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Ementa e Acórdão 04/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.302 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :COELHO E SILVA COMÉRCIO DE CALÇADOS LTDA AGTE.(S) :BIANCA SILVA PONTES COELHO ADV.(A/S) :RAFAEL DE ANDRADE SILVA AGDO.(A/S) :ITAÚ UNIBANCO S/A ADV.(A/S) :ANDRÉ VIDIGAL DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) EMENTA: CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ART. 5º DA MP 2.170/01. CONSTITUCIONALIDADE ASSENTADA NO JULGAMENTO DO RE 592.377 (DE MINHA RELATORIA, PLENÁRIO, TEMA 33), SUBMETIDO À SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. VIOLAÇÃO AOS ARTS. 62, § 1º, III, E 192 DA CF/88. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 4 de agosto de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9294906. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 04/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.302 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :COELHO E SILVA COMÉRCIO DE CALÇADOS LTDA AGTE.(S) :BIANCA SILVA PONTES COELHO ADV.(A/S) :RAFAEL DE ANDRADE SILVA AGDO.(A/S) :ITAÚ UNIBANCO S/A ADV.(A/S) :ANDRÉ VIDIGAL DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a agravo em recurso extraordinário ao fundamento de que o acórdão recorrido encontra-se em consonância com a jurisprudência do STF. Sustenta a parte agravante, em suma, que não alegou a inconstitucionalidade formal do art. 5º da MP 2.170-36/01, em razão da ausência dos requisitos de relevância e urgência, mas sim por tratar de matéria reservada à lei complementar. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9294907. Supremo Tribunal Federal 04/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.302 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :COELHO E SILVA COMÉRCIO DE CALÇADOS LTDA AGTE.(S) :BIANCA SILVA PONTES COELHO ADV.(A/S) :RAFAEL DE ANDRADE SILVA AGDO.(A/S) :ITAÚ UNIBANCO S/A ADV.(A/S) :ANDRÉ VIDIGAL DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a agravo em recurso extraordinário ao fundamento de que o acórdão recorrido encontra-se em consonância com a jurisprudência do STF. Sustenta a parte agravante, em suma, que não alegou a inconstitucionalidade formal do art. 5º da MP 2.170-36/01, em razão da ausência dos requisitos de relevância e urgência, mas sim por tratar de matéria reservada à lei complementar. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9294907. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 04/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.302 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar o RE 592.377, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 4/2/2015, Tema 33, sob o regime do art. 543-B do CPC (repercussão geral), consolidou entendimento em relação à matéria discutida no presente recurso extraordinário. Esse acórdão ficou assim ementado: Ementa: CONSTITUCIONAL. ART. 5º DA MP 2.170/01. CAPITALIZAÇÃO DE JUROS COM PERIODICIDADE INFERIOR A UM ANO. REQUISITOS NECESSÁRIOS PARA EDIÇÃO DE MEDIDA PROVISÓRIA. SINDICABILIDADE PELO PODER JUDICIÁRIO. ESCRUTÍNIO ESTRITO. AUSÊNCIA, NO CASO, DE ELEMENTOS SUFICIENTES PARA NEGÁ- LOS. RECURSO PROVIDO. 1. A jurisprudência da Suprema Corte está consolidada no sentido de que, conquanto os pressupostos para a edição de medidas provisórias se exponham ao controle judicial, o escrutínio a ser feito neste particular tem domínio estrito, justificando-se a invalidação da iniciativa presidencial apenas quando atestada a inexistência cabal de relevância e de urgência. 2. Não se pode negar que o tema tratado pelo art. 5º da MP 2.170/01 é relevante, porquanto o tratamento normativo dos juros é matéria extremamente sensível para a estruturação do sistema bancário, e, consequentemente, para assegurar estabilidade à dinâmica da vida econômica do país. 3. Por outro lado, a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9294908. Supremo Tribunal Federal 04/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.302 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar o RE 592.377, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 4/2/2015, Tema 33, sob o regime do art. 543-B do CPC (repercussão geral), consolidou entendimento em relação à matéria discutida no presente recurso extraordinário. Esse acórdão ficou assim ementado: Ementa: CONSTITUCIONAL. ART. 5º DA MP 2.170/01. CAPITALIZAÇÃO DE JUROS COM PERIODICIDADE INFERIOR A UM ANO. REQUISITOS NECESSÁRIOS PARA EDIÇÃO DE MEDIDA PROVISÓRIA. SINDICABILIDADE PELO PODER JUDICIÁRIO. ESCRUTÍNIO ESTRITO. AUSÊNCIA, NO CASO, DE ELEMENTOS SUFICIENTES PARA NEGÁ- LOS. RECURSO PROVIDO. 1. A jurisprudência da Suprema Corte está consolidada no sentido de que, conquanto os pressupostos para a edição de medidas provisórias se exponham ao controle judicial, o escrutínio a ser feito neste particular tem domínio estrito, justificando-se a invalidação da iniciativa presidencial apenas quando atestada a inexistência cabal de relevância e de urgência. 2. Não se pode negar que o tema tratado pelo art. 5º da MP 2.170/01 é relevante, porquanto o tratamento normativo dos juros é matéria extremamente sensível para a estruturação do sistema bancário, e, consequentemente, para assegurar estabilidade à dinâmica da vida econômica do país. 3. Por outro lado, a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9294908. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 893302 AGR / DF urgência para a edição do ato também não pode ser rechaçada, ainda mais em se considerando que, para tal, seria indispensável fazer juízo sobre a realidade econômica existente à época, ou seja, há quinze anos passados. 4. Recurso extraordinário provido. Considerada a especial eficácia vinculativa desse julgado (CPC, art. 543-B, § 3º), impõe-se sua aplicação, nos mesmos termos, aos casos análogos, como o dos autos. Por estar em consonância com a orientação do Plenário desta Corte, não merece reparos o acórdão recorrido. O recurso não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Saliente-se, ademais, que não houve emissão, pelo acórdão recorrido, de juízo acerca das normas contidas nos arts. 62, § 1º, III, e 192 da Constituição Federal, não tendo o Tribunal de origem se manifestado sobre a alegação de que a matéria veiculada no art. 5º da MP 2.170/01 é reservada à lei complementar. Essa questão tampouco foi suscitada no momento oportuno, em sede dos embargos de declaração, razão pela qual, à falta do indispensável prequestionamento, o recurso extraordinário não pode ser conhecido, incidindo o óbice das Súmulas 282 e 356 do STF. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9294908. Supremo Tribunal Federal ARE 893302 AGR / DF urgência para a edição do ato também não pode ser rechaçada, ainda mais em se considerando que, para tal, seria indispensável fazer juízo sobre a realidade econômica existente à época, ou seja, há quinze anos passados. 4. Recurso extraordinário provido. Considerada a especial eficácia vinculativa desse julgado (CPC, art. 543-B, § 3º), impõe-se sua aplicação, nos mesmos termos, aos casos análogos, como o dos autos. Por estar em consonância com a orientação do Plenário desta Corte, não merece reparos o acórdão recorrido. O recurso não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Saliente-se, ademais, que não houve emissão, pelo acórdão recorrido, de juízo acerca das normas contidas nos arts. 62, § 1º, III, e 192 da Constituição Federal, não tendo o Tribunal de origem se manifestado sobre a alegação de que a matéria veiculada no art. 5º da MP 2.170/01 é reservada à lei complementar. Essa questão tampouco foi suscitada no momento oportuno, em sede dos embargos de declaração, razão pela qual, à falta do indispensável prequestionamento, o recurso extraordinário não pode ser conhecido, incidindo o óbice das Súmulas 282 e 356 do STF. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9294908. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 04/08/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.302 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : COELHO E SILVA COMÉRCIO DE CALÇADOS LTDA AGTE.(S) : BIANCA SILVA PONTES COELHO ADV.(A/S) : RAFAEL DE ANDRADE SILVA AGDO.(A/S) : ITAÚ UNIBANCO S/A ADV.(A/S) : ANDRÉ VIDIGAL DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 04.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9318388 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.302 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : COELHO E SILVA COMÉRCIO DE CALÇADOS LTDA AGTE.(S) : BIANCA SILVA PONTES COELHO ADV.(A/S) : RAFAEL DE ANDRADE SILVA AGDO.(A/S) : ITAÚ UNIBANCO S/A ADV.(A/S) : ANDRÉ VIDIGAL DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 04.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9318388 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9319053
2015-08-04T00:00:00
2015-09-04T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 04.08.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ART. 5º DA MP 2.170/01. CONSTITUCIONALIDADE ASSENTADA NO JULGAMENTO DO RE 592.377 (DE MINHA RELATORIA, PLENÁRIO, TEMA 33), SUBMETIDO À SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. VIOLAÇÃO AOS ARTS. 62, § 1º, III, E 192 DA CF/88. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur318179
Número de páginas: 5. Análise: 24/09/2015, BMP.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
893302
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00062 PAR-00001 INC-00003 ART-00192\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED MPR-002170 ANO-2001\n ART-00005\n MEDIDA PROVISÓRIA\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 893302 AgR
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AGTE.(S) : COELHO E SILVA COMÉRCIO DE CALÇADOS LTDA AGTE.(S) : BIANCA SILVA PONTES COELHO ADV.(A/S) : RAFAEL DE ANDRADE SILVA AGDO.(A/S) : ITAÚ UNIBANCO S/A ADV.(A/S) : ANDRÉ VIDIGAL DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 04/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.302 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :COELHO E SILVA COMÉRCIO DE CALÇADOS LTDA AGTE.(S) :BIANCA SILVA PONTES COELHO ADV.(A/S) :RAFAEL DE ANDRADE SILVA AGDO.(A/S) :ITAÚ UNIBANCO S/A ADV.(A/S) :ANDRÉ VIDIGAL DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) EMENTA: CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ART. 5... DA Medida Provisória 2.170/01. CONSTITUCIONALIDADE ASSENTADA NO JULGAMENTO DO Recurso Extraordinário 592.377 (DE MINHA RELATORIA, PLENÁRIO, TEMA 33), SUBMETIDO À SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. VIOLAÇÃO AOS ARTS. 62, § 1..., III, E 192 DA Constituição Federal de 1988/88. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 4 de agosto de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9294906. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 04/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.302 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :COELHO E SILVA COMÉRCIO DE CALÇADOS LTDA AGTE.(S) :BIANCA SILVA PONTES COELHO ADV.(A/S) :RAFAEL DE ANDRADE SILVA AGDO.(A/S) :ITAÚ UNIBANCO S/A ADV.(A/S) :ANDRÉ VIDIGAL DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a agravo em recurso extraordinário ao fundamento de que o acórdão recorrido encontra-se em consonância com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em suma, que não alegou a inconstitucionalidade formal do art. 5... da Medida Provisória 2.170-36/01, em razão da ausência dos requisitos de relevância e urgência, mas sim por tratar de matéria reservada à lei complementar. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9294907. Supremo Tribunal Federal 04/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.302 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :COELHO E SILVA COMÉRCIO DE CALÇADOS LTDA AGTE.(S) :BIANCA SILVA PONTES COELHO ADV.(A/S) :RAFAEL DE ANDRADE SILVA AGDO.(A/S) :ITAÚ UNIBANCO S/A ADV.(A/S) :ANDRÉ VIDIGAL DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a agravo em recurso extraordinário ao fundamento de que o acórdão recorrido encontra-se em consonância com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em suma, que não alegou a inconstitucionalidade formal do art. 5... da Medida Provisória 2.170-36/01, em razão da ausência dos requisitos de relevância e urgência, mas sim por tratar de matéria reservada à lei complementar. