federal já apreciou a
matéria dos autos no julgamento do ARE-RG 639.228, DJe
31.8.2008, oportunidade em que rejeitou a repercussão geral,
tendo em vista a natureza infraconstitucional da questão posta,
nos seguintes termos:
‘Agravo
convertido
em
Extraordinário.
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Supremo Tribunal Federal
18/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 560.294 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:VIBRÁS COMERCIAL IMPORTADORA DE VIDROS
LTDA
ADV.(A/S)
:FRANCISCO DE ASSIS PEREIRA
AGDO.(A/S)
:PILKINGTON BRASIL LTDA
ADV.(A/S)
:PAULO GUILHERME B CRUZ E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:SAINT-GOBAN VIDROS S/A
ADV.(A/S)
:FERNANDO DO AMARAL PERINO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CEBRACE CRISTAL PLANO LTDA
ADV.(A/S)
:PAULO GUILHERME BARBEIRO CRUZ
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
recurso extraordinário com fundamento na jurisprudência desta Corte.
Confira-se o teor da decisão agravada:
“Trata-se de recurso extraordinário que versa sobre o
cerceamento de defesa em decorrência do indeferimento de
prova pericial.
Por atacar acórdão anterior a 3 de maio de 2007, o presente
recurso não se submete à sistemática da repercussão geral,
razão por que a rejeição de repercussão geral da questão não
pode implicar a devolução dos autos à origem para os fins do
art. 543-B do Código de Processo Civil.
Verifica-se que o Supremo Tribunal Federal já apreciou a
matéria dos autos no julgamento do ARE-RG 639.228, DJe
31.8.2008, oportunidade em que rejeitou a repercussão geral,
tendo em vista a natureza infraconstitucional da questão posta,
nos seguintes termos:
‘Agravo
convertido
em
Extraordinário.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
Recurso Extraordinário 560294 AGR / SP
Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo
judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa.
Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de
repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido.
Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário
que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância
dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos
casos de indeferimento de pedido de produção de provas
em
processo
judicial,
versa
sobre
tema
infraconstitucional.’
Esse julgamento consolidou a jurisprudência da Corte no
sentido de que o tema versado nos autos é infraconstitucional,
motivo pelo qual nego seguimento ao recurso (arts. 21, §1o do
RISTF e 557, caput, do Código de Processo Civil)”. (fls. 886-887)
Nas razões do agravo regimental, sustenta-se que a decisão ora
impugnada foi omissa ao não enfrentar a alegação de impossibilidade de
julgamento antecipado da lide, em afronta ao art. 5..., LVI e LV da
Constituição Federal.
E prossegue, aduzindo:
“O conhecimento direto dos pedidos formulados na inicial
ou no julgamento antecipado da lide cerceou declaradamente a
possibilidade constitucional da recorrente ouvir o representante
legal da recorrida e a testemunhas para demonstrar a verdade
do fato constitutivo do seu direito ventilado na ação
declaratória e indenizatória” (fl. 913)
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 560294 AGR / SP
Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo
judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa.
Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de
repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido.
Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário
que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância
dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos
casos de indeferimento de pedido de produção de provas
em
processo
judicial,
versa
sobre
tema
infraconstitucional.’
Esse julgamento consolidou a jurisprudência da Corte no
sentido de que o tema versado nos autos é infraconstitucional,
motivo pelo qual nego seguimento ao recurso (arts. 21, §1o do
RISTF e 557, caput, do Código de Processo Civil)”. (fls. 886-887)
Nas razões do agravo regimental, sustenta-se que a decisão ora
impugnada foi omissa ao não enfrentar a alegação de impossibilidade de
julgamento antecipado da lide, em afronta ao art. 5..., LVI e LV da
Constituição Federal.
E prossegue, aduzindo:
“O conhecimento direto dos pedidos formulados na inicial
ou no julgamento antecipado da lide cerceou declaradamente a
possibilidade constitucional da recorrente ouvir o representante
legal da recorrida e a testemunhas para demonstrar a verdade
do fato constitutivo do seu direito ventilado na ação
declaratória e indenizatória” (fl. 913)
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Voto - MIN. GILMAR MENDES
18/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 560.294 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal.
A agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão,
visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade
com a jurisprudência pacífica desta Corte.
Inicialmente, registro que o artigo, 93, IX, da Constituição Federal,
exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que
sucintamente, sem estabelecer, todavia, o exame pormenorizado de cada
uma das alegações ou provas (AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria, DJe
13.8.2010).
O alegado cerceamento de defesa – decorrente, em tese, do
julgamento antecipado da lide – está imediatamente relacionado à norma
contida no art. 130 do Código de Processo Civil. Portanto, a violação, se
existente, seria meramente reflexa à norma constitucional.
Nesse contexto, segundo pacífica jurisprudência desta Corte, mera
alegação de violação aos primados constitucionais do contraditório e do
devido processo legal são insuficientes a viabilizar o processamento de
recurso extraordinário, quando a norma constitucional for atingida
apenas de forma mediata.
A esse propósito, confiram-se os seguintes julgados:
“Agravo regimental no agravo de instrumento. Processual
Civil. Recurso extraordinário e recurso especial interpostos
simultaneamente. Sobrestamento. Não cabimento. Julgamento
antecipado da lide. Indeferimento de diligência probatória.
Ausência de repercussão geral. Dano moral coletivo.
Configuração. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Segundo a
jurisprudência do Supremo Tribunal, o art. 543, § 1..., do Código
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Supremo Tribunal Federal
18/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 560.294 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal.
A agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão,
visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade
com a jurisprudência pacífica desta Corte.
Inicialmente, registro que o artigo, 93, IX, da Constituição Federal,
exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que
sucintamente, sem estabelecer, todavia, o exame pormenorizado de cada
uma das alegações ou provas (AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria, DJe
13.8.2010).
O alegado cerceamento de defesa – decorrente, em tese, do
julgamento antecipado da lide – está imediatamente relacionado à norma
contida no art. 130 do Código de Processo Civil. Portanto, a violação, se
existente, seria meramente reflexa à norma constitucional.
Nesse contexto, segundo pacífica jurisprudência desta Corte, mera
alegação de violação aos primados constitucionais do contraditório e do
devido processo legal são insuficientes a viabilizar o processamento de
recurso extraordinário, quando a norma constitucional for atingida
apenas de forma mediata.
A esse propósito, confiram-se os seguintes julgados:
“Agravo regimental no agravo de instrumento. Processual
Civil. Recurso extraordinário e recurso especial interpostos
simultaneamente. Sobrestamento. Não cabimento. Julgamento
antecipado da lide. Indeferimento de diligência probatória.
Ausência de repercussão geral. Dano moral coletivo.
Configuração. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Segundo a
jurisprudência do Supremo Tribunal, o art. 543, § 1..., do Código
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. GILMAR MENDES
Recurso Extraordinário 560294 AGR / SP
de Processo Civil, o qual determina seja o recurso especial
julgado antes do extraordinário, quando interpostos
simultaneamente, somente se aplica quando ambos os recursos
são admitidos na origem. 2. A violação da Constituição Federal,
em virtude do julgamento antecipado da lide, seria, se
ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja o reexame da
matéria em recurso extraordinário. 3. O Plenário da Corte, no
exame do ARE n 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso,
concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à
suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla
defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no
âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional
da matéria. 4. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise
de legislação infraconstitucional, uma vez que a ofensa à
Constituição, caso ocorresse, seria meramente reflexa. 5. Agravo
regimental não provido”. (AI-AgR 830499, rel. min. DIAS
TOFFOLI, Segunda Turma, DJe 28.4.2015);
“DIREITO PROCESSUAL CIVIL. JULGAMENTO
ANTECIPADO DA LIDE. AUSÊNCIA DE OITIVA DE
TESTEMUNHAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., LV,
DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONTRADITÓRIO E
AMPLA DEFESA. NATUREZA INFRACONSTITUCINAL DA
CONTROVÉRSIA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O
MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO
RECORRIDO PUBLICADO EM 06.3.2013 Obstada a análise da
suposta afronta ao inciso LV do artigo 5... da Carta Magna,
porquanto dependeria de prévia análise da legislação
infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge
à competência jurisdicional extraordinária desta Corte
Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. As razões do
agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no
que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da
Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 560294 AGR / SP
de Processo Civil, o qual determina seja o recurso especial
julgado antes do extraordinário, quando interpostos
simultaneamente, somente se aplica quando ambos os recursos
são admitidos na origem. 2. A violação da Constituição Federal,
em virtude do julgamento antecipado da lide, seria, se
ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja o reexame da
matéria em recurso extraordinário. 3. O Plenário da Corte, no
exame do ARE n 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso,
concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à
suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla
defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no
âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional
da matéria. 4. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise
de legislação infraconstitucional, uma vez que a ofensa à
Constituição, caso ocorresse, seria meramente reflexa. 5. Agravo
regimental não provido”. (AI-AgR 830499, rel. min. DIAS
TOFFOLI, Segunda Turma, DJe 28.4.2015);
“DIREITO PROCESSUAL CIVIL. JULGAMENTO
ANTECIPADO DA LIDE. AUSÊNCIA DE OITIVA DE
TESTEMUNHAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., LV,
DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONTRADITÓRIO E
AMPLA DEFESA. NATUREZA INFRACONSTITUCINAL DA
CONTROVÉRSIA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O
MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO
RECORRIDO PUBLICADO EM 06.3.2013 Obstada a análise da
suposta afronta ao inciso LV do artigo 5... da Carta Magna,
porquanto dependeria de prévia análise da legislação
infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge
à competência jurisdicional extraordinária desta Corte
Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. As razões do
agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no
que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da
Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. GILMAR MENDES
Recurso Extraordinário 560294 AGR / SP
provido”. (ARE-AgR 814512, rel. min. ROSA WEBER, Primeira
Turma, DJe 11.11.2014).
Acrescento que o Supremo Tribunal Federal já apreciou a matéria
no julgamento do ARE-RG 639.228, DJe 31.8.2008, oportunidade em que
rejeitou a repercussão geral, tendo em vista a natureza infraconstitucional
da questão posta, nos seguintes termos:
“Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade
deste. Produção de provas. Processo judicial. Indeferimento.
Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional.
Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso
extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral
recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade
de observância dos princípios do contraditório e da ampla
defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de
provas em processo judicial, versa sobre tema
infraconstitucional.”
Além disso, a análise da situação autorizadora do julgamento
antecipado da lide demandaria revolvimento do acervo probatório,
inviável em sede de recurso extraordinário.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 560294 AGR / SP
provido”. (ARE-AgR 814512, rel. min. ROSA WEBER, Primeira
Turma, DJe 11.11.2014).
Acrescento que o Supremo Tribunal Federal já apreciou a matéria
no julgamento do ARE-RG 639.228, DJe 31.8.2008, oportunidade em que
rejeitou a repercussão geral, tendo em vista a natureza infraconstitucional
da questão posta, nos seguintes termos:
“Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade
deste. Produção de provas. Processo judicial. Indeferimento.
Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional.
Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso
extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral
recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade
de observância dos princípios do contraditório e da ampla
defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de
provas em processo judicial, versa sobre tema
infraconstitucional.”
Além disso, a análise da situação autorizadora do julgamento
antecipado da lide demandaria revolvimento do acervo probatório,
inviável em sede de recurso extraordinário.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Extrato de Ata - 18/08/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 560.294
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : VIBRÁS COMERCIAL IMPORTADORA DE VIDROS LTDA
ADV.(A/S) : FRANCISCO DE ASSIS PEREIRA
AGDO.(A/S) : PILKINGTON BRASIL LTDA
ADV.(A/S) : PAULO GUILHERME B CRUZ E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : SAINT-GOBAN VIDROS S/A
ADV.(A/S) : FERNANDO DO AMARAL PERINO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CEBRACE CRISTAL PLANO LTDA
ADV.(A/S) : PAULO GUILHERME BARBEIRO CRUZ
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do
Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 18.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias
Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do
Tribunal Superior Eleitoral, na 2... Assembleia Geral e Conferência
Internacional da Associação Mundial de Órgãos Eleitorais,
realizada na República Dominicana.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 560.294
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : VIBRÁS COMERCIAL IMPORTADORA DE VIDROS LTDA
ADV.(A/S) : FRANCISCO DE ASSIS PEREIRA
AGDO.(A/S) : PILKINGTON BRASIL LTDA
ADV.(A/S) : PAULO GUILHERME B CRUZ E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : SAINT-GOBAN VIDROS S/A
ADV.(A/S) : FERNANDO DO AMARAL PERINO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CEBRACE CRISTAL PLANO LTDA
ADV.(A/S) : PAULO GUILHERME BARBEIRO CRUZ
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do
Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 18.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias
Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do
Tribunal Superior Eleitoral, na 2... Assembleia Geral e Conferência
Internacional da Associação Mundial de Órgãos Eleitorais,
realizada na República Dominicana.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 560 . 294",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 560 . 294",
"ARE",
"-",
"RG 639 . 228",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 560 . 294",
"ARE",
"Recurso Extraordinário 560294 AGR / SP",
"Recurso Extraordinário 560294 AGR / SP",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 560 . 294",
"AI",
"-",
"QO",
"-",
"RG 791 . 292",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 560 . 294",
"AI",
"-",
"QO",
"-",
"RG 791 . 292",
"Recurso Extraordinário 560294 AGR / SP de",
"ARE n 639 . 228 / RJ",
"AI",
"-",
"AgR 830499",
"Recurso Extraordinário 560294 AGR / SP de",
"ARE n 639 . 228 / RJ",
"AI",
"-",
"AgR 830499",
"Recurso Extraordinário 560294 AGR / SP",
"ARE",
"-",
"AgR 814512",
"ARE",
"-",
"RG 639 . 228",
"Recurso Extraordinário 560294 AGR / SP",
"ARE",
"-",
"AgR 814512",
"ARE",
"-",
"RG 639 . 228",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 560 . 294"
],
"LEGISLACAO": [
"Art . 5 . . . , LVI e LV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 21 , § 1o do RISTF",
"557 , caput , do Código de Processo Civil",
"art . 5 . . . , LVI e LV da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 21 , § 1o do RISTF",
"557 , caput , do Código de Processo Civil",
"art . 5 . . . , LVI e LV da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo , 93 , IX , da Constituição Federal",
"art . 130 do Código de Processo Civil",
"art . 543 , § 1 . . . , do Código",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo , 93 , IX , da Constituição Federal",
"art . 130 do Código de Processo Civil",
"art . 543 , § 1 . . . , do Código",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Constituição",
"ART . 5 . . . , LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"inciso LV do artigo 5 . . . da Carta Magna",
"art . 102 da Magna Carta",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Constituição",
"ART . 5 . . . , LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"CONSTITUIÇÃO",
"inciso LV do artigo 5 . . . da Carta Magna",
"art . 102 da Magna Carta",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"República Dominicana",
"SÃO PAULO",
"República Dominicana"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"VIBRÁS COMERCIAL IMPORTADORA DE VIDROS LTDA",
"PILKINGTON BRASIL LTDA",
"SAINT",
"-",
"GOBAN VIDROS S / A",
"CEBRACE CRISTAL PLANO LTDA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"VIBRÁS COMERCIAL IMPORTADORA DE VIDROS LTDA",
"PILKINGTON BRASIL LTDA",
"SAINT",
"-",
"GOBAN VIDROS S / A",
"CEBRACE CRISTAL PLANO LTDA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"VIBRÁS COMERCIAL IMPORTADORA DE VIDROS LTDA",
"PILKINGTON BRASIL LTDA",
"SAINT",
"-",
"GOBAN VIDROS S / A",
"CEBRACE CRISTAL PLANO LTDA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário da Corte",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário da Corte",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"VIBRÁS COMERCIAL IMPORTADORA DE VIDROS LTDA",
"PILKINGTON BRASIL LTDA",
"SAINT",
"-",
"GOBAN VIDROS S / A",
"CEBRACE CRISTAL PLANO LTDA",
"Tribunal Superior Eleitoral",
"Associação Mundial de Órgãos Eleitorais",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"VIBRÁS COMERCIAL IMPORTADORA DE",
"PILKINGTON BRASIL LTDA",
"SAINT",
"-",
"GOBAN VIDROS S / A",
"CEBRACE CRISTAL PLANO LTDA",
"Tribunal Superior Eleitoral",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"FRANCISCO DE ASSIS PEREIRA",
"PAULO GUILHERME B CRUZ",
"FERNANDO DO AMARAL PERINO",
"PAULO GUILHERME BARBEIRO CRUZ",
"Celso de Mello",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"FRANCISCO DE ASSIS PEREIRA",
"PAULO GUILHERME B CRUZ",
"FERNANDO DO AMARAL PERINO",
"PAULO GUILHERME BARBEIRO CRUZ",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"FRANCISCO DE ASSIS PEREIRA",
"PAULO GUILHERME B CRUZ",
"FERNANDO DO AMARAL PERINO",
"PAULO GUILHERME BARBEIRO CRUZ",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"Cezar Peluso",
"DIAS TOFFOLI",
"Cezar Peluso",
"DIAS TOFFOLI",
"GILMAR MENDES",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"GILMAR MENDES",
"FRANCISCO DE ASSIS PEREIRA",
"PAULO GUILHERME B CRUZ",
"FERNANDO DO AMARAL PERINO",
"PAULO GUILHERME BARBEIRO CRUZ",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Dias Toffoli",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira",
"GILMAR MENDES",
"FRANCISCO DE ASSIS PEREIRA",
"PAULO GUILHERME B CRUZ",
"FERNANDO DO AMARAL PERINO",
"PAULO GUILHERME BARBEIRO CRUZ",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Dias Toffoli",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"18",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"18 de agosto de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"3 de maio de 2007",
"31",
".",
"8",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"3 de maio de 2007",
"31",
".",
"8",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"13",
".",
"8",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"13",
".",
"8",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"4",
".",
"2015",
"06",
".",
"3",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"4",
".",
"2015",
"06",
".",
"3",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
".",
"11",
".",
"2014",
"31",
".",
"8",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
".",
"11",
".",
"2014",
"31",
".",
"8",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"18",
".",
"08",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"08",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
18/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 890.698
DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:JOCILAINE BRAGA ESPINDOLA
ADV.(A/S)
:MARIA
VICÊNCIA
BARBOSA
SALGADO
E
OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO
ESPECIAL NÃO PROVIDO. PRECLUSÃO DAS QUESTÕES
CONSTITUCIONAIS OPONÍVEIS AO JULGADO DO TRIBUNAL DE
JUSTIÇA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental,
nos termos do voto da Relatora. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Ausente,
justificadamente, o Ministro Dias Toffoli.
Brasília, 18 de agosto de 2015.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
18/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 890.698
DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:JOCILAINE BRAGA ESPINDOLA
ADV.(A/S)
:MARIA
VICÊNCIA
BARBOSA
SALGADO
E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 10.6.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto pelo Rio Grande do Sul contra julgado do
Superior Tribunal de Justiça, que manteve os reajustes da Lei n.
10.395/1995 sobre a Gratificação de Difícil Acesso, a serem pagos sobre o
novo piso do magistério. A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
6. O Superior Tribunal de Justiça analisou o mérito do recurso
especial interposto e a ele negou provimento. Portanto, não houve a
substituição processual prevista no art. 512 do Código de Processo
Civil, a caracterizar a inutilidade do recurso extraordinário.
Estão preclusas eventuais questões constitucionais relativas à
matéria discutida no julgado do Tribunal de Justiça, que poderiam ter
sido impugnadas no momento processual próprio:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO
EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO CONTRA DECISÃO
DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: PRECLUSÃO
DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. ART. 512 DO
CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL: AUSÊNCIA DE
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
18/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 890.698
DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:JOCILAINE BRAGA ESPINDOLA
ADV.(A/S)
:MARIA
VICÊNCIA
BARBOSA
SALGADO
E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 10.6.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto pelo Rio Grande do Sul contra julgado do
Superior Tribunal de Justiça, que manteve os reajustes da Lei n.
10.395/1995 sobre a Gratificação de Difícil Acesso, a serem pagos sobre o
novo piso do magistério. A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
6. O Superior Tribunal de Justiça analisou o mérito do recurso
especial interposto e a ele negou provimento. Portanto, não houve a
substituição processual prevista no art. 512 do Código de Processo
Civil, a caracterizar a inutilidade do recurso extraordinário.
Estão preclusas eventuais questões constitucionais relativas à
matéria discutida no julgado do Tribunal de Justiça, que poderiam ter
sido impugnadas no momento processual próprio:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO
EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO CONTRA DECISÃO
DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: PRECLUSÃO
DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. ART. 512 DO
CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL: AUSÊNCIA DE
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
ARE 890698 AGR / DF
SUBSTITUIÇÃO
PROCESSUAL.
PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (AI 832.659-AgR, de minha relatoria,
Primeira Turma, DJe 6.5.2011).
‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO.
SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. IMPRESCINDIBILIDADE
DE QUE ESSA HIPÓTESE ESTEJA PREVISTA EM LEI.
LEGITIMIDADE DO INSTITUTO JURÍDICO. NÃO-
CONHECIMENTO
DO
RECURSO
ESPECIAL.
INOCORRÊNCIA DO FENÔMENO DA SUBSTITUIÇÃO
DE JULGADO. PREJUDICIALIDADE DO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ALEGAÇÃO IMPROCEDENTE. 1.
Não-conhecimento do recurso especial pelo Superior Tribunal de
Justiça. Prejudicialidade do recurso extraordinário
simultaneamente interposto, tendo em vista o fenômeno
processual da substituição de julgado previsto no artigo 512 do
Código de Processo Civil. Alegação improcedente. O acórdão
somente substituiria a decisão recorrida se o recurso houvesse
sido conhecido e provido’ (RE 194.382, Relator o Ministro
Maurício Corrêa, Plenário, DJ 25.4.2003).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. INOCORRÊNCIA DO FENÔMENO
DA SUBSTITUIÇÃO DO JULGADO. O acórdão proferido
pelo STJ somente substituiria a decisão do Tribunal de Justiça
estadual se o recurso houvesse sido conhecido e provido.
Precedentes. Agravo regimental não provido’ (RE 458.129-
AgR, Relator o Ministro Eros Grau, Segunda Turma, DJe
19.10.2007).
No mesmo sentido: RE 191.454, Relator o Ministro Sepúlveda
Pertence, Primeira Turma, DJ 8.6.1999; e RE 178.215, Relator o
Ministro Moreira Alves, Primeira Turma, DJ 6.8.1999.
Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc.
II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9229988.
Supremo Tribunal Federal
ARE 890698 AGR / DF
SUBSTITUIÇÃO
PROCESSUAL.
PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (AI 832.659-AgR, de minha relatoria,
Primeira Turma, DJe 6.5.2011).
‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO.
SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. IMPRESCINDIBILIDADE
DE QUE ESSA HIPÓTESE ESTEJA PREVISTA EM LEI.
LEGITIMIDADE DO INSTITUTO JURÍDICO. NÃO-
CONHECIMENTO
DO
RECURSO
ESPECIAL.
INOCORRÊNCIA DO FENÔMENO DA SUBSTITUIÇÃO
DE JULGADO. PREJUDICIALIDADE DO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ALEGAÇÃO IMPROCEDENTE. 1.
Não-conhecimento do recurso especial pelo Superior Tribunal de
Justiça. Prejudicialidade do recurso extraordinário
simultaneamente interposto, tendo em vista o fenômeno
processual da substituição de julgado previsto no artigo 512 do
Código de Processo Civil. Alegação improcedente. O acórdão
somente substituiria a decisão recorrida se o recurso houvesse
sido conhecido e provido’ (RE 194.382, Relator o Ministro
Maurício Corrêa, Plenário, DJ 25.4.2003).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. INOCORRÊNCIA DO FENÔMENO
DA SUBSTITUIÇÃO DO JULGADO. O acórdão proferido
pelo STJ somente substituiria a decisão do Tribunal de Justiça
estadual se o recurso houvesse sido conhecido e provido.
Precedentes. Agravo regimental não provido’ (RE 458.129-
AgR, Relator o Ministro Eros Grau, Segunda Turma, DJe
19.10.2007).
No mesmo sentido: RE 191.454, Relator o Ministro Sepúlveda
Pertence, Primeira Turma, DJ 8.6.1999; e RE 178.215, Relator o
Ministro Moreira Alves, Primeira Turma, DJ 6.8.1999.
Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc.
II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
ARE 890698 AGR / DF
2. Publicada essa decisão no DJe de 18.6.2015, o Rio Grande do Sul
interpõe, em 30.6.2015, tempestivamente, agravo regimental.
3. O Agravante sustenta que
“A decisão ora agravada, ao entender que a questão
constitucional objeto do recurso extraordinário estaria preclusa, não
observou o fato demonstrado em sede de agravo pelo ente público: o de
que quando da interposição do Recurso Especial, em 10/01/2013,
mesmo momento em que deveria ter sido interposto eventual Recurso
Extraordinário, não havia sido julgada a supramencionada modulação
dos efeitos da Lei do Piso (Lei 11.738/2008), porquanto o acolhimento
dos embargos de declaração para determinar que a lei tivesse eficácia a
partir da data do julgamento do mérito, ou seja, 27/04/2011, ocorreu
na sessão de julgamento de 27/02/2013, tendo a decisão sido publicada
apenas em 09/10/2013.
Assim, não havia como o recorrente insurgir-se contra a
aplicação do novo piso no caso em concreto em face de uma modulação
que, salienta-se, não havia ocorrido ainda” (fl. 3, doc. 5).
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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ARE 890698 AGR / DF
2. Publicada essa decisão no DJe de 18.6.2015, o Rio Grande do Sul
interpõe, em 30.6.2015, tempestivamente, agravo regimental.
3. O Agravante sustenta que
“A decisão ora agravada, ao entender que a questão
constitucional objeto do recurso extraordinário estaria preclusa, não
observou o fato demonstrado em sede de agravo pelo ente público: o de
que quando da interposição do Recurso Especial, em 10/01/2013,
mesmo momento em que deveria ter sido interposto eventual Recurso
Extraordinário, não havia sido julgada a supramencionada modulação
dos efeitos da Lei do Piso (Lei 11.738/2008), porquanto o acolhimento
dos embargos de declaração para determinar que a lei tivesse eficácia a
partir da data do julgamento do mérito, ou seja, 27/04/2011, ocorreu
na sessão de julgamento de 27/02/2013, tendo a decisão sido publicada
apenas em 09/10/2013.
Assim, não havia como o recorrente insurgir-se contra a
aplicação do novo piso no caso em concreto em face de uma modulação
que, salienta-se, não havia ocorrido ainda” (fl. 3, doc. 5).
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
18/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 890.698
DISTRITO FEDERAL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. Como afirmado na decisão agravada, estão preclusas eventuais
questões constitucionais relativas à matéria discutida no julgado do
Tribunal de Justiça.
O Superior Tribunal de Justiça analisou o mérito do recurso especial
interposto e negou-lhe provimento. Portanto não houve a substituição
processual prevista no art. 512 do Código de Processo Civil, a caracterizar
a inutilidade do recurso extraordinário:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
PROCESSUAL
CIVIL.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO CONTRA DECISÃO DO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: PRECLUSÃO DA
MATÉRIA CONSTITUCIONAL. ART. 512 DO CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL: AUSÊNCIA DE SUBSTITUIÇÃO
PROCESSUAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 832.659-AgR, de minha
relatoria, Primeira Turma, DJe 6.5.2011).
“RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
TRIBUTÁRIO.
SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. IMPRESCINDIBILIDADE DE
QUE ESSA HIPÓTESE ESTEJA PREVISTA EM LEI.
LEGITIMIDADE DO INSTITUTO JURÍDICO. NÃO-
CONHECIMENTO
DO
RECURSO
ESPECIAL.
INOCORRÊNCIA DO FENÔMENO DA SUBSTITUIÇÃO DE
JULGADO.
PREJUDICIALIDADE
DO
RECURSO
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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18/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 890.698
DISTRITO FEDERAL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. Como afirmado na decisão agravada, estão preclusas eventuais
questões constitucionais relativas à matéria discutida no julgado do
Tribunal de Justiça.
O Superior Tribunal de Justiça analisou o mérito do recurso especial
interposto e negou-lhe provimento. Portanto não houve a substituição
processual prevista no art. 512 do Código de Processo Civil, a caracterizar
a inutilidade do recurso extraordinário:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
PROCESSUAL
CIVIL.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO CONTRA DECISÃO DO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: PRECLUSÃO DA
MATÉRIA CONSTITUCIONAL. ART. 512 DO CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL: AUSÊNCIA DE SUBSTITUIÇÃO
PROCESSUAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 832.659-AgR, de minha
relatoria, Primeira Turma, DJe 6.5.2011).
“RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
TRIBUTÁRIO.
SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. IMPRESCINDIBILIDADE DE
QUE ESSA HIPÓTESE ESTEJA PREVISTA EM LEI.
LEGITIMIDADE DO INSTITUTO JURÍDICO. NÃO-
CONHECIMENTO
DO
RECURSO
ESPECIAL.
INOCORRÊNCIA DO FENÔMENO DA SUBSTITUIÇÃO DE
JULGADO.
PREJUDICIALIDADE
DO
RECURSO
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 890698 AGR / DF
EXTRAORDINÁRIO. ALEGAÇÃO IMPROCEDENTE. 1. Não-
conhecimento do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça.
Prejudicialidade do recurso extraordinário simultaneamente
interposto, tendo em vista o fenômeno processual da substituição de
julgado previsto no artigo 512 do Código de Processo Civil. Alegação
improcedente. O acórdão somente substituiria a decisão recorrida se o
recurso houvesse sido conhecido e provido” (RE 194.382, Relator o
Ministro Maurício Corrêa, Plenário, DJ 25.4.2003).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. INOCORRÊNCIA DO FENÔMENO DA
SUBSTITUIÇÃO DO JULGADO. O acórdão proferido pelo STJ
somente substituiria a decisão do Tribunal de Justiça estadual se o
recurso houvesse sido conhecido e provido. Precedentes. Agravo
regimental não provido” (RE 458.129-AgR, Relator o Ministro Eros
Grau, Segunda Turma, DJe 19.10.2007).
Assim também o RE 191.454, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence,
Primeira Turma, DJ 8.6.1999, e o RE 178.215, Relator o Ministro Moreira
Alves, Primeira Turma, DJ 6.8.1999.
3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 890698 AGR / DF
EXTRAORDINÁRIO. ALEGAÇÃO IMPROCEDENTE. 1. Não-
conhecimento do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça.
Prejudicialidade do recurso extraordinário simultaneamente
interposto, tendo em vista o fenômeno processual da substituição de
julgado previsto no artigo 512 do Código de Processo Civil. Alegação
improcedente. O acórdão somente substituiria a decisão recorrida se o
recurso houvesse sido conhecido e provido” (RE 194.382, Relator o
Ministro Maurício Corrêa, Plenário, DJ 25.4.2003).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. INOCORRÊNCIA DO FENÔMENO DA
SUBSTITUIÇÃO DO JULGADO. O acórdão proferido pelo STJ
somente substituiria a decisão do Tribunal de Justiça estadual se o
recurso houvesse sido conhecido e provido. Precedentes. Agravo
regimental não provido” (RE 458.129-AgR, Relator o Ministro Eros
Grau, Segunda Turma, DJe 19.10.2007).
Assim também o RE 191.454, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence,
Primeira Turma, DJ 8.6.1999, e o RE 178.215, Relator o Ministro Moreira
Alves, Primeira Turma, DJ 6.8.1999.
3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Extrato de Ata - 18/08/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 890.698
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : JOCILAINE BRAGA ESPINDOLA
ADV.(A/S) : MARIA VICÊNCIA BARBOSA SALGADO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli.
Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello.
2ª Turma,
18.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias
Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do
Tribunal Superior Eleitoral, na 2ª Assembleia Geral e Conferência
Internacional da Associação Mundial de Órgãos Eleitorais,
realizada na República Dominicana.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9196082
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 890.698
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : JOCILAINE BRAGA ESPINDOLA
ADV.(A/S) : MARIA VICÊNCIA BARBOSA SALGADO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli.
Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello.
2ª Turma,
18.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias
Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do
Tribunal Superior Eleitoral, na 2ª Assembleia Geral e Conferência
Internacional da Associação Mundial de Órgãos Eleitorais,
realizada na República Dominicana.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9196082
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9256476
| 2015-08-18T00:00:00
| 2015-08-28T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 18.08.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL NÃO PROVIDO. PRECLUSÃO DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS OPONÍVEIS AO JULGADO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur317157
|
- Acórdão(s) citado(s):
(PRECLUSÃO)
RE 178215 (2ªT), RE 191454 (2ªT), RE 194382 (TP), RE 458129 AgR (2ªT), AI 832659 AgR (1ªT).
Número de páginas: 7.
Análise: 15/09/2015, AMS.
|
CÁRMEN LÚCIA
|
Segunda Turma
|
890698
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00512\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 890698 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : JOCILAINE BRAGA ESPINDOLA
ADV.(A/S) : MARIA VICÊNCIA BARBOSA SALGADO E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
18/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 890.698
DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:JOCILAINE BRAGA ESPINDOLA
ADV.(A/S)
:MARIA
VICÊNCIA
BARBOSA
SALGADO
E
OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO
ESPECIAL NÃO PROVIDO. PRECLUSÃO DAS QUESTÕES
CONSTITUCIONAIS OPONÍVEIS AO JULGADO DO TRIBUNAL DE
JUSTIÇA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental,
nos termos do voto da Relatora. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Ausente,
justificadamente, o Ministro Dias Toffoli.
Brasília, 18 de agosto de 2015.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
18/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 890.698
DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:JOCILAINE BRAGA ESPINDOLA
ADV.(A/S)
:MARIA
VICÊNCIA
BARBOSA
SALGADO
E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 10.6.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto pelo Rio Grande do Sul contra julgado do
Superior Tribunal de Justiça, que manteve os reajustes da Lei n.
10.395/1995 sobre a Gratificação de Difícil Acesso, a serem pagos sobre o
novo piso do magistério. A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
6. O Superior Tribunal de Justiça analisou o mérito do recurso
especial interposto e a ele negou provimento. Portanto, não houve a
substituição processual prevista no art. 512 do Código de Processo
Civil, a caracterizar a inutilidade do recurso extraordinário.
Estão preclusas eventuais questões constitucionais relativas à
matéria discutida no julgado do Tribunal de Justiça, que poderiam ter
sido impugnadas no momento processual próprio:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO
EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO CONTRA DECISÃO
DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: PRECLUSÃO
DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. ART. 512 DO
CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL: AUSÊNCIA DE
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
18/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 890.698
DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:JOCILAINE BRAGA ESPINDOLA
ADV.(A/S)
:MARIA
VICÊNCIA
BARBOSA
SALGADO
E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 10.6.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto pelo Rio Grande do Sul contra julgado do
Superior Tribunal de Justiça, que manteve os reajustes da Lei n.
10.395/1995 sobre a Gratificação de Difícil Acesso, a serem pagos sobre o
novo piso do magistério. A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
6. O Superior Tribunal de Justiça analisou o mérito do recurso
especial interposto e a ele negou provimento. Portanto, não houve a
substituição processual prevista no art. 512 do Código de Processo
Civil, a caracterizar a inutilidade do recurso extraordinário.
Estão preclusas eventuais questões constitucionais relativas à
matéria discutida no julgado do Tribunal de Justiça, que poderiam ter
sido impugnadas no momento processual próprio:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO
EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO CONTRA DECISÃO
DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: PRECLUSÃO
DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. ART. 512 DO
CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL: AUSÊNCIA DE
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
ARE 890698 AGR / DF
SUBSTITUIÇÃO
PROCESSUAL.
PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (AI 832.659-AgR, de minha relatoria,
Primeira Turma, DJe 6.5.2011).
‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO.
SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. IMPRESCINDIBILIDADE
DE QUE ESSA HIPÓTESE ESTEJA PREVISTA EM LEI.
LEGITIMIDADE DO INSTITUTO JURÍDICO. NÃO-
CONHECIMENTO
DO
RECURSO
ESPECIAL.
INOCORRÊNCIA DO FENÔMENO DA SUBSTITUIÇÃO
DE JULGADO. PREJUDICIALIDADE DO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ALEGAÇÃO IMPROCEDENTE. 1.
Não-conhecimento do recurso especial pelo Superior Tribunal de
Justiça. Prejudicialidade do recurso extraordinário
simultaneamente interposto, tendo em vista o fenômeno
processual da substituição de julgado previsto no artigo 512 do
Código de Processo Civil. Alegação improcedente. O acórdão
somente substituiria a decisão recorrida se o recurso houvesse
sido conhecido e provido’ (Recurso Extraordinário 194.382, Relator o Ministro
Maurício Corrêa, Plenário, DJ 25.4.2003).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. INOCORRÊNCIA DO FENÔMENO
DA SUBSTITUIÇÃO DO JULGADO. O acórdão proferido
pelo Superior Tribunal de Justiça somente substituiria a decisão do Tribunal de Justiça
estadual se o recurso houvesse sido conhecido e provido.
Precedentes. Agravo regimental não provido’ (Recurso Extraordinário 458.129-
AgR, Relator o Ministro Eros Grau, Segunda Turma, DJe
19.10.2007).
No mesmo sentido: Recurso Extraordinário 191.454, Relator o Ministro Sepúlveda
Pertence, Primeira Turma, DJ 8.6.1999; e Recurso Extraordinário 178.215, Relator o
Ministro Moreira Alves, Primeira Turma, DJ 6.8.1999.
Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc.
II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 890698 AGR / DF
SUBSTITUIÇÃO
PROCESSUAL.
PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (AI 832.659-AgR, de minha relatoria,
Primeira Turma, DJe 6.5.2011).
‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO.
SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. IMPRESCINDIBILIDADE
DE QUE ESSA HIPÓTESE ESTEJA PREVISTA EM LEI.
LEGITIMIDADE DO INSTITUTO JURÍDICO. NÃO-
CONHECIMENTO
DO
RECURSO
ESPECIAL.
INOCORRÊNCIA DO FENÔMENO DA SUBSTITUIÇÃO
DE JULGADO. PREJUDICIALIDADE DO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ALEGAÇÃO IMPROCEDENTE. 1.
Não-conhecimento do recurso especial pelo Superior Tribunal de
Justiça. Prejudicialidade do recurso extraordinário
simultaneamente interposto, tendo em vista o fenômeno
processual da substituição de julgado previsto no artigo 512 do
Código de Processo Civil. Alegação improcedente. O acórdão
somente substituiria a decisão recorrida se o recurso houvesse
sido conhecido e provido’ (Recurso Extraordinário 194.382, Relator o Ministro
Maurício Corrêa, Plenário, DJ 25.4.2003).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. INOCORRÊNCIA DO FENÔMENO
DA SUBSTITUIÇÃO DO JULGADO. O acórdão proferido
pelo Superior Tribunal de Justiça somente substituiria a decisão do Tribunal de Justiça
estadual se o recurso houvesse sido conhecido e provido.
Precedentes. Agravo regimental não provido’ (Recurso Extraordinário 458.129-
AgR, Relator o Ministro Eros Grau, Segunda Turma, DJe
19.10.2007).
No mesmo sentido: Recurso Extraordinário 191.454, Relator o Ministro Sepúlveda
Pertence, Primeira Turma, DJ 8.6.1999; e Recurso Extraordinário 178.215, Relator o
Ministro Moreira Alves, Primeira Turma, DJ 6.8.1999.
Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc.
II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
ARE 890698 AGR / DF
2. Publicada essa decisão no DJe de 18.6.2015, o Rio Grande do Sul
interpõe, em 30.6.2015, tempestivamente, agravo regimental.
3. O Agravante sustenta que
“A decisão ora agravada, ao entender que a questão
constitucional objeto do recurso extraordinário estaria preclusa, não
observou o fato demonstrado em sede de agravo pelo ente público: o de
que quando da interposição do Recurso Especial, em 10/01/2013,
mesmo momento em que deveria ter sido interposto eventual Recurso
Extraordinário, não havia sido julgada a supramencionada modulação
dos efeitos da Lei do Piso (Lei 11.738/2008), porquanto o acolhimento
dos embargos de declaração para determinar que a lei tivesse eficácia a
partir da data do julgamento do mérito, ou seja, 27/04/2011, ocorreu
na sessão de julgamento de 27/02/2013, tendo a decisão sido publicada
apenas em 09/10/2013.
Assim, não havia como o recorrente insurgir-se contra a
aplicação do novo piso no caso em concreto em face de uma modulação
que, salienta-se, não havia ocorrido ainda” (fl. 3, doc. 5).
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 890698 AGR / DF
2. Publicada essa decisão no DJe de 18.6.2015, o Rio Grande do Sul
interpõe, em 30.6.2015, tempestivamente, agravo regimental.
3. O Agravante sustenta que
“A decisão ora agravada, ao entender que a questão
constitucional objeto do recurso extraordinário estaria preclusa, não
observou o fato demonstrado em sede de agravo pelo ente público: o de
que quando da interposição do Recurso Especial, em 10/01/2013,
mesmo momento em que deveria ter sido interposto eventual Recurso
Extraordinário, não havia sido julgada a supramencionada modulação
dos efeitos da Lei do Piso (Lei 11.738/2008), porquanto o acolhimento
dos embargos de declaração para determinar que a lei tivesse eficácia a
partir da data do julgamento do mérito, ou seja, 27/04/2011, ocorreu
na sessão de julgamento de 27/02/2013, tendo a decisão sido publicada
apenas em 09/10/2013.
Assim, não havia como o recorrente insurgir-se contra a
aplicação do novo piso no caso em concreto em face de uma modulação
que, salienta-se, não havia ocorrido ainda” (fl. 3, doc. 5).
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
18/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 890.698
DISTRITO FEDERAL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. Como afirmado na decisão agravada, estão preclusas eventuais
questões constitucionais relativas à matéria discutida no julgado do
Tribunal de Justiça.
O Superior Tribunal de Justiça analisou o mérito do recurso especial
interposto e negou-lhe provimento. Portanto não houve a substituição
processual prevista no art. 512 do Código de Processo Civil, a caracterizar
a inutilidade do recurso extraordinário:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
PROCESSUAL
CIVIL.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO CONTRA DECISÃO DO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: PRECLUSÃO DA
MATÉRIA CONSTITUCIONAL. ART. 512 DO CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL: AUSÊNCIA DE SUBSTITUIÇÃO
PROCESSUAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 832.659-AgR, de minha
relatoria, Primeira Turma, DJe 6.5.2011).
“RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
TRIBUTÁRIO.
SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. IMPRESCINDIBILIDADE DE
QUE ESSA HIPÓTESE ESTEJA PREVISTA EM LEI.
LEGITIMIDADE DO INSTITUTO JURÍDICO. NÃO-
CONHECIMENTO
DO
RECURSO
ESPECIAL.
INOCORRÊNCIA DO FENÔMENO DA SUBSTITUIÇÃO DE
JULGADO.
PREJUDICIALIDADE
DO
RECURSO
Supremo Tribunal Federal
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18/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 890.698
DISTRITO FEDERAL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. Como afirmado na decisão agravada, estão preclusas eventuais
questões constitucionais relativas à matéria discutida no julgado do
Tribunal de Justiça.
O Superior Tribunal de Justiça analisou o mérito do recurso especial
interposto e negou-lhe provimento. Portanto não houve a substituição
processual prevista no art. 512 do Código de Processo Civil, a caracterizar
a inutilidade do recurso extraordinário:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
PROCESSUAL
CIVIL.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO CONTRA DECISÃO DO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: PRECLUSÃO DA
MATÉRIA CONSTITUCIONAL. ART. 512 DO CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL: AUSÊNCIA DE SUBSTITUIÇÃO
PROCESSUAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 832.659-AgR, de minha
relatoria, Primeira Turma, DJe 6.5.2011).
“RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
TRIBUTÁRIO.
SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. IMPRESCINDIBILIDADE DE
QUE ESSA HIPÓTESE ESTEJA PREVISTA EM LEI.
LEGITIMIDADE DO INSTITUTO JURÍDICO. NÃO-
CONHECIMENTO
DO
RECURSO
ESPECIAL.
INOCORRÊNCIA DO FENÔMENO DA SUBSTITUIÇÃO DE
JULGADO.
PREJUDICIALIDADE
DO
RECURSO
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 890698 AGR / DF
EXTRAORDINÁRIO. ALEGAÇÃO IMPROCEDENTE. 1. Não-
conhecimento do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça.
Prejudicialidade do recurso extraordinário simultaneamente
interposto, tendo em vista o fenômeno processual da substituição de
julgado previsto no artigo 512 do Código de Processo Civil. Alegação
improcedente. O acórdão somente substituiria a decisão recorrida se o
recurso houvesse sido conhecido e provido” (Recurso Extraordinário 194.382, Relator o
Ministro Maurício Corrêa, Plenário, DJ 25.4.2003).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. INOCORRÊNCIA DO FENÔMENO DA
SUBSTITUIÇÃO DO JULGADO. O acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça
somente substituiria a decisão do Tribunal de Justiça estadual se o
recurso houvesse sido conhecido e provido. Precedentes. Agravo
regimental não provido” (Recurso Extraordinário 458.129-AgR, Relator o Ministro Eros
Grau, Segunda Turma, DJe 19.10.2007).
Assim também o Recurso Extraordinário 191.454, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence,
Primeira Turma, DJ 8.6.1999, e o Recurso Extraordinário 178.215, Relator o Ministro Moreira
Alves, Primeira Turma, DJ 6.8.1999.
3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 890698 AGR / DF
EXTRAORDINÁRIO. ALEGAÇÃO IMPROCEDENTE. 1. Não-
conhecimento do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça.
Prejudicialidade do recurso extraordinário simultaneamente
interposto, tendo em vista o fenômeno processual da substituição de
julgado previsto no artigo 512 do Código de Processo Civil. Alegação
improcedente. O acórdão somente substituiria a decisão recorrida se o
recurso houvesse sido conhecido e provido” (Recurso Extraordinário 194.382, Relator o
Ministro Maurício Corrêa, Plenário, DJ 25.4.2003).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. INOCORRÊNCIA DO FENÔMENO DA
SUBSTITUIÇÃO DO JULGADO. O acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça
somente substituiria a decisão do Tribunal de Justiça estadual se o
recurso houvesse sido conhecido e provido. Precedentes. Agravo
regimental não provido” (Recurso Extraordinário 458.129-AgR, Relator o Ministro Eros
Grau, Segunda Turma, DJe 19.10.2007).
Assim também o Recurso Extraordinário 191.454, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence,
Primeira Turma, DJ 8.6.1999, e o Recurso Extraordinário 178.215, Relator o Ministro Moreira
Alves, Primeira Turma, DJ 6.8.1999.
3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Extrato de Ata - 18/08/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 890.698
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : JOCILAINE BRAGA ESPINDOLA
ADV.(A/S) : MARIA VICÊNCIA BARBOSA SALGADO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli.
Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello.
2... Turma,
18.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias
Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do
Tribunal Superior Eleitoral, na 2... Assembleia Geral e Conferência
Internacional da Associação Mundial de Órgãos Eleitorais,
realizada na República Dominicana.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 890.698
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : JOCILAINE BRAGA ESPINDOLA
ADV.(A/S) : MARIA VICÊNCIA BARBOSA SALGADO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli.
Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello.
2... Turma,
18.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias
Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do
Tribunal Superior Eleitoral, na 2... Assembleia Geral e Conferência
Internacional da Associação Mundial de Órgãos Eleitorais,
realizada na República Dominicana.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9196082
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 890 . 698",
"ARE 890698 AGR / DF",
"AI 832 . 659 - AgR",
"Recurso Extraordinário 194 . 382",
"Recurso Extraordinário 458 . 129 - AgR",
"Recurso Extraordinário 191 . 454",
"Recurso Extraordinário 178 . 215",
"ARE 890698 AGR / DF",
"AI 832 . 659 - AgR",
"Recurso Extraordinário 194 . 382",
"Recurso Extraordinário 458 . 129 - AgR",
"Recurso Extraordinário 191 . 454",
"Recurso Extraordinário 178 . 215",
"ARE 890698 AGR /",
"ARE 890698 AGR",
"AI 832 . 659 - AgR",
"AI 832 . 659 - AgR",
"Recurso Extraordinário 194 . 382",
"Recurso Extraordinário 458 . 129 - AgR",
"Recurso Extraordinário 191 . 454",
"Recurso Extraordinário 178 . 215",
"ARE 890698 AGR / DF",
"Recurso Extraordinário 194 . 382",
"Recurso Extraordinário 458 . 129 - AgR",
"Recurso Extraordinário 191 . 454",
"Recurso Extraordinário 178 . 215"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n . 10 . 395 / 1995",
"art . 512 do Código de Processo Civil",
"ART . 512 DO CÓDIGO DE",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n . 10 . 395 / 1995",
"art . 512 do Código de Processo Civil",
"ART . 512 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"Medida Provisória n 2 . 200 -",
"artigo 512 do Código de Processo Civil",
"art . 544 , § 4 . . . , inc . II , al . a , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 512 do Código de Processo Civil",
"art",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei do Piso",
"Lei 11 . 738 / 2008",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei do Piso",
"Lei 11 . 738 / 2008",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 512 do Código de Processo Civil",
"ART . 512 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 512 do Código de Processo Civil",
"ART . 512 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 512 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 512 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Rio Grande do Sul",
"DISTRITO FEDERAL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Rio Grande do Sul",
"Rio Grande do Sul",
"Rio Grande do Sul",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"República Dominicana",
"DISTRITO FEDERAL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"República Dominicana"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"RECURSO",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Plenário",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Plenário",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma",
"FENÔMENO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Plenário",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Plenário",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Tribunal Superior Eleitoral",
"Assembleia Geral",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Tribunal Superior Eleitoral",
"Associação Mundial de Órgãos Eleitorais",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CÁRMEN LÚCIA",
"JOCILAINE BRAGA ESPINDOLA",
"MARIA VICÊNCIA BARBOSA SALGADO",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"JOCILAINE BRAGA ESPINDOLA",
"MARIA VICÊNCIA BARBOSA SALGADO",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"JOCILAINE BRAGA ESPINDOLA",
"MARIA VICÊNCIA BARBOSA SALGADO",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Maurício Corrêa",
"Eros Grau",
"Sepúlveda Pertence",
"Moreira Alves",
"Maurício Corrêa",
"Eros Grau",
"Sepúlveda Pertence",
"Moreira Alves",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Maurício Corrêa",
"Eros Grau",
"Sepúlveda Pertence",
"Moreira Alves",
"Maurício Corrêa",
"Eros Grau",
"Sepúlveda Pertence",
"Moreira Alves",
"CÁRMEN LÚCIA",
"MARIA VICÊNCIA BARBOSA SALGADO",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Dias Toffoli",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira",
"JOCILAINE BRAGA ESPINDOLA",
"MARIA VICÊNCIA BARBOSA SALGADO",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Dias Toffoli",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"18",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"18 de agosto de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"10",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"10",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
".",
"5",
".",
"2011",
"25",
".",
"4",
".",
"2003",
"19",
".",
"10",
".",
"2007",
"8",
".",
"6",
".",
"1999",
"6",
".",
"8",
".",
"1999",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
".",
"5",
".",
"2011",
"25",
".",
"4",
".",
"2003",
"19",
".",
"10",
".",
"2007",
"8",
".",
"6",
".",
"1999",
"6",
".",
"8",
".",
"1999",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"6",
".",
"2015",
"30",
".",
"6",
".",
"2015",
"10",
"/",
"01",
"/",
"2013",
"27",
"/",
"04",
"/",
"2011",
"27",
"/",
"02",
"/",
"2013",
"09",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"6",
".",
"2015",
"30",
".",
"6",
".",
"2015",
"10",
"/",
"01",
"/",
"2013",
"27",
"/",
"04",
"/",
"2011",
"27",
"/",
"02",
"/",
"2013",
"09",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"6",
".",
"5",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"6",
".",
"5",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
".",
"4",
".",
"2003",
"19",
".",
"10",
".",
"2007",
"8",
".",
"6",
".",
"1999",
"6",
".",
"8",
".",
"1999",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
".",
"4",
".",
"2003",
"19",
".",
"10",
".",
"2007",
"8",
".",
"6",
".",
"1999",
"6",
".",
"8",
".",
"1999",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"18",
".",
"08",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"08",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
18/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.432 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:VIRGÍLIO GONÇALVES PINA FILHO
ADV.(A/S)
:EDUARDO ANTONIO MIGUEL ELIAS
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMENTA: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE
PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. PRESSUPOSTOS DE
CABIMENTO DE RECURSOS DE OUTROS TRIBUNAIS. OFENSA
CONSTITUCIONAL REFLEXA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL
(RE 598.365-RG, REL. MIN. AYRES BRITTO, TEMA 181). VIOLAÇÃO
AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO
DEVIDO PROCESSO LEGAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO
GERAL (ARE 748.371-RG, REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660).
PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA ESTATAL COM
FUNDAMENTO EM PENA EM PERSPECTIVA, PROJETADA OU
ANTECIPADA. IMPOSSIBILIDADE (RE 602.527 QO-RG/RS, REL. MIN.
CEZAR PELUSO, TEMA 239).
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro CELSO DE MELLO, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli.
Brasília, 18 de agosto de 2015.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9206297.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Ementa e Acórdão
ARE 750432 AGR / SP
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9206297.
Supremo Tribunal Federal
ARE 750432 AGR / SP
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9206297.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
18/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.432 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:VIRGÍLIO GONÇALVES PINA FILHO
ADV.(A/S)
:EDUARDO ANTONIO MIGUEL ELIAS
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou
provimento a agravo em recurso extraordinário, aos fundamentos de que
(a) o recorrente deixou de apresentar a preliminar formal de repercussão
geral; (b) o apelo diz respeito a temas cuja repercussão geral foi rejeitada
por esta Corte na análise do RE 598.365-RG (Rel. Min. AYRES BRITTO,
Tema 181) e do ARE 748.371-RG (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema
660), por se tratar de questões infraconstitucionais.
Sustenta a parte agravante que: (a) houve demonstração formal da
repercussão geral da matéria; (b) há ofensa direta à Constituição Federal;
(c) impõe-se o reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva estatal
em perspectiva. No mais, repisa as razões do recurso extraordinário.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9206353.
Supremo Tribunal Federal
18/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.432 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:VIRGÍLIO GONÇALVES PINA FILHO
ADV.(A/S)
:EDUARDO ANTONIO MIGUEL ELIAS
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou
provimento a agravo em recurso extraordinário, aos fundamentos de que
(a) o recorrente deixou de apresentar a preliminar formal de repercussão
geral; (b) o apelo diz respeito a temas cuja repercussão geral foi rejeitada
por esta Corte na análise do RE 598.365-RG (Rel. Min. AYRES BRITTO,
Tema 181) e do ARE 748.371-RG (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema
660), por se tratar de questões infraconstitucionais.
Sustenta a parte agravante que: (a) houve demonstração formal da
repercussão geral da matéria; (b) há ofensa direta à Constituição Federal;
(c) impõe-se o reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva estatal
em perspectiva. No mais, repisa as razões do recurso extraordinário.
É o relatório.
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
18/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.432 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de
qualquer subsídio trazido pela parte agravante, capaz de alterar os
fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o
entendimento nela firmado.
Portanto, não há que falar em reparos na decisão, pelo que se
reafirma o seu teor:
1. Trata-se de agravo de decisão que inadmitiu recurso
extraordinário interposto com base no art. 102, III, da
Constituição Federal em que o recorrente aponta ofensa, pelo
juízo recorrido, a dispositivos constitucionais (E-STJ fls. 619-
659).
2.
O presente recurso não reúne condições de
admissibilidade, uma vez que o recorrente deixou de apresentar
preliminar formal de repercussão geral, nos termos do art. 102,
§ 3º, da CF, c/c art. 543-A, § 2º, do CPC.
O Supremo Tribunal Federal já pacificou o entendimento
de que a demonstração formal e fundamentada de repercussão
geral da matéria constitucional versada no recurso
extraordinário é ônus do recorrente, exigível “quando a
intimação do acórdão recorrido tenha ocorrido a partir de 03 de
maio de 2007, data da publicação da Emenda Regimental n. 21,
de 30 de abril de 2007” (AI 664567 QO, Rel. Min. MIN.
SEPÚLVEDA PERTENCE, Tribunal Pleno, DJe de 06/09/2007),
que é exatamente o caso dos autos.
Ademais, esta Corte firmou jurisprudência no sentido de
que é indispensável a apresentação de preliminar de
repercussão geral em recurso extraordinário, mesmo quando a
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Supremo Tribunal Federal
18/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.432 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de
qualquer subsídio trazido pela parte agravante, capaz de alterar os
fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o
entendimento nela firmado.
Portanto, não há que falar em reparos na decisão, pelo que se
reafirma o seu teor:
1. Trata-se de agravo de decisão que inadmitiu recurso
extraordinário interposto com base no art. 102, III, da
Constituição Federal em que o recorrente aponta ofensa, pelo
juízo recorrido, a dispositivos constitucionais (E-STJ fls. 619-
659).
2.
O presente recurso não reúne condições de
admissibilidade, uma vez que o recorrente deixou de apresentar
preliminar formal de repercussão geral, nos termos do art. 102,
§ 3º, da CF, c/c art. 543-A, § 2º, do CPC.
O Supremo Tribunal Federal já pacificou o entendimento
de que a demonstração formal e fundamentada de repercussão
geral da matéria constitucional versada no recurso
extraordinário é ônus do recorrente, exigível “quando a
intimação do acórdão recorrido tenha ocorrido a partir de 03 de
maio de 2007, data da publicação da Emenda Regimental n. 21,
de 30 de abril de 2007” (AI 664567 QO, Rel. Min. MIN.
SEPÚLVEDA PERTENCE, Tribunal Pleno, DJe de 06/09/2007),
que é exatamente o caso dos autos.
Ademais, esta Corte firmou jurisprudência no sentido de
que é indispensável a apresentação de preliminar de
repercussão geral em recurso extraordinário, mesmo quando a
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
ARE 750432 AGR / SP
questão constitucional suscitada nos autos tenha sido apreciada
em processo diverso, e sua repercussão geral, reconhecida (ARE
663.637 AgR-QO, Rel. Min. Presidente AYRES BRITTO,
julgamento em 12/09/2012).
3. Ainda que superado esse óbice, esta Corte, no
julgamento do ARE 748.371 (Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe
13/05/2013 - TEMA 660) e do RE 598.365-RG/MG (Rel. Min.
AYRES BRITTO, Tema 181), decidiu pela inexistência de
repercussão geral das questões relativas (a) à suposta violação
aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da
coisa julgada e do devido processo legal e (b) aos requisitos de
admissibilidade de recursos anteriores, quando o julgamento da
causa depender de prévia análise de normas
infraconstitucionais.
Considerada a especial eficácia vinculativa desses julgados
(CPC, art. 543-B, § 3º), impõe-se sua aplicação, nos mesmos
termos, aos casos análogos, como o dos autos.
4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo em
recurso extraordinário.
2. Adite-se que, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, no
julgamento do RE 602.527 QO-RG/RS, Rel. Min. CEZAR PELUSO, DJe de
18/12/2009, cuja repercussão geral foi reconhecida (Tema 239), decidiu,
por unanimidade, que é inadmissível o reconhecimento da prescrição da
pretensão punitiva estatal com fundamento em pena em perspectiva,
projetada ou antecipada.
3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o
voto.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9206354.
Supremo Tribunal Federal
ARE 750432 AGR / SP
questão constitucional suscitada nos autos tenha sido apreciada
em processo diverso, e sua repercussão geral, reconhecida (ARE
663.637 AgR-QO, Rel. Min. Presidente AYRES BRITTO,
julgamento em 12/09/2012).
3. Ainda que superado esse óbice, esta Corte, no
julgamento do ARE 748.371 (Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe
13/05/2013 - TEMA 660) e do RE 598.365-RG/MG (Rel. Min.
AYRES BRITTO, Tema 181), decidiu pela inexistência de
repercussão geral das questões relativas (a) à suposta violação
aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da
coisa julgada e do devido processo legal e (b) aos requisitos de
admissibilidade de recursos anteriores, quando o julgamento da
causa depender de prévia análise de normas
infraconstitucionais.
Considerada a especial eficácia vinculativa desses julgados
(CPC, art. 543-B, § 3º), impõe-se sua aplicação, nos mesmos
termos, aos casos análogos, como o dos autos.
4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo em
recurso extraordinário.
2. Adite-se que, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, no
julgamento do RE 602.527 QO-RG/RS, Rel. Min. CEZAR PELUSO, DJe de
18/12/2009, cuja repercussão geral foi reconhecida (Tema 239), decidiu,
por unanimidade, que é inadmissível o reconhecimento da prescrição da
pretensão punitiva estatal com fundamento em pena em perspectiva,
projetada ou antecipada.
3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o
voto.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9206354.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Extrato de Ata - 18/08/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.432
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S) : VIRGÍLIO GONÇALVES PINA FILHO
ADV.(A/S) : EDUARDO ANTONIO MIGUEL ELIAS
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli.
Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello.
2ª Turma,
18.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias
Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do
Tribunal Superior Eleitoral, na 2ª Assembleia Geral e Conferência
Internacional da Associação Mundial de Órgãos Eleitorais,
realizada na República Dominicana.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9257765
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.432
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S) : VIRGÍLIO GONÇALVES PINA FILHO
ADV.(A/S) : EDUARDO ANTONIO MIGUEL ELIAS
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli.
Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello.
2ª Turma,
18.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias
Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do
Tribunal Superior Eleitoral, na 2ª Assembleia Geral e Conferência
Internacional da Associação Mundial de Órgãos Eleitorais,
realizada na República Dominicana.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9257765
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9268713
| 2015-08-18T00:00:00
| 2015-08-31T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 18.08.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
Ementa: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. PRESSUPOSTOS DE CABIMENTO DE RECURSOS DE OUTROS TRIBUNAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (RE 598.365-RG, REL. MIN. AYRES BRITTO, TEMA 181). VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (ARE 748.371-RG, REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA ESTATAL COM FUNDAMENTO EM PENA EM PERSPECTIVA, PROJETADA OU ANTECIPADA. IMPOSSIBILIDADE (RE 602.527 QO-RG/RS, REL. MIN. CEZAR PELUSO, TEMA 239).
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur317308
|
- Acórdão(s) citado(s):
(PENA EM PERSPECTIVA, PRESCRIÇÃO)
RE 602527 QO-RG.
(RECURSO, PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE)
RE 598365 RG.
(PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA)
ARE 748371 RG.
Número de páginas: 6.
Análise: 04/09/2015, MJC.
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TEORI ZAVASCKI
|
Segunda Turma
|
750432
| null |
ARE-AgR
|
acordaos
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ARE 750432 AgR
|
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""
] |
AGTE.(S) : VIRGÍLIO GONÇALVES PINA FILHO
ADV.(A/S) : EDUARDO ANTONIO MIGUEL ELIAS
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
18/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.432 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:VIRGÍLIO GONÇALVES PINA FILHO
ADV.(A/S)
:EDUARDO ANTONIO MIGUEL ELIAS
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMENTA: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE
PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. PRESSUPOSTOS DE
CABIMENTO DE RECURSOS DE OUTROS TRIBUNAIS. OFENSA
CONSTITUCIONAL REFLEXA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL
(Recurso Extraordinário 598.365-RG, REL. MIN. AYRES BRITTO, TEMA 181). VIOLAÇÃO
AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO
DEVIDO PROCESSO LEGAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO
GERAL (ARE 748.371-RG, REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660).
PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA ESTATAL COM
FUNDAMENTO EM PENA EM PERSPECTIVA, PROJETADA OU
ANTECIPADA. IMPOSSIBILIDADE (Recurso Extraordinário 602.527 QO-RG/RS, REL. MIN.
CEZAR PELUSO, TEMA 239).
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro CELSO DE MELLO, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli.
Brasília, 18 de agosto de 2015.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9206297.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Ementa e Acórdão
ARE 750432 AGR / SP
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 750432 AGR / SP
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
2
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Relatório
18/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.432 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:VIRGÍLIO GONÇALVES PINA FILHO
ADV.(A/S)
:EDUARDO ANTONIO MIGUEL ELIAS
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou
provimento a agravo em recurso extraordinário, aos fundamentos de que
(a) o recorrente deixou de apresentar a preliminar formal de repercussão
geral; (b) o apelo diz respeito a temas cuja repercussão geral foi rejeitada
por esta Corte na análise do Recurso Extraordinário 598.365-RG (Rel. Min. AYRES BRITTO,
Tema 181) e do ARE 748.371-RG (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema
660), por se tratar de questões infraconstitucionais.
Sustenta a parte agravante que: (a) houve demonstração formal da
repercussão geral da matéria; (b) há ofensa direta à Constituição Federal;
(c) impõe-se o reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva estatal
em perspectiva. No mais, repisa as razões do recurso extraordinário.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
18/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.432 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:VIRGÍLIO GONÇALVES PINA FILHO
ADV.(A/S)
:EDUARDO ANTONIO MIGUEL ELIAS
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou
provimento a agravo em recurso extraordinário, aos fundamentos de que
(a) o recorrente deixou de apresentar a preliminar formal de repercussão
geral; (b) o apelo diz respeito a temas cuja repercussão geral foi rejeitada
por esta Corte na análise do Recurso Extraordinário 598.365-RG (Rel. Min. AYRES BRITTO,
Tema 181) e do ARE 748.371-RG (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema
660), por se tratar de questões infraconstitucionais.
Sustenta a parte agravante que: (a) houve demonstração formal da
repercussão geral da matéria; (b) há ofensa direta à Constituição Federal;
(c) impõe-se o reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva estatal
em perspectiva. No mais, repisa as razões do recurso extraordinário.
É o relatório.
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
18/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.432 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de
qualquer subsídio trazido pela parte agravante, capaz de alterar os
fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o
entendimento nela firmado.
Portanto, não há que falar em reparos na decisão, pelo que se
reafirma o seu teor:
1. Trata-se de agravo de decisão que inadmitiu recurso
extraordinário interposto com base no art. 102, III, da
Constituição Federal em que o recorrente aponta ofensa, pelo
juízo recorrido, a dispositivos constitucionais (E-Superior Tribunal de Justiça fls. 619-
659).
2.
O presente recurso não reúne condições de
admissibilidade, uma vez que o recorrente deixou de apresentar
preliminar formal de repercussão geral, nos termos do art. 102,
§ 3..., da Constituição Federal de 1988, c/c art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil.
O Supremo Tribunal Federal já pacificou o entendimento
de que a demonstração formal e fundamentada de repercussão
geral da matéria constitucional versada no recurso
extraordinário é ônus do recorrente, exigível “quando a
intimação do acórdão recorrido tenha ocorrido a partir de 03 de
maio de 2007, data da publicação da Emenda Regimental n. 21,
de 30 de abril de 2007” (AI 664567 QO, Rel. Min. MIN.
SEPÚLVEDA PERTENCE, Tribunal Pleno, DJe de 06/09/2007),
que é exatamente o caso dos autos.
Ademais, esta Corte firmou jurisprudência no sentido de
que é indispensável a apresentação de preliminar de
repercussão geral em recurso extraordinário, mesmo quando a
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Supremo Tribunal Federal
18/08/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.432 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de
qualquer subsídio trazido pela parte agravante, capaz de alterar os
fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o
entendimento nela firmado.
Portanto, não há que falar em reparos na decisão, pelo que se
reafirma o seu teor:
1. Trata-se de agravo de decisão que inadmitiu recurso
extraordinário interposto com base no art. 102, III, da
Constituição Federal em que o recorrente aponta ofensa, pelo
juízo recorrido, a dispositivos constitucionais (E-Superior Tribunal de Justiça fls. 619-
659).
2.
O presente recurso não reúne condições de
admissibilidade, uma vez que o recorrente deixou de apresentar
preliminar formal de repercussão geral, nos termos do art. 102,
§ 3..., da Constituição Federal de 1988, c/c art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil.
O Supremo Tribunal Federal já pacificou o entendimento
de que a demonstração formal e fundamentada de repercussão
geral da matéria constitucional versada no recurso
extraordinário é ônus do recorrente, exigível “quando a
intimação do acórdão recorrido tenha ocorrido a partir de 03 de
maio de 2007, data da publicação da Emenda Regimental n. 21,
de 30 de abril de 2007” (AI 664567 QO, Rel. Min. MIN.
SEPÚLVEDA PERTENCE, Tribunal Pleno, DJe de 06/09/2007),
que é exatamente o caso dos autos.
Ademais, esta Corte firmou jurisprudência no sentido de
que é indispensável a apresentação de preliminar de
repercussão geral em recurso extraordinário, mesmo quando a
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
ARE 750432 AGR / SP
questão constitucional suscitada nos autos tenha sido apreciada
em processo diverso, e sua repercussão geral, reconhecida (ARE
663.637 AgR-QO, Rel. Min. Presidente AYRES BRITTO,
julgamento em 12/09/2012).
3. Ainda que superado esse óbice, esta Corte, no
julgamento do ARE 748.371 (Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe
13/05/2013 - TEMA 660) e do Recurso Extraordinário 598.365-RG/MG (Rel. Min.
AYRES BRITTO, Tema 181), decidiu pela inexistência de
repercussão geral das questões relativas (a) à suposta violação
aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da
coisa julgada e do devido processo legal e (b) aos requisitos de
admissibilidade de recursos anteriores, quando o julgamento da
causa depender de prévia análise de normas
infraconstitucionais.
Considerada a especial eficácia vinculativa desses julgados
(Código de Processo Civil, art. 543-B, § 3...), impõe-se sua aplicação, nos mesmos
termos, aos casos análogos, como o dos autos.
4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo em
recurso extraordinário.
2. Adite-se que, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, no
julgamento do Recurso Extraordinário 602.527 QO-RG/RS, Rel. Min. CEZAR PELUSO, DJe de
18/12/2009, cuja repercussão geral foi reconhecida (Tema 239), decidiu,
por unanimidade, que é inadmissível o reconhecimento da prescrição da
pretensão punitiva estatal com fundamento em pena em perspectiva,
projetada ou antecipada.
3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o
voto.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 750432 AGR / SP
questão constitucional suscitada nos autos tenha sido apreciada
em processo diverso, e sua repercussão geral, reconhecida (ARE
663.637 AgR-QO, Rel. Min. Presidente AYRES BRITTO,
julgamento em 12/09/2012).
3. Ainda que superado esse óbice, esta Corte, no
julgamento do ARE 748.371 (Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe
13/05/2013 - TEMA 660) e do Recurso Extraordinário 598.365-RG/MG (Rel. Min.
AYRES BRITTO, Tema 181), decidiu pela inexistência de
repercussão geral das questões relativas (a) à suposta violação
aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da
coisa julgada e do devido processo legal e (b) aos requisitos de
admissibilidade de recursos anteriores, quando o julgamento da
causa depender de prévia análise de normas
infraconstitucionais.
Considerada a especial eficácia vinculativa desses julgados
(Código de Processo Civil, art. 543-B, § 3...), impõe-se sua aplicação, nos mesmos
termos, aos casos análogos, como o dos autos.
4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo em
recurso extraordinário.
2. Adite-se que, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, no
julgamento do Recurso Extraordinário 602.527 QO-RG/RS, Rel. Min. CEZAR PELUSO, DJe de
18/12/2009, cuja repercussão geral foi reconhecida (Tema 239), decidiu,
por unanimidade, que é inadmissível o reconhecimento da prescrição da
pretensão punitiva estatal com fundamento em pena em perspectiva,
projetada ou antecipada.
3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o
voto.
2
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Extrato de Ata - 18/08/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.432
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S) : VIRGÍLIO GONÇALVES PINA FILHO
ADV.(A/S) : EDUARDO ANTONIO MIGUEL ELIAS
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli.
Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello.
2... Turma,
18.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias
Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do
Tribunal Superior Eleitoral, na 2... Assembleia Geral e Conferência
Internacional da Associação Mundial de Órgãos Eleitorais,
realizada na República Dominicana.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.432
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S) : VIRGÍLIO GONÇALVES PINA FILHO
ADV.(A/S) : EDUARDO ANTONIO MIGUEL ELIAS
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli.
Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello.
2... Turma,
18.08.2015.
Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias
Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do
Tribunal Superior Eleitoral, na 2... Assembleia Geral e Conferência
Internacional da Associação Mundial de Órgãos Eleitorais,
realizada na República Dominicana.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"Recurso Extraordinário 598 . 365 - RG",
"ARE 748 . 371 - RG",
"Recurso Extraordinário 602 . 527 QO - RG / RS",
"ARE 750432 AGR / SP",
"ARE 750432 AGR",
"AGRAVO 750 . 432",
"Recurso Extraordinário 598 . 365 - RG",
"ARE 748 . 371 - RG",
"Recurso Extraordinário 598 . 365 - RG",
"ARE 748 . 371 - RG",
"AI 664567 QO",
"AI 664567 QO",
"ARE 750432 AGR / SP",
"ARE 663 . 637 AgR - QO",
"ARE 748 . 371",
"Recurso Extraordinário 598 . 365 - RG / MG",
"Recurso Extraordinário 602 . 527 QO - RG / RS",
"ARE 750432 AGR / SP",
"ARE 663 . 637 AgR - QO",
"ARE 748 . 371",
"Recurso Extraordinário 598 . 365 - RG / MG",
"Recurso Extraordinário 602 . 527 QO - RG / RS"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , da Constituição Federal",
"art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"art .",
"543",
"- A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Emenda Regimental n . 21",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , da Constituição Federal",
"art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Emenda Regimental n . 21",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art . 543 - B , § 3 . . .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art . 543 - B , § 3 . . .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"República Dominicana",
"SÃO PAULO",
"República Dominicana"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"E",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"E",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"2",
".",
"Tribunal Superior Eleitoral",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"2",
".",
".",
"Tribunal Superior Eleitoral",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"TEORI ZAVASCKI",
"VIRGÍLIO GONÇALVES PINA FILHO",
"EDUARDO ANTONIO MIGUEL ELIAS",
"AYRES BRITTO",
"GILMAR MENDES",
"CEZAR PELUSO",
"CELSO DE MELLO",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"VIRGÍLIO GONÇALVES PINA FILHO",
"EDUARDO ANTONIO MIGUEL ELIAS",
"TEORI ZAVASCKI",
"AYRES BRITTO",
"GILMAR MENDES",
"TEORI ZAVASCKI",
"VIRGÍLIO GONÇALVES PINA FILHO",
"EDUARDO ANTONIO MIGUEL ELIAS",
"TEORI ZAVASCKI",
"AYRES BRITTO",
"GILMAR MENDES",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"SEPÚLVEDA PERTENCE",
"TEORI ZAVASCKI",
"SEPÚLVEDA PERTENCE",
"TEORI ZAVASCKI",
"AYRES BRITTO",
"GILMAR MENDES",
"AYRES BRITTO",
"CEZAR PELUSO",
"AYRES BRITTO",
"GILMAR MENDES",
"AYRES BRITTO",
"CEZAR PELUSO",
"TEORI ZAVASCKI",
"VIRGÍLIO GONÇALVES PINA FILHO",
"EDUARDO ANTONIO MIGUEL ELIAS",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Dias Toffoli",
"Deborah Duprat . Ravena Siqueira",
"TEORI ZAVASCKI",
"VIRGÍLIO GONÇALVES PINA FILHO",
"EDUARDO ANTONIO MIGUEL ELIAS",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Dias Toffoli",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"18",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"18 de agosto de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
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"08",
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"2015",
"24",
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"08",
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"2001",
"18",
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"2015",
"24",
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"08",
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"2001",
"18",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"03 de maio de 2007",
"30 de abril de 2007",
"06",
"/",
"09",
"/",
"2007",
"24",
"/",
"08",
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"2001",
"18",
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"08",
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"2015",
"03 de maio de 2007",
"30 de abril de 2007",
"06",
"/",
"09",
"/",
"2007",
"24",
"/",
"08",
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"2001",
"12",
"/",
"09",
"/",
"2012",
"13",
"/",
"05",
"/",
"2013",
"18",
"/",
"12",
"/",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
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"09",
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"13",
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"05",
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"18",
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"12",
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"24",
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"18",
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"2015",
"18",
".",
"08",
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"2015",
"24",
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"08",
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"2001",
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"2015",
"24",
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"08",
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"2001"
]
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Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 103.726 TOCANTINS
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S)
:EDIVALDO ALVES DA SILVA
IMPTE.(S)
:WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
HABEAS CORPUS – PREJUÍZO. Tendo sido alcançado, no próprio
Juízo, o objetivo do habeas corpus, há o prejuízo da impetração.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em julgar prejudicada a
impetração, nos termos do voto reajustado do relator e por unanimidade,
em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata
do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9195275.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17
Relatório
15/05/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 103.726 TOCANTINS
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S)
:EDIVALDO ALVES DA SILVA
IMPTE.(S)
:WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório,
as informações prestadas pela Assessoria:
Na decisão que implicou o deferimento da liminar, a
espécie ficou assim resumida:
PRISÃO
PREVENTIVA
–
FUNDAMENTOS – INSUBSISTÊNCIA –
EXCESSO DE PRAZO – RELEVÂNCIA
DEMONSTRADA.
LIMINAR – EXTENSÃO A CORRÉUS.
1. A Assessoria prestou as seguintes informações:
Consta do processo que José Ribamar Mendes e
Valdeilson Pereira Costa foram presos em flagrante
delito no dia 30 de novembro de 2008 e o paciente,
em virtude de decisão determinando a custódia
preventiva, em 12 de dezembro subsequente. Aos
primeiros foi imputada a prática dos crimes de
homicídio duplamente qualificado, porte ilegal de
arma de fogo de uso permitido e resistência,
tipificados nos artigos 121, § 2º, incisos I e IV, e 329
do Código Penal bem assim no artigo 14 da Lei nº
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2019800.
Supremo Tribunal Federal
15/05/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 103.726 TOCANTINS
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S)
:EDIVALDO ALVES DA SILVA
IMPTE.(S)
:WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório,
as informações prestadas pela Assessoria:
Na decisão que implicou o deferimento da liminar, a
espécie ficou assim resumida:
PRISÃO
PREVENTIVA
–
FUNDAMENTOS – INSUBSISTÊNCIA –
EXCESSO DE PRAZO – RELEVÂNCIA
DEMONSTRADA.
LIMINAR – EXTENSÃO A CORRÉUS.
1. A Assessoria prestou as seguintes informações:
Consta do processo que José Ribamar Mendes e
Valdeilson Pereira Costa foram presos em flagrante
delito no dia 30 de novembro de 2008 e o paciente,
em virtude de decisão determinando a custódia
preventiva, em 12 de dezembro subsequente. Aos
primeiros foi imputada a prática dos crimes de
homicídio duplamente qualificado, porte ilegal de
arma de fogo de uso permitido e resistência,
tipificados nos artigos 121, § 2º, incisos I e IV, e 329
do Código Penal bem assim no artigo 14 da Lei nº
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17
Relatório
HC 103.726 / TO
10.826/2003, todos em concurso material – Código
Penal, artigo 69. Ao paciente – Edivaldo Alves da
Silva – foi imputada a infração do disposto no artigo
121, § 2º, inciso I, do Código Penal (homicídio
qualificado).
O Juízo Criminal da Comarca de Xambioá,
Estado do Tocantins, proferiu a sentença de
pronúncia. A defesa interpôs recurso em sentido
estrito, ao qual o Tribunal de Justiça deu provimento,
cassando o ato e determinando o retorno do processo
à primeira instância para novo exame.
Sobreveio a segunda sentença de pronúncia em
29 de outubro de 2009, permanecendo o paciente sob
custódia porque o fato se revelara de grande
repercussão social, tanto que os corréus precisaram
ser transferidos da cadeia pública local para presídio
de maior segurança na cidade de Araguaína. Além
disso, um deles teria empreendido fuga uma vez.
Desse modo, se fossem colocados em liberdade,
certamente haveria frustração na aplicação da lei
penal, em caso de condenação. A liberdade dos
envolvidos também causaria transtornos à ordem
pública, principalmente pelas graves consequências
que geraria o sentimento generalizado de
impunidade, e importaria em ameaça à integridade
física das testemunhas. A prisão processual ficou
mantida por motivo de ordem pública, por
conveniência da instrução criminal e para assegurar
a aplicação da lei penal.
A defesa, cientificada da decisão, protocolou
novo recurso em sentido estrito. O Tribunal estadual
determinou ao Juízo Criminal que fosse intimado o
Ministério Público para oferecimento de
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 103.726 / TO
10.826/2003, todos em concurso material – Código
Penal, artigo 69. Ao paciente – Edivaldo Alves da
Silva – foi imputada a infração do disposto no artigo
121, § 2º, inciso I, do Código Penal (homicídio
qualificado).
O Juízo Criminal da Comarca de Xambioá,
Estado do Tocantins, proferiu a sentença de
pronúncia. A defesa interpôs recurso em sentido
estrito, ao qual o Tribunal de Justiça deu provimento,
cassando o ato e determinando o retorno do processo
à primeira instância para novo exame.
Sobreveio a segunda sentença de pronúncia em
29 de outubro de 2009, permanecendo o paciente sob
custódia porque o fato se revelara de grande
repercussão social, tanto que os corréus precisaram
ser transferidos da cadeia pública local para presídio
de maior segurança na cidade de Araguaína. Além
disso, um deles teria empreendido fuga uma vez.
Desse modo, se fossem colocados em liberdade,
certamente haveria frustração na aplicação da lei
penal, em caso de condenação. A liberdade dos
envolvidos também causaria transtornos à ordem
pública, principalmente pelas graves consequências
que geraria o sentimento generalizado de
impunidade, e importaria em ameaça à integridade
física das testemunhas. A prisão processual ficou
mantida por motivo de ordem pública, por
conveniência da instrução criminal e para assegurar
a aplicação da lei penal.
A defesa, cientificada da decisão, protocolou
novo recurso em sentido estrito. O Tribunal estadual
determinou ao Juízo Criminal que fosse intimado o
Ministério Público para oferecimento de
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17
Relatório
HC 103.726 / TO
contrarrazões. Atualmente, o recurso aguarda, no
Tribunal, a designação de data para apreciação.
Inconformada com a manutenção da custódia
preventiva decorrente da sentença de pronúncia, a
defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça.
Pretendeu ver assegurado ao paciente o direito de
permanecer em liberdade até o julgamento pelo
Tribunal do Júri. A ordem foi indeferida.
Na impetração formalizada no Superior
Tribunal de Justiça – de nº 167.987/TO –, a Ministra
Maria Thereza de Assis Moura, relatora, deixou de
acolher o pedido de concessão de liminar por não
vislumbrar manifesta ilegalidade no acórdão
proferido pelo Tribunal de Justiça, mediante o qual
foi mantida a prisão preventiva, conforme
consignou, com base em elementos concretos.
Anotou confundir-se o pleito acautelador com o
mérito do processo, cujo julgamento é da
competência do colegiado.
Por meio deste habeas, os impetrantes buscam
infirmar essa decisão. Observam estar o paciente sob
custódia preventiva há um ano, quatro meses e
dezesseis dias, encontrando-se pendente de exame,
no Tribunal estadual, o segundo recurso em sentido
estrito. Afirmam ser deficiente de fundamentação o
pronunciamento que implicou a prisão, mantida na
sentença de pronúncia, porque calcado em ilações e
na gravidade do delito imputado.
Pedem a concessão de liminar, determinando-se
a expedição de alvará de soltura, considerado o
excesso de prazo de prisão sem formação da culpa.
Quanto ao mérito, pleiteiam o deferimento da
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 103.726 / TO
contrarrazões. Atualmente, o recurso aguarda, no
Tribunal, a designação de data para apreciação.
Inconformada com a manutenção da custódia
preventiva decorrente da sentença de pronúncia, a
defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça.
Pretendeu ver assegurado ao paciente o direito de
permanecer em liberdade até o julgamento pelo
Tribunal do Júri. A ordem foi indeferida.
Na impetração formalizada no Superior
Tribunal de Justiça – de nº 167.987/TO –, a Ministra
Maria Thereza de Assis Moura, relatora, deixou de
acolher o pedido de concessão de liminar por não
vislumbrar manifesta ilegalidade no acórdão
proferido pelo Tribunal de Justiça, mediante o qual
foi mantida a prisão preventiva, conforme
consignou, com base em elementos concretos.
Anotou confundir-se o pleito acautelador com o
mérito do processo, cujo julgamento é da
competência do colegiado.
Por meio deste habeas, os impetrantes buscam
infirmar essa decisão. Observam estar o paciente sob
custódia preventiva há um ano, quatro meses e
dezesseis dias, encontrando-se pendente de exame,
no Tribunal estadual, o segundo recurso em sentido
estrito. Afirmam ser deficiente de fundamentação o
pronunciamento que implicou a prisão, mantida na
sentença de pronúncia, porque calcado em ilações e
na gravidade do delito imputado.
Pedem a concessão de liminar, determinando-se
a expedição de alvará de soltura, considerado o
excesso de prazo de prisão sem formação da culpa.
Quanto ao mérito, pleiteiam o deferimento da
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17
Relatório
HC 103.726 / TO
ordem, assegurando-se ao paciente o direito de
aguardar em liberdade o exame do Recurso em
Sentido Estrito nº 2.457, em tramitação no Tribunal
de Justiça do Estado do Tocantins, e, caso confirmada
a sentença de pronúncia, o julgamento pelo Tribunal
do Júri.
Anoto que, na inicial, os impetrantes veiculam
duas causas de pedir: a deficiência de
fundamentação da decisão mediante a qual
determinada a prisão preventiva, bem assim da parte
dispositiva da sentença de pronúncia que implicou a
manutenção, e o excesso de prazo de prisão sem
formação da culpa. Os pedidos de liminar e de
deferimento da ordem estão circunscritos à tese
relacionada à última causa de pedir.
O Tribunal de Justiça, por meio do Ofício nº
885, de 1º de outubro de 2010, noticiou o julgamento,
na sessão de 17 de junho de 2010, do recurso em
sentido estrito, oportunidade na qual lhe foi negado
provimento.
Por meio de telegrama, a Sexta Turma do
Superior Tribunal de Justiça informa ter sido
indeferida a ordem pleiteada no Habeas Corpus nº
167.987/TO, distribuído à Ministra Maria Thereza de
Assis Moura. O Colegiado entendeu não ser ilegal a
preventiva, pois o ato fundou-se em dados concretos,
especialmente extraídos da conduta perpetrada pelo
acusado, demonstrando a necessidade da prisão para
garantia da ordem pública, conveniência da
instrução criminal e aplicação da lei penal.
[...]
4
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Supremo Tribunal Federal
HC 103.726 / TO
ordem, assegurando-se ao paciente o direito de
aguardar em liberdade o exame do Recurso em
Sentido Estrito nº 2.457, em tramitação no Tribunal
de Justiça do Estado do Tocantins, e, caso confirmada
a sentença de pronúncia, o julgamento pelo Tribunal
do Júri.
Anoto que, na inicial, os impetrantes veiculam
duas causas de pedir: a deficiência de
fundamentação da decisão mediante a qual
determinada a prisão preventiva, bem assim da parte
dispositiva da sentença de pronúncia que implicou a
manutenção, e o excesso de prazo de prisão sem
formação da culpa. Os pedidos de liminar e de
deferimento da ordem estão circunscritos à tese
relacionada à última causa de pedir.
O Tribunal de Justiça, por meio do Ofício nº
885, de 1º de outubro de 2010, noticiou o julgamento,
na sessão de 17 de junho de 2010, do recurso em
sentido estrito, oportunidade na qual lhe foi negado
provimento.
Por meio de telegrama, a Sexta Turma do
Superior Tribunal de Justiça informa ter sido
indeferida a ordem pleiteada no Habeas Corpus nº
167.987/TO, distribuído à Ministra Maria Thereza de
Assis Moura. O Colegiado entendeu não ser ilegal a
preventiva, pois o ato fundou-se em dados concretos,
especialmente extraídos da conduta perpetrada pelo
acusado, demonstrando a necessidade da prisão para
garantia da ordem pública, conveniência da
instrução criminal e aplicação da lei penal.
[...]
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17
Relatório
HC 103.726 / TO
Brasília – residência –, 8 de março de 2011, às 12h35.
A Procuradoria Geral da República, no parecer, afirma que
o ato mediante o qual foi decretada a prisão preventiva do
paciente encontra-se devidamente fundamentado. Ressalta
estarem presentes os requisitos da custódia cautelar, não
existindo ilegalidade a reparar. Quanto ao excesso de prazo,
aduz ter ficado superado, ante o fato de o Tribunal de Justiça
local haver julgado o recurso em sentido estrito. Citando
precedentes jurisprudenciais, opina pelo indeferimento da
ordem.
Lancei visto no processo em 7 de maio de 2012, liberando-o para ser
julgado na Turma a partir de 15 seguinte, isso objetivando a ciência dos
impetrantes.
É o relatório.
5
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Supremo Tribunal Federal
HC 103.726 / TO
Brasília – residência –, 8 de março de 2011, às 12h35.
A Procuradoria Geral da República, no parecer, afirma que
o ato mediante o qual foi decretada a prisão preventiva do
paciente encontra-se devidamente fundamentado. Ressalta
estarem presentes os requisitos da custódia cautelar, não
existindo ilegalidade a reparar. Quanto ao excesso de prazo,
aduz ter ficado superado, ante o fato de o Tribunal de Justiça
local haver julgado o recurso em sentido estrito. Citando
precedentes jurisprudenciais, opina pelo indeferimento da
ordem.
Lancei visto no processo em 7 de maio de 2012, liberando-o para ser
julgado na Turma a partir de 15 seguinte, isso objetivando a ciência dos
impetrantes.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
15/05/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 103.726 TOCANTINS
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Conforme
consignado na decisão mediante a qual, em março de 2011, implementei a
liminar, o ato referente à custódia provisória não se mostra consentâneo
com a ordem jurídica. Reitero o que tive a oportunidade de assentar:
[...]
2. A manutenção da custódia resultou de ilações que não
guardam pertinência com a ordem jurídica. Aludiu-se à
repercussão social do crime, mencionando-se que dois dos réus
tiveram que ser transferidos da cadeia pública local para
presídio de maior segurança. O dado não é de molde a inverter
a ordem natural das coisas, a direcionar, primeiro, à apuração
para, depois de formada a culpa, vir-se a prender.
Também se fez referência à circunstância de o ora paciente
haver empreendido fuga. Mais um elemento neutro. O fato de
deixar o distrito da culpa está no âmbito, no grande âmbito, da
autodefesa, até para escapar ao flagrante. Segundo dispõe o
artigo 366 do Código de Processo Penal, se os acusados não
forem encontrados para citação, ocorrendo esta última
mediante edital e não sendo constituído advogado, a
consequência jurídica é a suspensão do processo e da
prescrição. Para implementar a prisão, consoante previsto no
citado preceito, devem-se observar os termos do artigo 312 do
mesmo Código.
No caso, presumiu-se que, soltos, os pronunciados
causariam graves transtornos à ordem pública. Novamente,
destacando-se a repercussão do acontecimento no meio
gregário, mencionou-se o sentimento generalizado de
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Supremo Tribunal Federal
15/05/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 103.726 TOCANTINS
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Conforme
consignado na decisão mediante a qual, em março de 2011, implementei a
liminar, o ato referente à custódia provisória não se mostra consentâneo
com a ordem jurídica. Reitero o que tive a oportunidade de assentar:
[...]
2. A manutenção da custódia resultou de ilações que não
guardam pertinência com a ordem jurídica. Aludiu-se à
repercussão social do crime, mencionando-se que dois dos réus
tiveram que ser transferidos da cadeia pública local para
presídio de maior segurança. O dado não é de molde a inverter
a ordem natural das coisas, a direcionar, primeiro, à apuração
para, depois de formada a culpa, vir-se a prender.
Também se fez referência à circunstância de o ora paciente
haver empreendido fuga. Mais um elemento neutro. O fato de
deixar o distrito da culpa está no âmbito, no grande âmbito, da
autodefesa, até para escapar ao flagrante. Segundo dispõe o
artigo 366 do Código de Processo Penal, se os acusados não
forem encontrados para citação, ocorrendo esta última
mediante edital e não sendo constituído advogado, a
consequência jurídica é a suspensão do processo e da
prescrição. Para implementar a prisão, consoante previsto no
citado preceito, devem-se observar os termos do artigo 312 do
mesmo Código.
No caso, presumiu-se que, soltos, os pronunciados
causariam graves transtornos à ordem pública. Novamente,
destacando-se a repercussão do acontecimento no meio
gregário, mencionou-se o sentimento generalizado de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 103.726 / TO
impunidade. Vê-se que aflorou a capacidade intuitiva da Juíza
prolatora da sentença de pronúncia e esta não respalda, ante o
subjetivismo maior, a medida extrema sem haver sentença
condenatória preclusa na via da recorribilidade. Sentimento de
impunidade não é suficiente, por si só, a ter-se verdadeiro
justiçamento. As instituições precisam funcionar a tempo e a
modo.
Relativamente ao crime imputado, não existe, no sistema
processual brasileiro, a prisão automática, por mais grave que
seja. Por último, nada se disse a respeito de conduta de
qualquer dos acusados a alcançar a incolumidade das
testemunhas. Da mesma maneira não vinga o que asseverado
no tocante à preparação de campo propício à instrução criminal
e à aplicação da lei penal. Ambas devem ocorrer sem que,
necessariamente, imponha-se a custódia preventiva.
Além disso, tanto a prisão do paciente quanto as dos dois
outros acusados datam do fim de 2008, ficando afastado o
enquadramento como provisória. Em síntese, o ato de
constrição já se projeta por mais de dois anos.
3. Defiro a liminar pretendida. Expeçam o alvará de
soltura, a ser cumprido com as cautelas próprias, vale dizer,
caso o paciente, Edivaldo Alves da Silva, não se encontre sob a
custódia do Estado por motivo diverso do retratado na sentença
de pronúncia formalizada no Processo nº 2008.0010.9483-8/0, da
Vara Criminal da Comarca de Xambioá, Estado do Tocantins.
Advirtam-no da necessidade de permanecer no distrito da
culpa, dele se ausentando apenas com autorização judicial, de
forma a colaborar com a Justiça na elucidação dos fatos.
Estendo a decisão, em idênticos termos, porquanto o título
relativo às prisões é o mesmo e estas também se prolongam por
mais de dois anos, aos corréus José de Ribamar Mendes e
Valdeilson Pereira Costa.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 103.726 / TO
impunidade. Vê-se que aflorou a capacidade intuitiva da Juíza
prolatora da sentença de pronúncia e esta não respalda, ante o
subjetivismo maior, a medida extrema sem haver sentença
condenatória preclusa na via da recorribilidade. Sentimento de
impunidade não é suficiente, por si só, a ter-se verdadeiro
justiçamento. As instituições precisam funcionar a tempo e a
modo.
Relativamente ao crime imputado, não existe, no sistema
processual brasileiro, a prisão automática, por mais grave que
seja. Por último, nada se disse a respeito de conduta de
qualquer dos acusados a alcançar a incolumidade das
testemunhas. Da mesma maneira não vinga o que asseverado
no tocante à preparação de campo propício à instrução criminal
e à aplicação da lei penal. Ambas devem ocorrer sem que,
necessariamente, imponha-se a custódia preventiva.
Além disso, tanto a prisão do paciente quanto as dos dois
outros acusados datam do fim de 2008, ficando afastado o
enquadramento como provisória. Em síntese, o ato de
constrição já se projeta por mais de dois anos.
3. Defiro a liminar pretendida. Expeçam o alvará de
soltura, a ser cumprido com as cautelas próprias, vale dizer,
caso o paciente, Edivaldo Alves da Silva, não se encontre sob a
custódia do Estado por motivo diverso do retratado na sentença
de pronúncia formalizada no Processo nº 2008.0010.9483-8/0, da
Vara Criminal da Comarca de Xambioá, Estado do Tocantins.
Advirtam-no da necessidade de permanecer no distrito da
culpa, dele se ausentando apenas com autorização judicial, de
forma a colaborar com a Justiça na elucidação dos fatos.
Estendo a decisão, em idênticos termos, porquanto o título
relativo às prisões é o mesmo e estas também se prolongam por
mais de dois anos, aos corréus José de Ribamar Mendes e
Valdeilson Pereira Costa.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 103.726 / TO
[...]
Concedo a ordem, tornando definitiva a liminar.
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Supremo Tribunal Federal
HC 103.726 / TO
[...]
Concedo a ordem, tornando definitiva a liminar.
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Notas para o Voto
15/05/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 103.726 TOCANTINS
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S)
:EDIVALDO ALVES DA SILVA
IMPTE.(S)
:WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
NOTAS PARA O VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - De novo, peço vênia a
Vossa Excelência, Ministro Marco Aurélio, mas não entendo que seja caso
de teratologia afastar o óbice da Súmula nº 691 desta Corte, e, com todo o
respeito aos entendimentos contrários, entendo que o fato de a ordem ter
sido denegada já pelo Colegiado do STJ, digamos, dá nova vida a esta
impetração a nós submetida, agora.
Por outro lado, ia até solicitar do nobre advogado informações sobre
o júri, se tinha ou não ocorrido. E já nos informou que, no dia 25 de abril,
agora, houve a absolvição do terceiro acusado.
A leitura que fiz da decisão que decretou a preventiva, com todo o
respeito a Vossa Excelência, não me pareceu absolutamente
desfundamentada, embora se reporte aos reflexos sociais e ao sentimento
de impunidade, enfim, à reação da comunidade local, também se refere à
fuga. Embora haja por óbvio que sempre se respeite esse sentido de
autopreservação do réu que foge, na verdade, a decretação da preventiva
aí objetivava, justamente, prevenir e assegurar eventualmente a futura
aplicação da lei penal.
Confesso a Vossa Excelência que continuo aqui com a mesma
compreensão do processo anterior, votando no sentido do prejuízo da
impetração em função do julgamento superveniente pelo STJ.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
15/05/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 103.726 TOCANTINS
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S)
:EDIVALDO ALVES DA SILVA
IMPTE.(S)
:WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
NOTAS PARA O VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - De novo, peço vênia a
Vossa Excelência, Ministro Marco Aurélio, mas não entendo que seja caso
de teratologia afastar o óbice da Súmula nº 691 desta Corte, e, com todo o
respeito aos entendimentos contrários, entendo que o fato de a ordem ter
sido denegada já pelo Colegiado do STJ, digamos, dá nova vida a esta
impetração a nós submetida, agora.
Por outro lado, ia até solicitar do nobre advogado informações sobre
o júri, se tinha ou não ocorrido. E já nos informou que, no dia 25 de abril,
agora, houve a absolvição do terceiro acusado.
A leitura que fiz da decisão que decretou a preventiva, com todo o
respeito a Vossa Excelência, não me pareceu absolutamente
desfundamentada, embora se reporte aos reflexos sociais e ao sentimento
de impunidade, enfim, à reação da comunidade local, também se refere à
fuga. Embora haja por óbvio que sempre se respeite esse sentido de
autopreservação do réu que foge, na verdade, a decretação da preventiva
aí objetivava, justamente, prevenir e assegurar eventualmente a futura
aplicação da lei penal.
Confesso a Vossa Excelência que continuo aqui com a mesma
compreensão do processo anterior, votando no sentido do prejuízo da
impetração em função do julgamento superveniente pelo STJ.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17
Vista
15/05/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 103.726 TOCANTINS
VISTA
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, eu queria
uma informação; não sei se está nos autos. Esse julgamento pelo
Colegiado consta dos autos e se ele foi absolvido?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E
RELATOR) – Tomei conhecimento do fato agora, nesta assentada,
veiculado da tribuna, isso quanto ao paciente. A liminar foi deferida ao
paciente, que teria sido absolvido pelo Tribunal do Júri, segundo o ilustre
Advogado – advogado tem fé pública; tem pelo menos a minha fé –, e foi
estendida aos demais acusados. Não sei a situação deles e não conto com
demonstração, no processo, da situação do próprio paciente.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - O Advogado quer prestar um
esclarecimento, Senhor Presidente, e eu vou deferir.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E
RELATOR) – Estou sempre pronto a ouvir os senhores advogados.
O SENHOR WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA (ADVOGADO) -
Obrigado, Excelência. Primeiro, gostaria de que também fosse veiculado,
como foi daqui da tribuna, como foi o voto do eminente Ministro-Relator,
que há duas causas de pedir. Foi falado também, ventilado o excesso de
prazo e que se, ao final, Vossas Excelências também decidirem pelo
prejuízo da impetração, quebrar o status libertatis nesse momento, já
depois de mais de um ano solto, aos outros dois copacientes por extensão.
Houve o julgamento na Corte Superior do Tribunal de Justiça do
mérito. Está nos autos, sim. Foi, inclusive, informado pela Presidência da
6ª Turma ao eminente Ministro-Relator do STJ.
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Supremo Tribunal Federal
15/05/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 103.726 TOCANTINS
VISTA
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, eu queria
uma informação; não sei se está nos autos. Esse julgamento pelo
Colegiado consta dos autos e se ele foi absolvido?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E
RELATOR) – Tomei conhecimento do fato agora, nesta assentada,
veiculado da tribuna, isso quanto ao paciente. A liminar foi deferida ao
paciente, que teria sido absolvido pelo Tribunal do Júri, segundo o ilustre
Advogado – advogado tem fé pública; tem pelo menos a minha fé –, e foi
estendida aos demais acusados. Não sei a situação deles e não conto com
demonstração, no processo, da situação do próprio paciente.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - O Advogado quer prestar um
esclarecimento, Senhor Presidente, e eu vou deferir.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E
RELATOR) – Estou sempre pronto a ouvir os senhores advogados.
O SENHOR WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA (ADVOGADO) -
Obrigado, Excelência. Primeiro, gostaria de que também fosse veiculado,
como foi daqui da tribuna, como foi o voto do eminente Ministro-Relator,
que há duas causas de pedir. Foi falado também, ventilado o excesso de
prazo e que se, ao final, Vossas Excelências também decidirem pelo
prejuízo da impetração, quebrar o status libertatis nesse momento, já
depois de mais de um ano solto, aos outros dois copacientes por extensão.
Houve o julgamento na Corte Superior do Tribunal de Justiça do
mérito. Está nos autos, sim. Foi, inclusive, informado pela Presidência da
6ª Turma ao eminente Ministro-Relator do STJ.
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Vista
HC 103726 / TO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E
RELATOR) – Foi informado no processo?
O SENHOR WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA (ADVOGADO) - No
processo.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E
RELATOR) – Devo suspender a continuidade do julgamento para
verificar esse dado, porque me é estranho.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Perdão, o eminente
advogado está referindo-se ao que foi julgado pelo Colegiado do STJ, pela
6ª Turma?
Parece-me que a pergunta do Ministro Luiz Fux diz respeito ao Júri.
Isso foi informado agora da tribuna.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E
RELATOR) – O ministro Luiz Fux estimaria ter informação, quanto ao
paciente, sobre o veredicto dos jurados.
O SENHOR WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA (ADVOGADO) - O
paciente principal foi absolvido.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E
RELATOR) – Mas Vossa Excelência não trouxe ao processo essa notícia;
não documentou essa notícia.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Vossa Excelência tem o
documento desse julgamento.
O SENHOR WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA (ADVOGADO) - O
julgamento se estendeu até às 6 da manhã do outro dia, e, no dia
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Supremo Tribunal Federal
HC 103726 / TO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E
RELATOR) – Foi informado no processo?
O SENHOR WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA (ADVOGADO) - No
processo.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E
RELATOR) – Devo suspender a continuidade do julgamento para
verificar esse dado, porque me é estranho.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Perdão, o eminente
advogado está referindo-se ao que foi julgado pelo Colegiado do STJ, pela
6ª Turma?
Parece-me que a pergunta do Ministro Luiz Fux diz respeito ao Júri.
Isso foi informado agora da tribuna.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E
RELATOR) – O ministro Luiz Fux estimaria ter informação, quanto ao
paciente, sobre o veredicto dos jurados.
O SENHOR WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA (ADVOGADO) - O
paciente principal foi absolvido.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E
RELATOR) – Mas Vossa Excelência não trouxe ao processo essa notícia;
não documentou essa notícia.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Vossa Excelência tem o
documento desse julgamento.
O SENHOR WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA (ADVOGADO) - O
julgamento se estendeu até às 6 da manhã do outro dia, e, no dia
2
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Vista
HC 103726 / TO
seguinte, o processo entrou em correição. Eu não pude.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, isso, para
mim, é um dado importante. Vou pedir vista.
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Supremo Tribunal Federal
HC 103726 / TO
seguinte, o processo entrou em correição. Eu não pude.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, isso, para
mim, é um dado importante. Vou pedir vista.
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Extrato de Ata - 15/05/2012
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 103.726
PROCED. : TOCANTINS
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S) : EDIVALDO ALVES DA SILVA
IMPTE.(S) : WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Marco Aurélio,
Relator, que concedia a ordem de habeas corpus e tornava
definitiva a liminar anteriormente deferida; e do voto da Senhora
Ministra Rosa Weber, que julgava prejudicada a impetração, pediu
vista do processo o Senhor Ministro Luiz Fux. Falou o Dr. Wendel
Araújo de Oliveira, pelo Paciente. Presidiu o julgamento o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Ausente, por motivo de viagem oficial em
representação à esta Suprema Corte, o Senhor Ministro Dias
Toffoli, Presidente. 1ª Turma, 15.5.2012.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Cármen Lúcia, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, por motivo de viagem oficial em representação à esta
Suprema Corte, o Senhor Ministro Dias Toffoli, Presidente.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 103.726
PROCED. : TOCANTINS
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S) : EDIVALDO ALVES DA SILVA
IMPTE.(S) : WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Marco Aurélio,
Relator, que concedia a ordem de habeas corpus e tornava
definitiva a liminar anteriormente deferida; e do voto da Senhora
Ministra Rosa Weber, que julgava prejudicada a impetração, pediu
vista do processo o Senhor Ministro Luiz Fux. Falou o Dr. Wendel
Araújo de Oliveira, pelo Paciente. Presidiu o julgamento o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Ausente, por motivo de viagem oficial em
representação à esta Suprema Corte, o Senhor Ministro Dias
Toffoli, Presidente. 1ª Turma, 15.5.2012.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Cármen Lúcia, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, por motivo de viagem oficial em representação à esta
Suprema Corte, o Senhor Ministro Dias Toffoli, Presidente.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17
Esclarecimento
15/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 103.726 TOCANTINS
ESCLARECIMENTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX – É porque a Ministra Rosa
Weber foi na mesma linha do voto passado, porque, como já houve
julgamento pelo STJ, ela entendeu que houve prejuízo do habeas corpus
que fora impetrado com base numa decisão teratológica não superada
pela Súmula 691. Mas eu, no meu modo de ver, esse fato é importante.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É interessante: não se
admite impetração contra decisão que defere ou indefere a liminar. E,
posteriormente, se diz que o próprio habeas, com o julgamento de fundo,
reiterando a ótica externada na liminar indeferida, está prejudicado.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX – É, mas aqui eu vou levar em
consideração esse julgamento do júri.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Está bem, está bem.
Adiada a conclusão do julgamento.
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Supremo Tribunal Federal
15/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 103.726 TOCANTINS
ESCLARECIMENTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX – É porque a Ministra Rosa
Weber foi na mesma linha do voto passado, porque, como já houve
julgamento pelo STJ, ela entendeu que houve prejuízo do habeas corpus
que fora impetrado com base numa decisão teratológica não superada
pela Súmula 691. Mas eu, no meu modo de ver, esse fato é importante.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É interessante: não se
admite impetração contra decisão que defere ou indefere a liminar. E,
posteriormente, se diz que o próprio habeas, com o julgamento de fundo,
reiterando a ótica externada na liminar indeferida, está prejudicado.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX – É, mas aqui eu vou levar em
consideração esse julgamento do júri.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Está bem, está bem.
Adiada a conclusão do julgamento.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Retificação de Voto
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 103.726 TOCANTINS
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) –
Presidente, como sou o relator, o ministro Luiz Fux encaminhou o
processo ao meu Gabinete. É que foi juntado documento revelando que o
paciente veio a ser absolvido. E o Juízo, o Presidente do Tribunal do Júri,
assegurou aos corréus o direito de responderem ao processo em
liberdade. Então, o objeto do habeas está prejudicado.
É o adendo que faço.
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Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 103.726 TOCANTINS
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) –
Presidente, como sou o relator, o ministro Luiz Fux encaminhou o
processo ao meu Gabinete. É que foi juntado documento revelando que o
paciente veio a ser absolvido. E o Juízo, o Presidente do Tribunal do Júri,
assegurou aos corréus o direito de responderem ao processo em
liberdade. Então, o objeto do habeas está prejudicado.
É o adendo que faço.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 103.726
PROCED. : TOCANTINS
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S) : EDIVALDO ALVES DA SILVA
IMPTE.(S) : WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Marco Aurélio,
Relator, que concedia a ordem de habeas corpus e tornava
definitiva a liminar anteriormente deferida; e do voto da Senhora
Ministra Rosa Weber, que julgava prejudicada a impetração, pediu
vista do processo o Senhor Ministro Luiz Fux. Falou o Dr. Wendel
Araújo de Oliveira, pelo Paciente. Presidiu o julgamento o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Ausente, por motivo de viagem oficial em
representação à esta Suprema Corte, o Senhor Ministro Dias
Toffoli, Presidente. 1ª Turma, 15.5.2012.
Decisão: A Turma julgou prejudicada a impetração, nos termos
do voto reajustado do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045608
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 103.726
PROCED. : TOCANTINS
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S) : EDIVALDO ALVES DA SILVA
IMPTE.(S) : WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Marco Aurélio,
Relator, que concedia a ordem de habeas corpus e tornava
definitiva a liminar anteriormente deferida; e do voto da Senhora
Ministra Rosa Weber, que julgava prejudicada a impetração, pediu
vista do processo o Senhor Ministro Luiz Fux. Falou o Dr. Wendel
Araújo de Oliveira, pelo Paciente. Presidiu o julgamento o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Ausente, por motivo de viagem oficial em
representação à esta Suprema Corte, o Senhor Ministro Dias
Toffoli, Presidente. 1ª Turma, 15.5.2012.
Decisão: A Turma julgou prejudicada a impetração, nos termos
do voto reajustado do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9399359
| 2015-06-23T00:00:00
| 2015-09-17T00:00:00
|
Após o voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator, que concedia a ordem de habeas corpus e tornava definitiva a liminar anteriormente deferida; e do voto da Senhora Ministra Rosa Weber, que julgava prejudicada a impetração, pediu vista do processo o Senhor Ministro Luiz Fux. Falou o Dr. Wendel Araújo de Oliveira, pelo Paciente. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Marco Aurélio. Ausente, por motivo de viagem oficial em representação à esta Suprema Corte, o Senhor Ministro Dias Toffoli, Presidente. 1ª Turma, 15.5.2012.
Decisão: A Turma julgou prejudicada a impetração, nos termos do voto reajustado do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
|
HABEAS CORPUS
|
HABEAS CORPUS – PREJUÍZO. Tendo sido alcançado, no próprio Juízo, o objetivo do habeas corpus, há o prejuízo da impetração.
|
sjur320084
|
Número de páginas: 17.
Análise: 07/10/2015, IMC.
Revisão: 30/11/2015, KBP.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
103726
|
[
"LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00312 ART-00366\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000691 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
HC
|
acordaos
|
HC 103726
|
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""
] |
PACTE.(S) : EDIVALDO ALVES DA SILVA
IMPTE.(S) : WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 103.726 TOCANTINS
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S)
:EDIVALDO ALVES DA SILVA
IMPTE.(S)
:WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
HABEAS CORPUS – PREJUÍZO. Tendo sido alcançado, no próprio
Juízo, o objetivo do habeas corpus, há o prejuízo da impetração.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em julgar prejudicada a
impetração, nos termos do voto reajustado do relator e por unanimidade,
em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata
do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 23 de junho de 2015.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
15/05/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 103.726 TOCANTINS
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S)
:EDIVALDO ALVES DA SILVA
IMPTE.(S)
:WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório,
as informações prestadas pela Assessoria:
Na decisão que implicou o deferimento da liminar, a
espécie ficou assim resumida:
PRISÃO
PREVENTIVA
–
FUNDAMENTOS – INSUBSISTÊNCIA –
EXCESSO DE PRAZO – RELEVÂNCIA
DEMONSTRADA.
LIMINAR – EXTENSÃO A CORRÉUS.
1. A Assessoria prestou as seguintes informações:
Consta do processo que José Ribamar Mendes e
Valdeilson Pereira Costa foram presos em flagrante
delito no dia 30 de novembro de 2008 e o paciente,
em virtude de decisão determinando a custódia
preventiva, em 12 de dezembro subsequente. Aos
primeiros foi imputada a prática dos crimes de
homicídio duplamente qualificado, porte ilegal de
arma de fogo de uso permitido e resistência,
tipificados nos artigos 121, § 2..., incisos I e IV, e 329
do Código Penal bem assim no artigo 14 da Lei n
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Supremo Tribunal Federal
15/05/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 103.726 TOCANTINS
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S)
:EDIVALDO ALVES DA SILVA
IMPTE.(S)
:WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório,
as informações prestadas pela Assessoria:
Na decisão que implicou o deferimento da liminar, a
espécie ficou assim resumida:
PRISÃO
PREVENTIVA
–
FUNDAMENTOS – INSUBSISTÊNCIA –
EXCESSO DE PRAZO – RELEVÂNCIA
DEMONSTRADA.
LIMINAR – EXTENSÃO A CORRÉUS.
1. A Assessoria prestou as seguintes informações:
Consta do processo que José Ribamar Mendes e
Valdeilson Pereira Costa foram presos em flagrante
delito no dia 30 de novembro de 2008 e o paciente,
em virtude de decisão determinando a custódia
preventiva, em 12 de dezembro subsequente. Aos
primeiros foi imputada a prática dos crimes de
homicídio duplamente qualificado, porte ilegal de
arma de fogo de uso permitido e resistência,
tipificados nos artigos 121, § 2..., incisos I e IV, e 329
do Código Penal bem assim no artigo 14 da Lei n
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Relatório
HC 103.726 / TO
10.826/2003, todos em concurso material – Código
Penal, artigo 69. Ao paciente – Edivaldo Alves da
Silva – foi imputada a infração do disposto no artigo
121, § 2..., inciso I, do Código Penal (homicídio
qualificado).
O Juízo Criminal da Comarca de Xambioá,
Estado do Tocantins, proferiu a sentença de
pronúncia. A defesa interpôs recurso em sentido
estrito, ao qual o Tribunal de Justiça deu provimento,
cassando o ato e determinando o retorno do processo
à primeira instância para novo exame.
Sobreveio a segunda sentença de pronúncia em
29 de outubro de 2009, permanecendo o paciente sob
custódia porque o fato se revelara de grande
repercussão social, tanto que os corréus precisaram
ser transferidos da cadeia pública local para presídio
de maior segurança na cidade de Araguaína. Além
disso, um deles teria empreendido fuga uma vez.
Desse modo, se fossem colocados em liberdade,
certamente haveria frustração na aplicação da lei
penal, em caso de condenação. A liberdade dos
envolvidos também causaria transtornos à ordem
pública, principalmente pelas graves consequências
que geraria o sentimento generalizado de
impunidade, e importaria em ameaça à integridade
física das testemunhas. A prisão processual ficou
mantida por motivo de ordem pública, por
conveniência da instrução criminal e para assegurar
a aplicação da lei penal.
A defesa, cientificada da decisão, protocolou
novo recurso em sentido estrito. O Tribunal estadual
determinou ao Juízo Criminal que fosse intimado o
Ministério Público para oferecimento de
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 103.726 / TO
10.826/2003, todos em concurso material – Código
Penal, artigo 69. Ao paciente – Edivaldo Alves da
Silva – foi imputada a infração do disposto no artigo
121, § 2..., inciso I, do Código Penal (homicídio
qualificado).
O Juízo Criminal da Comarca de Xambioá,
Estado do Tocantins, proferiu a sentença de
pronúncia. A defesa interpôs recurso em sentido
estrito, ao qual o Tribunal de Justiça deu provimento,
cassando o ato e determinando o retorno do processo
à primeira instância para novo exame.
Sobreveio a segunda sentença de pronúncia em
29 de outubro de 2009, permanecendo o paciente sob
custódia porque o fato se revelara de grande
repercussão social, tanto que os corréus precisaram
ser transferidos da cadeia pública local para presídio
de maior segurança na cidade de Araguaína. Além
disso, um deles teria empreendido fuga uma vez.
Desse modo, se fossem colocados em liberdade,
certamente haveria frustração na aplicação da lei
penal, em caso de condenação. A liberdade dos
envolvidos também causaria transtornos à ordem
pública, principalmente pelas graves consequências
que geraria o sentimento generalizado de
impunidade, e importaria em ameaça à integridade
física das testemunhas. A prisão processual ficou
mantida por motivo de ordem pública, por
conveniência da instrução criminal e para assegurar
a aplicação da lei penal.
A defesa, cientificada da decisão, protocolou
novo recurso em sentido estrito. O Tribunal estadual
determinou ao Juízo Criminal que fosse intimado o
Ministério Público para oferecimento de
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17
Relatório
HC 103.726 / TO
contrarrazões. Atualmente, o recurso aguarda, no
Tribunal, a designação de data para apreciação.
Inconformada com a manutenção da custódia
preventiva decorrente da sentença de pronúncia, a
defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça.
Pretendeu ver assegurado ao paciente o direito de
permanecer em liberdade até o julgamento pelo
Tribunal do Júri. A ordem foi indeferida.
Na impetração formalizada no Superior
Tribunal de Justiça – de n 167.987/TO –, a Ministra
Maria Thereza de Assis Moura, relatora, deixou de
acolher o pedido de concessão de liminar por não
vislumbrar manifesta ilegalidade no acórdão
proferido pelo Tribunal de Justiça, mediante o qual
foi mantida a prisão preventiva, conforme
consignou, com base em elementos concretos.
Anotou confundir-se o pleito acautelador com o
mérito do processo, cujo julgamento é da
competência do colegiado.
Por meio deste habeas, os impetrantes buscam
infirmar essa decisão. Observam estar o paciente sob
custódia preventiva há um ano, quatro meses e
dezesseis dias, encontrando-se pendente de exame,
no Tribunal estadual, o segundo recurso em sentido
estrito. Afirmam ser deficiente de fundamentação o
pronunciamento que implicou a prisão, mantida na
sentença de pronúncia, porque calcado em ilações e
na gravidade do delito imputado.
Pedem a concessão de liminar, determinando-se
a expedição de alvará de soltura, considerado o
excesso de prazo de prisão sem formação da culpa.
Quanto ao mérito, pleiteiam o deferimento da
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 103.726 / TO
contrarrazões. Atualmente, o recurso aguarda, no
Tribunal, a designação de data para apreciação.
Inconformada com a manutenção da custódia
preventiva decorrente da sentença de pronúncia, a
defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça.
Pretendeu ver assegurado ao paciente o direito de
permanecer em liberdade até o julgamento pelo
Tribunal do Júri. A ordem foi indeferida.
Na impetração formalizada no Superior
Tribunal de Justiça – de n 167.987/TO –, a Ministra
Maria Thereza de Assis Moura, relatora, deixou de
acolher o pedido de concessão de liminar por não
vislumbrar manifesta ilegalidade no acórdão
proferido pelo Tribunal de Justiça, mediante o qual
foi mantida a prisão preventiva, conforme
consignou, com base em elementos concretos.
Anotou confundir-se o pleito acautelador com o
mérito do processo, cujo julgamento é da
competência do colegiado.
Por meio deste habeas, os impetrantes buscam
infirmar essa decisão. Observam estar o paciente sob
custódia preventiva há um ano, quatro meses e
dezesseis dias, encontrando-se pendente de exame,
no Tribunal estadual, o segundo recurso em sentido
estrito. Afirmam ser deficiente de fundamentação o
pronunciamento que implicou a prisão, mantida na
sentença de pronúncia, porque calcado em ilações e
na gravidade do delito imputado.
Pedem a concessão de liminar, determinando-se
a expedição de alvará de soltura, considerado o
excesso de prazo de prisão sem formação da culpa.
Quanto ao mérito, pleiteiam o deferimento da
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17
Relatório
HC 103.726 / TO
ordem, assegurando-se ao paciente o direito de
aguardar em liberdade o exame do Recurso em
Sentido Estrito n 2.457, em tramitação no Tribunal
de Justiça do Estado do Tocantins, e, caso confirmada
a sentença de pronúncia, o julgamento pelo Tribunal
do Júri.
Anoto que, na inicial, os impetrantes veiculam
duas causas de pedir: a deficiência de
fundamentação da decisão mediante a qual
determinada a prisão preventiva, bem assim da parte
dispositiva da sentença de pronúncia que implicou a
manutenção, e o excesso de prazo de prisão sem
formação da culpa. Os pedidos de liminar e de
deferimento da ordem estão circunscritos à tese
relacionada à última causa de pedir.
O Tribunal de Justiça, por meio do Ofício n
885, de 1... de outubro de 2010, noticiou o julgamento,
na sessão de 17 de junho de 2010, do recurso em
sentido estrito, oportunidade na qual lhe foi negado
provimento.
Por meio de telegrama, a Sexta Turma do
Superior Tribunal de Justiça informa ter sido
indeferida a ordem pleiteada no Habeas Corpus n
167.987/TO, distribuído à Ministra Maria Thereza de
Assis Moura. O Colegiado entendeu não ser ilegal a
preventiva, pois o ato fundou-se em dados concretos,
especialmente extraídos da conduta perpetrada pelo
acusado, demonstrando a necessidade da prisão para
garantia da ordem pública, conveniência da
instrução criminal e aplicação da lei penal.
[...]
4
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Supremo Tribunal Federal
HC 103.726 / TO
ordem, assegurando-se ao paciente o direito de
aguardar em liberdade o exame do Recurso em
Sentido Estrito n 2.457, em tramitação no Tribunal
de Justiça do Estado do Tocantins, e, caso confirmada
a sentença de pronúncia, o julgamento pelo Tribunal
do Júri.
Anoto que, na inicial, os impetrantes veiculam
duas causas de pedir: a deficiência de
fundamentação da decisão mediante a qual
determinada a prisão preventiva, bem assim da parte
dispositiva da sentença de pronúncia que implicou a
manutenção, e o excesso de prazo de prisão sem
formação da culpa. Os pedidos de liminar e de
deferimento da ordem estão circunscritos à tese
relacionada à última causa de pedir.
O Tribunal de Justiça, por meio do Ofício n
885, de 1... de outubro de 2010, noticiou o julgamento,
na sessão de 17 de junho de 2010, do recurso em
sentido estrito, oportunidade na qual lhe foi negado
provimento.
Por meio de telegrama, a Sexta Turma do
Superior Tribunal de Justiça informa ter sido
indeferida a ordem pleiteada no Habeas Corpus n
167.987/TO, distribuído à Ministra Maria Thereza de
Assis Moura. O Colegiado entendeu não ser ilegal a
preventiva, pois o ato fundou-se em dados concretos,
especialmente extraídos da conduta perpetrada pelo
acusado, demonstrando a necessidade da prisão para
garantia da ordem pública, conveniência da
instrução criminal e aplicação da lei penal.
[...]
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17
Relatório
HC 103.726 / TO
Brasília – residência –, 8 de março de 2011, às 12h35.
A Procuradoria Geral da República, no parecer, afirma que
o ato mediante o qual foi decretada a prisão preventiva do
paciente encontra-se devidamente fundamentado. Ressalta
estarem presentes os requisitos da custódia cautelar, não
existindo ilegalidade a reparar. Quanto ao excesso de prazo,
aduz ter ficado superado, ante o fato de o Tribunal de Justiça
local haver julgado o recurso em sentido estrito. Citando
precedentes jurisprudenciais, opina pelo indeferimento da
ordem.
Lancei visto no processo em 7 de maio de 2012, liberando-o para ser
julgado na Turma a partir de 15 seguinte, isso objetivando a ciência dos
impetrantes.
É o relatório.
5
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Supremo Tribunal Federal
HC 103.726 / TO
Brasília – residência –, 8 de março de 2011, às 12h35.
A Procuradoria Geral da República, no parecer, afirma que
o ato mediante o qual foi decretada a prisão preventiva do
paciente encontra-se devidamente fundamentado. Ressalta
estarem presentes os requisitos da custódia cautelar, não
existindo ilegalidade a reparar. Quanto ao excesso de prazo,
aduz ter ficado superado, ante o fato de o Tribunal de Justiça
local haver julgado o recurso em sentido estrito. Citando
precedentes jurisprudenciais, opina pelo indeferimento da
ordem.
Lancei visto no processo em 7 de maio de 2012, liberando-o para ser
julgado na Turma a partir de 15 seguinte, isso objetivando a ciência dos
impetrantes.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
15/05/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 103.726 TOCANTINS
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Conforme
consignado na decisão mediante a qual, em março de 2011, implementei a
liminar, o ato referente à custódia provisória não se mostra consentâneo
com a ordem jurídica. Reitero o que tive a oportunidade de assentar:
[...]
2. A manutenção da custódia resultou de ilações que não
guardam pertinência com a ordem jurídica. Aludiu-se à
repercussão social do crime, mencionando-se que dois dos réus
tiveram que ser transferidos da cadeia pública local para
presídio de maior segurança. O dado não é de molde a inverter
a ordem natural das coisas, a direcionar, primeiro, à apuração
para, depois de formada a culpa, vir-se a prender.
Também se fez referência à circunstância de o ora paciente
haver empreendido fuga. Mais um elemento neutro. O fato de
deixar o distrito da culpa está no âmbito, no grande âmbito, da
autodefesa, até para escapar ao flagrante. Segundo dispõe o
artigo 366 do Código de Processo Penal, se os acusados não
forem encontrados para citação, ocorrendo esta última
mediante edital e não sendo constituído advogado, a
consequência jurídica é a suspensão do processo e da
prescrição. Para implementar a prisão, consoante previsto no
citado preceito, devem-se observar os termos do artigo 312 do
mesmo Código.
No caso, presumiu-se que, soltos, os pronunciados
causariam graves transtornos à ordem pública. Novamente,
destacando-se a repercussão do acontecimento no meio
gregário, mencionou-se o sentimento generalizado de
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Supremo Tribunal Federal
15/05/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 103.726 TOCANTINS
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Conforme
consignado na decisão mediante a qual, em março de 2011, implementei a
liminar, o ato referente à custódia provisória não se mostra consentâneo
com a ordem jurídica. Reitero o que tive a oportunidade de assentar:
[...]
2. A manutenção da custódia resultou de ilações que não
guardam pertinência com a ordem jurídica. Aludiu-se à
repercussão social do crime, mencionando-se que dois dos réus
tiveram que ser transferidos da cadeia pública local para
presídio de maior segurança. O dado não é de molde a inverter
a ordem natural das coisas, a direcionar, primeiro, à apuração
para, depois de formada a culpa, vir-se a prender.
Também se fez referência à circunstância de o ora paciente
haver empreendido fuga. Mais um elemento neutro. O fato de
deixar o distrito da culpa está no âmbito, no grande âmbito, da
autodefesa, até para escapar ao flagrante. Segundo dispõe o
artigo 366 do Código de Processo Penal, se os acusados não
forem encontrados para citação, ocorrendo esta última
mediante edital e não sendo constituído advogado, a
consequência jurídica é a suspensão do processo e da
prescrição. Para implementar a prisão, consoante previsto no
citado preceito, devem-se observar os termos do artigo 312 do
mesmo Código.
No caso, presumiu-se que, soltos, os pronunciados
causariam graves transtornos à ordem pública. Novamente,
destacando-se a repercussão do acontecimento no meio
gregário, mencionou-se o sentimento generalizado de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 103.726 / TO
impunidade. Vê-se que aflorou a capacidade intuitiva da Juíza
prolatora da sentença de pronúncia e esta não respalda, ante o
subjetivismo maior, a medida extrema sem haver sentença
condenatória preclusa na via da recorribilidade. Sentimento de
impunidade não é suficiente, por si só, a ter-se verdadeiro
justiçamento. As instituições precisam funcionar a tempo e a
modo.
Relativamente ao crime imputado, não existe, no sistema
processual brasileiro, a prisão automática, por mais grave que
seja. Por último, nada se disse a respeito de conduta de
qualquer dos acusados a alcançar a incolumidade das
testemunhas. Da mesma maneira não vinga o que asseverado
no tocante à preparação de campo propício à instrução criminal
e à aplicação da lei penal. Ambas devem ocorrer sem que,
necessariamente, imponha-se a custódia preventiva.
Além disso, tanto a prisão do paciente quanto as dos dois
outros acusados datam do fim de 2008, ficando afastado o
enquadramento como provisória. Em síntese, o ato de
constrição já se projeta por mais de dois anos.
3. Defiro a liminar pretendida. Expeçam o alvará de
soltura, a ser cumprido com as cautelas próprias, vale dizer,
caso o paciente, Edivaldo Alves da Silva, não se encontre sob a
custódia do Estado por motivo diverso do retratado na sentença
de pronúncia formalizada no Processo n 2008.0010.9483-8/0, da
Vara Criminal da Comarca de Xambioá, Estado do Tocantins.
Advirtam-no da necessidade de permanecer no distrito da
culpa, dele se ausentando apenas com autorização judicial, de
forma a colaborar com a Justiça na elucidação dos fatos.
Estendo a decisão, em idênticos termos, porquanto o título
relativo às prisões é o mesmo e estas também se prolongam por
mais de dois anos, aos corréus José de Ribamar Mendes e
Valdeilson Pereira Costa.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 103.726 / TO
impunidade. Vê-se que aflorou a capacidade intuitiva da Juíza
prolatora da sentença de pronúncia e esta não respalda, ante o
subjetivismo maior, a medida extrema sem haver sentença
condenatória preclusa na via da recorribilidade. Sentimento de
impunidade não é suficiente, por si só, a ter-se verdadeiro
justiçamento. As instituições precisam funcionar a tempo e a
modo.
Relativamente ao crime imputado, não existe, no sistema
processual brasileiro, a prisão automática, por mais grave que
seja. Por último, nada se disse a respeito de conduta de
qualquer dos acusados a alcançar a incolumidade das
testemunhas. Da mesma maneira não vinga o que asseverado
no tocante à preparação de campo propício à instrução criminal
e à aplicação da lei penal. Ambas devem ocorrer sem que,
necessariamente, imponha-se a custódia preventiva.
Além disso, tanto a prisão do paciente quanto as dos dois
outros acusados datam do fim de 2008, ficando afastado o
enquadramento como provisória. Em síntese, o ato de
constrição já se projeta por mais de dois anos.
3. Defiro a liminar pretendida. Expeçam o alvará de
soltura, a ser cumprido com as cautelas próprias, vale dizer,
caso o paciente, Edivaldo Alves da Silva, não se encontre sob a
custódia do Estado por motivo diverso do retratado na sentença
de pronúncia formalizada no Processo n 2008.0010.9483-8/0, da
Vara Criminal da Comarca de Xambioá, Estado do Tocantins.
Advirtam-no da necessidade de permanecer no distrito da
culpa, dele se ausentando apenas com autorização judicial, de
forma a colaborar com a Justiça na elucidação dos fatos.
Estendo a decisão, em idênticos termos, porquanto o título
relativo às prisões é o mesmo e estas também se prolongam por
mais de dois anos, aos corréus José de Ribamar Mendes e
Valdeilson Pereira Costa.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 103.726 / TO
[...]
Concedo a ordem, tornando definitiva a liminar.
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 103.726 / TO
[...]
Concedo a ordem, tornando definitiva a liminar.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17
Notas para o Voto
15/05/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 103.726 TOCANTINS
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S)
:EDIVALDO ALVES DA SILVA
IMPTE.(S)
:WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
NOTAS PARA O VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - De novo, peço vênia a
Vossa Excelência, Ministro Marco Aurélio, mas não entendo que seja caso
de teratologia afastar o óbice da Súmula n 691 desta Corte, e, com todo o
respeito aos entendimentos contrários, entendo que o fato de a ordem ter
sido denegada já pelo Colegiado do Superior Tribunal de Justiça, digamos, dá nova vida a esta
impetração a nós submetida, agora.
Por outro lado, ia até solicitar do nobre advogado informações sobre
o júri, se tinha ou não ocorrido. E já nos informou que, no dia 25 de abril,
agora, houve a absolvição do terceiro acusado.
A leitura que fiz da decisão que decretou a preventiva, com todo o
respeito a Vossa Excelência, não me pareceu absolutamente
desfundamentada, embora se reporte aos reflexos sociais e ao sentimento
de impunidade, enfim, à reação da comunidade local, também se refere à
fuga. Embora haja por óbvio que sempre se respeite esse sentido de
autopreservação do réu que foge, na verdade, a decretação da preventiva
aí objetivava, justamente, prevenir e assegurar eventualmente a futura
aplicação da lei penal.
Confesso a Vossa Excelência que continuo aqui com a mesma
compreensão do processo anterior, votando no sentido do prejuízo da
impetração em função do julgamento superveniente pelo Superior Tribunal de Justiça.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 2592109.
Supremo Tribunal Federal
15/05/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 103.726 TOCANTINS
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S)
:EDIVALDO ALVES DA SILVA
IMPTE.(S)
:WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
NOTAS PARA O VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - De novo, peço vênia a
Vossa Excelência, Ministro Marco Aurélio, mas não entendo que seja caso
de teratologia afastar o óbice da Súmula n 691 desta Corte, e, com todo o
respeito aos entendimentos contrários, entendo que o fato de a ordem ter
sido denegada já pelo Colegiado do Superior Tribunal de Justiça, digamos, dá nova vida a esta
impetração a nós submetida, agora.
Por outro lado, ia até solicitar do nobre advogado informações sobre
o júri, se tinha ou não ocorrido. E já nos informou que, no dia 25 de abril,
agora, houve a absolvição do terceiro acusado.
A leitura que fiz da decisão que decretou a preventiva, com todo o
respeito a Vossa Excelência, não me pareceu absolutamente
desfundamentada, embora se reporte aos reflexos sociais e ao sentimento
de impunidade, enfim, à reação da comunidade local, também se refere à
fuga. Embora haja por óbvio que sempre se respeite esse sentido de
autopreservação do réu que foge, na verdade, a decretação da preventiva
aí objetivava, justamente, prevenir e assegurar eventualmente a futura
aplicação da lei penal.
Confesso a Vossa Excelência que continuo aqui com a mesma
compreensão do processo anterior, votando no sentido do prejuízo da
impetração em função do julgamento superveniente pelo Superior Tribunal de Justiça.
Supremo Tribunal Federal
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Vista
15/05/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 103.726 TOCANTINS
VISTA
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, eu queria
uma informação; não sei se está nos autos. Esse julgamento pelo
Colegiado consta dos autos e se ele foi absolvido?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E
RELATOR) – Tomei conhecimento do fato agora, nesta assentada,
veiculado da tribuna, isso quanto ao paciente. A liminar foi deferida ao
paciente, que teria sido absolvido pelo Tribunal do Júri, segundo o ilustre
Advogado – advogado tem fé pública; tem pelo menos a minha fé –, e foi
estendida aos demais acusados. Não sei a situação deles e não conto com
demonstração, no processo, da situação do próprio paciente.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - O Advogado quer prestar um
esclarecimento, Senhor Presidente, e eu vou deferir.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E
RELATOR) – Estou sempre pronto a ouvir os senhores advogados.
O SENHOR WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA (ADVOGADO) -
Obrigado, Excelência. Primeiro, gostaria de que também fosse veiculado,
como foi daqui da tribuna, como foi o voto do eminente Ministro-Relator,
que há duas causas de pedir. Foi falado também, ventilado o excesso de
prazo e que se, ao final, Vossas Excelências também decidirem pelo
prejuízo da impetração, quebrar o status libertatis nesse momento, já
depois de mais de um ano solto, aos outros dois copacientes por extensão.
Houve o julgamento na Corte Superior do Tribunal de Justiça do
mérito. Está nos autos, sim. Foi, inclusive, informado pela Presidência da
6... Turma ao eminente Ministro-Relator do Superior Tribunal de Justiça.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9100090.
Supremo Tribunal Federal
15/05/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 103.726 TOCANTINS
VISTA
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, eu queria
uma informação; não sei se está nos autos. Esse julgamento pelo
Colegiado consta dos autos e se ele foi absolvido?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E
RELATOR) – Tomei conhecimento do fato agora, nesta assentada,
veiculado da tribuna, isso quanto ao paciente. A liminar foi deferida ao
paciente, que teria sido absolvido pelo Tribunal do Júri, segundo o ilustre
Advogado – advogado tem fé pública; tem pelo menos a minha fé –, e foi
estendida aos demais acusados. Não sei a situação deles e não conto com
demonstração, no processo, da situação do próprio paciente.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - O Advogado quer prestar um
esclarecimento, Senhor Presidente, e eu vou deferir.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E
RELATOR) – Estou sempre pronto a ouvir os senhores advogados.
O SENHOR WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA (ADVOGADO) -
Obrigado, Excelência. Primeiro, gostaria de que também fosse veiculado,
como foi daqui da tribuna, como foi o voto do eminente Ministro-Relator,
que há duas causas de pedir. Foi falado também, ventilado o excesso de
prazo e que se, ao final, Vossas Excelências também decidirem pelo
prejuízo da impetração, quebrar o status libertatis nesse momento, já
depois de mais de um ano solto, aos outros dois copacientes por extensão.
Houve o julgamento na Corte Superior do Tribunal de Justiça do
mérito. Está nos autos, sim. Foi, inclusive, informado pela Presidência da
6... Turma ao eminente Ministro-Relator do Superior Tribunal de Justiça.
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Vista
HC 103726 / TO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E
RELATOR) – Foi informado no processo?
O SENHOR WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA (ADVOGADO) - No
processo.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E
RELATOR) – Devo suspender a continuidade do julgamento para
verificar esse dado, porque me é estranho.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Perdão, o eminente
advogado está referindo-se ao que foi julgado pelo Colegiado do Superior Tribunal de Justiça, pela
6... Turma?
Parece-me que a pergunta do Ministro Luiz Fux diz respeito ao Júri.
Isso foi informado agora da tribuna.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E
RELATOR) – O ministro Luiz Fux estimaria ter informação, quanto ao
paciente, sobre o veredicto dos jurados.
O SENHOR WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA (ADVOGADO) - O
paciente principal foi absolvido.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E
RELATOR) – Mas Vossa Excelência não trouxe ao processo essa notícia;
não documentou essa notícia.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Vossa Excelência tem o
documento desse julgamento.
O SENHOR WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA (ADVOGADO) - O
julgamento se estendeu até às 6 da manhã do outro dia, e, no dia
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 103726 / TO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E
RELATOR) – Foi informado no processo?
O SENHOR WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA (ADVOGADO) - No
processo.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E
RELATOR) – Devo suspender a continuidade do julgamento para
verificar esse dado, porque me é estranho.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Perdão, o eminente
advogado está referindo-se ao que foi julgado pelo Colegiado do Superior Tribunal de Justiça, pela
6... Turma?
Parece-me que a pergunta do Ministro Luiz Fux diz respeito ao Júri.
Isso foi informado agora da tribuna.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E
RELATOR) – O ministro Luiz Fux estimaria ter informação, quanto ao
paciente, sobre o veredicto dos jurados.
O SENHOR WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA (ADVOGADO) - O
paciente principal foi absolvido.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE E
RELATOR) – Mas Vossa Excelência não trouxe ao processo essa notícia;
não documentou essa notícia.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Vossa Excelência tem o
documento desse julgamento.
O SENHOR WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA (ADVOGADO) - O
julgamento se estendeu até às 6 da manhã do outro dia, e, no dia
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17
Vista
HC 103726 / TO
seguinte, o processo entrou em correição. Eu não pude.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, isso, para
mim, é um dado importante. Vou pedir vista.
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 103726 / TO
seguinte, o processo entrou em correição. Eu não pude.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, isso, para
mim, é um dado importante. Vou pedir vista.
3
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Extrato de Ata - 15/05/2012
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 103.726
PROCED. : TOCANTINS
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S) : EDIVALDO ALVES DA SILVA
IMPTE.(S) : WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Marco Aurélio,
Relator, que concedia a ordem de habeas corpus e tornava
definitiva a liminar anteriormente deferida; e do voto da Senhora
Ministra Rosa Weber, que julgava prejudicada a impetração, pediu
vista do processo o Senhor Ministro Luiz Fux. Falou o Dr. Wendel
Araújo de Oliveira, pelo Paciente. Presidiu o julgamento o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Ausente, por motivo de viagem oficial em
representação à esta Suprema Corte, o Senhor Ministro Dias
Toffoli, Presidente. 1... Turma, 15.5.2012.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Cármen Lúcia, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, por motivo de viagem oficial em representação à esta
Suprema Corte, o Senhor Ministro Dias Toffoli, Presidente.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 2073454
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 103.726
PROCED. : TOCANTINS
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S) : EDIVALDO ALVES DA SILVA
IMPTE.(S) : WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Marco Aurélio,
Relator, que concedia a ordem de habeas corpus e tornava
definitiva a liminar anteriormente deferida; e do voto da Senhora
Ministra Rosa Weber, que julgava prejudicada a impetração, pediu
vista do processo o Senhor Ministro Luiz Fux. Falou o Dr. Wendel
Araújo de Oliveira, pelo Paciente. Presidiu o julgamento o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Ausente, por motivo de viagem oficial em
representação à esta Suprema Corte, o Senhor Ministro Dias
Toffoli, Presidente. 1... Turma, 15.5.2012.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Cármen Lúcia, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, por motivo de viagem oficial em representação à esta
Suprema Corte, o Senhor Ministro Dias Toffoli, Presidente.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17
Esclarecimento
15/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 103.726 TOCANTINS
ESCLARECIMENTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX – É porque a Ministra Rosa
Weber foi na mesma linha do voto passado, porque, como já houve
julgamento pelo Superior Tribunal de Justiça, ela entendeu que houve prejuízo do habeas corpus
que fora impetrado com base numa decisão teratológica não superada
pela Súmula 691. Mas eu, no meu modo de ver, esse fato é importante.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É interessante: não se
admite impetração contra decisão que defere ou indefere a liminar. E,
posteriormente, se diz que o próprio habeas, com o julgamento de fundo,
reiterando a ótica externada na liminar indeferida, está prejudicado.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX – É, mas aqui eu vou levar em
consideração esse julgamento do júri.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Está bem, está bem.
Adiada a conclusão do julgamento.
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Supremo Tribunal Federal
15/02/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 103.726 TOCANTINS
ESCLARECIMENTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX – É porque a Ministra Rosa
Weber foi na mesma linha do voto passado, porque, como já houve
julgamento pelo Superior Tribunal de Justiça, ela entendeu que houve prejuízo do habeas corpus
que fora impetrado com base numa decisão teratológica não superada
pela Súmula 691. Mas eu, no meu modo de ver, esse fato é importante.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É interessante: não se
admite impetração contra decisão que defere ou indefere a liminar. E,
posteriormente, se diz que o próprio habeas, com o julgamento de fundo,
reiterando a ótica externada na liminar indeferida, está prejudicado.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX – É, mas aqui eu vou levar em
consideração esse julgamento do júri.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Está bem, está bem.
Adiada a conclusão do julgamento.
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Retificação de Voto
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 103.726 TOCANTINS
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) –
Presidente, como sou o relator, o ministro Luiz Fux encaminhou o
processo ao meu Gabinete. É que foi juntado documento revelando que o
paciente veio a ser absolvido. E o Juízo, o Presidente do Tribunal do Júri,
assegurou aos corréus o direito de responderem ao processo em
liberdade. Então, o objeto do habeas está prejudicado.
É o adendo que faço.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9127902.
Supremo Tribunal Federal
23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 103.726 TOCANTINS
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) –
Presidente, como sou o relator, o ministro Luiz Fux encaminhou o
processo ao meu Gabinete. É que foi juntado documento revelando que o
paciente veio a ser absolvido. E o Juízo, o Presidente do Tribunal do Júri,
assegurou aos corréus o direito de responderem ao processo em
liberdade. Então, o objeto do habeas está prejudicado.
É o adendo que faço.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17
Extrato de Ata - 23/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 103.726
PROCED. : TOCANTINS
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S) : EDIVALDO ALVES DA SILVA
IMPTE.(S) : WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Marco Aurélio,
Relator, que concedia a ordem de habeas corpus e tornava
definitiva a liminar anteriormente deferida; e do voto da Senhora
Ministra Rosa Weber, que julgava prejudicada a impetração, pediu
vista do processo o Senhor Ministro Luiz Fux. Falou o Dr. Wendel
Araújo de Oliveira, pelo Paciente. Presidiu o julgamento o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Ausente, por motivo de viagem oficial em
representação à esta Suprema Corte, o Senhor Ministro Dias
Toffoli, Presidente. 1... Turma, 15.5.2012.
Decisão: A Turma julgou prejudicada a impetração, nos termos
do voto reajustado do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045608
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 103.726
PROCED. : TOCANTINS
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S) : EDIVALDO ALVES DA SILVA
IMPTE.(S) : WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Marco Aurélio,
Relator, que concedia a ordem de habeas corpus e tornava
definitiva a liminar anteriormente deferida; e do voto da Senhora
Ministra Rosa Weber, que julgava prejudicada a impetração, pediu
vista do processo o Senhor Ministro Luiz Fux. Falou o Dr. Wendel
Araújo de Oliveira, pelo Paciente. Presidiu o julgamento o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Ausente, por motivo de viagem oficial em
representação à esta Suprema Corte, o Senhor Ministro Dias
Toffoli, Presidente. 1... Turma, 15.5.2012.
Decisão: A Turma julgou prejudicada a impetração, nos termos
do voto reajustado do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045608
Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
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{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 103 . 726 TOCANTINS",
"HABEAS CORPUS 103 . 726 TOCANTINS",
"HABEAS CORPUS 103 . 726",
"HC 103 . 726 / TO 10",
"826 / 2003",
"HC 103 . 726 / TO 10 . 826 / 2003",
"HC 103 . 726 / TO",
"HC 103 . 726 / TO",
"HC 103 . 726 / TO",
"Recurso em Sentido Estrito n 2 . 457",
"Habeas Corpus n 167 . 987 / TO",
"HC 103 . 726 / TO",
"Recurso em Sentido Estrito n 2 . 457",
"Habeas Corpus n 167 . 987 / TO",
"HC 103 . 726 / TO",
"HC 103 . 726 / TO",
"HABEAS CORPUS 103 . 726",
"HABEAS CORPUS 103 . 726",
"HC 103 . 726 / TO",
"Processo n 2008 . 0010 . 9483 - 8 / 0",
"HC 103 . 726 / TO",
"Processo n 2008 . 0010 . 9483 - 8 / 0",
"HC 103 . 726 / TO",
"HC 103 . 726 / TO",
"HABEAS CORPUS 103 . 726",
"Súmula n 691 desta Corte",
"HABEAS CORPUS 103 . 726 TOCANTINS",
"Súmula n 691 desta Corte",
"HABEAS CORPUS 103 . 726",
"HABEAS CORPUS 103 . 726",
"HC 103726 / TO",
"HC 103726 / TO",
"HC 103726 / TO",
"HC 103726 / TO",
"HABEAS CORPUS 103 . 726",
"HABEAS CORPUS 103 . 726",
"HABEAS CORPUS 103 . 726",
"HABEAS CORPUS 103 . 726",
"HABEAS CORPUS 103 . 726",
"HABEAS CORPUS 103 . 726",
"HABEAS CORPUS 103 . 726"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 121 , § 2 . . . , incisos I e IV , e 329 do Código Penal",
"artigo 14 da Lei n",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 121 , § 2 . . . , incisos I e IV , e 329 do Código Penal",
"artigo 14 da Lei",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Penal , artigo 69",
"artigo 121 , § 2 . . . , inciso I , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Penal , artigo 69",
"artigo 121 , § 2 . . . , inciso I , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 366 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 366 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"Brasília",
"Comarca de Xambioá",
"Estado do Tocantins",
"Araguaína",
"Comarca de Xambioá",
"Estado do Tocantins",
"Araguaína",
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"Brasília – residência",
"Estado do Tocantins",
"Estado do Tocantins"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
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"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
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"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
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"Ministério Público",
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"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
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"-",
"Brasil",
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"-",
"Brasil",
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"-",
"Brasil",
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"Tribunal de Justiça",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
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"Procuradoria Geral da República",
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"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
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"-",
"Brasil",
"Vara Criminal da Comarca de Xambioá",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Vara Criminal da Comarca de Xambioá",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
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"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
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"Superior Tribunal de Justiça",
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"-",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
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"Primeira Turma",
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"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
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"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA",
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"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
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"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"1",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"EDIVALDO ALVES DA SILVA",
"WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA",
"Rosa Weber",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"EDIVALDO ALVES DA SILVA",
"WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA",
"MARCO AURÉLIO",
"José Ribamar Mendes",
"Valdeilson Pereira Costa",
"MARCO AURÉLIO",
"EDIVALDO ALVES DA SILVA",
"WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA",
"MARCO AURÉLIO",
"José Ribamar Mendes",
"Valdeilson Pereira Costa",
"Edivaldo Alves da Silva",
"Edivaldo Alves da Silva",
"Maria Thereza de Assis Moura",
"Maria Thereza de Assis Moura",
"Maria Thereza de Assis Moura",
"Maria Thereza de Assis Moura",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"Edivaldo Alves da Silva",
"José de Ribamar Mendes",
"Valdeilson Pereira Costa",
"Edivaldo Alves da Silva",
"José de Ribamar Mendes",
"Valdeilson Pereira Costa",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"EDIVALDO ALVES DA SILVA",
"WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA",
"ROSA WEBER",
"Marco Aurélio",
"MARCO AURÉLIO",
"EDIVALDO ALVES DA SILVA",
"WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA",
"ROSA WEBER",
"Marco Aurélio",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA",
"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"Luiz Fux",
"MARCO AURÉLIO",
"Luiz Fux",
"WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA",
"MARCO AURÉLIO",
"WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA",
"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"Luiz Fux",
"MARCO AURÉLIO",
"Luiz Fux",
"WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"EDIVALDO ALVES DA SILVA",
"WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Luiz Fux",
"Wendel Araújo de Oliveira",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Dias Toffoli",
"Wagner Mathias",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"EDIVALDO ALVES DA SILVA",
"WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Luiz Fux",
"Wendel Araújo de Oliveira",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Dias Toffoli",
"Wagner Mathias",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"LUIZ FUX",
"Rosa Weber",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"Rosa Weber",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"Luiz Fux",
"MARCO AURÉLIO",
"Luiz Fux",
"MARCO AURÉLIO",
"EDIVALDO ALVES DA SILVA",
"WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Luiz Fux",
"Wendel Araújo de Oliveira",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"EDIVALDO ALVES DA SILVA",
"WENDEL ARAÚJO DE OLIVEIRA",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Luiz Fux",
"Wendel Araújo de Oliveira",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"23 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"30 de novembro de 2008",
"12 de dezembro subsequente",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"30 de novembro de 2008",
"12 de dezembro subsequente",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29 de outubro de 2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29 de outubro de 2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
".",
". de outubro de 2010",
"17 de junho de 2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
". . . de outubro de 2010",
"17 de junho de 2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"8 de março de 2011",
"7 de maio de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"8 de março de 2011",
"7 de maio de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"março de 2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"março de 2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"fim",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"fim",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"25 de abril",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"25 de abril",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"05",
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"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"15",
".",
"5",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
".",
"5",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"15",
".",
"5",
".",
"2012",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
".",
"5",
".",
"2012",
"23",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 801.487 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:PORTO SEGURO IMÓVEIS LTDA
ADV.(A/S)
:CARLOS
AUGUSTO
DA
SILVEIRA
LOBO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S)
:FERNANDO NEVES DA SILVA E OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CIVIL E ADMINISTRATIVO.
PRIVATIZAÇÃO. ALIENAÇÃO DE ATIVOS. EVENTUAL PREJUÍZO
DE ACIONISTAS. POSTERIOR INCORPORAÇÃO DA COMPANHIA
PELO CONTROLADOR. CONFUSÃO ENTRE CREDOR E DEVEDOR.
OFENSA
REFLEXA.
CONTROVÉRSIA
DE
ÍNDOLE
INFRACONSTITUCIONAL.
AGRAVO
REGIMENTAL
DESPROVIDO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 18 de agosto de 2015.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248788.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 801.487 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:PORTO SEGURO IMÓVEIS LTDA
ADV.(A/S)
:CARLOS
AUGUSTO
DA
SILVEIRA
LOBO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S)
:FERNANDO NEVES DA SILVA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto pela PORTO SEGURO IMÓVEIS LTDA contra
decisão de minha relatoria, assim ementada:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CIVIL E
ADMINISTRATIVO. PRIVATIZAÇÃO. ALIENAÇÃO DE
ATIVOS. EVENTUAL PREJUÍZO DE ACIONISTAS.
POSTERIOR INCORPORAÇÃO DA COMPANHIA PELO
CONTROLADOR. CONFUSÃO ENTRE CREDOR E
DEVEDOR.
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA REFLEXA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.
CÁLCULO.
CONTROVÉRSIA
DE
ÍNDOLE
INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. RECURSO
DESPROVIDO. ”
Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o presente
recurso, alegando, em síntese:
"Repita-se: na concepção da Recorrente, com amparo nas mais
abalizadas vozes da doutrina constitucional e societária e, igualmente,
em entidades representativas dos interesses de acionistas minoritários
- como a Associação de Investidores no Mercado de Capitais (AMEC),
que figura como amicus curiae no Recurso Extraordinário -, o
Estado não pode se valer de sociedades de economia mista para
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248789.
Supremo Tribunal Federal
18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 801.487 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:PORTO SEGURO IMÓVEIS LTDA
ADV.(A/S)
:CARLOS
AUGUSTO
DA
SILVEIRA
LOBO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S)
:FERNANDO NEVES DA SILVA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto pela PORTO SEGURO IMÓVEIS LTDA contra
decisão de minha relatoria, assim ementada:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CIVIL E
ADMINISTRATIVO. PRIVATIZAÇÃO. ALIENAÇÃO DE
ATIVOS. EVENTUAL PREJUÍZO DE ACIONISTAS.
POSTERIOR INCORPORAÇÃO DA COMPANHIA PELO
CONTROLADOR. CONFUSÃO ENTRE CREDOR E
DEVEDOR.
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA REFLEXA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.
CÁLCULO.
CONTROVÉRSIA
DE
ÍNDOLE
INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. RECURSO
DESPROVIDO. ”
Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o presente
recurso, alegando, em síntese:
"Repita-se: na concepção da Recorrente, com amparo nas mais
abalizadas vozes da doutrina constitucional e societária e, igualmente,
em entidades representativas dos interesses de acionistas minoritários
- como a Associação de Investidores no Mercado de Capitais (AMEC),
que figura como amicus curiae no Recurso Extraordinário -, o
Estado não pode se valer de sociedades de economia mista para
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248789.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
RE 801487 AGR / DF
desenvolver políticas públicas dissociadas da razão que motivou a
criação de tais sociedades. Não pode abandonar, por completo, a busca
pelo lucro - sobretudo sem pagar justa indenização -, finalidade última
de toda e qualquer sociedade anônima, ignorando o regime de direito
privado a que elas se submetem, por força do art. 173 da Constituição
Federal.
Assim, afastada a premissa central na qual se baseou a 3ª Turma
do E. STJ, no sentido de que o regime jurídico aplicável às sociedades
de economia mista pelo art. 173 da Constituição Federal autorizaria o
Estado a tudo fazer, sem pagar a indenização devida - inclusive em
prejuízo das companhias controladas e dos seus acionistas
minoritários -, as conclusões do v. acórdão proferido por aquela Corte
desmoronam como um castelo de cartas.
O art. 173 da Constituição Federal é, pois, o alicerce em que se
baseia o v. acórdão proferido pela 3ª Turma do E. STJ. Todas as
referências do acórdão recorrido à legislação infraconstitucional,
repise-se, dizem respeito a questões que não são disputadas no âmbito
do Recurso Extraordinário." (Fls. 5-6 do doc. 88).
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248789.
Supremo Tribunal Federal
RE 801487 AGR / DF
desenvolver políticas públicas dissociadas da razão que motivou a
criação de tais sociedades. Não pode abandonar, por completo, a busca
pelo lucro - sobretudo sem pagar justa indenização -, finalidade última
de toda e qualquer sociedade anônima, ignorando o regime de direito
privado a que elas se submetem, por força do art. 173 da Constituição
Federal.
Assim, afastada a premissa central na qual se baseou a 3ª Turma
do E. STJ, no sentido de que o regime jurídico aplicável às sociedades
de economia mista pelo art. 173 da Constituição Federal autorizaria o
Estado a tudo fazer, sem pagar a indenização devida - inclusive em
prejuízo das companhias controladas e dos seus acionistas
minoritários -, as conclusões do v. acórdão proferido por aquela Corte
desmoronam como um castelo de cartas.
O art. 173 da Constituição Federal é, pois, o alicerce em que se
baseia o v. acórdão proferido pela 3ª Turma do E. STJ. Todas as
referências do acórdão recorrido à legislação infraconstitucional,
repise-se, dizem respeito a questões que não são disputadas no âmbito
do Recurso Extraordinário." (Fls. 5-6 do doc. 88).
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248789.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Voto - MIN. LUIZ FUX
18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 801.487 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação
não merece prosperar.
Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta
evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum
argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve
ela ser mantida, por seus próprios fundamentos.
Nesse contexto, oportuno reiterar as razões contidas na decisão
agravada, no sentido de que para dirimir das conclusões adotadas pelo
Superior Tribunal de Justiça necessária seria a análise de toda a legislação
infraconstitucional aplicável à espécie (Decretos nº 1.204/1994 e
2.594/1998, Leis nº 6.404/1976 e 8.031/1990), o que torna inviável o recurso
extraordinário, nos termos da jurisprudência fixada por esta Corte,
conforme se pode aferir do seguinte trecho do voto proferido pelo
Ministro Ayres Britto no julgamento do ARE 562.696-AgR, Segunda
Turma, DJe de 14/2/2012, verbis:
“Tenho que o inconformismo não merece acolhida. Eis o teor da
decisão agravada (fls. 361/362):
‘Trata-se de recurso extraordinário, interposto com
suporte na alínea ‘a’ do inciso III do art. 102 da Constituição
Republicana, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do
Rio Grande do Norte. Acórdão assim ementado (fls. 246):
‘APELAÇÃO
CÍVEL.
PRELIMINAR
DE
PRESCRIÇÃO DO DIREITO DE AÇÃO CONTRA O
ESTADO. REJEIÇÃO. MÉRITO: INDENIZAÇÃO POR
DANOS MATERIAIS. RESTRIÇÃO À AQUISIÇÃO DE
AÇÕES DA COSERN A APOSENTADOS VINCULADOS
À FASERN. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS
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18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 801.487 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação
não merece prosperar.
Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta
evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum
argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve
ela ser mantida, por seus próprios fundamentos.
Nesse contexto, oportuno reiterar as razões contidas na decisão
agravada, no sentido de que para dirimir das conclusões adotadas pelo
Superior Tribunal de Justiça necessária seria a análise de toda a legislação
infraconstitucional aplicável à espécie (Decretos nº 1.204/1994 e
2.594/1998, Leis nº 6.404/1976 e 8.031/1990), o que torna inviável o recurso
extraordinário, nos termos da jurisprudência fixada por esta Corte,
conforme se pode aferir do seguinte trecho do voto proferido pelo
Ministro Ayres Britto no julgamento do ARE 562.696-AgR, Segunda
Turma, DJe de 14/2/2012, verbis:
“Tenho que o inconformismo não merece acolhida. Eis o teor da
decisão agravada (fls. 361/362):
‘Trata-se de recurso extraordinário, interposto com
suporte na alínea ‘a’ do inciso III do art. 102 da Constituição
Republicana, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do
Rio Grande do Norte. Acórdão assim ementado (fls. 246):
‘APELAÇÃO
CÍVEL.
PRELIMINAR
DE
PRESCRIÇÃO DO DIREITO DE AÇÃO CONTRA O
ESTADO. REJEIÇÃO. MÉRITO: INDENIZAÇÃO POR
DANOS MATERIAIS. RESTRIÇÃO À AQUISIÇÃO DE
AÇÕES DA COSERN A APOSENTADOS VINCULADOS
À FASERN. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS
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Voto - MIN. LUIZ FUX
RE 801487 AGR / DF
CONSTITUCIONAIS DA ISONOMIA E D LIVRE
ASSOCIAÇÃO. RESPONSABILIDADE EXCLUSIVA DO
ESTADO. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO.
O dano hipoteticamente suportado pelos apelantes advém
da alienação das ações e não da data de suas aposentadorias,
inexistindo elementos para se falar em prescrição do direito de
ação.
- Se não existe lei, ou qualquer outra determinação legal,
que imponha ao inativo, de qualquer órgão, seja público,
particular ou autônomo, a vincular-se a um órgão de
previdência privada, não poderia a administração pública
estadual, através do Edital de Desestatização fazer essa
exigência, por considerar uma afronta ao princípio
constitucional vigente.’
2. Pois bem, a parte recorrente alega ofensa ao inciso
XXXV do art. 5°, ao § 6° do art. 37, bem como ao inciso IX do
art. 93 da Magna Carta de 1988.
3. A seu turno, a Procuradoria-Geral da República, em
parecer da lavra do Subprocurador-Geral Francisco Adalberto
Nóbrega, opina pelo desprovimento do apelo extremo.
4. Tenho que a insurgência não merece acolhida. É que
entendimento diverso do adotado pelo aresto impugnado exigiria
o reexame da legislação infraconstitucional pertinente e a análise
do conjunto fático-probatório dos autos (Súmula 279/STF).
Providências vedadas na instância recursal extraordinária.
5. De mais a mais, ressalto que a jurisdição foi prestada de
forma completa, em decisão devidamente fundamentada, embora
em sentido contrário aos interesses da parte recorrente.
Isso posto, e frente ao caput do art. 557 do CPC e ao § 1º
do art. 21 do RI/STF, nego seguimento ao recurso.“
6. Muito bem. Após reexaminar a controvérsia, concluo que as
razões recursais não se mostram aptas à alteração do equacionamento
jurídico dado ao caso.
7. Com efeito, a leitura atenta dos autos revela, isto sim, que a
decisão extraordinariamente recorrida envolveu questões de índole
eminentemente infraconstitucional. Nessa contextura, eventual ofensa
2
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RE 801487 AGR / DF
CONSTITUCIONAIS DA ISONOMIA E D LIVRE
ASSOCIAÇÃO. RESPONSABILIDADE EXCLUSIVA DO
ESTADO. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO.
O dano hipoteticamente suportado pelos apelantes advém
da alienação das ações e não da data de suas aposentadorias,
inexistindo elementos para se falar em prescrição do direito de
ação.
- Se não existe lei, ou qualquer outra determinação legal,
que imponha ao inativo, de qualquer órgão, seja público,
particular ou autônomo, a vincular-se a um órgão de
previdência privada, não poderia a administração pública
estadual, através do Edital de Desestatização fazer essa
exigência, por considerar uma afronta ao princípio
constitucional vigente.’
2. Pois bem, a parte recorrente alega ofensa ao inciso
XXXV do art. 5°, ao § 6° do art. 37, bem como ao inciso IX do
art. 93 da Magna Carta de 1988.
3. A seu turno, a Procuradoria-Geral da República, em
parecer da lavra do Subprocurador-Geral Francisco Adalberto
Nóbrega, opina pelo desprovimento do apelo extremo.
4. Tenho que a insurgência não merece acolhida. É que
entendimento diverso do adotado pelo aresto impugnado exigiria
o reexame da legislação infraconstitucional pertinente e a análise
do conjunto fático-probatório dos autos (Súmula 279/STF).
Providências vedadas na instância recursal extraordinária.
5. De mais a mais, ressalto que a jurisdição foi prestada de
forma completa, em decisão devidamente fundamentada, embora
em sentido contrário aos interesses da parte recorrente.
Isso posto, e frente ao caput do art. 557 do CPC e ao § 1º
do art. 21 do RI/STF, nego seguimento ao recurso.“
6. Muito bem. Após reexaminar a controvérsia, concluo que as
razões recursais não se mostram aptas à alteração do equacionamento
jurídico dado ao caso.
7. Com efeito, a leitura atenta dos autos revela, isto sim, que a
decisão extraordinariamente recorrida envolveu questões de índole
eminentemente infraconstitucional. Nessa contextura, eventual ofensa
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Voto - MIN. LUIZ FUX
RE 801487 AGR / DF
à Constituição Federal apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto, o
que impede a abertura da via recursal extraordinária.”
No mesmo sentido, temos o julgamento do RE 483.954-AgR, Rel.
Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe de 13/6/2008, com a
seguinte ementa:
“PROCESSUAL CIVIL. ANÁLISE DE NORMA
INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULAS 279 DO STF.
PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. I - A apreciação do RE
demanda o exame de matéria de fato, o que atrai a incidência da
Súmula 279 do STF. Precedentes. II - O acórdão recorrido decidiu a
questão com base no Edital 01/97 de Desestatização da COSERN. A
afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. III - Agravo
regimental improvido.”
Destaco, por fim, que esse também foi o entendimento esposado
pela Douta Procuradoria-Geral da República que assim se manifestou
sobre o tema:
“Ainda que superado o óbice, observa-se que a questão foi
decidida com base na legislação infraconstitucional (Leis ns. 6.404/79
e 8.031/90), não havendo questão constitucional direta a ser discutida.
Nesse ponto, cite-se trecho do voto condutor do acórdão do STJ dos
primeiros embargos de declaração no recurso especial (fl. 6729, e-STJ):
‘(…) não havia e não há necessidade de se adentrar no
contido nos incisos II e IV, do §1°, do art. 173, da Constituição
Federal, porque o debate foi realizado no plano da legislação
infraconstitucional que trata das sociedades anônimas,
juntamente com a Lei n. 8.031/90.’
A discussão sobre eventual ofensa ao art. 5º, XXII e XXIV,
também não prescinde do exame da legislação infraconstitucional,
impedido na via extraordinária.”
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
É como voto.
3
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RE 801487 AGR / DF
à Constituição Federal apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto, o
que impede a abertura da via recursal extraordinária.”
No mesmo sentido, temos o julgamento do RE 483.954-AgR, Rel.
Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe de 13/6/2008, com a
seguinte ementa:
“PROCESSUAL CIVIL. ANÁLISE DE NORMA
INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULAS 279 DO STF.
PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. I - A apreciação do RE
demanda o exame de matéria de fato, o que atrai a incidência da
Súmula 279 do STF. Precedentes. II - O acórdão recorrido decidiu a
questão com base no Edital 01/97 de Desestatização da COSERN. A
afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. III - Agravo
regimental improvido.”
Destaco, por fim, que esse também foi o entendimento esposado
pela Douta Procuradoria-Geral da República que assim se manifestou
sobre o tema:
“Ainda que superado o óbice, observa-se que a questão foi
decidida com base na legislação infraconstitucional (Leis ns. 6.404/79
e 8.031/90), não havendo questão constitucional direta a ser discutida.
Nesse ponto, cite-se trecho do voto condutor do acórdão do STJ dos
primeiros embargos de declaração no recurso especial (fl. 6729, e-STJ):
‘(…) não havia e não há necessidade de se adentrar no
contido nos incisos II e IV, do §1°, do art. 173, da Constituição
Federal, porque o debate foi realizado no plano da legislação
infraconstitucional que trata das sociedades anônimas,
juntamente com a Lei n. 8.031/90.’
A discussão sobre eventual ofensa ao art. 5º, XXII e XXIV,
também não prescinde do exame da legislação infraconstitucional,
impedido na via extraordinária.”
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
É como voto.
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Extrato de Ata - 18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 801.487
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : PORTO SEGURO IMÓVEIS LTDA
ADV.(A/S) : CARLOS AUGUSTO DA SILVEIRA LOBO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S) : FERNANDO NEVES DA SILVA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 18.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 801.487
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : PORTO SEGURO IMÓVEIS LTDA
ADV.(A/S) : CARLOS AUGUSTO DA SILVEIRA LOBO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S) : FERNANDO NEVES DA SILVA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 18.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9293911
| 2015-08-18T00:00:00
| 2015-09-02T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 18.8.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CIVIL E ADMINISTRATIVO. PRIVATIZAÇÃO. ALIENAÇÃO DE ATIVOS. EVENTUAL PREJUÍZO DE ACIONISTAS. POSTERIOR INCORPORAÇÃO DA COMPANHIA PELO CONTROLADOR. CONFUSÃO ENTRE CREDOR E DEVEDOR. OFENSA REFLEXA. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
|
sjur317688
|
- Acórdão(s) citado(s):
(DESESTATIZAÇÃO)
RE 483954 AgR (1ªT), RE 562696 AgR (2ªT).
Número de páginas: 7.
Análise: 28/09/2015, MJC.
|
LUIZ FUX
|
Primeira Turma
|
801487
|
[
"LEG-FED LEI-006404 ANO-1976\n LSAN-1976 LEI DAS SOCIEDADES ANÔNIMAS\n\n",
"LEG-FED LEI-008031 ANO-1990\n LEI ORDINÁRIA\n\n",
"LEG-FED DEC-001204 ANO-1994\n DECRETO\n\n",
"LEG-FED DEC-002594 ANO-1998\n DECRETO"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 801487 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : PORTO SEGURO IMÓVEIS LTDA
ADV.(A/S) : CARLOS AUGUSTO DA SILVEIRA LOBO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S) : FERNANDO NEVES DA SILVA E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 801.487 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:PORTO SEGURO IMÓVEIS LTDA
ADV.(A/S)
:CARLOS
AUGUSTO
DA
SILVEIRA
LOBO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S)
:FERNANDO NEVES DA SILVA E OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CIVIL E ADMINISTRATIVO.
PRIVATIZAÇÃO. ALIENAÇÃO DE ATIVOS. EVENTUAL PREJUÍZO
DE ACIONISTAS. POSTERIOR INCORPORAÇÃO DA COMPANHIA
PELO CONTROLADOR. CONFUSÃO ENTRE CREDOR E DEVEDOR.
OFENSA
REFLEXA.
CONTROVÉRSIA
DE
ÍNDOLE
INFRACONSTITUCIONAL.
AGRAVO
REGIMENTAL
DESPROVIDO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 18 de agosto de 2015.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 801.487 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:PORTO SEGURO IMÓVEIS LTDA
ADV.(A/S)
:CARLOS
AUGUSTO
DA
SILVEIRA
LOBO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S)
:FERNANDO NEVES DA SILVA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto pela PORTO SEGURO IMÓVEIS LTDA contra
decisão de minha relatoria, assim ementada:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CIVIL E
ADMINISTRATIVO. PRIVATIZAÇÃO. ALIENAÇÃO DE
ATIVOS. EVENTUAL PREJUÍZO DE ACIONISTAS.
POSTERIOR INCORPORAÇÃO DA COMPANHIA PELO
CONTROLADOR. CONFUSÃO ENTRE CREDOR E
DEVEDOR.
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA REFLEXA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.
CÁLCULO.
CONTROVÉRSIA
DE
ÍNDOLE
INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. RECURSO
DESPROVIDO. ”
Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o presente
recurso, alegando, em síntese:
"Repita-se: na concepção da Recorrente, com amparo nas mais
abalizadas vozes da doutrina constitucional e societária e, igualmente,
em entidades representativas dos interesses de acionistas minoritários
- como a Associação de Investidores no Mercado de Capitais (AMEC),
que figura como amicus curiae no Recurso Extraordinário -, o
Estado não pode se valer de sociedades de economia mista para
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18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 801.487 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:PORTO SEGURO IMÓVEIS LTDA
ADV.(A/S)
:CARLOS
AUGUSTO
DA
SILVEIRA
LOBO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S)
:FERNANDO NEVES DA SILVA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto pela PORTO SEGURO IMÓVEIS LTDA contra
decisão de minha relatoria, assim ementada:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO CIVIL E
ADMINISTRATIVO. PRIVATIZAÇÃO. ALIENAÇÃO DE
ATIVOS. EVENTUAL PREJUÍZO DE ACIONISTAS.
POSTERIOR INCORPORAÇÃO DA COMPANHIA PELO
CONTROLADOR. CONFUSÃO ENTRE CREDOR E
DEVEDOR.
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA REFLEXA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.
CÁLCULO.
CONTROVÉRSIA
DE
ÍNDOLE
INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. RECURSO
DESPROVIDO. ”
Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o presente
recurso, alegando, em síntese:
"Repita-se: na concepção da Recorrente, com amparo nas mais
abalizadas vozes da doutrina constitucional e societária e, igualmente,
em entidades representativas dos interesses de acionistas minoritários
- como a Associação de Investidores no Mercado de Capitais (AMEC),
que figura como amicus curiae no Recurso Extraordinário -, o
Estado não pode se valer de sociedades de economia mista para
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
Recurso Extraordinário 801487 AGR / DF
desenvolver políticas públicas dissociadas da razão que motivou a
criação de tais sociedades. Não pode abandonar, por completo, a busca
pelo lucro - sobretudo sem pagar justa indenização -, finalidade última
de toda e qualquer sociedade anônima, ignorando o regime de direito
privado a que elas se submetem, por força do art. 173 da Constituição
Federal.
Assim, afastada a premissa central na qual se baseou a 3... Turma
do E. Superior Tribunal de Justiça, no sentido de que o regime jurídico aplicável às sociedades
de economia mista pelo art. 173 da Constituição Federal autorizaria o
Estado a tudo fazer, sem pagar a indenização devida - inclusive em
prejuízo das companhias controladas e dos seus acionistas
minoritários -, as conclusões do v. acórdão proferido por aquela Corte
desmoronam como um castelo de cartas.
O art. 173 da Constituição Federal é, pois, o alicerce em que se
baseia o v. acórdão proferido pela 3... Turma do E. Superior Tribunal de Justiça. Todas as
referências do acórdão recorrido à legislação infraconstitucional,
repise-se, dizem respeito a questões que não são disputadas no âmbito
do Recurso Extraordinário." (Fls. 5-6 do doc. 88).
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 801487 AGR / DF
desenvolver políticas públicas dissociadas da razão que motivou a
criação de tais sociedades. Não pode abandonar, por completo, a busca
pelo lucro - sobretudo sem pagar justa indenização -, finalidade última
de toda e qualquer sociedade anônima, ignorando o regime de direito
privado a que elas se submetem, por força do art. 173 da Constituição
Federal.
Assim, afastada a premissa central na qual se baseou a 3... Turma
do E. Superior Tribunal de Justiça, no sentido de que o regime jurídico aplicável às sociedades
de economia mista pelo art. 173 da Constituição Federal autorizaria o
Estado a tudo fazer, sem pagar a indenização devida - inclusive em
prejuízo das companhias controladas e dos seus acionistas
minoritários -, as conclusões do v. acórdão proferido por aquela Corte
desmoronam como um castelo de cartas.
O art. 173 da Constituição Federal é, pois, o alicerce em que se
baseia o v. acórdão proferido pela 3... Turma do E. Superior Tribunal de Justiça. Todas as
referências do acórdão recorrido à legislação infraconstitucional,
repise-se, dizem respeito a questões que não são disputadas no âmbito
do Recurso Extraordinário." (Fls. 5-6 do doc. 88).
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Voto - MIN. LUIZ FUX
18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 801.487 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação
não merece prosperar.
Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta
evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum
argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve
ela ser mantida, por seus próprios fundamentos.
Nesse contexto, oportuno reiterar as razões contidas na decisão
agravada, no sentido de que para dirimir das conclusões adotadas pelo
Superior Tribunal de Justiça necessária seria a análise de toda a legislação
infraconstitucional aplicável à espécie (Decretos n 1.204/1994 e
2.594/1998, Leis n 6.404/1976 e 8.031/1990), o que torna inviável o recurso
extraordinário, nos termos da jurisprudência fixada por esta Corte,
conforme se pode aferir do seguinte trecho do voto proferido pelo
Ministro Ayres Britto no julgamento do ARE 562.696-AgR, Segunda
Turma, DJe de 14/2/2012, verbis:
“Tenho que o inconformismo não merece acolhida. Eis o teor da
decisão agravada (fls. 361/362):
‘Trata-se de recurso extraordinário, interposto com
suporte na alínea ‘a’ do inciso III do art. 102 da Constituição
Republicana, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do
Rio Grande do Norte. Acórdão assim ementado (fls. 246):
‘APELAÇÃO
CÍVEL.
PRELIMINAR
DE
PRESCRIÇÃO DO DIREITO DE AÇÃO CONTRA O
ESTADO. REJEIÇÃO. MÉRITO: INDENIZAÇÃO POR
DANOS MATERIAIS. RESTRIÇÃO À AQUISIÇÃO DE
AÇÕES DA COSERN A APOSENTADOS VINCULADOS
À FASERN. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS
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18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 801.487 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação
não merece prosperar.
Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta
evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum
argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve
ela ser mantida, por seus próprios fundamentos.
Nesse contexto, oportuno reiterar as razões contidas na decisão
agravada, no sentido de que para dirimir das conclusões adotadas pelo
Superior Tribunal de Justiça necessária seria a análise de toda a legislação
infraconstitucional aplicável à espécie (Decretos n 1.204/1994 e
2.594/1998, Leis n 6.404/1976 e 8.031/1990), o que torna inviável o recurso
extraordinário, nos termos da jurisprudência fixada por esta Corte,
conforme se pode aferir do seguinte trecho do voto proferido pelo
Ministro Ayres Britto no julgamento do ARE 562.696-AgR, Segunda
Turma, DJe de 14/2/2012, verbis:
“Tenho que o inconformismo não merece acolhida. Eis o teor da
decisão agravada (fls. 361/362):
‘Trata-se de recurso extraordinário, interposto com
suporte na alínea ‘a’ do inciso III do art. 102 da Constituição
Republicana, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do
Rio Grande do Norte. Acórdão assim ementado (fls. 246):
‘APELAÇÃO
CÍVEL.
PRELIMINAR
DE
PRESCRIÇÃO DO DIREITO DE AÇÃO CONTRA O
ESTADO. REJEIÇÃO. MÉRITO: INDENIZAÇÃO POR
DANOS MATERIAIS. RESTRIÇÃO À AQUISIÇÃO DE
AÇÕES DA COSERN A APOSENTADOS VINCULADOS
À FASERN. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. LUIZ FUX
Recurso Extraordinário 801487 AGR / DF
CONSTITUCIONAIS DA ISONOMIA E D LIVRE
ASSOCIAÇÃO. RESPONSABILIDADE EXCLUSIVA DO
ESTADO. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO.
O dano hipoteticamente suportado pelos apelantes advém
da alienação das ações e não da data de suas aposentadorias,
inexistindo elementos para se falar em prescrição do direito de
ação.
- Se não existe lei, ou qualquer outra determinação legal,
que imponha ao inativo, de qualquer órgão, seja público,
particular ou autônomo, a vincular-se a um órgão de
previdência privada, não poderia a administração pública
estadual, através do Edital de Desestatização fazer essa
exigência, por considerar uma afronta ao princípio
constitucional vigente.’
2. Pois bem, a parte recorrente alega ofensa ao inciso
XXXV do art. 5..., ao § 6... do art. 37, bem como ao inciso IX do
art. 93 da Magna Carta de 1988.
3. A seu turno, a Procuradoria-Geral da República, em
parecer da lavra do Subprocurador-Geral Francisco Adalberto
Nóbrega, opina pelo desprovimento do apelo extremo.
4. Tenho que a insurgência não merece acolhida. É que
entendimento diverso do adotado pelo aresto impugnado exigiria
o reexame da legislação infraconstitucional pertinente e a análise
do conjunto fático-probatório dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal).
Providências vedadas na instância recursal extraordinária.
5. De mais a mais, ressalto que a jurisdição foi prestada de
forma completa, em decisão devidamente fundamentada, embora
em sentido contrário aos interesses da parte recorrente.
Isso posto, e frente ao caput do art. 557 do Código de Processo Civil e ao § 1...
do art. 21 do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.“
6. Muito bem. Após reexaminar a controvérsia, concluo que as
razões recursais não se mostram aptas à alteração do equacionamento
jurídico dado ao caso.
7. Com efeito, a leitura atenta dos autos revela, isto sim, que a
decisão extraordinariamente recorrida envolveu questões de índole
eminentemente infraconstitucional. Nessa contextura, eventual ofensa
2
Supremo Tribunal Federal
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Recurso Extraordinário 801487 AGR / DF
CONSTITUCIONAIS DA ISONOMIA E D LIVRE
ASSOCIAÇÃO. RESPONSABILIDADE EXCLUSIVA DO
ESTADO. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO.
O dano hipoteticamente suportado pelos apelantes advém
da alienação das ações e não da data de suas aposentadorias,
inexistindo elementos para se falar em prescrição do direito de
ação.
- Se não existe lei, ou qualquer outra determinação legal,
que imponha ao inativo, de qualquer órgão, seja público,
particular ou autônomo, a vincular-se a um órgão de
previdência privada, não poderia a administração pública
estadual, através do Edital de Desestatização fazer essa
exigência, por considerar uma afronta ao princípio
constitucional vigente.’
2. Pois bem, a parte recorrente alega ofensa ao inciso
XXXV do art. 5..., ao § 6... do art. 37, bem como ao inciso IX do
art. 93 da Magna Carta de 1988.
3. A seu turno, a Procuradoria-Geral da República, em
parecer da lavra do Subprocurador-Geral Francisco Adalberto
Nóbrega, opina pelo desprovimento do apelo extremo.
4. Tenho que a insurgência não merece acolhida. É que
entendimento diverso do adotado pelo aresto impugnado exigiria
o reexame da legislação infraconstitucional pertinente e a análise
do conjunto fático-probatório dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal).
Providências vedadas na instância recursal extraordinária.
5. De mais a mais, ressalto que a jurisdição foi prestada de
forma completa, em decisão devidamente fundamentada, embora
em sentido contrário aos interesses da parte recorrente.
Isso posto, e frente ao caput do art. 557 do Código de Processo Civil e ao § 1...
do art. 21 do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.“
6. Muito bem. Após reexaminar a controvérsia, concluo que as
razões recursais não se mostram aptas à alteração do equacionamento
jurídico dado ao caso.
7. Com efeito, a leitura atenta dos autos revela, isto sim, que a
decisão extraordinariamente recorrida envolveu questões de índole
eminentemente infraconstitucional. Nessa contextura, eventual ofensa
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. LUIZ FUX
Recurso Extraordinário 801487 AGR / DF
à Constituição Federal apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto, o
que impede a abertura da via recursal extraordinária.”
No mesmo sentido, temos o julgamento do Recurso Extraordinário 483.954-AgR, Rel.
Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe de 13/6/2008, com a
seguinte ementa:
“PROCESSUAL CIVIL. ANÁLISE DE NORMA
INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULAS 279 DO Supremo Tribunal Federal.
PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. I - A apreciação do Recurso Extraordinário
demanda o exame de matéria de fato, o que atrai a incidência da
Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - O acórdão recorrido decidiu a
questão com base no Edital 01/97 de Desestatização da COSERN. A
afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. III - Agravo
regimental improvido.”
Destaco, por fim, que esse também foi o entendimento esposado
pela Douta Procuradoria-Geral da República que assim se manifestou
sobre o tema:
“Ainda que superado o óbice, observa-se que a questão foi
decidida com base na legislação infraconstitucional (Leis ns. 6.404/79
e 8.031/90), não havendo questão constitucional direta a ser discutida.
Nesse ponto, cite-se trecho do voto condutor do acórdão do Superior Tribunal de Justiça dos
primeiros embargos de declaração no recurso especial (fl. 6729, e-Superior Tribunal de Justiça):
‘(…) não havia e não há necessidade de se adentrar no
contido nos incisos II e IV, do §1..., do art. 173, da Constituição
Federal, porque o debate foi realizado no plano da legislação
infraconstitucional que trata das sociedades anônimas,
juntamente com a Lei n. 8.031/90.’
A discussão sobre eventual ofensa ao art. 5..., XXII e XXIV,
também não prescinde do exame da legislação infraconstitucional,
impedido na via extraordinária.”
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
É como voto.
3
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 801487 AGR / DF
à Constituição Federal apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto, o
que impede a abertura da via recursal extraordinária.”
No mesmo sentido, temos o julgamento do Recurso Extraordinário 483.954-AgR, Rel.
Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe de 13/6/2008, com a
seguinte ementa:
“PROCESSUAL CIVIL. ANÁLISE DE NORMA
INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULAS 279 DO Supremo Tribunal Federal.
PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. I - A apreciação do Recurso Extraordinário
demanda o exame de matéria de fato, o que atrai a incidência da
Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - O acórdão recorrido decidiu a
questão com base no Edital 01/97 de Desestatização da COSERN. A
afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. III - Agravo
regimental improvido.”
Destaco, por fim, que esse também foi o entendimento esposado
pela Douta Procuradoria-Geral da República que assim se manifestou
sobre o tema:
“Ainda que superado o óbice, observa-se que a questão foi
decidida com base na legislação infraconstitucional (Leis ns. 6.404/79
e 8.031/90), não havendo questão constitucional direta a ser discutida.
Nesse ponto, cite-se trecho do voto condutor do acórdão do Superior Tribunal de Justiça dos
primeiros embargos de declaração no recurso especial (fl. 6729, e-Superior Tribunal de Justiça):
‘(…) não havia e não há necessidade de se adentrar no
contido nos incisos II e IV, do §1..., do art. 173, da Constituição
Federal, porque o debate foi realizado no plano da legislação
infraconstitucional que trata das sociedades anônimas,
juntamente com a Lei n. 8.031/90.’
A discussão sobre eventual ofensa ao art. 5..., XXII e XXIV,
também não prescinde do exame da legislação infraconstitucional,
impedido na via extraordinária.”
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
É como voto.
3
Supremo Tribunal Federal
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Extrato de Ata - 18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 801.487
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : PORTO SEGURO IMÓVEIS LTDA
ADV.(A/S) : CARLOS AUGUSTO DA SILVEIRA LOBO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S) : FERNANDO NEVES DA SILVA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 18.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 801.487
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : PORTO SEGURO IMÓVEIS LTDA
ADV.(A/S) : CARLOS AUGUSTO DA SILVEIRA LOBO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S) : FERNANDO NEVES DA SILVA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 18.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 801 . 487",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 801 . 487 DISTRITO",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 801 . 487",
"Recurso Extraordinário 801487 AGR",
"ARE 562 . 696 - AgR",
"ARE 562 . 696 - AgR",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 801487 AGR / DF",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 801487 AGR / DF",
"Recurso Extraordinário 483 . 954 - AgR",
"SÚMULAS 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 801487 AGR / DF",
"Recurso Extraordinário 483 . 954 - AgR",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 801 . 487",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 801 . 487"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 173 da Constituição Federal",
"art . 173 da Constituição Federal",
"art . 173 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 173 da Constituição Federal",
"art . 173 da Constituição Federal",
"art . 173 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decretos n 1 . 204 / 1994",
"2",
".",
"594",
"/",
"1998",
"Leis n 6 . 404 / 1976",
"8",
".",
"031",
"/",
"1990",
"alínea ‘ a ’ do inciso III do art . 102 da Constituição Republicana",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decretos n 1 . 204 / 1994",
"2",
".",
"594",
"/",
"1998",
"Leis n 6 . 404 / 1976",
"8",
"alínea ‘ a ’ do inciso III do art . 102 da Constituição Republicana",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso IX do art . 93 da Magna Carta de 1988",
"art . 557 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso IX do art . 93 da Magna Carta de 1988",
"art . 557 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Leis ns . 6 . 404 / 79",
"8",
".",
"031",
"/",
"90",
"incisos II e IV , do § 1 . . . , do art . 173 , da Constituição Federal",
"Lei n . 8 . 031 / 90",
"art",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Constituição",
"Leis ns . 6 . 404 / 79",
"8",
".",
"031",
"/",
"90",
"incisos II e IV , do § 1 . . . , do art . 173 , da Constituição Federal",
"Lei n . 8 . 031 / 90",
"art . 5 . . . , XXII e XXIV",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"PORTO SEGURO IMÓVEIS LTDA",
"PETRÓLEO BRASILEIRO S / A",
"PETROBRAS",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"PORTO SEGURO IMÓVEIS LTDA",
"PETRÓLEO BRASILEIRO S / A",
"PETROBRAS",
"PORTO SEGURO IMÓVEIS LTDA",
"Associação de Investidores no Mercado de Capitais",
"AMEC",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"PORTO SEGURO IMÓVEIS LTDA",
"PETRÓLEO BRASILEIRO S / A",
"PETROBRAS",
"PORTO SEGURO IMÓVEIS LTDA",
"Associação de Investidores no Mercado de Capitais",
"AMEC",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"DF",
"3",
".",
".",
". Turma do E . Superior Tribunal de Justiça",
"3",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Recurso",
"3",
".",
".",
". Turma do E . Superior Tribunal de Justiça",
"3",
"E . Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Segunda Turma",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte",
"COSERN",
"FASERN",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Segunda Turma",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte",
"COSERN",
"FASERN",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"COSERN",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Superior Tribunal de Justiça",
"e",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"COSERN",
"-",
"Geral",
"Superior Tribunal de Justiça",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"PORTO SEGURO IMÓVEIS LTDA",
"PETROBRAS",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"PORTO SEGURO IMÓVEIS LTDA",
"PETRÓLEO BRASILEIRO S / A",
"PETROBRAS",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"LUIZ FUX",
"CARLOS AUGUSTO DA SILVEIRA LOBO",
"FERNANDO NEVES DA SILVA",
"Rosa Weber",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"CARLOS AUGUSTO DA SILVEIRA LOBO",
"FERNANDO NEVES DA SILVA",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"CARLOS AUGUSTO DA SILVEIRA LOBO",
"FERNANDO NEVES DA SILVA",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"Ayres Britto",
"LUIZ FUX",
"Ayres Britto",
"LUIZ FUX",
"Francisco Adalberto Nóbrega",
"Francisco Adalberto Nóbrega",
"LUIZ FUX",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"LUIZ FUX",
"CARLOS AUGUSTO DA SILVEIRA LOBO",
"FERNANDO NEVES DA SILVA",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"LUIZ FUX",
"CARLOS AUGUSTO DA SILVEIRA LOBO",
"FERNANDO NEVES DA SILVA",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"18",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"18 de agosto de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"14",
"/",
"2",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"14",
"/",
"2",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"6",
"/",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"6",
"/",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"18",
".",
"8",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"8",
".",
"2015",
"24",
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"08",
"/",
"2001"
]
}
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Ementa e Acórdão
18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.015 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. EDSON FACHIN
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:JUIZ FEDERAL DA 3ª VARA FEDERAL DO JUIZADO
ESPECIAL FEDERAL DE NOVO HAMBURGO
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:ALEXANDRE ARNOLD
ADV.(A/S)
:PABLO DRESCHER DE CASTRO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. ART. 102,
I, “N”, DA CONSTITUIÇÃO. AUSÊNCIA DE USURPAÇÃO DE
COMPETÊNCIA DO STF. AUXÍLIO-MORADIA.
1. Não é abrangida pela competência originária prevista no art. 102,
I, “n”, da Constituição, a ação proposta por magistrado, com o fim de
obter o reembolso de despesas com moradia.
2. A jurisprudência amplamente majoritária do Supremo Tribunal
Federal não reconhece usurpação de competência quando a questão
discutida na causa não for de interesse exclusivo da magistratura.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 18 de agosto de 2015.
Ministro EDSON FACHIN
Relator
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9337119.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Relatório
18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.015 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. EDSON FACHIN
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:JUIZ FEDERAL DA 3ª VARA FEDERAL DO JUIZADO
ESPECIAL FEDERAL DE NOVO HAMBURGO
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:ALEXANDRE ARNOLD
ADV.(A/S)
:PABLO DRESCHER DE CASTRO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental (eDOC 10) interposto de decisão
proferida pelo Min. Ricardo Lewandowski, meu antecessor na relatoria
do feito, que negou seguimento à reclamação, nos seguintes termos
(eDOC 7):
“Trata-se de reclamação constitucional proposta pela
União em face de sentença proferida pelo Juízo da 3ª vara do
Juizado Especial Federal de Novo Hamburgo/RS, nos autos do
Processo 5002823-69.2013.404.7108, por usurpação da
competência desta Corte.
Na origem, trata-se de ação proposta por Juiz Federal
Substituto visando reembolsar despesas de ajuda de custo para
moradia. Em contestação, a União pugnou ao juízo a remessa
dos autos a este Tribunal, nos termos do art. 102, I, n, da
Constituição Federal.
Rejeitada a preliminar de incompetência, o pedido foi
julgado parcialmente procedente para declarar o direito da
parte autora ao recebimento do auxílio moradia, nos termos do
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.015 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. EDSON FACHIN
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:JUIZ FEDERAL DA 3ª VARA FEDERAL DO JUIZADO
ESPECIAL FEDERAL DE NOVO HAMBURGO
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:ALEXANDRE ARNOLD
ADV.(A/S)
:PABLO DRESCHER DE CASTRO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental (eDOC 10) interposto de decisão
proferida pelo Min. Ricardo Lewandowski, meu antecessor na relatoria
do feito, que negou seguimento à reclamação, nos seguintes termos
(eDOC 7):
“Trata-se de reclamação constitucional proposta pela
União em face de sentença proferida pelo Juízo da 3ª vara do
Juizado Especial Federal de Novo Hamburgo/RS, nos autos do
Processo 5002823-69.2013.404.7108, por usurpação da
competência desta Corte.
Na origem, trata-se de ação proposta por Juiz Federal
Substituto visando reembolsar despesas de ajuda de custo para
moradia. Em contestação, a União pugnou ao juízo a remessa
dos autos a este Tribunal, nos termos do art. 102, I, n, da
Constituição Federal.
Rejeitada a preliminar de incompetência, o pedido foi
julgado parcialmente procedente para declarar o direito da
parte autora ao recebimento do auxílio moradia, nos termos do
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
RCL 17015 AGR / RS
art. 65, II, da Lei Complementar 35/1979, c/c os arts. 60-A e 60-B
da Lei 8.112/1990.
Dessa forma, insiste a União na competência do Supremo
Tribunal Federal para processar e julgar o feito, presente o
interesse de todos os membros da magistratura federal.
É o relatório necessário. Passo a decidir.
Bem examinados os autos, constato, de plano, a manifesta
inadmissibilidade desta reclamação.
Isso porque a jurisprudência do Supremo é assente no
sentido de que não se aplica o disposto no art. 102, I, n, da
Constituição Federal, aos casos em que o objeto da demanda
não envolva direitos, interesses ou vantagens que digam
respeito exclusivamente à Magistratura.
A propósito, vide AO 662-MC/PE, Rel. Min. Celso de
Mello; AO 955-AgR/ES, Rel. Min. Ellen Gracie; AO 1.635-
TA/MS; e AO 1.688/SC e AO 1.775/DF, Rel. Min. Dias Toffoli.
Destaco, por oportuno, a ementa do julgamento da AO
629/AC, Rel. Min. Cármen Lúcia:
“AÇÃO ORIGINÁRIA. MANDADO DE SEGURANÇA.
AUXÍLIO-CUSTO/MORADIA.
LEI
COMPLEMENTAR
ACREANA N. 60/1998. INOBSERVÂNCIA DO ART. 65, INC. II,
DA LEI COMPLEMENTAR N. 35/1979. NECESSIDADE DE
PRODUÇÃO DE PROVAS. SEGURANÇA DENEGADA. 1. A
concessão linear de auxílio-custo/moradia para Juízes e
Desembargadores ativos e inativos pela Lei Complementar acreana n.
60/1998 contraria o comando normativo contido no art. 65, inc. II, da
Lei Complementar n. 35/1979. 2. O reconhecimento do direito ao
auxílio-custo/moradia pleiteado pelos Impetrantes demanda a
comprovação de que não existia residência oficial na comarca onde eles
exerceram suas atividades judicantes, providência que há ser tomada
nas vias ordinárias. 3. Segurança denegada”.
Quanto ao mérito da controvérsia, em caso semelhante ao
que ora se examina, ressaltou o Ministro Celso de Mello:
“(...) os interesses, direitos ou vantagens constituírem situações
comuns a outras categorias funcionais como , p. ex., tratando-se de
auxílio-moradia , com os membros do Ministério Público da União (
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RCL 17015 AGR / RS
art. 65, II, da Lei Complementar 35/1979, c/c os arts. 60-A e 60-B
da Lei 8.112/1990.
Dessa forma, insiste a União na competência do Supremo
Tribunal Federal para processar e julgar o feito, presente o
interesse de todos os membros da magistratura federal.
É o relatório necessário. Passo a decidir.
Bem examinados os autos, constato, de plano, a manifesta
inadmissibilidade desta reclamação.
Isso porque a jurisprudência do Supremo é assente no
sentido de que não se aplica o disposto no art. 102, I, n, da
Constituição Federal, aos casos em que o objeto da demanda
não envolva direitos, interesses ou vantagens que digam
respeito exclusivamente à Magistratura.
A propósito, vide AO 662-MC/PE, Rel. Min. Celso de
Mello; AO 955-AgR/ES, Rel. Min. Ellen Gracie; AO 1.635-
TA/MS; e AO 1.688/SC e AO 1.775/DF, Rel. Min. Dias Toffoli.
Destaco, por oportuno, a ementa do julgamento da AO
629/AC, Rel. Min. Cármen Lúcia:
“AÇÃO ORIGINÁRIA. MANDADO DE SEGURANÇA.
AUXÍLIO-CUSTO/MORADIA.
LEI
COMPLEMENTAR
ACREANA N. 60/1998. INOBSERVÂNCIA DO ART. 65, INC. II,
DA LEI COMPLEMENTAR N. 35/1979. NECESSIDADE DE
PRODUÇÃO DE PROVAS. SEGURANÇA DENEGADA. 1. A
concessão linear de auxílio-custo/moradia para Juízes e
Desembargadores ativos e inativos pela Lei Complementar acreana n.
60/1998 contraria o comando normativo contido no art. 65, inc. II, da
Lei Complementar n. 35/1979. 2. O reconhecimento do direito ao
auxílio-custo/moradia pleiteado pelos Impetrantes demanda a
comprovação de que não existia residência oficial na comarca onde eles
exerceram suas atividades judicantes, providência que há ser tomada
nas vias ordinárias. 3. Segurança denegada”.
Quanto ao mérito da controvérsia, em caso semelhante ao
que ora se examina, ressaltou o Ministro Celso de Mello:
“(...) os interesses, direitos ou vantagens constituírem situações
comuns a outras categorias funcionais como , p. ex., tratando-se de
auxílio-moradia , com os membros do Ministério Público da União (
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
RCL 17015 AGR / RS
Lei Complementar nº 75/93, art. 227, VIII), com os membros da
Defensoria Pública da União ( Lei Complementar nº 80/94, art. 39,
§ 2º, na redação dada pela Lei Complementar nº 98/99), com os
membros da Advocacia-Geral da União ( Lei Complementar nº
73/93 , art. 26), com os servidores públicos civis da União ( Lei nº
8.112/90 , art. 60-A), como enfatizado pelos próprios autores,
descaracterizar-se-á , em função desse estado de comunhão
jurídica , a própria ratio essendi justificadora da especial
competência originária do Supremo Tribunal Federal instituída pela
Constituição da República. Considerando, portanto, que a matéria
em exame não revela a existência, na espécie , de interesse privativo
da Magistratura , não há como reconhecer ocorrente, no caso, a
hipótese de competência originária do Supremo Tribunal Federal
prevista no art. 102, I, n , da Constituição (AO 1.774/DF, grifos no
original).
Também é oportuno destacar as observações do Ministro
Dias Toffoli em caso envolvendo o auxílio-moradia para
magistrados:
“Consigno, além disso, que o direito ao auxílio-moradia sequer
se trata de prerrogativa peculiar da magistratura , uma vez que o
art. 50 da Lei nº 8.625/93 Lei Orgânica do Ministério Público
determina que a membro do Ministério Público poderá ser outorgado
auxílio-moradia, nas Comarcas em que não haja residência oficial
condigna para o membro do Ministério Público, revelando-se,
portanto, comum tanto a magistrados quanto a membro do Parquet.
No concernente à existência de interesse, seja direto ou reflexo, de toda
a magistratura no deslinde do conflito, esta Corte assentou o
entendimento no sentido da não caracterização da competência
originária quando a verba, vantagem ou direito discutidos sejam
estabelecidos, concomitantemente, em favor dos membros da
judicatura e de outras categorias funcionais, conforme se observa da
ementa a seguir transcrita: EMENTA: SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL - COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA (CF, ART. 102, I, N) -
NORMA DE DIREITO ESTRITO - MAGISTRADOS QUE
PRETENDEM A PERCEPÇÃO DO ADICIONAL DE 1/3 SOBRE
OS DOIS PERÍODOS ANUAIS DE FÉRIAS A QUE FAZEM JUS
3
Supremo Tribunal Federal
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RCL 17015 AGR / RS
Lei Complementar nº 75/93, art. 227, VIII), com os membros da
Defensoria Pública da União ( Lei Complementar nº 80/94, art. 39,
§ 2º, na redação dada pela Lei Complementar nº 98/99), com os
membros da Advocacia-Geral da União ( Lei Complementar nº
73/93 , art. 26), com os servidores públicos civis da União ( Lei nº
8.112/90 , art. 60-A), como enfatizado pelos próprios autores,
descaracterizar-se-á , em função desse estado de comunhão
jurídica , a própria ratio essendi justificadora da especial
competência originária do Supremo Tribunal Federal instituída pela
Constituição da República. Considerando, portanto, que a matéria
em exame não revela a existência, na espécie , de interesse privativo
da Magistratura , não há como reconhecer ocorrente, no caso, a
hipótese de competência originária do Supremo Tribunal Federal
prevista no art. 102, I, n , da Constituição (AO 1.774/DF, grifos no
original).
Também é oportuno destacar as observações do Ministro
Dias Toffoli em caso envolvendo o auxílio-moradia para
magistrados:
“Consigno, além disso, que o direito ao auxílio-moradia sequer
se trata de prerrogativa peculiar da magistratura , uma vez que o
art. 50 da Lei nº 8.625/93 Lei Orgânica do Ministério Público
determina que a membro do Ministério Público poderá ser outorgado
auxílio-moradia, nas Comarcas em que não haja residência oficial
condigna para o membro do Ministério Público, revelando-se,
portanto, comum tanto a magistrados quanto a membro do Parquet.
No concernente à existência de interesse, seja direto ou reflexo, de toda
a magistratura no deslinde do conflito, esta Corte assentou o
entendimento no sentido da não caracterização da competência
originária quando a verba, vantagem ou direito discutidos sejam
estabelecidos, concomitantemente, em favor dos membros da
judicatura e de outras categorias funcionais, conforme se observa da
ementa a seguir transcrita: EMENTA: SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL - COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA (CF, ART. 102, I, N) -
NORMA DE DIREITO ESTRITO - MAGISTRADOS QUE
PRETENDEM A PERCEPÇÃO DO ADICIONAL DE 1/3 SOBRE
OS DOIS PERÍODOS ANUAIS DE FÉRIAS A QUE FAZEM JUS
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Relatório
RCL 17015 AGR / RS
- VANTAGEM QUE NÃO É EXCLUSIVA DA MAGISTRATURA -
AÇÃO AJUIZÁVEL EM PRIMEIRA INSTÂNCIA -
INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA DO STF - AGRAVO
IMPROVIDO. - A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal -
tendo presente a interpretação dada ao preceito constante do art. 102,
I, n, da Constituição (RTJ 128/475 - RTJ 138/3 - RTJ 138/11) -
firmou-se no sentido de não reconhecer a competência originária desta
Corte, sempre que a controvérsia envolver vantagens, direitos ou
interesses comuns à magistratura e a outras categorias funcionais. -
O direito reclamado - analisado na perspectiva do estatuto
jurídico pertinente à Magistratura - não tem qualquer
conotação de natureza corporativo-institucional (pois é
também titularizado pelos representantes do Ministério
Público e membros integrantes dos Tribunais de Contas) e não
se restringe, por isso mesmo, apenas àqueles que estejam
investidos no desempenho de cargos judiciários. - Enquanto
houver um único Juiz capaz de decidir a causa em primeira
instância, não será lícito deslocar, para o Supremo Tribunal
Federal, com apoio no art. 102, I, n, da Constituição, a
competência para o processo e julgamento da ação promovida
pela quase totalidade dos magistrados estaduais. - Eventual
recurso de apelação a ser interposto contra a decisão do magistrado de
primeiro grau - que é o órgão judiciário competente para apreciar a
causa -, deslocar-se-á, per saltum, para o Supremo Tribunal Federal,
desde que se evidencie a ocorrência de impedimento/suspeição de mais
da metade dos Desembargadores componentes do Tribunal de Justiça
do Estado. Precedentes: AO n. 263-SC (Questão de Ordem), Rel.
Min. SEPÚLVEDA PERTENCE - AO nº 378-SC, Rel. Min.
MAURÍCIO CORRÊA, v.g. (AO 465 AgR/RS, Rel. Min. Celso de
Mello, DJ de 25/4/97) (AO 1.775/DF, grifos no original).
Diante desse cenário, de rigor reconhecer que a matéria de
fundo versada na presente demanda não diz respeito a
interesse exclusivo da magistratura, o que afasta a atuação
desta Corte prevista no art. 102, I, n, da Carta Maior, não
havendo falar, portanto, em usurpação de sua competência.
Isso posto, firme na jurisprudência desta Corte, nego
4
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RCL 17015 AGR / RS
- VANTAGEM QUE NÃO É EXCLUSIVA DA MAGISTRATURA -
AÇÃO AJUIZÁVEL EM PRIMEIRA INSTÂNCIA -
INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA DO STF - AGRAVO
IMPROVIDO. - A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal -
tendo presente a interpretação dada ao preceito constante do art. 102,
I, n, da Constituição (RTJ 128/475 - RTJ 138/3 - RTJ 138/11) -
firmou-se no sentido de não reconhecer a competência originária desta
Corte, sempre que a controvérsia envolver vantagens, direitos ou
interesses comuns à magistratura e a outras categorias funcionais. -
O direito reclamado - analisado na perspectiva do estatuto
jurídico pertinente à Magistratura - não tem qualquer
conotação de natureza corporativo-institucional (pois é
também titularizado pelos representantes do Ministério
Público e membros integrantes dos Tribunais de Contas) e não
se restringe, por isso mesmo, apenas àqueles que estejam
investidos no desempenho de cargos judiciários. - Enquanto
houver um único Juiz capaz de decidir a causa em primeira
instância, não será lícito deslocar, para o Supremo Tribunal
Federal, com apoio no art. 102, I, n, da Constituição, a
competência para o processo e julgamento da ação promovida
pela quase totalidade dos magistrados estaduais. - Eventual
recurso de apelação a ser interposto contra a decisão do magistrado de
primeiro grau - que é o órgão judiciário competente para apreciar a
causa -, deslocar-se-á, per saltum, para o Supremo Tribunal Federal,
desde que se evidencie a ocorrência de impedimento/suspeição de mais
da metade dos Desembargadores componentes do Tribunal de Justiça
do Estado. Precedentes: AO n. 263-SC (Questão de Ordem), Rel.
Min. SEPÚLVEDA PERTENCE - AO nº 378-SC, Rel. Min.
MAURÍCIO CORRÊA, v.g. (AO 465 AgR/RS, Rel. Min. Celso de
Mello, DJ de 25/4/97) (AO 1.775/DF, grifos no original).
Diante desse cenário, de rigor reconhecer que a matéria de
fundo versada na presente demanda não diz respeito a
interesse exclusivo da magistratura, o que afasta a atuação
desta Corte prevista no art. 102, I, n, da Carta Maior, não
havendo falar, portanto, em usurpação de sua competência.
Isso posto, firme na jurisprudência desta Corte, nego
4
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Relatório
RCL 17015 AGR / RS
seguimento a esta reclamação, nos termos do art. 21, § 1º, do
RISTF, ficando prejudicada, por conseguinte, a apreciação do
pedido de medida liminar.”
Sustenta-se, em síntese, que o fato de outras carreiras também terem
direito, em tese, ao auxílio-moradia, não retira do STF a competência para
julgar originariamente a causa, nos termos do art. 102, I, “n”, da
Constituição, pois o objeto da demanda está previsto no art. 65, II, da
LOMAN e, assim, é de interesse de toda a magistratura. Ademais, cita-se
alguns precedentes desta Corte que, no entender de parte agravante,
acolheram a tese ora defendida.
A Procuradoria-Geral da República deu parecer opinando pelo
provimento do agravo regimental e pela procedência da reclamação
(eDOC 13).
É o relatório.
5
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RCL 17015 AGR / RS
seguimento a esta reclamação, nos termos do art. 21, § 1º, do
RISTF, ficando prejudicada, por conseguinte, a apreciação do
pedido de medida liminar.”
Sustenta-se, em síntese, que o fato de outras carreiras também terem
direito, em tese, ao auxílio-moradia, não retira do STF a competência para
julgar originariamente a causa, nos termos do art. 102, I, “n”, da
Constituição, pois o objeto da demanda está previsto no art. 65, II, da
LOMAN e, assim, é de interesse de toda a magistratura. Ademais, cita-se
alguns precedentes desta Corte que, no entender de parte agravante,
acolheram a tese ora defendida.
A Procuradoria-Geral da República deu parecer opinando pelo
provimento do agravo regimental e pela procedência da reclamação
(eDOC 13).
É o relatório.
5
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Voto - MIN. EDSON FACHIN
18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.015 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR):
Sem razão a agravante.
A reclamação é o instrumento previsto pela Constituição, em seu
art. 102, I, “l”, para a preservação da competência do Supremo Tribunal
Federal e garantia da autoridade de suas decisões. Nesse último caso, a
decisão deve ter sido proferida com efeitos vinculantes, ou prolatada no
caso concreto.
A partir da vigência da Emenda Constitucional nº 45, também
passou a ser cabível o ajuizamento de reclamação por violação de Súmula
Vinculante (art. 103-A, § 3º, da CF/88).
Nos termos do art. 102, I, “n”, da Constituição, compete ao Supremo
Tribunal Federal o julgamento originário da “ação em que todos os membros
da magistratura sejam direta ou indiretamente interessados”.
Interpretando o referido dispositivo, esta Corte fixou entendimento
no sentido de não considerar abrangidas por ele as ações nas quais se
discutirem questões que, além de serem de interesse da magistratura,
também o sejam de outras categorias ou de conjunto difuso de
jurisdicionados.
Em consequência, são de competência originária do STF, nos termos
da primeira parte do art. 102, I, “n”, da Constituição, apenas as causas
que versarem sobre interesse privativo da magistratura. Nesse sentido:
“COMPETÊNCIA. CAUSA DE INTERESSE DA
MAGISTRATURA. A letra n do inciso I do art. 102 da
Constituição Federal, ao firmar a competência originária do STF
Supremo Tribunal Federal
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18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.015 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR):
Sem razão a agravante.
A reclamação é o instrumento previsto pela Constituição, em seu
art. 102, I, “l”, para a preservação da competência do Supremo Tribunal
Federal e garantia da autoridade de suas decisões. Nesse último caso, a
decisão deve ter sido proferida com efeitos vinculantes, ou prolatada no
caso concreto.
A partir da vigência da Emenda Constitucional nº 45, também
passou a ser cabível o ajuizamento de reclamação por violação de Súmula
Vinculante (art. 103-A, § 3º, da CF/88).
Nos termos do art. 102, I, “n”, da Constituição, compete ao Supremo
Tribunal Federal o julgamento originário da “ação em que todos os membros
da magistratura sejam direta ou indiretamente interessados”.
Interpretando o referido dispositivo, esta Corte fixou entendimento
no sentido de não considerar abrangidas por ele as ações nas quais se
discutirem questões que, além de serem de interesse da magistratura,
também o sejam de outras categorias ou de conjunto difuso de
jurisdicionados.
Em consequência, são de competência originária do STF, nos termos
da primeira parte do art. 102, I, “n”, da Constituição, apenas as causas
que versarem sobre interesse privativo da magistratura. Nesse sentido:
“COMPETÊNCIA. CAUSA DE INTERESSE DA
MAGISTRATURA. A letra n do inciso I do art. 102 da
Constituição Federal, ao firmar a competência originária do STF
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Voto - MIN. EDSON FACHIN
RCL 17015 AGR / RS
para a causa, só se aplica quando a matéria versada na
demanda diz respeito a privativo interesse da magistratura
enquanto tal e não também quando interessa a outros
servidores. Precedentes. Agravo improvido.” (Rcl 1.952 AgR,
Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJ de 12/03/2004)
Na reclamação relativa ao presente agravo regimental, visa-se o
reconhecimento de usurpação de competência desta Corte, por decisão de
juiz de 1º grau que deu-se por competente para julgar ação proposta por
juiz federal substituto, a qual visava obter o reembolso de despesas com
moradia, em face do direito do magistrado ao recebimento de auxílio-
moradia.
A despeito da existência dos precedentes citados pela parte
agravante, é fato que a jurisprudência amplamente majoritária do
Supremo Tribunal Federal não reconhece usurpação de competência,
quando a questão discutida na causa não for de interesse exclusivo da
magistratura.
Dessa forma, inexistiu usurpação de competência no presente caso,
porquanto o auxílio-moradia também é de interesse de outras categorias
do serviço público. Veja-se o seguinte precedente, sobre ressarcimento de
despesas com moradia:
“CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL NA
RECLAMAÇÃO.
ALEGADA
USURPAÇÃO
DE
COMPETÊNCIA DO STF. NÃO CONFIGURAÇÃO.
RESSARCIMENTO DE DESPESAS COM MORADIA.
AUSÊNCIA
DE
INTERESSE
EXCLUSIVO
DA
MAGISTRATURA. PRETENSÃO COMUM A OUTROS
SERVIDORES PÚBLICOS. PRECEDENTES. AGRAVO
REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (Rcl 18.472
AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de
06/05/2015)
Confiram-se ainda, sobre auxílio-moradia: Rcl 17.796 AgR, Rel. Min.
Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 06/10/2014; Rcl 15.944 AgR, Rel.
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RCL 17015 AGR / RS
para a causa, só se aplica quando a matéria versada na
demanda diz respeito a privativo interesse da magistratura
enquanto tal e não também quando interessa a outros
servidores. Precedentes. Agravo improvido.” (Rcl 1.952 AgR,
Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJ de 12/03/2004)
Na reclamação relativa ao presente agravo regimental, visa-se o
reconhecimento de usurpação de competência desta Corte, por decisão de
juiz de 1º grau que deu-se por competente para julgar ação proposta por
juiz federal substituto, a qual visava obter o reembolso de despesas com
moradia, em face do direito do magistrado ao recebimento de auxílio-
moradia.
A despeito da existência dos precedentes citados pela parte
agravante, é fato que a jurisprudência amplamente majoritária do
Supremo Tribunal Federal não reconhece usurpação de competência,
quando a questão discutida na causa não for de interesse exclusivo da
magistratura.
Dessa forma, inexistiu usurpação de competência no presente caso,
porquanto o auxílio-moradia também é de interesse de outras categorias
do serviço público. Veja-se o seguinte precedente, sobre ressarcimento de
despesas com moradia:
“CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL NA
RECLAMAÇÃO.
ALEGADA
USURPAÇÃO
DE
COMPETÊNCIA DO STF. NÃO CONFIGURAÇÃO.
RESSARCIMENTO DE DESPESAS COM MORADIA.
AUSÊNCIA
DE
INTERESSE
EXCLUSIVO
DA
MAGISTRATURA. PRETENSÃO COMUM A OUTROS
SERVIDORES PÚBLICOS. PRECEDENTES. AGRAVO
REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (Rcl 18.472
AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de
06/05/2015)
Confiram-se ainda, sobre auxílio-moradia: Rcl 17.796 AgR, Rel. Min.
Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 06/10/2014; Rcl 15.944 AgR, Rel.
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Voto - MIN. EDSON FACHIN
RCL 17015 AGR / RS
Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 03/02/2014; Rcl 18.978, Rel.
Min. Cármen Lúcia, DJe de 29/04/2015; Rcl 18.471, Rel. Min. Roberto
Barroso, DJe de 25/09/2014; Rcl 15.856, Min. Rosa Weber, DJe de
02/09/2013.
Inclusive, essa firme jurisprudência também foi aplicada em casos
que versavam sobre:
a) O pagamento de ajuda de custo por remoção de magistrado: Rcl
18.467 AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de
07/05/2015; Rcl 15.439 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de
24/11/2014; Rcl 15.349 AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de
07/11/2014; Rcl 15.637 AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe
de 26/08/2014; Rcl 15.444 AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma,
DJe de 13/05/2014; Rcl 18.478, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 28/04/2015;
Rcl 15.746, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 18/02/2015.
b) O pagamento de diferenças remuneratórias decorrentes do
exercício, por juiz federal substituto, de atividades em turmas recursais:
Rcl 19.681 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 14/04/2015;
Rcl 16.530 AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de
27/06/2014.
c) O pagamento de diárias: Rcl 16.162 AgR, Rel. Min. Rosa Weber,
Primeira Turma, DJe de 12/03/2015; Rcl 17.481 AgR, Rel. Min. Roberto
Barroso, Primeira Turma, DJe de 19/02/2015.
d) Questões relativas ao Montepio Civil da União: Rcl 15.671 AgR,
Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 28/11/2014; Rcl 16.597 AgR,
Rel. Min. Teori Zavascki, Tribunal Pleno, DJe de 19/02/2014.
e) O imposto incidente sobre a renda de magistrado: Rcl 16.529 AgR,
Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 28/11/2014; Rcl 12.808 AgR,
Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 01/07/2014; Rcl 16.359
AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 06/03/2014.
f) O reembolso de despesa com o transporte de veículo de
magistrado: Rcl 16.065 AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Tribunal Pleno, DJe
de 19/02/2014.
g) O direito de magistrados a reajuste decorrente da URV: Rcl 5.256
3
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RCL 17015 AGR / RS
Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 03/02/2014; Rcl 18.978, Rel.
Min. Cármen Lúcia, DJe de 29/04/2015; Rcl 18.471, Rel. Min. Roberto
Barroso, DJe de 25/09/2014; Rcl 15.856, Min. Rosa Weber, DJe de
02/09/2013.
Inclusive, essa firme jurisprudência também foi aplicada em casos
que versavam sobre:
a) O pagamento de ajuda de custo por remoção de magistrado: Rcl
18.467 AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de
07/05/2015; Rcl 15.439 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de
24/11/2014; Rcl 15.349 AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de
07/11/2014; Rcl 15.637 AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe
de 26/08/2014; Rcl 15.444 AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma,
DJe de 13/05/2014; Rcl 18.478, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 28/04/2015;
Rcl 15.746, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 18/02/2015.
b) O pagamento de diferenças remuneratórias decorrentes do
exercício, por juiz federal substituto, de atividades em turmas recursais:
Rcl 19.681 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 14/04/2015;
Rcl 16.530 AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de
27/06/2014.
c) O pagamento de diárias: Rcl 16.162 AgR, Rel. Min. Rosa Weber,
Primeira Turma, DJe de 12/03/2015; Rcl 17.481 AgR, Rel. Min. Roberto
Barroso, Primeira Turma, DJe de 19/02/2015.
d) Questões relativas ao Montepio Civil da União: Rcl 15.671 AgR,
Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 28/11/2014; Rcl 16.597 AgR,
Rel. Min. Teori Zavascki, Tribunal Pleno, DJe de 19/02/2014.
e) O imposto incidente sobre a renda de magistrado: Rcl 16.529 AgR,
Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 28/11/2014; Rcl 12.808 AgR,
Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 01/07/2014; Rcl 16.359
AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 06/03/2014.
f) O reembolso de despesa com o transporte de veículo de
magistrado: Rcl 16.065 AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Tribunal Pleno, DJe
de 19/02/2014.
g) O direito de magistrados a reajuste decorrente da URV: Rcl 5.256
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Voto - MIN. EDSON FACHIN
RCL 17015 AGR / RS
AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe de 07/11/2013.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
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RCL 17015 AGR / RS
AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe de 07/11/2013.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
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Extrato de Ata - 18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.015
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. EDSON FACHIN
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : JUIZ FEDERAL DA 3ª VARA FEDERAL DO JUIZADO ESPECIAL
FEDERAL DE NOVO HAMBURGO
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : ALEXANDRE ARNOLD
ADV.(A/S) : PABLO DRESCHER DE CASTRO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 18.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.015
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. EDSON FACHIN
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : JUIZ FEDERAL DA 3ª VARA FEDERAL DO JUIZADO ESPECIAL
FEDERAL DE NOVO HAMBURGO
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : ALEXANDRE ARNOLD
ADV.(A/S) : PABLO DRESCHER DE CASTRO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 18.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9363144
| 2015-08-18T00:00:00
| 2015-09-11T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 18.8.2015.
|
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. ART. 102, I, “N”, DA CONSTITUIÇÃO. AUSÊNCIA DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO STF. AUXÍLIO-MORADIA.
1. Não é abrangida pela competência originária prevista no art. 102, I, “n”, da Constituição, a ação proposta por magistrado, com o fim de obter o reembolso de despesas com moradia.
2. A jurisprudência amplamente majoritária do Supremo Tribunal Federal não reconhece usurpação de competência quando a questão discutida na causa não for de interesse exclusivo da magistratura.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur319002
|
- Acórdão(s) citado(s):
(COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA, STF)
Rcl 1952 AgR (TP), Rcl 18472 AgR (2ªT).
(AUXÍLIO-MORADIA, MAGISTRADO)
Rcl 15944 AgR (1ªT), Rcl 17796 AgR (2ªT).
- Decisões monocráticas citadas:
(AUXÍLIO-MORADIA, MAGISTRADO)
Rcl 15856, Rcl 18471, Rcl 18978.
Número de páginas: 11.
Análise: 25/09/2015, AMS.
|
EDSON FACHIN
|
Primeira Turma
|
17015
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-N\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL"
] |
Rcl-AgR
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acordaos
|
Rcl 17015 AgR
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""
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AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : JUIZ FEDERAL DA 3ª VARA FEDERAL DO JUIZADO ESPECIAL FEDERAL DE NOVO HAMBURGO
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : ALEXANDRE ARNOLD
ADV.(A/S) : PABLO DRESCHER DE CASTRO
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] |
Ementa e Acórdão
18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.015 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. EDSON FACHIN
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:JUIZ FEDERAL DA 3... VARA FEDERAL DO JUIZADO
ESPECIAL FEDERAL DE NOVO HAMBURGO
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:ALEXANDRE ARNOLD
ADV.(A/S)
:PABLO DRESCHER DE CASTRO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. ART. 102,
I, “N”, DA CONSTITUIÇÃO. AUSÊNCIA DE USURPAÇÃO DE
COMPETÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. AUXÍLIO-MORADIA.
1. Não é abrangida pela competência originária prevista no art. 102,
I, “n”, da Constituição, a ação proposta por magistrado, com o fim de
obter o reembolso de despesas com moradia.
2. A jurisprudência amplamente majoritária do Supremo Tribunal
Federal não reconhece usurpação de competência quando a questão
discutida na causa não for de interesse exclusivo da magistratura.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 18 de agosto de 2015.
Ministro EDSON FACHIN
Relator
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Relatório
18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.015 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. EDSON FACHIN
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:JUIZ FEDERAL DA 3... VARA FEDERAL DO JUIZADO
ESPECIAL FEDERAL DE NOVO HAMBURGO
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:ALEXANDRE ARNOLD
ADV.(A/S)
:PABLO DRESCHER DE CASTRO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental (eDOC 10) interposto de decisão
proferida pelo Min. Ricardo Lewandowski, meu antecessor na relatoria
do feito, que negou seguimento à reclamação, nos seguintes termos
(eDOC 7):
“Trata-se de reclamação constitucional proposta pela
União em face de sentença proferida pelo Juízo da 3... vara do
Juizado Especial Federal de Novo Hamburgo/RS, nos autos do
Processo 5002823-69.2013.404.7108, por usurpação da
competência desta Corte.
Na origem, trata-se de ação proposta por Juiz Federal
Substituto visando reembolsar despesas de ajuda de custo para
moradia. Em contestação, a União pugnou ao juízo a remessa
dos autos a este Tribunal, nos termos do art. 102, I, n, da
Constituição Federal.
Rejeitada a preliminar de incompetência, o pedido foi
julgado parcialmente procedente para declarar o direito da
parte autora ao recebimento do auxílio moradia, nos termos do
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.015 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. EDSON FACHIN
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:JUIZ FEDERAL DA 3... VARA FEDERAL DO JUIZADO
ESPECIAL FEDERAL DE NOVO HAMBURGO
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:ALEXANDRE ARNOLD
ADV.(A/S)
:PABLO DRESCHER DE CASTRO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental (eDOC 10) interposto de decisão
proferida pelo Min. Ricardo Lewandowski, meu antecessor na relatoria
do feito, que negou seguimento à reclamação, nos seguintes termos
(eDOC 7):
“Trata-se de reclamação constitucional proposta pela
União em face de sentença proferida pelo Juízo da 3... vara do
Juizado Especial Federal de Novo Hamburgo/RS, nos autos do
Processo 5002823-69.2013.404.7108, por usurpação da
competência desta Corte.
Na origem, trata-se de ação proposta por Juiz Federal
Substituto visando reembolsar despesas de ajuda de custo para
moradia. Em contestação, a União pugnou ao juízo a remessa
dos autos a este Tribunal, nos termos do art. 102, I, n, da
Constituição Federal.
Rejeitada a preliminar de incompetência, o pedido foi
julgado parcialmente procedente para declarar o direito da
parte autora ao recebimento do auxílio moradia, nos termos do
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
RCL 17015 AGR / RS
art. 65, II, da Lei Complementar 35/1979, c/c os arts. 60-A e 60-B
da Lei 8.112/1990.
Dessa forma, insiste a União na competência do Supremo
Tribunal Federal para processar e julgar o feito, presente o
interesse de todos os membros da magistratura federal.
É o relatório necessário. Passo a decidir.
Bem examinados os autos, constato, de plano, a manifesta
inadmissibilidade desta reclamação.
Isso porque a jurisprudência do Supremo é assente no
sentido de que não se aplica o disposto no art. 102, I, n, da
Constituição Federal, aos casos em que o objeto da demanda
não envolva direitos, interesses ou vantagens que digam
respeito exclusivamente à Magistratura.
A propósito, vide AO 662-MC/PE, Rel. Min. Celso de
Mello; AO 955-AgR/ES, Rel. Min. Ellen Gracie; AO 1.635-
TA/MS; e AO 1.688/SC e AO 1.775/DF, Rel. Min. Dias Toffoli.
Destaco, por oportuno, a ementa do julgamento da AO
629/AC, Rel. Min. Cármen Lúcia:
“AÇÃO ORIGINÁRIA. MANDADO DE SEGURANÇA.
AUXÍLIO-CUSTO/MORADIA.
LEI
COMPLEMENTAR
ACREANA N. 60/1998. INOBSERVÂNCIA DO ART. 65, INC. II,
DA LEI COMPLEMENTAR N. 35/1979. NECESSIDADE DE
PRODUÇÃO DE PROVAS. SEGURANÇA DENEGADA. 1. A
concessão linear de auxílio-custo/moradia para Juízes e
Desembargadores ativos e inativos pela Lei Complementar acreana n.
60/1998 contraria o comando normativo contido no art. 65, inc. II, da
Lei Complementar n. 35/1979. 2. O reconhecimento do direito ao
auxílio-custo/moradia pleiteado pelos Impetrantes demanda a
comprovação de que não existia residência oficial na comarca onde eles
exerceram suas atividades judicantes, providência que há ser tomada
nas vias ordinárias. 3. Segurança denegada”.
Quanto ao mérito da controvérsia, em caso semelhante ao
que ora se examina, ressaltou o Ministro Celso de Mello:
“(...) os interesses, direitos ou vantagens constituírem situações
comuns a outras categorias funcionais como , p. ex., tratando-se de
auxílio-moradia , com os membros do Ministério Público da União (
2
Supremo Tribunal Federal
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RCL 17015 AGR / RS
art. 65, II, da Lei Complementar 35/1979, c/c os arts. 60-A e 60-B
da Lei 8.112/1990.
Dessa forma, insiste a União na competência do Supremo
Tribunal Federal para processar e julgar o feito, presente o
interesse de todos os membros da magistratura federal.
É o relatório necessário. Passo a decidir.
Bem examinados os autos, constato, de plano, a manifesta
inadmissibilidade desta reclamação.
Isso porque a jurisprudência do Supremo é assente no
sentido de que não se aplica o disposto no art. 102, I, n, da
Constituição Federal, aos casos em que o objeto da demanda
não envolva direitos, interesses ou vantagens que digam
respeito exclusivamente à Magistratura.
A propósito, vide AO 662-MC/PE, Rel. Min. Celso de
Mello; AO 955-AgR/ES, Rel. Min. Ellen Gracie; AO 1.635-
TA/MS; e AO 1.688/SC e AO 1.775/DF, Rel. Min. Dias Toffoli.
Destaco, por oportuno, a ementa do julgamento da AO
629/AC, Rel. Min. Cármen Lúcia:
“AÇÃO ORIGINÁRIA. MANDADO DE SEGURANÇA.
AUXÍLIO-CUSTO/MORADIA.
LEI
COMPLEMENTAR
ACREANA N. 60/1998. INOBSERVÂNCIA DO ART. 65, INC. II,
DA LEI COMPLEMENTAR N. 35/1979. NECESSIDADE DE
PRODUÇÃO DE PROVAS. SEGURANÇA DENEGADA. 1. A
concessão linear de auxílio-custo/moradia para Juízes e
Desembargadores ativos e inativos pela Lei Complementar acreana n.
60/1998 contraria o comando normativo contido no art. 65, inc. II, da
Lei Complementar n. 35/1979. 2. O reconhecimento do direito ao
auxílio-custo/moradia pleiteado pelos Impetrantes demanda a
comprovação de que não existia residência oficial na comarca onde eles
exerceram suas atividades judicantes, providência que há ser tomada
nas vias ordinárias. 3. Segurança denegada”.
Quanto ao mérito da controvérsia, em caso semelhante ao
que ora se examina, ressaltou o Ministro Celso de Mello:
“(...) os interesses, direitos ou vantagens constituírem situações
comuns a outras categorias funcionais como , p. ex., tratando-se de
auxílio-moradia , com os membros do Ministério Público da União (
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Relatório
RCL 17015 AGR / RS
Lei Complementar n 75/93, art. 227, VIII), com os membros da
Defensoria Pública da União ( Lei Complementar n 80/94, art. 39,
§ 2..., na redação dada pela Lei Complementar n 98/99), com os
membros da Advocacia-Geral da União ( Lei Complementar n
73/93 , art. 26), com os servidores públicos civis da União ( Lei n
8.112/90 , art. 60-A), como enfatizado pelos próprios autores,
descaracterizar-se-á , em função desse estado de comunhão
jurídica , a própria ratio essendi justificadora da especial
competência originária do Supremo Tribunal Federal instituída pela
Constituição da República. Considerando, portanto, que a matéria
em exame não revela a existência, na espécie , de interesse privativo
da Magistratura , não há como reconhecer ocorrente, no caso, a
hipótese de competência originária do Supremo Tribunal Federal
prevista no art. 102, I, n , da Constituição (AO 1.774/DF, grifos no
original).
Também é oportuno destacar as observações do Ministro
Dias Toffoli em caso envolvendo o auxílio-moradia para
magistrados:
“Consigno, além disso, que o direito ao auxílio-moradia sequer
se trata de prerrogativa peculiar da magistratura , uma vez que o
art. 50 da Lei n 8.625/93 Lei Orgânica do Ministério Público
determina que a membro do Ministério Público poderá ser outorgado
auxílio-moradia, nas Comarcas em que não haja residência oficial
condigna para o membro do Ministério Público, revelando-se,
portanto, comum tanto a magistrados quanto a membro do Parquet.
No concernente à existência de interesse, seja direto ou reflexo, de toda
a magistratura no deslinde do conflito, esta Corte assentou o
entendimento no sentido da não caracterização da competência
originária quando a verba, vantagem ou direito discutidos sejam
estabelecidos, concomitantemente, em favor dos membros da
judicatura e de outras categorias funcionais, conforme se observa da
ementa a seguir transcrita: EMENTA: SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL - COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA (Constituição Federal de 1988, ART. 102, I, N) -
NORMA DE DIREITO ESTRITO - MAGISTRADOS QUE
PRETENDEM A PERCEPÇÃO DO ADICIONAL DE 1/3 SOBRE
OS DOIS PERÍODOS ANUAIS DE FÉRIAS A QUE FAZEM JUS
3
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Lei Complementar n 75/93, art. 227, VIII), com os membros da
Defensoria Pública da União ( Lei Complementar n 80/94, art. 39,
§ 2..., na redação dada pela Lei Complementar n 98/99), com os
membros da Advocacia-Geral da União ( Lei Complementar n
73/93 , art. 26), com os servidores públicos civis da União ( Lei n
8.112/90 , art. 60-A), como enfatizado pelos próprios autores,
descaracterizar-se-á , em função desse estado de comunhão
jurídica , a própria ratio essendi justificadora da especial
competência originária do Supremo Tribunal Federal instituída pela
Constituição da República. Considerando, portanto, que a matéria
em exame não revela a existência, na espécie , de interesse privativo
da Magistratura , não há como reconhecer ocorrente, no caso, a
hipótese de competência originária do Supremo Tribunal Federal
prevista no art. 102, I, n , da Constituição (AO 1.774/DF, grifos no
original).
Também é oportuno destacar as observações do Ministro
Dias Toffoli em caso envolvendo o auxílio-moradia para
magistrados:
“Consigno, além disso, que o direito ao auxílio-moradia sequer
se trata de prerrogativa peculiar da magistratura , uma vez que o
art. 50 da Lei n 8.625/93 Lei Orgânica do Ministério Público
determina que a membro do Ministério Público poderá ser outorgado
auxílio-moradia, nas Comarcas em que não haja residência oficial
condigna para o membro do Ministério Público, revelando-se,
portanto, comum tanto a magistrados quanto a membro do Parquet.
No concernente à existência de interesse, seja direto ou reflexo, de toda
a magistratura no deslinde do conflito, esta Corte assentou o
entendimento no sentido da não caracterização da competência
originária quando a verba, vantagem ou direito discutidos sejam
estabelecidos, concomitantemente, em favor dos membros da
judicatura e de outras categorias funcionais, conforme se observa da
ementa a seguir transcrita: EMENTA: SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL - COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA (Constituição Federal de 1988, ART. 102, I, N) -
NORMA DE DIREITO ESTRITO - MAGISTRADOS QUE
PRETENDEM A PERCEPÇÃO DO ADICIONAL DE 1/3 SOBRE
OS DOIS PERÍODOS ANUAIS DE FÉRIAS A QUE FAZEM JUS
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Relatório
RCL 17015 AGR / RS
- VANTAGEM QUE NÃO É EXCLUSIVA DA MAGISTRATURA -
AÇÃO AJUIZÁVEL EM PRIMEIRA INSTÂNCIA -
INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA DO Supremo Tribunal Federal - AGRAVO
IMPROVIDO. - A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal -
tendo presente a interpretação dada ao preceito constante do art. 102,
I, n, da Constituição (RTJ 128/475 - RTJ 138/3 - RTJ 138/11) -
firmou-se no sentido de não reconhecer a competência originária desta
Corte, sempre que a controvérsia envolver vantagens, direitos ou
interesses comuns à magistratura e a outras categorias funcionais. -
O direito reclamado - analisado na perspectiva do estatuto
jurídico pertinente à Magistratura - não tem qualquer
conotação de natureza corporativo-institucional (pois é
também titularizado pelos representantes do Ministério
Público e membros integrantes dos Tribunais de Contas) e não
se restringe, por isso mesmo, apenas àqueles que estejam
investidos no desempenho de cargos judiciários. - Enquanto
houver um único Juiz capaz de decidir a causa em primeira
instância, não será lícito deslocar, para o Supremo Tribunal
Federal, com apoio no art. 102, I, n, da Constituição, a
competência para o processo e julgamento da ação promovida
pela quase totalidade dos magistrados estaduais. - Eventual
recurso de apelação a ser interposto contra a decisão do magistrado de
primeiro grau - que é o órgão judiciário competente para apreciar a
causa -, deslocar-se-á, per saltum, para o Supremo Tribunal Federal,
desde que se evidencie a ocorrência de impedimento/suspeição de mais
da metade dos Desembargadores componentes do Tribunal de Justiça
do Estado. Precedentes: AO n. 263-SC (Questão de Ordem), Rel.
Min. SEPÚLVEDA PERTENCE - AO n 378-SC, Rel. Min.
MAURÍCIO CORRÊA, v.g. (AO 465 AgR/RS, Rel. Min. Celso de
Mello, DJ de 25/4/97) (AO 1.775/DF, grifos no original).
Diante desse cenário, de rigor reconhecer que a matéria de
fundo versada na presente demanda não diz respeito a
interesse exclusivo da magistratura, o que afasta a atuação
desta Corte prevista no art. 102, I, n, da Carta Maior, não
havendo falar, portanto, em usurpação de sua competência.
Isso posto, firme na jurisprudência desta Corte, nego
4
Supremo Tribunal Federal
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- VANTAGEM QUE NÃO É EXCLUSIVA DA MAGISTRATURA -
AÇÃO AJUIZÁVEL EM PRIMEIRA INSTÂNCIA -
INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA DO Supremo Tribunal Federal - AGRAVO
IMPROVIDO. - A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal -
tendo presente a interpretação dada ao preceito constante do art. 102,
I, n, da Constituição (RTJ 128/475 - RTJ 138/3 - RTJ 138/11) -
firmou-se no sentido de não reconhecer a competência originária desta
Corte, sempre que a controvérsia envolver vantagens, direitos ou
interesses comuns à magistratura e a outras categorias funcionais. -
O direito reclamado - analisado na perspectiva do estatuto
jurídico pertinente à Magistratura - não tem qualquer
conotação de natureza corporativo-institucional (pois é
também titularizado pelos representantes do Ministério
Público e membros integrantes dos Tribunais de Contas) e não
se restringe, por isso mesmo, apenas àqueles que estejam
investidos no desempenho de cargos judiciários. - Enquanto
houver um único Juiz capaz de decidir a causa em primeira
instância, não será lícito deslocar, para o Supremo Tribunal
Federal, com apoio no art. 102, I, n, da Constituição, a
competência para o processo e julgamento da ação promovida
pela quase totalidade dos magistrados estaduais. - Eventual
recurso de apelação a ser interposto contra a decisão do magistrado de
primeiro grau - que é o órgão judiciário competente para apreciar a
causa -, deslocar-se-á, per saltum, para o Supremo Tribunal Federal,
desde que se evidencie a ocorrência de impedimento/suspeição de mais
da metade dos Desembargadores componentes do Tribunal de Justiça
do Estado. Precedentes: AO n. 263-SC (Questão de Ordem), Rel.
Min. SEPÚLVEDA PERTENCE - AO n 378-SC, Rel. Min.
MAURÍCIO CORRÊA, v.g. (AO 465 AgR/RS, Rel. Min. Celso de
Mello, DJ de 25/4/97) (AO 1.775/DF, grifos no original).
Diante desse cenário, de rigor reconhecer que a matéria de
fundo versada na presente demanda não diz respeito a
interesse exclusivo da magistratura, o que afasta a atuação
desta Corte prevista no art. 102, I, n, da Carta Maior, não
havendo falar, portanto, em usurpação de sua competência.
Isso posto, firme na jurisprudência desta Corte, nego
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Relatório
RCL 17015 AGR / RS
seguimento a esta reclamação, nos termos do art. 21, § 1..., do
RISTF, ficando prejudicada, por conseguinte, a apreciação do
pedido de medida liminar.”
Sustenta-se, em síntese, que o fato de outras carreiras também terem
direito, em tese, ao auxílio-moradia, não retira do Supremo Tribunal Federal a competência para
julgar originariamente a causa, nos termos do art. 102, I, “n”, da
Constituição, pois o objeto da demanda está previsto no art. 65, II, da
LOMAN e, assim, é de interesse de toda a magistratura. Ademais, cita-se
alguns precedentes desta Corte que, no entender de parte agravante,
acolheram a tese ora defendida.
A Procuradoria-Geral da República deu parecer opinando pelo
provimento do agravo regimental e pela procedência da reclamação
(eDOC 13).
É o relatório.
5
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seguimento a esta reclamação, nos termos do art. 21, § 1..., do
RISTF, ficando prejudicada, por conseguinte, a apreciação do
pedido de medida liminar.”
Sustenta-se, em síntese, que o fato de outras carreiras também terem
direito, em tese, ao auxílio-moradia, não retira do Supremo Tribunal Federal a competência para
julgar originariamente a causa, nos termos do art. 102, I, “n”, da
Constituição, pois o objeto da demanda está previsto no art. 65, II, da
LOMAN e, assim, é de interesse de toda a magistratura. Ademais, cita-se
alguns precedentes desta Corte que, no entender de parte agravante,
acolheram a tese ora defendida.
A Procuradoria-Geral da República deu parecer opinando pelo
provimento do agravo regimental e pela procedência da reclamação
(eDOC 13).
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. EDSON FACHIN
18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.015 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR):
Sem razão a agravante.
A reclamação é o instrumento previsto pela Constituição, em seu
art. 102, I, “l”, para a preservação da competência do Supremo Tribunal
Federal e garantia da autoridade de suas decisões. Nesse último caso, a
decisão deve ter sido proferida com efeitos vinculantes, ou prolatada no
caso concreto.
A partir da vigência da Emenda Constitucional n 45, também
passou a ser cabível o ajuizamento de reclamação por violação de Súmula
Vinculante (art. 103-A, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88).
Nos termos do art. 102, I, “n”, da Constituição, compete ao Supremo
Tribunal Federal o julgamento originário da “ação em que todos os membros
da magistratura sejam direta ou indiretamente interessados”.
Interpretando o referido dispositivo, esta Corte fixou entendimento
no sentido de não considerar abrangidas por ele as ações nas quais se
discutirem questões que, além de serem de interesse da magistratura,
também o sejam de outras categorias ou de conjunto difuso de
jurisdicionados.
Em consequência, são de competência originária do Supremo Tribunal Federal, nos termos
da primeira parte do art. 102, I, “n”, da Constituição, apenas as causas
que versarem sobre interesse privativo da magistratura. Nesse sentido:
“COMPETÊNCIA. CAUSA DE INTERESSE DA
MAGISTRATURA. A letra n do inciso I do art. 102 da
Constituição Federal, ao firmar a competência originária do Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.015 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR):
Sem razão a agravante.
A reclamação é o instrumento previsto pela Constituição, em seu
art. 102, I, “l”, para a preservação da competência do Supremo Tribunal
Federal e garantia da autoridade de suas decisões. Nesse último caso, a
decisão deve ter sido proferida com efeitos vinculantes, ou prolatada no
caso concreto.
A partir da vigência da Emenda Constitucional n 45, também
passou a ser cabível o ajuizamento de reclamação por violação de Súmula
Vinculante (art. 103-A, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88).
Nos termos do art. 102, I, “n”, da Constituição, compete ao Supremo
Tribunal Federal o julgamento originário da “ação em que todos os membros
da magistratura sejam direta ou indiretamente interessados”.
Interpretando o referido dispositivo, esta Corte fixou entendimento
no sentido de não considerar abrangidas por ele as ações nas quais se
discutirem questões que, além de serem de interesse da magistratura,
também o sejam de outras categorias ou de conjunto difuso de
jurisdicionados.
Em consequência, são de competência originária do Supremo Tribunal Federal, nos termos
da primeira parte do art. 102, I, “n”, da Constituição, apenas as causas
que versarem sobre interesse privativo da magistratura. Nesse sentido:
“COMPETÊNCIA. CAUSA DE INTERESSE DA
MAGISTRATURA. A letra n do inciso I do art. 102 da
Constituição Federal, ao firmar a competência originária do Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Voto - MIN. EDSON FACHIN
RCL 17015 AGR / RS
para a causa, só se aplica quando a matéria versada na
demanda diz respeito a privativo interesse da magistratura
enquanto tal e não também quando interessa a outros
servidores. Precedentes. Agravo improvido.” (Rcl 1.952 AgR,
Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJ de 12/03/2004)
Na reclamação relativa ao presente agravo regimental, visa-se o
reconhecimento de usurpação de competência desta Corte, por decisão de
juiz de 1... grau que deu-se por competente para julgar ação proposta por
juiz federal substituto, a qual visava obter o reembolso de despesas com
moradia, em face do direito do magistrado ao recebimento de auxílio-
moradia.
A despeito da existência dos precedentes citados pela parte
agravante, é fato que a jurisprudência amplamente majoritária do
Supremo Tribunal Federal não reconhece usurpação de competência,
quando a questão discutida na causa não for de interesse exclusivo da
magistratura.
Dessa forma, inexistiu usurpação de competência no presente caso,
porquanto o auxílio-moradia também é de interesse de outras categorias
do serviço público. Veja-se o seguinte precedente, sobre ressarcimento de
despesas com moradia:
“CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL NA
RECLAMAÇÃO.
ALEGADA
USURPAÇÃO
DE
COMPETÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. NÃO CONFIGURAÇÃO.
RESSARCIMENTO DE DESPESAS COM MORADIA.
AUSÊNCIA
DE
INTERESSE
EXCLUSIVO
DA
MAGISTRATURA. PRETENSÃO COMUM A OUTROS
SERVIDORES PÚBLICOS. PRECEDENTES. AGRAVO
REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (Rcl 18.472
AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de
06/05/2015)
Confiram-se ainda, sobre auxílio-moradia: Rcl 17.796 AgR, Rel. Min.
Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 06/10/2014; Rcl 15.944 AgR, Rel.
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RCL 17015 AGR / RS
para a causa, só se aplica quando a matéria versada na
demanda diz respeito a privativo interesse da magistratura
enquanto tal e não também quando interessa a outros
servidores. Precedentes. Agravo improvido.” (Rcl 1.952 AgR,
Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJ de 12/03/2004)
Na reclamação relativa ao presente agravo regimental, visa-se o
reconhecimento de usurpação de competência desta Corte, por decisão de
juiz de 1... grau que deu-se por competente para julgar ação proposta por
juiz federal substituto, a qual visava obter o reembolso de despesas com
moradia, em face do direito do magistrado ao recebimento de auxílio-
moradia.
A despeito da existência dos precedentes citados pela parte
agravante, é fato que a jurisprudência amplamente majoritária do
Supremo Tribunal Federal não reconhece usurpação de competência,
quando a questão discutida na causa não for de interesse exclusivo da
magistratura.
Dessa forma, inexistiu usurpação de competência no presente caso,
porquanto o auxílio-moradia também é de interesse de outras categorias
do serviço público. Veja-se o seguinte precedente, sobre ressarcimento de
despesas com moradia:
“CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL NA
RECLAMAÇÃO.
ALEGADA
USURPAÇÃO
DE
COMPETÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. NÃO CONFIGURAÇÃO.
RESSARCIMENTO DE DESPESAS COM MORADIA.
AUSÊNCIA
DE
INTERESSE
EXCLUSIVO
DA
MAGISTRATURA. PRETENSÃO COMUM A OUTROS
SERVIDORES PÚBLICOS. PRECEDENTES. AGRAVO
REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (Rcl 18.472
AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de
06/05/2015)
Confiram-se ainda, sobre auxílio-moradia: Rcl 17.796 AgR, Rel. Min.
Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 06/10/2014; Rcl 15.944 AgR, Rel.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11
Voto - MIN. EDSON FACHIN
RCL 17015 AGR / RS
Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 03/02/2014; Rcl 18.978, Rel.
Min. Cármen Lúcia, DJe de 29/04/2015; Rcl 18.471, Rel. Min. Roberto
Barroso, DJe de 25/09/2014; Rcl 15.856, Min. Rosa Weber, DJe de
02/09/2013.
Inclusive, essa firme jurisprudência também foi aplicada em casos
que versavam sobre:
a) O pagamento de ajuda de custo por remoção de magistrado: Rcl
18.467 AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de
07/05/2015; Rcl 15.439 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de
24/11/2014; Rcl 15.349 AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de
07/11/2014; Rcl 15.637 AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe
de 26/08/2014; Rcl 15.444 AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma,
DJe de 13/05/2014; Rcl 18.478, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 28/04/2015;
Rcl 15.746, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 18/02/2015.
b) O pagamento de diferenças remuneratórias decorrentes do
exercício, por juiz federal substituto, de atividades em turmas recursais:
Rcl 19.681 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 14/04/2015;
Rcl 16.530 AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de
27/06/2014.
c) O pagamento de diárias: Rcl 16.162 AgR, Rel. Min. Rosa Weber,
Primeira Turma, DJe de 12/03/2015; Rcl 17.481 AgR, Rel. Min. Roberto
Barroso, Primeira Turma, DJe de 19/02/2015.
d) Questões relativas ao Montepio Civil da União: Rcl 15.671 AgR,
Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 28/11/2014; Rcl 16.597 AgR,
Rel. Min. Teori Zavascki, Tribunal Pleno, DJe de 19/02/2014.
e) O imposto incidente sobre a renda de magistrado: Rcl 16.529 AgR,
Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 28/11/2014; Rcl 12.808 AgR,
Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 01/07/2014; Rcl 16.359
AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 06/03/2014.
f) O reembolso de despesa com o transporte de veículo de
magistrado: Rcl 16.065 AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Tribunal Pleno, DJe
de 19/02/2014.
g) O direito de magistrados a reajuste decorrente da URV: Rcl 5.256
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RCL 17015 AGR / RS
Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 03/02/2014; Rcl 18.978, Rel.
Min. Cármen Lúcia, DJe de 29/04/2015; Rcl 18.471, Rel. Min. Roberto
Barroso, DJe de 25/09/2014; Rcl 15.856, Min. Rosa Weber, DJe de
02/09/2013.
Inclusive, essa firme jurisprudência também foi aplicada em casos
que versavam sobre:
a) O pagamento de ajuda de custo por remoção de magistrado: Rcl
18.467 AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de
07/05/2015; Rcl 15.439 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de
24/11/2014; Rcl 15.349 AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de
07/11/2014; Rcl 15.637 AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe
de 26/08/2014; Rcl 15.444 AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma,
DJe de 13/05/2014; Rcl 18.478, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 28/04/2015;
Rcl 15.746, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 18/02/2015.
b) O pagamento de diferenças remuneratórias decorrentes do
exercício, por juiz federal substituto, de atividades em turmas recursais:
Rcl 19.681 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 14/04/2015;
Rcl 16.530 AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de
27/06/2014.
c) O pagamento de diárias: Rcl 16.162 AgR, Rel. Min. Rosa Weber,
Primeira Turma, DJe de 12/03/2015; Rcl 17.481 AgR, Rel. Min. Roberto
Barroso, Primeira Turma, DJe de 19/02/2015.
d) Questões relativas ao Montepio Civil da União: Rcl 15.671 AgR,
Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 28/11/2014; Rcl 16.597 AgR,
Rel. Min. Teori Zavascki, Tribunal Pleno, DJe de 19/02/2014.
e) O imposto incidente sobre a renda de magistrado: Rcl 16.529 AgR,
Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 28/11/2014; Rcl 12.808 AgR,
Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 01/07/2014; Rcl 16.359
AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 06/03/2014.
f) O reembolso de despesa com o transporte de veículo de
magistrado: Rcl 16.065 AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Tribunal Pleno, DJe
de 19/02/2014.
g) O direito de magistrados a reajuste decorrente da URV: Rcl 5.256
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
Voto - MIN. EDSON FACHIN
RCL 17015 AGR / RS
AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe de 07/11/2013.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
4
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RCL 17015 AGR / RS
AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe de 07/11/2013.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11
Extrato de Ata - 18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.015
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. EDSON FACHIN
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : JUIZ FEDERAL DA 3... VARA FEDERAL DO JUIZADO ESPECIAL
FEDERAL DE NOVO HAMBURGO
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : ALEXANDRE ARNOLD
ADV.(A/S) : PABLO DRESCHER DE CASTRO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 18.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 17.015
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. EDSON FACHIN
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : JUIZ FEDERAL DA 3... VARA FEDERAL DO JUIZADO ESPECIAL
FEDERAL DE NOVO HAMBURGO
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : ALEXANDRE ARNOLD
ADV.(A/S) : PABLO DRESCHER DE CASTRO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 18.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECLAMAÇÃO 17 . 015",
"Processo 5002823 - 69 . 2013 . 404 . 7108",
"Processo 5002823 - 69 . 2013 .",
"404",
".",
"7108",
"RCL 17015",
"AO 662 - MC / PE",
"AO 955 -",
"AgR / ES",
"AO 1 . 635 - TA / MS",
"AO 1 . 688 / SC",
"AO 1 . 775 / DF",
"AO 629 / AC",
"RCL 17015",
"AO 662 - MC / PE",
"AO 955 - AgR / ES",
"AO 1 . 635 - TA / MS",
"AO 1 . 688 / SC",
"AO 1 . 775 / DF",
"AO 629 / AC",
"RCL 17015 AGR / RS",
"RTJ 128 / 475",
"RTJ 138 / 3",
"RTJ 138 / 11",
"AO n . 263 - SC",
"AO n 378 - SC",
"AO 465 AgR / RS",
"AO 1 . 775 / DF",
"RCL 17015 AGR",
"RTJ 128 / 475",
"RTJ 138 / 3",
"RTJ 138 / 11",
"AO n . 263 - SC",
"PERTENCE",
"-",
"AO n 378 - SC",
"AO 465 AgR / RS",
"AO 1 . 775 / DF",
"RCL 17015",
"RCL 17015 AGR / RS",
"Rcl 1 . 952 AgR",
"Rcl 18 . 472 AgR",
"Rcl 17 . 796 AgR",
"Rcl 15 . 944 AgR",
"Rcl 1 . 952 AgR",
"Rcl 18 . 472 AgR",
"Rcl 17 . 796 AgR",
"Rcl 15 . 944 AgR",
"RCL 17015 AGR / RS",
"Rcl 18 . 978",
"Rcl 18 . 471",
"Rcl 15 . 856",
"Rcl 18 . 467 AgR",
"Rcl 15 . 439 AgR",
"Rcl 15 . 349 AgR",
"Rcl 15 . 637 AgR",
"Rcl 15 . 444 AgR",
"Rcl 18 . 478",
"Rcl 15 . 746",
"Rcl 19 . 681 AgR",
"Rcl 16 . 530 AgR",
"Rcl 16 . 162 AgR",
"Rcl 17 . 481 AgR",
"Rcl 15 . 671 AgR",
"Rcl 16 . 597 AgR",
"Rcl 16 . 529 AgR",
"Rcl 12 . 808 AgR",
"Rcl 16 . 359 AgR",
"Rcl 16 . 065 AgR",
"Rcl 5 . 256",
"RCL 17015 AGR / RS",
"Rcl 18 . 978",
"Rcl 18 . 471",
"Rcl 15 . 856",
"Rcl 18 . 467 AgR",
"Rcl 15 . 439 AgR",
"Rcl 15 . 349 AgR",
"Rcl 15 . 637 AgR",
"Rcl 15 . 444 AgR",
"Rcl 18 . 478",
"Rcl 15 . 746",
"Rcl 19 . 681 AgR",
"Rcl 16 . 530 AgR",
"Rcl 16 . 162 AgR",
"Rcl 17 . 481 AgR",
"Rcl 15 . 671 AgR",
"Rcl 16 . 597 AgR",
"Rcl 16 . 529 AgR",
"Rcl 12 . 808 AgR",
"Rcl 16 . 359 AgR",
"Rcl 16 . 065 AgR",
"Rcl 5 . 256",
"RCL 17015 AGR / RS AgR",
"RCL 17015 AGR / RS AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 102 , I , “ N ” , DA CONSTITUIÇÃO",
"art . 102 , I , “ n ” , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , I , n , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , I , n , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 65 , II , da Lei Complementar 35 / 1979",
"arts . 60 - A e 60 - B da Lei 8 . 112 / 1990",
"art . 102 , I , n , da Constituição Federal",
"LEI COMPLEMENTAR ACREANA N . 60 / 1998",
"ART . 65 , INC . II , DA LEI COMPLEMENTAR N . 35 / 1979",
"Lei Complementar acreana n . 60 / 1998",
"art . 65 , inc . II , da Lei Complementar n . 35 / 1979",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 65 , II , da Lei Complementar 35 / 1979",
"arts . 60 - A e 60 - B da Lei 8 . 112 / 1990",
"art . 102 , I , n , da Constituição Federal",
"LEI COMPLEMENTAR ACREANA N . 60 / 1998",
"ART . 65 , INC . II , DA LEI COMPLEMENTAR N . 35 / 1979",
"Lei Complementar acreana n . 60 / 1998",
"art . 65 , inc . II , da Lei Complementar n . 35 / 1979",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar n 75 / 93 , art . 227 , VIII",
"Lei Complementar n 80 / 94 , art . 39 , § 2 . . .",
"Lei Complementar n 98 / 99",
"Lei Complementar n 73 / 93 , art",
"Lei n 8 . 112 / 90 , art . 60 - A",
"Constituição da República",
"art . 102 , I , n , da Constituição",
"AO 1 . 774 / DF",
"art . 50 da Lei n 8 . 625 / 93",
"Lei Orgânica do Ministério Público",
"Constituição Federal de 1988 , ART . 102 , I , N",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar n 75 / 93 , art",
"Lei Complementar n 80 / 94 , art . 39 , § 2 . . .",
"Lei Complementar n 98 / 99",
"Lei Complementar n 73 / 93 , art",
"Lei n 8 . 112 / 90 , art . 60 - A",
"Constituição da República",
"art . 102 , I , n , da Constituição",
"AO",
"art . 50 da Lei n 8 . 625 / 93",
"Lei Orgânica do Ministério Público",
"Constituição Federal de 1988 , ART . 102 , I , N",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , I , n , da Constituição",
"art . 102 , I , n , da Carta Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , I , n , da Constituição",
"art . 102 , I , n , da Constituição",
"art . 102 , I , n , da Carta Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 21 , § 1 . . . , do RISTF",
"art . 102 , I , “ n ” , da Constituição",
"art . 65 , II , da LOMAN",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 21 , § 1 . . . , do RISTF",
"art . 102 , I , “ n ” , da Constituição",
"art . 65 , II , da LOMAN",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Emenda Constitucional n 45",
"art . 103 - A , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"art . 102 , I , “ n ” , da Constituição",
"art . 102 , I , “ n ” , da Constituição",
"letra n do inciso I do art . 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Emenda Constitucional n 45",
"A , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"art . 102 , I , “ n ” , da Constituição",
"art . 102 , I , “ n ” , da Constituição",
"letra n do inciso I do art . 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"VARA FEDERAL DO JUIZADO ESPECIAL FEDERAL DE NOVO HAMBURGO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"3",
"União",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"3",
".",
". .",
"VARA FEDERAL DO JUIZADO ESPECIAL FEDERAL DE NOVO HAMBURGO",
"União",
"3",
".",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Ministério Público da União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Ministério Público da União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Defensoria Pública da União",
"Advocacia",
"-",
"Geral da União",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público",
"Ministério Público",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Defensoria Pública da União",
"Advocacia",
"-",
"Geral da União",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público",
"Ministério Público",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça do Estado",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça do Estado",
"SEPÚLVEDA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"AGR",
"/",
"RS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Montepio",
"Primeira Turma",
"Tribunal Pleno",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Tribunal Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira",
"Tribunal Pleno",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Tribunal Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"VARA FEDERAL",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"3",
". . . VARA FEDERAL",
".",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"EDSON FACHIN",
"ALEXANDRE ARNOLD",
"PABLO DRESCHER DE CASTRO",
"Rosa Weber",
"EDSON FACHIN",
"EDSON FACHIN",
"ALEXANDRE ARNOLD",
"PABLO DRESCHER DE CASTRO",
"EDSON FACHIN",
"Ricardo Lewandowski",
"EDSON FACHIN",
"ALEXANDRE ARNOLD",
"PABLO DRESCHER DE CASTRO",
"EDSON FACHIN",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Ellen Gracie",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"Ellen Gracie",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"SEPÚLVEDA PERTENCE",
"MAURÍCIO CORRÊA",
"Celso de Mello",
"MAURÍCIO CORRÊA",
"Celso de Mello",
"EDSON FACHIN",
"EDSON FACHIN",
"EDSON FACHIN",
"EDSON FACHIN",
"Ellen Gracie",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Ellen Gracie",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"EDSON FACHIN",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Roberto Barroso",
"Rosa Weber",
"Gilmar Mendes",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Gilmar Mendes",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Rosa Weber",
"Teori Zavascki",
"Rosa Weber",
"Gilmar Mendes",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Roberto Barroso",
"Rosa Weber",
"Gilmar Mendes",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Gilmar Mendes",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Rosa Weber",
"Teori Zavascki",
"Rosa Weber",
"Gilmar Mendes",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"EDSON FACHIN",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"EDSON FACHIN",
"ALEXANDRE ARNOLD",
"PABLO DRESCHER DE CASTRO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"EDSON FACHIN",
"ALEXANDRE ARNOLD",
"PABLO DRESCHER DE CASTRO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
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"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"18",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"18 de agosto de 2015",
"24",
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"08",
"/",
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"2015",
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"08",
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"18",
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"08",
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"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
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"2001",
"25",
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"4",
"/",
"97",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"4",
"/",
"97",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"18",
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"08",
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"2015",
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"08",
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"/",
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"/",
"2015",
"06",
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"08",
"/",
"2001",
"12",
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"03",
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"2004",
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"/",
"05",
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"2015",
"06",
"/",
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"2014",
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"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"02",
"/",
"2014",
"29",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"25",
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"/",
"2014",
"02",
"/",
"09",
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"2013",
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"/",
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"2015",
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"/",
"2014",
"07",
"/",
"11",
"/",
"2014",
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"08",
"/",
"2014",
"13",
"/",
"05",
"/",
"2014",
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"/",
"04",
"/",
"2015",
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"/",
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"/",
"2015",
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"/",
"04",
"/",
"2015",
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"/",
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"/",
"2014",
"12",
"/",
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"/",
"2015",
"19",
"/",
"02",
"/",
"2015",
"28",
"/",
"11",
"/",
"2014",
"19",
"/",
"02",
"/",
"2014",
"28",
"/",
"11",
"/",
"2014",
"01",
"/",
"07",
"/",
"2014",
"06",
"/",
"03",
"/",
"2014",
"19",
"/",
"02",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"02",
"/",
"2014",
"29",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"25",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"02",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"07",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"11",
"/",
"2014",
"07",
"/",
"11",
"/",
"2014",
"26",
"/",
"08",
"/",
"2014",
"13",
"/",
"05",
"/",
"2014",
"28",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"18",
"/",
"02",
"/",
"2015",
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"27",
"/",
"06",
"/",
"2014",
"12",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"19",
"/",
"02",
"/",
"2015",
"28",
"/",
"11",
"/",
"2014",
"19",
"/",
"02",
"/",
"2014",
"28",
"/",
"11",
"/",
"2014",
"01",
"/",
"07",
"/",
"2014",
"06",
"/",
"03",
"/",
"2014",
"19",
"/",
"02",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"18",
".",
"8",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"8",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.660
MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:RODRIGO DE OLIVEIRA MACEDO
ADV.(A/S)
:RODRIGO DE OLIVEIRA MACEDO
EMBDO.(A/S)
:GERALDO ANJO VIEIRA COUTO
ADV.(A/S)
:FLÁVIO DE ALMEIDA NADALIM E OUTRO(A/S)
EMENTA
Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo.
Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Direito
Processual Civil. Princípios do contraditório e da ampla defesa.
Cerceamento de defesa. Levantamento de penhora. Legislação
infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas.
Impossibilidade. Precedentes.
1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental.
2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal,
da ampla defesa ou do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da
prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal,
da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa
indireta ou reflexa à Constituição da República.
3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação
infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos.
Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF.
4. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12
Ementa e Acórdão
ARE 839660 ED / MG
Ministro Marco Aurélio. Acordam, ademais, os Ministros, por
unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator.
Brasília, 3 de março de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 839660 ED / MG
Ministro Marco Aurélio. Acordam, ademais, os Ministros, por
unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator.
Brasília, 3 de março de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.660
MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:RODRIGO DE OLIVEIRA MACEDO
ADV.(A/S)
:RODRIGO DE OLIVEIRA MACEDO
EMBDO.(A/S)
:GERALDO ANJO VIEIRA COUTO
ADV.(A/S)
:FLÁVIO DE ALMEIDA NADALIM E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Rodrigo de Oliveira Macedo opõe tempestivos embargos de
declaração contra a decisão em que conheci de agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário (fls. 290/293), com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Turma
Recursal de Barbacena/MG que manteve a sentença de 1º Grau
por seus próprios fundamentos a qual, por sua vez, havia
determinado o levantamento da penhora realizada em benefício
do recorrente, sobre valores em posse do recorrido, por
considerá-los impenhoráveis.
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
No recurso extraordinário, sustenta-se violação do artigo
5º, caput, e incisos XXXVI e LV, da Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
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Supremo Tribunal Federal
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.660
MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:RODRIGO DE OLIVEIRA MACEDO
ADV.(A/S)
:RODRIGO DE OLIVEIRA MACEDO
EMBDO.(A/S)
:GERALDO ANJO VIEIRA COUTO
ADV.(A/S)
:FLÁVIO DE ALMEIDA NADALIM E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Rodrigo de Oliveira Macedo opõe tempestivos embargos de
declaração contra a decisão em que conheci de agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário (fls. 290/293), com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Turma
Recursal de Barbacena/MG que manteve a sentença de 1º Grau
por seus próprios fundamentos a qual, por sua vez, havia
determinado o levantamento da penhora realizada em benefício
do recorrente, sobre valores em posse do recorrido, por
considerá-los impenhoráveis.
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
No recurso extraordinário, sustenta-se violação do artigo
5º, caput, e incisos XXXVI e LV, da Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
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Relatório
ARE 839660 ED / MG
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso por outra razão’.
Não merece prosperar a irresignação, haja vista que a
jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme no
sentido de que afronta aos princípios constitucionais da
legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do
contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional, se dependente de reexame prévio de normas
infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. Nesse sentido,
anote-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS
CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL
SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise
da legislação infraconstitucional e do reexame de provas
na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as
alegações de afronta aos princípios do devido processo
legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes
de reexame de normas infraconstitucionais, podem
configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da
República’ (AI nº 594.887/SP–AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07).
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 839660 ED / MG
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso por outra razão’.
Não merece prosperar a irresignação, haja vista que a
jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme no
sentido de que afronta aos princípios constitucionais da
legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do
contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional, se dependente de reexame prévio de normas
infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. Nesse sentido,
anote-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS
CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL
SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise
da legislação infraconstitucional e do reexame de provas
na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as
alegações de afronta aos princípios do devido processo
legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes
de reexame de normas infraconstitucionais, podem
configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da
República’ (AI nº 594.887/SP–AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07).
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12
Relatório
ARE 839660 ED / MG
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou
assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância
essa que impede a utilização do recurso extraordinário.
Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
Ademais, ressalte-se que a Corte de origem decidiu a
questão relativa à impenhorabilidade dos valores em discussão
amparada exclusivamente nas provas dos autos e na legislação
infraconstitucional pertinente, de reexame incabível em sede de
recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279 desta
Corte. Nesse sentido:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. DIREITO CIVIL. BEM IMÓVEL
OBJETO
DE
HIPOTECA
CEDULAR.
PENHORABILIDADE. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI
nº 599.166/SP-AgR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe
de 26/6/09).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. PENHORA.
SUBSTITUIÇÃO
DE
BEM.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL:
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI
nº 728.878/GO-AgR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia,
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 839660 ED / MG
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou
assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância
essa que impede a utilização do recurso extraordinário.
Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
Ademais, ressalte-se que a Corte de origem decidiu a
questão relativa à impenhorabilidade dos valores em discussão
amparada exclusivamente nas provas dos autos e na legislação
infraconstitucional pertinente, de reexame incabível em sede de
recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279 desta
Corte. Nesse sentido:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. DIREITO CIVIL. BEM IMÓVEL
OBJETO
DE
HIPOTECA
CEDULAR.
PENHORABILIDADE. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI
nº 599.166/SP-AgR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe
de 26/6/09).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. PENHORA.
SUBSTITUIÇÃO
DE
BEM.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL:
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI
nº 728.878/GO-AgR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia,
3
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12
Relatório
ARE 839660 ED / MG
Primeira Turma, DJe de 13/3/09).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. EXECUÇÃO. NOMEAÇÃO DE BENS À
PENHORA. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA
AO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. A
violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal
decorrente da necessidade de análise de malferimento de
dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o
recurso extraordinário. Precedentes: RE 596.682, Rel. Min.
Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min.
Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 2. A súmula 279/STF
dispõe verbis: Para simples reexame de prova não cabe
recurso extraordinário. 3. É que o recurso extraordinário
não se presta ao exame de questões que demandam
revolvimento do contexto fático-probatório dos autos,
adstringindo-se à análise da violação direta da ordem
constitucional. 4. A decisão judicial tem que ser
fundamentada (art. 93, IX), ainda que sucintamente, mas,
sendo prescindível que a mesma se funde na tese
suscitada pela parte. Precedente: AI-QO-RG 791.292, Rel.
Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13,08.2010. 5.
Agravo regimental a que se nega provimento.’ (AI nº
738.998/GO-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira
Turma, DJe de 17/10/11).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Aduz o embargante, in verbis, que
“(...) a venerável decisão foi omissa tendo em vista que só
apreciou uma das questões tratadas nos autos que foi a questão
da impenhorabilidade de recursos bloqueados em desfavor do
4
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 839660 ED / MG
Primeira Turma, DJe de 13/3/09).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. EXECUÇÃO. NOMEAÇÃO DE BENS À
PENHORA. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA
AO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. A
violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal
decorrente da necessidade de análise de malferimento de
dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o
recurso extraordinário. Precedentes: RE 596.682, Rel. Min.
Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min.
Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 2. A súmula 279/STF
dispõe verbis: Para simples reexame de prova não cabe
recurso extraordinário. 3. É que o recurso extraordinário
não se presta ao exame de questões que demandam
revolvimento do contexto fático-probatório dos autos,
adstringindo-se à análise da violação direta da ordem
constitucional. 4. A decisão judicial tem que ser
fundamentada (art. 93, IX), ainda que sucintamente, mas,
sendo prescindível que a mesma se funde na tese
suscitada pela parte. Precedente: AI-QO-RG 791.292, Rel.
Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13,08.2010. 5.
Agravo regimental a que se nega provimento.’ (AI nº
738.998/GO-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira
Turma, DJe de 17/10/11).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Aduz o embargante, in verbis, que
“(...) a venerável decisão foi omissa tendo em vista que só
apreciou uma das questões tratadas nos autos que foi a questão
da impenhorabilidade de recursos bloqueados em desfavor do
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Relatório
ARE 839660 ED / MG
recorrido/devedor.
No entanto, há outras questões que mereciam atenção e
que não careciam de analisar legislações infraconstitucionais,
como é o caso de ter sido impedido de fazer sustentação oral e
ter sido tratado de forma desigual com a parte contrária” (fl.
295).
É o relatório.
5
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Supremo Tribunal Federal
ARE 839660 ED / MG
recorrido/devedor.
No entanto, há outras questões que mereciam atenção e
que não careciam de analisar legislações infraconstitucionais,
como é o caso de ter sido impedido de fazer sustentação oral e
ter sido tratado de forma desigual com a parte contrária” (fl.
295).
É o relatório.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.660
MINAS GERAIS
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Inicialmente, nos termos da pacífica jurisprudência desta Corte,
recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, o
qual passo a analisar.
O inconformismo não merece prosperar.
Com efeito, alega o agravante que os incisos XXXVI, LV e caput do
art. 5º teriam sido violados, uma vez que, supostamente, não teria sido
tratado de forma isonômica com relação ao agravado - pois teria sido
impedido de fazer sustentação oral - e, ainda, que a penhora sobre os
bens do recorrido teria sido desconstituída de forma equivocada pelo
Tribunal de origem.
Consoante expresso na decisão agravada, a jurisprudência desta
Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da
legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa ou do
contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional,
quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à
Constituição da República, o que não enseja reexame das questões em
recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se:
“PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
PRELIMINAR
DE
REPERCUSSÃO
GERAL.
FUNDAMENTAÇÃO
DEFICIENTE.
ÔNUS
DO
RECORRENTE. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO DIREITO
ADQUIRIDO, AO ATO JURÍDICO PERFEITO E À COISA
JULGADA OU AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE, DO
CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA, DO DEVIDO
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03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.660
MINAS GERAIS
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Inicialmente, nos termos da pacífica jurisprudência desta Corte,
recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, o
qual passo a analisar.
O inconformismo não merece prosperar.
Com efeito, alega o agravante que os incisos XXXVI, LV e caput do
art. 5º teriam sido violados, uma vez que, supostamente, não teria sido
tratado de forma isonômica com relação ao agravado - pois teria sido
impedido de fazer sustentação oral - e, ainda, que a penhora sobre os
bens do recorrido teria sido desconstituída de forma equivocada pelo
Tribunal de origem.
Consoante expresso na decisão agravada, a jurisprudência desta
Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da
legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa ou do
contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional,
quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à
Constituição da República, o que não enseja reexame das questões em
recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se:
“PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
PRELIMINAR
DE
REPERCUSSÃO
GERAL.
FUNDAMENTAÇÃO
DEFICIENTE.
ÔNUS
DO
RECORRENTE. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO DIREITO
ADQUIRIDO, AO ATO JURÍDICO PERFEITO E À COISA
JULGADA OU AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE, DO
CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA, DO DEVIDO
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 839660 ED / MG
PROCESSO LEGAL E DA INAFASTABILIDADE DA
JURISDIÇÃO.
QUESTÕES
INFRACONSTITUCIONAIS.
OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”
(ARE nº 837.509/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Teori Zavascki, DJe de 11/2/15).
“DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE
VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE E DO
DEVIDO
PROCESSO
LEGAL.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO
ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Impossibilidade
de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso
existente, situada no âmbito infraconstitucional. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI nº 836.830/MA-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de
26/4/12).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE
EMPRESARIAL. INDEFERIMENTO DA PRODUÇÃO DE
PROVAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5º, LV, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO
REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os postulados da legalidade,
do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos
atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa
dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais,
revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o
que, por si só, não desafia a abertura da instância
extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1ª Turma, Rel.
Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010; e AI 756.336-AgR, 2ª
Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 2. Agravo
regimental desprovido” (ARE nº 644.667/RS-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11).
2
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ARE 839660 ED / MG
PROCESSO LEGAL E DA INAFASTABILIDADE DA
JURISDIÇÃO.
QUESTÕES
INFRACONSTITUCIONAIS.
OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”
(ARE nº 837.509/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Teori Zavascki, DJe de 11/2/15).
“DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE
VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE E DO
DEVIDO
PROCESSO
LEGAL.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO
ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Impossibilidade
de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso
existente, situada no âmbito infraconstitucional. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI nº 836.830/MA-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de
26/4/12).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE
EMPRESARIAL. INDEFERIMENTO DA PRODUÇÃO DE
PROVAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5º, LV, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO
REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os postulados da legalidade,
do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos
atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa
dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais,
revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o
que, por si só, não desafia a abertura da instância
extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1ª Turma, Rel.
Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010; e AI 756.336-AgR, 2ª
Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 2. Agravo
regimental desprovido” (ARE nº 644.667/RS-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11).
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 839660 ED / MG
Por outro lado, a análise das questões suscitadas pelo agravante não
prescinde do exame da legislação processual e do conjunto fático-
probatório da causa, o qual é inadmissível em recurso extraordinário.
Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF.
Seguem essa orientação os seguintes julgados:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO CIVIL.
AÇÃO DECLARATÓRIA DE NULIDADES DE ATOS
PROCESSUAIS. PEDIDO DE ANULAÇÃO DE PENHORA.
PRECLUSÃO
DA
MATÉRIA.
DISPOSITIVOS
CONSTITUCIONAIS TIDOS POR VIOLADOS NÃO
PREQUESTIONADOS. SÚMULAS 282 E 356/STF. SOLUÇÃO
DA
CONTROVÉRSIA
DEMANDA ANÁLISE
DE
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E REEXAME DO
CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO
DOS
AUTOS.
VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
INEXISTÊNCIA. Os arts. 1º, III, e 5º, IV, da Constituição
Federal, tidos por violados, não foram objeto de análise prévia e
conclusiva pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282
e 356/STF. Ademais, para dissentir do acórdão recorrido,
necessária seria a análise da legislação infraconstitucional
pertinente (Código de Processo Civil) e o reexame do conjunto
fático-probatório dos autos (Súmula 279/STF), o que torna
inviável o processamento do recurso extraordinário. Agravo
regimental a que se nega provimento” (ARE nº 801.057/RJ-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de
17/10/14).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
AÇÃO MONITÓRIA. PRESCRIÇÃO. CERCEAMENTO DE
DEFESA. 1. INEXISTÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART.
93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA 2. ANÁLISE
DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 839660 ED / MG
Por outro lado, a análise das questões suscitadas pelo agravante não
prescinde do exame da legislação processual e do conjunto fático-
probatório da causa, o qual é inadmissível em recurso extraordinário.
Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF.
Seguem essa orientação os seguintes julgados:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO CIVIL.
AÇÃO DECLARATÓRIA DE NULIDADES DE ATOS
PROCESSUAIS. PEDIDO DE ANULAÇÃO DE PENHORA.
PRECLUSÃO
DA
MATÉRIA.
DISPOSITIVOS
CONSTITUCIONAIS TIDOS POR VIOLADOS NÃO
PREQUESTIONADOS. SÚMULAS 282 E 356/STF. SOLUÇÃO
DA
CONTROVÉRSIA
DEMANDA ANÁLISE
DE
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E REEXAME DO
CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO
DOS
AUTOS.
VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
INEXISTÊNCIA. Os arts. 1º, III, e 5º, IV, da Constituição
Federal, tidos por violados, não foram objeto de análise prévia e
conclusiva pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282
e 356/STF. Ademais, para dissentir do acórdão recorrido,
necessária seria a análise da legislação infraconstitucional
pertinente (Código de Processo Civil) e o reexame do conjunto
fático-probatório dos autos (Súmula 279/STF), o que torna
inviável o processamento do recurso extraordinário. Agravo
regimental a que se nega provimento” (ARE nº 801.057/RJ-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de
17/10/14).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
AÇÃO MONITÓRIA. PRESCRIÇÃO. CERCEAMENTO DE
DEFESA. 1. INEXISTÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART.
93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA 2. ANÁLISE
DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 839660 ED / MG
CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. REEXAME DE FATOS E
PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. 4. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (ARE nº 737.822/DF-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/5/13).
“DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. CONTRATO.
SIMULAÇÃO. RECONHECIMENTO PELAS INSTÂNCIAS
ORDINÁRIAS. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL
NÃO CONFIGURADA. INDEFERIMENTO DE DEPOIMENTO
TESTEMUNHAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. NÃO
OCORRÊNCIA. ANÁLISE DE EVENTUAL AFRONTA AOS
PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO
EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA
MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO
REGIONAL.
SÚMULA
279/STF.
ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL
VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA
NÃO
VIABILIZA
O
MANEJO
DE
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
PRECEDENTES.
ACÓRDÃO
RECORRIDO PUBLICADO EM 06.11.2006. As razões do agravo
regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que
lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao
óbice da Súmula 279 do STF, a inviabilizar o trânsito do recurso
extraordinário. Precedentes. O exame da alegada ofensa ao art.
5º, XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal, dependeria de
prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à
espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária,
prevista no art. 102 da Constituição Federal. Agravo regimental
conhecido e não provido” (AI nº 708.277/SP-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 15/5/13).
Nego provimento ao agravo regimental.
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 839660 ED / MG
CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. REEXAME DE FATOS E
PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. 4. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (ARE nº 737.822/DF-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/5/13).
“DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. CONTRATO.
SIMULAÇÃO. RECONHECIMENTO PELAS INSTÂNCIAS
ORDINÁRIAS. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL
NÃO CONFIGURADA. INDEFERIMENTO DE DEPOIMENTO
TESTEMUNHAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. NÃO
OCORRÊNCIA. ANÁLISE DE EVENTUAL AFRONTA AOS
PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO
EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA
MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO
REGIONAL.
SÚMULA
279/STF.
ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL
VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA
NÃO
VIABILIZA
O
MANEJO
DE
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
PRECEDENTES.
ACÓRDÃO
RECORRIDO PUBLICADO EM 06.11.2006. As razões do agravo
regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que
lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao
óbice da Súmula 279 do STF, a inviabilizar o trânsito do recurso
extraordinário. Precedentes. O exame da alegada ofensa ao art.
5º, XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal, dependeria de
prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à
espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária,
prevista no art. 102 da Constituição Federal. Agravo regimental
conhecido e não provido” (AI nº 708.277/SP-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 15/5/13).
Nego provimento ao agravo regimental.
4
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Extrato de Ata - 03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.660
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) : RODRIGO DE OLIVEIRA MACEDO
ADV.(A/S) : RODRIGO DE OLIVEIRA MACEDO
EMBDO.(A/S) : GERALDO ANJO VIEIRA COUTO
ADV.(A/S) : FLÁVIO DE ALMEIDA NADALIM E OUTRO(A/S)
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.3.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.660
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) : RODRIGO DE OLIVEIRA MACEDO
ADV.(A/S) : RODRIGO DE OLIVEIRA MACEDO
EMBDO.(A/S) : GERALDO ANJO VIEIRA COUTO
ADV.(A/S) : FLÁVIO DE ALMEIDA NADALIM E OUTRO(A/S)
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.3.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8182795
| 2015-03-03T00:00:00
| 2015-04-09T00:00:00
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Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.3.2015.
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EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
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EMENTA
Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Direito Processual Civil. Princípios do contraditório e da ampla defesa. Cerceamento de defesa. Levantamento de penhora. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes.
1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental.
2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa ou do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República.
3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF.
4. Agravo regimental não provido.
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sjur299728
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- Acórdão(s) citado(s):
(OFENSA REFLEXA)
AI 836830 AgR (1ªT), ARE 644667 AgR (1ªT), ARE 837509 AgR (2ªT).
(SÚMULA 279)
AI 708277 AgR (1ªT), ARE 737822 AgR (2ªT), ARE 801057 AgR (1ªT).
Número de páginas: 12.
Análise: 30/04/2015, MAD.
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DIAS TOFFOLI
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Primeira Turma
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839660
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-ED
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acordaos
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ARE 839660 ED
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""
] |
EMBTE.(S) : RODRIGO DE OLIVEIRA MACEDO
ADV.(A/S) : RODRIGO DE OLIVEIRA MACEDO
EMBDO.(A/S) : GERALDO ANJO VIEIRA COUTO
ADV.(A/S) : FLÁVIO DE ALMEIDA NADALIM E OUTRO(A/S)
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[
""
] |
Ementa e Acórdão
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.660
MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:RODRIGO DE OLIVEIRA MACEDO
ADV.(A/S)
:RODRIGO DE OLIVEIRA MACEDO
EMBDO.(A/S)
:GERALDO ANJO VIEIRA COUTO
ADV.(A/S)
:FLÁVIO DE ALMEIDA NADALIM E OUTRO(A/S)
EMENTA
Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo.
Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Direito
Processual Civil. Princípios do contraditório e da ampla defesa.
Cerceamento de defesa. Levantamento de penhora. Legislação
infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas.
Impossibilidade. Precedentes.
1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental.
2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal,
da ampla defesa ou do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da
prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal,
da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa
indireta ou reflexa à Constituição da República.
3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação
infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos.
Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal.
4. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12
Ementa e Acórdão
ARE 839660 ED / MG
Ministro Marco Aurélio. Acordam, ademais, os Ministros, por
unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator.
Brasília, 3 de março de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 839660 ED / MG
Ministro Marco Aurélio. Acordam, ademais, os Ministros, por
unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator.
Brasília, 3 de março de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Relatório
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.660
MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:RODRIGO DE OLIVEIRA MACEDO
ADV.(A/S)
:RODRIGO DE OLIVEIRA MACEDO
EMBDO.(A/S)
:GERALDO ANJO VIEIRA COUTO
ADV.(A/S)
:FLÁVIO DE ALMEIDA NADALIM E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Rodrigo de Oliveira Macedo opõe tempestivos embargos de
declaração contra a decisão em que conheci de agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário (fls. 290/293), com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Turma
Recursal de Barbacena/MG que manteve a sentença de 1... Grau
por seus próprios fundamentos a qual, por sua vez, havia
determinado o levantamento da penhora realizada em benefício
do recorrente, sobre valores em posse do recorrido, por
considerá-los impenhoráveis.
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
No recurso extraordinário, sustenta-se violação do artigo
5..., caput, e incisos XXXVI e LV, da Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
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Supremo Tribunal Federal
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.660
MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:RODRIGO DE OLIVEIRA MACEDO
ADV.(A/S)
:RODRIGO DE OLIVEIRA MACEDO
EMBDO.(A/S)
:GERALDO ANJO VIEIRA COUTO
ADV.(A/S)
:FLÁVIO DE ALMEIDA NADALIM E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Rodrigo de Oliveira Macedo opõe tempestivos embargos de
declaração contra a decisão em que conheci de agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário (fls. 290/293), com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Turma
Recursal de Barbacena/MG que manteve a sentença de 1... Grau
por seus próprios fundamentos a qual, por sua vez, havia
determinado o levantamento da penhora realizada em benefício
do recorrente, sobre valores em posse do recorrido, por
considerá-los impenhoráveis.
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
No recurso extraordinário, sustenta-se violação do artigo
5..., caput, e incisos XXXVI e LV, da Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
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Relatório
ARE 839660 ED / MG
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso por outra razão’.
Não merece prosperar a irresignação, haja vista que a
jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme no
sentido de que afronta aos princípios constitucionais da
legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do
contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional, se dependente de reexame prévio de normas
infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. Nesse sentido,
anote-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS
CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL
SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise
da legislação infraconstitucional e do reexame de provas
na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as
alegações de afronta aos princípios do devido processo
legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes
de reexame de normas infraconstitucionais, podem
configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da
República’ (AI n 594.887/SP–AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07).
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 839660 ED / MG
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso por outra razão’.
Não merece prosperar a irresignação, haja vista que a
jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme no
sentido de que afronta aos princípios constitucionais da
legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do
contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional, se dependente de reexame prévio de normas
infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. Nesse sentido,
anote-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS
CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL
SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise
da legislação infraconstitucional e do reexame de provas
na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as
alegações de afronta aos princípios do devido processo
legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes
de reexame de normas infraconstitucionais, podem
configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da
República’ (AI n 594.887/SP–AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07).
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12
Relatório
ARE 839660 ED / MG
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou
assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância
essa que impede a utilização do recurso extraordinário.
Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
Ademais, ressalte-se que a Corte de origem decidiu a
questão relativa à impenhorabilidade dos valores em discussão
amparada exclusivamente nas provas dos autos e na legislação
infraconstitucional pertinente, de reexame incabível em sede de
recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279 desta
Corte. Nesse sentido:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. DIREITO CIVIL. BEM IMÓVEL
OBJETO
DE
HIPOTECA
CEDULAR.
PENHORABILIDADE. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI
n 599.166/SP-AgR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe
de 26/6/09).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. PENHORA.
SUBSTITUIÇÃO
DE
BEM.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL:
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI
n 728.878/GO-AgR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia,
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 839660 ED / MG
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou
assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância
essa que impede a utilização do recurso extraordinário.
Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
Ademais, ressalte-se que a Corte de origem decidiu a
questão relativa à impenhorabilidade dos valores em discussão
amparada exclusivamente nas provas dos autos e na legislação
infraconstitucional pertinente, de reexame incabível em sede de
recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279 desta
Corte. Nesse sentido:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. DIREITO CIVIL. BEM IMÓVEL
OBJETO
DE
HIPOTECA
CEDULAR.
PENHORABILIDADE. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI
n 599.166/SP-AgR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe
de 26/6/09).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. PENHORA.
SUBSTITUIÇÃO
DE
BEM.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL:
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI
n 728.878/GO-AgR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia,
3
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Relatório
ARE 839660 ED / MG
Primeira Turma, DJe de 13/3/09).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. EXECUÇÃO. NOMEAÇÃO DE BENS À
PENHORA. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA
AO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. A
violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal
decorrente da necessidade de análise de malferimento de
dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o
recurso extraordinário. Precedentes: Recurso Extraordinário 596.682, Rel. Min.
Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min.
Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 2. A súmula 279/Supremo Tribunal Federal
dispõe verbis: Para simples reexame de prova não cabe
recurso extraordinário. 3. É que o recurso extraordinário
não se presta ao exame de questões que demandam
revolvimento do contexto fático-probatório dos autos,
adstringindo-se à análise da violação direta da ordem
constitucional. 4. A decisão judicial tem que ser
fundamentada (art. 93, IX), ainda que sucintamente, mas,
sendo prescindível que a mesma se funde na tese
suscitada pela parte. Precedente: AI-QO-RG 791.292, Rel.
Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13,08.2010. 5.
Agravo regimental a que se nega provimento.’ (AI n
738.998/GO-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira
Turma, DJe de 17/10/11).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Aduz o embargante, in verbis, que
“(...) a venerável decisão foi omissa tendo em vista que só
apreciou uma das questões tratadas nos autos que foi a questão
da impenhorabilidade de recursos bloqueados em desfavor do
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 839660 ED / MG
Primeira Turma, DJe de 13/3/09).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. EXECUÇÃO. NOMEAÇÃO DE BENS À
PENHORA. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA
AO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. A
violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal
decorrente da necessidade de análise de malferimento de
dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o
recurso extraordinário. Precedentes: Recurso Extraordinário 596.682, Rel. Min.
Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min.
Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 2. A súmula 279/Supremo Tribunal Federal
dispõe verbis: Para simples reexame de prova não cabe
recurso extraordinário. 3. É que o recurso extraordinário
não se presta ao exame de questões que demandam
revolvimento do contexto fático-probatório dos autos,
adstringindo-se à análise da violação direta da ordem
constitucional. 4. A decisão judicial tem que ser
fundamentada (art. 93, IX), ainda que sucintamente, mas,
sendo prescindível que a mesma se funde na tese
suscitada pela parte. Precedente: AI-QO-RG 791.292, Rel.
Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13,08.2010. 5.
Agravo regimental a que se nega provimento.’ (AI n
738.998/GO-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira
Turma, DJe de 17/10/11).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Aduz o embargante, in verbis, que
“(...) a venerável decisão foi omissa tendo em vista que só
apreciou uma das questões tratadas nos autos que foi a questão
da impenhorabilidade de recursos bloqueados em desfavor do
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12
Relatório
ARE 839660 ED / MG
recorrido/devedor.
No entanto, há outras questões que mereciam atenção e
que não careciam de analisar legislações infraconstitucionais,
como é o caso de ter sido impedido de fazer sustentação oral e
ter sido tratado de forma desigual com a parte contrária” (fl.
295).
É o relatório.
5
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Supremo Tribunal Federal
ARE 839660 ED / MG
recorrido/devedor.
No entanto, há outras questões que mereciam atenção e
que não careciam de analisar legislações infraconstitucionais,
como é o caso de ter sido impedido de fazer sustentação oral e
ter sido tratado de forma desigual com a parte contrária” (fl.
295).
É o relatório.
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.660
MINAS GERAIS
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Inicialmente, nos termos da pacífica jurisprudência desta Corte,
recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, o
qual passo a analisar.
O inconformismo não merece prosperar.
Com efeito, alega o agravante que os incisos XXXVI, LV e caput do
art. 5... teriam sido violados, uma vez que, supostamente, não teria sido
tratado de forma isonômica com relação ao agravado - pois teria sido
impedido de fazer sustentação oral - e, ainda, que a penhora sobre os
bens do recorrido teria sido desconstituída de forma equivocada pelo
Tribunal de origem.
Consoante expresso na decisão agravada, a jurisprudência desta
Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da
legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa ou do
contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional,
quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à
Constituição da República, o que não enseja reexame das questões em
recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se:
“PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
PRELIMINAR
DE
REPERCUSSÃO
GERAL.
FUNDAMENTAÇÃO
DEFICIENTE.
ÔNUS
DO
RECORRENTE. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO DIREITO
ADQUIRIDO, AO ATO JURÍDICO PERFEITO E À COISA
JULGADA OU AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE, DO
CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA, DO DEVIDO
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8141703.
Supremo Tribunal Federal
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.660
MINAS GERAIS
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Inicialmente, nos termos da pacífica jurisprudência desta Corte,
recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, o
qual passo a analisar.
O inconformismo não merece prosperar.
Com efeito, alega o agravante que os incisos XXXVI, LV e caput do
art. 5... teriam sido violados, uma vez que, supostamente, não teria sido
tratado de forma isonômica com relação ao agravado - pois teria sido
impedido de fazer sustentação oral - e, ainda, que a penhora sobre os
bens do recorrido teria sido desconstituída de forma equivocada pelo
Tribunal de origem.
Consoante expresso na decisão agravada, a jurisprudência desta
Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da
legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa ou do
contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional,
quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à
Constituição da República, o que não enseja reexame das questões em
recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se:
“PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
PRELIMINAR
DE
REPERCUSSÃO
GERAL.
FUNDAMENTAÇÃO
DEFICIENTE.
ÔNUS
DO
RECORRENTE. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO DIREITO
ADQUIRIDO, AO ATO JURÍDICO PERFEITO E À COISA
JULGADA OU AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE, DO
CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA, DO DEVIDO
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 839660 ED / MG
PROCESSO LEGAL E DA INAFASTABILIDADE DA
JURISDIÇÃO.
QUESTÕES
INFRACONSTITUCIONAIS.
OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”
(ARE n 837.509/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Teori Zavascki, DJe de 11/2/15).
“DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE
VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE E DO
DEVIDO
PROCESSO
LEGAL.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO
ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Impossibilidade
de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso
existente, situada no âmbito infraconstitucional. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI n 836.830/MA-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de
26/4/12).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE
EMPRESARIAL. INDEFERIMENTO DA PRODUÇÃO DE
PROVAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5..., LV, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO
REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os postulados da legalidade,
do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos
atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa
dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais,
revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o
que, por si só, não desafia a abertura da instância
extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1... Turma, Rel.
Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010; e AI 756.336-AgR, 2...
Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 2. Agravo
regimental desprovido” (ARE n 644.667/RS-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11).
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 839660 ED / MG
PROCESSO LEGAL E DA INAFASTABILIDADE DA
JURISDIÇÃO.
QUESTÕES
INFRACONSTITUCIONAIS.
OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”
(ARE n 837.509/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Teori Zavascki, DJe de 11/2/15).
“DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE
VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE E DO
DEVIDO
PROCESSO
LEGAL.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO
ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Impossibilidade
de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso
existente, situada no âmbito infraconstitucional. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI n 836.830/MA-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de
26/4/12).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE
EMPRESARIAL. INDEFERIMENTO DA PRODUÇÃO DE
PROVAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5..., LV, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO
REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os postulados da legalidade,
do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos
atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa
dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais,
revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o
que, por si só, não desafia a abertura da instância
extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1... Turma, Rel.
Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010; e AI 756.336-AgR, 2...
Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 2. Agravo
regimental desprovido” (ARE n 644.667/RS-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11).
2
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 839660 ED / MG
Por outro lado, a análise das questões suscitadas pelo agravante não
prescinde do exame da legislação processual e do conjunto fático-
probatório da causa, o qual é inadmissível em recurso extraordinário.
Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal.
Seguem essa orientação os seguintes julgados:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO CIVIL.
AÇÃO DECLARATÓRIA DE NULIDADES DE ATOS
PROCESSUAIS. PEDIDO DE ANULAÇÃO DE PENHORA.
PRECLUSÃO
DA
MATÉRIA.
DISPOSITIVOS
CONSTITUCIONAIS TIDOS POR VIOLADOS NÃO
PREQUESTIONADOS. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal. SOLUÇÃO
DA
CONTROVÉRSIA
DEMANDA ANÁLISE
DE
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E REEXAME DO
CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO
DOS
AUTOS.
VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
INEXISTÊNCIA. Os arts. 1..., III, e 5..., IV, da Constituição
Federal, tidos por violados, não foram objeto de análise prévia e
conclusiva pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282
e 356/Supremo Tribunal Federal. Ademais, para dissentir do acórdão recorrido,
necessária seria a análise da legislação infraconstitucional
pertinente (Código de Processo Civil) e o reexame do conjunto
fático-probatório dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), o que torna
inviável o processamento do recurso extraordinário. Agravo
regimental a que se nega provimento” (ARE n 801.057/RJ-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de
17/10/14).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
AÇÃO MONITÓRIA. PRESCRIÇÃO. CERCEAMENTO DE
DEFESA. 1. INEXISTÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART.
93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA 2. ANÁLISE
DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 839660 ED / MG
Por outro lado, a análise das questões suscitadas pelo agravante não
prescinde do exame da legislação processual e do conjunto fático-
probatório da causa, o qual é inadmissível em recurso extraordinário.
Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal.
Seguem essa orientação os seguintes julgados:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO CIVIL.
AÇÃO DECLARATÓRIA DE NULIDADES DE ATOS
PROCESSUAIS. PEDIDO DE ANULAÇÃO DE PENHORA.
PRECLUSÃO
DA
MATÉRIA.
DISPOSITIVOS
CONSTITUCIONAIS TIDOS POR VIOLADOS NÃO
PREQUESTIONADOS. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal. SOLUÇÃO
DA
CONTROVÉRSIA
DEMANDA ANÁLISE
DE
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E REEXAME DO
CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO
DOS
AUTOS.
VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
INEXISTÊNCIA. Os arts. 1..., III, e 5..., IV, da Constituição
Federal, tidos por violados, não foram objeto de análise prévia e
conclusiva pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282
e 356/Supremo Tribunal Federal. Ademais, para dissentir do acórdão recorrido,
necessária seria a análise da legislação infraconstitucional
pertinente (Código de Processo Civil) e o reexame do conjunto
fático-probatório dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), o que torna
inviável o processamento do recurso extraordinário. Agravo
regimental a que se nega provimento” (ARE n 801.057/RJ-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de
17/10/14).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
AÇÃO MONITÓRIA. PRESCRIÇÃO. CERCEAMENTO DE
DEFESA. 1. INEXISTÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART.
93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA 2. ANÁLISE
DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA
3
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 839660 ED / MG
CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. REEXAME DE FATOS E
PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. 4. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (ARE n 737.822/DF-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/5/13).
“DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. CONTRATO.
SIMULAÇÃO. RECONHECIMENTO PELAS INSTÂNCIAS
ORDINÁRIAS. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL
NÃO CONFIGURADA. INDEFERIMENTO DE DEPOIMENTO
TESTEMUNHAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. NÃO
OCORRÊNCIA. ANÁLISE DE EVENTUAL AFRONTA AOS
PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO
EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA
MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO
REGIONAL.
SÚMULA
279/Supremo Tribunal Federal.
ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL
VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA
NÃO
VIABILIZA
O
MANEJO
DE
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
PRECEDENTES.
ACÓRDÃO
RECORRIDO PUBLICADO EM 06.11.2006. As razões do agravo
regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que
lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao
óbice da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso
extraordinário. Precedentes. O exame da alegada ofensa ao art.
5..., XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal, dependeria de
prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à
espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária,
prevista no art. 102 da Constituição Federal. Agravo regimental
conhecido e não provido” (AI n 708.277/SP-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 15/5/13).
Nego provimento ao agravo regimental.
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 839660 ED / MG
CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. REEXAME DE FATOS E
PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. 4. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (ARE n 737.822/DF-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/5/13).
“DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. CONTRATO.
SIMULAÇÃO. RECONHECIMENTO PELAS INSTÂNCIAS
ORDINÁRIAS. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL
NÃO CONFIGURADA. INDEFERIMENTO DE DEPOIMENTO
TESTEMUNHAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. NÃO
OCORRÊNCIA. ANÁLISE DE EVENTUAL AFRONTA AOS
PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO
EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA
MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO
REGIONAL.
SÚMULA
279/Supremo Tribunal Federal.
ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL
VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA
NÃO
VIABILIZA
O
MANEJO
DE
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
PRECEDENTES.
ACÓRDÃO
RECORRIDO PUBLICADO EM 06.11.2006. As razões do agravo
regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que
lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao
óbice da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso
extraordinário. Precedentes. O exame da alegada ofensa ao art.
5..., XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal, dependeria de
prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à
espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária,
prevista no art. 102 da Constituição Federal. Agravo regimental
conhecido e não provido” (AI n 708.277/SP-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 15/5/13).
Nego provimento ao agravo regimental.
4
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Extrato de Ata - 03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.660
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) : RODRIGO DE OLIVEIRA MACEDO
ADV.(A/S) : RODRIGO DE OLIVEIRA MACEDO
EMBDO.(A/S) : GERALDO ANJO VIEIRA COUTO
ADV.(A/S) : FLÁVIO DE ALMEIDA NADALIM E OUTRO(A/S)
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 3.3.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839.660
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) : RODRIGO DE OLIVEIRA MACEDO
ADV.(A/S) : RODRIGO DE OLIVEIRA MACEDO
EMBDO.(A/S) : GERALDO ANJO VIEIRA COUTO
ADV.(A/S) : FLÁVIO DE ALMEIDA NADALIM E OUTRO(A/S)
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 3.3.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 839 . 660",
"Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 839660 ED / MG",
"ARE 839660 ED / MG",
"Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"ARE 839660 ED / MG",
"AI n 594 . 887 / SP – AgR",
"ARE 839660 ED / MG",
"AI n 594 . 887 / SP – AgR",
"ARE 839660 ED / MG",
"AI n 360 . 265 / RJ - AgR",
"Súmula n 279 desta Corte",
"AI n 599 . 166 / SP - AgR",
"AI n 728 . 878 / GO - AgR",
"ARE 839660 ED / MG",
"AI n 360 . 265 / RJ - AgR",
"Súmula n 279 desta Corte",
"AI n 599 . 166 / SP - AgR",
"AI n 728 . 878 / GO - AgR",
"ARE 839660 ED / MG",
"Recurso Extraordinário 596 . 682",
"AI 808 . 361",
"súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI",
"-",
"QO",
"-",
"RG 791 . 292",
"AI n 738 . 998 / GO - AgR",
"ARE 839660 ED / MG",
"Recurso Extraordinário 596 . 682",
"AI 808 . 361",
"súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI",
"-",
"QO",
"-",
"RG 791 . 292",
"AI n 738 . 998 / GO - AgR",
"ARE 839660 ED / MG",
"ARE 839660 ED / MG",
"AGRAVO 839 . 660",
"ARE 839660 ED / MG",
"ARE n 837 . 509 / SP - AgR",
"AI n 836 . 830 / MA - AgR",
"AI 804 . 854 - AgR",
"AI 756 . 336 - AgR",
"ARE n 644 . 667 / RS - AgR",
"ARE 839660 ED / MG",
"ARE n 837 . 509 / SP - AgR",
"AI n 836 . 830 / MA - AgR",
"AI 804 . 854 - AgR",
"AI 756 . 336 - AgR",
"ARE n 644 . 667 / RS - AgR",
"ARE 839660 ED / MG",
"Súmulas ns 636",
"SÚMULAS 282",
"Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 801 . 057 / RJ - AgR",
"ARE 839660 ED / MG",
"Súmulas ns 636",
"SÚMULAS 282 E 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 801 . 057 / RJ - AgR",
"ARE",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"ARE n 737 . 822 / DF - AgR",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 708 . 277 / SP - AgR",
"ARE 839660",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"ARE n 737 . 822 / DF - AgR",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 708 . 277 / SP - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . , caput , e incisos XXXVI e LV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . , caput , e incisos XXXVI e LV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 5 . . . , LV , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 5 . . . , LV , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"arts . 1 . . . , III , e 5 . . . , IV , da Constituição Federal",
"Código de Processo Civil",
"ART . 93 , INC . IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"arts . 1 . . . , III , e 5 . . . , IV , da Constituição Federal",
"Código de Processo Civil",
"ART . 93 , INC . IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"art . 5 . . . , XXXV , LIV e LV , da Constituição Federal",
"art . 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , XXXV , LIV e LV , da Constituição Federal",
"art . 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MINAS GERAIS",
"Brasília",
"Brasília",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Turma Recursal de Barbacena / MG",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Turma Recursal de Barbacena / MG",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Pleno",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Tribunal Pleno",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"2",
".",
".",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"1",
".",
".",
"2",
".",
".",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
".",
"Primeira Turma",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"RODRIGO DE OLIVEIRA MACEDO",
"RODRIGO DE OLIVEIRA MACEDO",
"GERALDO ANJO VIEIRA COUTO",
"FLÁVIO DE ALMEIDA NADALIM",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"DIAS TOFFOLI",
"Marco Aurélio",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"RODRIGO DE OLIVEIRA MACEDO",
"RODRIGO DE OLIVEIRA MACEDO",
"GERALDO ANJO VIEIRA COUTO",
"FLÁVIO DE ALMEIDA NADALIM",
"DIAS TOFFOLI",
"Rodrigo de Oliveira Macedo",
"Sepúlveda Pertence",
"DIAS TOFFOLI",
"RODRIGO DE OLIVEIRA MACEDO",
"RODRIGO DE OLIVEIRA MACEDO",
"GERALDO ANJO VIEIRA COUTO",
"FLÁVIO DE ALMEIDA NADALIM",
"DIAS TOFFOLI",
"Rodrigo de Oliveira Macedo",
"Sepúlveda Pertence",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Carlos Britto",
"Marco Aurélio",
"Gilmar Mendes",
"Luiz Fux",
"Carlos Britto",
"Marco Aurélio",
"Gilmar Mendes",
"Luiz Fux",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Teori Zavascki",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Luiz Fux",
"Teori Zavascki",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Luiz Fux",
"DIAS TOFFOLI",
"Roberto Barroso",
"Roberto Barroso",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen Lúcia",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Rosa Weber",
"DIAS TOFFOLI",
"RODRIGO DE OLIVEIRA MACEDO",
"RODRIGO DE OLIVEIRA MACEDO",
"GERALDO ANJO VIEIRA COUTO",
"FLÁVIO DE ALMEIDA NADALIM",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"RODRIGO DE OLIVEIRA MACEDO",
"RODRIGO DE OLIVEIRA MACEDO",
"GERALDO ANJO VIEIRA COUTO",
"FLÁVIO DE ALMEIDA NADALIM",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"03",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3 de março de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3 de março de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"3",
"/",
"5",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"3",
"/",
"5",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"30",
"/",
"11",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"30",
"/",
"11",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"9",
"/",
"02",
"26",
"/",
"6",
"/",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"9",
"/",
"02",
"26",
"/",
"6",
"/",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"3",
"/",
"09",
"21",
"/",
"10",
"/",
"10",
"08",
"/",
"09",
"/",
"10",
"13",
",",
"08",
".",
"2010",
"17",
"/",
"10",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"3",
"/",
"09",
"21",
"/",
"10",
"/",
"10",
"08",
"/",
"09",
"/",
"10",
"13",
",",
"08",
".",
"2010",
"17",
"/",
"10",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
"/",
"2",
"/",
"15",
"26",
"/",
"4",
"/",
"12",
"24",
"/",
"11",
"/",
"2010",
"22",
"/",
"10",
"/",
"2010",
"5",
"/",
"10",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
"/",
"2",
"/",
"15",
"26",
"/",
"4",
"/",
"12",
"24",
"/",
"11",
"/",
"2010",
"22",
"/",
"10",
"/",
"2010",
"5",
"/",
"10",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"10",
"/",
"14",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"10",
"/",
"14",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"5",
"/",
"13",
"06",
".",
"11",
".",
"2006",
"15",
"/",
"5",
"/",
"13",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"5",
"/",
"13",
"06",
".",
"11",
".",
"2006",
"15",
"/",
"5",
"/",
"13",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.531 MINAS
GERAIS
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MARCELO AUGUSTO ANTUNES DE CARVALHO
ADV.(A/S)
:FRANCISCO GALVÃO DE CARVALHO
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS
GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
MINAS GERAIS
INTDO.(A/S)
:NAYARA RAMOS MOREIRA
ADV.(A/S)
:JÚLIO CESAR DE PAULA
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGADA OFENSA AOS
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO
CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE
NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS.
A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de
recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à
legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da
Constituição. Precedente.
A parte recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos
fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a
hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7983713.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
ARE 858531 AGR / MG
regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou deste
julgamento, justificadamente, o Ministro Dias Toffoli.
Brasília, 03 de março de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7983713.
Supremo Tribunal Federal
ARE 858531 AGR / MG
regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou deste
julgamento, justificadamente, o Ministro Dias Toffoli.
Brasília, 03 de março de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.531 MINAS
GERAIS
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MARCELO AUGUSTO ANTUNES DE CARVALHO
ADV.(A/S)
:FRANCISCO GALVÃO DE CARVALHO
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS
GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
MINAS GERAIS
INTDO.(A/S)
:NAYARA RAMOS MOREIRA
ADV.(A/S)
:JÚLIO CESAR DE PAULA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário com agravo,
pelos seguintes fundamentos:
“[...]
Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Primeira
Turma Recursal da Comarca de Uberaba/MG que denegou
ordem de habeas corpus ao ora recorrente, tendo em vista ter
ocorrido sua efetiva e regular citação nos autos do processo criminal
em curso.
O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102,
III, a , da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação
ao art. 5º, LIV e LV, da Constituição.
A decisão agravada não admitiu o recurso extraordinário
sob os seguintes fundamentos: (i) ausência de demonstração da
repercussão geral da questão constitucional; (ii) ausência de
prequestionamento.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7983714.
Supremo Tribunal Federal
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.531 MINAS
GERAIS
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MARCELO AUGUSTO ANTUNES DE CARVALHO
ADV.(A/S)
:FRANCISCO GALVÃO DE CARVALHO
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS
GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
MINAS GERAIS
INTDO.(A/S)
:NAYARA RAMOS MOREIRA
ADV.(A/S)
:JÚLIO CESAR DE PAULA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário com agravo,
pelos seguintes fundamentos:
“[...]
Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Primeira
Turma Recursal da Comarca de Uberaba/MG que denegou
ordem de habeas corpus ao ora recorrente, tendo em vista ter
ocorrido sua efetiva e regular citação nos autos do processo criminal
em curso.
O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102,
III, a , da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação
ao art. 5º, LIV e LV, da Constituição.
A decisão agravada não admitiu o recurso extraordinário
sob os seguintes fundamentos: (i) ausência de demonstração da
repercussão geral da questão constitucional; (ii) ausência de
prequestionamento.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7983714.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
ARE 858531 AGR / MG
O recurso é inadmissível, tendo em vista que a
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento
de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas
violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o
seu sentido à luz da Constituição. Nessa linha, veja-se a
seguinte passagem da ementa do AI 839.837-AgR, julgado sob a
relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski:
‘[...]
II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido
de que a afronta aos princípios constitucionais da
legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do
contraditório, se dependente de reexame prévio de
normas infraconstitucionais, em regra, seria indireta ou
reflexa. Precedentes.’
Ademais, para chegar a conclusão diversa do acórdão
recorrido, imprescindível seria uma nova apreciação dos fatos e
do material probatório constante dos autos, o que torna inviável
o processamento do recurso extraordinário, nos termos da
Súmula 279/STF.
Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei nº 8.038/1990
e no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso.
[...]”
2.
A parte agravante alega que “não se cogita e nem se pretende
a discussão de matéria infraconstitucional, mas a violação do devido processo
legal e a negativa à ampla defesa”. Afirma que “basta a mera leitura das peças
processuais, sem qualquer exame de prova, para se constatar a ofensa e violação
dos princípios fundamentais que se inscrevem nossa Lei Fundamental”.
3.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7983714.
Supremo Tribunal Federal
ARE 858531 AGR / MG
O recurso é inadmissível, tendo em vista que a
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento
de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas
violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o
seu sentido à luz da Constituição. Nessa linha, veja-se a
seguinte passagem da ementa do AI 839.837-AgR, julgado sob a
relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski:
‘[...]
II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido
de que a afronta aos princípios constitucionais da
legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do
contraditório, se dependente de reexame prévio de
normas infraconstitucionais, em regra, seria indireta ou
reflexa. Precedentes.’
Ademais, para chegar a conclusão diversa do acórdão
recorrido, imprescindível seria uma nova apreciação dos fatos e
do material probatório constante dos autos, o que torna inviável
o processamento do recurso extraordinário, nos termos da
Súmula 279/STF.
Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei nº 8.038/1990
e no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso.
[...]”
2.
A parte agravante alega que “não se cogita e nem se pretende
a discussão de matéria infraconstitucional, mas a violação do devido processo
legal e a negativa à ampla defesa”. Afirma que “basta a mera leitura das peças
processuais, sem qualquer exame de prova, para se constatar a ofensa e violação
dos princípios fundamentais que se inscrevem nossa Lei Fundamental”.
3.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7983714.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.531 MINAS
GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
agravante não trouxe novos argumentos capazes de infirmar os
fundamentos da decisão agravada.
2.
Tal como constatou a decisão agravada, a jurisprudência
do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso
extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação
infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da
Constituição. No caso, para chegar a conclusão diversa do acórdão
recorrido, necessária seria a análise da legislação infraconstitucional
pertinente (Lei nº 9.099/1995), procedimento inviável em recurso
extraordinário.
3.
Ademais, a parte recorrente limita-se a postular uma nova
apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas
condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF. Quanto à
necessidade de reavaliação dos fatos subjacentes, veja-se a seguinte
passagem do voto condutor do acórdão recorrido:
“[...]
No caso em tela, não verifiquei nenhum ato capaz de
causar prejuízo ao impetrante, inclusive tendo sido a ele
constituído Defensor Público (fls. 145). Se não foi intimado da
audiência (fls. 123/124), é porque não comunicou a mudança de
endereço nos autos, como deveria.
[...]”
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7983715.
Supremo Tribunal Federal
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.531 MINAS
GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
agravante não trouxe novos argumentos capazes de infirmar os
fundamentos da decisão agravada.
2.
Tal como constatou a decisão agravada, a jurisprudência
do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso
extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação
infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da
Constituição. No caso, para chegar a conclusão diversa do acórdão
recorrido, necessária seria a análise da legislação infraconstitucional
pertinente (Lei nº 9.099/1995), procedimento inviável em recurso
extraordinário.
3.
Ademais, a parte recorrente limita-se a postular uma nova
apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas
condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF. Quanto à
necessidade de reavaliação dos fatos subjacentes, veja-se a seguinte
passagem do voto condutor do acórdão recorrido:
“[...]
No caso em tela, não verifiquei nenhum ato capaz de
causar prejuízo ao impetrante, inclusive tendo sido a ele
constituído Defensor Público (fls. 145). Se não foi intimado da
audiência (fls. 123/124), é porque não comunicou a mudança de
endereço nos autos, como deveria.
[...]”
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7983715.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 858531 AGR / MG
4.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 858531 AGR / MG
4.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Extrato de Ata - 03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.531
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : MARCELO AUGUSTO ANTUNES DE CARVALHO
ADV.(A/S) : FRANCISCO GALVÃO DE CARVALHO
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS
GERAIS
INTDO.(A/S) : NAYARA RAMOS MOREIRA
ADV.(A/S) : JÚLIO CESAR DE PAULA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime.
Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma,
3.3.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8017231
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.531
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : MARCELO AUGUSTO ANTUNES DE CARVALHO
ADV.(A/S) : FRANCISCO GALVÃO DE CARVALHO
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS
GERAIS
INTDO.(A/S) : NAYARA RAMOS MOREIRA
ADV.(A/S) : JÚLIO CESAR DE PAULA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime.
Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma,
3.3.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8029734
| 2015-03-03T00:00:00
| 2015-03-17T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.3.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGADA OFENSA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS.
A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Precedente.
A parte recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF.
Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur296491
|
Número de páginas: 7.
Análise: 06/04/2015, BMP.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
858531
|
[
"LEG-FED LEI-009099 ANO-1995\n LJE-1995 LEI DOS JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS E CRIMINAIS\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 858531 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : MARCELO AUGUSTO ANTUNES DE CARVALHO
ADV.(A/S) : FRANCISCO GALVÃO DE CARVALHO
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
INTDO.(A/S) : NAYARA RAMOS MOREIRA
ADV.(A/S) : JÚLIO CESAR DE PAULA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.531 MINAS
GERAIS
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MARCELO AUGUSTO ANTUNES DE CARVALHO
ADV.(A/S)
:FRANCISCO GALVÃO DE CARVALHO
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS
GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
MINAS GERAIS
INTDO.(A/S)
:NAYARA RAMOS MOREIRA
ADV.(A/S)
:JÚLIO CESAR DE PAULA
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGADA OFENSA AOS
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO
CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE
NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS.
A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de
recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à
legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da
Constituição. Precedente.
A parte recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos
fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas condições, a
hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
ARE 858531 AGR / MG
regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou deste
julgamento, justificadamente, o Ministro Dias Toffoli.
Brasília, 03 de março de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 858531 AGR / MG
regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou deste
julgamento, justificadamente, o Ministro Dias Toffoli.
Brasília, 03 de março de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.531 MINAS
GERAIS
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MARCELO AUGUSTO ANTUNES DE CARVALHO
ADV.(A/S)
:FRANCISCO GALVÃO DE CARVALHO
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS
GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
MINAS GERAIS
INTDO.(A/S)
:NAYARA RAMOS MOREIRA
ADV.(A/S)
:JÚLIO CESAR DE PAULA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário com agravo,
pelos seguintes fundamentos:
“[...]
Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Primeira
Turma Recursal da Comarca de Uberaba/MG que denegou
ordem de habeas corpus ao ora recorrente, tendo em vista ter
ocorrido sua efetiva e regular citação nos autos do processo criminal
em curso.
O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102,
III, a , da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação
ao art. 5..., LIV e LV, da Constituição.
A decisão agravada não admitiu o recurso extraordinário
sob os seguintes fundamentos: (i) ausência de demonstração da
repercussão geral da questão constitucional; (ii) ausência de
prequestionamento.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.531 MINAS
GERAIS
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MARCELO AUGUSTO ANTUNES DE CARVALHO
ADV.(A/S)
:FRANCISCO GALVÃO DE CARVALHO
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS
GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
MINAS GERAIS
INTDO.(A/S)
:NAYARA RAMOS MOREIRA
ADV.(A/S)
:JÚLIO CESAR DE PAULA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário com agravo,
pelos seguintes fundamentos:
“[...]
Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Primeira
Turma Recursal da Comarca de Uberaba/MG que denegou
ordem de habeas corpus ao ora recorrente, tendo em vista ter
ocorrido sua efetiva e regular citação nos autos do processo criminal
em curso.
O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102,
III, a , da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação
ao art. 5..., LIV e LV, da Constituição.
A decisão agravada não admitiu o recurso extraordinário
sob os seguintes fundamentos: (i) ausência de demonstração da
repercussão geral da questão constitucional; (ii) ausência de
prequestionamento.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
ARE 858531 AGR / MG
O recurso é inadmissível, tendo em vista que a
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento
de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas
violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o
seu sentido à luz da Constituição. Nessa linha, veja-se a
seguinte passagem da ementa do AI 839.837-AgR, julgado sob a
relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski:
‘[...]
II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido
de que a afronta aos princípios constitucionais da
legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do
contraditório, se dependente de reexame prévio de
normas infraconstitucionais, em regra, seria indireta ou
reflexa. Precedentes.’
Ademais, para chegar a conclusão diversa do acórdão
recorrido, imprescindível seria uma nova apreciação dos fatos e
do material probatório constante dos autos, o que torna inviável
o processamento do recurso extraordinário, nos termos da
Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei n 8.038/1990
e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.
[...]”
2.
A parte agravante alega que “não se cogita e nem se pretende
a discussão de matéria infraconstitucional, mas a violação do devido processo
legal e a negativa à ampla defesa”. Afirma que “basta a mera leitura das peças
processuais, sem qualquer exame de prova, para se constatar a ofensa e violação
dos princípios fundamentais que se inscrevem nossa Lei Fundamental”.
3.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 858531 AGR / MG
O recurso é inadmissível, tendo em vista que a
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento
de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas
violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o
seu sentido à luz da Constituição. Nessa linha, veja-se a
seguinte passagem da ementa do AI 839.837-AgR, julgado sob a
relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski:
‘[...]
II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido
de que a afronta aos princípios constitucionais da
legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do
contraditório, se dependente de reexame prévio de
normas infraconstitucionais, em regra, seria indireta ou
reflexa. Precedentes.’
Ademais, para chegar a conclusão diversa do acórdão
recorrido, imprescindível seria uma nova apreciação dos fatos e
do material probatório constante dos autos, o que torna inviável
o processamento do recurso extraordinário, nos termos da
Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei n 8.038/1990
e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.
[...]”
2.
A parte agravante alega que “não se cogita e nem se pretende
a discussão de matéria infraconstitucional, mas a violação do devido processo
legal e a negativa à ampla defesa”. Afirma que “basta a mera leitura das peças
processuais, sem qualquer exame de prova, para se constatar a ofensa e violação
dos princípios fundamentais que se inscrevem nossa Lei Fundamental”.
3.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.531 MINAS
GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
agravante não trouxe novos argumentos capazes de infirmar os
fundamentos da decisão agravada.
2.
Tal como constatou a decisão agravada, a jurisprudência
do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso
extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação
infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da
Constituição. No caso, para chegar a conclusão diversa do acórdão
recorrido, necessária seria a análise da legislação infraconstitucional
pertinente (Lei n 9.099/1995), procedimento inviável em recurso
extraordinário.
3.
Ademais, a parte recorrente limita-se a postular uma nova
apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas
condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Quanto à
necessidade de reavaliação dos fatos subjacentes, veja-se a seguinte
passagem do voto condutor do acórdão recorrido:
“[...]
No caso em tela, não verifiquei nenhum ato capaz de
causar prejuízo ao impetrante, inclusive tendo sido a ele
constituído Defensor Público (fls. 145). Se não foi intimado da
audiência (fls. 123/124), é porque não comunicou a mudança de
endereço nos autos, como deveria.
[...]”
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7983715.
Supremo Tribunal Federal
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.531 MINAS
GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
agravante não trouxe novos argumentos capazes de infirmar os
fundamentos da decisão agravada.
2.
Tal como constatou a decisão agravada, a jurisprudência
do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso
extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação
infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da
Constituição. No caso, para chegar a conclusão diversa do acórdão
recorrido, necessária seria a análise da legislação infraconstitucional
pertinente (Lei n 9.099/1995), procedimento inviável em recurso
extraordinário.
3.
Ademais, a parte recorrente limita-se a postular uma nova
apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos. Nessas
condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Quanto à
necessidade de reavaliação dos fatos subjacentes, veja-se a seguinte
passagem do voto condutor do acórdão recorrido:
“[...]
No caso em tela, não verifiquei nenhum ato capaz de
causar prejuízo ao impetrante, inclusive tendo sido a ele
constituído Defensor Público (fls. 145). Se não foi intimado da
audiência (fls. 123/124), é porque não comunicou a mudança de
endereço nos autos, como deveria.
[...]”
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7983715.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 858531 AGR / MG
4.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7983715.
Supremo Tribunal Federal
ARE 858531 AGR / MG
4.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Extrato de Ata - 03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.531
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : MARCELO AUGUSTO ANTUNES DE CARVALHO
ADV.(A/S) : FRANCISCO GALVÃO DE CARVALHO
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS
GERAIS
INTDO.(A/S) : NAYARA RAMOS MOREIRA
ADV.(A/S) : JÚLIO CESAR DE PAULA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime.
Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma,
3.3.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8017231
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.531
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : MARCELO AUGUSTO ANTUNES DE CARVALHO
ADV.(A/S) : FRANCISCO GALVÃO DE CARVALHO
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS
GERAIS
INTDO.(A/S) : NAYARA RAMOS MOREIRA
ADV.(A/S) : JÚLIO CESAR DE PAULA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime.
Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma,
3.3.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8017231
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 858531 AGR / MG",
"ARE 858531 AGR / MG",
"RECURSO",
"AGRAVO 858 . 531",
"ARE 858531 AGR / MG",
"AI 839 . 837 - AgR",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 858531 AGR / MG",
"AI 839 . 837 - AgR",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 858531 AGR / MG",
"ARE 858531 AGR / MG"
],
"LEGISLACAO": [
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal",
"art . 5 . . . , LIV e LV , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal",
"art . 5 . . . , LIV e LV , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"art . 38 da Lei n 8 . 038 / 1990",
"art . 21 , § 1 . . . , do",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"art . 38 da Lei n 8 . 038 / 1990",
"art . 21 ,",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Lei n 9 . 099 / 1995",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Lei n 9 . 099 / 1995",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"Brasília",
"Brasília",
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"Comarca de Uberaba / MG",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS",
"Primeira Turma Recursal da Comarca de Uberaba / MG",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"MARCELO AUGUSTO ANTUNES DE CARVALHO",
"FRANCISCO GALVÃO DE CARVALHO",
"NAYARA RAMOS MOREIRA",
"JÚLIO CESAR DE PAULA",
"Rosa Weber",
"Dias Toffoli",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Dias Toffoli",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"MARCELO AUGUSTO ANTUNES DE CARVALHO",
"FRANCISCO GALVÃO DE CARVALHO",
"NAYARA RAMOS MOREIRA",
"JÚLIO CESAR DE PAULA",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"MARCELO AUGUSTO ANTUNES DE CARVALHO",
"FRANCISCO GALVÃO DE CARVALHO",
"NAYARA RAMOS MOREIRA",
"JÚLIO CESAR DE PAULA",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"MARCELO AUGUSTO ANTUNES DE CARVALHO",
"FRANCISCO GALVÃO DE CARVALHO",
"NAYARA RAMOS MOREIRA",
"JÚLIO CESAR DE PAULA",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"MARCELO AUGUSTO ANTUNES DE CARVALHO",
"FRANCISCO GALVÃO DE CARVALHO",
"NAYARA RAMOS MOREIRA",
"JÚLIO CESAR DE PAULA",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"03",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03 de março de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03 de março de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"3",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.250 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:RAIMUNDO NONATO DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:FÁBIO ROBERTO GASPAR E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:JULIANA SANTOS JOÃO
ADV.(A/S)
:ANDRÉA PELLICIOLI
EMENTA
Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo.
Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Direito
civil. Dano material. Indenização. Prequestionamento. Ausência. Fatos
e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional.
Ofensa reflexa. Precedentes.
1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental.
2. Não se admite o recurso extraordinário quando o dispositivo
constitucional que nele se alega violado não está devidamente
prequestionado. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF.
3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e
das provas dos autos ou a análise da legislação infraconstitucional.
Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF.
4. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Acordam, ademais, os Ministros, por
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280946.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Ementa e Acórdão
ARE 858250 ED / SP
unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator.
Brasília, 3 de março de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280946.
Supremo Tribunal Federal
ARE 858250 ED / SP
unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator.
Brasília, 3 de março de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.250 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:RAIMUNDO NONATO DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:FÁBIO ROBERTO GASPAR E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:JULIANA SANTOS JOÃO
ADV.(A/S)
:ANDRÉA PELLICIOLI
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Raimundo Nonato de Oliveira opõe tempestivos embargos de
declaração (fls. 194/195) contra decisão (fls. 187 a 189) em que conheci de
agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Segunda
Turma Cível do Colégio Recursal de Santana – SP, assim
ementado:
‘ILEGITIMIDADE DE PARTE - Questão meritória –
Negativa de autoria dependente da valoração da prova
produzida – Preliminar afastada - Sentença mantida -
Recurso improvido.
INDENIZAÇÃO - Danos materiais - Avarias
provocadas em veículo mantido em estacionamento de
escola após desentendimento havido entre o recorrente e a
diretora da escola, proprietária de veículo semelhante ao
da recorrida - Promessa de provocação das avarias feita na
presença de várias pessoas - Revide evidente em
cumprimento à promessa feita - Prova testemunhal da
recorrida firme, capaz de atribuir a autoria ao recorrido –
Prova testemunhal produzida pelo recorrente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8280944.
Supremo Tribunal Federal
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.250 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:RAIMUNDO NONATO DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:FÁBIO ROBERTO GASPAR E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:JULIANA SANTOS JOÃO
ADV.(A/S)
:ANDRÉA PELLICIOLI
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Raimundo Nonato de Oliveira opõe tempestivos embargos de
declaração (fls. 194/195) contra decisão (fls. 187 a 189) em que conheci de
agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Segunda
Turma Cível do Colégio Recursal de Santana – SP, assim
ementado:
‘ILEGITIMIDADE DE PARTE - Questão meritória –
Negativa de autoria dependente da valoração da prova
produzida – Preliminar afastada - Sentença mantida -
Recurso improvido.
INDENIZAÇÃO - Danos materiais - Avarias
provocadas em veículo mantido em estacionamento de
escola após desentendimento havido entre o recorrente e a
diretora da escola, proprietária de veículo semelhante ao
da recorrida - Promessa de provocação das avarias feita na
presença de várias pessoas - Revide evidente em
cumprimento à promessa feita - Prova testemunhal da
recorrida firme, capaz de atribuir a autoria ao recorrido –
Prova testemunhal produzida pelo recorrente
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10
Relatório
ARE 858250 ED / SP
inconsistente – Emprego de evasivas por suas testemunhas
quanto à questão da autoria dos danos – Responsabilidade
do recorrente configurada – Sentença mantida - Recurso
improvido’ (fl. 153)
No recurso extraordinário sustenta-se que o acórdão
atacado incorreu em ofensa ao artigo 37, § 6º, da Constituição
Federal ao ‘legitimar como polo passivo o servidor público por
supostos danos praticados no exercício e no local da função
exercida’ (fl. 158).
Examinados os autos, decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar, haja vista que o
dispositivo constitucional indicado como violado no recurso
extraordinário carece do necessário prequestionamento, sendo
certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar
eventual omissão no acórdão recorrido acerca da alegada
responsabilidade objetiva do Estado no caso em tela. Incidem
na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte.
Ressalte-se, por fim, que as instâncias de origem
decidiram a lide amparadas nas provas dos autos e na
legislação infraconstitucional pertinente, de reexame incabível
em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 858250 ED / SP
inconsistente – Emprego de evasivas por suas testemunhas
quanto à questão da autoria dos danos – Responsabilidade
do recorrente configurada – Sentença mantida - Recurso
improvido’ (fl. 153)
No recurso extraordinário sustenta-se que o acórdão
atacado incorreu em ofensa ao artigo 37, § 6º, da Constituição
Federal ao ‘legitimar como polo passivo o servidor público por
supostos danos praticados no exercício e no local da função
exercida’ (fl. 158).
Examinados os autos, decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar, haja vista que o
dispositivo constitucional indicado como violado no recurso
extraordinário carece do necessário prequestionamento, sendo
certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar
eventual omissão no acórdão recorrido acerca da alegada
responsabilidade objetiva do Estado no caso em tela. Incidem
na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte.
Ressalte-se, por fim, que as instâncias de origem
decidiram a lide amparadas nas provas dos autos e na
legislação infraconstitucional pertinente, de reexame incabível
em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10
Relatório
ARE 858250 ED / SP
279/STF. A propósito:
‘CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE
CIVIL.
DANOS
MORAIS
E
MATERIAIS.
INDENIZAÇÃO.
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E SÚMULA STF 279.
PRECEDENTES. 1. A análise da indenização civil por
danos morais e materiais reside no âmbito da legislação
infraconstitucional (Súmula STF 280). 2. Incidência da
Súmula STF 279, o que também elide a apreciação, no
caso, da matéria objeto do art. 144 da Constituição Federal.
3. Agravo regimental improvido’ (AI nº 755.238/MG-AgR,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de
13/11/09).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. DANOS
MORAIS
E
MATERIAIS.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL:
OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. IMPOSSIBILIDADE DE
REEXAME DE PROVAS: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE nº 745.380/BA-
AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia,
DJe de 30/8/13).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Alega o era embargante que a decisão embargada seria
contraditória, uma vez que “concluiu pela ausência de
prequestionamento, quando a matéria constitucional em questão foi
explicitamente ventilada na decisão recorrida” (fl. 195).
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 858250 ED / SP
279/STF. A propósito:
‘CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE
CIVIL.
DANOS
MORAIS
E
MATERIAIS.
INDENIZAÇÃO.
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E SÚMULA STF 279.
PRECEDENTES. 1. A análise da indenização civil por
danos morais e materiais reside no âmbito da legislação
infraconstitucional (Súmula STF 280). 2. Incidência da
Súmula STF 279, o que também elide a apreciação, no
caso, da matéria objeto do art. 144 da Constituição Federal.
3. Agravo regimental improvido’ (AI nº 755.238/MG-AgR,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de
13/11/09).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. DANOS
MORAIS
E
MATERIAIS.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL:
OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. IMPOSSIBILIDADE DE
REEXAME DE PROVAS: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE nº 745.380/BA-
AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia,
DJe de 30/8/13).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Alega o era embargante que a decisão embargada seria
contraditória, uma vez que “concluiu pela ausência de
prequestionamento, quando a matéria constitucional em questão foi
explicitamente ventilada na decisão recorrida” (fl. 195).
É o relatório.
3
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.250 SÃO
PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Inicialmente, nos termos da pacífica jurisprudência desta Corte,
recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, o
qual passo a analisar.
Não merece prosperar a irresignação.
Inicialmente, verifica-se que art. 37, § 6º, da Constituição Federal,
apontado como violado no recurso extraordinário, carece do necessário
prequestionamento, uma vez que o acórdão proferido pelo Tribunal de
origem não cuidou da referida norma. Ressalte-se que não foram opostos
embargos de declaração para sanar eventual omissão no julgado.
Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF.
No caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve
prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha
tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela
parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha
versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não
ocorreu no caso em tela.
Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no
sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do
acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que
permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo
constitucional.
Sobre o tema, anote-se:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL
NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO.
REEXAME
DE
PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. O
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8141731.
Supremo Tribunal Federal
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.250 SÃO
PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Inicialmente, nos termos da pacífica jurisprudência desta Corte,
recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, o
qual passo a analisar.
Não merece prosperar a irresignação.
Inicialmente, verifica-se que art. 37, § 6º, da Constituição Federal,
apontado como violado no recurso extraordinário, carece do necessário
prequestionamento, uma vez que o acórdão proferido pelo Tribunal de
origem não cuidou da referida norma. Ressalte-se que não foram opostos
embargos de declaração para sanar eventual omissão no julgado.
Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF.
No caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve
prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha
tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela
parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha
versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não
ocorreu no caso em tela.
Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no
sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do
acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que
permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo
constitucional.
Sobre o tema, anote-se:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL
NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO.
REEXAME
DE
PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. O
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ARE 858250 ED / SP
Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas
constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns.
282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Reexame de fatos e
provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do
Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega
provimento” (RE nº 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 11/4/08).
“CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. FALTA DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO STF.
INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS.
SÚMULA 454. I - Falta de prequestionamento da questão
constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 e 356 do
STF. II - Não se presta o recurso extraordinário à apreciação de
cláusulas contratuais. Incidência da Súmula 454 do STF. III -
Agravo regimental improvido” (AI nº 594.612/RJ-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de
19/12/07).
“Agravo regimental em recurso extraordinário. 2.
Alegação de ofensa ao art. 5º, LXIX e 97, da Carta Magna.
Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição
surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se
indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3.
Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº
411.859/MS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, DJ de 3/3/06).
Ademais, colhe-se da sentença de primeiro grau, posteriormente
confirmada pelo acórdão recorrido, o seguinte:
“(...) Nos termos do art. 159, do Código Civil, aquele que
causa dano a alguém tem a obrigação de ressarci-lo. Assim,
surgirá a obrigação civil de indenizar quando caracterizada a
responsabilidade civil de determinada pessoa sobre o dano
causado a outrem. Atesta-se dos autos que o demandado
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Supremo Tribunal Federal
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Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas
constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns.
282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Reexame de fatos e
provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do
Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega
provimento” (RE nº 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 11/4/08).
“CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. FALTA DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO STF.
INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS.
SÚMULA 454. I - Falta de prequestionamento da questão
constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 e 356 do
STF. II - Não se presta o recurso extraordinário à apreciação de
cláusulas contratuais. Incidência da Súmula 454 do STF. III -
Agravo regimental improvido” (AI nº 594.612/RJ-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de
19/12/07).
“Agravo regimental em recurso extraordinário. 2.
Alegação de ofensa ao art. 5º, LXIX e 97, da Carta Magna.
Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição
surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se
indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3.
Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº
411.859/MS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, DJ de 3/3/06).
Ademais, colhe-se da sentença de primeiro grau, posteriormente
confirmada pelo acórdão recorrido, o seguinte:
“(...) Nos termos do art. 159, do Código Civil, aquele que
causa dano a alguém tem a obrigação de ressarci-lo. Assim,
surgirá a obrigação civil de indenizar quando caracterizada a
responsabilidade civil de determinada pessoa sobre o dano
causado a outrem. Atesta-se dos autos que o demandado
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ARE 858250 ED / SP
acabou riscando o veículo da autora, causando prejuízos
indicados na inicial. Verifica-se que o veículo da autora e da
diretora da escola são parecidos. Assim, após uma discussão
entre a diretora e o requerido, este, movido de raiva, riscou o
carro da autora, pensando ser o da diretora. (…) Os prejuízos
restaram demonstrados fls. 20 e 32/35. (…) JULGO
PROCEDENTE em parte a presente ação (…) para condenar o
réu no pagamento de R$ 6.051,99, devidamente corrigido a
partir da propositura da ação (…).” (fls. 37/38).
Verifica-se que o Tribunal de origem concluiu, com base nos fatos e
nas provas dos autos e na legislação infraconstitucional de regência, que o
ora agravante teria obrigação de indenizar a agravada, na medida de sua
responsabilidade, quanto aos danos materiais causados ao seu carro.
Desse modo, é certo que, para divergir desse entendimento, seria
necessário reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, bem como a
legislação infraconstitucional pertinente, fim para o qual não se presta o
recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. Nesse
sentido, os seguintes julgados:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CIVIL.
RESPONSABILIDADE
CIVIL.
DANOS
MORAIS.
INDENIZAÇÃO. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279
DO
SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº
844.905/MG–AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 21/11/14).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO
CONSUMIDOR. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E
MATERIAIS.
AUSÊNCIA
DE
REGULAR
PREQUESTIONAMENTO
DOS
DISPOSITIVOS
CONSTITUCIONAIS TIDOS POR VIOLADOS. AUSÊNCIA DE
MATÉRIA CONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA OU
3
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acabou riscando o veículo da autora, causando prejuízos
indicados na inicial. Verifica-se que o veículo da autora e da
diretora da escola são parecidos. Assim, após uma discussão
entre a diretora e o requerido, este, movido de raiva, riscou o
carro da autora, pensando ser o da diretora. (…) Os prejuízos
restaram demonstrados fls. 20 e 32/35. (…) JULGO
PROCEDENTE em parte a presente ação (…) para condenar o
réu no pagamento de R$ 6.051,99, devidamente corrigido a
partir da propositura da ação (…).” (fls. 37/38).
Verifica-se que o Tribunal de origem concluiu, com base nos fatos e
nas provas dos autos e na legislação infraconstitucional de regência, que o
ora agravante teria obrigação de indenizar a agravada, na medida de sua
responsabilidade, quanto aos danos materiais causados ao seu carro.
Desse modo, é certo que, para divergir desse entendimento, seria
necessário reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, bem como a
legislação infraconstitucional pertinente, fim para o qual não se presta o
recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. Nesse
sentido, os seguintes julgados:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CIVIL.
RESPONSABILIDADE
CIVIL.
DANOS
MORAIS.
INDENIZAÇÃO. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279
DO
SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº
844.905/MG–AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 21/11/14).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO
CONSUMIDOR. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E
MATERIAIS.
AUSÊNCIA
DE
REGULAR
PREQUESTIONAMENTO
DOS
DISPOSITIVOS
CONSTITUCIONAIS TIDOS POR VIOLADOS. AUSÊNCIA DE
MATÉRIA CONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA OU
3
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ARE 858250 ED / SP
REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS
E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTES DOS AUTOS.
SÚMULA 279/STF. Os temas constitucionais do apelo extremo
não foram objeto de análise prévia e conclusiva pelo Tribunal
de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. A parte
recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e
do material probatório constantes dos autos, bem como a
questionar alegado erro no enquadramento do caso à legislação
pertinente. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da
Súmula 279/STF. Agravo regimental a que se nega provimento”
(ARE nº 819.374/SP–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro
Roberto Barroso, DJe de 10/11/14).
“DIREITO
CIVIL.
PROTESTO
INDEVIDO.
INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS. DEBATE DE ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL.
EVENTUAL
VIOLAÇÃO
REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO
VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 14.10.2013. A
suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas
razões recursais dependeria da análise de legislação
infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual
ofensa, insuscetível, portanto, de ensejar o conhecimento do
recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III,
‘a’, da Lei Maior. Agravo regimental conhecido e não provido”
(ARE nº 802.425/MG–AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra
Rosa Weber, DJe de 7/10/14).
Nego provimento ao agravo regimental.
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REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS
E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTES DOS AUTOS.
SÚMULA 279/STF. Os temas constitucionais do apelo extremo
não foram objeto de análise prévia e conclusiva pelo Tribunal
de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. A parte
recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e
do material probatório constantes dos autos, bem como a
questionar alegado erro no enquadramento do caso à legislação
pertinente. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da
Súmula 279/STF. Agravo regimental a que se nega provimento”
(ARE nº 819.374/SP–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro
Roberto Barroso, DJe de 10/11/14).
“DIREITO
CIVIL.
PROTESTO
INDEVIDO.
INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS. DEBATE DE ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL.
EVENTUAL
VIOLAÇÃO
REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO
VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 14.10.2013. A
suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas
razões recursais dependeria da análise de legislação
infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual
ofensa, insuscetível, portanto, de ensejar o conhecimento do
recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III,
‘a’, da Lei Maior. Agravo regimental conhecido e não provido”
(ARE nº 802.425/MG–AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra
Rosa Weber, DJe de 7/10/14).
Nego provimento ao agravo regimental.
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Extrato de Ata - 03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.250
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) : RAIMUNDO NONATO DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : FÁBIO ROBERTO GASPAR E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : JULIANA SANTOS JOÃO
ADV.(A/S) : ANDRÉA PELLICIOLI
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.3.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.250
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) : RAIMUNDO NONATO DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : FÁBIO ROBERTO GASPAR E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : JULIANA SANTOS JOÃO
ADV.(A/S) : ANDRÉA PELLICIOLI
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.3.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8298182
| 2015-03-03T00:00:00
| 2015-04-27T00:00:00
|
Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.3.2015.
|
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Direito civil. Dano material. Indenização. Prequestionamento. Ausência. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes.
1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental.
2. Não se admite o recurso extraordinário quando o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF.
3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos ou a análise da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF.
4. Agravo regimental não provido.
|
sjur301977
|
- Acórdão(s) citado(s):
(PREQUESTIONAMENTO)
RE 411859 AgR (2ªT), AI 594612 AgR (1ªT), RE 449232 AgR-AgR (2ªT).
(SÚMULA 279)
ARE 802425 AgR (1ªT), ARE 819374 AgR (1ªT), ARE 844905 AgR (2ªT).
Número de páginas: 10.
Análise: 08/05/2015, BMP.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
858250
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00037 PAR-00006\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-ED
|
acordaos
|
ARE 858250 ED
|
[
""
] |
EMBTE.(S) : RAIMUNDO NONATO DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : FÁBIO ROBERTO GASPAR E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : JULIANA SANTOS JOÃO
ADV.(A/S) : ANDRÉA PELLICIOLI
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.250 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:RAIMUNDO NONATO DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:FÁBIO ROBERTO GASPAR E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:JULIANA SANTOS JOÃO
ADV.(A/S)
:ANDRÉA PELLICIOLI
EMENTA
Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo.
Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Direito
civil. Dano material. Indenização. Prequestionamento. Ausência. Fatos
e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional.
Ofensa reflexa. Precedentes.
1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental.
2. Não se admite o recurso extraordinário quando o dispositivo
constitucional que nele se alega violado não está devidamente
prequestionado. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal.
3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e
das provas dos autos ou a análise da legislação infraconstitucional.
Incidência das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal.
4. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Acordam, ademais, os Ministros, por
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Ementa e Acórdão
ARE 858250 ED / SP
unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator.
Brasília, 3 de março de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 858250 ED / SP
unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator.
Brasília, 3 de março de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10
Relatório
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.250 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:RAIMUNDO NONATO DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:FÁBIO ROBERTO GASPAR E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:JULIANA SANTOS JOÃO
ADV.(A/S)
:ANDRÉA PELLICIOLI
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Raimundo Nonato de Oliveira opõe tempestivos embargos de
declaração (fls. 194/195) contra decisão (fls. 187 a 189) em que conheci de
agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Segunda
Turma Cível do Colégio Recursal de Santana – SP, assim
ementado:
‘ILEGITIMIDADE DE PARTE - Questão meritória –
Negativa de autoria dependente da valoração da prova
produzida – Preliminar afastada - Sentença mantida -
Recurso improvido.
INDENIZAÇÃO - Danos materiais - Avarias
provocadas em veículo mantido em estacionamento de
escola após desentendimento havido entre o recorrente e a
diretora da escola, proprietária de veículo semelhante ao
da recorrida - Promessa de provocação das avarias feita na
presença de várias pessoas - Revide evidente em
cumprimento à promessa feita - Prova testemunhal da
recorrida firme, capaz de atribuir a autoria ao recorrido –
Prova testemunhal produzida pelo recorrente
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Supremo Tribunal Federal
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.250 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:RAIMUNDO NONATO DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:FÁBIO ROBERTO GASPAR E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:JULIANA SANTOS JOÃO
ADV.(A/S)
:ANDRÉA PELLICIOLI
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Raimundo Nonato de Oliveira opõe tempestivos embargos de
declaração (fls. 194/195) contra decisão (fls. 187 a 189) em que conheci de
agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Segunda
Turma Cível do Colégio Recursal de Santana – SP, assim
ementado:
‘ILEGITIMIDADE DE PARTE - Questão meritória –
Negativa de autoria dependente da valoração da prova
produzida – Preliminar afastada - Sentença mantida -
Recurso improvido.
INDENIZAÇÃO - Danos materiais - Avarias
provocadas em veículo mantido em estacionamento de
escola após desentendimento havido entre o recorrente e a
diretora da escola, proprietária de veículo semelhante ao
da recorrida - Promessa de provocação das avarias feita na
presença de várias pessoas - Revide evidente em
cumprimento à promessa feita - Prova testemunhal da
recorrida firme, capaz de atribuir a autoria ao recorrido –
Prova testemunhal produzida pelo recorrente
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Relatório
ARE 858250 ED / SP
inconsistente – Emprego de evasivas por suas testemunhas
quanto à questão da autoria dos danos – Responsabilidade
do recorrente configurada – Sentença mantida - Recurso
improvido’ (fl. 153)
No recurso extraordinário sustenta-se que o acórdão
atacado incorreu em ofensa ao artigo 37, § 6..., da Constituição
Federal ao ‘legitimar como polo passivo o servidor público por
supostos danos praticados no exercício e no local da função
exercida’ (fl. 158).
Examinados os autos, decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar, haja vista que o
dispositivo constitucional indicado como violado no recurso
extraordinário carece do necessário prequestionamento, sendo
certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar
eventual omissão no acórdão recorrido acerca da alegada
responsabilidade objetiva do Estado no caso em tela. Incidem
na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte.
Ressalte-se, por fim, que as instâncias de origem
decidiram a lide amparadas nas provas dos autos e na
legislação infraconstitucional pertinente, de reexame incabível
em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula n
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Supremo Tribunal Federal
ARE 858250 ED / SP
inconsistente – Emprego de evasivas por suas testemunhas
quanto à questão da autoria dos danos – Responsabilidade
do recorrente configurada – Sentença mantida - Recurso
improvido’ (fl. 153)
No recurso extraordinário sustenta-se que o acórdão
atacado incorreu em ofensa ao artigo 37, § 6..., da Constituição
Federal ao ‘legitimar como polo passivo o servidor público por
supostos danos praticados no exercício e no local da função
exercida’ (fl. 158).
Examinados os autos, decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar, haja vista que o
dispositivo constitucional indicado como violado no recurso
extraordinário carece do necessário prequestionamento, sendo
certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar
eventual omissão no acórdão recorrido acerca da alegada
responsabilidade objetiva do Estado no caso em tela. Incidem
na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte.
Ressalte-se, por fim, que as instâncias de origem
decidiram a lide amparadas nas provas dos autos e na
legislação infraconstitucional pertinente, de reexame incabível
em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula n
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Relatório
ARE 858250 ED / SP
279/Supremo Tribunal Federal. A propósito:
‘CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE
CIVIL.
DANOS
MORAIS
E
MATERIAIS.
INDENIZAÇÃO.
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279.
PRECEDENTES. 1. A análise da indenização civil por
danos morais e materiais reside no âmbito da legislação
infraconstitucional (Súmula Supremo Tribunal Federal 280). 2. Incidência da
Súmula Supremo Tribunal Federal 279, o que também elide a apreciação, no
caso, da matéria objeto do art. 144 da Constituição Federal.
3. Agravo regimental improvido’ (AI n 755.238/MG-AgR,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de
13/11/09).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. DANOS
MORAIS
E
MATERIAIS.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL:
OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. IMPOSSIBILIDADE DE
REEXAME DE PROVAS: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE n 745.380/BA-
AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia,
DJe de 30/8/13).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Alega o era embargante que a decisão embargada seria
contraditória, uma vez que “concluiu pela ausência de
prequestionamento, quando a matéria constitucional em questão foi
explicitamente ventilada na decisão recorrida” (fl. 195).
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
ARE 858250 ED / SP
279/Supremo Tribunal Federal. A propósito:
‘CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE
CIVIL.
DANOS
MORAIS
E
MATERIAIS.
INDENIZAÇÃO.
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279.
PRECEDENTES. 1. A análise da indenização civil por
danos morais e materiais reside no âmbito da legislação
infraconstitucional (Súmula Supremo Tribunal Federal 280). 2. Incidência da
Súmula Supremo Tribunal Federal 279, o que também elide a apreciação, no
caso, da matéria objeto do art. 144 da Constituição Federal.
3. Agravo regimental improvido’ (AI n 755.238/MG-AgR,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de
13/11/09).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. DANOS
MORAIS
E
MATERIAIS.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL:
OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. IMPOSSIBILIDADE DE
REEXAME DE PROVAS: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE n 745.380/BA-
AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia,
DJe de 30/8/13).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Alega o era embargante que a decisão embargada seria
contraditória, uma vez que “concluiu pela ausência de
prequestionamento, quando a matéria constitucional em questão foi
explicitamente ventilada na decisão recorrida” (fl. 195).
É o relatório.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.250 SÃO
PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Inicialmente, nos termos da pacífica jurisprudência desta Corte,
recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, o
qual passo a analisar.
Não merece prosperar a irresignação.
Inicialmente, verifica-se que art. 37, § 6..., da Constituição Federal,
apontado como violado no recurso extraordinário, carece do necessário
prequestionamento, uma vez que o acórdão proferido pelo Tribunal de
origem não cuidou da referida norma. Ressalte-se que não foram opostos
embargos de declaração para sanar eventual omissão no julgado.
Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal.
No caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve
prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha
tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela
parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha
versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não
ocorreu no caso em tela.
Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no
sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do
acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que
permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo
constitucional.
Sobre o tema, anote-se:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL
NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO.
REEXAME
DE
PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. O
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Supremo Tribunal Federal
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.250 SÃO
PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Inicialmente, nos termos da pacífica jurisprudência desta Corte,
recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, o
qual passo a analisar.
Não merece prosperar a irresignação.
Inicialmente, verifica-se que art. 37, § 6..., da Constituição Federal,
apontado como violado no recurso extraordinário, carece do necessário
prequestionamento, uma vez que o acórdão proferido pelo Tribunal de
origem não cuidou da referida norma. Ressalte-se que não foram opostos
embargos de declaração para sanar eventual omissão no julgado.
Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal.
No caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve
prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha
tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela
parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha
versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não
ocorreu no caso em tela.
Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no
sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do
acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que
permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo
constitucional.
Sobre o tema, anote-se:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL
NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO.
REEXAME
DE
PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. O
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 858250 ED / SP
Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas
constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns.
282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Reexame de fatos e
provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do
Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega
provimento” (Recurso Extraordinário n 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 11/4/08).
“CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. FALTA DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal.
INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS.
SÚMULA 454. I - Falta de prequestionamento da questão
constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 e 356 do
Supremo Tribunal Federal. II - Não se presta o recurso extraordinário à apreciação de
cláusulas contratuais. Incidência da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal. III -
Agravo regimental improvido” (AI n 594.612/RJ-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de
19/12/07).
“Agravo regimental em recurso extraordinário. 2.
Alegação de ofensa ao art. 5..., LXIX e 97, da Carta Magna.
Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição
surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se
indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3.
Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n
411.859/MS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, DJ de 3/3/06).
Ademais, colhe-se da sentença de primeiro grau, posteriormente
confirmada pelo acórdão recorrido, o seguinte:
“(...) Nos termos do art. 159, do Código Civil, aquele que
causa dano a alguém tem a obrigação de ressarci-lo. Assim,
surgirá a obrigação civil de indenizar quando caracterizada a
responsabilidade civil de determinada pessoa sobre o dano
causado a outrem. Atesta-se dos autos que o demandado
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Supremo Tribunal Federal
ARE 858250 ED / SP
Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas
constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns.
282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Reexame de fatos e
provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do
Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega
provimento” (Recurso Extraordinário n 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 11/4/08).
“CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. FALTA DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal.
INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS.
SÚMULA 454. I - Falta de prequestionamento da questão
constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 e 356 do
Supremo Tribunal Federal. II - Não se presta o recurso extraordinário à apreciação de
cláusulas contratuais. Incidência da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal. III -
Agravo regimental improvido” (AI n 594.612/RJ-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de
19/12/07).
“Agravo regimental em recurso extraordinário. 2.
Alegação de ofensa ao art. 5..., LXIX e 97, da Carta Magna.
Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição
surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se
indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3.
Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n
411.859/MS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, DJ de 3/3/06).
Ademais, colhe-se da sentença de primeiro grau, posteriormente
confirmada pelo acórdão recorrido, o seguinte:
“(...) Nos termos do art. 159, do Código Civil, aquele que
causa dano a alguém tem a obrigação de ressarci-lo. Assim,
surgirá a obrigação civil de indenizar quando caracterizada a
responsabilidade civil de determinada pessoa sobre o dano
causado a outrem. Atesta-se dos autos que o demandado
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 858250 ED / SP
acabou riscando o veículo da autora, causando prejuízos
indicados na inicial. Verifica-se que o veículo da autora e da
diretora da escola são parecidos. Assim, após uma discussão
entre a diretora e o requerido, este, movido de raiva, riscou o
carro da autora, pensando ser o da diretora. (…) Os prejuízos
restaram demonstrados fls. 20 e 32/35. (…) JULGO
PROCEDENTE em parte a presente ação (…) para condenar o
réu no pagamento de R$ 6.051,99, devidamente corrigido a
partir da propositura da ação (…).” (fls. 37/38).
Verifica-se que o Tribunal de origem concluiu, com base nos fatos e
nas provas dos autos e na legislação infraconstitucional de regência, que o
ora agravante teria obrigação de indenizar a agravada, na medida de sua
responsabilidade, quanto aos danos materiais causados ao seu carro.
Desse modo, é certo que, para divergir desse entendimento, seria
necessário reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, bem como a
legislação infraconstitucional pertinente, fim para o qual não se presta o
recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. Nesse
sentido, os seguintes julgados:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CIVIL.
RESPONSABILIDADE
CIVIL.
DANOS
MORAIS.
INDENIZAÇÃO. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279
DO
SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n
844.905/MG–AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 21/11/14).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO
CONSUMIDOR. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E
MATERIAIS.
AUSÊNCIA
DE
REGULAR
PREQUESTIONAMENTO
DOS
DISPOSITIVOS
CONSTITUCIONAIS TIDOS POR VIOLADOS. AUSÊNCIA DE
MATÉRIA CONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA OU
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 858250 ED / SP
acabou riscando o veículo da autora, causando prejuízos
indicados na inicial. Verifica-se que o veículo da autora e da
diretora da escola são parecidos. Assim, após uma discussão
entre a diretora e o requerido, este, movido de raiva, riscou o
carro da autora, pensando ser o da diretora. (…) Os prejuízos
restaram demonstrados fls. 20 e 32/35. (…) JULGO
PROCEDENTE em parte a presente ação (…) para condenar o
réu no pagamento de R$ 6.051,99, devidamente corrigido a
partir da propositura da ação (…).” (fls. 37/38).
Verifica-se que o Tribunal de origem concluiu, com base nos fatos e
nas provas dos autos e na legislação infraconstitucional de regência, que o
ora agravante teria obrigação de indenizar a agravada, na medida de sua
responsabilidade, quanto aos danos materiais causados ao seu carro.
Desse modo, é certo que, para divergir desse entendimento, seria
necessário reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, bem como a
legislação infraconstitucional pertinente, fim para o qual não se presta o
recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. Nesse
sentido, os seguintes julgados:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CIVIL.
RESPONSABILIDADE
CIVIL.
DANOS
MORAIS.
INDENIZAÇÃO. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279
DO
SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n
844.905/MG–AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 21/11/14).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO
CONSUMIDOR. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E
MATERIAIS.
AUSÊNCIA
DE
REGULAR
PREQUESTIONAMENTO
DOS
DISPOSITIVOS
CONSTITUCIONAIS TIDOS POR VIOLADOS. AUSÊNCIA DE
MATÉRIA CONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA OU
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 858250 ED / SP
REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS
E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTES DOS AUTOS.
SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. Os temas constitucionais do apelo extremo
não foram objeto de análise prévia e conclusiva pelo Tribunal
de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. A parte
recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e
do material probatório constantes dos autos, bem como a
questionar alegado erro no enquadramento do caso à legislação
pertinente. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da
Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento”
(ARE n 819.374/SP–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro
Roberto Barroso, DJe de 10/11/14).
“DIREITO
CIVIL.
PROTESTO
INDEVIDO.
INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS. DEBATE DE ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL.
EVENTUAL
VIOLAÇÃO
REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO
VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 14.10.2013. A
suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas
razões recursais dependeria da análise de legislação
infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual
ofensa, insuscetível, portanto, de ensejar o conhecimento do
recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III,
‘a’, da Lei Maior. Agravo regimental conhecido e não provido”
(ARE n 802.425/MG–AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra
Rosa Weber, DJe de 7/10/14).
Nego provimento ao agravo regimental.
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Supremo Tribunal Federal
ARE 858250 ED / SP
REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS
E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTES DOS AUTOS.
SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. Os temas constitucionais do apelo extremo
não foram objeto de análise prévia e conclusiva pelo Tribunal
de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. A parte
recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e
do material probatório constantes dos autos, bem como a
questionar alegado erro no enquadramento do caso à legislação
pertinente. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da
Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento”
(ARE n 819.374/SP–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro
Roberto Barroso, DJe de 10/11/14).
“DIREITO
CIVIL.
PROTESTO
INDEVIDO.
INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS. DEBATE DE ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL.
EVENTUAL
VIOLAÇÃO
REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO
VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 14.10.2013. A
suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas
razões recursais dependeria da análise de legislação
infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual
ofensa, insuscetível, portanto, de ensejar o conhecimento do
recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III,
‘a’, da Lei Maior. Agravo regimental conhecido e não provido”
(ARE n 802.425/MG–AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra
Rosa Weber, DJe de 7/10/14).
Nego provimento ao agravo regimental.
4
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Extrato de Ata - 03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.250
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) : RAIMUNDO NONATO DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : FÁBIO ROBERTO GASPAR E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : JULIANA SANTOS JOÃO
ADV.(A/S) : ANDRÉA PELLICIOLI
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 3.3.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8283891
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.250
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) : RAIMUNDO NONATO DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : FÁBIO ROBERTO GASPAR E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : JULIANA SANTOS JOÃO
ADV.(A/S) : ANDRÉA PELLICIOLI
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 3.3.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas ns 279",
"ARE 858250 ED / SP",
"ARE 858250 ED / SP",
"ARE 858250 ED / SP",
"ARE 858250 ED / SP",
"Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"ARE 858250 ED / SP",
"Súmula Supremo Tribunal Federal 280",
"AI n 755 . 238 / MG - AgR",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"ARE n 745 . 380 / BA - AgR",
"ARE 858250 ED / SP 279 /",
"Súmula",
"AI n 755 . 238 / MG - AgR",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"ARE n 745 . 380 / BA",
"Súmulas ns 282",
"Súmulas ns 282",
"ARE 858250 ED / SP",
"Súmulas ns . 282",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 449 . 232 / CE - AgR - AgR",
"SÚMULA 282 E 356 DO Supremo Tribunal",
"Súmula 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 594 . 612 / RJ - AgR",
"Recurso Extraordinário n 411 . 859 / MS - AgR",
"ARE 858250 ED / SP",
"Súmulas ns . 282",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 449 . 232 / CE - AgR - AgR",
"SÚMULA 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 594 . 612 / RJ - AgR",
"Recurso Extraordinário n 411 . 859 / MS - AgR",
"ARE 858250 ED / SP",
"Súmulas ns 279 e 636 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"ARE n 844 . 905 / MG – AgR",
"ARE 858250 ED / SP",
"Súmulas ns 279",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"ARE n 844 . 905 / MG – AgR",
"ARE 858250 ED / SP",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 819 . 374 / SP – AgR",
"ARE n 802 . 425 / MG",
"ARE 858250 ED / SP",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 819 . 374 / SP – AgR",
"ARE n 802 . 425 / MG – AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 144 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 144 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , LXIX e 97 , da Carta Magna",
"Constituição",
"art . 159 , do Código Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , LXIX e 97 , da Carta Magna",
"Constituição",
"art . 159 , do Código Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"art . 102 , III , ‘ a ’ , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"art . 102 , III , ‘ a ’ , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Segunda Turma Cível do Colégio Recursal de Santana – SP",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Segunda Turma Cível do Colégio Recursal de Santana – SP",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"279",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de",
"Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"RAIMUNDO NONATO DE OLIVEIRA",
"FÁBIO ROBERTO GASPAR",
"JULIANA SANTOS JOÃO",
"ANDRÉA PELLICIOLI",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"RAIMUNDO NONATO DE OLIVEIRA",
"FÁBIO ROBERTO GASPAR",
"JULIANA SANTOS JOÃO",
"ANDRÉA PELLICIOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Raimundo Nonato de Oliveira",
"DIAS TOFFOLI",
"RAIMUNDO NONATO DE OLIVEIRA",
"FÁBIO ROBERTO GASPAR",
"JULIANA SANTOS",
"JOÃO",
"ANDRÉA PELLICIOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Raimundo Nonato de Oliveira",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"Ellen Gracie",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Eros Grau",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Eros Grau",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"Roberto Barroso",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Rosa Weber",
"DIAS TOFFOLI",
"RAIMUNDO NONATO DE OLIVEIRA",
"FÁBIO ROBERTO GASPAR",
"JULIANA SANTOS JOÃO",
"ANDRÉA PELLICIOLI",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"RAIMUNDO NONATO DE OLIVEIRA",
"FÁBIO ROBERTO GASPAR",
"JULIANA SANTOS JOÃO",
"ANDRÉA PELLICIOLI",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"03",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3 de março de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3 de março de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"5",
"/",
"07",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"5",
"/",
"07",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
"11",
"/",
"09",
"30",
"/",
"8",
"/",
"13",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"11",
"/",
"09",
"30",
"/",
"8",
"/",
"13",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
"/",
"4",
"/",
"08",
"19",
"/",
"12",
"/",
"07",
"3",
"/",
"3",
"/",
"06",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
"/",
"4",
"/",
"08",
"19",
"/",
"12",
"/",
"07",
"3",
"/",
"3",
"/",
"06",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"11",
"/",
"14",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"11",
"/",
"14",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
"/",
"11",
"/",
"14",
"14",
".",
"10",
".",
"2013",
"7",
"/",
"10",
"/",
"14",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
"/",
"11",
"/",
"14",
"14",
".",
"10",
".",
"2013",
"7",
"/",
"10",
"/",
"14",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"3",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
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"/",
"2001",
"3",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.597
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ANTONIO SILVEIRA LIRA
ADV.(A/S)
:SAYLES RODRIGO SCHUTZ E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito
previdenciário. Revisão de benefício. Decadência. Medida provisória nº
1.523/1997. Aplicação aos benefícios concedidos anteriormente a sua
vigência. Repercussão geral reconhecida. Precedentes.
1. O Plenário da Corte, no exame do RE nº 626.489/SE-RG, Relator o
Ministro Roberto Barroso, concluiu que “o prazo decadencial de dez
anos, instituído pela Medida Provisória 1.523, de 28.06.1997, tem como
termo inicial o dia 1º de agosto de 1997, por força de disposição nela
expressamente prevista[;] tal regra incide, inclusive, sobre benefícios
concedidos anteriormente, sem que isso importe em retroatividade
vedada pela Constituição.”
2. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 3 de março de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142110.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
ARE 843597 AGR / PE
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142110.
Supremo Tribunal Federal
ARE 843597 AGR / PE
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142110.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.597
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ANTONIO SILVEIRA LIRA
ADV.(A/S)
:SAYLES RODRIGO SCHUTZ E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Antônio Silveira Lira interpõe tempestivo agravo regimental contra
decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso
extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário contra acórdão da Primeira Turma
Recursal dos Juizados Especiais Federais do Estado de
Pernambuco que concluiu pela ocorrência de decadência da
revisão do benefício previdenciário do autor.
No recurso extraordinário sustenta-se violação dos artigos
5º, incisos II e XXXVI, e 62, § 3º, da Constituição Federal.
Decido.
O recurso não merece êxito.
No que se refere aos artigo 5º, inciso II, e 62, § 3º, da
Constituição Federal, apontados como violados, carecem do
necessário prequestionamento, sendo certo que não foram
opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão
no acórdão recorrido. Incidem na espécie as Súmulas nº 282 e
356 desta Corte.
Por outro lado, o Supremo Tribunal Federal, nos autos do
RE n. 626.489, com repercussão geral reconhecida, em sessão de
julgamento ocorrida em 16/10/2013, sedimentou o
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142108.
Supremo Tribunal Federal
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.597
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ANTONIO SILVEIRA LIRA
ADV.(A/S)
:SAYLES RODRIGO SCHUTZ E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Antônio Silveira Lira interpõe tempestivo agravo regimental contra
decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso
extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário contra acórdão da Primeira Turma
Recursal dos Juizados Especiais Federais do Estado de
Pernambuco que concluiu pela ocorrência de decadência da
revisão do benefício previdenciário do autor.
No recurso extraordinário sustenta-se violação dos artigos
5º, incisos II e XXXVI, e 62, § 3º, da Constituição Federal.
Decido.
O recurso não merece êxito.
No que se refere aos artigo 5º, inciso II, e 62, § 3º, da
Constituição Federal, apontados como violados, carecem do
necessário prequestionamento, sendo certo que não foram
opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão
no acórdão recorrido. Incidem na espécie as Súmulas nº 282 e
356 desta Corte.
Por outro lado, o Supremo Tribunal Federal, nos autos do
RE n. 626.489, com repercussão geral reconhecida, em sessão de
julgamento ocorrida em 16/10/2013, sedimentou o
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142108.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
ARE 843597 AGR / PE
entendimento de que o prazo decadencial previsto no art. 103
da Lei nº 8.213/91, cuja instituição pelo legislador é legítima, se
aplica inclusive aos benefícios concedidos em momento anterior
à vigência do referido diploma legal, esclarecendo que o marco
inicial da fluência deste prazo seria o dia 01/08/1997,
consumando-se, portanto, em 01/08/2007.
O acórdão recorrido não divergiu dessa orientação.
Ademais, a jurisprudência da Corte é no sentido de ser
infraconstitucional a controvérsia acerca da interpretação do
termo ‘revisão’ contido no art. 103 da Lei nº 8.213/91. Nesse
sentido:
‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS
COMO AGRAVO REGIMENTAL. PEDIDO DE REVISÃO.
BENEFÍCIO CONCEDIDO APÓS A EDIÇÃO DA MP Nº
1.523/97. DECADÊNCIA. MATÉRIA DE NATUREZA
INFRACONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA ACERCA
DO TERMO ‘REVISÃO’ DO ART. 103 DA LEI Nº
8.213/1991. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. A
jurisprudência do Supremo Tribuna Federal é firme no
sentido de que é de índole infraconstitucional a
controvérsia quanto à decadência do pedido de revisão
dos benefícios concedidos após a edição da MP nº
1.523/97. Precedentes. Situa-se no plano da legalidade, e
não da constitucionalidade, a controvérsia trazida pela
parte recorrente, referente à interpretação do termo
‘revisão’ constante no art. 103 da Lei nº 8.213/1991.
Embargos de declaração conhecidos como agravo
regimental a que se nega provimento’ (ARE 704.398/RS –
ED, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe
1º/4/14).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142108.
Supremo Tribunal Federal
ARE 843597 AGR / PE
entendimento de que o prazo decadencial previsto no art. 103
da Lei nº 8.213/91, cuja instituição pelo legislador é legítima, se
aplica inclusive aos benefícios concedidos em momento anterior
à vigência do referido diploma legal, esclarecendo que o marco
inicial da fluência deste prazo seria o dia 01/08/1997,
consumando-se, portanto, em 01/08/2007.
O acórdão recorrido não divergiu dessa orientação.
Ademais, a jurisprudência da Corte é no sentido de ser
infraconstitucional a controvérsia acerca da interpretação do
termo ‘revisão’ contido no art. 103 da Lei nº 8.213/91. Nesse
sentido:
‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS
COMO AGRAVO REGIMENTAL. PEDIDO DE REVISÃO.
BENEFÍCIO CONCEDIDO APÓS A EDIÇÃO DA MP Nº
1.523/97. DECADÊNCIA. MATÉRIA DE NATUREZA
INFRACONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA ACERCA
DO TERMO ‘REVISÃO’ DO ART. 103 DA LEI Nº
8.213/1991. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. A
jurisprudência do Supremo Tribuna Federal é firme no
sentido de que é de índole infraconstitucional a
controvérsia quanto à decadência do pedido de revisão
dos benefícios concedidos após a edição da MP nº
1.523/97. Precedentes. Situa-se no plano da legalidade, e
não da constitucionalidade, a controvérsia trazida pela
parte recorrente, referente à interpretação do termo
‘revisão’ constante no art. 103 da Lei nº 8.213/1991.
Embargos de declaração conhecidos como agravo
regimental a que se nega provimento’ (ARE 704.398/RS –
ED, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe
1º/4/14).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Relatório
ARE 843597 AGR / PE
Insiste o agravante na alegação de que houve ofensa direta ao artigo
5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal. Alega que a matéria versada
nestes autos se alinha ao que restou consignado pelo Plenário deste
Tribunal no julgamento do RE nº 630.501/RS, cuja repercussão geral foi
reconhecida.
Aduz, in verbis, que
“(...) ENTENDE QUE A PARTIR DO MOMENTO EM
QUE FORAM CUMPRIDOS OS REQUISITOS NECESSÁRIOS
PARA A OBTENÇÃO DA APOSENTADORIA, O AGRAVANTE
PASSOU A TER ‘DIREITO ADQUIRIDO’ À SUA PERCEPÇÃO
SEGUNDO A DISCIPLINA CONSTANTE DA LEGISLAÇÃO
ENTÃO VIGENTE E, QUE LHE ERA MAIS FAVORÁVEL,
CUJO DIREITO NÃO PODE SER MALFERIDO
SIMPLESMENTE POR TER SIDO EXERCIDO NA ÉPOCA QUE
LHE ERA MAIS BENÉFICA, OPTANDO POR CONTINUAR
TRABALHANDO.
(…)
A existência do direito adquirido nos casos de retroação
da DIB, restou reconhecida pelos Ministros deste Supremo
Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário, RE
630501, no qual entenderam pela possibilidade da retroação.
(…)
Se a Constituição Federal, determina que lei nenhuma
prejudicará o direito adquirido, não há como aplicar a
decadência nos casos em que se busca a aplicação de
dispositivo legal, o qual deveria ter sido aplicado já no
momento da concessão do benefício”.
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 843597 AGR / PE
Insiste o agravante na alegação de que houve ofensa direta ao artigo
5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal. Alega que a matéria versada
nestes autos se alinha ao que restou consignado pelo Plenário deste
Tribunal no julgamento do RE nº 630.501/RS, cuja repercussão geral foi
reconhecida.
Aduz, in verbis, que
“(...) ENTENDE QUE A PARTIR DO MOMENTO EM
QUE FORAM CUMPRIDOS OS REQUISITOS NECESSÁRIOS
PARA A OBTENÇÃO DA APOSENTADORIA, O AGRAVANTE
PASSOU A TER ‘DIREITO ADQUIRIDO’ À SUA PERCEPÇÃO
SEGUNDO A DISCIPLINA CONSTANTE DA LEGISLAÇÃO
ENTÃO VIGENTE E, QUE LHE ERA MAIS FAVORÁVEL,
CUJO DIREITO NÃO PODE SER MALFERIDO
SIMPLESMENTE POR TER SIDO EXERCIDO NA ÉPOCA QUE
LHE ERA MAIS BENÉFICA, OPTANDO POR CONTINUAR
TRABALHANDO.
(…)
A existência do direito adquirido nos casos de retroação
da DIB, restou reconhecida pelos Ministros deste Supremo
Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário, RE
630501, no qual entenderam pela possibilidade da retroação.
(…)
Se a Constituição Federal, determina que lei nenhuma
prejudicará o direito adquirido, não há como aplicar a
decadência nos casos em que se busca a aplicação de
dispositivo legal, o qual deveria ter sido aplicado já no
momento da concessão do benefício”.
É o relatório.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.597
PERNAMBUCO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido o seguinte:
“Preliminarmente, no que tange à decadência, convém
anotar, por oportuno, que a c. Turma Nacional de
Uniformização de Jurisprudência dos Juizados Especiais
Federais, na sessão de 08 de fevereiro de 2010, revendo o seu
posicionamento, modificou seu anterior entendimento quanto
ao tema, de modo a estender a aplicação do mencionado
preceptivo legal também aos benefícios previdenciários
concedidos antes da vigência daquela Medida Provisória (…).
Por sua vez, no 14/03/2012, o Superior Tribunal de Justiça
deu provimento ao Resp 1.303.988/PE interposto pelo INSS,
através da PRF 5ª Região, revertendo o entendimento da 3ª
Seção daquela Corte sobre o tema decadência. Decidiram os
Ministros, por unanimidade, que os benefícios concedidos
anteriormente a 97 se sujeitam ao prazo decadencial, cujo prazo
se inicia a partir da vigência da Lei 9528/97 (…).
(…)
Destarte, no caso em apreço, considerando-se que entre a
data de ajuizamento da ação e o ato de concessão do benefício,
cuja revisão se pleiteia, decorreram mais de 10 (dez) anos,
restou fulminado o direito pela decadência.”
Verifica-se que o Tribunal de origem reconheceu a decadência do
direito do autor de pleitear a revisão de seu benefício previdenciário.
Consignou que o prazo decenal do art. 103 da Lei nº 8.213/91 é aplicável,
também, aos benefícios concedidos antes da vigência da Medida
provisória nº 1.523/97, cujo termo inicial de fluência passa a ser a data da
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Supremo Tribunal Federal
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.597
PERNAMBUCO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido o seguinte:
“Preliminarmente, no que tange à decadência, convém
anotar, por oportuno, que a c. Turma Nacional de
Uniformização de Jurisprudência dos Juizados Especiais
Federais, na sessão de 08 de fevereiro de 2010, revendo o seu
posicionamento, modificou seu anterior entendimento quanto
ao tema, de modo a estender a aplicação do mencionado
preceptivo legal também aos benefícios previdenciários
concedidos antes da vigência daquela Medida Provisória (…).
Por sua vez, no 14/03/2012, o Superior Tribunal de Justiça
deu provimento ao Resp 1.303.988/PE interposto pelo INSS,
através da PRF 5ª Região, revertendo o entendimento da 3ª
Seção daquela Corte sobre o tema decadência. Decidiram os
Ministros, por unanimidade, que os benefícios concedidos
anteriormente a 97 se sujeitam ao prazo decadencial, cujo prazo
se inicia a partir da vigência da Lei 9528/97 (…).
(…)
Destarte, no caso em apreço, considerando-se que entre a
data de ajuizamento da ação e o ato de concessão do benefício,
cuja revisão se pleiteia, decorreram mais de 10 (dez) anos,
restou fulminado o direito pela decadência.”
Verifica-se que o Tribunal de origem reconheceu a decadência do
direito do autor de pleitear a revisão de seu benefício previdenciário.
Consignou que o prazo decenal do art. 103 da Lei nº 8.213/91 é aplicável,
também, aos benefícios concedidos antes da vigência da Medida
provisória nº 1.523/97, cujo termo inicial de fluência passa a ser a data da
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 843597 AGR / PE
vigência da referida norma.
Desse modo, resta claro que a Corte a quo aplicou ao caso dos autos
o entendimento exarado por esta Corte no julgamento do RE nº
626.489/SE, cuja repercussão geral foi reconhecida, da relatoria do
Ministro Roberto Barroso. O julgado foi assim ementado:
“RECURSO
EXTRAODINÁRIO.
DIREITO
PREVIDENCIÁRIO. REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA
SOCIAL (RGPS). REVISÃO DO ATO DE CONCESSÃO DE
BENEFÍCIO. DECADÊNCIA. 1. O direito à previdência social
constitui direito fundamental e, uma vez implementados os
pressupostos de sua aquisição, não deve ser afetado pelo
decurso do tempo. Como consequência, inexiste prazo
decadencial para a concessão inicial do benefício
previdenciário. 2. É legítima, todavia, a instituição de prazo
decadencial de dez anos para a revisão de benefício já
concedido, com fundamento no princípio da segurança jurídica,
no interesse em evitar a eternização dos litígios e na busca de
equilíbrio financeiro e atuarial para o sistema previdenciário. 3.
O prazo decadencial de dez anos, instituído pela Medida
Provisória 1.523, de 28.06.1997, tem como termo inicial o dia 1º
de agosto de 1997, por força de disposição nela expressamente
prevista. Tal regra incide, inclusive, sobre benefícios concedidos
anteriormente, sem que isso importe em retroatividade vedada
pela Constituição. 4. Inexiste direito adquirido a regime jurídico
não sujeito a decadência. 5. Recurso extraordinário conhecido e
provido.”
Sobre o tema, ainda, há julgados das duas Turmas deste Tribunal
nesse mesmo sentido. A propósito, confira-se:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. EFEITOS INFRINGENTES. CONVERSÃO
EM AGRAVO REGIMENTAL. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO
DE BENEFÍCIO. PRAZO DECADENCIAL. MEDIDA
PROVISÓRIA N. 1.523/1997. APLICAÇÃO AOS BENEFÍCIOS
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 843597 AGR / PE
vigência da referida norma.
Desse modo, resta claro que a Corte a quo aplicou ao caso dos autos
o entendimento exarado por esta Corte no julgamento do RE nº
626.489/SE, cuja repercussão geral foi reconhecida, da relatoria do
Ministro Roberto Barroso. O julgado foi assim ementado:
“RECURSO
EXTRAODINÁRIO.
DIREITO
PREVIDENCIÁRIO. REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA
SOCIAL (RGPS). REVISÃO DO ATO DE CONCESSÃO DE
BENEFÍCIO. DECADÊNCIA. 1. O direito à previdência social
constitui direito fundamental e, uma vez implementados os
pressupostos de sua aquisição, não deve ser afetado pelo
decurso do tempo. Como consequência, inexiste prazo
decadencial para a concessão inicial do benefício
previdenciário. 2. É legítima, todavia, a instituição de prazo
decadencial de dez anos para a revisão de benefício já
concedido, com fundamento no princípio da segurança jurídica,
no interesse em evitar a eternização dos litígios e na busca de
equilíbrio financeiro e atuarial para o sistema previdenciário. 3.
O prazo decadencial de dez anos, instituído pela Medida
Provisória 1.523, de 28.06.1997, tem como termo inicial o dia 1º
de agosto de 1997, por força de disposição nela expressamente
prevista. Tal regra incide, inclusive, sobre benefícios concedidos
anteriormente, sem que isso importe em retroatividade vedada
pela Constituição. 4. Inexiste direito adquirido a regime jurídico
não sujeito a decadência. 5. Recurso extraordinário conhecido e
provido.”
Sobre o tema, ainda, há julgados das duas Turmas deste Tribunal
nesse mesmo sentido. A propósito, confira-se:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. EFEITOS INFRINGENTES. CONVERSÃO
EM AGRAVO REGIMENTAL. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO
DE BENEFÍCIO. PRAZO DECADENCIAL. MEDIDA
PROVISÓRIA N. 1.523/1997. APLICAÇÃO AOS BENEFÍCIOS
2
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 843597 AGR / PE
CONCEDIDOS ANTERIORMENTE À SUA VIGÊNCIA.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI nº 858.843/PR–ED, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/8/2014).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO – CONSTITUCIONAL –
PREVIDENCIÁRIO – REVISÃO DE BENEFÍCIO – PRAZO
DECADENCIAL INSTITUÍDO, PARA ESSE EFEITO, PELA
MEDIDA PROVISÓRIA Nº 1.523, DE 27/06/97, CONVERTIDA
NA LEI Nº 9.528, DE 10/12/97 – INCIDÊNCIA DA REGRA
LEGAL PERTINENTE A ESSE PRAZO DECADENCIAL SOBRE
OS BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS, MESMO SOBRE
AQUELES DEFERIDOS ANTERIORMENTE À DATA DE
EDIÇÃO DE REFERIDA MEDIDA PROVISÓRIA –
INOCORRÊNCIA DE OFENSA AO POSTULADO DA
IRRETROATIVIDADE – MATÉRIA CUJA REPERCUSSÃO
GERAL FOI RECONHECIDA NO JULGAMENTO DO RE
626.489-RG/SE – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO
IMPROVIDO” (RE nº 816.899/SC–AgR, Segunda Turma, Relator
o Ministro Celso de Mello, DJe de 22/8/2014).
“BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO – REVISÃO – PRAZO
DECADENCIAL – MEDIDA PROVISÓRIA Nº 1.523/97. O
Tribunal, no julgamento do Recurso Extraordinário nº
626.489/SE, assentou a constitucionalidade da instituição,
mediante a Medida Provisória nº 1.523/97, do prazo decadencial
de dez anos para a revisão de benefícios previdenciários” (ARE
nº 794.712/CE–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco
Aurélio, DJe de 27/6/2014).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRAZO DECADENCIAL
DA MEDIDA PROVISÓRIA Nº 1.523/1997 PARA BENEFÍCIOS
CONCEDIDOS ANTES DE SUA VIGÊNCIA. INCIDÊNCIA. A
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal assentou
entendimento, com repercussão geral, no sentido de que o
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 843597 AGR / PE
CONCEDIDOS ANTERIORMENTE À SUA VIGÊNCIA.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI nº 858.843/PR–ED, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/8/2014).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO – CONSTITUCIONAL –
PREVIDENCIÁRIO – REVISÃO DE BENEFÍCIO – PRAZO
DECADENCIAL INSTITUÍDO, PARA ESSE EFEITO, PELA
MEDIDA PROVISÓRIA Nº 1.523, DE 27/06/97, CONVERTIDA
NA LEI Nº 9.528, DE 10/12/97 – INCIDÊNCIA DA REGRA
LEGAL PERTINENTE A ESSE PRAZO DECADENCIAL SOBRE
OS BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS, MESMO SOBRE
AQUELES DEFERIDOS ANTERIORMENTE À DATA DE
EDIÇÃO DE REFERIDA MEDIDA PROVISÓRIA –
INOCORRÊNCIA DE OFENSA AO POSTULADO DA
IRRETROATIVIDADE – MATÉRIA CUJA REPERCUSSÃO
GERAL FOI RECONHECIDA NO JULGAMENTO DO RE
626.489-RG/SE – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO
IMPROVIDO” (RE nº 816.899/SC–AgR, Segunda Turma, Relator
o Ministro Celso de Mello, DJe de 22/8/2014).
“BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO – REVISÃO – PRAZO
DECADENCIAL – MEDIDA PROVISÓRIA Nº 1.523/97. O
Tribunal, no julgamento do Recurso Extraordinário nº
626.489/SE, assentou a constitucionalidade da instituição,
mediante a Medida Provisória nº 1.523/97, do prazo decadencial
de dez anos para a revisão de benefícios previdenciários” (ARE
nº 794.712/CE–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco
Aurélio, DJe de 27/6/2014).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRAZO DECADENCIAL
DA MEDIDA PROVISÓRIA Nº 1.523/1997 PARA BENEFÍCIOS
CONCEDIDOS ANTES DE SUA VIGÊNCIA. INCIDÊNCIA. A
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal assentou
entendimento, com repercussão geral, no sentido de que o
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 843597 AGR / PE
prazo decadencial de dez anos, instituído pela Medida
Provisória nº 1.523, de 28.06.1997, incide, inclusive, sobre
benefícios concedidos anteriormente, sem que isso importe em
retroatividade vedada pela Constituição (RE 626.489–Tema
313). Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº
794.713/CE–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto
Barroso, DJe de 18/6/2014).
Ressalte-se que não merece guarida a alegação de que o presente
feito guardaria semelhança com o que foi consignado no RE nº
630.501/RS, cuja repercussão geral reconhecida da relatoria da Ministra
Ellen Gracie -, haja vista que o reconhecimento da decadência constitui
prejudicial ao tema tratado naquele julgado.
Por fim, a Corte entende ser infraconstitucional a controvérsia
acerca da interpretação e do alcance do termo “revisão” contido no art.
103 da Lei nº 8.213/91. Nesse sentido:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO
AGRAVO REGIMENTAL. PEDIDO DE REVISÃO. BENEFÍCIO
CONCEDIDO APÓS A EDIÇÃO DA MP Nº 1.523/97.
DECADÊNCIA.
MATÉRIA
DE
NATUREZA
INFRACONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA ACERCA DO
TERMO ‘REVISÃO’ DO ART. 103 DA LEI Nº 8.213/1991.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. A jurisprudência do
Supremo Tribuna Federal é firme no sentido de que é de índole
infraconstitucional a controvérsia quanto à decadência do
pedido de revisão dos benefícios concedidos após a edição da
MP nº 1.523/97. Precedentes. Situa-se no plano da legalidade, e
não da constitucionalidade, a controvérsia trazida pela parte
recorrente, referente à interpretação do termo ‘revisão’
constante no art. 103 da Lei nº 8.213/1991. Embargos de
declaração conhecidos como agravo regimental a que se nega
provimento. (ARE 704.398/RS – ED, Primeira Turma, Rel. Min.
Roberto Barroso, DJe 1º/4/14)
4
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142107.
Supremo Tribunal Federal
ARE 843597 AGR / PE
prazo decadencial de dez anos, instituído pela Medida
Provisória nº 1.523, de 28.06.1997, incide, inclusive, sobre
benefícios concedidos anteriormente, sem que isso importe em
retroatividade vedada pela Constituição (RE 626.489–Tema
313). Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº
794.713/CE–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto
Barroso, DJe de 18/6/2014).
Ressalte-se que não merece guarida a alegação de que o presente
feito guardaria semelhança com o que foi consignado no RE nº
630.501/RS, cuja repercussão geral reconhecida da relatoria da Ministra
Ellen Gracie -, haja vista que o reconhecimento da decadência constitui
prejudicial ao tema tratado naquele julgado.
Por fim, a Corte entende ser infraconstitucional a controvérsia
acerca da interpretação e do alcance do termo “revisão” contido no art.
103 da Lei nº 8.213/91. Nesse sentido:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO
AGRAVO REGIMENTAL. PEDIDO DE REVISÃO. BENEFÍCIO
CONCEDIDO APÓS A EDIÇÃO DA MP Nº 1.523/97.
DECADÊNCIA.
MATÉRIA
DE
NATUREZA
INFRACONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA ACERCA DO
TERMO ‘REVISÃO’ DO ART. 103 DA LEI Nº 8.213/1991.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. A jurisprudência do
Supremo Tribuna Federal é firme no sentido de que é de índole
infraconstitucional a controvérsia quanto à decadência do
pedido de revisão dos benefícios concedidos após a edição da
MP nº 1.523/97. Precedentes. Situa-se no plano da legalidade, e
não da constitucionalidade, a controvérsia trazida pela parte
recorrente, referente à interpretação do termo ‘revisão’
constante no art. 103 da Lei nº 8.213/1991. Embargos de
declaração conhecidos como agravo regimental a que se nega
provimento. (ARE 704.398/RS – ED, Primeira Turma, Rel. Min.
Roberto Barroso, DJe 1º/4/14)
4
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 843597 AGR / PE
Nego provimento ao agravo regimental.
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Supremo Tribunal Federal
ARE 843597 AGR / PE
Nego provimento ao agravo regimental.
5
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Extrato de Ata - 03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.597
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ANTONIO SILVEIRA LIRA
ADV.(A/S) : SAYLES RODRIGO SCHUTZ E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.3.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.597
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ANTONIO SILVEIRA LIRA
ADV.(A/S) : SAYLES RODRIGO SCHUTZ E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.3.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
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| 2015-03-03T00:00:00
| 2015-04-08T00:00:00
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A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.3.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito previdenciário. Revisão de benefício. Decadência. Medida provisória nº 1.523/1997. Aplicação aos benefícios concedidos anteriormente a sua vigência. Repercussão geral reconhecida. Precedentes.
1. O Plenário da Corte, no exame do RE nº 626.489/SE-RG, Relator o Ministro Roberto Barroso, concluiu que “o prazo decadencial de dez anos, instituído pela Medida Provisória 1.523, de 28.06.1997, tem como termo inicial o dia 1º de agosto de 1997, por força de disposição nela expressamente prevista[;] tal regra incide, inclusive, sobre benefícios concedidos anteriormente, sem que isso importe em retroatividade vedada pela Constituição.”
2. Agravo regimental não provido.
|
sjur299419
|
- Acórdão(s) citado(s):
(REVISÃO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO)
RE 626489 RG, ARE 704398 ED (1ªT), ARE 794713 AgR (1ªT), ARE 794712 AgR (1ªT), AI 858843 ED (2ªT), RE 816899 AgR (2ªT).
Número de páginas: 11.
Análise: 14/04/2015, MJC.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
843597
|
[
"LEG-FED LEI-008213 ANO-1991\n ART-00103\n LEI ORDINÁRIA\n\n",
"LEG-FED MPR-001523 ANO-1997\n MEDIDA PROVISÓRIA"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 843597 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ANTONIO SILVEIRA LIRA
ADV.(A/S) : SAYLES RODRIGO SCHUTZ E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.597
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ANTONIO SILVEIRA LIRA
ADV.(A/S)
:SAYLES RODRIGO SCHUTZ E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito
previdenciário. Revisão de benefício. Decadência. Medida provisória n
1.523/1997. Aplicação aos benefícios concedidos anteriormente a sua
vigência. Repercussão geral reconhecida. Precedentes.
1. O Plenário da Corte, no exame do Recurso Extraordinário n 626.489/SE-RG, Relator o
Ministro Roberto Barroso, concluiu que “o prazo decadencial de dez
anos, instituído pela Medida Provisória 1.523, de 28.06.1997, tem como
termo inicial o dia 1... de agosto de 1997, por força de disposição nela
expressamente prevista[;] tal regra incide, inclusive, sobre benefícios
concedidos anteriormente, sem que isso importe em retroatividade
vedada pela Constituição.”
2. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 3 de março de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
ARE 843597 AGR / PE
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 843597 AGR / PE
Relator
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.597
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ANTONIO SILVEIRA LIRA
ADV.(A/S)
:SAYLES RODRIGO SCHUTZ E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Antônio Silveira Lira interpõe tempestivo agravo regimental contra
decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso
extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário contra acórdão da Primeira Turma
Recursal dos Juizados Especiais Federais do Estado de
Pernambuco que concluiu pela ocorrência de decadência da
revisão do benefício previdenciário do autor.
No recurso extraordinário sustenta-se violação dos artigos
5..., incisos II e XXXVI, e 62, § 3..., da Constituição Federal.
Decido.
O recurso não merece êxito.
No que se refere aos artigo 5..., inciso II, e 62, § 3..., da
Constituição Federal, apontados como violados, carecem do
necessário prequestionamento, sendo certo que não foram
opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão
no acórdão recorrido. Incidem na espécie as Súmulas n 282 e
356 desta Corte.
Por outro lado, o Supremo Tribunal Federal, nos autos do
Recurso Extraordinário n. 626.489, com repercussão geral reconhecida, em sessão de
julgamento ocorrida em 16/10/2013, sedimentou o
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Supremo Tribunal Federal
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.597
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ANTONIO SILVEIRA LIRA
ADV.(A/S)
:SAYLES RODRIGO SCHUTZ E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Antônio Silveira Lira interpõe tempestivo agravo regimental contra
decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso
extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário contra acórdão da Primeira Turma
Recursal dos Juizados Especiais Federais do Estado de
Pernambuco que concluiu pela ocorrência de decadência da
revisão do benefício previdenciário do autor.
No recurso extraordinário sustenta-se violação dos artigos
5..., incisos II e XXXVI, e 62, § 3..., da Constituição Federal.
Decido.
O recurso não merece êxito.
No que se refere aos artigo 5..., inciso II, e 62, § 3..., da
Constituição Federal, apontados como violados, carecem do
necessário prequestionamento, sendo certo que não foram
opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão
no acórdão recorrido. Incidem na espécie as Súmulas n 282 e
356 desta Corte.
Por outro lado, o Supremo Tribunal Federal, nos autos do
Recurso Extraordinário n. 626.489, com repercussão geral reconhecida, em sessão de
julgamento ocorrida em 16/10/2013, sedimentou o
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
ARE 843597 AGR / PE
entendimento de que o prazo decadencial previsto no art. 103
da Lei n 8.213/91, cuja instituição pelo legislador é legítima, se
aplica inclusive aos benefícios concedidos em momento anterior
à vigência do referido diploma legal, esclarecendo que o marco
inicial da fluência deste prazo seria o dia 01/08/1997,
consumando-se, portanto, em 01/08/2007.
O acórdão recorrido não divergiu dessa orientação.
Ademais, a jurisprudência da Corte é no sentido de ser
infraconstitucional a controvérsia acerca da interpretação do
termo ‘revisão’ contido no art. 103 da Lei n 8.213/91. Nesse
sentido:
‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS
COMO AGRAVO REGIMENTAL. PEDIDO DE REVISÃO.
BENEFÍCIO CONCEDIDO APÓS A EDIÇÃO DA Medida Provisória n
1.523/97. DECADÊNCIA. MATÉRIA DE NATUREZA
INFRACONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA ACERCA
DO TERMO ‘REVISÃO’ DO ART. 103 DA LEI n
8.213/1991. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. A
jurisprudência do Supremo Tribuna Federal é firme no
sentido de que é de índole infraconstitucional a
controvérsia quanto à decadência do pedido de revisão
dos benefícios concedidos após a edição da Medida Provisória n
1.523/97. Precedentes. Situa-se no plano da legalidade, e
não da constitucionalidade, a controvérsia trazida pela
parte recorrente, referente à interpretação do termo
‘revisão’ constante no art. 103 da Lei n 8.213/1991.
Embargos de declaração conhecidos como agravo
regimental a que se nega provimento’ (ARE 704.398/RS –
ED, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe
1.../4/14).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 843597 AGR / PE
entendimento de que o prazo decadencial previsto no art. 103
da Lei n 8.213/91, cuja instituição pelo legislador é legítima, se
aplica inclusive aos benefícios concedidos em momento anterior
à vigência do referido diploma legal, esclarecendo que o marco
inicial da fluência deste prazo seria o dia 01/08/1997,
consumando-se, portanto, em 01/08/2007.
O acórdão recorrido não divergiu dessa orientação.
Ademais, a jurisprudência da Corte é no sentido de ser
infraconstitucional a controvérsia acerca da interpretação do
termo ‘revisão’ contido no art. 103 da Lei n 8.213/91. Nesse
sentido:
‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS
COMO AGRAVO REGIMENTAL. PEDIDO DE REVISÃO.
BENEFÍCIO CONCEDIDO APÓS A EDIÇÃO DA Medida Provisória n
1.523/97. DECADÊNCIA. MATÉRIA DE NATUREZA
INFRACONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA ACERCA
DO TERMO ‘REVISÃO’ DO ART. 103 DA LEI n
8.213/1991. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. A
jurisprudência do Supremo Tribuna Federal é firme no
sentido de que é de índole infraconstitucional a
controvérsia quanto à decadência do pedido de revisão
dos benefícios concedidos após a edição da Medida Provisória n
1.523/97. Precedentes. Situa-se no plano da legalidade, e
não da constitucionalidade, a controvérsia trazida pela
parte recorrente, referente à interpretação do termo
‘revisão’ constante no art. 103 da Lei n 8.213/1991.
Embargos de declaração conhecidos como agravo
regimental a que se nega provimento’ (ARE 704.398/RS –
ED, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe
1.../4/14).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Relatório
ARE 843597 AGR / PE
Insiste o agravante na alegação de que houve ofensa direta ao artigo
5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal. Alega que a matéria versada
nestes autos se alinha ao que restou consignado pelo Plenário deste
Tribunal no julgamento do Recurso Extraordinário n 630.501/RS, cuja repercussão geral foi
reconhecida.
Aduz, in verbis, que
“(...) ENTENDE QUE A PARTIR DO MOMENTO EM
QUE FORAM CUMPRIDOS OS REQUISITOS NECESSÁRIOS
PARA A OBTENÇÃO DA APOSENTADORIA, O AGRAVANTE
PASSOU A TER ‘DIREITO ADQUIRIDO’ À SUA PERCEPÇÃO
SEGUNDO A DISCIPLINA CONSTANTE DA LEGISLAÇÃO
ENTÃO VIGENTE E, QUE LHE ERA MAIS FAVORÁVEL,
CUJO DIREITO NÃO PODE SER MALFERIDO
SIMPLESMENTE POR TER SIDO EXERCIDO NA ÉPOCA QUE
LHE ERA MAIS BENÉFICA, OPTANDO POR CONTINUAR
TRABALHANDO.
(…)
A existência do direito adquirido nos casos de retroação
da DIB, restou reconhecida pelos Ministros deste Supremo
Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário, Recurso Extraordinário
630501, no qual entenderam pela possibilidade da retroação.
(…)
Se a Constituição Federal, determina que lei nenhuma
prejudicará o direito adquirido, não há como aplicar a
decadência nos casos em que se busca a aplicação de
dispositivo legal, o qual deveria ter sido aplicado já no
momento da concessão do benefício”.
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 843597 AGR / PE
Insiste o agravante na alegação de que houve ofensa direta ao artigo
5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal. Alega que a matéria versada
nestes autos se alinha ao que restou consignado pelo Plenário deste
Tribunal no julgamento do Recurso Extraordinário n 630.501/RS, cuja repercussão geral foi
reconhecida.
Aduz, in verbis, que
“(...) ENTENDE QUE A PARTIR DO MOMENTO EM
QUE FORAM CUMPRIDOS OS REQUISITOS NECESSÁRIOS
PARA A OBTENÇÃO DA APOSENTADORIA, O AGRAVANTE
PASSOU A TER ‘DIREITO ADQUIRIDO’ À SUA PERCEPÇÃO
SEGUNDO A DISCIPLINA CONSTANTE DA LEGISLAÇÃO
ENTÃO VIGENTE E, QUE LHE ERA MAIS FAVORÁVEL,
CUJO DIREITO NÃO PODE SER MALFERIDO
SIMPLESMENTE POR TER SIDO EXERCIDO NA ÉPOCA QUE
LHE ERA MAIS BENÉFICA, OPTANDO POR CONTINUAR
TRABALHANDO.
(…)
A existência do direito adquirido nos casos de retroação
da DIB, restou reconhecida pelos Ministros deste Supremo
Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário, Recurso Extraordinário
630501, no qual entenderam pela possibilidade da retroação.
(…)
Se a Constituição Federal, determina que lei nenhuma
prejudicará o direito adquirido, não há como aplicar a
decadência nos casos em que se busca a aplicação de
dispositivo legal, o qual deveria ter sido aplicado já no
momento da concessão do benefício”.
É o relatório.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.597
PERNAMBUCO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido o seguinte:
“Preliminarmente, no que tange à decadência, convém
anotar, por oportuno, que a c. Turma Nacional de
Uniformização de Jurisprudência dos Juizados Especiais
Federais, na sessão de 08 de fevereiro de 2010, revendo o seu
posicionamento, modificou seu anterior entendimento quanto
ao tema, de modo a estender a aplicação do mencionado
preceptivo legal também aos benefícios previdenciários
concedidos antes da vigência daquela Medida Provisória (…).
Por sua vez, no 14/03/2012, o Superior Tribunal de Justiça
deu provimento ao Resp 1.303.988/PE interposto pelo INSS,
através da PRF 5... Região, revertendo o entendimento da 3...
Seção daquela Corte sobre o tema decadência. Decidiram os
Ministros, por unanimidade, que os benefícios concedidos
anteriormente a 97 se sujeitam ao prazo decadencial, cujo prazo
se inicia a partir da vigência da Lei 9528/97 (…).
(…)
Destarte, no caso em apreço, considerando-se que entre a
data de ajuizamento da ação e o ato de concessão do benefício,
cuja revisão se pleiteia, decorreram mais de 10 (dez) anos,
restou fulminado o direito pela decadência.”
Verifica-se que o Tribunal de origem reconheceu a decadência do
direito do autor de pleitear a revisão de seu benefício previdenciário.
Consignou que o prazo decenal do art. 103 da Lei n 8.213/91 é aplicável,
também, aos benefícios concedidos antes da vigência da Medida
provisória n 1.523/97, cujo termo inicial de fluência passa a ser a data da
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142107.
Supremo Tribunal Federal
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.597
PERNAMBUCO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido o seguinte:
“Preliminarmente, no que tange à decadência, convém
anotar, por oportuno, que a c. Turma Nacional de
Uniformização de Jurisprudência dos Juizados Especiais
Federais, na sessão de 08 de fevereiro de 2010, revendo o seu
posicionamento, modificou seu anterior entendimento quanto
ao tema, de modo a estender a aplicação do mencionado
preceptivo legal também aos benefícios previdenciários
concedidos antes da vigência daquela Medida Provisória (…).
Por sua vez, no 14/03/2012, o Superior Tribunal de Justiça
deu provimento ao Resp 1.303.988/PE interposto pelo INSS,
através da PRF 5... Região, revertendo o entendimento da 3...
Seção daquela Corte sobre o tema decadência. Decidiram os
Ministros, por unanimidade, que os benefícios concedidos
anteriormente a 97 se sujeitam ao prazo decadencial, cujo prazo
se inicia a partir da vigência da Lei 9528/97 (…).
(…)
Destarte, no caso em apreço, considerando-se que entre a
data de ajuizamento da ação e o ato de concessão do benefício,
cuja revisão se pleiteia, decorreram mais de 10 (dez) anos,
restou fulminado o direito pela decadência.”
Verifica-se que o Tribunal de origem reconheceu a decadência do
direito do autor de pleitear a revisão de seu benefício previdenciário.
Consignou que o prazo decenal do art. 103 da Lei n 8.213/91 é aplicável,
também, aos benefícios concedidos antes da vigência da Medida
provisória n 1.523/97, cujo termo inicial de fluência passa a ser a data da
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142107.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 843597 AGR / PE
vigência da referida norma.
Desse modo, resta claro que a Corte a quo aplicou ao caso dos autos
o entendimento exarado por esta Corte no julgamento do Recurso Extraordinário n
626.489/SE, cuja repercussão geral foi reconhecida, da relatoria do
Ministro Roberto Barroso. O julgado foi assim ementado:
“RECURSO
EXTRAODINÁRIO.
DIREITO
PREVIDENCIÁRIO. REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA
SOCIAL (RGPS). REVISÃO DO ATO DE CONCESSÃO DE
BENEFÍCIO. DECADÊNCIA. 1. O direito à previdência social
constitui direito fundamental e, uma vez implementados os
pressupostos de sua aquisição, não deve ser afetado pelo
decurso do tempo. Como consequência, inexiste prazo
decadencial para a concessão inicial do benefício
previdenciário. 2. É legítima, todavia, a instituição de prazo
decadencial de dez anos para a revisão de benefício já
concedido, com fundamento no princípio da segurança jurídica,
no interesse em evitar a eternização dos litígios e na busca de
equilíbrio financeiro e atuarial para o sistema previdenciário. 3.
O prazo decadencial de dez anos, instituído pela Medida
Provisória 1.523, de 28.06.1997, tem como termo inicial o dia 1...
de agosto de 1997, por força de disposição nela expressamente
prevista. Tal regra incide, inclusive, sobre benefícios concedidos
anteriormente, sem que isso importe em retroatividade vedada
pela Constituição. 4. Inexiste direito adquirido a regime jurídico
não sujeito a decadência. 5. Recurso extraordinário conhecido e
provido.”
Sobre o tema, ainda, há julgados das duas Turmas deste Tribunal
nesse mesmo sentido. A propósito, confira-se:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. EFEITOS INFRINGENTES. CONVERSÃO
EM AGRAVO REGIMENTAL. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO
DE BENEFÍCIO. PRAZO DECADENCIAL. MEDIDA
PROVISÓRIA N. 1.523/1997. APLICAÇÃO AOS BENEFÍCIOS
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142107.
Supremo Tribunal Federal
ARE 843597 AGR / PE
vigência da referida norma.
Desse modo, resta claro que a Corte a quo aplicou ao caso dos autos
o entendimento exarado por esta Corte no julgamento do Recurso Extraordinário n
626.489/SE, cuja repercussão geral foi reconhecida, da relatoria do
Ministro Roberto Barroso. O julgado foi assim ementado:
“RECURSO
EXTRAODINÁRIO.
DIREITO
PREVIDENCIÁRIO. REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA
SOCIAL (RGPS). REVISÃO DO ATO DE CONCESSÃO DE
BENEFÍCIO. DECADÊNCIA. 1. O direito à previdência social
constitui direito fundamental e, uma vez implementados os
pressupostos de sua aquisição, não deve ser afetado pelo
decurso do tempo. Como consequência, inexiste prazo
decadencial para a concessão inicial do benefício
previdenciário. 2. É legítima, todavia, a instituição de prazo
decadencial de dez anos para a revisão de benefício já
concedido, com fundamento no princípio da segurança jurídica,
no interesse em evitar a eternização dos litígios e na busca de
equilíbrio financeiro e atuarial para o sistema previdenciário. 3.
O prazo decadencial de dez anos, instituído pela Medida
Provisória 1.523, de 28.06.1997, tem como termo inicial o dia 1...
de agosto de 1997, por força de disposição nela expressamente
prevista. Tal regra incide, inclusive, sobre benefícios concedidos
anteriormente, sem que isso importe em retroatividade vedada
pela Constituição. 4. Inexiste direito adquirido a regime jurídico
não sujeito a decadência. 5. Recurso extraordinário conhecido e
provido.”
Sobre o tema, ainda, há julgados das duas Turmas deste Tribunal
nesse mesmo sentido. A propósito, confira-se:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. EFEITOS INFRINGENTES. CONVERSÃO
EM AGRAVO REGIMENTAL. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO
DE BENEFÍCIO. PRAZO DECADENCIAL. MEDIDA
PROVISÓRIA N. 1.523/1997. APLICAÇÃO AOS BENEFÍCIOS
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 843597 AGR / PE
CONCEDIDOS ANTERIORMENTE À SUA VIGÊNCIA.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI n 858.843/PR–ED, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/8/2014).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO – CONSTITUCIONAL –
PREVIDENCIÁRIO – REVISÃO DE BENEFÍCIO – PRAZO
DECADENCIAL INSTITUÍDO, PARA ESSE EFEITO, PELA
MEDIDA PROVISÓRIA n 1.523, DE 27/06/97, CONVERTIDA
NA LEI n 9.528, DE 10/12/97 – INCIDÊNCIA DA REGRA
LEGAL PERTINENTE A ESSE PRAZO DECADENCIAL SOBRE
OS BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS, MESMO SOBRE
AQUELES DEFERIDOS ANTERIORMENTE À DATA DE
EDIÇÃO DE REFERIDA MEDIDA PROVISÓRIA –
INOCORRÊNCIA DE OFENSA AO POSTULADO DA
IRRETROATIVIDADE – MATÉRIA CUJA REPERCUSSÃO
GERAL FOI RECONHECIDA NO JULGAMENTO DO Recurso Extraordinário
626.489-RG/SE – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO
IMPROVIDO” (Recurso Extraordinário n 816.899/SC–AgR, Segunda Turma, Relator
o Ministro Celso de Mello, DJe de 22/8/2014).
“BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO – REVISÃO – PRAZO
DECADENCIAL – MEDIDA PROVISÓRIA n 1.523/97. O
Tribunal, no julgamento do Recurso Extraordinário n
626.489/SE, assentou a constitucionalidade da instituição,
mediante a Medida Provisória n 1.523/97, do prazo decadencial
de dez anos para a revisão de benefícios previdenciários” (ARE
n 794.712/CE–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco
Aurélio, DJe de 27/6/2014).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRAZO DECADENCIAL
DA MEDIDA PROVISÓRIA n 1.523/1997 PARA BENEFÍCIOS
CONCEDIDOS ANTES DE SUA VIGÊNCIA. INCIDÊNCIA. A
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal assentou
entendimento, com repercussão geral, no sentido de que o
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 843597 AGR / PE
CONCEDIDOS ANTERIORMENTE À SUA VIGÊNCIA.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI n 858.843/PR–ED, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/8/2014).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO – CONSTITUCIONAL –
PREVIDENCIÁRIO – REVISÃO DE BENEFÍCIO – PRAZO
DECADENCIAL INSTITUÍDO, PARA ESSE EFEITO, PELA
MEDIDA PROVISÓRIA n 1.523, DE 27/06/97, CONVERTIDA
NA LEI n 9.528, DE 10/12/97 – INCIDÊNCIA DA REGRA
LEGAL PERTINENTE A ESSE PRAZO DECADENCIAL SOBRE
OS BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS, MESMO SOBRE
AQUELES DEFERIDOS ANTERIORMENTE À DATA DE
EDIÇÃO DE REFERIDA MEDIDA PROVISÓRIA –
INOCORRÊNCIA DE OFENSA AO POSTULADO DA
IRRETROATIVIDADE – MATÉRIA CUJA REPERCUSSÃO
GERAL FOI RECONHECIDA NO JULGAMENTO DO Recurso Extraordinário
626.489-RG/SE – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO
IMPROVIDO” (Recurso Extraordinário n 816.899/SC–AgR, Segunda Turma, Relator
o Ministro Celso de Mello, DJe de 22/8/2014).
“BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO – REVISÃO – PRAZO
DECADENCIAL – MEDIDA PROVISÓRIA n 1.523/97. O
Tribunal, no julgamento do Recurso Extraordinário n
626.489/SE, assentou a constitucionalidade da instituição,
mediante a Medida Provisória n 1.523/97, do prazo decadencial
de dez anos para a revisão de benefícios previdenciários” (ARE
n 794.712/CE–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco
Aurélio, DJe de 27/6/2014).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRAZO DECADENCIAL
DA MEDIDA PROVISÓRIA n 1.523/1997 PARA BENEFÍCIOS
CONCEDIDOS ANTES DE SUA VIGÊNCIA. INCIDÊNCIA. A
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal assentou
entendimento, com repercussão geral, no sentido de que o
3
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 843597 AGR / PE
prazo decadencial de dez anos, instituído pela Medida
Provisória n 1.523, de 28.06.1997, incide, inclusive, sobre
benefícios concedidos anteriormente, sem que isso importe em
retroatividade vedada pela Constituição (Recurso Extraordinário 626.489–Tema
313). Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n
794.713/CE–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto
Barroso, DJe de 18/6/2014).
Ressalte-se que não merece guarida a alegação de que o presente
feito guardaria semelhança com o que foi consignado no Recurso Extraordinário n
630.501/RS, cuja repercussão geral reconhecida da relatoria da Ministra
Ellen Gracie -, haja vista que o reconhecimento da decadência constitui
prejudicial ao tema tratado naquele julgado.
Por fim, a Corte entende ser infraconstitucional a controvérsia
acerca da interpretação e do alcance do termo “revisão” contido no art.
103 da Lei n 8.213/91. Nesse sentido:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO
AGRAVO REGIMENTAL. PEDIDO DE REVISÃO. BENEFÍCIO
CONCEDIDO APÓS A EDIÇÃO DA Medida Provisória n 1.523/97.
DECADÊNCIA.
MATÉRIA
DE
NATUREZA
INFRACONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA ACERCA DO
TERMO ‘REVISÃO’ DO ART. 103 DA LEI n 8.213/1991.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. A jurisprudência do
Supremo Tribuna Federal é firme no sentido de que é de índole
infraconstitucional a controvérsia quanto à decadência do
pedido de revisão dos benefícios concedidos após a edição da
Medida Provisória n 1.523/97. Precedentes. Situa-se no plano da legalidade, e
não da constitucionalidade, a controvérsia trazida pela parte
recorrente, referente à interpretação do termo ‘revisão’
constante no art. 103 da Lei n 8.213/1991. Embargos de
declaração conhecidos como agravo regimental a que se nega
provimento. (ARE 704.398/RS – ED, Primeira Turma, Rel. Min.
Roberto Barroso, DJe 1.../4/14)
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 843597 AGR / PE
prazo decadencial de dez anos, instituído pela Medida
Provisória n 1.523, de 28.06.1997, incide, inclusive, sobre
benefícios concedidos anteriormente, sem que isso importe em
retroatividade vedada pela Constituição (Recurso Extraordinário 626.489–Tema
313). Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n
794.713/CE–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto
Barroso, DJe de 18/6/2014).
Ressalte-se que não merece guarida a alegação de que o presente
feito guardaria semelhança com o que foi consignado no Recurso Extraordinário n
630.501/RS, cuja repercussão geral reconhecida da relatoria da Ministra
Ellen Gracie -, haja vista que o reconhecimento da decadência constitui
prejudicial ao tema tratado naquele julgado.
Por fim, a Corte entende ser infraconstitucional a controvérsia
acerca da interpretação e do alcance do termo “revisão” contido no art.
103 da Lei n 8.213/91. Nesse sentido:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO
AGRAVO REGIMENTAL. PEDIDO DE REVISÃO. BENEFÍCIO
CONCEDIDO APÓS A EDIÇÃO DA Medida Provisória n 1.523/97.
DECADÊNCIA.
MATÉRIA
DE
NATUREZA
INFRACONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA ACERCA DO
TERMO ‘REVISÃO’ DO ART. 103 DA LEI n 8.213/1991.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. A jurisprudência do
Supremo Tribuna Federal é firme no sentido de que é de índole
infraconstitucional a controvérsia quanto à decadência do
pedido de revisão dos benefícios concedidos após a edição da
Medida Provisória n 1.523/97. Precedentes. Situa-se no plano da legalidade, e
não da constitucionalidade, a controvérsia trazida pela parte
recorrente, referente à interpretação do termo ‘revisão’
constante no art. 103 da Lei n 8.213/1991. Embargos de
declaração conhecidos como agravo regimental a que se nega
provimento. (ARE 704.398/RS – ED, Primeira Turma, Rel. Min.
Roberto Barroso, DJe 1.../4/14)
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 843597 AGR / PE
Nego provimento ao agravo regimental.
5
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Supremo Tribunal Federal
ARE 843597 AGR / PE
Nego provimento ao agravo regimental.
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11
Extrato de Ata - 03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.597
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ANTONIO SILVEIRA LIRA
ADV.(A/S) : SAYLES RODRIGO SCHUTZ E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 3.3.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8017141
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.597
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ANTONIO SILVEIRA LIRA
ADV.(A/S) : SAYLES RODRIGO SCHUTZ E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 3.3.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843 . 597",
"Recurso Extraordinário n 626 . 489 / SE - RG",
"ARE 843597 AGR / PE",
"ARE 843597 AGR / PE",
"Recurso Extraordinário n . 626 . 489",
"Recurso Extraordinário n . 626 . 489",
"ARE 843597 AGR / PE",
"ARE 704 . 398 / RS – ED",
"ARE 843597 AGR / PE",
"ARE 704 . 398 / RS",
"ARE 843597 AGR / PE",
"Recurso Extraordinário n 630 . 501 / RS",
"Recurso Extraordinário 630501",
"ARE 843597 AGR / PE",
"Recurso Extraordinário n 630 . 501 / RS",
"Recurso Extraordinário 630501",
"Resp 1 . 303 . 988 / PE",
"Resp 1 . 303 . 988 / PE",
"Recurso Extraordinário n 626 . 489 / SE",
"ARE 843597 AGR / PE",
"Recurso Extraordinário n 626 . 489 / SE",
"ARE 843597 AGR / PE",
"AI n 858 . 843 / PR – ED",
"Recurso Extraordinário 626 . 489 - RG / SE",
"Recurso Extraordinário n 816 . 899 / SC",
"Recurso Extraordinário n 626 . 489 / SE",
"ARE n 794 . 712 / CE – AgR",
"ARE 843597 AGR / PE",
"AI n 858 . 843 / PR – ED",
"MEDIDA",
"Recurso Extraordinário 626 . 489 - RG / SE",
"Recurso Extraordinário n 816 . 899 / SC – AgR",
"MEDIDA",
"Recurso Extraordinário n 626 . 489 / SE",
"ARE n 794 . 712 / CE – AgR",
"ARE 843597 AGR /",
"Recurso Extraordinário 626 . 489",
"ARE n 794 . 713 / CE",
"Recurso Extraordinário n 630 . 501 / RS",
"ARE 704 . 398 / RS – ED",
"ARE 843597 AGR / PE",
"Recurso Extraordinário 626 . 489",
"ARE n 794 . 713 / CE – AgR",
"Recurso Extraordinário n 630 . 501 / RS",
"ARE 704 . 398 / RS",
"ARE 843597 AGR / PE",
"ARE 843597 AGR"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida provisória n 1 . 523 / 1997",
"Medida Provisória 1 . 523",
"Constituição .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , incisos II e XXXVI , e 62 , § 3 . . . , da Constituição Federal",
"artigo 5 . . . , inciso II , e 62 , § 3 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , incisos II e XXXVI , e 62 , § 3 . . . , da Constituição Federal",
"artigo 5 .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 103 da Lei n 8 . 213 / 91",
"art . 103 da Lei n 8 . 213 / 91",
"Medida Provisória n 1 . 523 / 97",
"ART . 103 DA LEI n 8 . 213 / 1991",
"Medida Provisória n 1 . 523 / 97",
"art . 103 da Lei n 8 . 213 / 1991",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 103 da Lei n 8 . 213 / 91",
"art . 103 da Lei n 8 . 213 / 91",
"Medida Provisória n 1 . 523 / 97",
"ART . 103 DA LEI n 8 . 213 / 1991",
"Medida Provisória n 1 . 523 / 97",
"art . 103 da Lei n 8 . 213 / 1991",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"artigo 5 . . . , inciso XXXVI , da Constituição Federal",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . , inciso XXXVI , da Constituição Federal",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 9528 / 97",
"art . 103 da Lei n 8 . 213 / 91",
"Medida provisória n 1 . 523 / 97",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 9528 / 97",
"art . 103 da Lei n 8 . 213 / 91",
"Medida provisória n 1 . 523 / 97",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória 1 . 523",
"Constituição",
"MEDIDA PROVISÓRIA",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória 1 . 523",
"Constituição",
"MEDIDA PROVISÓRIA N . 1 . 523 / 1997",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI n 9 . 528",
"MEDIDA PROVISÓRIA n 1 . 523 / 97",
"Medida Provisória n 1 . 523 / 97",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI n 9 . 528",
"Medida Provisória n 1 . 523 / 97",
"MEDIDA PROVISÓRIA n 1 . 523 / 1997",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 1 . 523",
"Constituição",
"art . 103 da Lei n 8 . 213 / 91",
"Medida Provisória n 1 . 523 / 97",
"ART . 103 DA LEI n 8 . 213 / 1991",
"Medida Provisória n 1 . 523 / 97",
"art . 103 da Lei n 8 . 213 / 1991",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 1 . 523",
"Constituição",
"art . 103 da Lei n 8 . 213 / 91",
"Medida Provisória n 1 . 523 / 97",
"ART . 103 DA LEI n 8 . 213 / 1991",
"Medida Provisória n 1 . 523 / 97",
"art . 103 da Lei n 8 . 213 / 1991",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PERNAMBUCO",
"Brasília",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Plenário da Corte",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura",
"de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Estado de Pernambuco",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Estado de Pernambuco",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribuna Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribuna Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Turma Nacional de Uniformização de Jurisprudência dos Juizados Especiais Federais",
"Superior Tribunal de Justiça",
"INSS",
"PRF",
"5",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Turma Nacional de Uniformização de Jurisprudência dos Juizados Especiais Federais",
"Superior Tribunal de Justiça",
"INSS",
"PRF 5 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"RGPS",
"Infraestrutura de",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribuna Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribuna Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"ANTONIO SILVEIRA LIRA",
"SAYLES RODRIGO SCHUTZ",
"Roberto Barroso",
"Rosa Weber",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"ANTONIO SILVEIRA LIRA",
"SAYLES RODRIGO SCHUTZ",
"DIAS TOFFOLI",
"Antônio Silveira Lira",
"DIAS TOFFOLI",
"ANTONIO SILVEIRA LIRA",
"SAYLES RODRIGO SCHUTZ",
"DIAS TOFFOLI",
"Antônio Silveira Lira",
"Roberto Barroso",
"Roberto Barroso",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Roberto Barroso",
"Roberto Barroso",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Marco Aurélio",
"DIAS TOFFOLI",
"Roberto Barroso",
"Ellen Gracie",
"Roberto Barroso",
"Roberto Barroso",
"Ellen Gracie",
"Roberto Barroso",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"ANTONIO SILVEIRA LIRA",
"SAYLES RODRIGO SCHUTZ",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"ANTONIO SILVEIRA LIRA",
"SAYLES RODRIGO SCHUTZ",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"03",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"28",
".",
"06",
".",
"1997",
"1",
".",
". . de agosto de 1997",
"3 de março de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"16",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"16",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"08",
"/",
"1997",
"01",
"/",
"08",
"/",
"2007",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"4",
"/",
"14",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"08",
"/",
"1997",
"01",
"/",
"08",
"/",
"2007",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"4",
"/",
"14",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"08 de fevereiro de 2010",
"14",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"08 de fevereiro de 2010",
"14",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"06",
".",
"1997",
"1",
". . . de agosto de 1997",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"06",
".",
"1997",
"1",
". . . de agosto de 1997",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"8",
"/",
"2014",
"27",
"/",
"06",
"/",
"97",
"10",
"/",
"12",
"/",
"97",
"22",
"/",
"8",
"/",
"2014",
"27",
"/",
"6",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"8",
"/",
"2014",
"27",
"/",
"06",
"/",
"97",
"10",
"/",
"12",
"/",
"97",
"22",
"/",
"8",
"/",
"2014",
"27",
"/",
"6",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"06",
".",
"1997",
"18",
"/",
"6",
"/",
"2014",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"4",
"/",
"14",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"06",
".",
"1997",
"18",
"/",
"6",
"/",
"2014",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"4",
"/",
"14",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"03",
"/",
"2015",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 894.160 PERNAMBUCO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:FUNDACAO EDUCATIVA CANAA DO BRASIL
ADV.(A/S)
:MARCÍLIO
DA
SILVA
FERREIRA
FILHO
E
OUTRO(A/S)
EMENTA
DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL.
RADIODIFUSÃO COMUNITÁRIA. AUTORIZAÇÃO. PROCESSO
ADMINISTRATIVO.
LEI
9.784/1999.
FUNDAMENTO
INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE PARA MANUTENÇÃO DO
ACÓRDÃO RECORRIDO. APLICAÇÃO DA SÚMULA 283/STF.
CONTROLE DE LEGALIDADE DOS ATOS ADMINISTRATIVOS PELO
PODER JUDICIÁRIO. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES.
OFENSA NÃO CONFIGURADA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA
DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 22.11.2013.
1. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas
razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, a
tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de
viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a
disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior.
2. A jurisprudência desta Suprema Corte não admite recurso
extraordinário
contra
acórdão
que
contém
fundamento
infraconstitucional suficiente, e este se torna imodificável. Aplicação da
Súmula 283/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão
recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange
todos eles”. Precedentes.
3. O exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9203075.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12
Ementa e Acórdão
RE 894160 AGR / PE
Judiciário não ofende o princípio da separação dos Poderes. Precedentes.
4. Agravo regimental conhecido e não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 18 de agosto de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
RE 894160 AGR / PE
Judiciário não ofende o princípio da separação dos Poderes. Precedentes.
4. Agravo regimental conhecido e não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 18 de agosto de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12
Relatório
18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 894.160 PERNAMBUCO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:FUNDACAO EDUCATIVA CANAA DO BRASIL
ADV.(A/S)
:MARCÍLIO
DA
SILVA
FERREIRA
FILHO
E
OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental a União.
Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos
preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Alega que
impugnou todos os fundamentos do acórdão recorrido, o que afasta o
óbice das Súmulas 283 e 284/STF. Sustenta que “(...) a manutenção da
decisão que estipula prazo determinado para que o Poder executivo aprecie o
requerimento administrativo de autorização de exploração de serviço de
radiodifusão, viola o princípio da separação de poderes (...)” (doc. 06, fl. 06).
Reitera a afronta aos arts. 2º, 5º, LXXV, 21, XII, e 223 da Constituição
Federal.
O Tribunal Regional Federal da 5ª Região julgou a controvérsia em
decisão cuja ementa reproduzo:
“ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. SERVIÇO
DE RADIODIFUSÃO. PROCESSO ADMINISTRATIVO. MORA
DA ADMINISTRAÇÃO EM APRECIAR APROVAÇÃO DA
LICENÇA. IMPOSIÇÃO DE PRAZO PARA CONCLUSÃO DO
PROCESSO. LEI 9.784/99. PRINCÍPIO DA RAZOÁVEL
DURAÇÃO DO PROCESSO. ART. 5º, INCISO LXXVIII, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL.1. Apelação interposta pela
UNIÃO em face de sentença responsável determinar que o ente
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Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9203076.
Supremo Tribunal Federal
18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 894.160 PERNAMBUCO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:FUNDACAO EDUCATIVA CANAA DO BRASIL
ADV.(A/S)
:MARCÍLIO
DA
SILVA
FERREIRA
FILHO
E
OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental a União.
Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos
preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Alega que
impugnou todos os fundamentos do acórdão recorrido, o que afasta o
óbice das Súmulas 283 e 284/STF. Sustenta que “(...) a manutenção da
decisão que estipula prazo determinado para que o Poder executivo aprecie o
requerimento administrativo de autorização de exploração de serviço de
radiodifusão, viola o princípio da separação de poderes (...)” (doc. 06, fl. 06).
Reitera a afronta aos arts. 2º, 5º, LXXV, 21, XII, e 223 da Constituição
Federal.
O Tribunal Regional Federal da 5ª Região julgou a controvérsia em
decisão cuja ementa reproduzo:
“ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. SERVIÇO
DE RADIODIFUSÃO. PROCESSO ADMINISTRATIVO. MORA
DA ADMINISTRAÇÃO EM APRECIAR APROVAÇÃO DA
LICENÇA. IMPOSIÇÃO DE PRAZO PARA CONCLUSÃO DO
PROCESSO. LEI 9.784/99. PRINCÍPIO DA RAZOÁVEL
DURAÇÃO DO PROCESSO. ART. 5º, INCISO LXXVIII, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL.1. Apelação interposta pela
UNIÃO em face de sentença responsável determinar que o ente
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12
Relatório
RE 894160 AGR / PE
federativo, dentro do prazo de 30 (trinta) dias, ultime a análise
dos Procedimentos Administrativos de Aprovação do local para
instalação de Equipamentos da Radiodifusora autora, sob pena
de multa diária de R$100,00 (cem reais).2. A pretensão autoral
não esbarra no princípio da separação dos poderes, tendo em
vista que se busca apenas a conclusão do procedimento
administrativo, não importando o provimento judicial em
análise do mérito do requerimento.3. Não é razoável que o
Administrado espere indefinidamente pela manifestação do
Poder Público - 6 anos - em respeito à garantia constitucional da
duração razoável do processo. Nessa ordem de raciocínio,
revela-se ilegal a inércia da Administração que por sua omissão
deixa de concluir o processo administrativo. Inteligência do art.
5º, inciso LXXVIII da CF/88.4. Considerando que a lei do
processo administrativo (Lei nº 9.784/99) fixa o prazo de 30 dias
para o seu encerramento, impõe-se a fixação de prazo para que
o Poder Público aprecie o requerimento administrativo.5.
Apelação a que se nega provimento.” (doc. 02, fl. 123)
Acórdão recorrido publicado em 22.11.2013.
O Superior Tribunal de Justiça negou seguimento ao recurso especial
– decisão com trânsito em julgado.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
RE 894160 AGR / PE
federativo, dentro do prazo de 30 (trinta) dias, ultime a análise
dos Procedimentos Administrativos de Aprovação do local para
instalação de Equipamentos da Radiodifusora autora, sob pena
de multa diária de R$100,00 (cem reais).2. A pretensão autoral
não esbarra no princípio da separação dos poderes, tendo em
vista que se busca apenas a conclusão do procedimento
administrativo, não importando o provimento judicial em
análise do mérito do requerimento.3. Não é razoável que o
Administrado espere indefinidamente pela manifestação do
Poder Público - 6 anos - em respeito à garantia constitucional da
duração razoável do processo. Nessa ordem de raciocínio,
revela-se ilegal a inércia da Administração que por sua omissão
deixa de concluir o processo administrativo. Inteligência do art.
5º, inciso LXXVIII da CF/88.4. Considerando que a lei do
processo administrativo (Lei nº 9.784/99) fixa o prazo de 30 dias
para o seu encerramento, impõe-se a fixação de prazo para que
o Poder Público aprecie o requerimento administrativo.5.
Apelação a que se nega provimento.” (doc. 02, fl. 123)
Acórdão recorrido publicado em 22.11.2013.
O Superior Tribunal de Justiça negou seguimento ao recurso especial
– decisão com trânsito em julgado.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12
Voto - MIN. ROSA WEBER
18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 894.160 PERNAMBUCO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem,
maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei
Maior, a União. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 2º, 5º,
LXXV, 21, XII, e 223, da Constituição Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos adotados pelo
Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo
veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões
veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso.
Transcrevo a ementa do acórdão recorrido (fl. 300):
“EMENTA: ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL.
SERVIÇO
DE
RADIODIFUSÃO.
PROCESSO
ADMINISTRATIVO. MORA DA ADMINISTRAÇÃO EM
APRECIAR APROVAÇÃO DA LICENÇA. IMPOSIÇÃO DE
PRAZO PARA CONCLUSÃO DO PROCESSO. LEI 9.784/99.
PRINCÍPIO DA RAZOÁVEL DURAÇÃO DO PROCESSO. ART.
5º, INCISO LXXVIII, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
1. Apelação interposta pela UNIÃO em face de sentença
responsável determinar que o ente federativo, dentro do prazo
de 30 (trinta) dias, ultime a análise dos Procedimentos
Administrativos de Aprovação do local para instalação de
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 894.160 PERNAMBUCO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem,
maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei
Maior, a União. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 2º, 5º,
LXXV, 21, XII, e 223, da Constituição Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos adotados pelo
Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo
veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões
veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso.
Transcrevo a ementa do acórdão recorrido (fl. 300):
“EMENTA: ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL.
SERVIÇO
DE
RADIODIFUSÃO.
PROCESSO
ADMINISTRATIVO. MORA DA ADMINISTRAÇÃO EM
APRECIAR APROVAÇÃO DA LICENÇA. IMPOSIÇÃO DE
PRAZO PARA CONCLUSÃO DO PROCESSO. LEI 9.784/99.
PRINCÍPIO DA RAZOÁVEL DURAÇÃO DO PROCESSO. ART.
5º, INCISO LXXVIII, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
1. Apelação interposta pela UNIÃO em face de sentença
responsável determinar que o ente federativo, dentro do prazo
de 30 (trinta) dias, ultime a análise dos Procedimentos
Administrativos de Aprovação do local para instalação de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12
Voto - MIN. ROSA WEBER
RE 894160 AGR / PE
Equipamentos da Radiodifusora autora, sob pena de multa
diária de R$100,00 (cem reais).
2. A pretensão autoral não esbarra no princípio da
separação dos poderes, tendo em vista que se busca apenas a
conclusão do procedimento administrativo, não importando o
provimento judicial em análise do mérito do requerimento.
3. Não é razoável que o Administrado espere
indefinidamente pela manifestação do Poder Público - 6 anos -
em respeito à garantia constitucional da duração razoável do
processo. Nessa ordem de raciocínio, revela-se ilegal a inércia
da Administração que por sua omissão deixa de concluir o
processo administrativo. Inteligência do art. 5º, inciso LXXVIII
da CF/88.
4. Considerando que a lei do processo administrativo (Lei
nº 9.784/99) fixa o prazo de 30 dias para o seu encerramento,
impõe-se a fixação de prazo para que o Poder Público aprecie o
requerimento administrativo.
5. Apelação a que se nega provimento.”
Deixou a parte recorrente de atacar todos os fundamentos
da decisão recorrida. Aplicável, na hipótese, o entendimento
jurisprudencial vertido nas Súmulas 283/STF: “É inadmissível o
recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de
um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles” e
284/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a
deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão
da controvérsia.” Colho precedentes:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MULTA. CARÁTER
CONFISCATÓRIO.
RAZÕES
DISSOCIADAS.
IMPOSSIBILIDADE ANÁLISE DO RECURSO. SÚMULAS 283
E 284/STF. 1. O acórdão recorrido afirmou ser inviável a
discussão acerca da exigibilidade da multa em sede de exceção
de pré-executividade. Por outro lado, as razões do recurso
extraordinário limitaram-se a pugnar pelo reconhecimento do
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RE 894160 AGR / PE
Equipamentos da Radiodifusora autora, sob pena de multa
diária de R$100,00 (cem reais).
2. A pretensão autoral não esbarra no princípio da
separação dos poderes, tendo em vista que se busca apenas a
conclusão do procedimento administrativo, não importando o
provimento judicial em análise do mérito do requerimento.
3. Não é razoável que o Administrado espere
indefinidamente pela manifestação do Poder Público - 6 anos -
em respeito à garantia constitucional da duração razoável do
processo. Nessa ordem de raciocínio, revela-se ilegal a inércia
da Administração que por sua omissão deixa de concluir o
processo administrativo. Inteligência do art. 5º, inciso LXXVIII
da CF/88.
4. Considerando que a lei do processo administrativo (Lei
nº 9.784/99) fixa o prazo de 30 dias para o seu encerramento,
impõe-se a fixação de prazo para que o Poder Público aprecie o
requerimento administrativo.
5. Apelação a que se nega provimento.”
Deixou a parte recorrente de atacar todos os fundamentos
da decisão recorrida. Aplicável, na hipótese, o entendimento
jurisprudencial vertido nas Súmulas 283/STF: “É inadmissível o
recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de
um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles” e
284/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a
deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão
da controvérsia.” Colho precedentes:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MULTA. CARÁTER
CONFISCATÓRIO.
RAZÕES
DISSOCIADAS.
IMPOSSIBILIDADE ANÁLISE DO RECURSO. SÚMULAS 283
E 284/STF. 1. O acórdão recorrido afirmou ser inviável a
discussão acerca da exigibilidade da multa em sede de exceção
de pré-executividade. Por outro lado, as razões do recurso
extraordinário limitaram-se a pugnar pelo reconhecimento do
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12
Voto - MIN. ROSA WEBER
RE 894160 AGR / PE
caráter confiscatório da penalidade. Nota-se, então, que os
argumentos apresentados no recurso extraordinário estão
dissociados dos fundamentos do acórdão recorrido. Nessas
condições, a hipótese atrai a incidência das Súmulas 283 e
284/STF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE
707.173-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe
23.4.2015)
“PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL.
RAZÕES DISSOCIADAS DOS FUNDAMENTOS ADOTADOS
NA DECISÃO RECORRIDA. INÉPCIA. CONSTITUCIONAL.
TRIBUTÁRIO. MULTA. 300%. APLICABILIDADE DO
PRINCÍPIO DA VEDAÇÃO DO USO DE MULTA COM
EFEITO DE CONFISCO. 1. É dever da parte interessada
impugnar com precisão os fundamentos da decisão recorrida.
Se o fizer em termos genéricos, ou com razões dissociadas do
quadro, seu esforço será incapaz de reverter o posicionamento
que lhe é desfavorável. 2. No caso em exame, a decisão
agravada aplicou precedentes que reconheceram a
possibilidade de reexame de multas desproporcionais, isto é,
que tenham efeito confiscatório sem justificativa. A questão de
fundo, portanto, é saber-se se a intensidade da punição é ou não
adequada à gravidade da conduta da parte-agravada. 3.
Contudo, a parte-agravante desviou-se da discussão central,
para argumentar a impossibilidade de reexame da multa, com
base na separação de Poderes. Inépcia das razões de agravo
regimental. Agravo regimental ao qual se nega provimento.”
(RE 455.011-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, DJe
08.10.2010)
Ademais, não prospera a insurgência pelo prisma do
inciso LXXV do art. 5º da Carta Política, uma vez que, no caso, a
infringência a tais preceitos constitucionais somente poderia ser
constatada a partir da análise de legislação infraconstitucional
apontada no apelo extremo (Lei 9.784/99, art. 49), o que torna
oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de
3
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RE 894160 AGR / PE
caráter confiscatório da penalidade. Nota-se, então, que os
argumentos apresentados no recurso extraordinário estão
dissociados dos fundamentos do acórdão recorrido. Nessas
condições, a hipótese atrai a incidência das Súmulas 283 e
284/STF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE
707.173-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe
23.4.2015)
“PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL.
RAZÕES DISSOCIADAS DOS FUNDAMENTOS ADOTADOS
NA DECISÃO RECORRIDA. INÉPCIA. CONSTITUCIONAL.
TRIBUTÁRIO. MULTA. 300%. APLICABILIDADE DO
PRINCÍPIO DA VEDAÇÃO DO USO DE MULTA COM
EFEITO DE CONFISCO. 1. É dever da parte interessada
impugnar com precisão os fundamentos da decisão recorrida.
Se o fizer em termos genéricos, ou com razões dissociadas do
quadro, seu esforço será incapaz de reverter o posicionamento
que lhe é desfavorável. 2. No caso em exame, a decisão
agravada aplicou precedentes que reconheceram a
possibilidade de reexame de multas desproporcionais, isto é,
que tenham efeito confiscatório sem justificativa. A questão de
fundo, portanto, é saber-se se a intensidade da punição é ou não
adequada à gravidade da conduta da parte-agravada. 3.
Contudo, a parte-agravante desviou-se da discussão central,
para argumentar a impossibilidade de reexame da multa, com
base na separação de Poderes. Inépcia das razões de agravo
regimental. Agravo regimental ao qual se nega provimento.”
(RE 455.011-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, DJe
08.10.2010)
Ademais, não prospera a insurgência pelo prisma do
inciso LXXV do art. 5º da Carta Política, uma vez que, no caso, a
infringência a tais preceitos constitucionais somente poderia ser
constatada a partir da análise de legislação infraconstitucional
apontada no apelo extremo (Lei 9.784/99, art. 49), o que torna
oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de
3
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Voto - MIN. ROSA WEBER
RE 894160 AGR / PE
viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário nos moldes
exigidos pelo art. 102, III, “a”, da Lei Maior.
Ainda que superados esses óbices, melhor sorte não teria o
recurso. Quanto à alegada violação do art. 2º da Lei
Fundamental, o Supremo Tribunal Federal entende que o
exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder
Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. Nesse
sentido, cito o RE 417.408-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª
Turma, DJe 26.4.2012; e o ARE 655.080-AgR/DF, Rel. Min.
Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 09.9.2012, assim ementado:
"Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Concurso público. 4.
Controle judicial dos atos administrativos quando eivados de
ilegalidade ou abuso de poder. Possibilidade. Ausência de
violação ao Princípio da separação de Poderes. Precedentes do
STF. 5. Discussão acerca da existência de ilegalidade e quanto à
apreciação do preenchimento dos requisitos legais, pela
agravada, para investidura no cargo público de magistério
estadual. Necessário reexame do conjunto fático-probatório da
legislação infraconstitucional e do edital que rege o certame.
Providências vedadas pelas súmulas 279, 280 e 454.
Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a
decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega
provimento."
Nesse sentir, não merece seguimento o recurso
extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos
da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja
detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa
direta e literal a preceito da Constituição da República.
Nego seguimento ao recurso extraordinário (CPC, art.
557, caput). ”
Irrepreensível a decisão agravada.
Verifico que o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com base
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RE 894160 AGR / PE
viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário nos moldes
exigidos pelo art. 102, III, “a”, da Lei Maior.
Ainda que superados esses óbices, melhor sorte não teria o
recurso. Quanto à alegada violação do art. 2º da Lei
Fundamental, o Supremo Tribunal Federal entende que o
exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder
Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. Nesse
sentido, cito o RE 417.408-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª
Turma, DJe 26.4.2012; e o ARE 655.080-AgR/DF, Rel. Min.
Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 09.9.2012, assim ementado:
"Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Concurso público. 4.
Controle judicial dos atos administrativos quando eivados de
ilegalidade ou abuso de poder. Possibilidade. Ausência de
violação ao Princípio da separação de Poderes. Precedentes do
STF. 5. Discussão acerca da existência de ilegalidade e quanto à
apreciação do preenchimento dos requisitos legais, pela
agravada, para investidura no cargo público de magistério
estadual. Necessário reexame do conjunto fático-probatório da
legislação infraconstitucional e do edital que rege o certame.
Providências vedadas pelas súmulas 279, 280 e 454.
Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a
decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega
provimento."
Nesse sentir, não merece seguimento o recurso
extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos
da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja
detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa
direta e literal a preceito da Constituição da República.
Nego seguimento ao recurso extraordinário (CPC, art.
557, caput). ”
Irrepreensível a decisão agravada.
Verifico que o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com base
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Voto - MIN. ROSA WEBER
RE 894160 AGR / PE
em fundamento infraconstitucional suficiente para a manutenção do
acórdão recorrido, restando precluso em virtude do não provimento do
recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça. Aplicação da Súmula
283/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida
assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos
eles”. Colho precedentes:
“EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário.
Tributário. ICMS. Transporte intermunicipal e interestadual de
mercadorias destinadas à exportação. Isenção. Fundamento
infraconstitucional suficiente. Súmula nº 283 do STF.
Precedentes. 1. É pacífica a jurisprudência desta Suprema Corte
no sentido de não se admitir recurso extraordinário contra
acórdão que contenha fundamento infraconstitucional
suficiente à sua manutenção. Orientação da Súmula nº 283/STF.
2. Agravo regimental não provido.” (RE 611560 AgR, Relator(a):
Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 27-06-2013)
“Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Acórdão
do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo fundado em
fundamento constitucional e infraconstitucional. 3. Interposição
simultânea de recurso especial e extraordinário. Recurso não-
provido no Superior Tribunal de Justiça. Manutenção dos
fundamentos infraconstitucionais. Incidência da Súmula 283 do
STF. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega
provimento” (AI 487.379-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª
Turma, DJe 21.11.2008).
Inexistente, por seu turno, a alegada violação do art. 2º da Lei
Fundamental. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido
de que o exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder
Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. Nesse sentido:
RE 634.900-AgR/PI, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 22.5.2013; e ARE
757.716-AgR/BA, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe 07.10.2013,
assim ementado:
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em fundamento infraconstitucional suficiente para a manutenção do
acórdão recorrido, restando precluso em virtude do não provimento do
recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça. Aplicação da Súmula
283/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida
assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos
eles”. Colho precedentes:
“EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário.
Tributário. ICMS. Transporte intermunicipal e interestadual de
mercadorias destinadas à exportação. Isenção. Fundamento
infraconstitucional suficiente. Súmula nº 283 do STF.
Precedentes. 1. É pacífica a jurisprudência desta Suprema Corte
no sentido de não se admitir recurso extraordinário contra
acórdão que contenha fundamento infraconstitucional
suficiente à sua manutenção. Orientação da Súmula nº 283/STF.
2. Agravo regimental não provido.” (RE 611560 AgR, Relator(a):
Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 27-06-2013)
“Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Acórdão
do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo fundado em
fundamento constitucional e infraconstitucional. 3. Interposição
simultânea de recurso especial e extraordinário. Recurso não-
provido no Superior Tribunal de Justiça. Manutenção dos
fundamentos infraconstitucionais. Incidência da Súmula 283 do
STF. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega
provimento” (AI 487.379-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª
Turma, DJe 21.11.2008).
Inexistente, por seu turno, a alegada violação do art. 2º da Lei
Fundamental. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido
de que o exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder
Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. Nesse sentido:
RE 634.900-AgR/PI, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 22.5.2013; e ARE
757.716-AgR/BA, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe 07.10.2013,
assim ementado:
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Voto - MIN. ROSA WEBER
RE 894160 AGR / PE
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº
12.322/2010) – CONTROLE DE LEGALIDADE DOS ATOS
ADMINISTRATIVOS PELO PODER JUDICIÁRIO – ANÁLISE
DOS REQUISITOS LEGAIS DO ATO PRATICADO –
POSSIBILIDADE – AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO
PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES – REEXAME DE
FATOS E PROVAS, EM SEDE RECURSAL EXTRAORDINÁRIA
– INADMISSIBILIDADE – RECURSO DE AGRAVO
IMPROVIDO”
Noutro giro, não prospera a insurgência pelo prisma do inciso LXXV
do art. 5º da Carta Política, uma vez que, no caso, a infringência a tais
preceitos constitucionais somente poderia ser constatada a partir da
análise de legislação infraconstitucional apontada no apelo extremo (Lei
9.784/99, art. 49), o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário nos moldes exigidos pelo art. 102, III, “a”, da Lei Maior.
Recentemente, em caso semelhante, esta egrégia Corte decidiu:
“DECISÃO: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM
AGRAVO. ADMINISTRATIVO. RÁDIO COMUNITÁRIA.
FUNCIONAMENTO. AUTORIZAÇÃO. COMPROVADA
MORA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE
DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO:
SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
AGRAVO AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO” (ARE
891.785/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 22.6.2015, trânsito em
julgado em 07.8.2015).
Nesse contexto, as razões do agravo regimental não se mostram
aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada,
mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito
da Constituição da República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
6
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Supremo Tribunal Federal
RE 894160 AGR / PE
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº
12.322/2010) – CONTROLE DE LEGALIDADE DOS ATOS
ADMINISTRATIVOS PELO PODER JUDICIÁRIO – ANÁLISE
DOS REQUISITOS LEGAIS DO ATO PRATICADO –
POSSIBILIDADE – AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO
PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES – REEXAME DE
FATOS E PROVAS, EM SEDE RECURSAL EXTRAORDINÁRIA
– INADMISSIBILIDADE – RECURSO DE AGRAVO
IMPROVIDO”
Noutro giro, não prospera a insurgência pelo prisma do inciso LXXV
do art. 5º da Carta Política, uma vez que, no caso, a infringência a tais
preceitos constitucionais somente poderia ser constatada a partir da
análise de legislação infraconstitucional apontada no apelo extremo (Lei
9.784/99, art. 49), o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário nos moldes exigidos pelo art. 102, III, “a”, da Lei Maior.
Recentemente, em caso semelhante, esta egrégia Corte decidiu:
“DECISÃO: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM
AGRAVO. ADMINISTRATIVO. RÁDIO COMUNITÁRIA.
FUNCIONAMENTO. AUTORIZAÇÃO. COMPROVADA
MORA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE
DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO:
SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
AGRAVO AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO” (ARE
891.785/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 22.6.2015, trânsito em
julgado em 07.8.2015).
Nesse contexto, as razões do agravo regimental não se mostram
aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada,
mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito
da Constituição da República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
6
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12
Voto - MIN. ROSA WEBER
RE 894160 AGR / PE
É como voto.
7
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RE 894160 AGR / PE
É como voto.
7
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Extrato de Ata - 18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 894.160
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : FUNDACAO EDUCATIVA CANAA DO BRASIL
ADV.(A/S) : MARCÍLIO DA SILVA FERREIRA FILHO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 18.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9268693
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 894.160
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : FUNDACAO EDUCATIVA CANAA DO BRASIL
ADV.(A/S) : MARCÍLIO DA SILVA FERREIRA FILHO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 18.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9278387
| 2015-08-18T00:00:00
| 2015-09-01T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 18.8.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
EMENTA
DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. RADIODIFUSÃO COMUNITÁRIA. AUTORIZAÇÃO. PROCESSO ADMINISTRATIVO. LEI 9.784/1999. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE PARA MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. APLICAÇÃO DA SÚMULA 283/STF. CONTROLE DE LEGALIDADE DOS ATOS ADMINISTRATIVOS PELO PODER JUDICIÁRIO. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. OFENSA NÃO CONFIGURADA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 22.11.2013.
1. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior.
2. A jurisprudência desta Suprema Corte não admite recurso extraordinário contra acórdão que contém fundamento infraconstitucional suficiente, e este se torna imodificável. Aplicação da Súmula 283/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”. Precedentes.
3. O exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não ofende o princípio da separação dos Poderes. Precedentes.
4. Agravo regimental conhecido e não provido.
|
sjur317486
|
- Acórdão(s) citado(s):
(IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS, DECISÃO RECORRIDA)
AI 487379 AgR (2ªT), RE 611560 AgR (1ªT).
(EXAME DO ATO ADMINISTRATIVO PELO PODER JUDICIÁRIO)
RE 634900 AgR (1ªT), ARE 757716 AgR (2ªT).
- Decisão monocrática citada:
(RÁDIO COMUNITÁRIA)
ARE 891785.
Número de páginas: 12.
Análise: 14/09/2015, MJC.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
894160
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00003 LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED LEI-009784 ANO-1999\n LPA-1999 LEI DE PROCESSO ADMINISTRATIVO\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000283 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 894160 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : FUNDACAO EDUCATIVA CANAA DO BRASIL
ADV.(A/S) : MARCÍLIO DA SILVA FERREIRA FILHO E OUTRO(A/S)
|
[
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Ementa e Acórdão
18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 894.160 PERNAMBUCO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:FUNDACAO EDUCATIVA CANAA DO BRASIL
ADV.(A/S)
:MARCÍLIO
DA
SILVA
FERREIRA
FILHO
E
OUTRO(A/S)
EMENTA
DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL.
RADIODIFUSÃO COMUNITÁRIA. AUTORIZAÇÃO. PROCESSO
ADMINISTRATIVO.
LEI
9.784/1999.
FUNDAMENTO
INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE PARA MANUTENÇÃO DO
ACÓRDÃO RECORRIDO. APLICAÇÃO DA SÚMULA 283/Supremo Tribunal Federal.
CONTROLE DE LEGALIDADE DOS ATOS ADMINISTRATIVOS PELO
PODER JUDICIÁRIO. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES.
OFENSA NÃO CONFIGURADA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA
DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 22.11.2013.
1. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas
razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, a
tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de
viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a
disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior.
2. A jurisprudência desta Suprema Corte não admite recurso
extraordinário
contra
acórdão
que
contém
fundamento
infraconstitucional suficiente, e este se torna imodificável. Aplicação da
Súmula 283/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão
recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange
todos eles”. Precedentes.
3. O exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9203075.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12
Ementa e Acórdão
Recurso Extraordinário 894160 AGR / PE
Judiciário não ofende o princípio da separação dos Poderes. Precedentes.
4. Agravo regimental conhecido e não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 18 de agosto de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 894160 AGR / PE
Judiciário não ofende o princípio da separação dos Poderes. Precedentes.
4. Agravo regimental conhecido e não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 18 de agosto de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 894.160 PERNAMBUCO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:FUNDACAO EDUCATIVA CANAA DO BRASIL
ADV.(A/S)
:MARCÍLIO
DA
SILVA
FERREIRA
FILHO
E
OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental a União.
Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos
preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Alega que
impugnou todos os fundamentos do acórdão recorrido, o que afasta o
óbice das Súmulas 283 e 284/Supremo Tribunal Federal. Sustenta que “(...) a manutenção da
decisão que estipula prazo determinado para que o Poder executivo aprecie o
requerimento administrativo de autorização de exploração de serviço de
radiodifusão, viola o princípio da separação de poderes (...)” (doc. 06, fl. 06).
Reitera a afronta aos arts. 2..., 5..., LXXV, 21, XII, e 223 da Constituição
Federal.
O Tribunal Regional Federal da 5... Região julgou a controvérsia em
decisão cuja ementa reproduzo:
“ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. SERVIÇO
DE RADIODIFUSÃO. PROCESSO ADMINISTRATIVO. MORA
DA ADMINISTRAÇÃO EM APRECIAR APROVAÇÃO DA
LICENÇA. IMPOSIÇÃO DE PRAZO PARA CONCLUSÃO DO
PROCESSO. LEI 9.784/99. PRINCÍPIO DA RAZOÁVEL
DURAÇÃO DO PROCESSO. ART. 5..., INCISO LXXVIII, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL.1. Apelação interposta pela
UNIÃO em face de sentença responsável determinar que o ente
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Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 894.160 PERNAMBUCO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:FUNDACAO EDUCATIVA CANAA DO BRASIL
ADV.(A/S)
:MARCÍLIO
DA
SILVA
FERREIRA
FILHO
E
OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental a União.
Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos
preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Alega que
impugnou todos os fundamentos do acórdão recorrido, o que afasta o
óbice das Súmulas 283 e 284/Supremo Tribunal Federal. Sustenta que “(...) a manutenção da
decisão que estipula prazo determinado para que o Poder executivo aprecie o
requerimento administrativo de autorização de exploração de serviço de
radiodifusão, viola o princípio da separação de poderes (...)” (doc. 06, fl. 06).
Reitera a afronta aos arts. 2..., 5..., LXXV, 21, XII, e 223 da Constituição
Federal.
O Tribunal Regional Federal da 5... Região julgou a controvérsia em
decisão cuja ementa reproduzo:
“ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. SERVIÇO
DE RADIODIFUSÃO. PROCESSO ADMINISTRATIVO. MORA
DA ADMINISTRAÇÃO EM APRECIAR APROVAÇÃO DA
LICENÇA. IMPOSIÇÃO DE PRAZO PARA CONCLUSÃO DO
PROCESSO. LEI 9.784/99. PRINCÍPIO DA RAZOÁVEL
DURAÇÃO DO PROCESSO. ART. 5..., INCISO LXXVIII, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL.1. Apelação interposta pela
UNIÃO em face de sentença responsável determinar que o ente
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Relatório
Recurso Extraordinário 894160 AGR / PE
federativo, dentro do prazo de 30 (trinta) dias, ultime a análise
dos Procedimentos Administrativos de Aprovação do local para
instalação de Equipamentos da Radiodifusora autora, sob pena
de multa diária de R$100,00 (cem reais).2. A pretensão autoral
não esbarra no princípio da separação dos poderes, tendo em
vista que se busca apenas a conclusão do procedimento
administrativo, não importando o provimento judicial em
análise do mérito do requerimento.3. Não é razoável que o
Administrado espere indefinidamente pela manifestação do
Poder Público - 6 anos - em respeito à garantia constitucional da
duração razoável do processo. Nessa ordem de raciocínio,
revela-se ilegal a inércia da Administração que por sua omissão
deixa de concluir o processo administrativo. Inteligência do art.
5..., inciso LXXVIII da Constituição Federal de 1988/88.4. Considerando que a lei do
processo administrativo (Lei n 9.784/99) fixa o prazo de 30 dias
para o seu encerramento, impõe-se a fixação de prazo para que
o Poder Público aprecie o requerimento administrativo.5.
Apelação a que se nega provimento.” (doc. 02, fl. 123)
Acórdão recorrido publicado em 22.11.2013.
O Superior Tribunal de Justiça negou seguimento ao recurso especial
– decisão com trânsito em julgado.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 894160 AGR / PE
federativo, dentro do prazo de 30 (trinta) dias, ultime a análise
dos Procedimentos Administrativos de Aprovação do local para
instalação de Equipamentos da Radiodifusora autora, sob pena
de multa diária de R$100,00 (cem reais).2. A pretensão autoral
não esbarra no princípio da separação dos poderes, tendo em
vista que se busca apenas a conclusão do procedimento
administrativo, não importando o provimento judicial em
análise do mérito do requerimento.3. Não é razoável que o
Administrado espere indefinidamente pela manifestação do
Poder Público - 6 anos - em respeito à garantia constitucional da
duração razoável do processo. Nessa ordem de raciocínio,
revela-se ilegal a inércia da Administração que por sua omissão
deixa de concluir o processo administrativo. Inteligência do art.
5..., inciso LXXVIII da Constituição Federal de 1988/88.4. Considerando que a lei do
processo administrativo (Lei n 9.784/99) fixa o prazo de 30 dias
para o seu encerramento, impõe-se a fixação de prazo para que
o Poder Público aprecie o requerimento administrativo.5.
Apelação a que se nega provimento.” (doc. 02, fl. 123)
Acórdão recorrido publicado em 22.11.2013.
O Superior Tribunal de Justiça negou seguimento ao recurso especial
– decisão com trânsito em julgado.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12
Voto - MIN. ROSA WEBER
18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 894.160 PERNAMBUCO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem,
maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei
Maior, a União. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 2..., 5...,
LXXV, 21, XII, e 223, da Constituição Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos adotados pelo
Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo
veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões
veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso.
Transcrevo a ementa do acórdão recorrido (fl. 300):
“EMENTA: ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL.
SERVIÇO
DE
RADIODIFUSÃO.
PROCESSO
ADMINISTRATIVO. MORA DA ADMINISTRAÇÃO EM
APRECIAR APROVAÇÃO DA LICENÇA. IMPOSIÇÃO DE
PRAZO PARA CONCLUSÃO DO PROCESSO. LEI 9.784/99.
PRINCÍPIO DA RAZOÁVEL DURAÇÃO DO PROCESSO. ART.
5..., INCISO LXXVIII, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
1. Apelação interposta pela UNIÃO em face de sentença
responsável determinar que o ente federativo, dentro do prazo
de 30 (trinta) dias, ultime a análise dos Procedimentos
Administrativos de Aprovação do local para instalação de
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 894.160 PERNAMBUCO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem,
maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei
Maior, a União. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 2..., 5...,
LXXV, 21, XII, e 223, da Constituição Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos adotados pelo
Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo
veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões
veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso.
Transcrevo a ementa do acórdão recorrido (fl. 300):
“EMENTA: ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL.
SERVIÇO
DE
RADIODIFUSÃO.
PROCESSO
ADMINISTRATIVO. MORA DA ADMINISTRAÇÃO EM
APRECIAR APROVAÇÃO DA LICENÇA. IMPOSIÇÃO DE
PRAZO PARA CONCLUSÃO DO PROCESSO. LEI 9.784/99.
PRINCÍPIO DA RAZOÁVEL DURAÇÃO DO PROCESSO. ART.
5..., INCISO LXXVIII, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
1. Apelação interposta pela UNIÃO em face de sentença
responsável determinar que o ente federativo, dentro do prazo
de 30 (trinta) dias, ultime a análise dos Procedimentos
Administrativos de Aprovação do local para instalação de
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12
Voto - MIN. ROSA WEBER
Recurso Extraordinário 894160 AGR / PE
Equipamentos da Radiodifusora autora, sob pena de multa
diária de R$100,00 (cem reais).
2. A pretensão autoral não esbarra no princípio da
separação dos poderes, tendo em vista que se busca apenas a
conclusão do procedimento administrativo, não importando o
provimento judicial em análise do mérito do requerimento.
3. Não é razoável que o Administrado espere
indefinidamente pela manifestação do Poder Público - 6 anos -
em respeito à garantia constitucional da duração razoável do
processo. Nessa ordem de raciocínio, revela-se ilegal a inércia
da Administração que por sua omissão deixa de concluir o
processo administrativo. Inteligência do art. 5..., inciso LXXVIII
da Constituição Federal de 1988/88.
4. Considerando que a lei do processo administrativo (Lei
n 9.784/99) fixa o prazo de 30 dias para o seu encerramento,
impõe-se a fixação de prazo para que o Poder Público aprecie o
requerimento administrativo.
5. Apelação a que se nega provimento.”
Deixou a parte recorrente de atacar todos os fundamentos
da decisão recorrida. Aplicável, na hipótese, o entendimento
jurisprudencial vertido nas Súmulas 283/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o
recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de
um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles” e
284/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a
deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão
da controvérsia.” Colho precedentes:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MULTA. CARÁTER
CONFISCATÓRIO.
RAZÕES
DISSOCIADAS.
IMPOSSIBILIDADE ANÁLISE DO RECURSO. SÚMULAS 283
E 284/Supremo Tribunal Federal. 1. O acórdão recorrido afirmou ser inviável a
discussão acerca da exigibilidade da multa em sede de exceção
de pré-executividade. Por outro lado, as razões do recurso
extraordinário limitaram-se a pugnar pelo reconhecimento do
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 894160 AGR / PE
Equipamentos da Radiodifusora autora, sob pena de multa
diária de R$100,00 (cem reais).
2. A pretensão autoral não esbarra no princípio da
separação dos poderes, tendo em vista que se busca apenas a
conclusão do procedimento administrativo, não importando o
provimento judicial em análise do mérito do requerimento.
3. Não é razoável que o Administrado espere
indefinidamente pela manifestação do Poder Público - 6 anos -
em respeito à garantia constitucional da duração razoável do
processo. Nessa ordem de raciocínio, revela-se ilegal a inércia
da Administração que por sua omissão deixa de concluir o
processo administrativo. Inteligência do art. 5..., inciso LXXVIII
da Constituição Federal de 1988/88.
4. Considerando que a lei do processo administrativo (Lei
n 9.784/99) fixa o prazo de 30 dias para o seu encerramento,
impõe-se a fixação de prazo para que o Poder Público aprecie o
requerimento administrativo.
5. Apelação a que se nega provimento.”
Deixou a parte recorrente de atacar todos os fundamentos
da decisão recorrida. Aplicável, na hipótese, o entendimento
jurisprudencial vertido nas Súmulas 283/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o
recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de
um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles” e
284/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a
deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão
da controvérsia.” Colho precedentes:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MULTA. CARÁTER
CONFISCATÓRIO.
RAZÕES
DISSOCIADAS.
IMPOSSIBILIDADE ANÁLISE DO RECURSO. SÚMULAS 283
E 284/Supremo Tribunal Federal. 1. O acórdão recorrido afirmou ser inviável a
discussão acerca da exigibilidade da multa em sede de exceção
de pré-executividade. Por outro lado, as razões do recurso
extraordinário limitaram-se a pugnar pelo reconhecimento do
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12
Voto - MIN. ROSA WEBER
Recurso Extraordinário 894160 AGR / PE
caráter confiscatório da penalidade. Nota-se, então, que os
argumentos apresentados no recurso extraordinário estão
dissociados dos fundamentos do acórdão recorrido. Nessas
condições, a hipótese atrai a incidência das Súmulas 283 e
284/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE
707.173-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1... Turma, DJe
23.4.2015)
“PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL.
RAZÕES DISSOCIADAS DOS FUNDAMENTOS ADOTADOS
NA DECISÃO RECORRIDA. INÉPCIA. CONSTITUCIONAL.
TRIBUTÁRIO. MULTA. 300%. APLICABILIDADE DO
PRINCÍPIO DA VEDAÇÃO DO USO DE MULTA COM
EFEITO DE CONFISCO. 1. É dever da parte interessada
impugnar com precisão os fundamentos da decisão recorrida.
Se o fizer em termos genéricos, ou com razões dissociadas do
quadro, seu esforço será incapaz de reverter o posicionamento
que lhe é desfavorável. 2. No caso em exame, a decisão
agravada aplicou precedentes que reconheceram a
possibilidade de reexame de multas desproporcionais, isto é,
que tenham efeito confiscatório sem justificativa. A questão de
fundo, portanto, é saber-se se a intensidade da punição é ou não
adequada à gravidade da conduta da parte-agravada. 3.
Contudo, a parte-agravante desviou-se da discussão central,
para argumentar a impossibilidade de reexame da multa, com
base na separação de Poderes. Inépcia das razões de agravo
regimental. Agravo regimental ao qual se nega provimento.”
(Recurso Extraordinário 455.011-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, DJe
08.10.2010)
Ademais, não prospera a insurgência pelo prisma do
inciso LXXV do art. 5... da Carta Política, uma vez que, no caso, a
infringência a tais preceitos constitucionais somente poderia ser
constatada a partir da análise de legislação infraconstitucional
apontada no apelo extremo (Lei 9.784/99, art. 49), o que torna
oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 894160 AGR / PE
caráter confiscatório da penalidade. Nota-se, então, que os
argumentos apresentados no recurso extraordinário estão
dissociados dos fundamentos do acórdão recorrido. Nessas
condições, a hipótese atrai a incidência das Súmulas 283 e
284/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE
707.173-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1... Turma, DJe
23.4.2015)
“PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL.
RAZÕES DISSOCIADAS DOS FUNDAMENTOS ADOTADOS
NA DECISÃO RECORRIDA. INÉPCIA. CONSTITUCIONAL.
TRIBUTÁRIO. MULTA. 300%. APLICABILIDADE DO
PRINCÍPIO DA VEDAÇÃO DO USO DE MULTA COM
EFEITO DE CONFISCO. 1. É dever da parte interessada
impugnar com precisão os fundamentos da decisão recorrida.
Se o fizer em termos genéricos, ou com razões dissociadas do
quadro, seu esforço será incapaz de reverter o posicionamento
que lhe é desfavorável. 2. No caso em exame, a decisão
agravada aplicou precedentes que reconheceram a
possibilidade de reexame de multas desproporcionais, isto é,
que tenham efeito confiscatório sem justificativa. A questão de
fundo, portanto, é saber-se se a intensidade da punição é ou não
adequada à gravidade da conduta da parte-agravada. 3.
Contudo, a parte-agravante desviou-se da discussão central,
para argumentar a impossibilidade de reexame da multa, com
base na separação de Poderes. Inépcia das razões de agravo
regimental. Agravo regimental ao qual se nega provimento.”
(Recurso Extraordinário 455.011-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, DJe
08.10.2010)
Ademais, não prospera a insurgência pelo prisma do
inciso LXXV do art. 5... da Carta Política, uma vez que, no caso, a
infringência a tais preceitos constitucionais somente poderia ser
constatada a partir da análise de legislação infraconstitucional
apontada no apelo extremo (Lei 9.784/99, art. 49), o que torna
oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9203077.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12
Voto - MIN. ROSA WEBER
Recurso Extraordinário 894160 AGR / PE
viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário nos moldes
exigidos pelo art. 102, III, “a”, da Lei Maior.
Ainda que superados esses óbices, melhor sorte não teria o
recurso. Quanto à alegada violação do art. 2... da Lei
Fundamental, o Supremo Tribunal Federal entende que o
exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder
Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. Nesse
sentido, cito o Recurso Extraordinário 417.408-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, 1...
Turma, DJe 26.4.2012; e o ARE 655.080-AgR/DF, Rel. Min.
Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 09.9.2012, assim ementado:
"Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Concurso público. 4.
Controle judicial dos atos administrativos quando eivados de
ilegalidade ou abuso de poder. Possibilidade. Ausência de
violação ao Princípio da separação de Poderes. Precedentes do
Supremo Tribunal Federal. 5. Discussão acerca da existência de ilegalidade e quanto à
apreciação do preenchimento dos requisitos legais, pela
agravada, para investidura no cargo público de magistério
estadual. Necessário reexame do conjunto fático-probatório da
legislação infraconstitucional e do edital que rege o certame.
Providências vedadas pelas súmulas 279, 280 e 454.
Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a
decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega
provimento."
Nesse sentir, não merece seguimento o recurso
extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos
da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja
detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa
direta e literal a preceito da Constituição da República.
Nego seguimento ao recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art.
557, caput). ”
Irrepreensível a decisão agravada.
Verifico que o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com base
4
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 894160 AGR / PE
viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário nos moldes
exigidos pelo art. 102, III, “a”, da Lei Maior.
Ainda que superados esses óbices, melhor sorte não teria o
recurso. Quanto à alegada violação do art. 2... da Lei
Fundamental, o Supremo Tribunal Federal entende que o
exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder
Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. Nesse
sentido, cito o Recurso Extraordinário 417.408-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, 1...
Turma, DJe 26.4.2012; e o ARE 655.080-AgR/DF, Rel. Min.
Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 09.9.2012, assim ementado:
"Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Concurso público. 4.
Controle judicial dos atos administrativos quando eivados de
ilegalidade ou abuso de poder. Possibilidade. Ausência de
violação ao Princípio da separação de Poderes. Precedentes do
Supremo Tribunal Federal. 5. Discussão acerca da existência de ilegalidade e quanto à
apreciação do preenchimento dos requisitos legais, pela
agravada, para investidura no cargo público de magistério
estadual. Necessário reexame do conjunto fático-probatório da
legislação infraconstitucional e do edital que rege o certame.
Providências vedadas pelas súmulas 279, 280 e 454.
Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a
decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega
provimento."
Nesse sentir, não merece seguimento o recurso
extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos
da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja
detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa
direta e literal a preceito da Constituição da República.
Nego seguimento ao recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art.
557, caput). ”
Irrepreensível a decisão agravada.
Verifico que o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com base
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Voto - MIN. ROSA WEBER
Recurso Extraordinário 894160 AGR / PE
em fundamento infraconstitucional suficiente para a manutenção do
acórdão recorrido, restando precluso em virtude do não provimento do
recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça. Aplicação da Súmula
283/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida
assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos
eles”. Colho precedentes:
“EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário.
Tributário. ICMS. Transporte intermunicipal e interestadual de
mercadorias destinadas à exportação. Isenção. Fundamento
infraconstitucional suficiente. Súmula n 283 do Supremo Tribunal Federal.
Precedentes. 1. É pacífica a jurisprudência desta Suprema Corte
no sentido de não se admitir recurso extraordinário contra
acórdão que contenha fundamento infraconstitucional
suficiente à sua manutenção. Orientação da Súmula n 283/Supremo Tribunal Federal.
2. Agravo regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 611560 AgR, Relator(a):
Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 27-06-2013)
“Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Acórdão
do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo fundado em
fundamento constitucional e infraconstitucional. 3. Interposição
simultânea de recurso especial e extraordinário. Recurso não-
provido no Superior Tribunal de Justiça. Manutenção dos
fundamentos infraconstitucionais. Incidência da Súmula 283 do
Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega
provimento” (AI 487.379-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2...
Turma, DJe 21.11.2008).
Inexistente, por seu turno, a alegada violação do art. 2... da Lei
Fundamental. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido
de que o exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder
Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. Nesse sentido:
Recurso Extraordinário 634.900-AgR/PI, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 22.5.2013; e ARE
757.716-AgR/BA, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe 07.10.2013,
assim ementado:
5
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Recurso Extraordinário 894160 AGR / PE
em fundamento infraconstitucional suficiente para a manutenção do
acórdão recorrido, restando precluso em virtude do não provimento do
recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça. Aplicação da Súmula
283/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida
assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos
eles”. Colho precedentes:
“EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário.
Tributário. ICMS. Transporte intermunicipal e interestadual de
mercadorias destinadas à exportação. Isenção. Fundamento
infraconstitucional suficiente. Súmula n 283 do Supremo Tribunal Federal.
Precedentes. 1. É pacífica a jurisprudência desta Suprema Corte
no sentido de não se admitir recurso extraordinário contra
acórdão que contenha fundamento infraconstitucional
suficiente à sua manutenção. Orientação da Súmula n 283/Supremo Tribunal Federal.
2. Agravo regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 611560 AgR, Relator(a):
Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 27-06-2013)
“Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Acórdão
do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo fundado em
fundamento constitucional e infraconstitucional. 3. Interposição
simultânea de recurso especial e extraordinário. Recurso não-
provido no Superior Tribunal de Justiça. Manutenção dos
fundamentos infraconstitucionais. Incidência da Súmula 283 do
Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega
provimento” (AI 487.379-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2...
Turma, DJe 21.11.2008).
Inexistente, por seu turno, a alegada violação do art. 2... da Lei
Fundamental. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido
de que o exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder
Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. Nesse sentido:
Recurso Extraordinário 634.900-AgR/PI, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 22.5.2013; e ARE
757.716-AgR/BA, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe 07.10.2013,
assim ementado:
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Voto - MIN. ROSA WEBER
Recurso Extraordinário 894160 AGR / PE
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI n
12.322/2010) – CONTROLE DE LEGALIDADE DOS ATOS
ADMINISTRATIVOS PELO PODER JUDICIÁRIO – ANÁLISE
DOS REQUISITOS LEGAIS DO ATO PRATICADO –
POSSIBILIDADE – AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO
PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES – REEXAME DE
FATOS E PROVAS, EM SEDE RECURSAL EXTRAORDINÁRIA
– INADMISSIBILIDADE – RECURSO DE AGRAVO
IMPROVIDO”
Noutro giro, não prospera a insurgência pelo prisma do inciso LXXV
do art. 5... da Carta Política, uma vez que, no caso, a infringência a tais
preceitos constitucionais somente poderia ser constatada a partir da
análise de legislação infraconstitucional apontada no apelo extremo (Lei
9.784/99, art. 49), o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário nos moldes exigidos pelo art. 102, III, “a”, da Lei Maior.
Recentemente, em caso semelhante, esta egrégia Corte decidiu:
“DECISÃO: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM
AGRAVO. ADMINISTRATIVO. RÁDIO COMUNITÁRIA.
FUNCIONAMENTO. AUTORIZAÇÃO. COMPROVADA
MORA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE
DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO:
SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
AGRAVO AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO” (ARE
891.785/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 22.6.2015, trânsito em
julgado em 07.8.2015).
Nesse contexto, as razões do agravo regimental não se mostram
aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada,
mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito
da Constituição da República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
6
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 894160 AGR / PE
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI n
12.322/2010) – CONTROLE DE LEGALIDADE DOS ATOS
ADMINISTRATIVOS PELO PODER JUDICIÁRIO – ANÁLISE
DOS REQUISITOS LEGAIS DO ATO PRATICADO –
POSSIBILIDADE – AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO
PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES – REEXAME DE
FATOS E PROVAS, EM SEDE RECURSAL EXTRAORDINÁRIA
– INADMISSIBILIDADE – RECURSO DE AGRAVO
IMPROVIDO”
Noutro giro, não prospera a insurgência pelo prisma do inciso LXXV
do art. 5... da Carta Política, uma vez que, no caso, a infringência a tais
preceitos constitucionais somente poderia ser constatada a partir da
análise de legislação infraconstitucional apontada no apelo extremo (Lei
9.784/99, art. 49), o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário nos moldes exigidos pelo art. 102, III, “a”, da Lei Maior.
Recentemente, em caso semelhante, esta egrégia Corte decidiu:
“DECISÃO: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM
AGRAVO. ADMINISTRATIVO. RÁDIO COMUNITÁRIA.
FUNCIONAMENTO. AUTORIZAÇÃO. COMPROVADA
MORA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE
DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO:
SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
AGRAVO AO QUAL SE NEGA SEGUIMENTO” (ARE
891.785/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 22.6.2015, trânsito em
julgado em 07.8.2015).
Nesse contexto, as razões do agravo regimental não se mostram
aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada,
mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito
da Constituição da República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
6
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Voto - MIN. ROSA WEBER
Recurso Extraordinário 894160 AGR / PE
É como voto.
7
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 894160 AGR / PE
É como voto.
7
Supremo Tribunal Federal
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Extrato de Ata - 18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 894.160
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : FUNDACAO EDUCATIVA CANAA DO BRASIL
ADV.(A/S) : MARCÍLIO DA SILVA FERREIRA FILHO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 18.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 894.160
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : FUNDACAO EDUCATIVA CANAA DO BRASIL
ADV.(A/S) : MARCÍLIO DA SILVA FERREIRA FILHO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 18.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 894 . 160",
"SÚMULA 283 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 894 . 160",
"Súmulas 283",
"RECURSO",
"Súmulas 283 e 284 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 894160 AGR / PE",
"Recurso Extraordinário 894160 AGR / PE",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 894 .",
"Recurso Extraordinário 894160 AGR / PE",
"Súmulas 283 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULAS 283",
"Recurso Extraordinário 894160 AGR / PE",
"Súmulas 283 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULAS 283",
"Recurso Extraordinário 894160 AGR / PE",
"Súmulas 283 e 284 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 707 . 173 - AgR",
"Recurso Extraordinário 455 . 011 - AgR",
"Recurso Extraordinário 894160 AGR / PE",
"Súmulas 283 e 284 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 707 . 173 - AgR",
"Recurso Extraordinário 455 . 011 - AgR",
"Recurso Extraordinário 894160 AGR / PE",
"Recurso Extraordinário 417 . 408 - AgR / RJ",
"ARE 655 . 080 - AgR / DF",
"Recurso Extraordinário 894160 AGR / PE",
"Recurso Extraordinário 417 . 408 - AgR / RJ",
"ARE 655 . 080 - AgR / DF",
"Recurso Extraordinário 894160 AGR / PE",
"Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n 283 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n 283 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 611560 AgR",
"Súmula 283",
"AI 487 . 379 - AgR / SP",
"Recurso Extraordinário 634 . 900 - AgR / PI",
"ARE 757 . 716 - AgR / BA",
"Recurso Extraordinário 894160 AGR / PE",
"Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n 283 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n",
"Recurso Extraordinário 611560 AgR",
"Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 487 . 379 - AgR / SP",
"Recurso Extraordinário 634 . 900 - AgR / PI",
"ARE 757 . 716 - AgR / BA",
"Recurso Extraordinário 894160 AGR / PE",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"ARE 891 . 785 / PE",
"Recurso Extraordinário 894160 AGR / PE",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"ARE 891 . 785 / PE",
"Recurso Extraordinário 894160 AGR / PE",
"Recurso Extraordinário 894160 AGR / PE",
"RECURSO",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 894 . 160"
],
"LEGISLACAO": [
"LEI 9 . 784 / 1999",
"CONSTITUIÇÃO",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"arts . 2 . . . , 5 . . . , LXXV , 21 , XII , e 223 da Constituição Federal",
"LEI 9 . 784 / 99",
"ART . 5 . . . , INCISO LXXVIII , DA",
"CONSTITUIÇÃO",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"arts . 2 . . . , 5 . . . , LXXV , 21 , XII , e 223 da Constituição Federal",
"LEI 9 . 784 / 99",
"ART . 5 . . . , INCISO LXXVIII , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , inciso LXXVIII da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Lei n 9 . 784 / 99",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , inciso LXXVIII da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Lei n 9 . 784 / 99",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , da Lei Maior",
"LEI 9 . 784 / 99",
"ART",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , da Lei Maior",
"arts . 2 . . . , 5 . . . , LXXV , 21 , XII , e 223 , da Constituição Federal",
"LEI 9 . 784 / 99",
"ART",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , inciso LXXVIII da Constituição Federal de 1988 / 88",
"lei do",
"Lei n 9 . 784 / 99",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , inciso LXXVIII da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Lei n 9 . 784 / 99",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso LXXV do art . 5 . . . da Carta Política",
"Lei 9 . 784 / 99 , art",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso LXXV do art . 5 . . . da Carta Política",
"Lei 9 . 784 / 99 ,",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"art . 2 . . . da Lei Fundamental",
"Constituição da República",
"Código de Processo Civil , art . 557 , caput",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"art . 2 . . . da Lei Fundamental",
"Constituição da República",
"Código de Processo Civil , art . 557 , caput",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 2 . . . da Lei Fundamental",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI n 12 . 322 / 2010",
"inciso LXXV do art . 5 . . . da Carta Política",
"Lei 9 . 784 / 99 , art",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI n 12 . 322 / 2010",
"inciso LXXV do art . 5 . . . da Carta Política",
"Lei 9 . 784 / 99 , art . 49",
"III , “ a ” , da Lei Maior",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PERNAMBUCO",
"Brasília",
"Brasília",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"FUNDACAO EDUCATIVA",
"CANAA DO BRASIL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"FUNDACAO EDUCATIVA CANAA DO BRASIL",
"União",
"Tribunal Regional Federal da 5 . . . Região",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"FUNDACAO EDUCATIVA CANAA DO BRASIL",
"União",
"Tribunal Regional Federal da 5 .",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"União",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"União",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"284",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"284",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"1",
".",
". . Turma",
"2",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
". . Turma",
"2",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
". . Turma",
"2",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
"2",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"1",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"283",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"2",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
"2",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"FUNDACAO EDUCATIVA",
"CANAA DO BRASIL",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"FUNDACAO EDUCATIVA CANAA DO BRASIL",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"MARCÍLIO DA SILVA FERREIRA FILHO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"MARCÍLIO DA SILVA FERREIRA FILHO",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"MARCÍLIO DA SILVA FERREIRA FILHO",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"Roberto Barroso",
"Joaquim Barbosa",
"Roberto Barroso",
"Joaquim Barbosa",
"ROSA WEBER",
"Dias Toffoli",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Gilmar Mendes",
"ROSA WEBER",
"Dias Toffoli",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Dias Toffoli",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"ROSA WEBER",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"MARCÍLIO DA SILVA FERREIRA FILHO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"MARCÍLIO DA SILVA FERREIRA FILHO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"18",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"22",
".",
"11",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18 de agosto de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18 de agosto de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
".",
"11",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
".",
"11",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"4",
".",
"2015",
"08",
".",
"10",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"4",
".",
"2015",
"08",
".",
"10",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"4",
".",
"2012",
"09",
".",
"9",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"4",
".",
"2012",
"09",
".",
"9",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"-",
"06",
"-",
"2013",
"21",
".",
"11",
".",
"2008",
"22",
".",
"5",
".",
"2013",
"07",
".",
"10",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"-",
"06",
"-",
"2013",
"21",
".",
"11",
".",
"2008",
"22",
".",
"5",
".",
"2013",
"07",
".",
"10",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
".",
"6",
".",
"2015",
"07",
".",
"8",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
".",
"6",
".",
"2015",
"07",
".",
"8",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"18",
".",
"8",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"8",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
17/03/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 846.698
PARANÁ
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:VALDEMIRO STRAPAZZON
ADV.(A/S)
:CLÁUDIA SALLES VILELA VIANNA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DA
RENDA MENSAL INICIAL. ADOÇÃO DE ÍNDICES APLICADOS AO
TETO DO SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO: AUSÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o
Ministro Celso de Mello.
Brasília, 17 de março de 2015.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8077521.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Relatório
17/03/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 846.698
PARANÁ
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:VALDEMIRO STRAPAZZON
ADV.(A/S)
:CLÁUDIA SALLES VILELA VIANNA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 24.2.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto por Valdemiro Strapazzon contra decisão do
Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária do
Paraná, o qual “julgou improcedente o pedido inicial de reajuste de benefício
previdenciário mediante a aplicação dos mesmos critérios e periodicidade
adotados para a fixação do teto máximo dos benefícios previdenciários”. A
decisão agravada teve a seguinte fundamentação:
“6. No julgamento do Recurso Extraordinário n. 686.143,
Relator o Ministro Cezar Peluso, este Supremo Tribunal concluiu
inexistir repercussão geral na questão discutida neste processo:
“PREVIDÊNCIA SOCIAL. BENEFÍCIO. Índice de reajuste.
Equiparação ao limite do salário de contribuição. Questão
infraconstitucional. Precedentes da Corte. Ausência de repercussão
geral. Recurso extraordinário recusado. Não apresenta repercussão
geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto o índice para
reajuste de benefício pago pelo regime geral de previdência, versa sobre
matéria infraconstitucional” (DJe 11.9.2012).
Confira-se excerto do voto do Relator:
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
17/03/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 846.698
PARANÁ
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:VALDEMIRO STRAPAZZON
ADV.(A/S)
:CLÁUDIA SALLES VILELA VIANNA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 24.2.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto por Valdemiro Strapazzon contra decisão do
Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária do
Paraná, o qual “julgou improcedente o pedido inicial de reajuste de benefício
previdenciário mediante a aplicação dos mesmos critérios e periodicidade
adotados para a fixação do teto máximo dos benefícios previdenciários”. A
decisão agravada teve a seguinte fundamentação:
“6. No julgamento do Recurso Extraordinário n. 686.143,
Relator o Ministro Cezar Peluso, este Supremo Tribunal concluiu
inexistir repercussão geral na questão discutida neste processo:
“PREVIDÊNCIA SOCIAL. BENEFÍCIO. Índice de reajuste.
Equiparação ao limite do salário de contribuição. Questão
infraconstitucional. Precedentes da Corte. Ausência de repercussão
geral. Recurso extraordinário recusado. Não apresenta repercussão
geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto o índice para
reajuste de benefício pago pelo regime geral de previdência, versa sobre
matéria infraconstitucional” (DJe 11.9.2012).
Confira-se excerto do voto do Relator:
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
ARE 846698 AGR / PR
“Requer, por fim, o provimento do recurso extraordinário, para
reformar o acórdão, com determinação de que o benefício
previdenciário titularizado pela parte recorrente seja revisto nos
exatos termos da peça inicial, isto é, com a aplicação ao seu benefício
dos mesmos índices de reajuste aplicados aos tetos dos salários-de-
contribuição por ocasião das Emendas Constitucionais ns. 20/1998 e
41/2003.
Apresenta preliminar formal e fundamentada de repercussão
geral, na forma do art. 543-A, § 2º, do CPC.
2. Não há questão constitucional por conhecer.
A questão suscitada no recurso extraordinário é saber se é
possível, à luz dos arts. 195, § 5º, e 201, § 4º, da Constituição da
República, ser determinada em juízo a equivalência entre o limite
máximo do salário-de-contribuição e a renda mensal dos benefícios
previdenciários.
Verifica-se, no entanto, que o acórdão impugnado decidiu a
causa com base em interpretação e aplicação de legislação
infraconstitucional, especificamente as Leis ns. 8.212/1991 e
8.213/1991, de modo que eventual ofensa à Constituição Federal seria,
aqui, apenas indireta.
É o que já o advertiu a Corte em casos semelhantes. Confiram-
se: ARE nº 648.042-AgR/RJ (Rel. Min. CELSO DE MELLO,
Segunda Turma, DJe de 24.4.2012); ARE nº 648.037-AgR/RJ (Rel.
Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19.6.2012); RE nº
537.616-AgR/PR (Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe
de 6.2.2012); RE nº 593.286-AgR/MG (Rel. Min. AYRES BRITTO,
Segunda Turma, DJe de 26.9.2011); AI nº 543.804-AgR/RS, Rel.
Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 16.4.2010).
Ora, é pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de não
tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-
se de má interpretação, aplicação, ou, até, de inobservância de normas
infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da
República.
É, ao propósito, velhíssima a postura desta Corte no sentido de
que, se, para provar contrariedade à Constituição, se deva, antes,
demonstrar ofensa à lei ordinária, então é esta que conta para efeito de
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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ARE 846698 AGR / PR
“Requer, por fim, o provimento do recurso extraordinário, para
reformar o acórdão, com determinação de que o benefício
previdenciário titularizado pela parte recorrente seja revisto nos
exatos termos da peça inicial, isto é, com a aplicação ao seu benefício
dos mesmos índices de reajuste aplicados aos tetos dos salários-de-
contribuição por ocasião das Emendas Constitucionais ns. 20/1998 e
41/2003.
Apresenta preliminar formal e fundamentada de repercussão
geral, na forma do art. 543-A, § 2º, do CPC.
2. Não há questão constitucional por conhecer.
A questão suscitada no recurso extraordinário é saber se é
possível, à luz dos arts. 195, § 5º, e 201, § 4º, da Constituição da
República, ser determinada em juízo a equivalência entre o limite
máximo do salário-de-contribuição e a renda mensal dos benefícios
previdenciários.
Verifica-se, no entanto, que o acórdão impugnado decidiu a
causa com base em interpretação e aplicação de legislação
infraconstitucional, especificamente as Leis ns. 8.212/1991 e
8.213/1991, de modo que eventual ofensa à Constituição Federal seria,
aqui, apenas indireta.
É o que já o advertiu a Corte em casos semelhantes. Confiram-
se: ARE nº 648.042-AgR/RJ (Rel. Min. CELSO DE MELLO,
Segunda Turma, DJe de 24.4.2012); ARE nº 648.037-AgR/RJ (Rel.
Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19.6.2012); RE nº
537.616-AgR/PR (Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe
de 6.2.2012); RE nº 593.286-AgR/MG (Rel. Min. AYRES BRITTO,
Segunda Turma, DJe de 26.9.2011); AI nº 543.804-AgR/RS, Rel.
Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 16.4.2010).
Ora, é pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de não
tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-
se de má interpretação, aplicação, ou, até, de inobservância de normas
infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da
República.
É, ao propósito, velhíssima a postura desta Corte no sentido de
que, se, para provar contrariedade à Constituição, se deva, antes,
demonstrar ofensa à lei ordinária, então é esta que conta para efeito de
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
ARE 846698 AGR / PR
juízo de admissibilidade do recurso extraordinário (cf., por todos, RE
nº 92.264-SP, Rel. Min. DECIO MIRANDA, in RTJ 94/462-464).
O Plenário já assentou que é de reputar-se ausente repercussão
geral, quando eventual ofensa à Constituição se dê apenas de forma
indireta ou reflexa (RE 583.747-RG, Rel. Min. MENEZES
DIREITO, DJe de 29.4.2009). Colho trecho da manifestação do
Relator:
(...)
Com efeito, se não há controvérsia constitucional a ser dirimida
no recurso extraordinário ou se o exame da questão constitucional não
prescinde da prévia análise de normas infraconstitucionais, é patente a
ausência de repercussão geral, uma vez que essa, induvidosamente,
pressupõe a existência de matéria constitucional passível de análise
por esta Corte. (No mesmo sentido: RE 584.608-RG, Rel. Min.
ELLEN GRACIE, DJe de 12.3.2009, RE 593.388-RG, Rel. Min.
MENEZES DIREITO, DJe de 12.2.2009, RE 592.211-RG, Rel. Min.
MENEZES DIREITO, DJe de 20.11.2008).
3. Isto posto, não havendo questão constitucional por examinar,
não se pode reconhecer a existência da repercussão geral (art. 324, §2º,
do RISTF)” (RE 686.143-RG, Relator o Ministro Cezar Peluso,
Plenário Virtual, Dje 11.9.2012, grifos nossos).
Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos
extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão
constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos
relatores, conforme o art. 327, § 1º, do Regimento Interno do Supremo
Tribunal Federal.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc.
II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 27.2.2015, interpõe Valdemiro
Strapazzon, em 5.3.2015, tempestivamente, agravo regimental.
3. O Agravante afirma que:
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8077522.
Supremo Tribunal Federal
ARE 846698 AGR / PR
juízo de admissibilidade do recurso extraordinário (cf., por todos, RE
nº 92.264-SP, Rel. Min. DECIO MIRANDA, in RTJ 94/462-464).
O Plenário já assentou que é de reputar-se ausente repercussão
geral, quando eventual ofensa à Constituição se dê apenas de forma
indireta ou reflexa (RE 583.747-RG, Rel. Min. MENEZES
DIREITO, DJe de 29.4.2009). Colho trecho da manifestação do
Relator:
(...)
Com efeito, se não há controvérsia constitucional a ser dirimida
no recurso extraordinário ou se o exame da questão constitucional não
prescinde da prévia análise de normas infraconstitucionais, é patente a
ausência de repercussão geral, uma vez que essa, induvidosamente,
pressupõe a existência de matéria constitucional passível de análise
por esta Corte. (No mesmo sentido: RE 584.608-RG, Rel. Min.
ELLEN GRACIE, DJe de 12.3.2009, RE 593.388-RG, Rel. Min.
MENEZES DIREITO, DJe de 12.2.2009, RE 592.211-RG, Rel. Min.
MENEZES DIREITO, DJe de 20.11.2008).
3. Isto posto, não havendo questão constitucional por examinar,
não se pode reconhecer a existência da repercussão geral (art. 324, §2º,
do RISTF)” (RE 686.143-RG, Relator o Ministro Cezar Peluso,
Plenário Virtual, Dje 11.9.2012, grifos nossos).
Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos
extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão
constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos
relatores, conforme o art. 327, § 1º, do Regimento Interno do Supremo
Tribunal Federal.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc.
II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 27.2.2015, interpõe Valdemiro
Strapazzon, em 5.3.2015, tempestivamente, agravo regimental.
3. O Agravante afirma que:
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8077522.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Relatório
ARE 846698 AGR / PR
“A decisão monocrática recorrida indeferiu liminarmente o
Recurso Extraordinário interposto, afirmando que esta Corte, quando
da análise do ARE n. 686.143, já havia decidido pela inexistência de
repercussão geral quanto à matéria.
Ocorre que, ainda que se esteja a tratar de um mesmo assunto,
qual seja, a possibilidade de aplicação aos benefícios em manutenção
do mesmo índice de reajuste aplicado ao teto dos benefícios, a
fundamentação adotada pelo leading case é diversa daquela esposada
pelo ora Agravante, conforme se demonstrará a seguir, motivo pelo
qual é interposto o presente recurso.
O Recurso Extraordinário interposto pelo ora Agravante possui
como único fundamento as Emendas Constitucionais n. 20/98 (art.
14) e n. 41/2003 (art. 5º), as quais expressamente fixam novos valores
para o teto dos benefícios, determinando equivalência de aumento com
os benefícios em manutenção.
Vejam que a controvérsia destes autos reside no fato de, já no
primeiro reajuste conferido após as emendas (junho/99 e maio/2004,
sucessivamente), tal identidade não ter sido observada, sendo o teto
dos benefícios reajustado com percentuais bem superiores àqueles
aplicados aos benefícios, sem qualquer amparo legal.
Já o Leading Case ARE n. 686.143, apesar de também versar
sobre a equivalência de reajustes entre o teto dos benefícios e os
benefícios em manutenção, possui fundamentação infraconstitucional,
motivo pelo qual decidiu este Supremo Tribunal Federal por existência
de afronta reflexa e, consequentemente, inexistência de repercussão
geral”.
Requer o provimento do presente recurso.
É o relatório.
4
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8077522.
Supremo Tribunal Federal
ARE 846698 AGR / PR
“A decisão monocrática recorrida indeferiu liminarmente o
Recurso Extraordinário interposto, afirmando que esta Corte, quando
da análise do ARE n. 686.143, já havia decidido pela inexistência de
repercussão geral quanto à matéria.
Ocorre que, ainda que se esteja a tratar de um mesmo assunto,
qual seja, a possibilidade de aplicação aos benefícios em manutenção
do mesmo índice de reajuste aplicado ao teto dos benefícios, a
fundamentação adotada pelo leading case é diversa daquela esposada
pelo ora Agravante, conforme se demonstrará a seguir, motivo pelo
qual é interposto o presente recurso.
O Recurso Extraordinário interposto pelo ora Agravante possui
como único fundamento as Emendas Constitucionais n. 20/98 (art.
14) e n. 41/2003 (art. 5º), as quais expressamente fixam novos valores
para o teto dos benefícios, determinando equivalência de aumento com
os benefícios em manutenção.
Vejam que a controvérsia destes autos reside no fato de, já no
primeiro reajuste conferido após as emendas (junho/99 e maio/2004,
sucessivamente), tal identidade não ter sido observada, sendo o teto
dos benefícios reajustado com percentuais bem superiores àqueles
aplicados aos benefícios, sem qualquer amparo legal.
Já o Leading Case ARE n. 686.143, apesar de também versar
sobre a equivalência de reajustes entre o teto dos benefícios e os
benefícios em manutenção, possui fundamentação infraconstitucional,
motivo pelo qual decidiu este Supremo Tribunal Federal por existência
de afronta reflexa e, consequentemente, inexistência de repercussão
geral”.
Requer o provimento do presente recurso.
É o relatório.
4
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
17/03/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 846.698
PARANÁ
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. Como posto na decisão agravada, no julgamento do Recurso
Extraordinário n. 686.143, Relator o Ministro Cezar Peluso, este Supremo
Tribunal concluiu inexistir repercussão geral na questão discutida neste
processo:
“PREVIDÊNCIA SOCIAL. BENEFÍCIO. Índice de reajuste.
Equiparação ao limite do salário de contribuição. Questão
infraconstitucional. Precedentes da Corte. Ausência de repercussão
geral. Recurso extraordinário recusado. Não apresenta repercussão
geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto o índice para
reajuste de benefício pago pelo regime geral de previdência, versa sobre
matéria infraconstitucional” (DJe 11.9.2012).
Confira-se excerto do voto do Relator:
“Requer, por fim, o provimento do recurso extraordinário, para
reformar o acórdão, com determinação de que o benefício
previdenciário titularizado pela parte recorrente seja revisto nos
exatos termos da peça inicial, isto é, com a aplicação ao seu benefício
dos mesmos índices de reajuste aplicados aos tetos dos salários-de-
contribuição por ocasião das Emendas Constitucionais ns. 20/1998 e
41/2003.
Apresenta preliminar formal e fundamentada de repercussão
geral, na forma do art. 543-A, § 2º, do CPC.
2. Não há questão constitucional por conhecer.
A questão suscitada no recurso extraordinário é saber se é
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SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 846.698
PARANÁ
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. Como posto na decisão agravada, no julgamento do Recurso
Extraordinário n. 686.143, Relator o Ministro Cezar Peluso, este Supremo
Tribunal concluiu inexistir repercussão geral na questão discutida neste
processo:
“PREVIDÊNCIA SOCIAL. BENEFÍCIO. Índice de reajuste.
Equiparação ao limite do salário de contribuição. Questão
infraconstitucional. Precedentes da Corte. Ausência de repercussão
geral. Recurso extraordinário recusado. Não apresenta repercussão
geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto o índice para
reajuste de benefício pago pelo regime geral de previdência, versa sobre
matéria infraconstitucional” (DJe 11.9.2012).
Confira-se excerto do voto do Relator:
“Requer, por fim, o provimento do recurso extraordinário, para
reformar o acórdão, com determinação de que o benefício
previdenciário titularizado pela parte recorrente seja revisto nos
exatos termos da peça inicial, isto é, com a aplicação ao seu benefício
dos mesmos índices de reajuste aplicados aos tetos dos salários-de-
contribuição por ocasião das Emendas Constitucionais ns. 20/1998 e
41/2003.
Apresenta preliminar formal e fundamentada de repercussão
geral, na forma do art. 543-A, § 2º, do CPC.
2. Não há questão constitucional por conhecer.
A questão suscitada no recurso extraordinário é saber se é
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 846698 AGR / PR
possível, à luz dos arts. 195, § 5º, e 201, § 4º, da Constituição da
República, ser determinada em juízo a equivalência entre o limite
máximo do salário-de-contribuição e a renda mensal dos benefícios
previdenciários.
Verifica-se, no entanto, que o acórdão impugnado decidiu a
causa com base em interpretação e aplicação de legislação
infraconstitucional, especificamente as Leis ns. 8.212/1991 e
8.213/1991, de modo que eventual ofensa à Constituição Federal seria,
aqui, apenas indireta.
É o que já o advertiu a Corte em casos semelhantes. Confiram-
se: ARE nº 648.042-AgR/RJ (Rel. Min. CELSO DE MELLO,
Segunda Turma, DJe de 24.4.2012); ARE nº 648.037-AgR/RJ (Rel.
Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19.6.2012); RE nº
537.616-AgR/PR (Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe
de 6.2.2012); RE nº 593.286-AgR/MG (Rel. Min. AYRES BRITTO,
Segunda Turma, DJe de 26.9.2011); AI nº 543.804-AgR/RS, Rel.
Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 16.4.2010).
Ora, é pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de não
tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-
se de má interpretação, aplicação, ou, até, de inobservância de normas
infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da
República.
É, ao propósito, velhíssima a postura desta Corte no sentido de
que, se, para provar contrariedade à Constituição, se deva, antes,
demonstrar ofensa à lei ordinária, então é esta que conta para efeito de
juízo de admissibilidade do recurso extraordinário (cf., por todos, RE
nº 92.264-SP, Rel. Min. DECIO MIRANDA, in RTJ 94/462-464).
O Plenário já assentou que é de reputar-se ausente repercussão
geral, quando eventual ofensa à Constituição se dê apenas de forma
indireta ou reflexa (RE 583.747-RG, Rel. Min. MENEZES
DIREITO, DJe de 29.4.2009). Colho trecho da manifestação do
Relator:
(...)
Com efeito, se não há controvérsia constitucional a ser dirimida
no recurso extraordinário ou se o exame da questão constitucional não
prescinde da prévia análise de normas infraconstitucionais, é patente a
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 846698 AGR / PR
possível, à luz dos arts. 195, § 5º, e 201, § 4º, da Constituição da
República, ser determinada em juízo a equivalência entre o limite
máximo do salário-de-contribuição e a renda mensal dos benefícios
previdenciários.
Verifica-se, no entanto, que o acórdão impugnado decidiu a
causa com base em interpretação e aplicação de legislação
infraconstitucional, especificamente as Leis ns. 8.212/1991 e
8.213/1991, de modo que eventual ofensa à Constituição Federal seria,
aqui, apenas indireta.
É o que já o advertiu a Corte em casos semelhantes. Confiram-
se: ARE nº 648.042-AgR/RJ (Rel. Min. CELSO DE MELLO,
Segunda Turma, DJe de 24.4.2012); ARE nº 648.037-AgR/RJ (Rel.
Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19.6.2012); RE nº
537.616-AgR/PR (Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe
de 6.2.2012); RE nº 593.286-AgR/MG (Rel. Min. AYRES BRITTO,
Segunda Turma, DJe de 26.9.2011); AI nº 543.804-AgR/RS, Rel.
Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 16.4.2010).
Ora, é pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de não
tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-
se de má interpretação, aplicação, ou, até, de inobservância de normas
infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da
República.
É, ao propósito, velhíssima a postura desta Corte no sentido de
que, se, para provar contrariedade à Constituição, se deva, antes,
demonstrar ofensa à lei ordinária, então é esta que conta para efeito de
juízo de admissibilidade do recurso extraordinário (cf., por todos, RE
nº 92.264-SP, Rel. Min. DECIO MIRANDA, in RTJ 94/462-464).
O Plenário já assentou que é de reputar-se ausente repercussão
geral, quando eventual ofensa à Constituição se dê apenas de forma
indireta ou reflexa (RE 583.747-RG, Rel. Min. MENEZES
DIREITO, DJe de 29.4.2009). Colho trecho da manifestação do
Relator:
(...)
Com efeito, se não há controvérsia constitucional a ser dirimida
no recurso extraordinário ou se o exame da questão constitucional não
prescinde da prévia análise de normas infraconstitucionais, é patente a
2
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 846698 AGR / PR
ausência de repercussão geral, uma vez que essa, induvidosamente,
pressupõe a existência de matéria constitucional passível de análise
por esta Corte. (No mesmo sentido: RE 584.608-RG, Rel. Min.
ELLEN GRACIE, DJe de 12.3.2009, RE 593.388-RG, Rel. Min.
MENEZES DIREITO, DJe de 12.2.2009, RE 592.211-RG, Rel. Min.
MENEZES DIREITO, DJe de 20.11.2008).
3. Isto posto, não havendo questão constitucional por examinar,
não se pode reconhecer a existência da repercussão geral (art. 324, §2º,
do RISTF)” (RE 686.143-RG, Relator o Ministro Cezar Peluso,
Plenário Virtual, Dje 11.9.2012, grifos nossos).
Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos
extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão
constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos
relatores, conforme o art. 327, § 1º, do Regimento Interno do Supremo
Tribunal Federal.
3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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ARE 846698 AGR / PR
ausência de repercussão geral, uma vez que essa, induvidosamente,
pressupõe a existência de matéria constitucional passível de análise
por esta Corte. (No mesmo sentido: RE 584.608-RG, Rel. Min.
ELLEN GRACIE, DJe de 12.3.2009, RE 593.388-RG, Rel. Min.
MENEZES DIREITO, DJe de 12.2.2009, RE 592.211-RG, Rel. Min.
MENEZES DIREITO, DJe de 20.11.2008).
3. Isto posto, não havendo questão constitucional por examinar,
não se pode reconhecer a existência da repercussão geral (art. 324, §2º,
do RISTF)” (RE 686.143-RG, Relator o Ministro Cezar Peluso,
Plenário Virtual, Dje 11.9.2012, grifos nossos).
Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos
extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão
constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos
relatores, conforme o art. 327, § 1º, do Regimento Interno do Supremo
Tribunal Federal.
3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Extrato de Ata - 17/03/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 846.698
PROCED. : PARANÁ
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : VALDEMIRO STRAPAZZON
ADV.(A/S) : CLÁUDIA SALLES VILELA VIANNA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma,
17.03.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias
Toffoli. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 846.698
PROCED. : PARANÁ
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : VALDEMIRO STRAPAZZON
ADV.(A/S) : CLÁUDIA SALLES VILELA VIANNA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma,
17.03.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias
Toffoli. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8094360
| 2015-03-17T00:00:00
| 2015-03-27T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 17.03.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DA RENDA MENSAL INICIAL. ADOÇÃO DE ÍNDICES APLICADOS AO TETO DO SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO: AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur298240
|
- Acórdão(s) citado(s):
(ÍNDICE, REAJUSTE DE BENEFÍCIO, SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO)
RE 686143 RG.
Número de páginas: 9.
Análise: 10/04/2015, BMP.
|
CÁRMEN LÚCIA
|
Segunda Turma
|
846698
|
[
"LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00327 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 846698 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : VALDEMIRO STRAPAZZON
ADV.(A/S) : CLÁUDIA SALLES VILELA VIANNA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
17/03/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 846.698
PARANÁ
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:VALDEMIRO STRAPAZZON
ADV.(A/S)
:CLÁUDIA SALLES VILELA VIANNA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DA
RENDA MENSAL INICIAL. ADOÇÃO DE ÍNDICES APLICADOS AO
TETO DO SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO: AUSÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o
Ministro Celso de Mello.
Brasília, 17 de março de 2015.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Relatório
17/03/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 846.698
PARANÁ
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:VALDEMIRO STRAPAZZON
ADV.(A/S)
:CLÁUDIA SALLES VILELA VIANNA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 24.2.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto por Valdemiro Strapazzon contra decisão do
Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária do
Paraná, o qual “julgou improcedente o pedido inicial de reajuste de benefício
previdenciário mediante a aplicação dos mesmos critérios e periodicidade
adotados para a fixação do teto máximo dos benefícios previdenciários”. A
decisão agravada teve a seguinte fundamentação:
“6. No julgamento do Recurso Extraordinário n. 686.143,
Relator o Ministro Cezar Peluso, este Supremo Tribunal concluiu
inexistir repercussão geral na questão discutida neste processo:
“PREVIDÊNCIA SOCIAL. BENEFÍCIO. Índice de reajuste.
Equiparação ao limite do salário de contribuição. Questão
infraconstitucional. Precedentes da Corte. Ausência de repercussão
geral. Recurso extraordinário recusado. Não apresenta repercussão
geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto o índice para
reajuste de benefício pago pelo regime geral de previdência, versa sobre
matéria infraconstitucional” (DJe 11.9.2012).
Confira-se excerto do voto do Relator:
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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17/03/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 846.698
PARANÁ
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:VALDEMIRO STRAPAZZON
ADV.(A/S)
:CLÁUDIA SALLES VILELA VIANNA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 24.2.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto por Valdemiro Strapazzon contra decisão do
Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária do
Paraná, o qual “julgou improcedente o pedido inicial de reajuste de benefício
previdenciário mediante a aplicação dos mesmos critérios e periodicidade
adotados para a fixação do teto máximo dos benefícios previdenciários”. A
decisão agravada teve a seguinte fundamentação:
“6. No julgamento do Recurso Extraordinário n. 686.143,
Relator o Ministro Cezar Peluso, este Supremo Tribunal concluiu
inexistir repercussão geral na questão discutida neste processo:
“PREVIDÊNCIA SOCIAL. BENEFÍCIO. Índice de reajuste.
Equiparação ao limite do salário de contribuição. Questão
infraconstitucional. Precedentes da Corte. Ausência de repercussão
geral. Recurso extraordinário recusado. Não apresenta repercussão
geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto o índice para
reajuste de benefício pago pelo regime geral de previdência, versa sobre
matéria infraconstitucional” (DJe 11.9.2012).
Confira-se excerto do voto do Relator:
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8077522.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
ARE 846698 AGR / PR
“Requer, por fim, o provimento do recurso extraordinário, para
reformar o acórdão, com determinação de que o benefício
previdenciário titularizado pela parte recorrente seja revisto nos
exatos termos da peça inicial, isto é, com a aplicação ao seu benefício
dos mesmos índices de reajuste aplicados aos tetos dos salários-de-
contribuição por ocasião das Emendas Constitucionais ns. 20/1998 e
41/2003.
Apresenta preliminar formal e fundamentada de repercussão
geral, na forma do art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil.
2. Não há questão constitucional por conhecer.
A questão suscitada no recurso extraordinário é saber se é
possível, à luz dos arts. 195, § 5..., e 201, § 4..., da Constituição da
República, ser determinada em juízo a equivalência entre o limite
máximo do salário-de-contribuição e a renda mensal dos benefícios
previdenciários.
Verifica-se, no entanto, que o acórdão impugnado decidiu a
causa com base em interpretação e aplicação de legislação
infraconstitucional, especificamente as Leis ns. 8.212/1991 e
8.213/1991, de modo que eventual ofensa à Constituição Federal seria,
aqui, apenas indireta.
É o que já o advertiu a Corte em casos semelhantes. Confiram-
se: ARE n 648.042-AgR/RJ (Rel. Min. CELSO DE MELLO,
Segunda Turma, DJe de 24.4.2012); ARE n 648.037-AgR/RJ (Rel.
Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19.6.2012); Recurso Extraordinário n
537.616-AgR/PR (Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe
de 6.2.2012); Recurso Extraordinário n 593.286-AgR/MG (Rel. Min. AYRES BRITTO,
Segunda Turma, DJe de 26.9.2011); AI n 543.804-AgR/RS, Rel.
Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 16.4.2010).
Ora, é pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de não
tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-
se de má interpretação, aplicação, ou, até, de inobservância de normas
infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da
República.
É, ao propósito, velhíssima a postura desta Corte no sentido de
que, se, para provar contrariedade à Constituição, se deva, antes,
demonstrar ofensa à lei ordinária, então é esta que conta para efeito de
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 846698 AGR / PR
“Requer, por fim, o provimento do recurso extraordinário, para
reformar o acórdão, com determinação de que o benefício
previdenciário titularizado pela parte recorrente seja revisto nos
exatos termos da peça inicial, isto é, com a aplicação ao seu benefício
dos mesmos índices de reajuste aplicados aos tetos dos salários-de-
contribuição por ocasião das Emendas Constitucionais ns. 20/1998 e
41/2003.
Apresenta preliminar formal e fundamentada de repercussão
geral, na forma do art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil.
2. Não há questão constitucional por conhecer.
A questão suscitada no recurso extraordinário é saber se é
possível, à luz dos arts. 195, § 5..., e 201, § 4..., da Constituição da
República, ser determinada em juízo a equivalência entre o limite
máximo do salário-de-contribuição e a renda mensal dos benefícios
previdenciários.
Verifica-se, no entanto, que o acórdão impugnado decidiu a
causa com base em interpretação e aplicação de legislação
infraconstitucional, especificamente as Leis ns. 8.212/1991 e
8.213/1991, de modo que eventual ofensa à Constituição Federal seria,
aqui, apenas indireta.
É o que já o advertiu a Corte em casos semelhantes. Confiram-
se: ARE n 648.042-AgR/RJ (Rel. Min. CELSO DE MELLO,
Segunda Turma, DJe de 24.4.2012); ARE n 648.037-AgR/RJ (Rel.
Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19.6.2012); Recurso Extraordinário n
537.616-AgR/PR (Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe
de 6.2.2012); Recurso Extraordinário n 593.286-AgR/MG (Rel. Min. AYRES BRITTO,
Segunda Turma, DJe de 26.9.2011); AI n 543.804-AgR/RS, Rel.
Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 16.4.2010).
Ora, é pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de não
tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-
se de má interpretação, aplicação, ou, até, de inobservância de normas
infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da
República.
É, ao propósito, velhíssima a postura desta Corte no sentido de
que, se, para provar contrariedade à Constituição, se deva, antes,
demonstrar ofensa à lei ordinária, então é esta que conta para efeito de
2
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Relatório
ARE 846698 AGR / PR
juízo de admissibilidade do recurso extraordinário (cf., por todos, Recurso Extraordinário
n 92.264-SP, Rel. Min. DECIO MIRANDA, in RTJ 94/462-464).
O Plenário já assentou que é de reputar-se ausente repercussão
geral, quando eventual ofensa à Constituição se dê apenas de forma
indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 583.747-RG, Rel. Min. MENEZES
DIREITO, DJe de 29.4.2009). Colho trecho da manifestação do
Relator:
(...)
Com efeito, se não há controvérsia constitucional a ser dirimida
no recurso extraordinário ou se o exame da questão constitucional não
prescinde da prévia análise de normas infraconstitucionais, é patente a
ausência de repercussão geral, uma vez que essa, induvidosamente,
pressupõe a existência de matéria constitucional passível de análise
por esta Corte. (No mesmo sentido: Recurso Extraordinário 584.608-RG, Rel. Min.
ELLEN GRACIE, DJe de 12.3.2009, Recurso Extraordinário 593.388-RG, Rel. Min.
MENEZES DIREITO, DJe de 12.2.2009, Recurso Extraordinário 592.211-RG, Rel. Min.
MENEZES DIREITO, DJe de 20.11.2008).
3. Isto posto, não havendo questão constitucional por examinar,
não se pode reconhecer a existência da repercussão geral (art. 324, §2...,
do RISTF)” (Recurso Extraordinário 686.143-RG, Relator o Ministro Cezar Peluso,
Plenário Virtual, Dje 11.9.2012, grifos nossos).
Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos
extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão
constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos
relatores, conforme o art. 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo
Tribunal Federal.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc.
II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 27.2.2015, interpõe Valdemiro
Strapazzon, em 5.3.2015, tempestivamente, agravo regimental.
3. O Agravante afirma que:
3
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ARE 846698 AGR / PR
juízo de admissibilidade do recurso extraordinário (cf., por todos, Recurso Extraordinário
n 92.264-SP, Rel. Min. DECIO MIRANDA, in RTJ 94/462-464).
O Plenário já assentou que é de reputar-se ausente repercussão
geral, quando eventual ofensa à Constituição se dê apenas de forma
indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 583.747-RG, Rel. Min. MENEZES
DIREITO, DJe de 29.4.2009). Colho trecho da manifestação do
Relator:
(...)
Com efeito, se não há controvérsia constitucional a ser dirimida
no recurso extraordinário ou se o exame da questão constitucional não
prescinde da prévia análise de normas infraconstitucionais, é patente a
ausência de repercussão geral, uma vez que essa, induvidosamente,
pressupõe a existência de matéria constitucional passível de análise
por esta Corte. (No mesmo sentido: Recurso Extraordinário 584.608-RG, Rel. Min.
ELLEN GRACIE, DJe de 12.3.2009, Recurso Extraordinário 593.388-RG, Rel. Min.
MENEZES DIREITO, DJe de 12.2.2009, Recurso Extraordinário 592.211-RG, Rel. Min.
MENEZES DIREITO, DJe de 20.11.2008).
3. Isto posto, não havendo questão constitucional por examinar,
não se pode reconhecer a existência da repercussão geral (art. 324, §2...,
do RISTF)” (Recurso Extraordinário 686.143-RG, Relator o Ministro Cezar Peluso,
Plenário Virtual, Dje 11.9.2012, grifos nossos).
Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos
extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão
constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos
relatores, conforme o art. 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo
Tribunal Federal.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc.
II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 27.2.2015, interpõe Valdemiro
Strapazzon, em 5.3.2015, tempestivamente, agravo regimental.
3. O Agravante afirma que:
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Relatório
ARE 846698 AGR / PR
“A decisão monocrática recorrida indeferiu liminarmente o
Recurso Extraordinário interposto, afirmando que esta Corte, quando
da análise do ARE n. 686.143, já havia decidido pela inexistência de
repercussão geral quanto à matéria.
Ocorre que, ainda que se esteja a tratar de um mesmo assunto,
qual seja, a possibilidade de aplicação aos benefícios em manutenção
do mesmo índice de reajuste aplicado ao teto dos benefícios, a
fundamentação adotada pelo leading case é diversa daquela esposada
pelo ora Agravante, conforme se demonstrará a seguir, motivo pelo
qual é interposto o presente recurso.
O Recurso Extraordinário interposto pelo ora Agravante possui
como único fundamento as Emendas Constitucionais n. 20/98 (art.
14) e n. 41/2003 (art. 5...), as quais expressamente fixam novos valores
para o teto dos benefícios, determinando equivalência de aumento com
os benefícios em manutenção.
Vejam que a controvérsia destes autos reside no fato de, já no
primeiro reajuste conferido após as emendas (junho/99 e maio/2004,
sucessivamente), tal identidade não ter sido observada, sendo o teto
dos benefícios reajustado com percentuais bem superiores àqueles
aplicados aos benefícios, sem qualquer amparo legal.
Já o Leading Case ARE n. 686.143, apesar de também versar
sobre a equivalência de reajustes entre o teto dos benefícios e os
benefícios em manutenção, possui fundamentação infraconstitucional,
motivo pelo qual decidiu este Supremo Tribunal Federal por existência
de afronta reflexa e, consequentemente, inexistência de repercussão
geral”.
Requer o provimento do presente recurso.
É o relatório.
4
Supremo Tribunal Federal
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ARE 846698 AGR / PR
“A decisão monocrática recorrida indeferiu liminarmente o
Recurso Extraordinário interposto, afirmando que esta Corte, quando
da análise do ARE n. 686.143, já havia decidido pela inexistência de
repercussão geral quanto à matéria.
Ocorre que, ainda que se esteja a tratar de um mesmo assunto,
qual seja, a possibilidade de aplicação aos benefícios em manutenção
do mesmo índice de reajuste aplicado ao teto dos benefícios, a
fundamentação adotada pelo leading case é diversa daquela esposada
pelo ora Agravante, conforme se demonstrará a seguir, motivo pelo
qual é interposto o presente recurso.
O Recurso Extraordinário interposto pelo ora Agravante possui
como único fundamento as Emendas Constitucionais n. 20/98 (art.
14) e n. 41/2003 (art. 5...), as quais expressamente fixam novos valores
para o teto dos benefícios, determinando equivalência de aumento com
os benefícios em manutenção.
Vejam que a controvérsia destes autos reside no fato de, já no
primeiro reajuste conferido após as emendas (junho/99 e maio/2004,
sucessivamente), tal identidade não ter sido observada, sendo o teto
dos benefícios reajustado com percentuais bem superiores àqueles
aplicados aos benefícios, sem qualquer amparo legal.
Já o Leading Case ARE n. 686.143, apesar de também versar
sobre a equivalência de reajustes entre o teto dos benefícios e os
benefícios em manutenção, possui fundamentação infraconstitucional,
motivo pelo qual decidiu este Supremo Tribunal Federal por existência
de afronta reflexa e, consequentemente, inexistência de repercussão
geral”.
Requer o provimento do presente recurso.
É o relatório.
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
17/03/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 846.698
PARANÁ
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. Como posto na decisão agravada, no julgamento do Recurso
Extraordinário n. 686.143, Relator o Ministro Cezar Peluso, este Supremo
Tribunal concluiu inexistir repercussão geral na questão discutida neste
processo:
“PREVIDÊNCIA SOCIAL. BENEFÍCIO. Índice de reajuste.
Equiparação ao limite do salário de contribuição. Questão
infraconstitucional. Precedentes da Corte. Ausência de repercussão
geral. Recurso extraordinário recusado. Não apresenta repercussão
geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto o índice para
reajuste de benefício pago pelo regime geral de previdência, versa sobre
matéria infraconstitucional” (DJe 11.9.2012).
Confira-se excerto do voto do Relator:
“Requer, por fim, o provimento do recurso extraordinário, para
reformar o acórdão, com determinação de que o benefício
previdenciário titularizado pela parte recorrente seja revisto nos
exatos termos da peça inicial, isto é, com a aplicação ao seu benefício
dos mesmos índices de reajuste aplicados aos tetos dos salários-de-
contribuição por ocasião das Emendas Constitucionais ns. 20/1998 e
41/2003.
Apresenta preliminar formal e fundamentada de repercussão
geral, na forma do art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil.
2. Não há questão constitucional por conhecer.
A questão suscitada no recurso extraordinário é saber se é
Supremo Tribunal Federal
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17/03/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 846.698
PARANÁ
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. Como posto na decisão agravada, no julgamento do Recurso
Extraordinário n. 686.143, Relator o Ministro Cezar Peluso, este Supremo
Tribunal concluiu inexistir repercussão geral na questão discutida neste
processo:
“PREVIDÊNCIA SOCIAL. BENEFÍCIO. Índice de reajuste.
Equiparação ao limite do salário de contribuição. Questão
infraconstitucional. Precedentes da Corte. Ausência de repercussão
geral. Recurso extraordinário recusado. Não apresenta repercussão
geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto o índice para
reajuste de benefício pago pelo regime geral de previdência, versa sobre
matéria infraconstitucional” (DJe 11.9.2012).
Confira-se excerto do voto do Relator:
“Requer, por fim, o provimento do recurso extraordinário, para
reformar o acórdão, com determinação de que o benefício
previdenciário titularizado pela parte recorrente seja revisto nos
exatos termos da peça inicial, isto é, com a aplicação ao seu benefício
dos mesmos índices de reajuste aplicados aos tetos dos salários-de-
contribuição por ocasião das Emendas Constitucionais ns. 20/1998 e
41/2003.
Apresenta preliminar formal e fundamentada de repercussão
geral, na forma do art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil.
2. Não há questão constitucional por conhecer.
A questão suscitada no recurso extraordinário é saber se é
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 846698 AGR / PR
possível, à luz dos arts. 195, § 5..., e 201, § 4..., da Constituição da
República, ser determinada em juízo a equivalência entre o limite
máximo do salário-de-contribuição e a renda mensal dos benefícios
previdenciários.
Verifica-se, no entanto, que o acórdão impugnado decidiu a
causa com base em interpretação e aplicação de legislação
infraconstitucional, especificamente as Leis ns. 8.212/1991 e
8.213/1991, de modo que eventual ofensa à Constituição Federal seria,
aqui, apenas indireta.
É o que já o advertiu a Corte em casos semelhantes. Confiram-
se: ARE n 648.042-AgR/RJ (Rel. Min. CELSO DE MELLO,
Segunda Turma, DJe de 24.4.2012); ARE n 648.037-AgR/RJ (Rel.
Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19.6.2012); Recurso Extraordinário n
537.616-AgR/PR (Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe
de 6.2.2012); Recurso Extraordinário n 593.286-AgR/MG (Rel. Min. AYRES BRITTO,
Segunda Turma, DJe de 26.9.2011); AI n 543.804-AgR/RS, Rel.
Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 16.4.2010).
Ora, é pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de não
tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-
se de má interpretação, aplicação, ou, até, de inobservância de normas
infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da
República.
É, ao propósito, velhíssima a postura desta Corte no sentido de
que, se, para provar contrariedade à Constituição, se deva, antes,
demonstrar ofensa à lei ordinária, então é esta que conta para efeito de
juízo de admissibilidade do recurso extraordinário (cf., por todos, Recurso Extraordinário
n 92.264-SP, Rel. Min. DECIO MIRANDA, in RTJ 94/462-464).
O Plenário já assentou que é de reputar-se ausente repercussão
geral, quando eventual ofensa à Constituição se dê apenas de forma
indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 583.747-RG, Rel. Min. MENEZES
DIREITO, DJe de 29.4.2009). Colho trecho da manifestação do
Relator:
(...)
Com efeito, se não há controvérsia constitucional a ser dirimida
no recurso extraordinário ou se o exame da questão constitucional não
prescinde da prévia análise de normas infraconstitucionais, é patente a
2
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Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8077523.
Supremo Tribunal Federal
ARE 846698 AGR / PR
possível, à luz dos arts. 195, § 5..., e 201, § 4..., da Constituição da
República, ser determinada em juízo a equivalência entre o limite
máximo do salário-de-contribuição e a renda mensal dos benefícios
previdenciários.
Verifica-se, no entanto, que o acórdão impugnado decidiu a
causa com base em interpretação e aplicação de legislação
infraconstitucional, especificamente as Leis ns. 8.212/1991 e
8.213/1991, de modo que eventual ofensa à Constituição Federal seria,
aqui, apenas indireta.
É o que já o advertiu a Corte em casos semelhantes. Confiram-
se: ARE n 648.042-AgR/RJ (Rel. Min. CELSO DE MELLO,
Segunda Turma, DJe de 24.4.2012); ARE n 648.037-AgR/RJ (Rel.
Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19.6.2012); Recurso Extraordinário n
537.616-AgR/PR (Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe
de 6.2.2012); Recurso Extraordinário n 593.286-AgR/MG (Rel. Min. AYRES BRITTO,
Segunda Turma, DJe de 26.9.2011); AI n 543.804-AgR/RS, Rel.
Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 16.4.2010).
Ora, é pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de não
tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-
se de má interpretação, aplicação, ou, até, de inobservância de normas
infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da
República.
É, ao propósito, velhíssima a postura desta Corte no sentido de
que, se, para provar contrariedade à Constituição, se deva, antes,
demonstrar ofensa à lei ordinária, então é esta que conta para efeito de
juízo de admissibilidade do recurso extraordinário (cf., por todos, Recurso Extraordinário
n 92.264-SP, Rel. Min. DECIO MIRANDA, in RTJ 94/462-464).
O Plenário já assentou que é de reputar-se ausente repercussão
geral, quando eventual ofensa à Constituição se dê apenas de forma
indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 583.747-RG, Rel. Min. MENEZES
DIREITO, DJe de 29.4.2009). Colho trecho da manifestação do
Relator:
(...)
Com efeito, se não há controvérsia constitucional a ser dirimida
no recurso extraordinário ou se o exame da questão constitucional não
prescinde da prévia análise de normas infraconstitucionais, é patente a
2
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ARE 846698 AGR / PR
ausência de repercussão geral, uma vez que essa, induvidosamente,
pressupõe a existência de matéria constitucional passível de análise
por esta Corte. (No mesmo sentido: Recurso Extraordinário 584.608-RG, Rel. Min.
ELLEN GRACIE, DJe de 12.3.2009, Recurso Extraordinário 593.388-RG, Rel. Min.
MENEZES DIREITO, DJe de 12.2.2009, Recurso Extraordinário 592.211-RG, Rel. Min.
MENEZES DIREITO, DJe de 20.11.2008).
3. Isto posto, não havendo questão constitucional por examinar,
não se pode reconhecer a existência da repercussão geral (art. 324, §2...,
do RISTF)” (Recurso Extraordinário 686.143-RG, Relator o Ministro Cezar Peluso,
Plenário Virtual, Dje 11.9.2012, grifos nossos).
Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos
extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão
constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos
relatores, conforme o art. 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo
Tribunal Federal.
3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 846698 AGR / PR
ausência de repercussão geral, uma vez que essa, induvidosamente,
pressupõe a existência de matéria constitucional passível de análise
por esta Corte. (No mesmo sentido: Recurso Extraordinário 584.608-RG, Rel. Min.
ELLEN GRACIE, DJe de 12.3.2009, Recurso Extraordinário 593.388-RG, Rel. Min.
MENEZES DIREITO, DJe de 12.2.2009, Recurso Extraordinário 592.211-RG, Rel. Min.
MENEZES DIREITO, DJe de 20.11.2008).
3. Isto posto, não havendo questão constitucional por examinar,
não se pode reconhecer a existência da repercussão geral (art. 324, §2...,
do RISTF)” (Recurso Extraordinário 686.143-RG, Relator o Ministro Cezar Peluso,
Plenário Virtual, Dje 11.9.2012, grifos nossos).
Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos
extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão
constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos
relatores, conforme o art. 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo
Tribunal Federal.
3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8077523.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Extrato de Ata - 17/03/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 846.698
PROCED. : PARANÁ
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : VALDEMIRO STRAPAZZON
ADV.(A/S) : CLÁUDIA SALLES VILELA VIANNA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma,
17.03.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias
Toffoli. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8052633
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 846.698
PROCED. : PARANÁ
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : VALDEMIRO STRAPAZZON
ADV.(A/S) : CLÁUDIA SALLES VILELA VIANNA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma,
17.03.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias
Toffoli. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8052633
Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 846 . 698",
"Recurso Extraordinário n . 686 . 143",
"Recurso Extraordinário n . 686 . 143",
"ARE 846698 AGR / PR",
"ARE n 648 . 042 - AgR / RJ",
"ARE n 648 . 037 - AgR / RJ",
"Recurso Extraordinário n 537 . 616 - AgR / PR",
"Recurso Extraordinário n 593 . 286 - AgR / MG",
"AI n 543 . 804 - AgR / RS",
"ARE 846698 AGR / PR",
"ARE n 648 . 042 - AgR / RJ",
"ARE n 648 . 037 - AgR / RJ",
"Recurso Extraordinário n 537 . 616 - AgR / PR",
"Recurso Extraordinário n 593 . 286 - AgR / MG",
"AI n 543 . 804 - AgR / RS",
"ARE 846698 AGR / PR",
"Recurso Extraordinário n 92 . 264 - SP",
"RTJ 94 /",
"Recurso Extraordinário 583 . 747 - RG",
"Recurso Extraordinário 584 . 608 - RG",
"Recurso Extraordinário 593 . 388 - RG",
"Recurso Extraordinário 592 . 211 - RG",
"Recurso Extraordinário 686 . 143 - RG",
"ARE 846698 AGR / PR",
"Recurso Extraordinário n 92 . 264 - SP",
"RTJ 94 / 462 - 464",
"Recurso Extraordinário 583 . 747 - RG",
"Recurso Extraordinário 584 . 608 - RG",
"Recurso Extraordinário 593 . 388 - RG",
"Recurso Extraordinário 592 . 211 - RG",
"Recurso Extraordinário 686 . 143 - RG",
"ARE 846698 AGR / PR",
"ARE n . 686 . 143",
"ARE 846698 AGR /",
"ARE n . 686 . 143",
"Recurso Extraordinário n . 686 . 143",
"Recurso Extraordinário n . 686 . 143",
"ARE n 648 . 042 - AgR / RJ",
"ARE n 648 . 037 - AgR / RJ",
"Recurso Extraordinário n 537 . 616 - AgR / PR",
"Recurso Extraordinário n 593 . 286 - AgR / MG",
"AI n 543 . 804 - AgR / RS",
"Recurso Extraordinário n 92 . 264 - SP",
"RTJ 94 / 462 - 464",
"Recurso Extraordinário 583 . 747 - RG",
"ARE 846698 AGR / PR",
"ARE n 648 . 042 - AgR / RJ",
"ARE n 648 . 037 - AgR / RJ",
"Recurso Extraordinário n 537 . 616 - AgR / PR",
"Recurso Extraordinário n 593 . 286 - AgR / MG",
"AI n 543 . 804 - AgR / RS",
"Recurso Extraordinário n 92 . 264 - SP",
"RTJ 94 / 462 - 464",
"Recurso Extraordinário 583 . 747 - RG",
"Recurso Extraordinário 584 . 608 - RG",
"Recurso Extraordinário 592 . 211 - RG",
"Recurso Extraordinário 686 . 143 - RG",
"ARE 846698 AGR / PR",
"Recurso Extraordinário 584 . 608 - RG",
"Recurso Extraordinário 593 . 388 -",
"Recurso Extraordinário 592 . 211 - RG",
"Recurso Extraordinário 686 . 143 - RG"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Emendas Constitucionais ns . 20 / 1998",
"41",
"/",
"2003",
"art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"arts . 195 , § 5 . . . , e 201 , § 4 . . . , da Constituição da República",
"Leis ns . 8 . 212 / 1991",
"8",
".",
"213",
"/",
"1991",
"Constituição Federal",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 -",
"Emendas",
"Constitucionais ns . 20 / 1998",
"41",
"/",
"2003",
"art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil .",
"arts . 195 , § 5 . . . , e",
"201 , § 4 . . . , da Constituição da República",
"Leis ns . 8 . 212 / 1991",
"8",
".",
"213",
"/",
"1991",
"Constituição Federal",
"Constituição da República",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"art . 327 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"art . 544 ,",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"art . 324 , § 2 . . . , do RISTF",
"art",
"art . 21 , § 1 . . . , do",
"Regimento Interno do Supremo",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Emendas Constitucionais n . 20 / 98",
"n",
".",
"41",
"/",
"2003",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Emendas Constitucionais n . 20 / 98",
"n",
".",
"41 /",
"2003",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Emendas Constitucionais ns . 20 / 1998",
"41",
"/",
"2003",
"art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Emendas Constitucionais ns . 20 / 1998",
"41",
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"2003",
"art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 195 , § 5 . . . , e 201 , § 4 . . . , da Constituição da República",
"Leis ns . 8 . 212 / 1991",
"8",
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"213",
"/",
"1991",
"Constituição Federal",
"Constituição da República",
"Constituição",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 195 , § 5 . . . , e 201 , § 4 . . . , da Constituição da República",
"Leis ns . 8 . 212 / 1991",
"8",
".",
"213",
"/",
"1991",
"Constituição Federal",
"Constituição da República",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 324 , § 2 . . . , do RISTF",
"art . 327 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 324 , § 2 . . . , do RISTF",
"art . 327 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PARANÁ",
"Brasília",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária do Paraná",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária do Paraná",
"Supremo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
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"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário",
"Plenário Virtual",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Plenário Virtual",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário Virtual",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário Virtual",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
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"Brasil",
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"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
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"-",
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"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"2",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CÁRMEN LÚCIA",
"VALDEMIRO STRAPAZZON",
"CLÁUDIA SALLES VILELA VIANNA",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"VALDEMIRO STRAPAZZON",
"CLÁUDIA SALLES VILELA VIANNA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Valdemiro Strapazzon",
"Cezar Peluso",
"CÁRMEN LÚCIA",
"VALDEMIRO STRAPAZZON",
"CLÁUDIA SALLES VILELA VIANNA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Valdemiro Strapazzon",
"Cezar Peluso",
"CELSO DE MELLO",
"LUIZ FUX",
"DIAS TOFFOLI",
"AYRES BRITTO",
"ELLEN GRACIE",
"CELSO DE MELLO",
"LUIZ FUX",
"DIAS TOFFOLI",
"AYRES BRITTO",
"ELLEN GRACIE",
"DECIO MIRANDA",
"MENEZES DIREITO",
"ELLEN GRACIE",
"MENEZES DIREITO",
"MENEZES DIREITO",
"Cezar Peluso",
"Valdemiro Strapazzon",
"DECIO MIRANDA",
"MENEZES DIREITO",
"ELLEN GRACIE",
"MENEZES DIREITO",
"MENEZES DIREITO",
"Cezar Peluso",
"Valdemiro Strapazzon",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Cezar Peluso",
"LÚCIA",
"Cezar Peluso",
"CÁRMEN LÚCIA ARE",
"CELSO DE MELLO",
"LUIZ FUX",
"DIAS TOFFOLI",
"AYRES BRITTO",
"ELLEN GRACIE",
"DECIO MIRANDA",
"MENEZES",
"CELSO DE MELLO",
"LUIZ FUX",
"DIAS TOFFOLI",
"AYRES BRITTO",
"ELLEN GRACIE",
"DECIO MIRANDA",
"MENEZES",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ELLEN GRACIE",
"MENEZES DIREITO",
"MENEZES DIREITO",
"Cezar Peluso",
"ELLEN GRACIE",
"MENEZES",
"MENEZES",
"Cezar Peluso",
"CÁRMEN LÚCIA",
"VALDEMIRO STRAPAZZON",
"CLÁUDIA SALLES VILELA VIANNA",
"Celso de Mello",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Ravena Siqueira",
"CÁRMEN LÚCIA",
"VALDEMIRO STRAPAZZON",
"CLÁUDIA SALLES VILELA VIANNA",
"Celso de Mello",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"17",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"17 de março de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"24",
".",
"2",
".",
"2015",
"11",
".",
"9",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"24",
".",
"2",
".",
"2015",
"11",
".",
"9",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
".",
"4",
".",
"2012",
"19",
".",
"6",
".",
"2012",
"6",
".",
"2",
".",
"2012",
"26",
".",
"9",
".",
"2011",
"16",
".",
"4",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
".",
"4",
".",
"2012",
"19",
".",
"6",
".",
"2012",
"6",
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"2",
".",
"2012",
"26",
".",
"9",
".",
"2011",
"16",
".",
"4",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
".",
"4",
".",
"2009",
"12",
".",
"3",
".",
"2009",
"12",
".",
"2",
".",
"2009",
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".",
"11",
".",
"2008",
"11",
".",
"9",
".",
"2012",
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".",
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".",
"2015",
"5",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
".",
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".",
"2009",
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".",
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".",
"2009",
"12",
".",
"2",
".",
"2009",
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".",
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".",
"2008",
"11",
".",
"9",
".",
"2012",
"27",
".",
"2",
".",
"2015",
"5",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"junho",
"/",
"99",
"maio",
"/",
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"/",
"2001",
"junho",
"/",
"99",
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"2004",
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"11",
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".",
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"2001",
"17",
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"03",
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"2015",
"11",
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"2012",
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"24",
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".",
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".",
"2012",
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".",
"2012",
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".",
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".",
"2011",
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".",
"4",
".",
"2010",
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"2009",
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"/",
"2001",
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"2012",
"19",
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".",
"2012",
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".",
"2012",
"26",
".",
"9",
".",
"2011",
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".",
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"2010",
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".",
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".",
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".",
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".",
"9",
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"2012",
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".",
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".",
"9",
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".",
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"24",
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"/",
"2001",
"17",
".",
"03",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 783 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
EMBTE.(S)
:ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
EMBDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA AÇÃO CÍVEL
ORIGINÁRIA.
CONSTITUCIONAL.
ADMINISTRATIVO.
FINANCEIRO. RECURSO INTERPOSTO CONTRA DECISÃO
MONOCRÁTICA. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE. RECEPÇÃO
COMO AGRAVO REGIMENTAL. NÃO INCIDÊNCIA
DO
DISPOSTO NO ART. 102, I, f, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE
1988. REMESSA DOS AUTOS AO JUÍZO COMPETENTE DA
JUSTIÇA FEDERAL JÁ DETERMINADA NA DECISÃO RECORRIDA.
AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
1. Prima facie, o Supremo Tribunal Federal tem conhecido dos
embargos de declaração opostos objetivando reforma da decisão do
relator como agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do
princípio da fungibilidade.
2. Conforme já determinado na decisão recorrida, em razão da
incompetência originária deste Tribunal para apreciar o feito – tese sequer
atacada na peça recursal –, os autos devem ser remetido ao juízo
competente da Seção Judiciária da Justiça Federal de Santa Catarina.
3. Agravo regimental DESPROVIDO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
ACO 783 ED / SC
Ministro Marco Aurélio e, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 18 de agosto de 2015.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
Supremo Tribunal Federal
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ACO 783 ED / SC
Ministro Marco Aurélio e, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 18 de agosto de 2015.
LUIZ FUX – Relator
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2
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Relatório
18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 783 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
EMBTE.(S)
:ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
EMBDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de
declaração opostos pelo Estado de Santa Catarina contra decisão por mim
proferida, na qual neguei seguimento à presente ação perante esta Corte,
por verificar que não haveria conflito federativo apto a justificar a
competência originária do STF. Na ocasião, determinei, ainda, a remessa
dos autos ao juízo competente da Justiça Federal de primeira instância.
Nas suas razões, o agravante alega, em síntese, o seguinte (fls. 3.222):
“[...] a decisão embargada apresentou orientação contraditória
na parte dispositiva, haja vista que, ao mesmo tempo, negou
seguimento à ação e determinou a remessa dos autos ao órgão
jurisdicional competente.
Busca o Estado, na presente via, a solução dessa contradição
aparente, a fim de que prevaleça o declínio da competência à Justiça
Federal para julgamento do feito.”
Nota-se, portanto, que o recurso não se insurge contra o teor da
decisão, mas apenas requer esclarecimento quanto a parte dela. Postula,
ao final, que se reconheça “especificamente a declinação da competência e
remessa dos autos à Seção Judiciária da Justiça Federal de Santa Catarina” (fls.
3.224).
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 783 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
EMBTE.(S)
:ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
EMBDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de
declaração opostos pelo Estado de Santa Catarina contra decisão por mim
proferida, na qual neguei seguimento à presente ação perante esta Corte,
por verificar que não haveria conflito federativo apto a justificar a
competência originária do STF. Na ocasião, determinei, ainda, a remessa
dos autos ao juízo competente da Justiça Federal de primeira instância.
Nas suas razões, o agravante alega, em síntese, o seguinte (fls. 3.222):
“[...] a decisão embargada apresentou orientação contraditória
na parte dispositiva, haja vista que, ao mesmo tempo, negou
seguimento à ação e determinou a remessa dos autos ao órgão
jurisdicional competente.
Busca o Estado, na presente via, a solução dessa contradição
aparente, a fim de que prevaleça o declínio da competência à Justiça
Federal para julgamento do feito.”
Nota-se, portanto, que o recurso não se insurge contra o teor da
decisão, mas apenas requer esclarecimento quanto a parte dela. Postula,
ao final, que se reconheça “especificamente a declinação da competência e
remessa dos autos à Seção Judiciária da Justiça Federal de Santa Catarina” (fls.
3.224).
É o relatório.
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Voto - MIN. LUIZ FUX
18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 783 SANTA CATARINA
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Prima facie, o Supremo
Tribunal Federal tem conhecido dos embargos de declaração opostos
objetivando reforma da decisão do relator como agravo regimental, que é
o recurso cabível por força do princípio da fungibilidade. Nesse sentido,
colaciono os seguintes julgados, in verbis:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA PETIÇÃO.
CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. O CONTROLE
ABSTRATO DE LEI OU DE ATO NORMATIVO DO PODER
PÚBLICO NÃO PODE SER O OBJETO PRINCIPAL DA AÇÃO
ORIGINÁRIA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (Pet 4.837-ED, rel. Min.
CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ de 14/3/2011)
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA RECLAMAÇÃO.
CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. ALEGAÇÃO DE
DESCUMPRIMENTO DO QUE DECIDIDO NAS AÇÕES
DIRETAS DE INCONSTITUCIONALIDADE N. 1.717/DF,
3.026/DF E 2.135-MC/DF. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL
SE NEGA PROVIMENTO.
1. Inexistência de identidade material entre as decisões
reclamadas e os julgados tidos como paradigma.
2. Impossibilidade de utilização da reclamação como
sucedâneo de recurso.” (Rcl 11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN
LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ de 7/4/2011)
“Embargos de declaração em agravo de instrumento.
Conversão em agravo regimental, conforme pacífica orientação
da Corte. Proventos de aposentadoria. Recálculo efetuado, com
supressão de gratificação incorporada. Legalidade.
1. A decisão ora atacada reflete a pacífica jurisprudência
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18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 783 SANTA CATARINA
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Prima facie, o Supremo
Tribunal Federal tem conhecido dos embargos de declaração opostos
objetivando reforma da decisão do relator como agravo regimental, que é
o recurso cabível por força do princípio da fungibilidade. Nesse sentido,
colaciono os seguintes julgados, in verbis:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA PETIÇÃO.
CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. O CONTROLE
ABSTRATO DE LEI OU DE ATO NORMATIVO DO PODER
PÚBLICO NÃO PODE SER O OBJETO PRINCIPAL DA AÇÃO
ORIGINÁRIA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (Pet 4.837-ED, rel. Min.
CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ de 14/3/2011)
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA RECLAMAÇÃO.
CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. ALEGAÇÃO DE
DESCUMPRIMENTO DO QUE DECIDIDO NAS AÇÕES
DIRETAS DE INCONSTITUCIONALIDADE N. 1.717/DF,
3.026/DF E 2.135-MC/DF. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL
SE NEGA PROVIMENTO.
1. Inexistência de identidade material entre as decisões
reclamadas e os julgados tidos como paradigma.
2. Impossibilidade de utilização da reclamação como
sucedâneo de recurso.” (Rcl 11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN
LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ de 7/4/2011)
“Embargos de declaração em agravo de instrumento.
Conversão em agravo regimental, conforme pacífica orientação
da Corte. Proventos de aposentadoria. Recálculo efetuado, com
supressão de gratificação incorporada. Legalidade.
1. A decisão ora atacada reflete a pacífica jurisprudência
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. LUIZ FUX
ACO 783 ED / SC
desta Corte a respeito do tema, que reconhece a possibilidade
de a administração pública rever atos eivados de vícios que os
tornem ilegais.
2. Princípio da segurança jurídica que não se reveste de
caráter absoluto, devendo ceder passo em face de ilegalidades,
notadamente no âmbito da administração pública.
3. Embargos de declaração recebidos como agravo
regimental, ao qual é negado provimento.” (AI 547.827-ED, rel.
Min. DIAS TOFFOLI, 1ª Turma, DJ 9/3/2011)
“PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO
REGIMENTAL.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
PREJUDICADO. SUBSTITUIÇÃO DO ACÓRDÃO DO TRF
PELO DO STJ.
1. Embargos de declaração recebidos como agravo
regimental, consoante iterativa jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal.
2. O acórdão do Superior Tribunal de Justiça substituiu o
acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal, nos termos
do art. 512 do CPC.
3. O recurso extraordinário, interposto do acórdão do TRF,
no caso, está prejudicado pela perda superveniente de seu
objeto, em decorrência do provimento do recurso especial da
ora agravante.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE
546.525-ED, rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma, DJ 5/4/2011)
Destarte, conheço dos embargos de declaração como agravo
regimental e passo a apreciá-lo.
A presente irresignação não merece provimento. Até porque, em
rigor, inexiste qualquer pretensão demonstrada contra os fundamentos
constantes da decisão recorrida. Conforme consta do relatório, o recurso
ora analisado não se insurge contra o teor da decisão, mas apenas requer
esclarecimento quanto a parte dela. O pedido do recorrente é tão somente
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ACO 783 ED / SC
desta Corte a respeito do tema, que reconhece a possibilidade
de a administração pública rever atos eivados de vícios que os
tornem ilegais.
2. Princípio da segurança jurídica que não se reveste de
caráter absoluto, devendo ceder passo em face de ilegalidades,
notadamente no âmbito da administração pública.
3. Embargos de declaração recebidos como agravo
regimental, ao qual é negado provimento.” (AI 547.827-ED, rel.
Min. DIAS TOFFOLI, 1ª Turma, DJ 9/3/2011)
“PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO
REGIMENTAL.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
PREJUDICADO. SUBSTITUIÇÃO DO ACÓRDÃO DO TRF
PELO DO STJ.
1. Embargos de declaração recebidos como agravo
regimental, consoante iterativa jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal.
2. O acórdão do Superior Tribunal de Justiça substituiu o
acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal, nos termos
do art. 512 do CPC.
3. O recurso extraordinário, interposto do acórdão do TRF,
no caso, está prejudicado pela perda superveniente de seu
objeto, em decorrência do provimento do recurso especial da
ora agravante.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE
546.525-ED, rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma, DJ 5/4/2011)
Destarte, conheço dos embargos de declaração como agravo
regimental e passo a apreciá-lo.
A presente irresignação não merece provimento. Até porque, em
rigor, inexiste qualquer pretensão demonstrada contra os fundamentos
constantes da decisão recorrida. Conforme consta do relatório, o recurso
ora analisado não se insurge contra o teor da decisão, mas apenas requer
esclarecimento quanto a parte dela. O pedido do recorrente é tão somente
2
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Voto - MIN. LUIZ FUX
ACO 783 ED / SC
que se reconheça “especificamente a declinação da competência e remessa dos
autos à Seção Judiciária da Justiça Federal de Santa Catarina” (fls. 3.224).
Ora, tal determinação já está contida na decisão recorrida, que, em
seu dispositivo, assim dispunha:
“Ex positis, em face da incompetência originária desta
Corte para apreciar a presente demanda, nego seguimento à
ação, com base no artigo 21, § 1º, do Regimento Interno do
Supremo Tribunal Federal, e determino a remessa dos autos ao
órgão jurisdicional competente da Justiça Federal.”
Por óbvio que a negativa de seguimento do processo diz respeito tão
somente à sua tramitação perante este Supremo Tribunal Federal, nos
termos do referenciado art. 21, § 1º, do Regimento Interno desta Corte.
Conforme determinado, em razão da incompetência originária deste
Tribunal para apreciar o feito, os autos devem ser remetido ao juízo
competente da Seção Judiciária da Justiça Federal de Santa Catarina.
Ex positis, prestado esse esclarecimento, nego provimento ao agravo
regimental.
É como voto.
3
Supremo Tribunal Federal
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ACO 783 ED / SC
que se reconheça “especificamente a declinação da competência e remessa dos
autos à Seção Judiciária da Justiça Federal de Santa Catarina” (fls. 3.224).
Ora, tal determinação já está contida na decisão recorrida, que, em
seu dispositivo, assim dispunha:
“Ex positis, em face da incompetência originária desta
Corte para apreciar a presente demanda, nego seguimento à
ação, com base no artigo 21, § 1º, do Regimento Interno do
Supremo Tribunal Federal, e determino a remessa dos autos ao
órgão jurisdicional competente da Justiça Federal.”
Por óbvio que a negativa de seguimento do processo diz respeito tão
somente à sua tramitação perante este Supremo Tribunal Federal, nos
termos do referenciado art. 21, § 1º, do Regimento Interno desta Corte.
Conforme determinado, em razão da incompetência originária deste
Tribunal para apreciar o feito, os autos devem ser remetido ao juízo
competente da Seção Judiciária da Justiça Federal de Santa Catarina.
Ex positis, prestado esse esclarecimento, nego provimento ao agravo
regimental.
É como voto.
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Extrato de Ata - 18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 783
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
EMBTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA
EMBDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 18.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 783
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
EMBTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA
EMBDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 18.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9293819
| 2015-08-18T00:00:00
| 2015-09-02T00:00:00
|
Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 18.8.2015.
|
EMB.DECL. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA
|
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. FINANCEIRO. RECURSO INTERPOSTO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE. RECEPÇÃO COMO AGRAVO REGIMENTAL. NÃO INCIDÊNCIA DO DISPOSTO NO ART. 102, I, f, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988. REMESSA DOS AUTOS AO JUÍZO COMPETENTE DA JUSTIÇA FEDERAL JÁ DETERMINADA NA DECISÃO RECORRIDA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
1. Prima facie, o Supremo Tribunal Federal tem conhecido dos embargos de declaração opostos objetivando reforma da decisão do relator como agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade.
2. Conforme já determinado na decisão recorrida, em razão da incompetência originária deste Tribunal para apreciar o feito – tese sequer atacada na peça recursal –, os autos devem ser remetido ao juízo competente da Seção Judiciária da Justiça Federal de Santa Catarina.
3. Agravo regimental DESPROVIDO.
|
sjur317687
|
- Acórdão(s) citado(s):
(EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, CONVERSÃO, AGRAVO REGIMENTAL)
AI 547827 ED (1ªT), RE 546525 ED (2ªT), Pet 4837 ED (TP), Rcl 11022 ED (TP).
Número de páginas: 7.
Análise: 21/09/2015, IMC.
|
LUIZ FUX
|
Primeira Turma
|
783
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-F\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL"
] |
ACO-ED
|
acordaos
|
ACO 783 ED
|
[
""
] |
EMBTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA
EMBDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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[
""
] |
Ementa e Acórdão
18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 783 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
EMBTE.(S)
:ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
EMBDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA AÇÃO CÍVEL
ORIGINÁRIA.
CONSTITUCIONAL.
ADMINISTRATIVO.
FINANCEIRO. RECURSO INTERPOSTO CONTRA DECISÃO
MONOCRÁTICA. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE. RECEPÇÃO
COMO AGRAVO REGIMENTAL. NÃO INCIDÊNCIA
DO
DISPOSTO NO ART. 102, I, f, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE
1988. REMESSA DOS AUTOS AO JUÍZO COMPETENTE DA
JUSTIÇA FEDERAL JÁ DETERMINADA NA DECISÃO RECORRIDA.
AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
1. Prima facie, o Supremo Tribunal Federal tem conhecido dos
embargos de declaração opostos objetivando reforma da decisão do
relator como agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do
princípio da fungibilidade.
2. Conforme já determinado na decisão recorrida, em razão da
incompetência originária deste Tribunal para apreciar o feito – tese sequer
atacada na peça recursal –, os autos devem ser remetido ao juízo
competente da Seção Judiciária da Justiça Federal de Santa Catarina.
3. Agravo regimental DESPROVIDO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
ACO 783 ED / SC
Ministro Marco Aurélio e, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 18 de agosto de 2015.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9248519.
Supremo Tribunal Federal
ACO 783 ED / SC
Ministro Marco Aurélio e, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 18 de agosto de 2015.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 783 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
EMBTE.(S)
:ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
EMBDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de
declaração opostos pelo Estado de Santa Catarina contra decisão por mim
proferida, na qual neguei seguimento à presente ação perante esta Corte,
por verificar que não haveria conflito federativo apto a justificar a
competência originária do Supremo Tribunal Federal. Na ocasião, determinei, ainda, a remessa
dos autos ao juízo competente da Justiça Federal de primeira instância.
Nas suas razões, o agravante alega, em síntese, o seguinte (fls. 3.222):
“[...] a decisão embargada apresentou orientação contraditória
na parte dispositiva, haja vista que, ao mesmo tempo, negou
seguimento à ação e determinou a remessa dos autos ao órgão
jurisdicional competente.
Busca o Estado, na presente via, a solução dessa contradição
aparente, a fim de que prevaleça o declínio da competência à Justiça
Federal para julgamento do feito.”
Nota-se, portanto, que o recurso não se insurge contra o teor da
decisão, mas apenas requer esclarecimento quanto a parte dela. Postula,
ao final, que se reconheça “especificamente a declinação da competência e
remessa dos autos à Seção Judiciária da Justiça Federal de Santa Catarina” (fls.
3.224).
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 783 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
EMBTE.(S)
:ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
EMBDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de
declaração opostos pelo Estado de Santa Catarina contra decisão por mim
proferida, na qual neguei seguimento à presente ação perante esta Corte,
por verificar que não haveria conflito federativo apto a justificar a
competência originária do Supremo Tribunal Federal. Na ocasião, determinei, ainda, a remessa
dos autos ao juízo competente da Justiça Federal de primeira instância.
Nas suas razões, o agravante alega, em síntese, o seguinte (fls. 3.222):
“[...] a decisão embargada apresentou orientação contraditória
na parte dispositiva, haja vista que, ao mesmo tempo, negou
seguimento à ação e determinou a remessa dos autos ao órgão
jurisdicional competente.
Busca o Estado, na presente via, a solução dessa contradição
aparente, a fim de que prevaleça o declínio da competência à Justiça
Federal para julgamento do feito.”
Nota-se, portanto, que o recurso não se insurge contra o teor da
decisão, mas apenas requer esclarecimento quanto a parte dela. Postula,
ao final, que se reconheça “especificamente a declinação da competência e
remessa dos autos à Seção Judiciária da Justiça Federal de Santa Catarina” (fls.
3.224).
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Voto - MIN. LUIZ FUX
18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 783 SANTA CATARINA
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Prima facie, o Supremo
Tribunal Federal tem conhecido dos embargos de declaração opostos
objetivando reforma da decisão do relator como agravo regimental, que é
o recurso cabível por força do princípio da fungibilidade. Nesse sentido,
colaciono os seguintes julgados, in verbis:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA PETIÇÃO.
CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. O CONTROLE
ABSTRATO DE LEI OU DE ATO NORMATIVO DO PODER
PÚBLICO NÃO PODE SER O OBJETO PRINCIPAL DA AÇÃO
ORIGINÁRIA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (Pet 4.837-ED, rel. Min.
CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ de 14/3/2011)
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA RECLAMAÇÃO.
CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. ALEGAÇÃO DE
DESCUMPRIMENTO DO QUE DECIDIDO NAS AÇÕES
DIRETAS DE INCONSTITUCIONALIDADE N. 1.717/DF,
3.026/DF E 2.135-MC/DF. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL
SE NEGA PROVIMENTO.
1. Inexistência de identidade material entre as decisões
reclamadas e os julgados tidos como paradigma.
2. Impossibilidade de utilização da reclamação como
sucedâneo de recurso.” (Rcl 11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN
LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ de 7/4/2011)
“Embargos de declaração em agravo de instrumento.
Conversão em agravo regimental, conforme pacífica orientação
da Corte. Proventos de aposentadoria. Recálculo efetuado, com
supressão de gratificação incorporada. Legalidade.
1. A decisão ora atacada reflete a pacífica jurisprudência
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18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 783 SANTA CATARINA
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Prima facie, o Supremo
Tribunal Federal tem conhecido dos embargos de declaração opostos
objetivando reforma da decisão do relator como agravo regimental, que é
o recurso cabível por força do princípio da fungibilidade. Nesse sentido,
colaciono os seguintes julgados, in verbis:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA PETIÇÃO.
CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. O CONTROLE
ABSTRATO DE LEI OU DE ATO NORMATIVO DO PODER
PÚBLICO NÃO PODE SER O OBJETO PRINCIPAL DA AÇÃO
ORIGINÁRIA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (Pet 4.837-ED, rel. Min.
CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ de 14/3/2011)
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA RECLAMAÇÃO.
CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. ALEGAÇÃO DE
DESCUMPRIMENTO DO QUE DECIDIDO NAS AÇÕES
DIRETAS DE INCONSTITUCIONALIDADE N. 1.717/DF,
3.026/DF E 2.135-MC/DF. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL
SE NEGA PROVIMENTO.
1. Inexistência de identidade material entre as decisões
reclamadas e os julgados tidos como paradigma.
2. Impossibilidade de utilização da reclamação como
sucedâneo de recurso.” (Rcl 11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN
LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ de 7/4/2011)
“Embargos de declaração em agravo de instrumento.
Conversão em agravo regimental, conforme pacífica orientação
da Corte. Proventos de aposentadoria. Recálculo efetuado, com
supressão de gratificação incorporada. Legalidade.
1. A decisão ora atacada reflete a pacífica jurisprudência
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. LUIZ FUX
ACO 783 ED / SC
desta Corte a respeito do tema, que reconhece a possibilidade
de a administração pública rever atos eivados de vícios que os
tornem ilegais.
2. Princípio da segurança jurídica que não se reveste de
caráter absoluto, devendo ceder passo em face de ilegalidades,
notadamente no âmbito da administração pública.
3. Embargos de declaração recebidos como agravo
regimental, ao qual é negado provimento.” (AI 547.827-ED, rel.
Min. DIAS TOFFOLI, 1... Turma, DJ 9/3/2011)
“PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO
REGIMENTAL.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
PREJUDICADO. SUBSTITUIÇÃO DO ACÓRDÃO DO TRF
PELO DO Superior Tribunal de Justiça.
1. Embargos de declaração recebidos como agravo
regimental, consoante iterativa jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal.
2. O acórdão do Superior Tribunal de Justiça substituiu o
acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal, nos termos
do art. 512 do Código de Processo Civil.
3. O recurso extraordinário, interposto do acórdão do TRF,
no caso, está prejudicado pela perda superveniente de seu
objeto, em decorrência do provimento do recurso especial da
ora agravante.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário
546.525-ED, rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma, DJ 5/4/2011)
Destarte, conheço dos embargos de declaração como agravo
regimental e passo a apreciá-lo.
A presente irresignação não merece provimento. Até porque, em
rigor, inexiste qualquer pretensão demonstrada contra os fundamentos
constantes da decisão recorrida. Conforme consta do relatório, o recurso
ora analisado não se insurge contra o teor da decisão, mas apenas requer
esclarecimento quanto a parte dela. O pedido do recorrente é tão somente
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ACO 783 ED / SC
desta Corte a respeito do tema, que reconhece a possibilidade
de a administração pública rever atos eivados de vícios que os
tornem ilegais.
2. Princípio da segurança jurídica que não se reveste de
caráter absoluto, devendo ceder passo em face de ilegalidades,
notadamente no âmbito da administração pública.
3. Embargos de declaração recebidos como agravo
regimental, ao qual é negado provimento.” (AI 547.827-ED, rel.
Min. DIAS TOFFOLI, 1... Turma, DJ 9/3/2011)
“PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO
REGIMENTAL.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
PREJUDICADO. SUBSTITUIÇÃO DO ACÓRDÃO DO TRF
PELO DO Superior Tribunal de Justiça.
1. Embargos de declaração recebidos como agravo
regimental, consoante iterativa jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal.
2. O acórdão do Superior Tribunal de Justiça substituiu o
acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal, nos termos
do art. 512 do Código de Processo Civil.
3. O recurso extraordinário, interposto do acórdão do TRF,
no caso, está prejudicado pela perda superveniente de seu
objeto, em decorrência do provimento do recurso especial da
ora agravante.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário
546.525-ED, rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma, DJ 5/4/2011)
Destarte, conheço dos embargos de declaração como agravo
regimental e passo a apreciá-lo.
A presente irresignação não merece provimento. Até porque, em
rigor, inexiste qualquer pretensão demonstrada contra os fundamentos
constantes da decisão recorrida. Conforme consta do relatório, o recurso
ora analisado não se insurge contra o teor da decisão, mas apenas requer
esclarecimento quanto a parte dela. O pedido do recorrente é tão somente
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. LUIZ FUX
ACO 783 ED / SC
que se reconheça “especificamente a declinação da competência e remessa dos
autos à Seção Judiciária da Justiça Federal de Santa Catarina” (fls. 3.224).
Ora, tal determinação já está contida na decisão recorrida, que, em
seu dispositivo, assim dispunha:
“Ex positis, em face da incompetência originária desta
Corte para apreciar a presente demanda, nego seguimento à
ação, com base no artigo 21, § 1..., do Regimento Interno do
Supremo Tribunal Federal, e determino a remessa dos autos ao
órgão jurisdicional competente da Justiça Federal.”
Por óbvio que a negativa de seguimento do processo diz respeito tão
somente à sua tramitação perante este Supremo Tribunal Federal, nos
termos do referenciado art. 21, § 1..., do Regimento Interno desta Corte.
Conforme determinado, em razão da incompetência originária deste
Tribunal para apreciar o feito, os autos devem ser remetido ao juízo
competente da Seção Judiciária da Justiça Federal de Santa Catarina.
Ex positis, prestado esse esclarecimento, nego provimento ao agravo
regimental.
É como voto.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ACO 783 ED / SC
que se reconheça “especificamente a declinação da competência e remessa dos
autos à Seção Judiciária da Justiça Federal de Santa Catarina” (fls. 3.224).
Ora, tal determinação já está contida na decisão recorrida, que, em
seu dispositivo, assim dispunha:
“Ex positis, em face da incompetência originária desta
Corte para apreciar a presente demanda, nego seguimento à
ação, com base no artigo 21, § 1..., do Regimento Interno do
Supremo Tribunal Federal, e determino a remessa dos autos ao
órgão jurisdicional competente da Justiça Federal.”
Por óbvio que a negativa de seguimento do processo diz respeito tão
somente à sua tramitação perante este Supremo Tribunal Federal, nos
termos do referenciado art. 21, § 1..., do Regimento Interno desta Corte.
Conforme determinado, em razão da incompetência originária deste
Tribunal para apreciar o feito, os autos devem ser remetido ao juízo
competente da Seção Judiciária da Justiça Federal de Santa Catarina.
Ex positis, prestado esse esclarecimento, nego provimento ao agravo
regimental.
É como voto.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Extrato de Ata - 18/08/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 783
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
EMBTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA
EMBDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 18.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 783
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
EMBTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA
EMBDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 18.8.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9268444
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 783",
"ACO 783 ED / SC",
"ACO 783 ED / SC",
"AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 783",
"AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 783",
"Pet 4 . 837 - ED",
"Rcl 11 . 022 - ED",
"Pet 4 . 837 - ED",
"3",
".",
"026",
"/",
"DF",
"2",
".",
"Rcl 11 . 022 - ED",
"AI 547 . 827 - ED",
"Recurso Extraordinário 546 . 525 - ED",
"ACO 783 ED / SC",
"AI 547 . 827 - ED",
"Recurso Extraordinário 546 . 525 - ED",
"ACO 783 ED / SC",
"ACO 783 ED /"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 102 , I , f , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 -",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 512 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 512 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 21 ,",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"Brasília",
"Brasília",
"SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"Estado de Santa Catarina",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Seção Judiciária da Justiça Federal de Santa Catarina",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
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"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Estado",
"Supremo Tribunal Federal",
"Seção Judiciária da Justiça Federal de Santa Catarina",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Seção Judiciária da Justiça Federal de Santa Catarina",
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"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Tribunal Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Tribunal Pleno",
"Tribunal Pleno",
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". . Turma",
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"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"TRF",
"2",
".",
". . Turma",
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".",
". . Turma",
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"UNIÃO",
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],
"PESSOA": [
"LUIZ FUX",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"LUIZ FUX",
"Marco Aurélio",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"LUIZ FUX",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"LUIZ FUX",
"DIAS TOFFOLI",
"ELLEN GRACIE",
"DIAS TOFFOLI",
"ELLEN GRACIE",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"LUIZ FUX",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"18",
"/",
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"/",
"2015",
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"08",
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"2001",
"18 de agosto de 2015",
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"2001",
"18 de agosto de 2015",
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"08",
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"24",
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"08",
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"/",
"08",
"/",
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".",
"14",
"/",
"3",
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"/",
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"24",
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"2001",
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"08",
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"2015",
"14",
"/",
"3",
"/",
"2011",
"7",
"/",
"4",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9",
"/",
"3",
"/",
"2011",
"5",
"/",
"4",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
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"2001",
"9",
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"3",
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"2011",
"5",
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"4",
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"2011",
"24",
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"08",
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"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"08",
"/",
"2015",
"18",
".",
"8",
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"2015",
"24",
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"08",
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"2001",
"18",
".",
"8",
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"2015",
"24",
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"08",
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"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
17/03/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 837.968 BAHIA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S)
:JOSÉ CARLOS DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:ÉVELIN DIAS DE CARVALHO MAGALHÃES E
OUTRO(A/S)
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito
Administrativo. Servidor público. Prêmio por desempenho fazendário.
Extensão aos inativos. Natureza. Discussão. Prequestionamento.
Ausência. Legislação local. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame.
Impossibilidade. Precedentes.
1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos
constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente
prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF.
2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido
da possibilidade de extensão aos inativos e pensionistas das vantagens
concedidas aos servidores em atividade de forma geral.
3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das
provas dos autos ou a análise da legislação local. Incidência das Súmulas
nºs 279 e 280/STF.
4. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194860.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16
Ementa e Acórdão
ARE 837968 AGR / BA
Brasília, 17 de março de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 837968 AGR / BA
Brasília, 17 de março de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Relatório
17/03/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 837.968 BAHIA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S)
:JOSÉ CARLOS DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:ÉVELIN DIAS DE CARVALHO MAGALHÃES E
OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Estado da Bahia interpõe tempestivo agravo regimental contra
decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao agravo
regimental, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos
artigos 5º, caput, e inciso XXXVI, 37, caput, 93, inciso IX, 100,
167, inciso IV, da Constituição Federal, bem como ao artigo 7º
da Emenda Constitucional nº 41/2003.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Seção
Cível de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado da
Bahia, assim ementado:
‘DIREITO
CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO.
PRELIMINARES.
IMPOSSIBILIDADE DE MANDADO DE SEGURANÇA
CONTRA LEI EM TESE. ILEGITIMIDADE PASSIVA.
DECADÊNCIA. REJEITADAS. SERVIDOR PÚBLICO.
AUDITOR FISCAL. GRATIFICAÇÃO DE APOIO AO
DESEMPENHO
FAZENDÁRIO
(GDF).
INCORPORAÇÃO
AOS
PROVENTOS
DA
APOSENTADORIA.
POSSIBILIDADE.
ISONOMIA
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
17/03/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 837.968 BAHIA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S)
:JOSÉ CARLOS DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:ÉVELIN DIAS DE CARVALHO MAGALHÃES E
OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Estado da Bahia interpõe tempestivo agravo regimental contra
decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao agravo
regimental, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos
artigos 5º, caput, e inciso XXXVI, 37, caput, 93, inciso IX, 100,
167, inciso IV, da Constituição Federal, bem como ao artigo 7º
da Emenda Constitucional nº 41/2003.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Seção
Cível de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado da
Bahia, assim ementado:
‘DIREITO
CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO.
PRELIMINARES.
IMPOSSIBILIDADE DE MANDADO DE SEGURANÇA
CONTRA LEI EM TESE. ILEGITIMIDADE PASSIVA.
DECADÊNCIA. REJEITADAS. SERVIDOR PÚBLICO.
AUDITOR FISCAL. GRATIFICAÇÃO DE APOIO AO
DESEMPENHO
FAZENDÁRIO
(GDF).
INCORPORAÇÃO
AOS
PROVENTOS
DA
APOSENTADORIA.
POSSIBILIDADE.
ISONOMIA
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Relatório
ARE 837968 AGR / BA
ENTRE ATIVOS E INATIVOS. VERBA DE NATUREZA
REMUNERATÓRIA, PAGA INDISTINTAMENTE AOS
SERVIDORES ATIVOS. PRECEDENTES.
I- Rejeita-se a preliminar de impossibilidade de
Mandado de Segurança contra lei em tese, vez que é
inconteste que a impetração do remédio jurídico tem por
desiderato desconstituir ato material de autoridade
pública, resultante no direito ou não de pagamento a
Gratificação de Apoio ao Desempenho Fazendário.
Preliminar afastada.
II- Quanto à preliminar de ilegitimidade passiva,
sustentada pelo Estado da Bahia e pela autoridade
coatora, verifico que a mesma não merece ser acolhida. É
que, mesmo que o pagamento dos proventos dos
aposentados seja administrado pelo FUNPREV, a
legitimidade passiva das autoridades acoimadas
constritoras emerge em razão da própria verba discutida
no presente feito –– a Gratificação de Apoio ao
Desempenho Fazendário (GDF).
III- Melhor sorte não assiste à preliminar de
decadência do direito à impetração, pois irresigna-se o
Impetrante contra omissão perpetrada pelo Poder
Executivo, no tocante à extensão do benefício percebido
aos inativos, que se renova mês a mês, não havendo que
falar em decurso do prazo decadencial de cento e vinte
dias, previsto na Lei 12016.
IV- É cediço que a Gratificação de Apoio ao
Desempenho Fazendário é verba de natureza
indenizatória, concedida ao servidor em razão da função
exercida, e relacionada ao alcance de metas de
produtividade.
V- Entretanto, na prática, observa-se que a
Gratificação vem sendo tratado como verba de natureza
remuneratória, paga genérica e indistintamente aos
servidores ativos, o que autoriza a aplicação do quanto
disposto no artigo 40, § 8° da Constituição Federal, não
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 837968 AGR / BA
ENTRE ATIVOS E INATIVOS. VERBA DE NATUREZA
REMUNERATÓRIA, PAGA INDISTINTAMENTE AOS
SERVIDORES ATIVOS. PRECEDENTES.
I- Rejeita-se a preliminar de impossibilidade de
Mandado de Segurança contra lei em tese, vez que é
inconteste que a impetração do remédio jurídico tem por
desiderato desconstituir ato material de autoridade
pública, resultante no direito ou não de pagamento a
Gratificação de Apoio ao Desempenho Fazendário.
Preliminar afastada.
II- Quanto à preliminar de ilegitimidade passiva,
sustentada pelo Estado da Bahia e pela autoridade
coatora, verifico que a mesma não merece ser acolhida. É
que, mesmo que o pagamento dos proventos dos
aposentados seja administrado pelo FUNPREV, a
legitimidade passiva das autoridades acoimadas
constritoras emerge em razão da própria verba discutida
no presente feito –– a Gratificação de Apoio ao
Desempenho Fazendário (GDF).
III- Melhor sorte não assiste à preliminar de
decadência do direito à impetração, pois irresigna-se o
Impetrante contra omissão perpetrada pelo Poder
Executivo, no tocante à extensão do benefício percebido
aos inativos, que se renova mês a mês, não havendo que
falar em decurso do prazo decadencial de cento e vinte
dias, previsto na Lei 12016.
IV- É cediço que a Gratificação de Apoio ao
Desempenho Fazendário é verba de natureza
indenizatória, concedida ao servidor em razão da função
exercida, e relacionada ao alcance de metas de
produtividade.
V- Entretanto, na prática, observa-se que a
Gratificação vem sendo tratado como verba de natureza
remuneratória, paga genérica e indistintamente aos
servidores ativos, o que autoriza a aplicação do quanto
disposto no artigo 40, § 8° da Constituição Federal, não
2
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Relatório
ARE 837968 AGR / BA
podendo haver modificação na remuneração dos
servidores em atividade, sem que os benefícios e
vantagens sejam estendidos também aos inativos.
SEGURANÇA CONCEDIDA.’
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso por outra razão’.
Não merece prosperar a irresignação.
No que se refere aos artigos 5º, inciso XXXVI, 37, caput,
100, e 93, inciso IX, apontados como violados, carecem do
necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos
proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas
normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos
declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem na espécie
as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte.
Ademais, para acolher a pretensão do recorrente e
ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem seria
necessária a interpretação da legislação infraconstitucional local
e o reexame das provas dos autos, o que não é cabível em sede
de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280
desta Corte.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 837968 AGR / BA
podendo haver modificação na remuneração dos
servidores em atividade, sem que os benefícios e
vantagens sejam estendidos também aos inativos.
SEGURANÇA CONCEDIDA.’
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso por outra razão’.
Não merece prosperar a irresignação.
No que se refere aos artigos 5º, inciso XXXVI, 37, caput,
100, e 93, inciso IX, apontados como violados, carecem do
necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos
proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas
normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos
declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem na espécie
as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte.
Ademais, para acolher a pretensão do recorrente e
ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem seria
necessária a interpretação da legislação infraconstitucional local
e o reexame das provas dos autos, o que não é cabível em sede
de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280
desta Corte.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16
Relatório
ARE 837968 AGR / BA
Ressalte-se que a jurisprudência da Corte está consolidada
no sentido de que a discussão acerca da natureza jurídica de
gratificação concedida aos servidores em atividade está restrita
à interpretação da legislação local. Sobre o tema, destaca-se o
seguinte julgado da relatoria do Ministro Cézar Peluso :
‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Inadmissibilidade.
Servidor público. Vencimentos. Proventos. Vantagem
pecuniária. Gratificação devida aos funcionários em
atividade. Extensão aos aposentados. Rediscussão do
caráter geral sob fundamento de ofensa ao art. 40, § 8º, da
CF. Impossibilidade. Questão infraconstitucional. Recurso
não conhecido. Aplicação das súmulas 279, 280 e 636.
Reconhecido ou negado pelo tribunal a quo o caráter geral
de gratificação funcional ou de outra vantagem
pecuniária, perante os termos da legislação local que a
disciplina, não pode o Supremo, em recurso
extraordinário, rever tal premissa para estender ou negar
aquela aos servidores inativos com base no art. 40, § 8º, da
Constituição da República’ (RE nº 586.949/MG, Segunda
Turma, DJ de 13/3/09).
Especificamente sobre o tema em questão, destaco os
seguintes precedentes:
‘Agravo regimental no agravo de instrumento.
Constitucional. Artigo 97 da Constituição Federal.
Violação. Inexistência. Súmula Vinculante nº 10.
Inaplicabilidade. Prêmio de Desempenho Fazendário.
Extensão a inativos. Natureza da vantagem. Reexame de
legislação local e das provas dos autos. Impossibilidade.
Precedentes.
1. Pacífica a jurisprudência desta Corte de que não há
violação do art. 97 da Constituição Federal quando o
Tribunal de origem, sem declarar a inconstitucionalidade
da norma e sem afastá-la sob fundamento de
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 837968 AGR / BA
Ressalte-se que a jurisprudência da Corte está consolidada
no sentido de que a discussão acerca da natureza jurídica de
gratificação concedida aos servidores em atividade está restrita
à interpretação da legislação local. Sobre o tema, destaca-se o
seguinte julgado da relatoria do Ministro Cézar Peluso :
‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Inadmissibilidade.
Servidor público. Vencimentos. Proventos. Vantagem
pecuniária. Gratificação devida aos funcionários em
atividade. Extensão aos aposentados. Rediscussão do
caráter geral sob fundamento de ofensa ao art. 40, § 8º, da
CF. Impossibilidade. Questão infraconstitucional. Recurso
não conhecido. Aplicação das súmulas 279, 280 e 636.
Reconhecido ou negado pelo tribunal a quo o caráter geral
de gratificação funcional ou de outra vantagem
pecuniária, perante os termos da legislação local que a
disciplina, não pode o Supremo, em recurso
extraordinário, rever tal premissa para estender ou negar
aquela aos servidores inativos com base no art. 40, § 8º, da
Constituição da República’ (RE nº 586.949/MG, Segunda
Turma, DJ de 13/3/09).
Especificamente sobre o tema em questão, destaco os
seguintes precedentes:
‘Agravo regimental no agravo de instrumento.
Constitucional. Artigo 97 da Constituição Federal.
Violação. Inexistência. Súmula Vinculante nº 10.
Inaplicabilidade. Prêmio de Desempenho Fazendário.
Extensão a inativos. Natureza da vantagem. Reexame de
legislação local e das provas dos autos. Impossibilidade.
Precedentes.
1. Pacífica a jurisprudência desta Corte de que não há
violação do art. 97 da Constituição Federal quando o
Tribunal de origem, sem declarar a inconstitucionalidade
da norma e sem afastá-la sob fundamento de
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16
Relatório
ARE 837968 AGR / BA
contrariedade à Constituição Federal, limita-se a
interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional ao
caso concreto. Inaplicabilidade da Súmula Vinculante nº
10.
2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise
de legislação infraconstitucional local e dos fatos e provas
dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF.
3. Agravo regimental não provido’ (AI nº 838.496/BA-
AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 9/10/12).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
ADMINISTRATIVO. PRÊMIO POR DESEMPENHO
FAZENDÁRIO - PDF. EXTENSÃO AOS SERVIDORES
INATIVOS.
CONTROVÉRSIA
DE
ÍNDOLE
INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO
STF. OFENSA A CLÁUSULA DE RESERVA DE
PLENÁRIO. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL
DESPROVIDO.
1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível
sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e
processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF).
Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro
motivo, não há como se pretender seja reconhecida a
repercussão geral das questões constitucionais discutidas
no caso (art. 102, III, § 3º, da Constituição Federal).
2. A ofensa a direito local não viabiliza o apelo
extremo. (Súmula 280 do STF).
3. O princípio da reserva de plenário resta indene nas
hipóteses em que não há declaração de
inconstitucionalidade por órgão fracionário do Tribunal de
origem, mas apenas a interpretação da norma em sentido
contrário aos interesses da parte. Precedentes: ARE
676.661-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma,
DJe de 15/05/2012; e RE 612.800-AgR, Rel. Min. Ayres
Britto, Segunda Turma, DJe de 05/12/2011.
5
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Supremo Tribunal Federal
ARE 837968 AGR / BA
contrariedade à Constituição Federal, limita-se a
interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional ao
caso concreto. Inaplicabilidade da Súmula Vinculante nº
10.
2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise
de legislação infraconstitucional local e dos fatos e provas
dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF.
3. Agravo regimental não provido’ (AI nº 838.496/BA-
AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 9/10/12).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
ADMINISTRATIVO. PRÊMIO POR DESEMPENHO
FAZENDÁRIO - PDF. EXTENSÃO AOS SERVIDORES
INATIVOS.
CONTROVÉRSIA
DE
ÍNDOLE
INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO
STF. OFENSA A CLÁUSULA DE RESERVA DE
PLENÁRIO. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL
DESPROVIDO.
1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível
sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e
processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF).
Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro
motivo, não há como se pretender seja reconhecida a
repercussão geral das questões constitucionais discutidas
no caso (art. 102, III, § 3º, da Constituição Federal).
2. A ofensa a direito local não viabiliza o apelo
extremo. (Súmula 280 do STF).
3. O princípio da reserva de plenário resta indene nas
hipóteses em que não há declaração de
inconstitucionalidade por órgão fracionário do Tribunal de
origem, mas apenas a interpretação da norma em sentido
contrário aos interesses da parte. Precedentes: ARE
676.661-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma,
DJe de 15/05/2012; e RE 612.800-AgR, Rel. Min. Ayres
Britto, Segunda Turma, DJe de 05/12/2011.
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16
Relatório
ARE 837968 AGR / BA
4. In casu, o acórdão originariamente recorrido
assentou:
‘Mandado de Segurança preventivo. Prêmio
por Desempenho Fazendário (PDF). Observa-se dos
autos que o impetrante vem percebendo o Prêmio
por Desempenho Fazendário PDF e vê seu direito à
percepção da gratificação ameaçado quando de sua
aposentação. A não extensão do PDF aos servidores
inativos se constitui em direta afronta às
Constituições Federal e Estadual. Violação ao art. 40,
§ 8º, da CF, ao art. 7º da EC 41/2003 e ao art. 42, § 2º
CEBA. Este último dispositivo é claro ao determinar
tratamento isonômico entre ativos e inativos.
Precedentes desta Corte. Presente a ameaça de
violação a direito líquido e certo do impetrante.
Segurança concedida para determinar que a
autoridade apontada como coatora não suprima o
pagamento do Prêmio por Desempenho Fazendário
dos proventos do impetrante quando o mesmo
entrar na inatividade.’
5. Agravo regimental a que se nega provimento’
(ARE nº 664.985/BA-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Luiz Fux, DJe de 13/9/12).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Sustenta o ora agravante que houve o efetivo prequestionamento dos
dispositivos constitucionais indicados como violados no recurso
extraordinário.
Alega ter demonstrado, de maneira fundamentada, a repercussão
geral da matéria debatida.
Afirma não incidir a Súmula nº 280/STF no caso dos autos.
6
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Supremo Tribunal Federal
ARE 837968 AGR / BA
4. In casu, o acórdão originariamente recorrido
assentou:
‘Mandado de Segurança preventivo. Prêmio
por Desempenho Fazendário (PDF). Observa-se dos
autos que o impetrante vem percebendo o Prêmio
por Desempenho Fazendário PDF e vê seu direito à
percepção da gratificação ameaçado quando de sua
aposentação. A não extensão do PDF aos servidores
inativos se constitui em direta afronta às
Constituições Federal e Estadual. Violação ao art. 40,
§ 8º, da CF, ao art. 7º da EC 41/2003 e ao art. 42, § 2º
CEBA. Este último dispositivo é claro ao determinar
tratamento isonômico entre ativos e inativos.
Precedentes desta Corte. Presente a ameaça de
violação a direito líquido e certo do impetrante.
Segurança concedida para determinar que a
autoridade apontada como coatora não suprima o
pagamento do Prêmio por Desempenho Fazendário
dos proventos do impetrante quando o mesmo
entrar na inatividade.’
5. Agravo regimental a que se nega provimento’
(ARE nº 664.985/BA-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Luiz Fux, DJe de 13/9/12).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Sustenta o ora agravante que houve o efetivo prequestionamento dos
dispositivos constitucionais indicados como violados no recurso
extraordinário.
Alega ter demonstrado, de maneira fundamentada, a repercussão
geral da matéria debatida.
Afirma não incidir a Súmula nº 280/STF no caso dos autos.
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Relatório
ARE 837968 AGR / BA
Aduz, in verbis, que
“[o] Estado da Bahia demonstrou que o acórdão recorrido
incorreu em violação, literal e expressa, aos artigos 5º, XXXVI e
37, XV, porquanto não há autorização normativa para que o
benefício recebido pelo Agravado fosse revisto e equiparado
aos vencimentos dos servidores ativos que desempenham as
funções que exerciam e que estão, inclusive, sujeitos a
promoções”.
É o relatório.
7
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Supremo Tribunal Federal
ARE 837968 AGR / BA
Aduz, in verbis, que
“[o] Estado da Bahia demonstrou que o acórdão recorrido
incorreu em violação, literal e expressa, aos artigos 5º, XXXVI e
37, XV, porquanto não há autorização normativa para que o
benefício recebido pelo Agravado fosse revisto e equiparado
aos vencimentos dos servidores ativos que desempenham as
funções que exerciam e que estão, inclusive, sujeitos a
promoções”.
É o relatório.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
17/03/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 837.968 BAHIA
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Inicialmente, verifica-se que os arts. 5º, inciso XXXVI; 37, caput; 100 e
93, inciso IX, da Constituição Federal, apontados como violados no
recurso extraordinário, carecem do necessário prequestionamento, uma
vez que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram
das referidas normas, as quais também não foram objeto dos embargos de
declaração opostos. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF.
No caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve
prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha
tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela
parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha
versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não
ocorreu no caso em tela.
Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no
sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do
acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que
permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo
constitucional.
Sobre o tema, anote-se:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL
NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO.
REEXAME
DE
PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. O
Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas
constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns.
282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Reexame de fatos e
provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do
Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega
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Supremo Tribunal Federal
17/03/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 837.968 BAHIA
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Inicialmente, verifica-se que os arts. 5º, inciso XXXVI; 37, caput; 100 e
93, inciso IX, da Constituição Federal, apontados como violados no
recurso extraordinário, carecem do necessário prequestionamento, uma
vez que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram
das referidas normas, as quais também não foram objeto dos embargos de
declaração opostos. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF.
No caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve
prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha
tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela
parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha
versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não
ocorreu no caso em tela.
Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no
sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do
acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que
permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo
constitucional.
Sobre o tema, anote-se:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL
NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO.
REEXAME
DE
PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. O
Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas
constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns.
282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Reexame de fatos e
provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do
Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 837968 AGR / BA
provimento” (RE nº 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 11/4/08).
“CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. FALTA DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO STF.
INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS.
SÚMULA 454. I - Falta de prequestionamento da questão
constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 e 356 do
STF. II - Não se presta o recurso extraordinário à apreciação de
cláusulas contratuais. Incidência da Súmula 454 do STF. III -
Agravo regimental improvido” (AI nº 594.612/RJ-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de
19/12/07).
“Agravo regimental em recurso extraordinário. 2.
Alegação de ofensa ao art. 5º, LXIX e 97, da Carta Magna.
Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição
surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se
indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3.
Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº
411.859/MS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, DJ de 3/3/06).
No mais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido, o
seguinte:
“(...) [O]bserva-se que, não obstante a eloquência do
dispositivo legal, a GDF vem sendo tratad[a] como verba de
natureza remuneratória, paga genérica e indistintamente aos
servidores ocupantes de cargos no âmbito da Secretaria da
Fazenda.
Digo isso porque, conforme se depreende dos próprios
autos, durante o período em que o impetrante percebeu o PDF
houve a incidência do Imposto de Renda sobre aquela verba, o
que descaracteriza a alega[da] natureza indenizatória do
prêmio.
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Supremo Tribunal Federal
ARE 837968 AGR / BA
provimento” (RE nº 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 11/4/08).
“CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. FALTA DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO STF.
INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS.
SÚMULA 454. I - Falta de prequestionamento da questão
constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 e 356 do
STF. II - Não se presta o recurso extraordinário à apreciação de
cláusulas contratuais. Incidência da Súmula 454 do STF. III -
Agravo regimental improvido” (AI nº 594.612/RJ-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de
19/12/07).
“Agravo regimental em recurso extraordinário. 2.
Alegação de ofensa ao art. 5º, LXIX e 97, da Carta Magna.
Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição
surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se
indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3.
Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº
411.859/MS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, DJ de 3/3/06).
No mais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido, o
seguinte:
“(...) [O]bserva-se que, não obstante a eloquência do
dispositivo legal, a GDF vem sendo tratad[a] como verba de
natureza remuneratória, paga genérica e indistintamente aos
servidores ocupantes de cargos no âmbito da Secretaria da
Fazenda.
Digo isso porque, conforme se depreende dos próprios
autos, durante o período em que o impetrante percebeu o PDF
houve a incidência do Imposto de Renda sobre aquela verba, o
que descaracteriza a alega[da] natureza indenizatória do
prêmio.
2
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 837968 AGR / BA
Ademais, é de pleno conhecimento deste Tribunal,
conforme consigna a sua pacífica jurisprudência, que a verba
tem se revestido de caráter geral e linear, e vem sendo
concedida, indistintamente, tanto aos servidores que
efetivamente laboraram durante o período trimestral tomado
como parâmetro para fixação do prêmio, como àqueles que, em
razão do gozo de férias, ou de licença, deixaram de trabalhar
durante o referido período.”
Verifica-se que a Corte de origem concluiu que a gratificação
denominada prêmio de desempenho fazendário, instituída pela Lei
estadual nº 7.800/01, do Estado da Bahia, teria sido concedida em caráter
geral, razão pela qual deferiu o pedido de extensão da referida
gratificação ao agravado.
A jurisprudência desta Corte é no sentido da possibilidade de
extensão aos inativos e pensionistas das vantagens concedidas aos
servidores em atividade de forma geral, sem distinções. Nesse sentido,
são os seguintes julgados:
“ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO
REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 40, §
4º, DA CF/88, NA REDAÇÃO ORIGINAL. PRECEITO DE
EFICÁCIA IMEDIATA. PRECEDENTES. BENEFÍCIO
CONCEDIDO EM CARÁTER GERAL. EXTENSÃO AOS
INATIVOS. POSSIBILIDADE. MUNICÍPIO DE VILA VELHA.
GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE. NATUREZA
JURÍDICA DA VANTAGEM. ÓBICE DA SÚMULA 280/STF. 1.
Esta Corte possui sedimentado o entendimento de que a norma
constante na redação original do art. 40, § 4º, da CF/88 possui
eficácia imediata, independendo de lei regulamentadora o
direito ali assegurado. 2. A jurisprudência do STF é pacífica no
entendimento de que são extensivas aos inativos todas as
vantagens concedidas em caráter geral aos servidores em
atividade. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE
nº 527.656/ES-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori
Zavascki, DJe de 23/8/13).
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 837968 AGR / BA
Ademais, é de pleno conhecimento deste Tribunal,
conforme consigna a sua pacífica jurisprudência, que a verba
tem se revestido de caráter geral e linear, e vem sendo
concedida, indistintamente, tanto aos servidores que
efetivamente laboraram durante o período trimestral tomado
como parâmetro para fixação do prêmio, como àqueles que, em
razão do gozo de férias, ou de licença, deixaram de trabalhar
durante o referido período.”
Verifica-se que a Corte de origem concluiu que a gratificação
denominada prêmio de desempenho fazendário, instituída pela Lei
estadual nº 7.800/01, do Estado da Bahia, teria sido concedida em caráter
geral, razão pela qual deferiu o pedido de extensão da referida
gratificação ao agravado.
A jurisprudência desta Corte é no sentido da possibilidade de
extensão aos inativos e pensionistas das vantagens concedidas aos
servidores em atividade de forma geral, sem distinções. Nesse sentido,
são os seguintes julgados:
“ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO
REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 40, §
4º, DA CF/88, NA REDAÇÃO ORIGINAL. PRECEITO DE
EFICÁCIA IMEDIATA. PRECEDENTES. BENEFÍCIO
CONCEDIDO EM CARÁTER GERAL. EXTENSÃO AOS
INATIVOS. POSSIBILIDADE. MUNICÍPIO DE VILA VELHA.
GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE. NATUREZA
JURÍDICA DA VANTAGEM. ÓBICE DA SÚMULA 280/STF. 1.
Esta Corte possui sedimentado o entendimento de que a norma
constante na redação original do art. 40, § 4º, da CF/88 possui
eficácia imediata, independendo de lei regulamentadora o
direito ali assegurado. 2. A jurisprudência do STF é pacífica no
entendimento de que são extensivas aos inativos todas as
vantagens concedidas em caráter geral aos servidores em
atividade. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE
nº 527.656/ES-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori
Zavascki, DJe de 23/8/13).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 837968 AGR / BA
“EXTENSÃO, AOS SERVIDORES INATIVOS DO
ESTADO DE SÃO PAULO, DE GRATIFICAÇÕES DE
CARÁTER GENÉRICO, COMO A GASA, INSTITUÍDAS POR
DIPLOMAS LEGISLATIVOS LOCAIS - POSSIBILIDADE -
ENTENDIMENTO JURISPRUDENCIAL FIRMADO POR
AMBAS AS TURMAS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL -
RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” (RE nº 545.076/SP-
AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello,
DJe de 1º/7/10).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
GRATIFICAÇÃO
DE
ENCARGOS
ESPECIAIS. EXTENSÃO AOS INATIVOS. INTERPRETAÇÃO
DE LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. 1. A jurisprudência deste Tribunal é firme
no sentido de que apenas as vantagens de caráter geral podem
ser estendidas aos inativos. Precedentes. 2. A análise da
natureza jurídica da parcela discutida --- se vantagem pessoal
ou geral --- depende do exame da legislação infraconstitucional
que disciplina a espécie. 3. Análise de legislação de direito local.
Providência vedada nesta instância. Súmula 280 do STF. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI nº 750.325/SE-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 25/9/09).
Por outro lado, conforme assentado na decisão agravada, para
reformar o acórdão recorrido, seria necessário reavaliar a natureza da
gratificação em comento, a depender da forma como prevista e
regulamentada pela norma que a instituiu, e reexaminar o conjunto
fático-probatório dos autos, o que é inviável em sede de recurso
extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF.
Especificamente sobre o tema, os seguintes julgados:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
PRÊMIO POR DESEMPENHO FAZENDÁRIO. CARÁTER
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 837968 AGR / BA
“EXTENSÃO, AOS SERVIDORES INATIVOS DO
ESTADO DE SÃO PAULO, DE GRATIFICAÇÕES DE
CARÁTER GENÉRICO, COMO A GASA, INSTITUÍDAS POR
DIPLOMAS LEGISLATIVOS LOCAIS - POSSIBILIDADE -
ENTENDIMENTO JURISPRUDENCIAL FIRMADO POR
AMBAS AS TURMAS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL -
RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” (RE nº 545.076/SP-
AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello,
DJe de 1º/7/10).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
GRATIFICAÇÃO
DE
ENCARGOS
ESPECIAIS. EXTENSÃO AOS INATIVOS. INTERPRETAÇÃO
DE LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. 1. A jurisprudência deste Tribunal é firme
no sentido de que apenas as vantagens de caráter geral podem
ser estendidas aos inativos. Precedentes. 2. A análise da
natureza jurídica da parcela discutida --- se vantagem pessoal
ou geral --- depende do exame da legislação infraconstitucional
que disciplina a espécie. 3. Análise de legislação de direito local.
Providência vedada nesta instância. Súmula 280 do STF. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI nº 750.325/SE-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 25/9/09).
Por outro lado, conforme assentado na decisão agravada, para
reformar o acórdão recorrido, seria necessário reavaliar a natureza da
gratificação em comento, a depender da forma como prevista e
regulamentada pela norma que a instituiu, e reexaminar o conjunto
fático-probatório dos autos, o que é inviável em sede de recurso
extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF.
Especificamente sobre o tema, os seguintes julgados:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
PRÊMIO POR DESEMPENHO FAZENDÁRIO. CARÁTER
4
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 837968 AGR / BA
GENÉRICO. EXTENSÃO AOS INATIVOS. LEI ESTADUAL
7.800/2001. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL.
SÚMULA 280 DO STF. REEXAME DE FATOS E PROVAS.
SÚMULA 279 DO STF. RESERVA DE PLENÁRIO. ALEGAÇÃO
DE VIOLAÇÃO AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
INOCORRÊNCIA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
I - O Tribunal de origem dirimiu a controvérsia dos autos com
fundamento na análise da legislação infraconstitucional
pertinente e do acervo probatório existente nos autos. Assim,
firmar entendimento diverso implicaria revisão do conjunto
fático-probatório constante do processo, bem como novo exame
da legislação local, o que inviabiliza o extraordinário, com base
nas Súmulas 279 e 280 do STF. Precedentes. II - Não há que falar
em violação ao art. 97 da CF, tampouco em aplicação da Súmula
Vinculante 10 do STF, uma vez que o Tribunal a quo não
declarou a inconstitucionalidade de norma nem afastou sua
aplicabilidade com apoio em fundamentos extraídos da
Constituição. Precedentes. III - Agravo regimental a que se nega
provimento” (ARE nº 666.011/BA-AgR, Segunda Turma, Relator
o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 3/2/14).
No mesmo sentido, os precedentes a seguir colacionados:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO.
GRATIFICAÇÃO DE RISCO DE POLICIAMENTO
OSTENSIVO. 1) Vantagem de caráter geral: extensão aos
inativos. Precedentes. 2) Natureza da gratificação.
Impossibilidade de análise de legislação local. Súmula n. 280 do
Supremo Tribunal Federal. 3) Ausência de contrariedade ao art.
97 da Constituição da República. 4) Agravo regimental ao qual
se nega provimento” (ARE nº 676.661/PE-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 16/5/12).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. POSSIBILIDADE
5
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Supremo Tribunal Federal
ARE 837968 AGR / BA
GENÉRICO. EXTENSÃO AOS INATIVOS. LEI ESTADUAL
7.800/2001. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL.
SÚMULA 280 DO STF. REEXAME DE FATOS E PROVAS.
SÚMULA 279 DO STF. RESERVA DE PLENÁRIO. ALEGAÇÃO
DE VIOLAÇÃO AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
INOCORRÊNCIA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
I - O Tribunal de origem dirimiu a controvérsia dos autos com
fundamento na análise da legislação infraconstitucional
pertinente e do acervo probatório existente nos autos. Assim,
firmar entendimento diverso implicaria revisão do conjunto
fático-probatório constante do processo, bem como novo exame
da legislação local, o que inviabiliza o extraordinário, com base
nas Súmulas 279 e 280 do STF. Precedentes. II - Não há que falar
em violação ao art. 97 da CF, tampouco em aplicação da Súmula
Vinculante 10 do STF, uma vez que o Tribunal a quo não
declarou a inconstitucionalidade de norma nem afastou sua
aplicabilidade com apoio em fundamentos extraídos da
Constituição. Precedentes. III - Agravo regimental a que se nega
provimento” (ARE nº 666.011/BA-AgR, Segunda Turma, Relator
o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 3/2/14).
No mesmo sentido, os precedentes a seguir colacionados:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO.
GRATIFICAÇÃO DE RISCO DE POLICIAMENTO
OSTENSIVO. 1) Vantagem de caráter geral: extensão aos
inativos. Precedentes. 2) Natureza da gratificação.
Impossibilidade de análise de legislação local. Súmula n. 280 do
Supremo Tribunal Federal. 3) Ausência de contrariedade ao art.
97 da Constituição da República. 4) Agravo regimental ao qual
se nega provimento” (ARE nº 676.661/PE-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 16/5/12).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. POSSIBILIDADE
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 837968 AGR / BA
DE EXTENSÃO DE VANTAGENS CONCEDIDAS EM
CARÁTER GERAL AOS INATIVOS E PENSIONISTAS.
NATUREZA DA VANTAGEM. IMPOSSIBILIDADE DA
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO” (RE nº 626.630/AM-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 25/11/10).
“RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Servidor
público. Vencimentos. Proventos. Vantagem pecuniária.
Gratificação Provisória. Extensão aos aposentados. Rediscussão
do caráter geral sob fundamento de ofensa ao art. 40, § 8º, da
CF. Impossibilidade. Questão infraconstitucional. Recurso não
conhecido. Aplicação das súmulas 279 e 280. Reconhecido ou
negado pelo tribunal a quo o caráter geral de gratificação
funcional ou de outra vantagem pecuniária, perante os termos
da legislação local que a disciplina, não pode o Supremo, em
recurso extraordinário, rever tal premissa para estender ou
negar aquela aos servidores inativos com base no art. 40, § 8º,
da Constituição da República” (RE nº 400.641/RN, Segunda
Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 18/12/09).
Nego provimento ao agravo regimental.
6
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Supremo Tribunal Federal
ARE 837968 AGR / BA
DE EXTENSÃO DE VANTAGENS CONCEDIDAS EM
CARÁTER GERAL AOS INATIVOS E PENSIONISTAS.
NATUREZA DA VANTAGEM. IMPOSSIBILIDADE DA
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO” (RE nº 626.630/AM-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 25/11/10).
“RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Servidor
público. Vencimentos. Proventos. Vantagem pecuniária.
Gratificação Provisória. Extensão aos aposentados. Rediscussão
do caráter geral sob fundamento de ofensa ao art. 40, § 8º, da
CF. Impossibilidade. Questão infraconstitucional. Recurso não
conhecido. Aplicação das súmulas 279 e 280. Reconhecido ou
negado pelo tribunal a quo o caráter geral de gratificação
funcional ou de outra vantagem pecuniária, perante os termos
da legislação local que a disciplina, não pode o Supremo, em
recurso extraordinário, rever tal premissa para estender ou
negar aquela aos servidores inativos com base no art. 40, § 8º,
da Constituição da República” (RE nº 400.641/RN, Segunda
Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 18/12/09).
Nego provimento ao agravo regimental.
6
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Extrato de Ata - 17/03/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 837.968
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S) : JOSÉ CARLOS DOS SANTOS
ADV.(A/S) : ÉVELIN DIAS DE CARVALHO MAGALHÃES E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma,
17.03.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias
Toffoli. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 837.968
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S) : JOSÉ CARLOS DOS SANTOS
ADV.(A/S) : ÉVELIN DIAS DE CARVALHO MAGALHÃES E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma,
17.03.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias
Toffoli. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8220762
| 2015-03-17T00:00:00
| 2015-04-14T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 17.03.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público. Prêmio por desempenho fazendário. Extensão aos inativos. Natureza. Discussão. Prequestionamento. Ausência. Legislação local. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes.
1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF.
2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido da possibilidade de extensão aos inativos e pensionistas das vantagens concedidas aos servidores em atividade de forma geral.
3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos ou a análise da legislação local. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280/STF.
4. Agravo regimental não provido.
|
sjur300392
|
- Acórdão(s) citado(s):
(PREQUESTIONAMENTO)
RE 411859 AgR (2ªT), AI 594612 AgR (1ªT), RE 449232 AgR-AgR (2ªT).
(GRATIFICAÇÃO, EXTENSÃO, SERVIDOR INATIVO)
RE 400641 (2ªT), RE 527656 AgR (2ªT), AI 750325 AgR (2ªT), RE 545076 AgR-segundo (2ªT), RE 626630 AgR (1ªT), ARE 676661 AgR (1ªT), ARE 666011 AgR (2ªT).
Número de páginas: 16.
Análise: 28/04/2015, MAD.
|
DIAS TOFFOLI
|
Segunda Turma
|
837968
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-EST LEI-007800 ANO-2001\n LEI ORDINÁRIA, BA"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 837968 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S) : JOSÉ CARLOS DOS SANTOS
ADV.(A/S) : ÉVELIN DIAS DE CARVALHO MAGALHÃES E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
17/03/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 837.968 BAHIA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S)
:JOSÉ CARLOS DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:ÉVELIN DIAS DE CARVALHO MAGALHÃES E
OUTRO(A/S)
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito
Administrativo. Servidor público. Prêmio por desempenho fazendário.
Extensão aos inativos. Natureza. Discussão. Prequestionamento.
Ausência. Legislação local. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame.
Impossibilidade. Precedentes.
1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos
constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente
prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal.
2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido
da possibilidade de extensão aos inativos e pensionistas das vantagens
concedidas aos servidores em atividade de forma geral.
3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das
provas dos autos ou a análise da legislação local. Incidência das Súmulas
ns 279 e 280/Supremo Tribunal Federal.
4. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16
Ementa e Acórdão
ARE 837968 AGR / BA
Brasília, 17 de março de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 837968 AGR / BA
Brasília, 17 de março de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Relatório
17/03/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 837.968 BAHIA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S)
:JOSÉ CARLOS DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:ÉVELIN DIAS DE CARVALHO MAGALHÃES E
OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Estado da Bahia interpõe tempestivo agravo regimental contra
decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao agravo
regimental, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos
artigos 5..., caput, e inciso XXXVI, 37, caput, 93, inciso IX, 100,
167, inciso IV, da Constituição Federal, bem como ao artigo 7...
da Emenda Constitucional n 41/2003.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Seção
Cível de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado da
Bahia, assim ementado:
‘DIREITO
CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO.
PRELIMINARES.
IMPOSSIBILIDADE DE MANDADO DE SEGURANÇA
CONTRA LEI EM TESE. ILEGITIMIDADE PASSIVA.
DECADÊNCIA. REJEITADAS. SERVIDOR PÚBLICO.
AUDITOR FISCAL. GRATIFICAÇÃO DE APOIO AO
DESEMPENHO
FAZENDÁRIO
(GDF).
INCORPORAÇÃO
AOS
PROVENTOS
DA
APOSENTADORIA.
POSSIBILIDADE.
ISONOMIA
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Supremo Tribunal Federal
17/03/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 837.968 BAHIA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S)
:JOSÉ CARLOS DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:ÉVELIN DIAS DE CARVALHO MAGALHÃES E
OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Estado da Bahia interpõe tempestivo agravo regimental contra
decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao agravo
regimental, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos
artigos 5..., caput, e inciso XXXVI, 37, caput, 93, inciso IX, 100,
167, inciso IV, da Constituição Federal, bem como ao artigo 7...
da Emenda Constitucional n 41/2003.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Seção
Cível de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado da
Bahia, assim ementado:
‘DIREITO
CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO.
PRELIMINARES.
IMPOSSIBILIDADE DE MANDADO DE SEGURANÇA
CONTRA LEI EM TESE. ILEGITIMIDADE PASSIVA.
DECADÊNCIA. REJEITADAS. SERVIDOR PÚBLICO.
AUDITOR FISCAL. GRATIFICAÇÃO DE APOIO AO
DESEMPENHO
FAZENDÁRIO
(GDF).
INCORPORAÇÃO
AOS
PROVENTOS
DA
APOSENTADORIA.
POSSIBILIDADE.
ISONOMIA
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Relatório
ARE 837968 AGR / BA
ENTRE ATIVOS E INATIVOS. VERBA DE NATUREZA
REMUNERATÓRIA, PAGA INDISTINTAMENTE AOS
SERVIDORES ATIVOS. PRECEDENTES.
I- Rejeita-se a preliminar de impossibilidade de
Mandado de Segurança contra lei em tese, vez que é
inconteste que a impetração do remédio jurídico tem por
desiderato desconstituir ato material de autoridade
pública, resultante no direito ou não de pagamento a
Gratificação de Apoio ao Desempenho Fazendário.
Preliminar afastada.
II- Quanto à preliminar de ilegitimidade passiva,
sustentada pelo Estado da Bahia e pela autoridade
coatora, verifico que a mesma não merece ser acolhida. É
que, mesmo que o pagamento dos proventos dos
aposentados seja administrado pelo FUNPREV, a
legitimidade passiva das autoridades acoimadas
constritoras emerge em razão da própria verba discutida
no presente feito –– a Gratificação de Apoio ao
Desempenho Fazendário (GDF).
III- Melhor sorte não assiste à preliminar de
decadência do direito à impetração, pois irresigna-se o
Impetrante contra omissão perpetrada pelo Poder
Executivo, no tocante à extensão do benefício percebido
aos inativos, que se renova mês a mês, não havendo que
falar em decurso do prazo decadencial de cento e vinte
dias, previsto na Lei 12016.
IV- É cediço que a Gratificação de Apoio ao
Desempenho Fazendário é verba de natureza
indenizatória, concedida ao servidor em razão da função
exercida, e relacionada ao alcance de metas de
produtividade.
V- Entretanto, na prática, observa-se que a
Gratificação vem sendo tratado como verba de natureza
remuneratória, paga genérica e indistintamente aos
servidores ativos, o que autoriza a aplicação do quanto
disposto no artigo 40, § 8... da Constituição Federal, não
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 837968 AGR / BA
ENTRE ATIVOS E INATIVOS. VERBA DE NATUREZA
REMUNERATÓRIA, PAGA INDISTINTAMENTE AOS
SERVIDORES ATIVOS. PRECEDENTES.
I- Rejeita-se a preliminar de impossibilidade de
Mandado de Segurança contra lei em tese, vez que é
inconteste que a impetração do remédio jurídico tem por
desiderato desconstituir ato material de autoridade
pública, resultante no direito ou não de pagamento a
Gratificação de Apoio ao Desempenho Fazendário.
Preliminar afastada.
II- Quanto à preliminar de ilegitimidade passiva,
sustentada pelo Estado da Bahia e pela autoridade
coatora, verifico que a mesma não merece ser acolhida. É
que, mesmo que o pagamento dos proventos dos
aposentados seja administrado pelo FUNPREV, a
legitimidade passiva das autoridades acoimadas
constritoras emerge em razão da própria verba discutida
no presente feito –– a Gratificação de Apoio ao
Desempenho Fazendário (GDF).
III- Melhor sorte não assiste à preliminar de
decadência do direito à impetração, pois irresigna-se o
Impetrante contra omissão perpetrada pelo Poder
Executivo, no tocante à extensão do benefício percebido
aos inativos, que se renova mês a mês, não havendo que
falar em decurso do prazo decadencial de cento e vinte
dias, previsto na Lei 12016.
IV- É cediço que a Gratificação de Apoio ao
Desempenho Fazendário é verba de natureza
indenizatória, concedida ao servidor em razão da função
exercida, e relacionada ao alcance de metas de
produtividade.
V- Entretanto, na prática, observa-se que a
Gratificação vem sendo tratado como verba de natureza
remuneratória, paga genérica e indistintamente aos
servidores ativos, o que autoriza a aplicação do quanto
disposto no artigo 40, § 8... da Constituição Federal, não
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16
Relatório
ARE 837968 AGR / BA
podendo haver modificação na remuneração dos
servidores em atividade, sem que os benefícios e
vantagens sejam estendidos também aos inativos.
SEGURANÇA CONCEDIDA.’
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso por outra razão’.
Não merece prosperar a irresignação.
No que se refere aos artigos 5..., inciso XXXVI, 37, caput,
100, e 93, inciso IX, apontados como violados, carecem do
necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos
proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas
normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos
declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem na espécie
as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte.
Ademais, para acolher a pretensão do recorrente e
ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem seria
necessária a interpretação da legislação infraconstitucional local
e o reexame das provas dos autos, o que não é cabível em sede
de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279 e 280
desta Corte.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 837968 AGR / BA
podendo haver modificação na remuneração dos
servidores em atividade, sem que os benefícios e
vantagens sejam estendidos também aos inativos.
SEGURANÇA CONCEDIDA.’
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso por outra razão’.
Não merece prosperar a irresignação.
No que se refere aos artigos 5..., inciso XXXVI, 37, caput,
100, e 93, inciso IX, apontados como violados, carecem do
necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos
proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas
normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos
declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem na espécie
as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte.
Ademais, para acolher a pretensão do recorrente e
ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem seria
necessária a interpretação da legislação infraconstitucional local
e o reexame das provas dos autos, o que não é cabível em sede
de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279 e 280
desta Corte.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16
Relatório
ARE 837968 AGR / BA
Ressalte-se que a jurisprudência da Corte está consolidada
no sentido de que a discussão acerca da natureza jurídica de
gratificação concedida aos servidores em atividade está restrita
à interpretação da legislação local. Sobre o tema, destaca-se o
seguinte julgado da relatoria do Ministro Cézar Peluso :
‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Inadmissibilidade.
Servidor público. Vencimentos. Proventos. Vantagem
pecuniária. Gratificação devida aos funcionários em
atividade. Extensão aos aposentados. Rediscussão do
caráter geral sob fundamento de ofensa ao art. 40, § 8..., da
Constituição Federal de 1988. Impossibilidade. Questão infraconstitucional. Recurso
não conhecido. Aplicação das súmulas 279, 280 e 636.
Reconhecido ou negado pelo tribunal a quo o caráter geral
de gratificação funcional ou de outra vantagem
pecuniária, perante os termos da legislação local que a
disciplina, não pode o Supremo, em recurso
extraordinário, rever tal premissa para estender ou negar
aquela aos servidores inativos com base no art. 40, § 8..., da
Constituição da República’ (Recurso Extraordinário n 586.949/MG, Segunda
Turma, DJ de 13/3/09).
Especificamente sobre o tema em questão, destaco os
seguintes precedentes:
‘Agravo regimental no agravo de instrumento.
Constitucional. Artigo 97 da Constituição Federal.
Violação. Inexistência. Súmula Vinculante n 10.
Inaplicabilidade. Prêmio de Desempenho Fazendário.
Extensão a inativos. Natureza da vantagem. Reexame de
legislação local e das provas dos autos. Impossibilidade.
Precedentes.
1. Pacífica a jurisprudência desta Corte de que não há
violação do art. 97 da Constituição Federal quando o
Tribunal de origem, sem declarar a inconstitucionalidade
da norma e sem afastá-la sob fundamento de
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 837968 AGR / BA
Ressalte-se que a jurisprudência da Corte está consolidada
no sentido de que a discussão acerca da natureza jurídica de
gratificação concedida aos servidores em atividade está restrita
à interpretação da legislação local. Sobre o tema, destaca-se o
seguinte julgado da relatoria do Ministro Cézar Peluso :
‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Inadmissibilidade.
Servidor público. Vencimentos. Proventos. Vantagem
pecuniária. Gratificação devida aos funcionários em
atividade. Extensão aos aposentados. Rediscussão do
caráter geral sob fundamento de ofensa ao art. 40, § 8..., da
Constituição Federal de 1988. Impossibilidade. Questão infraconstitucional. Recurso
não conhecido. Aplicação das súmulas 279, 280 e 636.
Reconhecido ou negado pelo tribunal a quo o caráter geral
de gratificação funcional ou de outra vantagem
pecuniária, perante os termos da legislação local que a
disciplina, não pode o Supremo, em recurso
extraordinário, rever tal premissa para estender ou negar
aquela aos servidores inativos com base no art. 40, § 8..., da
Constituição da República’ (Recurso Extraordinário n 586.949/MG, Segunda
Turma, DJ de 13/3/09).
Especificamente sobre o tema em questão, destaco os
seguintes precedentes:
‘Agravo regimental no agravo de instrumento.
Constitucional. Artigo 97 da Constituição Federal.
Violação. Inexistência. Súmula Vinculante n 10.
Inaplicabilidade. Prêmio de Desempenho Fazendário.
Extensão a inativos. Natureza da vantagem. Reexame de
legislação local e das provas dos autos. Impossibilidade.
Precedentes.
1. Pacífica a jurisprudência desta Corte de que não há
violação do art. 97 da Constituição Federal quando o
Tribunal de origem, sem declarar a inconstitucionalidade
da norma e sem afastá-la sob fundamento de
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Relatório
ARE 837968 AGR / BA
contrariedade à Constituição Federal, limita-se a
interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional ao
caso concreto. Inaplicabilidade da Súmula Vinculante n
10.
2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise
de legislação infraconstitucional local e dos fatos e provas
dos autos. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal.
3. Agravo regimental não provido’ (AI n 838.496/BA-
AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 9/10/12).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
ADMINISTRATIVO. PRÊMIO POR DESEMPENHO
FAZENDÁRIO - PDF. EXTENSÃO AOS SERVIDORES
INATIVOS.
CONTROVÉRSIA
DE
ÍNDOLE
INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO
Supremo Tribunal Federal. OFENSA A CLÁUSULA DE RESERVA DE
PLENÁRIO. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL
DESPROVIDO.
1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível
sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e
processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF).
Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro
motivo, não há como se pretender seja reconhecida a
repercussão geral das questões constitucionais discutidas
no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal).
2. A ofensa a direito local não viabiliza o apelo
extremo. (Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal).
3. O princípio da reserva de plenário resta indene nas
hipóteses em que não há declaração de
inconstitucionalidade por órgão fracionário do Tribunal de
origem, mas apenas a interpretação da norma em sentido
contrário aos interesses da parte. Precedentes: ARE
676.661-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma,
DJe de 15/05/2012; e Recurso Extraordinário 612.800-AgR, Rel. Min. Ayres
Britto, Segunda Turma, DJe de 05/12/2011.
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Supremo Tribunal Federal
ARE 837968 AGR / BA
contrariedade à Constituição Federal, limita-se a
interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional ao
caso concreto. Inaplicabilidade da Súmula Vinculante n
10.
2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise
de legislação infraconstitucional local e dos fatos e provas
dos autos. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal.
3. Agravo regimental não provido’ (AI n 838.496/BA-
AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 9/10/12).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
ADMINISTRATIVO. PRÊMIO POR DESEMPENHO
FAZENDÁRIO - PDF. EXTENSÃO AOS SERVIDORES
INATIVOS.
CONTROVÉRSIA
DE
ÍNDOLE
INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO
Supremo Tribunal Federal. OFENSA A CLÁUSULA DE RESERVA DE
PLENÁRIO. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL
DESPROVIDO.
1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível
sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e
processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF).
Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro
motivo, não há como se pretender seja reconhecida a
repercussão geral das questões constitucionais discutidas
no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal).
2. A ofensa a direito local não viabiliza o apelo
extremo. (Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal).
3. O princípio da reserva de plenário resta indene nas
hipóteses em que não há declaração de
inconstitucionalidade por órgão fracionário do Tribunal de
origem, mas apenas a interpretação da norma em sentido
contrário aos interesses da parte. Precedentes: ARE
676.661-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma,
DJe de 15/05/2012; e Recurso Extraordinário 612.800-AgR, Rel. Min. Ayres
Britto, Segunda Turma, DJe de 05/12/2011.
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Relatório
ARE 837968 AGR / BA
4. In casu, o acórdão originariamente recorrido
assentou:
‘Mandado de Segurança preventivo. Prêmio
por Desempenho Fazendário (PDF). Observa-se dos
autos que o impetrante vem percebendo o Prêmio
por Desempenho Fazendário PDF e vê seu direito à
percepção da gratificação ameaçado quando de sua
aposentação. A não extensão do PDF aos servidores
inativos se constitui em direta afronta às
Constituições Federal e Estadual. Violação ao art. 40,
§ 8..., da Constituição Federal de 1988, ao art. 7... da EC 41/2003 e ao art. 42, § 2...
CEBA. Este último dispositivo é claro ao determinar
tratamento isonômico entre ativos e inativos.
Precedentes desta Corte. Presente a ameaça de
violação a direito líquido e certo do impetrante.
Segurança concedida para determinar que a
autoridade apontada como coatora não suprima o
pagamento do Prêmio por Desempenho Fazendário
dos proventos do impetrante quando o mesmo
entrar na inatividade.’
5. Agravo regimental a que se nega provimento’
(ARE n 664.985/BA-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Luiz Fux, DJe de 13/9/12).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Sustenta o ora agravante que houve o efetivo prequestionamento dos
dispositivos constitucionais indicados como violados no recurso
extraordinário.
Alega ter demonstrado, de maneira fundamentada, a repercussão
geral da matéria debatida.
Afirma não incidir a Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal no caso dos autos.
6
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ARE 837968 AGR / BA
4. In casu, o acórdão originariamente recorrido
assentou:
‘Mandado de Segurança preventivo. Prêmio
por Desempenho Fazendário (PDF). Observa-se dos
autos que o impetrante vem percebendo o Prêmio
por Desempenho Fazendário PDF e vê seu direito à
percepção da gratificação ameaçado quando de sua
aposentação. A não extensão do PDF aos servidores
inativos se constitui em direta afronta às
Constituições Federal e Estadual. Violação ao art. 40,
§ 8..., da Constituição Federal de 1988, ao art. 7... da EC 41/2003 e ao art. 42, § 2...
CEBA. Este último dispositivo é claro ao determinar
tratamento isonômico entre ativos e inativos.
Precedentes desta Corte. Presente a ameaça de
violação a direito líquido e certo do impetrante.
Segurança concedida para determinar que a
autoridade apontada como coatora não suprima o
pagamento do Prêmio por Desempenho Fazendário
dos proventos do impetrante quando o mesmo
entrar na inatividade.’
5. Agravo regimental a que se nega provimento’
(ARE n 664.985/BA-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Luiz Fux, DJe de 13/9/12).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Sustenta o ora agravante que houve o efetivo prequestionamento dos
dispositivos constitucionais indicados como violados no recurso
extraordinário.
Alega ter demonstrado, de maneira fundamentada, a repercussão
geral da matéria debatida.
Afirma não incidir a Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal no caso dos autos.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16
Relatório
ARE 837968 AGR / BA
Aduz, in verbis, que
“[o] Estado da Bahia demonstrou que o acórdão recorrido
incorreu em violação, literal e expressa, aos artigos 5..., XXXVI e
37, XV, porquanto não há autorização normativa para que o
benefício recebido pelo Agravado fosse revisto e equiparado
aos vencimentos dos servidores ativos que desempenham as
funções que exerciam e que estão, inclusive, sujeitos a
promoções”.
É o relatório.
7
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Supremo Tribunal Federal
ARE 837968 AGR / BA
Aduz, in verbis, que
“[o] Estado da Bahia demonstrou que o acórdão recorrido
incorreu em violação, literal e expressa, aos artigos 5..., XXXVI e
37, XV, porquanto não há autorização normativa para que o
benefício recebido pelo Agravado fosse revisto e equiparado
aos vencimentos dos servidores ativos que desempenham as
funções que exerciam e que estão, inclusive, sujeitos a
promoções”.
É o relatório.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
17/03/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 837.968 BAHIA
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Inicialmente, verifica-se que os arts. 5..., inciso XXXVI; 37, caput; 100 e
93, inciso IX, da Constituição Federal, apontados como violados no
recurso extraordinário, carecem do necessário prequestionamento, uma
vez que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram
das referidas normas, as quais também não foram objeto dos embargos de
declaração opostos. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal.
No caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve
prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha
tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela
parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha
versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não
ocorreu no caso em tela.
Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no
sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do
acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que
permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo
constitucional.
Sobre o tema, anote-se:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL
NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO.
REEXAME
DE
PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. O
Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas
constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns.
282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Reexame de fatos e
provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do
Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega
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Supremo Tribunal Federal
17/03/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 837.968 BAHIA
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Inicialmente, verifica-se que os arts. 5..., inciso XXXVI; 37, caput; 100 e
93, inciso IX, da Constituição Federal, apontados como violados no
recurso extraordinário, carecem do necessário prequestionamento, uma
vez que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram
das referidas normas, as quais também não foram objeto dos embargos de
declaração opostos. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal.
No caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve
prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha
tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela
parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha
versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não
ocorreu no caso em tela.
Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no
sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do
acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que
permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo
constitucional.
Sobre o tema, anote-se:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL
NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO.
REEXAME
DE
PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. O
Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas
constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns.
282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Reexame de fatos e
provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do
Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 837968 AGR / BA
provimento” (Recurso Extraordinário n 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 11/4/08).
“CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. FALTA DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal.
INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS.
SÚMULA 454. I - Falta de prequestionamento da questão
constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 e 356 do
Supremo Tribunal Federal. II - Não se presta o recurso extraordinário à apreciação de
cláusulas contratuais. Incidência da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal. III -
Agravo regimental improvido” (AI n 594.612/RJ-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de
19/12/07).
“Agravo regimental em recurso extraordinário. 2.
Alegação de ofensa ao art. 5..., LXIX e 97, da Carta Magna.
Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição
surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se
indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3.
Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n
411.859/MS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, DJ de 3/3/06).
No mais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido, o
seguinte:
“(...) [O]bserva-se que, não obstante a eloquência do
dispositivo legal, a GDF vem sendo tratad[a] como verba de
natureza remuneratória, paga genérica e indistintamente aos
servidores ocupantes de cargos no âmbito da Secretaria da
Fazenda.
Digo isso porque, conforme se depreende dos próprios
autos, durante o período em que o impetrante percebeu o PDF
houve a incidência do Imposto de Renda sobre aquela verba, o
que descaracteriza a alega[da] natureza indenizatória do
prêmio.
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Supremo Tribunal Federal
ARE 837968 AGR / BA
provimento” (Recurso Extraordinário n 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 11/4/08).
“CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. FALTA DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal.
INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS.
SÚMULA 454. I - Falta de prequestionamento da questão
constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 e 356 do
Supremo Tribunal Federal. II - Não se presta o recurso extraordinário à apreciação de
cláusulas contratuais. Incidência da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal. III -
Agravo regimental improvido” (AI n 594.612/RJ-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de
19/12/07).
“Agravo regimental em recurso extraordinário. 2.
Alegação de ofensa ao art. 5..., LXIX e 97, da Carta Magna.
Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição
surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se
indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3.
Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n
411.859/MS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, DJ de 3/3/06).
No mais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido, o
seguinte:
“(...) [O]bserva-se que, não obstante a eloquência do
dispositivo legal, a GDF vem sendo tratad[a] como verba de
natureza remuneratória, paga genérica e indistintamente aos
servidores ocupantes de cargos no âmbito da Secretaria da
Fazenda.
Digo isso porque, conforme se depreende dos próprios
autos, durante o período em que o impetrante percebeu o PDF
houve a incidência do Imposto de Renda sobre aquela verba, o
que descaracteriza a alega[da] natureza indenizatória do
prêmio.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 837968 AGR / BA
Ademais, é de pleno conhecimento deste Tribunal,
conforme consigna a sua pacífica jurisprudência, que a verba
tem se revestido de caráter geral e linear, e vem sendo
concedida, indistintamente, tanto aos servidores que
efetivamente laboraram durante o período trimestral tomado
como parâmetro para fixação do prêmio, como àqueles que, em
razão do gozo de férias, ou de licença, deixaram de trabalhar
durante o referido período.”
Verifica-se que a Corte de origem concluiu que a gratificação
denominada prêmio de desempenho fazendário, instituída pela Lei
estadual n 7.800/01, do Estado da Bahia, teria sido concedida em caráter
geral, razão pela qual deferiu o pedido de extensão da referida
gratificação ao agravado.
A jurisprudência desta Corte é no sentido da possibilidade de
extensão aos inativos e pensionistas das vantagens concedidas aos
servidores em atividade de forma geral, sem distinções. Nesse sentido,
são os seguintes julgados:
“ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO
REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 40, §
4..., DA Constituição Federal de 1988/88, NA REDAÇÃO ORIGINAL. PRECEITO DE
EFICÁCIA IMEDIATA. PRECEDENTES. BENEFÍCIO
CONCEDIDO EM CARÁTER GERAL. EXTENSÃO AOS
INATIVOS. POSSIBILIDADE. MUNICÍPIO DE VILA VELHA.
GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE. NATUREZA
JURÍDICA DA VANTAGEM. ÓBICE DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. 1.
Esta Corte possui sedimentado o entendimento de que a norma
constante na redação original do art. 40, § 4..., da Constituição Federal de 1988/88 possui
eficácia imediata, independendo de lei regulamentadora o
direito ali assegurado. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica no
entendimento de que são extensivas aos inativos todas as
vantagens concedidas em caráter geral aos servidores em
atividade. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário
n 527.656/ES-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori
Zavascki, DJe de 23/8/13).
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Supremo Tribunal Federal
ARE 837968 AGR / BA
Ademais, é de pleno conhecimento deste Tribunal,
conforme consigna a sua pacífica jurisprudência, que a verba
tem se revestido de caráter geral e linear, e vem sendo
concedida, indistintamente, tanto aos servidores que
efetivamente laboraram durante o período trimestral tomado
como parâmetro para fixação do prêmio, como àqueles que, em
razão do gozo de férias, ou de licença, deixaram de trabalhar
durante o referido período.”
Verifica-se que a Corte de origem concluiu que a gratificação
denominada prêmio de desempenho fazendário, instituída pela Lei
estadual n 7.800/01, do Estado da Bahia, teria sido concedida em caráter
geral, razão pela qual deferiu o pedido de extensão da referida
gratificação ao agravado.
A jurisprudência desta Corte é no sentido da possibilidade de
extensão aos inativos e pensionistas das vantagens concedidas aos
servidores em atividade de forma geral, sem distinções. Nesse sentido,
são os seguintes julgados:
“ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO
REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 40, §
4..., DA Constituição Federal de 1988/88, NA REDAÇÃO ORIGINAL. PRECEITO DE
EFICÁCIA IMEDIATA. PRECEDENTES. BENEFÍCIO
CONCEDIDO EM CARÁTER GERAL. EXTENSÃO AOS
INATIVOS. POSSIBILIDADE. MUNICÍPIO DE VILA VELHA.
GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE. NATUREZA
JURÍDICA DA VANTAGEM. ÓBICE DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. 1.
Esta Corte possui sedimentado o entendimento de que a norma
constante na redação original do art. 40, § 4..., da Constituição Federal de 1988/88 possui
eficácia imediata, independendo de lei regulamentadora o
direito ali assegurado. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica no
entendimento de que são extensivas aos inativos todas as
vantagens concedidas em caráter geral aos servidores em
atividade. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário
n 527.656/ES-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori
Zavascki, DJe de 23/8/13).
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 837968 AGR / BA
“EXTENSÃO, AOS SERVIDORES INATIVOS DO
ESTADO DE SÃO PAULO, DE GRATIFICAÇÕES DE
CARÁTER GENÉRICO, COMO A GASA, INSTITUÍDAS POR
DIPLOMAS LEGISLATIVOS LOCAIS - POSSIBILIDADE -
ENTENDIMENTO JURISPRUDENCIAL FIRMADO POR
AMBAS AS TURMAS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL -
RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” (Recurso Extraordinário n 545.076/SP-
AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello,
DJe de 1.../7/10).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
GRATIFICAÇÃO
DE
ENCARGOS
ESPECIAIS. EXTENSÃO AOS INATIVOS. INTERPRETAÇÃO
DE LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. 1. A jurisprudência deste Tribunal é firme
no sentido de que apenas as vantagens de caráter geral podem
ser estendidas aos inativos. Precedentes. 2. A análise da
natureza jurídica da parcela discutida --- se vantagem pessoal
ou geral --- depende do exame da legislação infraconstitucional
que disciplina a espécie. 3. Análise de legislação de direito local.
Providência vedada nesta instância. Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI n 750.325/SE-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 25/9/09).
Por outro lado, conforme assentado na decisão agravada, para
reformar o acórdão recorrido, seria necessário reavaliar a natureza da
gratificação em comento, a depender da forma como prevista e
regulamentada pela norma que a instituiu, e reexaminar o conjunto
fático-probatório dos autos, o que é inviável em sede de recurso
extraordinário. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal.
Especificamente sobre o tema, os seguintes julgados:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
PRÊMIO POR DESEMPENHO FAZENDÁRIO. CARÁTER
4
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194858.
Supremo Tribunal Federal
ARE 837968 AGR / BA
“EXTENSÃO, AOS SERVIDORES INATIVOS DO
ESTADO DE SÃO PAULO, DE GRATIFICAÇÕES DE
CARÁTER GENÉRICO, COMO A GASA, INSTITUÍDAS POR
DIPLOMAS LEGISLATIVOS LOCAIS - POSSIBILIDADE -
ENTENDIMENTO JURISPRUDENCIAL FIRMADO POR
AMBAS AS TURMAS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL -
RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” (Recurso Extraordinário n 545.076/SP-
AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello,
DJe de 1.../7/10).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
GRATIFICAÇÃO
DE
ENCARGOS
ESPECIAIS. EXTENSÃO AOS INATIVOS. INTERPRETAÇÃO
DE LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. 1. A jurisprudência deste Tribunal é firme
no sentido de que apenas as vantagens de caráter geral podem
ser estendidas aos inativos. Precedentes. 2. A análise da
natureza jurídica da parcela discutida --- se vantagem pessoal
ou geral --- depende do exame da legislação infraconstitucional
que disciplina a espécie. 3. Análise de legislação de direito local.
Providência vedada nesta instância. Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI n 750.325/SE-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 25/9/09).
Por outro lado, conforme assentado na decisão agravada, para
reformar o acórdão recorrido, seria necessário reavaliar a natureza da
gratificação em comento, a depender da forma como prevista e
regulamentada pela norma que a instituiu, e reexaminar o conjunto
fático-probatório dos autos, o que é inviável em sede de recurso
extraordinário. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal.
Especificamente sobre o tema, os seguintes julgados:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
PRÊMIO POR DESEMPENHO FAZENDÁRIO. CARÁTER
4
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 837968 AGR / BA
GENÉRICO. EXTENSÃO AOS INATIVOS. LEI ESTADUAL
7.800/2001. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL.
SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. REEXAME DE FATOS E PROVAS.
SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. RESERVA DE PLENÁRIO. ALEGAÇÃO
DE VIOLAÇÃO AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
INOCORRÊNCIA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
I - O Tribunal de origem dirimiu a controvérsia dos autos com
fundamento na análise da legislação infraconstitucional
pertinente e do acervo probatório existente nos autos. Assim,
firmar entendimento diverso implicaria revisão do conjunto
fático-probatório constante do processo, bem como novo exame
da legislação local, o que inviabiliza o extraordinário, com base
nas Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - Não há que falar
em violação ao art. 97 da Constituição Federal de 1988, tampouco em aplicação da Súmula
Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal, uma vez que o Tribunal a quo não
declarou a inconstitucionalidade de norma nem afastou sua
aplicabilidade com apoio em fundamentos extraídos da
Constituição. Precedentes. III - Agravo regimental a que se nega
provimento” (ARE n 666.011/BA-AgR, Segunda Turma, Relator
o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 3/2/14).
No mesmo sentido, os precedentes a seguir colacionados:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO.
GRATIFICAÇÃO DE RISCO DE POLICIAMENTO
OSTENSIVO. 1) Vantagem de caráter geral: extensão aos
inativos. Precedentes. 2) Natureza da gratificação.
Impossibilidade de análise de legislação local. Súmula n. 280 do
Supremo Tribunal Federal. 3) Ausência de contrariedade ao art.
97 da Constituição da República. 4) Agravo regimental ao qual
se nega provimento” (ARE n 676.661/PE-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 16/5/12).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. POSSIBILIDADE
5
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Supremo Tribunal Federal
ARE 837968 AGR / BA
GENÉRICO. EXTENSÃO AOS INATIVOS. LEI ESTADUAL
7.800/2001. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL.
SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. REEXAME DE FATOS E PROVAS.
SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. RESERVA DE PLENÁRIO. ALEGAÇÃO
DE VIOLAÇÃO AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
INOCORRÊNCIA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
I - O Tribunal de origem dirimiu a controvérsia dos autos com
fundamento na análise da legislação infraconstitucional
pertinente e do acervo probatório existente nos autos. Assim,
firmar entendimento diverso implicaria revisão do conjunto
fático-probatório constante do processo, bem como novo exame
da legislação local, o que inviabiliza o extraordinário, com base
nas Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - Não há que falar
em violação ao art. 97 da Constituição Federal de 1988, tampouco em aplicação da Súmula
Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal, uma vez que o Tribunal a quo não
declarou a inconstitucionalidade de norma nem afastou sua
aplicabilidade com apoio em fundamentos extraídos da
Constituição. Precedentes. III - Agravo regimental a que se nega
provimento” (ARE n 666.011/BA-AgR, Segunda Turma, Relator
o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 3/2/14).
No mesmo sentido, os precedentes a seguir colacionados:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO.
GRATIFICAÇÃO DE RISCO DE POLICIAMENTO
OSTENSIVO. 1) Vantagem de caráter geral: extensão aos
inativos. Precedentes. 2) Natureza da gratificação.
Impossibilidade de análise de legislação local. Súmula n. 280 do
Supremo Tribunal Federal. 3) Ausência de contrariedade ao art.
97 da Constituição da República. 4) Agravo regimental ao qual
se nega provimento” (ARE n 676.661/PE-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 16/5/12).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. POSSIBILIDADE
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 837968 AGR / BA
DE EXTENSÃO DE VANTAGENS CONCEDIDAS EM
CARÁTER GERAL AOS INATIVOS E PENSIONISTAS.
NATUREZA DA VANTAGEM. IMPOSSIBILIDADE DA
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário n 626.630/AM-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 25/11/10).
“RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Servidor
público. Vencimentos. Proventos. Vantagem pecuniária.
Gratificação Provisória. Extensão aos aposentados. Rediscussão
do caráter geral sob fundamento de ofensa ao art. 40, § 8..., da
Constituição Federal de 1988. Impossibilidade. Questão infraconstitucional. Recurso não
conhecido. Aplicação das súmulas 279 e 280. Reconhecido ou
negado pelo tribunal a quo o caráter geral de gratificação
funcional ou de outra vantagem pecuniária, perante os termos
da legislação local que a disciplina, não pode o Supremo, em
recurso extraordinário, rever tal premissa para estender ou
negar aquela aos servidores inativos com base no art. 40, § 8...,
da Constituição da República” (Recurso Extraordinário n 400.641/RN, Segunda
Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 18/12/09).
Nego provimento ao agravo regimental.
6
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Supremo Tribunal Federal
ARE 837968 AGR / BA
DE EXTENSÃO DE VANTAGENS CONCEDIDAS EM
CARÁTER GERAL AOS INATIVOS E PENSIONISTAS.
NATUREZA DA VANTAGEM. IMPOSSIBILIDADE DA
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário n 626.630/AM-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 25/11/10).
“RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Servidor
público. Vencimentos. Proventos. Vantagem pecuniária.
Gratificação Provisória. Extensão aos aposentados. Rediscussão
do caráter geral sob fundamento de ofensa ao art. 40, § 8..., da
Constituição Federal de 1988. Impossibilidade. Questão infraconstitucional. Recurso não
conhecido. Aplicação das súmulas 279 e 280. Reconhecido ou
negado pelo tribunal a quo o caráter geral de gratificação
funcional ou de outra vantagem pecuniária, perante os termos
da legislação local que a disciplina, não pode o Supremo, em
recurso extraordinário, rever tal premissa para estender ou
negar aquela aos servidores inativos com base no art. 40, § 8...,
da Constituição da República” (Recurso Extraordinário n 400.641/RN, Segunda
Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 18/12/09).
Nego provimento ao agravo regimental.
6
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16
Extrato de Ata - 17/03/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 837.968
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S) : JOSÉ CARLOS DOS SANTOS
ADV.(A/S) : ÉVELIN DIAS DE CARVALHO MAGALHÃES E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma,
17.03.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias
Toffoli. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 837.968
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S) : JOSÉ CARLOS DOS SANTOS
ADV.(A/S) : ÉVELIN DIAS DE CARVALHO MAGALHÃES E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma,
17.03.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias
Toffoli. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 837 . 968",
"Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas ns 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 837968 AGR / BA",
"ARE 837968 AGR / BA",
"ARE 837968 AGR / BA",
"ARE 837968 AGR / BA",
"ARE 837968 AGR / BA",
"ARE 837968 AGR / BA",
"ARE 837968 AGR / BA",
"Recurso Extraordinário n 586 . 949 / MG",
"Súmula Vinculante n 10",
"ARE 837968 AGR / BA",
"Recurso Extraordinário n 586 . 949 / MG",
"Súmula Vinculante n 10",
"ARE 837968 AGR /",
"Súmulas ns 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI n 838 . 496 / BA - AgR",
"SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 676 . 661 - AgR",
"Recurso Extraordinário 612 . 800 - AgR",
"ARE 837968 AGR / BA",
"Súmulas ns 280",
"AI n 838 . 496 / BA - AgR",
"SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 676 . 661 - AgR",
"Recurso Extraordinário 612 . 800 - AgR",
"ARE 837968 AGR / BA",
"ARE n 664 . 985 / BA - AgR",
"Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 837968 AGR / BA",
"ARE n 664 . 985 / BA - AgR",
"Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 837968 AGR / BA",
"ARE 837968 AGR / BA",
"Súmulas ns 282",
"Súmulas ns . 282",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas ns . 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 837968 AGR / BA",
"Recurso Extraordinário n 449 . 232 / CE - AgR - AgR",
"SÚMULA 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 594 . 612 / RJ - AgR",
"Recurso Extraordinário n 411 . 859 / MS - AgR ,",
"Recurso Extraordinário n 449 . 232 / CE - AgR - AgR",
"SÚMULA 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 594 . 612 / RJ - AgR",
"Recurso Extraordinário n 411 . 859 / MS - AgR",
"SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 527 . 656 / ES - AgR",
"ARE 837968 AGR / BA",
"SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 527 . 656 / ES - AgR",
"ARE 837968 AGR / BA",
"Recurso Extraordinário n 545 . 076 / SP - AgR - AgR",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 750 . 325",
"Súmulas ns 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 545 . 076 / SP - AgR - AgR",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 750 . 325 / SE - AgR",
"Súmulas ns 280",
"ARE 837968 AGR / BA",
"SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 666 . 011 / BA - AgR",
"Súmula n . 280 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 676 . 661 / PE - AgR",
"SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas",
"Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 666 . 011 / BA - AgR",
"Súmula n . 280 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 676 . 661 / PE - AgR",
"SÚMULA N . 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Recurso Extraordinário n 626 . 630 / AM - AgR",
"Recurso Extraordinário n 400 . 641 / RN",
"ARE 837968 AGR",
"SÚMULA N . 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Recurso Extraordinário n 626 . 630 / AM - AgR",
"Recurso Extraordinário n 400 . 641 / RN"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , caput , e inciso XXXVI , 37 , caput , 93 , inciso IX , 100 , 167 , inciso IV , da Constituição Federal",
"artigo 7 . . . da Emenda Constitucional n 41 / 2003",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , caput , e inciso XXXVI , 37 , caput , 93 , inciso IX , 100 , 167 , inciso IV , da Constituição Federal",
"artigo 7 . . . da Emenda Constitucional n 41 / 2003",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 12016",
",",
"§ 8 . . . da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 12016",
"artigo 40 , § 8 . . . da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"art . 40 , § 8 . . . , da Constituição da República",
"Artigo 97 da Constituição Federal",
"art . 97 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"art . 40 , § 8 . . . , da Constituição da República",
"Artigo 97 da Constituição Federal",
"art . 97 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"art . 323 do RISTF",
"art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"art . 323 do RISTF",
"art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"art . 7 . . . da EC 41 / 2003",
"art",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"art . 7 . . . da EC 41 / 2003",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . , inciso XXXVI ; 37 , caput ; 100 e 93 , inciso IX , da Constituição Federal",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . , inciso XXXVI ; 37 , caput ; 100 e 93 , inciso IX , da Constituição Federal",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , LXIX e 97 , da Carta Magna",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"art . 5 . . . , LXIX e 97 , da Carta Magna",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei estadual n 7 . 800 / 01",
"ART . 40 , § 4 . . . , DA Constituição Federal de 1988 / 88",
"art . 40 , § 4 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei estadual n 7 . 800 / 01",
"ART . 40 , § 4 . . . , DA Constituição Federal de 1988 / 88",
"art . 40 , § 4 . . . , da",
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI ESTADUAL 7 . 800 / 2001",
"ART . 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"art . 97 da Constituição Federal de 1988",
"Constituição",
"art . 97 da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI ESTADUAL 7 . 800 / 2001",
"ART . 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"art . 97 da Constituição Federal de 1988",
"Constituição",
"art . 97 da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"art . 40 , § 8 . . . , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"art . 40 , § 8 . . . , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"Brasília",
"Brasília",
"BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"Estado da Bahia",
"Estado da Bahia",
"Estado da Bahia",
"Estado da Bahia",
"BAHIA",
"BAHIA",
"Estado da Bahia",
"MUNICÍPIO DE VILA VELHA",
"Estado da Bahia",
"MUNICÍPIO DE VILA VELHA",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Estado da",
"Seção Cível de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Seção Cível de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia",
"GDF",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"FUNPREV",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Estado",
"FUNPREV",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
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"-",
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"Supremo",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
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"-",
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"Primeira",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
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"ICP",
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"Brasil",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda",
"Secretaria da Fazenda",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Secretaria da Fazenda",
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"-",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"2",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"JOSÉ CARLOS DOS SANTOS",
"ÉVELIN DIAS DE CARVALHO MAGALHÃES",
"Teori Zavascki",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"JOSÉ CARLOS DOS SANTOS",
"ÉVELIN DIAS DE CARVALHO MAGALHÃES",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"JOSÉ CARLOS DOS SANTOS",
"ÉVELIN DIAS DE CARVALHO MAGALHÃES",
"DIAS TOFFOLI",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"Cézar Peluso",
"Cézar Peluso",
"Cármen Lúcia",
"Ayres Britto",
"Cármen Lúcia",
"Ayres Britto",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Eros Grau",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Eros Grau",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"DIAS TOFFOLI",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"DIAS TOFFOLI",
"Celso de Mello",
"Eros Grau",
"Celso de Mello",
"Eros Grau",
"DIAS TOFFOLI",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen Lúcia",
"Cezar Peluso",
"Cármen Lúcia",
"Cezar Peluso",
"DIAS TOFFOLI",
"JOSÉ CARLOS DOS SANTOS",
"ÉVELIN DIAS DE CARVALHO MAGALHÃES",
"Celso de Mello",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Paulo Gustavo Gonet Branco .",
"Ravena Siqueira",
"DIAS TOFFOLI",
"JOSÉ CARLOS DOS SANTOS",
"ÉVELIN DIAS DE CARVALHO MAGALHÃES",
"Celso de Mello",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"17",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17 de março de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17 de março de 2015",
"24",
"/",
"08",
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"2001",
"17",
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"03",
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"2015",
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"08",
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"2001",
"17",
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"03",
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"2015",
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"08",
"/",
"2001",
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"08",
"/",
"2001",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"3",
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"/",
"07",
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"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
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"/",
"2001",
"3",
"/",
"5",
"/",
"07",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"3",
"/",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"3",
"/",
"09",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"9",
"/",
"10",
"/",
"12",
"15",
"/",
"05",
"/",
"2012",
"05",
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"12",
"/",
"2011",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"9",
"/",
"10",
"/",
"12",
"15",
"/",
"05",
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"2012",
"05",
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"2011",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"9",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"9",
"/",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
"/",
"4",
"/",
"08",
"19",
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"12",
"/",
"07",
"3",
"/",
"3",
"/",
"06",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
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"19",
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"/",
"07",
"3",
"/",
"3",
"/",
"06",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"8",
"/",
"13",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"8",
"/",
"13",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"7",
"/",
"10",
"25",
"/",
"9",
"/",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"7",
"/",
"10",
"25",
"/",
"9",
"/",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"2",
"/",
"14",
"16",
"/",
"5",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"2",
"/",
"14",
"16",
"/",
"5",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"11",
"/",
"10",
"18",
"/",
"12",
"/",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"11",
"/",
"10",
"18",
"/",
"12",
"/",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"17",
".",
"03",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"03",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.233
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DO PIAUÍ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ
AGDO.(A/S)
:SALVADORA DIAS FREITAS
ADV.(A/S)
:FREDISON DE SOUSA COSTA
RECURSO – CONTROVÉRSIA SOBRE CABIMENTO –
EXTRAORDINÁRIO – ADEQUAÇÃO. Quando envolvida controvérsia
sobre cabimento de recurso, a via excepcional do extraordinário apenas é
aberta se, no acórdão, constar premissa contrária à Constituição Federal.
FGTS – CONTRATO DE TRABALHO – ADMINISTRAÇÃO
PÚBLICA – NULIDADE. A nulidade do contrato de trabalho a envolver a
Administração Pública não afasta o direito aos depósitos relativos ao
Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS. Precedente: Recurso
Extraordinário nº 596.478/RR, redator do acórdão ministro Dias Toffoli –
Pleno. Ressalva de entendimento pessoal.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do
relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa
Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 17 de março de 2015.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153592.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
ARE 857233 AGR / DF
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153592.
Supremo Tribunal Federal
ARE 857233 AGR / DF
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153592.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.233
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DO PIAUÍ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ
AGDO.(A/S)
:SALVADORA DIAS FREITAS
ADV.(A/S)
:FREDISON DE SOUSA COSTA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 22 de dezembro
de 2014, proferi decisão do seguinte teor:
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – FGTS –
CONTRATO DE TRABALHO FIRMADO
COM A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
DECLARADO NULO – AUSÊNCIA DE
PRÉVIA APROVAÇÃO EM CONCURSO
PÚBLICO – AGRAVO DESPROVIDO.
1. O Tribunal, na sessão plenária de 13 de junho de 2012,
apreciando o Recurso Extraordinário nº 596.478/RR, reconheceu
o direito aos depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de
Serviço FGTS aos trabalhadores que tiveram o contrato de
trabalho com a Administração Pública declarado nulo em razão
da inobservância da regra constitucional a revelar a necessidade
de prévia aprovação em concurso público.
De resto, quanto a suposta incompetência da Justiça do
Trabalho, nota-se que o não processamento do recurso
extraordinário pelo Tribunal Superior do Trabalho tem
desaguado, com verdadeira automaticidade, na interposição de
agravo. Para tanto, articula-se com ofensa à Carta da República,
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153593.
Supremo Tribunal Federal
17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.233
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DO PIAUÍ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ
AGDO.(A/S)
:SALVADORA DIAS FREITAS
ADV.(A/S)
:FREDISON DE SOUSA COSTA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 22 de dezembro
de 2014, proferi decisão do seguinte teor:
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – FGTS –
CONTRATO DE TRABALHO FIRMADO
COM A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
DECLARADO NULO – AUSÊNCIA DE
PRÉVIA APROVAÇÃO EM CONCURSO
PÚBLICO – AGRAVO DESPROVIDO.
1. O Tribunal, na sessão plenária de 13 de junho de 2012,
apreciando o Recurso Extraordinário nº 596.478/RR, reconheceu
o direito aos depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de
Serviço FGTS aos trabalhadores que tiveram o contrato de
trabalho com a Administração Pública declarado nulo em razão
da inobservância da regra constitucional a revelar a necessidade
de prévia aprovação em concurso público.
De resto, quanto a suposta incompetência da Justiça do
Trabalho, nota-se que o não processamento do recurso
extraordinário pelo Tribunal Superior do Trabalho tem
desaguado, com verdadeira automaticidade, na interposição de
agravo. Para tanto, articula-se com ofensa à Carta da República,
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153593.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
ARE 857233 AGR / DF
quando, na realidade, o acórdão impugnado faz-se alicerçado
em interpretação de normas estritamente legais. Na espécie,
deu-se essa prática.
Em momento algum, o Tribunal de origem adotou
entendimento conflitante com a Constituição Federal. O que se
observa é a tentativa de transformar o Supremo em órgão
meramente revisor das decisões prolatadas na última instância
do Judiciário Trabalhista.
No mais, no Recurso Extraordinário nº 598.365/MG, da
relatoria do ministro Ayres Britto, o denominado Plenário
Virtual, assentando a natureza infraconstitucional da matéria,
concluiu pela inexistência de repercussão geral do tema relativo
ao cabimento de recursos da competência dos demais tribunais.
Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina
judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na
apreciação de outro processo.
2. Ante o quadro, conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O Estado do Piauí, na minuta de agravo, sustenta a competência da
Justiça comum para julgar a ação sobre contratação de servidor
estatutário na vigência da Constituição de 1988. Aponta a existência de
violação aos artigos 37, inciso II, § 2º, 39, inciso IX, e 114 da Carta Federal.
Evoca precedentes.
A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou
contraminuta.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153593.
Supremo Tribunal Federal
ARE 857233 AGR / DF
quando, na realidade, o acórdão impugnado faz-se alicerçado
em interpretação de normas estritamente legais. Na espécie,
deu-se essa prática.
Em momento algum, o Tribunal de origem adotou
entendimento conflitante com a Constituição Federal. O que se
observa é a tentativa de transformar o Supremo em órgão
meramente revisor das decisões prolatadas na última instância
do Judiciário Trabalhista.
No mais, no Recurso Extraordinário nº 598.365/MG, da
relatoria do ministro Ayres Britto, o denominado Plenário
Virtual, assentando a natureza infraconstitucional da matéria,
concluiu pela inexistência de repercussão geral do tema relativo
ao cabimento de recursos da competência dos demais tribunais.
Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina
judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na
apreciação de outro processo.
2. Ante o quadro, conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O Estado do Piauí, na minuta de agravo, sustenta a competência da
Justiça comum para julgar a ação sobre contratação de servidor
estatutário na vigência da Constituição de 1988. Aponta a existência de
violação aos artigos 37, inciso II, § 2º, 39, inciso IX, e 114 da Carta Federal.
Evoca precedentes.
A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou
contraminuta.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153593.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.233
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por Procuradora estadual, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Em jogo o cabimento de recurso, a via excepcional do extraordinário
somente é aberta quando o acórdão impugnado esteja em conflito com a
Carta Federal, valendo notar que os pressupostos dos recursos
trabalhistas estão previstos na legislação comum, na Consolidação das
Leis do Trabalho. Mostra-se estratégia, nesses casos, articular-se com a
transgressão a preceitos da Lei Maior para, assim, contornar-se o óbice à
subida do extraordinário. No tocante à competência da Justiça comum,
está-se diante de situação concreta reveladora do exaurimento da
jurisdição especializada, não procedendo o insurgimento do agravante.
No mais, o Supremo reconheceu o direito aos depósitos do Fundo de
Garantia do Tempo de Serviço – FGTS aos trabalhadores que tiveram o
contrato de trabalho com a Administração Pública declarado nulo em
razão da inobservância da regra constitucional a exigir prévia aprovação
em concurso público.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153594.
Supremo Tribunal Federal
17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.233
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por Procuradora estadual, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Em jogo o cabimento de recurso, a via excepcional do extraordinário
somente é aberta quando o acórdão impugnado esteja em conflito com a
Carta Federal, valendo notar que os pressupostos dos recursos
trabalhistas estão previstos na legislação comum, na Consolidação das
Leis do Trabalho. Mostra-se estratégia, nesses casos, articular-se com a
transgressão a preceitos da Lei Maior para, assim, contornar-se o óbice à
subida do extraordinário. No tocante à competência da Justiça comum,
está-se diante de situação concreta reveladora do exaurimento da
jurisdição especializada, não procedendo o insurgimento do agravante.
No mais, o Supremo reconheceu o direito aos depósitos do Fundo de
Garantia do Tempo de Serviço – FGTS aos trabalhadores que tiveram o
contrato de trabalho com a Administração Pública declarado nulo em
razão da inobservância da regra constitucional a exigir prévia aprovação
em concurso público.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
ARE 857233 AGR / DF
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 857233 AGR / DF
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
2
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Extrato de Ata - 17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.233
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ESTADO DO PIAUÍ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ
AGDO.(A/S) : SALVADORA DIAS FREITAS
ADV.(A/S) : FREDISON DE SOUSA COSTA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 17.3.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.233
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ESTADO DO PIAUÍ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ
AGDO.(A/S) : SALVADORA DIAS FREITAS
ADV.(A/S) : FREDISON DE SOUSA COSTA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 17.3.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8193743
| 2015-03-17T00:00:00
| 2015-04-10T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 17.3.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
RECURSO – CONTROVÉRSIA SOBRE CABIMENTO – EXTRAORDINÁRIO – ADEQUAÇÃO. Quando envolvida controvérsia sobre cabimento de recurso, a via excepcional do extraordinário apenas é aberta se, no acórdão, constar premissa contrária à Constituição Federal.
FGTS – CONTRATO DE TRABALHO – ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – NULIDADE. A nulidade do contrato de trabalho a envolver a Administração Pública não afasta o direito aos depósitos relativos ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS. Precedente: Recurso Extraordinário nº 596.478/RR, redator do acórdão ministro Dias Toffoli – Pleno. Ressalva de entendimento pessoal.
|
sjur299920
|
- Acórdão(s) citado(s):
(NULIDADE, CONTRATO DE TRABALHO, ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, FGTS )
RE 596478 (TP).
Número de páginas: 7.
Análise: 29/04/2015, BMP.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
857233
| null |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 857233 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ESTADO DO PIAUÍ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ
AGDO.(A/S) : SALVADORA DIAS FREITAS
ADV.(A/S) : FREDISON DE SOUSA COSTA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.233
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DO PIAUÍ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ
AGDO.(A/S)
:SALVADORA DIAS FREITAS
ADV.(A/S)
:FREDISON DE SOUSA COSTA
RECURSO – CONTROVÉRSIA SOBRE CABIMENTO –
EXTRAORDINÁRIO – ADEQUAÇÃO. Quando envolvida controvérsia
sobre cabimento de recurso, a via excepcional do extraordinário apenas é
aberta se, no acórdão, constar premissa contrária à Constituição Federal.
FGTS – CONTRATO DE TRABALHO – ADMINISTRAÇÃO
PÚBLICA – NULIDADE. A nulidade do contrato de trabalho a envolver a
Administração Pública não afasta o direito aos depósitos relativos ao
Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS. Precedente: Recurso
Extraordinário n 596.478/RR, redator do acórdão ministro Dias Toffoli –
Pleno. Ressalva de entendimento pessoal.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do
relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa
Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 17 de março de 2015.
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
ARE 857233 AGR / DF
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 857233 AGR / DF
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.233
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DO PIAUÍ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ
AGDO.(A/S)
:SALVADORA DIAS FREITAS
ADV.(A/S)
:FREDISON DE SOUSA COSTA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 22 de dezembro
de 2014, proferi decisão do seguinte teor:
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – FGTS –
CONTRATO DE TRABALHO FIRMADO
COM A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
DECLARADO NULO – AUSÊNCIA DE
PRÉVIA APROVAÇÃO EM CONCURSO
PÚBLICO – AGRAVO DESPROVIDO.
1. O Tribunal, na sessão plenária de 13 de junho de 2012,
apreciando o Recurso Extraordinário n 596.478/RR, reconheceu
o direito aos depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de
Serviço FGTS aos trabalhadores que tiveram o contrato de
trabalho com a Administração Pública declarado nulo em razão
da inobservância da regra constitucional a revelar a necessidade
de prévia aprovação em concurso público.
De resto, quanto a suposta incompetência da Justiça do
Trabalho, nota-se que o não processamento do recurso
extraordinário pelo Tribunal Superior do Trabalho tem
desaguado, com verdadeira automaticidade, na interposição de
agravo. Para tanto, articula-se com ofensa à Carta da República,
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Supremo Tribunal Federal
17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.233
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DO PIAUÍ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ
AGDO.(A/S)
:SALVADORA DIAS FREITAS
ADV.(A/S)
:FREDISON DE SOUSA COSTA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 22 de dezembro
de 2014, proferi decisão do seguinte teor:
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – FGTS –
CONTRATO DE TRABALHO FIRMADO
COM A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
DECLARADO NULO – AUSÊNCIA DE
PRÉVIA APROVAÇÃO EM CONCURSO
PÚBLICO – AGRAVO DESPROVIDO.
1. O Tribunal, na sessão plenária de 13 de junho de 2012,
apreciando o Recurso Extraordinário n 596.478/RR, reconheceu
o direito aos depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de
Serviço FGTS aos trabalhadores que tiveram o contrato de
trabalho com a Administração Pública declarado nulo em razão
da inobservância da regra constitucional a revelar a necessidade
de prévia aprovação em concurso público.
De resto, quanto a suposta incompetência da Justiça do
Trabalho, nota-se que o não processamento do recurso
extraordinário pelo Tribunal Superior do Trabalho tem
desaguado, com verdadeira automaticidade, na interposição de
agravo. Para tanto, articula-se com ofensa à Carta da República,
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
ARE 857233 AGR / DF
quando, na realidade, o acórdão impugnado faz-se alicerçado
em interpretação de normas estritamente legais. Na espécie,
deu-se essa prática.
Em momento algum, o Tribunal de origem adotou
entendimento conflitante com a Constituição Federal. O que se
observa é a tentativa de transformar o Supremo em órgão
meramente revisor das decisões prolatadas na última instância
do Judiciário Trabalhista.
No mais, no Recurso Extraordinário n 598.365/MG, da
relatoria do ministro Ayres Britto, o denominado Plenário
Virtual, assentando a natureza infraconstitucional da matéria,
concluiu pela inexistência de repercussão geral do tema relativo
ao cabimento de recursos da competência dos demais tribunais.
Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina
judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na
apreciação de outro processo.
2. Ante o quadro, conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O Estado do Piauí, na minuta de agravo, sustenta a competência da
Justiça comum para julgar a ação sobre contratação de servidor
estatutário na vigência da Constituição de 1988. Aponta a existência de
violação aos artigos 37, inciso II, § 2..., 39, inciso IX, e 114 da Carta Federal.
Evoca precedentes.
A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou
contraminuta.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 857233 AGR / DF
quando, na realidade, o acórdão impugnado faz-se alicerçado
em interpretação de normas estritamente legais. Na espécie,
deu-se essa prática.
Em momento algum, o Tribunal de origem adotou
entendimento conflitante com a Constituição Federal. O que se
observa é a tentativa de transformar o Supremo em órgão
meramente revisor das decisões prolatadas na última instância
do Judiciário Trabalhista.
No mais, no Recurso Extraordinário n 598.365/MG, da
relatoria do ministro Ayres Britto, o denominado Plenário
Virtual, assentando a natureza infraconstitucional da matéria,
concluiu pela inexistência de repercussão geral do tema relativo
ao cabimento de recursos da competência dos demais tribunais.
Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina
judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na
apreciação de outro processo.
2. Ante o quadro, conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O Estado do Piauí, na minuta de agravo, sustenta a competência da
Justiça comum para julgar a ação sobre contratação de servidor
estatutário na vigência da Constituição de 1988. Aponta a existência de
violação aos artigos 37, inciso II, § 2..., 39, inciso IX, e 114 da Carta Federal.
Evoca precedentes.
A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou
contraminuta.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.233
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por Procuradora estadual, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Em jogo o cabimento de recurso, a via excepcional do extraordinário
somente é aberta quando o acórdão impugnado esteja em conflito com a
Carta Federal, valendo notar que os pressupostos dos recursos
trabalhistas estão previstos na legislação comum, na Consolidação das
Leis do Trabalho. Mostra-se estratégia, nesses casos, articular-se com a
transgressão a preceitos da Lei Maior para, assim, contornar-se o óbice à
subida do extraordinário. No tocante à competência da Justiça comum,
está-se diante de situação concreta reveladora do exaurimento da
jurisdição especializada, não procedendo o insurgimento do agravante.
No mais, o Supremo reconheceu o direito aos depósitos do Fundo de
Garantia do Tempo de Serviço – FGTS aos trabalhadores que tiveram o
contrato de trabalho com a Administração Pública declarado nulo em
razão da inobservância da regra constitucional a exigir prévia aprovação
em concurso público.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153594.
Supremo Tribunal Federal
17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.233
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por Procuradora estadual, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Em jogo o cabimento de recurso, a via excepcional do extraordinário
somente é aberta quando o acórdão impugnado esteja em conflito com a
Carta Federal, valendo notar que os pressupostos dos recursos
trabalhistas estão previstos na legislação comum, na Consolidação das
Leis do Trabalho. Mostra-se estratégia, nesses casos, articular-se com a
transgressão a preceitos da Lei Maior para, assim, contornar-se o óbice à
subida do extraordinário. No tocante à competência da Justiça comum,
está-se diante de situação concreta reveladora do exaurimento da
jurisdição especializada, não procedendo o insurgimento do agravante.
No mais, o Supremo reconheceu o direito aos depósitos do Fundo de
Garantia do Tempo de Serviço – FGTS aos trabalhadores que tiveram o
contrato de trabalho com a Administração Pública declarado nulo em
razão da inobservância da regra constitucional a exigir prévia aprovação
em concurso público.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153594.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
ARE 857233 AGR / DF
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8153594.
Supremo Tribunal Federal
ARE 857233 AGR / DF
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Extrato de Ata - 17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.233
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ESTADO DO PIAUÍ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ
AGDO.(A/S) : SALVADORA DIAS FREITAS
ADV.(A/S) : FREDISON DE SOUSA COSTA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 17.3.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8121417
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857.233
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ESTADO DO PIAUÍ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ
AGDO.(A/S) : SALVADORA DIAS FREITAS
ADV.(A/S) : FREDISON DE SOUSA COSTA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 17.3.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8121417
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 857 . 233",
"Recurso Extraordinário n 596 . 478 / RR",
"ARE 857233 AGR / DF",
"ARE 857233 AGR / DF",
"Recurso Extraordinário n 596 . 478 / RR",
"Recurso Extraordinário n 596 . 478 / RR",
"ARE 857233 AGR / DF",
"Recurso Extraordinário n 598 . 365 / MG",
"ARE 857233 AGR / DF",
"Recurso Extraordinário n 598 . 365 / MG",
"AGRAVO 857 . 233"
],
"LEGISLACAO": [
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Constituição de 1988",
"artigos 37 , inciso II , § 2 . . . , 39 , inciso IX , e 114 da Carta Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Constituição de 1988",
"artigos 37 , inciso II , § 2 . . . , 39 , inciso IX , e 114 da Carta Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta Federal",
"Consolidação das Leis do Trabalho",
"Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta Federal",
"Consolidação das Leis do Trabalho",
"Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 -",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"ESTADO DO PIAUÍ",
"ESTADO DO PIAUÍ",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"ESTADO DO PIAUÍ",
"ESTADO DO PIAUÍ",
"DISTRITO FEDERAL",
"ESTADO DO PIAUÍ",
"ESTADO DO PIAUÍ",
"Estado do Piauí",
"Estado do Piauí",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"ESTADO DO PIAUÍ",
"ESTADO DO PIAUÍ",
"DISTRITO FEDERAL",
"ESTADO DO PIAUÍ",
"ESTADO DO PIAUÍ"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Plenário Virtual",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Plenário Virtual",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
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"Infra",
"-",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
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"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"FREDISON DE SOUSA COSTA",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"SALVADORA DIAS FREITAS",
"FREDISON DE SOUSA COSTA",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"SALVADORA DIAS FREITAS",
"FREDISON DE SOUSA COSTA",
"MARCO AURÉLIO",
"Ayres Britto",
"Ayres Britto",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"DIAS FREITAS",
"FREDISON DE SOUSA COSTA",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"SALVADORA DIAS FREITAS",
"FREDISON DE SOUSA COSTA",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"17",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"17 de março de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"22 de dezembro de 2014",
"13 de junho de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"22 de dezembro de 2014",
"13 de junho de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"17",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
722.083 SERGIPE
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:SINDICATO
DOS
SERVIDORES PÚBLICOS
DO
MUNICÍPIO DE NOSSA SENHORA DO SOCORRO/SE
ADV.(A/S)
:LUIZ FERREIRA VASCO VIANA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:SINDICATO
DOS
SERVIDORES
PÚBLICOS
MUNICIPAIS DE NOSSA SENHORA DO SOCORRO
ADV.(A/S)
:JOÃO
CARLOS
MACHADO
CARVALHO
E
OUTRO(A/S)
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO
REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
INEXISTÊNCIA DOS VÍCIOS RELACIONADOS NO ART. 535 DO CPC.
PRETENSÃO DE CARÁTER INFRINGENTE.
Não há obscuridade, contradição ou omissão no acórdão
questionado, o que afasta a presença dos pressupostos de
embargabilidade, conforme o art. 535 do CPC.
A via recursal adotada não se mostra adequada para a renovação de
julgamento que ocorreu regularmente.
Embargos de declaração rejeitados.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de
declaração, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 17 de março de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8072282.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
722.083 SERGIPE
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:SINDICATO
DOS
SERVIDORES PÚBLICOS
DO
MUNICÍPIO DE NOSSA SENHORA DO SOCORRO/SE
ADV.(A/S)
:LUIZ FERREIRA VASCO VIANA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:SINDICATO
DOS
SERVIDORES
PÚBLICOS
MUNICIPAIS DE NOSSA SENHORA DO SOCORRO
ADV.(A/S)
:JOÃO
CARLOS
MACHADO
CARVALHO
E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de embargos de declaração opostos contra
acórdão, da minha relatoria, proferido por esta Primeira Turma, assim
ementado:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO
AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO QUE NÃO ATACA OS
FUNDAMENTOS
DA
DECISÃO
AGRAVADA.
INADMISSIBILIDADE. PROCESSO CIVIL. AÇÃO CAUTELAR
INOMINADA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONTRA
DECISÃO DE NATUREZA PRECÁRIA. IMPOSSIBILIDADE.
SÚMULA 735/STF.
A petição de recurso não impugnou os fundamentos da
decisão ora agravada. Nesses casos é inadmissível, conforme
orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedentes.
Recurso interposto contra acórdão que manteve sentença
que julgara improcedente ação cautelar inominada, portanto, de
natureza precária. Incidência da Súmula 735/STF.
Embargos de declaração recebidos como agravo
regimental a que se nega provimento.”
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8072283.
Supremo Tribunal Federal
17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
722.083 SERGIPE
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:SINDICATO
DOS
SERVIDORES PÚBLICOS
DO
MUNICÍPIO DE NOSSA SENHORA DO SOCORRO/SE
ADV.(A/S)
:LUIZ FERREIRA VASCO VIANA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:SINDICATO
DOS
SERVIDORES
PÚBLICOS
MUNICIPAIS DE NOSSA SENHORA DO SOCORRO
ADV.(A/S)
:JOÃO
CARLOS
MACHADO
CARVALHO
E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de embargos de declaração opostos contra
acórdão, da minha relatoria, proferido por esta Primeira Turma, assim
ementado:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO
AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO QUE NÃO ATACA OS
FUNDAMENTOS
DA
DECISÃO
AGRAVADA.
INADMISSIBILIDADE. PROCESSO CIVIL. AÇÃO CAUTELAR
INOMINADA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONTRA
DECISÃO DE NATUREZA PRECÁRIA. IMPOSSIBILIDADE.
SÚMULA 735/STF.
A petição de recurso não impugnou os fundamentos da
decisão ora agravada. Nesses casos é inadmissível, conforme
orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedentes.
Recurso interposto contra acórdão que manteve sentença
que julgara improcedente ação cautelar inominada, portanto, de
natureza precária. Incidência da Súmula 735/STF.
Embargos de declaração recebidos como agravo
regimental a que se nega provimento.”
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8072283.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
ARE 722083 AGR-ED / SE
2.
A parte embargante alega que houve obscuridade na
decisão. Aduz que interpôs recurso extraordinário contra acórdão que
manteve sentença que julgara improcedente ação cautelar, e não contra
acórdão que deferira medida liminar. Logo, não seria caso de incidência
da Súmula 735/STF. Reitera os fundamentos do recurso extraordinário.
3.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8072283.
Supremo Tribunal Federal
ARE 722083 AGR-ED / SE
2.
A parte embargante alega que houve obscuridade na
decisão. Aduz que interpôs recurso extraordinário contra acórdão que
manteve sentença que julgara improcedente ação cautelar, e não contra
acórdão que deferira medida liminar. Logo, não seria caso de incidência
da Súmula 735/STF. Reitera os fundamentos do recurso extraordinário.
3.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8072283.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
722.083 SERGIPE
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O recurso não pode ser provido, tendo em vista a
inexistência de obscuridade, contradição ou omissão no acórdão
questionado, o que afasta a presença dos pressupostos de
embargabilidade, conforme o art. 535 do CPC.
2.
Estes embargos veiculam pretensão meramente
infringente. Objetivam tão somente o reexame de pedido já repelido, à
unanimidade, por esta Primeira Turma. E os embargos não podem
conduzir à renovação do julgamento que não se ressente de nenhum vício
e, muito menos, à modificação do julgado.
3.
A parte recorrente limita-se a postular uma nova
apreciação do mérito de um julgamento que transcorreu de forma
regular. Incide, no caso, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal
que afasta o cabimento dos declaratórios com essa finalidade.
4.
Este Tribunal já fixou o entendimento de que não se
revelam cabíveis embargos de declaração quando, a pretexto de
esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão ou
contradição, vêm a ser opostos com o inadmissível objetivo de infringir o
julgado, em ordem a viabilizar um indevido reexame da causa (AI
177.313-AgR-ED, Rel. Min. Celso de Mello).
5.
Restou claro no acórdão embargado que o recurso
extraordinário é inadmissível, uma vez que fora interposto contra
acórdão proferido em ação cautelar. Assim, não preenche o requisito do
art. 102, III, da Constituição Federal, que prevê a competência do
Supremo Tribunal Federal para julgar “mediante recurso extraordinário, as
causas decididas em única ou última instância”. Veja-se, a propósito, o AI
597.618-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Celso de Mello.
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8072284.
Supremo Tribunal Federal
17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
722.083 SERGIPE
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O recurso não pode ser provido, tendo em vista a
inexistência de obscuridade, contradição ou omissão no acórdão
questionado, o que afasta a presença dos pressupostos de
embargabilidade, conforme o art. 535 do CPC.
2.
Estes embargos veiculam pretensão meramente
infringente. Objetivam tão somente o reexame de pedido já repelido, à
unanimidade, por esta Primeira Turma. E os embargos não podem
conduzir à renovação do julgamento que não se ressente de nenhum vício
e, muito menos, à modificação do julgado.
3.
A parte recorrente limita-se a postular uma nova
apreciação do mérito de um julgamento que transcorreu de forma
regular. Incide, no caso, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal
que afasta o cabimento dos declaratórios com essa finalidade.
4.
Este Tribunal já fixou o entendimento de que não se
revelam cabíveis embargos de declaração quando, a pretexto de
esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão ou
contradição, vêm a ser opostos com o inadmissível objetivo de infringir o
julgado, em ordem a viabilizar um indevido reexame da causa (AI
177.313-AgR-ED, Rel. Min. Celso de Mello).
5.
Restou claro no acórdão embargado que o recurso
extraordinário é inadmissível, uma vez que fora interposto contra
acórdão proferido em ação cautelar. Assim, não preenche o requisito do
art. 102, III, da Constituição Federal, que prevê a competência do
Supremo Tribunal Federal para julgar “mediante recurso extraordinário, as
causas decididas em única ou última instância”. Veja-se, a propósito, o AI
597.618-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Celso de Mello.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8072284.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 722083 AGR-ED / SE
6.
Diante do exposto, rejeito os embargos declaratórios.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 722083 AGR-ED / SE
6.
Diante do exposto, rejeito os embargos declaratórios.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Extrato de Ata - 17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.083
PROCED. : SERGIPE
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S) : SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE
NOSSA SENHORA DO SOCORRO/SE
ADV.(A/S) : LUIZ FERREIRA VASCO VIANA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE
NOSSA SENHORA DO SOCORRO
ADV.(A/S) : JOÃO CARLOS MACHADO CARVALHO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 17.3.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8121339
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.083
PROCED. : SERGIPE
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S) : SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE
NOSSA SENHORA DO SOCORRO/SE
ADV.(A/S) : LUIZ FERREIRA VASCO VIANA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE
NOSSA SENHORA DO SOCORRO
ADV.(A/S) : JOÃO CARLOS MACHADO CARVALHO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 17.3.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8121339
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8143335
| 2015-03-17T00:00:00
| 2015-04-06T00:00:00
|
A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 17.3.2015.
|
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INEXISTÊNCIA DOS VÍCIOS RELACIONADOS NO ART. 535 DO CPC. PRETENSÃO DE CARÁTER INFRINGENTE.
Não há obscuridade, contradição ou omissão no acórdão questionado, o que afasta a presença dos pressupostos de embargabilidade, conforme o art. 535 do CPC.
A via recursal adotada não se mostra adequada para a renovação de julgamento que ocorreu regularmente.
Embargos de declaração rejeitados.
|
sjur298852
|
- Acórdão(s) citado(s):
(CABIMENTO, ED)
AI 597618 AgR (2ªT), AI 177313 AgR-ED (2ªT).
Número de páginas: 6.
Análise: 17/04/2015, AMS.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
722083
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00535\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL"
] |
ARE-AgR-ED
|
acordaos
|
ARE 722083 AgR-ED
|
[
""
] |
EMBTE.(S) : SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE NOSSA SENHORA DO SOCORRO/SE
ADV.(A/S) : LUIZ FERREIRA VASCO VIANA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE NOSSA SENHORA DO SOCORRO
ADV.(A/S) : JOÃO CARLOS MACHADO CARVALHO E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
722.083 SERGIPE
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:SINDICATO
DOS
SERVIDORES PÚBLICOS
DO
MUNICÍPIO DE NOSSA SENHORA DO SOCORRO/SE
ADV.(A/S)
:LUIZ FERREIRA VASCO VIANA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:SINDICATO
DOS
SERVIDORES
PÚBLICOS
MUNICIPAIS DE NOSSA SENHORA DO SOCORRO
ADV.(A/S)
:JOÃO
CARLOS
MACHADO
CARVALHO
E
OUTRO(A/S)
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO
REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
INEXISTÊNCIA DOS VÍCIOS RELACIONADOS NO ART. 535 DO Código de Processo Civil.
PRETENSÃO DE CARÁTER INFRINGENTE.
Não há obscuridade, contradição ou omissão no acórdão
questionado, o que afasta a presença dos pressupostos de
embargabilidade, conforme o art. 535 do Código de Processo Civil.
A via recursal adotada não se mostra adequada para a renovação de
julgamento que ocorreu regularmente.
Embargos de declaração rejeitados.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de
declaração, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 17 de março de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8072282.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
722.083 SERGIPE
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:SINDICATO
DOS
SERVIDORES PÚBLICOS
DO
MUNICÍPIO DE NOSSA SENHORA DO SOCORRO/SE
ADV.(A/S)
:LUIZ FERREIRA VASCO VIANA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:SINDICATO
DOS
SERVIDORES
PÚBLICOS
MUNICIPAIS DE NOSSA SENHORA DO SOCORRO
ADV.(A/S)
:JOÃO
CARLOS
MACHADO
CARVALHO
E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de embargos de declaração opostos contra
acórdão, da minha relatoria, proferido por esta Primeira Turma, assim
ementado:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO
AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO QUE NÃO ATACA OS
FUNDAMENTOS
DA
DECISÃO
AGRAVADA.
INADMISSIBILIDADE. PROCESSO CIVIL. AÇÃO CAUTELAR
INOMINADA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONTRA
DECISÃO DE NATUREZA PRECÁRIA. IMPOSSIBILIDADE.
SÚMULA 735/Supremo Tribunal Federal.
A petição de recurso não impugnou os fundamentos da
decisão ora agravada. Nesses casos é inadmissível, conforme
orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedentes.
Recurso interposto contra acórdão que manteve sentença
que julgara improcedente ação cautelar inominada, portanto, de
natureza precária. Incidência da Súmula 735/Supremo Tribunal Federal.
Embargos de declaração recebidos como agravo
regimental a que se nega provimento.”
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8072283.
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17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
722.083 SERGIPE
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:SINDICATO
DOS
SERVIDORES PÚBLICOS
DO
MUNICÍPIO DE NOSSA SENHORA DO SOCORRO/SE
ADV.(A/S)
:LUIZ FERREIRA VASCO VIANA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:SINDICATO
DOS
SERVIDORES
PÚBLICOS
MUNICIPAIS DE NOSSA SENHORA DO SOCORRO
ADV.(A/S)
:JOÃO
CARLOS
MACHADO
CARVALHO
E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de embargos de declaração opostos contra
acórdão, da minha relatoria, proferido por esta Primeira Turma, assim
ementado:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO
AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO QUE NÃO ATACA OS
FUNDAMENTOS
DA
DECISÃO
AGRAVADA.
INADMISSIBILIDADE. PROCESSO CIVIL. AÇÃO CAUTELAR
INOMINADA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONTRA
DECISÃO DE NATUREZA PRECÁRIA. IMPOSSIBILIDADE.
SÚMULA 735/Supremo Tribunal Federal.
A petição de recurso não impugnou os fundamentos da
decisão ora agravada. Nesses casos é inadmissível, conforme
orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedentes.
Recurso interposto contra acórdão que manteve sentença
que julgara improcedente ação cautelar inominada, portanto, de
natureza precária. Incidência da Súmula 735/Supremo Tribunal Federal.
Embargos de declaração recebidos como agravo
regimental a que se nega provimento.”
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Relatório
ARE 722083 AGR-ED / SE
2.
A parte embargante alega que houve obscuridade na
decisão. Aduz que interpôs recurso extraordinário contra acórdão que
manteve sentença que julgara improcedente ação cautelar, e não contra
acórdão que deferira medida liminar. Logo, não seria caso de incidência
da Súmula 735/Supremo Tribunal Federal. Reitera os fundamentos do recurso extraordinário.
3.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 722083 AGR-ED / SE
2.
A parte embargante alega que houve obscuridade na
decisão. Aduz que interpôs recurso extraordinário contra acórdão que
manteve sentença que julgara improcedente ação cautelar, e não contra
acórdão que deferira medida liminar. Logo, não seria caso de incidência
da Súmula 735/Supremo Tribunal Federal. Reitera os fundamentos do recurso extraordinário.
3.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
722.083 SERGIPE
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O recurso não pode ser provido, tendo em vista a
inexistência de obscuridade, contradição ou omissão no acórdão
questionado, o que afasta a presença dos pressupostos de
embargabilidade, conforme o art. 535 do Código de Processo Civil.
2.
Estes embargos veiculam pretensão meramente
infringente. Objetivam tão somente o reexame de pedido já repelido, à
unanimidade, por esta Primeira Turma. E os embargos não podem
conduzir à renovação do julgamento que não se ressente de nenhum vício
e, muito menos, à modificação do julgado.
3.
A parte recorrente limita-se a postular uma nova
apreciação do mérito de um julgamento que transcorreu de forma
regular. Incide, no caso, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal
que afasta o cabimento dos declaratórios com essa finalidade.
4.
Este Tribunal já fixou o entendimento de que não se
revelam cabíveis embargos de declaração quando, a pretexto de
esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão ou
contradição, vêm a ser opostos com o inadmissível objetivo de infringir o
julgado, em ordem a viabilizar um indevido reexame da causa (AI
177.313-AgR-ED, Rel. Min. Celso de Mello).
5.
Restou claro no acórdão embargado que o recurso
extraordinário é inadmissível, uma vez que fora interposto contra
acórdão proferido em ação cautelar. Assim, não preenche o requisito do
art. 102, III, da Constituição Federal, que prevê a competência do
Supremo Tribunal Federal para julgar “mediante recurso extraordinário, as
causas decididas em única ou última instância”. Veja-se, a propósito, o AI
597.618-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Celso de Mello.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8072284.
Supremo Tribunal Federal
17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
722.083 SERGIPE
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O recurso não pode ser provido, tendo em vista a
inexistência de obscuridade, contradição ou omissão no acórdão
questionado, o que afasta a presença dos pressupostos de
embargabilidade, conforme o art. 535 do Código de Processo Civil.
2.
Estes embargos veiculam pretensão meramente
infringente. Objetivam tão somente o reexame de pedido já repelido, à
unanimidade, por esta Primeira Turma. E os embargos não podem
conduzir à renovação do julgamento que não se ressente de nenhum vício
e, muito menos, à modificação do julgado.
3.
A parte recorrente limita-se a postular uma nova
apreciação do mérito de um julgamento que transcorreu de forma
regular. Incide, no caso, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal
que afasta o cabimento dos declaratórios com essa finalidade.
4.
Este Tribunal já fixou o entendimento de que não se
revelam cabíveis embargos de declaração quando, a pretexto de
esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão ou
contradição, vêm a ser opostos com o inadmissível objetivo de infringir o
julgado, em ordem a viabilizar um indevido reexame da causa (AI
177.313-AgR-ED, Rel. Min. Celso de Mello).
5.
Restou claro no acórdão embargado que o recurso
extraordinário é inadmissível, uma vez que fora interposto contra
acórdão proferido em ação cautelar. Assim, não preenche o requisito do
art. 102, III, da Constituição Federal, que prevê a competência do
Supremo Tribunal Federal para julgar “mediante recurso extraordinário, as
causas decididas em única ou última instância”. Veja-se, a propósito, o AI
597.618-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Celso de Mello.
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 722083 AGR-ED / SE
6.
Diante do exposto, rejeito os embargos declaratórios.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 722083 AGR-ED / SE
6.
Diante do exposto, rejeito os embargos declaratórios.
2
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Extrato de Ata - 17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.083
PROCED. : SERGIPE
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S) : SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE
NOSSA SENHORA DO SOCORRO/SE
ADV.(A/S) : LUIZ FERREIRA VASCO VIANA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE
NOSSA SENHORA DO SOCORRO
ADV.(A/S) : JOÃO CARLOS MACHADO CARVALHO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 17.3.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8121339
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.083
PROCED. : SERGIPE
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S) : SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE
NOSSA SENHORA DO SOCORRO/SE
ADV.(A/S) : LUIZ FERREIRA VASCO VIANA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE
NOSSA SENHORA DO SOCORRO
ADV.(A/S) : JOÃO CARLOS MACHADO CARVALHO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma rejeitou os embargos de declaração, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 17.3.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"SÚMULA 735 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 735 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 735 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 735 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 722083",
"Súmula 735 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 177 . 313 - AgR - ED",
"AI 597 . 618 - AgR",
"AI 177 . 313 - AgR - ED",
"AI 597 . 618 - AgR",
"ARE 722083",
"ARE"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 535 DO Código de Processo Civil",
"art . 535 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 535 do Código de Processo Civil",
"art . 102 , III , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 535 do Código de Processo Civil",
"art . 102 , III , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"Brasília",
"NOSSA SENHORA DO SOCORRO / SE",
"NOSSA SENHORA",
"MUNICÍPIO DE NOSSA SENHORA DO SOCORRO / SE",
"NOSSA",
"MUNICÍPIO DE NOSSA SENHORA DO",
"NOSSA",
"NOSSA"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE NOSSA SENHORA DO SOCORRO / SE",
"SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE NOSSA SENHORA DO SOCORRO",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SINDICATO DOS SERVIDORES",
"SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SINDICATO DOS",
"SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SINDICATO DOS",
"SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE NOSSA",
"SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"LUIZ FERREIRA VASCO VIANA",
"JOÃO CARLOS MACHADO CARVALHO",
"Rosa Weber",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"LUIZ FERREIRA VASCO VIANA",
"JOÃO CARLOS MACHADO CARVALHO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"LUIZ FERREIRA VASCO VIANA",
"JOÃO CARLOS MACHADO CARVALHO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"LUIZ FERREIRA VASCO VIANA",
"JOÃO CARLOS MACHADO CARVALHO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"LUIZ FERREIRA VASCO VIANA",
"JOÃO CARLOS MACHADO CARVALHO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"17",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"17 de março de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"17",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.972 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA
AGTE.(S)
:ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA
ADV.(A/S)
:ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA
EMBDO.(A/S)
:MARIA TERESA SAENZ SURITA
AGDO.(A/S)
:MARIA TERESA SAENZ SURITA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
EMENTA
Agravo regimental e embargos de declaração em ação originária.
Interposição de mais de um recurso contra a mesma decisão. Princípio
da unirrecorribilidade ou da singularidade recursal. Transgressão. Não
conhecimento do segundo recurso. Exame do primeiro. Agravo
regimental interposto antes da publicação da decisão agravada. Recente
modificação da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.
Unificação do entendimento pelo Plenário no sentido de admitir
recurso interposto antes da publicação da decisão impugnada. Falta de
impugnação dos fundamentos da decisão agravada. Incompetência do
Supremo Tribunal Federal para apreciar a demanda. Não conhecimento
dos embargos declaratórios. Não provimento do agravo regimental.
1. A interposição pela parte recorrente de mais de um recurso contra
a mesma decisão transgride o princípio da unirrecorribilidade ou da
singularidade recursal. Essa transgressão torna insuscetível de
conhecimento o segundo recurso (embargos de declaração).
Conhecimento e exame do agravo regimental apenas.
2. O Plenário do STF, nos autos do AI nº 703.269-AgR-ED-ED-EDv-
ED/MG, unificou, na sessão de 5/3/15, a compreensão da questão relativa
à admissibilidade da interposição de peça recursal antes da publicação da
decisão impugnada, concluindo pela ausência de intempestividade
processual e, assim, pela possibilidade de conhecimento do recurso.
3. Os fundamentos da decisão agravada não foram infirmados pelo
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
AO 1972 ED / DF
agravante. Não subsiste o agravo regimental que deixa de atacar
especificamente os fundamentos da decisão monocrática (art. 317, § 1º,
RISTF). Precedentes.
4. A competência originária do Supremo Tribunal Federal submete-
se a regime de direito estrito. Hipóteses taxativamente previstas no art.
102, inciso I, da Constituição. Incompetência do STF para apreciar
processo por crime de responsabilidade de prefeito. Precedentes.
5. Não conhecimento dos embargos de declaração. Agravo
Regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em não conhecer dos
embargos de declaração e negar provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator.
Brasília, 17 de março de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
AO 1972 ED / DF
agravante. Não subsiste o agravo regimental que deixa de atacar
especificamente os fundamentos da decisão monocrática (art. 317, § 1º,
RISTF). Precedentes.
4. A competência originária do Supremo Tribunal Federal submete-
se a regime de direito estrito. Hipóteses taxativamente previstas no art.
102, inciso I, da Constituição. Incompetência do STF para apreciar
processo por crime de responsabilidade de prefeito. Precedentes.
5. Não conhecimento dos embargos de declaração. Agravo
Regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em não conhecer dos
embargos de declaração e negar provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator.
Brasília, 17 de março de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.972 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA
AGTE.(S)
:ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA
ADV.(A/S)
:ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA
EMBDO.(A/S)
:MARIA TERESA SAENZ SURITA
AGDO.(A/S)
:MARIA TERESA SAENZ SURITA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Anderson Adriano Reis e Silva interpõe, seguidamente, dois
recursos contra a mesma decisão: agravo regimental e embargos de
declaração. Eis o inteiro teor da referida decisão:
“Cuida-se de petição nominada ‘Representação’, recebida
como ação originária, proposta por Anderson Adriano Reis e
Silva em face de Maria Teresa Saenz Surita, prefeita de Boa
Vista-RR, por apontado crime de responsabilidade, que estaria
configurado em um esquema de corrupção, assim descrito na
exordial:
‘A PREFEITA DE BOA VISTA TERESA JUCA-
Roraima, liderou um mega esquema de nomeação e
contratação de pessoas no âmbito da prefeitura de Boa
Vista no ano de 2004 com o fim de se eleger a deputada
federal e o que realmente ocorreu nas eleições de 2010,
para beneficiar eleitores e parentes de autoridades locais
que fazem parte de todos os poderes e instituições do
estado de RORAIMA (…)
O esquema dos gafanhotos chegou a contratar quase
40.000 mil servidores comissionados e autoridades locais
ficavam com parte da renda dos trabalhadores.
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Supremo Tribunal Federal
17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.972 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA
AGTE.(S)
:ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA
ADV.(A/S)
:ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA
EMBDO.(A/S)
:MARIA TERESA SAENZ SURITA
AGDO.(A/S)
:MARIA TERESA SAENZ SURITA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Anderson Adriano Reis e Silva interpõe, seguidamente, dois
recursos contra a mesma decisão: agravo regimental e embargos de
declaração. Eis o inteiro teor da referida decisão:
“Cuida-se de petição nominada ‘Representação’, recebida
como ação originária, proposta por Anderson Adriano Reis e
Silva em face de Maria Teresa Saenz Surita, prefeita de Boa
Vista-RR, por apontado crime de responsabilidade, que estaria
configurado em um esquema de corrupção, assim descrito na
exordial:
‘A PREFEITA DE BOA VISTA TERESA JUCA-
Roraima, liderou um mega esquema de nomeação e
contratação de pessoas no âmbito da prefeitura de Boa
Vista no ano de 2004 com o fim de se eleger a deputada
federal e o que realmente ocorreu nas eleições de 2010,
para beneficiar eleitores e parentes de autoridades locais
que fazem parte de todos os poderes e instituições do
estado de RORAIMA (…)
O esquema dos gafanhotos chegou a contratar quase
40.000 mil servidores comissionados e autoridades locais
ficavam com parte da renda dos trabalhadores.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
AO 1972 ED / DF
Vários trabalhadores aprovados e classificados em
concursos ingressavam com ações na Justiça com o fim de
tomarem posse nos referidos cargos mas eram
estranhamente indeferidos os mandados de segurança dos
impetrantes para beneficiarem parentes de autoridades
locais e eleição para deputado federal da senhora Teresa
Juca e do Senhor Romero Juca, SENADOR,
COMPROMETENDO AS FINANÇAS DO MUNICÍPIO,
inclusive o fundo de participação dos municípios - FPM.’
Requer a condenação da requerida no art. 1º, § 1º, I e II, e §
2º, do decreto lei nº 201/67.
É o relatório. Decido.
De início, defiro os benefícios da assistência judiciária
gratuita (lei nº 1060/50).
Adentrando na apreciação da demanda, destaco não ser
competência originária deste Supremo Tribunal Federal o
processo e julgamento da presente ação. De fato, a competência
desta Corte se submete a regime de direito estrito e não
contempla a apreciação de processo por crime de
responsabilidade de prefeito, conforme evidencia o art. 102, I,
‘c’, da CF/88:
‘Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal,
precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe:
I - processar e julgar, originariamente:
(...)
b) nas infrações penais comuns, o Presidente da
República, o Vice-Presidente, os membros do Congresso
Nacional, seus próprios Ministros e o Procurador-Geral da
República;
c) nas infrações penais comuns e nos crimes de
responsabilidade, os Ministros de Estado e os
Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica,
ressalvado o disposto no art. 52, I, os membros dos
Tribunais Superiores, os do Tribunal de Contas da União e
2
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Supremo Tribunal Federal
AO 1972 ED / DF
Vários trabalhadores aprovados e classificados em
concursos ingressavam com ações na Justiça com o fim de
tomarem posse nos referidos cargos mas eram
estranhamente indeferidos os mandados de segurança dos
impetrantes para beneficiarem parentes de autoridades
locais e eleição para deputado federal da senhora Teresa
Juca e do Senhor Romero Juca, SENADOR,
COMPROMETENDO AS FINANÇAS DO MUNICÍPIO,
inclusive o fundo de participação dos municípios - FPM.’
Requer a condenação da requerida no art. 1º, § 1º, I e II, e §
2º, do decreto lei nº 201/67.
É o relatório. Decido.
De início, defiro os benefícios da assistência judiciária
gratuita (lei nº 1060/50).
Adentrando na apreciação da demanda, destaco não ser
competência originária deste Supremo Tribunal Federal o
processo e julgamento da presente ação. De fato, a competência
desta Corte se submete a regime de direito estrito e não
contempla a apreciação de processo por crime de
responsabilidade de prefeito, conforme evidencia o art. 102, I,
‘c’, da CF/88:
‘Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal,
precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe:
I - processar e julgar, originariamente:
(...)
b) nas infrações penais comuns, o Presidente da
República, o Vice-Presidente, os membros do Congresso
Nacional, seus próprios Ministros e o Procurador-Geral da
República;
c) nas infrações penais comuns e nos crimes de
responsabilidade, os Ministros de Estado e os
Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica,
ressalvado o disposto no art. 52, I, os membros dos
Tribunais Superiores, os do Tribunal de Contas da União e
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Relatório
AO 1972 ED / DF
os chefes de missão diplomática de caráter permanente’.
Impossível, ademais, a remessa dos autos ao juízo
competente, uma vez que o autor não detém legitimidade ativa
para propor ação por crime de responsabilidade, qualquer que
seja a autoridade apontada na petição.
Pelo exposto, com fulcro no art. 21, § 1º, do RISTF, nego
seguimento à presente ação. Sem custas, ante o deferimento da
assistência judiciária gratuita (lei nº 1060/50).”
A parte autora, ora recorrente, alega nas razões de agravo regimental
(documento eletrônico 9) que a decisão monocrática contraria
dispositivos da Constituição Federal e do Decreto-Lei nº 201/1967, o qual
dispõe sobre a responsabilidade de prefeitos e vereadores.
Aduz que o esquema ilícito relatado na inicial envolve várias
autoridades do Estado de Roraima que estariam se beneficiando de
cargos públicos em detrimentos de pessoas menos favorecidas da
sociedade.
Requer a procedência de todos os pedidos feitos na exordial da ação.
Não obstante a interposição do referido agravo regimental em
13/2/2015, o recorrente opôs embargos de declaração, em 19/2/2015,
impugnando a mesma decisão monocrática.
Argui, na petição de embargos (documento eletrônico 10), que a
decisão monocrática contraria frontalmente os princípios éticos, morais e
jurídicos do Estado Democrático de Direto, pois a requerida teria sido
eleita no ano de 2010 beneficiando-se do esquema ilícito relatado na
inicial.
Aduz que o sistema constitucional pátrio prevê a ação popular para
coibir práticas ilícitas.
Por fim, requer o provimento dos embargos de declaração para o fim
de julgar procedente a ação e, ainda, que essa seja recebida como ação
popular.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
AO 1972 ED / DF
os chefes de missão diplomática de caráter permanente’.
Impossível, ademais, a remessa dos autos ao juízo
competente, uma vez que o autor não detém legitimidade ativa
para propor ação por crime de responsabilidade, qualquer que
seja a autoridade apontada na petição.
Pelo exposto, com fulcro no art. 21, § 1º, do RISTF, nego
seguimento à presente ação. Sem custas, ante o deferimento da
assistência judiciária gratuita (lei nº 1060/50).”
A parte autora, ora recorrente, alega nas razões de agravo regimental
(documento eletrônico 9) que a decisão monocrática contraria
dispositivos da Constituição Federal e do Decreto-Lei nº 201/1967, o qual
dispõe sobre a responsabilidade de prefeitos e vereadores.
Aduz que o esquema ilícito relatado na inicial envolve várias
autoridades do Estado de Roraima que estariam se beneficiando de
cargos públicos em detrimentos de pessoas menos favorecidas da
sociedade.
Requer a procedência de todos os pedidos feitos na exordial da ação.
Não obstante a interposição do referido agravo regimental em
13/2/2015, o recorrente opôs embargos de declaração, em 19/2/2015,
impugnando a mesma decisão monocrática.
Argui, na petição de embargos (documento eletrônico 10), que a
decisão monocrática contraria frontalmente os princípios éticos, morais e
jurídicos do Estado Democrático de Direto, pois a requerida teria sido
eleita no ano de 2010 beneficiando-se do esquema ilícito relatado na
inicial.
Aduz que o sistema constitucional pátrio prevê a ação popular para
coibir práticas ilícitas.
Por fim, requer o provimento dos embargos de declaração para o fim
de julgar procedente a ação e, ainda, que essa seja recebida como ação
popular.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.972 DISTRITO FEDERAL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Preliminarmente, não conheço dos embargos de declaração porque
opostos em 19/2/15, quando já deduzido, em momento anterior
(13/2/2015), agravo regimental pela mesma parte recorrente e contra a
mesma decisão.
Cumpre destacar que o sistema processual pátrio adota o princípio
da unirrecorribilidade ou da singularidade recursal, o qual impede a
interposição cumulativa de mais de um recurso contra o mesmo ato
decisório, ressalvadas as hipóteses legais.
Nesse sentido:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº
12.322/2010) – CUMULATIVA INTERPOSIÇÃO DE DOIS (02)
RECURSOS CONTRA A MESMA DECISÃO, FORA DAS
HIPÓTESES LEGAIS – INADMISSIBILIDADE – OFENSA
AO POSTULADO DA SINGULARIDADE DOS RECURSOS
– NÃO CONHECIMENTO DO SEGUNDO RECURSO –
EXAME DO PRIMEIRO RECURSO – GRATIFICAÇÃO DE
DESEMPENHO DA CARREIRA DA PREVIDÊNCIA, DA
SAÚDE E DO TRABALHO (GDPST) – EXTENSÃO DOS
CRITÉRIOS DE CÁLCULO DESSA GRATIFICAÇÃO AOS
SERVIDORES INATIVOS – REPERCUSSÃO GERAL DA
MATÉRIA QUE O PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL RECONHECEU NO JULGAMENTO DO RE 631.880-
RG/CE – REAFIRMAÇÃO, QUANDO DA APRECIAÇÃO DE
MENCIONADO RECURSO, DA JURISPRUDÊNCIA QUE O
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMOU NO EXAME
DESSA CONTROVÉRSIA – RECURSO DE AGRAVO
IMPROVIDO” (ARE 845.201-AgR, Segunda Turma, Relator o
Ministro Celso de Mello, DJe de 4/12/14).
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Supremo Tribunal Federal
17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.972 DISTRITO FEDERAL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Preliminarmente, não conheço dos embargos de declaração porque
opostos em 19/2/15, quando já deduzido, em momento anterior
(13/2/2015), agravo regimental pela mesma parte recorrente e contra a
mesma decisão.
Cumpre destacar que o sistema processual pátrio adota o princípio
da unirrecorribilidade ou da singularidade recursal, o qual impede a
interposição cumulativa de mais de um recurso contra o mesmo ato
decisório, ressalvadas as hipóteses legais.
Nesse sentido:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº
12.322/2010) – CUMULATIVA INTERPOSIÇÃO DE DOIS (02)
RECURSOS CONTRA A MESMA DECISÃO, FORA DAS
HIPÓTESES LEGAIS – INADMISSIBILIDADE – OFENSA
AO POSTULADO DA SINGULARIDADE DOS RECURSOS
– NÃO CONHECIMENTO DO SEGUNDO RECURSO –
EXAME DO PRIMEIRO RECURSO – GRATIFICAÇÃO DE
DESEMPENHO DA CARREIRA DA PREVIDÊNCIA, DA
SAÚDE E DO TRABALHO (GDPST) – EXTENSÃO DOS
CRITÉRIOS DE CÁLCULO DESSA GRATIFICAÇÃO AOS
SERVIDORES INATIVOS – REPERCUSSÃO GERAL DA
MATÉRIA QUE O PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL RECONHECEU NO JULGAMENTO DO RE 631.880-
RG/CE – REAFIRMAÇÃO, QUANDO DA APRECIAÇÃO DE
MENCIONADO RECURSO, DA JURISPRUDÊNCIA QUE O
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMOU NO EXAME
DESSA CONTROVÉRSIA – RECURSO DE AGRAVO
IMPROVIDO” (ARE 845.201-AgR, Segunda Turma, Relator o
Ministro Celso de Mello, DJe de 4/12/14).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AO 1972 ED / DF
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. INTERPOSIÇÃO DE
DOIS RECURSOS CONTRA A MESMA DECISÃO.
INADMISSILIBIDADE:
PRINCÍPIO
DA
UNIRRECORRIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A interposição cumulativa
de dois recursos contra a mesma decisão enseja o
conhecimento apenas do primeiro protocolizado, com a
consequente preclusão consumativa em relação ao segundo.
Precedentes” (AI 629.337-AgR/PE Primeira Turma, Relatora a
Ministra Cármen Lúcia, DJe de 30/4/09).
Ressalte-se que cabe a lei excepcionar o mencionado princípio, como
ocorre, por exemplo, na hipótese prevista no art. 541 do Código de
Processo Civil. A exceção, entretanto, não alcança o presente caso, em que
se verifica a ocorrência de preclusão consumativa. Isso torna o segundo
recurso apresentado – embargos de declaração – insuscetível de
conhecimento.
Desse modo, conheço, unicamente, do primeiro recurso interposto,
qual seja, o agravo regimental, o qual passo a examinar. Ao fazê-lo, a ele
nego provimento.
Observo, de início, que o agravo regimental foi interposto em 13/2/15
(cf. recibo eletrônico 8), antes da publicação da decisão recorrida, que
somente ocorreu em 19/2/15 (cf. andamento processual). Não obstante,
admito o agravo.
Isso porque o Plenário desta Corte, em recente julgado (AI nº
703.269-AgR-ED-ED-EDv-ED/MG, Tribunal Pleno, Relatoria do Ministro
Luiz Fux, julgado em 5/3/2015), unificou a compreensão da questão, antes
dissonante nas Turmas, concluindo pela possibilidade de se admitir
recurso protocolado antes da publicação da decisão impugnada, desde
que dentro do prazo recursal.
É justamente essa a hipótese dos autos, razão pela qual conheço do
agravo regimental protocolado antecipadamente.
Todavia, a irresignação não merece prosperar.
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Supremo Tribunal Federal
AO 1972 ED / DF
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. INTERPOSIÇÃO DE
DOIS RECURSOS CONTRA A MESMA DECISÃO.
INADMISSILIBIDADE:
PRINCÍPIO
DA
UNIRRECORRIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A interposição cumulativa
de dois recursos contra a mesma decisão enseja o
conhecimento apenas do primeiro protocolizado, com a
consequente preclusão consumativa em relação ao segundo.
Precedentes” (AI 629.337-AgR/PE Primeira Turma, Relatora a
Ministra Cármen Lúcia, DJe de 30/4/09).
Ressalte-se que cabe a lei excepcionar o mencionado princípio, como
ocorre, por exemplo, na hipótese prevista no art. 541 do Código de
Processo Civil. A exceção, entretanto, não alcança o presente caso, em que
se verifica a ocorrência de preclusão consumativa. Isso torna o segundo
recurso apresentado – embargos de declaração – insuscetível de
conhecimento.
Desse modo, conheço, unicamente, do primeiro recurso interposto,
qual seja, o agravo regimental, o qual passo a examinar. Ao fazê-lo, a ele
nego provimento.
Observo, de início, que o agravo regimental foi interposto em 13/2/15
(cf. recibo eletrônico 8), antes da publicação da decisão recorrida, que
somente ocorreu em 19/2/15 (cf. andamento processual). Não obstante,
admito o agravo.
Isso porque o Plenário desta Corte, em recente julgado (AI nº
703.269-AgR-ED-ED-EDv-ED/MG, Tribunal Pleno, Relatoria do Ministro
Luiz Fux, julgado em 5/3/2015), unificou a compreensão da questão, antes
dissonante nas Turmas, concluindo pela possibilidade de se admitir
recurso protocolado antes da publicação da decisão impugnada, desde
que dentro do prazo recursal.
É justamente essa a hipótese dos autos, razão pela qual conheço do
agravo regimental protocolado antecipadamente.
Todavia, a irresignação não merece prosperar.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AO 1972 ED / DF
É que o Supremo Tribunal Federal assentou o entendimento de que
não subsiste o agravo regimental quando ausente ataque específico aos
fundamentos do pronunciamento monocrático tido por merecedor de
reforma, em razão da exigência contida no art. 317, § 1º, do Regimento
Interno da Corte. Nesse sentido:
“EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NA
RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUE
DECIDIDO
NA
AÇÃO
DECLARATÓRIA
DE
CONSTITUCIONALIDADE
4/DF.
AUSÊNCIA
DE
IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA
DECISÃO AGRAVADA. ART. 317, § 1º, DO REGIMENTO
INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
Inviável o agravo regimental no qual não são impugnados
os fundamentos da decisão agravada. Precedentes” (Rcl nº
4.754-AgR/CE, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 26/3/2010).
“AGRAVO REGIMENTAL NO MANDADO DE
SEGURANÇA. ELEIÇÃO DA MESA DA CÂMARA DOS
DEPUTADOS. CANDIDATURA AVULSA PARA SUPLENTE.
NÃO CUMPRIMENTO DO REQUISITO EXIGIDO NO ART.
317, § 1º, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL.
1. Os fundamentos da decisão agravada não foram
impugnados pelo Agravante, que se limitou a reiterar os
argumentos apresentados na inicial. Precedentes.
2. Decisão agravada mantida pelos seus próprios
fundamentos.
3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (MS nº
27.873-AgR/DF, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 12/3/10).
“EMENTA: Agravo regimental em reclamação. Decisão
agravada fundamentada na jurisprudência desta Corte.
Alegação de descumprimento do que decidido no HC 98.893.
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Supremo Tribunal Federal
AO 1972 ED / DF
É que o Supremo Tribunal Federal assentou o entendimento de que
não subsiste o agravo regimental quando ausente ataque específico aos
fundamentos do pronunciamento monocrático tido por merecedor de
reforma, em razão da exigência contida no art. 317, § 1º, do Regimento
Interno da Corte. Nesse sentido:
“EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NA
RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUE
DECIDIDO
NA
AÇÃO
DECLARATÓRIA
DE
CONSTITUCIONALIDADE
4/DF.
AUSÊNCIA
DE
IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA
DECISÃO AGRAVADA. ART. 317, § 1º, DO REGIMENTO
INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
Inviável o agravo regimental no qual não são impugnados
os fundamentos da decisão agravada. Precedentes” (Rcl nº
4.754-AgR/CE, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 26/3/2010).
“AGRAVO REGIMENTAL NO MANDADO DE
SEGURANÇA. ELEIÇÃO DA MESA DA CÂMARA DOS
DEPUTADOS. CANDIDATURA AVULSA PARA SUPLENTE.
NÃO CUMPRIMENTO DO REQUISITO EXIGIDO NO ART.
317, § 1º, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL.
1. Os fundamentos da decisão agravada não foram
impugnados pelo Agravante, que se limitou a reiterar os
argumentos apresentados na inicial. Precedentes.
2. Decisão agravada mantida pelos seus próprios
fundamentos.
3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (MS nº
27.873-AgR/DF, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 12/3/10).
“EMENTA: Agravo regimental em reclamação. Decisão
agravada fundamentada na jurisprudência desta Corte.
Alegação de descumprimento do que decidido no HC 98.893.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AO 1972 ED / DF
Ausência de impugnação dos fundamentos da decisão
agravada. Não cumprimento do requisito exigido no art. 317, §
1º, do RISTF. Inadmissibilidade. Precedentes.
É requisito essencial do agravo regimental a apresentação
das razões do pedido de reforma da decisão agravada,
conforme expressa determinação do art. 317, § 1º, do Regimento
Interno desta Corte.
Inviável, portanto, o agravo regimental que se limita a
reiterar os argumentos apresentados na inicial e não impugna
os fundamentos da decisão agravada. Precedentes.
Agravo regimental ao qual se nega provimento” (Rcl nº
8.665/MG-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJe de 23/10/09).
Verifico que o recorrente deixou de impugnar todos os fundamentos
da decisão monocrática, da qual destaco os seguintes trechos:
“Adentrando na apreciação da demanda, destaco não ser
competência originária deste Supremo Tribunal Federal o
processo e julgamento da presente ação. De fato, a competência
desta Corte se submete a regime de direito estrito e não
contempla a apreciação de processo por crime de
responsabilidade de prefeito, conforme evidencia o art. 102, I,
‘c’, da CF/88:
(…)
Impossível, ademais, a remessa dos autos ao juízo
competente, uma vez que o autor não detém legitimidade ativa
para propor ação por crime de responsabilidade, qualquer que
seja a autoridade apontada na petição.”
Não bastasse a falta de impugnação dos fundamentos acima
reproduzidos, o agravante também não aduz qualquer razão suficiente
que enseje a modificação da decisão proferida.
Com efeito, a competência originária do Supremo Tribunal Federal
submete-se a regime de direito estrito, não lhe cabendo, por absoluta falta
de competência, apreciar processo por crime de responsabilidade de
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Supremo Tribunal Federal
AO 1972 ED / DF
Ausência de impugnação dos fundamentos da decisão
agravada. Não cumprimento do requisito exigido no art. 317, §
1º, do RISTF. Inadmissibilidade. Precedentes.
É requisito essencial do agravo regimental a apresentação
das razões do pedido de reforma da decisão agravada,
conforme expressa determinação do art. 317, § 1º, do Regimento
Interno desta Corte.
Inviável, portanto, o agravo regimental que se limita a
reiterar os argumentos apresentados na inicial e não impugna
os fundamentos da decisão agravada. Precedentes.
Agravo regimental ao qual se nega provimento” (Rcl nº
8.665/MG-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJe de 23/10/09).
Verifico que o recorrente deixou de impugnar todos os fundamentos
da decisão monocrática, da qual destaco os seguintes trechos:
“Adentrando na apreciação da demanda, destaco não ser
competência originária deste Supremo Tribunal Federal o
processo e julgamento da presente ação. De fato, a competência
desta Corte se submete a regime de direito estrito e não
contempla a apreciação de processo por crime de
responsabilidade de prefeito, conforme evidencia o art. 102, I,
‘c’, da CF/88:
(…)
Impossível, ademais, a remessa dos autos ao juízo
competente, uma vez que o autor não detém legitimidade ativa
para propor ação por crime de responsabilidade, qualquer que
seja a autoridade apontada na petição.”
Não bastasse a falta de impugnação dos fundamentos acima
reproduzidos, o agravante também não aduz qualquer razão suficiente
que enseje a modificação da decisão proferida.
Com efeito, a competência originária do Supremo Tribunal Federal
submete-se a regime de direito estrito, não lhe cabendo, por absoluta falta
de competência, apreciar processo por crime de responsabilidade de
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AO 1972 ED / DF
prefeito, conforme se depreende da simples leitura do art. 102, inciso I,
alínea c, da Constituição Federal:
“Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal,
precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe:
I - processar e julgar, originariamente:
(...)
b) nas infrações penais comuns, o Presidente da
República, o Vice-Presidente, os membros do Congresso
Nacional, seus próprios Ministros e o Procurador-Geral da
República;
c) nas infrações penais comuns e nos crimes de
responsabilidade, os Ministros de Estado e os
Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica,
ressalvado o disposto no art. 52, I, os membros dos
Tribunais Superiores, os do Tribunal de Contas da União e
os chefes de missão diplomática de caráter permanente.”
Ressalte-se, ademais, que a Constituição Federal de 1988 não incluiu
o julgamento da ação popular na esfera de atribuições jurisdicionais
originárias do Supremo Tribunal Federal, as quais estão taxativamente
enunciadas no rol do art. 102, inciso I, da CF. Confira-se, nesse sentido, o
HC nº 100.231-MC/DF (Relator o Min. Celso de Mello, DJe de 4/9/2009).
Ante o exposto, não conheço dos embargos de declaração e nego
provimento ao agravo regimental.
É como voto.
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Supremo Tribunal Federal
AO 1972 ED / DF
prefeito, conforme se depreende da simples leitura do art. 102, inciso I,
alínea c, da Constituição Federal:
“Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal,
precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe:
I - processar e julgar, originariamente:
(...)
b) nas infrações penais comuns, o Presidente da
República, o Vice-Presidente, os membros do Congresso
Nacional, seus próprios Ministros e o Procurador-Geral da
República;
c) nas infrações penais comuns e nos crimes de
responsabilidade, os Ministros de Estado e os
Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica,
ressalvado o disposto no art. 52, I, os membros dos
Tribunais Superiores, os do Tribunal de Contas da União e
os chefes de missão diplomática de caráter permanente.”
Ressalte-se, ademais, que a Constituição Federal de 1988 não incluiu
o julgamento da ação popular na esfera de atribuições jurisdicionais
originárias do Supremo Tribunal Federal, as quais estão taxativamente
enunciadas no rol do art. 102, inciso I, da CF. Confira-se, nesse sentido, o
HC nº 100.231-MC/DF (Relator o Min. Celso de Mello, DJe de 4/9/2009).
Ante o exposto, não conheço dos embargos de declaração e nego
provimento ao agravo regimental.
É como voto.
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Extrato de Ata - 17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.972
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) : ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA
AGTE.(S) : ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA
ADV.(A/S) : ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA
EMBDO.(A/S) : MARIA TERESA SAENZ SURITA
AGDO.(A/S) : MARIA TERESA SAENZ SURITA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: A Turma não conheceu dos embargos de declaração e
negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do
Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª
Turma, 17.3.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.972
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) : ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA
AGTE.(S) : ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA
ADV.(A/S) : ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA
EMBDO.(A/S) : MARIA TERESA SAENZ SURITA
AGDO.(A/S) : MARIA TERESA SAENZ SURITA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: A Turma não conheceu dos embargos de declaração e
negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do
Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª
Turma, 17.3.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8239511
| 2015-03-17T00:00:00
| 2015-04-16T00:00:00
|
A Turma não conheceu dos embargos de declaração e negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 17.3.2015.
|
EMB.DECL. NA AÇÃO ORIGINÁRIA
|
EMENTA
Agravo regimental e embargos de declaração em ação originária. Interposição de mais de um recurso contra a mesma decisão. Princípio da unirrecorribilidade ou da singularidade recursal. Transgressão. Não conhecimento do segundo recurso. Exame do primeiro. Agravo regimental interposto antes da publicação da decisão agravada. Recente modificação da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Unificação do entendimento pelo Plenário no sentido de admitir recurso interposto antes da publicação da decisão impugnada. Falta de impugnação dos fundamentos da decisão agravada. Incompetência do Supremo Tribunal Federal para apreciar a demanda. Não conhecimento dos embargos declaratórios. Não provimento do agravo regimental.
1. A interposição pela parte recorrente de mais de um recurso contra a mesma decisão transgride o princípio da unirrecorribilidade ou da singularidade recursal. Essa transgressão torna insuscetível de conhecimento o segundo recurso (embargos de declaração). Conhecimento e exame do agravo regimental apenas.
2. O Plenário do STF, nos autos do AI nº 703.269-AgR-ED-ED-EDv-ED/MG, unificou, na sessão de 5/3/15, a compreensão da questão relativa à admissibilidade da interposição de peça recursal antes da publicação da decisão impugnada, concluindo pela ausência de intempestividade processual e, assim, pela possibilidade de conhecimento do recurso.
3. Os fundamentos da decisão agravada não foram infirmados pelo agravante. Não subsiste o agravo regimental que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decisão monocrática (art. 317, § 1º, RISTF). Precedentes.
4. A competência originária do Supremo Tribunal Federal submete-se a regime de direito estrito. Hipóteses taxativamente previstas no art. 102, inciso I, da Constituição. Incompetência do STF para apreciar processo por crime de responsabilidade de prefeito. Precedentes.
5. Não conhecimento dos embargos de declaração. Agravo Regimental não provido.
|
sjur300935
|
- Acórdão(s) citado(s):
(INTERPOSIÇÃO, RECURSO, MOMENTO ANTERIOR, PUBLICAÇÃO, DECISÃO RECORRIDA)
AI 703269 AGR ED ED EDV ED (TP).
(PRINCÍPIO DA UNIRRECORRIBILIDADE)
AI 629337 AgR (1ªT), ARE 845201 AgR (2ªT).
(AGRAVO REGIMENTAL, IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA, FUNDAMENTO, DECISÃO AGRAVADA)
Rcl 8665 AgR (2ªT), Rcl 4754 AgR (TP), MS 27873 AgR (TP).
- Decisão monocrática citada:
(AÇÃO POPULAR, COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA, STF)
HC 100231 MC.
Número de páginas: 11.
Análise: 29/04/2015, IMC.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
1972
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-C\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00541\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n",
"LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00317 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL"
] |
AO-ED
|
acordaos
|
AO 1972 ED
|
[
""
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EMBTE.(S) : ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA
AGTE.(S) : ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA
ADV.(A/S) : ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA
EMBDO.(A/S) : MARIA TERESA SAENZ SURITA
AGDO.(A/S) : MARIA TERESA SAENZ SURITA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
|
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""
] |
Ementa e Acórdão
17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.972 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA
AGTE.(S)
:ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA
ADV.(A/S)
:ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA
EMBDO.(A/S)
:MARIA TERESA SAENZ SURITA
AGDO.(A/S)
:MARIA TERESA SAENZ SURITA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
EMENTA
Agravo regimental e embargos de declaração em ação originária.