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9294907. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 04/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.302 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar o Recurso Extraordinário 592.377, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 4/2/2015, Tema 33, sob o regime do art. 543-B do Código de Processo Civil (repercussão geral), consolidou entendimento em relação à matéria discutida no presente recurso extraordinário. Esse acórdão ficou assim ementado: Ementa: CONSTITUCIONAL. ART. 5... DA Medida Provisória 2.170/01. CAPITALIZAÇÃO DE JUROS COM PERIODICIDADE INFERIOR A UM ANO. REQUISITOS NECESSÁRIOS PARA EDIÇÃO DE MEDIDA PROVISÓRIA. SINDICABILIDADE PELO PODER JUDICIÁRIO. ESCRUTÍNIO ESTRITO. AUSÊNCIA, NO CASO, DE ELEMENTOS SUFICIENTES PARA NEGÁ- LOS. RECURSO PROVIDO. 1. A jurisprudência da Suprema Corte está consolidada no sentido de que, conquanto os pressupostos para a edição de medidas provisórias se exponham ao controle judicial, o escrutínio a ser feito neste particular tem domínio estrito, justificando-se a invalidação da iniciativa presidencial apenas quando atestada a inexistência cabal de relevância e de urgência. 2. Não se pode negar que o tema tratado pelo art. 5... da Medida Provisória 2.170/01 é relevante, porquanto o tratamento normativo dos juros é matéria extremamente sensível para a estruturação do sistema bancário, e, consequentemente, para assegurar estabilidade à dinâmica da vida econômica do país. 3. Por outro lado, a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9294908. Supremo Tribunal Federal 04/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.302 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar o Recurso Extraordinário 592.377, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 4/2/2015, Tema 33, sob o regime do art. 543-B do Código de Processo Civil (repercussão geral), consolidou entendimento em relação à matéria discutida no presente recurso extraordinário. Esse acórdão ficou assim ementado: Ementa: CONSTITUCIONAL. ART. 5... DA Medida Provisória 2.170/01. CAPITALIZAÇÃO DE JUROS COM PERIODICIDADE INFERIOR A UM ANO. REQUISITOS NECESSÁRIOS PARA EDIÇÃO DE MEDIDA PROVISÓRIA. SINDICABILIDADE PELO PODER JUDICIÁRIO. ESCRUTÍNIO ESTRITO. AUSÊNCIA, NO CASO, DE ELEMENTOS SUFICIENTES PARA NEGÁ- LOS. RECURSO PROVIDO. 1. A jurisprudência da Suprema Corte está consolidada no sentido de que, conquanto os pressupostos para a edição de medidas provisórias se exponham ao controle judicial, o escrutínio a ser feito neste particular tem domínio estrito, justificando-se a invalidação da iniciativa presidencial apenas quando atestada a inexistência cabal de relevância e de urgência. 2. Não se pode negar que o tema tratado pelo art. 5... da Medida Provisória 2.170/01 é relevante, porquanto o tratamento normativo dos juros é matéria extremamente sensível para a estruturação do sistema bancário, e, consequentemente, para assegurar estabilidade à dinâmica da vida econômica do país. 3. Por outro lado, a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9294908. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 893302 AGR / DF urgência para a edição do ato também não pode ser rechaçada, ainda mais em se considerando que, para tal, seria indispensável fazer juízo sobre a realidade econômica existente à época, ou seja, há quinze anos passados. 4. Recurso extraordinário provido. Considerada a especial eficácia vinculativa desse julgado (Código de Processo Civil, art. 543-B, § 3...), impõe-se sua aplicação, nos mesmos termos, aos casos análogos, como o dos autos. Por estar em consonância com a orientação do Plenário desta Corte, não merece reparos o acórdão recorrido. O recurso não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Saliente-se, ademais, que não houve emissão, pelo acórdão recorrido, de juízo acerca das normas contidas nos arts. 62, § 1..., III, e 192 da Constituição Federal, não tendo o Tribunal de origem se manifestado sobre a alegação de que a matéria veiculada no art. 5... da Medida Provisória 2.170/01 é reservada à lei complementar. Essa questão tampouco foi suscitada no momento oportuno, em sede dos embargos de declaração, razão pela qual, à falta do indispensável prequestionamento, o recurso extraordinário não pode ser conhecido, incidindo o óbice das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9294908. Supremo Tribunal Federal ARE 893302 AGR / DF urgência para a edição do ato também não pode ser rechaçada, ainda mais em se considerando que, para tal, seria indispensável fazer juízo sobre a realidade econômica existente à época, ou seja, há quinze anos passados. 4. Recurso extraordinário provido. Considerada a especial eficácia vinculativa desse julgado (Código de Processo Civil, art. 543-B, § 3...), impõe-se sua aplicação, nos mesmos termos, aos casos análogos, como o dos autos. Por estar em consonância com a orientação do Plenário desta Corte, não merece reparos o acórdão recorrido. O recurso não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Saliente-se, ademais, que não houve emissão, pelo acórdão recorrido, de juízo acerca das normas contidas nos arts. 62, § 1..., III, e 192 da Constituição Federal, não tendo o Tribunal de origem se manifestado sobre a alegação de que a matéria veiculada no art. 5... da Medida Provisória 2.170/01 é reservada à lei complementar. Essa questão tampouco foi suscitada no momento oportuno, em sede dos embargos de declaração, razão pela qual, à falta do indispensável prequestionamento, o recurso extraordinário não pode ser conhecido, incidindo o óbice das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9294908. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 04/08/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.302 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : COELHO E SILVA COMÉRCIO DE CALÇADOS LTDA AGTE.(S) : BIANCA SILVA PONTES COELHO ADV.(A/S) : RAFAEL DE ANDRADE SILVA AGDO.(A/S) : ITAÚ UNIBANCO S/A ADV.(A/S) : ANDRÉ VIDIGAL DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 04.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9318388 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 893.302 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : COELHO E SILVA COMÉRCIO DE CALÇADOS LTDA AGTE.(S) : BIANCA SILVA PONTES COELHO ADV.(A/S) : RAFAEL DE ANDRADE SILVA AGDO.(A/S) : ITAÚ UNIBANCO S/A ADV.(A/S) : ANDRÉ VIDIGAL DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 04.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9318388 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "Recurso Extraordinário 592 . 377", "SÚMULAS 282", "Recurso Extraordinário 592 . 377", "Recurso Extraordinário 592 . 377", "Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 893302 AGR / DF", "Súmulas 282" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 5 . . . DA", "Medida Provisória 2 . 170 / 01", "ARTS . 62 , § 1 . . . , III , E 192 DA Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . da Medida Provisória 2 . 170 - 36 / 01", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . da", "Medida Provisória 2 . 170 - 36 / 01", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória 2 . 170 / 01", "Medida Provisória 2 . 170 / 01", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "ART . 5 . . . DA", "Medida Provisória 2 . 170 / 01", "art . 5 . . . da", "Medida Provisória 2 . 170 / 01", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 543 - B , § 3 . . .", "arts . 62 , § 1 . . . , III , e 192 da Constituição Federal", "art . 5 . . . da Medida Provisória 2 . 170 / 01", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 543 - B , § 3 . . .", "arts . 62 , § 1 . . . , III , e 192 da Constituição Federal", "art . 5 . . . da", "Medida Provisória 2 . 170 / 01", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "COELHO E SILVA COMÉRCIO DE CALÇADOS LTDA", "ITAÚ UNIBANCO S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "ITAÚ UNIBANCO S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "COELHO", "ITAÚ UNIBANCO S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Suprema Corte", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Suprema Corte", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "DF", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "DISTRITO FEDERAL", "COELHO E SILVA COMÉRCIO DE CALÇADOS LTDA", "ITAÚ UNIBANCO S / A", "2", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "COELHO", "ITAÚ UNIBANCO S / A", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "BIANCA SILVA PONTES COELHO", "RAFAEL DE ANDRADE SILVA", "ANDRÉ VIDIGAL DE OLIVEIRA", "DIAS TOFFOLI", "TEORI ZAVASCKI", "COELHO E SILVA", "BIANCA SILVA PONTES COELHO", "RAFAEL DE ANDRADE SILVA", "ANDRÉ VIDIGAL DE OLIVEIRA", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "BIANCA SILVA PONTES COELHO", "RAFAEL DE ANDRADE SILVA", "ANDRÉ VIDIGAL DE OLIVEIRA", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "MARCO AURÉLIO", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "MARCO AURÉLIO", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "BIANCA SILVA PONTES COELHO", "RAFAEL DE ANDRADE SILVA", "ANDRÉ VIDIGAL DE OLIVEIRA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Deborah Duprat", "Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "BIANCA SILVA PONTES COELHO", "RAFAEL DE ANDRADE SILVA", "ANDRÉ VIDIGAL DE OLIVEIRA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Deborah Duprat", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "04", "/", "08", "/", "2015", "4 de agosto de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "08", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "08", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "08", "/", "2015", "4", "/", "2", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "08", "/", "2015", "4", "/", "2", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "08", "/", "2015", "04", ".", "08", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", ".", "08", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 23/06/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.019 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PAULO DE TARSO MARQUES DE BRITTO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282/STF. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. FATO PRATICADO CONTRA A ADMINISTRAÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO. 1. A alegada violação ao dispositivo constitucional, nos termos trazidos na petição do recurso extraordinário, não foi objeto de apreciação pelo acórdão do Tribunal de origem, de modo que o recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, nos termos da Súmula 282/STF. 2. Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, seriam imprescindíveis a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, procedimentos inviáveis em recurso extraordinário. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF. 3. O acórdão recorrido está alinhado à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que se o objeto do delito é patrimônio sob a administração militar, o crime é militar, sendo competente a Justiça Militar para julgar a ação penal. Precedente. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829818. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 878019 AGR / RJ Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 23 de junho de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829818. Supremo Tribunal Federal ARE 878019 AGR / RJ Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 23 de junho de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829818. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 23/06/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.019 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PAULO DE TARSO MARQUES DE BRITTO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento ao recurso pelos seguintes fundamentos: (i) a alegada violação ao dispositivo constitucional, nos termos trazidos na petição do recurso extraordinário, não foi objeto de apreciação pelo acórdão do Tribunal de origem, de modo que o recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, nos termos da Súmula 282/STF; (ii) para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, imprescindíveis seriam a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), procedimentos inviáveis em recurso extraordinário; (iii) o acórdão recorrido está alinhado à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que se o objeto do delito é patrimônio sob a administração militar, o crime é militar, sendo competente a Justiça Militar para julgar a ação penal. 