Interposição de mais de um recurso contra a mesma decisão. Princípio
da unirrecorribilidade ou da singularidade recursal. Transgressão. Não
conhecimento do segundo recurso. Exame do primeiro. Agravo
regimental interposto antes da publicação da decisão agravada. Recente
modificação da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.
Unificação do entendimento pelo Plenário no sentido de admitir
recurso interposto antes da publicação da decisão impugnada. Falta de
impugnação dos fundamentos da decisão agravada. Incompetência do
Supremo Tribunal Federal para apreciar a demanda. Não conhecimento
dos embargos declaratórios. Não provimento do agravo regimental.
1. A interposição pela parte recorrente de mais de um recurso contra
a mesma decisão transgride o princípio da unirrecorribilidade ou da
singularidade recursal. Essa transgressão torna insuscetível de
conhecimento o segundo recurso (embargos de declaração).
Conhecimento e exame do agravo regimental apenas.
2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, nos autos do AI n 703.269-AgR-ED-ED-EDv-
ED/MG, unificou, na sessão de 5/3/15, a compreensão da questão relativa
à admissibilidade da interposição de peça recursal antes da publicação da
decisão impugnada, concluindo pela ausência de intempestividade
processual e, assim, pela possibilidade de conhecimento do recurso.
3. Os fundamentos da decisão agravada não foram infirmados pelo
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
AO 1972 ED / DF
agravante. Não subsiste o agravo regimental que deixa de atacar
especificamente os fundamentos da decisão monocrática (art. 317, § 1...,
RISTF). Precedentes.
4. A competência originária do Supremo Tribunal Federal submete-
se a regime de direito estrito. Hipóteses taxativamente previstas no art.
102, inciso I, da Constituição. Incompetência do Supremo Tribunal Federal para apreciar
processo por crime de responsabilidade de prefeito. Precedentes.
5. Não conhecimento dos embargos de declaração. Agravo
Regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em não conhecer dos
embargos de declaração e negar provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator.
Brasília, 17 de março de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
AO 1972 ED / DF
agravante. Não subsiste o agravo regimental que deixa de atacar
especificamente os fundamentos da decisão monocrática (art. 317, § 1...,
RISTF). Precedentes.
4. A competência originária do Supremo Tribunal Federal submete-
se a regime de direito estrito. Hipóteses taxativamente previstas no art.
102, inciso I, da Constituição. Incompetência do Supremo Tribunal Federal para apreciar
processo por crime de responsabilidade de prefeito. Precedentes.
5. Não conhecimento dos embargos de declaração. Agravo
Regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em não conhecer dos
embargos de declaração e negar provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator.
Brasília, 17 de março de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
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Relatório
17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.972 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA
AGTE.(S)
:ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA
ADV.(A/S)
:ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA
EMBDO.(A/S)
:MARIA TERESA SAENZ SURITA
AGDO.(A/S)
:MARIA TERESA SAENZ SURITA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Anderson Adriano Reis e Silva interpõe, seguidamente, dois
recursos contra a mesma decisão: agravo regimental e embargos de
declaração. Eis o inteiro teor da referida decisão:
“Cuida-se de petição nominada ‘Representação’, recebida
como ação originária, proposta por Anderson Adriano Reis e
Silva em face de Maria Teresa Saenz Surita, prefeita de Boa
Vista-RR, por apontado crime de responsabilidade, que estaria
configurado em um esquema de corrupção, assim descrito na
exordial:
‘A PREFEITA DE BOA VISTA TERESA JUCA-
Roraima, liderou um mega esquema de nomeação e
contratação de pessoas no âmbito da prefeitura de Boa
Vista no ano de 2004 com o fim de se eleger a deputada
federal e o que realmente ocorreu nas eleições de 2010,
para beneficiar eleitores e parentes de autoridades locais
que fazem parte de todos os poderes e instituições do
estado de RORAIMA (…)
O esquema dos gafanhotos chegou a contratar quase
40.000 mil servidores comissionados e autoridades locais
ficavam com parte da renda dos trabalhadores.
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Supremo Tribunal Federal
17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.972 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA
AGTE.(S)
:ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA
ADV.(A/S)
:ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA
EMBDO.(A/S)
:MARIA TERESA SAENZ SURITA
AGDO.(A/S)
:MARIA TERESA SAENZ SURITA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Anderson Adriano Reis e Silva interpõe, seguidamente, dois
recursos contra a mesma decisão: agravo regimental e embargos de
declaração. Eis o inteiro teor da referida decisão:
“Cuida-se de petição nominada ‘Representação’, recebida
como ação originária, proposta por Anderson Adriano Reis e
Silva em face de Maria Teresa Saenz Surita, prefeita de Boa
Vista-RR, por apontado crime de responsabilidade, que estaria
configurado em um esquema de corrupção, assim descrito na
exordial:
‘A PREFEITA DE BOA VISTA TERESA JUCA-
Roraima, liderou um mega esquema de nomeação e
contratação de pessoas no âmbito da prefeitura de Boa
Vista no ano de 2004 com o fim de se eleger a deputada
federal e o que realmente ocorreu nas eleições de 2010,
para beneficiar eleitores e parentes de autoridades locais
que fazem parte de todos os poderes e instituições do
estado de RORAIMA (…)
O esquema dos gafanhotos chegou a contratar quase
40.000 mil servidores comissionados e autoridades locais
ficavam com parte da renda dos trabalhadores.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
AO 1972 ED / DF
Vários trabalhadores aprovados e classificados em
concursos ingressavam com ações na Justiça com o fim de
tomarem posse nos referidos cargos mas eram
estranhamente indeferidos os mandados de segurança dos
impetrantes para beneficiarem parentes de autoridades
locais e eleição para deputado federal da senhora Teresa
Juca e do Senhor Romero Juca, SENADOR,
COMPROMETENDO AS FINANÇAS DO MUNICÍPIO,
inclusive o fundo de participação dos municípios - FPM.’
Requer a condenação da requerida no art. 1..., § 1..., I e II, e §
2..., do decreto lei n 201/67.
É o relatório. Decido.
De início, defiro os benefícios da assistência judiciária
gratuita (lei n 1060/50).
Adentrando na apreciação da demanda, destaco não ser
competência originária deste Supremo Tribunal Federal o
processo e julgamento da presente ação. De fato, a competência
desta Corte se submete a regime de direito estrito e não
contempla a apreciação de processo por crime de
responsabilidade de prefeito, conforme evidencia o art. 102, I,
‘c’, da Constituição Federal de 1988/88:
‘Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal,
precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe:
I - processar e julgar, originariamente:
(...)
b) nas infrações penais comuns, o Presidente da
República, o Vice-Presidente, os membros do Congresso
Nacional, seus próprios Ministros e o Procurador-Geral da
República;
c) nas infrações penais comuns e nos crimes de
responsabilidade, os Ministros de Estado e os
Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica,
ressalvado o disposto no art. 52, I, os membros dos
Tribunais Superiores, os do Tribunal de Contas da União e
2
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Supremo Tribunal Federal
AO 1972 ED / DF
Vários trabalhadores aprovados e classificados em
concursos ingressavam com ações na Justiça com o fim de
tomarem posse nos referidos cargos mas eram
estranhamente indeferidos os mandados de segurança dos
impetrantes para beneficiarem parentes de autoridades
locais e eleição para deputado federal da senhora Teresa
Juca e do Senhor Romero Juca, SENADOR,
COMPROMETENDO AS FINANÇAS DO MUNICÍPIO,
inclusive o fundo de participação dos municípios - FPM.’
Requer a condenação da requerida no art. 1..., § 1..., I e II, e §
2..., do decreto lei n 201/67.
É o relatório. Decido.
De início, defiro os benefícios da assistência judiciária
gratuita (lei n 1060/50).
Adentrando na apreciação da demanda, destaco não ser
competência originária deste Supremo Tribunal Federal o
processo e julgamento da presente ação. De fato, a competência
desta Corte se submete a regime de direito estrito e não
contempla a apreciação de processo por crime de
responsabilidade de prefeito, conforme evidencia o art. 102, I,
‘c’, da Constituição Federal de 1988/88:
‘Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal,
precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe:
I - processar e julgar, originariamente:
(...)
b) nas infrações penais comuns, o Presidente da
República, o Vice-Presidente, os membros do Congresso
Nacional, seus próprios Ministros e o Procurador-Geral da
República;
c) nas infrações penais comuns e nos crimes de
responsabilidade, os Ministros de Estado e os
Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica,
ressalvado o disposto no art. 52, I, os membros dos
Tribunais Superiores, os do Tribunal de Contas da União e
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Relatório
AO 1972 ED / DF
os chefes de missão diplomática de caráter permanente’.
Impossível, ademais, a remessa dos autos ao juízo
competente, uma vez que o autor não detém legitimidade ativa
para propor ação por crime de responsabilidade, qualquer que
seja a autoridade apontada na petição.
Pelo exposto, com fulcro no art. 21, § 1..., do RISTF, nego
seguimento à presente ação. Sem custas, ante o deferimento da
assistência judiciária gratuita (lei n 1060/50).”
A parte autora, ora recorrente, alega nas razões de agravo regimental
(documento eletrônico 9) que a decisão monocrática contraria
dispositivos da Constituição Federal e do Decreto-Lei n 201/1967, o qual
dispõe sobre a responsabilidade de prefeitos e vereadores.
Aduz que o esquema ilícito relatado na inicial envolve várias
autoridades do Estado de Roraima que estariam se beneficiando de
cargos públicos em detrimentos de pessoas menos favorecidas da
sociedade.
Requer a procedência de todos os pedidos feitos na exordial da ação.
Não obstante a interposição do referido agravo regimental em
13/2/2015, o recorrente opôs embargos de declaração, em 19/2/2015,
impugnando a mesma decisão monocrática.
Argui, na petição de embargos (documento eletrônico 10), que a
decisão monocrática contraria frontalmente os princípios éticos, morais e
jurídicos do Estado Democrático de Direto, pois a requerida teria sido
eleita no ano de 2010 beneficiando-se do esquema ilícito relatado na
inicial.
Aduz que o sistema constitucional pátrio prevê a ação popular para
coibir práticas ilícitas.
Por fim, requer o provimento dos embargos de declaração para o fim
de julgar procedente a ação e, ainda, que essa seja recebida como ação
popular.
É o relatório.
3
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8194969.
Supremo Tribunal Federal
AO 1972 ED / DF
os chefes de missão diplomática de caráter permanente’.
Impossível, ademais, a remessa dos autos ao juízo
competente, uma vez que o autor não detém legitimidade ativa
para propor ação por crime de responsabilidade, qualquer que
seja a autoridade apontada na petição.
Pelo exposto, com fulcro no art. 21, § 1..., do RISTF, nego
seguimento à presente ação. Sem custas, ante o deferimento da
assistência judiciária gratuita (lei n 1060/50).”
A parte autora, ora recorrente, alega nas razões de agravo regimental
(documento eletrônico 9) que a decisão monocrática contraria
dispositivos da Constituição Federal e do Decreto-Lei n 201/1967, o qual
dispõe sobre a responsabilidade de prefeitos e vereadores.
Aduz que o esquema ilícito relatado na inicial envolve várias
autoridades do Estado de Roraima que estariam se beneficiando de
cargos públicos em detrimentos de pessoas menos favorecidas da
sociedade.
Requer a procedência de todos os pedidos feitos na exordial da ação.
Não obstante a interposição do referido agravo regimental em
13/2/2015, o recorrente opôs embargos de declaração, em 19/2/2015,
impugnando a mesma decisão monocrática.
Argui, na petição de embargos (documento eletrônico 10), que a
decisão monocrática contraria frontalmente os princípios éticos, morais e
jurídicos do Estado Democrático de Direto, pois a requerida teria sido
eleita no ano de 2010 beneficiando-se do esquema ilícito relatado na
inicial.
Aduz que o sistema constitucional pátrio prevê a ação popular para
coibir práticas ilícitas.
Por fim, requer o provimento dos embargos de declaração para o fim
de julgar procedente a ação e, ainda, que essa seja recebida como ação
popular.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.972 DISTRITO FEDERAL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Preliminarmente, não conheço dos embargos de declaração porque
opostos em 19/2/15, quando já deduzido, em momento anterior
(13/2/2015), agravo regimental pela mesma parte recorrente e contra a
mesma decisão.
Cumpre destacar que o sistema processual pátrio adota o princípio
da unirrecorribilidade ou da singularidade recursal, o qual impede a
interposição cumulativa de mais de um recurso contra o mesmo ato
decisório, ressalvadas as hipóteses legais.
Nesse sentido:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI n
12.322/2010) – CUMULATIVA INTERPOSIÇÃO DE DOIS (02)
RECURSOS CONTRA A MESMA DECISÃO, FORA DAS
HIPÓTESES LEGAIS – INADMISSIBILIDADE – OFENSA
AO POSTULADO DA SINGULARIDADE DOS RECURSOS
– NÃO CONHECIMENTO DO SEGUNDO RECURSO –
EXAME DO PRIMEIRO RECURSO – GRATIFICAÇÃO DE
DESEMPENHO DA CARREIRA DA PREVIDÊNCIA, DA
SAÚDE E DO TRABALHO (GDPST) – EXTENSÃO DOS
CRITÉRIOS DE CÁLCULO DESSA GRATIFICAÇÃO AOS
SERVIDORES INATIVOS – REPERCUSSÃO GERAL DA
MATÉRIA QUE O PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL RECONHECEU NO JULGAMENTO DO Recurso Extraordinário 631.880-
RG/CE – REAFIRMAÇÃO, QUANDO DA APRECIAÇÃO DE
MENCIONADO RECURSO, DA JURISPRUDÊNCIA QUE O
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMOU NO EXAME
DESSA CONTROVÉRSIA – RECURSO DE AGRAVO
IMPROVIDO” (ARE 845.201-AgR, Segunda Turma, Relator o
Ministro Celso de Mello, DJe de 4/12/14).
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Supremo Tribunal Federal
17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.972 DISTRITO FEDERAL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Preliminarmente, não conheço dos embargos de declaração porque
opostos em 19/2/15, quando já deduzido, em momento anterior
(13/2/2015), agravo regimental pela mesma parte recorrente e contra a
mesma decisão.
Cumpre destacar que o sistema processual pátrio adota o princípio
da unirrecorribilidade ou da singularidade recursal, o qual impede a
interposição cumulativa de mais de um recurso contra o mesmo ato
decisório, ressalvadas as hipóteses legais.
Nesse sentido:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI n
12.322/2010) – CUMULATIVA INTERPOSIÇÃO DE DOIS (02)
RECURSOS CONTRA A MESMA DECISÃO, FORA DAS
HIPÓTESES LEGAIS – INADMISSIBILIDADE – OFENSA
AO POSTULADO DA SINGULARIDADE DOS RECURSOS
– NÃO CONHECIMENTO DO SEGUNDO RECURSO –
EXAME DO PRIMEIRO RECURSO – GRATIFICAÇÃO DE
DESEMPENHO DA CARREIRA DA PREVIDÊNCIA, DA
SAÚDE E DO TRABALHO (GDPST) – EXTENSÃO DOS
CRITÉRIOS DE CÁLCULO DESSA GRATIFICAÇÃO AOS
SERVIDORES INATIVOS – REPERCUSSÃO GERAL DA
MATÉRIA QUE O PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL RECONHECEU NO JULGAMENTO DO Recurso Extraordinário 631.880-
RG/CE – REAFIRMAÇÃO, QUANDO DA APRECIAÇÃO DE
MENCIONADO RECURSO, DA JURISPRUDÊNCIA QUE O
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMOU NO EXAME
DESSA CONTROVÉRSIA – RECURSO DE AGRAVO
IMPROVIDO” (ARE 845.201-AgR, Segunda Turma, Relator o
Ministro Celso de Mello, DJe de 4/12/14).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AO 1972 ED / DF
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. INTERPOSIÇÃO DE
DOIS RECURSOS CONTRA A MESMA DECISÃO.
INADMISSILIBIDADE:
PRINCÍPIO
DA
UNIRRECORRIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A interposição cumulativa
de dois recursos contra a mesma decisão enseja o
conhecimento apenas do primeiro protocolizado, com a
consequente preclusão consumativa em relação ao segundo.
Precedentes” (AI 629.337-AgR/PE Primeira Turma, Relatora a
Ministra Cármen Lúcia, DJe de 30/4/09).
Ressalte-se que cabe a lei excepcionar o mencionado princípio, como
ocorre, por exemplo, na hipótese prevista no art. 541 do Código de
Processo Civil. A exceção, entretanto, não alcança o presente caso, em que
se verifica a ocorrência de preclusão consumativa. Isso torna o segundo
recurso apresentado – embargos de declaração – insuscetível de
conhecimento.
Desse modo, conheço, unicamente, do primeiro recurso interposto,
qual seja, o agravo regimental, o qual passo a examinar. Ao fazê-lo, a ele
nego provimento.
Observo, de início, que o agravo regimental foi interposto em 13/2/15
(cf. recibo eletrônico 8), antes da publicação da decisão recorrida, que
somente ocorreu em 19/2/15 (cf. andamento processual). Não obstante,
admito o agravo.
Isso porque o Plenário desta Corte, em recente julgado (AI n
703.269-AgR-ED-ED-EDv-ED/MG, Tribunal Pleno, Relatoria do Ministro
Luiz Fux, julgado em 5/3/2015), unificou a compreensão da questão, antes
dissonante nas Turmas, concluindo pela possibilidade de se admitir
recurso protocolado antes da publicação da decisão impugnada, desde
que dentro do prazo recursal.
É justamente essa a hipótese dos autos, razão pela qual conheço do
agravo regimental protocolado antecipadamente.
Todavia, a irresignação não merece prosperar.
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AO 1972 ED / DF
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. INTERPOSIÇÃO DE
DOIS RECURSOS CONTRA A MESMA DECISÃO.
INADMISSILIBIDADE:
PRINCÍPIO
DA
UNIRRECORRIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A interposição cumulativa
de dois recursos contra a mesma decisão enseja o
conhecimento apenas do primeiro protocolizado, com a
consequente preclusão consumativa em relação ao segundo.
Precedentes” (AI 629.337-AgR/PE Primeira Turma, Relatora a
Ministra Cármen Lúcia, DJe de 30/4/09).
Ressalte-se que cabe a lei excepcionar o mencionado princípio, como
ocorre, por exemplo, na hipótese prevista no art. 541 do Código de
Processo Civil. A exceção, entretanto, não alcança o presente caso, em que
se verifica a ocorrência de preclusão consumativa. Isso torna o segundo
recurso apresentado – embargos de declaração – insuscetível de
conhecimento.
Desse modo, conheço, unicamente, do primeiro recurso interposto,
qual seja, o agravo regimental, o qual passo a examinar. Ao fazê-lo, a ele
nego provimento.
Observo, de início, que o agravo regimental foi interposto em 13/2/15
(cf. recibo eletrônico 8), antes da publicação da decisão recorrida, que
somente ocorreu em 19/2/15 (cf. andamento processual). Não obstante,
admito o agravo.
Isso porque o Plenário desta Corte, em recente julgado (AI n
703.269-AgR-ED-ED-EDv-ED/MG, Tribunal Pleno, Relatoria do Ministro
Luiz Fux, julgado em 5/3/2015), unificou a compreensão da questão, antes
dissonante nas Turmas, concluindo pela possibilidade de se admitir
recurso protocolado antes da publicação da decisão impugnada, desde
que dentro do prazo recursal.
É justamente essa a hipótese dos autos, razão pela qual conheço do
agravo regimental protocolado antecipadamente.
Todavia, a irresignação não merece prosperar.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AO 1972 ED / DF
É que o Supremo Tribunal Federal assentou o entendimento de que
não subsiste o agravo regimental quando ausente ataque específico aos
fundamentos do pronunciamento monocrático tido por merecedor de
reforma, em razão da exigência contida no art. 317, § 1..., do Regimento
Interno da Corte. Nesse sentido:
“EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NA
RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUE
DECIDIDO
NA
AÇÃO
DECLARATÓRIA
DE
CONSTITUCIONALIDADE
4/DF.
AUSÊNCIA
DE
IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA
DECISÃO AGRAVADA. ART. 317, § 1..., DO REGIMENTO
INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
Inviável o agravo regimental no qual não são impugnados
os fundamentos da decisão agravada. Precedentes” (Rcl n
4.754-AgR/CE, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 26/3/2010).
“AGRAVO REGIMENTAL NO MANDADO DE
SEGURANÇA. ELEIÇÃO DA MESA DA CÂMARA DOS
DEPUTADOS. CANDIDATURA AVULSA PARA SUPLENTE.
NÃO CUMPRIMENTO DO REQUISITO EXIGIDO NO ART.
317, § 1..., DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL.
1. Os fundamentos da decisão agravada não foram
impugnados pelo Agravante, que se limitou a reiterar os
argumentos apresentados na inicial. Precedentes.
2. Decisão agravada mantida pelos seus próprios
fundamentos.
3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (MS n
27.873-AgR/DF, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 12/3/10).
“EMENTA: Agravo regimental em reclamação. Decisão
agravada fundamentada na jurisprudência desta Corte.
Alegação de descumprimento do que decidido no HC 98.893.
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Supremo Tribunal Federal
AO 1972 ED / DF
É que o Supremo Tribunal Federal assentou o entendimento de que
não subsiste o agravo regimental quando ausente ataque específico aos
fundamentos do pronunciamento monocrático tido por merecedor de
reforma, em razão da exigência contida no art. 317, § 1..., do Regimento
Interno da Corte. Nesse sentido:
“EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NA
RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUE
DECIDIDO
NA
AÇÃO
DECLARATÓRIA
DE
CONSTITUCIONALIDADE
4/DF.
AUSÊNCIA
DE
IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA
DECISÃO AGRAVADA. ART. 317, § 1..., DO REGIMENTO
INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
Inviável o agravo regimental no qual não são impugnados
os fundamentos da decisão agravada. Precedentes” (Rcl n
4.754-AgR/CE, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 26/3/2010).
“AGRAVO REGIMENTAL NO MANDADO DE
SEGURANÇA. ELEIÇÃO DA MESA DA CÂMARA DOS
DEPUTADOS. CANDIDATURA AVULSA PARA SUPLENTE.
NÃO CUMPRIMENTO DO REQUISITO EXIGIDO NO ART.
317, § 1..., DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL.
1. Os fundamentos da decisão agravada não foram
impugnados pelo Agravante, que se limitou a reiterar os
argumentos apresentados na inicial. Precedentes.
2. Decisão agravada mantida pelos seus próprios
fundamentos.
3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (MS n
27.873-AgR/DF, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 12/3/10).
“EMENTA: Agravo regimental em reclamação. Decisão
agravada fundamentada na jurisprudência desta Corte.
Alegação de descumprimento do que decidido no HC 98.893.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AO 1972 ED / DF
Ausência de impugnação dos fundamentos da decisão
agravada. Não cumprimento do requisito exigido no art. 317, §
1..., do RISTF. Inadmissibilidade. Precedentes.
É requisito essencial do agravo regimental a apresentação
das razões do pedido de reforma da decisão agravada,
conforme expressa determinação do art. 317, § 1..., do Regimento
Interno desta Corte.
Inviável, portanto, o agravo regimental que se limita a
reiterar os argumentos apresentados na inicial e não impugna
os fundamentos da decisão agravada. Precedentes.
Agravo regimental ao qual se nega provimento” (Rcl n
8.665/MG-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJe de 23/10/09).
Verifico que o recorrente deixou de impugnar todos os fundamentos
da decisão monocrática, da qual destaco os seguintes trechos:
“Adentrando na apreciação da demanda, destaco não ser
competência originária deste Supremo Tribunal Federal o
processo e julgamento da presente ação. De fato, a competência
desta Corte se submete a regime de direito estrito e não
contempla a apreciação de processo por crime de
responsabilidade de prefeito, conforme evidencia o art. 102, I,
‘c’, da Constituição Federal de 1988/88:
(…)
Impossível, ademais, a remessa dos autos ao juízo
competente, uma vez que o autor não detém legitimidade ativa
para propor ação por crime de responsabilidade, qualquer que
seja a autoridade apontada na petição.”
Não bastasse a falta de impugnação dos fundamentos acima
reproduzidos, o agravante também não aduz qualquer razão suficiente
que enseje a modificação da decisão proferida.
Com efeito, a competência originária do Supremo Tribunal Federal
submete-se a regime de direito estrito, não lhe cabendo, por absoluta falta
de competência, apreciar processo por crime de responsabilidade de
4
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Supremo Tribunal Federal
AO 1972 ED / DF
Ausência de impugnação dos fundamentos da decisão
agravada. Não cumprimento do requisito exigido no art. 317, §
1..., do RISTF. Inadmissibilidade. Precedentes.
É requisito essencial do agravo regimental a apresentação
das razões do pedido de reforma da decisão agravada,
conforme expressa determinação do art. 317, § 1..., do Regimento
Interno desta Corte.
Inviável, portanto, o agravo regimental que se limita a
reiterar os argumentos apresentados na inicial e não impugna
os fundamentos da decisão agravada. Precedentes.
Agravo regimental ao qual se nega provimento” (Rcl n
8.665/MG-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJe de 23/10/09).
Verifico que o recorrente deixou de impugnar todos os fundamentos
da decisão monocrática, da qual destaco os seguintes trechos:
“Adentrando na apreciação da demanda, destaco não ser
competência originária deste Supremo Tribunal Federal o
processo e julgamento da presente ação. De fato, a competência
desta Corte se submete a regime de direito estrito e não
contempla a apreciação de processo por crime de
responsabilidade de prefeito, conforme evidencia o art. 102, I,
‘c’, da Constituição Federal de 1988/88:
(…)
Impossível, ademais, a remessa dos autos ao juízo
competente, uma vez que o autor não detém legitimidade ativa
para propor ação por crime de responsabilidade, qualquer que
seja a autoridade apontada na petição.”
Não bastasse a falta de impugnação dos fundamentos acima
reproduzidos, o agravante também não aduz qualquer razão suficiente
que enseje a modificação da decisão proferida.
Com efeito, a competência originária do Supremo Tribunal Federal
submete-se a regime de direito estrito, não lhe cabendo, por absoluta falta
de competência, apreciar processo por crime de responsabilidade de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AO 1972 ED / DF
prefeito, conforme se depreende da simples leitura do art. 102, inciso I,
alínea c, da Constituição Federal:
“Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal,
precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe:
I - processar e julgar, originariamente:
(...)
b) nas infrações penais comuns, o Presidente da
República, o Vice-Presidente, os membros do Congresso
Nacional, seus próprios Ministros e o Procurador-Geral da
República;
c) nas infrações penais comuns e nos crimes de
responsabilidade, os Ministros de Estado e os
Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica,
ressalvado o disposto no art. 52, I, os membros dos
Tribunais Superiores, os do Tribunal de Contas da União e
os chefes de missão diplomática de caráter permanente.”
Ressalte-se, ademais, que a Constituição Federal de 1988 não incluiu
o julgamento da ação popular na esfera de atribuições jurisdicionais
originárias do Supremo Tribunal Federal, as quais estão taxativamente
enunciadas no rol do art. 102, inciso I, da Constituição Federal de 1988. Confira-se, nesse sentido, o
HC n 100.231-MC/DF (Relator o Min. Celso de Mello, DJe de 4/9/2009).
Ante o exposto, não conheço dos embargos de declaração e nego
provimento ao agravo regimental.
É como voto.
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Supremo Tribunal Federal
AO 1972 ED / DF
prefeito, conforme se depreende da simples leitura do art. 102, inciso I,
alínea c, da Constituição Federal:
“Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal,
precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe:
I - processar e julgar, originariamente:
(...)
b) nas infrações penais comuns, o Presidente da
República, o Vice-Presidente, os membros do Congresso
Nacional, seus próprios Ministros e o Procurador-Geral da
República;
c) nas infrações penais comuns e nos crimes de
responsabilidade, os Ministros de Estado e os
Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica,
ressalvado o disposto no art. 52, I, os membros dos
Tribunais Superiores, os do Tribunal de Contas da União e
os chefes de missão diplomática de caráter permanente.”
Ressalte-se, ademais, que a Constituição Federal de 1988 não incluiu
o julgamento da ação popular na esfera de atribuições jurisdicionais
originárias do Supremo Tribunal Federal, as quais estão taxativamente
enunciadas no rol do art. 102, inciso I, da Constituição Federal de 1988. Confira-se, nesse sentido, o
HC n 100.231-MC/DF (Relator o Min. Celso de Mello, DJe de 4/9/2009).
Ante o exposto, não conheço dos embargos de declaração e nego
provimento ao agravo regimental.
É como voto.
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11
Extrato de Ata - 17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.972
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) : ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA
AGTE.(S) : ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA
ADV.(A/S) : ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA
EMBDO.(A/S) : MARIA TERESA SAENZ SURITA
AGDO.(A/S) : MARIA TERESA SAENZ SURITA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: A Turma não conheceu dos embargos de declaração e
negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do
Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1...
Turma, 17.3.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8121290
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.972
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) : ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA
AGTE.(S) : ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA
ADV.(A/S) : ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA
EMBDO.(A/S) : MARIA TERESA SAENZ SURITA
AGDO.(A/S) : MARIA TERESA SAENZ SURITA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: A Turma não conheceu dos embargos de declaração e
negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do
Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1...
Turma, 17.3.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8121290
Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AÇÃO ORIGINÁRIA 1 . 972",
"AI n 703 . 269 - AgR - ED - ED - EDv -",
"AÇÃO",
"Recurso Extraordinário 631 . 880 - RG / CE",
"ARE 845 . 201 - AgR",
"AÇÃO ORIGINÁRIA 1 . 972",
"Recurso Extraordinário 631 . 880 - RG / CE",
"ARE 845 . 201 - AgR",
"AI 629 . 337 - AgR / PE",
"AI n 703 . 269 - AgR - ED - ED - EDv - ED / MG",
"AI 629 . 337 - AgR / PE",
"AI n 703 . 269 - AgR - ED - ED - EDv - ED / MG",
"AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE 4 / DF",
"Rcl n 4 . 754 - AgR / CE",
"MS n 27 . 873 - AgR / DF",
"HC 98 . 893 . 3",
"Rcl n 4 . 754 - AgR / CE",
"MS n 27 . 873 - AgR / DF",
"HC 98 . 893 . 3",
"Rcl n 8 . 665 / MG - AgR",
"Rcl n 8 . 665 / MG - AgR",
"HC n 100 . 231 - MC / DF",
"HC n 100 . 231 - MC / DF",
"AÇÃO ORIGINÁRIA 1 .",
"AÇÃO ORIGINÁRIA 1 . 972"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , inciso I , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , inciso I , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 1 . . . , § 1 . . . , I e II , e § 2 . . . , do decreto lei n 201 / 67",
"lei n 1060 / 50",
"art . 102 , I , ‘ c ’ , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 1 .",
"lei n 1060 / 50",
"art . 102 , I , ‘ c ’ , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art",
"lei n 1060 / 50",
"Constituição Federal",
"Decreto",
"-",
"Lei n 201 / 1967",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"lei n 1060 / 50",
"Constituição Federal",
"Decreto",
"-",
"Lei n 201 / 1967",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI n 12 . 322 / 2010",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"/",
"2001",
"LEI n 12 . 322 / 2010",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 541 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 541 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art",
"ART",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art",
"art . 102 , I , ‘ c ’ , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , I , ‘ c ’ , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , inciso I , alínea c , da Constituição Federal",
"Constituição Federal de 1988",
"art . 102 , inciso I , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , inciso I , alínea c , da Constituição Federal",
"Constituição",
"Constituição Federal de 1988",
"art . 102 , inciso I , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 ."
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"Boa Vista - RR",
"BOA VISTA TERESA",
"prefeitura de",
"Boa Vista",
"estado de RORAIMA",
"DISTRITO FEDERAL",
"Boa Vista - RR",
"BOA VISTA",
"Boa Vista",
"estado de RORAIMA",
"Estado de Roraima",
"Estado de Roraima",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Congresso Nacional",
"Marinha",
"Exército",
"Aeronáutica",
"Tribunal de Contas da União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Congresso Nacional",
"Marinha",
"Exército",
"Aeronáutica",
"Tribunal de Contas da União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"CARREIRA DA PREVIDÊNCIA , DA SAÚDE E DO TRABALHO",
"GDPST",
"PLENÁRIO DO",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Plenário",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Plenário",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Tribunal Pleno",
"CÂMARA",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Tribunal Pleno",
"MESA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Congresso Nacional",
"Marinha",
"Exército",
"Aeronáutica",
"Tribunal de Contas da União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Congresso Nacional",
"Marinha",
"Exército",
"Aeronáutica",
"Tribunal de Contas da União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA",
"ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA",
"ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA",
"MARIA TERESA SAENZ SURITA",
"MARIA TERESA SAENZ SURITA",
"Rosa Weber",
"DIAS TOFFOLI",
"Rosa Weber",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA",
"ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA",
"ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA",
"MARIA TERESA SAENZ SURITA",
"MARIA TERESA SAENZ SURITA",
"DIAS TOFFOLI",
"Anderson Adriano Reis e Silva",
"Anderson Adriano Reis e Silva",
"Maria Teresa Saenz Surita",
"DIAS TOFFOLI",
"ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA",
"ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA",
"ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA",
"MARIA TERESA SAENZ SURITA",
"MARIA TERESA SAENZ SURITA",
"DIAS TOFFOLI",
"Anderson Adriano Reis e Silva",
"Anderson Adriano Reis e Silva",
"Maria Teresa Saenz Surita",
"TERESA JUCA - Roraima",
"Teresa Juca",
"Romero Juca",
"Teresa Juca",
"Romero Juca",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Celso de Mello",
"DIAS TOFFOLI",
"Celso de Mello",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"Joaquim Barbosa",
"Joaquim Barbosa",
"DIAS TOFFOLI",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"DIAS TOFFOLI",
"ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA",
"ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA",
"ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA",
"MARIA TERESA SAENZ SURITA",
"MARIA TERESA SAENZ SURITA",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco",
"Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA",
"ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA",
"ANDERSON ADRIANO REIS E SILVA",
"MARIA TERESA SAENZ SURITA",
"MARIA TERESA SAENZ SURITA",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"17",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"5",
"/",
"3",
"/",
"15",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17 de março de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17 de março de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"2004",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"2004",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"2",
"/",
"2015",
"19",
"/",
"2",
"/",
"2015",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"2",
"/",
"2015",
"19",
"/",
"2",
"/",
"2015",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"19",
"/",
"2",
"/",
"15",
"13",
"/",
"2",
"/",
"2015",
"4",
"/",
"12",
"/",
"14",
"24",
"/",
"08",
"17",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"19",
"/",
"2",
"/",
"15",
"13",
"/",
"2",
"/",
"2015",
"4",
"/",
"12",
"/",
"14",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"13",
"/",
"2",
"/",
"15",
"19",
"/",
"2",
"/",
"15",
"5",
"/",
"3",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"4",
"/",
"09",
"13",
"/",
"2",
"/",
"15",
"19",
"/",
"2",
"/",
"15",
"5",
"/",
"3",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"3",
"/",
"2010",
"12",
"/",
"3",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"3",
"/",
"2010",
"12",
"/",
"3",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"10",
"/",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"10",
"/",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"4",
"/",
"9",
"/",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"4",
"/",
"9",
"/",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"17",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.530
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:RUBENI LENIO DOS SANTOS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ALEXANDRE
AUGUSTO
SANTOS
DE
VASCONCELOS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Acordos
coletivos de trabalho. Cumprimento. Discussão. Cláusulas do acordo.
Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes.
1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame de cláusulas
de acordo coletivo de trabalho e do conjunto fático-probatório da
demanda. Incidência das Súmulas nºs 454 e 279/STF.
2. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 3 de março de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8141897.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12
Relatório
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.530
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:RUBENI LENIO DOS SANTOS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ALEXANDRE
AUGUSTO
SANTOS
DE
VASCONCELOS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Rubeni Lênio dos Santos e outro interpõem tempestivo agravo
regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de recurso extraordinário interposto contra
acórdão da Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5º
Região, assim ementado:
‘ADMINISTRATIVO. EX-FERROVIÁRIOS. PLEITO
DE PAGAMENTO DE DIFERENÇAS DECORRENTES DA
APLICAÇÃO DE DISSÍDIOS E ACORDOS COLETIVOS.
PLANILHAS
ACOSTADAS
PELA
UNIÃO
DEMONSTRANDO
O
ADIMPLEMENTO
DA
OBRIGAÇÃO. BASE DE CÁLCULO CORRETAMENTE
UTILIZADA.
ADOÇÃO
DA
TÉCNICA
DA
FUNDAMENTAÇÃO PER RELATIONEM.
1. Apelação interposta contra sentença que julgou
improcedente o pedido de condenação da UNIÃO e do
INSS ao pagamento das diferenças decorrentes da
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8141895.
Supremo Tribunal Federal
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.530
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:RUBENI LENIO DOS SANTOS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ALEXANDRE
AUGUSTO
SANTOS
DE
VASCONCELOS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Rubeni Lênio dos Santos e outro interpõem tempestivo agravo
regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de recurso extraordinário interposto contra
acórdão da Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5º
Região, assim ementado:
‘ADMINISTRATIVO. EX-FERROVIÁRIOS. PLEITO
DE PAGAMENTO DE DIFERENÇAS DECORRENTES DA
APLICAÇÃO DE DISSÍDIOS E ACORDOS COLETIVOS.
PLANILHAS
ACOSTADAS
PELA
UNIÃO
DEMONSTRANDO
O
ADIMPLEMENTO
DA
OBRIGAÇÃO. BASE DE CÁLCULO CORRETAMENTE
UTILIZADA.
ADOÇÃO
DA
TÉCNICA
DA
FUNDAMENTAÇÃO PER RELATIONEM.
1. Apelação interposta contra sentença que julgou
improcedente o pedido de condenação da UNIÃO e do
INSS ao pagamento das diferenças decorrentes da
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8141895.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12
Relatório
ARE 843530 AGR / PE
aplicação dos dissídios coletivos dos anos de 2004 e 2005 e
dos acordos coletivos de 2006 e de 2007.
2. Adoção da chamada fundamentação per
relationem, após a devida análise dos autos, tendo em
vista que a compreensão deste Relator sobre a questão
litigiosa guarda perfeita sintonia com o entendimento
esposado pelo Juízo de Primeiro Grau, motivo pelo qual se
transcreve, como razão de decidir, nesta esfera recursal, a
fundamentação da sentença (itens 3, 4 e 5 desta ementa).
3. ‘Cinge-se o mérito da demanda à verificação da
base de cálculo utilizada para pagamento dos valores
pretéritos do Dissídio Coletivo nº. 169061/2006-000-00-00.0
(referente aos anos de 2004/2005, 2005/2006) e dos Acordos
Coletivos de Trabalho 2006/2007 e 2007/2008.’
4. ‘Aduzem os autores que os réus, ao implantarem
tais aumentos, o faziam em datas bem posteriores àquelas
nas quais havia sido acordada a aplicação inicial do índice
de reajuste, razão pela qual se acumulavam sucessivos
índices não pagos e, no momento do adimplemento dos
atrasados, não se observava essa evolução histórica,
tomando por base o valor do salário efetivamente pago e
não aquele que deveria ter sido.’
5. ‘A análise das planilhas acostadas pela União,
contudo, demonstra que o pagamento dos valores
pretéritos levou em conta sim o salário já reajustado. [...]
Como se vê, os réus adimpliram a obrigação de pagar
corretamente, considerando por base o salário que deveria
ter sido pago e não aquele que foi efetivamente, razão pela
qual a improcedência do pedido é medida que se impõe.’
6. Apelação não provida’.
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados
Alega-se, no apelo extremo, violação do artigo 5º, caput,
da Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8141895.
Supremo Tribunal Federal
ARE 843530 AGR / PE
aplicação dos dissídios coletivos dos anos de 2004 e 2005 e
dos acordos coletivos de 2006 e de 2007.
2. Adoção da chamada fundamentação per
relationem, após a devida análise dos autos, tendo em
vista que a compreensão deste Relator sobre a questão
litigiosa guarda perfeita sintonia com o entendimento
esposado pelo Juízo de Primeiro Grau, motivo pelo qual se
transcreve, como razão de decidir, nesta esfera recursal, a
fundamentação da sentença (itens 3, 4 e 5 desta ementa).
3. ‘Cinge-se o mérito da demanda à verificação da
base de cálculo utilizada para pagamento dos valores
pretéritos do Dissídio Coletivo nº. 169061/2006-000-00-00.0
(referente aos anos de 2004/2005, 2005/2006) e dos Acordos
Coletivos de Trabalho 2006/2007 e 2007/2008.’
4. ‘Aduzem os autores que os réus, ao implantarem
tais aumentos, o faziam em datas bem posteriores àquelas
nas quais havia sido acordada a aplicação inicial do índice
de reajuste, razão pela qual se acumulavam sucessivos
índices não pagos e, no momento do adimplemento dos
atrasados, não se observava essa evolução histórica,
tomando por base o valor do salário efetivamente pago e
não aquele que deveria ter sido.’
5. ‘A análise das planilhas acostadas pela União,
contudo, demonstra que o pagamento dos valores
pretéritos levou em conta sim o salário já reajustado. [...]
Como se vê, os réus adimpliram a obrigação de pagar
corretamente, considerando por base o salário que deveria
ter sido pago e não aquele que foi efetivamente, razão pela
qual a improcedência do pedido é medida que se impõe.’
6. Apelação não provida’.
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados
Alega-se, no apelo extremo, violação do artigo 5º, caput,
da Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12
Relatório
ARE 843530 AGR / PE
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar, haja vista que o
dispositivo constitucional indicado como violado no recurso
extraordinário carece do necessário prequestionamento, sendo
certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não
cuidaram da referida norma, a qual, também, não foi objeto dos
embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem
na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte.
Ademais, adotar entendimento diverso do esposado pelo
acórdão recorrido demandaria o reexame das cláusulas do
acordo coletivo de trabalho e das provas dos autos, o que atrai
os óbices das Súmulas 279 e 454 desta Corte. Nesse mesmo
sentido, colaciono os seguintes julgados:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TRABALHISTA. PAGAMENTO DE
HORAS IN ITINERE. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE
DE ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. SÚMULA N.
454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI
nº 824.649-AgR/SC, Primeira Turma Relatora a Ministra
Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 24/3/2011).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
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Supremo Tribunal Federal
ARE 843530 AGR / PE
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar, haja vista que o
dispositivo constitucional indicado como violado no recurso
extraordinário carece do necessário prequestionamento, sendo
certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não
cuidaram da referida norma, a qual, também, não foi objeto dos
embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem
na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte.
Ademais, adotar entendimento diverso do esposado pelo
acórdão recorrido demandaria o reexame das cláusulas do
acordo coletivo de trabalho e das provas dos autos, o que atrai
os óbices das Súmulas 279 e 454 desta Corte. Nesse mesmo
sentido, colaciono os seguintes julgados:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TRABALHISTA. PAGAMENTO DE
HORAS IN ITINERE. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE
DE ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. SÚMULA N.
454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI
nº 824.649-AgR/SC, Primeira Turma Relatora a Ministra
Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 24/3/2011).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
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Relatório
ARE 843530 AGR / PE
EXTRAORDINÁRIO. ACORDO COLETIVO DE
TRABALHO. CLÁUSULAS. VALIDADE. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. A questão relativa à validade
de cláusulas inseridas em acordo coletivo de trabalho
implica o exame da matéria infraconstitucional que
disciplina a espécie, circunstância que inviabiliza o
seguimento do extraordinário. Agravo regimental a que se
nega provimento’. (RE nº 588.901-AgR/SC, Segunda
Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 07/11/2008).
‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2.
Interpretação de cláusula de acordo coletivo. Matéria
circunscrita à análise de norma infraconstitucional.
Aplicação da Súmula 454 do STF. Ofensa reflexa à
Constituição Federal de 1988. Precedentes. 3. Princípios da
ampla defesa e do contraditório. Em regra, ofensa reflexa à
Constituição Federal. Precedentes. 4. Agravo regimental a
que se nega provimento’ (AI nº 670.752/MG-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 24/4/08).
‘I.
Recurso
extraordinário:
descabimento:
controvérsia sobre validade de cláusula de acordo coletivo
de trabalho decidida à luz de legislação infraconstitucional
pertinente, de reexame inviável no RE: incidência, mutatis
mutandis, da Súmula 636. II. O artigo 7º, XXVI, da
Constituição Federal, não elide a declaração de nulidade
de cláusula de acordo coletivo de trabalho à luz da
legislação ordinária. III. Improcedência das alegações de
negativa de prestação jurisdicional e de violação das
garantias do artigo 5º, XXXV, XXXVI, LIV, da Constituição
Federal’ (AI nº 657.176/MG-AgR, Primeira Turma, Relator
o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 31/8/07).
‘1. O trânsito do extraordinário é inviável para
debater matéria processual, de caráter infraconstitucional,
relativa ao reexame do julgamento proferido em grau de
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 843530 AGR / PE
EXTRAORDINÁRIO. ACORDO COLETIVO DE
TRABALHO. CLÁUSULAS. VALIDADE. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. A questão relativa à validade
de cláusulas inseridas em acordo coletivo de trabalho
implica o exame da matéria infraconstitucional que
disciplina a espécie, circunstância que inviabiliza o
seguimento do extraordinário. Agravo regimental a que se
nega provimento’. (RE nº 588.901-AgR/SC, Segunda
Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 07/11/2008).
‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2.
Interpretação de cláusula de acordo coletivo. Matéria
circunscrita à análise de norma infraconstitucional.
Aplicação da Súmula 454 do STF. Ofensa reflexa à
Constituição Federal de 1988. Precedentes. 3. Princípios da
ampla defesa e do contraditório. Em regra, ofensa reflexa à
Constituição Federal. Precedentes. 4. Agravo regimental a
que se nega provimento’ (AI nº 670.752/MG-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 24/4/08).
‘I.
Recurso
extraordinário:
descabimento:
controvérsia sobre validade de cláusula de acordo coletivo
de trabalho decidida à luz de legislação infraconstitucional
pertinente, de reexame inviável no RE: incidência, mutatis
mutandis, da Súmula 636. II. O artigo 7º, XXVI, da
Constituição Federal, não elide a declaração de nulidade
de cláusula de acordo coletivo de trabalho à luz da
legislação ordinária. III. Improcedência das alegações de
negativa de prestação jurisdicional e de violação das
garantias do artigo 5º, XXXV, XXXVI, LIV, da Constituição
Federal’ (AI nº 657.176/MG-AgR, Primeira Turma, Relator
o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 31/8/07).
‘1. O trânsito do extraordinário é inviável para
debater matéria processual, de caráter infraconstitucional,
relativa ao reexame do julgamento proferido em grau de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12
Relatório
ARE 843530 AGR / PE
embargos de declaração, para fins de nulidade, por
suposta negativa de prestação jurisdicional e ausência de
fundamentação. 2. Ausência de prequestionamento do
artigo 111 da Lei Maior. 3. No mérito, apreciação do apelo
extremo que requer a análise de interpretação de cláusulas
de acordo coletivo de trabalho e de fatos e provas da causa
(Súmulas STF nºs 279 e 454), além de matéria de índole
ordinária, hipóteses inviáveis na via do apelo extremo. 4.
Agravo regimental improvido’ (AI nº 563.820/SE-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Ellen Gracie, DJ de
5/5/06).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se”.
Insistem os agravantes que teria sido violado o art. 5º, caput, da
Constituição Federal.
Aduzem, in verbis, que
“são ex-ferroviários aposentados/pensionistas de ex-
ferroviários da extinta Rede Ferroviária Federal S.A. - RFFSA e,
por isso, tem seu benefício previdenciário complementado pelo
Tesouro Nacional, tudo em conformidade com os preceitos das
Leis nºs 8.186/91 e 10.478/2002, referente à complementação do
tesouro.
(…)
Todo e qualquer aumento conferido ao pessoal da ativa na
Rede Ferroviária Federal S.A. – RFFSA e Companhia Brasileira
de Trens Urbanos – CBTU deve ser estendido aos inativos por
força de disposição legal.
Como os empregados da RFFSA e CBTU são celetistas,
esses reajustes e aumentos se dão por meio de dissídios e
acordos coletivos de trabalho, firmados entre a Federação
Nacional dos Trabalhadores Ferroviários - FNTF e a
RFFSA/CBTU,
no
mês
da
data-base
dos
5
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Supremo Tribunal Federal
ARE 843530 AGR / PE
embargos de declaração, para fins de nulidade, por
suposta negativa de prestação jurisdicional e ausência de
fundamentação. 2. Ausência de prequestionamento do
artigo 111 da Lei Maior. 3. No mérito, apreciação do apelo
extremo que requer a análise de interpretação de cláusulas
de acordo coletivo de trabalho e de fatos e provas da causa
(Súmulas STF nºs 279 e 454), além de matéria de índole
ordinária, hipóteses inviáveis na via do apelo extremo. 4.
Agravo regimental improvido’ (AI nº 563.820/SE-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Ellen Gracie, DJ de
5/5/06).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se”.
Insistem os agravantes que teria sido violado o art. 5º, caput, da
Constituição Federal.
Aduzem, in verbis, que
“são ex-ferroviários aposentados/pensionistas de ex-
ferroviários da extinta Rede Ferroviária Federal S.A. - RFFSA e,
por isso, tem seu benefício previdenciário complementado pelo
Tesouro Nacional, tudo em conformidade com os preceitos das
Leis nºs 8.186/91 e 10.478/2002, referente à complementação do
tesouro.
(…)
Todo e qualquer aumento conferido ao pessoal da ativa na
Rede Ferroviária Federal S.A. – RFFSA e Companhia Brasileira
de Trens Urbanos – CBTU deve ser estendido aos inativos por
força de disposição legal.
Como os empregados da RFFSA e CBTU são celetistas,
esses reajustes e aumentos se dão por meio de dissídios e
acordos coletivos de trabalho, firmados entre a Federação
Nacional dos Trabalhadores Ferroviários - FNTF e a
RFFSA/CBTU,
no
mês
da
data-base
dos
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12
Relatório
ARE 843530 AGR / PE
ferroviários/metroviários (maio de cada ano).
O/A(s) agravante(s), assim como seus colegas
aposentados/pensionistas, tem recebido esse reajuste anual em
decorrência dos dissídios e acordos coletivos de trabalho.
Ocorre que esse reajuste é sempre implantado com atraso, ou
seja, em mês (bastante) posterior à data-base, com o pagamento
dos valores atrasados devidos.
É exatamente aí que reside o cerne da presente demanda.
(…)
O que se discute na presente demanda não é a aplicação
dos reajustes/aumentos previstos em convenções e acordos
coletivos de trabalho nas aposentadorias complementadas dos
ex-ferroviários e metroviários. Isso já é feito
independentemente da presente demanda. O que se discute,
isso sim, é o pagamento dos valores retroativos (que também
são realizados) com atraso, que devem respeitar, segundo
disposição dos próprios acordos coletivos, o valor da
remuneração no mês da liquidação, com a aplicação dos
reajustes previstos em acordos e convenções coletivas
posteriores.
(…)
No entanto, no caso do/a(s) agravante(s), esses atrasados
foram calculados considerando a remuneração vigente no mês
da liquidação sem, contudo, a devida atualização trazida pelos
dissídios e acordos coletivos do trabalho posteriores. Por
outras palavras, os recorridos consideraram que os salários
estavam atualizados em suas respectivas datas-base, o que não
ocorreu”.
É o relatório.
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ferroviários/metroviários (maio de cada ano).
O/A(s) agravante(s), assim como seus colegas
aposentados/pensionistas, tem recebido esse reajuste anual em
decorrência dos dissídios e acordos coletivos de trabalho.
Ocorre que esse reajuste é sempre implantado com atraso, ou
seja, em mês (bastante) posterior à data-base, com o pagamento
dos valores atrasados devidos.
É exatamente aí que reside o cerne da presente demanda.
(…)
O que se discute na presente demanda não é a aplicação
dos reajustes/aumentos previstos em convenções e acordos
coletivos de trabalho nas aposentadorias complementadas dos
ex-ferroviários e metroviários. Isso já é feito
independentemente da presente demanda. O que se discute,
isso sim, é o pagamento dos valores retroativos (que também
são realizados) com atraso, que devem respeitar, segundo
disposição dos próprios acordos coletivos, o valor da
remuneração no mês da liquidação, com a aplicação dos
reajustes previstos em acordos e convenções coletivas
posteriores.
(…)
No entanto, no caso do/a(s) agravante(s), esses atrasados
foram calculados considerando a remuneração vigente no mês
da liquidação sem, contudo, a devida atualização trazida pelos
dissídios e acordos coletivos do trabalho posteriores. Por
outras palavras, os recorridos consideraram que os salários
estavam atualizados em suas respectivas datas-base, o que não
ocorreu”.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.530
PERNAMBUCO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar o inconformismo.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“Cinge-se o mérito da demanda à verificação da base de
cálculo utilizada para pagamento dos valores pretéritos do
Dissídio Coletivo nº 169061/2006-000-00-00.0 (referente aos anos
de 2004/2005, 2005/2006) e dos Acordos Coletivos de Trabalho
2006/2007 e 2007/2008.
Aduzem os autores que os réus, ao implantarem tais
aumentos, o faziam em datas bem posteriores àquelas nas quais
havia sido acordada a aplicação inicial do índice de reajuste,
razão pela qual se acumulavam sucessivos índices não pagos e,
no momento do adimplemento dos atrasados, não se observava
essa evolução histórica, tomando por base o valor do salário
efetivamente pago e não aquele que deveria ter sido.
(…)
A análise das planilhas acostadas pela União, contudo,
demonstra que o pagamento dos valores pretéritos levou em
conta sim o salário já reajustado.
Com efeito, a base de cálculos dos atrasados do dissídio de
2004, para o autor Eduardo Caldas Gonçalves, foi exatamente o
valor do salário previsto no referido dissídio (R$ 4.855,66 +
‘plansfer’ de R$ 48,73) resultando numa parcela mensal de R$
367,81 (Produto de 7,5% de aumento sobre 4.904,39)[1]. Já a
parcela mensal de atrasados do dissídio de 2005 considerou
como base de cálculo não o provento que foi pago de fato na
época (R$ 4.855,66 + ‘plansfer’ de R$ 48,73), mas sim o valor já
reajustado pela aplicação do dissídio anterior (R$ 5.219,82 +
‘plansfer’ de R$ 52,38) resultando num parcela mensal de
atrasados de R$ 369,03, isto é, exatamente o produto do reajuste
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Supremo Tribunal Federal
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.530
PERNAMBUCO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar o inconformismo.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“Cinge-se o mérito da demanda à verificação da base de
cálculo utilizada para pagamento dos valores pretéritos do
Dissídio Coletivo nº 169061/2006-000-00-00.0 (referente aos anos
de 2004/2005, 2005/2006) e dos Acordos Coletivos de Trabalho
2006/2007 e 2007/2008.
Aduzem os autores que os réus, ao implantarem tais
aumentos, o faziam em datas bem posteriores àquelas nas quais
havia sido acordada a aplicação inicial do índice de reajuste,
razão pela qual se acumulavam sucessivos índices não pagos e,
no momento do adimplemento dos atrasados, não se observava
essa evolução histórica, tomando por base o valor do salário
efetivamente pago e não aquele que deveria ter sido.
(…)
A análise das planilhas acostadas pela União, contudo,
demonstra que o pagamento dos valores pretéritos levou em
conta sim o salário já reajustado.
Com efeito, a base de cálculos dos atrasados do dissídio de
2004, para o autor Eduardo Caldas Gonçalves, foi exatamente o
valor do salário previsto no referido dissídio (R$ 4.855,66 +
‘plansfer’ de R$ 48,73) resultando numa parcela mensal de R$
367,81 (Produto de 7,5% de aumento sobre 4.904,39)[1]. Já a
parcela mensal de atrasados do dissídio de 2005 considerou
como base de cálculo não o provento que foi pago de fato na
época (R$ 4.855,66 + ‘plansfer’ de R$ 48,73), mas sim o valor já
reajustado pela aplicação do dissídio anterior (R$ 5.219,82 +
‘plansfer’ de R$ 52,38) resultando num parcela mensal de
atrasados de R$ 369,03, isto é, exatamente o produto do reajuste
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 843530 AGR / PE
de 7,0% sobre R$ 5.219,82 + ‘plansfer’ de R$ 52,38, e assim
sucessivamente.
Da mesma forma em relação ao autor Rubeni Lenio dos
Santos, cuja parcela de atrasados do dissídio de 2005/2006
levou em conta o provento de R$ 4.936,14 + ‘plansfer’ de R$
52,38 (numa parcela paga de R$ 349,18, isto é, 7,0% sobre o
montante referido), seguindo-se a parcela de R$160,12, referente
ao dissídio de 2006/2007 (exatamente a incidência do índice de
3,0% sobre o provento de R$ 5.281,65 + ‘plansfer’ de 56,84).
Como se vê, os réus adimpliram a obrigação de pagar
corretamente, considerando por base o salário que deveria ter
sido pago e não aquele que foi efetivamente, razão pela qual a
improcedência do pedido é medida que se impõe.”
Assim, para dissentir do entendimento adotado pela Corte de
origem e acolher a tese dos agravantes de que os termos constantes dos
acordos coletivos de trabalho teriam sido descumpridos, seria necessário
reexaminar as cláusulas previstas nos mencionados acordos e o conjunto
fático-probatório da causa, fins para os quais não se presta o recurso
extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 454 e 279/STF. Nesse sentido,
anote-se:
“DIREITO DO TRABALHO. ACORDO COLETIVO.
ARTIGO 7º, XXVI, DA LEI MAIOR. INTERPRETAÇÃO DE
CLÁUSULA DE ACORDO COLETIVO DE TRABALHO.
DEBATE DE ESTATURA INFRACONSTITUCIONAL.
EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ARTIGO 97 DA LEI MAIOR. RESERVA
DE PLENÁRIO. VIOLAÇÃO INOCORRENTE. ACÓRDÃO
RECORRIDO PUBLICADO EM 21.3.2014. O exame da alegada
ofensa ao art. 7º, XXVI, da Constituição Federal, nos moldes em
que solvida a controvérsia, dependeria de prévia análise da
legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à
competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da
Constituição Federal. Imprescindível, à caracterização da
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Supremo Tribunal Federal
ARE 843530 AGR / PE
de 7,0% sobre R$ 5.219,82 + ‘plansfer’ de R$ 52,38, e assim
sucessivamente.
Da mesma forma em relação ao autor Rubeni Lenio dos
Santos, cuja parcela de atrasados do dissídio de 2005/2006
levou em conta o provento de R$ 4.936,14 + ‘plansfer’ de R$
52,38 (numa parcela paga de R$ 349,18, isto é, 7,0% sobre o
montante referido), seguindo-se a parcela de R$160,12, referente
ao dissídio de 2006/2007 (exatamente a incidência do índice de
3,0% sobre o provento de R$ 5.281,65 + ‘plansfer’ de 56,84).
Como se vê, os réus adimpliram a obrigação de pagar
corretamente, considerando por base o salário que deveria ter
sido pago e não aquele que foi efetivamente, razão pela qual a
improcedência do pedido é medida que se impõe.”
Assim, para dissentir do entendimento adotado pela Corte de
origem e acolher a tese dos agravantes de que os termos constantes dos
acordos coletivos de trabalho teriam sido descumpridos, seria necessário
reexaminar as cláusulas previstas nos mencionados acordos e o conjunto
fático-probatório da causa, fins para os quais não se presta o recurso
extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 454 e 279/STF. Nesse sentido,
anote-se:
“DIREITO DO TRABALHO. ACORDO COLETIVO.
ARTIGO 7º, XXVI, DA LEI MAIOR. INTERPRETAÇÃO DE
CLÁUSULA DE ACORDO COLETIVO DE TRABALHO.
DEBATE DE ESTATURA INFRACONSTITUCIONAL.
EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ARTIGO 97 DA LEI MAIOR. RESERVA
DE PLENÁRIO. VIOLAÇÃO INOCORRENTE. ACÓRDÃO
RECORRIDO PUBLICADO EM 21.3.2014. O exame da alegada
ofensa ao art. 7º, XXVI, da Constituição Federal, nos moldes em
que solvida a controvérsia, dependeria de prévia análise da
legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à
competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da
Constituição Federal. Imprescindível, à caracterização da
2
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 843530 AGR / PE
afronta à cláusula da reserva de plenário, que a decisão esteja
fundamentada na incompatibilidade entre a norma legal e a
Constituição Federal, o que não se verifica in casu. As razões do
agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no
que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da
Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não
provido” (ARE nº 856.307/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a
Ministra Rosa Weber, DJe de 19/2/15).
“Agravo regimental no recurso extraordinário. Direito
trabalhista. Cláusulas de acordo coletivo de trabalho. Fatos e
provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1.
Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise das cláusulas
de acordo coletivo de trabalho e o reexame dos fatos e das
provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 454 e 279/STF. 2.
Agravo regimental não provido” (RE nº 603.278/PA-AgR,
Primeira Turma, minha relatoria, DJe de 20/11/14).
“PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE
REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE.
ÔNUS
DO
RECORRENTE.
DEFICIÊNCIA
NA
FUNDAMENTAÇÃO RECURSAL. SÚMULA 284/STF.
ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO.
REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO
DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/STF.
ANÁLISE DE CLÁUSULA DE ACORDO COLETIVO DE
TRABALHO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 454/STF.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”
(ARE nº 777.648/DF-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro
Teori Zavascki, DJe de 17/3/14).
“AGRAVO
REGIMENTAL.
MATÉRIA
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 843530 AGR / PE
afronta à cláusula da reserva de plenário, que a decisão esteja
fundamentada na incompatibilidade entre a norma legal e a
Constituição Federal, o que não se verifica in casu. As razões do
agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no
que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da
Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não
provido” (ARE nº 856.307/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a
Ministra Rosa Weber, DJe de 19/2/15).
“Agravo regimental no recurso extraordinário. Direito
trabalhista. Cláusulas de acordo coletivo de trabalho. Fatos e
provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1.
Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise das cláusulas
de acordo coletivo de trabalho e o reexame dos fatos e das
provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 454 e 279/STF. 2.
Agravo regimental não provido” (RE nº 603.278/PA-AgR,
Primeira Turma, minha relatoria, DJe de 20/11/14).
“PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE
REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE.
ÔNUS
DO
RECORRENTE.
DEFICIÊNCIA
NA
FUNDAMENTAÇÃO RECURSAL. SÚMULA 284/STF.
ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO.
REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO
DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/STF.
ANÁLISE DE CLÁUSULA DE ACORDO COLETIVO DE
TRABALHO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 454/STF.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”
(ARE nº 777.648/DF-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro
Teori Zavascki, DJe de 17/3/14).
“AGRAVO
REGIMENTAL.
MATÉRIA
3
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 843530 AGR / PE
INFRACONSTITUCIONAL.
INTERPRETAÇÃO
DE
CLÁUSULA DE ACORDO COLETIVO. SÚMULA 454.
INEXISTÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. É inviável recurso extraordinário para interpretação
de cláusula de acordo coletivo de trabalho. Agravo regimental a
que se nega provimento” (AI nº 706.880/RS-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 2/3/11).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
DIREITO
DO
TRABALHO.
INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA INTEGRANTE DE
ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 454 DO STF. DECISÃO À LUZ DA LEGISLAÇÃO
PROCESSUAL TRABALHISTA. OFENSA INDIRETA.
AGRAVO IMPROVIDO. I - A apreciação dos temas
constitucionais, no caso, depende da interpretação de cláusula
integrante de norma coletiva de trabalho, o que atrai a
incidência da Súmula 454 do STF. Precedentes. II - O acórdão
recorrido decidiu a causa à luz da legislação processual
trabalhista. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta.
Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. III –
Agravo regimental improvido” (AI nº 815.641/RJ-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de
1º/2/11).
Nego provimento ao agravo regimental.
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 843530 AGR / PE
INFRACONSTITUCIONAL.
INTERPRETAÇÃO
DE
CLÁUSULA DE ACORDO COLETIVO. SÚMULA 454.
INEXISTÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. É inviável recurso extraordinário para interpretação
de cláusula de acordo coletivo de trabalho. Agravo regimental a
que se nega provimento” (AI nº 706.880/RS-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 2/3/11).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
DIREITO
DO
TRABALHO.
INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA INTEGRANTE DE
ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 454 DO STF. DECISÃO À LUZ DA LEGISLAÇÃO
PROCESSUAL TRABALHISTA. OFENSA INDIRETA.
AGRAVO IMPROVIDO. I - A apreciação dos temas
constitucionais, no caso, depende da interpretação de cláusula
integrante de norma coletiva de trabalho, o que atrai a
incidência da Súmula 454 do STF. Precedentes. II - O acórdão
recorrido decidiu a causa à luz da legislação processual
trabalhista. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta.
Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. III –
Agravo regimental improvido” (AI nº 815.641/RJ-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de
1º/2/11).
Nego provimento ao agravo regimental.
4
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Extrato de Ata - 03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.530
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : RUBENI LENIO DOS SANTOS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ALEXANDRE AUGUSTO SANTOS DE VASCONCELOS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.3.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.530
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : RUBENI LENIO DOS SANTOS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ALEXANDRE AUGUSTO SANTOS DE VASCONCELOS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.3.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8164422
| 2015-03-03T00:00:00
| 2015-04-08T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.3.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Acordos coletivos de trabalho. Cumprimento. Discussão. Cláusulas do acordo. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes.
1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame de cláusulas de acordo coletivo de trabalho e do conjunto fático-probatório da demanda. Incidência das Súmulas nºs 454 e 279/STF.
2. Agravo regimental não provido.
|
sjur299420
|
- Acórdão(s) citado(s):
(ACORDO COLETIVO DE TRABALHO)
AI 815641 AgR (1ªT), AI 706880 AgR (2ªT), RE 603278 AgR (1ªT), ARE 777648 ED (2ªT), ARE 856307 AgR (1ªT).
Número de páginas: 12.
Análise: 15/04/2015, MJC.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
843530
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 843530 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : RUBENI LENIO DOS SANTOS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ALEXANDRE AUGUSTO SANTOS DE VASCONCELOS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.530
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:RUBENI LENIO DOS SANTOS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ALEXANDRE
AUGUSTO
SANTOS
DE
VASCONCELOS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Acordos
coletivos de trabalho. Cumprimento. Discussão. Cláusulas do acordo.
Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes.
1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame de cláusulas
de acordo coletivo de trabalho e do conjunto fático-probatório da
demanda. Incidência das Súmulas ns 454 e 279/Supremo Tribunal Federal.
2. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 3 de março de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12
Relatório
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.530
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:RUBENI LENIO DOS SANTOS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ALEXANDRE
AUGUSTO
SANTOS
DE
VASCONCELOS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Rubeni Lênio dos Santos e outro interpõem tempestivo agravo
regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de recurso extraordinário interposto contra
acórdão da Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5...
Região, assim ementado:
‘ADMINISTRATIVO. EX-FERROVIÁRIOS. PLEITO
DE PAGAMENTO DE DIFERENÇAS DECORRENTES DA
APLICAÇÃO DE DISSÍDIOS E ACORDOS COLETIVOS.
PLANILHAS
ACOSTADAS
PELA
UNIÃO
DEMONSTRANDO
O
ADIMPLEMENTO
DA
OBRIGAÇÃO. BASE DE CÁLCULO CORRETAMENTE
UTILIZADA.
ADOÇÃO
DA
TÉCNICA
DA
FUNDAMENTAÇÃO PER RELATIONEM.
1. Apelação interposta contra sentença que julgou
improcedente o pedido de condenação da UNIÃO e do
INSS ao pagamento das diferenças decorrentes da
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.530
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:RUBENI LENIO DOS SANTOS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ALEXANDRE
AUGUSTO
SANTOS
DE
VASCONCELOS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Rubeni Lênio dos Santos e outro interpõem tempestivo agravo
regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de recurso extraordinário interposto contra
acórdão da Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5...
Região, assim ementado:
‘ADMINISTRATIVO. EX-FERROVIÁRIOS. PLEITO
DE PAGAMENTO DE DIFERENÇAS DECORRENTES DA
APLICAÇÃO DE DISSÍDIOS E ACORDOS COLETIVOS.
PLANILHAS
ACOSTADAS
PELA
UNIÃO
DEMONSTRANDO
O
ADIMPLEMENTO
DA
OBRIGAÇÃO. BASE DE CÁLCULO CORRETAMENTE
UTILIZADA.
ADOÇÃO
DA
TÉCNICA
DA
FUNDAMENTAÇÃO PER RELATIONEM.
1. Apelação interposta contra sentença que julgou
improcedente o pedido de condenação da UNIÃO e do
INSS ao pagamento das diferenças decorrentes da
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12
Relatório
ARE 843530 AGR / PE
aplicação dos dissídios coletivos dos anos de 2004 e 2005 e
dos acordos coletivos de 2006 e de 2007.
2. Adoção da chamada fundamentação per
relationem, após a devida análise dos autos, tendo em
vista que a compreensão deste Relator sobre a questão
litigiosa guarda perfeita sintonia com o entendimento
esposado pelo Juízo de Primeiro Grau, motivo pelo qual se
transcreve, como razão de decidir, nesta esfera recursal, a
fundamentação da sentença (itens 3, 4 e 5 desta ementa).
3. ‘Cinge-se o mérito da demanda à verificação da
base de cálculo utilizada para pagamento dos valores
pretéritos do Dissídio Coletivo n. 169061/2006-000-00-00.0
(referente aos anos de 2004/2005, 2005/2006) e dos Acordos
Coletivos de Trabalho 2006/2007 e 2007/2008.’
4. ‘Aduzem os autores que os réus, ao implantarem
tais aumentos, o faziam em datas bem posteriores àquelas
nas quais havia sido acordada a aplicação inicial do índice
de reajuste, razão pela qual se acumulavam sucessivos
índices não pagos e, no momento do adimplemento dos
atrasados, não se observava essa evolução histórica,
tomando por base o valor do salário efetivamente pago e
não aquele que deveria ter sido.’
5. ‘A análise das planilhas acostadas pela União,
contudo, demonstra que o pagamento dos valores
pretéritos levou em conta sim o salário já reajustado. [...]
Como se vê, os réus adimpliram a obrigação de pagar
corretamente, considerando por base o salário que deveria
ter sido pago e não aquele que foi efetivamente, razão pela
qual a improcedência do pedido é medida que se impõe.’
6. Apelação não provida’.
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados
Alega-se, no apelo extremo, violação do artigo 5..., caput,
da Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 843530 AGR / PE
aplicação dos dissídios coletivos dos anos de 2004 e 2005 e
dos acordos coletivos de 2006 e de 2007.
2. Adoção da chamada fundamentação per
relationem, após a devida análise dos autos, tendo em
vista que a compreensão deste Relator sobre a questão
litigiosa guarda perfeita sintonia com o entendimento
esposado pelo Juízo de Primeiro Grau, motivo pelo qual se
transcreve, como razão de decidir, nesta esfera recursal, a
fundamentação da sentença (itens 3, 4 e 5 desta ementa).
3. ‘Cinge-se o mérito da demanda à verificação da
base de cálculo utilizada para pagamento dos valores
pretéritos do Dissídio Coletivo n. 169061/2006-000-00-00.0
(referente aos anos de 2004/2005, 2005/2006) e dos Acordos
Coletivos de Trabalho 2006/2007 e 2007/2008.’
4. ‘Aduzem os autores que os réus, ao implantarem
tais aumentos, o faziam em datas bem posteriores àquelas
nas quais havia sido acordada a aplicação inicial do índice
de reajuste, razão pela qual se acumulavam sucessivos
índices não pagos e, no momento do adimplemento dos
atrasados, não se observava essa evolução histórica,
tomando por base o valor do salário efetivamente pago e
não aquele que deveria ter sido.’
5. ‘A análise das planilhas acostadas pela União,
contudo, demonstra que o pagamento dos valores
pretéritos levou em conta sim o salário já reajustado. [...]
Como se vê, os réus adimpliram a obrigação de pagar
corretamente, considerando por base o salário que deveria
ter sido pago e não aquele que foi efetivamente, razão pela
qual a improcedência do pedido é medida que se impõe.’
6. Apelação não provida’.
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados
Alega-se, no apelo extremo, violação do artigo 5..., caput,
da Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12
Relatório
ARE 843530 AGR / PE
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar, haja vista que o
dispositivo constitucional indicado como violado no recurso
extraordinário carece do necessário prequestionamento, sendo
certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não
cuidaram da referida norma, a qual, também, não foi objeto dos
embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem
na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte.
Ademais, adotar entendimento diverso do esposado pelo
acórdão recorrido demandaria o reexame das cláusulas do
acordo coletivo de trabalho e das provas dos autos, o que atrai
os óbices das Súmulas 279 e 454 desta Corte. Nesse mesmo
sentido, colaciono os seguintes julgados:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TRABALHISTA. PAGAMENTO DE
HORAS IN ITINERE. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE
DE ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. SÚMULA N.
454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI
n 824.649-AgR/SC, Primeira Turma Relatora a Ministra
Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 24/3/2011).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 843530 AGR / PE
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar, haja vista que o
dispositivo constitucional indicado como violado no recurso
extraordinário carece do necessário prequestionamento, sendo
certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não
cuidaram da referida norma, a qual, também, não foi objeto dos
embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem
na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte.
Ademais, adotar entendimento diverso do esposado pelo
acórdão recorrido demandaria o reexame das cláusulas do
acordo coletivo de trabalho e das provas dos autos, o que atrai
os óbices das Súmulas 279 e 454 desta Corte. Nesse mesmo
sentido, colaciono os seguintes julgados:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TRABALHISTA. PAGAMENTO DE
HORAS IN ITINERE. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE
DE ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. SÚMULA N.
454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI
n 824.649-AgR/SC, Primeira Turma Relatora a Ministra
Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 24/3/2011).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12
Relatório
ARE 843530 AGR / PE
EXTRAORDINÁRIO. ACORDO COLETIVO DE
TRABALHO. CLÁUSULAS. VALIDADE. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. A questão relativa à validade
de cláusulas inseridas em acordo coletivo de trabalho
implica o exame da matéria infraconstitucional que
disciplina a espécie, circunstância que inviabiliza o
seguimento do extraordinário. Agravo regimental a que se
nega provimento’. (Recurso Extraordinário n 588.901-AgR/SC, Segunda
Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 07/11/2008).
‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2.
Interpretação de cláusula de acordo coletivo. Matéria
circunscrita à análise de norma infraconstitucional.
Aplicação da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal. Ofensa reflexa à
Constituição Federal de 1988. Precedentes. 3. Princípios da
ampla defesa e do contraditório. Em regra, ofensa reflexa à
Constituição Federal. Precedentes. 4. Agravo regimental a
que se nega provimento’ (AI n 670.752/MG-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 24/4/08).
‘I.
Recurso
extraordinário:
descabimento:
controvérsia sobre validade de cláusula de acordo coletivo
de trabalho decidida à luz de legislação infraconstitucional
pertinente, de reexame inviável no Recurso Extraordinário: incidência, mutatis
mutandis, da Súmula 636. II. O artigo 7..., XXVI, da
Constituição Federal, não elide a declaração de nulidade
de cláusula de acordo coletivo de trabalho à luz da
legislação ordinária. III. Improcedência das alegações de
negativa de prestação jurisdicional e de violação das
garantias do artigo 5..., XXXV, XXXVI, LIV, da Constituição
Federal’ (AI n 657.176/MG-AgR, Primeira Turma, Relator
o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 31/8/07).
‘1. O trânsito do extraordinário é inviável para
debater matéria processual, de caráter infraconstitucional,
relativa ao reexame do julgamento proferido em grau de
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Supremo Tribunal Federal
ARE 843530 AGR / PE
EXTRAORDINÁRIO. ACORDO COLETIVO DE
TRABALHO. CLÁUSULAS. VALIDADE. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. A questão relativa à validade
de cláusulas inseridas em acordo coletivo de trabalho
implica o exame da matéria infraconstitucional que
disciplina a espécie, circunstância que inviabiliza o
seguimento do extraordinário. Agravo regimental a que se
nega provimento’. (Recurso Extraordinário n 588.901-AgR/SC, Segunda
Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 07/11/2008).
‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2.
Interpretação de cláusula de acordo coletivo. Matéria
circunscrita à análise de norma infraconstitucional.
Aplicação da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal. Ofensa reflexa à
Constituição Federal de 1988. Precedentes. 3. Princípios da
ampla defesa e do contraditório. Em regra, ofensa reflexa à
Constituição Federal. Precedentes. 4. Agravo regimental a
que se nega provimento’ (AI n 670.752/MG-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 24/4/08).
‘I.
Recurso
extraordinário:
descabimento:
controvérsia sobre validade de cláusula de acordo coletivo
de trabalho decidida à luz de legislação infraconstitucional
pertinente, de reexame inviável no Recurso Extraordinário: incidência, mutatis
mutandis, da Súmula 636. II. O artigo 7..., XXVI, da
Constituição Federal, não elide a declaração de nulidade
de cláusula de acordo coletivo de trabalho à luz da
legislação ordinária. III. Improcedência das alegações de
negativa de prestação jurisdicional e de violação das
garantias do artigo 5..., XXXV, XXXVI, LIV, da Constituição
Federal’ (AI n 657.176/MG-AgR, Primeira Turma, Relator
o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 31/8/07).
‘1. O trânsito do extraordinário é inviável para
debater matéria processual, de caráter infraconstitucional,
relativa ao reexame do julgamento proferido em grau de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12
Relatório
ARE 843530 AGR / PE
embargos de declaração, para fins de nulidade, por
suposta negativa de prestação jurisdicional e ausência de
fundamentação. 2. Ausência de prequestionamento do
artigo 111 da Lei Maior. 3. No mérito, apreciação do apelo
extremo que requer a análise de interpretação de cláusulas
de acordo coletivo de trabalho e de fatos e provas da causa
(Súmulas Supremo Tribunal Federal ns 279 e 454), além de matéria de índole
ordinária, hipóteses inviáveis na via do apelo extremo. 4.
Agravo regimental improvido’ (AI n 563.820/SE-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Ellen Gracie, DJ de
5/5/06).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se”.
Insistem os agravantes que teria sido violado o art. 5..., caput, da
Constituição Federal.
Aduzem, in verbis, que
“são ex-ferroviários aposentados/pensionistas de ex-
ferroviários da extinta Rede Ferroviária Federal S.A. - RFFSA e,
por isso, tem seu benefício previdenciário complementado pelo
Tesouro Nacional, tudo em conformidade com os preceitos das
Leis ns 8.186/91 e 10.478/2002, referente à complementação do
tesouro.
(…)
Todo e qualquer aumento conferido ao pessoal da ativa na
Rede Ferroviária Federal S.A. – RFFSA e Companhia Brasileira
de Trens Urbanos – CBTU deve ser estendido aos inativos por
força de disposição legal.
Como os empregados da RFFSA e CBTU são celetistas,
esses reajustes e aumentos se dão por meio de dissídios e
acordos coletivos de trabalho, firmados entre a Federação
Nacional dos Trabalhadores Ferroviários - FNTF e a
RFFSA/CBTU,
no
mês
da
data-base
dos
5
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Supremo Tribunal Federal
ARE 843530 AGR / PE
embargos de declaração, para fins de nulidade, por
suposta negativa de prestação jurisdicional e ausência de
fundamentação. 2. Ausência de prequestionamento do
artigo 111 da Lei Maior. 3. No mérito, apreciação do apelo
extremo que requer a análise de interpretação de cláusulas
de acordo coletivo de trabalho e de fatos e provas da causa
(Súmulas Supremo Tribunal Federal ns 279 e 454), além de matéria de índole
ordinária, hipóteses inviáveis na via do apelo extremo. 4.
Agravo regimental improvido’ (AI n 563.820/SE-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Ellen Gracie, DJ de
5/5/06).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se”.
Insistem os agravantes que teria sido violado o art. 5..., caput, da
Constituição Federal.
Aduzem, in verbis, que
“são ex-ferroviários aposentados/pensionistas de ex-
ferroviários da extinta Rede Ferroviária Federal S.A. - RFFSA e,
por isso, tem seu benefício previdenciário complementado pelo
Tesouro Nacional, tudo em conformidade com os preceitos das
Leis ns 8.186/91 e 10.478/2002, referente à complementação do
tesouro.
(…)
Todo e qualquer aumento conferido ao pessoal da ativa na
Rede Ferroviária Federal S.A. – RFFSA e Companhia Brasileira
de Trens Urbanos – CBTU deve ser estendido aos inativos por
força de disposição legal.
Como os empregados da RFFSA e CBTU são celetistas,
esses reajustes e aumentos se dão por meio de dissídios e
acordos coletivos de trabalho, firmados entre a Federação
Nacional dos Trabalhadores Ferroviários - FNTF e a
RFFSA/CBTU,
no
mês
da
data-base
dos
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Relatório
ARE 843530 AGR / PE
ferroviários/metroviários (maio de cada ano).
O/A(s) agravante(s), assim como seus colegas
aposentados/pensionistas, tem recebido esse reajuste anual em
decorrência dos dissídios e acordos coletivos de trabalho.
Ocorre que esse reajuste é sempre implantado com atraso, ou
seja, em mês (bastante) posterior à data-base, com o pagamento
dos valores atrasados devidos.
É exatamente aí que reside o cerne da presente demanda.
(…)
O que se discute na presente demanda não é a aplicação
dos reajustes/aumentos previstos em convenções e acordos
coletivos de trabalho nas aposentadorias complementadas dos
ex-ferroviários e metroviários. Isso já é feito
independentemente da presente demanda. O que se discute,
isso sim, é o pagamento dos valores retroativos (que também
são realizados) com atraso, que devem respeitar, segundo
disposição dos próprios acordos coletivos, o valor da
remuneração no mês da liquidação, com a aplicação dos
reajustes previstos em acordos e convenções coletivas
posteriores.
(…)
No entanto, no caso do/a(s) agravante(s), esses atrasados
foram calculados considerando a remuneração vigente no mês
da liquidação sem, contudo, a devida atualização trazida pelos
dissídios e acordos coletivos do trabalho posteriores. Por
outras palavras, os recorridos consideraram que os salários
estavam atualizados em suas respectivas datas-base, o que não
ocorreu”.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
ARE 843530 AGR / PE
ferroviários/metroviários (maio de cada ano).
O/A(s) agravante(s), assim como seus colegas
aposentados/pensionistas, tem recebido esse reajuste anual em
decorrência dos dissídios e acordos coletivos de trabalho.
Ocorre que esse reajuste é sempre implantado com atraso, ou
seja, em mês (bastante) posterior à data-base, com o pagamento
dos valores atrasados devidos.
É exatamente aí que reside o cerne da presente demanda.
(…)
O que se discute na presente demanda não é a aplicação
dos reajustes/aumentos previstos em convenções e acordos
coletivos de trabalho nas aposentadorias complementadas dos
ex-ferroviários e metroviários. Isso já é feito
independentemente da presente demanda. O que se discute,
isso sim, é o pagamento dos valores retroativos (que também
são realizados) com atraso, que devem respeitar, segundo
disposição dos próprios acordos coletivos, o valor da
remuneração no mês da liquidação, com a aplicação dos
reajustes previstos em acordos e convenções coletivas
posteriores.
(…)
No entanto, no caso do/a(s) agravante(s), esses atrasados
foram calculados considerando a remuneração vigente no mês
da liquidação sem, contudo, a devida atualização trazida pelos
dissídios e acordos coletivos do trabalho posteriores. Por
outras palavras, os recorridos consideraram que os salários
estavam atualizados em suas respectivas datas-base, o que não
ocorreu”.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.530
PERNAMBUCO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar o inconformismo.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“Cinge-se o mérito da demanda à verificação da base de
cálculo utilizada para pagamento dos valores pretéritos do
Dissídio Coletivo n 169061/2006-000-00-00.0 (referente aos anos
de 2004/2005, 2005/2006) e dos Acordos Coletivos de Trabalho
2006/2007 e 2007/2008.
Aduzem os autores que os réus, ao implantarem tais
aumentos, o faziam em datas bem posteriores àquelas nas quais
havia sido acordada a aplicação inicial do índice de reajuste,
razão pela qual se acumulavam sucessivos índices não pagos e,
no momento do adimplemento dos atrasados, não se observava
essa evolução histórica, tomando por base o valor do salário
efetivamente pago e não aquele que deveria ter sido.
(…)
A análise das planilhas acostadas pela União, contudo,
demonstra que o pagamento dos valores pretéritos levou em
conta sim o salário já reajustado.
Com efeito, a base de cálculos dos atrasados do dissídio de
2004, para o autor Eduardo Caldas Gonçalves, foi exatamente o
valor do salário previsto no referido dissídio (R$ 4.855,66 +
‘plansfer’ de R$ 48,73) resultando numa parcela mensal de R$
367,81 (Produto de 7,5% de aumento sobre 4.904,39)[1]. Já a
parcela mensal de atrasados do dissídio de 2005 considerou
como base de cálculo não o provento que foi pago de fato na
época (R$ 4.855,66 + ‘plansfer’ de R$ 48,73), mas sim o valor já
reajustado pela aplicação do dissídio anterior (R$ 5.219,82 +
‘plansfer’ de R$ 52,38) resultando num parcela mensal de
atrasados de R$ 369,03, isto é, exatamente o produto do reajuste
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Supremo Tribunal Federal
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.530
PERNAMBUCO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar o inconformismo.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“Cinge-se o mérito da demanda à verificação da base de
cálculo utilizada para pagamento dos valores pretéritos do
Dissídio Coletivo n 169061/2006-000-00-00.0 (referente aos anos
de 2004/2005, 2005/2006) e dos Acordos Coletivos de Trabalho
2006/2007 e 2007/2008.
Aduzem os autores que os réus, ao implantarem tais
aumentos, o faziam em datas bem posteriores àquelas nas quais
havia sido acordada a aplicação inicial do índice de reajuste,
razão pela qual se acumulavam sucessivos índices não pagos e,
no momento do adimplemento dos atrasados, não se observava
essa evolução histórica, tomando por base o valor do salário
efetivamente pago e não aquele que deveria ter sido.
(…)
A análise das planilhas acostadas pela União, contudo,
demonstra que o pagamento dos valores pretéritos levou em
conta sim o salário já reajustado.
Com efeito, a base de cálculos dos atrasados do dissídio de
2004, para o autor Eduardo Caldas Gonçalves, foi exatamente o
valor do salário previsto no referido dissídio (R$ 4.855,66 +
‘plansfer’ de R$ 48,73) resultando numa parcela mensal de R$
367,81 (Produto de 7,5% de aumento sobre 4.904,39)[1]. Já a
parcela mensal de atrasados do dissídio de 2005 considerou
como base de cálculo não o provento que foi pago de fato na
época (R$ 4.855,66 + ‘plansfer’ de R$ 48,73), mas sim o valor já
reajustado pela aplicação do dissídio anterior (R$ 5.219,82 +
‘plansfer’ de R$ 52,38) resultando num parcela mensal de
atrasados de R$ 369,03, isto é, exatamente o produto do reajuste
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 843530 AGR / PE
de 7,0% sobre R$ 5.219,82 + ‘plansfer’ de R$ 52,38, e assim
sucessivamente.
Da mesma forma em relação ao autor Rubeni Lenio dos
Santos, cuja parcela de atrasados do dissídio de 2005/2006
levou em conta o provento de R$ 4.936,14 + ‘plansfer’ de R$
52,38 (numa parcela paga de R$ 349,18, isto é, 7,0% sobre o
montante referido), seguindo-se a parcela de R$160,12, referente
ao dissídio de 2006/2007 (exatamente a incidência do índice de
3,0% sobre o provento de R$ 5.281,65 + ‘plansfer’ de 56,84).
Como se vê, os réus adimpliram a obrigação de pagar
corretamente, considerando por base o salário que deveria ter
sido pago e não aquele que foi efetivamente, razão pela qual a
improcedência do pedido é medida que se impõe.”
Assim, para dissentir do entendimento adotado pela Corte de
origem e acolher a tese dos agravantes de que os termos constantes dos
acordos coletivos de trabalho teriam sido descumpridos, seria necessário
reexaminar as cláusulas previstas nos mencionados acordos e o conjunto
fático-probatório da causa, fins para os quais não se presta o recurso
extraordinário. Incidência das Súmulas ns 454 e 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido,
anote-se:
“DIREITO DO TRABALHO. ACORDO COLETIVO.
ARTIGO 7..., XXVI, DA LEI MAIOR. INTERPRETAÇÃO DE
CLÁUSULA DE ACORDO COLETIVO DE TRABALHO.
DEBATE DE ESTATURA INFRACONSTITUCIONAL.
EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ARTIGO 97 DA LEI MAIOR. RESERVA
DE PLENÁRIO. VIOLAÇÃO INOCORRENTE. ACÓRDÃO
RECORRIDO PUBLICADO EM 21.3.2014. O exame da alegada
ofensa ao art. 7..., XXVI, da Constituição Federal, nos moldes em
que solvida a controvérsia, dependeria de prévia análise da
legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à
competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da
Constituição Federal. Imprescindível, à caracterização da
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 843530 AGR / PE
de 7,0% sobre R$ 5.219,82 + ‘plansfer’ de R$ 52,38, e assim
sucessivamente.
Da mesma forma em relação ao autor Rubeni Lenio dos
Santos, cuja parcela de atrasados do dissídio de 2005/2006
levou em conta o provento de R$ 4.936,14 + ‘plansfer’ de R$
52,38 (numa parcela paga de R$ 349,18, isto é, 7,0% sobre o
montante referido), seguindo-se a parcela de R$160,12, referente
ao dissídio de 2006/2007 (exatamente a incidência do índice de
3,0% sobre o provento de R$ 5.281,65 + ‘plansfer’ de 56,84).
Como se vê, os réus adimpliram a obrigação de pagar
corretamente, considerando por base o salário que deveria ter
sido pago e não aquele que foi efetivamente, razão pela qual a
improcedência do pedido é medida que se impõe.”
Assim, para dissentir do entendimento adotado pela Corte de
origem e acolher a tese dos agravantes de que os termos constantes dos
acordos coletivos de trabalho teriam sido descumpridos, seria necessário
reexaminar as cláusulas previstas nos mencionados acordos e o conjunto
fático-probatório da causa, fins para os quais não se presta o recurso
extraordinário. Incidência das Súmulas ns 454 e 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido,
anote-se:
“DIREITO DO TRABALHO. ACORDO COLETIVO.
ARTIGO 7..., XXVI, DA LEI MAIOR. INTERPRETAÇÃO DE
CLÁUSULA DE ACORDO COLETIVO DE TRABALHO.
DEBATE DE ESTATURA INFRACONSTITUCIONAL.
EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ARTIGO 97 DA LEI MAIOR. RESERVA
DE PLENÁRIO. VIOLAÇÃO INOCORRENTE. ACÓRDÃO
RECORRIDO PUBLICADO EM 21.3.2014. O exame da alegada
ofensa ao art. 7..., XXVI, da Constituição Federal, nos moldes em
que solvida a controvérsia, dependeria de prévia análise da
legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à
competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da
Constituição Federal. Imprescindível, à caracterização da
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 843530 AGR / PE
afronta à cláusula da reserva de plenário, que a decisão esteja
fundamentada na incompatibilidade entre a norma legal e a
Constituição Federal, o que não se verifica in casu. As razões do
agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no
que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da
Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não
provido” (ARE n 856.307/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a
Ministra Rosa Weber, DJe de 19/2/15).
“Agravo regimental no recurso extraordinário. Direito
trabalhista. Cláusulas de acordo coletivo de trabalho. Fatos e
provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1.
Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise das cláusulas
de acordo coletivo de trabalho e o reexame dos fatos e das
provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 454 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2.
Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário n 603.278/PA-AgR,
Primeira Turma, minha relatoria, DJe de 20/11/14).
“PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE
REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE.
ÔNUS
DO
RECORRENTE.
DEFICIÊNCIA
NA
FUNDAMENTAÇÃO RECURSAL. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal.
ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO.
REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO
DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal.
ANÁLISE DE CLÁUSULA DE ACORDO COLETIVO DE
TRABALHO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 454/Supremo Tribunal Federal.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”
(ARE n 777.648/DF-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro
Teori Zavascki, DJe de 17/3/14).
“AGRAVO
REGIMENTAL.
MATÉRIA
3
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8141894.
Supremo Tribunal Federal
ARE 843530 AGR / PE
afronta à cláusula da reserva de plenário, que a decisão esteja
fundamentada na incompatibilidade entre a norma legal e a
Constituição Federal, o que não se verifica in casu. As razões do
agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no
que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da
Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não
provido” (ARE n 856.307/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a
Ministra Rosa Weber, DJe de 19/2/15).
“Agravo regimental no recurso extraordinário. Direito
trabalhista. Cláusulas de acordo coletivo de trabalho. Fatos e
provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1.
Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise das cláusulas
de acordo coletivo de trabalho e o reexame dos fatos e das
provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 454 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2.
Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário n 603.278/PA-AgR,
Primeira Turma, minha relatoria, DJe de 20/11/14).
“PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE
REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE.
ÔNUS
DO
RECORRENTE.
DEFICIÊNCIA
NA
FUNDAMENTAÇÃO RECURSAL. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal.
ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO.
REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO
DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal.
ANÁLISE DE CLÁUSULA DE ACORDO COLETIVO DE
TRABALHO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 454/Supremo Tribunal Federal.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”
(ARE n 777.648/DF-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro
Teori Zavascki, DJe de 17/3/14).
“AGRAVO
REGIMENTAL.
MATÉRIA
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 843530 AGR / PE
INFRACONSTITUCIONAL.
INTERPRETAÇÃO
DE
CLÁUSULA DE ACORDO COLETIVO. SÚMULA 454.
INEXISTÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. É inviável recurso extraordinário para interpretação
de cláusula de acordo coletivo de trabalho. Agravo regimental a
que se nega provimento” (AI n 706.880/RS-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 2/3/11).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
DIREITO
DO
TRABALHO.
INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA INTEGRANTE DE
ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal. DECISÃO À LUZ DA LEGISLAÇÃO
PROCESSUAL TRABALHISTA. OFENSA INDIRETA.
AGRAVO IMPROVIDO. I - A apreciação dos temas
constitucionais, no caso, depende da interpretação de cláusula
integrante de norma coletiva de trabalho, o que atrai a
incidência da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - O acórdão
recorrido decidiu a causa à luz da legislação processual
trabalhista. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta.
Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. III –
Agravo regimental improvido” (AI n 815.641/RJ-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de
1.../2/11).
Nego provimento ao agravo regimental.
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 843530 AGR / PE
INFRACONSTITUCIONAL.
INTERPRETAÇÃO
DE
CLÁUSULA DE ACORDO COLETIVO. SÚMULA 454.
INEXISTÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. É inviável recurso extraordinário para interpretação
de cláusula de acordo coletivo de trabalho. Agravo regimental a
que se nega provimento” (AI n 706.880/RS-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 2/3/11).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
DIREITO
DO
TRABALHO.
INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA INTEGRANTE DE
ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal. DECISÃO À LUZ DA LEGISLAÇÃO
PROCESSUAL TRABALHISTA. OFENSA INDIRETA.
AGRAVO IMPROVIDO. I - A apreciação dos temas
constitucionais, no caso, depende da interpretação de cláusula
integrante de norma coletiva de trabalho, o que atrai a
incidência da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - O acórdão
recorrido decidiu a causa à luz da legislação processual
trabalhista. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta.
Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. III –
Agravo regimental improvido” (AI n 815.641/RJ-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de
1.../2/11).
Nego provimento ao agravo regimental.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12
Extrato de Ata - 03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.530
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : RUBENI LENIO DOS SANTOS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ALEXANDRE AUGUSTO SANTOS DE VASCONCELOS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 3.3.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843.530
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : RUBENI LENIO DOS SANTOS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ALEXANDRE AUGUSTO SANTOS DE VASCONCELOS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 3.3.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 843 . 530",
"Súmulas ns 454",
"RECURSO",
"ARE 843530 AGR / PE",
"Dissídio Coletivo n . 169061 / 2006 - 000 - 00 - 00 . 0",
"ARE 843530 AGR / PE",
"Dissídio Coletivo n . 169061 / 2006 - 000 - 00 - 00 . 0",
"ARE 843530 AGR / PE",
"SÚMULA N . 454 DO SUPREMO",
"AI n 824 . 649 - AgR / SC",
"ARE 843530 AGR",
"SÚMULA N . 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"AI n 824 . 649 - AgR / SC",
"ARE 843530 AGR / PE",
"Recurso Extraordinário n 588 . 901 - AgR / SC",
"Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 670 . 752 / MG - AgR",
"AI n 657 . 176 / MG - AgR",
"ARE 843530 AGR / PE",
"Recurso Extraordinário n 588 . 901 - AgR / SC",
"Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 670 . 752 / MG - AgR",
"AI n 657 . 176 / MG - AgR",
"ARE 843530 AGR / PE",
"Súmulas",
"AI n 563 . 820 / SE - AgR",
"ARE 843530 AGR / PE",
"Súmulas",
"AI n 563 . 820 / SE - AgR",
"ARE 843530 AGR / PE",
"ARE 843530 AGR / PE",
"Dissídio Coletivo n 169061 / 2006 - 000 - 00 - 00 . 0",
"Dissídio Coletivo n 169061 / 2006 - 000 -",
"ARE 843530 AGR / PE",
"Súmulas ns 454 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 843530 AGR / PE",
"Súmulas ns 454 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 843530 AGR / PE",
"ARE n 856 . 307 / DF - AgR",
"Súmulas ns 454",
"Recurso Extraordinário n 603 . 278 / PA - AgR",
"SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal",
"OFENSA",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 454 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 777 . 648 / DF - ED",
"ARE 843530 AGR / PE",
"ARE n 856 . 307 / DF - AgR",
"Súmulas ns 454 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 603 . 278 / PA - AgR",
"SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 454 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 777 . 648 / DF - ED",
"ARE 843530 AGR / PE",
"AI n 706 . 880 / RS - AgR",
"SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 815 . 641 / RJ - AgR",
"ARE 843530 AGR / PE",
"AI n 706 . 880 / RS - AgR",
"SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 815 . 641 / RJ - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . , caput , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"2007",
"/",
"artigo 5 . . . , caput , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"Medida Provisória n 2 .",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988",
"Constituição Federal",
"artigo 7 . . . , XXVI , da Constituição Federal",
"artigo 5 . . . , XXXV , XXXVI , LIV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988",
"Constituição Federal",
"artigo 7 . . . , XXVI , da Constituição Federal",
"artigo 5 . . . , XXXV , XXXVI , LIV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 111 da Lei Maior",
"art . 5 . . . , caput , da Constituição Federal",
"Leis ns 8 . 186 / 91",
"10",
".",
"478",
"/",
"2002",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 111 da Lei Maior",
"art . 5 . . . , caput , da Constituição Federal",
"Leis ns 8 . 186 / 91",
"10",
".",
"478",
"/",
"2002",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 7 . . . , XXVI , DA LEI MAIOR",
"CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"ARTIGO 97 DA LEI MAIOR",
"art . 7 . . . , XXVI , da Constituição Federal",
"art . 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 7 . . . , XXVI , DA LEI MAIOR",
"ARTIGO 97 DA LEI MAIOR",
"art . 7 . . . , XXVI , da Constituição Federal",
"art . 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PERNAMBUCO",
"Brasília",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Tribunal Regional Federal da 5 . . . Região",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"INSS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"INSS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Pleno",
"Primeira Turma",
"Primeira",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Rede Ferroviária Federal S . A .",
"RFFSA",
"Tesouro Nacional",
"Rede Ferroviária Federal S . A .",
"RFFSA",
"Companhia Brasileira de Trens Urbanos",
"CBTU",
"RFFSA",
"CBTU",
"Federação Nacional dos Trabalhadores Ferroviários",
"FNTF",
"RFFSA",
"/",
"CBTU",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Rede",
"Ferroviária Federal S . A .",
"RFFSA",
"Tesouro Nacional",
"Rede",
"Ferroviária Federal S . A .",
"RFFSA",
"Companhia Brasileira de Trens Urbanos",
"CBTU",
"RFFSA",
"CBTU",
"Federação Nacional dos Trabalhadores Ferroviários",
"FNTF",
"RFFSA",
"/",
"CBTU",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"RUBENI LENIO DOS SANTOS",
"ALEXANDRE AUGUSTO SANTOS DE VASCONCELOS",
"Rosa Weber",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"RUBENI LENIO DOS SANTOS",
"ALEXANDRE AUGUSTO SANTOS DE VASCONCELOS",
"DIAS TOFFOLI",
"Rubeni Lênio dos Santos",
"DIAS TOFFOLI",
"RUBENI LENIO DOS SANTOS",
"ALEXANDRE AUGUSTO SANTOS DE VASCONCELOS",
"DIAS TOFFOLI",
"Rubeni Lênio dos Santos",
"Sepúlveda Pertence",
"Cármen Lúcia",
"Sepúlveda Pertence",
"Cármen Lúcia",
"Eros Grau",
"Gilmar Mendes",
"Sepúlveda Pertence",
"Eros Grau",
"Gilmar",
"Mendes",
"Sepúlveda Pertence",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Eduardo Caldas Gonçalves",
"DIAS TOFFOLI",
"Eduardo Caldas Gonçalves",
"DIAS TOFFOLI",
"Rubeni Lenio dos Santos",
"Rubeni Lenio dos Santos",
"DIAS TOFFOLI",
"Rosa Weber",
"Teori Zavascki",
"Rosa Weber",
"Teori Zavascki",
"DIAS TOFFOLI",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"DIAS TOFFOLI",
"RUBENI LENIO DOS SANTOS",
"ALEXANDRE AUGUSTO SANTOS DE VASCONCELOS",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"RUBENI LENIO DOS SANTOS",
"ALEXANDRE AUGUSTO SANTOS DE VASCONCELOS",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"03",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"3 de março de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2004",
"2006",
"2007",
"2004",
"/",
"/",
"2006",
"/",
"2007",
"/",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2004",
"2007",
"2004",
"/",
"2005",
"2005",
"/",
"2006",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"5",
"/",
"07",
"RS",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"3",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
"5",
"/",
"07",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"3",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"11",
"/",
"2008",
"24",
"/",
"4",
"/",
"08",
"31",
"/",
"8",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"11",
"/",
"2008",
"24",
"/",
"4",
"/",
"08",
"31",
"/",
"8",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5",
"/",
"5",
"/",
"06",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5",
"/",
"5",
"/",
"06",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"maio de cada ano",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"maio de cada ano",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"2004",
"/",
"2005",
"2005",
"/",
"2006",
"2007",
"/",
"2008",
"2004",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"2004",
"/",
"/",
"2007",
"/",
"2008",
"2004",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2005",
"/",
"2006",
"2006",
"/",
"2007",
"21",
".",
"3",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2005",
"/",
"2006",
"2006",
"/",
"2007",
"21",
".",
"3",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"2",
"/",
"15",
"20",
"/",
"11",
"/",
"14",
"17",
"/",
"3",
"/",
"14",
"24",
"/",
"08",
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"2001",
"19",
"/",
"2",
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"/",
"3",
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"24",
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"08",
"/",
"2001",
"2",
"/",
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"/",
"11",
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".",
".",
".",
"/",
"2",
"/",
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"24",
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"2001",
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"11",
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".",
".",
".",
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"/",
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"08",
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"2001",
"03",
"/",
"03",
"/",
"2015",
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"24",
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"08",
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"2001",
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"2015",
"24",
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"08",
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"2001"
]
}
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Ementa e Acórdão
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.388 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:ARIVANDO JOSÉ DE CARVALHO
ADV.(A/S)
:MIRIAN
GONTIJO
MOREIRA
DA
COSTA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:PAOLA JARDIM ANDRADE DE SOUZA AMARAL
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:DANNIEL SOUZA ANDRADE
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO RESCISÓRIA.
RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. DELEGATÁRIOS. ART.
37, § 6º, DA CF/88. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO A LITERAL
DISPOSIÇÃO DE LEI. SÚMULA Nº 343 DO STF. INCIDÊNCIA
TAMBÉM NOS CASOS EM QUE A CONTROVÉRSIA DE
ENTENDIMENTOS DIZ RESPEITO À APLICAÇÃO DE NORMA
CONSTITUCIONAL. JURISPRUDÊNCIA DO STF QUE AFIRMA A
TEORIA DA DUPLA GARANTIA. ARGUMENTOS JÁ ANALISADOS
E AFASTADOS PELA PRÓPRIA DECISÃO RESCINDENDA. MERA
REDISCUSSÃO DE MATÉRIA JÁ APRECIADA POR ESTE
TRIBUNAL. INVIABILIDADE. INADEQUAÇÃO DA VIA
PROCESSUAL DA AÇÃO RESCISÓRIA PARA TAL FIM.
PRECEDENTES. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
1. A ação rescisória é via processual inadequada à mera rediscussão
de matérias já assentadas pelo Tribunal à época do julgamento do qual
decorreu a decisão que se quer ver desconstituída.
2. In casu, não restou demonstrada a alegação de que a decisão
rescindenda incorreu em manifesta violação a dispositivo de lei,
notadamente em razão de a jurisprudência desta Corte afirmar a teoria da
dupla garantia (art. 37, § 6º, da CF/88).
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Ementa e Acórdão
AR 2388 AGR / MG
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de abril de 2015.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AR 2388 AGR / MG
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de abril de 2015.
LUIZ FUX – Relator
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Relatório
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.388 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:ARIVANDO JOSÉ DE CARVALHO
ADV.(A/S)
:MIRIAN
GONTIJO
MOREIRA
DA
COSTA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:PAOLA JARDIM ANDRADE DE SOUZA AMARAL
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:DANNIEL SOUZA ANDRADE
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de agravo
regimental interposto por Arivando José de Carvalho contra decisão na
qual neguei seguimento à presente ação rescisória. Para melhor esclarecer
a questão, permito-me transcrever o relatório da decisão recorrida:
“Trata-se de ação rescisória ajuizada por Arivando José de
Carvalho em face de Paola Jardim Andrade de Souza Amaral e
Danniel Souza Andrade, tendo por fim desconstituir decisão
proferida pelo Min. Dias Toffoli, nos autos do ARE 659.824. […]
O autor fundamenta a ação no art. 485, V e IX, do Código
de Processo Civil, alegando, em síntese, que a decisão
rescindenda teria literalmente violado a previsão do art. 22 da
Lei nº 8.935/1994 e, quanto ao erro de fato, que ‘nenhum julgado
do Supremo Tribunal Federal, ao contrário do que fez entender
a decisão rescindenda, diz que a responsabilidade pelos atos de
registro é exclusiva do Estado, nenhum julgado do Supremo diz
que os Oficiais de Registro somente podem ser acionados
regressivamente’. Argumenta, por fim, que o recurso
extraordinário provido pela decisão rescindenda não seria
dotado de repercussão geral e que seu exame demandaria o
revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos, tudo a
ensejar o seu não conhecimento.
Supremo Tribunal Federal
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07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.388 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:ARIVANDO JOSÉ DE CARVALHO
ADV.(A/S)
:MIRIAN
GONTIJO
MOREIRA
DA
COSTA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:PAOLA JARDIM ANDRADE DE SOUZA AMARAL
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:DANNIEL SOUZA ANDRADE
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de agravo
regimental interposto por Arivando José de Carvalho contra decisão na
qual neguei seguimento à presente ação rescisória. Para melhor esclarecer
a questão, permito-me transcrever o relatório da decisão recorrida:
“Trata-se de ação rescisória ajuizada por Arivando José de
Carvalho em face de Paola Jardim Andrade de Souza Amaral e
Danniel Souza Andrade, tendo por fim desconstituir decisão
proferida pelo Min. Dias Toffoli, nos autos do ARE 659.824. […]
O autor fundamenta a ação no art. 485, V e IX, do Código
de Processo Civil, alegando, em síntese, que a decisão
rescindenda teria literalmente violado a previsão do art. 22 da
Lei nº 8.935/1994 e, quanto ao erro de fato, que ‘nenhum julgado
do Supremo Tribunal Federal, ao contrário do que fez entender
a decisão rescindenda, diz que a responsabilidade pelos atos de
registro é exclusiva do Estado, nenhum julgado do Supremo diz
que os Oficiais de Registro somente podem ser acionados
regressivamente’. Argumenta, por fim, que o recurso
extraordinário provido pela decisão rescindenda não seria
dotado de repercussão geral e que seu exame demandaria o
revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos, tudo a
ensejar o seu não conhecimento.
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Relatório
AR 2388 AGR / MG
Determinada a citação dos réus pela via postal, os avisos
de recebimento foram devolvidos.
É o relatório.”
Nas suas razões, o agravante alega, em síntese, o seguinte:
“Nenhum julgado do Supremo diz que Oficiais de
Registro Público são partes ilegítimas para figurar em ação de
indenização por atos por eles praticados no exercício da
atividade notarial/registrária. Nenhum! Os julgados citados no
acórdão rescindendo e na decisão agravada não se referem à
situação dos Oficiais de Registros Públicos, que é uma situação
especial e diferente.”
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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AR 2388 AGR / MG
Determinada a citação dos réus pela via postal, os avisos
de recebimento foram devolvidos.
É o relatório.”
Nas suas razões, o agravante alega, em síntese, o seguinte:
“Nenhum julgado do Supremo diz que Oficiais de
Registro Público são partes ilegítimas para figurar em ação de
indenização por atos por eles praticados no exercício da
atividade notarial/registrária. Nenhum! Os julgados citados no
acórdão rescindendo e na decisão agravada não se referem à
situação dos Oficiais de Registros Públicos, que é uma situação
especial e diferente.”
É o relatório.
2
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Voto - MIN. LUIZ FUX
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.388 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente ação
rescisória se funda no inciso V do art. 485 do CPC, insurgindo-se o
agravante contra decisão na qual neguei seguimento à ação.
Tenho, porém, que a presente irresignação não merece prosperar.
Isso porque, em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta
evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum
fundamento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve
ela ser mantida.
In casu, tal como assentado na decisão recorrida, não assiste razão ao
autor quando alega que a decisão impugnada teria violado literal
disposição de lei. De fato, ainda que existam precedentes em sentido
contrário ao entendimento firmado na decisão impugnada, hipótese que
aqui sequer analiso, não se caracterizaria ofensa a literal disposição de lei,
apta a viabilizar a desconstituição do acórdão rescindendo. Nesse
sentido, aliás, é a Súmula nº 343 deste Tribunal, a qual dispõe que “não
cabe ação rescisória por ofensa a literal dispositivo de lei, quando a decisão
rescindenda se tiver baseado em texto legal de interpretação controvertida nos
tribunais”.
Assim, se uma decisão foi proferida com base na jurisprudência do
STF vigente à época, ainda que tal entendimento seja posteriormente
alterado ou que haja precedentes posteriores em sentido contrário, não se
pode dizer que a decisão impugnada tenha violado literal disposição de
lei.
Supremo Tribunal Federal
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07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.388 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente ação
rescisória se funda no inciso V do art. 485 do CPC, insurgindo-se o
agravante contra decisão na qual neguei seguimento à ação.
Tenho, porém, que a presente irresignação não merece prosperar.
Isso porque, em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta
evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum
fundamento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve
ela ser mantida.
In casu, tal como assentado na decisão recorrida, não assiste razão ao
autor quando alega que a decisão impugnada teria violado literal
disposição de lei. De fato, ainda que existam precedentes em sentido
contrário ao entendimento firmado na decisão impugnada, hipótese que
aqui sequer analiso, não se caracterizaria ofensa a literal disposição de lei,
apta a viabilizar a desconstituição do acórdão rescindendo. Nesse
sentido, aliás, é a Súmula nº 343 deste Tribunal, a qual dispõe que “não
cabe ação rescisória por ofensa a literal dispositivo de lei, quando a decisão
rescindenda se tiver baseado em texto legal de interpretação controvertida nos
tribunais”.
Assim, se uma decisão foi proferida com base na jurisprudência do
STF vigente à época, ainda que tal entendimento seja posteriormente
alterado ou que haja precedentes posteriores em sentido contrário, não se
pode dizer que a decisão impugnada tenha violado literal disposição de
lei.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10
Voto - MIN. LUIZ FUX
AR 2388 AGR / MG
Ressalte-se que, no recente julgamento do RE 590.809, Rel. Min.
Marco Aurélio, Pleno, DJe de 24/11/2014, o Plenário deste Tribunal se
debruçou mais detidamente sobre a Súmula nº 343, tendo reafirmado sua
validade, inclusive quando a divergência jurisprudencial e a controvérsia
de entendimentos se basear na aplicação de norma constitucional. O
acórdão do referido julgado restou assim ementado:
“AÇÃO RESCISÓRIA VERSUS UNIFORMIZAÇÃO DA
JURISPRUDÊNCIA. O Direito possui princípios, institutos,
expressões e vocábulos com sentido próprio, não cabendo colar
a sinonímia às expressões ação rescisória e uniformização da
jurisprudência. AÇÃO RESCISÓRIA VERBETE Nº 343 DA
SÚMULA DO SUPREMO. O Verbete nº 343 da Súmula do
Supremo deve de ser observado em situação jurídica na qual,
inexistente controle concentrado de constitucionalidade, haja
entendimentos diversos sobre o alcance da norma, mormente
quando o Supremo tenha sinalizado, num primeiro passo,
óptica coincidente com a revelada na decisão rescindenda.”
Inexistente, portanto, a alegada literal violação a dispositivo de lei.
Ademais, como já consignado, ressalto que esta Corte, nas suas
decisões que interpretam o art. 37, § 6º, do texto constitucional, tem
consagrado a teoria da dupla garantia, segundo a qual o referido preceito
contempla duas garantias: uma em favor do particular, que poderá
pleitear a indenização contra o Estado sem ter que provar a atuação
dolosa ou culposa do agente público, e outra em favor do agente público
causador do dano, impedindo o particular de mover a ação de
indenização diretamente em face dele, que só poderá ser
responsabilizado em posterior ação regressiva. Nesse sentido, cito os
seguintes precedentes:
“RESPONSABILIDADE - SEARA PÚBLICA - ATO DE
SERVIÇO - LEGITIMAÇÃO PASSIVA. Consoante dispõe o § 6º
do artigo 37 da Carta Federal, respondem as pessoas jurídicas
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AR 2388 AGR / MG
Ressalte-se que, no recente julgamento do RE 590.809, Rel. Min.
Marco Aurélio, Pleno, DJe de 24/11/2014, o Plenário deste Tribunal se
debruçou mais detidamente sobre a Súmula nº 343, tendo reafirmado sua
validade, inclusive quando a divergência jurisprudencial e a controvérsia
de entendimentos se basear na aplicação de norma constitucional. O
acórdão do referido julgado restou assim ementado:
“AÇÃO RESCISÓRIA VERSUS UNIFORMIZAÇÃO DA
JURISPRUDÊNCIA. O Direito possui princípios, institutos,
expressões e vocábulos com sentido próprio, não cabendo colar
a sinonímia às expressões ação rescisória e uniformização da
jurisprudência. AÇÃO RESCISÓRIA VERBETE Nº 343 DA
SÚMULA DO SUPREMO. O Verbete nº 343 da Súmula do
Supremo deve de ser observado em situação jurídica na qual,
inexistente controle concentrado de constitucionalidade, haja
entendimentos diversos sobre o alcance da norma, mormente
quando o Supremo tenha sinalizado, num primeiro passo,
óptica coincidente com a revelada na decisão rescindenda.”
Inexistente, portanto, a alegada literal violação a dispositivo de lei.
Ademais, como já consignado, ressalto que esta Corte, nas suas
decisões que interpretam o art. 37, § 6º, do texto constitucional, tem
consagrado a teoria da dupla garantia, segundo a qual o referido preceito
contempla duas garantias: uma em favor do particular, que poderá
pleitear a indenização contra o Estado sem ter que provar a atuação
dolosa ou culposa do agente público, e outra em favor do agente público
causador do dano, impedindo o particular de mover a ação de
indenização diretamente em face dele, que só poderá ser
responsabilizado em posterior ação regressiva. Nesse sentido, cito os
seguintes precedentes:
“RESPONSABILIDADE - SEARA PÚBLICA - ATO DE
SERVIÇO - LEGITIMAÇÃO PASSIVA. Consoante dispõe o § 6º
do artigo 37 da Carta Federal, respondem as pessoas jurídicas
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10
Voto - MIN. LUIZ FUX
AR 2388 AGR / MG
de direito público e as de direito privado prestadoras de
serviços públicos pelos danos que seus agentes, nessa
qualidade, causarem a terceiros, descabendo concluir pela
legitimação passiva concorrente do agente, inconfundível e
incompatível com a previsão constitucional de ressarcimento -
direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou
culpa.” (RE 344.133, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma,
DJe de 14/11/2008)
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO.
RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO: § 6º DO ART.
37 DA MAGNA CARTA. ILEGITIMIDADE PASSIVA AD
CAUSAM. AGENTE PÚBLICO (EX-PREFEITO). PRÁTICA DE
ATO PRÓPRIO DA FUNÇÃO. DECRETO DE INTERVENÇÃO.
O § 6º do artigo 37 da Magna Carta autoriza a proposição de
que somente as pessoas jurídicas de direito público, ou as
pessoas jurídicas de direito privado que prestem serviços
públicos, é que poderão responder, objetivamente, pela
reparação de danos a terceiros. Isto por ato ou omissão dos
respectivos agentes, agindo estes na qualidade de agentes
públicos, e não como pessoas comuns. Esse mesmo dispositivo
constitucional consagra, ainda, dupla garantia: uma, em favor
do particular, possibilitando-lhe ação indenizatória contra a
pessoa jurídica de direito público, ou de direito privado que
preste serviço público, dado que bem maior, praticamente certa,
a possibilidade de pagamento do dano objetivamente sofrido.
Outra garantia, no entanto, em prol do servidor estatal, que
somente responde administrativa e civilmente perante a pessoa
jurídica a cujo quadro funcional se vincular. Recurso
extraordinário a que se nega provimento.” (RE 327.904, Rel.
Min. Carlos Britto, Primeira Turma, DJ de 08/09/2006)
No mais, observo que o autor apenas pretende rediscutir alegações já
expendidas durante o curso do processo original, as quais já foram objeto
de análise detida desta Corte. Ocorre que a ação rescisória é via
processual inadequada à mera rediscussão de matérias já assentadas pelo
3
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AR 2388 AGR / MG
de direito público e as de direito privado prestadoras de
serviços públicos pelos danos que seus agentes, nessa
qualidade, causarem a terceiros, descabendo concluir pela
legitimação passiva concorrente do agente, inconfundível e
incompatível com a previsão constitucional de ressarcimento -
direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou
culpa.” (RE 344.133, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma,
DJe de 14/11/2008)
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO.
RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO: § 6º DO ART.
37 DA MAGNA CARTA. ILEGITIMIDADE PASSIVA AD
CAUSAM. AGENTE PÚBLICO (EX-PREFEITO). PRÁTICA DE
ATO PRÓPRIO DA FUNÇÃO. DECRETO DE INTERVENÇÃO.
O § 6º do artigo 37 da Magna Carta autoriza a proposição de
que somente as pessoas jurídicas de direito público, ou as
pessoas jurídicas de direito privado que prestem serviços
públicos, é que poderão responder, objetivamente, pela
reparação de danos a terceiros. Isto por ato ou omissão dos
respectivos agentes, agindo estes na qualidade de agentes
públicos, e não como pessoas comuns. Esse mesmo dispositivo
constitucional consagra, ainda, dupla garantia: uma, em favor
do particular, possibilitando-lhe ação indenizatória contra a
pessoa jurídica de direito público, ou de direito privado que
preste serviço público, dado que bem maior, praticamente certa,
a possibilidade de pagamento do dano objetivamente sofrido.
Outra garantia, no entanto, em prol do servidor estatal, que
somente responde administrativa e civilmente perante a pessoa
jurídica a cujo quadro funcional se vincular. Recurso
extraordinário a que se nega provimento.” (RE 327.904, Rel.
Min. Carlos Britto, Primeira Turma, DJ de 08/09/2006)
No mais, observo que o autor apenas pretende rediscutir alegações já
expendidas durante o curso do processo original, as quais já foram objeto
de análise detida desta Corte. Ocorre que a ação rescisória é via
processual inadequada à mera rediscussão de matérias já assentadas pelo
3
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Voto - MIN. LUIZ FUX
AR 2388 AGR / MG
Tribunal à época do julgamento do qual decorreu a decisão que se quer
ver desconstituída. Nesse sentido é a antiga jurisprudência desta Corte,
da qual cito os seguintes precedentes (grifos meus):
“Ação rescisória. Investigação de paternidade. Código
Civil, art. 363, II, ‘in fine’. Decisão que teve como comprovadas
relações sexuais entre o ora autor e a mãe do ora réu, a época da
concepção deste. Ação rescisória fundamentada no art. 485, III,
V e VII, do Código de Processo Civil. 2. O acórdão que se
pretende rescindir no RE nº 81.802, ao restabelecer a sentença,
baseou-se na prova identificada na decisão de primeiro grau e
no acórdão do Tribunal de Justiça do Estado. Não cabe, aqui,
rediscutir esses mesmos elementos de prova. É assente que não
se admite ação rescisória para debater, outra vez, a causa e a
prova, como se fora nova instância recursal. Precedentes do
STF. 3. Para os efeitos do inciso VII do art. 485 do C.P.C., por
documento novo não se deve entender aquele que, só
posteriormente a sentença, veio a formar-se, mas o documento
já constituído cuja existência o autor da ação rescisória ignorava
ou do qual não pode fazer uso, no curso do processo de que
resultou o aresto rescindendo. 4. Não demonstrou, também, o
autor haver a decisão rescindenda resultado de dolo da parte
vencedora em detrimento da parte vencida, ou de colusão entre
as partes, a fim de fraudar a lei, a teor do art. 485, III, do C.P.C.
5.Ação rescisória julgada improcedente.” (AR 1.063, Rel. Min.
Néri da Silveira, Pleno, DJ de 25/8/1995)
“Ação rescisória. Responsabilidade civil do Estado. Ato
judicial. Inviável se faz a ação rescisória para novo julgamento
da causa ou para rediscutir as questões de direito
controvertidas. Súmula 343. Não cabe, em ação rescisória,
reexaminar a matéria de fato apreciada no acórdão. Se foi
equivocado o exame dessa prova, ou não, a ação rescisória não
e o meio adequado a enfrentar esse tema, sendo certo que não
se sustenta, na demanda rescisória, haja o aresto rescindendo
se fundamentado em prova falsa. Ação rescisória
4
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8233442.
Supremo Tribunal Federal
AR 2388 AGR / MG
Tribunal à época do julgamento do qual decorreu a decisão que se quer
ver desconstituída. Nesse sentido é a antiga jurisprudência desta Corte,
da qual cito os seguintes precedentes (grifos meus):
“Ação rescisória. Investigação de paternidade. Código
Civil, art. 363, II, ‘in fine’. Decisão que teve como comprovadas
relações sexuais entre o ora autor e a mãe do ora réu, a época da
concepção deste. Ação rescisória fundamentada no art. 485, III,
V e VII, do Código de Processo Civil. 2. O acórdão que se
pretende rescindir no RE nº 81.802, ao restabelecer a sentença,
baseou-se na prova identificada na decisão de primeiro grau e
no acórdão do Tribunal de Justiça do Estado. Não cabe, aqui,
rediscutir esses mesmos elementos de prova. É assente que não
se admite ação rescisória para debater, outra vez, a causa e a
prova, como se fora nova instância recursal. Precedentes do
STF. 3. Para os efeitos do inciso VII do art. 485 do C.P.C., por
documento novo não se deve entender aquele que, só
posteriormente a sentença, veio a formar-se, mas o documento
já constituído cuja existência o autor da ação rescisória ignorava
ou do qual não pode fazer uso, no curso do processo de que
resultou o aresto rescindendo. 4. Não demonstrou, também, o
autor haver a decisão rescindenda resultado de dolo da parte
vencedora em detrimento da parte vencida, ou de colusão entre
as partes, a fim de fraudar a lei, a teor do art. 485, III, do C.P.C.
5.Ação rescisória julgada improcedente.” (AR 1.063, Rel. Min.
Néri da Silveira, Pleno, DJ de 25/8/1995)
“Ação rescisória. Responsabilidade civil do Estado. Ato
judicial. Inviável se faz a ação rescisória para novo julgamento
da causa ou para rediscutir as questões de direito
controvertidas. Súmula 343. Não cabe, em ação rescisória,
reexaminar a matéria de fato apreciada no acórdão. Se foi
equivocado o exame dessa prova, ou não, a ação rescisória não
e o meio adequado a enfrentar esse tema, sendo certo que não
se sustenta, na demanda rescisória, haja o aresto rescindendo
se fundamentado em prova falsa. Ação rescisória
4
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Voto - MIN. LUIZ FUX
AR 2388 AGR / MG
improcedente.” (AR 973, Rel. Min. Néri da Silveira, Pleno, DJ de
30/4/1992)
Ex positis, nego provimento ao agravo, mantendo a decisão
recorrida, nos termos do art. 317, § 2º, do Regimento Interno do STF.
É como voto.
5
Supremo Tribunal Federal
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AR 2388 AGR / MG
improcedente.” (AR 973, Rel. Min. Néri da Silveira, Pleno, DJ de
30/4/1992)
Ex positis, nego provimento ao agravo, mantendo a decisão
recorrida, nos termos do art. 317, § 2º, do Regimento Interno do STF.
É como voto.
5
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Extrato de Ata - 07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.388
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : ARIVANDO JOSÉ DE CARVALHO
ADV.(A/S) : MIRIAN GONTIJO MOREIRA DA COSTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : PAOLA JARDIM ANDRADE DE SOUZA AMARAL
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : DANNIEL SOUZA ANDRADE
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 7.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.388
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : ARIVANDO JOSÉ DE CARVALHO
ADV.(A/S) : MIRIAN GONTIJO MOREIRA DA COSTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : PAOLA JARDIM ANDRADE DE SOUZA AMARAL
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : DANNIEL SOUZA ANDRADE
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 7.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8282445
| 2015-04-07T00:00:00
| 2015-04-24T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 7.4.2015.
|
AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA
|
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO RESCISÓRIA. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. DELEGATÁRIOS. ART. 37, § 6º, DA CF/88. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO A LITERAL DISPOSIÇÃO DE LEI. SÚMULA Nº 343 DO STF. INCIDÊNCIA TAMBÉM NOS CASOS EM QUE A CONTROVÉRSIA DE ENTENDIMENTOS DIZ RESPEITO À APLICAÇÃO DE NORMA CONSTITUCIONAL. JURISPRUDÊNCIA DO STF QUE AFIRMA A TEORIA DA DUPLA GARANTIA. ARGUMENTOS JÁ ANALISADOS E AFASTADOS PELA PRÓPRIA DECISÃO RESCINDENDA. MERA REDISCUSSÃO DE MATÉRIA JÁ APRECIADA POR ESTE TRIBUNAL. INVIABILIDADE. INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL DA AÇÃO RESCISÓRIA PARA TAL FIM. PRECEDENTES. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
1. A ação rescisória é via processual inadequada à mera rediscussão de matérias já assentadas pelo Tribunal à época do julgamento do qual decorreu a decisão que se quer ver desconstituída.
2. In casu, não restou demonstrada a alegação de que a decisão rescindenda incorreu em manifesta violação a dispositivo de lei, notadamente em razão de a jurisprudência desta Corte afirmar a teoria da dupla garantia (art. 37, § 6º, da CF/88).
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur301804
|
- Acórdão(s) citado(s):
(SÚMULA 343/STF)
RE 590809 (TP).
(TEORIA DA DUPLA GARANTIA, RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO)
RE 327904 (1ªT), RE 344133 (1ªT).
(AÇÃO RESCISÓRIA, REDISCUSSÃO, MATÉRIA, DISCUSSÃO, DECISÃO RESCINDENDA)
AR 973 (TP), AR 1063 (TP).
Número de páginas: 10.
Análise: 15/05/2015, IMC.
|
LUIZ FUX
|
Primeira Turma
|
2388
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00037 PAR-00006\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00485 INC-00005\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n",
"LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00317 PAR-00002\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000343 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
AR-AgR
|
acordaos
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AR 2388 AgR
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AGTE.(S) : ARIVANDO JOSÉ DE CARVALHO
ADV.(A/S) : MIRIAN GONTIJO MOREIRA DA COSTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : PAOLA JARDIM ANDRADE DE SOUZA AMARAL
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : DANNIEL SOUZA ANDRADE
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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] |
Ementa e Acórdão
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.388 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:ARIVANDO JOSÉ DE CARVALHO
ADV.(A/S)
:MIRIAN
GONTIJO
MOREIRA
DA
COSTA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:PAOLA JARDIM ANDRADE DE SOUZA AMARAL
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:DANNIEL SOUZA ANDRADE
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO RESCISÓRIA.
RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. DELEGATÁRIOS. ART.
37, § 6..., DA Constituição Federal de 1988/88. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO A LITERAL
DISPOSIÇÃO DE LEI. SÚMULA n 343 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA
TAMBÉM NOS CASOS EM QUE A CONTROVÉRSIA DE
ENTENDIMENTOS DIZ RESPEITO À APLICAÇÃO DE NORMA
CONSTITUCIONAL. JURISPRUDÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal QUE AFIRMA A
TEORIA DA DUPLA GARANTIA. ARGUMENTOS JÁ ANALISADOS
E AFASTADOS PELA PRÓPRIA DECISÃO RESCINDENDA. MERA
REDISCUSSÃO DE MATÉRIA JÁ APRECIADA POR ESTE
TRIBUNAL. INVIABILIDADE. INADEQUAÇÃO DA VIA
PROCESSUAL DA AÇÃO RESCISÓRIA PARA TAL FIM.
PRECEDENTES. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
1. A ação rescisória é via processual inadequada à mera rediscussão
de matérias já assentadas pelo Tribunal à época do julgamento do qual
decorreu a decisão que se quer ver desconstituída.
2. In casu, não restou demonstrada a alegação de que a decisão
rescindenda incorreu em manifesta violação a dispositivo de lei,
notadamente em razão de a jurisprudência desta Corte afirmar a teoria da
dupla garantia (art. 37, § 6..., da Constituição Federal de 1988/88).
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
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Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Ementa e Acórdão
AR 2388 AGR / MG
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de abril de 2015.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
Supremo Tribunal Federal
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AR 2388 AGR / MG
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de abril de 2015.
LUIZ FUX – Relator
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10
Relatório
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.388 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:ARIVANDO JOSÉ DE CARVALHO
ADV.(A/S)
:MIRIAN
GONTIJO
MOREIRA
DA
COSTA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:PAOLA JARDIM ANDRADE DE SOUZA AMARAL
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:DANNIEL SOUZA ANDRADE
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de agravo
regimental interposto por Arivando José de Carvalho contra decisão na
qual neguei seguimento à presente ação rescisória. Para melhor esclarecer
a questão, permito-me transcrever o relatório da decisão recorrida:
“Trata-se de ação rescisória ajuizada por Arivando José de
Carvalho em face de Paola Jardim Andrade de Souza Amaral e
Danniel Souza Andrade, tendo por fim desconstituir decisão
proferida pelo Min. Dias Toffoli, nos autos do ARE 659.824. […]
O autor fundamenta a ação no art. 485, V e IX, do Código
de Processo Civil, alegando, em síntese, que a decisão
rescindenda teria literalmente violado a previsão do art. 22 da
Lei n 8.935/1994 e, quanto ao erro de fato, que ‘nenhum julgado
do Supremo Tribunal Federal, ao contrário do que fez entender
a decisão rescindenda, diz que a responsabilidade pelos atos de
registro é exclusiva do Estado, nenhum julgado do Supremo diz
que os Oficiais de Registro somente podem ser acionados
regressivamente’. Argumenta, por fim, que o recurso
extraordinário provido pela decisão rescindenda não seria
dotado de repercussão geral e que seu exame demandaria o
revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos, tudo a
ensejar o seu não conhecimento.
Supremo Tribunal Federal
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07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.388 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:ARIVANDO JOSÉ DE CARVALHO
ADV.(A/S)
:MIRIAN
GONTIJO
MOREIRA
DA
COSTA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:PAOLA JARDIM ANDRADE DE SOUZA AMARAL
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:DANNIEL SOUZA ANDRADE
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de agravo
regimental interposto por Arivando José de Carvalho contra decisão na
qual neguei seguimento à presente ação rescisória. Para melhor esclarecer
a questão, permito-me transcrever o relatório da decisão recorrida:
“Trata-se de ação rescisória ajuizada por Arivando José de
Carvalho em face de Paola Jardim Andrade de Souza Amaral e
Danniel Souza Andrade, tendo por fim desconstituir decisão
proferida pelo Min. Dias Toffoli, nos autos do ARE 659.824. […]
O autor fundamenta a ação no art. 485, V e IX, do Código
de Processo Civil, alegando, em síntese, que a decisão
rescindenda teria literalmente violado a previsão do art. 22 da
Lei n 8.935/1994 e, quanto ao erro de fato, que ‘nenhum julgado
do Supremo Tribunal Federal, ao contrário do que fez entender
a decisão rescindenda, diz que a responsabilidade pelos atos de
registro é exclusiva do Estado, nenhum julgado do Supremo diz
que os Oficiais de Registro somente podem ser acionados
regressivamente’. Argumenta, por fim, que o recurso
extraordinário provido pela decisão rescindenda não seria
dotado de repercussão geral e que seu exame demandaria o
revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos, tudo a
ensejar o seu não conhecimento.
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Relatório
AR 2388 AGR / MG
Determinada a citação dos réus pela via postal, os avisos
de recebimento foram devolvidos.
É o relatório.”
Nas suas razões, o agravante alega, em síntese, o seguinte:
“Nenhum julgado do Supremo diz que Oficiais de
Registro Público são partes ilegítimas para figurar em ação de
indenização por atos por eles praticados no exercício da
atividade notarial/registrária. Nenhum! Os julgados citados no
acórdão rescindendo e na decisão agravada não se referem à
situação dos Oficiais de Registros Públicos, que é uma situação
especial e diferente.”
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AR 2388 AGR / MG
Determinada a citação dos réus pela via postal, os avisos
de recebimento foram devolvidos.
É o relatório.”
Nas suas razões, o agravante alega, em síntese, o seguinte:
“Nenhum julgado do Supremo diz que Oficiais de
Registro Público são partes ilegítimas para figurar em ação de
indenização por atos por eles praticados no exercício da
atividade notarial/registrária. Nenhum! Os julgados citados no
acórdão rescindendo e na decisão agravada não se referem à
situação dos Oficiais de Registros Públicos, que é uma situação
especial e diferente.”
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10
Voto - MIN. LUIZ FUX
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.388 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente ação
rescisória se funda no inciso V do art. 485 do Código de Processo Civil, insurgindo-se o
agravante contra decisão na qual neguei seguimento à ação.
Tenho, porém, que a presente irresignação não merece prosperar.
Isso porque, em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta
evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum
fundamento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve
ela ser mantida.
In casu, tal como assentado na decisão recorrida, não assiste razão ao
autor quando alega que a decisão impugnada teria violado literal
disposição de lei. De fato, ainda que existam precedentes em sentido
contrário ao entendimento firmado na decisão impugnada, hipótese que
aqui sequer analiso, não se caracterizaria ofensa a literal disposição de lei,
apta a viabilizar a desconstituição do acórdão rescindendo. Nesse
sentido, aliás, é a Súmula n 343 deste Tribunal, a qual dispõe que “não
cabe ação rescisória por ofensa a literal dispositivo de lei, quando a decisão
rescindenda se tiver baseado em texto legal de interpretação controvertida nos
tribunais”.
Assim, se uma decisão foi proferida com base na jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal vigente à época, ainda que tal entendimento seja posteriormente
alterado ou que haja precedentes posteriores em sentido contrário, não se
pode dizer que a decisão impugnada tenha violado literal disposição de
lei.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.388 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente ação
rescisória se funda no inciso V do art. 485 do Código de Processo Civil, insurgindo-se o
agravante contra decisão na qual neguei seguimento à ação.
Tenho, porém, que a presente irresignação não merece prosperar.
Isso porque, em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta
evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum
fundamento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve
ela ser mantida.
In casu, tal como assentado na decisão recorrida, não assiste razão ao
autor quando alega que a decisão impugnada teria violado literal
disposição de lei. De fato, ainda que existam precedentes em sentido
contrário ao entendimento firmado na decisão impugnada, hipótese que
aqui sequer analiso, não se caracterizaria ofensa a literal disposição de lei,
apta a viabilizar a desconstituição do acórdão rescindendo. Nesse
sentido, aliás, é a Súmula n 343 deste Tribunal, a qual dispõe que “não
cabe ação rescisória por ofensa a literal dispositivo de lei, quando a decisão
rescindenda se tiver baseado em texto legal de interpretação controvertida nos
tribunais”.
Assim, se uma decisão foi proferida com base na jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal vigente à época, ainda que tal entendimento seja posteriormente
alterado ou que haja precedentes posteriores em sentido contrário, não se
pode dizer que a decisão impugnada tenha violado literal disposição de
lei.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10
Voto - MIN. LUIZ FUX
AR 2388 AGR / MG
Ressalte-se que, no recente julgamento do Recurso Extraordinário 590.809, Rel. Min.
Marco Aurélio, Pleno, DJe de 24/11/2014, o Plenário deste Tribunal se
debruçou mais detidamente sobre a Súmula n 343, tendo reafirmado sua
validade, inclusive quando a divergência jurisprudencial e a controvérsia
de entendimentos se basear na aplicação de norma constitucional. O
acórdão do referido julgado restou assim ementado:
“AÇÃO RESCISÓRIA VERSUS UNIFORMIZAÇÃO DA
JURISPRUDÊNCIA. O Direito possui princípios, institutos,
expressões e vocábulos com sentido próprio, não cabendo colar
a sinonímia às expressões ação rescisória e uniformização da
jurisprudência. AÇÃO RESCISÓRIA VERBETE n 343 DA
SÚMULA DO SUPREMO. O Verbete n 343 da Súmula do
Supremo deve de ser observado em situação jurídica na qual,
inexistente controle concentrado de constitucionalidade, haja
entendimentos diversos sobre o alcance da norma, mormente
quando o Supremo tenha sinalizado, num primeiro passo,
óptica coincidente com a revelada na decisão rescindenda.”
Inexistente, portanto, a alegada literal violação a dispositivo de lei.
Ademais, como já consignado, ressalto que esta Corte, nas suas
decisões que interpretam o art. 37, § 6..., do texto constitucional, tem
consagrado a teoria da dupla garantia, segundo a qual o referido preceito
contempla duas garantias: uma em favor do particular, que poderá
pleitear a indenização contra o Estado sem ter que provar a atuação
dolosa ou culposa do agente público, e outra em favor do agente público
causador do dano, impedindo o particular de mover a ação de
indenização diretamente em face dele, que só poderá ser
responsabilizado em posterior ação regressiva. Nesse sentido, cito os
seguintes precedentes:
“RESPONSABILIDADE - SEARA PÚBLICA - ATO DE
SERVIÇO - LEGITIMAÇÃO PASSIVA. Consoante dispõe o § 6...
do artigo 37 da Carta Federal, respondem as pessoas jurídicas
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8233442.
Supremo Tribunal Federal
AR 2388 AGR / MG
Ressalte-se que, no recente julgamento do Recurso Extraordinário 590.809, Rel. Min.
Marco Aurélio, Pleno, DJe de 24/11/2014, o Plenário deste Tribunal se
debruçou mais detidamente sobre a Súmula n 343, tendo reafirmado sua
validade, inclusive quando a divergência jurisprudencial e a controvérsia
de entendimentos se basear na aplicação de norma constitucional. O
acórdão do referido julgado restou assim ementado:
“AÇÃO RESCISÓRIA VERSUS UNIFORMIZAÇÃO DA
JURISPRUDÊNCIA. O Direito possui princípios, institutos,
expressões e vocábulos com sentido próprio, não cabendo colar
a sinonímia às expressões ação rescisória e uniformização da
jurisprudência. AÇÃO RESCISÓRIA VERBETE n 343 DA
SÚMULA DO SUPREMO. O Verbete n 343 da Súmula do
Supremo deve de ser observado em situação jurídica na qual,
inexistente controle concentrado de constitucionalidade, haja
entendimentos diversos sobre o alcance da norma, mormente
quando o Supremo tenha sinalizado, num primeiro passo,
óptica coincidente com a revelada na decisão rescindenda.”
Inexistente, portanto, a alegada literal violação a dispositivo de lei.
Ademais, como já consignado, ressalto que esta Corte, nas suas
decisões que interpretam o art. 37, § 6..., do texto constitucional, tem
consagrado a teoria da dupla garantia, segundo a qual o referido preceito
contempla duas garantias: uma em favor do particular, que poderá
pleitear a indenização contra o Estado sem ter que provar a atuação
dolosa ou culposa do agente público, e outra em favor do agente público
causador do dano, impedindo o particular de mover a ação de
indenização diretamente em face dele, que só poderá ser
responsabilizado em posterior ação regressiva. Nesse sentido, cito os
seguintes precedentes:
“RESPONSABILIDADE - SEARA PÚBLICA - ATO DE
SERVIÇO - LEGITIMAÇÃO PASSIVA. Consoante dispõe o § 6...
do artigo 37 da Carta Federal, respondem as pessoas jurídicas
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Voto - MIN. LUIZ FUX
AR 2388 AGR / MG
de direito público e as de direito privado prestadoras de
serviços públicos pelos danos que seus agentes, nessa
qualidade, causarem a terceiros, descabendo concluir pela
legitimação passiva concorrente do agente, inconfundível e
incompatível com a previsão constitucional de ressarcimento -
direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou
culpa.” (Recurso Extraordinário 344.133, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma,
DJe de 14/11/2008)
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO.
RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO: § 6... DO ART.
37 DA MAGNA CARTA. ILEGITIMIDADE PASSIVA AD
CAUSAM. AGENTE PÚBLICO (EX-PREFEITO). PRÁTICA DE
ATO PRÓPRIO DA FUNÇÃO. DECRETO DE INTERVENÇÃO.
O § 6... do artigo 37 da Magna Carta autoriza a proposição de
que somente as pessoas jurídicas de direito público, ou as
pessoas jurídicas de direito privado que prestem serviços
públicos, é que poderão responder, objetivamente, pela
reparação de danos a terceiros. Isto por ato ou omissão dos
respectivos agentes, agindo estes na qualidade de agentes
públicos, e não como pessoas comuns. Esse mesmo dispositivo
constitucional consagra, ainda, dupla garantia: uma, em favor
do particular, possibilitando-lhe ação indenizatória contra a
pessoa jurídica de direito público, ou de direito privado que
preste serviço público, dado que bem maior, praticamente certa,
a possibilidade de pagamento do dano objetivamente sofrido.
Outra garantia, no entanto, em prol do servidor estatal, que
somente responde administrativa e civilmente perante a pessoa
jurídica a cujo quadro funcional se vincular. Recurso
extraordinário a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 327.904, Rel.
Min. Carlos Britto, Primeira Turma, DJ de 08/09/2006)
No mais, observo que o autor apenas pretende rediscutir alegações já
expendidas durante o curso do processo original, as quais já foram objeto
de análise detida desta Corte. Ocorre que a ação rescisória é via
processual inadequada à mera rediscussão de matérias já assentadas pelo
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AR 2388 AGR / MG
de direito público e as de direito privado prestadoras de
serviços públicos pelos danos que seus agentes, nessa
qualidade, causarem a terceiros, descabendo concluir pela
legitimação passiva concorrente do agente, inconfundível e
incompatível com a previsão constitucional de ressarcimento -
direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou
culpa.” (Recurso Extraordinário 344.133, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma,
DJe de 14/11/2008)
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO.
RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO: § 6... DO ART.
37 DA MAGNA CARTA. ILEGITIMIDADE PASSIVA AD
CAUSAM. AGENTE PÚBLICO (EX-PREFEITO). PRÁTICA DE
ATO PRÓPRIO DA FUNÇÃO. DECRETO DE INTERVENÇÃO.
O § 6... do artigo 37 da Magna Carta autoriza a proposição de
que somente as pessoas jurídicas de direito público, ou as
pessoas jurídicas de direito privado que prestem serviços
públicos, é que poderão responder, objetivamente, pela
reparação de danos a terceiros. Isto por ato ou omissão dos
respectivos agentes, agindo estes na qualidade de agentes
públicos, e não como pessoas comuns. Esse mesmo dispositivo
constitucional consagra, ainda, dupla garantia: uma, em favor
do particular, possibilitando-lhe ação indenizatória contra a
pessoa jurídica de direito público, ou de direito privado que
preste serviço público, dado que bem maior, praticamente certa,
a possibilidade de pagamento do dano objetivamente sofrido.
Outra garantia, no entanto, em prol do servidor estatal, que
somente responde administrativa e civilmente perante a pessoa
jurídica a cujo quadro funcional se vincular. Recurso
extraordinário a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 327.904, Rel.
Min. Carlos Britto, Primeira Turma, DJ de 08/09/2006)
No mais, observo que o autor apenas pretende rediscutir alegações já
expendidas durante o curso do processo original, as quais já foram objeto
de análise detida desta Corte. Ocorre que a ação rescisória é via
processual inadequada à mera rediscussão de matérias já assentadas pelo
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Voto - MIN. LUIZ FUX
AR 2388 AGR / MG
Tribunal à época do julgamento do qual decorreu a decisão que se quer
ver desconstituída. Nesse sentido é a antiga jurisprudência desta Corte,
da qual cito os seguintes precedentes (grifos meus):
“Ação rescisória. Investigação de paternidade. Código
Civil, art. 363, II, ‘in fine’. Decisão que teve como comprovadas
relações sexuais entre o ora autor e a mãe do ora réu, a época da
concepção deste. Ação rescisória fundamentada no art. 485, III,
V e VII, do Código de Processo Civil. 2. O acórdão que se
pretende rescindir no Recurso Extraordinário n 81.802, ao restabelecer a sentença,
baseou-se na prova identificada na decisão de primeiro grau e
no acórdão do Tribunal de Justiça do Estado. Não cabe, aqui,
rediscutir esses mesmos elementos de prova. É assente que não
se admite ação rescisória para debater, outra vez, a causa e a
prova, como se fora nova instância recursal. Precedentes do
Supremo Tribunal Federal. 3. Para os efeitos do inciso VII do art. 485 do C.P.C., por
documento novo não se deve entender aquele que, só
posteriormente a sentença, veio a formar-se, mas o documento
já constituído cuja existência o autor da ação rescisória ignorava
ou do qual não pode fazer uso, no curso do processo de que
resultou o aresto rescindendo. 4. Não demonstrou, também, o
autor haver a decisão rescindenda resultado de dolo da parte
vencedora em detrimento da parte vencida, ou de colusão entre
as partes, a fim de fraudar a lei, a teor do art. 485, III, do C.P.C.
5.Ação rescisória julgada improcedente.” (AR 1.063, Rel. Min.
Néri da Silveira, Pleno, DJ de 25/8/1995)
“Ação rescisória. Responsabilidade civil do Estado. Ato
judicial. Inviável se faz a ação rescisória para novo julgamento
da causa ou para rediscutir as questões de direito
controvertidas. Súmula 343. Não cabe, em ação rescisória,
reexaminar a matéria de fato apreciada no acórdão. Se foi
equivocado o exame dessa prova, ou não, a ação rescisória não
e o meio adequado a enfrentar esse tema, sendo certo que não
se sustenta, na demanda rescisória, haja o aresto rescindendo
se fundamentado em prova falsa. Ação rescisória
4
Supremo Tribunal Federal
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AR 2388 AGR / MG
Tribunal à época do julgamento do qual decorreu a decisão que se quer
ver desconstituída. Nesse sentido é a antiga jurisprudência desta Corte,
da qual cito os seguintes precedentes (grifos meus):
“Ação rescisória. Investigação de paternidade. Código
Civil, art. 363, II, ‘in fine’. Decisão que teve como comprovadas
relações sexuais entre o ora autor e a mãe do ora réu, a época da
concepção deste. Ação rescisória fundamentada no art. 485, III,
V e VII, do Código de Processo Civil. 2. O acórdão que se
pretende rescindir no Recurso Extraordinário n 81.802, ao restabelecer a sentença,
baseou-se na prova identificada na decisão de primeiro grau e
no acórdão do Tribunal de Justiça do Estado. Não cabe, aqui,
rediscutir esses mesmos elementos de prova. É assente que não
se admite ação rescisória para debater, outra vez, a causa e a
prova, como se fora nova instância recursal. Precedentes do
Supremo Tribunal Federal. 3. Para os efeitos do inciso VII do art. 485 do C.P.C., por
documento novo não se deve entender aquele que, só
posteriormente a sentença, veio a formar-se, mas o documento
já constituído cuja existência o autor da ação rescisória ignorava
ou do qual não pode fazer uso, no curso do processo de que
resultou o aresto rescindendo. 4. Não demonstrou, também, o
autor haver a decisão rescindenda resultado de dolo da parte
vencedora em detrimento da parte vencida, ou de colusão entre
as partes, a fim de fraudar a lei, a teor do art. 485, III, do C.P.C.
5.Ação rescisória julgada improcedente.” (AR 1.063, Rel. Min.
Néri da Silveira, Pleno, DJ de 25/8/1995)
“Ação rescisória. Responsabilidade civil do Estado. Ato
judicial. Inviável se faz a ação rescisória para novo julgamento
da causa ou para rediscutir as questões de direito
controvertidas. Súmula 343. Não cabe, em ação rescisória,
reexaminar a matéria de fato apreciada no acórdão. Se foi
equivocado o exame dessa prova, ou não, a ação rescisória não
e o meio adequado a enfrentar esse tema, sendo certo que não
se sustenta, na demanda rescisória, haja o aresto rescindendo
se fundamentado em prova falsa. Ação rescisória
4
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10
Voto - MIN. LUIZ FUX
AR 2388 AGR / MG
improcedente.” (AR 973, Rel. Min. Néri da Silveira, Pleno, DJ de
30/4/1992)
Ex positis, nego provimento ao agravo, mantendo a decisão
recorrida, nos termos do art. 317, § 2..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal.
É como voto.
5
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AR 2388 AGR / MG
improcedente.” (AR 973, Rel. Min. Néri da Silveira, Pleno, DJ de
30/4/1992)
Ex positis, nego provimento ao agravo, mantendo a decisão
recorrida, nos termos do art. 317, § 2..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal.
É como voto.
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10
Extrato de Ata - 07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.388
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : ARIVANDO JOSÉ DE CARVALHO
ADV.(A/S) : MIRIAN GONTIJO MOREIRA DA COSTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : PAOLA JARDIM ANDRADE DE SOUZA AMARAL
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : DANNIEL SOUZA ANDRADE
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 7.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.388
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : ARIVANDO JOSÉ DE CARVALHO
ADV.(A/S) : MIRIAN GONTIJO MOREIRA DA COSTA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : PAOLA JARDIM ANDRADE DE SOUZA AMARAL
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : DANNIEL SOUZA ANDRADE
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 7.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AÇÃO RESCISÓRIA 2 . 388",
"SÚMULA n 343 DO Supremo Tribunal Federal",
"AÇÃO RESCISÓRIA 2 . 388",
"ARE 659 . 824",
"AÇÃO RESCISÓRIA 2 . 388",
"ARE 659 . 824",
"Súmula n 343 deste Tribunal",
"AÇÃO RESCISÓRIA 2 . 388",
"Súmula n 343 deste Tribunal",
"Recurso Extraordinário 590 . 809",
"AÇÃO RESCISÓRIA VERBETE n 343 DA SÚMULA DO SUPREMO",
"Verbete n 343 da Súmula do Supremo",
"Recurso Extraordinário 590 . 809",
"Súmula n 343",
"AÇÃO RESCISÓRIA VERBETE n 343 DA SÚMULA DO SUPREMO",
"Verbete n 343 da Súmula do Supremo",
"Recurso Extraordinário 344 . 133",
"Recurso Extraordinário 327 . 904",
"Recurso Extraordinário 344 . 133",
"Recurso Extraordinário 327 . 904",
"Recurso Extraordinário n 81 .",
"AR",
"Recurso Extraordinário n 81 . 802",
"AR 1 . 063",
"AÇÃO RESCISÓRIA 2 . 388",
"AÇÃO RESCISÓRIA 2 . 388"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 37 , § 6 . . . , DA Constituição Federal de 1988 / 88",
"art . 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 485 , V e IX , do Código de Processo Civil",
"art . 22 da Lei n 8 . 935 / 1994",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 485 , V e IX , do Código de Processo Civil",
"art . 22 da Lei n 8 . 935 / 1994",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso V do art . 485 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso V do art . 485 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 37 , § 6 . . . , do texto constitucional",
"§ 6 . . . do artigo 37 da Carta Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 37 ,",
"§ 6 . . . do artigo 37 da Carta Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 37 da",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§",
"artigo 37 da Magna Carta",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Civil , art . 363 , II",
"art . 485 , III , V e VII , do Código de Processo Civil",
"inciso VII do art . 485 do C . P . C .",
"art . 485 , III , do C . P . C .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Civil , art . 363 , II ,",
"art . 485 , III , V e VII , do Código de Processo Civil",
"inciso VII do art . 485 do C . P . C",
"art . 485 , III , do C . P . C .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 317 , § 2 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 317 , § 2 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MINAS GERAIS",
"Brasília",
"Brasília",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário",
"Supremo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"AGR",
"/",
"MG",
"Plenário",
"Supremo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
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"ICP",
"-",
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"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"AGR",
"/",
"MG",
"Tribunal de Justiça do Estado",
"Supremo Tribunal Federal",
"Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Brasil",
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"Tribunal de Justiça do Estado",
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"/",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira",
"Infra",
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"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
".",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"LUIZ FUX",
"ARIVANDO JOSÉ DE CARVALHO",
"MIRIAN GONTIJO MOREIRA DA COSTA",
"PAOLA JARDIM ANDRADE DE SOUZA AMARAL",
"DANNIEL SOUZA ANDRADE",
"Rosa Weber",
"LUIZ FUX",
"Rosa Weber",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"ARIVANDO JOSÉ DE CARVALHO",
"MIRIAN GONTIJO MOREIRA DA COSTA",
"PAOLA JARDIM ANDRADE DE SOUZA AMARAL",
"DANNIEL SOUZA ANDRADE",
"LUIZ FUX",
"Arivando José de Carvalho",
"Arivando José de Carvalho",
"Paola Jardim Andrade de Souza Amaral",
"Danniel Souza Andrade",
"Dias Toffoli",
"LUIZ FUX",
"ARIVANDO JOSÉ DE CARVALHO",
"MIRIAN GONTIJO MOREIRA DA COSTA",
"PAOLA JARDIM ANDRADE DE SOUZA AMARAL",
"DANNIEL SOUZA ANDRADE",
"LUIZ FUX",
"Arivando José de Carvalho",
"Arivando José de Carvalho",
"Paola Jardim Andrade de Souza Amaral",
"Danniel Souza Andrade",
"Dias Toffoli",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX AR",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"LUIZ FUX",
"Marco Aurélio",
"Carlos Britto",
"Marco Aurélio",
"Carlos Britto",
"LUIZ FUX",
"802",
"Néri da Silveira",
"Néri da Silveira",
"LUIZ FUX",
"Néri da Silveira",
"Néri da Silveira",
"LUIZ FUX",
"ARIVANDO JOSÉ DE CARVALHO",
"MIRIAN GONTIJO MOREIRA DA COSTA",
"PAOLA JARDIM ANDRADE DE SOUZA AMARAL",
"DANNIEL SOUZA ANDRADE",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"LUIZ FUX",
"ARIVANDO JOSÉ DE CARVALHO",
"MIRIAN GONTIJO MOREIRA DA COSTA",
"PAOLA JARDIM ANDRADE DE SOUZA AMARAL",
"DANNIEL SOUZA ANDRADE",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7 de abril de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7 de abril de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
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"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"11",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"11",
"/",
"2014",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"14",
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"11",
"/",
"2008",
"08",
"/",
"09",
"/",
"2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
"11",
"/",
"2008",
"08",
"/",
"09",
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"2006",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"8",
"/",
"1995",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"8",
"/",
"1995",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"4",
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"1992",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"4",
"/",
"1992",
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"/",
"08",
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"2001",
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"/",
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"2015",
"7",
".",
"4",
".",
"2015",
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"/",
"08",
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".",
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"2015",
"24",
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"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 859.321 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS
ADV.(A/S)
:DÉCIO FREIRE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:FELIPE MACHADO MOURA
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO
DE JANEIRO
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito
do Consumidor. Contrato de serviços educacionais. Distrato. Multa.
Discussão. Legislação infraconstitucional. Cláusulas contratuais. Fatos
e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes.
1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o exame da legislação
infraconstitucional, das cláusulas do contrato firmado entre os litigantes e
do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636,
454 e 279/STF.
2. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 3 de março de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Relatório
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 859.321 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS
ADV.(A/S)
:DÉCIO FREIRE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:FELIPE MACHADO MOURA
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO
DE JANEIRO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Fundação Getúlio Vargas interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao
recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Vigésima
Sétima Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio
de Janeiro, assim ementado:
‘AGRAVO INOMINADO INTERPOSTO CONTRA
DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA EM SEDE DE
APELAÇÃO
CÍVEL.
AÇÃO
ANULATÓRIA,
CUMULADA
COM
DECLARATÓRIA
DE
INEXISTÊNCIA
DE
DÉBITO
E
PEDIDO
INDENIZATÓRIO. CANCELAMENTO DE CURSO.
TERMO DE CONFISSÃO DE DÍVIDA. CONDUTA QUE
GEROU EXCESSIVA ONEROSIDADE E SURPRESA AO
CONSUMIDOR. PRÁTICA ABUSIVA. NULIDADE DE
CLÁUSULA CONTRATUAL. DANO MORAL NÃO
CONFIGURADO. MANUTENÇÃO DA SENTENÇA.
1. Diferentemente do que ocorre com as relações
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Supremo Tribunal Federal
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 859.321 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS
ADV.(A/S)
:DÉCIO FREIRE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:FELIPE MACHADO MOURA
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO
DE JANEIRO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Fundação Getúlio Vargas interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao
recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Vigésima
Sétima Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio
de Janeiro, assim ementado:
‘AGRAVO INOMINADO INTERPOSTO CONTRA
DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA EM SEDE DE
APELAÇÃO
CÍVEL.
AÇÃO
ANULATÓRIA,
CUMULADA
COM
DECLARATÓRIA
DE
INEXISTÊNCIA
DE
DÉBITO
E
PEDIDO
INDENIZATÓRIO. CANCELAMENTO DE CURSO.
TERMO DE CONFISSÃO DE DÍVIDA. CONDUTA QUE
GEROU EXCESSIVA ONEROSIDADE E SURPRESA AO
CONSUMIDOR. PRÁTICA ABUSIVA. NULIDADE DE
CLÁUSULA CONTRATUAL. DANO MORAL NÃO
CONFIGURADO. MANUTENÇÃO DA SENTENÇA.
1. Diferentemente do que ocorre com as relações
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Relatório
ARE 859321 AGR / RJ
jurídicas regidas unicamente pelas normas constantes do
Código Civil (no qual ainda permanecem bastante intensos os
princípios da autonomia da vontade e do pacta sunt servanda),
quando se fala de relações de consumo, deve-se
reconhecer que há certa atenuação destes princípios.
2. A ilegalidade da conduta perpetrada pela ré refere-
se a manifesta surpresa e excessiva onerosidade imputada
ao aluno, seja pela ausência de clareza da cláusula
contratual (oitava) no ato da contratação, seja pela
incerteza da base de cálculo da multa compensatória.
3. Entendo que o quadro probatório dos autos
demonstra inquestionavelmente a necessária nulidade do
distrato firmado, bem como a declaração de inexistência
de dívida daí decorrente, conforme determinado na
sentença.
4. A cobrança de valores indevidos sem a
comprovação de maiores transtornos para o autor, por si
só, não é capaz de evidenciar dano moral.
5. RECURSO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’.
Opostos embargos de declaração, foram desprovidos.
Alega-se, no apelo extremo, contrariedade ao artigo 5º, II,
da Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 859321 AGR / RJ
jurídicas regidas unicamente pelas normas constantes do
Código Civil (no qual ainda permanecem bastante intensos os
princípios da autonomia da vontade e do pacta sunt servanda),
quando se fala de relações de consumo, deve-se
reconhecer que há certa atenuação destes princípios.
2. A ilegalidade da conduta perpetrada pela ré refere-
se a manifesta surpresa e excessiva onerosidade imputada
ao aluno, seja pela ausência de clareza da cláusula
contratual (oitava) no ato da contratação, seja pela
incerteza da base de cálculo da multa compensatória.
3. Entendo que o quadro probatório dos autos
demonstra inquestionavelmente a necessária nulidade do
distrato firmado, bem como a declaração de inexistência
de dívida daí decorrente, conforme determinado na
sentença.
4. A cobrança de valores indevidos sem a
comprovação de maiores transtornos para o autor, por si
só, não é capaz de evidenciar dano moral.
5. RECURSO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’.
Opostos embargos de declaração, foram desprovidos.
Alega-se, no apelo extremo, contrariedade ao artigo 5º, II,
da Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
ARE 859321 AGR / RJ
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso por outra razão’.
Verifico que as instâncias de origem decidiram a lide
amparadas na legislação infraconstitucional pertinente (Código
Civil e Código de Defesa do Consumidor). Assim, a afronta aos
dispositivos
constitucionais
suscitados
no
recurso
extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é
insuficiente para amparar o apelo extremo. Incide, no ponto, a
Súmula 636 desta Corte.
Ademais, o acolhimento da pretensão recursal
demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos
e das cláusulas do contrato de ensino celebrado entre as partes,
o que se mostra incabível em sede extraordinária. Incidência
das Súmulas nºs 279 e 454/STF. Sobre o tema:
‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS
COMO AGRAVO REGIMENTAL. RESPONSABILIDADE
CIVIL. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR.
CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE
E NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. AUSÊNCIA DE
VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. ALEGADA OFENSA AO ART. 5º, LIV, DA
CONSTITUIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal
é no sentido de que os embargos declaratórios opostos,
com caráter infringente, objetivando a reforma da decisão
do relator devem ser conhecidos como agravo regimental
(Plenário, MI 823-ED-segundos, Rel. Min. Celso de Mello,
Rcl 11.022-ED, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia, ARE 680.718-ED,
Rel. Min. Luiz Fux). O exame do recurso extraordinário
permite constatar que, de fato, a hipótese envolveria
alegadas violações à legislação infraconstitucional e a
análise dos fatos e provas constantes nos autos.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 859321 AGR / RJ
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso por outra razão’.
Verifico que as instâncias de origem decidiram a lide
amparadas na legislação infraconstitucional pertinente (Código
Civil e Código de Defesa do Consumidor). Assim, a afronta aos
dispositivos
constitucionais
suscitados
no
recurso
extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é
insuficiente para amparar o apelo extremo. Incide, no ponto, a
Súmula 636 desta Corte.
Ademais, o acolhimento da pretensão recursal
demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos
e das cláusulas do contrato de ensino celebrado entre as partes,
o que se mostra incabível em sede extraordinária. Incidência
das Súmulas nºs 279 e 454/STF. Sobre o tema:
‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS
COMO AGRAVO REGIMENTAL. RESPONSABILIDADE
CIVIL. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR.
CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE
E NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. AUSÊNCIA DE
VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. ALEGADA OFENSA AO ART. 5º, LIV, DA
CONSTITUIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal
é no sentido de que os embargos declaratórios opostos,
com caráter infringente, objetivando a reforma da decisão
do relator devem ser conhecidos como agravo regimental
(Plenário, MI 823-ED-segundos, Rel. Min. Celso de Mello,
Rcl 11.022-ED, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia, ARE 680.718-ED,
Rel. Min. Luiz Fux). O exame do recurso extraordinário
permite constatar que, de fato, a hipótese envolveria
alegadas violações à legislação infraconstitucional e a
análise dos fatos e provas constantes nos autos.
3
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Relatório
ARE 859321 AGR / RJ
Providência vedada em recurso extraordinário. Incidência
da Súmula 279/STF. Precedente. Ademais, a decisão está
devidamente fundamentada, embora em sentido contrário
aos interesses da parte agravante. Quanto à alegada ofensa
ao art. 5º, LIV, da Constituição, incide a jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal que afasta o cabimento de
recurso extraordinário para o questionamento de alegadas
violações à legislação infraconstitucional. Precedente.
Embargos de declaração recebidos como agravo
regimental a que se nega provimento’ (ARE nº 762.915/ED-
SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso,
DJe de 20/2/14).
‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. DIREITO DO CONSUMIDOR.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
REFLEXA. INDENIZAÇÃO. DANO MORAL E DANO
MATERIAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO DOS AUTOS. ANÁLISE DE CLÁUSULAS
CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. AGRAVO
IMPROVIDO. I – Para se chegar à conclusão contrária à
adotada pelo acórdão recorrido – ocorrência, na espécie,
de dano moral e material indenizável -, necessário seria o
reexame do conjunto fático-probatório constante dos
autos, bem como, a análise de cláusulas contratuais, o que
atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do STF.
Precedentes. II – A apreciação dos temas constitucionais,
no caso, depende do prévio exame da legislação
infraconstitucional aplicável à espécie (Código de Defesa
do Consumidor), do reexame dos fatos e provas
constantes nos autos e do contrato celebrado entre as
partes. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria
indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário.
Precedentes. III – Agravo regimental improvido’ (AI nº
696.403/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, DJe de 30/6/11).
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 859321 AGR / RJ
Providência vedada em recurso extraordinário. Incidência
da Súmula 279/STF. Precedente. Ademais, a decisão está
devidamente fundamentada, embora em sentido contrário
aos interesses da parte agravante. Quanto à alegada ofensa
ao art. 5º, LIV, da Constituição, incide a jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal que afasta o cabimento de
recurso extraordinário para o questionamento de alegadas
violações à legislação infraconstitucional. Precedente.
Embargos de declaração recebidos como agravo
regimental a que se nega provimento’ (ARE nº 762.915/ED-
SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso,
DJe de 20/2/14).
‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. DIREITO DO CONSUMIDOR.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
REFLEXA. INDENIZAÇÃO. DANO MORAL E DANO
MATERIAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO DOS AUTOS. ANÁLISE DE CLÁUSULAS
CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. AGRAVO
IMPROVIDO. I – Para se chegar à conclusão contrária à
adotada pelo acórdão recorrido – ocorrência, na espécie,
de dano moral e material indenizável -, necessário seria o
reexame do conjunto fático-probatório constante dos
autos, bem como, a análise de cláusulas contratuais, o que
atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do STF.
Precedentes. II – A apreciação dos temas constitucionais,
no caso, depende do prévio exame da legislação
infraconstitucional aplicável à espécie (Código de Defesa
do Consumidor), do reexame dos fatos e provas
constantes nos autos e do contrato celebrado entre as
partes. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria
indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário.
Precedentes. III – Agravo regimental improvido’ (AI nº
696.403/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, DJe de 30/6/11).
4
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Relatório
ARE 859321 AGR / RJ
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Alega a agravante que teriam sido violados os incisos II, XXXV,
XXXVI, LIV e LV do art. 5º da Constituição Federal.
Aduz, in verbis, que
“(…) as decisões proferidas no processo, em nenhum
momento analisaram a documentação juntada aos autos, o que
remonta a violação direta à Constituição Federal e não reflexa,
eis que viola o princípio isonômico bem como houve manifesta
negativa de manifestação judicial.
(…)
(…) é certo que a discussão em tela não está restrita ao
âmbito infraconstitucional e, muito menos, processual, bem
como as ofensas constitucionais existentes ocorrem de forma
direta, conforme devidamente apontado, razão pela qual a r.
decisão urge ser reformada”.
É o relatório.
5
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Supremo Tribunal Federal
ARE 859321 AGR / RJ
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Alega a agravante que teriam sido violados os incisos II, XXXV,
XXXVI, LIV e LV do art. 5º da Constituição Federal.
Aduz, in verbis, que
“(…) as decisões proferidas no processo, em nenhum
momento analisaram a documentação juntada aos autos, o que
remonta a violação direta à Constituição Federal e não reflexa,
eis que viola o princípio isonômico bem como houve manifesta
negativa de manifestação judicial.
(…)
(…) é certo que a discussão em tela não está restrita ao
âmbito infraconstitucional e, muito menos, processual, bem
como as ofensas constitucionais existentes ocorrem de forma
direta, conforme devidamente apontado, razão pela qual a r.
decisão urge ser reformada”.
É o relatório.
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 859.321 RIO DE
JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Inicialmente, anote-se que as supostas ofensas aos incisos XXXV,
XXXVI, LIV e LV do art. 5º da Constituição Federal não foram suscitadas
nas razões do recurso extraordinário. Destarte, constituem inovações
recursais manifestas em momento inoportuno.
De resto, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“(...)Diferentemente do que ocorre com as relações
jurídicas regidas unicamente pelas normas constantes no
Código Civil (no qual ainda permanecem bastante intensos os
princípios da autonomia da vontade e do pacta sunt servanda),
quando se fala de relações de consumo, deve-se reconhecer que
há certa atenuação destes princípios. Isto porque, as disposições
que regulam as relações consumeristas, notadamente aquelas
previstas no Código de Defesa do Consumidor, além de
possuírem natureza jurídica de ordem pública, buscam, ainda,
eliminar ou, pelo menos, reduzir a discrepância existente entre
o fornecedor do produto ou serviço, de um lado, e o
consumidor hipossuficiente, de outro.
Não significa dizer, todavia, que os princípios da
autonomia da vontade, da liberdade de contratação ou mesmo
o pacta sunt servanda tenham sido absolutamente banidos desse
campo do direito. O que ocorre, ao revés, é uma releitura das
cláusulas contratuais celebradas em contratos de consumo,
levando-se em consideração a fragilidade do consumidor.
(...)
Assim é que, após detida análise dos autos, entendo que
as alegações do réu apelante não merecem prosperar. Isto
porque, em que pese a hipótese dos autos, de fato, se referir a
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8141815.
Supremo Tribunal Federal
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 859.321 RIO DE
JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Inicialmente, anote-se que as supostas ofensas aos incisos XXXV,
XXXVI, LIV e LV do art. 5º da Constituição Federal não foram suscitadas
nas razões do recurso extraordinário. Destarte, constituem inovações
recursais manifestas em momento inoportuno.
De resto, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“(...)Diferentemente do que ocorre com as relações
jurídicas regidas unicamente pelas normas constantes no
Código Civil (no qual ainda permanecem bastante intensos os
princípios da autonomia da vontade e do pacta sunt servanda),
quando se fala de relações de consumo, deve-se reconhecer que
há certa atenuação destes princípios. Isto porque, as disposições
que regulam as relações consumeristas, notadamente aquelas
previstas no Código de Defesa do Consumidor, além de
possuírem natureza jurídica de ordem pública, buscam, ainda,
eliminar ou, pelo menos, reduzir a discrepância existente entre
o fornecedor do produto ou serviço, de um lado, e o
consumidor hipossuficiente, de outro.
Não significa dizer, todavia, que os princípios da
autonomia da vontade, da liberdade de contratação ou mesmo
o pacta sunt servanda tenham sido absolutamente banidos desse
campo do direito. O que ocorre, ao revés, é uma releitura das
cláusulas contratuais celebradas em contratos de consumo,
levando-se em consideração a fragilidade do consumidor.
(...)
Assim é que, após detida análise dos autos, entendo que
as alegações do réu apelante não merecem prosperar. Isto
porque, em que pese a hipótese dos autos, de fato, se referir a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 859321 AGR / RJ
cancelamento de curso e não, de trancamento (fls. 60 – indexador
00069), a vertente hipótese deve ser analisada à luz de uma
interpretação sistemática de todo ordenamento jurídico sobre o
tema, notadamente, a legislação consumerista.
Diante desse raciocínio, impõe-se reconhecer que há no
caso narrado evidente conduta abusiva por parte da apelante,
conforme se passa a expor.
O contrato de prestação de serviços educacionais não é
suficientemente claro quanto à base de cálculo para a hipótese
de cancelamento. Além disso, o distrato levado a efeito pelas
partes revela-se excessivamente oneroso para o consumidor...
(...)
Diante dessa análise, entendo que a ilegalidade da
conduta perpetrada pela ré refere-se à manifesta surpresa e
excessiva onerosidade imputada ao aluno, seja pela ausência de
clareza da cláusula contratual (oitava) no ato da contratação,
seja pela incerteza da base de cálculo da multa
compensatória(...)
(...)
Dessa forma, entendo que o quadro probatório dos autos
demonstra inquestionavelmente a necessária nulidade do
distrato firmado, bem como a declaração de inexistência de
dívida daí decorrente, conforme determinado na sentença.”
Destarte, verifica-se que a Corte de origem, analisando o Código de
Defesa do Consumidor, os termos do acordo celebrado entre os litigantes
e os fatos e as provas dos autos, concluiu pela abusividade de multa
contratual imposta ao agravado em decorrência do cancelamento do
contrato de prestação de serviços educacionais.
É pacífica a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido
de que o recurso extraordinário não se presta para a análise da legislação
infraconstitucional, das cláusulas contratuais e do conjunto fático-
probatório da causa, consoante dispõe as Súmulas nºs 636, 454 e 279/STF.
Nesse sentido:
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 859321 AGR / RJ
cancelamento de curso e não, de trancamento (fls. 60 – indexador
00069), a vertente hipótese deve ser analisada à luz de uma
interpretação sistemática de todo ordenamento jurídico sobre o
tema, notadamente, a legislação consumerista.
Diante desse raciocínio, impõe-se reconhecer que há no
caso narrado evidente conduta abusiva por parte da apelante,
conforme se passa a expor.
O contrato de prestação de serviços educacionais não é
suficientemente claro quanto à base de cálculo para a hipótese
de cancelamento. Além disso, o distrato levado a efeito pelas
partes revela-se excessivamente oneroso para o consumidor...
(...)
Diante dessa análise, entendo que a ilegalidade da
conduta perpetrada pela ré refere-se à manifesta surpresa e
excessiva onerosidade imputada ao aluno, seja pela ausência de
clareza da cláusula contratual (oitava) no ato da contratação,
seja pela incerteza da base de cálculo da multa
compensatória(...)
(...)
Dessa forma, entendo que o quadro probatório dos autos
demonstra inquestionavelmente a necessária nulidade do
distrato firmado, bem como a declaração de inexistência de
dívida daí decorrente, conforme determinado na sentença.”
Destarte, verifica-se que a Corte de origem, analisando o Código de
Defesa do Consumidor, os termos do acordo celebrado entre os litigantes
e os fatos e as provas dos autos, concluiu pela abusividade de multa
contratual imposta ao agravado em decorrência do cancelamento do
contrato de prestação de serviços educacionais.
É pacífica a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido
de que o recurso extraordinário não se presta para a análise da legislação
infraconstitucional, das cláusulas contratuais e do conjunto fático-
probatório da causa, consoante dispõe as Súmulas nºs 636, 454 e 279/STF.
Nesse sentido:
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 859321 AGR / RJ
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR.
ALTERAÇÃO
UNILATERAL
DO
CONTRATO.
NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO E DE CLÁUSULAS DO CONTRATO.
SÚMULAS 279 E 454 DO STF. INTERPRETAÇÃO DE
NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. IMPOSSIBILIDADE.
OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. DEFICIÊNCIA NA
FUNDAMENTAÇÃO DO APELO EXTREMO. SÚMULA 284
DO STF. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Para
divergir do acórdão impugnado, seria necessário o reexame do
conjunto fático-probatório dos autos e das cláusulas do
contrato, – o que é vedado pelas Súmulas 279 e 454 do STF – e
das normas infraconstitucionais pertinentes ao caso, sendo certo
que eventual ofensa à Lei Maior seria meramente indireta. II – É
deficiente a fundamentação que não impugna especificamente
os fundamentos do acórdão recorrido, a teor da Súmula 284
desta Corte. III – Agravo regimental a que se nega provimento”
(ARE nº 775.643/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, DJe de 5/6/14).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR.
INEXISTÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX,
DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. ALEGADA AFRONTA
AOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO
CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. NECESSÁRIA
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL.
INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. RESCISÃO DE
CONTRATO. VÍCIO DE BENS E DESCUMPRIMENTO DE
CLÁUSULAS CONTRATUAIS. REEXAME DE PROVAS.
SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (ARE nº 800.574/ES-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 6/5/14).
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 859321 AGR / RJ
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR.
ALTERAÇÃO
UNILATERAL
DO
CONTRATO.
NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO E DE CLÁUSULAS DO CONTRATO.
SÚMULAS 279 E 454 DO STF. INTERPRETAÇÃO DE
NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. IMPOSSIBILIDADE.
OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. DEFICIÊNCIA NA
FUNDAMENTAÇÃO DO APELO EXTREMO. SÚMULA 284
DO STF. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Para
divergir do acórdão impugnado, seria necessário o reexame do
conjunto fático-probatório dos autos e das cláusulas do
contrato, – o que é vedado pelas Súmulas 279 e 454 do STF – e
das normas infraconstitucionais pertinentes ao caso, sendo certo
que eventual ofensa à Lei Maior seria meramente indireta. II – É
deficiente a fundamentação que não impugna especificamente
os fundamentos do acórdão recorrido, a teor da Súmula 284
desta Corte. III – Agravo regimental a que se nega provimento”
(ARE nº 775.643/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, DJe de 5/6/14).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR.
INEXISTÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX,
DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. ALEGADA AFRONTA
AOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO
CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. NECESSÁRIA
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL.
INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. RESCISÃO DE
CONTRATO. VÍCIO DE BENS E DESCUMPRIMENTO DE
CLÁUSULAS CONTRATUAIS. REEXAME DE PROVAS.
SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (ARE nº 800.574/ES-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 6/5/14).
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 859321 AGR / RJ
“DIREITO DO CONSUMIDOR. CONTRATO DE
PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS EDUCACIONAIS. CLÁUSULA
PENAL. INTERPRETAÇÃO DE CONTRATO. ÓBICE DA
SÚMULA 454/STF. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO
DEBATE. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL
AFRONTA
AOS
PRECEITOS
CONSTITUCIONAIS
INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA
REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO
ACÓRDÃO REGIONAL. ÓBICE DA SÚMULA 279/STF.
EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
INOVAÇÃO
RECURSAL.
IMPOSSIBILIDADE.
ACÓRDÃO
RECORRIDO
DISPONIBILIZADO EM 17.02.2011. O exame da alegada ofensa
ao art. 5º, II, XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal
dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional
aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional
extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal.
Divergir do entendimento do Tribunal a quo acerca da
abusividade da multa cobrada pela rescisão do contrato de
prestação de serviços educacionais demandaria a análise da
legislação infraconstitucional, das cláusulas contratuais e do
conjunto fático-probatório dos autos. Aplicação dos óbices das
Súmulas 279 e 454/STF. Precedentes. Agravo regimental
conhecido e não provido” (ARE nº 771.914/DF-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 4/12/13).
Nego provimento ao agravo regimental.
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 859321 AGR / RJ
“DIREITO DO CONSUMIDOR. CONTRATO DE
PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS EDUCACIONAIS. CLÁUSULA
PENAL. INTERPRETAÇÃO DE CONTRATO. ÓBICE DA
SÚMULA 454/STF. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO
DEBATE. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL
AFRONTA
AOS
PRECEITOS
CONSTITUCIONAIS
INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA
REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO
ACÓRDÃO REGIONAL. ÓBICE DA SÚMULA 279/STF.
EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
INOVAÇÃO
RECURSAL.
IMPOSSIBILIDADE.
ACÓRDÃO
RECORRIDO
DISPONIBILIZADO EM 17.02.2011. O exame da alegada ofensa
ao art. 5º, II, XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal
dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional
aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional
extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal.
Divergir do entendimento do Tribunal a quo acerca da
abusividade da multa cobrada pela rescisão do contrato de
prestação de serviços educacionais demandaria a análise da
legislação infraconstitucional, das cláusulas contratuais e do
conjunto fático-probatório dos autos. Aplicação dos óbices das
Súmulas 279 e 454/STF. Precedentes. Agravo regimental
conhecido e não provido” (ARE nº 771.914/DF-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 4/12/13).
Nego provimento ao agravo regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11
Extrato de Ata - 03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 859.321
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS
ADV.(A/S) : DÉCIO FREIRE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : FELIPE MACHADO MOURA
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.3.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8017235
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 859.321
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS
ADV.(A/S) : DÉCIO FREIRE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : FELIPE MACHADO MOURA
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.3.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8163746
| 2015-03-03T00:00:00
| 2015-04-08T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.3.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito do Consumidor. Contrato de serviços educacionais. Distrato. Multa. Discussão. Legislação infraconstitucional. Cláusulas contratuais. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes.
1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o exame da legislação infraconstitucional, das cláusulas do contrato firmado entre os litigantes e do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636, 454 e 279/STF.
2. Agravo regimental não provido.
|
sjur299395
|
- Acórdão(s) citado(s):
(CONSUMIDOR, ALTERAÇÃO UNILATERAL DE CONTRATO)
ARE 771914 AgR (1ªT), ARE 800574 AgR (2ªT), ARE 775643 AgR (2ªT).
Número de páginas: 11.
Análise: 14/04/2015, MJC.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
859321
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 859321 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS
ADV.(A/S) : DÉCIO FREIRE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : FELIPE MACHADO MOURA
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 859.321 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS
ADV.(A/S)
:DÉCIO FREIRE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:FELIPE MACHADO MOURA
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO
DE JANEIRO
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito
do Consumidor. Contrato de serviços educacionais. Distrato. Multa.
Discussão. Legislação infraconstitucional. Cláusulas contratuais. Fatos
e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes.
1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o exame da legislação
infraconstitucional, das cláusulas do contrato firmado entre os litigantes e
do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência das Súmulas ns 636,
454 e 279/Supremo Tribunal Federal.
2. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 3 de março de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8141817.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Relatório
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 859.321 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS
ADV.(A/S)
:DÉCIO FREIRE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:FELIPE MACHADO MOURA
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO
DE JANEIRO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Fundação Getúlio Vargas interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao
recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Vigésima
Sétima Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio
de Janeiro, assim ementado:
‘AGRAVO INOMINADO INTERPOSTO CONTRA
DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA EM SEDE DE
APELAÇÃO
CÍVEL.
AÇÃO
ANULATÓRIA,
CUMULADA
COM
DECLARATÓRIA
DE
INEXISTÊNCIA
DE
DÉBITO
E
PEDIDO
INDENIZATÓRIO. CANCELAMENTO DE CURSO.
TERMO DE CONFISSÃO DE DÍVIDA. CONDUTA QUE
GEROU EXCESSIVA ONEROSIDADE E SURPRESA AO
CONSUMIDOR. PRÁTICA ABUSIVA. NULIDADE DE
CLÁUSULA CONTRATUAL. DANO MORAL NÃO
CONFIGURADO. MANUTENÇÃO DA SENTENÇA.
1. Diferentemente do que ocorre com as relações
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8141814.
Supremo Tribunal Federal
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 859.321 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS
ADV.(A/S)
:DÉCIO FREIRE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:FELIPE MACHADO MOURA
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO
DE JANEIRO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Fundação Getúlio Vargas interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao
recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Vigésima
Sétima Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio
de Janeiro, assim ementado:
‘AGRAVO INOMINADO INTERPOSTO CONTRA
DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA EM SEDE DE
APELAÇÃO
CÍVEL.
AÇÃO
ANULATÓRIA,
CUMULADA
COM
DECLARATÓRIA
DE
INEXISTÊNCIA
DE
DÉBITO
E
PEDIDO
INDENIZATÓRIO. CANCELAMENTO DE CURSO.
TERMO DE CONFISSÃO DE DÍVIDA. CONDUTA QUE
GEROU EXCESSIVA ONEROSIDADE E SURPRESA AO
CONSUMIDOR. PRÁTICA ABUSIVA. NULIDADE DE
CLÁUSULA CONTRATUAL. DANO MORAL NÃO
CONFIGURADO. MANUTENÇÃO DA SENTENÇA.
1. Diferentemente do que ocorre com as relações
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Relatório
ARE 859321 AGR / RJ
jurídicas regidas unicamente pelas normas constantes do
Código Civil (no qual ainda permanecem bastante intensos os
princípios da autonomia da vontade e do pacta sunt servanda),
quando se fala de relações de consumo, deve-se
reconhecer que há certa atenuação destes princípios.
2. A ilegalidade da conduta perpetrada pela ré refere-
se a manifesta surpresa e excessiva onerosidade imputada
ao aluno, seja pela ausência de clareza da cláusula
contratual (oitava) no ato da contratação, seja pela
incerteza da base de cálculo da multa compensatória.
3. Entendo que o quadro probatório dos autos
demonstra inquestionavelmente a necessária nulidade do
distrato firmado, bem como a declaração de inexistência
de dívida daí decorrente, conforme determinado na
sentença.
4. A cobrança de valores indevidos sem a
comprovação de maiores transtornos para o autor, por si
só, não é capaz de evidenciar dano moral.
5. RECURSO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’.
Opostos embargos de declaração, foram desprovidos.
Alega-se, no apelo extremo, contrariedade ao artigo 5..., II,
da Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
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Supremo Tribunal Federal
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jurídicas regidas unicamente pelas normas constantes do
Código Civil (no qual ainda permanecem bastante intensos os
princípios da autonomia da vontade e do pacta sunt servanda),
quando se fala de relações de consumo, deve-se
reconhecer que há certa atenuação destes princípios.
2. A ilegalidade da conduta perpetrada pela ré refere-
se a manifesta surpresa e excessiva onerosidade imputada
ao aluno, seja pela ausência de clareza da cláusula
contratual (oitava) no ato da contratação, seja pela
incerteza da base de cálculo da multa compensatória.
3. Entendo que o quadro probatório dos autos
demonstra inquestionavelmente a necessária nulidade do
distrato firmado, bem como a declaração de inexistência
de dívida daí decorrente, conforme determinado na
sentença.
4. A cobrança de valores indevidos sem a
comprovação de maiores transtornos para o autor, por si
só, não é capaz de evidenciar dano moral.
5. RECURSO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’.
Opostos embargos de declaração, foram desprovidos.
Alega-se, no apelo extremo, contrariedade ao artigo 5..., II,
da Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
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procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso por outra razão’.
Verifico que as instâncias de origem decidiram a lide
amparadas na legislação infraconstitucional pertinente (Código
Civil e Código de Defesa do Consumidor). Assim, a afronta aos
dispositivos
constitucionais
suscitados
no
recurso
extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é
insuficiente para amparar o apelo extremo. Incide, no ponto, a
Súmula 636 desta Corte.
Ademais, o acolhimento da pretensão recursal
demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos
e das cláusulas do contrato de ensino celebrado entre as partes,
o que se mostra incabível em sede extraordinária. Incidência
das Súmulas ns 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. Sobre o tema:
‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS
COMO AGRAVO REGIMENTAL. RESPONSABILIDADE
CIVIL. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR.
CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE
E NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE
VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. ALEGADA OFENSA AO ART. 5..., LIV, DA
CONSTITUIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal
é no sentido de que os embargos declaratórios opostos,
com caráter infringente, objetivando a reforma da decisão
do relator devem ser conhecidos como agravo regimental
(Plenário, MI 823-ED-segundos, Rel. Min. Celso de Mello,
Rcl 11.022-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia, ARE 680.718-ED,
Rel. Min. Luiz Fux). O exame do recurso extraordinário
permite constatar que, de fato, a hipótese envolveria
alegadas violações à legislação infraconstitucional e a
análise dos fatos e provas constantes nos autos.
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procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso por outra razão’.
Verifico que as instâncias de origem decidiram a lide
amparadas na legislação infraconstitucional pertinente (Código
Civil e Código de Defesa do Consumidor). Assim, a afronta aos
dispositivos
constitucionais
suscitados
no
recurso
extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é
insuficiente para amparar o apelo extremo. Incide, no ponto, a
Súmula 636 desta Corte.
Ademais, o acolhimento da pretensão recursal
demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos
e das cláusulas do contrato de ensino celebrado entre as partes,
o que se mostra incabível em sede extraordinária. Incidência
das Súmulas ns 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. Sobre o tema:
‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS
COMO AGRAVO REGIMENTAL. RESPONSABILIDADE
CIVIL. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR.
CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE
E NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE
VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. ALEGADA OFENSA AO ART. 5..., LIV, DA
CONSTITUIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal
é no sentido de que os embargos declaratórios opostos,
com caráter infringente, objetivando a reforma da decisão
do relator devem ser conhecidos como agravo regimental
(Plenário, MI 823-ED-segundos, Rel. Min. Celso de Mello,
Rcl 11.022-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia, ARE 680.718-ED,
Rel. Min. Luiz Fux). O exame do recurso extraordinário
permite constatar que, de fato, a hipótese envolveria
alegadas violações à legislação infraconstitucional e a
análise dos fatos e provas constantes nos autos.
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ARE 859321 AGR / RJ
Providência vedada em recurso extraordinário. Incidência
da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Precedente. Ademais, a decisão está
devidamente fundamentada, embora em sentido contrário
aos interesses da parte agravante. Quanto à alegada ofensa
ao art. 5..., LIV, da Constituição, incide a jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal que afasta o cabimento de
recurso extraordinário para o questionamento de alegadas
violações à legislação infraconstitucional. Precedente.
Embargos de declaração recebidos como agravo
regimental a que se nega provimento’ (ARE n 762.915/ED-
SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso,
DJe de 20/2/14).
‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. DIREITO DO CONSUMIDOR.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
REFLEXA. INDENIZAÇÃO. DANO MORAL E DANO
MATERIAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO DOS AUTOS. ANÁLISE DE CLÁUSULAS
CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO
IMPROVIDO. I – Para se chegar à conclusão contrária à
adotada pelo acórdão recorrido – ocorrência, na espécie,
de dano moral e material indenizável -, necessário seria o
reexame do conjunto fático-probatório constante dos
autos, bem como, a análise de cláusulas contratuais, o que
atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal.
Precedentes. II – A apreciação dos temas constitucionais,
no caso, depende do prévio exame da legislação
infraconstitucional aplicável à espécie (Código de Defesa
do Consumidor), do reexame dos fatos e provas
constantes nos autos e do contrato celebrado entre as
partes. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria
indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário.
Precedentes. III – Agravo regimental improvido’ (AI n
696.403/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, DJe de 30/6/11).
4
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ARE 859321 AGR / RJ
Providência vedada em recurso extraordinário. Incidência
da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Precedente. Ademais, a decisão está
devidamente fundamentada, embora em sentido contrário
aos interesses da parte agravante. Quanto à alegada ofensa
ao art. 5..., LIV, da Constituição, incide a jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal que afasta o cabimento de
recurso extraordinário para o questionamento de alegadas
violações à legislação infraconstitucional. Precedente.
Embargos de declaração recebidos como agravo
regimental a que se nega provimento’ (ARE n 762.915/ED-
SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso,
DJe de 20/2/14).
‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. DIREITO DO CONSUMIDOR.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
REFLEXA. INDENIZAÇÃO. DANO MORAL E DANO
MATERIAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO DOS AUTOS. ANÁLISE DE CLÁUSULAS
CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO
IMPROVIDO. I – Para se chegar à conclusão contrária à
adotada pelo acórdão recorrido – ocorrência, na espécie,
de dano moral e material indenizável -, necessário seria o
reexame do conjunto fático-probatório constante dos
autos, bem como, a análise de cláusulas contratuais, o que
atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal.
Precedentes. II – A apreciação dos temas constitucionais,
no caso, depende do prévio exame da legislação
infraconstitucional aplicável à espécie (Código de Defesa
do Consumidor), do reexame dos fatos e provas
constantes nos autos e do contrato celebrado entre as
partes. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria
indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário.
Precedentes. III – Agravo regimental improvido’ (AI n
696.403/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, DJe de 30/6/11).
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Relatório
ARE 859321 AGR / RJ
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Alega a agravante que teriam sido violados os incisos II, XXXV,
XXXVI, LIV e LV do art. 5... da Constituição Federal.
Aduz, in verbis, que
“(…) as decisões proferidas no processo, em nenhum
momento analisaram a documentação juntada aos autos, o que
remonta a violação direta à Constituição Federal e não reflexa,
eis que viola o princípio isonômico bem como houve manifesta
negativa de manifestação judicial.
(…)
(…) é certo que a discussão em tela não está restrita ao
âmbito infraconstitucional e, muito menos, processual, bem
como as ofensas constitucionais existentes ocorrem de forma
direta, conforme devidamente apontado, razão pela qual a r.
decisão urge ser reformada”.
É o relatório.
5
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Supremo Tribunal Federal
ARE 859321 AGR / RJ
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Alega a agravante que teriam sido violados os incisos II, XXXV,
XXXVI, LIV e LV do art. 5... da Constituição Federal.
Aduz, in verbis, que
“(…) as decisões proferidas no processo, em nenhum
momento analisaram a documentação juntada aos autos, o que
remonta a violação direta à Constituição Federal e não reflexa,
eis que viola o princípio isonômico bem como houve manifesta
negativa de manifestação judicial.
(…)
(…) é certo que a discussão em tela não está restrita ao
âmbito infraconstitucional e, muito menos, processual, bem
como as ofensas constitucionais existentes ocorrem de forma
direta, conforme devidamente apontado, razão pela qual a r.
decisão urge ser reformada”.
É o relatório.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 859.321 RIO DE
JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Inicialmente, anote-se que as supostas ofensas aos incisos XXXV,
XXXVI, LIV e LV do art. 5... da Constituição Federal não foram suscitadas
nas razões do recurso extraordinário. Destarte, constituem inovações
recursais manifestas em momento inoportuno.
De resto, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“(...)Diferentemente do que ocorre com as relações
jurídicas regidas unicamente pelas normas constantes no
Código Civil (no qual ainda permanecem bastante intensos os
princípios da autonomia da vontade e do pacta sunt servanda),
quando se fala de relações de consumo, deve-se reconhecer que
há certa atenuação destes princípios. Isto porque, as disposições
que regulam as relações consumeristas, notadamente aquelas
previstas no Código de Defesa do Consumidor, além de
possuírem natureza jurídica de ordem pública, buscam, ainda,
eliminar ou, pelo menos, reduzir a discrepância existente entre
o fornecedor do produto ou serviço, de um lado, e o
consumidor hipossuficiente, de outro.
Não significa dizer, todavia, que os princípios da
autonomia da vontade, da liberdade de contratação ou mesmo
o pacta sunt servanda tenham sido absolutamente banidos desse
campo do direito. O que ocorre, ao revés, é uma releitura das
cláusulas contratuais celebradas em contratos de consumo,
levando-se em consideração a fragilidade do consumidor.
(...)
Assim é que, após detida análise dos autos, entendo que
as alegações do réu apelante não merecem prosperar. Isto
porque, em que pese a hipótese dos autos, de fato, se referir a
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Supremo Tribunal Federal
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 859.321 RIO DE
JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Inicialmente, anote-se que as supostas ofensas aos incisos XXXV,
XXXVI, LIV e LV do art. 5... da Constituição Federal não foram suscitadas
nas razões do recurso extraordinário. Destarte, constituem inovações
recursais manifestas em momento inoportuno.
De resto, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“(...)Diferentemente do que ocorre com as relações
jurídicas regidas unicamente pelas normas constantes no
Código Civil (no qual ainda permanecem bastante intensos os
princípios da autonomia da vontade e do pacta sunt servanda),
quando se fala de relações de consumo, deve-se reconhecer que
há certa atenuação destes princípios. Isto porque, as disposições
que regulam as relações consumeristas, notadamente aquelas
previstas no Código de Defesa do Consumidor, além de
possuírem natureza jurídica de ordem pública, buscam, ainda,
eliminar ou, pelo menos, reduzir a discrepância existente entre
o fornecedor do produto ou serviço, de um lado, e o
consumidor hipossuficiente, de outro.
Não significa dizer, todavia, que os princípios da
autonomia da vontade, da liberdade de contratação ou mesmo
o pacta sunt servanda tenham sido absolutamente banidos desse
campo do direito. O que ocorre, ao revés, é uma releitura das
cláusulas contratuais celebradas em contratos de consumo,
levando-se em consideração a fragilidade do consumidor.
(...)
Assim é que, após detida análise dos autos, entendo que
as alegações do réu apelante não merecem prosperar. Isto
porque, em que pese a hipótese dos autos, de fato, se referir a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 859321 AGR / RJ
cancelamento de curso e não, de trancamento (fls. 60 – indexador
00069), a vertente hipótese deve ser analisada à luz de uma
interpretação sistemática de todo ordenamento jurídico sobre o
tema, notadamente, a legislação consumerista.
Diante desse raciocínio, impõe-se reconhecer que há no
caso narrado evidente conduta abusiva por parte da apelante,
conforme se passa a expor.
O contrato de prestação de serviços educacionais não é
suficientemente claro quanto à base de cálculo para a hipótese
de cancelamento. Além disso, o distrato levado a efeito pelas
partes revela-se excessivamente oneroso para o consumidor...
(...)
Diante dessa análise, entendo que a ilegalidade da
conduta perpetrada pela ré refere-se à manifesta surpresa e
excessiva onerosidade imputada ao aluno, seja pela ausência de
clareza da cláusula contratual (oitava) no ato da contratação,
seja pela incerteza da base de cálculo da multa
compensatória(...)
(...)
Dessa forma, entendo que o quadro probatório dos autos
demonstra inquestionavelmente a necessária nulidade do
distrato firmado, bem como a declaração de inexistência de
dívida daí decorrente, conforme determinado na sentença.”
Destarte, verifica-se que a Corte de origem, analisando o Código de
Defesa do Consumidor, os termos do acordo celebrado entre os litigantes
e os fatos e as provas dos autos, concluiu pela abusividade de multa
contratual imposta ao agravado em decorrência do cancelamento do
contrato de prestação de serviços educacionais.
É pacífica a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido
de que o recurso extraordinário não se presta para a análise da legislação
infraconstitucional, das cláusulas contratuais e do conjunto fático-
probatório da causa, consoante dispõe as Súmulas ns 636, 454 e 279/Supremo Tribunal Federal.
Nesse sentido:
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cancelamento de curso e não, de trancamento (fls. 60 – indexador
00069), a vertente hipótese deve ser analisada à luz de uma
interpretação sistemática de todo ordenamento jurídico sobre o
tema, notadamente, a legislação consumerista.
Diante desse raciocínio, impõe-se reconhecer que há no
caso narrado evidente conduta abusiva por parte da apelante,
conforme se passa a expor.
O contrato de prestação de serviços educacionais não é
suficientemente claro quanto à base de cálculo para a hipótese
de cancelamento. Além disso, o distrato levado a efeito pelas
partes revela-se excessivamente oneroso para o consumidor...
(...)
Diante dessa análise, entendo que a ilegalidade da
conduta perpetrada pela ré refere-se à manifesta surpresa e
excessiva onerosidade imputada ao aluno, seja pela ausência de
clareza da cláusula contratual (oitava) no ato da contratação,
seja pela incerteza da base de cálculo da multa
compensatória(...)
(...)
Dessa forma, entendo que o quadro probatório dos autos
demonstra inquestionavelmente a necessária nulidade do
distrato firmado, bem como a declaração de inexistência de
dívida daí decorrente, conforme determinado na sentença.”
Destarte, verifica-se que a Corte de origem, analisando o Código de
Defesa do Consumidor, os termos do acordo celebrado entre os litigantes
e os fatos e as provas dos autos, concluiu pela abusividade de multa
contratual imposta ao agravado em decorrência do cancelamento do
contrato de prestação de serviços educacionais.
É pacífica a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido
de que o recurso extraordinário não se presta para a análise da legislação
infraconstitucional, das cláusulas contratuais e do conjunto fático-
probatório da causa, consoante dispõe as Súmulas ns 636, 454 e 279/Supremo Tribunal Federal.
Nesse sentido:
2
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“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR.
ALTERAÇÃO
UNILATERAL
DO
CONTRATO.
NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO E DE CLÁUSULAS DO CONTRATO.
SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. INTERPRETAÇÃO DE
NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. IMPOSSIBILIDADE.
OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. DEFICIÊNCIA NA
FUNDAMENTAÇÃO DO APELO EXTREMO. SÚMULA 284
DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Para
divergir do acórdão impugnado, seria necessário o reexame do
conjunto fático-probatório dos autos e das cláusulas do
contrato, – o que é vedado pelas Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal – e
das normas infraconstitucionais pertinentes ao caso, sendo certo
que eventual ofensa à Lei Maior seria meramente indireta. II – É
deficiente a fundamentação que não impugna especificamente
os fundamentos do acórdão recorrido, a teor da Súmula 284
desta Corte. III – Agravo regimental a que se nega provimento”
(ARE n 775.643/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, DJe de 5/6/14).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR.
INEXISTÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX,
DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. ALEGADA AFRONTA
AOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO
CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. NECESSÁRIA
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL.
INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. RESCISÃO DE
CONTRATO. VÍCIO DE BENS E DESCUMPRIMENTO DE
CLÁUSULAS CONTRATUAIS. REEXAME DE PROVAS.
SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (ARE n 800.574/ES-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 6/5/14).
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 859321 AGR / RJ
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR.
ALTERAÇÃO
UNILATERAL
DO
CONTRATO.
NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO E DE CLÁUSULAS DO CONTRATO.
SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. INTERPRETAÇÃO DE
NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. IMPOSSIBILIDADE.
OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. DEFICIÊNCIA NA
FUNDAMENTAÇÃO DO APELO EXTREMO. SÚMULA 284
DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Para
divergir do acórdão impugnado, seria necessário o reexame do
conjunto fático-probatório dos autos e das cláusulas do
contrato, – o que é vedado pelas Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal – e
das normas infraconstitucionais pertinentes ao caso, sendo certo
que eventual ofensa à Lei Maior seria meramente indireta. II – É
deficiente a fundamentação que não impugna especificamente
os fundamentos do acórdão recorrido, a teor da Súmula 284
desta Corte. III – Agravo regimental a que se nega provimento”
(ARE n 775.643/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, DJe de 5/6/14).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR.
INEXISTÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX,
DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. ALEGADA AFRONTA
AOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO
CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. NECESSÁRIA
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL.
INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. RESCISÃO DE
CONTRATO. VÍCIO DE BENS E DESCUMPRIMENTO DE
CLÁUSULAS CONTRATUAIS. REEXAME DE PROVAS.
SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (ARE n 800.574/ES-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 6/5/14).
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 859321 AGR / RJ
“DIREITO DO CONSUMIDOR. CONTRATO DE
PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS EDUCACIONAIS. CLÁUSULA
PENAL. INTERPRETAÇÃO DE CONTRATO. ÓBICE DA
SÚMULA 454/Supremo Tribunal Federal. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO
DEBATE. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL
AFRONTA
AOS
PRECEITOS
CONSTITUCIONAIS
INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA
REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO
ACÓRDÃO REGIONAL. ÓBICE DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal.
EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
INOVAÇÃO
RECURSAL.
IMPOSSIBILIDADE.
ACÓRDÃO
RECORRIDO
DISPONIBILIZADO EM 17.02.2011. O exame da alegada ofensa
ao art. 5..., II, XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal
dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional
aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional
extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal.
Divergir do entendimento do Tribunal a quo acerca da
abusividade da multa cobrada pela rescisão do contrato de
prestação de serviços educacionais demandaria a análise da
legislação infraconstitucional, das cláusulas contratuais e do
conjunto fático-probatório dos autos. Aplicação dos óbices das
Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Agravo regimental
conhecido e não provido” (ARE n 771.914/DF-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 4/12/13).
Nego provimento ao agravo regimental.
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 859321 AGR / RJ
“DIREITO DO CONSUMIDOR. CONTRATO DE
PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS EDUCACIONAIS. CLÁUSULA
PENAL. INTERPRETAÇÃO DE CONTRATO. ÓBICE DA
SÚMULA 454/Supremo Tribunal Federal. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO
DEBATE. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL
AFRONTA
AOS
PRECEITOS
CONSTITUCIONAIS
INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA
REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO
ACÓRDÃO REGIONAL. ÓBICE DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal.
EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
INOVAÇÃO
RECURSAL.
IMPOSSIBILIDADE.
ACÓRDÃO
RECORRIDO
DISPONIBILIZADO EM 17.02.2011. O exame da alegada ofensa
ao art. 5..., II, XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal
dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional
aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional
extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal.
Divergir do entendimento do Tribunal a quo acerca da
abusividade da multa cobrada pela rescisão do contrato de
prestação de serviços educacionais demandaria a análise da
legislação infraconstitucional, das cláusulas contratuais e do
conjunto fático-probatório dos autos. Aplicação dos óbices das
Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Agravo regimental
conhecido e não provido” (ARE n 771.914/DF-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 4/12/13).
Nego provimento ao agravo regimental.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11
Extrato de Ata - 03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 859.321
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS
ADV.(A/S) : DÉCIO FREIRE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : FELIPE MACHADO MOURA
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 3.3.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 859.321
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS
ADV.(A/S) : DÉCIO FREIRE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : FELIPE MACHADO MOURA
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 3.3.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 859 . 321",
"Súmulas ns 636 , 454 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 859321 AGR / RJ",
"Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"ARE 859321 AGR",
"Questão",
"ARE 859321 AGR / RJ",
"Súmula 636 desta Corte",
"Súmulas ns 279",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Rcl 11 . 022 - ED",
"ARE 680 . 718 - ED",
"ARE 859321 AGR / RJ",
"Súmula 636 desta Corte",
"Súmulas ns 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"MI 823 - ED - segundos",
"Rcl 11 . 022 - ED",
"ARE 680 . 718 - ED",
"ARE 859321 AGR / RJ",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 762 . 915 / ED - SP",
"SÚMULAS 279",
"Súmulas 279",
"AI n 696 . 403 / SP - AgR",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 762 . 915 / ED - SP",
"SÚMULAS 279",
"Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 696 . 403 / SP - AgR",
"ARE 859321 AGR / RJ",
"ARE 859321 AGR / RJ",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 859 . 321",
"ARE 859321 AGR / RJ",
"Súmulas ns 636 , 454 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 859321 AGR / RJ",
"Súmulas ns 636 , 454",
"ARE 859321 AGR / RJ",
"SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 775 . 643 / RJ - AgR",
"SÚMULAS NS . 279",
"ARE n 800 . 574 / ES - AgR",
"ARE 859321 AGR / RJ",
"SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 775 . 643 / RJ - AgR",
"SÚMULAS NS . 279",
"ARE n 800 . 574 / ES - AgR",
"ARE 859321 AGR / RJ",
"SÚMULA 454 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 771 . 914 / DF - AgR",
"ARE 859321 AGR / RJ",
"SÚMULA 454 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 771 . 914 / DF - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Civil",
"artigo 5 . . . , II , da Constituição Federal",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Civil",
"artigo 5 . . . , II , da Constituição Federal",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Civil",
"Código de Defesa do Consumidor",
"CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR",
"ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"ART . 5 . . . , LIV , DA CONSTITUIÇÃO",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Civil",
"Código de Defesa do Consumidor",
"CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR",
"ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"ART . 5 . . . , LIV , DA CONSTITUIÇÃO",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , LIV , da Constituição",
"Código de Defesa do Consumidor",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , LIV , da Constituição",
"Código de Defesa do Consumidor",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"incisos II , XXXV , XXXVI , LIV e LV do art . 5 . . . da Constituição Federal",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"incisos II , XXXV , XXXVI , LIV e LV do art . 5 . . . da Constituição Federal",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"incisos XXXV , XXXVI , LIV e LV do art . 5 . . . da Constituição Federal",
"Código Civil",
"Código de Defesa do Consumidor",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"incisos XXXV , XXXVI , LIV e LV do art . 5 . . . da Constituição Federal",
"Código Civil",
"Código de Defesa do Consumidor",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Defesa do Consumidor",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Defesa do Consumidor",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 93 , INC . IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Maior",
"ART . 93 , INC . IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CONSTITUIÇÃO",
"art . 5 . . . , II , XXXV , LIV e LV , da Constituição Federal",
"art . 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"art . 5 . . . , II , XXXV , LIV e LV , da Constituição Federal",
"art . 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"FUNDAÇÃO",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"FUNDAÇÃO",
"Fundação Getúlio Vargas",
"Vigésima Sétima Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Fundação Getúlio Vargas",
"Vigésima Sétima Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"FUNDAÇÃO",
"GETÚLIO VARGAS",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"GETÚLIO VARGAS",
"DÉCIO FREIRE",
"FELIPE MACHADO MOURA",
"Rosa Weber",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"GETÚLIO VARGAS",
"DÉCIO FREIRE",
"FELIPE MACHADO MOURA",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"GETÚLIO VARGAS",
"DÉCIO FREIRE",
"FELIPE MACHADO MOURA",
"DIAS TOFFOLI",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Ricardo Lewandowski",
"Roberto Barroso",
"Ricardo Lewandowski",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"DIAS TOFFOLI",
"DÉCIO FREIRE",
"FELIPE MACHADO MOURA",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"DÉCIO FREIRE",
"FELIPE MACHADO MOURA",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"03",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"3 de março de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
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"6",
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"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
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"/",
"07",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"30",
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"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"2",
"/",
"14",
"30",
"/",
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"/",
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"/",
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"/",
"2001",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5",
"/",
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"14",
"6",
"/",
"5",
"/",
"14",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5",
"/",
"6",
"/",
"14",
"6",
"/",
"5",
"/",
"14",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"02",
".",
"2011",
"4",
"/",
"12",
"/",
"13",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"02",
".",
"2011",
"4",
"/",
"12",
"/",
"13",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"3",
".",
"3",
".",
"2015",
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"/",
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"/",
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"3",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.158 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:EDNELSON DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
ADMINISTRATIVO.
POLICIAL MILITAR. GRATIFICAÇÃO DE COMPENSAÇÃO
ORGÂNICA.
FORMA
DE
CÁLCULO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA Nº 280/STF.
INCIDÊNCIA.
1. A Gratificação de Compensação Orgânica prevista na Lei
Complementar Estadual nº 745/1993, quando sub judice a controvérsia
sobre sua forma de cálculo, implica a análise da legislação
infraconstitucional local aplicável à espécie. Precedentes: ARE 713.762-
AgR-ED, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 25/9/2013; e ARE
695.334-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de
17/8/2012.
2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da
necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional
local, torna inadmissível o recurso extraordinário, a teor do Enunciado da
Súmula nº 280 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “Por ofensa a direito
local não cabe recurso extraordinário”.
3. In casu, o acórdão recorrido manteve a sentença, por seus próprios
fundamentos, a qual assentou: “Como se depreende, o referido dispositivo
estabelece, de modo a não deixar dúvidas, que a gratificação será o resultado da
aplicação do percentual de 40% (quarenta por cento) sobre a soma do padrão de
vencimento e da gratificação relativa ao Regime Especial de Trabalho Policial.”
4. Agravo regimental DESPROVIDO.
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Ementa e Acórdão
ARE 863158 AGR / SP
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de abril de 2015.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 863158 AGR / SP
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de abril de 2015.
LUIZ FUX – Relator
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Relatório
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.158 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:EDNELSON DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto por EDNELSON DOS SANTOS contra decisão que
prolatei, assim ementada, verbis:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
DIREITO ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR.
GRATIFICAÇÃO DE COMPENSAÇÃO ORGÂNICA. FORMA
DE CÁLCULO. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. LEI
COMPLEMENTAR Nº 745/1993 DO ESTADO DE SÃO
PAULO. SÚMULA Nº 280 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO
CONTRADITÓRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO
GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE Nº
748.371.
CONTROVÉRSIA
DE
ÍNDOLE
INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO DESPROVIDO.”
Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso
alegando, em síntese:
"O recurso extraordinário merece ser provido em relação à
violação ao Art. 37, XV, da Constituição Federal.
O princípio da irredutibilidade de vencimentos é garantia
constitucional que se aplica a todos os servidores públicos.
Supremo Tribunal Federal
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07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.158 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:EDNELSON DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto por EDNELSON DOS SANTOS contra decisão que
prolatei, assim ementada, verbis:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
DIREITO ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR.
GRATIFICAÇÃO DE COMPENSAÇÃO ORGÂNICA. FORMA
DE CÁLCULO. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. LEI
COMPLEMENTAR Nº 745/1993 DO ESTADO DE SÃO
PAULO. SÚMULA Nº 280 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO
CONTRADITÓRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO
GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE Nº
748.371.
CONTROVÉRSIA
DE
ÍNDOLE
INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO DESPROVIDO.”
Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso
alegando, em síntese:
"O recurso extraordinário merece ser provido em relação à
violação ao Art. 37, XV, da Constituição Federal.
O princípio da irredutibilidade de vencimentos é garantia
constitucional que se aplica a todos os servidores públicos.
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Relatório
ARE 863158 AGR / SP
O que se discute é a intangibilidade do princípio de
irredutibilidade dos vencimentos enquanto garantia constitucional.
É notório o prejuízo mensal suportado pelo Recorrente pelo
critério adotado pela Recorrida.
[...]
Diante da situação ora evidenciada, conclui-se que a atuação da
administração no contexto ofende o princípio da irredutibilidade dos
vencimentos (Art. 37, XV, da Constituição Federal).
Portanto, não há que se falar em análise do conjunto fático-
probatório. A violação a norma constitucional é clara e merece ser
analisada pelo Supremo Tribunal Federal. Não se aplica ao caso a
Súmula 279 do STF.
De mais a mais, não podemos falar em ofensa reflexa ao
princípio constitucional (irredutibilidade de vencimentos), pois é
direta e frontal o que autoriza a admissão do referido recurso
extraordinário." (fls. 232-236).
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 863158 AGR / SP
O que se discute é a intangibilidade do princípio de
irredutibilidade dos vencimentos enquanto garantia constitucional.
É notório o prejuízo mensal suportado pelo Recorrente pelo
critério adotado pela Recorrida.
[...]
Diante da situação ora evidenciada, conclui-se que a atuação da
administração no contexto ofende o princípio da irredutibilidade dos
vencimentos (Art. 37, XV, da Constituição Federal).
Portanto, não há que se falar em análise do conjunto fático-
probatório. A violação a norma constitucional é clara e merece ser
analisada pelo Supremo Tribunal Federal. Não se aplica ao caso a
Súmula 279 do STF.
De mais a mais, não podemos falar em ofensa reflexa ao
princípio constitucional (irredutibilidade de vencimentos), pois é
direta e frontal o que autoriza a admissão do referido recurso
extraordinário." (fls. 232-236).
É o relatório.
2
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Voto - MIN. LUIZ FUX
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.158 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação
não merece prosperar.
Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta
evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum
argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a
mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos.
Com efeito, o Tribunal de origem decidiu a questão atinente à forma
de cálculo da Gratificação de Compensação Orgânica, com amparo na
interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie.
Destaco passagem ilustrativa da sentença mantida, por seus próprios
fundamentos, pelo acórdão recorrido:
"A controvérsia é essencialmente jurídica e os fatos alegados
pelas partes foram objeto de prova por elas já produzida, afigurando-se
oportuno o julgamento antecipado nos termos que se seguem.
Trata-se de pretensão de recálculo de gratificação policial,
supostamente computada de forma equivocada.
Contudo, razão não assiste ao autor.
Com efeito, dispõe o artigo 5º da Lei Complementar 745/93:
'A Gratificação de Compensação Orgânica corresponderá
a 40% (quarenta por cento) do valor do padrão de vencimento
do servidor, acrescido do valor correspondente à gratificação pela
sujeição ao Regime Especial de Trabalho Policial, de que trata o
artigo 44 da Lei Complementar nº 207, de 5 de janeiro de 1979,
ou ao Regime Especial de Trabalho Policial Militar, de que trata
o artigo 1.º da Lei nº 10.291, de 26 de novembro de 1968'.
(destacou-se)
Supremo Tribunal Federal
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07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.158 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação
não merece prosperar.
Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta
evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum
argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a
mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos.
Com efeito, o Tribunal de origem decidiu a questão atinente à forma
de cálculo da Gratificação de Compensação Orgânica, com amparo na
interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie.
Destaco passagem ilustrativa da sentença mantida, por seus próprios
fundamentos, pelo acórdão recorrido:
"A controvérsia é essencialmente jurídica e os fatos alegados
pelas partes foram objeto de prova por elas já produzida, afigurando-se
oportuno o julgamento antecipado nos termos que se seguem.
Trata-se de pretensão de recálculo de gratificação policial,
supostamente computada de forma equivocada.
Contudo, razão não assiste ao autor.
Com efeito, dispõe o artigo 5º da Lei Complementar 745/93:
'A Gratificação de Compensação Orgânica corresponderá
a 40% (quarenta por cento) do valor do padrão de vencimento
do servidor, acrescido do valor correspondente à gratificação pela
sujeição ao Regime Especial de Trabalho Policial, de que trata o
artigo 44 da Lei Complementar nº 207, de 5 de janeiro de 1979,
ou ao Regime Especial de Trabalho Policial Militar, de que trata
o artigo 1.º da Lei nº 10.291, de 26 de novembro de 1968'.
(destacou-se)
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Voto - MIN. LUIZ FUX
ARE 863158 AGR / SP
Como se depreende, o referido dispositivo estabelece, de modo a
não deixar dúvidas, que a gratificação será o resultado da aplicação do
percentual de 40% (quarenta por cento) sobre a soma do padrão de
vencimento e da gratificação relativa ao Regime Especial de Trabalho
Policial.
Em outras palavras, somam-se estes dois valores (valor do
padrão de vencimento mais valor da gratificação ao RETP), e aplica-se
o percentual de 40% (quarenta por cento). O resultado apurado
corresponderá à gratificação de Compensação Orgânica.
Oportuno registrar que a lei utiliza o termo 'acrescido' (no
singular), o que significa que está se referindo ao padrão de
vencimento, ao qual será somado o valor correspondente à gratificação
por sujeição ao RETP. Tivesse a lei utilizado o termo 'acrescidos' (no
plural), aí se poderia interpretar e concluir que estaria se referindo aos
40% (quarenta por cento), como percentual. A interpretação dada pela
Fazenda está correta, porque a única razoável e lógica em face dos
termos da lei.” (fls. 86-87).
Como se pode perceber, infirmar os fundamentos do aresto
recorrido reclamaria o reexame da legislação infraconstitucional local
aplicável à espécie, especificamente a Lei Complementar Estadual nº
745/1993, o que não se revela possível na estreita via extraordinária.
Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal
decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo
infraconstitucional local torna inadmissível o recurso extraordinário, a
teor da Súmula nº 280 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “Por ofensa a
direito local não cabe recurso extraordinário”.
Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere
do seguinte julgado:
"EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO
REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM
AGRAVO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. TEMPESTIVIDADE
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 863158 AGR / SP
Como se depreende, o referido dispositivo estabelece, de modo a
não deixar dúvidas, que a gratificação será o resultado da aplicação do
percentual de 40% (quarenta por cento) sobre a soma do padrão de
vencimento e da gratificação relativa ao Regime Especial de Trabalho
Policial.
Em outras palavras, somam-se estes dois valores (valor do
padrão de vencimento mais valor da gratificação ao RETP), e aplica-se
o percentual de 40% (quarenta por cento). O resultado apurado
corresponderá à gratificação de Compensação Orgânica.
Oportuno registrar que a lei utiliza o termo 'acrescido' (no
singular), o que significa que está se referindo ao padrão de
vencimento, ao qual será somado o valor correspondente à gratificação
por sujeição ao RETP. Tivesse a lei utilizado o termo 'acrescidos' (no
plural), aí se poderia interpretar e concluir que estaria se referindo aos
40% (quarenta por cento), como percentual. A interpretação dada pela
Fazenda está correta, porque a única razoável e lógica em face dos
termos da lei.” (fls. 86-87).
Como se pode perceber, infirmar os fundamentos do aresto
recorrido reclamaria o reexame da legislação infraconstitucional local
aplicável à espécie, especificamente a Lei Complementar Estadual nº
745/1993, o que não se revela possível na estreita via extraordinária.
Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal
decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo
infraconstitucional local torna inadmissível o recurso extraordinário, a
teor da Súmula nº 280 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “Por ofensa a
direito local não cabe recurso extraordinário”.
Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere
do seguinte julgado:
"EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO
REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM
AGRAVO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. TEMPESTIVIDADE
2
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Voto - MIN. LUIZ FUX
ARE 863158 AGR / SP
DO AGRAVO REGIMENTAL. EMBARGOS ACOLHIDOS PARA
APRECIAÇÃO DO RECURSO. DIREITO ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR PÚBLICO MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO.
GRATIFICAÇÃO DE COMPENSAÇÃO ORGÂNICA - GCO. LEI
COMPLEMENTAR ESTADUAL 745/1993. DEBATE DE ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA
NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO
DA SÚMULA 280/STF. Constatado equívoco na análise de
pressuposto extrínseco de admissibilidade do agravo regimental,
cumpre sanar o vício para, reconhecida a sua tempestividade,
prosseguir no exame do recurso. A suposta ofensa aos postulados
constitucionais somente poderia ser constatada a partir da análise da
legislação infraconstitucional local, o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento
do recurso extraordinário. Tendo a Corte Regional dirimido a lide com
espeque em interpretação de legislação estadual, incide, na espécie, o
óbice da Súmula 280/STF: ‘Por ofensa a direito local não cabe recurso
extraordinário’. Embargos declaratórios acolhidos, com efeito
modificativo, para conhecer do agravo regimental e negar-lhe
provimento." (ARE 713.762-AgR-ED, Rel. Min. Rosa Weber,
Primeira Turma, DJe de 25/9/2013).
"Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2.
Servidor público militar. Forma de cálculo da Gratificação de
Compensação Orgânica. Imprescindível rever a interpretação dada
pela origem à legislação infraconstitucional (LCE 745/93).
Providência inviável no âmbito do recurso extraordinário. Súmula
636 desta Corte. Precedentes do STF. 3. Verificação da ocorrência de
decréscimo ou não nos vencimentos da parte agravante. Necessário o
reexame do conjunto fático-probatório. Impossibilidade. Súmula 279.
4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5.
Agravo regimental a que se nega provimento." (ARE 695.334-AgR,
Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 17/8/2012).
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
3
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ARE 863158 AGR / SP
DO AGRAVO REGIMENTAL. EMBARGOS ACOLHIDOS PARA
APRECIAÇÃO DO RECURSO. DIREITO ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR PÚBLICO MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO.
GRATIFICAÇÃO DE COMPENSAÇÃO ORGÂNICA - GCO. LEI
COMPLEMENTAR ESTADUAL 745/1993. DEBATE DE ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA
NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO
DA SÚMULA 280/STF. Constatado equívoco na análise de
pressuposto extrínseco de admissibilidade do agravo regimental,
cumpre sanar o vício para, reconhecida a sua tempestividade,
prosseguir no exame do recurso. A suposta ofensa aos postulados
constitucionais somente poderia ser constatada a partir da análise da
legislação infraconstitucional local, o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento
do recurso extraordinário. Tendo a Corte Regional dirimido a lide com
espeque em interpretação de legislação estadual, incide, na espécie, o
óbice da Súmula 280/STF: ‘Por ofensa a direito local não cabe recurso
extraordinário’. Embargos declaratórios acolhidos, com efeito
modificativo, para conhecer do agravo regimental e negar-lhe
provimento." (ARE 713.762-AgR-ED, Rel. Min. Rosa Weber,
Primeira Turma, DJe de 25/9/2013).
"Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2.
Servidor público militar. Forma de cálculo da Gratificação de
Compensação Orgânica. Imprescindível rever a interpretação dada
pela origem à legislação infraconstitucional (LCE 745/93).
Providência inviável no âmbito do recurso extraordinário. Súmula
636 desta Corte. Precedentes do STF. 3. Verificação da ocorrência de
decréscimo ou não nos vencimentos da parte agravante. Necessário o
reexame do conjunto fático-probatório. Impossibilidade. Súmula 279.
4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5.
Agravo regimental a que se nega provimento." (ARE 695.334-AgR,
Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 17/8/2012).
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Extrato de Ata - 07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.158
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : EDNELSON DOS SANTOS
ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 7.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.158
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : EDNELSON DOS SANTOS
ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 7.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8265425
| 2015-04-07T00:00:00
| 2015-04-22T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 7.4.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. GRATIFICAÇÃO DE COMPENSAÇÃO ORGÂNICA. FORMA DE CÁLCULO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA Nº 280/STF. INCIDÊNCIA.
1. A Gratificação de Compensação Orgânica prevista na Lei Complementar Estadual nº 745/1993, quando sub judice a controvérsia sobre sua forma de cálculo, implica a análise da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Precedentes: ARE 713.762-AgR-ED, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 25/9/2013; e ARE 695.334-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 17/8/2012.
2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional local, torna inadmissível o recurso extraordinário, a teor do Enunciado da Súmula nº 280 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”.
3. In casu, o acórdão recorrido manteve a sentença, por seus próprios fundamentos, a qual assentou: “Como se depreende, o referido dispositivo estabelece, de modo a não deixar dúvidas, que a gratificação será o resultado da aplicação do percentual de 40% (quarenta por cento) sobre a soma do padrão de vencimento e da gratificação relativa ao Regime Especial de Trabalho Policial.”
4. Agravo regimental DESPROVIDO.
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sjur301477
|
- Acórdão(s) citado(s):
(SÚMULA 280)
ARE 695334 AgR (2ªT), ARE 713762 AgR-ED (1ªT).
Número de páginas: 8.
Análise: 11/05/2015, MAD.
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LUIZ FUX
|
Primeira Turma
|
863158
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-EST LCP-000745 ANO-1993\n LEI COMPLEMENTAR, SP"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 863158 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : EDNELSON DOS SANTOS
ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.158 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:EDNELSON DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
ADMINISTRATIVO.
POLICIAL MILITAR. GRATIFICAÇÃO DE COMPENSAÇÃO
ORGÂNICA.
FORMA
DE
CÁLCULO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA n 280/Supremo Tribunal Federal.
INCIDÊNCIA.
1. A Gratificação de Compensação Orgânica prevista na Lei
Complementar Estadual n 745/1993, quando sub judice a controvérsia
sobre sua forma de cálculo, implica a análise da legislação
infraconstitucional local aplicável à espécie. Precedentes: ARE 713.762-
AgR-ED, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 25/9/2013; e ARE
695.334-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de
17/8/2012.
2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da
necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional
local, torna inadmissível o recurso extraordinário, a teor do Enunciado da
Súmula n 280 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “Por ofensa a direito
local não cabe recurso extraordinário”.
3. In casu, o acórdão recorrido manteve a sentença, por seus próprios
fundamentos, a qual assentou: “Como se depreende, o referido dispositivo
estabelece, de modo a não deixar dúvidas, que a gratificação será o resultado da
aplicação do percentual de 40% (quarenta por cento) sobre a soma do padrão de
vencimento e da gratificação relativa ao Regime Especial de Trabalho Policial.”
4. Agravo regimental DESPROVIDO.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
ARE 863158 AGR / SP
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de abril de 2015.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 863158 AGR / SP
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de abril de 2015.
LUIZ FUX – Relator
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Relatório
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.158 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:EDNELSON DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto por EDNELSON DOS SANTOS contra decisão que
prolatei, assim ementada, verbis:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
DIREITO ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR.
GRATIFICAÇÃO DE COMPENSAÇÃO ORGÂNICA. FORMA
DE CÁLCULO. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. LEI
COMPLEMENTAR n 745/1993 DO ESTADO DE SÃO
PAULO. SÚMULA n 280 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO
CONTRADITÓRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO
GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE n
748.371.
CONTROVÉRSIA
DE
ÍNDOLE
INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO DESPROVIDO.”
Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso
alegando, em síntese:
"O recurso extraordinário merece ser provido em relação à
violação ao Art. 37, XV, da Constituição Federal.
O princípio da irredutibilidade de vencimentos é garantia
constitucional que se aplica a todos os servidores públicos.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.158 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:EDNELSON DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto por EDNELSON DOS SANTOS contra decisão que
prolatei, assim ementada, verbis:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
DIREITO ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR.
GRATIFICAÇÃO DE COMPENSAÇÃO ORGÂNICA. FORMA
DE CÁLCULO. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. LEI
COMPLEMENTAR n 745/1993 DO ESTADO DE SÃO
PAULO. SÚMULA n 280 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO
CONTRADITÓRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO
GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE n
748.371.
CONTROVÉRSIA
DE
ÍNDOLE
INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO DESPROVIDO.”
Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso
alegando, em síntese:
"O recurso extraordinário merece ser provido em relação à
violação ao Art. 37, XV, da Constituição Federal.
O princípio da irredutibilidade de vencimentos é garantia
constitucional que se aplica a todos os servidores públicos.
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
ARE 863158 AGR / SP
O que se discute é a intangibilidade do princípio de
irredutibilidade dos vencimentos enquanto garantia constitucional.
É notório o prejuízo mensal suportado pelo Recorrente pelo
critério adotado pela Recorrida.
[...]
Diante da situação ora evidenciada, conclui-se que a atuação da
administração no contexto ofende o princípio da irredutibilidade dos
vencimentos (Art. 37, XV, da Constituição Federal).
Portanto, não há que se falar em análise do conjunto fático-
probatório. A violação a norma constitucional é clara e merece ser
analisada pelo Supremo Tribunal Federal. Não se aplica ao caso a
Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.
De mais a mais, não podemos falar em ofensa reflexa ao
princípio constitucional (irredutibilidade de vencimentos), pois é
direta e frontal o que autoriza a admissão do referido recurso
extraordinário." (fls. 232-236).
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 863158 AGR / SP
O que se discute é a intangibilidade do princípio de
irredutibilidade dos vencimentos enquanto garantia constitucional.
É notório o prejuízo mensal suportado pelo Recorrente pelo
critério adotado pela Recorrida.
[...]
Diante da situação ora evidenciada, conclui-se que a atuação da
administração no contexto ofende o princípio da irredutibilidade dos
vencimentos (Art. 37, XV, da Constituição Federal).
Portanto, não há que se falar em análise do conjunto fático-
probatório. A violação a norma constitucional é clara e merece ser
analisada pelo Supremo Tribunal Federal. Não se aplica ao caso a
Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.
De mais a mais, não podemos falar em ofensa reflexa ao
princípio constitucional (irredutibilidade de vencimentos), pois é
direta e frontal o que autoriza a admissão do referido recurso
extraordinário." (fls. 232-236).
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. LUIZ FUX
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.158 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação
não merece prosperar.
Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta
evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum
argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a
mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos.
Com efeito, o Tribunal de origem decidiu a questão atinente à forma
de cálculo da Gratificação de Compensação Orgânica, com amparo na
interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie.
Destaco passagem ilustrativa da sentença mantida, por seus próprios
fundamentos, pelo acórdão recorrido:
"A controvérsia é essencialmente jurídica e os fatos alegados
pelas partes foram objeto de prova por elas já produzida, afigurando-se
oportuno o julgamento antecipado nos termos que se seguem.
Trata-se de pretensão de recálculo de gratificação policial,
supostamente computada de forma equivocada.
Contudo, razão não assiste ao autor.
Com efeito, dispõe o artigo 5... da Lei Complementar 745/93:
'A Gratificação de Compensação Orgânica corresponderá
a 40% (quarenta por cento) do valor do padrão de vencimento
do servidor, acrescido do valor correspondente à gratificação pela
sujeição ao Regime Especial de Trabalho Policial, de que trata o
artigo 44 da Lei Complementar n 207, de 5 de janeiro de 1979,
ou ao Regime Especial de Trabalho Policial Militar, de que trata
o artigo 1. da Lei n 10.291, de 26 de novembro de 1968'.
(destacou-se)
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.158 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação
não merece prosperar.
Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta
evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum
argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a
mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos.
Com efeito, o Tribunal de origem decidiu a questão atinente à forma
de cálculo da Gratificação de Compensação Orgânica, com amparo na
interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie.
Destaco passagem ilustrativa da sentença mantida, por seus próprios
fundamentos, pelo acórdão recorrido:
"A controvérsia é essencialmente jurídica e os fatos alegados
pelas partes foram objeto de prova por elas já produzida, afigurando-se
oportuno o julgamento antecipado nos termos que se seguem.
Trata-se de pretensão de recálculo de gratificação policial,
supostamente computada de forma equivocada.
Contudo, razão não assiste ao autor.
Com efeito, dispõe o artigo 5... da Lei Complementar 745/93:
'A Gratificação de Compensação Orgânica corresponderá
a 40% (quarenta por cento) do valor do padrão de vencimento
do servidor, acrescido do valor correspondente à gratificação pela
sujeição ao Regime Especial de Trabalho Policial, de que trata o
artigo 44 da Lei Complementar n 207, de 5 de janeiro de 1979,
ou ao Regime Especial de Trabalho Policial Militar, de que trata
o artigo 1. da Lei n 10.291, de 26 de novembro de 1968'.
(destacou-se)
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. LUIZ FUX
ARE 863158 AGR / SP
Como se depreende, o referido dispositivo estabelece, de modo a
não deixar dúvidas, que a gratificação será o resultado da aplicação do
percentual de 40% (quarenta por cento) sobre a soma do padrão de
vencimento e da gratificação relativa ao Regime Especial de Trabalho
Policial.
Em outras palavras, somam-se estes dois valores (valor do
padrão de vencimento mais valor da gratificação ao RETP), e aplica-se
o percentual de 40% (quarenta por cento). O resultado apurado
corresponderá à gratificação de Compensação Orgânica.
Oportuno registrar que a lei utiliza o termo 'acrescido' (no
singular), o que significa que está se referindo ao padrão de
vencimento, ao qual será somado o valor correspondente à gratificação
por sujeição ao RETP. Tivesse a lei utilizado o termo 'acrescidos' (no
plural), aí se poderia interpretar e concluir que estaria se referindo aos
40% (quarenta por cento), como percentual. A interpretação dada pela
Fazenda está correta, porque a única razoável e lógica em face dos
termos da lei.” (fls. 86-87).
Como se pode perceber, infirmar os fundamentos do aresto
recorrido reclamaria o reexame da legislação infraconstitucional local
aplicável à espécie, especificamente a Lei Complementar Estadual n
745/1993, o que não se revela possível na estreita via extraordinária.
Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal
decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo
infraconstitucional local torna inadmissível o recurso extraordinário, a
teor da Súmula n 280 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “Por ofensa a
direito local não cabe recurso extraordinário”.
Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere
do seguinte julgado:
"EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO
REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM
AGRAVO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. TEMPESTIVIDADE
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 863158 AGR / SP
Como se depreende, o referido dispositivo estabelece, de modo a
não deixar dúvidas, que a gratificação será o resultado da aplicação do
percentual de 40% (quarenta por cento) sobre a soma do padrão de
vencimento e da gratificação relativa ao Regime Especial de Trabalho
Policial.
Em outras palavras, somam-se estes dois valores (valor do
padrão de vencimento mais valor da gratificação ao RETP), e aplica-se
o percentual de 40% (quarenta por cento). O resultado apurado
corresponderá à gratificação de Compensação Orgânica.
Oportuno registrar que a lei utiliza o termo 'acrescido' (no
singular), o que significa que está se referindo ao padrão de
vencimento, ao qual será somado o valor correspondente à gratificação
por sujeição ao RETP. Tivesse a lei utilizado o termo 'acrescidos' (no
plural), aí se poderia interpretar e concluir que estaria se referindo aos
40% (quarenta por cento), como percentual. A interpretação dada pela
Fazenda está correta, porque a única razoável e lógica em face dos
termos da lei.” (fls. 86-87).
Como se pode perceber, infirmar os fundamentos do aresto
recorrido reclamaria o reexame da legislação infraconstitucional local
aplicável à espécie, especificamente a Lei Complementar Estadual n
745/1993, o que não se revela possível na estreita via extraordinária.
Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal
decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo
infraconstitucional local torna inadmissível o recurso extraordinário, a
teor da Súmula n 280 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “Por ofensa a
direito local não cabe recurso extraordinário”.
Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere
do seguinte julgado:
"EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO
REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM
AGRAVO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. TEMPESTIVIDADE
2
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Voto - MIN. LUIZ FUX
ARE 863158 AGR / SP
DO AGRAVO REGIMENTAL. EMBARGOS ACOLHIDOS PARA
APRECIAÇÃO DO RECURSO. DIREITO ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR PÚBLICO MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO.
GRATIFICAÇÃO DE COMPENSAÇÃO ORGÂNICA - GCO. LEI
COMPLEMENTAR ESTADUAL 745/1993. DEBATE DE ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA
NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO
DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. Constatado equívoco na análise de
pressuposto extrínseco de admissibilidade do agravo regimental,
cumpre sanar o vício para, reconhecida a sua tempestividade,
prosseguir no exame do recurso. A suposta ofensa aos postulados
constitucionais somente poderia ser constatada a partir da análise da
legislação infraconstitucional local, o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento
do recurso extraordinário. Tendo a Corte Regional dirimido a lide com
espeque em interpretação de legislação estadual, incide, na espécie, o
óbice da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: ‘Por ofensa a direito local não cabe recurso
extraordinário’. Embargos declaratórios acolhidos, com efeito
modificativo, para conhecer do agravo regimental e negar-lhe
provimento." (ARE 713.762-AgR-ED, Rel. Min. Rosa Weber,
Primeira Turma, DJe de 25/9/2013).
"Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2.
Servidor público militar. Forma de cálculo da Gratificação de
Compensação Orgânica. Imprescindível rever a interpretação dada
pela origem à legislação infraconstitucional (LCE 745/93).
Providência inviável no âmbito do recurso extraordinário. Súmula
636 desta Corte. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. 3. Verificação da ocorrência de
decréscimo ou não nos vencimentos da parte agravante. Necessário o
reexame do conjunto fático-probatório. Impossibilidade. Súmula 279.
4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5.
Agravo regimental a que se nega provimento." (ARE 695.334-AgR,
Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 17/8/2012).
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 863158 AGR / SP
DO AGRAVO REGIMENTAL. EMBARGOS ACOLHIDOS PARA
APRECIAÇÃO DO RECURSO. DIREITO ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR PÚBLICO MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO.
GRATIFICAÇÃO DE COMPENSAÇÃO ORGÂNICA - GCO. LEI
COMPLEMENTAR ESTADUAL 745/1993. DEBATE DE ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA
NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO
DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. Constatado equívoco na análise de
pressuposto extrínseco de admissibilidade do agravo regimental,
cumpre sanar o vício para, reconhecida a sua tempestividade,
prosseguir no exame do recurso. A suposta ofensa aos postulados
constitucionais somente poderia ser constatada a partir da análise da
legislação infraconstitucional local, o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento
do recurso extraordinário. Tendo a Corte Regional dirimido a lide com
espeque em interpretação de legislação estadual, incide, na espécie, o
óbice da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: ‘Por ofensa a direito local não cabe recurso
extraordinário’. Embargos declaratórios acolhidos, com efeito
modificativo, para conhecer do agravo regimental e negar-lhe
provimento." (ARE 713.762-AgR-ED, Rel. Min. Rosa Weber,
Primeira Turma, DJe de 25/9/2013).
"Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2.
Servidor público militar. Forma de cálculo da Gratificação de
Compensação Orgânica. Imprescindível rever a interpretação dada
pela origem à legislação infraconstitucional (LCE 745/93).
Providência inviável no âmbito do recurso extraordinário. Súmula
636 desta Corte. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. 3. Verificação da ocorrência de
decréscimo ou não nos vencimentos da parte agravante. Necessário o
reexame do conjunto fático-probatório. Impossibilidade. Súmula 279.
4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5.
Agravo regimental a que se nega provimento." (ARE 695.334-AgR,
Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 17/8/2012).
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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Extrato de Ata - 07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.158
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : EDNELSON DOS SANTOS
ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 7.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8255697
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863.158
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : EDNELSON DOS SANTOS
ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 7.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8255697
Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 863 . 158",
"SÚMULA n 280 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 713 . 762 - AgR - ED",
"ARE 695 . 334 - AgR",
"Súmula n 280 do Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA n 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"ARE n 748 . 371",
"SÚMULA n 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"ARE n 748 . 371",
"ARE 863158 AGR / SP",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 863158 AGR / SP",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n 280 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 863158 AGR / SP",
"Súmula n 280 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 863158 AGR / SP",
"SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 713 . 762 - AgR - ED",
"ARE 695 . 334 - AgR",
"ARE 863158 AGR / SP",
"SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 713 . 762 - AgR - ED",
"ARE 695 . 334 - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"Lei Complementar Estadual n 745 / 1993",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI COMPLEMENTAR n 745 / 1993",
"Art . 37 , XV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI COMPLEMENTAR n 745 / 1993",
"Art . 37 , XV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Art . 37 , XV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Art . 37 , XV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . da Lei Complementar 745 / 93",
"artigo 44 da Lei Complementar n 207",
"artigo 1 . da Lei n 10 . 291",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . da Lei Complementar 745 / 93",
"artigo 44 da Lei Complementar n 207",
"artigo 1 . da Lei n 10 . 291",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar Estadual n 745 / 1993",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar Estadual n 745 / 1993",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 745 / 1993",
"LCE 745 /",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 745 / 1993",
"LCE 745 / 93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"PLENÁRIO DO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"PLENÁRIO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"SP",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"LUIZ FUX",
"EDNELSON DOS SANTOS",
"ELIEZER PEREIRA MARTINS",
"Rosa Weber",
"Gilmar Mendes",
"Rosa Weber",
"LUIZ FUX",
"Rosa Weber",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"EDNELSON DOS SANTOS",
"ELIEZER PEREIRA MARTINS",
"LUIZ FUX",
"EDNELSON DOS SANTOS",
"LUIZ FUX",
"EDNELSON DOS SANTOS",
"ELIEZER PEREIRA MARTINS",
"LUIZ FUX",
"EDNELSON DOS SANTOS",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"Rosa Weber",
"Gilmar Mendes",
"Rosa Weber",
"Gilmar Mendes",
"LUIZ FUX",
"EDNELSON DOS SANTOS",
"ELIEZER PEREIRA MARTINS",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"LUIZ FUX",
"EDNELSON DOS SANTOS",
"ELIEZER PEREIRA MARTINS",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"25",
"/",
"9",
"/",
"2013",
"17",
"/",
"8",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7 de abril de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7 de abril de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"5 de janeiro de 1979",
"26 de novembro de 1968",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"5 de janeiro de 1979",
"26 de novembro de 1968",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"9",
"/",
"2013",
"17",
"/",
"8",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"9",
"/",
"2013",
"17",
"/",
"8",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"7",
".",
"4",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"4",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 827.484 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:TAKAI VEÍCULOS LTDA
ADV.(A/S)
:NELSON
WILIANS
FRATONI
RODRIGUES
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário. Prequestionamento.
Ausência. Tributário. Prazo prescricional para repetição. LC nº 118/05.
Taxa de administração de cartão de crédito. PIS e COFINS. Receita
bruta e faturamento. Sinônimos. Precedentes.
1. Não se admite o recurso extraordinário quando o dispositivo
constitucional que nele se alega violado não está devidamente
prequestionado. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF.
2. A orientação firmada no RE nº 566.621/RS reconheceu a
inconstitucionalidade do art. 4º, segunda parte, da LC nº 118/05,
considerando válida a aplicação do novo prazo de 5 anos, tão somente às
ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a
partir de 9 de junho de 2005, situação na qual se enquadra o presente
feito.
3. O STF firmou o entendimento de que a receita bruta e o
faturamento, para fins de definição da base de cálculo para a incidência
do PIS e da COFINS, são termos sinônimos e consistem na totalidade das
receitas auferidas com a venda de mercadorias, de serviços ou de
mercadorias e serviços, assim entendido como a soma das receitas
oriundas do exercício das atividades empresariais.
4. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8313403.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
RE 827484 AGR / RS
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de abril de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8313403.
Supremo Tribunal Federal
RE 827484 AGR / RS
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de abril de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 827.484 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:TAKAI VEÍCULOS LTDA
ADV.(A/S)
:NELSON
WILIANS
FRATONI
RODRIGUES
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Takai Veículos Ltda. interpõe tempestivo agravo regimental contra
decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a
seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de recurso extraordinário no qual se alega
contrariedade aos arts. 2º, 5º, XXXVI, 145, § 1º, 150, II e IV, 195, I,
‘b’ e § 12, da Constituição Federal.
Aduz que não se pode incluir os valores das taxas de
administração de cartão de crédito na base de cálculo do PIS e
da COFINS, haja vista que os mencionados valores não
correspondem aos conceitos de faturamento e receita, pois são
repassados diretamente a empresas administradoras dos
cartões. Insurge-se, também, contra o prazo prescricional na
forma que foi consignado no art. 4º da LC nº 118/05.
Decido.
A irresignação não merece prosperar.
No que se refere ao artigo art. 2º da CF/88, apontado como
violado, carece do necessário prequestionamento, sendo certo
que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não
cuidaram da referida norma, a qual, também, não foi objeto dos
embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem
na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8313400.
Supremo Tribunal Federal
07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 827.484 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:TAKAI VEÍCULOS LTDA
ADV.(A/S)
:NELSON
WILIANS
FRATONI
RODRIGUES
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Takai Veículos Ltda. interpõe tempestivo agravo regimental contra
decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a
seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de recurso extraordinário no qual se alega
contrariedade aos arts. 2º, 5º, XXXVI, 145, § 1º, 150, II e IV, 195, I,
‘b’ e § 12, da Constituição Federal.
Aduz que não se pode incluir os valores das taxas de
administração de cartão de crédito na base de cálculo do PIS e
da COFINS, haja vista que os mencionados valores não
correspondem aos conceitos de faturamento e receita, pois são
repassados diretamente a empresas administradoras dos
cartões. Insurge-se, também, contra o prazo prescricional na
forma que foi consignado no art. 4º da LC nº 118/05.
Decido.
A irresignação não merece prosperar.
No que se refere ao artigo art. 2º da CF/88, apontado como
violado, carece do necessário prequestionamento, sendo certo
que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não
cuidaram da referida norma, a qual, também, não foi objeto dos
embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem
na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8313400.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
RE 827484 AGR / RS
Verifica-se que o Pleno desta Corte, no julgamento do
Recurso Extraordinário nº 566.621/RS, Relatora a Ministra Ellen
Gracie, assentou ser inconstitucional a aplicação do artigo 4º,
segunda parte, da Lei Complementar nº 118/05, considerando-
se válida a aplicação do novo prazo de cinco anos tão-somente
às ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias,
isto é, a partir de 9/6/05. Anote-se a ementa do referido julgado:
‘DIREITO TRIBUTÁRIO LEI INTERPRETATIVA
APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR
Nº 118/2005 DESCABIMENTO VIOLAÇÃO À
SEGURANÇA
JURÍDICA
NECESSIDADE
DE
OBSERVÂNCIA DA VACACIO LEGIS APLICAÇÃO DO
PRAZO REDUZIDO PARA REPETIÇÃO OU
COMPENSAÇÃO DE INDÉBITOS AOS PROCESSOS
AJUIZADOS A PARTIR DE 9 DE JUNHO DE 2005.
Quando do advento da LC 118/05, estava consolidada a
orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que,
para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o
prazo para repetição ou compensação de indébito era de
10 anos contados do seu fato gerador, tendo em conta a
aplicação combinada dos arts. 150, § 4º, 156, VII, e 168, I,
do CTN. A LC 118/05, embora tenha se auto-proclamado
interpretativa, implicou inovação normativa, tendo
reduzido o prazo de 10 anos contados do fato gerador
para 5 anos contados do pagamento indevido. Lei
supostamente interpretativa que, em verdade, inova no
mundo jurídico deve ser considerada como lei nova.
Inocorrência de violação à autonomia e independência dos
Poderes, porquanto a lei expressamente interpretativa
também se submete, como qualquer outra, ao controle
judicial quanto à sua natureza, validade e aplicação. A
aplicação retroativa de novo e reduzido prazo para a
repetição ou compensação de indébito tributário
estipulado por lei nova, fulminando, de imediato,
pretensões deduzidas tempestivamente à luz do prazo
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8313400.
Supremo Tribunal Federal
RE 827484 AGR / RS
Verifica-se que o Pleno desta Corte, no julgamento do
Recurso Extraordinário nº 566.621/RS, Relatora a Ministra Ellen
Gracie, assentou ser inconstitucional a aplicação do artigo 4º,
segunda parte, da Lei Complementar nº 118/05, considerando-
se válida a aplicação do novo prazo de cinco anos tão-somente
às ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias,
isto é, a partir de 9/6/05. Anote-se a ementa do referido julgado:
‘DIREITO TRIBUTÁRIO LEI INTERPRETATIVA
APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR
Nº 118/2005 DESCABIMENTO VIOLAÇÃO À
SEGURANÇA
JURÍDICA
NECESSIDADE
DE
OBSERVÂNCIA DA VACACIO LEGIS APLICAÇÃO DO
PRAZO REDUZIDO PARA REPETIÇÃO OU
COMPENSAÇÃO DE INDÉBITOS AOS PROCESSOS
AJUIZADOS A PARTIR DE 9 DE JUNHO DE 2005.
Quando do advento da LC 118/05, estava consolidada a
orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que,
para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o
prazo para repetição ou compensação de indébito era de
10 anos contados do seu fato gerador, tendo em conta a
aplicação combinada dos arts. 150, § 4º, 156, VII, e 168, I,
do CTN. A LC 118/05, embora tenha se auto-proclamado
interpretativa, implicou inovação normativa, tendo
reduzido o prazo de 10 anos contados do fato gerador
para 5 anos contados do pagamento indevido. Lei
supostamente interpretativa que, em verdade, inova no
mundo jurídico deve ser considerada como lei nova.
Inocorrência de violação à autonomia e independência dos
Poderes, porquanto a lei expressamente interpretativa
também se submete, como qualquer outra, ao controle
judicial quanto à sua natureza, validade e aplicação. A
aplicação retroativa de novo e reduzido prazo para a
repetição ou compensação de indébito tributário
estipulado por lei nova, fulminando, de imediato,
pretensões deduzidas tempestivamente à luz do prazo
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8313400.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Relatório
RE 827484 AGR / RS
então aplicável, bem como a aplicação imediata às
pretensões pendentes de ajuizamento quando da
publicação da lei, sem resguardo de nenhuma regra de
transição, implicam ofensa ao princípio da segurança
jurídica em seus conteúdos de proteção da confiança e de
garantia do acesso à Justiça. Afastando-se as aplicações
inconstitucionais e resguardando-se, no mais, a eficácia da
norma, permite-se a aplicação do prazo reduzido
relativamente às ações ajuizadas após a vacatio legis,
conforme entendimento consolidado por esta Corte no
enunciado 445 da Súmula do Tribunal. O prazo de vacatio
legis de 120 dias permitiu aos contribuintes não apenas
que tomassem ciência do novo prazo, mas também que
ajuizassem as ações necessárias à tutela dos seus direitos.
Inaplicabilidade do art. 2.028 do Código Civil, pois, não
havendo lacuna na LC 118/08, que pretendeu a aplicação
do novo prazo na maior extensão possível, descabida sua
aplicação por analogia. Além disso, não se trata de lei
geral, tampouco impede iniciativa legislativa em contrário.
Reconhecida a inconstitucionalidade art. 4º, segunda
parte, da LC 118/05, considerando-se válida a aplicação do
novo prazo de 5 anos tão-somente às ações ajuizadas após
o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9
de junho de 2005. Aplicação do art. 543-B, § 3º, do CPC aos
recursos sobrestados. Recurso extraordinário desprovido’
(RE nº 566.621/RS, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra
Ellen Gracie, DJe de 11/10/11).
Ademais, verifica-se que esta Corte firmou entendimento
no sentido de que a receita bruta e o faturamento, para fins de
definição da base de cálculo para a incidência do PIS e da
COFINS, são termos sinônimos e consistem na totalidade das
receitas auferidas com a venda de mercadorias, de serviços ou
de mercadorias e serviços, referentes ao exercício das atividades
empresariais. Sobre o tema, cito os seguintes julgados:
3
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8313400.
Supremo Tribunal Federal
RE 827484 AGR / RS
então aplicável, bem como a aplicação imediata às
pretensões pendentes de ajuizamento quando da
publicação da lei, sem resguardo de nenhuma regra de
transição, implicam ofensa ao princípio da segurança
jurídica em seus conteúdos de proteção da confiança e de
garantia do acesso à Justiça. Afastando-se as aplicações
inconstitucionais e resguardando-se, no mais, a eficácia da
norma, permite-se a aplicação do prazo reduzido
relativamente às ações ajuizadas após a vacatio legis,
conforme entendimento consolidado por esta Corte no
enunciado 445 da Súmula do Tribunal. O prazo de vacatio
legis de 120 dias permitiu aos contribuintes não apenas
que tomassem ciência do novo prazo, mas também que
ajuizassem as ações necessárias à tutela dos seus direitos.
Inaplicabilidade do art. 2.028 do Código Civil, pois, não
havendo lacuna na LC 118/08, que pretendeu a aplicação
do novo prazo na maior extensão possível, descabida sua
aplicação por analogia. Além disso, não se trata de lei
geral, tampouco impede iniciativa legislativa em contrário.
Reconhecida a inconstitucionalidade art. 4º, segunda
parte, da LC 118/05, considerando-se válida a aplicação do
novo prazo de 5 anos tão-somente às ações ajuizadas após
o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9
de junho de 2005. Aplicação do art. 543-B, § 3º, do CPC aos
recursos sobrestados. Recurso extraordinário desprovido’
(RE nº 566.621/RS, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra
Ellen Gracie, DJe de 11/10/11).
Ademais, verifica-se que esta Corte firmou entendimento
no sentido de que a receita bruta e o faturamento, para fins de
definição da base de cálculo para a incidência do PIS e da
COFINS, são termos sinônimos e consistem na totalidade das
receitas auferidas com a venda de mercadorias, de serviços ou
de mercadorias e serviços, referentes ao exercício das atividades
empresariais. Sobre o tema, cito os seguintes julgados:
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Relatório
RE 827484 AGR / RS
‘DIREITO TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PARA O
PIS E COFINS. BASE DE CÁLCULO. SALÁRIOS E
ENCARGOS SOCIAIS. EMPRESAS PRESTADORAS DE
SERVIÇOS
TERCEIRIZADOS.
INCIDÊNCIA.
PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 30.9.2009. O entendimento adotado no acórdão
recorrido não diverge da jurisprudência firmada no
âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de
que receita bruta e faturamento são sinônimos,
significando ambos o total dos valores auferidos com a
venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e
serviços. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não
provido’ (RE nº 684.092/PR-AgR, Primeira Turma, Relatora
a Ministra Rosa Weber, DJe de 21/11/13) (Grifei).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
TRIBUTÁRIO.
EMPRESA
INTERMEDIADORA ~DE MÃO DE OBRA. BASE DE
CÁLCULO
DA
CONTRIBUIÇÃO
PARA
FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL –
COFINS E DO PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO
SOCIAL – PIS. EQUIVALÊNCIA DOS TERMOS
RECEITA BRUTA E FATURAMENTO. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (AI nº 857.624/PR-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 15/8/13) (Grifei).
No mesmo sentido: ARE nº 803.032/CE, de minha
relatoria, DJe de 14/4/14 e ARE nº 783.067/PB, Relator o Ministro
Gilmar Mendes, DJe de 28/11/13.
Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do
Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso
extraordinário.
Publique-se”.
Alega que a matéria está devidamente prequestionada. Aduz que
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Supremo Tribunal Federal
RE 827484 AGR / RS
‘DIREITO TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PARA O
PIS E COFINS. BASE DE CÁLCULO. SALÁRIOS E
ENCARGOS SOCIAIS. EMPRESAS PRESTADORAS DE
SERVIÇOS
TERCEIRIZADOS.
INCIDÊNCIA.
PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 30.9.2009. O entendimento adotado no acórdão
recorrido não diverge da jurisprudência firmada no
âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de
que receita bruta e faturamento são sinônimos,
significando ambos o total dos valores auferidos com a
venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e
serviços. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não
provido’ (RE nº 684.092/PR-AgR, Primeira Turma, Relatora
a Ministra Rosa Weber, DJe de 21/11/13) (Grifei).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
TRIBUTÁRIO.
EMPRESA
INTERMEDIADORA ~DE MÃO DE OBRA. BASE DE
CÁLCULO
DA
CONTRIBUIÇÃO
PARA
FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL –
COFINS E DO PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO
SOCIAL – PIS. EQUIVALÊNCIA DOS TERMOS
RECEITA BRUTA E FATURAMENTO. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (AI nº 857.624/PR-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 15/8/13) (Grifei).
No mesmo sentido: ARE nº 803.032/CE, de minha
relatoria, DJe de 14/4/14 e ARE nº 783.067/PB, Relator o Ministro
Gilmar Mendes, DJe de 28/11/13.
Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do
Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso
extraordinário.
Publique-se”.
Alega que a matéria está devidamente prequestionada. Aduz que
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Relatório
RE 827484 AGR / RS
opôs embargos de declaração perante o Tribunal de origem. Entende que
“não há motivo de ser a existência da norma dita ‘interpretativa’ advinda
com a LC 118/05”. Defende que os arts. 3 e 4º da LC º 118/05 são
inconstitucionais, pois ofendem a segurança jurídica, a tripartição do
poder, o devido processo legal substantivo e a irretroatividade das
normas tributárias. Assevera que “os valores em questão não apresentam
qualquer característica de receita ou faturamento, uma vez que jamais
ingressam no patrimônio dos associados do impetrante, ora recorrente”.
É o relatório.
5
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Supremo Tribunal Federal
RE 827484 AGR / RS
opôs embargos de declaração perante o Tribunal de origem. Entende que
“não há motivo de ser a existência da norma dita ‘interpretativa’ advinda
com a LC 118/05”. Defende que os arts. 3 e 4º da LC º 118/05 são
inconstitucionais, pois ofendem a segurança jurídica, a tripartição do
poder, o devido processo legal substantivo e a irretroatividade das
normas tributárias. Assevera que “os valores em questão não apresentam
qualquer característica de receita ou faturamento, uma vez que jamais
ingressam no patrimônio dos associados do impetrante, ora recorrente”.
É o relatório.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 827.484 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
A irresignação não merece prosperar.
Verifica-se que o art. 2º da Constituição Federal, apontado como
violado no recurso extraordinário, carece do necessário
prequestionamento, uma vez que o acórdão proferido pelo Tribunal de
origem não cuidou da referida norma, a qual também não foi objeto dos
embargos de declaração opostos. Incidência das Súmulas nºs 282 e
356/STF.
No caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve
prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha
tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela
parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha
versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não
ocorreu no caso em tela.
Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência da Corte é pacífica no
sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do
acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que
permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo
constitucional. Nesse sentido: RE nº 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 11/4/08; AI nº 594.612/RJ-
AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de
19/12/07; RE nº 411.859/MS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06.
Ademais, conforme consignei na decisão agravada, o Pleno desta
Corte, no julgamento do RE nº 566.621/RS, Relatora a Ministra Ellen
Gracie, DJe de 11/10/11, assentou ser inconstitucional a aplicação do art.
4º, segunda parte, da Lei Complementar nº 118/05, considerando válida a
aplicação do novo prazo de cinco anos tão somente às ações ajuizadas
após o decurso da vacatio legis de 120 dias, isto é, a partir de 9/6/05,
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Supremo Tribunal Federal
07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 827.484 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
A irresignação não merece prosperar.
Verifica-se que o art. 2º da Constituição Federal, apontado como
violado no recurso extraordinário, carece do necessário
prequestionamento, uma vez que o acórdão proferido pelo Tribunal de
origem não cuidou da referida norma, a qual também não foi objeto dos
embargos de declaração opostos. Incidência das Súmulas nºs 282 e
356/STF.
No caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve
prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha
tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela
parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha
versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não
ocorreu no caso em tela.
Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência da Corte é pacífica no
sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do
acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que
permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo
constitucional. Nesse sentido: RE nº 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 11/4/08; AI nº 594.612/RJ-
AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de
19/12/07; RE nº 411.859/MS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06.
Ademais, conforme consignei na decisão agravada, o Pleno desta
Corte, no julgamento do RE nº 566.621/RS, Relatora a Ministra Ellen
Gracie, DJe de 11/10/11, assentou ser inconstitucional a aplicação do art.
4º, segunda parte, da Lei Complementar nº 118/05, considerando válida a
aplicação do novo prazo de cinco anos tão somente às ações ajuizadas
após o decurso da vacatio legis de 120 dias, isto é, a partir de 9/6/05,
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RE 827484 AGR / RS
situação na qual se enquadra o presente feito. Nesse sentido: ARE nº
817.429/PE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe
de 1º/10/14.
Por fim, reitero que esta Corte firmou o entendimento de que a
receita bruta e o faturamento, para fins de definição da base de cálculo
para a incidência do PIS e da COFINS, são termos sinônimos e consistem
na totalidade das receitas auferidas com a venda de mercadorias, de
serviços ou de mercadorias e serviços, assim entendido como a soma das
receitas oriundas do exercício das atividades empresariais. Sobre o tema,
além dos precedentes já citados na decisão agravada, destaco os seguintes
julgados:
“DIREITO TRIBUTÁRIO. PIS E COFINS. BASE DE
CÁLCULO. TAXA DE ADMINISTRAÇÃO DE CARTÃO DE
CRÉDITO. RECEITA BRUTA E FATURAMENTO. NEGATIVA
DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ARTIGO 93, IX, DA
CONSTITUIÇÃO
DA
REPÚBLICA.
NULIDADE.
INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS
PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. CONSONÂNCIA DA
DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA
CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE
TRÂNSITO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM
29.8.2012. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição
Federal. O Supremo Tribunal Federal entende que o referido
dispositivo constitucional exige que o órgão jurisdicional
explicite as razões do seu convencimento, dispensando o exame
detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. O
entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do
que assinalado na decisão agravada, não diverge da
jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal
Federal. As razões do agravo regimental não se mostram aptas
a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
Agravo regimental conhecido e não provido” (RE nº
813.061/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 827484 AGR / RS
situação na qual se enquadra o presente feito. Nesse sentido: ARE nº
817.429/PE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe
de 1º/10/14.
Por fim, reitero que esta Corte firmou o entendimento de que a
receita bruta e o faturamento, para fins de definição da base de cálculo
para a incidência do PIS e da COFINS, são termos sinônimos e consistem
na totalidade das receitas auferidas com a venda de mercadorias, de
serviços ou de mercadorias e serviços, assim entendido como a soma das
receitas oriundas do exercício das atividades empresariais. Sobre o tema,
além dos precedentes já citados na decisão agravada, destaco os seguintes
julgados:
“DIREITO TRIBUTÁRIO. PIS E COFINS. BASE DE
CÁLCULO. TAXA DE ADMINISTRAÇÃO DE CARTÃO DE
CRÉDITO. RECEITA BRUTA E FATURAMENTO. NEGATIVA
DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ARTIGO 93, IX, DA
CONSTITUIÇÃO
DA
REPÚBLICA.
NULIDADE.
INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS
PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. CONSONÂNCIA DA
DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA
CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE
TRÂNSITO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM
29.8.2012. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição
Federal. O Supremo Tribunal Federal entende que o referido
dispositivo constitucional exige que o órgão jurisdicional
explicite as razões do seu convencimento, dispensando o exame
detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. O
entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do
que assinalado na decisão agravada, não diverge da
jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal
Federal. As razões do agravo regimental não se mostram aptas
a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
Agravo regimental conhecido e não provido” (RE nº
813.061/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RE 827484 AGR / RS
Weber, DJe de 19/2/15 – grifei).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO.
PIS E COFINS.
EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO. TAXAS E
COMISSÕES PAGAS ÀS ADMINISTRADORAS DE
CARTÃO DE CRÉDITO E DE DÉBITO. RECEITA BRUTA E
FATURAMENTO. TOTALIDADE DOS VALORES AUFERIDOS
COM A VENDA DE MERCADORIAS, DE SERVIÇOS OU DE
MERCADORIAS E SERVIÇOS. AGRAVO REGIMENTAL A
QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Para fins de definição da
base de cálculo para a incidência da contribuição ao PIS e da
COFINS, a receita bruta e o faturamento são termos
sinônimos e consistem na totalidade das receitas auferidas
com a venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e
serviços, ou seja, é a soma das receitas oriundas do exercício
das atividades empresariais. Precedentes. II – Agravo
regimental a que se nega provimento” (RE nº 816.363/SC-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ
de 15/8/14 – grifei).
Nesse mesmo sentido, as seguintes decisões monocráticas: RE nº
855.550/PE, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 11/12/14; RE nº
838.737/PE, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 1º/12/14; RE nº
827.401/PB, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 28/11/14; ARE nº
783.067/PB, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 28/11/13; RE nº
744.449, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 3/10/13.
Agravo regimental não provido.
3
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Supremo Tribunal Federal
RE 827484 AGR / RS
Weber, DJe de 19/2/15 – grifei).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO.
PIS E COFINS.
EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO. TAXAS E
COMISSÕES PAGAS ÀS ADMINISTRADORAS DE
CARTÃO DE CRÉDITO E DE DÉBITO. RECEITA BRUTA E
FATURAMENTO. TOTALIDADE DOS VALORES AUFERIDOS
COM A VENDA DE MERCADORIAS, DE SERVIÇOS OU DE
MERCADORIAS E SERVIÇOS. AGRAVO REGIMENTAL A
QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Para fins de definição da
base de cálculo para a incidência da contribuição ao PIS e da
COFINS, a receita bruta e o faturamento são termos
sinônimos e consistem na totalidade das receitas auferidas
com a venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e
serviços, ou seja, é a soma das receitas oriundas do exercício
das atividades empresariais. Precedentes. II – Agravo
regimental a que se nega provimento” (RE nº 816.363/SC-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ
de 15/8/14 – grifei).
Nesse mesmo sentido, as seguintes decisões monocráticas: RE nº
855.550/PE, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 11/12/14; RE nº
838.737/PE, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 1º/12/14; RE nº
827.401/PB, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 28/11/14; ARE nº
783.067/PB, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 28/11/13; RE nº
744.449, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 3/10/13.
Agravo regimental não provido.
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Extrato de Ata - 07/04/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 827.484
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : TAKAI VEÍCULOS LTDA
ADV.(A/S) : NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar
Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma,
07.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso
de Mello e Gilmar Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8246010
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 827.484
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : TAKAI VEÍCULOS LTDA
ADV.(A/S) : NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar
Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma,
07.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso
de Mello e Gilmar Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8332314
| 2015-04-07T00:00:00
| 2015-04-30T00:00:00
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A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 07.04.2015.
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AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
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EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário. Prequestionamento. Ausência. Tributário. Prazo prescricional para repetição. LC nº 118/05. Taxa de administração de cartão de crédito. PIS e COFINS. Receita bruta e faturamento. Sinônimos. Precedentes.
1. Não se admite o recurso extraordinário quando o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF.
2. A orientação firmada no RE nº 566.621/RS reconheceu a inconstitucionalidade do art. 4º, segunda parte, da LC nº 118/05, considerando válida a aplicação do novo prazo de 5 anos, tão somente às ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005, situação na qual se enquadra o presente feito.
3. O STF firmou o entendimento de que a receita bruta e o faturamento, para fins de definição da base de cálculo para a incidência do PIS e da COFINS, são termos sinônimos e consistem na totalidade das receitas auferidas com a venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e serviços, assim entendido como a soma das receitas oriundas do exercício das atividades empresariais.
4. Agravo regimental não provido.
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sjur302467
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- Acórdão(s) citado(s):
(PREQUESTIONAMENTO)
RE 411859 AgR (2ªT), AI 594612 AgR (1ªT), RE 449232 AgR-AgR (2ªT).
(TRIBUTÁRIO, REPETIÇÃO, PRAZO PRESCRICIONAL)
RE 566621 (TP), ARE 817429 AgR (1ªT).
(RECEITA BRUTA, FATURAMENTO, SINÔNIMOS)
RE 816363 AgR (2ªT), RE 813061 AgR (1ªT).
- Decisões monocráticas citadas:
(RECEITA BRUTA, FATURAMENTO, SINÔNIMOS)
RE 744449, ARE 783067, RE 838737, RE 827401, RE 855550.
Número de páginas: 11.
Análise: 14/05/2015, BMP.
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DIAS TOFFOLI
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Segunda Turma
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827484
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[
"LEG-FED LCP-000118 ANO-2005\n ART-00004\n LEI COMPLEMENTAR\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
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RE-AgR
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acordaos
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RE 827484 AgR
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""
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AGTE.(S) : TAKAI VEÍCULOS LTDA
ADV.(A/S) : NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
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""
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Ementa e Acórdão
07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 827.484 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:TAKAI VEÍCULOS LTDA
ADV.(A/S)
:NELSON
WILIANS
FRATONI
RODRIGUES
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário. Prequestionamento.
Ausência. Tributário. Prazo prescricional para repetição. Lei Complementar n 118/05.
Taxa de administração de cartão de crédito. PIS e COFINS. Receita
bruta e faturamento. Sinônimos. Precedentes.
1. Não se admite o recurso extraordinário quando o dispositivo
constitucional que nele se alega violado não está devidamente
prequestionado. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal.
2. A orientação firmada no Recurso Extraordinário n 566.621/RS reconheceu a
inconstitucionalidade do art. 4..., segunda parte, da Lei Complementar n 118/05,
considerando válida a aplicação do novo prazo de 5 anos, tão somente às
ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a
partir de 9 de junho de 2005, situação na qual se enquadra o presente
feito.
3. O Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que a receita bruta e o
faturamento, para fins de definição da base de cálculo para a incidência
do PIS e da COFINS, são termos sinônimos e consistem na totalidade das
receitas auferidas com a venda de mercadorias, de serviços ou de
mercadorias e serviços, assim entendido como a soma das receitas
oriundas do exercício das atividades empresariais.
4. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
Recurso Extraordinário 827484 AGR / RS
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de abril de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 827484 AGR / RS
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de abril de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Relatório
07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 827.484 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:TAKAI VEÍCULOS LTDA
ADV.(A/S)
:NELSON
WILIANS
FRATONI
RODRIGUES
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Takai Veículos Ltda. interpõe tempestivo agravo regimental contra
decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a
seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de recurso extraordinário no qual se alega
contrariedade aos arts. 2..., 5..., XXXVI, 145, § 1..., 150, II e IV, 195, I,
‘b’ e § 12, da Constituição Federal.
Aduz que não se pode incluir os valores das taxas de
administração de cartão de crédito na base de cálculo do PIS e
da COFINS, haja vista que os mencionados valores não
correspondem aos conceitos de faturamento e receita, pois são
repassados diretamente a empresas administradoras dos
cartões. Insurge-se, também, contra o prazo prescricional na
forma que foi consignado no art. 4... da Lei Complementar n 118/05.
Decido.
A irresignação não merece prosperar.
No que se refere ao artigo art. 2... da Constituição Federal de 1988/88, apontado como
violado, carece do necessário prequestionamento, sendo certo
que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não
cuidaram da referida norma, a qual, também, não foi objeto dos
embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem
na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte.
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Supremo Tribunal Federal
07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 827.484 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:TAKAI VEÍCULOS LTDA
ADV.(A/S)
:NELSON
WILIANS
FRATONI
RODRIGUES
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Takai Veículos Ltda. interpõe tempestivo agravo regimental contra
decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a
seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de recurso extraordinário no qual se alega
contrariedade aos arts. 2..., 5..., XXXVI, 145, § 1..., 150, II e IV, 195, I,
‘b’ e § 12, da Constituição Federal.
Aduz que não se pode incluir os valores das taxas de
administração de cartão de crédito na base de cálculo do PIS e
da COFINS, haja vista que os mencionados valores não
correspondem aos conceitos de faturamento e receita, pois são
repassados diretamente a empresas administradoras dos
cartões. Insurge-se, também, contra o prazo prescricional na
forma que foi consignado no art. 4... da Lei Complementar n 118/05.
Decido.
A irresignação não merece prosperar.
No que se refere ao artigo art. 2... da Constituição Federal de 1988/88, apontado como
violado, carece do necessário prequestionamento, sendo certo
que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não
cuidaram da referida norma, a qual, também, não foi objeto dos
embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem
na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte.
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Relatório
Recurso Extraordinário 827484 AGR / RS
Verifica-se que o Pleno desta Corte, no julgamento do
Recurso Extraordinário n 566.621/RS, Relatora a Ministra Ellen
Gracie, assentou ser inconstitucional a aplicação do artigo 4...,
segunda parte, da Lei Complementar n 118/05, considerando-
se válida a aplicação do novo prazo de cinco anos tão-somente
às ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias,
isto é, a partir de 9/6/05. Anote-se a ementa do referido julgado:
‘DIREITO TRIBUTÁRIO LEI INTERPRETATIVA
APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR
n 118/2005 DESCABIMENTO VIOLAÇÃO À
SEGURANÇA
JURÍDICA
NECESSIDADE
DE
OBSERVÂNCIA DA VACACIO LEGIS APLICAÇÃO DO
PRAZO REDUZIDO PARA REPETIÇÃO OU
COMPENSAÇÃO DE INDÉBITOS AOS PROCESSOS
AJUIZADOS A PARTIR DE 9 DE JUNHO DE 2005.
Quando do advento da Lei Complementar 118/05, estava consolidada a
orientação da Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça no sentido de que,
para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o
prazo para repetição ou compensação de indébito era de
10 anos contados do seu fato gerador, tendo em conta a
aplicação combinada dos arts. 150, § 4..., 156, VII, e 168, I,
do CTN. A Lei Complementar 118/05, embora tenha se auto-proclamado
interpretativa, implicou inovação normativa, tendo
reduzido o prazo de 10 anos contados do fato gerador
para 5 anos contados do pagamento indevido. Lei
supostamente interpretativa que, em verdade, inova no
mundo jurídico deve ser considerada como lei nova.
Inocorrência de violação à autonomia e independência dos
Poderes, porquanto a lei expressamente interpretativa
também se submete, como qualquer outra, ao controle
judicial quanto à sua natureza, validade e aplicação. A
aplicação retroativa de novo e reduzido prazo para a
repetição ou compensação de indébito tributário
estipulado por lei nova, fulminando, de imediato,
pretensões deduzidas tempestivamente à luz do prazo
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 827484 AGR / RS
Verifica-se que o Pleno desta Corte, no julgamento do
Recurso Extraordinário n 566.621/RS, Relatora a Ministra Ellen
Gracie, assentou ser inconstitucional a aplicação do artigo 4...,
segunda parte, da Lei Complementar n 118/05, considerando-
se válida a aplicação do novo prazo de cinco anos tão-somente
às ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias,
isto é, a partir de 9/6/05. Anote-se a ementa do referido julgado:
‘DIREITO TRIBUTÁRIO LEI INTERPRETATIVA
APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR
n 118/2005 DESCABIMENTO VIOLAÇÃO À
SEGURANÇA
JURÍDICA
NECESSIDADE
DE
OBSERVÂNCIA DA VACACIO LEGIS APLICAÇÃO DO
PRAZO REDUZIDO PARA REPETIÇÃO OU
COMPENSAÇÃO DE INDÉBITOS AOS PROCESSOS
AJUIZADOS A PARTIR DE 9 DE JUNHO DE 2005.
Quando do advento da Lei Complementar 118/05, estava consolidada a
orientação da Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça no sentido de que,
para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o
prazo para repetição ou compensação de indébito era de
10 anos contados do seu fato gerador, tendo em conta a
aplicação combinada dos arts. 150, § 4..., 156, VII, e 168, I,
do CTN. A Lei Complementar 118/05, embora tenha se auto-proclamado
interpretativa, implicou inovação normativa, tendo
reduzido o prazo de 10 anos contados do fato gerador
para 5 anos contados do pagamento indevido. Lei
supostamente interpretativa que, em verdade, inova no
mundo jurídico deve ser considerada como lei nova.
Inocorrência de violação à autonomia e independência dos
Poderes, porquanto a lei expressamente interpretativa
também se submete, como qualquer outra, ao controle
judicial quanto à sua natureza, validade e aplicação. A
aplicação retroativa de novo e reduzido prazo para a
repetição ou compensação de indébito tributário
estipulado por lei nova, fulminando, de imediato,
pretensões deduzidas tempestivamente à luz do prazo
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Relatório
Recurso Extraordinário 827484 AGR / RS
então aplicável, bem como a aplicação imediata às
pretensões pendentes de ajuizamento quando da
publicação da lei, sem resguardo de nenhuma regra de
transição, implicam ofensa ao princípio da segurança
jurídica em seus conteúdos de proteção da confiança e de
garantia do acesso à Justiça. Afastando-se as aplicações
inconstitucionais e resguardando-se, no mais, a eficácia da
norma, permite-se a aplicação do prazo reduzido
relativamente às ações ajuizadas após a vacatio legis,
conforme entendimento consolidado por esta Corte no
enunciado 445 da Súmula do Tribunal. O prazo de vacatio
legis de 120 dias permitiu aos contribuintes não apenas
que tomassem ciência do novo prazo, mas também que
ajuizassem as ações necessárias à tutela dos seus direitos.
Inaplicabilidade do art. 2.028 do Código Civil, pois, não
havendo lacuna na Lei Complementar 118/08, que pretendeu a aplicação
do novo prazo na maior extensão possível, descabida sua
aplicação por analogia. Além disso, não se trata de lei
geral, tampouco impede iniciativa legislativa em contrário.
Reconhecida a inconstitucionalidade art. 4..., segunda
parte, da Lei Complementar 118/05, considerando-se válida a aplicação do
novo prazo de 5 anos tão-somente às ações ajuizadas após
o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9
de junho de 2005. Aplicação do art. 543-B, § 3..., do Código de Processo Civil aos
recursos sobrestados. Recurso extraordinário desprovido’
(Recurso Extraordinário n 566.621/RS, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra
Ellen Gracie, DJe de 11/10/11).
Ademais, verifica-se que esta Corte firmou entendimento
no sentido de que a receita bruta e o faturamento, para fins de
definição da base de cálculo para a incidência do PIS e da
COFINS, são termos sinônimos e consistem na totalidade das
receitas auferidas com a venda de mercadorias, de serviços ou
de mercadorias e serviços, referentes ao exercício das atividades
empresariais. Sobre o tema, cito os seguintes julgados:
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 827484 AGR / RS
então aplicável, bem como a aplicação imediata às
pretensões pendentes de ajuizamento quando da
publicação da lei, sem resguardo de nenhuma regra de
transição, implicam ofensa ao princípio da segurança
jurídica em seus conteúdos de proteção da confiança e de
garantia do acesso à Justiça. Afastando-se as aplicações
inconstitucionais e resguardando-se, no mais, a eficácia da
norma, permite-se a aplicação do prazo reduzido
relativamente às ações ajuizadas após a vacatio legis,
conforme entendimento consolidado por esta Corte no
enunciado 445 da Súmula do Tribunal. O prazo de vacatio
legis de 120 dias permitiu aos contribuintes não apenas
que tomassem ciência do novo prazo, mas também que
ajuizassem as ações necessárias à tutela dos seus direitos.
Inaplicabilidade do art. 2.028 do Código Civil, pois, não
havendo lacuna na Lei Complementar 118/08, que pretendeu a aplicação
do novo prazo na maior extensão possível, descabida sua
aplicação por analogia. Além disso, não se trata de lei
geral, tampouco impede iniciativa legislativa em contrário.
Reconhecida a inconstitucionalidade art. 4..., segunda
parte, da Lei Complementar 118/05, considerando-se válida a aplicação do
novo prazo de 5 anos tão-somente às ações ajuizadas após
o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9
de junho de 2005. Aplicação do art. 543-B, § 3..., do Código de Processo Civil aos
recursos sobrestados. Recurso extraordinário desprovido’
(Recurso Extraordinário n 566.621/RS, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra
Ellen Gracie, DJe de 11/10/11).
Ademais, verifica-se que esta Corte firmou entendimento
no sentido de que a receita bruta e o faturamento, para fins de
definição da base de cálculo para a incidência do PIS e da
COFINS, são termos sinônimos e consistem na totalidade das
receitas auferidas com a venda de mercadorias, de serviços ou
de mercadorias e serviços, referentes ao exercício das atividades
empresariais. Sobre o tema, cito os seguintes julgados:
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Relatório
Recurso Extraordinário 827484 AGR / RS
‘DIREITO TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PARA O
PIS E COFINS. BASE DE CÁLCULO. SALÁRIOS E
ENCARGOS SOCIAIS. EMPRESAS PRESTADORAS DE
SERVIÇOS
TERCEIRIZADOS.
INCIDÊNCIA.
PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 30.9.2009. O entendimento adotado no acórdão
recorrido não diverge da jurisprudência firmada no
âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de
que receita bruta e faturamento são sinônimos,
significando ambos o total dos valores auferidos com a
venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e
serviços. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não
provido’ (Recurso Extraordinário n 684.092/PR-AgR, Primeira Turma, Relatora
a Ministra Rosa Weber, DJe de 21/11/13) (Grifei).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
TRIBUTÁRIO.
EMPRESA
INTERMEDIADORA ~DE MÃO DE OBRA. BASE DE
CÁLCULO
DA
CONTRIBUIÇÃO
PARA
FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL –
COFINS E DO PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO
SOCIAL – PIS. EQUIVALÊNCIA DOS TERMOS
RECEITA BRUTA E FATURAMENTO. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (AI n 857.624/PR-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 15/8/13) (Grifei).
No mesmo sentido: ARE n 803.032/CE, de minha
relatoria, DJe de 14/4/14 e ARE n 783.067/PB, Relator o Ministro
Gilmar Mendes, DJe de 28/11/13.
Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do
Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso
extraordinário.
Publique-se”.
Alega que a matéria está devidamente prequestionada. Aduz que
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 827484 AGR / RS
‘DIREITO TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PARA O
PIS E COFINS. BASE DE CÁLCULO. SALÁRIOS E
ENCARGOS SOCIAIS. EMPRESAS PRESTADORAS DE
SERVIÇOS
TERCEIRIZADOS.
INCIDÊNCIA.
PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 30.9.2009. O entendimento adotado no acórdão
recorrido não diverge da jurisprudência firmada no
âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de
que receita bruta e faturamento são sinônimos,
significando ambos o total dos valores auferidos com a
venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e
serviços. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não
provido’ (Recurso Extraordinário n 684.092/PR-AgR, Primeira Turma, Relatora
a Ministra Rosa Weber, DJe de 21/11/13) (Grifei).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
TRIBUTÁRIO.
EMPRESA
INTERMEDIADORA ~DE MÃO DE OBRA. BASE DE
CÁLCULO
DA
CONTRIBUIÇÃO
PARA
FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL –
COFINS E DO PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO
SOCIAL – PIS. EQUIVALÊNCIA DOS TERMOS
RECEITA BRUTA E FATURAMENTO. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (AI n 857.624/PR-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 15/8/13) (Grifei).
No mesmo sentido: ARE n 803.032/CE, de minha
relatoria, DJe de 14/4/14 e ARE n 783.067/PB, Relator o Ministro
Gilmar Mendes, DJe de 28/11/13.
Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do
Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso
extraordinário.
Publique-se”.
Alega que a matéria está devidamente prequestionada. Aduz que
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Relatório
Recurso Extraordinário 827484 AGR / RS
opôs embargos de declaração perante o Tribunal de origem. Entende que
“não há motivo de ser a existência da norma dita ‘interpretativa’ advinda
com a Lei Complementar 118/05”. Defende que os arts. 3 e 4... da Lei Complementar 118/05 são
inconstitucionais, pois ofendem a segurança jurídica, a tripartição do
poder, o devido processo legal substantivo e a irretroatividade das
normas tributárias. Assevera que “os valores em questão não apresentam
qualquer característica de receita ou faturamento, uma vez que jamais
ingressam no patrimônio dos associados do impetrante, ora recorrente”.
É o relatório.
5
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 827484 AGR / RS
opôs embargos de declaração perante o Tribunal de origem. Entende que
“não há motivo de ser a existência da norma dita ‘interpretativa’ advinda
com a Lei Complementar 118/05”. Defende que os arts. 3 e 4... da Lei Complementar 118/05 são
inconstitucionais, pois ofendem a segurança jurídica, a tripartição do
poder, o devido processo legal substantivo e a irretroatividade das
normas tributárias. Assevera que “os valores em questão não apresentam
qualquer característica de receita ou faturamento, uma vez que jamais
ingressam no patrimônio dos associados do impetrante, ora recorrente”.
É o relatório.
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 827.484 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
A irresignação não merece prosperar.
Verifica-se que o art. 2... da Constituição Federal, apontado como
violado no recurso extraordinário, carece do necessário
prequestionamento, uma vez que o acórdão proferido pelo Tribunal de
origem não cuidou da referida norma, a qual também não foi objeto dos
embargos de declaração opostos. Incidência das Súmulas ns 282 e
356/Supremo Tribunal Federal.
No caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve
prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha
tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela
parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha
versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não
ocorreu no caso em tela.
Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência da Corte é pacífica no
sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do
acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que
permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo
constitucional. Nesse sentido: Recurso Extraordinário n 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 11/4/08; AI n 594.612/RJ-
AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de
19/12/07; Recurso Extraordinário n 411.859/MS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06.
Ademais, conforme consignei na decisão agravada, o Pleno desta
Corte, no julgamento do Recurso Extraordinário n 566.621/RS, Relatora a Ministra Ellen
Gracie, DJe de 11/10/11, assentou ser inconstitucional a aplicação do art.
4..., segunda parte, da Lei Complementar n 118/05, considerando válida a
aplicação do novo prazo de cinco anos tão somente às ações ajuizadas
após o decurso da vacatio legis de 120 dias, isto é, a partir de 9/6/05,
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Supremo Tribunal Federal
07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 827.484 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
A irresignação não merece prosperar.
Verifica-se que o art. 2... da Constituição Federal, apontado como
violado no recurso extraordinário, carece do necessário
prequestionamento, uma vez que o acórdão proferido pelo Tribunal de
origem não cuidou da referida norma, a qual também não foi objeto dos
embargos de declaração opostos. Incidência das Súmulas ns 282 e
356/Supremo Tribunal Federal.
No caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve
prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha
tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela
parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha
versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não
ocorreu no caso em tela.
Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência da Corte é pacífica no
sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do
acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que
permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo
constitucional. Nesse sentido: Recurso Extraordinário n 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 11/4/08; AI n 594.612/RJ-
AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de
19/12/07; Recurso Extraordinário n 411.859/MS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06.
Ademais, conforme consignei na decisão agravada, o Pleno desta
Corte, no julgamento do Recurso Extraordinário n 566.621/RS, Relatora a Ministra Ellen
Gracie, DJe de 11/10/11, assentou ser inconstitucional a aplicação do art.
4..., segunda parte, da Lei Complementar n 118/05, considerando válida a
aplicação do novo prazo de cinco anos tão somente às ações ajuizadas
após o decurso da vacatio legis de 120 dias, isto é, a partir de 9/6/05,
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
Recurso Extraordinário 827484 AGR / RS
situação na qual se enquadra o presente feito. Nesse sentido: ARE n
817.429/PE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe
de 1.../10/14.
Por fim, reitero que esta Corte firmou o entendimento de que a
receita bruta e o faturamento, para fins de definição da base de cálculo
para a incidência do PIS e da COFINS, são termos sinônimos e consistem
na totalidade das receitas auferidas com a venda de mercadorias, de
serviços ou de mercadorias e serviços, assim entendido como a soma das
receitas oriundas do exercício das atividades empresariais. Sobre o tema,
além dos precedentes já citados na decisão agravada, destaco os seguintes
julgados:
“DIREITO TRIBUTÁRIO. PIS E COFINS. BASE DE
CÁLCULO. TAXA DE ADMINISTRAÇÃO DE CARTÃO DE
CRÉDITO. RECEITA BRUTA E FATURAMENTO. NEGATIVA
DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ARTIGO 93, IX, DA
CONSTITUIÇÃO
DA
REPÚBLICA.
NULIDADE.
INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS
PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. CONSONÂNCIA DA
DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA
CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE
TRÂNSITO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM
29.8.2012. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição
Federal. O Supremo Tribunal Federal entende que o referido
dispositivo constitucional exige que o órgão jurisdicional
explicite as razões do seu convencimento, dispensando o exame
detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. O
entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do
que assinalado na decisão agravada, não diverge da
jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal
Federal. As razões do agravo regimental não se mostram aptas
a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
Agravo regimental conhecido e não provido” (Recurso Extraordinário n
813.061/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 827484 AGR / RS
situação na qual se enquadra o presente feito. Nesse sentido: ARE n
817.429/PE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe
de 1.../10/14.
Por fim, reitero que esta Corte firmou o entendimento de que a
receita bruta e o faturamento, para fins de definição da base de cálculo
para a incidência do PIS e da COFINS, são termos sinônimos e consistem
na totalidade das receitas auferidas com a venda de mercadorias, de
serviços ou de mercadorias e serviços, assim entendido como a soma das
receitas oriundas do exercício das atividades empresariais. Sobre o tema,
além dos precedentes já citados na decisão agravada, destaco os seguintes
julgados:
“DIREITO TRIBUTÁRIO. PIS E COFINS. BASE DE
CÁLCULO. TAXA DE ADMINISTRAÇÃO DE CARTÃO DE
CRÉDITO. RECEITA BRUTA E FATURAMENTO. NEGATIVA
DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ARTIGO 93, IX, DA
CONSTITUIÇÃO
DA
REPÚBLICA.
NULIDADE.
INOCORRÊNCIA. RAZÕES DE DECIDIR EXPLICITADAS
PELO ÓRGÃO JURISDICIONAL. CONSONÂNCIA DA
DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA
CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE
TRÂNSITO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM
29.8.2012. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição
Federal. O Supremo Tribunal Federal entende que o referido
dispositivo constitucional exige que o órgão jurisdicional
explicite as razões do seu convencimento, dispensando o exame
detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. O
entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do
que assinalado na decisão agravada, não diverge da
jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal
Federal. As razões do agravo regimental não se mostram aptas
a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
Agravo regimental conhecido e não provido” (Recurso Extraordinário n
813.061/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa
2
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
Recurso Extraordinário 827484 AGR / RS
Weber, DJe de 19/2/15 – grifei).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO.
PIS E COFINS.
EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO. TAXAS E
COMISSÕES PAGAS ÀS ADMINISTRADORAS DE
CARTÃO DE CRÉDITO E DE DÉBITO. RECEITA BRUTA E
FATURAMENTO. TOTALIDADE DOS VALORES AUFERIDOS
COM A VENDA DE MERCADORIAS, DE SERVIÇOS OU DE
MERCADORIAS E SERVIÇOS. AGRAVO REGIMENTAL A
QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Para fins de definição da
base de cálculo para a incidência da contribuição ao PIS e da
COFINS, a receita bruta e o faturamento são termos
sinônimos e consistem na totalidade das receitas auferidas
com a venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e
serviços, ou seja, é a soma das receitas oriundas do exercício
das atividades empresariais. Precedentes. II – Agravo
regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 816.363/SC-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ
de 15/8/14 – grifei).
Nesse mesmo sentido, as seguintes decisões monocráticas: Recurso Extraordinário n
855.550/PE, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 11/12/14; Recurso Extraordinário n
838.737/PE, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 1.../12/14; Recurso Extraordinário n
827.401/PB, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 28/11/14; ARE n
783.067/PB, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 28/11/13; Recurso Extraordinário n
744.449, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 3/10/13.
Agravo regimental não provido.
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 827484 AGR / RS
Weber, DJe de 19/2/15 – grifei).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO.
PIS E COFINS.
EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO. TAXAS E
COMISSÕES PAGAS ÀS ADMINISTRADORAS DE
CARTÃO DE CRÉDITO E DE DÉBITO. RECEITA BRUTA E
FATURAMENTO. TOTALIDADE DOS VALORES AUFERIDOS
COM A VENDA DE MERCADORIAS, DE SERVIÇOS OU DE
MERCADORIAS E SERVIÇOS. AGRAVO REGIMENTAL A
QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Para fins de definição da
base de cálculo para a incidência da contribuição ao PIS e da
COFINS, a receita bruta e o faturamento são termos
sinônimos e consistem na totalidade das receitas auferidas
com a venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e
serviços, ou seja, é a soma das receitas oriundas do exercício
das atividades empresariais. Precedentes. II – Agravo
regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 816.363/SC-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ
de 15/8/14 – grifei).
Nesse mesmo sentido, as seguintes decisões monocráticas: Recurso Extraordinário n
855.550/PE, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 11/12/14; Recurso Extraordinário n
838.737/PE, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 1.../12/14; Recurso Extraordinário n
827.401/PB, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 28/11/14; ARE n
783.067/PB, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 28/11/13; Recurso Extraordinário n
744.449, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 3/10/13.
Agravo regimental não provido.
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Extrato de Ata - 07/04/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 827.484
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : TAKAI VEÍCULOS LTDA
ADV.(A/S) : NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar
Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma,
07.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso
de Mello e Gilmar Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 827.484
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : TAKAI VEÍCULOS LTDA
ADV.(A/S) : NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar
Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma,
07.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso
de Mello e Gilmar Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8246010
Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 827 . 484",
"Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 566 . 621 / RS",
"Recurso Extraordinário 827484 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário 827484 AGR / RS",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 827 . 484",
"Recurso Extraordinário 827484 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário n 566 . 621 / RS",
"Recurso Extraordinário 827484 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário n 566 . 621 / RS",
"Recurso Extraordinário 827484 AGR / RS",
"enunciado 445 da Súmula do Tribunal",
"Recurso Extraordinário n 566 . 621 / RS",
"Recurso Extraordinário 827484 AGR / RS",
"enunciado 445 da Súmula do Tribunal",
"Recurso Extraordinário n 566 . 621 / RS",
"Recurso Extraordinário 827484 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário n 684 . 092 / PR - AgR",
"AI n 857 . 624 / PR - AgR",
"ARE n 803 . 032 / CE",
"ARE n 783 . 067 / PB",
"Recurso Extraordinário 827484 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário n 684 . 092 / PR - AgR",
"AI n 857 . 624 / PR - AgR",
"ARE n 803 . 032 / CE",
"ARE n 783 . 067 / PB",
"Recurso Extraordinário 827484 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário 827484 AGR / RS",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 827 . 484",
"Súmulas ns 282",
"Recurso Extraordinário n 449 . 232 / CE - AgR - AgR",
"AI n 594 . 612 / RJ - AgR",
"Recurso Extraordinário n 411 . 859 / MS - AgR",
"Recurso Extraordinário n 566 . 621 / RS",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 827 . 484",
"Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 449 . 232 / CE - AgR - AgR",
"AI n 594 . 612 / RJ - AgR",
"Recurso Extraordinário n 411 . 859 / MS - AgR",
"Recurso Extraordinário n 566 . 621 / RS",
"Recurso Extraordinário 827484 AGR / RS",
"ARE n 817 . 429 / PE - AgR",
"Recurso Extraordinário n 813 . 061 / RS - AgR",
"Recurso Extraordinário 827484 AGR / RS",
"ARE n 817 . 429 / PE - AgR",
"Recurso Extraordinário n 813 . 061 / RS - AgR",
"Recurso Extraordinário 827484 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário n 816 . 363 / SC - AgR",
"Recurso Extraordinário n 855 . 550 / PE",
"Recurso Extraordinário n 838 . 737 / PE",
"Recurso Extraordinário n 827 . 401 / PB",
"ARE n 783 . 067 / PB",
"Recurso Extraordinário n 744 . 449",
"Recurso Extraordinário 827484 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário n 816 . 363 / SC - AgR",
"Recurso Extraordinário n 855 . 550 / PE",
"Recurso Extraordinário n 838 . 737 / PE",
"Recurso Extraordinário n 827 . 401 / PB",
"ARE n 783 . 067 / PB",
"Recurso Extraordinário n 744 . 449",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 827 . 484",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 827 . 484"
],
"LEGISLACAO": [
"Lei Complementar n 118 / 05",
"art .",
"Lei Complementar n 118 / 05",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 2 . . . , 5 . . . , XXXVI , 145 , § 1 . . . , 150 , II e IV , 195 , I , ‘ b ’ e § 12 , da Constituição Federal",
"art . 4 . . . da Lei Complementar n 118 / 05",
"artigo art . 2 . . . da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts .",
"art . 4 . . . da Lei Complementar n 118 / 05",
"artigo art . 2 . . . da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 4 . . . , segunda parte , da Lei Complementar n 118 / 05",
"LEI COMPLEMENTAR n 118 / 2005",
"Lei Complementar 118 / 05",
"arts . 150 , § 4 . . . , 156 , VII , e 168 , I , do CTN",
"Lei Complementar 118 / 05",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 4 . . . , segunda parte , da",
"Lei Complementar n 118 / 05",
"LEI COMPLEMENTAR n 118 / 2005",
"Lei Complementar 118 / 05",
"arts . 150 , § 4 . . . , 156 , VII , e 168 , I , do CTN",
"Lei Complementar 118 / 05",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 2 . 028 do Código Civil",
"Lei Complementar 118 / 08",
"art . 4 . . . , segunda parte , da",
"Lei Complementar 118 / 05",
"art . 543 - B , § 3 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 2 . 028 do Código Civil",
"Lei Complementar 118 / 08",
"art . 4 . . . , segunda parte ,",
"Lei Complementar 118 / 05",
"art . 543 - B , § 3 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 , caput , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 , caput , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar 118 / 05",
"arts . 3 e 4 . . . da Lei Complementar 118 / 05",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar 118 / 05",
"arts . 3 e 4 . . . da Lei Complementar 118 / 05",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 2 . . . da Constituição Federal",
"Constituição",
"art . 4 . . . , segunda parte , da",
"Lei Complementar n 118 / 05",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 2 . . . da Constituição Federal",
"Constituição",
"Lei Complementar n 118 / 05",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"TAKAI VEÍCULOS LTDA",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"TAKAI VEÍCULOS LTDA",
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"FAZENDA NACIONAL",
"Takai Veículos Ltda .",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
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"-",
"Brasil",
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"-",
"Brasil",
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"-",
"Brasil",
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"Brasil",
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"-",
"Brasil",
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"-",
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"-",
"Brasil",
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"-",
"Brasil",
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"Brasil",
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"-",
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"-",
"Brasil",
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"-",
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"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
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"NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES",
"Teori Zavascki",
"DIAS TOFFOLI",
"Teori Zavascki",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES",
"DIAS TOFFOLI",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Eros Grau",
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"Eros Grau",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Ellen Gracie",
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"Marco Aurélio",
"Rosa",
"Marco Aurélio",
"Rosa",
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"Gilmar Mendes",
"Roberto Barroso",
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"Celso de Mello",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Roberto Barroso",
"Luiz Fux",
"Gilmar Mendes",
"Celso de Mello",
"DIAS TOFFOLI",
"NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Cármen Lúcia",
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"Edson Oliveira de Almeida",
"Ravena Siqueira",
"DIAS TOFFOLI",
"NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
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"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
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"/",
"04",
"/",
"2015",
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"9 DE JUNHO DE 2005",
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"9 DE JUNHO DE 2005",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"9 de junho de 2005",
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"/",
"10",
"/",
"11",
"24",
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"08",
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"2001",
"9 de junho de 2005",
"11",
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".",
"9",
".",
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"21",
"/",
"11",
"/",
"13",
"15",
"/",
"8",
"/",
"13",
"14",
"/",
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"/",
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"/",
"11",
"/",
"13",
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"2001",
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".",
"9",
".",
"2009",
"21",
"/",
"11",
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"13",
"15",
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"8",
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"13",
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"/",
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"14",
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"11",
"/",
"13",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"11",
"/",
"4",
"/",
"08",
"19",
"/",
"12",
"/",
"07",
"3",
"/",
"3",
"/",
"06",
"11",
"/",
"10",
"/",
"11",
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"/",
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"/",
"05",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"11",
"/",
"4",
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"08",
"19",
"/",
"12",
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"/",
"3",
"/",
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"/",
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"/",
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"9",
"/",
"6",
"/",
"05",
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"/",
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".",
".",
".",
"/",
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"/",
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".",
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"2001",
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".",
".",
".",
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"29",
".",
"8",
".",
"2012",
"24",
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"/",
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"/",
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"15",
"/",
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"/",
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"/",
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"/",
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"1",
".",
".",
".",
"/",
"12",
"/",
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"/",
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"/",
"28",
"/",
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"/",
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"/",
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"/",
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"/",
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"15",
"/",
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"/",
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".",
".",
".",
"/",
"12",
"/",
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"/",
"11",
"/",
"14",
"28",
"/",
"11",
"/",
"13",
"3",
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"10",
"/",
"13",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
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"07",
".",
"04",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
".",
"04",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 126.007 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
RECTE.(S)
:MIGUEL JUAREZ CELMAN
ADV.(A/S)
:EUGÊNIO CARLO BALLIANO MALAVASI
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMENTA
Recurso Ordinário em habeas corpus. Penal. Porte ilegal de arma
de fogo de uso restrito (art. 16 da Lei 10.826/03). Atipicidade da conduta.
Abolitio criminis temporária. Não conhecimento do habeas sob o
fundamento de que ele reiteraria impetração anterior já decidida na
Corte de Justiça. Entendimento que não afronta a jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Questão de fundo devolvida à
Suprema Corte, por intermédio do recurso ordinário, que não foi
analisada pelo Superior Tribunal de Justiça. Supressão de instância
configurada. Precedentes. Recurso não provido.
1. O julgado emanado do Superior Tribunal de Justiça encontra-se
devidamente motivado, restando justificado o convencimento formado,
além de estar em perfeita sintonia com manifestação da Corte no sentido
da inadmissibilidade do habeas corpus que seja mera reiteração de
impetração anteriormente decidida.
2. Nesse contexto, o Superior Tribunal de Justiça deixou de analisar a
questão de fundo devolvida à Suprema Corte por intermédio do presente
recurso ordinário e, por essa razão, sua análise, de forma originária, pelo
Supremo Tribunal configuraria verdadeira supressão de instância, a qual
não se admite.
3. Recurso ordinário não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142044.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
RHC 126007 / SP
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 3 de março de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142044.
Supremo Tribunal Federal
RHC 126007 / SP
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 3 de março de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142044.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 126.007 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
RECTE.(S)
:MIGUEL JUAREZ CELMAN
ADV.(A/S)
:EUGÊNIO CARLO BALLIANO MALAVASI
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Cuida-se de recurso ordinário em habeas corpus, sem pedido de
medida liminar, interposto por Miguel Juarez Celman contra acórdão
com que a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça negou
provimento ao agravo regimental no HC nº 293.666/SP, Relator o Ministro
Jorge Mussi.
Alega o recorrente, em síntese, que, ao tempo do crime, estava em
vigor a abolitio criminis temporária referente ao crime disposto no art. 16
da Lei 10.826/03, o que tornaria atípica sua conduta.
Aduz, para tanto, que
“foi flagrado portando, em sua residência, uma arma de
fogo aos 5 (cinco) dias do mês de novembro de 2005, sendo
que a Medida Provisória nº 253/2005, a qual estabeleceu a data
para cessação da abolitio criminis temporária em 23 (vinte e
três) de outubro de 2005, posteriormente foi convertida na Lei
Federal nº 11.191/2005, SENDO QUE TAL LEI PASSOU A
VIGORAR AOS 10 (DEZ) DIAS DO MÊS DE NOVEMBRO DE
2005” (fl. 853/854 – grifos do autor).
Requer o provimento do recurso a fim de que seja declarada
“EXTINTA DE SUA PUNIBILIDADE com relação a
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142041.
Supremo Tribunal Federal
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 126.007 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
RECTE.(S)
:MIGUEL JUAREZ CELMAN
ADV.(A/S)
:EUGÊNIO CARLO BALLIANO MALAVASI
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Cuida-se de recurso ordinário em habeas corpus, sem pedido de
medida liminar, interposto por Miguel Juarez Celman contra acórdão
com que a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça negou
provimento ao agravo regimental no HC nº 293.666/SP, Relator o Ministro
Jorge Mussi.
Alega o recorrente, em síntese, que, ao tempo do crime, estava em
vigor a abolitio criminis temporária referente ao crime disposto no art. 16
da Lei 10.826/03, o que tornaria atípica sua conduta.
Aduz, para tanto, que
“foi flagrado portando, em sua residência, uma arma de
fogo aos 5 (cinco) dias do mês de novembro de 2005, sendo
que a Medida Provisória nº 253/2005, a qual estabeleceu a data
para cessação da abolitio criminis temporária em 23 (vinte e
três) de outubro de 2005, posteriormente foi convertida na Lei
Federal nº 11.191/2005, SENDO QUE TAL LEI PASSOU A
VIGORAR AOS 10 (DEZ) DIAS DO MÊS DE NOVEMBRO DE
2005” (fl. 853/854 – grifos do autor).
Requer o provimento do recurso a fim de que seja declarada
“EXTINTA DE SUA PUNIBILIDADE com relação a
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
RHC 126007 / SP
condenação mantida quando do julgamento da sua revisão
criminal (artigo 16, caput, do Estatuto do Desarmamento), pois
a apreensão da arma ocorreu no interior de sua residência, em
período em que ainda não vigia a Lei Federal nº 11.191/2005
(...)” (fl. 855 – grifos do autor).
Com contrarrazões, o recurso manejado foi encaminhado a esta
Suprema Corte.
O Ministério Público Federal, pelo parecer do ilustre Subprocurador-
Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida, opinou pelo não
provimento do recurso.
É o relatório.
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142041.
Supremo Tribunal Federal
RHC 126007 / SP
condenação mantida quando do julgamento da sua revisão
criminal (artigo 16, caput, do Estatuto do Desarmamento), pois
a apreensão da arma ocorreu no interior de sua residência, em
período em que ainda não vigia a Lei Federal nº 11.191/2005
(...)” (fl. 855 – grifos do autor).
Com contrarrazões, o recurso manejado foi encaminhado a esta
Suprema Corte.
O Ministério Público Federal, pelo parecer do ilustre Subprocurador-
Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida, opinou pelo não
provimento do recurso.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142041.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 126.007 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, o recurso foi interposto contra acórdão da
Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, a qual negou provimento
ao agravo regimental no HC nº 293.666/SP, Relator o Ministro Jorge
Mussi.
Narra o recorrente, em sua peça inaugural, que
“foi denunciado como incurso nas penas dos artigos 14, 15
e 16, caput, 16, parágrafo único, inciso IV, todos da Lei 10.826/03
e 16 da Lei 6.368/06, pois, em 5 (cinco) de novembro de 2005, na
Marina Porto Branco, na cidade do Guarujá/SP, teria disparado
arma de fogo em local habitado. Nas mesmas circunstâncias,
teria sido flagrado ocultando cerca de 90g (noventa gramas) de
maconha para seu consumo, 200 (duzentas) munições para
armas de calibre 9 mm (de uso restrito), 50 (cinquenta) cápsulas
de munição 380 (de uso permitido), 10 (dez) cápsulas já
deflagradas e 1 (um) revólver calibre 38 (cf. e-STJ fls. 158/160).
Ao final da instrução criminal, o recorrente restou
condenado pelo Douto Juízo de origem ao cumprimento das
penas somadas de 7 (sete) anos de reclusão, em regime inicial
semiaberto, mais 30 (trinta) dias-multa, pelos crimes dos artigos
14, 15 e 16, caput, da Lei 10.826/03 (restou absolvido da
imputação de infração ao artigo 16, parágrafo único, inciso IV,
do Estatuto do Desarmamento) e 5 (cinco) meses de prestação
de serviços comunitários pelo crime de porte de entorpecente
para uso, já aplicada a redação mais benéfica da Lei 11.343/06
(cf. e-STJ fls. 43/48).
Houve a interposição tempestiva de apelação em favor do
recorrente por parte de sua então defensoria técnica constituída.
O julgamento da apelação defensiva coube a Colenda 4ª
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142042.
Supremo Tribunal Federal
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 126.007 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, o recurso foi interposto contra acórdão da
Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, a qual negou provimento
ao agravo regimental no HC nº 293.666/SP, Relator o Ministro Jorge
Mussi.
Narra o recorrente, em sua peça inaugural, que
“foi denunciado como incurso nas penas dos artigos 14, 15
e 16, caput, 16, parágrafo único, inciso IV, todos da Lei 10.826/03
e 16 da Lei 6.368/06, pois, em 5 (cinco) de novembro de 2005, na
Marina Porto Branco, na cidade do Guarujá/SP, teria disparado
arma de fogo em local habitado. Nas mesmas circunstâncias,
teria sido flagrado ocultando cerca de 90g (noventa gramas) de
maconha para seu consumo, 200 (duzentas) munições para
armas de calibre 9 mm (de uso restrito), 50 (cinquenta) cápsulas
de munição 380 (de uso permitido), 10 (dez) cápsulas já
deflagradas e 1 (um) revólver calibre 38 (cf. e-STJ fls. 158/160).
Ao final da instrução criminal, o recorrente restou
condenado pelo Douto Juízo de origem ao cumprimento das
penas somadas de 7 (sete) anos de reclusão, em regime inicial
semiaberto, mais 30 (trinta) dias-multa, pelos crimes dos artigos
14, 15 e 16, caput, da Lei 10.826/03 (restou absolvido da
imputação de infração ao artigo 16, parágrafo único, inciso IV,
do Estatuto do Desarmamento) e 5 (cinco) meses de prestação
de serviços comunitários pelo crime de porte de entorpecente
para uso, já aplicada a redação mais benéfica da Lei 11.343/06
(cf. e-STJ fls. 43/48).
Houve a interposição tempestiva de apelação em favor do
recorrente por parte de sua então defensoria técnica constituída.
O julgamento da apelação defensiva coube a Colenda 4ª
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8142042.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RHC 126007 / SP
Câmara do 2º Grupo da Seção de Direito Criminal do Egrégio
Tribunal de Justiça Bandeirante, a qual, por unanimidade, nos
termos do voto do Eminente Desembargador Relator – Doutor
EUVALDO CHAIB –, negou provimento ao reclamo defensivo
(cf. e-STJ fls. 49/60).
A então defensoria técnica do recorrente interpôs Recurso
Especial (cf. e-STJ fls. 632/681).
O Provecto Desembargador então Presidente da Seção de
Direito Criminal do Augusto Tribunal de Justiça do Estado de
São Paulo – Doutor CIRO CAMPOS – não admitiu o recurso
constitucional interposto (cf. e-STJ fls. 708/710).
Houve a interposição de agravo.
O agravo interposto foi distribuído ao Conspícuo
Ministro Prevento – Doutor JORGE MUSSI (Colenda 5ª Turma
do Augusto Tribunal da Cidadania) –, o qual,
monocraticamente, o conheceu, e, na parte conhecida, negou-
lhe seguimento (cf. e-STJ fls. 63/66).
Diante do trânsito em julgado da condenação, os
advogados constituídos pelo ora recorrente (cf. e-STJ fl. 42),
intentaram, perante o Colendo Tribunal de Justiça do Estado de
São Paulo, revisão criminal, com amparo no artigo 621 e
seguintes do Código de Processo Penal (cf. e-STJ fls. 20/42).
Na ação rescisória criminal pleiteou-se a desclassificação
do crime de porte de munição de uso permitido para posse de
munição de uso permitido e o reconhecimento da atipicidade
temporária da conduta; questionou-se a prova da ocorrência
dos disparos e da propriedade da munição de uso restrito;
arguiu-se a necessidade de reconhecimento da consunção entre
o crime de porte ilegal e o respectivo crime de disparo de arma
de fogo; e, por fim, a aplicação da Lei 11.343/06 à condenação
pela posse de entorpecentes para consumo pessoal.
O pleito revisional veio acompanhado, ainda, de pedido
liminar.
A Relatoria do feito foi atribuída ao Eminente
Desembargador OTÁVIO DE ALMEIDA TOLEDO (cf. e-STJ fl.
73).
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
RHC 126007 / SP
Câmara do 2º Grupo da Seção de Direito Criminal do Egrégio
Tribunal de Justiça Bandeirante, a qual, por unanimidade, nos
termos do voto do Eminente Desembargador Relator – Doutor
EUVALDO CHAIB –, negou provimento ao reclamo defensivo
(cf. e-STJ fls. 49/60).
A então defensoria técnica do recorrente interpôs Recurso
Especial (cf. e-STJ fls. 632/681).
O Provecto Desembargador então Presidente da Seção de
Direito Criminal do Augusto Tribunal de Justiça do Estado de
São Paulo – Doutor CIRO CAMPOS – não admitiu o recurso
constitucional interposto (cf. e-STJ fls. 708/710).
Houve a interposição de agravo.
O agravo interposto foi distribuído ao Conspícuo
Ministro Prevento – Doutor JORGE MUSSI (Colenda 5ª Turma
do Augusto Tribunal da Cidadania) –, o qual,
monocraticamente, o conheceu, e, na parte conhecida, negou-
lhe seguimento (cf. e-STJ fls. 63/66).
Diante do trânsito em julgado da condenação, os
advogados constituídos pelo ora recorrente (cf. e-STJ fl. 42),
intentaram, perante o Colendo Tribunal de Justiça do Estado de
São Paulo, revisão criminal, com amparo no artigo 621 e
seguintes do Código de Processo Penal (cf. e-STJ fls. 20/42).
Na ação rescisória criminal pleiteou-se a desclassificação
do crime de porte de munição de uso permitido para posse de
munição de uso permitido e o reconhecimento da atipicidade
temporária da conduta; questionou-se a prova da ocorrência
dos disparos e da propriedade da munição de uso restrito;
arguiu-se a necessidade de reconhecimento da consunção entre
o crime de porte ilegal e o respectivo crime de disparo de arma
de fogo; e, por fim, a aplicação da Lei 11.343/06 à condenação
pela posse de entorpecentes para consumo pessoal.
O pleito revisional veio acompanhado, ainda, de pedido
liminar.
A Relatoria do feito foi atribuída ao Eminente
Desembargador OTÁVIO DE ALMEIDA TOLEDO (cf. e-STJ fl.
73).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RHC 126007 / SP
O pleito liminar foi indeferido pelo Conspícuo
Desembargador Relator, em face da ausência dos requisitos
necessários para tanto (cf. e-STJ fl. 74/8).
O parecer do Douto Procurador de Justiça foi pelo não
provimento da ação revisional (cf. e-STJ fls. 79/80).
O julgamento da ação rescisória criminal coube ao
Colendo 8º Grupo de Câmaras Criminais desse Augusto
Tribunal de Justiça Bandeirante, o qual, por maioria de votos,
deferiram, em parte, o pedido revisional, desclassificando o
crime do artigo 14, da Lei Federal nº 10.826/03 para o delito
descrito no artigo 12, do citado Estatuto, para, em seguida,
reconhecer que fora cometido em período de atipicidade
temporária, absolvendo o recorrente nos termos do artigo 386,
inciso III, do Código de Processo Penal, mantendo, no mais, as
demais condenações (artigo 15 e 16, ambos do Estatuto do
Desarmamento e artigo 28, da Lei de Drogas), bem como o
regime prisional semiaberto para o cumprimento da pena (cf.
e-STJ fls. 93/110).
Restaram vencidos o 2º e 3º Desembargadores, os quais
proviam em maior extensão a revisional, no caso, para o fim de
absolver o recorrente também quanto ao delito descrito no
artigo 15, da Lei Federal nº 10.826/03, conforme voto declarado
pelo Conspícuo Desembargador POÇAS LEITÃO (doc. nº 1).
Diante da publicação do v. acórdão, o paciente opôs,
oportuno tempore, embargos de declaração prequestionadores
(cf. e-STJ fls. 122/148).
Interpôs-se, então, recurso especial com fundamento no
artigo 105, inciso III, alíneas ‘a’ e ‘c’, da Constituição Federativa
do Brasil.
O Eminente Desembargador Presidente da Seção de
Direito Criminal do Colendo Tribunal de Justiça Bandeirante
não admitiu o recurso constitucional interposto, razão pela
qual, interpôs-se agravo, o qual foi recebido como regimental.
Não obstante o relato quanto a revisão criminal
interposta, é certo que com o julgamento da ação rescisória, esta
defensoria técnica, concomitantemente, impetrou, perante o
3
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Supremo Tribunal Federal
RHC 126007 / SP
O pleito liminar foi indeferido pelo Conspícuo
Desembargador Relator, em face da ausência dos requisitos
necessários para tanto (cf. e-STJ fl. 74/8).
O parecer do Douto Procurador de Justiça foi pelo não
provimento da ação revisional (cf. e-STJ fls. 79/80).
O julgamento da ação rescisória criminal coube ao
Colendo 8º Grupo de Câmaras Criminais desse Augusto
Tribunal de Justiça Bandeirante, o qual, por maioria de votos,
deferiram, em parte, o pedido revisional, desclassificando o
crime do artigo 14, da Lei Federal nº 10.826/03 para o delito
descrito no artigo 12, do citado Estatuto, para, em seguida,
reconhecer que fora cometido em período de atipicidade
temporária, absolvendo o recorrente nos termos do artigo 386,
inciso III, do Código de Processo Penal, mantendo, no mais, as
demais condenações (artigo 15 e 16, ambos do Estatuto do
Desarmamento e artigo 28, da Lei de Drogas), bem como o
regime prisional semiaberto para o cumprimento da pena (cf.
e-STJ fls. 93/110).
Restaram vencidos o 2º e 3º Desembargadores, os quais
proviam em maior extensão a revisional, no caso, para o fim de
absolver o recorrente também quanto ao delito descrito no
artigo 15, da Lei Federal nº 10.826/03, conforme voto declarado
pelo Conspícuo Desembargador POÇAS LEITÃO (doc. nº 1).
Diante da publicação do v. acórdão, o paciente opôs,
oportuno tempore, embargos de declaração prequestionadores
(cf. e-STJ fls. 122/148).
Interpôs-se, então, recurso especial com fundamento no
artigo 105, inciso III, alíneas ‘a’ e ‘c’, da Constituição Federativa
do Brasil.
O Eminente Desembargador Presidente da Seção de
Direito Criminal do Colendo Tribunal de Justiça Bandeirante
não admitiu o recurso constitucional interposto, razão pela
qual, interpôs-se agravo, o qual foi recebido como regimental.
Não obstante o relato quanto a revisão criminal
interposta, é certo que com o julgamento da ação rescisória, esta
defensoria técnica, concomitantemente, impetrou, perante o
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RHC 126007 / SP
Augusto Superior Tribunal de Justiça ação mandamental de
habeas corpus, com pedido liminar (cf. e-STJ fls. 1/18).
O writ foi distribuído, por prevenção, ao Eminente
Ministro JORGE MUSSI (cf. e-STJ fls. 793 e 798), o qual
indeferiu a liminar postulada (…):
(…)
Após parecer do Ministério Público Federal (cf. e-STJ fls.
809/811), o Eminente Ministro Relator, monocraticamente,
negou seguimento ao habeas corpus impetrado (…);
(…)
Tempestivamente esta defensoria técnica interpôs agravo
regimental (cf. e-STJ fls. 823/827).
A Colenda Quinta Turma do Augusto Tribunal da
Cidadania, nos termos do voto do Eminente Ministro Relator,
negou provimento ao agravo regimental interposto (...)” (fls.
846 a 851 – grifos do autor).
Eis a ementa do julgado questionado:
“AGRAVO REGIMENTAL NO
HABEAS CORPUS.
NEGATIVA DE SEGUIMENTO. REITERAÇÃO DE PEDIDO.
NÃO CABIMENTO. MATÉRIA JÁ ARGUIDA EM WRIT
ANTERIORMENTE IMPETRADO. AGRAVO NÃO PROVIDO.
1. Conforme consignado na decisão agravada, antes da
autuação do presente writ foi impetrado o HC n.º 233.143/SP,
sob os mesmos argumentos ora expostos, o que revela a simples
reiteração de pedido, a ensejar a sua negativa de seguimento,
nos termos do artigo 34, XVIII, do Regimento Interno do
Superior Tribunal de Justiça. Precedentes.
2. O que pretende o agravante, na realidade, é a reanálise
dos fundamentos do acórdão proferido pela Quinta Turma
deste Superior Tribunal de Justiça quando do julgamento do
HC n.º 233.143/SP, providência esta inadmissível, na medida em
que exaurida a sua jurisdição no caso.
3. Agravo regimental desprovido” (fl. 831).
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Supremo Tribunal Federal
RHC 126007 / SP
Augusto Superior Tribunal de Justiça ação mandamental de
habeas corpus, com pedido liminar (cf. e-STJ fls. 1/18).
O writ foi distribuído, por prevenção, ao Eminente
Ministro JORGE MUSSI (cf. e-STJ fls. 793 e 798), o qual
indeferiu a liminar postulada (…):
(…)
Após parecer do Ministério Público Federal (cf. e-STJ fls.
809/811), o Eminente Ministro Relator, monocraticamente,
negou seguimento ao habeas corpus impetrado (…);
(…)
Tempestivamente esta defensoria técnica interpôs agravo
regimental (cf. e-STJ fls. 823/827).
A Colenda Quinta Turma do Augusto Tribunal da
Cidadania, nos termos do voto do Eminente Ministro Relator,
negou provimento ao agravo regimental interposto (...)” (fls.
846 a 851 – grifos do autor).
Eis a ementa do julgado questionado:
“AGRAVO REGIMENTAL NO
HABEAS CORPUS.
NEGATIVA DE SEGUIMENTO. REITERAÇÃO DE PEDIDO.
NÃO CABIMENTO. MATÉRIA JÁ ARGUIDA EM WRIT
ANTERIORMENTE IMPETRADO. AGRAVO NÃO PROVIDO.
1. Conforme consignado na decisão agravada, antes da
autuação do presente writ foi impetrado o HC n.º 233.143/SP,
sob os mesmos argumentos ora expostos, o que revela a simples
reiteração de pedido, a ensejar a sua negativa de seguimento,
nos termos do artigo 34, XVIII, do Regimento Interno do
Superior Tribunal de Justiça. Precedentes.
2. O que pretende o agravante, na realidade, é a reanálise
dos fundamentos do acórdão proferido pela Quinta Turma
deste Superior Tribunal de Justiça quando do julgamento do
HC n.º 233.143/SP, providência esta inadmissível, na medida em
que exaurida a sua jurisdição no caso.
3. Agravo regimental desprovido” (fl. 831).
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RHC 126007 / SP
Essa é a razão pela qual se insurge o recorrente.
Como visto, o Superior Tribunal de Justiça, ao negar provimento ao
agravo regimental, manteve a decisão do Ministro Jorge Mussi, o qual
havia negado seguimento ao habeas corpus, por se tratar de mera
reiteração de impetração anteriormente deduzida naquela Corte pelas
mesmas razões.
Esse entendimento não ofende a jurisprudência deste Supremo
Tribunal, que não admite o habeas corpus que seja mera reiteração de
impetração anteriormente decidida. Confira-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL.
NEGATIVA
DE
SEGUIMENTO DO RECURSO EM HABEAS CORPUS.
IMPUGNAÇÃO DE DECISÃO DO STJ QUE NÃO
CONHECEU DO PEDIDO. MERA REITERAÇÃO DE PLEITO
JÁ JULGADO POR AQUELA CORTE SUPERIOR. AGRAVO
REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (RHC nº
119.957/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori
Zavascki, DJe de 11/12/13);
“Agravo regimental em habeas corpus. Reiteração de
pedido anterior já apreciado nesta Suprema Corte.
Inadmissibilidade. Precedentes. Regimental não provido.
1. A questão tratada neste habeas corpus constitui mera
reiteração de pedido já apreciado por esta Suprema Corte.
2. Agravo regimental não provido” (HC nº 108.568/SP-
AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 22/6/12).
Diante dessas circunstâncias, analisar a questão de fundo, devolvida
a esta Suprema Corte por intermédio do presente recurso ordinário,
configuraria inadmissível supressão de instância. Nesse sentido:
“PENAL E PROCESSUAL PENAL. RECURSO
ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CRIME CONTRA A
ORDEM TRIBUTÁRIA (ART. 1º, I E II, C/C ART. 12, I DA LEI
8.137/90). ACÓRDÃO DENEGATÓRIO DE HC PROLATADO
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Supremo Tribunal Federal
RHC 126007 / SP
Essa é a razão pela qual se insurge o recorrente.
Como visto, o Superior Tribunal de Justiça, ao negar provimento ao
agravo regimental, manteve a decisão do Ministro Jorge Mussi, o qual
havia negado seguimento ao habeas corpus, por se tratar de mera
reiteração de impetração anteriormente deduzida naquela Corte pelas
mesmas razões.
Esse entendimento não ofende a jurisprudência deste Supremo
Tribunal, que não admite o habeas corpus que seja mera reiteração de
impetração anteriormente decidida. Confira-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL.
NEGATIVA
DE
SEGUIMENTO DO RECURSO EM HABEAS CORPUS.
IMPUGNAÇÃO DE DECISÃO DO STJ QUE NÃO
CONHECEU DO PEDIDO. MERA REITERAÇÃO DE PLEITO
JÁ JULGADO POR AQUELA CORTE SUPERIOR. AGRAVO
REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (RHC nº
119.957/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori
Zavascki, DJe de 11/12/13);
“Agravo regimental em habeas corpus. Reiteração de
pedido anterior já apreciado nesta Suprema Corte.
Inadmissibilidade. Precedentes. Regimental não provido.
1. A questão tratada neste habeas corpus constitui mera
reiteração de pedido já apreciado por esta Suprema Corte.
2. Agravo regimental não provido” (HC nº 108.568/SP-
AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 22/6/12).
Diante dessas circunstâncias, analisar a questão de fundo, devolvida
a esta Suprema Corte por intermédio do presente recurso ordinário,
configuraria inadmissível supressão de instância. Nesse sentido:
“PENAL E PROCESSUAL PENAL. RECURSO
ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CRIME CONTRA A
ORDEM TRIBUTÁRIA (ART. 1º, I E II, C/C ART. 12, I DA LEI
8.137/90). ACÓRDÃO DENEGATÓRIO DE HC PROLATADO
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RHC 126007 / SP
POR TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL. IMPETRAÇÃO DE
NOVO WRIT NO STJ EM SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO
CABÍVEL. IMPOSSIBILIDADE. CAPITULAÇÃO JURÍDICA
DO FATO ESTABELECIDA NA DENÚNCIA. AUSÊNCIA DE
INDICAÇÃO DE CAUSA DE AUMENTO DE PENA.
IRRELEVÂNCIA. ALEGAÇÃO DE IMPOSSIBILIDADE DO
RECONHECIMENTO DO CONCURSO FORMAL. MATÉRIA
NÃO APRECIADA PELAS INSTÂNCIAS PRECEDENTES.
DUPLA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. VEDAÇÃO. RECURSO
ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS A QUE SE NEGA
PROVIMENTO” (RHC nº 119.962/SP, Primeira Turma, Relator o
Ministro Luiz Fux, DJe de 16/6/14);
Portanto, o caso é de não provimento do recurso.
De qualquer modo, deixo registrado que,
“a Medida Provisória n. 417, que deu nova redação ao art.
30 da Lei n. 10.826/2003, promoveu a prorrogação do prazo
para o dia 31 de dezembro de 2008 para os possuidores de arma
de fogo de uso permitido ainda não registrada, não abarcando,
por conseguinte, a conduta de possuir arma de fogo de uso
proibido ou restrito ou com numeração raspada” (HC nº
110.298/SP, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia,
DJe de 17/12/12 – grifei).
Perfilhando esse entendimento: HC nº 110.301/RS, Segunda Turma,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 29/3/12; RHC nº 111.637/DF,
Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de
1º/8/12; HC nº 111.842/ES, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 4/12/12; e RHC nº 114.970/DF, Primeira Turma, Relatora a
Ministra Rosa Weber, DJe de 8/4/13; HC nº 114.718/BA, Primeira Turma,
de minha relatoria, DJe de 19/8/13; e RE nº 768.494/GO, Tribunal Pleno,
Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 8/4/14.
Com essas considerações, nego provimento ao recurso.
É como voto.
6
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Supremo Tribunal Federal
RHC 126007 / SP
POR TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL. IMPETRAÇÃO DE
NOVO WRIT NO STJ EM SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO
CABÍVEL. IMPOSSIBILIDADE. CAPITULAÇÃO JURÍDICA
DO FATO ESTABELECIDA NA DENÚNCIA. AUSÊNCIA DE
INDICAÇÃO DE CAUSA DE AUMENTO DE PENA.
IRRELEVÂNCIA. ALEGAÇÃO DE IMPOSSIBILIDADE DO
RECONHECIMENTO DO CONCURSO FORMAL. MATÉRIA
NÃO APRECIADA PELAS INSTÂNCIAS PRECEDENTES.
DUPLA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. VEDAÇÃO. RECURSO
ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS A QUE SE NEGA
PROVIMENTO” (RHC nº 119.962/SP, Primeira Turma, Relator o
Ministro Luiz Fux, DJe de 16/6/14);
Portanto, o caso é de não provimento do recurso.
De qualquer modo, deixo registrado que,
“a Medida Provisória n. 417, que deu nova redação ao art.
30 da Lei n. 10.826/2003, promoveu a prorrogação do prazo
para o dia 31 de dezembro de 2008 para os possuidores de arma
de fogo de uso permitido ainda não registrada, não abarcando,
por conseguinte, a conduta de possuir arma de fogo de uso
proibido ou restrito ou com numeração raspada” (HC nº
110.298/SP, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia,
DJe de 17/12/12 – grifei).
Perfilhando esse entendimento: HC nº 110.301/RS, Segunda Turma,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 29/3/12; RHC nº 111.637/DF,
Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de
1º/8/12; HC nº 111.842/ES, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 4/12/12; e RHC nº 114.970/DF, Primeira Turma, Relatora a
Ministra Rosa Weber, DJe de 8/4/13; HC nº 114.718/BA, Primeira Turma,
de minha relatoria, DJe de 19/8/13; e RE nº 768.494/GO, Tribunal Pleno,
Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 8/4/14.
Com essas considerações, nego provimento ao recurso.
É como voto.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11
Extrato de Ata - 03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 126.007
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
RECTE.(S) : MIGUEL JUAREZ CELMAN
ADV.(A/S) : EUGÊNIO CARLO BALLIANO MALAVASI
RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma negou provimento ao recurso ordinário em
habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência
da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.3.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 126.007
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
RECTE.(S) : MIGUEL JUAREZ CELMAN
ADV.(A/S) : EUGÊNIO CARLO BALLIANO MALAVASI
RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma negou provimento ao recurso ordinário em
habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência
da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.3.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8164490
| 2015-03-03T00:00:00
| 2015-04-08T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 3.3.2015.
|
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
|
EMENTA
Recurso Ordinário em habeas corpus. Penal. Porte ilegal de arma de fogo de uso restrito (art. 16 da Lei 10.826/03). Atipicidade da conduta. Abolitio criminis temporária. Não conhecimento do habeas sob o fundamento de que ele reiteraria impetração anterior já decidida na Corte de Justiça. Entendimento que não afronta a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Questão de fundo devolvida à Suprema Corte, por intermédio do recurso ordinário, que não foi analisada pelo Superior Tribunal de Justiça. Supressão de instância configurada. Precedentes. Recurso não provido.
1. O julgado emanado do Superior Tribunal de Justiça encontra-se devidamente motivado, restando justificado o convencimento formado, além de estar em perfeita sintonia com manifestação da Corte no sentido da inadmissibilidade do habeas corpus que seja mera reiteração de impetração anteriormente decidida.
2. Nesse contexto, o Superior Tribunal de Justiça deixou de analisar a questão de fundo devolvida à Suprema Corte por intermédio do presente recurso ordinário e, por essa razão, sua análise, de forma originária, pelo Supremo Tribunal configuraria verdadeira supressão de instância, a qual não se admite.
3. Recurso ordinário não provido.
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sjur299436
|
- Acórdão(s) citado(s):
(HC, SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA)
HC 108568 AgR (1ªT), RHC 119962 (1ªT), RHC 119957 AgR (2ªT).
(PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO)
HC 110301 (2ªT), HC 110298 (2ªT), RHC 111637 (2ªT), HC 111842 (2ªT), HC 114718 (1ªT), RHC 114970 (1ªT), RE 768494 (TP).
Número de páginas: 11.
Análise: 14/04/2015, MJC.
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DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
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126007
|
[
"LEG-FED LEI-010826 ANO-2003\n ART-00016\n ED-2003 ESTATUTO DO DESARMAMENTO"
] |
RHC
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acordaos
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RHC 126007
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""
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RECTE.(S) : MIGUEL JUAREZ CELMAN
ADV.(A/S) : EUGÊNIO CARLO BALLIANO MALAVASI
RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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""
] |
Ementa e Acórdão
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 126.007 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
RECTE.(S)
:MIGUEL JUAREZ CELMAN
ADV.(A/S)
:EUGÊNIO CARLO BALLIANO MALAVASI
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMENTA
Recurso Ordinário em habeas corpus. Penal. Porte ilegal de arma
de fogo de uso restrito (art. 16 da Lei 10.826/03). Atipicidade da conduta.
Abolitio criminis temporária. Não conhecimento do habeas sob o
fundamento de que ele reiteraria impetração anterior já decidida na
Corte de Justiça. Entendimento que não afronta a jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Questão de fundo devolvida à
Suprema Corte, por intermédio do recurso ordinário, que não foi
analisada pelo Superior Tribunal de Justiça. Supressão de instância
configurada. Precedentes. Recurso não provido.
1. O julgado emanado do Superior Tribunal de Justiça encontra-se
devidamente motivado, restando justificado o convencimento formado,
além de estar em perfeita sintonia com manifestação da Corte no sentido
da inadmissibilidade do habeas corpus que seja mera reiteração de
impetração anteriormente decidida.
2. Nesse contexto, o Superior Tribunal de Justiça deixou de analisar a
questão de fundo devolvida à Suprema Corte por intermédio do presente
recurso ordinário e, por essa razão, sua análise, de forma originária, pelo
Supremo Tribunal configuraria verdadeira supressão de instância, a qual
não se admite.
3. Recurso ordinário não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
RHC 126007 / SP
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 3 de março de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
RHC 126007 / SP
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 3 de março de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Relatório
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 126.007 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
RECTE.(S)
:MIGUEL JUAREZ CELMAN
ADV.(A/S)
:EUGÊNIO CARLO BALLIANO MALAVASI
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Cuida-se de recurso ordinário em habeas corpus, sem pedido de
medida liminar, interposto por Miguel Juarez Celman contra acórdão
com que a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça negou
provimento ao agravo regimental no HC n 293.666/SP, Relator o Ministro
Jorge Mussi.
Alega o recorrente, em síntese, que, ao tempo do crime, estava em
vigor a abolitio criminis temporária referente ao crime disposto no art. 16
da Lei 10.826/03, o que tornaria atípica sua conduta.
Aduz, para tanto, que
“foi flagrado portando, em sua residência, uma arma de
fogo aos 5 (cinco) dias do mês de novembro de 2005, sendo
que a Medida Provisória n 253/2005, a qual estabeleceu a data
para cessação da abolitio criminis temporária em 23 (vinte e
três) de outubro de 2005, posteriormente foi convertida na Lei
Federal n 11.191/2005, SENDO QUE TAL LEI PASSOU A
VIGORAR AOS 10 (DEZ) DIAS DO MÊS DE NOVEMBRO DE
2005” (fl. 853/854 – grifos do autor).
Requer o provimento do recurso a fim de que seja declarada
“EXTINTA DE SUA PUNIBILIDADE com relação a
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PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 126.007 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
RECTE.(S)
:MIGUEL JUAREZ CELMAN
ADV.(A/S)
:EUGÊNIO CARLO BALLIANO MALAVASI
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Cuida-se de recurso ordinário em habeas corpus, sem pedido de
medida liminar, interposto por Miguel Juarez Celman contra acórdão
com que a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça negou
provimento ao agravo regimental no HC n 293.666/SP, Relator o Ministro
Jorge Mussi.
Alega o recorrente, em síntese, que, ao tempo do crime, estava em
vigor a abolitio criminis temporária referente ao crime disposto no art. 16
da Lei 10.826/03, o que tornaria atípica sua conduta.
Aduz, para tanto, que
“foi flagrado portando, em sua residência, uma arma de
fogo aos 5 (cinco) dias do mês de novembro de 2005, sendo
que a Medida Provisória n 253/2005, a qual estabeleceu a data
para cessação da abolitio criminis temporária em 23 (vinte e
três) de outubro de 2005, posteriormente foi convertida na Lei
Federal n 11.191/2005, SENDO QUE TAL LEI PASSOU A
VIGORAR AOS 10 (DEZ) DIAS DO MÊS DE NOVEMBRO DE
2005” (fl. 853/854 – grifos do autor).
Requer o provimento do recurso a fim de que seja declarada
“EXTINTA DE SUA PUNIBILIDADE com relação a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
RHC 126007 / SP
condenação mantida quando do julgamento da sua revisão
criminal (artigo 16, caput, do Estatuto do Desarmamento), pois
a apreensão da arma ocorreu no interior de sua residência, em
período em que ainda não vigia a Lei Federal n 11.191/2005
(...)” (fl. 855 – grifos do autor).
Com contrarrazões, o recurso manejado foi encaminhado a esta
Suprema Corte.
O Ministério Público Federal, pelo parecer do ilustre Subprocurador-
Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida, opinou pelo não
provimento do recurso.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
RHC 126007 / SP
condenação mantida quando do julgamento da sua revisão
criminal (artigo 16, caput, do Estatuto do Desarmamento), pois
a apreensão da arma ocorreu no interior de sua residência, em
período em que ainda não vigia a Lei Federal n 11.191/2005
(...)” (fl. 855 – grifos do autor).
Com contrarrazões, o recurso manejado foi encaminhado a esta
Suprema Corte.
O Ministério Público Federal, pelo parecer do ilustre Subprocurador-
Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida, opinou pelo não
provimento do recurso.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 126.007 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, o recurso foi interposto contra acórdão da
Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, a qual negou provimento
ao agravo regimental no HC n 293.666/SP, Relator o Ministro Jorge
Mussi.
Narra o recorrente, em sua peça inaugural, que
“foi denunciado como incurso nas penas dos artigos 14, 15
e 16, caput, 16, parágrafo único, inciso IV, todos da Lei 10.826/03
e 16 da Lei 6.368/06, pois, em 5 (cinco) de novembro de 2005, na
Marina Porto Branco, na cidade do Guarujá/SP, teria disparado
arma de fogo em local habitado. Nas mesmas circunstâncias,
teria sido flagrado ocultando cerca de 90g (noventa gramas) de
maconha para seu consumo, 200 (duzentas) munições para
armas de calibre 9 mm (de uso restrito), 50 (cinquenta) cápsulas
de munição 380 (de uso permitido), 10 (dez) cápsulas já
deflagradas e 1 (um) revólver calibre 38 (cf. e-Superior Tribunal de Justiça fls. 158/160).
Ao final da instrução criminal, o recorrente restou
condenado pelo Douto Juízo de origem ao cumprimento das
penas somadas de 7 (sete) anos de reclusão, em regime inicial
semiaberto, mais 30 (trinta) dias-multa, pelos crimes dos artigos
14, 15 e 16, caput, da Lei 10.826/03 (restou absolvido da
imputação de infração ao artigo 16, parágrafo único, inciso IV,
do Estatuto do Desarmamento) e 5 (cinco) meses de prestação
de serviços comunitários pelo crime de porte de entorpecente
para uso, já aplicada a redação mais benéfica da Lei 11.343/06
(cf. e-Superior Tribunal de Justiça fls. 43/48).
Houve a interposição tempestiva de apelação em favor do
recorrente por parte de sua então defensoria técnica constituída.
O julgamento da apelação defensiva coube a Colenda 4...
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03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 126.007 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, o recurso foi interposto contra acórdão da
Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, a qual negou provimento
ao agravo regimental no HC n 293.666/SP, Relator o Ministro Jorge
Mussi.
Narra o recorrente, em sua peça inaugural, que
“foi denunciado como incurso nas penas dos artigos 14, 15
e 16, caput, 16, parágrafo único, inciso IV, todos da Lei 10.826/03
e 16 da Lei 6.368/06, pois, em 5 (cinco) de novembro de 2005, na
Marina Porto Branco, na cidade do Guarujá/SP, teria disparado
arma de fogo em local habitado. Nas mesmas circunstâncias,
teria sido flagrado ocultando cerca de 90g (noventa gramas) de
maconha para seu consumo, 200 (duzentas) munições para
armas de calibre 9 mm (de uso restrito), 50 (cinquenta) cápsulas
de munição 380 (de uso permitido), 10 (dez) cápsulas já
deflagradas e 1 (um) revólver calibre 38 (cf. e-Superior Tribunal de Justiça fls. 158/160).
Ao final da instrução criminal, o recorrente restou
condenado pelo Douto Juízo de origem ao cumprimento das
penas somadas de 7 (sete) anos de reclusão, em regime inicial
semiaberto, mais 30 (trinta) dias-multa, pelos crimes dos artigos
14, 15 e 16, caput, da Lei 10.826/03 (restou absolvido da
imputação de infração ao artigo 16, parágrafo único, inciso IV,
do Estatuto do Desarmamento) e 5 (cinco) meses de prestação
de serviços comunitários pelo crime de porte de entorpecente
para uso, já aplicada a redação mais benéfica da Lei 11.343/06
(cf. e-Superior Tribunal de Justiça fls. 43/48).
Houve a interposição tempestiva de apelação em favor do
recorrente por parte de sua então defensoria técnica constituída.
O julgamento da apelação defensiva coube a Colenda 4...
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RHC 126007 / SP
Câmara do 2... Grupo da Seção de Direito Criminal do Egrégio
Tribunal de Justiça Bandeirante, a qual, por unanimidade, nos
termos do voto do Eminente Desembargador Relator – Doutor
EUVALDO CHAIB –, negou provimento ao reclamo defensivo
(cf. e-Superior Tribunal de Justiça fls. 49/60).
A então defensoria técnica do recorrente interpôs Recurso
Especial (cf. e-Superior Tribunal de Justiça fls. 632/681).
O Provecto Desembargador então Presidente da Seção de
Direito Criminal do Augusto Tribunal de Justiça do Estado de
São Paulo – Doutor CIRO CAMPOS – não admitiu o recurso
constitucional interposto (cf. e-Superior Tribunal de Justiça fls. 708/710).
Houve a interposição de agravo.
O agravo interposto foi distribuído ao Conspícuo
Ministro Prevento – Doutor JORGE MUSSI (Colenda 5... Turma
do Augusto Tribunal da Cidadania) –, o qual,
monocraticamente, o conheceu, e, na parte conhecida, negou-
lhe seguimento (cf. e-Superior Tribunal de Justiça fls. 63/66).
Diante do trânsito em julgado da condenação, os
advogados constituídos pelo ora recorrente (cf. e-Superior Tribunal de Justiça fl. 42),
intentaram, perante o Colendo Tribunal de Justiça do Estado de
São Paulo, revisão criminal, com amparo no artigo 621 e
seguintes do Código de Processo Penal (cf. e-Superior Tribunal de Justiça fls. 20/42).
Na ação rescisória criminal pleiteou-se a desclassificação
do crime de porte de munição de uso permitido para posse de
munição de uso permitido e o reconhecimento da atipicidade
temporária da conduta; questionou-se a prova da ocorrência
dos disparos e da propriedade da munição de uso restrito;
arguiu-se a necessidade de reconhecimento da consunção entre
o crime de porte ilegal e o respectivo crime de disparo de arma
de fogo; e, por fim, a aplicação da Lei 11.343/06 à condenação
pela posse de entorpecentes para consumo pessoal.
O pleito revisional veio acompanhado, ainda, de pedido
liminar.
A Relatoria do feito foi atribuída ao Eminente
Desembargador OTÁVIO DE ALMEIDA TOLEDO (cf. e-Superior Tribunal de Justiça fl.
73).
2
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Supremo Tribunal Federal
RHC 126007 / SP
Câmara do 2... Grupo da Seção de Direito Criminal do Egrégio
Tribunal de Justiça Bandeirante, a qual, por unanimidade, nos
termos do voto do Eminente Desembargador Relator – Doutor
EUVALDO CHAIB –, negou provimento ao reclamo defensivo
(cf. e-Superior Tribunal de Justiça fls. 49/60).
A então defensoria técnica do recorrente interpôs Recurso
Especial (cf. e-Superior Tribunal de Justiça fls. 632/681).
O Provecto Desembargador então Presidente da Seção de
Direito Criminal do Augusto Tribunal de Justiça do Estado de
São Paulo – Doutor CIRO CAMPOS – não admitiu o recurso
constitucional interposto (cf. e-Superior Tribunal de Justiça fls. 708/710).
Houve a interposição de agravo.
O agravo interposto foi distribuído ao Conspícuo
Ministro Prevento – Doutor JORGE MUSSI (Colenda 5... Turma
do Augusto Tribunal da Cidadania) –, o qual,
monocraticamente, o conheceu, e, na parte conhecida, negou-
lhe seguimento (cf. e-Superior Tribunal de Justiça fls. 63/66).
Diante do trânsito em julgado da condenação, os
advogados constituídos pelo ora recorrente (cf. e-Superior Tribunal de Justiça fl. 42),
intentaram, perante o Colendo Tribunal de Justiça do Estado de
São Paulo, revisão criminal, com amparo no artigo 621 e
seguintes do Código de Processo Penal (cf. e-Superior Tribunal de Justiça fls. 20/42).
Na ação rescisória criminal pleiteou-se a desclassificação
do crime de porte de munição de uso permitido para posse de
munição de uso permitido e o reconhecimento da atipicidade
temporária da conduta; questionou-se a prova da ocorrência
dos disparos e da propriedade da munição de uso restrito;
arguiu-se a necessidade de reconhecimento da consunção entre
o crime de porte ilegal e o respectivo crime de disparo de arma
de fogo; e, por fim, a aplicação da Lei 11.343/06 à condenação
pela posse de entorpecentes para consumo pessoal.
O pleito revisional veio acompanhado, ainda, de pedido
liminar.
A Relatoria do feito foi atribuída ao Eminente
Desembargador OTÁVIO DE ALMEIDA TOLEDO (cf. e-Superior Tribunal de Justiça fl.
73).
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RHC 126007 / SP
O pleito liminar foi indeferido pelo Conspícuo
Desembargador Relator, em face da ausência dos requisitos
necessários para tanto (cf. e-Superior Tribunal de Justiça fl. 74/8).
O parecer do Douto Procurador de Justiça foi pelo não
provimento da ação revisional (cf. e-Superior Tribunal de Justiça fls. 79/80).
O julgamento da ação rescisória criminal coube ao
Colendo 8... Grupo de Câmaras Criminais desse Augusto
Tribunal de Justiça Bandeirante, o qual, por maioria de votos,
deferiram, em parte, o pedido revisional, desclassificando o
crime do artigo 14, da Lei Federal n 10.826/03 para o delito
descrito no artigo 12, do citado Estatuto, para, em seguida,
reconhecer que fora cometido em período de atipicidade
temporária, absolvendo o recorrente nos termos do artigo 386,
inciso III, do Código de Processo Penal, mantendo, no mais, as
demais condenações (artigo 15 e 16, ambos do Estatuto do
Desarmamento e artigo 28, da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas)), bem como o
regime prisional semiaberto para o cumprimento da pena (cf.
e-Superior Tribunal de Justiça fls. 93/110).
Restaram vencidos o 2... e 3... Desembargadores, os quais
proviam em maior extensão a revisional, no caso, para o fim de
absolver o recorrente também quanto ao delito descrito no
artigo 15, da Lei Federal n 10.826/03, conforme voto declarado
pelo Conspícuo Desembargador POÇAS LEITÃO (doc. n 1).
Diante da publicação do v. acórdão, o paciente opôs,
oportuno tempore, embargos de declaração prequestionadores
(cf. e-Superior Tribunal de Justiça fls. 122/148).
Interpôs-se, então, recurso especial com fundamento no
artigo 105, inciso III, alíneas ‘a’ e ‘c’, da Constituição Federativa
do Brasil.
O Eminente Desembargador Presidente da Seção de
Direito Criminal do Colendo Tribunal de Justiça Bandeirante
não admitiu o recurso constitucional interposto, razão pela
qual, interpôs-se agravo, o qual foi recebido como regimental.
Não obstante o relato quanto a revisão criminal
interposta, é certo que com o julgamento da ação rescisória, esta
defensoria técnica, concomitantemente, impetrou, perante o
3
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Supremo Tribunal Federal
RHC 126007 / SP
O pleito liminar foi indeferido pelo Conspícuo
Desembargador Relator, em face da ausência dos requisitos
necessários para tanto (cf. e-Superior Tribunal de Justiça fl. 74/8).
O parecer do Douto Procurador de Justiça foi pelo não
provimento da ação revisional (cf. e-Superior Tribunal de Justiça fls. 79/80).
O julgamento da ação rescisória criminal coube ao
Colendo 8... Grupo de Câmaras Criminais desse Augusto
Tribunal de Justiça Bandeirante, o qual, por maioria de votos,
deferiram, em parte, o pedido revisional, desclassificando o
crime do artigo 14, da Lei Federal n 10.826/03 para o delito
descrito no artigo 12, do citado Estatuto, para, em seguida,
reconhecer que fora cometido em período de atipicidade
temporária, absolvendo o recorrente nos termos do artigo 386,
inciso III, do Código de Processo Penal, mantendo, no mais, as
demais condenações (artigo 15 e 16, ambos do Estatuto do
Desarmamento e artigo 28, da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas)), bem como o
regime prisional semiaberto para o cumprimento da pena (cf.
e-Superior Tribunal de Justiça fls. 93/110).
Restaram vencidos o 2... e 3... Desembargadores, os quais
proviam em maior extensão a revisional, no caso, para o fim de
absolver o recorrente também quanto ao delito descrito no
artigo 15, da Lei Federal n 10.826/03, conforme voto declarado
pelo Conspícuo Desembargador POÇAS LEITÃO (doc. n 1).
Diante da publicação do v. acórdão, o paciente opôs,
oportuno tempore, embargos de declaração prequestionadores
(cf. e-Superior Tribunal de Justiça fls. 122/148).
Interpôs-se, então, recurso especial com fundamento no
artigo 105, inciso III, alíneas ‘a’ e ‘c’, da Constituição Federativa
do Brasil.
O Eminente Desembargador Presidente da Seção de
Direito Criminal do Colendo Tribunal de Justiça Bandeirante
não admitiu o recurso constitucional interposto, razão pela
qual, interpôs-se agravo, o qual foi recebido como regimental.
Não obstante o relato quanto a revisão criminal
interposta, é certo que com o julgamento da ação rescisória, esta
defensoria técnica, concomitantemente, impetrou, perante o
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RHC 126007 / SP
Augusto Superior Tribunal de Justiça ação mandamental de
habeas corpus, com pedido liminar (cf. e-Superior Tribunal de Justiça fls. 1/18).
O writ foi distribuído, por prevenção, ao Eminente
Ministro JORGE MUSSI (cf. e-Superior Tribunal de Justiça fls. 793 e 798), o qual
indeferiu a liminar postulada (…):
(…)
Após parecer do Ministério Público Federal (cf. e-Superior Tribunal de Justiça fls.
809/811), o Eminente Ministro Relator, monocraticamente,
negou seguimento ao habeas corpus impetrado (…);
(…)
Tempestivamente esta defensoria técnica interpôs agravo
regimental (cf. e-Superior Tribunal de Justiça fls. 823/827).
A Colenda Quinta Turma do Augusto Tribunal da
Cidadania, nos termos do voto do Eminente Ministro Relator,
negou provimento ao agravo regimental interposto (...)” (fls.
846 a 851 – grifos do autor).
Eis a ementa do julgado questionado:
“AGRAVO REGIMENTAL NO
HABEAS CORPUS.
NEGATIVA DE SEGUIMENTO. REITERAÇÃO DE PEDIDO.
NÃO CABIMENTO. MATÉRIA JÁ ARGUIDA EM WRIT
ANTERIORMENTE IMPETRADO. AGRAVO NÃO PROVIDO.
1. Conforme consignado na decisão agravada, antes da
autuação do presente writ foi impetrado o HC n. 233.143/SP,
sob os mesmos argumentos ora expostos, o que revela a simples
reiteração de pedido, a ensejar a sua negativa de seguimento,
nos termos do artigo 34, XVIII, do Regimento Interno do
Superior Tribunal de Justiça. Precedentes.
2. O que pretende o agravante, na realidade, é a reanálise
dos fundamentos do acórdão proferido pela Quinta Turma
deste Superior Tribunal de Justiça quando do julgamento do
HC n. 233.143/SP, providência esta inadmissível, na medida em
que exaurida a sua jurisdição no caso.
3. Agravo regimental desprovido” (fl. 831).
4
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Supremo Tribunal Federal
RHC 126007 / SP
Augusto Superior Tribunal de Justiça ação mandamental de
habeas corpus, com pedido liminar (cf. e-Superior Tribunal de Justiça fls. 1/18).
O writ foi distribuído, por prevenção, ao Eminente
Ministro JORGE MUSSI (cf. e-Superior Tribunal de Justiça fls. 793 e 798), o qual
indeferiu a liminar postulada (…):
(…)
Após parecer do Ministério Público Federal (cf. e-Superior Tribunal de Justiça fls.
809/811), o Eminente Ministro Relator, monocraticamente,
negou seguimento ao habeas corpus impetrado (…);
(…)
Tempestivamente esta defensoria técnica interpôs agravo
regimental (cf. e-Superior Tribunal de Justiça fls. 823/827).
A Colenda Quinta Turma do Augusto Tribunal da
Cidadania, nos termos do voto do Eminente Ministro Relator,
negou provimento ao agravo regimental interposto (...)” (fls.
846 a 851 – grifos do autor).
Eis a ementa do julgado questionado:
“AGRAVO REGIMENTAL NO
HABEAS CORPUS.
NEGATIVA DE SEGUIMENTO. REITERAÇÃO DE PEDIDO.
NÃO CABIMENTO. MATÉRIA JÁ ARGUIDA EM WRIT
ANTERIORMENTE IMPETRADO. AGRAVO NÃO PROVIDO.
1. Conforme consignado na decisão agravada, antes da
autuação do presente writ foi impetrado o HC n. 233.143/SP,
sob os mesmos argumentos ora expostos, o que revela a simples
reiteração de pedido, a ensejar a sua negativa de seguimento,
nos termos do artigo 34, XVIII, do Regimento Interno do
Superior Tribunal de Justiça. Precedentes.
2. O que pretende o agravante, na realidade, é a reanálise
dos fundamentos do acórdão proferido pela Quinta Turma
deste Superior Tribunal de Justiça quando do julgamento do
HC n. 233.143/SP, providência esta inadmissível, na medida em
que exaurida a sua jurisdição no caso.
3. Agravo regimental desprovido” (fl. 831).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RHC 126007 / SP
Essa é a razão pela qual se insurge o recorrente.
Como visto, o Superior Tribunal de Justiça, ao negar provimento ao
agravo regimental, manteve a decisão do Ministro Jorge Mussi, o qual
havia negado seguimento ao habeas corpus, por se tratar de mera
reiteração de impetração anteriormente deduzida naquela Corte pelas
mesmas razões.
Esse entendimento não ofende a jurisprudência deste Supremo
Tribunal, que não admite o habeas corpus que seja mera reiteração de
impetração anteriormente decidida. Confira-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL.
NEGATIVA
DE
SEGUIMENTO DO RECURSO EM HABEAS CORPUS.
IMPUGNAÇÃO DE DECISÃO DO Superior Tribunal de Justiça QUE NÃO
CONHECEU DO PEDIDO. MERA REITERAÇÃO DE PLEITO
JÁ JULGADO POR AQUELA CORTE SUPERIOR. AGRAVO
REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (RHC n
119.957/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori
Zavascki, DJe de 11/12/13);
“Agravo regimental em habeas corpus. Reiteração de
pedido anterior já apreciado nesta Suprema Corte.
Inadmissibilidade. Precedentes. Regimental não provido.
1. A questão tratada neste habeas corpus constitui mera
reiteração de pedido já apreciado por esta Suprema Corte.
2. Agravo regimental não provido” (HC n 108.568/SP-
AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 22/6/12).
Diante dessas circunstâncias, analisar a questão de fundo, devolvida
a esta Suprema Corte por intermédio do presente recurso ordinário,
configuraria inadmissível supressão de instância. Nesse sentido:
“PENAL E PROCESSUAL PENAL. RECURSO
ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CRIME CONTRA A
ORDEM TRIBUTÁRIA (ART. 1..., I E II, C/C ART. 12, I DA LEI
8.137/90). ACÓRDÃO DENEGATÓRIO DE HC PROLATADO
5
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Supremo Tribunal Federal
RHC 126007 / SP
Essa é a razão pela qual se insurge o recorrente.
Como visto, o Superior Tribunal de Justiça, ao negar provimento ao
agravo regimental, manteve a decisão do Ministro Jorge Mussi, o qual
havia negado seguimento ao habeas corpus, por se tratar de mera
reiteração de impetração anteriormente deduzida naquela Corte pelas
mesmas razões.
Esse entendimento não ofende a jurisprudência deste Supremo
Tribunal, que não admite o habeas corpus que seja mera reiteração de
impetração anteriormente decidida. Confira-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL.
NEGATIVA
DE
SEGUIMENTO DO RECURSO EM HABEAS CORPUS.
IMPUGNAÇÃO DE DECISÃO DO Superior Tribunal de Justiça QUE NÃO
CONHECEU DO PEDIDO. MERA REITERAÇÃO DE PLEITO
JÁ JULGADO POR AQUELA CORTE SUPERIOR. AGRAVO
REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (RHC n
119.957/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori
Zavascki, DJe de 11/12/13);
“Agravo regimental em habeas corpus. Reiteração de
pedido anterior já apreciado nesta Suprema Corte.
Inadmissibilidade. Precedentes. Regimental não provido.
1. A questão tratada neste habeas corpus constitui mera
reiteração de pedido já apreciado por esta Suprema Corte.
2. Agravo regimental não provido” (HC n 108.568/SP-
AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 22/6/12).
Diante dessas circunstâncias, analisar a questão de fundo, devolvida
a esta Suprema Corte por intermédio do presente recurso ordinário,
configuraria inadmissível supressão de instância. Nesse sentido:
“PENAL E PROCESSUAL PENAL. RECURSO
ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CRIME CONTRA A
ORDEM TRIBUTÁRIA (ART. 1..., I E II, C/C ART. 12, I DA LEI
8.137/90). ACÓRDÃO DENEGATÓRIO DE HC PROLATADO
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RHC 126007 / SP
POR TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL. IMPETRAÇÃO DE
NOVO WRIT NO Superior Tribunal de Justiça EM SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO
CABÍVEL. IMPOSSIBILIDADE. CAPITULAÇÃO JURÍDICA
DO FATO ESTABELECIDA NA DENÚNCIA. AUSÊNCIA DE
INDICAÇÃO DE CAUSA DE AUMENTO DE PENA.
IRRELEVÂNCIA. ALEGAÇÃO DE IMPOSSIBILIDADE DO
RECONHECIMENTO DO CONCURSO FORMAL. MATÉRIA
NÃO APRECIADA PELAS INSTÂNCIAS PRECEDENTES.
DUPLA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. VEDAÇÃO. RECURSO
ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS A QUE SE NEGA
PROVIMENTO” (RHC n 119.962/SP, Primeira Turma, Relator o
Ministro Luiz Fux, DJe de 16/6/14);
Portanto, o caso é de não provimento do recurso.
De qualquer modo, deixo registrado que,
“a Medida Provisória n. 417, que deu nova redação ao art.
30 da Lei n. 10.826/2003, promoveu a prorrogação do prazo
para o dia 31 de dezembro de 2008 para os possuidores de arma
de fogo de uso permitido ainda não registrada, não abarcando,
por conseguinte, a conduta de possuir arma de fogo de uso
proibido ou restrito ou com numeração raspada” (HC n
110.298/SP, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia,
DJe de 17/12/12 – grifei).
Perfilhando esse entendimento: HC n 110.301/RS, Segunda Turma,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 29/3/12; RHC n 111.637/DF,
Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de
1.../8/12; HC n 111.842/ES, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 4/12/12; e RHC n 114.970/DF, Primeira Turma, Relatora a
Ministra Rosa Weber, DJe de 8/4/13; HC n 114.718/BA, Primeira Turma,
de minha relatoria, DJe de 19/8/13; e Recurso Extraordinário n 768.494/GO, Tribunal Pleno,
Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 8/4/14.
Com essas considerações, nego provimento ao recurso.
É como voto.
6
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Supremo Tribunal Federal
RHC 126007 / SP
POR TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL. IMPETRAÇÃO DE
NOVO WRIT NO Superior Tribunal de Justiça EM SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO
CABÍVEL. IMPOSSIBILIDADE. CAPITULAÇÃO JURÍDICA
DO FATO ESTABELECIDA NA DENÚNCIA. AUSÊNCIA DE
INDICAÇÃO DE CAUSA DE AUMENTO DE PENA.
IRRELEVÂNCIA. ALEGAÇÃO DE IMPOSSIBILIDADE DO
RECONHECIMENTO DO CONCURSO FORMAL. MATÉRIA
NÃO APRECIADA PELAS INSTÂNCIAS PRECEDENTES.
DUPLA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. VEDAÇÃO. RECURSO
ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS A QUE SE NEGA
PROVIMENTO” (RHC n 119.962/SP, Primeira Turma, Relator o
Ministro Luiz Fux, DJe de 16/6/14);
Portanto, o caso é de não provimento do recurso.
De qualquer modo, deixo registrado que,
“a Medida Provisória n. 417, que deu nova redação ao art.
30 da Lei n. 10.826/2003, promoveu a prorrogação do prazo
para o dia 31 de dezembro de 2008 para os possuidores de arma
de fogo de uso permitido ainda não registrada, não abarcando,
por conseguinte, a conduta de possuir arma de fogo de uso
proibido ou restrito ou com numeração raspada” (HC n
110.298/SP, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia,
DJe de 17/12/12 – grifei).
Perfilhando esse entendimento: HC n 110.301/RS, Segunda Turma,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 29/3/12; RHC n 111.637/DF,
Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de
1.../8/12; HC n 111.842/ES, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 4/12/12; e RHC n 114.970/DF, Primeira Turma, Relatora a
Ministra Rosa Weber, DJe de 8/4/13; HC n 114.718/BA, Primeira Turma,
de minha relatoria, DJe de 19/8/13; e Recurso Extraordinário n 768.494/GO, Tribunal Pleno,
Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 8/4/14.
Com essas considerações, nego provimento ao recurso.
É como voto.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11
Extrato de Ata - 03/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 126.007
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
RECTE.(S) : MIGUEL JUAREZ CELMAN
ADV.(A/S) : EUGÊNIO CARLO BALLIANO MALAVASI
RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma negou provimento ao recurso ordinário em
habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência
da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 3.3.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 126.007
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
RECTE.(S) : MIGUEL JUAREZ CELMAN
ADV.(A/S) : EUGÊNIO CARLO BALLIANO MALAVASI
RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma negou provimento ao recurso ordinário em
habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência
da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 3.3.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Luiz Fux e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 126 . 007",
"RHC 126007 / SP",
"RHC 126007 / SP",
"HABEAS CORPUS 126 . 007",
"HC n 293 . 666 / SP",
"HC n 293 . 666 / SP",
"RHC 126007 / SP",
"RHC 126007 / SP",
"HABEAS CORPUS 126 . 007",
"HC n 293 . 666 / SP",
"HABEAS CORPUS 126 . 007",
"HC n 293 . 666 / SP",
"RHC 126007 / SP",
"RHC 126007 / SP",
"HC n . 233 . 143 / SP",
"HC n . 233 . 143 / SP",
"RHC 126007 / SP",
"HC n . 233 . 143 / SP",
"HC n . 233 . 143 / SP",
"RHC 126007 / SP",
"RHC n 119 . 957 / SP - AgR",
"HC n 108 . 568 / SP - AgR",
"RHC 126007 / SP",
"RHC n 119 . 957 / SP - AgR",
"HC n 108 . 568 / SP - AgR",
"RHC 126007 / SP",
"RHC n 119 . 962 / SP",
"HC n 110 . 298 / SP",
"HC n 110 . 301 / RS",
"RHC n 111 . 637 / DF",
"HC n 111 . 842 / ES",
"RHC n 114 . 970 / DF",
"HC n 114 . 718 / BA",
"Recurso Extraordinário n 768 . 494 / GO",
"RHC 126007 / SP",
"RHC n 119 . 962 / SP",
"HC n 110 . 298 / SP",
"HC n 110 . 301",
"RHC n 111 . 637 / DF",
"HC n 111 . 842 / ES",
"RHC n 114 . 970 / DF",
"HC n 114 . 718 / BA",
"Recurso Extraordinário n 768 . 494 / GO",
"RECURSO",
"HABEAS CORPUS 126 . 007"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 16 da Lei 10 . 826 / 03",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 16 da Lei 10 . 826 / 03",
"Medida Provisória n 253 / 2005",
"Lei Federal n 11 . 191 / 2005",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 16 da Lei 10 . 826 / 03",
"Medida Provisória n 253 / 2005",
"Lei Federal n 11 . 191 / 2005",
"artigo 16 , caput , do Estatuto do Desarmamento",
"Lei Federal n 11 . 191 / 2005",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 16 , caput , do Estatuto do Desarmamento",
"Lei Federal n 11 . 191 / 2005",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 14 , 15 e 16 , caput , 16 , parágrafo único , inciso IV , todos da Lei 10 . 826 / 03",
"16 da Lei 6 . 368 / 06",
"artigos 14 , 15 e 16 , caput , da Lei 10 . 826 / 03",
"artigo 16 , parágrafo único , inciso IV , do Estatuto do Desarmamento",
"Lei 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 14 , 15 e 16 , caput , 16 , parágrafo único , inciso IV , todos da Lei 10 . 826 / 03",
"16 da Lei 6 . 368 / 06",
"artigos 14 , 15 e 16 , caput , da Lei 10 . 826 / 03",
"artigo 16 , parágrafo único , inciso IV , do Estatuto do Desarmamento",
"Lei 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 621 e seguintes do Código de Processo Penal",
"Lei 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 621 e seguintes do Código de Processo Penal",
"Lei 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 14 , da Lei Federal n 10 . 826 / 03",
"artigo 386 , inciso III , do Código de Processo Penal",
"artigo 15 e 16 , ambos do Estatuto do Desarmamento",
"artigo 28 , da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006",
"Lei de",
"artigo 15 , da Lei Federal n 10 . 826 / 03",
"artigo 105 , inciso III , alíneas ‘ a ’ e ‘ c ’ , da Constituição Federativa do Brasil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 14 , da Lei Federal n 10 . 826 / 03",
"artigo 386 , inciso III , do Código de Processo Penal",
"artigo 15 e 16 , ambos do Estatuto do Desarmamento",
"artigo 28 , da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006",
"Lei",
"artigo 15 , da Lei Federal n 10 . 826 / 03",
"artigo 105 , inciso III , alíneas ‘ a ’ e ‘ c ’ , da Constituição Federativa do Brasil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 34 , XVIII , do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 34 , XVIII , do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 1 . . . , I E II , C / C ART . 12 , I DA LEI 8 . 137 / 90",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 1 . . . , I E II , C / C ART . 12 , I DA LEI 8 . 137 / 90",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n . 417",
"art . 30 da Lei n . 10",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n . 417",
"art . 30 da Lei n . 10 . 826 / 2003",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"Marina Porto Branco",
"cidade do",
"Guarujá / SP",
"SÃO PAULO",
"Marina Porto Branco",
"cidade do",
"Guarujá / SP",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema Corte",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Suprema Corte",
"Supremo Tribunal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Suprema Corte",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Quinta Turma do",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Câmara do 2",
"Grupo da Seção de Direito Criminal do Egrégio Tribunal de Justiça Bandeirante",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Seção de Direito Criminal do Augusto Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Augusto Tribunal da Cidadania",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Câmara",
"Tribunal de Justiça Bandeirante",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Seção",
"Augusto Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
".",
"Augusto Tribunal da Cidadania",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Grupo",
"Augusto",
"Tribunal de Justiça Bandeirante",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Augusto",
"Tribunal de Justiça Bandeirante",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça Bandeirante",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Augusto",
"Superior Tribunal de Justiça",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Ministério Público Federal",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Quinta Turma do Augusto Tribunal da Cidadania",
"Quinta Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Ministério Público Federal",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Quinta Turma do Augusto Tribunal da Cidadania",
"Quinta Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Primeira",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"MIGUEL JUAREZ CELMAN",
"EUGÊNIO CARLO BALLIANO MALAVASI",
"Rosa Weber",
"DIAS TOFFOLI",
"Rosa Weber",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"EUGÊNIO CARLO BALLIANO MALAVASI",
"DIAS TOFFOLI",
"Miguel Juarez Celman",
"Jorge Mussi",
"DIAS TOFFOLI",
"MIGUEL JUAREZ CELMAN",
"EUGÊNIO CARLO BALLIANO MALAVASI",
"DIAS TOFFOLI",
"Miguel Juarez Celman",
"Jorge Mussi",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Edson Oliveira de Almeida",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Jorge Mussi",
"DIAS TOFFOLI",
"Jorge Mussi",
"DIAS TOFFOLI",
"EUVALDO CHAIB",
"CIRO CAMPOS",
"JORGE MUSSI",
"OTÁVIO DE ALMEIDA TOLEDO",
"EUVALDO CHAIB",
"CIRO CAMPOS",
"JORGE MUSSI",
"OTÁVIO DE ALMEIDA TOLEDO",
"DIAS TOFFOLI",
"POÇAS LEITÃO",
"POÇAS LEITÃO",
"DIAS TOFFOLI",
"JORGE MUSSI",
"JORGE MUSSI",
"Jorge Mussi",
"Teori Zavascki",
"Jorge Mussi",
"Teori Zavascki",
"DIAS TOFFOLI",
"Luiz Fux",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Rosa Weber",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Rosa Weber",
"Luiz Fux",
"DIAS TOFFOLI",
"MIGUEL JUAREZ CELMAN",
"EUGÊNIO CARLO BALLIANO MALAVASI",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"MIGUEL JUAREZ CELMAN",
"EUGÊNIO CARLO BALLIANO MALAVASI",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"03",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3 de março de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3 de março de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"23",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
"03",
"/",
"2015",
"mês",
"23",
"24",
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"/",
"2001",
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"/",
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"24",
"/",
"08",
"/",
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"/",
"03",
"/",
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"5",
"cinco",
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"5",
"cinco",
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"08",
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"08",
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"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
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"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
"/",
"12",
"/",
"13",
"22",
"/",
"6",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
"/",
"12",
"/",
"13",
"22",
"/",
"6",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"/",
"6",
"/",
"14",
"31 de dezembro de 2008",
"17",
"/",
"12",
"/",
"12",
"29",
"/",
"3",
"/",
"12",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"8",
"/",
"12",
"4",
"/",
"12",
"/",
"12",
"8",
"/",
"4",
"/",
"13",
"19",
"/",
"8",
"/",
"13",
"8",
"/",
"4",
"/",
"14",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"/",
"6",
"/",
"14",
"31 de dezembro de 2008",
"17",
"/",
"12",
"/",
"12",
"29",
"/",
"3",
"/",
"12",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"8",
"/",
"12",
"4",
"/",
"12",
"/",
"12",
"8",
"/",
"4",
"/",
"13",
"19",
"/",
"8",
"/",
"13",
"8",
"/",
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"/",
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"2001",
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"/",
"03",
"/",
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".",
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".",
"2015",
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"/",
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"2001",
"3",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 729.526 MATO GROSSO DO
SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:BANCO DO BRASIL S/A
ADV.(A/S)
:SERGIO MURILO DE SOUZA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ABBC - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE BANCOS
ADV.(A/S)
:ABDALLA YACOUB MAACHAR NETO
INTDO.(A/S)
:ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO ESTADO
DE MATO
GROSSO DO SUL
Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Existência de
fundamento infraconstitucional autônomo suficiente a manter o acórdão
recorrido. Enunciado 283 da Súmula do STF. 3. Necessidade de
interpretar o art. 79 da Lei 1.102/1990 do Estado de Mato Grosso do Sul.
Impossibilidade de análise da legislação local. Incidência do Enunciado
280 da Súmula desta Corte. 4. Ausência de argumentos suficientes a
infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega
provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 28 de abril de 2015.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8401917.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 729.526 MATO GROSSO DO
SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:BANCO DO BRASIL S/A
ADV.(A/S)
:SERGIO MURILO DE SOUZA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ABBC - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE BANCOS
ADV.(A/S)
:ABDALLA YACOUB MAACHAR NETO
INTDO.(A/S)
:ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO ESTADO
DE MATO
GROSSO DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso
extraordinário com agravo, com fundamento no Enunciado 283 da
Súmula desta Corte.
Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, que há violação direta
à Constituição Federal. Ademais, defende-se que não se aplica ao caso o
Enunciado 283 da Súmula desta Corte, uma vez que não há necessidade
de interpretar o art. 79 da Lei 1.102/1990 do Estado de Mato Grosso do
Sul.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 729.526 MATO GROSSO DO
SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:BANCO DO BRASIL S/A
ADV.(A/S)
:SERGIO MURILO DE SOUZA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ABBC - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE BANCOS
ADV.(A/S)
:ABDALLA YACOUB MAACHAR NETO
INTDO.(A/S)
:ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO ESTADO
DE MATO
GROSSO DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso
extraordinário com agravo, com fundamento no Enunciado 283 da
Súmula desta Corte.
Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, que há violação direta
à Constituição Federal. Ademais, defende-se que não se aplica ao caso o
Enunciado 283 da Súmula desta Corte, uma vez que não há necessidade
de interpretar o art. 79 da Lei 1.102/1990 do Estado de Mato Grosso do
Sul.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8401918.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Voto - MIN. GILMAR MENDES
28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 729.526 MATO GROSSO DO
SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações das partes são impertinentes, protelatórias e
decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este
Tribunal.
O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão,
de modo que a pretensão aqui aduzida restringe-se à rediscussão da
matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica do
Supremo Tribunal Federal.
Na espécie, conforme consignado na decisão agravada, saliento a
existência de fundamento infraconstitucional autônomo e suficiente a
manter o acórdão recorrido, referente à autorização prevista na Lei
1.102/1990 do Estado de Mato Grosso do Sul.
Dessa forma, subsistindo fundamento suficiente de natureza
infraconstitucional, incide, no caso concreto, o óbice do Enunciado 283 da
Súmula desta Suprema Corte. Confira-se:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO E RECURSO ESPECIAL
- MODALIDADES DE RECURSOS EXCEPCIONAIS QUE
POSSUEM DOMÍNIOS TEMÁTICOS PRÓPRIOS - ACÓRDÃO
EMANADO DE TRIBUNAL DE JURISDIÇÃO INFERIOR QUE
SE APÓIA EM DUPLO FUNDAMENTO (UM, DE ÍNDOLE
CONSTITUCIONAL
E
OUTRO,
DE
CARÁTER
INFRACONSTITUCIONAL) - PRECLUSÃO QUE SE OPEROU,
NA ESPÉCIE, EM RELAÇÃO AO FUNDAMENTO DE
ÍNDOLE MERAMENTE LEGAL - SÚMULA 283/STF -
RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - O recurso
extraordinário e o recurso especial são institutos de direito
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Supremo Tribunal Federal
28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 729.526 MATO GROSSO DO
SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações das partes são impertinentes, protelatórias e
decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este
Tribunal.
O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão,
de modo que a pretensão aqui aduzida restringe-se à rediscussão da
matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica do
Supremo Tribunal Federal.
Na espécie, conforme consignado na decisão agravada, saliento a
existência de fundamento infraconstitucional autônomo e suficiente a
manter o acórdão recorrido, referente à autorização prevista na Lei
1.102/1990 do Estado de Mato Grosso do Sul.
Dessa forma, subsistindo fundamento suficiente de natureza
infraconstitucional, incide, no caso concreto, o óbice do Enunciado 283 da
Súmula desta Suprema Corte. Confira-se:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO E RECURSO ESPECIAL
- MODALIDADES DE RECURSOS EXCEPCIONAIS QUE
POSSUEM DOMÍNIOS TEMÁTICOS PRÓPRIOS - ACÓRDÃO
EMANADO DE TRIBUNAL DE JURISDIÇÃO INFERIOR QUE
SE APÓIA EM DUPLO FUNDAMENTO (UM, DE ÍNDOLE
CONSTITUCIONAL
E
OUTRO,
DE
CARÁTER
INFRACONSTITUCIONAL) - PRECLUSÃO QUE SE OPEROU,
NA ESPÉCIE, EM RELAÇÃO AO FUNDAMENTO DE
ÍNDOLE MERAMENTE LEGAL - SÚMULA 283/STF -
RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - O recurso
extraordinário e o recurso especial são institutos de direito
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. GILMAR MENDES
RE 729526 AGR / MS
processual constitucional. Trata-se de modalidades excepcionais
de impugnação recursal, com domínios temáticos próprios que
lhes foram constitucionalmente reservados. Assentando-se, o
acórdão emanado de Tribunal inferior, em duplo fundamento, e
tendo em vista a plena autonomia e a inteira suficiência daquele
de caráter infraconstitucional, mostra-se inadmissível o recurso
extraordinário em tal contexto (Súmula 283/STF), eis que a
decisão contra a qual se insurge o apelo extremo revela-se
impregnada de condições suficientes para subsistir
autonomamente, considerada, de um lado, a preclusão que se
operou em relação ao fundamento de índole meramente legal e,
de outro, a irreversibilidade que resulta dessa específica
situação processual. Precedentes” (ARE-AgR 661.669, rel. min.
CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe 27.2.2012).
Ainda que assim não fosse, não assistiria razão às alegações
recursais. Isso porque, para entender de forma diversa do que
estabelecido nas instâncias originárias e concluir naquele sentido,
cumpriria o reexame da legislação local aplicável à espécie (Lei 1.102/90
do Estado de Mato Grosso do Sul), providência vedada em sede de
recurso extraordinário, nos termos do Enunciado 280 da Súmula do
Supremo Tribunal Federal.
Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus
próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8401919.
Supremo Tribunal Federal
RE 729526 AGR / MS
processual constitucional. Trata-se de modalidades excepcionais
de impugnação recursal, com domínios temáticos próprios que
lhes foram constitucionalmente reservados. Assentando-se, o
acórdão emanado de Tribunal inferior, em duplo fundamento, e
tendo em vista a plena autonomia e a inteira suficiência daquele
de caráter infraconstitucional, mostra-se inadmissível o recurso
extraordinário em tal contexto (Súmula 283/STF), eis que a
decisão contra a qual se insurge o apelo extremo revela-se
impregnada de condições suficientes para subsistir
autonomamente, considerada, de um lado, a preclusão que se
operou em relação ao fundamento de índole meramente legal e,
de outro, a irreversibilidade que resulta dessa específica
situação processual. Precedentes” (ARE-AgR 661.669, rel. min.
CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe 27.2.2012).
Ainda que assim não fosse, não assistiria razão às alegações
recursais. Isso porque, para entender de forma diversa do que
estabelecido nas instâncias originárias e concluir naquele sentido,
cumpriria o reexame da legislação local aplicável à espécie (Lei 1.102/90
do Estado de Mato Grosso do Sul), providência vedada em sede de
recurso extraordinário, nos termos do Enunciado 280 da Súmula do
Supremo Tribunal Federal.
Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus
próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8401919.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Extrato de Ata - 28/04/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 729.526
PROCED. : MATO GROSSO DO SUL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : BANCO DO BRASIL S/A
ADV.(A/S) : SERGIO MURILO DE SOUZA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ABBC - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE BANCOS
ADV.(A/S) : ABDALLA YACOUB MAACHAR NETO
INTDO.(A/S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 28.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8400377
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 729.526
PROCED. : MATO GROSSO DO SUL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : BANCO DO BRASIL S/A
ADV.(A/S) : SERGIO MURILO DE SOUZA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ABBC - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE BANCOS
ADV.(A/S) : ABDALLA YACOUB MAACHAR NETO
INTDO.(A/S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 28.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8400377
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8417802
| 2015-04-28T00:00:00
| 2015-05-12T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 28.04.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Existência de fundamento infraconstitucional autônomo suficiente a manter o acórdão recorrido. Enunciado 283 da Súmula do STF. 3. Necessidade de interpretar o art. 79 da Lei 1.102/1990 do Estado de Mato Grosso do Sul. Impossibilidade de análise da legislação local. Incidência do Enunciado 280 da Súmula desta Corte. 4. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur303790
|
- Acórdão(s) citado(s):
(IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS, DECISÃO RECORRIDA)
ARE 661669 AgR (2ªT).
Número de páginas: 5.
Análise: 27/05/2015, MJC.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
729526
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000283 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-EST LEI-001102 ANO-1990\n ART-00079\n LEI ORDINÁRIA, MS"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 729526 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : BANCO DO BRASIL S/A
ADV.(A/S) : SERGIO MURILO DE SOUZA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ABBC - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE BANCOS
ADV.(A/S) : ABDALLA YACOUB MAACHAR NETO
INTDO.(A/S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 729.526 MATO GROSSO DO
SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:BANCO DO BRASIL S/A
ADV.(A/S)
:SERGIO MURILO DE SOUZA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ABBC - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE BANCOS
ADV.(A/S)
:ABDALLA YACOUB MAACHAR NETO
INTDO.(A/S)
:ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO ESTADO
DE MATO
GROSSO DO SUL
Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Existência de
fundamento infraconstitucional autônomo suficiente a manter o acórdão
recorrido. Enunciado 283 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 3. Necessidade de
interpretar o art. 79 da Lei 1.102/1990 do Estado de Mato Grosso do Sul.
Impossibilidade de análise da legislação local. Incidência do Enunciado
280 da Súmula desta Corte. 4. Ausência de argumentos suficientes a
infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega
provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 28 de abril de 2015.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 729.526 MATO GROSSO DO
SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:BANCO DO BRASIL S/A
ADV.(A/S)
:SERGIO MURILO DE SOUZA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ABBC - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE BANCOS
ADV.(A/S)
:ABDALLA YACOUB MAACHAR NETO
INTDO.(A/S)
:ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO ESTADO
DE MATO
GROSSO DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso
extraordinário com agravo, com fundamento no Enunciado 283 da
Súmula desta Corte.
Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, que há violação direta
à Constituição Federal. Ademais, defende-se que não se aplica ao caso o
Enunciado 283 da Súmula desta Corte, uma vez que não há necessidade
de interpretar o art. 79 da Lei 1.102/1990 do Estado de Mato Grosso do
Sul.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 729.526 MATO GROSSO DO
SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:BANCO DO BRASIL S/A
ADV.(A/S)
:SERGIO MURILO DE SOUZA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ABBC - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE BANCOS
ADV.(A/S)
:ABDALLA YACOUB MAACHAR NETO
INTDO.(A/S)
:ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO ESTADO
DE MATO
GROSSO DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso
extraordinário com agravo, com fundamento no Enunciado 283 da
Súmula desta Corte.
Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, que há violação direta
à Constituição Federal. Ademais, defende-se que não se aplica ao caso o
Enunciado 283 da Súmula desta Corte, uma vez que não há necessidade
de interpretar o art. 79 da Lei 1.102/1990 do Estado de Mato Grosso do
Sul.
É o relatório.
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 729.526 MATO GROSSO DO
SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações das partes são impertinentes, protelatórias e
decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este
Tribunal.
O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão,
de modo que a pretensão aqui aduzida restringe-se à rediscussão da
matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica do
Supremo Tribunal Federal.
Na espécie, conforme consignado na decisão agravada, saliento a
existência de fundamento infraconstitucional autônomo e suficiente a
manter o acórdão recorrido, referente à autorização prevista na Lei
1.102/1990 do Estado de Mato Grosso do Sul.
Dessa forma, subsistindo fundamento suficiente de natureza
infraconstitucional, incide, no caso concreto, o óbice do Enunciado 283 da
Súmula desta Suprema Corte. Confira-se:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO E RECURSO ESPECIAL
- MODALIDADES DE RECURSOS EXCEPCIONAIS QUE
POSSUEM DOMÍNIOS TEMÁTICOS PRÓPRIOS - ACÓRDÃO
EMANADO DE TRIBUNAL DE JURISDIÇÃO INFERIOR QUE
SE APÓIA EM DUPLO FUNDAMENTO (UM, DE ÍNDOLE
CONSTITUCIONAL
E
OUTRO,
DE
CARÁTER
INFRACONSTITUCIONAL) - PRECLUSÃO QUE SE OPEROU,
NA ESPÉCIE, EM RELAÇÃO AO FUNDAMENTO DE
ÍNDOLE MERAMENTE LEGAL - SÚMULA 283/Supremo Tribunal Federal -
RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - O recurso
extraordinário e o recurso especial são institutos de direito
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Supremo Tribunal Federal
28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 729.526 MATO GROSSO DO
SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações das partes são impertinentes, protelatórias e
decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este
Tribunal.
O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão,
de modo que a pretensão aqui aduzida restringe-se à rediscussão da
matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica do
Supremo Tribunal Federal.
Na espécie, conforme consignado na decisão agravada, saliento a
existência de fundamento infraconstitucional autônomo e suficiente a
manter o acórdão recorrido, referente à autorização prevista na Lei
1.102/1990 do Estado de Mato Grosso do Sul.
Dessa forma, subsistindo fundamento suficiente de natureza
infraconstitucional, incide, no caso concreto, o óbice do Enunciado 283 da
Súmula desta Suprema Corte. Confira-se:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO E RECURSO ESPECIAL
- MODALIDADES DE RECURSOS EXCEPCIONAIS QUE
POSSUEM DOMÍNIOS TEMÁTICOS PRÓPRIOS - ACÓRDÃO
EMANADO DE TRIBUNAL DE JURISDIÇÃO INFERIOR QUE
SE APÓIA EM DUPLO FUNDAMENTO (UM, DE ÍNDOLE
CONSTITUCIONAL
E
OUTRO,
DE
CARÁTER
INFRACONSTITUCIONAL) - PRECLUSÃO QUE SE OPEROU,
NA ESPÉCIE, EM RELAÇÃO AO FUNDAMENTO DE
ÍNDOLE MERAMENTE LEGAL - SÚMULA 283/Supremo Tribunal Federal -
RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - O recurso
extraordinário e o recurso especial são institutos de direito
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. GILMAR MENDES
Recurso Extraordinário 729526 AGR / MS
processual constitucional. Trata-se de modalidades excepcionais
de impugnação recursal, com domínios temáticos próprios que
lhes foram constitucionalmente reservados. Assentando-se, o
acórdão emanado de Tribunal inferior, em duplo fundamento, e
tendo em vista a plena autonomia e a inteira suficiência daquele
de caráter infraconstitucional, mostra-se inadmissível o recurso
extraordinário em tal contexto (Súmula 283/Supremo Tribunal Federal), eis que a
decisão contra a qual se insurge o apelo extremo revela-se
impregnada de condições suficientes para subsistir
autonomamente, considerada, de um lado, a preclusão que se
operou em relação ao fundamento de índole meramente legal e,
de outro, a irreversibilidade que resulta dessa específica
situação processual. Precedentes” (ARE-AgR 661.669, rel. min.
CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe 27.2.2012).
Ainda que assim não fosse, não assistiria razão às alegações
recursais. Isso porque, para entender de forma diversa do que
estabelecido nas instâncias originárias e concluir naquele sentido,
cumpriria o reexame da legislação local aplicável à espécie (Lei 1.102/90
do Estado de Mato Grosso do Sul), providência vedada em sede de
recurso extraordinário, nos termos do Enunciado 280 da Súmula do
Supremo Tribunal Federal.
Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus
próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 729526 AGR / MS
processual constitucional. Trata-se de modalidades excepcionais
de impugnação recursal, com domínios temáticos próprios que
lhes foram constitucionalmente reservados. Assentando-se, o
acórdão emanado de Tribunal inferior, em duplo fundamento, e
tendo em vista a plena autonomia e a inteira suficiência daquele
de caráter infraconstitucional, mostra-se inadmissível o recurso
extraordinário em tal contexto (Súmula 283/Supremo Tribunal Federal), eis que a
decisão contra a qual se insurge o apelo extremo revela-se
impregnada de condições suficientes para subsistir
autonomamente, considerada, de um lado, a preclusão que se
operou em relação ao fundamento de índole meramente legal e,
de outro, a irreversibilidade que resulta dessa específica
situação processual. Precedentes” (ARE-AgR 661.669, rel. min.
CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe 27.2.2012).
Ainda que assim não fosse, não assistiria razão às alegações
recursais. Isso porque, para entender de forma diversa do que
estabelecido nas instâncias originárias e concluir naquele sentido,
cumpriria o reexame da legislação local aplicável à espécie (Lei 1.102/90
do Estado de Mato Grosso do Sul), providência vedada em sede de
recurso extraordinário, nos termos do Enunciado 280 da Súmula do
Supremo Tribunal Federal.
Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus
próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Extrato de Ata - 28/04/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 729.526
PROCED. : MATO GROSSO DO SUL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : BANCO DO BRASIL S/A
ADV.(A/S) : SERGIO MURILO DE SOUZA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ABBC - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE BANCOS
ADV.(A/S) : ABDALLA YACOUB MAACHAR NETO
INTDO.(A/S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 28.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 729.526
PROCED. : MATO GROSSO DO SUL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : BANCO DO BRASIL S/A
ADV.(A/S) : SERGIO MURILO DE SOUZA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ABBC - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE BANCOS
ADV.(A/S) : ABDALLA YACOUB MAACHAR NETO
INTDO.(A/S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 28.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
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{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 729 . 526",
"Enunciado 283 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 729 . 526",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 729 . 526",
"Enunciado 283 da Súmula desta Suprema Corte",
"SÚMULA 283 / Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 729 . 526",
"Enunciado 283 da Súmula desta Suprema Corte",
"SÚMULA 283 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE",
"-",
"AgR 661 . 669",
"Enunciado 280 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso",
"Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE",
"-",
"AgR 661 . 669",
"Enunciado 280 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 729 . 526",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 729 . 526"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 79 da Lei 1 . 102 / 1990",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"art . 79 da Lei 1 . 102 / 1990",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"art . 79 da Lei 1 . 102 / 1990",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 1 . 102 / 1990",
"Lei 1 . 102 / 1990",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 1 . 102 / 90",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 1 . 102 / 90",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MATO GROSSO DO SUL",
"ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL",
"ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL",
"Estado de Mato Grosso do Sul",
"Brasília",
"MATO GROSSO DO SUL",
"ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL",
"ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL",
"Estado de Mato Grosso do Sul",
"MATO GROSSO DO SUL",
"ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL",
"ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL",
"Estado de Mato Grosso do Sul",
"MATO GROSSO DO SUL",
"Estado de Mato Grosso do Sul",
"MATO GROSSO DO SUL",
"Estado de Mato Grosso do Sul",
"Estado de Mato Grosso do Sul",
"Estado de Mato Grosso do Sul",
"MATO GROSSO DO SUL",
"ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL",
"ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL",
"MATO GROSSO DO SUL",
"ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL",
"ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"BANCO DO BRASIL S / A",
"ABBC",
"ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE BANCOS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"BANCO DO BRASIL S / A",
"ABBC",
"ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE BANCOS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"SEGUNDA TURMA",
"BANCO DO BRASIL S / A",
"ABBC",
"ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE BANCOS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"BANCO DO BRASIL S / A",
"ABBC",
"ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE BANCOS",
"2",
".",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"BANCO DO BRASIL S / A",
"ABBC",
"ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE BANCOS",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"SERGIO MURILO DE SOUZA",
"ABDALLA YACOUB MAACHAR NETO",
"Teori Zavascki",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"SERGIO MURILO DE SOUZA",
"ABDALLA YACOUB MAACHAR NETO",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"SERGIO MURILO DE SOUZA",
"ABDALLA YACOUB MAACHAR NETO",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"GILMAR MENDES",
"SERGIO MURILO DE SOUZA",
"ABDALLA YACOUB MAACHAR NETO",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Ravena Siqueira",
"GILMAR MENDES",
"SERGIO MURILO DE SOUZA",
"ABDALLA YACOUB MAACHAR NETO",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"28",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"28 de abril de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
".",
"2",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"28",
".",
"04",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"04",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.534
RONDÔNIA
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ESTADO DE RONDÔNIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA
AGDO.(A/S)
:NATHALIE LIMA LEGAL
ADV.(A/S)
:LENINE APOLINÁRIO DE ALENCAR
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO
NO QUAL NÃO SE INFIRMAM TODOS OS FUNDAMENTOS DA
DECISÃO
DE
INADMISSIBILIDADE
DO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO: RECURSO INCABÍVEL. SÚMULA N. 287 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL
SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente,
os Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes.
Brasília, 07 de abril de 2015.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281318.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.534
RONDÔNIA
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ESTADO DE RONDÔNIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA
AGDO.(A/S)
:NATHALIE LIMA LEGAL
ADV.(A/S)
:LENINE APOLINÁRIO DE ALENCAR
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 4.3.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto pelo Estado de Rondônia contra julgado do
Tribunal de Justiça daquele Estado, pelo qual se decidiu a ausência de
intimação pessoal do candidato aprovado em concurso público afrontar
os princípios da publicidade e da razoabilidade. A decisão agravada teve
a seguinte fundamentação:
“6. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
7. O Agravante não infirmou todos os fundamentos da decisão
agravada, não se manifestando sobre a incidência da Súmula n. 279 do
Supremo Tribunal Federal, dado suficiente para manter a higidez da
decisão.
A jurisprudência deste Supremo Tribunal consolidou-se no
sentido de dever ser negado seguimento ao agravo no qual não se
impugnam todos os fundamentos da decisão agravada:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE
IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA
DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO. A Agravante tem o dever de impugnar, de
forma específica, todos os fundamentos da decisão agravada, sob pena
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.534
RONDÔNIA
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ESTADO DE RONDÔNIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA
AGDO.(A/S)
:NATHALIE LIMA LEGAL
ADV.(A/S)
:LENINE APOLINÁRIO DE ALENCAR
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 4.3.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto pelo Estado de Rondônia contra julgado do
Tribunal de Justiça daquele Estado, pelo qual se decidiu a ausência de
intimação pessoal do candidato aprovado em concurso público afrontar
os princípios da publicidade e da razoabilidade. A decisão agravada teve
a seguinte fundamentação:
“6. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
7. O Agravante não infirmou todos os fundamentos da decisão
agravada, não se manifestando sobre a incidência da Súmula n. 279 do
Supremo Tribunal Federal, dado suficiente para manter a higidez da
decisão.
A jurisprudência deste Supremo Tribunal consolidou-se no
sentido de dever ser negado seguimento ao agravo no qual não se
impugnam todos os fundamentos da decisão agravada:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE
IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA
DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO. A Agravante tem o dever de impugnar, de
forma específica, todos os fundamentos da decisão agravada, sob pena
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
ARE 868534 AGR / RO
de não provimento do agravo regimental” (AI 681.329-AgR, de minha
relatoria, Primeira Turma, DJe 2.10.2009, grifos nossos).
Nada há a prover quanto às alegações do Agravante.
8. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4º,
inc. I, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 9.3.2015, interpõe o Estado de
Rondônia, em 19.3.2015, tempestivamente, agravo regimental.
3. Sustenta o Agravante que
“a r. decisão da Justiça local violou os dispositivos
constitucionais apontados, não sendo o caso, data máxima vênia, de
aplicação das Súmulas 279 e 280/STF. Desta forma, não se trata de
reexame de provas vedado pela referida Súmula 279/STF. Ocorreu
apenas a desobediência à Constituição Federal que poderá ser reparada
pela análise desta Egrégia Corte Suprema através do Recurso
Extraordinário (…) A pretensão da agravada e a r. decisão proferida
pelo E. Tribunal a quo ferem expressamente o objetivo fundamental da
República Federativa e ainda criam distinção entre os que
participaram do certame, uma vez que a convocação e nomeação da
mesma, da forma determinada na referida r. decisão combatida,
implicam na preterição de candidatos que obtiveram melhor
classificação no concurso”.
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 868534 AGR / RO
de não provimento do agravo regimental” (AI 681.329-AgR, de minha
relatoria, Primeira Turma, DJe 2.10.2009, grifos nossos).
Nada há a prover quanto às alegações do Agravante.
8. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4º,
inc. I, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 9.3.2015, interpõe o Estado de
Rondônia, em 19.3.2015, tempestivamente, agravo regimental.
3. Sustenta o Agravante que
“a r. decisão da Justiça local violou os dispositivos
constitucionais apontados, não sendo o caso, data máxima vênia, de
aplicação das Súmulas 279 e 280/STF. Desta forma, não se trata de
reexame de provas vedado pela referida Súmula 279/STF. Ocorreu
apenas a desobediência à Constituição Federal que poderá ser reparada
pela análise desta Egrégia Corte Suprema através do Recurso
Extraordinário (…) A pretensão da agravada e a r. decisão proferida
pelo E. Tribunal a quo ferem expressamente o objetivo fundamental da
República Federativa e ainda criam distinção entre os que
participaram do certame, uma vez que a convocação e nomeação da
mesma, da forma determinada na referida r. decisão combatida,
implicam na preterição de candidatos que obtiveram melhor
classificação no concurso”.
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.534
RONDÔNIA
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
3. Como afirmado na decisão agravada, na decisão pela qual se
inadmitiu o recurso extraordinário adotaram-se dois fundamentos: a)
incidência da Súmula n. 279 e b) ausência de prequestionamento. O
Agravante não infirmou o primeiro fundamento.
3. Este Supremo Tribunal firmou jurisprudência de ser inviável o
recurso no qual não se infirmam todos os fundamentos da decisão
agravada:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE
INSTRUMENTO QUE NÃO IMPUGNA OS FUNDAMENTOS
DA DECISÃO QUE NÃO ADMITIU O RECURSO
EXTRAORDINÁRIO: INADMISSIBILIDADE. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
Inviável o agravo de instrumento no qual não são impugnados todos
os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário”
(AI 552.113-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe
6.2.2009).
“AGRAVO REGIMENTAL. FALTA DE IMPUGNAÇÃO DO
FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. 1. É dever da
recorrente impugnar todos os fundamentos capazes, isoladamente, de
manter a decisão agravada. A inobservância do dever acarreta a
rejeição do recurso (art. 317, § 1º do RISTF). 2. No caso em exame, a
Supremo Tribunal Federal
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07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.534
RONDÔNIA
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
3. Como afirmado na decisão agravada, na decisão pela qual se
inadmitiu o recurso extraordinário adotaram-se dois fundamentos: a)
incidência da Súmula n. 279 e b) ausência de prequestionamento. O
Agravante não infirmou o primeiro fundamento.
3. Este Supremo Tribunal firmou jurisprudência de ser inviável o
recurso no qual não se infirmam todos os fundamentos da decisão
agravada:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE
INSTRUMENTO QUE NÃO IMPUGNA OS FUNDAMENTOS
DA DECISÃO QUE NÃO ADMITIU O RECURSO
EXTRAORDINÁRIO: INADMISSIBILIDADE. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
Inviável o agravo de instrumento no qual não são impugnados todos
os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário”
(AI 552.113-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe
6.2.2009).
“AGRAVO REGIMENTAL. FALTA DE IMPUGNAÇÃO DO
FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. 1. É dever da
recorrente impugnar todos os fundamentos capazes, isoladamente, de
manter a decisão agravada. A inobservância do dever acarreta a
rejeição do recurso (art. 317, § 1º do RISTF). 2. No caso em exame, a
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 868534 AGR / RO
agravante não impugnou o fundamento específico adotado no acórdão
recorrido, de que os valores escolhidos para compor a pauta fiscal
careciam de motivação (ausência de processo administrativo regular).
O agravante insiste na tese de constitucionalidade do sistema de
substituição tributária e tributação por presunção de futura
ocorrência do fato jurídico tributário, mas o acórdão recorrido não
versa sobre esse aspecto da discussão. Agravo regimental ao qual se
nega provimento” (RE 548.582-AgR, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, Segunda Turma, DJe 8.3.2012).
4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 868534 AGR / RO
agravante não impugnou o fundamento específico adotado no acórdão
recorrido, de que os valores escolhidos para compor a pauta fiscal
careciam de motivação (ausência de processo administrativo regular).
O agravante insiste na tese de constitucionalidade do sistema de
substituição tributária e tributação por presunção de futura
ocorrência do fato jurídico tributário, mas o acórdão recorrido não
versa sobre esse aspecto da discussão. Agravo regimental ao qual se
nega provimento” (RE 548.582-AgR, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, Segunda Turma, DJe 8.3.2012).
4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Extrato de Ata - 07/04/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.534
PROCED. : RONDÔNIA
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ESTADO DE RONDÔNIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA
AGDO.(A/S) : NATHALIE LIMA LEGAL
ADV.(A/S) : LENINE APOLINÁRIO DE ALENCAR
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar
Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma,
07.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso
de Mello e Gilmar Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8184621
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.534
PROCED. : RONDÔNIA
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ESTADO DE RONDÔNIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA
AGDO.(A/S) : NATHALIE LIMA LEGAL
ADV.(A/S) : LENINE APOLINÁRIO DE ALENCAR
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar
Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma,
07.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso
de Mello e Gilmar Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8312478
| 2015-04-07T00:00:00
| 2015-04-28T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 07.04.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO NO QUAL NÃO SE INFIRMAM TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO: RECURSO INCABÍVEL. SÚMULA N. 287 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur302072
|
- Acórdão(s) citado(s):
(IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS, DECISÃO RECORRIDA)
AI 552113 AgR (1ªT), RE 548582 AgR (2ªT).
Número de páginas: 6.
Análise: 04/05/2015, MJC.
|
CÁRMEN LÚCIA
|
Segunda Turma
|
868534
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000287 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 868534 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ESTADO DE RONDÔNIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA
AGDO.(A/S) : NATHALIE LIMA LEGAL
ADV.(A/S) : LENINE APOLINÁRIO DE ALENCAR
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.534
RONDÔNIA
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ESTADO DE RONDÔNIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA
AGDO.(A/S)
:NATHALIE LIMA LEGAL
ADV.(A/S)
:LENINE APOLINÁRIO DE ALENCAR
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO
NO QUAL NÃO SE INFIRMAM TODOS OS FUNDAMENTOS DA
DECISÃO
DE
INADMISSIBILIDADE
DO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO: RECURSO INCABÍVEL. SÚMULA N. 287 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL
SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes, justificadamente,
os Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes.
Brasília, 07 de abril de 2015.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281318.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.534
RONDÔNIA
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ESTADO DE RONDÔNIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA
AGDO.(A/S)
:NATHALIE LIMA LEGAL
ADV.(A/S)
:LENINE APOLINÁRIO DE ALENCAR
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 4.3.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto pelo Estado de Rondônia contra julgado do
Tribunal de Justiça daquele Estado, pelo qual se decidiu a ausência de
intimação pessoal do candidato aprovado em concurso público afrontar
os princípios da publicidade e da razoabilidade. A decisão agravada teve
a seguinte fundamentação:
“6. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
7. O Agravante não infirmou todos os fundamentos da decisão
agravada, não se manifestando sobre a incidência da Súmula n. 279 do
Supremo Tribunal Federal, dado suficiente para manter a higidez da
decisão.
A jurisprudência deste Supremo Tribunal consolidou-se no
sentido de dever ser negado seguimento ao agravo no qual não se
impugnam todos os fundamentos da decisão agravada:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE
IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA
DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO. A Agravante tem o dever de impugnar, de
forma específica, todos os fundamentos da decisão agravada, sob pena
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281319.
Supremo Tribunal Federal
07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.534
RONDÔNIA
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ESTADO DE RONDÔNIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA
AGDO.(A/S)
:NATHALIE LIMA LEGAL
ADV.(A/S)
:LENINE APOLINÁRIO DE ALENCAR
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 4.3.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto pelo Estado de Rondônia contra julgado do
Tribunal de Justiça daquele Estado, pelo qual se decidiu a ausência de
intimação pessoal do candidato aprovado em concurso público afrontar
os princípios da publicidade e da razoabilidade. A decisão agravada teve
a seguinte fundamentação:
“6. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
7. O Agravante não infirmou todos os fundamentos da decisão
agravada, não se manifestando sobre a incidência da Súmula n. 279 do
Supremo Tribunal Federal, dado suficiente para manter a higidez da
decisão.
A jurisprudência deste Supremo Tribunal consolidou-se no
sentido de dever ser negado seguimento ao agravo no qual não se
impugnam todos os fundamentos da decisão agravada:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE
IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA
DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO. A Agravante tem o dever de impugnar, de
forma específica, todos os fundamentos da decisão agravada, sob pena
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281319.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
ARE 868534 AGR / RO
de não provimento do agravo regimental” (AI 681.329-AgR, de minha
relatoria, Primeira Turma, DJe 2.10.2009, grifos nossos).
Nada há a prover quanto às alegações do Agravante.
8. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4...,
inc. I, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 9.3.2015, interpõe o Estado de
Rondônia, em 19.3.2015, tempestivamente, agravo regimental.
3. Sustenta o Agravante que
“a r. decisão da Justiça local violou os dispositivos
constitucionais apontados, não sendo o caso, data máxima vênia, de
aplicação das Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. Desta forma, não se trata de
reexame de provas vedado pela referida Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Ocorreu
apenas a desobediência à Constituição Federal que poderá ser reparada
pela análise desta Egrégia Corte Suprema através do Recurso
Extraordinário (…) A pretensão da agravada e a r. decisão proferida
pelo E. Tribunal a quo ferem expressamente o objetivo fundamental da
República Federativa e ainda criam distinção entre os que
participaram do certame, uma vez que a convocação e nomeação da
mesma, da forma determinada na referida r. decisão combatida,
implicam na preterição de candidatos que obtiveram melhor
classificação no concurso”.
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8281319.
Supremo Tribunal Federal
ARE 868534 AGR / RO
de não provimento do agravo regimental” (AI 681.329-AgR, de minha
relatoria, Primeira Turma, DJe 2.10.2009, grifos nossos).
Nada há a prover quanto às alegações do Agravante.
8. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4...,
inc. I, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 9.3.2015, interpõe o Estado de
Rondônia, em 19.3.2015, tempestivamente, agravo regimental.
3. Sustenta o Agravante que
“a r. decisão da Justiça local violou os dispositivos
constitucionais apontados, não sendo o caso, data máxima vênia, de
aplicação das Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. Desta forma, não se trata de
reexame de provas vedado pela referida Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Ocorreu
apenas a desobediência à Constituição Federal que poderá ser reparada
pela análise desta Egrégia Corte Suprema através do Recurso
Extraordinário (…) A pretensão da agravada e a r. decisão proferida
pelo E. Tribunal a quo ferem expressamente o objetivo fundamental da
República Federativa e ainda criam distinção entre os que
participaram do certame, uma vez que a convocação e nomeação da
mesma, da forma determinada na referida r. decisão combatida,
implicam na preterição de candidatos que obtiveram melhor
classificação no concurso”.
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.534
RONDÔNIA
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
3. Como afirmado na decisão agravada, na decisão pela qual se
inadmitiu o recurso extraordinário adotaram-se dois fundamentos: a)
incidência da Súmula n. 279 e b) ausência de prequestionamento. O
Agravante não infirmou o primeiro fundamento.
3. Este Supremo Tribunal firmou jurisprudência de ser inviável o
recurso no qual não se infirmam todos os fundamentos da decisão
agravada:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE
INSTRUMENTO QUE NÃO IMPUGNA OS FUNDAMENTOS
DA DECISÃO QUE NÃO ADMITIU O RECURSO
EXTRAORDINÁRIO: INADMISSIBILIDADE. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
Inviável o agravo de instrumento no qual não são impugnados todos
os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário”
(AI 552.113-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe
6.2.2009).
“AGRAVO REGIMENTAL. FALTA DE IMPUGNAÇÃO DO
FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. 1. É dever da
recorrente impugnar todos os fundamentos capazes, isoladamente, de
manter a decisão agravada. A inobservância do dever acarreta a
rejeição do recurso (art. 317, § 1... do RISTF). 2. No caso em exame, a
Supremo Tribunal Federal
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07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.534
RONDÔNIA
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
3. Como afirmado na decisão agravada, na decisão pela qual se
inadmitiu o recurso extraordinário adotaram-se dois fundamentos: a)
incidência da Súmula n. 279 e b) ausência de prequestionamento. O
Agravante não infirmou o primeiro fundamento.
3. Este Supremo Tribunal firmou jurisprudência de ser inviável o
recurso no qual não se infirmam todos os fundamentos da decisão
agravada:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE
INSTRUMENTO QUE NÃO IMPUGNA OS FUNDAMENTOS
DA DECISÃO QUE NÃO ADMITIU O RECURSO
EXTRAORDINÁRIO: INADMISSIBILIDADE. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
Inviável o agravo de instrumento no qual não são impugnados todos
os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário”
(AI 552.113-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe
6.2.2009).
“AGRAVO REGIMENTAL. FALTA DE IMPUGNAÇÃO DO
FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. 1. É dever da
recorrente impugnar todos os fundamentos capazes, isoladamente, de
manter a decisão agravada. A inobservância do dever acarreta a
rejeição do recurso (art. 317, § 1... do RISTF). 2. No caso em exame, a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 868534 AGR / RO
agravante não impugnou o fundamento específico adotado no acórdão
recorrido, de que os valores escolhidos para compor a pauta fiscal
careciam de motivação (ausência de processo administrativo regular).
O agravante insiste na tese de constitucionalidade do sistema de
substituição tributária e tributação por presunção de futura
ocorrência do fato jurídico tributário, mas o acórdão recorrido não
versa sobre esse aspecto da discussão. Agravo regimental ao qual se
nega provimento” (Recurso Extraordinário 548.582-AgR, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, Segunda Turma, DJe 8.3.2012).
4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 868534 AGR / RO
agravante não impugnou o fundamento específico adotado no acórdão
recorrido, de que os valores escolhidos para compor a pauta fiscal
careciam de motivação (ausência de processo administrativo regular).
O agravante insiste na tese de constitucionalidade do sistema de
substituição tributária e tributação por presunção de futura
ocorrência do fato jurídico tributário, mas o acórdão recorrido não
versa sobre esse aspecto da discussão. Agravo regimental ao qual se
nega provimento” (Recurso Extraordinário 548.582-AgR, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, Segunda Turma, DJe 8.3.2012).
4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Extrato de Ata - 07/04/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.534
PROCED. : RONDÔNIA
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ESTADO DE RONDÔNIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA
AGDO.(A/S) : NATHALIE LIMA LEGAL
ADV.(A/S) : LENINE APOLINÁRIO DE ALENCAR
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar
Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma,
07.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso
de Mello e Gilmar Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.534
PROCED. : RONDÔNIA
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ESTADO DE RONDÔNIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA
AGDO.(A/S) : NATHALIE LIMA LEGAL
ADV.(A/S) : LENINE APOLINÁRIO DE ALENCAR
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar
Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma,
07.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso
de Mello e Gilmar Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"SÚMULA N . 287 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 868534 AGR / RO",
"AI 681 . 329 - AgR",
"Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 868534 AGR / RO",
"AI 681 . 329 - AgR",
"Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 552 . 113 - AgR",
"AI 552 . 113 - AgR",
"ARE 868534 AGR / RO",
"Recurso Extraordinário 548 . 582 - AgR",
"ARE 868534 AGR / RO",
"Recurso Extraordinário 548 . 582 - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , inc . I , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , inc . I , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 317 , § 1 . . . do RISTF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 317 , § 1 . . . do RISTF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"ESTADO DE RONDÔNIA",
"ESTADO DE RONDÔNIA",
"Brasília",
"ESTADO DE RONDÔNIA",
"ESTADO DE RONDÔNIA",
"Estado de Rondônia",
"ESTADO DE RONDÔNIA",
"ESTADO DE RONDÔNIA",
"Estado de Rondônia",
"Estado de Rondônia",
"RONDÔNIA",
"ESTADO DE RONDÔNIA",
"ESTADO DE RONDÔNIA",
"RONDÔNIA",
"ESTADO DE RONDÔNIA",
"ESTADO DE RONDÔNIA"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"República Federativa",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Estado",
"República Federativa",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"NATHALIE LIMA LEGAL",
"LENINE APOLINÁRIO DE ALENCAR",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"CÁRMEN LÚCIA",
"NATHALIE LIMA",
"LENINE APOLINÁRIO DE ALENCAR",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"NATHALIE LIMA LEGAL",
"LENINE APOLINÁRIO DE ALENCAR",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"RONDÔNIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Joaquim Barbosa",
"Joaquim Barbosa",
"CÁRMEN LÚCIA",
"NATHALIE LIMA",
"LENINE APOLINÁRIO DE ALENCAR",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Ravena Siqueira",
"CÁRMEN LÚCIA",
"NATHALIE LIMA",
"LENINE APOLINÁRIO DE ALENCAR",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"07 de abril de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"4",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"4",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2",
".",
"10",
".",
"2009",
"9",
".",
"3",
".",
"2015",
"19",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2",
".",
"10",
".",
"2009",
"9",
".",
"3",
".",
"2015",
"19",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"6",
".",
"2",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"6",
".",
"2",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"8",
".",
"3",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"8",
".",
"3",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"07",
".",
"04",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
".",
"04",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 26.734 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:AGOSTINHO ROCHA FERREIRA
ADV.(A/S)
:JOELSON DIAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:TRIBUNAL
DE CONTAS
DA UNIÃO (TC Nº
01730720038)
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMENTA:
AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE
SEGURANÇA. APOSENTADORIA. REGISTRO NO TCU. ATO
COMPLEXO. DECADÊNCIA NÃO CONFIGURADA. VIOLAÇÃO
AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA.
INOCORRÊNCIA. A CONTAGEM RECÍPROCA DO TEMPO DE
SERVIÇO PRESSUPÕE A COMPROVAÇÃO DO RECOLHIMENTO
DAS CONTRIBUIÇÕES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de abril de 2015.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 26.734 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:AGOSTINHO ROCHA FERREIRA
ADV.(A/S)
:JOELSON DIAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:TRIBUNAL
DE CONTAS
DA UNIÃO (TC Nº
01730720038)
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto contra a seguinte decisão monocrática proferida
pelo Ministro Eros Grau:
“Trata-se de mandado de segurança impetrado por
Agostinho Rocha Ferreira contra ato do Tribunal de Contas da
União consubstanciado no Acórdão n. 110/2007.
2.A autoridade coatora determinou a cassação do benefício
de aposentadoria do impetrante em razão da averbação de
tempo de serviço rural prestado em regime de economia
familiar, sem o recolhimento de contribuições previdenciárias.
3.O impetrante alega violação do princípio da ampla
defesa e do contraditório, eis que não foi notificado para
defender-se no processo administrativo instaurado perante o
Tribunal de Contas da União.
4.Sustenta que a Administração decaiu do direito de
anular o ato de concessão da aposentadoria, nos termos do
disposto no art. 54 da Lei n. 9.784/99.
5.Requer a concessão da ordem, para que seja declarada a
nulidade do acórdão impugnado.
6.O Tribunal de Contas da União prestou informações às
fls. 118/130. Afirma que o princípio do contraditório e da ampla
defesa não se aplica ao presente caso, nos termos do disposto na
Súmula Vinculante n. 3.
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8233595.
Supremo Tribunal Federal
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 26.734 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:AGOSTINHO ROCHA FERREIRA
ADV.(A/S)
:JOELSON DIAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:TRIBUNAL
DE CONTAS
DA UNIÃO (TC Nº
01730720038)
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto contra a seguinte decisão monocrática proferida
pelo Ministro Eros Grau:
“Trata-se de mandado de segurança impetrado por
Agostinho Rocha Ferreira contra ato do Tribunal de Contas da
União consubstanciado no Acórdão n. 110/2007.
2.A autoridade coatora determinou a cassação do benefício
de aposentadoria do impetrante em razão da averbação de
tempo de serviço rural prestado em regime de economia
familiar, sem o recolhimento de contribuições previdenciárias.
3.O impetrante alega violação do princípio da ampla
defesa e do contraditório, eis que não foi notificado para
defender-se no processo administrativo instaurado perante o
Tribunal de Contas da União.
4.Sustenta que a Administração decaiu do direito de
anular o ato de concessão da aposentadoria, nos termos do
disposto no art. 54 da Lei n. 9.784/99.
5.Requer a concessão da ordem, para que seja declarada a
nulidade do acórdão impugnado.
6.O Tribunal de Contas da União prestou informações às
fls. 118/130. Afirma que o princípio do contraditório e da ampla
defesa não se aplica ao presente caso, nos termos do disposto na
Súmula Vinculante n. 3.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
MS 26734 AGR / DF
7.Não há falar-se em decadência, por se tratar de ato
administrativo em que o TCU exerce competência
constitucional de controle externo.
8.No mérito, sustenta que o tempo de serviço rural
somente poderia ser averbado para fins de aposentadoria no
serviço público federal se devidamente recolhidas, nas épocas
próprias, as respectivas contribuições previdenciárias.
9.A Procuradoria Geral da República opina pela
denegação da ordem. Menciona jurisprudência desta Corte no
sentido de que o ato de aposentadoria consubstancia ato
administrativo complexo, que se aperfeiçoa apenas após o
registro no TCU. É inaplicável à espécie, portanto, o preceito
veiculado pelo art. 54 da Lei n. 9.784/99.
10.Observa ainda que o Tribunal de Contas, ao apreciar a
legalidade da concessão de aposentadoria, exercita o controle
externo que lhe atribui a Constituição, “no qual não está
jungido a um processo contraditório ou contestatório”.
11.É o relatório. Decido.
12.A jurisprudência desta Corte afirma que o ato de
aposentadoria consubstancia ato administrativo complexo,
aperfeiçoando-se somente com o registro no Tribunal de Contas
da União. Submetido a condição resolutiva, não se operam os
efeitos da decadência antes da manifestação da vontade final da
Administração. Nesse sentido os precedentes do MS n. 25.072,
de que fui Relator para o acórdão, DJe de 27.4.07 e do MS n.
25.552, Relatora a Ministra CÁRMEN LÚCIA, DJe de 30.5.08.
13.A alegação de ofensa ao princípio da ampla defesa e do
contraditório também não prospera. O Tribunal de Contas da
União, ao julgar a legalidade da concessão de aposentadoria,
exercita o controle externo a que respeita o artigo 71 da
Constituição, a ele não sendo imprescindível o contraditório.
Precedentes: MS n. 24.784, Relator o Ministro CARLOS
VELLOSO, DJ 19.05.2004; MS n. 24.728, Relator o Ministro
GILMAR MENDES, DJ 09.09.2005; MS n. 24.754, Relator o
Ministro MARCO AURÉLIO, DJ 18.02.2005 e RE n. 163.301,
Relator o Ministro SEPULVEDA PERTENCE, DJ 28.11.97.
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MS 26734 AGR / DF
7.Não há falar-se em decadência, por se tratar de ato
administrativo em que o TCU exerce competência
constitucional de controle externo.
8.No mérito, sustenta que o tempo de serviço rural
somente poderia ser averbado para fins de aposentadoria no
serviço público federal se devidamente recolhidas, nas épocas
próprias, as respectivas contribuições previdenciárias.
9.A Procuradoria Geral da República opina pela
denegação da ordem. Menciona jurisprudência desta Corte no
sentido de que o ato de aposentadoria consubstancia ato
administrativo complexo, que se aperfeiçoa apenas após o
registro no TCU. É inaplicável à espécie, portanto, o preceito
veiculado pelo art. 54 da Lei n. 9.784/99.
10.Observa ainda que o Tribunal de Contas, ao apreciar a
legalidade da concessão de aposentadoria, exercita o controle
externo que lhe atribui a Constituição, “no qual não está
jungido a um processo contraditório ou contestatório”.
11.É o relatório. Decido.
12.A jurisprudência desta Corte afirma que o ato de
aposentadoria consubstancia ato administrativo complexo,
aperfeiçoando-se somente com o registro no Tribunal de Contas
da União. Submetido a condição resolutiva, não se operam os
efeitos da decadência antes da manifestação da vontade final da
Administração. Nesse sentido os precedentes do MS n. 25.072,
de que fui Relator para o acórdão, DJe de 27.4.07 e do MS n.
25.552, Relatora a Ministra CÁRMEN LÚCIA, DJe de 30.5.08.
13.A alegação de ofensa ao princípio da ampla defesa e do
contraditório também não prospera. O Tribunal de Contas da
União, ao julgar a legalidade da concessão de aposentadoria,
exercita o controle externo a que respeita o artigo 71 da
Constituição, a ele não sendo imprescindível o contraditório.
Precedentes: MS n. 24.784, Relator o Ministro CARLOS
VELLOSO, DJ 19.05.2004; MS n. 24.728, Relator o Ministro
GILMAR MENDES, DJ 09.09.2005; MS n. 24.754, Relator o
Ministro MARCO AURÉLIO, DJ 18.02.2005 e RE n. 163.301,
Relator o Ministro SEPULVEDA PERTENCE, DJ 28.11.97.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
MS 26734 AGR / DF
14.O tema de fundo do presente writ foi enfrentado por
esta Corte no julgamento do MS n. 26.919, Relator o Ministro
MARCO AURÉLIO, DJe de 23.5.08. A contagem recíproca do
tempo de serviço rural pressupõe o recolhimento das
respectivas contribuições, nos termos do disposto no § 9º do
artigo 201 da Constituição.
Denego a ordem postulada no presente mandado de
segurança, com fundamento no disposto no art. 205 do RISTF,
na redação conferida pela Emenda Regimental n. 28, de 18 de
fevereiro de 2009.”
Inconformado com a referida decisão, o agravante reitera as razões
expendidas no mandado de segurança. Sustenta que não foi cientificado
do trâmite para fins de registro de sua aposentadoria perante o TCU, com
violação aos princípios da ampla defesa e do contraditório. Alega, ainda,
que o TCU indeferiu registro da sua aposentadoria após nove anos da sua
concessão, sendo imperiosa a aplicação do prazo decadencial do art. 54
da Lei nº 9.784/99 e do princípio da segurança jurídica.
O Ministério Público Federal opinou pelo desprovimento do agravo
regimental, em parecer assim ementado:
“Mandado de segurança. Tempo de Serviço Rural.
Aposentadoria. Cômputo de Tempo Rural sem o pagamento da
respectiva contribuição. Ato coator atribuído ao Tribunal de
Contas da União que julgou ilegal o registro de aposentadoria.
Súmula Vinculante nº 3. Parecer pelo desprovimento do Agravo
Regimental”.
É o relatório.
3
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MS 26734 AGR / DF
14.O tema de fundo do presente writ foi enfrentado por
esta Corte no julgamento do MS n. 26.919, Relator o Ministro
MARCO AURÉLIO, DJe de 23.5.08. A contagem recíproca do
tempo de serviço rural pressupõe o recolhimento das
respectivas contribuições, nos termos do disposto no § 9º do
artigo 201 da Constituição.
Denego a ordem postulada no presente mandado de
segurança, com fundamento no disposto no art. 205 do RISTF,
na redação conferida pela Emenda Regimental n. 28, de 18 de
fevereiro de 2009.”
Inconformado com a referida decisão, o agravante reitera as razões
expendidas no mandado de segurança. Sustenta que não foi cientificado
do trâmite para fins de registro de sua aposentadoria perante o TCU, com
violação aos princípios da ampla defesa e do contraditório. Alega, ainda,
que o TCU indeferiu registro da sua aposentadoria após nove anos da sua
concessão, sendo imperiosa a aplicação do prazo decadencial do art. 54
da Lei nº 9.784/99 e do princípio da segurança jurídica.
O Ministério Público Federal opinou pelo desprovimento do agravo
regimental, em parecer assim ementado:
“Mandado de segurança. Tempo de Serviço Rural.
Aposentadoria. Cômputo de Tempo Rural sem o pagamento da
respectiva contribuição. Ato coator atribuído ao Tribunal de
Contas da União que julgou ilegal o registro de aposentadoria.
Súmula Vinculante nº 3. Parecer pelo desprovimento do Agravo
Regimental”.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. LUIZ FUX
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 26.734 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O presente agravo
regimental não merece ser provido.
O agravante, em seu recurso, não traz argumentação capaz de
desconstituir os fundamentos da decisão agravada.
Conforme consignado na decisão ora questionada, o mandado de
segurança visava impugnar o acórdão do Tribunal de Contas da União
que considerou ilegal a concessão de aposentadoria do agravante em
razão da averbação de tempo de serviço rural sem o recolhimento de
contribuições previdenciárias.
Destaco a improcedência da alegada contrariedade à segurança
jurídica, à ampla defesa e ao contraditório.
A Súmula Vinculante nº 3 expressamente excepciona a observância
do contraditório e da ampla defesa prévios na apreciação da legalidade
do ato de concessão de aposentadoria, reforma e pensão pelo Tribunal de
Contas da União, verbis:
“Nos processos perante o Tribunal de Contas da União
asseguram-se o contraditório e a ampla defesa quando da
decisão puder resultar anulação ou revogação de ato
administrativo que beneficie o interessado, excetuada a
apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de
aposentadoria, reforma e pensão”.
Esta exigência é afastada nos casos em que o Tribunal de Contas da
União, no exercício do controle externo que lhe atribui a Constituição (art.
71, III), aprecia a legalidade da concessão de aposentadoria ou pensão, só
Supremo Tribunal Federal
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07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 26.734 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O presente agravo
regimental não merece ser provido.
O agravante, em seu recurso, não traz argumentação capaz de
desconstituir os fundamentos da decisão agravada.
Conforme consignado na decisão ora questionada, o mandado de
segurança visava impugnar o acórdão do Tribunal de Contas da União
que considerou ilegal a concessão de aposentadoria do agravante em
razão da averbação de tempo de serviço rural sem o recolhimento de
contribuições previdenciárias.
Destaco a improcedência da alegada contrariedade à segurança
jurídica, à ampla defesa e ao contraditório.
A Súmula Vinculante nº 3 expressamente excepciona a observância
do contraditório e da ampla defesa prévios na apreciação da legalidade
do ato de concessão de aposentadoria, reforma e pensão pelo Tribunal de
Contas da União, verbis:
“Nos processos perante o Tribunal de Contas da União
asseguram-se o contraditório e a ampla defesa quando da
decisão puder resultar anulação ou revogação de ato
administrativo que beneficie o interessado, excetuada a
apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de
aposentadoria, reforma e pensão”.
Esta exigência é afastada nos casos em que o Tribunal de Contas da
União, no exercício do controle externo que lhe atribui a Constituição (art.
71, III), aprecia a legalidade da concessão de aposentadoria ou pensão, só
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. LUIZ FUX
MS 26734 AGR / DF
após o que se aperfeiçoa o ato complexo, dotando-o de definitividade
administrativa. Assim, não se consuma a decadência administrativa, por
não se aplicar o prazo previsto no art. 54 da Lei nº 9.784/1999, dado o não
aperfeiçoamento do ato complexo de concessão. Precedentes: MS 30.916,
Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 8/6/2012; MS 25.525, Rel. Min. Marco
Aurélio, DJe 19/3/2010; MS 25.697, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 12/3/2010.
Sobre o tópico, esta Corte firmou entendimento no sentido de que o
TCU, nos processos de registro de aposentadoria, reforma e pensão em
que o lapso temporal entre a data da chegada do processo na Corte de
Contas e o exame de sua legalidade tenha superado cinco anos, deve
assegurar ao servidor ou ao beneficiário a possibilidade de defender a
validade do ato de aposentadoria ou pensão. Precedentes: MS 25.116, Rel.
Min. Ayres Britto, DJe 10/2/2011; MS 31.342-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli,
DJe 10/12/2012; MS 28.576, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe
11/6/2014.
No presente caso, verifico que o processo foi protocolado no TCU
em 15/10/2003 e julgado em 21/6/2005. Assim, nos termos da
jurisprudência desta Corte, não ocorreu violação aos princípios da ampla
defesa e do contraditório.
Em passo seguinte, no que se refere ao recolhimento das
contribuições previdenciárias relativas ao tempo de serviço rural para a
concessão de aposentadoria a servidor público, esta Corte firmou
entendimento de que é necessário o recolhimento das contribuições
previdenciárias. A ilustrar, menciono o MS 26.461, cuja ementa
transcrevo:
“EMENTA: CONSTITUCIONAL. PREVIDENCIÁRIO.
TRABALHADOR RURAL. CONTAGEM DO TEMPO DE
SERVIÇO. PERÍODO ANTERIOR À EDIÇÃO DA LEI 8.213/91.
APOSENTADORIA VOLUNTÁRIA. EXIGÊNCIA DE PRÉVIO
RECOLHIMENTO DE CONTRIBUIÇÃO. MANDADO DE
2
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MS 26734 AGR / DF
após o que se aperfeiçoa o ato complexo, dotando-o de definitividade
administrativa. Assim, não se consuma a decadência administrativa, por
não se aplicar o prazo previsto no art. 54 da Lei nº 9.784/1999, dado o não
aperfeiçoamento do ato complexo de concessão. Precedentes: MS 30.916,
Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 8/6/2012; MS 25.525, Rel. Min. Marco
Aurélio, DJe 19/3/2010; MS 25.697, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 12/3/2010.
Sobre o tópico, esta Corte firmou entendimento no sentido de que o
TCU, nos processos de registro de aposentadoria, reforma e pensão em
que o lapso temporal entre a data da chegada do processo na Corte de
Contas e o exame de sua legalidade tenha superado cinco anos, deve
assegurar ao servidor ou ao beneficiário a possibilidade de defender a
validade do ato de aposentadoria ou pensão. Precedentes: MS 25.116, Rel.
Min. Ayres Britto, DJe 10/2/2011; MS 31.342-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli,
DJe 10/12/2012; MS 28.576, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe
11/6/2014.
No presente caso, verifico que o processo foi protocolado no TCU
em 15/10/2003 e julgado em 21/6/2005. Assim, nos termos da
jurisprudência desta Corte, não ocorreu violação aos princípios da ampla
defesa e do contraditório.
Em passo seguinte, no que se refere ao recolhimento das
contribuições previdenciárias relativas ao tempo de serviço rural para a
concessão de aposentadoria a servidor público, esta Corte firmou
entendimento de que é necessário o recolhimento das contribuições
previdenciárias. A ilustrar, menciono o MS 26.461, cuja ementa
transcrevo:
“EMENTA: CONSTITUCIONAL. PREVIDENCIÁRIO.
TRABALHADOR RURAL. CONTAGEM DO TEMPO DE
SERVIÇO. PERÍODO ANTERIOR À EDIÇÃO DA LEI 8.213/91.
APOSENTADORIA VOLUNTÁRIA. EXIGÊNCIA DE PRÉVIO
RECOLHIMENTO DE CONTRIBUIÇÃO. MANDADO DE
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. LUIZ FUX
MS 26734 AGR / DF
SEGURANÇA CONTRA ATO DO PRESIDENTE DO TCU.
PRECEDENTES. SEGURANÇA DENEGADA. I - É
inadmissível a contagem recíproca do tempo de serviço rural
para fins de aposentadoria no serviço público sem que haja o
recolhimento
das
contribuições
previdenciárias
correspondentes. II - Precedentes. III - Segurança denegada”.
(MS 26461, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 6/3/2009).
Os precedentes desta Suprema Corte tiveram por fundamento o art.
201, § 9º, da Constituição da República, que tratou, para efeito de
aposentadoria, da possibilidade de contagem recíproca de tempo de
contribuição na Administração Pública e na atividade privada, rural e
urbana.
Destaco, ainda, os seguintes precedentes desta Corte: MS 26.919, Rel.
Min. Marco Aurélio, Dje 23/5/2008; MS 28.929, Rel. Min. Cármen Lúcia,
Plenário, DJe 14/1/2011.
Ex positis, nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
3
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MS 26734 AGR / DF
SEGURANÇA CONTRA ATO DO PRESIDENTE DO TCU.
PRECEDENTES. SEGURANÇA DENEGADA. I - É
inadmissível a contagem recíproca do tempo de serviço rural
para fins de aposentadoria no serviço público sem que haja o
recolhimento
das
contribuições
previdenciárias
correspondentes. II - Precedentes. III - Segurança denegada”.
(MS 26461, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 6/3/2009).
Os precedentes desta Suprema Corte tiveram por fundamento o art.
201, § 9º, da Constituição da República, que tratou, para efeito de
aposentadoria, da possibilidade de contagem recíproca de tempo de
contribuição na Administração Pública e na atividade privada, rural e
urbana.
Destaco, ainda, os seguintes precedentes desta Corte: MS 26.919, Rel.
Min. Marco Aurélio, Dje 23/5/2008; MS 28.929, Rel. Min. Cármen Lúcia,
Plenário, DJe 14/1/2011.
Ex positis, nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Extrato de Ata - 07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 26.734
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : AGOSTINHO ROCHA FERREIRA
ADV.(A/S) : JOELSON DIAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (TC Nº 01730720038)
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 7.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8255536
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 26.734
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : AGOSTINHO ROCHA FERREIRA
ADV.(A/S) : JOELSON DIAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (TC Nº 01730720038)
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 7.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8265552
| 2015-04-07T00:00:00
| 2015-04-22T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 7.4.2015.
|
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA
|
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. APOSENTADORIA. REGISTRO NO TCU. ATO COMPLEXO. DECADÊNCIA NÃO CONFIGURADA. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. INOCORRÊNCIA. A CONTAGEM RECÍPROCA DO TEMPO DE SERVIÇO PRESSUPÕE A COMPROVAÇÃO DO RECOLHIMENTO DAS CONTRIBUIÇÕES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur301481
|
- Acórdão(s) citado(s):
(APOSENTADORIA, DECADÊNCIA)
MS 25525 (TP), MS 25697 (TP), MS 30916 (1ªT).
(REGISTRO DE APOSENTADORIA, GARANTIA À AMPLA DEFESA, CONTRADITÓRIO)
MS 25116 (TP), MS 28576 (2ªT), MS 31342 AgR (1ªT).
(CONTAGEM, TEMPO DE SERVIÇO)
MS 26461 (TP), MS 26919 (TP), MS 28929 (1ªT).
Número de páginas: 8.
Análise: 07/05/2015, MAD.
|
LUIZ FUX
|
Primeira Turma
|
26734
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00071 INC-00003 ART-00201 PAR-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED LEI-009784 ANO-1999\n ART-00054\n LPA-1999 LEI DE PROCESSO ADMINISTRATIVO\n\n",
"LEG-FED SUV-000003 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
MS-AgR
|
acordaos
|
MS 26734 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : AGOSTINHO ROCHA FERREIRA
ADV.(A/S) : JOELSON DIAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (TC Nº 01730720038)
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 26.734 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:AGOSTINHO ROCHA FERREIRA
ADV.(A/S)
:JOELSON DIAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:TRIBUNAL
DE CONTAS
DA UNIÃO (TC n
01730720038)
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMENTA:
AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE
SEGURANÇA. APOSENTADORIA. REGISTRO NO TCU. ATO
COMPLEXO. DECADÊNCIA NÃO CONFIGURADA. VIOLAÇÃO
AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA.
INOCORRÊNCIA. A CONTAGEM RECÍPROCA DO TEMPO DE
SERVIÇO PRESSUPÕE A COMPROVAÇÃO DO RECOLHIMENTO
DAS CONTRIBUIÇÕES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de abril de 2015.
LUIZ FUX – Relator
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Relatório
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 26.734 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:AGOSTINHO ROCHA FERREIRA
ADV.(A/S)
:JOELSON DIAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:TRIBUNAL
DE CONTAS
DA UNIÃO (TC n
01730720038)
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto contra a seguinte decisão monocrática proferida
pelo Ministro Eros Grau:
“Trata-se de mandado de segurança impetrado por
Agostinho Rocha Ferreira contra ato do Tribunal de Contas da
União consubstanciado no Acórdão n. 110/2007.
2.A autoridade coatora determinou a cassação do benefício
de aposentadoria do impetrante em razão da averbação de
tempo de serviço rural prestado em regime de economia
familiar, sem o recolhimento de contribuições previdenciárias.
3.O impetrante alega violação do princípio da ampla
defesa e do contraditório, eis que não foi notificado para
defender-se no processo administrativo instaurado perante o
Tribunal de Contas da União.
4.Sustenta que a Administração decaiu do direito de
anular o ato de concessão da aposentadoria, nos termos do
disposto no art. 54 da Lei n. 9.784/99.
5.Requer a concessão da ordem, para que seja declarada a
nulidade do acórdão impugnado.
6.O Tribunal de Contas da União prestou informações às
fls. 118/130. Afirma que o princípio do contraditório e da ampla
defesa não se aplica ao presente caso, nos termos do disposto na
Súmula Vinculante n. 3.
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07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 26.734 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:AGOSTINHO ROCHA FERREIRA
ADV.(A/S)
:JOELSON DIAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:TRIBUNAL
DE CONTAS
DA UNIÃO (TC n
01730720038)
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto contra a seguinte decisão monocrática proferida
pelo Ministro Eros Grau:
“Trata-se de mandado de segurança impetrado por
Agostinho Rocha Ferreira contra ato do Tribunal de Contas da
União consubstanciado no Acórdão n. 110/2007.
2.A autoridade coatora determinou a cassação do benefício
de aposentadoria do impetrante em razão da averbação de
tempo de serviço rural prestado em regime de economia
familiar, sem o recolhimento de contribuições previdenciárias.
3.O impetrante alega violação do princípio da ampla
defesa e do contraditório, eis que não foi notificado para
defender-se no processo administrativo instaurado perante o
Tribunal de Contas da União.
4.Sustenta que a Administração decaiu do direito de
anular o ato de concessão da aposentadoria, nos termos do
disposto no art. 54 da Lei n. 9.784/99.
5.Requer a concessão da ordem, para que seja declarada a
nulidade do acórdão impugnado.
6.O Tribunal de Contas da União prestou informações às
fls. 118/130. Afirma que o princípio do contraditório e da ampla
defesa não se aplica ao presente caso, nos termos do disposto na
Súmula Vinculante n. 3.
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Relatório
MS 26734 AGR / DF
7.Não há falar-se em decadência, por se tratar de ato
administrativo em que o TCU exerce competência
constitucional de controle externo.
8.No mérito, sustenta que o tempo de serviço rural
somente poderia ser averbado para fins de aposentadoria no
serviço público federal se devidamente recolhidas, nas épocas
próprias, as respectivas contribuições previdenciárias.
9.A Procuradoria Geral da República opina pela
denegação da ordem. Menciona jurisprudência desta Corte no
sentido de que o ato de aposentadoria consubstancia ato
administrativo complexo, que se aperfeiçoa apenas após o
registro no TCU. É inaplicável à espécie, portanto, o preceito
veiculado pelo art. 54 da Lei n. 9.784/99.
10.Observa ainda que o Tribunal de Contas, ao apreciar a
legalidade da concessão de aposentadoria, exercita o controle
externo que lhe atribui a Constituição, “no qual não está
jungido a um processo contraditório ou contestatório”.
11.É o relatório. Decido.
12.A jurisprudência desta Corte afirma que o ato de
aposentadoria consubstancia ato administrativo complexo,
aperfeiçoando-se somente com o registro no Tribunal de Contas
da União. Submetido a condição resolutiva, não se operam os
efeitos da decadência antes da manifestação da vontade final da
Administração. Nesse sentido os precedentes do MS n. 25.072,
de que fui Relator para o acórdão, DJe de 27.4.07 e do MS n.
25.552, Relatora a Ministra CÁRMEN LÚCIA, DJe de 30.5.08.
13.A alegação de ofensa ao princípio da ampla defesa e do
contraditório também não prospera. O Tribunal de Contas da
União, ao julgar a legalidade da concessão de aposentadoria,
exercita o controle externo a que respeita o artigo 71 da
Constituição, a ele não sendo imprescindível o contraditório.
Precedentes: MS n. 24.784, Relator o Ministro CARLOS
VELLOSO, DJ 19.05.2004; MS n. 24.728, Relator o Ministro
GILMAR MENDES, DJ 09.09.2005; MS n. 24.754, Relator o
Ministro MARCO AURÉLIO, DJ 18.02.2005 e Recurso Extraordinário n. 163.301,
Relator o Ministro SEPULVEDA PERTENCE, DJ 28.11.97.
2
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MS 26734 AGR / DF
7.Não há falar-se em decadência, por se tratar de ato
administrativo em que o TCU exerce competência
constitucional de controle externo.
8.No mérito, sustenta que o tempo de serviço rural
somente poderia ser averbado para fins de aposentadoria no
serviço público federal se devidamente recolhidas, nas épocas
próprias, as respectivas contribuições previdenciárias.
9.A Procuradoria Geral da República opina pela
denegação da ordem. Menciona jurisprudência desta Corte no
sentido de que o ato de aposentadoria consubstancia ato
administrativo complexo, que se aperfeiçoa apenas após o
registro no TCU. É inaplicável à espécie, portanto, o preceito
veiculado pelo art. 54 da Lei n. 9.784/99.
10.Observa ainda que o Tribunal de Contas, ao apreciar a
legalidade da concessão de aposentadoria, exercita o controle
externo que lhe atribui a Constituição, “no qual não está
jungido a um processo contraditório ou contestatório”.
11.É o relatório. Decido.
12.A jurisprudência desta Corte afirma que o ato de
aposentadoria consubstancia ato administrativo complexo,
aperfeiçoando-se somente com o registro no Tribunal de Contas
da União. Submetido a condição resolutiva, não se operam os
efeitos da decadência antes da manifestação da vontade final da
Administração. Nesse sentido os precedentes do MS n. 25.072,
de que fui Relator para o acórdão, DJe de 27.4.07 e do MS n.
25.552, Relatora a Ministra CÁRMEN LÚCIA, DJe de 30.5.08.
13.A alegação de ofensa ao princípio da ampla defesa e do
contraditório também não prospera. O Tribunal de Contas da
União, ao julgar a legalidade da concessão de aposentadoria,
exercita o controle externo a que respeita o artigo 71 da
Constituição, a ele não sendo imprescindível o contraditório.
Precedentes: MS n. 24.784, Relator o Ministro CARLOS
VELLOSO, DJ 19.05.2004; MS n. 24.728, Relator o Ministro
GILMAR MENDES, DJ 09.09.2005; MS n. 24.754, Relator o
Ministro MARCO AURÉLIO, DJ 18.02.2005 e Recurso Extraordinário n. 163.301,
Relator o Ministro SEPULVEDA PERTENCE, DJ 28.11.97.
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Relatório
MS 26734 AGR / DF
14.O tema de fundo do presente writ foi enfrentado por
esta Corte no julgamento do MS n. 26.919, Relator o Ministro
MARCO AURÉLIO, DJe de 23.5.08. A contagem recíproca do
tempo de serviço rural pressupõe o recolhimento das
respectivas contribuições, nos termos do disposto no § 9... do
artigo 201 da Constituição.
Denego a ordem postulada no presente mandado de
segurança, com fundamento no disposto no art. 205 do RISTF,
na redação conferida pela Emenda Regimental n. 28, de 18 de
fevereiro de 2009.”
Inconformado com a referida decisão, o agravante reitera as razões
expendidas no mandado de segurança. Sustenta que não foi cientificado
do trâmite para fins de registro de sua aposentadoria perante o TCU, com
violação aos princípios da ampla defesa e do contraditório. Alega, ainda,
que o TCU indeferiu registro da sua aposentadoria após nove anos da sua
concessão, sendo imperiosa a aplicação do prazo decadencial do art. 54
da Lei n 9.784/99 e do princípio da segurança jurídica.
O Ministério Público Federal opinou pelo desprovimento do agravo
regimental, em parecer assim ementado:
“Mandado de segurança. Tempo de Serviço Rural.
Aposentadoria. Cômputo de Tempo Rural sem o pagamento da
respectiva contribuição. Ato coator atribuído ao Tribunal de
Contas da União que julgou ilegal o registro de aposentadoria.
Súmula Vinculante n 3. Parecer pelo desprovimento do Agravo
Regimental”.
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
MS 26734 AGR / DF
14.O tema de fundo do presente writ foi enfrentado por
esta Corte no julgamento do MS n. 26.919, Relator o Ministro
MARCO AURÉLIO, DJe de 23.5.08. A contagem recíproca do
tempo de serviço rural pressupõe o recolhimento das
respectivas contribuições, nos termos do disposto no § 9... do
artigo 201 da Constituição.
Denego a ordem postulada no presente mandado de
segurança, com fundamento no disposto no art. 205 do RISTF,
na redação conferida pela Emenda Regimental n. 28, de 18 de
fevereiro de 2009.”
Inconformado com a referida decisão, o agravante reitera as razões
expendidas no mandado de segurança. Sustenta que não foi cientificado
do trâmite para fins de registro de sua aposentadoria perante o TCU, com
violação aos princípios da ampla defesa e do contraditório. Alega, ainda,
que o TCU indeferiu registro da sua aposentadoria após nove anos da sua
concessão, sendo imperiosa a aplicação do prazo decadencial do art. 54
da Lei n 9.784/99 e do princípio da segurança jurídica.
O Ministério Público Federal opinou pelo desprovimento do agravo
regimental, em parecer assim ementado:
“Mandado de segurança. Tempo de Serviço Rural.
Aposentadoria. Cômputo de Tempo Rural sem o pagamento da
respectiva contribuição. Ato coator atribuído ao Tribunal de
Contas da União que julgou ilegal o registro de aposentadoria.
Súmula Vinculante n 3. Parecer pelo desprovimento do Agravo
Regimental”.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. LUIZ FUX
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 26.734 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O presente agravo
regimental não merece ser provido.
O agravante, em seu recurso, não traz argumentação capaz de
desconstituir os fundamentos da decisão agravada.
Conforme consignado na decisão ora questionada, o mandado de
segurança visava impugnar o acórdão do Tribunal de Contas da União
que considerou ilegal a concessão de aposentadoria do agravante em
razão da averbação de tempo de serviço rural sem o recolhimento de
contribuições previdenciárias.
Destaco a improcedência da alegada contrariedade à segurança
jurídica, à ampla defesa e ao contraditório.
A Súmula Vinculante n 3 expressamente excepciona a observância
do contraditório e da ampla defesa prévios na apreciação da legalidade
do ato de concessão de aposentadoria, reforma e pensão pelo Tribunal de
Contas da União, verbis:
“Nos processos perante o Tribunal de Contas da União
asseguram-se o contraditório e a ampla defesa quando da
decisão puder resultar anulação ou revogação de ato
administrativo que beneficie o interessado, excetuada a
apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de
aposentadoria, reforma e pensão”.
Esta exigência é afastada nos casos em que o Tribunal de Contas da
União, no exercício do controle externo que lhe atribui a Constituição (art.
71, III), aprecia a legalidade da concessão de aposentadoria ou pensão, só
Supremo Tribunal Federal
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07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 26.734 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O presente agravo
regimental não merece ser provido.
O agravante, em seu recurso, não traz argumentação capaz de
desconstituir os fundamentos da decisão agravada.
Conforme consignado na decisão ora questionada, o mandado de
segurança visava impugnar o acórdão do Tribunal de Contas da União
que considerou ilegal a concessão de aposentadoria do agravante em
razão da averbação de tempo de serviço rural sem o recolhimento de
contribuições previdenciárias.
Destaco a improcedência da alegada contrariedade à segurança
jurídica, à ampla defesa e ao contraditório.
A Súmula Vinculante n 3 expressamente excepciona a observância
do contraditório e da ampla defesa prévios na apreciação da legalidade
do ato de concessão de aposentadoria, reforma e pensão pelo Tribunal de
Contas da União, verbis:
“Nos processos perante o Tribunal de Contas da União
asseguram-se o contraditório e a ampla defesa quando da
decisão puder resultar anulação ou revogação de ato
administrativo que beneficie o interessado, excetuada a
apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de
aposentadoria, reforma e pensão”.
Esta exigência é afastada nos casos em que o Tribunal de Contas da
União, no exercício do controle externo que lhe atribui a Constituição (art.
71, III), aprecia a legalidade da concessão de aposentadoria ou pensão, só
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. LUIZ FUX
MS 26734 AGR / DF
após o que se aperfeiçoa o ato complexo, dotando-o de definitividade
administrativa. Assim, não se consuma a decadência administrativa, por
não se aplicar o prazo previsto no art. 54 da Lei n 9.784/1999, dado o não
aperfeiçoamento do ato complexo de concessão. Precedentes: MS 30.916,
Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 8/6/2012; MS 25.525, Rel. Min. Marco
Aurélio, DJe 19/3/2010; MS 25.697, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 12/3/2010.
Sobre o tópico, esta Corte firmou entendimento no sentido de que o
TCU, nos processos de registro de aposentadoria, reforma e pensão em
que o lapso temporal entre a data da chegada do processo na Corte de
Contas e o exame de sua legalidade tenha superado cinco anos, deve
assegurar ao servidor ou ao beneficiário a possibilidade de defender a
validade do ato de aposentadoria ou pensão. Precedentes: MS 25.116, Rel.
Min. Ayres Britto, DJe 10/2/2011; MS 31.342-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli,
DJe 10/12/2012; MS 28.576, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe
11/6/2014.
No presente caso, verifico que o processo foi protocolado no TCU
em 15/10/2003 e julgado em 21/6/2005. Assim, nos termos da
jurisprudência desta Corte, não ocorreu violação aos princípios da ampla
defesa e do contraditório.
Em passo seguinte, no que se refere ao recolhimento das
contribuições previdenciárias relativas ao tempo de serviço rural para a
concessão de aposentadoria a servidor público, esta Corte firmou
entendimento de que é necessário o recolhimento das contribuições
previdenciárias. A ilustrar, menciono o MS 26.461, cuja ementa
transcrevo:
“EMENTA: CONSTITUCIONAL. PREVIDENCIÁRIO.
TRABALHADOR RURAL. CONTAGEM DO TEMPO DE
SERVIÇO. PERÍODO ANTERIOR À EDIÇÃO DA LEI 8.213/91.
APOSENTADORIA VOLUNTÁRIA. EXIGÊNCIA DE PRÉVIO
RECOLHIMENTO DE CONTRIBUIÇÃO. MANDADO DE
2
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MS 26734 AGR / DF
após o que se aperfeiçoa o ato complexo, dotando-o de definitividade
administrativa. Assim, não se consuma a decadência administrativa, por
não se aplicar o prazo previsto no art. 54 da Lei n 9.784/1999, dado o não
aperfeiçoamento do ato complexo de concessão. Precedentes: MS 30.916,
Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 8/6/2012; MS 25.525, Rel. Min. Marco
Aurélio, DJe 19/3/2010; MS 25.697, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 12/3/2010.
Sobre o tópico, esta Corte firmou entendimento no sentido de que o
TCU, nos processos de registro de aposentadoria, reforma e pensão em
que o lapso temporal entre a data da chegada do processo na Corte de
Contas e o exame de sua legalidade tenha superado cinco anos, deve
assegurar ao servidor ou ao beneficiário a possibilidade de defender a
validade do ato de aposentadoria ou pensão. Precedentes: MS 25.116, Rel.
Min. Ayres Britto, DJe 10/2/2011; MS 31.342-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli,
DJe 10/12/2012; MS 28.576, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe
11/6/2014.
No presente caso, verifico que o processo foi protocolado no TCU
em 15/10/2003 e julgado em 21/6/2005. Assim, nos termos da
jurisprudência desta Corte, não ocorreu violação aos princípios da ampla
defesa e do contraditório.
Em passo seguinte, no que se refere ao recolhimento das
contribuições previdenciárias relativas ao tempo de serviço rural para a
concessão de aposentadoria a servidor público, esta Corte firmou
entendimento de que é necessário o recolhimento das contribuições
previdenciárias. A ilustrar, menciono o MS 26.461, cuja ementa
transcrevo:
“EMENTA: CONSTITUCIONAL. PREVIDENCIÁRIO.
TRABALHADOR RURAL. CONTAGEM DO TEMPO DE
SERVIÇO. PERÍODO ANTERIOR À EDIÇÃO DA LEI 8.213/91.
APOSENTADORIA VOLUNTÁRIA. EXIGÊNCIA DE PRÉVIO
RECOLHIMENTO DE CONTRIBUIÇÃO. MANDADO DE
2
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Voto - MIN. LUIZ FUX
MS 26734 AGR / DF
SEGURANÇA CONTRA ATO DO PRESIDENTE DO TCU.
PRECEDENTES. SEGURANÇA DENEGADA. I - É
inadmissível a contagem recíproca do tempo de serviço rural
para fins de aposentadoria no serviço público sem que haja o
recolhimento
das
contribuições
previdenciárias
correspondentes. II - Precedentes. III - Segurança denegada”.
(MS 26461, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 6/3/2009).
Os precedentes desta Suprema Corte tiveram por fundamento o art.
201, § 9..., da Constituição da República, que tratou, para efeito de
aposentadoria, da possibilidade de contagem recíproca de tempo de
contribuição na Administração Pública e na atividade privada, rural e
urbana.
Destaco, ainda, os seguintes precedentes desta Corte: MS 26.919, Rel.
Min. Marco Aurélio, Dje 23/5/2008; MS 28.929, Rel. Min. Cármen Lúcia,
Plenário, DJe 14/1/2011.
Ex positis, nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
MS 26734 AGR / DF
SEGURANÇA CONTRA ATO DO PRESIDENTE DO TCU.
PRECEDENTES. SEGURANÇA DENEGADA. I - É
inadmissível a contagem recíproca do tempo de serviço rural
para fins de aposentadoria no serviço público sem que haja o
recolhimento
das
contribuições
previdenciárias
correspondentes. II - Precedentes. III - Segurança denegada”.
(MS 26461, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 6/3/2009).
Os precedentes desta Suprema Corte tiveram por fundamento o art.
201, § 9..., da Constituição da República, que tratou, para efeito de
aposentadoria, da possibilidade de contagem recíproca de tempo de
contribuição na Administração Pública e na atividade privada, rural e
urbana.
Destaco, ainda, os seguintes precedentes desta Corte: MS 26.919, Rel.
Min. Marco Aurélio, Dje 23/5/2008; MS 28.929, Rel. Min. Cármen Lúcia,
Plenário, DJe 14/1/2011.
Ex positis, nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
3
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Extrato de Ata - 07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 26.734
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : AGOSTINHO ROCHA FERREIRA
ADV.(A/S) : JOELSON DIAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (TC n 01730720038)
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 7.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8255536
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 26.734
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : AGOSTINHO ROCHA FERREIRA
ADV.(A/S) : JOELSON DIAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (TC n 01730720038)
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 7.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8255536
Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"TC n 01730720038",
"TC n 01730720038",
"Acórdão n . 110 / 2007",
"Súmula Vinculante n . 3 .",
"TC n 01730720038",
"Acórdão n . 110 / 2007",
"Súmula Vinculante n . 3 .",
"MS 26734 AGR / DF",
"MS n . 25 . 072",
"MS n . 25 . 552",
"MS n . 24 . 784",
"MS n . 24 . 728",
"MS n . 24 . 754",
"Recurso Extraordinário n . 163 . 301",
"MS 26734 AGR / DF",
"MS n . 25 . 072",
"MS n . 25 . 552",
"MS n . 24 . 784",
"MS n . 24 . 728",
"MS n . 24 . 754",
"Recurso Extraordinário n . 163 . 301",
"MS 26734 AGR /",
"MS n . 26 . 919",
"MS n . 26 . 919",
"MS 26734 AGR / DF",
"MS 30 . 916",
"MS 25 . 525",
"MS 25 . 697",
"MS 25 . 116",
"MS 31 . 342 - AgR",
"MS 28 . 576",
"MS 26 . 461",
"MS 30 . 916",
"MS 25 . 525",
"MS 25 . 697",
"MS 25 . 116",
"MS 31 . 342 - AgR",
"MS 28 . 576",
"MS 26 . 461",
"MS 26734 AGR / DF",
"MS 26461",
"MS 26 . 919",
"MS 28 . 929",
"MS 26734 AGR / DF",
"MS 26461",
"MS 26 . 919",
"MS 28 . 929",
"TC n 01730720038",
"TC n 01730720038"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 54 da Lei n . 9 . 784 / 99",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 54 da Lei n . 9 . 784 / 99",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 54 da Lei n . 9 . 784 / 99",
"Constituição",
"artigo 71 da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 54 da Lei n . 9 . 784 / 99",
"Constituição",
"artigo 71 da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§",
"art . 205 do RISTF",
"Emenda Regimental n . 28",
"art . 54 da Lei n 9 . 784 / 99",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§",
"art . 205 do RISTF",
"Emenda Regimental n . 28",
"art . 54 da Lei n 9 . 784 / 99",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição ( art . 71 , III )",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição ( art . 71 , III",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 54 da Lei n 9 . 784 / 1999",
"LEI 8 . 213 / 91",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 54 da Lei n 9 . 784 / 1999",
"LEI 8 . 213 / 91",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 201 , § 9 . . . , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 201 , § 9 . . . , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO",
"UNIÃO",
"TCU",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO",
"UNIÃO",
"Tribunal de Contas da União",
"Tribunal de Contas da União",
"Tribunal de Contas da União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO",
"UNIÃO",
"Tribunal de Contas da União",
"Tribunal de Contas da União",
"Tribunal de Contas da União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"TCU",
"Procuradoria Geral da República",
"TCU",
"Tribunal de Contas",
"Tribunal de Contas da União",
"Tribunal de Contas da União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"TCU",
"Procuradoria Geral da República",
"TCU",
"Tribunal de Contas",
"Tribunal de Contas da União",
"Tribunal de Contas da União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"TCU",
"TCU",
"Ministério Público Federal",
"Tribunal de Contas da União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"TCU",
"TCU",
"Ministério Público Federal",
"Tribunal de Contas da União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Contas da União",
"Tribunal de Contas da União",
"Tribunal de Contas da União",
"Tribunal de Contas da União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Contas da União",
"Tribunal de Contas da União",
"Tribunal de Contas da União",
"Tribunal de Contas da União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"TCU",
"TCU",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"TCU",
"TCU",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"TCU",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"TCU",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO",
"UNIÃO",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"LUIZ FUX",
"AGOSTINHO ROCHA FERREIRA",
"JOELSON DIAS",
"Rosa Weber",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"AGOSTINHO ROCHA FERREIRA",
"JOELSON DIAS",
"LUIZ FUX",
"Eros Grau",
"Agostinho Rocha Ferreira",
"LUIZ FUX",
"AGOSTINHO ROCHA FERREIRA",
"JOELSON DIAS",
"LUIZ FUX",
"Eros Grau",
"Agostinho Rocha Ferreira",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CARLOS VELLOSO",
"GILMAR MENDES",
"MARCO AURÉLIO",
"SEPULVEDA PERTENCE",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CARLOS VELLOSO",
"GILMAR MENDES",
"MARCO AURÉLIO",
"SEPULVEDA PERTENCE",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"Cármen Lúcia",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Ayres Britto",
"Dias Toffoli",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Ayres Britto",
"Dias Toffoli",
"Ricardo Lewandowski",
"LUIZ FUX",
"Ricardo Lewandowski",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"LUIZ FUX",
"AGOSTINHO ROCHA FERREIRA",
"JOELSON",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"LUIZ FUX",
"AGOSTINHO ROCHA FERREIRA",
"JOELSON DIAS",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"7 de abril de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
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"04",
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"2015",
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"08",
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"2001",
"07",
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"04",
"/",
"2015",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"27",
".",
"4",
".",
"07",
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".",
"5",
".",
"08",
".",
"13",
"19",
".",
"05",
".",
"2004",
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".",
"09",
".",
"2005",
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"02",
".",
"2005",
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".",
"97",
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"08",
"/",
"2001",
"27",
".",
"4",
".",
"07",
"30",
".",
"5",
".",
"08",
".",
"19",
".",
"05",
".",
"2004",
"09",
".",
"09",
".",
"2005",
"18",
".",
"02",
".",
"2005",
"28",
".",
"11",
".",
"97",
"24",
"/",
"08",
"/",
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".",
"08",
"18 de fevereiro de 2009",
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"08",
"/",
"2001",
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".",
"08",
"18 de fevereiro de 2009",
"24",
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"08",
"/",
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"04",
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"2015",
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"/",
"2001",
"07",
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"04",
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"2015",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
"2012",
"19",
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"/",
"2010",
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"/",
"3",
"/",
"2010",
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"/",
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"/",
"2012",
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"/",
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"/",
"2014",
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"/",
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"21",
"/",
"6",
"/",
"2005",
"24",
"/",
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"/",
"2001",
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"/",
"6",
"/",
"2012",
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"/",
"2010",
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"3",
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"2010",
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"2",
"/",
"2011",
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"2012",
"11",
"/",
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"/",
"2014",
"15",
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"/",
"2003",
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"/",
"2005",
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"/",
"2001",
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"/",
"2009",
"23",
"/",
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"/",
"2008",
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"/",
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"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
"/",
"3",
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"2009",
"23",
"/",
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"2008",
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"/",
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"2011",
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"2015",
"7",
".",
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".",
"2015",
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"/",
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"7",
".",
"4",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.578 PARÁ
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ESTADO DO PARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ
AGDO.(A/S)
:FERNANDO
ANTONIO
VIEIRA
CAPUCHO
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:HAROLDO SOUZA SILVA
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR
PÚBLICO. DECESSO REMUNERATÓRIO. NECESSÁRIOS REEXAME
DO CONJUNTO PROBATÓRIO E ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
ESTADUAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULAS NS.
279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 28 de abril de 2015.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Relatório
28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.578 PARÁ
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ESTADO DO PARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ
AGDO.(A/S)
:FERNANDO
ANTONIO
VIEIRA
CAPUCHO
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:HAROLDO SOUZA SILVA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 17.12.2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto pelo Estado do Pará contra julgado do Tribunal
de Justiça daquele Estado, que julgou improcedente a ação rescisória
proposta pelo Agravante. A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“6. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
7. Este Supremo Tribunal assentou, em relação aos servidores
públicos que passaram do regime celetista para o estatutário, inexistir
direito adquirido às vantagens do regime anterior, ressalva feita à
irredutibilidade da remuneração.
Confira-se o seguinte excerto do voto proferido pelo Ministro
Moreira Alves no julgamento do Agravo Regimental no Recurso
Extraordinário n. 313.149:
(...)
Confiram-se também os seguintes julgados:
“DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO.
SERVIDORES
PÚBLICOS
FEDERAIS:
CELETISTAS
CONVERTIDOS EM ESTATUTÁRIOS. DIREITO ADQUIRIDO:
AUSÊNCIA EM RELAÇÃO A VANTAGENS DE REGIME
DIVERSO.
DECESSO
REMUNERATÓRIO
NÃO
COMPROVADO. GARANTIA DA CONTAGEM RECÍPROCA
DO TEMPO DE SERVIÇO. LEI N. 8.112/90, ART. 67 E 100. LEI
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.578 PARÁ
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ESTADO DO PARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ
AGDO.(A/S)
:FERNANDO
ANTONIO
VIEIRA
CAPUCHO
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:HAROLDO SOUZA SILVA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 17.12.2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto pelo Estado do Pará contra julgado do Tribunal
de Justiça daquele Estado, que julgou improcedente a ação rescisória
proposta pelo Agravante. A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“6. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
7. Este Supremo Tribunal assentou, em relação aos servidores
públicos que passaram do regime celetista para o estatutário, inexistir
direito adquirido às vantagens do regime anterior, ressalva feita à
irredutibilidade da remuneração.
Confira-se o seguinte excerto do voto proferido pelo Ministro
Moreira Alves no julgamento do Agravo Regimental no Recurso
Extraordinário n. 313.149:
(...)
Confiram-se também os seguintes julgados:
“DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO.
SERVIDORES
PÚBLICOS
FEDERAIS:
CELETISTAS
CONVERTIDOS EM ESTATUTÁRIOS. DIREITO ADQUIRIDO:
AUSÊNCIA EM RELAÇÃO A VANTAGENS DE REGIME
DIVERSO.
DECESSO
REMUNERATÓRIO
NÃO
COMPROVADO. GARANTIA DA CONTAGEM RECÍPROCA
DO TEMPO DE SERVIÇO. LEI N. 8.112/90, ART. 67 E 100. LEI
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
ARE 741578 AGR / PA
N. 8.162/91, ART. 7º, INCISOS I E III. 1. Constata-se a legitimidade
passiva do TCU, quando aquela Corte baixa em diligência ato de
aposentadoria, o qual, uma vez revisto, merece a aprovação da Corte
de Contas. 2. O cômputo do prazo decadencial conta-se da edição do 2º
ato de aposentadoria, pois é contra este que se rebela o impetrante. 3.
Cristalizou-se o direito do impetrante à contagem do tempo de serviço
para todos os fins, na forma do art. 100 da Lei n. 8.112/90. Daí
decorre o reconhecimento do direito à percepção de anuênios. No RE
221.946, Rel. Min. Sydney Sanches, DJ 26/2/99, o Plenário
reconheceu a inconstitucionalidade dos incisos I e III do art. 7º, da Lei
n. 8.162/91. Pedido deferido para este efeito. 4. Não há direito
adquirido a regime jurídico. Não ocorrendo diminuição da
remuneração global recebida, não há se falar que as parcelas percebidas
ao tempo de seu ingresso no regime jurídico único da Lei n. 8.112/90
tenham se incorporado ao patrimônio jurídico do servidor. Não tendo
o impetrante se desincumbido de comprovar o decesso remuneratório
que ocorreria se a gratificação fosse suprimida ao tempo de seu
ingresso no regime jurídico único, não há como se deferir o pedido de
incorporação do que recebido a título de gratificação especial com base
no princípio da irredutibilidade de vencimentos (art. 37, XV da CF).
5. Mandado de Segurança parcialmente concedido” (MS 22.094,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, Plenário, DJ 25.2.2005, grifos
nossos).
(...)
8. Quanto ao decesso remuneratório, a apreciação do pleito
recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório
constante do processo e de legislação local (Lei estadual n.
5.378/1987), procedimentos inviáveis em recurso extraordinário.
Incidem na espécie as Súmulas ns. 279 e 280 do Supremo Tribunal
Federal:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR PÚBLICO. INEXISTÊNCIA DE DIREITO
ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. LEGITIMIDADE DE
ALTERAÇÃO DA FÓRMULA DE CÁLCULO DA
REMUNERAÇÃO,
DESDE
QUE
RESPEITADA
A
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 741578 AGR / PA
N. 8.162/91, ART. 7º, INCISOS I E III. 1. Constata-se a legitimidade
passiva do TCU, quando aquela Corte baixa em diligência ato de
aposentadoria, o qual, uma vez revisto, merece a aprovação da Corte
de Contas. 2. O cômputo do prazo decadencial conta-se da edição do 2º
ato de aposentadoria, pois é contra este que se rebela o impetrante. 3.
Cristalizou-se o direito do impetrante à contagem do tempo de serviço
para todos os fins, na forma do art. 100 da Lei n. 8.112/90. Daí
decorre o reconhecimento do direito à percepção de anuênios. No RE
221.946, Rel. Min. Sydney Sanches, DJ 26/2/99, o Plenário
reconheceu a inconstitucionalidade dos incisos I e III do art. 7º, da Lei
n. 8.162/91. Pedido deferido para este efeito. 4. Não há direito
adquirido a regime jurídico. Não ocorrendo diminuição da
remuneração global recebida, não há se falar que as parcelas percebidas
ao tempo de seu ingresso no regime jurídico único da Lei n. 8.112/90
tenham se incorporado ao patrimônio jurídico do servidor. Não tendo
o impetrante se desincumbido de comprovar o decesso remuneratório
que ocorreria se a gratificação fosse suprimida ao tempo de seu
ingresso no regime jurídico único, não há como se deferir o pedido de
incorporação do que recebido a título de gratificação especial com base
no princípio da irredutibilidade de vencimentos (art. 37, XV da CF).
5. Mandado de Segurança parcialmente concedido” (MS 22.094,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, Plenário, DJ 25.2.2005, grifos
nossos).
(...)
8. Quanto ao decesso remuneratório, a apreciação do pleito
recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório
constante do processo e de legislação local (Lei estadual n.
5.378/1987), procedimentos inviáveis em recurso extraordinário.
Incidem na espécie as Súmulas ns. 279 e 280 do Supremo Tribunal
Federal:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR PÚBLICO. INEXISTÊNCIA DE DIREITO
ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. LEGITIMIDADE DE
ALTERAÇÃO DA FÓRMULA DE CÁLCULO DA
REMUNERAÇÃO,
DESDE
QUE
RESPEITADA
A
2
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Relatório
ARE 741578 AGR / PA
IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. OCORRÊNCIA DE
DECESSO REMUNERATÓRIO. NECESSIDADE DE REEXAME
DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS E DE
REANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. INCIDÊNCIA DAS
SÚMULAS 279 E 280 DO STF” (ARE 772.833-AgR, Relator o
Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 26.2.2014, grifos nossos).
(...)
9. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc.
II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 797-804).
2. Publicada essa decisão no DJe de 3.2.2015 (fl. 805), interpõe o
Estado do Pará, em 13.2.2015, tempestivamente, agravo regimental (fls.
806-821).
3. O Agravante afirma que
“a Ação Rescisória intentada aponta justamente a violação ao
disposto no art. 7º, IV, da CF/88, uma vez que o acórdão rescindendo
teria culminado por indexar a remuneração dos servidores com base
no salário mínimo, a pretexto de salvaguardar a irredutibilidade de
vencimentos e a isonomia salarial. Quanto a este ponto, o v. Acórdão
recorrido incorreu no mesmo erro, fazendo, com o devido respeito,
verdadeiros malabarismos jurídicos na tentativa de escapar do alcance
da norma constitucional em comento” (fl. 814).
Assevera não ocorrida, na espécie, “redução nominal dos vencimentos
percebidos pelos agravados, mas tão somente alteração do regime jurídico a que
estavam submetidos. E o entendimento jurisprudencial consolidado desta C.
Corte é justamente no sentido de que a irredutibilidade de vencimentos deve
observar a preservação do valor nominal e não do poder aquisitivo da
remuneração do servidor” (fls. 815-816).
E conclui: “de todo o exposto, percebe-se que o v. Acórdão recorrido
incorreu em ofensa literal ao disposto no art. 7º, IV, da CF/88, pois manteve a
vinculação da remuneração dos réus ao salário mínimo para supostamente
3
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IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. OCORRÊNCIA DE
DECESSO REMUNERATÓRIO. NECESSIDADE DE REEXAME
DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS E DE
REANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. INCIDÊNCIA DAS
SÚMULAS 279 E 280 DO STF” (ARE 772.833-AgR, Relator o
Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 26.2.2014, grifos nossos).
(...)
9. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc.
II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 797-804).
2. Publicada essa decisão no DJe de 3.2.2015 (fl. 805), interpõe o
Estado do Pará, em 13.2.2015, tempestivamente, agravo regimental (fls.
806-821).
3. O Agravante afirma que
“a Ação Rescisória intentada aponta justamente a violação ao
disposto no art. 7º, IV, da CF/88, uma vez que o acórdão rescindendo
teria culminado por indexar a remuneração dos servidores com base
no salário mínimo, a pretexto de salvaguardar a irredutibilidade de
vencimentos e a isonomia salarial. Quanto a este ponto, o v. Acórdão
recorrido incorreu no mesmo erro, fazendo, com o devido respeito,
verdadeiros malabarismos jurídicos na tentativa de escapar do alcance
da norma constitucional em comento” (fl. 814).
Assevera não ocorrida, na espécie, “redução nominal dos vencimentos
percebidos pelos agravados, mas tão somente alteração do regime jurídico a que
estavam submetidos. E o entendimento jurisprudencial consolidado desta C.
Corte é justamente no sentido de que a irredutibilidade de vencimentos deve
observar a preservação do valor nominal e não do poder aquisitivo da
remuneração do servidor” (fls. 815-816).
E conclui: “de todo o exposto, percebe-se que o v. Acórdão recorrido
incorreu em ofensa literal ao disposto no art. 7º, IV, da CF/88, pois manteve a
vinculação da remuneração dos réus ao salário mínimo para supostamente
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Relatório
ARE 741578 AGR / PA
preservar a irredutibilidade de vencimentos”.
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
4
Supremo Tribunal Federal
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preservar a irredutibilidade de vencimentos”.
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.578 PARÁ
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. A Desembargadora Relatora do recurso no Tribunal de origem
fundamentou o voto nos termos seguintes:
“No exame do caso concreto os fundamentos específicos da
decisão da 3ª Câmara Cível Isolada referem-se à transposição dos réus
do regime celetista para o estatutário pela legislação estadual sem
respeitar, no entanto, a manutenção do piso de vencimentos que
recebiam até então que feria por dois aspectos o direito dos ora réus. A
um, feria o princípio da irredutibilidade de vencimentos previsto na
própria Constituição Federal (artigo 37, X, da CF/88). A dois, violava
o princípio da isonomia ao permitir que servidores com mesmas
funções, no mesmo órgão, do mesmo Poder, não recebessem mesmo
vencimentos. Sob tal ótica, não há relação própria entre a vedação
constitucional de utilizar-se o salário-mínimo como indexador dos
vencimentos dos servidores públicos. O que esteve a se analisar
naquela oportunidade era o caso concreto dos réus que tiveram direitos
violados quando da transformação da lei de regência da sua relação
laboral com o Estado do Pará. Não visualizo, pois, que a interpretação
pretendida pelo autor ao caso em exame possa resultar na realidade
dos fatos. Volto a afirmar que o espírito, em apertada síntese, dos
artigos indicados e julgados citados foram o combate do processo
monetário inflacionário vivido durante a década de 80 do século
passado. Porém, do relato dos fatos vê-se que os réus eram
funcionários públicos estaduais lotados na Secretaria de Estado de
Agricultura sob o regime celetista que percebiam em valores totais
(uma vez que reivindicaram a incorporação de vantagens pela porta da
habitualidade) equivalentes a 8,5 (oito e meio) salários-mínimos. Com
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28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.578 PARÁ
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. A Desembargadora Relatora do recurso no Tribunal de origem
fundamentou o voto nos termos seguintes:
“No exame do caso concreto os fundamentos específicos da
decisão da 3ª Câmara Cível Isolada referem-se à transposição dos réus
do regime celetista para o estatutário pela legislação estadual sem
respeitar, no entanto, a manutenção do piso de vencimentos que
recebiam até então que feria por dois aspectos o direito dos ora réus. A
um, feria o princípio da irredutibilidade de vencimentos previsto na
própria Constituição Federal (artigo 37, X, da CF/88). A dois, violava
o princípio da isonomia ao permitir que servidores com mesmas
funções, no mesmo órgão, do mesmo Poder, não recebessem mesmo
vencimentos. Sob tal ótica, não há relação própria entre a vedação
constitucional de utilizar-se o salário-mínimo como indexador dos
vencimentos dos servidores públicos. O que esteve a se analisar
naquela oportunidade era o caso concreto dos réus que tiveram direitos
violados quando da transformação da lei de regência da sua relação
laboral com o Estado do Pará. Não visualizo, pois, que a interpretação
pretendida pelo autor ao caso em exame possa resultar na realidade
dos fatos. Volto a afirmar que o espírito, em apertada síntese, dos
artigos indicados e julgados citados foram o combate do processo
monetário inflacionário vivido durante a década de 80 do século
passado. Porém, do relato dos fatos vê-se que os réus eram
funcionários públicos estaduais lotados na Secretaria de Estado de
Agricultura sob o regime celetista que percebiam em valores totais
(uma vez que reivindicaram a incorporação de vantagens pela porta da
habitualidade) equivalentes a 8,5 (oito e meio) salários-mínimos. Com
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 741578 AGR / PA
a edição da Lei Estadual n. 5.378/87, os vencimentos foram reduzidos
a pouco mais de 03 (três) salários-mínimos com supressão das
vantagens incorporadas. (…) Assim, não há pedido de reposição
inflacionária adotando o salário-mínimo como indexador dos
vencimentos, mas uma situação pontual objeto da ordinária, qual seja,
a recomposição dos vencimentos quando da passagem ao regime
estatutário para o
quantum
anterior sob o talante da irredutibilidade
de vencimentos prevista na própria lei de regência (artigo 9º, § 2º, da
Lei n. 5.378/87)” (fls. 690-692, grifos nossos).
3. Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa
das instâncias originárias quanto à ocorrência de decesso remuneratório
demandaria o reexame do conjunto probatório e da legislação
infraconstitucional. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido,
seria indireta. Incidem na espécie as Súmulas ns. 279 e 280 do Supremo
Tribunal Federal. Assim, por exemplo:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO
INATIVO. AUSÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME
JURÍDICO, ASSEGURADA A IRREDUTIBILIDADE DOS
PROVENTOS. DECESSO REMUNERATÓRIO VERIFICADO
PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. SÚMULAS 279 E 280/STF.
PRECEDENTES. O Supremo Tribunal Federal firmou o
entendimento de que não há direito adquirido a regime jurídico,
assegurada a irredutibilidade de vencimentos e proventos.
Precedentes. Dissentir da conclusão do Tribunal de origem quanto à
existência de decesso remuneratório demandaria a análise da
legislação local aplicável ao caso (Lei estadual nº 8.361/2002), bem
como dos fatos e do material probatório constantes dos autos.
Incidência das Súmulas 279 e 280/STF. A tese de violação ao art. 195,
§§ 4º e 5º, da CF/1988 não faz parte das razões do recurso
extraordinário e não foi discutida pelo Tribunal de origem, sendo
suscitada somente nesta via recursal. Constitui-se, portanto, em
inovação insuscetível de apreciação neste momento processual.
Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE
2
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ARE 741578 AGR / PA
a edição da Lei Estadual n. 5.378/87, os vencimentos foram reduzidos
a pouco mais de 03 (três) salários-mínimos com supressão das
vantagens incorporadas. (…) Assim, não há pedido de reposição
inflacionária adotando o salário-mínimo como indexador dos
vencimentos, mas uma situação pontual objeto da ordinária, qual seja,
a recomposição dos vencimentos quando da passagem ao regime
estatutário para o
quantum
anterior sob o talante da irredutibilidade
de vencimentos prevista na própria lei de regência (artigo 9º, § 2º, da
Lei n. 5.378/87)” (fls. 690-692, grifos nossos).
3. Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa
das instâncias originárias quanto à ocorrência de decesso remuneratório
demandaria o reexame do conjunto probatório e da legislação
infraconstitucional. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido,
seria indireta. Incidem na espécie as Súmulas ns. 279 e 280 do Supremo
Tribunal Federal. Assim, por exemplo:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO
INATIVO. AUSÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME
JURÍDICO, ASSEGURADA A IRREDUTIBILIDADE DOS
PROVENTOS. DECESSO REMUNERATÓRIO VERIFICADO
PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. SÚMULAS 279 E 280/STF.
PRECEDENTES. O Supremo Tribunal Federal firmou o
entendimento de que não há direito adquirido a regime jurídico,
assegurada a irredutibilidade de vencimentos e proventos.
Precedentes. Dissentir da conclusão do Tribunal de origem quanto à
existência de decesso remuneratório demandaria a análise da
legislação local aplicável ao caso (Lei estadual nº 8.361/2002), bem
como dos fatos e do material probatório constantes dos autos.
Incidência das Súmulas 279 e 280/STF. A tese de violação ao art. 195,
§§ 4º e 5º, da CF/1988 não faz parte das razões do recurso
extraordinário e não foi discutida pelo Tribunal de origem, sendo
suscitada somente nesta via recursal. Constitui-se, portanto, em
inovação insuscetível de apreciação neste momento processual.
Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 741578 AGR / PA
836.518-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira
Turma, DJe 18.12.2014).
“Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2.
Redução na remuneração. Controvérsia decidida à luz da legislação
local aplicável e do acervo fático-probatório. Incidência dos enunciados
279 e 280 da Súmula do STF. 3. Ausência de argumentos capazes de
infirmar a decisão agravada. 4. Agravo regimental a que se nega
provimento” (ARE 855.074-AgR, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, Segunda Turma, DJe 19.2.2015).
4. Não há, no acórdão proferido pelo Tribunal a quo, comando que
imponha o salário mínimo como fator de indexação da remuneração dos
Agravados.
5. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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ARE 741578 AGR / PA
836.518-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira
Turma, DJe 18.12.2014).
“Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2.
Redução na remuneração. Controvérsia decidida à luz da legislação
local aplicável e do acervo fático-probatório. Incidência dos enunciados
279 e 280 da Súmula do STF. 3. Ausência de argumentos capazes de
infirmar a decisão agravada. 4. Agravo regimental a que se nega
provimento” (ARE 855.074-AgR, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, Segunda Turma, DJe 19.2.2015).
4. Não há, no acórdão proferido pelo Tribunal a quo, comando que
imponha o salário mínimo como fator de indexação da remuneração dos
Agravados.
5. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Extrato de Ata - 28/04/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.578
PROCED. : PARÁ
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ESTADO DO PARÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ
AGDO.(A/S) : FERNANDO ANTONIO VIEIRA CAPUCHO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : HAROLDO SOUZA SILVA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do
Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 28.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8352344
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.578
PROCED. : PARÁ
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ESTADO DO PARÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ
AGDO.(A/S) : FERNANDO ANTONIO VIEIRA CAPUCHO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : HAROLDO SOUZA SILVA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do
Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 28.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8429375
| 2015-04-28T00:00:00
| 2015-05-13T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 28.04.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. DECESSO REMUNERATÓRIO. NECESSÁRIOS REEXAME DO CONJUNTO PROBATÓRIO E ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO ESTADUAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur304045
|
- Acórdão(s) citado(s):
(SÚMULA 280)
ARE 836518 AgR (1ªT), ARE 855074 AgR (2ªT).
Número de páginas: 9.
Análise: 26/05/2015, BMP.
|
CÁRMEN LÚCIA
|
Segunda Turma
|
741578
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-EST LEI-005378 ANO-1987\n ART-00009 PAR-00002\n LEI ORDINÁRIA, PA"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 741578 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ESTADO DO PARÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ
AGDO.(A/S) : FERNANDO ANTONIO VIEIRA CAPUCHO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : HAROLDO SOUZA SILVA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.578 PARÁ
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ESTADO DO PARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ
AGDO.(A/S)
:FERNANDO
ANTONIO
VIEIRA
CAPUCHO
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:HAROLDO SOUZA SILVA
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR
PÚBLICO. DECESSO REMUNERATÓRIO. NECESSÁRIOS REEXAME
DO CONJUNTO PROBATÓRIO E ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
ESTADUAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULAS NS.
279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 28 de abril de 2015.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.578 PARÁ
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ESTADO DO PARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ
AGDO.(A/S)
:FERNANDO
ANTONIO
VIEIRA
CAPUCHO
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:HAROLDO SOUZA SILVA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 17.12.2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto pelo Estado do Pará contra julgado do Tribunal
de Justiça daquele Estado, que julgou improcedente a ação rescisória
proposta pelo Agravante. A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“6. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
7. Este Supremo Tribunal assentou, em relação aos servidores
públicos que passaram do regime celetista para o estatutário, inexistir
direito adquirido às vantagens do regime anterior, ressalva feita à
irredutibilidade da remuneração.
Confira-se o seguinte excerto do voto proferido pelo Ministro
Moreira Alves no julgamento do Agravo Regimental no Recurso
Extraordinário n. 313.149:
(...)
Confiram-se também os seguintes julgados:
“DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO.
SERVIDORES
PÚBLICOS
FEDERAIS:
CELETISTAS
CONVERTIDOS EM ESTATUTÁRIOS. DIREITO ADQUIRIDO:
AUSÊNCIA EM RELAÇÃO A VANTAGENS DE REGIME
DIVERSO.
DECESSO
REMUNERATÓRIO
NÃO
COMPROVADO. GARANTIA DA CONTAGEM RECÍPROCA
DO TEMPO DE SERVIÇO. LEI N. 8.112/90, ART. 67 E 100. LEI
Supremo Tribunal Federal
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28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.578 PARÁ
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ESTADO DO PARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ
AGDO.(A/S)
:FERNANDO
ANTONIO
VIEIRA
CAPUCHO
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:HAROLDO SOUZA SILVA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 17.12.2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto pelo Estado do Pará contra julgado do Tribunal
de Justiça daquele Estado, que julgou improcedente a ação rescisória
proposta pelo Agravante. A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“6. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
7. Este Supremo Tribunal assentou, em relação aos servidores
públicos que passaram do regime celetista para o estatutário, inexistir
direito adquirido às vantagens do regime anterior, ressalva feita à
irredutibilidade da remuneração.
Confira-se o seguinte excerto do voto proferido pelo Ministro
Moreira Alves no julgamento do Agravo Regimental no Recurso
Extraordinário n. 313.149:
(...)
Confiram-se também os seguintes julgados:
“DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO.
SERVIDORES
PÚBLICOS
FEDERAIS:
CELETISTAS
CONVERTIDOS EM ESTATUTÁRIOS. DIREITO ADQUIRIDO:
AUSÊNCIA EM RELAÇÃO A VANTAGENS DE REGIME
DIVERSO.
DECESSO
REMUNERATÓRIO
NÃO
COMPROVADO. GARANTIA DA CONTAGEM RECÍPROCA
DO TEMPO DE SERVIÇO. LEI N. 8.112/90, ART. 67 E 100. LEI
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Relatório
ARE 741578 AGR / PA
N. 8.162/91, ART. 7..., INCISOS I E III. 1. Constata-se a legitimidade
passiva do TCU, quando aquela Corte baixa em diligência ato de
aposentadoria, o qual, uma vez revisto, merece a aprovação da Corte
de Contas. 2. O cômputo do prazo decadencial conta-se da edição do 2...
ato de aposentadoria, pois é contra este que se rebela o impetrante. 3.
Cristalizou-se o direito do impetrante à contagem do tempo de serviço
para todos os fins, na forma do art. 100 da Lei n. 8.112/90. Daí
decorre o reconhecimento do direito à percepção de anuênios. No Recurso Extraordinário
221.946, Rel. Min. Sydney Sanches, DJ 26/2/99, o Plenário
reconheceu a inconstitucionalidade dos incisos I e III do art. 7..., da Lei
n. 8.162/91. Pedido deferido para este efeito. 4. Não há direito
adquirido a regime jurídico. Não ocorrendo diminuição da
remuneração global recebida, não há se falar que as parcelas percebidas
ao tempo de seu ingresso no regime jurídico único da Lei n. 8.112/90
tenham se incorporado ao patrimônio jurídico do servidor. Não tendo
o impetrante se desincumbido de comprovar o decesso remuneratório
que ocorreria se a gratificação fosse suprimida ao tempo de seu
ingresso no regime jurídico único, não há como se deferir o pedido de
incorporação do que recebido a título de gratificação especial com base
no princípio da irredutibilidade de vencimentos (art. 37, XV da Constituição Federal de 1988).
5. Mandado de Segurança parcialmente concedido” (MS 22.094,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, Plenário, DJ 25.2.2005, grifos
nossos).
(...)
8. Quanto ao decesso remuneratório, a apreciação do pleito
recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório
constante do processo e de legislação local (Lei estadual n.
5.378/1987), procedimentos inviáveis em recurso extraordinário.
Incidem na espécie as Súmulas ns. 279 e 280 do Supremo Tribunal
Federal:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR PÚBLICO. INEXISTÊNCIA DE DIREITO
ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. LEGITIMIDADE DE
ALTERAÇÃO DA FÓRMULA DE CÁLCULO DA
REMUNERAÇÃO,
DESDE
QUE
RESPEITADA
A
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 741578 AGR / PA
N. 8.162/91, ART. 7..., INCISOS I E III. 1. Constata-se a legitimidade
passiva do TCU, quando aquela Corte baixa em diligência ato de
aposentadoria, o qual, uma vez revisto, merece a aprovação da Corte
de Contas. 2. O cômputo do prazo decadencial conta-se da edição do 2...
ato de aposentadoria, pois é contra este que se rebela o impetrante. 3.
Cristalizou-se o direito do impetrante à contagem do tempo de serviço
para todos os fins, na forma do art. 100 da Lei n. 8.112/90. Daí
decorre o reconhecimento do direito à percepção de anuênios. No Recurso Extraordinário
221.946, Rel. Min. Sydney Sanches, DJ 26/2/99, o Plenário
reconheceu a inconstitucionalidade dos incisos I e III do art. 7..., da Lei
n. 8.162/91. Pedido deferido para este efeito. 4. Não há direito
adquirido a regime jurídico. Não ocorrendo diminuição da
remuneração global recebida, não há se falar que as parcelas percebidas
ao tempo de seu ingresso no regime jurídico único da Lei n. 8.112/90
tenham se incorporado ao patrimônio jurídico do servidor. Não tendo
o impetrante se desincumbido de comprovar o decesso remuneratório
que ocorreria se a gratificação fosse suprimida ao tempo de seu
ingresso no regime jurídico único, não há como se deferir o pedido de
incorporação do que recebido a título de gratificação especial com base
no princípio da irredutibilidade de vencimentos (art. 37, XV da Constituição Federal de 1988).
5. Mandado de Segurança parcialmente concedido” (MS 22.094,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, Plenário, DJ 25.2.2005, grifos
nossos).
(...)
8. Quanto ao decesso remuneratório, a apreciação do pleito
recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório
constante do processo e de legislação local (Lei estadual n.
5.378/1987), procedimentos inviáveis em recurso extraordinário.
Incidem na espécie as Súmulas ns. 279 e 280 do Supremo Tribunal
Federal:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR PÚBLICO. INEXISTÊNCIA DE DIREITO
ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. LEGITIMIDADE DE
ALTERAÇÃO DA FÓRMULA DE CÁLCULO DA
REMUNERAÇÃO,
DESDE
QUE
RESPEITADA
A
2
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Relatório
ARE 741578 AGR / PA
IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. OCORRÊNCIA DE
DECESSO REMUNERATÓRIO. NECESSIDADE DE REEXAME
DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS E DE
REANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. INCIDÊNCIA DAS
SÚMULAS 279 E 280 DO Supremo Tribunal Federal” (ARE 772.833-AgR, Relator o
Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 26.2.2014, grifos nossos).
(...)
9. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc.
II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 797-804).
2. Publicada essa decisão no DJe de 3.2.2015 (fl. 805), interpõe o
Estado do Pará, em 13.2.2015, tempestivamente, agravo regimental (fls.
806-821).
3. O Agravante afirma que
“a Ação Rescisória intentada aponta justamente a violação ao
disposto no art. 7..., IV, da Constituição Federal de 1988/88, uma vez que o acórdão rescindendo
teria culminado por indexar a remuneração dos servidores com base
no salário mínimo, a pretexto de salvaguardar a irredutibilidade de
vencimentos e a isonomia salarial. Quanto a este ponto, o v. Acórdão
recorrido incorreu no mesmo erro, fazendo, com o devido respeito,
verdadeiros malabarismos jurídicos na tentativa de escapar do alcance
da norma constitucional em comento” (fl. 814).
Assevera não ocorrida, na espécie, “redução nominal dos vencimentos
percebidos pelos agravados, mas tão somente alteração do regime jurídico a que
estavam submetidos. E o entendimento jurisprudencial consolidado desta C.
Corte é justamente no sentido de que a irredutibilidade de vencimentos deve
observar a preservação do valor nominal e não do poder aquisitivo da
remuneração do servidor” (fls. 815-816).
E conclui: “de todo o exposto, percebe-se que o v. Acórdão recorrido
incorreu em ofensa literal ao disposto no art. 7..., IV, da Constituição Federal de 1988/88, pois manteve a
vinculação da remuneração dos réus ao salário mínimo para supostamente
3
Supremo Tribunal Federal
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ARE 741578 AGR / PA
IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. OCORRÊNCIA DE
DECESSO REMUNERATÓRIO. NECESSIDADE DE REEXAME
DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS E DE
REANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. INCIDÊNCIA DAS
SÚMULAS 279 E 280 DO Supremo Tribunal Federal” (ARE 772.833-AgR, Relator o
Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 26.2.2014, grifos nossos).
(...)
9. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc.
II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 797-804).
2. Publicada essa decisão no DJe de 3.2.2015 (fl. 805), interpõe o
Estado do Pará, em 13.2.2015, tempestivamente, agravo regimental (fls.
806-821).
3. O Agravante afirma que
“a Ação Rescisória intentada aponta justamente a violação ao
disposto no art. 7..., IV, da Constituição Federal de 1988/88, uma vez que o acórdão rescindendo
teria culminado por indexar a remuneração dos servidores com base
no salário mínimo, a pretexto de salvaguardar a irredutibilidade de
vencimentos e a isonomia salarial. Quanto a este ponto, o v. Acórdão
recorrido incorreu no mesmo erro, fazendo, com o devido respeito,
verdadeiros malabarismos jurídicos na tentativa de escapar do alcance
da norma constitucional em comento” (fl. 814).
Assevera não ocorrida, na espécie, “redução nominal dos vencimentos
percebidos pelos agravados, mas tão somente alteração do regime jurídico a que
estavam submetidos. E o entendimento jurisprudencial consolidado desta C.
Corte é justamente no sentido de que a irredutibilidade de vencimentos deve
observar a preservação do valor nominal e não do poder aquisitivo da
remuneração do servidor” (fls. 815-816).
E conclui: “de todo o exposto, percebe-se que o v. Acórdão recorrido
incorreu em ofensa literal ao disposto no art. 7..., IV, da Constituição Federal de 1988/88, pois manteve a
vinculação da remuneração dos réus ao salário mínimo para supostamente
3
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Relatório
ARE 741578 AGR / PA
preservar a irredutibilidade de vencimentos”.
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
4
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 741578 AGR / PA
preservar a irredutibilidade de vencimentos”.
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
4
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.578 PARÁ
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. A Desembargadora Relatora do recurso no Tribunal de origem
fundamentou o voto nos termos seguintes:
“No exame do caso concreto os fundamentos específicos da
decisão da 3... Câmara Cível Isolada referem-se à transposição dos réus
do regime celetista para o estatutário pela legislação estadual sem
respeitar, no entanto, a manutenção do piso de vencimentos que
recebiam até então que feria por dois aspectos o direito dos ora réus. A
um, feria o princípio da irredutibilidade de vencimentos previsto na
própria Constituição Federal (artigo 37, X, da Constituição Federal de 1988/88). A dois, violava
o princípio da isonomia ao permitir que servidores com mesmas
funções, no mesmo órgão, do mesmo Poder, não recebessem mesmo
vencimentos. Sob tal ótica, não há relação própria entre a vedação
constitucional de utilizar-se o salário-mínimo como indexador dos
vencimentos dos servidores públicos. O que esteve a se analisar
naquela oportunidade era o caso concreto dos réus que tiveram direitos
violados quando da transformação da lei de regência da sua relação
laboral com o Estado do Pará. Não visualizo, pois, que a interpretação
pretendida pelo autor ao caso em exame possa resultar na realidade
dos fatos. Volto a afirmar que o espírito, em apertada síntese, dos
artigos indicados e julgados citados foram o combate do processo
monetário inflacionário vivido durante a década de 80 do século
passado. Porém, do relato dos fatos vê-se que os réus eram
funcionários públicos estaduais lotados na Secretaria de Estado de
Agricultura sob o regime celetista que percebiam em valores totais
(uma vez que reivindicaram a incorporação de vantagens pela porta da
habitualidade) equivalentes a 8,5 (oito e meio) salários-mínimos. Com
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.578 PARÁ
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. A Desembargadora Relatora do recurso no Tribunal de origem
fundamentou o voto nos termos seguintes:
“No exame do caso concreto os fundamentos específicos da
decisão da 3... Câmara Cível Isolada referem-se à transposição dos réus
do regime celetista para o estatutário pela legislação estadual sem
respeitar, no entanto, a manutenção do piso de vencimentos que
recebiam até então que feria por dois aspectos o direito dos ora réus. A
um, feria o princípio da irredutibilidade de vencimentos previsto na
própria Constituição Federal (artigo 37, X, da Constituição Federal de 1988/88). A dois, violava
o princípio da isonomia ao permitir que servidores com mesmas
funções, no mesmo órgão, do mesmo Poder, não recebessem mesmo
vencimentos. Sob tal ótica, não há relação própria entre a vedação
constitucional de utilizar-se o salário-mínimo como indexador dos
vencimentos dos servidores públicos. O que esteve a se analisar
naquela oportunidade era o caso concreto dos réus que tiveram direitos
violados quando da transformação da lei de regência da sua relação
laboral com o Estado do Pará. Não visualizo, pois, que a interpretação
pretendida pelo autor ao caso em exame possa resultar na realidade
dos fatos. Volto a afirmar que o espírito, em apertada síntese, dos
artigos indicados e julgados citados foram o combate do processo
monetário inflacionário vivido durante a década de 80 do século
passado. Porém, do relato dos fatos vê-se que os réus eram
funcionários públicos estaduais lotados na Secretaria de Estado de
Agricultura sob o regime celetista que percebiam em valores totais
(uma vez que reivindicaram a incorporação de vantagens pela porta da
habitualidade) equivalentes a 8,5 (oito e meio) salários-mínimos. Com
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8408274.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 741578 AGR / PA
a edição da Lei Estadual n. 5.378/87, os vencimentos foram reduzidos
a pouco mais de 03 (três) salários-mínimos com supressão das
vantagens incorporadas. (…) Assim, não há pedido de reposição
inflacionária adotando o salário-mínimo como indexador dos
vencimentos, mas uma situação pontual objeto da ordinária, qual seja,
a recomposição dos vencimentos quando da passagem ao regime
estatutário para o
quantum
anterior sob o talante da irredutibilidade
de vencimentos prevista na própria lei de regência (artigo 9..., § 2..., da
Lei n. 5.378/87)” (fls. 690-692, grifos nossos).
3. Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa
das instâncias originárias quanto à ocorrência de decesso remuneratório
demandaria o reexame do conjunto probatório e da legislação
infraconstitucional. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido,
seria indireta. Incidem na espécie as Súmulas ns. 279 e 280 do Supremo
Tribunal Federal. Assim, por exemplo:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO
INATIVO. AUSÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME
JURÍDICO, ASSEGURADA A IRREDUTIBILIDADE DOS
PROVENTOS. DECESSO REMUNERATÓRIO VERIFICADO
PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. SÚMULAS 279 E 280/Supremo Tribunal Federal.
PRECEDENTES. O Supremo Tribunal Federal firmou o
entendimento de que não há direito adquirido a regime jurídico,
assegurada a irredutibilidade de vencimentos e proventos.
Precedentes. Dissentir da conclusão do Tribunal de origem quanto à
existência de decesso remuneratório demandaria a análise da
legislação local aplicável ao caso (Lei estadual n 8.361/2002), bem
como dos fatos e do material probatório constantes dos autos.
Incidência das Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. A tese de violação ao art. 195,
§§ 4... e 5..., da Constituição Federal de 1988/1988 não faz parte das razões do recurso
extraordinário e não foi discutida pelo Tribunal de origem, sendo
suscitada somente nesta via recursal. Constitui-se, portanto, em
inovação insuscetível de apreciação neste momento processual.
Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 741578 AGR / PA
a edição da Lei Estadual n. 5.378/87, os vencimentos foram reduzidos
a pouco mais de 03 (três) salários-mínimos com supressão das
vantagens incorporadas. (…) Assim, não há pedido de reposição
inflacionária adotando o salário-mínimo como indexador dos
vencimentos, mas uma situação pontual objeto da ordinária, qual seja,
a recomposição dos vencimentos quando da passagem ao regime
estatutário para o
quantum
anterior sob o talante da irredutibilidade
de vencimentos prevista na própria lei de regência (artigo 9..., § 2..., da
Lei n. 5.378/87)” (fls. 690-692, grifos nossos).
3. Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa
das instâncias originárias quanto à ocorrência de decesso remuneratório
demandaria o reexame do conjunto probatório e da legislação
infraconstitucional. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido,
seria indireta. Incidem na espécie as Súmulas ns. 279 e 280 do Supremo
Tribunal Federal. Assim, por exemplo:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO
INATIVO. AUSÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME
JURÍDICO, ASSEGURADA A IRREDUTIBILIDADE DOS
PROVENTOS. DECESSO REMUNERATÓRIO VERIFICADO
PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. SÚMULAS 279 E 280/Supremo Tribunal Federal.
PRECEDENTES. O Supremo Tribunal Federal firmou o
entendimento de que não há direito adquirido a regime jurídico,
assegurada a irredutibilidade de vencimentos e proventos.
Precedentes. Dissentir da conclusão do Tribunal de origem quanto à
existência de decesso remuneratório demandaria a análise da
legislação local aplicável ao caso (Lei estadual n 8.361/2002), bem
como dos fatos e do material probatório constantes dos autos.
Incidência das Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. A tese de violação ao art. 195,
§§ 4... e 5..., da Constituição Federal de 1988/1988 não faz parte das razões do recurso
extraordinário e não foi discutida pelo Tribunal de origem, sendo
suscitada somente nesta via recursal. Constitui-se, portanto, em
inovação insuscetível de apreciação neste momento processual.
Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE
2
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8408274.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 741578 AGR / PA
836.518-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira
Turma, DJe 18.12.2014).
“Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2.
Redução na remuneração. Controvérsia decidida à luz da legislação
local aplicável e do acervo fático-probatório. Incidência dos enunciados
279 e 280 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 3. Ausência de argumentos capazes de
infirmar a decisão agravada. 4. Agravo regimental a que se nega
provimento” (ARE 855.074-AgR, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, Segunda Turma, DJe 19.2.2015).
4. Não há, no acórdão proferido pelo Tribunal a quo, comando que
imponha o salário mínimo como fator de indexação da remuneração dos
Agravados.
5. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8408274.
Supremo Tribunal Federal
ARE 741578 AGR / PA
836.518-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira
Turma, DJe 18.12.2014).
“Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2.
Redução na remuneração. Controvérsia decidida à luz da legislação
local aplicável e do acervo fático-probatório. Incidência dos enunciados
279 e 280 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 3. Ausência de argumentos capazes de
infirmar a decisão agravada. 4. Agravo regimental a que se nega
provimento” (ARE 855.074-AgR, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, Segunda Turma, DJe 19.2.2015).
4. Não há, no acórdão proferido pelo Tribunal a quo, comando que
imponha o salário mínimo como fator de indexação da remuneração dos
Agravados.
5. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Extrato de Ata - 28/04/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.578
PROCED. : PARÁ
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ESTADO DO PARÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ
AGDO.(A/S) : FERNANDO ANTONIO VIEIRA CAPUCHO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : HAROLDO SOUZA SILVA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do
Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 28.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.578
PROCED. : PARÁ
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ESTADO DO PARÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ
AGDO.(A/S) : FERNANDO ANTONIO VIEIRA CAPUCHO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : HAROLDO SOUZA SILVA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do
Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 28.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741",
"SÚMULAS NS . 279",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741 . 578 PARÁ",
"Agravo Regimental",
"Recurso Extraordinário n . 313 . 149",
"Agravo Regimental no Recurso Extraordinário n . 313 . 149",
"ARE 741578 AGR / PA N . 8 . 162 / 91",
"Recurso Extraordinário 221 . 946",
"MS 22 . 094",
"Súmulas ns . 279",
"ARE 741578 AGR / PA N . 8 . 162 / 91",
"Recurso Extraordinário 221 . 946",
"MS 22 . 094",
"Súmulas ns . 279",
"ARE 741578 AGR / PA",
"SÚMULAS 279",
"ARE 772 . 833 - AgR",
"SÚMULAS 279",
"ARE 772 . 833 - AgR",
"ARE 741578 AGR / PA",
"ARE 741578 AGR / PA",
"Súmulas ns . 279",
"SÚMULAS 279",
"Súmulas 279",
"ARE 741578 AGR / PA",
"Súmulas ns . 279",
"SÚMULAS 279 E 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 741578 AGR / PA 836 . 518 - AgR",
"enunciados 279 e 280 da Súmula do Supremo Tribunal",
"ARE 855 . 074 - AgR",
"ARE 741578 AGR / PA 836 . 518 - AgR",
"enunciados 279",
"ARE 855 . 074 -",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741 . 578"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI N . 8 . 112 / 90 , ART . 67 E 100 . LEI",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI N . 8 . 112 / 90 , ART . 67 E 100 . LEI",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 100 da Lei n . 8 . 112 / 90",
"incisos I e III do art . 7 . . . , da",
"Lei n . 8 . 162 / 91",
"Lei n . 8 . 112 / 90",
"art . 37 , XV da Constituição Federal de 1988",
"Lei estadual n . 5 . 378 / 1987",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 100 da Lei n . 8 . 112 / 90",
"incisos",
"Lei n . 8 . 112 / 90",
"art . 37 , XV da Constituição Federal de 1988",
"Lei estadual n . 5 . 378 / 1987",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , inc . II , al . a , do Código de Processo Civil",
"Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"art . 7 . . . , IV , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"art . 7 . . . , IV , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"art . 7 . . . , IV , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"art . 7 . . . , IV , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"artigo 37 , X , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"artigo 37 , X , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Estadual n . 5 . 378 / 87",
"artigo 9 . . . , § 2 . . . , da Lei n . 5 . 378 / 87",
"Lei estadual n 8",
"art . 195 , § § 4 . . . e 5 . . . , da",
"Constituição Federal de 1988 / 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Estadual n . 5 . 378 / 87",
"artigo 9 . . . , § 2 . . . , da Lei n . 5 . 378 / 87",
"Lei estadual n 8 . 361 / 2002",
"art . 195 , § § 4 . . . e 5 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PARÁ",
"ESTADO DO PARÁ",
"ESTADO DO PARÁ",
"Brasília",
"ESTADO DO PARÁ",
"ESTADO DO PARÁ",
"Estado do Pará",
"PARÁ",
"ESTADO DO PARÁ",
"ESTADO DO PARÁ",
"Estado do Pará",
"Estado do Pará",
"Estado do Pará",
"PARÁ",
"Estado do Pará",
"PARÁ",
"ESTADO DO PARÁ",
"ESTADO DO PARÁ",
"PARÁ",
"ESTADO DO PARÁ",
"ESTADO DO PARÁ"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"TCU",
"Plenário",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"TCU",
"Plenário",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Estado do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"PARÁ",
"3",
". . Câmara Cível Isolada",
"Secretaria de Estado de Agricultura",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"3",
".",
". . Câmara Cível Isolada",
"Secretaria de Estado de Agricultura",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CÁRMEN LÚCIA",
"FERNANDO ANTONIO VIEIRA CAPUCHO",
"HAROLDO SOUZA SILVA",
"Teori Zavascki",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"FERNANDO ANTONIO VIEIRA CAPUCHO",
"HAROLDO SOUZA SILVA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Moreira Alves",
"CÁRMEN LÚCIA",
"FERNANDO ANTONIO VIEIRA CAPUCHO",
"HAROLDO SOUZA SILVA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Moreira Alves",
"Sydney Sanches",
"Ellen Gracie",
"Sydney Sanches",
"Ellen Gracie",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA ARE",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Roberto Barroso",
"Gilmar Mendes",
"Roberto Barroso",
"Gilmar Mendes",
"CÁRMEN LÚCIA",
"FERNANDO ANTONIO VIEIRA CAPUCHO",
"HAROLDO SOUZA SILVA",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Ravena Siqueira",
"CÁRMEN LÚCIA",
"FERNANDO ANTONIO VIEIRA CAPUCHO",
"HAROLDO SOUZA SILVA",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"28",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"28 de abril de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"17",
".",
"12",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"17",
".",
"12",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"2",
"/",
"99",
"25",
".",
"2",
".",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"2",
"/",
"99",
"25",
".",
"2",
".",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"2",
".",
"2014",
"3",
".",
"2",
".",
"2015",
"13",
".",
"2",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
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".",
"2014",
"3",
".",
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".",
"2015",
"13",
".",
"2",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"12",
".",
"2014",
"19",
".",
"2",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"12",
".",
"2014",
"19",
".",
"2",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"28",
".",
"04",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"04",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 805.057 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE BURITAMA
ADV.(A/S)
:JEFFERSON PAIVA BERALDO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:COMPANHIA
DE
DESENVOLVIMENTO
HABITACIONAL E URBANO DO ESTADO DE SÃO
PAULO - CDHU
ADV.(A/S)
:JOÃO ANTONIO BUENO E SOUZA E OUTRO(A/S)
EMENTA: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO
REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO
DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. OFENSA AO ART. 93, IX, DA
CF/88. INOCORRÊNCIA. CONTRATO ADMINISTRATIVO. LEI 8.666/93.
VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA
DEFESA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AUSÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL. ARE 748.371 (REL. MIN. GILMAR MENDES -
TEMA 660). REAPRECIAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS E DO
CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INVIABILIDADE.
SÚMULAS 279 E 454 DO STF. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO.
SÚMULAS 282 E 356 DO STF. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes.
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
ARE 805057 AGR / SP
Brasília, 7 de abril de 2015.
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 805057 AGR / SP
Brasília, 7 de abril de 2015.
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8195592.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 805.057 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE BURITAMA
ADV.(A/S)
:JEFFERSON PAIVA BERALDO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:COMPANHIA
DE
DESENVOLVIMENTO
HABITACIONAL E URBANO DO ESTADO DE SÃO
PAULO - CDHU
ADV.(A/S)
:JOÃO ANTONIO BUENO E SOUZA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento
ao agravo em recurso extraordinário pelos seguintes argumentos: (a)
insuficiência dos fundamentos apresentados em sede de preliminar de
repercussão geral, diante do que exige a jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal; (b) o acórdão recorrido obedece às diretrizes do
precedente firmado no AI 791.292 RG (Rel. Min. GILMAR MENDES -
Tema 339); (c) a reversão do julgado demanda análise da Lei 8.666/93 e
das cláusulas que regem o contrato celebrado entre as partes, incidindo a
vedação estabelecida pelas Súmulas 279 e 454 do STF; e (d) ausência de
prequestionamento.
Sustenta a parte agravante, em síntese, que (a) a repercussão geral
foi devidamente demonstrada, tendo em vista a inobservância dos
princípios do contraditório e da ampla defesa; (b) a matéria está
prequestionada; e (c) houve o esgotamento das vias recursais.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 805.057 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE BURITAMA
ADV.(A/S)
:JEFFERSON PAIVA BERALDO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:COMPANHIA
DE
DESENVOLVIMENTO
HABITACIONAL E URBANO DO ESTADO DE SÃO
PAULO - CDHU
ADV.(A/S)
:JOÃO ANTONIO BUENO E SOUZA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento
ao agravo em recurso extraordinário pelos seguintes argumentos: (a)
insuficiência dos fundamentos apresentados em sede de preliminar de
repercussão geral, diante do que exige a jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal; (b) o acórdão recorrido obedece às diretrizes do
precedente firmado no AI 791.292 RG (Rel. Min. GILMAR MENDES -
Tema 339); (c) a reversão do julgado demanda análise da Lei 8.666/93 e
das cláusulas que regem o contrato celebrado entre as partes, incidindo a
vedação estabelecida pelas Súmulas 279 e 454 do STF; e (d) ausência de
prequestionamento.
Sustenta a parte agravante, em síntese, que (a) a repercussão geral
foi devidamente demonstrada, tendo em vista a inobservância dos
princípios do contraditório e da ampla defesa; (b) a matéria está
prequestionada; e (c) houve o esgotamento das vias recursais.
É o relatório.
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 805.057 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. A decisão agravada é do seguinte teor:
1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso
extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de
Justiça de São Paulo que, com base na Lei 8.666/93, manteve a
condenação do Município a pagar à parte recorrida valores
despendidos para a regularização de empreendimento
imobiliário.
Na peça recursal, sustenta-se, preliminarmente, a
existência de repercussão geral da matéria e aponta-se ofensa,
pelo juízo recorrido, a dispositivos constitucionais.
2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no
sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e
fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional
discutida no recurso extraordinário, com indicação específica
das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a
relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam,
portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos
102, § 3º, da CF e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a
respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a
matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de
importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão
ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto
potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é
consequência inevitável de suposta violação a dispositivo
constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta
Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595
AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma,
DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min.
CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE
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Supremo Tribunal Federal
07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 805.057 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. A decisão agravada é do seguinte teor:
1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso
extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de
Justiça de São Paulo que, com base na Lei 8.666/93, manteve a
condenação do Município a pagar à parte recorrida valores
despendidos para a regularização de empreendimento
imobiliário.
Na peça recursal, sustenta-se, preliminarmente, a
existência de repercussão geral da matéria e aponta-se ofensa,
pelo juízo recorrido, a dispositivos constitucionais.
2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no
sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e
fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional
discutida no recurso extraordinário, com indicação específica
das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a
relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam,
portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos
102, § 3º, da CF e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a
respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a
matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de
importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão
ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto
potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é
consequência inevitável de suposta violação a dispositivo
constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta
Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595
AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma,
DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min.
CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
ARE 805057 AGR / SP
696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de
19/2/2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA,
Segunda Turma, DJe de 13/8/2012.
Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está
acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes
exigidos pela jurisprudência do STF.
3. Quanto à alegação de ofensa ao artigo 93, IX, da CF/88,
relativa à suposta negativa de prestação jurisdicional, o
Supremo Tribunal Federal firmou entendimento, do qual não
divergiu o acórdão recorrido, no sentido de que deve ser
observado o que foi decidido no julgamento do AI 791.292 QO -
RG (Min. Rel. GILMAR MENDES, DJe de 13/8/2010):
(…) o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o
acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que
sucintamente, sem determinar, contudo, o exame
pormenorizado de cada uma das alegações ou provas,
nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
4. Ademais, é inviável a apreciação, em recurso
extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato
jurídico perfeito, aos limites da coisa julgada ou aos princípios
da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido
processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que,
se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa, já que é
imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Nesse
sentido: ARE 748.371-RG/MT, Min. GILMAR MENDES, Tema
660, Plenário, DJe de 1º/8/2013; AI 796.905AgR/PE, Rel. Min.
LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/5/2012; AI 622.814-
AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de
8/3/2012; e ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE,
Segunda Turma, DJe de 19/8/2011.
Efetivamente, a reversão do julgado demanda análise da
Lei 8.666/93 e das cláusulas que regem o contrato celebrado
entre as partes, incidindo a vedação estabelecida pelas Súmulas
279 e 454 do STF.
5. Por fim, não houve emissão, pela decisão recorrida, de
juízo acerca da matéria de que trata a norma inserta no artigo
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 805057 AGR / SP
696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de
19/2/2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA,
Segunda Turma, DJe de 13/8/2012.
Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está
acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes
exigidos pela jurisprudência do STF.
3. Quanto à alegação de ofensa ao artigo 93, IX, da CF/88,
relativa à suposta negativa de prestação jurisdicional, o
Supremo Tribunal Federal firmou entendimento, do qual não
divergiu o acórdão recorrido, no sentido de que deve ser
observado o que foi decidido no julgamento do AI 791.292 QO -
RG (Min. Rel. GILMAR MENDES, DJe de 13/8/2010):
(…) o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o
acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que
sucintamente, sem determinar, contudo, o exame
pormenorizado de cada uma das alegações ou provas,
nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
4. Ademais, é inviável a apreciação, em recurso
extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato
jurídico perfeito, aos limites da coisa julgada ou aos princípios
da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido
processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que,
se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa, já que é
imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Nesse
sentido: ARE 748.371-RG/MT, Min. GILMAR MENDES, Tema
660, Plenário, DJe de 1º/8/2013; AI 796.905AgR/PE, Rel. Min.
LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/5/2012; AI 622.814-
AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de
8/3/2012; e ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE,
Segunda Turma, DJe de 19/8/2011.
Efetivamente, a reversão do julgado demanda análise da
Lei 8.666/93 e das cláusulas que regem o contrato celebrado
entre as partes, incidindo a vedação estabelecida pelas Súmulas
279 e 454 do STF.
5. Por fim, não houve emissão, pela decisão recorrida, de
juízo acerca da matéria de que trata a norma inserta no artigo
2
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
ARE 805057 AGR / SP
167, I, II, III e V, da CF/88, tampouco a questão foi suscitada no
momento oportuno, em sede dos embargos de declaração,
razão pela qual, à falta do indispensável prequestionamento, o
recurso extraordinário não pode ser conhecido no ponto,
incidindo o óbice das Súmulas 282 e 356 do STF.
6 . Diante do exposto, nego provimento ao agravo.
O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses
fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento
da decisão agravada.
2. Diante do exposto, nego provimento ao recurso. É o voto.
3
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ARE 805057 AGR / SP
167, I, II, III e V, da CF/88, tampouco a questão foi suscitada no
momento oportuno, em sede dos embargos de declaração,
razão pela qual, à falta do indispensável prequestionamento, o
recurso extraordinário não pode ser conhecido no ponto,
incidindo o óbice das Súmulas 282 e 356 do STF.
6 . Diante do exposto, nego provimento ao agravo.
O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses
fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento
da decisão agravada.
2. Diante do exposto, nego provimento ao recurso. É o voto.
3
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Extrato de Ata - 07/04/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 805.057
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BURITAMA
ADV.(A/S) : JEFFERSON PAIVA BERALDO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : COMPANHIA DE DESENVOLVIMENTO HABITACIONAL E URBANO DO
ESTADO DE SÃO PAULO - CDHU
ADV.(A/S) : JOÃO ANTONIO BUENO E SOUZA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar
Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma,
07.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso
de Mello e Gilmar Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 805.057
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BURITAMA
ADV.(A/S) : JEFFERSON PAIVA BERALDO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : COMPANHIA DE DESENVOLVIMENTO HABITACIONAL E URBANO DO
ESTADO DE SÃO PAULO - CDHU
ADV.(A/S) : JOÃO ANTONIO BUENO E SOUZA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar
Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma,
07.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso
de Mello e Gilmar Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8265874
| 2015-04-07T00:00:00
| 2015-04-22T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 07.04.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
Ementa: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. OFENSA AO ART. 93, IX, DA CF/88. INOCORRÊNCIA. CONTRATO ADMINISTRATIVO. LEI 8.666/93. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 748.371 (REL. MIN. GILMAR MENDES - TEMA 660). REAPRECIAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS E DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INVIABILIDADE. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur301450
|
- Acórdão(s) citado(s):
(OFENSA REFLEXA)
ARE 748371 RG.
Número de páginas: 7.
Análise: 05/05/2015, BMP.
|
TEORI ZAVASCKI
|
Segunda Turma
|
805057
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED LEI-008666 ANO-1993\n LLC-1993 LEI DE LICITAÇÕES\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 805057 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BURITAMA
ADV.(A/S) : JEFFERSON PAIVA BERALDO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : COMPANHIA DE DESENVOLVIMENTO HABITACIONAL E URBANO DO ESTADO DE SÃO PAULO - CDHU
ADV.(A/S) : JOÃO ANTONIO BUENO E SOUZA E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 805.057 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE BURITAMA
ADV.(A/S)
:JEFFERSON PAIVA BERALDO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:COMPANHIA
DE
DESENVOLVIMENTO
HABITACIONAL E URBANO DO ESTADO DE SÃO
PAULO - CDHU
ADV.(A/S)
:JOÃO ANTONIO BUENO E SOUZA E OUTRO(A/S)
EMENTA: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO
REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO
DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. OFENSA AO ART. 93, IX, DA
Constituição Federal de 1988/88. INOCORRÊNCIA. CONTRATO ADMINISTRATIVO. LEI 8.666/93.
VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA
DEFESA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AUSÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL. ARE 748.371 (REL. MIN. GILMAR MENDES -
TEMA 660). REAPRECIAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS E DO
CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INVIABILIDADE.
SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO.
SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes.
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
ARE 805057 AGR / SP
Brasília, 7 de abril de 2015.
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 805057 AGR / SP
Brasília, 7 de abril de 2015.
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 805.057 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE BURITAMA
ADV.(A/S)
:JEFFERSON PAIVA BERALDO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:COMPANHIA
DE
DESENVOLVIMENTO
HABITACIONAL E URBANO DO ESTADO DE SÃO
PAULO - CDHU
ADV.(A/S)
:JOÃO ANTONIO BUENO E SOUZA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento
ao agravo em recurso extraordinário pelos seguintes argumentos: (a)
insuficiência dos fundamentos apresentados em sede de preliminar de
repercussão geral, diante do que exige a jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal; (b) o acórdão recorrido obedece às diretrizes do
precedente firmado no AI 791.292 RG (Rel. Min. GILMAR MENDES -
Tema 339); (c) a reversão do julgado demanda análise da Lei 8.666/93 e
das cláusulas que regem o contrato celebrado entre as partes, incidindo a
vedação estabelecida pelas Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal; e (d) ausência de
prequestionamento.
Sustenta a parte agravante, em síntese, que (a) a repercussão geral
foi devidamente demonstrada, tendo em vista a inobservância dos
princípios do contraditório e da ampla defesa; (b) a matéria está
prequestionada; e (c) houve o esgotamento das vias recursais.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 805.057 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE BURITAMA
ADV.(A/S)
:JEFFERSON PAIVA BERALDO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:COMPANHIA
DE
DESENVOLVIMENTO
HABITACIONAL E URBANO DO ESTADO DE SÃO
PAULO - CDHU
ADV.(A/S)
:JOÃO ANTONIO BUENO E SOUZA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento
ao agravo em recurso extraordinário pelos seguintes argumentos: (a)
insuficiência dos fundamentos apresentados em sede de preliminar de
repercussão geral, diante do que exige a jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal; (b) o acórdão recorrido obedece às diretrizes do
precedente firmado no AI 791.292 RG (Rel. Min. GILMAR MENDES -
Tema 339); (c) a reversão do julgado demanda análise da Lei 8.666/93 e
das cláusulas que regem o contrato celebrado entre as partes, incidindo a
vedação estabelecida pelas Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal; e (d) ausência de
prequestionamento.
Sustenta a parte agravante, em síntese, que (a) a repercussão geral
foi devidamente demonstrada, tendo em vista a inobservância dos
princípios do contraditório e da ampla defesa; (b) a matéria está
prequestionada; e (c) houve o esgotamento das vias recursais.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 805.057 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. A decisão agravada é do seguinte teor:
1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso
extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de
Justiça de São Paulo que, com base na Lei 8.666/93, manteve a
condenação do Município a pagar à parte recorrida valores
despendidos para a regularização de empreendimento
imobiliário.
Na peça recursal, sustenta-se, preliminarmente, a
existência de repercussão geral da matéria e aponta-se ofensa,
pelo juízo recorrido, a dispositivos constitucionais.
2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no
sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e
fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional
discutida no recurso extraordinário, com indicação específica
das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a
relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam,
portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos
102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a
respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a
matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de
importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão
ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto
potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é
consequência inevitável de suposta violação a dispositivo
constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta
Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595
AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma,
DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min.
CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE
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Supremo Tribunal Federal
07/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 805.057 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. A decisão agravada é do seguinte teor:
1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso
extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de
Justiça de São Paulo que, com base na Lei 8.666/93, manteve a
condenação do Município a pagar à parte recorrida valores
despendidos para a regularização de empreendimento
imobiliário.
Na peça recursal, sustenta-se, preliminarmente, a
existência de repercussão geral da matéria e aponta-se ofensa,
pelo juízo recorrido, a dispositivos constitucionais.
2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no
sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e
fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional
discutida no recurso extraordinário, com indicação específica
das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a
relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam,
portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos
102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a
respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a
matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de
importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão
ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto
potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é
consequência inevitável de suposta violação a dispositivo
constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta
Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595
AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma,
DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min.
CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
ARE 805057 AGR / SP
696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de
19/2/2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA,
Segunda Turma, DJe de 13/8/2012.
Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está
acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes
exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.
3. Quanto à alegação de ofensa ao artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88,
relativa à suposta negativa de prestação jurisdicional, o
Supremo Tribunal Federal firmou entendimento, do qual não
divergiu o acórdão recorrido, no sentido de que deve ser
observado o que foi decidido no julgamento do AI 791.292 QO -
RG (Min. Rel. GILMAR MENDES, DJe de 13/8/2010):
(…) o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o
acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que
sucintamente, sem determinar, contudo, o exame
pormenorizado de cada uma das alegações ou provas,
nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
4. Ademais, é inviável a apreciação, em recurso
extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato
jurídico perfeito, aos limites da coisa julgada ou aos princípios
da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido
processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que,
se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa, já que é
imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Nesse
sentido: ARE 748.371-RG/MT, Min. GILMAR MENDES, Tema
660, Plenário, DJe de 1.../8/2013; AI 796.905AgR/PE, Rel. Min.
LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/5/2012; AI 622.814-
AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de
8/3/2012; e ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE,
Segunda Turma, DJe de 19/8/2011.
Efetivamente, a reversão do julgado demanda análise da
Lei 8.666/93 e das cláusulas que regem o contrato celebrado
entre as partes, incidindo a vedação estabelecida pelas Súmulas
279 e 454 do Supremo Tribunal Federal.
5. Por fim, não houve emissão, pela decisão recorrida, de
juízo acerca da matéria de que trata a norma inserta no artigo
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 805057 AGR / SP
696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de
19/2/2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA,
Segunda Turma, DJe de 13/8/2012.
Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está
acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes
exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.
3. Quanto à alegação de ofensa ao artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88,
relativa à suposta negativa de prestação jurisdicional, o
Supremo Tribunal Federal firmou entendimento, do qual não
divergiu o acórdão recorrido, no sentido de que deve ser
observado o que foi decidido no julgamento do AI 791.292 QO -
RG (Min. Rel. GILMAR MENDES, DJe de 13/8/2010):
(…) o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o
acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que
sucintamente, sem determinar, contudo, o exame
pormenorizado de cada uma das alegações ou provas,
nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
4. Ademais, é inviável a apreciação, em recurso
extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato
jurídico perfeito, aos limites da coisa julgada ou aos princípios
da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido
processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que,
se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa, já que é
imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Nesse
sentido: ARE 748.371-RG/MT, Min. GILMAR MENDES, Tema
660, Plenário, DJe de 1.../8/2013; AI 796.905AgR/PE, Rel. Min.
LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/5/2012; AI 622.814-
AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de
8/3/2012; e ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE,
Segunda Turma, DJe de 19/8/2011.
Efetivamente, a reversão do julgado demanda análise da
Lei 8.666/93 e das cláusulas que regem o contrato celebrado
entre as partes, incidindo a vedação estabelecida pelas Súmulas
279 e 454 do Supremo Tribunal Federal.
5. Por fim, não houve emissão, pela decisão recorrida, de
juízo acerca da matéria de que trata a norma inserta no artigo
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
ARE 805057 AGR / SP
167, I, II, III e V, da Constituição Federal de 1988/88, tampouco a questão foi suscitada no
momento oportuno, em sede dos embargos de declaração,
razão pela qual, à falta do indispensável prequestionamento, o
recurso extraordinário não pode ser conhecido no ponto,
incidindo o óbice das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal.
6 . Diante do exposto, nego provimento ao agravo.
O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses
fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento
da decisão agravada.
2. Diante do exposto, nego provimento ao recurso. É o voto.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 805057 AGR / SP
167, I, II, III e V, da Constituição Federal de 1988/88, tampouco a questão foi suscitada no
momento oportuno, em sede dos embargos de declaração,
razão pela qual, à falta do indispensável prequestionamento, o
recurso extraordinário não pode ser conhecido no ponto,
incidindo o óbice das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal.
6 . Diante do exposto, nego provimento ao agravo.
O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses
fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento
da decisão agravada.
2. Diante do exposto, nego provimento ao recurso. É o voto.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Extrato de Ata - 07/04/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 805.057
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BURITAMA
ADV.(A/S) : JEFFERSON PAIVA BERALDO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : COMPANHIA DE DESENVOLVIMENTO HABITACIONAL E URBANO DO
ESTADO DE SÃO PAULO - CDHU
ADV.(A/S) : JOÃO ANTONIO BUENO E SOUZA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar
Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma,
07.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso
de Mello e Gilmar Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 805.057
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BURITAMA
ADV.(A/S) : JEFFERSON PAIVA BERALDO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : COMPANHIA DE DESENVOLVIMENTO HABITACIONAL E URBANO DO
ESTADO DE SÃO PAULO - CDHU
ADV.(A/S) : JOÃO ANTONIO BUENO E SOUZA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar
Mendes. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma,
07.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso
de Mello e Gilmar Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 805 . 057",
"SÚMULAS 279",
"SÚMULAS 282",
"ARE 805057 AGR / SP",
"ARE 805057 AGR / SP",
"AGRAVO 805 . 057",
"AI 791 . 292 RG",
"Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 791 . 292 RG",
"Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal",
"RECURSO",
"ARE 691 . 595 AgR",
"ARE 696 . 347 - AgR - segundo",
"ARE 691 . 595 AgR",
"ARE 696 . 347 - AgR - segundo",
"ARE 805057 AGR / SP 696 . 263 - AgR / MG",
"AI 717 . 821 AgR",
"AI 791 . 292 QO - RG",
"ARE 748 . 371 - RG / MT",
"AI 796 . 905AgR / PE",
"AI 622 . 814 - AgR / PR",
"ARE 642 . 062 - AgR / RJ",
"Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 805057 AGR / SP 696 . 263 - AgR / MG",
"AI 717 . 821 AgR",
"AI 791 . 292 QO - RG",
"ARE 748 . 371 - RG / MT",
"AI 796 . 905AgR / PE",
"AI 622 . 814 - AgR / PR",
"ARE 642 . 062 - AgR / RJ",
"Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 805057 AGR / SP",
"Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988 / 88",
"LEI 8 . 666 / 93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 8 . 666 / 93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 8 . 666 / 93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 8 . 666 / 93",
"artigos 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"543",
"-",
"A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 8 . 666 / 93",
"artigos 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"543",
"-",
"A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Lei 8 . 666 / 93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Lei 8 . 666 / 93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"167 , I , II , III e V , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"167 , I , II , III e V , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"MUNICÍPIO DE BURITAMA",
"SÃO PAULO",
"MUNICÍPIO DE BURITAMA",
"ESTADO DE SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"COMPANHIA DE DESENVOLVIMENTO HABITACIONAL E URBANO DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"CDHU",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"COMPANHIA DE DESENVOLVIMENTO HABITACIONAL E URBANO DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"CDHU",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"COMPANHIA",
"CDHU",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura",
"de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"COMPANHIA DE DESENVOLVIMENTO HABITACIONAL E URBANO DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"CDHU",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"COMPANHIA DE DESENVOLVIMENTO HABITACIONAL",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"TEORI ZAVASCKI",
"JEFFERSON PAIVA BERALDO",
"JOÃO ANTONIO BUENO E SOUZA",
"GILMAR MENDES",
"TEORI ZAVASCKI",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"JOÃO ANTONIO BUENO E SOUZA",
"TEORI ZAVASCKI",
"GILMAR MENDES",
"TEORI ZAVASCKI",
"JEFFERSON PAIVA BERALDO",
"JOÃO ANTONIO BUENO E SOUZA",
"TEORI ZAVASCKI",
"GILMAR MENDES",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CÁRMEN LÚCIA",
"TEORI ZAVASCKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CÁRMEN LÚCIA",
"TEORI ZAVASCKI",
"LUIZ FUX",
"JOAQUIM BARBOSA",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"LUIZ FUX",
"DIAS TOFFOLI",
"ELLEN GRACIE",
"LUIZ FUX",
"JOAQUIM BARBOSA",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"LUIZ FUX",
"DIAS TOFFOLI",
"ELLEN GRACIE",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"JEFFERSON PAIVA BERALDO",
"JOÃO ANTONIO BUENO E SOUZA",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Ravena Siqueira",
"TEORI ZAVASCKI",
"JEFFERSON PAIVA BERALDO",
"JOÃO ANTONIO BUENO E SOUZA",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7 de abril de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7 de abril de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"25",
"/",
"2",
"/",
"2013",
"14",
"/",
"2",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"25",
"/",
"2",
"/",
"2013",
"14",
"/",
"2",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"2",
"/",
"2013",
"13",
"/",
"8",
"/",
"2012",
"13",
"/",
"8",
"/",
"2010",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"8",
"/",
"2013",
"21",
"/",
"5",
"/",
"2012",
"8",
"/",
"3",
"/",
"2012",
"19",
"/",
"8",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"2",
"/",
"2013",
"13",
"/",
"8",
"/",
"2012",
"13",
"/",
"8",
"/",
"2010",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"8",
"/",
"2013",
"21",
"/",
"5",
"/",
"2012",
"8",
"/",
"3",
"/",
"2012",
"19",
"/",
"8",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"07",
".",
"04",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
".",
"04",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA PETIÇÃO 4.901 RIO DE JANEIRO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:JACQUELINE
SIMONE
DE
SOUZA
E
SILVA
FERREIRA
ADV.(A/S)
:LEYLA MARIA ALAMBERT
ADV.(A/S)
:LUIZ OTAVIO OITICICA CANERO CANAES
AGDO.(A/S)
:TERCEIRO VICE-PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE
JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
INTDO.(A/S)
:MARIA JUDITE TARTARO LEITE DA SILVA
EMENTA
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM
PETIÇÃO. PROCESSAMENTO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO
RETIDO NA ORIGEM. DECISÃO INTERLOCUTÓRIA. ART. 542, § 3º,
DO CPC. DANO IRREPARÁVEL. NÃO EXISTÊNCIA. AGRAVO
REGIMENTAL QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO
AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 317, § 1º, RISTF.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
Ato decisório que não se reveste de definitividade, a inviabilizar o
destrancamento de recurso extraordinário retido na origem com base no
art. 542, § 3º, do Código de Processo Civil. Ausência de situação
excepcional e de demonstração de que eventuais danos sejam irreparáveis
ou de difícil reparação. Precedentes.
A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que, nos casos em
que as razões do recurso não atacam os fundamentos da decisão
agravada ou deles estejam dissociadas, não resta preenchido o requisito
de regularidade formal disposto no art. 317, § 1º, do RISTF: “A petição
conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão
agravada”.
Agravo regimental conhecido e não provido.
ACÓRDÃO
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258028.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12
Ementa e Acórdão
PET 4901 AGR / RJ
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 14 de abril de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PET 4901 AGR / RJ
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 14 de abril de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA PETIÇÃO 4.901 RIO DE JANEIRO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:JACQUELINE
SIMONE
DE
SOUZA
E
SILVA
FERREIRA
ADV.(A/S)
:LEYLA MARIA ALAMBERT
ADV.(A/S)
:LUIZ OTAVIO OITICICA CANERO CANAES
AGDO.(A/S)
:TERCEIRO VICE-PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE
JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
INTDO.(A/S)
:MARIA JUDITE TARTARO LEITE DA SILVA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por
mim proferida, mediante a qual negado seguimento a petição que visava
ao destrancamento de recurso extraordinário retido na origem com base
no art. 542, § 3º, do Código de Processo Civil, maneja agravo regimental
Jacqueline Simone de Souza e Silva Ferreira.
A agravante insurge-se contra a decisão impugnada, ao argumento
de que “(...) todas as decisões negaram vigência aos diplomas jurídicos
internacionais e impediram o livre e pleno exercício de todos, não um, mas todos
os direitos da ora agravante (…)” (doc. 02, fl. 04). Insiste na falta de
fundamentação da decisão sobre o requerimento de remoção da
inventariante e na demora da apreciação do pedido feito. Reitera a
imprescindibilidade do apensamento do requerimento, ao fundamento
de que “(…) em face de informações e provas supervenientes carreadas aos
autos do processo foi postulado novamente e, por duas vezes, o requerimento de
remoção de inventariante, sendo que em patente afronta a legislação processual,
aos princípios do devido processo legal e regular, da prestação jurisdicional, da
ampla defesa e do contraditório não se determinou o apensamento do
requerimento, conforme postulado. Vindo a Herdeira, ora Agravante, a conhecer
a decisão a que se busca a reforma em sede de recurso extraordinário, in verbis:
’Vistas à Fazenda Pública Estadual, na forma da decisão de fl. 646. Os
requerimentos de fl. 680 serão decididos oportunamente’ (...)” (doc. 02, fl. 05).
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA PETIÇÃO 4.901 RIO DE JANEIRO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:JACQUELINE
SIMONE
DE
SOUZA
E
SILVA
FERREIRA
ADV.(A/S)
:LEYLA MARIA ALAMBERT
ADV.(A/S)
:LUIZ OTAVIO OITICICA CANERO CANAES
AGDO.(A/S)
:TERCEIRO VICE-PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE
JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
INTDO.(A/S)
:MARIA JUDITE TARTARO LEITE DA SILVA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por
mim proferida, mediante a qual negado seguimento a petição que visava
ao destrancamento de recurso extraordinário retido na origem com base
no art. 542, § 3º, do Código de Processo Civil, maneja agravo regimental
Jacqueline Simone de Souza e Silva Ferreira.
A agravante insurge-se contra a decisão impugnada, ao argumento
de que “(...) todas as decisões negaram vigência aos diplomas jurídicos
internacionais e impediram o livre e pleno exercício de todos, não um, mas todos
os direitos da ora agravante (…)” (doc. 02, fl. 04). Insiste na falta de
fundamentação da decisão sobre o requerimento de remoção da
inventariante e na demora da apreciação do pedido feito. Reitera a
imprescindibilidade do apensamento do requerimento, ao fundamento
de que “(…) em face de informações e provas supervenientes carreadas aos
autos do processo foi postulado novamente e, por duas vezes, o requerimento de
remoção de inventariante, sendo que em patente afronta a legislação processual,
aos princípios do devido processo legal e regular, da prestação jurisdicional, da
ampla defesa e do contraditório não se determinou o apensamento do
requerimento, conforme postulado. Vindo a Herdeira, ora Agravante, a conhecer
a decisão a que se busca a reforma em sede de recurso extraordinário, in verbis:
’Vistas à Fazenda Pública Estadual, na forma da decisão de fl. 646. Os
requerimentos de fl. 680 serão decididos oportunamente’ (...)” (doc. 02, fl. 05).
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12
Relatório
PET 4901 AGR / RJ
Reafirma a afronta direita e frontal aos arts. 5º, LV, da Constituição
Federal, 25, I e II, “a”, do Pacto de San José da Costa Rica e XVIII da
Declaração Americana de Direitos e Deveres do Homem. Requer a
reconsideração da decisão agravada “(...) em face da explícita negativa de
vigência a Tratados Internacionais de Direitos Humanos (...)” (doc. 02, fl. 11).
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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PET 4901 AGR / RJ
Reafirma a afronta direita e frontal aos arts. 5º, LV, da Constituição
Federal, 25, I e II, “a”, do Pacto de San José da Costa Rica e XVIII da
Declaração Americana de Direitos e Deveres do Homem. Requer a
reconsideração da decisão agravada “(...) em face da explícita negativa de
vigência a Tratados Internacionais de Direitos Humanos (...)” (doc. 02, fl. 11).
É o relatório.
2
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Voto - MIN. ROSA WEBER
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA PETIÇÃO 4.901 RIO DE JANEIRO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo e passo ao exame do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o presente agravo
regimental (doc. 03, fls. 01-3):
“Vistos etc.
Trata-se de pedido formulado por Jacqueline Simone de
Souza e Silva Ferreira para que seu recurso extraordinário, que
foi retido na forma do art. 542, § 3º, do Código de Processo
Civil, seja imediatamente processado.
A requerente sustenta, em síntese, que (fl. 4):
(...)
3. Sendo carreados aos autos do processo originário –
INVENTÁRIO – documentos e informações supervenientes –
HÁ DOIS ANOS -, foi reiterado o pedido de remoção de
inventariante – que é a parte contrária -, ou seja, foi novamente
requerida a remoção da inventariante do cargo.
4. Conclusos os autos de inventário, estes retornaram ao
cartório sem a devida e fundamentada decisão sobre o
requerimento de remoção de inventariante, postulado pela
HERDEIRA-RECORRENTE-REQUERENTE, sendo somente
alegado pelo juízo singular que o requerimento seria apreciado
em momento oportuno, e só! O requerimento de remoção de
inventariante – ATÉ O PRESENTE – não foi sequer apensado,
nos termos que discorre do artigo 996 do Código de Processo
Civil, evidentemente, também não foi intimada a parte
contrária.
5.
Conhecendo
a
HERDEIRA-RECORRENTE-
REQUERENTE, muito bem, a proteção dispensada pelo juízo
singular à parte contrária – inventariante – nos autos dos
processos que tramitam na Comarca de Volta Redonda, destarte
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14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA PETIÇÃO 4.901 RIO DE JANEIRO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo e passo ao exame do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o presente agravo
regimental (doc. 03, fls. 01-3):
“Vistos etc.
Trata-se de pedido formulado por Jacqueline Simone de
Souza e Silva Ferreira para que seu recurso extraordinário, que
foi retido na forma do art. 542, § 3º, do Código de Processo
Civil, seja imediatamente processado.
A requerente sustenta, em síntese, que (fl. 4):
(...)
3. Sendo carreados aos autos do processo originário –
INVENTÁRIO – documentos e informações supervenientes –
HÁ DOIS ANOS -, foi reiterado o pedido de remoção de
inventariante – que é a parte contrária -, ou seja, foi novamente
requerida a remoção da inventariante do cargo.
4. Conclusos os autos de inventário, estes retornaram ao
cartório sem a devida e fundamentada decisão sobre o
requerimento de remoção de inventariante, postulado pela
HERDEIRA-RECORRENTE-REQUERENTE, sendo somente
alegado pelo juízo singular que o requerimento seria apreciado
em momento oportuno, e só! O requerimento de remoção de
inventariante – ATÉ O PRESENTE – não foi sequer apensado,
nos termos que discorre do artigo 996 do Código de Processo
Civil, evidentemente, também não foi intimada a parte
contrária.
5.
Conhecendo
a
HERDEIRA-RECORRENTE-
REQUERENTE, muito bem, a proteção dispensada pelo juízo
singular à parte contrária – inventariante – nos autos dos
processos que tramitam na Comarca de Volta Redonda, destarte
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12
Voto - MIN. ROSA WEBER
PET 4901 AGR / RJ
entendeu que lhe havia sido negada a devida prestação
jurisdicional, interpondo o competente agravo na modalidade
de instrumento – sendo este o gerador do Apelo Nobre
supracitado.
É o relatório.
Decido.
O objeto da presente petição é o destrancamento de
recurso extraordinário retido na origem com base no art. 542, §
3º, do Código de Processo Civil, cujo teor é o seguinte:
O recurso extraordinário, ou o recurso especial, quando
interpostos contra decisão interlocutória em processo de
conhecimento, cautelar, ou embargos à execução ficará retido
nos autos e somente será processado se o reiterar a parte, no
prazo para a interposição do recurso contra a decisão final, ou
para as contra-razões.
A jurisprudência desta Corte admite o ajuizamento de
petição como meio hábil a impugnar a retenção de recurso
extraordinário fundada nesse dispositivo. Todavia, para que
seja excepcionada a regra do art. 542, § 3º, do CPC e,
consequentemente, autorizado o imediato processamento do
recurso extraordinário interposto contra decisão de caráter
interlocutório, exige-se que a parte tenha (i) comprovado o risco
de prejuízo irreparável ou de difícil reparação; e (ii)
demonstrado a viabilidade processual do recurso
extraordinário e a plausibilidade da tese nele defendida.
Destaco, nesse sentido, as decisões monocráticas proferidas na
Pet 4.302, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 08.05.2008; e na Pet 4.456,
rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 26.11.2008.
Nessa esteira, a análise da viabilidade da presente petição
invariavelmente depende do exame, ainda que precário, da
admissibilidade do próprio recurso extraordinário cujo trânsito
se pretende viabilizar.
E, in casu, verifica-se de plano que foi impugnada,
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
PET 4901 AGR / RJ
entendeu que lhe havia sido negada a devida prestação
jurisdicional, interpondo o competente agravo na modalidade
de instrumento – sendo este o gerador do Apelo Nobre
supracitado.
É o relatório.
Decido.
O objeto da presente petição é o destrancamento de
recurso extraordinário retido na origem com base no art. 542, §
3º, do Código de Processo Civil, cujo teor é o seguinte:
O recurso extraordinário, ou o recurso especial, quando
interpostos contra decisão interlocutória em processo de
conhecimento, cautelar, ou embargos à execução ficará retido
nos autos e somente será processado se o reiterar a parte, no
prazo para a interposição do recurso contra a decisão final, ou
para as contra-razões.
A jurisprudência desta Corte admite o ajuizamento de
petição como meio hábil a impugnar a retenção de recurso
extraordinário fundada nesse dispositivo. Todavia, para que
seja excepcionada a regra do art. 542, § 3º, do CPC e,
consequentemente, autorizado o imediato processamento do
recurso extraordinário interposto contra decisão de caráter
interlocutório, exige-se que a parte tenha (i) comprovado o risco
de prejuízo irreparável ou de difícil reparação; e (ii)
demonstrado a viabilidade processual do recurso
extraordinário e a plausibilidade da tese nele defendida.
Destaco, nesse sentido, as decisões monocráticas proferidas na
Pet 4.302, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 08.05.2008; e na Pet 4.456,
rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 26.11.2008.
Nessa esteira, a análise da viabilidade da presente petição
invariavelmente depende do exame, ainda que precário, da
admissibilidade do próprio recurso extraordinário cujo trânsito
se pretende viabilizar.
E, in casu, verifica-se de plano que foi impugnada,
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12
Voto - MIN. ROSA WEBER
PET 4901 AGR / RJ
mediante o recurso extraordinário, decisão proferida em sede
de agravo regimental no agravo de instrumento interposto
contra o seguinte despacho:
‘Vistas à Fazenda Pública Estadual, na forma da decisão
de fl. 646.
Os requerimentos de fl. 680 serão decididos
oportunamente.’
No recurso extraordinário foi alegada violação dos arts. 1º,
II, III, 4º, II, 5º, XXXV, XXXVII, LV, LXXVIII, §§ 1º e 2º, e 93, II, e,
IX, da Constituição Federal. A recorrente busca que esta
Suprema Corte realize prévio juízo sobre a observância da
legislação infraconstitucional vigente, o que é insuscetível,
portanto, de viabilizar o conhecimento do apelo extremo nos
moldes exigidos pelo art. 102, III, a, da Lei Maior.
Ademais, não ficou demonstrado que os eventuais danos
sejam irreparáveis ou de difícil reparação. Desse modo, o
recurso extraordinário poderá ser examinado caso seja
ratificado após o julgamento final na corte de origem.
Ante o exposto, nego seguimento à presente petição (art.
21, § 1º, do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
Constato que o agravo regimental carece da devida fundamentação,
consoante emerge das respectivas razões – ao insistir na alegação de
ofensa direta aos arts. 5º, LV, da Constituição Federal, 25, I e II, “a”, do
Pacto de San José da Costa Rica e XVIII da Declaração Americana de
Direitos e Deveres do Homem, bem como que “(...) todas as decisões
negaram vigência aos diplomas jurídicos internacionais e impediram o livre e
pleno exercício de todos, não um, mas todos os direitos da ora agravante (…)”
(doc. 02, fl. 04) –, sem cuidar de atacar o fundamento da decisão
agravada, no que se refere à incidência do art. 542, § 3º, do Código de
Processo Civil, à espécie, por tratar-se de recurso extraordinário
interposto contra decisão interlocutória.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
PET 4901 AGR / RJ
mediante o recurso extraordinário, decisão proferida em sede
de agravo regimental no agravo de instrumento interposto
contra o seguinte despacho:
‘Vistas à Fazenda Pública Estadual, na forma da decisão
de fl. 646.
Os requerimentos de fl. 680 serão decididos
oportunamente.’
No recurso extraordinário foi alegada violação dos arts. 1º,
II, III, 4º, II, 5º, XXXV, XXXVII, LV, LXXVIII, §§ 1º e 2º, e 93, II, e,
IX, da Constituição Federal. A recorrente busca que esta
Suprema Corte realize prévio juízo sobre a observância da
legislação infraconstitucional vigente, o que é insuscetível,
portanto, de viabilizar o conhecimento do apelo extremo nos
moldes exigidos pelo art. 102, III, a, da Lei Maior.
Ademais, não ficou demonstrado que os eventuais danos
sejam irreparáveis ou de difícil reparação. Desse modo, o
recurso extraordinário poderá ser examinado caso seja
ratificado após o julgamento final na corte de origem.
Ante o exposto, nego seguimento à presente petição (art.
21, § 1º, do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
Constato que o agravo regimental carece da devida fundamentação,
consoante emerge das respectivas razões – ao insistir na alegação de
ofensa direta aos arts. 5º, LV, da Constituição Federal, 25, I e II, “a”, do
Pacto de San José da Costa Rica e XVIII da Declaração Americana de
Direitos e Deveres do Homem, bem como que “(...) todas as decisões
negaram vigência aos diplomas jurídicos internacionais e impediram o livre e
pleno exercício de todos, não um, mas todos os direitos da ora agravante (…)”
(doc. 02, fl. 04) –, sem cuidar de atacar o fundamento da decisão
agravada, no que se refere à incidência do art. 542, § 3º, do Código de
Processo Civil, à espécie, por tratar-se de recurso extraordinário
interposto contra decisão interlocutória.
3
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Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12
Voto - MIN. ROSA WEBER
PET 4901 AGR / RJ
Ademais, a peça recursal não demonstra que eventuais danos sejam
irreparáveis ou de difícil reparação, pois a agravante simplesmente copia
as mesmas razões trazidas ao longo do processo original. Saliente-se
ainda que, relativamente à impossibilidade de maior celeridade
processual, cabe anotar que a interposição de recursos sem a menor
plausibilidade apenas prejudica o bom andamento processual.
Nesse contexto, a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de
que, nos casos em que as razões do recurso não atacam os fundamentos
da decisão agravada ou deles estejam dissociadas, não resta preenchido o
requisito de regularidade formal disposto no art. 317, § 1º, do RISTF: “A
petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da
decisão agravada”. Nesse sentido, cito:
“DIREITO PROCESSUAL CIVIL. RECURSO QUE NÃO
ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA.
IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 317, §1º, RISTF.
EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. MULTA. MÁ-FÉ. NÃO
RECOLHIMENTO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 29.6.2007. Ausência de ataque, nas razões do agravo
regimental, aos fundamentos da decisão agravada. Não
preenchimento do requisito de regularidade formal expresso no
artigo 317, § 1º, do RISTF (a petição conterá, sob pena de
rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão
agravada). Agravo regimental conhecido e não provido.” (AI
705.255-AgR-ED-EDv-AgR/PR, acórdão da minha lavra,
Tribunal Pleno, DJe 18.02.2014.)
“AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO.
USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. NÃO CUMPRIMENTO DO REQUISITO EXIGIDO
NO ART. 317, § 1º, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. Os fundamentos da decisão agravada
não foram impugnados pelo Agravante, que se limitou a
reiterar os argumentos apresentados na inicial. Decisão
agravada mantida pelos seus próprios fundamentos. Agravo
4
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
PET 4901 AGR / RJ
Ademais, a peça recursal não demonstra que eventuais danos sejam
irreparáveis ou de difícil reparação, pois a agravante simplesmente copia
as mesmas razões trazidas ao longo do processo original. Saliente-se
ainda que, relativamente à impossibilidade de maior celeridade
processual, cabe anotar que a interposição de recursos sem a menor
plausibilidade apenas prejudica o bom andamento processual.
Nesse contexto, a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de
que, nos casos em que as razões do recurso não atacam os fundamentos
da decisão agravada ou deles estejam dissociadas, não resta preenchido o
requisito de regularidade formal disposto no art. 317, § 1º, do RISTF: “A
petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da
decisão agravada”. Nesse sentido, cito:
“DIREITO PROCESSUAL CIVIL. RECURSO QUE NÃO
ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA.
IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 317, §1º, RISTF.
EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. MULTA. MÁ-FÉ. NÃO
RECOLHIMENTO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 29.6.2007. Ausência de ataque, nas razões do agravo
regimental, aos fundamentos da decisão agravada. Não
preenchimento do requisito de regularidade formal expresso no
artigo 317, § 1º, do RISTF (a petição conterá, sob pena de
rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão
agravada). Agravo regimental conhecido e não provido.” (AI
705.255-AgR-ED-EDv-AgR/PR, acórdão da minha lavra,
Tribunal Pleno, DJe 18.02.2014.)
“AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO.
USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. NÃO CUMPRIMENTO DO REQUISITO EXIGIDO
NO ART. 317, § 1º, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. Os fundamentos da decisão agravada
não foram impugnados pelo Agravante, que se limitou a
reiterar os argumentos apresentados na inicial. Decisão
agravada mantida pelos seus próprios fundamentos. Agravo
4
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Voto - MIN. ROSA WEBER
PET 4901 AGR / RJ
regimental ao qual se nega provimento.” (Rcl 9.600-AgR/PE,
Rel. Min. Cármen Lúcia, Pleno, DJe 19.3.2010.)
Por fim, à exaustão, esta Corte já firmou entendimento no sentido de
que o recurso extraordinário interposto contra decisão interlocutória
ficará retido nos autos, nos termos do art. 542, § 3º, do Código de
Processo Civil, e que o seu posterior processamento depende de
reiteração pela parte recorrente: “O recurso extraordinário, ou o recurso
especial, quando interpostos contra decisão interlocutória em processo de
conhecimento, cautelar, ou embargos à execução ficará retido nos autos e somente
será processado se o reiterar a parte, no prazo para a interposição do recurso
contra a decisão final, ou para as contrarrazões”. Nessa linha, colho os
seguintes precedentes:
“PETIÇÃO DE DESTRANCAMENTO” – PLEITO
DEDUZIDO, ORIGINARIAMENTE, PERANTE O SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL, COM O OBJETIVO DE VIABILIZAR O
IMEDIATO
PROCESSAMENTO
DE
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO QUE FICOU RETIDO NOS AUTOS –
AUSÊNCIA DE PLAUSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO –
APELO EXTREMO INTERPOSTO CONTRA DECISÃO
INTERLOCUTÓRIA – CONSEQUENTE RETENÇÃO (CPC,
ART. 542, § 3º, NA REDAÇÃO DADA PELA LEI Nº 9.756/98) –
ACÓRDÃO QUE APENAS CONFIRMA DEFERIMENTO DE
TUTELA ANTECIPATÓRIA – ATO DECISÓRIO QUE NÃO SE
REVESTE DE DEFINITIVIDADE – MERA ANÁLISE DOS
PRESSUPOSTOS DE VEROSSIMILHANÇA E DO
“PERICULUM IN MORA” – PRECEDENTES –
INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO OBJETO
DA PRESENTE CAUSA – INCIDÊNCIA, NA ESPÉCIE, DA
SÚMULA 735/STF – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO”
(PET 4.917-AgR/RJ, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe
09.5.2014).
“Agravo regimental na petição. Recurso ordinário
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regimental ao qual se nega provimento.” (Rcl 9.600-AgR/PE,
Rel. Min. Cármen Lúcia, Pleno, DJe 19.3.2010.)
Por fim, à exaustão, esta Corte já firmou entendimento no sentido de
que o recurso extraordinário interposto contra decisão interlocutória
ficará retido nos autos, nos termos do art. 542, § 3º, do Código de
Processo Civil, e que o seu posterior processamento depende de
reiteração pela parte recorrente: “O recurso extraordinário, ou o recurso
especial, quando interpostos contra decisão interlocutória em processo de
conhecimento, cautelar, ou embargos à execução ficará retido nos autos e somente
será processado se o reiterar a parte, no prazo para a interposição do recurso
contra a decisão final, ou para as contrarrazões”. Nessa linha, colho os
seguintes precedentes:
“PETIÇÃO DE DESTRANCAMENTO” – PLEITO
DEDUZIDO, ORIGINARIAMENTE, PERANTE O SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL, COM O OBJETIVO DE VIABILIZAR O
IMEDIATO
PROCESSAMENTO
DE
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO QUE FICOU RETIDO NOS AUTOS –
AUSÊNCIA DE PLAUSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO –
APELO EXTREMO INTERPOSTO CONTRA DECISÃO
INTERLOCUTÓRIA – CONSEQUENTE RETENÇÃO (CPC,
ART. 542, § 3º, NA REDAÇÃO DADA PELA LEI Nº 9.756/98) –
ACÓRDÃO QUE APENAS CONFIRMA DEFERIMENTO DE
TUTELA ANTECIPATÓRIA – ATO DECISÓRIO QUE NÃO SE
REVESTE DE DEFINITIVIDADE – MERA ANÁLISE DOS
PRESSUPOSTOS DE VEROSSIMILHANÇA E DO
“PERICULUM IN MORA” – PRECEDENTES –
INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO OBJETO
DA PRESENTE CAUSA – INCIDÊNCIA, NA ESPÉCIE, DA
SÚMULA 735/STF – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO”
(PET 4.917-AgR/RJ, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe
09.5.2014).
“Agravo regimental na petição. Recurso ordinário
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PET 4901 AGR / RJ
constitucional (CF, art. 102, inciso II). Interposição contra
decisão em que se indeferiu liminarmente o processamento de
recurso extraordinário. Recurso manifestamente incabível.
Regimental não provido. 1. Não há previsão constitucional para
o manejo de recurso ordinário junto a esta Suprema Corte em
face de decisão em que o Superior Tribunal de Justiça indefere
liminarmente o processamento de recurso extraordinário cujo
tema, conforme decidido pelo Supremo Tribunal Federal, não
tinha repercussão geral. 2. Agravo regimental ao qual se nega
provimento” (PET 5.135-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª
Turma, DJe 31.3.2014).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
PROCESSUAL
CIVIL.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO RETIDO. ART. 462, § 3º, DO CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL. CIRCUNSTÂNCIA EXCEPCIONAL NÃO
DEMONSTRADA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA SEGUIMENTO. O recurso extraordinário interposto de
decisão interlocutória deve ficar retido até julgamento final e
seu processamento depende de reiteração. Exceção àquelas
situações em que se demonstre a existência de prejuízo
irreparável para a parte” (AI 615.769-AgR/PI, Rel. Min. Cármen
Lúcia, 1ª Turma, DJe 1º.10.2010).
“AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO CAUTELAR.
DESTRANCAMENTO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO
RETIDO [ART. 542, § 3º, DO CPC]. AUSÊNCIA DE SITUAÇÃO
EXCEPCIONAL E DE PLAUSIBILIDADE DA TESE JURÍDICA
SUBJACENTE
QUE
PERMITAM
O
IMEDIATO
PROCESSAMENTO DO RECURSO. PROVIMENTO LIMINAR.
DESCABIMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
SÚMULA 735. AGRAVO IMPROVIDO. 1. O recurso
extraordinário interposto contra decisão interlocutória não
terminativa ficará retido nos autos, somente sendo processado
se a parte o reiterar no prazo para a interposição do recurso
contra decisão final. Precedentes: AI n. 241.860-AgR, Relator o
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constitucional (CF, art. 102, inciso II). Interposição contra
decisão em que se indeferiu liminarmente o processamento de
recurso extraordinário. Recurso manifestamente incabível.
Regimental não provido. 1. Não há previsão constitucional para
o manejo de recurso ordinário junto a esta Suprema Corte em
face de decisão em que o Superior Tribunal de Justiça indefere
liminarmente o processamento de recurso extraordinário cujo
tema, conforme decidido pelo Supremo Tribunal Federal, não
tinha repercussão geral. 2. Agravo regimental ao qual se nega
provimento” (PET 5.135-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª
Turma, DJe 31.3.2014).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
PROCESSUAL
CIVIL.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO RETIDO. ART. 462, § 3º, DO CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL. CIRCUNSTÂNCIA EXCEPCIONAL NÃO
DEMONSTRADA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA SEGUIMENTO. O recurso extraordinário interposto de
decisão interlocutória deve ficar retido até julgamento final e
seu processamento depende de reiteração. Exceção àquelas
situações em que se demonstre a existência de prejuízo
irreparável para a parte” (AI 615.769-AgR/PI, Rel. Min. Cármen
Lúcia, 1ª Turma, DJe 1º.10.2010).
“AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO CAUTELAR.
DESTRANCAMENTO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO
RETIDO [ART. 542, § 3º, DO CPC]. AUSÊNCIA DE SITUAÇÃO
EXCEPCIONAL E DE PLAUSIBILIDADE DA TESE JURÍDICA
SUBJACENTE
QUE
PERMITAM
O
IMEDIATO
PROCESSAMENTO DO RECURSO. PROVIMENTO LIMINAR.
DESCABIMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
SÚMULA 735. AGRAVO IMPROVIDO. 1. O recurso
extraordinário interposto contra decisão interlocutória não
terminativa ficará retido nos autos, somente sendo processado
se a parte o reiterar no prazo para a interposição do recurso
contra decisão final. Precedentes: AI n. 241.860-AgR, Relator o
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Voto - MIN. ROSA WEBER
PET 4901 AGR / RJ
Ministro MARCO AURÉLIO, DJ de 15.10.99; AI n. 467.603-AgR,
Relator o Ministro CARLOS VELLOSO, DJ de 8.4.2005; AI
492.751-AgR, Relator o Ministro CEZAR PELUSO, DJ de
7.4.2006. 2. Não cabe recurso extraordinário contra decisão que
concede ou indefere provimento liminar [Súmula n. 735 do
STF]. Agravo regimental a que se nega provimento” (PET 4.185-
AgR/PE, Rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, DJe 09.5.2008).
“1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade.
Interposição contra decisão interlocutória. Retenção nos autos.
Reiteração. Falta. Pedido de processamento imediato. Decisão
agravada. Reconsideração. Sendo o pedido de processamento
imediato do recurso extraordinário, não deve inadmitido por
falta de reiteração. 2. RECURSO. Extraordinário. Interposição
contra decisão interlocutória. Retenção nos autos.
Processamento imediato. Inadmissibilidade. Dano irreparável.
Inexistência. Precedentes. Agravo não provido. É inadmissível
processamento imediato de recurso extraordinário retido na
forma do art. 542, § 3º, do Código de Processo Civil, quando
manifesta a inviabilidade jurídica do mesmo extraordinário. 3.
RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de
ofensa ao art. 5º, LV, da Constituição Federal. Ofensa
constitucional indireta. Decisão mantida. Agravo regimental
não provido. Não cabe recurso extraordinário que tenha por
objeto alegação de ofensa que, irradiando-se de má
interpretação, aplicação, ou, até, de inobservância de normas
infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da
República” (AI 502.333-AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, 2ª
Turma, DJe 11.10.2007).
Nesse contexto, as razões do agravo regimental não se mostram
aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
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Ministro MARCO AURÉLIO, DJ de 15.10.99; AI n. 467.603-AgR,
Relator o Ministro CARLOS VELLOSO, DJ de 8.4.2005; AI
492.751-AgR, Relator o Ministro CEZAR PELUSO, DJ de
7.4.2006. 2. Não cabe recurso extraordinário contra decisão que
concede ou indefere provimento liminar [Súmula n. 735 do
STF]. Agravo regimental a que se nega provimento” (PET 4.185-
AgR/PE, Rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, DJe 09.5.2008).
“1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade.
Interposição contra decisão interlocutória. Retenção nos autos.
Reiteração. Falta. Pedido de processamento imediato. Decisão
agravada. Reconsideração. Sendo o pedido de processamento
imediato do recurso extraordinário, não deve inadmitido por
falta de reiteração. 2. RECURSO. Extraordinário. Interposição
contra decisão interlocutória. Retenção nos autos.
Processamento imediato. Inadmissibilidade. Dano irreparável.
Inexistência. Precedentes. Agravo não provido. É inadmissível
processamento imediato de recurso extraordinário retido na
forma do art. 542, § 3º, do Código de Processo Civil, quando
manifesta a inviabilidade jurídica do mesmo extraordinário. 3.
RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de
ofensa ao art. 5º, LV, da Constituição Federal. Ofensa
constitucional indireta. Decisão mantida. Agravo regimental
não provido. Não cabe recurso extraordinário que tenha por
objeto alegação de ofensa que, irradiando-se de má
interpretação, aplicação, ou, até, de inobservância de normas
infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da
República” (AI 502.333-AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, 2ª
Turma, DJe 11.10.2007).
Nesse contexto, as razões do agravo regimental não se mostram
aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
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Extrato de Ata - 14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA PETIÇÃO 4.901
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : JACQUELINE SIMONE DE SOUZA E SILVA FERREIRA
ADV.(A/S) : LEYLA MARIA ALAMBERT
ADV.(A/S) : LUIZ OTAVIO OITICICA CANERO CANAES
AGDO.(A/S) : TERCEIRO VICE-PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO
ESTADO DO RIO DE JANEIRO
INTDO.(A/S) : MARIA JUDITE TARTARO LEITE DA SILVA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 14.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA PETIÇÃO 4.901
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : JACQUELINE SIMONE DE SOUZA E SILVA FERREIRA
ADV.(A/S) : LEYLA MARIA ALAMBERT
ADV.(A/S) : LUIZ OTAVIO OITICICA CANERO CANAES
AGDO.(A/S) : TERCEIRO VICE-PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO
ESTADO DO RIO DE JANEIRO
INTDO.(A/S) : MARIA JUDITE TARTARO LEITE DA SILVA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 14.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8398255
| 2015-04-14T00:00:00
| 2015-05-08T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 14.4.2015.
|
AG.REG. NA PETIÇÃO
|
EMENTA
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM PETIÇÃO. PROCESSAMENTO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO RETIDO NA ORIGEM. DECISÃO INTERLOCUTÓRIA. ART. 542, § 3º, DO CPC. DANO IRREPARÁVEL. NÃO EXISTÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 317, § 1º, RISTF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
Ato decisório que não se reveste de definitividade, a inviabilizar o destrancamento de recurso extraordinário retido na origem com base no art. 542, § 3º, do Código de Processo Civil. Ausência de situação excepcional e de demonstração de que eventuais danos sejam irreparáveis ou de difícil reparação. Precedentes.
A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que, nos casos em que as razões do recurso não atacam os fundamentos da decisão agravada ou deles estejam dissociadas, não resta preenchido o requisito de regularidade formal disposto no art. 317, § 1º, do RISTF: “A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada”.
Agravo regimental conhecido e não provido.
|
sjur303339
|
- Acórdão(s) citado(s):
(IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTO, DECISÃO AGRAVADA)
Rcl 9600 AgR (TP), AI 705255 AgR-ED-EDv-AgR (TP).
(RE RETIDO, REITERAÇÃO, PARTE RECORRENTE)
AI 502333 AgR (2ªT), Pet 4185 AgR (2ªT), AI 615769 AgR (1ªT), Pet 4917 AgR (2ªT), Pet 5135 AgR (1ªT).
- Decisões monocráticas citadas:
(PETIÇÃO, IMPUGNAÇÃO, RE RETIDO, REQUISITO)
Pet 4302, Pet 4456 MC.
- Legislação estrangeira citada: art. XVIII da Declaração Americana de Direitos e Deveres do Homem.
Número de páginas: 12.
Análise: 13/05/2015, KBP.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
4901
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00055\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-INT CVC ANO-1969\n ART-00025 NÚMERO-1 NÚMERO-2 LET-A\n CONVENÇÃO AMERICANA SOBRE DIREITOS HUMANOS (PACTO DE SÃO JOSÉ DA COSTA RICA), OEA\n\n",
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00542 PAR-00003\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n",
"LEG-FED DLG-000027 ANO-1992\n DECRETO LEGISLATIVO - APROVA A CONVENÇÃO AMERICANA SOBRE DIREITOS HUMANOS (PACTO DE SÃO JOSÉ DA COSTA RICA), OEA \n\n",
"LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00317 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n",
"LEG-FED DEC-000678 ANO-1992\n DECRETO - PROMULGA A CONVENÇÃO AMERICANA SOBRE DIREITOS HUMANOS (PACTO DE SÃO JOSÉ DA COSTA RICA), OEA"
] |
Pet-AgR
|
acordaos
|
Pet 4901 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : JACQUELINE SIMONE DE SOUZA E SILVA FERREIRA
ADV.(A/S) : LEYLA MARIA ALAMBERT
ADV.(A/S) : LUIZ OTAVIO OITICICA CANERO CANAES
AGDO.(A/S) : TERCEIRO VICE-PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
INTDO.(A/S) : MARIA JUDITE TARTARO LEITE DA SILVA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA PETIÇÃO 4.901 RIO DE JANEIRO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:JACQUELINE
SIMONE
DE
SOUZA
E
SILVA
FERREIRA
ADV.(A/S)
:LEYLA MARIA ALAMBERT
ADV.(A/S)
:LUIZ OTAVIO OITICICA CANERO CANAES
AGDO.(A/S)
:TERCEIRO VICE-PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE
JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
INTDO.(A/S)
:MARIA JUDITE TARTARO LEITE DA SILVA
EMENTA
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM
PETIÇÃO. PROCESSAMENTO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO
RETIDO NA ORIGEM. DECISÃO INTERLOCUTÓRIA. ART. 542, § 3...,
DO Código de Processo Civil. DANO IRREPARÁVEL. NÃO EXISTÊNCIA. AGRAVO
REGIMENTAL QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO
AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 317, § 1..., RISTF.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
Ato decisório que não se reveste de definitividade, a inviabilizar o
destrancamento de recurso extraordinário retido na origem com base no
art. 542, § 3..., do Código de Processo Civil. Ausência de situação
excepcional e de demonstração de que eventuais danos sejam irreparáveis
ou de difícil reparação. Precedentes.
A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que, nos casos em
que as razões do recurso não atacam os fundamentos da decisão
agravada ou deles estejam dissociadas, não resta preenchido o requisito
de regularidade formal disposto no art. 317, § 1..., do RISTF: “A petição
conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão
agravada”.
Agravo regimental conhecido e não provido.
ACÓRDÃO
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12
Ementa e Acórdão
PET 4901 AGR / RJ
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 14 de abril de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
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Supremo Tribunal Federal
PET 4901 AGR / RJ
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 14 de abril de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA PETIÇÃO 4.901 RIO DE JANEIRO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:JACQUELINE
SIMONE
DE
SOUZA
E
SILVA
FERREIRA
ADV.(A/S)
:LEYLA MARIA ALAMBERT
ADV.(A/S)
:LUIZ OTAVIO OITICICA CANERO CANAES
AGDO.(A/S)
:TERCEIRO VICE-PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE
JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
INTDO.(A/S)
:MARIA JUDITE TARTARO LEITE DA SILVA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por
mim proferida, mediante a qual negado seguimento a petição que visava
ao destrancamento de recurso extraordinário retido na origem com base
no art. 542, § 3..., do Código de Processo Civil, maneja agravo regimental
Jacqueline Simone de Souza e Silva Ferreira.
A agravante insurge-se contra a decisão impugnada, ao argumento
de que “(...) todas as decisões negaram vigência aos diplomas jurídicos
internacionais e impediram o livre e pleno exercício de todos, não um, mas todos
os direitos da ora agravante (…)” (doc. 02, fl. 04). Insiste na falta de
fundamentação da decisão sobre o requerimento de remoção da
inventariante e na demora da apreciação do pedido feito. Reitera a
imprescindibilidade do apensamento do requerimento, ao fundamento
de que “(…) em face de informações e provas supervenientes carreadas aos
autos do processo foi postulado novamente e, por duas vezes, o requerimento de
remoção de inventariante, sendo que em patente afronta a legislação processual,
aos princípios do devido processo legal e regular, da prestação jurisdicional, da
ampla defesa e do contraditório não se determinou o apensamento do
requerimento, conforme postulado. Vindo a Herdeira, ora Agravante, a conhecer
a decisão a que se busca a reforma em sede de recurso extraordinário, in verbis:
’Vistas à Fazenda Pública Estadual, na forma da decisão de fl. 646. Os
requerimentos de fl. 680 serão decididos oportunamente’ (...)” (doc. 02, fl. 05).
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8258029.
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14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA PETIÇÃO 4.901 RIO DE JANEIRO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:JACQUELINE
SIMONE
DE
SOUZA
E
SILVA
FERREIRA
ADV.(A/S)
:LEYLA MARIA ALAMBERT
ADV.(A/S)
:LUIZ OTAVIO OITICICA CANERO CANAES
AGDO.(A/S)
:TERCEIRO VICE-PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE
JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
INTDO.(A/S)
:MARIA JUDITE TARTARO LEITE DA SILVA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por
mim proferida, mediante a qual negado seguimento a petição que visava
ao destrancamento de recurso extraordinário retido na origem com base
no art. 542, § 3..., do Código de Processo Civil, maneja agravo regimental
Jacqueline Simone de Souza e Silva Ferreira.
A agravante insurge-se contra a decisão impugnada, ao argumento
de que “(...) todas as decisões negaram vigência aos diplomas jurídicos
internacionais e impediram o livre e pleno exercício de todos, não um, mas todos
os direitos da ora agravante (…)” (doc. 02, fl. 04). Insiste na falta de
fundamentação da decisão sobre o requerimento de remoção da
inventariante e na demora da apreciação do pedido feito. Reitera a
imprescindibilidade do apensamento do requerimento, ao fundamento
de que “(…) em face de informações e provas supervenientes carreadas aos
autos do processo foi postulado novamente e, por duas vezes, o requerimento de
remoção de inventariante, sendo que em patente afronta a legislação processual,
aos princípios do devido processo legal e regular, da prestação jurisdicional, da
ampla defesa e do contraditório não se determinou o apensamento do
requerimento, conforme postulado. Vindo a Herdeira, ora Agravante, a conhecer
a decisão a que se busca a reforma em sede de recurso extraordinário, in verbis:
’Vistas à Fazenda Pública Estadual, na forma da decisão de fl. 646. Os
requerimentos de fl. 680 serão decididos oportunamente’ (...)” (doc. 02, fl. 05).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12
Relatório
PET 4901 AGR / RJ
Reafirma a afronta direita e frontal aos arts. 5..., LV, da Constituição
Federal, 25, I e II, “a”, do Pacto de San José da Costa Rica e XVIII da
Declaração Americana de Direitos e Deveres do Homem. Requer a
reconsideração da decisão agravada “(...) em face da explícita negativa de
vigência a Tratados Internacionais de Direitos Humanos (...)” (doc. 02, fl. 11).
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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PET 4901 AGR / RJ
Reafirma a afronta direita e frontal aos arts. 5..., LV, da Constituição
Federal, 25, I e II, “a”, do Pacto de San José da Costa Rica e XVIII da
Declaração Americana de Direitos e Deveres do Homem. Requer a
reconsideração da decisão agravada “(...) em face da explícita negativa de
vigência a Tratados Internacionais de Direitos Humanos (...)” (doc. 02, fl. 11).
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12
Voto - MIN. ROSA WEBER
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA PETIÇÃO 4.901 RIO DE JANEIRO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo e passo ao exame do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o presente agravo
regimental (doc. 03, fls. 01-3):
“Vistos etc.
Trata-se de pedido formulado por Jacqueline Simone de
Souza e Silva Ferreira para que seu recurso extraordinário, que
foi retido na forma do art. 542, § 3..., do Código de Processo
Civil, seja imediatamente processado.
A requerente sustenta, em síntese, que (fl. 4):
(...)
3. Sendo carreados aos autos do processo originário –
INVENTÁRIO – documentos e informações supervenientes –
HÁ DOIS ANOS -, foi reiterado o pedido de remoção de
inventariante – que é a parte contrária -, ou seja, foi novamente
requerida a remoção da inventariante do cargo.
4. Conclusos os autos de inventário, estes retornaram ao
cartório sem a devida e fundamentada decisão sobre o
requerimento de remoção de inventariante, postulado pela
HERDEIRA-RECORRENTE-REQUERENTE, sendo somente
alegado pelo juízo singular que o requerimento seria apreciado
em momento oportuno, e só! O requerimento de remoção de
inventariante – ATÉ O PRESENTE – não foi sequer apensado,
nos termos que discorre do artigo 996 do Código de Processo
Civil, evidentemente, também não foi intimada a parte
contrária.
5.
Conhecendo
a
HERDEIRA-RECORRENTE-
REQUERENTE, muito bem, a proteção dispensada pelo juízo
singular à parte contrária – inventariante – nos autos dos
processos que tramitam na Comarca de Volta Redonda, destarte
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14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA PETIÇÃO 4.901 RIO DE JANEIRO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo e passo ao exame do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o presente agravo
regimental (doc. 03, fls. 01-3):
“Vistos etc.
Trata-se de pedido formulado por Jacqueline Simone de
Souza e Silva Ferreira para que seu recurso extraordinário, que
foi retido na forma do art. 542, § 3..., do Código de Processo
Civil, seja imediatamente processado.
A requerente sustenta, em síntese, que (fl. 4):
(...)
3. Sendo carreados aos autos do processo originário –
INVENTÁRIO – documentos e informações supervenientes –
HÁ DOIS ANOS -, foi reiterado o pedido de remoção de
inventariante – que é a parte contrária -, ou seja, foi novamente
requerida a remoção da inventariante do cargo.
4. Conclusos os autos de inventário, estes retornaram ao
cartório sem a devida e fundamentada decisão sobre o
requerimento de remoção de inventariante, postulado pela
HERDEIRA-RECORRENTE-REQUERENTE, sendo somente
alegado pelo juízo singular que o requerimento seria apreciado
em momento oportuno, e só! O requerimento de remoção de
inventariante – ATÉ O PRESENTE – não foi sequer apensado,
nos termos que discorre do artigo 996 do Código de Processo
Civil, evidentemente, também não foi intimada a parte
contrária.
5.
Conhecendo
a
HERDEIRA-RECORRENTE-
REQUERENTE, muito bem, a proteção dispensada pelo juízo
singular à parte contrária – inventariante – nos autos dos
processos que tramitam na Comarca de Volta Redonda, destarte
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12
Voto - MIN. ROSA WEBER
PET 4901 AGR / RJ
entendeu que lhe havia sido negada a devida prestação
jurisdicional, interpondo o competente agravo na modalidade
de instrumento – sendo este o gerador do Apelo Nobre
supracitado.
É o relatório.
Decido.
O objeto da presente petição é o destrancamento de
recurso extraordinário retido na origem com base no art. 542, §
3..., do Código de Processo Civil, cujo teor é o seguinte:
O recurso extraordinário, ou o recurso especial, quando
interpostos contra decisão interlocutória em processo de
conhecimento, cautelar, ou embargos à execução ficará retido
nos autos e somente será processado se o reiterar a parte, no
prazo para a interposição do recurso contra a decisão final, ou
para as contra-razões.
A jurisprudência desta Corte admite o ajuizamento de
petição como meio hábil a impugnar a retenção de recurso
extraordinário fundada nesse dispositivo. Todavia, para que
seja excepcionada a regra do art. 542, § 3..., do Código de Processo Civil e,
consequentemente, autorizado o imediato processamento do
recurso extraordinário interposto contra decisão de caráter
interlocutório, exige-se que a parte tenha (i) comprovado o risco
de prejuízo irreparável ou de difícil reparação; e (ii)
demonstrado a viabilidade processual do recurso
extraordinário e a plausibilidade da tese nele defendida.
Destaco, nesse sentido, as decisões monocráticas proferidas na
Pet 4.302, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 08.05.2008; e na Pet 4.456,
rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 26.11.2008.
Nessa esteira, a análise da viabilidade da presente petição
invariavelmente depende do exame, ainda que precário, da
admissibilidade do próprio recurso extraordinário cujo trânsito
se pretende viabilizar.
E, in casu, verifica-se de plano que foi impugnada,
2
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PET 4901 AGR / RJ
entendeu que lhe havia sido negada a devida prestação
jurisdicional, interpondo o competente agravo na modalidade
de instrumento – sendo este o gerador do Apelo Nobre
supracitado.
É o relatório.
Decido.
O objeto da presente petição é o destrancamento de
recurso extraordinário retido na origem com base no art. 542, §
3..., do Código de Processo Civil, cujo teor é o seguinte:
O recurso extraordinário, ou o recurso especial, quando
interpostos contra decisão interlocutória em processo de
conhecimento, cautelar, ou embargos à execução ficará retido
nos autos e somente será processado se o reiterar a parte, no
prazo para a interposição do recurso contra a decisão final, ou
para as contra-razões.
A jurisprudência desta Corte admite o ajuizamento de
petição como meio hábil a impugnar a retenção de recurso
extraordinário fundada nesse dispositivo. Todavia, para que
seja excepcionada a regra do art. 542, § 3..., do Código de Processo Civil e,
consequentemente, autorizado o imediato processamento do
recurso extraordinário interposto contra decisão de caráter
interlocutório, exige-se que a parte tenha (i) comprovado o risco
de prejuízo irreparável ou de difícil reparação; e (ii)
demonstrado a viabilidade processual do recurso
extraordinário e a plausibilidade da tese nele defendida.
Destaco, nesse sentido, as decisões monocráticas proferidas na
Pet 4.302, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 08.05.2008; e na Pet 4.456,
rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 26.11.2008.
Nessa esteira, a análise da viabilidade da presente petição
invariavelmente depende do exame, ainda que precário, da
admissibilidade do próprio recurso extraordinário cujo trânsito
se pretende viabilizar.
E, in casu, verifica-se de plano que foi impugnada,
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12
Voto - MIN. ROSA WEBER
PET 4901 AGR / RJ
mediante o recurso extraordinário, decisão proferida em sede
de agravo regimental no agravo de instrumento interposto
contra o seguinte despacho:
‘Vistas à Fazenda Pública Estadual, na forma da decisão
de fl. 646.
Os requerimentos de fl. 680 serão decididos
oportunamente.’
No recurso extraordinário foi alegada violação dos arts. 1...,
II, III, 4..., II, 5..., XXXV, XXXVII, LV, LXXVIII, §§ 1... e 2..., e 93, II, e,
IX, da Constituição Federal. A recorrente busca que esta
Suprema Corte realize prévio juízo sobre a observância da
legislação infraconstitucional vigente, o que é insuscetível,
portanto, de viabilizar o conhecimento do apelo extremo nos
moldes exigidos pelo art. 102, III, a, da Lei Maior.
Ademais, não ficou demonstrado que os eventuais danos
sejam irreparáveis ou de difícil reparação. Desse modo, o
recurso extraordinário poderá ser examinado caso seja
ratificado após o julgamento final na corte de origem.
Ante o exposto, nego seguimento à presente petição (art.
21, § 1..., do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
Constato que o agravo regimental carece da devida fundamentação,
consoante emerge das respectivas razões – ao insistir na alegação de
ofensa direta aos arts. 5..., LV, da Constituição Federal, 25, I e II, “a”, do
Pacto de San José da Costa Rica e XVIII da Declaração Americana de
Direitos e Deveres do Homem, bem como que “(...) todas as decisões
negaram vigência aos diplomas jurídicos internacionais e impediram o livre e
pleno exercício de todos, não um, mas todos os direitos da ora agravante (…)”
(doc. 02, fl. 04) –, sem cuidar de atacar o fundamento da decisão
agravada, no que se refere à incidência do art. 542, § 3..., do Código de
Processo Civil, à espécie, por tratar-se de recurso extraordinário
interposto contra decisão interlocutória.
3
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PET 4901 AGR / RJ
mediante o recurso extraordinário, decisão proferida em sede
de agravo regimental no agravo de instrumento interposto
contra o seguinte despacho:
‘Vistas à Fazenda Pública Estadual, na forma da decisão
de fl. 646.
Os requerimentos de fl. 680 serão decididos
oportunamente.’
No recurso extraordinário foi alegada violação dos arts. 1...,
II, III, 4..., II, 5..., XXXV, XXXVII, LV, LXXVIII, §§ 1... e 2..., e 93, II, e,
IX, da Constituição Federal. A recorrente busca que esta
Suprema Corte realize prévio juízo sobre a observância da
legislação infraconstitucional vigente, o que é insuscetível,
portanto, de viabilizar o conhecimento do apelo extremo nos
moldes exigidos pelo art. 102, III, a, da Lei Maior.
Ademais, não ficou demonstrado que os eventuais danos
sejam irreparáveis ou de difícil reparação. Desse modo, o
recurso extraordinário poderá ser examinado caso seja
ratificado após o julgamento final na corte de origem.
Ante o exposto, nego seguimento à presente petição (art.
21, § 1..., do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
Constato que o agravo regimental carece da devida fundamentação,
consoante emerge das respectivas razões – ao insistir na alegação de
ofensa direta aos arts. 5..., LV, da Constituição Federal, 25, I e II, “a”, do
Pacto de San José da Costa Rica e XVIII da Declaração Americana de
Direitos e Deveres do Homem, bem como que “(...) todas as decisões
negaram vigência aos diplomas jurídicos internacionais e impediram o livre e
pleno exercício de todos, não um, mas todos os direitos da ora agravante (…)”
(doc. 02, fl. 04) –, sem cuidar de atacar o fundamento da decisão
agravada, no que se refere à incidência do art. 542, § 3..., do Código de
Processo Civil, à espécie, por tratar-se de recurso extraordinário
interposto contra decisão interlocutória.
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Voto - MIN. ROSA WEBER
PET 4901 AGR / RJ
Ademais, a peça recursal não demonstra que eventuais danos sejam
irreparáveis ou de difícil reparação, pois a agravante simplesmente copia
as mesmas razões trazidas ao longo do processo original. Saliente-se
ainda que, relativamente à impossibilidade de maior celeridade
processual, cabe anotar que a interposição de recursos sem a menor
plausibilidade apenas prejudica o bom andamento processual.
Nesse contexto, a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de
que, nos casos em que as razões do recurso não atacam os fundamentos
da decisão agravada ou deles estejam dissociadas, não resta preenchido o
requisito de regularidade formal disposto no art. 317, § 1..., do RISTF: “A
petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da
decisão agravada”. Nesse sentido, cito:
“DIREITO PROCESSUAL CIVIL. RECURSO QUE NÃO
ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA.
IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 317, §1..., RISTF.
EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. MULTA. MÁ-FÉ. NÃO
RECOLHIMENTO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 29.6.2007. Ausência de ataque, nas razões do agravo
regimental, aos fundamentos da decisão agravada. Não
preenchimento do requisito de regularidade formal expresso no
artigo 317, § 1..., do RISTF (a petição conterá, sob pena de
rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão
agravada). Agravo regimental conhecido e não provido.” (AI
705.255-AgR-ED-EDv-AgR/PR, acórdão da minha lavra,
Tribunal Pleno, DJe 18.02.2014.)
“AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO.
USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. NÃO CUMPRIMENTO DO REQUISITO EXIGIDO
NO ART. 317, § 1..., DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. Os fundamentos da decisão agravada
não foram impugnados pelo Agravante, que se limitou a
reiterar os argumentos apresentados na inicial. Decisão
agravada mantida pelos seus próprios fundamentos. Agravo
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Ademais, a peça recursal não demonstra que eventuais danos sejam
irreparáveis ou de difícil reparação, pois a agravante simplesmente copia
as mesmas razões trazidas ao longo do processo original. Saliente-se
ainda que, relativamente à impossibilidade de maior celeridade
processual, cabe anotar que a interposição de recursos sem a menor
plausibilidade apenas prejudica o bom andamento processual.
Nesse contexto, a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de
que, nos casos em que as razões do recurso não atacam os fundamentos
da decisão agravada ou deles estejam dissociadas, não resta preenchido o
requisito de regularidade formal disposto no art. 317, § 1..., do RISTF: “A
petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da
decisão agravada”. Nesse sentido, cito:
“DIREITO PROCESSUAL CIVIL. RECURSO QUE NÃO
ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA.
IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 317, §1..., RISTF.
EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. MULTA. MÁ-FÉ. NÃO
RECOLHIMENTO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 29.6.2007. Ausência de ataque, nas razões do agravo
regimental, aos fundamentos da decisão agravada. Não
preenchimento do requisito de regularidade formal expresso no
artigo 317, § 1..., do RISTF (a petição conterá, sob pena de
rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão
agravada). Agravo regimental conhecido e não provido.” (AI
705.255-AgR-ED-EDv-AgR/PR, acórdão da minha lavra,
Tribunal Pleno, DJe 18.02.2014.)
“AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO.
USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. NÃO CUMPRIMENTO DO REQUISITO EXIGIDO
NO ART. 317, § 1..., DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. Os fundamentos da decisão agravada
não foram impugnados pelo Agravante, que se limitou a
reiterar os argumentos apresentados na inicial. Decisão
agravada mantida pelos seus próprios fundamentos. Agravo
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Voto - MIN. ROSA WEBER
PET 4901 AGR / RJ
regimental ao qual se nega provimento.” (Rcl 9.600-AgR/PE,
Rel. Min. Cármen Lúcia, Pleno, DJe 19.3.2010.)
Por fim, à exaustão, esta Corte já firmou entendimento no sentido de
que o recurso extraordinário interposto contra decisão interlocutória
ficará retido nos autos, nos termos do art. 542, § 3..., do Código de
Processo Civil, e que o seu posterior processamento depende de
reiteração pela parte recorrente: “O recurso extraordinário, ou o recurso
especial, quando interpostos contra decisão interlocutória em processo de
conhecimento, cautelar, ou embargos à execução ficará retido nos autos e somente
será processado se o reiterar a parte, no prazo para a interposição do recurso
contra a decisão final, ou para as contrarrazões”. Nessa linha, colho os
seguintes precedentes:
“PETIÇÃO DE DESTRANCAMENTO” – PLEITO
DEDUZIDO, ORIGINARIAMENTE, PERANTE O SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL, COM O OBJETIVO DE VIABILIZAR O
IMEDIATO
PROCESSAMENTO
DE
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO QUE FICOU RETIDO NOS AUTOS –
AUSÊNCIA DE PLAUSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO –
APELO EXTREMO INTERPOSTO CONTRA DECISÃO
INTERLOCUTÓRIA – CONSEQUENTE RETENÇÃO (Código de Processo Civil,
ART. 542, § 3..., NA REDAÇÃO DADA PELA LEI n 9.756/98) –
ACÓRDÃO QUE APENAS CONFIRMA DEFERIMENTO DE
TUTELA ANTECIPATÓRIA – ATO DECISÓRIO QUE NÃO SE
REVESTE DE DEFINITIVIDADE – MERA ANÁLISE DOS
PRESSUPOSTOS DE VEROSSIMILHANÇA E DO
“PERICULUM IN MORA” – PRECEDENTES –
INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO OBJETO
DA PRESENTE CAUSA – INCIDÊNCIA, NA ESPÉCIE, DA
SÚMULA 735/Supremo Tribunal Federal – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO”
(PET 4.917-AgR/RJ, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe
09.5.2014).
“Agravo regimental na petição. Recurso ordinário
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Supremo Tribunal Federal
PET 4901 AGR / RJ
regimental ao qual se nega provimento.” (Rcl 9.600-AgR/PE,
Rel. Min. Cármen Lúcia, Pleno, DJe 19.3.2010.)
Por fim, à exaustão, esta Corte já firmou entendimento no sentido de
que o recurso extraordinário interposto contra decisão interlocutória
ficará retido nos autos, nos termos do art. 542, § 3..., do Código de
Processo Civil, e que o seu posterior processamento depende de
reiteração pela parte recorrente: “O recurso extraordinário, ou o recurso
especial, quando interpostos contra decisão interlocutória em processo de
conhecimento, cautelar, ou embargos à execução ficará retido nos autos e somente
será processado se o reiterar a parte, no prazo para a interposição do recurso
contra a decisão final, ou para as contrarrazões”. Nessa linha, colho os
seguintes precedentes:
“PETIÇÃO DE DESTRANCAMENTO” – PLEITO
DEDUZIDO, ORIGINARIAMENTE, PERANTE O SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL, COM O OBJETIVO DE VIABILIZAR O
IMEDIATO
PROCESSAMENTO
DE
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO QUE FICOU RETIDO NOS AUTOS –
AUSÊNCIA DE PLAUSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO –
APELO EXTREMO INTERPOSTO CONTRA DECISÃO
INTERLOCUTÓRIA – CONSEQUENTE RETENÇÃO (Código de Processo Civil,
ART. 542, § 3..., NA REDAÇÃO DADA PELA LEI n 9.756/98) –
ACÓRDÃO QUE APENAS CONFIRMA DEFERIMENTO DE
TUTELA ANTECIPATÓRIA – ATO DECISÓRIO QUE NÃO SE
REVESTE DE DEFINITIVIDADE – MERA ANÁLISE DOS
PRESSUPOSTOS DE VEROSSIMILHANÇA E DO
“PERICULUM IN MORA” – PRECEDENTES –
INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO OBJETO
DA PRESENTE CAUSA – INCIDÊNCIA, NA ESPÉCIE, DA
SÚMULA 735/Supremo Tribunal Federal – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO”
(PET 4.917-AgR/RJ, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe
09.5.2014).
“Agravo regimental na petição. Recurso ordinário
5
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROSA WEBER
PET 4901 AGR / RJ
constitucional (Constituição Federal de 1988, art. 102, inciso II). Interposição contra
decisão em que se indeferiu liminarmente o processamento de
recurso extraordinário. Recurso manifestamente incabível.
Regimental não provido. 1. Não há previsão constitucional para
o manejo de recurso ordinário junto a esta Suprema Corte em
face de decisão em que o Superior Tribunal de Justiça indefere
liminarmente o processamento de recurso extraordinário cujo
tema, conforme decidido pelo Supremo Tribunal Federal, não
tinha repercussão geral. 2. Agravo regimental ao qual se nega
provimento” (PET 5.135-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1...
Turma, DJe 31.3.2014).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
PROCESSUAL
CIVIL.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO RETIDO. ART. 462, § 3..., DO CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL. CIRCUNSTÂNCIA EXCEPCIONAL NÃO
DEMONSTRADA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA SEGUIMENTO. O recurso extraordinário interposto de
decisão interlocutória deve ficar retido até julgamento final e
seu processamento depende de reiteração. Exceção àquelas
situações em que se demonstre a existência de prejuízo
irreparável para a parte” (AI 615.769-AgR/PI, Rel. Min. Cármen
Lúcia, 1... Turma, DJe 1....10.2010).
“AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO CAUTELAR.
DESTRANCAMENTO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO
RETIDO [ART. 542, § 3..., DO Código de Processo Civil]. AUSÊNCIA DE SITUAÇÃO
EXCEPCIONAL E DE PLAUSIBILIDADE DA TESE JURÍDICA
SUBJACENTE
QUE
PERMITAM
O
IMEDIATO
PROCESSAMENTO DO RECURSO. PROVIMENTO LIMINAR.
DESCABIMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
SÚMULA 735. AGRAVO IMPROVIDO. 1. O recurso
extraordinário interposto contra decisão interlocutória não
terminativa ficará retido nos autos, somente sendo processado
se a parte o reiterar no prazo para a interposição do recurso
contra decisão final. Precedentes: AI n. 241.860-AgR, Relator o
6
Supremo Tribunal Federal
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PET 4901 AGR / RJ
constitucional (Constituição Federal de 1988, art. 102, inciso II). Interposição contra
decisão em que se indeferiu liminarmente o processamento de
recurso extraordinário. Recurso manifestamente incabível.
Regimental não provido. 1. Não há previsão constitucional para
o manejo de recurso ordinário junto a esta Suprema Corte em
face de decisão em que o Superior Tribunal de Justiça indefere
liminarmente o processamento de recurso extraordinário cujo
tema, conforme decidido pelo Supremo Tribunal Federal, não
tinha repercussão geral. 2. Agravo regimental ao qual se nega
provimento” (PET 5.135-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1...
Turma, DJe 31.3.2014).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
PROCESSUAL
CIVIL.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO RETIDO. ART. 462, § 3..., DO CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL. CIRCUNSTÂNCIA EXCEPCIONAL NÃO
DEMONSTRADA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA SEGUIMENTO. O recurso extraordinário interposto de
decisão interlocutória deve ficar retido até julgamento final e
seu processamento depende de reiteração. Exceção àquelas
situações em que se demonstre a existência de prejuízo
irreparável para a parte” (AI 615.769-AgR/PI, Rel. Min. Cármen
Lúcia, 1... Turma, DJe 1....10.2010).
“AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO CAUTELAR.
DESTRANCAMENTO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO
RETIDO [ART. 542, § 3..., DO Código de Processo Civil]. AUSÊNCIA DE SITUAÇÃO
EXCEPCIONAL E DE PLAUSIBILIDADE DA TESE JURÍDICA
SUBJACENTE
QUE
PERMITAM
O
IMEDIATO
PROCESSAMENTO DO RECURSO. PROVIMENTO LIMINAR.
DESCABIMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
SÚMULA 735. AGRAVO IMPROVIDO. 1. O recurso
extraordinário interposto contra decisão interlocutória não
terminativa ficará retido nos autos, somente sendo processado
se a parte o reiterar no prazo para a interposição do recurso
contra decisão final. Precedentes: AI n. 241.860-AgR, Relator o
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Voto - MIN. ROSA WEBER
PET 4901 AGR / RJ
Ministro MARCO AURÉLIO, DJ de 15.10.99; AI n. 467.603-AgR,
Relator o Ministro CARLOS VELLOSO, DJ de 8.4.2005; AI
492.751-AgR, Relator o Ministro CEZAR PELUSO, DJ de
7.4.2006. 2. Não cabe recurso extraordinário contra decisão que
concede ou indefere provimento liminar [Súmula n. 735 do
Supremo Tribunal Federal]. Agravo regimental a que se nega provimento” (PET 4.185-
AgR/PE, Rel. Min. Eros Grau, 2... Turma, DJe 09.5.2008).
“1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade.
Interposição contra decisão interlocutória. Retenção nos autos.
Reiteração. Falta. Pedido de processamento imediato. Decisão
agravada. Reconsideração. Sendo o pedido de processamento
imediato do recurso extraordinário, não deve inadmitido por
falta de reiteração. 2. RECURSO. Extraordinário. Interposição
contra decisão interlocutória. Retenção nos autos.
Processamento imediato. Inadmissibilidade. Dano irreparável.
Inexistência. Precedentes. Agravo não provido. É inadmissível
processamento imediato de recurso extraordinário retido na
forma do art. 542, § 3..., do Código de Processo Civil, quando
manifesta a inviabilidade jurídica do mesmo extraordinário. 3.
RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de
ofensa ao art. 5..., LV, da Constituição Federal. Ofensa
constitucional indireta. Decisão mantida. Agravo regimental
não provido. Não cabe recurso extraordinário que tenha por
objeto alegação de ofensa que, irradiando-se de má
interpretação, aplicação, ou, até, de inobservância de normas
infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da
República” (AI 502.333-AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, 2...
Turma, DJe 11.10.2007).
Nesse contexto, as razões do agravo regimental não se mostram
aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
7
Supremo Tribunal Federal
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PET 4901 AGR / RJ
Ministro MARCO AURÉLIO, DJ de 15.10.99; AI n. 467.603-AgR,
Relator o Ministro CARLOS VELLOSO, DJ de 8.4.2005; AI
492.751-AgR, Relator o Ministro CEZAR PELUSO, DJ de
7.4.2006. 2. Não cabe recurso extraordinário contra decisão que
concede ou indefere provimento liminar [Súmula n. 735 do
Supremo Tribunal Federal]. Agravo regimental a que se nega provimento” (PET 4.185-
AgR/PE, Rel. Min. Eros Grau, 2... Turma, DJe 09.5.2008).
“1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade.
Interposição contra decisão interlocutória. Retenção nos autos.
Reiteração. Falta. Pedido de processamento imediato. Decisão
agravada. Reconsideração. Sendo o pedido de processamento
imediato do recurso extraordinário, não deve inadmitido por
falta de reiteração. 2. RECURSO. Extraordinário. Interposição
contra decisão interlocutória. Retenção nos autos.
Processamento imediato. Inadmissibilidade. Dano irreparável.
Inexistência. Precedentes. Agravo não provido. É inadmissível
processamento imediato de recurso extraordinário retido na
forma do art. 542, § 3..., do Código de Processo Civil, quando
manifesta a inviabilidade jurídica do mesmo extraordinário. 3.
RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de
ofensa ao art. 5..., LV, da Constituição Federal. Ofensa
constitucional indireta. Decisão mantida. Agravo regimental
não provido. Não cabe recurso extraordinário que tenha por
objeto alegação de ofensa que, irradiando-se de má
interpretação, aplicação, ou, até, de inobservância de normas
infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da
República” (AI 502.333-AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, 2...
Turma, DJe 11.10.2007).
Nesse contexto, as razões do agravo regimental não se mostram
aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
7
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Extrato de Ata - 14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA PETIÇÃO 4.901
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : JACQUELINE SIMONE DE SOUZA E SILVA FERREIRA
ADV.(A/S) : LEYLA MARIA ALAMBERT
ADV.(A/S) : LUIZ OTAVIO OITICICA CANERO CANAES
AGDO.(A/S) : TERCEIRO VICE-PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO
ESTADO DO RIO DE JANEIRO
INTDO.(A/S) : MARIA JUDITE TARTARO LEITE DA SILVA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 14.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA PETIÇÃO 4.901
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : JACQUELINE SIMONE DE SOUZA E SILVA FERREIRA
ADV.(A/S) : LEYLA MARIA ALAMBERT
ADV.(A/S) : LUIZ OTAVIO OITICICA CANERO CANAES
AGDO.(A/S) : TERCEIRO VICE-PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO
ESTADO DO RIO DE JANEIRO
INTDO.(A/S) : MARIA JUDITE TARTARO LEITE DA SILVA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 14.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"PETIÇÃO 4 . 901",
"Pet 4 . 302",
"Pet 4 . 456",
"PET 4901 AGR / RJ",
"Pet 4 . 302",
"Pet 4 . 456",
"PET 4901",
"AI 705 . 255 - AgR - ED - EDv - AgR / PR",
"PET",
"AI 705 . 255 - AgR -",
"PET 4901 AGR / RJ",
"Rcl 9 . 600 - AgR / PE",
"SÚMULA 735 / Supremo",
"PET 4 . 917 - AgR / RJ",
"Rcl 9 . 600 - AgR / PE",
"SÚMULA 735 / Supremo Tribunal Federal",
"PET 4 . 917 - AgR / RJ",
"PET 5 . 135 - AgR / SP",
"AI 615 . 769 - AgR / PI",
"AI n . 241 . 860 - AgR",
"PET 4901 AGR / RJ",
"PET 5 . 135 - AgR / SP",
"AI 615 . 769 - AgR / PI",
"AI n . 241 . 860 - AgR",
"AI n . 467 . 603 - AgR",
"AI 492 . 751 - AgR",
"Súmula n . 735 do Supremo Tribunal Federal",
"PET 4 . 185 - AgR / PE",
"AI 502 . 333 - AgR / SP",
"AI n . 467 . 603 - AgR",
"AI 492 . 751 - AgR",
"Súmula n . 735 do Supremo Tribunal Federal",
"PET 4 . 185 - AgR / PE",
"AI 502 . 333 - AgR / SP"
],
"LEGISLACAO": [
"PETIÇÃO 4 . 901",
"ART . 542 , § 3 . . . , DO Código de Processo Civil",
"ART",
"art . 542 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil",
"art . 317 , § 1 .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 542 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 542 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . , LV , da Constituição Federal",
"25 , I e II , “ a ” , do",
"Pacto de San José da Costa Rica",
"XVIII da Declaração Americana de Direitos e Deveres",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . , LV , da Constituição Federal",
"25 , I e II , “ a ” , do Pacto de San José da Costa Rica",
"XVIII da Declaração Americana de Direitos e Deveres do Homem",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 542 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil",
"artigo 996 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 542 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil",
"artigo 996 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 542 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil",
"art . 542 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 542 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil",
"art . 542 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 1 . . . , II , III , 4 . . . , II , 5 . . . , XXXV , XXXVII , LV , LXXVIII , § § 1 . . . e 2 . . . , e 93 , II , e , IX , da Constituição Federal",
"art . 102 , III , a , da Lei Maior",
"art . 21 , §",
"arts . 5 . . . , LV , da Constituição Federal",
"25 , I e II , “ a ” , do Pacto de San José da Costa Rica",
"XVIII da Declaração Americana de Direitos e Deveres do Homem",
"art . 542 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 1 . . . , II , III , 4 . . . , II , 5 . . . , XXXV , XXXVII , LV , LXXVIII , § § 1 . . . e 2 . . . , e 93 , II , e , IX , da Constituição Federal",
"art . 102 , III , a , da Lei Maior",
"arts . 5 . . . , LV , da Constituição Federal",
"25 , I e II , “ a ” , do Pacto de San José da Costa Rica",
"XVIII da Declaração Americana de Direitos e Deveres do Homem",
"542 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 317 , § 1 . . . , do RISTF",
"ART . 317 , § 1 . . . , RISTF",
"artigo 317 ,",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art .",
"ART . 317 , § 1 . . . ,",
"artigo 317 , § 1 . . . , do RISTF",
"ART",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 542 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil",
"Código de Processo Civil , ART . 542 , § 3 . . .",
"LEI n 9 . 756 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 542 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil",
"Código de Processo Civil , ART . 542 , § 3 . . .",
"LEI n 9 . 756 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 , art . 102 , inciso II",
"ART . 462 , § 3 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"ART . 542 , § 3 . . . , DO Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 , art . 102 , inciso II",
"ART . 462 , § 3 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"ART . 542 , § 3 . . . , DO Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 542 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil",
"art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal",
"Constituição da República ”",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal",
"Constituição da República ”",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO DE JANEIRO",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"Comarca de Volta Redonda",
"RIO DE JANEIRO",
"Comarca de Volta Redonda",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"Fazenda Pública Estadual",
"Supremo Tribunal Federal",
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"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
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"Fazenda Pública Estadual",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"RJ",
"Fazenda Pública Estadual",
"Suprema Corte",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Fazenda Pública Estadual",
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"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Pleno",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"RISTF",
"Tribunal Pleno",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Pleno",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"2",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
". . Turma",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"2",
".",
". . Turma",
"2",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
". . Turma",
"2",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
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"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"Primeira Turma",
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"-",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"JACQUELINE SIMONE DE SOUZA E SILVA FERREIRA",
"LEYLA MARIA ALAMBERT",
"LUIZ OTAVIO OITICICA",
"CANERO CANAES",
"MARIA JUDITE TARTARO LEITE DA SILVA",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"JACQUELINE SIMONE DE SOUZA E SILVA FERREIRA",
"LEYLA MARIA ALAMBERT",
"LUIZ OTAVIO OITICICA",
"CANERO CANAES",
"MARIA JUDITE TARTARO LEITE DA SILVA",
"Rosa Weber",
"Jacqueline Simone de Souza e Silva Ferreira",
"ROSA WEBER",
"JACQUELINE SIMONE DE SOUZA E SILVA FERREIRA",
"LEYLA MARIA ALAMBERT",
"LUIZ OTAVIO OITICICA CANERO CANAES",
"TERCEIRO",
"MARIA JUDITE TARTARO LEITE DA SILVA",
"Rosa Weber",
"Jacqueline Simone de Souza e Silva Ferreira",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Jacqueline Simone de Souza e Silva Ferreira",
"Rosa Weber",
"Jacqueline Simone de Souza e Silva Ferreira",
"ROSA WEBER PET 4901",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"ROSA WEBER PET",
"ROSA WEBER PET",
"ROSA WEBER",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"“",
"Celso de Mello",
"ROSA WEBER",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"ROSA WEBER",
"MARCO AURÉLIO",
"CARLOS VELLOSO",
"CEZAR PELUSO",
"Eros Grau",
"Cezar Peluso",
"MARCO AURÉLIO",
"CARLOS VELLOSO",
"CEZAR PELUSO",
"Eros Grau",
"Cezar Peluso",
"ROSA WEBER",
"JACQUELINE SIMONE DE SOUZA E SILVA FERREIRA",
"LEYLA MARIA ALAMBERT",
"LUIZ OTAVIO OITICICA CANERO CANAES",
"MARIA JUDITE TARTARO LEITE DA SILVA",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"JACQUELINE SIMONE DE SOUZA E SILVA FERREIRA",
"LEYLA MARIA ALAMBERT",
"LUIZ OTAVIO OITICICA CANERO CANAES",
"MARIA JUDITE TARTARO LEITE DA SILVA",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
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"/",
"2001",
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"14 de abril de 2015",
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"2001",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
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"24",
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"08",
"/",
"2001",
"14",
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"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
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"08",
".",
"05",
".",
"2008",
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".",
"2008",
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"/",
"2001",
"08",
".",
"05",
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"2008",
"26",
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"11",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
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"/",
"08",
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"2001",
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"08",
"/",
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".",
"2014",
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"08",
"/",
"2001",
"29",
".",
"6",
".",
"2007",
"18",
".",
"02",
".",
"2014",
"24",
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"/",
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".",
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"2014",
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"/",
"2001",
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"3",
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"2010",
"09",
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"5",
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"2014",
"24",
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"/",
"2001",
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"3",
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"2014",
".",
".",
".",
".",
"10",
".",
"2010",
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"/",
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"“",
"1",
".",
".",
".",
".",
"10",
".",
"2010",
"24",
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"/",
"2001",
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".",
"10",
".",
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".",
"4",
".",
"2005",
"7",
".",
"4",
".",
"2006",
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".",
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".",
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".",
"10",
".",
"2007",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
".",
"10",
".",
"99",
"8",
".",
"4",
".",
"2005",
"7",
".",
"4",
".",
"2006",
"09",
".",
"5",
".",
"2008",
"11",
".",
"10",
".",
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"/",
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"2001",
"14",
".",
"4",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.091 PARÁ
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE BELÉM
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELÉM
AGDO.(A/S)
:HELEN DO SOCORRO BITTENCOURT AZANCOT
ADV.(A/S)
:CLÁUDIO DE SOUSA MIRALHA PINGARILHO E
OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
ADMINISTRATIVO.
SERVIDORA PÚBLICA MUNICIPAL. EXONERAÇÃO NO
TRANSCURSO DE LICENÇA A GESTANTE. REGULARIDADE DO
PROCESSO ADMINISTRATIVO. REEXAME DO CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO
CARREADO
AOS
AUTOS.
IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279 DO STF.
1. Os princípios da ampla defesa e do contraditório nos processos
administrativos, quando aferidos pelas instâncias ordinárias, não podem
ser revistos por esta Corte em razão do óbice da Súmula nº 279.
Precedentes: ARE 764.000-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe
de 8/4/2014; e ARE 728.143-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski,
Segunda Turma, DJe de 25/6/2013.
2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que
demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos,
adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional.
3. In casu, o acórdão recorrido assentou: “APELAÇÃO E REEXAME.
MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDORA PÚBLICA MUNICIPAL.
ESTÁGIO PROBATÓRIO. EXONERAÇÃO NO TRANSCURSO DE
LICENÇA A GESTANTE. INADMISSIBILIDADE. DIREITO LÍQUIDO E
CERTO A REINTEGRAÇÃO. É inadmissível a exoneração de servidora pública
municipal que desfruta de licença a gestante após processo administrativo
disciplinar, que tramitou sem o seu conhecimento, inobstante encontrar-se no
período de estágio probatório. Apelação e Reexame conhecidos e improvidos à
unanimidade.”
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8233448.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
ARE 750091 AGR / PA
4. Agravo regimental DESPROVIDO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de abril de 2015.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8233448.
Supremo Tribunal Federal
ARE 750091 AGR / PA
4. Agravo regimental DESPROVIDO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de abril de 2015.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.091 PARÁ
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE BELÉM
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELÉM
AGDO.(A/S)
:HELEN DO SOCORRO BITTENCOURT AZANCOT
ADV.(A/S)
:CLÁUDIO DE SOUSA MIRALHA PINGARILHO E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto pelo MUNICÍPIO DE BELÉM contra decisão que
prolatei, assim ementada, verbis:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO
MUNICIPAL.
PROCESSO
ADMINISTRATIVO
DISCIPLINAR - PAD. AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO
NO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO. REEXAME DO
CONTEÚDO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 279 DO STF. REPERCUSSÃO GERAL NÃO
EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE
OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO.
1. Os princípios da ampla defesa e do contraditório nos
procedimentos administrativos, quando aferidos pelas instâncias
ordinárias, não podem ser revistos por esta Corte em razão do óbice da
Sumula 279. Precedente: ARE 751.360-AgR, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 12/9/2013.
2. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo
dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade
(art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível
por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida ‘a
repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso’ (art.
102, III, § 3º, da CF).
3. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘APELAÇÃO E
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.091 PARÁ
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE BELÉM
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELÉM
AGDO.(A/S)
:HELEN DO SOCORRO BITTENCOURT AZANCOT
ADV.(A/S)
:CLÁUDIO DE SOUSA MIRALHA PINGARILHO E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto pelo MUNICÍPIO DE BELÉM contra decisão que
prolatei, assim ementada, verbis:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO
MUNICIPAL.
PROCESSO
ADMINISTRATIVO
DISCIPLINAR - PAD. AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO
NO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO. REEXAME DO
CONTEÚDO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 279 DO STF. REPERCUSSÃO GERAL NÃO
EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE
OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO.
1. Os princípios da ampla defesa e do contraditório nos
procedimentos administrativos, quando aferidos pelas instâncias
ordinárias, não podem ser revistos por esta Corte em razão do óbice da
Sumula 279. Precedente: ARE 751.360-AgR, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 12/9/2013.
2. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo
dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade
(art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível
por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida ‘a
repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso’ (art.
102, III, § 3º, da CF).
3. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘APELAÇÃO E
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
ARE 750091 AGR / PA
REEXAME. MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDORA
PÚBLICA
MUNICIPAL.
ESTÁGIO
PROBATÓRIO.
EXONERAÇÃO NO TRANSCURSO DE LICENÇA A
GESTANTE. INADMISSIBILIDADE. DIREITO LÍQUIDO E
CERTO A REINTEGRAÇÃO. É inadmissível a exoneração de
servidora pública municipal que desfruta de licença a gestante após
processo administrativo disciplinar, que tramitou sem o seu
conhecimento, inobstante encontrar-se no período de estágio
probatório. Apelação e Reexame conhecidos e improvidos à
unanimidade’.
4. Agravo DESPROVIDO.”
Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso
alegando, em síntese:
"Sustenta a decisão ora agravada, que o recurso interposto pelo
Município esbarra nas regras previstas na Súmula nº 279 do E. STF.
Data a máxima vênia, o entendimento acima não deve prosperar,
haja vista que o único fundamento do recurso extraordinário
manejado pelo Município está assentado em ofensa à Súmula
Vinculante nº 05 do C. STF, conforme gravado no corpo do recurso
manejado.
Esta ofensa, por si mesma é capaz de modificar a decisão aqui
recorrida, independentemente de outros argumentos nele lançados.
Essa relevância determinou que o Município de Belém abdicasse
da discussão relativa a outros argumentos lançados no acórdão do TJ-
PA, anteriormente recorrido, mesmo porque, data vênia, estes são de
índole infraconstitucional, inservível de discutir em sede de recurso
extraordinário.
Registre-se ainda que a Súmula 279 não serve como
impedimento, pois não busca o Município discutir fatos, ou revolver
provas, mas somente o gravado no corpo do acórdão recorrido.
Discute-se argumento, fundamento, ou seja, questão de direito,
o que por si só já afasta o impedimento sustentado pela decisão aqui
agravada." (fls. 401-402).
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 750091 AGR / PA
REEXAME. MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDORA
PÚBLICA
MUNICIPAL.
ESTÁGIO
PROBATÓRIO.
EXONERAÇÃO NO TRANSCURSO DE LICENÇA A
GESTANTE. INADMISSIBILIDADE. DIREITO LÍQUIDO E
CERTO A REINTEGRAÇÃO. É inadmissível a exoneração de
servidora pública municipal que desfruta de licença a gestante após
processo administrativo disciplinar, que tramitou sem o seu
conhecimento, inobstante encontrar-se no período de estágio
probatório. Apelação e Reexame conhecidos e improvidos à
unanimidade’.
4. Agravo DESPROVIDO.”
Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso
alegando, em síntese:
"Sustenta a decisão ora agravada, que o recurso interposto pelo
Município esbarra nas regras previstas na Súmula nº 279 do E. STF.
Data a máxima vênia, o entendimento acima não deve prosperar,
haja vista que o único fundamento do recurso extraordinário
manejado pelo Município está assentado em ofensa à Súmula
Vinculante nº 05 do C. STF, conforme gravado no corpo do recurso
manejado.
Esta ofensa, por si mesma é capaz de modificar a decisão aqui
recorrida, independentemente de outros argumentos nele lançados.
Essa relevância determinou que o Município de Belém abdicasse
da discussão relativa a outros argumentos lançados no acórdão do TJ-
PA, anteriormente recorrido, mesmo porque, data vênia, estes são de
índole infraconstitucional, inservível de discutir em sede de recurso
extraordinário.
Registre-se ainda que a Súmula 279 não serve como
impedimento, pois não busca o Município discutir fatos, ou revolver
provas, mas somente o gravado no corpo do acórdão recorrido.
Discute-se argumento, fundamento, ou seja, questão de direito,
o que por si só já afasta o impedimento sustentado pela decisão aqui
agravada." (fls. 401-402).
É o relatório.
2
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Voto - MIN. LUIZ FUX
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.091 PARÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação
não merece prosperar.
Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta
evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum
argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a
mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos.
De início, pontuo que não há se falar em ofensa à Súmula Vinculante
nº 5 do Supremo Tribunal Federal, uma vez que o acórdão recorrido não
declarou a nulidade do procedimento administrativo em razão da
ausência de defesa técnica feita por advogado.
Consoante afirmado na decisão agravada, o Tribunal de origem, com
fundamento no conjunto fático-probatório constante dos autos, entendeu
pela nulidade do processo administrativo disciplinar em face da
existência de vício na notificação da recorrida que se encontrava de
licença médica e não poderia ser notificada por edital.
Destaco passagem ilustrativa do acórdão:
“Analisando os autos, tenho que a sentença deve ser mantida em
todos os seus termos, pois entendo que o Processo Administrativo
Disciplinar PAD encontra viciado em sua origem, não só pelo vício
existente na notificação da servidora, como também pelo fato da
mesma encontrar-se de licença médica e posterior licença a gestante,
durante o período das faltas que levaram a abertura do Processo
Administrativo Disciplinar PAD, por suposto abandono de cargo,
conforme já manifestei ao proferir Voto no Agravo de Instrumento
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8233450.
Supremo Tribunal Federal
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.091 PARÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação
não merece prosperar.
Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta
evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum
argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a
mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos.
De início, pontuo que não há se falar em ofensa à Súmula Vinculante
nº 5 do Supremo Tribunal Federal, uma vez que o acórdão recorrido não
declarou a nulidade do procedimento administrativo em razão da
ausência de defesa técnica feita por advogado.
Consoante afirmado na decisão agravada, o Tribunal de origem, com
fundamento no conjunto fático-probatório constante dos autos, entendeu
pela nulidade do processo administrativo disciplinar em face da
existência de vício na notificação da recorrida que se encontrava de
licença médica e não poderia ser notificada por edital.
Destaco passagem ilustrativa do acórdão:
“Analisando os autos, tenho que a sentença deve ser mantida em
todos os seus termos, pois entendo que o Processo Administrativo
Disciplinar PAD encontra viciado em sua origem, não só pelo vício
existente na notificação da servidora, como também pelo fato da
mesma encontrar-se de licença médica e posterior licença a gestante,
durante o período das faltas que levaram a abertura do Processo
Administrativo Disciplinar PAD, por suposto abandono de cargo,
conforme já manifestei ao proferir Voto no Agravo de Instrumento
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. LUIZ FUX
ARE 750091 AGR / PA
Processo n.º 2007.3.004974-6, Acórdão n.º 69.321, publicado em
06.12.2007, in verbis:
[...]
Ora, a subida da Apelação somente veio à confirmar os
fundamentos já expostos no julgamento do Agravo de Instrumento,
pois bem observou o parecer do Excelentíssimo Procurador de Justiça
Estevam Alves Sampaio Filho às fls. 347/351, que a ausência da
apelada encontra-se perfeitamente justificada, pois a servidora teve
problemas de saúde em gravidez de alto risco, conforme comprovado
pelos Atestados Médicos fornecidos pelo próprio Instituto de
Previdência e Assistência do Município de Belém (fls. 111, 120 e 121)
que ensejaram licença a gestante e médica no período de 14.12.2005 a
31.05.2006.
Assim, sequer havia motivo plausível para abertura do PAD em
desfavor da servidora, posto que sua ausência encontrava-se
respaldada tanto pela estabilidade decorrente do período de licença a
gestante, como também pela justificativa dos laudos médicos, que
confirmaram os problemas de saúda sofridos pela servidora na
gravidez.
Por outro lado, ficou caracterizado que não foi assegurado a
servidora o direito ao contraditório e ampla defesa, pois, como se
encontrava de licença médica, foi impossibilitada de receber a citação
no seu local de trabalho, e não houve qualquer diligência para notificar
a servidora em sua residência, pois foi determinada de plano a citação
por edital, conforme consta dos despachos contidos à fl. 230.
Isto porque, a apelante não logrou êxito em comprovar que as
notificações juntadas às fls. 28/29 foram remetidas para o endereço da
servidora face à ausência de comprovante de entrega e recebimento da
correspondência.
Por tais razões, resta evidente também a nulidade da citação
realizada por edital às fls. 233/234, que somente é permitida após
esgotados os meios ordinários e o citado encontrar-se em local incerto
ou não sabido, o que não se configurou na espécie dos autos." (fls.
361-364).
Com efeito, não se revela cognoscível, em sede de recurso
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8233450.
Supremo Tribunal Federal
ARE 750091 AGR / PA
Processo n.º 2007.3.004974-6, Acórdão n.º 69.321, publicado em
06.12.2007, in verbis:
[...]
Ora, a subida da Apelação somente veio à confirmar os
fundamentos já expostos no julgamento do Agravo de Instrumento,
pois bem observou o parecer do Excelentíssimo Procurador de Justiça
Estevam Alves Sampaio Filho às fls. 347/351, que a ausência da
apelada encontra-se perfeitamente justificada, pois a servidora teve
problemas de saúde em gravidez de alto risco, conforme comprovado
pelos Atestados Médicos fornecidos pelo próprio Instituto de
Previdência e Assistência do Município de Belém (fls. 111, 120 e 121)
que ensejaram licença a gestante e médica no período de 14.12.2005 a
31.05.2006.
Assim, sequer havia motivo plausível para abertura do PAD em
desfavor da servidora, posto que sua ausência encontrava-se
respaldada tanto pela estabilidade decorrente do período de licença a
gestante, como também pela justificativa dos laudos médicos, que
confirmaram os problemas de saúda sofridos pela servidora na
gravidez.
Por outro lado, ficou caracterizado que não foi assegurado a
servidora o direito ao contraditório e ampla defesa, pois, como se
encontrava de licença médica, foi impossibilitada de receber a citação
no seu local de trabalho, e não houve qualquer diligência para notificar
a servidora em sua residência, pois foi determinada de plano a citação
por edital, conforme consta dos despachos contidos à fl. 230.
Isto porque, a apelante não logrou êxito em comprovar que as
notificações juntadas às fls. 28/29 foram remetidas para o endereço da
servidora face à ausência de comprovante de entrega e recebimento da
correspondência.
Por tais razões, resta evidente também a nulidade da citação
realizada por edital às fls. 233/234, que somente é permitida após
esgotados os meios ordinários e o citado encontrar-se em local incerto
ou não sabido, o que não se configurou na espécie dos autos." (fls.
361-364).
Com efeito, não se revela cognoscível, em sede de recurso
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Voto - MIN. LUIZ FUX
ARE 750091 AGR / PA
extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no
contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida
pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo
restringe-se à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de
direito, face ao óbice erigido pela Súmula nº 279/STF de seguinte teor,
verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse
sentido:
"AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
DIREITO
ADMINISTRATIVO. TERMO DE PERMISSÃO. COMÉRCIO
AMBULANTE. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO
CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA NO
PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO. REEXAME DE FATOS
E PROVAS. SÚMULA 279 DESTA CORTE. 1. Os princípios da
ampla defesa e do contraditório nos procedimentos administrativos,
quando aferidos pelas instâncias ordinárias, não podem ser revistos
por esta Corte em razão do óbice da Sumula 279. 2. A Súmula
279/STF dispõe: “Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.” 3. O recurso extraordinário não se presta ao exame de
questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório
dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem
constitucional. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou:
“MANDADO DE SEGURANÇA – TERMO DE PERMISSÃO
PARA EXERCER COMÉRCIO AMBULANTE – ALTERAÇÃO
NA LEGISLAÇÃO MUNICIPAL – Notificação exigindo a
transferência do trailer da impetrante _ Inexistência de violação ao
princípio da ampla defesa – Precariedade da permissão – Validade do
ato administrativo, que observou a legislação aplicável - Ausência de
direito líquido e certo. Segurança denegada. Recurso improvido.” 5.
Agravo regimental DESPROVIDO." (ARE 764.000-AgR, Rel. Min.
Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 8/4/2014).
"AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
MILITAR. PROCESSO DISCIPLINAR. OBSERVÂNCIA DO
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ARE 750091 AGR / PA
extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no
contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida
pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo
restringe-se à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de
direito, face ao óbice erigido pela Súmula nº 279/STF de seguinte teor,
verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse
sentido:
"AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
DIREITO
ADMINISTRATIVO. TERMO DE PERMISSÃO. COMÉRCIO
AMBULANTE. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO
CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA NO
PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO. REEXAME DE FATOS
E PROVAS. SÚMULA 279 DESTA CORTE. 1. Os princípios da
ampla defesa e do contraditório nos procedimentos administrativos,
quando aferidos pelas instâncias ordinárias, não podem ser revistos
por esta Corte em razão do óbice da Sumula 279. 2. A Súmula
279/STF dispõe: “Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.” 3. O recurso extraordinário não se presta ao exame de
questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório
dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem
constitucional. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou:
“MANDADO DE SEGURANÇA – TERMO DE PERMISSÃO
PARA EXERCER COMÉRCIO AMBULANTE – ALTERAÇÃO
NA LEGISLAÇÃO MUNICIPAL – Notificação exigindo a
transferência do trailer da impetrante _ Inexistência de violação ao
princípio da ampla defesa – Precariedade da permissão – Validade do
ato administrativo, que observou a legislação aplicável - Ausência de
direito líquido e certo. Segurança denegada. Recurso improvido.” 5.
Agravo regimental DESPROVIDO." (ARE 764.000-AgR, Rel. Min.
Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 8/4/2014).
"AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
MILITAR. PROCESSO DISCIPLINAR. OBSERVÂNCIA DO
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Voto - MIN. LUIZ FUX
ARE 750091 AGR / PA
CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. VIOLAÇÃO AO ART.
5º, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. REEXAME DO ACERVO
FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279.
ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 37, CAPUT, DA
CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I – A jurisprudência deste
Tribunal firmou-se no sentido de que, nos procedimentos
administrativos, é necessária a observância dos princípios do
contraditório e da ampla defesa, conforme assegurado pelo art. 5º, LV,
da Constituição. Precedentes. II – Para dissentir da conclusão adotada
pelo acórdão recorrido, quanto à suposta violação à ampla defesa e ao
contraditório no processo administrativo ao qual foi submetido o ora
agravante, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório
constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF.
Precedentes. III – As alegações de desrespeito aos postulados da
legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, se
dependentes de reexame prévio de normas infraconstitucionais, podem
configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao
texto da Constituição. III – Agravo regimental improvido." (ARE
728.143-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma,
DJe de 25/6/2013).
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
É como voto.
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ARE 750091 AGR / PA
CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. VIOLAÇÃO AO ART.
5º, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. REEXAME DO ACERVO
FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279.
ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 37, CAPUT, DA
CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I – A jurisprudência deste
Tribunal firmou-se no sentido de que, nos procedimentos
administrativos, é necessária a observância dos princípios do
contraditório e da ampla defesa, conforme assegurado pelo art. 5º, LV,
da Constituição. Precedentes. II – Para dissentir da conclusão adotada
pelo acórdão recorrido, quanto à suposta violação à ampla defesa e ao
contraditório no processo administrativo ao qual foi submetido o ora
agravante, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório
constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF.
Precedentes. III – As alegações de desrespeito aos postulados da
legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, se
dependentes de reexame prévio de normas infraconstitucionais, podem
configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao
texto da Constituição. III – Agravo regimental improvido." (ARE
728.143-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma,
DJe de 25/6/2013).
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
É como voto.
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Extrato de Ata - 07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.091
PROCED. : PARÁ
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BELÉM
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELÉM
AGDO.(A/S) : HELEN DO SOCORRO BITTENCOURT AZANCOT
ADV.(A/S) : CLÁUDIO DE SOUSA MIRALHA PINGARILHO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 7.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.091
PROCED. : PARÁ
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BELÉM
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELÉM
AGDO.(A/S) : HELEN DO SOCORRO BITTENCOURT AZANCOT
ADV.(A/S) : CLÁUDIO DE SOUSA MIRALHA PINGARILHO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 7.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8266557
| 2015-04-07T00:00:00
| 2015-04-22T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 7.4.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDORA PÚBLICA MUNICIPAL. EXONERAÇÃO NO TRANSCURSO DE LICENÇA A GESTANTE. REGULARIDADE DO PROCESSO ADMINISTRATIVO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279 DO STF.
1. Os princípios da ampla defesa e do contraditório nos processos administrativos, quando aferidos pelas instâncias ordinárias, não podem ser revistos por esta Corte em razão do óbice da Súmula nº 279. Precedentes: ARE 764.000-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 8/4/2014; e ARE 728.143-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 25/6/2013.
2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional.
3. In casu, o acórdão recorrido assentou: “APELAÇÃO E REEXAME. MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDORA PÚBLICA MUNICIPAL. ESTÁGIO PROBATÓRIO. EXONERAÇÃO NO TRANSCURSO DE LICENÇA A GESTANTE. INADMISSIBILIDADE. DIREITO LÍQUIDO E CERTO A REINTEGRAÇÃO. É inadmissível a exoneração de servidora pública municipal que desfruta de licença a gestante após processo administrativo disciplinar, que tramitou sem o seu conhecimento, inobstante encontrar-se no período de estágio probatório. Apelação e Reexame conhecidos e improvidos à unanimidade.”
4. Agravo regimental DESPROVIDO.
|
sjur301496
|
- Acórdão(s) citado(s):
(SÚMULA 279)
ARE 728143 AgR (2ªT), ARE 764000 AgR (1ªT).
Número de páginas: 9.
Análise: 11/05/2015, MAD.
|
LUIZ FUX
|
Primeira Turma
|
750091
|
[
"LEG-FED SUV-000005 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 750091 AgR
|
[
""
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AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BELÉM
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELÉM
AGDO.(A/S) : HELEN DO SOCORRO BITTENCOURT AZANCOT
ADV.(A/S) : CLÁUDIO DE SOUSA MIRALHA PINGARILHO E OUTRO(A/S)
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""
] |
Ementa e Acórdão
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.091 PARÁ
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE BELÉM
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELÉM
AGDO.(A/S)
:HELEN DO SOCORRO BITTENCOURT AZANCOT
ADV.(A/S)
:CLÁUDIO DE SOUSA MIRALHA PINGARILHO E
OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
ADMINISTRATIVO.
SERVIDORA PÚBLICA MUNICIPAL. EXONERAÇÃO NO
TRANSCURSO DE LICENÇA A GESTANTE. REGULARIDADE DO
PROCESSO ADMINISTRATIVO. REEXAME DO CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO
CARREADO
AOS
AUTOS.
IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal.
1. Os princípios da ampla defesa e do contraditório nos processos
administrativos, quando aferidos pelas instâncias ordinárias, não podem
ser revistos por esta Corte em razão do óbice da Súmula n 279.
Precedentes: ARE 764.000-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe
de 8/4/2014; e ARE 728.143-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski,
Segunda Turma, DJe de 25/6/2013.
2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que
demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos,
adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional.
3. In casu, o acórdão recorrido assentou: “APELAÇÃO E REEXAME.
MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDORA PÚBLICA MUNICIPAL.
ESTÁGIO PROBATÓRIO. EXONERAÇÃO NO TRANSCURSO DE
LICENÇA A GESTANTE. INADMISSIBILIDADE. DIREITO LÍQUIDO E
CERTO A REINTEGRAÇÃO. É inadmissível a exoneração de servidora pública
municipal que desfruta de licença a gestante após processo administrativo
disciplinar, que tramitou sem o seu conhecimento, inobstante encontrar-se no
período de estágio probatório. Apelação e Reexame conhecidos e improvidos à
unanimidade.”
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Supremo Tribunal Federal
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Ementa e Acórdão
ARE 750091 AGR / PA
4. Agravo regimental DESPROVIDO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de abril de 2015.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
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Supremo Tribunal Federal
ARE 750091 AGR / PA
4. Agravo regimental DESPROVIDO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de abril de 2015.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
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Relatório
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.091 PARÁ
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE BELÉM
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELÉM
AGDO.(A/S)
:HELEN DO SOCORRO BITTENCOURT AZANCOT
ADV.(A/S)
:CLÁUDIO DE SOUSA MIRALHA PINGARILHO E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto pelo MUNICÍPIO DE BELÉM contra decisão que
prolatei, assim ementada, verbis:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO
MUNICIPAL.
PROCESSO
ADMINISTRATIVO
DISCIPLINAR - PAD. AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO
NO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO. REEXAME DO
CONTEÚDO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. REPERCUSSÃO GERAL NÃO
EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE
OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO.
1. Os princípios da ampla defesa e do contraditório nos
procedimentos administrativos, quando aferidos pelas instâncias
ordinárias, não podem ser revistos por esta Corte em razão do óbice da
Sumula 279. Precedente: ARE 751.360-AgR, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 12/9/2013.
2. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo
dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade
(art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível
por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida ‘a
repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso’ (art.
102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988).
3. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘APELAÇÃO E
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.091 PARÁ
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE BELÉM
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELÉM
AGDO.(A/S)
:HELEN DO SOCORRO BITTENCOURT AZANCOT
ADV.(A/S)
:CLÁUDIO DE SOUSA MIRALHA PINGARILHO E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto pelo MUNICÍPIO DE BELÉM contra decisão que
prolatei, assim ementada, verbis:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO
MUNICIPAL.
PROCESSO
ADMINISTRATIVO
DISCIPLINAR - PAD. AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO
NO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO. REEXAME DO
CONTEÚDO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. REPERCUSSÃO GERAL NÃO
EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE
OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO.
1. Os princípios da ampla defesa e do contraditório nos
procedimentos administrativos, quando aferidos pelas instâncias
ordinárias, não podem ser revistos por esta Corte em razão do óbice da
Sumula 279. Precedente: ARE 751.360-AgR, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 12/9/2013.
2. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo
dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade
(art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível
por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida ‘a
repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso’ (art.
102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988).
3. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘APELAÇÃO E
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
ARE 750091 AGR / PA
REEXAME. MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDORA
PÚBLICA
MUNICIPAL.
ESTÁGIO
PROBATÓRIO.
EXONERAÇÃO NO TRANSCURSO DE LICENÇA A
GESTANTE. INADMISSIBILIDADE. DIREITO LÍQUIDO E
CERTO A REINTEGRAÇÃO. É inadmissível a exoneração de
servidora pública municipal que desfruta de licença a gestante após
processo administrativo disciplinar, que tramitou sem o seu
conhecimento, inobstante encontrar-se no período de estágio
probatório. Apelação e Reexame conhecidos e improvidos à
unanimidade’.
4. Agravo DESPROVIDO.”
Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso
alegando, em síntese:
"Sustenta a decisão ora agravada, que o recurso interposto pelo
Município esbarra nas regras previstas na Súmula n 279 do E. Supremo Tribunal Federal.
Data a máxima vênia, o entendimento acima não deve prosperar,
haja vista que o único fundamento do recurso extraordinário
manejado pelo Município está assentado em ofensa à Súmula
Vinculante n 05 do C. Supremo Tribunal Federal, conforme gravado no corpo do recurso
manejado.
Esta ofensa, por si mesma é capaz de modificar a decisão aqui
recorrida, independentemente de outros argumentos nele lançados.
Essa relevância determinou que o Município de Belém abdicasse
da discussão relativa a outros argumentos lançados no acórdão do TJ-
PA, anteriormente recorrido, mesmo porque, data vênia, estes são de
índole infraconstitucional, inservível de discutir em sede de recurso
extraordinário.
Registre-se ainda que a Súmula 279 não serve como
impedimento, pois não busca o Município discutir fatos, ou revolver
provas, mas somente o gravado no corpo do acórdão recorrido.
Discute-se argumento, fundamento, ou seja, questão de direito,
o que por si só já afasta o impedimento sustentado pela decisão aqui
agravada." (fls. 401-402).
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 750091 AGR / PA
REEXAME. MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDORA
PÚBLICA
MUNICIPAL.
ESTÁGIO
PROBATÓRIO.
EXONERAÇÃO NO TRANSCURSO DE LICENÇA A
GESTANTE. INADMISSIBILIDADE. DIREITO LÍQUIDO E
CERTO A REINTEGRAÇÃO. É inadmissível a exoneração de
servidora pública municipal que desfruta de licença a gestante após
processo administrativo disciplinar, que tramitou sem o seu
conhecimento, inobstante encontrar-se no período de estágio
probatório. Apelação e Reexame conhecidos e improvidos à
unanimidade’.
4. Agravo DESPROVIDO.”
Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso
alegando, em síntese:
"Sustenta a decisão ora agravada, que o recurso interposto pelo
Município esbarra nas regras previstas na Súmula n 279 do E. Supremo Tribunal Federal.
Data a máxima vênia, o entendimento acima não deve prosperar,
haja vista que o único fundamento do recurso extraordinário
manejado pelo Município está assentado em ofensa à Súmula
Vinculante n 05 do C. Supremo Tribunal Federal, conforme gravado no corpo do recurso
manejado.
Esta ofensa, por si mesma é capaz de modificar a decisão aqui
recorrida, independentemente de outros argumentos nele lançados.
Essa relevância determinou que o Município de Belém abdicasse
da discussão relativa a outros argumentos lançados no acórdão do TJ-
PA, anteriormente recorrido, mesmo porque, data vênia, estes são de
índole infraconstitucional, inservível de discutir em sede de recurso
extraordinário.
Registre-se ainda que a Súmula 279 não serve como
impedimento, pois não busca o Município discutir fatos, ou revolver
provas, mas somente o gravado no corpo do acórdão recorrido.
Discute-se argumento, fundamento, ou seja, questão de direito,
o que por si só já afasta o impedimento sustentado pela decisão aqui
agravada." (fls. 401-402).
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Voto - MIN. LUIZ FUX
07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.091 PARÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação
não merece prosperar.
Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta
evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum
argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a
mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos.
De início, pontuo que não há se falar em ofensa à Súmula Vinculante
n 5 do Supremo Tribunal Federal, uma vez que o acórdão recorrido não
declarou a nulidade do procedimento administrativo em razão da
ausência de defesa técnica feita por advogado.
Consoante afirmado na decisão agravada, o Tribunal de origem, com
fundamento no conjunto fático-probatório constante dos autos, entendeu
pela nulidade do processo administrativo disciplinar em face da
existência de vício na notificação da recorrida que se encontrava de
licença médica e não poderia ser notificada por edital.
Destaco passagem ilustrativa do acórdão:
“Analisando os autos, tenho que a sentença deve ser mantida em
todos os seus termos, pois entendo que o Processo Administrativo
Disciplinar PAD encontra viciado em sua origem, não só pelo vício
existente na notificação da servidora, como também pelo fato da
mesma encontrar-se de licença médica e posterior licença a gestante,
durante o período das faltas que levaram a abertura do Processo
Administrativo Disciplinar PAD, por suposto abandono de cargo,
conforme já manifestei ao proferir Voto no Agravo de Instrumento
Supremo Tribunal Federal
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07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.091 PARÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação
não merece prosperar.
Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta
evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum
argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a
mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos.
De início, pontuo que não há se falar em ofensa à Súmula Vinculante
n 5 do Supremo Tribunal Federal, uma vez que o acórdão recorrido não
declarou a nulidade do procedimento administrativo em razão da
ausência de defesa técnica feita por advogado.
Consoante afirmado na decisão agravada, o Tribunal de origem, com
fundamento no conjunto fático-probatório constante dos autos, entendeu
pela nulidade do processo administrativo disciplinar em face da
existência de vício na notificação da recorrida que se encontrava de
licença médica e não poderia ser notificada por edital.
Destaco passagem ilustrativa do acórdão:
“Analisando os autos, tenho que a sentença deve ser mantida em
todos os seus termos, pois entendo que o Processo Administrativo
Disciplinar PAD encontra viciado em sua origem, não só pelo vício
existente na notificação da servidora, como também pelo fato da
mesma encontrar-se de licença médica e posterior licença a gestante,
durante o período das faltas que levaram a abertura do Processo
Administrativo Disciplinar PAD, por suposto abandono de cargo,
conforme já manifestei ao proferir Voto no Agravo de Instrumento
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. LUIZ FUX
ARE 750091 AGR / PA
Processo n. 2007.3.004974-6, Acórdão n. 69.321, publicado em
06.12.2007, in verbis:
[...]
Ora, a subida da Apelação somente veio à confirmar os
fundamentos já expostos no julgamento do Agravo de Instrumento,
pois bem observou o parecer do Excelentíssimo Procurador de Justiça
Estevam Alves Sampaio Filho às fls. 347/351, que a ausência da
apelada encontra-se perfeitamente justificada, pois a servidora teve
problemas de saúde em gravidez de alto risco, conforme comprovado
pelos Atestados Médicos fornecidos pelo próprio Instituto de
Previdência e Assistência do Município de Belém (fls. 111, 120 e 121)
que ensejaram licença a gestante e médica no período de 14.12.2005 a
31.05.2006.
Assim, sequer havia motivo plausível para abertura do PAD em
desfavor da servidora, posto que sua ausência encontrava-se
respaldada tanto pela estabilidade decorrente do período de licença a
gestante, como também pela justificativa dos laudos médicos, que
confirmaram os problemas de saúda sofridos pela servidora na
gravidez.
Por outro lado, ficou caracterizado que não foi assegurado a
servidora o direito ao contraditório e ampla defesa, pois, como se
encontrava de licença médica, foi impossibilitada de receber a citação
no seu local de trabalho, e não houve qualquer diligência para notificar
a servidora em sua residência, pois foi determinada de plano a citação
por edital, conforme consta dos despachos contidos à fl. 230.
Isto porque, a apelante não logrou êxito em comprovar que as
notificações juntadas às fls. 28/29 foram remetidas para o endereço da
servidora face à ausência de comprovante de entrega e recebimento da
correspondência.
Por tais razões, resta evidente também a nulidade da citação
realizada por edital às fls. 233/234, que somente é permitida após
esgotados os meios ordinários e o citado encontrar-se em local incerto
ou não sabido, o que não se configurou na espécie dos autos." (fls.
361-364).
Com efeito, não se revela cognoscível, em sede de recurso
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 750091 AGR / PA
Processo n. 2007.3.004974-6, Acórdão n. 69.321, publicado em
06.12.2007, in verbis:
[...]
Ora, a subida da Apelação somente veio à confirmar os
fundamentos já expostos no julgamento do Agravo de Instrumento,
pois bem observou o parecer do Excelentíssimo Procurador de Justiça
Estevam Alves Sampaio Filho às fls. 347/351, que a ausência da
apelada encontra-se perfeitamente justificada, pois a servidora teve
problemas de saúde em gravidez de alto risco, conforme comprovado
pelos Atestados Médicos fornecidos pelo próprio Instituto de
Previdência e Assistência do Município de Belém (fls. 111, 120 e 121)
que ensejaram licença a gestante e médica no período de 14.12.2005 a
31.05.2006.
Assim, sequer havia motivo plausível para abertura do PAD em
desfavor da servidora, posto que sua ausência encontrava-se
respaldada tanto pela estabilidade decorrente do período de licença a
gestante, como também pela justificativa dos laudos médicos, que
confirmaram os problemas de saúda sofridos pela servidora na
gravidez.
Por outro lado, ficou caracterizado que não foi assegurado a
servidora o direito ao contraditório e ampla defesa, pois, como se
encontrava de licença médica, foi impossibilitada de receber a citação
no seu local de trabalho, e não houve qualquer diligência para notificar
a servidora em sua residência, pois foi determinada de plano a citação
por edital, conforme consta dos despachos contidos à fl. 230.
Isto porque, a apelante não logrou êxito em comprovar que as
notificações juntadas às fls. 28/29 foram remetidas para o endereço da
servidora face à ausência de comprovante de entrega e recebimento da
correspondência.
Por tais razões, resta evidente também a nulidade da citação
realizada por edital às fls. 233/234, que somente é permitida após
esgotados os meios ordinários e o citado encontrar-se em local incerto
ou não sabido, o que não se configurou na espécie dos autos." (fls.
361-364).
Com efeito, não se revela cognoscível, em sede de recurso
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9
Voto - MIN. LUIZ FUX
ARE 750091 AGR / PA
extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no
contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida
pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo
restringe-se à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de
direito, face ao óbice erigido pela Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal de seguinte teor,
verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse
sentido:
"AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
DIREITO
ADMINISTRATIVO. TERMO DE PERMISSÃO. COMÉRCIO
AMBULANTE. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO
CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA NO
PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO. REEXAME DE FATOS
E PROVAS. SÚMULA 279 DESTA CORTE. 1. Os princípios da
ampla defesa e do contraditório nos procedimentos administrativos,
quando aferidos pelas instâncias ordinárias, não podem ser revistos
por esta Corte em razão do óbice da Sumula 279. 2. A Súmula
279/Supremo Tribunal Federal dispõe: “Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.” 3. O recurso extraordinário não se presta ao exame de
questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório
dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem
constitucional. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou:
“MANDADO DE SEGURANÇA – TERMO DE PERMISSÃO
PARA EXERCER COMÉRCIO AMBULANTE – ALTERAÇÃO
NA LEGISLAÇÃO MUNICIPAL – Notificação exigindo a
transferência do trailer da impetrante _ Inexistência de violação ao
princípio da ampla defesa – Precariedade da permissão – Validade do
ato administrativo, que observou a legislação aplicável - Ausência de
direito líquido e certo. Segurança denegada. Recurso improvido.” 5.
Agravo regimental DESPROVIDO." (ARE 764.000-AgR, Rel. Min.
Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 8/4/2014).
"AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
MILITAR. PROCESSO DISCIPLINAR. OBSERVÂNCIA DO
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 750091 AGR / PA
extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no
contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida
pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo
restringe-se à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de
direito, face ao óbice erigido pela Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal de seguinte teor,
verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse
sentido:
"AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
DIREITO
ADMINISTRATIVO. TERMO DE PERMISSÃO. COMÉRCIO
AMBULANTE. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO
CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA NO
PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO. REEXAME DE FATOS
E PROVAS. SÚMULA 279 DESTA CORTE. 1. Os princípios da
ampla defesa e do contraditório nos procedimentos administrativos,
quando aferidos pelas instâncias ordinárias, não podem ser revistos
por esta Corte em razão do óbice da Sumula 279. 2. A Súmula
279/Supremo Tribunal Federal dispõe: “Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.” 3. O recurso extraordinário não se presta ao exame de
questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório
dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem
constitucional. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou:
“MANDADO DE SEGURANÇA – TERMO DE PERMISSÃO
PARA EXERCER COMÉRCIO AMBULANTE – ALTERAÇÃO
NA LEGISLAÇÃO MUNICIPAL – Notificação exigindo a
transferência do trailer da impetrante _ Inexistência de violação ao
princípio da ampla defesa – Precariedade da permissão – Validade do
ato administrativo, que observou a legislação aplicável - Ausência de
direito líquido e certo. Segurança denegada. Recurso improvido.” 5.
Agravo regimental DESPROVIDO." (ARE 764.000-AgR, Rel. Min.
Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 8/4/2014).
"AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
MILITAR. PROCESSO DISCIPLINAR. OBSERVÂNCIA DO
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. LUIZ FUX
ARE 750091 AGR / PA
CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. VIOLAÇÃO AO ART.
5..., LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. REEXAME DO ACERVO
FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279.
ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 37, CAPUT, DA
CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I – A jurisprudência deste
Tribunal firmou-se no sentido de que, nos procedimentos
administrativos, é necessária a observância dos princípios do
contraditório e da ampla defesa, conforme assegurado pelo art. 5..., LV,
da Constituição. Precedentes. II – Para dissentir da conclusão adotada
pelo acórdão recorrido, quanto à suposta violação à ampla defesa e ao
contraditório no processo administrativo ao qual foi submetido o ora
agravante, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório
constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.
Precedentes. III – As alegações de desrespeito aos postulados da
legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, se
dependentes de reexame prévio de normas infraconstitucionais, podem
configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao
texto da Constituição. III – Agravo regimental improvido." (ARE
728.143-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma,
DJe de 25/6/2013).
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
É como voto.
4
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 750091 AGR / PA
CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. VIOLAÇÃO AO ART.
5..., LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. REEXAME DO ACERVO
FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279.
ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 37, CAPUT, DA
CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I – A jurisprudência deste
Tribunal firmou-se no sentido de que, nos procedimentos
administrativos, é necessária a observância dos princípios do
contraditório e da ampla defesa, conforme assegurado pelo art. 5..., LV,
da Constituição. Precedentes. II – Para dissentir da conclusão adotada
pelo acórdão recorrido, quanto à suposta violação à ampla defesa e ao
contraditório no processo administrativo ao qual foi submetido o ora
agravante, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório
constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.
Precedentes. III – As alegações de desrespeito aos postulados da
legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, se
dependentes de reexame prévio de normas infraconstitucionais, podem
configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao
texto da Constituição. III – Agravo regimental improvido." (ARE
728.143-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma,
DJe de 25/6/2013).
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
É como voto.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Extrato de Ata - 07/04/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.091
PROCED. : PARÁ
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BELÉM
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELÉM
AGDO.(A/S) : HELEN DO SOCORRO BITTENCOURT AZANCOT
ADV.(A/S) : CLÁUDIO DE SOUSA MIRALHA PINGARILHO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 7.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.091
PROCED. : PARÁ
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BELÉM
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELÉM
AGDO.(A/S) : HELEN DO SOCORRO BITTENCOURT AZANCOT
ADV.(A/S) : CLÁUDIO DE SOUSA MIRALHA PINGARILHO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 7.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"ARE 764 . 000 - AgR",
"ARE 728 . 143 - AgR",
"ARE 750091 AGR / PA",
"ARE 750091 AGR / PA",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"ARE 751 . 360 - AgR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750 . 091",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"ARE 751 . 360 - AgR",
"ARE 750091 AGR / PA",
"Súmula n 279 do E . Supremo Tribunal Federal",
"Súmula Vinculante n 05 do C . Supremo Tribunal Federal",
"ARE 750091 AGR / PA",
"Súmula n 279 do E . Supremo Tribunal Federal",
"Súmula Vinculante n 05 do C . Supremo Tribunal Federal",
"Súmula Vinculante n 5 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula Vinculante n 5 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 750091 AGR /",
"Processo n . 2007 . 3 . 004974 - 6",
"ARE 750091 AGR / PA",
"Processo n . 2007 . 3 . 004974",
"Acórdão n . 69 . 321",
"ARE 750091 AGR / PA",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 279 DESTA CORTE",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 764 . 000 - AgR",
"ARE 750091 AGR / PA",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 764 . 000 - AgR",
"ARE 750091 AGR / PA",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 728 . 143 - AgR",
"ARE 750091 AGR / PA",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 728 . 143 - AgR",
"AGRAVO 750 . 091"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 323 do RISTF",
"art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 323 do RISTF",
"art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 5 . . . , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO",
"ART . 37 , CAPUT , DA CONSTITUIÇÃO",
"art . 5 . . . , LV , da Constituição",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 5 . . . , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO",
"ART . 37 , CAPUT , DA CONSTITUIÇÃO",
"art . 5 . . . , LV , da Constituição",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PARÁ",
"MUNICÍPIO DE BELÉM",
"Brasília",
"Brasília",
"PARÁ",
"BELÉM",
"MUNICÍPIO DE",
"BELÉM",
"BELÉM",
"PARÁ",
"MUNICÍPIO DE BELÉM",
"MUNICÍPIO DE",
"BELÉM",
"Município de Belém",
"Município de Belém",
"PARÁ",
"PARÁ",
"MUNICÍPIO DE BELÉM",
"MUNICÍPIO DE BELÉM",
"PARÁ",
"MUNICÍPIO DE BELÉM"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
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"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
"TJ",
"-",
"PA",
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"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"TJ",
"-",
"PA",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
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"-",
"Brasil",
"Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
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"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"LUIZ FUX",
"HELEN DO SOCORRO BITTENCOURT AZANCOT",
"CLÁUDIO DE SOUSA MIRALHA PINGARILHO",
"Luiz Fux",
"Ricardo Lewandowski",
"Rosa Weber",
"LUIZ FUX",
"Rosa Weber",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"HELEN DO SOCORRO BITTENCOURT AZANCOT",
"CLÁUDIO DE SOUSA MIRALHA PINGARILHO",
"LUIZ FUX",
"Ricardo Lewandowski",
"LUIZ FUX",
"HELEN DO SOCORRO BITTENCOURT AZANCOT",
"CLÁUDIO DE SOUSA MIRALHA PINGARILHO",
"LUIZ FUX",
"Ricardo Lewandowski",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"Estevam Alves Sampaio Filho",
"Estevam Alves Sampaio Filho",
"LUIZ FUX",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"LUIZ FUX",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"LUIZ FUX",
"HELEN DO SOCORRO BITTENCOURT AZANCOT",
"CLÁUDIO DE SOUSA MIRALHA PINGARILHO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"LUIZ FUX",
"HELEN DO SOCORRO BITTENCOURT AZANCOT",
"CLÁUDIO DE SOUSA MIRALHA PINGARILHO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"8",
"/",
"4",
"/",
"2014",
"25",
"/",
"6",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7 de abril de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7 de abril de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
"04",
"/",
"2015",
"12",
"/",
"9",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"12",
"/",
"9",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"06",
".",
"12",
".",
"2007",
"14",
".",
"12",
".",
"2005",
"31",
".",
"05",
".",
"2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"06",
".",
"12",
".",
"2007",
"14",
".",
"12",
".",
"2005",
"31",
".",
"05",
".",
"2006",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"8",
"/",
"4",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"8",
"/",
"4",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"6",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"6",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"7",
".",
"4",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"4",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/04/2015
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 121.046 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
RECTE.(S)
:VIVIANE DOS SANTOS PEREIRA
ADV.(A/S)
:MARCO ANTÔNIO ARANTES DE PAIVA
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMENTA
Recurso ordinário em habeas corpus. Processual penal. Habeas
corpus. Ato impugnado. Medida cautelar diversa da prisão (art. 319, III,
CPP). Meio idôneo para questionar a sua legalidade. Proibição de a
recorrente manter contato com o companheiro preso. Admissibilidade.
Hipótese em que ambos integram a organização criminosa Primeiro
Comando da Capital (PCC). Recorrente que atuava como “pombo-
correio”, desempenhando a relevante função de receber e transmitir
ordens, recados e informações de interesse daquela organização
criminosa. Necessidade de se impedir que, por seu intermédio, seu
companheiro, do cárcere, coordene atividades criminosas. Medida que
se impõe para a garantia da ordem pública. Constrangimento ilegal
inexistente. Recurso não provido.
1. O habeas corpus constitui meio idôneo para discutir a legalidade
da medida cautelar de proibição de se manter contato com pessoa
determinada (art. 319, III, CPP).
2. Trata-se de medida cautelar diversa da prisão que incide em
menor - mas não menos relevante - grau na liberdade de locomoção do
imputado e importa restrição a seu direito de ir, vir e permanecer.
3. Não bastasse isso, seu eventual descumprimento poderá ensejar a
decretação da prisão preventiva (arts. 282, § 4º, e 312, parágrafo único,
CPP), a justificar o cabimento do habeas corpus.
4. O Supremo Tribunal Federal já assentou o entendimento de que é
legítima a tutela cautelar que tenha por fim resguardar a ordem pública
quando evidenciada a necessidade de se interromper ou diminuir a
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8531256.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15
Ementa e Acórdão
RHC 121046 / SP
atuação de integrantes de organização criminosa. Precedentes.
5. Considerando-se que ambos integravam a organização criminosa
Primeiro Comando da Capital (PCC), justifica-se a proibição de a
recorrente manter contato com seu companheiro preso.
6. A medida cautelar em questão visa obstar que, por intermédio da
recorrente - que atuava como “pombo-correio” da organização criminosa,
transmitindo ordens, recados e informações de seu interesse -, seu
companheiro, do cárcere, continue a coordenar atividades criminosas de
interesse daquela facção.
7. Constrangimento ilegal inexistente. Recurso não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de abril de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8531256.
Supremo Tribunal Federal
RHC 121046 / SP
atuação de integrantes de organização criminosa. Precedentes.
5. Considerando-se que ambos integravam a organização criminosa
Primeiro Comando da Capital (PCC), justifica-se a proibição de a
recorrente manter contato com seu companheiro preso.
6. A medida cautelar em questão visa obstar que, por intermédio da
recorrente - que atuava como “pombo-correio” da organização criminosa,
transmitindo ordens, recados e informações de seu interesse -, seu
companheiro, do cárcere, continue a coordenar atividades criminosas de
interesse daquela facção.
7. Constrangimento ilegal inexistente. Recurso não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de abril de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8531256.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15
Relatório
14/04/2015
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 121.046 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
RECTE.(S)
:VIVIANE DOS SANTOS PEREIRA
ADV.(A/S)
:MARCO ANTÔNIO ARANTES DE PAIVA
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, interposto por
Viviane dos Santos Pereira, contra acórdão da Quinta Turma do Superior
Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC nº 264.058/SP, Relator o
Ministro Marco Aurélio Belizze.
Narra a recorrente que o Supremo Tribunal Federal, no julgamento
do HC nº 106.446/SP, concedeu, em parte a ordem pleiteada, para o fim
de determinar a substituição da prisão preventiva pelas medidas
cautelares diversas da prisão previstas no art. 319, I, II e III do Código de
Processo Penal.
Aduz que,
“[i}mplementando o R. Comando do V. Acórdão, o juízo
de piso, aplicou as medidas cautelares à paciente, da seguinte
forma:
‘Considerando a decisão de fls. 357/358, determino a
expedição de contramandado de prisão em favor de VIVIANE
DOS SANTOS PEREIRA. E, na forma do quanto determinado,
fixo as seguintes medidas cautelares: a)deverá comparecer
mensalmente em Juízo, comprovando documentalmente seu
endereço residencial (art. 319, inciso I, do CPP); b) não poderá
entrar em qualquer estabelecimento prisional do Estado de São
Paulo, ficando proibida de freqüentar tais locais a título de visita
a quem quer que seja (art. 319, inciso II, do CPP). Expeça-se
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8531253.
Supremo Tribunal Federal
14/04/2015
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 121.046 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
RECTE.(S)
:VIVIANE DOS SANTOS PEREIRA
ADV.(A/S)
:MARCO ANTÔNIO ARANTES DE PAIVA
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, interposto por
Viviane dos Santos Pereira, contra acórdão da Quinta Turma do Superior
Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC nº 264.058/SP, Relator o
Ministro Marco Aurélio Belizze.
Narra a recorrente que o Supremo Tribunal Federal, no julgamento
do HC nº 106.446/SP, concedeu, em parte a ordem pleiteada, para o fim
de determinar a substituição da prisão preventiva pelas medidas
cautelares diversas da prisão previstas no art. 319, I, II e III do Código de
Processo Penal.
Aduz que,
“[i}mplementando o R. Comando do V. Acórdão, o juízo
de piso, aplicou as medidas cautelares à paciente, da seguinte
forma:
‘Considerando a decisão de fls. 357/358, determino a
expedição de contramandado de prisão em favor de VIVIANE
DOS SANTOS PEREIRA. E, na forma do quanto determinado,
fixo as seguintes medidas cautelares: a)deverá comparecer
mensalmente em Juízo, comprovando documentalmente seu
endereço residencial (art. 319, inciso I, do CPP); b) não poderá
entrar em qualquer estabelecimento prisional do Estado de São
Paulo, ficando proibida de freqüentar tais locais a título de visita
a quem quer que seja (art. 319, inciso II, do CPP). Expeça-se
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8531253.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15
Relatório
RHC 121046 / SP
ofício à Secretaria de Assuntos Penitenciários comunicando a
presente decisão. c) não poderá manter contato com os demais
acusados (art. 319, inciso III,do CPP).’”
Prossegue a recorrente afirmando que veio a ser condenada em
primeiro grau e que, diante do excesso de prazo no julgamento de sua
apelação, impetrou o habeas corpus em questão ao Superior Tribunal de
Justiça, objetivando, “tão somente, a revogação da medida cautelar de
proibição de visita ao seu marido, mantendo-se a proibição de visitas a
quaisquer outros estabelecimentos penitenciários e demais medidas
cautelares”, mas a ordem foi denegada.
A recorrente afirma que
“(...) é companheira do corréu Emivaldo Silva Santos e em
decorrência de tais fatos, está sofrendo constrangimento ilegal,
pois está sendo violado o seu direito de visita como esposa e
companheira, com quem possui um filho.
Quanto à condenação e prisão substituída, relembra-se
que estavam, Emivaldo e Viviane, residindo como marido e
mulher, com um filho, quando, no ano de 2006, foi seu esposo
acusado de alguns crimes, os quais sempre negou, sendo a
paciente condenada. Por outro lado, além do entendimento
escoteiro da R. Sentença de que a acusada seria “pombo
correio”, além de seu relacionamento com Emivaldo ter sido
sempre longe dos presídios – estavam casados e soltos -, nada
mais trouxe a sentença ou há nos autos, de onde se possa
deduzir que a paciente oferece perigo à sociedade se for visitar
o marido.
(…)
Comprovadamente, conforme constam da denúncia e da
R. Sentença, é a paciente, esposa e mãe de um filho de Emivaldo
da Silva Campos, que se encontra presentemente cumprindo
pena, somente por este processo em que também condenada,
que foi separada de seu companheiro, quando da prisão dele no
ano de 2006, já se passando 8 anos, dos quais, preventivamente,
por quatro anos, a paciente também esteve presa.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8531253.
Supremo Tribunal Federal
RHC 121046 / SP
ofício à Secretaria de Assuntos Penitenciários comunicando a
presente decisão. c) não poderá manter contato com os demais
acusados (art. 319, inciso III,do CPP).’”
Prossegue a recorrente afirmando que veio a ser condenada em
primeiro grau e que, diante do excesso de prazo no julgamento de sua
apelação, impetrou o habeas corpus em questão ao Superior Tribunal de
Justiça, objetivando, “tão somente, a revogação da medida cautelar de
proibição de visita ao seu marido, mantendo-se a proibição de visitas a
quaisquer outros estabelecimentos penitenciários e demais medidas
cautelares”, mas a ordem foi denegada.
A recorrente afirma que
“(...) é companheira do corréu Emivaldo Silva Santos e em
decorrência de tais fatos, está sofrendo constrangimento ilegal,
pois está sendo violado o seu direito de visita como esposa e
companheira, com quem possui um filho.
Quanto à condenação e prisão substituída, relembra-se
que estavam, Emivaldo e Viviane, residindo como marido e
mulher, com um filho, quando, no ano de 2006, foi seu esposo
acusado de alguns crimes, os quais sempre negou, sendo a
paciente condenada. Por outro lado, além do entendimento
escoteiro da R. Sentença de que a acusada seria “pombo
correio”, além de seu relacionamento com Emivaldo ter sido
sempre longe dos presídios – estavam casados e soltos -, nada
mais trouxe a sentença ou há nos autos, de onde se possa
deduzir que a paciente oferece perigo à sociedade se for visitar
o marido.
(…)
Comprovadamente, conforme constam da denúncia e da
R. Sentença, é a paciente, esposa e mãe de um filho de Emivaldo
da Silva Campos, que se encontra presentemente cumprindo
pena, somente por este processo em que também condenada,
que foi separada de seu companheiro, quando da prisão dele no
ano de 2006, já se passando 8 anos, dos quais, preventivamente,
por quatro anos, a paciente também esteve presa.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8531253.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15
Relatório
RHC 121046 / SP
(...)
Também por outro lado, a execução da pena não deve, por
princípio, ser causa da quebra do vínculo familiar, como no
caso o isolamento do casal já por oito anos. Por fim, resta claro
que a renovação da custódia antecipada não se encontra
devidamente justificada, pois, “além de se rejulgar a paciente pelo
mesmo fato”, utiliza-se “mera suspeita” para reparar a violação
da ordem pública com a liberdade da acusada.
(…)
O direito de qualquer preso em receber visitas não é
contestado, não só por ser um direito previsto na Lei de
Execução Penal conforme art. 41 inciso X, mas por se tratar de
importante elemento para a ressocialização dos presos.
Destarte esse direito não pode ser violado por ser a
Paciente companheira do corréu, configurando assim um
verdadeiro constrangimento em sua liberdade de locomoção”.
Ante o exposto, requer o provimento do recurso para que “se casse o
V. Acórdão e conceda a Ordem para revogar tão e somente a proibição de
visita a seu marido”.
O Ministério Público Federal, em parecer do ilustre Subprocurador-
Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida, opinou pelo não
provimento do recurso.
É o relatório.
3
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8531253.
Supremo Tribunal Federal
RHC 121046 / SP
(...)
Também por outro lado, a execução da pena não deve, por
princípio, ser causa da quebra do vínculo familiar, como no
caso o isolamento do casal já por oito anos. Por fim, resta claro
que a renovação da custódia antecipada não se encontra
devidamente justificada, pois, “além de se rejulgar a paciente pelo
mesmo fato”, utiliza-se “mera suspeita” para reparar a violação
da ordem pública com a liberdade da acusada.
(…)
O direito de qualquer preso em receber visitas não é
contestado, não só por ser um direito previsto na Lei de
Execução Penal conforme art. 41 inciso X, mas por se tratar de
importante elemento para a ressocialização dos presos.
Destarte esse direito não pode ser violado por ser a
Paciente companheira do corréu, configurando assim um
verdadeiro constrangimento em sua liberdade de locomoção”.
Ante o exposto, requer o provimento do recurso para que “se casse o
V. Acórdão e conceda a Ordem para revogar tão e somente a proibição de
visita a seu marido”.
O Ministério Público Federal, em parecer do ilustre Subprocurador-
Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida, opinou pelo não
provimento do recurso.
É o relatório.
3
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8531253.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
14/04/2015
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 121.046 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, trata-se de recurso ordinário em habeas corpus,
interposto por Viviane dos Santos Pereira, contra acórdão da Quinta
Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC nº
264.058/SP.
Transcrevo a ementa do julgado ora impugnado:
‘HABEAS CORPUS. RECEPTAÇÃO, QUADRILHA OU
BANDO E PORTE ILEGA DE ARMA DE FOGO DE USO
RESTRITO. APELAÇÃO. ALEGADO EXCESSO DE PRAZO
PARA O JULGAMENTO. RECURSO DE VÁRIOS RÉUS.
ADVOGADOS
DIVERSOS.
UTILIZAÇÃO
DA
PRERROGATIVA DO ART. 600, § 4º, DO CPP. PRINCÍPIO DA
RAZOABILIDADE.
AUSÊNCIA
DE
OFENSA.
CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO VERIFICADO. ORDEM
DENEGADA.
1. Os prazos para a finalização dos atos processuais não
são peremptórios, podendo ser flexibilizados diante das
peculiaridades do caso concreto, em atenção e dentro dos
limites da razoabilidade.
2. Evidenciado que o intervalo entre o aforamento do
recurso e seu estado atual encontra-se dentro dos critérios da
razoabilidade, não se vislumbra, na espécie, manifesto
constrangimento ilegal passível de ser sanado pela via eleita,
especialmente em se considerando que cuida-se de processo em
que 9 (nove) réus recorreram, com advogados diversos, tendo
vários deles se utilizado da prerrogativa de apresentação das
razões de apelo diretamente no Tribunal de origem, e também
diante da elevada pena que foi imposta à paciente.
MEDIDAS CAUTELARES. ART. 319 DO CÓDIGO DE
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Supremo Tribunal Federal
14/04/2015
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 121.046 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, trata-se de recurso ordinário em habeas corpus,
interposto por Viviane dos Santos Pereira, contra acórdão da Quinta
Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC nº
264.058/SP.
Transcrevo a ementa do julgado ora impugnado:
‘HABEAS CORPUS. RECEPTAÇÃO, QUADRILHA OU
BANDO E PORTE ILEGA DE ARMA DE FOGO DE USO
RESTRITO. APELAÇÃO. ALEGADO EXCESSO DE PRAZO
PARA O JULGAMENTO. RECURSO DE VÁRIOS RÉUS.
ADVOGADOS
DIVERSOS.
UTILIZAÇÃO
DA
PRERROGATIVA DO ART. 600, § 4º, DO CPP. PRINCÍPIO DA
RAZOABILIDADE.
AUSÊNCIA
DE
OFENSA.
CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO VERIFICADO. ORDEM
DENEGADA.
1. Os prazos para a finalização dos atos processuais não
são peremptórios, podendo ser flexibilizados diante das
peculiaridades do caso concreto, em atenção e dentro dos
limites da razoabilidade.
2. Evidenciado que o intervalo entre o aforamento do
recurso e seu estado atual encontra-se dentro dos critérios da
razoabilidade, não se vislumbra, na espécie, manifesto
constrangimento ilegal passível de ser sanado pela via eleita,
especialmente em se considerando que cuida-se de processo em
que 9 (nove) réus recorreram, com advogados diversos, tendo
vários deles se utilizado da prerrogativa de apresentação das
razões de apelo diretamente no Tribunal de origem, e também
diante da elevada pena que foi imposta à paciente.
MEDIDAS CAUTELARES. ART. 319 DO CÓDIGO DE
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RHC 121046 / SP
PROCESSO PENAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO.
NÃO
OCORRÊNCIA.
PROPORCIONALIDADE
E
ADEQUAÇÃO DAS MEDIDAS APLICADAS. ILEGALIDADE
NÃO DEMONSTRADA.
1. Ausente ilegalidade na imposição e manutenção das
medidas cautelares consistentes em proibição de entrar em
qualquer estabelecimento prisional do Estado de São Paulo e de
manter contato com qualquer dos acusados, encontrando-se a
respectiva decisão baseada em peculiaridades do caso concreto,
já que dentro da facção criminosa a paciente possuiria, dentre
outras, a função de transmitir recados, ordens e informações
entre seus membros.
2. As medidas fixadas pelo Juízo de origem, por ordem do
Supremo Tribunal Federal, diante das circunstâncias do caso,
mostram-se proporcionais e adequadas à prevenção e repressão
do crime de associação para o narcotráfico, em especial para
impedir ou obstaculizar a possibilidade da paciente atuar como
"verdadeiro pombo-correio" da organização criminosa.
3. Ordem denegada, recomendando-se ao Tribunal de
origem que imprima maior celeridade na apreciação do recurso
defensivo lá aforado em favor da paciente.’
Essa é a razão por que se insurge a recorrente, insistindo na
revogação da proibição de manter contato com seu companheiro e corréu,
que se encontra preso.
Diversamente do que sustenta a Procuradoria-Geral da República
em seu parecer, o habeas corpus é meio idôneo para a análise da
legalidade da medida cautelar de proibição de se manter contato com
pessoa determinada (art. 319, III, CPP).
Não se cuida de habeas corpus que tenha por escopo assegurar o
direito do condenado
de receber visita da companheira no
estabelecimento em que cumpre pena (art. 41, X, da Lei nº 7.210/84),
hipótese em que esta Corte já assentou a “inadequação absoluta do
meio processual utilizado” (HC nº 115.542/DF-MC, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 25/4/13).
2
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Supremo Tribunal Federal
RHC 121046 / SP
PROCESSO PENAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO.
NÃO
OCORRÊNCIA.
PROPORCIONALIDADE
E
ADEQUAÇÃO DAS MEDIDAS APLICADAS. ILEGALIDADE
NÃO DEMONSTRADA.
1. Ausente ilegalidade na imposição e manutenção das
medidas cautelares consistentes em proibição de entrar em
qualquer estabelecimento prisional do Estado de São Paulo e de
manter contato com qualquer dos acusados, encontrando-se a
respectiva decisão baseada em peculiaridades do caso concreto,
já que dentro da facção criminosa a paciente possuiria, dentre
outras, a função de transmitir recados, ordens e informações
entre seus membros.
2. As medidas fixadas pelo Juízo de origem, por ordem do
Supremo Tribunal Federal, diante das circunstâncias do caso,
mostram-se proporcionais e adequadas à prevenção e repressão
do crime de associação para o narcotráfico, em especial para
impedir ou obstaculizar a possibilidade da paciente atuar como
"verdadeiro pombo-correio" da organização criminosa.
3. Ordem denegada, recomendando-se ao Tribunal de
origem que imprima maior celeridade na apreciação do recurso
defensivo lá aforado em favor da paciente.’
Essa é a razão por que se insurge a recorrente, insistindo na
revogação da proibição de manter contato com seu companheiro e corréu,
que se encontra preso.
Diversamente do que sustenta a Procuradoria-Geral da República
em seu parecer, o habeas corpus é meio idôneo para a análise da
legalidade da medida cautelar de proibição de se manter contato com
pessoa determinada (art. 319, III, CPP).
Não se cuida de habeas corpus que tenha por escopo assegurar o
direito do condenado
de receber visita da companheira no
estabelecimento em que cumpre pena (art. 41, X, da Lei nº 7.210/84),
hipótese em que esta Corte já assentou a “inadequação absoluta do
meio processual utilizado” (HC nº 115.542/DF-MC, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 25/4/13).
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RHC 121046 / SP
No caso concreto, o Supremo Tribunal Federal, no HC nº 106.446/SP,
Primeira Turma, Relator para o acórdão o Ministro Dias Toffoli, DJe de
11/11/11, determinou a substituição da prisão preventiva da recorrente
pelas medidas cautelares previstas no art. 319, I, II e III do Código de
Processo Penal (comparecimento periódico em juízo, no prazo e nas
condições fixadas pelo juiz, para informar e justificar as atividades
realizadas; proibição de manter contato com pessoa determinada quando,
por circunstâncias relacionadas ao fato, deva o indiciado ou acusado dela
permanecer distante; e proibição de manter contato com pessoa
determinada quando, por circunstâncias relacionadas ao fato, deva o
indiciado ou acusado dela permanecer distante).
Essas medidas cautelares incidem em menor - mas não menos
relevante - grau na liberdade de locomoção da recorrente, e importam
numa restrição ao seu direito de ir, vir e permanecer.
Não bastasse isso, o eventual descumprimento de quaisquer das
medidas cautelares diversas da prisão poderá ensejar a decretação da
prisão preventiva (arts. 282, § 4º, e 312, parágrafo único, ambos do Código
de Processo Penal), o que constitui mais um argumento a favor do
cabimento do habeas corpus.
Nesse mesmo sentido, o Supremo Tribunal Federal, recentemente,
no HC nº 121.089/AP, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, DJe de 17/3/15, decidiu que “as medidas cautelares criminais
diversas da prisão são onerosas ao implicado e podem ser convertidas em
prisão se descumpridas”, razão por que “é cabível a ação de habeas
corpus contra coação ilegal decorrente da aplicação ou da execução de
tais medidas”.
Com essas considerações, conheço da impetração.
De acordo com o voto condutor do acórdão ora hostilizado,
“(...) a paciente foi denunciada perante o Juízo de Direito
da 1ª Vara Criminal da comarca de São Bernardo do Campo/SP,
nos autos da Ação Penal nº 564.01.2006.020219-1 (Controle nº
890/06), juntamente com os corréus Marlon José de Souza Rosa,
Emivaldo da Silva Santos, Anco Márcio Pereira Maia, Edilson
3
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Supremo Tribunal Federal
RHC 121046 / SP
No caso concreto, o Supremo Tribunal Federal, no HC nº 106.446/SP,
Primeira Turma, Relator para o acórdão o Ministro Dias Toffoli, DJe de
11/11/11, determinou a substituição da prisão preventiva da recorrente
pelas medidas cautelares previstas no art. 319, I, II e III do Código de
Processo Penal (comparecimento periódico em juízo, no prazo e nas
condições fixadas pelo juiz, para informar e justificar as atividades
realizadas; proibição de manter contato com pessoa determinada quando,
por circunstâncias relacionadas ao fato, deva o indiciado ou acusado dela
permanecer distante; e proibição de manter contato com pessoa
determinada quando, por circunstâncias relacionadas ao fato, deva o
indiciado ou acusado dela permanecer distante).
Essas medidas cautelares incidem em menor - mas não menos
relevante - grau na liberdade de locomoção da recorrente, e importam
numa restrição ao seu direito de ir, vir e permanecer.
Não bastasse isso, o eventual descumprimento de quaisquer das
medidas cautelares diversas da prisão poderá ensejar a decretação da
prisão preventiva (arts. 282, § 4º, e 312, parágrafo único, ambos do Código
de Processo Penal), o que constitui mais um argumento a favor do
cabimento do habeas corpus.
Nesse mesmo sentido, o Supremo Tribunal Federal, recentemente,
no HC nº 121.089/AP, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, DJe de 17/3/15, decidiu que “as medidas cautelares criminais
diversas da prisão são onerosas ao implicado e podem ser convertidas em
prisão se descumpridas”, razão por que “é cabível a ação de habeas
corpus contra coação ilegal decorrente da aplicação ou da execução de
tais medidas”.
Com essas considerações, conheço da impetração.
De acordo com o voto condutor do acórdão ora hostilizado,
“(...) a paciente foi denunciada perante o Juízo de Direito
da 1ª Vara Criminal da comarca de São Bernardo do Campo/SP,
nos autos da Ação Penal nº 564.01.2006.020219-1 (Controle nº
890/06), juntamente com os corréus Marlon José de Souza Rosa,
Emivaldo da Silva Santos, Anco Márcio Pereira Maia, Edilson
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RHC 121046 / SP
Ribeiro dos Santos, Edgar Nogueira de Campos, Renata Melo
Dias, Simone dos Anjos e Adriana Cristina Pereira Damasceno,
como incursa no artigo 180, caput, no artigo 288, parágrafo
único, ambos do Código Penal, este último combinado com o
artigo 8º, da Lei nº 8.072/90 e com os artigos 9º e 10, ambos da
Lei nº 9.034/95, nos artigos 14, 16, caput, e 16, parágrafo único,
todos da Lei nº 10.826/03, todos na forma dos artigos 29 e 69, do
Estatuto Repressivo.
A denúncia foi recebida em 18.7.2006, oportunidade na
qual foi decretada a prisão preventiva da paciente que, citada
por edital, não compareceu à audiência de interrogatório, razão
pela qual foi decretada sua revelia, bem como suspensos o
processo e o prazo prescricional.
Posteriormente, a paciente constituiu defensor, tendo sido
determinado o prosseguimento do feito em relação a ela.
Sobreveio a prisão da paciente, possibilitando sua citação
pessoal e a realização de seu interrogatório.
Nos autos do HC nº 112.262/SP, em 9.12.2008, esta Corte
reconheceu o excesso de prazo para que fosse proferida
sentença na ação penal mencionada, determinando a expedição
de alvará de soltura em favor da paciente.
Encerrada a instrução criminal, foi proferida sentença, em
26.6.2009, na qual a paciente restou condenada à pena de 20
(vinte) anos de reclusão, em regime inicial fechado, e ao
pagamento de 40 (quarenta) dias-multa, pela prática dos delitos
tipificados no art. 180, caput, e no art. 288, parágrafo único,
ambos do Código Penal, este último combinado com o art. 8º,
da Lei nº 8.072/90 e no art. 16, caput, da Lei nº 10.826/03, todos
na forma do art. 69, caput, do Estatuto Repressivo, vedado o
recurso em liberdade.
Inconformados, todos os réus interpuseram recurso de
apelação, cadastrado no Tribunal de Justiça do Estado de São
Paulo em 30.3.2010, sob o nº 0020219-84.2006.8.26.0564 (antigo
nº 990.10.141975-0), estando o feito em processamento.
Em 20.9.2011, nos autos do HC nº 106.446/SP, impetrado
perante o Supremo Tribunal Federal em favor da ora paciente,
4
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Supremo Tribunal Federal
RHC 121046 / SP
Ribeiro dos Santos, Edgar Nogueira de Campos, Renata Melo
Dias, Simone dos Anjos e Adriana Cristina Pereira Damasceno,
como incursa no artigo 180, caput, no artigo 288, parágrafo
único, ambos do Código Penal, este último combinado com o
artigo 8º, da Lei nº 8.072/90 e com os artigos 9º e 10, ambos da
Lei nº 9.034/95, nos artigos 14, 16, caput, e 16, parágrafo único,
todos da Lei nº 10.826/03, todos na forma dos artigos 29 e 69, do
Estatuto Repressivo.
A denúncia foi recebida em 18.7.2006, oportunidade na
qual foi decretada a prisão preventiva da paciente que, citada
por edital, não compareceu à audiência de interrogatório, razão
pela qual foi decretada sua revelia, bem como suspensos o
processo e o prazo prescricional.
Posteriormente, a paciente constituiu defensor, tendo sido
determinado o prosseguimento do feito em relação a ela.
Sobreveio a prisão da paciente, possibilitando sua citação
pessoal e a realização de seu interrogatório.
Nos autos do HC nº 112.262/SP, em 9.12.2008, esta Corte
reconheceu o excesso de prazo para que fosse proferida
sentença na ação penal mencionada, determinando a expedição
de alvará de soltura em favor da paciente.
Encerrada a instrução criminal, foi proferida sentença, em
26.6.2009, na qual a paciente restou condenada à pena de 20
(vinte) anos de reclusão, em regime inicial fechado, e ao
pagamento de 40 (quarenta) dias-multa, pela prática dos delitos
tipificados no art. 180, caput, e no art. 288, parágrafo único,
ambos do Código Penal, este último combinado com o art. 8º,
da Lei nº 8.072/90 e no art. 16, caput, da Lei nº 10.826/03, todos
na forma do art. 69, caput, do Estatuto Repressivo, vedado o
recurso em liberdade.
Inconformados, todos os réus interpuseram recurso de
apelação, cadastrado no Tribunal de Justiça do Estado de São
Paulo em 30.3.2010, sob o nº 0020219-84.2006.8.26.0564 (antigo
nº 990.10.141975-0), estando o feito em processamento.
Em 20.9.2011, nos autos do HC nº 106.446/SP, impetrado
perante o Supremo Tribunal Federal em favor da ora paciente,
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RHC 121046 / SP
foi concedida a ordem para que o Juízo de origem substituísse a
segregação pelas medidas cautelares previstas nos incisos I a III
do art. 319 do Código de Processo Penal.
Em primeira instância, aos 18.11.2011, a Magistrada
determinou a expedição de contramandado de prisão e, na
forma do quanto determinado no referido writ da Suprema
Corte, fixou as seguintes medidas cautelares: comparecimento
mensal em Juízo, devendo a paciente comprovar
documentalmente o endereço residencial; proibição de entrada
em qualquer estabelecimento prisional do Estado de São Paulo,
ficando proibida de visitar a quem quer que seja, não podendo
manter contato com os demais acusados.
Buscando revogar a proibição de manter contato com o
corréu Emivaldo, seu companheiro, impetrou-se prévio writ,
cuja ordem foi denegada (HC nº 0060690-78.2012.8.26.0000)”.
Feito esse registro, anoto que o Tribunal de Justiça de São Paulo, em
7/11/13, negou provimento à apelação interposta pela paciente – como
observado no parecer da Procuradoria-Geral da República e constatado
no sítio eletrônico daquela Corte -, a tornar prejudicada a alegação de
excesso de prazo no julgamento daquele recurso.
Quanto ao mérito, o julgado ora impugnado, corretamente, assentou
inexistir constrangimento ilegal na imposição à recorrente da medida
cautelar de proibição de manter contato com seu companheiro, o corréu
Emivaldo da Silva Santos, que se encontra preso.
Segundo o Superior Tribunal de Justiça,
“[o] Tribunal a quo, no prévio writ, afastou a alegada
ilegalidade, sob o seguinte fundamento (fls. 441/442):
‘(...) infere-se que já o V. Acórdão do Supremo Tribunal
Federal, referente ao Habeas Corpus impetrado em prol de
Viviane dos Santos, ao conceder parcialmente a ordem,
determinou a substituição da prisão cautelar decorrente da
decisão condenatória por medidas previstas no artigo 319, l, II e
5
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Supremo Tribunal Federal
RHC 121046 / SP
foi concedida a ordem para que o Juízo de origem substituísse a
segregação pelas medidas cautelares previstas nos incisos I a III
do art. 319 do Código de Processo Penal.
Em primeira instância, aos 18.11.2011, a Magistrada
determinou a expedição de contramandado de prisão e, na
forma do quanto determinado no referido writ da Suprema
Corte, fixou as seguintes medidas cautelares: comparecimento
mensal em Juízo, devendo a paciente comprovar
documentalmente o endereço residencial; proibição de entrada
em qualquer estabelecimento prisional do Estado de São Paulo,
ficando proibida de visitar a quem quer que seja, não podendo
manter contato com os demais acusados.
Buscando revogar a proibição de manter contato com o
corréu Emivaldo, seu companheiro, impetrou-se prévio writ,
cuja ordem foi denegada (HC nº 0060690-78.2012.8.26.0000)”.
Feito esse registro, anoto que o Tribunal de Justiça de São Paulo, em
7/11/13, negou provimento à apelação interposta pela paciente – como
observado no parecer da Procuradoria-Geral da República e constatado
no sítio eletrônico daquela Corte -, a tornar prejudicada a alegação de
excesso de prazo no julgamento daquele recurso.
Quanto ao mérito, o julgado ora impugnado, corretamente, assentou
inexistir constrangimento ilegal na imposição à recorrente da medida
cautelar de proibição de manter contato com seu companheiro, o corréu
Emivaldo da Silva Santos, que se encontra preso.
Segundo o Superior Tribunal de Justiça,
“[o] Tribunal a quo, no prévio writ, afastou a alegada
ilegalidade, sob o seguinte fundamento (fls. 441/442):
‘(...) infere-se que já o V. Acórdão do Supremo Tribunal
Federal, referente ao Habeas Corpus impetrado em prol de
Viviane dos Santos, ao conceder parcialmente a ordem,
determinou a substituição da prisão cautelar decorrente da
decisão condenatória por medidas previstas no artigo 319, l, II e
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RHC 121046 / SP
III, do Código de Processo Penal (fls. 13/31).
No caso, observa-se que a mais Alta Corte do país, ao
conceder a ordem aludida, analisou expressamente questão
atinente à necessidade de se impedir ou obstaculizar a
possibilidade de a paciente atuar como "verdadeiro pombo-
correio" da organização criminosa, apontando as medidas
cautelares acima consideradas como suficientes para atingir
aquele desiderato (fls. 14/15).
E, ante a situação ressaltada, a magistrada singular nada
mais fez senão observar a ordem passada pelo Colendo Supremo
Tribunal, impedindo a paciente de contatar os demais acusados,
dentre outras providências, algo que soa lógico, tendo em vista a
existência, em tese, de organização criminosa formada por
aqueles, considerada a decisão condenatória mencionada na
inicial.
Agora, querer discutir através da estreita via eleita
questão atinente à existência de vínculo entre a acusada e os
demais condenados, assim como aquela relativa à essência ou
objetivo dos contatos havidos entre a paciente e seu companheiro
seria providência descabida, na medida em que a matéria
exigiria análise profunda de provas, algo incompatível com o
habeas corpus.
Importa, aqui, que a decisão impugnada mostra-se lógica,
a par de decorrer do V. Acórdão noticiado a fls. 13/34, nada
indicando irregularidade.’
Com efeito, depreende-se dos autos que a paciente era
companheira do corréu Emivaldo, apontado como ocupante do
cargo mais alto, fora dos presídios, da organização criminosa
denominada Primeiro Comando da Capital – PCC na região do
ABC Paulista, responsável por fiscalizar o cumprimento de
ordens emanadas da cúpula, bem como arrecadar as
mensalidades e demais ’rendas’ da facção, estando abaixo dele
os comandados de cada cidade.
Através de interceptações telefônicas, apurou-se que, em
dado momento, a cúpula da organização determinou que os
6
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Supremo Tribunal Federal
RHC 121046 / SP
III, do Código de Processo Penal (fls. 13/31).
No caso, observa-se que a mais Alta Corte do país, ao
conceder a ordem aludida, analisou expressamente questão
atinente à necessidade de se impedir ou obstaculizar a
possibilidade de a paciente atuar como "verdadeiro pombo-
correio" da organização criminosa, apontando as medidas
cautelares acima consideradas como suficientes para atingir
aquele desiderato (fls. 14/15).
E, ante a situação ressaltada, a magistrada singular nada
mais fez senão observar a ordem passada pelo Colendo Supremo
Tribunal, impedindo a paciente de contatar os demais acusados,
dentre outras providências, algo que soa lógico, tendo em vista a
existência, em tese, de organização criminosa formada por
aqueles, considerada a decisão condenatória mencionada na
inicial.
Agora, querer discutir através da estreita via eleita
questão atinente à existência de vínculo entre a acusada e os
demais condenados, assim como aquela relativa à essência ou
objetivo dos contatos havidos entre a paciente e seu companheiro
seria providência descabida, na medida em que a matéria
exigiria análise profunda de provas, algo incompatível com o
habeas corpus.
Importa, aqui, que a decisão impugnada mostra-se lógica,
a par de decorrer do V. Acórdão noticiado a fls. 13/34, nada
indicando irregularidade.’
Com efeito, depreende-se dos autos que a paciente era
companheira do corréu Emivaldo, apontado como ocupante do
cargo mais alto, fora dos presídios, da organização criminosa
denominada Primeiro Comando da Capital – PCC na região do
ABC Paulista, responsável por fiscalizar o cumprimento de
ordens emanadas da cúpula, bem como arrecadar as
mensalidades e demais ’rendas’ da facção, estando abaixo dele
os comandados de cada cidade.
Através de interceptações telefônicas, apurou-se que, em
dado momento, a cúpula da organização determinou que os
6
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RHC 121046 / SP
’soldados’ deveriam matar quinze agentes penitenciários em
cada cidade, para forçar o Governo do Estado de São Paulo a
ceder e cancelar algumas mudanças que haviam sido feitas na
política penitenciária, sendo que o descumprimento de tais
ordens seriam duramente punidas.
Após a tentativa frustrada de cumprimento da ordem
mencionada no dia 26.6.2006, nas proximidades do Centro de
Detenção Provisória de São Bernardo do Campo/SP, quando
vários membros da organização foram mortos e outros presos,
o monitoramento telefônico continuou, possibilitando a prisão
de outros integrantes da organização criminosa, dentre eles o
corréu Emivaldo, que estava em companhia da paciente.
Perante a autoridade policial a paciente admitiu que
atendia telefonemas e transmitia recados de membros da facção
para o amásio, tendo sido apurado, posteriormente, que
emprestava contas bancárias para a organização. Averiguou-se,
ainda, que a paciente era tratada como “cunhada”, termo usado
pelo PCC para se referir às esposas/companheiras de
integrantes da facção que, além disso, exercem algumas funções
para a organização e têm conhecimento do que ocorre, pegando
recados e fazendo outros serviços.
Da sentença condenatória podem-se extrair os seguintes
esclarecimentos quanto à atuação da paciente na organização
criminosa (fl. 369):
‘(...) a ela efetivamente competia receber e transmitir
ordens, recados e informações de interesse da quadrilha, bem
como ajudar na organização da “caixinha” do PCC desta
região, de modo que claramente a ré fornecia auxílio moral e
material às atividades do amásio e demais réus.
Ressalta-se, também, que demonstrado que ela permitia
que sua conta bancária fosse usada para movimentações
financeiras no mínimo suspeitas, quer por parte do amásio, quer
por parte de terceiros, sendo certo que todos os documentos
juntados aos autos indicam movimentações não condizentes com
as de uma suposta dona de casa, sem renda própria.’
7
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Supremo Tribunal Federal
RHC 121046 / SP
’soldados’ deveriam matar quinze agentes penitenciários em
cada cidade, para forçar o Governo do Estado de São Paulo a
ceder e cancelar algumas mudanças que haviam sido feitas na
política penitenciária, sendo que o descumprimento de tais
ordens seriam duramente punidas.
Após a tentativa frustrada de cumprimento da ordem
mencionada no dia 26.6.2006, nas proximidades do Centro de
Detenção Provisória de São Bernardo do Campo/SP, quando
vários membros da organização foram mortos e outros presos,
o monitoramento telefônico continuou, possibilitando a prisão
de outros integrantes da organização criminosa, dentre eles o
corréu Emivaldo, que estava em companhia da paciente.
Perante a autoridade policial a paciente admitiu que
atendia telefonemas e transmitia recados de membros da facção
para o amásio, tendo sido apurado, posteriormente, que
emprestava contas bancárias para a organização. Averiguou-se,
ainda, que a paciente era tratada como “cunhada”, termo usado
pelo PCC para se referir às esposas/companheiras de
integrantes da facção que, além disso, exercem algumas funções
para a organização e têm conhecimento do que ocorre, pegando
recados e fazendo outros serviços.
Da sentença condenatória podem-se extrair os seguintes
esclarecimentos quanto à atuação da paciente na organização
criminosa (fl. 369):
‘(...) a ela efetivamente competia receber e transmitir
ordens, recados e informações de interesse da quadrilha, bem
como ajudar na organização da “caixinha” do PCC desta
região, de modo que claramente a ré fornecia auxílio moral e
material às atividades do amásio e demais réus.
Ressalta-se, também, que demonstrado que ela permitia
que sua conta bancária fosse usada para movimentações
financeiras no mínimo suspeitas, quer por parte do amásio, quer
por parte de terceiros, sendo certo que todos os documentos
juntados aos autos indicam movimentações não condizentes com
as de uma suposta dona de casa, sem renda própria.’
7
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RHC 121046 / SP
(…)
E, no caso, ausente ilegalidade na imposição e manutenção
das medidas cautelares consistentes em proibição de entrar em
qualquer estabelecimento prisional do estado de São Paulo e de
manter contato com qualquer dos acusados, não se encontrando
a respectiva decisão baseada em meras ilações, como quer fazer
crer o impetrante, mas em peculiaridades do caso concreto, já
que, como salientado, dentro da facção criminosa, a paciente
possuiria, dentre outras, a função de transmitir recados, ordens
e informações entre seus membros.
Assim, as medidas fixadas pelo Juízo de origem, por
ordem do Supremo Tribunal Federal, diante das circunstâncias
do caso, mostram-se proporcionais e adequadas à prevenção e
repressão do crime de quadrilha no qual foi condenada, em
especial para impedir ou obstaculizar a possibilidade da
paciente atuar como "verdadeiro pombo-correio" da perigosa
organização criminosa da qual foi condenada por fazer parte.
Dessa forma, não se vislumbra constrangimento ilegal a
ser reparado por este Superior Tribunal de Justiça”.
Encontra-se, portanto, suficientemente justificada a proibição de a
recorrente manter contato com seu companheiro preso.
Relembro, mais uma vez, que a prisão preventiva da recorrente
havia sido originariamente decretada para impedir que continuasse a
atuar como “pombo-correio” da organização criminosa Primeiro
Comando da Capital (PCC), desempenhando a relevante função de
receber e transmitir ordens, recados e informações de seu interesse (vide
anexo 6, fls. 12/13).
No julgamento do HC nº 106.446/SP, Primeira Turma, Relator para o
acórdão o Ministro Dias Toffoli, DJe de 11/11/11, o Supremo Tribunal
Federal determinou a substituição da prisão por medidas cautelares dela
diversas, dentre as quais a proibição de a recorrente manter contato com
pessoas determinadas, por reputá-las suficientes para eliminar o
periculum libertatis.
8
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Supremo Tribunal Federal
RHC 121046 / SP
(…)
E, no caso, ausente ilegalidade na imposição e manutenção
das medidas cautelares consistentes em proibição de entrar em
qualquer estabelecimento prisional do estado de São Paulo e de
manter contato com qualquer dos acusados, não se encontrando
a respectiva decisão baseada em meras ilações, como quer fazer
crer o impetrante, mas em peculiaridades do caso concreto, já
que, como salientado, dentro da facção criminosa, a paciente
possuiria, dentre outras, a função de transmitir recados, ordens
e informações entre seus membros.
Assim, as medidas fixadas pelo Juízo de origem, por
ordem do Supremo Tribunal Federal, diante das circunstâncias
do caso, mostram-se proporcionais e adequadas à prevenção e
repressão do crime de quadrilha no qual foi condenada, em
especial para impedir ou obstaculizar a possibilidade da
paciente atuar como "verdadeiro pombo-correio" da perigosa
organização criminosa da qual foi condenada por fazer parte.
Dessa forma, não se vislumbra constrangimento ilegal a
ser reparado por este Superior Tribunal de Justiça”.
Encontra-se, portanto, suficientemente justificada a proibição de a
recorrente manter contato com seu companheiro preso.
Relembro, mais uma vez, que a prisão preventiva da recorrente
havia sido originariamente decretada para impedir que continuasse a
atuar como “pombo-correio” da organização criminosa Primeiro
Comando da Capital (PCC), desempenhando a relevante função de
receber e transmitir ordens, recados e informações de seu interesse (vide
anexo 6, fls. 12/13).
No julgamento do HC nº 106.446/SP, Primeira Turma, Relator para o
acórdão o Ministro Dias Toffoli, DJe de 11/11/11, o Supremo Tribunal
Federal determinou a substituição da prisão por medidas cautelares dela
diversas, dentre as quais a proibição de a recorrente manter contato com
pessoas determinadas, por reputá-las suficientes para eliminar o
periculum libertatis.
8
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RHC 121046 / SP
Nesse diapasão, se seu companheiro, que ainda se encontra preso,
ocupa posição de relevo na hierarquia daquela organização criminosa, há
mesmo que se impedir que a recorrente possa visitá-lo e funcione como
seu elo com o mundo exterior.
Dito de outro modo, a supressão da possibilidade de contato entre
ambos visa obstar que, por intermédio da recorrente, seu companheiro
continue, do cárcere, a coordenar atividades criminosas de interesse
daquela facção.
O Supremo Tribunal Federal já assentou o entendimento de que é
legítima a tutela cautelar que tenha por fim resguardar a ordem pública,
quando evidenciada a necessidade de se interromper ou diminuir a
atuação de integrantes de organização criminosa (HC nº 124.911/SP-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 4/3/15; RHC nº
122.462/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de
9/9/14; HC nº 112.250/RN-MC, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso
de Mello, DJe de 21/3/12; HC nº 95.024/SP, Primeira Turma, Relatora a
Ministra Cármen Lúcia, DJe de 20/2/09).
Nesse particular, a medida ora questionada se mostra: i) adequada,
uma vez que apta a debelar a apontada situação de perigo para a ordem
pública; ii) necessária, uma vez que, em relação à prisão, afeta menos
intensamente o direito de liberdade da recorrente, e não há outra medida
menos gravosa e igualmente eficiente que possa promover o mesmo fim;
e iii) proporcional em sentido estrito, uma vez que as vantagens obtidas
com a intervenção no direito fundamental de liberdade da recorrente –
interrupção da atuação de integrantes de atividade criminosa organizada
- compensam os sacrifícios impostos a sua titular.
Ante o exposto, nego provimento ao recurso.
É como voto.
9
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Supremo Tribunal Federal
RHC 121046 / SP
Nesse diapasão, se seu companheiro, que ainda se encontra preso,
ocupa posição de relevo na hierarquia daquela organização criminosa, há
mesmo que se impedir que a recorrente possa visitá-lo e funcione como
seu elo com o mundo exterior.
Dito de outro modo, a supressão da possibilidade de contato entre
ambos visa obstar que, por intermédio da recorrente, seu companheiro
continue, do cárcere, a coordenar atividades criminosas de interesse
daquela facção.
O Supremo Tribunal Federal já assentou o entendimento de que é
legítima a tutela cautelar que tenha por fim resguardar a ordem pública,
quando evidenciada a necessidade de se interromper ou diminuir a
atuação de integrantes de organização criminosa (HC nº 124.911/SP-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 4/3/15; RHC nº
122.462/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de
9/9/14; HC nº 112.250/RN-MC, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso
de Mello, DJe de 21/3/12; HC nº 95.024/SP, Primeira Turma, Relatora a
Ministra Cármen Lúcia, DJe de 20/2/09).
Nesse particular, a medida ora questionada se mostra: i) adequada,
uma vez que apta a debelar a apontada situação de perigo para a ordem
pública; ii) necessária, uma vez que, em relação à prisão, afeta menos
intensamente o direito de liberdade da recorrente, e não há outra medida
menos gravosa e igualmente eficiente que possa promover o mesmo fim;
e iii) proporcional em sentido estrito, uma vez que as vantagens obtidas
com a intervenção no direito fundamental de liberdade da recorrente –
interrupção da atuação de integrantes de atividade criminosa organizada
- compensam os sacrifícios impostos a sua titular.
Ante o exposto, nego provimento ao recurso.
É como voto.
9
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Extrato de Ata - 14/04/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 121.046
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
RECTE.(S) : VIVIANE DOS SANTOS PEREIRA
ADV.(A/S) : MARCO ANTÔNIO ARANTES DE PAIVA
RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Falou, pela
recorrente, o Dr. Marco Antônio Arantes de Paiva. Ausente,
justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do
Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 14.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Dias
Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 121.046
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
RECTE.(S) : VIVIANE DOS SANTOS PEREIRA
ADV.(A/S) : MARCO ANTÔNIO ARANTES DE PAIVA
RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Falou, pela
recorrente, o Dr. Marco Antônio Arantes de Paiva. Ausente,
justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do
Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 14.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Dias
Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8556189
| 2015-04-14T00:00:00
| 2015-05-26T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Falou, pela recorrente, o Dr. Marco Antônio Arantes de Paiva. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 14.04.2015.
|
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
|
EMENTA
Recurso ordinário em habeas corpus. Processual penal. Habeas corpus. Ato impugnado. Medida cautelar diversa da prisão (art. 319, III, CPP). Meio idôneo para questionar a sua legalidade. Proibição de a recorrente manter contato com o companheiro preso. Admissibilidade. Hipótese em que ambos integram a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Recorrente que atuava como “pombo-correio”, desempenhando a relevante função de receber e transmitir ordens, recados e informações de interesse daquela organização criminosa. Necessidade de se impedir que, por seu intermédio, seu companheiro, do cárcere, coordene atividades criminosas. Medida que se impõe para a garantia da ordem pública. Constrangimento ilegal inexistente. Recurso não provido.
1. O habeas corpus constitui meio idôneo para discutir a legalidade da medida cautelar de proibição de se manter contato com pessoa determinada (art. 319, III, CPP).
2. Trata-se de medida cautelar diversa da prisão que incide em menor - mas não menos relevante - grau na liberdade de locomoção do imputado e importa restrição a seu direito de ir, vir e permanecer.
3. Não bastasse isso, seu eventual descumprimento poderá ensejar a decretação da prisão preventiva (arts. 282, § 4º, e 312, parágrafo único, CPP), a justificar o cabimento do habeas corpus.
4. O Supremo Tribunal Federal já assentou o entendimento de que é legítima a tutela cautelar que tenha por fim resguardar a ordem pública quando evidenciada a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa. Precedentes.
5. Considerando-se que ambos integravam a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), justifica-se a proibição de a recorrente manter contato com seu companheiro preso.
6. A medida cautelar em questão visa obstar que, por intermédio da recorrente - que atuava como “pombo-correio” da organização criminosa, transmitindo ordens, recados e informações de seu interesse -, seu companheiro, do cárcere, continue a coordenar atividades criminosas de interesse daquela facção.
7. Constrangimento ilegal inexistente. Recurso não provido.
|
sjur306005
|
- Acórdão(s) citado(s):
(HC, DIREITO DO PRESO, VISITA)
HC 115542 MC (2ªT).
(PROCESSO PENAL, MEDIDA CAUTELAR, ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA)
HC 95024 (1ªT), HC 112250 MC (2ªT), RHC 122462 (2ªT), HC 124911 AgR (1ªT).
(HC, MEDIDA CAUTELAR DIVERSA DA PRISÃO)
HC 121089 (2ªT).
- Veja HC 106446 do STF.
Número de páginas: 15.
Análise: 26/05/2015, AMA.
|
DIAS TOFFOLI
|
Segunda Turma
|
121046
|
[
"LEG-FED LEI-007210 ANO-1984\n ART-00041 INC-00010\n LEP-1984 LEI DE EXECUÇÃO PENAL\n\n",
"LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00282 PAR-00004 ART-00312 PAR-ÚNICO \n ART-00319 INC-00001 INC-00002 INC-00003\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL"
] |
RHC
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acordaos
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RHC 121046
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RECTE.(S) : VIVIANE DOS SANTOS PEREIRA
ADV.(A/S) : MARCO ANTÔNIO ARANTES DE PAIVA
RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão
14/04/2015
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 121.046 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
RECTE.(S)
:VIVIANE DOS SANTOS PEREIRA
ADV.(A/S)
:MARCO ANTÔNIO ARANTES DE PAIVA
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMENTA
Recurso ordinário em habeas corpus. Processual penal. Habeas
corpus. Ato impugnado. Medida cautelar diversa da prisão (art. 319, III,
CPP). Meio idôneo para questionar a sua legalidade. Proibição de a
recorrente manter contato com o companheiro preso. Admissibilidade.
Hipótese em que ambos integram a organização criminosa Primeiro
Comando da Capital (PCC). Recorrente que atuava como “pombo-
correio”, desempenhando a relevante função de receber e transmitir
ordens, recados e informações de interesse daquela organização
criminosa. Necessidade de se impedir que, por seu intermédio, seu
companheiro, do cárcere, coordene atividades criminosas. Medida que
se impõe para a garantia da ordem pública. Constrangimento ilegal
inexistente. Recurso não provido.
1. O habeas corpus constitui meio idôneo para discutir a legalidade
da medida cautelar de proibição de se manter contato com pessoa
determinada (art. 319, III, CPP).
2. Trata-se de medida cautelar diversa da prisão que incide em
menor - mas não menos relevante - grau na liberdade de locomoção do
imputado e importa restrição a seu direito de ir, vir e permanecer.
3. Não bastasse isso, seu eventual descumprimento poderá ensejar a
decretação da prisão preventiva (arts. 282, § 4..., e 312, parágrafo único,
CPP), a justificar o cabimento do habeas corpus.
4. O Supremo Tribunal Federal já assentou o entendimento de que é
legítima a tutela cautelar que tenha por fim resguardar a ordem pública
quando evidenciada a necessidade de se interromper ou diminuir a
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15
Ementa e Acórdão
RHC 121046 / SP
atuação de integrantes de organização criminosa. Precedentes.
5. Considerando-se que ambos integravam a organização criminosa
Primeiro Comando da Capital (PCC), justifica-se a proibição de a
recorrente manter contato com seu companheiro preso.
6. A medida cautelar em questão visa obstar que, por intermédio da
recorrente - que atuava como “pombo-correio” da organização criminosa,
transmitindo ordens, recados e informações de seu interesse -, seu
companheiro, do cárcere, continue a coordenar atividades criminosas de
interesse daquela facção.
7. Constrangimento ilegal inexistente. Recurso não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de abril de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
RHC 121046 / SP
atuação de integrantes de organização criminosa. Precedentes.
5. Considerando-se que ambos integravam a organização criminosa
Primeiro Comando da Capital (PCC), justifica-se a proibição de a
recorrente manter contato com seu companheiro preso.
6. A medida cautelar em questão visa obstar que, por intermédio da
recorrente - que atuava como “pombo-correio” da organização criminosa,
transmitindo ordens, recados e informações de seu interesse -, seu
companheiro, do cárcere, continue a coordenar atividades criminosas de
interesse daquela facção.
7. Constrangimento ilegal inexistente. Recurso não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de abril de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15
Relatório
14/04/2015
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 121.046 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
RECTE.(S)
:VIVIANE DOS SANTOS PEREIRA
ADV.(A/S)
:MARCO ANTÔNIO ARANTES DE PAIVA
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, interposto por
Viviane dos Santos Pereira, contra acórdão da Quinta Turma do Superior
Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC n 264.058/SP, Relator o
Ministro Marco Aurélio Belizze.
Narra a recorrente que o Supremo Tribunal Federal, no julgamento
do HC n 106.446/SP, concedeu, em parte a ordem pleiteada, para o fim
de determinar a substituição da prisão preventiva pelas medidas
cautelares diversas da prisão previstas no art. 319, I, II e III do Código de
Processo Penal.
Aduz que,
“[i}mplementando o R. Comando do V. Acórdão, o juízo
de piso, aplicou as medidas cautelares à paciente, da seguinte
forma:
‘Considerando a decisão de fls. 357/358, determino a
expedição de contramandado de prisão em favor de VIVIANE
DOS SANTOS PEREIRA. E, na forma do quanto determinado,
fixo as seguintes medidas cautelares: a)deverá comparecer
mensalmente em Juízo, comprovando documentalmente seu
endereço residencial (art. 319, inciso I, do CPP); b) não poderá
entrar em qualquer estabelecimento prisional do Estado de São
Paulo, ficando proibida de freqüentar tais locais a título de visita
a quem quer que seja (art. 319, inciso II, do CPP). Expeça-se
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Supremo Tribunal Federal
14/04/2015
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 121.046 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
RECTE.(S)
:VIVIANE DOS SANTOS PEREIRA
ADV.(A/S)
:MARCO ANTÔNIO ARANTES DE PAIVA
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, interposto por
Viviane dos Santos Pereira, contra acórdão da Quinta Turma do Superior
Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC n 264.058/SP, Relator o
Ministro Marco Aurélio Belizze.
Narra a recorrente que o Supremo Tribunal Federal, no julgamento
do HC n 106.446/SP, concedeu, em parte a ordem pleiteada, para o fim
de determinar a substituição da prisão preventiva pelas medidas
cautelares diversas da prisão previstas no art. 319, I, II e III do Código de
Processo Penal.
Aduz que,
“[i}mplementando o R. Comando do V. Acórdão, o juízo
de piso, aplicou as medidas cautelares à paciente, da seguinte
forma:
‘Considerando a decisão de fls. 357/358, determino a
expedição de contramandado de prisão em favor de VIVIANE
DOS SANTOS PEREIRA. E, na forma do quanto determinado,
fixo as seguintes medidas cautelares: a)deverá comparecer
mensalmente em Juízo, comprovando documentalmente seu
endereço residencial (art. 319, inciso I, do CPP); b) não poderá
entrar em qualquer estabelecimento prisional do Estado de São
Paulo, ficando proibida de freqüentar tais locais a título de visita
a quem quer que seja (art. 319, inciso II, do CPP). Expeça-se
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15
Relatório
RHC 121046 / SP
ofício à Secretaria de Assuntos Penitenciários comunicando a
presente decisão. c) não poderá manter contato com os demais
acusados (art. 319, inciso III,do CPP).’”
Prossegue a recorrente afirmando que veio a ser condenada em
primeiro grau e que, diante do excesso de prazo no julgamento de sua
apelação, impetrou o habeas corpus em questão ao Superior Tribunal de
Justiça, objetivando, “tão somente, a revogação da medida cautelar de
proibição de visita ao seu marido, mantendo-se a proibição de visitas a
quaisquer outros estabelecimentos penitenciários e demais medidas
cautelares”, mas a ordem foi denegada.
A recorrente afirma que
“(...) é companheira do corréu Emivaldo Silva Santos e em
decorrência de tais fatos, está sofrendo constrangimento ilegal,
pois está sendo violado o seu direito de visita como esposa e
companheira, com quem possui um filho.
Quanto à condenação e prisão substituída, relembra-se
que estavam, Emivaldo e Viviane, residindo como marido e
mulher, com um filho, quando, no ano de 2006, foi seu esposo
acusado de alguns crimes, os quais sempre negou, sendo a
paciente condenada. Por outro lado, além do entendimento
escoteiro da R. Sentença de que a acusada seria “pombo
correio”, além de seu relacionamento com Emivaldo ter sido
sempre longe dos presídios – estavam casados e soltos -, nada
mais trouxe a sentença ou há nos autos, de onde se possa
deduzir que a paciente oferece perigo à sociedade se for visitar
o marido.
(…)
Comprovadamente, conforme constam da denúncia e da
R. Sentença, é a paciente, esposa e mãe de um filho de Emivaldo
da Silva Campos, que se encontra presentemente cumprindo
pena, somente por este processo em que também condenada,
que foi separada de seu companheiro, quando da prisão dele no
ano de 2006, já se passando 8 anos, dos quais, preventivamente,
por quatro anos, a paciente também esteve presa.
2
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Supremo Tribunal Federal
RHC 121046 / SP
ofício à Secretaria de Assuntos Penitenciários comunicando a
presente decisão. c) não poderá manter contato com os demais
acusados (art. 319, inciso III,do CPP).’”
Prossegue a recorrente afirmando que veio a ser condenada em
primeiro grau e que, diante do excesso de prazo no julgamento de sua
apelação, impetrou o habeas corpus em questão ao Superior Tribunal de
Justiça, objetivando, “tão somente, a revogação da medida cautelar de
proibição de visita ao seu marido, mantendo-se a proibição de visitas a
quaisquer outros estabelecimentos penitenciários e demais medidas
cautelares”, mas a ordem foi denegada.
A recorrente afirma que
“(...) é companheira do corréu Emivaldo Silva Santos e em
decorrência de tais fatos, está sofrendo constrangimento ilegal,
pois está sendo violado o seu direito de visita como esposa e
companheira, com quem possui um filho.
Quanto à condenação e prisão substituída, relembra-se
que estavam, Emivaldo e Viviane, residindo como marido e
mulher, com um filho, quando, no ano de 2006, foi seu esposo
acusado de alguns crimes, os quais sempre negou, sendo a
paciente condenada. Por outro lado, além do entendimento
escoteiro da R. Sentença de que a acusada seria “pombo
correio”, além de seu relacionamento com Emivaldo ter sido
sempre longe dos presídios – estavam casados e soltos -, nada
mais trouxe a sentença ou há nos autos, de onde se possa
deduzir que a paciente oferece perigo à sociedade se for visitar
o marido.
(…)
Comprovadamente, conforme constam da denúncia e da
R. Sentença, é a paciente, esposa e mãe de um filho de Emivaldo
da Silva Campos, que se encontra presentemente cumprindo
pena, somente por este processo em que também condenada,
que foi separada de seu companheiro, quando da prisão dele no
ano de 2006, já se passando 8 anos, dos quais, preventivamente,
por quatro anos, a paciente também esteve presa.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15
Relatório
RHC 121046 / SP
(...)
Também por outro lado, a execução da pena não deve, por
princípio, ser causa da quebra do vínculo familiar, como no
caso o isolamento do casal já por oito anos. Por fim, resta claro
que a renovação da custódia antecipada não se encontra
devidamente justificada, pois, “além de se rejulgar a paciente pelo
mesmo fato”, utiliza-se “mera suspeita” para reparar a violação
da ordem pública com a liberdade da acusada.
(…)
O direito de qualquer preso em receber visitas não é
contestado, não só por ser um direito previsto na Lei de
Execução Penal conforme art. 41 inciso X, mas por se tratar de
importante elemento para a ressocialização dos presos.
Destarte esse direito não pode ser violado por ser a
Paciente companheira do corréu, configurando assim um
verdadeiro constrangimento em sua liberdade de locomoção”.
Ante o exposto, requer o provimento do recurso para que “se casse o
V. Acórdão e conceda a Ordem para revogar tão e somente a proibição de
visita a seu marido”.
O Ministério Público Federal, em parecer do ilustre Subprocurador-
Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida, opinou pelo não
provimento do recurso.
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
RHC 121046 / SP
(...)
Também por outro lado, a execução da pena não deve, por
princípio, ser causa da quebra do vínculo familiar, como no
caso o isolamento do casal já por oito anos. Por fim, resta claro
que a renovação da custódia antecipada não se encontra
devidamente justificada, pois, “além de se rejulgar a paciente pelo
mesmo fato”, utiliza-se “mera suspeita” para reparar a violação
da ordem pública com a liberdade da acusada.
(…)
O direito de qualquer preso em receber visitas não é
contestado, não só por ser um direito previsto na Lei de
Execução Penal conforme art. 41 inciso X, mas por se tratar de
importante elemento para a ressocialização dos presos.
Destarte esse direito não pode ser violado por ser a
Paciente companheira do corréu, configurando assim um
verdadeiro constrangimento em sua liberdade de locomoção”.
Ante o exposto, requer o provimento do recurso para que “se casse o
V. Acórdão e conceda a Ordem para revogar tão e somente a proibição de
visita a seu marido”.
O Ministério Público Federal, em parecer do ilustre Subprocurador-
Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida, opinou pelo não
provimento do recurso.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
14/04/2015
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 121.046 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, trata-se de recurso ordinário em habeas corpus,
interposto por Viviane dos Santos Pereira, contra acórdão da Quinta
Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC n
264.058/SP.
Transcrevo a ementa do julgado ora impugnado:
‘HABEAS CORPUS. RECEPTAÇÃO, QUADRILHA OU
BANDO E PORTE ILEGA DE ARMA DE FOGO DE USO
RESTRITO. APELAÇÃO. ALEGADO EXCESSO DE PRAZO
PARA O JULGAMENTO. RECURSO DE VÁRIOS RÉUS.
ADVOGADOS
DIVERSOS.
UTILIZAÇÃO
DA
PRERROGATIVA DO ART. 600, § 4..., DO CPP. PRINCÍPIO DA
RAZOABILIDADE.
AUSÊNCIA
DE
OFENSA.
CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO VERIFICADO. ORDEM
DENEGADA.
1. Os prazos para a finalização dos atos processuais não
são peremptórios, podendo ser flexibilizados diante das
peculiaridades do caso concreto, em atenção e dentro dos
limites da razoabilidade.
2. Evidenciado que o intervalo entre o aforamento do
recurso e seu estado atual encontra-se dentro dos critérios da
razoabilidade, não se vislumbra, na espécie, manifesto
constrangimento ilegal passível de ser sanado pela via eleita,
especialmente em se considerando que cuida-se de processo em
que 9 (nove) réus recorreram, com advogados diversos, tendo
vários deles se utilizado da prerrogativa de apresentação das
razões de apelo diretamente no Tribunal de origem, e também
diante da elevada pena que foi imposta à paciente.
MEDIDAS CAUTELARES. ART. 319 DO CÓDIGO DE
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Supremo Tribunal Federal
14/04/2015
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 121.046 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, trata-se de recurso ordinário em habeas corpus,
interposto por Viviane dos Santos Pereira, contra acórdão da Quinta
Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC n
264.058/SP.
Transcrevo a ementa do julgado ora impugnado:
‘HABEAS CORPUS. RECEPTAÇÃO, QUADRILHA OU
BANDO E PORTE ILEGA DE ARMA DE FOGO DE USO
RESTRITO. APELAÇÃO. ALEGADO EXCESSO DE PRAZO
PARA O JULGAMENTO. RECURSO DE VÁRIOS RÉUS.
ADVOGADOS
DIVERSOS.
UTILIZAÇÃO
DA
PRERROGATIVA DO ART. 600, § 4..., DO CPP. PRINCÍPIO DA
RAZOABILIDADE.
AUSÊNCIA
DE
OFENSA.
CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO VERIFICADO. ORDEM
DENEGADA.
1. Os prazos para a finalização dos atos processuais não
são peremptórios, podendo ser flexibilizados diante das
peculiaridades do caso concreto, em atenção e dentro dos
limites da razoabilidade.
2. Evidenciado que o intervalo entre o aforamento do
recurso e seu estado atual encontra-se dentro dos critérios da
razoabilidade, não se vislumbra, na espécie, manifesto
constrangimento ilegal passível de ser sanado pela via eleita,
especialmente em se considerando que cuida-se de processo em
que 9 (nove) réus recorreram, com advogados diversos, tendo
vários deles se utilizado da prerrogativa de apresentação das
razões de apelo diretamente no Tribunal de origem, e também
diante da elevada pena que foi imposta à paciente.
MEDIDAS CAUTELARES. ART. 319 DO CÓDIGO DE
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RHC 121046 / SP
PROCESSO PENAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO.