2. A parte agravante alega que (i) “o acórdão recorrido debruçou-se expressamente sobre o art. 124 da Constituição Federal, ao enfrentar a preliminar de incompetência da Justiça Militar. Em razão da afinidade de matérias, tem-se por enfrentado, também, o art. 5º, LIII, da Constituição Federal”; (ii) “a rigor, embora esmiuçada em nível infraconstitucional, a competência da Justiça Militar da União tem previsão primária na Constituição Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829819. Supremo Tribunal Federal 23/06/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.019 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PAULO DE TARSO MARQUES DE BRITTO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento ao recurso pelos seguintes fundamentos: (i) a alegada violação ao dispositivo constitucional, nos termos trazidos na petição do recurso extraordinário, não foi objeto de apreciação pelo acórdão do Tribunal de origem, de modo que o recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, nos termos da Súmula 282/STF; (ii) para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, imprescindíveis seriam a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), procedimentos inviáveis em recurso extraordinário; (iii) o acórdão recorrido está alinhado à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que se o objeto do delito é patrimônio sob a administração militar, o crime é militar, sendo competente a Justiça Militar para julgar a ação penal. 2. A parte agravante alega que (i) “o acórdão recorrido debruçou-se expressamente sobre o art. 124 da Constituição Federal, ao enfrentar a preliminar de incompetência da Justiça Militar. Em razão da afinidade de matérias, tem-se por enfrentado, também, o art. 5º, LIII, da Constituição Federal”; (ii) “a rigor, embora esmiuçada em nível infraconstitucional, a competência da Justiça Militar da União tem previsão primária na Constituição Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 878019 AGR / RJ Federal”; (iii) “de fato, para afastar a competência da Justiça Militar da União, a defesa está a pressupor o quadro fático-probatório, tal como delineado pelo acórdão recorrido. Pretende a defesa apenas atribuir aos fatos solução jurídica diversa da encontrada pelo STM, no sentido de que não se sujeitam à jurisdição especializada”; e (iv) “está equivocado o entendimento do STF que afirma a competência da Justiça Militar a partir da caracterização do objeto do delito como patrimônio sob a administração militar”. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829819. Supremo Tribunal Federal ARE 878019 AGR / RJ Federal”; (iii) “de fato, para afastar a competência da Justiça Militar da União, a defesa está a pressupor o quadro fático-probatório, tal como delineado pelo acórdão recorrido. Pretende a defesa apenas atribuir aos fatos solução jurídica diversa da encontrada pelo STM, no sentido de que não se sujeitam à jurisdição especializada”; e (iv) “está equivocado o entendimento do STF que afirma a competência da Justiça Militar a partir da caracterização do objeto do delito como patrimônio sob a administração militar”. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 23/06/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.019 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus próprios fundamentos a decisão recorrida, assim transcrita: “[...] Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal Militar, assim ementado: ESTELIONATO. PRELIMINARES DEFENSIVAS. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO PARA PROCESSAR E JULGAR CIVIL. IMPROCEDÊNCIA. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. PRESCRIÇÃO RETROATIVA DA PRETENSÃO PUNITIVA. INOCORRÊNCIA. MÉRITO. CONDUTA ATÍPICA. BOA-FÉ DO AGENTE. APRESENTAÇÃO DE APÓLICE DE SEGURO E ENDOSSO FALSOS EM CERTAME LICITATÓRIO. DOLO E CULPABILIDADE COMPROVADOS. Compete à Justiça Castrense processar e julgar o civil que, objetivando lograr vantagem ilícita em prejuízo ao patrimônio gerido pela Administração Militar, utiliza-se de apólice de seguro e endosso falsos para se consagrar vencedor em um processo de licitação (art. 9º, inciso III, alínea a, do CPM). Nesse caso, como a Unidade Militar só tomou conhecimento de que não existia o registro do seguro Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829820. Supremo Tribunal Federal 23/06/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.019 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus próprios fundamentos a decisão recorrida, assim transcrita: “[...] Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal Militar, assim ementado: ESTELIONATO. PRELIMINARES DEFENSIVAS. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO PARA PROCESSAR E JULGAR CIVIL. IMPROCEDÊNCIA. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. PRESCRIÇÃO RETROATIVA DA PRETENSÃO PUNITIVA. INOCORRÊNCIA. MÉRITO. CONDUTA ATÍPICA. BOA-FÉ DO AGENTE. APRESENTAÇÃO DE APÓLICE DE SEGURO E ENDOSSO FALSOS EM CERTAME LICITATÓRIO. DOLO E CULPABILIDADE COMPROVADOS. Compete à Justiça Castrense processar e julgar o civil que, objetivando lograr vantagem ilícita em prejuízo ao patrimônio gerido pela Administração Militar, utiliza-se de apólice de seguro e endosso falsos para se consagrar vencedor em um processo de licitação (art. 9º, inciso III, alínea a, do CPM). Nesse caso, como a Unidade Militar só tomou conhecimento de que não existia o registro do seguro Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829820. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 878019 AGR / RJ garantia após a vigência da Lei nº 12.234, de 5 de maio de 2010, que revogou o art. 110, § 2º, do CP comum, não ocorreu a prescrição retroativa da pretensão punitiva entre a consumação do delito praticado pelo Apelante e o recebimento da exordial acusatória. Com o conjunto probatório robusto e coeso, e a ausência de comprovação da alegada boa-fé, ficou evidente que o Ré , ao apresentar apólice de seguro garantia falsa em procedimento licitatório, visando celebrar contrato de prestação de serviços com Exército, de forma livre e consciente, praticou uma conduta dolosa e culpável. Preliminares defensivas de incompetência da Justiça Militar da União e de extinção da punibilidade pela ocorrência da prescrição retroativa pretensão punitiva rejeitadas. Decisões unânimes. Apelo não provido. Decisão unânime. O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega ofensa ao art. 5º, LIII, da Constituição. Aduz que está ocorrendo subtração arbitrária da competência da Justiça comum em caso de delito que não tem conexão com a vida castrense. A decisão agravada não admitiu o recurso sob os seguintes fundamentos: (i) ausente o necessário prequestionamento da matéria; (ii) os argumentos revelam tentativa de revisão de matéria infraconstitucional. O recurso é inadmissível, tendo em vista que a alegada violação ao dispositivo constitucional, nos termos trazidos na petição do recurso extraordinário, não foi objeto de apreciação pelo acórdão do Tribunal de origem, de modo que o recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, nos termos da Súmula 282/STF. Ademais, para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, imprescindíveis seriam a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829820. Supremo Tribunal Federal ARE 878019 AGR / RJ garantia após a vigência da Lei nº 12.234, de 5 de maio de 2010, que revogou o art. 110, § 2º, do CP comum, não ocorreu a prescrição retroativa da pretensão punitiva entre a consumação do delito praticado pelo Apelante e o recebimento da exordial acusatória. Com o conjunto probatório robusto e coeso, e a ausência de comprovação da alegada boa-fé, ficou evidente que o Ré , ao apresentar apólice de seguro garantia falsa em procedimento licitatório, visando celebrar contrato de prestação de serviços com Exército, de forma livre e consciente, praticou uma conduta dolosa e culpável. Preliminares defensivas de incompetência da Justiça Militar da União e de extinção da punibilidade pela ocorrência da prescrição retroativa pretensão punitiva rejeitadas. Decisões unânimes. Apelo não provido. Decisão unânime. O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega ofensa ao art. 5º, LIII, da Constituição. Aduz que está ocorrendo subtração arbitrária da competência da Justiça comum em caso de delito que não tem conexão com a vida castrense. A decisão agravada não admitiu o recurso sob os seguintes fundamentos: (i) ausente o necessário prequestionamento da matéria; (ii) os argumentos revelam tentativa de revisão de matéria infraconstitucional. O recurso é inadmissível, tendo em vista que a alegada violação ao dispositivo constitucional, nos termos trazidos na petição do recurso extraordinário, não foi objeto de apreciação pelo acórdão do Tribunal de origem, de modo que o recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, nos termos da Súmula 282/STF. Ademais, para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, imprescindíveis seriam a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829820. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 878019 AGR / RJ e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), procedimentos inviáveis em recurso extraordinário. De qualquer forma, o acórdão recorrido está alinhado à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que se o objeto do delito é patrimônio sob a administração militar, o crime é militar, sendo competente a Justiça Militar para julgar a ação penal. Nessa linha, em sede habeas corpus, veja-se o HC 115.912, Rel. Min. Celso de Mello, assim ementado: “HABEAS CORPUS IMPUTAÇÃO, A CIVIL, DE CRIME MILITAR EM SENTIDO IMPRÓPRIO SUPOSTA PRÁTICA DO DELITO DE ESTELIONATO (CPM , ART. 251) FATO PRATICADO CONTRA A ADMINISTRAÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO PRECEDENTES PEDIDO INDEFERIDO.” Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei nº 8.038/1990 e no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso. [...]” 2. Ademais, tal como consta no parecer da Procuradoria- Geral da República, “não há qualquer equívoco no entendimento assentado pela r. decisão agravada, ‘no sentido de que se o objeto do delito é patrimônio sob a administração militar, o crime é militar, sendo competente a Justiça Militar para julgar a ação penal’, haja vista que reiteradamente proclamado por ambas as Turmas da Suprema Corte”. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829820. Supremo Tribunal Federal ARE 878019 AGR / RJ e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), procedimentos inviáveis em recurso extraordinário. De qualquer forma, o acórdão recorrido está alinhado à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que se o objeto do delito é patrimônio sob a administração militar, o crime é militar, sendo competente a Justiça Militar para julgar a ação penal. Nessa linha, em sede habeas corpus, veja-se o HC 115.912, Rel. Min. Celso de Mello, assim ementado: “HABEAS CORPUS IMPUTAÇÃO, A CIVIL, DE CRIME MILITAR EM SENTIDO IMPRÓPRIO SUPOSTA PRÁTICA DO DELITO DE ESTELIONATO (CPM , ART. 251) FATO PRATICADO CONTRA A ADMINISTRAÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO PRECEDENTES PEDIDO INDEFERIDO.” Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei nº 8.038/1990 e no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso. [...]” 2. Ademais, tal como consta no parecer da Procuradoria- Geral da República, “não há qualquer equívoco no entendimento assentado pela r. decisão agravada, ‘no sentido de que se o objeto do delito é patrimônio sob a administração militar, o crime é militar, sendo competente a Justiça Militar para julgar a ação penal’, haja vista que reiteradamente proclamado por ambas as Turmas da Suprema Corte”. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829820. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 23/06/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.019 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : PAULO DE TARSO MARQUES DE BRITTO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045840 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.019 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : PAULO DE TARSO MARQUES DE BRITTO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045840 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9058006