NÃO
OCORRÊNCIA.
PROPORCIONALIDADE
E
ADEQUAÇÃO DAS MEDIDAS APLICADAS. ILEGALIDADE
NÃO DEMONSTRADA.
1. Ausente ilegalidade na imposição e manutenção das
medidas cautelares consistentes em proibição de entrar em
qualquer estabelecimento prisional do Estado de São Paulo e de
manter contato com qualquer dos acusados, encontrando-se a
respectiva decisão baseada em peculiaridades do caso concreto,
já que dentro da facção criminosa a paciente possuiria, dentre
outras, a função de transmitir recados, ordens e informações
entre seus membros.
2. As medidas fixadas pelo Juízo de origem, por ordem do
Supremo Tribunal Federal, diante das circunstâncias do caso,
mostram-se proporcionais e adequadas à prevenção e repressão
do crime de associação para o narcotráfico, em especial para
impedir ou obstaculizar a possibilidade da paciente atuar como
"verdadeiro pombo-correio" da organização criminosa.
3. Ordem denegada, recomendando-se ao Tribunal de
origem que imprima maior celeridade na apreciação do recurso
defensivo lá aforado em favor da paciente.’
Essa é a razão por que se insurge a recorrente, insistindo na
revogação da proibição de manter contato com seu companheiro e corréu,
que se encontra preso.
Diversamente do que sustenta a Procuradoria-Geral da República
em seu parecer, o habeas corpus é meio idôneo para a análise da
legalidade da medida cautelar de proibição de se manter contato com
pessoa determinada (art. 319, III, CPP).
Não se cuida de habeas corpus que tenha por escopo assegurar o
direito do condenado
de receber visita da companheira no
estabelecimento em que cumpre pena (art. 41, X, da Lei n 7.210/84),
hipótese em que esta Corte já assentou a “inadequação absoluta do
meio processual utilizado” (HC n 115.542/DF-MC, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 25/4/13).
2
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Supremo Tribunal Federal
RHC 121046 / SP
PROCESSO PENAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO.
NÃO
OCORRÊNCIA.
PROPORCIONALIDADE
E
ADEQUAÇÃO DAS MEDIDAS APLICADAS. ILEGALIDADE
NÃO DEMONSTRADA.
1. Ausente ilegalidade na imposição e manutenção das
medidas cautelares consistentes em proibição de entrar em
qualquer estabelecimento prisional do Estado de São Paulo e de
manter contato com qualquer dos acusados, encontrando-se a
respectiva decisão baseada em peculiaridades do caso concreto,
já que dentro da facção criminosa a paciente possuiria, dentre
outras, a função de transmitir recados, ordens e informações
entre seus membros.
2. As medidas fixadas pelo Juízo de origem, por ordem do
Supremo Tribunal Federal, diante das circunstâncias do caso,
mostram-se proporcionais e adequadas à prevenção e repressão
do crime de associação para o narcotráfico, em especial para
impedir ou obstaculizar a possibilidade da paciente atuar como
"verdadeiro pombo-correio" da organização criminosa.
3. Ordem denegada, recomendando-se ao Tribunal de
origem que imprima maior celeridade na apreciação do recurso
defensivo lá aforado em favor da paciente.’
Essa é a razão por que se insurge a recorrente, insistindo na
revogação da proibição de manter contato com seu companheiro e corréu,
que se encontra preso.
Diversamente do que sustenta a Procuradoria-Geral da República
em seu parecer, o habeas corpus é meio idôneo para a análise da
legalidade da medida cautelar de proibição de se manter contato com
pessoa determinada (art. 319, III, CPP).
Não se cuida de habeas corpus que tenha por escopo assegurar o
direito do condenado
de receber visita da companheira no
estabelecimento em que cumpre pena (art. 41, X, da Lei n 7.210/84),
hipótese em que esta Corte já assentou a “inadequação absoluta do
meio processual utilizado” (HC n 115.542/DF-MC, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 25/4/13).
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RHC 121046 / SP
No caso concreto, o Supremo Tribunal Federal, no HC n 106.446/SP,
Primeira Turma, Relator para o acórdão o Ministro Dias Toffoli, DJe de
11/11/11, determinou a substituição da prisão preventiva da recorrente
pelas medidas cautelares previstas no art. 319, I, II e III do Código de
Processo Penal (comparecimento periódico em juízo, no prazo e nas
condições fixadas pelo juiz, para informar e justificar as atividades
realizadas; proibição de manter contato com pessoa determinada quando,
por circunstâncias relacionadas ao fato, deva o indiciado ou acusado dela
permanecer distante; e proibição de manter contato com pessoa
determinada quando, por circunstâncias relacionadas ao fato, deva o
indiciado ou acusado dela permanecer distante).
Essas medidas cautelares incidem em menor - mas não menos
relevante - grau na liberdade de locomoção da recorrente, e importam
numa restrição ao seu direito de ir, vir e permanecer.
Não bastasse isso, o eventual descumprimento de quaisquer das
medidas cautelares diversas da prisão poderá ensejar a decretação da
prisão preventiva (arts. 282, § 4..., e 312, parágrafo único, ambos do Código
de Processo Penal), o que constitui mais um argumento a favor do
cabimento do habeas corpus.
Nesse mesmo sentido, o Supremo Tribunal Federal, recentemente,
no HC n 121.089/AP, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, DJe de 17/3/15, decidiu que “as medidas cautelares criminais
diversas da prisão são onerosas ao implicado e podem ser convertidas em
prisão se descumpridas”, razão por que “é cabível a ação de habeas
corpus contra coação ilegal decorrente da aplicação ou da execução de
tais medidas”.
Com essas considerações, conheço da impetração.
De acordo com o voto condutor do acórdão ora hostilizado,
“(...) a paciente foi denunciada perante o Juízo de Direito
da 1... Vara Criminal da comarca de São Bernardo do Campo/SP,
nos autos da Ação Penal n 564.01.2006.020219-1 (Controle n
890/06), juntamente com os corréus Marlon José de Souza Rosa,
Emivaldo da Silva Santos, Anco Márcio Pereira Maia, Edilson
3
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Supremo Tribunal Federal
RHC 121046 / SP
No caso concreto, o Supremo Tribunal Federal, no HC n 106.446/SP,
Primeira Turma, Relator para o acórdão o Ministro Dias Toffoli, DJe de
11/11/11, determinou a substituição da prisão preventiva da recorrente
pelas medidas cautelares previstas no art. 319, I, II e III do Código de
Processo Penal (comparecimento periódico em juízo, no prazo e nas
condições fixadas pelo juiz, para informar e justificar as atividades
realizadas; proibição de manter contato com pessoa determinada quando,
por circunstâncias relacionadas ao fato, deva o indiciado ou acusado dela
permanecer distante; e proibição de manter contato com pessoa
determinada quando, por circunstâncias relacionadas ao fato, deva o
indiciado ou acusado dela permanecer distante).
Essas medidas cautelares incidem em menor - mas não menos
relevante - grau na liberdade de locomoção da recorrente, e importam
numa restrição ao seu direito de ir, vir e permanecer.
Não bastasse isso, o eventual descumprimento de quaisquer das
medidas cautelares diversas da prisão poderá ensejar a decretação da
prisão preventiva (arts. 282, § 4..., e 312, parágrafo único, ambos do Código
de Processo Penal), o que constitui mais um argumento a favor do
cabimento do habeas corpus.
Nesse mesmo sentido, o Supremo Tribunal Federal, recentemente,
no HC n 121.089/AP, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, DJe de 17/3/15, decidiu que “as medidas cautelares criminais
diversas da prisão são onerosas ao implicado e podem ser convertidas em
prisão se descumpridas”, razão por que “é cabível a ação de habeas
corpus contra coação ilegal decorrente da aplicação ou da execução de
tais medidas”.
Com essas considerações, conheço da impetração.
De acordo com o voto condutor do acórdão ora hostilizado,
“(...) a paciente foi denunciada perante o Juízo de Direito
da 1... Vara Criminal da comarca de São Bernardo do Campo/SP,
nos autos da Ação Penal n 564.01.2006.020219-1 (Controle n
890/06), juntamente com os corréus Marlon José de Souza Rosa,
Emivaldo da Silva Santos, Anco Márcio Pereira Maia, Edilson
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RHC 121046 / SP
Ribeiro dos Santos, Edgar Nogueira de Campos, Renata Melo
Dias, Simone dos Anjos e Adriana Cristina Pereira Damasceno,
como incursa no artigo 180, caput, no artigo 288, parágrafo
único, ambos do Código Penal, este último combinado com o
artigo 8..., da Lei n 8.072/90 e com os artigos 9... e 10, ambos da
Lei n 9.034/95, nos artigos 14, 16, caput, e 16, parágrafo único,
todos da Lei n 10.826/03, todos na forma dos artigos 29 e 69, do
Estatuto Repressivo.
A denúncia foi recebida em 18.7.2006, oportunidade na
qual foi decretada a prisão preventiva da paciente que, citada
por edital, não compareceu à audiência de interrogatório, razão
pela qual foi decretada sua revelia, bem como suspensos o
processo e o prazo prescricional.
Posteriormente, a paciente constituiu defensor, tendo sido
determinado o prosseguimento do feito em relação a ela.
Sobreveio a prisão da paciente, possibilitando sua citação
pessoal e a realização de seu interrogatório.
Nos autos do HC n 112.262/SP, em 9.12.2008, esta Corte
reconheceu o excesso de prazo para que fosse proferida
sentença na ação penal mencionada, determinando a expedição
de alvará de soltura em favor da paciente.
Encerrada a instrução criminal, foi proferida sentença, em
26.6.2009, na qual a paciente restou condenada à pena de 20
(vinte) anos de reclusão, em regime inicial fechado, e ao
pagamento de 40 (quarenta) dias-multa, pela prática dos delitos
tipificados no art. 180, caput, e no art. 288, parágrafo único,
ambos do Código Penal, este último combinado com o art. 8...,
da Lei n 8.072/90 e no art. 16, caput, da Lei n 10.826/03, todos
na forma do art. 69, caput, do Estatuto Repressivo, vedado o
recurso em liberdade.
Inconformados, todos os réus interpuseram recurso de
apelação, cadastrado no Tribunal de Justiça do Estado de São
Paulo em 30.3.2010, sob o n 0020219-84.2006.8.26.0564 (antigo
n 990.10.141975-0), estando o feito em processamento.
Em 20.9.2011, nos autos do HC n 106.446/SP, impetrado
perante o Supremo Tribunal Federal em favor da ora paciente,
4
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Supremo Tribunal Federal
RHC 121046 / SP
Ribeiro dos Santos, Edgar Nogueira de Campos, Renata Melo
Dias, Simone dos Anjos e Adriana Cristina Pereira Damasceno,
como incursa no artigo 180, caput, no artigo 288, parágrafo
único, ambos do Código Penal, este último combinado com o
artigo 8..., da Lei n 8.072/90 e com os artigos 9... e 10, ambos da
Lei n 9.034/95, nos artigos 14, 16, caput, e 16, parágrafo único,
todos da Lei n 10.826/03, todos na forma dos artigos 29 e 69, do
Estatuto Repressivo.
A denúncia foi recebida em 18.7.2006, oportunidade na
qual foi decretada a prisão preventiva da paciente que, citada
por edital, não compareceu à audiência de interrogatório, razão
pela qual foi decretada sua revelia, bem como suspensos o
processo e o prazo prescricional.
Posteriormente, a paciente constituiu defensor, tendo sido
determinado o prosseguimento do feito em relação a ela.
Sobreveio a prisão da paciente, possibilitando sua citação
pessoal e a realização de seu interrogatório.
Nos autos do HC n 112.262/SP, em 9.12.2008, esta Corte
reconheceu o excesso de prazo para que fosse proferida
sentença na ação penal mencionada, determinando a expedição
de alvará de soltura em favor da paciente.
Encerrada a instrução criminal, foi proferida sentença, em
26.6.2009, na qual a paciente restou condenada à pena de 20
(vinte) anos de reclusão, em regime inicial fechado, e ao
pagamento de 40 (quarenta) dias-multa, pela prática dos delitos
tipificados no art. 180, caput, e no art. 288, parágrafo único,
ambos do Código Penal, este último combinado com o art. 8...,
da Lei n 8.072/90 e no art. 16, caput, da Lei n 10.826/03, todos
na forma do art. 69, caput, do Estatuto Repressivo, vedado o
recurso em liberdade.
Inconformados, todos os réus interpuseram recurso de
apelação, cadastrado no Tribunal de Justiça do Estado de São
Paulo em 30.3.2010, sob o n 0020219-84.2006.8.26.0564 (antigo
n 990.10.141975-0), estando o feito em processamento.
Em 20.9.2011, nos autos do HC n 106.446/SP, impetrado
perante o Supremo Tribunal Federal em favor da ora paciente,
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RHC 121046 / SP
foi concedida a ordem para que o Juízo de origem substituísse a
segregação pelas medidas cautelares previstas nos incisos I a III
do art. 319 do Código de Processo Penal.
Em primeira instância, aos 18.11.2011, a Magistrada
determinou a expedição de contramandado de prisão e, na
forma do quanto determinado no referido writ da Suprema
Corte, fixou as seguintes medidas cautelares: comparecimento
mensal em Juízo, devendo a paciente comprovar
documentalmente o endereço residencial; proibição de entrada
em qualquer estabelecimento prisional do Estado de São Paulo,
ficando proibida de visitar a quem quer que seja, não podendo
manter contato com os demais acusados.
Buscando revogar a proibição de manter contato com o
corréu Emivaldo, seu companheiro, impetrou-se prévio writ,
cuja ordem foi denegada (HC n 0060690-78.2012.8.26.0000)”.
Feito esse registro, anoto que o Tribunal de Justiça de São Paulo, em
7/11/13, negou provimento à apelação interposta pela paciente – como
observado no parecer da Procuradoria-Geral da República e constatado
no sítio eletrônico daquela Corte -, a tornar prejudicada a alegação de
excesso de prazo no julgamento daquele recurso.
Quanto ao mérito, o julgado ora impugnado, corretamente, assentou
inexistir constrangimento ilegal na imposição à recorrente da medida
cautelar de proibição de manter contato com seu companheiro, o corréu
Emivaldo da Silva Santos, que se encontra preso.
Segundo o Superior Tribunal de Justiça,
“[o] Tribunal a quo, no prévio writ, afastou a alegada
ilegalidade, sob o seguinte fundamento (fls. 441/442):
‘(...) infere-se que já o V. Acórdão do Supremo Tribunal
Federal, referente ao Habeas Corpus impetrado em prol de
Viviane dos Santos, ao conceder parcialmente a ordem,
determinou a substituição da prisão cautelar decorrente da
decisão condenatória por medidas previstas no artigo 319, l, II e
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Supremo Tribunal Federal
RHC 121046 / SP
foi concedida a ordem para que o Juízo de origem substituísse a
segregação pelas medidas cautelares previstas nos incisos I a III
do art. 319 do Código de Processo Penal.
Em primeira instância, aos 18.11.2011, a Magistrada
determinou a expedição de contramandado de prisão e, na
forma do quanto determinado no referido writ da Suprema
Corte, fixou as seguintes medidas cautelares: comparecimento
mensal em Juízo, devendo a paciente comprovar
documentalmente o endereço residencial; proibição de entrada
em qualquer estabelecimento prisional do Estado de São Paulo,
ficando proibida de visitar a quem quer que seja, não podendo
manter contato com os demais acusados.
Buscando revogar a proibição de manter contato com o
corréu Emivaldo, seu companheiro, impetrou-se prévio writ,
cuja ordem foi denegada (HC n 0060690-78.2012.8.26.0000)”.
Feito esse registro, anoto que o Tribunal de Justiça de São Paulo, em
7/11/13, negou provimento à apelação interposta pela paciente – como
observado no parecer da Procuradoria-Geral da República e constatado
no sítio eletrônico daquela Corte -, a tornar prejudicada a alegação de
excesso de prazo no julgamento daquele recurso.
Quanto ao mérito, o julgado ora impugnado, corretamente, assentou
inexistir constrangimento ilegal na imposição à recorrente da medida
cautelar de proibição de manter contato com seu companheiro, o corréu
Emivaldo da Silva Santos, que se encontra preso.
Segundo o Superior Tribunal de Justiça,
“[o] Tribunal a quo, no prévio writ, afastou a alegada
ilegalidade, sob o seguinte fundamento (fls. 441/442):
‘(...) infere-se que já o V. Acórdão do Supremo Tribunal
Federal, referente ao Habeas Corpus impetrado em prol de
Viviane dos Santos, ao conceder parcialmente a ordem,
determinou a substituição da prisão cautelar decorrente da
decisão condenatória por medidas previstas no artigo 319, l, II e
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RHC 121046 / SP
III, do Código de Processo Penal (fls. 13/31).
No caso, observa-se que a mais Alta Corte do país, ao
conceder a ordem aludida, analisou expressamente questão
atinente à necessidade de se impedir ou obstaculizar a
possibilidade de a paciente atuar como "verdadeiro pombo-
correio" da organização criminosa, apontando as medidas
cautelares acima consideradas como suficientes para atingir
aquele desiderato (fls. 14/15).
E, ante a situação ressaltada, a magistrada singular nada
mais fez senão observar a ordem passada pelo Colendo Supremo
Tribunal, impedindo a paciente de contatar os demais acusados,
dentre outras providências, algo que soa lógico, tendo em vista a
existência, em tese, de organização criminosa formada por
aqueles, considerada a decisão condenatória mencionada na
inicial.
Agora, querer discutir através da estreita via eleita
questão atinente à existência de vínculo entre a acusada e os
demais condenados, assim como aquela relativa à essência ou
objetivo dos contatos havidos entre a paciente e seu companheiro
seria providência descabida, na medida em que a matéria
exigiria análise profunda de provas, algo incompatível com o
habeas corpus.
Importa, aqui, que a decisão impugnada mostra-se lógica,
a par de decorrer do V. Acórdão noticiado a fls. 13/34, nada
indicando irregularidade.’
Com efeito, depreende-se dos autos que a paciente era
companheira do corréu Emivaldo, apontado como ocupante do
cargo mais alto, fora dos presídios, da organização criminosa
denominada Primeiro Comando da Capital – PCC na região do
ABC Paulista, responsável por fiscalizar o cumprimento de
ordens emanadas da cúpula, bem como arrecadar as
mensalidades e demais ’rendas’ da facção, estando abaixo dele
os comandados de cada cidade.
Através de interceptações telefônicas, apurou-se que, em
dado momento, a cúpula da organização determinou que os
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Supremo Tribunal Federal
RHC 121046 / SP
III, do Código de Processo Penal (fls. 13/31).
No caso, observa-se que a mais Alta Corte do país, ao
conceder a ordem aludida, analisou expressamente questão
atinente à necessidade de se impedir ou obstaculizar a
possibilidade de a paciente atuar como "verdadeiro pombo-
correio" da organização criminosa, apontando as medidas
cautelares acima consideradas como suficientes para atingir
aquele desiderato (fls. 14/15).
E, ante a situação ressaltada, a magistrada singular nada
mais fez senão observar a ordem passada pelo Colendo Supremo
Tribunal, impedindo a paciente de contatar os demais acusados,
dentre outras providências, algo que soa lógico, tendo em vista a
existência, em tese, de organização criminosa formada por
aqueles, considerada a decisão condenatória mencionada na
inicial.
Agora, querer discutir através da estreita via eleita
questão atinente à existência de vínculo entre a acusada e os
demais condenados, assim como aquela relativa à essência ou
objetivo dos contatos havidos entre a paciente e seu companheiro
seria providência descabida, na medida em que a matéria
exigiria análise profunda de provas, algo incompatível com o
habeas corpus.
Importa, aqui, que a decisão impugnada mostra-se lógica,
a par de decorrer do V. Acórdão noticiado a fls. 13/34, nada
indicando irregularidade.’
Com efeito, depreende-se dos autos que a paciente era
companheira do corréu Emivaldo, apontado como ocupante do
cargo mais alto, fora dos presídios, da organização criminosa
denominada Primeiro Comando da Capital – PCC na região do
ABC Paulista, responsável por fiscalizar o cumprimento de
ordens emanadas da cúpula, bem como arrecadar as
mensalidades e demais ’rendas’ da facção, estando abaixo dele
os comandados de cada cidade.
Através de interceptações telefônicas, apurou-se que, em
dado momento, a cúpula da organização determinou que os
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RHC 121046 / SP
’soldados’ deveriam matar quinze agentes penitenciários em
cada cidade, para forçar o Governo do Estado de São Paulo a
ceder e cancelar algumas mudanças que haviam sido feitas na
política penitenciária, sendo que o descumprimento de tais
ordens seriam duramente punidas.
Após a tentativa frustrada de cumprimento da ordem
mencionada no dia 26.6.2006, nas proximidades do Centro de
Detenção Provisória de São Bernardo do Campo/SP, quando
vários membros da organização foram mortos e outros presos,
o monitoramento telefônico continuou, possibilitando a prisão
de outros integrantes da organização criminosa, dentre eles o
corréu Emivaldo, que estava em companhia da paciente.
Perante a autoridade policial a paciente admitiu que
atendia telefonemas e transmitia recados de membros da facção
para o amásio, tendo sido apurado, posteriormente, que
emprestava contas bancárias para a organização. Averiguou-se,
ainda, que a paciente era tratada como “cunhada”, termo usado
pelo PCC para se referir às esposas/companheiras de
integrantes da facção que, além disso, exercem algumas funções
para a organização e têm conhecimento do que ocorre, pegando
recados e fazendo outros serviços.
Da sentença condenatória podem-se extrair os seguintes
esclarecimentos quanto à atuação da paciente na organização
criminosa (fl. 369):
‘(...) a ela efetivamente competia receber e transmitir
ordens, recados e informações de interesse da quadrilha, bem
como ajudar na organização da “caixinha” do PCC desta
região, de modo que claramente a ré fornecia auxílio moral e
material às atividades do amásio e demais réus.
Ressalta-se, também, que demonstrado que ela permitia
que sua conta bancária fosse usada para movimentações
financeiras no mínimo suspeitas, quer por parte do amásio, quer
por parte de terceiros, sendo certo que todos os documentos
juntados aos autos indicam movimentações não condizentes com
as de uma suposta dona de casa, sem renda própria.’
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Supremo Tribunal Federal
RHC 121046 / SP
’soldados’ deveriam matar quinze agentes penitenciários em
cada cidade, para forçar o Governo do Estado de São Paulo a
ceder e cancelar algumas mudanças que haviam sido feitas na
política penitenciária, sendo que o descumprimento de tais
ordens seriam duramente punidas.
Após a tentativa frustrada de cumprimento da ordem
mencionada no dia 26.6.2006, nas proximidades do Centro de
Detenção Provisória de São Bernardo do Campo/SP, quando
vários membros da organização foram mortos e outros presos,
o monitoramento telefônico continuou, possibilitando a prisão
de outros integrantes da organização criminosa, dentre eles o
corréu Emivaldo, que estava em companhia da paciente.
Perante a autoridade policial a paciente admitiu que
atendia telefonemas e transmitia recados de membros da facção
para o amásio, tendo sido apurado, posteriormente, que
emprestava contas bancárias para a organização. Averiguou-se,
ainda, que a paciente era tratada como “cunhada”, termo usado
pelo PCC para se referir às esposas/companheiras de
integrantes da facção que, além disso, exercem algumas funções
para a organização e têm conhecimento do que ocorre, pegando
recados e fazendo outros serviços.
Da sentença condenatória podem-se extrair os seguintes
esclarecimentos quanto à atuação da paciente na organização
criminosa (fl. 369):
‘(...) a ela efetivamente competia receber e transmitir
ordens, recados e informações de interesse da quadrilha, bem
como ajudar na organização da “caixinha” do PCC desta
região, de modo que claramente a ré fornecia auxílio moral e
material às atividades do amásio e demais réus.
Ressalta-se, também, que demonstrado que ela permitia
que sua conta bancária fosse usada para movimentações
financeiras no mínimo suspeitas, quer por parte do amásio, quer
por parte de terceiros, sendo certo que todos os documentos
juntados aos autos indicam movimentações não condizentes com
as de uma suposta dona de casa, sem renda própria.’
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RHC 121046 / SP
(…)
E, no caso, ausente ilegalidade na imposição e manutenção
das medidas cautelares consistentes em proibição de entrar em
qualquer estabelecimento prisional do estado de São Paulo e de
manter contato com qualquer dos acusados, não se encontrando
a respectiva decisão baseada em meras ilações, como quer fazer
crer o impetrante, mas em peculiaridades do caso concreto, já
que, como salientado, dentro da facção criminosa, a paciente
possuiria, dentre outras, a função de transmitir recados, ordens
e informações entre seus membros.
Assim, as medidas fixadas pelo Juízo de origem, por
ordem do Supremo Tribunal Federal, diante das circunstâncias
do caso, mostram-se proporcionais e adequadas à prevenção e
repressão do crime de quadrilha no qual foi condenada, em
especial para impedir ou obstaculizar a possibilidade da
paciente atuar como "verdadeiro pombo-correio" da perigosa
organização criminosa da qual foi condenada por fazer parte.
Dessa forma, não se vislumbra constrangimento ilegal a
ser reparado por este Superior Tribunal de Justiça”.
Encontra-se, portanto, suficientemente justificada a proibição de a
recorrente manter contato com seu companheiro preso.
Relembro, mais uma vez, que a prisão preventiva da recorrente
havia sido originariamente decretada para impedir que continuasse a
atuar como “pombo-correio” da organização criminosa Primeiro
Comando da Capital (PCC), desempenhando a relevante função de
receber e transmitir ordens, recados e informações de seu interesse (vide
anexo 6, fls. 12/13).
No julgamento do HC n 106.446/SP, Primeira Turma, Relator para o
acórdão o Ministro Dias Toffoli, DJe de 11/11/11, o Supremo Tribunal
Federal determinou a substituição da prisão por medidas cautelares dela
diversas, dentre as quais a proibição de a recorrente manter contato com
pessoas determinadas, por reputá-las suficientes para eliminar o
periculum libertatis.
8
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Supremo Tribunal Federal
RHC 121046 / SP
(…)
E, no caso, ausente ilegalidade na imposição e manutenção
das medidas cautelares consistentes em proibição de entrar em
qualquer estabelecimento prisional do estado de São Paulo e de
manter contato com qualquer dos acusados, não se encontrando
a respectiva decisão baseada em meras ilações, como quer fazer
crer o impetrante, mas em peculiaridades do caso concreto, já
que, como salientado, dentro da facção criminosa, a paciente
possuiria, dentre outras, a função de transmitir recados, ordens
e informações entre seus membros.
Assim, as medidas fixadas pelo Juízo de origem, por
ordem do Supremo Tribunal Federal, diante das circunstâncias
do caso, mostram-se proporcionais e adequadas à prevenção e
repressão do crime de quadrilha no qual foi condenada, em
especial para impedir ou obstaculizar a possibilidade da
paciente atuar como "verdadeiro pombo-correio" da perigosa
organização criminosa da qual foi condenada por fazer parte.
Dessa forma, não se vislumbra constrangimento ilegal a
ser reparado por este Superior Tribunal de Justiça”.
Encontra-se, portanto, suficientemente justificada a proibição de a
recorrente manter contato com seu companheiro preso.
Relembro, mais uma vez, que a prisão preventiva da recorrente
havia sido originariamente decretada para impedir que continuasse a
atuar como “pombo-correio” da organização criminosa Primeiro
Comando da Capital (PCC), desempenhando a relevante função de
receber e transmitir ordens, recados e informações de seu interesse (vide
anexo 6, fls. 12/13).
No julgamento do HC n 106.446/SP, Primeira Turma, Relator para o
acórdão o Ministro Dias Toffoli, DJe de 11/11/11, o Supremo Tribunal
Federal determinou a substituição da prisão por medidas cautelares dela
diversas, dentre as quais a proibição de a recorrente manter contato com
pessoas determinadas, por reputá-las suficientes para eliminar o
periculum libertatis.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RHC 121046 / SP
Nesse diapasão, se seu companheiro, que ainda se encontra preso,
ocupa posição de relevo na hierarquia daquela organização criminosa, há
mesmo que se impedir que a recorrente possa visitá-lo e funcione como
seu elo com o mundo exterior.
Dito de outro modo, a supressão da possibilidade de contato entre
ambos visa obstar que, por intermédio da recorrente, seu companheiro
continue, do cárcere, a coordenar atividades criminosas de interesse
daquela facção.
O Supremo Tribunal Federal já assentou o entendimento de que é
legítima a tutela cautelar que tenha por fim resguardar a ordem pública,
quando evidenciada a necessidade de se interromper ou diminuir a
atuação de integrantes de organização criminosa (HC n 124.911/SP-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 4/3/15; RHC n
122.462/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de
9/9/14; HC n 112.250/RN-MC, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso
de Mello, DJe de 21/3/12; HC n 95.024/SP, Primeira Turma, Relatora a
Ministra Cármen Lúcia, DJe de 20/2/09).
Nesse particular, a medida ora questionada se mostra: i) adequada,
uma vez que apta a debelar a apontada situação de perigo para a ordem
pública; ii) necessária, uma vez que, em relação à prisão, afeta menos
intensamente o direito de liberdade da recorrente, e não há outra medida
menos gravosa e igualmente eficiente que possa promover o mesmo fim;
e iii) proporcional em sentido estrito, uma vez que as vantagens obtidas
com a intervenção no direito fundamental de liberdade da recorrente –
interrupção da atuação de integrantes de atividade criminosa organizada
- compensam os sacrifícios impostos a sua titular.
Ante o exposto, nego provimento ao recurso.
É como voto.
9
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Supremo Tribunal Federal
RHC 121046 / SP
Nesse diapasão, se seu companheiro, que ainda se encontra preso,
ocupa posição de relevo na hierarquia daquela organização criminosa, há
mesmo que se impedir que a recorrente possa visitá-lo e funcione como
seu elo com o mundo exterior.
Dito de outro modo, a supressão da possibilidade de contato entre
ambos visa obstar que, por intermédio da recorrente, seu companheiro
continue, do cárcere, a coordenar atividades criminosas de interesse
daquela facção.
O Supremo Tribunal Federal já assentou o entendimento de que é
legítima a tutela cautelar que tenha por fim resguardar a ordem pública,
quando evidenciada a necessidade de se interromper ou diminuir a
atuação de integrantes de organização criminosa (HC n 124.911/SP-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 4/3/15; RHC n
122.462/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de
9/9/14; HC n 112.250/RN-MC, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso
de Mello, DJe de 21/3/12; HC n 95.024/SP, Primeira Turma, Relatora a
Ministra Cármen Lúcia, DJe de 20/2/09).
Nesse particular, a medida ora questionada se mostra: i) adequada,
uma vez que apta a debelar a apontada situação de perigo para a ordem
pública; ii) necessária, uma vez que, em relação à prisão, afeta menos
intensamente o direito de liberdade da recorrente, e não há outra medida
menos gravosa e igualmente eficiente que possa promover o mesmo fim;
e iii) proporcional em sentido estrito, uma vez que as vantagens obtidas
com a intervenção no direito fundamental de liberdade da recorrente –
interrupção da atuação de integrantes de atividade criminosa organizada
- compensam os sacrifícios impostos a sua titular.
Ante o exposto, nego provimento ao recurso.
É como voto.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15
Extrato de Ata - 14/04/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 121.046
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
RECTE.(S) : VIVIANE DOS SANTOS PEREIRA
ADV.(A/S) : MARCO ANTÔNIO ARANTES DE PAIVA
RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Falou, pela
recorrente, o Dr. Marco Antônio Arantes de Paiva. Ausente,
justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do
Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 14.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Dias
Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 121.046
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
RECTE.(S) : VIVIANE DOS SANTOS PEREIRA
ADV.(A/S) : MARCO ANTÔNIO ARANTES DE PAIVA
RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Falou, pela
recorrente, o Dr. Marco Antônio Arantes de Paiva. Ausente,
justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do
Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 14.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Dias
Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 121 . 046",
"RHC 121046 / SP",
"RHC 121046 / SP",
"HABEAS CORPUS 121 . 046",
"HC n 264 . 058 / SP",
"HC n 106 . 446 / SP",
"RECURSO",
"HC n 264 . 058 / SP",
"HC n 106 . 446 / SP",
"RHC 121046 / SP",
"RHC 121046 / SP",
"RHC 121046 / SP",
"RHC 121046 / SP",
"HC n 264 . 058 / SP",
"RECURSO ORDINÁRIO",
"HC n 264 . 058",
"HC n 115 . 542 / DF - MC",
"RHC 121046 / SP",
"HC n 115 . 542 / DF - MC",
"RHC 121046 / SP",
"HC n 106 . 446 / SP",
"HC n 121 . 089 / AP",
"Ação Penal n 564 . 01 . 2006 . 020219 - 1",
"RHC 121046 / SP",
"HC n 106 . 446 / SP",
"HC n 121 . 089 / AP",
"Ação Penal n 564 . 01 . 2006 . 020219 - 1",
"HC n 112 . 262 / SP",
"HC n 106 . 446 / SP",
"RHC 121046 / SP",
"HC n 112 . 262 / SP",
"-",
".",
".",
"8",
".",
"26",
".",
"0564",
"HC n 106 . 446 / SP",
"RHC 121046 / SP",
"HC n 0060690 - 78 . 2012 . 8 . 26 . 0000",
"HC n 0060690 - 78 . 2012 . 8 . 26 . 0000",
"RHC 121046 / SP",
"RHC 121046 / SP",
"RHC 121046 / SP",
"HC n 106 . 446 / SP",
"RHC 121046 / SP",
"HC n 106 . 446 / SP",
"RHC 121046 / SP",
"HC n 124 . 911 / SP - AgR",
"RHC n 122 . 462 / SP",
"HC n 112 . 250 / RN - MC",
"HC n 95 . 024 / SP",
"RHC 121046 / SP",
"HC n 124 . 911 / SP - AgR",
"RHC n 122 . 462 / SP",
"HC n 112 . 250 / RN - MC",
"HC n 95 . 024 / SP",
"HABEAS CORPUS 121 . 046",
"HABEAS CORPUS 121 . 046"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 319 , III , CPP",
"art . 319 , III , CPP",
"arts . 282 , § 4 . . . , e",
"312 , parágrafo único , CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 319 , I , II e III do Código de Processo Penal",
"art . 319 , inciso I , do CPP",
"art . 319 , inciso II , do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 319 , I , II e III do Código de Processo Penal",
"art . 319 , inciso I , do CPP",
"art . 319 , inciso II , do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 319 , inciso III , do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 319 , inciso III , do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei de Execução Penal conforme art . 41 inciso X",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei de Execução Penal conforme art . 41 inciso X",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 600 , § 4 . . . , DO CPP",
"ART . 319 DO CÓDIGO DE",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 600 , § 4 . . . , DO CPP",
"ART",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 319 , III , CPP",
"art . 41 , X , da Lei n 7 . 210 / 84",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 319 , III , CPP",
"art . 41 , X , da Lei n 7 . 210 / 84",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 319 , I , II e III do Código de Processo Penal",
"arts . 282 , § 4 . . . , e 312 , parágrafo único , ambos do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 319 , I , II e III do Código de Processo Penal",
"arts . 282 , § 4 . . . , e 312 , parágrafo único , ambos do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 180 , caput , no artigo 288 , parágrafo único , ambos do Código Penal",
"artigo 8 . . . , da Lei n 8 . 072 / 90",
"artigos 9 . . . e 10 , ambos da Lei n 9 . 034 / 95",
"artigos 14 , 16 , caput , e 16 , parágrafo único , todos da Lei n 10 . 826 / 03",
"art . 180 , caput , e no art . 288 , parágrafo único , ambos do Código Penal",
"art . 8 . . . , da Lei n 8 . 072 / 90",
"art . 16 , caput , da Lei n 10 . 826 / 03",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 180 , caput , no artigo 288 , parágrafo único , ambos do Código Penal",
"artigo 8 . . . , da Lei n 8 . 072 / 90",
"artigos 9 . . . e 10 , ambos da Lei n 9 . 034 / 95",
"artigos 14 , 16 , caput , e 16 , parágrafo único , todos da Lei n 10 . 826 / 03",
"artigos 29 e 69 , do Estatuto Repressivo",
"art . 180 , caput , e",
"art . 288 , parágrafo único , ambos do Código Penal",
"art . 8 . . . , da",
"Lei n 8 . 072 / 90",
"art . 16 , caput , da Lei n 10 . 826 / 03",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"incisos I a III do art . 319 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"incisos I a III do art . 319 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"RHC 121046 / SP III , do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"RHC 121046 / SP III , do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"Estado de São Paulo",
"SÃO PAULO",
"Estado de São Paulo",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"/",
"SP",
"Estado de São Paulo",
"Estado de São Paulo",
"Estado de São Paulo",
"Estado de São Paulo",
"região do ABC Paulista",
"região do ABC Paulista",
"Centro de Detenção Provisória de São Bernardo do Campo / SP",
"Centro de Detenção Provisória de São Bernardo do Campo / SP",
"estado de São Paulo",
"estado de São Paulo",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"organização",
"Primeiro Comando da Capital",
"PCC",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeiro Comando da Capital",
"PCC",
"Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeiro Comando da Capital",
"PCC",
"Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Secretaria de Assuntos Penitenciários",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Secretaria de Assuntos Penitenciários",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"/",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"1",
"Vara Criminal da comarca de São Bernardo do Campo / SP",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
".",
"Vara Criminal da comarca de São Bernardo do Campo / SP",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Suprema Corte",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema Corte",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal",
"Primeiro Comando da Capital",
"PCC",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"Primeiro Comando da Capital",
"PCC",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PCC",
"PCC",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PCC",
"PCC",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Primeiro Comando da Capital",
"PCC",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Primeiro Comando da Capital",
"PCC",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"República",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"VIVIANE DOS SANTOS PEREIRA",
"MARCO ANTÔNIO ARANTES DE PAIVA",
"Teori Zavascki",
"DIAS TOFFOLI",
"Teori Zavascki",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"VIVIANE DOS SANTOS PEREIRA",
"MARCO ANTÔNIO ARANTES DE PAIVA",
"DIAS TOFFOLI",
"Viviane dos Santos Pereira",
"Marco Aurélio Belizze",
"VIVIANE DOS SANTOS PEREIRA",
"DIAS TOFFOLI",
"VIVIANE DOS SANTOS PEREIRA",
"MARCO ANTÔNIO ARANTES",
"DIAS TOFFOLI",
"Viviane dos Santos Pereira",
"Marco Aurélio Belizze",
"VIVIANE DOS SANTOS PEREIRA",
"Emivaldo Silva Santos",
"Emivaldo",
"Viviane",
"Emivaldo",
"Emivaldo da Silva Campos",
"Emivaldo Silva Santos",
"Emivaldo",
"Viviane",
"Emivaldo",
"Emivaldo da Silva Campos",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Edson Oliveira de Almeida",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Viviane dos Santos Pereira",
"DIAS TOFFOLI",
"Viviane dos Santos Pereira",
"DIAS TOFFOLI",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"DIAS TOFFOLI",
"Dias Toffoli",
"Gilmar Mendes",
"Marlon José de Souza Rosa",
"Emivaldo da Silva Santos",
"Anco Márcio Pereira Maia",
"Edilson",
"Dias Toffoli",
"Gilmar Mendes",
"Marlon José de Souza Rosa",
"Emivaldo da Silva Santos",
"Anco Márcio Pereira Maia",
"Edilson",
"DIAS TOFFOLI",
"Ribeiro dos Santos",
"Edgar Nogueira de Campos",
"Renata Melo Dias",
"Simone dos Anjos",
"Adriana Cristina Pereira Damasceno",
"Ribeiro dos Santos",
"Edgar Nogueira de Campos",
"Renata Melo Dias",
"Simone dos Anjos",
"Adriana",
"Cristina Pereira Damasceno",
"DIAS TOFFOLI",
"Emivaldo",
"Emivaldo da Silva Santos",
"Viviane dos Santos",
"Emivaldo",
"Emivaldo da Silva Santos",
"Viviane dos Santos",
"DIAS TOFFOLI",
"Emivaldo",
"Emivaldo",
"DIAS TOFFOLI",
"Emivaldo",
"Emivaldo",
"DIAS TOFFOLI",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"Luiz Fux",
"Teori Zavascki",
"Celso de",
"Mello",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"VIVIANE DOS SANTOS PEREIRA",
"MARCO ANTÔNIO ARANTES DE PAIVA",
"Marco Antônio Arantes de",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Ravena Siqueira",
"DIAS TOFFOLI",
"VIVIANE DOS SANTOS PEREIRA",
"MARCO ANTÔNIO ARANTES DE PAIVA",
"Marco Antônio Arantes de Paiva",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14 de abril de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14 de abril de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2006",
"2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2006",
"2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"4",
"/",
"13",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"4",
"/",
"13",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
"/",
"11",
"/",
"11",
"17",
"/",
"3",
"/",
"15",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
"/",
"11",
"/",
"11",
"17",
"/",
"3",
"/",
"15",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"7",
".",
"2006",
"9",
".",
"12",
".",
"2008",
"26",
".",
"6",
".",
"2009",
"30",
".",
"3",
".",
"2010",
"20",
".",
"9",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"7",
".",
"2006",
"9",
".",
"12",
".",
"2008",
"26",
".",
"6",
".",
"2009",
"30",
".",
"3",
".",
"2010",
"20",
".",
"9",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"11",
".",
"2011",
"7",
"/",
"11",
"/",
"13",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"11",
".",
"2011",
"7",
"/",
"11",
"/",
"13",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"6",
".",
"2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"6",
".",
"2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
"/",
"11",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
"/",
"11",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"4",
"/",
"3",
"/",
"15",
"9",
"/",
"9",
"/",
"14",
"21",
"/",
"3",
"/",
"12",
"20",
"/",
"2",
"/",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"4",
"/",
"3",
"/",
"15",
"9",
"/",
"9",
"/",
"14",
"21",
"/",
"3",
"/",
"12",
"20",
"/",
"2",
"/",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"14",
".",
"04",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"04",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/04/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO TERCEIRO AG.REG. NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 662.597 RORAIMA
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMBDO.(A/S)
:EMPRESA
BRASILEIRA
DE
CORREIOS
E
TELÉGRAFOS - ECT
ADV.(A/S)
:ANA VIRGÍNIA BATISTA LOPES DE SOUZA
EMBDO.(A/S)
:SINDICATO DOS TRABALHADORES NA EMPRESA
DE CORREIOS E TELÉGRAFOS E SIMILARES DO
ESTADO DO AMAZONAS
ADV.(A/S)
:JOSÉ DE OLIVEIRA BARRONCAS
E M E N T A: SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO –
INOCORRÊNCIA
DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU
OMISSÃO – ABUSO DO DIREITO DE RECORRER – IMPOSIÇÃO DE
MULTA (1% SOBRE O VALOR CORRIGIDO DA CAUSA) – EMBARGOS
DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS.
– Os embargos de declaração destinam-se, precipuamente, a
desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que
eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A
inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o
art. 535 do CPC, autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por
incabíveis.
MULTA E EXERCÍCIO ABUSIVO DO DIREITO DE RECORRER.
– O abuso do direito de recorrer – por qualificar-se como prática
incompatível com o postulado ético-jurídico da lealdade processual –
constitui ato de litigância maliciosa repelido pelo ordenamento positivo,
especialmente nos casos em que a parte interpõe recurso com intuito
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8401159.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
ARE 662597 AGR-TERCEIRO-ED-ED / RR
evidentemente protelatório, hipótese em que se legitima a imposição de
multa.
A multa a que se refere o art. 538, parágrafo único, do CPC possui
função inibitória, pois visa a impedir o exercício abusivo do direito de
recorrer e a obstar a indevida utilização do processo como instrumento
de retardamento da solução jurisdicional do conflito de interesses.
Precedentes.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em não conhecer dos
embargos de declaração e impor à parte embargante multa de 1% sobre o
valor corrigido da causa, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Brasília, 14 de abril de 2015.
CELSO DE MELLO – RELATOR
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8401159.
Supremo Tribunal Federal
ARE 662597 AGR-TERCEIRO-ED-ED / RR
evidentemente protelatório, hipótese em que se legitima a imposição de
multa.
A multa a que se refere o art. 538, parágrafo único, do CPC possui
função inibitória, pois visa a impedir o exercício abusivo do direito de
recorrer e a obstar a indevida utilização do processo como instrumento
de retardamento da solução jurisdicional do conflito de interesses.
Precedentes.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em não conhecer dos
embargos de declaração e impor à parte embargante multa de 1% sobre o
valor corrigido da causa, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Brasília, 14 de abril de 2015.
CELSO DE MELLO – RELATOR
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8401159.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
14/04/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO TERCEIRO AG.REG. NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 662.597 RORAIMA
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMBDO.(A/S)
:EMPRESA
BRASILEIRA
DE
CORREIOS
E
TELÉGRAFOS - ECT
ADV.(A/S)
:ANA VIRGÍNIA BATISTA LOPES DE SOUZA
EMBDO.(A/S)
:SINDICATO DOS TRABALHADORES NA EMPRESA
DE CORREIOS E TELÉGRAFOS E SIMILARES DO
ESTADO DO AMAZONAS
ADV.(A/S)
:JOSÉ DE OLIVEIRA BARRONCAS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de novos embargos de declaração opostos ao acórdão que rejeitara, por
incabíveis, os primeiros embargos declaratórios também deduzidos pela
parte ora recorrente.
O acórdão, contra o qual se insurge o recorrente, está assim
ementado (fls. 468):
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA
DE
CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE
OU
OMISSÃO –
PRETENDIDO
REEXAME
DA CAUSA –
CARÁTER
INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE – EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO REJEITADOS.
– Não se revelam cabíveis os embargos de declaração,
quando a parte recorrente – a pretexto de esclarecer uma inexistente
situação de obscuridade, omissão ou contradição – vem a utilizá-los
com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um
indevido reexame da causa. Precedentes.”
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8401160.
Supremo Tribunal Federal
14/04/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO TERCEIRO AG.REG. NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 662.597 RORAIMA
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMBDO.(A/S)
:EMPRESA
BRASILEIRA
DE
CORREIOS
E
TELÉGRAFOS - ECT
ADV.(A/S)
:ANA VIRGÍNIA BATISTA LOPES DE SOUZA
EMBDO.(A/S)
:SINDICATO DOS TRABALHADORES NA EMPRESA
DE CORREIOS E TELÉGRAFOS E SIMILARES DO
ESTADO DO AMAZONAS
ADV.(A/S)
:JOSÉ DE OLIVEIRA BARRONCAS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de novos embargos de declaração opostos ao acórdão que rejeitara, por
incabíveis, os primeiros embargos declaratórios também deduzidos pela
parte ora recorrente.
O acórdão, contra o qual se insurge o recorrente, está assim
ementado (fls. 468):
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA
DE
CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE
OU
OMISSÃO –
PRETENDIDO
REEXAME
DA CAUSA –
CARÁTER
INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE – EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO REJEITADOS.
– Não se revelam cabíveis os embargos de declaração,
quando a parte recorrente – a pretexto de esclarecer uma inexistente
situação de obscuridade, omissão ou contradição – vem a utilizá-los
com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um
indevido reexame da causa. Precedentes.”
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Relatório
ARE 662597 AGR-TERCEIRO-ED-ED / RR
Sustenta, a embargante, na presente sede recursal, em síntese, que
“(...) a decisão deixou, novamente, de se pronunciar sobre o pedido de sobrestamento
do feito, baseado no que fora decidido pelo STF no ‘leading case’ RE 590.880 (…)”
(fls. 484).
Submeto, pois, estes segundos embargos de declaração, ao exame
desta colenda Turma.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 662597 AGR-TERCEIRO-ED-ED / RR
Sustenta, a embargante, na presente sede recursal, em síntese, que
“(...) a decisão deixou, novamente, de se pronunciar sobre o pedido de sobrestamento
do feito, baseado no que fora decidido pelo STF no ‘leading case’ RE 590.880 (…)”
(fls. 484).
Submeto, pois, estes segundos embargos de declaração, ao exame
desta colenda Turma.
É o relatório.
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
14/04/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO TERCEIRO AG.REG. NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 662.597 RORAIMA
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não
conheço dos presentes embargos de declaração, eis que não há, no
acórdão ora impugnado, qualquer evidência de obscuridade, omissão ou
contradição a sanar.
Como se sabe, os embargos de declaração
destinam-se,
precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir
omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo
Tribunal. Essa modalidade recursal só permite o reexame do acórdão
embargado, quando utilizada com o específico objetivo de viabilizar um
pronunciamento jurisdicional
de caráter integrativo-retificador,
vocacionado a afastar as situações de obscuridade, omissão ou
contradição, e a complementar e esclarecer o conteúdo da decisão
proferida.
Desse modo, a decisão recorrida – que aprecia, como no caso, com
plena exatidão e em toda a sua inteireza, determinada pretensão
jurídica – não permite o emprego da via recursal dos embargos de
declaração, sob pena de grave disfunção jurídico-processual dessa
modalidade de recurso, eis que inocorrentes, em tal situação, os
pressupostos que justificariam a sua adequada utilização.
O exame dos autos evidencia que o acórdão ora embargado
apreciou, de modo inteiramente adequado, as questões cuja análise se
apresentava cabível em sede de agravo regimental, não havendo, por isso
mesmo, qualquer vício a corrigir, mesmo porque os fundamentos em que
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14/04/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO TERCEIRO AG.REG. NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 662.597 RORAIMA
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não
conheço dos presentes embargos de declaração, eis que não há, no
acórdão ora impugnado, qualquer evidência de obscuridade, omissão ou
contradição a sanar.
Como se sabe, os embargos de declaração
destinam-se,
precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir
omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo
Tribunal. Essa modalidade recursal só permite o reexame do acórdão
embargado, quando utilizada com o específico objetivo de viabilizar um
pronunciamento jurisdicional
de caráter integrativo-retificador,
vocacionado a afastar as situações de obscuridade, omissão ou
contradição, e a complementar e esclarecer o conteúdo da decisão
proferida.
Desse modo, a decisão recorrida – que aprecia, como no caso, com
plena exatidão e em toda a sua inteireza, determinada pretensão
jurídica – não permite o emprego da via recursal dos embargos de
declaração, sob pena de grave disfunção jurídico-processual dessa
modalidade de recurso, eis que inocorrentes, em tal situação, os
pressupostos que justificariam a sua adequada utilização.
O exame dos autos evidencia que o acórdão ora embargado
apreciou, de modo inteiramente adequado, as questões cuja análise se
apresentava cabível em sede de agravo regimental, não havendo, por isso
mesmo, qualquer vício a corrigir, mesmo porque os fundamentos em que
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
ARE 662597 AGR-TERCEIRO-ED-ED / RR
se apoiou a decisão objeto do presente recurso revelavam-se plenamente
suficientes para desautorizar a pretensão jurídica deduzida pela parte ora
embargante.
A oposição destes novos embargos declaratórios, ao contrário do
que sucedeu quando da primeira utilização de tal espécie recursal, está a
revelar, agora, um nítido intuito procrastinatório, que busca, com a
injustificável reiteração do recurso em causa, obstar, de maneira
indevida, a execução do acórdão emanado desta colenda Turma.
Tenho para mim, desse modo, que o comportamento processual da
parte ora embargante traduz hipótese de evidente abusividade, apta a
justificar, por si só, a aplicação, ao caso ora em julgamento, da norma
inscrita no art. 538, parágrafo único, do CPC, que assim dispõe:
“Art. 538. (...)
Parágrafo único. Quando manifestamente protelatórios
os embargos, o juiz ou o tribunal, declarando que o são, condenará
o embargante a pagar ao embargado multa não excedente de um por
cento sobre o valor da causa. Na reiteração de embargos
protelatórios, a multa é elevada a até dez por cento (10%), ficando
condicionada a interposição de qualquer outro recurso ao depósito do
valor respectivo.” (grifei)
Torna-se importante enfatizar que o disposto no parágrafo único do
art. 538 do CPC, além de encontrar fundamento em razões de caráter
ético-jurídico (privilegiando, desse modo, o postulado da lealdade
processual), também busca imprimir celeridade ao processo de
administração da justiça, atribuindo-lhe um coeficiente de maior
racionalidade, em ordem a conferir efetividade à resposta jurisdicional
do Estado.
Esse entendimento – que destaca a “ratio” subjacente à norma
inscrita no art. 538, parágrafo único, do CPC – põe em evidência a função
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 662597 AGR-TERCEIRO-ED-ED / RR
se apoiou a decisão objeto do presente recurso revelavam-se plenamente
suficientes para desautorizar a pretensão jurídica deduzida pela parte ora
embargante.
A oposição destes novos embargos declaratórios, ao contrário do
que sucedeu quando da primeira utilização de tal espécie recursal, está a
revelar, agora, um nítido intuito procrastinatório, que busca, com a
injustificável reiteração do recurso em causa, obstar, de maneira
indevida, a execução do acórdão emanado desta colenda Turma.
Tenho para mim, desse modo, que o comportamento processual da
parte ora embargante traduz hipótese de evidente abusividade, apta a
justificar, por si só, a aplicação, ao caso ora em julgamento, da norma
inscrita no art. 538, parágrafo único, do CPC, que assim dispõe:
“Art. 538. (...)
Parágrafo único. Quando manifestamente protelatórios
os embargos, o juiz ou o tribunal, declarando que o são, condenará
o embargante a pagar ao embargado multa não excedente de um por
cento sobre o valor da causa. Na reiteração de embargos
protelatórios, a multa é elevada a até dez por cento (10%), ficando
condicionada a interposição de qualquer outro recurso ao depósito do
valor respectivo.” (grifei)
Torna-se importante enfatizar que o disposto no parágrafo único do
art. 538 do CPC, além de encontrar fundamento em razões de caráter
ético-jurídico (privilegiando, desse modo, o postulado da lealdade
processual), também busca imprimir celeridade ao processo de
administração da justiça, atribuindo-lhe um coeficiente de maior
racionalidade, em ordem a conferir efetividade à resposta jurisdicional
do Estado.
Esse entendimento – que destaca a “ratio” subjacente à norma
inscrita no art. 538, parágrafo único, do CPC – põe em evidência a função
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
ARE 662597 AGR-TERCEIRO-ED-ED / RR
inibitória da sanção processual prevista no preceito em causa, que visa a
impedir, na hipótese nele referida, o exercício irresponsável do direito de
recorrer, neutralizando, dessa maneira, a atuação processual do
“improbus litigator”.
Concluindo: o abuso do direito de recorrer – por qualificar-se como
prática incompatível com o postulado ético-jurídico da lealdade
processual – constitui ato de litigância maliciosa repelido pelo
ordenamento positivo, especialmente nos casos em que a parte
interpuser recurso com intuito evidentemente protelatório, hipótese em
que se legitimará a imposição de multa.
Sendo assim, tendo presentes as razões expostas, não conheço
destes
segundos
embargos de declaração e, por considerá-los
procrastinatórios (CPC, art. 538, parágrafo único), condeno a parte ora
embargante ao pagamento da multa de 1% (um por cento) sobre o valor
corrigido da causa, em favor da parte ora embargada, ficando a
interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito do
respectivo valor.
É o meu voto.
3
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inibitória da sanção processual prevista no preceito em causa, que visa a
impedir, na hipótese nele referida, o exercício irresponsável do direito de
recorrer, neutralizando, dessa maneira, a atuação processual do
“improbus litigator”.
Concluindo: o abuso do direito de recorrer – por qualificar-se como
prática incompatível com o postulado ético-jurídico da lealdade
processual – constitui ato de litigância maliciosa repelido pelo
ordenamento positivo, especialmente nos casos em que a parte
interpuser recurso com intuito evidentemente protelatório, hipótese em
que se legitimará a imposição de multa.
Sendo assim, tendo presentes as razões expostas, não conheço
destes
segundos
embargos de declaração e, por considerá-los
procrastinatórios (CPC, art. 538, parágrafo único), condeno a parte ora
embargante ao pagamento da multa de 1% (um por cento) sobre o valor
corrigido da causa, em favor da parte ora embargada, ficando a
interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito do
respectivo valor.
É o meu voto.
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Extrato de Ata - 14/04/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO TERCEIRO AG.REG. NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 662.597
PROCED. : RORAIMA
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMBDO.(A/S) : EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS - ECT
ADV.(A/S) : ANA VIRGÍNIA BATISTA LOPES DE SOUZA
EMBDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NA EMPRESA DE CORREIOS E
TELÉGRAFOS E SIMILARES DO ESTADO DO AMAZONAS
ADV.(A/S) : JOSÉ DE OLIVEIRA BARRONCAS
Decisão: A Turma, por votação unânime, não conheceu dos
embargos de declaração e impôs, à parte embargante, multa de 1%
sobre o valor corrigido da causa, nos termos do voto do Relator.
Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor
Ministro Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora
Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Teori
Zavascki. 2ª Turma, 14.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Dias
Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8246432
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO TERCEIRO AG.REG. NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 662.597
PROCED. : RORAIMA
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMBDO.(A/S) : EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS - ECT
ADV.(A/S) : ANA VIRGÍNIA BATISTA LOPES DE SOUZA
EMBDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NA EMPRESA DE CORREIOS E
TELÉGRAFOS E SIMILARES DO ESTADO DO AMAZONAS
ADV.(A/S) : JOSÉ DE OLIVEIRA BARRONCAS
Decisão: A Turma, por votação unânime, não conheceu dos
embargos de declaração e impôs, à parte embargante, multa de 1%
sobre o valor corrigido da causa, nos termos do voto do Relator.
Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor
Ministro Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora
Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Teori
Zavascki. 2ª Turma, 14.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Dias
Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8418040
| 2015-04-14T00:00:00
| 2015-05-12T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, não conheceu dos embargos de declaração e impôs, à parte embargante, multa de 1% sobre o valor corrigido da causa, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 14.04.2015.
|
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO TERCEIRO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
E M E N T A: SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO –INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO – ABUSO DO DIREITO DE RECORRER – IMPOSIÇÃO DE MULTA (1% SOBRE O VALOR CORRIGIDO DA CAUSA) – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS.
– Os embargos de declaração destinam-se, precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o art. 535 do CPC, autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por incabíveis.
MULTA E EXERCÍCIO ABUSIVO DO DIREITO DE RECORRER.
– O abuso do direito de recorrer – por qualificar-se como prática incompatível com o postulado ético-jurídico da lealdade processual – constitui ato de litigância maliciosa repelido pelo ordenamento positivo, especialmente nos casos em que a parte interpõe recurso com intuito evidentemente protelatório, hipótese em que se legitima a imposição de multa.
A multa a que se refere o art. 538, parágrafo único, do CPC possui função inibitória, pois visa a impedir o exercício abusivo do direito de recorrer e a obstar a indevida utilização do processo como instrumento de retardamento da solução jurisdicional do conflito de interesses. Precedentes.
|
sjur303773
|
Número de páginas: 8.
Análise: 25/05/2015, MJC.
|
CELSO DE MELLO
|
Segunda Turma
|
662597
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00535 ART-00538 PAR-ÚNICO\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL"
] |
ARE-AgR-terceiro-ED-ED
|
acordaos
|
ARE 662597 AgR-terceiro-ED-ED
|
[
""
] |
EMBTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMBDO.(A/S) : EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS - ECT
ADV.(A/S) : ANA VIRGÍNIA BATISTA LOPES DE SOUZA
EMBDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NA EMPRESA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS E SIMILARES DO ESTADO DO AMAZONAS
ADV.(A/S) : JOSÉ DE OLIVEIRA BARRONCAS
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
14/04/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO TERCEIRO AG.REG. NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 662.597 RORAIMA
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMBDO.(A/S)
:EMPRESA
BRASILEIRA
DE
CORREIOS
E
TELÉGRAFOS - ECT
ADV.(A/S)
:ANA VIRGÍNIA BATISTA LOPES DE SOUZA
EMBDO.(A/S)
:SINDICATO DOS TRABALHADORES NA EMPRESA
DE CORREIOS E TELÉGRAFOS E SIMILARES DO
ESTADO DO AMAZONAS
ADV.(A/S)
:JOSÉ DE OLIVEIRA BARRONCAS
E M E N T A: SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO –
INOCORRÊNCIA
DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU
OMISSÃO – ABUSO DO DIREITO DE RECORRER – IMPOSIÇÃO DE
MULTA (1% SOBRE O VALOR CORRIGIDO DA CAUSA) – EMBARGOS
DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS.
– Os embargos de declaração destinam-se, precipuamente, a
desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que
eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A
inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o
art. 535 do Código de Processo Civil, autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por
incabíveis.
MULTA E EXERCÍCIO ABUSIVO DO DIREITO DE RECORRER.
– O abuso do direito de recorrer – por qualificar-se como prática
incompatível com o postulado ético-jurídico da lealdade processual –
constitui ato de litigância maliciosa repelido pelo ordenamento positivo,
especialmente nos casos em que a parte interpõe recurso com intuito
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8401159.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
ARE 662597 AGR-TERCEIRO-ED-ED / RR
evidentemente protelatório, hipótese em que se legitima a imposição de
multa.
A multa a que se refere o art. 538, parágrafo único, do Código de Processo Civil possui
função inibitória, pois visa a impedir o exercício abusivo do direito de
recorrer e a obstar a indevida utilização do processo como instrumento
de retardamento da solução jurisdicional do conflito de interesses.
Precedentes.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em não conhecer dos
embargos de declaração e impor à parte embargante multa de 1% sobre o
valor corrigido da causa, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Brasília, 14 de abril de 2015.
CELSO DE MELLO – RELATOR
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8401159.
Supremo Tribunal Federal
ARE 662597 AGR-TERCEIRO-ED-ED / RR
evidentemente protelatório, hipótese em que se legitima a imposição de
multa.
A multa a que se refere o art. 538, parágrafo único, do Código de Processo Civil possui
função inibitória, pois visa a impedir o exercício abusivo do direito de
recorrer e a obstar a indevida utilização do processo como instrumento
de retardamento da solução jurisdicional do conflito de interesses.
Precedentes.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em não conhecer dos
embargos de declaração e impor à parte embargante multa de 1% sobre o
valor corrigido da causa, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Brasília, 14 de abril de 2015.
CELSO DE MELLO – RELATOR
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
14/04/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO TERCEIRO AG.REG. NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 662.597 RORAIMA
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMBDO.(A/S)
:EMPRESA
BRASILEIRA
DE
CORREIOS
E
TELÉGRAFOS - ECT
ADV.(A/S)
:ANA VIRGÍNIA BATISTA LOPES DE SOUZA
EMBDO.(A/S)
:SINDICATO DOS TRABALHADORES NA EMPRESA
DE CORREIOS E TELÉGRAFOS E SIMILARES DO
ESTADO DO AMAZONAS
ADV.(A/S)
:JOSÉ DE OLIVEIRA BARRONCAS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de novos embargos de declaração opostos ao acórdão que rejeitara, por
incabíveis, os primeiros embargos declaratórios também deduzidos pela
parte ora recorrente.
O acórdão, contra o qual se insurge o recorrente, está assim
ementado (fls. 468):
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA
DE
CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE
OU
OMISSÃO –
PRETENDIDO
REEXAME
DA CAUSA –
CARÁTER
INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE – EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO REJEITADOS.
– Não se revelam cabíveis os embargos de declaração,
quando a parte recorrente – a pretexto de esclarecer uma inexistente
situação de obscuridade, omissão ou contradição – vem a utilizá-los
com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um
indevido reexame da causa. Precedentes.”
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14/04/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO TERCEIRO AG.REG. NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 662.597 RORAIMA
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMBDO.(A/S)
:EMPRESA
BRASILEIRA
DE
CORREIOS
E
TELÉGRAFOS - ECT
ADV.(A/S)
:ANA VIRGÍNIA BATISTA LOPES DE SOUZA
EMBDO.(A/S)
:SINDICATO DOS TRABALHADORES NA EMPRESA
DE CORREIOS E TELÉGRAFOS E SIMILARES DO
ESTADO DO AMAZONAS
ADV.(A/S)
:JOSÉ DE OLIVEIRA BARRONCAS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de novos embargos de declaração opostos ao acórdão que rejeitara, por
incabíveis, os primeiros embargos declaratórios também deduzidos pela
parte ora recorrente.
O acórdão, contra o qual se insurge o recorrente, está assim
ementado (fls. 468):
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA
DE
CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE
OU
OMISSÃO –
PRETENDIDO
REEXAME
DA CAUSA –
CARÁTER
INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE – EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO REJEITADOS.
– Não se revelam cabíveis os embargos de declaração,
quando a parte recorrente – a pretexto de esclarecer uma inexistente
situação de obscuridade, omissão ou contradição – vem a utilizá-los
com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um
indevido reexame da causa. Precedentes.”
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
ARE 662597 AGR-TERCEIRO-ED-ED / RR
Sustenta, a embargante, na presente sede recursal, em síntese, que
“(...) a decisão deixou, novamente, de se pronunciar sobre o pedido de sobrestamento
do feito, baseado no que fora decidido pelo Supremo Tribunal Federal no ‘leading case’ Recurso Extraordinário 590.880 (…)”
(fls. 484).
Submeto, pois, estes segundos embargos de declaração, ao exame
desta colenda Turma.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 662597 AGR-TERCEIRO-ED-ED / RR
Sustenta, a embargante, na presente sede recursal, em síntese, que
“(...) a decisão deixou, novamente, de se pronunciar sobre o pedido de sobrestamento
do feito, baseado no que fora decidido pelo Supremo Tribunal Federal no ‘leading case’ Recurso Extraordinário 590.880 (…)”
(fls. 484).
Submeto, pois, estes segundos embargos de declaração, ao exame
desta colenda Turma.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
14/04/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO TERCEIRO AG.REG. NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 662.597 RORAIMA
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não
conheço dos presentes embargos de declaração, eis que não há, no
acórdão ora impugnado, qualquer evidência de obscuridade, omissão ou
contradição a sanar.
Como se sabe, os embargos de declaração
destinam-se,
precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir
omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo
Tribunal. Essa modalidade recursal só permite o reexame do acórdão
embargado, quando utilizada com o específico objetivo de viabilizar um
pronunciamento jurisdicional
de caráter integrativo-retificador,
vocacionado a afastar as situações de obscuridade, omissão ou
contradição, e a complementar e esclarecer o conteúdo da decisão
proferida.
Desse modo, a decisão recorrida – que aprecia, como no caso, com
plena exatidão e em toda a sua inteireza, determinada pretensão
jurídica – não permite o emprego da via recursal dos embargos de
declaração, sob pena de grave disfunção jurídico-processual dessa
modalidade de recurso, eis que inocorrentes, em tal situação, os
pressupostos que justificariam a sua adequada utilização.
O exame dos autos evidencia que o acórdão ora embargado
apreciou, de modo inteiramente adequado, as questões cuja análise se
apresentava cabível em sede de agravo regimental, não havendo, por isso
mesmo, qualquer vício a corrigir, mesmo porque os fundamentos em que
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14/04/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO TERCEIRO AG.REG. NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 662.597 RORAIMA
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não
conheço dos presentes embargos de declaração, eis que não há, no
acórdão ora impugnado, qualquer evidência de obscuridade, omissão ou
contradição a sanar.
Como se sabe, os embargos de declaração
destinam-se,
precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir
omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo
Tribunal. Essa modalidade recursal só permite o reexame do acórdão
embargado, quando utilizada com o específico objetivo de viabilizar um
pronunciamento jurisdicional
de caráter integrativo-retificador,
vocacionado a afastar as situações de obscuridade, omissão ou
contradição, e a complementar e esclarecer o conteúdo da decisão
proferida.
Desse modo, a decisão recorrida – que aprecia, como no caso, com
plena exatidão e em toda a sua inteireza, determinada pretensão
jurídica – não permite o emprego da via recursal dos embargos de
declaração, sob pena de grave disfunção jurídico-processual dessa
modalidade de recurso, eis que inocorrentes, em tal situação, os
pressupostos que justificariam a sua adequada utilização.
O exame dos autos evidencia que o acórdão ora embargado
apreciou, de modo inteiramente adequado, as questões cuja análise se
apresentava cabível em sede de agravo regimental, não havendo, por isso
mesmo, qualquer vício a corrigir, mesmo porque os fundamentos em que
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
ARE 662597 AGR-TERCEIRO-ED-ED / RR
se apoiou a decisão objeto do presente recurso revelavam-se plenamente
suficientes para desautorizar a pretensão jurídica deduzida pela parte ora
embargante.
A oposição destes novos embargos declaratórios, ao contrário do
que sucedeu quando da primeira utilização de tal espécie recursal, está a
revelar, agora, um nítido intuito procrastinatório, que busca, com a
injustificável reiteração do recurso em causa, obstar, de maneira
indevida, a execução do acórdão emanado desta colenda Turma.
Tenho para mim, desse modo, que o comportamento processual da
parte ora embargante traduz hipótese de evidente abusividade, apta a
justificar, por si só, a aplicação, ao caso ora em julgamento, da norma
inscrita no art. 538, parágrafo único, do Código de Processo Civil, que assim dispõe:
“Art. 538. (...)
Parágrafo único. Quando manifestamente protelatórios
os embargos, o juiz ou o tribunal, declarando que o são, condenará
o embargante a pagar ao embargado multa não excedente de um por
cento sobre o valor da causa. Na reiteração de embargos
protelatórios, a multa é elevada a até dez por cento (10%), ficando
condicionada a interposição de qualquer outro recurso ao depósito do
valor respectivo.” (grifei)
Torna-se importante enfatizar que o disposto no parágrafo único do
art. 538 do Código de Processo Civil, além de encontrar fundamento em razões de caráter
ético-jurídico (privilegiando, desse modo, o postulado da lealdade
processual), também busca imprimir celeridade ao processo de
administração da justiça, atribuindo-lhe um coeficiente de maior
racionalidade, em ordem a conferir efetividade à resposta jurisdicional
do Estado.
Esse entendimento – que destaca a “ratio” subjacente à norma
inscrita no art. 538, parágrafo único, do Código de Processo Civil – põe em evidência a função
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ARE 662597 AGR-TERCEIRO-ED-ED / RR
se apoiou a decisão objeto do presente recurso revelavam-se plenamente
suficientes para desautorizar a pretensão jurídica deduzida pela parte ora
embargante.
A oposição destes novos embargos declaratórios, ao contrário do
que sucedeu quando da primeira utilização de tal espécie recursal, está a
revelar, agora, um nítido intuito procrastinatório, que busca, com a
injustificável reiteração do recurso em causa, obstar, de maneira
indevida, a execução do acórdão emanado desta colenda Turma.
Tenho para mim, desse modo, que o comportamento processual da
parte ora embargante traduz hipótese de evidente abusividade, apta a
justificar, por si só, a aplicação, ao caso ora em julgamento, da norma
inscrita no art. 538, parágrafo único, do Código de Processo Civil, que assim dispõe:
“Art. 538. (...)
Parágrafo único. Quando manifestamente protelatórios
os embargos, o juiz ou o tribunal, declarando que o são, condenará
o embargante a pagar ao embargado multa não excedente de um por
cento sobre o valor da causa. Na reiteração de embargos
protelatórios, a multa é elevada a até dez por cento (10%), ficando
condicionada a interposição de qualquer outro recurso ao depósito do
valor respectivo.” (grifei)
Torna-se importante enfatizar que o disposto no parágrafo único do
art. 538 do Código de Processo Civil, além de encontrar fundamento em razões de caráter
ético-jurídico (privilegiando, desse modo, o postulado da lealdade
processual), também busca imprimir celeridade ao processo de
administração da justiça, atribuindo-lhe um coeficiente de maior
racionalidade, em ordem a conferir efetividade à resposta jurisdicional
do Estado.
Esse entendimento – que destaca a “ratio” subjacente à norma
inscrita no art. 538, parágrafo único, do Código de Processo Civil – põe em evidência a função
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
ARE 662597 AGR-TERCEIRO-ED-ED / RR
inibitória da sanção processual prevista no preceito em causa, que visa a
impedir, na hipótese nele referida, o exercício irresponsável do direito de
recorrer, neutralizando, dessa maneira, a atuação processual do
“improbus litigator”.
Concluindo: o abuso do direito de recorrer – por qualificar-se como
prática incompatível com o postulado ético-jurídico da lealdade
processual – constitui ato de litigância maliciosa repelido pelo
ordenamento positivo, especialmente nos casos em que a parte
interpuser recurso com intuito evidentemente protelatório, hipótese em
que se legitimará a imposição de multa.
Sendo assim, tendo presentes as razões expostas, não conheço
destes
segundos
embargos de declaração e, por considerá-los
procrastinatórios (Código de Processo Civil, art. 538, parágrafo único), condeno a parte ora
embargante ao pagamento da multa de 1% (um por cento) sobre o valor
corrigido da causa, em favor da parte ora embargada, ficando a
interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito do
respectivo valor.
É o meu voto.
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inibitória da sanção processual prevista no preceito em causa, que visa a
impedir, na hipótese nele referida, o exercício irresponsável do direito de
recorrer, neutralizando, dessa maneira, a atuação processual do
“improbus litigator”.
Concluindo: o abuso do direito de recorrer – por qualificar-se como
prática incompatível com o postulado ético-jurídico da lealdade
processual – constitui ato de litigância maliciosa repelido pelo
ordenamento positivo, especialmente nos casos em que a parte
interpuser recurso com intuito evidentemente protelatório, hipótese em
que se legitimará a imposição de multa.
Sendo assim, tendo presentes as razões expostas, não conheço
destes
segundos
embargos de declaração e, por considerá-los
procrastinatórios (Código de Processo Civil, art. 538, parágrafo único), condeno a parte ora
embargante ao pagamento da multa de 1% (um por cento) sobre o valor
corrigido da causa, em favor da parte ora embargada, ficando a
interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito do
respectivo valor.
É o meu voto.
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Extrato de Ata - 14/04/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO TERCEIRO AG.REG. NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 662.597
PROCED. : RORAIMA
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMBDO.(A/S) : EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS - ECT
ADV.(A/S) : ANA VIRGÍNIA BATISTA LOPES DE SOUZA
EMBDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NA EMPRESA DE CORREIOS E
TELÉGRAFOS E SIMILARES DO ESTADO DO AMAZONAS
ADV.(A/S) : JOSÉ DE OLIVEIRA BARRONCAS
Decisão: A Turma, por votação unânime, não conheceu dos
embargos de declaração e impôs, à parte embargante, multa de 1%
sobre o valor corrigido da causa, nos termos do voto do Relator.
Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor
Ministro Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora
Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Teori
Zavascki. 2... Turma, 14.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Dias
Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8246432
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO TERCEIRO AG.REG. NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 662.597
PROCED. : RORAIMA
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
EMBTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMBDO.(A/S) : EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS - ECT
ADV.(A/S) : ANA VIRGÍNIA BATISTA LOPES DE SOUZA
EMBDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES NA EMPRESA DE CORREIOS E
TELÉGRAFOS E SIMILARES DO ESTADO DO AMAZONAS
ADV.(A/S) : JOSÉ DE OLIVEIRA BARRONCAS
Decisão: A Turma, por votação unânime, não conheceu dos
embargos de declaração e impôs, à parte embargante, multa de 1%
sobre o valor corrigido da causa, nos termos do voto do Relator.
Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor
Ministro Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora
Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Teori
Zavascki. 2... Turma, 14.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Dias
Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"ARE 662597 AGR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 662 . 597",
"ARE 662597",
"Recurso Extraordinário 590 . 880",
"ARE",
"Recurso Extraordinário 590 . 880",
"ARE 662597 AGR",
"ARE 662597 AGR",
"ARE 662597",
"ARE"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 535 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 538 , parágrafo único , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 538 , parágrafo único , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 538 , parágrafo único , do Código de Processo Civil",
"parágrafo único do art . 538 do Código de Processo Civil",
"art . 538 , parágrafo único , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 538 , parágrafo único , do Código de Processo Civil",
"art . 538 do Código de Processo Civil",
"art . 538 , parágrafo único , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art . 538 , parágrafo único",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art . 538 , parágrafo único )",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"ESTADO DO AMAZONAS",
"Brasília",
"Brasília",
"ESTADO DO AMAZONAS"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"TERCEIRO",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS",
"ECT",
"SINDICATO DOS TRABALHADORES NA EMPRESA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS E SIMILARES",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS",
"ECT",
"SINDICATO DOS TRABALHADORES NA EMPRESA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS E SIMILARES DO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"TERCEIRO",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS",
"ECT",
"SINDICATO DOS TRABALHADORES NA EMPRESA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS E SIMILARES DO ESTADO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
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"Brasil",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"UNIÃO",
"UNIÃO",
"EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS",
"ECT",
"SINDICATO DOS TRABALHADORES NA EMPRESA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS E SIMILARES DO ESTADO DO",
"Infra",
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"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"TERCEIRO",
"RORAIMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS",
"ECT",
"SINDICATO DOS TRABALHADORES NA EMPRESA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS E SIMILARES DO ESTADO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CELSO DE MELLO",
"ANA VIRGÍNIA BATISTA LOPES DE SOUZA",
"JOSÉ DE OLIVEIRA BARRONCAS",
"Teori Zavascki",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"CELSO DE MELLO",
"Teori Zavascki",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"ANA VIRGÍNIA BATISTA LOPES DE SOUZA",
"JOSÉ DE OLIVEIRA BARRONCAS",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"ANA VIRGÍNIA BATISTA LOPES DE SOUZA",
"JOSÉ DE OLIVEIRA BARRONCAS",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"ANA VIRGÍNIA BATISTA LOPES DE SOUZA",
"JOSÉ DE OLIVEIRA BARRONCAS",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Ravena Siqueira",
"CELSO DE MELLO",
"ANA VIRGÍNIA BATISTA LOPES DE SOUZA",
"JOSÉ DE OLIVEIRA BARRONCAS",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14 de abril de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14 de abril de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"14",
".",
"04",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"04",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 27.744 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
IMPTE.(S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SANTA CATARINA
IMPDO.(A/S)
:CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO
(PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO
Nº 0.00.000.000498/2008-76)
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA. CONSELHO
NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO. CONTROLE DE
CONSTITUCIONALIDADE
DE
LEI.
IMPOSSIBILIDADE.
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ATRIBUIÇÃO DE COMPETÊNCIA
PARA O CONTROLE DA LEGALIDADE DOS ATOS
ADMINISTRATIVOS. CONCESSÃO DA SEGURANÇA.
1. O direito subjetivo do exercente da função de Promotor de Justiça
de permanecer na comarca elevada de entrância não pode ser analisado
sob o prisma da constitucionalidade da lei local que previu a ascensão,
máxime se a questão restou judicializada no Egrégio STF.
2. O Conselho Nacional do Ministério Público não ostenta
competência para efetuar controle de constitucionalidade de lei, posto
consabido tratar-se de órgão de natureza administrativa, cuja atribuição
adstringe-se ao controle da legitimidade dos atos administrativos
praticados por membros ou órgãos do Ministério Público federal e
estadual (art. 130-A, § 2º, da CF/88). Precedentes (MS 28.872 AgR/DF, Rel.
Min. Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno; AC 2.390 MC-REF, Rel.
Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno; MS 32.582 MC, Rel. Min. Celso de
Mello; ADI 3.367/DF, Rel. Min. Cezar Peluso, Tribunal Pleno).
3. In casu, o CNMP, ao declarar a inconstitucionalidade do art. 141,
in fine, da Lei Orgânica do MP/SC, exorbitou de suas funções, que se
limitam, como referido, ao controle de legitimidade dos atos
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285246.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 29
Ementa e Acórdão
MS 27744 / DF
administrativos praticados por membros ou órgãos do Parquet.
4. Segurança concedida para cassar o ato impugnado.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em conceder a ordem,
nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de abril de 2015.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285246.
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MS 27744 / DF
administrativos praticados por membros ou órgãos do Parquet.
4. Segurança concedida para cassar o ato impugnado.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em conceder a ordem,
nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de abril de 2015.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
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Relatório
06/05/2014
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 27.744 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
IMPTE.(S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SANTA CATARINA
IMPDO.(A/S)
:CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO
(PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO
Nº 0.00.000.000498/2008-76)
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de mandado de
segurança, impetrado pelo Procurador-Geral de Justiça do Estado de
Santa Catarina, contra decisão do Conselho Nacional do Ministério
Público (CNMP), prolatada no Processo de Controle Administrativo
498/2008-76.
O impetrante sustenta, inicialmente, sua legitimidade para esta ação,
fundado no “direito de função”, “que tem por objeto a posse e o exercício da
função pública pelo titular que a detenha, em toda a extensão das competências e
prerrogativas que a substantivem” (fl. 4).
Aduz, nessa esteira, que o direito ora defendido é inerente à
autonomia e independência do Ministério Público estadual, uma vez que
a contenda está adstrita à violação de princípios e prerrogativas
institucionais, bem como ao vilipêndio da estrutura administrativa do
Parquet catarinense.
O impetrante narra que a Lei Orgânica do Ministério Público do
Estado de Santa Catarina – LCE 197/2000 – prevê, em seu art. 141, que “O
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06/05/2014
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 27.744 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
IMPTE.(S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SANTA CATARINA
IMPDO.(A/S)
:CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO
(PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO
Nº 0.00.000.000498/2008-76)
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de mandado de
segurança, impetrado pelo Procurador-Geral de Justiça do Estado de
Santa Catarina, contra decisão do Conselho Nacional do Ministério
Público (CNMP), prolatada no Processo de Controle Administrativo
498/2008-76.
O impetrante sustenta, inicialmente, sua legitimidade para esta ação,
fundado no “direito de função”, “que tem por objeto a posse e o exercício da
função pública pelo titular que a detenha, em toda a extensão das competências e
prerrogativas que a substantivem” (fl. 4).
Aduz, nessa esteira, que o direito ora defendido é inerente à
autonomia e independência do Ministério Público estadual, uma vez que
a contenda está adstrita à violação de princípios e prerrogativas
institucionais, bem como ao vilipêndio da estrutura administrativa do
Parquet catarinense.
O impetrante narra que a Lei Orgânica do Ministério Público do
Estado de Santa Catarina – LCE 197/2000 – prevê, em seu art. 141, que “O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 29
Relatório
MS 27744 / DF
membro do Ministério Público terá garantida a sua permanência na comarca
cuja entrância for elevada e, quando promovido, nela será efetivado, desde que
formalize a opção no prazo de cinco dias”.
Informa, em seguida, que foi editada a LCE 398/2007, que modificou
a estrutura do Poder Judiciário daquele Estado, elevando de entrância
certas comarcas. Com o fito de manter a simetria com o Poder Judiciário,
o Ministério Público igualmente elevou de entrância as promotorias das
mesmas comarcas (LCE 399/2007).
No entanto, a elevação da comarca de Tubarão/SC não constava no
projeto de ambas as leis complementares, embora tenha sido
indevidamente inserida no texto aprovado, o que deu ensejo à
propositura de ações diretas de inconstitucionalidade nesta Corte (ADI
4062 e 4075), julgadas procedentes para excluir a comarca de Tubarão da
elevação para entrância especial em ambas as leis complementares,
mantendo-a como de final.
Ato contínuo, quatro promotores de justiça daquela comarca
ofereceram representação ao CNMP para instauração de PCA, pugnando
pela não aplicação do disposto no art. 141, in fine, da Lei Orgânica do
MP/SC, com vistas a excluir a possibilidade de promoção e, em seguida,
de opção para permanecer no órgão de origem elevado de entrância.
Alegaram, para tanto, a inconstitucionalidade daquela disposição, que
atentaria contra os princípios republicano, da isonomia e da
impessoalidade.
O impetrante aduz que o CNMP acolheu a pretensão dos autores e
considerou o mencionado dispositivo inconstitucional, determinando sua
não aplicabilidade a “todos os casos potencialmente alcançados pelo mesmo,
inclusive outorgando ao ato decisório (para além das hipóteses futuras) efeitos ex
tunc, de modo a desconstituir promoções e opções havidas e situações já
consolidadas” (fl. 8).
2
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MS 27744 / DF
membro do Ministério Público terá garantida a sua permanência na comarca
cuja entrância for elevada e, quando promovido, nela será efetivado, desde que
formalize a opção no prazo de cinco dias”.
Informa, em seguida, que foi editada a LCE 398/2007, que modificou
a estrutura do Poder Judiciário daquele Estado, elevando de entrância
certas comarcas. Com o fito de manter a simetria com o Poder Judiciário,
o Ministério Público igualmente elevou de entrância as promotorias das
mesmas comarcas (LCE 399/2007).
No entanto, a elevação da comarca de Tubarão/SC não constava no
projeto de ambas as leis complementares, embora tenha sido
indevidamente inserida no texto aprovado, o que deu ensejo à
propositura de ações diretas de inconstitucionalidade nesta Corte (ADI
4062 e 4075), julgadas procedentes para excluir a comarca de Tubarão da
elevação para entrância especial em ambas as leis complementares,
mantendo-a como de final.
Ato contínuo, quatro promotores de justiça daquela comarca
ofereceram representação ao CNMP para instauração de PCA, pugnando
pela não aplicação do disposto no art. 141, in fine, da Lei Orgânica do
MP/SC, com vistas a excluir a possibilidade de promoção e, em seguida,
de opção para permanecer no órgão de origem elevado de entrância.
Alegaram, para tanto, a inconstitucionalidade daquela disposição, que
atentaria contra os princípios republicano, da isonomia e da
impessoalidade.
O impetrante aduz que o CNMP acolheu a pretensão dos autores e
considerou o mencionado dispositivo inconstitucional, determinando sua
não aplicabilidade a “todos os casos potencialmente alcançados pelo mesmo,
inclusive outorgando ao ato decisório (para além das hipóteses futuras) efeitos ex
tunc, de modo a desconstituir promoções e opções havidas e situações já
consolidadas” (fl. 8).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 29
Relatório
MS 27744 / DF
Sustenta que esse ato “consubstancia análise de constitucionalidade de lei
em tese, induzindo notório controle concentrado, competência reservada ao STF,
na forma do art. 102, inciso I, alínea ‘a’, da Constituição da República”.
Salienta que, embora nosso sistema preveja o controle difuso,
admitido por muitos inclusive na esfera administrativa, ele estaria
cingido às hipóteses de produção de efeito concreto específico, não sendo
possível a atribuição de efeitos de caráter geral, como in casu.
Discorre longamente acerca da constitucionalidade da disposição
questionada e destaca que normativo semelhante existe tanto na
Magistratura como no Ministério Público de grande parte dos Estados da
Federação, locais onde o instituto da promoção com opção de
permanência no órgão de origem pré-elevado de entrância é
historicamente conhecido e aplicado.
Ressalta que o Conselho Nacional de Justiça já enfrentou idêntico
questionamento, relativo à lei de regência da Magistratura do Estado do
Maranhão (PCA 283), tendo concluído pela legitimidade da “previsão
regimental que defere a opção a magistrado, promovido para entrância a que sua
Comarca foi elevada”.
Informa que o Poder Judiciário do Estado de Santa Catarina tem se
valido amplamente desse regramento, já tendo registrado, até o ano de
2008, mais de trinta promoções de magistrados com opção de
permanência no órgão de origem pré-elevado de entrância.
Requer, ao final, liminarmente, a suspensão dos efeitos da decisão
do CNMP nos autos do PCA n. 498/2008-76, mantendo-se a aplicabilidade
integral do art. 141 da LCE n. 197/2000.
No mérito, postula seja cassada a decisão proferida nos autos do
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
MS 27744 / DF
Sustenta que esse ato “consubstancia análise de constitucionalidade de lei
em tese, induzindo notório controle concentrado, competência reservada ao STF,
na forma do art. 102, inciso I, alínea ‘a’, da Constituição da República”.
Salienta que, embora nosso sistema preveja o controle difuso,
admitido por muitos inclusive na esfera administrativa, ele estaria
cingido às hipóteses de produção de efeito concreto específico, não sendo
possível a atribuição de efeitos de caráter geral, como in casu.
Discorre longamente acerca da constitucionalidade da disposição
questionada e destaca que normativo semelhante existe tanto na
Magistratura como no Ministério Público de grande parte dos Estados da
Federação, locais onde o instituto da promoção com opção de
permanência no órgão de origem pré-elevado de entrância é
historicamente conhecido e aplicado.
Ressalta que o Conselho Nacional de Justiça já enfrentou idêntico
questionamento, relativo à lei de regência da Magistratura do Estado do
Maranhão (PCA 283), tendo concluído pela legitimidade da “previsão
regimental que defere a opção a magistrado, promovido para entrância a que sua
Comarca foi elevada”.
Informa que o Poder Judiciário do Estado de Santa Catarina tem se
valido amplamente desse regramento, já tendo registrado, até o ano de
2008, mais de trinta promoções de magistrados com opção de
permanência no órgão de origem pré-elevado de entrância.
Requer, ao final, liminarmente, a suspensão dos efeitos da decisão
do CNMP nos autos do PCA n. 498/2008-76, mantendo-se a aplicabilidade
integral do art. 141 da LCE n. 197/2000.
No mérito, postula seja cassada a decisão proferida nos autos do
3
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Relatório
MS 27744 / DF
PCA 498/2008-76.
Em 27/11/2008, meu antecessor, Ministro Eros Grau, deferiu a
liminar para suspender os efeitos da decisão proferida no PCA n.
498/2008-76 até decisão final do presente mandado de segurança.
O Procurador-Geral da República manifestou-se pela denegação da
segurança.
É o relatório.
4
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
MS 27744 / DF
PCA 498/2008-76.
Em 27/11/2008, meu antecessor, Ministro Eros Grau, deferiu a
liminar para suspender os efeitos da decisão proferida no PCA n.
498/2008-76 até decisão final do presente mandado de segurança.
O Procurador-Geral da República manifestou-se pela denegação da
segurança.
É o relatório.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 29
Voto - MIN. LUIZ FUX
06/05/2014
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 27.744 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A irresignação merece
acolhida.
Conforme relatado, o Conselho Nacional do Ministério Público
proferiu decisão em procedimento de controle administrativo, afastando
a aplicação do art. 141, parte final, da Lei Orgânica do Ministério Público
do Estado de Santa Catarina (LCE 197/2000) aos casos concretos, por
entendê-lo contrário aos princípios constitucionais da isonomia e da
impessoalidade, bem como ao critério de alternância. Destaco do voto
condutor do acórdão, prolatado pelo Conselheiro Raimundo Nonato de
Carvalho Filho:
“Isto posto, no caso concreto em exame, reconhecendo,
incidenter tantum, a inconstitucionalidade da parte final do art. 141,
da LCE nª 197/2000 (Ministério Público de Santa Catarina), voto
pela procedência do presente procedimento de controle administrativo,
a fim de anular os atos que deferiram os pedidos de opções
denominadas ‘promoções virtuais’ para a 1ª e 2ª Promotorias de
Gaspar, 4ª Promotoria de Jaraguá do Sul, 4ª Promotoria de Palhoça,
15ª Promotoria de Joinville, 4ª Promotoria de Criciúma e 7ª
Promotoria de Blumenau, por ofender os princípios constitucionais da
impessoalidade e da isonomia, assim como o critério da alternância
previsto no art. 93, II e VIII-A, da Constituição Federal e, se
necessário refazendo-se os atos promocionais, inclusive, com a
publicação de novos Editais”.
O acórdão foi assim ementado:
“Procedimento de controle administrativo. Alegação de
irregularidade na realização de promoções/remoções pelo Conselho
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941179.
Supremo Tribunal Federal
06/05/2014
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 27.744 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A irresignação merece
acolhida.
Conforme relatado, o Conselho Nacional do Ministério Público
proferiu decisão em procedimento de controle administrativo, afastando
a aplicação do art. 141, parte final, da Lei Orgânica do Ministério Público
do Estado de Santa Catarina (LCE 197/2000) aos casos concretos, por
entendê-lo contrário aos princípios constitucionais da isonomia e da
impessoalidade, bem como ao critério de alternância. Destaco do voto
condutor do acórdão, prolatado pelo Conselheiro Raimundo Nonato de
Carvalho Filho:
“Isto posto, no caso concreto em exame, reconhecendo,
incidenter tantum, a inconstitucionalidade da parte final do art. 141,
da LCE nª 197/2000 (Ministério Público de Santa Catarina), voto
pela procedência do presente procedimento de controle administrativo,
a fim de anular os atos que deferiram os pedidos de opções
denominadas ‘promoções virtuais’ para a 1ª e 2ª Promotorias de
Gaspar, 4ª Promotoria de Jaraguá do Sul, 4ª Promotoria de Palhoça,
15ª Promotoria de Joinville, 4ª Promotoria de Criciúma e 7ª
Promotoria de Blumenau, por ofender os princípios constitucionais da
impessoalidade e da isonomia, assim como o critério da alternância
previsto no art. 93, II e VIII-A, da Constituição Federal e, se
necessário refazendo-se os atos promocionais, inclusive, com a
publicação de novos Editais”.
O acórdão foi assim ementado:
“Procedimento de controle administrativo. Alegação de
irregularidade na realização de promoções/remoções pelo Conselho
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941179.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 29
Voto - MIN. LUIZ FUX
MS 27744 / DF
Superior do Ministério Público de Santa Catarina, com base no art.
141, da LCE nº 197/2000. Ofensa aos critérios constitucionais da
impessoalidade e da isonomia, bem assim do critério de alternância
prevista no art. 93, incisos II E VIII-A da CF. Reconhecimento de
inconstitucionalidade de Lei Estadual pelo CNMP, no caso concreto,
no exercício do controle da legalidade dos atos da administração.
Anulação das opções denominadas ‘promoções virtuais’. Revogação da
liminar. Pedido conhecido e provido”.
No entanto, a Constituição Federal não conferiu ao Conselho
Nacional do Ministério Público competência para efetuar controle de
constitucionalidade de lei. Como é consabido, trata-se de órgão de
natureza administrativa, ao qual compete o controle da legitimidade dos
atos administrativos praticados por membros ou órgãos do Ministério
Público federal e estadual. É o que se infere do disposto no art. 130-A, §
2º, da Carta Magna:
“Art. 130-A.
§ 2º Compete ao Conselho Nacional do Ministério Público o
controle da atuação administrativa e financeira do Ministério Público
e do cumprimento dos deveres funcionais de seus membros, cabendo
lhe:
I zelar pela autonomia funcional e administrativa do Ministério
Público, podendo expedir atos regulamentares, no âmbito de sua
competência, ou recomendar providências;
II zelar pela observância do art. 37 e apreciar, de ofício ou
mediante provocação, a legalidade dos atos administrativos praticados
por membros ou órgãos do Ministério Público da União e dos Estados,
podendo desconstituí-los, revê-los ou fixar prazo para que se adotem
as providências necessárias ao exato cumprimento da lei, sem prejuízo
da competência dos Tribunais de Contas;
III receber e conhecer das reclamações contra membros ou órgãos
do Ministério Público da União ou dos Estados, inclusive contra seus
serviços auxiliares, sem prejuízo da competência disciplinar e
correicional da instituição, podendo avocar processos disciplinares em
2
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MS 27744 / DF
Superior do Ministério Público de Santa Catarina, com base no art.
141, da LCE nº 197/2000. Ofensa aos critérios constitucionais da
impessoalidade e da isonomia, bem assim do critério de alternância
prevista no art. 93, incisos II E VIII-A da CF. Reconhecimento de
inconstitucionalidade de Lei Estadual pelo CNMP, no caso concreto,
no exercício do controle da legalidade dos atos da administração.
Anulação das opções denominadas ‘promoções virtuais’. Revogação da
liminar. Pedido conhecido e provido”.
No entanto, a Constituição Federal não conferiu ao Conselho
Nacional do Ministério Público competência para efetuar controle de
constitucionalidade de lei. Como é consabido, trata-se de órgão de
natureza administrativa, ao qual compete o controle da legitimidade dos
atos administrativos praticados por membros ou órgãos do Ministério
Público federal e estadual. É o que se infere do disposto no art. 130-A, §
2º, da Carta Magna:
“Art. 130-A.
§ 2º Compete ao Conselho Nacional do Ministério Público o
controle da atuação administrativa e financeira do Ministério Público
e do cumprimento dos deveres funcionais de seus membros, cabendo
lhe:
I zelar pela autonomia funcional e administrativa do Ministério
Público, podendo expedir atos regulamentares, no âmbito de sua
competência, ou recomendar providências;
II zelar pela observância do art. 37 e apreciar, de ofício ou
mediante provocação, a legalidade dos atos administrativos praticados
por membros ou órgãos do Ministério Público da União e dos Estados,
podendo desconstituí-los, revê-los ou fixar prazo para que se adotem
as providências necessárias ao exato cumprimento da lei, sem prejuízo
da competência dos Tribunais de Contas;
III receber e conhecer das reclamações contra membros ou órgãos
do Ministério Público da União ou dos Estados, inclusive contra seus
serviços auxiliares, sem prejuízo da competência disciplinar e
correicional da instituição, podendo avocar processos disciplinares em
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Voto - MIN. LUIZ FUX
MS 27744 / DF
curso, determinar a remoção, a disponibilidade ou a aposentadoria
com subsídios ou proventos proporcionais ao tempo de serviço e
aplicar outras sanções administrativas, assegurada ampla defesa;
IV rever, de ofício ou mediante provocação, os processos
disciplinares de membros do Ministério Público da União ou dos
Estados julgados há menos de um ano;
V elaborar relatório anual, propondo as providências que julgar
necessárias sobre a situação do Ministério Público no País e as
atividades do Conselho, o qual deve integrar a mensagem prevista no
art. 84, XI”.
Nessa esteira, verifica-se que o CNMP, ao declarar a
inconstitucionalidade do art. 141, in fine, da Lei Orgânica do MP/SC,
exorbitou de suas funções, que se limitam, repito, ao controle da
legalidade dos atos administrativos praticados por membros ou órgãos
do Parquet.
A corroborar essa assertiva, menciono o que decidiu o Plenário desta
Corte ao apreciar o MS 28.872 AgR/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski,
ocasião em que se discutiu a possibilidade do exercício do controle de
constitucionalidade pelo Conselho Nacional de Justiça:
“AGRAVO REGIMENTAL. MANDADO DE SEGURANÇA.
CONSELHO
NACIONAL
DE
JUSTIÇA.
NÃO
CONHECIMENTO DE PROCEDIMENTO DE CONTROLE
ADMINISTRATIVO. EXERCÍCIO DE CONTROLE DIFUSO DE
CONSTITUCIONALIDADE PELO CNJ. IMPOSSIBILIDADE.
MANDADO DE SEGURANÇA A QUE SE NEGOU
PROVIMENTO. AGRAVO IMPROVIDO. I – O Conselho Nacional
de Justiça, embora seja órgão do Poder Judiciário, nos termos do art.
103-B, § 4º, II, da Constituição Federal, possui, tão somente,
atribuições de natureza administrativa e, nesse sentido, não lhe é
permitido apreciar a constitucionalidade dos atos administrativos,
mas somente sua legalidade. II – Agravo improvido”.
3
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MS 27744 / DF
curso, determinar a remoção, a disponibilidade ou a aposentadoria
com subsídios ou proventos proporcionais ao tempo de serviço e
aplicar outras sanções administrativas, assegurada ampla defesa;
IV rever, de ofício ou mediante provocação, os processos
disciplinares de membros do Ministério Público da União ou dos
Estados julgados há menos de um ano;
V elaborar relatório anual, propondo as providências que julgar
necessárias sobre a situação do Ministério Público no País e as
atividades do Conselho, o qual deve integrar a mensagem prevista no
art. 84, XI”.
Nessa esteira, verifica-se que o CNMP, ao declarar a
inconstitucionalidade do art. 141, in fine, da Lei Orgânica do MP/SC,
exorbitou de suas funções, que se limitam, repito, ao controle da
legalidade dos atos administrativos praticados por membros ou órgãos
do Parquet.
A corroborar essa assertiva, menciono o que decidiu o Plenário desta
Corte ao apreciar o MS 28.872 AgR/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski,
ocasião em que se discutiu a possibilidade do exercício do controle de
constitucionalidade pelo Conselho Nacional de Justiça:
“AGRAVO REGIMENTAL. MANDADO DE SEGURANÇA.
CONSELHO
NACIONAL
DE
JUSTIÇA.
NÃO
CONHECIMENTO DE PROCEDIMENTO DE CONTROLE
ADMINISTRATIVO. EXERCÍCIO DE CONTROLE DIFUSO DE
CONSTITUCIONALIDADE PELO CNJ. IMPOSSIBILIDADE.
MANDADO DE SEGURANÇA A QUE SE NEGOU
PROVIMENTO. AGRAVO IMPROVIDO. I – O Conselho Nacional
de Justiça, embora seja órgão do Poder Judiciário, nos termos do art.
103-B, § 4º, II, da Constituição Federal, possui, tão somente,
atribuições de natureza administrativa e, nesse sentido, não lhe é
permitido apreciar a constitucionalidade dos atos administrativos,
mas somente sua legalidade. II – Agravo improvido”.
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MS 27744 / DF
No mesmo sentido:
“AÇÃO CAUTELAR PREPARATÓRIA. LEI N. 8.223/2007
DO ESTADO DA PARAÍBA. CRIAÇÃO LEGAL DE CARGOS
EM COMISSÃO NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA ESTADUAL.
ASSISTENTES ADMINISTRATIVOS. ATO DO CONSELHO
NACIONAL DE JUSTIÇA. EXONERAÇÃO DETERMINADA.
ALEGAÇÃO DE INCOMPETÊNCIA DO CNJ. LIMINAR
DEFERIDA. REFERENDO. 1. Ação Cautelar preparatória de ação
destinada à desconstituição da decisão administrativa do Conselho
Nacional de Justiça que determinou a exoneração de servidores
nomeados para os cargos em comissão criados pela Lei n. 8.223/2007
do Estado da Paraíba. 2. O Tribunal de Justiça da Paraíba deu exato
cumprimento à lei ao promover as nomeações, mas, o Conselho
Nacional de Justiça concluiu pela exoneração dos servidores em razão
de haver “indícios de inconstitucionalidade material” naquele diploma
legal. 3. Afastado o vício apontado pelo Conselho Nacional de Justiça
sob critérios extraídos da Constituição da República (art. 37, incs. II e
V), pois a ilegalidade não residiria nas efetivas nomeações ocorridas no
Tribunal de Justiça da Paraíba, mas na própria norma legal que criou
os cargos. 4. A Lei n. 8.223/2007, decretada e sancionada pelos
Poderes Legislativo e Executivo do Estado da Paraíba, não
pode ter o controle de constitucionalidade realizado pelo
Conselho Nacional de Justiça, pois a Constituição da
República confere essa competência, com exclusividade, ao
Supremo Tribunal Federal. 5. Medida liminar referendada” (AC
2390 MC-REF, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal
Pleno, julgado em 19/08/2010, DJe-080 DIVULG 29-04-2011
PUBLIC 02-05-2011 EMENT VOL-02512-01 PP-00021 -
grifamos).
Vale salientar, outrossim, que o próprio Relator do feito, Conselheiro
Sérgio Alberto Frazão do Couto, manifestou-se pelo não conhecimento do
pedido, sob o entendimento de que “embute pretensão de exercício de
controle concentrado de constitucionalidade”, e que a declaração, ou não, da
constitucionalidade de lei em tese é de competência privativa do STF, no
4
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No mesmo sentido:
“AÇÃO CAUTELAR PREPARATÓRIA. LEI N. 8.223/2007
DO ESTADO DA PARAÍBA. CRIAÇÃO LEGAL DE CARGOS
EM COMISSÃO NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA ESTADUAL.
ASSISTENTES ADMINISTRATIVOS. ATO DO CONSELHO
NACIONAL DE JUSTIÇA. EXONERAÇÃO DETERMINADA.
ALEGAÇÃO DE INCOMPETÊNCIA DO CNJ. LIMINAR
DEFERIDA. REFERENDO. 1. Ação Cautelar preparatória de ação
destinada à desconstituição da decisão administrativa do Conselho
Nacional de Justiça que determinou a exoneração de servidores
nomeados para os cargos em comissão criados pela Lei n. 8.223/2007
do Estado da Paraíba. 2. O Tribunal de Justiça da Paraíba deu exato
cumprimento à lei ao promover as nomeações, mas, o Conselho
Nacional de Justiça concluiu pela exoneração dos servidores em razão
de haver “indícios de inconstitucionalidade material” naquele diploma
legal. 3. Afastado o vício apontado pelo Conselho Nacional de Justiça
sob critérios extraídos da Constituição da República (art. 37, incs. II e
V), pois a ilegalidade não residiria nas efetivas nomeações ocorridas no
Tribunal de Justiça da Paraíba, mas na própria norma legal que criou
os cargos. 4. A Lei n. 8.223/2007, decretada e sancionada pelos
Poderes Legislativo e Executivo do Estado da Paraíba, não
pode ter o controle de constitucionalidade realizado pelo
Conselho Nacional de Justiça, pois a Constituição da
República confere essa competência, com exclusividade, ao
Supremo Tribunal Federal. 5. Medida liminar referendada” (AC
2390 MC-REF, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal
Pleno, julgado em 19/08/2010, DJe-080 DIVULG 29-04-2011
PUBLIC 02-05-2011 EMENT VOL-02512-01 PP-00021 -
grifamos).
Vale salientar, outrossim, que o próprio Relator do feito, Conselheiro
Sérgio Alberto Frazão do Couto, manifestou-se pelo não conhecimento do
pedido, sob o entendimento de que “embute pretensão de exercício de
controle concentrado de constitucionalidade”, e que a declaração, ou não, da
constitucionalidade de lei em tese é de competência privativa do STF, no
4
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Voto - MIN. LUIZ FUX
MS 27744 / DF
que foi acompanhado pelo Conselheiro Cláudio Barros Silva.
Em recente decisão, o Ministro Celso de Mello reafirmou essa
orientação ao deferir liminar em mandado de segurança impetrado
contra ato do CNJ, que, supostamente, teria se valido de procedimento de
controle administrativo como sucedâneo de ação direta de
inconstitucionalidade para, assim, determinar que o TJ/AM se abstivesse
de aplicar lei estadual. Destaco, do referido do decisum:
“não se desconhece que o Conselho Nacional de Justiça, embora
incluído na estrutura constitucional do Poder Judiciário, qualifica-se
como órgão de índole eminentemente administrativa, não se
achando investido de atribuições institucionais que lhe
permitam proceder ao controle abstrato de constitucionalidade
referente a leis e a atos estatais em geral (…)
Assinalo, por oportuno, que esta Suprema Corte já proferiu
decisões em igual sentido, advertindo, ainda, de outro lado, a despeito
da controvérsia doutrinária existente, que o Conselho Nacional de
Justiça – quer colegialmente, quer mediante atuação
monocrática de seus Conselheiros ou do Senhor Corregedor
Nacional de Justiça – não dispõe de competência para exercer o
controle incidental ou concreto de constitucionalidade (muito
menos o controle preventivo abstrato de constitucionalidade) de atos
do Poder Legislativo” (MS 32.582 MC).
Ainda nesse contexto, anoto que a natureza meramente
administrativa do CNJ foi afirmada por este Tribunal no julgamento da
ADI 3.367/DF, Rel. Min. Cezar Peluso, cujo acórdão recebeu a seguinte
ementa:
“1. AÇÃO. Condição. Interesse processual, ou de agir.
Caracterização. Ação direta de inconstitucionalidade. Propositura
antes da publicação oficial da Emenda Constitucional nº 45/2004.
Publicação superveniente, antes do julgamento da causa. Suficiência.
Carência da ação não configurada. Preliminar repelida. Inteligência do
5
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que foi acompanhado pelo Conselheiro Cláudio Barros Silva.
Em recente decisão, o Ministro Celso de Mello reafirmou essa
orientação ao deferir liminar em mandado de segurança impetrado
contra ato do CNJ, que, supostamente, teria se valido de procedimento de
controle administrativo como sucedâneo de ação direta de
inconstitucionalidade para, assim, determinar que o TJ/AM se abstivesse
de aplicar lei estadual. Destaco, do referido do decisum:
“não se desconhece que o Conselho Nacional de Justiça, embora
incluído na estrutura constitucional do Poder Judiciário, qualifica-se
como órgão de índole eminentemente administrativa, não se
achando investido de atribuições institucionais que lhe
permitam proceder ao controle abstrato de constitucionalidade
referente a leis e a atos estatais em geral (…)
Assinalo, por oportuno, que esta Suprema Corte já proferiu
decisões em igual sentido, advertindo, ainda, de outro lado, a despeito
da controvérsia doutrinária existente, que o Conselho Nacional de
Justiça – quer colegialmente, quer mediante atuação
monocrática de seus Conselheiros ou do Senhor Corregedor
Nacional de Justiça – não dispõe de competência para exercer o
controle incidental ou concreto de constitucionalidade (muito
menos o controle preventivo abstrato de constitucionalidade) de atos
do Poder Legislativo” (MS 32.582 MC).
Ainda nesse contexto, anoto que a natureza meramente
administrativa do CNJ foi afirmada por este Tribunal no julgamento da
ADI 3.367/DF, Rel. Min. Cezar Peluso, cujo acórdão recebeu a seguinte
ementa:
“1. AÇÃO. Condição. Interesse processual, ou de agir.
Caracterização. Ação direta de inconstitucionalidade. Propositura
antes da publicação oficial da Emenda Constitucional nº 45/2004.
Publicação superveniente, antes do julgamento da causa. Suficiência.
Carência da ação não configurada. Preliminar repelida. Inteligência do
5
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MS 27744 / DF
art. 267, VI, do CPC. Devendo as condições da ação coexistir à data da
sentença, considera-se presente o interesse processual, ou de agir, em
ação direta de inconstitucionalidade de Emenda Constitucional que só
foi publicada, oficialmente, no curso do processo, mas antes da
sentença.
2. INCONSTITUCIONALIDADE. Ação direta.
Emenda Constitucional nº 45/2004. Poder Judiciário. Conselho
Nacional de Justiça. Instituição e disciplina. Natureza
meramente administrativa. Órgão interno de controle
administrativo, financeiro e disciplinar da magistratura.
Constitucionalidade reconhecida. Separação e independência
dos Poderes. História, significado e alcance concreto do
princípio. Ofensa a cláusula constitucional imutável (cláusula
pétrea). Inexistência. Subsistência do núcleo político do
princípio, mediante preservação da função jurisdicional, típica
do Judiciário, e das condições materiais do seu exercício
imparcial e independente. Precedentes e súmula 649.
Inaplicabilidade ao caso. Interpretação dos arts. 2º e 60, § 4º,
III, da CF. Ação julgada improcedente. Votos vencidos. São
constitucionais as normas que, introduzidas pela Emenda
Constitucional nº 45, de 8 de dezembro de 2004, instituem e
disciplinam o Conselho Nacional de Justiça, como órgão
administrativo do Poder Judiciário nacional. 3. PODER
JUDICIÁRIO. Caráter nacional. Regime orgânico unitário. Controle
administrativo, financeiro e disciplinar. Órgão interno ou externo.
Conselho de Justiça. Criação por Estado membro. Inadmissibilidade.
Falta de competência constitucional. Os Estados membros carecem de
competência constitucional para instituir, como órgão interno ou
externo do Judiciário, conselho destinado ao controle da atividade
administrativa, financeira ou disciplinar da respectiva Justiça. 4.
PODER JUDICIÁRIO. Conselho Nacional de Justiça. Órgão de
natureza exclusivamente administrativa. Atribuições de
controle da atividade administrativa, financeira e disciplinar
da magistratura. Competência relativa apenas aos órgãos e juízes
situados, hierarquicamente, abaixo do Supremo Tribunal Federal.
Preeminência deste, como órgão máximo do Poder Judiciário, sobre o
Conselho, cujos atos e decisões estão sujeitos a seu controle
6
Supremo Tribunal Federal
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art. 267, VI, do CPC. Devendo as condições da ação coexistir à data da
sentença, considera-se presente o interesse processual, ou de agir, em
ação direta de inconstitucionalidade de Emenda Constitucional que só
foi publicada, oficialmente, no curso do processo, mas antes da
sentença.
2. INCONSTITUCIONALIDADE. Ação direta.
Emenda Constitucional nº 45/2004. Poder Judiciário. Conselho
Nacional de Justiça. Instituição e disciplina. Natureza
meramente administrativa. Órgão interno de controle
administrativo, financeiro e disciplinar da magistratura.
Constitucionalidade reconhecida. Separação e independência
dos Poderes. História, significado e alcance concreto do
princípio. Ofensa a cláusula constitucional imutável (cláusula
pétrea). Inexistência. Subsistência do núcleo político do
princípio, mediante preservação da função jurisdicional, típica
do Judiciário, e das condições materiais do seu exercício
imparcial e independente. Precedentes e súmula 649.
Inaplicabilidade ao caso. Interpretação dos arts. 2º e 60, § 4º,
III, da CF. Ação julgada improcedente. Votos vencidos. São
constitucionais as normas que, introduzidas pela Emenda
Constitucional nº 45, de 8 de dezembro de 2004, instituem e
disciplinam o Conselho Nacional de Justiça, como órgão
administrativo do Poder Judiciário nacional. 3. PODER
JUDICIÁRIO. Caráter nacional. Regime orgânico unitário. Controle
administrativo, financeiro e disciplinar. Órgão interno ou externo.
Conselho de Justiça. Criação por Estado membro. Inadmissibilidade.
Falta de competência constitucional. Os Estados membros carecem de
competência constitucional para instituir, como órgão interno ou
externo do Judiciário, conselho destinado ao controle da atividade
administrativa, financeira ou disciplinar da respectiva Justiça. 4.
PODER JUDICIÁRIO. Conselho Nacional de Justiça. Órgão de
natureza exclusivamente administrativa. Atribuições de
controle da atividade administrativa, financeira e disciplinar
da magistratura. Competência relativa apenas aos órgãos e juízes
situados, hierarquicamente, abaixo do Supremo Tribunal Federal.
Preeminência deste, como órgão máximo do Poder Judiciário, sobre o
Conselho, cujos atos e decisões estão sujeitos a seu controle
6
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Voto - MIN. LUIZ FUX
MS 27744 / DF
jurisdicional. Inteligência dos art. 102, caput, inc. I, letra "r", e § 4º,
da CF. O Conselho Nacional de Justiça não tem nenhuma competência
sobre o Supremo Tribunal Federal e seus ministros, sendo esse o órgão
máximo do Poder Judiciário nacional, a que aquele está sujeito. 5.
PODER JUDICIÁRIO. Conselho Nacional de Justiça. Competência.
Magistratura. Magistrado vitalício. Cargo. Perda mediante decisão
administrativa. Previsão em texto aprovado pela Câmara dos
Deputados e constante do Projeto que resultou na Emenda
Constitucional nº 45/2004. Supressão pelo Senado Federal.
Reapreciação pela Câmara. Desnecessidade. Subsistência do sentido
normativo do texto residual aprovado e promulgado (art. 103-B, § 4º,
III). Expressão que, ademais, ofenderia o disposto no art. 95, I, parte
final, da CF. Ofensa ao art. 60, § 2º, da CF. Não ocorrência. Argüição
repelida. Precedentes. Não precisa ser reapreciada pela Câmara dos
Deputados expressão suprimida pelo Senado Federal em texto de
projeto que, na redação remanescente, aprovada de ambas as Casas do
Congresso, não perdeu sentido normativo. 6. PODER JUDICIÁRIO.
Conselho Nacional de Justiça. Membro. Advogados e cidadãos.
Exercício do mandato. Atividades incompatíveis com tal exercício.
Proibição não constante das normas da Emenda Constitucional nº
45/2004. Pendência de projeto tendente a torná-la expressa, mediante
acréscimo de § 8º ao art. 103-B da CF. Irrelevância. Ofensa ao
princípio da isonomia. Não ocorrência. Impedimentos já previstos à
conjugação dos arts. 95, § único, e 127, § 5º, II, da CF. Ação direta de
inconstitucionalidade. Pedido aditado. Improcedência. Nenhum dos
advogados ou cidadãos membros do Conselho Nacional de Justiça
pode, durante o exercício do mandato, exercer atividades
incompatíveis com essa condição, tais como exercer outro cargo ou
função, salvo uma de magistério, dedicar-se a atividade político-
partidária e exercer a advocacia no território nacional”.
O mesmo entendimento deve ser aplicado ao CNMP, em função da
identidade de atribuições que lhes são conferidas pela Carta Magna.
Anoto, por oportuno, que, consoante leciona o ilustre Ministro Luís
Roberto Barroso, ao tratar do controle de constitucionalidade no Direito
7
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jurisdicional. Inteligência dos art. 102, caput, inc. I, letra "r", e § 4º,
da CF. O Conselho Nacional de Justiça não tem nenhuma competência
sobre o Supremo Tribunal Federal e seus ministros, sendo esse o órgão
máximo do Poder Judiciário nacional, a que aquele está sujeito. 5.
PODER JUDICIÁRIO. Conselho Nacional de Justiça. Competência.
Magistratura. Magistrado vitalício. Cargo. Perda mediante decisão
administrativa. Previsão em texto aprovado pela Câmara dos
Deputados e constante do Projeto que resultou na Emenda
Constitucional nº 45/2004. Supressão pelo Senado Federal.
Reapreciação pela Câmara. Desnecessidade. Subsistência do sentido
normativo do texto residual aprovado e promulgado (art. 103-B, § 4º,
III). Expressão que, ademais, ofenderia o disposto no art. 95, I, parte
final, da CF. Ofensa ao art. 60, § 2º, da CF. Não ocorrência. Argüição
repelida. Precedentes. Não precisa ser reapreciada pela Câmara dos
Deputados expressão suprimida pelo Senado Federal em texto de
projeto que, na redação remanescente, aprovada de ambas as Casas do
Congresso, não perdeu sentido normativo. 6. PODER JUDICIÁRIO.
Conselho Nacional de Justiça. Membro. Advogados e cidadãos.
Exercício do mandato. Atividades incompatíveis com tal exercício.
Proibição não constante das normas da Emenda Constitucional nº
45/2004. Pendência de projeto tendente a torná-la expressa, mediante
acréscimo de § 8º ao art. 103-B da CF. Irrelevância. Ofensa ao
princípio da isonomia. Não ocorrência. Impedimentos já previstos à
conjugação dos arts. 95, § único, e 127, § 5º, II, da CF. Ação direta de
inconstitucionalidade. Pedido aditado. Improcedência. Nenhum dos
advogados ou cidadãos membros do Conselho Nacional de Justiça
pode, durante o exercício do mandato, exercer atividades
incompatíveis com essa condição, tais como exercer outro cargo ou
função, salvo uma de magistério, dedicar-se a atividade político-
partidária e exercer a advocacia no território nacional”.
O mesmo entendimento deve ser aplicado ao CNMP, em função da
identidade de atribuições que lhes são conferidas pela Carta Magna.
Anoto, por oportuno, que, consoante leciona o ilustre Ministro Luís
Roberto Barroso, ao tratar do controle de constitucionalidade no Direito
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Voto - MIN. LUIZ FUX
MS 27744 / DF
Brasileiro, quanto à natureza do órgão de controle, nosso ordenamento
prevê apenas o controle político e o controle judicial. Destaca o eminente
jurista que
“No Brasil, onde o controle de constitucionalidade é
eminentemente de natureza judicial – isto é cabe aos órgãos do Poder
judiciário a palavra final acerca da constitucionalidade ou não de uma
norma -, existem, no entanto, diversas instâncias de controle político
da constitucionalidade, tanto no âmbito do Poder Executivo – e.g., o
veto de uma lei por inconstitucionalidade – como no poder Legislativo
– e.g., rejeição de um projeto de lei pela Comissão de Constituição e
Justiça da casa legislativa, por inconstitucionalidade1”.
Não há previsão, pois, de controle de constitucionalidade de
natureza administrativa.
É de se refutar, ademais, o argumento de que seria aplicável, ao
Conselho Nacional do Ministério Público, a orientação fixada por este
Tribunal no julgamento da medida cautelar na ADI 221/DF, no sentido de
que os Chefes dos Poderes Executivo e Legislativo podem determinar aos
seus órgãos subordinados que deixem de aplicar administrativamente leis
ou atos com força de lei que considerem inconstitucionais. Isso porque
esse entendimento fica adstrito aos Chefes do Poder Executivo, em razão
de sua atuação concreta no desempenho de função de administrar com
independência funcional.
Além disso, destaco que existe idêntica previsão à ora questionada
na lei de regência da magistratura catarinense (“O juiz de direito da
comarca cuja entrância tiver sido elevada poderá pedir, no prazo de dois dias,
quando promovido, que sua promoção se efetive na comarca em que se encontre)”
e de diversos Estados da federação, normas que vêm sendo, desde há
muito, aplicadas normalmente.
1
BARROSO, Luís Roberto. O controle de constitucionalidade no direito brasileiro: exposição
sistemática da doutrina e análise crítica da jurisprudência. 5. ed. São Paulo: Saraiva, 2011, p.65.
8
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
MS 27744 / DF
Brasileiro, quanto à natureza do órgão de controle, nosso ordenamento
prevê apenas o controle político e o controle judicial. Destaca o eminente
jurista que
“No Brasil, onde o controle de constitucionalidade é
eminentemente de natureza judicial – isto é cabe aos órgãos do Poder
judiciário a palavra final acerca da constitucionalidade ou não de uma
norma -, existem, no entanto, diversas instâncias de controle político
da constitucionalidade, tanto no âmbito do Poder Executivo – e.g., o
veto de uma lei por inconstitucionalidade – como no poder Legislativo
– e.g., rejeição de um projeto de lei pela Comissão de Constituição e
Justiça da casa legislativa, por inconstitucionalidade1”.
Não há previsão, pois, de controle de constitucionalidade de
natureza administrativa.
É de se refutar, ademais, o argumento de que seria aplicável, ao
Conselho Nacional do Ministério Público, a orientação fixada por este
Tribunal no julgamento da medida cautelar na ADI 221/DF, no sentido de
que os Chefes dos Poderes Executivo e Legislativo podem determinar aos
seus órgãos subordinados que deixem de aplicar administrativamente leis
ou atos com força de lei que considerem inconstitucionais. Isso porque
esse entendimento fica adstrito aos Chefes do Poder Executivo, em razão
de sua atuação concreta no desempenho de função de administrar com
independência funcional.
Além disso, destaco que existe idêntica previsão à ora questionada
na lei de regência da magistratura catarinense (“O juiz de direito da
comarca cuja entrância tiver sido elevada poderá pedir, no prazo de dois dias,
quando promovido, que sua promoção se efetive na comarca em que se encontre)”
e de diversos Estados da federação, normas que vêm sendo, desde há
muito, aplicadas normalmente.
1
BARROSO, Luís Roberto. O controle de constitucionalidade no direito brasileiro: exposição
sistemática da doutrina e análise crítica da jurisprudência. 5. ed. São Paulo: Saraiva, 2011, p.65.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 29
Voto - MIN. LUIZ FUX
MS 27744 / DF
Acrescento, ainda, que questão semelhante à posta nestes autos já foi
enfrentada pelo Conselho Nacional de Justiça, no Procedimento de
Controle Administrativo 283/MA, oportunidade em que aquele órgão de
controle administrativo entendeu pela legalidade da opção de
permanência na mesma comarca elevada à entrância para a qual o
magistrado foi promovido, porque consentânea com o interesse público.
Saliento, outrossim, que, em 2007, o então Procurador-Geral da
República, acolhendo representação de magistrados e promotores
maranhenses, protocolou, nesta Corte, a ADI 3.997, em que sustentou a
inconstitucionalidade de dispositivos da Lei Complementar 14/1991 do
Estado do Maranhão, com a redação conferida pela Lei Complementar
104/2006 – Código de Divisão e Organização Judiciárias do Estado do
Maranhão.
Entretanto, dentre as disposições impugnadas pelo chefe do Parquet
federal não estava aquela que prevê a opção de permanência do
magistrado promovido na comarca cuja entrância tenha sido elevada,
donde se conclui que o Procurador-Geral da República não vislumbrou
qualquer pecha de inconstitucionalidade naquela previsão legal. Ora,
tendo em vista que o próprio Chefe do Ministério Público Federal, que
possui legitimidade para ajuizar ação direita de inconstitucionalidade
nesta Corte deixou de questionar a norma ora debatida por entendê-la
consentânea com a Constituição Federal, não se poderia admitir que
promotores de justiça, que sequer são legitimados para a ação, logrem
obter o mesmo resultado que adviria de um eventual pronunciamento
deste Tribunal em sede de ação direta, mediante a utilização de via
transversa.
Ora, in casu, os requerentes do PCA pugnaram pela “não
aplicabilidade do art. 141, parte final, da Lei Complementar Estadual de Santa
Catarina n. 197/2000”, o que foi acolhido pelo CNMP - conforme
9
Supremo Tribunal Federal
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MS 27744 / DF
Acrescento, ainda, que questão semelhante à posta nestes autos já foi
enfrentada pelo Conselho Nacional de Justiça, no Procedimento de
Controle Administrativo 283/MA, oportunidade em que aquele órgão de
controle administrativo entendeu pela legalidade da opção de
permanência na mesma comarca elevada à entrância para a qual o
magistrado foi promovido, porque consentânea com o interesse público.
Saliento, outrossim, que, em 2007, o então Procurador-Geral da
República, acolhendo representação de magistrados e promotores
maranhenses, protocolou, nesta Corte, a ADI 3.997, em que sustentou a
inconstitucionalidade de dispositivos da Lei Complementar 14/1991 do
Estado do Maranhão, com a redação conferida pela Lei Complementar
104/2006 – Código de Divisão e Organização Judiciárias do Estado do
Maranhão.
Entretanto, dentre as disposições impugnadas pelo chefe do Parquet
federal não estava aquela que prevê a opção de permanência do
magistrado promovido na comarca cuja entrância tenha sido elevada,
donde se conclui que o Procurador-Geral da República não vislumbrou
qualquer pecha de inconstitucionalidade naquela previsão legal. Ora,
tendo em vista que o próprio Chefe do Ministério Público Federal, que
possui legitimidade para ajuizar ação direita de inconstitucionalidade
nesta Corte deixou de questionar a norma ora debatida por entendê-la
consentânea com a Constituição Federal, não se poderia admitir que
promotores de justiça, que sequer são legitimados para a ação, logrem
obter o mesmo resultado que adviria de um eventual pronunciamento
deste Tribunal em sede de ação direta, mediante a utilização de via
transversa.
Ora, in casu, os requerentes do PCA pugnaram pela “não
aplicabilidade do art. 141, parte final, da Lei Complementar Estadual de Santa
Catarina n. 197/2000”, o que foi acolhido pelo CNMP - conforme
9
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 29
Voto - MIN. LUIZ FUX
MS 27744 / DF
consignado na certidão de julgamento - que determinou “a inaplicabilidade
do dispositivo questionado nos casos concretos”. No entanto, os debates
travados no julgamento do PCA dão conta de que a inaplicabilidade da
norma em questão não se limita aos casos concretos, mas se estende a
situações futuras, o que deixa patente o exercício de controle concentrado
de constitucionalidade pelo Conselho Nacional do Ministério Público, o
que não é admitido por esta Corte.
Com essas considerações, voto pela concessão da ordem, para cassar
o acórdão proferido pelo CNMP nos autos do PCA 498/2008-76.
10
Supremo Tribunal Federal
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MS 27744 / DF
consignado na certidão de julgamento - que determinou “a inaplicabilidade
do dispositivo questionado nos casos concretos”. No entanto, os debates
travados no julgamento do PCA dão conta de que a inaplicabilidade da
norma em questão não se limita aos casos concretos, mas se estende a
situações futuras, o que deixa patente o exercício de controle concentrado
de constitucionalidade pelo Conselho Nacional do Ministério Público, o
que não é admitido por esta Corte.
Com essas considerações, voto pela concessão da ordem, para cassar
o acórdão proferido pelo CNMP nos autos do PCA 498/2008-76.
10
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 29
Debate
06/05/2014
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 27.744 DISTRITO FEDERAL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – O
Conselho atuou em cima de caso concreto e deixou de aplicar a lei, por tê-
la como inconstitucional, observando a Constituição.
Todos estamos submetidos à Carta da República, que é a Lei das leis,
inclusive o Conselho Nacional do Ministério Público. Algo é atuar de
forma abstrata, vindo a declarar a incompatibilidade de uma lei com o
Texto Constitucional. Coisa diversa é enfrentar situação concreta e
entender que prevalece não a lei, no caso, estadual, mas sim a
Constituição.
Esse dever toda a administração tem. A administração não está
compelida a observar lei que tenha como incompatível com a Lei Maior.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Eu estou
trazendo, aqui, precedente até mesmo específico.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Sim, eu fiquei vencido, em Plenário, no Mandado de Segurança nº
28.141, cujo Relator foi o Ministro Ricardo Lewandowski. Está no item I
da Ementa:
"I – O Conselho Nacional de Justiça, órgão de natureza
administrativa que é, não possui competência para determinar
o afastamento de cobrança de emolumento judicial com
fundamento na sua inconstitucionalidade, mesmo porque tal
ato termina por afastar a aplicação da própria lei tributária."
Eu fiquei vencido neste caso.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) - A
primeira vez que o Supremo enfrentou essa matéria – pelo menos que me
lembre, não por ter estado quando do julgamento, mas por visita a
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06/05/2014
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 27.744 DISTRITO FEDERAL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – O
Conselho atuou em cima de caso concreto e deixou de aplicar a lei, por tê-
la como inconstitucional, observando a Constituição.
Todos estamos submetidos à Carta da República, que é a Lei das leis,
inclusive o Conselho Nacional do Ministério Público. Algo é atuar de
forma abstrata, vindo a declarar a incompatibilidade de uma lei com o
Texto Constitucional. Coisa diversa é enfrentar situação concreta e
entender que prevalece não a lei, no caso, estadual, mas sim a
Constituição.
Esse dever toda a administração tem. A administração não está
compelida a observar lei que tenha como incompatível com a Lei Maior.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Eu estou
trazendo, aqui, precedente até mesmo específico.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Sim, eu fiquei vencido, em Plenário, no Mandado de Segurança nº
28.141, cujo Relator foi o Ministro Ricardo Lewandowski. Está no item I
da Ementa:
"I – O Conselho Nacional de Justiça, órgão de natureza
administrativa que é, não possui competência para determinar
o afastamento de cobrança de emolumento judicial com
fundamento na sua inconstitucionalidade, mesmo porque tal
ato termina por afastar a aplicação da própria lei tributária."
Eu fiquei vencido neste caso.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) - A
primeira vez que o Supremo enfrentou essa matéria – pelo menos que me
lembre, não por ter estado quando do julgamento, mas por visita a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 29
Debate
MS 27744 / DF
precedente –, atuou como relator o ministro Victor Nunes Leal, envolvia
situação concreta em que o Tribunal de Contas da União deixara de
observar lei para implementar a eficácia, a concretude, da Constituição
Federal. O Supremo concluiu que era possível, porque, senão, chegar-se-
ia a seguinte situação: estar todo órgão da Administração Pública
compelido a observar lei ordinária em detrimento da Constituição.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Ministro, Vossa
Excelência me permite? Eu acho que fui muito sintético.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) –
Como?
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Eu fui muito
sintético. Só para eu acrescentar dois aspectos aqui. Ah, não, a questão
fática todo mundo entendeu. É fácil. A comarca foi elevada de entrância, e
o Conselho entendeu que era inconstitucional aquela lei local.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Prezava que ele ficasse naquela mesma entrância.
2
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Supremo Tribunal Federal
MS 27744 / DF
precedente –, atuou como relator o ministro Victor Nunes Leal, envolvia
situação concreta em que o Tribunal de Contas da União deixara de
observar lei para implementar a eficácia, a concretude, da Constituição
Federal. O Supremo concluiu que era possível, porque, senão, chegar-se-
ia a seguinte situação: estar todo órgão da Administração Pública
compelido a observar lei ordinária em detrimento da Constituição.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Ministro, Vossa
Excelência me permite? Eu acho que fui muito sintético.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) –
Como?
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Eu fui muito
sintético. Só para eu acrescentar dois aspectos aqui. Ah, não, a questão
fática todo mundo entendeu. É fácil. A comarca foi elevada de entrância, e
o Conselho entendeu que era inconstitucional aquela lei local.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Prezava que ele ficasse naquela mesma entrância.
2
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Explicação
06/05/2014
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 27.744 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
IMPTE.(S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SANTA CATARINA
IMPDO.(A/S)
:CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO
(PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO
Nº 0.00.000.000498/2008-76)
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) –
Ministro, a única dúvida é a seguinte: defronta-se o Conselho com um
caso concreto e, com o dilema: homenagear a lei ou a Constituição
Federal. Atuando, não exerce o controle difuso propriamente dito, porque
órgão administrativo. Julga o caso administrativo concreto, desta ou
daquela forma, ante a impossibilidade de homenagear a Carta da
República? O sistema não fecha.
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06/05/2014
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 27.744 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
IMPTE.(S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SANTA CATARINA
IMPDO.(A/S)
:CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO
(PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO
Nº 0.00.000.000498/2008-76)
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) –
Ministro, a única dúvida é a seguinte: defronta-se o Conselho com um
caso concreto e, com o dilema: homenagear a lei ou a Constituição
Federal. Atuando, não exerce o controle difuso propriamente dito, porque
órgão administrativo. Julga o caso administrativo concreto, desta ou
daquela forma, ante a impossibilidade de homenagear a Carta da
República? O sistema não fecha.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 29
Vista
06/05/2014
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 27.744 DISTRITO FEDERAL
VISTA
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu devo
dizer que concordo com o Ministro Marco Aurélio no sentido de que
quem tem a incumbência de aplicar a norma a uma situação concreta não
pode ser compelido a deixar de aplicar a Constituição e aplicar a norma
que considera incompatível. Portanto, acho que, nesse ponto, estamos
afinados, eu e o Presidente.
A impressão que eu tive - mas posso pedir vista, se for o caso - é que
o Conselho Nacional do Ministério Público teria declarado a norma
inconstitucional para além do caso concreto - pelo menos, na minha
anotação -, determinando a sua não aplicação a todos os casos
potencialmente alcançados pelo mesmo, inclusive outorgando ao ato
decisório efeitos ex tunc, de modo a desconstituir promoções e opções
havidas e situações já consolidadas.
Aí, controle concentrado, eu acho que não é o caso.
De modo que, por este fundamento de que não foi um controle
concreto, mas uma proclamação abstrata de inconstitucionalidade, é que
eu tenderia a acompanhar o Relator.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Eu destaquei
exatamente esse trecho.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Esse!
E há um precedente do Plenário. Eu imagino que Vossa Excelência
tenha votado divergentemente no Plenário, nessa decisão do Ministro
Lewandowski.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Como
o computador é único, a minha cabeça, devo ter votado vencido, sob pena
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
06/05/2014
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 27.744 DISTRITO FEDERAL
VISTA
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu devo
dizer que concordo com o Ministro Marco Aurélio no sentido de que
quem tem a incumbência de aplicar a norma a uma situação concreta não
pode ser compelido a deixar de aplicar a Constituição e aplicar a norma
que considera incompatível. Portanto, acho que, nesse ponto, estamos
afinados, eu e o Presidente.
A impressão que eu tive - mas posso pedir vista, se for o caso - é que
o Conselho Nacional do Ministério Público teria declarado a norma
inconstitucional para além do caso concreto - pelo menos, na minha
anotação -, determinando a sua não aplicação a todos os casos
potencialmente alcançados pelo mesmo, inclusive outorgando ao ato
decisório efeitos ex tunc, de modo a desconstituir promoções e opções
havidas e situações já consolidadas.
Aí, controle concentrado, eu acho que não é o caso.
De modo que, por este fundamento de que não foi um controle
concreto, mas uma proclamação abstrata de inconstitucionalidade, é que
eu tenderia a acompanhar o Relator.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Eu destaquei
exatamente esse trecho.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Esse!
E há um precedente do Plenário. Eu imagino que Vossa Excelência
tenha votado divergentemente no Plenário, nessa decisão do Ministro
Lewandowski.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Como
o computador é único, a minha cabeça, devo ter votado vencido, sob pena
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8365449.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 29
Vista
MS 27744 / DF
de incidir, agora, em incoerência!
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - A minha dúvida é a
seguinte: houve o afastamento, pelo Conselho, da lei que ele entendeu
inconstitucional ao caso concreto, com, aí, um comando abstrato ou diz
exclusivamente o enunciado com o controle abstrato?
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Porque foram
elevadas de entrância várias comarcas. Então, ele fez um pronunciamento
ad futurum.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – De
qualquer forma, tem-se, no pronunciamento administrativo, duas partes:
uma alusiva ao interesse subjetivo do impetrante, e outra referente a
interesses de outros integrantes do Ministério Público.
Julgaremos apenas a situação do impetrante.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu vou
pedir vista, Presidente. Eu fiquei na dúvida do que é o certo, aqui, e aí
nós olhamos com calma.
2
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8365449.
Supremo Tribunal Federal
MS 27744 / DF
de incidir, agora, em incoerência!
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - A minha dúvida é a
seguinte: houve o afastamento, pelo Conselho, da lei que ele entendeu
inconstitucional ao caso concreto, com, aí, um comando abstrato ou diz
exclusivamente o enunciado com o controle abstrato?
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Porque foram
elevadas de entrância várias comarcas. Então, ele fez um pronunciamento
ad futurum.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – De
qualquer forma, tem-se, no pronunciamento administrativo, duas partes:
uma alusiva ao interesse subjetivo do impetrante, e outra referente a
interesses de outros integrantes do Ministério Público.
Julgaremos apenas a situação do impetrante.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu vou
pedir vista, Presidente. Eu fiquei na dúvida do que é o certo, aqui, e aí
nós olhamos com calma.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8365449.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 29
Extrato de Ata - 06/05/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
MANDADO DE SEGURANÇA 27.744
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
IMPTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
IMPDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO
(PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO Nº
0.00.000.000498/2008-76)
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Luiz Fux, relator, que
implementava a ordem, pediu vista do processo o Senhor Ministro
Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio.
Primeira Turma, 6.5.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5892809
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
MANDADO DE SEGURANÇA 27.744
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
IMPTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
IMPDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO
(PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO Nº
0.00.000.000498/2008-76)
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Luiz Fux, relator, que
implementava a ordem, pediu vista do processo o Senhor Ministro
Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio.
Primeira Turma, 6.5.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 29
Voto Vista
MANDADO DE SEGURANÇA 27.744 DISTRITO FEDERAL
VOTO-VISTA:
Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL E
ADMINISTRATIVO.
CONSELHO
NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO.
CONTROLE
DE
CONSTITUCIONALIDADE INCIDENTAL.
PROMOÇÕES
VIRTUAIS
DE
PROMOTORES DE JUSTIÇA. 1. O CNMP
pode afastar a aplicação de leis que repute
inconstitucionais, desde que o faça de forma
incidental ao decidir casos concretos. 2. É
razoável a permanência do Promotor
recém-promovido na comarca em que atua,
quando tenha havido elevação da entrância.
3. Voto pela concessão da ordem.
1.
Trata-se de mandado de segurança impetrado pelo
Procurador-Geral de Justiça do Estado de Santa Catarina contra decisão
do Conselho Nacional do Ministério Público, proferida no processo de
controle administrativo nº 498/2008-76, que desconstituiu “promoções
virtuais” de membros do Ministério Público do Estado de Santa Catarina.
2.
A controvérsia gira em torno do art. 141 da LC Estadual nº
197/2000 (Lei Orgânica do MP/SC), que assim dispõe:
“Art. 141. O membro do Ministério Público terá garantida
a sua permanência na comarca cuja entrância for elevada e,
quando promovido, nela será efetivado desde que formalize a
opção no prazo de cinco dias.”
3.
O impetrante alega que a autoridade impetrada exerceu
controle concentrado de constitucionalidade reservado ao Supremo
Tribunal Federal, ao considerar inconstitucional o citado dispositivo,
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
MANDADO DE SEGURANÇA 27.744 DISTRITO FEDERAL
VOTO-VISTA:
Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL E
ADMINISTRATIVO.
CONSELHO
NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO.
CONTROLE
DE
CONSTITUCIONALIDADE INCIDENTAL.
PROMOÇÕES
VIRTUAIS
DE
PROMOTORES DE JUSTIÇA. 1. O CNMP
pode afastar a aplicação de leis que repute
inconstitucionais, desde que o faça de forma
incidental ao decidir casos concretos. 2. É
razoável a permanência do Promotor
recém-promovido na comarca em que atua,
quando tenha havido elevação da entrância.
3. Voto pela concessão da ordem.
1.
Trata-se de mandado de segurança impetrado pelo
Procurador-Geral de Justiça do Estado de Santa Catarina contra decisão
do Conselho Nacional do Ministério Público, proferida no processo de
controle administrativo nº 498/2008-76, que desconstituiu “promoções
virtuais” de membros do Ministério Público do Estado de Santa Catarina.
2.
A controvérsia gira em torno do art. 141 da LC Estadual nº
197/2000 (Lei Orgânica do MP/SC), que assim dispõe:
“Art. 141. O membro do Ministério Público terá garantida
a sua permanência na comarca cuja entrância for elevada e,
quando promovido, nela será efetivado desde que formalize a
opção no prazo de cinco dias.”
3.
O impetrante alega que a autoridade impetrada exerceu
controle concentrado de constitucionalidade reservado ao Supremo
Tribunal Federal, ao considerar inconstitucional o citado dispositivo,
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Voto Vista
MS 27744 / DF
determinando a sua não aplicabilidade “a todos os casos potencialmente
alcançados pelo mesmo, inclusive outorgando ao ato decisório (para além das
hipóteses futuras) efeitos ex tunc, de modo a desconstituir promoções e opções
havidas e situações já consolidadas” (fls. 8).
4.
Sustenta, no mais, a constitucionalidade da promoção com
opção de permanência no órgão pré-elevado de entrância, o qual,
inclusive, consta da legislação de grande parte dos Estados da Federação,
tanto no âmbito da magistratura quanto no Ministério Público.
5.
O eminente relator, Min. Luiz Fux, votou pela concessão
da ordem. Pedi vista para analisar detidamente as peculiaridades do caso.
6.
Feita esta breve recapitulação, passo ao voto.
7.
Em um primeiro momento, tive a impressão de que o
CNMP teria declarado a norma inconstitucional para além do caso
concreto, determinando a sua não aplicação erga omnes e com efeitos ex
tunc, de modo a desconstituir promoções e situações já consolidadas.
8.
No entanto, a partir da análise dos autos, verifiquei que
não houve, na espécie, controle abstrato de constitucionalidade.
9.
O CNMP julgou procedente o PCA nº 498/2008-76, nos
termos do voto-vista do Conselheiro Raimundo Nonato, que declarou a
inconstitucionalidade, incidenter tantum, da parte final do art. 141 da
LCE nº 197/2000, desconstituindo, especificamente, as seguintes
“promoções virtuais”: 1ª e 2ª PJ de Gaspar, 4ª PJ de Jaguará do Sul, 4ª PJ
de Palhoça, 15ª PJ de Joinvile, 4ª PJ de Criciúma, 7ª PJ de Blumenau.
10.
A análise do relatório e do dispositivo da decisão revelam
terem sido anuladas apenas as “promoções virtuais” apontadas pelos
autores da representação apresentada ao CNMP. Observei, ademais, que
2
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determinando a sua não aplicabilidade “a todos os casos potencialmente
alcançados pelo mesmo, inclusive outorgando ao ato decisório (para além das
hipóteses futuras) efeitos ex tunc, de modo a desconstituir promoções e opções
havidas e situações já consolidadas” (fls. 8).
4.
Sustenta, no mais, a constitucionalidade da promoção com
opção de permanência no órgão pré-elevado de entrância, o qual,
inclusive, consta da legislação de grande parte dos Estados da Federação,
tanto no âmbito da magistratura quanto no Ministério Público.
5.
O eminente relator, Min. Luiz Fux, votou pela concessão
da ordem. Pedi vista para analisar detidamente as peculiaridades do caso.
6.
Feita esta breve recapitulação, passo ao voto.
7.
Em um primeiro momento, tive a impressão de que o
CNMP teria declarado a norma inconstitucional para além do caso
concreto, determinando a sua não aplicação erga omnes e com efeitos ex
tunc, de modo a desconstituir promoções e situações já consolidadas.
8.
No entanto, a partir da análise dos autos, verifiquei que
não houve, na espécie, controle abstrato de constitucionalidade.
9.
O CNMP julgou procedente o PCA nº 498/2008-76, nos
termos do voto-vista do Conselheiro Raimundo Nonato, que declarou a
inconstitucionalidade, incidenter tantum, da parte final do art. 141 da
LCE nº 197/2000, desconstituindo, especificamente, as seguintes
“promoções virtuais”: 1ª e 2ª PJ de Gaspar, 4ª PJ de Jaguará do Sul, 4ª PJ
de Palhoça, 15ª PJ de Joinvile, 4ª PJ de Criciúma, 7ª PJ de Blumenau.
10.
A análise do relatório e do dispositivo da decisão revelam
terem sido anuladas apenas as “promoções virtuais” apontadas pelos
autores da representação apresentada ao CNMP. Observei, ademais, que
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MS 27744 / DF
tais promoções tiveram lugar um pouco antes da instauração do processo
administrativo, todas no ano de 2008, em decorrência da edição da LCE
nº 398/2007, que elevou de entrância certas comarcas daquele estado e,
em consequência, as promotorias de justiça em questão.
11.
Assim, ao contrário do que alega o impetrante, o acórdão
atacado não alcança promoções pretéritas ou futuras, mas apenas aquelas
havidas à época do PCA, por não terem as respectivas promotorias de
justiça sido ofertadas aos demais membros do Ministério Público do
Estado de Santa Catarina, entre os quais os autores da representação. O
controle, portanto, se realizou no caso concreto, determinando-se a não
aplicação da parte final do art. 141 da LCE nº 197/2000, por violação aos
princípios constitucionais da impessoalidade e da isonomia, bem como ao
critério da alternância previsto no art. 93, II e VIII-A, da Constituição.
12.
A meu ver, não há impedimento para que o CNMP realize
esta modalidade de controle. Conforme me pronunciei na sessão do dia
06.05.2014, concordo com o Min. Marco Aurélio no sentido de que quem
tem a incumbência de aplicar a norma a uma situação concreta não pode
ser compelido a deixar de aplicar a Constituição e aplicar a norma que
considera incompatível. Não se trata, aqui, de realizar controle abstrato
de constitucionalidade, mas, sim, de deixar de aplicar uma norma ao caso
concreto, em face da supremacia da Constituição (controle incidental).
13.
No mais, acompanho o relator. É razoável que os membros
do Ministério Público, ao serem promovidos, possam permanecer nas
promotorias que já ocupam, não sendo obrigados a deixá-las apenas
porque foram pré-elevadas de entrância. Do contrário, além de acarretar
gastos públicos com remoção e trânsito, a medida prejudicaria a
continuidade da linha de atuação ministerial local e a manutenção das
unidades familiares dos promotores. Não à toa, tal disciplina é prevista
historicamente nas legislações de diversos Estados da Federação.
14.
Assim, com ligeira divergência de fundamentação,
3
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tais promoções tiveram lugar um pouco antes da instauração do processo
administrativo, todas no ano de 2008, em decorrência da edição da LCE
nº 398/2007, que elevou de entrância certas comarcas daquele estado e,
em consequência, as promotorias de justiça em questão.
11.
Assim, ao contrário do que alega o impetrante, o acórdão
atacado não alcança promoções pretéritas ou futuras, mas apenas aquelas
havidas à época do PCA, por não terem as respectivas promotorias de
justiça sido ofertadas aos demais membros do Ministério Público do
Estado de Santa Catarina, entre os quais os autores da representação. O
controle, portanto, se realizou no caso concreto, determinando-se a não
aplicação da parte final do art. 141 da LCE nº 197/2000, por violação aos
princípios constitucionais da impessoalidade e da isonomia, bem como ao
critério da alternância previsto no art. 93, II e VIII-A, da Constituição.
12.
A meu ver, não há impedimento para que o CNMP realize
esta modalidade de controle. Conforme me pronunciei na sessão do dia
06.05.2014, concordo com o Min. Marco Aurélio no sentido de que quem
tem a incumbência de aplicar a norma a uma situação concreta não pode
ser compelido a deixar de aplicar a Constituição e aplicar a norma que
considera incompatível. Não se trata, aqui, de realizar controle abstrato
de constitucionalidade, mas, sim, de deixar de aplicar uma norma ao caso
concreto, em face da supremacia da Constituição (controle incidental).
13.
No mais, acompanho o relator. É razoável que os membros
do Ministério Público, ao serem promovidos, possam permanecer nas
promotorias que já ocupam, não sendo obrigados a deixá-las apenas
porque foram pré-elevadas de entrância. Do contrário, além de acarretar
gastos públicos com remoção e trânsito, a medida prejudicaria a
continuidade da linha de atuação ministerial local e a manutenção das
unidades familiares dos promotores. Não à toa, tal disciplina é prevista
historicamente nas legislações de diversos Estados da Federação.
14.
Assim, com ligeira divergência de fundamentação,
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Voto Vista
MS 27744 / DF
acompanho o relator e manifesto-me pela concessão da ordem, mantendo
as promoções referente às 1ª e 2ª PJ de Gaspar, 4ª PJ de Jaguará do Sul, 4ª
PJ de Palhoça, 15ª PJ de Joinvile, 4ª PJ de Criciúma e 7ª PJ de Blumenau.
15.
É como voto.
4
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MS 27744 / DF
acompanho o relator e manifesto-me pela concessão da ordem, mantendo
as promoções referente às 1ª e 2ª PJ de Gaspar, 4ª PJ de Jaguará do Sul, 4ª
PJ de Palhoça, 15ª PJ de Joinvile, 4ª PJ de Criciúma e 7ª PJ de Blumenau.
15.
É como voto.
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 27.744 DISTRITO FEDERAL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, reitero o
que tive a oportunidade de veicular a partir de outro caso, ou seja, a
existência de precedente sobre a matéria, da lavra do ministro Victor
Nunes Leal, quando se consignou que órgão administrativo, seja qual for,
pode deixar de aplicar lei que tenha como conflitante com a lei das leis,
que é a Constituição Federal, observando esta última.
Seria verdadeira incongruência assentar-se a inexistência dessa
possibilidade. Tornar-se-ia prevalecente, muito embora no campo
administrativo, a lei inconstitucional. O que não pode o órgão
administrativo é propriamente exercer o controle difuso, muito menos o
concentrado, de constitucionalidade. É algo diverso, como ressaltou o
ministro Luís Roberto Barroso.
No mais, homenageou-se, com a lei estadual, o princípio caro ao
Ministério Público, como também é caro à Magistratura, da
inamovibilidade, ou seja, uma promotoria em que havia um titular foi
alçada a nível superior, a entrância especial, e então se pretendeu o
afastamento do titular. E se pretendeu no Conselho Nacional do
Ministério Público, e este acabou por implementar esse afastamento.
Por isso, também acompanho o Relator, implementando a ordem,
concedendo a segurança.
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Supremo Tribunal Federal
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 27.744 DISTRITO FEDERAL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, reitero o
que tive a oportunidade de veicular a partir de outro caso, ou seja, a
existência de precedente sobre a matéria, da lavra do ministro Victor
Nunes Leal, quando se consignou que órgão administrativo, seja qual for,
pode deixar de aplicar lei que tenha como conflitante com a lei das leis,
que é a Constituição Federal, observando esta última.
Seria verdadeira incongruência assentar-se a inexistência dessa
possibilidade. Tornar-se-ia prevalecente, muito embora no campo
administrativo, a lei inconstitucional. O que não pode o órgão
administrativo é propriamente exercer o controle difuso, muito menos o
concentrado, de constitucionalidade. É algo diverso, como ressaltou o
ministro Luís Roberto Barroso.
No mais, homenageou-se, com a lei estadual, o princípio caro ao
Ministério Público, como também é caro à Magistratura, da
inamovibilidade, ou seja, uma promotoria em que havia um titular foi
alçada a nível superior, a entrância especial, e então se pretendeu o
afastamento do titular. E se pretendeu no Conselho Nacional do
Ministério Público, e este acabou por implementar esse afastamento.
Por isso, também acompanho o Relator, implementando a ordem,
concedendo a segurança.
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Voto - MIN. ROSA WEBER
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 27.744 DISTRITO FEDERAL
VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) – Eu, da
mesma forma, comungo da compreensão de que um órgão
administrativo pode, sim, deixar de aplicar uma lei que repute
inconstitucional. Tenho decidido nessa linha. Então, a minha
fundamentação converge com a agora trazida pelo Ministro Luís Roberto,
já defendida anteriormente pelo Ministro Marco Aurélio. Da mesma
forma, acompanho o eminente Relator no sentido da concessão da ordem.
A impetração, no caso, era do Procurador-Geral de Justiça do Estado
de Santa Catarina e vem justamente na linha da compreensão de todos
nós.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Implicitamente, tem-
se como válida a legislação local.
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8442556.
Supremo Tribunal Federal
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 27.744 DISTRITO FEDERAL
VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) – Eu, da
mesma forma, comungo da compreensão de que um órgão
administrativo pode, sim, deixar de aplicar uma lei que repute
inconstitucional. Tenho decidido nessa linha. Então, a minha
fundamentação converge com a agora trazida pelo Ministro Luís Roberto,
já defendida anteriormente pelo Ministro Marco Aurélio. Da mesma
forma, acompanho o eminente Relator no sentido da concessão da ordem.
A impetração, no caso, era do Procurador-Geral de Justiça do Estado
de Santa Catarina e vem justamente na linha da compreensão de todos
nós.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Implicitamente, tem-
se como válida a legislação local.
Supremo Tribunal Federal
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Extrato de Ata - 14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
MANDADO DE SEGURANÇA 27.744
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
IMPTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
IMPDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO
(PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO Nº
0.00.000.000498/2008-76)
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Luiz Fux, relator, que
implementava a ordem, pediu vista do processo o Senhor Ministro
Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio.
Primeira Turma, 6.5.2014.
Decisão: A Turma concedeu a ordem, nos termos do voto do
Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª
Turma, 14.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8350895
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
MANDADO DE SEGURANÇA 27.744
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
IMPTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
IMPDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO
(PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO Nº
0.00.000.000498/2008-76)
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Luiz Fux, relator, que
implementava a ordem, pediu vista do processo o Senhor Ministro
Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio.
Primeira Turma, 6.5.2014.
Decisão: A Turma concedeu a ordem, nos termos do voto do
Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª
Turma, 14.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8350895
Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 29
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8633794
| 2015-04-14T00:00:00
| 2015-06-08T00:00:00
|
Após o voto do Senhor Ministro Luiz Fux, relator, que implementava a ordem, pediu vista do processo o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 6.5.2014.
Decisão: A Turma concedeu a ordem, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 14.4.2015.
|
MANDADO DE SEGURANÇA
|
EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA. CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE DE LEI. IMPOSSIBILIDADE. CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ATRIBUIÇÃO DE COMPETÊNCIA PARA O CONTROLE DA LEGALIDADE DOS ATOS ADMINISTRATIVOS. CONCESSÃO DA SEGURANÇA.
1. O direito subjetivo do exercente da função de Promotor de Justiça de permanecer na comarca elevada de entrância não pode ser analisado sob o prisma da constitucionalidade da lei local que previu a ascensão, máxime se a questão restou judicializada no Egrégio STF.
2. O Conselho Nacional do Ministério Público não ostenta competência para efetuar controle de constitucionalidade de lei, posto consabido tratar-se de órgão de natureza administrativa, cuja atribuição adstringe-se ao controle da legitimidade dos atos administrativos praticados por membros ou órgãos do Ministério Público federal e estadual (art. 130-A, § 2º, da CF/88). Precedentes (MS 28.872 AgR/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno; AC 2.390 MC-REF, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno; MS 32.582 MC, Rel. Min. Celso de Mello; ADI 3.367/DF, Rel. Min. Cezar Peluso, Tribunal Pleno).
3. In casu, o CNMP, ao declarar a inconstitucionalidade do art. 141, in fine, da Lei Orgânica do MP/SC, exorbitou de suas funções, que se limitam, como referido, ao controle de legitimidade dos atos administrativos praticados por membros ou órgãos do Parquet.
4. Segurança concedida para cassar o ato impugnado.
|
sjur307581
|
- Acórdão(s) citado(s):
(CNJ, COMPETÊNCIA, CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE)
ADI 3367 (TP), MS 28141 (TP), AC 2390 MC-REF (TP), MS 28872 AgR (TP).
(CHEFE DO PODER EXECUTIVO, DETERMINAÇÃO, APLICAÇÃO, LEI INCONSTITUCIONAL)
ADI 221 (TP).
- Decisão monocrática citada:
(CNJ, COMPETÊNCIA, CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE)
MS 32582 MC.
- Veja ADI 3997 do STF, PCA 283 e PCA 498/2008-76 do CNMP.
Número de páginas: 29.
Análise: 12/06/2015, JRS.
Revisão: 31/07/2015, KBP.
|
LUIZ FUX
|
Primeira Turma
|
27744
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00002 INC-0008A ART-0130A \n PAR-00002 INC-00001 INC-00002 INC-00003 \n INC-00004 INC-00005\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-EST LCP-000014 ANO-1991\n LEI COMPLEMENTAR, MA - REDAÇÃO DADA PELA LCP-104/2006\n\n",
"LEG-EST LCP-000197 ANO-2000\n ART-00141\n LEI COMPLEMENTAR, SC\n\n",
"LEG-EST LCP-000104 ANO-2006\n LEI COMPLEMENTAR - CÓDIGO DE DIVISÃO E ORGANIZAÇÃO JUDICIÁRIA, MA\n\n",
"LEG-EST LCP-000398 ANO-2007\n LEI COMPLEMENTAR, SC"
] |
MS
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acordaos
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MS 27744
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] |
IMPTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA
IMPDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO (PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO Nº 0.00.000.000498/2008-76)
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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] |
Ementa e Acórdão
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 27.744 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
IMPTE.(S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SANTA CATARINA
IMPDO.(A/S)
:CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO
(PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO
n 0.00.000.000498/2008-76)
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA. CONSELHO
NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO. CONTROLE DE
CONSTITUCIONALIDADE
DE
LEI.
IMPOSSIBILIDADE.
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ATRIBUIÇÃO DE COMPETÊNCIA
PARA O CONTROLE DA LEGALIDADE DOS ATOS
ADMINISTRATIVOS. CONCESSÃO DA SEGURANÇA.
1. O direito subjetivo do exercente da função de Promotor de Justiça
de permanecer na comarca elevada de entrância não pode ser analisado
sob o prisma da constitucionalidade da lei local que previu a ascensão,
máxime se a questão restou judicializada no Egrégio Supremo Tribunal Federal.
2. O Conselho Nacional do Ministério Público não ostenta
competência para efetuar controle de constitucionalidade de lei, posto
consabido tratar-se de órgão de natureza administrativa, cuja atribuição
adstringe-se ao controle da legitimidade dos atos administrativos
praticados por membros ou órgãos do Ministério Público federal e
estadual (art. 130-A, § 2..., da Constituição Federal de 1988/88). Precedentes (MS 28.872 AgR/DF, Rel.
Min. Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno; AC 2.390 MC-REF, Rel.
Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno; MS 32.582 MC, Rel. Min. Celso de
Mello; ADI 3.367/DF, Rel. Min. Cezar Peluso, Tribunal Pleno).
3. In casu, o CNMP, ao declarar a inconstitucionalidade do art. 141,
in fine, da Lei Orgânica do Medida Provisória/SC, exorbitou de suas funções, que se
limitam, como referido, ao controle de legitimidade dos atos
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8285246.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 29
Ementa e Acórdão
MS 27744 / DF
administrativos praticados por membros ou órgãos do Parquet.
4. Segurança concedida para cassar o ato impugnado.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em conceder a ordem,
nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de abril de 2015.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
Supremo Tribunal Federal
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MS 27744 / DF
administrativos praticados por membros ou órgãos do Parquet.
4. Segurança concedida para cassar o ato impugnado.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em conceder a ordem,
nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de abril de 2015.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 29
Relatório
06/05/2014
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 27.744 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
IMPTE.(S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SANTA CATARINA
IMPDO.(A/S)
:CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO
(PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO
n 0.00.000.000498/2008-76)
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de mandado de
segurança, impetrado pelo Procurador-Geral de Justiça do Estado de
Santa Catarina, contra decisão do Conselho Nacional do Ministério
Público (CNMP), prolatada no Processo de Controle Administrativo
498/2008-76.
O impetrante sustenta, inicialmente, sua legitimidade para esta ação,
fundado no “direito de função”, “que tem por objeto a posse e o exercício da
função pública pelo titular que a detenha, em toda a extensão das competências e
prerrogativas que a substantivem” (fl. 4).
Aduz, nessa esteira, que o direito ora defendido é inerente à
autonomia e independência do Ministério Público estadual, uma vez que
a contenda está adstrita à violação de princípios e prerrogativas
institucionais, bem como ao vilipêndio da estrutura administrativa do
Parquet catarinense.
O impetrante narra que a Lei Orgânica do Ministério Público do
Estado de Santa Catarina – LCE 197/2000 – prevê, em seu art. 141, que “O
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06/05/2014
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 27.744 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
IMPTE.(S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SANTA CATARINA
IMPDO.(A/S)
:CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO
(PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO
n 0.00.000.000498/2008-76)
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de mandado de
segurança, impetrado pelo Procurador-Geral de Justiça do Estado de
Santa Catarina, contra decisão do Conselho Nacional do Ministério
Público (CNMP), prolatada no Processo de Controle Administrativo
498/2008-76.
O impetrante sustenta, inicialmente, sua legitimidade para esta ação,
fundado no “direito de função”, “que tem por objeto a posse e o exercício da
função pública pelo titular que a detenha, em toda a extensão das competências e
prerrogativas que a substantivem” (fl. 4).
Aduz, nessa esteira, que o direito ora defendido é inerente à
autonomia e independência do Ministério Público estadual, uma vez que
a contenda está adstrita à violação de princípios e prerrogativas
institucionais, bem como ao vilipêndio da estrutura administrativa do
Parquet catarinense.
O impetrante narra que a Lei Orgânica do Ministério Público do
Estado de Santa Catarina – LCE 197/2000 – prevê, em seu art. 141, que “O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 29
Relatório
MS 27744 / DF
membro do Ministério Público terá garantida a sua permanência na comarca
cuja entrância for elevada e, quando promovido, nela será efetivado, desde que
formalize a opção no prazo de cinco dias”.
Informa, em seguida, que foi editada a LCE 398/2007, que modificou
a estrutura do Poder Judiciário daquele Estado, elevando de entrância
certas comarcas. Com o fito de manter a simetria com o Poder Judiciário,
o Ministério Público igualmente elevou de entrância as promotorias das
mesmas comarcas (LCE 399/2007).
No entanto, a elevação da comarca de Tubarão/SC não constava no
projeto de ambas as leis complementares, embora tenha sido
indevidamente inserida no texto aprovado, o que deu ensejo à
propositura de ações diretas de inconstitucionalidade nesta Corte (ADI
4062 e 4075), julgadas procedentes para excluir a comarca de Tubarão da
elevação para entrância especial em ambas as leis complementares,
mantendo-a como de final.
Ato contínuo, quatro promotores de justiça daquela comarca
ofereceram representação ao CNMP para instauração de PCA, pugnando
pela não aplicação do disposto no art. 141, in fine, da Lei Orgânica do
Medida Provisória/SC, com vistas a excluir a possibilidade de promoção e, em seguida,
de opção para permanecer no órgão de origem elevado de entrância.
Alegaram, para tanto, a inconstitucionalidade daquela disposição, que
atentaria contra os princípios republicano, da isonomia e da
impessoalidade.
O impetrante aduz que o CNMP acolheu a pretensão dos autores e
considerou o mencionado dispositivo inconstitucional, determinando sua
não aplicabilidade a “todos os casos potencialmente alcançados pelo mesmo,
inclusive outorgando ao ato decisório (para além das hipóteses futuras) efeitos ex
tunc, de modo a desconstituir promoções e opções havidas e situações já
consolidadas” (fl. 8).
2
Supremo Tribunal Federal
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MS 27744 / DF
membro do Ministério Público terá garantida a sua permanência na comarca
cuja entrância for elevada e, quando promovido, nela será efetivado, desde que
formalize a opção no prazo de cinco dias”.
Informa, em seguida, que foi editada a LCE 398/2007, que modificou
a estrutura do Poder Judiciário daquele Estado, elevando de entrância
certas comarcas. Com o fito de manter a simetria com o Poder Judiciário,
o Ministério Público igualmente elevou de entrância as promotorias das
mesmas comarcas (LCE 399/2007).
No entanto, a elevação da comarca de Tubarão/SC não constava no
projeto de ambas as leis complementares, embora tenha sido
indevidamente inserida no texto aprovado, o que deu ensejo à
propositura de ações diretas de inconstitucionalidade nesta Corte (ADI
4062 e 4075), julgadas procedentes para excluir a comarca de Tubarão da
elevação para entrância especial em ambas as leis complementares,
mantendo-a como de final.
Ato contínuo, quatro promotores de justiça daquela comarca
ofereceram representação ao CNMP para instauração de PCA, pugnando
pela não aplicação do disposto no art. 141, in fine, da Lei Orgânica do
Medida Provisória/SC, com vistas a excluir a possibilidade de promoção e, em seguida,
de opção para permanecer no órgão de origem elevado de entrância.
Alegaram, para tanto, a inconstitucionalidade daquela disposição, que
atentaria contra os princípios republicano, da isonomia e da
impessoalidade.
O impetrante aduz que o CNMP acolheu a pretensão dos autores e
considerou o mencionado dispositivo inconstitucional, determinando sua
não aplicabilidade a “todos os casos potencialmente alcançados pelo mesmo,
inclusive outorgando ao ato decisório (para além das hipóteses futuras) efeitos ex
tunc, de modo a desconstituir promoções e opções havidas e situações já
consolidadas” (fl. 8).
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 29
Relatório
MS 27744 / DF
Sustenta que esse ato “consubstancia análise de constitucionalidade de lei
em tese, induzindo notório controle concentrado, competência reservada ao Supremo Tribunal Federal,
na forma do art. 102, inciso I, alínea ‘a’, da Constituição da República”.
Salienta que, embora nosso sistema preveja o controle difuso,
admitido por muitos inclusive na esfera administrativa, ele estaria
cingido às hipóteses de produção de efeito concreto específico, não sendo
possível a atribuição de efeitos de caráter geral, como in casu.
Discorre longamente acerca da constitucionalidade da disposição
questionada e destaca que normativo semelhante existe tanto na
Magistratura como no Ministério Público de grande parte dos Estados da
Federação, locais onde o instituto da promoção com opção de
permanência no órgão de origem pré-elevado de entrância é
historicamente conhecido e aplicado.
Ressalta que o Conselho Nacional de Justiça já enfrentou idêntico
questionamento, relativo à lei de regência da Magistratura do Estado do
Maranhão (PCA 283), tendo concluído pela legitimidade da “previsão
regimental que defere a opção a magistrado, promovido para entrância a que sua
Comarca foi elevada”.
Informa que o Poder Judiciário do Estado de Santa Catarina tem se
valido amplamente desse regramento, já tendo registrado, até o ano de
2008, mais de trinta promoções de magistrados com opção de
permanência no órgão de origem pré-elevado de entrância.
Requer, ao final, liminarmente, a suspensão dos efeitos da decisão
do CNMP nos autos do PCA n. 498/2008-76, mantendo-se a aplicabilidade
integral do art. 141 da LCE n. 197/2000.
No mérito, postula seja cassada a decisão proferida nos autos do
3
Supremo Tribunal Federal
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MS 27744 / DF
Sustenta que esse ato “consubstancia análise de constitucionalidade de lei
em tese, induzindo notório controle concentrado, competência reservada ao Supremo Tribunal Federal,
na forma do art. 102, inciso I, alínea ‘a’, da Constituição da República”.
Salienta que, embora nosso sistema preveja o controle difuso,
admitido por muitos inclusive na esfera administrativa, ele estaria
cingido às hipóteses de produção de efeito concreto específico, não sendo
possível a atribuição de efeitos de caráter geral, como in casu.
Discorre longamente acerca da constitucionalidade da disposição
questionada e destaca que normativo semelhante existe tanto na
Magistratura como no Ministério Público de grande parte dos Estados da
Federação, locais onde o instituto da promoção com opção de
permanência no órgão de origem pré-elevado de entrância é
historicamente conhecido e aplicado.
Ressalta que o Conselho Nacional de Justiça já enfrentou idêntico
questionamento, relativo à lei de regência da Magistratura do Estado do
Maranhão (PCA 283), tendo concluído pela legitimidade da “previsão
regimental que defere a opção a magistrado, promovido para entrância a que sua
Comarca foi elevada”.
Informa que o Poder Judiciário do Estado de Santa Catarina tem se
valido amplamente desse regramento, já tendo registrado, até o ano de
2008, mais de trinta promoções de magistrados com opção de
permanência no órgão de origem pré-elevado de entrância.
Requer, ao final, liminarmente, a suspensão dos efeitos da decisão
do CNMP nos autos do PCA n. 498/2008-76, mantendo-se a aplicabilidade
integral do art. 141 da LCE n. 197/2000.
No mérito, postula seja cassada a decisão proferida nos autos do
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Relatório
MS 27744 / DF
PCA 498/2008-76.
Em 27/11/2008, meu antecessor, Ministro Eros Grau, deferiu a
liminar para suspender os efeitos da decisão proferida no PCA n.
498/2008-76 até decisão final do presente mandado de segurança.
O Procurador-Geral da República manifestou-se pela denegação da
segurança.
É o relatório.
4
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
MS 27744 / DF
PCA 498/2008-76.
Em 27/11/2008, meu antecessor, Ministro Eros Grau, deferiu a
liminar para suspender os efeitos da decisão proferida no PCA n.
498/2008-76 até decisão final do presente mandado de segurança.
O Procurador-Geral da República manifestou-se pela denegação da
segurança.
É o relatório.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 29
Voto - MIN. LUIZ FUX
06/05/2014
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 27.744 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A irresignação merece
acolhida.
Conforme relatado, o Conselho Nacional do Ministério Público
proferiu decisão em procedimento de controle administrativo, afastando
a aplicação do art. 141, parte final, da Lei Orgânica do Ministério Público
do Estado de Santa Catarina (LCE 197/2000) aos casos concretos, por
entendê-lo contrário aos princípios constitucionais da isonomia e da
impessoalidade, bem como ao critério de alternância. Destaco do voto
condutor do acórdão, prolatado pelo Conselheiro Raimundo Nonato de
Carvalho Filho:
“Isto posto, no caso concreto em exame, reconhecendo,
incidenter tantum, a inconstitucionalidade da parte final do art. 141,
da LCE n 197/2000 (Ministério Público de Santa Catarina), voto
pela procedência do presente procedimento de controle administrativo,
a fim de anular os atos que deferiram os pedidos de opções
denominadas ‘promoções virtuais’ para a 1... e 2... Promotorias de
Gaspar, 4... Promotoria de Jaraguá do Sul, 4... Promotoria de Palhoça,
15... Promotoria de Joinville, 4... Promotoria de Criciúma e 7...
Promotoria de Blumenau, por ofender os princípios constitucionais da
impessoalidade e da isonomia, assim como o critério da alternância
previsto no art. 93, II e VIII-A, da Constituição Federal e, se
necessário refazendo-se os atos promocionais, inclusive, com a
publicação de novos Editais”.
O acórdão foi assim ementado:
“Procedimento de controle administrativo. Alegação de
irregularidade na realização de promoções/remoções pelo Conselho
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5941179.
Supremo Tribunal Federal
06/05/2014
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 27.744 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A irresignação merece
acolhida.
Conforme relatado, o Conselho Nacional do Ministério Público
proferiu decisão em procedimento de controle administrativo, afastando
a aplicação do art. 141, parte final, da Lei Orgânica do Ministério Público
do Estado de Santa Catarina (LCE 197/2000) aos casos concretos, por
entendê-lo contrário aos princípios constitucionais da isonomia e da
impessoalidade, bem como ao critério de alternância. Destaco do voto
condutor do acórdão, prolatado pelo Conselheiro Raimundo Nonato de
Carvalho Filho:
“Isto posto, no caso concreto em exame, reconhecendo,
incidenter tantum, a inconstitucionalidade da parte final do art. 141,
da LCE n 197/2000 (Ministério Público de Santa Catarina), voto
pela procedência do presente procedimento de controle administrativo,
a fim de anular os atos que deferiram os pedidos de opções
denominadas ‘promoções virtuais’ para a 1... e 2... Promotorias de
Gaspar, 4... Promotoria de Jaraguá do Sul, 4... Promotoria de Palhoça,
15... Promotoria de Joinville, 4... Promotoria de Criciúma e 7...
Promotoria de Blumenau, por ofender os princípios constitucionais da
impessoalidade e da isonomia, assim como o critério da alternância
previsto no art. 93, II e VIII-A, da Constituição Federal e, se
necessário refazendo-se os atos promocionais, inclusive, com a
publicação de novos Editais”.
O acórdão foi assim ementado:
“Procedimento de controle administrativo. Alegação de
irregularidade na realização de promoções/remoções pelo Conselho
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 29
Voto - MIN. LUIZ FUX
MS 27744 / DF
Superior do Ministério Público de Santa Catarina, com base no art.
141, da LCE n 197/2000. Ofensa aos critérios constitucionais da
impessoalidade e da isonomia, bem assim do critério de alternância
prevista no art. 93, incisos II E VIII-A da Constituição Federal de 1988. Reconhecimento de
inconstitucionalidade de Lei Estadual pelo CNMP, no caso concreto,
no exercício do controle da legalidade dos atos da administração.
Anulação das opções denominadas ‘promoções virtuais’. Revogação da
liminar. Pedido conhecido e provido”.
No entanto, a Constituição Federal não conferiu ao Conselho
Nacional do Ministério Público competência para efetuar controle de
constitucionalidade de lei. Como é consabido, trata-se de órgão de
natureza administrativa, ao qual compete o controle da legitimidade dos
atos administrativos praticados por membros ou órgãos do Ministério
Público federal e estadual. É o que se infere do disposto no art. 130-A, §
2..., da Carta Magna:
“Art. 130-A.
§ 2... Compete ao Conselho Nacional do Ministério Público o
controle da atuação administrativa e financeira do Ministério Público
e do cumprimento dos deveres funcionais de seus membros, cabendo
lhe:
I zelar pela autonomia funcional e administrativa do Ministério
Público, podendo expedir atos regulamentares, no âmbito de sua
competência, ou recomendar providências;
II zelar pela observância do art. 37 e apreciar, de ofício ou
mediante provocação, a legalidade dos atos administrativos praticados
por membros ou órgãos do Ministério Público da União e dos Estados,
podendo desconstituí-los, revê-los ou fixar prazo para que se adotem
as providências necessárias ao exato cumprimento da lei, sem prejuízo
da competência dos Tribunais de Contas;
III receber e conhecer das reclamações contra membros ou órgãos
do Ministério Público da União ou dos Estados, inclusive contra seus
serviços auxiliares, sem prejuízo da competência disciplinar e
correicional da instituição, podendo avocar processos disciplinares em
2
Supremo Tribunal Federal
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MS 27744 / DF
Superior do Ministério Público de Santa Catarina, com base no art.
141, da LCE n 197/2000. Ofensa aos critérios constitucionais da
impessoalidade e da isonomia, bem assim do critério de alternância
prevista no art. 93, incisos II E VIII-A da Constituição Federal de 1988. Reconhecimento de
inconstitucionalidade de Lei Estadual pelo CNMP, no caso concreto,
no exercício do controle da legalidade dos atos da administração.
Anulação das opções denominadas ‘promoções virtuais’. Revogação da
liminar. Pedido conhecido e provido”.
No entanto, a Constituição Federal não conferiu ao Conselho
Nacional do Ministério Público competência para efetuar controle de
constitucionalidade de lei. Como é consabido, trata-se de órgão de
natureza administrativa, ao qual compete o controle da legitimidade dos
atos administrativos praticados por membros ou órgãos do Ministério
Público federal e estadual. É o que se infere do disposto no art. 130-A, §
2..., da Carta Magna:
“Art. 130-A.
§ 2... Compete ao Conselho Nacional do Ministério Público o
controle da atuação administrativa e financeira do Ministério Público
e do cumprimento dos deveres funcionais de seus membros, cabendo
lhe:
I zelar pela autonomia funcional e administrativa do Ministério
Público, podendo expedir atos regulamentares, no âmbito de sua
competência, ou recomendar providências;
II zelar pela observância do art. 37 e apreciar, de ofício ou
mediante provocação, a legalidade dos atos administrativos praticados
por membros ou órgãos do Ministério Público da União e dos Estados,
podendo desconstituí-los, revê-los ou fixar prazo para que se adotem
as providências necessárias ao exato cumprimento da lei, sem prejuízo
da competência dos Tribunais de Contas;
III receber e conhecer das reclamações contra membros ou órgãos
do Ministério Público da União ou dos Estados, inclusive contra seus
serviços auxiliares, sem prejuízo da competência disciplinar e
correicional da instituição, podendo avocar processos disciplinares em
2
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MS 27744 / DF
curso, determinar a remoção, a disponibilidade ou a aposentadoria
com subsídios ou proventos proporcionais ao tempo de serviço e
aplicar outras sanções administrativas, assegurada ampla defesa;
IV rever, de ofício ou mediante provocação, os processos
disciplinares de membros do Ministério Público da União ou dos
Estados julgados há menos de um ano;
V elaborar relatório anual, propondo as providências que julgar
necessárias sobre a situação do Ministério Público no País e as
atividades do Conselho, o qual deve integrar a mensagem prevista no
art. 84, XI”.
Nessa esteira, verifica-se que o CNMP, ao declarar a
inconstitucionalidade do art. 141, in fine, da Lei Orgânica do Medida Provisória/SC,
exorbitou de suas funções, que se limitam, repito, ao controle da
legalidade dos atos administrativos praticados por membros ou órgãos
do Parquet.
A corroborar essa assertiva, menciono o que decidiu o Plenário desta
Corte ao apreciar o MS 28.872 AgR/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski,
ocasião em que se discutiu a possibilidade do exercício do controle de
constitucionalidade pelo Conselho Nacional de Justiça:
“AGRAVO REGIMENTAL. MANDADO DE SEGURANÇA.
CONSELHO
NACIONAL
DE
JUSTIÇA.
NÃO
CONHECIMENTO DE PROCEDIMENTO DE CONTROLE
ADMINISTRATIVO. EXERCÍCIO DE CONTROLE DIFUSO DE
CONSTITUCIONALIDADE PELO CNJ. IMPOSSIBILIDADE.
MANDADO DE SEGURANÇA A QUE SE NEGOU
PROVIMENTO. AGRAVO IMPROVIDO. I – O Conselho Nacional
de Justiça, embora seja órgão do Poder Judiciário, nos termos do art.
103-B, § 4..., II, da Constituição Federal, possui, tão somente,
atribuições de natureza administrativa e, nesse sentido, não lhe é
permitido apreciar a constitucionalidade dos atos administrativos,
mas somente sua legalidade. II – Agravo improvido”.
3
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MS 27744 / DF
curso, determinar a remoção, a disponibilidade ou a aposentadoria
com subsídios ou proventos proporcionais ao tempo de serviço e
aplicar outras sanções administrativas, assegurada ampla defesa;
IV rever, de ofício ou mediante provocação, os processos
disciplinares de membros do Ministério Público da União ou dos
Estados julgados há menos de um ano;
V elaborar relatório anual, propondo as providências que julgar
necessárias sobre a situação do Ministério Público no País e as
atividades do Conselho, o qual deve integrar a mensagem prevista no
art. 84, XI”.
Nessa esteira, verifica-se que o CNMP, ao declarar a
inconstitucionalidade do art. 141, in fine, da Lei Orgânica do Medida Provisória/SC,
exorbitou de suas funções, que se limitam, repito, ao controle da
legalidade dos atos administrativos praticados por membros ou órgãos
do Parquet.
A corroborar essa assertiva, menciono o que decidiu o Plenário desta
Corte ao apreciar o MS 28.872 AgR/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski,
ocasião em que se discutiu a possibilidade do exercício do controle de
constitucionalidade pelo Conselho Nacional de Justiça:
“AGRAVO REGIMENTAL. MANDADO DE SEGURANÇA.
CONSELHO
NACIONAL
DE
JUSTIÇA.
NÃO
CONHECIMENTO DE PROCEDIMENTO DE CONTROLE
ADMINISTRATIVO. EXERCÍCIO DE CONTROLE DIFUSO DE
CONSTITUCIONALIDADE PELO CNJ. IMPOSSIBILIDADE.
MANDADO DE SEGURANÇA A QUE SE NEGOU
PROVIMENTO. AGRAVO IMPROVIDO. I – O Conselho Nacional
de Justiça, embora seja órgão do Poder Judiciário, nos termos do art.
103-B, § 4..., II, da Constituição Federal, possui, tão somente,
atribuições de natureza administrativa e, nesse sentido, não lhe é
permitido apreciar a constitucionalidade dos atos administrativos,
mas somente sua legalidade. II – Agravo improvido”.
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MS 27744 / DF
No mesmo sentido:
“AÇÃO CAUTELAR PREPARATÓRIA. LEI N. 8.223/2007
DO ESTADO DA PARAÍBA. CRIAÇÃO LEGAL DE CARGOS
EM COMISSÃO NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA ESTADUAL.
ASSISTENTES ADMINISTRATIVOS. ATO DO CONSELHO
NACIONAL DE JUSTIÇA. EXONERAÇÃO DETERMINADA.
ALEGAÇÃO DE INCOMPETÊNCIA DO CNJ. LIMINAR
DEFERIDA. REFERENDO. 1. Ação Cautelar preparatória de ação
destinada à desconstituição da decisão administrativa do Conselho
Nacional de Justiça que determinou a exoneração de servidores
nomeados para os cargos em comissão criados pela Lei n. 8.223/2007
do Estado da Paraíba. 2. O Tribunal de Justiça da Paraíba deu exato
cumprimento à lei ao promover as nomeações, mas, o Conselho
Nacional de Justiça concluiu pela exoneração dos servidores em razão
de haver “indícios de inconstitucionalidade material” naquele diploma
legal. 3. Afastado o vício apontado pelo Conselho Nacional de Justiça
sob critérios extraídos da Constituição da República (art. 37, incs. II e
V), pois a ilegalidade não residiria nas efetivas nomeações ocorridas no
Tribunal de Justiça da Paraíba, mas na própria norma legal que criou
os cargos. 4. A Lei n. 8.223/2007, decretada e sancionada pelos
Poderes Legislativo e Executivo do Estado da Paraíba, não
pode ter o controle de constitucionalidade realizado pelo
Conselho Nacional de Justiça, pois a Constituição da
República confere essa competência, com exclusividade, ao
Supremo Tribunal Federal. 5. Medida liminar referendada” (AC
2390 MC-REF, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal
Pleno, julgado em 19/08/2010, DJe-080 DIVULG 29-04-2011
PUBLIC 02-05-2011 EMENT VOL-02512-01 PP-00021 -
grifamos).
Vale salientar, outrossim, que o próprio Relator do feito, Conselheiro
Sérgio Alberto Frazão do Couto, manifestou-se pelo não conhecimento do
pedido, sob o entendimento de que “embute pretensão de exercício de
controle concentrado de constitucionalidade”, e que a declaração, ou não, da
constitucionalidade de lei em tese é de competência privativa do Supremo Tribunal Federal, no
4
Supremo Tribunal Federal
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No mesmo sentido:
“AÇÃO CAUTELAR PREPARATÓRIA. LEI N. 8.223/2007
DO ESTADO DA PARAÍBA. CRIAÇÃO LEGAL DE CARGOS
EM COMISSÃO NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA ESTADUAL.
ASSISTENTES ADMINISTRATIVOS. ATO DO CONSELHO
NACIONAL DE JUSTIÇA. EXONERAÇÃO DETERMINADA.
ALEGAÇÃO DE INCOMPETÊNCIA DO CNJ. LIMINAR
DEFERIDA. REFERENDO. 1. Ação Cautelar preparatória de ação
destinada à desconstituição da decisão administrativa do Conselho
Nacional de Justiça que determinou a exoneração de servidores
nomeados para os cargos em comissão criados pela Lei n. 8.223/2007
do Estado da Paraíba. 2. O Tribunal de Justiça da Paraíba deu exato
cumprimento à lei ao promover as nomeações, mas, o Conselho
Nacional de Justiça concluiu pela exoneração dos servidores em razão
de haver “indícios de inconstitucionalidade material” naquele diploma
legal. 3. Afastado o vício apontado pelo Conselho Nacional de Justiça
sob critérios extraídos da Constituição da República (art. 37, incs. II e
V), pois a ilegalidade não residiria nas efetivas nomeações ocorridas no
Tribunal de Justiça da Paraíba, mas na própria norma legal que criou
os cargos. 4. A Lei n. 8.223/2007, decretada e sancionada pelos
Poderes Legislativo e Executivo do Estado da Paraíba, não
pode ter o controle de constitucionalidade realizado pelo
Conselho Nacional de Justiça, pois a Constituição da
República confere essa competência, com exclusividade, ao
Supremo Tribunal Federal. 5. Medida liminar referendada” (AC
2390 MC-REF, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal
Pleno, julgado em 19/08/2010, DJe-080 DIVULG 29-04-2011
PUBLIC 02-05-2011 EMENT VOL-02512-01 PP-00021 -
grifamos).
Vale salientar, outrossim, que o próprio Relator do feito, Conselheiro
Sérgio Alberto Frazão do Couto, manifestou-se pelo não conhecimento do
pedido, sob o entendimento de que “embute pretensão de exercício de
controle concentrado de constitucionalidade”, e que a declaração, ou não, da
constitucionalidade de lei em tese é de competência privativa do Supremo Tribunal Federal, no
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MS 27744 / DF
que foi acompanhado pelo Conselheiro Cláudio Barros Silva.
Em recente decisão, o Ministro Celso de Mello reafirmou essa
orientação ao deferir liminar em mandado de segurança impetrado
contra ato do CNJ, que, supostamente, teria se valido de procedimento de
controle administrativo como sucedâneo de ação direta de
inconstitucionalidade para, assim, determinar que o TJ/AM se abstivesse
de aplicar lei estadual. Destaco, do referido do decisum:
“não se desconhece que o Conselho Nacional de Justiça, embora
incluído na estrutura constitucional do Poder Judiciário, qualifica-se
como órgão de índole eminentemente administrativa, não se
achando investido de atribuições institucionais que lhe
permitam proceder ao controle abstrato de constitucionalidade
referente a leis e a atos estatais em geral (…)
Assinalo, por oportuno, que esta Suprema Corte já proferiu
decisões em igual sentido, advertindo, ainda, de outro lado, a despeito
da controvérsia doutrinária existente, que o Conselho Nacional de
Justiça – quer colegialmente, quer mediante atuação
monocrática de seus Conselheiros ou do Senhor Corregedor
Nacional de Justiça – não dispõe de competência para exercer o
controle incidental ou concreto de constitucionalidade (muito
menos o controle preventivo abstrato de constitucionalidade) de atos
do Poder Legislativo” (MS 32.582 MC).
Ainda nesse contexto, anoto que a natureza meramente
administrativa do CNJ foi afirmada por este Tribunal no julgamento da
ADI 3.367/DF, Rel. Min. Cezar Peluso, cujo acórdão recebeu a seguinte
ementa:
“1. AÇÃO. Condição. Interesse processual, ou de agir.
Caracterização. Ação direta de inconstitucionalidade. Propositura
antes da publicação oficial da Emenda Constitucional n 45/2004.
Publicação superveniente, antes do julgamento da causa. Suficiência.
Carência da ação não configurada. Preliminar repelida. Inteligência do
5
Supremo Tribunal Federal
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que foi acompanhado pelo Conselheiro Cláudio Barros Silva.
Em recente decisão, o Ministro Celso de Mello reafirmou essa
orientação ao deferir liminar em mandado de segurança impetrado
contra ato do CNJ, que, supostamente, teria se valido de procedimento de
controle administrativo como sucedâneo de ação direta de
inconstitucionalidade para, assim, determinar que o TJ/AM se abstivesse
de aplicar lei estadual. Destaco, do referido do decisum:
“não se desconhece que o Conselho Nacional de Justiça, embora
incluído na estrutura constitucional do Poder Judiciário, qualifica-se
como órgão de índole eminentemente administrativa, não se
achando investido de atribuições institucionais que lhe
permitam proceder ao controle abstrato de constitucionalidade
referente a leis e a atos estatais em geral (…)
Assinalo, por oportuno, que esta Suprema Corte já proferiu
decisões em igual sentido, advertindo, ainda, de outro lado, a despeito
da controvérsia doutrinária existente, que o Conselho Nacional de
Justiça – quer colegialmente, quer mediante atuação
monocrática de seus Conselheiros ou do Senhor Corregedor
Nacional de Justiça – não dispõe de competência para exercer o
controle incidental ou concreto de constitucionalidade (muito
menos o controle preventivo abstrato de constitucionalidade) de atos
do Poder Legislativo” (MS 32.582 MC).
Ainda nesse contexto, anoto que a natureza meramente
administrativa do CNJ foi afirmada por este Tribunal no julgamento da
ADI 3.367/DF, Rel. Min. Cezar Peluso, cujo acórdão recebeu a seguinte
ementa:
“1. AÇÃO. Condição. Interesse processual, ou de agir.
Caracterização. Ação direta de inconstitucionalidade. Propositura
antes da publicação oficial da Emenda Constitucional n 45/2004.
Publicação superveniente, antes do julgamento da causa. Suficiência.
Carência da ação não configurada. Preliminar repelida. Inteligência do
5
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MS 27744 / DF
art. 267, VI, do Código de Processo Civil. Devendo as condições da ação coexistir à data da
sentença, considera-se presente o interesse processual, ou de agir, em
ação direta de inconstitucionalidade de Emenda Constitucional que só
foi publicada, oficialmente, no curso do processo, mas antes da
sentença.
2. INCONSTITUCIONALIDADE. Ação direta.
Emenda Constitucional n 45/2004. Poder Judiciário. Conselho
Nacional de Justiça. Instituição e disciplina. Natureza
meramente administrativa. Órgão interno de controle
administrativo, financeiro e disciplinar da magistratura.
Constitucionalidade reconhecida. Separação e independência
dos Poderes. História, significado e alcance concreto do
princípio. Ofensa a cláusula constitucional imutável (cláusula
pétrea). Inexistência. Subsistência do núcleo político do
princípio, mediante preservação da função jurisdicional, típica
do Judiciário, e das condições materiais do seu exercício
imparcial e independente. Precedentes e súmula 649.
Inaplicabilidade ao caso. Interpretação dos arts. 2... e 60, § 4...,
III, da Constituição Federal de 1988. Ação julgada improcedente. Votos vencidos. São
constitucionais as normas que, introduzidas pela Emenda
Constitucional n 45, de 8 de dezembro de 2004, instituem e
disciplinam o Conselho Nacional de Justiça, como órgão
administrativo do Poder Judiciário nacional. 3. PODER
JUDICIÁRIO. Caráter nacional. Regime orgânico unitário. Controle
administrativo, financeiro e disciplinar. Órgão interno ou externo.
Conselho de Justiça. Criação por Estado membro. Inadmissibilidade.
Falta de competência constitucional. Os Estados membros carecem de
competência constitucional para instituir, como órgão interno ou
externo do Judiciário, conselho destinado ao controle da atividade
administrativa, financeira ou disciplinar da respectiva Justiça. 4.
PODER JUDICIÁRIO. Conselho Nacional de Justiça. Órgão de
natureza exclusivamente administrativa. Atribuições de
controle da atividade administrativa, financeira e disciplinar
da magistratura. Competência relativa apenas aos órgãos e juízes
situados, hierarquicamente, abaixo do Supremo Tribunal Federal.
Preeminência deste, como órgão máximo do Poder Judiciário, sobre o
Conselho, cujos atos e decisões estão sujeitos a seu controle
6
Supremo Tribunal Federal
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art. 267, VI, do Código de Processo Civil. Devendo as condições da ação coexistir à data da
sentença, considera-se presente o interesse processual, ou de agir, em
ação direta de inconstitucionalidade de Emenda Constitucional que só
foi publicada, oficialmente, no curso do processo, mas antes da
sentença.
2. INCONSTITUCIONALIDADE. Ação direta.
Emenda Constitucional n 45/2004. Poder Judiciário. Conselho
Nacional de Justiça. Instituição e disciplina. Natureza
meramente administrativa. Órgão interno de controle
administrativo, financeiro e disciplinar da magistratura.
Constitucionalidade reconhecida. Separação e independência
dos Poderes. História, significado e alcance concreto do
princípio. Ofensa a cláusula constitucional imutável (cláusula
pétrea). Inexistência. Subsistência do núcleo político do
princípio, mediante preservação da função jurisdicional, típica
do Judiciário, e das condições materiais do seu exercício
imparcial e independente. Precedentes e súmula 649.
Inaplicabilidade ao caso. Interpretação dos arts. 2... e 60, § 4...,
III, da Constituição Federal de 1988. Ação julgada improcedente. Votos vencidos. São
constitucionais as normas que, introduzidas pela Emenda
Constitucional n 45, de 8 de dezembro de 2004, instituem e
disciplinam o Conselho Nacional de Justiça, como órgão
administrativo do Poder Judiciário nacional. 3. PODER
JUDICIÁRIO. Caráter nacional. Regime orgânico unitário. Controle
administrativo, financeiro e disciplinar. Órgão interno ou externo.
Conselho de Justiça. Criação por Estado membro. Inadmissibilidade.
Falta de competência constitucional. Os Estados membros carecem de
competência constitucional para instituir, como órgão interno ou
externo do Judiciário, conselho destinado ao controle da atividade
administrativa, financeira ou disciplinar da respectiva Justiça. 4.
PODER JUDICIÁRIO. Conselho Nacional de Justiça. Órgão de
natureza exclusivamente administrativa. Atribuições de
controle da atividade administrativa, financeira e disciplinar
da magistratura. Competência relativa apenas aos órgãos e juízes
situados, hierarquicamente, abaixo do Supremo Tribunal Federal.
Preeminência deste, como órgão máximo do Poder Judiciário, sobre o
Conselho, cujos atos e decisões estão sujeitos a seu controle
6
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MS 27744 / DF
jurisdicional. Inteligência dos art. 102, caput, inc. I, letra "r", e § 4...,
da Constituição Federal de 1988. O Conselho Nacional de Justiça não tem nenhuma competência
sobre o Supremo Tribunal Federal e seus ministros, sendo esse o órgão
máximo do Poder Judiciário nacional, a que aquele está sujeito. 5.
PODER JUDICIÁRIO. Conselho Nacional de Justiça. Competência.
Magistratura. Magistrado vitalício. Cargo. Perda mediante decisão
administrativa. Previsão em texto aprovado pela Câmara dos
Deputados e constante do Projeto que resultou na Emenda
Constitucional n 45/2004. Supressão pelo Senado Federal.
Reapreciação pela Câmara. Desnecessidade. Subsistência do sentido
normativo do texto residual aprovado e promulgado (art. 103-B, § 4...,
III). Expressão que, ademais, ofenderia o disposto no art. 95, I, parte
final, da Constituição Federal de 1988. Ofensa ao art. 60, § 2..., da Constituição Federal de 1988. Não ocorrência. Argüição
repelida. Precedentes. Não precisa ser reapreciada pela Câmara dos
Deputados expressão suprimida pelo Senado Federal em texto de
projeto que, na redação remanescente, aprovada de ambas as Casas do
Congresso, não perdeu sentido normativo. 6. PODER JUDICIÁRIO.
Conselho Nacional de Justiça. Membro. Advogados e cidadãos.
Exercício do mandato. Atividades incompatíveis com tal exercício.
Proibição não constante das normas da Emenda Constitucional n
45/2004. Pendência de projeto tendente a torná-la expressa, mediante
acréscimo de § 8... ao art. 103-B da Constituição Federal de 1988. Irrelevância. Ofensa ao
princípio da isonomia. Não ocorrência. Impedimentos já previstos à
conjugação dos arts. 95, § único, e 127, § 5..., II, da Constituição Federal de 1988. Ação direta de
inconstitucionalidade. Pedido aditado. Improcedência. Nenhum dos
advogados ou cidadãos membros do Conselho Nacional de Justiça
pode, durante o exercício do mandato, exercer atividades
incompatíveis com essa condição, tais como exercer outro cargo ou
função, salvo uma de magistério, dedicar-se a atividade político-
partidária e exercer a advocacia no território nacional”.
O mesmo entendimento deve ser aplicado ao CNMP, em função da
identidade de atribuições que lhes são conferidas pela Carta Magna.
Anoto, por oportuno, que, consoante leciona o ilustre Ministro Luís
Roberto Barroso, ao tratar do controle de constitucionalidade no Direito
7
Supremo Tribunal Federal
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jurisdicional. Inteligência dos art. 102, caput, inc. I, letra "r", e § 4...,
da Constituição Federal de 1988. O Conselho Nacional de Justiça não tem nenhuma competência
sobre o Supremo Tribunal Federal e seus ministros, sendo esse o órgão
máximo do Poder Judiciário nacional, a que aquele está sujeito. 5.
PODER JUDICIÁRIO. Conselho Nacional de Justiça. Competência.
Magistratura. Magistrado vitalício. Cargo. Perda mediante decisão
administrativa. Previsão em texto aprovado pela Câmara dos
Deputados e constante do Projeto que resultou na Emenda
Constitucional n 45/2004. Supressão pelo Senado Federal.
Reapreciação pela Câmara. Desnecessidade. Subsistência do sentido
normativo do texto residual aprovado e promulgado (art. 103-B, § 4...,
III). Expressão que, ademais, ofenderia o disposto no art. 95, I, parte
final, da Constituição Federal de 1988. Ofensa ao art. 60, § 2..., da Constituição Federal de 1988. Não ocorrência. Argüição
repelida. Precedentes. Não precisa ser reapreciada pela Câmara dos
Deputados expressão suprimida pelo Senado Federal em texto de
projeto que, na redação remanescente, aprovada de ambas as Casas do
Congresso, não perdeu sentido normativo. 6. PODER JUDICIÁRIO.
Conselho Nacional de Justiça. Membro. Advogados e cidadãos.
Exercício do mandato. Atividades incompatíveis com tal exercício.
Proibição não constante das normas da Emenda Constitucional n
45/2004. Pendência de projeto tendente a torná-la expressa, mediante
acréscimo de § 8... ao art. 103-B da Constituição Federal de 1988. Irrelevância. Ofensa ao
princípio da isonomia. Não ocorrência. Impedimentos já previstos à
conjugação dos arts. 95, § único, e 127, § 5..., II, da Constituição Federal de 1988. Ação direta de
inconstitucionalidade. Pedido aditado. Improcedência. Nenhum dos
advogados ou cidadãos membros do Conselho Nacional de Justiça
pode, durante o exercício do mandato, exercer atividades
incompatíveis com essa condição, tais como exercer outro cargo ou
função, salvo uma de magistério, dedicar-se a atividade político-
partidária e exercer a advocacia no território nacional”.
O mesmo entendimento deve ser aplicado ao CNMP, em função da
identidade de atribuições que lhes são conferidas pela Carta Magna.
Anoto, por oportuno, que, consoante leciona o ilustre Ministro Luís
Roberto Barroso, ao tratar do controle de constitucionalidade no Direito
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Voto - MIN. LUIZ FUX
MS 27744 / DF
Brasileiro, quanto à natureza do órgão de controle, nosso ordenamento
prevê apenas o controle político e o controle judicial. Destaca o eminente
jurista que
“No Brasil, onde o controle de constitucionalidade é
eminentemente de natureza judicial – isto é cabe aos órgãos do Poder
judiciário a palavra final acerca da constitucionalidade ou não de uma
norma -, existem, no entanto, diversas instâncias de controle político
da constitucionalidade, tanto no âmbito do Poder Executivo – e.g., o
veto de uma lei por inconstitucionalidade – como no poder Legislativo
– e.g., rejeição de um projeto de lei pela Comissão de Constituição e
Justiça da casa legislativa, por inconstitucionalidade1”.
Não há previsão, pois, de controle de constitucionalidade de
natureza administrativa.
É de se refutar, ademais, o argumento de que seria aplicável, ao
Conselho Nacional do Ministério Público, a orientação fixada por este
Tribunal no julgamento da medida cautelar na ADI 221/DF, no sentido de
que os Chefes dos Poderes Executivo e Legislativo podem determinar aos
seus órgãos subordinados que deixem de aplicar administrativamente leis
ou atos com força de lei que considerem inconstitucionais. Isso porque
esse entendimento fica adstrito aos Chefes do Poder Executivo, em razão
de sua atuação concreta no desempenho de função de administrar com
independência funcional.
Além disso, destaco que existe idêntica previsão à ora questionada
na lei de regência da magistratura catarinense (“O juiz de direito da
comarca cuja entrância tiver sido elevada poderá pedir, no prazo de dois dias,
quando promovido, que sua promoção se efetive na comarca em que se encontre)”
e de diversos Estados da federação, normas que vêm sendo, desde há
muito, aplicadas normalmente.
1
BARROSO, Luís Roberto. O controle de constitucionalidade no direito brasileiro: exposição
sistemática da doutrina e análise crítica da jurisprudência. 5. ed. São Paulo: Saraiva, 2011, p.65.
8
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Brasileiro, quanto à natureza do órgão de controle, nosso ordenamento
prevê apenas o controle político e o controle judicial. Destaca o eminente
jurista que
“No Brasil, onde o controle de constitucionalidade é
eminentemente de natureza judicial – isto é cabe aos órgãos do Poder
judiciário a palavra final acerca da constitucionalidade ou não de uma
norma -, existem, no entanto, diversas instâncias de controle político
da constitucionalidade, tanto no âmbito do Poder Executivo – e.g., o
veto de uma lei por inconstitucionalidade – como no poder Legislativo
– e.g., rejeição de um projeto de lei pela Comissão de Constituição e
Justiça da casa legislativa, por inconstitucionalidade1”.
Não há previsão, pois, de controle de constitucionalidade de
natureza administrativa.
É de se refutar, ademais, o argumento de que seria aplicável, ao
Conselho Nacional do Ministério Público, a orientação fixada por este
Tribunal no julgamento da medida cautelar na ADI 221/DF, no sentido de
que os Chefes dos Poderes Executivo e Legislativo podem determinar aos
seus órgãos subordinados que deixem de aplicar administrativamente leis
ou atos com força de lei que considerem inconstitucionais. Isso porque
esse entendimento fica adstrito aos Chefes do Poder Executivo, em razão
de sua atuação concreta no desempenho de função de administrar com
independência funcional.
Além disso, destaco que existe idêntica previsão à ora questionada
na lei de regência da magistratura catarinense (“O juiz de direito da
comarca cuja entrância tiver sido elevada poderá pedir, no prazo de dois dias,
quando promovido, que sua promoção se efetive na comarca em que se encontre)”
e de diversos Estados da federação, normas que vêm sendo, desde há
muito, aplicadas normalmente.
1
BARROSO, Luís Roberto. O controle de constitucionalidade no direito brasileiro: exposição
sistemática da doutrina e análise crítica da jurisprudência. 5. ed. São Paulo: Saraiva, 2011, p.65.
8
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 29
Voto - MIN. LUIZ FUX
MS 27744 / DF
Acrescento, ainda, que questão semelhante à posta nestes autos já foi
enfrentada pelo Conselho Nacional de Justiça, no Procedimento de
Controle Administrativo 283/MA, oportunidade em que aquele órgão de
controle administrativo entendeu pela legalidade da opção de
permanência na mesma comarca elevada à entrância para a qual o
magistrado foi promovido, porque consentânea com o interesse público.
Saliento, outrossim, que, em 2007, o então Procurador-Geral da
República, acolhendo representação de magistrados e promotores
maranhenses, protocolou, nesta Corte, a ADI 3.997, em que sustentou a
inconstitucionalidade de dispositivos da Lei Complementar 14/1991 do
Estado do Maranhão, com a redação conferida pela Lei Complementar
104/2006 – Código de Divisão e Organização Judiciárias do Estado do
Maranhão.
Entretanto, dentre as disposições impugnadas pelo chefe do Parquet
federal não estava aquela que prevê a opção de permanência do
magistrado promovido na comarca cuja entrância tenha sido elevada,
donde se conclui que o Procurador-Geral da República não vislumbrou
qualquer pecha de inconstitucionalidade naquela previsão legal. Ora,
tendo em vista que o próprio Chefe do Ministério Público Federal, que
possui legitimidade para ajuizar ação direita de inconstitucionalidade
nesta Corte deixou de questionar a norma ora debatida por entendê-la
consentânea com a Constituição Federal, não se poderia admitir que
promotores de justiça, que sequer são legitimados para a ação, logrem
obter o mesmo resultado que adviria de um eventual pronunciamento
deste Tribunal em sede de ação direta, mediante a utilização de via
transversa.
Ora, in casu, os requerentes do PCA pugnaram pela “não
aplicabilidade do art. 141, parte final, da Lei Complementar Estadual de Santa
Catarina n. 197/2000”, o que foi acolhido pelo CNMP - conforme
9
Supremo Tribunal Federal
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MS 27744 / DF
Acrescento, ainda, que questão semelhante à posta nestes autos já foi
enfrentada pelo Conselho Nacional de Justiça, no Procedimento de
Controle Administrativo 283/MA, oportunidade em que aquele órgão de
controle administrativo entendeu pela legalidade da opção de
permanência na mesma comarca elevada à entrância para a qual o
magistrado foi promovido, porque consentânea com o interesse público.
Saliento, outrossim, que, em 2007, o então Procurador-Geral da
República, acolhendo representação de magistrados e promotores
maranhenses, protocolou, nesta Corte, a ADI 3.997, em que sustentou a
inconstitucionalidade de dispositivos da Lei Complementar 14/1991 do
Estado do Maranhão, com a redação conferida pela Lei Complementar
104/2006 – Código de Divisão e Organização Judiciárias do Estado do
Maranhão.
Entretanto, dentre as disposições impugnadas pelo chefe do Parquet
federal não estava aquela que prevê a opção de permanência do
magistrado promovido na comarca cuja entrância tenha sido elevada,
donde se conclui que o Procurador-Geral da República não vislumbrou
qualquer pecha de inconstitucionalidade naquela previsão legal. Ora,
tendo em vista que o próprio Chefe do Ministério Público Federal, que
possui legitimidade para ajuizar ação direita de inconstitucionalidade
nesta Corte deixou de questionar a norma ora debatida por entendê-la
consentânea com a Constituição Federal, não se poderia admitir que
promotores de justiça, que sequer são legitimados para a ação, logrem
obter o mesmo resultado que adviria de um eventual pronunciamento
deste Tribunal em sede de ação direta, mediante a utilização de via
transversa.
Ora, in casu, os requerentes do PCA pugnaram pela “não
aplicabilidade do art. 141, parte final, da Lei Complementar Estadual de Santa
Catarina n. 197/2000”, o que foi acolhido pelo CNMP - conforme
9
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Voto - MIN. LUIZ FUX
MS 27744 / DF
consignado na certidão de julgamento - que determinou “a inaplicabilidade
do dispositivo questionado nos casos concretos”. No entanto, os debates
travados no julgamento do PCA dão conta de que a inaplicabilidade da
norma em questão não se limita aos casos concretos, mas se estende a
situações futuras, o que deixa patente o exercício de controle concentrado
de constitucionalidade pelo Conselho Nacional do Ministério Público, o
que não é admitido por esta Corte.
Com essas considerações, voto pela concessão da ordem, para cassar
o acórdão proferido pelo CNMP nos autos do PCA 498/2008-76.
10
Supremo Tribunal Federal
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MS 27744 / DF
consignado na certidão de julgamento - que determinou “a inaplicabilidade
do dispositivo questionado nos casos concretos”. No entanto, os debates
travados no julgamento do PCA dão conta de que a inaplicabilidade da
norma em questão não se limita aos casos concretos, mas se estende a
situações futuras, o que deixa patente o exercício de controle concentrado
de constitucionalidade pelo Conselho Nacional do Ministério Público, o
que não é admitido por esta Corte.
Com essas considerações, voto pela concessão da ordem, para cassar
o acórdão proferido pelo CNMP nos autos do PCA 498/2008-76.
10
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Debate
06/05/2014
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 27.744 DISTRITO FEDERAL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – O
Conselho atuou em cima de caso concreto e deixou de aplicar a lei, por tê-
la como inconstitucional, observando a Constituição.
Todos estamos submetidos à Carta da República, que é a Lei das leis,
inclusive o Conselho Nacional do Ministério Público. Algo é atuar de
forma abstrata, vindo a declarar a incompatibilidade de uma lei com o
Texto Constitucional. Coisa diversa é enfrentar situação concreta e
entender que prevalece não a lei, no caso, estadual, mas sim a
Constituição.
Esse dever toda a administração tem. A administração não está
compelida a observar lei que tenha como incompatível com a Lei Maior.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Eu estou
trazendo, aqui, precedente até mesmo específico.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Sim, eu fiquei vencido, em Plenário, no Mandado de Segurança n
28.141, cujo Relator foi o Ministro Ricardo Lewandowski. Está no item I
da Ementa:
"I – O Conselho Nacional de Justiça, órgão de natureza
administrativa que é, não possui competência para determinar
o afastamento de cobrança de emolumento judicial com
fundamento na sua inconstitucionalidade, mesmo porque tal
ato termina por afastar a aplicação da própria lei tributária."
Eu fiquei vencido neste caso.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) - A
primeira vez que o Supremo enfrentou essa matéria – pelo menos que me
lembre, não por ter estado quando do julgamento, mas por visita a
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06/05/2014
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 27.744 DISTRITO FEDERAL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – O
Conselho atuou em cima de caso concreto e deixou de aplicar a lei, por tê-
la como inconstitucional, observando a Constituição.
Todos estamos submetidos à Carta da República, que é a Lei das leis,
inclusive o Conselho Nacional do Ministério Público. Algo é atuar de
forma abstrata, vindo a declarar a incompatibilidade de uma lei com o
Texto Constitucional. Coisa diversa é enfrentar situação concreta e
entender que prevalece não a lei, no caso, estadual, mas sim a
Constituição.
Esse dever toda a administração tem. A administração não está
compelida a observar lei que tenha como incompatível com a Lei Maior.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Eu estou
trazendo, aqui, precedente até mesmo específico.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Sim, eu fiquei vencido, em Plenário, no Mandado de Segurança n
28.141, cujo Relator foi o Ministro Ricardo Lewandowski. Está no item I
da Ementa:
"I – O Conselho Nacional de Justiça, órgão de natureza
administrativa que é, não possui competência para determinar
o afastamento de cobrança de emolumento judicial com
fundamento na sua inconstitucionalidade, mesmo porque tal
ato termina por afastar a aplicação da própria lei tributária."
Eu fiquei vencido neste caso.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) - A
primeira vez que o Supremo enfrentou essa matéria – pelo menos que me
lembre, não por ter estado quando do julgamento, mas por visita a
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Debate
MS 27744 / DF
precedente –, atuou como relator o ministro Victor Nunes Leal, envolvia
situação concreta em que o Tribunal de Contas da União deixara de
observar lei para implementar a eficácia, a concretude, da Constituição
Federal. O Supremo concluiu que era possível, porque, senão, chegar-se-
ia a seguinte situação: estar todo órgão da Administração Pública
compelido a observar lei ordinária em detrimento da Constituição.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Ministro, Vossa
Excelência me permite? Eu acho que fui muito sintético.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) –
Como?
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Eu fui muito
sintético. Só para eu acrescentar dois aspectos aqui. Ah, não, a questão
fática todo mundo entendeu. É fácil. A comarca foi elevada de entrância, e
o Conselho entendeu que era inconstitucional aquela lei local.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Prezava que ele ficasse naquela mesma entrância.
2
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Supremo Tribunal Federal
MS 27744 / DF
precedente –, atuou como relator o ministro Victor Nunes Leal, envolvia
situação concreta em que o Tribunal de Contas da União deixara de
observar lei para implementar a eficácia, a concretude, da Constituição
Federal. O Supremo concluiu que era possível, porque, senão, chegar-se-
ia a seguinte situação: estar todo órgão da Administração Pública
compelido a observar lei ordinária em detrimento da Constituição.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Ministro, Vossa
Excelência me permite? Eu acho que fui muito sintético.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) –
Como?
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Eu fui muito
sintético. Só para eu acrescentar dois aspectos aqui. Ah, não, a questão
fática todo mundo entendeu. É fácil. A comarca foi elevada de entrância, e
o Conselho entendeu que era inconstitucional aquela lei local.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Prezava que ele ficasse naquela mesma entrância.
2
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Explicação
06/05/2014
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 27.744 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
IMPTE.(S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SANTA CATARINA
IMPDO.(A/S)
:CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO
(PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO
n 0.00.000.000498/2008-76)
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) –
Ministro, a única dúvida é a seguinte: defronta-se o Conselho com um
caso concreto e, com o dilema: homenagear a lei ou a Constituição
Federal. Atuando, não exerce o controle difuso propriamente dito, porque
órgão administrativo. Julga o caso administrativo concreto, desta ou
daquela forma, ante a impossibilidade de homenagear a Carta da
República? O sistema não fecha.
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RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
IMPTE.(S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SANTA CATARINA
IMPDO.(A/S)
:CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO
(PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO
n 0.00.000.000498/2008-76)
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) –
Ministro, a única dúvida é a seguinte: defronta-se o Conselho com um
caso concreto e, com o dilema: homenagear a lei ou a Constituição
Federal. Atuando, não exerce o controle difuso propriamente dito, porque
órgão administrativo. Julga o caso administrativo concreto, desta ou
daquela forma, ante a impossibilidade de homenagear a Carta da
República? O sistema não fecha.
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Vista
06/05/2014
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 27.744 DISTRITO FEDERAL
VISTA
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu devo
dizer que concordo com o Ministro Marco Aurélio no sentido de que
quem tem a incumbência de aplicar a norma a uma situação concreta não
pode ser compelido a deixar de aplicar a Constituição e aplicar a norma
que considera incompatível. Portanto, acho que, nesse ponto, estamos
afinados, eu e o Presidente.
A impressão que eu tive - mas posso pedir vista, se for o caso - é que
o Conselho Nacional do Ministério Público teria declarado a norma
inconstitucional para além do caso concreto - pelo menos, na minha
anotação -, determinando a sua não aplicação a todos os casos
potencialmente alcançados pelo mesmo, inclusive outorgando ao ato
decisório efeitos ex tunc, de modo a desconstituir promoções e opções
havidas e situações já consolidadas.
Aí, controle concentrado, eu acho que não é o caso.
De modo que, por este fundamento de que não foi um controle
concreto, mas uma proclamação abstrata de inconstitucionalidade, é que
eu tenderia a acompanhar o Relator.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Eu destaquei
exatamente esse trecho.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Esse!
E há um precedente do Plenário. Eu imagino que Vossa Excelência
tenha votado divergentemente no Plenário, nessa decisão do Ministro
Lewandowski.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Como
o computador é único, a minha cabeça, devo ter votado vencido, sob pena
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06/05/2014
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 27.744 DISTRITO FEDERAL
VISTA
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu devo
dizer que concordo com o Ministro Marco Aurélio no sentido de que
quem tem a incumbência de aplicar a norma a uma situação concreta não
pode ser compelido a deixar de aplicar a Constituição e aplicar a norma
que considera incompatível. Portanto, acho que, nesse ponto, estamos
afinados, eu e o Presidente.
A impressão que eu tive - mas posso pedir vista, se for o caso - é que
o Conselho Nacional do Ministério Público teria declarado a norma
inconstitucional para além do caso concreto - pelo menos, na minha
anotação -, determinando a sua não aplicação a todos os casos
potencialmente alcançados pelo mesmo, inclusive outorgando ao ato
decisório efeitos ex tunc, de modo a desconstituir promoções e opções
havidas e situações já consolidadas.
Aí, controle concentrado, eu acho que não é o caso.
De modo que, por este fundamento de que não foi um controle
concreto, mas uma proclamação abstrata de inconstitucionalidade, é que
eu tenderia a acompanhar o Relator.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Eu destaquei
exatamente esse trecho.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Esse!
E há um precedente do Plenário. Eu imagino que Vossa Excelência
tenha votado divergentemente no Plenário, nessa decisão do Ministro
Lewandowski.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Como
o computador é único, a minha cabeça, devo ter votado vencido, sob pena
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Vista
MS 27744 / DF
de incidir, agora, em incoerência!
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - A minha dúvida é a
seguinte: houve o afastamento, pelo Conselho, da lei que ele entendeu
inconstitucional ao caso concreto, com, aí, um comando abstrato ou diz
exclusivamente o enunciado com o controle abstrato?
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Porque foram
elevadas de entrância várias comarcas. Então, ele fez um pronunciamento
ad futurum.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – De
qualquer forma, tem-se, no pronunciamento administrativo, duas partes:
uma alusiva ao interesse subjetivo do impetrante, e outra referente a
interesses de outros integrantes do Ministério Público.
Julgaremos apenas a situação do impetrante.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu vou
pedir vista, Presidente. Eu fiquei na dúvida do que é o certo, aqui, e aí
nós olhamos com calma.
2
Supremo Tribunal Federal
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MS 27744 / DF
de incidir, agora, em incoerência!
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - A minha dúvida é a
seguinte: houve o afastamento, pelo Conselho, da lei que ele entendeu
inconstitucional ao caso concreto, com, aí, um comando abstrato ou diz
exclusivamente o enunciado com o controle abstrato?
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Porque foram
elevadas de entrância várias comarcas. Então, ele fez um pronunciamento
ad futurum.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – De
qualquer forma, tem-se, no pronunciamento administrativo, duas partes:
uma alusiva ao interesse subjetivo do impetrante, e outra referente a
interesses de outros integrantes do Ministério Público.
Julgaremos apenas a situação do impetrante.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu vou
pedir vista, Presidente. Eu fiquei na dúvida do que é o certo, aqui, e aí
nós olhamos com calma.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 29
Extrato de Ata - 06/05/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
MANDADO DE SEGURANÇA 27.744
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
IMPTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
IMPDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO
(PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO n
0.00.000.000498/2008-76)
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Luiz Fux, relator, que
implementava a ordem, pediu vista do processo o Senhor Ministro
Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio.
Primeira Turma, 6.5.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
MANDADO DE SEGURANÇA 27.744
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
IMPTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
IMPDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO
(PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO n
0.00.000.000498/2008-76)
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Luiz Fux, relator, que
implementava a ordem, pediu vista do processo o Senhor Ministro
Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio.
Primeira Turma, 6.5.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 29
Voto Vista
MANDADO DE SEGURANÇA 27.744 DISTRITO FEDERAL
VOTO-VISTA:
Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL E
ADMINISTRATIVO.
CONSELHO
NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO.
CONTROLE
DE
CONSTITUCIONALIDADE INCIDENTAL.
PROMOÇÕES
VIRTUAIS
DE
PROMOTORES DE JUSTIÇA. 1. O CNMP
pode afastar a aplicação de leis que repute
inconstitucionais, desde que o faça de forma
incidental ao decidir casos concretos. 2. É
razoável a permanência do Promotor
recém-promovido na comarca em que atua,
quando tenha havido elevação da entrância.
3. Voto pela concessão da ordem.
1.
Trata-se de mandado de segurança impetrado pelo
Procurador-Geral de Justiça do Estado de Santa Catarina contra decisão
do Conselho Nacional do Ministério Público, proferida no processo de
controle administrativo n 498/2008-76, que desconstituiu “promoções
virtuais” de membros do Ministério Público do Estado de Santa Catarina.
2.
A controvérsia gira em torno do art. 141 da Lei Complementar Estadual n
197/2000 (Lei Orgânica do Medida Provisória/SC), que assim dispõe:
“Art. 141. O membro do Ministério Público terá garantida
a sua permanência na comarca cuja entrância for elevada e,
quando promovido, nela será efetivado desde que formalize a
opção no prazo de cinco dias.”
3.
O impetrante alega que a autoridade impetrada exerceu
controle concentrado de constitucionalidade reservado ao Supremo
Tribunal Federal, ao considerar inconstitucional o citado dispositivo,
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
MANDADO DE SEGURANÇA 27.744 DISTRITO FEDERAL
VOTO-VISTA:
Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL E
ADMINISTRATIVO.
CONSELHO
NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO.
CONTROLE
DE
CONSTITUCIONALIDADE INCIDENTAL.
PROMOÇÕES
VIRTUAIS
DE
PROMOTORES DE JUSTIÇA. 1. O CNMP
pode afastar a aplicação de leis que repute
inconstitucionais, desde que o faça de forma
incidental ao decidir casos concretos. 2. É
razoável a permanência do Promotor
recém-promovido na comarca em que atua,
quando tenha havido elevação da entrância.
3. Voto pela concessão da ordem.
1.
Trata-se de mandado de segurança impetrado pelo
Procurador-Geral de Justiça do Estado de Santa Catarina contra decisão
do Conselho Nacional do Ministério Público, proferida no processo de
controle administrativo n 498/2008-76, que desconstituiu “promoções
virtuais” de membros do Ministério Público do Estado de Santa Catarina.
2.
A controvérsia gira em torno do art. 141 da Lei Complementar Estadual n
197/2000 (Lei Orgânica do Medida Provisória/SC), que assim dispõe:
“Art. 141. O membro do Ministério Público terá garantida
a sua permanência na comarca cuja entrância for elevada e,
quando promovido, nela será efetivado desde que formalize a
opção no prazo de cinco dias.”
3.
O impetrante alega que a autoridade impetrada exerceu
controle concentrado de constitucionalidade reservado ao Supremo
Tribunal Federal, ao considerar inconstitucional o citado dispositivo,
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Voto Vista
MS 27744 / DF
determinando a sua não aplicabilidade “a todos os casos potencialmente
alcançados pelo mesmo, inclusive outorgando ao ato decisório (para além das
hipóteses futuras) efeitos ex tunc, de modo a desconstituir promoções e opções
havidas e situações já consolidadas” (fls. 8).
4.
Sustenta, no mais, a constitucionalidade da promoção com
opção de permanência no órgão pré-elevado de entrância, o qual,
inclusive, consta da legislação de grande parte dos Estados da Federação,
tanto no âmbito da magistratura quanto no Ministério Público.
5.
O eminente relator, Min. Luiz Fux, votou pela concessão
da ordem. Pedi vista para analisar detidamente as peculiaridades do caso.
6.
Feita esta breve recapitulação, passo ao voto.
7.
Em um primeiro momento, tive a impressão de que o
CNMP teria declarado a norma inconstitucional para além do caso
concreto, determinando a sua não aplicação erga omnes e com efeitos ex
tunc, de modo a desconstituir promoções e situações já consolidadas.
8.
No entanto, a partir da análise dos autos, verifiquei que
não houve, na espécie, controle abstrato de constitucionalidade.
9.
O CNMP julgou procedente o PCA n 498/2008-76, nos
termos do voto-vista do Conselheiro Raimundo Nonato, que declarou a
inconstitucionalidade, incidenter tantum, da parte final do art. 141 da
LCE n 197/2000, desconstituindo, especificamente, as seguintes
“promoções virtuais”: 1... e 2... PJ de Gaspar, 4... PJ de Jaguará do Sul, 4... PJ
de Palhoça, 15... PJ de Joinvile, 4... PJ de Criciúma, 7... PJ de Blumenau.
10.
A análise do relatório e do dispositivo da decisão revelam
terem sido anuladas apenas as “promoções virtuais” apontadas pelos
autores da representação apresentada ao CNMP. Observei, ademais, que
2
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determinando a sua não aplicabilidade “a todos os casos potencialmente
alcançados pelo mesmo, inclusive outorgando ao ato decisório (para além das
hipóteses futuras) efeitos ex tunc, de modo a desconstituir promoções e opções
havidas e situações já consolidadas” (fls. 8).
4.
Sustenta, no mais, a constitucionalidade da promoção com
opção de permanência no órgão pré-elevado de entrância, o qual,
inclusive, consta da legislação de grande parte dos Estados da Federação,
tanto no âmbito da magistratura quanto no Ministério Público.
5.
O eminente relator, Min. Luiz Fux, votou pela concessão
da ordem. Pedi vista para analisar detidamente as peculiaridades do caso.
6.
Feita esta breve recapitulação, passo ao voto.
7.
Em um primeiro momento, tive a impressão de que o
CNMP teria declarado a norma inconstitucional para além do caso
concreto, determinando a sua não aplicação erga omnes e com efeitos ex
tunc, de modo a desconstituir promoções e situações já consolidadas.
8.
No entanto, a partir da análise dos autos, verifiquei que
não houve, na espécie, controle abstrato de constitucionalidade.
9.
O CNMP julgou procedente o PCA n 498/2008-76, nos
termos do voto-vista do Conselheiro Raimundo Nonato, que declarou a
inconstitucionalidade, incidenter tantum, da parte final do art. 141 da
LCE n 197/2000, desconstituindo, especificamente, as seguintes
“promoções virtuais”: 1... e 2... PJ de Gaspar, 4... PJ de Jaguará do Sul, 4... PJ
de Palhoça, 15... PJ de Joinvile, 4... PJ de Criciúma, 7... PJ de Blumenau.
10.
A análise do relatório e do dispositivo da decisão revelam
terem sido anuladas apenas as “promoções virtuais” apontadas pelos
autores da representação apresentada ao CNMP. Observei, ademais, que
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MS 27744 / DF
tais promoções tiveram lugar um pouco antes da instauração do processo
administrativo, todas no ano de 2008, em decorrência da edição da LCE
n 398/2007, que elevou de entrância certas comarcas daquele estado e,
em consequência, as promotorias de justiça em questão.
11.
Assim, ao contrário do que alega o impetrante, o acórdão
atacado não alcança promoções pretéritas ou futuras, mas apenas aquelas
havidas à época do PCA, por não terem as respectivas promotorias de
justiça sido ofertadas aos demais membros do Ministério Público do
Estado de Santa Catarina, entre os quais os autores da representação. O
controle, portanto, se realizou no caso concreto, determinando-se a não
aplicação da parte final do art. 141 da LCE n 197/2000, por violação aos
princípios constitucionais da impessoalidade e da isonomia, bem como ao
critério da alternância previsto no art. 93, II e VIII-A, da Constituição.
12.
A meu ver, não há impedimento para que o CNMP realize
esta modalidade de controle. Conforme me pronunciei na sessão do dia
06.05.2014, concordo com o Min. Marco Aurélio no sentido de que quem
tem a incumbência de aplicar a norma a uma situação concreta não pode
ser compelido a deixar de aplicar a Constituição e aplicar a norma que
considera incompatível. Não se trata, aqui, de realizar controle abstrato
de constitucionalidade, mas, sim, de deixar de aplicar uma norma ao caso
concreto, em face da supremacia da Constituição (controle incidental).
13.
No mais, acompanho o relator. É razoável que os membros
do Ministério Público, ao serem promovidos, possam permanecer nas
promotorias que já ocupam, não sendo obrigados a deixá-las apenas
porque foram pré-elevadas de entrância. Do contrário, além de acarretar
gastos públicos com remoção e trânsito, a medida prejudicaria a
continuidade da linha de atuação ministerial local e a manutenção das
unidades familiares dos promotores. Não à toa, tal disciplina é prevista
historicamente nas legislações de diversos Estados da Federação.
14.
Assim, com ligeira divergência de fundamentação,
3
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tais promoções tiveram lugar um pouco antes da instauração do processo
administrativo, todas no ano de 2008, em decorrência da edição da LCE
n 398/2007, que elevou de entrância certas comarcas daquele estado e,
em consequência, as promotorias de justiça em questão.
11.
Assim, ao contrário do que alega o impetrante, o acórdão
atacado não alcança promoções pretéritas ou futuras, mas apenas aquelas
havidas à época do PCA, por não terem as respectivas promotorias de
justiça sido ofertadas aos demais membros do Ministério Público do
Estado de Santa Catarina, entre os quais os autores da representação. O
controle, portanto, se realizou no caso concreto, determinando-se a não
aplicação da parte final do art. 141 da LCE n 197/2000, por violação aos
princípios constitucionais da impessoalidade e da isonomia, bem como ao
critério da alternância previsto no art. 93, II e VIII-A, da Constituição.
12.
A meu ver, não há impedimento para que o CNMP realize
esta modalidade de controle. Conforme me pronunciei na sessão do dia
06.05.2014, concordo com o Min. Marco Aurélio no sentido de que quem
tem a incumbência de aplicar a norma a uma situação concreta não pode
ser compelido a deixar de aplicar a Constituição e aplicar a norma que
considera incompatível. Não se trata, aqui, de realizar controle abstrato
de constitucionalidade, mas, sim, de deixar de aplicar uma norma ao caso
concreto, em face da supremacia da Constituição (controle incidental).
13.
No mais, acompanho o relator. É razoável que os membros
do Ministério Público, ao serem promovidos, possam permanecer nas
promotorias que já ocupam, não sendo obrigados a deixá-las apenas
porque foram pré-elevadas de entrância. Do contrário, além de acarretar
gastos públicos com remoção e trânsito, a medida prejudicaria a
continuidade da linha de atuação ministerial local e a manutenção das
unidades familiares dos promotores. Não à toa, tal disciplina é prevista
historicamente nas legislações de diversos Estados da Federação.
14.
Assim, com ligeira divergência de fundamentação,
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Voto Vista
MS 27744 / DF
acompanho o relator e manifesto-me pela concessão da ordem, mantendo
as promoções referente às 1... e 2... PJ de Gaspar, 4... PJ de Jaguará do Sul, 4...
PJ de Palhoça, 15... PJ de Joinvile, 4... PJ de Criciúma e 7... PJ de Blumenau.
15.
É como voto.
4
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MS 27744 / DF
acompanho o relator e manifesto-me pela concessão da ordem, mantendo
as promoções referente às 1... e 2... PJ de Gaspar, 4... PJ de Jaguará do Sul, 4...
PJ de Palhoça, 15... PJ de Joinvile, 4... PJ de Criciúma e 7... PJ de Blumenau.
15.
É como voto.
4
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 27.744 DISTRITO FEDERAL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, reitero o
que tive a oportunidade de veicular a partir de outro caso, ou seja, a
existência de precedente sobre a matéria, da lavra do ministro Victor
Nunes Leal, quando se consignou que órgão administrativo, seja qual for,
pode deixar de aplicar lei que tenha como conflitante com a lei das leis,
que é a Constituição Federal, observando esta última.
Seria verdadeira incongruência assentar-se a inexistência dessa
possibilidade. Tornar-se-ia prevalecente, muito embora no campo
administrativo, a lei inconstitucional. O que não pode o órgão
administrativo é propriamente exercer o controle difuso, muito menos o
concentrado, de constitucionalidade. É algo diverso, como ressaltou o
ministro Luís Roberto Barroso.
No mais, homenageou-se, com a lei estadual, o princípio caro ao
Ministério Público, como também é caro à Magistratura, da
inamovibilidade, ou seja, uma promotoria em que havia um titular foi
alçada a nível superior, a entrância especial, e então se pretendeu o
afastamento do titular. E se pretendeu no Conselho Nacional do
Ministério Público, e este acabou por implementar esse afastamento.
Por isso, também acompanho o Relator, implementando a ordem,
concedendo a segurança.
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Supremo Tribunal Federal
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 27.744 DISTRITO FEDERAL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, reitero o
que tive a oportunidade de veicular a partir de outro caso, ou seja, a
existência de precedente sobre a matéria, da lavra do ministro Victor
Nunes Leal, quando se consignou que órgão administrativo, seja qual for,
pode deixar de aplicar lei que tenha como conflitante com a lei das leis,
que é a Constituição Federal, observando esta última.
Seria verdadeira incongruência assentar-se a inexistência dessa
possibilidade. Tornar-se-ia prevalecente, muito embora no campo
administrativo, a lei inconstitucional. O que não pode o órgão
administrativo é propriamente exercer o controle difuso, muito menos o
concentrado, de constitucionalidade. É algo diverso, como ressaltou o
ministro Luís Roberto Barroso.
No mais, homenageou-se, com a lei estadual, o princípio caro ao
Ministério Público, como também é caro à Magistratura, da
inamovibilidade, ou seja, uma promotoria em que havia um titular foi
alçada a nível superior, a entrância especial, e então se pretendeu o
afastamento do titular. E se pretendeu no Conselho Nacional do
Ministério Público, e este acabou por implementar esse afastamento.
Por isso, também acompanho o Relator, implementando a ordem,
concedendo a segurança.
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Voto - MIN. ROSA WEBER
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 27.744 DISTRITO FEDERAL
VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) – Eu, da
mesma forma, comungo da compreensão de que um órgão
administrativo pode, sim, deixar de aplicar uma lei que repute
inconstitucional. Tenho decidido nessa linha. Então, a minha
fundamentação converge com a agora trazida pelo Ministro Luís Roberto,
já defendida anteriormente pelo Ministro Marco Aurélio. Da mesma
forma, acompanho o eminente Relator no sentido da concessão da ordem.
A impetração, no caso, era do Procurador-Geral de Justiça do Estado
de Santa Catarina e vem justamente na linha da compreensão de todos
nós.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Implicitamente, tem-
se como válida a legislação local.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8442556.
Supremo Tribunal Federal
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
MANDADO DE SEGURANÇA 27.744 DISTRITO FEDERAL
VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) – Eu, da
mesma forma, comungo da compreensão de que um órgão
administrativo pode, sim, deixar de aplicar uma lei que repute
inconstitucional. Tenho decidido nessa linha. Então, a minha
fundamentação converge com a agora trazida pelo Ministro Luís Roberto,
já defendida anteriormente pelo Ministro Marco Aurélio. Da mesma
forma, acompanho o eminente Relator no sentido da concessão da ordem.
A impetração, no caso, era do Procurador-Geral de Justiça do Estado
de Santa Catarina e vem justamente na linha da compreensão de todos
nós.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Implicitamente, tem-
se como válida a legislação local.
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Extrato de Ata - 14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
MANDADO DE SEGURANÇA 27.744
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
IMPTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
IMPDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO
(PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO n
0.00.000.000498/2008-76)
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Luiz Fux, relator, que
implementava a ordem, pediu vista do processo o Senhor Ministro
Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio.
Primeira Turma, 6.5.2014.
Decisão: A Turma concedeu a ordem, nos termos do voto do
Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1...
Turma, 14.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8350895
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
MANDADO DE SEGURANÇA 27.744
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
IMPTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA
CATARINA
IMPDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO
(PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO n
0.00.000.000498/2008-76)
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Luiz Fux, relator, que
implementava a ordem, pediu vista do processo o Senhor Ministro
Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio.
Primeira Turma, 6.5.2014.
Decisão: A Turma concedeu a ordem, nos termos do voto do
Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1...
Turma, 14.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8350895
Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 29
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"MANDADO DE SEGURANÇA 27 . 744",
"MS 28 . 872 AgR / DF",
"AC 2 . 390 MC - REF",
"MS 32 . 582 MC",
"ADI 3 . 367 / DF",
"MS 27744 / DF",
"MS 27744 / DF",
"MANDADO DE SEGURANÇA 27 . 744",
"MS 27744 / DF",
"ADI 4062",
"MS 27744 / DF",
"ADI 4062",
"MS 27744 / DF",
"PCA n . 498 / 2008",
"MS 27744 / DF",
"PCA n . 498 / 2008 - 76",
"MS 27744 / DF",
"PCA 498 / 2008",
"PCA n . 498 / 2008 - 76",
"MS 27744 / DF",
"PCA 498 / 2008",
"PCA n . 498 / 2008 -",
"MANDADO",
"MS 27744 / DF",
"MS 27744 / DF",
"MS 27744 / DF",
"MS 28 . 872 AgR / DF",
"MS 27744 / DF",
"MS 28 . 872 AgR / DF",
"MS 27744 / DF",
"AC 2390 MC - REF",
"MS 27744 / DF",
"AC 2390 MC - REF",
"MS 27744 / DF",
"MS 32 . 582 MC",
"ADI 3 . 367 / DF",
"MS 27744 / DF",
"ADI 3 . 367 / DF",
"MS 27744 / DF",
"MS 27744 / DF",
"MS 27744 / DF",
"MS 27744 / DF",
"MS 27744 / DF",
"ADI 221 / DF",
"MS 27744 / DF",
"ADI 221 / DF",
"MS 27744 / DF",
"Procedimento de Controle Administrativo 283 / MA",
"ADI 3 . 997",
"MS 27744 / DF",
"Procedimento",
"ADI 3 . 997",
"MS 27744 / DF",
"PCA 498 / 2008 - 76",
"MS 27744 / DF",
"PCA 498 / 2008 - 76 .",
"Mandado de Segurança n 28 . 141",
"MANDADO",
"Mandado",
"MS 27744 / DF",
"MS 27744 / DF",
"MS 27744 / DF",
"MS 27744 / DF",
"MANDADO",
"MANDADO",
"PROCEDIMENTO",
"MANDADO DE SEGURANÇA 27 . 744",
"processo",
"controle administrativo n 498 / 2008 - 76",
"MS 27744 / DF",
"PCA n 498 / 2008 - 76",
"MS 27744 / DF",
"PCA n 498 / 2008",
"MS 27744 / DF",
"MS 27744 / DF",
"MS 27744 / DF",
"MS 27744 / DF"
],
"LEGISLACAO": [
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"art . 141 , in fine , da Lei Orgânica do Medida Provisória / SC",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Orgânica do Ministério Público do Estado de Santa Catarina",
"LCE 197 / 2000",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Orgânica do Ministério Público do Estado de Santa Catarina",
"LCE 197 / 2000",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LCE 398 / 2007",
"LCE 399 / 2007",
"art . 141 , in fine , da Lei Orgânica do Medida Provisória / SC",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LCE 398 / 2007",
"LCE",
"art . 141 , in fine , da Lei Orgânica do Medida Provisória / SC",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , inciso I , alínea ‘ a ’ , da Constituição da República ”",
"lei",
"PCA",
"art . 141 da LCE n . 197 / 2000",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , inciso I , alínea ‘ a ’ , da Constituição da República ”",
"lei",
"PCA 283",
"art . 141 da LCE n . 197 / 2000",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 141 , parte final , da Lei Orgânica do Ministério Público do Estado de Santa Catarina",
"LCE 197 / 2000",
"art . 141 , da LCE n 197 / 2000",
"art . 93 , II e VIII - A , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 141 , parte final , da Lei Orgânica do Ministério Público do Estado de Santa Catarina",
"LCE 197 / 2000",
"art . 141 , da",
"LCE n 197 / 2000",
"art . 93 , II e VIII - A , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 141 , da LCE n 197 / 2000",
"art . 93 , incisos II E VIII - A da Constituição Federal de 1988",
"Constituição Federal",
"art . 130 - A , § 2 . . . , da Carta Magna",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 141 , da LCE n 197 / 2000",
"art . 93 , incisos II E VIII - A da Constituição Federal de 1988",
"Constituição Federal",
"art .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 141 , in fine , da Lei Orgânica do Medida Provisória / SC",
"art . 103 - B , § 4 . . . , II , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 141 , in fine , da Lei Orgânica do Medida Provisória / SC",
"art . 103 - B , § 4 . . . , II , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI N . 8 . 223 / 2007",
"Lei n . 8 . 223 / 2007",
"Constituição da República ( art . 37 , incs . II e V )",
"Lei n . 8 . 223 / 2007",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI N . 8 . 223 / 2007",
"Lei n . 8 . 223 / 2007",
"Constituição da República ( art . 37 , incs . II e V",
"Lei n . 8 . 223 / 2007",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Emenda Constitucional n 45 / 2004",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Emenda Constitucional n 45 / 2004",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 267 , VI , do Código de Processo Civil",
"Emenda Constitucional n 45 / 2004",
"arts . 2 . . . e 60 , § 4 . . . , III , da Constituição Federal de 1988",
"Emenda Constitucional n 45",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Emenda Constitucional n 45 / 2004",
"arts . 2 . . . e 60 , § 4 . . . , III , da Constituição Federal de 1988",
"Emenda Constitucional n 45",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , caput , inc . I , letra \" r \" , e § 4 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"Emenda Constitucional n 45 / 2004",
"art . 95 , I , parte final , da Constituição Federal de 1988",
"art . 60 , § 2 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"Emenda Constitucional n 45 / 2004",
"art . 103 - B da Constituição Federal de 1988",
"arts . 95 , § único , e 127 , § 5 . . . , II , da Constituição Federal de 1988",
"Carta Magna",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , caput , inc . I , letra \" r \" , e § 4 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"Emenda Constitucional n 45 / 2004",
"art . 103 - B , § 4 . . . , III",
"art . 95 , I , parte final , da Constituição Federal de 1988",
"art . 60 , § 2 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"Emenda Constitucional n 45 / 2004",
"art . 103 - B da Constituição Federal de 1988",
"arts . 95 , § único , e 127 , § 5 . . . , II , da Constituição Federal de 1988",
"Carta Magna",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar 14 / 1991 do Estado do Maranhão",
"Lei Complementar 104 / 2006",
"Código de Divisão e Organização",
"Constituição Federal",
"art . 141 , parte final , da Lei Complementar Estadual de Santa Catarina n . 197 / 2000",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar 14 / 1991",
"Lei Complementar 104 / 2006",
"Código de Divisão e Organização",
"Constituição Federal",
"art . 141 , parte final , da Lei Complementar Estadual de Santa Catarina n . 197 / 2000",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Carta da República",
"Texto",
"Constitucional",
"Constituição",
"Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Carta da República",
"Constituição",
"Lei",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 141 da Lei Complementar Estadual n 197 / 2000",
"Lei Orgânica do Medida Provisória / SC",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 141 da Lei Complementar Estadual n 197 / 2000",
"Lei Orgânica do Medida Provisória / SC",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 141 da LCE n 197 / 2000",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 141 da LCE n 197 / 2000",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LCE n 398 / 2007",
"art . 141 da LCE n 197 / 2000",
"art . 93 , II e VIII - A , da Constituição",
"Constituição",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LCE n 398 / 2007",
"art . 141 da LCE n 197 / 2000",
"art . 93 , II e VIII - A , da Constituição .",
"Constituição",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"Brasília",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"Estado de Santa Catarina",
"DISTRITO FEDERAL",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"Estado de Santa Catarina",
"comarca de Tubarão / SC",
"comarca de Tubarão",
"comarca de Tubarão / SC",
"comarca de Tubarão",
"Estado do Maranhão",
"Estado de Santa Catarina",
"Estado",
"DISTRITO FEDERAL",
"Gaspar",
"Jaraguá do Sul",
"Palhoça",
"Joinville",
"Criciúma",
"Blumenau",
"DISTRITO FEDERAL",
"Gaspar",
"Jaraguá do Sul",
"Palhoça",
"Joinville",
"Criciúma",
"Blumenau",
"ESTADO DA PARAÍBA",
"Estado da Paraíba",
"Estado da Paraíba",
"ESTADO DA PARAÍBA",
"Estado da Paraíba",
"Estado da Paraíba",
"Brasil",
"São Paulo",
"Brasil",
"São Paulo",
"Estado do Maranhão",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"DISTRITO FEDERAL",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"DISTRITO FEDERAL",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"DISTRITO FEDERAL",
"Estado de Santa Catarina",
"DISTRITO FEDERAL",
"Estado de Santa Catarina",
"Gaspar",
"Jaguará do Sul",
"Palhoça",
"Joinvile",
"Criciúma",
"Blumenau",
"Gaspar",
"Jaguará do Sul",
"Palhoça",
"Joinvile",
"Criciúma",
"Blumenau",
"Gaspar",
"Jaguará do Sul",
"Palhoça",
"Joinvile",
"Criciúma",
"Blumenau",
"Gaspar",
"Jaguará do Sul",
"Palhoça",
"Joinvile",
"Criciúma",
"Blumenau",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"Estado de Santa Catarina",
"DISTRITO FEDERAL",
"Estado de Santa Catarina",
"DISTRITO FEDERAL",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"ESTADO DE SANTA CATARINA",
"DISTRITO FEDERAL",
"ESTADO DE SANTA CATARINA"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA",
"CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO",
"UNIÃO",
"CONSELHO",
"MINISTÉRIO PÚBLICO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Conselho Nacional do Ministério Público",
"Ministério Público",
"Tribunal Pleno",
"Tribunal Pleno",
"Tribunal Pleno",
"CNMP",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO",
"CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO",
"UNIÃO",
"Conselho Nacional do Ministério Público",
"CNMP",
"Ministério Público",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA",
"CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO",
"UNIÃO",
"Conselho Nacional do Ministério Público",
"CNMP",
"Ministério Público estadual",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público",
"Ministério Público",
"CNMP",
"CNMP",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público",
"Ministério Público",
"CNMP",
"CNMP",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Judiciário",
"CNMP",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público",
"Conselho Nacional de",
"Magistratura",
"CNMP",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Conselho Nacional do Ministério Público",
"Ministério Público de Santa Catarina",
"Conselho",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Conselho Nacional do Ministério Público",
"Ministério Público de Santa Catarina",
"Conselho",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público de Santa Catarina",
"CNMP",
"Conselho Nacional do Ministério Público",
"Ministério Público",
"Conselho Nacional do Ministério Público",
"Ministério Público",
"Ministério Público",
"Ministério Público da",
"União",
"Ministério Público",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público de Santa Catarina",
"CNMP",
"Conselho Nacional do Ministério Público",
"Ministério Público",
"Conselho Nacional do Ministério Público",
"Ministério Público",
"Ministério Público",
"Ministério Público da União",
"Ministério Público",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público da União",
"Ministério Público",
"CNMP",
"Plenário desta Corte",
"Conselho Nacional de Justiça",
"CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA",
"CNJ",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público",
"União",
"Ministério Público",
"CNMP",
"Plenário desta Corte",
"Conselho Nacional de Justiça",
"CNJ",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"TRIBUNAL DE JUSTIÇA ESTADUAL",
"CNJ",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Tribunal de Justiça da Paraíba",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Tribunal de Justiça da Paraíba",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"TRIBUNAL DE JUSTIÇA ESTADUAL",
"CNJ",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Tribunal de Justiça da Paraíba",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Tribunal de Justiça da Paraíba",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"CNJ",
"TJ",
"/",
"AM",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Suprema",
"Conselho Nacional de Justiça",
"CNJ",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"CNJ",
"TJ",
"/",
"AM",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Suprema",
"Conselho Nacional de Justiça",
"CNJ",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Câmara dos Deputados",
"Senado Federal",
"Câmara",
"Câmara dos Deputados",
"Senado Federal",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Conselho Nacional de Justiça",
"CNMP",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Câmara dos Deputados",
"Senado Federal",
"Câmara",
"Câmara dos Deputados",
"Senado Federal",
"Congresso",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Conselho Nacional de Justiça",
"CNMP",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Comissão",
"Conselho Nacional do Ministério Público",
"Saraiva",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Comissão de Constituição e Justiça",
"Conselho Nacional do Ministério Público",
"Saraiva",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Ministério Público Federal",
"CNMP",
"conforme",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Parquet",
"Ministério Público Federal",
"CNMP",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Conselho Nacional do Ministério Público",
"CNMP",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Conselho Nacional do Ministério Público",
"CNMP",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Conselho Nacional do Ministério Público",
"Plenário",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Conselho Nacional do Ministério Público",
"Plenário",
"Conselho Nacional de Justiça",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal de Contas da União",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Contas da União",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA",
"CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO",
"UNIÃO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA",
"CONSELHO NACIONAL",
"MINISTÉRIO PÚBLICO",
"UNIÃO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Conselho Nacional do Ministério Público",
"Plenário",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Conselho Nacional do Ministério Público",
"Plenário",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA",
"CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA",
"CONSELHO",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"CONSELHO",
"MINISTÉRIO PÚBLICO",
"CNMP",
"Conselho Nacional do Ministério Público",
"Ministério Público do Estado de Santa Catarina",
"Ministério Público",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"MINISTÉRIO PÚBLICO",
"CNMP",
"Conselho Nacional do Ministério Público",
"Ministério Público do Estado de Santa Catarina",
"Ministério Público",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público",
"CNMP",
"CNMP",
"PJ",
"CNMP",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público",
"CNMP",
"CNMP",
"CNMP",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público do Estado de Santa Catarina",
"CNMP",
"Ministério Público",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público do Estado de Santa Catarina",
"CNMP",
"Ministério Público",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Ministério Público",
"Conselho Nacional do Ministério Público",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Ministério Público",
"Conselho Nacional do Ministério Público",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO",
"CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA",
"CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"LUIZ FUX",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Cezar Peluso",
"Rosa Weber",
"LUIZ FUX",
"Rosa Weber",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"Eros Grau",
"Eros Grau",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"Raimundo Nonato de Carvalho Filho",
"LUIZ FUX",
"Raimundo Nonato de Carvalho Filho",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"LUIZ FUX",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Sérgio Alberto Frazão do Couto",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Sérgio Alberto Frazão do Couto",
"LUIZ FUX",
"Cláudio Barros Silva",
"Celso de Mello",
"Cezar Peluso",
"Cláudio Barros Silva",
"Celso de Mello",
"Cezar Peluso",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"Luís Roberto Barroso",
"Luís Roberto Barroso",
"LUIZ FUX",
"BARROSO , Luís Roberto",
"BARROSO , Luís Roberto",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"DIAS TOFFOLI",
"Ricardo Lewandowski",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"DIAS TOFFOLI",
"Ricardo Lewandowski",
"MARCO AURÉLIO",
"Victor Nunes Leal",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"DIAS TOFFOLI",
"Victor Nunes Leal",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"DIAS TOFFOLI",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
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"Marco Aurélio",
"LUIZ FUX",
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"Lewandowski",
"MARCO AURÉLIO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Marco Aurélio",
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"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Lewandowski",
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"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
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"ROSA WEBER",
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"MARCO AURÉLIO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
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"Marco Aurélio",
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"Roberto Barroso",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
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"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
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"Luiz Fux",
"Raimundo Nonato",
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"Marco Aurélio",
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"MARCO AURÉLIO",
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"Luís Roberto Barroso",
"MARCO AURÉLIO",
"Victor Nunes Leal",
"Luís Roberto Barroso",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"Luís Roberto",
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"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"Luís Roberto",
"Marco Aurélio",
"MARCO AURÉLIO",
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"Roberto Barroso",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
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"LUIZ FUX",
"Luiz Fux",
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"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
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"2008",
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"-",
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"19",
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"08",
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"2010",
"29",
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"04",
"-",
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"02",
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"8 de dezembro de 2004",
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"06",
"/",
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"06",
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"05",
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"2014",
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"08",
"/",
"2001",
"06",
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"05",
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"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"06",
"/",
"05",
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"2014",
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"08",
"/",
"2001",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"06",
"/",
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".",
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".",
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"6",
".",
"5",
".",
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"/",
"08",
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"08",
"/",
"2001",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2008",
"06",
".",
"05",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2008",
"06",
".",
"05",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
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"2001",
"14",
"/",
"04",
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".",
"5",
".",
"2014",
"14",
".",
"4",
".",
"2015",
"24",
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"2001",
"6",
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"2014",
"14",
".",
"4",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849.673 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:EBERT PIRES DA SILVA REPRESENTADO POR
LEILAMAR PIRES DA SILVA
ADV.(A/S)
:NILSON
ROBERTO
BORGES
PLÁCIDO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. BENEFÍCIO
ASSISTENCIAL DO ART. 203, V, DA CF/88. INCAPACIDADE PARCIAL
PARA O TRABALHO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE
865.645-RG (REL. MIN. LUIZ FUX - TEMA 807).
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli.
Brasília, 19 de maio de 2015.
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549672.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849.673 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:EBERT PIRES DA SILVA REPRESENTADO POR
LEILAMAR PIRES DA SILVA
ADV.(A/S)
:NILSON
ROBERTO
BORGES
PLÁCIDO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que
indeferiu liminarmente o agravo em recurso extraordinário sob o
fundamento de que seu objeto diz respeito a tema cuja existência de
repercussão geral foi rejeitada por esta Corte na análise do ARE 865.645-
RG, Tema 807.
A parte agravante sustenta que (a) a ofensa à Constituição Federal
ocorreu de maneira direta; (b) não é necessário o reexame de provas para
o deslinde da controvérsia; e (c) a matéria tratada no apelo possui
repercussão geral.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549730.
Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849.673 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:EBERT PIRES DA SILVA REPRESENTADO POR
LEILAMAR PIRES DA SILVA
ADV.(A/S)
:NILSON
ROBERTO
BORGES
PLÁCIDO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que
indeferiu liminarmente o agravo em recurso extraordinário sob o
fundamento de que seu objeto diz respeito a tema cuja existência de
repercussão geral foi rejeitada por esta Corte na análise do ARE 865.645-
RG, Tema 807.
A parte agravante sustenta que (a) a ofensa à Constituição Federal
ocorreu de maneira direta; (b) não é necessário o reexame de provas para
o deslinde da controvérsia; e (c) a matéria tratada no apelo possui
repercussão geral.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549730.
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849.673 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. A decisão agravada é do seguinte teor:
1. O objeto deste recurso diz respeito a tema cuja
existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte na
análise do ARE 865.645 (Rel. Min. LUIZ FUX, Dje de 23/4/2015,
Tema 807), por se tratar de questão infraconstitucional e
demandar o reexame de provas (Súmula 279/STF).
2. No que toca à alegada ofensa ao artigo 93, IX, da
Constituição Federal, o recurso aborda tema cuja repercussão
geral foi reconhecida, e já julgado no mérito, na análise do AI
791.292 RG (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339). A
fundamentação do acórdão recorrido se ajusta às diretrizes
desse precedente.
3. Ademais, é inviável a apreciação, em recurso
extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato
jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da
legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido
processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que,
se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa, já que é
imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Nesse
sentido: ARE 748.371-RG/MT, Min. GILMAR MENDES, Tema
660, Plenário, DJe de 1º/8/2013; AI 796.905AgR/PE, Rel. Min.
LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/5/2012; AI 622.814-
AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de
8/3/2012; e ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE,
Segunda Turma, DJe de 19/8/2011.
Considerada a especial eficácia vinculativa desses julgados
(CPC, art. 543-B, § 3º), impõe-se sua aplicação, nos mesmos
termos, aos casos análogos, como o dos autos.
4. Ante o exposto, indefiro liminarmente o agravo.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549731.
Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849.673 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. A decisão agravada é do seguinte teor:
1. O objeto deste recurso diz respeito a tema cuja
existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte na
análise do ARE 865.645 (Rel. Min. LUIZ FUX, Dje de 23/4/2015,
Tema 807), por se tratar de questão infraconstitucional e
demandar o reexame de provas (Súmula 279/STF).
2. No que toca à alegada ofensa ao artigo 93, IX, da
Constituição Federal, o recurso aborda tema cuja repercussão
geral foi reconhecida, e já julgado no mérito, na análise do AI
791.292 RG (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339). A
fundamentação do acórdão recorrido se ajusta às diretrizes
desse precedente.
3. Ademais, é inviável a apreciação, em recurso
extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato
jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da
legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido
processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que,
se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa, já que é
imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Nesse
sentido: ARE 748.371-RG/MT, Min. GILMAR MENDES, Tema
660, Plenário, DJe de 1º/8/2013; AI 796.905AgR/PE, Rel. Min.
LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/5/2012; AI 622.814-
AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de
8/3/2012; e ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE,
Segunda Turma, DJe de 19/8/2011.
Considerada a especial eficácia vinculativa desses julgados
(CPC, art. 543-B, § 3º), impõe-se sua aplicação, nos mesmos
termos, aos casos análogos, como o dos autos.
4. Ante o exposto, indefiro liminarmente o agravo.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
ARE 849673 AGR / SP
O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses
fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento
da decisão agravada.
2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o
voto.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549731.
Supremo Tribunal Federal
ARE 849673 AGR / SP
O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses
fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento
da decisão agravada.
2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o
voto.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549731.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Extrato de Ata - 19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849.673
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S) : EBERT PIRES DA SILVA REPRESENTADO POR LEILAMAR PIRES DA
SILVA
ADV.(A/S) : NILSON ROBERTO BORGES PLÁCIDO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8590138
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849.673
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S) : EBERT PIRES DA SILVA REPRESENTADO POR LEILAMAR PIRES DA
SILVA
ADV.(A/S) : NILSON ROBERTO BORGES PLÁCIDO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8590138
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8598154
| 2015-05-19T00:00:00
| 2015-06-01T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 19.05.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. BENEFÍCIO ASSISTENCIAL DO ART. 203, V, DA CF/88. INCAPACIDADE PARCIAL PARA O TRABALHO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 865.645-RG (REL. MIN. LUIZ FUX - TEMA 807).
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur306763
|
- Acórdão(s) citado(s):
(INCAPACIDADE PARCIAL PARA O TRABALHO)
ARE 865645 RG.
Número de páginas: 5.
Análise: 09/06/2015, MJC.
|
TEORI ZAVASCKI
|
Segunda Turma
|
849673
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00203 INC-00005\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 849673 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : EBERT PIRES DA SILVA REPRESENTADO POR LEILAMAR PIRES DA SILVA
ADV.(A/S) : NILSON ROBERTO BORGES PLÁCIDO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849.673 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:EBERT PIRES DA SILVA REPRESENTADO POR
LEILAMAR PIRES DA SILVA
ADV.(A/S)
:NILSON
ROBERTO
BORGES
PLÁCIDO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. BENEFÍCIO
ASSISTENCIAL DO ART. 203, V, DA Constituição Federal de 1988/88. INCAPACIDADE PARCIAL
PARA O TRABALHO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE
865.645-RG (REL. MIN. LUIZ FUX - TEMA 807).
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli.
Brasília, 19 de maio de 2015.
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8549672.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849.673 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:EBERT PIRES DA SILVA REPRESENTADO POR
LEILAMAR PIRES DA SILVA
ADV.(A/S)
:NILSON
ROBERTO
BORGES
PLÁCIDO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que
indeferiu liminarmente o agravo em recurso extraordinário sob o
fundamento de que seu objeto diz respeito a tema cuja existência de
repercussão geral foi rejeitada por esta Corte na análise do ARE 865.645-
RG, Tema 807.
A parte agravante sustenta que (a) a ofensa à Constituição Federal
ocorreu de maneira direta; (b) não é necessário o reexame de provas para
o deslinde da controvérsia; e (c) a matéria tratada no apelo possui
repercussão geral.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849.673 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:EBERT PIRES DA SILVA REPRESENTADO POR
LEILAMAR PIRES DA SILVA
ADV.(A/S)
:NILSON
ROBERTO
BORGES
PLÁCIDO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que
indeferiu liminarmente o agravo em recurso extraordinário sob o
fundamento de que seu objeto diz respeito a tema cuja existência de
repercussão geral foi rejeitada por esta Corte na análise do ARE 865.645-
RG, Tema 807.
A parte agravante sustenta que (a) a ofensa à Constituição Federal
ocorreu de maneira direta; (b) não é necessário o reexame de provas para
o deslinde da controvérsia; e (c) a matéria tratada no apelo possui
repercussão geral.
É o relatório.
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849.673 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. A decisão agravada é do seguinte teor:
1. O objeto deste recurso diz respeito a tema cuja
existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte na
análise do ARE 865.645 (Rel. Min. LUIZ FUX, Dje de 23/4/2015,
Tema 807), por se tratar de questão infraconstitucional e
demandar o reexame de provas (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal).
2. No que toca à alegada ofensa ao artigo 93, IX, da
Constituição Federal, o recurso aborda tema cuja repercussão
geral foi reconhecida, e já julgado no mérito, na análise do AI
791.292 RG (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339). A
fundamentação do acórdão recorrido se ajusta às diretrizes
desse precedente.
3. Ademais, é inviável a apreciação, em recurso
extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato
jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da
legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido
processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que,
se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa, já que é
imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Nesse
sentido: ARE 748.371-RG/MT, Min. GILMAR MENDES, Tema
660, Plenário, DJe de 1.../8/2013; AI 796.905AgR/PE, Rel. Min.
LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/5/2012; AI 622.814-
AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de
8/3/2012; e ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE,
Segunda Turma, DJe de 19/8/2011.
Considerada a especial eficácia vinculativa desses julgados
(Código de Processo Civil, art. 543-B, § 3...), impõe-se sua aplicação, nos mesmos
termos, aos casos análogos, como o dos autos.
4. Ante o exposto, indefiro liminarmente o agravo.
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849.673 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. A decisão agravada é do seguinte teor:
1. O objeto deste recurso diz respeito a tema cuja
existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte na
análise do ARE 865.645 (Rel. Min. LUIZ FUX, Dje de 23/4/2015,
Tema 807), por se tratar de questão infraconstitucional e
demandar o reexame de provas (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal).
2. No que toca à alegada ofensa ao artigo 93, IX, da
Constituição Federal, o recurso aborda tema cuja repercussão
geral foi reconhecida, e já julgado no mérito, na análise do AI
791.292 RG (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339). A
fundamentação do acórdão recorrido se ajusta às diretrizes
desse precedente.
3. Ademais, é inviável a apreciação, em recurso
extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato
jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da
legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido
processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que,
se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa, já que é
imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Nesse
sentido: ARE 748.371-RG/MT, Min. GILMAR MENDES, Tema
660, Plenário, DJe de 1.../8/2013; AI 796.905AgR/PE, Rel. Min.
LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/5/2012; AI 622.814-
AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de
8/3/2012; e ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE,
Segunda Turma, DJe de 19/8/2011.
Considerada a especial eficácia vinculativa desses julgados
(Código de Processo Civil, art. 543-B, § 3...), impõe-se sua aplicação, nos mesmos
termos, aos casos análogos, como o dos autos.
4. Ante o exposto, indefiro liminarmente o agravo.
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
ARE 849673 AGR / SP
O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses
fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento
da decisão agravada.
2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o
voto.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 849673 AGR / SP
O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses
fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento
da decisão agravada.
2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o
voto.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Extrato de Ata - 19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849.673
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S) : EBERT PIRES DA SILVA REPRESENTADO POR LEILAMAR PIRES DA
SILVA
ADV.(A/S) : NILSON ROBERTO BORGES PLÁCIDO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8590138
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849.673
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S) : EBERT PIRES DA SILVA REPRESENTADO POR LEILAMAR PIRES DA
SILVA
ADV.(A/S) : NILSON ROBERTO BORGES PLÁCIDO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8590138
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849 . 673",
"ARE 865 . 645 - RG",
"ARE 865 . 645 - RG",
"AGRAVO 849 . 673",
"ARE 865 . 645 - RG",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849 . 673",
"ARE 865 . 645",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 791 . 292 RG",
"ARE 748 . 371 - RG / MT",
"AI 796 . 905AgR / PE",
"AI 622 . 814 - AgR / PR",
"ARE 642 . 062 - AgR / RJ",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 849 . 673",
"ARE 865 . 645",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 791 . 292 RG",
"ARE 748 . 371 - RG / MT",
"AI 796 . 905AgR / PE",
"AI 622 . 814 - AgR / PR",
"ARE 642 . 062 - AgR / RJ"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 203 , V , DA Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal",
"Código de Processo Civil , art . 543 - B , § 3 . . .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal",
"Código de Processo Civil , art . 543 - B , § 3 . . .",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Plenário",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Plenário",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"ARE",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"TEORI ZAVASCKI",
"EBERT PIRES DA SILVA",
"LEILAMAR PIRES DA SILVA",
"NILSON ROBERTO BORGES PLÁCIDO",
"LUIZ FUX",
"TEORI ZAVASCKI",
"Dias Toffoli",
"TEORI ZAVASCKI",
"EBERT PIRES DA SILVA",
"LEILAMAR PIRES DA SILVA",
"NILSON ROBERTO BORGES PLÁCIDO",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"EBERT PIRES DA SILVA",
"LEILAMAR PIRES DA SILVA",
"NILSON ROBERTO BORGES PLÁCIDO",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"LUIZ FUX",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"LUIZ FUX",
"DIAS TOFFOLI",
"ELLEN GRACIE",
"TEORI ZAVASCKI",
"LUIZ FUX",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"LUIZ FUX",
"DIAS TOFFOLI",
"ELLEN GRACIE",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"EBERT PIRES DA SILVA",
"LEILAMAR PIRES DA SILVA",
"NILSON ROBERTO BORGES PLÁCIDO",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira",
"TEORI ZAVASCKI",
"EBERT PIRES DA SILVA",
"LEILAMAR PIRES DA SILVA",
"NILSON ROBERTO BORGES PLÁCIDO",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"23",
"/",
"4",
"/",
"2015",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"8",
"/",
"2013",
"21",
"/",
"5",
"/",
"2012",
"8",
"/",
"3",
"/",
"2012",
"19",
"/",
"8",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"23",
"/",
"4",
"/",
"2015",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"8",
"/",
"2013",
"21",
"/",
"5",
"/",
"2012",
"8",
"/",
"3",
"/",
"2012",
"19",
"/",
"8",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 125.326 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:LENNON DE JESUS SILVEIRA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
EMENTA
HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. FURTO. ARTIGO 240
DO CÓDIGO PENAL MILITAR. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA
CASTRENSE. CRIME PRATICADO POR MILITAR DA ATIVA
CONTRA MILITAR NA MESMA SITUAÇÃO DURANTE
ATIVIDADE MILITAR NO INTERIOR DA CASERNA.
1. O Supremo Tribunal Federal já assentou que o cometimento de
delito por agente militar contra vítima militar somente desafia a
competência da Justiça Castrense nos casos em que houver vínculo direto
com o desempenho da atividade militar. Nesse diapasão, “a mera condição
da vítima e do agressor não tem a virtude de acionar a competência da Justiça
Militar” (HC 121.778/AM, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 01.7.2014).
2. A subtração do cartão magnético e da senha bancária da vítima,
militar, pelo paciente, também militar, ocorreu no interior da caserna
durante o serviço de guarda da organização militar.
3. Competência da Justiça Castrense para processamento e
julgamento da ação penal de origem, nos termos do art. 9º, II, “a”, do
Código Penal Militar. Precedentes.
4. Ordem denegada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8053308.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
HC 125326 / RS
denegar a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 17 de março de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8053308.
Supremo Tribunal Federal
HC 125326 / RS
denegar a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 17 de março de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8053308.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 125.326 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:LENNON DE JESUS SILVEIRA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas
corpus impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de Lennon
de Jesus Silveira contra acórdão do Superior Tribunal Militar, que deu
parcial provimento à Apelação 11-02.2012.7.03.0303/DF.
Extraio do ato dito coator:
“APELAÇÃO. FURTO. SUBTRAÇÃO DE VALORES EM
CONTA BANCÁRIA. MILITAR EM SITUAÇÃO DE ATIVIDADE
CONTRA M,ILITAR EM SITUAÇÃO IDÊNTICA. CRITÉRIO
RATIONE PERSONAE. PRELIMINAR DE INCOMPETÊNCIA
DA JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO. REJEIÇÃO. UNÂNIME.
AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADAS. SENTENÇA
CONDENATÓRIA
MANTIDA.
MAIORIA.
SURSIS
CONCESSÃO. PREENCHIMENTO DOS REQUISTOS LEGAIS.
A Justiça Militar da União é competente para processar e julgar
o crime de furto praticado por militar em situação de atividade contra
militar na mesma situação, em razão do critério ratione personae
consagrado no art. 9º, inciso II, alínea ‘a’, do Código Penal Militar.
Preliminar defensiva de incompetência da Justiça Militar da
União rejeitada, por unanimidade.
Amolda-se à figura típica do furto a conduta de militar da ativa
que se apodera de cartão magnético e de senha bancária de outro
colega de farda para espoliar valores a ele pertencentes. A inversão da
posse, obtida às escuras, e a consequente diminuição no acervo
patrimonial do ofendido são elementos normativos que compõem o
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17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 125.326 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:LENNON DE JESUS SILVEIRA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas
corpus impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de Lennon
de Jesus Silveira contra acórdão do Superior Tribunal Militar, que deu
parcial provimento à Apelação 11-02.2012.7.03.0303/DF.
Extraio do ato dito coator:
“APELAÇÃO. FURTO. SUBTRAÇÃO DE VALORES EM
CONTA BANCÁRIA. MILITAR EM SITUAÇÃO DE ATIVIDADE
CONTRA M,ILITAR EM SITUAÇÃO IDÊNTICA. CRITÉRIO
RATIONE PERSONAE. PRELIMINAR DE INCOMPETÊNCIA
DA JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO. REJEIÇÃO. UNÂNIME.
AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADAS. SENTENÇA
CONDENATÓRIA
MANTIDA.
MAIORIA.
SURSIS
CONCESSÃO. PREENCHIMENTO DOS REQUISTOS LEGAIS.
A Justiça Militar da União é competente para processar e julgar
o crime de furto praticado por militar em situação de atividade contra
militar na mesma situação, em razão do critério ratione personae
consagrado no art. 9º, inciso II, alínea ‘a’, do Código Penal Militar.
Preliminar defensiva de incompetência da Justiça Militar da
União rejeitada, por unanimidade.
Amolda-se à figura típica do furto a conduta de militar da ativa
que se apodera de cartão magnético e de senha bancária de outro
colega de farda para espoliar valores a ele pertencentes. A inversão da
posse, obtida às escuras, e a consequente diminuição no acervo
patrimonial do ofendido são elementos normativos que compõem o
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
HC 125326 / RS
aperfeiçoamento do tipo penal em comento.
O preenchimento dos requisitos previstos no art. 84 do CPM
autoriza a concessão do benefício da suspensão condicional da pena.
Apelo defensivo parcialmente provido, por maioria.”
Neste writ, argui a Impetrante a incompetência da Justiça Militar da
União para processar e julgar o feito, porquanto os fatos imputados ao
paciente não se amoldam ao conceito de crime militar. Postula, em
medida liminar, a suspensão dos efeitos do acórdão exarado pelo STM até
o julgamento final da presente impetração. No mérito, requer a concessão
da ordem de habeas corpus, para que seja declarada a incompetência da
Justiça Militar.
Em 09.12.2014, indeferi a liminar.
O Ministério Público Federal, em manifestação da lavra do
Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opina
pela concessão da ordem.
Expedido telegrama para dar ciência da sessão de julgamento do
feito.
É o relatório.
2
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HC 125326 / RS
aperfeiçoamento do tipo penal em comento.
O preenchimento dos requisitos previstos no art. 84 do CPM
autoriza a concessão do benefício da suspensão condicional da pena.
Apelo defensivo parcialmente provido, por maioria.”
Neste writ, argui a Impetrante a incompetência da Justiça Militar da
União para processar e julgar o feito, porquanto os fatos imputados ao
paciente não se amoldam ao conceito de crime militar. Postula, em
medida liminar, a suspensão dos efeitos do acórdão exarado pelo STM até
o julgamento final da presente impetração. No mérito, requer a concessão
da ordem de habeas corpus, para que seja declarada a incompetência da
Justiça Militar.
Em 09.12.2014, indeferi a liminar.
O Ministério Público Federal, em manifestação da lavra do
Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opina
pela concessão da ordem.
Expedido telegrama para dar ciência da sessão de julgamento do
feito.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 125.326 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A questão em debate no
presente habeas corpus diz com a alegada incompetência da Justiça Militar
para processamento e julgamento da ação penal de origem.
O paciente, ex-soldado do Exército, foi denunciado pela suposta
prática do crime de furto simples (art. 240 do Código Penal Militar).
Narra a peça acusatória que, em 07.10.2011, “durante a noite, no
interior do alojamento do pessoal de serviço de guarda ao Quartel do 4º
Regimento de Cavalaria Blindada, organização militar sediada em São Luiz
Gonzaga/RS, o denunciado enquanto estava de serviço de guarda ao Quartel
juntamente com o ofendido (fl. 60), Sd Rodier Frantiesco Hamerski Bolter,
subtraiu do interior da mochila do mesmo o cartão magnético … de titularidade
da vítima, juntamente com a respectiva senha, que estava anotada em um pedaço
de papel”. Nos dias subsequentes, o paciente efetuou empréstimo de R$
2.100,00 (dois mil e cem reais) em nome da vítima e efetuou saques da
ordem de R$ 2.610,00 (dois mil, seiscentos e dez reais).
O Juízo da 3ª Auditoria Militar da 3ª CJM de Santa Maria/RS
condenou o paciente à pena de 2 (dois) anos de reclusão, em regime
inicial aberto, pela prática do crime de furto, tipificado no art. 240, caput,
do Código Penal Militar. Naquela oportunidade, afastada a
incompetência da Justiça Castrense, visto que “tanto o acusado, então Sd
Lennon, como o ofendido, à época Sd. Frantiesco, eram militares da ativa e
pertencentes ao efetivo do 4ª RCB, o que preenche o requisito do artigo 9º, inciso
II, alínea ‘a’, do CPM”, bem como pelo fato de “que o réu teria subtraído o
cartão bancário no alojamento do 4º RCB.”
Em sede de apelação, o Superior Tribunal Militar, por unanimidade,
rejeitou a preliminar de incompetência da Justiça Militar da União e, por
maioria de votos, deu provimento parcial ao recurso para conceder ao
paciente o benefício do sursis pelo prazo de 02 (dois) anos. Opostos
embargos infringentes pela Defesa, foram rejeitados.
Supremo Tribunal Federal
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17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 125.326 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A questão em debate no
presente habeas corpus diz com a alegada incompetência da Justiça Militar
para processamento e julgamento da ação penal de origem.
O paciente, ex-soldado do Exército, foi denunciado pela suposta
prática do crime de furto simples (art. 240 do Código Penal Militar).
Narra a peça acusatória que, em 07.10.2011, “durante a noite, no
interior do alojamento do pessoal de serviço de guarda ao Quartel do 4º
Regimento de Cavalaria Blindada, organização militar sediada em São Luiz
Gonzaga/RS, o denunciado enquanto estava de serviço de guarda ao Quartel
juntamente com o ofendido (fl. 60), Sd Rodier Frantiesco Hamerski Bolter,
subtraiu do interior da mochila do mesmo o cartão magnético … de titularidade
da vítima, juntamente com a respectiva senha, que estava anotada em um pedaço
de papel”. Nos dias subsequentes, o paciente efetuou empréstimo de R$
2.100,00 (dois mil e cem reais) em nome da vítima e efetuou saques da
ordem de R$ 2.610,00 (dois mil, seiscentos e dez reais).
O Juízo da 3ª Auditoria Militar da 3ª CJM de Santa Maria/RS
condenou o paciente à pena de 2 (dois) anos de reclusão, em regime
inicial aberto, pela prática do crime de furto, tipificado no art. 240, caput,
do Código Penal Militar. Naquela oportunidade, afastada a
incompetência da Justiça Castrense, visto que “tanto o acusado, então Sd
Lennon, como o ofendido, à época Sd. Frantiesco, eram militares da ativa e
pertencentes ao efetivo do 4ª RCB, o que preenche o requisito do artigo 9º, inciso
II, alínea ‘a’, do CPM”, bem como pelo fato de “que o réu teria subtraído o
cartão bancário no alojamento do 4º RCB.”
Em sede de apelação, o Superior Tribunal Militar, por unanimidade,
rejeitou a preliminar de incompetência da Justiça Militar da União e, por
maioria de votos, deu provimento parcial ao recurso para conceder ao
paciente o benefício do sursis pelo prazo de 02 (dois) anos. Opostos
embargos infringentes pela Defesa, foram rejeitados.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 125326 / RS
Extraio do ato dito coator excertos relativos à questão sub judice:
“Previsto tanto na legislação penal comum, quanto na castrense,
o furto é crime militar impróprio, e conforme o escólio de Jorge César
de Assis: ‘É, em sua essência, um crime comum, tornando-se militar
por encontrar identidade em uma das várias hipóteses dos incs. II e III
do art. 9º do CPM’.
De concreto, é que a propalada subtração de valores ocorreu
entre militar da ativa contra militar na mesma situação. Portanto, a
proposição ventilada pela DPU não se coaduna com a previsão legal
esculpida no art. 9º, II, ‘a’, da Lei Substantiva Penal Castrense.
Esse tema já foi trazido à baila nesta Corte Castrense, que
confirmou a competência desta justiça especializada para julgar os
crimes cometidos por militar em situação de atividade contra militar
na mesma situação...
Portanto, a Justiça Militar da União é competente para
processar e julgar o crime de furto praticado por militar em situação
de atividade contra militar na mesma situação, em razão do critério
ratione personae consagrado no art. 9º, inciso II, alínea ‘a’, do Código
Penal Militar.”
O art. 124 da Constituição da República dispõe que à Justiça Militar
compete processar e julgar os crimes militares definidos em lei.
Por sua vez, o Decreto-Lei 1.001/1969 (Código Penal Militar), em seu
art. 9º, II, define, excepcionalmente, os crimes militares praticados por
militares da ativa, ainda que praticados em tempo de paz. Confira-se:
‘Art. 9º Consideram-se crimes militares, em tempo de paz:
(…).
II – os crimes previstos neste Código, embora também o sejam
com igual definição na lei penal comum, quando praticados:
a) por militar em situação de atividade ou assemelhado,
contra militar na mesma situação ou assemelhado;
b) por militar em situação de atividade ou assemelhado, contra
militar da reserva, ou reformado, ou assemelhado, ou civil;
c) por militar em serviço ou atuando em razão da função, em
2
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HC 125326 / RS
Extraio do ato dito coator excertos relativos à questão sub judice:
“Previsto tanto na legislação penal comum, quanto na castrense,
o furto é crime militar impróprio, e conforme o escólio de Jorge César
de Assis: ‘É, em sua essência, um crime comum, tornando-se militar
por encontrar identidade em uma das várias hipóteses dos incs. II e III
do art. 9º do CPM’.
De concreto, é que a propalada subtração de valores ocorreu
entre militar da ativa contra militar na mesma situação. Portanto, a
proposição ventilada pela DPU não se coaduna com a previsão legal
esculpida no art. 9º, II, ‘a’, da Lei Substantiva Penal Castrense.
Esse tema já foi trazido à baila nesta Corte Castrense, que
confirmou a competência desta justiça especializada para julgar os
crimes cometidos por militar em situação de atividade contra militar
na mesma situação...
Portanto, a Justiça Militar da União é competente para
processar e julgar o crime de furto praticado por militar em situação
de atividade contra militar na mesma situação, em razão do critério
ratione personae consagrado no art. 9º, inciso II, alínea ‘a’, do Código
Penal Militar.”
O art. 124 da Constituição da República dispõe que à Justiça Militar
compete processar e julgar os crimes militares definidos em lei.
Por sua vez, o Decreto-Lei 1.001/1969 (Código Penal Militar), em seu
art. 9º, II, define, excepcionalmente, os crimes militares praticados por
militares da ativa, ainda que praticados em tempo de paz. Confira-se:
‘Art. 9º Consideram-se crimes militares, em tempo de paz:
(…).
II – os crimes previstos neste Código, embora também o sejam
com igual definição na lei penal comum, quando praticados:
a) por militar em situação de atividade ou assemelhado,
contra militar na mesma situação ou assemelhado;
b) por militar em situação de atividade ou assemelhado, contra
militar da reserva, ou reformado, ou assemelhado, ou civil;
c) por militar em serviço ou atuando em razão da função, em
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 125326 / RS
comissão de natureza militar, ou em formatura, ainda que fora do
lugar sujeito à administração militar, contra militar da reserva, ou
reformado, ou civil;
d) por militar durante o período de manobras ou exercício,
contra militar da reserva, ou reformado, ou assemelhado, ou civil;
e) por militar em situação de atividade, ou assemelhado, contra o
patrimônio sob a administração militar, ou a ordem administrativa
militar;
O Supremo Tribunal Federal já assentou que o cometimento de
delito por agente militar contra vítima militar somente desafia a
competência da Justiça Castrense nos casos em que houver vínculo direto
com o desempenho da atividade militar. Nesse diapasão, “a mera condição
da vítima e do agressor não tem a virtude de acionar a competência da Justiça
Militar” (HC 121.778/AM, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 01.7.2014).
Precedentes: HC 103.812/SP, Rel. p/ acórdão Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe
17.02.2012 e HC 122.302/MG, Rel. Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe
05.6.2014.
Na hipótese, diversamente da tese defensiva e do parecer
ministerial, verifico que a condição de militar ostentada pelo paciente e
pela vítima não é o único liame existente com as Forças Armadas.
Reitero que a denúncia, a sentença condenatória e o acórdão ora
hostilizado consignam expressamente que a subtração do cartão
magnético e da senha bancária da vítima ocorreu “durante a noite, no
interior do alojamento do pessoal de serviço de guarda ao Quartel do 4º
Regimento de Cavalaria Blindada, organização militar sediada em São Luiz
Gonzaga/RS”, enquanto o ora paciente “estava de serviço de guarda ao
Quartel juntamente com o ofendido (fl. 60).
Diante da hipótese fática delineada nos autos, em que paciente e
vítima, militares à época, no momento do crime, estavam em atividade no
interior da caserna, a ratificação da competência da Justiça Castrense para
processamento e julgamento da ação penal de origem é medida que se
impõe, nos termos do art. 9º, II, “a”, do Código Penal Militar.
Em situação semelhante, destaco julgados:
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 125326 / RS
comissão de natureza militar, ou em formatura, ainda que fora do
lugar sujeito à administração militar, contra militar da reserva, ou
reformado, ou civil;
d) por militar durante o período de manobras ou exercício,
contra militar da reserva, ou reformado, ou assemelhado, ou civil;
e) por militar em situação de atividade, ou assemelhado, contra o
patrimônio sob a administração militar, ou a ordem administrativa
militar;
O Supremo Tribunal Federal já assentou que o cometimento de
delito por agente militar contra vítima militar somente desafia a
competência da Justiça Castrense nos casos em que houver vínculo direto
com o desempenho da atividade militar. Nesse diapasão, “a mera condição
da vítima e do agressor não tem a virtude de acionar a competência da Justiça
Militar” (HC 121.778/AM, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 01.7.2014).
Precedentes: HC 103.812/SP, Rel. p/ acórdão Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe
17.02.2012 e HC 122.302/MG, Rel. Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe
05.6.2014.
Na hipótese, diversamente da tese defensiva e do parecer
ministerial, verifico que a condição de militar ostentada pelo paciente e
pela vítima não é o único liame existente com as Forças Armadas.
Reitero que a denúncia, a sentença condenatória e o acórdão ora
hostilizado consignam expressamente que a subtração do cartão
magnético e da senha bancária da vítima ocorreu “durante a noite, no
interior do alojamento do pessoal de serviço de guarda ao Quartel do 4º
Regimento de Cavalaria Blindada, organização militar sediada em São Luiz
Gonzaga/RS”, enquanto o ora paciente “estava de serviço de guarda ao
Quartel juntamente com o ofendido (fl. 60).
Diante da hipótese fática delineada nos autos, em que paciente e
vítima, militares à época, no momento do crime, estavam em atividade no
interior da caserna, a ratificação da competência da Justiça Castrense para
processamento e julgamento da ação penal de origem é medida que se
impõe, nos termos do art. 9º, II, “a”, do Código Penal Militar.
Em situação semelhante, destaco julgados:
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 125326 / RS
“HABEAS CORPUS. ESTELIONATO. COMPETÊNCIA DA
JUSTIÇA MILITAR. SUJEITOS ATIVO E PASSIVO DO DELITO
QUE OSTENTAM A CONDIÇÃO DE MILITAR. FATOS
OCORRIDOS DENTRO DE UNIDADE SUJEITA À
ADMINISTRAÇÃO MILITAR. ORDEM DENEGADA. 1. A
orientação do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a
condição de militar da vítima e do agressor não é suficiente para atrair
a competência da Justiça Militar. Precedentes. 2. No caso, contudo,
a subtração dos cartões magnéticos e um dos saques bancários
ocorreram dentro de unidade sujeita à administração militar,
em momento no qual o paciente e as vítimas estavam em
serviço militar, não sendo possível afastar a competência da
Justiça especializada. 3. Ordem denegada. (HC 122.302/MG, Rel.
Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe 05.6.2014);
COMPETÊNCIA CRIMINAL. Estelionato. Crime cometido
por militar da ativa em dano doutro militar na mesma situação, no
interior de depósito naval. Causa da competência da Justiça Militar.
HC denegado. Aplicação do art. 9º, II, a, do Código Penal
Militar. É da competência da Justiça Militar julgar ação penal
por delito de estelionato cometido por militar da ativa em
dano doutro militar em igual situação, dentro de unidade
militar. (HC 86.867/PA, Rel. Min. Cezar Peluso, 2ª Turma, DJ
01.12.2006);
HABEAS-CORPUS. PROCESSO PENAL MILITAR. FURTO
PRATICADO CONTRA CIVIL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA
MILITAR. RECEBIMENTO DA DENÚNCIA PELO STM.
SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL.
1. Furto de cartão de crédito e da respectiva senha, praticado
por servidor militar contra civil em local sujeito à
administração militar. Competência da Justiça Militar. 2.
Desclassificação, de estelionato para furto, pelo Superior Tribunal
Militar. Recebimento da denúncia. Supressão de instância, por se
tratar de matéria da competência do Juiz-Auditor. Habeas-corpus
4
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HC 125326 / RS
“HABEAS CORPUS. ESTELIONATO. COMPETÊNCIA DA
JUSTIÇA MILITAR. SUJEITOS ATIVO E PASSIVO DO DELITO
QUE OSTENTAM A CONDIÇÃO DE MILITAR. FATOS
OCORRIDOS DENTRO DE UNIDADE SUJEITA À
ADMINISTRAÇÃO MILITAR. ORDEM DENEGADA. 1. A
orientação do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a
condição de militar da vítima e do agressor não é suficiente para atrair
a competência da Justiça Militar. Precedentes. 2. No caso, contudo,
a subtração dos cartões magnéticos e um dos saques bancários
ocorreram dentro de unidade sujeita à administração militar,
em momento no qual o paciente e as vítimas estavam em
serviço militar, não sendo possível afastar a competência da
Justiça especializada. 3. Ordem denegada. (HC 122.302/MG, Rel.
Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe 05.6.2014);
COMPETÊNCIA CRIMINAL. Estelionato. Crime cometido
por militar da ativa em dano doutro militar na mesma situação, no
interior de depósito naval. Causa da competência da Justiça Militar.
HC denegado. Aplicação do art. 9º, II, a, do Código Penal
Militar. É da competência da Justiça Militar julgar ação penal
por delito de estelionato cometido por militar da ativa em
dano doutro militar em igual situação, dentro de unidade
militar. (HC 86.867/PA, Rel. Min. Cezar Peluso, 2ª Turma, DJ
01.12.2006);
HABEAS-CORPUS. PROCESSO PENAL MILITAR. FURTO
PRATICADO CONTRA CIVIL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA
MILITAR. RECEBIMENTO DA DENÚNCIA PELO STM.
SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL.
1. Furto de cartão de crédito e da respectiva senha, praticado
por servidor militar contra civil em local sujeito à
administração militar. Competência da Justiça Militar. 2.
Desclassificação, de estelionato para furto, pelo Superior Tribunal
Militar. Recebimento da denúncia. Supressão de instância, por se
tratar de matéria da competência do Juiz-Auditor. Habeas-corpus
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 125326 / RS
deferido em parte. (HC 82.339/RJ, Rel. Min. Maurício Correa, 2ª
Turma, DJ 21.3.2003);
HABEAS CORPUS. PENAL. TENTATIVA DE FURTO
PRATICADA POR MILITAR EM AMBIENTE MILITAR. ART.
240, C/C ART. 30, II, DO CPM. EXTINÇÃO PREMATURA DA
AÇÃO PENAL. AUSÊNCIA DE DOLO. QUESTÃO A SER
DECIDIDA PELO JUIZ NATURAL DA CAUSA.
INVIABILIDADE DE ANÁLISE DE FATOS E PROVAS NA VIA
DO HABEAS CORPUS. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA.
NÃO INCIDÊNCIA. ORDEM DENEGADA. (...) 6. No caso, a
ação da conduta supostamente praticada pelo paciente assume
especial reprovabilidade, pois se aproveitou da confiança da
vítima, que deixara seu bem na unidade militar, durante a
noite, para locupletar-se da coisa que pertencia a um colega de
farda. Nesse contexto, o crime de furto, embora crime militar
impróprio, atinge não só o patrimônio material da vítima, mas
vulnera, sobretudo, a disciplina militar, traduzida na rigorosa
observância e no acatamento integral das leis, regulamentos,
normas e disposições que fundamentam o organismo militar
(CF, art. 142). Precedentes. 7. Ordem denegada. (HC 122.537/RJ,
Rel. Min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 29.10.2014)”
Carecem, portanto, de plausibilidade jurídica as alegações
defensivas.
Ante o exposto, voto pela denegação da ordem de habeas corpus.
5
Supremo Tribunal Federal
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HC 125326 / RS
deferido em parte. (HC 82.339/RJ, Rel. Min. Maurício Correa, 2ª
Turma, DJ 21.3.2003);
HABEAS CORPUS. PENAL. TENTATIVA DE FURTO
PRATICADA POR MILITAR EM AMBIENTE MILITAR. ART.
240, C/C ART. 30, II, DO CPM. EXTINÇÃO PREMATURA DA
AÇÃO PENAL. AUSÊNCIA DE DOLO. QUESTÃO A SER
DECIDIDA PELO JUIZ NATURAL DA CAUSA.
INVIABILIDADE DE ANÁLISE DE FATOS E PROVAS NA VIA
DO HABEAS CORPUS. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA.
NÃO INCIDÊNCIA. ORDEM DENEGADA. (...) 6. No caso, a
ação da conduta supostamente praticada pelo paciente assume
especial reprovabilidade, pois se aproveitou da confiança da
vítima, que deixara seu bem na unidade militar, durante a
noite, para locupletar-se da coisa que pertencia a um colega de
farda. Nesse contexto, o crime de furto, embora crime militar
impróprio, atinge não só o patrimônio material da vítima, mas
vulnera, sobretudo, a disciplina militar, traduzida na rigorosa
observância e no acatamento integral das leis, regulamentos,
normas e disposições que fundamentam o organismo militar
(CF, art. 142). Precedentes. 7. Ordem denegada. (HC 122.537/RJ,
Rel. Min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 29.10.2014)”
Carecem, portanto, de plausibilidade jurídica as alegações
defensivas.
Ante o exposto, voto pela denegação da ordem de habeas corpus.
5
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 125.326 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente,
também eu, tendo em vista que o furto ocorreu no interior do quartel, não
teria dúvida em estabelecer a competência da Justiça Militar.
*********
Supremo Tribunal Federal
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17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 125.326 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente,
também eu, tendo em vista que o furto ocorreu no interior do quartel, não
teria dúvida em estabelecer a competência da Justiça Militar.
*********
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Extrato de Ata - 17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 125.326
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : LENNON DE JESUS SILVEIRA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos
do voto da Relatora. Unânime. Falou o Dr. Gustavo Zortea da Silva,
Defensor Público da União, pelo Paciente. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 17.3.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 125.326
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : LENNON DE JESUS SILVEIRA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos
do voto da Relatora. Unânime. Falou o Dr. Gustavo Zortea da Silva,
Defensor Público da União, pelo Paciente. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 17.3.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8523308
| 2015-03-17T00:00:00
| 2015-05-21T00:00:00
|
A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Falou o Dr. Gustavo Zortea da Silva, Defensor Público da União, pelo Paciente. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 17.3.2015.
|
HABEAS CORPUS
|
EMENTA
HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. FURTO. ARTIGO 240 DO CÓDIGO PENAL MILITAR. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA CASTRENSE. CRIME PRATICADO POR MILITAR DA ATIVA CONTRA MILITAR NA MESMA SITUAÇÃO DURANTE ATIVIDADE MILITAR NO INTERIOR DA CASERNA.
1. O Supremo Tribunal Federal já assentou que o cometimento de delito por agente militar contra vítima militar somente desafia a competência da Justiça Castrense nos casos em que houver vínculo direto com o desempenho da atividade militar. Nesse diapasão, “a mera condição da vítima e do agressor não tem a virtude de acionar a competência da Justiça Militar” (HC 121.778/AM, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 01.7.2014).
2. A subtração do cartão magnético e da senha bancária da vítima, militar, pelo paciente, também militar, ocorreu no interior da caserna durante o serviço de guarda da organização militar.
3. Competência da Justiça Castrense para processamento e julgamento da ação penal de origem, nos termos do art. 9º, II, “a”, do Código Penal Militar. Precedentes.
4. Ordem denegada.
|
sjur305406
|
- Acórdão(s) citado(s):
(COMPETÊNCIA, JUSTIÇA MILITAR, MILITAR DA ATIVA)
HC 82339 (2ªT), HC 86867 (2ªT), HC 103812 (1ªT), HC 121778 (1ªT), HC 122302 (1ªT), HC 122537 (2ªT).
Número de páginas: 11.
Análise: 21/05/2015, KBP.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
125326
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00124\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED DEL-001001 ANO-1969\n ART-00009 INC-00002 LET-A ART-00240 \n \"CAPUT\"\n CPM-1969 CÓDIGO PENAL MILITAR"
] |
HC
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acordaos
|
HC 125326
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[
""
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PACTE.(S) : LENNON DE JESUS SILVEIRA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
|
[
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Ementa e Acórdão
17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 125.326 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:LENNON DE JESUS SILVEIRA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
EMENTA
HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. FURTO. ARTIGO 240
DO CÓDIGO PENAL MILITAR. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA
CASTRENSE. CRIME PRATICADO POR MILITAR DA ATIVA
CONTRA MILITAR NA MESMA SITUAÇÃO DURANTE
ATIVIDADE MILITAR NO INTERIOR DA CASERNA.
1. O Supremo Tribunal Federal já assentou que o cometimento de
delito por agente militar contra vítima militar somente desafia a
competência da Justiça Castrense nos casos em que houver vínculo direto
com o desempenho da atividade militar. Nesse diapasão, “a mera condição
da vítima e do agressor não tem a virtude de acionar a competência da Justiça
Militar” (HC 121.778/AM, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 01.7.2014).
2. A subtração do cartão magnético e da senha bancária da vítima,
militar, pelo paciente, também militar, ocorreu no interior da caserna
durante o serviço de guarda da organização militar.
3. Competência da Justiça Castrense para processamento e
julgamento da ação penal de origem, nos termos do art. 9..., II, “a”, do
Código Penal Militar. Precedentes.
4. Ordem denegada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
HC 125326 / RS
denegar a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 17 de março de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 125326 / RS
denegar a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 17 de março de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 125.326 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:LENNON DE JESUS SILVEIRA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas
corpus impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de Lennon
de Jesus Silveira contra acórdão do Superior Tribunal Militar, que deu
parcial provimento à Apelação 11-02.2012.7.03.0303/DF.
Extraio do ato dito coator:
“APELAÇÃO. FURTO. SUBTRAÇÃO DE VALORES EM
CONTA BANCÁRIA. MILITAR EM SITUAÇÃO DE ATIVIDADE
CONTRA M,ILITAR EM SITUAÇÃO IDÊNTICA. CRITÉRIO
RATIONE PERSONAE. PRELIMINAR DE INCOMPETÊNCIA
DA JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO. REJEIÇÃO. UNÂNIME.
AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADAS. SENTENÇA
CONDENATÓRIA
MANTIDA.
MAIORIA.
SURSIS
CONCESSÃO. PREENCHIMENTO DOS REQUISTOS LEGAIS.
A Justiça Militar da União é competente para processar e julgar
o crime de furto praticado por militar em situação de atividade contra
militar na mesma situação, em razão do critério ratione personae
consagrado no art. 9..., inciso II, alínea ‘a’, do Código Penal Militar.
Preliminar defensiva de incompetência da Justiça Militar da
União rejeitada, por unanimidade.
Amolda-se à figura típica do furto a conduta de militar da ativa
que se apodera de cartão magnético e de senha bancária de outro
colega de farda para espoliar valores a ele pertencentes. A inversão da
posse, obtida às escuras, e a consequente diminuição no acervo
patrimonial do ofendido são elementos normativos que compõem o
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17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 125.326 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:LENNON DE JESUS SILVEIRA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas
corpus impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de Lennon
de Jesus Silveira contra acórdão do Superior Tribunal Militar, que deu
parcial provimento à Apelação 11-02.2012.7.03.0303/DF.
Extraio do ato dito coator:
“APELAÇÃO. FURTO. SUBTRAÇÃO DE VALORES EM
CONTA BANCÁRIA. MILITAR EM SITUAÇÃO DE ATIVIDADE
CONTRA M,ILITAR EM SITUAÇÃO IDÊNTICA. CRITÉRIO
RATIONE PERSONAE. PRELIMINAR DE INCOMPETÊNCIA
DA JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO. REJEIÇÃO. UNÂNIME.
AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADAS. SENTENÇA
CONDENATÓRIA
MANTIDA.
MAIORIA.
SURSIS
CONCESSÃO. PREENCHIMENTO DOS REQUISTOS LEGAIS.
A Justiça Militar da União é competente para processar e julgar
o crime de furto praticado por militar em situação de atividade contra
militar na mesma situação, em razão do critério ratione personae
consagrado no art. 9..., inciso II, alínea ‘a’, do Código Penal Militar.
Preliminar defensiva de incompetência da Justiça Militar da
União rejeitada, por unanimidade.
Amolda-se à figura típica do furto a conduta de militar da ativa
que se apodera de cartão magnético e de senha bancária de outro
colega de farda para espoliar valores a ele pertencentes. A inversão da
posse, obtida às escuras, e a consequente diminuição no acervo
patrimonial do ofendido são elementos normativos que compõem o
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Relatório
HC 125326 / RS
aperfeiçoamento do tipo penal em comento.
O preenchimento dos requisitos previstos no art. 84 do CPM
autoriza a concessão do benefício da suspensão condicional da pena.
Apelo defensivo parcialmente provido, por maioria.”
Neste writ, argui a Impetrante a incompetência da Justiça Militar da
União para processar e julgar o feito, porquanto os fatos imputados ao
paciente não se amoldam ao conceito de crime militar. Postula, em
medida liminar, a suspensão dos efeitos do acórdão exarado pelo STM até
o julgamento final da presente impetração. No mérito, requer a concessão
da ordem de habeas corpus, para que seja declarada a incompetência da
Justiça Militar.
Em 09.12.2014, indeferi a liminar.
O Ministério Público Federal, em manifestação da lavra do
Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opina
pela concessão da ordem.
Expedido telegrama para dar ciência da sessão de julgamento do
feito.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 125326 / RS
aperfeiçoamento do tipo penal em comento.
O preenchimento dos requisitos previstos no art. 84 do CPM
autoriza a concessão do benefício da suspensão condicional da pena.
Apelo defensivo parcialmente provido, por maioria.”
Neste writ, argui a Impetrante a incompetência da Justiça Militar da
União para processar e julgar o feito, porquanto os fatos imputados ao
paciente não se amoldam ao conceito de crime militar. Postula, em
medida liminar, a suspensão dos efeitos do acórdão exarado pelo STM até
o julgamento final da presente impetração. No mérito, requer a concessão
da ordem de habeas corpus, para que seja declarada a incompetência da
Justiça Militar.
Em 09.12.2014, indeferi a liminar.
O Ministério Público Federal, em manifestação da lavra do
Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opina
pela concessão da ordem.
Expedido telegrama para dar ciência da sessão de julgamento do
feito.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 125.326 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A questão em debate no
presente habeas corpus diz com a alegada incompetência da Justiça Militar
para processamento e julgamento da ação penal de origem.
O paciente, ex-soldado do Exército, foi denunciado pela suposta
prática do crime de furto simples (art. 240 do Código Penal Militar).
Narra a peça acusatória que, em 07.10.2011, “durante a noite, no
interior do alojamento do pessoal de serviço de guarda ao Quartel do 4...
Regimento de Cavalaria Blindada, organização militar sediada em São Luiz
Gonzaga/RS, o denunciado enquanto estava de serviço de guarda ao Quartel
juntamente com o ofendido (fl. 60), Sd Rodier Frantiesco Hamerski Bolter,
subtraiu do interior da mochila do mesmo o cartão magnético … de titularidade
da vítima, juntamente com a respectiva senha, que estava anotada em um pedaço
de papel”. Nos dias subsequentes, o paciente efetuou empréstimo de R$
2.100,00 (dois mil e cem reais) em nome da vítima e efetuou saques da
ordem de R$ 2.610,00 (dois mil, seiscentos e dez reais).
O Juízo da 3... Auditoria Militar da 3... CJM de Santa Maria/RS
condenou o paciente à pena de 2 (dois) anos de reclusão, em regime
inicial aberto, pela prática do crime de furto, tipificado no art. 240, caput,
do Código Penal Militar. Naquela oportunidade, afastada a
incompetência da Justiça Castrense, visto que “tanto o acusado, então Sd
Lennon, como o ofendido, à época Sd. Frantiesco, eram militares da ativa e
pertencentes ao efetivo do 4... RCB, o que preenche o requisito do artigo 9..., inciso
II, alínea ‘a’, do CPM”, bem como pelo fato de “que o réu teria subtraído o
cartão bancário no alojamento do 4... RCB.”
Em sede de apelação, o Superior Tribunal Militar, por unanimidade,
rejeitou a preliminar de incompetência da Justiça Militar da União e, por
maioria de votos, deu provimento parcial ao recurso para conceder ao
paciente o benefício do sursis pelo prazo de 02 (dois) anos. Opostos
embargos infringentes pela Defesa, foram rejeitados.
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17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 125.326 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A questão em debate no
presente habeas corpus diz com a alegada incompetência da Justiça Militar
para processamento e julgamento da ação penal de origem.
O paciente, ex-soldado do Exército, foi denunciado pela suposta
prática do crime de furto simples (art. 240 do Código Penal Militar).
Narra a peça acusatória que, em 07.10.2011, “durante a noite, no
interior do alojamento do pessoal de serviço de guarda ao Quartel do 4...
Regimento de Cavalaria Blindada, organização militar sediada em São Luiz
Gonzaga/RS, o denunciado enquanto estava de serviço de guarda ao Quartel
juntamente com o ofendido (fl. 60), Sd Rodier Frantiesco Hamerski Bolter,
subtraiu do interior da mochila do mesmo o cartão magnético … de titularidade
da vítima, juntamente com a respectiva senha, que estava anotada em um pedaço
de papel”. Nos dias subsequentes, o paciente efetuou empréstimo de R$
2.100,00 (dois mil e cem reais) em nome da vítima e efetuou saques da
ordem de R$ 2.610,00 (dois mil, seiscentos e dez reais).
O Juízo da 3... Auditoria Militar da 3... CJM de Santa Maria/RS
condenou o paciente à pena de 2 (dois) anos de reclusão, em regime
inicial aberto, pela prática do crime de furto, tipificado no art. 240, caput,
do Código Penal Militar. Naquela oportunidade, afastada a
incompetência da Justiça Castrense, visto que “tanto o acusado, então Sd
Lennon, como o ofendido, à época Sd. Frantiesco, eram militares da ativa e
pertencentes ao efetivo do 4... RCB, o que preenche o requisito do artigo 9..., inciso
II, alínea ‘a’, do CPM”, bem como pelo fato de “que o réu teria subtraído o
cartão bancário no alojamento do 4... RCB.”
Em sede de apelação, o Superior Tribunal Militar, por unanimidade,
rejeitou a preliminar de incompetência da Justiça Militar da União e, por
maioria de votos, deu provimento parcial ao recurso para conceder ao
paciente o benefício do sursis pelo prazo de 02 (dois) anos. Opostos
embargos infringentes pela Defesa, foram rejeitados.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 125326 / RS
Extraio do ato dito coator excertos relativos à questão sub judice:
“Previsto tanto na legislação penal comum, quanto na castrense,
o furto é crime militar impróprio, e conforme o escólio de Jorge César
de Assis: ‘É, em sua essência, um crime comum, tornando-se militar
por encontrar identidade em uma das várias hipóteses dos incs. II e III
do art. 9... do CPM’.
De concreto, é que a propalada subtração de valores ocorreu
entre militar da ativa contra militar na mesma situação. Portanto, a
proposição ventilada pela DPU não se coaduna com a previsão legal
esculpida no art. 9..., II, ‘a’, da Lei Substantiva Penal Castrense.
Esse tema já foi trazido à baila nesta Corte Castrense, que
confirmou a competência desta justiça especializada para julgar os
crimes cometidos por militar em situação de atividade contra militar
na mesma situação...
Portanto, a Justiça Militar da União é competente para
processar e julgar o crime de furto praticado por militar em situação
de atividade contra militar na mesma situação, em razão do critério
ratione personae consagrado no art. 9..., inciso II, alínea ‘a’, do Código
Penal Militar.”
O art. 124 da Constituição da República dispõe que à Justiça Militar
compete processar e julgar os crimes militares definidos em lei.
Por sua vez, o Decreto-Lei 1.001/1969 (Código Penal Militar), em seu
art. 9..., II, define, excepcionalmente, os crimes militares praticados por
militares da ativa, ainda que praticados em tempo de paz. Confira-se:
‘Art. 9... Consideram-se crimes militares, em tempo de paz:
(…).
II – os crimes previstos neste Código, embora também o sejam
com igual definição na lei penal comum, quando praticados:
a) por militar em situação de atividade ou assemelhado,
contra militar na mesma situação ou assemelhado;
b) por militar em situação de atividade ou assemelhado, contra
militar da reserva, ou reformado, ou assemelhado, ou civil;
c) por militar em serviço ou atuando em razão da função, em
2
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HC 125326 / RS
Extraio do ato dito coator excertos relativos à questão sub judice:
“Previsto tanto na legislação penal comum, quanto na castrense,
o furto é crime militar impróprio, e conforme o escólio de Jorge César
de Assis: ‘É, em sua essência, um crime comum, tornando-se militar
por encontrar identidade em uma das várias hipóteses dos incs. II e III
do art. 9... do CPM’.
De concreto, é que a propalada subtração de valores ocorreu
entre militar da ativa contra militar na mesma situação. Portanto, a
proposição ventilada pela DPU não se coaduna com a previsão legal
esculpida no art. 9..., II, ‘a’, da Lei Substantiva Penal Castrense.
Esse tema já foi trazido à baila nesta Corte Castrense, que
confirmou a competência desta justiça especializada para julgar os
crimes cometidos por militar em situação de atividade contra militar
na mesma situação...
Portanto, a Justiça Militar da União é competente para
processar e julgar o crime de furto praticado por militar em situação
de atividade contra militar na mesma situação, em razão do critério
ratione personae consagrado no art. 9..., inciso II, alínea ‘a’, do Código
Penal Militar.”
O art. 124 da Constituição da República dispõe que à Justiça Militar
compete processar e julgar os crimes militares definidos em lei.
Por sua vez, o Decreto-Lei 1.001/1969 (Código Penal Militar), em seu
art. 9..., II, define, excepcionalmente, os crimes militares praticados por
militares da ativa, ainda que praticados em tempo de paz. Confira-se:
‘Art. 9... Consideram-se crimes militares, em tempo de paz:
(…).
II – os crimes previstos neste Código, embora também o sejam
com igual definição na lei penal comum, quando praticados:
a) por militar em situação de atividade ou assemelhado,
contra militar na mesma situação ou assemelhado;
b) por militar em situação de atividade ou assemelhado, contra
militar da reserva, ou reformado, ou assemelhado, ou civil;
c) por militar em serviço ou atuando em razão da função, em
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 125326 / RS
comissão de natureza militar, ou em formatura, ainda que fora do
lugar sujeito à administração militar, contra militar da reserva, ou
reformado, ou civil;
d) por militar durante o período de manobras ou exercício,
contra militar da reserva, ou reformado, ou assemelhado, ou civil;
e) por militar em situação de atividade, ou assemelhado, contra o
patrimônio sob a administração militar, ou a ordem administrativa
militar;
O Supremo Tribunal Federal já assentou que o cometimento de
delito por agente militar contra vítima militar somente desafia a
competência da Justiça Castrense nos casos em que houver vínculo direto
com o desempenho da atividade militar. Nesse diapasão, “a mera condição
da vítima e do agressor não tem a virtude de acionar a competência da Justiça
Militar” (HC 121.778/AM, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 01.7.2014).
Precedentes: HC 103.812/SP, Rel. p/ acórdão Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe
17.02.2012 e HC 122.302/MG, Rel. Min. Roberto Barroso, 1... Turma, DJe
05.6.2014.
Na hipótese, diversamente da tese defensiva e do parecer
ministerial, verifico que a condição de militar ostentada pelo paciente e
pela vítima não é o único liame existente com as Forças Armadas.
Reitero que a denúncia, a sentença condenatória e o acórdão ora
hostilizado consignam expressamente que a subtração do cartão
magnético e da senha bancária da vítima ocorreu “durante a noite, no
interior do alojamento do pessoal de serviço de guarda ao Quartel do 4...
Regimento de Cavalaria Blindada, organização militar sediada em São Luiz
Gonzaga/RS”, enquanto o ora paciente “estava de serviço de guarda ao
Quartel juntamente com o ofendido (fl. 60).
Diante da hipótese fática delineada nos autos, em que paciente e
vítima, militares à época, no momento do crime, estavam em atividade no
interior da caserna, a ratificação da competência da Justiça Castrense para
processamento e julgamento da ação penal de origem é medida que se
impõe, nos termos do art. 9..., II, “a”, do Código Penal Militar.
Em situação semelhante, destaco julgados:
3
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comissão de natureza militar, ou em formatura, ainda que fora do
lugar sujeito à administração militar, contra militar da reserva, ou
reformado, ou civil;
d) por militar durante o período de manobras ou exercício,
contra militar da reserva, ou reformado, ou assemelhado, ou civil;
e) por militar em situação de atividade, ou assemelhado, contra o
patrimônio sob a administração militar, ou a ordem administrativa
militar;
O Supremo Tribunal Federal já assentou que o cometimento de
delito por agente militar contra vítima militar somente desafia a
competência da Justiça Castrense nos casos em que houver vínculo direto
com o desempenho da atividade militar. Nesse diapasão, “a mera condição
da vítima e do agressor não tem a virtude de acionar a competência da Justiça
Militar” (HC 121.778/AM, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 01.7.2014).
Precedentes: HC 103.812/SP, Rel. p/ acórdão Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe
17.02.2012 e HC 122.302/MG, Rel. Min. Roberto Barroso, 1... Turma, DJe
05.6.2014.
Na hipótese, diversamente da tese defensiva e do parecer
ministerial, verifico que a condição de militar ostentada pelo paciente e
pela vítima não é o único liame existente com as Forças Armadas.
Reitero que a denúncia, a sentença condenatória e o acórdão ora
hostilizado consignam expressamente que a subtração do cartão
magnético e da senha bancária da vítima ocorreu “durante a noite, no
interior do alojamento do pessoal de serviço de guarda ao Quartel do 4...
Regimento de Cavalaria Blindada, organização militar sediada em São Luiz
Gonzaga/RS”, enquanto o ora paciente “estava de serviço de guarda ao
Quartel juntamente com o ofendido (fl. 60).
Diante da hipótese fática delineada nos autos, em que paciente e
vítima, militares à época, no momento do crime, estavam em atividade no
interior da caserna, a ratificação da competência da Justiça Castrense para
processamento e julgamento da ação penal de origem é medida que se
impõe, nos termos do art. 9..., II, “a”, do Código Penal Militar.
Em situação semelhante, destaco julgados:
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Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 125326 / RS
“HABEAS CORPUS. ESTELIONATO. COMPETÊNCIA DA
JUSTIÇA MILITAR. SUJEITOS ATIVO E PASSIVO DO DELITO
QUE OSTENTAM A CONDIÇÃO DE MILITAR. FATOS
OCORRIDOS DENTRO DE UNIDADE SUJEITA À
ADMINISTRAÇÃO MILITAR. ORDEM DENEGADA. 1. A
orientação do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a
condição de militar da vítima e do agressor não é suficiente para atrair
a competência da Justiça Militar. Precedentes. 2. No caso, contudo,
a subtração dos cartões magnéticos e um dos saques bancários
ocorreram dentro de unidade sujeita à administração militar,
em momento no qual o paciente e as vítimas estavam em
serviço militar, não sendo possível afastar a competência da
Justiça especializada. 3. Ordem denegada. (HC 122.302/MG, Rel.
Min. Roberto Barroso, 1... Turma, DJe 05.6.2014);
COMPETÊNCIA CRIMINAL. Estelionato. Crime cometido
por militar da ativa em dano doutro militar na mesma situação, no
interior de depósito naval. Causa da competência da Justiça Militar.
HC denegado. Aplicação do art. 9..., II, a, do Código Penal
Militar. É da competência da Justiça Militar julgar ação penal
por delito de estelionato cometido por militar da ativa em
dano doutro militar em igual situação, dentro de unidade
militar. (HC 86.867/PA, Rel. Min. Cezar Peluso, 2... Turma, DJ
01.12.2006);
HABEAS-CORPUS. PROCESSO PENAL MILITAR. FURTO
PRATICADO CONTRA CIVIL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA
MILITAR. RECEBIMENTO DA DENÚNCIA PELO STM.
SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL.
1. Furto de cartão de crédito e da respectiva senha, praticado
por servidor militar contra civil em local sujeito à
administração militar. Competência da Justiça Militar. 2.
Desclassificação, de estelionato para furto, pelo Superior Tribunal
Militar. Recebimento da denúncia. Supressão de instância, por se
tratar de matéria da competência do Juiz-Auditor. Habeas-corpus
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HC 125326 / RS
“HABEAS CORPUS. ESTELIONATO. COMPETÊNCIA DA
JUSTIÇA MILITAR. SUJEITOS ATIVO E PASSIVO DO DELITO
QUE OSTENTAM A CONDIÇÃO DE MILITAR. FATOS
OCORRIDOS DENTRO DE UNIDADE SUJEITA À
ADMINISTRAÇÃO MILITAR. ORDEM DENEGADA. 1. A
orientação do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a
condição de militar da vítima e do agressor não é suficiente para atrair
a competência da Justiça Militar. Precedentes. 2. No caso, contudo,
a subtração dos cartões magnéticos e um dos saques bancários
ocorreram dentro de unidade sujeita à administração militar,
em momento no qual o paciente e as vítimas estavam em
serviço militar, não sendo possível afastar a competência da
Justiça especializada. 3. Ordem denegada. (HC 122.302/MG, Rel.
Min. Roberto Barroso, 1... Turma, DJe 05.6.2014);
COMPETÊNCIA CRIMINAL. Estelionato. Crime cometido
por militar da ativa em dano doutro militar na mesma situação, no
interior de depósito naval. Causa da competência da Justiça Militar.
HC denegado. Aplicação do art. 9..., II, a, do Código Penal
Militar. É da competência da Justiça Militar julgar ação penal
por delito de estelionato cometido por militar da ativa em
dano doutro militar em igual situação, dentro de unidade
militar. (HC 86.867/PA, Rel. Min. Cezar Peluso, 2... Turma, DJ
01.12.2006);
HABEAS-CORPUS. PROCESSO PENAL MILITAR. FURTO
PRATICADO CONTRA CIVIL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA
MILITAR. RECEBIMENTO DA DENÚNCIA PELO STM.
SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL.
1. Furto de cartão de crédito e da respectiva senha, praticado
por servidor militar contra civil em local sujeito à
administração militar. Competência da Justiça Militar. 2.
Desclassificação, de estelionato para furto, pelo Superior Tribunal
Militar. Recebimento da denúncia. Supressão de instância, por se
tratar de matéria da competência do Juiz-Auditor. Habeas-corpus
4
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Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 125326 / RS
deferido em parte. (HC 82.339/RJ, Rel. Min. Maurício Correa, 2...
Turma, DJ 21.3.2003);
HABEAS CORPUS. PENAL. TENTATIVA DE FURTO
PRATICADA POR MILITAR EM AMBIENTE MILITAR. ART.
240, C/C ART. 30, II, DO CPM. EXTINÇÃO PREMATURA DA
AÇÃO PENAL. AUSÊNCIA DE DOLO. QUESTÃO A SER
DECIDIDA PELO JUIZ NATURAL DA CAUSA.
INVIABILIDADE DE ANÁLISE DE FATOS E PROVAS NA VIA
DO HABEAS CORPUS. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA.
NÃO INCIDÊNCIA. ORDEM DENEGADA. (...) 6. No caso, a
ação da conduta supostamente praticada pelo paciente assume
especial reprovabilidade, pois se aproveitou da confiança da
vítima, que deixara seu bem na unidade militar, durante a
noite, para locupletar-se da coisa que pertencia a um colega de
farda. Nesse contexto, o crime de furto, embora crime militar
impróprio, atinge não só o patrimônio material da vítima, mas
vulnera, sobretudo, a disciplina militar, traduzida na rigorosa
observância e no acatamento integral das leis, regulamentos,
normas e disposições que fundamentam o organismo militar
(Constituição Federal de 1988, art. 142). Precedentes. 7. Ordem denegada. (HC 122.537/RJ,
Rel. Min. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe 29.10.2014)”
Carecem, portanto, de plausibilidade jurídica as alegações
defensivas.
Ante o exposto, voto pela denegação da ordem de habeas corpus.
5
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HC 125326 / RS
deferido em parte. (HC 82.339/RJ, Rel. Min. Maurício Correa, 2...
Turma, DJ 21.3.2003);
HABEAS CORPUS. PENAL. TENTATIVA DE FURTO
PRATICADA POR MILITAR EM AMBIENTE MILITAR. ART.
240, C/C ART. 30, II, DO CPM. EXTINÇÃO PREMATURA DA
AÇÃO PENAL. AUSÊNCIA DE DOLO. QUESTÃO A SER
DECIDIDA PELO JUIZ NATURAL DA CAUSA.
INVIABILIDADE DE ANÁLISE DE FATOS E PROVAS NA VIA
DO HABEAS CORPUS. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA.
NÃO INCIDÊNCIA. ORDEM DENEGADA. (...) 6. No caso, a
ação da conduta supostamente praticada pelo paciente assume
especial reprovabilidade, pois se aproveitou da confiança da
vítima, que deixara seu bem na unidade militar, durante a
noite, para locupletar-se da coisa que pertencia a um colega de
farda. Nesse contexto, o crime de furto, embora crime militar
impróprio, atinge não só o patrimônio material da vítima, mas
vulnera, sobretudo, a disciplina militar, traduzida na rigorosa
observância e no acatamento integral das leis, regulamentos,
normas e disposições que fundamentam o organismo militar
(Constituição Federal de 1988, art. 142). Precedentes. 7. Ordem denegada. (HC 122.537/RJ,
Rel. Min. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe 29.10.2014)”
Carecem, portanto, de plausibilidade jurídica as alegações
defensivas.
Ante o exposto, voto pela denegação da ordem de habeas corpus.
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 125.326 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente,
também eu, tendo em vista que o furto ocorreu no interior do quartel, não
teria dúvida em estabelecer a competência da Justiça Militar.
*********
Supremo Tribunal Federal
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17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 125.326 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente,
também eu, tendo em vista que o furto ocorreu no interior do quartel, não
teria dúvida em estabelecer a competência da Justiça Militar.
*********
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11
Extrato de Ata - 17/03/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 125.326
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : LENNON DE JESUS SILVEIRA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos
do voto da Relatora. Unânime. Falou o Dr. Gustavo Zortea da Silva,
Defensor Público da União, pelo Paciente. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 17.3.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 125.326
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : LENNON DE JESUS SILVEIRA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos
do voto da Relatora. Unânime. Falou o Dr. Gustavo Zortea da Silva,
Defensor Público da União, pelo Paciente. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 17.3.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 125 . 326",
"HC 121 . 778 / AM",
"HC 125326 / RS",
"HC 125326 / RS",
"HABEAS CORPUS 125 . 326",
"Apelação 11 - 02 . 2012 . 7 . 03 . 0303 / DF",
"HABEAS CORPUS 125 . 326",
"Apelação 11 - 02 . 2012 . 7 . 03 . 0303 / DF",
"HC 125326 / RS",
"HC 125326 / RS",
"HABEAS CORPUS 125 . 326",
"HABEAS CORPUS 125 . 326",
"HC 125326 / RS",
"HC 125326 / RS",
"HC 125326 / RS",
"HC 121 . 778 / AM",
"HC 103 . 812 / SP",
"HC 122 . 302 / MG",
"HC 125326 / RS",
"HC 121 . 778 / AM",
"HC 103 . 812 / SP",
"HC 122 . 302 / MG",
"HC 125326 / RS",
"HC 122 . 302 / MG",
"HC 86 . 867 / PA",
"HC 125326 / RS",
"HC 122 . 302 / MG",
"HC 86 . 867 / PA",
"HC 125326 / RS",
"HC 82 . 339 / RJ",
"HC 122 . 537 / RJ",
"HC 125326 / RS",
"HC 82 . 339 / RJ",
"HC 122 . 537 / RJ",
"HABEAS CORPUS 125 . 326",
"HABEAS CORPUS 125 . 326",
"HABEAS CORPUS 125 . 326",
"HABEAS CORPUS 125 . 326"
],
"LEGISLACAO": [
"ARTIGO 240 DO CÓDIGO PENAL MILITAR",
"art . 9 . . . , II , “ a ” , do Código Penal Militar",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 9 . . . , inciso II , alínea ‘ a ’ , do Código Penal Militar",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 9 . . . , inciso II , alínea ‘ a ’ , do Código Penal Militar",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 84 do CPM",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 84 do CPM",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 240 do Código Penal Militar",
"art . 240 , caput , do Código Penal Militar",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 240 do Código Penal Militar",
"art . 240 , caput , do Código Penal Militar",
"artigo 9 . . . , inciso II , alínea ‘ a ’ , do CPM",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"incs . II e III do art . 9 . . . do CPM",
"art . 9 . . . , II , ‘ a ’ , da Lei Substantiva Penal Castrense",
"art . 9 . . . , inciso II , alínea ‘ a ’ , do Código Penal Militar",
"art . 124 da Constituição da República",
"Decreto",
"-",
"Lei 1 . 001 / 1969",
"Código Penal Militar",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 9 . . . , inciso II , alínea ‘ a ’ , do Código Penal Militar .",
"art . 124 da Constituição da República",
"Decreto",
"-",
"Lei 1 . 001 / 1969",
"Código Penal Militar",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 9 . . . , II , “ a ” , do Código Penal Militar",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 9 . . . , II , “ a ” , do Código Penal Militar",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 9 . . . , II , a , do Código Penal Militar",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 9 . . . , II , a , do Código Penal Militar",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 240 , C / C ART . 30 , II , DO CPM",
"Constituição Federal de 1988 , art . 142",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 240 , C / C ART . 30 , II , DO CPM",
"Constituição Federal de 1988 , art . 142",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"INTERIOR DA",
"CASERNA",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"Quartel do 4 .",
"São Luiz Gonzaga / RS",
"Santa Maria / RS",
"RIO GRANDE DO SUL",
"São Luiz Gonzaga / RS",
"Santa Maria / RS",
"São Luiz Gonzaga / RS",
"São Luiz Gonzaga / RS ”",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR",
"Defensoria Pública da União",
"Superior Tribunal Militar",
"UNIÃO",
"União",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR",
"Defensoria Pública da União",
"Superior Tribunal Militar",
"UNIÃO",
"União",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"União",
"STM",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"União",
"STM",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Exército",
"Regimento de Cavalaria Blindada",
"3",
"CJM",
"4",
".",
".",
".",
"RCB",
"RCB",
"Superior Tribunal Militar",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Exército",
"Quartel",
"Regimento de Cavalaria Blindada",
"CJM",
"4",
"Superior Tribunal Militar",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"DPU",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"DPU",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
".",
"Regimento de Cavalaria Blindada",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Quartel do 4",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
". . Turma",
"2",
".",
". . Turma",
"STM",
"Superior Tribunal Militar",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
". . Turma",
"2",
".",
". . Turma",
"STM",
"Superior Tribunal Militar",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"2",
".",
".",
". Turma",
"2",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
". Turma",
"2",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR",
"União",
".",
".",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR",
"União",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"LENNON DE JESUS SILVEIRA",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"LENNON DE JESUS SILVEIRA",
"Rosa Weber",
"Lennon de Jesus Silveira",
"ROSA WEBER",
"LENNON DE JESUS SILVEIRA",
"Rosa Weber",
"Lennon de Jesus Silveira",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Edson Oliveira de Almeida",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Rodier Frantiesco Hamerski Bolter",
"Lennon",
"Frantiesco",
"Rosa Weber",
"Rodier Frantiesco Hamerski Bolter",
"Lennon",
"Frantiesco",
"ROSA WEBER",
"Jorge César de Assis",
"Jorge César de Assis",
"ROSA WEBER",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"ROSA WEBER",
"Roberto Barroso",
"Cezar Peluso",
"Roberto Barroso",
"Cezar Peluso",
"ROSA WEBER",
"Maurício Correa",
"Teori Zavascki",
"Maurício Correa",
"Teori Zavascki",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROSA WEBER",
"LENNON DE JESUS SILVEIRA",
"Gustavo Zortea da Silva",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"LENNON DE JESUS SILVEIRA",
"Gustavo Zortea da Silva",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"17",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"01",
".",
"7",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17 de março de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17 de março de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
".",
"12",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
".",
"12",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"07",
".",
"10",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"07",
".",
"10",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
".",
"7",
".",
"2014",
"17",
".",
"02",
".",
"2012",
"05",
".",
"6",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
".",
"7",
".",
"2014",
"17",
".",
"02",
".",
"2012",
"05",
".",
"6",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"6",
".",
"2014",
"01",
".",
"12",
".",
"2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"6",
".",
"2014",
"01",
".",
"12",
".",
"2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
".",
"3",
".",
"2003",
"29",
".",
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".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
".",
"3",
".",
"2003",
"29",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
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"/",
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"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 718.468 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:J A SALOMÃO
ADV.(A/S)
:ANTÔNIO GONÇALVES NETO
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 19 de maio de 2015.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8577375.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 718.468 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:J A SALOMÃO
ADV.(A/S)
:ANTÔNIO GONÇALVES NETO
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folha 384, desprovi o agravo, consignando:
INTERVENÇÃO DA UNIÃO NO
DOMÍNIO
ECONÔMICO
-
LEI
DELEGADA Nº 4/62 - RECEPÇÃO PELA
CARTA
DE
1988
-
AGRAVO
DESPROVIDO.
1. O Tribunal Regional Federal da 3ª Região deu parcial
provimento a apelação, pelos fundamentos assim sintetizados
(folhas 226 e 227):
MULTA ADMINISTRATIVA. EMBARGOS À
EXECUÇÃO FISCAL. RECEPÇÃO PELA CF/88 DA LEI
DELEGADA 4/62. COMPETÊNCIA DA SUNAB PARA
INTERVIR NO DOMÍNIO ECONÔMICO. EXPEDIÇÃO
DE PORTARIA. DECRETO 60.527/67. MULTA
REDUZIDA. SUCUMBÊNCIA DA SUNAB MANTIDA.
1. A Carta Política de 1.988 não suprimiu a
competência do Estado para intervir no domínio
econômico, tanto é que recepcionou, conforme uníssona
jurisprudência, a legislação que dispunha sobre o tema, a
exemplo da Lei Delegada n. 4/62. Jurisprudência pacífica
(STF, AI 268857 AgR/RJ, Relator(a): Min. MARCO
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 718.468 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:J A SALOMÃO
ADV.(A/S)
:ANTÔNIO GONÇALVES NETO
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folha 384, desprovi o agravo, consignando:
INTERVENÇÃO DA UNIÃO NO
DOMÍNIO
ECONÔMICO
-
LEI
DELEGADA Nº 4/62 - RECEPÇÃO PELA
CARTA
DE
1988
-
AGRAVO
DESPROVIDO.
1. O Tribunal Regional Federal da 3ª Região deu parcial
provimento a apelação, pelos fundamentos assim sintetizados
(folhas 226 e 227):
MULTA ADMINISTRATIVA. EMBARGOS À
EXECUÇÃO FISCAL. RECEPÇÃO PELA CF/88 DA LEI
DELEGADA 4/62. COMPETÊNCIA DA SUNAB PARA
INTERVIR NO DOMÍNIO ECONÔMICO. EXPEDIÇÃO
DE PORTARIA. DECRETO 60.527/67. MULTA
REDUZIDA. SUCUMBÊNCIA DA SUNAB MANTIDA.
1. A Carta Política de 1.988 não suprimiu a
competência do Estado para intervir no domínio
econômico, tanto é que recepcionou, conforme uníssona
jurisprudência, a legislação que dispunha sobre o tema, a
exemplo da Lei Delegada n. 4/62. Jurisprudência pacífica
(STF, AI 268857 AgR/RJ, Relator(a): Min. MARCO
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Relatório
AI 718468 AGR / SP
AURÉLIO, Julgamento: 20/02/2001, Segunda Turma,
Publicação: DJ 04-05-2001; REsp 53053/PE, Relator
Ministro GARCIA VIEIRA, PRIMEIRA TURMA, Data do
Julgamento 05/09/1994, DJ 10.10.1994; TRF 3ª REGIÃO,
AMS 94030310286/MS, SEXTA TURMA, Data da decisão:
07/05/2003, DJU DATA:23/05/2003, PÁGINA: 541, Rel.
Juíza CONSUELO YOSHIDA).
2. Não há falar-se em incompetência da SUNAB para
expedir as Portarias ns. 53/90, 04/91 e 17/91 que
fundamentam o auto de infração de fls. 39, e lastreiam a
exigibilidade do crédito fiscal, vez que essa competência
vinha expressa no artigo 3º do Decreto n. 60.527/67.
3. A alegação feita nos embargos de que o ato da
lavratura fere os princípios da legalidade e da tipicidade
não procede, porque, inosbtante não conste da Portaria n.
53/90 os serviços prestados pela embargante, a estes, a
obrigação de discriminá-los na nota fiscal, foi estendida
por força do artigo 2º da Portaria n. 04, publicada no DO
em 06/02/1.991, de modo que aquela foi citada pelo Sr.
Fiscal exatamente por lá estar consignada a obrigação, e,
embora não estivesse em vigência ao tempo da lavratura
da autuação, o fato é que a Portaria que a revogou, de n.
17, e publicada no DO em 30/05/1991, trazia em seu artigo
11 a mesma obrigação de discriminação na nota fiscal dos
serviços prestados.
4. Subsistência da infração, vez que a embargante
não se desincumbiu do ônus de provar a emissão, em
1.991, das notas fiscais de fls. 40/42, sem discriminação dos
serviços prestados, descumprindo, portanto, como já
asseverado, o determinado na Portaria n. 04/91 c/c a
Portaria n. 17/91, e bem assim a alínea "n", do artigo 11, da
Lei Delegada n. 4/62, com a redação dada pelas Leis ns.
7.784/89 e 8.035/90.
5. O valor da multa, entretanto, não pode ser aquele
fixado na CDA de fls. 201, que atualizado implica
aproximadamente, como bem asseverou a embargante em
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 718468 AGR / SP
AURÉLIO, Julgamento: 20/02/2001, Segunda Turma,
Publicação: DJ 04-05-2001; REsp 53053/PE, Relator
Ministro GARCIA VIEIRA, PRIMEIRA TURMA, Data do
Julgamento 05/09/1994, DJ 10.10.1994; TRF 3ª REGIÃO,
AMS 94030310286/MS, SEXTA TURMA, Data da decisão:
07/05/2003, DJU DATA:23/05/2003, PÁGINA: 541, Rel.
Juíza CONSUELO YOSHIDA).
2. Não há falar-se em incompetência da SUNAB para
expedir as Portarias ns. 53/90, 04/91 e 17/91 que
fundamentam o auto de infração de fls. 39, e lastreiam a
exigibilidade do crédito fiscal, vez que essa competência
vinha expressa no artigo 3º do Decreto n. 60.527/67.
3. A alegação feita nos embargos de que o ato da
lavratura fere os princípios da legalidade e da tipicidade
não procede, porque, inosbtante não conste da Portaria n.
53/90 os serviços prestados pela embargante, a estes, a
obrigação de discriminá-los na nota fiscal, foi estendida
por força do artigo 2º da Portaria n. 04, publicada no DO
em 06/02/1.991, de modo que aquela foi citada pelo Sr.
Fiscal exatamente por lá estar consignada a obrigação, e,
embora não estivesse em vigência ao tempo da lavratura
da autuação, o fato é que a Portaria que a revogou, de n.
17, e publicada no DO em 30/05/1991, trazia em seu artigo
11 a mesma obrigação de discriminação na nota fiscal dos
serviços prestados.
4. Subsistência da infração, vez que a embargante
não se desincumbiu do ônus de provar a emissão, em
1.991, das notas fiscais de fls. 40/42, sem discriminação dos
serviços prestados, descumprindo, portanto, como já
asseverado, o determinado na Portaria n. 04/91 c/c a
Portaria n. 17/91, e bem assim a alínea "n", do artigo 11, da
Lei Delegada n. 4/62, com a redação dada pelas Leis ns.
7.784/89 e 8.035/90.
5. O valor da multa, entretanto, não pode ser aquele
fixado na CDA de fls. 201, que atualizado implica
aproximadamente, como bem asseverou a embargante em
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
AI 718468 AGR / SP
sua peça inaugural, num valor duas vezes maior que os
serviços constantes das notas fiscais citadas, de modo que,
pelos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade,
a multa deve ser exigida segundo o valor fixado para uma
infração à alínea "n" do artigo 11 da Lei Delegada n. 4/62
pelo Delegado da embargada às fls. 57, ou seja, no valor
de CR$ 634.000,00 (seiscentos e trinta e quatro mil
cruzeiros), atualizado, obviamente, e acrescido dos
consectários consignados no corpo da CDA, cuja apuração
do quantum a ser pago pela embargante depende de
meros cálculos aritméticos, devendo a execução fiscal
prosseguir para satisfação deste remanescente.
6. A SUNAB, apesar de ter seu apelo provido quanto
à questão de fundo, decaiu de maior parte do pedido, em
razão da redução do valor do crédito exeqüendo, pelo que
fica mantida sua condenação em verba honorária fixada
na sentença em 10%, que deve ser calculado tomando
como base de cálculo o valor da exigibilidade afastada.
7. Apelação parcialmente provida.
No extraordinário cujo trânsito busca alcançar, interposto
com alegada base na alínea “a” do permissivo constitucional, a
recorrente articula com a ofensa aos artigos 170 e 174 da Carta
da República e reafirma não haver sido recepcionada a Lei
Delegada nº 4/62 pela atual Constituição, que não admite a
intervenção direta do Estado na economia. A atual Constituição
estaria a consagrar o princípio da livre concorrência,
valorizando a livre iniciativa e assegurando o exercício de
qualquer atividade econômica, permitindo a intervenção do
Estado apenas de forma indicativa para o setor privado.
O Juízo primeiro de admissibilidade disse da ausência de
demonstração de ofensa direta aos preceitos evocados (folhas
363 e 364).
A União apresentou a contraminuta de folha 373 à 377,
3
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8577376.
Supremo Tribunal Federal
AI 718468 AGR / SP
sua peça inaugural, num valor duas vezes maior que os
serviços constantes das notas fiscais citadas, de modo que,
pelos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade,
a multa deve ser exigida segundo o valor fixado para uma
infração à alínea "n" do artigo 11 da Lei Delegada n. 4/62
pelo Delegado da embargada às fls. 57, ou seja, no valor
de CR$ 634.000,00 (seiscentos e trinta e quatro mil
cruzeiros), atualizado, obviamente, e acrescido dos
consectários consignados no corpo da CDA, cuja apuração
do quantum a ser pago pela embargante depende de
meros cálculos aritméticos, devendo a execução fiscal
prosseguir para satisfação deste remanescente.
6. A SUNAB, apesar de ter seu apelo provido quanto
à questão de fundo, decaiu de maior parte do pedido, em
razão da redução do valor do crédito exeqüendo, pelo que
fica mantida sua condenação em verba honorária fixada
na sentença em 10%, que deve ser calculado tomando
como base de cálculo o valor da exigibilidade afastada.
7. Apelação parcialmente provida.
No extraordinário cujo trânsito busca alcançar, interposto
com alegada base na alínea “a” do permissivo constitucional, a
recorrente articula com a ofensa aos artigos 170 e 174 da Carta
da República e reafirma não haver sido recepcionada a Lei
Delegada nº 4/62 pela atual Constituição, que não admite a
intervenção direta do Estado na economia. A atual Constituição
estaria a consagrar o princípio da livre concorrência,
valorizando a livre iniciativa e assegurando o exercício de
qualquer atividade econômica, permitindo a intervenção do
Estado apenas de forma indicativa para o setor privado.
O Juízo primeiro de admissibilidade disse da ausência de
demonstração de ofensa direta aos preceitos evocados (folhas
363 e 364).
A União apresentou a contraminuta de folha 373 à 377,
3
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8577376.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Relatório
AI 718468 AGR / SP
defendendo o acerto do ato impugnado.
2. A recepção da Lei Delegada nº 4/62 pela Carta de 1988
repousa, conforme consignado no acórdão proferido pelo
Regional Federal, na regra de que “a lei reprimirá o abuso do
poder econômico que vise à dominação dos mercados, à
eliminação da concorrência e ao aumento arbitrário dos lucros”
(§ 4º do artigo 173 da Constituição Federal de 1988). Por sua
vez, o artigo 174 revela a atuação do Estado como “agente
normativo e regulador da atividade econômica”, exercendo, na
forma da lei, “as funções de fiscalização, incentivo e
planejamento, sendo este determinante para o setor público e
indicativo para o setor privado”. Daí a impossibilidade de
considerar-se conflitante com os novos ares constitucionais
aquela lei delegada, no que cuida, justamente, da atividade na
área econômica, objetivando coibir abusos. Confiram o que se
contém na seguinte ementa:
FISCALIZAÇÃO - LEI DELEGADA Nº 4/62 -
RECEPÇÃO PELA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988.
A Lei Delegada nº 4/62 foi recepcionada pela Constituição
Federal de 1988, no que revela o instrumento normativo
como meio para reprimir o abuso do poder econômico que
vise à dominação dos mercados, à eliminação da
concorrência e ao aumento arbitrário dos lucros - § 4º do
artigo 173 -, bem como quanto à atuação fiscalizadora do
Estado - artigo 174, ambos da Carta Política em vigor. (AI
268857 AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO,
Segunda Turma, julgado em 20/02/2001, DJ 04-05-2001 PP-
00011 EMENT VOL-02029-11 PP-02361).
3. Pelas razões acima, conheço do pedido formulado neste
agravo, mas a ele nego acolhida.
4. Publiquem.
4
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8577376.
Supremo Tribunal Federal
AI 718468 AGR / SP
defendendo o acerto do ato impugnado.
2. A recepção da Lei Delegada nº 4/62 pela Carta de 1988
repousa, conforme consignado no acórdão proferido pelo
Regional Federal, na regra de que “a lei reprimirá o abuso do
poder econômico que vise à dominação dos mercados, à
eliminação da concorrência e ao aumento arbitrário dos lucros”
(§ 4º do artigo 173 da Constituição Federal de 1988). Por sua
vez, o artigo 174 revela a atuação do Estado como “agente
normativo e regulador da atividade econômica”, exercendo, na
forma da lei, “as funções de fiscalização, incentivo e
planejamento, sendo este determinante para o setor público e
indicativo para o setor privado”. Daí a impossibilidade de
considerar-se conflitante com os novos ares constitucionais
aquela lei delegada, no que cuida, justamente, da atividade na
área econômica, objetivando coibir abusos. Confiram o que se
contém na seguinte ementa:
FISCALIZAÇÃO - LEI DELEGADA Nº 4/62 -
RECEPÇÃO PELA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988.
A Lei Delegada nº 4/62 foi recepcionada pela Constituição
Federal de 1988, no que revela o instrumento normativo
como meio para reprimir o abuso do poder econômico que
vise à dominação dos mercados, à eliminação da
concorrência e ao aumento arbitrário dos lucros - § 4º do
artigo 173 -, bem como quanto à atuação fiscalizadora do
Estado - artigo 174, ambos da Carta Política em vigor. (AI
268857 AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO,
Segunda Turma, julgado em 20/02/2001, DJ 04-05-2001 PP-
00011 EMENT VOL-02029-11 PP-02361).
3. Pelas razões acima, conheço do pedido formulado neste
agravo, mas a ele nego acolhida.
4. Publiquem.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Relatório
AI 718468 AGR / SP
O agravante, na minuta de folha 398 a 404, insiste na alegação de
ofensa aos artigos 170 e 174 da Constituição Federal, reproduzindo os
argumentos trazidos na peça de interposição do recurso.
A União, na contraminuta de folhas 410 e 411, aponta o acerto do ato
atacado.
É o relatório.
5
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AI 718468 AGR / SP
O agravante, na minuta de folha 398 a 404, insiste na alegação de
ofensa aos artigos 170 e 174 da Constituição Federal, reproduzindo os
argumentos trazidos na peça de interposição do recurso.
A União, na contraminuta de folhas 410 e 411, aponta o acerto do ato
atacado.
É o relatório.
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 718.468 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia
regularmente constituído, foi protocolada no prazo legal. Conheço.
O Tribunal Regional Federal da 3ª Região negou provimento a
apelação, apontando a recepção da Lei Delegada nº 4/62 pela atual
Constituição da República. Reconheceu a competência da
Superintendência Nacional de Abastecimento – SUNAB para intervir no
domínio econômico. No mais, enfatizou a inadmissibilidade do
extraordinário no qual, a pretexto de ofensa ao princípio da legalidade,
pretende-se a interpretação da legislação infraconstitucional.
A recepção do aludido diploma legislativo já está assentada na
jurisprudência do Supremo, consoante demonstrado na decisão agravada.
Acresce que o acórdão impugnado revela interpretação de normas
estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê
de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se
submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo
102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da
máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na
apreciação de processo da competência do Tribunal.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
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19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 718.468 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia
regularmente constituído, foi protocolada no prazo legal. Conheço.
O Tribunal Regional Federal da 3ª Região negou provimento a
apelação, apontando a recepção da Lei Delegada nº 4/62 pela atual
Constituição da República. Reconheceu a competência da
Superintendência Nacional de Abastecimento – SUNAB para intervir no
domínio econômico. No mais, enfatizou a inadmissibilidade do
extraordinário no qual, a pretexto de ofensa ao princípio da legalidade,
pretende-se a interpretação da legislação infraconstitucional.
A recepção do aludido diploma legislativo já está assentada na
jurisprudência do Supremo, consoante demonstrado na decisão agravada.
Acresce que o acórdão impugnado revela interpretação de normas
estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê
de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se
submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo
102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da
máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na
apreciação de processo da competência do Tribunal.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 718.468
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : J A SALOMÃO
ADV.(A/S) : ANTÔNIO GONÇALVES NETO
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 718.468
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : J A SALOMÃO
ADV.(A/S) : ANTÔNIO GONÇALVES NETO
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8696434
| 2015-05-19T00:00:00
| 2015-06-17T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
|
sjur370535
|
Número de páginas: 8.
Análise: 20/06/2018, AMS.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
718468
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED LDL-000004 ANO-1962\n LEI DELEGADA\n\n",
"LEG-FED DEC-060527 ANO-1967\n DECRETO"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 718468 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : J A SALOMÃO
ADV.(A/S) : ANTÔNIO GONÇALVES NETO
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 718.468 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:J A SALOMÃO
ADV.(A/S)
:ANTÔNIO GONÇALVES NETO
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 19 de maio de 2015.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 718.468 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:J A SALOMÃO
ADV.(A/S)
:ANTÔNIO GONÇALVES NETO
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folha 384, desprovi o agravo, consignando:
INTERVENÇÃO DA UNIÃO NO
DOMÍNIO
ECONÔMICO
-
LEI
DELEGADA n 4/62 - RECEPÇÃO PELA
CARTA
DE
1988
-
AGRAVO
DESPROVIDO.
1. O Tribunal Regional Federal da 3... Região deu parcial
provimento a apelação, pelos fundamentos assim sintetizados
(folhas 226 e 227):
MULTA ADMINISTRATIVA. EMBARGOS À
EXECUÇÃO FISCAL. RECEPÇÃO PELA Constituição Federal de 1988/88 DA LEI
DELEGADA 4/62. COMPETÊNCIA DA SUNAB PARA
INTERVIR NO DOMÍNIO ECONÔMICO. EXPEDIÇÃO
DE PORTARIA. DECRETO 60.527/67. MULTA
REDUZIDA. SUCUMBÊNCIA DA SUNAB MANTIDA.
1. A Carta Política de 1.988 não suprimiu a
competência do Estado para intervir no domínio
econômico, tanto é que recepcionou, conforme uníssona
jurisprudência, a legislação que dispunha sobre o tema, a
exemplo da Lei Delegada n. 4/62. Jurisprudência pacífica
(Supremo Tribunal Federal, AI 268857 AgR/RJ, Relator(a): Min. MARCO
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19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 718.468 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:J A SALOMÃO
ADV.(A/S)
:ANTÔNIO GONÇALVES NETO
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folha 384, desprovi o agravo, consignando:
INTERVENÇÃO DA UNIÃO NO
DOMÍNIO
ECONÔMICO
-
LEI
DELEGADA n 4/62 - RECEPÇÃO PELA
CARTA
DE
1988
-
AGRAVO
DESPROVIDO.
1. O Tribunal Regional Federal da 3... Região deu parcial
provimento a apelação, pelos fundamentos assim sintetizados
(folhas 226 e 227):
MULTA ADMINISTRATIVA. EMBARGOS À
EXECUÇÃO FISCAL. RECEPÇÃO PELA Constituição Federal de 1988/88 DA LEI
DELEGADA 4/62. COMPETÊNCIA DA SUNAB PARA
INTERVIR NO DOMÍNIO ECONÔMICO. EXPEDIÇÃO
DE PORTARIA. DECRETO 60.527/67. MULTA
REDUZIDA. SUCUMBÊNCIA DA SUNAB MANTIDA.
1. A Carta Política de 1.988 não suprimiu a
competência do Estado para intervir no domínio
econômico, tanto é que recepcionou, conforme uníssona
jurisprudência, a legislação que dispunha sobre o tema, a
exemplo da Lei Delegada n. 4/62. Jurisprudência pacífica
(Supremo Tribunal Federal, AI 268857 AgR/RJ, Relator(a): Min. MARCO
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
AI 718468 AGR / SP
AURÉLIO, Julgamento: 20/02/2001, Segunda Turma,
Publicação: DJ 04-05-2001; REsp 53053/PE, Relator
Ministro GARCIA VIEIRA, PRIMEIRA TURMA, Data do
Julgamento 05/09/1994, DJ 10.10.1994; TRF 3... REGIÃO,
AMS 94030310286/MS, SEXTA TURMA, Data da decisão:
07/05/2003, DJU DATA:23/05/2003, PÁGINA: 541, Rel.
Juíza CONSUELO YOSHIDA).
2. Não há falar-se em incompetência da SUNAB para
expedir as Portarias ns. 53/90, 04/91 e 17/91 que
fundamentam o auto de infração de fls. 39, e lastreiam a
exigibilidade do crédito fiscal, vez que essa competência
vinha expressa no artigo 3... do Decreto n. 60.527/67.
3. A alegação feita nos embargos de que o ato da
lavratura fere os princípios da legalidade e da tipicidade
não procede, porque, inosbtante não conste da Portaria n.
53/90 os serviços prestados pela embargante, a estes, a
obrigação de discriminá-los na nota fiscal, foi estendida
por força do artigo 2... da Portaria n. 04, publicada no DO
em 06/02/1.991, de modo que aquela foi citada pelo Sr.
Fiscal exatamente por lá estar consignada a obrigação, e,
embora não estivesse em vigência ao tempo da lavratura
da autuação, o fato é que a Portaria que a revogou, de n.
17, e publicada no DO em 30/05/1991, trazia em seu artigo
11 a mesma obrigação de discriminação na nota fiscal dos
serviços prestados.
4. Subsistência da infração, vez que a embargante
não se desincumbiu do ônus de provar a emissão, em
1.991, das notas fiscais de fls. 40/42, sem discriminação dos
serviços prestados, descumprindo, portanto, como já
asseverado, o determinado na Portaria n. 04/91 c/c a
Portaria n. 17/91, e bem assim a alínea "n", do artigo 11, da
Lei Delegada n. 4/62, com a redação dada pelas Leis ns.
7.784/89 e 8.035/90.
5. O valor da multa, entretanto, não pode ser aquele
fixado na CDA de fls. 201, que atualizado implica
aproximadamente, como bem asseverou a embargante em
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 718468 AGR / SP
AURÉLIO, Julgamento: 20/02/2001, Segunda Turma,
Publicação: DJ 04-05-2001; REsp 53053/PE, Relator
Ministro GARCIA VIEIRA, PRIMEIRA TURMA, Data do
Julgamento 05/09/1994, DJ 10.10.1994; TRF 3... REGIÃO,
AMS 94030310286/MS, SEXTA TURMA, Data da decisão:
07/05/2003, DJU DATA:23/05/2003, PÁGINA: 541, Rel.
Juíza CONSUELO YOSHIDA).
2. Não há falar-se em incompetência da SUNAB para
expedir as Portarias ns. 53/90, 04/91 e 17/91 que
fundamentam o auto de infração de fls. 39, e lastreiam a
exigibilidade do crédito fiscal, vez que essa competência
vinha expressa no artigo 3... do Decreto n. 60.527/67.
3. A alegação feita nos embargos de que o ato da
lavratura fere os princípios da legalidade e da tipicidade
não procede, porque, inosbtante não conste da Portaria n.
53/90 os serviços prestados pela embargante, a estes, a
obrigação de discriminá-los na nota fiscal, foi estendida
por força do artigo 2... da Portaria n. 04, publicada no DO
em 06/02/1.991, de modo que aquela foi citada pelo Sr.
Fiscal exatamente por lá estar consignada a obrigação, e,
embora não estivesse em vigência ao tempo da lavratura
da autuação, o fato é que a Portaria que a revogou, de n.
17, e publicada no DO em 30/05/1991, trazia em seu artigo
11 a mesma obrigação de discriminação na nota fiscal dos
serviços prestados.
4. Subsistência da infração, vez que a embargante
não se desincumbiu do ônus de provar a emissão, em
1.991, das notas fiscais de fls. 40/42, sem discriminação dos
serviços prestados, descumprindo, portanto, como já
asseverado, o determinado na Portaria n. 04/91 c/c a
Portaria n. 17/91, e bem assim a alínea "n", do artigo 11, da
Lei Delegada n. 4/62, com a redação dada pelas Leis ns.
7.784/89 e 8.035/90.
5. O valor da multa, entretanto, não pode ser aquele
fixado na CDA de fls. 201, que atualizado implica
aproximadamente, como bem asseverou a embargante em
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
AI 718468 AGR / SP
sua peça inaugural, num valor duas vezes maior que os
serviços constantes das notas fiscais citadas, de modo que,
pelos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade,
a multa deve ser exigida segundo o valor fixado para uma
infração à alínea "n" do artigo 11 da Lei Delegada n. 4/62
pelo Delegado da embargada às fls. 57, ou seja, no valor
de CR$ 634.000,00 (seiscentos e trinta e quatro mil
cruzeiros), atualizado, obviamente, e acrescido dos
consectários consignados no corpo da CDA, cuja apuração
do quantum a ser pago pela embargante depende de
meros cálculos aritméticos, devendo a execução fiscal
prosseguir para satisfação deste remanescente.
6. A SUNAB, apesar de ter seu apelo provido quanto
à questão de fundo, decaiu de maior parte do pedido, em
razão da redução do valor do crédito exeqüendo, pelo que
fica mantida sua condenação em verba honorária fixada
na sentença em 10%, que deve ser calculado tomando
como base de cálculo o valor da exigibilidade afastada.
7. Apelação parcialmente provida.
No extraordinário cujo trânsito busca alcançar, interposto
com alegada base na alínea “a” do permissivo constitucional, a
recorrente articula com a ofensa aos artigos 170 e 174 da Carta
da República e reafirma não haver sido recepcionada a Lei
Delegada n 4/62 pela atual Constituição, que não admite a
intervenção direta do Estado na economia. A atual Constituição
estaria a consagrar o princípio da livre concorrência,
valorizando a livre iniciativa e assegurando o exercício de
qualquer atividade econômica, permitindo a intervenção do
Estado apenas de forma indicativa para o setor privado.
O Juízo primeiro de admissibilidade disse da ausência de
demonstração de ofensa direta aos preceitos evocados (folhas
363 e 364).
A União apresentou a contraminuta de folha 373 à 377,
3
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sua peça inaugural, num valor duas vezes maior que os
serviços constantes das notas fiscais citadas, de modo que,
pelos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade,
a multa deve ser exigida segundo o valor fixado para uma
infração à alínea "n" do artigo 11 da Lei Delegada n. 4/62
pelo Delegado da embargada às fls. 57, ou seja, no valor
de CR$ 634.000,00 (seiscentos e trinta e quatro mil
cruzeiros), atualizado, obviamente, e acrescido dos
consectários consignados no corpo da CDA, cuja apuração
do quantum a ser pago pela embargante depende de
meros cálculos aritméticos, devendo a execução fiscal
prosseguir para satisfação deste remanescente.
6. A SUNAB, apesar de ter seu apelo provido quanto
à questão de fundo, decaiu de maior parte do pedido, em
razão da redução do valor do crédito exeqüendo, pelo que
fica mantida sua condenação em verba honorária fixada
na sentença em 10%, que deve ser calculado tomando
como base de cálculo o valor da exigibilidade afastada.
7. Apelação parcialmente provida.
No extraordinário cujo trânsito busca alcançar, interposto
com alegada base na alínea “a” do permissivo constitucional, a
recorrente articula com a ofensa aos artigos 170 e 174 da Carta
da República e reafirma não haver sido recepcionada a Lei
Delegada n 4/62 pela atual Constituição, que não admite a
intervenção direta do Estado na economia. A atual Constituição
estaria a consagrar o princípio da livre concorrência,
valorizando a livre iniciativa e assegurando o exercício de
qualquer atividade econômica, permitindo a intervenção do
Estado apenas de forma indicativa para o setor privado.
O Juízo primeiro de admissibilidade disse da ausência de
demonstração de ofensa direta aos preceitos evocados (folhas
363 e 364).
A União apresentou a contraminuta de folha 373 à 377,
3
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8577376.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Relatório
AI 718468 AGR / SP
defendendo o acerto do ato impugnado.
2. A recepção da Lei Delegada n 4/62 pela Carta de 1988
repousa, conforme consignado no acórdão proferido pelo
Regional Federal, na regra de que “a lei reprimirá o abuso do
poder econômico que vise à dominação dos mercados, à
eliminação da concorrência e ao aumento arbitrário dos lucros”
(§ 4... do artigo 173 da Constituição Federal de 1988). Por sua
vez, o artigo 174 revela a atuação do Estado como “agente
normativo e regulador da atividade econômica”, exercendo, na
forma da lei, “as funções de fiscalização, incentivo e
planejamento, sendo este determinante para o setor público e
indicativo para o setor privado”. Daí a impossibilidade de
considerar-se conflitante com os novos ares constitucionais
aquela lei delegada, no que cuida, justamente, da atividade na
área econômica, objetivando coibir abusos. Confiram o que se
contém na seguinte ementa:
FISCALIZAÇÃO - LEI DELEGADA n 4/62 -
RECEPÇÃO PELA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988.
A Lei Delegada n 4/62 foi recepcionada pela Constituição
Federal de 1988, no que revela o instrumento normativo
como meio para reprimir o abuso do poder econômico que
vise à dominação dos mercados, à eliminação da
concorrência e ao aumento arbitrário dos lucros - § 4... do
artigo 173 -, bem como quanto à atuação fiscalizadora do
Estado - artigo 174, ambos da Carta Política em vigor. (AI
268857 AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO,
Segunda Turma, julgado em 20/02/2001, DJ 04-05-2001 PP-
00011 EMENT VOL-02029-11 PP-02361).
3. Pelas razões acima, conheço do pedido formulado neste
agravo, mas a ele nego acolhida.
4. Publiquem.
4
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Supremo Tribunal Federal
AI 718468 AGR / SP
defendendo o acerto do ato impugnado.
2. A recepção da Lei Delegada n 4/62 pela Carta de 1988
repousa, conforme consignado no acórdão proferido pelo
Regional Federal, na regra de que “a lei reprimirá o abuso do
poder econômico que vise à dominação dos mercados, à
eliminação da concorrência e ao aumento arbitrário dos lucros”
(§ 4... do artigo 173 da Constituição Federal de 1988). Por sua
vez, o artigo 174 revela a atuação do Estado como “agente
normativo e regulador da atividade econômica”, exercendo, na
forma da lei, “as funções de fiscalização, incentivo e
planejamento, sendo este determinante para o setor público e
indicativo para o setor privado”. Daí a impossibilidade de
considerar-se conflitante com os novos ares constitucionais
aquela lei delegada, no que cuida, justamente, da atividade na
área econômica, objetivando coibir abusos. Confiram o que se
contém na seguinte ementa:
FISCALIZAÇÃO - LEI DELEGADA n 4/62 -
RECEPÇÃO PELA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988.
A Lei Delegada n 4/62 foi recepcionada pela Constituição
Federal de 1988, no que revela o instrumento normativo
como meio para reprimir o abuso do poder econômico que
vise à dominação dos mercados, à eliminação da
concorrência e ao aumento arbitrário dos lucros - § 4... do
artigo 173 -, bem como quanto à atuação fiscalizadora do
Estado - artigo 174, ambos da Carta Política em vigor. (AI
268857 AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO,
Segunda Turma, julgado em 20/02/2001, DJ 04-05-2001 PP-
00011 EMENT VOL-02029-11 PP-02361).
3. Pelas razões acima, conheço do pedido formulado neste
agravo, mas a ele nego acolhida.
4. Publiquem.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Relatório
AI 718468 AGR / SP
O agravante, na minuta de folha 398 a 404, insiste na alegação de
ofensa aos artigos 170 e 174 da Constituição Federal, reproduzindo os
argumentos trazidos na peça de interposição do recurso.
A União, na contraminuta de folhas 410 e 411, aponta o acerto do ato
atacado.
É o relatório.
5
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Supremo Tribunal Federal
AI 718468 AGR / SP
O agravante, na minuta de folha 398 a 404, insiste na alegação de
ofensa aos artigos 170 e 174 da Constituição Federal, reproduzindo os
argumentos trazidos na peça de interposição do recurso.
A União, na contraminuta de folhas 410 e 411, aponta o acerto do ato
atacado.
É o relatório.
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 718.468 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia
regularmente constituído, foi protocolada no prazo legal. Conheço.
O Tribunal Regional Federal da 3... Região negou provimento a
apelação, apontando a recepção da Lei Delegada n 4/62 pela atual
Constituição da República. Reconheceu a competência da
Superintendência Nacional de Abastecimento – SUNAB para intervir no
domínio econômico. No mais, enfatizou a inadmissibilidade do
extraordinário no qual, a pretexto de ofensa ao princípio da legalidade,
pretende-se a interpretação da legislação infraconstitucional.
A recepção do aludido diploma legislativo já está assentada na
jurisprudência do Supremo, consoante demonstrado na decisão agravada.
Acresce que o acórdão impugnado revela interpretação de normas
estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê
de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se
submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo
102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da
máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na
apreciação de processo da competência do Tribunal.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 718.468 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia
regularmente constituído, foi protocolada no prazo legal. Conheço.
O Tribunal Regional Federal da 3... Região negou provimento a
apelação, apontando a recepção da Lei Delegada n 4/62 pela atual
Constituição da República. Reconheceu a competência da
Superintendência Nacional de Abastecimento – SUNAB para intervir no
domínio econômico. No mais, enfatizou a inadmissibilidade do
extraordinário no qual, a pretexto de ofensa ao princípio da legalidade,
pretende-se a interpretação da legislação infraconstitucional.
A recepção do aludido diploma legislativo já está assentada na
jurisprudência do Supremo, consoante demonstrado na decisão agravada.
Acresce que o acórdão impugnado revela interpretação de normas
estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê
de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se
submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo
102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da
máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na
apreciação de processo da competência do Tribunal.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 718.468
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : J A SALOMÃO
ADV.(A/S) : ANTÔNIO GONÇALVES NETO
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 718.468
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : J A SALOMÃO
ADV.(A/S) : ANTÔNIO GONÇALVES NETO
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 718 . 468",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO",
"AI 268857 AgR / RJ",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 718 . 468",
"AI 268857 AgR / RJ",
"AI 718468 AGR / SP",
"REsp 53053 / PE",
"AMS 94030310286 / MS",
"AI 718468 AGR / SP",
"REsp 53053 / PE",
"AI 718468 AGR / SP",
"AI 718468 AGR / SP",
"AI 718468 AGR / SP",
"AI 268857 AgR",
"AI 718468",
"AI 268857 AgR",
"AI 718468 AGR / SP",
"AI 718468 AGR / SP",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 718 .",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 718 . 468",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 718 . 468",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 718 . 468"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI DELEGADA n 4 / 62",
"CARTA DE 1988",
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"LEI DELEGADA 4 / 62",
"DECRETO 60 . 527 / 67",
"Carta Política de 1 . 988",
"Lei Delegada n . 4 / 62",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI DELEGADA n 4 / 62",
"CARTA",
"DE 1988",
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"LEI",
"DECRETO 60 . 527 / 67",
"Carta Política de 1 . 988",
"Lei Delegada n . 4 / 62",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Portarias ns . 53 / 90",
"04",
"/",
"91",
"17",
"/",
"91",
"artigo 3 . . . do Decreto n . 60 . 527 / 67",
"Portaria n . 53 / 90",
"Portaria n . 04 / 91",
"Portaria n . 17 / 91",
"alínea \" n \" , do artigo 11 , da Lei Delegada n . 4 / 62",
"Leis ns . 7 . 784 / 89",
"8",
".",
"035",
"/",
"90",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Portarias ns . 53 / 90",
"04",
"/",
"91",
"17",
"/",
"91",
"artigo 3 . . . do Decreto n . 60 . 527 / 67",
"Portaria n . 53 / 90",
"Portaria n . 04 / 91",
"Portaria n . 17 / 91",
"alínea \" n \" , do artigo 11 , da Lei Delegada n . 4 / 62",
"Leis ns . 7 . 784 / 89",
"8",
".",
"035",
"/",
"90",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"alínea \" n \" do artigo 11 da Lei Delegada n . 4 / 62",
"artigos 170 e 174 da Carta da República",
"Lei Delegada n 4 / 62",
"Constituição",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"alínea \" n \" do artigo 11 da Lei Delegada n . 4 / 62",
"artigos 170 e 174 da Carta da República",
"Lei Delegada n 4 / 62",
"Constituição",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Delegada n 4 / 62",
"Carta de 1988",
"§ 4 . . . do artigo 173 da Constituição Federal de 1988",
"LEI DELEGADA n 4 / 62",
"CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988",
"Lei Delegada n 4 / 62",
"Constituição Federal de 1988",
"artigo 174 , ambos da Carta Política em",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Delegada n 4 / 62",
"Carta de 1988",
"§ 4 . . . do artigo 173 da Constituição Federal de 1988",
"LEI DELEGADA n 4 / 62",
"CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988",
"Lei Delegada n 4 / 62",
"Constituição Federal de 1988",
"artigo 174 ,",
"Carta Política",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 170 e 174 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 170 e 174 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Delegada n 4 / 62",
"Constituição da República",
"Carta da República",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Delegada n 4 / 62",
"Constituição da República",
"Carta da República",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"SUNAB",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"SUNAB",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"PRIMEIRA TURMA",
"TRF",
"SEXTA TURMA",
"SUNAB",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"PRIMEIRA TURMA",
"SEXTA TURMA",
"SUNAB",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SUNAB",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SUNAB",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"SP",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal Regional Federal da 3",
"Superintendência Nacional de Abastecimento",
"SUNAB",
"Supremo",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"Superintendência Nacional de Abastecimento",
"SUNAB",
"Supremo",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"Primeira",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"J",
"A SALOMÃO",
"ANTÔNIO GONÇALVES NETO",
"Rosa Weber",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"J",
"A SALOMÃO",
"ANTÔNIO GONÇALVES NETO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO",
"MARCO AURÉLIO",
"J",
"A SALOMÃO",
"ANTÔNIO GONÇALVES NETO",
"MARCO AURÉLIO",
"GARCIA VIEIRA",
"CONSUELO YOSHIDA",
"GARCIA VIEIRA",
"CONSUELO YOSHIDA",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"J",
"A SALOMÃO",
"ANTÔNIO GONÇALVES NETO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"J",
"A SALOMÃO",
"ANTÔNIO GONÇALVES NETO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"02",
"/",
"2001",
"04",
"-",
"05",
"-",
"2001",
"05",
"/",
"09",
"/",
"1994",
"10",
".",
"10",
".",
"1994",
"07",
"/",
"05",
"/",
"2003",
"23",
"/",
"05",
"/",
"2003",
"06",
"/",
"02",
"/",
"1",
".",
"991",
"30",
"/",
"05",
"/",
"1991",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"02",
"/",
"2001",
"04",
"-",
"05",
"-",
"2001",
"05",
"/",
"09",
"/",
"1994",
"10",
".",
"10",
".",
"1994",
"07",
"/",
"05",
"/",
"2003",
"23",
"/",
"05",
"/",
"2003",
"06",
"/",
"02",
"/",
"1",
".",
"991",
"30",
"/",
"05",
"/",
"1991",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"02",
"/",
"2001",
"04",
"-",
"05",
"-",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
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"02",
"/",
"2001",
"04",
"-",
"05",
"-",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
"05",
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"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
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"2001",
"19",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.862 MINAS
GERAIS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ELETROZEMA LTDA
ADV.(A/S)
:MARIA INÊS CALDEIRA PEREIRA
DA SILVA
MURGEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. ICMS.
Aproveitamento indevido de crédito. Lançamento fiscal. Compensação.
Matéria infraconstitucional. Afronta reflexa. Multa. Efeito
confiscatório. Ausência de demonstração. Incidência da Súmula
279/STF.
1. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem e acolher a
pretensão da agravante, seria necessário analisar a controvérsia à luz da
legislação infraconstitucional pertinente. Desse modo, a alegada violação
dos dispositivos constitucionais invocados seria, se ocorresse, indireta ou
reflexa, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário.
2. A análise do eventual efeito confiscatório da multa somente seria
aferível mediante exame do quadro fático-probatório, o que é vedado na
via estreita do recurso extraordinário (Súmula nº 279 da Corte).
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8694047.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
ARE 848862 AGR / MG
Brasília, 26 de maio de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8694047.
Supremo Tribunal Federal
ARE 848862 AGR / MG
Brasília, 26 de maio de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Relatório
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.862 MINAS
GERAIS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ELETROZEMA LTDA
ADV.(A/S)
:MARIA INÊS CALDEIRA PEREIRA
DA SILVA
MURGEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão por mim
proferida nos seguintes termos:
“Trata-se de agravo interposto contra decisão que não
admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade aos
artigos 37, caput, e 150, IV, da Constituição Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão do Tribunal
de Justiça do Estado de Minas Gerais, assim ementado:
‘EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL - ICMS -
APROVEITAMENTO INDEVIDO DE CRÉDITOS
DERIVADOS DE SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA - MULTA
DE REVALIDAÇÃO E JÚROS DE MORA -
COMPENSAÇÃO COM VALORES RECOLHIDOS À
MAIOR - IMPOSSIBILIDADE. O equivoco no
aproveitamento de créditos tributários derivados da
substituição tributária é apto a gerar não apenas a multa
de revalidação, mas os juros de mora que decorressem da
equivocada atuação do contribuinte, não sendo possível
pretender compensação de diferenças resultantes de
indevido recolhimento produzido no mesmo período,
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8694044.
Supremo Tribunal Federal
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.862 MINAS
GERAIS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ELETROZEMA LTDA
ADV.(A/S)
:MARIA INÊS CALDEIRA PEREIRA
DA SILVA
MURGEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão por mim
proferida nos seguintes termos:
“Trata-se de agravo interposto contra decisão que não
admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade aos
artigos 37, caput, e 150, IV, da Constituição Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão do Tribunal
de Justiça do Estado de Minas Gerais, assim ementado:
‘EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL - ICMS -
APROVEITAMENTO INDEVIDO DE CRÉDITOS
DERIVADOS DE SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA - MULTA
DE REVALIDAÇÃO E JÚROS DE MORA -
COMPENSAÇÃO COM VALORES RECOLHIDOS À
MAIOR - IMPOSSIBILIDADE. O equivoco no
aproveitamento de créditos tributários derivados da
substituição tributária é apto a gerar não apenas a multa
de revalidação, mas os juros de mora que decorressem da
equivocada atuação do contribuinte, não sendo possível
pretender compensação de diferenças resultantes de
indevido recolhimento produzido no mesmo período,
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Relatório
ARE 848862 AGR / MG
situação que são tratadas de forma distintas pela
legislação tributária. UTILIZAÇÃO DA TAXA SELIC -
TEMA PACIFICADO NO STF E STJ - AFASTAMENTO
DO PEDIDO SUBSIDIÁRIO. O Supremo Tribunal Federal
e o Superior Tribunal de Justiça já pacificaram a
legitimidade da utilização da Taxa Selic como fator de
atualização e juros dos créditos tributários, o que afasta o
pedido subsidiário produzido e que é avaliado nesta
instância por aplicação do princípio da causa madura.
Reformar a decisão no reexame necessário’.
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
Decido.
Não merece prosperar a irresignação.
Verifica-se que o Tribunal de origem solucionou a lide
consignando que:
‘(...) não vislumbrei como pudesse o contribuinte que
confessou o indevido aproveitamento de créditos
derivados do ICMS em operação sujeita a substituição
tributária, defender o seu direito de opor-se à imposição
fiscal resultante, com base no argumento de que ao
realizar o ilícito tributário, acabou sendo prejudicado ao
final, em termos econômicos.
Isso porque literalmente irrelevante o resultado
econômico que derivou da operação tributária irregular
produzida pela ação do contribuinte no momento da
informação e o que na verdade estaria sustentando a
inicial seria um pretenso direito de obter compensação
sobre valores que não seriam objeto de compensação
dentro da sistemática não cumulativa do ICMS.
(...)
Tanto as obrigações principais de pagamento, como
as obrigações acessórias, estão baseadas em um fato
gerador específico, que não se confundem e não podem
ser vislumbrados de forma englobada pela só diversidade
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 848862 AGR / MG
situação que são tratadas de forma distintas pela
legislação tributária. UTILIZAÇÃO DA TAXA SELIC -
TEMA PACIFICADO NO STF E STJ - AFASTAMENTO
DO PEDIDO SUBSIDIÁRIO. O Supremo Tribunal Federal
e o Superior Tribunal de Justiça já pacificaram a
legitimidade da utilização da Taxa Selic como fator de
atualização e juros dos créditos tributários, o que afasta o
pedido subsidiário produzido e que é avaliado nesta
instância por aplicação do princípio da causa madura.
Reformar a decisão no reexame necessário’.
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
Decido.
Não merece prosperar a irresignação.
Verifica-se que o Tribunal de origem solucionou a lide
consignando que:
‘(...) não vislumbrei como pudesse o contribuinte que
confessou o indevido aproveitamento de créditos
derivados do ICMS em operação sujeita a substituição
tributária, defender o seu direito de opor-se à imposição
fiscal resultante, com base no argumento de que ao
realizar o ilícito tributário, acabou sendo prejudicado ao
final, em termos econômicos.
Isso porque literalmente irrelevante o resultado
econômico que derivou da operação tributária irregular
produzida pela ação do contribuinte no momento da
informação e o que na verdade estaria sustentando a
inicial seria um pretenso direito de obter compensação
sobre valores que não seriam objeto de compensação
dentro da sistemática não cumulativa do ICMS.
(...)
Tanto as obrigações principais de pagamento, como
as obrigações acessórias, estão baseadas em um fato
gerador específico, que não se confundem e não podem
ser vislumbrados de forma englobada pela só diversidade
2
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Relatório
ARE 848862 AGR / MG
representadas pelas suas próprias hipóteses.
E é por este mesmo motivo que o art. 113, art. 114,
art. 115 e art. 120, todos do Código Tributário Nacional,
dão tratamento diverso entre as obrigações principais e
acessórias, além do art. 136, art. 137 e art. 139, do mesmo
diploma legal, declinar de forma expressa que a
responsabilidade por infrações da legislação tributária
independe da intenção do agente ou do responsável e da
efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato, cuja
responsabilidade seria pessoal e que acoberta a
possibilidade de denúncia espontânea do contribuinte,
como meio para sua exclusão’ (fls. 757/ 758).
Como visto, para ultrapassar o entendimento do Tribunal
de origem e acolher a pretensão da agravante, seria necessária a
análise da legislação infraconstitucional pertinente. Desse
modo, a alegada violação dos dispositivos constitucionais
invocados seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não
enseja reexame em recurso extraordinário.
Ademais, quanto à multa fiscal, a empresa ora recorrente
sustenta que ‘(...) a fim de que seja aplicada uma multa adequada à
infração cometida pelo contribuinte, deve ser analisado o caso
concreto, adotando-se o critério da proporcionalidade para que seja
preservado o caráter educativo da penalidade’ (fl. 830). Todavia, não
trouxe a recorrente argumentos adequados a caracterizar, de
plano, a desproporcionalidade da multa fiscal aplicada em
relação à hipótese aqui em discussão.
Portanto, a análise do eventual efeito confiscatório da
multa somente seria aferível mediante exame do quadro fático-
probatório, o que é vedado na via estreita do recurso
extraordinário (Súmula nº 279 desta Corte). Nesse sentido,
anote-se:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. VERIFICAÇÃO, NO CASO
CONCRETO, DO CARÉTER CONFISCATÓRIO DA multa
3
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ARE 848862 AGR / MG
representadas pelas suas próprias hipóteses.
E é por este mesmo motivo que o art. 113, art. 114,
art. 115 e art. 120, todos do Código Tributário Nacional,
dão tratamento diverso entre as obrigações principais e
acessórias, além do art. 136, art. 137 e art. 139, do mesmo
diploma legal, declinar de forma expressa que a
responsabilidade por infrações da legislação tributária
independe da intenção do agente ou do responsável e da
efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato, cuja
responsabilidade seria pessoal e que acoberta a
possibilidade de denúncia espontânea do contribuinte,
como meio para sua exclusão’ (fls. 757/ 758).
Como visto, para ultrapassar o entendimento do Tribunal
de origem e acolher a pretensão da agravante, seria necessária a
análise da legislação infraconstitucional pertinente. Desse
modo, a alegada violação dos dispositivos constitucionais
invocados seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não
enseja reexame em recurso extraordinário.
Ademais, quanto à multa fiscal, a empresa ora recorrente
sustenta que ‘(...) a fim de que seja aplicada uma multa adequada à
infração cometida pelo contribuinte, deve ser analisado o caso
concreto, adotando-se o critério da proporcionalidade para que seja
preservado o caráter educativo da penalidade’ (fl. 830). Todavia, não
trouxe a recorrente argumentos adequados a caracterizar, de
plano, a desproporcionalidade da multa fiscal aplicada em
relação à hipótese aqui em discussão.
Portanto, a análise do eventual efeito confiscatório da
multa somente seria aferível mediante exame do quadro fático-
probatório, o que é vedado na via estreita do recurso
extraordinário (Súmula nº 279 desta Corte). Nesse sentido,
anote-se:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. VERIFICAÇÃO, NO CASO
CONCRETO, DO CARÉTER CONFISCATÓRIO DA multa
3
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Relatório
ARE 848862 AGR / MG
TRIBUTÁRIA DISCUTIDA NOS AUTOS. NECESSIDADE
DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO.
SÚMULA 279.
I - A verificação, no caso concreto, do caráter
confiscatório ou não da multa tributária discutida nos
autos não dispensa o exame do conjunto fático-probatório
constante dos autos. Incide, no caso, a Súmula 279 do STF.
II - Agravo regimental improvido’ (RE nº 583.516/PB,
Segunda Turma, Relator o Ministro
Ricardo
Lewandowski, DJe de 29/5/12).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. INCIDÊNCIA DA TAXA
SELIC: IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. ALEGAÇÃO DE
CARÁTER CONFISCATÓRIO DA multa APLICADA:
NECESSIDADE DO REEXAME DE FATOS E PROVAS
(SÚMULA 279). AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA SEGUIMENTO’ (AI nº 740.631/RS-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 14/8/09).
‘TRIBUTÁRIO. MULTA. EFEITO CONFISCATÓRIO.
NECESSIDADE DE REABERTURA DAS FASES
POSTULATÓRIA E INSTRUTÓRIA. SÚMULA 279/STF.
AGRAVO REGIMENTAL. Para que fosse possível reverter
o acórdão recorrido nos moldes pretendidos pela
agravante, neste caso, seria necessário reabrir as fases
postulatória e instrutória, o que é inadmissível (Súmula
279/STF). Agravo regimental ao qual se nega provimento’
(RE n° 600.442/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o
Ministro Joaquim Barbosa, DJe 26/10/12).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.”
4
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ARE 848862 AGR / MG
TRIBUTÁRIA DISCUTIDA NOS AUTOS. NECESSIDADE
DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO.
SÚMULA 279.
I - A verificação, no caso concreto, do caráter
confiscatório ou não da multa tributária discutida nos
autos não dispensa o exame do conjunto fático-probatório
constante dos autos. Incide, no caso, a Súmula 279 do STF.
II - Agravo regimental improvido’ (RE nº 583.516/PB,
Segunda Turma, Relator o Ministro
Ricardo
Lewandowski, DJe de 29/5/12).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. INCIDÊNCIA DA TAXA
SELIC: IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. ALEGAÇÃO DE
CARÁTER CONFISCATÓRIO DA multa APLICADA:
NECESSIDADE DO REEXAME DE FATOS E PROVAS
(SÚMULA 279). AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA SEGUIMENTO’ (AI nº 740.631/RS-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 14/8/09).
‘TRIBUTÁRIO. MULTA. EFEITO CONFISCATÓRIO.
NECESSIDADE DE REABERTURA DAS FASES
POSTULATÓRIA E INSTRUTÓRIA. SÚMULA 279/STF.
AGRAVO REGIMENTAL. Para que fosse possível reverter
o acórdão recorrido nos moldes pretendidos pela
agravante, neste caso, seria necessário reabrir as fases
postulatória e instrutória, o que é inadmissível (Súmula
279/STF). Agravo regimental ao qual se nega provimento’
(RE n° 600.442/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o
Ministro Joaquim Barbosa, DJe 26/10/12).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.”
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Relatório
ARE 848862 AGR / MG
O agravante insiste na afronta direta dos dispositivos constitucionais
apontados no extraordinário inerentes aos atos praticados pela
Administração Pública e, “mais especificamente, aqueles aplicáveis aos
procedimentos de lançamento tributário, quais sejam: razoabilidade,
proporcionalidade, moralidade, eficiência e finalidade”. Sustenta, quanto
ao aproveitamento indevido do crédito, que, apesar de a conduta da
agravante ter culminado realmente na apropriação equivocada de
créditos, a particularidade de que tal aproveitamento teria sido anulado
em seguida pelo débito de imposto.
Reitera, ademais, a alegação de afronta ao art. 150, IV, da
constituição, considerado, segundo entende, o excesso da multa isolada
aplicada.
É o relatório.
5
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ARE 848862 AGR / MG
O agravante insiste na afronta direta dos dispositivos constitucionais
apontados no extraordinário inerentes aos atos praticados pela
Administração Pública e, “mais especificamente, aqueles aplicáveis aos
procedimentos de lançamento tributário, quais sejam: razoabilidade,
proporcionalidade, moralidade, eficiência e finalidade”. Sustenta, quanto
ao aproveitamento indevido do crédito, que, apesar de a conduta da
agravante ter culminado realmente na apropriação equivocada de
créditos, a particularidade de que tal aproveitamento teria sido anulado
em seguida pelo débito de imposto.
Reitera, ademais, a alegação de afronta ao art. 150, IV, da
constituição, considerado, segundo entende, o excesso da multa isolada
aplicada.
É o relatório.
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.862 MINAS
GERAIS
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O agravo não merece prosperar, pois o agravante não aduziu
argumentos capazes de infirmar o que restou decidido.
Com efeito, transcrevo o trecho do que consignado na origem:
“(...) [N]ão vislumbrei como pudesse o contribuinte que
confessou o indevido aproveitamento de créditos derivados do
ICMS em operação sujeita a substituição tributária, defender o
seu direito de opor-se à imposição fiscal resultante, com base no
argumento de que ao realizar o ilícito tributário, acabou sendo
prejudicado ao final, em termos econômicos.
Isso porque literalmente irrelevante o resultado econômico
que derivou da operação tributária irregular produzida pela
ação do contribuinte no momento da informação e o que na
verdade estaria sustentando a inicial seria um pretenso direito
de obter compensação sobre valores que não seriam objeto de
compensação dentro da sistemática não cumulativa do ICMS.
(...)
Tanto as obrigações principais de pagamento, como as
obrigações acessórias, estão baseadas em um fato gerador
específico, que não se confundem e não podem ser
vislumbrados de forma englobada pela só diversidade
representadas pelas suas próprias hipóteses.
E é por este mesmo motivo que o art. 113, art. 114, art. 115
e art. 120, todos do Código Tributário Nacional, dão tratamento
diverso entre as obrigações principais e acessórias, além do art.
136, art. 137 e art. 139, do mesmo diploma legal, declinar de
forma expressa que a responsabilidade por infrações da
legislação tributária independe da intenção do agente ou do
responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.862 MINAS
GERAIS
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O agravo não merece prosperar, pois o agravante não aduziu
argumentos capazes de infirmar o que restou decidido.
Com efeito, transcrevo o trecho do que consignado na origem:
“(...) [N]ão vislumbrei como pudesse o contribuinte que
confessou o indevido aproveitamento de créditos derivados do
ICMS em operação sujeita a substituição tributária, defender o
seu direito de opor-se à imposição fiscal resultante, com base no
argumento de que ao realizar o ilícito tributário, acabou sendo
prejudicado ao final, em termos econômicos.
Isso porque literalmente irrelevante o resultado econômico
que derivou da operação tributária irregular produzida pela
ação do contribuinte no momento da informação e o que na
verdade estaria sustentando a inicial seria um pretenso direito
de obter compensação sobre valores que não seriam objeto de
compensação dentro da sistemática não cumulativa do ICMS.
(...)
Tanto as obrigações principais de pagamento, como as
obrigações acessórias, estão baseadas em um fato gerador
específico, que não se confundem e não podem ser
vislumbrados de forma englobada pela só diversidade
representadas pelas suas próprias hipóteses.
E é por este mesmo motivo que o art. 113, art. 114, art. 115
e art. 120, todos do Código Tributário Nacional, dão tratamento
diverso entre as obrigações principais e acessórias, além do art.
136, art. 137 e art. 139, do mesmo diploma legal, declinar de
forma expressa que a responsabilidade por infrações da
legislação tributária independe da intenção do agente ou do
responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8694045.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 848862 AGR / MG
ato, cuja responsabilidade seria pessoal e que acoberta a
possibilidade de denúncia espontânea do contribuinte, como
meio para sua exclusão” (fls. 757/ 758).
Como visto, para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem
e acolher a pretensão da agravante, seria necessário analisar a
controvérsia à luz da legislação infraconstitucional pertinente. Desse
modo, a alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados
seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame da
questão em recurso extraordinário.
Ademais, quanto à multa fiscal, a empresa ora agravante sustenta
que “(...) a fim de que seja aplicada uma multa adequada à infração
cometida pelo contribuinte, deve ser analisado o caso concreto, adotando-
se o critério da proporcionalidade para que seja preservado o caráter
educativo da penalidade” (fl. 830). Reitero, assim, que os argumentos
veiculados não são adequados a caracterizar, de plano, a
desproporcionalidade da multa fiscal aplicada em relação à hipótese aqui
em discussão.
Portanto, a análise do eventual efeito confiscatório da multa somente
seria aferível mediante exame do quadro fático-probatório, o que é
vedado na via estreita do recurso extraordinário (Súmula nº 279 desta
Corte). Nesse sentido, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. VERIFICAÇÃO, NO CASO CONCRETO,
DO CARÉTER CONFISCATÓRIO DA multa TRIBUTÁRIA
DISCUTIDA NOS AUTOS. NECESSIDADE DE REEXAME DO
CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279.
I - A verificação, no caso concreto, do caráter confiscatório
ou não da multa tributária discutida nos autos não dispensa o
exame do conjunto fático-probatório constante dos autos.
Incide, no caso, a Súmula 279 do STF.
II - Agravo regimental improvido” (RE nº 583.516/PB,
Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe
de 29/5/12).
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8694045.
Supremo Tribunal Federal
ARE 848862 AGR / MG
ato, cuja responsabilidade seria pessoal e que acoberta a
possibilidade de denúncia espontânea do contribuinte, como
meio para sua exclusão” (fls. 757/ 758).
Como visto, para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem
e acolher a pretensão da agravante, seria necessário analisar a
controvérsia à luz da legislação infraconstitucional pertinente. Desse
modo, a alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados
seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame da
questão em recurso extraordinário.
Ademais, quanto à multa fiscal, a empresa ora agravante sustenta
que “(...) a fim de que seja aplicada uma multa adequada à infração
cometida pelo contribuinte, deve ser analisado o caso concreto, adotando-
se o critério da proporcionalidade para que seja preservado o caráter
educativo da penalidade” (fl. 830). Reitero, assim, que os argumentos
veiculados não são adequados a caracterizar, de plano, a
desproporcionalidade da multa fiscal aplicada em relação à hipótese aqui
em discussão.
Portanto, a análise do eventual efeito confiscatório da multa somente
seria aferível mediante exame do quadro fático-probatório, o que é
vedado na via estreita do recurso extraordinário (Súmula nº 279 desta
Corte). Nesse sentido, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. VERIFICAÇÃO, NO CASO CONCRETO,
DO CARÉTER CONFISCATÓRIO DA multa TRIBUTÁRIA
DISCUTIDA NOS AUTOS. NECESSIDADE DE REEXAME DO
CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279.
I - A verificação, no caso concreto, do caráter confiscatório
ou não da multa tributária discutida nos autos não dispensa o
exame do conjunto fático-probatório constante dos autos.
Incide, no caso, a Súmula 279 do STF.
II - Agravo regimental improvido” (RE nº 583.516/PB,
Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe
de 29/5/12).
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 848862 AGR / MG
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. INCIDÊNCIA DA TAXA
SELIC: IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. ALEGAÇÃO DE CARÁTER CONFISCATÓRIO DA
multa APLICADA: NECESSIDADE DO REEXAME DE FATOS
E PROVAS (SÚMULA 279). AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA SEGUIMENTO” (AI nº 740.631/RS-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
14/8/09).
“TRIBUTÁRIO. MULTA. EFEITO CONFISCATÓRIO.
NECESSIDADE
DE
REABERTURA
DAS
FASES
POSTULATÓRIA E INSTRUTÓRIA. SÚMULA 279/STF.
AGRAVO REGIMENTAL. Para que fosse possível reverter o
acórdão recorrido nos moldes pretendidos pela agravante, neste
caso, seria necessário reabrir as fases postulatória e instrutória,
o que é inadmissível (Súmula 279/STF). Agravo regimental ao
qual se nega provimento” (RE n° 600.442/SC-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe 26/10/12).
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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ARE 848862 AGR / MG
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. INCIDÊNCIA DA TAXA
SELIC: IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. ALEGAÇÃO DE CARÁTER CONFISCATÓRIO DA
multa APLICADA: NECESSIDADE DO REEXAME DE FATOS
E PROVAS (SÚMULA 279). AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA SEGUIMENTO” (AI nº 740.631/RS-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
14/8/09).
“TRIBUTÁRIO. MULTA. EFEITO CONFISCATÓRIO.
NECESSIDADE
DE
REABERTURA
DAS
FASES
POSTULATÓRIA E INSTRUTÓRIA. SÚMULA 279/STF.
AGRAVO REGIMENTAL. Para que fosse possível reverter o
acórdão recorrido nos moldes pretendidos pela agravante, neste
caso, seria necessário reabrir as fases postulatória e instrutória,
o que é inadmissível (Súmula 279/STF). Agravo regimental ao
qual se nega provimento” (RE n° 600.442/SC-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe 26/10/12).
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Extrato de Ata - 26/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.862
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ELETROZEMA LTDA
ADV.(A/S) : MARIA INÊS CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL E OUTRO(A/
S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 26.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
p/ Maria Silvia Marques dos Santos
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.862
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ELETROZEMA LTDA
ADV.(A/S) : MARIA INÊS CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL E OUTRO(A/
S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 26.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
p/ Maria Silvia Marques dos Santos
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8713368
| 2015-05-26T00:00:00
| 2015-06-19T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 26.05.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. ICMS. Aproveitamento indevido de crédito. Lançamento fiscal. Compensação. Matéria infraconstitucional. Afronta reflexa. Multa. Efeito confiscatório. Ausência de demonstração. Incidência da Súmula 279/STF.
1. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem e acolher a pretensão da agravante, seria necessário analisar a controvérsia à luz da legislação infraconstitucional pertinente. Desse modo, a alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário.
2. A análise do eventual efeito confiscatório da multa somente seria aferível mediante exame do quadro fático-probatório, o que é vedado na via estreita do recurso extraordinário (Súmula nº 279 da Corte).
3. Agravo regimental não provido.
|
sjur309559
|
- Acórdão(s) citado(s):
(MULTA, EFEITO CONFISCATÓRIO)
AI 740631 AgR (1ªT), RE 600442 AgR (2ªT), RE 583516 AgR (2ªT).
Número de páginas: 11.
Análise: 15/07/2015, MAD.
|
DIAS TOFFOLI
|
Segunda Turma
|
848862
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 848862 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ELETROZEMA LTDA
ADV.(A/S) : MARIA INÊS CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.862 MINAS
GERAIS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ELETROZEMA LTDA
ADV.(A/S)
:MARIA INÊS CALDEIRA PEREIRA
DA SILVA
MURGEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. ICMS.
Aproveitamento indevido de crédito. Lançamento fiscal. Compensação.
Matéria infraconstitucional. Afronta reflexa. Multa. Efeito
confiscatório. Ausência de demonstração. Incidência da Súmula
279/Supremo Tribunal Federal.
1. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem e acolher a
pretensão da agravante, seria necessário analisar a controvérsia à luz da
legislação infraconstitucional pertinente. Desse modo, a alegada violação
dos dispositivos constitucionais invocados seria, se ocorresse, indireta ou
reflexa, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário.
2. A análise do eventual efeito confiscatório da multa somente seria
aferível mediante exame do quadro fático-probatório, o que é vedado na
via estreita do recurso extraordinário (Súmula n 279 da Corte).
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8694047.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
ARE 848862 AGR / MG
Brasília, 26 de maio de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 848862 AGR / MG
Brasília, 26 de maio de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Relatório
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.862 MINAS
GERAIS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ELETROZEMA LTDA
ADV.(A/S)
:MARIA INÊS CALDEIRA PEREIRA
DA SILVA
MURGEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão por mim
proferida nos seguintes termos:
“Trata-se de agravo interposto contra decisão que não
admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade aos
artigos 37, caput, e 150, IV, da Constituição Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão do Tribunal
de Justiça do Estado de Minas Gerais, assim ementado:
‘EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL - ICMS -
APROVEITAMENTO INDEVIDO DE CRÉDITOS
DERIVADOS DE SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA - MULTA
DE REVALIDAÇÃO E JÚROS DE MORA -
COMPENSAÇÃO COM VALORES RECOLHIDOS À
MAIOR - IMPOSSIBILIDADE. O equivoco no
aproveitamento de créditos tributários derivados da
substituição tributária é apto a gerar não apenas a multa
de revalidação, mas os juros de mora que decorressem da
equivocada atuação do contribuinte, não sendo possível
pretender compensação de diferenças resultantes de
indevido recolhimento produzido no mesmo período,
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Supremo Tribunal Federal
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.862 MINAS
GERAIS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ELETROZEMA LTDA
ADV.(A/S)
:MARIA INÊS CALDEIRA PEREIRA
DA SILVA
MURGEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão por mim
proferida nos seguintes termos:
“Trata-se de agravo interposto contra decisão que não
admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade aos
artigos 37, caput, e 150, IV, da Constituição Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão do Tribunal
de Justiça do Estado de Minas Gerais, assim ementado:
‘EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL - ICMS -
APROVEITAMENTO INDEVIDO DE CRÉDITOS
DERIVADOS DE SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA - MULTA
DE REVALIDAÇÃO E JÚROS DE MORA -
COMPENSAÇÃO COM VALORES RECOLHIDOS À
MAIOR - IMPOSSIBILIDADE. O equivoco no
aproveitamento de créditos tributários derivados da
substituição tributária é apto a gerar não apenas a multa
de revalidação, mas os juros de mora que decorressem da
equivocada atuação do contribuinte, não sendo possível
pretender compensação de diferenças resultantes de
indevido recolhimento produzido no mesmo período,
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Relatório
ARE 848862 AGR / MG
situação que são tratadas de forma distintas pela
legislação tributária. UTILIZAÇÃO DA TAXA SELIC -
TEMA PACIFICADO NO Supremo Tribunal Federal E Superior Tribunal de Justiça - AFASTAMENTO
DO PEDIDO SUBSIDIÁRIO. O Supremo Tribunal Federal
e o Superior Tribunal de Justiça já pacificaram a
legitimidade da utilização da Taxa Selic como fator de
atualização e juros dos créditos tributários, o que afasta o
pedido subsidiário produzido e que é avaliado nesta
instância por aplicação do princípio da causa madura.
Reformar a decisão no reexame necessário’.
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
Decido.
Não merece prosperar a irresignação.
Verifica-se que o Tribunal de origem solucionou a lide
consignando que:
‘(...) não vislumbrei como pudesse o contribuinte que
confessou o indevido aproveitamento de créditos
derivados do ICMS em operação sujeita a substituição
tributária, defender o seu direito de opor-se à imposição
fiscal resultante, com base no argumento de que ao
realizar o ilícito tributário, acabou sendo prejudicado ao
final, em termos econômicos.
Isso porque literalmente irrelevante o resultado
econômico que derivou da operação tributária irregular
produzida pela ação do contribuinte no momento da
informação e o que na verdade estaria sustentando a
inicial seria um pretenso direito de obter compensação
sobre valores que não seriam objeto de compensação
dentro da sistemática não cumulativa do ICMS.
(...)
Tanto as obrigações principais de pagamento, como
as obrigações acessórias, estão baseadas em um fato
gerador específico, que não se confundem e não podem
ser vislumbrados de forma englobada pela só diversidade
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 848862 AGR / MG
situação que são tratadas de forma distintas pela
legislação tributária. UTILIZAÇÃO DA TAXA SELIC -
TEMA PACIFICADO NO Supremo Tribunal Federal E Superior Tribunal de Justiça - AFASTAMENTO
DO PEDIDO SUBSIDIÁRIO. O Supremo Tribunal Federal
e o Superior Tribunal de Justiça já pacificaram a
legitimidade da utilização da Taxa Selic como fator de
atualização e juros dos créditos tributários, o que afasta o
pedido subsidiário produzido e que é avaliado nesta
instância por aplicação do princípio da causa madura.
Reformar a decisão no reexame necessário’.
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
Decido.
Não merece prosperar a irresignação.
Verifica-se que o Tribunal de origem solucionou a lide
consignando que:
‘(...) não vislumbrei como pudesse o contribuinte que
confessou o indevido aproveitamento de créditos
derivados do ICMS em operação sujeita a substituição
tributária, defender o seu direito de opor-se à imposição
fiscal resultante, com base no argumento de que ao
realizar o ilícito tributário, acabou sendo prejudicado ao
final, em termos econômicos.
Isso porque literalmente irrelevante o resultado
econômico que derivou da operação tributária irregular
produzida pela ação do contribuinte no momento da
informação e o que na verdade estaria sustentando a
inicial seria um pretenso direito de obter compensação
sobre valores que não seriam objeto de compensação
dentro da sistemática não cumulativa do ICMS.
(...)
Tanto as obrigações principais de pagamento, como
as obrigações acessórias, estão baseadas em um fato
gerador específico, que não se confundem e não podem
ser vislumbrados de forma englobada pela só diversidade
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Relatório
ARE 848862 AGR / MG
representadas pelas suas próprias hipóteses.
E é por este mesmo motivo que o art. 113, art. 114,
art. 115 e art. 120, todos do Código Tributário Nacional,
dão tratamento diverso entre as obrigações principais e
acessórias, além do art. 136, art. 137 e art. 139, do mesmo
diploma legal, declinar de forma expressa que a
responsabilidade por infrações da legislação tributária
independe da intenção do agente ou do responsável e da
efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato, cuja
responsabilidade seria pessoal e que acoberta a
possibilidade de denúncia espontânea do contribuinte,
como meio para sua exclusão’ (fls. 757/ 758).
Como visto, para ultrapassar o entendimento do Tribunal
de origem e acolher a pretensão da agravante, seria necessária a
análise da legislação infraconstitucional pertinente. Desse
modo, a alegada violação dos dispositivos constitucionais
invocados seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não
enseja reexame em recurso extraordinário.
Ademais, quanto à multa fiscal, a empresa ora recorrente
sustenta que ‘(...) a fim de que seja aplicada uma multa adequada à
infração cometida pelo contribuinte, deve ser analisado o caso
concreto, adotando-se o critério da proporcionalidade para que seja
preservado o caráter educativo da penalidade’ (fl. 830). Todavia, não
trouxe a recorrente argumentos adequados a caracterizar, de
plano, a desproporcionalidade da multa fiscal aplicada em
relação à hipótese aqui em discussão.
Portanto, a análise do eventual efeito confiscatório da
multa somente seria aferível mediante exame do quadro fático-
probatório, o que é vedado na via estreita do recurso
extraordinário (Súmula n 279 desta Corte). Nesse sentido,
anote-se:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. VERIFICAÇÃO, NO CASO
CONCRETO, DO CARÉTER CONFISCATÓRIO DA multa
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 848862 AGR / MG
representadas pelas suas próprias hipóteses.
E é por este mesmo motivo que o art. 113, art. 114,
art. 115 e art. 120, todos do Código Tributário Nacional,
dão tratamento diverso entre as obrigações principais e
acessórias, além do art. 136, art. 137 e art. 139, do mesmo
diploma legal, declinar de forma expressa que a
responsabilidade por infrações da legislação tributária
independe da intenção do agente ou do responsável e da
efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato, cuja
responsabilidade seria pessoal e que acoberta a
possibilidade de denúncia espontânea do contribuinte,
como meio para sua exclusão’ (fls. 757/ 758).
Como visto, para ultrapassar o entendimento do Tribunal
de origem e acolher a pretensão da agravante, seria necessária a
análise da legislação infraconstitucional pertinente. Desse
modo, a alegada violação dos dispositivos constitucionais
invocados seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não
enseja reexame em recurso extraordinário.
Ademais, quanto à multa fiscal, a empresa ora recorrente
sustenta que ‘(...) a fim de que seja aplicada uma multa adequada à
infração cometida pelo contribuinte, deve ser analisado o caso
concreto, adotando-se o critério da proporcionalidade para que seja
preservado o caráter educativo da penalidade’ (fl. 830). Todavia, não
trouxe a recorrente argumentos adequados a caracterizar, de
plano, a desproporcionalidade da multa fiscal aplicada em
relação à hipótese aqui em discussão.
Portanto, a análise do eventual efeito confiscatório da
multa somente seria aferível mediante exame do quadro fático-
probatório, o que é vedado na via estreita do recurso
extraordinário (Súmula n 279 desta Corte). Nesse sentido,
anote-se:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. VERIFICAÇÃO, NO CASO
CONCRETO, DO CARÉTER CONFISCATÓRIO DA multa
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Relatório
ARE 848862 AGR / MG
TRIBUTÁRIA DISCUTIDA NOS AUTOS. NECESSIDADE
DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO.
SÚMULA 279.
I - A verificação, no caso concreto, do caráter
confiscatório ou não da multa tributária discutida nos
autos não dispensa o exame do conjunto fático-probatório
constante dos autos. Incide, no caso, a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.
II - Agravo regimental improvido’ (Recurso Extraordinário n 583.516/PB,
Segunda Turma, Relator o Ministro
Ricardo
Lewandowski, DJe de 29/5/12).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. INCIDÊNCIA DA TAXA
SELIC: IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. ALEGAÇÃO DE
CARÁTER CONFISCATÓRIO DA multa APLICADA:
NECESSIDADE DO REEXAME DE FATOS E PROVAS
(SÚMULA 279). AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA SEGUIMENTO’ (AI n 740.631/RS-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 14/8/09).
‘TRIBUTÁRIO. MULTA. EFEITO CONFISCATÓRIO.
NECESSIDADE DE REABERTURA DAS FASES
POSTULATÓRIA E INSTRUTÓRIA. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal.
AGRAVO REGIMENTAL. Para que fosse possível reverter
o acórdão recorrido nos moldes pretendidos pela
agravante, neste caso, seria necessário reabrir as fases
postulatória e instrutória, o que é inadmissível (Súmula
279/Supremo Tribunal Federal). Agravo regimental ao qual se nega provimento’
(Recurso Extraordinário n 600.442/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o
Ministro Joaquim Barbosa, DJe 26/10/12).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.”
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 848862 AGR / MG
TRIBUTÁRIA DISCUTIDA NOS AUTOS. NECESSIDADE
DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO.
SÚMULA 279.
I - A verificação, no caso concreto, do caráter
confiscatório ou não da multa tributária discutida nos
autos não dispensa o exame do conjunto fático-probatório
constante dos autos. Incide, no caso, a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.
II - Agravo regimental improvido’ (Recurso Extraordinário n 583.516/PB,
Segunda Turma, Relator o Ministro
Ricardo
Lewandowski, DJe de 29/5/12).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. INCIDÊNCIA DA TAXA
SELIC: IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. ALEGAÇÃO DE
CARÁTER CONFISCATÓRIO DA multa APLICADA:
NECESSIDADE DO REEXAME DE FATOS E PROVAS
(SÚMULA 279). AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA SEGUIMENTO’ (AI n 740.631/RS-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 14/8/09).
‘TRIBUTÁRIO. MULTA. EFEITO CONFISCATÓRIO.
NECESSIDADE DE REABERTURA DAS FASES
POSTULATÓRIA E INSTRUTÓRIA. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal.
AGRAVO REGIMENTAL. Para que fosse possível reverter
o acórdão recorrido nos moldes pretendidos pela
agravante, neste caso, seria necessário reabrir as fases
postulatória e instrutória, o que é inadmissível (Súmula
279/Supremo Tribunal Federal). Agravo regimental ao qual se nega provimento’
(Recurso Extraordinário n 600.442/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o
Ministro Joaquim Barbosa, DJe 26/10/12).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.”
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Relatório
ARE 848862 AGR / MG
O agravante insiste na afronta direta dos dispositivos constitucionais
apontados no extraordinário inerentes aos atos praticados pela
Administração Pública e, “mais especificamente, aqueles aplicáveis aos
procedimentos de lançamento tributário, quais sejam: razoabilidade,
proporcionalidade, moralidade, eficiência e finalidade”. Sustenta, quanto
ao aproveitamento indevido do crédito, que, apesar de a conduta da
agravante ter culminado realmente na apropriação equivocada de
créditos, a particularidade de que tal aproveitamento teria sido anulado
em seguida pelo débito de imposto.
Reitera, ademais, a alegação de afronta ao art. 150, IV, da
constituição, considerado, segundo entende, o excesso da multa isolada
aplicada.
É o relatório.
5
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Supremo Tribunal Federal
ARE 848862 AGR / MG
O agravante insiste na afronta direta dos dispositivos constitucionais
apontados no extraordinário inerentes aos atos praticados pela
Administração Pública e, “mais especificamente, aqueles aplicáveis aos
procedimentos de lançamento tributário, quais sejam: razoabilidade,
proporcionalidade, moralidade, eficiência e finalidade”. Sustenta, quanto
ao aproveitamento indevido do crédito, que, apesar de a conduta da
agravante ter culminado realmente na apropriação equivocada de
créditos, a particularidade de que tal aproveitamento teria sido anulado
em seguida pelo débito de imposto.
Reitera, ademais, a alegação de afronta ao art. 150, IV, da
constituição, considerado, segundo entende, o excesso da multa isolada
aplicada.
É o relatório.
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.862 MINAS
GERAIS
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O agravo não merece prosperar, pois o agravante não aduziu
argumentos capazes de infirmar o que restou decidido.
Com efeito, transcrevo o trecho do que consignado na origem:
“(...) [N]ão vislumbrei como pudesse o contribuinte que
confessou o indevido aproveitamento de créditos derivados do
ICMS em operação sujeita a substituição tributária, defender o
seu direito de opor-se à imposição fiscal resultante, com base no
argumento de que ao realizar o ilícito tributário, acabou sendo
prejudicado ao final, em termos econômicos.
Isso porque literalmente irrelevante o resultado econômico
que derivou da operação tributária irregular produzida pela
ação do contribuinte no momento da informação e o que na
verdade estaria sustentando a inicial seria um pretenso direito
de obter compensação sobre valores que não seriam objeto de
compensação dentro da sistemática não cumulativa do ICMS.
(...)
Tanto as obrigações principais de pagamento, como as
obrigações acessórias, estão baseadas em um fato gerador
específico, que não se confundem e não podem ser
vislumbrados de forma englobada pela só diversidade
representadas pelas suas próprias hipóteses.
E é por este mesmo motivo que o art. 113, art. 114, art. 115
e art. 120, todos do Código Tributário Nacional, dão tratamento
diverso entre as obrigações principais e acessórias, além do art.
136, art. 137 e art. 139, do mesmo diploma legal, declinar de
forma expressa que a responsabilidade por infrações da
legislação tributária independe da intenção do agente ou do
responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do
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Supremo Tribunal Federal
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.862 MINAS
GERAIS
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O agravo não merece prosperar, pois o agravante não aduziu
argumentos capazes de infirmar o que restou decidido.
Com efeito, transcrevo o trecho do que consignado na origem:
“(...) [N]ão vislumbrei como pudesse o contribuinte que
confessou o indevido aproveitamento de créditos derivados do
ICMS em operação sujeita a substituição tributária, defender o
seu direito de opor-se à imposição fiscal resultante, com base no
argumento de que ao realizar o ilícito tributário, acabou sendo
prejudicado ao final, em termos econômicos.
Isso porque literalmente irrelevante o resultado econômico
que derivou da operação tributária irregular produzida pela
ação do contribuinte no momento da informação e o que na
verdade estaria sustentando a inicial seria um pretenso direito
de obter compensação sobre valores que não seriam objeto de
compensação dentro da sistemática não cumulativa do ICMS.
(...)
Tanto as obrigações principais de pagamento, como as
obrigações acessórias, estão baseadas em um fato gerador
específico, que não se confundem e não podem ser
vislumbrados de forma englobada pela só diversidade
representadas pelas suas próprias hipóteses.
E é por este mesmo motivo que o art. 113, art. 114, art. 115
e art. 120, todos do Código Tributário Nacional, dão tratamento
diverso entre as obrigações principais e acessórias, além do art.
136, art. 137 e art. 139, do mesmo diploma legal, declinar de
forma expressa que a responsabilidade por infrações da
legislação tributária independe da intenção do agente ou do
responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 848862 AGR / MG
ato, cuja responsabilidade seria pessoal e que acoberta a
possibilidade de denúncia espontânea do contribuinte, como
meio para sua exclusão” (fls. 757/ 758).
Como visto, para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem
e acolher a pretensão da agravante, seria necessário analisar a
controvérsia à luz da legislação infraconstitucional pertinente. Desse
modo, a alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados
seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame da
questão em recurso extraordinário.
Ademais, quanto à multa fiscal, a empresa ora agravante sustenta
que “(...) a fim de que seja aplicada uma multa adequada à infração
cometida pelo contribuinte, deve ser analisado o caso concreto, adotando-
se o critério da proporcionalidade para que seja preservado o caráter
educativo da penalidade” (fl. 830). Reitero, assim, que os argumentos
veiculados não são adequados a caracterizar, de plano, a
desproporcionalidade da multa fiscal aplicada em relação à hipótese aqui
em discussão.
Portanto, a análise do eventual efeito confiscatório da multa somente
seria aferível mediante exame do quadro fático-probatório, o que é
vedado na via estreita do recurso extraordinário (Súmula n 279 desta
Corte). Nesse sentido, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. VERIFICAÇÃO, NO CASO CONCRETO,
DO CARÉTER CONFISCATÓRIO DA multa TRIBUTÁRIA
DISCUTIDA NOS AUTOS. NECESSIDADE DE REEXAME DO
CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279.
I - A verificação, no caso concreto, do caráter confiscatório
ou não da multa tributária discutida nos autos não dispensa o
exame do conjunto fático-probatório constante dos autos.
Incide, no caso, a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.
II - Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 583.516/PB,
Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe
de 29/5/12).
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Supremo Tribunal Federal
ARE 848862 AGR / MG
ato, cuja responsabilidade seria pessoal e que acoberta a
possibilidade de denúncia espontânea do contribuinte, como
meio para sua exclusão” (fls. 757/ 758).
Como visto, para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem
e acolher a pretensão da agravante, seria necessário analisar a
controvérsia à luz da legislação infraconstitucional pertinente. Desse
modo, a alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados
seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame da
questão em recurso extraordinário.
Ademais, quanto à multa fiscal, a empresa ora agravante sustenta
que “(...) a fim de que seja aplicada uma multa adequada à infração
cometida pelo contribuinte, deve ser analisado o caso concreto, adotando-
se o critério da proporcionalidade para que seja preservado o caráter
educativo da penalidade” (fl. 830). Reitero, assim, que os argumentos
veiculados não são adequados a caracterizar, de plano, a
desproporcionalidade da multa fiscal aplicada em relação à hipótese aqui
em discussão.
Portanto, a análise do eventual efeito confiscatório da multa somente
seria aferível mediante exame do quadro fático-probatório, o que é
vedado na via estreita do recurso extraordinário (Súmula n 279 desta
Corte). Nesse sentido, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. VERIFICAÇÃO, NO CASO CONCRETO,
DO CARÉTER CONFISCATÓRIO DA multa TRIBUTÁRIA
DISCUTIDA NOS AUTOS. NECESSIDADE DE REEXAME DO
CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279.
I - A verificação, no caso concreto, do caráter confiscatório
ou não da multa tributária discutida nos autos não dispensa o
exame do conjunto fático-probatório constante dos autos.
Incide, no caso, a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.
II - Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 583.516/PB,
Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe
de 29/5/12).
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 848862 AGR / MG
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. INCIDÊNCIA DA TAXA
SELIC: IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. ALEGAÇÃO DE CARÁTER CONFISCATÓRIO DA
multa APLICADA: NECESSIDADE DO REEXAME DE FATOS
E PROVAS (SÚMULA 279). AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA SEGUIMENTO” (AI n 740.631/RS-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
14/8/09).
“TRIBUTÁRIO. MULTA. EFEITO CONFISCATÓRIO.
NECESSIDADE
DE
REABERTURA
DAS
FASES
POSTULATÓRIA E INSTRUTÓRIA. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal.
AGRAVO REGIMENTAL. Para que fosse possível reverter o
acórdão recorrido nos moldes pretendidos pela agravante, neste
caso, seria necessário reabrir as fases postulatória e instrutória,
o que é inadmissível (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal). Agravo regimental ao
qual se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 600.442/SC-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe 26/10/12).
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8694045.
Supremo Tribunal Federal
ARE 848862 AGR / MG
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. INCIDÊNCIA DA TAXA
SELIC: IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. ALEGAÇÃO DE CARÁTER CONFISCATÓRIO DA
multa APLICADA: NECESSIDADE DO REEXAME DE FATOS
E PROVAS (SÚMULA 279). AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA SEGUIMENTO” (AI n 740.631/RS-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
14/8/09).
“TRIBUTÁRIO. MULTA. EFEITO CONFISCATÓRIO.
NECESSIDADE
DE
REABERTURA
DAS
FASES
POSTULATÓRIA E INSTRUTÓRIA. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal.
AGRAVO REGIMENTAL. Para que fosse possível reverter o
acórdão recorrido nos moldes pretendidos pela agravante, neste
caso, seria necessário reabrir as fases postulatória e instrutória,
o que é inadmissível (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal). Agravo regimental ao
qual se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 600.442/SC-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe 26/10/12).
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11
Extrato de Ata - 26/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.862
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ELETROZEMA LTDA
ADV.(A/S) : MARIA INÊS CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL E OUTRO(A/
S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 26.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
p/ Maria Silvia Marques dos Santos
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8636381
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.862
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ELETROZEMA LTDA
ADV.(A/S) : MARIA INÊS CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL E OUTRO(A/
S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 26.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
p/ Maria Silvia Marques dos Santos
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8636381
Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848 . 862",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n 279 da Corte",
"ARE 848862 AGR / MG",
"ARE 848862 AGR / MG",
"ARE 848862 AGR / MG",
"ARE 848862 AGR / MG",
"ARE 848862 AGR / MG",
"Súmula n 279 desta Corte",
"ARE 848862 AGR / MG",
"Súmula n 279 desta Corte",
"ARE 848862",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 583 . 516 / PB",
"AI n 740 . 631 / RS - AgR",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 600 . 442 / SC - AgR",
"ARE 848862 AGR / MG",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 583 . 516 / PB",
"AI n 740 . 631 / RS - AgR",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 600 . 442 / SC - AgR",
"ARE 848862 AGR / MG",
"ARE 848862 AGR / MG",
"ARE 848862 AGR / MG",
"Súmula n 279 desta Corte",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 583 . 516 / PB",
"ARE 848862 AGR / MG",
"Súmula n 279 desta Corte",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 583 . 516 / PB",
"ARE 848862 AGR / MG",
"AI n 740 . 631 / RS - AgR",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 600 . 442 / SC - AgR",
"ARE 848862 AGR / MG",
"AI n 740 . 631 / RS - AgR",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 600 . 442 / SC - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 37 , caput , e 150 , IV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 37 , caput , e 150 , IV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 113 , art",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 113 , art . 114 , art . 115 e art . 120 , todos do Código Tributário Nacional",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 113 , art . 114 , art . 115 e art . 120 , todos do Código Tributário Nacional",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 113 , art . 114 , art . 115 e art . 120 , todos do Código Tributário Nacional",
"art",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"Brasília",
"Brasília",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"ELETROZEMA LTDA",
"Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"ELETROZEMA LTDA",
"Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"ELETROZEMA LTDA",
"Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"ELETROZEMA LTDA",
"2",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"ELETROZEMA LTDA",
"2",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"MARIA INÊS CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"MARIA INÊS CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"MARIA INÊS CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL",
"DIAS TOFFOLI",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Joaquim Barbosa",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen Lúcia",
"Joaquim Barbosa",
"Cármen Lúcia",
"Joaquim Barbosa",
"DIAS TOFFOLI",
"MARIA",
"INÊS CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Deborah Duprat",
"DIAS TOFFOLI",
"MARIA INÊS CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Deborah Duprat"
],
"TEMPO": [
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"5",
"/",
"12",
"14",
"/",
"8",
"/",
"09",
"26",
"/",
"10",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"5",
"/",
"12",
"14",
"/",
"8",
"/",
"09",
"26",
"/",
"10",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"5",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"5",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"8",
"/",
"09",
"26",
"/",
"10",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"8",
"/",
"09",
"26",
"/",
"10",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"26",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.031 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:YARA MAGALLY GALLO MAGALHÃES
ADV.(A/S)
:MARCELO DAVIDOVICH E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2.
Previdenciário. 3. Revisão de renda mensal inicial. Necessidade do
revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência do
Enunciado 279 da Súmula do STF. 4. Ausência de argumentos capazes de
infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega
provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de maio de 2015.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592937.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.031 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:YARA MAGALLY GALLO MAGALHÃES
ADV.(A/S)
:MARCELO DAVIDOVICH E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão
que negou provimento a recurso, ante a incidência do Enunciado 279 da
Súmula do STF.
No agravo regimental, sustenta-se que a renda mensal inicial da
parte autora foi limitada ao teto na época da concessão e, assim, a
recorrente faz jus ao reajustamento de seu benefício, nos termos das
emendas constitucionais 20/98 e 41/2003.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592938.
Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.031 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:YARA MAGALLY GALLO MAGALHÃES
ADV.(A/S)
:MARCELO DAVIDOVICH E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão
que negou provimento a recurso, ante a incidência do Enunciado 279 da
Súmula do STF.
No agravo regimental, sustenta-se que a renda mensal inicial da
parte autora foi limitada ao teto na época da concessão e, assim, a
recorrente faz jus ao reajustamento de seu benefício, nos termos das
emendas constitucionais 20/98 e 41/2003.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592938.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Voto - MIN. GILMAR MENDES
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.031 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez
que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la,
visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a
jurisprudência pacífica desta Corte.
O Tribunal de origem consignou o seguinte:
“No caso concreto, o autor não juntou qualquer prova que
levasse a verossimilhança da alegação, ou que os reajustes
concedidos ao seu benefício tenham sido realizados em
dissonância da legislação que rege a matéria, ônus que lhe cabe
conforme dispõe o art. 333, I, do CPC. Quanto à alegação de que
sua renda mensal foi limitada equivocadamente ao teto a partir
da edição da EC nº 20/98 e nº 41/2003, isto seria facilmente
verificado com a juntada do histórico de créditos do benefício –
HISCRE, o que não ocorreu até o presente momento”. (Fl. 99).
Assim, consoante afirmado na decisão monocrática, divergir do
entendimento adotado pelo Tribunal de origem demandaria o
revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a
incidência da Súmula 279. Nesse sentido, destaco, além do precedente
citado na decisão agravada, o seguinte julgado:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592939.
Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.031 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez
que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la,
visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a
jurisprudência pacífica desta Corte.
O Tribunal de origem consignou o seguinte:
“No caso concreto, o autor não juntou qualquer prova que
levasse a verossimilhança da alegação, ou que os reajustes
concedidos ao seu benefício tenham sido realizados em
dissonância da legislação que rege a matéria, ônus que lhe cabe
conforme dispõe o art. 333, I, do CPC. Quanto à alegação de que
sua renda mensal foi limitada equivocadamente ao teto a partir
da edição da EC nº 20/98 e nº 41/2003, isto seria facilmente
verificado com a juntada do histórico de créditos do benefício –
HISCRE, o que não ocorreu até o presente momento”. (Fl. 99).
Assim, consoante afirmado na decisão monocrática, divergir do
entendimento adotado pelo Tribunal de origem demandaria o
revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a
incidência da Súmula 279. Nesse sentido, destaco, além do precedente
citado na decisão agravada, o seguinte julgado:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592939.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 871031 AGR / RJ
Previdenciário. Benefício. Revisão. RE nº 564.354/SE-RG.
Inaplicabilidade. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade.
Precedentes. 1. A Corte de origem, a partir da análise do
conjunto fático-probatório dos autos, concluiu que o ora
agravante jamais teve o valor de seu benefício reduzido em
razão da aplicação de limitador previdenciário. 2. Inadmissível,
em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas da
causa. Incidência da Súmula nº 279/STF. 3. Agravo regimental
não provido”. (ARE 828.256-AgR/RJ, rel. min. Dias Toffoli,
Segunda Turma, DJe 28.4.2015).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592939.
Supremo Tribunal Federal
ARE 871031 AGR / RJ
Previdenciário. Benefício. Revisão. RE nº 564.354/SE-RG.
Inaplicabilidade. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade.
Precedentes. 1. A Corte de origem, a partir da análise do
conjunto fático-probatório dos autos, concluiu que o ora
agravante jamais teve o valor de seu benefício reduzido em
razão da aplicação de limitador previdenciário. 2. Inadmissível,
em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas da
causa. Incidência da Súmula nº 279/STF. 3. Agravo regimental
não provido”. (ARE 828.256-AgR/RJ, rel. min. Dias Toffoli,
Segunda Turma, DJe 28.4.2015).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592939.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Extrato de Ata - 19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.031
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : YARA MAGALLY GALLO MAGALHÃES
ADV.(A/S) : MARCELO DAVIDOVICH E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8590159
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.031
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : YARA MAGALLY GALLO MAGALHÃES
ADV.(A/S) : MARCELO DAVIDOVICH E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8590159
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8617380
| 2015-05-19T00:00:00
| 2015-06-03T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 19.05.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Previdenciário. 3. Revisão de renda mensal inicial. Necessidade do revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do STF. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur307249
|
- Acórdão(s) citado(s):
(SÚMULA 279)
ARE 828256 AgR (2ªT).
Número de páginas: 5.
Análise: 22/06/2015, MAD.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
871031
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 871031 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : YARA MAGALLY GALLO MAGALHÃES
ADV.(A/S) : MARCELO DAVIDOVICH E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.031 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:YARA MAGALLY GALLO MAGALHÃES
ADV.(A/S)
:MARCELO DAVIDOVICH E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2.
Previdenciário. 3. Revisão de renda mensal inicial. Necessidade do
revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência do
Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 4. Ausência de argumentos capazes de
infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega
provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de maio de 2015.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592937.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.031 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:YARA MAGALLY GALLO MAGALHÃES
ADV.(A/S)
:MARCELO DAVIDOVICH E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão
que negou provimento a recurso, ante a incidência do Enunciado 279 da
Súmula do Supremo Tribunal Federal.
No agravo regimental, sustenta-se que a renda mensal inicial da
parte autora foi limitada ao teto na época da concessão e, assim, a
recorrente faz jus ao reajustamento de seu benefício, nos termos das
emendas constitucionais 20/98 e 41/2003.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592938.
Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.031 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:YARA MAGALLY GALLO MAGALHÃES
ADV.(A/S)
:MARCELO DAVIDOVICH E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão
que negou provimento a recurso, ante a incidência do Enunciado 279 da
Súmula do Supremo Tribunal Federal.
No agravo regimental, sustenta-se que a renda mensal inicial da
parte autora foi limitada ao teto na época da concessão e, assim, a
recorrente faz jus ao reajustamento de seu benefício, nos termos das
emendas constitucionais 20/98 e 41/2003.
É o relatório.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592938.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Voto - MIN. GILMAR MENDES
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.031 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez
que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la,
visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a
jurisprudência pacífica desta Corte.
O Tribunal de origem consignou o seguinte:
“No caso concreto, o autor não juntou qualquer prova que
levasse a verossimilhança da alegação, ou que os reajustes
concedidos ao seu benefício tenham sido realizados em
dissonância da legislação que rege a matéria, ônus que lhe cabe
conforme dispõe o art. 333, I, do Código de Processo Civil. Quanto à alegação de que
sua renda mensal foi limitada equivocadamente ao teto a partir
da edição da EC n 20/98 e n 41/2003, isto seria facilmente
verificado com a juntada do histórico de créditos do benefício –
HISCRE, o que não ocorreu até o presente momento”. (Fl. 99).
Assim, consoante afirmado na decisão monocrática, divergir do
entendimento adotado pelo Tribunal de origem demandaria o
revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a
incidência da Súmula 279. Nesse sentido, destaco, além do precedente
citado na decisão agravada, o seguinte julgado:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.031 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez
que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la,
visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a
jurisprudência pacífica desta Corte.
O Tribunal de origem consignou o seguinte:
“No caso concreto, o autor não juntou qualquer prova que
levasse a verossimilhança da alegação, ou que os reajustes
concedidos ao seu benefício tenham sido realizados em
dissonância da legislação que rege a matéria, ônus que lhe cabe
conforme dispõe o art. 333, I, do Código de Processo Civil. Quanto à alegação de que
sua renda mensal foi limitada equivocadamente ao teto a partir
da edição da EC n 20/98 e n 41/2003, isto seria facilmente
verificado com a juntada do histórico de créditos do benefício –
HISCRE, o que não ocorreu até o presente momento”. (Fl. 99).
Assim, consoante afirmado na decisão monocrática, divergir do
entendimento adotado pelo Tribunal de origem demandaria o
revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a
incidência da Súmula 279. Nesse sentido, destaco, além do precedente
citado na decisão agravada, o seguinte julgado:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 871031 AGR / RJ
Previdenciário. Benefício. Revisão. Recurso Extraordinário n 564.354/SE-RG.
Inaplicabilidade. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade.
Precedentes. 1. A Corte de origem, a partir da análise do
conjunto fático-probatório dos autos, concluiu que o ora
agravante jamais teve o valor de seu benefício reduzido em
razão da aplicação de limitador previdenciário. 2. Inadmissível,
em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas da
causa. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental
não provido”. (ARE 828.256-AgR/RJ, rel. min. Dias Toffoli,
Segunda Turma, DJe 28.4.2015).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 871031 AGR / RJ
Previdenciário. Benefício. Revisão. Recurso Extraordinário n 564.354/SE-RG.
Inaplicabilidade. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade.
Precedentes. 1. A Corte de origem, a partir da análise do
conjunto fático-probatório dos autos, concluiu que o ora
agravante jamais teve o valor de seu benefício reduzido em
razão da aplicação de limitador previdenciário. 2. Inadmissível,
em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas da
causa. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental
não provido”. (ARE 828.256-AgR/RJ, rel. min. Dias Toffoli,
Segunda Turma, DJe 28.4.2015).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Extrato de Ata - 19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.031
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : YARA MAGALLY GALLO MAGALHÃES
ADV.(A/S) : MARCELO DAVIDOVICH E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871.031
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : YARA MAGALLY GALLO MAGALHÃES
ADV.(A/S) : MARCELO DAVIDOVICH E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 871 . 031",
"Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM",
"ARE 871031 AGR / RJ",
"Recurso Extraordinário n 564 . 354 / SE - RG",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 828 . 256 - AgR / RJ",
"ARE 871031 AGR / RJ",
"Recurso Extraordinário n 564 . 354 / SE - RG",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 828 . 256 - AgR / RJ"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"emendas",
"constitucionais 20 / 98",
"41",
"/",
"2003",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"emendas",
"constitucionais 20 / 98",
"41",
"/",
"2003",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 333 , I , do Código de Processo Civil",
"EC n 20 / 98",
"n",
"41 / 2003",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 333 , I , do Código de Processo Civil",
"EC n 20 / 98",
"n",
"41",
"/",
"2003",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO DE JANEIRO",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO",
"SEGURO",
"INSS",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"YARA MAGALLY GALLO MAGALHÃES",
"MARCELO DAVIDOVICH",
"Teori Zavascki",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"YARA MAGALLY GALLO MAGALHÃES",
"MARCELO DAVIDOVICH",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"YARA MAGALLY GALLO MAGALHÃES",
"MARCELO DAVIDOVICH",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"GILMAR MENDES",
"YARA MAGALLY GALLO MAGALHÃES",
"MARCELO DAVIDOVICH",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira",
"GILMAR MENDES",
"YARA MAGALLY GALLO MAGALHÃES",
"MARCELO DAVIDOVICH",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"4",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"4",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.300
ESPÍRITO SANTO
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO
SANTO
AGDO.(A/S)
:ELIZABETH PIAZZAROLLO CARDOSO
ADV.(A/S)
:JALINE IGLEZIAS VIANA E OUTRO(A/S)
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
(LEI Nº 12.322/2010) – DECISÃO QUE NEGA SEGUIMENTO AO APELO
EXTREMO – INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO QUE NÃO IMPUGNA AS
RAZÕES DESSE ATO DECISÓRIO – RECURSO IMPROVIDO.
– Impõe-se, à parte recorrente, quando da interposição do agravo, a
obrigação processual de impugnar todas as razões em que se assentou a
decisão veiculadora do juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário. Precedentes.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Brasília, 14 de abril de 2015.
CELSO DE MELLO – RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
14/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.300
ESPÍRITO SANTO
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO
SANTO
AGDO.(A/S)
:ELIZABETH PIAZZAROLLO CARDOSO
ADV.(A/S)
:JALINE IGLEZIAS VIANA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que
não conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei nº 12.322/2010),
por não atacado, especificamente, o fundamento da decisão agravada.
Eis o teor da decisão que sofreu a interposição do presente recurso
de agravo:
“O presente recurso não impugna o único fundamento em que
se apoia o ato decisório ora questionado.
Isso significa que a parte agravante, ao assim proceder,
descumpriu uma típica obrigação processual que lhe incumbia
atender, pois, como se sabe, impõe-se, ao recorrente, afastar,
pontualmente, cada uma das razões invocadas como suporte da
decisão agravada (AI 238.454-AgR/SC, Rel. Min. CELSO DE
MELLO, v.g.).
O descumprimento desse dever jurídico – ausência de
impugnação de cada um dos fundamentos em que se apoia o ato
decisório agravado – conduz, nos termos da orientação
jurisprudencial firmada por esta Suprema Corte, ao
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Supremo Tribunal Federal
14/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.300
ESPÍRITO SANTO
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO
SANTO
AGDO.(A/S)
:ELIZABETH PIAZZAROLLO CARDOSO
ADV.(A/S)
:JALINE IGLEZIAS VIANA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que
não conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei nº 12.322/2010),
por não atacado, especificamente, o fundamento da decisão agravada.
Eis o teor da decisão que sofreu a interposição do presente recurso
de agravo:
“O presente recurso não impugna o único fundamento em que
se apoia o ato decisório ora questionado.
Isso significa que a parte agravante, ao assim proceder,
descumpriu uma típica obrigação processual que lhe incumbia
atender, pois, como se sabe, impõe-se, ao recorrente, afastar,
pontualmente, cada uma das razões invocadas como suporte da
decisão agravada (AI 238.454-AgR/SC, Rel. Min. CELSO DE
MELLO, v.g.).
O descumprimento desse dever jurídico – ausência de
impugnação de cada um dos fundamentos em que se apoia o ato
decisório agravado – conduz, nos termos da orientação
jurisprudencial firmada por esta Suprema Corte, ao
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Relatório
ARE 856300 AGR / ES
desacolhimento
do agravo interposto (RTJ
126/864 –
RTJ 133/485 – RTJ 145/940 – RTJ 146/320):
‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO – DECISÃO QUE
NEGA
SEGUIMENTO
AO APELO EXTREMO –
INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO QUE NÃO IMPUGNA
AS RAZÕES DESSE ATO DECISÓRIO – AGRAVO
IMPROVIDO.
– Impõe-se, à parte recorrente, quando da interposição
do agravo de instrumento, a obrigação processual de
impugnar todas as razões em que se assentou a decisão
veiculadora do juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário. Precedentes.’
(AI 428.795-AgR/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
Cabe insistir, neste ponto, que se impõe, a quem recorre,
como indeclinável dever processual, o ônus da impugnação
especificada, sem o que se tornará inviável a apreciação do recurso
interposto.
Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, não
conheço do presente agravo, por não atacado, especificamente, o
único fundamento da decisão agravada (CPC, art. 544, § 4º, I,
segunda parte, na redação dada pela Lei nº 12.322/2010).
.......................................................................................................
Ministro CELSO DE MELLO
Relator”
Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe
o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduzido.
Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação
desta colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 856300 AGR / ES
desacolhimento
do agravo interposto (RTJ
126/864 –
RTJ 133/485 – RTJ 145/940 – RTJ 146/320):
‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO – DECISÃO QUE
NEGA
SEGUIMENTO
AO APELO EXTREMO –
INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO QUE NÃO IMPUGNA
AS RAZÕES DESSE ATO DECISÓRIO – AGRAVO
IMPROVIDO.
– Impõe-se, à parte recorrente, quando da interposição
do agravo de instrumento, a obrigação processual de
impugnar todas as razões em que se assentou a decisão
veiculadora do juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário. Precedentes.’
(AI 428.795-AgR/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
Cabe insistir, neste ponto, que se impõe, a quem recorre,
como indeclinável dever processual, o ônus da impugnação
especificada, sem o que se tornará inviável a apreciação do recurso
interposto.
Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, não
conheço do presente agravo, por não atacado, especificamente, o
único fundamento da decisão agravada (CPC, art. 544, § 4º, I,
segunda parte, na redação dada pela Lei nº 12.322/2010).
.......................................................................................................
Ministro CELSO DE MELLO
Relator”
Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe
o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduzido.
Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação
desta colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
14/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.300
ESPÍRITO SANTO
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): A
pretensão recursal ora deduzida é inacolhível. É que a parte agravante,
ao insurgir-se contra a decisão que inadmitiu o apelo extremo por ela
interposto, deixou de ilidir todos os fundamentos jurídicos em que se
assentou o ato decisório proferido pelo Presidente do Tribunal de origem.
Ao assim proceder, a parte agravante descumpriu uma típica
obrigação processual que lhe incumbia atender, pois, como se sabe,
impõe-se, ao recorrente, afastar, pontualmente, cada uma das razões
invocadas como suporte da decisão agravada.
O descumprimento desse dever jurídico – ausência de impugnação
de cada um dos fundamentos em que se apoia o ato decisório agravado –
conduz, nos termos da orientação jurisprudencial firmada por esta
Suprema Corte, ao improvimento do agravo interposto (RTJ 126/864 –
RTJ 133/485 – RTJ 145/940 – RTJ 146/320).
Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego
provimento
ao presente recurso de agravo,
mantendo, em
consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada.
É o meu voto.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8384004.
Supremo Tribunal Federal
14/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.300
ESPÍRITO SANTO
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): A
pretensão recursal ora deduzida é inacolhível. É que a parte agravante,
ao insurgir-se contra a decisão que inadmitiu o apelo extremo por ela
interposto, deixou de ilidir todos os fundamentos jurídicos em que se
assentou o ato decisório proferido pelo Presidente do Tribunal de origem.
Ao assim proceder, a parte agravante descumpriu uma típica
obrigação processual que lhe incumbia atender, pois, como se sabe,
impõe-se, ao recorrente, afastar, pontualmente, cada uma das razões
invocadas como suporte da decisão agravada.
O descumprimento desse dever jurídico – ausência de impugnação
de cada um dos fundamentos em que se apoia o ato decisório agravado –
conduz, nos termos da orientação jurisprudencial firmada por esta
Suprema Corte, ao improvimento do agravo interposto (RTJ 126/864 –
RTJ 133/485 – RTJ 145/940 – RTJ 146/320).
Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego
provimento
ao presente recurso de agravo,
mantendo, em
consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada.
É o meu voto.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Extrato de Ata - 14/04/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.300
PROCED. : ESPÍRITO SANTO
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
AGDO.(A/S) : ELIZABETH PIAZZAROLLO CARDOSO
ADV.(A/S) : JALINE IGLEZIAS VIANA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma,
14.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Dias
Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8246453
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.300
PROCED. : ESPÍRITO SANTO
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
AGDO.(A/S) : ELIZABETH PIAZZAROLLO CARDOSO
ADV.(A/S) : JALINE IGLEZIAS VIANA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma,
14.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Dias
Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8417843
| 2015-04-14T00:00:00
| 2015-05-12T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 14.04.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº 12.322/2010) – DECISÃO QUE NEGA SEGUIMENTO AO APELO EXTREMO – INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO QUE NÃO IMPUGNA AS RAZÕES DESSE ATO DECISÓRIO – RECURSO IMPROVIDO.
– Impõe-se, à parte recorrente, quando da interposição do agravo, a obrigação processual de impugnar todas as razões em que se assentou a decisão veiculadora do juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário. Precedentes.
|
sjur303791
|
- Acórdão(s) citado(s):
(IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS, DECISÃO RECORRIDA)
RTJ 126/864, RTJ 133/485, RTJ 145/940, RTJ 146/320.
Número de páginas: 5.
Análise: 25/05/2015, MJC.
|
CELSO DE MELLO
|
Segunda Turma
|
856300
| null |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 856300 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
AGDO.(A/S) : ELIZABETH PIAZZAROLLO CARDOSO
ADV.(A/S) : JALINE IGLEZIAS VIANA E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
14/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.300
ESPÍRITO SANTO
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO
SANTO
AGDO.(A/S)
:ELIZABETH PIAZZAROLLO CARDOSO
ADV.(A/S)
:JALINE IGLEZIAS VIANA E OUTRO(A/S)
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
(LEI n 12.322/2010) – DECISÃO QUE NEGA SEGUIMENTO AO APELO
EXTREMO – INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO QUE NÃO IMPUGNA AS
RAZÕES DESSE ATO DECISÓRIO – RECURSO IMPROVIDO.
– Impõe-se, à parte recorrente, quando da interposição do agravo, a
obrigação processual de impugnar todas as razões em que se assentou a
decisão veiculadora do juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário. Precedentes.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamentos e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Brasília, 14 de abril de 2015.
CELSO DE MELLO – RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
14/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.300
ESPÍRITO SANTO
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO
SANTO
AGDO.(A/S)
:ELIZABETH PIAZZAROLLO CARDOSO
ADV.(A/S)
:JALINE IGLEZIAS VIANA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que
não conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei n 12.322/2010),
por não atacado, especificamente, o fundamento da decisão agravada.
Eis o teor da decisão que sofreu a interposição do presente recurso
de agravo:
“O presente recurso não impugna o único fundamento em que
se apoia o ato decisório ora questionado.
Isso significa que a parte agravante, ao assim proceder,
descumpriu uma típica obrigação processual que lhe incumbia
atender, pois, como se sabe, impõe-se, ao recorrente, afastar,
pontualmente, cada uma das razões invocadas como suporte da
decisão agravada (AI 238.454-AgR/SC, Rel. Min. CELSO DE
MELLO, v.g.).
O descumprimento desse dever jurídico – ausência de
impugnação de cada um dos fundamentos em que se apoia o ato
decisório agravado – conduz, nos termos da orientação
jurisprudencial firmada por esta Suprema Corte, ao
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Supremo Tribunal Federal
14/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.300
ESPÍRITO SANTO
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO
SANTO
AGDO.(A/S)
:ELIZABETH PIAZZAROLLO CARDOSO
ADV.(A/S)
:JALINE IGLEZIAS VIANA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que
não conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei n 12.322/2010),
por não atacado, especificamente, o fundamento da decisão agravada.
Eis o teor da decisão que sofreu a interposição do presente recurso
de agravo:
“O presente recurso não impugna o único fundamento em que
se apoia o ato decisório ora questionado.
Isso significa que a parte agravante, ao assim proceder,
descumpriu uma típica obrigação processual que lhe incumbia
atender, pois, como se sabe, impõe-se, ao recorrente, afastar,
pontualmente, cada uma das razões invocadas como suporte da
decisão agravada (AI 238.454-AgR/SC, Rel. Min. CELSO DE
MELLO, v.g.).
O descumprimento desse dever jurídico – ausência de
impugnação de cada um dos fundamentos em que se apoia o ato
decisório agravado – conduz, nos termos da orientação
jurisprudencial firmada por esta Suprema Corte, ao
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Relatório
ARE 856300 AGR / ES
desacolhimento
do agravo interposto (RTJ
126/864 –
RTJ 133/485 – RTJ 145/940 – RTJ 146/320):
‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO – DECISÃO QUE
NEGA
SEGUIMENTO
AO APELO EXTREMO –
INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO QUE NÃO IMPUGNA
AS RAZÕES DESSE ATO DECISÓRIO – AGRAVO
IMPROVIDO.
– Impõe-se, à parte recorrente, quando da interposição
do agravo de instrumento, a obrigação processual de
impugnar todas as razões em que se assentou a decisão
veiculadora do juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário. Precedentes.’
(AI 428.795-AgR/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
Cabe insistir, neste ponto, que se impõe, a quem recorre,
como indeclinável dever processual, o ônus da impugnação
especificada, sem o que se tornará inviável a apreciação do recurso
interposto.
Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, não
conheço do presente agravo, por não atacado, especificamente, o
único fundamento da decisão agravada (Código de Processo Civil, art. 544, § 4..., I,
segunda parte, na redação dada pela Lei n 12.322/2010).
.......................................................................................................
Ministro CELSO DE MELLO
Relator”
Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe
o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduzido.
Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação
desta colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 856300 AGR / ES
desacolhimento
do agravo interposto (RTJ
126/864 –
RTJ 133/485 – RTJ 145/940 – RTJ 146/320):
‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO – DECISÃO QUE
NEGA
SEGUIMENTO
AO APELO EXTREMO –
INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO QUE NÃO IMPUGNA
AS RAZÕES DESSE ATO DECISÓRIO – AGRAVO
IMPROVIDO.
– Impõe-se, à parte recorrente, quando da interposição
do agravo de instrumento, a obrigação processual de
impugnar todas as razões em que se assentou a decisão
veiculadora do juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário. Precedentes.’
(AI 428.795-AgR/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
Cabe insistir, neste ponto, que se impõe, a quem recorre,
como indeclinável dever processual, o ônus da impugnação
especificada, sem o que se tornará inviável a apreciação do recurso
interposto.
Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, não
conheço do presente agravo, por não atacado, especificamente, o
único fundamento da decisão agravada (Código de Processo Civil, art. 544, § 4..., I,
segunda parte, na redação dada pela Lei n 12.322/2010).
.......................................................................................................
Ministro CELSO DE MELLO
Relator”
Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe
o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduzido.
Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação
desta colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
14/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.300
ESPÍRITO SANTO
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): A
pretensão recursal ora deduzida é inacolhível. É que a parte agravante,
ao insurgir-se contra a decisão que inadmitiu o apelo extremo por ela
interposto, deixou de ilidir todos os fundamentos jurídicos em que se
assentou o ato decisório proferido pelo Presidente do Tribunal de origem.
Ao assim proceder, a parte agravante descumpriu uma típica
obrigação processual que lhe incumbia atender, pois, como se sabe,
impõe-se, ao recorrente, afastar, pontualmente, cada uma das razões
invocadas como suporte da decisão agravada.
O descumprimento desse dever jurídico – ausência de impugnação
de cada um dos fundamentos em que se apoia o ato decisório agravado –
conduz, nos termos da orientação jurisprudencial firmada por esta
Suprema Corte, ao improvimento do agravo interposto (RTJ 126/864 –
RTJ 133/485 – RTJ 145/940 – RTJ 146/320).
Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego
provimento
ao presente recurso de agravo,
mantendo, em
consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada.
É o meu voto.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8384004.
Supremo Tribunal Federal
14/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.300
ESPÍRITO SANTO
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): A
pretensão recursal ora deduzida é inacolhível. É que a parte agravante,
ao insurgir-se contra a decisão que inadmitiu o apelo extremo por ela
interposto, deixou de ilidir todos os fundamentos jurídicos em que se
assentou o ato decisório proferido pelo Presidente do Tribunal de origem.
Ao assim proceder, a parte agravante descumpriu uma típica
obrigação processual que lhe incumbia atender, pois, como se sabe,
impõe-se, ao recorrente, afastar, pontualmente, cada uma das razões
invocadas como suporte da decisão agravada.
O descumprimento desse dever jurídico – ausência de impugnação
de cada um dos fundamentos em que se apoia o ato decisório agravado –
conduz, nos termos da orientação jurisprudencial firmada por esta
Suprema Corte, ao improvimento do agravo interposto (RTJ 126/864 –
RTJ 133/485 – RTJ 145/940 – RTJ 146/320).
Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego
provimento
ao presente recurso de agravo,
mantendo, em
consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada.
É o meu voto.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8384004.
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Extrato de Ata - 14/04/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.300
PROCED. : ESPÍRITO SANTO
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
AGDO.(A/S) : ELIZABETH PIAZZAROLLO CARDOSO
ADV.(A/S) : JALINE IGLEZIAS VIANA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma,
14.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Dias
Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.300
PROCED. : ESPÍRITO SANTO
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
AGDO.(A/S) : ELIZABETH PIAZZAROLLO CARDOSO
ADV.(A/S) : JALINE IGLEZIAS VIANA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma,
14.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Dias
Toffoli. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8246453
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856 . 300",
"AI 238 . 454 - AgR / SC",
"AI 238 . 454 - AgR / SC",
"ARE 856300 AGR / ES",
"RTJ",
"AI 428 . 795 - AgR / RJ",
"RTJ",
"AI 428 . 795 - AgR / RJ",
"RTJ 126 / 864",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM",
"RTJ 126 / 864",
"RTJ",
"RTJ 145 / 940",
"RTJ 146 /"
],
"LEGISLACAO": [
"LEI n 12 . 322 / 2010",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /",
"Lei n 12 . 322 / 2010",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 12 . 322 / 2010",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § 4 . . . , I , segunda parte",
"Lei n 12 . 322 / 2010",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § 4 . . . , I , segunda parte",
"Lei n 12 . 322 / 2010",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"ESPÍRITO SANTO",
"ESTADO DO ESPÍRITO SANTO",
"ESTADO DO ESPÍRITO SANTO",
"Brasília",
"ESPÍRITO SANTO",
"ESTADO DO ESPÍRITO SANTO",
"ESTADO DO ESPÍRITO SANTO",
"ESPÍRITO SANTO",
"ESTADO DO ESPÍRITO SANTO",
"ESTADO DO ESPÍRITO SANTO",
"ESPÍRITO SANTO",
"ESPÍRITO SANTO",
"ESPÍRITO SANTO",
"ESTADO DO ESPÍRITO SANTO",
"ESTADO DO ESPÍRITO SANTO",
"ESPÍRITO SANTO",
"ESTADO DO ESPÍRITO SANTO",
"ESTADO DO ESPÍRITO SANTO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Suprema Corte",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CELSO DE MELLO",
"ELIZABETH PIAZZAROLLO CARDOSO",
"JALINE IGLEZIAS VIANA",
"Teori Zavascki",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"ELIZABETH PIAZZAROLLO CARDOSO",
"JALINE IGLEZIAS VIANA",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"ELIZABETH PIAZZAROLLO CARDOSO",
"JALINE IGLEZIAS VIANA",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"ELIZABETH PIAZZAROLLO CARDOSO",
"JALINE IGLEZIAS VIANA",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Ravena Siqueira",
"CELSO DE MELLO",
"ELIZABETH PIAZZAROLLO CARDOSO",
"JALINE IGLEZIAS VIANA",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"14 de abril de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"14",
".",
"04",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"04",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854.190 RIO DE
JANEIRO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
AGDO.(A/S)
:CLÁUDIA ELMOR MOOR
ADV.(A/S)
:CRISTIANO MESCOLIN DO CARMO E OUTRO(A/S)
EMENTA
DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL.
REMUNERAÇÃO. REAJUSTE. NATUREZA GERAL. CONSONÂNCIA
DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA
NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO
QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO
DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF.
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 07.10.2013.
1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do
assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada
no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. Entender de modo diverso
demandaria a análise da legislação infraconstitucional local apontada no
apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível,
portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário.
2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere ao óbice da Súmula 280 do STF, a inviabilizar o trânsito do recurso
extraordinário.
3. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596920.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14
Ementa e Acórdão
ARE 854190 AGR / RJ
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio.
Brasília, 26 de maio de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 854190 AGR / RJ
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio.
Brasília, 26 de maio de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14
Relatório
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854.190 RIO DE
JANEIRO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
AGDO.(A/S)
:CLÁUDIA ELMOR MOOR
ADV.(A/S)
:CRISTIANO MESCOLIN DO CARMO E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental o Estado do Rio de Janeiro.
Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que
demonstrada a violação dos preceitos da Constituição Federal. Afirma
que a questão de fundo discute a extensão de reajuste a servidores
estaduais por obra do Poder Judiciário, sob o fundamento da isonomia.
Considera aplicável o óbice da Súmula 339/STF. Alega desnecessária a
análise da legislação local, bem como o reexame de fatos e provas. Aponta
precedentes que entende favoráveis à sua tese.
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro julgou a
controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo:
“AGRAVO INOMINADO INTERPOSTO CONTRA
DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA EM APELAÇÃO.
ADMINISTRATIVO. SERVIDOR DO PODER JUDICIÁRIO
ESTADUAL. REAJUSTE DE VENCIMENTOS. 24%. LEI
ESTADUAL
1206/87.
INCONSTITUCIONALIDADE
DECLARADA PELO E. ÓRGÃO ESPECIAL DESTE
TRIBUNAL. PRESCRIÇÃO DE FUNDO DE DIREITO.
INOCORRÊNCIA. DECISÃO ADMINISTRATIVA DA
PRESIDÊNCIA DESTE TRIBUNAL, RECONHECENDO O
DIREITO A TODOS OS SERVIDORES. PRETENSÃO DE
Supremo Tribunal Federal
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26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854.190 RIO DE
JANEIRO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
AGDO.(A/S)
:CLÁUDIA ELMOR MOOR
ADV.(A/S)
:CRISTIANO MESCOLIN DO CARMO E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental o Estado do Rio de Janeiro.
Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que
demonstrada a violação dos preceitos da Constituição Federal. Afirma
que a questão de fundo discute a extensão de reajuste a servidores
estaduais por obra do Poder Judiciário, sob o fundamento da isonomia.
Considera aplicável o óbice da Súmula 339/STF. Alega desnecessária a
análise da legislação local, bem como o reexame de fatos e provas. Aponta
precedentes que entende favoráveis à sua tese.
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro julgou a
controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo:
“AGRAVO INOMINADO INTERPOSTO CONTRA
DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA EM APELAÇÃO.
ADMINISTRATIVO. SERVIDOR DO PODER JUDICIÁRIO
ESTADUAL. REAJUSTE DE VENCIMENTOS. 24%. LEI
ESTADUAL
1206/87.
INCONSTITUCIONALIDADE
DECLARADA PELO E. ÓRGÃO ESPECIAL DESTE
TRIBUNAL. PRESCRIÇÃO DE FUNDO DE DIREITO.
INOCORRÊNCIA. DECISÃO ADMINISTRATIVA DA
PRESIDÊNCIA DESTE TRIBUNAL, RECONHECENDO O
DIREITO A TODOS OS SERVIDORES. PRETENSÃO DE
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Relatório
ARE 854190 AGR / RJ
IMPLEMENTAÇÃO
IMEDIATA
DAS
PARCELAS
FALTANTES. IMPOSSIBILIDADE. PAGAMENTO EM
PARCELAS QUE FOI ACORDADO ENTRE OS CHEFES DOS
PODERES EXECUTIVO E JUDICIÁRIO, DENTRO DAS
POSSIBILIDADES DA LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL E
ORÇAMENTÁRIA. TAXA JUDICIÁRIA AFASTADA.
DECISÃO AMPARADA EM SÓLIDA JURISPRUDÊNCIA
DESTE EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA, QUE SE
MANTÉM. RECURSO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.”
Acórdão recorrido publicado em 07.10.2013.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 854190 AGR / RJ
IMPLEMENTAÇÃO
IMEDIATA
DAS
PARCELAS
FALTANTES. IMPOSSIBILIDADE. PAGAMENTO EM
PARCELAS QUE FOI ACORDADO ENTRE OS CHEFES DOS
PODERES EXECUTIVO E JUDICIÁRIO, DENTRO DAS
POSSIBILIDADES DA LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL E
ORÇAMENTÁRIA. TAXA JUDICIÁRIA AFASTADA.
DECISÃO AMPARADA EM SÓLIDA JURISPRUDÊNCIA
DESTE EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA, QUE SE
MANTÉM. RECURSO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.”
Acórdão recorrido publicado em 07.10.2013.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. ROSA WEBER
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854.190 RIO DE
JANEIRO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 2º, 5º, I, 37, caput, X,
93, IX, 97, 167, I e II, e 169, da Lei Maior, à Súmula 339/STF e à
Súmula Vinculante 10.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na
origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o
vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional
arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de
correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde
com vício ao primado da fundamentação, notadamente
consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e
a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto
Supremo Tribunal Federal
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26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854.190 RIO DE
JANEIRO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 2º, 5º, I, 37, caput, X,
93, IX, 97, 167, I e II, e 169, da Lei Maior, à Súmula 339/STF e à
Súmula Vinculante 10.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na
origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o
vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional
arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de
correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde
com vício ao primado da fundamentação, notadamente
consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e
a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 854190 AGR / RJ
republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria:
“Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há
falar em ofensa ao art. 93, IX, da CF, quando o acórdão
impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à
tese da recorrente.” (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar
Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator
Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09)
“Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a
responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS.
Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida
com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão
a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de
que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder
todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente.
Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade
das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a
majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de
medida provisória. Precedentes.” (RE 511.581-AgR, Relator
Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08)
“O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão
judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja
correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide:
declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou
não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita
a exigência constitucional.” (AI 402.819-AgR, Relator Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03)
Não há falar em ofensa ao art. 97 da Carta Maior ou em
contrariedade à Sumula Vinculante 10, porquanto não
declarada, na hipótese, a inconstitucionalidade de lei ou ato
normativo do Poder Público. Com efeito, a Corte de origem
solveu a questão à luz da aplicação das regras de hermenêutica
no âmbito infraconstitucional, sem, portanto, declarar a
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 854190 AGR / RJ
republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria:
“Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há
falar em ofensa ao art. 93, IX, da CF, quando o acórdão
impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à
tese da recorrente.” (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar
Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator
Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09)
“Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a
responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS.
Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida
com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão
a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de
que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder
todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente.
Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade
das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a
majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de
medida provisória. Precedentes.” (RE 511.581-AgR, Relator
Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08)
“O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão
judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja
correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide:
declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou
não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita
a exigência constitucional.” (AI 402.819-AgR, Relator Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03)
Não há falar em ofensa ao art. 97 da Carta Maior ou em
contrariedade à Sumula Vinculante 10, porquanto não
declarada, na hipótese, a inconstitucionalidade de lei ou ato
normativo do Poder Público. Com efeito, a Corte de origem
solveu a questão à luz da aplicação das regras de hermenêutica
no âmbito infraconstitucional, sem, portanto, declarar a
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 854190 AGR / RJ
incompatibilidade entre a Constituição Federal e a norma legal
que se pretende ver incidir à espécie. Nesse sentido: RE 639.866-
AgR/RS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe
16.9.2011, e AI 848.332-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma,
DJe 24.4.2012, este assim ementado:
“Agravo regimental no agravo de instrumento.
Constitucional. Artigo 97 da Constituição Federal. Súmula
Vinculante nº 10. Violação. Inexistência. Artigo 5º, inciso XXXII.
Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Pacífica a jurisprudência desta
Corte de que não há violação do art. 97 da Constituição Federal
e da Súmula Vinculante nº 10 do STF quando o Tribunal de
origem, sem declarar a inconstitucionalidade da norma e sem
afastá-la sob fundamento de contrariedade à Constituição
Federal, limita-se a interpretar e aplicar a legislação
infraconstitucional ao caso concreto. 2. Inadmissível, em recurso
extraordinário, a análise de ofensa indireta ou reflexa à
Constituição. 3. Agravo regimental não provido.”
Além disso, verifico ausente afronta aos preceitos
constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no
caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir
da análise da legislação infraconstitucional local apontada no
apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da
Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste
egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula
280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso
extraordinário”. Colho precedente:
“ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ESTADO DO
RIO DE JANEIRO. REAJUSTE CONCEDIDO PELA LEI
ESTADUAL 1.206/87. EXTENSÃO AOS SERVIDORES DO
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 854190 AGR / RJ
incompatibilidade entre a Constituição Federal e a norma legal
que se pretende ver incidir à espécie. Nesse sentido: RE 639.866-
AgR/RS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe
16.9.2011, e AI 848.332-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma,
DJe 24.4.2012, este assim ementado:
“Agravo regimental no agravo de instrumento.
Constitucional. Artigo 97 da Constituição Federal. Súmula
Vinculante nº 10. Violação. Inexistência. Artigo 5º, inciso XXXII.
Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Pacífica a jurisprudência desta
Corte de que não há violação do art. 97 da Constituição Federal
e da Súmula Vinculante nº 10 do STF quando o Tribunal de
origem, sem declarar a inconstitucionalidade da norma e sem
afastá-la sob fundamento de contrariedade à Constituição
Federal, limita-se a interpretar e aplicar a legislação
infraconstitucional ao caso concreto. 2. Inadmissível, em recurso
extraordinário, a análise de ofensa indireta ou reflexa à
Constituição. 3. Agravo regimental não provido.”
Além disso, verifico ausente afronta aos preceitos
constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no
caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir
da análise da legislação infraconstitucional local apontada no
apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da
Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste
egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula
280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso
extraordinário”. Colho precedente:
“ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ESTADO DO
RIO DE JANEIRO. REAJUSTE CONCEDIDO PELA LEI
ESTADUAL 1.206/87. EXTENSÃO AOS SERVIDORES DO
3
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 854190 AGR / RJ
PODER JUDICIÁRIO. POSSIBILIDADE. NATUREZA DE
REVISÃO GERAL. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA
339/STF. PRECEDENTES. ANÁLISE DE LEI LOCAL.
INVIABILIDADE. SÚMULA 280/STF. 1. Analisando questão
análoga à dos autos, o Plenário do STF, no julgamento do RMS
22.307, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJ de 13/6/1997, decidiu
afastar a aplicação da Súmula 339/STF para estender aos
servidores públicos civis o reajuste de 28,86% concedido pelas
Leis 8.622/93 e 8.627/93 aos militares. 2. Encontra-se em
conformidade com a jurisprudência desta Corte o entendimento
do Tribunal de origem, que decidiu estender aos servidores
públicos do Poder Judiciário o reajuste concedido pela Lei
Estadual 1.206/87, por entender que possui caráter geral e
finalidade de recompor as perdas decorrentes da inflação. 3.
Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 810.579-
AgR/RJ, Rel. Min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 10.12.2014)
O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se
na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela
qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o
revolvimento do quadro fático delineado, procedimento
vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF:
“Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.”
Por fim, quanto à alegada violação do art. 2º da Lei
Fundamental, o Supremo Tribunal Federal entende que o
exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder
Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. Nesse
sentido, cito o RE 417.408-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª
Turma, DJe 26.4.2012; e o ARE 655.080-AgR/DF, Rel. Min.
Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 09.9.2012, assim ementado:
"Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Concurso público. 4.
Controle judicial dos atos administrativos quando eivados de
4
Supremo Tribunal Federal
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ARE 854190 AGR / RJ
PODER JUDICIÁRIO. POSSIBILIDADE. NATUREZA DE
REVISÃO GERAL. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA
339/STF. PRECEDENTES. ANÁLISE DE LEI LOCAL.
INVIABILIDADE. SÚMULA 280/STF. 1. Analisando questão
análoga à dos autos, o Plenário do STF, no julgamento do RMS
22.307, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJ de 13/6/1997, decidiu
afastar a aplicação da Súmula 339/STF para estender aos
servidores públicos civis o reajuste de 28,86% concedido pelas
Leis 8.622/93 e 8.627/93 aos militares. 2. Encontra-se em
conformidade com a jurisprudência desta Corte o entendimento
do Tribunal de origem, que decidiu estender aos servidores
públicos do Poder Judiciário o reajuste concedido pela Lei
Estadual 1.206/87, por entender que possui caráter geral e
finalidade de recompor as perdas decorrentes da inflação. 3.
Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 810.579-
AgR/RJ, Rel. Min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 10.12.2014)
O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se
na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela
qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o
revolvimento do quadro fático delineado, procedimento
vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF:
“Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.”
Por fim, quanto à alegada violação do art. 2º da Lei
Fundamental, o Supremo Tribunal Federal entende que o
exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder
Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. Nesse
sentido, cito o RE 417.408-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª
Turma, DJe 26.4.2012; e o ARE 655.080-AgR/DF, Rel. Min.
Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 09.9.2012, assim ementado:
"Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Concurso público. 4.
Controle judicial dos atos administrativos quando eivados de
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 854190 AGR / RJ
ilegalidade ou abuso de poder. Possibilidade. Ausência de
violação ao Princípio da separação de Poderes. Precedentes do
STF. 5. Discussão acerca da existência de ilegalidade e quanto à
apreciação do preenchimento dos requisitos legais, pela
agravada, para investidura no cargo público de magistério
estadual. Necessário reexame do conjunto fático-probatório da
legislação infraconstitucional e do edital que rege o certame.
Providências vedadas pelas súmulas 279, 280 e 454.
Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a
decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega
provimento."
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo
extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional local, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior,
nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal
Federal. Aplicação da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe
recurso extraordinário”. Nesse sentido: ARE 650.574-AgR/SP, Rel. Min.
Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 28.9.2011; e ARE 838.535-AgR/RJ, da minha
lavra, 1ª Turma, DJe 04.11.2014; e ARE 810.579-AgR/RJ, Rel. Min. Teori
Zavascki, 2ª Turma, DJe 10.12.2014, cuja ementa transcrevo:
“ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ESTADO DO
5
Supremo Tribunal Federal
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ARE 854190 AGR / RJ
ilegalidade ou abuso de poder. Possibilidade. Ausência de
violação ao Princípio da separação de Poderes. Precedentes do
STF. 5. Discussão acerca da existência de ilegalidade e quanto à
apreciação do preenchimento dos requisitos legais, pela
agravada, para investidura no cargo público de magistério
estadual. Necessário reexame do conjunto fático-probatório da
legislação infraconstitucional e do edital que rege o certame.
Providências vedadas pelas súmulas 279, 280 e 454.
Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a
decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega
provimento."
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo
extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional local, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior,
nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal
Federal. Aplicação da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe
recurso extraordinário”. Nesse sentido: ARE 650.574-AgR/SP, Rel. Min.
Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 28.9.2011; e ARE 838.535-AgR/RJ, da minha
lavra, 1ª Turma, DJe 04.11.2014; e ARE 810.579-AgR/RJ, Rel. Min. Teori
Zavascki, 2ª Turma, DJe 10.12.2014, cuja ementa transcrevo:
“ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ESTADO DO
5
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 854190 AGR / RJ
RIO DE JANEIRO. REAJUSTE CONCEDIDO PELA LEI
ESTADUAL 1.206/87. EXTENSÃO AOS SERVIDORES DO
PODER JUDICIÁRIO. POSSIBILIDADE. NATUREZA DE
REVISÃO GERAL. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA
339/STF. PRECEDENTES. ANÁLISE DE LEI LOCAL.
INVIABILIDADE. SÚMULA 280/STF. 1. Analisando questão
análoga à dos autos, o Plenário do STF, no julgamento do RMS
22.307, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJ de 13/6/1997, decidiu
afastar a aplicação da Súmula 339/STF para estender aos
servidores públicos civis o reajuste de 28,86% concedido pelas
Leis 8.622/93 e 8.627/93 aos militares. 2. Encontra-se em
conformidade com a jurisprudência desta Corte o entendimento
do Tribunal de origem, que decidiu estender aos servidores
públicos do Poder Judiciário o reajuste concedido pela Lei
Estadual 1.206/87, por entender que possui caráter geral e
finalidade de recompor as perdas decorrentes da inflação. 3.
Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 810579
AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma,
julgado em 18/11/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-241
DIVULG 09-12-2014 PUBLIC 10-12-2014)
De outra parte, o entendimento adotado no acórdão recorrido não
diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal
Federal, no sentido de afastar a aplicação da Súmula 339/STF quando
presente reajuste concedido em caráter geral, razão pela qual não se
divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse
sentido:
“REMUNERAÇÃO – REAJUSTE DE 28,86% – LEIS Nº
8.622/93 E 8.627/93 – ISONOMIA – MILITARES –
PRECEDENTE. Tratando-se da reposição do poder aquisitivo
da remuneração dos servidores, cumpre observar o idêntico
tratamento com relação a civis e militares. Precedente:
Repercussão Geral na Questão de Ordem no Recurso
Extraordinário nº 584.313. Agravo desprovido.” (RE 413275
AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma,
6
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ARE 854190 AGR / RJ
RIO DE JANEIRO. REAJUSTE CONCEDIDO PELA LEI
ESTADUAL 1.206/87. EXTENSÃO AOS SERVIDORES DO
PODER JUDICIÁRIO. POSSIBILIDADE. NATUREZA DE
REVISÃO GERAL. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA
339/STF. PRECEDENTES. ANÁLISE DE LEI LOCAL.
INVIABILIDADE. SÚMULA 280/STF. 1. Analisando questão
análoga à dos autos, o Plenário do STF, no julgamento do RMS
22.307, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJ de 13/6/1997, decidiu
afastar a aplicação da Súmula 339/STF para estender aos
servidores públicos civis o reajuste de 28,86% concedido pelas
Leis 8.622/93 e 8.627/93 aos militares. 2. Encontra-se em
conformidade com a jurisprudência desta Corte o entendimento
do Tribunal de origem, que decidiu estender aos servidores
públicos do Poder Judiciário o reajuste concedido pela Lei
Estadual 1.206/87, por entender que possui caráter geral e
finalidade de recompor as perdas decorrentes da inflação. 3.
Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 810579
AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma,
julgado em 18/11/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-241
DIVULG 09-12-2014 PUBLIC 10-12-2014)
De outra parte, o entendimento adotado no acórdão recorrido não
diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal
Federal, no sentido de afastar a aplicação da Súmula 339/STF quando
presente reajuste concedido em caráter geral, razão pela qual não se
divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse
sentido:
“REMUNERAÇÃO – REAJUSTE DE 28,86% – LEIS Nº
8.622/93 E 8.627/93 – ISONOMIA – MILITARES –
PRECEDENTE. Tratando-se da reposição do poder aquisitivo
da remuneração dos servidores, cumpre observar o idêntico
tratamento com relação a civis e militares. Precedente:
Repercussão Geral na Questão de Ordem no Recurso
Extraordinário nº 584.313. Agravo desprovido.” (RE 413275
AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma,
6
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 854190 AGR / RJ
julgado em 13/03/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-083
DIVULG 27-04-2012 PUBLIC 30-04-2012)
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. SERVIDORES MILITARES. INCISO X
DO ART. 37 DA LEI DAS LEIS (REDAÇÃO ANTERIOR À EC
19/98). DIREITO À REVISÃO GERAL DE 28,86%,
DECORRENTE DAS LEIS NºS 8.622/93 E 8.627/93.
COMPENSAÇÃO DOS ÍNDICES JÁ CONCEDIDOS PELA
PRÓPRIA LEI Nº 8.627/93. INTERPRETAÇÃO DA
JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Ao
julgar o RMS 22.307, o Plenário desta Corte decidiu, por
maioria, que as Leis nºs 8.622/93 e 8.627/93 concederam revisão
geral de vencimentos aos servidores públicos, da ordem de
28,86%, nos termos do inciso X do art. 37 da Carta de Outubro
(redação anterior à EC 19/98). Posteriormente, ao apreciar os
embargos de declaração opostos (RMS 22.307-ED), entendeu,
também por maioria, que deveriam ser compensados, em cada
caso, os índices eventualmente concedidos pela própria Lei nº
8.627/93. Tal decisão autoriza concluir que a citada revisão,
sendo geral, na forma do dispositivo constitucional em apreço
(cuja redação originária não comportava distinção entre civis e
militares), é devida, por igual, aos servidores militares, também
com a mencionada compensação. Precedentes: REs 303.376-
AgR, 398.778-AgR, 403.395-AgR, 405.082-AgR, 407.645-AgR,
427.004-AgR, 427.031-AgR e 438.009-AgR, entre outros, Relator
Ministro Carlos Britto; RE 401.467-AgR, Relator Ministro
Sepúlveda Pertence; RE 419.075, Relator Ministro Marco
Aurélio; RE 438.985-AgR, Relator Ministro Celso de Mello; e RE
436.266-AgR, Relator Ministro Carlos Velloso. Agravo
regimental provido.” (RE 433813 AgR, Relator(a): Min. EROS
GRAU, Relator(a) p/ Acórdão: Min. CARLOS BRITTO,
Primeira Turma, julgado em 14/06/2005, DJ 16-12-2005 PP-00085
EMENT VOL-02218-06 PP-01153)
Divergir da conclusão da origem acerca da natureza geral do
7
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julgado em 13/03/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-083
DIVULG 27-04-2012 PUBLIC 30-04-2012)
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. SERVIDORES MILITARES. INCISO X
DO ART. 37 DA LEI DAS LEIS (REDAÇÃO ANTERIOR À EC
19/98). DIREITO À REVISÃO GERAL DE 28,86%,
DECORRENTE DAS LEIS NºS 8.622/93 E 8.627/93.
COMPENSAÇÃO DOS ÍNDICES JÁ CONCEDIDOS PELA
PRÓPRIA LEI Nº 8.627/93. INTERPRETAÇÃO DA
JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Ao
julgar o RMS 22.307, o Plenário desta Corte decidiu, por
maioria, que as Leis nºs 8.622/93 e 8.627/93 concederam revisão
geral de vencimentos aos servidores públicos, da ordem de
28,86%, nos termos do inciso X do art. 37 da Carta de Outubro
(redação anterior à EC 19/98). Posteriormente, ao apreciar os
embargos de declaração opostos (RMS 22.307-ED), entendeu,
também por maioria, que deveriam ser compensados, em cada
caso, os índices eventualmente concedidos pela própria Lei nº
8.627/93. Tal decisão autoriza concluir que a citada revisão,
sendo geral, na forma do dispositivo constitucional em apreço
(cuja redação originária não comportava distinção entre civis e
militares), é devida, por igual, aos servidores militares, também
com a mencionada compensação. Precedentes: REs 303.376-
AgR, 398.778-AgR, 403.395-AgR, 405.082-AgR, 407.645-AgR,
427.004-AgR, 427.031-AgR e 438.009-AgR, entre outros, Relator
Ministro Carlos Britto; RE 401.467-AgR, Relator Ministro
Sepúlveda Pertence; RE 419.075, Relator Ministro Marco
Aurélio; RE 438.985-AgR, Relator Ministro Celso de Mello; e RE
436.266-AgR, Relator Ministro Carlos Velloso. Agravo
regimental provido.” (RE 433813 AgR, Relator(a): Min. EROS
GRAU, Relator(a) p/ Acórdão: Min. CARLOS BRITTO,
Primeira Turma, julgado em 14/06/2005, DJ 16-12-2005 PP-00085
EMENT VOL-02218-06 PP-01153)
Divergir da conclusão da origem acerca da natureza geral do
7
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 854190 AGR / RJ
reajuste em debate demanda a análise da legislação infraconstitucional
local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual
ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Nesse contexto, as razões do agravo regimental não se mostram
aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada,
mormente no que se refere ao óbice da Súmula 280/STF, a inviabilizar o
trânsito do recurso extraordinário.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
8
Supremo Tribunal Federal
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ARE 854190 AGR / RJ
reajuste em debate demanda a análise da legislação infraconstitucional
local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual
ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Nesse contexto, as razões do agravo regimental não se mostram
aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada,
mormente no que se refere ao óbice da Súmula 280/STF, a inviabilizar o
trânsito do recurso extraordinário.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
8
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854.190 RIO DE
JANEIRO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – No 21º da lista, estou
provendo o agravo, inclusive, recebi memorial.
Para mim, há singularidades: a natureza de certo reajuste, se geral
ou não.
Estou provendo o recurso do Estado do Rio de Janeiro, porque o
Tribunal de Justiça acabou por estender melhoria salarial que implica
grande bola de neve, em termos de custos, para o Estado.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8644691.
Supremo Tribunal Federal
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854.190 RIO DE
JANEIRO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – No 21º da lista, estou
provendo o agravo, inclusive, recebi memorial.
Para mim, há singularidades: a natureza de certo reajuste, se geral
ou não.
Estou provendo o recurso do Estado do Rio de Janeiro, porque o
Tribunal de Justiça acabou por estender melhoria salarial que implica
grande bola de neve, em termos de custos, para o Estado.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14
Extrato de Ata - 26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854.190
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
AGDO.(A/S) : CLÁUDIA ELMOR MOOR
ADV.(A/S) : CRISTIANO MESCOLIN DO CARMO E OUTRO(A/S)
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido o
Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra
Rosa Weber. 1ª Turma, 26.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki
para julgar processos a eles vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854.190
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
AGDO.(A/S) : CLÁUDIA ELMOR MOOR
ADV.(A/S) : CRISTIANO MESCOLIN DO CARMO E OUTRO(A/S)
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido o
Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra
Rosa Weber. 1ª Turma, 26.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki
para julgar processos a eles vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8659799
| 2015-05-26T00:00:00
| 2015-06-11T00:00:00
|
Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 26.5.2015.
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AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. REMUNERAÇÃO. REAJUSTE. NATUREZA GERAL. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 07.10.2013.
1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. Entender de modo diverso demandaria a análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário.
2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 280 do STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário.
3. Agravo regimental conhecido e não provido.
|
sjur308182
|
- Acórdão(s) citado(s):
(SERVIDOR PÚBLICO, REAJUSTE DE REMUNERAÇÃO)
RE 413275 AgR (1ªT), RE 433813 AgR (1ªT), ARE 650574 AgR (1ªT), ARE 838535 AgR (1ªT), ARE 810579 AgR (2ªT).
Número de páginas: 14.
Análise: 25/06/2015, MJC.
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ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
854190
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-EST LEI-001206 ANO-1987\n LEI ORDINÁRIA, RJ"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 854190 AgR
|
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""
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AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
AGDO.(A/S) : CLÁUDIA ELMOR MOOR
ADV.(A/S) : CRISTIANO MESCOLIN DO CARMO E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854.190 RIO DE
JANEIRO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
AGDO.(A/S)
:CLÁUDIA ELMOR MOOR
ADV.(A/S)
:CRISTIANO MESCOLIN DO CARMO E OUTRO(A/S)
EMENTA
DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL.
REMUNERAÇÃO. REAJUSTE. NATUREZA GERAL. CONSONÂNCIA
DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA
NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO
QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO
DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal.
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 07.10.2013.
1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do
assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada
no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. Entender de modo diverso
demandaria a análise da legislação infraconstitucional local apontada no
apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível,
portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário.
2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere ao óbice da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso
extraordinário.
3. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14
Ementa e Acórdão
ARE 854190 AGR / RJ
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio.
Brasília, 26 de maio de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 854190 AGR / RJ
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio.
Brasília, 26 de maio de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854.190 RIO DE
JANEIRO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
AGDO.(A/S)
:CLÁUDIA ELMOR MOOR
ADV.(A/S)
:CRISTIANO MESCOLIN DO CARMO E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental o Estado do Rio de Janeiro.
Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que
demonstrada a violação dos preceitos da Constituição Federal. Afirma
que a questão de fundo discute a extensão de reajuste a servidores
estaduais por obra do Poder Judiciário, sob o fundamento da isonomia.
Considera aplicável o óbice da Súmula 339/Supremo Tribunal Federal. Alega desnecessária a
análise da legislação local, bem como o reexame de fatos e provas. Aponta
precedentes que entende favoráveis à sua tese.
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro julgou a
controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo:
“AGRAVO INOMINADO INTERPOSTO CONTRA
DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA EM APELAÇÃO.
ADMINISTRATIVO. SERVIDOR DO PODER JUDICIÁRIO
ESTADUAL. REAJUSTE DE VENCIMENTOS. 24%. LEI
ESTADUAL
1206/87.
INCONSTITUCIONALIDADE
DECLARADA PELO E. ÓRGÃO ESPECIAL DESTE
TRIBUNAL. PRESCRIÇÃO DE FUNDO DE DIREITO.
INOCORRÊNCIA. DECISÃO ADMINISTRATIVA DA
PRESIDÊNCIA DESTE TRIBUNAL, RECONHECENDO O
DIREITO A TODOS OS SERVIDORES. PRETENSÃO DE
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854.190 RIO DE
JANEIRO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
AGDO.(A/S)
:CLÁUDIA ELMOR MOOR
ADV.(A/S)
:CRISTIANO MESCOLIN DO CARMO E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental o Estado do Rio de Janeiro.
Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que
demonstrada a violação dos preceitos da Constituição Federal. Afirma
que a questão de fundo discute a extensão de reajuste a servidores
estaduais por obra do Poder Judiciário, sob o fundamento da isonomia.
Considera aplicável o óbice da Súmula 339/Supremo Tribunal Federal. Alega desnecessária a
análise da legislação local, bem como o reexame de fatos e provas. Aponta
precedentes que entende favoráveis à sua tese.
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro julgou a
controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo:
“AGRAVO INOMINADO INTERPOSTO CONTRA
DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA EM APELAÇÃO.
ADMINISTRATIVO. SERVIDOR DO PODER JUDICIÁRIO
ESTADUAL. REAJUSTE DE VENCIMENTOS. 24%. LEI
ESTADUAL
1206/87.
INCONSTITUCIONALIDADE
DECLARADA PELO E. ÓRGÃO ESPECIAL DESTE
TRIBUNAL. PRESCRIÇÃO DE FUNDO DE DIREITO.
INOCORRÊNCIA. DECISÃO ADMINISTRATIVA DA
PRESIDÊNCIA DESTE TRIBUNAL, RECONHECENDO O
DIREITO A TODOS OS SERVIDORES. PRETENSÃO DE
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
ARE 854190 AGR / RJ
IMPLEMENTAÇÃO
IMEDIATA
DAS
PARCELAS
FALTANTES. IMPOSSIBILIDADE. PAGAMENTO EM
PARCELAS QUE FOI ACORDADO ENTRE OS CHEFES DOS
PODERES EXECUTIVO E JUDICIÁRIO, DENTRO DAS
POSSIBILIDADES DA LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL E
ORÇAMENTÁRIA. TAXA JUDICIÁRIA AFASTADA.
DECISÃO AMPARADA EM SÓLIDA JURISPRUDÊNCIA
DESTE EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA, QUE SE
MANTÉM. RECURSO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.”
Acórdão recorrido publicado em 07.10.2013.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 854190 AGR / RJ
IMPLEMENTAÇÃO
IMEDIATA
DAS
PARCELAS
FALTANTES. IMPOSSIBILIDADE. PAGAMENTO EM
PARCELAS QUE FOI ACORDADO ENTRE OS CHEFES DOS
PODERES EXECUTIVO E JUDICIÁRIO, DENTRO DAS
POSSIBILIDADES DA LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL E
ORÇAMENTÁRIA. TAXA JUDICIÁRIA AFASTADA.
DECISÃO AMPARADA EM SÓLIDA JURISPRUDÊNCIA
DESTE EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA, QUE SE
MANTÉM. RECURSO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.”
Acórdão recorrido publicado em 07.10.2013.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14
Voto - MIN. ROSA WEBER
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854.190 RIO DE
JANEIRO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 2..., 5..., I, 37, caput, X,
93, IX, 97, 167, I e II, e 169, da Lei Maior, à Súmula 339/Supremo Tribunal Federal e à
Súmula Vinculante 10.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na
origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o
vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional
arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de
correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde
com vício ao primado da fundamentação, notadamente
consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e
a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto
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26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854.190 RIO DE
JANEIRO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 2..., 5..., I, 37, caput, X,
93, IX, 97, 167, I e II, e 169, da Lei Maior, à Súmula 339/Supremo Tribunal Federal e à
Súmula Vinculante 10.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na
origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o
vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional
arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de
correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde
com vício ao primado da fundamentação, notadamente
consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e
a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 854190 AGR / RJ
republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria:
“Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há
falar em ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, quando o acórdão
impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à
tese da recorrente.” (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar
Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator
Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09)
“Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a
responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS.
Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida
com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão
a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de
que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder
todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente.
Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade
das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a
majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de
medida provisória. Precedentes.” (Recurso Extraordinário 511.581-AgR, Relator
Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08)
“O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão
judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja
correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide:
declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou
não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita
a exigência constitucional.” (AI 402.819-AgR, Relator Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03)
Não há falar em ofensa ao art. 97 da Carta Maior ou em
contrariedade à Sumula Vinculante 10, porquanto não
declarada, na hipótese, a inconstitucionalidade de lei ou ato
normativo do Poder Público. Com efeito, a Corte de origem
solveu a questão à luz da aplicação das regras de hermenêutica
no âmbito infraconstitucional, sem, portanto, declarar a
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 854190 AGR / RJ
republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria:
“Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há
falar em ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, quando o acórdão
impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à
tese da recorrente.” (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar
Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator
Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09)
“Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a
responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS.
Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida
com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão
a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de
que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder
todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente.
Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade
das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a
majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de
medida provisória. Precedentes.” (Recurso Extraordinário 511.581-AgR, Relator
Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08)
“O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão
judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja
correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide:
declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou
não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita
a exigência constitucional.” (AI 402.819-AgR, Relator Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03)
Não há falar em ofensa ao art. 97 da Carta Maior ou em
contrariedade à Sumula Vinculante 10, porquanto não
declarada, na hipótese, a inconstitucionalidade de lei ou ato
normativo do Poder Público. Com efeito, a Corte de origem
solveu a questão à luz da aplicação das regras de hermenêutica
no âmbito infraconstitucional, sem, portanto, declarar a
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 854190 AGR / RJ
incompatibilidade entre a Constituição Federal e a norma legal
que se pretende ver incidir à espécie. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 639.866-
AgR/RS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe
16.9.2011, e AI 848.332-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma,
DJe 24.4.2012, este assim ementado:
“Agravo regimental no agravo de instrumento.
Constitucional. Artigo 97 da Constituição Federal. Súmula
Vinculante n 10. Violação. Inexistência. Artigo 5..., inciso XXXII.
Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Pacífica a jurisprudência desta
Corte de que não há violação do art. 97 da Constituição Federal
e da Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal quando o Tribunal de
origem, sem declarar a inconstitucionalidade da norma e sem
afastá-la sob fundamento de contrariedade à Constituição
Federal, limita-se a interpretar e aplicar a legislação
infraconstitucional ao caso concreto. 2. Inadmissível, em recurso
extraordinário, a análise de ofensa indireta ou reflexa à
Constituição. 3. Agravo regimental não provido.”
Além disso, verifico ausente afronta aos preceitos
constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no
caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir
da análise da legislação infraconstitucional local apontada no
apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da
Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste
egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula
280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso
extraordinário”. Colho precedente:
“ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ESTADO DO
RIO DE JANEIRO. REAJUSTE CONCEDIDO PELA LEI
ESTADUAL 1.206/87. EXTENSÃO AOS SERVIDORES DO
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 854190 AGR / RJ
incompatibilidade entre a Constituição Federal e a norma legal
que se pretende ver incidir à espécie. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 639.866-
AgR/RS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe
16.9.2011, e AI 848.332-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma,
DJe 24.4.2012, este assim ementado:
“Agravo regimental no agravo de instrumento.
Constitucional. Artigo 97 da Constituição Federal. Súmula
Vinculante n 10. Violação. Inexistência. Artigo 5..., inciso XXXII.
Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Pacífica a jurisprudência desta
Corte de que não há violação do art. 97 da Constituição Federal
e da Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal quando o Tribunal de
origem, sem declarar a inconstitucionalidade da norma e sem
afastá-la sob fundamento de contrariedade à Constituição
Federal, limita-se a interpretar e aplicar a legislação
infraconstitucional ao caso concreto. 2. Inadmissível, em recurso
extraordinário, a análise de ofensa indireta ou reflexa à
Constituição. 3. Agravo regimental não provido.”
Além disso, verifico ausente afronta aos preceitos
constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no
caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir
da análise da legislação infraconstitucional local apontada no
apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da
Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste
egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula
280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso
extraordinário”. Colho precedente:
“ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ESTADO DO
RIO DE JANEIRO. REAJUSTE CONCEDIDO PELA LEI
ESTADUAL 1.206/87. EXTENSÃO AOS SERVIDORES DO
3
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 854190 AGR / RJ
PODER JUDICIÁRIO. POSSIBILIDADE. NATUREZA DE
REVISÃO GERAL. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA
339/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. ANÁLISE DE LEI LOCAL.
INVIABILIDADE. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. 1. Analisando questão
análoga à dos autos, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RMS
22.307, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJ de 13/6/1997, decidiu
afastar a aplicação da Súmula 339/Supremo Tribunal Federal para estender aos
servidores públicos civis o reajuste de 28,86% concedido pelas
Leis 8.622/93 e 8.627/93 aos militares. 2. Encontra-se em
conformidade com a jurisprudência desta Corte o entendimento
do Tribunal de origem, que decidiu estender aos servidores
públicos do Poder Judiciário o reajuste concedido pela Lei
Estadual 1.206/87, por entender que possui caráter geral e
finalidade de recompor as perdas decorrentes da inflação. 3.
Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 810.579-
AgR/RJ, Rel. Min. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe 10.12.2014)
O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se
na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela
qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o
revolvimento do quadro fático delineado, procedimento
vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal:
“Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.”
Por fim, quanto à alegada violação do art. 2... da Lei
Fundamental, o Supremo Tribunal Federal entende que o
exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder
Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. Nesse
sentido, cito o Recurso Extraordinário 417.408-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, 1...
Turma, DJe 26.4.2012; e o ARE 655.080-AgR/DF, Rel. Min.
Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 09.9.2012, assim ementado:
"Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Concurso público. 4.
Controle judicial dos atos administrativos quando eivados de
4
Supremo Tribunal Federal
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ARE 854190 AGR / RJ
PODER JUDICIÁRIO. POSSIBILIDADE. NATUREZA DE
REVISÃO GERAL. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA
339/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. ANÁLISE DE LEI LOCAL.
INVIABILIDADE. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. 1. Analisando questão
análoga à dos autos, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RMS
22.307, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJ de 13/6/1997, decidiu
afastar a aplicação da Súmula 339/Supremo Tribunal Federal para estender aos
servidores públicos civis o reajuste de 28,86% concedido pelas
Leis 8.622/93 e 8.627/93 aos militares. 2. Encontra-se em
conformidade com a jurisprudência desta Corte o entendimento
do Tribunal de origem, que decidiu estender aos servidores
públicos do Poder Judiciário o reajuste concedido pela Lei
Estadual 1.206/87, por entender que possui caráter geral e
finalidade de recompor as perdas decorrentes da inflação. 3.
Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 810.579-
AgR/RJ, Rel. Min. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe 10.12.2014)
O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se
na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela
qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o
revolvimento do quadro fático delineado, procedimento
vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal:
“Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.”
Por fim, quanto à alegada violação do art. 2... da Lei
Fundamental, o Supremo Tribunal Federal entende que o
exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder
Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. Nesse
sentido, cito o Recurso Extraordinário 417.408-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, 1...
Turma, DJe 26.4.2012; e o ARE 655.080-AgR/DF, Rel. Min.
Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 09.9.2012, assim ementado:
"Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Concurso público. 4.
Controle judicial dos atos administrativos quando eivados de
4
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 854190 AGR / RJ
ilegalidade ou abuso de poder. Possibilidade. Ausência de
violação ao Princípio da separação de Poderes. Precedentes do
Supremo Tribunal Federal. 5. Discussão acerca da existência de ilegalidade e quanto à
apreciação do preenchimento dos requisitos legais, pela
agravada, para investidura no cargo público de magistério
estadual. Necessário reexame do conjunto fático-probatório da
legislação infraconstitucional e do edital que rege o certame.
Providências vedadas pelas súmulas 279, 280 e 454.
Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a
decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega
provimento."
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo
extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional local, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior,
nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal
Federal. Aplicação da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe
recurso extraordinário”. Nesse sentido: ARE 650.574-AgR/SP, Rel. Min.
Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 28.9.2011; e ARE 838.535-AgR/RJ, da minha
lavra, 1... Turma, DJe 04.11.2014; e ARE 810.579-AgR/RJ, Rel. Min. Teori
Zavascki, 2... Turma, DJe 10.12.2014, cuja ementa transcrevo:
“ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ESTADO DO
5
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 854190 AGR / RJ
ilegalidade ou abuso de poder. Possibilidade. Ausência de
violação ao Princípio da separação de Poderes. Precedentes do
Supremo Tribunal Federal. 5. Discussão acerca da existência de ilegalidade e quanto à
apreciação do preenchimento dos requisitos legais, pela
agravada, para investidura no cargo público de magistério
estadual. Necessário reexame do conjunto fático-probatório da
legislação infraconstitucional e do edital que rege o certame.
Providências vedadas pelas súmulas 279, 280 e 454.
Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a
decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega
provimento."
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo
extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional local, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior,
nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal
Federal. Aplicação da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe
recurso extraordinário”. Nesse sentido: ARE 650.574-AgR/SP, Rel. Min.
Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 28.9.2011; e ARE 838.535-AgR/RJ, da minha
lavra, 1... Turma, DJe 04.11.2014; e ARE 810.579-AgR/RJ, Rel. Min. Teori
Zavascki, 2... Turma, DJe 10.12.2014, cuja ementa transcrevo:
“ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ESTADO DO
5
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 854190 AGR / RJ
RIO DE JANEIRO. REAJUSTE CONCEDIDO PELA LEI
ESTADUAL 1.206/87. EXTENSÃO AOS SERVIDORES DO
PODER JUDICIÁRIO. POSSIBILIDADE. NATUREZA DE
REVISÃO GERAL. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA
339/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. ANÁLISE DE LEI LOCAL.
INVIABILIDADE. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. 1. Analisando questão
análoga à dos autos, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RMS
22.307, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJ de 13/6/1997, decidiu
afastar a aplicação da Súmula 339/Supremo Tribunal Federal para estender aos
servidores públicos civis o reajuste de 28,86% concedido pelas
Leis 8.622/93 e 8.627/93 aos militares. 2. Encontra-se em
conformidade com a jurisprudência desta Corte o entendimento
do Tribunal de origem, que decidiu estender aos servidores
públicos do Poder Judiciário o reajuste concedido pela Lei
Estadual 1.206/87, por entender que possui caráter geral e
finalidade de recompor as perdas decorrentes da inflação. 3.
Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 810579
AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma,
julgado em 18/11/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-241
DIVULG 09-12-2014 PUBLIC 10-12-2014)
De outra parte, o entendimento adotado no acórdão recorrido não
diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal
Federal, no sentido de afastar a aplicação da Súmula 339/Supremo Tribunal Federal quando
presente reajuste concedido em caráter geral, razão pela qual não se
divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse
sentido:
“REMUNERAÇÃO – REAJUSTE DE 28,86% – LEIS n
8.622/93 E 8.627/93 – ISONOMIA – MILITARES –
PRECEDENTE. Tratando-se da reposição do poder aquisitivo
da remuneração dos servidores, cumpre observar o idêntico
tratamento com relação a civis e militares. Precedente:
Repercussão Geral na Questão de Ordem no Recurso
Extraordinário n 584.313. Agravo desprovido.” (Recurso Extraordinário 413275
AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma,
6
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 854190 AGR / RJ
RIO DE JANEIRO. REAJUSTE CONCEDIDO PELA LEI
ESTADUAL 1.206/87. EXTENSÃO AOS SERVIDORES DO
PODER JUDICIÁRIO. POSSIBILIDADE. NATUREZA DE
REVISÃO GERAL. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA
339/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. ANÁLISE DE LEI LOCAL.
INVIABILIDADE. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. 1. Analisando questão
análoga à dos autos, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RMS
22.307, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJ de 13/6/1997, decidiu
afastar a aplicação da Súmula 339/Supremo Tribunal Federal para estender aos
servidores públicos civis o reajuste de 28,86% concedido pelas
Leis 8.622/93 e 8.627/93 aos militares. 2. Encontra-se em
conformidade com a jurisprudência desta Corte o entendimento
do Tribunal de origem, que decidiu estender aos servidores
públicos do Poder Judiciário o reajuste concedido pela Lei
Estadual 1.206/87, por entender que possui caráter geral e
finalidade de recompor as perdas decorrentes da inflação. 3.
Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 810579
AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma,
julgado em 18/11/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-241
DIVULG 09-12-2014 PUBLIC 10-12-2014)
De outra parte, o entendimento adotado no acórdão recorrido não
diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal
Federal, no sentido de afastar a aplicação da Súmula 339/Supremo Tribunal Federal quando
presente reajuste concedido em caráter geral, razão pela qual não se
divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse
sentido:
“REMUNERAÇÃO – REAJUSTE DE 28,86% – LEIS n
8.622/93 E 8.627/93 – ISONOMIA – MILITARES –
PRECEDENTE. Tratando-se da reposição do poder aquisitivo
da remuneração dos servidores, cumpre observar o idêntico
tratamento com relação a civis e militares. Precedente:
Repercussão Geral na Questão de Ordem no Recurso
Extraordinário n 584.313. Agravo desprovido.” (Recurso Extraordinário 413275
AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma,
6
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 854190 AGR / RJ
julgado em 13/03/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-083
DIVULG 27-04-2012 PUBLIC 30-04-2012)
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. SERVIDORES MILITARES. INCISO X
DO ART. 37 DA LEI DAS LEIS (REDAÇÃO ANTERIOR À EC
19/98). DIREITO À REVISÃO GERAL DE 28,86%,
DECORRENTE DAS LEIS nS 8.622/93 E 8.627/93.
COMPENSAÇÃO DOS ÍNDICES JÁ CONCEDIDOS PELA
PRÓPRIA LEI n 8.627/93. INTERPRETAÇÃO DA
JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Ao
julgar o RMS 22.307, o Plenário desta Corte decidiu, por
maioria, que as Leis ns 8.622/93 e 8.627/93 concederam revisão
geral de vencimentos aos servidores públicos, da ordem de
28,86%, nos termos do inciso X do art. 37 da Carta de Outubro
(redação anterior à EC 19/98). Posteriormente, ao apreciar os
embargos de declaração opostos (RMS 22.307-ED), entendeu,
também por maioria, que deveriam ser compensados, em cada
caso, os índices eventualmente concedidos pela própria Lei n
8.627/93. Tal decisão autoriza concluir que a citada revisão,
sendo geral, na forma do dispositivo constitucional em apreço
(cuja redação originária não comportava distinção entre civis e
militares), é devida, por igual, aos servidores militares, também
com a mencionada compensação. Precedentes: REs 303.376-
AgR, 398.778-AgR, 403.395-AgR, 405.082-AgR, 407.645-AgR,
427.004-AgR, 427.031-AgR e 438.009-AgR, entre outros, Relator
Ministro Carlos Britto; Recurso Extraordinário 401.467-AgR, Relator Ministro
Sepúlveda Pertence; Recurso Extraordinário 419.075, Relator Ministro Marco
Aurélio; Recurso Extraordinário 438.985-AgR, Relator Ministro Celso de Mello; e Recurso Extraordinário
436.266-AgR, Relator Ministro Carlos Velloso. Agravo
regimental provido.” (Recurso Extraordinário 433813 AgR, Relator(a): Min. EROS
GRAU, Relator(a) p/ Acórdão: Min. CARLOS BRITTO,
Primeira Turma, julgado em 14/06/2005, DJ 16-12-2005 PP-00085
EMENT VOL-02218-06 PP-01153)
Divergir da conclusão da origem acerca da natureza geral do
7
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ARE 854190 AGR / RJ
julgado em 13/03/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-083
DIVULG 27-04-2012 PUBLIC 30-04-2012)
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. SERVIDORES MILITARES. INCISO X
DO ART. 37 DA LEI DAS LEIS (REDAÇÃO ANTERIOR À EC
19/98). DIREITO À REVISÃO GERAL DE 28,86%,
DECORRENTE DAS LEIS nS 8.622/93 E 8.627/93.
COMPENSAÇÃO DOS ÍNDICES JÁ CONCEDIDOS PELA
PRÓPRIA LEI n 8.627/93. INTERPRETAÇÃO DA
JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Ao
julgar o RMS 22.307, o Plenário desta Corte decidiu, por
maioria, que as Leis ns 8.622/93 e 8.627/93 concederam revisão
geral de vencimentos aos servidores públicos, da ordem de
28,86%, nos termos do inciso X do art. 37 da Carta de Outubro
(redação anterior à EC 19/98). Posteriormente, ao apreciar os
embargos de declaração opostos (RMS 22.307-ED), entendeu,
também por maioria, que deveriam ser compensados, em cada
caso, os índices eventualmente concedidos pela própria Lei n
8.627/93. Tal decisão autoriza concluir que a citada revisão,
sendo geral, na forma do dispositivo constitucional em apreço
(cuja redação originária não comportava distinção entre civis e
militares), é devida, por igual, aos servidores militares, também
com a mencionada compensação. Precedentes: REs 303.376-
AgR, 398.778-AgR, 403.395-AgR, 405.082-AgR, 407.645-AgR,
427.004-AgR, 427.031-AgR e 438.009-AgR, entre outros, Relator
Ministro Carlos Britto; Recurso Extraordinário 401.467-AgR, Relator Ministro
Sepúlveda Pertence; Recurso Extraordinário 419.075, Relator Ministro Marco
Aurélio; Recurso Extraordinário 438.985-AgR, Relator Ministro Celso de Mello; e Recurso Extraordinário
436.266-AgR, Relator Ministro Carlos Velloso. Agravo
regimental provido.” (Recurso Extraordinário 433813 AgR, Relator(a): Min. EROS
GRAU, Relator(a) p/ Acórdão: Min. CARLOS BRITTO,
Primeira Turma, julgado em 14/06/2005, DJ 16-12-2005 PP-00085
EMENT VOL-02218-06 PP-01153)
Divergir da conclusão da origem acerca da natureza geral do
7
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 854190 AGR / RJ
reajuste em debate demanda a análise da legislação infraconstitucional
local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual
ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Nesse contexto, as razões do agravo regimental não se mostram
aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada,
mormente no que se refere ao óbice da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o
trânsito do recurso extraordinário.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
8
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 854190 AGR / RJ
reajuste em debate demanda a análise da legislação infraconstitucional
local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual
ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Nesse contexto, as razões do agravo regimental não se mostram
aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada,
mormente no que se refere ao óbice da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o
trânsito do recurso extraordinário.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
8
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854.190 RIO DE
JANEIRO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – No 21... da lista, estou
provendo o agravo, inclusive, recebi memorial.
Para mim, há singularidades: a natureza de certo reajuste, se geral
ou não.
Estou provendo o recurso do Estado do Rio de Janeiro, porque o
Tribunal de Justiça acabou por estender melhoria salarial que implica
grande bola de neve, em termos de custos, para o Estado.
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Supremo Tribunal Federal
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854.190 RIO DE
JANEIRO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – No 21... da lista, estou
provendo o agravo, inclusive, recebi memorial.
Para mim, há singularidades: a natureza de certo reajuste, se geral
ou não.
Estou provendo o recurso do Estado do Rio de Janeiro, porque o
Tribunal de Justiça acabou por estender melhoria salarial que implica
grande bola de neve, em termos de custos, para o Estado.
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Extrato de Ata - 26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854.190
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
AGDO.(A/S) : CLÁUDIA ELMOR MOOR
ADV.(A/S) : CRISTIANO MESCOLIN DO CARMO E OUTRO(A/S)
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido o
Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra
Rosa Weber. 1... Turma, 26.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki
para julgar processos a eles vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854.190
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
AGDO.(A/S) : CLÁUDIA ELMOR MOOR
ADV.(A/S) : CRISTIANO MESCOLIN DO CARMO E OUTRO(A/S)
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido o
Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra
Rosa Weber. 1... Turma, 26.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki
para julgar processos a eles vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8644137
Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 854 . 190",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 854190 AGR / RJ",
"ARE 854190 AGR / RJ",
"AGRAVO 854 . 190",
"Súmula 339 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 339 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 854190 AGR",
"ARE 854190 AGR /",
"Súmula 339 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula Vinculante 10",
"Súmula 339 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula Vinculante 10",
"ARE 854190 AGR / RJ",
"AI 426 . 981 - AgR",
"AI 611 . 406 - AgR",
"Recurso Extraordinário 511 . 581 - AgR",
"AI 402 . 819 - AgR",
"Sumula Vinculante 10",
"ARE 854190 AGR / RJ",
"AI 426 . 981 - AgR",
"AI 611 . 406 - AgR",
"Recurso Extraordinário 511 . 581 - AgR",
"AI 402 . 819 - AgR",
"Sumula Vinculante 10",
"Recurso Extraordinário 639 . 866 - AgR / RS",
"AI 848 . 332 - AgR / RJ",
"Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 639 . 866 - AgR / RS",
"AI 848 . 332 - AgR / RJ",
"Súmula Vinculante n 10",
"Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 854190 AGR",
"SÚMULA 339 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal",
"RMS 22 . 307",
"Súmula 339 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 810 . 579 - AgR / RJ",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 655 . 080 - AgR / DF",
"ARE 854190 AGR / RJ",
"SÚMULA 339 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal",
"RMS 22 . 307",
"Súmula 339 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 810 . 579 - AgR / RJ",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 417 . 408 - AgR / RJ",
"ARE 655 . 080 - AgR / DF",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 650 . 574 - AgR / SP",
"ARE 838 . 535 - AgR / RJ",
"ARE 810 . 579 - AgR / RJ",
"ARE 854190 AGR / RJ",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 650 . 574 - AgR / SP",
"ARE 838 . 535 - AgR / RJ",
"ARE 810 . 579 - AgR / RJ",
"SÚMULA 339 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal",
"RMS 22 . 307",
"Súmula 339 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 810579 AgR",
"Súmula 339 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 584 . 313",
"Recurso Extraordinário 413275 AgR",
"ARE 854190",
"SÚMULA 339 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal",
"RMS 22 . 307",
"Súmula 339 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 810579 AgR",
"Súmula 339 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 584 . 313",
"Recurso Extraordinário 413275 AgR",
"RMS 22 . 307",
"RMS 22 . 307 - ED",
"REs 303 . 376 - AgR",
"Recurso Extraordinário 401 . 467 - AgR",
"Recurso Extraordinário 419 . 075",
"Recurso Extraordinário 438 . 985 - AgR",
"Recurso Extraordinário 436 . 266 - AgR",
"Recurso Extraordinário 433813 AgR",
"RMS 22 . 307",
"RMS 22 . 307 - ED",
"REs 303 . 376 - AgR",
"Recurso Extraordinário 401 . 467 - AgR",
"Recurso Extraordinário 419 . 075",
"Recurso Extraordinário 438 . 985 - AgR",
"Recurso Extraordinário 436 . 266 - AgR",
"Recurso Extraordinário 433813 AgR",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"LEI ESTADUAL 1206 / 87",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"LEI ESTADUAL 1206 / 87",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988",
"PIS .",
"Lei n . 9 . 715 / 98",
"Lei n . 9 . 715 / 98",
"Constituição",
"art . 93 , IX",
"art . 97 da Carta Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988",
"Lei n . 9 . 715 / 98",
"Lei n . 9 . 715 / 98",
"Constituição",
"art . 97 da Carta Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Artigo 97 da Constituição Federal",
"art . 97 da Constituição Federal",
"Constituição Federal",
"Constituição",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"LEI ESTADUAL 1 . 206 / 87",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Artigo 97 da Constituição Federal",
"art . 97 da Constituição Federal",
"Constituição Federal",
"Constituição",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"LEI ESTADUAL 1 . 206 / 87",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Leis 8 . 622 / 93",
"8",
".",
"627",
"/",
"93",
"Lei Estadual 1 . 206 / 87",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Leis 8 . 622 / 93",
"8",
".",
"627",
"/",
"93",
"Lei Estadual 1 . 206 / 87",
"art . 2 . . . da Lei Fundamental",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"art . 21 , § 1 . . . , do RISTF",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"art . 21 , § 1 . . . , do RISTF",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI ESTADUAL 1 . 206 / 87",
"Leis 8 . 622 / 93",
"8",
".",
"627",
"/",
"93",
"Lei Estadual 1 . 206 / 87",
"LEIS n 8 . 622 / 93",
"8",
".",
"627",
"/",
"93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI ESTADUAL 1 . 206 / 87",
"Leis 8 . 622 / 93",
"8",
".",
"627",
"/",
"93",
"Lei Estadual 1 . 206 / 87",
"LEIS n 8 . 622 / 93",
"8",
".",
"627",
"/",
"93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"INCISO X DO ART . 37 DA LEI DAS LEIS",
"EC 19 / 98",
"LEIS nS 8 . 622 / 93",
"8",
".",
"627",
"/",
"93",
"LEI n 8 . 627 / 93",
"Leis ns 8 . 622 / 93",
"8",
".",
"627",
"/",
"93",
"inciso",
"EC 19 / 98",
"Lei n 8 . 627 / 93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"INCISO X DO ART . 37 DA LEI DAS LEIS",
"EC 19 / 98",
"LEIS nS 8 . 622 / 93",
"8",
".",
"627",
"/",
"93",
"LEI n 8 . 627 / 93",
"Leis ns 8 . 622 / 93",
"8",
".",
"627",
"/",
"93",
"inciso X do art . 37 da Carta de Outubro",
"EC 19 / 98",
"Lei n 8 . 627 / 93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"Estado do Rio de Janeiro",
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"Estado do Rio de Janeiro",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO 5",
"ESTADO DO 5",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"Estado do Rio de Janeiro",
"RIO DE JANEIRO",
"Estado do Rio de Janeiro",
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio de",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"2",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"3",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"RJ",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"2",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
"2",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"AGR",
"/",
"RJ",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
"2",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
"1",
".",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Plenário",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Plenário",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA",
"TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"CLÁUDIA ELMOR MOOR",
"CRISTIANO MESCOLIN DO CARMO",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"CLÁUDIA ELMOR",
"CRISTIANO MESCOLIN DO CARMO",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"CLÁUDIA ELMOR",
"CRISTIANO MESCOLIN DO CARMO",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"Cezar Peluso",
"Carlos Britto",
"Eros Grau",
"Sepúlveda Pertence",
"Cezar Peluso",
"Carlos Britto",
"Eros Grau",
"Sepúlveda Pertence",
"ROSA WEBER",
"Ricardo Lewandowski",
"Dias Toffoli",
"Ricardo Lewandowski",
"Dias Toffoli",
"ROSA WEBER",
"MARCO AURÉLIO",
"Teori Zavascki",
"Dias Toffoli",
"Gilmar Mendes",
"MARCO AURÉLIO",
"Teori Zavascki",
"Dias Toffoli",
"Gilmar Mendes",
"ROSA WEBER",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"ROSA WEBER ARE",
"MARCO AURÉLIO",
"TEORI ZAVASCKI",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"TEORI ZAVASCKI",
"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"Carlos Britto",
"Sepúlveda Pertence",
"Marco Aurélio",
"Celso de Mello",
"Carlos Velloso",
"EROS GRAU",
"CARLOS BRITTO",
"Carlos Britto",
"Sepúlveda Pertence",
"Marco",
"Aurélio",
"Celso de Mello",
"Carlos Velloso",
"EROS GRAU",
"CARLOS BRITTO",
"ROSA WEBER",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"CLÁUDIA ELMOR MOOR",
"CRISTIANO MESCOLIN DO CARMO",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"CLÁUDIA ELMOR",
"CRISTIANO MESCOLIN DO CARMO",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"07",
".",
"10",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
".",
"10",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
".",
"10",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"11",
".",
"04",
"20",
".",
"02",
".",
"09",
"15",
".",
"8",
".",
"08",
"05",
".",
"9",
".",
"03",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"11",
".",
"04",
"20",
".",
"02",
".",
"09",
"15",
".",
"8",
".",
"08",
"05",
".",
"9",
".",
"03",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
".",
"9",
".",
"2011",
"24",
".",
"4",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
".",
"9",
".",
"2011",
"24",
".",
"4",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"6",
"/",
"1997",
"10",
".",
"12",
".",
"2014",
"26",
".",
"4",
".",
"2012",
"09",
".",
"9",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"6",
"/",
"1997",
"10",
".",
"12",
".",
"2014",
"26",
".",
"4",
".",
"2012",
"09",
".",
"9",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"9",
".",
"2011",
"04",
".",
"11",
".",
"2014",
"10",
".",
"12",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"9",
".",
"2011",
"04",
".",
"11",
".",
"2014",
"10",
".",
"12",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"6",
"/",
"1997",
"18",
"/",
"11",
"/",
"2014",
"09",
"-",
"12",
"-",
"2014",
"10",
"-",
"12",
"-",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"6",
"/",
"1997",
"18",
"/",
"11",
"/",
"2014",
"09",
"-",
"12",
"-",
"2014",
"10",
"-",
"12",
"-",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"27",
"-",
"04",
"-",
"2012",
"30",
"-",
"04",
"-",
"2012",
"14",
"/",
"06",
"/",
"2005",
"16",
"-",
"12",
"-",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"27",
"-",
"04",
"-",
"2012",
"30",
"-",
"04",
"-",
"2012",
"14",
"/",
"06",
"/",
"2005",
"16",
"-",
"12",
"-",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"26",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.287
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:R V C S
ADV.(A/S)
:ANTÔNIO CARLOS SOBRAL ROLLEMBERG
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:H DE C S
ADV.(A/S)
:NEDER ALVES DAS NEVES E OUTRO(A/S)
EMENTA:
DIREITO
PROCESSUAL
CIVIL.
AGRAVO
REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
AÇÃO RESCISÓRIA. SENTENÇA HOMOLOGATÓRIA. ACORDO DE
DIVÓRCIO E PARTILHA REALIZADO NA PRESENÇA DOS
ADVOGADOS E DO MINISTÉRIO PÚBLICO. ACESSO A
DOCUMENTOS JUNTADOS EM AUDIÊNCIA. COMPROVAÇÃO.
CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. NECESSIDADE DE REAPRECIAÇÃO DOS
FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA
279/STF.
1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, por ausência de questão
constitucional, rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à
controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da
ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal
(Tema 660 - ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes).
2. A solução da controvérsia demanda análise da legislação
infraconstitucional pertinente e a reapreciação dos fatos e do material
probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), procedimentos
inviáveis nesta fase recursal.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246755.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Ementa e Acórdão
ARE 852287 AGR / DF
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de abril de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246755.
Supremo Tribunal Federal
ARE 852287 AGR / DF
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de abril de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.287
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:R V C S
ADV.(A/S)
:ANTÔNIO CARLOS SOBRAL ROLLEMBERG
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:H DE C S
ADV.(A/S)
:NEDER ALVES DAS NEVES E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
conheceu do agravo e negou seguimento ao recurso extraordinário (art.
544, § 4º, II, b, do CPC), tendo em vista que: (i) “por ausência de questão
constitucional, o Supremo Tribunal Federal rejeitou preliminar de repercussão
geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do
contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo
legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes)”; (ii) “para
chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, imprescindíveis seriam a análise
da legislação infraconstitucional pertinente e a reapreciação dos fatos e do
material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), procedimentos
inviáveis nesta fase recursal”.
2.
A parte agravante afasta as razões da decisão agravada e
reafirma as razões do recurso extraordinário.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246756.
Supremo Tribunal Federal
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.287
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:R V C S
ADV.(A/S)
:ANTÔNIO CARLOS SOBRAL ROLLEMBERG
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:H DE C S
ADV.(A/S)
:NEDER ALVES DAS NEVES E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
conheceu do agravo e negou seguimento ao recurso extraordinário (art.
544, § 4º, II, b, do CPC), tendo em vista que: (i) “por ausência de questão
constitucional, o Supremo Tribunal Federal rejeitou preliminar de repercussão
geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do
contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo
legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes)”; (ii) “para
chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, imprescindíveis seriam a análise
da legislação infraconstitucional pertinente e a reapreciação dos fatos e do
material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), procedimentos
inviáveis nesta fase recursal”.
2.
A parte agravante afasta as razões da decisão agravada e
reafirma as razões do recurso extraordinário.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.287
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista
que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para
modificar a decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos
seus próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito:
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios,
assim ementado:
‘AÇÃO RESCISÓRIA – INADEQUAÇÃO DA VIA
ELEITA – PRELIMINAR REJEITADA – ARTIGO 485 –
HIPÓTESES NÃO CONFIGURADAS – SENTENÇA
HOMOLOGATÓRIA – ACORDO REALIZADO NA
PRESENÇA DOS ADVOGADOS E DO MINISTÉRIO
PÚBLICO – DOLO – INEXISTÊNCIA – PEDIDO NÃO
ATENDIDO.
1) - Cumpridos os requisitos do artigo 485, do CPC,
adequada está a via escolhida.
2) - Não havendo demonstração de que a parte não
teve acesso ao documento juntado em audiência, deve ser
julgada improcedente a ação rescisória.
4) - Sentença homologatória de acordo em partilha
não deve ser rescindida quando não comprovado o dolo,
principalmente quando as partes estavam acompanhadas
de seus advogados e o acordo foi fiscalizado pelo
Ministério Público.
5) - Pedido julgado improcedente.’
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.287
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista
que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para
modificar a decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos
seus próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito:
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios,
assim ementado:
‘AÇÃO RESCISÓRIA – INADEQUAÇÃO DA VIA
ELEITA – PRELIMINAR REJEITADA – ARTIGO 485 –
HIPÓTESES NÃO CONFIGURADAS – SENTENÇA
HOMOLOGATÓRIA – ACORDO REALIZADO NA
PRESENÇA DOS ADVOGADOS E DO MINISTÉRIO
PÚBLICO – DOLO – INEXISTÊNCIA – PEDIDO NÃO
ATENDIDO.
1) - Cumpridos os requisitos do artigo 485, do CPC,
adequada está a via escolhida.
2) - Não havendo demonstração de que a parte não
teve acesso ao documento juntado em audiência, deve ser
julgada improcedente a ação rescisória.
4) - Sentença homologatória de acordo em partilha
não deve ser rescindida quando não comprovado o dolo,
principalmente quando as partes estavam acompanhadas
de seus advogados e o acordo foi fiscalizado pelo
Ministério Público.
5) - Pedido julgado improcedente.’
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 852287 AGR / DF
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art.
5º, LIV, da Constituição.
O recurso extraordinário é inadmissível, tendo em vista
que, por ausência de questão constitucional, o Supremo
Tribunal Federal rejeitou preliminar de repercussão geral
relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do
contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do
devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, Rel. Min.
Gilmar Mendes).
Seja como for, para chegar a conclusão diversa do acórdão
recorrido, imprescindíveis seriam a análise da legislação
infraconstitucional pertinente e a reapreciação dos fatos e do
material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF),
procedimentos inviáveis nesta fase recursal.
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, b, do CPC
e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço do agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário.”
2.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246757.
Supremo Tribunal Federal
ARE 852287 AGR / DF
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art.
5º, LIV, da Constituição.
O recurso extraordinário é inadmissível, tendo em vista
que, por ausência de questão constitucional, o Supremo
Tribunal Federal rejeitou preliminar de repercussão geral
relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do
contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do
devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, Rel. Min.
Gilmar Mendes).
Seja como for, para chegar a conclusão diversa do acórdão
recorrido, imprescindíveis seriam a análise da legislação
infraconstitucional pertinente e a reapreciação dos fatos e do
material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF),
procedimentos inviáveis nesta fase recursal.
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, b, do CPC
e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço do agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário.”
2.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Extrato de Ata - 14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.287
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : R V C S
ADV.(A/S) : ANTÔNIO CARLOS SOBRAL ROLLEMBERG E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : H DE C S
ADV.(A/S) : NEDER ALVES DAS NEVES E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 14.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8350986
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.287
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : R V C S
ADV.(A/S) : ANTÔNIO CARLOS SOBRAL ROLLEMBERG E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : H DE C S
ADV.(A/S) : NEDER ALVES DAS NEVES E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 14.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8350986
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8399612
| 2015-04-14T00:00:00
| 2015-05-08T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 14.4.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AÇÃO RESCISÓRIA. SENTENÇA HOMOLOGATÓRIA. ACORDO DE DIVÓRCIO E PARTILHA REALIZADO NA PRESENÇA DOS ADVOGADOS E DO MINISTÉRIO PÚBLICO. ACESSO A DOCUMENTOS JUNTADOS EM AUDIÊNCIA. COMPROVAÇÃO. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. NECESSIDADE DE REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF.
1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, por ausência de questão constitucional, rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes).
2. A solução da controvérsia demanda análise da legislação infraconstitucional pertinente e a reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), procedimentos inviáveis nesta fase recursal.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur303346
|
- Acórdão(s) citado(s):
(PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA, DOS LIMITES DA COISA JULGADA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL)
ARE 748371 RG.
Número de páginas: 6.
Análise: 27/05/2015, MAD.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
852287
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 852287 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : R V C S
ADV.(A/S) : ANTÔNIO CARLOS SOBRAL ROLLEMBERG E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : H DE C S
ADV.(A/S) : NEDER ALVES DAS NEVES E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.287
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:R V C S
ADV.(A/S)
:ANTÔNIO CARLOS SOBRAL ROLLEMBERG
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:H DE C S
ADV.(A/S)
:NEDER ALVES DAS NEVES E OUTRO(A/S)
EMENTA:
DIREITO
PROCESSUAL
CIVIL.
AGRAVO
REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
AÇÃO RESCISÓRIA. SENTENÇA HOMOLOGATÓRIA. ACORDO DE
DIVÓRCIO E PARTILHA REALIZADO NA PRESENÇA DOS
ADVOGADOS E DO MINISTÉRIO PÚBLICO. ACESSO A
DOCUMENTOS JUNTADOS EM AUDIÊNCIA. COMPROVAÇÃO.
CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. NECESSIDADE DE REAPRECIAÇÃO DOS
FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA
279/Supremo Tribunal Federal.
1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, por ausência de questão
constitucional, rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à
controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da
ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal
(Tema 660 - ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes).
2. A solução da controvérsia demanda análise da legislação
infraconstitucional pertinente e a reapreciação dos fatos e do material
probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimentos
inviáveis nesta fase recursal.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246755.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Ementa e Acórdão
ARE 852287 AGR / DF
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de abril de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246755.
Supremo Tribunal Federal
ARE 852287 AGR / DF
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 14 de abril de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246755.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.287
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:R V C S
ADV.(A/S)
:ANTÔNIO CARLOS SOBRAL ROLLEMBERG
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:H DE C S
ADV.(A/S)
:NEDER ALVES DAS NEVES E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
conheceu do agravo e negou seguimento ao recurso extraordinário (art.
544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil), tendo em vista que: (i) “por ausência de questão
constitucional, o Supremo Tribunal Federal rejeitou preliminar de repercussão
geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do
contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo
legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes)”; (ii) “para
chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, imprescindíveis seriam a análise
da legislação infraconstitucional pertinente e a reapreciação dos fatos e do
material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimentos
inviáveis nesta fase recursal”.
2.
A parte agravante afasta as razões da decisão agravada e
reafirma as razões do recurso extraordinário.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246756.
Supremo Tribunal Federal
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.287
DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:R V C S
ADV.(A/S)
:ANTÔNIO CARLOS SOBRAL ROLLEMBERG
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:H DE C S
ADV.(A/S)
:NEDER ALVES DAS NEVES E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
conheceu do agravo e negou seguimento ao recurso extraordinário (art.
544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil), tendo em vista que: (i) “por ausência de questão
constitucional, o Supremo Tribunal Federal rejeitou preliminar de repercussão
geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do
contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo
legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes)”; (ii) “para
chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, imprescindíveis seriam a análise
da legislação infraconstitucional pertinente e a reapreciação dos fatos e do
material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimentos
inviáveis nesta fase recursal”.
2.
A parte agravante afasta as razões da decisão agravada e
reafirma as razões do recurso extraordinário.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246756.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.287
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista
que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para
modificar a decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos
seus próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito:
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios,
assim ementado:
‘AÇÃO RESCISÓRIA – INADEQUAÇÃO DA VIA
ELEITA – PRELIMINAR REJEITADA – ARTIGO 485 –
HIPÓTESES NÃO CONFIGURADAS – SENTENÇA
HOMOLOGATÓRIA – ACORDO REALIZADO NA
PRESENÇA DOS ADVOGADOS E DO MINISTÉRIO
PÚBLICO – DOLO – INEXISTÊNCIA – PEDIDO NÃO
ATENDIDO.
1) - Cumpridos os requisitos do artigo 485, do Código de Processo Civil,
adequada está a via escolhida.
2) - Não havendo demonstração de que a parte não
teve acesso ao documento juntado em audiência, deve ser
julgada improcedente a ação rescisória.
4) - Sentença homologatória de acordo em partilha
não deve ser rescindida quando não comprovado o dolo,
principalmente quando as partes estavam acompanhadas
de seus advogados e o acordo foi fiscalizado pelo
Ministério Público.
5) - Pedido julgado improcedente.’
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246757.
Supremo Tribunal Federal
14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.287
DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista
que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para
modificar a decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos
seus próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito:
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios,
assim ementado:
‘AÇÃO RESCISÓRIA – INADEQUAÇÃO DA VIA
ELEITA – PRELIMINAR REJEITADA – ARTIGO 485 –
HIPÓTESES NÃO CONFIGURADAS – SENTENÇA
HOMOLOGATÓRIA – ACORDO REALIZADO NA
PRESENÇA DOS ADVOGADOS E DO MINISTÉRIO
PÚBLICO – DOLO – INEXISTÊNCIA – PEDIDO NÃO
ATENDIDO.
1) - Cumpridos os requisitos do artigo 485, do Código de Processo Civil,
adequada está a via escolhida.
2) - Não havendo demonstração de que a parte não
teve acesso ao documento juntado em audiência, deve ser
julgada improcedente a ação rescisória.
4) - Sentença homologatória de acordo em partilha
não deve ser rescindida quando não comprovado o dolo,
principalmente quando as partes estavam acompanhadas
de seus advogados e o acordo foi fiscalizado pelo
Ministério Público.
5) - Pedido julgado improcedente.’
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 852287 AGR / DF
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art.
5..., LIV, da Constituição.
O recurso extraordinário é inadmissível, tendo em vista
que, por ausência de questão constitucional, o Supremo
Tribunal Federal rejeitou preliminar de repercussão geral
relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do
contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do
devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, Rel. Min.
Gilmar Mendes).
Seja como for, para chegar a conclusão diversa do acórdão
recorrido, imprescindíveis seriam a análise da legislação
infraconstitucional pertinente e a reapreciação dos fatos e do
material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal),
procedimentos inviáveis nesta fase recursal.
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil
e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário.”
2.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8246757.
Supremo Tribunal Federal
ARE 852287 AGR / DF
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art.
5..., LIV, da Constituição.
O recurso extraordinário é inadmissível, tendo em vista
que, por ausência de questão constitucional, o Supremo
Tribunal Federal rejeitou preliminar de repercussão geral
relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do
contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do
devido processo legal (Tema 660 - ARE 748.371-RG, Rel. Min.
Gilmar Mendes).
Seja como for, para chegar a conclusão diversa do acórdão
recorrido, imprescindíveis seriam a análise da legislação
infraconstitucional pertinente e a reapreciação dos fatos e do
material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal),
procedimentos inviáveis nesta fase recursal.
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil
e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário.”
2.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Extrato de Ata - 14/04/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.287
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : R V C S
ADV.(A/S) : ANTÔNIO CARLOS SOBRAL ROLLEMBERG E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : H DE C S
ADV.(A/S) : NEDER ALVES DAS NEVES E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 14.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8350986
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852.287
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : R V C S
ADV.(A/S) : ANTÔNIO CARLOS SOBRAL ROLLEMBERG E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : H DE C S
ADV.(A/S) : NEDER ALVES DAS NEVES E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 14.4.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852 . 287",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Tema 660",
"ARE 748 . 371 - RG",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 852287 AGR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852 . 287",
"Tema",
"ARE 748 . 371 -",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 852 . 287",
"Tema 660 -",
"ARE 748 . 371 - RG",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO",
"Tema 660 - ARE 748 . 371 - RG",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 852287 AGR / DF",
"Tema 660 -",
"ARE 748 . 371 - RG",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n",
"art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 485 , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 485 , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal",
"art . 5 . . . , LIV , da Constituição",
"art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do RI /",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal",
"art . 5 . . . , LIV , da Constituição",
"art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Distrito Federal e",
"MINISTÉRIO PÚBLICO",
"Ministério Público",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios",
"MINISTÉRIO PÚBLICO",
"Ministério Público",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"ANTÔNIO CARLOS SOBRAL ROLLEMBERG",
"H",
"NEDER ALVES DAS NEVES",
"Gilmar Mendes",
"Rosa Weber",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Rosa Weber",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"ANTÔNIO CARLOS SOBRAL ROLLEMBERG",
"H",
"NEDER ALVES DAS NEVES",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Gilmar Mendes",
"ROBERTO BARROSO",
"ANTÔNIO CARLOS SOBRAL ROLLEMBERG",
"H",
"NEDER ALVES DAS NEVES",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Gilmar Mendes",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"ROBERTO BARROSO",
"ANTÔNIO CARLOS SOBRAL ROLLEMBERG",
"NEDER ALVES DAS NEVES",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"ANTÔNIO CARLOS SOBRAL ROLLEMBERG",
"H",
"NEDER ALVES DAS NEVES",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14 de abril de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14 de abril de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"14",
".",
"4",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"4",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 648.256 DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:FEDERAÇÃO
BRASILEIRA
DA
INDÚSTRIA
FARMACÊUTICA - FEBRAFARMA
ADV.(A/S)
:LUIZ PAULO ROMANO
AGDO.(A/S)
:AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA
- ANVISA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
EMENTA
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA
COLETIVO. EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM RESOLUÇÃO DE
MÉRITO. ART. 267, VI, DO CPC. FEDERAÇÃO. LEGITIMIDADE ATIVA.
EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO
RECORRIDO PUBLICADO EM 04.6.2010.
1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não
alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos
constitucionais indicados nas razões recursais. Compreender de modo
diverso exigiria a análise da legislação infraconstitucional encampada na
decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior,
nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte.
2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
3. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8597143.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
RE 648256 AGR / DF
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 26 de maio de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8597143.
Supremo Tribunal Federal
RE 648256 AGR / DF
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 26 de maio de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8597143.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 648.256 DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:FEDERAÇÃO
BRASILEIRA
DA
INDÚSTRIA
FARMACÊUTICA - FEBRAFARMA
ADV.(A/S)
:LUIZ PAULO ROMANO
AGDO.(A/S)
:AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA
- ANVISA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental a Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica –
FEBRAFARMA.
Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a
violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta.
Sustenta possuir legitimidade ativa para representar as pessoas jurídicas
associados à Federação. Alega que “(...) a interpretação do alcance da
norma constitucional, isto é, se engloba ou não as Federações que
congregam associações de seus associados, é temática diretamente
extraída do Texto Constitucional e que, portanto, merece ser apreciada
pelo Supremo Tribunal Federal (...)”. Assevera “(...) inconcebível a
afirmação de que a FEBRAFARMA não teria legitimidade para atuar no
feito, quando têm como filiadas justamente as associações que
representam as indústrias farmacêuticas (...)”. Afirma que a “(...)
discussão possui inequívoca natureza constitucional, tendo a exegese do
art. 5º, LXX, da CF/88 sido explicitamente empreendida pelo Tribunal de
origem, não havendo falar em natureza infraconstitucional do tema (...)”.
Reitera a afronta ao art. 5º, LXX, da Lei Maior.
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região julgou a controvérsia em
decisão cuja ementa reproduzo:
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8597144.
Supremo Tribunal Federal
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 648.256 DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:FEDERAÇÃO
BRASILEIRA
DA
INDÚSTRIA
FARMACÊUTICA - FEBRAFARMA
ADV.(A/S)
:LUIZ PAULO ROMANO
AGDO.(A/S)
:AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA
- ANVISA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental a Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica –
FEBRAFARMA.
Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a
violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta.
Sustenta possuir legitimidade ativa para representar as pessoas jurídicas
associados à Federação. Alega que “(...) a interpretação do alcance da
norma constitucional, isto é, se engloba ou não as Federações que
congregam associações de seus associados, é temática diretamente
extraída do Texto Constitucional e que, portanto, merece ser apreciada
pelo Supremo Tribunal Federal (...)”. Assevera “(...) inconcebível a
afirmação de que a FEBRAFARMA não teria legitimidade para atuar no
feito, quando têm como filiadas justamente as associações que
representam as indústrias farmacêuticas (...)”. Afirma que a “(...)
discussão possui inequívoca natureza constitucional, tendo a exegese do
art. 5º, LXX, da CF/88 sido explicitamente empreendida pelo Tribunal de
origem, não havendo falar em natureza infraconstitucional do tema (...)”.
Reitera a afronta ao art. 5º, LXX, da Lei Maior.
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região julgou a controvérsia em
decisão cuja ementa reproduzo:
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
RE 648256 AGR / DF
“TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA.
FEDERAÇÃO. DIREITO. SINDICALIZADOS E ASSOCIADOS.
ILEGITIMIDADE ATIVA. ART. 5º, LXX, “B”, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL
1. O artigo 5º, inciso LXX, alínea b, da Constituição
Federal, dispõe sobre a possibilidade de impetração de
mandado de segurança coletivo por organização sindical,
entidade de classe, ou associação legalmente constituída, em
defesa de seus associados.
2. Ilegitimidade ativa ad causam.
3. Em que pese a alegação em contra-rezões, trata-se de
questão de ordem pública a ser declarada até mesmo de ofício
por este juízo, para extinguir o processo sem resolução de
mérito.
4. Apelação do impetrante parcialmente provida. ”
Acórdão recorrido publicado em 04.6.2010.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RE 648256 AGR / DF
“TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA.
FEDERAÇÃO. DIREITO. SINDICALIZADOS E ASSOCIADOS.
ILEGITIMIDADE ATIVA. ART. 5º, LXX, “B”, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL
1. O artigo 5º, inciso LXX, alínea b, da Constituição
Federal, dispõe sobre a possibilidade de impetração de
mandado de segurança coletivo por organização sindical,
entidade de classe, ou associação legalmente constituída, em
defesa de seus associados.
2. Ilegitimidade ativa ad causam.
3. Em que pese a alegação em contra-rezões, trata-se de
questão de ordem pública a ser declarada até mesmo de ofício
por este juízo, para extinguir o processo sem resolução de
mérito.
4. Apelação do impetrante parcialmente provida. ”
Acórdão recorrido publicado em 04.6.2010.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 648.256 DISTRITO FEDERAL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem,
maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei
Maior, Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica –
FEBRAFARMA. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 5º,
LXX, “b”, da Lei Maior.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos adotados pelo
Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo
veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões
veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso.
Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta
ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise de
matéria infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário.
Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da
Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste
egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: AI 809.024-
AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 28.11.2011; e RE
587.112-AgR/CE, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe
04.6.2010, verbis:
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 648.256 DISTRITO FEDERAL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem,
maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei
Maior, Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica –
FEBRAFARMA. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 5º,
LXX, “b”, da Lei Maior.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos adotados pelo
Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo
veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões
veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso.
Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta
ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise de
matéria infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário.
Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da
Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste
egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: AI 809.024-
AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 28.11.2011; e RE
587.112-AgR/CE, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe
04.6.2010, verbis:
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
RE 648256 AGR / DF
“Agravo regimental no agravo de instrumento. Alegada
violação às normas dos arts. 5º, inciso LXIX; e 173, § 1º, inciso II,
da Constituição Federal. Ofensa meramente reflexa, a não
ensejar a interposição de recurso extraordinário. 1. Não há que
se falar em ofensa direta ao texto constitucional se, para sua
constatação, faz-se necessária a análise dos diversos fatos em
que fundamentada a decisão que concedeu a segurança
imperada pela agravada. 2. Agravo regimental não provido”.
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. EXTINÇÃO DO
PROCESSO
SEM
JULGAMENTO
DO
MÉRITO.
LEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM. CONTROVÉRSIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS E
DAS CLÁUSULAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DAS
SÚMULAS 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO”.
Nesse sentir, não merece seguimento o recurso
extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos
da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja
detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa
direta e literal a preceito da Constituição da República.
Nego seguimento ao recurso extraordinário (CPC, art.
557, caput). ”
Oportuna a transcrição dos fundamentos do acórdão recorrido:
“Ilegitimidade ativa
Insurge a apelante ao argumento de que a sentença
recorrida contraria dispositivo de Lei Federal (art. 77, parágrafo
único, do CTN), porquanto a verba discutida representa um
imposto, vez que os valores devidos relacionam-se às condições
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RE 648256 AGR / DF
“Agravo regimental no agravo de instrumento. Alegada
violação às normas dos arts. 5º, inciso LXIX; e 173, § 1º, inciso II,
da Constituição Federal. Ofensa meramente reflexa, a não
ensejar a interposição de recurso extraordinário. 1. Não há que
se falar em ofensa direta ao texto constitucional se, para sua
constatação, faz-se necessária a análise dos diversos fatos em
que fundamentada a decisão que concedeu a segurança
imperada pela agravada. 2. Agravo regimental não provido”.
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. EXTINÇÃO DO
PROCESSO
SEM
JULGAMENTO
DO
MÉRITO.
LEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM. CONTROVÉRSIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS E
DAS CLÁUSULAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DAS
SÚMULAS 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO”.
Nesse sentir, não merece seguimento o recurso
extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos
da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja
detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa
direta e literal a preceito da Constituição da República.
Nego seguimento ao recurso extraordinário (CPC, art.
557, caput). ”
Oportuna a transcrição dos fundamentos do acórdão recorrido:
“Ilegitimidade ativa
Insurge a apelante ao argumento de que a sentença
recorrida contraria dispositivo de Lei Federal (art. 77, parágrafo
único, do CTN), porquanto a verba discutida representa um
imposto, vez que os valores devidos relacionam-se às condições
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
RE 648256 AGR / DF
econômicas do contribuinte e não guardam correlação com o
custo da atividade estatal.
Porém, tenho que a impetração esbarra em obstáculo
intransponível no que diz respeito à legitimação ativa.
Isso porque a apelante, ao congregar pessoas jurídicas,
não ostenta legitimidade para impetrar, como substituto
processual, mandado de segurança em favor das empresas
associadas dessas Associações e Sindicatos. Senão vejamos o
Estatuto Social da impetrante, especificamente os art. 7º e 8º:
Artigo 7º. Poderão ser associados da FEBRAFARMA os
Sindicatos. Associações e Órgãos representativos de Indústrias
do setor farmacêutico. Consideram-se para os fins deste
Estatuto Social, afiliados aos associados da FEBRAFARMA toda
indústria farmacêutica devidamente inscrita perante o
associado.
Artigo 8º. A admissão e o ingresso de associado, além de
ser reservada exclusivamente às entidades representativas de
empresas estabelecidas no País e mencionadas no artigo 7º
deste, fica igualmente subordinada aos seguintes requisitos:
a) estar devidamente inscrita e registrada nos órgãos
públicos próprios;
b) candidatar-se mediante proposta informada e subscrita
por 2 (dois) associados, sendo um deles designado relator;
c) declarar expressamente a aceitação deste Estatuto, do
Regimento Interno e do Código de Conduta da FEBRAFARMA,
a serem editados pelo Conselho Diretor;
d) ser aprovada pela Assembléia Geral por indicação do
Conselho Diretor;
§ Primeiro: A rejeição pelo Conselho Diretor verificar-se-á
se o candidato não obtiver 2/3 (dois terços) de votos favoráveis
dos seus membros.
§ Segundo: A aprovação do candidato será por votação
secreta.
§Terceiro: O candidato recusado só poderá pleitear
reconsideração da decisão do Conselho Diretor mediante
pedido fundamentado, até 60 (sessenta) dias contados da data
3
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RE 648256 AGR / DF
econômicas do contribuinte e não guardam correlação com o
custo da atividade estatal.
Porém, tenho que a impetração esbarra em obstáculo
intransponível no que diz respeito à legitimação ativa.
Isso porque a apelante, ao congregar pessoas jurídicas,
não ostenta legitimidade para impetrar, como substituto
processual, mandado de segurança em favor das empresas
associadas dessas Associações e Sindicatos. Senão vejamos o
Estatuto Social da impetrante, especificamente os art. 7º e 8º:
Artigo 7º. Poderão ser associados da FEBRAFARMA os
Sindicatos. Associações e Órgãos representativos de Indústrias
do setor farmacêutico. Consideram-se para os fins deste
Estatuto Social, afiliados aos associados da FEBRAFARMA toda
indústria farmacêutica devidamente inscrita perante o
associado.
Artigo 8º. A admissão e o ingresso de associado, além de
ser reservada exclusivamente às entidades representativas de
empresas estabelecidas no País e mencionadas no artigo 7º
deste, fica igualmente subordinada aos seguintes requisitos:
a) estar devidamente inscrita e registrada nos órgãos
públicos próprios;
b) candidatar-se mediante proposta informada e subscrita
por 2 (dois) associados, sendo um deles designado relator;
c) declarar expressamente a aceitação deste Estatuto, do
Regimento Interno e do Código de Conduta da FEBRAFARMA,
a serem editados pelo Conselho Diretor;
d) ser aprovada pela Assembléia Geral por indicação do
Conselho Diretor;
§ Primeiro: A rejeição pelo Conselho Diretor verificar-se-á
se o candidato não obtiver 2/3 (dois terços) de votos favoráveis
dos seus membros.
§ Segundo: A aprovação do candidato será por votação
secreta.
§Terceiro: O candidato recusado só poderá pleitear
reconsideração da decisão do Conselho Diretor mediante
pedido fundamentado, até 60 (sessenta) dias contados da data
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
RE 648256 AGR / DF
de recebimento da informação de recusa.
O art. 5°, LXX, b, da Constituição Federal, ao disciplinar
sobre a legitimidade ativa do mandado de segurança coletivo,
assim dispõe:
LXX - O mandado de segurança coletivo pode ser
impetrado por :
(...)
b) organização sindical, entidade de classe ou associação
legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um
ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados;
Dessa forma, resta claro que a Federação no presente writ
visa que seja reconhecido e declarado o direito das filiadas às
entidades que a compõem ao não recolhimento da Taxa de
Fiscalização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária nos
moldes dispostos na Lei nº 9.782/1999.
Assim, tem-se que a FEBRAFARMA não está atuando na
defesa dos interesses de seus associados – Sindicatos,
Associações e Órgãos representativos de indústrias do setor
farmacêutico.
Portanto, não se enquadrando entre os associados da
impetrante as indústrias farmacêuticas, cujo direito defende,
verifica-se não ser a Federação parte legítima para figurar no
polo ativo da presente demanda.
(...)
Em face do exposto, dou parcial provimento à apelação
para extinguir o processo sem resolução de mérito, com base no
art. 267, VI, do CPC.
Custa pela impetrante e sem condenação em honorários.”
Irrepreensível a decisão agravada.
Tal como consignado, a discussão travada nos autos não alcança
status constitucional. Emerge do acórdão recorrido que a Corte de origem,
com espeque na legislação infraconstitucional e no estatuto da entidade
recorrente, reconheceu a ilegitimidade da FEBRAFARMA para pleitear o
não recolhimento da Taxa de Fiscalização da Agência Nacional de
4
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Supremo Tribunal Federal
RE 648256 AGR / DF
de recebimento da informação de recusa.
O art. 5°, LXX, b, da Constituição Federal, ao disciplinar
sobre a legitimidade ativa do mandado de segurança coletivo,
assim dispõe:
LXX - O mandado de segurança coletivo pode ser
impetrado por :
(...)
b) organização sindical, entidade de classe ou associação
legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um
ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados;
Dessa forma, resta claro que a Federação no presente writ
visa que seja reconhecido e declarado o direito das filiadas às
entidades que a compõem ao não recolhimento da Taxa de
Fiscalização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária nos
moldes dispostos na Lei nº 9.782/1999.
Assim, tem-se que a FEBRAFARMA não está atuando na
defesa dos interesses de seus associados – Sindicatos,
Associações e Órgãos representativos de indústrias do setor
farmacêutico.
Portanto, não se enquadrando entre os associados da
impetrante as indústrias farmacêuticas, cujo direito defende,
verifica-se não ser a Federação parte legítima para figurar no
polo ativo da presente demanda.
(...)
Em face do exposto, dou parcial provimento à apelação
para extinguir o processo sem resolução de mérito, com base no
art. 267, VI, do CPC.
Custa pela impetrante e sem condenação em honorários.”
Irrepreensível a decisão agravada.
Tal como consignado, a discussão travada nos autos não alcança
status constitucional. Emerge do acórdão recorrido que a Corte de origem,
com espeque na legislação infraconstitucional e no estatuto da entidade
recorrente, reconheceu a ilegitimidade da FEBRAFARMA para pleitear o
não recolhimento da Taxa de Fiscalização da Agência Nacional de
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
RE 648256 AGR / DF
Vigilância Sanitária nos moldes dispostos na Lei nº 9.782/1999.
Nesse contexto, a pretensão do agravante de obter decisão em
sentido diverso demanda a análise da legislação infraconstitucional que
fundamentou o acórdão da origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual
ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário. Anoto precedentes:
"Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Direito Processual Civil. Prequestionamento. Ausência.
Repetição de indébito. Inadequação da via eleita. Extinção do
processo sem resolução do mérito. Preclusão. Legislação
infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas.
Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso
extraordinário quando o dispositivo constitucional que nele se
alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência
das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Inadmissível, em recurso
extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos ou a
análise da legislação infraconstitucional. Incidência da Súmula
nº 279/STF. 3. Agravo regimental não provido.” (ARE 821534
AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado
em 03/03/2015, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-067 DIVULG 09-
04-2015 PUBLIC 10-04-2015)
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. LEGITIMIDADE ATIVA DE SINDICATO
PARA AÇÃO CIVIL PÚBLICA. AUSÊNCIA DE MATÉRIA
CONSTITUCIONAL. SÚMULAS 279 E 454/STF. Em casos
análogos, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal
afastou o cabimento de recurso extraordinário, tendo em vista
depender o deslinde da controvérsia do exame prévio da
legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como do
estatuto do Sindicato e do material probatório constante dos
autos. Precedentes. Agravo regimental a que se nega
provimento.” (AI 692.462-agR/SC, rel. Min. Roberto Barroso, 1ª
Turma, DJe 18.12.2014).
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Supremo Tribunal Federal
RE 648256 AGR / DF
Vigilância Sanitária nos moldes dispostos na Lei nº 9.782/1999.
Nesse contexto, a pretensão do agravante de obter decisão em
sentido diverso demanda a análise da legislação infraconstitucional que
fundamentou o acórdão da origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual
ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário. Anoto precedentes:
"Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Direito Processual Civil. Prequestionamento. Ausência.
Repetição de indébito. Inadequação da via eleita. Extinção do
processo sem resolução do mérito. Preclusão. Legislação
infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas.
Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso
extraordinário quando o dispositivo constitucional que nele se
alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência
das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Inadmissível, em recurso
extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos ou a
análise da legislação infraconstitucional. Incidência da Súmula
nº 279/STF. 3. Agravo regimental não provido.” (ARE 821534
AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado
em 03/03/2015, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-067 DIVULG 09-
04-2015 PUBLIC 10-04-2015)
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. LEGITIMIDADE ATIVA DE SINDICATO
PARA AÇÃO CIVIL PÚBLICA. AUSÊNCIA DE MATÉRIA
CONSTITUCIONAL. SÚMULAS 279 E 454/STF. Em casos
análogos, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal
afastou o cabimento de recurso extraordinário, tendo em vista
depender o deslinde da controvérsia do exame prévio da
legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como do
estatuto do Sindicato e do material probatório constante dos
autos. Precedentes. Agravo regimental a que se nega
provimento.” (AI 692.462-agR/SC, rel. Min. Roberto Barroso, 1ª
Turma, DJe 18.12.2014).
5
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Voto - MIN. ROSA WEBER
RE 648256 AGR / DF
“SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AÇÃO
CIVIL
PÚBLICA.
ILEGITIMIDADE ATIVA DO SINDICATO. PEDIDO QUE NÃO
SE ENQUADRA ENTRE AS FINALIDADES ESTATUTÁRIAS
DA ENTIDADE SINDICAL. 1. A propositura de Ação Civil
Pública por sindicato ou associação, exige que o ente coletivo
comprove a relação entre suas finalidades institucionais e os
direitos e interesses difusos e coletivos defendidos (art. 5º, ‘b’,
da Lei 7.347/85). 2. As entidade sindicais não detêm
legitimidade ativa para propor ação civil pública que verse
sobre tributo. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou:
“PROCESSUAL – AÇÃO CIVIL PÚBLICA PROPOSTA POR
SINDICATO – ILEGITIMIDADE ATIVA EM FACE DA
NATUREZA DO PEDIDO – EXTINÇÃO DO PROCESSO.
Carece o sindicato de servidores públicos de legitimidade para
propor ação civil pública visando compelir o Estado e fundação
estadual a liquidarem dívida para com o instituto
previdenciário.” 4. Agravo regimental a que se nega
provimento” (RE 606.722-AgR- egundo/SC, Rel. Min. Luiz Fux,
1ª Turma, DJe 20.3.2013).
Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço,
se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão
pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do
quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária.
Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe
recurso extraordinário.”
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito
do recurso extraordinário.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
6
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RE 648256 AGR / DF
“SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AÇÃO
CIVIL
PÚBLICA.
ILEGITIMIDADE ATIVA DO SINDICATO. PEDIDO QUE NÃO
SE ENQUADRA ENTRE AS FINALIDADES ESTATUTÁRIAS
DA ENTIDADE SINDICAL. 1. A propositura de Ação Civil
Pública por sindicato ou associação, exige que o ente coletivo
comprove a relação entre suas finalidades institucionais e os
direitos e interesses difusos e coletivos defendidos (art. 5º, ‘b’,
da Lei 7.347/85). 2. As entidade sindicais não detêm
legitimidade ativa para propor ação civil pública que verse
sobre tributo. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou:
“PROCESSUAL – AÇÃO CIVIL PÚBLICA PROPOSTA POR
SINDICATO – ILEGITIMIDADE ATIVA EM FACE DA
NATUREZA DO PEDIDO – EXTINÇÃO DO PROCESSO.
Carece o sindicato de servidores públicos de legitimidade para
propor ação civil pública visando compelir o Estado e fundação
estadual a liquidarem dívida para com o instituto
previdenciário.” 4. Agravo regimental a que se nega
provimento” (RE 606.722-AgR- egundo/SC, Rel. Min. Luiz Fux,
1ª Turma, DJe 20.3.2013).
Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço,
se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão
pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do
quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária.
Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe
recurso extraordinário.”
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito
do recurso extraordinário.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
6
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Extrato de Ata - 26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 648.256
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : FEDERAÇÃO BRASILEIRA DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA -
FEBRAFARMA
ADV.(A/S) : LUIZ PAULO ROMANO
AGDO.(A/S) : AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 26.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki
para julgar processos a eles vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 648.256
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : FEDERAÇÃO BRASILEIRA DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA -
FEBRAFARMA
ADV.(A/S) : LUIZ PAULO ROMANO
AGDO.(A/S) : AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 26.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki
para julgar processos a eles vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8660277
| 2015-05-26T00:00:00
| 2015-06-11T00:00:00
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A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 26.5.2015.
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AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
EMENTA
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO. EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM RESOLUÇÃO DE MÉRITO. ART. 267, VI, DO CPC. FEDERAÇÃO. LEGITIMIDADE ATIVA. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 04.6.2010.
1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreender de modo diverso exigiria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte.
2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
3. Agravo regimental conhecido e não provido.
|
sjur308135
|
- Acórdão(s) citado(s):
(LEGITIMIDADE ATIVA DE SINDICATO)
RE 606722 AgR-segundo (1ªT), AI 692462 AgR (1ªT), ARE 821534 AgR (1ªT).
Número de páginas: 11.
Análise: 29/06/2015, MJC.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
648256
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00003 LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00267 INC-00006\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 648256 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : FEDERAÇÃO BRASILEIRA DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA - FEBRAFARMA
ADV.(A/S) : LUIZ PAULO ROMANO
AGDO.(A/S) : AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 648.256 DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:FEDERAÇÃO
BRASILEIRA
DA
INDÚSTRIA
FARMACÊUTICA - FEBRAFARMA
ADV.(A/S)
:LUIZ PAULO ROMANO
AGDO.(A/S)
:AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA
- ANVISA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
EMENTA
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA
COLETIVO. EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM RESOLUÇÃO DE
MÉRITO. ART. 267, VI, DO Código de Processo Civil. FEDERAÇÃO. LEGITIMIDADE ATIVA.
EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO
RECORRIDO PUBLICADO EM 04.6.2010.
1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não
alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos
constitucionais indicados nas razões recursais. Compreender de modo
diverso exigiria a análise da legislação infraconstitucional encampada na
decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior,
nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte.
2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
3. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
Recurso Extraordinário 648256 AGR / DF
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 26 de maio de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 648256 AGR / DF
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 26 de maio de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 648.256 DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:FEDERAÇÃO
BRASILEIRA
DA
INDÚSTRIA
FARMACÊUTICA - FEBRAFARMA
ADV.(A/S)
:LUIZ PAULO ROMANO
AGDO.(A/S)
:AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA
- ANVISA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental a Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica –
FEBRAFARMA.
Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a
violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta.
Sustenta possuir legitimidade ativa para representar as pessoas jurídicas
associados à Federação. Alega que “(...) a interpretação do alcance da
norma constitucional, isto é, se engloba ou não as Federações que
congregam associações de seus associados, é temática diretamente
extraída do Texto Constitucional e que, portanto, merece ser apreciada
pelo Supremo Tribunal Federal (...)”. Assevera “(...) inconcebível a
afirmação de que a FEBRAFARMA não teria legitimidade para atuar no
feito, quando têm como filiadas justamente as associações que
representam as indústrias farmacêuticas (...)”. Afirma que a “(...)
discussão possui inequívoca natureza constitucional, tendo a exegese do
art. 5..., LXX, da Constituição Federal de 1988/88 sido explicitamente empreendida pelo Tribunal de
origem, não havendo falar em natureza infraconstitucional do tema (...)”.
Reitera a afronta ao art. 5..., LXX, da Lei Maior.
O Tribunal Regional Federal da 1... Região julgou a controvérsia em
decisão cuja ementa reproduzo:
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 648.256 DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:FEDERAÇÃO
BRASILEIRA
DA
INDÚSTRIA
FARMACÊUTICA - FEBRAFARMA
ADV.(A/S)
:LUIZ PAULO ROMANO
AGDO.(A/S)
:AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA
- ANVISA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental a Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica –
FEBRAFARMA.
Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a
violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta.
Sustenta possuir legitimidade ativa para representar as pessoas jurídicas
associados à Federação. Alega que “(...) a interpretação do alcance da
norma constitucional, isto é, se engloba ou não as Federações que
congregam associações de seus associados, é temática diretamente
extraída do Texto Constitucional e que, portanto, merece ser apreciada
pelo Supremo Tribunal Federal (...)”. Assevera “(...) inconcebível a
afirmação de que a FEBRAFARMA não teria legitimidade para atuar no
feito, quando têm como filiadas justamente as associações que
representam as indústrias farmacêuticas (...)”. Afirma que a “(...)
discussão possui inequívoca natureza constitucional, tendo a exegese do
art. 5..., LXX, da Constituição Federal de 1988/88 sido explicitamente empreendida pelo Tribunal de
origem, não havendo falar em natureza infraconstitucional do tema (...)”.
Reitera a afronta ao art. 5..., LXX, da Lei Maior.
O Tribunal Regional Federal da 1... Região julgou a controvérsia em
decisão cuja ementa reproduzo:
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
Recurso Extraordinário 648256 AGR / DF
“TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA.
FEDERAÇÃO. DIREITO. SINDICALIZADOS E ASSOCIADOS.
ILEGITIMIDADE ATIVA. ART. 5..., LXX, “B”, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL
1. O artigo 5..., inciso LXX, alínea b, da Constituição
Federal, dispõe sobre a possibilidade de impetração de
mandado de segurança coletivo por organização sindical,
entidade de classe, ou associação legalmente constituída, em
defesa de seus associados.
2. Ilegitimidade ativa ad causam.
3. Em que pese a alegação em contra-rezões, trata-se de
questão de ordem pública a ser declarada até mesmo de ofício
por este juízo, para extinguir o processo sem resolução de
mérito.
4. Apelação do impetrante parcialmente provida. ”
Acórdão recorrido publicado em 04.6.2010.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 648256 AGR / DF
“TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA.
FEDERAÇÃO. DIREITO. SINDICALIZADOS E ASSOCIADOS.
ILEGITIMIDADE ATIVA. ART. 5..., LXX, “B”, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL
1. O artigo 5..., inciso LXX, alínea b, da Constituição
Federal, dispõe sobre a possibilidade de impetração de
mandado de segurança coletivo por organização sindical,
entidade de classe, ou associação legalmente constituída, em
defesa de seus associados.
2. Ilegitimidade ativa ad causam.
3. Em que pese a alegação em contra-rezões, trata-se de
questão de ordem pública a ser declarada até mesmo de ofício
por este juízo, para extinguir o processo sem resolução de
mérito.
4. Apelação do impetrante parcialmente provida. ”
Acórdão recorrido publicado em 04.6.2010.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROSA WEBER
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 648.256 DISTRITO FEDERAL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem,
maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei
Maior, Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica –
FEBRAFARMA. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 5...,
LXX, “b”, da Lei Maior.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos adotados pelo
Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo
veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões
veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso.
Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta
ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise de
matéria infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário.
Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da
Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste
egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: AI 809.024-
AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 28.11.2011; e Recurso Extraordinário
587.112-AgR/CE, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe
04.6.2010, verbis:
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 648.256 DISTRITO FEDERAL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem,
maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei
Maior, Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica –
FEBRAFARMA. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 5...,
LXX, “b”, da Lei Maior.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos adotados pelo
Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo
veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões
veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso.
Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta
ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise de
matéria infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário.
Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da
Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste
egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: AI 809.024-
AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 28.11.2011; e Recurso Extraordinário
587.112-AgR/CE, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe
04.6.2010, verbis:
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
Recurso Extraordinário 648256 AGR / DF
“Agravo regimental no agravo de instrumento. Alegada
violação às normas dos arts. 5..., inciso LXIX; e 173, § 1..., inciso II,
da Constituição Federal. Ofensa meramente reflexa, a não
ensejar a interposição de recurso extraordinário. 1. Não há que
se falar em ofensa direta ao texto constitucional se, para sua
constatação, faz-se necessária a análise dos diversos fatos em
que fundamentada a decisão que concedeu a segurança
imperada pela agravada. 2. Agravo regimental não provido”.
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. EXTINÇÃO DO
PROCESSO
SEM
JULGAMENTO
DO
MÉRITO.
LEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM. CONTROVÉRSIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS E
DAS CLÁUSULAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DAS
SÚMULAS 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO”.
Nesse sentir, não merece seguimento o recurso
extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos
da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja
detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa
direta e literal a preceito da Constituição da República.
Nego seguimento ao recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art.
557, caput). ”
Oportuna a transcrição dos fundamentos do acórdão recorrido:
“Ilegitimidade ativa
Insurge a apelante ao argumento de que a sentença
recorrida contraria dispositivo de Lei Federal (art. 77, parágrafo
único, do CTN), porquanto a verba discutida representa um
imposto, vez que os valores devidos relacionam-se às condições
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 648256 AGR / DF
“Agravo regimental no agravo de instrumento. Alegada
violação às normas dos arts. 5..., inciso LXIX; e 173, § 1..., inciso II,
da Constituição Federal. Ofensa meramente reflexa, a não
ensejar a interposição de recurso extraordinário. 1. Não há que
se falar em ofensa direta ao texto constitucional se, para sua
constatação, faz-se necessária a análise dos diversos fatos em
que fundamentada a decisão que concedeu a segurança
imperada pela agravada. 2. Agravo regimental não provido”.
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. EXTINÇÃO DO
PROCESSO
SEM
JULGAMENTO
DO
MÉRITO.
LEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM. CONTROVÉRSIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS E
DAS CLÁUSULAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DAS
SÚMULAS 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO”.
Nesse sentir, não merece seguimento o recurso
extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos
da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja
detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa
direta e literal a preceito da Constituição da República.
Nego seguimento ao recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art.
557, caput). ”
Oportuna a transcrição dos fundamentos do acórdão recorrido:
“Ilegitimidade ativa
Insurge a apelante ao argumento de que a sentença
recorrida contraria dispositivo de Lei Federal (art. 77, parágrafo
único, do CTN), porquanto a verba discutida representa um
imposto, vez que os valores devidos relacionam-se às condições
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
Recurso Extraordinário 648256 AGR / DF
econômicas do contribuinte e não guardam correlação com o
custo da atividade estatal.
Porém, tenho que a impetração esbarra em obstáculo
intransponível no que diz respeito à legitimação ativa.
Isso porque a apelante, ao congregar pessoas jurídicas,
não ostenta legitimidade para impetrar, como substituto
processual, mandado de segurança em favor das empresas
associadas dessas Associações e Sindicatos. Senão vejamos o
Estatuto Social da impetrante, especificamente os art. 7... e 8...:
Artigo 7.... Poderão ser associados da FEBRAFARMA os
Sindicatos. Associações e Órgãos representativos de Indústrias
do setor farmacêutico. Consideram-se para os fins deste
Estatuto Social, afiliados aos associados da FEBRAFARMA toda
indústria farmacêutica devidamente inscrita perante o
associado.
Artigo 8.... A admissão e o ingresso de associado, além de
ser reservada exclusivamente às entidades representativas de
empresas estabelecidas no País e mencionadas no artigo 7...
deste, fica igualmente subordinada aos seguintes requisitos:
a) estar devidamente inscrita e registrada nos órgãos
públicos próprios;
b) candidatar-se mediante proposta informada e subscrita
por 2 (dois) associados, sendo um deles designado relator;
c) declarar expressamente a aceitação deste Estatuto, do
Regimento Interno e do Código de Conduta da FEBRAFARMA,
a serem editados pelo Conselho Diretor;
d) ser aprovada pela Assembléia Geral por indicação do
Conselho Diretor;
§ Primeiro: A rejeição pelo Conselho Diretor verificar-se-á
se o candidato não obtiver 2/3 (dois terços) de votos favoráveis
dos seus membros.
§ Segundo: A aprovação do candidato será por votação
secreta.
§Terceiro: O candidato recusado só poderá pleitear
reconsideração da decisão do Conselho Diretor mediante
pedido fundamentado, até 60 (sessenta) dias contados da data
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econômicas do contribuinte e não guardam correlação com o
custo da atividade estatal.
Porém, tenho que a impetração esbarra em obstáculo
intransponível no que diz respeito à legitimação ativa.
Isso porque a apelante, ao congregar pessoas jurídicas,
não ostenta legitimidade para impetrar, como substituto
processual, mandado de segurança em favor das empresas
associadas dessas Associações e Sindicatos. Senão vejamos o
Estatuto Social da impetrante, especificamente os art. 7... e 8...:
Artigo 7.... Poderão ser associados da FEBRAFARMA os
Sindicatos. Associações e Órgãos representativos de Indústrias
do setor farmacêutico. Consideram-se para os fins deste
Estatuto Social, afiliados aos associados da FEBRAFARMA toda
indústria farmacêutica devidamente inscrita perante o
associado.
Artigo 8.... A admissão e o ingresso de associado, além de
ser reservada exclusivamente às entidades representativas de
empresas estabelecidas no País e mencionadas no artigo 7...
deste, fica igualmente subordinada aos seguintes requisitos:
a) estar devidamente inscrita e registrada nos órgãos
públicos próprios;
b) candidatar-se mediante proposta informada e subscrita
por 2 (dois) associados, sendo um deles designado relator;
c) declarar expressamente a aceitação deste Estatuto, do
Regimento Interno e do Código de Conduta da FEBRAFARMA,
a serem editados pelo Conselho Diretor;
d) ser aprovada pela Assembléia Geral por indicação do
Conselho Diretor;
§ Primeiro: A rejeição pelo Conselho Diretor verificar-se-á
se o candidato não obtiver 2/3 (dois terços) de votos favoráveis
dos seus membros.
§ Segundo: A aprovação do candidato será por votação
secreta.
§Terceiro: O candidato recusado só poderá pleitear
reconsideração da decisão do Conselho Diretor mediante
pedido fundamentado, até 60 (sessenta) dias contados da data
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Voto - MIN. ROSA WEBER
Recurso Extraordinário 648256 AGR / DF
de recebimento da informação de recusa.
O art. 5..., LXX, b, da Constituição Federal, ao disciplinar
sobre a legitimidade ativa do mandado de segurança coletivo,
assim dispõe:
LXX - O mandado de segurança coletivo pode ser
impetrado por :
(...)
b) organização sindical, entidade de classe ou associação
legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um
ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados;
Dessa forma, resta claro que a Federação no presente writ
visa que seja reconhecido e declarado o direito das filiadas às
entidades que a compõem ao não recolhimento da Taxa de
Fiscalização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária nos
moldes dispostos na Lei n 9.782/1999.
Assim, tem-se que a FEBRAFARMA não está atuando na
defesa dos interesses de seus associados – Sindicatos,
Associações e Órgãos representativos de indústrias do setor
farmacêutico.
Portanto, não se enquadrando entre os associados da
impetrante as indústrias farmacêuticas, cujo direito defende,
verifica-se não ser a Federação parte legítima para figurar no
polo ativo da presente demanda.
(...)
Em face do exposto, dou parcial provimento à apelação
para extinguir o processo sem resolução de mérito, com base no
art. 267, VI, do Código de Processo Civil.
Custa pela impetrante e sem condenação em honorários.”
Irrepreensível a decisão agravada.
Tal como consignado, a discussão travada nos autos não alcança
status constitucional. Emerge do acórdão recorrido que a Corte de origem,
com espeque na legislação infraconstitucional e no estatuto da entidade
recorrente, reconheceu a ilegitimidade da FEBRAFARMA para pleitear o
não recolhimento da Taxa de Fiscalização da Agência Nacional de
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de recebimento da informação de recusa.
O art. 5..., LXX, b, da Constituição Federal, ao disciplinar
sobre a legitimidade ativa do mandado de segurança coletivo,
assim dispõe:
LXX - O mandado de segurança coletivo pode ser
impetrado por :
(...)
b) organização sindical, entidade de classe ou associação
legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um
ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados;
Dessa forma, resta claro que a Federação no presente writ
visa que seja reconhecido e declarado o direito das filiadas às
entidades que a compõem ao não recolhimento da Taxa de
Fiscalização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária nos
moldes dispostos na Lei n 9.782/1999.
Assim, tem-se que a FEBRAFARMA não está atuando na
defesa dos interesses de seus associados – Sindicatos,
Associações e Órgãos representativos de indústrias do setor
farmacêutico.
Portanto, não se enquadrando entre os associados da
impetrante as indústrias farmacêuticas, cujo direito defende,
verifica-se não ser a Federação parte legítima para figurar no
polo ativo da presente demanda.
(...)
Em face do exposto, dou parcial provimento à apelação
para extinguir o processo sem resolução de mérito, com base no
art. 267, VI, do Código de Processo Civil.
Custa pela impetrante e sem condenação em honorários.”
Irrepreensível a decisão agravada.
Tal como consignado, a discussão travada nos autos não alcança
status constitucional. Emerge do acórdão recorrido que a Corte de origem,
com espeque na legislação infraconstitucional e no estatuto da entidade
recorrente, reconheceu a ilegitimidade da FEBRAFARMA para pleitear o
não recolhimento da Taxa de Fiscalização da Agência Nacional de
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Voto - MIN. ROSA WEBER
Recurso Extraordinário 648256 AGR / DF
Vigilância Sanitária nos moldes dispostos na Lei n 9.782/1999.
Nesse contexto, a pretensão do agravante de obter decisão em
sentido diverso demanda a análise da legislação infraconstitucional que
fundamentou o acórdão da origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual
ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário. Anoto precedentes:
"Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Direito Processual Civil. Prequestionamento. Ausência.
Repetição de indébito. Inadequação da via eleita. Extinção do
processo sem resolução do mérito. Preclusão. Legislação
infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas.
Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso
extraordinário quando o dispositivo constitucional que nele se
alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência
das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Inadmissível, em recurso
extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos ou a
análise da legislação infraconstitucional. Incidência da Súmula
n 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido.” (ARE 821534
AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado
em 03/03/2015, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-067 DIVULG 09-
04-2015 PUBLIC 10-04-2015)
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. LEGITIMIDADE ATIVA DE SINDICATO
PARA AÇÃO CIVIL PÚBLICA. AUSÊNCIA DE MATÉRIA
CONSTITUCIONAL. SÚMULAS 279 E 454/Supremo Tribunal Federal. Em casos
análogos, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal
afastou o cabimento de recurso extraordinário, tendo em vista
depender o deslinde da controvérsia do exame prévio da
legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como do
estatuto do Sindicato e do material probatório constante dos
autos. Precedentes. Agravo regimental a que se nega
provimento.” (AI 692.462-agR/SC, rel. Min. Roberto Barroso, 1...
Turma, DJe 18.12.2014).
5
Supremo Tribunal Federal
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Recurso Extraordinário 648256 AGR / DF
Vigilância Sanitária nos moldes dispostos na Lei n 9.782/1999.
Nesse contexto, a pretensão do agravante de obter decisão em
sentido diverso demanda a análise da legislação infraconstitucional que
fundamentou o acórdão da origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual
ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário. Anoto precedentes:
"Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Direito Processual Civil. Prequestionamento. Ausência.
Repetição de indébito. Inadequação da via eleita. Extinção do
processo sem resolução do mérito. Preclusão. Legislação
infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas.
Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso
extraordinário quando o dispositivo constitucional que nele se
alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência
das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Inadmissível, em recurso
extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos ou a
análise da legislação infraconstitucional. Incidência da Súmula
n 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido.” (ARE 821534
AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado
em 03/03/2015, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-067 DIVULG 09-
04-2015 PUBLIC 10-04-2015)
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. LEGITIMIDADE ATIVA DE SINDICATO
PARA AÇÃO CIVIL PÚBLICA. AUSÊNCIA DE MATÉRIA
CONSTITUCIONAL. SÚMULAS 279 E 454/Supremo Tribunal Federal. Em casos
análogos, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal
afastou o cabimento de recurso extraordinário, tendo em vista
depender o deslinde da controvérsia do exame prévio da
legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como do
estatuto do Sindicato e do material probatório constante dos
autos. Precedentes. Agravo regimental a que se nega
provimento.” (AI 692.462-agR/SC, rel. Min. Roberto Barroso, 1...
Turma, DJe 18.12.2014).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
Recurso Extraordinário 648256 AGR / DF
“SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AÇÃO
CIVIL
PÚBLICA.
ILEGITIMIDADE ATIVA DO SINDICATO. PEDIDO QUE NÃO
SE ENQUADRA ENTRE AS FINALIDADES ESTATUTÁRIAS
DA ENTIDADE SINDICAL. 1. A propositura de Ação Civil
Pública por sindicato ou associação, exige que o ente coletivo
comprove a relação entre suas finalidades institucionais e os
direitos e interesses difusos e coletivos defendidos (art. 5..., ‘b’,
da Lei 7.347/85). 2. As entidade sindicais não detêm
legitimidade ativa para propor ação civil pública que verse
sobre tributo. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou:
“PROCESSUAL – AÇÃO CIVIL PÚBLICA PROPOSTA POR
SINDICATO – ILEGITIMIDADE ATIVA EM FACE DA
NATUREZA DO PEDIDO – EXTINÇÃO DO PROCESSO.
Carece o sindicato de servidores públicos de legitimidade para
propor ação civil pública visando compelir o Estado e fundação
estadual a liquidarem dívida para com o instituto
previdenciário.” 4. Agravo regimental a que se nega
provimento” (Recurso Extraordinário 606.722-AgR- egundo/SC, Rel. Min. Luiz Fux,
1... Turma, DJe 20.3.2013).
Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço,
se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão
pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do
quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária.
Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe
recurso extraordinário.”
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito
do recurso extraordinário.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
6
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Recurso Extraordinário 648256 AGR / DF
“SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AÇÃO
CIVIL
PÚBLICA.
ILEGITIMIDADE ATIVA DO SINDICATO. PEDIDO QUE NÃO
SE ENQUADRA ENTRE AS FINALIDADES ESTATUTÁRIAS
DA ENTIDADE SINDICAL. 1. A propositura de Ação Civil
Pública por sindicato ou associação, exige que o ente coletivo
comprove a relação entre suas finalidades institucionais e os
direitos e interesses difusos e coletivos defendidos (art. 5..., ‘b’,
da Lei 7.347/85). 2. As entidade sindicais não detêm
legitimidade ativa para propor ação civil pública que verse
sobre tributo. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou:
“PROCESSUAL – AÇÃO CIVIL PÚBLICA PROPOSTA POR
SINDICATO – ILEGITIMIDADE ATIVA EM FACE DA
NATUREZA DO PEDIDO – EXTINÇÃO DO PROCESSO.
Carece o sindicato de servidores públicos de legitimidade para
propor ação civil pública visando compelir o Estado e fundação
estadual a liquidarem dívida para com o instituto
previdenciário.” 4. Agravo regimental a que se nega
provimento” (Recurso Extraordinário 606.722-AgR- egundo/SC, Rel. Min. Luiz Fux,
1... Turma, DJe 20.3.2013).
Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço,
se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão
pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do
quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária.
Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe
recurso extraordinário.”
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito
do recurso extraordinário.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
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Extrato de Ata - 26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 648.256
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : FEDERAÇÃO BRASILEIRA DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA -
FEBRAFARMA
ADV.(A/S) : LUIZ PAULO ROMANO
AGDO.(A/S) : AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 26.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki
para julgar processos a eles vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8644046
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 648.256
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : FEDERAÇÃO BRASILEIRA DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA -
FEBRAFARMA
ADV.(A/S) : LUIZ PAULO ROMANO
AGDO.(A/S) : AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 26.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki
para julgar processos a eles vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8644046
Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 648 . 256",
"Recurso Extraordinário 648256 AGR / DF",
"Recurso Extraordinário 648256 AGR / DF",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 648 . 256",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 648 . 256",
"Recurso Extraordinário 648256 AGR",
"Recurso Extraordinário 648256 AGR / DF",
"AI 809 . 024 - AgR / SP",
"Recurso Extraordinário 587 . 112 - AgR / CE",
"AI 809 . 024 - AgR / SP",
"Recurso Extraordinário 587 . 112 - AgR / CE",
"Recurso Extraordinário 648256 AGR",
"SÚMULAS 279",
"Recurso Extraordinário 648256 AGR / DF",
"SÚMULAS 279",
"Recurso Extraordinário 648256 AGR",
"Recurso Extraordinário 648256 AGR / DF",
"Recurso Extraordinário 648256 AGR / DF",
"Recurso Extraordinário 648256 AGR /",
"Recurso Extraordinário 648256 AGR / DF",
"Súmulas ns 282",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 821534 AgR",
"SÚMULAS 279",
"AI 692 . 462 - agR / SC",
"Recurso",
"Súmulas ns 282",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 821534 AgR",
"SÚMULAS 279",
"AI 692 . 462 - agR / SC",
"Recurso Extraordinário 648256 AGR / DF",
"Recurso Extraordinário 606 . 722 - AgR - egundo / SC",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 648256 AGR / DF",
"Recurso Extraordinário 606 . 722 - AgR - egundo / SC",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 648 . 256",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 648 . 256"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 267 , VI , DO Código de Processo Civil",
"ART . 102 DA LEI MAIOR",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Texto",
"Constitucional",
"art . 5 . . . , LXX , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"art . 5 . . . , LXX , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Texto",
"Constitucional",
"art . 5 . . . , LXX , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"art . 5 . . . , LXX , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART",
"artigo 5 . . . , inciso LXX , alínea b , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 5 . . . , LXX , “ B ” , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"artigo 5 . . . , inciso LXX , alínea b , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , da Lei Maior",
"art . 5 . . . , LXX , “ b ” , da Lei Maior",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , da Lei Maior",
"art . 5 . . . , LXX , “ b ” , da Lei Maior",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . , inciso LXIX ; e",
"173 , § 1 . . . , inciso II , da Constituição Federal",
"Constituição da República",
"Código de Processo Civil , art . 557 , caput",
"art . 77 , parágrafo único , do CTN",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . , inciso LXIX ; e",
"173 , § 1 . . . , inciso II , da Constituição Federal",
"Constituição da República",
"Código de Processo Civil , art . 557 , caput",
"art . 77 , parágrafo único , do CTN",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , LXX , b , da Constituição Federal",
"Lei n 9 . 782 / 1999",
"art . 267 , VI , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , LXX , b , da Constituição Federal",
"Lei n 9 . 782 / 1999",
"art . 267 , VI , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 9 . 782 / 1999",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , ‘ b ’ , da Lei 7 . 347 / 85",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , ‘ b ’ , da Lei 7 . 347 / 85",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"FEDERAÇÃO BRASILEIRA DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA",
"FEBRAFARMA",
"AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA",
"ANVISA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA AG",
"FEDERAÇÃO BRASILEIRA DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA",
"FEBRAFARMA",
"AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA",
"ANVISA",
"Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica",
"FEBRAFARMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"FEBRAFARMA",
"Tribunal Regional Federal da 1 . .",
". Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"FEDERAÇÃO BRASILEIRA DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA",
"FEBRAFARMA",
"AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA",
"ANVISA",
"Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica",
"FEBRAFARMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"FEBRAFARMA",
"Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica",
"FEBRAFARMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
". Turma",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica",
"FEBRAFARMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"DF",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"FEBRAFARMA",
"FEBRAFARMA",
"FEBRAFARMA",
"Assembléia",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"FEBRAFARMA",
"FEBRAFARMA",
"FEBRAFARMA",
"Assembléia",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Agência Nacional de Vigilância Sanitária",
"FEBRAFARMA",
"FEBRAFARMA",
"Agência Nacional de",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Agência Nacional de Vigilância Sanitária",
"FEBRAFARMA",
"FEBRAFARMA",
"Agência Nacional de",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"FEDERAÇÃO BRASILEIRA DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA",
"FEBRAFARMA",
"AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA",
"ANVISA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"FEDERAÇÃO BRASILEIRA DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA",
"FEBRAFARMA",
"AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA",
"ANVISA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"LUIZ PAULO ROMANO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"LUIZ PAULO ROMANO",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"LUIZ PAULO ROMANO",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"Rosa Weber",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"DIAS TOFFOLI",
"Roberto Barroso",
"DIAS TOFFOLI",
"Roberto Barroso",
"ROSA WEBER",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"ROSA WEBER",
"LUIZ PAULO ROMANO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"LUIZ PAULO ROMANO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"04",
".",
"6",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
".",
"6",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
".",
"6",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"28",
".",
"11",
".",
"2011",
"04",
".",
"6",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"28",
".",
"11",
".",
"2011",
"04",
".",
"6",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"09",
"-",
"04",
"-",
"2015",
"10",
"-",
"04",
"-",
"2015",
"18",
".",
"12",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"03",
"/",
"2015",
"09",
"-",
"04",
"-",
"2015",
"10",
"-",
"04",
"-",
"2015",
"18",
".",
"12",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"3",
".",
"2013",
"24",
"/",
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"/",
"2001",
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".",
"3",
".",
"2013",
"24",
"/",
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"/",
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"/",
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"/",
"2015",
"26",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.362 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:LADY JANE DA SILVA SARAIVA
ADV.(A/S)
:LEONARDO
DE
CARVALHO
BARBOZA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S)
:RICARDO FONSECA MURONI E OUTRO(A/S)
EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE
REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO
RECORRENTE. CONCURSO PÚBLICO. PRETERIÇÃO NÃO
COMPROVADA. SÚMULAS 279 E 454 DO STF.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 28 de abril de 2015.
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8352596.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.362 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:LADY JANE DA SILVA SARAIVA
ADV.(A/S)
:LEONARDO
DE
CARVALHO
BARBOZA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S)
:RICARDO FONSECA MURONI E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento
ao agravo em recurso extraordinário sob os seguintes argumentos: (a)
insuficiência dos fundamentos apresentados em sede de preliminar de
repercussão geral, diante do que exige a jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal; e (b) o acórdão recorrido decidiu a causa com base no
acervo probatório e no edital do certame, impondo-se ao conhecimento
do apelo as vedações estabelecidas pelas Súmulas 279 e 454 do STF.
Sustenta a agravante, em suma, que (a) este processo deve ser
sobrestado até o julgamento do RE 837.311 RG, de relatoria do Min. LUIZ
FUX, Tema 784; (b) a matéria foi prequestionada; e (c) não incidem os
óbices sumulares referidos.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8352673.
Supremo Tribunal Federal
28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.362 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:LADY JANE DA SILVA SARAIVA
ADV.(A/S)
:LEONARDO
DE
CARVALHO
BARBOZA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S)
:RICARDO FONSECA MURONI E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento
ao agravo em recurso extraordinário sob os seguintes argumentos: (a)
insuficiência dos fundamentos apresentados em sede de preliminar de
repercussão geral, diante do que exige a jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal; e (b) o acórdão recorrido decidiu a causa com base no
acervo probatório e no edital do certame, impondo-se ao conhecimento
do apelo as vedações estabelecidas pelas Súmulas 279 e 454 do STF.
Sustenta a agravante, em suma, que (a) este processo deve ser
sobrestado até o julgamento do RE 837.311 RG, de relatoria do Min. LUIZ
FUX, Tema 784; (b) a matéria foi prequestionada; e (c) não incidem os
óbices sumulares referidos.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.362 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. Quanto ao pedido de sobrestamento deste recurso, decorrente do
reconhecimento da existência de repercussão geral da matéria tratada no
RE 837.311/PI, de relatoria do Min. Luiz Fux, esse recurso paradigma diz
respeito a tema distinto, qual seja, o direito à nomeação de candidatos
aprovados fora do número de vagas previstas no edital de concurso
público no caso de surgimento de novas vagas durante o prazo de
validade do certame. De outro lado, o que se discute neste recurso
extraordinário é a comprovação da ocorrência de preterição do direito da
agravante de ser nomeada decorrente da contratação de terceirizados
para o desempenho das mesmas funções do cargo ao qual concorreu. Não
cabe, portanto, a paralisação deste processo.
2 . No mais, a decisão agravada é do seguinte teor:
1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso
extraordinário interposto com base no art. 102, III, da
Constituição Federal em que a parte recorrente sustenta,
preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria e
aponta ofensa, pelo juízo recorrido, a dispositivos
constitucionais.
2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no
sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e
fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional
discutida no recurso extraordinário, com indicação específica
das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a
relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam,
portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos
102, § 3º, da CF e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a
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Supremo Tribunal Federal
28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.362 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. Quanto ao pedido de sobrestamento deste recurso, decorrente do
reconhecimento da existência de repercussão geral da matéria tratada no
RE 837.311/PI, de relatoria do Min. Luiz Fux, esse recurso paradigma diz
respeito a tema distinto, qual seja, o direito à nomeação de candidatos
aprovados fora do número de vagas previstas no edital de concurso
público no caso de surgimento de novas vagas durante o prazo de
validade do certame. De outro lado, o que se discute neste recurso
extraordinário é a comprovação da ocorrência de preterição do direito da
agravante de ser nomeada decorrente da contratação de terceirizados
para o desempenho das mesmas funções do cargo ao qual concorreu. Não
cabe, portanto, a paralisação deste processo.
2 . No mais, a decisão agravada é do seguinte teor:
1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso
extraordinário interposto com base no art. 102, III, da
Constituição Federal em que a parte recorrente sustenta,
preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria e
aponta ofensa, pelo juízo recorrido, a dispositivos
constitucionais.
2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no
sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e
fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional
discutida no recurso extraordinário, com indicação específica
das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a
relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam,
portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos
102, § 3º, da CF e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
ARE 870362 AGR / RJ
respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a
matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de
importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão
ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto
potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é
consequência inevitável de suposta violação a dispositivo
constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta
Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595-
AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma,
DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min.
CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/02/2013; ARE
696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de
19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA,
Segunda Turma, DJe de 13/8/2012.
Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está
acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes
exigidos pela jurisprudência do STF.
3. Ainda que fosse possível superar esse grave óbice, o
aresto, ao confirmar a sentença que julgara improcedente a
demanda, o fez com base nos elementos informativos dos autos
e em normas editalícias.
A propósito, a ementa do julgado:
APELAÇÃO CÍVEL. CONCURSO PÚBLICO.
ALEGAÇÃO DE CONTRATAÇÃO DE TERCEIRIZADOS
PARA DESEMPENHO DAS MESMAS FUNÇÕES.
AUSÊNCIA DE PROVAS. SE NÃO HÁ COMO SE
CARACTERIZAR QUE AS FUNÇÕES QUE VÊM SENDO
EXERCIDAS PELOS CONTRATADOS EQUIVALEM
ÀQUELA QUE SERIA DESEMPENHADA PELO
CONCURSADO, O APROVADO TEM MERA
EXPECTATIVA DE DIREITO À CONTRATAÇÃO, NOS
TERMOS DOS PRECEDENTES DESTA E. CORTE.
RECURSO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO, COM
FULCRO NO ART. 557, CAPUT, DO CPC. (fl. 373, e-STJ).
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 870362 AGR / RJ
respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a
matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de
importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão
ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto
potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é
consequência inevitável de suposta violação a dispositivo
constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta
Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595-
AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma,
DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min.
CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/02/2013; ARE
696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de
19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA,
Segunda Turma, DJe de 13/8/2012.
Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está
acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes
exigidos pela jurisprudência do STF.
3. Ainda que fosse possível superar esse grave óbice, o
aresto, ao confirmar a sentença que julgara improcedente a
demanda, o fez com base nos elementos informativos dos autos
e em normas editalícias.
A propósito, a ementa do julgado:
APELAÇÃO CÍVEL. CONCURSO PÚBLICO.
ALEGAÇÃO DE CONTRATAÇÃO DE TERCEIRIZADOS
PARA DESEMPENHO DAS MESMAS FUNÇÕES.
AUSÊNCIA DE PROVAS. SE NÃO HÁ COMO SE
CARACTERIZAR QUE AS FUNÇÕES QUE VÊM SENDO
EXERCIDAS PELOS CONTRATADOS EQUIVALEM
ÀQUELA QUE SERIA DESEMPENHADA PELO
CONCURSADO, O APROVADO TEM MERA
EXPECTATIVA DE DIREITO À CONTRATAÇÃO, NOS
TERMOS DOS PRECEDENTES DESTA E. CORTE.
RECURSO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO, COM
FULCRO NO ART. 557, CAPUT, DO CPC. (fl. 373, e-STJ).
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
ARE 870362 AGR / RJ
Assim, a reversão do entendimento do Tribunal de origem
esbarra nos obstáculos impostos pelas Súmulas 279 e 454 do
STF, o que inviabiliza o processamento do recurso
extraordinário.
4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo.
Assim, o agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar
esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o
entendimento da decisão agravada.
3. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 870362 AGR / RJ
Assim, a reversão do entendimento do Tribunal de origem
esbarra nos obstáculos impostos pelas Súmulas 279 e 454 do
STF, o que inviabiliza o processamento do recurso
extraordinário.
4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo.
Assim, o agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar
esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o
entendimento da decisão agravada.
3. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto.
3
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Extrato de Ata - 28/04/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.362
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S) : LADY JANE DA SILVA SARAIVA
ADV.(A/S) : LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S) : RICARDO FONSECA MURONI E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 28.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8400493
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.362
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S) : LADY JANE DA SILVA SARAIVA
ADV.(A/S) : LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S) : RICARDO FONSECA MURONI E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 28.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8418284
| 2015-04-28T00:00:00
| 2015-05-12T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 28.04.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. CONCURSO PÚBLICO. PRETERIÇÃO NÃO COMPROVADA. SÚMULAS 279 E 454 DO STF.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur303769
|
Número de páginas: 6.
Análise: 25/05/2015, MAD.
|
TEORI ZAVASCKI
|
Segunda Turma
|
870362
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 870362 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : LADY JANE DA SILVA SARAIVA
ADV.(A/S) : LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S) : RICARDO FONSECA MURONI E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.362 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:LADY JANE DA SILVA SARAIVA
ADV.(A/S)
:LEONARDO
DE
CARVALHO
BARBOZA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S)
:RICARDO FONSECA MURONI E OUTRO(A/S)
EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE
REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO
RECORRENTE. CONCURSO PÚBLICO. PRETERIÇÃO NÃO
COMPROVADA. SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 28 de abril de 2015.
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.362 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:LADY JANE DA SILVA SARAIVA
ADV.(A/S)
:LEONARDO
DE
CARVALHO
BARBOZA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S)
:RICARDO FONSECA MURONI E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento
ao agravo em recurso extraordinário sob os seguintes argumentos: (a)
insuficiência dos fundamentos apresentados em sede de preliminar de
repercussão geral, diante do que exige a jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal; e (b) o acórdão recorrido decidiu a causa com base no
acervo probatório e no edital do certame, impondo-se ao conhecimento
do apelo as vedações estabelecidas pelas Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal.
Sustenta a agravante, em suma, que (a) este processo deve ser
sobrestado até o julgamento do Recurso Extraordinário 837.311 RG, de relatoria do Min. LUIZ
FUX, Tema 784; (b) a matéria foi prequestionada; e (c) não incidem os
óbices sumulares referidos.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.362 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:LADY JANE DA SILVA SARAIVA
ADV.(A/S)
:LEONARDO
DE
CARVALHO
BARBOZA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S)
:RICARDO FONSECA MURONI E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento
ao agravo em recurso extraordinário sob os seguintes argumentos: (a)
insuficiência dos fundamentos apresentados em sede de preliminar de
repercussão geral, diante do que exige a jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal; e (b) o acórdão recorrido decidiu a causa com base no
acervo probatório e no edital do certame, impondo-se ao conhecimento
do apelo as vedações estabelecidas pelas Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal.
Sustenta a agravante, em suma, que (a) este processo deve ser
sobrestado até o julgamento do Recurso Extraordinário 837.311 RG, de relatoria do Min. LUIZ
FUX, Tema 784; (b) a matéria foi prequestionada; e (c) não incidem os
óbices sumulares referidos.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.362 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. Quanto ao pedido de sobrestamento deste recurso, decorrente do
reconhecimento da existência de repercussão geral da matéria tratada no
Recurso Extraordinário 837.311/PI, de relatoria do Min. Luiz Fux, esse recurso paradigma diz
respeito a tema distinto, qual seja, o direito à nomeação de candidatos
aprovados fora do número de vagas previstas no edital de concurso
público no caso de surgimento de novas vagas durante o prazo de
validade do certame. De outro lado, o que se discute neste recurso
extraordinário é a comprovação da ocorrência de preterição do direito da
agravante de ser nomeada decorrente da contratação de terceirizados
para o desempenho das mesmas funções do cargo ao qual concorreu. Não
cabe, portanto, a paralisação deste processo.
2 . No mais, a decisão agravada é do seguinte teor:
1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso
extraordinário interposto com base no art. 102, III, da
Constituição Federal em que a parte recorrente sustenta,
preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria e
aponta ofensa, pelo juízo recorrido, a dispositivos
constitucionais.
2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no
sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e
fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional
discutida no recurso extraordinário, com indicação específica
das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a
relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam,
portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos
102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a
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Supremo Tribunal Federal
28/04/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.362 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. Quanto ao pedido de sobrestamento deste recurso, decorrente do
reconhecimento da existência de repercussão geral da matéria tratada no
Recurso Extraordinário 837.311/PI, de relatoria do Min. Luiz Fux, esse recurso paradigma diz
respeito a tema distinto, qual seja, o direito à nomeação de candidatos
aprovados fora do número de vagas previstas no edital de concurso
público no caso de surgimento de novas vagas durante o prazo de
validade do certame. De outro lado, o que se discute neste recurso
extraordinário é a comprovação da ocorrência de preterição do direito da
agravante de ser nomeada decorrente da contratação de terceirizados
para o desempenho das mesmas funções do cargo ao qual concorreu. Não
cabe, portanto, a paralisação deste processo.
2 . No mais, a decisão agravada é do seguinte teor:
1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso
extraordinário interposto com base no art. 102, III, da
Constituição Federal em que a parte recorrente sustenta,
preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria e
aponta ofensa, pelo juízo recorrido, a dispositivos
constitucionais.
2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no
sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e
fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional
discutida no recurso extraordinário, com indicação específica
das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a
relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam,
portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos
102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
ARE 870362 AGR / RJ
respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a
matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de
importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão
ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto
potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é
consequência inevitável de suposta violação a dispositivo
constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta
Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595-
AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma,
DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min.
CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/02/2013; ARE
696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de
19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA,
Segunda Turma, DJe de 13/8/2012.
Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está
acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes
exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.
3. Ainda que fosse possível superar esse grave óbice, o
aresto, ao confirmar a sentença que julgara improcedente a
demanda, o fez com base nos elementos informativos dos autos
e em normas editalícias.
A propósito, a ementa do julgado:
APELAÇÃO CÍVEL. CONCURSO PÚBLICO.
ALEGAÇÃO DE CONTRATAÇÃO DE TERCEIRIZADOS
PARA DESEMPENHO DAS MESMAS FUNÇÕES.
AUSÊNCIA DE PROVAS. SE NÃO HÁ COMO SE
CARACTERIZAR QUE AS FUNÇÕES QUE VÊM SENDO
EXERCIDAS PELOS CONTRATADOS EQUIVALEM
ÀQUELA QUE SERIA DESEMPENHADA PELO
CONCURSADO, O APROVADO TEM MERA
EXPECTATIVA DE DIREITO À CONTRATAÇÃO, NOS
TERMOS DOS PRECEDENTES DESTA E. CORTE.
RECURSO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO, COM
FULCRO NO ART. 557, CAPUT, DO Código de Processo Civil. (fl. 373, e-Superior Tribunal de Justiça).
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 870362 AGR / RJ
respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a
matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de
importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão
ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto
potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é
consequência inevitável de suposta violação a dispositivo
constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta
Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595-
AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma,
DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min.
CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/02/2013; ARE
696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de
19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA,
Segunda Turma, DJe de 13/8/2012.
Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está
acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes
exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.
3. Ainda que fosse possível superar esse grave óbice, o
aresto, ao confirmar a sentença que julgara improcedente a
demanda, o fez com base nos elementos informativos dos autos
e em normas editalícias.
A propósito, a ementa do julgado:
APELAÇÃO CÍVEL. CONCURSO PÚBLICO.
ALEGAÇÃO DE CONTRATAÇÃO DE TERCEIRIZADOS
PARA DESEMPENHO DAS MESMAS FUNÇÕES.
AUSÊNCIA DE PROVAS. SE NÃO HÁ COMO SE
CARACTERIZAR QUE AS FUNÇÕES QUE VÊM SENDO
EXERCIDAS PELOS CONTRATADOS EQUIVALEM
ÀQUELA QUE SERIA DESEMPENHADA PELO
CONCURSADO, O APROVADO TEM MERA
EXPECTATIVA DE DIREITO À CONTRATAÇÃO, NOS
TERMOS DOS PRECEDENTES DESTA E. CORTE.
RECURSO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO, COM
FULCRO NO ART. 557, CAPUT, DO Código de Processo Civil. (fl. 373, e-Superior Tribunal de Justiça).
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
ARE 870362 AGR / RJ
Assim, a reversão do entendimento do Tribunal de origem
esbarra nos obstáculos impostos pelas Súmulas 279 e 454 do
Supremo Tribunal Federal, o que inviabiliza o processamento do recurso
extraordinário.
4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo.
Assim, o agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar
esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o
entendimento da decisão agravada.
3. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto.
3
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8352674.
Supremo Tribunal Federal
ARE 870362 AGR / RJ
Assim, a reversão do entendimento do Tribunal de origem
esbarra nos obstáculos impostos pelas Súmulas 279 e 454 do
Supremo Tribunal Federal, o que inviabiliza o processamento do recurso
extraordinário.
4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo.
Assim, o agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar
esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o
entendimento da decisão agravada.
3. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto.
3
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Extrato de Ata - 28/04/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.362
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S) : LADY JANE DA SILVA SARAIVA
ADV.(A/S) : LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S) : RICARDO FONSECA MURONI E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 28.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.362
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S) : LADY JANE DA SILVA SARAIVA
ADV.(A/S) : LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S) : RICARDO FONSECA MURONI E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 28.04.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8400493
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870 . 362",
"SÚMULAS 279",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870 . 362",
"Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 837 . 311 RG",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870 . 362",
"Súmulas 279",
"Recurso Extraordinário 837 . 311 RG",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870 . 362",
"Recurso Extraordinário 837 . 311 / PI",
"Recurso Extraordinário 837 . 311 / PI",
"ARE 870362 AGR / RJ",
"ARE 691 . 595 - AgR",
"ARE 696 . 347 - AgR - segundo",
"ARE 696 . 263 - AgR / MG",
"AI 717 . 821 - AgR",
"ARE 870362 AGR / RJ",
"ARE 691 . 595 - AgR",
"ARE 696 . 347 - AgR - segundo",
"ARE 696 . 263 - AgR / MG",
"AI 717 . 821 - AgR",
"ARE 870362 AGR / RJ",
"Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 870362 AGR / RJ",
"Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , da Constituição Federal",
"artigos 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"543",
"-",
"A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , da Constituição Federal",
"artigos 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"543",
"- A , § 2 . . . , do",
"Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 557 , CAPUT , DO Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 557 , CAPUT , DO Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO DE JANEIRO",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"PETRÓLEO BRASILEIRO S / A",
"PETROBRAS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"PETRÓLEO BRASILEIRO S / A",
"PETROBRAS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"PETRÓLEO BRASILEIRO S / A",
"PETROBRAS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"PETRÓLEO BRASILEIRO S / A",
"PETROBRAS",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"PETRÓLEO BRASILEIRO S / A",
"PETROBRAS",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"TEORI ZAVASCKI",
"LADY JANE DA SILVA SARAIVA",
"LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA",
"RICARDO FONSECA MURONI",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"LADY JANE DA SILVA SARAIVA",
"LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA",
"RICARDO FONSECA MURONI",
"TEORI ZAVASCKI",
"LUIZ FUX",
"TEORI ZAVASCKI",
"LADY JANE DA SILVA SARAIVA",
"LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA",
"RICARDO FONSECA MURONI",
"TEORI ZAVASCKI",
"LUIZ FUX",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"Luiz Fux",
"TEORI ZAVASCKI",
"Luiz Fux",
"TEORI ZAVASCKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CÁRMEN LÚCIA",
"LUIZ FUX",
"JOAQUIM BARBOSA",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CÁRMEN LÚCIA",
"LUIZ FUX",
"JOAQUIM BARBOSA",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"LADY JANE DA SILVA SARAIVA",
"LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA",
"RICARDO FONSECA MURONI",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Ravena Siqueira",
"TEORI ZAVASCKI",
"LADY JANE DA SILVA SARAIVA",
"LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA",
"RICARDO FONSECA MURONI",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"28",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"28 de abril de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"02",
"/",
"2013",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2013",
"19",
"/",
"2",
"/",
"2013",
"13",
"/",
"8",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"02",
"/",
"2013",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2013",
"19",
"/",
"2",
"/",
"2013",
"13",
"/",
"8",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"04",
"/",
"2015",
"28",
".",
"04",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"04",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 869.109 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:SAT ENGENHARIA E COMÉRCIO LTDA
ADV.(A/S)
:CLAUDIO
OLAVO
DOS
SANTOS
JUNIOR
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:COMPANHIA PAULISTA DE FORÇA E LUZ - CPFL
ADV.(A/S)
:JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO E
OUTRO(A/S)
EMENTA
DIREITO CIVIL E ADMINISTRATIVO. LOTEAMENTO.
RESSARCIMENTO
DE
DESPESAS
COM
OBRAS
DE
INFRAESTRUTURA. INADMISSIBILIDADE. EVENTUAL OFENSA
REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO
RECORRIDO PUBLICADO EM 04.9.2012.
1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não
alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos
constitucionais indicados nas razões recursais. Compreender de modo
diverso exigiria a análise da legislação infraconstitucional encampada na
decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior,
nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte.
2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
3. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596953.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Ementa e Acórdão
ARE 869109 AGR / SP
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 26 de maio de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596953.
Supremo Tribunal Federal
ARE 869109 AGR / SP
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 26 de maio de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10
Relatório
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 869.109 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:SAT ENGENHARIA E COMÉRCIO LTDA
ADV.(A/S)
:CLAUDIO
OLAVO
DOS
SANTOS
JUNIOR
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:COMPANHIA PAULISTA DE FORÇA E LUZ - CPFL
ADV.(A/S)
:JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO E
OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental Sat Engenharia e Comércio Ltda.
Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a
violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta.
Afirma que “(...) a exigência constitucional é de que a construção da rede
de energia elétrica seja realizada pelas Concessionárias, extensão
descentralizada do Estado (...)”. Sustenta o direito de ser ressarcida pelos
recursos desembolsados nas obras de infraestrutura elétrica realizadas no
loteamento. Alega que “(...) a conduta adotada pela concessionária de
energia elétrica e sufragada pelo Poder Judiciário até o presente momento
configura uma espécie de expropriação forçada sem a devida
contraprestação pecuniária, circunstância que implica violação ao direito
fundamental de propriedade previsto no artigo 5º, inciso, XXII e XXIV, da
Constituição Federal (...)”. Discorre acerca da competência da União para
legislar sobre energia, bem como para explorar os serviços e instalações
de energia elétrica. Reitera a afronta aos arts. 5º, XXII e XXIV, 21, XII, “b”,
e 22, IV, da Constituição Federal.
O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo julgou a controvérsia
em decisão cuja ementa reproduzo:
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596954.
Supremo Tribunal Federal
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 869.109 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:SAT ENGENHARIA E COMÉRCIO LTDA
ADV.(A/S)
:CLAUDIO
OLAVO
DOS
SANTOS
JUNIOR
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:COMPANHIA PAULISTA DE FORÇA E LUZ - CPFL
ADV.(A/S)
:JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO E
OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental Sat Engenharia e Comércio Ltda.
Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a
violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta.
Afirma que “(...) a exigência constitucional é de que a construção da rede
de energia elétrica seja realizada pelas Concessionárias, extensão
descentralizada do Estado (...)”. Sustenta o direito de ser ressarcida pelos
recursos desembolsados nas obras de infraestrutura elétrica realizadas no
loteamento. Alega que “(...) a conduta adotada pela concessionária de
energia elétrica e sufragada pelo Poder Judiciário até o presente momento
configura uma espécie de expropriação forçada sem a devida
contraprestação pecuniária, circunstância que implica violação ao direito
fundamental de propriedade previsto no artigo 5º, inciso, XXII e XXIV, da
Constituição Federal (...)”. Discorre acerca da competência da União para
legislar sobre energia, bem como para explorar os serviços e instalações
de energia elétrica. Reitera a afronta aos arts. 5º, XXII e XXIV, 21, XII, “b”,
e 22, IV, da Constituição Federal.
O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo julgou a controvérsia
em decisão cuja ementa reproduzo:
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10
Relatório
ARE 869109 AGR / SP
“LOTEAMENTO. DEMANDA DE RESSARCIMENTO DE
DESPESAS COM OBRAS DE INFRAESTRUTURA PARA
IMPLANTAÇÃO DE REDE ELÉTRICA PELO LOTADOR.
INADMISSIBILIDADE. TRANSFERÊNCIA CONSENTIDA
PELA LOTEADORA À CONCESSIONÁRIA DE ENERGIA
ELÉTRICA. CASO QUE TECNICAMENTE SE TRATA DE
MERA INCORPORAÇÃO DE PATRIMÔNIO PELA RÉ NO
INTERESSE DA PRÓPRIA AUTORA. CUSTOS QUE JÁ
FORAM REPASSADOS AOS ADQUIRENTES DOS LOTES,
SENDO IRRELEVANTE A NATUREZA DE INTERESSE
SOCIAL DO EMPREENDIMENTO. ACOLHIMENTO DA
PRETENSÃO INICIAL QUE IMPORTARIA EM VERDADEIRO
INRIQUECIMENTO INJUSTIFICADO DA LOTEADORA.
PRECEDENTES. SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA DA
AÇÃO MANTIDA. RECURSO IMPROVIDO.”
Acórdão recorrido publicado em 04.9.2012.
É o relatório.
2
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ARE 869109 AGR / SP
“LOTEAMENTO. DEMANDA DE RESSARCIMENTO DE
DESPESAS COM OBRAS DE INFRAESTRUTURA PARA
IMPLANTAÇÃO DE REDE ELÉTRICA PELO LOTADOR.
INADMISSIBILIDADE. TRANSFERÊNCIA CONSENTIDA
PELA LOTEADORA À CONCESSIONÁRIA DE ENERGIA
ELÉTRICA. CASO QUE TECNICAMENTE SE TRATA DE
MERA INCORPORAÇÃO DE PATRIMÔNIO PELA RÉ NO
INTERESSE DA PRÓPRIA AUTORA. CUSTOS QUE JÁ
FORAM REPASSADOS AOS ADQUIRENTES DOS LOTES,
SENDO IRRELEVANTE A NATUREZA DE INTERESSE
SOCIAL DO EMPREENDIMENTO. ACOLHIMENTO DA
PRETENSÃO INICIAL QUE IMPORTARIA EM VERDADEIRO
INRIQUECIMENTO INJUSTIFICADO DA LOTEADORA.
PRECEDENTES. SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA DA
AÇÃO MANTIDA. RECURSO IMPROVIDO.”
Acórdão recorrido publicado em 04.9.2012.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 869.109 SÃO
PAULO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, XXII e XXIV, 21,
XII, “b”, e 22, IV, da Constituição Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta
ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da
legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida
a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da
remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal
Federal. Colho precedente:
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 869.109 SÃO
PAULO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, XXII e XXIV, 21,
XII, “b”, e 22, IV, da Constituição Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta
ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da
legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida
a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da
remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal
Federal. Colho precedente:
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 869109 AGR / SP
“Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito do Consumidor. 3. Implementação de rede
elétrica como obra de infraestrutura em loteamento. Pretensão
do implantador em se ver ressarcido das despesas despendidas
com a instalação da rede de distribuição interna de energia
junto à concessionária do serviço público. Matéria
infraconstitucional. 4. Ausência de argumentos capazes de
infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega
provimento” (ARE 823.942-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes,
2ª Turma, DJe 06.10.2014).
O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se
na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela
qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o
revolvimento do quadro fático delineado, procedimento
vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF:
“Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.”
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito
do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados
constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser
constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que
torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de
viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Anoto precedentes:
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596955.
Supremo Tribunal Federal
ARE 869109 AGR / SP
“Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito do Consumidor. 3. Implementação de rede
elétrica como obra de infraestrutura em loteamento. Pretensão
do implantador em se ver ressarcido das despesas despendidas
com a instalação da rede de distribuição interna de energia
junto à concessionária do serviço público. Matéria
infraconstitucional. 4. Ausência de argumentos capazes de
infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega
provimento” (ARE 823.942-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes,
2ª Turma, DJe 06.10.2014).
O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se
na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela
qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o
revolvimento do quadro fático delineado, procedimento
vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF:
“Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.”
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito
do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados
constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser
constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que
torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de
viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Anoto precedentes:
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 869109 AGR / SP
“ADMINISTRATIVO. DIREITO À RESTITUIÇÃO DE
VALORES DESPENDIDOS PELOS USUÁRIOS NA
IMPLANTAÇÃO DE REDE ELÉTRICA EM PROPRIEDADES
RURAIS. QUESTÃO CIRCUNSCRITA AO ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO
GERAL. Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal, o tema alusivo ao direito dos usuários à restituição de
valores gastos na construção de redes de energia elétrica em
propriedades rurais não enseja a abertura da via extraordinária,
dado que não prescinde do reexame da legislação
infraconstitucional. Não havendo, em rigor, questão
constitucional a ser apreciada por esta Suprema Corte, falta ao
caso “elemento de configuração da própria repercussão geral”,
conforme salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da
Repercussão Geral no RE 584.608.” (ARE 683017 RG, Relator(a):
Min. MINISTRO PRESIDENTE, julgado em 18/10/2012,
PROCESSO ELETRÔNICO DJe-081 DIVULG 30-04-2013
PUBLIC 02-05-2013 )
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO
CONSUMIDOR. RESTITUIÇÃO DE VALORES DESPENDIDOS
POR CONSUMIDOR PARA A IMPLANTAÇÃO DE REDE
ELÉTRICA EM PROPRIEDADE RURAL. REPERCUSSÃO
GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO VIRTUAL NO ARE Nº
683.017-RG. TEMA Nº 604 DA GESTÃO POR TEMAS DA
REPERCUSSÃO GERAL. 1. A possibilidade, ou não, de
restituição integral dos valores despendidos pelo consumidor
para financiar obras de implantação de rede elétrica em
propriedade rural, à luz dos incisos II e XXXVI e do § 1º do art.
5º da Constituição Federal de 1988, já restou analisado no ARE
n. 683.017-RG, em que o Plenário desta Corte decidiu rejeitar
sua repercussão geral, uma vez que a matéria está restrita à
análise de norma infraconstitucional. 2. In casu, o acórdão
originariamente recorrido deu provimento ao recurso
inominado e julgou procedente o pedido inicial para declarar
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 869109 AGR / SP
“ADMINISTRATIVO. DIREITO À RESTITUIÇÃO DE
VALORES DESPENDIDOS PELOS USUÁRIOS NA
IMPLANTAÇÃO DE REDE ELÉTRICA EM PROPRIEDADES
RURAIS. QUESTÃO CIRCUNSCRITA AO ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO
GERAL. Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal, o tema alusivo ao direito dos usuários à restituição de
valores gastos na construção de redes de energia elétrica em
propriedades rurais não enseja a abertura da via extraordinária,
dado que não prescinde do reexame da legislação
infraconstitucional. Não havendo, em rigor, questão
constitucional a ser apreciada por esta Suprema Corte, falta ao
caso “elemento de configuração da própria repercussão geral”,
conforme salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da
Repercussão Geral no RE 584.608.” (ARE 683017 RG, Relator(a):
Min. MINISTRO PRESIDENTE, julgado em 18/10/2012,
PROCESSO ELETRÔNICO DJe-081 DIVULG 30-04-2013
PUBLIC 02-05-2013 )
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO
CONSUMIDOR. RESTITUIÇÃO DE VALORES DESPENDIDOS
POR CONSUMIDOR PARA A IMPLANTAÇÃO DE REDE
ELÉTRICA EM PROPRIEDADE RURAL. REPERCUSSÃO
GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO VIRTUAL NO ARE Nº
683.017-RG. TEMA Nº 604 DA GESTÃO POR TEMAS DA
REPERCUSSÃO GERAL. 1. A possibilidade, ou não, de
restituição integral dos valores despendidos pelo consumidor
para financiar obras de implantação de rede elétrica em
propriedade rural, à luz dos incisos II e XXXVI e do § 1º do art.
5º da Constituição Federal de 1988, já restou analisado no ARE
n. 683.017-RG, em que o Plenário desta Corte decidiu rejeitar
sua repercussão geral, uma vez que a matéria está restrita à
análise de norma infraconstitucional. 2. In casu, o acórdão
originariamente recorrido deu provimento ao recurso
inominado e julgou procedente o pedido inicial para declarar
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 869109 AGR / SP
nulo o contrato e condenar a parte recorrida a restituir à parte
recorrente as quantias indevidamente pagas a título de custeio
de fornecimento de energia elétrica. 3. Agravo regimental
desprovido.” (ARE 736100 AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX,
Primeira Turma, julgado em 25/06/2013, ACÓRDÃO
ELETRÔNICO DJe-157 DIVULG 12-08-2013 PUBLIC 13-08-
2013)
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Fornecimento
de
energia
elétrica.
Compensação.
Prequestionamento. Ausência. Ofensa reflexa. Reexame de fatos
e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o
recurso extraordinário quando o dispositivo constitucional que
nele se alega violado não está devidamente prequestionado.
Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Inadmissível, em
recurso
extraordinário,
a
análise
da
legislação
infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas da causa.
Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. Agravo regimental
não provido.” (ARE 745784 AgR, Relator(a): Min. DIAS
TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 21/05/2013, PROCESSO
ELETRÔNICO DJe-154 DIVULG 07-08-2013 PUBLIC 08-08-
2013)
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL E
ADMINISTRATIVO.
1.
DIREITO
URBANÍSTICO:
COMPETÊNCIA LEGISLATIVA CONCORRENTE. 2. CUSTOS
DA OBRIGAÇÃO DE FAZER: REEXAME DE PROVAS.
SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 3.
FALTA
DE
IMPUGNAÇÃO
DE
FUNDAMENTO
CONSTITUCIONAL AUTÔNOMO: SÚMULA N. 283 DO
SUPREMO TRIBUNAL. 4. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL
SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 715401 AgR, Relator(a): Min.
CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 13/11/2012,
ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-240 DIVULG 06-12-2012
PUBLIC 07-12-2012)
4
Supremo Tribunal Federal
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ARE 869109 AGR / SP
nulo o contrato e condenar a parte recorrida a restituir à parte
recorrente as quantias indevidamente pagas a título de custeio
de fornecimento de energia elétrica. 3. Agravo regimental
desprovido.” (ARE 736100 AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX,
Primeira Turma, julgado em 25/06/2013, ACÓRDÃO
ELETRÔNICO DJe-157 DIVULG 12-08-2013 PUBLIC 13-08-
2013)
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Fornecimento
de
energia
elétrica.
Compensação.
Prequestionamento. Ausência. Ofensa reflexa. Reexame de fatos
e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o
recurso extraordinário quando o dispositivo constitucional que
nele se alega violado não está devidamente prequestionado.
Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Inadmissível, em
recurso
extraordinário,
a
análise
da
legislação
infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas da causa.
Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. Agravo regimental
não provido.” (ARE 745784 AgR, Relator(a): Min. DIAS
TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 21/05/2013, PROCESSO
ELETRÔNICO DJe-154 DIVULG 07-08-2013 PUBLIC 08-08-
2013)
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL E
ADMINISTRATIVO.
1.
DIREITO
URBANÍSTICO:
COMPETÊNCIA LEGISLATIVA CONCORRENTE. 2. CUSTOS
DA OBRIGAÇÃO DE FAZER: REEXAME DE PROVAS.
SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 3.
FALTA
DE
IMPUGNAÇÃO
DE
FUNDAMENTO
CONSTITUCIONAL AUTÔNOMO: SÚMULA N. 283 DO
SUPREMO TRIBUNAL. 4. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL
SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 715401 AgR, Relator(a): Min.
CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 13/11/2012,
ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-240 DIVULG 06-12-2012
PUBLIC 07-12-2012)
4
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 869109 AGR / SP
“Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito do Consumidor. 3. Implementação de rede
elétrica como obra de infraestrutura em loteamento. Pretensão
do implantador em se ver ressarcido das despesas despendidas
com a instalação da rede de distribuição interna de energia
junto à concessionária do serviço público. Matéria
infraconstitucional. 4. Ausência de argumentos capazes de
infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega
provimento.” (ARE 823942 AgR, Relator(a): Min. GILMAR
MENDES, Segunda Turma, julgado em 16/09/2014, PROCESSO
ELETRÔNICO DJe-194 DIVULG 03-10-2014 PUBLIC 06-10-
2014)
Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço,
se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão
pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do
quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária.
Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe
recurso extraordinário.”
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
5
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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ARE 869109 AGR / SP
“Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito do Consumidor. 3. Implementação de rede
elétrica como obra de infraestrutura em loteamento. Pretensão
do implantador em se ver ressarcido das despesas despendidas
com a instalação da rede de distribuição interna de energia
junto à concessionária do serviço público. Matéria
infraconstitucional. 4. Ausência de argumentos capazes de
infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega
provimento.” (ARE 823942 AgR, Relator(a): Min. GILMAR
MENDES, Segunda Turma, julgado em 16/09/2014, PROCESSO
ELETRÔNICO DJe-194 DIVULG 03-10-2014 PUBLIC 06-10-
2014)
Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço,
se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão
pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do
quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária.
Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe
recurso extraordinário.”
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
5
Supremo Tribunal Federal
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Extrato de Ata - 26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 869.109
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : SAT ENGENHARIA E COMÉRCIO LTDA
ADV.(A/S) : CLAUDIO OLAVO DOS SANTOS JUNIOR E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : COMPANHIA PAULISTA DE FORÇA E LUZ - CPFL
ADV.(A/S) : JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 26.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki
para julgar processos a eles vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 869.109
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : SAT ENGENHARIA E COMÉRCIO LTDA
ADV.(A/S) : CLAUDIO OLAVO DOS SANTOS JUNIOR E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : COMPANHIA PAULISTA DE FORÇA E LUZ - CPFL
ADV.(A/S) : JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 26.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki
para julgar processos a eles vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8659477
| 2015-05-26T00:00:00
| 2015-06-11T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 26.5.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
DIREITO CIVIL E ADMINISTRATIVO. LOTEAMENTO. RESSARCIMENTO DE DESPESAS COM OBRAS DE INFRAESTRUTURA. INADMISSIBILIDADE. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 04.9.2012.
1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreender de modo diverso exigiria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte.
2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
3. Agravo regimental conhecido e não provido.
|
sjur308187
|
- Acórdão(s) citado(s):
(RESSARCIMENTO DE DESPESAS COM OBRAS DE INFRAESTRUTURA)
ARE 683017 RG, ARE 715401 AgR (2ªT), ARE 736100 AgR (1ªT), ARE 745784 AgR (1ªT), ARE 823942 AgR (2ªT).
Número de páginas: 10.
Análise: 25/06/2015, MJC.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
869109
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00003 LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 869109 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : SAT ENGENHARIA E COMÉRCIO LTDA
ADV.(A/S) : CLAUDIO OLAVO DOS SANTOS JUNIOR E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : COMPANHIA PAULISTA DE FORÇA E LUZ - CPFL
ADV.(A/S) : JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 869.109 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:SAT ENGENHARIA E COMÉRCIO LTDA
ADV.(A/S)
:CLAUDIO
OLAVO
DOS
SANTOS
JUNIOR
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:COMPANHIA PAULISTA DE FORÇA E LUZ - CPFL
ADV.(A/S)
:JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO E
OUTRO(A/S)
EMENTA
DIREITO CIVIL E ADMINISTRATIVO. LOTEAMENTO.
RESSARCIMENTO
DE
DESPESAS
COM
OBRAS
DE
INFRAESTRUTURA. INADMISSIBILIDADE. EVENTUAL OFENSA
REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO
RECORRIDO PUBLICADO EM 04.9.2012.
1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não
alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos
constitucionais indicados nas razões recursais. Compreender de modo
diverso exigiria a análise da legislação infraconstitucional encampada na
decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa,
insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior,
nos termos da remansosa jurisprudência desta Corte.
2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar
os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
3. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Ementa e Acórdão
ARE 869109 AGR / SP
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 26 de maio de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 869109 AGR / SP
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 26 de maio de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10
Relatório
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 869.109 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:SAT ENGENHARIA E COMÉRCIO LTDA
ADV.(A/S)
:CLAUDIO
OLAVO
DOS
SANTOS
JUNIOR
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:COMPANHIA PAULISTA DE FORÇA E LUZ - CPFL
ADV.(A/S)
:JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO E
OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental Sat Engenharia e Comércio Ltda.
Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a
violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta.
Afirma que “(...) a exigência constitucional é de que a construção da rede
de energia elétrica seja realizada pelas Concessionárias, extensão
descentralizada do Estado (...)”. Sustenta o direito de ser ressarcida pelos
recursos desembolsados nas obras de infraestrutura elétrica realizadas no
loteamento. Alega que “(...) a conduta adotada pela concessionária de
energia elétrica e sufragada pelo Poder Judiciário até o presente momento
configura uma espécie de expropriação forçada sem a devida
contraprestação pecuniária, circunstância que implica violação ao direito
fundamental de propriedade previsto no artigo 5..., inciso, XXII e XXIV, da
Constituição Federal (...)”. Discorre acerca da competência da União para
legislar sobre energia, bem como para explorar os serviços e instalações
de energia elétrica. Reitera a afronta aos arts. 5..., XXII e XXIV, 21, XII, “b”,
e 22, IV, da Constituição Federal.
O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo julgou a controvérsia
em decisão cuja ementa reproduzo:
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 869.109 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:SAT ENGENHARIA E COMÉRCIO LTDA
ADV.(A/S)
:CLAUDIO
OLAVO
DOS
SANTOS
JUNIOR
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:COMPANHIA PAULISTA DE FORÇA E LUZ - CPFL
ADV.(A/S)
:JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO E
OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo
regimental Sat Engenharia e Comércio Ltda.
Insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que a
violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta.
Afirma que “(...) a exigência constitucional é de que a construção da rede
de energia elétrica seja realizada pelas Concessionárias, extensão
descentralizada do Estado (...)”. Sustenta o direito de ser ressarcida pelos
recursos desembolsados nas obras de infraestrutura elétrica realizadas no
loteamento. Alega que “(...) a conduta adotada pela concessionária de
energia elétrica e sufragada pelo Poder Judiciário até o presente momento
configura uma espécie de expropriação forçada sem a devida
contraprestação pecuniária, circunstância que implica violação ao direito
fundamental de propriedade previsto no artigo 5..., inciso, XXII e XXIV, da
Constituição Federal (...)”. Discorre acerca da competência da União para
legislar sobre energia, bem como para explorar os serviços e instalações
de energia elétrica. Reitera a afronta aos arts. 5..., XXII e XXIV, 21, XII, “b”,
e 22, IV, da Constituição Federal.
O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo julgou a controvérsia
em decisão cuja ementa reproduzo:
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596954.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10
Relatório
ARE 869109 AGR / SP
“LOTEAMENTO. DEMANDA DE RESSARCIMENTO DE
DESPESAS COM OBRAS DE INFRAESTRUTURA PARA
IMPLANTAÇÃO DE REDE ELÉTRICA PELO LOTADOR.
INADMISSIBILIDADE. TRANSFERÊNCIA CONSENTIDA
PELA LOTEADORA À CONCESSIONÁRIA DE ENERGIA
ELÉTRICA. CASO QUE TECNICAMENTE SE TRATA DE
MERA INCORPORAÇÃO DE PATRIMÔNIO PELA RÉ NO
INTERESSE DA PRÓPRIA AUTORA. CUSTOS QUE JÁ
FORAM REPASSADOS AOS ADQUIRENTES DOS LOTES,
SENDO IRRELEVANTE A NATUREZA DE INTERESSE
SOCIAL DO EMPREENDIMENTO. ACOLHIMENTO DA
PRETENSÃO INICIAL QUE IMPORTARIA EM VERDADEIRO
INRIQUECIMENTO INJUSTIFICADO DA LOTEADORA.
PRECEDENTES. SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA DA
AÇÃO MANTIDA. RECURSO IMPROVIDO.”
Acórdão recorrido publicado em 04.9.2012.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 869109 AGR / SP
“LOTEAMENTO. DEMANDA DE RESSARCIMENTO DE
DESPESAS COM OBRAS DE INFRAESTRUTURA PARA
IMPLANTAÇÃO DE REDE ELÉTRICA PELO LOTADOR.
INADMISSIBILIDADE. TRANSFERÊNCIA CONSENTIDA
PELA LOTEADORA À CONCESSIONÁRIA DE ENERGIA
ELÉTRICA. CASO QUE TECNICAMENTE SE TRATA DE
MERA INCORPORAÇÃO DE PATRIMÔNIO PELA RÉ NO
INTERESSE DA PRÓPRIA AUTORA. CUSTOS QUE JÁ
FORAM REPASSADOS AOS ADQUIRENTES DOS LOTES,
SENDO IRRELEVANTE A NATUREZA DE INTERESSE
SOCIAL DO EMPREENDIMENTO. ACOLHIMENTO DA
PRETENSÃO INICIAL QUE IMPORTARIA EM VERDADEIRO
INRIQUECIMENTO INJUSTIFICADO DA LOTEADORA.
PRECEDENTES. SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA DA
AÇÃO MANTIDA. RECURSO IMPROVIDO.”
Acórdão recorrido publicado em 04.9.2012.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 869.109 SÃO
PAULO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., XXII e XXIV, 21,
XII, “b”, e 22, IV, da Constituição Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta
ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da
legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida
a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da
remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal
Federal. Colho precedente:
Supremo Tribunal Federal
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26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 869.109 SÃO
PAULO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., XXII e XXIV, 21,
XII, “b”, e 22, IV, da Constituição Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta
ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da
legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida
a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da
remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal
Federal. Colho precedente:
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 869109 AGR / SP
“Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito do Consumidor. 3. Implementação de rede
elétrica como obra de infraestrutura em loteamento. Pretensão
do implantador em se ver ressarcido das despesas despendidas
com a instalação da rede de distribuição interna de energia
junto à concessionária do serviço público. Matéria
infraconstitucional. 4. Ausência de argumentos capazes de
infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega
provimento” (ARE 823.942-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes,
2... Turma, DJe 06.10.2014).
O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se
na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela
qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o
revolvimento do quadro fático delineado, procedimento
vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal:
“Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.”
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito
do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados
constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser
constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que
torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de
viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Anoto precedentes:
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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ARE 869109 AGR / SP
“Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito do Consumidor. 3. Implementação de rede
elétrica como obra de infraestrutura em loteamento. Pretensão
do implantador em se ver ressarcido das despesas despendidas
com a instalação da rede de distribuição interna de energia
junto à concessionária do serviço público. Matéria
infraconstitucional. 4. Ausência de argumentos capazes de
infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega
provimento” (ARE 823.942-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes,
2... Turma, DJe 06.10.2014).
O Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se
na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela
qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o
revolvimento do quadro fático delineado, procedimento
vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal:
“Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.”
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).”
Irrepreensível a decisão agravada.
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, a inviabilizar o trânsito
do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados
constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser
constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que
torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de
viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Anoto precedentes:
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 869109 AGR / SP
“ADMINISTRATIVO. DIREITO À RESTITUIÇÃO DE
VALORES DESPENDIDOS PELOS USUÁRIOS NA
IMPLANTAÇÃO DE REDE ELÉTRICA EM PROPRIEDADES
RURAIS. QUESTÃO CIRCUNSCRITA AO ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO
GERAL. Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal, o tema alusivo ao direito dos usuários à restituição de
valores gastos na construção de redes de energia elétrica em
propriedades rurais não enseja a abertura da via extraordinária,
dado que não prescinde do reexame da legislação
infraconstitucional. Não havendo, em rigor, questão
constitucional a ser apreciada por esta Suprema Corte, falta ao
caso “elemento de configuração da própria repercussão geral”,
conforme salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da
Repercussão Geral no Recurso Extraordinário 584.608.” (ARE 683017 RG, Relator(a):
Min. MINISTRO PRESIDENTE, julgado em 18/10/2012,
PROCESSO ELETRÔNICO DJe-081 DIVULG 30-04-2013
PUBLIC 02-05-2013 )
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO
CONSUMIDOR. RESTITUIÇÃO DE VALORES DESPENDIDOS
POR CONSUMIDOR PARA A IMPLANTAÇÃO DE REDE
ELÉTRICA EM PROPRIEDADE RURAL. REPERCUSSÃO
GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO VIRTUAL NO ARE n
683.017-RG. TEMA n 604 DA GESTÃO POR TEMAS DA
REPERCUSSÃO GERAL. 1. A possibilidade, ou não, de
restituição integral dos valores despendidos pelo consumidor
para financiar obras de implantação de rede elétrica em
propriedade rural, à luz dos incisos II e XXXVI e do § 1... do art.
5... da Constituição Federal de 1988, já restou analisado no ARE
n. 683.017-RG, em que o Plenário desta Corte decidiu rejeitar
sua repercussão geral, uma vez que a matéria está restrita à
análise de norma infraconstitucional. 2. In casu, o acórdão
originariamente recorrido deu provimento ao recurso
inominado e julgou procedente o pedido inicial para declarar
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 869109 AGR / SP
“ADMINISTRATIVO. DIREITO À RESTITUIÇÃO DE
VALORES DESPENDIDOS PELOS USUÁRIOS NA
IMPLANTAÇÃO DE REDE ELÉTRICA EM PROPRIEDADES
RURAIS. QUESTÃO CIRCUNSCRITA AO ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO
GERAL. Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal, o tema alusivo ao direito dos usuários à restituição de
valores gastos na construção de redes de energia elétrica em
propriedades rurais não enseja a abertura da via extraordinária,
dado que não prescinde do reexame da legislação
infraconstitucional. Não havendo, em rigor, questão
constitucional a ser apreciada por esta Suprema Corte, falta ao
caso “elemento de configuração da própria repercussão geral”,
conforme salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da
Repercussão Geral no Recurso Extraordinário 584.608.” (ARE 683017 RG, Relator(a):
Min. MINISTRO PRESIDENTE, julgado em 18/10/2012,
PROCESSO ELETRÔNICO DJe-081 DIVULG 30-04-2013
PUBLIC 02-05-2013 )
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO
CONSUMIDOR. RESTITUIÇÃO DE VALORES DESPENDIDOS
POR CONSUMIDOR PARA A IMPLANTAÇÃO DE REDE
ELÉTRICA EM PROPRIEDADE RURAL. REPERCUSSÃO
GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO VIRTUAL NO ARE n
683.017-RG. TEMA n 604 DA GESTÃO POR TEMAS DA
REPERCUSSÃO GERAL. 1. A possibilidade, ou não, de
restituição integral dos valores despendidos pelo consumidor
para financiar obras de implantação de rede elétrica em
propriedade rural, à luz dos incisos II e XXXVI e do § 1... do art.
5... da Constituição Federal de 1988, já restou analisado no ARE
n. 683.017-RG, em que o Plenário desta Corte decidiu rejeitar
sua repercussão geral, uma vez que a matéria está restrita à
análise de norma infraconstitucional. 2. In casu, o acórdão
originariamente recorrido deu provimento ao recurso
inominado e julgou procedente o pedido inicial para declarar
3
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 869109 AGR / SP
nulo o contrato e condenar a parte recorrida a restituir à parte
recorrente as quantias indevidamente pagas a título de custeio
de fornecimento de energia elétrica. 3. Agravo regimental
desprovido.” (ARE 736100 AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX,
Primeira Turma, julgado em 25/06/2013, ACÓRDÃO
ELETRÔNICO DJe-157 DIVULG 12-08-2013 PUBLIC 13-08-
2013)
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Fornecimento
de
energia
elétrica.
Compensação.
Prequestionamento. Ausência. Ofensa reflexa. Reexame de fatos
e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o
recurso extraordinário quando o dispositivo constitucional que
nele se alega violado não está devidamente prequestionado.
Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Inadmissível, em
recurso
extraordinário,
a
análise
da
legislação
infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas da causa.
Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental
não provido.” (ARE 745784 AgR, Relator(a): Min. DIAS
TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 21/05/2013, PROCESSO
ELETRÔNICO DJe-154 DIVULG 07-08-2013 PUBLIC 08-08-
2013)
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL E
ADMINISTRATIVO.
1.
DIREITO
URBANÍSTICO:
COMPETÊNCIA LEGISLATIVA CONCORRENTE. 2. CUSTOS
DA OBRIGAÇÃO DE FAZER: REEXAME DE PROVAS.
SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 3.
FALTA
DE
IMPUGNAÇÃO
DE
FUNDAMENTO
CONSTITUCIONAL AUTÔNOMO: SÚMULA N. 283 DO
SUPREMO TRIBUNAL. 4. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL
SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 715401 AgR, Relator(a): Min.
CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 13/11/2012,
ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-240 DIVULG 06-12-2012
PUBLIC 07-12-2012)
4
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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ARE 869109 AGR / SP
nulo o contrato e condenar a parte recorrida a restituir à parte
recorrente as quantias indevidamente pagas a título de custeio
de fornecimento de energia elétrica. 3. Agravo regimental
desprovido.” (ARE 736100 AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX,
Primeira Turma, julgado em 25/06/2013, ACÓRDÃO
ELETRÔNICO DJe-157 DIVULG 12-08-2013 PUBLIC 13-08-
2013)
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Fornecimento
de
energia
elétrica.
Compensação.
Prequestionamento. Ausência. Ofensa reflexa. Reexame de fatos
e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o
recurso extraordinário quando o dispositivo constitucional que
nele se alega violado não está devidamente prequestionado.
Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Inadmissível, em
recurso
extraordinário,
a
análise
da
legislação
infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas da causa.
Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental
não provido.” (ARE 745784 AgR, Relator(a): Min. DIAS
TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 21/05/2013, PROCESSO
ELETRÔNICO DJe-154 DIVULG 07-08-2013 PUBLIC 08-08-
2013)
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL E
ADMINISTRATIVO.
1.
DIREITO
URBANÍSTICO:
COMPETÊNCIA LEGISLATIVA CONCORRENTE. 2. CUSTOS
DA OBRIGAÇÃO DE FAZER: REEXAME DE PROVAS.
SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 3.
FALTA
DE
IMPUGNAÇÃO
DE
FUNDAMENTO
CONSTITUCIONAL AUTÔNOMO: SÚMULA N. 283 DO
SUPREMO TRIBUNAL. 4. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL
SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 715401 AgR, Relator(a): Min.
CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 13/11/2012,
ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-240 DIVULG 06-12-2012
PUBLIC 07-12-2012)
4
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 869109 AGR / SP
“Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito do Consumidor. 3. Implementação de rede
elétrica como obra de infraestrutura em loteamento. Pretensão
do implantador em se ver ressarcido das despesas despendidas
com a instalação da rede de distribuição interna de energia
junto à concessionária do serviço público. Matéria
infraconstitucional. 4. Ausência de argumentos capazes de
infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega
provimento.” (ARE 823942 AgR, Relator(a): Min. GILMAR
MENDES, Segunda Turma, julgado em 16/09/2014, PROCESSO
ELETRÔNICO DJe-194 DIVULG 03-10-2014 PUBLIC 06-10-
2014)
Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço,
se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão
pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do
quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária.
Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe
recurso extraordinário.”
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
5
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8596955.
Supremo Tribunal Federal
ARE 869109 AGR / SP
“Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito do Consumidor. 3. Implementação de rede
elétrica como obra de infraestrutura em loteamento. Pretensão
do implantador em se ver ressarcido das despesas despendidas
com a instalação da rede de distribuição interna de energia
junto à concessionária do serviço público. Matéria
infraconstitucional. 4. Ausência de argumentos capazes de
infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega
provimento.” (ARE 823942 AgR, Relator(a): Min. GILMAR
MENDES, Segunda Turma, julgado em 16/09/2014, PROCESSO
ELETRÔNICO DJe-194 DIVULG 03-10-2014 PUBLIC 06-10-
2014)
Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço,
se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão
pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos
constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do
quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária.
Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe
recurso extraordinário.”
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
5
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10
Extrato de Ata - 26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 869.109
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : SAT ENGENHARIA E COMÉRCIO LTDA
ADV.(A/S) : CLAUDIO OLAVO DOS SANTOS JUNIOR E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : COMPANHIA PAULISTA DE FORÇA E LUZ - CPFL
ADV.(A/S) : JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 26.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki
para julgar processos a eles vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8644189
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 869.109
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : SAT ENGENHARIA E COMÉRCIO LTDA
ADV.(A/S) : CLAUDIO OLAVO DOS SANTOS JUNIOR E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : COMPANHIA PAULISTA DE FORÇA E LUZ - CPFL
ADV.(A/S) : JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 26.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki
para julgar processos a eles vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8644189
Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 869 . 109",
"ARE 869109 AGR / SP",
"ARE 869109 AGR / SP",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 869 . 109",
"ARE 869109 AGR / SP",
"ARE 869109 AGR /",
"ARE 869109 AGR / SP",
"ARE 823 . 942 - AgR / SP",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 869109 AGR / SP",
"ARE 823 . 942 - AgR / SP",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 584 . 608 . ”",
"ARE 683017 RG",
"ARE n 683 . 017 - RG",
"ARE n . 683 . 017 - RG",
"Recurso Extraordinário 584 . 608 . ”",
"ARE 683017 RG",
"ARE n 683 . 017 - RG",
"ARE n . 683 . 017 - RG",
"ARE 869109 AGR / SP",
"ARE 736100 AgR",
"Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 745784 AgR",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"SÚMULA N . 283 DO SUPREMO TRIBUNAL",
"ARE 715401 AgR",
"ARE 869109 AGR / SP",
"ARE 736100 AgR",
"Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 745784 AgR",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"SÚMULA N . 283 DO SUPREMO TRIBUNAL",
"ARE 715401 AgR",
"ARE 823942 AgR",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 869109 AGR",
"ARE 823942 AgR",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 102 DA LEI MAIOR",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"artigo 5 . . . , inciso , XXII e XXIV , da Constituição Federal",
"arts . 5 . . . , XXII e XXIV , 21 , XII , “ b ” , e 22 , IV , da Constituição Federal",
"Constituição Federal",
"artigo 5 . . . , inciso , XXII e XXIV , da Constituição Federal",
"arts . 5 . . . , XXII e XXIV , 21 , XII , “ b ” , e 22 , IV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts .",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . , XXII e XXIV , 21 , XII , “ b ” , e 22 , IV , da Constituição Federal",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"art . 21 , § 1 . . . , do RISTF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"incisos II e XXXVI e do § 1 . . . do art . 5 . . . da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"incisos II e XXXVI e do § 1 . . . do art . 5 . . . da",
"Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"SAT ENGENHARIA E COMÉRCIO LTDA",
"COMPANHIA PAULISTA DE FORÇA E LUZ",
"CPFL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SAT ENGENHARIA E COMÉRCIO LTDA",
"COMPANHIA PAULISTA DE FORÇA E LUZ",
"CPFL",
"Sat Engenharia e Comércio Ltda .",
"União",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SAT ENGENHARIA E COMÉRCIO LTDA",
"COMPANHIA PAULISTA DE FORÇA E LUZ",
"CPFL",
"Sat Engenharia e Comércio Ltda .",
"União",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"CONCESSIONÁRIA DE ENERGIA ELÉTRICA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"2",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"SP",
"Supremo Tribunal Federal",
"PLENÁRIO",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema Corte",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SAT ENGENHARIA E COMÉRCIO LTDA",
"COMPANHIA PAULISTA DE FORÇA E LUZ",
"CPFL",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SAT ENGENHARIA E COMÉRCIO LTDA",
"COMPANHIA PAULISTA DE FORÇA E LUZ",
"CPFL",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"CLAUDIO OLAVO DOS SANTOS JUNIOR",
"JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"CLAUDIO OLAVO DOS SANTOS JUNIOR",
"JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"CLAUDIO OLAVO DOS SANTOS JUNIOR",
"JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"ROSA WEBER",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"ROSA WEBER",
"LUIZ FUX",
"DIAS TOFFOLI",
"CÁRMEN LÚCIA",
"LUIZ FUX",
"DIAS TOFFOLI",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ROSA WEBER",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"ROSA WEBER",
"CLAUDIO OLAVO DOS SANTOS JUNIOR",
"JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"CLAUDIO OLAVO DOS SANTOS JUNIOR",
"JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"04",
".",
"9",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
".",
"9",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
".",
"9",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"06",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"06",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"10",
"/",
"2012",
"30",
"-",
"04",
"-",
"2013",
"02",
"-",
"05",
"-",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"10",
"/",
"2012",
"30",
"-",
"04",
"-",
"2013",
"02",
"-",
"05",
"-",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"06",
"/",
"2013",
"12",
"-",
"08",
"-",
"2013",
"13",
"-",
"08",
"-",
"2013",
"21",
"/",
"05",
"/",
"2013",
"07",
"-",
"08",
"-",
"2013",
"08",
"-",
"08",
"-",
"2013",
"13",
"/",
"11",
"/",
"2012",
"06",
"-",
"12",
"-",
"2012",
"07",
"-",
"12",
"-",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"06",
"/",
"2013",
"12",
"-",
"08",
"-",
"2013",
"13",
"-",
"08",
"-",
"2013",
"21",
"/",
"05",
"/",
"2013",
"07",
"-",
"08",
"-",
"2013",
"08",
"-",
"08",
"-",
"2013",
"13",
"/",
"11",
"/",
"2012",
"06",
"-",
"12",
"-",
"2012",
"07",
"-",
"12",
"-",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"03",
"-",
"10",
"-",
"2014",
"06",
"-",
"10",
"-",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"03",
"-",
"10",
"-",
"2014",
"06",
"-",
"10",
"-",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"26",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 828.727 ACRE
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ADEIR CORREIA MEIRELIS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:PAULO HENRIQUE MAZZALI
AGDO.(A/S)
:EVANILDO MOREIRA TORRES
ADV.(A/S)
:ANDRÉ FERREIRA MARQUES E OUTRO(A/S)
EMENTA
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. DESERÇÃO. ADMISSIBILIDADE
DE RECURSO DE COMPETÊNCIA DE OUTRO TRIBUNAL. AGRAVO
REGIMENTAL. INSURGÊNCIA VEICULADA CONTRA A APLICAÇÃO
DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL (ARTS. 543-B DO CPC E
328 DO RISTF). ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 05.5.2014.
1. Exaustivamente examinados os argumentos veiculados no agravo
regimental, porque adequada à espécie, merece manutenção a sistemática
da repercussão geral aplicada (arts. 543-B do CPC e 328 do RISTF).
2. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 26 de maio de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8597161.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 828.727 ACRE
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ADEIR CORREIA MEIRELIS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:PAULO HENRIQUE MAZZALI
AGDO.(A/S)
:EVANILDO MOREIRA TORRES
ADV.(A/S)
:ANDRÉ FERREIRA MARQUES E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra o comando pelo
qual aplicada ao feito a sistemática da repercussão geral (arts. 543-B do
CPC e 328 do RISTF), manejam agravo regimental Adeir Correia Meirelis
e Outro(a/s).
Insurgem-se contra a decisão agravada e insistem na tese de afronta
ao art. 5º, LV, da Constituição Federal. Sustentam que “(...) o não
pronunciamento do Juízo de primeira instância sobre o pedido de justiça
gratuita, cumulada com o fato de que as partes Recorrentes não foram
intimadas disso, verifica-se o desrespeito ao contraditório e ampla defesa,
corolários do devido processo legal (...)”. Asseveram que “(...) não se quer
questionar a competência de outros tribunais, mas sim da falta do
desrespeito ao contraditório na ocasião que o Tribunal a quo ao julgar
agravo interno disse que os Agravantes tomaram conhecimento do
despacho que recebeu a apelação porque houve juntada de documento
após a prolação dele, o que configura flagrante desrespeito as normas
constitucionais (...)”.
O Tribunal de Justiça do Estado do Acre julgou a controvérsia em
decisão cuja ementa reproduzo:
“AGRAVO REGIMENTAL. PEDIDO DE GRATUIDADE
DE JUSTIÇA DEDUZIDO NA APELAÇÃO. ERRO
GROSSEIRO. NECESSIDADE DE PREPARO. RECURSO
DESERTO. 1. Incompatibilidade de alegado desconhecimento
do despacho proferido com o ulterior ato processual dos
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 828.727 ACRE
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ADEIR CORREIA MEIRELIS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:PAULO HENRIQUE MAZZALI
AGDO.(A/S)
:EVANILDO MOREIRA TORRES
ADV.(A/S)
:ANDRÉ FERREIRA MARQUES E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra o comando pelo
qual aplicada ao feito a sistemática da repercussão geral (arts. 543-B do
CPC e 328 do RISTF), manejam agravo regimental Adeir Correia Meirelis
e Outro(a/s).
Insurgem-se contra a decisão agravada e insistem na tese de afronta
ao art. 5º, LV, da Constituição Federal. Sustentam que “(...) o não
pronunciamento do Juízo de primeira instância sobre o pedido de justiça
gratuita, cumulada com o fato de que as partes Recorrentes não foram
intimadas disso, verifica-se o desrespeito ao contraditório e ampla defesa,
corolários do devido processo legal (...)”. Asseveram que “(...) não se quer
questionar a competência de outros tribunais, mas sim da falta do
desrespeito ao contraditório na ocasião que o Tribunal a quo ao julgar
agravo interno disse que os Agravantes tomaram conhecimento do
despacho que recebeu a apelação porque houve juntada de documento
após a prolação dele, o que configura flagrante desrespeito as normas
constitucionais (...)”.
O Tribunal de Justiça do Estado do Acre julgou a controvérsia em
decisão cuja ementa reproduzo:
“AGRAVO REGIMENTAL. PEDIDO DE GRATUIDADE
DE JUSTIÇA DEDUZIDO NA APELAÇÃO. ERRO
GROSSEIRO. NECESSIDADE DE PREPARO. RECURSO
DESERTO. 1. Incompatibilidade de alegado desconhecimento
do despacho proferido com o ulterior ato processual dos
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8597162.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
RE 828727 AGR / AC
apelantes, consistente na apresentação tardia dos documentos
necessários à comprovação de ausência de meios para prover as
despesas do processo. Supressão da suposta falta de intimação.
Inocorrência de ofensa à garantia processual prevista no art. 5º,
LV, da Constituição da República. 2. Impropriedade e
inadequação do requerimento de assistência judiciária gratuita
formulado nas razões do próprio recurso. Harmonia da decisão
recorrida com o entendimento perfilado nas recentes decisões
do Superior Tribunal de Justiça. 3. Agravo desprovido.”
Acórdão recorrido publicado em 05.5.2014.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8597162.
Supremo Tribunal Federal
RE 828727 AGR / AC
apelantes, consistente na apresentação tardia dos documentos
necessários à comprovação de ausência de meios para prover as
despesas do processo. Supressão da suposta falta de intimação.
Inocorrência de ofensa à garantia processual prevista no art. 5º,
LV, da Constituição da República. 2. Impropriedade e
inadequação do requerimento de assistência judiciária gratuita
formulado nas razões do próprio recurso. Harmonia da decisão
recorrida com o entendimento perfilado nas recentes decisões
do Superior Tribunal de Justiça. 3. Agravo desprovido.”
Acórdão recorrido publicado em 05.5.2014.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8597162.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Voto - MIN. ROSA WEBER
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 828.727 ACRE
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor do comando pelo qual aplicada ao caso a
sistemática da repercussão geral:
“A matéria restou submetida ao Plenário Virtual para
análise quanto à existência de repercussão geral no RE 598.365-
RG, verbis:
“PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE
RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL.
A questão alusiva ao cabimento de recursos da
competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito
infraconstitucional. Precedentes.
Não havendo, em rigor, questão constitucional a ser
apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso elemento de
configuração da própria repercussão geral , conforme salientou a
ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão Geral no
RE 584.608”.
O art. 328 do RISTF autoriza a devolução dos recursos
extraordinários e dos agravos de instrumento aos Tribunais ou
Turmas Recursais de origem para os fins previstos no art. 543-B
do CPC.
Devolvam-se os autos à Corte de origem. ”
Irrepreensível a decisão agravada.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8597163.
Supremo Tribunal Federal
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 828.727 ACRE
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor do comando pelo qual aplicada ao caso a
sistemática da repercussão geral:
“A matéria restou submetida ao Plenário Virtual para
análise quanto à existência de repercussão geral no RE 598.365-
RG, verbis:
“PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE
RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL.
A questão alusiva ao cabimento de recursos da
competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito
infraconstitucional. Precedentes.
Não havendo, em rigor, questão constitucional a ser
apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso elemento de
configuração da própria repercussão geral , conforme salientou a
ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão Geral no
RE 584.608”.
O art. 328 do RISTF autoriza a devolução dos recursos
extraordinários e dos agravos de instrumento aos Tribunais ou
Turmas Recursais de origem para os fins previstos no art. 543-B
do CPC.
Devolvam-se os autos à Corte de origem. ”
Irrepreensível a decisão agravada.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8597163.
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Voto - MIN. ROSA WEBER
RE 828727 AGR / AC
A matéria tratada no presente feito, de fato, é idêntica à submetida
ao Plenário Virtual para análise da repercussão geral, a teor do
asseverado no comando agravado acima reproduzido.
O art. 328 do RISTF autoriza a devolução dos recursos
extraordinários e dos agravos de instrumento aos Tribunais ou Turmas
Recursais de origem para os fins previstos no art. 543-B do CPC,
entendimento assentado nos precedentes proferidos por membros desta
egrégia 1ª Turma, dentre os quais o ARE 654.205-AgR/DF, Rel. Min.
Marco Aurélio, DJe 19.4.2012, o AI 724.356-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli,
DJe 08.02.2012, o AI 809.009-AgR/RS, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 19.8.2011 e o
RE 587.144-ED/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 10.6.2010, decisões
monocráticas, esta última exarada nestes termos:
“REPERCUSSÃO
GERAL
DA
QUESTÃO
CONSTITUCIONAL.
QUESTÃO
SUSCETÍVEL
DE
REPRODUZIR-SE EM MÚLTIPLOS FEITOS. ART. 543-B DO
CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. ART. 328, PARÁGRAFO
ÚNICO, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À
ORIGEM. (...) Apreciada a matéria posta em exame, DECIDO.
No julgamento eletrônico do Recurso Extraordinário 606.358,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, o Supremo Tribunal Federal
reconheceu a existência de repercussão geral da questão
constitucional suscitada neste recurso extraordinário.
Reconhecida a repercussão geral do tema, os autos deverão
retornar à origem para aguardar o julgamento do mérito e, após
a decisão, observar o disposto no art. 543-B do Código de
Processo Civil. Apesar de afirmar que o caso dos autos é
diferente do discutido no Recurso Extraordinário 606.358,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, os temas são idênticos. A
pretensa existência de diferença na argumentação jurídica não é
suficiente para obstar a devolução dos autos à origem, pois o
instituto da repercussão geral tem por objeto consolidar o
exame da matéria em um único julgamento considerando todas
as premissas relacionadas ao tema. Pelo exposto, recebo os
2
Supremo Tribunal Federal
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RE 828727 AGR / AC
A matéria tratada no presente feito, de fato, é idêntica à submetida
ao Plenário Virtual para análise da repercussão geral, a teor do
asseverado no comando agravado acima reproduzido.
O art. 328 do RISTF autoriza a devolução dos recursos
extraordinários e dos agravos de instrumento aos Tribunais ou Turmas
Recursais de origem para os fins previstos no art. 543-B do CPC,
entendimento assentado nos precedentes proferidos por membros desta
egrégia 1ª Turma, dentre os quais o ARE 654.205-AgR/DF, Rel. Min.
Marco Aurélio, DJe 19.4.2012, o AI 724.356-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli,
DJe 08.02.2012, o AI 809.009-AgR/RS, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 19.8.2011 e o
RE 587.144-ED/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 10.6.2010, decisões
monocráticas, esta última exarada nestes termos:
“REPERCUSSÃO
GERAL
DA
QUESTÃO
CONSTITUCIONAL.
QUESTÃO
SUSCETÍVEL
DE
REPRODUZIR-SE EM MÚLTIPLOS FEITOS. ART. 543-B DO
CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. ART. 328, PARÁGRAFO
ÚNICO, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À
ORIGEM. (...) Apreciada a matéria posta em exame, DECIDO.
No julgamento eletrônico do Recurso Extraordinário 606.358,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, o Supremo Tribunal Federal
reconheceu a existência de repercussão geral da questão
constitucional suscitada neste recurso extraordinário.
Reconhecida a repercussão geral do tema, os autos deverão
retornar à origem para aguardar o julgamento do mérito e, após
a decisão, observar o disposto no art. 543-B do Código de
Processo Civil. Apesar de afirmar que o caso dos autos é
diferente do discutido no Recurso Extraordinário 606.358,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, os temas são idênticos. A
pretensa existência de diferença na argumentação jurídica não é
suficiente para obstar a devolução dos autos à origem, pois o
instituto da repercussão geral tem por objeto consolidar o
exame da matéria em um único julgamento considerando todas
as premissas relacionadas ao tema. Pelo exposto, recebo os
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. ROSA WEBER
RE 828727 AGR / AC
embargos de declaração como agravo regimental e, em juízo de
reconsideração, anulo a decisão agravada, mantendo a matéria
sub judice, e determino a devolução destes autos ao Tribunal a
quo para que seja observado o art. 543-B do Código de Processo
Civil, nos termos do art. 328, parágrafo único, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal. Ficam prejudicados os
embargos declaratórios opostos contra o despacho de
sobrestamento.”
Cito, ainda, precedente do Plenário desta Corte, assim ementado,
verbis:
“RECURSO. Extraordinário. Previdência social. Benefício
previdenciário de prestação continuada. Art. 203, V, da CF/88.
Repercussão Geral do tema. Reconhecimento pelo Plenário.
Recurso interposto contra acórdão publicado antes de
03.05.2007. Irrelevância. Devolução dos autos ao Tribunal de
origem. Aplicação do art. 543-B do CPC. Precedente (AI nº
715.423-RS-QO, Rel. Min. ELLEN GRACIE). Aplica-se o
disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil aos recursos
cujo tema constitucional apresente repercussão geral
reconhecida pelo Plenário, ainda que interpostos contra
acórdãos publicados antes de 3 de maio de 2007.” (RE 540.410-
QO/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 17.10.2008).
Considerada a identidade material havida entre a controvérsia
travada no presente feito e o debate do recurso paradigma no qual
reconhecida a existência de repercussão geral no Plenário Virtual desta
Corte, irrepreensível a decisão agravada, mediante a qual aplicado o art.
543-B do CPC.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
3
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Supremo Tribunal Federal
RE 828727 AGR / AC
embargos de declaração como agravo regimental e, em juízo de
reconsideração, anulo a decisão agravada, mantendo a matéria
sub judice, e determino a devolução destes autos ao Tribunal a
quo para que seja observado o art. 543-B do Código de Processo
Civil, nos termos do art. 328, parágrafo único, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal. Ficam prejudicados os
embargos declaratórios opostos contra o despacho de
sobrestamento.”
Cito, ainda, precedente do Plenário desta Corte, assim ementado,
verbis:
“RECURSO. Extraordinário. Previdência social. Benefício
previdenciário de prestação continuada. Art. 203, V, da CF/88.
Repercussão Geral do tema. Reconhecimento pelo Plenário.
Recurso interposto contra acórdão publicado antes de
03.05.2007. Irrelevância. Devolução dos autos ao Tribunal de
origem. Aplicação do art. 543-B do CPC. Precedente (AI nº
715.423-RS-QO, Rel. Min. ELLEN GRACIE). Aplica-se o
disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil aos recursos
cujo tema constitucional apresente repercussão geral
reconhecida pelo Plenário, ainda que interpostos contra
acórdãos publicados antes de 3 de maio de 2007.” (RE 540.410-
QO/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 17.10.2008).
Considerada a identidade material havida entre a controvérsia
travada no presente feito e o debate do recurso paradigma no qual
reconhecida a existência de repercussão geral no Plenário Virtual desta
Corte, irrepreensível a decisão agravada, mediante a qual aplicado o art.
543-B do CPC.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
3
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Extrato de Ata - 26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 828.727
PROCED. : ACRE
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ADEIR CORREIA MEIRELIS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : PAULO HENRIQUE MAZZALI
AGDO.(A/S) : EVANILDO MOREIRA TORRES
ADV.(A/S) : ANDRÉ FERREIRA MARQUES E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 26.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki
para julgar processos a eles vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 828.727
PROCED. : ACRE
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ADEIR CORREIA MEIRELIS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : PAULO HENRIQUE MAZZALI
AGDO.(A/S) : EVANILDO MOREIRA TORRES
ADV.(A/S) : ANDRÉ FERREIRA MARQUES E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 26.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki
para julgar processos a eles vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8660572
| 2015-05-26T00:00:00
| 2015-06-11T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 26.5.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
EMENTA
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. DESERÇÃO. ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DE COMPETÊNCIA DE OUTRO TRIBUNAL. AGRAVO REGIMENTAL. INSURGÊNCIA VEICULADA CONTRA A APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL (ARTS. 543-B DO CPC E 328 DO RISTF). ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 05.5.2014.
1. Exaustivamente examinados os argumentos veiculados no agravo regimental, porque adequada à espécie, merece manutenção a sistemática da repercussão geral aplicada (arts. 543-B do CPC e 328 do RISTF).
2. Agravo regimental conhecido e não provido.
|
sjur308138
|
Número de páginas: 7.
Análise: 29/06/2015, MJC.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
828727
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543B\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n",
"LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00328\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 828727 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ADEIR CORREIA MEIRELIS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : PAULO HENRIQUE MAZZALI
AGDO.(A/S) : EVANILDO MOREIRA TORRES
ADV.(A/S) : ANDRÉ FERREIRA MARQUES E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 828.727 ACRE
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ADEIR CORREIA MEIRELIS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:PAULO HENRIQUE MAZZALI
AGDO.(A/S)
:EVANILDO MOREIRA TORRES
ADV.(A/S)
:ANDRÉ FERREIRA MARQUES E OUTRO(A/S)
EMENTA
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. DESERÇÃO. ADMISSIBILIDADE
DE RECURSO DE COMPETÊNCIA DE OUTRO TRIBUNAL. AGRAVO
REGIMENTAL. INSURGÊNCIA VEICULADA CONTRA A APLICAÇÃO
DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL (ARTS. 543-B DO Código de Processo Civil E
328 DO RISTF). ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 05.5.2014.
1. Exaustivamente examinados os argumentos veiculados no agravo
regimental, porque adequada à espécie, merece manutenção a sistemática
da repercussão geral aplicada (arts. 543-B do Código de Processo Civil e 328 do RISTF).
2. Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 26 de maio de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 828.727 ACRE
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ADEIR CORREIA MEIRELIS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:PAULO HENRIQUE MAZZALI
AGDO.(A/S)
:EVANILDO MOREIRA TORRES
ADV.(A/S)
:ANDRÉ FERREIRA MARQUES E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra o comando pelo
qual aplicada ao feito a sistemática da repercussão geral (arts. 543-B do
Código de Processo Civil e 328 do RISTF), manejam agravo regimental Adeir Correia Meirelis
e Outro(a/s).
Insurgem-se contra a decisão agravada e insistem na tese de afronta
ao art. 5..., LV, da Constituição Federal. Sustentam que “(...) o não
pronunciamento do Juízo de primeira instância sobre o pedido de justiça
gratuita, cumulada com o fato de que as partes Recorrentes não foram
intimadas disso, verifica-se o desrespeito ao contraditório e ampla defesa,
corolários do devido processo legal (...)”. Asseveram que “(...) não se quer
questionar a competência de outros tribunais, mas sim da falta do
desrespeito ao contraditório na ocasião que o Tribunal a quo ao julgar
agravo interno disse que os Agravantes tomaram conhecimento do
despacho que recebeu a apelação porque houve juntada de documento
após a prolação dele, o que configura flagrante desrespeito as normas
constitucionais (...)”.
O Tribunal de Justiça do Estado do Acre julgou a controvérsia em
decisão cuja ementa reproduzo:
“AGRAVO REGIMENTAL. PEDIDO DE GRATUIDADE
DE JUSTIÇA DEDUZIDO NA APELAÇÃO. ERRO
GROSSEIRO. NECESSIDADE DE PREPARO. RECURSO
DESERTO. 1. Incompatibilidade de alegado desconhecimento
do despacho proferido com o ulterior ato processual dos
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26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 828.727 ACRE
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ADEIR CORREIA MEIRELIS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:PAULO HENRIQUE MAZZALI
AGDO.(A/S)
:EVANILDO MOREIRA TORRES
ADV.(A/S)
:ANDRÉ FERREIRA MARQUES E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra o comando pelo
qual aplicada ao feito a sistemática da repercussão geral (arts. 543-B do
Código de Processo Civil e 328 do RISTF), manejam agravo regimental Adeir Correia Meirelis
e Outro(a/s).
Insurgem-se contra a decisão agravada e insistem na tese de afronta
ao art. 5..., LV, da Constituição Federal. Sustentam que “(...) o não
pronunciamento do Juízo de primeira instância sobre o pedido de justiça
gratuita, cumulada com o fato de que as partes Recorrentes não foram
intimadas disso, verifica-se o desrespeito ao contraditório e ampla defesa,
corolários do devido processo legal (...)”. Asseveram que “(...) não se quer
questionar a competência de outros tribunais, mas sim da falta do
desrespeito ao contraditório na ocasião que o Tribunal a quo ao julgar
agravo interno disse que os Agravantes tomaram conhecimento do
despacho que recebeu a apelação porque houve juntada de documento
após a prolação dele, o que configura flagrante desrespeito as normas
constitucionais (...)”.
O Tribunal de Justiça do Estado do Acre julgou a controvérsia em
decisão cuja ementa reproduzo:
“AGRAVO REGIMENTAL. PEDIDO DE GRATUIDADE
DE JUSTIÇA DEDUZIDO NA APELAÇÃO. ERRO
GROSSEIRO. NECESSIDADE DE PREPARO. RECURSO
DESERTO. 1. Incompatibilidade de alegado desconhecimento
do despacho proferido com o ulterior ato processual dos
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Relatório
Recurso Extraordinário 828727 AGR / AC
apelantes, consistente na apresentação tardia dos documentos
necessários à comprovação de ausência de meios para prover as
despesas do processo. Supressão da suposta falta de intimação.
Inocorrência de ofensa à garantia processual prevista no art. 5...,
LV, da Constituição da República. 2. Impropriedade e
inadequação do requerimento de assistência judiciária gratuita
formulado nas razões do próprio recurso. Harmonia da decisão
recorrida com o entendimento perfilado nas recentes decisões
do Superior Tribunal de Justiça. 3. Agravo desprovido.”
Acórdão recorrido publicado em 05.5.2014.
É o relatório.
2
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Recurso Extraordinário 828727 AGR / AC
apelantes, consistente na apresentação tardia dos documentos
necessários à comprovação de ausência de meios para prover as
despesas do processo. Supressão da suposta falta de intimação.
Inocorrência de ofensa à garantia processual prevista no art. 5...,
LV, da Constituição da República. 2. Impropriedade e
inadequação do requerimento de assistência judiciária gratuita
formulado nas razões do próprio recurso. Harmonia da decisão
recorrida com o entendimento perfilado nas recentes decisões
do Superior Tribunal de Justiça. 3. Agravo desprovido.”
Acórdão recorrido publicado em 05.5.2014.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROSA WEBER
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 828.727 ACRE
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor do comando pelo qual aplicada ao caso a
sistemática da repercussão geral:
“A matéria restou submetida ao Plenário Virtual para
análise quanto à existência de repercussão geral no Recurso Extraordinário 598.365-
RG, verbis:
“PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE
RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL.
A questão alusiva ao cabimento de recursos da
competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito
infraconstitucional. Precedentes.
Não havendo, em rigor, questão constitucional a ser
apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso elemento de
configuração da própria repercussão geral , conforme salientou a
ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão Geral no
Recurso Extraordinário 584.608”.
O art. 328 do RISTF autoriza a devolução dos recursos
extraordinários e dos agravos de instrumento aos Tribunais ou
Turmas Recursais de origem para os fins previstos no art. 543-B
do Código de Processo Civil.
Devolvam-se os autos à Corte de origem. ”
Irrepreensível a decisão agravada.
Supremo Tribunal Federal
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26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 828.727 ACRE
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor do comando pelo qual aplicada ao caso a
sistemática da repercussão geral:
“A matéria restou submetida ao Plenário Virtual para
análise quanto à existência de repercussão geral no Recurso Extraordinário 598.365-
RG, verbis:
“PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE
RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL.
A questão alusiva ao cabimento de recursos da
competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito
infraconstitucional. Precedentes.
Não havendo, em rigor, questão constitucional a ser
apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso elemento de
configuração da própria repercussão geral , conforme salientou a
ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão Geral no
Recurso Extraordinário 584.608”.
O art. 328 do RISTF autoriza a devolução dos recursos
extraordinários e dos agravos de instrumento aos Tribunais ou
Turmas Recursais de origem para os fins previstos no art. 543-B
do Código de Processo Civil.
Devolvam-se os autos à Corte de origem. ”
Irrepreensível a decisão agravada.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8597163.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. ROSA WEBER
Recurso Extraordinário 828727 AGR / AC
A matéria tratada no presente feito, de fato, é idêntica à submetida
ao Plenário Virtual para análise da repercussão geral, a teor do
asseverado no comando agravado acima reproduzido.
O art. 328 do RISTF autoriza a devolução dos recursos
extraordinários e dos agravos de instrumento aos Tribunais ou Turmas
Recursais de origem para os fins previstos no art. 543-B do Código de Processo Civil,
entendimento assentado nos precedentes proferidos por membros desta
egrégia 1... Turma, dentre os quais o ARE 654.205-AgR/DF, Rel. Min.
Marco Aurélio, DJe 19.4.2012, o AI 724.356-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli,
DJe 08.02.2012, o AI 809.009-AgR/RS, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 19.8.2011 e o
Recurso Extraordinário 587.144-ED/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 10.6.2010, decisões
monocráticas, esta última exarada nestes termos:
“REPERCUSSÃO
GERAL
DA
QUESTÃO
CONSTITUCIONAL.
QUESTÃO
SUSCETÍVEL
DE
REPRODUZIR-SE EM MÚLTIPLOS FEITOS. ART. 543-B DO
CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. ART. 328, PARÁGRAFO
ÚNICO, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À
ORIGEM. (...) Apreciada a matéria posta em exame, DECIDO.
No julgamento eletrônico do Recurso Extraordinário 606.358,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, o Supremo Tribunal Federal
reconheceu a existência de repercussão geral da questão
constitucional suscitada neste recurso extraordinário.
Reconhecida a repercussão geral do tema, os autos deverão
retornar à origem para aguardar o julgamento do mérito e, após
a decisão, observar o disposto no art. 543-B do Código de
Processo Civil. Apesar de afirmar que o caso dos autos é
diferente do discutido no Recurso Extraordinário 606.358,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, os temas são idênticos. A
pretensa existência de diferença na argumentação jurídica não é
suficiente para obstar a devolução dos autos à origem, pois o
instituto da repercussão geral tem por objeto consolidar o
exame da matéria em um único julgamento considerando todas
as premissas relacionadas ao tema. Pelo exposto, recebo os
2
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Recurso Extraordinário 828727 AGR / AC
A matéria tratada no presente feito, de fato, é idêntica à submetida
ao Plenário Virtual para análise da repercussão geral, a teor do
asseverado no comando agravado acima reproduzido.
O art. 328 do RISTF autoriza a devolução dos recursos
extraordinários e dos agravos de instrumento aos Tribunais ou Turmas
Recursais de origem para os fins previstos no art. 543-B do Código de Processo Civil,
entendimento assentado nos precedentes proferidos por membros desta
egrégia 1... Turma, dentre os quais o ARE 654.205-AgR/DF, Rel. Min.
Marco Aurélio, DJe 19.4.2012, o AI 724.356-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli,
DJe 08.02.2012, o AI 809.009-AgR/RS, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 19.8.2011 e o
Recurso Extraordinário 587.144-ED/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 10.6.2010, decisões
monocráticas, esta última exarada nestes termos:
“REPERCUSSÃO
GERAL
DA
QUESTÃO
CONSTITUCIONAL.
QUESTÃO
SUSCETÍVEL
DE
REPRODUZIR-SE EM MÚLTIPLOS FEITOS. ART. 543-B DO
CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. ART. 328, PARÁGRAFO
ÚNICO, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À
ORIGEM. (...) Apreciada a matéria posta em exame, DECIDO.
No julgamento eletrônico do Recurso Extraordinário 606.358,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, o Supremo Tribunal Federal
reconheceu a existência de repercussão geral da questão
constitucional suscitada neste recurso extraordinário.
Reconhecida a repercussão geral do tema, os autos deverão
retornar à origem para aguardar o julgamento do mérito e, após
a decisão, observar o disposto no art. 543-B do Código de
Processo Civil. Apesar de afirmar que o caso dos autos é
diferente do discutido no Recurso Extraordinário 606.358,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, os temas são idênticos. A
pretensa existência de diferença na argumentação jurídica não é
suficiente para obstar a devolução dos autos à origem, pois o
instituto da repercussão geral tem por objeto consolidar o
exame da matéria em um único julgamento considerando todas
as premissas relacionadas ao tema. Pelo exposto, recebo os
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. ROSA WEBER
Recurso Extraordinário 828727 AGR / AC
embargos de declaração como agravo regimental e, em juízo de
reconsideração, anulo a decisão agravada, mantendo a matéria
sub judice, e determino a devolução destes autos ao Tribunal a
quo para que seja observado o art. 543-B do Código de Processo
Civil, nos termos do art. 328, parágrafo único, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal. Ficam prejudicados os
embargos declaratórios opostos contra o despacho de
sobrestamento.”
Cito, ainda, precedente do Plenário desta Corte, assim ementado,
verbis:
“RECURSO. Extraordinário. Previdência social. Benefício
previdenciário de prestação continuada. Art. 203, V, da Constituição Federal de 1988/88.
Repercussão Geral do tema. Reconhecimento pelo Plenário.
Recurso interposto contra acórdão publicado antes de
03.05.2007. Irrelevância. Devolução dos autos ao Tribunal de
origem. Aplicação do art. 543-B do Código de Processo Civil. Precedente (AI n
715.423-RS-QO, Rel. Min. ELLEN GRACIE). Aplica-se o
disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil aos recursos
cujo tema constitucional apresente repercussão geral
reconhecida pelo Plenário, ainda que interpostos contra
acórdãos publicados antes de 3 de maio de 2007.” (Recurso Extraordinário 540.410-
QO/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 17.10.2008).
Considerada a identidade material havida entre a controvérsia
travada no presente feito e o debate do recurso paradigma no qual
reconhecida a existência de repercussão geral no Plenário Virtual desta
Corte, irrepreensível a decisão agravada, mediante a qual aplicado o art.
543-B do Código de Processo Civil.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
3
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Recurso Extraordinário 828727 AGR / AC
embargos de declaração como agravo regimental e, em juízo de
reconsideração, anulo a decisão agravada, mantendo a matéria
sub judice, e determino a devolução destes autos ao Tribunal a
quo para que seja observado o art. 543-B do Código de Processo
Civil, nos termos do art. 328, parágrafo único, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal. Ficam prejudicados os
embargos declaratórios opostos contra o despacho de
sobrestamento.”
Cito, ainda, precedente do Plenário desta Corte, assim ementado,
verbis:
“RECURSO. Extraordinário. Previdência social. Benefício
previdenciário de prestação continuada. Art. 203, V, da Constituição Federal de 1988/88.
Repercussão Geral do tema. Reconhecimento pelo Plenário.
Recurso interposto contra acórdão publicado antes de
03.05.2007. Irrelevância. Devolução dos autos ao Tribunal de
origem. Aplicação do art. 543-B do Código de Processo Civil. Precedente (AI n
715.423-RS-QO, Rel. Min. ELLEN GRACIE). Aplica-se o
disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil aos recursos
cujo tema constitucional apresente repercussão geral
reconhecida pelo Plenário, ainda que interpostos contra
acórdãos publicados antes de 3 de maio de 2007.” (Recurso Extraordinário 540.410-
QO/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 17.10.2008).
Considerada a identidade material havida entre a controvérsia
travada no presente feito e o debate do recurso paradigma no qual
reconhecida a existência de repercussão geral no Plenário Virtual desta
Corte, irrepreensível a decisão agravada, mediante a qual aplicado o art.
543-B do Código de Processo Civil.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
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Extrato de Ata - 26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 828.727
PROCED. : ACRE
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ADEIR CORREIA MEIRELIS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : PAULO HENRIQUE MAZZALI
AGDO.(A/S) : EVANILDO MOREIRA TORRES
ADV.(A/S) : ANDRÉ FERREIRA MARQUES E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 26.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki
para julgar processos a eles vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 828.727
PROCED. : ACRE
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ADEIR CORREIA MEIRELIS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : PAULO HENRIQUE MAZZALI
AGDO.(A/S) : EVANILDO MOREIRA TORRES
ADV.(A/S) : ANDRÉ FERREIRA MARQUES E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 26.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki
para julgar processos a eles vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 828 . 727 ACRE",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 828 . 727",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 828 . 727",
"Recurso Extraordinário 828727 AGR / AC",
"Recurso Extraordinário 828727 AGR / AC",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 828 . 727",
"Recurso Extraordinário 598 . 365",
"Recurso Extraordinário 584 . 608 ”",
"Recurso Extraordinário 598 . 365 - RG",
"Recurso Extraordinário 584 . 608 ”",
"Recurso Extraordinário 828727 AGR / AC",
"ARE 654 . 205 - AgR / DF",
"AI 724 . 356",
"-",
"AgR",
"/",
"RJ",
"AI 809 . 009 - AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 587 . 144 - ED / SP",
"Recurso Extraordinário 606 . 358",
"Recurso Extraordinário 606 . 358",
"Recurso Extraordinário 828727 AGR / AC",
"ARE 654 . 205 - AgR / DF",
"AI 724 . 356 - AgR / RJ",
"AI 809 . 009 - AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 587 . 144 - ED / SP",
"Recurso Extraordinário 606 . 358",
"Recurso Extraordinário 606 . 358",
"Recurso Extraordinário 828727 AGR",
"AI n 715 . 423 - RS",
"Recurso Extraordinário 540 . 410 - QO / RS",
"Recurso Extraordinário 828727 AGR / AC",
"AI n 715 . 423 - RS - QO",
"Recurso Extraordinário 540 . 410 - QO / RS",
"RECURSO",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 828 ."
],
"LEGISLACAO": [
"ARTS . 543 - B DO Código de Processo Civil",
"328 DO RISTF",
"arts . 543 - B do Código de Processo Civil",
"328 do RISTF",
"Medida Provisória n",
"arts . 543 - B do Código de Processo Civil",
"328 do RISTF",
"art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 543 - B do Código de Processo Civil",
"328 do RISTF",
"art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , LV , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , LV , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"art . 328 do RISTF",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art .",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"ART . 543 - B DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"ART",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 328 do RISTF",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"ART . 543 - B DO CÓDIGO DE PROCESSO",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"art . 328 , parágrafo único , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Art . 203 , V , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"art",
"Art . 203 , V , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Código de Processo Civil",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"Brasília"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"ACRE",
"Tribunal de Justiça do Estado do Acre",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado do Acre",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Plenário Virtual",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Plenário Virtual",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário Virtual",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário Virtual",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário",
"Plenário",
"Plenário",
"Tribunal Pleno",
"Plenário Virtual",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Plenário",
"Plenário",
"Tribunal Pleno",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"ADEIR CORREIA MEIRELIS",
"PAULO HENRIQUE MAZZALI",
"EVANILDO MOREIRA TORRES",
"ANDRÉ FERREIRA MARQUES",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"ADEIR CORREIA MEIRELIS",
"PAULO HENRIQUE MAZZALI",
"EVANILDO MOREIRA TORRES",
"ANDRÉ FERREIRA MARQUES",
"Rosa Weber",
"Adeir Correia Meirelis",
"ROSA WEBER",
"ADEIR CORREIA MEIRELIS",
"PAULO HENRIQUE MAZZALI",
"EVANILDO MOREIRA TORRES",
"ANDRÉ FERREIRA MARQUES",
"Rosa Weber",
"Adeir Correia Meirelis",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Ellen Gracie",
"Rosa Weber",
"Ellen Gracie",
"ROSA WEBER",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"ROSA WEBER",
"ELLEN GRACIE",
"Cezar Peluso",
"ELLEN GRACIE",
"Cezar Peluso",
"ROSA WEBER",
"ADEIR CORREIA MEIRELIS",
"PAULO HENRIQUE MAZZALI",
"EVANILDO MOREIRA TORRES",
"ANDRÉ FERREIRA MARQUES",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"ADEIR CORREIA MEIRELIS",
"PAULO HENRIQUE MAZZALI",
"EVANILDO MOREIRA TORRES",
"ANDRÉ FERREIRA MARQUES",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"05",
".",
"5",
".",
"2014",
"26 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"5",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"5",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"4",
".",
"2012",
"08",
".",
"02",
".",
"2012",
"19",
".",
"8",
".",
"2011",
"10",
".",
"6",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"4",
".",
"2012",
"08",
".",
"02",
".",
"2012",
"19",
".",
"8",
".",
"2011",
"10",
".",
"6",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
".",
"05",
".",
"2007",
"3 de maio de 2007",
"17",
".",
"10",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
".",
"05",
".",
"2007",
"3 de maio de 2007",
"17",
".",
"10",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"26",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 823.883
RONDÔNIA
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:SINDEPRO - SINDICATO DOS DELEGADOS DE
POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DE RONDÔNIA
ADV.(A/S)
:JOSÉ
EDUARDO
RANGEL
DE
ALCKMIN
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE RONDÔNIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA
EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL
EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ISONOMIA
ENTRE DELEGADOS DA POLÍCIA CIVIL E PROCURADORES DO
ESTADO. EXIGÊNCIA DE LEI ESPECÍFICA. PRECEDENTES. SÚMULA
VINCULANTE 37.
1. É firme a jurisprudência desta Corte no sentido de ser necessária a
edição de lei específica para a implementação da equiparação, segundo os
ditames do art. 39, § 1º, da Constituição Federal, na sua redação original.
Precedentes.
2. Hipótese em que, para divergir do entendimento firmado pelo
Tribunal a quo no sentido de que o art. 147 da Constituição do Estado de
Rondônia não regulamentou a alegada equiparação entre delegado da
polícia civil e procurador do estado, seria necessária a análise da
legislação infraconstitucional pertinente, providência inviável neste
momento processual.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Ementa e Acórdão
ARE 823883 AGR / RO
Brasília, 09 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 823883 AGR / RO
Brasília, 09 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
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Relatório
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 823.883
RONDÔNIA
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:SINDEPRO - SINDICATO DOS DELEGADOS DE
POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DE RONDÔNIA
ADV.(A/S)
:JOSÉ
EDUARDO
RANGEL
DE
ALCKMIN
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE RONDÔNIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática, que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso
extraordinário, pelos seguintes fundamentos (fls. 288/290):
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento ao recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia, assim ementado
(fls. 214):
‘Agravo em apelação. Vencimentos equânimes.
Delegados da Polícia Civil e Procuradores do Estado de
Rondônia. Possibilidade constitucional. Ausência de lei
específica. Constituição estadual. Insuficiência. Não
provimento.
A Constituição Federal não concedeu isonomia direta
entre as denominadas carreiras jurídicas, pois, apesar de
prescrevê-la no art. 241, em sua redação originária, a sua
implementação, em decorrência do disposto no art. 39, §
1º, também da Constituição, depende de lei específica para
ser concretizada. Precedentes do STF.
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09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 823.883
RONDÔNIA
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:SINDEPRO - SINDICATO DOS DELEGADOS DE
POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DE RONDÔNIA
ADV.(A/S)
:JOSÉ
EDUARDO
RANGEL
DE
ALCKMIN
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE RONDÔNIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática, que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso
extraordinário, pelos seguintes fundamentos (fls. 288/290):
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento ao recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia, assim ementado
(fls. 214):
‘Agravo em apelação. Vencimentos equânimes.
Delegados da Polícia Civil e Procuradores do Estado de
Rondônia. Possibilidade constitucional. Ausência de lei
específica. Constituição estadual. Insuficiência. Não
provimento.
A Constituição Federal não concedeu isonomia direta
entre as denominadas carreiras jurídicas, pois, apesar de
prescrevê-la no art. 241, em sua redação originária, a sua
implementação, em decorrência do disposto no art. 39, §
1º, também da Constituição, depende de lei específica para
ser concretizada. Precedentes do STF.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10
Relatório
ARE 823883 AGR / RO
A Constituição Estadual de Rondônia não supre a
exigência estipulada pela constituição, porquanto o texto
vigente da lei máxima estadual limita-se a fazer remissão à
previsão contida no art. 241 da Constituição Federal.
Inexistindo lei específica que estabeleça o direito
vindicado, é vedado ao Poder Judiciário, que não tem
função legislativa, aumentar vencimentos de servidores
públicos sob fundamento de isonomia. Súmula 339/STF.’
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts.
39, § 1º (redação originária); 135; e 241 da Constituição.
A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob o
fundamento de que eventual violação ao texto constitucional
somente ocorreria de maneira indireta ou reflexa.
O recurso extraordinário é inadmissível. Isso porque o
Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADI 791, sob a
relatoria do Min. Ilmar Galvão, considerou inconstitucional o
trecho do § 3º do art. 147 da Constituição do Estado de
Rondônia, que previa a equiparação dos delegados de polícia
aos membros do Ministério Público do Estado de Rondônia.
Veja-se o seguinte trecho do julgado:
‘A decisão transcrita traduz orientação que, no STF,
se assentou acerca do sentido da norma do art. 241, em
combinação com o art. 135, da Constituição, interpretação
que implicou, justamente, a exclusão do Ministério
Público dentre as carreiras que desempenham funções
essenciais à Justiça, para fins de tratamento isonômico
entre os respectivos membros.
Simples leitura do texto do § 3º do art. 147 da
Constituição do Estado de Rondônia revela tratar-se de
norma que se choca frontalmente com a orientação do STF,
acima assinalada, ao assentar semelhança entre os
delegados de polícia de carreira e os membros do
Ministério Público, para os fins de garantias, vedações e
2
Supremo Tribunal Federal
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A Constituição Estadual de Rondônia não supre a
exigência estipulada pela constituição, porquanto o texto
vigente da lei máxima estadual limita-se a fazer remissão à
previsão contida no art. 241 da Constituição Federal.
Inexistindo lei específica que estabeleça o direito
vindicado, é vedado ao Poder Judiciário, que não tem
função legislativa, aumentar vencimentos de servidores
públicos sob fundamento de isonomia. Súmula 339/STF.’
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts.
39, § 1º (redação originária); 135; e 241 da Constituição.
A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob o
fundamento de que eventual violação ao texto constitucional
somente ocorreria de maneira indireta ou reflexa.
O recurso extraordinário é inadmissível. Isso porque o
Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADI 791, sob a
relatoria do Min. Ilmar Galvão, considerou inconstitucional o
trecho do § 3º do art. 147 da Constituição do Estado de
Rondônia, que previa a equiparação dos delegados de polícia
aos membros do Ministério Público do Estado de Rondônia.
Veja-se o seguinte trecho do julgado:
‘A decisão transcrita traduz orientação que, no STF,
se assentou acerca do sentido da norma do art. 241, em
combinação com o art. 135, da Constituição, interpretação
que implicou, justamente, a exclusão do Ministério
Público dentre as carreiras que desempenham funções
essenciais à Justiça, para fins de tratamento isonômico
entre os respectivos membros.
Simples leitura do texto do § 3º do art. 147 da
Constituição do Estado de Rondônia revela tratar-se de
norma que se choca frontalmente com a orientação do STF,
acima assinalada, ao assentar semelhança entre os
delegados de polícia de carreira e os membros do
Ministério Público, para os fins de garantias, vedações e
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Relatório
ARE 823883 AGR / RO
vencimentos.’
Ressalte-se, ainda, que o acórdão recorrido está
igualmente alinhado à jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal quanto à vedação do aumento de vencimentos pelo
Poder Judiciário, com base no principio da isonomia, na
equiparação salarial ou a pretexto da revisão geral anual. Tal
entendimento restou pacificado no julgamento do RE 592.317-
RG, sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes, e consolidou-se
com a edição da Súmula Vinculante 37:
‘Não cabe ao poder Judiciário, que não tem função
legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos
sob o fundamento de isonomia.’
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, b, do CPC
e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço do agravo e nego
seguimento ao recurso extraordinário.”
2.
O agravante reitera os argumentos postos no recurso
extraordinário. Sustenta que o entendimento firmado pelo Supremo
Tribunal Federal na ADI 791 não se aplica ao presente processo, bem
como o disposto na Súmula Vinculante 37. Afirma que “não há que se
cogitar de usurpação pelo Judiciário de matéria de competência do Legislativo,
pois existe legislação estadual específica reconhecendo a equiparação das
carreiras, com fundamento na Carta da República, mas que o Estado de
Rondônia vem descumprindo” (fls. 301/302).
3.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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ARE 823883 AGR / RO
vencimentos.’
Ressalte-se, ainda, que o acórdão recorrido está
igualmente alinhado à jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal quanto à vedação do aumento de vencimentos pelo
Poder Judiciário, com base no principio da isonomia, na
equiparação salarial ou a pretexto da revisão geral anual. Tal
entendimento restou pacificado no julgamento do RE 592.317-
RG, sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes, e consolidou-se
com a edição da Súmula Vinculante 37:
‘Não cabe ao poder Judiciário, que não tem função
legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos
sob o fundamento de isonomia.’
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, b, do CPC
e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço do agravo e nego
seguimento ao recurso extraordinário.”
2.
O agravante reitera os argumentos postos no recurso
extraordinário. Sustenta que o entendimento firmado pelo Supremo
Tribunal Federal na ADI 791 não se aplica ao presente processo, bem
como o disposto na Súmula Vinculante 37. Afirma que “não há que se
cogitar de usurpação pelo Judiciário de matéria de competência do Legislativo,
pois existe legislação estadual específica reconhecendo a equiparação das
carreiras, com fundamento na Carta da República, mas que o Estado de
Rondônia vem descumprindo” (fls. 301/302).
3.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 823.883
RONDÔNIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente não trouxe argumentos suficientes para modificar a decisão
ora recorrida.
2.
O acórdão recorrido, ao decidir que “A Constituição Federal
não concedeu isonomia direta entre as denominadas carreiras jurídicas, pois,
apesar de prescrevê-la no art. 241, em sua redação originária, a sua
implementação, em decorrência do disposto no art. 39, § 1º, também da
Constituição, depende de lei específica para ser concretizada” (fls. 214), está
alinhado à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Vejam-se os
seguintes precedentes:
“Agravo regimental em recurso extraordinário. 2.
Equiparação de vencimentos entre Delegados de Polícia e
Procuradores do Estado, em razão de disposição constitucional
estadual. 3. Necessidade de edição de lei específica para a
implementação da equiparação, segundo os ditames do art. 39,
§ 1º, da Constituição Federal, na redação original. Precedentes.
4. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE 424.134-
AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes).
“Agravo regimental em recurso extraordinário. 2.
Isonomia entre delegados da polícia civil e procuradores do
estado. Art. 39, § 1º, da CF, em redação anterior à EC 19, de
1998. Exigência de norma regulamentadora. Precedentes. 4.
Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 340.189-
AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes).
Supremo Tribunal Federal
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09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 823.883
RONDÔNIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente não trouxe argumentos suficientes para modificar a decisão
ora recorrida.
2.
O acórdão recorrido, ao decidir que “A Constituição Federal
não concedeu isonomia direta entre as denominadas carreiras jurídicas, pois,
apesar de prescrevê-la no art. 241, em sua redação originária, a sua
implementação, em decorrência do disposto no art. 39, § 1º, também da
Constituição, depende de lei específica para ser concretizada” (fls. 214), está
alinhado à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Vejam-se os
seguintes precedentes:
“Agravo regimental em recurso extraordinário. 2.
Equiparação de vencimentos entre Delegados de Polícia e
Procuradores do Estado, em razão de disposição constitucional
estadual. 3. Necessidade de edição de lei específica para a
implementação da equiparação, segundo os ditames do art. 39,
§ 1º, da Constituição Federal, na redação original. Precedentes.
4. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE 424.134-
AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes).
“Agravo regimental em recurso extraordinário. 2.
Isonomia entre delegados da polícia civil e procuradores do
estado. Art. 39, § 1º, da CF, em redação anterior à EC 19, de
1998. Exigência de norma regulamentadora. Precedentes. 4.
Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 340.189-
AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes).
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 823883 AGR / RO
“ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
DELEGADOS DE POLÍCIA E PROCURADORES DO ESTADO.
ISONOMIA.
EXIGÊNCIA
DE
LEI
ESPECÍFICA.
PRECEDENTES. PERDA DE OBJETO. INOCORRÊNCIA.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO.” (RE 265.407-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ISONOMIA DE VENCIMENTOS ENTRE
DELEGADOS DE POLÍCIA DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO E PROCURADORES DA ASSEMBLÉIA
LEGISLATIVA
DO
MESMO
ENTE
FEDERADO.
IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 339/STF.
1. Não cabe ao Poder Judiciário aumentar vencimentos de
servidores públicos, à conta de isonomia, mesmo em situações
reveladoras de absoluta identidade de atribuições. Precedentes.
2. É firme no Supremo Tribunal Federal o entendimento
de que a Constituição Federal não concedeu isonomia direta
entre as denominadas carreiras jurídicas, pois, apesar de
prescrevê-la no artigo 241 em sua redação originária, a sua
implementação, em decorrência do disposto no artigo 39, § 1º,
também da Carta Magna, depende de lei específica para ser
concretizada (RE 255.702, da relatoria do ministro Moreira
Alves).
3. Agravo regimental desprovido.” (RE 513.884-AgR, Rel.
Min. Ayres Britto).
4.
No caso, o Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia,
assim se manifestou (fls. 218/219):
“[...] os argumentos do agravante buscam espeque na
antiga redação do art. 147, § 3º, da Constituição Estadual, que,
após as alterações trazidas pela EC nº 03 de 23/09/1992, passou
a ser assim redigida:
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 823883 AGR / RO
“ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
DELEGADOS DE POLÍCIA E PROCURADORES DO ESTADO.
ISONOMIA.
EXIGÊNCIA
DE
LEI
ESPECÍFICA.
PRECEDENTES. PERDA DE OBJETO. INOCORRÊNCIA.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO.” (RE 265.407-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ISONOMIA DE VENCIMENTOS ENTRE
DELEGADOS DE POLÍCIA DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO E PROCURADORES DA ASSEMBLÉIA
LEGISLATIVA
DO
MESMO
ENTE
FEDERADO.
IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 339/STF.
1. Não cabe ao Poder Judiciário aumentar vencimentos de
servidores públicos, à conta de isonomia, mesmo em situações
reveladoras de absoluta identidade de atribuições. Precedentes.
2. É firme no Supremo Tribunal Federal o entendimento
de que a Constituição Federal não concedeu isonomia direta
entre as denominadas carreiras jurídicas, pois, apesar de
prescrevê-la no artigo 241 em sua redação originária, a sua
implementação, em decorrência do disposto no artigo 39, § 1º,
também da Carta Magna, depende de lei específica para ser
concretizada (RE 255.702, da relatoria do ministro Moreira
Alves).
3. Agravo regimental desprovido.” (RE 513.884-AgR, Rel.
Min. Ayres Britto).
4.
No caso, o Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia,
assim se manifestou (fls. 218/219):
“[...] os argumentos do agravante buscam espeque na
antiga redação do art. 147, § 3º, da Constituição Estadual, que,
após as alterações trazidas pela EC nº 03 de 23/09/1992, passou
a ser assim redigida:
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 823883 AGR / RO
§ 3º – Aos delegados de polícia de carreira aplica-se o
princípio do artigo 241 da Constituição Federal, sendo
que, para todos os efeitos legais, são assemelhados aos
membros do Ministério Público, assegurando-se as
mesmas garantias, vedações, vencimentos e sua revisão,
em igual percentual, sempre que revistos os atribuídos
àqueles.
Contudo, o STF, ao apreciar a ADin nº 791-2, em acórdão
publicado no DJ em 27/09/96, suprimiu expressão
inconstitucional do § 3º do art. 147, passando o texto
constitucional a ostentar a seguinte grafia: ‘§ 3º. Aos delegados
de polícia de carreira aplica-se o princípio do artigo 241 da
Constituição Federal’.
Assim, está cabalmente demonstrado que o texto
constitucional estadual, sob nenhum prisma, regulamentou a
antiga previsão contida no art. 241 da Constituição Federal,
razão pela qual o pleito do sindicato recorrente é carente de
embasamento legal.”
5.
Para divergir do entendimento firmado pelo tribunal a quo
no sentido de que o art. 147 da Constituição do Estado de Rondônia não
regulamentou a questão da equiparação entre delegado da polícia civil e
procurador do estado, seria necessária a análise da legislação local
mencionada (Constituição Estadual), o que é inviável neste momento
processual, nos termos da Súmula 280/STF.
6.
Ademais, ao condicionar a equiparação de delegado da
polícia civil a procurador do Estado à edição de lei específica, o Tribunal
de origem apenas observou o disposto na Súmula Vinculante 37:
“Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função
legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o
fundamento de isonomia.”
3
Supremo Tribunal Federal
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ARE 823883 AGR / RO
§ 3º – Aos delegados de polícia de carreira aplica-se o
princípio do artigo 241 da Constituição Federal, sendo
que, para todos os efeitos legais, são assemelhados aos
membros do Ministério Público, assegurando-se as
mesmas garantias, vedações, vencimentos e sua revisão,
em igual percentual, sempre que revistos os atribuídos
àqueles.
Contudo, o STF, ao apreciar a ADin nº 791-2, em acórdão
publicado no DJ em 27/09/96, suprimiu expressão
inconstitucional do § 3º do art. 147, passando o texto
constitucional a ostentar a seguinte grafia: ‘§ 3º. Aos delegados
de polícia de carreira aplica-se o princípio do artigo 241 da
Constituição Federal’.
Assim, está cabalmente demonstrado que o texto
constitucional estadual, sob nenhum prisma, regulamentou a
antiga previsão contida no art. 241 da Constituição Federal,
razão pela qual o pleito do sindicato recorrente é carente de
embasamento legal.”
5.
Para divergir do entendimento firmado pelo tribunal a quo
no sentido de que o art. 147 da Constituição do Estado de Rondônia não
regulamentou a questão da equiparação entre delegado da polícia civil e
procurador do estado, seria necessária a análise da legislação local
mencionada (Constituição Estadual), o que é inviável neste momento
processual, nos termos da Súmula 280/STF.
6.
Ademais, ao condicionar a equiparação de delegado da
polícia civil a procurador do Estado à edição de lei específica, o Tribunal
de origem apenas observou o disposto na Súmula Vinculante 37:
“Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função
legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o
fundamento de isonomia.”
3
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 823883 AGR / RO
7.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 823883 AGR / RO
7.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
Supremo Tribunal Federal
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Extrato de Ata - 09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 823.883
PROCED. : RONDÔNIA
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : SINDEPRO - SINDICATO DOS DELEGADOS DE POLÍCIA CIVIL DO
ESTADO DE RONDÔNIA
ADV.(A/S) : JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE RONDÔNIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 9.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 823.883
PROCED. : RONDÔNIA
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : SINDEPRO - SINDICATO DOS DELEGADOS DE POLÍCIA CIVIL DO
ESTADO DE RONDÔNIA
ADV.(A/S) : JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE RONDÔNIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 9.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8796881
| 2015-06-09T00:00:00
| 2015-06-30T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 9.6.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ISONOMIA ENTRE DELEGADOS DA POLÍCIA CIVIL E PROCURADORES DO ESTADO. EXIGÊNCIA DE LEI ESPECÍFICA. PRECEDENTES. SÚMULA VINCULANTE 37.
1. É firme a jurisprudência desta Corte no sentido de ser necessária a edição de lei específica para a implementação da equiparação, segundo os ditames do art. 39, § 1º, da Constituição Federal, na sua redação original. Precedentes.
2. Hipótese em que, para divergir do entendimento firmado pelo Tribunal a quo no sentido de que o art. 147 da Constituição do Estado de Rondônia não regulamentou a alegada equiparação entre delegado da polícia civil e procurador do estado, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional pertinente, providência inviável neste momento processual.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur310738
|
- Acórdão(s) citado(s):
(ISONOMIA ENTRE DELEGADO DE POLÍCIA E PROCURADOR DE ESTADO)
RE 340189 AgR (2ªT), RE 265407 AgR (2ªT), RE 513884 AgR (2ªT), RE 424134 AgR (2ªT).
Número de páginas: 10.
Análise: 24/07/2015, MJC.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
823883
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00039 PAR-00001 ART-00147\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED SUV-000037 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 823883 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : SINDEPRO - SINDICATO DOS DELEGADOS DE POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DE RONDÔNIA
ADV.(A/S) : JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE RONDÔNIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 823.883
RONDÔNIA
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:SINDEPRO - SINDICATO DOS DELEGADOS DE
POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DE RONDÔNIA
ADV.(A/S)
:JOSÉ
EDUARDO
RANGEL
DE
ALCKMIN
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE RONDÔNIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA
EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL
EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ISONOMIA
ENTRE DELEGADOS DA POLÍCIA CIVIL E PROCURADORES DO
ESTADO. EXIGÊNCIA DE LEI ESPECÍFICA. PRECEDENTES. SÚMULA
VINCULANTE 37.
1. É firme a jurisprudência desta Corte no sentido de ser necessária a
edição de lei específica para a implementação da equiparação, segundo os
ditames do art. 39, § 1..., da Constituição Federal, na sua redação original.
Precedentes.
2. Hipótese em que, para divergir do entendimento firmado pelo
Tribunal a quo no sentido de que o art. 147 da Constituição do Estado de
Rondônia não regulamentou a alegada equiparação entre delegado da
polícia civil e procurador do estado, seria necessária a análise da
legislação infraconstitucional pertinente, providência inviável neste
momento processual.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Ementa e Acórdão
ARE 823883 AGR / RO
Brasília, 09 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 823883 AGR / RO
Brasília, 09 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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Relatório
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 823.883
RONDÔNIA
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:SINDEPRO - SINDICATO DOS DELEGADOS DE
POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DE RONDÔNIA
ADV.(A/S)
:JOSÉ
EDUARDO
RANGEL
DE
ALCKMIN
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE RONDÔNIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática, que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso
extraordinário, pelos seguintes fundamentos (fls. 288/290):
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento ao recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia, assim ementado
(fls. 214):
‘Agravo em apelação. Vencimentos equânimes.
Delegados da Polícia Civil e Procuradores do Estado de
Rondônia. Possibilidade constitucional. Ausência de lei
específica. Constituição estadual. Insuficiência. Não
provimento.
A Constituição Federal não concedeu isonomia direta
entre as denominadas carreiras jurídicas, pois, apesar de
prescrevê-la no art. 241, em sua redação originária, a sua
implementação, em decorrência do disposto no art. 39, §
1..., também da Constituição, depende de lei específica para
ser concretizada. Precedentes do Supremo Tribunal Federal.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 823.883
RONDÔNIA
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:SINDEPRO - SINDICATO DOS DELEGADOS DE
POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DE RONDÔNIA
ADV.(A/S)
:JOSÉ
EDUARDO
RANGEL
DE
ALCKMIN
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE RONDÔNIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática, que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso
extraordinário, pelos seguintes fundamentos (fls. 288/290):
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento ao recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia, assim ementado
(fls. 214):
‘Agravo em apelação. Vencimentos equânimes.
Delegados da Polícia Civil e Procuradores do Estado de
Rondônia. Possibilidade constitucional. Ausência de lei
específica. Constituição estadual. Insuficiência. Não
provimento.
A Constituição Federal não concedeu isonomia direta
entre as denominadas carreiras jurídicas, pois, apesar de
prescrevê-la no art. 241, em sua redação originária, a sua
implementação, em decorrência do disposto no art. 39, §
1..., também da Constituição, depende de lei específica para
ser concretizada. Precedentes do Supremo Tribunal Federal.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10
Relatório
ARE 823883 AGR / RO
A Constituição Estadual de Rondônia não supre a
exigência estipulada pela constituição, porquanto o texto
vigente da lei máxima estadual limita-se a fazer remissão à
previsão contida no art. 241 da Constituição Federal.
Inexistindo lei específica que estabeleça o direito
vindicado, é vedado ao Poder Judiciário, que não tem
função legislativa, aumentar vencimentos de servidores
públicos sob fundamento de isonomia. Súmula 339/Supremo Tribunal Federal.’
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts.
39, § 1... (redação originária); 135; e 241 da Constituição.
A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob o
fundamento de que eventual violação ao texto constitucional
somente ocorreria de maneira indireta ou reflexa.
O recurso extraordinário é inadmissível. Isso porque o
Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADI 791, sob a
relatoria do Min. Ilmar Galvão, considerou inconstitucional o
trecho do § 3... do art. 147 da Constituição do Estado de
Rondônia, que previa a equiparação dos delegados de polícia
aos membros do Ministério Público do Estado de Rondônia.
Veja-se o seguinte trecho do julgado:
‘A decisão transcrita traduz orientação que, no Supremo Tribunal Federal,
se assentou acerca do sentido da norma do art. 241, em
combinação com o art. 135, da Constituição, interpretação
que implicou, justamente, a exclusão do Ministério
Público dentre as carreiras que desempenham funções
essenciais à Justiça, para fins de tratamento isonômico
entre os respectivos membros.
Simples leitura do texto do § 3... do art. 147 da
Constituição do Estado de Rondônia revela tratar-se de
norma que se choca frontalmente com a orientação do Supremo Tribunal Federal,
acima assinalada, ao assentar semelhança entre os
delegados de polícia de carreira e os membros do
Ministério Público, para os fins de garantias, vedações e
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 823883 AGR / RO
A Constituição Estadual de Rondônia não supre a
exigência estipulada pela constituição, porquanto o texto
vigente da lei máxima estadual limita-se a fazer remissão à
previsão contida no art. 241 da Constituição Federal.
Inexistindo lei específica que estabeleça o direito
vindicado, é vedado ao Poder Judiciário, que não tem
função legislativa, aumentar vencimentos de servidores
públicos sob fundamento de isonomia. Súmula 339/Supremo Tribunal Federal.’
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts.
39, § 1... (redação originária); 135; e 241 da Constituição.
A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob o
fundamento de que eventual violação ao texto constitucional
somente ocorreria de maneira indireta ou reflexa.
O recurso extraordinário é inadmissível. Isso porque o
Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADI 791, sob a
relatoria do Min. Ilmar Galvão, considerou inconstitucional o
trecho do § 3... do art. 147 da Constituição do Estado de
Rondônia, que previa a equiparação dos delegados de polícia
aos membros do Ministério Público do Estado de Rondônia.
Veja-se o seguinte trecho do julgado:
‘A decisão transcrita traduz orientação que, no Supremo Tribunal Federal,
se assentou acerca do sentido da norma do art. 241, em
combinação com o art. 135, da Constituição, interpretação
que implicou, justamente, a exclusão do Ministério
Público dentre as carreiras que desempenham funções
essenciais à Justiça, para fins de tratamento isonômico
entre os respectivos membros.
Simples leitura do texto do § 3... do art. 147 da
Constituição do Estado de Rondônia revela tratar-se de
norma que se choca frontalmente com a orientação do Supremo Tribunal Federal,
acima assinalada, ao assentar semelhança entre os
delegados de polícia de carreira e os membros do
Ministério Público, para os fins de garantias, vedações e
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10
Relatório
ARE 823883 AGR / RO
vencimentos.’
Ressalte-se, ainda, que o acórdão recorrido está
igualmente alinhado à jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal quanto à vedação do aumento de vencimentos pelo
Poder Judiciário, com base no principio da isonomia, na
equiparação salarial ou a pretexto da revisão geral anual. Tal
entendimento restou pacificado no julgamento do Recurso Extraordinário 592.317-
RG, sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes, e consolidou-se
com a edição da Súmula Vinculante 37:
‘Não cabe ao poder Judiciário, que não tem função
legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos
sob o fundamento de isonomia.’
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil
e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo e nego
seguimento ao recurso extraordinário.”
2.
O agravante reitera os argumentos postos no recurso
extraordinário. Sustenta que o entendimento firmado pelo Supremo
Tribunal Federal na ADI 791 não se aplica ao presente processo, bem
como o disposto na Súmula Vinculante 37. Afirma que “não há que se
cogitar de usurpação pelo Judiciário de matéria de competência do Legislativo,
pois existe legislação estadual específica reconhecendo a equiparação das
carreiras, com fundamento na Carta da República, mas que o Estado de
Rondônia vem descumprindo” (fls. 301/302).
3.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 823883 AGR / RO
vencimentos.’
Ressalte-se, ainda, que o acórdão recorrido está
igualmente alinhado à jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal quanto à vedação do aumento de vencimentos pelo
Poder Judiciário, com base no principio da isonomia, na
equiparação salarial ou a pretexto da revisão geral anual. Tal
entendimento restou pacificado no julgamento do Recurso Extraordinário 592.317-
RG, sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes, e consolidou-se
com a edição da Súmula Vinculante 37:
‘Não cabe ao poder Judiciário, que não tem função
legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos
sob o fundamento de isonomia.’
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil
e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo e nego
seguimento ao recurso extraordinário.”
2.
O agravante reitera os argumentos postos no recurso
extraordinário. Sustenta que o entendimento firmado pelo Supremo
Tribunal Federal na ADI 791 não se aplica ao presente processo, bem
como o disposto na Súmula Vinculante 37. Afirma que “não há que se
cogitar de usurpação pelo Judiciário de matéria de competência do Legislativo,
pois existe legislação estadual específica reconhecendo a equiparação das
carreiras, com fundamento na Carta da República, mas que o Estado de
Rondônia vem descumprindo” (fls. 301/302).
3.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 823.883
RONDÔNIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente não trouxe argumentos suficientes para modificar a decisão
ora recorrida.
2.
O acórdão recorrido, ao decidir que “A Constituição Federal
não concedeu isonomia direta entre as denominadas carreiras jurídicas, pois,
apesar de prescrevê-la no art. 241, em sua redação originária, a sua
implementação, em decorrência do disposto no art. 39, § 1..., também da
Constituição, depende de lei específica para ser concretizada” (fls. 214), está
alinhado à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Vejam-se os
seguintes precedentes:
“Agravo regimental em recurso extraordinário. 2.
Equiparação de vencimentos entre Delegados de Polícia e
Procuradores do Estado, em razão de disposição constitucional
estadual. 3. Necessidade de edição de lei específica para a
implementação da equiparação, segundo os ditames do art. 39,
§ 1..., da Constituição Federal, na redação original. Precedentes.
4. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 424.134-
AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes).
“Agravo regimental em recurso extraordinário. 2.
Isonomia entre delegados da polícia civil e procuradores do
estado. Art. 39, § 1..., da Constituição Federal de 1988, em redação anterior à EC 19, de
1998. Exigência de norma regulamentadora. Precedentes. 4.
Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 340.189-
AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes).
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 823.883
RONDÔNIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente não trouxe argumentos suficientes para modificar a decisão
ora recorrida.
2.
O acórdão recorrido, ao decidir que “A Constituição Federal
não concedeu isonomia direta entre as denominadas carreiras jurídicas, pois,
apesar de prescrevê-la no art. 241, em sua redação originária, a sua
implementação, em decorrência do disposto no art. 39, § 1..., também da
Constituição, depende de lei específica para ser concretizada” (fls. 214), está
alinhado à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Vejam-se os
seguintes precedentes:
“Agravo regimental em recurso extraordinário. 2.
Equiparação de vencimentos entre Delegados de Polícia e
Procuradores do Estado, em razão de disposição constitucional
estadual. 3. Necessidade de edição de lei específica para a
implementação da equiparação, segundo os ditames do art. 39,
§ 1..., da Constituição Federal, na redação original. Precedentes.
4. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 424.134-
AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes).
“Agravo regimental em recurso extraordinário. 2.
Isonomia entre delegados da polícia civil e procuradores do
estado. Art. 39, § 1..., da Constituição Federal de 1988, em redação anterior à EC 19, de
1998. Exigência de norma regulamentadora. Precedentes. 4.
Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 340.189-
AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes).
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8745430.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 823883 AGR / RO
“ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
DELEGADOS DE POLÍCIA E PROCURADORES DO ESTADO.
ISONOMIA.
EXIGÊNCIA
DE
LEI
ESPECÍFICA.
PRECEDENTES. PERDA DE OBJETO. INOCORRÊNCIA.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO.” (Recurso Extraordinário 265.407-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ISONOMIA DE VENCIMENTOS ENTRE
DELEGADOS DE POLÍCIA DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO E PROCURADORES DA ASSEMBLÉIA
LEGISLATIVA
DO
MESMO
ENTE
FEDERADO.
IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 339/Supremo Tribunal Federal.
1. Não cabe ao Poder Judiciário aumentar vencimentos de
servidores públicos, à conta de isonomia, mesmo em situações
reveladoras de absoluta identidade de atribuições. Precedentes.
2. É firme no Supremo Tribunal Federal o entendimento
de que a Constituição Federal não concedeu isonomia direta
entre as denominadas carreiras jurídicas, pois, apesar de
prescrevê-la no artigo 241 em sua redação originária, a sua
implementação, em decorrência do disposto no artigo 39, § 1...,
também da Carta Magna, depende de lei específica para ser
concretizada (Recurso Extraordinário 255.702, da relatoria do ministro Moreira
Alves).
3. Agravo regimental desprovido.” (Recurso Extraordinário 513.884-AgR, Rel.
Min. Ayres Britto).
4.
No caso, o Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia,
assim se manifestou (fls. 218/219):
“[...] os argumentos do agravante buscam espeque na
antiga redação do art. 147, § 3..., da Constituição Estadual, que,
após as alterações trazidas pela EC n 03 de 23/09/1992, passou
a ser assim redigida:
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8745430.
Supremo Tribunal Federal
ARE 823883 AGR / RO
“ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
DELEGADOS DE POLÍCIA E PROCURADORES DO ESTADO.
ISONOMIA.
EXIGÊNCIA
DE
LEI
ESPECÍFICA.
PRECEDENTES. PERDA DE OBJETO. INOCORRÊNCIA.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO.” (Recurso Extraordinário 265.407-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ISONOMIA DE VENCIMENTOS ENTRE
DELEGADOS DE POLÍCIA DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO E PROCURADORES DA ASSEMBLÉIA
LEGISLATIVA
DO
MESMO
ENTE
FEDERADO.
IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 339/Supremo Tribunal Federal.
1. Não cabe ao Poder Judiciário aumentar vencimentos de
servidores públicos, à conta de isonomia, mesmo em situações
reveladoras de absoluta identidade de atribuições. Precedentes.
2. É firme no Supremo Tribunal Federal o entendimento
de que a Constituição Federal não concedeu isonomia direta
entre as denominadas carreiras jurídicas, pois, apesar de
prescrevê-la no artigo 241 em sua redação originária, a sua
implementação, em decorrência do disposto no artigo 39, § 1...,
também da Carta Magna, depende de lei específica para ser
concretizada (Recurso Extraordinário 255.702, da relatoria do ministro Moreira
Alves).
3. Agravo regimental desprovido.” (Recurso Extraordinário 513.884-AgR, Rel.
Min. Ayres Britto).
4.
No caso, o Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia,
assim se manifestou (fls. 218/219):
“[...] os argumentos do agravante buscam espeque na
antiga redação do art. 147, § 3..., da Constituição Estadual, que,
após as alterações trazidas pela EC n 03 de 23/09/1992, passou
a ser assim redigida:
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 823883 AGR / RO
§ 3... – Aos delegados de polícia de carreira aplica-se o
princípio do artigo 241 da Constituição Federal, sendo
que, para todos os efeitos legais, são assemelhados aos
membros do Ministério Público, assegurando-se as
mesmas garantias, vedações, vencimentos e sua revisão,
em igual percentual, sempre que revistos os atribuídos
àqueles.
Contudo, o Supremo Tribunal Federal, ao apreciar a ADin n 791-2, em acórdão
publicado no DJ em 27/09/96, suprimiu expressão
inconstitucional do § 3... do art. 147, passando o texto
constitucional a ostentar a seguinte grafia: ‘§ 3.... Aos delegados
de polícia de carreira aplica-se o princípio do artigo 241 da
Constituição Federal’.
Assim, está cabalmente demonstrado que o texto
constitucional estadual, sob nenhum prisma, regulamentou a
antiga previsão contida no art. 241 da Constituição Federal,
razão pela qual o pleito do sindicato recorrente é carente de
embasamento legal.”
5.
Para divergir do entendimento firmado pelo tribunal a quo
no sentido de que o art. 147 da Constituição do Estado de Rondônia não
regulamentou a questão da equiparação entre delegado da polícia civil e
procurador do estado, seria necessária a análise da legislação local
mencionada (Constituição Estadual), o que é inviável neste momento
processual, nos termos da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal.
6.
Ademais, ao condicionar a equiparação de delegado da
polícia civil a procurador do Estado à edição de lei específica, o Tribunal
de origem apenas observou o disposto na Súmula Vinculante 37:
“Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função
legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o
fundamento de isonomia.”
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 823883 AGR / RO
§ 3... – Aos delegados de polícia de carreira aplica-se o
princípio do artigo 241 da Constituição Federal, sendo
que, para todos os efeitos legais, são assemelhados aos
membros do Ministério Público, assegurando-se as
mesmas garantias, vedações, vencimentos e sua revisão,
em igual percentual, sempre que revistos os atribuídos
àqueles.
Contudo, o Supremo Tribunal Federal, ao apreciar a ADin n 791-2, em acórdão
publicado no DJ em 27/09/96, suprimiu expressão
inconstitucional do § 3... do art. 147, passando o texto
constitucional a ostentar a seguinte grafia: ‘§ 3.... Aos delegados
de polícia de carreira aplica-se o princípio do artigo 241 da
Constituição Federal’.
Assim, está cabalmente demonstrado que o texto
constitucional estadual, sob nenhum prisma, regulamentou a
antiga previsão contida no art. 241 da Constituição Federal,
razão pela qual o pleito do sindicato recorrente é carente de
embasamento legal.”
5.
Para divergir do entendimento firmado pelo tribunal a quo
no sentido de que o art. 147 da Constituição do Estado de Rondônia não
regulamentou a questão da equiparação entre delegado da polícia civil e
procurador do estado, seria necessária a análise da legislação local
mencionada (Constituição Estadual), o que é inviável neste momento
processual, nos termos da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal.
6.
Ademais, ao condicionar a equiparação de delegado da
polícia civil a procurador do Estado à edição de lei específica, o Tribunal
de origem apenas observou o disposto na Súmula Vinculante 37:
“Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função
legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o
fundamento de isonomia.”
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 823883 AGR / RO
7.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 823883 AGR / RO
7.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10
Extrato de Ata - 09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 823.883
PROCED. : RONDÔNIA
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : SINDEPRO - SINDICATO DOS DELEGADOS DE POLÍCIA CIVIL DO
ESTADO DE RONDÔNIA
ADV.(A/S) : JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE RONDÔNIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 9.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8773141
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 823.883
PROCED. : RONDÔNIA
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : SINDEPRO - SINDICATO DOS DELEGADOS DE POLÍCIA CIVIL DO
ESTADO DE RONDÔNIA
ADV.(A/S) : JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE RONDÔNIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 9.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8773141
Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"ARE 823883 AGR / RO",
"AGRAVO 823 . 883 RONDÔNIA",
"ARE 823883 AGR / RO",
"Súmula 339 / Supremo Tribunal Federal .",
"ADI 791",
"ARE 823883 AGR / RO",
"Súmula 339 / Supremo Tribunal Federal .",
"ADI 791",
"ARE 823883 AGR / RO",
"Recurso Extraordinário 592 . 317 - RG",
"Súmula Vinculante 37",
"ADI 791",
"Súmula Vinculante 37",
"ARE 823883 AGR / RO",
"Recurso Extraordinário 592 . 317 - RG",
"Súmula Vinculante 37",
"ADI 791",
"Súmula Vinculante 37",
"Recurso Extraordinário 424 . 134 - AgR",
"Recurso Extraordinário 340 . 189 - AgR",
"Recurso Extraordinário 424 . 134 - AgR",
"Recurso Extraordinário 340 . 189 - AgR",
"ARE 823883 AGR",
"Recurso Extraordinário 265 . 407 - AgR",
"SÚMULA 339 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 255 . 702",
"Recurso Extraordinário 513 . 884 - AgR",
"ARE 823883 AGR",
"Recurso Extraordinário 265 . 407 - AgR",
"SÚMULA 339 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 255 . 702",
"Recurso Extraordinário 513 . 884 - AgR",
"ADin n 791 - 2",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula Vinculante 37",
"ARE 823883 AGR /",
"ADin n 791 - 2",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula Vinculante 37 :",
"ARE 823883"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 39 , § 1 . . . , da Constituição Federal",
"art . 147 da Constituição do Estado de Rondônia",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"art . 39 , § 1 . . . , também da",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"art . 39 , § 1 . . . , também da",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Estadual de Rondônia",
"art . 241 da Constituição Federal",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal",
"arts .",
"135 ; e 241 da Constituição",
"art . 147 da Constituição do Estado de Rondônia",
"art . 135 , da Constituição",
"art .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Estadual de Rondônia",
"art . 241 da Constituição Federal",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal",
"arts . 39 , § 1 . . .",
"135 ; e 241 da Constituição",
"art . 147 da Constituição do Estado de Rondônia",
"art . 135 , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"art . 39 , § 1 . . . , também da",
"Constituição",
"art . 39 , § 1 . . . , da Constituição Federal",
"Art . 39 , § 1 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"EC 19",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"art . 39 , § 1 . . . , também da",
"Constituição",
"art . 39 , § 1 . . . , da Constituição Federal",
"Art . 39 , § 1 . . . , da",
"Constituição Federal de 1988",
"EC 19",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"artigo 39 , § 1 . . . , também da",
"Carta Magna",
"art . 147 , § 3 . . . , da Constituição Estadual",
"EC n 03",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"artigo 39 , § 1 . . . , também da",
"Carta Magna",
"art . 147 , § 3 . . . , da Constituição Estadual",
"EC n 03",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 241 da Constituição Federal",
"artigo 241 da Constituição Federal",
"art . 241 da Constituição Federal",
"art . 147 da Constituição do Estado de Rondônia",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 241 da Constituição Federal",
"artigo 241 da Constituição Federal",
"art . 241 da Constituição Federal",
"art . 147 da Constituição do Estado de Rondônia",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"ESTADO DE RONDÔNIA",
"ESTADO DE RONDÔNIA",
"Brasília",
"Brasília",
"ESTADO DE RONDÔNIA",
"ESTADO DE RONDÔNIA",
"Estado de Rondônia",
"ESTADO DE RONDÔNIA",
"ESTADO DE RONDÔNIA",
"Estado de Rondônia",
"Estado de Rondônia",
"Estado de Rondônia",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"RONDÔNIA",
"ESTADO DE RONDÔNIA",
"ESTADO DE RONDÔNIA",
"ESTADO DE RONDÔNIA",
"ESTADO DE RONDÔNIA",
"ESTADO DE RONDÔNIA"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"SINDEPRO",
"-",
"SINDICATO DOS DELEGADOS DE POLÍCIA CIVIL DO ESTADO",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SINDEPRO",
"-",
"SINDICATO DOS DELEGADOS DE POLÍCIA CIVIL DO ESTADO",
"Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia",
"Polícia Civil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SINDEPRO",
"-",
"SINDICATO DOS DELEGADOS DE POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DE RONDÔNIA",
"Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia",
"Polícia Civil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público do Estado de Rondônia",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público do Estado de Rondônia",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"ASSEMBLÉIA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"ASSEMBLÉIA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
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"SINDEPRO",
"-",
"SINDICATO DOS DELEGADOS DE POLÍCIA CIVIL DO",
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"-",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"SINDEPRO",
"-",
"SINDICATO DOS DELEGADOS DE POLÍCIA CIVIL DO ESTADO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN",
"Rosa Weber",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Ilmar Galvão",
"Ilmar Galvão",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"RONDÔNIA",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"ROBERTO BARROSO",
"Teori Zavascki",
"Moreira Alves",
"Ayres Britto",
"Teori Zavascki",
"Moreira Alves",
"Ayres Britto",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"1998",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"1998",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"09",
"/",
"1992",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"09",
"/",
"1992",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
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"/",
"96",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
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"/",
"96",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"9",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
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"9",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.325
PARANÁ
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:RICARDO ALVES DA FONSECA
ADV.(A/S)
:JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
AGDO.(A/S)
:FACULDADE ESTADUAL DE FILOSOFIA, CIÊNCIAS
E LETRAS DE PARANAGUÁ
ADV.(A/S)
:RAUL DA GAMA E SILVA LUCK E OUTRO(A/S)
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito
Administrativo. Servidor público estadual. Processo Administrativo
Disciplinar. Princípios da legalidade, da proporcionalidade e da ampla
defesa. Inexistência de violação atestada na origem. Reexame de fatos e
provas. Impossibilidade. Processo judicial. Indeferimento de diligência
probatória. Ausência de repercussão geral. Precedentes.
1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das
provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF.
2. O Plenário do STF, no exame do ARE nº 639.228/RJ, Relator o
Ministro Cezar Peluso, concluiu pela ausência de repercussão geral do
tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da
ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no
âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria.
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17
Ementa e Acórdão
ARE 870325 AGR / PR
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 26 de maio de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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ARE 870325 AGR / PR
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 26 de maio de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Relatório
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.325
PARANÁ
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:RICARDO ALVES DA FONSECA
ADV.(A/S)
:JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
AGDO.(A/S)
:FACULDADE ESTADUAL DE FILOSOFIA, CIÊNCIAS
E LETRAS DE PARANAGUÁ
ADV.(A/S)
:RAUL DA GAMA E SILVA LUCK E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Ricardo Alves da Fonseca interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao
recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Quinta
Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná,
assim ementado:
‘ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. AÇÃO
DECLARATÓRIA
DE
NULIDADE
DE
ATO
ADMINISTRATIVO DE DEMISSÃO. PROFESSOR DA
FACULDADE ESTADUAL DE FILOSOFIA, CIÊNCIAS E
LETRAS DE PARANAGUÁ (FAFIPAR). DESVIO DE
FINALIDADE NA APLICAÇÃO DE RECURSOS
RESULTANTES DA VENDA DE BENS DOADOS À
INSTITUIÇÃO
PELA
RECEITA
FEDERAL.
INFRINGÊNCIA AOS ARTIGOS 285, IV E VI E 279, XXI
DA LEI 6.174/70 (ESTATUTO DOS SERVIDORES
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26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.325
PARANÁ
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:RICARDO ALVES DA FONSECA
ADV.(A/S)
:JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
AGDO.(A/S)
:FACULDADE ESTADUAL DE FILOSOFIA, CIÊNCIAS
E LETRAS DE PARANAGUÁ
ADV.(A/S)
:RAUL DA GAMA E SILVA LUCK E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Ricardo Alves da Fonseca interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao
recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Quinta
Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná,
assim ementado:
‘ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. AÇÃO
DECLARATÓRIA
DE
NULIDADE
DE
ATO
ADMINISTRATIVO DE DEMISSÃO. PROFESSOR DA
FACULDADE ESTADUAL DE FILOSOFIA, CIÊNCIAS E
LETRAS DE PARANAGUÁ (FAFIPAR). DESVIO DE
FINALIDADE NA APLICAÇÃO DE RECURSOS
RESULTANTES DA VENDA DE BENS DOADOS À
INSTITUIÇÃO
PELA
RECEITA
FEDERAL.
INFRINGÊNCIA AOS ARTIGOS 285, IV E VI E 279, XXI
DA LEI 6.174/70 (ESTATUTO DOS SERVIDORES
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Relatório
ARE 870325 AGR / PR
PÚBLICOS DO ESTADO DO PARANÁ).
AGRAVO RETIDO. PROVA TESTEMUNHAL.
DESNECESSIDADE. AUSÊNCIA DE CERCEAMENTO
DE DEFESA. RECURSO NÃO PROVIDO.
A destinação, em finalidade particular, de recursos
angariados em bazar de bens públicos é aferível via prova
documental, não havendo cerceamento de defesa no
indeferimento da prova oral pelo juiz da causa, já que
desnecessária na espécie.
APELAÇÃO CÍVEL. RECURSO DO AUTOR.
AUSÊNCIA DE NULIDADE NA PORTARIA Nº 54/2007
OU
NO
PROCEDIMENTO
ADMINISTRATIVO
DISCIPLINAR.
INEXISTÊNCIA
DE
PREJUÍZO.
CONTRADITÓRIO
E
A
AMPLA
DEFESA
ASSEGURADOS. MÉRITO DO ATO ADMINISTRATIVO.
POSSIBILIDADE DE CONTROLE JUDICIAL. TODAVIA,
DECISÃO PUNITIVA QUE OBSERVOU OS DITAMES
LEGAIS. FATOS DEMONSTRADOS. MOTIVAÇÃO
PRESENTE E CONSONANTE COM OS FATOS. NÃO
CONSTATAÇÃO DE ABUSO DE PODER OU
ILEGALIDADE. SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA DA
DEMANDA MANTIDA. RECURSO NÃO PROVIDO’.
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
Alega-se, no apelo extremo, violação dos artigos 5º, incisos
XXXV e LIV, e 37, caput, da Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
2
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Supremo Tribunal Federal
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PÚBLICOS DO ESTADO DO PARANÁ).
AGRAVO RETIDO. PROVA TESTEMUNHAL.
DESNECESSIDADE. AUSÊNCIA DE CERCEAMENTO
DE DEFESA. RECURSO NÃO PROVIDO.
A destinação, em finalidade particular, de recursos
angariados em bazar de bens públicos é aferível via prova
documental, não havendo cerceamento de defesa no
indeferimento da prova oral pelo juiz da causa, já que
desnecessária na espécie.