2015-06-23T00:00:00
2015-08-06T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 23.6.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282/STF. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. FATO PRATICADO CONTRA A ADMINISTRAÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO. 1. A alegada violação ao dispositivo constitucional, nos termos trazidos na petição do recurso extraordinário, não foi objeto de apreciação pelo acórdão do Tribunal de origem, de modo que o recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, nos termos da Súmula 282/STF. 2. Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, seriam imprescindíveis a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, procedimentos inviáveis em recurso extraordinário. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF. 3. O acórdão recorrido está alinhado à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que se o objeto do delito é patrimônio sob a administração militar, o crime é militar, sendo competente a Justiça Militar para julgar a ação penal. Precedente. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur314040
Número de páginas: 8. Análise: 13/08/2015, MAD.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
878019
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 878019 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : PAULO DE TARSO MARQUES DE BRITTO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 23/06/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.019 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PAULO DE TARSO MARQUES DE BRITTO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282/Supremo Tribunal Federal. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. FATO PRATICADO CONTRA A ADMINISTRAÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO. 1. A alegada violação ao dispositivo constitucional, nos termos trazidos na petição do recurso extraordinário, não foi objeto de apreciação pelo acórdão do Tribunal de origem, de modo que o recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, nos termos da Súmula 282/Supremo Tribunal Federal. 2. Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, seriam imprescindíveis a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, procedimentos inviáveis em recurso extraordinário. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 3. O acórdão recorrido está alinhado à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que se o objeto do delito é patrimônio sob a administração militar, o crime é militar, sendo competente a Justiça Militar para julgar a ação penal. Precedente. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829818. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 878019 AGR / RJ Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 23 de junho de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829818. Supremo Tribunal Federal ARE 878019 AGR / RJ Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 23 de junho de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829818. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 23/06/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.019 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PAULO DE TARSO MARQUES DE BRITTO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento ao recurso pelos seguintes fundamentos: (i) a alegada violação ao dispositivo constitucional, nos termos trazidos na petição do recurso extraordinário, não foi objeto de apreciação pelo acórdão do Tribunal de origem, de modo que o recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, nos termos da Súmula 282/Supremo Tribunal Federal; (ii) para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, imprescindíveis seriam a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimentos inviáveis em recurso extraordinário; (iii) o acórdão recorrido está alinhado à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que se o objeto do delito é patrimônio sob a administração militar, o crime é militar, sendo competente a Justiça Militar para julgar a ação penal. 2. A parte agravante alega que (i) “o acórdão recorrido debruçou-se expressamente sobre o art. 124 da Constituição Federal, ao enfrentar a preliminar de incompetência da Justiça Militar. Em razão da afinidade de matérias, tem-se por enfrentado, também, o art. 5..., LIII, da Constituição Federal”; (ii) “a rigor, embora esmiuçada em nível infraconstitucional, a competência da Justiça Militar da União tem previsão primária na Constituição Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829819. Supremo Tribunal Federal 23/06/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.019 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PAULO DE TARSO MARQUES DE BRITTO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento ao recurso pelos seguintes fundamentos: (i) a alegada violação ao dispositivo constitucional, nos termos trazidos na petição do recurso extraordinário, não foi objeto de apreciação pelo acórdão do Tribunal de origem, de modo que o recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, nos termos da Súmula 282/Supremo Tribunal Federal; (ii) para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, imprescindíveis seriam a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimentos inviáveis em recurso extraordinário; (iii) o acórdão recorrido está alinhado à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que se o objeto do delito é patrimônio sob a administração militar, o crime é militar, sendo competente a Justiça Militar para julgar a ação penal. 2. A parte agravante alega que (i) “o acórdão recorrido debruçou-se expressamente sobre o art. 124 da Constituição Federal, ao enfrentar a preliminar de incompetência da Justiça Militar. Em razão da afinidade de matérias, tem-se por enfrentado, também, o art. 5..., LIII, da Constituição Federal”; (ii) “a rigor, embora esmiuçada em nível infraconstitucional, a competência da Justiça Militar da União tem previsão primária na Constituição Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 878019 AGR / RJ Federal”; (iii) “de fato, para afastar a competência da Justiça Militar da União, a defesa está a pressupor o quadro fático-probatório, tal como delineado pelo acórdão recorrido. Pretende a defesa apenas atribuir aos fatos solução jurídica diversa da encontrada pelo STM, no sentido de que não se sujeitam à jurisdição especializada”; e (iv) “está equivocado o entendimento do Supremo Tribunal Federal que afirma a competência da Justiça Militar a partir da caracterização do objeto do delito como patrimônio sob a administração militar”. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829819. Supremo Tribunal Federal ARE 878019 AGR / RJ Federal”; (iii) “de fato, para afastar a competência da Justiça Militar da União, a defesa está a pressupor o quadro fático-probatório, tal como delineado pelo acórdão recorrido. Pretende a defesa apenas atribuir aos fatos solução jurídica diversa da encontrada pelo STM, no sentido de que não se sujeitam à jurisdição especializada”; e (iv) “está equivocado o entendimento do Supremo Tribunal Federal que afirma a competência da Justiça Militar a partir da caracterização do objeto do delito como patrimônio sob a administração militar”. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 23/06/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.019 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus próprios fundamentos a decisão recorrida, assim transcrita: “[...] Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal Militar, assim ementado: ESTELIONATO. PRELIMINARES DEFENSIVAS. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO PARA PROCESSAR E JULGAR CIVIL. IMPROCEDÊNCIA. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. PRESCRIÇÃO RETROATIVA DA PRETENSÃO PUNITIVA. INOCORRÊNCIA. MÉRITO. CONDUTA ATÍPICA. BOA-FÉ DO AGENTE. APRESENTAÇÃO DE APÓLICE DE SEGURO E ENDOSSO FALSOS EM CERTAME LICITATÓRIO. DOLO E CULPABILIDADE COMPROVADOS. Compete à Justiça Castrense processar e julgar o civil que, objetivando lograr vantagem ilícita em prejuízo ao patrimônio gerido pela Administração Militar, utiliza-se de apólice de seguro e endosso falsos para se consagrar vencedor em um processo de licitação (art. 9..., inciso III, alínea a, do CPM). Nesse caso, como a Unidade Militar só tomou conhecimento de que não existia o registro do seguro Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829820. Supremo Tribunal Federal 23/06/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.019 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus próprios fundamentos a decisão recorrida, assim transcrita: “[...] Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal Militar, assim ementado: ESTELIONATO. PRELIMINARES DEFENSIVAS. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO PARA PROCESSAR E JULGAR CIVIL. IMPROCEDÊNCIA. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. PRESCRIÇÃO RETROATIVA DA PRETENSÃO PUNITIVA. INOCORRÊNCIA. MÉRITO. CONDUTA ATÍPICA. BOA-FÉ DO AGENTE. APRESENTAÇÃO DE APÓLICE DE SEGURO E ENDOSSO FALSOS EM CERTAME LICITATÓRIO. DOLO E CULPABILIDADE COMPROVADOS. Compete à Justiça Castrense processar e julgar o civil que, objetivando lograr vantagem ilícita em prejuízo ao patrimônio gerido pela Administração Militar, utiliza-se de apólice de seguro e endosso falsos para se consagrar vencedor em um processo de licitação (art. 9..., inciso III, alínea a, do CPM). Nesse caso, como a Unidade Militar só tomou conhecimento de que não existia o registro do seguro Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829820. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 878019 AGR / RJ garantia após a vigência da Lei n 12.234, de 5 de maio de 2010, que revogou o art. 110, § 2..., do Código Penal Brasileiro comum, não ocorreu a prescrição retroativa da pretensão punitiva entre a consumação do delito praticado pelo Apelante e o recebimento da exordial acusatória. Com o conjunto probatório robusto e coeso, e a ausência de comprovação da alegada boa-fé, ficou evidente que o Ré , ao apresentar apólice de seguro garantia falsa em procedimento licitatório, visando celebrar contrato de prestação de serviços com Exército, de forma livre e consciente, praticou uma conduta dolosa e culpável. Preliminares defensivas de incompetência da Justiça Militar da União e de extinção da punibilidade pela ocorrência da prescrição retroativa pretensão punitiva rejeitadas. Decisões unânimes. Apelo não provido. Decisão unânime. O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega ofensa ao art. 5..., LIII, da Constituição. Aduz que está ocorrendo subtração arbitrária da competência da Justiça comum em caso de delito que não tem conexão com a vida castrense. A decisão agravada não admitiu o recurso sob os seguintes fundamentos: (i) ausente o necessário prequestionamento da matéria; (ii) os argumentos revelam tentativa de revisão de matéria infraconstitucional. O recurso é inadmissível, tendo em vista que a alegada violação ao dispositivo constitucional, nos termos trazidos na petição do recurso extraordinário, não foi objeto de apreciação pelo acórdão do Tribunal de origem, de modo que o recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, nos termos da Súmula 282/Supremo Tribunal Federal. Ademais, para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, imprescindíveis seriam a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829820. Supremo Tribunal Federal ARE 878019 AGR / RJ garantia após a vigência da Lei n 12.234, de 5 de maio de 2010, que revogou o art. 110, § 2..., do Código Penal Brasileiro comum, não ocorreu a prescrição retroativa da pretensão punitiva entre a consumação do delito praticado pelo Apelante e o recebimento da exordial acusatória. Com o conjunto probatório robusto e coeso, e a ausência de comprovação da alegada boa-fé, ficou evidente que o Ré , ao apresentar apólice de seguro garantia falsa em procedimento licitatório, visando celebrar contrato de prestação de serviços com Exército, de forma livre e consciente, praticou uma conduta dolosa e culpável. Preliminares defensivas de incompetência da Justiça Militar da União e de extinção da punibilidade pela ocorrência da prescrição retroativa pretensão punitiva rejeitadas. Decisões unânimes. Apelo não provido. Decisão unânime. O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega ofensa ao art. 5..., LIII, da Constituição. Aduz que está ocorrendo subtração arbitrária da competência da Justiça comum em caso de delito que não tem conexão com a vida castrense. A decisão agravada não admitiu o recurso sob os seguintes fundamentos: (i) ausente o necessário prequestionamento da matéria; (ii) os argumentos revelam tentativa de revisão de matéria infraconstitucional. O recurso é inadmissível, tendo em vista que a alegada violação ao dispositivo constitucional, nos termos trazidos na petição do recurso extraordinário, não foi objeto de apreciação pelo acórdão do Tribunal de origem, de modo que o recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, nos termos da Súmula 282/Supremo Tribunal Federal. Ademais, para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, imprescindíveis seriam a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829820. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 878019 AGR / RJ e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimentos inviáveis em recurso extraordinário. De qualquer forma, o acórdão recorrido está alinhado à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que se o objeto do delito é patrimônio sob a administração militar, o crime é militar, sendo competente a Justiça Militar para julgar a ação penal. Nessa linha, em sede habeas corpus, veja-se o HC 115.912, Rel. Min. Celso de Mello, assim ementado: “HABEAS CORPUS IMPUTAÇÃO, A CIVIL, DE CRIME MILITAR EM SENTIDO IMPRÓPRIO SUPOSTA PRÁTICA DO DELITO DE ESTELIONATO (CPM , ART. 251) FATO PRATICADO CONTRA A ADMINISTRAÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO PRECEDENTES PEDIDO INDEFERIDO.” Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei n 8.038/1990 e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. [...]” 2. Ademais, tal como consta no parecer da Procuradoria- Geral da República, “não há qualquer equívoco no entendimento assentado pela r. decisão agravada, ‘no sentido de que se o objeto do delito é patrimônio sob a administração militar, o crime é militar, sendo competente a Justiça Militar para julgar a ação penal’, haja vista que reiteradamente proclamado por ambas as Turmas da Suprema Corte”. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829820. Supremo Tribunal Federal ARE 878019 AGR / RJ e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimentos inviáveis em recurso extraordinário. De qualquer forma, o acórdão recorrido está alinhado à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que se o objeto do delito é patrimônio sob a administração militar, o crime é militar, sendo competente a Justiça Militar para julgar a ação penal. Nessa linha, em sede habeas corpus, veja-se o HC 115.912, Rel. Min. Celso de Mello, assim ementado: “HABEAS CORPUS IMPUTAÇÃO, A CIVIL, DE CRIME MILITAR EM SENTIDO IMPRÓPRIO SUPOSTA PRÁTICA DO DELITO DE ESTELIONATO (CPM , ART. 251) FATO PRATICADO CONTRA A ADMINISTRAÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO PRECEDENTES PEDIDO INDEFERIDO.” Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei n 8.038/1990 e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. [...]” 2. Ademais, tal como consta no parecer da Procuradoria- Geral da República, “não há qualquer equívoco no entendimento assentado pela r. decisão agravada, ‘no sentido de que se o objeto do delito é patrimônio sob a administração militar, o crime é militar, sendo competente a Justiça Militar para julgar a ação penal’, haja vista que reiteradamente proclamado por ambas as Turmas da Suprema Corte”. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8829820. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 23/06/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.019 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : PAULO DE TARSO MARQUES DE BRITTO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045840 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.019 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : PAULO DE TARSO MARQUES DE BRITTO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 23.6.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9045840 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA 282 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878 . 019", "Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 878019 AGR / RJ Federal", "ARE 878019 AGR / RJ", "ARE 878019 AGR / RJ", "Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 878019", "Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 878019 AGR / RJ", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "HC 115 . 912", "ARE 878019 AGR / RJ", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "HC 115 . 912" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 124 da Constituição Federal", "art . 5 . . . , LIII , da Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 124 da Constituição Federal", "art . 5 . . . , LIII , da Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 9 . . . , inciso III , alínea a , do CPM", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 9 . . . , inciso III , alínea a , do CPM", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n", "art . 110 , § 2 . . . , do Código Penal Brasileiro", "art . 102 , III , a , da Constituição", "art . 5 . . . , LIII , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 12 . 234", "art . 110 , § 2 . . . , do Código Penal Brasileiro comum", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "art . 5 . . . , LIII , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CPM , ART . 251", "art . 38 da Lei n 8 . 038 / 1990", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CPM , ART . 251", "art . 38 da Lei n 8 . 038 / 1990", "art . 21 , § 1 . . . , do RI /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 23/06/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.197 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :COLMAN BARROS RODRIGUES JUNIOR ADV.(A/S) :RUBENS JOSÉ ARLINDO INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DECISÃO QUE NEGOU PROVIMENTO A APELO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EM QUE POSTULAVA SUA EXCLUSÃO DO POLO PASSIVO DE DEMANDA VISANDO AO FORNECIMENTO DE MEDICAMENTO. AGRAVO REGIMENTAL INTERPOSTO PELA UNIÃO. AUSÊNCIA DE INTERESSE RECURSAL. RECURSO NÃO CONHECIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em não conhecer do agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 23 de junho de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8797522. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 23/06/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.197 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :COLMAN BARROS RODRIGUES JUNIOR ADV.(A/S) :RUBENS JOSÉ ARLINDO INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela União contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário do Estado do Rio Grande do Sul aos fundamentos de que (a) a repercussão geral não foi demonstrada nos moldes exigidos pela jurisprudência do STF; (b) é solidária a obrigação dos entes da Federação em promover os atos indispensáveis à concretização do direito à saúde, podendo figurar no polo passivo qualquer um deles em conjunto ou isoladamente; (c) no tocante à alegada competência dos Centros de Alta Complexidade Oncológica (CACON) para fornecer os medicamentos utilizados em tratamentos oncológicos, o provimento do apelo demandaria o exame de atos normativos do Poder Executivo Federal e da legislação infraconstitucional pertinente, de modo que eventual ofensa à Constituição Federal seria meramente reflexa. Contra essa decisão, o Estado do Rio Grande do Sul interpôs, em 11 de fevereiro de 2015, agravo regimental, no qual alegou que (a) a repercussão geral do tema foi devidamente comprovada; e (b) a matéria de fundo trata de questão cuja repercussão geral foi reconhecida por esta Corte. Em 18 de fevereiro de 2015, a Secretaria juntou aos autos o mandado Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8797560. Supremo Tribunal Federal 23/06/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.197 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :COLMAN BARROS RODRIGUES JUNIOR ADV.(A/S) :RUBENS JOSÉ ARLINDO INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela União contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário do Estado do Rio Grande do Sul aos fundamentos de que (a) a repercussão geral não foi demonstrada nos moldes exigidos pela jurisprudência do STF; (b) é solidária a obrigação dos entes da Federação em promover os atos indispensáveis à concretização do direito à saúde, podendo figurar no polo passivo qualquer um deles em conjunto ou isoladamente; (c) no tocante à alegada competência dos Centros de Alta Complexidade Oncológica (CACON) para fornecer os medicamentos utilizados em tratamentos oncológicos, o provimento do apelo demandaria o exame de atos normativos do Poder Executivo Federal e da legislação infraconstitucional pertinente, de modo que eventual ofensa à Constituição Federal seria meramente reflexa. Contra essa decisão, o Estado do Rio Grande do Sul interpôs, em 11 de fevereiro de 2015, agravo regimental, no qual alegou que (a) a repercussão geral do tema foi devidamente comprovada; e (b) a matéria de fundo trata de questão cuja repercussão geral foi reconhecida por esta Corte. Em 18 de fevereiro de 2015, a Secretaria juntou aos autos o mandado Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8797560. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 855197 AGR-SEGUNDO / RS de intimação, devidamente cumprido, da Advocacia-Geral da União. Os autos vieram conclusos a meu gabinete em 20 de fevereiro de 2015. A Segunda Turma, em 24 de fevereiro de 2015, negou provimento ao agravo regimental do Estado do Rio Grande do Sul, nos termos da seguinte ementa: ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. DIREITO À SAÚDE. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DOS ENTES DA FEDERAÇÃO. PRECEDENTES. DEVER DE FORNECIMENTO DE FÁRMACO PARA TRATAMENTO ONCOLÓGICO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. Em 2 de março de 2015, a União interpôs agravo regimental contra a decisão monocrática que havia negado provimento ao agravo em recurso extraordinário interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul. Sustenta, em suma, que (a) o recurso extraordinário demonstrou devidamente a repercussão geral do tema discutido; (b) o apelo do Estado do Rio Grande do Sul, além da responsabilidade solidária dos entes federados quanto a postulações relativas ao direito à saúde, também discute o direito ao fornecimento de medicamento de alto custo, razão pela qual o processo deve ser sobrestado até o julgamento do RE 566.471 e do RE 855.178. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8797560. Supremo Tribunal Federal ARE 855197 AGR-SEGUNDO / RS de intimação, devidamente cumprido, da Advocacia-Geral da União. Os autos vieram conclusos a meu gabinete em 20 de fevereiro de 2015. A Segunda Turma, em 24 de fevereiro de 2015, negou provimento ao agravo regimental do Estado do Rio Grande do Sul, nos termos da seguinte ementa: ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. DIREITO À SAÚDE. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DOS ENTES DA FEDERAÇÃO. PRECEDENTES. DEVER DE FORNECIMENTO DE FÁRMACO PARA TRATAMENTO ONCOLÓGICO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. Em 2 de março de 2015, a União interpôs agravo regimental contra a decisão monocrática que havia negado provimento ao agravo em recurso extraordinário interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul. Sustenta, em suma, que (a) o recurso extraordinário demonstrou devidamente a repercussão geral do tema discutido; (b) o apelo do Estado do Rio Grande do Sul, além da responsabilidade solidária dos entes federados quanto a postulações relativas ao direito à saúde, também discute o direito ao fornecimento de medicamento de alto custo, razão pela qual o processo deve ser sobrestado até o julgamento do RE 566.471 e do RE 855.178. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8797560. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 23/06/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.197 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A presente demanda foi ajuizada em face da União, do Estado do Rio Grande do Sul e do Município de Santa Maria. Na petição inicial, pleiteia-se, em suma, o fornecimento do medicamento Sutent para o tratamento de neoplasia maligna. Na sentença, afastou-se a preliminar de ilegitimidade passiva das partes e julgou-se procedente o pedido. Interpostos recursos de apelação pelo Estado do Rio Grande do Sul e pela União, foram desprovidos, nos termos da seguinte ementa: FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. MEDICAMENTO NÃO FORNECIDO PELO SUS. COMPROVAÇÃO DA SUA NECESSIDADE. A responsabilidade solidária dos entes federados no que se refere ao fornecimento de medicamentos não implica a existência de litisconsórcio passivo necessário, podendo o autor escolher litigar somente contra um ou dois dos entes, não havendo a obrigatoriedade de inclusão dos demais. Configurada a necessidade do requerente de medicamento não fornecido pelo SUS, cabível a determinação do seu fornecimento pelo Estado desde que comprovado, como no caso dos autos, ser o mesmo indispensável à saúde do requerente. (fl. 1, peça 11) Contra esse julgado, a União e o Estado do Rio Grande do Sul interpuseram recursos extraordinários, os quais foram inadmitidos. Contra a inadmissão dos apelos, apenas o Estado do Rio Grande do Sul interpôs agravo ao Supremo Tribunal Federal. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8797561. Supremo Tribunal Federal 23/06/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.197 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A presente demanda foi ajuizada em face da União, do Estado do Rio Grande do Sul e do Município de Santa Maria. Na petição inicial, pleiteia-se, em suma, o fornecimento do medicamento Sutent para o tratamento de neoplasia maligna. Na sentença, afastou-se a preliminar de ilegitimidade passiva das partes e julgou-se procedente o pedido. Interpostos recursos de apelação pelo Estado do Rio Grande do Sul e pela União, foram desprovidos, nos termos da seguinte ementa: FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. MEDICAMENTO NÃO FORNECIDO PELO SUS. COMPROVAÇÃO DA SUA NECESSIDADE. A responsabilidade solidária dos entes federados no que se refere ao fornecimento de medicamentos não implica a existência de litisconsórcio passivo necessário, podendo o autor escolher litigar somente contra um ou dois dos entes, não havendo a obrigatoriedade de inclusão dos demais. Configurada a necessidade do requerente de medicamento não fornecido pelo SUS, cabível a determinação do seu fornecimento pelo Estado desde que comprovado, como no caso dos autos, ser o mesmo indispensável à saúde do requerente. (fl. 1, peça 11) Contra esse julgado, a União e o Estado do Rio Grande do Sul interpuseram recursos extraordinários, os quais foram inadmitidos. Contra a inadmissão dos apelos, apenas o Estado do Rio Grande do Sul interpôs agravo ao Supremo Tribunal Federal. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8797561. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 855197 AGR-SEGUNDO / RS 2. Remetidos os autos a esta Corte, neguei provimento, monocraticamente, ao agravo em recurso extraordinário do Estado do Rio Grande do Sul. Nas razões da decisão, consignei o seguinte, quanto à necessidade de se aguardar o julgamento do RE 566.471: 5. Por fim, saliente-se que não é necessário aguardar o julgamento do RE 566.471 (Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Tema 6), pois a matéria de que trata esse precedente não foi discutida no apelo do Estado. Não se reputa consistente a argumentação recursal, que não passa de mera menção ao alto custo do medicamento. Em seu recurso extraordinário, o Estado do Rio Grande do Sul sustenta a legitimidade da União, e não sua, para figurar no polo passivo de ação buscando a disponibilização de fármacos para tratamentos oncológicos. Após, discorre longamente sobre o regramento infraconstitucional referente ao fornecimento, pelos entes públicos, dos medicamentos para combater a neoplasia maligna. Dessa forma, não se discutiu adequadamente o dever de o Poder Público conceder medicamento de alto custo a portador de doença grave, mas sim a legitimidade, se da União ou dos Estados, para responder pelo fornecimento de medicação voltada a tratamentos cancerígenos. Portanto, o julgamento do RE 566.471 não influenciará no deslinde do recurso extraordinário do Estado do Rio Grande do Sul. Ora, conforme se depreende desse fragmento da decisão agravada, o recurso extraordinário do Estado do Rio Grande do Sul não busca discutir o direito a medicamento de alto custo. Visa, na verdade, atribuir apenas à União a responsabilidade pelo fornecimento desses fármacos. A propósito, confira-se o seguinte trecho do recurso extraordinário: A alocação de recursos do Estado para o atendimento de responsabilidades da União implica desvio de recursos que deveriam ser aplicados em situações em que a responsabilidade 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8797561. Supremo Tribunal Federal ARE 855197 AGR-SEGUNDO / RS 2. Remetidos os autos a esta Corte, neguei provimento, monocraticamente, ao agravo em recurso extraordinário do Estado do Rio Grande do Sul. Nas razões da decisão, consignei o seguinte, quanto à necessidade de se aguardar o julgamento do RE 566.471: 5. Por fim, saliente-se que não é necessário aguardar o julgamento do RE 566.471 (Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Tema 6), pois a matéria de que trata esse precedente não foi discutida no apelo do Estado. Não se reputa consistente a argumentação recursal, que não passa de mera menção ao alto custo do medicamento. Em seu recurso extraordinário, o Estado do Rio Grande do Sul sustenta a legitimidade da União, e não sua, para figurar no polo passivo de ação buscando a disponibilização de fármacos para tratamentos oncológicos. Após, discorre longamente sobre o regramento infraconstitucional referente ao fornecimento, pelos entes públicos, dos medicamentos para combater a neoplasia maligna. Dessa forma, não se discutiu adequadamente o dever de o Poder Público conceder medicamento de alto custo a portador de doença grave, mas sim a legitimidade, se da União ou dos Estados, para responder pelo fornecimento de medicação voltada a tratamentos cancerígenos. Portanto, o julgamento do RE 566.471 não influenciará no deslinde do recurso extraordinário do Estado do Rio Grande do Sul. Ora, conforme se depreende desse fragmento da decisão agravada, o recurso extraordinário do Estado do Rio Grande do Sul não busca discutir o direito a medicamento de alto custo. Visa, na verdade, atribuir apenas à União a responsabilidade pelo fornecimento desses fármacos. A propósito, confira-se o seguinte trecho do recurso extraordinário: A alocação de recursos do Estado para o atendimento de responsabilidades da União implica desvio de recursos que deveriam ser aplicados em situações em que a responsabilidade 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8797561. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 855197 AGR-SEGUNDO / RS pela execução do serviço de saúde é efetivamente sua. Aplicando-se à situação posta a possibilidade do pleito por todos os cidadãos gaúchos portadores do mesmo mal, tornar-se-ia inviável ao ente público o cumprimento do resgate das obrigações estipuladas pela CF, uma vez que o orçamento da saúde restaria seriamente comprometido com pleitos desta natureza. Veja-se que tal fenômeno já se encontra em curso no Estado do Rio Grande do Sul, onde inúmeros são os pleitos por tratamentos contra o câncer extremamente onerosos, os quais, conforme já referido, deveriam ser fornecidos pela União, através dos CACONs – Centro de Alta Complexidade em Oncologia. O que o recorrente busca, em suma, é o cumprimento do direito constitucional à saúde, que consiste na regulamentação e execução das ações e serviços de saúde a fim de abranger o maio número de usuários possível. V – Do Pedido Requer seja o presente recurso extraordinário admitido, com fundamento na alínea “a” do inc. III do art. 102 da CF/88 e conhecido, para o fim de ser reconhecida a violação ao art. 196 da CF/88, afastando-se a obrigação do Estado do Rio Grande do Sul ao fornecimento do fármaco pleiteado. (fls. 5/6, peça 41) Diante desse quadro, é evidente a ausência de interesse recursal da União. A decisão ora impugnada lhe foi favorável, uma vez que negou provimento a recurso que visava à exclusão do Estado do Rio Grande do Sul do polo passivo da demanda. 3. Diante do exposto, não conheço do agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8797561. Supremo Tribunal Federal ARE 855197 AGR-SEGUNDO / RS pela execução do serviço de saúde é efetivamente sua. Aplicando-se à situação posta a possibilidade do pleito por todos os cidadãos gaúchos portadores do mesmo mal, tornar-se-ia inviável ao ente público o cumprimento do resgate das obrigações estipuladas pela CF, uma vez que o orçamento da saúde restaria seriamente comprometido com pleitos desta natureza. Veja-se que tal fenômeno já se encontra em curso no Estado do Rio Grande do Sul, onde inúmeros são os pleitos por tratamentos contra o câncer extremamente onerosos, os quais, conforme já referido, deveriam ser fornecidos pela União, através dos CACONs – Centro de Alta Complexidade em Oncologia. O que o recorrente busca, em suma, é o cumprimento do direito constitucional à saúde, que consiste na regulamentação e execução das ações e serviços de saúde a fim de abranger o maio número de usuários possível. V – Do Pedido Requer seja o presente recurso extraordinário admitido, com fundamento na alínea “a” do inc. III do art. 102 da CF/88 e conhecido, para o fim de ser reconhecida a violação ao art. 196 da CF/88, afastando-se a obrigação do Estado do Rio Grande do Sul ao fornecimento do fármaco pleiteado. (fls. 5/6, peça 41) Diante desse quadro, é evidente a ausência de interesse recursal da União. A decisão ora impugnada lhe foi favorável, uma vez que negou provimento a recurso que visava à exclusão do Estado do Rio Grande do Sul do polo passivo da demanda. 3. Diante do exposto, não conheço do agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8797561. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 23/06/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.197 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : COLMAN BARROS RODRIGUES JUNIOR ADV.(A/S) : RUBENS JOSÉ ARLINDO INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por votação unânime, não conheceu do agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 23.06.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8850622 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.197 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : COLMAN BARROS RODRIGUES JUNIOR ADV.(A/S) : RUBENS JOSÉ ARLINDO INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por votação unânime, não conheceu do agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 23.06.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8850622 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8893014
2015-06-23T00:00:00
2015-08-03T00:00:00
A Turma, por votação unânime, não conheceu do agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 23.06.2015.
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DECISÃO QUE NEGOU PROVIMENTO A APELO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EM QUE POSTULAVA SUA EXCLUSÃO DO POLO PASSIVO DE DEMANDA VISANDO AO FORNECIMENTO DE MEDICAMENTO. AGRAVO REGIMENTAL INTERPOSTO PELA UNIÃO. AUSÊNCIA DE INTERESSE RECURSAL. RECURSO NÃO CONHECIDO.