APELAÇÃO CÍVEL. RECURSO DO AUTOR.
AUSÊNCIA DE NULIDADE NA PORTARIA Nº 54/2007
OU
NO
PROCEDIMENTO
ADMINISTRATIVO
DISCIPLINAR.
INEXISTÊNCIA
DE
PREJUÍZO.
CONTRADITÓRIO
E
A
AMPLA
DEFESA
ASSEGURADOS. MÉRITO DO ATO ADMINISTRATIVO.
POSSIBILIDADE DE CONTROLE JUDICIAL. TODAVIA,
DECISÃO PUNITIVA QUE OBSERVOU OS DITAMES
LEGAIS. FATOS DEMONSTRADOS. MOTIVAÇÃO
PRESENTE E CONSONANTE COM OS FATOS. NÃO
CONSTATAÇÃO DE ABUSO DE PODER OU
ILEGALIDADE. SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA DA
DEMANDA MANTIDA. RECURSO NÃO PROVIDO’.
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
Alega-se, no apelo extremo, violação dos artigos 5º, incisos
XXXV e LIV, e 37, caput, da Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
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Relatório
ARE 870325 AGR / PR
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar, haja vista que a
jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que
as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido
processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites
da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de
reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar
apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que
não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido:
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou
assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância
essa que impede a utilização do recurso extraordinário.
Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
Ademais, o Plenário desta Corte, em sessão realizada por
meio eletrônico, concluída em 16/6/11, no exame do ARE nº
639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, Presidente,
entendeu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à
suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla
defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 870325 AGR / PR
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar, haja vista que a
jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que
as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido
processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites
da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de
reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar
apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que
não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido:
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou
assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância
essa que impede a utilização do recurso extraordinário.
Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
Ademais, o Plenário desta Corte, em sessão realizada por
meio eletrônico, concluída em 16/6/11, no exame do ARE nº
639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, Presidente,
entendeu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à
suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla
defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no
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Relatório
ARE 870325 AGR / PR
âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional
da matéria. Este julgado restou assim ementado:
‘Agravo
convertido
em
Extraordinário.
Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo
judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa.
Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de
repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido.
Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário
que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância
dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos
casos de indeferimento de pedido de produção de provas
em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional’
(DJe de 31/8/11).
Ressalte-se, por fim, que o Tribunal de origem decidiu a
lide amparado na legislação local pertinente (Lei Estadual nº
6.174/70). Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais
suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta
ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo.
Ademais, o acolhimento da pretensão recursal demandaria o
reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que se
mostra incabível em sede extraordinária. Incidência das
Súmulas nºs 279 e 280 desta Corte. Sobre o tema:
‘Agravo regimental no recurso extraordinário.
Auditor da Receita Federal. Penalidade de demissão
aplicada. Ato administrativo. Controle judicial.
Possibilidade. Princípio da proporcionalidade. Reexame
de fatos e provas em sede de apelo extremo.
Impossibilidade. Precedentes. 1. Não viola o princípio da
separação dos poderes o controle de legalidade exercido
pelo Poder Judiciário sobre os atos administrativos. 2. A
Corte de origem, ao analisar o conjunto fático-probatório
da causa, concluiu que a punição aplicada foi excessiva,
restando violado o princípio da proporcionalidade. 3. Não
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 870325 AGR / PR
âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional
da matéria. Este julgado restou assim ementado:
‘Agravo
convertido
em
Extraordinário.
Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo
judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa.
Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de
repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido.
Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário
que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância
dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos
casos de indeferimento de pedido de produção de provas
em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional’
(DJe de 31/8/11).
Ressalte-se, por fim, que o Tribunal de origem decidiu a
lide amparado na legislação local pertinente (Lei Estadual nº
6.174/70). Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais
suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta
ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo.
Ademais, o acolhimento da pretensão recursal demandaria o
reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que se
mostra incabível em sede extraordinária. Incidência das
Súmulas nºs 279 e 280 desta Corte. Sobre o tema:
‘Agravo regimental no recurso extraordinário.
Auditor da Receita Federal. Penalidade de demissão
aplicada. Ato administrativo. Controle judicial.
Possibilidade. Princípio da proporcionalidade. Reexame
de fatos e provas em sede de apelo extremo.
Impossibilidade. Precedentes. 1. Não viola o princípio da
separação dos poderes o controle de legalidade exercido
pelo Poder Judiciário sobre os atos administrativos. 2. A
Corte de origem, ao analisar o conjunto fático-probatório
da causa, concluiu que a punição aplicada foi excessiva,
restando violado o princípio da proporcionalidade. 3. Não
4
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Relatório
ARE 870325 AGR / PR
se presta o recurso extraordinário para o reexame de fatos
e provas da causa. Incidência da Súmula nº 279/STF. 4.
Agravo regimental não provido’ (RE nº 739.187/DF-AgR,
Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 7/10/14).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
ADMINISTRATIVO.
PROCESSO
DISCIPLINAR.
DEMISSÃO. 1. Cabimento de mandado de segurança em
tribunal diverso. Matéria infraconstitucional. Ausência de
repercussão geral. 2. Análise da razoabilidade e
proporcionalidade do ato demissório. Reexame de fatos e
provas. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 3.
Controle judicial de ato administrativo: inexistência de
contrariedade ao princípio da separação dos poderes. 4.
Agravo regimental ao qual se nega provimento’ (ARE nº
744.080/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra
Cármen Lúcia, DJe de 14/10/13).
‘Embargos de declaração em recurso extraordinário
com agravo. 2. Decisão monocrática. Embargos de
declaração recebidos como agravo regimental. 3. Processo
administrativo-disciplinar. Demissão. Violação ao
princípio da proporcionalidade. Controvérsia decidida à
luz da legislação local aplicável e do acervo fático-
probatório. Incidência dos enunciados 280 e 279 da
Súmula desta Corte. 4. Agravo regimental a que se nega
provimento’ (ARE nº 727.225/DF-ED, Segunda Turma,
relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 18/3/13).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Insiste o agravante que teriam sido violados os arts. 5º, incisos XXXV
e LIV; e 37, caput, da Constituição Federal e que as mencionadas ofensas
5
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Supremo Tribunal Federal
ARE 870325 AGR / PR
se presta o recurso extraordinário para o reexame de fatos
e provas da causa. Incidência da Súmula nº 279/STF. 4.
Agravo regimental não provido’ (RE nº 739.187/DF-AgR,
Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 7/10/14).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
ADMINISTRATIVO.
PROCESSO
DISCIPLINAR.
DEMISSÃO. 1. Cabimento de mandado de segurança em
tribunal diverso. Matéria infraconstitucional. Ausência de
repercussão geral. 2. Análise da razoabilidade e
proporcionalidade do ato demissório. Reexame de fatos e
provas. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 3.
Controle judicial de ato administrativo: inexistência de
contrariedade ao princípio da separação dos poderes. 4.
Agravo regimental ao qual se nega provimento’ (ARE nº
744.080/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra
Cármen Lúcia, DJe de 14/10/13).
‘Embargos de declaração em recurso extraordinário
com agravo. 2. Decisão monocrática. Embargos de
declaração recebidos como agravo regimental. 3. Processo
administrativo-disciplinar. Demissão. Violação ao
princípio da proporcionalidade. Controvérsia decidida à
luz da legislação local aplicável e do acervo fático-
probatório. Incidência dos enunciados 280 e 279 da
Súmula desta Corte. 4. Agravo regimental a que se nega
provimento’ (ARE nº 727.225/DF-ED, Segunda Turma,
relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 18/3/13).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Insiste o agravante que teriam sido violados os arts. 5º, incisos XXXV
e LIV; e 37, caput, da Constituição Federal e que as mencionadas ofensas
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17
Relatório
ARE 870325 AGR / PR
seriam diretas.
Aduz, in verbis, que se
“[trata], na origem, de ação ordinária (...) a fim de que
fosse declarada a nulidade do processo administrativo
disciplinar n° 9.372.879-3, junto à Faculdade Estadual de
Filosofia, Ciências e Letras de Paranaguá – FAFIPAR, que
culminou com a demissão do Agravante...
(…)
(…) o acórdão recorrido proferido pelo E. Tribunal de
Justiça negou vigência ao disposto no art. 2º, da Lei nº 9.784/99
c/c o caput do art. 37, da CF, art. 5º, LIV e XXXV, da CF, na
medida em que demitir servidor público que, buscando o
atendimento dos interesses públicos vinculados à sua função,
engajou-se e conseguiu concretizar projetos idealizados pelo
corpo docente e discente da própria Faculdade Agravada não
parece ser a decisão mais acertada.
(…)
(…) o Agravante não almeja o simples reexame das
provas, mas sim a declaração de nulidade da r. sentença por
cerceamento de direito, por violar as regras de direito
probatório, e ainda a reforma da r. decisão eis que não
observou aos princípios do contraditório e da ampla defesa,
bem como que a pena capital de demissão do Agravante não
possui o elemento subjetivo”.
É o relatório.
6
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Supremo Tribunal Federal
ARE 870325 AGR / PR
seriam diretas.
Aduz, in verbis, que se
“[trata], na origem, de ação ordinária (...) a fim de que
fosse declarada a nulidade do processo administrativo
disciplinar n° 9.372.879-3, junto à Faculdade Estadual de
Filosofia, Ciências e Letras de Paranaguá – FAFIPAR, que
culminou com a demissão do Agravante...
(…)
(…) o acórdão recorrido proferido pelo E. Tribunal de
Justiça negou vigência ao disposto no art. 2º, da Lei nº 9.784/99
c/c o caput do art. 37, da CF, art. 5º, LIV e XXXV, da CF, na
medida em que demitir servidor público que, buscando o
atendimento dos interesses públicos vinculados à sua função,
engajou-se e conseguiu concretizar projetos idealizados pelo
corpo docente e discente da própria Faculdade Agravada não
parece ser a decisão mais acertada.
(…)
(…) o Agravante não almeja o simples reexame das
provas, mas sim a declaração de nulidade da r. sentença por
cerceamento de direito, por violar as regras de direito
probatório, e ainda a reforma da r. decisão eis que não
observou aos princípios do contraditório e da ampla defesa,
bem como que a pena capital de demissão do Agravante não
possui o elemento subjetivo”.
É o relatório.
6
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.325
PARANÁ
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“(...) [O] agravo retido não é de ser provido.
A interposição do agravo se deu porque foi tacitamente
indeferido o pedido do autor de produção de prova oral em
audiência com a decisão do MM juiz pelo julgamento
antecipado (fl. 1158).
Sustenta o agravante que a prova testemunhal
demonstraria a suspeição da autoridade instauradora, a
parcialidade na composição da Comissão de Processo
Administrativo Disciplinar e a ausência de dolo na conduta do
autor.
Sem razão, todavia.
É que não era necessária produção de prova
oral/testemunhal.
Sopesando os fatos, vê-se que, conforme apurado no
processo de sindicância e confirmado no Processo
Administrativo Disciplinar, a solicitação pelo agravante (em
nome da FAFIPAR) de recursos à Receita Federal em Paranaguá
inicialmente tinha como objetivo a compra de materiais para o
Curso de Ciências Biológicas. Até aí não havia ilegalidade,
apesar das violações ao Regimento Interno da Faculdade.
A irregularidade ocorreu com a destinação dos recursos à
compra de um imóvel (Matrícula nº 1.757 do CRI de Morretes-
PR em fl. 230) em nome próprio e de um aluno, para fundação
do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente
– IDEMA, pessoa jurídica de direito privado desvinculada da
FAFIPAR. Esse fato é demonstrável por prova documental.
(…)
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Supremo Tribunal Federal
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.325
PARANÁ
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“(...) [O] agravo retido não é de ser provido.
A interposição do agravo se deu porque foi tacitamente
indeferido o pedido do autor de produção de prova oral em
audiência com a decisão do MM juiz pelo julgamento
antecipado (fl. 1158).
Sustenta o agravante que a prova testemunhal
demonstraria a suspeição da autoridade instauradora, a
parcialidade na composição da Comissão de Processo
Administrativo Disciplinar e a ausência de dolo na conduta do
autor.
Sem razão, todavia.
É que não era necessária produção de prova
oral/testemunhal.
Sopesando os fatos, vê-se que, conforme apurado no
processo de sindicância e confirmado no Processo
Administrativo Disciplinar, a solicitação pelo agravante (em
nome da FAFIPAR) de recursos à Receita Federal em Paranaguá
inicialmente tinha como objetivo a compra de materiais para o
Curso de Ciências Biológicas. Até aí não havia ilegalidade,
apesar das violações ao Regimento Interno da Faculdade.
A irregularidade ocorreu com a destinação dos recursos à
compra de um imóvel (Matrícula nº 1.757 do CRI de Morretes-
PR em fl. 230) em nome próprio e de um aluno, para fundação
do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente
– IDEMA, pessoa jurídica de direito privado desvinculada da
FAFIPAR. Esse fato é demonstrável por prova documental.
(…)
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 870325 AGR / PR
Não havia porque ouvir testemunhas para apurar fatos já
demonstrados documentalmente.
(…)
Tem razão a Procuradoria do Estado quando aduz que o
apelante em verdade extrapolou e agiu por sua conta e risco.
Cometeu ilegalidade ao procurar realizar um projeto pessoal,
sem respaldo institucional.
Por isso não há se falar em ofensa à proporcionalidade ou
razoabilidade.
Os fatos estão demonstrados e foram sopesados
legitimamente pela Administração em processo administrativo
hígido (…) A pena imposta decorre do Estatuto Estadual, não se
constatando nenhum abuso na sua imposição.
Nestas condições, verificando-se que não há lesão a
princípios constitucionais, em especial os da legalidade, da
proporcionalidade (razoabilidade) e da ampla defesa, não há
que se falar em declaração judicial de nulidade do ato
administrativo”.
Destarte, assentou a Corte de origem que o processo administrativo
disciplinar transcorreu regularmente, não tendo havido qualquer prejuízo
à defesa do agravante e que a pena de demissão que lhe foi aplicada não
desbordou da razoabilidade, tendo em vista a conduta que lhe foi
imputada.
Para divergir dessa conclusão, seria necessário reexaminar o
conjunto fático-probatório da causa, o que é inadmissível em recurso
extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF.
Sobre o tema, registrem-se:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Direito administrativo. Servidora pública. Procedimento
administrativo disciplinar. Demissão. Prequestionamento.
Ausência. Princípios do contraditório e da ampla defesa. Ofensa
reflexa. Legislação infraconstitucional. Análise. Fatos e provas.
Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 870325 AGR / PR
Não havia porque ouvir testemunhas para apurar fatos já
demonstrados documentalmente.
(…)
Tem razão a Procuradoria do Estado quando aduz que o
apelante em verdade extrapolou e agiu por sua conta e risco.
Cometeu ilegalidade ao procurar realizar um projeto pessoal,
sem respaldo institucional.
Por isso não há se falar em ofensa à proporcionalidade ou
razoabilidade.
Os fatos estão demonstrados e foram sopesados
legitimamente pela Administração em processo administrativo
hígido (…) A pena imposta decorre do Estatuto Estadual, não se
constatando nenhum abuso na sua imposição.
Nestas condições, verificando-se que não há lesão a
princípios constitucionais, em especial os da legalidade, da
proporcionalidade (razoabilidade) e da ampla defesa, não há
que se falar em declaração judicial de nulidade do ato
administrativo”.
Destarte, assentou a Corte de origem que o processo administrativo
disciplinar transcorreu regularmente, não tendo havido qualquer prejuízo
à defesa do agravante e que a pena de demissão que lhe foi aplicada não
desbordou da razoabilidade, tendo em vista a conduta que lhe foi
imputada.
Para divergir dessa conclusão, seria necessário reexaminar o
conjunto fático-probatório da causa, o que é inadmissível em recurso
extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF.
Sobre o tema, registrem-se:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Direito administrativo. Servidora pública. Procedimento
administrativo disciplinar. Demissão. Prequestionamento.
Ausência. Princípios do contraditório e da ampla defesa. Ofensa
reflexa. Legislação infraconstitucional. Análise. Fatos e provas.
Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o
2
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 870325 AGR / PR
recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais
que nele se alega violados não estão devidamente
prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. A
afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal,
da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada
e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República. 3. Inadmissível, em recurso
extraordinário, o reexame dos fatos e das provas da causa e a
análise da legislação infraconstitucional. Incidência das
Súmulas nºs 279 e 636/STF. 4. Agravo regimental não provido”
(ARE nº 851.366/DF-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria,
DJe de 30/4/15).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA.
REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE. INEXISTÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL. PROCESSO ADMINISTRATIVO
DISCIPLINAR. DEMISSÃO. NECESSIDADE DE REEXAME
DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS.
SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO A QUE SE NEGA
PROVIMENTO. I – Os Ministros desta Corte, no AI 800.074-
RG/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, manifestaram-se pela
inexistência de repercussão geral do tema relativo ao
preenchimento dos requisitos de admissibilidade do mandado
de segurança, por não se tratar de matéria constitucional. II –
Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto
fático-probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279
do STF. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (RE
nº 746.372/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJe de 10/6/14).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
DELEGADO. PROCESSO DISCIPLINAR. NECESSIDADE DO
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 870325 AGR / PR
recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais
que nele se alega violados não estão devidamente
prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. A
afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal,
da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada
e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República. 3. Inadmissível, em recurso
extraordinário, o reexame dos fatos e das provas da causa e a
análise da legislação infraconstitucional. Incidência das
Súmulas nºs 279 e 636/STF. 4. Agravo regimental não provido”
(ARE nº 851.366/DF-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria,
DJe de 30/4/15).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA.
REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE. INEXISTÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL. PROCESSO ADMINISTRATIVO
DISCIPLINAR. DEMISSÃO. NECESSIDADE DE REEXAME
DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS.
SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO A QUE SE NEGA
PROVIMENTO. I – Os Ministros desta Corte, no AI 800.074-
RG/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, manifestaram-se pela
inexistência de repercussão geral do tema relativo ao
preenchimento dos requisitos de admissibilidade do mandado
de segurança, por não se tratar de matéria constitucional. II –
Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto
fático-probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279
do STF. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (RE
nº 746.372/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJe de 10/6/14).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
DELEGADO. PROCESSO DISCIPLINAR. NECESSIDADE DO
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 870325 AGR / PR
PRÉVIO
EXAME
DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 796.237/SP-AgR,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
5/5/14).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
POLICIAL MILITAR. SANÇÃO DISCIPLINAR. REPREENSÃO.
LEI COMPLEMENTAR N. 893/2001. INTERPRETAÇÃO DE
LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280/STF. ANÁLISE DO
CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS
AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279
DESTA CORTE. 1. A ofensa ao direito local não viabiliza o apelo
extremo (Súmula 280 do STF). 2. A Súmula 279/STF dispõe
verbis: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário’. 3. É que o recurso extraordinário não se presta
ao exame de questões que demandam revolvimento do
contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise
da violação direta da ordem constitucional. Precedentes: AI n.
531.863-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ayres Britto,
DJe de 20.11.2009 e AI n. 536.298-AgR, Segunda Turma, Relator
o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 22.09.2006. 4. Os princípios
da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do
contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os
limites da coisa julgada, quando a verificação de sua ofensa
dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais,
revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o
que, por si só, não desafia a abertura da instância
extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1ª Turma, Rel.
Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010 e AI 756.336-AgR, 2ª
Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 5. In casu, o
acórdão recorrido assentou: ‘Mandado de Segurança – Policial
Militar – Sanção disciplinar de REPREENSÃO – nulidade em
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 870325 AGR / PR
PRÉVIO
EXAME
DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 796.237/SP-AgR,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
5/5/14).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
POLICIAL MILITAR. SANÇÃO DISCIPLINAR. REPREENSÃO.
LEI COMPLEMENTAR N. 893/2001. INTERPRETAÇÃO DE
LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280/STF. ANÁLISE DO
CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS
AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279
DESTA CORTE. 1. A ofensa ao direito local não viabiliza o apelo
extremo (Súmula 280 do STF). 2. A Súmula 279/STF dispõe
verbis: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário’. 3. É que o recurso extraordinário não se presta
ao exame de questões que demandam revolvimento do
contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise
da violação direta da ordem constitucional. Precedentes: AI n.
531.863-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ayres Britto,
DJe de 20.11.2009 e AI n. 536.298-AgR, Segunda Turma, Relator
o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 22.09.2006. 4. Os princípios
da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do
contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os
limites da coisa julgada, quando a verificação de sua ofensa
dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais,
revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o
que, por si só, não desafia a abertura da instância
extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1ª Turma, Rel.
Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010 e AI 756.336-AgR, 2ª
Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 5. In casu, o
acórdão recorrido assentou: ‘Mandado de Segurança – Policial
Militar – Sanção disciplinar de REPREENSÃO – nulidade em
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 870325 AGR / PR
face de vícios formais no procedimento – inocorrência – alegada
falta de correspondência entre os fatos e a verdade real – sede
estrita para dilação probatória – sentença mantida – apelo
improvido’. 6. Agravo regimental a que se nega“ (ARE nº
651.990/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux,
DJe de 9/3/12).
Ademais, o Plenário desta Corte, no exame do ARE nº 639.228/RJ,
Relator o Ministro Cezar Peluso, concluiu pela ausência de repercussão
geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório
e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no
âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria.
Nesse sentido, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
MAGISTÉRIO PÚBLICO. ACORDO DE COOPERAÇÃO
TÉCNICA.
DEVOLUÇÃO
DE
PROFESSOR.
ATO
DISCRICIONÁRIO.
PROCESSO
ADMINISTRATIVO.
REEXAME
DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO
CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF.
NECESSIDADE
DE
ANÁLISE
DE
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
REFLEXA.
PROCESSUAL CIVIL. PROCESSO JUDICIAL. DILIGÊNCIA
PROBATÓRIA. INDEFERIMENTO. VIOLAÇÃO AOS
PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE
NEGA PROVIMENTO. I – Para dissentir da conclusão adotada
pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do
conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a
incidência da Súmula 279 do STF, bem como seria
imprescindível a análise da legislação infraconstitucional
aplicável à espécie. II – Os Ministros desta Corte, no ARE
639.228-RG/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela
inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca da
5
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Supremo Tribunal Federal
ARE 870325 AGR / PR
face de vícios formais no procedimento – inocorrência – alegada
falta de correspondência entre os fatos e a verdade real – sede
estrita para dilação probatória – sentença mantida – apelo
improvido’. 6. Agravo regimental a que se nega“ (ARE nº
651.990/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux,
DJe de 9/3/12).
Ademais, o Plenário desta Corte, no exame do ARE nº 639.228/RJ,
Relator o Ministro Cezar Peluso, concluiu pela ausência de repercussão
geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório
e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no
âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria.
Nesse sentido, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
MAGISTÉRIO PÚBLICO. ACORDO DE COOPERAÇÃO
TÉCNICA.
DEVOLUÇÃO
DE
PROFESSOR.
ATO
DISCRICIONÁRIO.
PROCESSO
ADMINISTRATIVO.
REEXAME
DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO
CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF.
NECESSIDADE
DE
ANÁLISE
DE
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
REFLEXA.
PROCESSUAL CIVIL. PROCESSO JUDICIAL. DILIGÊNCIA
PROBATÓRIA. INDEFERIMENTO. VIOLAÇÃO AOS
PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE
NEGA PROVIMENTO. I – Para dissentir da conclusão adotada
pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do
conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a
incidência da Súmula 279 do STF, bem como seria
imprescindível a análise da legislação infraconstitucional
aplicável à espécie. II – Os Ministros desta Corte, no ARE
639.228-RG/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela
inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca da
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 870325 AGR / PR
violação dos princípios da ampla defesa e do contraditório, nos
casos de indeferimento de diligência probatória, por se tratar de
matéria restrita ao âmbito processual, decisão que vale para
todos os recursos sobre matéria idêntica. III – Agravo
regimental a que se nega provimento” (ARE nº 791.178/DF-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Ricardo
Lewandowski, DJe de 26/3/14).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO
CONSUMIDOR. SUSPENSÃO DO FORNECIMENTO DE
ÁGUA. COMUNICAÇÃO PRÉVIA. RESTABELECIMENTO
DO SERVIÇO FORA DO PRAZO COMUNICADO. DANO
MORAL.
RESPONSABILIDADE
OBJETIVA
DA
CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. DISCUSSÃO
QUANTO À NECESSIDADE DE PERÍCIA TÉCNICA.
AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ALEGADA
AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. INOCORRÊNCIA.
CAUSA EXCLUDENTE DE RESPONSABILIDADE. REEXAME
DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIÁVEL.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DESTA CORTE. ALEGADA
VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 2º E 5º, LIII, DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO.
INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO STF. 1. A
repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos
demais requisitos constitucionais e processuais de
admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o
recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se
pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões
constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da
Constituição Federal). 2. O prequestionamento da questão
constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso
extraordinário, sendo certo que eventual omissão do acórdão
recorrido reclama embargos de declaração. 3. As Súmulas 282 e
356 do STF dispõem respectivamente, verbis: É inadmissível o
recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão
6
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Supremo Tribunal Federal
ARE 870325 AGR / PR
violação dos princípios da ampla defesa e do contraditório, nos
casos de indeferimento de diligência probatória, por se tratar de
matéria restrita ao âmbito processual, decisão que vale para
todos os recursos sobre matéria idêntica. III – Agravo
regimental a que se nega provimento” (ARE nº 791.178/DF-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Ricardo
Lewandowski, DJe de 26/3/14).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO
CONSUMIDOR. SUSPENSÃO DO FORNECIMENTO DE
ÁGUA. COMUNICAÇÃO PRÉVIA. RESTABELECIMENTO
DO SERVIÇO FORA DO PRAZO COMUNICADO. DANO
MORAL.
RESPONSABILIDADE
OBJETIVA
DA
CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. DISCUSSÃO
QUANTO À NECESSIDADE DE PERÍCIA TÉCNICA.
AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ALEGADA
AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. INOCORRÊNCIA.
CAUSA EXCLUDENTE DE RESPONSABILIDADE. REEXAME
DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIÁVEL.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DESTA CORTE. ALEGADA
VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 2º E 5º, LIII, DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO.
INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO STF. 1. A
repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos
demais requisitos constitucionais e processuais de
admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o
recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se
pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões
constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da
Constituição Federal). 2. O prequestionamento da questão
constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso
extraordinário, sendo certo que eventual omissão do acórdão
recorrido reclama embargos de declaração. 3. As Súmulas 282 e
356 do STF dispõem respectivamente, verbis: É inadmissível o
recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão
6
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 870325 AGR / PR
recorrida, a questão federal suscitada e O ponto omisso da
decisão, sobre o qual não foram opostos embargos
declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário,
por faltar o requisito do prequestionamento. 4. O Plenário desta
Corte já se manifestou sobre a ocorrência de cerceamento de
defesa por indeferimento de prova pericial no julgamento do
ARE 639.228, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 30/08/2011.
Naquela assentada, recusou-se o recurso extraordinário ante a
ausência de repercussão geral, por versar sobre matéria
infraconstitucional. 5. Os princípios da legalidade, do devido
processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da
motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa
julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de
sua ofensa dependa do reexame prévio de normas
infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à
Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da
instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1ª
Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010 e AI 756.336-
AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 6. A
matéria relativa à nulidade por negativa de prestação
jurisdicional por ausência de fundamentação teve repercussão
geral reconhecida pelo Plenário, no julgamento do AI 791.292
QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 12/08/2010. Naquela
assentada, reafirmou-se a jurisprudência desta Suprema Corte,
no sentido de que o artigo 93, IX, da Constituição Federal exige
que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que
sucintamente, sem determinar, contudo, o exame
pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que
sejam corretos os fundamentos da decisão. 7. A Súmula 279 do
STF dispõe: Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário. 8. É que o recurso extraordinário não se presta
ao exame de questões que demandam o revolvimento do
contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise
da violação direta da ordem constitucional. 9. In casu, o acórdão
originariamente recorrido assentou: AGRAVO REGIMENTAL.
DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU SEGUIMENTO AO
7
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Supremo Tribunal Federal
ARE 870325 AGR / PR
recorrida, a questão federal suscitada e O ponto omisso da
decisão, sobre o qual não foram opostos embargos
declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário,
por faltar o requisito do prequestionamento. 4. O Plenário desta
Corte já se manifestou sobre a ocorrência de cerceamento de
defesa por indeferimento de prova pericial no julgamento do
ARE 639.228, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 30/08/2011.
Naquela assentada, recusou-se o recurso extraordinário ante a
ausência de repercussão geral, por versar sobre matéria
infraconstitucional. 5. Os princípios da legalidade, do devido
processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da
motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa
julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de
sua ofensa dependa do reexame prévio de normas
infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à
Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da
instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1ª
Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010 e AI 756.336-
AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 6. A
matéria relativa à nulidade por negativa de prestação
jurisdicional por ausência de fundamentação teve repercussão
geral reconhecida pelo Plenário, no julgamento do AI 791.292
QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 12/08/2010. Naquela
assentada, reafirmou-se a jurisprudência desta Suprema Corte,
no sentido de que o artigo 93, IX, da Constituição Federal exige
que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que
sucintamente, sem determinar, contudo, o exame
pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que
sejam corretos os fundamentos da decisão. 7. A Súmula 279 do
STF dispõe: Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário. 8. É que o recurso extraordinário não se presta
ao exame de questões que demandam o revolvimento do
contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise
da violação direta da ordem constitucional. 9. In casu, o acórdão
originariamente recorrido assentou: AGRAVO REGIMENTAL.
DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU SEGUIMENTO AO
7
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 870325 AGR / PR
RECURSO INOMINADO INTERPOSTO. APLICAÇÃO DO
ART. 557, DO CPC E ENUNCIADO 102, DO FONAJE.
COMPETÊNCIA. SUSPENSÃO NO FORNECIMENTO DE
ÁGUA
MEDIANTE
COMUNICAÇÃO
PRÉVIA.
RESTABELECIMENTO DO SERVIÇO NÃO REALIZADO NO
PRAZO
COMUNICADO
À
CONSUMIDORA.
DESNECESSIDADE DE PERÍCIA TÉCNICA. DANO MORAL
CONFIGURADO. ENTENDIMENTO JÁ CONSOLIDADO,
INCLUSIVE,
POR
ESTA
TURMA
JULGADORA.
INEXISTÊNCIA DE MOTIVOS QUE POSSAM ENSEJAR A
REFORMA DO DECISUM. AGRAVO REGIMENTAL
CONHECIDO E IMPROVIDO. 10. Agravo regimental
desprovido” (ARE nº 670.866/SE-AgR, Primeira Turma, Relator
o Ministro Luiz Fux, DJe de 15/8/12).
Nego provimento ao agravo regimental.
8
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Supremo Tribunal Federal
ARE 870325 AGR / PR
RECURSO INOMINADO INTERPOSTO. APLICAÇÃO DO
ART. 557, DO CPC E ENUNCIADO 102, DO FONAJE.
COMPETÊNCIA. SUSPENSÃO NO FORNECIMENTO DE
ÁGUA
MEDIANTE
COMUNICAÇÃO
PRÉVIA.
RESTABELECIMENTO DO SERVIÇO NÃO REALIZADO NO
PRAZO
COMUNICADO
À
CONSUMIDORA.
DESNECESSIDADE DE PERÍCIA TÉCNICA. DANO MORAL
CONFIGURADO. ENTENDIMENTO JÁ CONSOLIDADO,
INCLUSIVE,
POR
ESTA
TURMA
JULGADORA.
INEXISTÊNCIA DE MOTIVOS QUE POSSAM ENSEJAR A
REFORMA DO DECISUM. AGRAVO REGIMENTAL
CONHECIDO E IMPROVIDO. 10. Agravo regimental
desprovido” (ARE nº 670.866/SE-AgR, Primeira Turma, Relator
o Ministro Luiz Fux, DJe de 15/8/12).
Nego provimento ao agravo regimental.
8
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Extrato de Ata - 26/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.325
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : RICARDO ALVES DA FONSECA
ADV.(A/S) : JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
AGDO.(A/S) : FACULDADE ESTADUAL DE FILOSOFIA, CIÊNCIAS E LETRAS DE
PARANAGUÁ
ADV.(A/S) : RAUL DA GAMA E SILVA LUCK E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 26.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
p/ Maria Silvia Marques dos Santos
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.325
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : RICARDO ALVES DA FONSECA
ADV.(A/S) : JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
AGDO.(A/S) : FACULDADE ESTADUAL DE FILOSOFIA, CIÊNCIAS E LETRAS DE
PARANAGUÁ
ADV.(A/S) : RAUL DA GAMA E SILVA LUCK E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 26.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
p/ Maria Silvia Marques dos Santos
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8714024
| 2015-05-26T00:00:00
| 2015-06-19T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 26.05.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público estadual. Processo Administrativo Disciplinar. Princípios da legalidade, da proporcionalidade e da ampla defesa. Inexistência de violação atestada na origem. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Processo judicial. Indeferimento de diligência probatória. Ausência de repercussão geral. Precedentes.
1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF.
2. O Plenário do STF, no exame do ARE nº 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria.
3. Agravo regimental não provido.
|
sjur309568
|
- Acórdão(s) citado(s):
(SÚMULA 279)
ARE 651990 AgR (1ªT), ARE 796237 AgR (2ªT), RE 746372 AgR (2ªT), ARE 851366 AgR (2ªT).
(INDEFERIMENTO, PRODUÇÃO DE PROVA)
ARE 639228 RG, ARE 670866 AgR (1ªT), ARE 791178 AgR (2ªT).
Número de páginas: 17.
Análise: 14/07/2015, MAD.
|
DIAS TOFFOLI
|
Segunda Turma
|
870325
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 870325 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : RICARDO ALVES DA FONSECA
ADV.(A/S) : JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
AGDO.(A/S) : FACULDADE ESTADUAL DE FILOSOFIA, CIÊNCIAS E LETRAS DE PARANAGUÁ
ADV.(A/S) : RAUL DA GAMA E SILVA LUCK E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.325
PARANÁ
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:RICARDO ALVES DA FONSECA
ADV.(A/S)
:JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
AGDO.(A/S)
:FACULDADE ESTADUAL DE FILOSOFIA, CIÊNCIAS
E LETRAS DE PARANAGUÁ
ADV.(A/S)
:RAUL DA GAMA E SILVA LUCK E OUTRO(A/S)
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito
Administrativo. Servidor público estadual. Processo Administrativo
Disciplinar. Princípios da legalidade, da proporcionalidade e da ampla
defesa. Inexistência de violação atestada na origem. Reexame de fatos e
provas. Impossibilidade. Processo judicial. Indeferimento de diligência
probatória. Ausência de repercussão geral. Precedentes.
1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das
provas dos autos. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal.
2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no exame do ARE n 639.228/RJ, Relator o
Ministro Cezar Peluso, concluiu pela ausência de repercussão geral do
tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório e da
ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no
âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria.
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17
Ementa e Acórdão
ARE 870325 AGR / PR
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 26 de maio de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 870325 AGR / PR
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 26 de maio de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17
Relatório
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.325
PARANÁ
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:RICARDO ALVES DA FONSECA
ADV.(A/S)
:JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
AGDO.(A/S)
:FACULDADE ESTADUAL DE FILOSOFIA, CIÊNCIAS
E LETRAS DE PARANAGUÁ
ADV.(A/S)
:RAUL DA GAMA E SILVA LUCK E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Ricardo Alves da Fonseca interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao
recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Quinta
Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná,
assim ementado:
‘ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. AÇÃO
DECLARATÓRIA
DE
NULIDADE
DE
ATO
ADMINISTRATIVO DE DEMISSÃO. PROFESSOR DA
FACULDADE ESTADUAL DE FILOSOFIA, CIÊNCIAS E
LETRAS DE PARANAGUÁ (FAFIPAR). DESVIO DE
FINALIDADE NA APLICAÇÃO DE RECURSOS
RESULTANTES DA VENDA DE BENS DOADOS À
INSTITUIÇÃO
PELA
RECEITA
FEDERAL.
INFRINGÊNCIA AOS ARTIGOS 285, IV E VI E 279, XXI
DA LEI 6.174/70 (ESTATUTO DOS SERVIDORES
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.325
PARANÁ
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:RICARDO ALVES DA FONSECA
ADV.(A/S)
:JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
AGDO.(A/S)
:FACULDADE ESTADUAL DE FILOSOFIA, CIÊNCIAS
E LETRAS DE PARANAGUÁ
ADV.(A/S)
:RAUL DA GAMA E SILVA LUCK E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Ricardo Alves da Fonseca interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao
recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Quinta
Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná,
assim ementado:
‘ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. AÇÃO
DECLARATÓRIA
DE
NULIDADE
DE
ATO
ADMINISTRATIVO DE DEMISSÃO. PROFESSOR DA
FACULDADE ESTADUAL DE FILOSOFIA, CIÊNCIAS E
LETRAS DE PARANAGUÁ (FAFIPAR). DESVIO DE
FINALIDADE NA APLICAÇÃO DE RECURSOS
RESULTANTES DA VENDA DE BENS DOADOS À
INSTITUIÇÃO
PELA
RECEITA
FEDERAL.
INFRINGÊNCIA AOS ARTIGOS 285, IV E VI E 279, XXI
DA LEI 6.174/70 (ESTATUTO DOS SERVIDORES
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17
Relatório
ARE 870325 AGR / PR
PÚBLICOS DO ESTADO DO PARANÁ).
AGRAVO RETIDO. PROVA TESTEMUNHAL.
DESNECESSIDADE. AUSÊNCIA DE CERCEAMENTO
DE DEFESA. RECURSO NÃO PROVIDO.
A destinação, em finalidade particular, de recursos
angariados em bazar de bens públicos é aferível via prova
documental, não havendo cerceamento de defesa no
indeferimento da prova oral pelo juiz da causa, já que
desnecessária na espécie.
APELAÇÃO CÍVEL. RECURSO DO AUTOR.
AUSÊNCIA DE NULIDADE NA PORTARIA n 54/2007
OU
NO
PROCEDIMENTO
ADMINISTRATIVO
DISCIPLINAR.
INEXISTÊNCIA
DE
PREJUÍZO.
CONTRADITÓRIO
E
A
AMPLA
DEFESA
ASSEGURADOS. MÉRITO DO ATO ADMINISTRATIVO.
POSSIBILIDADE DE CONTROLE JUDICIAL. TODAVIA,
DECISÃO PUNITIVA QUE OBSERVOU OS DITAMES
LEGAIS. FATOS DEMONSTRADOS. MOTIVAÇÃO
PRESENTE E CONSONANTE COM OS FATOS. NÃO
CONSTATAÇÃO DE ABUSO DE PODER OU
ILEGALIDADE. SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA DA
DEMANDA MANTIDA. RECURSO NÃO PROVIDO’.
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
Alega-se, no apelo extremo, violação dos artigos 5..., incisos
XXXV e LIV, e 37, caput, da Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 870325 AGR / PR
PÚBLICOS DO ESTADO DO PARANÁ).
AGRAVO RETIDO. PROVA TESTEMUNHAL.
DESNECESSIDADE. AUSÊNCIA DE CERCEAMENTO
DE DEFESA. RECURSO NÃO PROVIDO.
A destinação, em finalidade particular, de recursos
angariados em bazar de bens públicos é aferível via prova
documental, não havendo cerceamento de defesa no
indeferimento da prova oral pelo juiz da causa, já que
desnecessária na espécie.
APELAÇÃO CÍVEL. RECURSO DO AUTOR.
AUSÊNCIA DE NULIDADE NA PORTARIA n 54/2007
OU
NO
PROCEDIMENTO
ADMINISTRATIVO
DISCIPLINAR.
INEXISTÊNCIA
DE
PREJUÍZO.
CONTRADITÓRIO
E
A
AMPLA
DEFESA
ASSEGURADOS. MÉRITO DO ATO ADMINISTRATIVO.
POSSIBILIDADE DE CONTROLE JUDICIAL. TODAVIA,
DECISÃO PUNITIVA QUE OBSERVOU OS DITAMES
LEGAIS. FATOS DEMONSTRADOS. MOTIVAÇÃO
PRESENTE E CONSONANTE COM OS FATOS. NÃO
CONSTATAÇÃO DE ABUSO DE PODER OU
ILEGALIDADE. SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA DA
DEMANDA MANTIDA. RECURSO NÃO PROVIDO’.
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
Alega-se, no apelo extremo, violação dos artigos 5..., incisos
XXXV e LIV, e 37, caput, da Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
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Relatório
ARE 870325 AGR / PR
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar, haja vista que a
jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que
as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido
processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites
da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de
reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar
apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que
não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido:
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou
assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância
essa que impede a utilização do recurso extraordinário.
Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
Ademais, o Plenário desta Corte, em sessão realizada por
meio eletrônico, concluída em 16/6/11, no exame do ARE n
639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, Presidente,
entendeu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à
suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla
defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 870325 AGR / PR
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar, haja vista que a
jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que
as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido
processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites
da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de
reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar
apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que
não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido:
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou
assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância
essa que impede a utilização do recurso extraordinário.
Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
Ademais, o Plenário desta Corte, em sessão realizada por
meio eletrônico, concluída em 16/6/11, no exame do ARE n
639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, Presidente,
entendeu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à
suposta violação dos princípios do contraditório e da ampla
defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no
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Relatório
ARE 870325 AGR / PR
âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional
da matéria. Este julgado restou assim ementado:
‘Agravo
convertido
em
Extraordinário.
Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo
judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa.
Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de
repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido.
Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário
que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância
dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos
casos de indeferimento de pedido de produção de provas
em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional’
(DJe de 31/8/11).
Ressalte-se, por fim, que o Tribunal de origem decidiu a
lide amparado na legislação local pertinente (Lei Estadual n
6.174/70). Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais
suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta
ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo.
Ademais, o acolhimento da pretensão recursal demandaria o
reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que se
mostra incabível em sede extraordinária. Incidência das
Súmulas ns 279 e 280 desta Corte. Sobre o tema:
‘Agravo regimental no recurso extraordinário.
Auditor da Receita Federal. Penalidade de demissão
aplicada. Ato administrativo. Controle judicial.
Possibilidade. Princípio da proporcionalidade. Reexame
de fatos e provas em sede de apelo extremo.
Impossibilidade. Precedentes. 1. Não viola o princípio da
separação dos poderes o controle de legalidade exercido
pelo Poder Judiciário sobre os atos administrativos. 2. A
Corte de origem, ao analisar o conjunto fático-probatório
da causa, concluiu que a punição aplicada foi excessiva,
restando violado o princípio da proporcionalidade. 3. Não
4
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âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional
da matéria. Este julgado restou assim ementado:
‘Agravo
convertido
em
Extraordinário.
Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo
judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa.
Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de
repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido.
Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário
que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância
dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos
casos de indeferimento de pedido de produção de provas
em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional’
(DJe de 31/8/11).
Ressalte-se, por fim, que o Tribunal de origem decidiu a
lide amparado na legislação local pertinente (Lei Estadual n
6.174/70). Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais
suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta
ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo.
Ademais, o acolhimento da pretensão recursal demandaria o
reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que se
mostra incabível em sede extraordinária. Incidência das
Súmulas ns 279 e 280 desta Corte. Sobre o tema:
‘Agravo regimental no recurso extraordinário.
Auditor da Receita Federal. Penalidade de demissão
aplicada. Ato administrativo. Controle judicial.
Possibilidade. Princípio da proporcionalidade. Reexame
de fatos e provas em sede de apelo extremo.
Impossibilidade. Precedentes. 1. Não viola o princípio da
separação dos poderes o controle de legalidade exercido
pelo Poder Judiciário sobre os atos administrativos. 2. A
Corte de origem, ao analisar o conjunto fático-probatório
da causa, concluiu que a punição aplicada foi excessiva,
restando violado o princípio da proporcionalidade. 3. Não
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ARE 870325 AGR / PR
se presta o recurso extraordinário para o reexame de fatos
e provas da causa. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 4.
Agravo regimental não provido’ (Recurso Extraordinário n 739.187/DF-AgR,
Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 7/10/14).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
ADMINISTRATIVO.
PROCESSO
DISCIPLINAR.
DEMISSÃO. 1. Cabimento de mandado de segurança em
tribunal diverso. Matéria infraconstitucional. Ausência de
repercussão geral. 2. Análise da razoabilidade e
proporcionalidade do ato demissório. Reexame de fatos e
provas. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 3.
Controle judicial de ato administrativo: inexistência de
contrariedade ao princípio da separação dos poderes. 4.
Agravo regimental ao qual se nega provimento’ (ARE n
744.080/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra
Cármen Lúcia, DJe de 14/10/13).
‘Embargos de declaração em recurso extraordinário
com agravo. 2. Decisão monocrática. Embargos de
declaração recebidos como agravo regimental. 3. Processo
administrativo-disciplinar. Demissão. Violação ao
princípio da proporcionalidade. Controvérsia decidida à
luz da legislação local aplicável e do acervo fático-
probatório. Incidência dos enunciados 280 e 279 da
Súmula desta Corte. 4. Agravo regimental a que se nega
provimento’ (ARE n 727.225/DF-ED, Segunda Turma,
relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 18/3/13).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Insiste o agravante que teriam sido violados os arts. 5..., incisos XXXV
e LIV; e 37, caput, da Constituição Federal e que as mencionadas ofensas
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Supremo Tribunal Federal
ARE 870325 AGR / PR
se presta o recurso extraordinário para o reexame de fatos
e provas da causa. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 4.
Agravo regimental não provido’ (Recurso Extraordinário n 739.187/DF-AgR,
Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 7/10/14).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
ADMINISTRATIVO.
PROCESSO
DISCIPLINAR.
DEMISSÃO. 1. Cabimento de mandado de segurança em
tribunal diverso. Matéria infraconstitucional. Ausência de
repercussão geral. 2. Análise da razoabilidade e
proporcionalidade do ato demissório. Reexame de fatos e
provas. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 3.
Controle judicial de ato administrativo: inexistência de
contrariedade ao princípio da separação dos poderes. 4.
Agravo regimental ao qual se nega provimento’ (ARE n
744.080/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra
Cármen Lúcia, DJe de 14/10/13).
‘Embargos de declaração em recurso extraordinário
com agravo. 2. Decisão monocrática. Embargos de
declaração recebidos como agravo regimental. 3. Processo
administrativo-disciplinar. Demissão. Violação ao
princípio da proporcionalidade. Controvérsia decidida à
luz da legislação local aplicável e do acervo fático-
probatório. Incidência dos enunciados 280 e 279 da
Súmula desta Corte. 4. Agravo regimental a que se nega
provimento’ (ARE n 727.225/DF-ED, Segunda Turma,
relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 18/3/13).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Insiste o agravante que teriam sido violados os arts. 5..., incisos XXXV
e LIV; e 37, caput, da Constituição Federal e que as mencionadas ofensas
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17
Relatório
ARE 870325 AGR / PR
seriam diretas.
Aduz, in verbis, que se
“[trata], na origem, de ação ordinária (...) a fim de que
fosse declarada a nulidade do processo administrativo
disciplinar n 9.372.879-3, junto à Faculdade Estadual de
Filosofia, Ciências e Letras de Paranaguá – FAFIPAR, que
culminou com a demissão do Agravante...
(…)
(…) o acórdão recorrido proferido pelo E. Tribunal de
Justiça negou vigência ao disposto no art. 2..., da Lei n 9.784/99
c/c o caput do art. 37, da Constituição Federal de 1988, art. 5..., LIV e XXXV, da Constituição Federal de 1988, na
medida em que demitir servidor público que, buscando o
atendimento dos interesses públicos vinculados à sua função,
engajou-se e conseguiu concretizar projetos idealizados pelo
corpo docente e discente da própria Faculdade Agravada não
parece ser a decisão mais acertada.
(…)
(…) o Agravante não almeja o simples reexame das
provas, mas sim a declaração de nulidade da r. sentença por
cerceamento de direito, por violar as regras de direito
probatório, e ainda a reforma da r. decisão eis que não
observou aos princípios do contraditório e da ampla defesa,
bem como que a pena capital de demissão do Agravante não
possui o elemento subjetivo”.
É o relatório.
6
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Supremo Tribunal Federal
ARE 870325 AGR / PR
seriam diretas.
Aduz, in verbis, que se
“[trata], na origem, de ação ordinária (...) a fim de que
fosse declarada a nulidade do processo administrativo
disciplinar n 9.372.879-3, junto à Faculdade Estadual de
Filosofia, Ciências e Letras de Paranaguá – FAFIPAR, que
culminou com a demissão do Agravante...
(…)
(…) o acórdão recorrido proferido pelo E. Tribunal de
Justiça negou vigência ao disposto no art. 2..., da Lei n 9.784/99
c/c o caput do art. 37, da Constituição Federal de 1988, art. 5..., LIV e XXXV, da Constituição Federal de 1988, na
medida em que demitir servidor público que, buscando o
atendimento dos interesses públicos vinculados à sua função,
engajou-se e conseguiu concretizar projetos idealizados pelo
corpo docente e discente da própria Faculdade Agravada não
parece ser a decisão mais acertada.
(…)
(…) o Agravante não almeja o simples reexame das
provas, mas sim a declaração de nulidade da r. sentença por
cerceamento de direito, por violar as regras de direito
probatório, e ainda a reforma da r. decisão eis que não
observou aos princípios do contraditório e da ampla defesa,
bem como que a pena capital de demissão do Agravante não
possui o elemento subjetivo”.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.325
PARANÁ
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“(...) [O] agravo retido não é de ser provido.
A interposição do agravo se deu porque foi tacitamente
indeferido o pedido do autor de produção de prova oral em
audiência com a decisão do MM juiz pelo julgamento
antecipado (fl. 1158).
Sustenta o agravante que a prova testemunhal
demonstraria a suspeição da autoridade instauradora, a
parcialidade na composição da Comissão de Processo
Administrativo Disciplinar e a ausência de dolo na conduta do
autor.
Sem razão, todavia.
É que não era necessária produção de prova
oral/testemunhal.
Sopesando os fatos, vê-se que, conforme apurado no
processo de sindicância e confirmado no Processo
Administrativo Disciplinar, a solicitação pelo agravante (em
nome da FAFIPAR) de recursos à Receita Federal em Paranaguá
inicialmente tinha como objetivo a compra de materiais para o
Curso de Ciências Biológicas. Até aí não havia ilegalidade,
apesar das violações ao Regimento Interno da Faculdade.
A irregularidade ocorreu com a destinação dos recursos à
compra de um imóvel (Matrícula n 1.757 do CRI de Morretes-
PR em fl. 230) em nome próprio e de um aluno, para fundação
do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente
– IDEMA, pessoa jurídica de direito privado desvinculada da
FAFIPAR. Esse fato é demonstrável por prova documental.
(…)
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Supremo Tribunal Federal
26/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.325
PARANÁ
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“(...) [O] agravo retido não é de ser provido.
A interposição do agravo se deu porque foi tacitamente
indeferido o pedido do autor de produção de prova oral em
audiência com a decisão do MM juiz pelo julgamento
antecipado (fl. 1158).
Sustenta o agravante que a prova testemunhal
demonstraria a suspeição da autoridade instauradora, a
parcialidade na composição da Comissão de Processo
Administrativo Disciplinar e a ausência de dolo na conduta do
autor.
Sem razão, todavia.
É que não era necessária produção de prova
oral/testemunhal.
Sopesando os fatos, vê-se que, conforme apurado no
processo de sindicância e confirmado no Processo
Administrativo Disciplinar, a solicitação pelo agravante (em
nome da FAFIPAR) de recursos à Receita Federal em Paranaguá
inicialmente tinha como objetivo a compra de materiais para o
Curso de Ciências Biológicas. Até aí não havia ilegalidade,
apesar das violações ao Regimento Interno da Faculdade.
A irregularidade ocorreu com a destinação dos recursos à
compra de um imóvel (Matrícula n 1.757 do CRI de Morretes-
PR em fl. 230) em nome próprio e de um aluno, para fundação
do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente
– IDEMA, pessoa jurídica de direito privado desvinculada da
FAFIPAR. Esse fato é demonstrável por prova documental.
(…)
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 870325 AGR / PR
Não havia porque ouvir testemunhas para apurar fatos já
demonstrados documentalmente.
(…)
Tem razão a Procuradoria do Estado quando aduz que o
apelante em verdade extrapolou e agiu por sua conta e risco.
Cometeu ilegalidade ao procurar realizar um projeto pessoal,
sem respaldo institucional.
Por isso não há se falar em ofensa à proporcionalidade ou
razoabilidade.
Os fatos estão demonstrados e foram sopesados
legitimamente pela Administração em processo administrativo
hígido (…) A pena imposta decorre do Estatuto Estadual, não se
constatando nenhum abuso na sua imposição.
Nestas condições, verificando-se que não há lesão a
princípios constitucionais, em especial os da legalidade, da
proporcionalidade (razoabilidade) e da ampla defesa, não há
que se falar em declaração judicial de nulidade do ato
administrativo”.
Destarte, assentou a Corte de origem que o processo administrativo
disciplinar transcorreu regularmente, não tendo havido qualquer prejuízo
à defesa do agravante e que a pena de demissão que lhe foi aplicada não
desbordou da razoabilidade, tendo em vista a conduta que lhe foi
imputada.
Para divergir dessa conclusão, seria necessário reexaminar o
conjunto fático-probatório da causa, o que é inadmissível em recurso
extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal.
Sobre o tema, registrem-se:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Direito administrativo. Servidora pública. Procedimento
administrativo disciplinar. Demissão. Prequestionamento.
Ausência. Princípios do contraditório e da ampla defesa. Ofensa
reflexa. Legislação infraconstitucional. Análise. Fatos e provas.
Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 870325 AGR / PR
Não havia porque ouvir testemunhas para apurar fatos já
demonstrados documentalmente.
(…)
Tem razão a Procuradoria do Estado quando aduz que o
apelante em verdade extrapolou e agiu por sua conta e risco.
Cometeu ilegalidade ao procurar realizar um projeto pessoal,
sem respaldo institucional.
Por isso não há se falar em ofensa à proporcionalidade ou
razoabilidade.
Os fatos estão demonstrados e foram sopesados
legitimamente pela Administração em processo administrativo
hígido (…) A pena imposta decorre do Estatuto Estadual, não se
constatando nenhum abuso na sua imposição.
Nestas condições, verificando-se que não há lesão a
princípios constitucionais, em especial os da legalidade, da
proporcionalidade (razoabilidade) e da ampla defesa, não há
que se falar em declaração judicial de nulidade do ato
administrativo”.
Destarte, assentou a Corte de origem que o processo administrativo
disciplinar transcorreu regularmente, não tendo havido qualquer prejuízo
à defesa do agravante e que a pena de demissão que lhe foi aplicada não
desbordou da razoabilidade, tendo em vista a conduta que lhe foi
imputada.
Para divergir dessa conclusão, seria necessário reexaminar o
conjunto fático-probatório da causa, o que é inadmissível em recurso
extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal.
Sobre o tema, registrem-se:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Direito administrativo. Servidora pública. Procedimento
administrativo disciplinar. Demissão. Prequestionamento.
Ausência. Princípios do contraditório e da ampla defesa. Ofensa
reflexa. Legislação infraconstitucional. Análise. Fatos e provas.
Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 870325 AGR / PR
recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais
que nele se alega violados não estão devidamente
prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. A
afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal,
da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada
e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República. 3. Inadmissível, em recurso
extraordinário, o reexame dos fatos e das provas da causa e a
análise da legislação infraconstitucional. Incidência das
Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido”
(ARE n 851.366/DF-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria,
DJe de 30/4/15).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA.
REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE. INEXISTÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL. PROCESSO ADMINISTRATIVO
DISCIPLINAR. DEMISSÃO. NECESSIDADE DE REEXAME
DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS.
SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO A QUE SE NEGA
PROVIMENTO. I – Os Ministros desta Corte, no AI 800.074-
RG/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, manifestaram-se pela
inexistência de repercussão geral do tema relativo ao
preenchimento dos requisitos de admissibilidade do mandado
de segurança, por não se tratar de matéria constitucional. II –
Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto
fático-probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279
do Supremo Tribunal Federal. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário
n 746.372/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJe de 10/6/14).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
DELEGADO. PROCESSO DISCIPLINAR. NECESSIDADE DO
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 870325 AGR / PR
recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais
que nele se alega violados não estão devidamente
prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. A
afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal,
da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada
e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República. 3. Inadmissível, em recurso
extraordinário, o reexame dos fatos e das provas da causa e a
análise da legislação infraconstitucional. Incidência das
Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido”
(ARE n 851.366/DF-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria,
DJe de 30/4/15).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA.
REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE. INEXISTÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL. PROCESSO ADMINISTRATIVO
DISCIPLINAR. DEMISSÃO. NECESSIDADE DE REEXAME
DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS.
SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO A QUE SE NEGA
PROVIMENTO. I – Os Ministros desta Corte, no AI 800.074-
RG/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, manifestaram-se pela
inexistência de repercussão geral do tema relativo ao
preenchimento dos requisitos de admissibilidade do mandado
de segurança, por não se tratar de matéria constitucional. II –
Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto
fático-probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279
do Supremo Tribunal Federal. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário
n 746.372/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJe de 10/6/14).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
DELEGADO. PROCESSO DISCIPLINAR. NECESSIDADE DO
3
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 870325 AGR / PR
PRÉVIO
EXAME
DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 796.237/SP-AgR,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
5/5/14).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
POLICIAL MILITAR. SANÇÃO DISCIPLINAR. REPREENSÃO.
LEI COMPLEMENTAR N. 893/2001. INTERPRETAÇÃO DE
LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. ANÁLISE DO
CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS
AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279
DESTA CORTE. 1. A ofensa ao direito local não viabiliza o apelo
extremo (Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal). 2. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe
verbis: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário’. 3. É que o recurso extraordinário não se presta
ao exame de questões que demandam revolvimento do
contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise
da violação direta da ordem constitucional. Precedentes: AI n.
531.863-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ayres Britto,
DJe de 20.11.2009 e AI n. 536.298-AgR, Segunda Turma, Relator
o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 22.09.2006. 4. Os princípios
da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do
contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os
limites da coisa julgada, quando a verificação de sua ofensa
dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais,
revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o
que, por si só, não desafia a abertura da instância
extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1... Turma, Rel.
Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010 e AI 756.336-AgR, 2...
Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 5. In casu, o
acórdão recorrido assentou: ‘Mandado de Segurança – Policial
Militar – Sanção disciplinar de REPREENSÃO – nulidade em
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 870325 AGR / PR
PRÉVIO
EXAME
DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 796.237/SP-AgR,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
5/5/14).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
POLICIAL MILITAR. SANÇÃO DISCIPLINAR. REPREENSÃO.
LEI COMPLEMENTAR N. 893/2001. INTERPRETAÇÃO DE
LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. ANÁLISE DO
CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS
AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279
DESTA CORTE. 1. A ofensa ao direito local não viabiliza o apelo
extremo (Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal). 2. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe
verbis: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário’. 3. É que o recurso extraordinário não se presta
ao exame de questões que demandam revolvimento do
contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise
da violação direta da ordem constitucional. Precedentes: AI n.
531.863-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ayres Britto,
DJe de 20.11.2009 e AI n. 536.298-AgR, Segunda Turma, Relator
o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 22.09.2006. 4. Os princípios
da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do
contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os
limites da coisa julgada, quando a verificação de sua ofensa
dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais,
revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o
que, por si só, não desafia a abertura da instância
extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1... Turma, Rel.
Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010 e AI 756.336-AgR, 2...
Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 5. In casu, o
acórdão recorrido assentou: ‘Mandado de Segurança – Policial
Militar – Sanção disciplinar de REPREENSÃO – nulidade em
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 870325 AGR / PR
face de vícios formais no procedimento – inocorrência – alegada
falta de correspondência entre os fatos e a verdade real – sede
estrita para dilação probatória – sentença mantida – apelo
improvido’. 6. Agravo regimental a que se nega“ (ARE n
651.990/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux,
DJe de 9/3/12).
Ademais, o Plenário desta Corte, no exame do ARE n 639.228/RJ,
Relator o Ministro Cezar Peluso, concluiu pela ausência de repercussão
geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório
e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no
âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria.
Nesse sentido, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
MAGISTÉRIO PÚBLICO. ACORDO DE COOPERAÇÃO
TÉCNICA.
DEVOLUÇÃO
DE
PROFESSOR.
ATO
DISCRICIONÁRIO.
PROCESSO
ADMINISTRATIVO.
REEXAME
DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO
CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal.
NECESSIDADE
DE
ANÁLISE
DE
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
REFLEXA.
PROCESSUAL CIVIL. PROCESSO JUDICIAL. DILIGÊNCIA
PROBATÓRIA. INDEFERIMENTO. VIOLAÇÃO AOS
PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE
NEGA PROVIMENTO. I – Para dissentir da conclusão adotada
pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do
conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a
incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, bem como seria
imprescindível a análise da legislação infraconstitucional
aplicável à espécie. II – Os Ministros desta Corte, no ARE
639.228-RG/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela
inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca da
5
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Supremo Tribunal Federal
ARE 870325 AGR / PR
face de vícios formais no procedimento – inocorrência – alegada
falta de correspondência entre os fatos e a verdade real – sede
estrita para dilação probatória – sentença mantida – apelo
improvido’. 6. Agravo regimental a que se nega“ (ARE n
651.990/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux,
DJe de 9/3/12).
Ademais, o Plenário desta Corte, no exame do ARE n 639.228/RJ,
Relator o Ministro Cezar Peluso, concluiu pela ausência de repercussão
geral do tema relativo à suposta violação dos princípios do contraditório
e da ampla defesa nos casos de indeferimento de produção de provas no
âmbito de processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria.
Nesse sentido, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
MAGISTÉRIO PÚBLICO. ACORDO DE COOPERAÇÃO
TÉCNICA.
DEVOLUÇÃO
DE
PROFESSOR.
ATO
DISCRICIONÁRIO.
PROCESSO
ADMINISTRATIVO.
REEXAME
DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO
CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal.
NECESSIDADE
DE
ANÁLISE
DE
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
REFLEXA.
PROCESSUAL CIVIL. PROCESSO JUDICIAL. DILIGÊNCIA
PROBATÓRIA. INDEFERIMENTO. VIOLAÇÃO AOS
PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE
NEGA PROVIMENTO. I – Para dissentir da conclusão adotada
pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do
conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a
incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, bem como seria
imprescindível a análise da legislação infraconstitucional
aplicável à espécie. II – Os Ministros desta Corte, no ARE
639.228-RG/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela
inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca da
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 870325 AGR / PR
violação dos princípios da ampla defesa e do contraditório, nos
casos de indeferimento de diligência probatória, por se tratar de
matéria restrita ao âmbito processual, decisão que vale para
todos os recursos sobre matéria idêntica. III – Agravo
regimental a que se nega provimento” (ARE n 791.178/DF-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Ricardo
Lewandowski, DJe de 26/3/14).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO
CONSUMIDOR. SUSPENSÃO DO FORNECIMENTO DE
ÁGUA. COMUNICAÇÃO PRÉVIA. RESTABELECIMENTO
DO SERVIÇO FORA DO PRAZO COMUNICADO. DANO
MORAL.
RESPONSABILIDADE
OBJETIVA
DA
CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. DISCUSSÃO
QUANTO À NECESSIDADE DE PERÍCIA TÉCNICA.
AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ALEGADA
AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. INOCORRÊNCIA.
CAUSA EXCLUDENTE DE RESPONSABILIDADE. REEXAME
DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIÁVEL.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DESTA CORTE. ALEGADA
VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 2... E 5..., LIII, DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO.
INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. 1. A
repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos
demais requisitos constitucionais e processuais de
admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o
recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se
pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões
constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da
Constituição Federal). 2. O prequestionamento da questão
constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso
extraordinário, sendo certo que eventual omissão do acórdão
recorrido reclama embargos de declaração. 3. As Súmulas 282 e
356 do Supremo Tribunal Federal dispõem respectivamente, verbis: É inadmissível o
recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão
6
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Supremo Tribunal Federal
ARE 870325 AGR / PR
violação dos princípios da ampla defesa e do contraditório, nos
casos de indeferimento de diligência probatória, por se tratar de
matéria restrita ao âmbito processual, decisão que vale para
todos os recursos sobre matéria idêntica. III – Agravo
regimental a que se nega provimento” (ARE n 791.178/DF-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Ricardo
Lewandowski, DJe de 26/3/14).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO
CONSUMIDOR. SUSPENSÃO DO FORNECIMENTO DE
ÁGUA. COMUNICAÇÃO PRÉVIA. RESTABELECIMENTO
DO SERVIÇO FORA DO PRAZO COMUNICADO. DANO
MORAL.
RESPONSABILIDADE
OBJETIVA
DA
CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. DISCUSSÃO
QUANTO À NECESSIDADE DE PERÍCIA TÉCNICA.
AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ALEGADA
AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. INOCORRÊNCIA.
CAUSA EXCLUDENTE DE RESPONSABILIDADE. REEXAME
DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIÁVEL.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DESTA CORTE. ALEGADA
VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 2... E 5..., LIII, DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO.
INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. 1. A
repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos
demais requisitos constitucionais e processuais de
admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o
recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se
pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões
constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da
Constituição Federal). 2. O prequestionamento da questão
constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso
extraordinário, sendo certo que eventual omissão do acórdão
recorrido reclama embargos de declaração. 3. As Súmulas 282 e
356 do Supremo Tribunal Federal dispõem respectivamente, verbis: É inadmissível o
recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 870325 AGR / PR
recorrida, a questão federal suscitada e O ponto omisso da
decisão, sobre o qual não foram opostos embargos
declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário,
por faltar o requisito do prequestionamento. 4. O Plenário desta
Corte já se manifestou sobre a ocorrência de cerceamento de
defesa por indeferimento de prova pericial no julgamento do
ARE 639.228, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 30/08/2011.
Naquela assentada, recusou-se o recurso extraordinário ante a
ausência de repercussão geral, por versar sobre matéria
infraconstitucional. 5. Os princípios da legalidade, do devido
processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da
motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa
julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de
sua ofensa dependa do reexame prévio de normas
infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à
Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da
instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1...
Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010 e AI 756.336-
AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 6. A
matéria relativa à nulidade por negativa de prestação
jurisdicional por ausência de fundamentação teve repercussão
geral reconhecida pelo Plenário, no julgamento do AI 791.292
QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 12/08/2010. Naquela
assentada, reafirmou-se a jurisprudência desta Suprema Corte,
no sentido de que o artigo 93, IX, da Constituição Federal exige
que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que
sucintamente, sem determinar, contudo, o exame
pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que
sejam corretos os fundamentos da decisão. 7. A Súmula 279 do
Supremo Tribunal Federal dispõe: Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário. 8. É que o recurso extraordinário não se presta
ao exame de questões que demandam o revolvimento do
contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise
da violação direta da ordem constitucional. 9. In casu, o acórdão
originariamente recorrido assentou: AGRAVO REGIMENTAL.
DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU SEGUIMENTO AO
7
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Supremo Tribunal Federal
ARE 870325 AGR / PR
recorrida, a questão federal suscitada e O ponto omisso da
decisão, sobre o qual não foram opostos embargos
declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário,
por faltar o requisito do prequestionamento. 4. O Plenário desta
Corte já se manifestou sobre a ocorrência de cerceamento de
defesa por indeferimento de prova pericial no julgamento do
ARE 639.228, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 30/08/2011.
Naquela assentada, recusou-se o recurso extraordinário ante a
ausência de repercussão geral, por versar sobre matéria
infraconstitucional. 5. Os princípios da legalidade, do devido
processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da
motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa
julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de
sua ofensa dependa do reexame prévio de normas
infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à
Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da
instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1...
Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010 e AI 756.336-
AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 6. A
matéria relativa à nulidade por negativa de prestação
jurisdicional por ausência de fundamentação teve repercussão
geral reconhecida pelo Plenário, no julgamento do AI 791.292
QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 12/08/2010. Naquela
assentada, reafirmou-se a jurisprudência desta Suprema Corte,
no sentido de que o artigo 93, IX, da Constituição Federal exige
que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que
sucintamente, sem determinar, contudo, o exame
pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que
sejam corretos os fundamentos da decisão. 7. A Súmula 279 do
Supremo Tribunal Federal dispõe: Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário. 8. É que o recurso extraordinário não se presta
ao exame de questões que demandam o revolvimento do
contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise
da violação direta da ordem constitucional. 9. In casu, o acórdão
originariamente recorrido assentou: AGRAVO REGIMENTAL.
DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU SEGUIMENTO AO
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 870325 AGR / PR
RECURSO INOMINADO INTERPOSTO. APLICAÇÃO DO
ART. 557, DO Código de Processo Civil E ENUNCIADO 102, DO FONAJE.
COMPETÊNCIA. SUSPENSÃO NO FORNECIMENTO DE
ÁGUA
MEDIANTE
COMUNICAÇÃO
PRÉVIA.
RESTABELECIMENTO DO SERVIÇO NÃO REALIZADO NO
PRAZO
COMUNICADO
À
CONSUMIDORA.
DESNECESSIDADE DE PERÍCIA TÉCNICA. DANO MORAL
CONFIGURADO. ENTENDIMENTO JÁ CONSOLIDADO,
INCLUSIVE,
POR
ESTA
TURMA
JULGADORA.
INEXISTÊNCIA DE MOTIVOS QUE POSSAM ENSEJAR A
REFORMA DO DECISUM. AGRAVO REGIMENTAL
CONHECIDO E IMPROVIDO. 10. Agravo regimental
desprovido” (ARE n 670.866/SE-AgR, Primeira Turma, Relator
o Ministro Luiz Fux, DJe de 15/8/12).
Nego provimento ao agravo regimental.
8
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Supremo Tribunal Federal
ARE 870325 AGR / PR
RECURSO INOMINADO INTERPOSTO. APLICAÇÃO DO
ART. 557, DO Código de Processo Civil E ENUNCIADO 102, DO FONAJE.
COMPETÊNCIA. SUSPENSÃO NO FORNECIMENTO DE
ÁGUA
MEDIANTE
COMUNICAÇÃO
PRÉVIA.
RESTABELECIMENTO DO SERVIÇO NÃO REALIZADO NO
PRAZO
COMUNICADO
À
CONSUMIDORA.
DESNECESSIDADE DE PERÍCIA TÉCNICA. DANO MORAL
CONFIGURADO. ENTENDIMENTO JÁ CONSOLIDADO,
INCLUSIVE,
POR
ESTA
TURMA
JULGADORA.
INEXISTÊNCIA DE MOTIVOS QUE POSSAM ENSEJAR A
REFORMA DO DECISUM. AGRAVO REGIMENTAL
CONHECIDO E IMPROVIDO. 10. Agravo regimental
desprovido” (ARE n 670.866/SE-AgR, Primeira Turma, Relator
o Ministro Luiz Fux, DJe de 15/8/12).
Nego provimento ao agravo regimental.
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Extrato de Ata - 26/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.325
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : RICARDO ALVES DA FONSECA
ADV.(A/S) : JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
AGDO.(A/S) : FACULDADE ESTADUAL DE FILOSOFIA, CIÊNCIAS E LETRAS DE
PARANAGUÁ
ADV.(A/S) : RAUL DA GAMA E SILVA LUCK E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 26.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
p/ Maria Silvia Marques dos Santos
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8636428
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870.325
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : RICARDO ALVES DA FONSECA
ADV.(A/S) : JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
AGDO.(A/S) : FACULDADE ESTADUAL DE FILOSOFIA, CIÊNCIAS E LETRAS DE
PARANAGUÁ
ADV.(A/S) : RAUL DA GAMA E SILVA LUCK E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 26.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Teori Zavascki.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
p/ Maria Silvia Marques dos Santos
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8636428
Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 870 . 325",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 639 . 228 / RJ",
"ARE 870325",
"ARE 870325",
"Questão",
"ARE 870325 AGR",
"Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"ARE 870325 AGR / PR",
"AI n 360 . 265 / RJ - AgR",
"ARE n 639 . 228 / RJ",
"ARE 870325 AGR / PR",
"AI n 360 . 265 / RJ - AgR",
"ARE n 639 . 228 / RJ",
"ARE 870325 AGR / PR",
"ARE 870325 AGR / PR",
"ARE 870325 AGR / PR",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 739 . 187 / DF - AgR",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 744 . 080 /",
"ARE n 727 . 225 / DF - ED",
"ARE 870325 AGR / PR",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 739 . 187 / DF - AgR",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 744 . 080 / DF - AgR",
"ARE n 727 . 225 / DF - ED",
"ARE 870325 AGR / PR",
"ARE 870325 AGR / PR",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 870325 AGR / PR",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 870325 AGR / PR",
"Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas ns 279 e 636 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 851 . 366 / DF - AgR",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"AI 800 . 074 - RG / SP",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 746 . 372 / SP - AgR",
"ARE 870325 AGR",
"Súmulas ns 282",
"Súmulas ns 279 e 636 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 851 . 366 / DF - AgR",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"AI 800 . 074 - RG / SP",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 746 . 372 / SP - AgR",
"ARE 870325 AGR / PR",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"ARE n 796 . 237 / SP - AgR",
"SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 279",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI n . 531 . 863 - AgR",
"AI n . 536 . 298 - AgR",
"AI 804 . 854 - AgR",
"AI 756 . 336 - AgR",
"ARE n 796 . 237 / SP - AgR",
"SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 279 DESTA CORTE",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI n . 531 . 863 - AgR",
"AI n . 536 . 298 - AgR",
"AI 804 . 854 - AgR",
"AI 756 . 336 - AgR",
"ARE 870325 AGR / PR",
"ARE n 651 . 990 / SP - AgR",
"ARE n 639 . 228 / RJ",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 639 . 228 - RG / RJ",
"ARE 870325 AGR / PR",
"ARE n 651 . 990 / SP - AgR",
"ARE n 639 . 228 / RJ",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 639 . 228 - RG / RJ",
"ARE 870325 AGR / PR",
"ARE n 791 . 178 / DF - AgR",
"SÚMULA 279 DESTA CORTE",
"SÚMULAS 282",
"Súmulas 282",
"ARE 870325 AGR / PR",
"ARE n 791 . 178 / DF - AgR",
"SÚMULA",
"SÚMULAS 282",
"Súmulas 282",
"ARE 870325 AGR / PR",
"ARE 639 . 228",
"AI 804 . 854 - AgR",
"AI 756 . 336 - AgR",
"AI 791 . 292 QO - RG",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 870325 AGR /",
"ARE 639 . 228",
"AI 804 . 854 - AgR",
"AI 756 . 336 - AgR",
"AI 791 . 292 QO - RG",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 870325 AGR / PR",
"ARE n 670 . 866 / SE - AgR",
"ENUNCIADO 102 , DO FONAJE",
"ARE n 670 . 866 / SE - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGOS 285 , IV E VI E 279 , XXI DA LEI 6 . 174 / 70",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGOS 285 , IV E VI E 279 , XXI DA LEI 6 . 174 / 70",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"PORTARIA n 54 / 2007",
"artigos 5",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"PORTARIA n 54 / 2007",
"artigos 5 . . . , incisos XXXV e LIV , e 37 , caput , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"Constituição Federal",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"Constituição Federal",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Estadual n 6 . 174 / 70",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Estadual n 6 . 174 / 70",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . , incisos XXXV e LIV ; e 37 , caput , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . , incisos XXXV e LIV ; e 37 , caput , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 2 . . . , da Lei n 9 . 784 / 99",
"art . 37 , da Constituição Federal de 1988",
"art . 5 . . . , LIV e XXXV , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 2 . . . , da Lei n 9 . 784 / 99",
"caput do art . 37 , da Constituição Federal de 1988",
"art . 5 . . . , LIV e XXXV , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI COMPLEMENTAR",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI COMPLEMENTAR N . 893 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGOS 2 . . . E 5 . . . , LIII , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"art . 323 do RISTF",
"art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGOS 2 . . . E 5 . . . , LIII , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"art . 323 do RISTF",
"art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 557 , DO Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 557 , DO Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"Brasília",
"Brasília",
"PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"PARANAGUÁ",
"PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"PARANÁ",
"Paranaguá",
"Morretes",
"-",
"PR",
"PARANÁ",
"Morretes",
"-",
"PR",
"PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"PARANAGUÁ",
"PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"FACULDADE ESTADUAL DE FILOSOFIA , CIÊNCIAS E LETRAS DE PARANAGUÁ",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"S",
"FACULDADE ESTADUAL DE FILOSOFIA , CIÊNCIAS E LETRAS DE PARANAGUÁ",
"Quinta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
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"Quinta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná",
"FACULDADE ESTADUAL DE FILOSOFIA , CIÊNCIAS E LETRAS DE PARANAGUÁ",
"FAFIPAR",
"RECEITA FEDERAL",
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"-",
"Brasil",
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"-",
"Brasil",
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"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Receita Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Receita Federal",
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"-",
"Brasil",
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"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Faculdade Estadual de Filosofia , Ciências e Letras de Paranaguá",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
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"Faculdade Estadual de Filosofia , Ciências e Letras de Paranaguá",
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"-",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
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"Receita Federal em Paranaguá",
"Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente",
"IDEMA",
"FAFIPAR",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
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"Procuradoria do Estado",
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"-",
"Brasil",
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"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
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"1",
".",
"2",
".",
".",
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"-",
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"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
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".",
".",
"2",
".",
". . Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Plenário",
"MAGISTÉRIO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Plenário desta",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário desta",
".",
".",
"2",
".",
". . Turma",
"Plenário",
"Suprema",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário desta",
"1",
".",
". . Turma",
"2",
".",
". . Turma",
"Plenário",
"Suprema",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"FACULDADE ESTADUAL DE FILOSOFIA , CIÊNCIAS E LETRAS DE",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"FACULDADE ESTADUAL DE FILOSOFIA , CIÊNCIAS E LETRAS DE PARANAGUÁ",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"RICARDO ALVES DA FONSECA",
"JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA",
"RAUL DA GAMA E SILVA LUCK",
"Cezar Peluso",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"RICARDO ALVES DA FONSECA",
"JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA",
"RAUL DA GAMA E SILVA LUCK",
"DIAS TOFFOLI",
"Ricardo Alves da Fonseca",
"DIAS TOFFOLI",
"RICARDO ALVES DA FONSECA",
"JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA",
"RAUL DA GAMA E SILVA LUCK",
"DIAS TOFFOLI",
"Ricardo Alves da Fonseca",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"Celso de Mello",
"Cezar Peluso",
"Celso de Mello",
"Cezar Peluso",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen Lúcia",
"Ayres Britto",
"Joaquim Barbosa",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Cármen Lúcia",
"Ayres Britto",
"Joaquim Barbosa",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"DIAS TOFFOLI",
"Luiz Fux",
"Cezar Peluso",
"Cezar Peluso",
"Luiz Fux",
"Cezar Peluso",
"Cezar Peluso",
"DIAS TOFFOLI",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"DIAS TOFFOLI",
"Cezar Peluso",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Gilmar Mendes",
"DIAS TOFFOLI",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"DIAS TOFFOLI",
"RICARDO ALVES DA FONSECA",
"JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA",
"RAUL DA GAMA E SILVA LUCK",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Deborah Duprat",
"DIAS TOFFOLI",
"RICARDO ALVES DA FONSECA",
"JOÃO LUIZ ARZENO DA SILVA",
"RAUL DA GAMA E SILVA LUCK",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Deborah Duprat"
],
"TEMPO": [
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
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"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26 de maio de 2015",
"24",
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"08",
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"2001",
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"2015",
"24",
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"2001",
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"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
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"/",
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"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"5",
"/",
"07",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"9",
"/",
"02",
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"/",
"6",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"9",
"/",
"02",
"16",
"/",
"6",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"31",
"/",
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"/",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"31",
"/",
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"/",
"11",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
"/",
"10",
"/",
"14",
"14",
"/",
"10",
"/",
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"18",
"/",
"3",
"/",
"13",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
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"10",
"/",
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"14",
"/",
"10",
"/",
"13",
"18",
"/",
"3",
"/",
"13",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
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"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
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"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
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"/",
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"/",
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"/",
"6",
"/",
"14",
"24",
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"/",
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"30",
"/",
"4",
"/",
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"10",
"/",
"6",
"/",
"14",
"24",
"/",
"08",
"/",
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"5",
"/",
"5",
"/",
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"20",
".",
"11",
".",
"2009",
"22",
".",
"09",
".",
"2006",
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"/",
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"/",
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"/",
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"/",
"2010",
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"/",
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"20",
".",
"11",
".",
"2009",
"22",
".",
"09",
".",
"2006",
"24",
"/",
"11",
"/",
"2010",
"22",
"/",
"10",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9",
"/",
"3",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9",
"/",
"3",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"3",
"/",
"14",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"3",
"/",
"14",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"08",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"11",
"/",
"2010",
"22",
"/",
"10",
"/",
"2010",
"12",
"/",
"08",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"08",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"11",
"/",
"2010",
"22",
"/",
"10",
"/",
"2010",
"12",
"/",
"08",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"8",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"8",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"26",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
09/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.945 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:ELZA PESSANHA DE CASTRO
ADV.(A/S)
:ANA CRISTINA VON JESS PEREIRA GODINHO E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2.
Administrativo. Pensão especial de ex-combatente. 3. Art. 37, inciso XI, da
Constituição Federal, com redação dada pela EC 19/1998, não é
autoaplicável. Jurisprudência. 4. Necessidade de prévio exame da
legislação infraconstitucional. Ofensa meramente reflexa ao texto
constitucional. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão
agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental,
nos termos do voto do Relator.
Brasília, 9 de junho de 2015.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8706805.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
09/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.945 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:ELZA PESSANHA DE CASTRO
ADV.(A/S)
:ANA CRISTINA VON JESS PEREIRA GODINHO E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se
de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso,
com fundamento na jurisprudência desta Corte.
Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, violação ao artigo 37,
XI, da Constituição Federal. Defende-se que restou:
“configurada a violação direta e literal ao art. 248 da Carta
Magna que assegura o valor dos benefícios não sujeitos ao Regime
Geral da Previdência, notadamente a pensão especial de ex-
combatente, a observância aos limites fixados pelo teto remuneratório
previsto pelo inciso XI do artigo 37, com redação emprestada pela EC
41/2003.” (fl. 269).
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8706806.
Supremo Tribunal Federal
09/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.945 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:ELZA PESSANHA DE CASTRO
ADV.(A/S)
:ANA CRISTINA VON JESS PEREIRA GODINHO E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se
de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso,
com fundamento na jurisprudência desta Corte.
Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, violação ao artigo 37,
XI, da Constituição Federal. Defende-se que restou:
“configurada a violação direta e literal ao art. 248 da Carta
Magna que assegura o valor dos benefícios não sujeitos ao Regime
Geral da Previdência, notadamente a pensão especial de ex-
combatente, a observância aos limites fixados pelo teto remuneratório
previsto pelo inciso XI do artigo 37, com redação emprestada pela EC
41/2003.” (fl. 269).
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8706806.
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
09/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.945 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No
agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão
agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez
que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando
apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a
jurisprudência pacífica desta Corte.
Ressalto que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-
se em que o inciso XI do art. 37 da Constituição Federal, com a redação
dada pela EC 19/1998, não é autoaplicável.
Nesse sentido, cito os seguintes julgados de ambas as turmas desta
Corte:
“DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO.
MILITAR. EX-COMBATENTE. TETO REMUNERATÓRIO
NÃO AUTO-APLICÁVEL. MATÉRIA DE ORDEM
INFRACONSTITUCIONAL.
1. A questão tratada nos autos diz respeito à aplicação das
Leis 4.297/63 e 5.698/71 e Decreto 2.172/97 sendo de índole
infraconstitucional, não autorizando a apreciação por esta
Corte.
2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no
sentido de que o art. 37, XI, da Carta Magna, com a redação
dada pela EC 19/98, na parte que trata do teto remuneratório,
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
09/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.945 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No
agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão
agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez
que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando
apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a
jurisprudência pacífica desta Corte.
Ressalto que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-
se em que o inciso XI do art. 37 da Constituição Federal, com a redação
dada pela EC 19/1998, não é autoaplicável.
Nesse sentido, cito os seguintes julgados de ambas as turmas desta
Corte:
“DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO.
MILITAR. EX-COMBATENTE. TETO REMUNERATÓRIO
NÃO AUTO-APLICÁVEL. MATÉRIA DE ORDEM
INFRACONSTITUCIONAL.
1. A questão tratada nos autos diz respeito à aplicação das
Leis 4.297/63 e 5.698/71 e Decreto 2.172/97 sendo de índole
infraconstitucional, não autorizando a apreciação por esta
Corte.
2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no
sentido de que o art. 37, XI, da Carta Magna, com a redação
dada pela EC 19/98, na parte que trata do teto remuneratório,
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 856945 AGR / RJ
não é auto-aplicável.
3. Agravo regimental improvido.” (RE-AgR 436.944, Rel.
Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 24.4.2009; grifei);
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO
E
CONSTITUCIONAL. SERVIDOR PÚBLICO. SUBTETO
REMUNERATÓRIO.
LEI
MUNICIPAL
12.477/1997.
POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO.
I- A jurisprudência desta Corte firmou entendimento no
sentido de que o art. 37, XI, da Carta Magna, com a redação
dada pela EC 19/98, na parte que trata do teto remuneratório,
não é autoaplicável, por depender da promulgação da lei de
fixação do subsídio de Ministro do Supremo Tribunal
Federal. Precedentes.
II- O Plenário do Tribunal, no julgamento do RE
228.080/SC, concluiu pela possibilidade de fixação, após a EC
19/98, pelos Estados da Federação, bem como pelos Municípios,
de subteto de vencimentos em montante inferior ao previsto no
art. 37, XI, da Constituição, excluídas as vantagens pessoais.
Precedentes.
III- Constitucionalidade da fixação de subteto pela Lei
municipal 12.477/1997. Precedentes.
IV- Agravo regimental improvido.” (RE-AgR 495.673, rel.
min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 25.11.2010;
grifei).
Além disso, reitero que a discussão referente aos dispositivos
relativos ao critério de reajustamento do benefício do segurado ex-
combatente, estabelecido pela Lei 5.698/1971, envolve o exame da
legislação infraconstitucional.
Desse modo, a alegada violação aos artigos constitucionais
invocados dar-se-ia de maneira indireta ou reflexa, cujo reexame é
vedado em sede de recurso extraordinário.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 856945 AGR / RJ
não é auto-aplicável.
3. Agravo regimental improvido.” (RE-AgR 436.944, Rel.
Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 24.4.2009; grifei);
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO
E
CONSTITUCIONAL. SERVIDOR PÚBLICO. SUBTETO
REMUNERATÓRIO.
LEI
MUNICIPAL
12.477/1997.
POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO.
I- A jurisprudência desta Corte firmou entendimento no
sentido de que o art. 37, XI, da Carta Magna, com a redação
dada pela EC 19/98, na parte que trata do teto remuneratório,
não é autoaplicável, por depender da promulgação da lei de
fixação do subsídio de Ministro do Supremo Tribunal
Federal. Precedentes.
II- O Plenário do Tribunal, no julgamento do RE
228.080/SC, concluiu pela possibilidade de fixação, após a EC
19/98, pelos Estados da Federação, bem como pelos Municípios,
de subteto de vencimentos em montante inferior ao previsto no
art. 37, XI, da Constituição, excluídas as vantagens pessoais.
Precedentes.
III- Constitucionalidade da fixação de subteto pela Lei
municipal 12.477/1997. Precedentes.
IV- Agravo regimental improvido.” (RE-AgR 495.673, rel.
min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 25.11.2010;
grifei).
Além disso, reitero que a discussão referente aos dispositivos
relativos ao critério de reajustamento do benefício do segurado ex-
combatente, estabelecido pela Lei 5.698/1971, envolve o exame da
legislação infraconstitucional.
Desse modo, a alegada violação aos artigos constitucionais
invocados dar-se-ia de maneira indireta ou reflexa, cujo reexame é
vedado em sede de recurso extraordinário.
2
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 856945 AGR / RJ
Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL
NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PENSÃO ESPECIAL. EX-
COMBATENTE. TETO DE REMUNERAÇÃO. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. 2. Ex-combatente. Pensão especial.
Teto de remuneração. Constituição do Brasil, artigo 37, XI.
Fixação de subsídio. Inexistência de lei específica. Vulneração
do preceito constitucional. Impossibilidade. 3. Leis n. 4.297/63 e
n. 5.698/71 e Decreto n. 2.172/97. Fixação do teto remuneratório.
Violação do dispositivo da Constituição do Brasil a partir da
interpretação de disposições de legislação infraconstitucional.
Inviabilidade do recurso extraordinário. Agravo regimental não
provido. Nesse sentido: RE 368.433-AgR, rel. min. Ellen Gracie,
DJ de 07.08.2009; RE 552.387-AgR, rel. min. Ellen Gracie, DJe de
01.07.2009; RE 447.761-AgR, rel. min. Cármen Lúcia, DJe de
25.09.2009 e RE 452.961, rel. min. Sepúlveda Pertence, DJ de
28.02.2007.” (RE-AgR-AgR 433.478, rel. min. Eros Grau,
Segunda Turma, DJ 5.5.2006);
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. EX-COMBATENTE.
TETO REMUNERATÓRIO. ANÁLISE DE NORMA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
INDIRETA.
PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. I - A jurisprudência
do Supremo Tribunal Federal entende que a discussão acerca da
limitação pecuniária da pensão especial de ex-combatente e
anistiado envolve a análise de normas infraconstitucionais,
sendo certo que a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria
apenas indireta. II - Ademais, também é assente nesta Corte que
o art. 37, XI, da Carta Magna, com a redação dada pela EC
19/98, na parte que trata do teto remuneratório, não é
autoaplicável, por depender da promulgação da lei de fixação
do subsídio de Ministro do Supremo Tribunal Federal. III
Agravo regimental improvido.” (RE-AgR 435.597, rel. min.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 856945 AGR / RJ
Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL
NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PENSÃO ESPECIAL. EX-
COMBATENTE. TETO DE REMUNERAÇÃO. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. 2. Ex-combatente. Pensão especial.
Teto de remuneração. Constituição do Brasil, artigo 37, XI.
Fixação de subsídio. Inexistência de lei específica. Vulneração
do preceito constitucional. Impossibilidade. 3. Leis n. 4.297/63 e
n. 5.698/71 e Decreto n. 2.172/97. Fixação do teto remuneratório.
Violação do dispositivo da Constituição do Brasil a partir da
interpretação de disposições de legislação infraconstitucional.
Inviabilidade do recurso extraordinário. Agravo regimental não
provido. Nesse sentido: RE 368.433-AgR, rel. min. Ellen Gracie,
DJ de 07.08.2009; RE 552.387-AgR, rel. min. Ellen Gracie, DJe de
01.07.2009; RE 447.761-AgR, rel. min. Cármen Lúcia, DJe de
25.09.2009 e RE 452.961, rel. min. Sepúlveda Pertence, DJ de
28.02.2007.” (RE-AgR-AgR 433.478, rel. min. Eros Grau,
Segunda Turma, DJ 5.5.2006);
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. EX-COMBATENTE.
TETO REMUNERATÓRIO. ANÁLISE DE NORMA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
INDIRETA.
PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. I - A jurisprudência
do Supremo Tribunal Federal entende que a discussão acerca da
limitação pecuniária da pensão especial de ex-combatente e
anistiado envolve a análise de normas infraconstitucionais,
sendo certo que a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria
apenas indireta. II - Ademais, também é assente nesta Corte que
o art. 37, XI, da Carta Magna, com a redação dada pela EC
19/98, na parte que trata do teto remuneratório, não é
autoaplicável, por depender da promulgação da lei de fixação
do subsídio de Ministro do Supremo Tribunal Federal. III
Agravo regimental improvido.” (RE-AgR 435.597, rel. min.
3
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 856945 AGR / RJ
Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 21.2.2011);
“PENSÃO.
EX-COMBATENTE.
TETO
DE
REMUNERAÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA REFLEXA. Agravo regimental a que se nega
provimento.” (RE-AgR 474.661, rel. min. Joaquim Barbosa,
Segunda Turma, DJe 22.5.2012).
Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus
próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental.
É como voto.
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 856945 AGR / RJ
Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 21.2.2011);
“PENSÃO.
EX-COMBATENTE.
TETO
DE
REMUNERAÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA REFLEXA. Agravo regimental a que se nega
provimento.” (RE-AgR 474.661, rel. min. Joaquim Barbosa,
Segunda Turma, DJe 22.5.2012).
Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus
próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental.
É como voto.
4
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Extrato de Ata - 09/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.945
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : ELZA PESSANHA DE CASTRO
ADV.(A/S) : ANA CRISTINA VON JESS PEREIRA GODINHO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor
Ministro Teori Zavascki. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 2ª Turma, 09.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes.
Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o
Senhor Ministro Teori Zavascki, em face da participação, como
representante do Supremo Tribunal Federal, no seminário
internacional em comemoração aos 70 anos do Tribunal de Disputas
Jurisdicionais da Turquia.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8764419
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.945
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : ELZA PESSANHA DE CASTRO
ADV.(A/S) : ANA CRISTINA VON JESS PEREIRA GODINHO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor
Ministro Teori Zavascki. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 2ª Turma, 09.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes.
Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o
Senhor Ministro Teori Zavascki, em face da participação, como
representante do Supremo Tribunal Federal, no seminário
internacional em comemoração aos 70 anos do Tribunal de Disputas
Jurisdicionais da Turquia.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8764419
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8773425
| 2015-06-09T00:00:00
| 2015-06-29T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor Ministro Teori Zavascki. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 09.06.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. Pensão especial de ex-combatente. 3. Art. 37, inciso XI, da Constituição Federal, com redação dada pela EC 19/1998, não é autoaplicável. Jurisprudência. 4. Necessidade de prévio exame da legislação infraconstitucional. Ofensa meramente reflexa ao texto constitucional. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur310482
|
- Acórdão(s) citado(s):
(SERVIDOR PÚBLICO, TETO REMUNERATÓRIO)
RE 435597 AgR (1ªT), RE 495673 AgR (1ªT), RE 436944 AgR (2ªT), RE 433478 AgR-AgR (2ªT), RE 474661 AgR (2ªT).
Número de páginas: 7.
Análise: 09/07/2015, MJC.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
856945
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00037 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED EMC-000019 ANO-1998\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n",
"LEG-FED LEI-005698 ANO-1971\n LEI ORDINÁRIA"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 856945 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ELZA PESSANHA DE CASTRO
ADV.(A/S) : ANA CRISTINA VON JESS PEREIRA GODINHO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
09/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.945 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:ELZA PESSANHA DE CASTRO
ADV.(A/S)
:ANA CRISTINA VON JESS PEREIRA GODINHO E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2.
Administrativo. Pensão especial de ex-combatente. 3. Art. 37, inciso XI, da
Constituição Federal, com redação dada pela EC 19/1998, não é
autoaplicável. Jurisprudência. 4. Necessidade de prévio exame da
legislação infraconstitucional. Ofensa meramente reflexa ao texto
constitucional. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão
agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental,
nos termos do voto do Relator.
Brasília, 9 de junho de 2015.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8706805.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
09/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.945 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:ELZA PESSANHA DE CASTRO
ADV.(A/S)
:ANA CRISTINA VON JESS PEREIRA GODINHO E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se
de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso,
com fundamento na jurisprudência desta Corte.
Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, violação ao artigo 37,
XI, da Constituição Federal. Defende-se que restou:
“configurada a violação direta e literal ao art. 248 da Carta
Magna que assegura o valor dos benefícios não sujeitos ao Regime
Geral da Previdência, notadamente a pensão especial de ex-
combatente, a observância aos limites fixados pelo teto remuneratório
previsto pelo inciso XI do artigo 37, com redação emprestada pela EC
41/2003.” (fl. 269).
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8706806.
Supremo Tribunal Federal
09/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.945 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:ELZA PESSANHA DE CASTRO
ADV.(A/S)
:ANA CRISTINA VON JESS PEREIRA GODINHO E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se
de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso,
com fundamento na jurisprudência desta Corte.
Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, violação ao artigo 37,
XI, da Constituição Federal. Defende-se que restou:
“configurada a violação direta e literal ao art. 248 da Carta
Magna que assegura o valor dos benefícios não sujeitos ao Regime
Geral da Previdência, notadamente a pensão especial de ex-
combatente, a observância aos limites fixados pelo teto remuneratório
previsto pelo inciso XI do artigo 37, com redação emprestada pela EC
41/2003.” (fl. 269).
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
09/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.945 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No
agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão
agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez
que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando
apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a
jurisprudência pacífica desta Corte.
Ressalto que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-
se em que o inciso XI do art. 37 da Constituição Federal, com a redação
dada pela EC 19/1998, não é autoaplicável.
Nesse sentido, cito os seguintes julgados de ambas as turmas desta
Corte:
“DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO.
MILITAR. EX-COMBATENTE. TETO REMUNERATÓRIO
NÃO AUTO-APLICÁVEL. MATÉRIA DE ORDEM
INFRACONSTITUCIONAL.
1. A questão tratada nos autos diz respeito à aplicação das
Leis 4.297/63 e 5.698/71 e Decreto 2.172/97 sendo de índole
infraconstitucional, não autorizando a apreciação por esta
Corte.
2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no
sentido de que o art. 37, XI, da Carta Magna, com a redação
dada pela EC 19/98, na parte que trata do teto remuneratório,
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
09/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.945 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No
agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão
agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez
que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando
apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a
jurisprudência pacífica desta Corte.
Ressalto que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-
se em que o inciso XI do art. 37 da Constituição Federal, com a redação
dada pela EC 19/1998, não é autoaplicável.
Nesse sentido, cito os seguintes julgados de ambas as turmas desta
Corte:
“DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO.
MILITAR. EX-COMBATENTE. TETO REMUNERATÓRIO
NÃO AUTO-APLICÁVEL. MATÉRIA DE ORDEM
INFRACONSTITUCIONAL.
1. A questão tratada nos autos diz respeito à aplicação das
Leis 4.297/63 e 5.698/71 e Decreto 2.172/97 sendo de índole
infraconstitucional, não autorizando a apreciação por esta
Corte.
2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no
sentido de que o art. 37, XI, da Carta Magna, com a redação
dada pela EC 19/98, na parte que trata do teto remuneratório,
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 856945 AGR / RJ
não é auto-aplicável.
3. Agravo regimental improvido.” (Recurso Extraordinário-AgR 436.944, Rel.
Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 24.4.2009; grifei);
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO
E
CONSTITUCIONAL. SERVIDOR PÚBLICO. SUBTETO
REMUNERATÓRIO.
LEI
MUNICIPAL
12.477/1997.
POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO.
I- A jurisprudência desta Corte firmou entendimento no
sentido de que o art. 37, XI, da Carta Magna, com a redação
dada pela EC 19/98, na parte que trata do teto remuneratório,
não é autoaplicável, por depender da promulgação da lei de
fixação do subsídio de Ministro do Supremo Tribunal
Federal. Precedentes.
II- O Plenário do Tribunal, no julgamento do Recurso Extraordinário
228.080/SC, concluiu pela possibilidade de fixação, após a EC
19/98, pelos Estados da Federação, bem como pelos Municípios,
de subteto de vencimentos em montante inferior ao previsto no
art. 37, XI, da Constituição, excluídas as vantagens pessoais.
Precedentes.
III- Constitucionalidade da fixação de subteto pela Lei
municipal 12.477/1997. Precedentes.
IV- Agravo regimental improvido.” (Recurso Extraordinário-AgR 495.673, rel.
min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 25.11.2010;
grifei).
Além disso, reitero que a discussão referente aos dispositivos
relativos ao critério de reajustamento do benefício do segurado ex-
combatente, estabelecido pela Lei 5.698/1971, envolve o exame da
legislação infraconstitucional.
Desse modo, a alegada violação aos artigos constitucionais
invocados dar-se-ia de maneira indireta ou reflexa, cujo reexame é
vedado em sede de recurso extraordinário.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 856945 AGR / RJ
não é auto-aplicável.
3. Agravo regimental improvido.” (Recurso Extraordinário-AgR 436.944, Rel.
Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 24.4.2009; grifei);
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO
E
CONSTITUCIONAL. SERVIDOR PÚBLICO. SUBTETO
REMUNERATÓRIO.
LEI
MUNICIPAL
12.477/1997.
POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO.
I- A jurisprudência desta Corte firmou entendimento no
sentido de que o art. 37, XI, da Carta Magna, com a redação
dada pela EC 19/98, na parte que trata do teto remuneratório,
não é autoaplicável, por depender da promulgação da lei de
fixação do subsídio de Ministro do Supremo Tribunal
Federal. Precedentes.
II- O Plenário do Tribunal, no julgamento do Recurso Extraordinário
228.080/SC, concluiu pela possibilidade de fixação, após a EC
19/98, pelos Estados da Federação, bem como pelos Municípios,
de subteto de vencimentos em montante inferior ao previsto no
art. 37, XI, da Constituição, excluídas as vantagens pessoais.
Precedentes.
III- Constitucionalidade da fixação de subteto pela Lei
municipal 12.477/1997. Precedentes.
IV- Agravo regimental improvido.” (Recurso Extraordinário-AgR 495.673, rel.
min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 25.11.2010;
grifei).
Além disso, reitero que a discussão referente aos dispositivos
relativos ao critério de reajustamento do benefício do segurado ex-
combatente, estabelecido pela Lei 5.698/1971, envolve o exame da
legislação infraconstitucional.
Desse modo, a alegada violação aos artigos constitucionais
invocados dar-se-ia de maneira indireta ou reflexa, cujo reexame é
vedado em sede de recurso extraordinário.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 856945 AGR / RJ
Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL
NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PENSÃO ESPECIAL. EX-
COMBATENTE. TETO DE REMUNERAÇÃO. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. 2. Ex-combatente. Pensão especial.
Teto de remuneração. Constituição do Brasil, artigo 37, XI.
Fixação de subsídio. Inexistência de lei específica. Vulneração
do preceito constitucional. Impossibilidade. 3. Leis n. 4.297/63 e
n. 5.698/71 e Decreto n. 2.172/97. Fixação do teto remuneratório.
Violação do dispositivo da Constituição do Brasil a partir da
interpretação de disposições de legislação infraconstitucional.
Inviabilidade do recurso extraordinário. Agravo regimental não
provido. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 368.433-AgR, rel. min. Ellen Gracie,
DJ de 07.08.2009; Recurso Extraordinário 552.387-AgR, rel. min. Ellen Gracie, DJe de
01.07.2009; Recurso Extraordinário 447.761-AgR, rel. min. Cármen Lúcia, DJe de
25.09.2009 e Recurso Extraordinário 452.961, rel. min. Sepúlveda Pertence, DJ de
28.02.2007.” (Recurso Extraordinário-AgR-AgR 433.478, rel. min. Eros Grau,
Segunda Turma, DJ 5.5.2006);
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. EX-COMBATENTE.
TETO REMUNERATÓRIO. ANÁLISE DE NORMA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
INDIRETA.
PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. I - A jurisprudência
do Supremo Tribunal Federal entende que a discussão acerca da
limitação pecuniária da pensão especial de ex-combatente e
anistiado envolve a análise de normas infraconstitucionais,
sendo certo que a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria
apenas indireta. II - Ademais, também é assente nesta Corte que
o art. 37, XI, da Carta Magna, com a redação dada pela EC
19/98, na parte que trata do teto remuneratório, não é
autoaplicável, por depender da promulgação da lei de fixação
do subsídio de Ministro do Supremo Tribunal Federal. III
Agravo regimental improvido.” (Recurso Extraordinário-AgR 435.597, rel. min.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 856945 AGR / RJ
Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL
NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PENSÃO ESPECIAL. EX-
COMBATENTE. TETO DE REMUNERAÇÃO. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. 2. Ex-combatente. Pensão especial.
Teto de remuneração. Constituição do Brasil, artigo 37, XI.
Fixação de subsídio. Inexistência de lei específica. Vulneração
do preceito constitucional. Impossibilidade. 3. Leis n. 4.297/63 e
n. 5.698/71 e Decreto n. 2.172/97. Fixação do teto remuneratório.
Violação do dispositivo da Constituição do Brasil a partir da
interpretação de disposições de legislação infraconstitucional.
Inviabilidade do recurso extraordinário. Agravo regimental não
provido. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 368.433-AgR, rel. min. Ellen Gracie,
DJ de 07.08.2009; Recurso Extraordinário 552.387-AgR, rel. min. Ellen Gracie, DJe de
01.07.2009; Recurso Extraordinário 447.761-AgR, rel. min. Cármen Lúcia, DJe de
25.09.2009 e Recurso Extraordinário 452.961, rel. min. Sepúlveda Pertence, DJ de
28.02.2007.” (Recurso Extraordinário-AgR-AgR 433.478, rel. min. Eros Grau,
Segunda Turma, DJ 5.5.2006);
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. EX-COMBATENTE.
TETO REMUNERATÓRIO. ANÁLISE DE NORMA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
INDIRETA.
PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. I - A jurisprudência
do Supremo Tribunal Federal entende que a discussão acerca da
limitação pecuniária da pensão especial de ex-combatente e
anistiado envolve a análise de normas infraconstitucionais,
sendo certo que a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria
apenas indireta. II - Ademais, também é assente nesta Corte que
o art. 37, XI, da Carta Magna, com a redação dada pela EC
19/98, na parte que trata do teto remuneratório, não é
autoaplicável, por depender da promulgação da lei de fixação
do subsídio de Ministro do Supremo Tribunal Federal. III
Agravo regimental improvido.” (Recurso Extraordinário-AgR 435.597, rel. min.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 856945 AGR / RJ
Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 21.2.2011);
“PENSÃO.
EX-COMBATENTE.
TETO
DE
REMUNERAÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA REFLEXA. Agravo regimental a que se nega
provimento.” (Recurso Extraordinário-AgR 474.661, rel. min. Joaquim Barbosa,
Segunda Turma, DJe 22.5.2012).
Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus
próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental.
É como voto.
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 856945 AGR / RJ
Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 21.2.2011);
“PENSÃO.
EX-COMBATENTE.
TETO
DE
REMUNERAÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA REFLEXA. Agravo regimental a que se nega
provimento.” (Recurso Extraordinário-AgR 474.661, rel. min. Joaquim Barbosa,
Segunda Turma, DJe 22.5.2012).
Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus
próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental.
É como voto.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Extrato de Ata - 09/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.945
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : ELZA PESSANHA DE CASTRO
ADV.(A/S) : ANA CRISTINA VON JESS PEREIRA GODINHO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor
Ministro Teori Zavascki. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 2... Turma, 09.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes.
Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o
Senhor Ministro Teori Zavascki, em face da participação, como
representante do Supremo Tribunal Federal, no seminário
internacional em comemoração aos 70 anos do Tribunal de Disputas
Jurisdicionais da Turquia.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8764419
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856.945
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : ELZA PESSANHA DE CASTRO
ADV.(A/S) : ANA CRISTINA VON JESS PEREIRA GODINHO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o Senhor
Ministro Teori Zavascki. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 2... Turma, 09.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes.
Ausentes, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia e o
Senhor Ministro Teori Zavascki, em face da participação, como
representante do Supremo Tribunal Federal, no seminário
internacional em comemoração aos 70 anos do Tribunal de Disputas
Jurisdicionais da Turquia.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8764419
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 856 . 945",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM",
"Recurso Extraordinário - AgR 436 . 944",
"Recurso Extraordinário 228 . 080 / SC",
"Recurso Extraordinário - AgR 495 . 673",
"ARE 856945",
"Recurso Extraordinário - AgR 436 . 944",
"Recurso Extraordinário 228 . 080 / SC",
"Recurso Extraordinário - AgR 495 . 673",
"ARE 856945 AGR / RJ",
"Recurso Extraordinário 368 . 433 - AgR",
"Recurso Extraordinário 552 . 387 - AgR",
"Recurso Extraordinário 447 . 761 - AgR",
"Recurso Extraordinário 452 . 961",
"Recurso Extraordinário - AgR - AgR 433 . 478",
"Recurso Extraordinário - AgR 435 . 597",
"ARE 856945 AGR / RJ",
"Recurso Extraordinário 368 . 433 - AgR",
"Recurso Extraordinário 552 . 387 - AgR",
"Recurso Extraordinário 447 . 761 - AgR",
"Recurso Extraordinário 452 . 961",
"Recurso Extraordinário - AgR - AgR 433 . 478",
"Recurso Extraordinário - AgR 435 . 597",
"ARE 856945 AGR / RJ",
"Recurso Extraordinário - AgR 474 . 661",
"ARE 856945 AGR / RJ",
"Recurso Extraordinário - AgR 474 . 661"
],
"LEGISLACAO": [
"Art . 37 , inciso XI , da Constituição Federal",
"EC 19 / 1998",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 37 , XI , da Constituição Federal",
"art . 248 da Carta Magna",
"EC 41 / 2003",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 37 , XI , da Constituição Federal",
"art . 248 da Carta Magna",
"EC 41 / 2003",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso XI do art . 37 da Constituição Federal",
"EC 19 / 1998",
"Leis 4 . 297 / 63",
"5",
".",
"/",
"71",
"Decreto 2 . 172 / 97",
"art . 37 , XI , da Carta Magna",
"EC 19 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso XI do art . 37 da Constituição Federal",
"EC 19 / 1998",
"Leis 4 . 297 / 63",
"5",
".",
"698",
"/",
"71",
"Decreto 2 . 172 / 97",
"art . 37 , XI , da Carta Magna",
"EC 19 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI MUNICIPAL 12 . 477 / 1997",
"art . 37 , XI , da Carta Magna",
"EC 19 / 98",
"EC 19 / 98",
"art . 37 , XI , da Constituição",
"Lei municipal 12 . 477 / 1997",
"Lei 5 . 698 /",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI MUNICIPAL 12 . 477 / 1997",
"art . 37 , XI , da Carta Magna",
"EC 19 / 98",
"EC 19 / 98",
"art . 37 , XI , da Constituição",
"Lei municipal 12 . 477 / 1997",
"Lei 5 . 698 / 1971",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /",
"Constituição do Brasil , artigo 37 , XI",
"Leis n . 4 . 297 / 63",
"n",
".",
"5 .",
"698",
"/",
"71",
"Decreto n . 2 . 172 / 97",
"Constituição do Brasil",
"Constituição",
"art . 37 , XI , da Carta Magna",
"EC 19 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição do Brasil , artigo 37 , XI",
"n . 4 . 297 /",
"63",
"n",
".",
"5",
".",
"698",
"/",
"71",
"Decreto n . 2 . 172 / 97",
"Constituição do Brasil",
"Constituição",
"art . 37 , XI , da Carta Magna",
"EC 19 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO DE JANEIRO",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário do Tribunal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"AGR",
"/",
"RJ",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário do Tribunal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Disputas Jurisdicionais da Turquia",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Disputas Jurisdicionais da Turquia",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"ELZA PESSANHA DE CASTRO",
"ANA CRISTINA VON JESS PEREIRA GODINHO",
"Dias Toffoli",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"ELZA PESSANHA DE CASTRO",
"ANA CRISTINA VON JESS PEREIRA GODINHO",
"GILMAR MENDES",
"RIO DE",
"GILMAR MENDES",
"ELZA PESSANHA DE CASTRO",
"ANA CRISTINA VON JESS PEREIRA GODINHO",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"Ellen Gracie",
"Ricardo Lewandowski",
"Ellen Gracie",
"Ricardo Lewandowski",
"GILMAR MENDES",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"Cármen Lúcia",
"Sepúlveda Pertence",
"Eros Grau",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"Cármen Lúcia",
"Sepúlveda Pertence",
"Eros Grau",
"GILMAR MENDES",
"Ricardo Lewandowski",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Joaquim Barbosa",
"GILMAR MENDES",
"ELZA PESSANHA DE CASTRO",
"ANA CRISTINA VON JESS PEREIRA GODINHO",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira",
"GILMAR MENDES",
"ELZA PESSANHA DE CASTRO",
"ANA CRISTINA VON JESS PEREIRA GODINHO",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"9 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
".",
"4",
".",
"2009",
"25",
".",
"11",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
".",
"4",
".",
"2009",
"25",
".",
"11",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
".",
"08",
".",
"2009",
"01",
".",
"07",
".",
"2009",
"25",
".",
"09",
".",
"2009",
"28",
".",
"02",
".",
"2007",
"5",
".",
"5",
".",
"2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
".",
"08",
".",
"2009",
"01",
".",
"07",
".",
"2009",
"25",
".",
"09",
".",
"2009",
"28",
".",
"02",
".",
"2007",
"5",
".",
"5",
".",
"2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
".",
"2",
".",
"2011",
"22",
".",
"5",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
".",
"2",
".",
"2011",
"22",
".",
"5",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"09",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 789.012 SANTA
CATARINA
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ICATU FUNDO MULTIPATROCINADO - ICATU FMP
ADV.(A/S)
:FÁBIO LOPES VILELA BERBEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:FERNANDO MAKOWIESKY
ADV.(A/S)
:LEONARDO PASSOS CAVALHEIRO E OUTRO(A/S)
EMENTA: DIREITO PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL
EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESGATE DE CONTRIBUIÇÕES
VERTIDAS EM FAVOR DE FUNDO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA.
CORREÇÃO MONETÁRIA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.
1. Decisão agravada que está alinhado com a jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal que assentara a ausência de repercussão geral
da controvérsia envolvendo a incidência de correção monetária sobre o
resgate de contribuições vertidas em favor de entidade de previdência
privada ( RE 582.504-RG, Rel. Min. Cezar Peluso – Tema 174), por
restringir-se a tema infraconstitucional.
2. O art. 543-A, § 5º, do CPC, bem como os arts. 326 e 327 do RI/STF,
dispõe que a decisão desta Corte quanto à inexistência de repercussão
geral valerá para todos os casos que versem sobre questão idêntica.
3. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da
multa prevista no art. 557, § 2º, do CPC.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 26 de maio de 2015.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Ementa e Acórdão
ARE 789012 AGR / SC
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 789012 AGR / SC
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 789.012 SANTA
CATARINA
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ICATU FUNDO MULTIPATROCINADO - ICATU FMP
ADV.(A/S)
:FÁBIO LOPES VILELA BERBEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:FERNANDO MAKOWIESKY
ADV.(A/S)
:LEONARDO PASSOS CAVALHEIRO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário
(art. 544, § 4º, II, a, do CPC), sob o fundamento de que “o Supremo Tribunal
Federal, ao apreciar o RE 582.504-RG, Rel. Min. Cezar Peluso, decidiu pela
ausência de repercussão geral, por não haver matéria constitucional, da
controvérsia envolvendo incidência de correção monetária sobre o resgate de
contribuições vertidas a entidade de previdência privada (Tema 174)”.
2.
A parte agravante afasta os fundamentos da decisão
agravada, reafirmando as razões do recurso extraordinário.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 789.012 SANTA
CATARINA
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ICATU FUNDO MULTIPATROCINADO - ICATU FMP
ADV.(A/S)
:FÁBIO LOPES VILELA BERBEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:FERNANDO MAKOWIESKY
ADV.(A/S)
:LEONARDO PASSOS CAVALHEIRO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário
(art. 544, § 4º, II, a, do CPC), sob o fundamento de que “o Supremo Tribunal
Federal, ao apreciar o RE 582.504-RG, Rel. Min. Cezar Peluso, decidiu pela
ausência de repercussão geral, por não haver matéria constitucional, da
controvérsia envolvendo incidência de correção monetária sobre o resgate de
contribuições vertidas a entidade de previdência privada (Tema 174)”.
2.
A parte agravante afasta os fundamentos da decisão
agravada, reafirmando as razões do recurso extraordinário.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 789.012 SANTA
CATARINA
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo regimental é inadmissível, tendo em vista que
interposto contra decisão que aplicou à hipótese precedente do Supremo
Tribunal Federal que assentara a inexistência de repercussão geral da
controvérsia ora discutida.
2.
A matéria tratada nestes autos foi objeto de deliberação do
Plenário desta Corte que assentou a ausência de repercussão geral da
controvérsia relativa à incidência de correção monetária sobre o resgate
de contribuições vertidas em favor de entidade de previdência privada,
por restringir-se ao âmbito infraconstitucional ( RE 582.504-RG, Rel. Min.
Cezar Peluso – Tema 174).
3.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental
e, ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante
multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art.
557, § 2º, do CPC. Fica a interposição de qualquer outro recurso
condicionada ao depósito da respectiva quantia, que será revertida em
favor da parte agravada.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 789.012 SANTA
CATARINA
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo regimental é inadmissível, tendo em vista que
interposto contra decisão que aplicou à hipótese precedente do Supremo
Tribunal Federal que assentara a inexistência de repercussão geral da
controvérsia ora discutida.
2.
A matéria tratada nestes autos foi objeto de deliberação do
Plenário desta Corte que assentou a ausência de repercussão geral da
controvérsia relativa à incidência de correção monetária sobre o resgate
de contribuições vertidas em favor de entidade de previdência privada,
por restringir-se ao âmbito infraconstitucional ( RE 582.504-RG, Rel. Min.
Cezar Peluso – Tema 174).
3.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental
e, ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante
multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art.
557, § 2º, do CPC. Fica a interposição de qualquer outro recurso
condicionada ao depósito da respectiva quantia, que será revertida em
favor da parte agravada.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8680572.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Extrato de Ata - 26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 789.012
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : ICATU FUNDO MULTIPATROCINADO - ICATU FMP
ADV.(A/S) : FÁBIO LOPES VILELA BERBEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : FERNANDO MAKOWIESKY
ADV.(A/S) : LEONARDO PASSOS CAVALHEIRO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 26.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki
para julgar processos a eles vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 789.012
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : ICATU FUNDO MULTIPATROCINADO - ICATU FMP
ADV.(A/S) : FÁBIO LOPES VILELA BERBEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : FERNANDO MAKOWIESKY
ADV.(A/S) : LEONARDO PASSOS CAVALHEIRO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 26.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki
para julgar processos a eles vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8644082
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8696786
| 2015-05-26T00:00:00
| 2015-06-18T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 26.5.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: DIREITO PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESGATE DE CONTRIBUIÇÕES VERTIDAS EM FAVOR DE FUNDO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. CORREÇÃO MONETÁRIA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.
1. Decisão agravada que está alinhado com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que assentara a ausência de repercussão geral da controvérsia envolvendo a incidência de correção monetária sobre o resgate de contribuições vertidas em favor de entidade de previdência privada ( RE 582.504-RG, Rel. Min. Cezar Peluso – Tema 174), por restringir-se a tema infraconstitucional.
2. O art. 543-A, § 5º, do CPC, bem como os arts. 326 e 327 do RI/STF, dispõe que a decisão desta Corte quanto à inexistência de repercussão geral valerá para todos os casos que versem sobre questão idêntica.
3. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2º, do CPC.
|
sjur309370
|
- Acórdão(s) citado(s):
(CORREÇÃO MONETÁRIA, RESGATE DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA)
RE 582504 RG.
Número de páginas: 5.
Análise: 16/07/2015, MJC.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
789012
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543A PAR-00005 ART-00557 PAR-00002\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n",
"LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00326 ART-00327\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 789012 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ICATU FUNDO MULTIPATROCINADO - ICATU FMP
ADV.(A/S) : FÁBIO LOPES VILELA BERBEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : FERNANDO MAKOWIESKY
ADV.(A/S) : LEONARDO PASSOS CAVALHEIRO E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 789.012 SANTA
CATARINA
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ICATU FUNDO MULTIPATROCINADO - ICATU FMP
ADV.(A/S)
:FÁBIO LOPES VILELA BERBEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:FERNANDO MAKOWIESKY
ADV.(A/S)
:LEONARDO PASSOS CAVALHEIRO E OUTRO(A/S)
EMENTA: DIREITO PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL
EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESGATE DE CONTRIBUIÇÕES
VERTIDAS EM FAVOR DE FUNDO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA.
CORREÇÃO MONETÁRIA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.
1. Decisão agravada que está alinhado com a jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal que assentara a ausência de repercussão geral
da controvérsia envolvendo a incidência de correção monetária sobre o
resgate de contribuições vertidas em favor de entidade de previdência
privada ( Recurso Extraordinário 582.504-RG, Rel. Min. Cezar Peluso – Tema 174), por
restringir-se a tema infraconstitucional.
2. O art. 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, bem como os arts. 326 e 327 do RI/Supremo Tribunal Federal,
dispõe que a decisão desta Corte quanto à inexistência de repercussão
geral valerá para todos os casos que versem sobre questão idêntica.
3. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da
multa prevista no art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 26 de maio de 2015.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Ementa e Acórdão
ARE 789012 AGR / SC
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 789012 AGR / SC
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 789.012 SANTA
CATARINA
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ICATU FUNDO MULTIPATROCINADO - ICATU FMP
ADV.(A/S)
:FÁBIO LOPES VILELA BERBEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:FERNANDO MAKOWIESKY
ADV.(A/S)
:LEONARDO PASSOS CAVALHEIRO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário
(art. 544, § 4..., II, a, do Código de Processo Civil), sob o fundamento de que “o Supremo Tribunal
Federal, ao apreciar o Recurso Extraordinário 582.504-RG, Rel. Min. Cezar Peluso, decidiu pela
ausência de repercussão geral, por não haver matéria constitucional, da
controvérsia envolvendo incidência de correção monetária sobre o resgate de
contribuições vertidas a entidade de previdência privada (Tema 174)”.
2.
A parte agravante afasta os fundamentos da decisão
agravada, reafirmando as razões do recurso extraordinário.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 789.012 SANTA
CATARINA
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ICATU FUNDO MULTIPATROCINADO - ICATU FMP
ADV.(A/S)
:FÁBIO LOPES VILELA BERBEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:FERNANDO MAKOWIESKY
ADV.(A/S)
:LEONARDO PASSOS CAVALHEIRO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário
(art. 544, § 4..., II, a, do Código de Processo Civil), sob o fundamento de que “o Supremo Tribunal
Federal, ao apreciar o Recurso Extraordinário 582.504-RG, Rel. Min. Cezar Peluso, decidiu pela
ausência de repercussão geral, por não haver matéria constitucional, da
controvérsia envolvendo incidência de correção monetária sobre o resgate de
contribuições vertidas a entidade de previdência privada (Tema 174)”.
2.
A parte agravante afasta os fundamentos da decisão
agravada, reafirmando as razões do recurso extraordinário.
3.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 789.012 SANTA
CATARINA
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo regimental é inadmissível, tendo em vista que
interposto contra decisão que aplicou à hipótese precedente do Supremo
Tribunal Federal que assentara a inexistência de repercussão geral da
controvérsia ora discutida.
2.
A matéria tratada nestes autos foi objeto de deliberação do
Plenário desta Corte que assentou a ausência de repercussão geral da
controvérsia relativa à incidência de correção monetária sobre o resgate
de contribuições vertidas em favor de entidade de previdência privada,
por restringir-se ao âmbito infraconstitucional ( Recurso Extraordinário 582.504-RG, Rel. Min.
Cezar Peluso – Tema 174).
3.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental
e, ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante
multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art.
557, § 2..., do Código de Processo Civil. Fica a interposição de qualquer outro recurso
condicionada ao depósito da respectiva quantia, que será revertida em
favor da parte agravada.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 789.012 SANTA
CATARINA
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo regimental é inadmissível, tendo em vista que
interposto contra decisão que aplicou à hipótese precedente do Supremo
Tribunal Federal que assentara a inexistência de repercussão geral da
controvérsia ora discutida.
2.
A matéria tratada nestes autos foi objeto de deliberação do
Plenário desta Corte que assentou a ausência de repercussão geral da
controvérsia relativa à incidência de correção monetária sobre o resgate
de contribuições vertidas em favor de entidade de previdência privada,
por restringir-se ao âmbito infraconstitucional ( Recurso Extraordinário 582.504-RG, Rel. Min.
Cezar Peluso – Tema 174).
3.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental
e, ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante
multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art.
557, § 2..., do Código de Processo Civil. Fica a interposição de qualquer outro recurso
condicionada ao depósito da respectiva quantia, que será revertida em
favor da parte agravada.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Extrato de Ata - 26/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 789.012
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : ICATU FUNDO MULTIPATROCINADO - ICATU FMP
ADV.(A/S) : FÁBIO LOPES VILELA BERBEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : FERNANDO MAKOWIESKY
ADV.(A/S) : LEONARDO PASSOS CAVALHEIRO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 26.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki
para julgar processos a eles vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8644082
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 789.012
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : ICATU FUNDO MULTIPATROCINADO - ICATU FMP
ADV.(A/S) : FÁBIO LOPES VILELA BERBEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : FERNANDO MAKOWIESKY
ADV.(A/S) : LEONARDO PASSOS CAVALHEIRO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 26.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceram os Senhores Ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki
para julgar processos a eles vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8644082
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 789 . 012",
"Recurso Extraordinário 582 . 504 - RG",
"ARE",
"ARE",
"Recurso Extraordinário 582 . 504 - RG",
"Recurso Extraordinário 582 . 504 - RG",
"Recurso Extraordinário 582 . 504 - RG",
"Recurso Extraordinário 582 . 504 - RG"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil",
"arts . 326 e 327 do RI / Supremo Tribunal Federal",
"art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SANTA CATARINA",
"Brasília",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"ICATU",
"FUNDO MULTIPATROCINADO",
"ICATU",
"FMP",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"ICATU FUNDO MULTIPATROCINADO",
"ICATU FMP",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"ICATU",
"FUNDO MULTIPATROCINADO",
"ICATU FMP",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"ICATU FUNDO MULTIPATROCINADO",
"ICATU FMP",
"Primeira",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"ICATU",
"FUNDO MULTIPATROCINADO",
"ICATU",
"FMP",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"FÁBIO LOPES VILELA BERBEL",
"FERNANDO MAKOWIESKY",
"LEONARDO PASSOS CAVALHEIRO",
"Cezar Peluso",
"Rosa Weber",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"FÁBIO LOPES VILELA BERBEL",
"FERNANDO MAKOWIESKY",
"LEONARDO PASSOS CAVALHEIRO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Cezar Peluso",
"ROBERTO BARROSO",
"FÁBIO LOPES VILELA BERBEL",
"FERNANDO MAKOWIESKY",
"LEONARDO PASSOS CAVALHEIRO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Cezar Peluso",
"ROBERTO BARROSO",
"Cezar Peluso",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Cezar Peluso",
"ROBERTO BARROSO",
"FÁBIO LOPES VILELA BERBEL",
"FERNANDO MAKOWIESKY",
"LEONARDO PASSOS CAVALHEIRO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"FÁBIO LOPES VILELA BERBEL",
"FERNANDO MAKOWIESKY",
"LEONARDO PASSOS CAVALHEIRO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"26 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"26",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.905 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
REDATOR DO
ACÓRDÃO
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BENTO
GONÇALVES
AGDO.(A/S)
:GILBERTO CARVALHO
ADV.(A/S)
:LAURA TUMELERO SOUZA
AGDO.(A/S)
:COOPERATIVA MISTA
DOS TRABALHADORES
AUTÔNOMOS
DO ALTO URUGUAI LTDA -
COOMTAAU
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
EMENTA:
AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO.
CONTRATO ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA
DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. RECONHECIMENTO POR
PRESUNÇÃO. AFRONTA À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA
NA ADC 16. CONFIGURAÇÃO.
1. Afronta a autoridade da decisão proferida no julgamento da ADC
16 (Min. Cezar Peluso, Pleno, DJe 9/9/2011) a transferência à
Administração Pública da responsabilidade pelo pagamento de encargos
trabalhistas sem a indicação de específica conduta que fundamente o
reconhecimento de sua culpa.
2. Agravo regimental não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das
notas taquigráficas, por maioria, em dar provimento ao agravo
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 25
Ementa e Acórdão
RCL 20905 AGR / RS
regimental para julgar procedente a reclamação, nos termos do voto
divergente do Ministro Teori Zavascki, vencido o Ministro Relator.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes.
Brasília, 30 de junho de 2015.
Ministro TEORI ZAVASCKI
Redator do Acórdão
2
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Supremo Tribunal Federal
RCL 20905 AGR / RS
regimental para julgar procedente a reclamação, nos termos do voto
divergente do Ministro Teori Zavascki, vencido o Ministro Relator.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes.
Brasília, 30 de junho de 2015.
Ministro TEORI ZAVASCKI
Redator do Acórdão
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 25
Relatório
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.905 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
REDATOR DO
ACÓRDÃO
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BENTO
GONÇALVES
AGDO.(A/S)
:GILBERTO CARVALHO
ADV.(A/S)
:LAURA TUMELERO SOUZA
AGDO.(A/S)
:COOPERATIVA MISTA
DOS TRABALHADORES
AUTÔNOMOS
DO ALTO URUGUAI LTDA -
COOMTAAU
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): A parte
ora agravante insurge-se, na presente sede recursal, contra ato decisório
que, por entender
inocorrente,
na espécie, qualquer situação
caracterizadora de desrespeito à autoridade de decisão ou de enunciado
sumular impregnados de eficácia vinculante emanados desta Suprema
Corte, julgou improcedente a reclamação por ela deduzida.
A parte recorrente, para justificar, no caso, a utilização da via
reclamatória, alegou que o ato judicial reclamado – que resultou de
julgamento pelo E. Tribunal Superior do Trabalho – teria transgredido a
autoridade da decisão que esta Suprema Corte proferiu, com efeito
vinculante, no exame da ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO, além de
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9003907.
Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.905 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
REDATOR DO
ACÓRDÃO
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BENTO
GONÇALVES
AGDO.(A/S)
:GILBERTO CARVALHO
ADV.(A/S)
:LAURA TUMELERO SOUZA
AGDO.(A/S)
:COOPERATIVA MISTA
DOS TRABALHADORES
AUTÔNOMOS
DO ALTO URUGUAI LTDA -
COOMTAAU
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): A parte
ora agravante insurge-se, na presente sede recursal, contra ato decisório
que, por entender
inocorrente,
na espécie, qualquer situação
caracterizadora de desrespeito à autoridade de decisão ou de enunciado
sumular impregnados de eficácia vinculante emanados desta Suprema
Corte, julgou improcedente a reclamação por ela deduzida.
A parte recorrente, para justificar, no caso, a utilização da via
reclamatória, alegou que o ato judicial reclamado – que resultou de
julgamento pelo E. Tribunal Superior do Trabalho – teria transgredido a
autoridade da decisão que esta Suprema Corte proferiu, com efeito
vinculante, no exame da ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO, além de
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Relatório
RCL 20905 AGR / RS
supostamente haver desrespeitado o enunciado constante da Súmula
Vinculante nº 10/STF, que possui o seguinte teor:
“Viola a cláusula de reserva de plenário (CF, artigo 97) a
decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora não declare
expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do
poder público, afasta sua incidência, no todo ou em parte.” (grifei)
A decisão agravada, com fundamento na jurisprudência desta Corte,
constatou que o órgão judiciário reclamado apenas reconheceu, no caso
concreto, com apoio no conjunto probatório produzido no processo
trabalhista, a omissão do Poder Público em virtude do descumprimento de
sua obrigação jurídica de fiscalizar a fiel execução das obrigações
trabalhistas pela contratada, não havendo formulado juízo algum
de inconstitucionalidade, o que, além de afastar o alegado desrespeito
à decisão proferida no julgamento da ADC 16/DF, descaracteriza
a
ocorrência
de
transgressão ao enunciado constante da Súmula
Vinculante nº 10/STF.
Inconformada com esse ato decisório, a parte ora recorrente
interpõe este recurso, postulando, com o seu provimento, venha a ser
reconhecida a ofensa aos parâmetros de confronto invocados nesta sede
reclamatória.
O Ministério Público Federal, em manifestação da lavra do eminente
Subprocurador-Geral da República Dr. PAULO GUSTAVO GONET
BRANCO, opinou pelo não provimento do recurso de agravo em
parecer assim ementado:
“Reclamação
constitucional.
Agravo
regimental.
Administração Pública. Responsabilização subsidiária por
débitos trabalhistas inadimplidos. Petição de agravo que não
combate os fundamentos da decisão agravada. Parecer pelo
desprovimento do recurso.” (grifei)
2
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Supremo Tribunal Federal
RCL 20905 AGR / RS
supostamente haver desrespeitado o enunciado constante da Súmula
Vinculante nº 10/STF, que possui o seguinte teor:
“Viola a cláusula de reserva de plenário (CF, artigo 97) a
decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora não declare
expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do
poder público, afasta sua incidência, no todo ou em parte.” (grifei)
A decisão agravada, com fundamento na jurisprudência desta Corte,
constatou que o órgão judiciário reclamado apenas reconheceu, no caso
concreto, com apoio no conjunto probatório produzido no processo
trabalhista, a omissão do Poder Público em virtude do descumprimento de
sua obrigação jurídica de fiscalizar a fiel execução das obrigações
trabalhistas pela contratada, não havendo formulado juízo algum
de inconstitucionalidade, o que, além de afastar o alegado desrespeito
à decisão proferida no julgamento da ADC 16/DF, descaracteriza
a
ocorrência
de
transgressão ao enunciado constante da Súmula
Vinculante nº 10/STF.
Inconformada com esse ato decisório, a parte ora recorrente
interpõe este recurso, postulando, com o seu provimento, venha a ser
reconhecida a ofensa aos parâmetros de confronto invocados nesta sede
reclamatória.
O Ministério Público Federal, em manifestação da lavra do eminente
Subprocurador-Geral da República Dr. PAULO GUSTAVO GONET
BRANCO, opinou pelo não provimento do recurso de agravo em
parecer assim ementado:
“Reclamação
constitucional.
Agravo
regimental.
Administração Pública. Responsabilização subsidiária por
débitos trabalhistas inadimplidos. Petição de agravo que não
combate os fundamentos da decisão agravada. Parecer pelo
desprovimento do recurso.” (grifei)
2
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Relatório
RCL 20905 AGR / RS
Por não me convencer das razões expostas pela parte agravante,
submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo.
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
RCL 20905 AGR / RS
Por não me convencer das razões expostas pela parte agravante,
submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo.
É o relatório.
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.905 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não
a ssiste
razão à parte recorrente, eis que a decisão impugnada na presente
sede recursal ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial
firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame.
Como tive o ensejo de enfatizar na decisão agravada, esta Suprema
Corte, ao apreciar a ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO, julgou-a
procedente, para confirmar a constitucionalidade do art. 71, § 1º, da
Lei nº 8.666/93, em julgamento que se acha assim ementado:
“RESPONSABILIDADE CONTRATUAL.
Subsidiária.
Contrato com a administração pública. Inadimplência negocial
do outro contraente. Transferência consequente e automática dos
seus encargos trabalhistas, fiscais e comerciais, resultantes da
execução do contrato, à administração. Impossibilidade jurídica.
Consequência proibida pelo art. 71, § 1º, da Lei federal nº 8.666/93.
Constitucionalidade reconhecida dessa norma. Ação direta de
constitucionalidade
julgada, nesse sentido, procedente.
Voto vencido. É constitucional a norma inscrita no art. 71, § 1º, da
Lei federal nº 8.666, de 26 de junho de 1993, com a redação dada pela
Lei nº 9.032, de 1995.”
(ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO – grifei)
É oportuno ressaltar, no ponto, que, em referido julgamento, não
obstante o Plenário do Supremo Tribunal Federal tenha confirmado a
plena validade constitucional do § 1º do art. 71 da Lei nº 8.666/93 – por
entender juridicamente incompatível com a Constituição a transferência
automática, em detrimento da Administração Pública, dos encargos
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.905 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não
a ssiste
razão à parte recorrente, eis que a decisão impugnada na presente
sede recursal ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial
firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame.
Como tive o ensejo de enfatizar na decisão agravada, esta Suprema
Corte, ao apreciar a ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO, julgou-a
procedente, para confirmar a constitucionalidade do art. 71, § 1º, da
Lei nº 8.666/93, em julgamento que se acha assim ementado:
“RESPONSABILIDADE CONTRATUAL.
Subsidiária.
Contrato com a administração pública. Inadimplência negocial
do outro contraente. Transferência consequente e automática dos
seus encargos trabalhistas, fiscais e comerciais, resultantes da
execução do contrato, à administração. Impossibilidade jurídica.
Consequência proibida pelo art. 71, § 1º, da Lei federal nº 8.666/93.
Constitucionalidade reconhecida dessa norma. Ação direta de
constitucionalidade
julgada, nesse sentido, procedente.
Voto vencido. É constitucional a norma inscrita no art. 71, § 1º, da
Lei federal nº 8.666, de 26 de junho de 1993, com a redação dada pela
Lei nº 9.032, de 1995.”
(ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO – grifei)
É oportuno ressaltar, no ponto, que, em referido julgamento, não
obstante o Plenário do Supremo Tribunal Federal tenha confirmado a
plena validade constitucional do § 1º do art. 71 da Lei nº 8.666/93 – por
entender juridicamente incompatível com a Constituição a transferência
automática, em detrimento da Administração Pública, dos encargos
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 20905 AGR / RS
trabalhistas, fiscais, comerciais e previdenciários resultantes da execução
do contrato na hipótese de inadimplência da empresa contratada –,
enfatizou-se que essa declaração de constitucionalidade não impediria, em
cada situação ocorrente, o reconhecimento de eventual culpa “in omittendo”,
“in eligendo” ou “in vigilando” do Poder Público.
Essa visão em torno do tema tem sido observada – é importante
destacar – por Ministros de ambas as Turmas desta Suprema Corte
(Rcl 8.475/PE, Rel. Min. AYRES BRITTO – Rcl 11.917/SP, Rel. Min. LUIZ
FUX – Rcl 12.089-AgR/RJ, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.310-AgR/SP, Rel.
Min. LUIZ FUX – Rcl 12.388/SC, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA –
Rcl 12.434/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.595/SP, Rel. Min. JOAQUIM
BARBOSA – Rcl 12.828/PE, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 12.944/DF,
Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 13.272-MC/MG, Rel. Min. ROSA
WEBER – Rcl 13.425/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – Rcl 13.841/SP, Rel.
Min. CELSO DE MELLO – Rcl 14.658/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI –
Rcl 15.052/RO, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.), em julgamentos nos quais
se tem reconhecido possível a atribuição de responsabilidade subsidiária ao
ente público na hipótese excepcional de restar demonstrada a ocorrência
de comportamento culposo da Administração Pública.
Vale referir, bem por isso, ante a pertinência de seu conteúdo,
fragmento da decisão que o eminente Ministro JOAQUIM BARBOSA
proferiu no âmbito da Rcl 12.925/SP, de que foi Relator:
“(...) ao declarar a constitucionalidade do referido § 1º do
art. 71 da Lei 8.666/1993, a Corte consignou que se, na análise do
caso concreto, ficar configurada a culpa da Administração em
fiscalizar a execução do contrato firmado com a empresa
contratada, estará presente sua responsabilidade subsidiária
pelos débitos trabalhistas não adimplidos. Em outras palavras,
vedou-se, apenas,
a
transferência
automática
ou a
responsabilidade objetiva da Administração Pública por essas
obrigações.
2
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Supremo Tribunal Federal
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trabalhistas, fiscais, comerciais e previdenciários resultantes da execução
do contrato na hipótese de inadimplência da empresa contratada –,
enfatizou-se que essa declaração de constitucionalidade não impediria, em
cada situação ocorrente, o reconhecimento de eventual culpa “in omittendo”,
“in eligendo” ou “in vigilando” do Poder Público.
Essa visão em torno do tema tem sido observada – é importante
destacar – por Ministros de ambas as Turmas desta Suprema Corte
(Rcl 8.475/PE, Rel. Min. AYRES BRITTO – Rcl 11.917/SP, Rel. Min. LUIZ
FUX – Rcl 12.089-AgR/RJ, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.310-AgR/SP, Rel.
Min. LUIZ FUX – Rcl 12.388/SC, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA –
Rcl 12.434/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.595/SP, Rel. Min. JOAQUIM
BARBOSA – Rcl 12.828/PE, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 12.944/DF,
Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 13.272-MC/MG, Rel. Min. ROSA
WEBER – Rcl 13.425/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – Rcl 13.841/SP, Rel.
Min. CELSO DE MELLO – Rcl 14.658/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI –
Rcl 15.052/RO, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.), em julgamentos nos quais
se tem reconhecido possível a atribuição de responsabilidade subsidiária ao
ente público na hipótese excepcional de restar demonstrada a ocorrência
de comportamento culposo da Administração Pública.
Vale referir, bem por isso, ante a pertinência de seu conteúdo,
fragmento da decisão que o eminente Ministro JOAQUIM BARBOSA
proferiu no âmbito da Rcl 12.925/SP, de que foi Relator:
“(...) ao declarar a constitucionalidade do referido § 1º do
art. 71 da Lei 8.666/1993, a Corte consignou que se, na análise do
caso concreto, ficar configurada a culpa da Administração em
fiscalizar a execução do contrato firmado com a empresa
contratada, estará presente sua responsabilidade subsidiária
pelos débitos trabalhistas não adimplidos. Em outras palavras,
vedou-se, apenas,
a
transferência
automática
ou a
responsabilidade objetiva da Administração Pública por essas
obrigações.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 25
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 20905 AGR / RS
No presente caso, a autoridade reclamada, embora de forma
sucinta, a partir do conjunto probatório presente nos autos da
reclamação trabalhista, analisou a conduta do ora reclamante e
entendeu configurada a sua culpa ‘in vigilando’.
…...................................................................................................
Como o controle da regularidade da execução dos
contratos firmados com a administração deve ser feito por
dever de ofício, é densa a fundamentação do acórdão-reclamado ao
atribuir ao Estado o dever de provar não ter agido com tolerância ou
desídia incompatíveis com o respeito ao erário.
Se bem ou mal decidiu a autoridade reclamada ao
reconhecer a responsabilidade por culpa imputável à
reclamante, a reclamação constitucional não é o meio
adequado para substituir os recursos e as medidas ordinária e
extraordinariamente disponíveis para correção do alegado erro.
Ante o exposto, julgo improcedente esta reclamação (art. 38
da Lei 8.038/1990 e art. 161, par. ún., do RISTF).” (grifei)
Cumpre assinalar, por necessário, que o dever jurídico das entidades
públicas contratantes de bem proceder na seleção e na fiscalização da
idoneidade das empresas que lhes prestam serviços abrange não apenas o
controle prévio à contratação – consistente em exigir das empresas
licitantes a apresentação dos documentos aptos a demonstrarem a
habilitação jurídica, a qualificação técnica, a situação econômico-financeira, a
regularidade fiscal e o cumprimento do disposto no inciso XXXIII do
artigo 7º da Constituição Federal (Lei nº 8.666/93, art. 27) –, mas
compreende, também, o controle concomitante à execução contratual,
viabilizador, entre outras medidas, da vigilância efetiva e da adequada
fiscalização do cumprimento das obrigações trabalhistas em relação aos
empregados vinculados ao contrato celebrado (Lei nº 8.666/93, art. 67),
sob pena de enriquecimento indevido do Poder Público e de injusto
empobrecimento do trabalhador, situação essa que não pode ser coonestada
pelo Poder Judiciário.
3
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Supremo Tribunal Federal
RCL 20905 AGR / RS
No presente caso, a autoridade reclamada, embora de forma
sucinta, a partir do conjunto probatório presente nos autos da
reclamação trabalhista, analisou a conduta do ora reclamante e
entendeu configurada a sua culpa ‘in vigilando’.
…...................................................................................................
Como o controle da regularidade da execução dos
contratos firmados com a administração deve ser feito por
dever de ofício, é densa a fundamentação do acórdão-reclamado ao
atribuir ao Estado o dever de provar não ter agido com tolerância ou
desídia incompatíveis com o respeito ao erário.
Se bem ou mal decidiu a autoridade reclamada ao
reconhecer a responsabilidade por culpa imputável à
reclamante, a reclamação constitucional não é o meio
adequado para substituir os recursos e as medidas ordinária e
extraordinariamente disponíveis para correção do alegado erro.
Ante o exposto, julgo improcedente esta reclamação (art. 38
da Lei 8.038/1990 e art. 161, par. ún., do RISTF).” (grifei)
Cumpre assinalar, por necessário, que o dever jurídico das entidades
públicas contratantes de bem proceder na seleção e na fiscalização da
idoneidade das empresas que lhes prestam serviços abrange não apenas o
controle prévio à contratação – consistente em exigir das empresas
licitantes a apresentação dos documentos aptos a demonstrarem a
habilitação jurídica, a qualificação técnica, a situação econômico-financeira, a
regularidade fiscal e o cumprimento do disposto no inciso XXXIII do
artigo 7º da Constituição Federal (Lei nº 8.666/93, art. 27) –, mas
compreende, também, o controle concomitante à execução contratual,
viabilizador, entre outras medidas, da vigilância efetiva e da adequada
fiscalização do cumprimento das obrigações trabalhistas em relação aos
empregados vinculados ao contrato celebrado (Lei nº 8.666/93, art. 67),
sob pena de enriquecimento indevido do Poder Público e de injusto
empobrecimento do trabalhador, situação essa que não pode ser coonestada
pelo Poder Judiciário.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 25
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 20905 AGR / RS
Esse entendimento – é sempre importante destacar – encontra apoio
em
expressivo
magistério
doutrinário
(LÍVIA DEPRÁ CAMARGO
SULZBACH, “A Responsabilidade Subsidiária da Administração
Pública na Terceirização de Serviços – Princípio da supremacia do
interesse público x dignidade da pessoa humana? – Repercussões do
julgamento da ADC n. 16 pelo STF na Súmula n. 331 do TST”,
“in” Revista LTr, vol. 76/2012, p. 719/739; ROBERTO NOBREGA DE
ALMEIDA FILHO, “Terceirização na Administração Pública e Suas
Consequências no Âmbito da Justiça do Trabalho”, “in” Revista do
Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, nº 40/2012, p. 187/196;
PLÍNIO ANTÔNIO PÚBLIO ALBREGARD, “Responsabilidade
Subsidiária da Administração Pública Direta, Autárquica e
Fundacional”, “in” Revista do TRT da 2ª Região, nº 07/2012, p. 67/73;
IVANI CONTINI BRAMANTE, “A Aparente Derrota da
Súmula 331/TST e a Responsabilidade do Poder Público na
Terceirização”, “in” Repertório de Jurisprudência IOB, nº 24/2011,
vol. II/721-767; BRUNO SANTOS CUNHA, “Fiscalização de Contratos
Administrativos de Terceirização de Mão de Obra: Uma Nova Exegese e
Reforço de Incidência”, “in” Revista do TST, nº 01/2011, vol. 77/131-138;
EDITE HUPSEL, “Controle de Execução dos Contratos Administrativos
pela Administração Pública”, “in” Revista Zênite de Licitações e
Contratos – ILC, nº 163/2007, p. 872/878, v.g.).
Cabe destacar, ainda, nessa mesma linha de orientação, em face de
sua precisa abordagem, a lição de HELDER SANTOS AMORIM, MÁRCIO
TÚLIO VIANA e GABRIELA NEVES DELGADO (“Terceirização –
Aspectos Gerais: Última Decisão do STF e a Súmula 331 do TST –
Novos Enfoques”, “in” Revista do TST, nº 01/2011, vol. 77/76-83):
“A interpretação do § 1º do art. 71 da Lei nº 8.666/93
desafia sua leitura conjunta e contextualizada com vários
outros dispositivos legais que imputam à Administração
Pública, de forma correlata e proporcional, o dever de fiscalizar
eficientemente a execução dos seus contratos de terceirização,
4
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Supremo Tribunal Federal
RCL 20905 AGR / RS
Esse entendimento – é sempre importante destacar – encontra apoio
em
expressivo
magistério
doutrinário
(LÍVIA DEPRÁ CAMARGO
SULZBACH, “A Responsabilidade Subsidiária da Administração
Pública na Terceirização de Serviços – Princípio da supremacia do
interesse público x dignidade da pessoa humana? – Repercussões do
julgamento da ADC n. 16 pelo STF na Súmula n. 331 do TST”,
“in” Revista LTr, vol. 76/2012, p. 719/739; ROBERTO NOBREGA DE
ALMEIDA FILHO, “Terceirização na Administração Pública e Suas
Consequências no Âmbito da Justiça do Trabalho”, “in” Revista do
Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, nº 40/2012, p. 187/196;
PLÍNIO ANTÔNIO PÚBLIO ALBREGARD, “Responsabilidade
Subsidiária da Administração Pública Direta, Autárquica e
Fundacional”, “in” Revista do TRT da 2ª Região, nº 07/2012, p. 67/73;
IVANI CONTINI BRAMANTE, “A Aparente Derrota da
Súmula 331/TST e a Responsabilidade do Poder Público na
Terceirização”, “in” Repertório de Jurisprudência IOB, nº 24/2011,
vol. II/721-767; BRUNO SANTOS CUNHA, “Fiscalização de Contratos
Administrativos de Terceirização de Mão de Obra: Uma Nova Exegese e
Reforço de Incidência”, “in” Revista do TST, nº 01/2011, vol. 77/131-138;
EDITE HUPSEL, “Controle de Execução dos Contratos Administrativos
pela Administração Pública”, “in” Revista Zênite de Licitações e
Contratos – ILC, nº 163/2007, p. 872/878, v.g.).
Cabe destacar, ainda, nessa mesma linha de orientação, em face de
sua precisa abordagem, a lição de HELDER SANTOS AMORIM, MÁRCIO
TÚLIO VIANA e GABRIELA NEVES DELGADO (“Terceirização –
Aspectos Gerais: Última Decisão do STF e a Súmula 331 do TST –
Novos Enfoques”, “in” Revista do TST, nº 01/2011, vol. 77/76-83):
“A interpretação do § 1º do art. 71 da Lei nº 8.666/93
desafia sua leitura conjunta e contextualizada com vários
outros dispositivos legais que imputam à Administração
Pública, de forma correlata e proporcional, o dever de fiscalizar
eficientemente a execução dos seus contratos de terceirização,
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 20905 AGR / RS
por imperativo de legalidade e moralidade pública (Constituição,
art. 37, ‘caput’), inclusive em relação ao adimplemento dos
direitos dos trabalhadores terceirizados, tendo em vista que se
trata de direitos fundamentais (Constituição, art. 7º) cuja promoção e
fiscalização incumbe aprioristicamente ao Estado, como razão
essencial de sua existência.
Daí porque a fiscalização do fiel cumprimento dos
direitos dos trabalhadores terceirizados constitui elemento
intrínseco à fiscalização do contrato de prestação de serviços,
tal como decorre expressamente de dispositivos da Lei de Licitações e
das normas que a regulamentam no nível federal, em observância aos
preceitos constitucionais que consagram a dignidade da pessoa
humana e os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa como
fundamento da República (CF, art. 1º, III e IV), que instituem como
objetivo da República construir uma sociedade livre, justa e solidária
(art. 3º, I), que fundamentalizam os direitos essenciais dos
trabalhadores (art. 7º), que fundam a ordem econômica na valorização
do trabalho humano (art. 170) e que alicerçam a ordem social no
primado do trabalho (art. 193).
No plano infraconstitucional, o dever da Administração
Pública de fiscalizar o cumprimento de direitos dos trabalhadores
terceirizados decorre primeiramente de dispositivos da Lei de
Licitações, mas o padrão fiscalizatório, que diz respeito à extensão e
profundidade deste dever de fiscalizar, encontra-se emoldurado na
integração deste diploma legal com preceitos da Instrução Normativa
(IN) nº 02/08, alterados pela Instrução Normativa (IN) nº 03/09,
do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG),
que regulamentam a matéria no âmbito da Administração Pública
Federal.
…...................................................................................................
E estando assim evidentes os extensos limites do dever
constitucional e legal da Administração de fiscalizar o
cumprimento dos direitos dos trabalhadores terceirizados,
disso decorre naturalmente que a inobservância deste dever de
fiscalização implica a responsabilidade da Administração pelo
inadimplemento dos direitos que deveriam ser fiscalizados.
5
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Supremo Tribunal Federal
RCL 20905 AGR / RS
por imperativo de legalidade e moralidade pública (Constituição,
art. 37, ‘caput’), inclusive em relação ao adimplemento dos
direitos dos trabalhadores terceirizados, tendo em vista que se
trata de direitos fundamentais (Constituição, art. 7º) cuja promoção e
fiscalização incumbe aprioristicamente ao Estado, como razão
essencial de sua existência.
Daí porque a fiscalização do fiel cumprimento dos
direitos dos trabalhadores terceirizados constitui elemento
intrínseco à fiscalização do contrato de prestação de serviços,
tal como decorre expressamente de dispositivos da Lei de Licitações e
das normas que a regulamentam no nível federal, em observância aos
preceitos constitucionais que consagram a dignidade da pessoa
humana e os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa como
fundamento da República (CF, art. 1º, III e IV), que instituem como
objetivo da República construir uma sociedade livre, justa e solidária
(art. 3º, I), que fundamentalizam os direitos essenciais dos
trabalhadores (art. 7º), que fundam a ordem econômica na valorização
do trabalho humano (art. 170) e que alicerçam a ordem social no
primado do trabalho (art. 193).
No plano infraconstitucional, o dever da Administração
Pública de fiscalizar o cumprimento de direitos dos trabalhadores
terceirizados decorre primeiramente de dispositivos da Lei de
Licitações, mas o padrão fiscalizatório, que diz respeito à extensão e
profundidade deste dever de fiscalizar, encontra-se emoldurado na
integração deste diploma legal com preceitos da Instrução Normativa
(IN) nº 02/08, alterados pela Instrução Normativa (IN) nº 03/09,
do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG),
que regulamentam a matéria no âmbito da Administração Pública
Federal.
…...................................................................................................
E estando assim evidentes os extensos limites do dever
constitucional e legal da Administração de fiscalizar o
cumprimento dos direitos dos trabalhadores terceirizados,
disso decorre naturalmente que a inobservância deste dever de
fiscalização implica a responsabilidade da Administração pelo
inadimplemento dos direitos que deveriam ser fiscalizados.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 25
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 20905 AGR / RS
Esta responsabilidade não se esgota com a demonstração
de uma simples verificação superficial da formalização dos
vínculos de emprego, pois o padrão fiscalizatório acima retratado
exige o envolvimento direto e diário da Administração com a rotina
das práticas trabalhistas da empresa contratada.
A Administração só se desincumbe deste seu dever quando
demonstra a promoção eficaz de todos os procedimentos legais
de controle, além daqueles que, embora não previstos
expressamente na lei, sejam indispensáveis à eficiência da fiscalização
na obtenção dos seus resultados, em respeito ao princípio da
eficiência administrativa que rege a Administração Pública
(Constituição, art. 37).
…..................................................................................................
Lado outro, a ausência de fiscalização ou a fiscalização
insuficiente, descomprometida com a efetividade dos direitos
fiscalizados, implica inadimplência do ente público contratante para
com o seu dever de tutela, dever decorrente da sua própria condição de
Administração Pública.” (grifei)
Cumpre ter presente, por relevante, que essa diretriz tem sido
observada pela jurisprudência dos Tribunais, notadamente por aquela
emanada do E. Tribunal Superior do Trabalho (AIRR 132100-
-60.2008.5.04.0402, Rel. Min. ALOYSIO CORRÊA DA VEIGA –
AIRR 14726-94.2010.5.04.0000, Rel. Min. MARIA DE ASSIS CALSING –
AIRR 2042-50.2010.5.18.0000, Rel. Min. ROSA WEBER – AIRR 546040-
-57.2006.5.07.0032, Rel. Min. GUILHERME AUGUSTO CAPUTO
BASTOS –
RR
193600-61.2009.5.09.0594, Rel. Min. MAURICIO
GODINHO DELGADO, v.g.):
“AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE
REVISTA. TERCEIRIZAÇÃO TRABALHISTA – ENTIDADES
ESTATAIS – RESPONSABILIDADE EM CASO DE CULPA ‘IN
VIGILANDO’ NO QUE TANGE AO CUMPRIMENTO DA
LEGISLAÇÃO TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIA POR
PARTE DA EMPRESA TERCEIRIZANTE CONTRATADA –
6
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Supremo Tribunal Federal
RCL 20905 AGR / RS
Esta responsabilidade não se esgota com a demonstração
de uma simples verificação superficial da formalização dos
vínculos de emprego, pois o padrão fiscalizatório acima retratado
exige o envolvimento direto e diário da Administração com a rotina
das práticas trabalhistas da empresa contratada.
A Administração só se desincumbe deste seu dever quando
demonstra a promoção eficaz de todos os procedimentos legais
de controle, além daqueles que, embora não previstos
expressamente na lei, sejam indispensáveis à eficiência da fiscalização
na obtenção dos seus resultados, em respeito ao princípio da
eficiência administrativa que rege a Administração Pública
(Constituição, art. 37).
…..................................................................................................
Lado outro, a ausência de fiscalização ou a fiscalização
insuficiente, descomprometida com a efetividade dos direitos
fiscalizados, implica inadimplência do ente público contratante para
com o seu dever de tutela, dever decorrente da sua própria condição de
Administração Pública.” (grifei)
Cumpre ter presente, por relevante, que essa diretriz tem sido
observada pela jurisprudência dos Tribunais, notadamente por aquela
emanada do E. Tribunal Superior do Trabalho (AIRR 132100-
-60.2008.5.04.0402, Rel. Min. ALOYSIO CORRÊA DA VEIGA –
AIRR 14726-94.2010.5.04.0000, Rel. Min. MARIA DE ASSIS CALSING –
AIRR 2042-50.2010.5.18.0000, Rel. Min. ROSA WEBER – AIRR 546040-
-57.2006.5.07.0032, Rel. Min. GUILHERME AUGUSTO CAPUTO
BASTOS –
RR
193600-61.2009.5.09.0594, Rel. Min. MAURICIO
GODINHO DELGADO, v.g.):
“AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE
REVISTA. TERCEIRIZAÇÃO TRABALHISTA – ENTIDADES
ESTATAIS – RESPONSABILIDADE EM CASO DE CULPA ‘IN
VIGILANDO’ NO QUE TANGE AO CUMPRIMENTO DA
LEGISLAÇÃO TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIA POR
PARTE DA EMPRESA TERCEIRIZANTE CONTRATADA –
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 25
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 20905 AGR / RS
COMPATIBILIDADE COM O ART. 71 DA LEI DE
LICITAÇÕES – INCIDÊNCIA DOS ARTS. 159 DO CCB/1916,
186 E 927, ‘CAPUT’, DO CCB/2002. A mera inadimplência da
empresa terceirizante
quanto às verbas trabalhistas e
previdenciárias devidas ao trabalhador terceirizado não transfere a
responsabilidade por tais verbas para a entidade estatal tomadora de
serviços, a teor do disposto no art. 71 da Lei 8.666/93 (Lei de
Licitações), cuja constitucionalidade foi declarada pelo Supremo
Tribunal Federal na ADC nº 16-DF. Entretanto, a inadimplência
da obrigação fiscalizatória da entidade estatal tomadora de
serviços no tocante ao preciso cumprimento das obrigações
trabalhistas e previdenciárias da empresa prestadora de serviços gera
sua responsabilidade subsidiária, em face de sua culpa ‘in
vigilando’, a teor da regra responsabilizatória incidente sobre
qualquer pessoa física ou jurídica que, por ato ou omissão culposos,
cause prejuízos a alguém (art. 186, Código Civil). Evidenciando-se
essa culpa ‘in vigilando’ nos autos, incide a responsabilidade
subjetiva prevista no art. 159 do CCB/1916, arts. 186 e 927, ‘caput’,
do CCB/2002, observados os respectivos períodos de vigência.
Agravo de instrumento desprovido.”
(AIRR 157240-94.2007.5.16.0015, Rel. Min. MAURICIO
GODINHO DELGADO – grifei)
O exame da decisão reclamada, tendo em vista a situação concreta
nela apreciada, revela que se reconheceu, na espécie, a responsabilidade
subsidiária da parte reclamante, ora recorrente, em virtude de situação
configuradora de culpa do Poder Público, não importando se “in
vigilando”, “in eligendo” ou “in omittendo”.
Fundamental, no ponto, é o reconhecimento, por parte das instâncias
ordinárias (cujo pronunciamento é soberano em matéria fático-probatória),
da ocorrência, na espécie, de situação configuradora da responsabilidade
subjetiva da entidade de direito público, que tanto pode resultar de culpa
“in eligendo” quanto de culpa “in vigilando” ou “in omittendo”.
7
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Supremo Tribunal Federal
RCL 20905 AGR / RS
COMPATIBILIDADE COM O ART. 71 DA LEI DE
LICITAÇÕES – INCIDÊNCIA DOS ARTS. 159 DO CCB/1916,
186 E 927, ‘CAPUT’, DO CCB/2002. A mera inadimplência da
empresa terceirizante
quanto às verbas trabalhistas e
previdenciárias devidas ao trabalhador terceirizado não transfere a
responsabilidade por tais verbas para a entidade estatal tomadora de
serviços, a teor do disposto no art. 71 da Lei 8.666/93 (Lei de
Licitações), cuja constitucionalidade foi declarada pelo Supremo
Tribunal Federal na ADC nº 16-DF. Entretanto, a inadimplência
da obrigação fiscalizatória da entidade estatal tomadora de
serviços no tocante ao preciso cumprimento das obrigações
trabalhistas e previdenciárias da empresa prestadora de serviços gera
sua responsabilidade subsidiária, em face de sua culpa ‘in
vigilando’, a teor da regra responsabilizatória incidente sobre
qualquer pessoa física ou jurídica que, por ato ou omissão culposos,
cause prejuízos a alguém (art. 186, Código Civil). Evidenciando-se
essa culpa ‘in vigilando’ nos autos, incide a responsabilidade
subjetiva prevista no art. 159 do CCB/1916, arts. 186 e 927, ‘caput’,
do CCB/2002, observados os respectivos períodos de vigência.
Agravo de instrumento desprovido.”
(AIRR 157240-94.2007.5.16.0015, Rel. Min. MAURICIO
GODINHO DELGADO – grifei)
O exame da decisão reclamada, tendo em vista a situação concreta
nela apreciada, revela que se reconheceu, na espécie, a responsabilidade
subsidiária da parte reclamante, ora recorrente, em virtude de situação
configuradora de culpa do Poder Público, não importando se “in
vigilando”, “in eligendo” ou “in omittendo”.
Fundamental, no ponto, é o reconhecimento, por parte das instâncias
ordinárias (cujo pronunciamento é soberano em matéria fático-probatória),
da ocorrência, na espécie, de situação configuradora da responsabilidade
subjetiva da entidade de direito público, que tanto pode resultar de culpa
“in eligendo” quanto de culpa “in vigilando” ou “in omittendo”.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 25
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 20905 AGR / RS
Não vislumbro, desse modo, a ocorrência do alegado desrespeito à
autoridade da decisão que esta Corte proferiu, com eficácia vinculante, no
julgamento da ADC 16/DF.
De outro lado, e no que concerne à suposta transgressão à diretriz
resultante da Súmula Vinculante nº 10/STF, não verifico, na decisão de que
ora se reclama, a existência de qualquer juízo ostensivo, disfarçado ou dissimulado de
inconstitucionalidade do art. 71 da Lei nº 8.666/1993.
Na realidade, tudo indica que, em referido julgamento, o órgão
judiciário reclamado apenas reconheceu, no caso concreto, com apoio no
conjunto probatório produzido no processo trabalhista, a omissão do Poder
Público em virtude do descumprimento de sua obrigação jurídica de
fiscalizar a fiel execução das obrigações trabalhistas pela contratada, não
havendo formulado juízo algum de inconstitucionalidade, o que afasta,
ante a inexistência de qualquer declaração de ilegitimidade inconstitucional,
a ocorrência de transgressão ao enunciado constante da Súmula
Vinculante 10/STF.
Tenho para mim , por isso mesmo, na linha do que tem sido
iterativamente proclamado pela jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal (Rcl 11.846/MG , Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI –
Rcl 12.486/SP , Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 14.623/ES ,
Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, v.g.), que o ato objeto da presente
reclamação não declarou a inconstitucionalidade do § 1º do art. 71 da
Lei nº 8.666/93 nem afastou , mesmo implicitamente, a sua incidência , para
decidir a causa “sob critérios diversos alegadamente extraídos da
Constituição” (RTJ 169/756-757, v.g.).
8
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Supremo Tribunal Federal
RCL 20905 AGR / RS
Não vislumbro, desse modo, a ocorrência do alegado desrespeito à
autoridade da decisão que esta Corte proferiu, com eficácia vinculante, no
julgamento da ADC 16/DF.
De outro lado, e no que concerne à suposta transgressão à diretriz
resultante da Súmula Vinculante nº 10/STF, não verifico, na decisão de que
ora se reclama, a existência de qualquer juízo ostensivo, disfarçado ou dissimulado de
inconstitucionalidade do art. 71 da Lei nº 8.666/1993.
Na realidade, tudo indica que, em referido julgamento, o órgão
judiciário reclamado apenas reconheceu, no caso concreto, com apoio no
conjunto probatório produzido no processo trabalhista, a omissão do Poder
Público em virtude do descumprimento de sua obrigação jurídica de
fiscalizar a fiel execução das obrigações trabalhistas pela contratada, não
havendo formulado juízo algum de inconstitucionalidade, o que afasta,
ante a inexistência de qualquer declaração de ilegitimidade inconstitucional,
a ocorrência de transgressão ao enunciado constante da Súmula
Vinculante 10/STF.
Tenho para mim , por isso mesmo, na linha do que tem sido
iterativamente proclamado pela jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal (Rcl 11.846/MG , Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI –
Rcl 12.486/SP , Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 14.623/ES ,
Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, v.g.), que o ato objeto da presente
reclamação não declarou a inconstitucionalidade do § 1º do art. 71 da
Lei nº 8.666/93 nem afastou , mesmo implicitamente, a sua incidência , para
decidir a causa “sob critérios diversos alegadamente extraídos da
Constituição” (RTJ 169/756-757, v.g.).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 25
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 20905 AGR / RS
Impende assinalar, por relevante, que a controvérsia jurídica objeto
deste processo já foi dirimida no âmbito desta Suprema Corte, em
julgamentos específicos que envolveram as mesmas partes ora em litígio
(Rcl 17.867-AgR/RS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 19.874-
-AgR/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 20.026/RS, Rel. Min. ROSA
WEBER – Rcl 20.142/RS, Rel. Min. ROBERTO BARROSO – Rcl 20.178-
-AgR/RS, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.):
“AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO.
RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. ARTIGO 71, § 1º, DA
LEI 8.666/93. CONSTITUCIONALIDADE. ADC 16.
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. DEVER DE FISCALIZAÇÃO.
RESPONSABILIDADE DO MUNICÍPIO. AFRONTA À
SÚMULA VINCULANTE 10. INOCORRÊNCIA. AGRAVO
REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
1. A Administração tem o dever de fiscalizar o fiel
cumprimento do contrato pelas empresas prestadoras de
serviço, também no que diz respeito às obrigações trabalhistas
referentes aos empregados vinculados ao contrato celebrado, sob pena
de atuar com culpa ‘in eligendo’ ou ‘in vigilando’.
2. A aplicação do artigo 71, § 1º, da Lei n. 8.666/93,
declarado constitucional pelo Supremo Tribunal Federal, no
julgamento da ADC 16, não exime a entidade da Administração
Pública do dever de observar os princípios constitucionais a ela
referentes, entre os quais os da legalidade e da moralidade
administrativa.
3. A decisão que reconhece a responsabilidade do ente
público com fulcro no contexto fático-probatório carreado aos autos
não pode ser alterada pelo manejo da reclamação constitucional.
Precedentes: Rcl 11985-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO,
Tribunal Pleno, julgado em 21/02/2013, PROCESSO ELETRÔNICO
DJe-050 DIVULG 14-03-2013 PUBLIC 15-03-2013.
4. A ausência de juízo de inconstitucionalidade acerca da
norma citada na decisão impugnada afasta a violação à Súmula
Vinculante 10 desta Corte.
9
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Supremo Tribunal Federal
RCL 20905 AGR / RS
Impende assinalar, por relevante, que a controvérsia jurídica objeto
deste processo já foi dirimida no âmbito desta Suprema Corte, em
julgamentos específicos que envolveram as mesmas partes ora em litígio
(Rcl 17.867-AgR/RS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 19.874-
-AgR/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 20.026/RS, Rel. Min. ROSA
WEBER – Rcl 20.142/RS, Rel. Min. ROBERTO BARROSO – Rcl 20.178-
-AgR/RS, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.):
“AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO.
RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. ARTIGO 71, § 1º, DA
LEI 8.666/93. CONSTITUCIONALIDADE. ADC 16.
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. DEVER DE FISCALIZAÇÃO.
RESPONSABILIDADE DO MUNICÍPIO. AFRONTA À
SÚMULA VINCULANTE 10. INOCORRÊNCIA. AGRAVO
REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
1. A Administração tem o dever de fiscalizar o fiel
cumprimento do contrato pelas empresas prestadoras de
serviço, também no que diz respeito às obrigações trabalhistas
referentes aos empregados vinculados ao contrato celebrado, sob pena
de atuar com culpa ‘in eligendo’ ou ‘in vigilando’.
2. A aplicação do artigo 71, § 1º, da Lei n. 8.666/93,
declarado constitucional pelo Supremo Tribunal Federal, no
julgamento da ADC 16, não exime a entidade da Administração
Pública do dever de observar os princípios constitucionais a ela
referentes, entre os quais os da legalidade e da moralidade
administrativa.
3. A decisão que reconhece a responsabilidade do ente
público com fulcro no contexto fático-probatório carreado aos autos
não pode ser alterada pelo manejo da reclamação constitucional.
Precedentes: Rcl 11985-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO,
Tribunal Pleno, julgado em 21/02/2013, PROCESSO ELETRÔNICO
DJe-050 DIVULG 14-03-2013 PUBLIC 15-03-2013.
4. A ausência de juízo de inconstitucionalidade acerca da
norma citada na decisão impugnada afasta a violação à Súmula
Vinculante 10 desta Corte.
9
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 25
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 20905 AGR / RS
5. A impugnação específica da decisão agravada, quando
ausente, conduz ao desprovimento do agravo regimental. Súmula 287
do STF. Precedentes: Rcl nº 5.684/PE-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski, DJe-152 de 15/8/08; ARE 665.255-AgR/PR,
Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, Dje 22/5/2013;
AI 763.915-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma,
DJe 7/5/2013.
6. Agravo regimental a que se nega provimento.”
(Rcl 17.105-AgR/RS, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei)
Nem se diga, ainda, tal como pretendido pela parte reclamante, ora
recorrente, que este pedido reclamatório deveria ser deferido, porque
seriam insuficientes os elementos reveladores da inobservância, pela
entidade pública contratante, do dever de fiscalizar o cumprimento,
pela empresa prestadora de serviços, das obrigações trabalhistas decorrentes
das relações de trabalho subjacentes ao contrato administrativo
celebrado nos termos da Lei nº 8.666/93.
Na realidade, mostra-se inviável qualquer análise do quadro fático-
-probatório concernente à reclamação trabalhista ajuizada contra a
entidade pública contratante, que sustenta, em sua defesa, a ausência de
demonstração, no âmbito da Justiça do Trabalho, de comportamento
culposo atribuível a esse mesmo ente da Administração Pública.
Na verdade, o que a parte reclamante, ora recorrente, busca, em sede
processualmente inadequada, é o reexame, por esta Suprema Corte, do
substrato probatório sobre o qual se apoiou a decisão ora questionada,
cuja fundamentação assenta-se no reconhecimento – previamente
manifestado pelas instâncias ordinárias com apoio em provas produzidas
nos autos – da conduta culposa atribuída à entidade pública contratante.
10
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Supremo Tribunal Federal
RCL 20905 AGR / RS
5. A impugnação específica da decisão agravada, quando
ausente, conduz ao desprovimento do agravo regimental. Súmula 287
do STF. Precedentes: Rcl nº 5.684/PE-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski, DJe-152 de 15/8/08; ARE 665.255-AgR/PR,
Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, Dje 22/5/2013;
AI 763.915-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma,
DJe 7/5/2013.
6. Agravo regimental a que se nega provimento.”
(Rcl 17.105-AgR/RS, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei)
Nem se diga, ainda, tal como pretendido pela parte reclamante, ora
recorrente, que este pedido reclamatório deveria ser deferido, porque
seriam insuficientes os elementos reveladores da inobservância, pela
entidade pública contratante, do dever de fiscalizar o cumprimento,
pela empresa prestadora de serviços, das obrigações trabalhistas decorrentes
das relações de trabalho subjacentes ao contrato administrativo
celebrado nos termos da Lei nº 8.666/93.
Na realidade, mostra-se inviável qualquer análise do quadro fático-
-probatório concernente à reclamação trabalhista ajuizada contra a
entidade pública contratante, que sustenta, em sua defesa, a ausência de
demonstração, no âmbito da Justiça do Trabalho, de comportamento
culposo atribuível a esse mesmo ente da Administração Pública.
Na verdade, o que a parte reclamante, ora recorrente, busca, em sede
processualmente inadequada, é o reexame, por esta Suprema Corte, do
substrato probatório sobre o qual se apoiou a decisão ora questionada,
cuja fundamentação assenta-se no reconhecimento – previamente
manifestado pelas instâncias ordinárias com apoio em provas produzidas
nos autos – da conduta culposa atribuída à entidade pública contratante.
10
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 20905 AGR / RS
O Supremo Tribunal Federal, por tal motivo, defrontando-se com
idêntica
pretensão
reclamatória,
tem
advertido, em
sucessivos
pronunciamentos (Rcl 14.732-AgR/DF, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 14.932-
-AgR/PR, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 15.995-AgR/BA, Rel. Min. ROBERTO
BARROSO – Rcl 16.784-AgR/SC, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, v.g.),
não se mostrar cabível a utilização do instrumento constitucional da
reclamação, quando objetivar, como sucede na espécie, a reavaliação de dados
fático-probatórios subjacentes ao ato decisório de que se reclama:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NA
RECLAMAÇÃO.
RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. ARTIGO 71, § 1º,
DA LEI 8.666/93. CONSTITUCIONALIDADE. ADC 16.
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. DEVER DE FISCALIZAÇÃO.
RESPONSABILIDADE DA UNIÃO. AGRAVO REGIMENTAL
A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
1. A Administração tem o dever de fiscalizar o fiel
cumprimento do contrato pelas empresas prestadoras de serviço,
também no que diz respeito às obrigações trabalhistas referentes aos
empregados vinculados ao contrato celebrado, sob pena de atuar com
culpa ‘in eligendo’ ou ‘in vigilando’.
2. A aplicação do artigo 71, § 1º, da Lei n. 8.666/93, declarado
constitucional pelo Supremo Tribunal Federal, no julgamento da
ADC 16, não exime a entidade da Administração Pública do
dever de observar os princípios constitucionais a ela referentes,
entre os quais os da legalidade e da moralidade administrativa.
3. A decisão que reconhece a responsabilidade do ente
público com fulcro no contexto fático-probatório carreado aos
autos não pode ser alterada pelo manejo da reclamação
constitucional. Precedentes: Rcl 11985-AgR, Rel. Min. CELSO DE
MELLO, Tribunal Pleno, julgado em 21/02/2013, PROCESSO
ELETRÔNICO DJe-050 DIVULG 14-03-2013 PUBLIC 15-03-2013.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.”
(Rcl 15.413-AgR/DF, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei)
“AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. PODER
PÚBLICO.
TERCEIRIZAÇÃO.
RESPONSABILIDADE
11
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Supremo Tribunal Federal
RCL 20905 AGR / RS
O Supremo Tribunal Federal, por tal motivo, defrontando-se com
idêntica
pretensão
reclamatória,
tem
advertido, em
sucessivos
pronunciamentos (Rcl 14.732-AgR/DF, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 14.932-
-AgR/PR, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 15.995-AgR/BA, Rel. Min. ROBERTO
BARROSO – Rcl 16.784-AgR/SC, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, v.g.),
não se mostrar cabível a utilização do instrumento constitucional da
reclamação, quando objetivar, como sucede na espécie, a reavaliação de dados
fático-probatórios subjacentes ao ato decisório de que se reclama:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NA
RECLAMAÇÃO.
RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. ARTIGO 71, § 1º,
DA LEI 8.666/93. CONSTITUCIONALIDADE. ADC 16.
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. DEVER DE FISCALIZAÇÃO.
RESPONSABILIDADE DA UNIÃO. AGRAVO REGIMENTAL
A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
1. A Administração tem o dever de fiscalizar o fiel
cumprimento do contrato pelas empresas prestadoras de serviço,
também no que diz respeito às obrigações trabalhistas referentes aos
empregados vinculados ao contrato celebrado, sob pena de atuar com
culpa ‘in eligendo’ ou ‘in vigilando’.
2. A aplicação do artigo 71, § 1º, da Lei n. 8.666/93, declarado
constitucional pelo Supremo Tribunal Federal, no julgamento da
ADC 16, não exime a entidade da Administração Pública do
dever de observar os princípios constitucionais a ela referentes,
entre os quais os da legalidade e da moralidade administrativa.
3. A decisão que reconhece a responsabilidade do ente
público com fulcro no contexto fático-probatório carreado aos
autos não pode ser alterada pelo manejo da reclamação
constitucional. Precedentes: Rcl 11985-AgR, Rel. Min. CELSO DE
MELLO, Tribunal Pleno, julgado em 21/02/2013, PROCESSO
ELETRÔNICO DJe-050 DIVULG 14-03-2013 PUBLIC 15-03-2013.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.”
(Rcl 15.413-AgR/DF, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei)
“AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. PODER
PÚBLICO.
TERCEIRIZAÇÃO.
RESPONSABILIDADE
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 20905 AGR / RS
SUBSIDIÁRIA. 1. Decisão agravada que afirmou a inexistência de
violação à autoridade da decisão proferida na ADC 16 ou à Súmula
Vinculante 10. 2. Afirmada a responsabilidade subsidiária da
Administração por débitos trabalhistas de suas contratadas, quando
reconhecida a omissão da contratante na fiscalização da execução do
contrato (culpa ‘in eligendo’ ou ‘in vigilando’). 3. Em sede de
reclamação, é inviável reexaminar o material fático-probatório dos
autos, a fim de rever a caracterização da omissão do Poder Público.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.”
(Rcl 16.937-AgR/BA, Rel. Min. ROBERTO BARROSO –
grifei)
A análise do pleito em questão evidencia que o órgão judiciário cuja
decisão é impugnada nesta via reclamatória, longe de incidir em
transgressão ao julgamento plenário da ADC 16/DF, procedeu, na realidade,
ao reconhecimento da responsabilidade subsidiária da Administração
Pública, para, em função de apreciação, pelas instâncias ordinárias, dos
diversos elementos de prova produzidos no processo trabalhista,
concluir pela ocorrência de comportamento culposo por parte da entidade
pública contratante.
Torna-se claro, desse modo, que a decisão de que ora se reclama,
precisamente porque não pronunciou a inconstitucionalidade da norma
inscrita no § 1º do art. 71 da Lei nº 8.666/93, manteve-se em consonância
com o julgamento plenário proferido no exame da ADC 16/DF,
restringindo-se, unicamente, à avaliação da prova produzida no processo
em que postulado o reconhecimento da responsabilidade subsidiária da parte
ora recorrente.
Mostra-se evidente, pois, presentes tais considerações, a inadequação
do meio processual ora utilizado. É que a reclamação – constitucionalmente
vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, “l”, da
Carta Política (RTJ 134/1033) – não se qualifica como sucedâneo recursal
nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato
12
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Supremo Tribunal Federal
RCL 20905 AGR / RS
SUBSIDIÁRIA. 1. Decisão agravada que afirmou a inexistência de
violação à autoridade da decisão proferida na ADC 16 ou à Súmula
Vinculante 10. 2. Afirmada a responsabilidade subsidiária da
Administração por débitos trabalhistas de suas contratadas, quando
reconhecida a omissão da contratante na fiscalização da execução do
contrato (culpa ‘in eligendo’ ou ‘in vigilando’). 3. Em sede de
reclamação, é inviável reexaminar o material fático-probatório dos
autos, a fim de rever a caracterização da omissão do Poder Público.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.”
(Rcl 16.937-AgR/BA, Rel. Min. ROBERTO BARROSO –
grifei)
A análise do pleito em questão evidencia que o órgão judiciário cuja
decisão é impugnada nesta via reclamatória, longe de incidir em
transgressão ao julgamento plenário da ADC 16/DF, procedeu, na realidade,
ao reconhecimento da responsabilidade subsidiária da Administração
Pública, para, em função de apreciação, pelas instâncias ordinárias, dos
diversos elementos de prova produzidos no processo trabalhista,
concluir pela ocorrência de comportamento culposo por parte da entidade
pública contratante.
Torna-se claro, desse modo, que a decisão de que ora se reclama,
precisamente porque não pronunciou a inconstitucionalidade da norma
inscrita no § 1º do art. 71 da Lei nº 8.666/93, manteve-se em consonância
com o julgamento plenário proferido no exame da ADC 16/DF,
restringindo-se, unicamente, à avaliação da prova produzida no processo
em que postulado o reconhecimento da responsabilidade subsidiária da parte
ora recorrente.
Mostra-se evidente, pois, presentes tais considerações, a inadequação
do meio processual ora utilizado. É que a reclamação – constitucionalmente
vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, “l”, da
Carta Política (RTJ 134/1033) – não se qualifica como sucedâneo recursal
nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 20905 AGR / RS
reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação
constitucional subjacente à instituição dessa medida processual,
consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal:
“CONSTITUCIONAL.
PROCESSUAL
CIVIL.
RECLAMAÇÃO: NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE
AÇÃO RESCISÓRIA.
I. – A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de
recurso ou de ação rescisória.
II. – Reclamação não conhecida.”
(RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno – grifei)
“Não cabe reclamação destinada a invalidar decisão de
outro Tribunal, que haja porventura divergido da jurisprudência do
Supremo Tribunal, firmada no julgamento de causa diferente, mesmo
em se tratando de controvérsias de porte constitucional.
Também não é a reclamação instrumento idôneo de
uniformização de jurisprudência, tampouco sucedâneo de recurso
ou rescisória, não utilizados tempestivamente pelas partes.”
(Rcl 724-AgR/ES, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI,
Pleno – grifei)
“O despacho acoimado de ofender a autoridade da decisão do
Supremo Tribunal Federal negou seguimento, por razões processuais
suficientes, ao recurso ordinário interposto contra acórdão em
mandado de segurança. Por esse fundamento não é cabível
reclamação, eis que a decisão da Corte Maior não cuida da matéria.
.......................................................................................................
A reclamação não pode servir de sucedâneo de recursos e
ações cabíveis, como decidiu esse Plenário nas Rcl Ag.Rg 1852,
relator Maurício Correa, e Rcl Ag.Rg. 724, rel. Min. Octávio Gallotti.
(…).”
(Rcl 1.591/RN, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Pleno – grifei)
“AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À
DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA.
13
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reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação
constitucional subjacente à instituição dessa medida processual,
consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal:
“CONSTITUCIONAL.
PROCESSUAL
CIVIL.
RECLAMAÇÃO: NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE
AÇÃO RESCISÓRIA.
I. – A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de
recurso ou de ação rescisória.
II. – Reclamação não conhecida.”
(RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno – grifei)
“Não cabe reclamação destinada a invalidar decisão de
outro Tribunal, que haja porventura divergido da jurisprudência do
Supremo Tribunal, firmada no julgamento de causa diferente, mesmo
em se tratando de controvérsias de porte constitucional.
Também não é a reclamação instrumento idôneo de
uniformização de jurisprudência, tampouco sucedâneo de recurso
ou rescisória, não utilizados tempestivamente pelas partes.”
(Rcl 724-AgR/ES, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI,
Pleno – grifei)
“O despacho acoimado de ofender a autoridade da decisão do
Supremo Tribunal Federal negou seguimento, por razões processuais
suficientes, ao recurso ordinário interposto contra acórdão em
mandado de segurança. Por esse fundamento não é cabível
reclamação, eis que a decisão da Corte Maior não cuida da matéria.
.......................................................................................................
A reclamação não pode servir de sucedâneo de recursos e
ações cabíveis, como decidiu esse Plenário nas Rcl Ag.Rg 1852,
relator Maurício Correa, e Rcl Ag.Rg. 724, rel. Min. Octávio Gallotti.
(…).”
(Rcl 1.591/RN, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Pleno – grifei)
“AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À
DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA.
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 20905 AGR / RS
AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS
ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO
TRIBUNAL.
.......................................................................................................
A questão da responsabilidade do Estado pelas dívidas da
instituição financeira estatal revela tema afeto ao processo de execução
que tramita na Justiça do Trabalho, não guardando pertinência com o
objeto da presente ação. A reclamação não pode servir de
sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis.”
(Rcl 1.852-AgR/RN, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA,
Pleno – grifei)
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO.
CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE
ARGUMENTOS NOVOS.
RECLAMAÇÃO UTILIZADA
COMO SUCEDÂNEO RECURSAL.
INEXISTÊNCIA DE
AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
.......................................................................................................
3. O instituto da Reclamação não se presta para substituir
recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do
jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo
‘a quo’.
.......................................................................................................
5. Agravo regimental não provido.”
(Rcl 5.465-ED/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno –
grifei)
“AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO.
A
RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO
PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO.
I – A reclamação constitucional não pode ser utilizada
como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição
invocada nos autos da decisão de mérito.
.......................................................................................................
III – Reclamação improcedente.
14
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Supremo Tribunal Federal
RCL 20905 AGR / RS
AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS
ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO
TRIBUNAL.
.......................................................................................................
A questão da responsabilidade do Estado pelas dívidas da
instituição financeira estatal revela tema afeto ao processo de execução
que tramita na Justiça do Trabalho, não guardando pertinência com o
objeto da presente ação. A reclamação não pode servir de
sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis.”
(Rcl 1.852-AgR/RN, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA,
Pleno – grifei)
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO.
CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE
ARGUMENTOS NOVOS.
RECLAMAÇÃO UTILIZADA
COMO SUCEDÂNEO RECURSAL.
INEXISTÊNCIA DE
AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
.......................................................................................................
3. O instituto da Reclamação não se presta para substituir
recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do
jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo
‘a quo’.
.......................................................................................................
5. Agravo regimental não provido.”
(Rcl 5.465-ED/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno –
grifei)
“AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO.
A
RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO
PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO.
I – A reclamação constitucional não pode ser utilizada
como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição
invocada nos autos da decisão de mérito.
.......................................................................................................
III – Reclamação improcedente.
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 20905 AGR / RS
IV – Agravo regimental improvido.”
(Rcl
5.684-AgR/PE,
Rel.
Min.
RICARDO
LEWANDOWSKI, Pleno – grifei)
“(...) – O remédio constitucional da reclamação não pode
ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado
a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a
submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo
Tribunal Federal. Precedentes. (…).”
(Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno)
Cabe ressaltar, finalmente, que o Plenário desta Suprema Corte, ao
examinar recursos de agravo que versavam matéria idêntica à ora debatida
nesta sede processual (Rcl 14.917-AgR-segundo/DF, Rel. Min. CELSO DE
MELLO – Rcl 14.947-AgR/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.),
negou-lhes provimento, mantendo, em consequência, decisões impregnadas
do mesmo conteúdo veiculado na presente decisão:
“RECLAMAÇÃO
–
ALEGADO
DESRESPEITO
À
AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA, COM EFEITO
VINCULANTE, NO EXAME
DA
ADC
16/DF
–
INOCORRÊNCIA – RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DA
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA POR DÉBITOS TRABALHISTAS
(LEI Nº 8.666/93, ART. 71, § 1º) – ATO JUDICIAL DE QUE SE
RECLAMA
PLENAMENTE
JUSTIFICADO
PELO
RECONHECIMENTO,
NO
CASO,
POR PARTE DAS
INSTÂNCIAS
ORDINÁRIAS,
DE
SITUAÇÃO
CONFIGURADORA DE RESPONSABILIDADE SUBJETIVA
(QUE PODE DECORRER TANTO DE CULPA ‘IN VIGILANDO’
QUANTO DE CULPA ‘IN ELIGENDO’ OU ‘IN OMITTENDO’) –
DEVER
JURÍDICO
DAS ENTIDADES PÚBLICAS
CONTRATANTES
DE
VIGILÂNCIA
EFETIVA
E
DE
ADEQUADA FISCALIZAÇÃO DO CUMPRIMENTO, POR
PARTE DAS EMPRESAS CONTRATADAS, DAS OBRIGAÇÕES
TRABALHISTAS
REFERENTES
AOS EMPREGADOS
VINCULADOS AO CONTRATO CELEBRADO (LEI Nº 8.666/93,
15
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Supremo Tribunal Federal
RCL 20905 AGR / RS
IV – Agravo regimental improvido.”
(Rcl
5.684-AgR/PE,
Rel.
Min.
RICARDO
LEWANDOWSKI, Pleno – grifei)
“(...) – O remédio constitucional da reclamação não pode
ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado
a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a
submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo
Tribunal Federal. Precedentes. (…).”
(Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno)
Cabe ressaltar, finalmente, que o Plenário desta Suprema Corte, ao
examinar recursos de agravo que versavam matéria idêntica à ora debatida
nesta sede processual (Rcl 14.917-AgR-segundo/DF, Rel. Min. CELSO DE
MELLO – Rcl 14.947-AgR/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.),
negou-lhes provimento, mantendo, em consequência, decisões impregnadas
do mesmo conteúdo veiculado na presente decisão:
“RECLAMAÇÃO
–
ALEGADO
DESRESPEITO
À
AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA, COM EFEITO
VINCULANTE, NO EXAME
DA
ADC
16/DF
–
INOCORRÊNCIA – RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DA
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA POR DÉBITOS TRABALHISTAS
(LEI Nº 8.666/93, ART. 71, § 1º) – ATO JUDICIAL DE QUE SE
RECLAMA
PLENAMENTE
JUSTIFICADO
PELO
RECONHECIMENTO,
NO
CASO,
POR PARTE DAS
INSTÂNCIAS
ORDINÁRIAS,
DE
SITUAÇÃO
CONFIGURADORA DE RESPONSABILIDADE SUBJETIVA
(QUE PODE DECORRER TANTO DE CULPA ‘IN VIGILANDO’
QUANTO DE CULPA ‘IN ELIGENDO’ OU ‘IN OMITTENDO’) –
DEVER
JURÍDICO
DAS ENTIDADES PÚBLICAS
CONTRATANTES
DE
VIGILÂNCIA
EFETIVA
E
DE
ADEQUADA FISCALIZAÇÃO DO CUMPRIMENTO, POR
PARTE DAS EMPRESAS CONTRATADAS, DAS OBRIGAÇÕES
TRABALHISTAS
REFERENTES
AOS EMPREGADOS
VINCULADOS AO CONTRATO CELEBRADO (LEI Nº 8.666/93,
15
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 20905 AGR / RS
ART. 67), SOB PENA DE ENRIQUECIMENTO INDEVIDO DO
PODER PÚBLICO E DE INJUSTO EMPOBRECIMENTO DO
TRABALHADOR – SITUAÇÃO QUE NÃO PODE SER
COONESTADA PELO PODER JUDICIÁRIO – CARÁTER
SOBERANO DO PRONUNCIAMENTO DAS INSTÂNCIAS
ORDINÁRIAS SOBRE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA –
CONSEQUENTE INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL DA
RECLAMAÇÃO PARA EXAME DA OCORRÊNCIA, OU NÃO,
DO
ELEMENTO
SUBJETIVO
PERTINENTE
À
RESPONSABILIDADE CIVIL DA EMPRESA
OU
DA
ENTIDADE PÚBLICA
TOMADORA
DO SERVIÇO
TERCEIRIZADO – PRECEDENTES – NATUREZA JURÍDICA
DA RECLAMAÇÃO – DESTINAÇÃO CONSTITUCIONAL DO
INSTRUMENTO RECLAMATÓRIO – RECURSO DE AGRAVO
IMPROVIDO.”
(Rcl 17.618-AgR/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
Sendo assim, pelas razões expostas, nego provimento ao presente
recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios
fundamentos, a decisão ora agravada.
É o meu voto.
16
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RCL 20905 AGR / RS
ART. 67), SOB PENA DE ENRIQUECIMENTO INDEVIDO DO
PODER PÚBLICO E DE INJUSTO EMPOBRECIMENTO DO
TRABALHADOR – SITUAÇÃO QUE NÃO PODE SER
COONESTADA PELO PODER JUDICIÁRIO – CARÁTER
SOBERANO DO PRONUNCIAMENTO DAS INSTÂNCIAS
ORDINÁRIAS SOBRE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA –
CONSEQUENTE INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL DA
RECLAMAÇÃO PARA EXAME DA OCORRÊNCIA, OU NÃO,
DO
ELEMENTO
SUBJETIVO
PERTINENTE
À
RESPONSABILIDADE CIVIL DA EMPRESA
OU
DA
ENTIDADE PÚBLICA
TOMADORA
DO SERVIÇO
TERCEIRIZADO – PRECEDENTES – NATUREZA JURÍDICA
DA RECLAMAÇÃO – DESTINAÇÃO CONSTITUCIONAL DO
INSTRUMENTO RECLAMATÓRIO – RECURSO DE AGRAVO
IMPROVIDO.”
(Rcl 17.618-AgR/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
Sendo assim, pelas razões expostas, nego provimento ao presente
recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios
fundamentos, a decisão ora agravada.
É o meu voto.
16
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
30/07/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.905 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI: 1. O presente agravo
regimental foi interposto contra decisão monocrática que julgou
improcedente o pedido em reclamação ajuizada contra acórdão do
Tribunal Superior do Trabalho que manteve a condenação subsidiária do
Município de Bento Gonçalves ao pagamento de verbas trabalhistas
inadimplidas por empresa contratada para prestação de serviços
terceirizados. A decisão agravada considerou, principalmente, ser
inviável na reclamação “qualquer análise do quadro fático-probatório
concernente à reclamação trabalhista ajuizada contra a entidade pública
contratante, que sustenta, em sua defesa, a ausência de demonstração, no âmbito
da Justiça do Trabalho, de comportamento culposo atribuível a esse mesmo ente
da Administração Pública”.
O agravante alega, em síntese, que está sendo responsabilizada sem
que exista nos autos demonstração de sua culpa in vigilando, o que não se
coaduna com o decidido no julgamento da ADC 16.
2. O tema em questão envolve a autoridade do decidido na ADC 16
(Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 9/9/2011). Na ocasião, esta Corte, além de
declarar constitucional o art. 71, § 1º, da Lei 8.666/1993, que afasta a
responsabilidade da Administração Pública pelo pagamento das verbas
trabalhistas não adimplidas pelo contratado, também deixou clara a
possibilidade de a Justiça do Trabalho apreciar eventual culpa na gestão e
fiscalização do contrato e, com base nessa causa jurídica, e por incidência
de outras normas, atribuir responsabilidade pelas consequências.
Nessa linha de consideração, em sessão plenária de 19/11/2014, no
julgamento da Rcl 10.829 AgR (Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe de
10/2/2015), a Ministra Cármen Lúcia fixou balizas objetivas quanto ao
alcance do conteúdo decisório da ADC 16, oportunidade em que
registrou em seu voto:
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
30/07/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.905 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI: 1. O presente agravo
regimental foi interposto contra decisão monocrática que julgou
improcedente o pedido em reclamação ajuizada contra acórdão do
Tribunal Superior do Trabalho que manteve a condenação subsidiária do
Município de Bento Gonçalves ao pagamento de verbas trabalhistas
inadimplidas por empresa contratada para prestação de serviços
terceirizados. A decisão agravada considerou, principalmente, ser
inviável na reclamação “qualquer análise do quadro fático-probatório
concernente à reclamação trabalhista ajuizada contra a entidade pública
contratante, que sustenta, em sua defesa, a ausência de demonstração, no âmbito
da Justiça do Trabalho, de comportamento culposo atribuível a esse mesmo ente
da Administração Pública”.
O agravante alega, em síntese, que está sendo responsabilizada sem
que exista nos autos demonstração de sua culpa in vigilando, o que não se
coaduna com o decidido no julgamento da ADC 16.
2. O tema em questão envolve a autoridade do decidido na ADC 16
(Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 9/9/2011). Na ocasião, esta Corte, além de
declarar constitucional o art. 71, § 1º, da Lei 8.666/1993, que afasta a
responsabilidade da Administração Pública pelo pagamento das verbas
trabalhistas não adimplidas pelo contratado, também deixou clara a
possibilidade de a Justiça do Trabalho apreciar eventual culpa na gestão e
fiscalização do contrato e, com base nessa causa jurídica, e por incidência
de outras normas, atribuir responsabilidade pelas consequências.
Nessa linha de consideração, em sessão plenária de 19/11/2014, no
julgamento da Rcl 10.829 AgR (Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe de
10/2/2015), a Ministra Cármen Lúcia fixou balizas objetivas quanto ao
alcance do conteúdo decisório da ADC 16, oportunidade em que
registrou em seu voto:
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
RCL 20905 AGR / RS
Eu considerei que o Ministro Celso estabeleceu que, no
caso examinado, estaria demostrada a culpa da Administração.
Também já decidi assim. E o que nós estávamos discutindo,
naquela ADC 16, foi que, por presunção, não se pode declarar a
responsabilidade contratual do Estado, porque o artigo 71, § 1º,
da Lei nº 8.666 é constitucional. Reconhecemos sua
constitucionalidade, ressalva feita à possibilidade de, num caso
concreto, ao se contratar - caso que nós já tivemos -, o Tribunal
do Trabalho verificar que ficou provado que não houve, por
exemplo, a fiscalização. O que não vale para mim, acho que
também para o Ministro Toffoli - pelo menos temos partilhado
da mesma conclusão -, é a só existência da afirmação: fica
provado, sem fundamentação. Mas, se o Ministro examinou e
verificou que nos casos dele estava provado, e por isso é que ele
deu essa solução na reclamação, em agravo, eu penso e
continuo pensando isto: Justiça do Trabalho não pode,
desconhecendo o nosso julgamento, presumir o contrário do
que é a presunção no Brasil. Os atos da Administração Pública
presumem-se válidos até prova cabal e taxativa em contrário.
Assentadas essas premissas, o caso revela ofensa ao conteúdo
decisório da ADC 16. Isso porque o acórdão reclamado, ao concluir pela
responsabilização do Município, valeu-se de fundamentação de aresto do
Tribunal Regional do Trabalho, abaixo transcrito, que faz referência à
culpa in vigilando como decorrência do inadimplemento contratual:
(…) É incontroversa a prestação de serviços pelo
reclamante em seu benefício no período da condenação. Consta
dos autos, também, o contrato firmado entre as empresas que
compõem o polo passivo da presente ação (fls. 28- 36).O
tomador do serviço é responsável pelos direitos trabalhistas dos
empregados da prestadora na hipótese de inidoneidade
econômico-financeira desta, conforme a Súmula nº 331, V, do
TST. Sinalo, por oportuno, que a primeira reclamada é revel e
confessa, o que reforça o entendimento quanto a inidoneidade e
2
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Supremo Tribunal Federal
RCL 20905 AGR / RS
Eu considerei que o Ministro Celso estabeleceu que, no
caso examinado, estaria demostrada a culpa da Administração.
Também já decidi assim. E o que nós estávamos discutindo,
naquela ADC 16, foi que, por presunção, não se pode declarar a
responsabilidade contratual do Estado, porque o artigo 71, § 1º,
da Lei nº 8.666 é constitucional. Reconhecemos sua
constitucionalidade, ressalva feita à possibilidade de, num caso
concreto, ao se contratar - caso que nós já tivemos -, o Tribunal
do Trabalho verificar que ficou provado que não houve, por
exemplo, a fiscalização. O que não vale para mim, acho que
também para o Ministro Toffoli - pelo menos temos partilhado
da mesma conclusão -, é a só existência da afirmação: fica
provado, sem fundamentação. Mas, se o Ministro examinou e
verificou que nos casos dele estava provado, e por isso é que ele
deu essa solução na reclamação, em agravo, eu penso e
continuo pensando isto: Justiça do Trabalho não pode,
desconhecendo o nosso julgamento, presumir o contrário do
que é a presunção no Brasil. Os atos da Administração Pública
presumem-se válidos até prova cabal e taxativa em contrário.
Assentadas essas premissas, o caso revela ofensa ao conteúdo
decisório da ADC 16. Isso porque o acórdão reclamado, ao concluir pela
responsabilização do Município, valeu-se de fundamentação de aresto do
Tribunal Regional do Trabalho, abaixo transcrito, que faz referência à
culpa in vigilando como decorrência do inadimplemento contratual:
(…) É incontroversa a prestação de serviços pelo
reclamante em seu benefício no período da condenação. Consta
dos autos, também, o contrato firmado entre as empresas que
compõem o polo passivo da presente ação (fls. 28- 36).O
tomador do serviço é responsável pelos direitos trabalhistas dos
empregados da prestadora na hipótese de inidoneidade
econômico-financeira desta, conforme a Súmula nº 331, V, do
TST. Sinalo, por oportuno, que a primeira reclamada é revel e
confessa, o que reforça o entendimento quanto a inidoneidade e
2
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
RCL 20905 AGR / RS
culpa do administrador na eleição de empresa contratada para
o fornecimento de mão de obra, caracterizando, assim, a culpa
do ente público. (...)
Outrossim, a existência de prévio processo licitatório não
exime o recorrente da responsabilidade subsidiária. (doc. 10,
Fls. 3/4).
Com efeito, o acórdão tem como fundamento da responsabilidade
exclusivamente a culpa in eligendo, o que, em regime jurídico de
submissão a licitação, não é fundamento adequado. Não há menção
alguma a elementos fáticos e probatórios para subsidiar a condenação da
Administração Pública, o que evidencia, sem adentrar na discussão
acerca do ônus da prova, a presunção de responsabilidade da ora
reclamante – conclusão não admitida por esta Corte quando do
julgamento da ADC 16.
Na mesma linha de entendimento, esta Turma decidiu, em acórdão
assim ementado:
Agravo regimental em reclamação. 2. Responsabilidade
subsidiária da Administração Pública. Ausência de
comprovação do elemento subjetivo do ato ilícito imputável ao
poder público. Ofensa ao que decidido na ADC 16/DF.
Aplicação automática da Súmula 331 do TST. Atribuição de
culpa ao ente público por presunção. Inadmissibilidade. 3.
Agravo regimental não provido (Rcl 14.522, Rel. Min. Gilmar
Mendes, 2ª Turma, j. 3/2/2015).
3. Ante o exposto, peço vênia ao Relator para dar provimento ao
agravo regimental e julgar procedente o pedido, de forma seja cassado o
acórdão reclamado (Processo 0001622-80.2012.5.04.0512). É o voto.
3
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Supremo Tribunal Federal
RCL 20905 AGR / RS
culpa do administrador na eleição de empresa contratada para
o fornecimento de mão de obra, caracterizando, assim, a culpa
do ente público. (...)
Outrossim, a existência de prévio processo licitatório não
exime o recorrente da responsabilidade subsidiária. (doc. 10,
Fls. 3/4).
Com efeito, o acórdão tem como fundamento da responsabilidade
exclusivamente a culpa in eligendo, o que, em regime jurídico de
submissão a licitação, não é fundamento adequado. Não há menção
alguma a elementos fáticos e probatórios para subsidiar a condenação da
Administração Pública, o que evidencia, sem adentrar na discussão
acerca do ônus da prova, a presunção de responsabilidade da ora
reclamante – conclusão não admitida por esta Corte quando do
julgamento da ADC 16.
Na mesma linha de entendimento, esta Turma decidiu, em acórdão
assim ementado:
Agravo regimental em reclamação. 2. Responsabilidade
subsidiária da Administração Pública. Ausência de
comprovação do elemento subjetivo do ato ilícito imputável ao
poder público. Ofensa ao que decidido na ADC 16/DF.
Aplicação automática da Súmula 331 do TST. Atribuição de
culpa ao ente público por presunção. Inadmissibilidade. 3.
Agravo regimental não provido (Rcl 14.522, Rel. Min. Gilmar
Mendes, 2ª Turma, j. 3/2/2015).
3. Ante o exposto, peço vênia ao Relator para dar provimento ao
agravo regimental e julgar procedente o pedido, de forma seja cassado o
acórdão reclamado (Processo 0001622-80.2012.5.04.0512). É o voto.
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Extrato de Ata - 30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.905
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES
AGDO.(A/S) : GILBERTO CARVALHO
ADV.(A/S) : LAURA TUMELERO SOUZA
AGDO.(A/S) : COOPERATIVA MISTA DOS TRABALHADORES AUTÔNOMOS DO ALTO
URUGUAI LTDA - COOMTAAU
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: A Turma, por maioria, deu provimento ao agravo
regimental e julgou procedente o pedido, de forma seja cassado o
acórdão reclamado (Processo 0001622-80.2012.5.04.0512), nos termos
do voto divergente do Ministro Teori Zavascki, redator para o
acórdão, vencido o Ministro Celso de Mello (Relator). Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.905
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES
AGDO.(A/S) : GILBERTO CARVALHO
ADV.(A/S) : LAURA TUMELERO SOUZA
AGDO.(A/S) : COOPERATIVA MISTA DOS TRABALHADORES AUTÔNOMOS DO ALTO
URUGUAI LTDA - COOMTAAU
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: A Turma, por maioria, deu provimento ao agravo
regimental e julgou procedente o pedido, de forma seja cassado o
acórdão reclamado (Processo 0001622-80.2012.5.04.0512), nos termos
do voto divergente do Ministro Teori Zavascki, redator para o
acórdão, vencido o Ministro Celso de Mello (Relator). Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8859919
Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 25
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9077705
| 2015-06-30T00:00:00
| 2015-08-10T00:00:00
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A Turma, por maioria, deu provimento ao agravo regimental e julgou procedente o pedido, de forma seja cassado o acórdão reclamado (Processo 0001622-80.2012.5.04.0512), nos termos do voto divergente do Ministro Teori Zavascki, redator para o acórdão, vencido o Ministro Celso de Mello (Relator). Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
|
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
|
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. CONTRATO ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. RECONHECIMENTO POR PRESUNÇÃO. AFRONTA À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA NA ADC 16. CONFIGURAÇÃO.
1. Afronta a autoridade da decisão proferida no julgamento da ADC 16 (Min. Cezar Peluso, Pleno, DJe 9/9/2011) a transferência à Administração Pública da responsabilidade pelo pagamento de encargos trabalhistas sem a indicação de específica conduta que fundamente o reconhecimento de sua culpa.
2. Agravo regimental não provido.
|
sjur314516
|
- Acórdão(s) citado(s):
(DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE, RESERVA DE PLENÁRIO)
RTJ 169/756.
(RESPONSABILIDADE, ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, OBRIGAÇÃO TRABALHISTA, TERCEIRIZAÇÃO)
Rcl 12310 AgR (TP), Rcl 12089 AgR (TP), Rcl 14917 AgR-segundo (TP), Rcl 14947 AgR (TP), Rcl 17105 AgR (1ªT), Rcl 17867 AgR (2ªT), Rcl 14522 AgR (2ªT), Rcl 19874 AgR (2ªT), Rcl 20178 AgR (1ªT).
(RECLAMAÇÃO, REEXAME, FATO, PROVA)
Rcl 14732 AgR (1ªT), Rcl 14932 AgR (1ªT), Rcl 15413 AgR (1ªT), Rcl 15995 AgR (1ªT), Rcl 16937 AgR (1ªT), Rcl 16784 AgR (1ªT).
(RECLAMAÇÃO, SUCEDÂNEO, RECURSO)
Rcl 1591 (TP), Rcl 5465 ED (TP), Rcl 5684 AgR (TP), Rcl 6534 AgR (TP), RCL 724 AGR (TP), RCL 1852 AGR (TP), RTJ 134/1033, RTJ 168/718.
- Decisões monocráticas citadas:
(RESPONSABILIDADE, ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, OBRIGAÇÃO TRABALHISTA, TERCEIRIZAÇÃO)
Rcl 8475, Rcl 13272, Rcl 12388, Rcl 12595, Rcl 11917, Rcl 12434, Rcl 12925, Rcl 13841, Rcl 12828, Rcl 12944, Rcl 14658, Rcl 15052, Rcl 13425, Rcl 20026, Rcl 20142.
(DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE, RESERVA DE PLENÁRIO)
Rcl 12486, Rcl 11846, Rcl 14623.
- Acórdão(s) citado(s) - outros tribunais:
TST: AIRR 132100-60.2008.5.04.0402, AIRR 14726-94.2010.5.04.0000, AIRR 2042-50.2010.5.18.0000, AIRR 546040-57.2006.5.07.0032, RR 193600-61.2009.5.09.0594, AIRR 157240-94.2007.5.16.0015.
- Veja ADC 16 do STF.
Número de páginas: 25.
Análise: 19/08/2015, AMA.
|
CELSO DE MELLO
|
Segunda Turma
|
20905
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00007 INC-00033 ART-00102 INC-00001 \n LET-L\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED LEI-008666 ANO-1993\n ART-00027 ART-00067 ART-00071 PAR-00001\n LLC-1993 LEI DE LICITAÇÕES\n\n",
"LEG-FED SUV-000010 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
Rcl-AgR
|
acordaos
|
Rcl 20905 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES
AGDO.(A/S) : GILBERTO CARVALHO
ADV.(A/S) : LAURA TUMELERO SOUZA
AGDO.(A/S) : COOPERATIVA MISTA DOS TRABALHADORES AUTÔNOMOS DO ALTO URUGUAI LTDA - COOMTAAU
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
|
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""
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Ementa e Acórdão
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.905 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
REDATOR DO
ACÓRDÃO
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BENTO
GONÇALVES
AGDO.(A/S)
:GILBERTO CARVALHO
ADV.(A/S)
:LAURA TUMELERO SOUZA
AGDO.(A/S)
:COOPERATIVA MISTA
DOS TRABALHADORES
AUTÔNOMOS
DO ALTO URUGUAI LTDA -
COOMTAAU
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
EMENTA:
AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO.
CONTRATO ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA
DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. RECONHECIMENTO POR
PRESUNÇÃO. AFRONTA À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA
NA ADC 16. CONFIGURAÇÃO.
1. Afronta a autoridade da decisão proferida no julgamento da ADC
16 (Min. Cezar Peluso, Pleno, DJe 9/9/2011) a transferência à
Administração Pública da responsabilidade pelo pagamento de encargos
trabalhistas sem a indicação de específica conduta que fundamente o
reconhecimento de sua culpa.
2. Agravo regimental não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das
notas taquigráficas, por maioria, em dar provimento ao agravo
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 25
Ementa e Acórdão
RCL 20905 AGR / RS
regimental para julgar procedente a reclamação, nos termos do voto
divergente do Ministro Teori Zavascki, vencido o Ministro Relator.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes.
Brasília, 30 de junho de 2015.
Ministro TEORI ZAVASCKI
Redator do Acórdão
2
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Supremo Tribunal Federal
RCL 20905 AGR / RS
regimental para julgar procedente a reclamação, nos termos do voto
divergente do Ministro Teori Zavascki, vencido o Ministro Relator.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes.
Brasília, 30 de junho de 2015.
Ministro TEORI ZAVASCKI
Redator do Acórdão
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 25
Relatório
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.905 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
REDATOR DO
ACÓRDÃO
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BENTO
GONÇALVES
AGDO.(A/S)
:GILBERTO CARVALHO
ADV.(A/S)
:LAURA TUMELERO SOUZA
AGDO.(A/S)
:COOPERATIVA MISTA
DOS TRABALHADORES
AUTÔNOMOS
DO ALTO URUGUAI LTDA -
COOMTAAU
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): A parte
ora agravante insurge-se, na presente sede recursal, contra ato decisório
que, por entender
inocorrente,
na espécie, qualquer situação
caracterizadora de desrespeito à autoridade de decisão ou de enunciado
sumular impregnados de eficácia vinculante emanados desta Suprema
Corte, julgou improcedente a reclamação por ela deduzida.
A parte recorrente, para justificar, no caso, a utilização da via
reclamatória, alegou que o ato judicial reclamado – que resultou de
julgamento pelo E. Tribunal Superior do Trabalho – teria transgredido a
autoridade da decisão que esta Suprema Corte proferiu, com efeito
vinculante, no exame da ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO, além de
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9003907.
Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.905 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
REDATOR DO
ACÓRDÃO
: MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BENTO
GONÇALVES
AGDO.(A/S)
:GILBERTO CARVALHO
ADV.(A/S)
:LAURA TUMELERO SOUZA
AGDO.(A/S)
:COOPERATIVA MISTA
DOS TRABALHADORES
AUTÔNOMOS
DO ALTO URUGUAI LTDA -
COOMTAAU
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): A parte
ora agravante insurge-se, na presente sede recursal, contra ato decisório
que, por entender
inocorrente,
na espécie, qualquer situação
caracterizadora de desrespeito à autoridade de decisão ou de enunciado
sumular impregnados de eficácia vinculante emanados desta Suprema
Corte, julgou improcedente a reclamação por ela deduzida.
A parte recorrente, para justificar, no caso, a utilização da via
reclamatória, alegou que o ato judicial reclamado – que resultou de
julgamento pelo E. Tribunal Superior do Trabalho – teria transgredido a
autoridade da decisão que esta Suprema Corte proferiu, com efeito
vinculante, no exame da ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO, além de
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Relatório
RCL 20905 AGR / RS
supostamente haver desrespeitado o enunciado constante da Súmula
Vinculante n 10/Supremo Tribunal Federal, que possui o seguinte teor:
“Viola a cláusula de reserva de plenário (Constituição Federal de 1988, artigo 97) a
decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora não declare
expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do
poder público, afasta sua incidência, no todo ou em parte.” (grifei)
A decisão agravada, com fundamento na jurisprudência desta Corte,
constatou que o órgão judiciário reclamado apenas reconheceu, no caso
concreto, com apoio no conjunto probatório produzido no processo
trabalhista, a omissão do Poder Público em virtude do descumprimento de
sua obrigação jurídica de fiscalizar a fiel execução das obrigações
trabalhistas pela contratada, não havendo formulado juízo algum
de inconstitucionalidade, o que, além de afastar o alegado desrespeito
à decisão proferida no julgamento da ADC 16/DF, descaracteriza
a
ocorrência
de
transgressão ao enunciado constante da Súmula
Vinculante n 10/Supremo Tribunal Federal.
Inconformada com esse ato decisório, a parte ora recorrente
interpõe este recurso, postulando, com o seu provimento, venha a ser
reconhecida a ofensa aos parâmetros de confronto invocados nesta sede
reclamatória.
O Ministério Público Federal, em manifestação da lavra do eminente
Subprocurador-Geral da República Dr. PAULO GUSTAVO GONET
BRANCO, opinou pelo não provimento do recurso de agravo em
parecer assim ementado:
“Reclamação
constitucional.
Agravo
regimental.
Administração Pública. Responsabilização subsidiária por
débitos trabalhistas inadimplidos. Petição de agravo que não
combate os fundamentos da decisão agravada. Parecer pelo
desprovimento do recurso.” (grifei)
2
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Supremo Tribunal Federal
RCL 20905 AGR / RS
supostamente haver desrespeitado o enunciado constante da Súmula
Vinculante n 10/Supremo Tribunal Federal, que possui o seguinte teor:
“Viola a cláusula de reserva de plenário (Constituição Federal de 1988, artigo 97) a
decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora não declare
expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do
poder público, afasta sua incidência, no todo ou em parte.” (grifei)
A decisão agravada, com fundamento na jurisprudência desta Corte,
constatou que o órgão judiciário reclamado apenas reconheceu, no caso
concreto, com apoio no conjunto probatório produzido no processo
trabalhista, a omissão do Poder Público em virtude do descumprimento de
sua obrigação jurídica de fiscalizar a fiel execução das obrigações
trabalhistas pela contratada, não havendo formulado juízo algum
de inconstitucionalidade, o que, além de afastar o alegado desrespeito
à decisão proferida no julgamento da ADC 16/DF, descaracteriza
a
ocorrência
de
transgressão ao enunciado constante da Súmula
Vinculante n 10/Supremo Tribunal Federal.
Inconformada com esse ato decisório, a parte ora recorrente
interpõe este recurso, postulando, com o seu provimento, venha a ser
reconhecida a ofensa aos parâmetros de confronto invocados nesta sede
reclamatória.
O Ministério Público Federal, em manifestação da lavra do eminente
Subprocurador-Geral da República Dr. PAULO GUSTAVO GONET
BRANCO, opinou pelo não provimento do recurso de agravo em
parecer assim ementado:
“Reclamação
constitucional.
Agravo
regimental.
Administração Pública. Responsabilização subsidiária por
débitos trabalhistas inadimplidos. Petição de agravo que não
combate os fundamentos da decisão agravada. Parecer pelo
desprovimento do recurso.” (grifei)
2
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Relatório
RCL 20905 AGR / RS
Por não me convencer das razões expostas pela parte agravante,
submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo.
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
RCL 20905 AGR / RS
Por não me convencer das razões expostas pela parte agravante,
submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo.
É o relatório.
3
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.905 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não
a ssiste
razão à parte recorrente, eis que a decisão impugnada na presente
sede recursal ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial
firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame.
Como tive o ensejo de enfatizar na decisão agravada, esta Suprema
Corte, ao apreciar a ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO, julgou-a
procedente, para confirmar a constitucionalidade do art. 71, § 1..., da
Lei n 8.666/93, em julgamento que se acha assim ementado:
“RESPONSABILIDADE CONTRATUAL.
Subsidiária.
Contrato com a administração pública. Inadimplência negocial
do outro contraente. Transferência consequente e automática dos
seus encargos trabalhistas, fiscais e comerciais, resultantes da
execução do contrato, à administração. Impossibilidade jurídica.
Consequência proibida pelo art. 71, § 1..., da Lei federal n 8.666/93.
Constitucionalidade reconhecida dessa norma. Ação direta de
constitucionalidade
julgada, nesse sentido, procedente.
Voto vencido. É constitucional a norma inscrita no art. 71, § 1..., da
Lei federal n 8.666, de 26 de junho de 1993, com a redação dada pela
Lei n 9.032, de 1995.”
(ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO – grifei)
É oportuno ressaltar, no ponto, que, em referido julgamento, não
obstante o Plenário do Supremo Tribunal Federal tenha confirmado a
plena validade constitucional do § 1... do art. 71 da Lei n 8.666/93 – por
entender juridicamente incompatível com a Constituição a transferência
automática, em detrimento da Administração Pública, dos encargos
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.905 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não
a ssiste
razão à parte recorrente, eis que a decisão impugnada na presente
sede recursal ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial
firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame.
Como tive o ensejo de enfatizar na decisão agravada, esta Suprema
Corte, ao apreciar a ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO, julgou-a
procedente, para confirmar a constitucionalidade do art. 71, § 1..., da
Lei n 8.666/93, em julgamento que se acha assim ementado:
“RESPONSABILIDADE CONTRATUAL.
Subsidiária.
Contrato com a administração pública. Inadimplência negocial
do outro contraente. Transferência consequente e automática dos
seus encargos trabalhistas, fiscais e comerciais, resultantes da
execução do contrato, à administração. Impossibilidade jurídica.
Consequência proibida pelo art. 71, § 1..., da Lei federal n 8.666/93.
Constitucionalidade reconhecida dessa norma. Ação direta de
constitucionalidade
julgada, nesse sentido, procedente.
Voto vencido. É constitucional a norma inscrita no art. 71, § 1..., da
Lei federal n 8.666, de 26 de junho de 1993, com a redação dada pela
Lei n 9.032, de 1995.”
(ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO – grifei)
É oportuno ressaltar, no ponto, que, em referido julgamento, não
obstante o Plenário do Supremo Tribunal Federal tenha confirmado a
plena validade constitucional do § 1... do art. 71 da Lei n 8.666/93 – por
entender juridicamente incompatível com a Constituição a transferência
automática, em detrimento da Administração Pública, dos encargos
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 20905 AGR / RS
trabalhistas, fiscais, comerciais e previdenciários resultantes da execução
do contrato na hipótese de inadimplência da empresa contratada –,
enfatizou-se que essa declaração de constitucionalidade não impediria, em
cada situação ocorrente, o reconhecimento de eventual culpa “in omittendo”,
“in eligendo” ou “in vigilando” do Poder Público.
Essa visão em torno do tema tem sido observada – é importante
destacar – por Ministros de ambas as Turmas desta Suprema Corte
(Rcl 8.475/PE, Rel. Min. AYRES BRITTO – Rcl 11.917/SP, Rel. Min. LUIZ
FUX – Rcl 12.089-AgR/RJ, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.310-AgR/SP, Rel.
Min. LUIZ FUX – Rcl 12.388/SC, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA –
Rcl 12.434/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.595/SP, Rel. Min. JOAQUIM
BARBOSA – Rcl 12.828/PE, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 12.944/DF,
Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 13.272-MC/MG, Rel. Min. ROSA
WEBER – Rcl 13.425/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – Rcl 13.841/SP, Rel.
Min. CELSO DE MELLO – Rcl 14.658/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI –
Rcl 15.052/RO, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.), em julgamentos nos quais
se tem reconhecido possível a atribuição de responsabilidade subsidiária ao
ente público na hipótese excepcional de restar demonstrada a ocorrência
de comportamento culposo da Administração Pública.
Vale referir, bem por isso, ante a pertinência de seu conteúdo,
fragmento da decisão que o eminente Ministro JOAQUIM BARBOSA
proferiu no âmbito da Rcl 12.925/SP, de que foi Relator:
“(...) ao declarar a constitucionalidade do referido § 1... do
art. 71 da Lei 8.666/1993, a Corte consignou que se, na análise do
caso concreto, ficar configurada a culpa da Administração em
fiscalizar a execução do contrato firmado com a empresa
contratada, estará presente sua responsabilidade subsidiária
pelos débitos trabalhistas não adimplidos. Em outras palavras,
vedou-se, apenas,
a
transferência
automática
ou a
responsabilidade objetiva da Administração Pública por essas
obrigações.
2
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Supremo Tribunal Federal
RCL 20905 AGR / RS
trabalhistas, fiscais, comerciais e previdenciários resultantes da execução
do contrato na hipótese de inadimplência da empresa contratada –,
enfatizou-se que essa declaração de constitucionalidade não impediria, em
cada situação ocorrente, o reconhecimento de eventual culpa “in omittendo”,
“in eligendo” ou “in vigilando” do Poder Público.
Essa visão em torno do tema tem sido observada – é importante
destacar – por Ministros de ambas as Turmas desta Suprema Corte
(Rcl 8.475/PE, Rel. Min. AYRES BRITTO – Rcl 11.917/SP, Rel. Min. LUIZ
FUX – Rcl 12.089-AgR/RJ, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.310-AgR/SP, Rel.
Min. LUIZ FUX – Rcl 12.388/SC, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA –
Rcl 12.434/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.595/SP, Rel. Min. JOAQUIM
BARBOSA – Rcl 12.828/PE, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 12.944/DF,
Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 13.272-MC/MG, Rel. Min. ROSA
WEBER – Rcl 13.425/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – Rcl 13.841/SP, Rel.
Min. CELSO DE MELLO – Rcl 14.658/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI –
Rcl 15.052/RO, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.), em julgamentos nos quais
se tem reconhecido possível a atribuição de responsabilidade subsidiária ao
ente público na hipótese excepcional de restar demonstrada a ocorrência
de comportamento culposo da Administração Pública.
Vale referir, bem por isso, ante a pertinência de seu conteúdo,
fragmento da decisão que o eminente Ministro JOAQUIM BARBOSA
proferiu no âmbito da Rcl 12.925/SP, de que foi Relator:
“(...) ao declarar a constitucionalidade do referido § 1... do
art. 71 da Lei 8.666/1993, a Corte consignou que se, na análise do
caso concreto, ficar configurada a culpa da Administração em
fiscalizar a execução do contrato firmado com a empresa
contratada, estará presente sua responsabilidade subsidiária
pelos débitos trabalhistas não adimplidos. Em outras palavras,
vedou-se, apenas,
a
transferência
automática
ou a
responsabilidade objetiva da Administração Pública por essas
obrigações.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 25
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 20905 AGR / RS
No presente caso, a autoridade reclamada, embora de forma
sucinta, a partir do conjunto probatório presente nos autos da
reclamação trabalhista, analisou a conduta do ora reclamante e
entendeu configurada a sua culpa ‘in vigilando’.
…...................................................................................................
Como o controle da regularidade da execução dos
contratos firmados com a administração deve ser feito por
dever de ofício, é densa a fundamentação do acórdão-reclamado ao
atribuir ao Estado o dever de provar não ter agido com tolerância ou
desídia incompatíveis com o respeito ao erário.
Se bem ou mal decidiu a autoridade reclamada ao
reconhecer a responsabilidade por culpa imputável à
reclamante, a reclamação constitucional não é o meio
adequado para substituir os recursos e as medidas ordinária e
extraordinariamente disponíveis para correção do alegado erro.
Ante o exposto, julgo improcedente esta reclamação (art. 38
da Lei 8.038/1990 e art. 161, par. ún., do RISTF).” (grifei)
Cumpre assinalar, por necessário, que o dever jurídico das entidades
públicas contratantes de bem proceder na seleção e na fiscalização da
idoneidade das empresas que lhes prestam serviços abrange não apenas o
controle prévio à contratação – consistente em exigir das empresas
licitantes a apresentação dos documentos aptos a demonstrarem a
habilitação jurídica, a qualificação técnica, a situação econômico-financeira, a
regularidade fiscal e o cumprimento do disposto no inciso XXXIII do
artigo 7... da Constituição Federal (Lei n 8.666/93, art. 27) –, mas
compreende, também, o controle concomitante à execução contratual,
viabilizador, entre outras medidas, da vigilância efetiva e da adequada
fiscalização do cumprimento das obrigações trabalhistas em relação aos
empregados vinculados ao contrato celebrado (Lei n 8.666/93, art. 67),
sob pena de enriquecimento indevido do Poder Público e de injusto
empobrecimento do trabalhador, situação essa que não pode ser coonestada
pelo Poder Judiciário.
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Supremo Tribunal Federal
RCL 20905 AGR / RS
No presente caso, a autoridade reclamada, embora de forma
sucinta, a partir do conjunto probatório presente nos autos da
reclamação trabalhista, analisou a conduta do ora reclamante e
entendeu configurada a sua culpa ‘in vigilando’.
…...................................................................................................
Como o controle da regularidade da execução dos
contratos firmados com a administração deve ser feito por
dever de ofício, é densa a fundamentação do acórdão-reclamado ao
atribuir ao Estado o dever de provar não ter agido com tolerância ou
desídia incompatíveis com o respeito ao erário.
Se bem ou mal decidiu a autoridade reclamada ao
reconhecer a responsabilidade por culpa imputável à
reclamante, a reclamação constitucional não é o meio
adequado para substituir os recursos e as medidas ordinária e
extraordinariamente disponíveis para correção do alegado erro.
Ante o exposto, julgo improcedente esta reclamação (art. 38
da Lei 8.038/1990 e art. 161, par. ún., do RISTF).” (grifei)
Cumpre assinalar, por necessário, que o dever jurídico das entidades
públicas contratantes de bem proceder na seleção e na fiscalização da
idoneidade das empresas que lhes prestam serviços abrange não apenas o
controle prévio à contratação – consistente em exigir das empresas
licitantes a apresentação dos documentos aptos a demonstrarem a
habilitação jurídica, a qualificação técnica, a situação econômico-financeira, a
regularidade fiscal e o cumprimento do disposto no inciso XXXIII do
artigo 7... da Constituição Federal (Lei n 8.666/93, art. 27) –, mas
compreende, também, o controle concomitante à execução contratual,
viabilizador, entre outras medidas, da vigilância efetiva e da adequada
fiscalização do cumprimento das obrigações trabalhistas em relação aos
empregados vinculados ao contrato celebrado (Lei n 8.666/93, art. 67),
sob pena de enriquecimento indevido do Poder Público e de injusto
empobrecimento do trabalhador, situação essa que não pode ser coonestada
pelo Poder Judiciário.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 25
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 20905 AGR / RS
Esse entendimento – é sempre importante destacar – encontra apoio
em
expressivo
magistério
doutrinário
(LÍVIA DEPRÁ CAMARGO
SULZBACH, “A Responsabilidade Subsidiária da Administração
Pública na Terceirização de Serviços – Princípio da supremacia do
interesse público x dignidade da pessoa humana? – Repercussões do
julgamento da ADC n. 16 pelo Supremo Tribunal Federal na Súmula n. 331 do Tribunal Superior do Trabalho”,
“in” Revista LTr, vol. 76/2012, p. 719/739; ROBERTO NOBREGA DE
ALMEIDA FILHO, “Terceirização na Administração Pública e Suas
Consequências no Âmbito da Justiça do Trabalho”, “in” Revista do
Tribunal Regional do Trabalho da 15... Região, n 40/2012, p. 187/196;
PLÍNIO ANTÔNIO PÚBLIO ALBREGARD, “Responsabilidade
Subsidiária da Administração Pública Direta, Autárquica e
Fundacional”, “in” Revista do TRT da 2... Região, n 07/2012, p. 67/73;
IVANI CONTINI BRAMANTE, “A Aparente Derrota da
Súmula 331/Tribunal Superior do Trabalho e a Responsabilidade do Poder Público na
Terceirização”, “in” Repertório de Jurisprudência IOB, n 24/2011,
vol. II/721-767; BRUNO SANTOS CUNHA, “Fiscalização de Contratos
Administrativos de Terceirização de Mão de Obra: Uma Nova Exegese e
Reforço de Incidência”, “in” Revista do Tribunal Superior do Trabalho, n 01/2011, vol. 77/131-138;
EDITE HUPSEL, “Controle de Execução dos Contratos Administrativos
pela Administração Pública”, “in” Revista Zênite de Licitações e
Contratos – ILC, n 163/2007, p. 872/878, v.g.).
Cabe destacar, ainda, nessa mesma linha de orientação, em face de
sua precisa abordagem, a lição de HELDER SANTOS AMORIM, MÁRCIO
TÚLIO VIANA e GABRIELA NEVES DELGADO (“Terceirização –
Aspectos Gerais: Última Decisão do Supremo Tribunal Federal e a Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho –
Novos Enfoques”, “in” Revista do Tribunal Superior do Trabalho, n 01/2011, vol. 77/76-83):
“A interpretação do § 1... do art. 71 da Lei n 8.666/93
desafia sua leitura conjunta e contextualizada com vários
outros dispositivos legais que imputam à Administração
Pública, de forma correlata e proporcional, o dever de fiscalizar
eficientemente a execução dos seus contratos de terceirização,
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9003908.
Supremo Tribunal Federal
RCL 20905 AGR / RS
Esse entendimento – é sempre importante destacar – encontra apoio
em
expressivo
magistério
doutrinário
(LÍVIA DEPRÁ CAMARGO
SULZBACH, “A Responsabilidade Subsidiária da Administração
Pública na Terceirização de Serviços – Princípio da supremacia do
interesse público x dignidade da pessoa humana? – Repercussões do
julgamento da ADC n. 16 pelo Supremo Tribunal Federal na Súmula n. 331 do Tribunal Superior do Trabalho”,
“in” Revista LTr, vol. 76/2012, p. 719/739; ROBERTO NOBREGA DE
ALMEIDA FILHO, “Terceirização na Administração Pública e Suas
Consequências no Âmbito da Justiça do Trabalho”, “in” Revista do
Tribunal Regional do Trabalho da 15... Região, n 40/2012, p. 187/196;
PLÍNIO ANTÔNIO PÚBLIO ALBREGARD, “Responsabilidade
Subsidiária da Administração Pública Direta, Autárquica e
Fundacional”, “in” Revista do TRT da 2... Região, n 07/2012, p. 67/73;
IVANI CONTINI BRAMANTE, “A Aparente Derrota da
Súmula 331/Tribunal Superior do Trabalho e a Responsabilidade do Poder Público na
Terceirização”, “in” Repertório de Jurisprudência IOB, n 24/2011,
vol. II/721-767; BRUNO SANTOS CUNHA, “Fiscalização de Contratos
Administrativos de Terceirização de Mão de Obra: Uma Nova Exegese e
Reforço de Incidência”, “in” Revista do Tribunal Superior do Trabalho, n 01/2011, vol. 77/131-138;
EDITE HUPSEL, “Controle de Execução dos Contratos Administrativos
pela Administração Pública”, “in” Revista Zênite de Licitações e
Contratos – ILC, n 163/2007, p. 872/878, v.g.).
Cabe destacar, ainda, nessa mesma linha de orientação, em face de
sua precisa abordagem, a lição de HELDER SANTOS AMORIM, MÁRCIO
TÚLIO VIANA e GABRIELA NEVES DELGADO (“Terceirização –
Aspectos Gerais: Última Decisão do Supremo Tribunal Federal e a Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho –
Novos Enfoques”, “in” Revista do Tribunal Superior do Trabalho, n 01/2011, vol. 77/76-83):
“A interpretação do § 1... do art. 71 da Lei n 8.666/93
desafia sua leitura conjunta e contextualizada com vários
outros dispositivos legais que imputam à Administração
Pública, de forma correlata e proporcional, o dever de fiscalizar
eficientemente a execução dos seus contratos de terceirização,
4
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por imperativo de legalidade e moralidade pública (Constituição,
art. 37, ‘caput’), inclusive em relação ao adimplemento dos
direitos dos trabalhadores terceirizados, tendo em vista que se
trata de direitos fundamentais (Constituição, art. 7...) cuja promoção e
fiscalização incumbe aprioristicamente ao Estado, como razão
essencial de sua existência.
Daí porque a fiscalização do fiel cumprimento dos
direitos dos trabalhadores terceirizados constitui elemento
intrínseco à fiscalização do contrato de prestação de serviços,
tal como decorre expressamente de dispositivos da Lei de Licitações e
das normas que a regulamentam no nível federal, em observância aos
preceitos constitucionais que consagram a dignidade da pessoa
humana e os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa como
fundamento da República (Constituição Federal de 1988, art. 1..., III e IV), que instituem como
objetivo da República construir uma sociedade livre, justa e solidária
(art. 3..., I), que fundamentalizam os direitos essenciais dos
trabalhadores (art. 7...), que fundam a ordem econômica na valorização
do trabalho humano (art. 170) e que alicerçam a ordem social no
primado do trabalho (art. 193).
No plano infraconstitucional, o dever da Administração
Pública de fiscalizar o cumprimento de direitos dos trabalhadores
terceirizados decorre primeiramente de dispositivos da Lei de
Licitações, mas o padrão fiscalizatório, que diz respeito à extensão e
profundidade deste dever de fiscalizar, encontra-se emoldurado na
integração deste diploma legal com preceitos da Instrução Normativa
(IN) n 02/08, alterados pela Instrução Normativa (IN) n 03/09,
do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG),
que regulamentam a matéria no âmbito da Administração Pública
Federal.
…...................................................................................................
E estando assim evidentes os extensos limites do dever
constitucional e legal da Administração de fiscalizar o
cumprimento dos direitos dos trabalhadores terceirizados,
disso decorre naturalmente que a inobservância deste dever de
fiscalização implica a responsabilidade da Administração pelo
inadimplemento dos direitos que deveriam ser fiscalizados.
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por imperativo de legalidade e moralidade pública (Constituição,
art. 37, ‘caput’), inclusive em relação ao adimplemento dos
direitos dos trabalhadores terceirizados, tendo em vista que se
trata de direitos fundamentais (Constituição, art. 7...) cuja promoção e
fiscalização incumbe aprioristicamente ao Estado, como razão
essencial de sua existência.
Daí porque a fiscalização do fiel cumprimento dos
direitos dos trabalhadores terceirizados constitui elemento
intrínseco à fiscalização do contrato de prestação de serviços,
tal como decorre expressamente de dispositivos da Lei de Licitações e
das normas que a regulamentam no nível federal, em observância aos
preceitos constitucionais que consagram a dignidade da pessoa
humana e os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa como
fundamento da República (Constituição Federal de 1988, art. 1..., III e IV), que instituem como
objetivo da República construir uma sociedade livre, justa e solidária
(art. 3..., I), que fundamentalizam os direitos essenciais dos
trabalhadores (art. 7...), que fundam a ordem econômica na valorização
do trabalho humano (art. 170) e que alicerçam a ordem social no
primado do trabalho (art. 193).
No plano infraconstitucional, o dever da Administração
Pública de fiscalizar o cumprimento de direitos dos trabalhadores
terceirizados decorre primeiramente de dispositivos da Lei de
Licitações, mas o padrão fiscalizatório, que diz respeito à extensão e
profundidade deste dever de fiscalizar, encontra-se emoldurado na
integração deste diploma legal com preceitos da Instrução Normativa
(IN) n 02/08, alterados pela Instrução Normativa (IN) n 03/09,
do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG),
que regulamentam a matéria no âmbito da Administração Pública
Federal.
…...................................................................................................
E estando assim evidentes os extensos limites do dever
constitucional e legal da Administração de fiscalizar o
cumprimento dos direitos dos trabalhadores terceirizados,
disso decorre naturalmente que a inobservância deste dever de
fiscalização implica a responsabilidade da Administração pelo
inadimplemento dos direitos que deveriam ser fiscalizados.
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Esta responsabilidade não se esgota com a demonstração
de uma simples verificação superficial da formalização dos
vínculos de emprego, pois o padrão fiscalizatório acima retratado
exige o envolvimento direto e diário da Administração com a rotina
das práticas trabalhistas da empresa contratada.
A Administração só se desincumbe deste seu dever quando
demonstra a promoção eficaz de todos os procedimentos legais
de controle, além daqueles que, embora não previstos
expressamente na lei, sejam indispensáveis à eficiência da fiscalização
na obtenção dos seus resultados, em respeito ao princípio da
eficiência administrativa que rege a Administração Pública
(Constituição, art. 37).
…..................................................................................................
Lado outro, a ausência de fiscalização ou a fiscalização
insuficiente, descomprometida com a efetividade dos direitos
fiscalizados, implica inadimplência do ente público contratante para
com o seu dever de tutela, dever decorrente da sua própria condição de
Administração Pública.” (grifei)
Cumpre ter presente, por relevante, que essa diretriz tem sido
observada pela jurisprudência dos Tribunais, notadamente por aquela
emanada do E. Tribunal Superior do Trabalho (AIRR 132100-
-60.2008.5.04.0402, Rel. Min. ALOYSIO CORRÊA DA VEIGA –
AIRR 14726-94.2010.5.04.0000, Rel. Min. MARIA DE ASSIS CALSING –
AIRR 2042-50.2010.5.18.0000, Rel. Min. ROSA WEBER – AIRR 546040-
-57.2006.5.07.0032, Rel. Min. GUILHERME AUGUSTO CAPUTO
BASTOS –
RR
193600-61.2009.5.09.0594, Rel. Min. MAURICIO
GODINHO DELGADO, v.g.):
“AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE
REVISTA. TERCEIRIZAÇÃO TRABALHISTA – ENTIDADES
ESTATAIS – RESPONSABILIDADE EM CASO DE CULPA ‘IN
VIGILANDO’ NO QUE TANGE AO CUMPRIMENTO DA
LEGISLAÇÃO TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIA POR
PARTE DA EMPRESA TERCEIRIZANTE CONTRATADA –
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Supremo Tribunal Federal
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Esta responsabilidade não se esgota com a demonstração
de uma simples verificação superficial da formalização dos
vínculos de emprego, pois o padrão fiscalizatório acima retratado
exige o envolvimento direto e diário da Administração com a rotina
das práticas trabalhistas da empresa contratada.
A Administração só se desincumbe deste seu dever quando
demonstra a promoção eficaz de todos os procedimentos legais
de controle, além daqueles que, embora não previstos
expressamente na lei, sejam indispensáveis à eficiência da fiscalização
na obtenção dos seus resultados, em respeito ao princípio da
eficiência administrativa que rege a Administração Pública
(Constituição, art. 37).
…..................................................................................................
Lado outro, a ausência de fiscalização ou a fiscalização
insuficiente, descomprometida com a efetividade dos direitos
fiscalizados, implica inadimplência do ente público contratante para
com o seu dever de tutela, dever decorrente da sua própria condição de
Administração Pública.” (grifei)
Cumpre ter presente, por relevante, que essa diretriz tem sido
observada pela jurisprudência dos Tribunais, notadamente por aquela
emanada do E. Tribunal Superior do Trabalho (AIRR 132100-
-60.2008.5.04.0402, Rel. Min. ALOYSIO CORRÊA DA VEIGA –
AIRR 14726-94.2010.5.04.0000, Rel. Min. MARIA DE ASSIS CALSING –
AIRR 2042-50.2010.5.18.0000, Rel. Min. ROSA WEBER – AIRR 546040-
-57.2006.5.07.0032, Rel. Min. GUILHERME AUGUSTO CAPUTO
BASTOS –
RR
193600-61.2009.5.09.0594, Rel. Min. MAURICIO
GODINHO DELGADO, v.g.):
“AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE
REVISTA. TERCEIRIZAÇÃO TRABALHISTA – ENTIDADES
ESTATAIS – RESPONSABILIDADE EM CASO DE CULPA ‘IN
VIGILANDO’ NO QUE TANGE AO CUMPRIMENTO DA
LEGISLAÇÃO TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIA POR
PARTE DA EMPRESA TERCEIRIZANTE CONTRATADA –
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COMPATIBILIDADE COM O ART. 71 DA LEI DE
LICITAÇÕES – INCIDÊNCIA DOS ARTS. 159 DO CCB/1916,
186 E 927, ‘CAPUT’, DO CCB/2002. A mera inadimplência da
empresa terceirizante
quanto às verbas trabalhistas e
previdenciárias devidas ao trabalhador terceirizado não transfere a
responsabilidade por tais verbas para a entidade estatal tomadora de
serviços, a teor do disposto no art. 71 da Lei 8.666/93 (Lei de
Licitações), cuja constitucionalidade foi declarada pelo Supremo
Tribunal Federal na ADC n 16-DF. Entretanto, a inadimplência
da obrigação fiscalizatória da entidade estatal tomadora de
serviços no tocante ao preciso cumprimento das obrigações
trabalhistas e previdenciárias da empresa prestadora de serviços gera
sua responsabilidade subsidiária, em face de sua culpa ‘in
vigilando’, a teor da regra responsabilizatória incidente sobre
qualquer pessoa física ou jurídica que, por ato ou omissão culposos,
cause prejuízos a alguém (art. 186, Código Civil). Evidenciando-se
essa culpa ‘in vigilando’ nos autos, incide a responsabilidade
subjetiva prevista no art. 159 do CCB/1916, arts. 186 e 927, ‘caput’,
do CCB/2002, observados os respectivos períodos de vigência.
Agravo de instrumento desprovido.”
(AIRR 157240-94.2007.5.16.0015, Rel. Min. MAURICIO
GODINHO DELGADO – grifei)
O exame da decisão reclamada, tendo em vista a situação concreta
nela apreciada, revela que se reconheceu, na espécie, a responsabilidade
subsidiária da parte reclamante, ora recorrente, em virtude de situação
configuradora de culpa do Poder Público, não importando se “in
vigilando”, “in eligendo” ou “in omittendo”.
Fundamental, no ponto, é o reconhecimento, por parte das instâncias
ordinárias (cujo pronunciamento é soberano em matéria fático-probatória),
da ocorrência, na espécie, de situação configuradora da responsabilidade
subjetiva da entidade de direito público, que tanto pode resultar de culpa
“in eligendo” quanto de culpa “in vigilando” ou “in omittendo”.
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Supremo Tribunal Federal
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COMPATIBILIDADE COM O ART. 71 DA LEI DE
LICITAÇÕES – INCIDÊNCIA DOS ARTS. 159 DO CCB/1916,
186 E 927, ‘CAPUT’, DO CCB/2002. A mera inadimplência da
empresa terceirizante
quanto às verbas trabalhistas e
previdenciárias devidas ao trabalhador terceirizado não transfere a
responsabilidade por tais verbas para a entidade estatal tomadora de
serviços, a teor do disposto no art. 71 da Lei 8.666/93 (Lei de
Licitações), cuja constitucionalidade foi declarada pelo Supremo
Tribunal Federal na ADC n 16-DF. Entretanto, a inadimplência
da obrigação fiscalizatória da entidade estatal tomadora de
serviços no tocante ao preciso cumprimento das obrigações
trabalhistas e previdenciárias da empresa prestadora de serviços gera
sua responsabilidade subsidiária, em face de sua culpa ‘in
vigilando’, a teor da regra responsabilizatória incidente sobre
qualquer pessoa física ou jurídica que, por ato ou omissão culposos,
cause prejuízos a alguém (art. 186, Código Civil). Evidenciando-se
essa culpa ‘in vigilando’ nos autos, incide a responsabilidade
subjetiva prevista no art. 159 do CCB/1916, arts. 186 e 927, ‘caput’,
do CCB/2002, observados os respectivos períodos de vigência.
Agravo de instrumento desprovido.”
(AIRR 157240-94.2007.5.16.0015, Rel. Min. MAURICIO
GODINHO DELGADO – grifei)
O exame da decisão reclamada, tendo em vista a situação concreta
nela apreciada, revela que se reconheceu, na espécie, a responsabilidade
subsidiária da parte reclamante, ora recorrente, em virtude de situação
configuradora de culpa do Poder Público, não importando se “in
vigilando”, “in eligendo” ou “in omittendo”.
Fundamental, no ponto, é o reconhecimento, por parte das instâncias
ordinárias (cujo pronunciamento é soberano em matéria fático-probatória),
da ocorrência, na espécie, de situação configuradora da responsabilidade
subjetiva da entidade de direito público, que tanto pode resultar de culpa
“in eligendo” quanto de culpa “in vigilando” ou “in omittendo”.
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Não vislumbro, desse modo, a ocorrência do alegado desrespeito à
autoridade da decisão que esta Corte proferiu, com eficácia vinculante, no
julgamento da ADC 16/DF.
De outro lado, e no que concerne à suposta transgressão à diretriz
resultante da Súmula Vinculante n 10/Supremo Tribunal Federal, não verifico, na decisão de que
ora se reclama, a existência de qualquer juízo ostensivo, disfarçado ou dissimulado de
inconstitucionalidade do art. 71 da Lei n 8.666/1993.
Na realidade, tudo indica que, em referido julgamento, o órgão
judiciário reclamado apenas reconheceu, no caso concreto, com apoio no
conjunto probatório produzido no processo trabalhista, a omissão do Poder
Público em virtude do descumprimento de sua obrigação jurídica de
fiscalizar a fiel execução das obrigações trabalhistas pela contratada, não
havendo formulado juízo algum de inconstitucionalidade, o que afasta,
ante a inexistência de qualquer declaração de ilegitimidade inconstitucional,
a ocorrência de transgressão ao enunciado constante da Súmula
Vinculante 10/Supremo Tribunal Federal.
Tenho para mim , por isso mesmo, na linha do que tem sido
iterativamente proclamado pela jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal (Rcl 11.846/MG , Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI –
Rcl 12.486/SP , Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 14.623/ES ,
Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, v.g.), que o ato objeto da presente
reclamação não declarou a inconstitucionalidade do § 1... do art. 71 da
Lei n 8.666/93 nem afastou , mesmo implicitamente, a sua incidência , para
decidir a causa “sob critérios diversos alegadamente extraídos da
Constituição” (RTJ 169/756-757, v.g.).
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Supremo Tribunal Federal
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Não vislumbro, desse modo, a ocorrência do alegado desrespeito à
autoridade da decisão que esta Corte proferiu, com eficácia vinculante, no
julgamento da ADC 16/DF.
De outro lado, e no que concerne à suposta transgressão à diretriz
resultante da Súmula Vinculante n 10/Supremo Tribunal Federal, não verifico, na decisão de que
ora se reclama, a existência de qualquer juízo ostensivo, disfarçado ou dissimulado de
inconstitucionalidade do art. 71 da Lei n 8.666/1993.
Na realidade, tudo indica que, em referido julgamento, o órgão
judiciário reclamado apenas reconheceu, no caso concreto, com apoio no
conjunto probatório produzido no processo trabalhista, a omissão do Poder
Público em virtude do descumprimento de sua obrigação jurídica de
fiscalizar a fiel execução das obrigações trabalhistas pela contratada, não
havendo formulado juízo algum de inconstitucionalidade, o que afasta,
ante a inexistência de qualquer declaração de ilegitimidade inconstitucional,
a ocorrência de transgressão ao enunciado constante da Súmula
Vinculante 10/Supremo Tribunal Federal.
Tenho para mim , por isso mesmo, na linha do que tem sido
iterativamente proclamado pela jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal (Rcl 11.846/MG , Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI –
Rcl 12.486/SP , Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 14.623/ES ,
Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, v.g.), que o ato objeto da presente
reclamação não declarou a inconstitucionalidade do § 1... do art. 71 da
Lei n 8.666/93 nem afastou , mesmo implicitamente, a sua incidência , para
decidir a causa “sob critérios diversos alegadamente extraídos da
Constituição” (RTJ 169/756-757, v.g.).
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RCL 20905 AGR / RS
Impende assinalar, por relevante, que a controvérsia jurídica objeto
deste processo já foi dirimida no âmbito desta Suprema Corte, em
julgamentos específicos que envolveram as mesmas partes ora em litígio
(Rcl 17.867-AgR/RS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 19.874-
-AgR/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 20.026/RS, Rel. Min. ROSA
WEBER – Rcl 20.142/RS, Rel. Min. ROBERTO BARROSO – Rcl 20.178-
-AgR/RS, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.):
“AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO.
RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. ARTIGO 71, § 1..., DA
LEI 8.666/93. CONSTITUCIONALIDADE. ADC 16.
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. DEVER DE FISCALIZAÇÃO.
RESPONSABILIDADE DO MUNICÍPIO. AFRONTA À
SÚMULA VINCULANTE 10. INOCORRÊNCIA. AGRAVO
REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
1. A Administração tem o dever de fiscalizar o fiel
cumprimento do contrato pelas empresas prestadoras de
serviço, também no que diz respeito às obrigações trabalhistas
referentes aos empregados vinculados ao contrato celebrado, sob pena
de atuar com culpa ‘in eligendo’ ou ‘in vigilando’.
2. A aplicação do artigo 71, § 1..., da Lei n. 8.666/93,
declarado constitucional pelo Supremo Tribunal Federal, no
julgamento da ADC 16, não exime a entidade da Administração
Pública do dever de observar os princípios constitucionais a ela
referentes, entre os quais os da legalidade e da moralidade
administrativa.
3. A decisão que reconhece a responsabilidade do ente
público com fulcro no contexto fático-probatório carreado aos autos
não pode ser alterada pelo manejo da reclamação constitucional.
Precedentes: Rcl 11985-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO,
Tribunal Pleno, julgado em 21/02/2013, PROCESSO ELETRÔNICO
DJe-050 DIVULG 14-03-2013 PUBLIC 15-03-2013.
4. A ausência de juízo de inconstitucionalidade acerca da
norma citada na decisão impugnada afasta a violação à Súmula
Vinculante 10 desta Corte.
9
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Supremo Tribunal Federal
RCL 20905 AGR / RS
Impende assinalar, por relevante, que a controvérsia jurídica objeto
deste processo já foi dirimida no âmbito desta Suprema Corte, em
julgamentos específicos que envolveram as mesmas partes ora em litígio
(Rcl 17.867-AgR/RS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 19.874-
-AgR/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 20.026/RS, Rel. Min. ROSA
WEBER – Rcl 20.142/RS, Rel. Min. ROBERTO BARROSO – Rcl 20.178-
-AgR/RS, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.):
“AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO.
RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. ARTIGO 71, § 1..., DA
LEI 8.666/93. CONSTITUCIONALIDADE. ADC 16.
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. DEVER DE FISCALIZAÇÃO.
RESPONSABILIDADE DO MUNICÍPIO. AFRONTA À
SÚMULA VINCULANTE 10. INOCORRÊNCIA. AGRAVO
REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
1. A Administração tem o dever de fiscalizar o fiel
cumprimento do contrato pelas empresas prestadoras de
serviço, também no que diz respeito às obrigações trabalhistas
referentes aos empregados vinculados ao contrato celebrado, sob pena
de atuar com culpa ‘in eligendo’ ou ‘in vigilando’.
2. A aplicação do artigo 71, § 1..., da Lei n. 8.666/93,
declarado constitucional pelo Supremo Tribunal Federal, no
julgamento da ADC 16, não exime a entidade da Administração
Pública do dever de observar os princípios constitucionais a ela
referentes, entre os quais os da legalidade e da moralidade
administrativa.
3. A decisão que reconhece a responsabilidade do ente
público com fulcro no contexto fático-probatório carreado aos autos
não pode ser alterada pelo manejo da reclamação constitucional.
Precedentes: Rcl 11985-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO,
Tribunal Pleno, julgado em 21/02/2013, PROCESSO ELETRÔNICO
DJe-050 DIVULG 14-03-2013 PUBLIC 15-03-2013.
4. A ausência de juízo de inconstitucionalidade acerca da
norma citada na decisão impugnada afasta a violação à Súmula
Vinculante 10 desta Corte.
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5. A impugnação específica da decisão agravada, quando
ausente, conduz ao desprovimento do agravo regimental. Súmula 287
do Supremo Tribunal Federal. Precedentes: Rcl n 5.684/PE-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski, DJe-152 de 15/8/08; ARE 665.255-AgR/PR,
Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, Dje 22/5/2013;
AI 763.915-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma,
DJe 7/5/2013.
6. Agravo regimental a que se nega provimento.”
(Rcl 17.105-AgR/RS, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei)
Nem se diga, ainda, tal como pretendido pela parte reclamante, ora
recorrente, que este pedido reclamatório deveria ser deferido, porque
seriam insuficientes os elementos reveladores da inobservância, pela
entidade pública contratante, do dever de fiscalizar o cumprimento,
pela empresa prestadora de serviços, das obrigações trabalhistas decorrentes
das relações de trabalho subjacentes ao contrato administrativo
celebrado nos termos da Lei n 8.666/93.
Na realidade, mostra-se inviável qualquer análise do quadro fático-
-probatório concernente à reclamação trabalhista ajuizada contra a
entidade pública contratante, que sustenta, em sua defesa, a ausência de
demonstração, no âmbito da Justiça do Trabalho, de comportamento
culposo atribuível a esse mesmo ente da Administração Pública.
Na verdade, o que a parte reclamante, ora recorrente, busca, em sede
processualmente inadequada, é o reexame, por esta Suprema Corte, do
substrato probatório sobre o qual se apoiou a decisão ora questionada,
cuja fundamentação assenta-se no reconhecimento – previamente
manifestado pelas instâncias ordinárias com apoio em provas produzidas
nos autos – da conduta culposa atribuída à entidade pública contratante.
10
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Supremo Tribunal Federal
RCL 20905 AGR / RS
5. A impugnação específica da decisão agravada, quando
ausente, conduz ao desprovimento do agravo regimental. Súmula 287
do Supremo Tribunal Federal. Precedentes: Rcl n 5.684/PE-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski, DJe-152 de 15/8/08; ARE 665.255-AgR/PR,
Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, Dje 22/5/2013;
AI 763.915-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma,
DJe 7/5/2013.
6. Agravo regimental a que se nega provimento.”
(Rcl 17.105-AgR/RS, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei)
Nem se diga, ainda, tal como pretendido pela parte reclamante, ora
recorrente, que este pedido reclamatório deveria ser deferido, porque
seriam insuficientes os elementos reveladores da inobservância, pela
entidade pública contratante, do dever de fiscalizar o cumprimento,
pela empresa prestadora de serviços, das obrigações trabalhistas decorrentes
das relações de trabalho subjacentes ao contrato administrativo
celebrado nos termos da Lei n 8.666/93.
Na realidade, mostra-se inviável qualquer análise do quadro fático-
-probatório concernente à reclamação trabalhista ajuizada contra a
entidade pública contratante, que sustenta, em sua defesa, a ausência de
demonstração, no âmbito da Justiça do Trabalho, de comportamento
culposo atribuível a esse mesmo ente da Administração Pública.
Na verdade, o que a parte reclamante, ora recorrente, busca, em sede
processualmente inadequada, é o reexame, por esta Suprema Corte, do
substrato probatório sobre o qual se apoiou a decisão ora questionada,
cuja fundamentação assenta-se no reconhecimento – previamente
manifestado pelas instâncias ordinárias com apoio em provas produzidas
nos autos – da conduta culposa atribuída à entidade pública contratante.
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 20905 AGR / RS
O Supremo Tribunal Federal, por tal motivo, defrontando-se com
idêntica
pretensão
reclamatória,
tem
advertido, em
sucessivos
pronunciamentos (Rcl 14.732-AgR/DF, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 14.932-
-AgR/PR, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 15.995-AgR/BA, Rel. Min. ROBERTO
BARROSO – Rcl 16.784-AgR/SC, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, v.g.),
não se mostrar cabível a utilização do instrumento constitucional da
reclamação, quando objetivar, como sucede na espécie, a reavaliação de dados
fático-probatórios subjacentes ao ato decisório de que se reclama:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NA
RECLAMAÇÃO.
RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. ARTIGO 71, § 1...,
DA LEI 8.666/93. CONSTITUCIONALIDADE. ADC 16.
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. DEVER DE FISCALIZAÇÃO.
RESPONSABILIDADE DA UNIÃO. AGRAVO REGIMENTAL
A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
1. A Administração tem o dever de fiscalizar o fiel
cumprimento do contrato pelas empresas prestadoras de serviço,
também no que diz respeito às obrigações trabalhistas referentes aos
empregados vinculados ao contrato celebrado, sob pena de atuar com
culpa ‘in eligendo’ ou ‘in vigilando’.
2. A aplicação do artigo 71, § 1..., da Lei n. 8.666/93, declarado
constitucional pelo Supremo Tribunal Federal, no julgamento da
ADC 16, não exime a entidade da Administração Pública do
dever de observar os princípios constitucionais a ela referentes,
entre os quais os da legalidade e da moralidade administrativa.
3. A decisão que reconhece a responsabilidade do ente
público com fulcro no contexto fático-probatório carreado aos
autos não pode ser alterada pelo manejo da reclamação
constitucional. Precedentes: Rcl 11985-AgR, Rel. Min. CELSO DE
MELLO, Tribunal Pleno, julgado em 21/02/2013, PROCESSO
ELETRÔNICO DJe-050 DIVULG 14-03-2013 PUBLIC 15-03-2013.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.”
(Rcl 15.413-AgR/DF, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei)
“AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. PODER
PÚBLICO.
TERCEIRIZAÇÃO.
RESPONSABILIDADE
11
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Supremo Tribunal Federal
RCL 20905 AGR / RS
O Supremo Tribunal Federal, por tal motivo, defrontando-se com
idêntica
pretensão
reclamatória,
tem
advertido, em
sucessivos
pronunciamentos (Rcl 14.732-AgR/DF, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 14.932-
-AgR/PR, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 15.995-AgR/BA, Rel. Min. ROBERTO
BARROSO – Rcl 16.784-AgR/SC, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, v.g.),
não se mostrar cabível a utilização do instrumento constitucional da
reclamação, quando objetivar, como sucede na espécie, a reavaliação de dados
fático-probatórios subjacentes ao ato decisório de que se reclama:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NA
RECLAMAÇÃO.
RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. ARTIGO 71, § 1...,
DA LEI 8.666/93. CONSTITUCIONALIDADE. ADC 16.
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. DEVER DE FISCALIZAÇÃO.
RESPONSABILIDADE DA UNIÃO. AGRAVO REGIMENTAL
A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
1. A Administração tem o dever de fiscalizar o fiel
cumprimento do contrato pelas empresas prestadoras de serviço,
também no que diz respeito às obrigações trabalhistas referentes aos
empregados vinculados ao contrato celebrado, sob pena de atuar com
culpa ‘in eligendo’ ou ‘in vigilando’.
2. A aplicação do artigo 71, § 1..., da Lei n. 8.666/93, declarado
constitucional pelo Supremo Tribunal Federal, no julgamento da
ADC 16, não exime a entidade da Administração Pública do
dever de observar os princípios constitucionais a ela referentes,
entre os quais os da legalidade e da moralidade administrativa.
3. A decisão que reconhece a responsabilidade do ente
público com fulcro no contexto fático-probatório carreado aos
autos não pode ser alterada pelo manejo da reclamação
constitucional. Precedentes: Rcl 11985-AgR, Rel. Min. CELSO DE
MELLO, Tribunal Pleno, julgado em 21/02/2013, PROCESSO
ELETRÔNICO DJe-050 DIVULG 14-03-2013 PUBLIC 15-03-2013.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.”
(Rcl 15.413-AgR/DF, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei)
“AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. PODER
PÚBLICO.
TERCEIRIZAÇÃO.
RESPONSABILIDADE
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
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SUBSIDIÁRIA. 1. Decisão agravada que afirmou a inexistência de
violação à autoridade da decisão proferida na ADC 16 ou à Súmula
Vinculante 10. 2. Afirmada a responsabilidade subsidiária da
Administração por débitos trabalhistas de suas contratadas, quando
reconhecida a omissão da contratante na fiscalização da execução do
contrato (culpa ‘in eligendo’ ou ‘in vigilando’). 3. Em sede de
reclamação, é inviável reexaminar o material fático-probatório dos
autos, a fim de rever a caracterização da omissão do Poder Público.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.”
(Rcl 16.937-AgR/BA, Rel. Min. ROBERTO BARROSO –
grifei)
A análise do pleito em questão evidencia que o órgão judiciário cuja
decisão é impugnada nesta via reclamatória, longe de incidir em
transgressão ao julgamento plenário da ADC 16/DF, procedeu, na realidade,
ao reconhecimento da responsabilidade subsidiária da Administração
Pública, para, em função de apreciação, pelas instâncias ordinárias, dos
diversos elementos de prova produzidos no processo trabalhista,
concluir pela ocorrência de comportamento culposo por parte da entidade
pública contratante.
Torna-se claro, desse modo, que a decisão de que ora se reclama,
precisamente porque não pronunciou a inconstitucionalidade da norma
inscrita no § 1... do art. 71 da Lei n 8.666/93, manteve-se em consonância
com o julgamento plenário proferido no exame da ADC 16/DF,
restringindo-se, unicamente, à avaliação da prova produzida no processo
em que postulado o reconhecimento da responsabilidade subsidiária da parte
ora recorrente.
Mostra-se evidente, pois, presentes tais considerações, a inadequação
do meio processual ora utilizado. É que a reclamação – constitucionalmente
vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, “l”, da
Carta Política (RTJ 134/1033) – não se qualifica como sucedâneo recursal
nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato
12
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SUBSIDIÁRIA. 1. Decisão agravada que afirmou a inexistência de
violação à autoridade da decisão proferida na ADC 16 ou à Súmula
Vinculante 10. 2. Afirmada a responsabilidade subsidiária da
Administração por débitos trabalhistas de suas contratadas, quando
reconhecida a omissão da contratante na fiscalização da execução do
contrato (culpa ‘in eligendo’ ou ‘in vigilando’). 3. Em sede de
reclamação, é inviável reexaminar o material fático-probatório dos
autos, a fim de rever a caracterização da omissão do Poder Público.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.”
(Rcl 16.937-AgR/BA, Rel. Min. ROBERTO BARROSO –
grifei)
A análise do pleito em questão evidencia que o órgão judiciário cuja
decisão é impugnada nesta via reclamatória, longe de incidir em
transgressão ao julgamento plenário da ADC 16/DF, procedeu, na realidade,
ao reconhecimento da responsabilidade subsidiária da Administração
Pública, para, em função de apreciação, pelas instâncias ordinárias, dos
diversos elementos de prova produzidos no processo trabalhista,
concluir pela ocorrência de comportamento culposo por parte da entidade
pública contratante.
Torna-se claro, desse modo, que a decisão de que ora se reclama,
precisamente porque não pronunciou a inconstitucionalidade da norma
inscrita no § 1... do art. 71 da Lei n 8.666/93, manteve-se em consonância
com o julgamento plenário proferido no exame da ADC 16/DF,
restringindo-se, unicamente, à avaliação da prova produzida no processo
em que postulado o reconhecimento da responsabilidade subsidiária da parte
ora recorrente.
Mostra-se evidente, pois, presentes tais considerações, a inadequação
do meio processual ora utilizado. É que a reclamação – constitucionalmente
vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, “l”, da
Carta Política (RTJ 134/1033) – não se qualifica como sucedâneo recursal
nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato
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RCL 20905 AGR / RS
reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação
constitucional subjacente à instituição dessa medida processual,
consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal:
“CONSTITUCIONAL.
PROCESSUAL
CIVIL.
RECLAMAÇÃO: NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE
AÇÃO RESCISÓRIA.
I. – A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de
recurso ou de ação rescisória.
II. – Reclamação não conhecida.”
(RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno – grifei)
“Não cabe reclamação destinada a invalidar decisão de
outro Tribunal, que haja porventura divergido da jurisprudência do
Supremo Tribunal, firmada no julgamento de causa diferente, mesmo
em se tratando de controvérsias de porte constitucional.
Também não é a reclamação instrumento idôneo de
uniformização de jurisprudência, tampouco sucedâneo de recurso
ou rescisória, não utilizados tempestivamente pelas partes.”
(Rcl 724-AgR/ES, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI,
Pleno – grifei)
“O despacho acoimado de ofender a autoridade da decisão do
Supremo Tribunal Federal negou seguimento, por razões processuais
suficientes, ao recurso ordinário interposto contra acórdão em
mandado de segurança. Por esse fundamento não é cabível
reclamação, eis que a decisão da Corte Maior não cuida da matéria.
.......................................................................................................
A reclamação não pode servir de sucedâneo de recursos e
ações cabíveis, como decidiu esse Plenário nas Rcl Ag.Rg 1852,
relator Maurício Correa, e Rcl Ag.Rg. 724, rel. Min. Octávio Gallotti.
(…).”
(Rcl 1.591/RN, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Pleno – grifei)
“AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À
DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA.
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Supremo Tribunal Federal
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reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação
constitucional subjacente à instituição dessa medida processual,
consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal:
“CONSTITUCIONAL.
PROCESSUAL
CIVIL.
RECLAMAÇÃO: NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE
AÇÃO RESCISÓRIA.
I. – A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de
recurso ou de ação rescisória.
II. – Reclamação não conhecida.”
(RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno – grifei)
“Não cabe reclamação destinada a invalidar decisão de
outro Tribunal, que haja porventura divergido da jurisprudência do
Supremo Tribunal, firmada no julgamento de causa diferente, mesmo
em se tratando de controvérsias de porte constitucional.
Também não é a reclamação instrumento idôneo de
uniformização de jurisprudência, tampouco sucedâneo de recurso
ou rescisória, não utilizados tempestivamente pelas partes.”
(Rcl 724-AgR/ES, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI,
Pleno – grifei)
“O despacho acoimado de ofender a autoridade da decisão do
Supremo Tribunal Federal negou seguimento, por razões processuais
suficientes, ao recurso ordinário interposto contra acórdão em
mandado de segurança. Por esse fundamento não é cabível
reclamação, eis que a decisão da Corte Maior não cuida da matéria.
.......................................................................................................
A reclamação não pode servir de sucedâneo de recursos e
ações cabíveis, como decidiu esse Plenário nas Rcl Ag.Rg 1852,
relator Maurício Correa, e Rcl Ag.Rg. 724, rel. Min. Octávio Gallotti.
(…).”
(Rcl 1.591/RN, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Pleno – grifei)
“AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À
DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA.
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 20905 AGR / RS
AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS
ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO
TRIBUNAL.
.......................................................................................................
A questão da responsabilidade do Estado pelas dívidas da
instituição financeira estatal revela tema afeto ao processo de execução
que tramita na Justiça do Trabalho, não guardando pertinência com o
objeto da presente ação. A reclamação não pode servir de
sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis.”
(Rcl 1.852-AgR/RN, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA,
Pleno – grifei)
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO.
CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE
ARGUMENTOS NOVOS.
RECLAMAÇÃO UTILIZADA
COMO SUCEDÂNEO RECURSAL.
INEXISTÊNCIA DE
AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
.......................................................................................................
3. O instituto da Reclamação não se presta para substituir
recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do
jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo
‘a quo’.
.......................................................................................................
5. Agravo regimental não provido.”
(Rcl 5.465-ED/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno –
grifei)
“AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO.
A
RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO
PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO.
I – A reclamação constitucional não pode ser utilizada
como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição
invocada nos autos da decisão de mérito.
.......................................................................................................
III – Reclamação improcedente.
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Supremo Tribunal Federal
RCL 20905 AGR / RS
AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS
ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO
TRIBUNAL.
.......................................................................................................
A questão da responsabilidade do Estado pelas dívidas da
instituição financeira estatal revela tema afeto ao processo de execução
que tramita na Justiça do Trabalho, não guardando pertinência com o
objeto da presente ação. A reclamação não pode servir de
sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis.”
(Rcl 1.852-AgR/RN, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA,
Pleno – grifei)
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO.
CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE
ARGUMENTOS NOVOS.
RECLAMAÇÃO UTILIZADA
COMO SUCEDÂNEO RECURSAL.
INEXISTÊNCIA DE
AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
.......................................................................................................
3. O instituto da Reclamação não se presta para substituir
recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do
jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo
‘a quo’.
.......................................................................................................
5. Agravo regimental não provido.”
(Rcl 5.465-ED/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno –
grifei)
“AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO.
A
RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO
PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO.
I – A reclamação constitucional não pode ser utilizada
como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição
invocada nos autos da decisão de mérito.
.......................................................................................................
III – Reclamação improcedente.
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RCL 20905 AGR / RS
IV – Agravo regimental improvido.”
(Rcl
5.684-AgR/PE,
Rel.
Min.
RICARDO
LEWANDOWSKI, Pleno – grifei)
“(...) – O remédio constitucional da reclamação não pode
ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado
a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a
submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo
Tribunal Federal. Precedentes. (…).”
(Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno)
Cabe ressaltar, finalmente, que o Plenário desta Suprema Corte, ao
examinar recursos de agravo que versavam matéria idêntica à ora debatida
nesta sede processual (Rcl 14.917-AgR-segundo/DF, Rel. Min. CELSO DE
MELLO – Rcl 14.947-AgR/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.),
negou-lhes provimento, mantendo, em consequência, decisões impregnadas
do mesmo conteúdo veiculado na presente decisão:
“RECLAMAÇÃO
–
ALEGADO
DESRESPEITO
À
AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA, COM EFEITO
VINCULANTE, NO EXAME
DA
ADC
16/DF
–
INOCORRÊNCIA – RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DA
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA POR DÉBITOS TRABALHISTAS
(LEI n 8.666/93, ART. 71, § 1...) – ATO JUDICIAL DE QUE SE
RECLAMA
PLENAMENTE
JUSTIFICADO
PELO
RECONHECIMENTO,
NO
CASO,
POR PARTE DAS
INSTÂNCIAS
ORDINÁRIAS,
DE
SITUAÇÃO
CONFIGURADORA DE RESPONSABILIDADE SUBJETIVA
(QUE PODE DECORRER TANTO DE CULPA ‘IN VIGILANDO’
QUANTO DE CULPA ‘IN ELIGENDO’ OU ‘IN OMITTENDO’) –
DEVER
JURÍDICO
DAS ENTIDADES PÚBLICAS
CONTRATANTES
DE
VIGILÂNCIA
EFETIVA
E
DE
ADEQUADA FISCALIZAÇÃO DO CUMPRIMENTO, POR
PARTE DAS EMPRESAS CONTRATADAS, DAS OBRIGAÇÕES
TRABALHISTAS
REFERENTES
AOS EMPREGADOS
VINCULADOS AO CONTRATO CELEBRADO (LEI n 8.666/93,
15
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Supremo Tribunal Federal
RCL 20905 AGR / RS
IV – Agravo regimental improvido.”
(Rcl
5.684-AgR/PE,
Rel.
Min.
RICARDO
LEWANDOWSKI, Pleno – grifei)
“(...) – O remédio constitucional da reclamação não pode
ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado
a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a
submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo
Tribunal Federal. Precedentes. (…).”
(Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno)
Cabe ressaltar, finalmente, que o Plenário desta Suprema Corte, ao
examinar recursos de agravo que versavam matéria idêntica à ora debatida
nesta sede processual (Rcl 14.917-AgR-segundo/DF, Rel. Min. CELSO DE
MELLO – Rcl 14.947-AgR/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.),
negou-lhes provimento, mantendo, em consequência, decisões impregnadas
do mesmo conteúdo veiculado na presente decisão:
“RECLAMAÇÃO
–
ALEGADO
DESRESPEITO
À
AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA, COM EFEITO
VINCULANTE, NO EXAME
DA
ADC
16/DF
–
INOCORRÊNCIA – RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DA
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA POR DÉBITOS TRABALHISTAS
(LEI n 8.666/93, ART. 71, § 1...) – ATO JUDICIAL DE QUE SE
RECLAMA
PLENAMENTE
JUSTIFICADO
PELO
RECONHECIMENTO,
NO
CASO,
POR PARTE DAS
INSTÂNCIAS
ORDINÁRIAS,
DE
SITUAÇÃO
CONFIGURADORA DE RESPONSABILIDADE SUBJETIVA
(QUE PODE DECORRER TANTO DE CULPA ‘IN VIGILANDO’
QUANTO DE CULPA ‘IN ELIGENDO’ OU ‘IN OMITTENDO’) –
DEVER
JURÍDICO
DAS ENTIDADES PÚBLICAS
CONTRATANTES
DE
VIGILÂNCIA
EFETIVA
E
DE
ADEQUADA FISCALIZAÇÃO DO CUMPRIMENTO, POR
PARTE DAS EMPRESAS CONTRATADAS, DAS OBRIGAÇÕES
TRABALHISTAS
REFERENTES
AOS EMPREGADOS
VINCULADOS AO CONTRATO CELEBRADO (LEI n 8.666/93,
15
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
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ART. 67), SOB PENA DE ENRIQUECIMENTO INDEVIDO DO
PODER PÚBLICO E DE INJUSTO EMPOBRECIMENTO DO
TRABALHADOR – SITUAÇÃO QUE NÃO PODE SER
COONESTADA PELO PODER JUDICIÁRIO – CARÁTER
SOBERANO DO PRONUNCIAMENTO DAS INSTÂNCIAS
ORDINÁRIAS SOBRE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA –
CONSEQUENTE INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL DA
RECLAMAÇÃO PARA EXAME DA OCORRÊNCIA, OU NÃO,
DO
ELEMENTO
SUBJETIVO
PERTINENTE
À
RESPONSABILIDADE CIVIL DA EMPRESA
OU
DA
ENTIDADE PÚBLICA
TOMADORA
DO SERVIÇO
TERCEIRIZADO – PRECEDENTES – NATUREZA JURÍDICA
DA RECLAMAÇÃO – DESTINAÇÃO CONSTITUCIONAL DO
INSTRUMENTO RECLAMATÓRIO – RECURSO DE AGRAVO
IMPROVIDO.”
(Rcl 17.618-AgR/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
Sendo assim, pelas razões expostas, nego provimento ao presente
recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios
fundamentos, a decisão ora agravada.
É o meu voto.
16
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9003908.
Supremo Tribunal Federal
RCL 20905 AGR / RS
ART. 67), SOB PENA DE ENRIQUECIMENTO INDEVIDO DO
PODER PÚBLICO E DE INJUSTO EMPOBRECIMENTO DO
TRABALHADOR – SITUAÇÃO QUE NÃO PODE SER
COONESTADA PELO PODER JUDICIÁRIO – CARÁTER
SOBERANO DO PRONUNCIAMENTO DAS INSTÂNCIAS
ORDINÁRIAS SOBRE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA –
CONSEQUENTE INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL DA
RECLAMAÇÃO PARA EXAME DA OCORRÊNCIA, OU NÃO,
DO
ELEMENTO
SUBJETIVO
PERTINENTE
À
RESPONSABILIDADE CIVIL DA EMPRESA
OU
DA
ENTIDADE PÚBLICA
TOMADORA
DO SERVIÇO
TERCEIRIZADO – PRECEDENTES – NATUREZA JURÍDICA
DA RECLAMAÇÃO – DESTINAÇÃO CONSTITUCIONAL DO
INSTRUMENTO RECLAMATÓRIO – RECURSO DE AGRAVO
IMPROVIDO.”
(Rcl 17.618-AgR/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
Sendo assim, pelas razões expostas, nego provimento ao presente
recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios
fundamentos, a decisão ora agravada.
É o meu voto.
16
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 25
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
30/07/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.905 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI: 1. O presente agravo
regimental foi interposto contra decisão monocrática que julgou
improcedente o pedido em reclamação ajuizada contra acórdão do
Tribunal Superior do Trabalho que manteve a condenação subsidiária do
Município de Bento Gonçalves ao pagamento de verbas trabalhistas
inadimplidas por empresa contratada para prestação de serviços
terceirizados. A decisão agravada considerou, principalmente, ser
inviável na reclamação “qualquer análise do quadro fático-probatório
concernente à reclamação trabalhista ajuizada contra a entidade pública
contratante, que sustenta, em sua defesa, a ausência de demonstração, no âmbito
da Justiça do Trabalho, de comportamento culposo atribuível a esse mesmo ente
da Administração Pública”.
O agravante alega, em síntese, que está sendo responsabilizada sem
que exista nos autos demonstração de sua culpa in vigilando, o que não se
coaduna com o decidido no julgamento da ADC 16.
2. O tema em questão envolve a autoridade do decidido na ADC 16
(Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 9/9/2011). Na ocasião, esta Corte, além de
declarar constitucional o art. 71, § 1..., da Lei 8.666/1993, que afasta a
responsabilidade da Administração Pública pelo pagamento das verbas
trabalhistas não adimplidas pelo contratado, também deixou clara a
possibilidade de a Justiça do Trabalho apreciar eventual culpa na gestão e
fiscalização do contrato e, com base nessa causa jurídica, e por incidência
de outras normas, atribuir responsabilidade pelas consequências.
Nessa linha de consideração, em sessão plenária de 19/11/2014, no
julgamento da Rcl 10.829 AgR (Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe de
10/2/2015), a Ministra Cármen Lúcia fixou balizas objetivas quanto ao
alcance do conteúdo decisório da ADC 16, oportunidade em que
registrou em seu voto:
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Supremo Tribunal Federal
30/07/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.905 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI: 1. O presente agravo
regimental foi interposto contra decisão monocrática que julgou
improcedente o pedido em reclamação ajuizada contra acórdão do
Tribunal Superior do Trabalho que manteve a condenação subsidiária do
Município de Bento Gonçalves ao pagamento de verbas trabalhistas
inadimplidas por empresa contratada para prestação de serviços
terceirizados. A decisão agravada considerou, principalmente, ser
inviável na reclamação “qualquer análise do quadro fático-probatório
concernente à reclamação trabalhista ajuizada contra a entidade pública
contratante, que sustenta, em sua defesa, a ausência de demonstração, no âmbito
da Justiça do Trabalho, de comportamento culposo atribuível a esse mesmo ente
da Administração Pública”.
O agravante alega, em síntese, que está sendo responsabilizada sem
que exista nos autos demonstração de sua culpa in vigilando, o que não se
coaduna com o decidido no julgamento da ADC 16.
2. O tema em questão envolve a autoridade do decidido na ADC 16
(Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 9/9/2011). Na ocasião, esta Corte, além de
declarar constitucional o art. 71, § 1..., da Lei 8.666/1993, que afasta a
responsabilidade da Administração Pública pelo pagamento das verbas
trabalhistas não adimplidas pelo contratado, também deixou clara a
possibilidade de a Justiça do Trabalho apreciar eventual culpa na gestão e
fiscalização do contrato e, com base nessa causa jurídica, e por incidência
de outras normas, atribuir responsabilidade pelas consequências.
Nessa linha de consideração, em sessão plenária de 19/11/2014, no
julgamento da Rcl 10.829 AgR (Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe de
10/2/2015), a Ministra Cármen Lúcia fixou balizas objetivas quanto ao
alcance do conteúdo decisório da ADC 16, oportunidade em que
registrou em seu voto:
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 25
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
RCL 20905 AGR / RS
Eu considerei que o Ministro Celso estabeleceu que, no
caso examinado, estaria demostrada a culpa da Administração.
Também já decidi assim. E o que nós estávamos discutindo,
naquela ADC 16, foi que, por presunção, não se pode declarar a
responsabilidade contratual do Estado, porque o artigo 71, § 1...,
da Lei n 8.666 é constitucional. Reconhecemos sua
constitucionalidade, ressalva feita à possibilidade de, num caso
concreto, ao se contratar - caso que nós já tivemos -, o Tribunal
do Trabalho verificar que ficou provado que não houve, por
exemplo, a fiscalização. O que não vale para mim, acho que
também para o Ministro Toffoli - pelo menos temos partilhado
da mesma conclusão -, é a só existência da afirmação: fica
provado, sem fundamentação. Mas, se o Ministro examinou e
verificou que nos casos dele estava provado, e por isso é que ele
deu essa solução na reclamação, em agravo, eu penso e
continuo pensando isto: Justiça do Trabalho não pode,
desconhecendo o nosso julgamento, presumir o contrário do
que é a presunção no Brasil. Os atos da Administração Pública
presumem-se válidos até prova cabal e taxativa em contrário.
Assentadas essas premissas, o caso revela ofensa ao conteúdo
decisório da ADC 16. Isso porque o acórdão reclamado, ao concluir pela
responsabilização do Município, valeu-se de fundamentação de aresto do
Tribunal Regional do Trabalho, abaixo transcrito, que faz referência à
culpa in vigilando como decorrência do inadimplemento contratual:
(…) É incontroversa a prestação de serviços pelo
reclamante em seu benefício no período da condenação. Consta
dos autos, também, o contrato firmado entre as empresas que
compõem o polo passivo da presente ação (fls. 28- 36).O
tomador do serviço é responsável pelos direitos trabalhistas dos
empregados da prestadora na hipótese de inidoneidade
econômico-financeira desta, conforme a Súmula n 331, V, do
Tribunal Superior do Trabalho. Sinalo, por oportuno, que a primeira reclamada é revel e
confessa, o que reforça o entendimento quanto a inidoneidade e
2
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Supremo Tribunal Federal
RCL 20905 AGR / RS
Eu considerei que o Ministro Celso estabeleceu que, no
caso examinado, estaria demostrada a culpa da Administração.
Também já decidi assim. E o que nós estávamos discutindo,
naquela ADC 16, foi que, por presunção, não se pode declarar a
responsabilidade contratual do Estado, porque o artigo 71, § 1...,
da Lei n 8.666 é constitucional. Reconhecemos sua
constitucionalidade, ressalva feita à possibilidade de, num caso
concreto, ao se contratar - caso que nós já tivemos -, o Tribunal
do Trabalho verificar que ficou provado que não houve, por
exemplo, a fiscalização. O que não vale para mim, acho que
também para o Ministro Toffoli - pelo menos temos partilhado
da mesma conclusão -, é a só existência da afirmação: fica
provado, sem fundamentação. Mas, se o Ministro examinou e
verificou que nos casos dele estava provado, e por isso é que ele
deu essa solução na reclamação, em agravo, eu penso e
continuo pensando isto: Justiça do Trabalho não pode,
desconhecendo o nosso julgamento, presumir o contrário do
que é a presunção no Brasil. Os atos da Administração Pública
presumem-se válidos até prova cabal e taxativa em contrário.
Assentadas essas premissas, o caso revela ofensa ao conteúdo
decisório da ADC 16. Isso porque o acórdão reclamado, ao concluir pela
responsabilização do Município, valeu-se de fundamentação de aresto do
Tribunal Regional do Trabalho, abaixo transcrito, que faz referência à
culpa in vigilando como decorrência do inadimplemento contratual:
(…) É incontroversa a prestação de serviços pelo
reclamante em seu benefício no período da condenação. Consta
dos autos, também, o contrato firmado entre as empresas que
compõem o polo passivo da presente ação (fls. 28- 36).O
tomador do serviço é responsável pelos direitos trabalhistas dos
empregados da prestadora na hipótese de inidoneidade
econômico-financeira desta, conforme a Súmula n 331, V, do
Tribunal Superior do Trabalho. Sinalo, por oportuno, que a primeira reclamada é revel e
confessa, o que reforça o entendimento quanto a inidoneidade e
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 25
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
RCL 20905 AGR / RS
culpa do administrador na eleição de empresa contratada para
o fornecimento de mão de obra, caracterizando, assim, a culpa
do ente público. (...)
Outrossim, a existência de prévio processo licitatório não
exime o recorrente da responsabilidade subsidiária. (doc. 10,
Fls. 3/4).
Com efeito, o acórdão tem como fundamento da responsabilidade
exclusivamente a culpa in eligendo, o que, em regime jurídico de
submissão a licitação, não é fundamento adequado. Não há menção
alguma a elementos fáticos e probatórios para subsidiar a condenação da
Administração Pública, o que evidencia, sem adentrar na discussão
acerca do ônus da prova, a presunção de responsabilidade da ora
reclamante – conclusão não admitida por esta Corte quando do
julgamento da ADC 16.
Na mesma linha de entendimento, esta Turma decidiu, em acórdão
assim ementado:
Agravo regimental em reclamação. 2. Responsabilidade
subsidiária da Administração Pública. Ausência de
comprovação do elemento subjetivo do ato ilícito imputável ao
poder público. Ofensa ao que decidido na ADC 16/DF.
Aplicação automática da Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho. Atribuição de
culpa ao ente público por presunção. Inadmissibilidade. 3.
Agravo regimental não provido (Rcl 14.522, Rel. Min. Gilmar
Mendes, 2... Turma, j. 3/2/2015).
3. Ante o exposto, peço vênia ao Relator para dar provimento ao
agravo regimental e julgar procedente o pedido, de forma seja cassado o
acórdão reclamado (Processo 0001622-80.2012.5.04.0512). É o voto.
3
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9044007.
Supremo Tribunal Federal
RCL 20905 AGR / RS
culpa do administrador na eleição de empresa contratada para
o fornecimento de mão de obra, caracterizando, assim, a culpa
do ente público. (...)
Outrossim, a existência de prévio processo licitatório não
exime o recorrente da responsabilidade subsidiária. (doc. 10,
Fls. 3/4).
Com efeito, o acórdão tem como fundamento da responsabilidade
exclusivamente a culpa in eligendo, o que, em regime jurídico de
submissão a licitação, não é fundamento adequado. Não há menção
alguma a elementos fáticos e probatórios para subsidiar a condenação da
Administração Pública, o que evidencia, sem adentrar na discussão
acerca do ônus da prova, a presunção de responsabilidade da ora
reclamante – conclusão não admitida por esta Corte quando do
julgamento da ADC 16.
Na mesma linha de entendimento, esta Turma decidiu, em acórdão
assim ementado:
Agravo regimental em reclamação. 2. Responsabilidade
subsidiária da Administração Pública. Ausência de
comprovação do elemento subjetivo do ato ilícito imputável ao
poder público. Ofensa ao que decidido na ADC 16/DF.
Aplicação automática da Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho. Atribuição de
culpa ao ente público por presunção. Inadmissibilidade. 3.
Agravo regimental não provido (Rcl 14.522, Rel. Min. Gilmar
Mendes, 2... Turma, j. 3/2/2015).
3. Ante o exposto, peço vênia ao Relator para dar provimento ao
agravo regimental e julgar procedente o pedido, de forma seja cassado o
acórdão reclamado (Processo 0001622-80.2012.5.04.0512). É o voto.
3
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9044007.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 25
Extrato de Ata - 30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.905
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES
AGDO.(A/S) : GILBERTO CARVALHO
ADV.(A/S) : LAURA TUMELERO SOUZA
AGDO.(A/S) : COOPERATIVA MISTA DOS TRABALHADORES AUTÔNOMOS DO ALTO
URUGUAI LTDA - COOMTAAU
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: A Turma, por maioria, deu provimento ao agravo
regimental e julgou procedente o pedido, de forma seja cassado o
acórdão reclamado (Processo 0001622-80.2012.5.04.0512), nos termos
do voto divergente do Ministro Teori Zavascki, redator para o
acórdão, vencido o Ministro Celso de Mello (Relator). Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.905
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. TEORI ZAVASCKI
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES
AGDO.(A/S) : GILBERTO CARVALHO
ADV.(A/S) : LAURA TUMELERO SOUZA
AGDO.(A/S) : COOPERATIVA MISTA DOS TRABALHADORES AUTÔNOMOS DO ALTO
URUGUAI LTDA - COOMTAAU
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: A Turma, por maioria, deu provimento ao agravo
regimental e julgou procedente o pedido, de forma seja cassado o
acórdão reclamado (Processo 0001622-80.2012.5.04.0512), nos termos
do voto divergente do Ministro Teori Zavascki, redator para o
acórdão, vencido o Ministro Celso de Mello (Relator). Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8859919
Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 25
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"ADC 16",
"ADC 16",
"RCL 20905 AGR / RS",
"RCL 20905 AGR / RS",
"RECLAMAÇÃO 20 . 905",
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"RECLAMAÇÃO 20 . 905",
"ADC 16 / DF",
"Súmula Vinculante n 10 / Supremo Tribunal Federal",
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"RCL 20905",
"RCL 20905",
"ADC 16 / DF",
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"ADC 16 / DF",
"ADC 16 / DF",
"RCL 20905 AGR / RS",
"Rcl 8 . 475 / PE",
"Rcl 11 . 917 / SP",
"Rcl 12 . 089 - AgR / RJ",
"Rcl 12 . 310 - AgR / SP",
"Rcl 12 . 388 / SC",
"Rcl 12 . 434 / SP",
"Rcl 12 . 595 / SP",
"Rcl 12 . 828 / PE",
"Rcl 12 . 944 / DF",
"Rcl 13 . 272 - MC / MG",
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"RCL 20905 AGR / RS",
"Rcl 14 . 732 - AgR / DF",
"Rcl 14 . 932 - - AgR / PR",
"Rcl 15 . 995 - AgR / BA",
"Rcl 16 . 784 - AgR / SC",
"ADC 16 .",
"ADC 16",
"Rcl 11985 - AgR",
"Rcl 15 . 413 - AgR / DF",
"RCL 20905 AGR / RS",
"ADC 16",
"Súmula Vinculante 10",
"Rcl 16 . 937 - AgR / BA",
"ADC 16 / DF",
"ADC 16 / DF",
"RTJ 134 / 1033",
"ADC 16",
"Rcl 16 . 937 - AgR / BA",
"ADC 16 / DF",
"ADC 16 / DF",
"RCL 20905 AGR / RS",
"RTJ 168 / 718",
"Rcl 724 - AgR / ES",
"Rg 1852",
"Rcl Ag . Rg . 724",
"Rcl 1 . 591 / RN",
"ADI 1662 - SP",
"RCL 20905 AGR / RS",
"RTJ 168 / 718",
"Rcl 724 - AgR / ES",
"Rcl Ag . Rg 1852",
"Rcl Ag . Rg . 724",
"Rcl 1 . 591 / RN",
"ADI 1662 - SP",
"Rcl 1 . 852 - AgR / RN",
"Rcl 5 . 465 - ED / ES",
"Rcl 1 . 852 - AgR / RN",
"Rcl 5 . 465 - ED / ES",
"Rcl 5 . 684 - AgR / PE",
"Rcl 6 . 534 - AgR / MA",
"Rcl 14 . 917 - AgR - segundo / DF",
"Rcl 14 . 947 - AgR / RS",
"ADC 16 / DF",
"RCL 20905 AGR / RS",
"Rcl 5 . 684 - AgR / PE",
"Rcl 6 . 534 - AgR / MA",
"Rcl 14 . 917 - AgR - segundo / DF",
"Rcl 14 . 947 - AgR / RS",
"ADC 16 / DF",
"Rcl 17 . 618 - AgR / RS",
"Rcl 17 . 618 - AgR / RS",
"ADC 16 .",
"ADC 16",
"Rcl 10 . 829 AgR",
"ADC 16",
"RECLAMAÇÃO",
"ADC 16",
"ADC 16",
"Rcl 10 . 829 AgR",
"ADC 16",
"RCL 20905",
"ADC 16",
"ADC 16",
"Súmula n 331 , V , do Tribunal Superior do Trabalho",
"RCL 20905 AGR",
"ADC 16",
"ADC 16",
"Súmula n 331 , V , do Tribunal Superior do Trabalho",
"ADC 16",
"ADC 16 / DF",
"Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho",
"Rcl 14 . 522",
"Processo 0001622 - 80 . 2012 . 5 . 04 . 0512",
"RCL 20905 AGR / RS",
"ADC 16",
"ADC 16 / DF",
"Súmula",
"Rcl 14 . 522",
"Processo 0001622 - 80 . 2012 . 5 . 04 . 0512",
"Processo 0001622 - 80 . 2012 . 5 . 04 . 0512",
"RECLAMAÇÃO 20 . 905",
"Processo 0001622 - 80 . 2012 . 5 . 04 . 0512"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 , artigo 97",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 , artigo 97",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 71 , § 1 . . . , da Lei n 8 . 666 / 93",
"art . 71 , § 1 . . . , da Lei federal n 8 . 666 / 93",
"art . 71 , § 1 . . . , da Lei federal n 8 . 666",
"Lei n 9 . 032",
"§",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 71 , § 1 . . . , da Lei n 8 . 666 / 93",
"art . 71 , § 1 . . . , da Lei federal n 8 . 666 / 93",
"art . 71 , § 1 . . . , da Lei federal n 8 . 666",
"Lei n 9 . 032",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§ 1 . . . do art . 71 da Lei 8 . 666 / 1993",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 71 da Lei 8 . 666 / 1993",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 38 da Lei 8 . 038 / 1990",
"art . 161 , par . ún . , do RISTF",
"inciso XXXIII do artigo 7 . . . da Constituição Federal",
"Lei n 8 . 666 / 93 , art . 27",
"Lei n 8 . 666 / 93 , art",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 38 da Lei 8 . 038 / 1990",
"art . 161 , par . ún . , do RISTF",
"inciso XXXIII do artigo 7 . . . da Constituição Federal",
"Lei n 8 . 666 / 93 , art . 27",
"Lei n 8 . 666 / 93 , art",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 71 da Lei n 8 . 666 / 93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§ 1 . . . do art . 71 da Lei n 8 . 666 / 93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição , art . 37 , ‘ caput ’",
"Constituição , art . 7 .",
"Lei de",
"Constituição Federal de 1988 , art . 1 . . . , III e IV",
"Lei de",
"Instrução Normativa ( IN ) n 02 / 08",
"Instrução Normativa ( IN ) n 03 / 09",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição , art . 37 , ‘ caput ’",
"Constituição , art . 7 . . .",
"Lei de Licitações",
"Constituição Federal de 1988 , art . 1 . . . , III e IV",
"Lei de",
"Instrução Normativa ( IN ) n 02 / 08",
"Instrução Normativa ( IN ) n 03 / 09",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição , art . 37",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição , art . 37 )",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 71 DA LEI DE LICITAÇÕES",
"ARTS . 159 DO CCB / 1916",
"186 E 927 , ‘ CAPUT ’ , DO CCB / 2002",
"art . 71 da Lei 8 . 666 / 93",
"Lei de",
"art . 186 , Código Civil",
"art . 159 do CCB / 1916",
"arts . 186 e 927 , ‘ caput ’ , do CCB / 2002",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 71 DA LEI DE LICITAÇÕES",
"ARTS . 159 DO CCB / 1916",
"186 E 927 , ‘ CAPUT ’ , DO CCB / 2002",
"art . 71 da Lei 8 . 666 / 93",
"Lei de",
"art . 186 , Código Civil",
"art . 159 do CCB / 1916",
"arts . 186 e 927 , ‘ caput ’ , do CCB / 2002",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 71 da Lei n 8 . 666 / 1993",
"§ 1 . . . do art . 71 da Lei n 8 . 666 / 93",
"Constituição ”",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 71 da Lei",
"§ 1 . . . do art . 71 da Lei n 8 . 666 / 93",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2",
"ARTIGO 71 , § 1 . . . , DA LEI 8 . 666 / 93",
"artigo 71 , § 1 . . . , da Lei n . 8 . 666 / 93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 71 , § 1 . . . , DA LEI 8 . 666 / 93",
"artigo 71 , § 1 . . . , da Lei n . 8 . 666 / 93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 8 . 666 / 93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 8 . 666 / 93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 71 , § 1 . . . , DA LEI 8 . 666 / 93",
"artigo 71 , § 1 . . . , da Lei n . 8 . 666 / 93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 71 , § 1 . . . , DA LEI 8 . 666 / 93",
"71 , § 1 . . . , da Lei n . 8 . 666 / 93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§ 1 . . . do art . 71 da Lei n 8 . 666 / 93",
"art . 102 , I , “ l ” , da Carta Política",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§ 1 . . . do art . 71 da Lei n 8 . 666 / 93",
"art . 102 , I , “ l ” , da Carta Política",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 93 , INC . IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 93 , INC . IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI n 8 . 666 / 93 , ART . 71 , § 1 . . .",
"LEI n 8 . 666 / 93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI n 8 . 666 / 93 , ART . 71 , § 1 . . .",
"LEI n 8 . 666 / 93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 71 , § 1 . . . , da Lei 8 . 666 / 1993",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 71 , § 1 . . . , da Lei 8 . 666 / 1993",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 71 , § 1 . . . , da Lei n 8 . 666",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 71 , § 1 . . . , da Lei n 8 . 666",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES",
"RIO GRANDE DO SUL",
"BENTO GONÇALVES",
"RIO GRANDE",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"Município de Bento Gonçalves",
"RIO GRANDE DO SUL",
"MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES",
"RIO GRANDE DO SUL",
"MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES",
"MUNICÍPIO DE BENTO GONÇALVES"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"COOPERATIVA MISTA DOS TRABALHADORES AUTÔNOMOS DO ALTO URUGUAI LTDA",
"COOMTAAU",
"TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"COOPERATIVA MISTA DOS TRABALHADORES AUTÔNOMOS DO ALTO URUGUAI LTDA",
"COOMTAAU",
"TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"COOPERATIVA MISTA DOS TRABALHADORES AUTÔNOMOS DO ALTO",
"TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"AGR",
"/",
"RS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema Corte",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema Corte",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Suprema",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Revista LTr",
"Tribunal Regional do Trabalho da 15 .",
"Revista do TRT da 2 . . . Região",
"Revista do Tribunal Superior do Trabalho",
"Revista Zênite de Licitações e Contratos",
"ILC",
"Supremo Tribunal Federal",
"Revista do Tribunal Superior do Trabalho",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"RCL",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"Revista LTr",
"Revista do Tribunal Regional do Trabalho da 15 . . . Região",
"Revista",
"TRT da 2 . . . Região",
"Revista do Tribunal Superior do Trabalho",
"Revista Zênite de Licitações e Contratos",
"ILC",
"Supremo Tribunal Federal",
"Revista do Tribunal Superior do Trabalho",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério do Planejamento , Orçamento e Gestão",
"MPOG",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"RCL",
"/",
"Ministério do Planejamento , Orçamento e Gestão",
"MPOG",
"Infraestrutura de",
"ICP",
"-",
"Brasil",
".",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
".",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"RS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Pleno",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"RCL",
"/",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Corte Maior",
"Plenário",
"Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Pleno",
"Supremo Tribunal",
"Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"TRIBUNAL",
"Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário desta Suprema Corte",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário desta Suprema Corte",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Município",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"AGR",
"/",
"RS",
"Tribunal do Trabalho",
"Tribunal Regional do Trabalho",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Regional do Trabalho",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"2",
".",
". . Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"COOPERATIVA MISTA DOS TRABALHADORES AUTÔNOMOS DO ALTO URUGUAI LTDA",
"COOMTAAU",
"TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"COOPERATIVA MISTA DOS TRABALHADORES AUTÔNOMOS DO ALTO URUGUAI LTDA",
"COOMTAAU",
"TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CELSO DE MELLO",
"TEORI ZAVASCKI",
"GILBERTO CARVALHO",
"LAURA TUMELERO SOUZA",
"Cezar Peluso",
"DIAS TOFFOLI",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"TEORI ZAVASCKI",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"TEORI ZAVASCKI",
"CELSO DE MELLO",
"TEORI ZAVASCKI",
"GILBERTO CARVALHO",
"LAURA TUMELERO SOUZA",
"CELSO DE MELLO",
"CEZAR PELUSO",
"CELSO DE MELLO",
"TEORI ZAVASCKI",
"GILBERTO CARVALHO",
"LAURA TUMELERO SOUZA",
"CELSO DE MELLO",
"CEZAR PELUSO",
"PAULO GUSTAVO GONET BRANCO",
"PAULO GUSTAVO GONET BRANCO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CEZAR PELUSO",
"CEZAR PELUSO",
"CELSO DE MELLO",
"CEZAR PELUSO",
"CEZAR PELUSO",
"CELSO DE MELLO",
"AYRES BRITTO",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"JOAQUIM BARBOSA",
"LUIZ FUX",
"JOAQUIM BARBOSA",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"ROSA WEBER",
"TEORI ZAVASCKI",
"CELSO DE MELLO",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"JOAQUIM BARBOSA",
"AYRES BRITTO",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"JOAQUIM BARBOSA",
"LUIZ FUX",
"JOAQUIM BARBOSA",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"ROSA WEBER",
"TEORI ZAVASCKI",
"CELSO DE MELLO",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"JOAQUIM BARBOSA",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"LÍVIA DEPRÁ CAMARGO SULZBACH",
"ROBERTO NOBREGA DE ALMEIDA FILHO",
"PLÍNIO ANTÔNIO PÚBLIO ALBREGARD",
"IVANI CONTINI BRAMANTE",
"BRUNO SANTOS CUNHA",
"EDITE HUPSEL",
"HELDER SANTOS AMORIM",
"MÁRCIO TÚLIO VIANA",
"GABRIELA NEVES DELGADO",
"LÍVIA DEPRÁ CAMARGO SULZBACH",
"ROBERTO NOBREGA DE ALMEIDA FILHO",
"PLÍNIO ANTÔNIO PÚBLIO ALBREGARD",
"IVANI CONTINI BRAMANTE",
"BRUNO SANTOS CUNHA",
"EDITE HUPSEL",
"HELDER SANTOS AMORIM",
"GABRIELA NEVES DELGADO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"ALOYSIO CORRÊA DA VEIGA",
"MARIA DE ASSIS CALSING",
"ROSA WEBER",
"GUILHERME",
"AUGUSTO CAPUTO BASTOS",
"MAURICIO GODINHO DELGADO",
"ALOYSIO CORRÊA DA VEIGA",
"MARIA DE ASSIS CALSING",
"ROSA WEBER",
"GUILHERME AUGUSTO CAPUTO BASTOS",
"MAURICIO GODINHO DELGADO",
"CELSO DE MELLO",
"MAURICIO GODINHO DELGADO",
"MAURICIO GODINHO DELGADO",
"CELSO DE MELLO",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"JOAQUIM BARBOSA",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"JOAQUIM BARBOSA",
"CELSO DE MELLO",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CELSO DE MELLO",
"ROSA WEBER",
"ROBERTO BARROSO",
"LUIZ FUX",
"CELSO DE MELLO",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CELSO DE MELLO",
"ROSA WEBER",
"ROBERTO BARROSO",
"LUIZ FUX",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"Dias Toffoli",
"LUIZ FUX",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"Dias Toffoli",
"LUIZ FUX",
"CELSO DE MELLO",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"CELSO DE MELLO",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"CELSO DE MELLO",
"LUIZ FUX",
"CELSO DE MELLO",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"CELSO DE MELLO",
"CARLOS VELLOSO",
"OCTAVIO GALLOTTI",
"Maurício Correa",
"Octávio Gallotti",
"ELLEN GRACIE",
"CARLOS VELLOSO",
"OCTAVIO GALLOTTI",
"Maurício Correa",
"Octávio Gallotti",
"ELLEN GRACIE",
"CELSO DE MELLO",
"MAURÍCIO CORRÊA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"MAURÍCIO CORRÊA",
".",
".",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CELSO",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"Cezar Peluso",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"TEORI ZAVASCKI",
"Cezar Peluso",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"TEORI ZAVASCKI",
"Celso",
"Toffoli",
"Celso",
"Toffoli",
"TEORI ZAVASCKI",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"CELSO DE MELLO",
"TEORI ZAVASCKI",
"GILBERTO CARVALHO",
"LAURA TUMELERO SOUZA",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira",
"CELSO DE MELLO",
"TEORI ZAVASCKI",
"GILBERTO CARVALHO",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"9",
"/",
"9",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"26 de junho de 1993",
"1995",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"26 de junho de 1993",
"1995",
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"08",
"/",
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"08",
"/",
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"24",
"/",
"08",
"/",
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"24",
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"/",
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"/",
"2012",
"24",
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"2011",
"01",
"/",
"2011",
"01",
"/",
"2011",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"2012",
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"01",
"/",
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"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
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"/",
"2001",
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"/",
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"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
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"/",
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"/",
"2013",
"14",
"-",
"03",
"-",
"2013",
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"-",
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"-",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"02",
"/",
"2013",
"14",
"-",
"03",
"-",
"2013",
"15",
"-",
"03",
"-",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"8",
"/",
"08",
"22",
"/",
"5",
"/",
"2013",
"7",
"/",
"5",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"8",
"/",
"08",
"22",
"/",
"5",
"/",
"2013",
"7",
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"5",
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"2013",
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"/",
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"/",
"2001",
"21",
"/",
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"/",
"2013",
"14",
"-",
"03",
"-",
"2013",
"15",
"-",
"03",
"-",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
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"/",
"2013",
"14",
"-",
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"2013",
"15",
"-",
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"-",
"2013",
"24",
"/",
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"/",
"2001",
"24",
"/",
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"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
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"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
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"/",
"08",
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"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"07",
"/",
"2015",
"9",
"/",
"9",
"/",
"2011",
"19",
"/",
"11",
"/",
"2014",
"10",
"/",
"2",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"07",
"/",
"2015",
"9",
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"9",
"/",
"2011",
"19",
"/",
"11",
"/",
"2014",
"10",
"/",
"2",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"2",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"2",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"30",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153 PARANÁ
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:THIAGO CICERO SERRA LYRIO
AGTE.(S)
:MARCO ROBERTO SERRA LYRIO
ADV.(A/S)
:BRUNO HENRIQUE DE OLIVEIRA FERREIRA
ADV.(A/S)
:MARIA JÚLIA FERREIRA CÉSAR
AGDO.(A/S)
:HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA
ADV.(A/S)
:RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA
AGDO.(A/S)
:CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMENTA
Agravo regimental em mandado de segurança. Procedimento de
controle administrativo no Conselho Nacional de Justiça. Decisão do
Tribunal de Justiça do Mato Grosso. Artigo 102, inciso I, alínea r, da
Constituição Federal. Deliberação negativa. Incompetência do Supremo
Tribunal Federal. Agravo regimental não provido.
1. Interpretação restritiva da alínea r do inciso I do art. 102 da
Constituição Federal, incluída pela EC nº 45/2004, a fim de que o
Supremo Tribunal Federal não atue, em mandado de segurança
originário, como instância ordinária revisora de toda e qualquer decisão
do Conselho Nacional de Justiça (MS nº 26.749/DF-QO, Relator o Ministro
Sepúlveda Pertence, noticiado no Informativo do STF nº 474, Brasília, 1º a
3 de agosto de 2007).
2. Não dá ensejo à impetração de mandado de segurança originário
no Supremo Tribunal Federal a decisão do Conselho Nacional de Justiça -
proferida nos estritos limites de sua competência ordinária de “controle
da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do
cumprimento dos deveres funcionais dos juízes” (art. 103-B, § 4º, da
Constituição Federal) - que não consista em intervenção na atuação dos
tribunais ou que não determine qualquer providência lesiva do direito
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614088.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 20
Ementa e Acórdão
MS 29153 AGR-SEGUNDO / PR
vindicado.
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao
segundo agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de maio de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614088.
Supremo Tribunal Federal
MS 29153 AGR-SEGUNDO / PR
vindicado.
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao
segundo agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de maio de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 20
Relatório
05/08/2014
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153 PARANÁ
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:THIAGO CICERO SERRA LYRIO
AGTE.(S)
:MARCO ROBERTO SERRA LYRIO
ADV.(A/S)
:BRUNO HENRIQUE DE OLIVEIRA FERREIRA
ADV.(A/S)
:MARIA JÚLIA FERREIRA CÉSAR
AGDO.(A/S)
:HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA
ADV.(A/S)
:RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA
AGDO.(A/S)
:CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Cuida-se de agravo regimental em mandado de segurança
interposto por THIAGO CICERO SERRA LYRIO E MARCO ROBERTO SERRA
LYRIO com o objetivo de submeter ao crivo do colegiado do Supremo
Tribunal Federal decisão monocrática mediante a qual não conheci da
ação, assentando a ausência de competência originária desta Suprema
Corte para o processamento do mandamus.
Nas razões do recurso, os agravantes alegam que a declaração de
incompetência para apreciação do mandado de segurança “enseja
violação ao direito de acesso à jurisdição”, pois o Conselho Nacional de
Justiça “passa a ter imunidade em relação a seus atos”.
Aduzem que, uma vez que o regime jurídico permite que o ato do
Tribunal de Justiça seja atacado perante o CNJ, não se poderia, em
seguida, retirar da parte o acesso à jurisdição que alcança aquele órgão
administrativo, pois, todos os atos estão sujeitos à apreciação do Poder
Judiciário.
Afirmam que, do contrário, se estaria adotando o regime de
competências exclusivas das cortes administrativas sem que tenha havido
previsão constitucional para tanto.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614090.
Supremo Tribunal Federal
05/08/2014
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153 PARANÁ
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:THIAGO CICERO SERRA LYRIO
AGTE.(S)
:MARCO ROBERTO SERRA LYRIO
ADV.(A/S)
:BRUNO HENRIQUE DE OLIVEIRA FERREIRA
ADV.(A/S)
:MARIA JÚLIA FERREIRA CÉSAR
AGDO.(A/S)
:HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA
ADV.(A/S)
:RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA
AGDO.(A/S)
:CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Cuida-se de agravo regimental em mandado de segurança
interposto por THIAGO CICERO SERRA LYRIO E MARCO ROBERTO SERRA
LYRIO com o objetivo de submeter ao crivo do colegiado do Supremo
Tribunal Federal decisão monocrática mediante a qual não conheci da
ação, assentando a ausência de competência originária desta Suprema
Corte para o processamento do mandamus.
Nas razões do recurso, os agravantes alegam que a declaração de
incompetência para apreciação do mandado de segurança “enseja
violação ao direito de acesso à jurisdição”, pois o Conselho Nacional de
Justiça “passa a ter imunidade em relação a seus atos”.
Aduzem que, uma vez que o regime jurídico permite que o ato do
Tribunal de Justiça seja atacado perante o CNJ, não se poderia, em
seguida, retirar da parte o acesso à jurisdição que alcança aquele órgão
administrativo, pois, todos os atos estão sujeitos à apreciação do Poder
Judiciário.
Afirmam que, do contrário, se estaria adotando o regime de
competências exclusivas das cortes administrativas sem que tenha havido
previsão constitucional para tanto.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 20
Relatório
MS 29153 AGR-SEGUNDO / PR
Por fim, destacam os agravantes que a decisão impõe um ônus
desarrazoado aos prejudicados, pois o ato do TJMT foi praticado em 2007
e já foi aberto novo concurso público com oferta do 4º Ofício da Comarca
de Cuiabá, o que reduziria as chances de êxito de uma nova demanda
instaurada perante aquela Corte.
Assim, requerem o provimento do recurso para reconhecer a
competência do Supremo Tribunal Federal para a apreciação do writ
contra ato do CNJ.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614090.
Supremo Tribunal Federal
MS 29153 AGR-SEGUNDO / PR
Por fim, destacam os agravantes que a decisão impõe um ônus
desarrazoado aos prejudicados, pois o ato do TJMT foi praticado em 2007
e já foi aberto novo concurso público com oferta do 4º Ofício da Comarca
de Cuiabá, o que reduziria as chances de êxito de uma nova demanda
instaurada perante aquela Corte.
Assim, requerem o provimento do recurso para reconhecer a
competência do Supremo Tribunal Federal para a apreciação do writ
contra ato do CNJ.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 20
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
05/08/2014
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153 PARANÁ
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
A presente irresignação não merece prosperar, pois a decisão
agravada se encontra em consonância com a pacífica jurisprudência desta
Suprema Corte a respeito do tema.
Extrai-se dos autos que Humberto Monteiro da Costa interpôs
reclamação perante o Conselho Nacional de Justiça, a qual deu origem ao
Procedimento de Controle Administrativo nº 2007.10.00.001807-8,
“contra atos praticados pelo Presidente e pelo Conselho
da Magistratura do Tribunal de Justiça do Estado de Mato
Grosso, que, de forma irregular, ilegal e inconstitucional (…)
outorgaram delegações de Serviços Notariais e Registrais sem
concurso público, efetivando substitutos na titularidade de
Serventias Extrajudiciais após a promulgação da Constituição
Federal de 1.988, bem como em face do Presidente da Comissão
Especial Organizadora do Concurso para o Foro Extrajudicial,
Desembargador José Ferreira Leite, o qual embora tenha
permitido a escolha das Serventias constitucional e legalmente
vagas, não outorgou a delegação das respectivas Serventias
Extrajudiciais escolhidas pelos Requerentes”.
Referido PCA foi julgado improcedente sob os seguintes
fundamentos:
“PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO.
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MATO GROSSO.
CONCURSO DE INGRESSO À TITULARIDADE DOS
SERVIÇOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO FORO
EXTRAJUDICIAL DO ESTADO DE MATO GROSSO.
DESCONSTITUIÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS DE
EFETIVAÇÃO DE SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS APÓS 1988
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614089.
Supremo Tribunal Federal
05/08/2014
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153 PARANÁ
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
A presente irresignação não merece prosperar, pois a decisão
agravada se encontra em consonância com a pacífica jurisprudência desta
Suprema Corte a respeito do tema.
Extrai-se dos autos que Humberto Monteiro da Costa interpôs
reclamação perante o Conselho Nacional de Justiça, a qual deu origem ao
Procedimento de Controle Administrativo nº 2007.10.00.001807-8,
“contra atos praticados pelo Presidente e pelo Conselho
da Magistratura do Tribunal de Justiça do Estado de Mato
Grosso, que, de forma irregular, ilegal e inconstitucional (…)
outorgaram delegações de Serviços Notariais e Registrais sem
concurso público, efetivando substitutos na titularidade de
Serventias Extrajudiciais após a promulgação da Constituição
Federal de 1.988, bem como em face do Presidente da Comissão
Especial Organizadora do Concurso para o Foro Extrajudicial,
Desembargador José Ferreira Leite, o qual embora tenha
permitido a escolha das Serventias constitucional e legalmente
vagas, não outorgou a delegação das respectivas Serventias
Extrajudiciais escolhidas pelos Requerentes”.
Referido PCA foi julgado improcedente sob os seguintes
fundamentos:
“PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO.
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MATO GROSSO.
CONCURSO DE INGRESSO À TITULARIDADE DOS
SERVIÇOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO FORO
EXTRAJUDICIAL DO ESTADO DE MATO GROSSO.
DESCONSTITUIÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS DE
EFETIVAÇÃO DE SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS APÓS 1988
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8614089.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 20
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
MS 29153 AGR-SEGUNDO / PR
SEM CONCURSO PÚBLICO. OFERECIMENTO DA
SERVENTIA APÓS A PUBLICAÇÃO DO EDITAL.
RESOLUÇÃO CNJ 80. LISTA PROVISÓRIA.
1. A Corregedoria Nacional de Justiça centralizou o
procedimento de transição entre as serventias ocupadas de
maneira irregular e, atualmente, analisa as impugnações à
inclusão de serventias eventualmente apresentadas no prazo de
15 dias fixado no art. 2º da própria Resolução CNJ 80.
2. As serventias pleiteadas pelos Requerentes figuram na
lista provisória de vacância, o que impede a apreciação do
pedido no tocante à declaração de vacância pelo Plenário deste
Conselho, até mesmo por configurar espécie de litispendência.
3. A Resolução CNJ 81 repele a inclusão de novas vagas
após a publicação do edital.
4. A alegada vacância das serventias em exame ainda é
objeto de análise pela Corregedoria Nacional de Justiça, o que
afasta a possibilidade de seu oferecimento por determinação do
Plenário deste Conselho.
5. Pedido julgado improcedente.”
Primeiramente, ressalte-se que esta Corte assentou o entendimento
de que não subsiste o agravo regimental quando ausente ataque
específico aos fundamentos do pronunciamento monocrático tido por
merecedor de reforma, como consagrado no art. 317, § 1º, do RISTF. Vide
precedentes nesse sentido:
“AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO RESCISÓRIA.
ALEGADA VIOLAÇÃO A LITERAL DISPOSITIVO DE LEI.
DIREITO ADQUIRIDO À CONTAGEM PONDERADA DO
TEMPO DE SERVIÇO PRESTADO EM CONDIÇÕES
INSALUBRES. QUESTÃO DE MÉRITO NÃO ANALISADA
PELA DECISÃO PROFERIDA NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. INCOMPETÊNCIA DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL PARA CONHECER DA AÇÃO
RESCISÓRIA. NÃO CUMPRIMENTO DO REQUISITO
EXIGIDO NO ART. 317, § 1º, DO REGIMENTO INTERNO DO
2
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Supremo Tribunal Federal
MS 29153 AGR-SEGUNDO / PR
SEM CONCURSO PÚBLICO. OFERECIMENTO DA
SERVENTIA APÓS A PUBLICAÇÃO DO EDITAL.
RESOLUÇÃO CNJ 80. LISTA PROVISÓRIA.
1. A Corregedoria Nacional de Justiça centralizou o
procedimento de transição entre as serventias ocupadas de
maneira irregular e, atualmente, analisa as impugnações à
inclusão de serventias eventualmente apresentadas no prazo de
15 dias fixado no art. 2º da própria Resolução CNJ 80.
2. As serventias pleiteadas pelos Requerentes figuram na
lista provisória de vacância, o que impede a apreciação do
pedido no tocante à declaração de vacância pelo Plenário deste
Conselho, até mesmo por configurar espécie de litispendência.
3. A Resolução CNJ 81 repele a inclusão de novas vagas
após a publicação do edital.
4. A alegada vacância das serventias em exame ainda é
objeto de análise pela Corregedoria Nacional de Justiça, o que
afasta a possibilidade de seu oferecimento por determinação do
Plenário deste Conselho.
5. Pedido julgado improcedente.”
Primeiramente, ressalte-se que esta Corte assentou o entendimento
de que não subsiste o agravo regimental quando ausente ataque
específico aos fundamentos do pronunciamento monocrático tido por
merecedor de reforma, como consagrado no art. 317, § 1º, do RISTF. Vide
precedentes nesse sentido:
“AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO RESCISÓRIA.
ALEGADA VIOLAÇÃO A LITERAL DISPOSITIVO DE LEI.
DIREITO ADQUIRIDO À CONTAGEM PONDERADA DO
TEMPO DE SERVIÇO PRESTADO EM CONDIÇÕES
INSALUBRES. QUESTÃO DE MÉRITO NÃO ANALISADA
PELA DECISÃO PROFERIDA NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. INCOMPETÊNCIA DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL PARA CONHECER DA AÇÃO
RESCISÓRIA. NÃO CUMPRIMENTO DO REQUISITO
EXIGIDO NO ART. 317, § 1º, DO REGIMENTO INTERNO DO
2
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
MS 29153 AGR-SEGUNDO / PR
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
1. Os fundamentos da decisão agravada não foram
impugnados pela Agravante, que se limitou a reiterar os
argumentos apresentados na inicial. Precedentes.
2. Decisão agravada mantida pelos seus próprios
fundamentos.
3. Agravo regimental ao qual se nega provimento (AR nº
1.894/RS-AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 30/4/10)” grifos nossos.
“AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO RESCISÓRIA.
CONCURSO PÚBLICO. ANULAÇÃO DO ATO DE POSSE.
NÃO CUMPRIMENTO DO REQUISITO EXIGIDO NO ART.
317, § 1º, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL.
1. Os fundamentos da decisão agravada não foram
impugnados pelo Agravante, que se limitou a reiterar os
argumentos apresentados na inicial. Precedentes.
2. Caráter abusivo na utilização desta via recursal. Multa.
Afronta direta ao art. 557, § 2º, do Código de Processo Civil.
Descumprimento do dever de lealdade. Arts. 14, inc. II e III, e
17, inc. VII, Código de Processo Civil.
3. Agravo regimental ao qual se nega provimento (AR nº
1.920/DF-AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia , DJe de 21/8/09)” grifos nossos.
Ainda que seja superado o óbice, não é merecedor de reforma o
pronunciamento monocrático.
A decisão do CNJ impugnada no presente mandamus, ora em sede
de agravo regimental, não alterou ou modificou as decisões
administrativas e judiciais do TJMT.
Assim, delineada a moldura fático-jurídica, verifica-se que a
impetração se volta, efetivamente, contra as decisões proferidas pelo
Tribunal de Justiça de Mato Grosso, as quais não foram alteradas pela
deliberação do CNJ.
3
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Supremo Tribunal Federal
MS 29153 AGR-SEGUNDO / PR
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
1. Os fundamentos da decisão agravada não foram
impugnados pela Agravante, que se limitou a reiterar os
argumentos apresentados na inicial. Precedentes.
2. Decisão agravada mantida pelos seus próprios
fundamentos.
3. Agravo regimental ao qual se nega provimento (AR nº
1.894/RS-AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 30/4/10)” grifos nossos.
“AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO RESCISÓRIA.
CONCURSO PÚBLICO. ANULAÇÃO DO ATO DE POSSE.
NÃO CUMPRIMENTO DO REQUISITO EXIGIDO NO ART.
317, § 1º, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL.
1. Os fundamentos da decisão agravada não foram
impugnados pelo Agravante, que se limitou a reiterar os
argumentos apresentados na inicial. Precedentes.
2. Caráter abusivo na utilização desta via recursal. Multa.
Afronta direta ao art. 557, § 2º, do Código de Processo Civil.
Descumprimento do dever de lealdade. Arts. 14, inc. II e III, e
17, inc. VII, Código de Processo Civil.
3. Agravo regimental ao qual se nega provimento (AR nº
1.920/DF-AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia , DJe de 21/8/09)” grifos nossos.
Ainda que seja superado o óbice, não é merecedor de reforma o
pronunciamento monocrático.
A decisão do CNJ impugnada no presente mandamus, ora em sede
de agravo regimental, não alterou ou modificou as decisões
administrativas e judiciais do TJMT.
Assim, delineada a moldura fático-jurídica, verifica-se que a
impetração se volta, efetivamente, contra as decisões proferidas pelo
Tribunal de Justiça de Mato Grosso, as quais não foram alteradas pela
deliberação do CNJ.
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MS 29153 AGR-SEGUNDO / PR
Em outras palavras, o ato concreto praticado pelo CNJ consistiu em
deliberação negativa, não tendo o condão de determinar, ordenar,
invalidar, substituir ou suprir atos ou omissões eventualmente
imputáveis ao TJMT.
Destaco que compete ao TJMT incluir serventia extrajudicial em
concurso público de provimento ou remoção, bem como delegar a
titularidade ao candidato aprovado.
Não ocorre, destarte, hipótese de competência desta Corte para o
processamento do mandamus, devendo a decisão agravada ser mantida
em seus próprios termos.
Cito precedentes do Plenário desta Corte que corroboram o
entendimento exarado na decisão monocrática proferida nestes autos:
“Agravo regimental em mandado de segurança. Processo
de revisão disciplinar no Conselho Nacional de Justiça. Decisão
de Tribunal Regional do Trabalho confirmada pelo Tribunal
Superior do Trabalho. Artigo 102, inciso I, alínea r, da
Constituição Federal. Incompetência do Supremo Tribunal
Federal. Agravo regimental não provido. 1. Tendo em vista a
ordem jurídica em vigor, torna-se necessária a interpretação
restritiva da alínea r do inciso I do art. 102 da Constituição
Federal, incluída pela EC nº 45/2004, a fim de que o Supremo
Tribunal Federal não atue, por meio de mandado de segurança
originário nesta Corte, como instância ordinária revisora de
toda e qualquer decisão do Conselho Nacional de Justiça (MS nº
26.749/DF-QO, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence,
noticiado no Informativo do STF, nº 474, Brasília, 1º a 3 de
agosto de 2007). 2. Não dá ensejo à impetração de mandado de
segurança originário no Supremo Tribunal Federal a decisão do
Conselho Nacional de Justiça - proferida nos estritos limites de
sua competência ordinária de controle da atuação
administrativa e financeira do Poder Judiciário e do
cumprimento dos deveres funcionais dos juízes (art. 103-B, § 4º,
da Constituição Federal) - de que não decorra intervenção na
atuação dos tribunais ou que não determine qualquer
4
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Em outras palavras, o ato concreto praticado pelo CNJ consistiu em
deliberação negativa, não tendo o condão de determinar, ordenar,
invalidar, substituir ou suprir atos ou omissões eventualmente
imputáveis ao TJMT.
Destaco que compete ao TJMT incluir serventia extrajudicial em
concurso público de provimento ou remoção, bem como delegar a
titularidade ao candidato aprovado.
Não ocorre, destarte, hipótese de competência desta Corte para o
processamento do mandamus, devendo a decisão agravada ser mantida
em seus próprios termos.
Cito precedentes do Plenário desta Corte que corroboram o
entendimento exarado na decisão monocrática proferida nestes autos:
“Agravo regimental em mandado de segurança. Processo
de revisão disciplinar no Conselho Nacional de Justiça. Decisão
de Tribunal Regional do Trabalho confirmada pelo Tribunal
Superior do Trabalho. Artigo 102, inciso I, alínea r, da
Constituição Federal. Incompetência do Supremo Tribunal
Federal. Agravo regimental não provido. 1. Tendo em vista a
ordem jurídica em vigor, torna-se necessária a interpretação
restritiva da alínea r do inciso I do art. 102 da Constituição
Federal, incluída pela EC nº 45/2004, a fim de que o Supremo
Tribunal Federal não atue, por meio de mandado de segurança
originário nesta Corte, como instância ordinária revisora de
toda e qualquer decisão do Conselho Nacional de Justiça (MS nº
26.749/DF-QO, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence,
noticiado no Informativo do STF, nº 474, Brasília, 1º a 3 de
agosto de 2007). 2. Não dá ensejo à impetração de mandado de
segurança originário no Supremo Tribunal Federal a decisão do
Conselho Nacional de Justiça - proferida nos estritos limites de
sua competência ordinária de controle da atuação
administrativa e financeira do Poder Judiciário e do
cumprimento dos deveres funcionais dos juízes (art. 103-B, § 4º,
da Constituição Federal) - de que não decorra intervenção na
atuação dos tribunais ou que não determine qualquer
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providência lesiva do direito vindicado. 3. Agravo regimental
não provido” (MS nº 28.549/DF-AgR, Relator o Ministro Dias
Toffoli, Tribunal Pleno, DJe de 8/4/13).
“AGRAVO
REGIMENTAL.
MANDADO
DE
SEGURANÇA. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA.
PEDIDO DE PROVIDÊNCIAS. DELIBERAÇÃO negativa DO
cnj. IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO. AGRAVO
DESPROVIDO. I A jurisprudência desta Corte firmou-se no
sentido de que as deliberações negativas do Conselho Nacional
de Justiça não estão sujeitas a revisão por meio de mandado de
segurança impetrado diretamente no Supremo Tribunal
Federal. II Agravo regimental a que se nega provimento” (MS
nº 27.764/DF-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski,
Tribunal Pleno, DJe 21/2/13).”
Em casos como este, o STF tem decidido que subsiste o ato
administrativo questionado no CNJ, o qual deve ser impugnado na
instância competente, não sendo a Corte instância revisional ordinária
dos pronunciamentos administrativos daquele Conselho.
As razões do presente agravo não infirmam a fundamentação
expendida na decisão agravada, a qual subsiste na íntegra.
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
5
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providência lesiva do direito vindicado. 3. Agravo regimental
não provido” (MS nº 28.549/DF-AgR, Relator o Ministro Dias
Toffoli, Tribunal Pleno, DJe de 8/4/13).
“AGRAVO
REGIMENTAL.
MANDADO
DE
SEGURANÇA. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA.
PEDIDO DE PROVIDÊNCIAS. DELIBERAÇÃO negativa DO
cnj. IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO. AGRAVO
DESPROVIDO. I A jurisprudência desta Corte firmou-se no
sentido de que as deliberações negativas do Conselho Nacional
de Justiça não estão sujeitas a revisão por meio de mandado de
segurança impetrado diretamente no Supremo Tribunal
Federal. II Agravo regimental a que se nega provimento” (MS
nº 27.764/DF-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski,
Tribunal Pleno, DJe 21/2/13).”
Em casos como este, o STF tem decidido que subsiste o ato
administrativo questionado no CNJ, o qual deve ser impugnado na
instância competente, não sendo a Corte instância revisional ordinária
dos pronunciamentos administrativos daquele Conselho.
As razões do presente agravo não infirmam a fundamentação
expendida na decisão agravada, a qual subsiste na íntegra.
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
5
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Extrato de Ata - 05/08/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : THIAGO CICERO SERRA LYRIO
AGTE.(S) : MARCO ROBERTO SERRA LYRIO
ADV.(A/S) : BRUNO HENRIQUE DE OLIVEIRA FERREIRA
ADV.(A/S) : MARIA JÚLIA FERREIRA CÉSAR
AGDO.(A/S) : HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA
ADV.(A/S) : RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA
AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Dias Toffoli, relator,
que negava provimento ao segundo agravo regimental, pediu vista do
processo o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor
Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : THIAGO CICERO SERRA LYRIO
AGTE.(S) : MARCO ROBERTO SERRA LYRIO
ADV.(A/S) : BRUNO HENRIQUE DE OLIVEIRA FERREIRA
ADV.(A/S) : MARIA JÚLIA FERREIRA CÉSAR
AGDO.(A/S) : HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA
ADV.(A/S) : RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA
AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Dias Toffoli, relator,
que negava provimento ao segundo agravo regimental, pediu vista do
processo o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor
Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Voto Vista
SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153 PARANÁ
VOTO-VISTA:
Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL E
ADMINISTRATIVO.
AGRAVO
REGIMENTAL EM MANDADO DE
SEGURANÇA. DECISÃO NEGATIVA DO
CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA.
INCOMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO STF.
1. A orientação deste Tribunal se pacificou
no sentido de que não lhe compete julgar,
originariamente, as ações que impugnem
decisões negativas do CNJ, i.e., aquelas que,
mantendo ato proferido por outro órgão,
não agravam a situação dos interessados.
2. Agravo regimental desprovido.
1.
Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão do
Min. Dias Toffoli, relator, que não conheceu monocraticamente do
mandado de segurança, sob o fundamento de não ser o Supremo Tribunal
Federal competente para o processamento do writ, ante a ausência de
prolação de ato positivo pelo Conselho Nacional de Justiça.
2.
Thiago Cícero Serra Lyrio e Marco Roberto Serra Lyrio, ora
agravantes (admitidos como litisconsortes passivos, cf. decisão publicada
em 26.05.2011), alegam que o entendimento adotado na decisão agravada
viola o direito de acesso à jurisdição (art. 5º, XXXV, da CRFB/1988), pois
garante ao CNJ “imunidade em relação a seus atos”. Sustentam não haver
coerência em se permitir, no ordenamento jurídico, que “ato do Tribunal de
Justiça seja atacado perante o CNJ”, mas se “retirar da parte o acesso à
jurisdição que alcança aquele órgão administrativo, pois, no sistema pátrio, todos
os atos estão sujeitos à apreciação do Poder Judiciário”.
3.
O eminente relator, Min. Dias Toffoli, votou pelo não
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153 PARANÁ
VOTO-VISTA:
Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL E
ADMINISTRATIVO.
AGRAVO
REGIMENTAL EM MANDADO DE
SEGURANÇA. DECISÃO NEGATIVA DO
CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA.
INCOMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO STF.
1. A orientação deste Tribunal se pacificou
no sentido de que não lhe compete julgar,
originariamente, as ações que impugnem
decisões negativas do CNJ, i.e., aquelas que,
mantendo ato proferido por outro órgão,
não agravam a situação dos interessados.
2. Agravo regimental desprovido.
1.
Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão do
Min. Dias Toffoli, relator, que não conheceu monocraticamente do
mandado de segurança, sob o fundamento de não ser o Supremo Tribunal
Federal competente para o processamento do writ, ante a ausência de
prolação de ato positivo pelo Conselho Nacional de Justiça.
2.
Thiago Cícero Serra Lyrio e Marco Roberto Serra Lyrio, ora
agravantes (admitidos como litisconsortes passivos, cf. decisão publicada
em 26.05.2011), alegam que o entendimento adotado na decisão agravada
viola o direito de acesso à jurisdição (art. 5º, XXXV, da CRFB/1988), pois
garante ao CNJ “imunidade em relação a seus atos”. Sustentam não haver
coerência em se permitir, no ordenamento jurídico, que “ato do Tribunal de
Justiça seja atacado perante o CNJ”, mas se “retirar da parte o acesso à
jurisdição que alcança aquele órgão administrativo, pois, no sistema pátrio, todos
os atos estão sujeitos à apreciação do Poder Judiciário”.
3.
O eminente relator, Min. Dias Toffoli, votou pelo não
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 20
Voto Vista
MS 29153 AGR-SEGUNDO / PR
provimento do agravo regimental. Pedi vista para analisar detidamente
as peculiaridades do caso.
4.
Feita esta breve recapitulação, passo ao voto.
5.
Na decisão impugnada no presente mandado de
segurança, proferida nos autos do PCA nº 0001807-41.2007.2.00.0000, o
CNJ julgou improcedente pedido formulado pelo ora impetrante,
Humberto Monteiro da Costa, que pretendia obter ordem no sentido de
se declarar a vacância de serventia extrajudicial e, em consequência,
outorgar-lhe a titularidade, em face de sua aprovação no Concurso de
Ingresso à Titularidade dos Serviços Notariais e de Registro do Foro
Extrajudicial do Estado de Mato Grosso. Confira-se a ementa do julgado:
“PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO.
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MATO GROSSO.
CONCURSO DE INGRESSO À TITULARIDADE DOS
SERVIÇOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO FORO
EXTRAJUDICIAL DO ESTADO DE MATO GROSSO.
DESCONSTITUIÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS DE
EFETIVAÇÃO DE SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS APÓS 1988
SEM CONCURSO PÚBLICO. OFERECIMENTO DA
SERVENTIA APÓS A PUBLICAÇÃO DO EDITAL.
RESOLUÇÃO CNJ 80. LISTA PROVISÓRIA.
1. A Corregedoria Nacional de Justiça centralizou o
procedimento de transição entre as serventias ocupadas de
maneira irregular e, atualmente, analisa as impugnações à
inclusão de serventias eventualmente apresentadas no prazo de
15 dias fixado no art. 2º da própria Resolução CNJ 80.
2. As serventias pleiteadas pelos Requerentes figuram na
lista provisória de vacância, o que impede a apreciação do
pedido no tocante à declaração de vacância pelo Plenário deste
Conselho, até mesmo por configurar espécie de litispendência.
3. A Resolução CNJ 81 repele a inclusão de novas vagas
após a publicação do edital.
2
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Supremo Tribunal Federal
MS 29153 AGR-SEGUNDO / PR
provimento do agravo regimental. Pedi vista para analisar detidamente
as peculiaridades do caso.
4.
Feita esta breve recapitulação, passo ao voto.
5.
Na decisão impugnada no presente mandado de
segurança, proferida nos autos do PCA nº 0001807-41.2007.2.00.0000, o
CNJ julgou improcedente pedido formulado pelo ora impetrante,
Humberto Monteiro da Costa, que pretendia obter ordem no sentido de
se declarar a vacância de serventia extrajudicial e, em consequência,
outorgar-lhe a titularidade, em face de sua aprovação no Concurso de
Ingresso à Titularidade dos Serviços Notariais e de Registro do Foro
Extrajudicial do Estado de Mato Grosso. Confira-se a ementa do julgado:
“PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO.
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MATO GROSSO.
CONCURSO DE INGRESSO À TITULARIDADE DOS
SERVIÇOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO FORO
EXTRAJUDICIAL DO ESTADO DE MATO GROSSO.
DESCONSTITUIÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS DE
EFETIVAÇÃO DE SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS APÓS 1988
SEM CONCURSO PÚBLICO. OFERECIMENTO DA
SERVENTIA APÓS A PUBLICAÇÃO DO EDITAL.
RESOLUÇÃO CNJ 80. LISTA PROVISÓRIA.
1. A Corregedoria Nacional de Justiça centralizou o
procedimento de transição entre as serventias ocupadas de
maneira irregular e, atualmente, analisa as impugnações à
inclusão de serventias eventualmente apresentadas no prazo de
15 dias fixado no art. 2º da própria Resolução CNJ 80.
2. As serventias pleiteadas pelos Requerentes figuram na
lista provisória de vacância, o que impede a apreciação do
pedido no tocante à declaração de vacância pelo Plenário deste
Conselho, até mesmo por configurar espécie de litispendência.
3. A Resolução CNJ 81 repele a inclusão de novas vagas
após a publicação do edital.
2
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4. A alegada vacância das serventias em exame ainda é
objeto de análise pela Corregedoria Nacional de Justiça, o que
afasta a possibilidade de seu oferecimento por determinação do
Plenário deste Conselho.
5. Pedido julgado improcedente”.
6.
Embora a Turma já tenha entendido, com a minha
participação, pela competência do STF sempre que o CNJ analise o mérito
da questão (MS 32.074, Rel. Min. Luiz Fux), em melhor exame, reafirmo a
jurisprudência consolidada no sentido de que não compete ao Supremo
Tribunal Federal julgar, em caráter originário, as ações que questionem
“decisões negativas” do Conselho Nacional de Justiça. Consideram-se
assim aqueles pronunciamentos que, por não interferirem em relações
jurídicas, não agravam a situação dos interessados. Foi o que registrou o
Ministro Sepúlveda Pertence no MS 26.710 MC:
“Estou em que é de proceder a uma redução teleológica da
letra dessa nova cláusula de competência do Supremo Tribunal,
de modo a não convertê-lo, mediante o mandado de segurança,
em verdadeira instância ordinária de revisão de toda e qualquer
decisão do Conselho Nacional de Justiça.
É preciso distinguir entre as deliberações do CNJ que
impliquem intervenção na órbita da competência ordinária
confiada, em princípio, aos juízos ou tribunais submetidos ao
seu controle daquelas que, pelo contrário, traduzam a recusa de
intervir.
Quanto às primeiras, as positivas, não há dúvida de que o
CNJ se torna responsável pela eventual lesão ou ameaça de
lesão a direito consequentes, submetidas ao controle
jurisdicional do Supremo Tribunal Federal: assim, por exemplo,
as que avoquem processos disciplinares em curso nos tribunais,
apliquem sanções administrativas, desconstituam ou revejam
decisões deles ou lhes ordene providências.
Diversamente, com as da segunda categoria, as negativas,
o Conselho não substitui por ato seu o ato ou omissão dos
3
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Supremo Tribunal Federal
MS 29153 AGR-SEGUNDO / PR
4. A alegada vacância das serventias em exame ainda é
objeto de análise pela Corregedoria Nacional de Justiça, o que
afasta a possibilidade de seu oferecimento por determinação do
Plenário deste Conselho.
5. Pedido julgado improcedente”.
6.
Embora a Turma já tenha entendido, com a minha
participação, pela competência do STF sempre que o CNJ analise o mérito
da questão (MS 32.074, Rel. Min. Luiz Fux), em melhor exame, reafirmo a
jurisprudência consolidada no sentido de que não compete ao Supremo
Tribunal Federal julgar, em caráter originário, as ações que questionem
“decisões negativas” do Conselho Nacional de Justiça. Consideram-se
assim aqueles pronunciamentos que, por não interferirem em relações
jurídicas, não agravam a situação dos interessados. Foi o que registrou o
Ministro Sepúlveda Pertence no MS 26.710 MC:
“Estou em que é de proceder a uma redução teleológica da
letra dessa nova cláusula de competência do Supremo Tribunal,
de modo a não convertê-lo, mediante o mandado de segurança,
em verdadeira instância ordinária de revisão de toda e qualquer
decisão do Conselho Nacional de Justiça.
É preciso distinguir entre as deliberações do CNJ que
impliquem intervenção na órbita da competência ordinária
confiada, em princípio, aos juízos ou tribunais submetidos ao
seu controle daquelas que, pelo contrário, traduzam a recusa de
intervir.
Quanto às primeiras, as positivas, não há dúvida de que o
CNJ se torna responsável pela eventual lesão ou ameaça de
lesão a direito consequentes, submetidas ao controle
jurisdicional do Supremo Tribunal Federal: assim, por exemplo,
as que avoquem processos disciplinares em curso nos tribunais,
apliquem sanções administrativas, desconstituam ou revejam
decisões deles ou lhes ordene providências.
Diversamente, com as da segunda categoria, as negativas,
o Conselho não substitui por ato seu o ato ou omissão dos
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MS 29153 AGR-SEGUNDO / PR
tribunais, objeto da reclamação, que, por conseguinte,
remanescem na esfera de competência ordinária destes”.
7.
No mesmo sentido: MS 27.764 AgR, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski; MS 28.345 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia; MS 27.763 AgR,
Rel. Min. Dias Toffoli; MS 27.712 AgR, Rel. Min. Celso de Mello.
8.
Em melhor reflexão sobre o tema, cheguei à conclusão de
que, ao contrário do que parece, não se trata de definir a competência do
STF em função do resultado do julgamento no CNJ ou CNMP, mas sim de
definir a autoridade que pratica o ato apontado como coator, o que é
decisivo para a definição da competência jurisdicional. Se a decisão do
CNJ ou CNMP não inova ou provê quanto ao já decidido anteriormente,
se está diante de ato que “nada determinou, nada impôs, nada avocou,
nada aplicou, nada ordenou, nada invalidou e nada desconstituiu, a
significar que o CNJ não substituiu nem supriu, por qualquer resolução
sua, atos ou omissões eventualmente imputáveis ao Tribunal de
jurisdição inferior” (MS 32.729 AgR, Rel. Min. Celso de Mello).
9.
Note-se que a aplicação da chamada “teoria da
encampação” não pode conduzir à modificação de competência. Dessa
forma, ainda que o CNJ ou o CNMP mantenham o mérito do ato
impugnado, isto não atrai a competência originária do STF para processar
e julgar o respectivo mandado de segurança. A propósito:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA DE
CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO –
PRETENDIDO REEXAME DA CAUSA – CARÁTER
INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE – LIQUIDAÇÃO
EXTRAJUDICIAL DE INSTITUIÇÃO FINANCEIRA (LEI Nº
6.024/74) – PRETENDIDA RETIFICAÇÃO DO QUADRO
GERAL DE CREDORES – ILEGITIMIDADE PASSIVA “AD
CAUSAM” DO PRESIDENTE DO BANCO CENTRAL DO
BRASIL PARA FIGURAR COMO AUTORIDADE COATORA –
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tribunais, objeto da reclamação, que, por conseguinte,
remanescem na esfera de competência ordinária destes”.
7.
No mesmo sentido: MS 27.764 AgR, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski; MS 28.345 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia; MS 27.763 AgR,
Rel. Min. Dias Toffoli; MS 27.712 AgR, Rel. Min. Celso de Mello.
8.
Em melhor reflexão sobre o tema, cheguei à conclusão de
que, ao contrário do que parece, não se trata de definir a competência do
STF em função do resultado do julgamento no CNJ ou CNMP, mas sim de
definir a autoridade que pratica o ato apontado como coator, o que é
decisivo para a definição da competência jurisdicional. Se a decisão do
CNJ ou CNMP não inova ou provê quanto ao já decidido anteriormente,
se está diante de ato que “nada determinou, nada impôs, nada avocou,
nada aplicou, nada ordenou, nada invalidou e nada desconstituiu, a
significar que o CNJ não substituiu nem supriu, por qualquer resolução
sua, atos ou omissões eventualmente imputáveis ao Tribunal de
jurisdição inferior” (MS 32.729 AgR, Rel. Min. Celso de Mello).
9.
Note-se que a aplicação da chamada “teoria da
encampação” não pode conduzir à modificação de competência. Dessa
forma, ainda que o CNJ ou o CNMP mantenham o mérito do ato
impugnado, isto não atrai a competência originária do STF para processar
e julgar o respectivo mandado de segurança. A propósito:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA DE
CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO –
PRETENDIDO REEXAME DA CAUSA – CARÁTER
INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE – LIQUIDAÇÃO
EXTRAJUDICIAL DE INSTITUIÇÃO FINANCEIRA (LEI Nº
6.024/74) – PRETENDIDA RETIFICAÇÃO DO QUADRO
GERAL DE CREDORES – ILEGITIMIDADE PASSIVA “AD
CAUSAM” DO PRESIDENTE DO BANCO CENTRAL DO
BRASIL PARA FIGURAR COMO AUTORIDADE COATORA –
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MS 29153 AGR-SEGUNDO / PR
CONSEQUENTE INCOGNOSCIBILIDADE DO MANDADO
DE SEGURANÇA IMPETRADO PERANTE O E. SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA – LITÍGIO MANDAMENTAL CUJO
MÉRITO SEQUER FOI APRECIADO PELO STJ –
INADMISSIBILIDADE DA INVOCAÇÃO DA TEORIA DA
ENCAMPAÇÃO QUANDO DELA RESULTAR A INDEVIDA
MODIFICAÇÃO DA COMPETÊNCIA, ORIGINÁRIA OU
RECURSAL,
DISCIPLINADA
NA
PRÓPRIA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL – REQUISITOS QUE
CONDICIONAM A APLICAÇÃO DA TEORIA DA
ENCAMPAÇÃO – PRECEDENTES – INAPLICABILIDADE,
DE OUTRO LADO, AO RECURSO ORDINÁRIO EM
MANDADO DE SEGURANÇA, DO ART. 515, § 3º, DO CPC,
QUE CONSAGRA A TEORIA DA CAUSA MADURA –
PRECEDENTES (STF) – INOVAÇÃO DOS LIMITES
MATERIAIS DO PEDIDO – IMPUGNAÇÃO RECURSAL QUE
NÃO GUARDA PERTINÊNCIA COM OS FUNDAMENTOS
EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO QUESTIONADO
– OCORRÊNCIA DE DIVÓRCIO IDEOLÓGICO –
PRECEDENTES – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
REJEITADOS.” (RMS 28.194 AgR-ED, Rel. Min. Celso de Mello)
10.
A mera pendência de procedimento administrativo no CNJ
ou no CNMP também não influi no prazo para impetração de mandado
de segurança contra o ato originalmente praticado, pois não produz,
como regra, efeito suspensivo. Não incide, assim, a norma do art. 5º, I, da
Lei nº 12.016/2009. Além disso, não há nenhuma perplexidade na situação
em que um ato administrativo, atacado sem sucesso no CNJ ou CNMP,
venha a ser cassado em mandado de segurança por ordem concedida por
juiz de hierarquia inferior à dos Ministros do STF: cuida-se apenas de
superpor a instância judicial à administrativa. Lembre-se que o CNJ e o
CNMP são órgãos de controle administrativo, cujos entendimentos não
prevalecem sobre decisões de caráter jurisdicional.
11.
Note-se que, em caso análogo, esta Turma concluiu pela
5
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MS 29153 AGR-SEGUNDO / PR
CONSEQUENTE INCOGNOSCIBILIDADE DO MANDADO
DE SEGURANÇA IMPETRADO PERANTE O E. SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA – LITÍGIO MANDAMENTAL CUJO
MÉRITO SEQUER FOI APRECIADO PELO STJ –
INADMISSIBILIDADE DA INVOCAÇÃO DA TEORIA DA
ENCAMPAÇÃO QUANDO DELA RESULTAR A INDEVIDA
MODIFICAÇÃO DA COMPETÊNCIA, ORIGINÁRIA OU
RECURSAL,
DISCIPLINADA
NA
PRÓPRIA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL – REQUISITOS QUE
CONDICIONAM A APLICAÇÃO DA TEORIA DA
ENCAMPAÇÃO – PRECEDENTES – INAPLICABILIDADE,
DE OUTRO LADO, AO RECURSO ORDINÁRIO EM
MANDADO DE SEGURANÇA, DO ART. 515, § 3º, DO CPC,
QUE CONSAGRA A TEORIA DA CAUSA MADURA –
PRECEDENTES (STF) – INOVAÇÃO DOS LIMITES
MATERIAIS DO PEDIDO – IMPUGNAÇÃO RECURSAL QUE
NÃO GUARDA PERTINÊNCIA COM OS FUNDAMENTOS
EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO QUESTIONADO
– OCORRÊNCIA DE DIVÓRCIO IDEOLÓGICO –
PRECEDENTES – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
REJEITADOS.” (RMS 28.194 AgR-ED, Rel. Min. Celso de Mello)
10.
A mera pendência de procedimento administrativo no CNJ
ou no CNMP também não influi no prazo para impetração de mandado
de segurança contra o ato originalmente praticado, pois não produz,
como regra, efeito suspensivo. Não incide, assim, a norma do art. 5º, I, da
Lei nº 12.016/2009. Além disso, não há nenhuma perplexidade na situação
em que um ato administrativo, atacado sem sucesso no CNJ ou CNMP,
venha a ser cassado em mandado de segurança por ordem concedida por
juiz de hierarquia inferior à dos Ministros do STF: cuida-se apenas de
superpor a instância judicial à administrativa. Lembre-se que o CNJ e o
CNMP são órgãos de controle administrativo, cujos entendimentos não
prevalecem sobre decisões de caráter jurisdicional.
11.
Note-se que, em caso análogo, esta Turma concluiu pela
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Voto Vista
MS 29153 AGR-SEGUNDO / PR
incompetência do STF para analisar a mesma decisão do CNJ ora
impugnada (MS 30.578, Rel. Min. Dias Toffoli).
12.
Vale observar, por fim, que essa orientação não representa
uma abdicação de competência, e menos ainda uma negativa de
prestação jurisdicional. Quando se afirma que a decisão negativa do CNJ
não substitui o ato examinado pelo Conselho, apenas se esclarece que,
nessas hipóteses, o objeto do controle será o ato confirmado pelo CNJ, e
não a decisão do Conselho em si. Disso decorre apenas a ilegitimidade
passiva do Conselho Nacional de Justiça e a incompetência do Supremo
Tribunal Federal, cabendo ao interessado, se for o caso, fazer valer sua
pretensão nas vias próprias e perante a autoridade competente.
13.
Diante do exposto, nego provimento ao recurso.
14.
É como voto.
6
Supremo Tribunal Federal
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MS 29153 AGR-SEGUNDO / PR
incompetência do STF para analisar a mesma decisão do CNJ ora
impugnada (MS 30.578, Rel. Min. Dias Toffoli).
12.
Vale observar, por fim, que essa orientação não representa
uma abdicação de competência, e menos ainda uma negativa de
prestação jurisdicional. Quando se afirma que a decisão negativa do CNJ
não substitui o ato examinado pelo Conselho, apenas se esclarece que,
nessas hipóteses, o objeto do controle será o ato confirmado pelo CNJ, e
não a decisão do Conselho em si. Disso decorre apenas a ilegitimidade
passiva do Conselho Nacional de Justiça e a incompetência do Supremo
Tribunal Federal, cabendo ao interessado, se for o caso, fazer valer sua
pretensão nas vias próprias e perante a autoridade competente.
13.
Diante do exposto, nego provimento ao recurso.
14.
É como voto.
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Voto - MIN. LUIZ FUX
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153 PARANÁ
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Eu estou me realinhando a
essa posição também.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153 PARANÁ
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Eu estou me realinhando a
essa posição também.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 20
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153 PARANÁ
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, a
competência para julgar a ação é fixada segundo causas de pedir e
pedidos formalizados. Apontou-se – certo ou errado, não estou
adentrando esse tema – como órgão coator, no mandado de segurança, o
Conselho Nacional de Justiça. Indaga-se, em um primeiro passo: é
possível dizer-se que cabe, contrariando-se a Constituição Federal, à
primeira instância julgar o mandado de segurança em que se impugna
ato do CNJ? A resposta é negativa. Cabe ao Supremo. E ainda estamos
para decidir no Plenário se a cláusula constitucional definidora da
competência do Supremo, quanto a ações contra o Conselho Nacional de
Justiça e o Conselho Nacional do Ministério Público, extravasa o campo
do mandado de segurança para alcançar ações ordinárias. Este é outro
tema. A premissa básica é única: certo ou errado, houve impetração
contra ato do Conselho Nacional de Justiça, e, para julgar essa
impetração, competente é o Supremo.
Mas há mais, Presidente. Em que pese à avalanche de processos – e
compreendam minhas palavras –, não podemos adotar postura que
sinalize verdadeira autodefesa. Uma coisa é o CNJ, ou o CNMP, não
admitir procedimento administrativo, formalizando ato de natureza
negativa. Evidentemente, se, como costumo dizer, não abriu – qualquer
dos Conselhos – o embrulho, não cabe chegar, com queima de etapas, ao
Supremo. O ato impugnável é o primeiro ato administrativo de origem,
contra o qual foi formalizado o procedimento em um dos Conselhos. Foi
o que ocorreu na espécie.
O impetrante fez um pedido ao Conselho Nacional de Justiça para
que declarasse a vacância de certo Cartório, ou seja, incluísse Cartório na
lista de serventias ofertadas ao concurso público. O Conselho admitiu
esse procedimento. Admitiu enfrentar a matéria de fundo. Fê-lo de forma
contrária ao autor do requerimento. Indaga-se: esse pronunciamento não
é impugnável mediante o mandado de segurança? A meu ver, é.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8624804.
Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153 PARANÁ
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, a
competência para julgar a ação é fixada segundo causas de pedir e
pedidos formalizados. Apontou-se – certo ou errado, não estou
adentrando esse tema – como órgão coator, no mandado de segurança, o
Conselho Nacional de Justiça. Indaga-se, em um primeiro passo: é
possível dizer-se que cabe, contrariando-se a Constituição Federal, à
primeira instância julgar o mandado de segurança em que se impugna
ato do CNJ? A resposta é negativa. Cabe ao Supremo. E ainda estamos
para decidir no Plenário se a cláusula constitucional definidora da
competência do Supremo, quanto a ações contra o Conselho Nacional de
Justiça e o Conselho Nacional do Ministério Público, extravasa o campo
do mandado de segurança para alcançar ações ordinárias. Este é outro
tema. A premissa básica é única: certo ou errado, houve impetração
contra ato do Conselho Nacional de Justiça, e, para julgar essa
impetração, competente é o Supremo.
Mas há mais, Presidente. Em que pese à avalanche de processos – e
compreendam minhas palavras –, não podemos adotar postura que
sinalize verdadeira autodefesa. Uma coisa é o CNJ, ou o CNMP, não
admitir procedimento administrativo, formalizando ato de natureza
negativa. Evidentemente, se, como costumo dizer, não abriu – qualquer
dos Conselhos – o embrulho, não cabe chegar, com queima de etapas, ao
Supremo. O ato impugnável é o primeiro ato administrativo de origem,
contra o qual foi formalizado o procedimento em um dos Conselhos. Foi
o que ocorreu na espécie.
O impetrante fez um pedido ao Conselho Nacional de Justiça para
que declarasse a vacância de certo Cartório, ou seja, incluísse Cartório na
lista de serventias ofertadas ao concurso público. O Conselho admitiu
esse procedimento. Admitiu enfrentar a matéria de fundo. Fê-lo de forma
contrária ao autor do requerimento. Indaga-se: esse pronunciamento não
é impugnável mediante o mandado de segurança? A meu ver, é.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
MS 29153 AGR-SEGUNDO / PR
Houve uma sucessão de atos administrativos, como ocorre, por
exemplo, no caso de lista tríplice para nomeação de juiz de Tribunal
Regional Federal. E admitimos que a impetração deva se verificar –
mesmo não havendo, ainda, ato concreto da autoridade – no Supremo,
porque envolve possível ato do Presidente da República.
No caso, a situação é mais favorável à fixação da competência do
Supremo, por quê? Porque o Conselho Nacional de Justiça admitiu o
procedimento de controle administrativo e adotou entendimento a
respeito da matéria, fazendo-o de forma contrária aos interesses do
impetrante. Vou proclamar que o Supremo não é competente para julgar
esse mandato de segurança? Seria até para declarar o impetrante, se fosse
o caso, carecedor da ação proposta. Não posso assentar que cumpre ao
juízo de primeira instância apreciar o acerto ou desacerto de decisão, de
fundo, do Conselho Nacional de Justiça, julgando o mandado de
segurança formalizado.
Presidente, reafirmo mais uma vez: distingo a situação em que se
busca, mediante a impetração, queima de etapas, quando o Conselho não
haja adotado entendimento sobre a matéria de fundo, simplesmente
assentando que o procedimento é incabível, daquela em que proclama o
cabimento e, a seguir, examina o acerto ou desacerto do ato
administrativo de origem impugnado e prolata decisão. Nesse caso,
competente para julgar o mandado de segurança, claro mostrando-se o
mandado de segurança adequado, é o próprio Supremo.
Por isso, peço vênia aos que entendem de forma diversa – e digo que
a leitura da academia, não me refiro à leitura dos leigos, será no sentido
de o Supremo estar adotando postura de autodefesa, considerada a carga
de mandados de segurança contra o Conselho Nacional de Justiça –, peço
vênia ao Relator e aos colegas que o acompanharam, para prover os
agravos.
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Supremo Tribunal Federal
MS 29153 AGR-SEGUNDO / PR
Houve uma sucessão de atos administrativos, como ocorre, por
exemplo, no caso de lista tríplice para nomeação de juiz de Tribunal
Regional Federal. E admitimos que a impetração deva se verificar –
mesmo não havendo, ainda, ato concreto da autoridade – no Supremo,
porque envolve possível ato do Presidente da República.
No caso, a situação é mais favorável à fixação da competência do
Supremo, por quê? Porque o Conselho Nacional de Justiça admitiu o
procedimento de controle administrativo e adotou entendimento a
respeito da matéria, fazendo-o de forma contrária aos interesses do
impetrante. Vou proclamar que o Supremo não é competente para julgar
esse mandato de segurança? Seria até para declarar o impetrante, se fosse
o caso, carecedor da ação proposta. Não posso assentar que cumpre ao
juízo de primeira instância apreciar o acerto ou desacerto de decisão, de
fundo, do Conselho Nacional de Justiça, julgando o mandado de
segurança formalizado.
Presidente, reafirmo mais uma vez: distingo a situação em que se
busca, mediante a impetração, queima de etapas, quando o Conselho não
haja adotado entendimento sobre a matéria de fundo, simplesmente
assentando que o procedimento é incabível, daquela em que proclama o
cabimento e, a seguir, examina o acerto ou desacerto do ato
administrativo de origem impugnado e prolata decisão. Nesse caso,
competente para julgar o mandado de segurança, claro mostrando-se o
mandado de segurança adequado, é o próprio Supremo.
Por isso, peço vênia aos que entendem de forma diversa – e digo que
a leitura da academia, não me refiro à leitura dos leigos, será no sentido
de o Supremo estar adotando postura de autodefesa, considerada a carga
de mandados de segurança contra o Conselho Nacional de Justiça –, peço
vênia ao Relator e aos colegas que o acompanharam, para prover os
agravos.
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Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : THIAGO CICERO SERRA LYRIO
AGTE.(S) : MARCO ROBERTO SERRA LYRIO
ADV.(A/S) : BRUNO HENRIQUE DE OLIVEIRA FERREIRA
ADV.(A/S) : MARIA JÚLIA FERREIRA CÉSAR
AGDO.(A/S) : HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA
ADV.(A/S) : RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA
AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Dias Toffoli, relator,
que negava provimento ao segundo agravo regimental, pediu vista do
processo o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor
Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014.