sjur313453
Número de páginas: 7. Análise: 06/08/2015, MJC.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
855197
null
ARE-AgR-segundo
acordaos
ARE 855197 AgR-segundo
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AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : COLMAN BARROS RODRIGUES JUNIOR ADV.(A/S) : RUBENS JOSÉ ARLINDO INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
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Ementa e Acórdão 23/06/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.197 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :COLMAN BARROS RODRIGUES JUNIOR ADV.(A/S) :RUBENS JOSÉ ARLINDO INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DECISÃO QUE NEGOU PROVIMENTO A APELO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EM QUE POSTULAVA SUA EXCLUSÃO DO POLO PASSIVO DE DEMANDA VISANDO AO FORNECIMENTO DE MEDICAMENTO. AGRAVO REGIMENTAL INTERPOSTO PELA UNIÃO. AUSÊNCIA DE INTERESSE RECURSAL. RECURSO NÃO CONHECIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em não conhecer do agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 23 de junho de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8797522. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 23/06/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.197 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :COLMAN BARROS RODRIGUES JUNIOR ADV.(A/S) :RUBENS JOSÉ ARLINDO INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela União contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário do Estado do Rio Grande do Sul aos fundamentos de que (a) a repercussão geral não foi demonstrada nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) é solidária a obrigação dos entes da Federação em promover os atos indispensáveis à concretização do direito à saúde, podendo figurar no polo passivo qualquer um deles em conjunto ou isoladamente; (c) no tocante à alegada competência dos Centros de Alta Complexidade Oncológica (CACON) para fornecer os medicamentos utilizados em tratamentos oncológicos, o provimento do apelo demandaria o exame de atos normativos do Poder Executivo Federal e da legislação infraconstitucional pertinente, de modo que eventual ofensa à Constituição Federal seria meramente reflexa. Contra essa decisão, o Estado do Rio Grande do Sul interpôs, em 11 de fevereiro de 2015, agravo regimental, no qual alegou que (a) a repercussão geral do tema foi devidamente comprovada; e (b) a matéria de fundo trata de questão cuja repercussão geral foi reconhecida por esta Corte. Em 18 de fevereiro de 2015, a Secretaria juntou aos autos o mandado Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8797560. Supremo Tribunal Federal 23/06/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.197 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :COLMAN BARROS RODRIGUES JUNIOR ADV.(A/S) :RUBENS JOSÉ ARLINDO INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela União contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário do Estado do Rio Grande do Sul aos fundamentos de que (a) a repercussão geral não foi demonstrada nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) é solidária a obrigação dos entes da Federação em promover os atos indispensáveis à concretização do direito à saúde, podendo figurar no polo passivo qualquer um deles em conjunto ou isoladamente; (c) no tocante à alegada competência dos Centros de Alta Complexidade Oncológica (CACON) para fornecer os medicamentos utilizados em tratamentos oncológicos, o provimento do apelo demandaria o exame de atos normativos do Poder Executivo Federal e da legislação infraconstitucional pertinente, de modo que eventual ofensa à Constituição Federal seria meramente reflexa. Contra essa decisão, o Estado do Rio Grande do Sul interpôs, em 11 de fevereiro de 2015, agravo regimental, no qual alegou que (a) a repercussão geral do tema foi devidamente comprovada; e (b) a matéria de fundo trata de questão cuja repercussão geral foi reconhecida por esta Corte. Em 18 de fevereiro de 2015, a Secretaria juntou aos autos o mandado Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8797560. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 855197 AGR-SEGUNDO / RS de intimação, devidamente cumprido, da Advocacia-Geral da União. Os autos vieram conclusos a meu gabinete em 20 de fevereiro de 2015. A Segunda Turma, em 24 de fevereiro de 2015, negou provimento ao agravo regimental do Estado do Rio Grande do Sul, nos termos da seguinte ementa: ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. DIREITO À SAÚDE. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DOS ENTES DA FEDERAÇÃO. PRECEDENTES. DEVER DE FORNECIMENTO DE FÁRMACO PARA TRATAMENTO ONCOLÓGICO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. Em 2 de março de 2015, a União interpôs agravo regimental contra a decisão monocrática que havia negado provimento ao agravo em recurso extraordinário interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul. Sustenta, em suma, que (a) o recurso extraordinário demonstrou devidamente a repercussão geral do tema discutido; (b) o apelo do Estado do Rio Grande do Sul, além da responsabilidade solidária dos entes federados quanto a postulações relativas ao direito à saúde, também discute o direito ao fornecimento de medicamento de alto custo, razão pela qual o processo deve ser sobrestado até o julgamento do Recurso Extraordinário 566.471 e do Recurso Extraordinário 855.178. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8797560. Supremo Tribunal Federal ARE 855197 AGR-SEGUNDO / RS de intimação, devidamente cumprido, da Advocacia-Geral da União. Os autos vieram conclusos a meu gabinete em 20 de fevereiro de 2015. A Segunda Turma, em 24 de fevereiro de 2015, negou provimento ao agravo regimental do Estado do Rio Grande do Sul, nos termos da seguinte ementa: ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. DIREITO À SAÚDE. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DOS ENTES DA FEDERAÇÃO. PRECEDENTES. DEVER DE FORNECIMENTO DE FÁRMACO PARA TRATAMENTO ONCOLÓGICO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. Em 2 de março de 2015, a União interpôs agravo regimental contra a decisão monocrática que havia negado provimento ao agravo em recurso extraordinário interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul. Sustenta, em suma, que (a) o recurso extraordinário demonstrou devidamente a repercussão geral do tema discutido; (b) o apelo do Estado do Rio Grande do Sul, além da responsabilidade solidária dos entes federados quanto a postulações relativas ao direito à saúde, também discute o direito ao fornecimento de medicamento de alto custo, razão pela qual o processo deve ser sobrestado até o julgamento do Recurso Extraordinário 566.471 e do Recurso Extraordinário 855.178. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8797560. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 23/06/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.197 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A presente demanda foi ajuizada em face da União, do Estado do Rio Grande do Sul e do Município de Santa Maria. Na petição inicial, pleiteia-se, em suma, o fornecimento do medicamento Sutent para o tratamento de neoplasia maligna. Na sentença, afastou-se a preliminar de ilegitimidade passiva das partes e julgou-se procedente o pedido. Interpostos recursos de apelação pelo Estado do Rio Grande do Sul e pela União, foram desprovidos, nos termos da seguinte ementa: FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. MEDICAMENTO NÃO FORNECIDO PELO SUS. COMPROVAÇÃO DA SUA NECESSIDADE. A responsabilidade solidária dos entes federados no que se refere ao fornecimento de medicamentos não implica a existência de litisconsórcio passivo necessário, podendo o autor escolher litigar somente contra um ou dois dos entes, não havendo a obrigatoriedade de inclusão dos demais. Configurada a necessidade do requerente de medicamento não fornecido pelo SUS, cabível a determinação do seu fornecimento pelo Estado desde que comprovado, como no caso dos autos, ser o mesmo indispensável à saúde do requerente. (fl. 1, peça 11) Contra esse julgado, a União e o Estado do Rio Grande do Sul interpuseram recursos extraordinários, os quais foram inadmitidos. Contra a inadmissão dos apelos, apenas o Estado do Rio Grande do Sul interpôs agravo ao Supremo Tribunal Federal. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8797561. Supremo Tribunal Federal 23/06/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.197 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A presente demanda foi ajuizada em face da União, do Estado do Rio Grande do Sul e do Município de Santa Maria. Na petição inicial, pleiteia-se, em suma, o fornecimento do medicamento Sutent para o tratamento de neoplasia maligna. Na sentença, afastou-se a preliminar de ilegitimidade passiva das partes e julgou-se procedente o pedido. Interpostos recursos de apelação pelo Estado do Rio Grande do Sul e pela União, foram desprovidos, nos termos da seguinte ementa: FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. MEDICAMENTO NÃO FORNECIDO PELO SUS. COMPROVAÇÃO DA SUA NECESSIDADE. A responsabilidade solidária dos entes federados no que se refere ao fornecimento de medicamentos não implica a existência de litisconsórcio passivo necessário, podendo o autor escolher litigar somente contra um ou dois dos entes, não havendo a obrigatoriedade de inclusão dos demais. Configurada a necessidade do requerente de medicamento não fornecido pelo SUS, cabível a determinação do seu fornecimento pelo Estado desde que comprovado, como no caso dos autos, ser o mesmo indispensável à saúde do requerente. (fl. 1, peça 11) Contra esse julgado, a União e o Estado do Rio Grande do Sul interpuseram recursos extraordinários, os quais foram inadmitidos. Contra a inadmissão dos apelos, apenas o Estado do Rio Grande do Sul interpôs agravo ao Supremo Tribunal Federal. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8797561. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 855197 AGR-SEGUNDO / RS 2. Remetidos os autos a esta Corte, neguei provimento, monocraticamente, ao agravo em recurso extraordinário do Estado do Rio Grande do Sul. Nas razões da decisão, consignei o seguinte, quanto à necessidade de se aguardar o julgamento do Recurso Extraordinário 566.471: 5. Por fim, saliente-se que não é necessário aguardar o julgamento do Recurso Extraordinário 566.471 (Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Tema 6), pois a matéria de que trata esse precedente não foi discutida no apelo do Estado. Não se reputa consistente a argumentação recursal, que não passa de mera menção ao alto custo do medicamento. Em seu recurso extraordinário, o Estado do Rio Grande do Sul sustenta a legitimidade da União, e não sua, para figurar no polo passivo de ação buscando a disponibilização de fármacos para tratamentos oncológicos. Após, discorre longamente sobre o regramento infraconstitucional referente ao fornecimento, pelos entes públicos, dos medicamentos para combater a neoplasia maligna. Dessa forma, não se discutiu adequadamente o dever de o Poder Público conceder medicamento de alto custo a portador de doença grave, mas sim a legitimidade, se da União ou dos Estados, para responder pelo fornecimento de medicação voltada a tratamentos cancerígenos. Portanto, o julgamento do Recurso Extraordinário 566.471 não influenciará no deslinde do recurso extraordinário do Estado do Rio Grande do Sul. Ora, conforme se depreende desse fragmento da decisão agravada, o recurso extraordinário do Estado do Rio Grande do Sul não busca discutir o direito a medicamento de alto custo. Visa, na verdade, atribuir apenas à União a responsabilidade pelo fornecimento desses fármacos. A propósito, confira-se o seguinte trecho do recurso extraordinário: A alocação de recursos do Estado para o atendimento de responsabilidades da União implica desvio de recursos que deveriam ser aplicados em situações em que a responsabilidade 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8797561. Supremo Tribunal Federal ARE 855197 AGR-SEGUNDO / RS 2. Remetidos os autos a esta Corte, neguei provimento, monocraticamente, ao agravo em recurso extraordinário do Estado do Rio Grande do Sul. Nas razões da decisão, consignei o seguinte, quanto à necessidade de se aguardar o julgamento do Recurso Extraordinário 566.471: 5. Por fim, saliente-se que não é necessário aguardar o julgamento do Recurso Extraordinário 566.471 (Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Tema 6), pois a matéria de que trata esse precedente não foi discutida no apelo do Estado. Não se reputa consistente a argumentação recursal, que não passa de mera menção ao alto custo do medicamento. Em seu recurso extraordinário, o Estado do Rio Grande do Sul sustenta a legitimidade da União, e não sua, para figurar no polo passivo de ação buscando a disponibilização de fármacos para tratamentos oncológicos. Após, discorre longamente sobre o regramento infraconstitucional referente ao fornecimento, pelos entes públicos, dos medicamentos para combater a neoplasia maligna. Dessa forma, não se discutiu adequadamente o dever de o Poder Público conceder medicamento de alto custo a portador de doença grave, mas sim a legitimidade, se da União ou dos Estados, para responder pelo fornecimento de medicação voltada a tratamentos cancerígenos. Portanto, o julgamento do Recurso Extraordinário 566.471 não influenciará no deslinde do recurso extraordinário do Estado do Rio Grande do Sul. Ora, conforme se depreende desse fragmento da decisão agravada, o recurso extraordinário do Estado do Rio Grande do Sul não busca discutir o direito a medicamento de alto custo. Visa, na verdade, atribuir apenas à União a responsabilidade pelo fornecimento desses fármacos. A propósito, confira-se o seguinte trecho do recurso extraordinário: A alocação de recursos do Estado para o atendimento de responsabilidades da União implica desvio de recursos que deveriam ser aplicados em situações em que a responsabilidade 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8797561. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 855197 AGR-SEGUNDO / RS pela execução do serviço de saúde é efetivamente sua. Aplicando-se à situação posta a possibilidade do pleito por todos os cidadãos gaúchos portadores do mesmo mal, tornar-se-ia inviável ao ente público o cumprimento do resgate das obrigações estipuladas pela Constituição Federal de 1988, uma vez que o orçamento da saúde restaria seriamente comprometido com pleitos desta natureza. Veja-se que tal fenômeno já se encontra em curso no Estado do Rio Grande do Sul, onde inúmeros são os pleitos por tratamentos contra o câncer extremamente onerosos, os quais, conforme já referido, deveriam ser fornecidos pela União, através dos CACONs – Centro de Alta Complexidade em Oncologia. O que o recorrente busca, em suma, é o cumprimento do direito constitucional à saúde, que consiste na regulamentação e execução das ações e serviços de saúde a fim de abranger o maio número de usuários possível. V – Do Pedido Requer seja o presente recurso extraordinário admitido, com fundamento na alínea “a” do inc. III do art. 102 da Constituição Federal de 1988/88 e conhecido, para o fim de ser reconhecida a violação ao art. 196 da Constituição Federal de 1988/88, afastando-se a obrigação do Estado do Rio Grande do Sul ao fornecimento do fármaco pleiteado. (fls. 5/6, peça 41) Diante desse quadro, é evidente a ausência de interesse recursal da União. A decisão ora impugnada lhe foi favorável, uma vez que negou provimento a recurso que visava à exclusão do Estado do Rio Grande do Sul do polo passivo da demanda. 3. Diante do exposto, não conheço do agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8797561. Supremo Tribunal Federal ARE 855197 AGR-SEGUNDO / RS pela execução do serviço de saúde é efetivamente sua. Aplicando-se à situação posta a possibilidade do pleito por todos os cidadãos gaúchos portadores do mesmo mal, tornar-se-ia inviável ao ente público o cumprimento do resgate das obrigações estipuladas pela Constituição Federal de 1988, uma vez que o orçamento da saúde restaria seriamente comprometido com pleitos desta natureza. Veja-se que tal fenômeno já se encontra em curso no Estado do Rio Grande do Sul, onde inúmeros são os pleitos por tratamentos contra o câncer extremamente onerosos, os quais, conforme já referido, deveriam ser fornecidos pela União, através dos CACONs – Centro de Alta Complexidade em Oncologia. O que o recorrente busca, em suma, é o cumprimento do direito constitucional à saúde, que consiste na regulamentação e execução das ações e serviços de saúde a fim de abranger o maio número de usuários possível. V – Do Pedido Requer seja o presente recurso extraordinário admitido, com fundamento na alínea “a” do inc. III do art. 102 da Constituição Federal de 1988/88 e conhecido, para o fim de ser reconhecida a violação ao art. 196 da Constituição Federal de 1988/88, afastando-se a obrigação do Estado do Rio Grande do Sul ao fornecimento do fármaco pleiteado. (fls. 5/6, peça 41) Diante desse quadro, é evidente a ausência de interesse recursal da União. A decisão ora impugnada lhe foi favorável, uma vez que negou provimento a recurso que visava à exclusão do Estado do Rio Grande do Sul do polo passivo da demanda. 3. Diante do exposto, não conheço do agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 8797561. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 23/06/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.197 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : COLMAN BARROS RODRIGUES JUNIOR ADV.(A/S) : RUBENS JOSÉ ARLINDO INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por votação unânime, não conheceu do agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 23.06.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8850622 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 855.197 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : COLMAN BARROS RODRIGUES JUNIOR ADV.(A/S) : RUBENS JOSÉ ARLINDO INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por votação unânime, não conheceu do agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 23.06.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 8850622 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ARE 855197 AGR - SEGUNDO / RS", "Recurso Extraordinário 566 . 471", "Recurso Extraordinário 855 . 178", "ARE 855197 AGR -", "Recurso Extraordinário 566 . 471", "Recurso Extraordinário 855 . 178", "Recurso Extraordinário 566 . 471", "Recurso Extraordinário 566 . 471", "Recurso Extraordinário 566 . 471", "Recurso Extraordinário 566 . 471", "Recurso Extraordinário 566 . 471", "Recurso Extraordinário 566 . 471" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988", "alínea “ a ” do inc . III do art . 102 da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 196 da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988", "alínea “ a ” do inc . 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Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "COLMAN BARROS RODRIGUES JUNIOR", "RUBENS JOSÉ ARLINDO", "DIAS TOFFOLI", "Celso de Mello", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "COLMAN BARROS RODRIGUES JUNIOR", "RUBENS JOSÉ ARLINDO", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "COLMAN BARROS RODRIGUES JUNIOR", "RUBENS JOSÉ ARLINDO", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "COLMAN BARROS RODRIGUES JUNIOR", "RUBENS JOSÉ ARLINDO", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira", "COLMAN BARROS RODRIGUES JUNIOR", "RUBENS JOSÉ ARLINDO", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "23", "/", "06", "/", "2015", "23 de junho de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "06", "/", "2015", "11 de fevereiro de 2015", "18 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "06", "/", "2015", "11 de fevereiro de 2015", "18 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20 de fevereiro de 2015", "24 de fevereiro de 2015", "2 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20 de fevereiro de 2015", "24 de fevereiro de 2015", "2 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "06", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "06", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "06", "/", "2015", "23", ".", "06", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "06", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
"Ementa e Acórdão\n19/05/2015\nPRIMEIRA TURMA\nEMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848(...TRUNCATED)
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2015-05-19T00:00:00
2015-06-02T00:00:00
"Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, (...TRUNCATED)
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
"EMENTA: DIREITO PREVIDENCIÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL EM RECUR(...TRUNCATED)
sjur306985
"- Acórdão(s) citado(s):\n(ED, CONVERSÃO)\nRcl 11022 ED (TP), ARE 680718 ED (1ªT), MI 823-ED-SEG(...TRUNCATED)
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
848466
["LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO (...TRUNCATED)
ARE-ED
acordaos
ARE 848466 ED
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"EMBTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS \nPROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL(...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n19/05/2015\nPRIMEIRA TURMA\nEMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal","Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal"(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n19/05/2015\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.00(...TRUNCATED)
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2015-05-19T00:00:00
2015-06-01T00:00:00
"A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relat(...TRUNCATED)
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
"Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Previdenciário. 3. Imposição(...TRUNCATED)
sjur306795
"- Decisão monocrática citada:\n(MULTA POR LITIGÂNCIA DE MÁ FÉ)\nARE 843052.\nNúmero de págin(...TRUNCATED)
GILMAR MENDES
Segunda Turma
848005
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 848005 AgR
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"AGTE.(S) : RENATO EDISON RESSLER \nADV.(A/S) : CARLOS BERKENBROCK E OUTRO(A/S)\nAGDO.(A/S) : INS(...TRUNCATED)
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"Ementa e Acórdão\n19/05/2015\nSEGUNDA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 848.00(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECURSO","ARE 843 .","ARE 843 . 052 - DF","MS 25 . 643","ARE 848005 AGR /","MS 2(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n19/05/2015\nSEGUNDA TURMA\nEMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 1(...TRUNCATED)
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2015-05-19T00:00:00
2015-06-23T00:00:00
"A Turma, por votação unânime, não conheceu dos segundos embargos de declaração e determinou a(...TRUNCATED)
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
"E M E N T A: SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU O(...TRUNCATED)
sjur309903
"- Acórdão(s) citado(s):\n(EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, CARÁTER INFRINGENTE)\nRTJ 134/836, RTJ 134/1(...TRUNCATED)
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
18733
["LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00620\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCE(...TRUNCATED)
Rcl-AgR-ED-ED
acordaos
Rcl 18733 AgR-ED-ED
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"EMBTE.(S) : MARCO ANTONIO AMARAL DE CAMPOS E OUTRO(A/S)\nADV.(A/S) : ROSELI SUSANE JAWOROSKI DE C(...TRUNCATED)
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"Ementa e Acórdão\n19/05/2015\nSEGUNDA TURMA\nEMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 1(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECLAMAÇÃO 18 . 733","RCL 18733 AGR -","RCL 18733 AGR","RECLAMAÇÃO 18 . 733"(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n19/05/2015\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834.7(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8607489
2015-05-19T00:00:00
2015-06-02T00:00:00
"A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidênci(...TRUNCATED)
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
"EMENTA: PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGADA OFENSA AO (...TRUNCATED)
sjur307035
"- Acórdão(s) citado(s):\n(PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFES(...TRUNCATED)
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
834718
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 834718 AgR
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"AGTE.(S) : ELLUS CONSTRUTORA E INCORPORADORA LTDA \nADV.(A/S) : IRAN MACHADO NASCIMENTO E OUTRO(A(...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n19/05/2015\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834.7(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 834 . 718","ARE 748 . 371 - RG","Tema 660","A(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n04/08/2015\nSEGUNDA TURMA\nHABEAS CORPUS 127.241 SÃO PAULO\nRELATOR\n: MIN. DI(...TRUNCATED)
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2015-09-04T00:00:00
"A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Presidência do Se(...TRUNCATED)
HABEAS CORPUS
"EMENTA\n\n\n\n Habeas corpus. Penal. Tráfico transnacional de drogas. Artigo 33, caput, c/c art(...TRUNCATED)
sjur318133
"- Acórdão(s) citado(s):\n(RECONHECIMENTO, DEDICAÇÃO, RÉU, ATIVIDADE CRIMINOSA)\nRHC 116926 (1(...TRUNCATED)
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
127241
["LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00033 \"CAPUT\" PAR-00004 ART-00040 \n (...TRUNCATED)
HC
acordaos
HC 127241
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"PACTE.(S) : PEDRO FELIX CHOQUEHUANCA SILVA \nIMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO \nPROC.(A/(...TRUNCATED)
[ "" ]
"Ementa e Acórdão\n04/08/2015\nSEGUNDA TURMA\nHABEAS CORPUS 127.241 SÃO PAULO\nRELATOR\n: MIN. DI(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["HABEAS CORPUS 127 . 241","HC 127241 / SP","RHC n 116 . 926 / DF","HC 127241 / SP(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n19/05/2015\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.6(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=8618190
2015-05-19T00:00:00
2015-06-03T00:00:00
"A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidênci(...TRUNCATED)
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
"EMENTA: DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PRELIM(...TRUNCATED)
sjur307219
Número de páginas: 8. Análise: 22/06/2015, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
858677
["LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n","LEG(...TRUNCATED)
ARE-AgR
acordaos
ARE 858677 AgR
[ "" ]
"AGTE.(S) : J M DE M A S \nADV.(A/S) : AMAURI SERRALVO E OUTRO(A/S)\nAGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚ(...TRUNCATED)
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"Ementa e Acórdão\n19/05/2015\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858.6(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 858 . 677","SÚMULAS 282","Súmulas 282","Sú(...TRUNCATED)
"Ementa e Acórdão\n04/08/2015\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 770.7(...TRUNCATED)
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9318685
2015-08-04T00:00:00
2015-09-04T00:00:00
"Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator,(...TRUNCATED)
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
"EMENTA: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ICMS. TRANSPO(...TRUNCATED)
sjur318111
"- Acórdão(s) citado(s):\n(LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL)\nAI 360265 AgR (2ªT), AI 587396 AgR (...TRUNCATED)
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
770742
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 770742 AgR
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"AGTE.(S) : PLANALTO TRANSPORTES LTDA \nADV.(A/S) : RENATO ROMEU RENCK JUNIOR E OUTRO(A/S)\nAGDO.((...TRUNCATED)
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"Ementa e Acórdão\n04/08/2015\nPRIMEIRA TURMA\nAG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 770.7(...TRUNCATED)
{"JURISPRUDENCIA":["RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 770 . 742","SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Fe(...TRUNCATED)
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