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
segundo agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido
o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra
Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8598953
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : THIAGO CICERO SERRA LYRIO
AGTE.(S) : MARCO ROBERTO SERRA LYRIO
ADV.(A/S) : BRUNO HENRIQUE DE OLIVEIRA FERREIRA
ADV.(A/S) : MARIA JÚLIA FERREIRA CÉSAR
AGDO.(A/S) : HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA
ADV.(A/S) : RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA
AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Dias Toffoli, relator,
que negava provimento ao segundo agravo regimental, pediu vista do
processo o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor
Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014.
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
segundo agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido
o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra
Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 20
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8671268
| 2015-05-19T00:00:00
| 2015-06-12T00:00:00
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Após o voto do Senhor Ministro Dias Toffoli, relator, que negava provimento ao segundo agravo regimental, pediu vista do processo o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014.
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao segundo agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 19.5.2015.
|
SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA
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EMENTA
Agravo regimental em mandado de segurança. Procedimento de controle administrativo no Conselho Nacional de Justiça. Decisão do Tribunal de Justiça do Mato Grosso. Artigo 102, inciso I, alínea r, da Constituição Federal. Deliberação negativa. Incompetência do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental não provido.
1. Interpretação restritiva da alínea r do inciso I do art. 102 da Constituição Federal, incluída pela EC nº 45/2004, a fim de que o Supremo Tribunal Federal não atue, em mandado de segurança originário, como instância ordinária revisora de toda e qualquer decisão do Conselho Nacional de Justiça (MS nº 26.749/DF-QO, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, noticiado no Informativo do STF nº 474, Brasília, 1º a 3 de agosto de 2007).
2. Não dá ensejo à impetração de mandado de segurança originário no Supremo Tribunal Federal a decisão do Conselho Nacional de Justiça - proferida nos estritos limites de sua competência ordinária de “controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos juízes” (art. 103-B, § 4º, da Constituição Federal) - que não consista em intervenção na atuação dos tribunais ou que não determine qualquer providência lesiva do direito vindicado.
3. Agravo regimental não provido.
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sjur308392
|
- Acórdão(s) citado(s):
(IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS, DECISÃO RECORRIDA)
AR 1920 AgR (TP), AR 1894 AgR (TP).
(MS, DELIBERAÇÃO NEGATIVA, CNJ)
MS 27712 AgR (TP), MS 27764 AgR (TP), MS 28345 AgR (TP), MS 27763 AgR (TP), MS 28549 AgR (TP), MS 32074 (1ªT), MS 32729 AgR (2ªT).
(COMPETÊNCIA, TEORIA DA ENCAMPAÇÃO)
RMS 28194 AgR-ED (2ªT).
- Decisões monocráticas citadas:
(MS, DELIBERAÇÃO NEGATIVA, CNJ)
MS 26710 MC, MS 30578.
- Veja Informativo 474 (MS 26749 QO) do STF, PCA 2007.10.00.001807-8 e PCA 0001807-41.2007.2.00.0000 do CNJ.
Número de páginas: 20.
Análise: 16/06/2015, JRS.
Revisão: 31/07/2015, KBP.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
29153
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00035 \n ART-00102 INC-00001 LET-R INCLUÍDO PELA EMC-45/2004\n ART-0103B PAR-00004\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED EMC-000045 ANO-2004\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n",
"LEG-FED LEI-012016 ANO-2009\n ART-00005 INC-00001\n LMS-2009 LEI DO MANDADO DE SEGURANÇA\n\n",
"LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00317 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL"
] |
MS-AgR-segundo
|
acordaos
|
MS 29153 AgR-segundo
|
[
""
] |
AGTE.(S) : THIAGO CICERO SERRA LYRIO
AGTE.(S) : MARCO ROBERTO SERRA LYRIO
ADV.(A/S) : BRUNO HENRIQUE DE OLIVEIRA FERREIRA
ADV.(A/S) : MARIA JÚLIA FERREIRA CÉSAR
AGDO.(A/S) : HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA
ADV.(A/S) : RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA
AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153 PARANÁ
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:THIAGO CICERO SERRA LYRIO
AGTE.(S)
:MARCO ROBERTO SERRA LYRIO
ADV.(A/S)
:BRUNO HENRIQUE DE OLIVEIRA FERREIRA
ADV.(A/S)
:MARIA JÚLIA FERREIRA CÉSAR
AGDO.(A/S)
:HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA
ADV.(A/S)
:RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA
AGDO.(A/S)
:CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMENTA
Agravo regimental em mandado de segurança. Procedimento de
controle administrativo no Conselho Nacional de Justiça. Decisão do
Tribunal de Justiça do Mato Grosso. Artigo 102, inciso I, alínea r, da
Constituição Federal. Deliberação negativa. Incompetência do Supremo
Tribunal Federal. Agravo regimental não provido.
1. Interpretação restritiva da alínea r do inciso I do art. 102 da
Constituição Federal, incluída pela EC n 45/2004, a fim de que o
Supremo Tribunal Federal não atue, em mandado de segurança
originário, como instância ordinária revisora de toda e qualquer decisão
do Conselho Nacional de Justiça (MS n 26.749/DF-QO, Relator o Ministro
Sepúlveda Pertence, noticiado no Informativo do Supremo Tribunal Federal n 474, Brasília, 1... a
3 de agosto de 2007).
2. Não dá ensejo à impetração de mandado de segurança originário
no Supremo Tribunal Federal a decisão do Conselho Nacional de Justiça -
proferida nos estritos limites de sua competência ordinária de “controle
da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do
cumprimento dos deveres funcionais dos juízes” (art. 103-B, § 4..., da
Constituição Federal) - que não consista em intervenção na atuação dos
tribunais ou que não determine qualquer providência lesiva do direito
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 20
Ementa e Acórdão
MS 29153 AGR-SEGUNDO / PR
vindicado.
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao
segundo agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de maio de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
MS 29153 AGR-SEGUNDO / PR
vindicado.
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao
segundo agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de maio de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 20
Relatório
05/08/2014
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153 PARANÁ
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:THIAGO CICERO SERRA LYRIO
AGTE.(S)
:MARCO ROBERTO SERRA LYRIO
ADV.(A/S)
:BRUNO HENRIQUE DE OLIVEIRA FERREIRA
ADV.(A/S)
:MARIA JÚLIA FERREIRA CÉSAR
AGDO.(A/S)
:HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA
ADV.(A/S)
:RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA
AGDO.(A/S)
:CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Cuida-se de agravo regimental em mandado de segurança
interposto por THIAGO CICERO SERRA LYRIO E MARCO ROBERTO SERRA
LYRIO com o objetivo de submeter ao crivo do colegiado do Supremo
Tribunal Federal decisão monocrática mediante a qual não conheci da
ação, assentando a ausência de competência originária desta Suprema
Corte para o processamento do mandamus.
Nas razões do recurso, os agravantes alegam que a declaração de
incompetência para apreciação do mandado de segurança “enseja
violação ao direito de acesso à jurisdição”, pois o Conselho Nacional de
Justiça “passa a ter imunidade em relação a seus atos”.
Aduzem que, uma vez que o regime jurídico permite que o ato do
Tribunal de Justiça seja atacado perante o CNJ, não se poderia, em
seguida, retirar da parte o acesso à jurisdição que alcança aquele órgão
administrativo, pois, todos os atos estão sujeitos à apreciação do Poder
Judiciário.
Afirmam que, do contrário, se estaria adotando o regime de
competências exclusivas das cortes administrativas sem que tenha havido
previsão constitucional para tanto.
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Supremo Tribunal Federal
05/08/2014
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153 PARANÁ
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:THIAGO CICERO SERRA LYRIO
AGTE.(S)
:MARCO ROBERTO SERRA LYRIO
ADV.(A/S)
:BRUNO HENRIQUE DE OLIVEIRA FERREIRA
ADV.(A/S)
:MARIA JÚLIA FERREIRA CÉSAR
AGDO.(A/S)
:HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA
ADV.(A/S)
:RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA
AGDO.(A/S)
:CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Cuida-se de agravo regimental em mandado de segurança
interposto por THIAGO CICERO SERRA LYRIO E MARCO ROBERTO SERRA
LYRIO com o objetivo de submeter ao crivo do colegiado do Supremo
Tribunal Federal decisão monocrática mediante a qual não conheci da
ação, assentando a ausência de competência originária desta Suprema
Corte para o processamento do mandamus.
Nas razões do recurso, os agravantes alegam que a declaração de
incompetência para apreciação do mandado de segurança “enseja
violação ao direito de acesso à jurisdição”, pois o Conselho Nacional de
Justiça “passa a ter imunidade em relação a seus atos”.
Aduzem que, uma vez que o regime jurídico permite que o ato do
Tribunal de Justiça seja atacado perante o CNJ, não se poderia, em
seguida, retirar da parte o acesso à jurisdição que alcança aquele órgão
administrativo, pois, todos os atos estão sujeitos à apreciação do Poder
Judiciário.
Afirmam que, do contrário, se estaria adotando o regime de
competências exclusivas das cortes administrativas sem que tenha havido
previsão constitucional para tanto.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 20
Relatório
MS 29153 AGR-SEGUNDO / PR
Por fim, destacam os agravantes que a decisão impõe um ônus
desarrazoado aos prejudicados, pois o ato do TJMT foi praticado em 2007
e já foi aberto novo concurso público com oferta do 4... Ofício da Comarca
de Cuiabá, o que reduziria as chances de êxito de uma nova demanda
instaurada perante aquela Corte.
Assim, requerem o provimento do recurso para reconhecer a
competência do Supremo Tribunal Federal para a apreciação do writ
contra ato do CNJ.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
MS 29153 AGR-SEGUNDO / PR
Por fim, destacam os agravantes que a decisão impõe um ônus
desarrazoado aos prejudicados, pois o ato do TJMT foi praticado em 2007
e já foi aberto novo concurso público com oferta do 4... Ofício da Comarca
de Cuiabá, o que reduziria as chances de êxito de uma nova demanda
instaurada perante aquela Corte.
Assim, requerem o provimento do recurso para reconhecer a
competência do Supremo Tribunal Federal para a apreciação do writ
contra ato do CNJ.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
05/08/2014
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153 PARANÁ
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
A presente irresignação não merece prosperar, pois a decisão
agravada se encontra em consonância com a pacífica jurisprudência desta
Suprema Corte a respeito do tema.
Extrai-se dos autos que Humberto Monteiro da Costa interpôs
reclamação perante o Conselho Nacional de Justiça, a qual deu origem ao
Procedimento de Controle Administrativo n 2007.10.00.001807-8,
“contra atos praticados pelo Presidente e pelo Conselho
da Magistratura do Tribunal de Justiça do Estado de Mato
Grosso, que, de forma irregular, ilegal e inconstitucional (…)
outorgaram delegações de Serviços Notariais e Registrais sem
concurso público, efetivando substitutos na titularidade de
Serventias Extrajudiciais após a promulgação da Constituição
Federal de 1.988, bem como em face do Presidente da Comissão
Especial Organizadora do Concurso para o Foro Extrajudicial,
Desembargador José Ferreira Leite, o qual embora tenha
permitido a escolha das Serventias constitucional e legalmente
vagas, não outorgou a delegação das respectivas Serventias
Extrajudiciais escolhidas pelos Requerentes”.
Referido PCA foi julgado improcedente sob os seguintes
fundamentos:
“PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO.
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MATO GROSSO.
CONCURSO DE INGRESSO À TITULARIDADE DOS
SERVIÇOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO FORO
EXTRAJUDICIAL DO ESTADO DE MATO GROSSO.
DESCONSTITUIÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS DE
EFETIVAÇÃO DE SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS APÓS 1988
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Supremo Tribunal Federal
05/08/2014
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153 PARANÁ
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
A presente irresignação não merece prosperar, pois a decisão
agravada se encontra em consonância com a pacífica jurisprudência desta
Suprema Corte a respeito do tema.
Extrai-se dos autos que Humberto Monteiro da Costa interpôs
reclamação perante o Conselho Nacional de Justiça, a qual deu origem ao
Procedimento de Controle Administrativo n 2007.10.00.001807-8,
“contra atos praticados pelo Presidente e pelo Conselho
da Magistratura do Tribunal de Justiça do Estado de Mato
Grosso, que, de forma irregular, ilegal e inconstitucional (…)
outorgaram delegações de Serviços Notariais e Registrais sem
concurso público, efetivando substitutos na titularidade de
Serventias Extrajudiciais após a promulgação da Constituição
Federal de 1.988, bem como em face do Presidente da Comissão
Especial Organizadora do Concurso para o Foro Extrajudicial,
Desembargador José Ferreira Leite, o qual embora tenha
permitido a escolha das Serventias constitucional e legalmente
vagas, não outorgou a delegação das respectivas Serventias
Extrajudiciais escolhidas pelos Requerentes”.
Referido PCA foi julgado improcedente sob os seguintes
fundamentos:
“PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO.
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MATO GROSSO.
CONCURSO DE INGRESSO À TITULARIDADE DOS
SERVIÇOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO FORO
EXTRAJUDICIAL DO ESTADO DE MATO GROSSO.
DESCONSTITUIÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS DE
EFETIVAÇÃO DE SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS APÓS 1988
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 20
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
MS 29153 AGR-SEGUNDO / PR
SEM CONCURSO PÚBLICO. OFERECIMENTO DA
SERVENTIA APÓS A PUBLICAÇÃO DO EDITAL.
RESOLUÇÃO CNJ 80. LISTA PROVISÓRIA.
1. A Corregedoria Nacional de Justiça centralizou o
procedimento de transição entre as serventias ocupadas de
maneira irregular e, atualmente, analisa as impugnações à
inclusão de serventias eventualmente apresentadas no prazo de
15 dias fixado no art. 2... da própria Resolução CNJ 80.
2. As serventias pleiteadas pelos Requerentes figuram na
lista provisória de vacância, o que impede a apreciação do
pedido no tocante à declaração de vacância pelo Plenário deste
Conselho, até mesmo por configurar espécie de litispendência.
3. A Resolução CNJ 81 repele a inclusão de novas vagas
após a publicação do edital.
4. A alegada vacância das serventias em exame ainda é
objeto de análise pela Corregedoria Nacional de Justiça, o que
afasta a possibilidade de seu oferecimento por determinação do
Plenário deste Conselho.
5. Pedido julgado improcedente.”
Primeiramente, ressalte-se que esta Corte assentou o entendimento
de que não subsiste o agravo regimental quando ausente ataque
específico aos fundamentos do pronunciamento monocrático tido por
merecedor de reforma, como consagrado no art. 317, § 1..., do RISTF. Vide
precedentes nesse sentido:
“AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO RESCISÓRIA.
ALEGADA VIOLAÇÃO A LITERAL DISPOSITIVO DE LEI.
DIREITO ADQUIRIDO À CONTAGEM PONDERADA DO
TEMPO DE SERVIÇO PRESTADO EM CONDIÇÕES
INSALUBRES. QUESTÃO DE MÉRITO NÃO ANALISADA
PELA DECISÃO PROFERIDA NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. INCOMPETÊNCIA DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL PARA CONHECER DA AÇÃO
RESCISÓRIA. NÃO CUMPRIMENTO DO REQUISITO
EXIGIDO NO ART. 317, § 1..., DO REGIMENTO INTERNO DO
2
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Supremo Tribunal Federal
MS 29153 AGR-SEGUNDO / PR
SEM CONCURSO PÚBLICO. OFERECIMENTO DA
SERVENTIA APÓS A PUBLICAÇÃO DO EDITAL.
RESOLUÇÃO CNJ 80. LISTA PROVISÓRIA.
1. A Corregedoria Nacional de Justiça centralizou o
procedimento de transição entre as serventias ocupadas de
maneira irregular e, atualmente, analisa as impugnações à
inclusão de serventias eventualmente apresentadas no prazo de
15 dias fixado no art. 2... da própria Resolução CNJ 80.
2. As serventias pleiteadas pelos Requerentes figuram na
lista provisória de vacância, o que impede a apreciação do
pedido no tocante à declaração de vacância pelo Plenário deste
Conselho, até mesmo por configurar espécie de litispendência.
3. A Resolução CNJ 81 repele a inclusão de novas vagas
após a publicação do edital.
4. A alegada vacância das serventias em exame ainda é
objeto de análise pela Corregedoria Nacional de Justiça, o que
afasta a possibilidade de seu oferecimento por determinação do
Plenário deste Conselho.
5. Pedido julgado improcedente.”
Primeiramente, ressalte-se que esta Corte assentou o entendimento
de que não subsiste o agravo regimental quando ausente ataque
específico aos fundamentos do pronunciamento monocrático tido por
merecedor de reforma, como consagrado no art. 317, § 1..., do RISTF. Vide
precedentes nesse sentido:
“AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO RESCISÓRIA.
ALEGADA VIOLAÇÃO A LITERAL DISPOSITIVO DE LEI.
DIREITO ADQUIRIDO À CONTAGEM PONDERADA DO
TEMPO DE SERVIÇO PRESTADO EM CONDIÇÕES
INSALUBRES. QUESTÃO DE MÉRITO NÃO ANALISADA
PELA DECISÃO PROFERIDA NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. INCOMPETÊNCIA DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL PARA CONHECER DA AÇÃO
RESCISÓRIA. NÃO CUMPRIMENTO DO REQUISITO
EXIGIDO NO ART. 317, § 1..., DO REGIMENTO INTERNO DO
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 20
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
MS 29153 AGR-SEGUNDO / PR
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
1. Os fundamentos da decisão agravada não foram
impugnados pela Agravante, que se limitou a reiterar os
argumentos apresentados na inicial. Precedentes.
2. Decisão agravada mantida pelos seus próprios
fundamentos.
3. Agravo regimental ao qual se nega provimento (AR n
1.894/RS-AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 30/4/10)” grifos nossos.
“AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO RESCISÓRIA.
CONCURSO PÚBLICO. ANULAÇÃO DO ATO DE POSSE.
NÃO CUMPRIMENTO DO REQUISITO EXIGIDO NO ART.
317, § 1..., DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL.
1. Os fundamentos da decisão agravada não foram
impugnados pelo Agravante, que se limitou a reiterar os
argumentos apresentados na inicial. Precedentes.
2. Caráter abusivo na utilização desta via recursal. Multa.
Afronta direta ao art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil.
Descumprimento do dever de lealdade. Arts. 14, inc. II e III, e
17, inc. VII, Código de Processo Civil.
3. Agravo regimental ao qual se nega provimento (AR n
1.920/DF-AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia , DJe de 21/8/09)” grifos nossos.
Ainda que seja superado o óbice, não é merecedor de reforma o
pronunciamento monocrático.
A decisão do CNJ impugnada no presente mandamus, ora em sede
de agravo regimental, não alterou ou modificou as decisões
administrativas e judiciais do TJMT.
Assim, delineada a moldura fático-jurídica, verifica-se que a
impetração se volta, efetivamente, contra as decisões proferidas pelo
Tribunal de Justiça de Mato Grosso, as quais não foram alteradas pela
deliberação do CNJ.
3
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Supremo Tribunal Federal
MS 29153 AGR-SEGUNDO / PR
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
1. Os fundamentos da decisão agravada não foram
impugnados pela Agravante, que se limitou a reiterar os
argumentos apresentados na inicial. Precedentes.
2. Decisão agravada mantida pelos seus próprios
fundamentos.
3. Agravo regimental ao qual se nega provimento (AR n
1.894/RS-AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 30/4/10)” grifos nossos.
“AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO RESCISÓRIA.
CONCURSO PÚBLICO. ANULAÇÃO DO ATO DE POSSE.
NÃO CUMPRIMENTO DO REQUISITO EXIGIDO NO ART.
317, § 1..., DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL.
1. Os fundamentos da decisão agravada não foram
impugnados pelo Agravante, que se limitou a reiterar os
argumentos apresentados na inicial. Precedentes.
2. Caráter abusivo na utilização desta via recursal. Multa.
Afronta direta ao art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil.
Descumprimento do dever de lealdade. Arts. 14, inc. II e III, e
17, inc. VII, Código de Processo Civil.
3. Agravo regimental ao qual se nega provimento (AR n
1.920/DF-AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia , DJe de 21/8/09)” grifos nossos.
Ainda que seja superado o óbice, não é merecedor de reforma o
pronunciamento monocrático.
A decisão do CNJ impugnada no presente mandamus, ora em sede
de agravo regimental, não alterou ou modificou as decisões
administrativas e judiciais do TJMT.
Assim, delineada a moldura fático-jurídica, verifica-se que a
impetração se volta, efetivamente, contra as decisões proferidas pelo
Tribunal de Justiça de Mato Grosso, as quais não foram alteradas pela
deliberação do CNJ.
3
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
MS 29153 AGR-SEGUNDO / PR
Em outras palavras, o ato concreto praticado pelo CNJ consistiu em
deliberação negativa, não tendo o condão de determinar, ordenar,
invalidar, substituir ou suprir atos ou omissões eventualmente
imputáveis ao TJMT.
Destaco que compete ao TJMT incluir serventia extrajudicial em
concurso público de provimento ou remoção, bem como delegar a
titularidade ao candidato aprovado.
Não ocorre, destarte, hipótese de competência desta Corte para o
processamento do mandamus, devendo a decisão agravada ser mantida
em seus próprios termos.
Cito precedentes do Plenário desta Corte que corroboram o
entendimento exarado na decisão monocrática proferida nestes autos:
“Agravo regimental em mandado de segurança. Processo
de revisão disciplinar no Conselho Nacional de Justiça. Decisão
de Tribunal Regional do Trabalho confirmada pelo Tribunal
Superior do Trabalho. Artigo 102, inciso I, alínea r, da
Constituição Federal. Incompetência do Supremo Tribunal
Federal. Agravo regimental não provido. 1. Tendo em vista a
ordem jurídica em vigor, torna-se necessária a interpretação
restritiva da alínea r do inciso I do art. 102 da Constituição
Federal, incluída pela EC n 45/2004, a fim de que o Supremo
Tribunal Federal não atue, por meio de mandado de segurança
originário nesta Corte, como instância ordinária revisora de
toda e qualquer decisão do Conselho Nacional de Justiça (MS n
26.749/DF-QO, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence,
noticiado no Informativo do Supremo Tribunal Federal, n 474, Brasília, 1... a 3 de
agosto de 2007). 2. Não dá ensejo à impetração de mandado de
segurança originário no Supremo Tribunal Federal a decisão do
Conselho Nacional de Justiça - proferida nos estritos limites de
sua competência ordinária de controle da atuação
administrativa e financeira do Poder Judiciário e do
cumprimento dos deveres funcionais dos juízes (art. 103-B, § 4...,
da Constituição Federal) - de que não decorra intervenção na
atuação dos tribunais ou que não determine qualquer
4
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Supremo Tribunal Federal
MS 29153 AGR-SEGUNDO / PR
Em outras palavras, o ato concreto praticado pelo CNJ consistiu em
deliberação negativa, não tendo o condão de determinar, ordenar,
invalidar, substituir ou suprir atos ou omissões eventualmente
imputáveis ao TJMT.
Destaco que compete ao TJMT incluir serventia extrajudicial em
concurso público de provimento ou remoção, bem como delegar a
titularidade ao candidato aprovado.
Não ocorre, destarte, hipótese de competência desta Corte para o
processamento do mandamus, devendo a decisão agravada ser mantida
em seus próprios termos.
Cito precedentes do Plenário desta Corte que corroboram o
entendimento exarado na decisão monocrática proferida nestes autos:
“Agravo regimental em mandado de segurança. Processo
de revisão disciplinar no Conselho Nacional de Justiça. Decisão
de Tribunal Regional do Trabalho confirmada pelo Tribunal
Superior do Trabalho. Artigo 102, inciso I, alínea r, da
Constituição Federal. Incompetência do Supremo Tribunal
Federal. Agravo regimental não provido. 1. Tendo em vista a
ordem jurídica em vigor, torna-se necessária a interpretação
restritiva da alínea r do inciso I do art. 102 da Constituição
Federal, incluída pela EC n 45/2004, a fim de que o Supremo
Tribunal Federal não atue, por meio de mandado de segurança
originário nesta Corte, como instância ordinária revisora de
toda e qualquer decisão do Conselho Nacional de Justiça (MS n
26.749/DF-QO, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence,
noticiado no Informativo do Supremo Tribunal Federal, n 474, Brasília, 1... a 3 de
agosto de 2007). 2. Não dá ensejo à impetração de mandado de
segurança originário no Supremo Tribunal Federal a decisão do
Conselho Nacional de Justiça - proferida nos estritos limites de
sua competência ordinária de controle da atuação
administrativa e financeira do Poder Judiciário e do
cumprimento dos deveres funcionais dos juízes (art. 103-B, § 4...,
da Constituição Federal) - de que não decorra intervenção na
atuação dos tribunais ou que não determine qualquer
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
MS 29153 AGR-SEGUNDO / PR
providência lesiva do direito vindicado. 3. Agravo regimental
não provido” (MS n 28.549/DF-AgR, Relator o Ministro Dias
Toffoli, Tribunal Pleno, DJe de 8/4/13).
“AGRAVO
REGIMENTAL.
MANDADO
DE
SEGURANÇA. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA.
PEDIDO DE PROVIDÊNCIAS. DELIBERAÇÃO negativa DO
cnj. IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO. AGRAVO
DESPROVIDO. I A jurisprudência desta Corte firmou-se no
sentido de que as deliberações negativas do Conselho Nacional
de Justiça não estão sujeitas a revisão por meio de mandado de
segurança impetrado diretamente no Supremo Tribunal
Federal. II Agravo regimental a que se nega provimento” (MS
n 27.764/DF-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski,
Tribunal Pleno, DJe 21/2/13).”
Em casos como este, o Supremo Tribunal Federal tem decidido que subsiste o ato
administrativo questionado no CNJ, o qual deve ser impugnado na
instância competente, não sendo a Corte instância revisional ordinária
dos pronunciamentos administrativos daquele Conselho.
As razões do presente agravo não infirmam a fundamentação
expendida na decisão agravada, a qual subsiste na íntegra.
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
5
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Supremo Tribunal Federal
MS 29153 AGR-SEGUNDO / PR
providência lesiva do direito vindicado. 3. Agravo regimental
não provido” (MS n 28.549/DF-AgR, Relator o Ministro Dias
Toffoli, Tribunal Pleno, DJe de 8/4/13).
“AGRAVO
REGIMENTAL.
MANDADO
DE
SEGURANÇA. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA.
PEDIDO DE PROVIDÊNCIAS. DELIBERAÇÃO negativa DO
cnj. IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO. AGRAVO
DESPROVIDO. I A jurisprudência desta Corte firmou-se no
sentido de que as deliberações negativas do Conselho Nacional
de Justiça não estão sujeitas a revisão por meio de mandado de
segurança impetrado diretamente no Supremo Tribunal
Federal. II Agravo regimental a que se nega provimento” (MS
n 27.764/DF-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski,
Tribunal Pleno, DJe 21/2/13).”
Em casos como este, o Supremo Tribunal Federal tem decidido que subsiste o ato
administrativo questionado no CNJ, o qual deve ser impugnado na
instância competente, não sendo a Corte instância revisional ordinária
dos pronunciamentos administrativos daquele Conselho.
As razões do presente agravo não infirmam a fundamentação
expendida na decisão agravada, a qual subsiste na íntegra.
Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental.
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Extrato de Ata - 05/08/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : THIAGO CICERO SERRA LYRIO
AGTE.(S) : MARCO ROBERTO SERRA LYRIO
ADV.(A/S) : BRUNO HENRIQUE DE OLIVEIRA FERREIRA
ADV.(A/S) : MARIA JÚLIA FERREIRA CÉSAR
AGDO.(A/S) : HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA
ADV.(A/S) : RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA
AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Dias Toffoli, relator,
que negava provimento ao segundo agravo regimental, pediu vista do
processo o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor
Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : THIAGO CICERO SERRA LYRIO
AGTE.(S) : MARCO ROBERTO SERRA LYRIO
ADV.(A/S) : BRUNO HENRIQUE DE OLIVEIRA FERREIRA
ADV.(A/S) : MARIA JÚLIA FERREIRA CÉSAR
AGDO.(A/S) : HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA
ADV.(A/S) : RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA
AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Dias Toffoli, relator,
que negava provimento ao segundo agravo regimental, pediu vista do
processo o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor
Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Voto Vista
SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153 PARANÁ
VOTO-VISTA:
Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL E
ADMINISTRATIVO.
AGRAVO
REGIMENTAL EM MANDADO DE
SEGURANÇA. DECISÃO NEGATIVA DO
CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA.
INCOMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO Supremo Tribunal Federal.
1. A orientação deste Tribunal se pacificou
no sentido de que não lhe compete julgar,
originariamente, as ações que impugnem
decisões negativas do CNJ, i.e., aquelas que,
mantendo ato proferido por outro órgão,
não agravam a situação dos interessados.
2. Agravo regimental desprovido.
1.
Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão do
Min. Dias Toffoli, relator, que não conheceu monocraticamente do
mandado de segurança, sob o fundamento de não ser o Supremo Tribunal
Federal competente para o processamento do writ, ante a ausência de
prolação de ato positivo pelo Conselho Nacional de Justiça.
2.
Thiago Cícero Serra Lyrio e Marco Roberto Serra Lyrio, ora
agravantes (admitidos como litisconsortes passivos, cf. decisão publicada
em 26.05.2011), alegam que o entendimento adotado na decisão agravada
viola o direito de acesso à jurisdição (art. 5..., XXXV, da CRFB/1988), pois
garante ao CNJ “imunidade em relação a seus atos”. Sustentam não haver
coerência em se permitir, no ordenamento jurídico, que “ato do Tribunal de
Justiça seja atacado perante o CNJ”, mas se “retirar da parte o acesso à
jurisdição que alcança aquele órgão administrativo, pois, no sistema pátrio, todos
os atos estão sujeitos à apreciação do Poder Judiciário”.
3.
O eminente relator, Min. Dias Toffoli, votou pelo não
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153 PARANÁ
VOTO-VISTA:
Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL E
ADMINISTRATIVO.
AGRAVO
REGIMENTAL EM MANDADO DE
SEGURANÇA. DECISÃO NEGATIVA DO
CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA.
INCOMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO Supremo Tribunal Federal.
1. A orientação deste Tribunal se pacificou
no sentido de que não lhe compete julgar,
originariamente, as ações que impugnem
decisões negativas do CNJ, i.e., aquelas que,
mantendo ato proferido por outro órgão,
não agravam a situação dos interessados.
2. Agravo regimental desprovido.
1.
Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão do
Min. Dias Toffoli, relator, que não conheceu monocraticamente do
mandado de segurança, sob o fundamento de não ser o Supremo Tribunal
Federal competente para o processamento do writ, ante a ausência de
prolação de ato positivo pelo Conselho Nacional de Justiça.
2.
Thiago Cícero Serra Lyrio e Marco Roberto Serra Lyrio, ora
agravantes (admitidos como litisconsortes passivos, cf. decisão publicada
em 26.05.2011), alegam que o entendimento adotado na decisão agravada
viola o direito de acesso à jurisdição (art. 5..., XXXV, da CRFB/1988), pois
garante ao CNJ “imunidade em relação a seus atos”. Sustentam não haver
coerência em se permitir, no ordenamento jurídico, que “ato do Tribunal de
Justiça seja atacado perante o CNJ”, mas se “retirar da parte o acesso à
jurisdição que alcança aquele órgão administrativo, pois, no sistema pátrio, todos
os atos estão sujeitos à apreciação do Poder Judiciário”.
3.
O eminente relator, Min. Dias Toffoli, votou pelo não
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Voto Vista
MS 29153 AGR-SEGUNDO / PR
provimento do agravo regimental. Pedi vista para analisar detidamente
as peculiaridades do caso.
4.
Feita esta breve recapitulação, passo ao voto.
5.
Na decisão impugnada no presente mandado de
segurança, proferida nos autos do PCA n 0001807-41.2007.2.00.0000, o
CNJ julgou improcedente pedido formulado pelo ora impetrante,
Humberto Monteiro da Costa, que pretendia obter ordem no sentido de
se declarar a vacância de serventia extrajudicial e, em consequência,
outorgar-lhe a titularidade, em face de sua aprovação no Concurso de
Ingresso à Titularidade dos Serviços Notariais e de Registro do Foro
Extrajudicial do Estado de Mato Grosso. Confira-se a ementa do julgado:
“PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO.
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MATO GROSSO.
CONCURSO DE INGRESSO À TITULARIDADE DOS
SERVIÇOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO FORO
EXTRAJUDICIAL DO ESTADO DE MATO GROSSO.
DESCONSTITUIÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS DE
EFETIVAÇÃO DE SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS APÓS 1988
SEM CONCURSO PÚBLICO. OFERECIMENTO DA
SERVENTIA APÓS A PUBLICAÇÃO DO EDITAL.
RESOLUÇÃO CNJ 80. LISTA PROVISÓRIA.
1. A Corregedoria Nacional de Justiça centralizou o
procedimento de transição entre as serventias ocupadas de
maneira irregular e, atualmente, analisa as impugnações à
inclusão de serventias eventualmente apresentadas no prazo de
15 dias fixado no art. 2... da própria Resolução CNJ 80.
2. As serventias pleiteadas pelos Requerentes figuram na
lista provisória de vacância, o que impede a apreciação do
pedido no tocante à declaração de vacância pelo Plenário deste
Conselho, até mesmo por configurar espécie de litispendência.
3. A Resolução CNJ 81 repele a inclusão de novas vagas
após a publicação do edital.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
MS 29153 AGR-SEGUNDO / PR
provimento do agravo regimental. Pedi vista para analisar detidamente
as peculiaridades do caso.
4.
Feita esta breve recapitulação, passo ao voto.
5.
Na decisão impugnada no presente mandado de
segurança, proferida nos autos do PCA n 0001807-41.2007.2.00.0000, o
CNJ julgou improcedente pedido formulado pelo ora impetrante,
Humberto Monteiro da Costa, que pretendia obter ordem no sentido de
se declarar a vacância de serventia extrajudicial e, em consequência,
outorgar-lhe a titularidade, em face de sua aprovação no Concurso de
Ingresso à Titularidade dos Serviços Notariais e de Registro do Foro
Extrajudicial do Estado de Mato Grosso. Confira-se a ementa do julgado:
“PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO.
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MATO GROSSO.
CONCURSO DE INGRESSO À TITULARIDADE DOS
SERVIÇOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO FORO
EXTRAJUDICIAL DO ESTADO DE MATO GROSSO.
DESCONSTITUIÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS DE
EFETIVAÇÃO DE SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS APÓS 1988
SEM CONCURSO PÚBLICO. OFERECIMENTO DA
SERVENTIA APÓS A PUBLICAÇÃO DO EDITAL.
RESOLUÇÃO CNJ 80. LISTA PROVISÓRIA.
1. A Corregedoria Nacional de Justiça centralizou o
procedimento de transição entre as serventias ocupadas de
maneira irregular e, atualmente, analisa as impugnações à
inclusão de serventias eventualmente apresentadas no prazo de
15 dias fixado no art. 2... da própria Resolução CNJ 80.
2. As serventias pleiteadas pelos Requerentes figuram na
lista provisória de vacância, o que impede a apreciação do
pedido no tocante à declaração de vacância pelo Plenário deste
Conselho, até mesmo por configurar espécie de litispendência.
3. A Resolução CNJ 81 repele a inclusão de novas vagas
após a publicação do edital.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 20
Voto Vista
MS 29153 AGR-SEGUNDO / PR
4. A alegada vacância das serventias em exame ainda é
objeto de análise pela Corregedoria Nacional de Justiça, o que
afasta a possibilidade de seu oferecimento por determinação do
Plenário deste Conselho.
5. Pedido julgado improcedente”.
6.
Embora a Turma já tenha entendido, com a minha
participação, pela competência do Supremo Tribunal Federal sempre que o CNJ analise o mérito
da questão (MS 32.074, Rel. Min. Luiz Fux), em melhor exame, reafirmo a
jurisprudência consolidada no sentido de que não compete ao Supremo
Tribunal Federal julgar, em caráter originário, as ações que questionem
“decisões negativas” do Conselho Nacional de Justiça. Consideram-se
assim aqueles pronunciamentos que, por não interferirem em relações
jurídicas, não agravam a situação dos interessados. Foi o que registrou o
Ministro Sepúlveda Pertence no MS 26.710 MC:
“Estou em que é de proceder a uma redução teleológica da
letra dessa nova cláusula de competência do Supremo Tribunal,
de modo a não convertê-lo, mediante o mandado de segurança,
em verdadeira instância ordinária de revisão de toda e qualquer
decisão do Conselho Nacional de Justiça.
É preciso distinguir entre as deliberações do CNJ que
impliquem intervenção na órbita da competência ordinária
confiada, em princípio, aos juízos ou tribunais submetidos ao
seu controle daquelas que, pelo contrário, traduzam a recusa de
intervir.
Quanto às primeiras, as positivas, não há dúvida de que o
CNJ se torna responsável pela eventual lesão ou ameaça de
lesão a direito consequentes, submetidas ao controle
jurisdicional do Supremo Tribunal Federal: assim, por exemplo,
as que avoquem processos disciplinares em curso nos tribunais,
apliquem sanções administrativas, desconstituam ou revejam
decisões deles ou lhes ordene providências.
Diversamente, com as da segunda categoria, as negativas,
o Conselho não substitui por ato seu o ato ou omissão dos
3
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MS 29153 AGR-SEGUNDO / PR
4. A alegada vacância das serventias em exame ainda é
objeto de análise pela Corregedoria Nacional de Justiça, o que
afasta a possibilidade de seu oferecimento por determinação do
Plenário deste Conselho.
5. Pedido julgado improcedente”.
6.
Embora a Turma já tenha entendido, com a minha
participação, pela competência do Supremo Tribunal Federal sempre que o CNJ analise o mérito
da questão (MS 32.074, Rel. Min. Luiz Fux), em melhor exame, reafirmo a
jurisprudência consolidada no sentido de que não compete ao Supremo
Tribunal Federal julgar, em caráter originário, as ações que questionem
“decisões negativas” do Conselho Nacional de Justiça. Consideram-se
assim aqueles pronunciamentos que, por não interferirem em relações
jurídicas, não agravam a situação dos interessados. Foi o que registrou o
Ministro Sepúlveda Pertence no MS 26.710 MC:
“Estou em que é de proceder a uma redução teleológica da
letra dessa nova cláusula de competência do Supremo Tribunal,
de modo a não convertê-lo, mediante o mandado de segurança,
em verdadeira instância ordinária de revisão de toda e qualquer
decisão do Conselho Nacional de Justiça.
É preciso distinguir entre as deliberações do CNJ que
impliquem intervenção na órbita da competência ordinária
confiada, em princípio, aos juízos ou tribunais submetidos ao
seu controle daquelas que, pelo contrário, traduzam a recusa de
intervir.
Quanto às primeiras, as positivas, não há dúvida de que o
CNJ se torna responsável pela eventual lesão ou ameaça de
lesão a direito consequentes, submetidas ao controle
jurisdicional do Supremo Tribunal Federal: assim, por exemplo,
as que avoquem processos disciplinares em curso nos tribunais,
apliquem sanções administrativas, desconstituam ou revejam
decisões deles ou lhes ordene providências.
Diversamente, com as da segunda categoria, as negativas,
o Conselho não substitui por ato seu o ato ou omissão dos
3
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Voto Vista
MS 29153 AGR-SEGUNDO / PR
tribunais, objeto da reclamação, que, por conseguinte,
remanescem na esfera de competência ordinária destes”.
7.
No mesmo sentido: MS 27.764 AgR, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski; MS 28.345 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia; MS 27.763 AgR,
Rel. Min. Dias Toffoli; MS 27.712 AgR, Rel. Min. Celso de Mello.
8.
Em melhor reflexão sobre o tema, cheguei à conclusão de
que, ao contrário do que parece, não se trata de definir a competência do
Supremo Tribunal Federal em função do resultado do julgamento no CNJ ou CNMP, mas sim de
definir a autoridade que pratica o ato apontado como coator, o que é
decisivo para a definição da competência jurisdicional. Se a decisão do
CNJ ou CNMP não inova ou provê quanto ao já decidido anteriormente,
se está diante de ato que “nada determinou, nada impôs, nada avocou,
nada aplicou, nada ordenou, nada invalidou e nada desconstituiu, a
significar que o CNJ não substituiu nem supriu, por qualquer resolução
sua, atos ou omissões eventualmente imputáveis ao Tribunal de
jurisdição inferior” (MS 32.729 AgR, Rel. Min. Celso de Mello).
9.
Note-se que a aplicação da chamada “teoria da
encampação” não pode conduzir à modificação de competência. Dessa
forma, ainda que o CNJ ou o CNMP mantenham o mérito do ato
impugnado, isto não atrai a competência originária do Supremo Tribunal Federal para processar
e julgar o respectivo mandado de segurança. A propósito:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA DE
CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO –
PRETENDIDO REEXAME DA CAUSA – CARÁTER
INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE – LIQUIDAÇÃO
EXTRAJUDICIAL DE INSTITUIÇÃO FINANCEIRA (LEI n
6.024/74) – PRETENDIDA RETIFICAÇÃO DO QUADRO
GERAL DE CREDORES – ILEGITIMIDADE PASSIVA “AD
CAUSAM” DO PRESIDENTE DO BANCO CENTRAL DO
BRASIL PARA FIGURAR COMO AUTORIDADE COATORA –
4
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
MS 29153 AGR-SEGUNDO / PR
tribunais, objeto da reclamação, que, por conseguinte,
remanescem na esfera de competência ordinária destes”.
7.
No mesmo sentido: MS 27.764 AgR, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski; MS 28.345 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia; MS 27.763 AgR,
Rel. Min. Dias Toffoli; MS 27.712 AgR, Rel. Min. Celso de Mello.
8.
Em melhor reflexão sobre o tema, cheguei à conclusão de
que, ao contrário do que parece, não se trata de definir a competência do
Supremo Tribunal Federal em função do resultado do julgamento no CNJ ou CNMP, mas sim de
definir a autoridade que pratica o ato apontado como coator, o que é
decisivo para a definição da competência jurisdicional. Se a decisão do
CNJ ou CNMP não inova ou provê quanto ao já decidido anteriormente,
se está diante de ato que “nada determinou, nada impôs, nada avocou,
nada aplicou, nada ordenou, nada invalidou e nada desconstituiu, a
significar que o CNJ não substituiu nem supriu, por qualquer resolução
sua, atos ou omissões eventualmente imputáveis ao Tribunal de
jurisdição inferior” (MS 32.729 AgR, Rel. Min. Celso de Mello).
9.
Note-se que a aplicação da chamada “teoria da
encampação” não pode conduzir à modificação de competência. Dessa
forma, ainda que o CNJ ou o CNMP mantenham o mérito do ato
impugnado, isto não atrai a competência originária do Supremo Tribunal Federal para processar
e julgar o respectivo mandado de segurança. A propósito:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA DE
CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO –
PRETENDIDO REEXAME DA CAUSA – CARÁTER
INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE – LIQUIDAÇÃO
EXTRAJUDICIAL DE INSTITUIÇÃO FINANCEIRA (LEI n
6.024/74) – PRETENDIDA RETIFICAÇÃO DO QUADRO
GERAL DE CREDORES – ILEGITIMIDADE PASSIVA “AD
CAUSAM” DO PRESIDENTE DO BANCO CENTRAL DO
BRASIL PARA FIGURAR COMO AUTORIDADE COATORA –
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 20
Voto Vista
MS 29153 AGR-SEGUNDO / PR
CONSEQUENTE INCOGNOSCIBILIDADE DO MANDADO
DE SEGURANÇA IMPETRADO PERANTE O E. SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA – LITÍGIO MANDAMENTAL CUJO
MÉRITO SEQUER FOI APRECIADO PELO Superior Tribunal de Justiça –
INADMISSIBILIDADE DA INVOCAÇÃO DA TEORIA DA
ENCAMPAÇÃO QUANDO DELA RESULTAR A INDEVIDA
MODIFICAÇÃO DA COMPETÊNCIA, ORIGINÁRIA OU
RECURSAL,
DISCIPLINADA
NA
PRÓPRIA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL – REQUISITOS QUE
CONDICIONAM A APLICAÇÃO DA TEORIA DA
ENCAMPAÇÃO – PRECEDENTES – INAPLICABILIDADE,
DE OUTRO LADO, AO RECURSO ORDINÁRIO EM
MANDADO DE SEGURANÇA, DO ART. 515, § 3..., DO Código de Processo Civil,
QUE CONSAGRA A TEORIA DA CAUSA MADURA –
PRECEDENTES (Supremo Tribunal Federal) – INOVAÇÃO DOS LIMITES
MATERIAIS DO PEDIDO – IMPUGNAÇÃO RECURSAL QUE
NÃO GUARDA PERTINÊNCIA COM OS FUNDAMENTOS
EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO QUESTIONADO
– OCORRÊNCIA DE DIVÓRCIO IDEOLÓGICO –
PRECEDENTES – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
REJEITADOS.” (RMS 28.194 AgR-ED, Rel. Min. Celso de Mello)
10.
A mera pendência de procedimento administrativo no CNJ
ou no CNMP também não influi no prazo para impetração de mandado
de segurança contra o ato originalmente praticado, pois não produz,
como regra, efeito suspensivo. Não incide, assim, a norma do art. 5..., I, da
Lei n 12.016/2009. Além disso, não há nenhuma perplexidade na situação
em que um ato administrativo, atacado sem sucesso no CNJ ou CNMP,
venha a ser cassado em mandado de segurança por ordem concedida por
juiz de hierarquia inferior à dos Ministros do Supremo Tribunal Federal: cuida-se apenas de
superpor a instância judicial à administrativa. Lembre-se que o CNJ e o
CNMP são órgãos de controle administrativo, cujos entendimentos não
prevalecem sobre decisões de caráter jurisdicional.
11.
Note-se que, em caso análogo, esta Turma concluiu pela
5
Supremo Tribunal Federal
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MS 29153 AGR-SEGUNDO / PR
CONSEQUENTE INCOGNOSCIBILIDADE DO MANDADO
DE SEGURANÇA IMPETRADO PERANTE O E. SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA – LITÍGIO MANDAMENTAL CUJO
MÉRITO SEQUER FOI APRECIADO PELO Superior Tribunal de Justiça –
INADMISSIBILIDADE DA INVOCAÇÃO DA TEORIA DA
ENCAMPAÇÃO QUANDO DELA RESULTAR A INDEVIDA
MODIFICAÇÃO DA COMPETÊNCIA, ORIGINÁRIA OU
RECURSAL,
DISCIPLINADA
NA
PRÓPRIA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL – REQUISITOS QUE
CONDICIONAM A APLICAÇÃO DA TEORIA DA
ENCAMPAÇÃO – PRECEDENTES – INAPLICABILIDADE,
DE OUTRO LADO, AO RECURSO ORDINÁRIO EM
MANDADO DE SEGURANÇA, DO ART. 515, § 3..., DO Código de Processo Civil,
QUE CONSAGRA A TEORIA DA CAUSA MADURA –
PRECEDENTES (Supremo Tribunal Federal) – INOVAÇÃO DOS LIMITES
MATERIAIS DO PEDIDO – IMPUGNAÇÃO RECURSAL QUE
NÃO GUARDA PERTINÊNCIA COM OS FUNDAMENTOS
EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO QUESTIONADO
– OCORRÊNCIA DE DIVÓRCIO IDEOLÓGICO –
PRECEDENTES – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
REJEITADOS.” (RMS 28.194 AgR-ED, Rel. Min. Celso de Mello)
10.
A mera pendência de procedimento administrativo no CNJ
ou no CNMP também não influi no prazo para impetração de mandado
de segurança contra o ato originalmente praticado, pois não produz,
como regra, efeito suspensivo. Não incide, assim, a norma do art. 5..., I, da
Lei n 12.016/2009. Além disso, não há nenhuma perplexidade na situação
em que um ato administrativo, atacado sem sucesso no CNJ ou CNMP,
venha a ser cassado em mandado de segurança por ordem concedida por
juiz de hierarquia inferior à dos Ministros do Supremo Tribunal Federal: cuida-se apenas de
superpor a instância judicial à administrativa. Lembre-se que o CNJ e o
CNMP são órgãos de controle administrativo, cujos entendimentos não
prevalecem sobre decisões de caráter jurisdicional.
11.
Note-se que, em caso análogo, esta Turma concluiu pela
5
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Voto Vista
MS 29153 AGR-SEGUNDO / PR
incompetência do Supremo Tribunal Federal para analisar a mesma decisão do CNJ ora
impugnada (MS 30.578, Rel. Min. Dias Toffoli).
12.
Vale observar, por fim, que essa orientação não representa
uma abdicação de competência, e menos ainda uma negativa de
prestação jurisdicional. Quando se afirma que a decisão negativa do CNJ
não substitui o ato examinado pelo Conselho, apenas se esclarece que,
nessas hipóteses, o objeto do controle será o ato confirmado pelo CNJ, e
não a decisão do Conselho em si. Disso decorre apenas a ilegitimidade
passiva do Conselho Nacional de Justiça e a incompetência do Supremo
Tribunal Federal, cabendo ao interessado, se for o caso, fazer valer sua
pretensão nas vias próprias e perante a autoridade competente.
13.
Diante do exposto, nego provimento ao recurso.
14.
É como voto.
6
Supremo Tribunal Federal
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incompetência do Supremo Tribunal Federal para analisar a mesma decisão do CNJ ora
impugnada (MS 30.578, Rel. Min. Dias Toffoli).
12.
Vale observar, por fim, que essa orientação não representa
uma abdicação de competência, e menos ainda uma negativa de
prestação jurisdicional. Quando se afirma que a decisão negativa do CNJ
não substitui o ato examinado pelo Conselho, apenas se esclarece que,
nessas hipóteses, o objeto do controle será o ato confirmado pelo CNJ, e
não a decisão do Conselho em si. Disso decorre apenas a ilegitimidade
passiva do Conselho Nacional de Justiça e a incompetência do Supremo
Tribunal Federal, cabendo ao interessado, se for o caso, fazer valer sua
pretensão nas vias próprias e perante a autoridade competente.
13.
Diante do exposto, nego provimento ao recurso.
14.
É como voto.
6
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 20
Voto - MIN. LUIZ FUX
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153 PARANÁ
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Eu estou me realinhando a
essa posição também.
Supremo Tribunal Federal
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19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153 PARANÁ
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Eu estou me realinhando a
essa posição também.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 20
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153 PARANÁ
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, a
competência para julgar a ação é fixada segundo causas de pedir e
pedidos formalizados. Apontou-se – certo ou errado, não estou
adentrando esse tema – como órgão coator, no mandado de segurança, o
Conselho Nacional de Justiça. Indaga-se, em um primeiro passo: é
possível dizer-se que cabe, contrariando-se a Constituição Federal, à
primeira instância julgar o mandado de segurança em que se impugna
ato do CNJ? A resposta é negativa. Cabe ao Supremo. E ainda estamos
para decidir no Plenário se a cláusula constitucional definidora da
competência do Supremo, quanto a ações contra o Conselho Nacional de
Justiça e o Conselho Nacional do Ministério Público, extravasa o campo
do mandado de segurança para alcançar ações ordinárias. Este é outro
tema. A premissa básica é única: certo ou errado, houve impetração
contra ato do Conselho Nacional de Justiça, e, para julgar essa
impetração, competente é o Supremo.
Mas há mais, Presidente. Em que pese à avalanche de processos – e
compreendam minhas palavras –, não podemos adotar postura que
sinalize verdadeira autodefesa. Uma coisa é o CNJ, ou o CNMP, não
admitir procedimento administrativo, formalizando ato de natureza
negativa. Evidentemente, se, como costumo dizer, não abriu – qualquer
dos Conselhos – o embrulho, não cabe chegar, com queima de etapas, ao
Supremo. O ato impugnável é o primeiro ato administrativo de origem,
contra o qual foi formalizado o procedimento em um dos Conselhos. Foi
o que ocorreu na espécie.
O impetrante fez um pedido ao Conselho Nacional de Justiça para
que declarasse a vacância de certo Cartório, ou seja, incluísse Cartório na
lista de serventias ofertadas ao concurso público. O Conselho admitiu
esse procedimento. Admitiu enfrentar a matéria de fundo. Fê-lo de forma
contrária ao autor do requerimento. Indaga-se: esse pronunciamento não
é impugnável mediante o mandado de segurança? A meu ver, é.
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153 PARANÁ
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, a
competência para julgar a ação é fixada segundo causas de pedir e
pedidos formalizados. Apontou-se – certo ou errado, não estou
adentrando esse tema – como órgão coator, no mandado de segurança, o
Conselho Nacional de Justiça. Indaga-se, em um primeiro passo: é
possível dizer-se que cabe, contrariando-se a Constituição Federal, à
primeira instância julgar o mandado de segurança em que se impugna
ato do CNJ? A resposta é negativa. Cabe ao Supremo. E ainda estamos
para decidir no Plenário se a cláusula constitucional definidora da
competência do Supremo, quanto a ações contra o Conselho Nacional de
Justiça e o Conselho Nacional do Ministério Público, extravasa o campo
do mandado de segurança para alcançar ações ordinárias. Este é outro
tema. A premissa básica é única: certo ou errado, houve impetração
contra ato do Conselho Nacional de Justiça, e, para julgar essa
impetração, competente é o Supremo.
Mas há mais, Presidente. Em que pese à avalanche de processos – e
compreendam minhas palavras –, não podemos adotar postura que
sinalize verdadeira autodefesa. Uma coisa é o CNJ, ou o CNMP, não
admitir procedimento administrativo, formalizando ato de natureza
negativa. Evidentemente, se, como costumo dizer, não abriu – qualquer
dos Conselhos – o embrulho, não cabe chegar, com queima de etapas, ao
Supremo. O ato impugnável é o primeiro ato administrativo de origem,
contra o qual foi formalizado o procedimento em um dos Conselhos. Foi
o que ocorreu na espécie.
O impetrante fez um pedido ao Conselho Nacional de Justiça para
que declarasse a vacância de certo Cartório, ou seja, incluísse Cartório na
lista de serventias ofertadas ao concurso público. O Conselho admitiu
esse procedimento. Admitiu enfrentar a matéria de fundo. Fê-lo de forma
contrária ao autor do requerimento. Indaga-se: esse pronunciamento não
é impugnável mediante o mandado de segurança? A meu ver, é.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 20
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
MS 29153 AGR-SEGUNDO / PR
Houve uma sucessão de atos administrativos, como ocorre, por
exemplo, no caso de lista tríplice para nomeação de juiz de Tribunal
Regional Federal. E admitimos que a impetração deva se verificar –
mesmo não havendo, ainda, ato concreto da autoridade – no Supremo,
porque envolve possível ato do Presidente da República.
No caso, a situação é mais favorável à fixação da competência do
Supremo, por quê? Porque o Conselho Nacional de Justiça admitiu o
procedimento de controle administrativo e adotou entendimento a
respeito da matéria, fazendo-o de forma contrária aos interesses do
impetrante. Vou proclamar que o Supremo não é competente para julgar
esse mandato de segurança? Seria até para declarar o impetrante, se fosse
o caso, carecedor da ação proposta. Não posso assentar que cumpre ao
juízo de primeira instância apreciar o acerto ou desacerto de decisão, de
fundo, do Conselho Nacional de Justiça, julgando o mandado de
segurança formalizado.
Presidente, reafirmo mais uma vez: distingo a situação em que se
busca, mediante a impetração, queima de etapas, quando o Conselho não
haja adotado entendimento sobre a matéria de fundo, simplesmente
assentando que o procedimento é incabível, daquela em que proclama o
cabimento e, a seguir, examina o acerto ou desacerto do ato
administrativo de origem impugnado e prolata decisão. Nesse caso,
competente para julgar o mandado de segurança, claro mostrando-se o
mandado de segurança adequado, é o próprio Supremo.
Por isso, peço vênia aos que entendem de forma diversa – e digo que
a leitura da academia, não me refiro à leitura dos leigos, será no sentido
de o Supremo estar adotando postura de autodefesa, considerada a carga
de mandados de segurança contra o Conselho Nacional de Justiça –, peço
vênia ao Relator e aos colegas que o acompanharam, para prover os
agravos.
2
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Supremo Tribunal Federal
MS 29153 AGR-SEGUNDO / PR
Houve uma sucessão de atos administrativos, como ocorre, por
exemplo, no caso de lista tríplice para nomeação de juiz de Tribunal
Regional Federal. E admitimos que a impetração deva se verificar –
mesmo não havendo, ainda, ato concreto da autoridade – no Supremo,
porque envolve possível ato do Presidente da República.
No caso, a situação é mais favorável à fixação da competência do
Supremo, por quê? Porque o Conselho Nacional de Justiça admitiu o
procedimento de controle administrativo e adotou entendimento a
respeito da matéria, fazendo-o de forma contrária aos interesses do
impetrante. Vou proclamar que o Supremo não é competente para julgar
esse mandato de segurança? Seria até para declarar o impetrante, se fosse
o caso, carecedor da ação proposta. Não posso assentar que cumpre ao
juízo de primeira instância apreciar o acerto ou desacerto de decisão, de
fundo, do Conselho Nacional de Justiça, julgando o mandado de
segurança formalizado.
Presidente, reafirmo mais uma vez: distingo a situação em que se
busca, mediante a impetração, queima de etapas, quando o Conselho não
haja adotado entendimento sobre a matéria de fundo, simplesmente
assentando que o procedimento é incabível, daquela em que proclama o
cabimento e, a seguir, examina o acerto ou desacerto do ato
administrativo de origem impugnado e prolata decisão. Nesse caso,
competente para julgar o mandado de segurança, claro mostrando-se o
mandado de segurança adequado, é o próprio Supremo.
Por isso, peço vênia aos que entendem de forma diversa – e digo que
a leitura da academia, não me refiro à leitura dos leigos, será no sentido
de o Supremo estar adotando postura de autodefesa, considerada a carga
de mandados de segurança contra o Conselho Nacional de Justiça –, peço
vênia ao Relator e aos colegas que o acompanharam, para prover os
agravos.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 20
Extrato de Ata - 19/05/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : THIAGO CICERO SERRA LYRIO
AGTE.(S) : MARCO ROBERTO SERRA LYRIO
ADV.(A/S) : BRUNO HENRIQUE DE OLIVEIRA FERREIRA
ADV.(A/S) : MARIA JÚLIA FERREIRA CÉSAR
AGDO.(A/S) : HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA
ADV.(A/S) : RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA
AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Dias Toffoli, relator,
que negava provimento ao segundo agravo regimental, pediu vista do
processo o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor
Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014.
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
segundo agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido
o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra
Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8598953
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.153
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : THIAGO CICERO SERRA LYRIO
AGTE.(S) : MARCO ROBERTO SERRA LYRIO
ADV.(A/S) : BRUNO HENRIQUE DE OLIVEIRA FERREIRA
ADV.(A/S) : MARIA JÚLIA FERREIRA CÉSAR
AGDO.(A/S) : HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA
ADV.(A/S) : RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA
AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Dias Toffoli, relator,
que negava provimento ao segundo agravo regimental, pediu vista do
processo o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor
Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 5.8.2014.
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
segundo agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido
o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra
Rosa Weber. 1... Turma, 19.5.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Compareceu o Senhor Ministro Dias Toffoli para julgar processos a
ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"MS n 26 . 749 / DF - QO",
"MS 29153",
"MS 29153",
"MS 29153 AGR",
"MS 29153",
"Procedimento",
"Procedimento de",
"MS 29153",
"AR n 1 . 894 / RS - AgR",
"AR n 1 . 920 / DF - AgR",
"AR n 1 . 894 / RS",
"AR n 1 . 920 /",
"MS 29153 AGR",
"MS n 26 . 749 / DF - QO",
"MS 29153 AGR - SEGUNDO / PR",
"MS n 26 . 749 / DF - QO",
"MS 29153",
"MS n 28 . 549 / DF - AgR",
"MS n 27 . 764 / DF - AgR",
"MS 29153 AGR - SEGUNDO / PR",
"MS n 28 . 549 / DF - AgR",
"MS n 27 . 764 / DF - AgR",
"MS 29153 AGR - SEGUNDO / PR",
"PCA n 0001807 - 41 . 2007 . 2 . 00 . 0000",
"PCA n 0001807 - 41 . 2007 . 2 . 00 . 0000",
"MS 29153 AGR - SEGUNDO / PR",
"MS 32 . 074",
"MS 26 . 710 MC",
"MS 29153",
"MS 32 . 074",
"MS 26 . 710 MC",
"MS 29153 AGR - SEGUNDO / PR",
"MS 27 . 764 AgR",
"MS 28 . 345 AgR",
"MS 27 . 763 AgR",
"MS 27 . 712 AgR",
"MS 32 . 729 AgR",
"MS 29153 AGR - SEGUNDO / PR",
"MS 27 . 764 AgR",
"MS 28 . 345 AgR",
"MS 27 . 763 AgR",
"MS 27 . 712 AgR",
"MS 32 . 729 AgR",
"MS 29153 AGR",
"RMS 28 . 194 AgR - ED",
"MS 29153",
"RMS 28",
"AgR",
"MS 29153 AGR - SEGUNDO / PR",
"MS 30 . 578",
"MS 29153 AGR",
"MS 30 . 578",
"MANDADO",
"MS 29153"
],
"LEGISLACAO": [
"Artigo 102 , inciso I , alínea r , da Constituição Federal",
"alínea r do inciso I do art . 102 da Constituição Federal",
"EC n 45 / 2004",
"art . 103 - B , § 4 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1 .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1 . 988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Resolução",
"Resolução CNJ 81",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Resolução",
"ART . 317 ,",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 317 ,",
"art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Arts . 14 , inc . II e III , e 17 , inc . VII , Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 317 , § 1 . . .",
"art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Arts . 14 , inc . II e III , e 17 , inc . VII , Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Artigo 102 , inciso I , alínea r , da Constituição Federal",
"alínea r do inciso I do art . 102 da Constituição Federal",
"EC n 45 / 2004",
"art . 103 - B , § 4 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Artigo 102 , inciso I , alínea r , da Constituição Federal",
"alínea r do inciso I do art . 102 da Constituição Federal",
"EC n 45 / 2004",
"art . 103 - B , § 4 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , XXXV , da CRFB / 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , XXXV , da CRFB / 1988",
"Resolução",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Resolução",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI n 6 . 024 / 74",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI n 6 . 024 / 74",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 515 , § 3 . . . , DO Código de Processo Civil",
"art . 5 . . . , I , da Lei n 12 . 016 / 2009",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 515 , § 3 . . . , DO Código de Processo Civil",
"art . 5 . . . , I , da Lei n 12 . 016 / 2009",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
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"LOCAL": [
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"Brasília",
"Brasília",
"Brasília",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
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"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
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"ESTADO DE MATO GROSSO",
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"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ"
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"UNIÃO",
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"Supremo",
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"Rosa Weber",
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"Celso de Mello",
"Ricardo Lewandowski",
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"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
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"BRUNO HENRIQUE DE OLIVEIRA FERREIRA",
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"HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA",
"RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA",
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"Roberto Barroso",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
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"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"5",
".",
"8",
".",
"2014",
"19",
".",
"5",
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"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5",
".",
"8",
".",
"2014",
"19",
".",
"5",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
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Ementa e Acórdão
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.446 CEARÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S)
:JORGE LUIS DA COSTA
ADV.(A/S)
:PAULO SERGIO RIPARDO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito
Administrativo. Concurso público. Militar. 3. Razoabilidade de prazo
para matrícula em curso de formação. Necessidade de revolvimento do
acervo fático-probatório e da interpretação dada às cláusulas editalícias.
Princípio da legalidade. Súmulas 279, 454 e 636. 4. Princípio da
isonomia. Matrícula efetuada exclusivamente pela Internet. Fundamento
autônomo não impugnado que inviabiliza o provimento recursal. Súmula
283. 5. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão recorrida.
6. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de maio de 2015.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592923.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.446 CEARÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S)
:JORGE LUIS DA COSTA
ADV.(A/S)
:PAULO SERGIO RIPARDO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental contra decisão que negou provimento a recurso
extraordinário com agravo com base nas súmulas 279, 283, 454 e 636.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que não é caso de
aplicação da Súmula 279, uma vez que “não se discute a qualificação dos
fatos apresentados, mas a possibilidade de o judiciário, sob fundamento de
razoabilidade, substituir as regras previstas no Edital” (eDOC 8, p. 2).
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592924.
Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.446 CEARÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S)
:JORGE LUIS DA COSTA
ADV.(A/S)
:PAULO SERGIO RIPARDO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental contra decisão que negou provimento a recurso
extraordinário com agravo com base nas súmulas 279, 283, 454 e 636.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que não é caso de
aplicação da Súmula 279, uma vez que “não se discute a qualificação dos
fatos apresentados, mas a possibilidade de o judiciário, sob fundamento de
razoabilidade, substituir as regras previstas no Edital” (eDOC 8, p. 2).
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.446 CEARÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez
que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando
apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a
jurisprudência pacífica desta Corte.
Conforme já posto na decisão agravada, verifico que divergir do
entendimento adotado pelo Tribunal a quo na espécie demandaria o
revolvimento do acervo fático-probatório e da interpretação dada às
cláusulas editalícias, o que não enseja a abertura da via do recurso
extraordinário, uma vez que se aplicam os enunciados 279 e 454.
Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes de ambas as
turmas desta Corte: ARE-AgR 798.598, rel. min. Cármen Lúcia, DJe
26.5.2014; ARE-AgR 807.688, rel. min. Dias Toffoli, DJe 21.8.2014; ARE-
AgR 824.698, rel. min. Rosa Weber, DJe 18.12.2014; ARE-AgR 742.924, rel.
min. Ricardo Lewandowski, DJe 17.6.2013, este último assim ementado:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO.
REALIZAÇÃO DE PROVA OBJETIVA APÓS O CURSO DE
FORMAÇÃO.
POSSIBILIDADE.
NECESSIDADE
DE
INTERPRETAÇÃO DE LEI ESTADUAL. ÓBICE DA SÚMULA
280 DO STF. IMPRESCINDIBILIDADE DA ANÁLISE DE
PROVAS E CLÁUSULAS DO EDITAL. INCIDÊNCIA DAS
SÚMULAS 279 E 454 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – Para
dissentir da conclusão adotada pelo acórdão recorrido, seria
necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e
de cláusulas editalícias, o que atrai a incidência das Súmulas
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.446 CEARÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez
que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando
apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a
jurisprudência pacífica desta Corte.
Conforme já posto na decisão agravada, verifico que divergir do
entendimento adotado pelo Tribunal a quo na espécie demandaria o
revolvimento do acervo fático-probatório e da interpretação dada às
cláusulas editalícias, o que não enseja a abertura da via do recurso
extraordinário, uma vez que se aplicam os enunciados 279 e 454.
Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes de ambas as
turmas desta Corte: ARE-AgR 798.598, rel. min. Cármen Lúcia, DJe
26.5.2014; ARE-AgR 807.688, rel. min. Dias Toffoli, DJe 21.8.2014; ARE-
AgR 824.698, rel. min. Rosa Weber, DJe 18.12.2014; ARE-AgR 742.924, rel.
min. Ricardo Lewandowski, DJe 17.6.2013, este último assim ementado:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO.
REALIZAÇÃO DE PROVA OBJETIVA APÓS O CURSO DE
FORMAÇÃO.
POSSIBILIDADE.
NECESSIDADE
DE
INTERPRETAÇÃO DE LEI ESTADUAL. ÓBICE DA SÚMULA
280 DO STF. IMPRESCINDIBILIDADE DA ANÁLISE DE
PROVAS E CLÁUSULAS DO EDITAL. INCIDÊNCIA DAS
SÚMULAS 279 E 454 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – Para
dissentir da conclusão adotada pelo acórdão recorrido, seria
necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e
de cláusulas editalícias, o que atrai a incidência das Súmulas
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 868446 AGR / CE
279 e 454 do STF, bem como seria imprescindível a
interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à
espécie (Lei Estadual 13.729/2006), o que inviabiliza o recurso
extraordinário, a teor da Súmula 280 do STF. Precedentes. II –
Agravo regimental improvido.”
Ademais, também adotei como razões de decidir as súmulas 283 e
636, as quais não foram impugnadas em sede de agravo interno e
sustentam, por si sós, a decisão agravada.
Nesses termos, o acórdão recorrido possui o princípio da isonomia
como fundamento autônomo que inviabiliza o provimento recursal,
conforme a Súmula 283.
Demais disso, é entendimento sumulado desta Corte que “Não cabe
recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da
legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a
normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.” (Súmula 636).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 868446 AGR / CE
279 e 454 do STF, bem como seria imprescindível a
interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à
espécie (Lei Estadual 13.729/2006), o que inviabiliza o recurso
extraordinário, a teor da Súmula 280 do STF. Precedentes. II –
Agravo regimental improvido.”
Ademais, também adotei como razões de decidir as súmulas 283 e
636, as quais não foram impugnadas em sede de agravo interno e
sustentam, por si sós, a decisão agravada.
Nesses termos, o acórdão recorrido possui o princípio da isonomia
como fundamento autônomo que inviabiliza o provimento recursal,
conforme a Súmula 283.
Demais disso, é entendimento sumulado desta Corte que “Não cabe
recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da
legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a
normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.” (Súmula 636).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Extrato de Ata - 19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.446
PROCED. : CEARÁ
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S) : JORGE LUIS DA COSTA
ADV.(A/S) : PAULO SERGIO RIPARDO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8590156
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.446
PROCED. : CEARÁ
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S) : JORGE LUIS DA COSTA
ADV.(A/S) : PAULO SERGIO RIPARDO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8590156
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8608131
| 2015-05-19T00:00:00
| 2015-06-02T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 19.05.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Concurso público. Militar. 3. Razoabilidade de prazo para matrícula em curso de formação. Necessidade de revolvimento do acervo fático-probatório e da interpretação dada às cláusulas editalícias. Princípio da legalidade. Súmulas 279, 454 e 636. 4. Princípio da isonomia. Matrícula efetuada exclusivamente pela Internet. Fundamento autônomo não impugnado que inviabiliza o provimento recursal. Súmula 283. 5. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão recorrida. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur306971
|
- Acórdão(s) citado(s):
(SÚMULA 279)
ARE 742924 AgR (2ªT), ARE 798298 AgR (1ªT), ARE 807688 AgR (1ªT), ARE 824698 AgR (1ªT).
Número de páginas: 5.
Análise: 17/06/2015, BMP.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
868446
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000283 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 868446 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S) : JORGE LUIS DA COSTA
ADV.(A/S) : PAULO SERGIO RIPARDO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.446 CEARÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S)
:JORGE LUIS DA COSTA
ADV.(A/S)
:PAULO SERGIO RIPARDO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito
Administrativo. Concurso público. Militar. 3. Razoabilidade de prazo
para matrícula em curso de formação. Necessidade de revolvimento do
acervo fático-probatório e da interpretação dada às cláusulas editalícias.
Princípio da legalidade. Súmulas 279, 454 e 636. 4. Princípio da
isonomia. Matrícula efetuada exclusivamente pela Internet. Fundamento
autônomo não impugnado que inviabiliza o provimento recursal. Súmula
283. 5. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão recorrida.
6. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de maio de 2015.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.446 CEARÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S)
:JORGE LUIS DA COSTA
ADV.(A/S)
:PAULO SERGIO RIPARDO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental contra decisão que negou provimento a recurso
extraordinário com agravo com base nas súmulas 279, 283, 454 e 636.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que não é caso de
aplicação da Súmula 279, uma vez que “não se discute a qualificação dos
fatos apresentados, mas a possibilidade de o judiciário, sob fundamento de
razoabilidade, substituir as regras previstas no Edital” (eDOC 8, p. 2).
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.446 CEARÁ
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S)
:JORGE LUIS DA COSTA
ADV.(A/S)
:PAULO SERGIO RIPARDO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental contra decisão que negou provimento a recurso
extraordinário com agravo com base nas súmulas 279, 283, 454 e 636.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que não é caso de
aplicação da Súmula 279, uma vez que “não se discute a qualificação dos
fatos apresentados, mas a possibilidade de o judiciário, sob fundamento de
razoabilidade, substituir as regras previstas no Edital” (eDOC 8, p. 2).
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592924.
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.446 CEARÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez
que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando
apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a
jurisprudência pacífica desta Corte.
Conforme já posto na decisão agravada, verifico que divergir do
entendimento adotado pelo Tribunal a quo na espécie demandaria o
revolvimento do acervo fático-probatório e da interpretação dada às
cláusulas editalícias, o que não enseja a abertura da via do recurso
extraordinário, uma vez que se aplicam os enunciados 279 e 454.
Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes de ambas as
turmas desta Corte: ARE-AgR 798.598, rel. min. Cármen Lúcia, DJe
26.5.2014; ARE-AgR 807.688, rel. min. Dias Toffoli, DJe 21.8.2014; ARE-
AgR 824.698, rel. min. Rosa Weber, DJe 18.12.2014; ARE-AgR 742.924, rel.
min. Ricardo Lewandowski, DJe 17.6.2013, este último assim ementado:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO.
REALIZAÇÃO DE PROVA OBJETIVA APÓS O CURSO DE
FORMAÇÃO.
POSSIBILIDADE.
NECESSIDADE
DE
INTERPRETAÇÃO DE LEI ESTADUAL. ÓBICE DA SÚMULA
280 DO Supremo Tribunal Federal. IMPRESCINDIBILIDADE DA ANÁLISE DE
PROVAS E CLÁUSULAS DO EDITAL. INCIDÊNCIA DAS
SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – Para
dissentir da conclusão adotada pelo acórdão recorrido, seria
necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e
de cláusulas editalícias, o que atrai a incidência das Súmulas
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592925.
Supremo Tribunal Federal
19/05/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.446 CEARÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de
mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez
que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando
apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a
jurisprudência pacífica desta Corte.
Conforme já posto na decisão agravada, verifico que divergir do
entendimento adotado pelo Tribunal a quo na espécie demandaria o
revolvimento do acervo fático-probatório e da interpretação dada às
cláusulas editalícias, o que não enseja a abertura da via do recurso
extraordinário, uma vez que se aplicam os enunciados 279 e 454.
Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes de ambas as
turmas desta Corte: ARE-AgR 798.598, rel. min. Cármen Lúcia, DJe
26.5.2014; ARE-AgR 807.688, rel. min. Dias Toffoli, DJe 21.8.2014; ARE-
AgR 824.698, rel. min. Rosa Weber, DJe 18.12.2014; ARE-AgR 742.924, rel.
min. Ricardo Lewandowski, DJe 17.6.2013, este último assim ementado:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO.
REALIZAÇÃO DE PROVA OBJETIVA APÓS O CURSO DE
FORMAÇÃO.
POSSIBILIDADE.
NECESSIDADE
DE
INTERPRETAÇÃO DE LEI ESTADUAL. ÓBICE DA SÚMULA
280 DO Supremo Tribunal Federal. IMPRESCINDIBILIDADE DA ANÁLISE DE
PROVAS E CLÁUSULAS DO EDITAL. INCIDÊNCIA DAS
SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – Para
dissentir da conclusão adotada pelo acórdão recorrido, seria
necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e
de cláusulas editalícias, o que atrai a incidência das Súmulas
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592925.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ARE 868446 AGR / CE
279 e 454 do Supremo Tribunal Federal, bem como seria imprescindível a
interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à
espécie (Lei Estadual 13.729/2006), o que inviabiliza o recurso
extraordinário, a teor da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II –
Agravo regimental improvido.”
Ademais, também adotei como razões de decidir as súmulas 283 e
636, as quais não foram impugnadas em sede de agravo interno e
sustentam, por si sós, a decisão agravada.
Nesses termos, o acórdão recorrido possui o princípio da isonomia
como fundamento autônomo que inviabiliza o provimento recursal,
conforme a Súmula 283.
Demais disso, é entendimento sumulado desta Corte que “Não cabe
recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da
legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a
normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.” (Súmula 636).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8592925.
Supremo Tribunal Federal
ARE 868446 AGR / CE
279 e 454 do Supremo Tribunal Federal, bem como seria imprescindível a
interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à
espécie (Lei Estadual 13.729/2006), o que inviabiliza o recurso
extraordinário, a teor da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II –
Agravo regimental improvido.”
Ademais, também adotei como razões de decidir as súmulas 283 e
636, as quais não foram impugnadas em sede de agravo interno e
sustentam, por si sós, a decisão agravada.
Nesses termos, o acórdão recorrido possui o princípio da isonomia
como fundamento autônomo que inviabiliza o provimento recursal,
conforme a Súmula 283.
Demais disso, é entendimento sumulado desta Corte que “Não cabe
recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da
legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a
normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.” (Súmula 636).
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Extrato de Ata - 19/05/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.446
PROCED. : CEARÁ
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S) : JORGE LUIS DA COSTA
ADV.(A/S) : PAULO SERGIO RIPARDO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8590156
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.446
PROCED. : CEARÁ
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S) : JORGE LUIS DA COSTA
ADV.(A/S) : PAULO SERGIO RIPARDO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma,
19.05.2015.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen
Lúcia e Dias Toffoli.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868 . 446",
"RECURSO",
"ARE",
"-",
"AgR 798 . 598",
"ARE",
"-",
"AgR 807 . 688",
"ARE",
"-",
"AgR 824 . 698",
"ARE",
"-",
"AgR 742 . 924",
"SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULAS 279",
"AGRAVO 868 . 446",
"ARE",
"-",
"AgR 798 . 598",
"ARE",
"-",
"AgR 807 . 688",
"ARE",
"-",
"AgR 824 . 698",
"ARE",
"-",
"AgR 742 . 924",
"SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULAS 279",
"ARE 868446 AGR / CE 279",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 868446 AGR / CE 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Estadual 13 . 729 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Estadual 13 . 729 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"Brasília",
"CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"CEARÁ",
"CEARÁ",
"CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura",
"de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"JORGE LUIS DA COSTA",
"PAULO SERGIO RIPARDO",
"Teori Zavascki",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"JORGE LUIS DA COSTA",
"PAULO SERGIO RIPARDO",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"JORGE LUIS DA COSTA",
"PAULO SERGIO RIPARDO",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Ricardo Lewandowski",
"GILMAR MENDES",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Ricardo Lewandowski",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"JORGE LUIS DA COSTA",
"PAULO SERGIO RIPARDO",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira",
"GILMAR MENDES",
"JORGE LUIS DA COSTA",
"PAULO SERGIO RIPARDO",
"Dias Toffoli",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Deborah Duprat",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19 de maio de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"26",
".",
"5",
".",
"2014",
"21",
".",
"8",
".",
"2014",
"18",
".",
"12",
".",
"2014",
"17",
".",
"6",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"26",
".",
"5",
".",
"2014",
"21",
".",
"8",
".",
"2014",
"18",
".",
"12",
".",
"2014",
"17",
".",
"6",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"05",
"/",
"2015",
"19",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"05",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.426 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA -
UFSM
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:DOUGLAS BRAGA GONÇALVES CARDOSO
ADV.(A/S)
:LUIS GUSTAVO KREJCI PINTO E OUTRO(A/S)
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Administrativo. Vestibular. Admissão. Critérios. Circunstâncias fáticas
que nortearam a decisão da origem. Reexame de fatos e provas.
Impossibilidade. Precedentes.
1. Ponderação de interesses que, in casu, não prescinde do reexame
dos fatos e das provas dos autos, o qual é inadmissível em recurso
extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF.
2. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 30 de junho de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172288.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12
Relatório
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.426 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA -
UFSM
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:DOUGLAS BRAGA GONÇALVES CARDOSO
ADV.(A/S)
:LUIS GUSTAVO KREJCI PINTO E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) interpõe tempestivo
agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Quarta
Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, assim
ementado:
‘ADMINISTRATIVO.
ENSINO
SUPERIOR.
VESTIBULAR. PRÉ-MATRÍCULA. AFRONTA AOS
PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE, DA LEGALIDADE
E DA ISONOMIA.
Não se pode afastar o direito do estudante à vaga na
Instituição de Ensino Superior, após aprovação no
respectivo Concurso Vestibular, de modo que a exigência
da Universidade, para que além da matrícula o candidato
seja submetido a uma pré-matrícula por meio da internet,
constitui afronta aos princípios administrativos da
razoabilidade, da isonomia e da legalidade.’
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172285.
Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.426 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA -
UFSM
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:DOUGLAS BRAGA GONÇALVES CARDOSO
ADV.(A/S)
:LUIS GUSTAVO KREJCI PINTO E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) interpõe tempestivo
agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Quarta
Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, assim
ementado:
‘ADMINISTRATIVO.
ENSINO
SUPERIOR.
VESTIBULAR. PRÉ-MATRÍCULA. AFRONTA AOS
PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE, DA LEGALIDADE
E DA ISONOMIA.
Não se pode afastar o direito do estudante à vaga na
Instituição de Ensino Superior, após aprovação no
respectivo Concurso Vestibular, de modo que a exigência
da Universidade, para que além da matrícula o candidato
seja submetido a uma pré-matrícula por meio da internet,
constitui afronta aos princípios administrativos da
razoabilidade, da isonomia e da legalidade.’
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12
Relatório
ARE 891426 AGR / RS
Opostos embargos de declaração, foram parcialmente
providos para ‘fins exclusivos de prequestionamento’.
No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos
artigos 5º, caput e incisos XXXV, LIV e LV, 37, caput, 206, inciso
I, e 207 da Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar.
A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido
de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se
dependentes de reexame de normas infraconstitucionais,
podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à
Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso
extraordinário. Nesse sentido:
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 891426 AGR / RS
Opostos embargos de declaração, foram parcialmente
providos para ‘fins exclusivos de prequestionamento’.
No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos
artigos 5º, caput e incisos XXXV, LIV e LV, 37, caput, 206, inciso
I, e 207 da Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar.
A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido
de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se
dependentes de reexame de normas infraconstitucionais,
podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à
Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso
extraordinário. Nesse sentido:
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12
Relatório
ARE 891426 AGR / RS
assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância
essa que impede a utilização do recurso extraordinário.
Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
Ademais, o acolhimento da pretensão recursal não
prescindiria do reexame do conjunto fático-probatório dos
autos e das cláusulas editalícias que regem o certame, o que se
mostra incabível em sede de recurso extraordinário, a teor que
dispõem as Súmulas nºs 279 e 454 deste Supremo Tribunal
Federal. A propósito, destaca-se:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ENSINO SUPERIOR. MATRÍCULA.
APROVAÇÃO. ANÁLISE DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO E INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS
EDITALÍCIAS. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. AGRAVO
IMPROVIDO. I – Para se chegar à conclusão contrária à
adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o
reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos
e a interpretação de cláusulas editalícias. Súmulas 279 e
454 do STF. Precedentes. II – Agravo regimental
improvido.’ (RE nº 705.897/SC-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 12/8/13).
‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
PRELIMINAR
DE
REPERCUSSÃO
GERAL.
FUNDAMENTAÇÃO
DEFICIENTE.
ÔNUS DO
RECORRENTE. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS
INFRACONSTITUCIONAIS. CÓDIGO DE DEFESA DO
3
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172285.
Supremo Tribunal Federal
ARE 891426 AGR / RS
assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância
essa que impede a utilização do recurso extraordinário.
Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
Ademais, o acolhimento da pretensão recursal não
prescindiria do reexame do conjunto fático-probatório dos
autos e das cláusulas editalícias que regem o certame, o que se
mostra incabível em sede de recurso extraordinário, a teor que
dispõem as Súmulas nºs 279 e 454 deste Supremo Tribunal
Federal. A propósito, destaca-se:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ENSINO SUPERIOR. MATRÍCULA.
APROVAÇÃO. ANÁLISE DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO E INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS
EDITALÍCIAS. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. AGRAVO
IMPROVIDO. I – Para se chegar à conclusão contrária à
adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o
reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos
e a interpretação de cláusulas editalícias. Súmulas 279 e
454 do STF. Precedentes. II – Agravo regimental
improvido.’ (RE nº 705.897/SC-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 12/8/13).
‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
PRELIMINAR
DE
REPERCUSSÃO
GERAL.
FUNDAMENTAÇÃO
DEFICIENTE.
ÔNUS DO
RECORRENTE. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS
INFRACONSTITUCIONAIS. CÓDIGO DE DEFESA DO
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12
Relatório
ARE 891426 AGR / RS
CONSUMIDOR E LEI 8.987/95. VIOLAÇÃO DOS
PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA
DEFESA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA.
AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 748.371
(REL. MIN. GILMAR MENDES - TEMA 660). ANÁLISE
DA OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE
E DA PROPORCIONALIDADE. NECESSIDADE DE
EXAME DE FATOS. SÚMULA 279/STF. AGRAVO
REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE nº
798.991/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori
Zavascki, DJe de 23/4/14 – grifos nossos).
Nesse mesmo sentido, a decisão monocrática assim
ementada:
‘RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO. VESTIBULAR. REALIZAÇÃO DE
MATRÍCULA.
AUSÊNCIA
DE
OFENSA
CONSTITUCIONAL DIRETA. IMPOSSIBILIDADE DE
REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS
AUTOS E DE ANÁLISE DE NORMAS EDITALÍCIAS.
SÚMULAS 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO AO QUAL SE
NEGA SEGUIMENTO’ (ARE nº 708.484/RS, Relatora a
Ministra Cármen Lúcia, DJe de 25/9/2012).
Ressalte-se, por fim, que esta Suprema Corte já assentou
em diversas oportunidades que o princípio da autonomia
universitária não se confunde com soberania, devendo estas se
submeterem às leis e demais atos normativos. A propósito:
‘AGRAVO REGIMENTAL. INSTITUIÇÃO DE
ENSINO SUPERIOR. COBRANÇA ABUSIVA. CÓDIGO
DE DEFESA DO CONSUMIDOR. AUTONOMIA
UNIVERSITÁRIA. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS
ARTIGOS 207 E 209 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 891426 AGR / RS
CONSUMIDOR E LEI 8.987/95. VIOLAÇÃO DOS
PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA
DEFESA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA.
AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 748.371
(REL. MIN. GILMAR MENDES - TEMA 660). ANÁLISE
DA OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE
E DA PROPORCIONALIDADE. NECESSIDADE DE
EXAME DE FATOS. SÚMULA 279/STF. AGRAVO
REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE nº
798.991/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori
Zavascki, DJe de 23/4/14 – grifos nossos).
Nesse mesmo sentido, a decisão monocrática assim
ementada:
‘RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO. VESTIBULAR. REALIZAÇÃO DE
MATRÍCULA.
AUSÊNCIA
DE
OFENSA
CONSTITUCIONAL DIRETA. IMPOSSIBILIDADE DE
REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS
AUTOS E DE ANÁLISE DE NORMAS EDITALÍCIAS.
SÚMULAS 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO AO QUAL SE
NEGA SEGUIMENTO’ (ARE nº 708.484/RS, Relatora a
Ministra Cármen Lúcia, DJe de 25/9/2012).
Ressalte-se, por fim, que esta Suprema Corte já assentou
em diversas oportunidades que o princípio da autonomia
universitária não se confunde com soberania, devendo estas se
submeterem às leis e demais atos normativos. A propósito:
‘AGRAVO REGIMENTAL. INSTITUIÇÃO DE
ENSINO SUPERIOR. COBRANÇA ABUSIVA. CÓDIGO
DE DEFESA DO CONSUMIDOR. AUTONOMIA
UNIVERSITÁRIA. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS
ARTIGOS 207 E 209 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12
Relatório
ARE 891426 AGR / RS
DISCUSSÃO INFRACONSTITUCIONAL. Nos termos da
jurisprudência deste Tribunal, o princípio da autonomia
universitária não significa soberania das universidades,
devendo estas se submeter às leis e demais atos
normativos. Controvérsia decidida à luz da legislação
infraconstitucional. A alegada ofensa à Constituição, se
existente, seria indireta ou reflexa, o que enseja o
descabimento do recurso extraordinário. Agravo
regimental a que se nega provimento’ (AI nº 647.482/RJ-
AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJe de 31/3/11).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Aduz a agravante, in verbis, que,
“[n]o caso dos autos, o Tribunal de origem utilizou-se do
critério de razoabilidade para afastar a norma imposta pela
Universidade, que exige a pré-matrícula do aluno por meio da
rede mundial de computadores. Tem-se, de um lado, uma
norma que foi cumprida pelas centenas de alunos aprovados
para o vestibular naquele ano, e, de outro, um aluno desleixado,
que não se deu ao trabalho de ler o edital para fazer jus ao
ingresso em uma universidade pública. Afastou-se, portanto, o
tratamento isonômico conferido a todos os candidatos, com
base na razoabilidade.
(…)
O TRF da 4ª Região não indicou qual é a finalidade
constitucional, jurídica, que o autorizou a afastar a regra
insculpida no edital...
O princípio da isonomia aplicado sem se observar o
conteúdo da Constituição decorre do arbítrio do julgador. A
Constituição brasileira assegura autonomia às Universidades e,
como mencionado na própria decisão do ilustre Relator, ela
5
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Supremo Tribunal Federal
ARE 891426 AGR / RS
DISCUSSÃO INFRACONSTITUCIONAL. Nos termos da
jurisprudência deste Tribunal, o princípio da autonomia
universitária não significa soberania das universidades,
devendo estas se submeter às leis e demais atos
normativos. Controvérsia decidida à luz da legislação
infraconstitucional. A alegada ofensa à Constituição, se
existente, seria indireta ou reflexa, o que enseja o
descabimento do recurso extraordinário. Agravo
regimental a que se nega provimento’ (AI nº 647.482/RJ-
AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJe de 31/3/11).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Aduz a agravante, in verbis, que,
“[n]o caso dos autos, o Tribunal de origem utilizou-se do
critério de razoabilidade para afastar a norma imposta pela
Universidade, que exige a pré-matrícula do aluno por meio da
rede mundial de computadores. Tem-se, de um lado, uma
norma que foi cumprida pelas centenas de alunos aprovados
para o vestibular naquele ano, e, de outro, um aluno desleixado,
que não se deu ao trabalho de ler o edital para fazer jus ao
ingresso em uma universidade pública. Afastou-se, portanto, o
tratamento isonômico conferido a todos os candidatos, com
base na razoabilidade.
(…)
O TRF da 4ª Região não indicou qual é a finalidade
constitucional, jurídica, que o autorizou a afastar a regra
insculpida no edital...
O princípio da isonomia aplicado sem se observar o
conteúdo da Constituição decorre do arbítrio do julgador. A
Constituição brasileira assegura autonomia às Universidades e,
como mencionado na própria decisão do ilustre Relator, ela
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12
Relatório
ARE 891426 AGR / RS
deve se sujeitar às leis e demais atos normativos. Ora, se a
Universidade deve se sujeitar ao império da lei, o que justifica
que o aluno também não tenha essa obrigação?
A aplicação do princípio da isonomia com o conteúdo que
lhe emprestou a Corte a qua fere, a um só tempo, a isonomia
com todos os demais candidatos que efetuaram a pré-matrícula
dentro do prazo e que, por certo, também tinham ‘inúmeras
atribuições diárias’ (alegação do Recorrido na petição inicial, fls.
2, e-STJ); e o princípio da autonomia universitária, que foi
exercido para estipular normas do edital com o objetivo de
viabilizar o transcurso normal do semestre letivo.
(…)
(…) não se trata de um formalismo exacerbado a exigência
da pré-matrícula pela internet e que a sua exigência visa a
assegurar o preenchimento de todas as vagas disponíveis até o
início do semestre letivo (...)”.
Sustenta, ainda, que não incidem no caso os óbices das Súmulas nºs
279 e 454/STF.
É o relatório.
6
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Supremo Tribunal Federal
ARE 891426 AGR / RS
deve se sujeitar às leis e demais atos normativos. Ora, se a
Universidade deve se sujeitar ao império da lei, o que justifica
que o aluno também não tenha essa obrigação?
A aplicação do princípio da isonomia com o conteúdo que
lhe emprestou a Corte a qua fere, a um só tempo, a isonomia
com todos os demais candidatos que efetuaram a pré-matrícula
dentro do prazo e que, por certo, também tinham ‘inúmeras
atribuições diárias’ (alegação do Recorrido na petição inicial, fls.
2, e-STJ); e o princípio da autonomia universitária, que foi
exercido para estipular normas do edital com o objetivo de
viabilizar o transcurso normal do semestre letivo.
(…)
(…) não se trata de um formalismo exacerbado a exigência
da pré-matrícula pela internet e que a sua exigência visa a
assegurar o preenchimento de todas as vagas disponíveis até o
início do semestre letivo (...)”.
Sustenta, ainda, que não incidem no caso os óbices das Súmulas nºs
279 e 454/STF.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.426 RIO
GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar o inconformismo.
Os princípios constitucionais não são normas constitucionais vazias.
São imbuídos de sentido e valor e devem ser interpretados de forma a
que uma garantia constitucional não exclua a outra, tendo em vista que a
Constituição não contém antinomias e que deve ser dado aos dispositivos
constitucionais a máxima efetividade.
É certo, também, que os princípios gozam de mesmo status e, de
início, merecem idêntica proteção, entretanto, são as circunstâncias do
caso concreto que devem orientar o julgador na escolha do valor
constitucionalmente garantido que, naquela específica situação, deverá
prevalecer, sendo certo, ainda, que as instâncias ordinárias são soberanas
na análise do conjunto fático-probatório da causa, consoante a pacífica
jurisprudência desta Corte.
Nesse contexto, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“Trata-se de recurso de apelação e reexame necessário
opostos contra sentença (Evento 23 - SENT1, dos originais) que,
ratificando a decisão que antecipou os efeitos da tutela, julgou
procedente a ação ordinária para, comprovado o atendimento
dos demais pressupostos legais, reconhecer o direito da parte
autora de ser matriculada no Curso de Tecnologia em
Fabricação Mecânica da UFSM, em decorrência da aprovação
no Concurso Vestibular de 2011.
(…)
A questão aqui debatida já foi enfrentada no julgamento
do Agravo de Instrumento nº 5005404-75.2012.404.0000, quando
esta Turma entendeu por negar provimento ao recurso da
UFSM, nos termos do voto proposto pelo ilustre Juiz Federal
João Pedro Gebran Neto, verbis:
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.426 RIO
GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar o inconformismo.
Os princípios constitucionais não são normas constitucionais vazias.
São imbuídos de sentido e valor e devem ser interpretados de forma a
que uma garantia constitucional não exclua a outra, tendo em vista que a
Constituição não contém antinomias e que deve ser dado aos dispositivos
constitucionais a máxima efetividade.
É certo, também, que os princípios gozam de mesmo status e, de
início, merecem idêntica proteção, entretanto, são as circunstâncias do
caso concreto que devem orientar o julgador na escolha do valor
constitucionalmente garantido que, naquela específica situação, deverá
prevalecer, sendo certo, ainda, que as instâncias ordinárias são soberanas
na análise do conjunto fático-probatório da causa, consoante a pacífica
jurisprudência desta Corte.
Nesse contexto, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“Trata-se de recurso de apelação e reexame necessário
opostos contra sentença (Evento 23 - SENT1, dos originais) que,
ratificando a decisão que antecipou os efeitos da tutela, julgou
procedente a ação ordinária para, comprovado o atendimento
dos demais pressupostos legais, reconhecer o direito da parte
autora de ser matriculada no Curso de Tecnologia em
Fabricação Mecânica da UFSM, em decorrência da aprovação
no Concurso Vestibular de 2011.
(…)
A questão aqui debatida já foi enfrentada no julgamento
do Agravo de Instrumento nº 5005404-75.2012.404.0000, quando
esta Turma entendeu por negar provimento ao recurso da
UFSM, nos termos do voto proposto pelo ilustre Juiz Federal
João Pedro Gebran Neto, verbis:
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 891426 AGR / RS
‘(...)
A decisão agravada tomou por base o fato do autor
ter logrado aprovação no Concurso Vestibular 2011,
adquirindo o direito de matricular-se no curso de
Tecnologia em Fabricação Mecânica, sendo excessiva a
exigência da Universidade em relação à 'matrícula web'.
De se notar, a única providência que não foi adotada
pelo candidato foi em relação ao preenchimento do
'Comprovante de Solicitação de Confirmação de Vaga', o
que não lhe retira a condição de aprovado no certame, de
modo que a sua matrícula é de ser mantida, até mesmo
pelo fato de não acarretar nenhum prejuízo à
Universidade ou aos demais candidatos, pois foi
resguarda na decisão agravada eventual alocação de aluno
que se torne excedente em função da matrícula do ora
agravado.
(...)
Desta forma, em exame inicial não se pode afastar o
direito do autor à vaga na Instituição de Ensino agravante
para o curso almejado, pois obteve aprovação após prestar
as provas do Concurso Vestibular, de modo que a
exigência da Universidade, para que além da matrícula o
candidato seja submetido a uma pré-matrícula por meio
da internet, constitui afronta ao princípio administrativo
da razoabilidade, e suas alegações de afronta à isonomia e
ao princípio da legalidade não encontram respaldo.’”
Verifica-se do excerto transcrito que a Corte de origem concluiu, em
razão das circunstâncias fáticas do caso e das provas constantes dos
autos, que impedir o agravado de proceder à matrícula, apesar de
preenchidos os pré-requisitos, com exceção, apenas, da pré-matrícula no
sítio eletrônico da universidade, não seria razoável. Assentou, também,
aquele Tribunal que a garantia da matrícula ao recorrido não acarretaria
prejuízo, quer aos demais vestibulandos aprovados, quer à instituição de
ensino, donde restariam despropositadas as alegações de violação dos
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 891426 AGR / RS
‘(...)
A decisão agravada tomou por base o fato do autor
ter logrado aprovação no Concurso Vestibular 2011,
adquirindo o direito de matricular-se no curso de
Tecnologia em Fabricação Mecânica, sendo excessiva a
exigência da Universidade em relação à 'matrícula web'.
De se notar, a única providência que não foi adotada
pelo candidato foi em relação ao preenchimento do
'Comprovante de Solicitação de Confirmação de Vaga', o
que não lhe retira a condição de aprovado no certame, de
modo que a sua matrícula é de ser mantida, até mesmo
pelo fato de não acarretar nenhum prejuízo à
Universidade ou aos demais candidatos, pois foi
resguarda na decisão agravada eventual alocação de aluno
que se torne excedente em função da matrícula do ora
agravado.
(...)
Desta forma, em exame inicial não se pode afastar o
direito do autor à vaga na Instituição de Ensino agravante
para o curso almejado, pois obteve aprovação após prestar
as provas do Concurso Vestibular, de modo que a
exigência da Universidade, para que além da matrícula o
candidato seja submetido a uma pré-matrícula por meio
da internet, constitui afronta ao princípio administrativo
da razoabilidade, e suas alegações de afronta à isonomia e
ao princípio da legalidade não encontram respaldo.’”
Verifica-se do excerto transcrito que a Corte de origem concluiu, em
razão das circunstâncias fáticas do caso e das provas constantes dos
autos, que impedir o agravado de proceder à matrícula, apesar de
preenchidos os pré-requisitos, com exceção, apenas, da pré-matrícula no
sítio eletrônico da universidade, não seria razoável. Assentou, também,
aquele Tribunal que a garantia da matrícula ao recorrido não acarretaria
prejuízo, quer aos demais vestibulandos aprovados, quer à instituição de
ensino, donde restariam despropositadas as alegações de violação dos
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 891426 AGR / RS
princípios da isonomia e da legalidade.
Assim, é certo que, para divergir desse entendimento e acolher a tese
da agravante, seria necessário realizar nova ponderação dos valores
protegidos constitucionalmente à luz do contexto fático-probatório da
causa, o que demandaria, necessariamente, reexame dos fatos e das
provas dos autos, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência
da Súmula nº 279/STF.
Em situações análogas, esta Corte assim se manifestou:
“Agravo regimental no recurso extraordinário.
Administrativo e Constitucional. Servidor público. Admissão.
Revisão. Decurso do tempo. Circunstâncias fáticas que
nortearam a decisão da origem em prol da proteção à segurança
jurídica. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade.
Precedentes. 1. Ponderação de interesses que, in casu,
demandaria o reexame dos fatos e das provas dos autos, o que é
inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula
nº 279/STF. 2. Agravo regimental não provido” (RE nº
631.848/RS-AgR, Primeira Turma, minha relatoria, DJe de
2/2/15).
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Administrativo. Servidor público. Remoção de ofício.
Impossibilidade de continuar frequentando curso superior na
nova lotação. Impossibilidade de remoção do cônjuge para
acompanhá-lo. Circunstâncias fáticas que nortearam a decisão
da origem em prol do princípio da proteção à família. Reexame
de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A Corte de
origem concluiu, em razão de circunstâncias fáticas específicas,
que o princípio da proteção à família deveria prevalecer em
relação ao princípio da supremacia do interesse público, ante o
evidente prejuízo que a remoção acarretaria ao servidor e à sua
família. 2. Ponderação de interesses que, in casu, não prescinde
do reexame dos fatos e das provas dos autos, o que é
inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula
nº 279/STF. 3. Agravo regimental não provido” (ARE nº
3
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ARE 891426 AGR / RS
princípios da isonomia e da legalidade.
Assim, é certo que, para divergir desse entendimento e acolher a tese
da agravante, seria necessário realizar nova ponderação dos valores
protegidos constitucionalmente à luz do contexto fático-probatório da
causa, o que demandaria, necessariamente, reexame dos fatos e das
provas dos autos, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência
da Súmula nº 279/STF.
Em situações análogas, esta Corte assim se manifestou:
“Agravo regimental no recurso extraordinário.
Administrativo e Constitucional. Servidor público. Admissão.
Revisão. Decurso do tempo. Circunstâncias fáticas que
nortearam a decisão da origem em prol da proteção à segurança
jurídica. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade.
Precedentes. 1. Ponderação de interesses que, in casu,
demandaria o reexame dos fatos e das provas dos autos, o que é
inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula
nº 279/STF. 2. Agravo regimental não provido” (RE nº
631.848/RS-AgR, Primeira Turma, minha relatoria, DJe de
2/2/15).
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Administrativo. Servidor público. Remoção de ofício.
Impossibilidade de continuar frequentando curso superior na
nova lotação. Impossibilidade de remoção do cônjuge para
acompanhá-lo. Circunstâncias fáticas que nortearam a decisão
da origem em prol do princípio da proteção à família. Reexame
de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A Corte de
origem concluiu, em razão de circunstâncias fáticas específicas,
que o princípio da proteção à família deveria prevalecer em
relação ao princípio da supremacia do interesse público, ante o
evidente prejuízo que a remoção acarretaria ao servidor e à sua
família. 2. Ponderação de interesses que, in casu, não prescinde
do reexame dos fatos e das provas dos autos, o que é
inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula
nº 279/STF. 3. Agravo regimental não provido” (ARE nº
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 891426 AGR / RS
681.780/DF-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de
22/10/13).
“Agravo Regimental em agravo de instrumento. 2.
administrativo. Meio Ambiente. 3. Alegação de ofensa ao
princípio da reparação integral do dano. Necessidade de análise
e interpretação de normas infraconstitucionais e de revisão do
conjunto fático-probatório dos autos. Impossibilidade. 4.
Incidência do Verbete 279 da Súmula do STF. 5. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI nº 808.549/SC-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de
5/3/13).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. DANO AMBIENTAL. AÇÃO CIVIL
PÚBLICA.
IMPOSSIBILIDADE
DE
ANÁLISE
DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME
DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO” (AI nº 856.568/MG-AgR, Segunda
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 4/10/12).
Nego provimento ao agravo regimental.
4
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 891426 AGR / RS
681.780/DF-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de
22/10/13).
“Agravo Regimental em agravo de instrumento. 2.
administrativo. Meio Ambiente. 3. Alegação de ofensa ao
princípio da reparação integral do dano. Necessidade de análise
e interpretação de normas infraconstitucionais e de revisão do
conjunto fático-probatório dos autos. Impossibilidade. 4.
Incidência do Verbete 279 da Súmula do STF. 5. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI nº 808.549/SC-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de
5/3/13).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. DANO AMBIENTAL. AÇÃO CIVIL
PÚBLICA.
IMPOSSIBILIDADE
DE
ANÁLISE
DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME
DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO” (AI nº 856.568/MG-AgR, Segunda
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 4/10/12).
Nego provimento ao agravo regimental.
4
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Extrato de Ata - 30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.426
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA - UFSM
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : DOUGLAS BRAGA GONÇALVES CARDOSO
ADV.(A/S) : LUIS GUSTAVO KREJCI PINTO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.426
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA - UFSM
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : DOUGLAS BRAGA GONÇALVES CARDOSO
ADV.(A/S) : LUIS GUSTAVO KREJCI PINTO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9193944
| 2015-06-30T00:00:00
| 2015-08-21T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Vestibular. Admissão. Critérios. Circunstâncias fáticas que nortearam a decisão da origem. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes.
1. Ponderação de interesses que, in casu, não prescinde do reexame dos fatos e das provas dos autos, o qual é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF.
2. Agravo regimental não provido.
|
sjur316027
|
- Acórdão(s) citado(s):
(SÚMULA 279)
AI 856568 AgR (2ªT), AI 808549 AgR (2ªT), ARE 681780 AgR (1ªT), RE 631848 AgR (1ªT).
Número de páginas: 12.
Análise: 03/09/2015, MJC.
|
DIAS TOFFOLI
|
Segunda Turma
|
891426
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 891426 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA - UFSM
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : DOUGLAS BRAGA GONÇALVES CARDOSO
ADV.(A/S) : LUIS GUSTAVO KREJCI PINTO E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.426 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA -
UFSM
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:DOUGLAS BRAGA GONÇALVES CARDOSO
ADV.(A/S)
:LUIS GUSTAVO KREJCI PINTO E OUTRO(A/S)
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Administrativo. Vestibular. Admissão. Critérios. Circunstâncias fáticas
que nortearam a decisão da origem. Reexame de fatos e provas.
Impossibilidade. Precedentes.
1. Ponderação de interesses que, in casu, não prescinde do reexame
dos fatos e das provas dos autos, o qual é inadmissível em recurso
extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal.
2. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 30 de junho de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12
Relatório
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.426 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA -
UFSM
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:DOUGLAS BRAGA GONÇALVES CARDOSO
ADV.(A/S)
:LUIS GUSTAVO KREJCI PINTO E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) interpõe tempestivo
agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Quarta
Turma do Tribunal Regional Federal da 4... Região, assim
ementado:
‘ADMINISTRATIVO.
ENSINO
SUPERIOR.
VESTIBULAR. PRÉ-MATRÍCULA. AFRONTA AOS
PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE, DA LEGALIDADE
E DA ISONOMIA.
Não se pode afastar o direito do estudante à vaga na
Instituição de Ensino Superior, após aprovação no
respectivo Concurso Vestibular, de modo que a exigência
da Universidade, para que além da matrícula o candidato
seja submetido a uma pré-matrícula por meio da internet,
constitui afronta aos princípios administrativos da
razoabilidade, da isonomia e da legalidade.’
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.426 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA -
UFSM
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:DOUGLAS BRAGA GONÇALVES CARDOSO
ADV.(A/S)
:LUIS GUSTAVO KREJCI PINTO E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) interpõe tempestivo
agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Quarta
Turma do Tribunal Regional Federal da 4... Região, assim
ementado:
‘ADMINISTRATIVO.
ENSINO
SUPERIOR.
VESTIBULAR. PRÉ-MATRÍCULA. AFRONTA AOS
PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE, DA LEGALIDADE
E DA ISONOMIA.
Não se pode afastar o direito do estudante à vaga na
Instituição de Ensino Superior, após aprovação no
respectivo Concurso Vestibular, de modo que a exigência
da Universidade, para que além da matrícula o candidato
seja submetido a uma pré-matrícula por meio da internet,
constitui afronta aos princípios administrativos da
razoabilidade, da isonomia e da legalidade.’
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12
Relatório
ARE 891426 AGR / RS
Opostos embargos de declaração, foram parcialmente
providos para ‘fins exclusivos de prequestionamento’.
No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos
artigos 5..., caput e incisos XXXV, LIV e LV, 37, caput, 206, inciso
I, e 207 da Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar.
A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido
de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se
dependentes de reexame de normas infraconstitucionais,
podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à
Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso
extraordinário. Nesse sentido:
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 891426 AGR / RS
Opostos embargos de declaração, foram parcialmente
providos para ‘fins exclusivos de prequestionamento’.
No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos
artigos 5..., caput e incisos XXXV, LIV e LV, 37, caput, 206, inciso
I, e 207 da Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar.
A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido
de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se
dependentes de reexame de normas infraconstitucionais,
podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à
Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso
extraordinário. Nesse sentido:
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12
Relatório
ARE 891426 AGR / RS
assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância
essa que impede a utilização do recurso extraordinário.
Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
Ademais, o acolhimento da pretensão recursal não
prescindiria do reexame do conjunto fático-probatório dos
autos e das cláusulas editalícias que regem o certame, o que se
mostra incabível em sede de recurso extraordinário, a teor que
dispõem as Súmulas ns 279 e 454 deste Supremo Tribunal
Federal. A propósito, destaca-se:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ENSINO SUPERIOR. MATRÍCULA.
APROVAÇÃO. ANÁLISE DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO E INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS
EDITALÍCIAS. SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO
IMPROVIDO. I – Para se chegar à conclusão contrária à
adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o
reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos
e a interpretação de cláusulas editalícias. Súmulas 279 e
454 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II – Agravo regimental
improvido.’ (Recurso Extraordinário n 705.897/SC-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 12/8/13).
‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
PRELIMINAR
DE
REPERCUSSÃO
GERAL.
FUNDAMENTAÇÃO
DEFICIENTE.
ÔNUS DO
RECORRENTE. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS
INFRACONSTITUCIONAIS. CÓDIGO DE DEFESA DO
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 891426 AGR / RS
assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância
essa que impede a utilização do recurso extraordinário.
Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
Ademais, o acolhimento da pretensão recursal não
prescindiria do reexame do conjunto fático-probatório dos
autos e das cláusulas editalícias que regem o certame, o que se
mostra incabível em sede de recurso extraordinário, a teor que
dispõem as Súmulas ns 279 e 454 deste Supremo Tribunal
Federal. A propósito, destaca-se:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ENSINO SUPERIOR. MATRÍCULA.
APROVAÇÃO. ANÁLISE DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO E INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS
EDITALÍCIAS. SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO
IMPROVIDO. I – Para se chegar à conclusão contrária à
adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o
reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos
e a interpretação de cláusulas editalícias. Súmulas 279 e
454 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II – Agravo regimental
improvido.’ (Recurso Extraordinário n 705.897/SC-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 12/8/13).
‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
PRELIMINAR
DE
REPERCUSSÃO
GERAL.
FUNDAMENTAÇÃO
DEFICIENTE.
ÔNUS DO
RECORRENTE. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS
INFRACONSTITUCIONAIS. CÓDIGO DE DEFESA DO
3
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12
Relatório
ARE 891426 AGR / RS
CONSUMIDOR E LEI 8.987/95. VIOLAÇÃO DOS
PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA
DEFESA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA.
AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 748.371
(REL. MIN. GILMAR MENDES - TEMA 660). ANÁLISE
DA OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE
E DA PROPORCIONALIDADE. NECESSIDADE DE
EXAME DE FATOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO
REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE n
798.991/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori
Zavascki, DJe de 23/4/14 – grifos nossos).
Nesse mesmo sentido, a decisão monocrática assim
ementada:
‘RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO. VESTIBULAR. REALIZAÇÃO DE
MATRÍCULA.
AUSÊNCIA
DE
OFENSA
CONSTITUCIONAL DIRETA. IMPOSSIBILIDADE DE
REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS
AUTOS E DE ANÁLISE DE NORMAS EDITALÍCIAS.
SÚMULAS 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO AO QUAL SE
NEGA SEGUIMENTO’ (ARE n 708.484/RS, Relatora a
Ministra Cármen Lúcia, DJe de 25/9/2012).
Ressalte-se, por fim, que esta Suprema Corte já assentou
em diversas oportunidades que o princípio da autonomia
universitária não se confunde com soberania, devendo estas se
submeterem às leis e demais atos normativos. A propósito:
‘AGRAVO REGIMENTAL. INSTITUIÇÃO DE
ENSINO SUPERIOR. COBRANÇA ABUSIVA. CÓDIGO
DE DEFESA DO CONSUMIDOR. AUTONOMIA
UNIVERSITÁRIA. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS
ARTIGOS 207 E 209 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 891426 AGR / RS
CONSUMIDOR E LEI 8.987/95. VIOLAÇÃO DOS
PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA
DEFESA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA.
AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 748.371
(REL. MIN. GILMAR MENDES - TEMA 660). ANÁLISE
DA OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE
E DA PROPORCIONALIDADE. NECESSIDADE DE
EXAME DE FATOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO
REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE n
798.991/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori
Zavascki, DJe de 23/4/14 – grifos nossos).
Nesse mesmo sentido, a decisão monocrática assim
ementada:
‘RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO. VESTIBULAR. REALIZAÇÃO DE
MATRÍCULA.
AUSÊNCIA
DE
OFENSA
CONSTITUCIONAL DIRETA. IMPOSSIBILIDADE DE
REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS
AUTOS E DE ANÁLISE DE NORMAS EDITALÍCIAS.
SÚMULAS 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO AO QUAL SE
NEGA SEGUIMENTO’ (ARE n 708.484/RS, Relatora a
Ministra Cármen Lúcia, DJe de 25/9/2012).
Ressalte-se, por fim, que esta Suprema Corte já assentou
em diversas oportunidades que o princípio da autonomia
universitária não se confunde com soberania, devendo estas se
submeterem às leis e demais atos normativos. A propósito:
‘AGRAVO REGIMENTAL. INSTITUIÇÃO DE
ENSINO SUPERIOR. COBRANÇA ABUSIVA. CÓDIGO
DE DEFESA DO CONSUMIDOR. AUTONOMIA
UNIVERSITÁRIA. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS
ARTIGOS 207 E 209 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
4
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172285.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12
Relatório
ARE 891426 AGR / RS
DISCUSSÃO INFRACONSTITUCIONAL. Nos termos da
jurisprudência deste Tribunal, o princípio da autonomia
universitária não significa soberania das universidades,
devendo estas se submeter às leis e demais atos
normativos. Controvérsia decidida à luz da legislação
infraconstitucional. A alegada ofensa à Constituição, se
existente, seria indireta ou reflexa, o que enseja o
descabimento do recurso extraordinário. Agravo
regimental a que se nega provimento’ (AI n 647.482/RJ-
AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJe de 31/3/11).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Aduz a agravante, in verbis, que,
“[n]o caso dos autos, o Tribunal de origem utilizou-se do
critério de razoabilidade para afastar a norma imposta pela
Universidade, que exige a pré-matrícula do aluno por meio da
rede mundial de computadores. Tem-se, de um lado, uma
norma que foi cumprida pelas centenas de alunos aprovados
para o vestibular naquele ano, e, de outro, um aluno desleixado,
que não se deu ao trabalho de ler o edital para fazer jus ao
ingresso em uma universidade pública. Afastou-se, portanto, o
tratamento isonômico conferido a todos os candidatos, com
base na razoabilidade.
(…)
O TRF da 4... Região não indicou qual é a finalidade
constitucional, jurídica, que o autorizou a afastar a regra
insculpida no edital...
O princípio da isonomia aplicado sem se observar o
conteúdo da Constituição decorre do arbítrio do julgador. A
Constituição brasileira assegura autonomia às Universidades e,
como mencionado na própria decisão do ilustre Relator, ela
5
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172285.
Supremo Tribunal Federal
ARE 891426 AGR / RS
DISCUSSÃO INFRACONSTITUCIONAL. Nos termos da
jurisprudência deste Tribunal, o princípio da autonomia
universitária não significa soberania das universidades,
devendo estas se submeter às leis e demais atos
normativos. Controvérsia decidida à luz da legislação
infraconstitucional. A alegada ofensa à Constituição, se
existente, seria indireta ou reflexa, o que enseja o
descabimento do recurso extraordinário. Agravo
regimental a que se nega provimento’ (AI n 647.482/RJ-
AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJe de 31/3/11).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Aduz a agravante, in verbis, que,
“[n]o caso dos autos, o Tribunal de origem utilizou-se do
critério de razoabilidade para afastar a norma imposta pela
Universidade, que exige a pré-matrícula do aluno por meio da
rede mundial de computadores. Tem-se, de um lado, uma
norma que foi cumprida pelas centenas de alunos aprovados
para o vestibular naquele ano, e, de outro, um aluno desleixado,
que não se deu ao trabalho de ler o edital para fazer jus ao
ingresso em uma universidade pública. Afastou-se, portanto, o
tratamento isonômico conferido a todos os candidatos, com
base na razoabilidade.
(…)
O TRF da 4... Região não indicou qual é a finalidade
constitucional, jurídica, que o autorizou a afastar a regra
insculpida no edital...
O princípio da isonomia aplicado sem se observar o
conteúdo da Constituição decorre do arbítrio do julgador. A
Constituição brasileira assegura autonomia às Universidades e,
como mencionado na própria decisão do ilustre Relator, ela
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12
Relatório
ARE 891426 AGR / RS
deve se sujeitar às leis e demais atos normativos. Ora, se a
Universidade deve se sujeitar ao império da lei, o que justifica
que o aluno também não tenha essa obrigação?
A aplicação do princípio da isonomia com o conteúdo que
lhe emprestou a Corte a qua fere, a um só tempo, a isonomia
com todos os demais candidatos que efetuaram a pré-matrícula
dentro do prazo e que, por certo, também tinham ‘inúmeras
atribuições diárias’ (alegação do Recorrido na petição inicial, fls.
2, e-Superior Tribunal de Justiça); e o princípio da autonomia universitária, que foi
exercido para estipular normas do edital com o objetivo de
viabilizar o transcurso normal do semestre letivo.
(…)
(…) não se trata de um formalismo exacerbado a exigência
da pré-matrícula pela internet e que a sua exigência visa a
assegurar o preenchimento de todas as vagas disponíveis até o
início do semestre letivo (...)”.
Sustenta, ainda, que não incidem no caso os óbices das Súmulas ns
279 e 454/Supremo Tribunal Federal.
É o relatório.
6
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Supremo Tribunal Federal
ARE 891426 AGR / RS
deve se sujeitar às leis e demais atos normativos. Ora, se a
Universidade deve se sujeitar ao império da lei, o que justifica
que o aluno também não tenha essa obrigação?
A aplicação do princípio da isonomia com o conteúdo que
lhe emprestou a Corte a qua fere, a um só tempo, a isonomia
com todos os demais candidatos que efetuaram a pré-matrícula
dentro do prazo e que, por certo, também tinham ‘inúmeras
atribuições diárias’ (alegação do Recorrido na petição inicial, fls.
2, e-Superior Tribunal de Justiça); e o princípio da autonomia universitária, que foi
exercido para estipular normas do edital com o objetivo de
viabilizar o transcurso normal do semestre letivo.
(…)
(…) não se trata de um formalismo exacerbado a exigência
da pré-matrícula pela internet e que a sua exigência visa a
assegurar o preenchimento de todas as vagas disponíveis até o
início do semestre letivo (...)”.
Sustenta, ainda, que não incidem no caso os óbices das Súmulas ns
279 e 454/Supremo Tribunal Federal.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.426 RIO
GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar o inconformismo.
Os princípios constitucionais não são normas constitucionais vazias.
São imbuídos de sentido e valor e devem ser interpretados de forma a
que uma garantia constitucional não exclua a outra, tendo em vista que a
Constituição não contém antinomias e que deve ser dado aos dispositivos
constitucionais a máxima efetividade.
É certo, também, que os princípios gozam de mesmo status e, de
início, merecem idêntica proteção, entretanto, são as circunstâncias do
caso concreto que devem orientar o julgador na escolha do valor
constitucionalmente garantido que, naquela específica situação, deverá
prevalecer, sendo certo, ainda, que as instâncias ordinárias são soberanas
na análise do conjunto fático-probatório da causa, consoante a pacífica
jurisprudência desta Corte.
Nesse contexto, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“Trata-se de recurso de apelação e reexame necessário
opostos contra sentença (Evento 23 - SENT1, dos originais) que,
ratificando a decisão que antecipou os efeitos da tutela, julgou
procedente a ação ordinária para, comprovado o atendimento
dos demais pressupostos legais, reconhecer o direito da parte
autora de ser matriculada no Curso de Tecnologia em
Fabricação Mecânica da UFSM, em decorrência da aprovação
no Concurso Vestibular de 2011.
(…)
A questão aqui debatida já foi enfrentada no julgamento
do Agravo de Instrumento n 5005404-75.2012.404.0000, quando
esta Turma entendeu por negar provimento ao recurso da
UFSM, nos termos do voto proposto pelo ilustre Juiz Federal
João Pedro Gebran Neto, verbis:
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.426 RIO
GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar o inconformismo.
Os princípios constitucionais não são normas constitucionais vazias.
São imbuídos de sentido e valor e devem ser interpretados de forma a
que uma garantia constitucional não exclua a outra, tendo em vista que a
Constituição não contém antinomias e que deve ser dado aos dispositivos
constitucionais a máxima efetividade.
É certo, também, que os princípios gozam de mesmo status e, de
início, merecem idêntica proteção, entretanto, são as circunstâncias do
caso concreto que devem orientar o julgador na escolha do valor
constitucionalmente garantido que, naquela específica situação, deverá
prevalecer, sendo certo, ainda, que as instâncias ordinárias são soberanas
na análise do conjunto fático-probatório da causa, consoante a pacífica
jurisprudência desta Corte.
Nesse contexto, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“Trata-se de recurso de apelação e reexame necessário
opostos contra sentença (Evento 23 - SENT1, dos originais) que,
ratificando a decisão que antecipou os efeitos da tutela, julgou
procedente a ação ordinária para, comprovado o atendimento
dos demais pressupostos legais, reconhecer o direito da parte
autora de ser matriculada no Curso de Tecnologia em
Fabricação Mecânica da UFSM, em decorrência da aprovação
no Concurso Vestibular de 2011.
(…)
A questão aqui debatida já foi enfrentada no julgamento
do Agravo de Instrumento n 5005404-75.2012.404.0000, quando
esta Turma entendeu por negar provimento ao recurso da
UFSM, nos termos do voto proposto pelo ilustre Juiz Federal
João Pedro Gebran Neto, verbis:
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 891426 AGR / RS
‘(...)
A decisão agravada tomou por base o fato do autor
ter logrado aprovação no Concurso Vestibular 2011,
adquirindo o direito de matricular-se no curso de
Tecnologia em Fabricação Mecânica, sendo excessiva a
exigência da Universidade em relação à 'matrícula web'.
De se notar, a única providência que não foi adotada
pelo candidato foi em relação ao preenchimento do
'Comprovante de Solicitação de Confirmação de Vaga', o
que não lhe retira a condição de aprovado no certame, de
modo que a sua matrícula é de ser mantida, até mesmo
pelo fato de não acarretar nenhum prejuízo à
Universidade ou aos demais candidatos, pois foi
resguarda na decisão agravada eventual alocação de aluno
que se torne excedente em função da matrícula do ora
agravado.
(...)
Desta forma, em exame inicial não se pode afastar o
direito do autor à vaga na Instituição de Ensino agravante
para o curso almejado, pois obteve aprovação após prestar
as provas do Concurso Vestibular, de modo que a
exigência da Universidade, para que além da matrícula o
candidato seja submetido a uma pré-matrícula por meio
da internet, constitui afronta ao princípio administrativo
da razoabilidade, e suas alegações de afronta à isonomia e
ao princípio da legalidade não encontram respaldo.’”
Verifica-se do excerto transcrito que a Corte de origem concluiu, em
razão das circunstâncias fáticas do caso e das provas constantes dos
autos, que impedir o agravado de proceder à matrícula, apesar de
preenchidos os pré-requisitos, com exceção, apenas, da pré-matrícula no
sítio eletrônico da universidade, não seria razoável. Assentou, também,
aquele Tribunal que a garantia da matrícula ao recorrido não acarretaria
prejuízo, quer aos demais vestibulandos aprovados, quer à instituição de
ensino, donde restariam despropositadas as alegações de violação dos
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 891426 AGR / RS
‘(...)
A decisão agravada tomou por base o fato do autor
ter logrado aprovação no Concurso Vestibular 2011,
adquirindo o direito de matricular-se no curso de
Tecnologia em Fabricação Mecânica, sendo excessiva a
exigência da Universidade em relação à 'matrícula web'.
De se notar, a única providência que não foi adotada
pelo candidato foi em relação ao preenchimento do
'Comprovante de Solicitação de Confirmação de Vaga', o
que não lhe retira a condição de aprovado no certame, de
modo que a sua matrícula é de ser mantida, até mesmo
pelo fato de não acarretar nenhum prejuízo à
Universidade ou aos demais candidatos, pois foi
resguarda na decisão agravada eventual alocação de aluno
que se torne excedente em função da matrícula do ora
agravado.
(...)
Desta forma, em exame inicial não se pode afastar o
direito do autor à vaga na Instituição de Ensino agravante
para o curso almejado, pois obteve aprovação após prestar
as provas do Concurso Vestibular, de modo que a
exigência da Universidade, para que além da matrícula o
candidato seja submetido a uma pré-matrícula por meio
da internet, constitui afronta ao princípio administrativo
da razoabilidade, e suas alegações de afronta à isonomia e
ao princípio da legalidade não encontram respaldo.’”
Verifica-se do excerto transcrito que a Corte de origem concluiu, em
razão das circunstâncias fáticas do caso e das provas constantes dos
autos, que impedir o agravado de proceder à matrícula, apesar de
preenchidos os pré-requisitos, com exceção, apenas, da pré-matrícula no
sítio eletrônico da universidade, não seria razoável. Assentou, também,
aquele Tribunal que a garantia da matrícula ao recorrido não acarretaria
prejuízo, quer aos demais vestibulandos aprovados, quer à instituição de
ensino, donde restariam despropositadas as alegações de violação dos
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 891426 AGR / RS
princípios da isonomia e da legalidade.
Assim, é certo que, para divergir desse entendimento e acolher a tese
da agravante, seria necessário realizar nova ponderação dos valores
protegidos constitucionalmente à luz do contexto fático-probatório da
causa, o que demandaria, necessariamente, reexame dos fatos e das
provas dos autos, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência
da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal.
Em situações análogas, esta Corte assim se manifestou:
“Agravo regimental no recurso extraordinário.
Administrativo e Constitucional. Servidor público. Admissão.
Revisão. Decurso do tempo. Circunstâncias fáticas que
nortearam a decisão da origem em prol da proteção à segurança
jurídica. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade.
Precedentes. 1. Ponderação de interesses que, in casu,
demandaria o reexame dos fatos e das provas dos autos, o que é
inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula
n 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário n
631.848/RS-AgR, Primeira Turma, minha relatoria, DJe de
2/2/15).
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Administrativo. Servidor público. Remoção de ofício.
Impossibilidade de continuar frequentando curso superior na
nova lotação. Impossibilidade de remoção do cônjuge para
acompanhá-lo. Circunstâncias fáticas que nortearam a decisão
da origem em prol do princípio da proteção à família. Reexame
de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A Corte de
origem concluiu, em razão de circunstâncias fáticas específicas,
que o princípio da proteção à família deveria prevalecer em
relação ao princípio da supremacia do interesse público, ante o
evidente prejuízo que a remoção acarretaria ao servidor e à sua
família. 2. Ponderação de interesses que, in casu, não prescinde
do reexame dos fatos e das provas dos autos, o que é
inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula
n 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido” (ARE n
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 891426 AGR / RS
princípios da isonomia e da legalidade.
Assim, é certo que, para divergir desse entendimento e acolher a tese
da agravante, seria necessário realizar nova ponderação dos valores
protegidos constitucionalmente à luz do contexto fático-probatório da
causa, o que demandaria, necessariamente, reexame dos fatos e das
provas dos autos, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência
da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal.
Em situações análogas, esta Corte assim se manifestou:
“Agravo regimental no recurso extraordinário.
Administrativo e Constitucional. Servidor público. Admissão.
Revisão. Decurso do tempo. Circunstâncias fáticas que
nortearam a decisão da origem em prol da proteção à segurança
jurídica. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade.
Precedentes. 1. Ponderação de interesses que, in casu,
demandaria o reexame dos fatos e das provas dos autos, o que é
inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula
n 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário n
631.848/RS-AgR, Primeira Turma, minha relatoria, DJe de
2/2/15).
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Administrativo. Servidor público. Remoção de ofício.
Impossibilidade de continuar frequentando curso superior na
nova lotação. Impossibilidade de remoção do cônjuge para
acompanhá-lo. Circunstâncias fáticas que nortearam a decisão
da origem em prol do princípio da proteção à família. Reexame
de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A Corte de
origem concluiu, em razão de circunstâncias fáticas específicas,
que o princípio da proteção à família deveria prevalecer em
relação ao princípio da supremacia do interesse público, ante o
evidente prejuízo que a remoção acarretaria ao servidor e à sua
família. 2. Ponderação de interesses que, in casu, não prescinde
do reexame dos fatos e das provas dos autos, o que é
inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula
n 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido” (ARE n
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 891426 AGR / RS
681.780/DF-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de
22/10/13).
“Agravo Regimental em agravo de instrumento. 2.
administrativo. Meio Ambiente. 3. Alegação de ofensa ao
princípio da reparação integral do dano. Necessidade de análise
e interpretação de normas infraconstitucionais e de revisão do
conjunto fático-probatório dos autos. Impossibilidade. 4.
Incidência do Verbete 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI n 808.549/SC-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de
5/3/13).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. DANO AMBIENTAL. AÇÃO CIVIL
PÚBLICA.
IMPOSSIBILIDADE
DE
ANÁLISE
DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME
DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO” (AI n 856.568/MG-AgR, Segunda
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 4/10/12).
Nego provimento ao agravo regimental.
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 891426 AGR / RS
681.780/DF-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de
22/10/13).
“Agravo Regimental em agravo de instrumento. 2.
administrativo. Meio Ambiente. 3. Alegação de ofensa ao
princípio da reparação integral do dano. Necessidade de análise
e interpretação de normas infraconstitucionais e de revisão do
conjunto fático-probatório dos autos. Impossibilidade. 4.
Incidência do Verbete 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI n 808.549/SC-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de
5/3/13).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. DANO AMBIENTAL. AÇÃO CIVIL
PÚBLICA.
IMPOSSIBILIDADE
DE
ANÁLISE
DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME
DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO” (AI n 856.568/MG-AgR, Segunda
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 4/10/12).
Nego provimento ao agravo regimental.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12
Extrato de Ata - 30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.426
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA - UFSM
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : DOUGLAS BRAGA GONÇALVES CARDOSO
ADV.(A/S) : LUIS GUSTAVO KREJCI PINTO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9070378
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.426
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA - UFSM
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : DOUGLAS BRAGA GONÇALVES CARDOSO
ADV.(A/S) : LUIS GUSTAVO KREJCI PINTO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9070378
Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891 . 426",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891 . 426",
"ARE 891426 AGR / RS",
"Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"AI n 360 . 265 / RJ - AgR",
"Súmulas ns 279",
"SÚMULAS 279",
"Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 705 . 897 / SC - AgR",
"ARE",
"AI n 360 . 265 / RJ - AgR",
"Súmulas ns 279",
"SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 705 . 897 / SC - AgR",
"ARE 891426 AGR / RS",
"ARE 748 . 371",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 798 . 991 / SP - AgR",
"SÚMULAS 279",
"ARE 891426 AGR / RS",
"ARE 748 . 371",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 798 . 991 / SP",
"SÚMULAS 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"ARE n 708 . 484 / RS",
"ARE 891426 AGR / RS",
"AI n 647 . 482 / RJ - AgR",
"ARE 891426 AGR / RS",
"AI n 647 . 482 / RJ - AgR",
"ARE 891426 AGR / RS",
"Súmulas ns 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 891426 AGR / RS",
"Súmulas ns 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO 891 . 426",
"Agravo de Instrumento n 5005404 - 75 . 2012 . 404 . 0000",
"Agravo de Instrumento n 5005404 - 75 . 2012 . 404 . 0000",
"ARE 891426 AGR",
"ARE 891426 AGR / RS",
"ARE 891426 AGR / RS",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 631 . 848 / RS - AgR",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 891426 AGR / RS",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 631 . 848 / RS - AgR",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 891426",
"AGR",
"RS",
"681",
".",
"Verbete 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 808 . 549 / SC - AgR",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"AI n 856 . 568 / MG - AgR",
"ARE 891426 AGR",
"Verbete 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 808 . 549 / SC - AgR",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"AI n 856 . 568 / MG - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , caput e incisos XXXV , LIV e LV , 37 , caput , 206 , inciso I , e 207 da Constituição Federal",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , caput e incisos XXXV , LIV e LV , 37 , caput , 206 , inciso I , e 207 da Constituição Federal",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI 8 . 987 / 95",
"CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR",
"ARTIGOS 207 E 209 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI 8 . 987 / 95",
"CÓDIGO DE",
"ARTIGOS 207",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Constituição brasileira",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Constituição",
"Constituição brasileira",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA",
"UFSM",
"Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA",
"UFSM",
"Universidade Federal de Santa Maria",
"UFSM",
"Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA",
"UFSM",
"Universidade Federal de Santa Maria",
"UFSM",
"Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Suprema Corte",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"TRF da 4 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"TRF da 4 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"e",
"Superior",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"UFSM",
"UFSM",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UFSM",
"UFSM",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA",
"UFSM",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA",
"UFSM",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"DOUGLAS BRAGA GONÇALVES CARDOSO",
"LUIS GUSTAVO KREJCI PINTO",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DOUGLAS BRAGA GONÇALVES CARDOSO",
"LUIS GUSTAVO KREJCI PINTO",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DOUGLAS BRAGA GONÇALVES CARDOSO",
"LUIS GUSTAVO KREJCI PINTO",
"DIAS TOFFOLI",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"Celso de Mello",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Ricardo Lewandowski",
"GILMAR MENDES",
"Teori Zavascki",
"Cármen Lúcia",
"GILMAR MENDES",
"Teori Zavascki",
"Cármen Lúcia",
"Joaquim Barbosa",
"Joaquim Barbosa",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"João Pedro Gebran Neto",
"DIAS TOFFOLI",
"João Pedro Gebran Neto",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"DOUGLAS BRAGA GONÇALVES CARDOSO",
"LUIS GUSTAVO KREJCI PINTO",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira",
"DIAS TOFFOLI",
"DOUGLAS BRAGA GONÇALVES CARDOSO",
"LUIS GUSTAVO KREJCI PINTO",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"30 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"5",
"/",
"07",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"5",
"/",
"07",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"9",
"/",
"02",
"12",
"/",
"8",
"/",
"13",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"9",
"/",
"02",
"12",
"/",
"8",
"/",
"13",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"4",
"/",
"14",
"25",
"/",
"9",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"4",
"/",
"14",
"25",
"/",
"9",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"31",
"/",
"3",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"31",
"/",
"3",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2",
"/",
"2",
"/",
"15",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2",
"/",
"2",
"/",
"15",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
"/",
"10",
"/",
"13",
"5",
"/",
"3",
"/",
"13",
"4",
"/",
"10",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
"/",
"10",
"/",
"13",
"5",
"/",
"3",
"/",
"13",
"4",
"/",
"10",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"30",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.510
ESPÍRITO SANTO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:RONALDSON GERALDO VALIATE MARTINS
ADV.(A/S)
:TIAGO ROCON ZANETTI E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMENTA
Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo.
Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Acórdão
do Tribunal de origem que revogou a antecipação da tutela
anteriormente concedida. Recurso extraordinário. Inadmissibilidade.
Súmula nº 735/STF. Surdez unilateral. Deficiência auditiva. Não
caracterização. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e
provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes.
1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental.
2. É pacífico o entendimento da Corte no sentido de que não cabe
recurso extraordinário contra acórdão que concede ou indefere medida
liminar ou antecipação de tutela. Incidência da Súmula nº 735/STF.
3. Inviável, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das
provas dos autos e a análise da legislação infraconstitucional de regência.
Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF.
4. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em converter os embargos
de declaração em agravo regimental e a ele negar provimento, nos termos
do voto do Relator.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172257.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13
Ementa e Acórdão
ARE 893510 ED / ES
Brasília, 30 de junho de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172257.
Supremo Tribunal Federal
ARE 893510 ED / ES
Brasília, 30 de junho de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172257.
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Relatório
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.510
ESPÍRITO SANTO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:RONALDSON GERALDO VALIATE MARTINS
ADV.(A/S)
:TIAGO ROCON ZANETTI E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Ronaldson Geraldo Valiate Martins opõe tempestivos embargos de
declaração contra decisão em que conheci de agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Quinta
Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da Segunda
Região, assim ementado:
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO
E CONSTITUCIONAL. CONCURSO PÚBLICO. VAGAS
DESTINADAS AOS PORTADORES DE DEFICIÊNCIA.
CANDIDATO COM PERDA UNILATERAL DA
AUDIÇÃO.
I - De acordo com o artigo 4º, II, do Decreto nº
3.298/99, com redação dada pelo Decreto 5.296/2004,
considera-se pessoa portadora de deficiência auditiva
aquela que apresenta ‘perda bilateral, parcial ou total, de
quarenta e um decibéis (dB) ou mais, aferida por
audiograma nas freqüências de 500HZ, 2.000Hz e
3.000Hz’(artigo 4º, II).
II - O legislador elevou a surdez bilateral à condição
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172254.
Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.510
ESPÍRITO SANTO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:RONALDSON GERALDO VALIATE MARTINS
ADV.(A/S)
:TIAGO ROCON ZANETTI E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Ronaldson Geraldo Valiate Martins opõe tempestivos embargos de
declaração contra decisão em que conheci de agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Quinta
Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da Segunda
Região, assim ementado:
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO
E CONSTITUCIONAL. CONCURSO PÚBLICO. VAGAS
DESTINADAS AOS PORTADORES DE DEFICIÊNCIA.
CANDIDATO COM PERDA UNILATERAL DA
AUDIÇÃO.
I - De acordo com o artigo 4º, II, do Decreto nº
3.298/99, com redação dada pelo Decreto 5.296/2004,
considera-se pessoa portadora de deficiência auditiva
aquela que apresenta ‘perda bilateral, parcial ou total, de
quarenta e um decibéis (dB) ou mais, aferida por
audiograma nas freqüências de 500HZ, 2.000Hz e
3.000Hz’(artigo 4º, II).
II - O legislador elevou a surdez bilateral à condição
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172254.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13
Relatório
ARE 893510 ED / ES
de deficiência auditiva, não sendo possível extrair do
inciso II do artigo 4º do Decreto nº 3.298/99 uma
interpretação em sentido contrário, já que as expressões
parcial e total dizem respeito à intensidade da surdez, mas
mantido o pressuposto da bilateralidade.
III - Agravo de instrumento provido.’
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos
artigos 1º, inciso III, 3º, inciso I, 5º, caput, 7º, incisos XXX e
XXXI, e 37, inciso VIII, da Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar, haja vista que o
Tribunal de origem decidiu a lide amparado na legislação
infraconstitucional pertinente (Lei nº 7.853/89 e Decretos nºs
3.298/99 e 5.296/04). Assim, a afronta aos dispositivos
constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se
ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar
o apelo extremo. Outrossim, o acolhimento da pretensão
recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório
dos autos, o que se mostra incabível em sede extraordinária.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9172254.
Supremo Tribunal Federal
ARE 893510 ED / ES
de deficiência auditiva, não sendo possível extrair do
inciso II do artigo 4º do Decreto nº 3.298/99 uma
interpretação em sentido contrário, já que as expressões
parcial e total dizem respeito à intensidade da surdez, mas
mantido o pressuposto da bilateralidade.
III - Agravo de instrumento provido.’
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos
artigos 1º, inciso III, 3º, inciso I, 5º, caput, 7º, incisos XXX e
XXXI, e 37, inciso VIII, da Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar, haja vista que o
Tribunal de origem decidiu a lide amparado na legislação
infraconstitucional pertinente (Lei nº 7.853/89 e Decretos nºs
3.298/99 e 5.296/04). Assim, a afronta aos dispositivos
constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se
ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar
o apelo extremo. Outrossim, o acolhimento da pretensão
recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório
dos autos, o que se mostra incabível em sede extraordinária.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13
Relatório
ARE 893510 ED / ES
Incidência das Súmulas nºs 279 e 280 desta Corte. Sobre o tema:
‘Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito Constitucional e Administrativo. 3.
Concurso público. Ilegalidade da exclusão na condição de
concorrente a uma vaga de deficiente físico.
Impossibilidade de interpretação de cláusula de edital.
Enunciados 279 e 454 da Súmula do STF. 4. Agravo
regimental a que se nega provimento.’ (ARE nº 805.255/ES-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes,
DJe de 13/5/14).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
ADMINISTRATIVO.
CONCURSO
PÚBLICO.
COMPROVAÇÃO DE DEFICIÊNCIA PARA FINS DE
OCUPAÇÃO
DE
VAGA
DESTINADA
AOS
PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS. VISÃO
MONOCULAR.
AUSÊNCIA
DO
NECESSÁRIO
PREQUESTIONAMENTO. QUESTÃO QUE DEMANDA
ANÁLISE
DE
DISPOSITIVOS
DE
ÍNDOLE
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA AO
TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REEXAME DO
CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO
AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 279/STF. 1. O requisito do prequestionamento é
indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede
de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se
pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice da
Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. 2. A violação
indireta ou reflexa das regras constitucionais não enseja
recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR,
Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2ª Turma, DJ 25.02.11; AI n.
482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma DJ
15.03.11; AI n. 646.103-AgR, Rel. Ministra CÁRMEN
LÚCIA, 1ª Turma, DJ 18.03.11. 3. A Súmula 279/STF dispõe
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 893510 ED / ES
Incidência das Súmulas nºs 279 e 280 desta Corte. Sobre o tema:
‘Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito Constitucional e Administrativo. 3.
Concurso público. Ilegalidade da exclusão na condição de
concorrente a uma vaga de deficiente físico.
Impossibilidade de interpretação de cláusula de edital.
Enunciados 279 e 454 da Súmula do STF. 4. Agravo
regimental a que se nega provimento.’ (ARE nº 805.255/ES-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes,
DJe de 13/5/14).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
ADMINISTRATIVO.
CONCURSO
PÚBLICO.
COMPROVAÇÃO DE DEFICIÊNCIA PARA FINS DE
OCUPAÇÃO
DE
VAGA
DESTINADA
AOS
PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS. VISÃO
MONOCULAR.
AUSÊNCIA
DO
NECESSÁRIO
PREQUESTIONAMENTO. QUESTÃO QUE DEMANDA
ANÁLISE
DE
DISPOSITIVOS
DE
ÍNDOLE
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA AO
TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REEXAME DO
CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO
AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 279/STF. 1. O requisito do prequestionamento é
indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede
de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se
pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice da
Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. 2. A violação
indireta ou reflexa das regras constitucionais não enseja
recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR,
Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2ª Turma, DJ 25.02.11; AI n.
482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma DJ
15.03.11; AI n. 646.103-AgR, Rel. Ministra CÁRMEN
LÚCIA, 1ª Turma, DJ 18.03.11. 3. A Súmula 279/STF dispõe
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13
Relatório
ARE 893510 ED / ES
verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário. 4. É que o recurso extraordinário não se
presta ao exame de questões que demandam revolvimento
do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à
análise da violação direta da ordem constitucional. 5. In
casu, o acórdão originariamente recorrido assentou:
‘AGRAVO INTERNO. Apelação Cível que enquadrou a
hipótese à regra do art. 557 do CPC, negando seguimento
ao recurso manifestamente improcedente. Agravo interno
buscando a reforma da decisão prolatada. Razões de
recurso falto de juridicidade e a infirmá-lo. Decisão
confirmada. Desprovimento do agravo.’ 6. Agravo
regimental desprovido’ (ARE nº 658.703/RJ-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 21/8/12).
‘CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONCURSO PÚBLICO.
RESERVA DE VAGA PARA DEFICIENTE. ART. 37, VIII,
DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. A reserva de vagas em
concurso público destinadas aos portadores de deficiência
é garantia da norma do art. 37, VIII, da Constituição
Federal. 2. Analisar a alegada ofensa à norma
constitucional para alterar a conclusão do Tribunal de
origem demandaria o reexame dos fatos e das provas da
causa, inviável em sede extraordinária. Súmula STF 279. 3.
Agravo regimental improvido’ (AI nº 777.391/RO-AgR,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de
7/5/10).
‘AGRAVO REGIMENTAL. CONCURSO PÚBLICO.
ILEGALIDADE. REEXAME DE FATOS E PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE.
SÚMULA
279.
AGRAVO
DESPROVIDO. Não é possível, na via extraordinária, o
reexame de fatos e provas do processo, ante o óbice
consagrado pelo enunciado da Súmula 279 deste Supremo
Tribunal Federal’ (AI nº 558.199/MG-AgR, Primeira
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 893510 ED / ES
verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário. 4. É que o recurso extraordinário não se
presta ao exame de questões que demandam revolvimento
do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à
análise da violação direta da ordem constitucional. 5. In
casu, o acórdão originariamente recorrido assentou:
‘AGRAVO INTERNO. Apelação Cível que enquadrou a
hipótese à regra do art. 557 do CPC, negando seguimento
ao recurso manifestamente improcedente. Agravo interno
buscando a reforma da decisão prolatada. Razões de
recurso falto de juridicidade e a infirmá-lo. Decisão
confirmada. Desprovimento do agravo.’ 6. Agravo
regimental desprovido’ (ARE nº 658.703/RJ-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 21/8/12).
‘CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONCURSO PÚBLICO.
RESERVA DE VAGA PARA DEFICIENTE. ART. 37, VIII,
DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. A reserva de vagas em
concurso público destinadas aos portadores de deficiência
é garantia da norma do art. 37, VIII, da Constituição
Federal. 2. Analisar a alegada ofensa à norma
constitucional para alterar a conclusão do Tribunal de
origem demandaria o reexame dos fatos e das provas da
causa, inviável em sede extraordinária. Súmula STF 279. 3.
Agravo regimental improvido’ (AI nº 777.391/RO-AgR,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de
7/5/10).
‘AGRAVO REGIMENTAL. CONCURSO PÚBLICO.
ILEGALIDADE. REEXAME DE FATOS E PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE.
SÚMULA
279.
AGRAVO
DESPROVIDO. Não é possível, na via extraordinária, o
reexame de fatos e provas do processo, ante o óbice
consagrado pelo enunciado da Súmula 279 deste Supremo
Tribunal Federal’ (AI nº 558.199/MG-AgR, Primeira
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13
Relatório
ARE 893510 ED / ES
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 9/2/07).
Ante exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Sustenta o ora embargante a existência de omissão na decisão
agravada, uma vez que ela não se teria se pronunciado quanto à violação
dos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, bem como
quanto à ofensa aos arts. 1º, inciso III; 3º, inciso I; 5º, caput, incisos LIV e
LV; 7º, incisos XXX e XXXI; e 93, inciso, IX, da Constituição Federal.
Alega, ainda, que não incidiriam os óbices das Súmulas nºs 279 e
280/STF ao caso dos autos.
Aduz, in verbis, que
“(...) afronta a igualdade admitir-se que uma pessoa com
perda auditiva equivalente a 41dB em cada ouvido seja
autorizada a concorrer às vagas destinadas aos portadores de
deficiência, enquanto outra (caso do embargante), com perda
auditiva de 82dB em apenas um dos ouvidos, seja
impossibilitada de concorrer nessa condição”.
É o relatório.
5
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Supremo Tribunal Federal
ARE 893510 ED / ES
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 9/2/07).
Ante exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Sustenta o ora embargante a existência de omissão na decisão
agravada, uma vez que ela não se teria se pronunciado quanto à violação
dos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, bem como
quanto à ofensa aos arts. 1º, inciso III; 3º, inciso I; 5º, caput, incisos LIV e
LV; 7º, incisos XXX e XXXI; e 93, inciso, IX, da Constituição Federal.
Alega, ainda, que não incidiriam os óbices das Súmulas nºs 279 e
280/STF ao caso dos autos.
Aduz, in verbis, que
“(...) afronta a igualdade admitir-se que uma pessoa com
perda auditiva equivalente a 41dB em cada ouvido seja
autorizada a concorrer às vagas destinadas aos portadores de
deficiência, enquanto outra (caso do embargante), com perda
auditiva de 82dB em apenas um dos ouvidos, seja
impossibilitada de concorrer nessa condição”.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.510
ESPÍRITO SANTO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Inicialmente, nos termos da pacífica jurisprudência desta Corte,
recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, o
qual passo a analisar.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido o seguinte:
“Trata-se de Agravo de Instrumento interposto em face da
decisão proferida pelo MM. Juízo da 5ª Vara Federal do Espírito
Santo (cópia às fls. 270/279) que, nos autos da Ação Ordinária nº
2010.50.01.015485-2, deferiu, em parte, o pedido de antecipação
dos efeitos da tutela e determinou à União Federal e o
CESPE/UNB (…) que procedam à reclassificação do recorrido
no cargo de técnico de apoio especializado/orçamento, no
concurso regido pelo Edital nº 01/2010, destinado ao
provimento de cargos de Analista e de Técnico dos quadros do
Ministério Público da União, bem como à formação de cadastro
de reserva, na condição de deficiente auditivo unilateral parcial,
com a inclusão do seu nome em lista à parte de que trata o item
3.11 do Edital nº 1 – PGR/MPU.
(…)
No caso dos autos, o recorrido apresenta deficiência de
natureza auditiva unilateral, conforme se extrai do documento
de fl. 113. Todavia, a teor do artigo 4º, II, do Decreto nº
5.298/2004, a deficiência física merecedora de amparo
excepcional, como a reserva de vagas em concurso público, é
aquela que importa em incapacidade auditiva bilateral, já que
as expressões ‘parcial’ e ‘total’ dizem respeito apenas à
intensidade da surdez, mantido o pressuposto da
bilateralidade.
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.510
ESPÍRITO SANTO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Inicialmente, nos termos da pacífica jurisprudência desta Corte,
recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, o
qual passo a analisar.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido o seguinte:
“Trata-se de Agravo de Instrumento interposto em face da
decisão proferida pelo MM. Juízo da 5ª Vara Federal do Espírito
Santo (cópia às fls. 270/279) que, nos autos da Ação Ordinária nº
2010.50.01.015485-2, deferiu, em parte, o pedido de antecipação
dos efeitos da tutela e determinou à União Federal e o
CESPE/UNB (…) que procedam à reclassificação do recorrido
no cargo de técnico de apoio especializado/orçamento, no
concurso regido pelo Edital nº 01/2010, destinado ao
provimento de cargos de Analista e de Técnico dos quadros do
Ministério Público da União, bem como à formação de cadastro
de reserva, na condição de deficiente auditivo unilateral parcial,
com a inclusão do seu nome em lista à parte de que trata o item
3.11 do Edital nº 1 – PGR/MPU.
(…)
No caso dos autos, o recorrido apresenta deficiência de
natureza auditiva unilateral, conforme se extrai do documento
de fl. 113. Todavia, a teor do artigo 4º, II, do Decreto nº
5.298/2004, a deficiência física merecedora de amparo
excepcional, como a reserva de vagas em concurso público, é
aquela que importa em incapacidade auditiva bilateral, já que
as expressões ‘parcial’ e ‘total’ dizem respeito apenas à
intensidade da surdez, mantido o pressuposto da
bilateralidade.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 893510 ED / ES
(…)
Em face do exposto, DOU PROVIMENTO ao agravo de
instrumento, para revogar a decisão proferida às fls. 255/264
dos autos principais.”
Verifica-se do excerto transcrito que a Corte de origem concluiu pela
revogação da decisão que havia concedido, em parte, os efeitos da tutela
antecipada. Assim, aplica-se ao caso a jurisprudência pacífica desta Corte
no sentido de não ser possível a interposição de recurso extraordinário
em face de decisão que concede ou indefere medida liminar ou
antecipação de tutela. Incidência da Súmula nº 735/STF. Nesse sentido, os
precedentes:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
LIMINAR OU TUTELA ANTECIPADA. ATO DECISÓRIO
NÃO DEFINITIVO. INVIABILIDADE DO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 735 DO STF.
AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – As decisões que
concedem ou denegam antecipação de tutela, medidas
cautelares ou provimentos liminares não perfazem juízo
definitivo de constitucionalidade que enseje o cabimento do
recurso extraordinário. Incidência da Súmula 735 desta Corte.
Precedentes. II – Agravo regimental a que se nega provimento”
(ARE nº 777.254/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, DJe de 2/12/13).
“Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Acórdão que manteve deferimento de tutela
antecipada. Incidência do Enunciado 735 da Súmula desta
Corte. 3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão
agravada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento”
(ARE nº 769.183/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Gilmar Mendes, DJe de 29/11/13).
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 893510 ED / ES
(…)
Em face do exposto, DOU PROVIMENTO ao agravo de
instrumento, para revogar a decisão proferida às fls. 255/264
dos autos principais.”
Verifica-se do excerto transcrito que a Corte de origem concluiu pela
revogação da decisão que havia concedido, em parte, os efeitos da tutela
antecipada. Assim, aplica-se ao caso a jurisprudência pacífica desta Corte
no sentido de não ser possível a interposição de recurso extraordinário
em face de decisão que concede ou indefere medida liminar ou
antecipação de tutela. Incidência da Súmula nº 735/STF. Nesse sentido, os
precedentes:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
LIMINAR OU TUTELA ANTECIPADA. ATO DECISÓRIO
NÃO DEFINITIVO. INVIABILIDADE DO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 735 DO STF.
AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – As decisões que
concedem ou denegam antecipação de tutela, medidas
cautelares ou provimentos liminares não perfazem juízo
definitivo de constitucionalidade que enseje o cabimento do
recurso extraordinário. Incidência da Súmula 735 desta Corte.
Precedentes. II – Agravo regimental a que se nega provimento”
(ARE nº 777.254/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, DJe de 2/12/13).
“Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Acórdão que manteve deferimento de tutela
antecipada. Incidência do Enunciado 735 da Súmula desta
Corte. 3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão
agravada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento”
(ARE nº 769.183/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Gilmar Mendes, DJe de 29/11/13).
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 893510 ED / ES
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. LIMINAR OU
TUTELA ANTECIPADA: ATO DECISÓRIO NÃO DEFINITIVO.
INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 735 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI nº 817.609/RJ-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 18/3/11).
“PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
RECURSOS
EXTRAORDINÁRIOS INTERPOSTOS CONTRA ACÓRDÃO
PROFERIDO PELO STJ NO REsp E NOS EMBARGOS DE
DIVERGÊNCIA. EFEITOS DA TUTELA ANTECIPADA. AÇÃO
DECLARATÓRIA DE NULIDADE DE ATO JURÍDICO.
PRESSUPOSTO DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO. ART.
5º, XXXVI, DA CF. MATÉRIAS INFRACONSTITUCIONAIS.
OFENSA INDIRETA. SÚMULA STF 735. 1. O recurso
extraordinário é inviável para debater matérias processuais
relativas a pressupostos de tutela antecipada e de
admissibilidade do recurso de embargos de divergência perante
o Superior Tribunal de Justiça. Precedentes. 2. Não cabe o apelo
extremo contra decisão que concede ou indefere provimentos
liminares. Súmula STF 735. 3. Agravo regimental improvido”
(AI nº 430.873/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra
Ellen Gracie, DJe de 25/6/10).
“1. RECURSO. Agravo de instrumento. Inadmissibilidade.
Falta de prequestionamento. Comprovação de que a discussão
da matéria constitucional foi adequadamente provocada.
Decisão agravada. Reconsideração. Demonstrada a existência
do prequestionamento, deve ser reapreciado o recurso. 2.
RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Acórdão
recorrido que deu provimento a agravo de instrumento para
indeferir liminar, reformando decisão que deferira liminar na
ação cautelar originária para autorizar a parte agravante 'a
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 893510 ED / ES
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. LIMINAR OU
TUTELA ANTECIPADA: ATO DECISÓRIO NÃO DEFINITIVO.
INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 735 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI nº 817.609/RJ-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 18/3/11).
“PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
RECURSOS
EXTRAORDINÁRIOS INTERPOSTOS CONTRA ACÓRDÃO
PROFERIDO PELO STJ NO REsp E NOS EMBARGOS DE
DIVERGÊNCIA. EFEITOS DA TUTELA ANTECIPADA. AÇÃO
DECLARATÓRIA DE NULIDADE DE ATO JURÍDICO.
PRESSUPOSTO DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO. ART.
5º, XXXVI, DA CF. MATÉRIAS INFRACONSTITUCIONAIS.
OFENSA INDIRETA. SÚMULA STF 735. 1. O recurso
extraordinário é inviável para debater matérias processuais
relativas a pressupostos de tutela antecipada e de
admissibilidade do recurso de embargos de divergência perante
o Superior Tribunal de Justiça. Precedentes. 2. Não cabe o apelo
extremo contra decisão que concede ou indefere provimentos
liminares. Súmula STF 735. 3. Agravo regimental improvido”
(AI nº 430.873/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra
Ellen Gracie, DJe de 25/6/10).
“1. RECURSO. Agravo de instrumento. Inadmissibilidade.
Falta de prequestionamento. Comprovação de que a discussão
da matéria constitucional foi adequadamente provocada.
Decisão agravada. Reconsideração. Demonstrada a existência
do prequestionamento, deve ser reapreciado o recurso. 2.
RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Acórdão
recorrido que deu provimento a agravo de instrumento para
indeferir liminar, reformando decisão que deferira liminar na
ação cautelar originária para autorizar a parte agravante 'a
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 893510 ED / ES
participar com seus animais, de todos os eventos da raça
Mangalarga Marchador'. Aplicação da súmula 735. Agravo
improvido. Não cabe recurso extraordinário contra decisão que
defere ou indefere medida cautelar. 3. RECURSO.
Extraordinário. Inadmissibilidade. Jurisprudência assentada.
Ausência de razões consistentes. Decisão mantida. Agravo
regimental improvido. Nega-se provimento a agravo
regimental tendente a impugnar, sem razões consistentes,
decisão fundada em jurisprudência assente na Corte” (AI nº
552.178/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Cezar
Peluso, DJe de 28/11/08).
Por outro lado, conforme consignado na decisão ora agravada, para
acolher a pretensão recursal no sentido da possibilidade do agravante
concorrer às vagas destinadas às pessoas com deficiência, seria necessário
reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos e analisar a legislação
infraconstitucional de regência, para o que não se presta o recurso
extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. A propósito,
anote-se:
“DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO.
RESERVA DE VAGAS PARA PORTADOR DE NECESSIDADES
ESPECIAIS. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL
SUFICIENTE PARA MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO
RECORRIDO. LEIS 8.112/1990 E 7.853/1989 E DECRETO
3.298/1999. APLICAÇÃO DA SÚMULA 283/STF. REEXAME DE
FATOS E PROVAS E ANÁLISE DO EDITAL DO CONCURSO
PÚBLICO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454/STF.
EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 12.9.2012. A suposta afronta aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais dependeria da análise de
legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário, considerada a
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Supremo Tribunal Federal
ARE 893510 ED / ES
participar com seus animais, de todos os eventos da raça
Mangalarga Marchador'. Aplicação da súmula 735. Agravo
improvido. Não cabe recurso extraordinário contra decisão que
defere ou indefere medida cautelar. 3. RECURSO.
Extraordinário. Inadmissibilidade. Jurisprudência assentada.
Ausência de razões consistentes. Decisão mantida. Agravo
regimental improvido. Nega-se provimento a agravo
regimental tendente a impugnar, sem razões consistentes,
decisão fundada em jurisprudência assente na Corte” (AI nº
552.178/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Cezar
Peluso, DJe de 28/11/08).
Por outro lado, conforme consignado na decisão ora agravada, para
acolher a pretensão recursal no sentido da possibilidade do agravante
concorrer às vagas destinadas às pessoas com deficiência, seria necessário
reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos e analisar a legislação
infraconstitucional de regência, para o que não se presta o recurso
extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. A propósito,
anote-se:
“DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO.
RESERVA DE VAGAS PARA PORTADOR DE NECESSIDADES
ESPECIAIS. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL
SUFICIENTE PARA MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO
RECORRIDO. LEIS 8.112/1990 E 7.853/1989 E DECRETO
3.298/1999. APLICAÇÃO DA SÚMULA 283/STF. REEXAME DE
FATOS E PROVAS E ANÁLISE DO EDITAL DO CONCURSO
PÚBLICO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454/STF.
EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 12.9.2012. A suposta afronta aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais dependeria da análise de
legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário, considerada a
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 893510 ED / ES
disposição do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior. A jurisprudência
desta Corte não admite recurso extraordinário contra acórdão
que contém fundamento infraconstitucional suficiente e este se
torna imodificável. Aplicação da Súmula 283/STF: ‘É
inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão
recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o
recurso não abrange todos eles’. Precedentes. Agravo
regimental conhecido e não provido” (RE nº 855.573/SC-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de
26/3/15).
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Concurso público. Reserva de vagas para portadores de
deficiência física. Caracterização dessa condição. Legislação
infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas.
Impossibilidade. Precedentes. 1. Conquanto a Constituição
Federal haja assegurado a reserva de vagas para os
participantes de concurso público que possuam algum tipo de
deficiência física, a definição dos casos que se caracterizam
como deficiência para o citado fim compete à legislação
infraconstitucional, sendo certo que a verificação do
enquadramento do candidato nas hipóteses previstas em lei não
prescinde da análise do contexto fático. 2. Inadmissível, em
recurso
extraordinário,
a
análise
da
legislação
infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos
(Súmula nº 279/STF). 3. Agravo regimental não provido” (ARE
nº 768.402/RJ-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de
20/2/14).
Nego provimento ao agravo regimental.
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disposição do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior. A jurisprudência
desta Corte não admite recurso extraordinário contra acórdão
que contém fundamento infraconstitucional suficiente e este se
torna imodificável. Aplicação da Súmula 283/STF: ‘É
inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão
recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o
recurso não abrange todos eles’. Precedentes. Agravo
regimental conhecido e não provido” (RE nº 855.573/SC-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de
26/3/15).
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Concurso público. Reserva de vagas para portadores de
deficiência física. Caracterização dessa condição. Legislação
infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas.
Impossibilidade. Precedentes. 1. Conquanto a Constituição
Federal haja assegurado a reserva de vagas para os
participantes de concurso público que possuam algum tipo de
deficiência física, a definição dos casos que se caracterizam
como deficiência para o citado fim compete à legislação
infraconstitucional, sendo certo que a verificação do
enquadramento do candidato nas hipóteses previstas em lei não
prescinde da análise do contexto fático. 2. Inadmissível, em
recurso
extraordinário,
a
análise
da
legislação
infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos
(Súmula nº 279/STF). 3. Agravo regimental não provido” (ARE
nº 768.402/RJ-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de
20/2/14).
Nego provimento ao agravo regimental.
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Extrato de Ata - 30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.510
PROCED. : ESPÍRITO SANTO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) : RONALDSON GERALDO VALIATE MARTINS
ADV.(A/S) : TIAGO ROCON ZANETTI E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma, por votação unânime, converteu os embargos
de declaração em agravo regimental e a ele negou provimento, nos
termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.510
PROCED. : ESPÍRITO SANTO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) : RONALDSON GERALDO VALIATE MARTINS
ADV.(A/S) : TIAGO ROCON ZANETTI E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma, por votação unânime, converteu os embargos
de declaração em agravo regimental e a ele negou provimento, nos
termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9205577
| 2015-06-30T00:00:00
| 2015-08-21T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, converteu os embargos de declaração em agravo regimental e a ele negou provimento, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
|
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Acórdão do Tribunal de origem que revogou a antecipação da tutela anteriormente concedida. Recurso extraordinário. Inadmissibilidade. Súmula nº 735/STF. Surdez unilateral. Deficiência auditiva. Não caracterização. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes.
1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental.
2. É pacífico o entendimento da Corte no sentido de que não cabe recurso extraordinário contra acórdão que concede ou indefere medida liminar ou antecipação de tutela. Incidência da Súmula nº 735/STF.
3. Inviável, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos e a análise da legislação infraconstitucional de regência. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF.
4. Agravo regimental não provido.
|
sjur316028
|
- Acórdão(s) citado(s):
(RE, ANTECIPAÇÃO DE TUTELA)
AI 430873 AgR (2ªT), AI 552178 AgR (2ªT), AI 817609 AgR (1ªT), ARE 769183 AgR (2ªT), ARE 777254 AgR (2ªT).
(CONCURSO PÚBLICO, PORTADOR DE NECESSIDADES ESPECIAIS)
ARE 768402 AgR (1ªT), RE 855573 AgR (1ªT).
Número de páginas: 13.
Análise: 27/08/2015, MJC.
|
DIAS TOFFOLI
|
Segunda Turma
|
893510
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000735 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-ED
|
acordaos
|
ARE 893510 ED
|
[
""
] |
EMBTE.(S) : RONALDSON GERALDO VALIATE MARTINS
ADV.(A/S) : TIAGO ROCON ZANETTI E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.510
ESPÍRITO SANTO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:RONALDSON GERALDO VALIATE MARTINS
ADV.(A/S)
:TIAGO ROCON ZANETTI E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMENTA
Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo.
Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Acórdão
do Tribunal de origem que revogou a antecipação da tutela
anteriormente concedida. Recurso extraordinário. Inadmissibilidade.
Súmula n 735/Supremo Tribunal Federal. Surdez unilateral. Deficiência auditiva. Não
caracterização. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e
provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes.
1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental.
2. É pacífico o entendimento da Corte no sentido de que não cabe
recurso extraordinário contra acórdão que concede ou indefere medida
liminar ou antecipação de tutela. Incidência da Súmula n 735/Supremo Tribunal Federal.
3. Inviável, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das
provas dos autos e a análise da legislação infraconstitucional de regência.
Incidência das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal.
4. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em converter os embargos
de declaração em agravo regimental e a ele negar provimento, nos termos
do voto do Relator.
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13
Ementa e Acórdão
ARE 893510 ED / ES
Brasília, 30 de junho de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 893510 ED / ES
Brasília, 30 de junho de 2015.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Relatório
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.510
ESPÍRITO SANTO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:RONALDSON GERALDO VALIATE MARTINS
ADV.(A/S)
:TIAGO ROCON ZANETTI E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Ronaldson Geraldo Valiate Martins opõe tempestivos embargos de
declaração contra decisão em que conheci de agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Quinta
Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da Segunda
Região, assim ementado:
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO
E CONSTITUCIONAL. CONCURSO PÚBLICO. VAGAS
DESTINADAS AOS PORTADORES DE DEFICIÊNCIA.
CANDIDATO COM PERDA UNILATERAL DA
AUDIÇÃO.
I - De acordo com o artigo 4..., II, do Decreto n
3.298/99, com redação dada pelo Decreto 5.296/2004,
considera-se pessoa portadora de deficiência auditiva
aquela que apresenta ‘perda bilateral, parcial ou total, de
quarenta e um decibéis (dB) ou mais, aferida por
audiograma nas freqüências de 500HZ, 2.000Hz e
3.000Hz’(artigo 4..., II).
II - O legislador elevou a surdez bilateral à condição
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.510
ESPÍRITO SANTO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:RONALDSON GERALDO VALIATE MARTINS
ADV.(A/S)
:TIAGO ROCON ZANETTI E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Ronaldson Geraldo Valiate Martins opõe tempestivos embargos de
declaração contra decisão em que conheci de agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Quinta
Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da Segunda
Região, assim ementado:
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO
E CONSTITUCIONAL. CONCURSO PÚBLICO. VAGAS
DESTINADAS AOS PORTADORES DE DEFICIÊNCIA.
CANDIDATO COM PERDA UNILATERAL DA
AUDIÇÃO.
I - De acordo com o artigo 4..., II, do Decreto n
3.298/99, com redação dada pelo Decreto 5.296/2004,
considera-se pessoa portadora de deficiência auditiva
aquela que apresenta ‘perda bilateral, parcial ou total, de
quarenta e um decibéis (dB) ou mais, aferida por
audiograma nas freqüências de 500HZ, 2.000Hz e
3.000Hz’(artigo 4..., II).
II - O legislador elevou a surdez bilateral à condição
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13
Relatório
ARE 893510 ED / ES
de deficiência auditiva, não sendo possível extrair do
inciso II do artigo 4... do Decreto n 3.298/99 uma
interpretação em sentido contrário, já que as expressões
parcial e total dizem respeito à intensidade da surdez, mas
mantido o pressuposto da bilateralidade.
III - Agravo de instrumento provido.’
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos
artigos 1..., inciso III, 3..., inciso I, 5..., caput, 7..., incisos XXX e
XXXI, e 37, inciso VIII, da Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar, haja vista que o
Tribunal de origem decidiu a lide amparado na legislação
infraconstitucional pertinente (Lei n 7.853/89 e Decretos ns
3.298/99 e 5.296/04). Assim, a afronta aos dispositivos
constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se
ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar
o apelo extremo. Outrossim, o acolhimento da pretensão
recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório
dos autos, o que se mostra incabível em sede extraordinária.
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Supremo Tribunal Federal
ARE 893510 ED / ES
de deficiência auditiva, não sendo possível extrair do
inciso II do artigo 4... do Decreto n 3.298/99 uma
interpretação em sentido contrário, já que as expressões
parcial e total dizem respeito à intensidade da surdez, mas
mantido o pressuposto da bilateralidade.
III - Agravo de instrumento provido.’
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos
artigos 1..., inciso III, 3..., inciso I, 5..., caput, 7..., incisos XXX e
XXXI, e 37, inciso VIII, da Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar, haja vista que o
Tribunal de origem decidiu a lide amparado na legislação
infraconstitucional pertinente (Lei n 7.853/89 e Decretos ns
3.298/99 e 5.296/04). Assim, a afronta aos dispositivos
constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se
ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar
o apelo extremo. Outrossim, o acolhimento da pretensão
recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório
dos autos, o que se mostra incabível em sede extraordinária.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13
Relatório
ARE 893510 ED / ES
Incidência das Súmulas ns 279 e 280 desta Corte. Sobre o tema:
‘Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito Constitucional e Administrativo. 3.
Concurso público. Ilegalidade da exclusão na condição de
concorrente a uma vaga de deficiente físico.
Impossibilidade de interpretação de cláusula de edital.
Enunciados 279 e 454 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo
regimental a que se nega provimento.’ (ARE n 805.255/ES-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes,
DJe de 13/5/14).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
ADMINISTRATIVO.
CONCURSO
PÚBLICO.
COMPROVAÇÃO DE DEFICIÊNCIA PARA FINS DE
OCUPAÇÃO
DE
VAGA
DESTINADA
AOS
PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS. VISÃO
MONOCULAR.
AUSÊNCIA
DO
NECESSÁRIO
PREQUESTIONAMENTO. QUESTÃO QUE DEMANDA
ANÁLISE
DE
DISPOSITIVOS
DE
ÍNDOLE
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA AO
TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REEXAME DO
CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO
AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. O requisito do prequestionamento é
indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede
de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se
pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice da
Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. 2. A violação
indireta ou reflexa das regras constitucionais não enseja
recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR,
Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2... Turma, DJ 25.02.11; AI n.
482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma DJ
15.03.11; AI n. 646.103-AgR, Rel. Ministra CÁRMEN
LÚCIA, 1... Turma, DJ 18.03.11. 3. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 893510 ED / ES
Incidência das Súmulas ns 279 e 280 desta Corte. Sobre o tema:
‘Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito Constitucional e Administrativo. 3.
Concurso público. Ilegalidade da exclusão na condição de
concorrente a uma vaga de deficiente físico.
Impossibilidade de interpretação de cláusula de edital.
Enunciados 279 e 454 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo
regimental a que se nega provimento.’ (ARE n 805.255/ES-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes,
DJe de 13/5/14).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
ADMINISTRATIVO.
CONCURSO
PÚBLICO.
COMPROVAÇÃO DE DEFICIÊNCIA PARA FINS DE
OCUPAÇÃO
DE
VAGA
DESTINADA
AOS
PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS. VISÃO
MONOCULAR.
AUSÊNCIA
DO
NECESSÁRIO
PREQUESTIONAMENTO. QUESTÃO QUE DEMANDA
ANÁLISE
DE
DISPOSITIVOS
DE
ÍNDOLE
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA AO
TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REEXAME DO
CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO
AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. O requisito do prequestionamento é
indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede
de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se
pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice da
Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. 2. A violação
indireta ou reflexa das regras constitucionais não enseja
recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR,
Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2... Turma, DJ 25.02.11; AI n.
482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma DJ
15.03.11; AI n. 646.103-AgR, Rel. Ministra CÁRMEN
LÚCIA, 1... Turma, DJ 18.03.11. 3. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13
Relatório
ARE 893510 ED / ES
verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário. 4. É que o recurso extraordinário não se
presta ao exame de questões que demandam revolvimento
do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à
análise da violação direta da ordem constitucional. 5. In
casu, o acórdão originariamente recorrido assentou:
‘AGRAVO INTERNO. Apelação Cível que enquadrou a
hipótese à regra do art. 557 do Código de Processo Civil, negando seguimento
ao recurso manifestamente improcedente. Agravo interno
buscando a reforma da decisão prolatada. Razões de
recurso falto de juridicidade e a infirmá-lo. Decisão
confirmada. Desprovimento do agravo.’ 6. Agravo
regimental desprovido’ (ARE n 658.703/RJ-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 21/8/12).
‘CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONCURSO PÚBLICO.
RESERVA DE VAGA PARA DEFICIENTE. ART. 37, VIII,
DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. A reserva de vagas em
concurso público destinadas aos portadores de deficiência
é garantia da norma do art. 37, VIII, da Constituição
Federal. 2. Analisar a alegada ofensa à norma
constitucional para alterar a conclusão do Tribunal de
origem demandaria o reexame dos fatos e das provas da
causa, inviável em sede extraordinária. Súmula Supremo Tribunal Federal 279. 3.
Agravo regimental improvido’ (AI n 777.391/RO-AgR,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de
7/5/10).
‘AGRAVO REGIMENTAL. CONCURSO PÚBLICO.
ILEGALIDADE. REEXAME DE FATOS E PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE.
SÚMULA
279.
AGRAVO
DESPROVIDO. Não é possível, na via extraordinária, o
reexame de fatos e provas do processo, ante o óbice
consagrado pelo enunciado da Súmula 279 deste Supremo
Tribunal Federal’ (AI n 558.199/MG-AgR, Primeira
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 893510 ED / ES
verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário. 4. É que o recurso extraordinário não se
presta ao exame de questões que demandam revolvimento
do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à
análise da violação direta da ordem constitucional. 5. In
casu, o acórdão originariamente recorrido assentou:
‘AGRAVO INTERNO. Apelação Cível que enquadrou a
hipótese à regra do art. 557 do Código de Processo Civil, negando seguimento
ao recurso manifestamente improcedente. Agravo interno
buscando a reforma da decisão prolatada. Razões de
recurso falto de juridicidade e a infirmá-lo. Decisão
confirmada. Desprovimento do agravo.’ 6. Agravo
regimental desprovido’ (ARE n 658.703/RJ-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 21/8/12).
‘CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONCURSO PÚBLICO.
RESERVA DE VAGA PARA DEFICIENTE. ART. 37, VIII,
DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. A reserva de vagas em
concurso público destinadas aos portadores de deficiência
é garantia da norma do art. 37, VIII, da Constituição
Federal. 2. Analisar a alegada ofensa à norma
constitucional para alterar a conclusão do Tribunal de
origem demandaria o reexame dos fatos e das provas da
causa, inviável em sede extraordinária. Súmula Supremo Tribunal Federal 279. 3.
Agravo regimental improvido’ (AI n 777.391/RO-AgR,
Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de
7/5/10).
‘AGRAVO REGIMENTAL. CONCURSO PÚBLICO.
ILEGALIDADE. REEXAME DE FATOS E PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE.
SÚMULA
279.
AGRAVO
DESPROVIDO. Não é possível, na via extraordinária, o
reexame de fatos e provas do processo, ante o óbice
consagrado pelo enunciado da Súmula 279 deste Supremo
Tribunal Federal’ (AI n 558.199/MG-AgR, Primeira
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13
Relatório
ARE 893510 ED / ES
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 9/2/07).
Ante exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Sustenta o ora embargante a existência de omissão na decisão
agravada, uma vez que ela não se teria se pronunciado quanto à violação
dos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, bem como
quanto à ofensa aos arts. 1..., inciso III; 3..., inciso I; 5..., caput, incisos LIV e
LV; 7..., incisos XXX e XXXI; e 93, inciso, IX, da Constituição Federal.
Alega, ainda, que não incidiriam os óbices das Súmulas ns 279 e
280/Supremo Tribunal Federal ao caso dos autos.
Aduz, in verbis, que
“(...) afronta a igualdade admitir-se que uma pessoa com
perda auditiva equivalente a 41dB em cada ouvido seja
autorizada a concorrer às vagas destinadas aos portadores de
deficiência, enquanto outra (caso do embargante), com perda
auditiva de 82dB em apenas um dos ouvidos, seja
impossibilitada de concorrer nessa condição”.
É o relatório.
5
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Supremo Tribunal Federal
ARE 893510 ED / ES
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 9/2/07).
Ante exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Sustenta o ora embargante a existência de omissão na decisão
agravada, uma vez que ela não se teria se pronunciado quanto à violação
dos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, bem como
quanto à ofensa aos arts. 1..., inciso III; 3..., inciso I; 5..., caput, incisos LIV e
LV; 7..., incisos XXX e XXXI; e 93, inciso, IX, da Constituição Federal.
Alega, ainda, que não incidiriam os óbices das Súmulas ns 279 e
280/Supremo Tribunal Federal ao caso dos autos.
Aduz, in verbis, que
“(...) afronta a igualdade admitir-se que uma pessoa com
perda auditiva equivalente a 41dB em cada ouvido seja
autorizada a concorrer às vagas destinadas aos portadores de
deficiência, enquanto outra (caso do embargante), com perda
auditiva de 82dB em apenas um dos ouvidos, seja
impossibilitada de concorrer nessa condição”.
É o relatório.
5
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.510
ESPÍRITO SANTO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Inicialmente, nos termos da pacífica jurisprudência desta Corte,
recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, o
qual passo a analisar.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido o seguinte:
“Trata-se de Agravo de Instrumento interposto em face da
decisão proferida pelo MM. Juízo da 5... Vara Federal do Espírito
Santo (cópia às fls. 270/279) que, nos autos da Ação Ordinária n
2010.50.01.015485-2, deferiu, em parte, o pedido de antecipação
dos efeitos da tutela e determinou à União Federal e o
CESPE/UNB (…) que procedam à reclassificação do recorrido
no cargo de técnico de apoio especializado/orçamento, no
concurso regido pelo Edital n 01/2010, destinado ao
provimento de cargos de Analista e de Técnico dos quadros do
Ministério Público da União, bem como à formação de cadastro
de reserva, na condição de deficiente auditivo unilateral parcial,
com a inclusão do seu nome em lista à parte de que trata o item
3.11 do Edital n 1 – PGR/MPU.
(…)
No caso dos autos, o recorrido apresenta deficiência de
natureza auditiva unilateral, conforme se extrai do documento
de fl. 113. Todavia, a teor do artigo 4..., II, do Decreto n
5.298/2004, a deficiência física merecedora de amparo
excepcional, como a reserva de vagas em concurso público, é
aquela que importa em incapacidade auditiva bilateral, já que
as expressões ‘parcial’ e ‘total’ dizem respeito apenas à
intensidade da surdez, mantido o pressuposto da
bilateralidade.
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.510
ESPÍRITO SANTO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Inicialmente, nos termos da pacífica jurisprudência desta Corte,
recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, o
qual passo a analisar.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido o seguinte:
“Trata-se de Agravo de Instrumento interposto em face da
decisão proferida pelo MM. Juízo da 5... Vara Federal do Espírito
Santo (cópia às fls. 270/279) que, nos autos da Ação Ordinária n
2010.50.01.015485-2, deferiu, em parte, o pedido de antecipação
dos efeitos da tutela e determinou à União Federal e o
CESPE/UNB (…) que procedam à reclassificação do recorrido
no cargo de técnico de apoio especializado/orçamento, no
concurso regido pelo Edital n 01/2010, destinado ao
provimento de cargos de Analista e de Técnico dos quadros do
Ministério Público da União, bem como à formação de cadastro
de reserva, na condição de deficiente auditivo unilateral parcial,
com a inclusão do seu nome em lista à parte de que trata o item
3.11 do Edital n 1 – PGR/MPU.
(…)
No caso dos autos, o recorrido apresenta deficiência de
natureza auditiva unilateral, conforme se extrai do documento
de fl. 113. Todavia, a teor do artigo 4..., II, do Decreto n
5.298/2004, a deficiência física merecedora de amparo
excepcional, como a reserva de vagas em concurso público, é
aquela que importa em incapacidade auditiva bilateral, já que
as expressões ‘parcial’ e ‘total’ dizem respeito apenas à
intensidade da surdez, mantido o pressuposto da
bilateralidade.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 893510 ED / ES
(…)
Em face do exposto, DOU PROVIMENTO ao agravo de
instrumento, para revogar a decisão proferida às fls. 255/264
dos autos principais.”
Verifica-se do excerto transcrito que a Corte de origem concluiu pela
revogação da decisão que havia concedido, em parte, os efeitos da tutela
antecipada. Assim, aplica-se ao caso a jurisprudência pacífica desta Corte
no sentido de não ser possível a interposição de recurso extraordinário
em face de decisão que concede ou indefere medida liminar ou
antecipação de tutela. Incidência da Súmula n 735/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, os
precedentes:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
LIMINAR OU TUTELA ANTECIPADA. ATO DECISÓRIO
NÃO DEFINITIVO. INVIABILIDADE DO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 735 DO Supremo Tribunal Federal.
AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – As decisões que
concedem ou denegam antecipação de tutela, medidas
cautelares ou provimentos liminares não perfazem juízo
definitivo de constitucionalidade que enseje o cabimento do
recurso extraordinário. Incidência da Súmula 735 desta Corte.
Precedentes. II – Agravo regimental a que se nega provimento”
(ARE n 777.254/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, DJe de 2/12/13).
“Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Acórdão que manteve deferimento de tutela
antecipada. Incidência do Enunciado 735 da Súmula desta
Corte. 3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão
agravada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento”
(ARE n 769.183/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Gilmar Mendes, DJe de 29/11/13).
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 893510 ED / ES
(…)
Em face do exposto, DOU PROVIMENTO ao agravo de
instrumento, para revogar a decisão proferida às fls. 255/264
dos autos principais.”
Verifica-se do excerto transcrito que a Corte de origem concluiu pela
revogação da decisão que havia concedido, em parte, os efeitos da tutela
antecipada. Assim, aplica-se ao caso a jurisprudência pacífica desta Corte
no sentido de não ser possível a interposição de recurso extraordinário
em face de decisão que concede ou indefere medida liminar ou
antecipação de tutela. Incidência da Súmula n 735/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, os
precedentes:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
LIMINAR OU TUTELA ANTECIPADA. ATO DECISÓRIO
NÃO DEFINITIVO. INVIABILIDADE DO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 735 DO Supremo Tribunal Federal.
AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – As decisões que
concedem ou denegam antecipação de tutela, medidas
cautelares ou provimentos liminares não perfazem juízo
definitivo de constitucionalidade que enseje o cabimento do
recurso extraordinário. Incidência da Súmula 735 desta Corte.
Precedentes. II – Agravo regimental a que se nega provimento”
(ARE n 777.254/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, DJe de 2/12/13).
“Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Acórdão que manteve deferimento de tutela
antecipada. Incidência do Enunciado 735 da Súmula desta
Corte. 3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão
agravada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento”
(ARE n 769.183/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Gilmar Mendes, DJe de 29/11/13).
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 893510 ED / ES
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. LIMINAR OU
TUTELA ANTECIPADA: ATO DECISÓRIO NÃO DEFINITIVO.
INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 735 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI n 817.609/RJ-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 18/3/11).
“PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
RECURSOS
EXTRAORDINÁRIOS INTERPOSTOS CONTRA ACÓRDÃO
PROFERIDO PELO Superior Tribunal de Justiça NO REsp E NOS EMBARGOS DE
DIVERGÊNCIA. EFEITOS DA TUTELA ANTECIPADA. AÇÃO
DECLARATÓRIA DE NULIDADE DE ATO JURÍDICO.
PRESSUPOSTO DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO. ART.
5..., XXXVI, DA Constituição Federal de 1988. MATÉRIAS INFRACONSTITUCIONAIS.
OFENSA INDIRETA. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 735. 1. O recurso
extraordinário é inviável para debater matérias processuais
relativas a pressupostos de tutela antecipada e de
admissibilidade do recurso de embargos de divergência perante
o Superior Tribunal de Justiça. Precedentes. 2. Não cabe o apelo
extremo contra decisão que concede ou indefere provimentos
liminares. Súmula Supremo Tribunal Federal 735. 3. Agravo regimental improvido”
(AI n 430.873/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra
Ellen Gracie, DJe de 25/6/10).
“1. RECURSO. Agravo de instrumento. Inadmissibilidade.
Falta de prequestionamento. Comprovação de que a discussão
da matéria constitucional foi adequadamente provocada.
Decisão agravada. Reconsideração. Demonstrada a existência
do prequestionamento, deve ser reapreciado o recurso. 2.
RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Acórdão
recorrido que deu provimento a agravo de instrumento para
indeferir liminar, reformando decisão que deferira liminar na
ação cautelar originária para autorizar a parte agravante 'a
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 893510 ED / ES
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. LIMINAR OU
TUTELA ANTECIPADA: ATO DECISÓRIO NÃO DEFINITIVO.
INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 735 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI n 817.609/RJ-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 18/3/11).
“PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
RECURSOS
EXTRAORDINÁRIOS INTERPOSTOS CONTRA ACÓRDÃO
PROFERIDO PELO Superior Tribunal de Justiça NO REsp E NOS EMBARGOS DE
DIVERGÊNCIA. EFEITOS DA TUTELA ANTECIPADA. AÇÃO
DECLARATÓRIA DE NULIDADE DE ATO JURÍDICO.
PRESSUPOSTO DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO. ART.
5..., XXXVI, DA Constituição Federal de 1988. MATÉRIAS INFRACONSTITUCIONAIS.
OFENSA INDIRETA. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 735. 1. O recurso
extraordinário é inviável para debater matérias processuais
relativas a pressupostos de tutela antecipada e de
admissibilidade do recurso de embargos de divergência perante
o Superior Tribunal de Justiça. Precedentes. 2. Não cabe o apelo
extremo contra decisão que concede ou indefere provimentos
liminares. Súmula Supremo Tribunal Federal 735. 3. Agravo regimental improvido”
(AI n 430.873/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra
Ellen Gracie, DJe de 25/6/10).
“1. RECURSO. Agravo de instrumento. Inadmissibilidade.
Falta de prequestionamento. Comprovação de que a discussão
da matéria constitucional foi adequadamente provocada.
Decisão agravada. Reconsideração. Demonstrada a existência
do prequestionamento, deve ser reapreciado o recurso. 2.
RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Acórdão
recorrido que deu provimento a agravo de instrumento para
indeferir liminar, reformando decisão que deferira liminar na
ação cautelar originária para autorizar a parte agravante 'a
3
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 893510 ED / ES
participar com seus animais, de todos os eventos da raça
Mangalarga Marchador'. Aplicação da súmula 735. Agravo
improvido. Não cabe recurso extraordinário contra decisão que
defere ou indefere medida cautelar. 3. RECURSO.
Extraordinário. Inadmissibilidade. Jurisprudência assentada.
Ausência de razões consistentes. Decisão mantida. Agravo
regimental improvido. Nega-se provimento a agravo
regimental tendente a impugnar, sem razões consistentes,
decisão fundada em jurisprudência assente na Corte” (AI n
552.178/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Cezar
Peluso, DJe de 28/11/08).
Por outro lado, conforme consignado na decisão ora agravada, para
acolher a pretensão recursal no sentido da possibilidade do agravante
concorrer às vagas destinadas às pessoas com deficiência, seria necessário
reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos e analisar a legislação
infraconstitucional de regência, para o que não se presta o recurso
extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. A propósito,
anote-se:
“DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO.
RESERVA DE VAGAS PARA PORTADOR DE NECESSIDADES
ESPECIAIS. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL
SUFICIENTE PARA MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO
RECORRIDO. LEIS 8.112/1990 E 7.853/1989 E DECRETO
3.298/1999. APLICAÇÃO DA SÚMULA 283/Supremo Tribunal Federal. REEXAME DE
FATOS E PROVAS E ANÁLISE DO EDITAL DO CONCURSO
PÚBLICO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454/Supremo Tribunal Federal.
EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 12.9.2012. A suposta afronta aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais dependeria da análise de
legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário, considerada a
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 893510 ED / ES
participar com seus animais, de todos os eventos da raça
Mangalarga Marchador'. Aplicação da súmula 735. Agravo
improvido. Não cabe recurso extraordinário contra decisão que
defere ou indefere medida cautelar. 3. RECURSO.
Extraordinário. Inadmissibilidade. Jurisprudência assentada.
Ausência de razões consistentes. Decisão mantida. Agravo
regimental improvido. Nega-se provimento a agravo
regimental tendente a impugnar, sem razões consistentes,
decisão fundada em jurisprudência assente na Corte” (AI n
552.178/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Cezar
Peluso, DJe de 28/11/08).
Por outro lado, conforme consignado na decisão ora agravada, para
acolher a pretensão recursal no sentido da possibilidade do agravante
concorrer às vagas destinadas às pessoas com deficiência, seria necessário
reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos e analisar a legislação
infraconstitucional de regência, para o que não se presta o recurso
extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. A propósito,
anote-se:
“DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO.
RESERVA DE VAGAS PARA PORTADOR DE NECESSIDADES
ESPECIAIS. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL
SUFICIENTE PARA MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO
RECORRIDO. LEIS 8.112/1990 E 7.853/1989 E DECRETO
3.298/1999. APLICAÇÃO DA SÚMULA 283/Supremo Tribunal Federal. REEXAME DE
FATOS E PROVAS E ANÁLISE DO EDITAL DO CONCURSO
PÚBLICO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454/Supremo Tribunal Federal.
EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 12.9.2012. A suposta afronta aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais dependeria da análise de
legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário, considerada a
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 893510 ED / ES
disposição do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior. A jurisprudência
desta Corte não admite recurso extraordinário contra acórdão
que contém fundamento infraconstitucional suficiente e este se
torna imodificável. Aplicação da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal: ‘É
inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão
recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o
recurso não abrange todos eles’. Precedentes. Agravo
regimental conhecido e não provido” (Recurso Extraordinário n 855.573/SC-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de
26/3/15).
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Concurso público. Reserva de vagas para portadores de
deficiência física. Caracterização dessa condição. Legislação
infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas.
Impossibilidade. Precedentes. 1. Conquanto a Constituição
Federal haja assegurado a reserva de vagas para os
participantes de concurso público que possuam algum tipo de
deficiência física, a definição dos casos que se caracterizam
como deficiência para o citado fim compete à legislação
infraconstitucional, sendo certo que a verificação do
enquadramento do candidato nas hipóteses previstas em lei não
prescinde da análise do contexto fático. 2. Inadmissível, em
recurso
extraordinário,
a
análise
da
legislação
infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos
(Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal). 3. Agravo regimental não provido” (ARE
n 768.402/RJ-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de
20/2/14).
Nego provimento ao agravo regimental.
5
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Supremo Tribunal Federal
ARE 893510 ED / ES
disposição do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior. A jurisprudência
desta Corte não admite recurso extraordinário contra acórdão
que contém fundamento infraconstitucional suficiente e este se
torna imodificável. Aplicação da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal: ‘É
inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão
recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o
recurso não abrange todos eles’. Precedentes. Agravo
regimental conhecido e não provido” (Recurso Extraordinário n 855.573/SC-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de
26/3/15).
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Concurso público. Reserva de vagas para portadores de
deficiência física. Caracterização dessa condição. Legislação
infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas.
Impossibilidade. Precedentes. 1. Conquanto a Constituição
Federal haja assegurado a reserva de vagas para os
participantes de concurso público que possuam algum tipo de
deficiência física, a definição dos casos que se caracterizam
como deficiência para o citado fim compete à legislação
infraconstitucional, sendo certo que a verificação do
enquadramento do candidato nas hipóteses previstas em lei não
prescinde da análise do contexto fático. 2. Inadmissível, em
recurso
extraordinário,
a
análise
da
legislação
infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos
(Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal). 3. Agravo regimental não provido” (ARE
n 768.402/RJ-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de
20/2/14).
Nego provimento ao agravo regimental.
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Extrato de Ata - 30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.510
PROCED. : ESPÍRITO SANTO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) : RONALDSON GERALDO VALIATE MARTINS
ADV.(A/S) : TIAGO ROCON ZANETTI E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma, por votação unânime, converteu os embargos
de declaração em agravo regimental e a ele negou provimento, nos
termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 2... Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9070383
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.510
PROCED. : ESPÍRITO SANTO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) : RONALDSON GERALDO VALIATE MARTINS
ADV.(A/S) : TIAGO ROCON ZANETTI E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma, por votação unânime, converteu os embargos
de declaração em agravo regimental e a ele negou provimento, nos
termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias
Toffoli. 2... Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO",
"Súmula n 735 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n 735 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas ns 279 e 636 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 893510 ED / ES",
"ARE",
"Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"ARE 893510 ED / ES",
"Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"ARE 893510 ED / ES",
"Enunciados 279 e 454 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 805 . 255 / ES - AgR",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n . 738 . 145 - AgR",
"AI n . 482 . 317 - AgR",
"AI n . 646 . 103 - AgR",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 893510 ED / ES",
"Enunciados 279",
"ARE n 805 . 255 / ES - AgR",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n . 738 . 145 - AgR",
"AI n . 482 . 317 - AgR",
"AI n . 646 . 103 - AgR",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 893510 ED / ES",
"ARE n 658 . 703 / RJ - AgR",
"AI n 777 . 391 / RO",
"Súmula 279 deste Supremo Tribunal Federal",
"AI n 558 . 199 / MG - AgR",
"ARE 893510 ED / ES",
"ARE n 658 . 703 / RJ - AgR",
"AI n 777 . 391 / RO - AgR",
"Súmula 279 deste Supremo Tribunal Federal",
"AI n 558 . 199 / MG - AgR",
"ARE 893510 ED / ES",
"Súmulas ns 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 893510 ED / ES Turma",
"Súmulas ns 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM",
"Ação Ordinária n 2010 . 50 . 01 . 015485 - 2",
"Ação Ordinária n 2010 . 50 . 01 . 015485 - 2",
"Súmula n 735 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 735 DO Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 777 . 254 / SP - AgR",
"ARE n 769 . 183 / SP - AgR",
"ARE 893510 ED / ES",
"Súmula n 735 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 735 DO Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 777 . 254 / SP - AgR",
"ARE n 769 . 183 / SP - AgR",
"ARE",
"SÚMULA N . 735 DO SUPREMO",
"AI n 817 . 609 / RJ - AgR",
"AI n 430 . 873 / SP - AgR",
"ARE 893510 ED / ES",
"SÚMULA N . 735 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"AI n 817 . 609 / RJ - AgR",
"AI n 430 . 873 / SP - AgR",
"AI n 552 . 178 / MG - AgR",
"Súmulas ns 279 e 636 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 283 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULAS 279",
"ARE 893510 ED /",
"AI n 552 . 178 / MG - AgR",
"Súmulas ns 279",
"SÚMULA 283 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULAS 279 E 454 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 855 . 573 / SC - AgR",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 768 . 402 / RJ - AgR",
"ARE 893510 ED / ES",
"Súmula 283 /",
"Recurso Extraordinário n 855 . 573 / SC - AgR",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 768 . 402 / RJ - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 4 . . . , II , do Decreto n 3 . 298 / 99",
"Decreto 5 . 296 / 2004",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 4 . . . , II , do Decreto n 3 . 298 / 99",
"Decreto 5 . 296 / 2004",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto n 3 . 298 / 99",
"artigos 1 . . . , inciso III , 3 . . . , inciso I , 5 . . . , caput , 7 . . . , incisos XXX e XXXI , e 37 , inciso VIII , da Constituição Federal",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"Lei n 7 . 853 / 89",
"Decretos ns 3 . 298 / 99",
"5",
".",
"296",
"/",
"04",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso II do",
"artigo 4 . . . do Decreto n 3 . 298 / 99",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"Lei n 7 . 853 / 89",
"Decretos ns 3 . 298 / 99",
"5",
".",
"296",
"/",
"04",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 557 do Código de Processo Civil",
"ART . 37 , VIII , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"art . 37 , VIII , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 557 do Código de Processo Civil",
"ART . 37 , VIII , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"art . 37 , VIII , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"93 , inciso , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"93 , inciso , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 4 . . . , II , do Decreto n 5 . 298 / 2004",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 4 . . . , II , do Decreto n 5 . 298 / 2004",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 5 . . . , XXXVI , DA Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 5 . . . , XXXVI , DA Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEIS 8 . 112 / 1990",
"7",
".",
"853",
"/",
"1989",
"DECRETO 3 . 298 / 1999",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEIS 8 . 112 / 1990",
"7",
".",
"853",
"/",
"1989",
"DECRETO 3 . 298 / 1999",
"CONSTITUIÇÃO",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , ‘ a ’ , da Lei Maior",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , ‘ a ’ , da Lei Maior",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"ESPÍRITO SANTO",
"Brasília",
"Brasília",
"ESPÍRITO SANTO",
"ESPÍRITO SANTO",
"ESPÍRITO SANTO",
"ESPÍRITO SANTO",
"ESPÍRITO SANTO",
"ESPÍRITO SANTO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Quinta Turma",
"Tribunal Regional Federal da Segunda Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Quinta Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da Segunda Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"2",
".",
".",
"2",
".",
".",
"1",
".",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"5",
"União",
"CESPE",
"/",
"UNB",
"Ministério Público da União",
"/",
"MPU",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Vara Federal do Espírito Santo",
"União Federal",
"CESPE",
"/",
"UNB",
"Ministério Público da União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"RONALDSON GERALDO VALIATE MARTINS",
"TIAGO ROCON ZANETTI",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"RONALDSON GERALDO VALIATE MARTINS",
"TIAGO ROCON ZANETTI",
"DIAS TOFFOLI",
"Ronaldson Geraldo Valiate Martins",
"DIAS TOFFOLI",
"RONALDSON GERALDO VALIATE MARTINS",
"TIAGO ROCON ZANETTI",
"DIAS TOFFOLI",
"Ronaldson Geraldo Valiate Martins",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"Gilmar Mendes",
"CELSO DE MELLO",
"ELLEN GRACIE",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Gilmar Mendes",
"CELSO DE MELLO",
"ELLEN GRACIE",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Luiz Fux",
"Ellen Gracie",
"Luiz Fux",
"Ellen Gracie",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"DIAS TOFFOLI",
"Cezar Peluso",
"Cezar Peluso",
"DIAS TOFFOLI",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"RONALDSON GERALDO VALIATE MARTINS",
"TIAGO ROCON ZANETTI",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira",
"DIAS TOFFOLI",
"RONALDSON GERALDO VALIATE MARTINS",
"TIAGO ROCON ZANETTI",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"5",
"/",
"07",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"5",
"/",
"07",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"5",
"/",
"14",
"25",
".",
"02",
".",
"11",
"15",
".",
"03",
".",
"11",
"18",
".",
"03",
".",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"5",
"25",
".",
"02",
".",
"11",
"15",
".",
"03",
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"11",
"18",
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"03",
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"11",
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"2001",
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"8",
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"24",
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"2",
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"13",
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"08",
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"2001",
"2",
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"12",
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"18",
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"08",
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"18",
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"08",
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"2001",
"28",
"/",
"11",
"/",
"08",
"12",
".",
"9",
".",
"2012",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"28",
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"11",
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"08",
".",
"12",
".",
"9",
".",
"2012",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"26",
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"3",
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"14",
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"08",
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"2001",
"26",
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"3",
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"15",
"20",
"/",
"2",
"/",
"14",
"24",
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"08",
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"2001",
"30",
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"2015",
"30",
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"06",
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"2015",
"24",
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"08",
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"2001",
"30",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
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"08",
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"2001"
]
}
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Ementa e Acórdão
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.060 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:JORGE LUIS SOARES
ADV.(A/S)
:LINCOLN DEL BIANCO DE MENEZES CARVALHO
AGDO.(A/S)
:VICE-PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
EMENTA: PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO.
DECISÃO
DE TRIBUNAL SUPERIOR QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA
REPERCUSSÃO GERAL. JURISPRUDÊNCIA CONSOLIDADA DO PLENÁRIO DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL RECURSO DESPROVIDO.
1.
O Plenário do Supremo Tribunal Federal consolidou o
entendimento de que não é cabível reclamação ou agravo nos próprios
autos contra decisão do Tribunal de origem que aplica a sistemática da
repercussão geral, na forma do art. 543-B do CPC. Precedentes.
2.
A autoridade reclamada não admitiu o recurso
extraordinário, tendo em vista a inexistência de repercussão geral da
matéria nele versada (análise dos pressupostos de admissibilidade de
recurso da competência de Tribunal Superior - RE 598.365, Rel. Min.
Ayres Britto), bem como inexistência de ofensa ao art. 93, IX, da
Constituição Federal (RE 797.642-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski).
3.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8849470.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15
Ementa e Acórdão
RCL 19060 AGR / SP
Aurélio.
Brasília, 30 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
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Aurélio.
Brasília, 30 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15
Relatório
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.060 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:JORGE LUIS SOARES
ADV.(A/S)
:LINCOLN DEL BIANCO DE MENEZES CARVALHO
AGDO.(A/S)
:VICE-PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental, cujo objeto é decisão
monocrática por mim proferida, nos seguintes termos:
“Trata-se de reclamação, com pedido de medida liminar,
proposta contra decisão do Superior Tribunal de Justiça que
rejeitou o Agravo em Recurso Extraordinário 234.812.
A parte reclamante, em síntese, alega que compete
exclusivamente ao Supremo Tribunal Federal o julgamento do
agravo em recurso extraordinário (art. 102, caput, inciso III, a, da
Constituição Federal. Sustenta, ainda, que compete a esta Corte,
‘mediante deliberação de 2/3 dos seus membros, rejeitar recurso
extraordinário, sob fundamento de que a matéria arguida como
preliminar não representa repercussão geral, mesmo na hipótese da
existência de jurisprudência sobre o assunto.’
Liminar indeferida e, prestadas as informações, a
Procuradoria-Geral da República opinou pela improcedência da
reclamação.
Decido.
A sistemática da repercussão geral ainda vem gerando
Supremo Tribunal Federal
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30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.060 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:JORGE LUIS SOARES
ADV.(A/S)
:LINCOLN DEL BIANCO DE MENEZES CARVALHO
AGDO.(A/S)
:VICE-PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental, cujo objeto é decisão
monocrática por mim proferida, nos seguintes termos:
“Trata-se de reclamação, com pedido de medida liminar,
proposta contra decisão do Superior Tribunal de Justiça que
rejeitou o Agravo em Recurso Extraordinário 234.812.
A parte reclamante, em síntese, alega que compete
exclusivamente ao Supremo Tribunal Federal o julgamento do
agravo em recurso extraordinário (art. 102, caput, inciso III, a, da
Constituição Federal. Sustenta, ainda, que compete a esta Corte,
‘mediante deliberação de 2/3 dos seus membros, rejeitar recurso
extraordinário, sob fundamento de que a matéria arguida como
preliminar não representa repercussão geral, mesmo na hipótese da
existência de jurisprudência sobre o assunto.’
Liminar indeferida e, prestadas as informações, a
Procuradoria-Geral da República opinou pela improcedência da
reclamação.
Decido.
A sistemática da repercussão geral ainda vem gerando
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15
Relatório
RCL 19060 AGR / SP
algumas dúvidas e perplexidades, em particular quanto aos
recursos enquadrados no art. 543-B do CPC (i.e., aqueles que
envolvem controvérsias repetitivas ou passíveis de
multiplicação). Apenas com a prática será possível identificar e
solucionar todos os problemas gerados pelo novo sistema de
acesso à Corte.
Nada obstante, e sem prejuízo de qualquer adaptação que
o Tribunal venha a fazer, a verdade é que, no atual de estado de
coisas, a pretensão da parte reclamante vai de encontro à
jurisprudência desta Corte. Com efeito, o que se entende, até o
momento, é que a decisão de origem que aplica o regime do art.
543-B não é passível de revisão por este Tribunal, sendo cabível
apenas a interposição de agravo interno no âmbito do próprio
órgão de origem. Nesse sentido:
‘RECLAMAÇÃO.
SUPOSTA
APLICAÇÃO
INDEVIDA PELA PRESIDÊNCIA DO TRIBUNAL DE
ORIGEM DO INSTITUTO DA REPERCUSSÃO GERAL.
DECISÃO PROFERIDA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL NO JULGAMENTO DO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
576.336-RG/RO.
ALEGAÇÃO DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E DE AFRONTA À
SÚMULA STF 727. INOCORRÊNCIA. 1. Se não houve
juízo de admissibilidade do recurso extraordinário, não é
cabível a interposição do agravo de instrumento previsto
no art. 544 do Código de Processo Civil, razão pela qual
não há que falar em afronta à Súmula STF 727. 2. O
Plenário desta Corte decidiu, no julgamento da Ação
Cautelar 2.177-MC-QO/PE, que a jurisdição do Supremo
Tribunal Federal somente se inicia com a manutenção,
pelo Tribunal de origem, de decisão contrária ao
entendimento firmado no julgamento da repercussão
geral, nos termos do § 4º do art. 543-B do Código de
Processo Civil. 3. Fora dessa específica hipótese não há
previsão legal de cabimento de recurso ou de outro
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RCL 19060 AGR / SP
algumas dúvidas e perplexidades, em particular quanto aos
recursos enquadrados no art. 543-B do CPC (i.e., aqueles que
envolvem controvérsias repetitivas ou passíveis de
multiplicação). Apenas com a prática será possível identificar e
solucionar todos os problemas gerados pelo novo sistema de
acesso à Corte.
Nada obstante, e sem prejuízo de qualquer adaptação que
o Tribunal venha a fazer, a verdade é que, no atual de estado de
coisas, a pretensão da parte reclamante vai de encontro à
jurisprudência desta Corte. Com efeito, o que se entende, até o
momento, é que a decisão de origem que aplica o regime do art.
543-B não é passível de revisão por este Tribunal, sendo cabível
apenas a interposição de agravo interno no âmbito do próprio
órgão de origem. Nesse sentido:
‘RECLAMAÇÃO.
SUPOSTA
APLICAÇÃO
INDEVIDA PELA PRESIDÊNCIA DO TRIBUNAL DE
ORIGEM DO INSTITUTO DA REPERCUSSÃO GERAL.
DECISÃO PROFERIDA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL NO JULGAMENTO DO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
576.336-RG/RO.
ALEGAÇÃO DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E DE AFRONTA À
SÚMULA STF 727. INOCORRÊNCIA. 1. Se não houve
juízo de admissibilidade do recurso extraordinário, não é
cabível a interposição do agravo de instrumento previsto
no art. 544 do Código de Processo Civil, razão pela qual
não há que falar em afronta à Súmula STF 727. 2. O
Plenário desta Corte decidiu, no julgamento da Ação
Cautelar 2.177-MC-QO/PE, que a jurisdição do Supremo
Tribunal Federal somente se inicia com a manutenção,
pelo Tribunal de origem, de decisão contrária ao
entendimento firmado no julgamento da repercussão
geral, nos termos do § 4º do art. 543-B do Código de
Processo Civil. 3. Fora dessa específica hipótese não há
previsão legal de cabimento de recurso ou de outro
2
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
RCL 19060 AGR / SP
remédio processual para o Supremo Tribunal Federal. 4.
Inteligência dos arts. 543-B do Código de Processo Civil e
328-A do Regimento Interno do Supremo Tribunal
Federal. 5. Possibilidade de a parte que considerar
equivocada a aplicação da repercussão geral interpor
agravo interno perante o Tribunal de origem. 6.
Oportunidade de correção, no próprio âmbito do Tribunal
de origem, seja em juízo de retratação, seja por decisão
colegiada, do eventual equívoco. 7. Não-conhecimento da
presente reclamação e cassação da liminar anteriormente
deferida. 8. Determinação de envio dos autos ao Tribunal
de origem para seu processamento como agravo interno.
9. Autorização concedida à Secretaria desta Suprema
Corte para proceder à baixa imediata desta Reclamação.’
(Rcl 7.569 e 7.547, Rel. Min. Ellen Gracie)
‘Questão de Ordem. Repercussão Geral.
Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou
reclamação da decisão que aplica entendimento desta
Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal
de origem. Conversão do agravo de instrumento em
agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento
da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento
do disposto no § 3º do art. 543-B, do CPC, aplica decisão
de mérito do STF em questão de repercussão geral. 2. Ao
decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de
retratação no processo em que interposto o recurso
extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo
competência do STF, mas atribuição própria, de forma que
a remessa dos autos individualmente ao STF apenas se
justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver
expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor
aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto
assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das
matérias com repercussão geral dependerá da abrangência
da questão constitucional decidida. 4. Agravo de
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RCL 19060 AGR / SP
remédio processual para o Supremo Tribunal Federal. 4.
Inteligência dos arts. 543-B do Código de Processo Civil e
328-A do Regimento Interno do Supremo Tribunal
Federal. 5. Possibilidade de a parte que considerar
equivocada a aplicação da repercussão geral interpor
agravo interno perante o Tribunal de origem. 6.
Oportunidade de correção, no próprio âmbito do Tribunal
de origem, seja em juízo de retratação, seja por decisão
colegiada, do eventual equívoco. 7. Não-conhecimento da
presente reclamação e cassação da liminar anteriormente
deferida. 8. Determinação de envio dos autos ao Tribunal
de origem para seu processamento como agravo interno.
9. Autorização concedida à Secretaria desta Suprema
Corte para proceder à baixa imediata desta Reclamação.’
(Rcl 7.569 e 7.547, Rel. Min. Ellen Gracie)
‘Questão de Ordem. Repercussão Geral.
Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou
reclamação da decisão que aplica entendimento desta
Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal
de origem. Conversão do agravo de instrumento em
agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento
da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento
do disposto no § 3º do art. 543-B, do CPC, aplica decisão
de mérito do STF em questão de repercussão geral. 2. Ao
decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de
retratação no processo em que interposto o recurso
extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo
competência do STF, mas atribuição própria, de forma que
a remessa dos autos individualmente ao STF apenas se
justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver
expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor
aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto
assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das
matérias com repercussão geral dependerá da abrangência
da questão constitucional decidida. 4. Agravo de
3
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
RCL 19060 AGR / SP
instrumento que se converte em agravo regimental, a ser
decidido pelo tribunal de origem.’ (AI 760.358 QO, Rel.
Min. Gilmar Mendes)
Não há, assim, usurpação de competência do STF.
A propósito do assunto em exame, observo que
recentemente proferi voto-vista nas Rcls 11.408 e 11.427, Rel.
Min. Lewandowski, em que me manifestei pela manutenção da
jurisprudência atual, inclusive com aplicação de multa por
litigância de má-fé, ressalvadas apenas as hipóteses de
teratologia. O julgamento, porém, ainda não foi concluído, em
razão de pedido de vista do Min. Luiz Fux.
Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei nº 8.038/90 e
no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento à reclamação.”
2.
A parte agravante, em síntese, sustenta “que compete
exclusivamente ao Egrégio Supremo Tribunal Federal o julgamento do agravo em
recurso extraordinário”, que deve ser remetido imediatamente a esta Corte,
já que, “mediante deliberação de 2/3 dos seus membros, rejeitar recurso
extraordinário, sob o fundamento de que a matéria arguida como preliminar não
representa repercussão geral, mesmo na hipótese da existência de jurisprudência
sobre o assunto.”
3.
É o relatório.
4
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RCL 19060 AGR / SP
instrumento que se converte em agravo regimental, a ser
decidido pelo tribunal de origem.’ (AI 760.358 QO, Rel.
Min. Gilmar Mendes)
Não há, assim, usurpação de competência do STF.
A propósito do assunto em exame, observo que
recentemente proferi voto-vista nas Rcls 11.408 e 11.427, Rel.
Min. Lewandowski, em que me manifestei pela manutenção da
jurisprudência atual, inclusive com aplicação de multa por
litigância de má-fé, ressalvadas apenas as hipóteses de
teratologia. O julgamento, porém, ainda não foi concluído, em
razão de pedido de vista do Min. Luiz Fux.
Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei nº 8.038/90 e
no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento à reclamação.”
2.
A parte agravante, em síntese, sustenta “que compete
exclusivamente ao Egrégio Supremo Tribunal Federal o julgamento do agravo em
recurso extraordinário”, que deve ser remetido imediatamente a esta Corte,
já que, “mediante deliberação de 2/3 dos seus membros, rejeitar recurso
extraordinário, sob o fundamento de que a matéria arguida como preliminar não
representa repercussão geral, mesmo na hipótese da existência de jurisprudência
sobre o assunto.”
3.
É o relatório.
4
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.060 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo regimental não deve ser provido.
2.
A Ministra Laurita Vaz do Superior Tribunal de Justiça, na
qualidade de Vice-Presidente da Corte, inadmitiu o recurso
extraordinário interposto pelo reclamante, sob o fundamento de
inexistência de repercussão geral da matéria nele versada (análise de
pressuposto de admissibilidade de recurso da competência de Tribunal
Superior), bem como inexistência de ofensa ao art. 93, inciso IX, da
Constituição Federal.
3.
Inconformado com essa decisão, o reclamante interpôs
agravo nos próprios autos (Lei nº 12.322/20102) para que o Supremo
Tribunal Federal (e não o STJ) analisasse o cabimento do extraordinário.
Tal pretensão não foi conhecida pela Vice-Presidência do Superior
Tribunal de Justiça, tendo em vista a orientação jurisprudencial do
Plenário do Supremo Tribunal Federal, firmada no AI 760.358-QO, Rel.
Min. Gilmar Mendes.
4.
Esta reclamação constitucional foi ajuizada exatamente
contra esse último pronunciamento jurisdicional, com o objetivo de
provocar o conhecimento da matéria pelo Supremo Tribunal Federal.
5.
Nessas condições, não há como deixar de reconhecer que a
decisão ora agravada está em conformidade com a jurisprudência do
Plenário do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que não é cabível
reclamação ou mesmo agravo nos próprios autos contra decisão do
Tribunal de origem que aplica a sistemática da repercussão geral, na
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.060 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo regimental não deve ser provido.
2.
A Ministra Laurita Vaz do Superior Tribunal de Justiça, na
qualidade de Vice-Presidente da Corte, inadmitiu o recurso
extraordinário interposto pelo reclamante, sob o fundamento de
inexistência de repercussão geral da matéria nele versada (análise de
pressuposto de admissibilidade de recurso da competência de Tribunal
Superior), bem como inexistência de ofensa ao art. 93, inciso IX, da
Constituição Federal.
3.
Inconformado com essa decisão, o reclamante interpôs
agravo nos próprios autos (Lei nº 12.322/20102) para que o Supremo
Tribunal Federal (e não o STJ) analisasse o cabimento do extraordinário.
Tal pretensão não foi conhecida pela Vice-Presidência do Superior
Tribunal de Justiça, tendo em vista a orientação jurisprudencial do
Plenário do Supremo Tribunal Federal, firmada no AI 760.358-QO, Rel.
Min. Gilmar Mendes.
4.
Esta reclamação constitucional foi ajuizada exatamente
contra esse último pronunciamento jurisdicional, com o objetivo de
provocar o conhecimento da matéria pelo Supremo Tribunal Federal.
5.
Nessas condições, não há como deixar de reconhecer que a
decisão ora agravada está em conformidade com a jurisprudência do
Plenário do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que não é cabível
reclamação ou mesmo agravo nos próprios autos contra decisão do
Tribunal de origem que aplica a sistemática da repercussão geral, na
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
RCL 19060 AGR / SP
forma do art. 543-B do CPC. Vejam-se as seguintes ementas:
“RECLAMAÇÃO. SUPOSTA APLICAÇÃO INDEVIDA
PELA PRESIDÊNCIA DO TRIBUNAL DE ORIGEM DO
INSTITUTO DA REPERCUSSÃO GERAL. DECISÃO
PROFERIDA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL
NO
JULGAMENTO
DO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO 576.336-RG/RO. ALEGAÇÃO DE
USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL E DE AFRONTA À SÚMULA STF 727.
INOCORRÊNCIA.
1. Se não houve juízo de admissibilidade do recurso
extraordinário, não é cabível a interposição do agravo de
instrumento previsto no art. 544 do Código de Processo Civil,
razão pela qual não há que falar em afronta à Súmula STF 727.
2. O Plenário desta Corte decidiu, no julgamento da Ação
Cautelar 2.177-MC-QO/PE, que a jurisdição do Supremo
Tribunal Federal somente se inicia com a manutenção, pelo
Tribunal de origem, de decisão contrária ao entendimento
firmado no julgamento da repercussão geral, nos termos do § 4º
do art. 543-B do Código de Processo Civil.
3. Fora dessa específica hipótese não há previsão legal de
cabimento de recurso ou de outro remédio processual para o
Supremo Tribunal Federal.
4. Inteligência dos arts. 543-B do Código de Processo Civil
e 328-A do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal.
5. Possibilidade de a parte que considerar equivocada a
aplicação da repercussão geral interpor agravo interno perante
o Tribunal de origem.
6. Oportunidade de correção, no próprio âmbito do
Tribunal de origem, seja em juízo de retratação, seja por decisão
colegiada, do eventual equívoco.
7. Não-conhecimento da presente reclamação e cassação
da liminar anteriormente deferida.
8. Determinação de envio dos autos ao Tribunal de origem
para seu processamento como agravo interno.
2
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RCL 19060 AGR / SP
forma do art. 543-B do CPC. Vejam-se as seguintes ementas:
“RECLAMAÇÃO. SUPOSTA APLICAÇÃO INDEVIDA
PELA PRESIDÊNCIA DO TRIBUNAL DE ORIGEM DO
INSTITUTO DA REPERCUSSÃO GERAL. DECISÃO
PROFERIDA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL
NO
JULGAMENTO
DO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO 576.336-RG/RO. ALEGAÇÃO DE
USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL E DE AFRONTA À SÚMULA STF 727.
INOCORRÊNCIA.
1. Se não houve juízo de admissibilidade do recurso
extraordinário, não é cabível a interposição do agravo de
instrumento previsto no art. 544 do Código de Processo Civil,
razão pela qual não há que falar em afronta à Súmula STF 727.
2. O Plenário desta Corte decidiu, no julgamento da Ação
Cautelar 2.177-MC-QO/PE, que a jurisdição do Supremo
Tribunal Federal somente se inicia com a manutenção, pelo
Tribunal de origem, de decisão contrária ao entendimento
firmado no julgamento da repercussão geral, nos termos do § 4º
do art. 543-B do Código de Processo Civil.
3. Fora dessa específica hipótese não há previsão legal de
cabimento de recurso ou de outro remédio processual para o
Supremo Tribunal Federal.
4. Inteligência dos arts. 543-B do Código de Processo Civil
e 328-A do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal.
5. Possibilidade de a parte que considerar equivocada a
aplicação da repercussão geral interpor agravo interno perante
o Tribunal de origem.
6. Oportunidade de correção, no próprio âmbito do
Tribunal de origem, seja em juízo de retratação, seja por decisão
colegiada, do eventual equívoco.
7. Não-conhecimento da presente reclamação e cassação
da liminar anteriormente deferida.
8. Determinação de envio dos autos ao Tribunal de origem
para seu processamento como agravo interno.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
RCL 19060 AGR / SP
9. Autorização concedida à Secretaria desta Suprema
Corte para proceder à baixa imediata desta Reclamação.” (Rcl
7.569 e 7.547, Rel. Min. Ellen Gracie)
“Questão
de
Ordem.
Repercussão
Geral.
Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da
decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos
múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do
agravo de instrumento em agravo regimental.
1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do
tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3º
do art. 543-B, do CPC, aplica decisão de mérito do STF em
questão de repercussão geral.
2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de
retratação no processo em que interposto o recurso
extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo
competência do STF, mas atribuição própria, de forma que a
remessa dos autos individualmente ao STF apenas se justificará,
nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa
de retratação.
3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos
múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o
mérito das matérias com repercussão geral dependerá da
abrangência da questão constitucional decidida.
4. Agravo de instrumento que se converte em agravo
regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem.” (AI
760.358-QO, Rel. Min. Gilmar Mendes)
“AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. JUÍZO
DE ADMISSIBILIDADE PELO ÓRGÃO A QUO.
DESCABIMENTO DE AGRAVO NOS PRÓPRIOS AUTOS
CONTRA DECISÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM QUE
APLICA A REPERCUSSÃO GERAL. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-
se no sentido da inadmissibilidade da interposição de agravo
3
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RCL 19060 AGR / SP
9. Autorização concedida à Secretaria desta Suprema
Corte para proceder à baixa imediata desta Reclamação.” (Rcl
7.569 e 7.547, Rel. Min. Ellen Gracie)
“Questão
de
Ordem.
Repercussão
Geral.
Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da
decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos
múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do
agravo de instrumento em agravo regimental.
1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do
tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3º
do art. 543-B, do CPC, aplica decisão de mérito do STF em
questão de repercussão geral.
2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de
retratação no processo em que interposto o recurso
extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo
competência do STF, mas atribuição própria, de forma que a
remessa dos autos individualmente ao STF apenas se justificará,
nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa
de retratação.
3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos
múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o
mérito das matérias com repercussão geral dependerá da
abrangência da questão constitucional decidida.
4. Agravo de instrumento que se converte em agravo
regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem.” (AI
760.358-QO, Rel. Min. Gilmar Mendes)
“AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. JUÍZO
DE ADMISSIBILIDADE PELO ÓRGÃO A QUO.
DESCABIMENTO DE AGRAVO NOS PRÓPRIOS AUTOS
CONTRA DECISÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM QUE
APLICA A REPERCUSSÃO GERAL. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-
se no sentido da inadmissibilidade da interposição de agravo
3
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
RCL 19060 AGR / SP
nos próprios autos ou reclamação contra decisão do Tribunal a
quo que aplica a sistemática da repercussão geral, nos termos
do art. 543-A e art. 543-B, ambos do CPC.
2. In casu, o agravante alega que o juízo reclamado teria
usurpado a competência do Supremo Tribunal Federal, ao
negar processamento a agravo no Recurso Extraordinário
interposto contra julgado daquele Tribunal.
3. Agravo Regimental a que se nega provimento.” (Rcl
11.469-AgR, Rel. Min. Luiz Fux)”
“CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. DECISÃO DENEGATÓRIA DE
SEGUIMENTO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA
MATÉRIA RECONHECIDA. NÃO CABIMENTO DE
RECURSO OU RECLAMAÇÃO PARA O STF.
1. O Plenário desta Corte firmou o entendimento de que
não cabe recurso ou reclamação ao Supremo Tribunal Federal
para rever decisão do Tribunal de origem que aplica a
sistemática da repercussão geral, a menos que haja negativa
motivada do juiz em se retratar para seguir a decisão da
Suprema Corte. Precedentes.
2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl
13.508-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki).
6.
No caso, não há irregularidade ou mesmo erro grosseiro
que pudesse ensejar a flexibilização da orientação jurisprudencial
adotada pelo Plenário deste STF, inclusive porque nem mesmo seria
possível a adoção do princípio da fungibilidade recursal por parte da
autoridade reclamada.
7.
Com efeito, o agravo nos próprios autos foi interposto pelo
reclamante em 24.10.2014, e a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal somente admitiu a “utilização do princípio da fungibilidade para se
determinar a conversão em agravo regimental apenas para agravos de
instrumento e reclamações propostos anteriormente a 19.11.2009” (Rcl 9.471-
4
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RCL 19060 AGR / SP
nos próprios autos ou reclamação contra decisão do Tribunal a
quo que aplica a sistemática da repercussão geral, nos termos
do art. 543-A e art. 543-B, ambos do CPC.
2. In casu, o agravante alega que o juízo reclamado teria
usurpado a competência do Supremo Tribunal Federal, ao
negar processamento a agravo no Recurso Extraordinário
interposto contra julgado daquele Tribunal.
3. Agravo Regimental a que se nega provimento.” (Rcl
11.469-AgR, Rel. Min. Luiz Fux)”
“CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. DECISÃO DENEGATÓRIA DE
SEGUIMENTO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA
MATÉRIA RECONHECIDA. NÃO CABIMENTO DE
RECURSO OU RECLAMAÇÃO PARA O STF.
1. O Plenário desta Corte firmou o entendimento de que
não cabe recurso ou reclamação ao Supremo Tribunal Federal
para rever decisão do Tribunal de origem que aplica a
sistemática da repercussão geral, a menos que haja negativa
motivada do juiz em se retratar para seguir a decisão da
Suprema Corte. Precedentes.
2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl
13.508-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki).
6.
No caso, não há irregularidade ou mesmo erro grosseiro
que pudesse ensejar a flexibilização da orientação jurisprudencial
adotada pelo Plenário deste STF, inclusive porque nem mesmo seria
possível a adoção do princípio da fungibilidade recursal por parte da
autoridade reclamada.
7.
Com efeito, o agravo nos próprios autos foi interposto pelo
reclamante em 24.10.2014, e a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal somente admitiu a “utilização do princípio da fungibilidade para se
determinar a conversão em agravo regimental apenas para agravos de
instrumento e reclamações propostos anteriormente a 19.11.2009” (Rcl 9.471-
4
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
RCL 19060 AGR / SP
AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes). A decisão reclamada expressamente
consignou:
“Consoante a orientação firmada pela Suprema Corte, por
ocasião do julgamento do AI n.º 760.358 QO/SE (Tribunal Pleno,
Rel. Ministro GILMAR MENDES, DJe de 19/02/2010), é cabível
a interposição de agravo regimental, a ser apreciado pelo
Superior Tribunal de Justiça, contra decisão que indefere
liminarmente ou julga prejudicado recurso extraordinário
mediante a aplicação da sistemática da repercussão geral.
Portanto, pacificada a controvérsia, incabível a aplicação
do princípio da fungibilidade a partir do mencionado
julgamento (concluído em 19/11/2009), por não mais existir
dúvida quanto ao recurso cabível.”
8.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
9.
É como voto.
5
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RCL 19060 AGR / SP
AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes). A decisão reclamada expressamente
consignou:
“Consoante a orientação firmada pela Suprema Corte, por
ocasião do julgamento do AI n.º 760.358 QO/SE (Tribunal Pleno,
Rel. Ministro GILMAR MENDES, DJe de 19/02/2010), é cabível
a interposição de agravo regimental, a ser apreciado pelo
Superior Tribunal de Justiça, contra decisão que indefere
liminarmente ou julga prejudicado recurso extraordinário
mediante a aplicação da sistemática da repercussão geral.
Portanto, pacificada a controvérsia, incabível a aplicação
do princípio da fungibilidade a partir do mencionado
julgamento (concluído em 19/11/2009), por não mais existir
dúvida quanto ao recurso cabível.”
8.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
9.
É como voto.
5
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.060 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, devemos
admitir algum remédio jurídico para corrigir a observância errônea do
precedente, pelo Tribunal de origem, na repercussão geral.
Tenho admitido a reclamação. Assim o faço no Gabinete.
Por isso, estou divergindo do Relator para prover o Agravo
Regimental na Reclamação nº 19.060. Apenas cedo quando o próprio
Relator afirma não ter havido erronia, no Tribunal de origem, quanto ao
nosso pronunciamento, mas não é o caso. Por isso, estou provendo o
agravo.
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.060 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, devemos
admitir algum remédio jurídico para corrigir a observância errônea do
precedente, pelo Tribunal de origem, na repercussão geral.
Tenho admitido a reclamação. Assim o faço no Gabinete.
Por isso, estou divergindo do Relator para prover o Agravo
Regimental na Reclamação nº 19.060. Apenas cedo quando o próprio
Relator afirma não ter havido erronia, no Tribunal de origem, quanto ao
nosso pronunciamento, mas não é o caso. Por isso, estou provendo o
agravo.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15
Voto - MIN. ROSA WEBER
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.060 SÃO PAULO
VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - E essa
questão ficou em aberto, não é Ministro?
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Não, ficou
assentada no Plenário, Ministro Marco Aurélio divergindo.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Não,
em aberto ao longo da evolução. Por isso eu faço esse registro em função
do voto, agora, do Ministro Marco Aurélio, porque, quando eu estava no
Tribunal Superior do Trabalho, o Supremo Tribunal Federal devolveu ao
Tribunal Superior do Trabalho um sem número de agravos, dizendo
exatamente "a eventual aplicação incorreta do regime da repercussão geral na
origem há de ser solucionada definitivamente na origem" e aí foram todos
convertidos em agravos regimentais e foram levados ao Órgão Especial
do Tribunal Superior do Trabalho.
Agora, com o passar do tempo, até em função dessas erronias - nós,
volta e meia, também nos equivocamos aqui e terminamos entendendo o
paradigma adequado, ou não-, conseguimos resolver de uma outra
forma.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Chegamos à
conclusão de que aqueles processos anteriores a 2009 desafiariam o
agravo, por isso devolvemos. Os posteriores, a meu ver, desafiam a
reclamação. Devemos examinar se procede, ou não, a argumentação de
observância errada do que assentado sob o ângulo da repercussão geral,
isso para que a parte não fique manietada, sem acesso ao Supremo. Caso
contrário, estaremos transformando os tribunais do País em Supremos.
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.060 SÃO PAULO
VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - E essa
questão ficou em aberto, não é Ministro?
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Não, ficou
assentada no Plenário, Ministro Marco Aurélio divergindo.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Não,
em aberto ao longo da evolução. Por isso eu faço esse registro em função
do voto, agora, do Ministro Marco Aurélio, porque, quando eu estava no
Tribunal Superior do Trabalho, o Supremo Tribunal Federal devolveu ao
Tribunal Superior do Trabalho um sem número de agravos, dizendo
exatamente "a eventual aplicação incorreta do regime da repercussão geral na
origem há de ser solucionada definitivamente na origem" e aí foram todos
convertidos em agravos regimentais e foram levados ao Órgão Especial
do Tribunal Superior do Trabalho.
Agora, com o passar do tempo, até em função dessas erronias - nós,
volta e meia, também nos equivocamos aqui e terminamos entendendo o
paradigma adequado, ou não-, conseguimos resolver de uma outra
forma.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Chegamos à
conclusão de que aqueles processos anteriores a 2009 desafiariam o
agravo, por isso devolvemos. Os posteriores, a meu ver, desafiam a
reclamação. Devemos examinar se procede, ou não, a argumentação de
observância errada do que assentado sob o ângulo da repercussão geral,
isso para que a parte não fique manietada, sem acesso ao Supremo. Caso
contrário, estaremos transformando os tribunais do País em Supremos.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15
Voto - MIN. ROSA WEBER
RCL 19060 AGR / SP
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Lá,
aquela decisão foi de 2009. Mas, como acabou de lembrar o Ministro Luís
Roberto, o tema voltou agora recentemente ao Plenário, e terminamos
optando por...
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu mesmo
pedi vista, impressionado com esse argumento do Ministro Marco
Aurélio, e pensei, mas, no fundo, acabamos optando por esta fórmula de
o agravo dever ser interposto na origem, e com a válvula de escape de
que, em situações teratológicas, poderíamos consertar.
Mas o que eu concluí, acompanhando a maioria, é que, se nós
admitíssemos por rotina a reclamação, o que nós nos livramos no recurso
extraordinário íamos acumular nas reclamações.
O argumento do Ministro Marco Aurélio impressiona, e por isso eu
pedi vista, mas não consegui pensar uma solução alternativa e
acompanhei o Plenário.
2
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RCL 19060 AGR / SP
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Lá,
aquela decisão foi de 2009. Mas, como acabou de lembrar o Ministro Luís
Roberto, o tema voltou agora recentemente ao Plenário, e terminamos
optando por...
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu mesmo
pedi vista, impressionado com esse argumento do Ministro Marco
Aurélio, e pensei, mas, no fundo, acabamos optando por esta fórmula de
o agravo dever ser interposto na origem, e com a válvula de escape de
que, em situações teratológicas, poderíamos consertar.
Mas o que eu concluí, acompanhando a maioria, é que, se nós
admitíssemos por rotina a reclamação, o que nós nos livramos no recurso
extraordinário íamos acumular nas reclamações.
O argumento do Ministro Marco Aurélio impressiona, e por isso eu
pedi vista, mas não consegui pensar uma solução alternativa e
acompanhei o Plenário.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15
Extrato de Ata - 30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.060
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : JORGE LUIS SOARES
ADV.(A/S) : LINCOLN DEL BIANCO DE MENEZES CARVALHO
AGDO.(A/S) : VICE-PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa
Weber. 1ª Turma, 30.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.060
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : JORGE LUIS SOARES
ADV.(A/S) : LINCOLN DEL BIANCO DE MENEZES CARVALHO
AGDO.(A/S) : VICE-PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa
Weber. 1ª Turma, 30.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9194352
| 2015-06-30T00:00:00
| 2015-08-21T00:00:00
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Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 30.6.2015.
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AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
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ementa: Processo Penal. Agravo Regimental. Reclamação. Decisão de Tribunal Superior que Aplica a Sistemática da Repercussão Geral. Jurisprudência Consolidada do Plenário do Supremo Tribunal Federal Recurso Desprovido.
1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento de que não é cabível reclamação ou agravo nos próprios autos contra decisão do Tribunal de origem que aplica a sistemática da repercussão geral, na forma do art. 543-B do CPC. Precedentes.
2. A autoridade reclamada não admitiu o recurso extraordinário, tendo em vista a inexistência de repercussão geral da matéria nele versada (análise dos pressupostos de admissibilidade de recurso da competência de Tribunal Superior - RE 598.365, Rel. Min. Ayres Britto), bem como inexistência de ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal (RE 797.642-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski).
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
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sjur316074
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- Acórdão(s) citado(s):
(PRESSUPOSTO DE ADMISSIBILIDADE, RECURSO, COMPETÊNCIA, TRIBUNAL DIVERSO)
RE 598365 RG.
(FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO)
ARE 797642 AgR (2ªT).
(RECURSO, DECISÃO, APLICAÇÃO, REPERCUSSÃO GERAL)
Rcl 7547 (TP), Rcl 7569 (TP), AI 760358 QO (TP), Rcl 13508 AgR (TP), Rcl 11469 AgR (TP).
(PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE)
Rcl 9471 AgR (2ªT).
Número de páginas: 15.
Análise: 02/09/2015, JRS.
Revisão: 30/11/2015, KBP.
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ROBERTO BARROSO
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Primeira Turma
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19060
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543B\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n",
"LEG-FED LEI-012322 ANO-2010\n LEI ORDINÁRIA"
] |
Rcl-AgR
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acordaos
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Rcl 19060 AgR
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[
""
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AGTE.(S) : JORGE LUIS SOARES
ADV.(A/S) : LINCOLN DEL BIANCO DE MENEZES CARVALHO
AGDO.(A/S) : VICE-PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.060 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:JORGE LUIS SOARES
ADV.(A/S)
:LINCOLN DEL BIANCO DE MENEZES CARVALHO
AGDO.(A/S)
:VICE-PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
EMENTA: PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO.
DECISÃO
DE TRIBUNAL SUPERIOR QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA
REPERCUSSÃO GERAL. JURISPRUDÊNCIA CONSOLIDADA DO PLENÁRIO DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL RECURSO DESPROVIDO.
1.
O Plenário do Supremo Tribunal Federal consolidou o
entendimento de que não é cabível reclamação ou agravo nos próprios
autos contra decisão do Tribunal de origem que aplica a sistemática da
repercussão geral, na forma do art. 543-B do Código de Processo Civil. Precedentes.
2.
A autoridade reclamada não admitiu o recurso
extraordinário, tendo em vista a inexistência de repercussão geral da
matéria nele versada (análise dos pressupostos de admissibilidade de
recurso da competência de Tribunal Superior - Recurso Extraordinário 598.365, Rel. Min.
Ayres Britto), bem como inexistência de ofensa ao art. 93, IX, da
Constituição Federal (Recurso Extraordinário 797.642-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski).
3.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Ementa e Acórdão
RCL 19060 AGR / SP
Aurélio.
Brasília, 30 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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RCL 19060 AGR / SP
Aurélio.
Brasília, 30 de junho de 2015.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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Relatório
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.060 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:JORGE LUIS SOARES
ADV.(A/S)
:LINCOLN DEL BIANCO DE MENEZES CARVALHO
AGDO.(A/S)
:VICE-PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental, cujo objeto é decisão
monocrática por mim proferida, nos seguintes termos:
“Trata-se de reclamação, com pedido de medida liminar,
proposta contra decisão do Superior Tribunal de Justiça que
rejeitou o Agravo em Recurso Extraordinário 234.812.
A parte reclamante, em síntese, alega que compete
exclusivamente ao Supremo Tribunal Federal o julgamento do
agravo em recurso extraordinário (art. 102, caput, inciso III, a, da
Constituição Federal. Sustenta, ainda, que compete a esta Corte,
‘mediante deliberação de 2/3 dos seus membros, rejeitar recurso
extraordinário, sob fundamento de que a matéria arguida como
preliminar não representa repercussão geral, mesmo na hipótese da
existência de jurisprudência sobre o assunto.’
Liminar indeferida e, prestadas as informações, a
Procuradoria-Geral da República opinou pela improcedência da
reclamação.
Decido.
A sistemática da repercussão geral ainda vem gerando
Supremo Tribunal Federal
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30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.060 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:JORGE LUIS SOARES
ADV.(A/S)
:LINCOLN DEL BIANCO DE MENEZES CARVALHO
AGDO.(A/S)
:VICE-PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental, cujo objeto é decisão
monocrática por mim proferida, nos seguintes termos:
“Trata-se de reclamação, com pedido de medida liminar,
proposta contra decisão do Superior Tribunal de Justiça que
rejeitou o Agravo em Recurso Extraordinário 234.812.
A parte reclamante, em síntese, alega que compete
exclusivamente ao Supremo Tribunal Federal o julgamento do
agravo em recurso extraordinário (art. 102, caput, inciso III, a, da
Constituição Federal. Sustenta, ainda, que compete a esta Corte,
‘mediante deliberação de 2/3 dos seus membros, rejeitar recurso
extraordinário, sob fundamento de que a matéria arguida como
preliminar não representa repercussão geral, mesmo na hipótese da
existência de jurisprudência sobre o assunto.’
Liminar indeferida e, prestadas as informações, a
Procuradoria-Geral da República opinou pela improcedência da
reclamação.
Decido.
A sistemática da repercussão geral ainda vem gerando
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
RCL 19060 AGR / SP
algumas dúvidas e perplexidades, em particular quanto aos
recursos enquadrados no art. 543-B do Código de Processo Civil (i.e., aqueles que
envolvem controvérsias repetitivas ou passíveis de
multiplicação). Apenas com a prática será possível identificar e
solucionar todos os problemas gerados pelo novo sistema de
acesso à Corte.
Nada obstante, e sem prejuízo de qualquer adaptação que
o Tribunal venha a fazer, a verdade é que, no atual de estado de
coisas, a pretensão da parte reclamante vai de encontro à
jurisprudência desta Corte. Com efeito, o que se entende, até o
momento, é que a decisão de origem que aplica o regime do art.
543-B não é passível de revisão por este Tribunal, sendo cabível
apenas a interposição de agravo interno no âmbito do próprio
órgão de origem. Nesse sentido:
‘RECLAMAÇÃO.
SUPOSTA
APLICAÇÃO
INDEVIDA PELA PRESIDÊNCIA DO TRIBUNAL DE
ORIGEM DO INSTITUTO DA REPERCUSSÃO GERAL.
DECISÃO PROFERIDA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL NO JULGAMENTO DO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
576.336-RG/RO.
ALEGAÇÃO DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E DE AFRONTA À
SÚMULA Supremo Tribunal Federal 727. INOCORRÊNCIA. 1. Se não houve
juízo de admissibilidade do recurso extraordinário, não é
cabível a interposição do agravo de instrumento previsto
no art. 544 do Código de Processo Civil, razão pela qual
não há que falar em afronta à Súmula Supremo Tribunal Federal 727. 2. O
Plenário desta Corte decidiu, no julgamento da Ação
Cautelar 2.177-MC-QO/PE, que a jurisdição do Supremo
Tribunal Federal somente se inicia com a manutenção,
pelo Tribunal de origem, de decisão contrária ao
entendimento firmado no julgamento da repercussão
geral, nos termos do § 4... do art. 543-B do Código de
Processo Civil. 3. Fora dessa específica hipótese não há
previsão legal de cabimento de recurso ou de outro
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RCL 19060 AGR / SP
algumas dúvidas e perplexidades, em particular quanto aos
recursos enquadrados no art. 543-B do Código de Processo Civil (i.e., aqueles que
envolvem controvérsias repetitivas ou passíveis de
multiplicação). Apenas com a prática será possível identificar e
solucionar todos os problemas gerados pelo novo sistema de
acesso à Corte.
Nada obstante, e sem prejuízo de qualquer adaptação que
o Tribunal venha a fazer, a verdade é que, no atual de estado de
coisas, a pretensão da parte reclamante vai de encontro à
jurisprudência desta Corte. Com efeito, o que se entende, até o
momento, é que a decisão de origem que aplica o regime do art.
543-B não é passível de revisão por este Tribunal, sendo cabível
apenas a interposição de agravo interno no âmbito do próprio
órgão de origem. Nesse sentido:
‘RECLAMAÇÃO.
SUPOSTA
APLICAÇÃO
INDEVIDA PELA PRESIDÊNCIA DO TRIBUNAL DE
ORIGEM DO INSTITUTO DA REPERCUSSÃO GERAL.
DECISÃO PROFERIDA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL NO JULGAMENTO DO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
576.336-RG/RO.
ALEGAÇÃO DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E DE AFRONTA À
SÚMULA Supremo Tribunal Federal 727. INOCORRÊNCIA. 1. Se não houve
juízo de admissibilidade do recurso extraordinário, não é
cabível a interposição do agravo de instrumento previsto
no art. 544 do Código de Processo Civil, razão pela qual
não há que falar em afronta à Súmula Supremo Tribunal Federal 727. 2. O
Plenário desta Corte decidiu, no julgamento da Ação
Cautelar 2.177-MC-QO/PE, que a jurisdição do Supremo
Tribunal Federal somente se inicia com a manutenção,
pelo Tribunal de origem, de decisão contrária ao
entendimento firmado no julgamento da repercussão
geral, nos termos do § 4... do art. 543-B do Código de
Processo Civil. 3. Fora dessa específica hipótese não há
previsão legal de cabimento de recurso ou de outro
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15
Relatório
RCL 19060 AGR / SP
remédio processual para o Supremo Tribunal Federal. 4.
Inteligência dos arts. 543-B do Código de Processo Civil e
328-A do Regimento Interno do Supremo Tribunal
Federal. 5. Possibilidade de a parte que considerar
equivocada a aplicação da repercussão geral interpor
agravo interno perante o Tribunal de origem. 6.
Oportunidade de correção, no próprio âmbito do Tribunal
de origem, seja em juízo de retratação, seja por decisão
colegiada, do eventual equívoco. 7. Não-conhecimento da
presente reclamação e cassação da liminar anteriormente
deferida. 8. Determinação de envio dos autos ao Tribunal
de origem para seu processamento como agravo interno.
9. Autorização concedida à Secretaria desta Suprema
Corte para proceder à baixa imediata desta Reclamação.’
(Rcl 7.569 e 7.547, Rel. Min. Ellen Gracie)
‘Questão de Ordem. Repercussão Geral.
Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou
reclamação da decisão que aplica entendimento desta
Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal
de origem. Conversão do agravo de instrumento em
agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento
da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento
do disposto no § 3... do art. 543-B, do Código de Processo Civil, aplica decisão
de mérito do Supremo Tribunal Federal em questão de repercussão geral. 2. Ao
decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de
retratação no processo em que interposto o recurso
extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo
competência do Supremo Tribunal Federal, mas atribuição própria, de forma que
a remessa dos autos individualmente ao Supremo Tribunal Federal apenas se
justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver
expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor
aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto
assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das
matérias com repercussão geral dependerá da abrangência
da questão constitucional decidida. 4. Agravo de
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RCL 19060 AGR / SP
remédio processual para o Supremo Tribunal Federal. 4.
Inteligência dos arts. 543-B do Código de Processo Civil e
328-A do Regimento Interno do Supremo Tribunal
Federal. 5. Possibilidade de a parte que considerar
equivocada a aplicação da repercussão geral interpor
agravo interno perante o Tribunal de origem. 6.
Oportunidade de correção, no próprio âmbito do Tribunal
de origem, seja em juízo de retratação, seja por decisão
colegiada, do eventual equívoco. 7. Não-conhecimento da
presente reclamação e cassação da liminar anteriormente
deferida. 8. Determinação de envio dos autos ao Tribunal
de origem para seu processamento como agravo interno.
9. Autorização concedida à Secretaria desta Suprema
Corte para proceder à baixa imediata desta Reclamação.’
(Rcl 7.569 e 7.547, Rel. Min. Ellen Gracie)
‘Questão de Ordem. Repercussão Geral.
Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou
reclamação da decisão que aplica entendimento desta
Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal
de origem. Conversão do agravo de instrumento em
agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento
da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento
do disposto no § 3... do art. 543-B, do Código de Processo Civil, aplica decisão
de mérito do Supremo Tribunal Federal em questão de repercussão geral. 2. Ao
decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de
retratação no processo em que interposto o recurso
extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo
competência do Supremo Tribunal Federal, mas atribuição própria, de forma que
a remessa dos autos individualmente ao Supremo Tribunal Federal apenas se
justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver
expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor
aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto
assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das
matérias com repercussão geral dependerá da abrangência
da questão constitucional decidida. 4. Agravo de
3
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
RCL 19060 AGR / SP
instrumento que se converte em agravo regimental, a ser
decidido pelo tribunal de origem.’ (AI 760.358 QO, Rel.
Min. Gilmar Mendes)
Não há, assim, usurpação de competência do Supremo Tribunal Federal.
A propósito do assunto em exame, observo que
recentemente proferi voto-vista nas Rcls 11.408 e 11.427, Rel.
Min. Lewandowski, em que me manifestei pela manutenção da
jurisprudência atual, inclusive com aplicação de multa por
litigância de má-fé, ressalvadas apenas as hipóteses de
teratologia. O julgamento, porém, ainda não foi concluído, em
razão de pedido de vista do Min. Luiz Fux.
Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei n 8.038/90 e
no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento à reclamação.”
2.
A parte agravante, em síntese, sustenta “que compete
exclusivamente ao Egrégio Supremo Tribunal Federal o julgamento do agravo em
recurso extraordinário”, que deve ser remetido imediatamente a esta Corte,
já que, “mediante deliberação de 2/3 dos seus membros, rejeitar recurso
extraordinário, sob o fundamento de que a matéria arguida como preliminar não
representa repercussão geral, mesmo na hipótese da existência de jurisprudência
sobre o assunto.”
3.
É o relatório.
4
Supremo Tribunal Federal
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RCL 19060 AGR / SP
instrumento que se converte em agravo regimental, a ser
decidido pelo tribunal de origem.’ (AI 760.358 QO, Rel.
Min. Gilmar Mendes)
Não há, assim, usurpação de competência do Supremo Tribunal Federal.
A propósito do assunto em exame, observo que
recentemente proferi voto-vista nas Rcls 11.408 e 11.427, Rel.
Min. Lewandowski, em que me manifestei pela manutenção da
jurisprudência atual, inclusive com aplicação de multa por
litigância de má-fé, ressalvadas apenas as hipóteses de
teratologia. O julgamento, porém, ainda não foi concluído, em
razão de pedido de vista do Min. Luiz Fux.
Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei n 8.038/90 e
no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento à reclamação.”
2.
A parte agravante, em síntese, sustenta “que compete
exclusivamente ao Egrégio Supremo Tribunal Federal o julgamento do agravo em
recurso extraordinário”, que deve ser remetido imediatamente a esta Corte,
já que, “mediante deliberação de 2/3 dos seus membros, rejeitar recurso
extraordinário, sob o fundamento de que a matéria arguida como preliminar não
representa repercussão geral, mesmo na hipótese da existência de jurisprudência
sobre o assunto.”
3.
É o relatório.
4
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.060 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo regimental não deve ser provido.
2.
A Ministra Laurita Vaz do Superior Tribunal de Justiça, na
qualidade de Vice-Presidente da Corte, inadmitiu o recurso
extraordinário interposto pelo reclamante, sob o fundamento de
inexistência de repercussão geral da matéria nele versada (análise de
pressuposto de admissibilidade de recurso da competência de Tribunal
Superior), bem como inexistência de ofensa ao art. 93, inciso IX, da
Constituição Federal.
3.
Inconformado com essa decisão, o reclamante interpôs
agravo nos próprios autos (Lei n 12.322/20102) para que o Supremo
Tribunal Federal (e não o Superior Tribunal de Justiça) analisasse o cabimento do extraordinário.
Tal pretensão não foi conhecida pela Vice-Presidência do Superior
Tribunal de Justiça, tendo em vista a orientação jurisprudencial do
Plenário do Supremo Tribunal Federal, firmada no AI 760.358-QO, Rel.
Min. Gilmar Mendes.
4.
Esta reclamação constitucional foi ajuizada exatamente
contra esse último pronunciamento jurisdicional, com o objetivo de
provocar o conhecimento da matéria pelo Supremo Tribunal Federal.
5.
Nessas condições, não há como deixar de reconhecer que a
decisão ora agravada está em conformidade com a jurisprudência do
Plenário do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que não é cabível
reclamação ou mesmo agravo nos próprios autos contra decisão do
Tribunal de origem que aplica a sistemática da repercussão geral, na
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.060 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo regimental não deve ser provido.
2.
A Ministra Laurita Vaz do Superior Tribunal de Justiça, na
qualidade de Vice-Presidente da Corte, inadmitiu o recurso
extraordinário interposto pelo reclamante, sob o fundamento de
inexistência de repercussão geral da matéria nele versada (análise de
pressuposto de admissibilidade de recurso da competência de Tribunal
Superior), bem como inexistência de ofensa ao art. 93, inciso IX, da
Constituição Federal.
3.
Inconformado com essa decisão, o reclamante interpôs
agravo nos próprios autos (Lei n 12.322/20102) para que o Supremo
Tribunal Federal (e não o Superior Tribunal de Justiça) analisasse o cabimento do extraordinário.
Tal pretensão não foi conhecida pela Vice-Presidência do Superior
Tribunal de Justiça, tendo em vista a orientação jurisprudencial do
Plenário do Supremo Tribunal Federal, firmada no AI 760.358-QO, Rel.
Min. Gilmar Mendes.
4.
Esta reclamação constitucional foi ajuizada exatamente
contra esse último pronunciamento jurisdicional, com o objetivo de
provocar o conhecimento da matéria pelo Supremo Tribunal Federal.
5.
Nessas condições, não há como deixar de reconhecer que a
decisão ora agravada está em conformidade com a jurisprudência do
Plenário do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que não é cabível
reclamação ou mesmo agravo nos próprios autos contra decisão do
Tribunal de origem que aplica a sistemática da repercussão geral, na
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
RCL 19060 AGR / SP
forma do art. 543-B do Código de Processo Civil. Vejam-se as seguintes ementas:
“RECLAMAÇÃO. SUPOSTA APLICAÇÃO INDEVIDA
PELA PRESIDÊNCIA DO TRIBUNAL DE ORIGEM DO
INSTITUTO DA REPERCUSSÃO GERAL. DECISÃO
PROFERIDA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL
NO
JULGAMENTO
DO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO 576.336-RG/RO. ALEGAÇÃO DE
USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL E DE AFRONTA À SÚMULA Supremo Tribunal Federal 727.
INOCORRÊNCIA.
1. Se não houve juízo de admissibilidade do recurso
extraordinário, não é cabível a interposição do agravo de
instrumento previsto no art. 544 do Código de Processo Civil,
razão pela qual não há que falar em afronta à Súmula Supremo Tribunal Federal 727.
2. O Plenário desta Corte decidiu, no julgamento da Ação
Cautelar 2.177-MC-QO/PE, que a jurisdição do Supremo
Tribunal Federal somente se inicia com a manutenção, pelo
Tribunal de origem, de decisão contrária ao entendimento
firmado no julgamento da repercussão geral, nos termos do § 4...
do art. 543-B do Código de Processo Civil.
3. Fora dessa específica hipótese não há previsão legal de
cabimento de recurso ou de outro remédio processual para o
Supremo Tribunal Federal.
4. Inteligência dos arts. 543-B do Código de Processo Civil
e 328-A do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal.
5. Possibilidade de a parte que considerar equivocada a
aplicação da repercussão geral interpor agravo interno perante
o Tribunal de origem.
6. Oportunidade de correção, no próprio âmbito do
Tribunal de origem, seja em juízo de retratação, seja por decisão
colegiada, do eventual equívoco.
7. Não-conhecimento da presente reclamação e cassação
da liminar anteriormente deferida.
8. Determinação de envio dos autos ao Tribunal de origem
para seu processamento como agravo interno.
2
Supremo Tribunal Federal
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RCL 19060 AGR / SP
forma do art. 543-B do Código de Processo Civil. Vejam-se as seguintes ementas:
“RECLAMAÇÃO. SUPOSTA APLICAÇÃO INDEVIDA
PELA PRESIDÊNCIA DO TRIBUNAL DE ORIGEM DO
INSTITUTO DA REPERCUSSÃO GERAL. DECISÃO
PROFERIDA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL
NO
JULGAMENTO
DO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO 576.336-RG/RO. ALEGAÇÃO DE
USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL E DE AFRONTA À SÚMULA Supremo Tribunal Federal 727.
INOCORRÊNCIA.
1. Se não houve juízo de admissibilidade do recurso
extraordinário, não é cabível a interposição do agravo de
instrumento previsto no art. 544 do Código de Processo Civil,
razão pela qual não há que falar em afronta à Súmula Supremo Tribunal Federal 727.
2. O Plenário desta Corte decidiu, no julgamento da Ação
Cautelar 2.177-MC-QO/PE, que a jurisdição do Supremo
Tribunal Federal somente se inicia com a manutenção, pelo
Tribunal de origem, de decisão contrária ao entendimento
firmado no julgamento da repercussão geral, nos termos do § 4...
do art. 543-B do Código de Processo Civil.
3. Fora dessa específica hipótese não há previsão legal de
cabimento de recurso ou de outro remédio processual para o
Supremo Tribunal Federal.
4. Inteligência dos arts. 543-B do Código de Processo Civil
e 328-A do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal.
5. Possibilidade de a parte que considerar equivocada a
aplicação da repercussão geral interpor agravo interno perante
o Tribunal de origem.
6. Oportunidade de correção, no próprio âmbito do
Tribunal de origem, seja em juízo de retratação, seja por decisão
colegiada, do eventual equívoco.
7. Não-conhecimento da presente reclamação e cassação
da liminar anteriormente deferida.
8. Determinação de envio dos autos ao Tribunal de origem
para seu processamento como agravo interno.
2
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
RCL 19060 AGR / SP
9. Autorização concedida à Secretaria desta Suprema
Corte para proceder à baixa imediata desta Reclamação.” (Rcl
7.569 e 7.547, Rel. Min. Ellen Gracie)
“Questão
de
Ordem.
Repercussão
Geral.
Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da
decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos
múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do
agravo de instrumento em agravo regimental.
1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do
tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3...
do art. 543-B, do Código de Processo Civil, aplica decisão de mérito do Supremo Tribunal Federal em
questão de repercussão geral.
2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de
retratação no processo em que interposto o recurso
extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo
competência do Supremo Tribunal Federal, mas atribuição própria, de forma que a
remessa dos autos individualmente ao Supremo Tribunal Federal apenas se justificará,
nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa
de retratação.
3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos
múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o
mérito das matérias com repercussão geral dependerá da
abrangência da questão constitucional decidida.
4. Agravo de instrumento que se converte em agravo
regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem.” (AI
760.358-QO, Rel. Min. Gilmar Mendes)
“AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. JUÍZO
DE ADMISSIBILIDADE PELO ÓRGÃO A QUO.
DESCABIMENTO DE AGRAVO NOS PRÓPRIOS AUTOS
CONTRA DECISÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM QUE
APLICA A REPERCUSSÃO GERAL. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-
se no sentido da inadmissibilidade da interposição de agravo
3
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RCL 19060 AGR / SP
9. Autorização concedida à Secretaria desta Suprema
Corte para proceder à baixa imediata desta Reclamação.” (Rcl
7.569 e 7.547, Rel. Min. Ellen Gracie)
“Questão
de
Ordem.
Repercussão
Geral.
Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da
decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos
múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do
agravo de instrumento em agravo regimental.
1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do
tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3...
do art. 543-B, do Código de Processo Civil, aplica decisão de mérito do Supremo Tribunal Federal em
questão de repercussão geral.
2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de
retratação no processo em que interposto o recurso
extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo
competência do Supremo Tribunal Federal, mas atribuição própria, de forma que a
remessa dos autos individualmente ao Supremo Tribunal Federal apenas se justificará,
nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa
de retratação.
3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos
múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o
mérito das matérias com repercussão geral dependerá da
abrangência da questão constitucional decidida.
4. Agravo de instrumento que se converte em agravo
regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem.” (AI
760.358-QO, Rel. Min. Gilmar Mendes)
“AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. JUÍZO
DE ADMISSIBILIDADE PELO ÓRGÃO A QUO.
DESCABIMENTO DE AGRAVO NOS PRÓPRIOS AUTOS
CONTRA DECISÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM QUE
APLICA A REPERCUSSÃO GERAL. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-
se no sentido da inadmissibilidade da interposição de agravo
3
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
RCL 19060 AGR / SP
nos próprios autos ou reclamação contra decisão do Tribunal a
quo que aplica a sistemática da repercussão geral, nos termos
do art. 543-A e art. 543-B, ambos do Código de Processo Civil.
2. In casu, o agravante alega que o juízo reclamado teria
usurpado a competência do Supremo Tribunal Federal, ao
negar processamento a agravo no Recurso Extraordinário
interposto contra julgado daquele Tribunal.
3. Agravo Regimental a que se nega provimento.” (Rcl
11.469-AgR, Rel. Min. Luiz Fux)”
“CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. DECISÃO DENEGATÓRIA DE
SEGUIMENTO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA
MATÉRIA RECONHECIDA. NÃO CABIMENTO DE
RECURSO OU RECLAMAÇÃO PARA O Supremo Tribunal Federal.
1. O Plenário desta Corte firmou o entendimento de que
não cabe recurso ou reclamação ao Supremo Tribunal Federal
para rever decisão do Tribunal de origem que aplica a
sistemática da repercussão geral, a menos que haja negativa
motivada do juiz em se retratar para seguir a decisão da
Suprema Corte. Precedentes.
2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl
13.508-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki).
6.
No caso, não há irregularidade ou mesmo erro grosseiro
que pudesse ensejar a flexibilização da orientação jurisprudencial
adotada pelo Plenário deste Supremo Tribunal Federal, inclusive porque nem mesmo seria
possível a adoção do princípio da fungibilidade recursal por parte da
autoridade reclamada.
7.
Com efeito, o agravo nos próprios autos foi interposto pelo
reclamante em 24.10.2014, e a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal somente admitiu a “utilização do princípio da fungibilidade para se
determinar a conversão em agravo regimental apenas para agravos de
instrumento e reclamações propostos anteriormente a 19.11.2009” (Rcl 9.471-
4
Supremo Tribunal Federal
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RCL 19060 AGR / SP
nos próprios autos ou reclamação contra decisão do Tribunal a
quo que aplica a sistemática da repercussão geral, nos termos
do art. 543-A e art. 543-B, ambos do Código de Processo Civil.
2. In casu, o agravante alega que o juízo reclamado teria
usurpado a competência do Supremo Tribunal Federal, ao
negar processamento a agravo no Recurso Extraordinário
interposto contra julgado daquele Tribunal.
3. Agravo Regimental a que se nega provimento.” (Rcl
11.469-AgR, Rel. Min. Luiz Fux)”
“CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. DECISÃO DENEGATÓRIA DE
SEGUIMENTO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA
MATÉRIA RECONHECIDA. NÃO CABIMENTO DE
RECURSO OU RECLAMAÇÃO PARA O Supremo Tribunal Federal.
1. O Plenário desta Corte firmou o entendimento de que
não cabe recurso ou reclamação ao Supremo Tribunal Federal
para rever decisão do Tribunal de origem que aplica a
sistemática da repercussão geral, a menos que haja negativa
motivada do juiz em se retratar para seguir a decisão da
Suprema Corte. Precedentes.
2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl
13.508-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki).
6.
No caso, não há irregularidade ou mesmo erro grosseiro
que pudesse ensejar a flexibilização da orientação jurisprudencial
adotada pelo Plenário deste Supremo Tribunal Federal, inclusive porque nem mesmo seria
possível a adoção do princípio da fungibilidade recursal por parte da
autoridade reclamada.
7.
Com efeito, o agravo nos próprios autos foi interposto pelo
reclamante em 24.10.2014, e a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal somente admitiu a “utilização do princípio da fungibilidade para se
determinar a conversão em agravo regimental apenas para agravos de
instrumento e reclamações propostos anteriormente a 19.11.2009” (Rcl 9.471-
4
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
RCL 19060 AGR / SP
AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes). A decisão reclamada expressamente
consignou:
“Consoante a orientação firmada pela Suprema Corte, por
ocasião do julgamento do AI n. 760.358 QO/SE (Tribunal Pleno,
Rel. Ministro GILMAR MENDES, DJe de 19/02/2010), é cabível
a interposição de agravo regimental, a ser apreciado pelo
Superior Tribunal de Justiça, contra decisão que indefere
liminarmente ou julga prejudicado recurso extraordinário
mediante a aplicação da sistemática da repercussão geral.
Portanto, pacificada a controvérsia, incabível a aplicação
do princípio da fungibilidade a partir do mencionado
julgamento (concluído em 19/11/2009), por não mais existir
dúvida quanto ao recurso cabível.”
8.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
9.
É como voto.
5
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RCL 19060 AGR / SP
AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes). A decisão reclamada expressamente
consignou:
“Consoante a orientação firmada pela Suprema Corte, por
ocasião do julgamento do AI n. 760.358 QO/SE (Tribunal Pleno,
Rel. Ministro GILMAR MENDES, DJe de 19/02/2010), é cabível
a interposição de agravo regimental, a ser apreciado pelo
Superior Tribunal de Justiça, contra decisão que indefere
liminarmente ou julga prejudicado recurso extraordinário
mediante a aplicação da sistemática da repercussão geral.
Portanto, pacificada a controvérsia, incabível a aplicação
do princípio da fungibilidade a partir do mencionado
julgamento (concluído em 19/11/2009), por não mais existir
dúvida quanto ao recurso cabível.”
8.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
9.
É como voto.
5
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.060 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, devemos
admitir algum remédio jurídico para corrigir a observância errônea do
precedente, pelo Tribunal de origem, na repercussão geral.
Tenho admitido a reclamação. Assim o faço no Gabinete.
Por isso, estou divergindo do Relator para prover o Agravo
Regimental na Reclamação n 19.060. Apenas cedo quando o próprio
Relator afirma não ter havido erronia, no Tribunal de origem, quanto ao
nosso pronunciamento, mas não é o caso. Por isso, estou provendo o
agravo.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9184277.
Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.060 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, devemos
admitir algum remédio jurídico para corrigir a observância errônea do
precedente, pelo Tribunal de origem, na repercussão geral.
Tenho admitido a reclamação. Assim o faço no Gabinete.
Por isso, estou divergindo do Relator para prover o Agravo
Regimental na Reclamação n 19.060. Apenas cedo quando o próprio
Relator afirma não ter havido erronia, no Tribunal de origem, quanto ao
nosso pronunciamento, mas não é o caso. Por isso, estou provendo o
agravo.
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Voto - MIN. ROSA WEBER
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.060 SÃO PAULO
VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - E essa
questão ficou em aberto, não é Ministro?
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Não, ficou
assentada no Plenário, Ministro Marco Aurélio divergindo.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Não,
em aberto ao longo da evolução. Por isso eu faço esse registro em função
do voto, agora, do Ministro Marco Aurélio, porque, quando eu estava no
Tribunal Superior do Trabalho, o Supremo Tribunal Federal devolveu ao
Tribunal Superior do Trabalho um sem número de agravos, dizendo
exatamente "a eventual aplicação incorreta do regime da repercussão geral na
origem há de ser solucionada definitivamente na origem" e aí foram todos
convertidos em agravos regimentais e foram levados ao Órgão Especial
do Tribunal Superior do Trabalho.
Agora, com o passar do tempo, até em função dessas erronias - nós,
volta e meia, também nos equivocamos aqui e terminamos entendendo o
paradigma adequado, ou não-, conseguimos resolver de uma outra
forma.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Chegamos à
conclusão de que aqueles processos anteriores a 2009 desafiariam o
agravo, por isso devolvemos. Os posteriores, a meu ver, desafiam a
reclamação. Devemos examinar se procede, ou não, a argumentação de
observância errada do que assentado sob o ângulo da repercussão geral,
isso para que a parte não fique manietada, sem acesso ao Supremo. Caso
contrário, estaremos transformando os tribunais do País em Supremos.
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.060 SÃO PAULO
VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - E essa
questão ficou em aberto, não é Ministro?
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Não, ficou
assentada no Plenário, Ministro Marco Aurélio divergindo.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Não,
em aberto ao longo da evolução. Por isso eu faço esse registro em função
do voto, agora, do Ministro Marco Aurélio, porque, quando eu estava no
Tribunal Superior do Trabalho, o Supremo Tribunal Federal devolveu ao
Tribunal Superior do Trabalho um sem número de agravos, dizendo
exatamente "a eventual aplicação incorreta do regime da repercussão geral na
origem há de ser solucionada definitivamente na origem" e aí foram todos
convertidos em agravos regimentais e foram levados ao Órgão Especial
do Tribunal Superior do Trabalho.
Agora, com o passar do tempo, até em função dessas erronias - nós,
volta e meia, também nos equivocamos aqui e terminamos entendendo o
paradigma adequado, ou não-, conseguimos resolver de uma outra
forma.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Chegamos à
conclusão de que aqueles processos anteriores a 2009 desafiariam o
agravo, por isso devolvemos. Os posteriores, a meu ver, desafiam a
reclamação. Devemos examinar se procede, ou não, a argumentação de
observância errada do que assentado sob o ângulo da repercussão geral,
isso para que a parte não fique manietada, sem acesso ao Supremo. Caso
contrário, estaremos transformando os tribunais do País em Supremos.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15
Voto - MIN. ROSA WEBER
RCL 19060 AGR / SP
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Lá,
aquela decisão foi de 2009. Mas, como acabou de lembrar o Ministro Luís
Roberto, o tema voltou agora recentemente ao Plenário, e terminamos
optando por...
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu mesmo
pedi vista, impressionado com esse argumento do Ministro Marco
Aurélio, e pensei, mas, no fundo, acabamos optando por esta fórmula de
o agravo dever ser interposto na origem, e com a válvula de escape de
que, em situações teratológicas, poderíamos consertar.
Mas o que eu concluí, acompanhando a maioria, é que, se nós
admitíssemos por rotina a reclamação, o que nós nos livramos no recurso
extraordinário íamos acumular nas reclamações.
O argumento do Ministro Marco Aurélio impressiona, e por isso eu
pedi vista, mas não consegui pensar uma solução alternativa e
acompanhei o Plenário.
2
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Supremo Tribunal Federal
RCL 19060 AGR / SP
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE) - Lá,
aquela decisão foi de 2009. Mas, como acabou de lembrar o Ministro Luís
Roberto, o tema voltou agora recentemente ao Plenário, e terminamos
optando por...
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu mesmo
pedi vista, impressionado com esse argumento do Ministro Marco
Aurélio, e pensei, mas, no fundo, acabamos optando por esta fórmula de
o agravo dever ser interposto na origem, e com a válvula de escape de
que, em situações teratológicas, poderíamos consertar.
Mas o que eu concluí, acompanhando a maioria, é que, se nós
admitíssemos por rotina a reclamação, o que nós nos livramos no recurso
extraordinário íamos acumular nas reclamações.
O argumento do Ministro Marco Aurélio impressiona, e por isso eu
pedi vista, mas não consegui pensar uma solução alternativa e
acompanhei o Plenário.
2
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Extrato de Ata - 30/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.060
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : JORGE LUIS SOARES
ADV.(A/S) : LINCOLN DEL BIANCO DE MENEZES CARVALHO
AGDO.(A/S) : VICE-PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa
Weber. 1... Turma, 30.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9077126
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 19.060
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : JORGE LUIS SOARES
ADV.(A/S) : LINCOLN DEL BIANCO DE MENEZES CARVALHO
AGDO.(A/S) : VICE-PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa
Weber. 1... Turma, 30.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e
Edson Fachin.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECLAMAÇÃO 19 . 060",
"Recurso Extraordinário 598 . 365",
"797",
".",
"642",
"-",
"AgR",
"RECLAMAÇÃO 19 . 060",
"Recurso Extraordinário 234 . 812",
"RECLAMAÇÃO 19 . 060",
"RCL 19060 AGR / SP",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 576 . 336 - RG / RO",
"Ação Cautelar 2 . 177 - MC - QO / PE",
"Ação Cautelar 2 . 177 - MC - QO / PE",
"Rcl 7 . 569",
"7",
".",
"547",
"Rcl 7 . 569",
"7",
".",
"547",
"AI 760 . 358 QO",
"Rcls 11 . 408",
"AI 760 . 358 QO",
"Rcls 11 . 408",
"AI 760 . 358",
"AI 760 . 358 - QO",
"RECURSO",
"Ação Cautelar 2 . 177 - MC - QO / PE",
"Ação Cautelar 2 . 177 - MC - QO / PE",
"Rcl 7 . 569",
"547",
"AI 760 . 358 - QO",
"Rcl 7 . 569",
"7",
".",
"547",
"AI 760 . 358 - QO",
"RCL 19060 AGR / SP",
"Rcl 11 . 469 - AgR",
"Rcl 13 . 508 - AgR",
"Rcl 9 . 471 - 4",
"Rcl 11 . 469 - AgR",
"Rcl 13 . 508 - AgR",
"Rcl 9 . 471 - 4",
"AI n . 760 . 358 QO / SE",
"RCL 19060 AGR / SP AgR",
"AI n . 760 . 358 QO / SE",
"RECLAMAÇÃO"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , caput , inciso III , a , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , caput , inciso III , a , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"art . 544 do Código de Processo Civil",
"§ 4 . . . do art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"art . 544 do Código de Processo Civil",
"§ 4 . . . do art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 543 - B do Código de Processo Civil",
"328",
"-",
"A do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"§ 3 . . . do art . 543 - B , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 543 - B do Código de Processo Civil",
"328",
"-",
"A do",
"§ 3 . . . do art . 543 - B , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 38 da Lei n 8 . 038 / 90",
"art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 38 da Lei n 8 . 038 / 90",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , inciso IX , da Constituição Federal",
"Lei n 12 . 322 / 20102",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , inciso IX , da Constituição Federal",
"Lei n 12 . 322 / 20102",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"art . 544 do Código de Processo Civil",
"§ 4 . . . do art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"arts . 543 - B do Código de Processo Civil",
"328",
"-",
"A do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"art . 544 do Código de Processo Civil",
"§ 4 . . . do art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"arts . 543 - B do Código de Processo Civil",
"328",
"-",
"A do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§ 3 . . . do art . 543 - B , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§ 3 . . . do art . 543 - B , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - A e art . 543 - B , ambos do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - A e art . 543 - B , ambos do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Supremo Tribunal Federal",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário desta",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"TRIBUNAL DE ORIGEM DO INSTITUTO DA REPERCUSSÃO GERAL",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema Corte",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema Corte",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"RCL",
"Supremo Tribunal Federal",
"RI",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Vice",
"-",
"Presidência",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"TRIBUNAL",
"INSTITUTO DA REPERCUSSÃO GERAL",
"PLENÁRIO",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"RCL",
"SP",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema Corte",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"RCL",
"/",
"SP",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema Corte",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema Corte",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema Corte",
"Plenário deste Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"RCL",
"/",
"SP",
"Suprema Corte",
"Tribunal Pleno",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema Corte",
"Tribunal Pleno",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Plenário",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Órgão Especial do Tribunal Superior do Trabalho",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Plenário",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Órgão Especial do Tribunal Superior do Trabalho",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"JORGE LUIS SOARES",
"LINCOLN DEL BIANCO DE MENEZES CARVALHO",
"Ayres Britto",
"Ricardo Lewandowski",
"Rosa Weber",
"Marco",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"JORGE LUIS SOARES",
"LINCOLN DEL BIANCO DE MENEZES CARVALHO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"JORGE LUIS SOARES",
"LINCOLN DEL BIANCO DE MENEZES CARVALHO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"Gilmar Mendes",
"Lewandowski",
"Luiz Fux",
"Gilmar Mendes",
"Lewandowski",
"Luiz Fux",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Laurita Vaz",
"Gilmar Mendes",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Laurita Vaz",
"Gilmar Mendes",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"Ellen Gracie",
"Gilmar Mendes",
"Ellen Gracie",
"Gilmar Mendes",
"ROBERTO BARROSO",
"Luiz Fux",
"Teori Zavascki",
"Luiz Fux",
"Teori Zavascki",
"ROBERTO BARROSO",
"Gilmar Mendes",
"GILMAR MENDES",
"Gilmar Mendes",
"GILMAR MENDES",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Marco Aurélio",
"ROSA WEBER",
"Marco Aurélio",
"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Marco Aurélio",
"ROSA WEBER",
"Marco Aurélio",
"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"Luís Roberto",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"ROSA WEBER",
"Luís Roberto",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"ROBERTO BARROSO",
"JORGE LUIS SOARES",
"LINCOLN DEL BIANCO DE MENEZES CARVALHO",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"JORGE LUIS SOARES",
"LINCOLN DEL BIANCO DE MENEZES CARVALHO",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Edson Fachin",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
".",
"10",
".",
"2014",
"19",
".",
"11",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
".",
"10",
".",
"2014",
"19",
".",
"11",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"02",
"/",
"2010",
"19",
"/",
"11",
"/",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"02",
"/",
"2010",
"19",
"/",
"11",
"/",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"30",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
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Ementa e Acórdão
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 125.878 MINAS GERAIS
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:BRUNO RODRIGUES DE ARAUJO
IMPTE.(S)
:MARCELO LEONARDO E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO RHC Nº 54.348 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA
HABEAS CORPUS.
PROCESSO PENAL. CRIMES DE
ESTELIONATO, ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA E FALSIFICAÇÃO DE
DOCUMENTO PÚBLICO. CÓDIGO PENAL, ARTIGOS 171, 288 E 297.
PRISÃO
PREVENTIVA.
CONCESSÃO
DE
LIBERDADE
PROVISÓRIA SUPERVENIENTE. PERDA DE OBJETO.
1. A concessão de liberdade provisória superveniente implica a
perda de objeto do writ impetrado com o objetivo de revogar a prisão
cautelar anteriormente decretada .
2. Ordem de habeas corpus prejudicada, com extinção do feito sem
resolução do mérito.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
julgar prejudicada a impetração, com extinção do feito sem resolução do
mérito, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 09 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 125.878 MINAS GERAIS
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:BRUNO RODRIGUES DE ARAUJO
IMPTE.(S)
:MARCELO LEONARDO E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO RHC Nº 54.348 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): 1. Trata-se de habeas
corpus, com pedido de liminar, impetrado por Marcelo Leonardo e outros
em favor de Bruno Rodrigues de Araújo, contra decisão monocrática da
lavra do Ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça, que
indeferiu a liminar no RHC 54.348/MG.
2. O paciente foi preso preventivamente, em 06.8.2014. Denunciado
pela suposta prática, em tese, dos crimes de estelionato (duas vezes),
associação criminosa, falsificação de documento público (dezessete vezes)
– arts. 171, 288 e 297 do Código Penal -, teve indeferido pelo Juízo de
Direito da Vara Criminal da Comarca de Pirapora/MG seu pedido de
revogação da prisão preventiva e denegada a ordem no habeas corpus
impetrado perante o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais.
3. No presente writ, a Defesa pugna, preliminarmente, pelo
afastamento da Súmula 691/STF à falta de fundamentação idônea da
prisão preventiva e dos pressupostos da constrição cautelar. Invoca a
existência de circunstâncias favoráveis ao paciente, como primariedade,
bons antecedentes e residência fixa, e requer a revogação da prisão
preventiva e, sucessivamente, a aplicação das medidas cautelares do art.
319 do Código de Processo Penal.
4. Em 19.12.2014, indeferi o pedido de liminar.
5. Parecer do Ministério Público Federal, da lavra do Subprocurador-
Geral da República Edson Oliveira de Almeida, pelo não conhecimento
do habeas corpus.
6. Expedido telegrama para dar ciência da data de sessão de
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 125.878 MINAS GERAIS
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:BRUNO RODRIGUES DE ARAUJO
IMPTE.(S)
:MARCELO LEONARDO E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO RHC Nº 54.348 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): 1. Trata-se de habeas
corpus, com pedido de liminar, impetrado por Marcelo Leonardo e outros
em favor de Bruno Rodrigues de Araújo, contra decisão monocrática da
lavra do Ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça, que
indeferiu a liminar no RHC 54.348/MG.
2. O paciente foi preso preventivamente, em 06.8.2014. Denunciado
pela suposta prática, em tese, dos crimes de estelionato (duas vezes),
associação criminosa, falsificação de documento público (dezessete vezes)
– arts. 171, 288 e 297 do Código Penal -, teve indeferido pelo Juízo de
Direito da Vara Criminal da Comarca de Pirapora/MG seu pedido de
revogação da prisão preventiva e denegada a ordem no habeas corpus
impetrado perante o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais.
3. No presente writ, a Defesa pugna, preliminarmente, pelo
afastamento da Súmula 691/STF à falta de fundamentação idônea da
prisão preventiva e dos pressupostos da constrição cautelar. Invoca a
existência de circunstâncias favoráveis ao paciente, como primariedade,
bons antecedentes e residência fixa, e requer a revogação da prisão
preventiva e, sucessivamente, a aplicação das medidas cautelares do art.
319 do Código de Processo Penal.
4. Em 19.12.2014, indeferi o pedido de liminar.
5. Parecer do Ministério Público Federal, da lavra do Subprocurador-
Geral da República Edson Oliveira de Almeida, pelo não conhecimento
do habeas corpus.
6. Expedido telegrama para dar ciência da data de sessão de
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Relatório
HC 125878 / MG
julgamento do feito.
7. Em 08.6.2015, às 19h24, a Defesa, por intermédio da Petição STF
28.742, informa que o magistrado de primeiro grau, no dia 09.3.2015,
determinou a expedição do alvará de soltura em favor do paciente.
Requer que o presente writ seja julgado prejudicado por perda de objeto.
É o relatório.
2
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HC 125878 / MG
julgamento do feito.
7. Em 08.6.2015, às 19h24, a Defesa, por intermédio da Petição STF
28.742, informa que o magistrado de primeiro grau, no dia 09.3.2015,
determinou a expedição do alvará de soltura em favor do paciente.
Requer que o presente writ seja julgado prejudicado por perda de objeto.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. ROSA WEBER
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 125.878 MINAS GERAIS
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente habeas
corpus diz com a validade da prisão preventiva decretada em desfavor do
paciente.
Em consulta ao sítio eletrônico do Tribunal de Justiça do Estado de
Minas Gerais, constato que, em 09.3.2015, o Juiz de Direito da Vara
Criminal da Comarca de Pirapora/MG, nos autos da Ação Penal 0020703-
09.2015.8.13.0512, concedeu liberdade provisória ao ora paciente Bruno
Rodrigues de Araújo com o comando de expedição do respectivo alvará
de soltura.
Desse modo, tendo em vista não mais subsistir o constrangimento
ilegal apontado na inicial, fica evidente a perda de objeto, razão por que
julgo prejudicado o presente writ, extinguindo o feito sem resolução de
mérito.
É como voto.
Supremo Tribunal Federal
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09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 125.878 MINAS GERAIS
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente habeas
corpus diz com a validade da prisão preventiva decretada em desfavor do
paciente.
Em consulta ao sítio eletrônico do Tribunal de Justiça do Estado de
Minas Gerais, constato que, em 09.3.2015, o Juiz de Direito da Vara
Criminal da Comarca de Pirapora/MG, nos autos da Ação Penal 0020703-
09.2015.8.13.0512, concedeu liberdade provisória ao ora paciente Bruno
Rodrigues de Araújo com o comando de expedição do respectivo alvará
de soltura.
Desse modo, tendo em vista não mais subsistir o constrangimento
ilegal apontado na inicial, fica evidente a perda de objeto, razão por que
julgo prejudicado o presente writ, extinguindo o feito sem resolução de
mérito.
É como voto.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Aditamento ao Voto
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 125.878 MINAS GERAIS
ADITAMENTO AO VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE E
RELATORA) - Senhores Ministros, como o processo já estava incluído
em pauta para hoje, eu o mantive. Normalmente, decidiria
monocraticamente. Na última hora de ontem, o advogado informou que
já houve a concessão da ordem pelo juízo de primeiro grau, o que implica
prejuízo a este habeas corpus. É isso que é requerido e que o site do
Tribunal de origem também revela.
Por isso, proponho que a Turma julgue prejudicada a ordem de
habeas corpus, com a extinção do feito sem a resolução do mérito.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 125.878 MINAS GERAIS
ADITAMENTO AO VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE E
RELATORA) - Senhores Ministros, como o processo já estava incluído
em pauta para hoje, eu o mantive. Normalmente, decidiria
monocraticamente. Na última hora de ontem, o advogado informou que
já houve a concessão da ordem pelo juízo de primeiro grau, o que implica
prejuízo a este habeas corpus. É isso que é requerido e que o site do
Tribunal de origem também revela.
Por isso, proponho que a Turma julgue prejudicada a ordem de
habeas corpus, com a extinção do feito sem a resolução do mérito.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Extrato de Ata - 09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 125.878
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : BRUNO RODRIGUES DE ARAUJO
IMPTE.(S) : MARCELO LEONARDO E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO RHC Nº 54.348 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: A Turma julgou prejudicada a impetração, com extinção
do feito sem resolução do mérito, nos termos do voto da Relatora.
Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma,
9.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 125.878
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : BRUNO RODRIGUES DE ARAUJO
IMPTE.(S) : MARCELO LEONARDO E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO RHC Nº 54.348 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: A Turma julgou prejudicada a impetração, com extinção
do feito sem resolução do mérito, nos termos do voto da Relatora.
Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma,
9.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8773086
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9003051
| 2015-06-09T00:00:00
| 2015-08-03T00:00:00
|
A Turma julgou prejudicada a impetração, com extinção do feito sem resolução do mérito, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 9.6.2015.
|
HABEAS CORPUS
|
EMENTA
HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. CRIMES DE ESTELIONATO, ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA E FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO. CÓDIGO PENAL, ARTIGOS 171, 288 E 297. PRISÃO PREVENTIVA. CONCESSÃO DE LIBERDADE PROVISÓRIA SUPERVENIENTE. PERDA DE OBJETO.
1. A concessão de liberdade provisória superveniente implica a perda de objeto do writ impetrado com o objetivo de revogar a prisão cautelar anteriormente decretada .
2. Ordem de habeas corpus prejudicada, com extinção do feito sem resolução do mérito.
|
sjur313573
|
Número de páginas: 6.
Análise: 04/08/2015, MAD.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
125878
|
[
"LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00171 ART-00288 ART-00297\n CP-1940 CÓDIGO PENAL"
] |
HC
|
acordaos
|
HC 125878
|
[
""
] |
PACTE.(S) : BRUNO RODRIGUES DE ARAUJO
IMPTE.(S) : MARCELO LEONARDO E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO RHC Nº 54.348 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 125.878 MINAS GERAIS
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:BRUNO RODRIGUES DE ARAUJO
IMPTE.(S)
:MARCELO LEONARDO E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO RHC n 54.348 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA
HABEAS CORPUS.
PROCESSO PENAL. CRIMES DE
ESTELIONATO, ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA E FALSIFICAÇÃO DE
DOCUMENTO PÚBLICO. CÓDIGO PENAL, ARTIGOS 171, 288 E 297.
PRISÃO
PREVENTIVA.
CONCESSÃO
DE
LIBERDADE
PROVISÓRIA SUPERVENIENTE. PERDA DE OBJETO.
1. A concessão de liberdade provisória superveniente implica a
perda de objeto do writ impetrado com o objetivo de revogar a prisão
cautelar anteriormente decretada .
2. Ordem de habeas corpus prejudicada, com extinção do feito sem
resolução do mérito.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
julgar prejudicada a impetração, com extinção do feito sem resolução do
mérito, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 09 de junho de 2015.
Ministra Rosa Weber
Relatora
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 125.878 MINAS GERAIS
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:BRUNO RODRIGUES DE ARAUJO
IMPTE.(S)
:MARCELO LEONARDO E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO RHC n 54.348 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): 1. Trata-se de habeas
corpus, com pedido de liminar, impetrado por Marcelo Leonardo e outros
em favor de Bruno Rodrigues de Araújo, contra decisão monocrática da
lavra do Ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça, que
indeferiu a liminar no RHC 54.348/MG.
2. O paciente foi preso preventivamente, em 06.8.2014. Denunciado
pela suposta prática, em tese, dos crimes de estelionato (duas vezes),
associação criminosa, falsificação de documento público (dezessete vezes)
– arts. 171, 288 e 297 do Código Penal -, teve indeferido pelo Juízo de
Direito da Vara Criminal da Comarca de Pirapora/MG seu pedido de
revogação da prisão preventiva e denegada a ordem no habeas corpus
impetrado perante o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais.
3. No presente writ, a Defesa pugna, preliminarmente, pelo
afastamento da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal à falta de fundamentação idônea da
prisão preventiva e dos pressupostos da constrição cautelar. Invoca a
existência de circunstâncias favoráveis ao paciente, como primariedade,
bons antecedentes e residência fixa, e requer a revogação da prisão
preventiva e, sucessivamente, a aplicação das medidas cautelares do art.
319 do Código de Processo Penal.
4. Em 19.12.2014, indeferi o pedido de liminar.
5. Parecer do Ministério Público Federal, da lavra do Subprocurador-
Geral da República Edson Oliveira de Almeida, pelo não conhecimento
do habeas corpus.
6. Expedido telegrama para dar ciência da data de sessão de
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 125.878 MINAS GERAIS
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:BRUNO RODRIGUES DE ARAUJO
IMPTE.(S)
:MARCELO LEONARDO E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO RHC n 54.348 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): 1. Trata-se de habeas
corpus, com pedido de liminar, impetrado por Marcelo Leonardo e outros
em favor de Bruno Rodrigues de Araújo, contra decisão monocrática da
lavra do Ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça, que
indeferiu a liminar no RHC 54.348/MG.
2. O paciente foi preso preventivamente, em 06.8.2014. Denunciado
pela suposta prática, em tese, dos crimes de estelionato (duas vezes),
associação criminosa, falsificação de documento público (dezessete vezes)
– arts. 171, 288 e 297 do Código Penal -, teve indeferido pelo Juízo de
Direito da Vara Criminal da Comarca de Pirapora/MG seu pedido de
revogação da prisão preventiva e denegada a ordem no habeas corpus
impetrado perante o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais.
3. No presente writ, a Defesa pugna, preliminarmente, pelo
afastamento da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal à falta de fundamentação idônea da
prisão preventiva e dos pressupostos da constrição cautelar. Invoca a
existência de circunstâncias favoráveis ao paciente, como primariedade,
bons antecedentes e residência fixa, e requer a revogação da prisão
preventiva e, sucessivamente, a aplicação das medidas cautelares do art.
319 do Código de Processo Penal.
4. Em 19.12.2014, indeferi o pedido de liminar.
5. Parecer do Ministério Público Federal, da lavra do Subprocurador-
Geral da República Edson Oliveira de Almeida, pelo não conhecimento
do habeas corpus.
6. Expedido telegrama para dar ciência da data de sessão de
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
HC 125878 / MG
julgamento do feito.
7. Em 08.6.2015, às 19h24, a Defesa, por intermédio da Petição Supremo Tribunal Federal
28.742, informa que o magistrado de primeiro grau, no dia 09.3.2015,
determinou a expedição do alvará de soltura em favor do paciente.
Requer que o presente writ seja julgado prejudicado por perda de objeto.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 125878 / MG
julgamento do feito.
7. Em 08.6.2015, às 19h24, a Defesa, por intermédio da Petição Supremo Tribunal Federal
28.742, informa que o magistrado de primeiro grau, no dia 09.3.2015,
determinou a expedição do alvará de soltura em favor do paciente.
Requer que o presente writ seja julgado prejudicado por perda de objeto.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8740155.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. ROSA WEBER
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 125.878 MINAS GERAIS
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente habeas
corpus diz com a validade da prisão preventiva decretada em desfavor do
paciente.
Em consulta ao sítio eletrônico do Tribunal de Justiça do Estado de
Minas Gerais, constato que, em 09.3.2015, o Juiz de Direito da Vara
Criminal da Comarca de Pirapora/MG, nos autos da Ação Penal 0020703-
09.2015.8.13.0512, concedeu liberdade provisória ao ora paciente Bruno
Rodrigues de Araújo com o comando de expedição do respectivo alvará
de soltura.
Desse modo, tendo em vista não mais subsistir o constrangimento
ilegal apontado na inicial, fica evidente a perda de objeto, razão por que
julgo prejudicado o presente writ, extinguindo o feito sem resolução de
mérito.
É como voto.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 125.878 MINAS GERAIS
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente habeas
corpus diz com a validade da prisão preventiva decretada em desfavor do
paciente.
Em consulta ao sítio eletrônico do Tribunal de Justiça do Estado de
Minas Gerais, constato que, em 09.3.2015, o Juiz de Direito da Vara
Criminal da Comarca de Pirapora/MG, nos autos da Ação Penal 0020703-
09.2015.8.13.0512, concedeu liberdade provisória ao ora paciente Bruno
Rodrigues de Araújo com o comando de expedição do respectivo alvará
de soltura.
Desse modo, tendo em vista não mais subsistir o constrangimento
ilegal apontado na inicial, fica evidente a perda de objeto, razão por que
julgo prejudicado o presente writ, extinguindo o feito sem resolução de
mérito.
É como voto.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Aditamento ao Voto
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 125.878 MINAS GERAIS
ADITAMENTO AO VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE E
RELATORA) - Senhores Ministros, como o processo já estava incluído
em pauta para hoje, eu o mantive. Normalmente, decidiria
monocraticamente. Na última hora de ontem, o advogado informou que
já houve a concessão da ordem pelo juízo de primeiro grau, o que implica
prejuízo a este habeas corpus. É isso que é requerido e que o site do
Tribunal de origem também revela.
Por isso, proponho que a Turma julgue prejudicada a ordem de
habeas corpus, com a extinção do feito sem a resolução do mérito.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8885430.
Supremo Tribunal Federal
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 125.878 MINAS GERAIS
ADITAMENTO AO VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (PRESIDENTE E
RELATORA) - Senhores Ministros, como o processo já estava incluído
em pauta para hoje, eu o mantive. Normalmente, decidiria
monocraticamente. Na última hora de ontem, o advogado informou que
já houve a concessão da ordem pelo juízo de primeiro grau, o que implica
prejuízo a este habeas corpus. É isso que é requerido e que o site do
Tribunal de origem também revela.
Por isso, proponho que a Turma julgue prejudicada a ordem de
habeas corpus, com a extinção do feito sem a resolução do mérito.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Extrato de Ata - 09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 125.878
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : BRUNO RODRIGUES DE ARAUJO
IMPTE.(S) : MARCELO LEONARDO E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO RHC n 54.348 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: A Turma julgou prejudicada a impetração, com extinção
do feito sem resolução do mérito, nos termos do voto da Relatora.
Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma,
9.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 125.878
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : BRUNO RODRIGUES DE ARAUJO
IMPTE.(S) : MARCELO LEONARDO E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO RHC n 54.348 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: A Turma julgou prejudicada a impetração, com extinção
do feito sem resolução do mérito, nos termos do voto da Relatora.
Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma,
9.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 125 . 878",
"RHC n 54 . 348",
"HABEAS CORPUS 125 . 878",
"RHC n 54 . 348",
"RHC 54 . 348 / MG",
"Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal",
"HABEAS CORPUS 125 . 878",
"RHC n 54 . 348",
"RHC 54 . 348 / MG",
"Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal",
"HC 125878 / MG",
"HC 125878 / MG",
"HABEAS CORPUS 125 . 878",
"Ação Penal 0020703 - 09 . 2015 . 8",
"HABEAS CORPUS 125 . 878",
"Ação Penal 0020703 - 09 . 2015 . 8 . 13 . 0512",
"HABEAS CORPUS 125 . 878",
"HABEAS CORPUS 125 . 878",
"HABEAS CORPUS 125 . 878",
"RHC n 54 . 348",
"HABEAS CORPUS 125 . 878",
"RHC n 54 . 348"
],
"LEGISLACAO": [
"CÓDIGO",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 171 , 288 e 297 do Código Penal",
"art . 319 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 171 , 288 e 297 do Código Penal",
"art . 319 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MINAS GERAIS",
"Brasília",
"MINAS GERAIS",
"Vara Criminal da Comarca de Pirapora / MG",
"MINAS GERAIS",
"Vara Criminal da Comarca de Pirapora / MG",
"MINAS GERAIS",
"Vara Criminal da Comarca de Pirapora / MG",
"MINAS GERAIS",
"Vara Criminal da Comarca de Pirapora / MG",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"BRUNO RODRIGUES DE ARAUJO",
"MARCELO LEONARDO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"BRUNO RODRIGUES DE ARAUJO",
"MARCELO LEONARDO",
"Rosa Weber",
"Marcelo Leonardo",
"Bruno Rodrigues de Araújo",
"Felix Fischer",
"Edson Oliveira de Almeida",
"ROSA WEBER",
"BRUNO RODRIGUES DE ARAUJO",
"MARCELO LEONARDO",
"Rosa Weber",
"Marcelo Leonardo",
"Bruno Rodrigues de Araújo",
"Felix Fischer",
"Edson Oliveira de Almeida",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Bruno Rodrigues de Araújo",
"Rosa Weber",
"Bruno Rodrigues de Araújo",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"BRUNO RODRIGUES DE ARAUJO",
"MARCELO LEONARDO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"BRUNO RODRIGUES DE ARAUJO",
"MARCELO LEONARDO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"09 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"06",
".",
"8",
".",
"2014",
"19",
".",
"12",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"06",
".",
"8",
".",
"2014",
"19",
".",
"12",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"08",
".",
"6",
".",
"2015",
"09",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"08",
".",
"6",
".",
"2015",
"09",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"09",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"09",
".",
"3",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"06",
"/",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"9",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.461 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO
FEDERAL E TERRITÓRIOS
AGDO.(A/S)
:JOSÉ ROBERTSON OLIVEIRA DE MEDEIROS
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR
PÚBLICO-GERAL
DO
DISTRITO
FEDERAL E TERRITÓRIOS
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL
MILITAR. ACUSADO QUE NÃO COMPARECE PARA
INTERROGATÓRIO
EM
SINDICÂNCIA
MILITAR.
CARACTERIZAÇÃO DE CRIME DE DESOBEDIÊNCIA. ARTIGO 301
DO CÓDIGO PENAL MILITAR. ALEGADA OFENSA AOS ARTIGOS
5º, LXIII, E 42 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA
AO TEXTO CONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. REPERCUSSÃO
GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS
FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO
EXTREMO. AGRAVO DESPROVIDO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 9 de junho de 2015.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.461 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO
FEDERAL E TERRITÓRIOS
AGDO.(A/S)
:JOSÉ ROBERTSON OLIVEIRA DE MEDEIROS
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR
PÚBLICO-GERAL
DO
DISTRITO
FEDERAL E TERRITÓRIOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto pelo MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS, contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO PENAL E
PROCESSUAL PENAL MILITAR. ACUSADO QUE NÃO
COMPARECE PARA INTERROGATÓRIO EM SINDICÂNCIA
MILITAR.
CARACTERIZAÇÃO
DE
CRIME
DE
DESOBEDIÊNCIA. ARTIGO 301 DO CÓDIGO PENAL
MILITAR. ALEGADA OFENSA AOS ARTIGOS 5º, LXIII, E 42
DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA AO
TEXTO
CONSTITUCIONAL.
PRECEDENTES.
REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE
OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO
APELO EXTREMO. AGRAVO DESPROVIDO.”
Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o presente
recurso, alegando, em síntese:
“A contrariedade à Carta Política, aqui, repita-se, decorre
diretamente, sem intermediação, do desprezo do citado
dispositivo constitucional, a partir das premissas estabelecidas
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Supremo Tribunal Federal
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.461 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO
FEDERAL E TERRITÓRIOS
AGDO.(A/S)
:JOSÉ ROBERTSON OLIVEIRA DE MEDEIROS
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR
PÚBLICO-GERAL
DO
DISTRITO
FEDERAL E TERRITÓRIOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto pelo MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS, contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO PENAL E
PROCESSUAL PENAL MILITAR. ACUSADO QUE NÃO
COMPARECE PARA INTERROGATÓRIO EM SINDICÂNCIA
MILITAR.
CARACTERIZAÇÃO
DE
CRIME
DE
DESOBEDIÊNCIA. ARTIGO 301 DO CÓDIGO PENAL
MILITAR. ALEGADA OFENSA AOS ARTIGOS 5º, LXIII, E 42
DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA AO
TEXTO
CONSTITUCIONAL.
PRECEDENTES.
REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE
OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO
APELO EXTREMO. AGRAVO DESPROVIDO.”
Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o presente
recurso, alegando, em síntese:
“A contrariedade à Carta Política, aqui, repita-se, decorre
diretamente, sem intermediação, do desprezo do citado
dispositivo constitucional, a partir das premissas estabelecidas
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
RE 851461 AGR / DF
soberanamente pelo TJDFT, não se requisitando o reexame da
legislação infraconstitucional, local ou federal.”
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RE 851461 AGR / DF
soberanamente pelo TJDFT, não se requisitando o reexame da
legislação infraconstitucional, local ou federal.”
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. LUIZ FUX
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.461 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação
não merece prosperar.
Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta
evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum
argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve
ela ser mantida, por seus próprios fundamentos.
Consoante afirmado na decisão agravada, o crime de desobediência,
previsto pelo artigo 301 do Código Penal Militar, quando controversa a
sua caracterização, aferida pelas instâncias ordinárias, revela violação
reflexa e oblíqua da Constituição Federal, decorrente da necessidade de
análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional, o que torna
inadmissível o recurso extraordinário. Nesse sentido, ARE 727.882, Rel.
Min. Rosa Weber, DJe de 11/12/2013, cujo trecho destaco, na parte que
interessa:
“Não há como assegurar trânsito ao recurso extraordinário.
Quanto à suposta inépcia da denúncia, aponta o Agravante
afronta ao art. 77, e, do Código de Processo Penal Militar, pois não
haveria na exordial a necessária e pertinente exposição do fato
criminoso, com todas as suas circunstâncias. Por evidente, a matéria é
infraconstitucional, não ensejando o extraordinário.
Além disso, o exame de eventual ofensa aos preceitos
constitucionais indicados nas razões recursais — incisos LV e LXIII
do artigo 5º da Lei Maior — demanda, em primeiro plano, a
interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie. Em
outras palavras, ofensa à Constituição, se houvesse, seria meramente
reflexa, incabível o extraordinário, conforme jurisprudência uníssona
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8698179.
Supremo Tribunal Federal
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.461 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação
não merece prosperar.
Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta
evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum
argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve
ela ser mantida, por seus próprios fundamentos.
Consoante afirmado na decisão agravada, o crime de desobediência,
previsto pelo artigo 301 do Código Penal Militar, quando controversa a
sua caracterização, aferida pelas instâncias ordinárias, revela violação
reflexa e oblíqua da Constituição Federal, decorrente da necessidade de
análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional, o que torna
inadmissível o recurso extraordinário. Nesse sentido, ARE 727.882, Rel.
Min. Rosa Weber, DJe de 11/12/2013, cujo trecho destaco, na parte que
interessa:
“Não há como assegurar trânsito ao recurso extraordinário.
Quanto à suposta inépcia da denúncia, aponta o Agravante
afronta ao art. 77, e, do Código de Processo Penal Militar, pois não
haveria na exordial a necessária e pertinente exposição do fato
criminoso, com todas as suas circunstâncias. Por evidente, a matéria é
infraconstitucional, não ensejando o extraordinário.
Além disso, o exame de eventual ofensa aos preceitos
constitucionais indicados nas razões recursais — incisos LV e LXIII
do artigo 5º da Lei Maior — demanda, em primeiro plano, a
interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie. Em
outras palavras, ofensa à Constituição, se houvesse, seria meramente
reflexa, incabível o extraordinário, conforme jurisprudência uníssona
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8698179.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. LUIZ FUX
RE 851461 AGR / DF
do Supremo Tribunal Federal (v.g.: “Inviável em recurso
extraordinário o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal e a
análise de legislação infraconstitucional” - RE 660.186 AgR/RS – 1.ª
Turma – Rel. Min. Dias Toffoli – un. - j. 13.12.2011 – Dje-032, de
14.02.2012; “Os princípios da legalidade, o do devido processo legal, o
da ampla defesa e do contraditório, bem como a verificação dos limites
da coisa julgada e da motivação das decisões judiciais, quando a
verificação da violação dos mesmos depende de reexame prévio de
normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à
Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a instância
extraordinária” - RE 642.408 AgR/SP – 1.ª Turma – Rel. Min. Luiz
Fux – un. - j. 13.12.2011 – Dje-032, de 14.02.2012).
Ante o exposto, nego seguimento ao agravo (art. 21, § 1º, do
RISTF).”
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
É como voto.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RE 851461 AGR / DF
do Supremo Tribunal Federal (v.g.: “Inviável em recurso
extraordinário o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal e a
análise de legislação infraconstitucional” - RE 660.186 AgR/RS – 1.ª
Turma – Rel. Min. Dias Toffoli – un. - j. 13.12.2011 – Dje-032, de
14.02.2012; “Os princípios da legalidade, o do devido processo legal, o
da ampla defesa e do contraditório, bem como a verificação dos limites
da coisa julgada e da motivação das decisões judiciais, quando a
verificação da violação dos mesmos depende de reexame prévio de
normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à
Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a instância
extraordinária” - RE 642.408 AgR/SP – 1.ª Turma – Rel. Min. Luiz
Fux – un. - j. 13.12.2011 – Dje-032, de 14.02.2012).
Ante o exposto, nego seguimento ao agravo (art. 21, § 1º, do
RISTF).”
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
É como voto.
2
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Extrato de Ata - 09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.461
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
AGDO.(A/S) : JOSÉ ROBERTSON OLIVEIRA DE MEDEIROS
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 9.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.461
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
AGDO.(A/S) : JOSÉ ROBERTSON OLIVEIRA DE MEDEIROS
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 9.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8773158
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8796460
| 2015-06-09T00:00:00
| 2015-06-30T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 9.6.2015.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL MILITAR. ACUSADO QUE NÃO COMPARECE PARA INTERROGATÓRIO EM SINDICÂNCIA MILITAR. CARACTERIZAÇÃO DE CRIME DE DESOBEDIÊNCIA. ARTIGO 301 DO CÓDIGO PENAL MILITAR. ALEGADA OFENSA AOS ARTIGOS 5º, LXIII, E 42 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. AGRAVO DESPROVIDO.
|
sjur310746
|
- Decisão monocrática citada:
(MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL)
ARE 727882.
Número de páginas: 6.
Análise: 28/07/2015, BMP.
|
LUIZ FUX
|
Primeira Turma
|
851461
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00063 ART-00042\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED DEL-001001 ANO-1969\n CPM-1969 CÓDIGO PENAL MILITAR"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 851461 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS
AGDO.(A/S) : JOSÉ ROBERTSON OLIVEIRA DE MEDEIROS
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.461 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO
FEDERAL E TERRITÓRIOS
AGDO.(A/S)
:JOSÉ ROBERTSON OLIVEIRA DE MEDEIROS
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR
PÚBLICO-GERAL
DO
DISTRITO
FEDERAL E TERRITÓRIOS
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL
MILITAR. ACUSADO QUE NÃO COMPARECE PARA
INTERROGATÓRIO
EM
SINDICÂNCIA
MILITAR.
CARACTERIZAÇÃO DE CRIME DE DESOBEDIÊNCIA. ARTIGO 301
DO CÓDIGO PENAL MILITAR. ALEGADA OFENSA AOS ARTIGOS
5..., LXIII, E 42 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA
AO TEXTO CONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. REPERCUSSÃO
GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS
FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO
EXTREMO. AGRAVO DESPROVIDO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 9 de junho de 2015.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8698177.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.461 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO
FEDERAL E TERRITÓRIOS
AGDO.(A/S)
:JOSÉ ROBERTSON OLIVEIRA DE MEDEIROS
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR
PÚBLICO-GERAL
DO
DISTRITO
FEDERAL E TERRITÓRIOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto pelo MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS, contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO PENAL E
PROCESSUAL PENAL MILITAR. ACUSADO QUE NÃO
COMPARECE PARA INTERROGATÓRIO EM SINDICÂNCIA
MILITAR.
CARACTERIZAÇÃO
DE
CRIME
DE
DESOBEDIÊNCIA. ARTIGO 301 DO CÓDIGO PENAL
MILITAR. ALEGADA OFENSA AOS ARTIGOS 5..., LXIII, E 42
DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA AO
TEXTO
CONSTITUCIONAL.
PRECEDENTES.
REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE
OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO
APELO EXTREMO. AGRAVO DESPROVIDO.”
Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o presente
recurso, alegando, em síntese:
“A contrariedade à Carta Política, aqui, repita-se, decorre
diretamente, sem intermediação, do desprezo do citado
dispositivo constitucional, a partir das premissas estabelecidas
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Supremo Tribunal Federal
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.461 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO
FEDERAL E TERRITÓRIOS
AGDO.(A/S)
:JOSÉ ROBERTSON OLIVEIRA DE MEDEIROS
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR
PÚBLICO-GERAL
DO
DISTRITO
FEDERAL E TERRITÓRIOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto pelo MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS, contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO PENAL E
PROCESSUAL PENAL MILITAR. ACUSADO QUE NÃO
COMPARECE PARA INTERROGATÓRIO EM SINDICÂNCIA
MILITAR.
CARACTERIZAÇÃO
DE
CRIME
DE
DESOBEDIÊNCIA. ARTIGO 301 DO CÓDIGO PENAL
MILITAR. ALEGADA OFENSA AOS ARTIGOS 5..., LXIII, E 42
DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA AO
TEXTO
CONSTITUCIONAL.
PRECEDENTES.
REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE
OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO
APELO EXTREMO. AGRAVO DESPROVIDO.”
Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o presente
recurso, alegando, em síntese:
“A contrariedade à Carta Política, aqui, repita-se, decorre
diretamente, sem intermediação, do desprezo do citado
dispositivo constitucional, a partir das premissas estabelecidas
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Relatório
Recurso Extraordinário 851461 AGR / DF
soberanamente pelo TJDFT, não se requisitando o reexame da
legislação infraconstitucional, local ou federal.”
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Recurso Extraordinário 851461 AGR / DF
soberanamente pelo TJDFT, não se requisitando o reexame da
legislação infraconstitucional, local ou federal.”
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. LUIZ FUX
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.461 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação
não merece prosperar.
Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta
evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum
argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve
ela ser mantida, por seus próprios fundamentos.
Consoante afirmado na decisão agravada, o crime de desobediência,
previsto pelo artigo 301 do Código Penal Militar, quando controversa a
sua caracterização, aferida pelas instâncias ordinárias, revela violação
reflexa e oblíqua da Constituição Federal, decorrente da necessidade de
análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional, o que torna
inadmissível o recurso extraordinário. Nesse sentido, ARE 727.882, Rel.
Min. Rosa Weber, DJe de 11/12/2013, cujo trecho destaco, na parte que
interessa:
“Não há como assegurar trânsito ao recurso extraordinário.
Quanto à suposta inépcia da denúncia, aponta o Agravante
afronta ao art. 77, e, do Código de Processo Penal Militar, pois não
haveria na exordial a necessária e pertinente exposição do fato
criminoso, com todas as suas circunstâncias. Por evidente, a matéria é
infraconstitucional, não ensejando o extraordinário.
Além disso, o exame de eventual ofensa aos preceitos
constitucionais indicados nas razões recursais — incisos LV e LXIII
do artigo 5... da Lei Maior — demanda, em primeiro plano, a
interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie. Em
outras palavras, ofensa à Constituição, se houvesse, seria meramente
reflexa, incabível o extraordinário, conforme jurisprudência uníssona
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.461 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação
não merece prosperar.
Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta
evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum
argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve
ela ser mantida, por seus próprios fundamentos.
Consoante afirmado na decisão agravada, o crime de desobediência,
previsto pelo artigo 301 do Código Penal Militar, quando controversa a
sua caracterização, aferida pelas instâncias ordinárias, revela violação
reflexa e oblíqua da Constituição Federal, decorrente da necessidade de
análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional, o que torna
inadmissível o recurso extraordinário. Nesse sentido, ARE 727.882, Rel.
Min. Rosa Weber, DJe de 11/12/2013, cujo trecho destaco, na parte que
interessa:
“Não há como assegurar trânsito ao recurso extraordinário.
Quanto à suposta inépcia da denúncia, aponta o Agravante
afronta ao art. 77, e, do Código de Processo Penal Militar, pois não
haveria na exordial a necessária e pertinente exposição do fato
criminoso, com todas as suas circunstâncias. Por evidente, a matéria é
infraconstitucional, não ensejando o extraordinário.
Além disso, o exame de eventual ofensa aos preceitos
constitucionais indicados nas razões recursais — incisos LV e LXIII
do artigo 5... da Lei Maior — demanda, em primeiro plano, a
interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie. Em
outras palavras, ofensa à Constituição, se houvesse, seria meramente
reflexa, incabível o extraordinário, conforme jurisprudência uníssona
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. LUIZ FUX
Recurso Extraordinário 851461 AGR / DF
do Supremo Tribunal Federal (v.g.: “Inviável em recurso
extraordinário o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal e a
análise de legislação infraconstitucional” - Recurso Extraordinário 660.186 AgR/RS – 1.
Turma – Rel. Min. Dias Toffoli – un. - j. 13.12.2011 – Dje-032, de
14.02.2012; “Os princípios da legalidade, o do devido processo legal, o
da ampla defesa e do contraditório, bem como a verificação dos limites
da coisa julgada e da motivação das decisões judiciais, quando a
verificação da violação dos mesmos depende de reexame prévio de
normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à
Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a instância
extraordinária” - Recurso Extraordinário 642.408 AgR/SP – 1. Turma – Rel. Min. Luiz
Fux – un. - j. 13.12.2011 – Dje-032, de 14.02.2012).
Ante o exposto, nego seguimento ao agravo (art. 21, § 1..., do
RISTF).”
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
É como voto.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 851461 AGR / DF
do Supremo Tribunal Federal (v.g.: “Inviável em recurso
extraordinário o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal e a
análise de legislação infraconstitucional” - Recurso Extraordinário 660.186 AgR/RS – 1.
Turma – Rel. Min. Dias Toffoli – un. - j. 13.12.2011 – Dje-032, de
14.02.2012; “Os princípios da legalidade, o do devido processo legal, o
da ampla defesa e do contraditório, bem como a verificação dos limites
da coisa julgada e da motivação das decisões judiciais, quando a
verificação da violação dos mesmos depende de reexame prévio de
normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à
Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a instância
extraordinária” - Recurso Extraordinário 642.408 AgR/SP – 1. Turma – Rel. Min. Luiz
Fux – un. - j. 13.12.2011 – Dje-032, de 14.02.2012).
Ante o exposto, nego seguimento ao agravo (art. 21, § 1..., do
RISTF).”
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
É como voto.
2
Supremo Tribunal Federal
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Extrato de Ata - 09/06/2015
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.461
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
AGDO.(A/S) : JOSÉ ROBERTSON OLIVEIRA DE MEDEIROS
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 9.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851.461
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
AGDO.(A/S) : JOSÉ ROBERTSON OLIVEIRA DE MEDEIROS
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora
Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 9.6.2015.
Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão
os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8773158
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851 . 461",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851 .",
"RECURSO",
"Recurso",
"Recurso Extraordinário 851461 AGR / DF",
"RECURSO",
"ARE 727 . 882",
"ARE 727 . 882",
"Recurso Extraordinário 851461",
"Recurso Extraordinário 660 . 186 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 642 . 408 AgR / SP",
"Recurso Extraordinário 851461 AGR / DF",
"Recurso Extraordinário 660 . 186 AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 642 . 408 AgR / SP",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851 . 461",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 851 . 461"
],
"LEGISLACAO": [
"ARTIGO 301 DO CÓDIGO PENAL MILITAR",
"ARTIGOS 5 . . . , LXIII , E 42 DA CONSTITUIÇÃO",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 301 DO CÓDIGO PENAL MILITAR",
"ARTIGOS 5 . . . , LXIII , E 42 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Carta Política",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 301 DO CÓDIGO PENAL MILITAR",
"ARTIGOS 5 . . . , LXIII , E 42 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Carta Política",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 301 do Código Penal Militar",
"Constituição Federal",
"art . 77 , e , do Código de Processo Penal Militar",
"incisos LV e LXIII do artigo 5 . . . da Lei Maior",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 301 do Código Penal Militar",
"Constituição Federal",
"art . 77 , e , do Código de Processo Penal Militar",
"incisos LV e LXIII do artigo 5 . . . da Lei Maior",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Constituição Federal",
"art . 21 , § 1 . . . , do RISTF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"TJDFT",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"TJDFT",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"LUIZ FUX",
"JOSÉ ROBERTSON OLIVEIRA DE MEDEIROS",
"Rosa Weber",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"JOSÉ ROBERTSON OLIVEIRA DE MEDEIROS",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"JOSÉ ROBERTSON OLIVEIRA DE MEDEIROS",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"Rosa Weber",
"LUIZ FUX",
"Rosa Weber",
"LUIZ FUX",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"LUIZ FUX",
"JOSÉ ROBERTSON OLIVEIRA DE MEDEIROS",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"LUIZ FUX",
"JOSÉ ROBERTSON OLIVEIRA DE MEDEIROS",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Roberto Barroso",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"9 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"11",
"/",
"12",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"11",
"/",
"12",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"12",
".",
"2011",
"14",
".",
"02",
".",
"2012",
"13",
"12",
".",
"2011",
"14",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"12",
".",
"2011",
"14",
".",
"02",
".",
"2012",
"13",
".",
"12",
".",
"2011",
"14",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"9",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9",
".",
"6",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.508 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:DANIEL VITORIO RODRIGUES RIBEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
(LEI Nº 12.322/2010) – EMENDA REGIMENTAL Nº 21/2007 (STF) –
INTIMAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO EM DATA POSTERIOR A
03/05/2007 – EXIGÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO FORMAL E
FUNDAMENTADA, EM CAPÍTULO AUTÔNOMO, NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO, DA REPERCUSSÃO GERAL DAS QUESTÕES
CONSTITUCIONAIS – INOCORRÊNCIA – RECURSO DE AGRAVO
IMPROVIDO.
– A repercussão geral, nos termos em que instituída pela
Constituição e regulamentada em sede legal (Lei nº 11.418/2006),
constitui pré-requisito de admissibilidade do recurso extraordinário,
cuja cognição, pelo Supremo Tribunal Federal, depende, para além da
constatação dos pressupostos recursais que lhe são inerentes, do
reconhecimento da existência de controvérsia constitucional impregnada
de alta e relevante transcendência política, econômica, social ou jurídica,
que ultrapasse, por efeito de sua própria natureza, os interesses
meramente subjetivos em discussão na causa.
– Incumbe, desse modo, à parte recorrente, quando intimada do
acórdão recorrido em data posterior à publicação da Emenda
Regimental nº 21/2007 (03/05/2007), a obrigação de proceder, em capítulo
autônomo, à prévia demonstração, formal e fundamentada, no recurso
extraordinário interposto,
da
repercussão
geral
das questões
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
ARE 891508 AGR / SP
constitucionais discutidas, sob pena de incognoscibilidade do apelo
extremo. Precedente.
– Assiste, ao Presidente do Tribunal recorrido, competência para
examinar, em sede de controle prévio de admissibilidade do recurso
extraordinário, a demonstração formal e fundamentada, em capítulo
autônomo, da repercussão geral, só não lhe competindo o poder – que
cabe, exclusivamente, ao Supremo Tribunal Federal (CPC, art. 543-A,
§ 2º) – de decidir sobre a efetiva existência, ou não, em cada caso, da
repercussão geral suscitada. Doutrina. Precedentes.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamentos e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes.
Brasília, 30 de junho de 2015.
CELSO DE MELLO – RELATOR
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 891508 AGR / SP
constitucionais discutidas, sob pena de incognoscibilidade do apelo
extremo. Precedente.
– Assiste, ao Presidente do Tribunal recorrido, competência para
examinar, em sede de controle prévio de admissibilidade do recurso
extraordinário, a demonstração formal e fundamentada, em capítulo
autônomo, da repercussão geral, só não lhe competindo o poder – que
cabe, exclusivamente, ao Supremo Tribunal Federal (CPC, art. 543-A,
§ 2º) – de decidir sobre a efetiva existência, ou não, em cada caso, da
repercussão geral suscitada. Doutrina. Precedentes.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamentos e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes.
Brasília, 30 de junho de 2015.
CELSO DE MELLO – RELATOR
2
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Relatório
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.508 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:DANIEL VITORIO RODRIGUES RIBEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que
conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei nº 12.322/2010), para
negar seguimento ao recurso extraordinário, manifestamente inadmissível,
deduzido pela parte ora recorrente.
Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe
o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduziu.
Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação
desta colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.508 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:DANIEL VITORIO RODRIGUES RIBEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que
conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei nº 12.322/2010), para
negar seguimento ao recurso extraordinário, manifestamente inadmissível,
deduzido pela parte ora recorrente.
Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe
o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduziu.
Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação
desta colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.508 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não
assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se,
com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo
Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame.
Com efeito, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao resolver
questão de ordem suscitada no AI 664.567/RS, Rel. Min. SEPÚLVEDA
PERTENCE, decidiu “(...) que a exigência da demonstração formal e
fundamentada no recurso extraordinário da repercussão geral das questões
constitucionais discutidas só incide quando a intimação do acórdão recorrido
tenha ocorrido a partir de 03 de maio de 2007, data da publicação da Emenda
Regimental nº 21, de 30 de abril de 2007 (...)” (grifei).
Cumpre observar que a parte ora agravante foi intimada do
acórdão recorrido em
data
posterior
à
publicação da Emenda
Regimental nº 21/2007 (07/01/2015), o que faz incidir, sobre ela, consoante
definido em mencionado julgamento plenário, o ônus processual de
proceder, em capítulo destacado e, autônomo, à demonstração formal e
fundamentada, no recurso extraordinário que deduziu, da repercussão geral
das questões constitucionais.
É importante registrar, ainda, segundo decidido nesse mesmo
julgamento (AI 664.567-QO/RS, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, Pleno),
que o Presidente do Tribunal recorrido, no exercício do controle prévio de
admissibilidade recursal, dispõe de competência para verificar, em relação aos
casos nos quais a intimação do acórdão recorrido tenha se verificado a partir
de 03/05/2007, se o recorrente procedeu, ou não, à demonstração formal e
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.508 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não
assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se,
com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo
Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame.
Com efeito, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao resolver
questão de ordem suscitada no AI 664.567/RS, Rel. Min. SEPÚLVEDA
PERTENCE, decidiu “(...) que a exigência da demonstração formal e
fundamentada no recurso extraordinário da repercussão geral das questões
constitucionais discutidas só incide quando a intimação do acórdão recorrido
tenha ocorrido a partir de 03 de maio de 2007, data da publicação da Emenda
Regimental nº 21, de 30 de abril de 2007 (...)” (grifei).
Cumpre observar que a parte ora agravante foi intimada do
acórdão recorrido em
data
posterior
à
publicação da Emenda
Regimental nº 21/2007 (07/01/2015), o que faz incidir, sobre ela, consoante
definido em mencionado julgamento plenário, o ônus processual de
proceder, em capítulo destacado e, autônomo, à demonstração formal e
fundamentada, no recurso extraordinário que deduziu, da repercussão geral
das questões constitucionais.
É importante registrar, ainda, segundo decidido nesse mesmo
julgamento (AI 664.567-QO/RS, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, Pleno),
que o Presidente do Tribunal recorrido, no exercício do controle prévio de
admissibilidade recursal, dispõe de competência para verificar, em relação aos
casos nos quais a intimação do acórdão recorrido tenha se verificado a partir
de 03/05/2007, se o recorrente procedeu, ou não, à demonstração formal e
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
ARE 891508 AGR / SP
fundamentada, em capítulo autônomo, no recurso extraordinário interposto, da
repercussão geral das questões discutidas.
Essa visão do tema – que bem reflete a diretriz jurisprudencial firmada
por esta Suprema Corte – foi exposta, de modo claro, por GLAUCO
GUMERATO RAMOS (“Repercussão Geral na Teoria dos Recursos.
Juízo de Admissibilidade. Algumas Observações”, “in” Revista
Nacional de Direito e Jurisprudência nº 84, ano 7, dezembro/2006, p. 53),
em lição na qual reconhece assistir, ao Presidente do Tribunal “a quo”,
competência para examinar, em sede de controle prévio de admissibilidade, a
verificação da demonstração formal e fundamentada, em capítulo
autônomo, da repercussão geral, só não lhe competindo o poder – que
cabe, exclusivamente, ao Supremo Tribunal Federal (CPC, art. 543-A, § 2º) –
de decidir sobre a efetiva existência, no caso, da repercussão geral.
Esse mesmo entendimento é perfilhado por GUILHERME BEUX
NASSIF AZEM (“A Súmula 126 do STJ e o Instituto da Repercussão Geral”,
p. 91/95, item n. 2, “in” “Revista Jurídica” nº 358, agosto de 2007) e CARLOS
AUGUSTO DE ASSIS (“Repercussão Geral como Requisito de
Admissibilidade do Recurso Extraordinário – Lei 11.418/2006”, p. 32/46,
item V, “in” “Revista Dialética de Direito Processual” nº 54, setembro 2007).
É claro que o juízo prévio de admissibilidade do recurso extraordinário, a
ser exercido, em um primeiro momento, pela Presidência do Tribunal
recorrido, não se confunde com o reconhecimento de que a matéria
arguida no apelo extremo possui, ou não, relevância do ponto de vista
econômico, político, social ou jurídico, pois, quanto a esse aspecto, somente
o Supremo Tribunal Federal dispõe de competência para apreciar, em
cada caso, a existência, ou não, da repercussão geral.
O exame da presente causa evidencia que a parte ora agravante, ao
interpor
o recurso extraordinário,
não
demonstrou, de forma
fundamentada, “em preliminar do recurso” (CPC, art. 543-A, § 2º), a
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 891508 AGR / SP
fundamentada, em capítulo autônomo, no recurso extraordinário interposto, da
repercussão geral das questões discutidas.
Essa visão do tema – que bem reflete a diretriz jurisprudencial firmada
por esta Suprema Corte – foi exposta, de modo claro, por GLAUCO
GUMERATO RAMOS (“Repercussão Geral na Teoria dos Recursos.
Juízo de Admissibilidade. Algumas Observações”, “in” Revista
Nacional de Direito e Jurisprudência nº 84, ano 7, dezembro/2006, p. 53),
em lição na qual reconhece assistir, ao Presidente do Tribunal “a quo”,
competência para examinar, em sede de controle prévio de admissibilidade, a
verificação da demonstração formal e fundamentada, em capítulo
autônomo, da repercussão geral, só não lhe competindo o poder – que
cabe, exclusivamente, ao Supremo Tribunal Federal (CPC, art. 543-A, § 2º) –
de decidir sobre a efetiva existência, no caso, da repercussão geral.
Esse mesmo entendimento é perfilhado por GUILHERME BEUX
NASSIF AZEM (“A Súmula 126 do STJ e o Instituto da Repercussão Geral”,
p. 91/95, item n. 2, “in” “Revista Jurídica” nº 358, agosto de 2007) e CARLOS
AUGUSTO DE ASSIS (“Repercussão Geral como Requisito de
Admissibilidade do Recurso Extraordinário – Lei 11.418/2006”, p. 32/46,
item V, “in” “Revista Dialética de Direito Processual” nº 54, setembro 2007).
É claro que o juízo prévio de admissibilidade do recurso extraordinário, a
ser exercido, em um primeiro momento, pela Presidência do Tribunal
recorrido, não se confunde com o reconhecimento de que a matéria
arguida no apelo extremo possui, ou não, relevância do ponto de vista
econômico, político, social ou jurídico, pois, quanto a esse aspecto, somente
o Supremo Tribunal Federal dispõe de competência para apreciar, em
cada caso, a existência, ou não, da repercussão geral.
O exame da presente causa evidencia que a parte ora agravante, ao
interpor
o recurso extraordinário,
não
demonstrou, de forma
fundamentada, “em preliminar do recurso” (CPC, art. 543-A, § 2º), a
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
ARE 891508 AGR / SP
existência, na espécie, da repercussão geral, o que torna incognoscível o
apelo extremo em questão.
Com efeito, não se indicaram, na espécie, os motivos que
justificariam, no processo em exame, o reconhecimento de repercussão
geral da controvérsia constitucional alegadamente existente na causa em
referência, como se vê da própria leitura do capítulo com que a parte ora
recorrente pretendeu satisfazer a exigência inscrita no art. 543-A, § 2º, do
CPC, acrescentado pela Lei nº 11.418/2006:
“2.1 DA REPERCUSSÃO GERAL
Em cumprimento ao § 3º, do art. 102, da CF e ao artigo 543-A,
§ 2º do CPC, cumpre demonstrar ser indubitável a presença de
repercussão geral ao caso em tela e o interesse público de maior monta
a justificar um novo exame da questão, assim como não o interesse
exclusivo das partes, de repercussão limitada, como será demonstrado,
vez que o interesse público da questão suscitada encontra
profundidade e vasta extensão.
Isso porque se discute, no caso em tela, matéria de potencial
interesse social e jurídico consistente na não recepção, pela vigente
ordem constitucional, de parte do § 1º, do art. 289, do CP, frente ao
princípio da proporcionalidade, um dos pilares do nosso ordenamento
jurídico.
Apreciada referida questão, a decisão tomada por esta
E. Suprema Corte promoverá a elucidação do mais que frequente
debate referente ao tema, arguida nos diversos Tribunais do país.
Portanto, está presente o requisito da repercussão geral, vez que
se discute, como já foi dito, matéria de potencial interesse social e
jurídico já que é fundamental a proteção e o fortalecimento dos direitos
humanos constitucionalmente estabelecidos, trazendo segurança
jurídica nas decisões.”
Vê-se, portanto, que se mostra insatisfatório, no caso, o
cumprimento da prescrição legal consubstanciada no § 2º do art. 543-A do
CPC, acrescentado pela Lei nº 11.418/2006.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 891508 AGR / SP
existência, na espécie, da repercussão geral, o que torna incognoscível o
apelo extremo em questão.
Com efeito, não se indicaram, na espécie, os motivos que
justificariam, no processo em exame, o reconhecimento de repercussão
geral da controvérsia constitucional alegadamente existente na causa em
referência, como se vê da própria leitura do capítulo com que a parte ora
recorrente pretendeu satisfazer a exigência inscrita no art. 543-A, § 2º, do
CPC, acrescentado pela Lei nº 11.418/2006:
“2.1 DA REPERCUSSÃO GERAL
Em cumprimento ao § 3º, do art. 102, da CF e ao artigo 543-A,
§ 2º do CPC, cumpre demonstrar ser indubitável a presença de
repercussão geral ao caso em tela e o interesse público de maior monta
a justificar um novo exame da questão, assim como não o interesse
exclusivo das partes, de repercussão limitada, como será demonstrado,
vez que o interesse público da questão suscitada encontra
profundidade e vasta extensão.
Isso porque se discute, no caso em tela, matéria de potencial
interesse social e jurídico consistente na não recepção, pela vigente
ordem constitucional, de parte do § 1º, do art. 289, do CP, frente ao
princípio da proporcionalidade, um dos pilares do nosso ordenamento
jurídico.
Apreciada referida questão, a decisão tomada por esta
E. Suprema Corte promoverá a elucidação do mais que frequente
debate referente ao tema, arguida nos diversos Tribunais do país.
Portanto, está presente o requisito da repercussão geral, vez que
se discute, como já foi dito, matéria de potencial interesse social e
jurídico já que é fundamental a proteção e o fortalecimento dos direitos
humanos constitucionalmente estabelecidos, trazendo segurança
jurídica nas decisões.”
Vê-se, portanto, que se mostra insatisfatório, no caso, o
cumprimento da prescrição legal consubstanciada no § 2º do art. 543-A do
CPC, acrescentado pela Lei nº 11.418/2006.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
ARE 891508 AGR / SP
É por isso que o Supremo Tribunal Federal tem enfatizado caber “à
parte recorrente demonstrar, de forma expressa e acessível, as circunstâncias
que poderiam configurar a relevância – do ponto de vista econômico, político,
social ou jurídico – das questões constitucionais invocadas no recurso
extraordinário”, sob pena de a deficiência (quando não a ausência) da
fundamentação inviabilizar o apelo extremo interposto (RE 611.023-
-AgR/RJ, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, v.g.).
Cabe registrar, finalmente, que o entendimento ora exposto tem sido
observado, em sucessivas decisões proferidas no âmbito do Supremo
Tribunal Federal, a propósito dessa exigência formal concernente ao
mencionado pré-requisito de admissibilidade do recurso extraordinário
(AI 672.738-AgR/RS, Rel. Min. EROS GRAU – AI 718.993-AgR/SP, Rel.
Min. CÁRMEN LÚCIA – AI 794.151-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.),
valendo referir, dentre eles, julgamento desta colenda Segunda Turma:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO RELATIVA À
PRELIMINAR DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA
MATÉRIA CONSTITUCIONAL INVOCADA NO RECURSO.
INTIMAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO POSTERIOR A
03.05.2007.
De acordo com a orientação firmada neste Tribunal, é insuficiente
a simples alegação de que a matéria em debate no recurso extraordinário
tem repercussão geral. Cabe à parte recorrente demonstrar de forma
expressa e clara as circunstâncias que poderiam configurar a
relevância – do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico –
das questões constitucionais invocadas no recurso extraordinário. A
deficiência na fundamentação inviabiliza o recurso interposto.
Agravo regimental a que se nega provimento.”
(AI 765.277-AgR/SP, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA)
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 891508 AGR / SP
É por isso que o Supremo Tribunal Federal tem enfatizado caber “à
parte recorrente demonstrar, de forma expressa e acessível, as circunstâncias
que poderiam configurar a relevância – do ponto de vista econômico, político,
social ou jurídico – das questões constitucionais invocadas no recurso
extraordinário”, sob pena de a deficiência (quando não a ausência) da
fundamentação inviabilizar o apelo extremo interposto (RE 611.023-
-AgR/RJ, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, v.g.).
Cabe registrar, finalmente, que o entendimento ora exposto tem sido
observado, em sucessivas decisões proferidas no âmbito do Supremo
Tribunal Federal, a propósito dessa exigência formal concernente ao
mencionado pré-requisito de admissibilidade do recurso extraordinário
(AI 672.738-AgR/RS, Rel. Min. EROS GRAU – AI 718.993-AgR/SP, Rel.
Min. CÁRMEN LÚCIA – AI 794.151-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.),
valendo referir, dentre eles, julgamento desta colenda Segunda Turma:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO RELATIVA À
PRELIMINAR DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA
MATÉRIA CONSTITUCIONAL INVOCADA NO RECURSO.
INTIMAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO POSTERIOR A
03.05.2007.
De acordo com a orientação firmada neste Tribunal, é insuficiente
a simples alegação de que a matéria em debate no recurso extraordinário
tem repercussão geral. Cabe à parte recorrente demonstrar de forma
expressa e clara as circunstâncias que poderiam configurar a
relevância – do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico –
das questões constitucionais invocadas no recurso extraordinário. A
deficiência na fundamentação inviabiliza o recurso interposto.
Agravo regimental a que se nega provimento.”
(AI 765.277-AgR/SP, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA)
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
ARE 891508 AGR / SP
Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego
provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência,
por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada.
É o meu voto.
5
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Supremo Tribunal Federal
ARE 891508 AGR / SP
Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego
provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência,
por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada.
É o meu voto.
5
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Extrato de Ata - 30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.508
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : DANIEL VITORIO RODRIGUES RIBEIRO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.508
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : DANIEL VITORIO RODRIGUES RIBEIRO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9076981
| 2015-06-30T00:00:00
| 2015-08-10T00:00:00
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A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 30.06.2015.
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AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº 12.322/2010) – EMENDA REGIMENTAL Nº 21/2007 (STF) – INTIMAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO EM DATA POSTERIOR A 03/05/2007 – EXIGÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO FORMAL E FUNDAMENTADA, EM CAPÍTULO AUTÔNOMO, NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO, DA REPERCUSSÃO GERAL DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS – INOCORRÊNCIA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
– A repercussão geral, nos termos em que instituída pela Constituição e regulamentada em sede legal (Lei nº 11.418/2006), constitui pré-requisito de admissibilidade do recurso extraordinário, cuja cognição, pelo Supremo Tribunal Federal, depende, para além da constatação dos pressupostos recursais que lhe são inerentes, do reconhecimento da existência de controvérsia constitucional impregnada de alta e relevante transcendência política, econômica, social ou jurídica, que ultrapasse, por efeito de sua própria natureza, os interesses meramente subjetivos em discussão na causa.
– Incumbe, desse modo, à parte recorrente, quando intimada do acórdão recorrido em data posterior à publicação da Emenda Regimental nº 21/2007 (03/05/2007), a obrigação de proceder, em capítulo autônomo, à prévia demonstração, formal e fundamentada, no recurso extraordinário interposto, da repercussão geral das questões constitucionais discutidas, sob pena de incognoscibilidade do apelo extremo. Precedente.
– Assiste, ao Presidente do Tribunal recorrido, competência para examinar, em sede de controle prévio de admissibilidade do recurso extraordinário, a demonstração formal e fundamentada, em capítulo autônomo, da repercussão geral, só não lhe competindo o poder – que cabe, exclusivamente, ao Supremo Tribunal Federal (CPC, art. 543-A, § 2º) – de decidir sobre a efetiva existência, ou não, em cada caso, da repercussão geral suscitada. Doutrina. Precedentes.
|
sjur314497
|
- Acórdão(s) citado(s):
(REPERCUSSÃO GERAL, DEMONSTRAÇÃO FORMAL)
AI 664567 QO (TP).
(RE, FUNDAMENTAÇÃO)
AI 672738 AgR (2ªT), AI 718993 AgR (1ªT), AI 794151 AgR (1ªT), AI 765277 AgR (2ªT), RE 611023 AgR (2ªT).
Número de páginas: 9.
Análise: 14/08/2015, MJC.
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CELSO DE MELLO
|
Segunda Turma
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891508
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543A PAR-00002\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n",
"LEG-FED LEI-011418 ANO-2006\n LEI ORDINÁRIA\n\n",
"LEG-FED EMR-000021 ANO-2007\n EMENDA REGIMENTAL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 891508 AgR
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""
] |
AGTE.(S) : DANIEL VITORIO RODRIGUES RIBEIRO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.508 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:DANIEL VITORIO RODRIGUES RIBEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
(LEI n 12.322/2010) – EMENDA REGIMENTAL n 21/2007 (Supremo Tribunal Federal) –
INTIMAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO EM DATA POSTERIOR A
03/05/2007 – EXIGÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO FORMAL E
FUNDAMENTADA, EM CAPÍTULO AUTÔNOMO, NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO, DA REPERCUSSÃO GERAL DAS QUESTÕES
CONSTITUCIONAIS – INOCORRÊNCIA – RECURSO DE AGRAVO
IMPROVIDO.
– A repercussão geral, nos termos em que instituída pela
Constituição e regulamentada em sede legal (Lei n 11.418/2006),
constitui pré-requisito de admissibilidade do recurso extraordinário,
cuja cognição, pelo Supremo Tribunal Federal, depende, para além da
constatação dos pressupostos recursais que lhe são inerentes, do
reconhecimento da existência de controvérsia constitucional impregnada
de alta e relevante transcendência política, econômica, social ou jurídica,
que ultrapasse, por efeito de sua própria natureza, os interesses
meramente subjetivos em discussão na causa.
– Incumbe, desse modo, à parte recorrente, quando intimada do
acórdão recorrido em data posterior à publicação da Emenda
Regimental n 21/2007 (03/05/2007), a obrigação de proceder, em capítulo
autônomo, à prévia demonstração, formal e fundamentada, no recurso
extraordinário interposto,
da
repercussão
geral
das questões
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
ARE 891508 AGR / SP
constitucionais discutidas, sob pena de incognoscibilidade do apelo
extremo. Precedente.
– Assiste, ao Presidente do Tribunal recorrido, competência para
examinar, em sede de controle prévio de admissibilidade do recurso
extraordinário, a demonstração formal e fundamentada, em capítulo
autônomo, da repercussão geral, só não lhe competindo o poder – que
cabe, exclusivamente, ao Supremo Tribunal Federal (Código de Processo Civil, art. 543-A,
§ 2...) – de decidir sobre a efetiva existência, ou não, em cada caso, da
repercussão geral suscitada. Doutrina. Precedentes.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamentos e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes.
Brasília, 30 de junho de 2015.
CELSO DE MELLO – RELATOR
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 891508 AGR / SP
constitucionais discutidas, sob pena de incognoscibilidade do apelo
extremo. Precedente.
– Assiste, ao Presidente do Tribunal recorrido, competência para
examinar, em sede de controle prévio de admissibilidade do recurso
extraordinário, a demonstração formal e fundamentada, em capítulo
autônomo, da repercussão geral, só não lhe competindo o poder – que
cabe, exclusivamente, ao Supremo Tribunal Federal (Código de Processo Civil, art. 543-A,
§ 2...) – de decidir sobre a efetiva existência, ou não, em cada caso, da
repercussão geral suscitada. Doutrina. Precedentes.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamentos e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes.
Brasília, 30 de junho de 2015.
CELSO DE MELLO – RELATOR
2
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Relatório
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.508 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:DANIEL VITORIO RODRIGUES RIBEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que
conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei n 12.322/2010), para
negar seguimento ao recurso extraordinário, manifestamente inadmissível,
deduzido pela parte ora recorrente.
Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe
o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduziu.
Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação
desta colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.508 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:DANIEL VITORIO RODRIGUES RIBEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que
conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei n 12.322/2010), para
negar seguimento ao recurso extraordinário, manifestamente inadmissível,
deduzido pela parte ora recorrente.
Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe
o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduziu.
Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação
desta colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.508 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não
assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se,
com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo
Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame.
Com efeito, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao resolver
questão de ordem suscitada no AI 664.567/RS, Rel. Min. SEPÚLVEDA
PERTENCE, decidiu “(...) que a exigência da demonstração formal e
fundamentada no recurso extraordinário da repercussão geral das questões
constitucionais discutidas só incide quando a intimação do acórdão recorrido
tenha ocorrido a partir de 03 de maio de 2007, data da publicação da Emenda
Regimental n 21, de 30 de abril de 2007 (...)” (grifei).
Cumpre observar que a parte ora agravante foi intimada do
acórdão recorrido em
data
posterior
à
publicação da Emenda
Regimental n 21/2007 (07/01/2015), o que faz incidir, sobre ela, consoante
definido em mencionado julgamento plenário, o ônus processual de
proceder, em capítulo destacado e, autônomo, à demonstração formal e
fundamentada, no recurso extraordinário que deduziu, da repercussão geral
das questões constitucionais.
É importante registrar, ainda, segundo decidido nesse mesmo
julgamento (AI 664.567-QO/RS, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, Pleno),
que o Presidente do Tribunal recorrido, no exercício do controle prévio de
admissibilidade recursal, dispõe de competência para verificar, em relação aos
casos nos quais a intimação do acórdão recorrido tenha se verificado a partir
de 03/05/2007, se o recorrente procedeu, ou não, à demonstração formal e
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Supremo Tribunal Federal
30/06/2015
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.508 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não
assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se,
com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo
Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame.
Com efeito, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao resolver
questão de ordem suscitada no AI 664.567/RS, Rel. Min. SEPÚLVEDA
PERTENCE, decidiu “(...) que a exigência da demonstração formal e
fundamentada no recurso extraordinário da repercussão geral das questões
constitucionais discutidas só incide quando a intimação do acórdão recorrido
tenha ocorrido a partir de 03 de maio de 2007, data da publicação da Emenda
Regimental n 21, de 30 de abril de 2007 (...)” (grifei).
Cumpre observar que a parte ora agravante foi intimada do
acórdão recorrido em
data
posterior
à
publicação da Emenda
Regimental n 21/2007 (07/01/2015), o que faz incidir, sobre ela, consoante
definido em mencionado julgamento plenário, o ônus processual de
proceder, em capítulo destacado e, autônomo, à demonstração formal e
fundamentada, no recurso extraordinário que deduziu, da repercussão geral
das questões constitucionais.
É importante registrar, ainda, segundo decidido nesse mesmo
julgamento (AI 664.567-QO/RS, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, Pleno),
que o Presidente do Tribunal recorrido, no exercício do controle prévio de
admissibilidade recursal, dispõe de competência para verificar, em relação aos
casos nos quais a intimação do acórdão recorrido tenha se verificado a partir
de 03/05/2007, se o recorrente procedeu, ou não, à demonstração formal e
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
ARE 891508 AGR / SP
fundamentada, em capítulo autônomo, no recurso extraordinário interposto, da
repercussão geral das questões discutidas.
Essa visão do tema – que bem reflete a diretriz jurisprudencial firmada
por esta Suprema Corte – foi exposta, de modo claro, por GLAUCO
GUMERATO RAMOS (“Repercussão Geral na Teoria dos Recursos.
Juízo de Admissibilidade. Algumas Observações”, “in” Revista
Nacional de Direito e Jurisprudência n 84, ano 7, dezembro/2006, p. 53),
em lição na qual reconhece assistir, ao Presidente do Tribunal “a quo”,
competência para examinar, em sede de controle prévio de admissibilidade, a
verificação da demonstração formal e fundamentada, em capítulo
autônomo, da repercussão geral, só não lhe competindo o poder – que
cabe, exclusivamente, ao Supremo Tribunal Federal (Código de Processo Civil, art. 543-A, § 2...) –
de decidir sobre a efetiva existência, no caso, da repercussão geral.
Esse mesmo entendimento é perfilhado por GUILHERME BEUX
NASSIF AZEM (“A Súmula 126 do Superior Tribunal de Justiça e o Instituto da Repercussão Geral”,
p. 91/95, item n. 2, “in” “Revista Jurídica” n 358, agosto de 2007) e CARLOS
AUGUSTO DE ASSIS (“Repercussão Geral como Requisito de
Admissibilidade do Recurso Extraordinário – Lei 11.418/2006”, p. 32/46,
item V, “in” “Revista Dialética de Direito Processual” n 54, setembro 2007).
É claro que o juízo prévio de admissibilidade do recurso extraordinário, a
ser exercido, em um primeiro momento, pela Presidência do Tribunal
recorrido, não se confunde com o reconhecimento de que a matéria
arguida no apelo extremo possui, ou não, relevância do ponto de vista
econômico, político, social ou jurídico, pois, quanto a esse aspecto, somente
o Supremo Tribunal Federal dispõe de competência para apreciar, em
cada caso, a existência, ou não, da repercussão geral.
O exame da presente causa evidencia que a parte ora agravante, ao
interpor
o recurso extraordinário,
não
demonstrou, de forma
fundamentada, “em preliminar do recurso” (Código de Processo Civil, art. 543-A, § 2...), a
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 891508 AGR / SP
fundamentada, em capítulo autônomo, no recurso extraordinário interposto, da
repercussão geral das questões discutidas.
Essa visão do tema – que bem reflete a diretriz jurisprudencial firmada
por esta Suprema Corte – foi exposta, de modo claro, por GLAUCO
GUMERATO RAMOS (“Repercussão Geral na Teoria dos Recursos.
Juízo de Admissibilidade. Algumas Observações”, “in” Revista
Nacional de Direito e Jurisprudência n 84, ano 7, dezembro/2006, p. 53),
em lição na qual reconhece assistir, ao Presidente do Tribunal “a quo”,
competência para examinar, em sede de controle prévio de admissibilidade, a
verificação da demonstração formal e fundamentada, em capítulo
autônomo, da repercussão geral, só não lhe competindo o poder – que
cabe, exclusivamente, ao Supremo Tribunal Federal (Código de Processo Civil, art. 543-A, § 2...) –
de decidir sobre a efetiva existência, no caso, da repercussão geral.
Esse mesmo entendimento é perfilhado por GUILHERME BEUX
NASSIF AZEM (“A Súmula 126 do Superior Tribunal de Justiça e o Instituto da Repercussão Geral”,
p. 91/95, item n. 2, “in” “Revista Jurídica” n 358, agosto de 2007) e CARLOS
AUGUSTO DE ASSIS (“Repercussão Geral como Requisito de
Admissibilidade do Recurso Extraordinário – Lei 11.418/2006”, p. 32/46,
item V, “in” “Revista Dialética de Direito Processual” n 54, setembro 2007).
É claro que o juízo prévio de admissibilidade do recurso extraordinário, a
ser exercido, em um primeiro momento, pela Presidência do Tribunal
recorrido, não se confunde com o reconhecimento de que a matéria
arguida no apelo extremo possui, ou não, relevância do ponto de vista
econômico, político, social ou jurídico, pois, quanto a esse aspecto, somente
o Supremo Tribunal Federal dispõe de competência para apreciar, em
cada caso, a existência, ou não, da repercussão geral.
O exame da presente causa evidencia que a parte ora agravante, ao
interpor
o recurso extraordinário,
não
demonstrou, de forma
fundamentada, “em preliminar do recurso” (Código de Processo Civil, art. 543-A, § 2...), a
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9029844.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
ARE 891508 AGR / SP
existência, na espécie, da repercussão geral, o que torna incognoscível o
apelo extremo em questão.
Com efeito, não se indicaram, na espécie, os motivos que
justificariam, no processo em exame, o reconhecimento de repercussão
geral da controvérsia constitucional alegadamente existente na causa em
referência, como se vê da própria leitura do capítulo com que a parte ora
recorrente pretendeu satisfazer a exigência inscrita no art. 543-A, § 2..., do
Código de Processo Civil, acrescentado pela Lei n 11.418/2006:
“2.1 DA REPERCUSSÃO GERAL
Em cumprimento ao § 3..., do art. 102, da Constituição Federal de 1988 e ao artigo 543-A,
§ 2... do Código de Processo Civil, cumpre demonstrar ser indubitável a presença de
repercussão geral ao caso em tela e o interesse público de maior monta
a justificar um novo exame da questão, assim como não o interesse
exclusivo das partes, de repercussão limitada, como será demonstrado,
vez que o interesse público da questão suscitada encontra
profundidade e vasta extensão.
Isso porque se discute, no caso em tela, matéria de potencial
interesse social e jurídico consistente na não recepção, pela vigente
ordem constitucional, de parte do § 1..., do art. 289, do Código Penal Brasileiro, frente ao
princípio da proporcionalidade, um dos pilares do nosso ordenamento
jurídico.
Apreciada referida questão, a decisão tomada por esta
E. Suprema Corte promoverá a elucidação do mais que frequente
debate referente ao tema, arguida nos diversos Tribunais do país.
Portanto, está presente o requisito da repercussão geral, vez que
se discute, como já foi dito, matéria de potencial interesse social e
jurídico já que é fundamental a proteção e o fortalecimento dos direitos
humanos constitucionalmente estabelecidos, trazendo segurança
jurídica nas decisões.”
Vê-se, portanto, que se mostra insatisfatório, no caso, o
cumprimento da prescrição legal consubstanciada no § 2... do art. 543-A do
Código de Processo Civil, acrescentado pela Lei n 11.418/2006.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 891508 AGR / SP
existência, na espécie, da repercussão geral, o que torna incognoscível o
apelo extremo em questão.
Com efeito, não se indicaram, na espécie, os motivos que
justificariam, no processo em exame, o reconhecimento de repercussão
geral da controvérsia constitucional alegadamente existente na causa em
referência, como se vê da própria leitura do capítulo com que a parte ora
recorrente pretendeu satisfazer a exigência inscrita no art. 543-A, § 2..., do
Código de Processo Civil, acrescentado pela Lei n 11.418/2006:
“2.1 DA REPERCUSSÃO GERAL
Em cumprimento ao § 3..., do art. 102, da Constituição Federal de 1988 e ao artigo 543-A,
§ 2... do Código de Processo Civil, cumpre demonstrar ser indubitável a presença de
repercussão geral ao caso em tela e o interesse público de maior monta
a justificar um novo exame da questão, assim como não o interesse
exclusivo das partes, de repercussão limitada, como será demonstrado,
vez que o interesse público da questão suscitada encontra
profundidade e vasta extensão.
Isso porque se discute, no caso em tela, matéria de potencial
interesse social e jurídico consistente na não recepção, pela vigente
ordem constitucional, de parte do § 1..., do art. 289, do Código Penal Brasileiro, frente ao
princípio da proporcionalidade, um dos pilares do nosso ordenamento
jurídico.
Apreciada referida questão, a decisão tomada por esta
E. Suprema Corte promoverá a elucidação do mais que frequente
debate referente ao tema, arguida nos diversos Tribunais do país.
Portanto, está presente o requisito da repercussão geral, vez que
se discute, como já foi dito, matéria de potencial interesse social e
jurídico já que é fundamental a proteção e o fortalecimento dos direitos
humanos constitucionalmente estabelecidos, trazendo segurança
jurídica nas decisões.”
Vê-se, portanto, que se mostra insatisfatório, no caso, o
cumprimento da prescrição legal consubstanciada no § 2... do art. 543-A do
Código de Processo Civil, acrescentado pela Lei n 11.418/2006.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
ARE 891508 AGR / SP
É por isso que o Supremo Tribunal Federal tem enfatizado caber “à
parte recorrente demonstrar, de forma expressa e acessível, as circunstâncias
que poderiam configurar a relevância – do ponto de vista econômico, político,
social ou jurídico – das questões constitucionais invocadas no recurso
extraordinário”, sob pena de a deficiência (quando não a ausência) da
fundamentação inviabilizar o apelo extremo interposto (Recurso Extraordinário 611.023-
-AgR/RJ, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, v.g.).
Cabe registrar, finalmente, que o entendimento ora exposto tem sido
observado, em sucessivas decisões proferidas no âmbito do Supremo
Tribunal Federal, a propósito dessa exigência formal concernente ao
mencionado pré-requisito de admissibilidade do recurso extraordinário
(AI 672.738-AgR/RS, Rel. Min. EROS GRAU – AI 718.993-AgR/SP, Rel.
Min. CÁRMEN LÚCIA – AI 794.151-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.),
valendo referir, dentre eles, julgamento desta colenda Segunda Turma:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO RELATIVA À
PRELIMINAR DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA
MATÉRIA CONSTITUCIONAL INVOCADA NO RECURSO.
INTIMAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO POSTERIOR A
03.05.2007.
De acordo com a orientação firmada neste Tribunal, é insuficiente
a simples alegação de que a matéria em debate no recurso extraordinário
tem repercussão geral. Cabe à parte recorrente demonstrar de forma
expressa e clara as circunstâncias que poderiam configurar a
relevância – do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico –
das questões constitucionais invocadas no recurso extraordinário. A
deficiência na fundamentação inviabiliza o recurso interposto.
Agravo regimental a que se nega provimento.”
(AI 765.277-AgR/SP, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA)
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 891508 AGR / SP
É por isso que o Supremo Tribunal Federal tem enfatizado caber “à
parte recorrente demonstrar, de forma expressa e acessível, as circunstâncias
que poderiam configurar a relevância – do ponto de vista econômico, político,
social ou jurídico – das questões constitucionais invocadas no recurso
extraordinário”, sob pena de a deficiência (quando não a ausência) da
fundamentação inviabilizar o apelo extremo interposto (Recurso Extraordinário 611.023-
-AgR/RJ, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, v.g.).
Cabe registrar, finalmente, que o entendimento ora exposto tem sido
observado, em sucessivas decisões proferidas no âmbito do Supremo
Tribunal Federal, a propósito dessa exigência formal concernente ao
mencionado pré-requisito de admissibilidade do recurso extraordinário
(AI 672.738-AgR/RS, Rel. Min. EROS GRAU – AI 718.993-AgR/SP, Rel.
Min. CÁRMEN LÚCIA – AI 794.151-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.),
valendo referir, dentre eles, julgamento desta colenda Segunda Turma:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO RELATIVA À
PRELIMINAR DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA
MATÉRIA CONSTITUCIONAL INVOCADA NO RECURSO.
INTIMAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO POSTERIOR A
03.05.2007.
De acordo com a orientação firmada neste Tribunal, é insuficiente
a simples alegação de que a matéria em debate no recurso extraordinário
tem repercussão geral. Cabe à parte recorrente demonstrar de forma
expressa e clara as circunstâncias que poderiam configurar a
relevância – do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico –
das questões constitucionais invocadas no recurso extraordinário. A
deficiência na fundamentação inviabiliza o recurso interposto.
Agravo regimental a que se nega provimento.”
(AI 765.277-AgR/SP, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA)
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
ARE 891508 AGR / SP
Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego
provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência,
por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada.
É o meu voto.
5
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Supremo Tribunal Federal
ARE 891508 AGR / SP
Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego
provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência,
por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada.
É o meu voto.
5
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Extrato de Ata - 30/06/2015
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.508
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : DANIEL VITORIO RODRIGUES RIBEIRO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.508
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : DANIEL VITORIO RODRIGUES RIBEIRO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 30.06.2015.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori
Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar
Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891 . 508",
"EMENDA REGIMENTAL n 21 / 2007",
"ARE 891508 AGR / SP",
"ARE 891508 AGR / SP",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891 . 508",
"AI 664 . 567 / RS",
"AI 664 . 567 - QO / RS",
"RECURSO",
"AI 664 . 567 / RS",
"AI 664 . 567 - QO / RS",
"ARE 891508 AGR / SP",
"Súmula 126 do Superior Tribunal de Justiça",
"Súmula 126 do Superior Tribunal de Justiça",
"ARE 891508 AGR / SP",
"ARE 891508 AGR / SP",
"Recurso Extraordinário 611 . 023 - - AgR / RJ",
"AI 672 . 738 - AgR / RS",
"AI 718 . 993 - AgR / SP",
"AI 794 . 151 - AgR / MG",
"AI 765 . 277 - AgR / SP",
"ARE 891508 AGR / SP",
"Recurso Extraordinário 611 . 023 - - AgR / RJ",
"AI 672 . 738 - AgR / RS",
"AI 718 . 993 - AgR / SP",
"AI 794 . 151 - AgR / MG",
"AI 765 . 277 - AgR / SP",
"ARE 891508 AGR / SP"
],
"LEGISLACAO": [
"LEI n 12 . 322 / 2010",
"Constituição",
"Lei n 11 . 418 / 2006",
"Emenda Regimental n 21 / 2007",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art . 543 - A , § 2 . . .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art . 543 - A , § 2 . . .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 12 . 322 / 2010",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 12 . 322 / 2010",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Emenda Regimental n 21",
"Emenda Regimental n 21 / 2007",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Emenda Regimental n 21",
"Emenda Regimental n 21 / 2007",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art . 543 - A , § 2 . . .",
"Lei 11 . 418 / 2006",
"Código de Processo Civil , art . 543 - A , §",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art . 543 - A ,",
"Lei 11 . 418 / 2006",
"Código de Processo Civil , art . 543 - A , § 2 . .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Lei n 11 . 418 / 2006",
"§ 3 . . . , do art . 102 , da Constituição Federal de 1988",
"artigo 543 - A , § 2 . . . do Código de Processo Civil",
"§",
"art . 289 , do Código Penal Brasileiro",
"art . 543 - A do Código de Processo Civil",
"Lei n 11 . 418 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Lei n 11 . 418 / 2006",
"§ 3 . . . , do art . 102 , da Constituição Federal de 1988",
"artigo 543 - A , § 2 . . . do Código de Processo Civil",
"§ 1 . . . , do art . 289 , do Código Penal Brasileiro",
"§ 2 . . . do art . 543 - A do Código de Processo Civil",
"Lei n 11 . 418 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 -",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Revista",
"Revista Dialética de",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"ARE",
"AGR",
"/",
"SP",
"Suprema",
"Revista Nacional de Direito e Jurisprudência",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
"Suprema",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"/",
"SP",
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"-",
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"-",
"Brasil",
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"2",
".",
".",
".",
"Infra",
"-",
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"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"2",
".",
".",
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"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CELSO DE MELLO",
"DANIEL VITORIO RODRIGUES RIBEIRO",
"Dias Toffoli",
"Gilmar Mendes",
"CELSO DE MELLO",
"Dias Toffoli",
"Gilmar Mendes",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"DANIEL VITORIO RODRIGUES RIBEIRO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"DANIEL VITORIO RODRIGUES RIBEIRO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"SEPÚLVEDA PERTENCE",
"SEPÚLVEDA PERTENCE",
"CELSO DE MELLO",
"SEPÚLVEDA PERTENCE",
"SEPÚLVEDA PERTENCE",
"CELSO DE MELLO",
"GLAUCO GUMERATO RAMOS",
"GUILHERME BEUX NASSIF AZEM",
"CARLOS AUGUSTO DE ASSIS",
"GLAUCO GUMERATO RAMOS",
"GUILHERME BEUX NASSIF AZEM",
"CARLOS AUGUSTO DE ASSIS",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"JOAQUIM BARBOSA",
"EROS GRAU",
"CÁRMEN LÚCIA",
"LUIZ FUX",
"JOAQUIM BARBOSA",
"JOAQUIM BARBOSA",
"EROS GRAU",
"CÁRMEN LÚCIA",
"LUIZ FUX",
"JOAQUIM BARBOSA",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"DANIEL VITORIO RODRIGUES RIBEIRO",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira",
"CELSO DE MELLO",
"DANIEL VITORIO RODRIGUES RIBEIRO",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"03",
"/",
"05",
"/",
"2007",
"03",
"/",
"05",
"/",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30 de junho de 2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"06",
"/",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
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"06",
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"2015",
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"07",
"/",
"01",
"/",
"2015",
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"2007",
"24",
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"2001",
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"2015",
"03 de maio de 2007",
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"07",
"/",
"01",
"/",
"2015",
"03",
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"05",
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"2007",
"24",
"/",
"08",
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"2001",
"dezembro",
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"2006",
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"/",
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".",
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".",
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"24",
"/",
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"/",
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"03",
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".",
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"/",
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"/",
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"/",
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"/",
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"/",
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".",
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"/",
"2001",
"30",
".",
"06",
".",
"2015",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
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